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ESTO017-17 – Métodos Experimentais em Engenharia

RELATÓRIO - EXPERIMENTO 3:
Coeficiente de Reconstituição

Docente: Wallace Gusmão Ferreira

André Vilela da Silva - 11115010


Guilherme de Moura Leite Camargos - 11018615
Heloisa Frias Pinheiro - 11049113
Patricia Tavares de Oliveira Silva - 11105712
Sidney Cominato Silva - 21090116

Santo André
2018
1. RESUMO

Quando uma esfera é solta de uma determinada altura e colide com uma
superfície plana e lisa, possivelmente voltará a subir até uma altura menor que a inicial
e novamente colidirá com o piso. Este movimento pode se repetir algumas vezes até o
momento em que a esfera não mais deixará o solo e permanecerá em repouso tendo
perdido toda energia de movimento. [1]
A cada impacto da esfera contra a superfície, ocorre a perda de energia cinética,
reduzindo-se a altura máxima que ela pode atingir no seu retorno (H​n + 1 < H​n​). A
grandeza que determina esta fração de perda é o coeficiente de restituição ( ε ). [1]
Neste experimento, foi calculado o coeficiente de restituição de uma bola de
ping-pong quando em choque com granito se utilizando de diferentes métodos de
medição. Utilizou-se um microfone ligado a um osciloscópio para medir a diferença
entre os tempos de vários choques consecutivos, possibilitando o cálculo de ε dadas
as fórmulas existentes na teoria. Após todos os cálculos chegou-se em valores de
coeficiente de restituição de ( 0,921 ± 0,002 ) para a bola de ping-pong.

2. DESCRIÇÃO EXPERIMENTAL

2.1. Materiais e Instrumentos


➔ Osciloscópio Tektronix 2022B;
➔ Caixa contendo dois circuitos amplificadores, cada um deles conectado a um
microfone de eletreto;
➔ Fonte de alimentação (+3V);
➔ Multímetro digital portátil;
➔ 2 cabos de conexão banana/banana;
➔ 2 cabos de conexão banana/jacaré;
➔ Cilindro de Plástico (cerca de 50 cm de altura e 22 cm de diâmetro): o objetivo
do cilindro consiste em induzir a bola a se deslocar verticalmente após cada
impacto (minimizando assim irregularidades na superfície da base);
➔ Base de granito;
➔ Bola de ping pong.

2.2 Metodologia

O aparato utilizado neste experimento era formado por um cilindro de acrílico,


uma pequena base quadrada de granito e uma bola de ping pong, para medir o
intervalo entre as colisões, utilizou-se um esquema composto de um microfone
conectado a um Osciloscópio, modelo Tektronix 2022B. A cada sequência de impactos
consecutivos, a imagem do osciloscópio era congelada e media-se a distância entre
dois picos.
Diferentes medidas foram feitas para calcular o coeficiente de restituição, para
minimizar falhas e erros o tempo t​0 (tempo que a bola de ping pong demora a cair até
chocar com o solo pela primeira vez) foi determinado através da fórmula :

Para realização dos cálculos foram realizadas 03 medidas com o Osciloscópio


nas amperagens de 100mV observando a primeira colisão, 250mV observando as 02
primeiras colisões e 10 medidas com o aparelho marcando 500mV, para este último
observou-se um número de colisões maior ou igual a dez, com auxílio do sinal acústico
captado pelo microfone causado pelas colisões e do cálculo do tempo entre os dois
primeiros impactos sucessivos.
2.3 Fluxograma e Diagrama de Ishikawa

Figura 1: Diagrama de ishikawa para as incertezas na averiguação do coeficiente de restituição.

Figura 2: Fluxograma do experimento


2.4 Cuidados Experimentais

Para a correta reprodução deste experimento alguns cuidados devem ser


considerados, de acordo com o roteiro experimental, e são eles:
➔ Configuração correta do osciloscópio com o microfone para medição;
➔ Montar o arranjo experimental de forma correta, para diminuir possíveis erros;
➔ Verificar a cada reprodução se a bola está caindo no mesmo ponto;
➔ Verificar qual a melhor altura inicial H para minimizar erros, considerando que
quanto maior a altura menor o possível erro;
➔ verificar se a bola está caindo verticalmente.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tabela 1: Altura H do cilindro (mm)

Altura H (mm) Incerteza Altura (mm)

Cilíndro 608,0 0,5

A incerteza de H foi obtida a partir da trena milimetrada com o qual a altura foi
medida (metade da resolução da trena).

