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EXERCÍCIO 7: ETAPA DE DESENVOLVIMENTO (PARTE 2)

Dar continuação à etapa de desenvolvimento da construção do tesauro, que foi iniciada no


Exercício 3. Usar o texto de apoio do Exercício anterior e ao final desse exercício.
(1) Faça a seleção dos descritores:
a. Preferidos e não-preferidos;

*HEAVY METAL

1. POWER METAL

ID: 001 Termo: POWER METAL

Relação de Equivalência
Use (USE)
Usado Para (UP)
Relação hierárquica HEAVY METAL
Termo Genérico Gênero (TGG)
Termo Específico Gênero (TEG) Heavy/Power metal clássico
Power metal melódico
Power metal progressivo
Power metal sinfônico

Termo Genérico Partitivo (TGP)


Termo Específico Partitivo (TEP)

Termo Genérico Instância (TGI)

Termo Específico Instância (TEI)

Relação Associativa (TA) DOOM METAL


DEATH METAL
Definição (Def.) Power metal é caracterizado por um som mais
animado, em contraste ao peso e dissonância
prevalecentes em estilos como doom metal e
death metal.

Nota de Escopo (NE) Power metal é um subgênero do heavy metal


que combina características do metal tradicional
com speed metal, muitas vezes com forte
influência da música erudita.

Nome do coletor MORNING STAR


2.1. SYMPHONIC POWER METAL

2.2. MELODIC POWER METAL

3. DEATH METAL

3.1. MELODIC DEATH METAL

3.2. BRUTAL DEATH METAL

3.3. SPLATTER DEATH METAL

3.4. BLACKENED DEATH METAL

3.5. DEATHCORE

4. BLACK METAL

4.1. SYMPHONIC BLACK METAL

4.2. ATMOSPHERIC BLACK METAL

4.3. RAW BLACK METAL

4.4. DEPRESSIVE SUICIDAL BLACK METAL

5. THRASH METAL

5.1. BLACKENED THRASH METAL

5.2. GROOVE METAL

6. DOOM METAL

6.1. DRONE METAL


6.2. ATMOSPHERIC DOOM METAL

6.3. FUNERAL DOOM METAL

7. SPEED METAL

8. FOLK METAL

8.1. VIKING METAL

8.2. PAGAN METAL

8.3. PIRATE METAL

8.4. ORIENTAL METAL

8.5. MEDIEVAL METAL

9. METALCORE

9.1. MATHCORE

9.2. PROGRESSIVE METALCORE

9.3. MELODIC METALCORE

10. GOTHIC METAL

10.1. SYMPHONIC GOTHIC METAL

11. WHITE METAL


CHRISTIAN,
11.1. UNBLACK METAL

12. INDUSTRIAL METAL


:
13. PROGRESSIVE METAL
14. DJENT

15. NEOCLASSICAL METAL

16. HARD METAL

17. SLUDGE METAL

18. AVANT-GARDE

19. GRINDCORE

19.1. CYBERGRIND

19.2. DEATHGRIND

19.3. GOREGRIND

20. PUNK METAL

21. NEW METAL

ID: 021 Termo: NEW METAL

Relação de Equivalência
Use (USE)
Usado Para (UP)
Relação hierárquica HEAVY METAL
Termo Genérico Gênero (TGG)
Termo Específico Gênero (TEG)
Termo Genérico Partitivo (TGP)
Termo Específico Partitivo (TEP)

Termo Genérico Instância (TGI)

Termo Específico Instância (TEI)

Relação Associativa (TA)


Definição (Def.)
Nota de Escopo (NE)
Nome do coletor

22. NU-METAL
USE: NEW METAL
23. STONER METAL

24. SOUTHERN METAL

25. ALTERNATIVE METAL

25.1. RAP METAL

25.2. FUNK METAL

26. GLAM METAL

b. Faça a validação (preferencialmente por usuários e especialistas da área modelada).

