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UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA

VILSON JUNIO CORREIA

RELATÓRIO DE ATIVIDADES
ESTÁGIO SUPERVISIONADO I

Chapecó
2018
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VILSON JUNIOR CORREIA

RELATÓRIO DE ATIVIDADES
ESTÁGIO SUPERVISIONADO I

Relatório de Estágio Supervisionado I


apresentado ao curso de Engenharia Civil da
Universidade do Oeste de Santa Catarina –
Campus de Chapecó, como requisito parcial
à obtenção de grau de Engenheira Civil.

Orientador: Prof. Msc. João Alberto Gisi

Chapecó
2018
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VILSON JUNIOR CORREIA

RELATÓRIO DE ATIVIDADES
ESTÁGIO SUPERVISIONADO I

Relatório de Estágio Supervisionado I


apresentado ao curso de Engenharia Civil da
Universidade do Oeste de Santa Catarina –
Campus de Chapecó, como requisito parcial
à obtenção de grau de Engenheiro Civil.

Aprovado em ............ de ......................................... de 2018

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________________
Prof. Msc. Nome do professor
Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC

_________________________________________________
Prof. MSc. Nome do professor
Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC

_________________________________________________
Prof. MSc. Nome do professor
Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC
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LISTA DE FOTOGRAFIAS

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

LISTA DE TABELAS

LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS

SUMÁRIO
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1. INTRODUÇÃO
A engenharia civil é de suma importância para o desenvolvimento das
civilizações. As particularidades de cada região e época moldaram os seus estilos
arquitetônicos, originando diversas características.
Ao projetar uma edificação, os responsáveis pela obra devem garantir a
segurança de seus usuários, adequando conforto tanto para estrutura como para os
moradores. Levando em consideração os custos de construção e o tempo que vai
precisar para a obra ser executada.
Uma execução correta dos serviços na construção civil se torna indispensável,
para prevenir patologias, prejuízos que não foram previstos em projeto. Levando em
conta isso, o profissional da área de engenharia civil, deve buscar conhecimentos
teóricos e práticos para aperfeiçoar suas técnicas construtivas.
Os acadêmicos de estágio supervisionado I, do curso de Engenharia Civil, terão
contatos com os procedimentos construtivos das obras acompanhadas, aumentando
seus conhecimentos, através do convívio no ambiente do cotidiano da obra.
Este processo de acompanhar obras in loco possibilita aos estudantes analisar
as condições de segurança, tipos de materiais utilizados, como problemas gerados na
obra e suas possíveis soluções.
Neste relatório estão presentes pesquisas teóricas das normas
regulamentadoras e bibliografias relacionadas com a área da construção e as atividades
acompanhadas no estágio

1.1 JUSTIFICATIVA

A engenharia vem aplicando conceitos e técnicas avançadas com a finalidade


de aumentar a produtividade e diminuir os custos. Sendo assim todos os processos são
planejados antes do início de qualquer atividade no canteiro de obra.
O estágio curricular obrigatório tem o intuito de visualizar todas as técnicas
aplicadas na obra, e comparar o conhecimento teórico adquiridos durante a graduação.
Permitindo o acadêmico entender o funcionamento de uma construção, desde a relação
interpessoal até o conhecimento dos materiais e métodos utilizados.
Além da experiência, o acompanhamento proposto pelo componente curricular,
instiga os acadêmicos a pensar nas melhorias para seus futuros projetos após a
graduação obedecendo as normatizações.
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1.2 OBJETIVOS
Para melhor apresentação do seguinte relatório destaca-se o objetivo
geral e específicos.
1.2.1 Objetivo geral

Acompanhar as atividades exercidas na execução de várias etapas dentro do


canteiro de obras comparando a prática com a teoria citadas nas diversas bibliografias
utilizadas assim como as normas exigidas, também fiscalizando e relatando o processo
construtivo.
1.2.2 Objetivos específicos

Descrever o processo de execução de cada etapa acompanhada da obra.


Avaliar as situações em que se encontra o canteiro de obra.
Recolhimento de corpo de prova para verificar o traçado do concreto e sua
resistência.
Elaborar diário de obra relatando os processos de execução visualizado no dia.
Observar a higiene e a segurança do trabalho.
E fazer comparação da teoria com a prática.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Com o passar do tempo a engenharia civil tem evoluído cada vez mais, usando
métodos construtivos mais tecnológicos, englobando a concepção, cálculo e o
detalhamento das estruturas, materiais e planejamento de obra.
Ao ser executado uma obra é necessário observar a NR – 18, que tem existência
jurídica assegurada, em nível de legislação ordinária, através do inciso I do artigo
200 da CLT. Ainda de acordo com o Art. 156 da CLT, compete especialmente às
Superintendências Regionais do Trabalho, nos limites de sua jurisdição:
I. Promover a fiscalização do cumprimento das normas de segurança e
medicina do trabalho;
II. II. Adotar as medidas que se tornem exigíveis, em virtude das disposições
deste Capítulo, determinando as obras e reparos que, em qualquer local
de trabalho, se façam necessárias.
A seguir será apresentado os procedimentos de execução relatando as etapas
construtivas da construção civil, de acordo com as normas técnicas vigentes e literatura.
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2.1 INSTALAÇÕES DO CANTEIRO DE OBRAS