Tabela 2: Dado do tempo de t o calculado a partir do uso da fórmula :

t o (s) Incerteza t o (s)

0,3506 0,0002
Tabela 3: Dados dos tempos t o e Δt1 medidos com o osciloscópio para a bola de
ping pong

t o (s) Incerteza t o (s) t 1 (s) Incerteza t 1 (s) t2 (s) Incerteza t2 (s)

Membro 1 -
0,3506 0,0002 0,58 0,01 - -
100mV

Membro 2 -
0,3506 0,0002 0,62 0,01 - -
100mV

Membro 3 -
0,3506 0,0002 0,60 0,01 - -
100mV

Medida 1 -
0,3506 0,0002 0,59 0,01 1,04 0,01
250mV

Membro 2-
0,3506 0,0002 0,62 0,01 1,14 0,01
250mV

Membro 3 -
0,3506 0,0002 0,60 0,01 1,12 0,01
250mV

O tempo t​0 foi padronizado para o valor (0,3506 ± 0,0002) s que foi o valor
obtido através da aplicação da fórmula expressa na Tabela 1. Os valores de t​1 foram

obtidos com os cursores do osciloscópio posicionados entre o primeiro e o segundo


pico (que representam as colisões da bola com a base) e os valores de t​2 foram obtidos
com os cursores do osciloscópio posicionados entre o segundo e terceiro pico. As
incertezas foram obtidas a partir da resolução da medida de tempo do osciloscópio (o
mínimo que o aparelho pode medir).
A partir dos valores de t0 e t1, podemos utilizar a equação (2) para calcular o
valor do coeficiente de restituição para essa bola. No caso, foram calculados dois
coeficientes diferentes, um deles utilizando t0 calculado a partir da altura H utilizando a
equação (1): εteórico e o outro utilizando t1 e t2 medidos ( εreal ).
Tabela 4: Coeficiente de restituição da bola de ping pong, usando ( εteórico ) e não
usando ( εreal ) o t o calculado a partir da altura H.

εteórico Incerteza εteórico εreal Incerteza εreal

Bola de ping pong 0,95 0,09 0,92 0,07

O cálculo dos coeficientes de restituição: real e teórico foram obtidos através dos
dados da Tabela 3, a qual apresenta os intervalos medidos, t​1 e t​2​, entre as colisões
bem como o tempo t​0​ dado pela fórmula da Tabela 2 e utilizando a equação (2).
As incertezas foram calculadas através da propagação de erro para a média
(equação 4). A fórmula expandida para essa incerteza dado o método utilizado nessa
parte é a equação (8).

Tabela 5: Medição de Δtn com o osciloscópio para um n ≥ 10 para a bola de


ping-pong em 500mV.

MEMBRO 1 MEMBRO 2 MEMBRO 3


Incerteza Δtn (s)
N Δtn (s) N Δtn (s) N Δtn (s)

1 0,50 1 0,52 1 0,52 0,02

2 0,44 2 0,48 2 0,40 0,02

3 0,40 3 0,40 3 0,36 0,02

4 0,36 4 0,36 4 0,30 0,02

5 0,32 5 0,32 5 0,28 0,02

6 0,30 6 0,28 6 0,26 0,02

7 0,28 7 0,28 7 0,22 0,02

8 0,24 8 0,24 8 0,20 0,02

9 0,22 9 0,24 9 0,20 0,02

10 0,25 10 0,27 10 0,16 0,02


Através da Tabela 5 os valores de Δtn (com 1 n 10), com incerteza associada
sendo a resolução do osciloscópio. Com esses valores em mãos, é possível estimar o
valor de ping-pong de t​0 ajustando uma curva logarítmica. A escala logarítmica foi
utilizada para facilitar na obtenção dos valores requeridos devido ao fato da curva
resultante ser uma reta.O coeficiente angular da reta é log​10​(ping-pong) e o coeficiente
linear é log​10​(2​t0​) (coeficientes obtidos por meio da equação f(x) da linha de tendência).