(2) Determine o sistema conceitual (nocional) do tesauro, com a organização dos descritores
(sugestão: usar o software CMAP):
a. Início da modelagem da estrutura conceitual e suas relações;
b. Seguir uma sequência alfabética para os focos que compõem cada faceta;
c. Seguir uma ordem para prioridade das facetas: sugestão PMEST;
d. Mapa conceitual: organizar e representar, por meio de um esquema gráfico, o
conhecimento estabelecido nas definições do glossário:
i. ligar os conceitos por linhas;
ii. representar as relações entre conceitos usando proposições (expressões
verbais).

(3) Estabeleça as relações semânticas conforme segue:


a. Entre termos: de equivalência;
b. Entre conceitos: hierárquicas e associativas.

(4) Elabore uma ficha terminológica para cada um dos descritores.

ID: _________ Termo: NEW METAL

Relação de Equivalência
Use (USE)
Usado Para (UP)
Relação hierárquica HEAVY METAL
Termo Genérico Gênero (TGG)
Termo Específico Gênero (TEG) NEW METAL
Termo Genérico Partitivo (TGP)
Termo Específico Partitivo (TEP)

Termo Genérico Instância (TGI)

Termo Específico Instância (TEI)

Relação Associativa (TA)


Definição (Def.)
Nota de Escopo (NE)
Nome do coletor
APOIO PARA AS ATIVIDADES

A TEORIA DA CLASSIFICAÇÃO FACETADA


O método da classificação facetada (categorização) foi desenvolvido por Ranganathan na década
de 1930, inicialmente para a construção de um sistema classificação bibliográfica, o Colon
Classification (Classificação de Dois Pontos).

Os diferentes aspectos/partes constituintes de um domínio podem ser obtidos a partir de uma


modelagem utilizando a abordagem das cinco categorias fundamentais criadas por Ranganathan
em sua Teoria da Classificação Facetada, conhecidas por PMEST, que representam uma
policotomia ilimitada:
1. Personalidade: as “coisas” que compõem determinado domínio: os processos, ações,
operações, técnicas e/ou fenômenos que ocorrem em um domínio;
2. Matéria: materiais, características ou atributos para as “coisas”, processos e/ou
fenômenos de um domínio;
3. Energia: ações, processos, operações, técnicas e/ou fenômenos que ocorrem em um
domínio; os agentes dos processos, ações, operações, técnicas e/ou fenômenos que
ocorrem em um domínio;
4. eSpaço: componentes geográficos relacionados a um domínio;
5. Tempo: períodos temporais associados a um domínio.

Assim, a modelagem do domínio é pensada a partir de sua abrangência conceitual, que pode ser
observado pelos seus distintos aspectos, em diversas dimensões em relação espaço-tempo,
podendo ter como resultado distintas relações entre dimensões (por exemplo: teorias ou
processos) e fatos, o que possibilita muitas combinações. Dessa forma, o conhecimento desse
domínio pode ter como foco diferentes propósitos (lazer, atividade profissional, credos).

Para melhor entendimento sobre a Teoria da Classificação Facetada, é preciso explicitar alguns
conceitos importantes:
1) isolado: cada componente (termo/indivíduo) simples de um assunto, obtido a
partir da divisão de uma faceta, mas ainda apartado da estrutura; 2) foco: é um
isolado já acomodado na estrutura facetada, porém, sem preocupação sobre a
relação que tem com outros componentes (termo/indivíduo) da estrutura; 3)
subfaceta (ou arrays): grupos de termos coordenados, obtidos com a divisão de um
assunto por meio de um mesmo princípio, sendo, mutuamente, exclusivos; 4)
faceta: “qualquer componente – assunto básico ou isolado – de um assunto
composto. [...] conjunto das subclasses obtidas pela divisão de uma classe, de
acordo com determinada característica. Dentro da faceta, o membro individual, ou
subclasse, denomina-se foco” (CUNHA; CAVALCANTI, 2008); faceta pode, também,
ser entendida como um ponto de vista, categoria ou atributo usado para agrupar
conceitos em uma área de assunto (domínio); 5) categoria: classe mais geral do
sistema, as categorias fundamentais, usada para representar ideias fundamentais;
6) divisão: o processo pelo qual uma faceta se decompõe em diferentes focos, tal
como a decomposição de um gênero em espécie; 7) Renques: divisão feita a partir
de apenas uma característica, em uma série horizontal de conceitos; e 8) Cadeias:
divisões sucessivas de um mesmo assunto, em uma série vertical de conceitos
(MACULAN, 2011, p. 48).

