Você está na página 1de 3

III SIMPÓSIO DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

Local: Centro Universitário São Camilo

Data: 21 a 23 de maio de 2015.

FITOTERAPIA E O USO INDISCRIMINADO DO CHÁ DE CANNABIS SATIVA


1 2
LEITE, Mariana da C. ; CROZARA, Marisa A.
1
Curso de Farmácia do Centro Universitário São Camilo, São Paulo, SP. mahdacunha@hotmail.com.
2
Curso de Farmácia do Centro Universitário São Camilo, São Paulo, SP. Docente e supervisora.

Palavras-chave: Fitoterapia. Cannabis sativa, Chá de maconha.

INTRODUÇÃO
Fitoterapia é a utilização de plantas medicinais ou bioativas, ocidentais e/ou orientais, in
natura ou secas, plantadas de forma tradicional, orgânica e/ou biodinâmica, apresentadas como
drogas vegetais ou drogas derivadas vegetais, nas suas diferentes formas farmacêuticas, sem a
utilização de substâncias ativas isoladas e preparadas de acordo com experiências populares
tradicionais ou métodos modernos científicos.
Fitoterápicos são medicamentos obtidos empregando-se, como princípio-ativo,
exclusivamente derivados de drogas vegetais. São caracterizados pelo conhecimento da eficácia e
dos riscos de seu uso, como também pela constância de sua qualidade. .
A definição de medicamento fitoterápico é diferente de fitoterapia, pois não engloba o uso
popular das plantas em si, mas sim seus extratos. Os medicamentos fitoterápicos são preparações
elaboradas por técnicas de farmácia, além de serem produtos industrializados.
Como qualquer medicamento, o mau uso de fitoterápicos pode ocasionar problemas à saúde,
como por exemplo: alterações na pressão arterial, problemas no sistema nervoso central, fígado e
rins, que podem levar a internações hospitalares e até mesmo à morte, dependendo da forma de uso.
Atualmente a Maconha (Cannabis sativa) é utilizada de várias maneiras e uma das mais
conhecidas é como droga de abuso e a sua procedência é duvidosa podendo conter muitas outras
substâncias danosas.
A maconha apresenta diversas substâncias diferentes em sua composição. As duas
principais moléculas são o THC (Tetra-hidrocanabinol) e o CBD (Canabidiol); Essas substâncias são
encontradas em diferentes concentrações e atividades sobre o sistema nervoso central. O THC tem
efeito depressor do sistema nervoso central, podendo potencializar o efeito de medicamentos que
também são depressores, sendo um risco para a saúde; O CBD é outra substância extraída da
maconha, que é a responsável pela atividade anticonvulsivante e foi recentemente liberada pela
ANVISA, sob controle de prescrição médica.

OBJETIVO
Este trabalho teve como objetivo abordar sobre a importância dos fitoterápicos, o uso
indiscriminado do chá de maconha e suas vantagens e desvantagens.

METODOLOGIA
Utilizou-se pesquisa em livros específicos, revistas científicas nas áreas de fitoterápicos e
sites de busca como Scielo e PubMed.

DESENVOLVIMENTO
Há uma grande quantidade de plantas medicinais, em todas as partes do mundo, utilizadas
há milhares de anos para o tratamento de doenças, através de mecanismos na maioria das vezes
desconhecidos. O estudo desses mecanismos e o isolamento do princípio ativo (a substância ou
conjunto delas que é responsável pelos efeitos terapêuticos) da planta é uma das principais
prioridades da farmacologia.
Enquanto o princípio ativo não é isolado, as plantas medicinais são utilizadas de forma
caseira, principalmente através de chás, ultra diluições, ou de forma industrializada, com extrato
homogêneo da planta.

Realização
III SIMPÓSIO DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

Local: Centro Universitário São Camilo

Data: 21 a 23 de maio de 2015.

Ao contrário da crença popular, o uso de plantas medicinais não é isento de risco. Além do
princípio ativo terapêutico, a mesma planta pode conter outras substâncias tóxicas, a grande
quantidade de substâncias diferentes pode induzir a reação alérgica, pode haver contaminação por
agrotóxicos ou por metais pesados.
Além disso, todo princípio ativo terapêutico é benéfico dentro de um intervalo de quantidade -
abaixo dessa quantidade, é inativo e acima disso passa a ser tóxico. A variação de concentração do
princípio ativo em chás pode ser muito grande, tornando praticamente impossível atingir a faixa
terapêutica com segurança em algumas plantas nas quais essa faixa é mais estreita. Na forma
industrializada, o risco de contaminações pode ser reduzido através do controle de qualidade da
matéria prima.
À medida que os princípios ativos são descobertos, eles são isolados e refinados de modo a
eliminar agentes tóxicos e contaminações, e as doses terapêutica e tóxica são bem estabelecidas de
modo a determinar de forma precisa a faixa terapêutica e as interações desse fármaco com os
demais.
A preparação de chá de maconha, não apresenta nenhum efeito terapêutico significativo.
Durante a infusão ocorre a extração de todos os componentes e não apenas de 1 seletivamente. O
uso do chá não apresenta nenhum efeito contra crises convulsivas, podendo levar o paciente á um
quadro de toxicidade e alergia, justamente pela grande quantidade de propriedades químicas que a
maconha contém.