Curva Logarítmica de ajuste dos Δtn medidos

O ajuste da curva foi feita a partir do software Microsoft Excel. Usando as


relações ditas anteriormente entre εping−pong , t0 e os coeficientes de f(x), obtemos os
valores a seguir:

Tabela 6: εping−pong e t0 calculados a partir da linha de tendência

εping−pong Incerteza εping−pong t0 Incerteza t0

Bola ping-pong 0.921 0.002 0.28 0.02


A incerteza de εping−pong vem da propagação de incerteza da equação utilizada
para o cálculo desse coeficiente de restituição após isolá-lo na equação:
log 10 (εping−pong ) = − 0.13 . A fórmula da propagação de incerteza é a equação (11) e
como seria necessário calcular para todo n de 1 a 10, foi utilizado apenas n=1 para o
cálculo. A incerteza de t0 é a incerteza que foi padronizada para todos os tempos Δtn
oriunda da resolução do osciloscópio.

4. PROJETO DO EXPERIMENTO

Método para determinar o coeficiente de restituição utilizando a câmera de


um celular

4.1 - Resumo

Existem diferentes métodos para a determinação da constante de restituição de


um corpo.[2] Neste projeto descrevemos um método para determinação da constante
de restituição de um corpo (bola) através de um osciloscópio conectado a um
microfone. O microfone capta o som da bola colidindo com o solo. Para calcular o
coeficiente de restituição foram utilizadas as diferenças de tempo entre os picos de
som.
Baseado na existência desses outros métodos para o cálculo desse coeficiente,
o grupo esquematizou um método utilizando um aplicativo de dispositivo eletrônico (
“WavePad Free” - aplicativo de gravação de som para celular), que foi usado para
capturar os sons das colisões da bola de ping pong com a mesa de granito. Com esses
dados, foi possível chegar no coeficiente de restituição da bola escolhida (ping-pong).
4.2 - Materiais utilizados

● Aparelho de celular com câmera;


● Cilindro de plástico transparente;
● Régua;
● Base de granito;
● Bola de ping pong.

4.3 - Cuidados experimentais

➔ O aparelho de celular deve ser mantido na vertical, para evitar que uma
inclinação afete a medida da altura;
➔ Manter o aparelho de celular a uma distância do tubo que possa evitar um
erro causado por paralaxe;
➔ A altura do cilindro deve ser medida e utilizada como referência para o
ponto onde a bola deve ser solta.

4.4 - Metodologia

Usando um aplicativo para a análise do vídeo, os quadros que representam o


momento antes da bola ser solta e o momento que a bola atinge o ápice de sua
trajetória após a primeira colisão com o chão foram ser extraídos e usados para o
h
cálculo da razão entre as alturas r h = h2 , onde h1 é a altura antes da bola ser solta e
1

h2 é a altura quando a bola atingir o ápice (após a colisão). Após o cálculo da razão

entre alturas, o coeficiente de restituição foi dado por ε = √r h . Para esta análise foi
realizado a filmagem deste movimento de queda da bola, bem como a gravação de um
áudio para determinar os intervalos entre as colisões entre a bola e a mesa de granito.

4.5 - Incertezas relacionadas


Há incertezas relacionadas à medição com a régua e, também, a incerteza
associada à medição dos intervalos de tempo antes e depois da colisão
analisados através do áudio gravado pelo celular.

4.6 - Resultados e Discussão

Tabela 7: Medida da altura inicial e altura do ponto máximo atingido pela bola
após a primeira colisão

Membro da h1 (início) mm Incerteza de h1 h2 (máximo) Incerteza de h2


equipe mm

Medida 1 608 0,05 520 0,05

Medida 2 608 0,05 500 0,05

Medida 3 608 0,05 510 0,05

Medida 4 608 0,05 490 0,05

Medida 5 608 0,05 470 0,05

Tabela 8: Dados dos intervalos de tempo antes t o e depois Δt1 da primeira


colisão até a “altura máxima”

t o (s) Incerteza t o (s) Δt1 (s) Incerteza Δt1 (s)