Ranganathan usou a ideia de uma “Árvore Baniana” (figueira indiana), cujas raízes se espalham em
diferentes direções, com os galhos criando mais raízes, que formam troncos, para explicar a sua
teoria que estabelece não somente relacionamentos hierárquicos, “pois essa árvore sugere a ideia
de que os assuntos (espécies de classes básicas) podem ser relacionados uns aos outros de
diferentes, complexas e imprevistas formas, gerando novas categorias (RANGANATHAN, 1967,
p.368), em um sentido multidimensional” (MACULAN, 2011, p. 49).

Vamos ver um exemplo do uso da teoria desenvolvida por Ranganathan para a modelagem do
domínio “Biblioteconomia”:
1. Personalidade: instituições e organizações, bibliotecas, documentos, usuários, suporte
documental;
2. Matéria: tipos de documentos, de suportes, de bibliotecas, de usuários, etc.;
3. Energia: processos de tratamento documentário, recuperação de informação,
aquisição, uso e construção de linguagens documentárias (agentes dos processos),
profissionais envolvidos como agentes dos processos, etc.;
4. eSpaço: os espaços da biblioteca (referência, atendimento, lugar dos periódicos, etc.);
5. Tempo: períodos temporais associados à biblioteca, a seu acervo, etc.

Na construção de tesauros, essa metodologia vem fornecendo os princípios que orientam o


agrupamento de termos e conceitos de mesma natureza, por suas semelhanças e diferenças,
permitindo criar classes gerais básicas, facetas e subfacetas, dando origem a cadeias (divisões
sucessivas de um mesmo assunto, em uma série vertical de conceitos) e renques (divisão feita a
partir de apenas uma característica, em uma série horizontal de conceitos).

Na Teoria da Classificação Facetada utiliza-se o método dedutivo para modelar (classificar) o


conhecimento de um dado domínio, ou seja, inicia-se a organização pelo todo e vai deduzindo-se
as suas respectivas partes.
Abordagem Dedutiva: os termos são reunidos, inicialmente, sem a aplicação de um
controle do vocabulário. Depois são identificadas as classes básicas e/ou facetas e
subfacetas (suas subdivisões) principais. Quando esse agrupamento já está estabelecido,
inicia-se o processo de controle do vocabulário. Nessa abordagem, parte-se do geral para o
específico.

A Teoria da Classificação Facetada foi investigada pelo Classification Research Group (CRG), criado
na década de 50, no Reino Unido, que incluía atorze integrantes: D. J. Campell, E. J. Coates, J. E. L.
Farradane, D. J. Foskett, G. Jones, J. Milles, T. S. Morgan, B. I. Palmer, O. W. Pendleton, L. G. M.
Roberts, B. C. Vickery, A.J. Walford, K. E. Watkins e A. J. Wells. Os estudos realizados pelo CRG
resultaram em um conjunto de dez categorias fundamentais que são necessárias para o
mapeamento e a modelagem de um dado domínio, denominados pelo grupo como “TODO”
(domínio a ser modelado), a saber: Tipos, Partes, Materiais, Propriedades, Processos, Operações,
Agentes, Espaço, Tempo e Forma. Essas categorias podem ser assim descritas:

TODO: domínio a ser modelado (“coisas”, disciplinas, processos, fenômenos, entre outros);
1. Tipo: as várias classes de objetos a classificar;
2. Partes: são as divisões de qualquer todo ou de sua parte;
3. Materiais: materiais, características, atributos e/ou substâncias constituintes do todo e
de suas partes;
4. Propriedades: qualidades e/ou predicados do todo e de suas partes;
5. Processos: são as ações e reações inerentes dos objetos;
6. Operações: ações exteriores que se executam sobre os objetos;
7. Agentes: são os que executam quaisquer das ações
8. Espaço: corresponde aos lugares e/ou componentes geográficos do todo;
9. Tempo: corresponde às divisões cronológicas e períodos temporais referentes ao todo;
10. Forma: é a forma de apresentação dos objetos.