CONCLUSÃO
Há uma grande quantidade de plantas medicinais, em todas as partes do mundo, utilizadas
há milhares de anos para o tratamento de doenças, através de mecanismos na maioria das vezes
desconhecidos. O estudo desses mecanismos e o isolamento do princípio ativo (a substância ou
conjunto delas que é responsável pelos efeitos terapêuticos) da planta é uma das principais
prioridades da farmacologia.
Enquanto o princípio ativo não é isolado, as plantas medicinais são utilizadas de forma
caseira, principalmente através de chás, ultra diluições, ou de forma industrializada, com extrato
homogêneo da planta.
Ao contrário da crença popular, o uso de plantas medicinais não é isento de risco. Além do
princípio ativo terapêutico, a mesma planta pode conter outras substâncias tóxicas, a grande
quantidade de substâncias diferentes pode induzir a reação alérgica, pode haver contaminação por
agrotóxicos ou por metais pesados.
O uso do chá de maconha pode ser prejudicial à saúde, e causar tontura, náuseas e
sonolência; Os pacientes que fazem uso controlado do CBD podem apresentar reações adversas
como vermelhidão nos olhos, sensação de estar “aéreo”, o que é esperado, podendo também
apresentar os efeitos mais severos como mal estar, incluindo cefaleia.
O uso concomitante com outros medicamentos pode levar ar qualquer tipo de interação com
o chá. As atividades benéficas ou prejudiciais dos fitoterápicos podem variar de pessoa para pessoa.
O paciente não deve fazer uso de qualquer fitoterápico sem consultar seu médico e o farmacêutico.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANVISA. Uso de plantas medicinais da tradição popular é regulamentado. Acesso 12 Mar 2015..

Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. Canabidiol é reclassificado como


substância controlada. Disponível em <http://www.crfrs.org.br/portal/pagina/noticias-
detalhes.php?idn=1321> Acesso 9 Mar. 2015

DEGASPARI, Cláudia Helena; DUTRA, Ana Paula Chaves. Propriedade fitoterápicas da Romã
(Punica granatum L.). Visão Acadêmica, [S.l.], v. 12, n. 1, mai. 2012. ISSN 1518-8361. Disponível em:
<http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/academica/article/view/27237>. Acesso 18 Jan. 2015.

Realização
III SIMPÓSIO DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

Local: Centro Universitário São Camilo

Data: 21 a 23 de maio de 2015.

SANTOS-OLIVEIRA, Ralph; COULAUD-CUNHA, Simone; COLACO, Waldeciro. Revisão da


Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek, Celastraceae. Contribuição ao estudo das propriedades
farmacológicas. Rev. bras. farmacogn., João Pessoa , v. 19, n. 2b, June 2009 . Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
695X2009000400025&lng=en&nrm=iso>. Acesso 18 Jan. 2015.

SILVA, Thiago Ferreira Oliveira da; MARCELINO, Carlos Eduardo; GOMES, Ana Julia Pereira
Santinho. Utilizações e interações medicamentosas de produtos contendo o Ginkgo biloba.
Colloquium Vitae, jan/jun 2010 2(1): 54-61. PDF. Acesso Jan. 2015

WEBER, Carlos R.; SOARES, Carla M. L.; LOPES, Andréa B. D. ; SILVA, Terezinha S.;
NASCIMENTO, Márcia S. ; XIMENES, Eulália C.P.A. Anadenanthera colubrina: um estudo do
potencial terapêutico. Rev. Bras. Farm. 92(4): 235-244, 2011 PDF. Acesso Jan. 2015.

Website Uol Notícias. A diferença entre canabidiol, óleo de cânhamo e maconha inalada.
Disponível em:
<http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/a_diferenca_entre_canabidiol_oleo_de_canhamo_e_mac
onha_inalada.html> Acesso 8 Mar. 2015.

YASIR, Mohammad; DAS, Sattwik; Kharya M. D. The phytochemical and pharmacological profile of
Persea americana Mill. Pharmacogn Rev. 2010 Jan-Jun; 4(7): 77–84. Disponível em HTML. Acesso
Abr. 2014.

Realização