Membro 1 0 0,0002 0,0126 0,0002

Membro 2 0 0,0002 0,0109 0,0002

Membro 3 0 0,0002 0,0115 0,0002

Membro 4 0 0,0002 0,0111 0,0002

Membro 5 0 0,0002 0,0114 0,0002

CONCLUSÃO
Partindo da observação do comportamento de um corpo (esfera) ao ser submetido a
queda de uma determinada altura e posteriormente colidindo-se com uma superfície
lisa, identificamos por meio da gravação de vídeo e áudio o deslocamento e intervalo
de tempo entre as colisões e consequentemente a perda de energia cinética do corpo a
cada colisão com a superfície.

Aplicando a metodologia e conceitos presentes neste relatório, o coeficiente de


restituição obtido pelo experimento foi de 0.921 com incerteza de 0.002, valor este que
representa uma colisão inelástica no qual a energia cinética do sistema após a colisão
é menor que a energia cinética antes da colisão.

A comprovação da perda de energia cinética por meio dos resultados obtidos pelo
experimento e a conformidade com os conceitos de coeficiente de restituição comprova
que o relatório obteve resultados satisfatórios ao representar a determinação do
coeficiente de restituição da elasticidade das colisões observadas durante o
experimento.

BIBLIOGRAFIA
[1] ​CAVALCANTE, M. et al. ​O Estudo de Colisões através do Som​.Revista Brasileira
de Ensino de Física, Vol. 24, no. 2, Junho de 2002. Disponível em:
<​http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1806-11172002000200011&script=sci_art
text​ >. Acessado em: 31 de Julho de 2018.

[2] FARKAS, N.; RAMSIER, R. ​Measurement of coefficient of restitution made easy.


Departments of Physics and Chemistry, The University of Akron,USA, Janeiro de
2006. Disponível em: < ​http://baseball.physics.illinois.edu/Briggs%201945.pdf >.
Acessado em: 31 de Julho de 2018.

[3] FILHO, D. et al. ​Uma discussão sobre o coeficiente de restituição. ​Rev. Bras.
Ensino Fís. vol.39 no.4 São Paulo 2017 Epub Apr 03, 2017. Disponível em: <
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-111720170004004
02&lang=pt​>. Acessado em 31 de Julho de 2018.
APÊNDICE

A. Deduções Matemáticas

√ (1)
➔ Cálculo de t0 a partir da altura H: t0 = 2H
g

Δtn
√ (2)
n
➔ Cálculo de ε para n colisões: ε = 2t0


2
uH 2 H ug
➔ Propagação de incerteza de t0 calculado a partir de (1): ut = 2Hg + 2g 3
(3)
0


n
1
➔ Incerteza na média de n valores ( xn ) incertos : umédia =
√n
∑ uxi 2 (4)
i=1

Δt
➔ Fórmula de ε em relação à Δtn e Δtn+1 : ε = Δtn+1
n
(5)

Δt
➔ Fórmula de ε em relação à t0 e Δt1 : ε = 2t 1 (6)
0

εuΔt1 2 εut 2
➔ Incerteza em ε calculado a partir da equação (6) : uε =
√ ( Δt1 ) +( )
0
t0
(aqui, t0 e Δt1 são as médias dos valores medidos e suas incertezas são as
incertezas nessa média, calculadas a partir da fórmula (4)) (7)

εuΔt 2 εuΔtn 2
➔ Incerteza em ε calculado a partir da equação (5) : uε =
√( Δtn+1
n+1
) +( Δtn )
(8)

➔ Cálculo do coeficiente de restituição em termo das alturas h1 (inicial) e h2 (altura


h
máxima após a primeira colisão) : ε = h2 (9)
1

➔ Cálculo da incerteza em ε calculado a partir da fórmula (9) e assumindo que as


incertezas nas alturas são as mesmas ( uh1 2 = uh2 2 = uh 2 ) : uε = εuh 1 1
√ h1 2
+ h2 2
(10)
➔ Cálculo da incerteza em ε ​calculado a partir da fórmula (2) [bola de ping-pong] :


uΔtn 2 Δtn ut 2
ε1−n (11)
uε = 2t0 ( n ) +( t0 n
0
)

➔ Fórmula para o cálculo do erro normalizado de duas medidas a e b :


|a − b|
En = (12)
√ a 2 + ub 2
u

B. QUESTÕES

Questão 1 - Como você espera que variem as medidas de t0​ ​ (tempo de queda até o
primeiro impacto), obtidas para diversas bolas? Em teoria, estes valores deveriam ser
diferentes? Comente.