A despeito De qualquer diferença encontrada entre as categorias de Ranganathan e as categorias


do CRG, em uma visão pessoal, afirmo que as dez categorias indicadas pelo CRG podem se
acomodar dentro das cinco categorias criadas por Ranganathan, sendo apenas mais segmentadas
e subdivididas, conforme pode ser observado no quadro a seguir.
Comparação entre as categorias do Ranganathan e do CRG
RANGANATHAN CRG
Tipos de Produto Final
Personalidade
Partes
Materiais
Matéria
Propriedades
Forma de Apresentação
Processos
Energia Operações
Agentes
Espaço Espaço
Tempo Tempo

Fonte: MACULAN (2011, p.51).

É possível observar que mesmo o CRG ampliando o número de categorias, as mesmas podem ser
consideradas especificidades dentro das cinco categorias criadas por Ranganathan. Em alguns
casos, modelar um domínio a partir das categorias do CRG pode facilitar o trabalho,
principalmente para os iniciantes no ofício de construção de tesauros.

Vamos ver um exemplo do uso das categorias do CRG para a modelagem de um domínio (Fonte:
TRISTÃO, 2005):

TODO: construção civil (recorte: subsetor edificações: engloba as edificações)


1. Tipo: os diversos tipos de edificações;
2. Partes: as paredes, pisos, etc.;
3. Materiais: o cimento, concreto, etc.;
4. Propriedades: conforto, durabilidade, segurança, etc.;
5. Processos: de projeto, de construção, de manutenção;
6. Operações: as diversas operações que envolvem as atividades do processo de
construção de edificações;
7. Agentes: o arquiteto, engenheiro, operário e os equipamentos e ferramentas, tais
como o guindaste e a desempenadeira;
8. Espaço: os diversos ambientes da edificação, tais como salas, banheiros, etc.;
9. Tempo: as diversas fases do processo da construção;
10. Forma de apresentação: os diversos meios de registro e documentação: plantas,
desenhos, etc.

Vamos observar outro exemplo usando as categorias do CRG:

TODO: teatro (recorte: espaços físicos de teatros e anfiteatros);


1. Tipo: de teatros: de arena, elizabetano, italiano; de anfiteatro: arenas ovais e arenas
circulares;
2. Partes: da peça (ato, que tem as partes: quadro e cena); do cenário (fraldão e
regulador);
3. Materiais: poltronas, araras, espelhos, equipamentos de camarins, entre outros;
4. Propriedades: acústica, porte, dimensões, segurança, iluminação, sistema de som, etc.;
5. Processos: de criação, de ensaio, da peça, estético (acessórios e cenários), etc.;
6. Operações: de logística, financeiras, administrativas, de seguro, etc.;
7. Agentes: produtor, diretor, ator, público, bilheteiro, figurinista, coreógrafo, etc.;
8. Espaço: balcão nobre, camarim, camarote, frisa, galeria, plateia, caixa (palco, boca de
cena, coxia, espaço cênico), porão, urdimento, varanda, lugares das apresentações,
etc.
9. Tempo: tempo de duração da peça, horários, temporada, tempo de cenas, de
narração, tempo histórico, etc.;
10. Forma de apresentação: musical, comédia, tragédia, de bonecos, de rua, drama,
melodrama, ópera, de revista, etc.

Gomes, Campos e Motta (2004, online) apresentam uma lista de categorias que podem ser
utilizadas para orientar a modelagem de um domínio. Contudo, as autoras esclarecem que o
preenchimento ou não das diferentes categorias com manifestações (classes básicas, facetas e
subfacetas) vai depender do domínio para o qual o tesauro está sendo construído e do propósito
desejado.

Coisas, substâncias, entidades


que ocorrem naturalmente
produtos
instrumentos
construtos mentais
Suas partes
constituintes
órgãos
Sistemas de coisas
Atributos de coisas
qualidades, propriedades, incluindo
estrutura
medidas
processo, comportamento
Objeto da ação (paciente)
Relações entre coisas, interações
efeitos
reações
Operações sobre coisas
experimentos, ensaios
operações mentais
Propriedades de atributos, relações e operações
Lugar, condição
Tempo

SELEÇÃO DE DESCRITORES
A seleção de descritores deve seguir a forma mais aceita, conforme, principalmente, as garantias
literária e do usuário:
a) princípio da garantia literária: consulta a fontes de informação de diversas naturezas,
sejam elas científicas e de divulgação (livros, periódicos, dicionários, etc.), em formatos
impresso e eletrônico, disponíveis em bibliotecas reais, digitais e virtuais; sites
institucionais e demais categorias de importância na área do vocabulário; fontes de
informação desenvolvidas em ambiente colaborativo, na Internet, como blogs, twitters,
etc.;
b) princípio da garantia de uso: levantamento dos termos livres e controlados mais
empregados pelos usuários nas buscas e que são armazenados nos históricos das bases de
dados e dos catálogos on-line (BOCCATO; BISCALCHIN, 2014, p. 242), assim como aqueles
obtidos em entrevistas com usuários e especialistas.
Ao se orientar por essas garantias, será possível ao modelador determinar um
conjunto de conceitos (terminologia) que, juntamente com o uso de normas e diretrizes, irão
possibilitar a construção de um tesauro mais bem estruturado e com um domínio mais
representativo para a comunidade de usuários.

USAR NO PLURAL
1. Substantivos que denotam objetos distintos ou contáveis (respondem: quantos? E, não,
quanto?):
a. árvores, escolas, invertebrados, livros, etc.
b. partes do corpo que possuem mais de uma unidade no organismo normal:
i. pés, mãos, rins, pulmões, olhos, etc.

2. Nome de uma substância ou matéria que representa e denota uma classe com mais de um
membro:
a. inseticidas, plásticos, etc.

USAR NO SINGULAR
1. Partes do corpo que possuem somente uma unidade no organismo normal:
a. coração, bexiga, boca, estômago, etc.

2. Substantivos que denotam objetos contínuos (respondem: quanto? E, não, quantos?):


a. cobre, neve, vidro, etc.

3. Conceitos abstratos, tais como sistemas de crença, propriedades, atividades e disciplinas:


a. Crenças: cristianismo, racismo, etc.
b. Propriedades: dureza, aspereza, etc.
c. Atividades: migração, digestão, etc.
d. Disciplinas: Biblioteconomia, Química, Arquivologia, etc.

ATENÇÃO PARA A POLISSEMIA


COMUNICAÇÃO (atividade) = singular
COMUNICAÇÕES (técnicas) = plural
SOLDA (atividade) = singular
SOLDAS (material) = plural

COMO FORMAR O TERMO DESCRITOR


1. Usar, preferencialmente, termos descritores formados por uma palavra substantiva, com o
gênero na forma masculina (usar a forma feminina quando não existir a forma masculina
da palavra ou usar as duas formas quando o significado for diferente), e empregar, como
referência de padronização, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa ou um dicionário
referente ao campo de especialidade modelado: exemplo: Acusado (substantivo
masculino), Criança (somente existe na forma feminina), Menino (substantivo masculino),
Menina (substantivo feminino);
a. Substantivos são as palavras variáveis que servem para dar nome às pessoas, às
qualidades, aos sentimentos, aos objetos, aos lugares e a todos os seres, sejam
reais ou imaginários.
Classificação dos substantivos
Designam nomes de coisas, animais, pessoas e
Concretos instituições, ou seja, tudo o que tem existência Ana, rapaz, Paris, árvore, flor.
propriamente dita.
Designam ações, noções, qualidades e estados, ou Justiça, saúde, inteligência,
Abstratos
seja, representações do nosso pensamento. profundidade, beleza.
Designam uma pessoa, animal ou coisa de forma
João, Portugal, Porto,
Próprios individual, ou seja, um indivíduo de uma dada
Amazonas.
espécie.
Designam todas as pessoas, animais ou coisas de Homem, país, cidade, rio, casa,
Comuns
uma espécie ou de um grupo. gato, menino.
Substantivos comuns que, embora estando no Alcateia, batalhão, bando,
Coletivos singular, designam um conjunto de seres ou coisas cardume, exército, enxame,
da mesma espécie. multidão, vara.
Régua, lápis, espada, cadeira,
Simples Substantivos formados por um único elemento.
flor.
Pé-de-moleque, peixe-espada,
Composto Substantivos formado por dois ou mais elementos.
beija-flor.
Substantivos que não têm origem em qualquer
Primitivo Madeira, água.
outra palavra dentro do próprio português.
Substantivo que se originam de uma outra palavra
Derivado Madeireira, aguaceiro.
dentro do próprio português
Fonte: Nova Gramática Online.