Os valores de t​0 podem variar em cada medição feita devido as variações no


contorno e padrão do formato da bola utilizada. Na teoria, se a bola for uniforme, se ela
for solta sempre do mesmo ponto de referência, se ela não colidir com as paredes do
cilindro plástico e se o osciloscópio medir com infinita precisão o pico acústico que
corresponde ao momento de colisão, os tempos t​0 deveriam ser iguais entre medidas.
Porém a bola possui defeitos em sua superfície e ocorre variação de medida
dependendo de onde ela colide ou se ela colide com as paredes laterais do cilindro o
que resulta na perde energia os picos mostrados no osciloscópio estão numa faixa não
infinitesimal, portanto não sabemos com exatidão a localização do topo.

Questão 2 - Comente sobre as principais fontes de incertezas nos procedimentos de


medição do coeficiente de restituição.

Podemos citar a incerteza associada ao osciloscópio, a incerteza estatística das


medidas, as incertezas do operador e a incerteza no modo como a bola cai em cada
uma das medidas.
A paralaxe associada à posição vertical do cilindro, pode ser considerada uma
incerteza do tipo A, além do ponto em que cada membro do grupo considerou como a
referência no topo do cilindro.
Como incerteza do tipo B, podemos mencionar a incerteza instrumental do
sistema utilizado: amplificador, microfone e osciloscópio.

Questão 3 - Faça uma tabela comparativa dos valores de coeficiente de restituição


obtidos através dos diferentes métodos utilizados. Avalie se, com as incertezas
estimadas, os métodos utilizados são compatíveis. Utilize o conceito de erro
normalizado para esta comparação​:

εteórico − εreal

Erro normalizado 0,95 - 0,92

Questão 4 - Comente o efeito da base de granito no ensaio. Ela afeta os resultados? Sua
massa afeta os resultados?

O coeficiente de restituição varia não só com diferentes objetos ( para este caso
diferentes bolas), mas também com a superfície em que esses objetos colidem. No
caso, a superfície foi o granito e o coeficiente de restituição foi calculado levando esse
material em consideração. Caso a superfície fosse madeira ou outra qualquer, o
resultado não seria o mesmo para uma mesma bola testada. A massa da base não
afeta os resultados dado que a base está fixa na mesa, porém, a dureza da superfície
que entra em contato com a esfera pode impactar os resultados do experimento.

Questão 5 - Pesquise na literatura valores para os coeficientes de restituição dos


materiais avaliados, e comente eventuais diferenças entre estes valores e aqueles
obtidos no experimento.
Para a bola de ping-pong (utilizada neste experimento), o valor obtido através do
experimento para o coeficiente de restituição ε foi de (0,921 ± 0,002) De acordo com
a Federação Internacional de Tênis de Mesa, o coeficiente de restituição da bola de
tênis deve ser entre 0,89 e 0,92. Portanto, o valor do coeficiente de restituição obtido
está dentro do intervalo indicado como correto pela literatura.

Questão 6 - Descreva três exemplos de aplicações industriais para o procedimento


descrito neste experimento.

1. Aplicação em bolas esportivas: como o coeficiente de restituição está


associado à velocidade dos corpos, sua aplicação na área esportiva é muito útil. Logo,
em cada esporte são utilizados materiais com um ε mais adequado para cada
interesse, seja na conservação da energia cinética ou na absorção da mesma.

2. Estudo de possibilidade de deslizamentos de encostas: Pedras rochosas


estão suscetíveis a deslizamentos e deslocamento de terra, a análise do coeficiente de
restituição permite a previsão e prevenção destes deslizamentos auxiliando na
determinação de áreas de riscos.

3. Dados: Estes objetos devem ser feitos de um material que tenha um


coeficiente de restituição grande o suficiente para que colida e gire tantas vezes quanto
for necessário para cumprir sua função.