2. Na impossibilidade do uso de um substantivo, formar um termo descritor a partir de um


adjetivo substantivado: Caducidade (adjetivo substantivado), Democracia (adjetivo
substantivado);

3. Na impossibilidade do uso de um substantivo ou adjetivo substantivado formar um termo


descritor a partir de um verbo substantivado: Indexação (verbo substantivado).

4. Em último caso, formar o termo descritor por expressões, com uma ou mais palavras (com
entrada direta):
a. Composta por dois substantivos que formam uma única expressão: por exemplo,
“socioeconômico”, que, em vez de a operação de composição adicionar
diretamente “social” e “econômico”, retira-se os respectivos últimos sufixos
derivacionais (respectivamente “-al” e “-ico”, que, apesar de serem diferentes na
forma, são muito próximos em sentido), obtendo-se, assim, dois radicais: “sócio-” e
“economo-”, que são justapostos, formando a expressão composta por dois
adjetivos. Outro exemplo: Datiloscopia: formado por “datil(o)” (impressão digital),
acrescido de “scopia” (exame);
b. Compostas por um substantivo e um adjetivo modificador: exemplos: planalto
(plano + alto), interesse difuso (expressão adjetivada), biblioteca escolar (expressão
adjetivada), satisfação do usuário escolar (expressão adjetivada), menor
abandonado (expressão adjetivada);
c. Compostas por dois substantivos que são ligados por preposições: exemplos de
expressões preposicionadas: Filosofia do direito, Direito do consumidor, Sistemas
em linha;
d. Compostas por um misto de expressões adjetivadas e expressões preposicionadas:
exemplos de expressões mistas: Pena restritiva de liberdade, Transporte de metais
pesados;
e. Compostas de qualquer tipo com entrada invertida somente serão utilizadas para
representar descritores não-preferidos.

POLÍTICA DE INDEXAÇÃO
Elaborada para o uso de tesauros!!
Devem-se levar em consideração as especificidades de cada unidade de informação para que a sua
implantação seja adequada.
A elaboração de uma política de indexação requer a análise de distintos fatores, tais como:
● a linguagem controlada adotada, as características dos usuários, a instituição, os recursos
humanos e técnicos disponíveis.
Portanto, ela será desenvolvida quando o tesauro criado for utilizado como instrumento de
indexação de uma unidade de informação específica.

REFERÊNCIAS
GOMES, H. E. (Coord.); CAMPOS, M. L. A.; MOTTA, D. F. Elaboração de tesauro documentário:
tutorial. Atualizado em jul. 2004. [Site: Biblioteconomia, Informação & Tecnologia da Informação –
BITI]. Disponível em: <http://www.conexaorio.com/biti/tesauro/>.
MACULAN, B. C. M. S. Taxonomia facetada navegacional: construção a partir de uma matriz
categorial para trabalhos acadêmicos [manuscrito]. 2011. 191f. Dissertação (Mestrado em Ciência
da Informação), Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Ciência da Informação. Belo
Horizonte: PPGCI, 2011.
NOVA Gramática Online. Classes gramaticais: substantivo (Parte 1): classificação dos substantivos.
[Site]. Disponível em: <http://www.novagramaticaonline.com/2014/12/gramatica-online-classes-
gramaticais_26.html>.
TRISTÃO, A. M. D. Classificação da informação na indústria da construção civil: uma aplicação em
placas cerâmicas para revestimento. 2005. 269f. Tese (Doutorado em Engenharia Civil),
Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil - PPGEC,
para a obtenção do Título de Doutor em Engenharia Civil. Florianópolis: PPGEC, 2005.