A disposição necessária de serviços em um canteiro de obra, é constituído de:


instalação sanitária, vestiário, alojamento, local de refeição, cozinha (quando houver a
necessidade de preparo de comida), lavanderia, área de lazer, ambulatório (quando se
tratar de frentes de trabalho com 50 ou mais operários), não sendo obrigatório a cozinha
e o ambulatório (BRASIL, 2004).

2.1.1 Tapume

A colocação dos tapumes é obrigatória em todas as obras da construção civil,


evitando que pessoas não autorizadas tenham acesso ao canteiro de obra, sendo
fixados de forma resistente e levando em consideração a altura mínima de 2,20 m em
relação ao nível do terreno (BRASIL, 2015).

2.1.2 Armazenagem e estocagem de materiais

Em relação aos materiais a serem estocados, deve-se ter se o cuidado de não


obstruir os acessos aos equipamentos de combate a incêndio, também evitar de colocar
o material em lugares que prejudiquem a circulação de pessoas autorizadas ao canteiro
de obra, e de maneira alguma provocar sobrecargas em paredes ou estruturas de
sustentação (YAZIGI, 2009).
Os materiais componentes do concreto, devem ser separados e identificados
durante o armazenamento, evitando que tenha mistura antes de ser feito o traço do
concreto. As pilhas de cimento devem ser colocadas em estrados ou paletes de
madeira, de no máximo 10 unidades.
Ainda se tratando dos componentes do concreto, como os agregados são
separados pela sua graduação granulométrica, já os aditivos usados na mistura
podem manter em suas embalagens originais. A água utilizada no amassamento
do concreto é guardada em caixas estanques fechadas evitando a contaminação
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2015).
As barras de aço devem ser estocadas por bitolas claramente
identificáveis, evitando o erro na montagem das armaduras por trocas
involuntárias, e que as suas características geométricas não se alterem com o
solo desnivelado (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004).
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2.1.3 Instalações sanitárias

O local destinado a atender as necessidades fisiológicas devem estar sempre


em perfeito estado de conservação e higiene, com portas preservando a privacidade do
usuário, suas paredes podem ser feitas de madeira desde que seja fácil a limpeza e
resistente, assim como o piso impermeável com o acabamento antiderrapante.
Ainda falando de instalações sanitárias não deve estar locada perto de áreas
que sejam destinadas a refeições, e que tenham uma boa ventilação e iluminação, o
acesso dever ser fácil e seguro, não ultrapassando o deslocamento de 150 (cento e
cinquenta) metros do posto de trabalho, respeitando o que determina no Código de
Obras do Município da obra (NR 18; BRASIL, 2015).

2.1.4 Vestiário

Nos canteiros de obras devem possuir um local adequado para a troca de roupas
dos funcionários que não residem próximo, colocando o vestiário perto do alojamento
ou da entrada sem o acesso ao local das refeições.
As paredes do vestiário podem ser de alvenaria, madeira ou outro tipo de
material, com piso sem contato direto ao solo, sua ventilação ser de 1/10 (um décimo)
da área do piso, iluminado, conter armários individuais, bancos com largura mínima de
0,30m (trinta centímetros), respeitando o Código de Obras do Município, da obra (NR
18; BRASIL, 2015).

2.1.5 Local para refeições

De acordo com (YAZIGI, 2009) todo canteiro de obra deve ter um equipamento
para o aquecimento das refeições, independentemente do número de trabalhadores se
tem ou não cozinha, e proibindo preparar refeições fora dos locais estabelecidos, sendo
também obrigatório o fornecimento de agua potável, por meio de bebedouro sem que
haja o uso de copos coletivos.
É obrigatório que o local destinada a refeição deve conter paredes e teto, piso,
ventilação, iluminação, mesa e bancos que atendam o número suficiente de usuários.
De maneira nenhuma estar situado em subsolos ou porões ou perto de instalações
sanitárias e com um pé direito de no mínimo de 2,80m (dois metros e oitenta
centímetros) (NR 18; BRASIL, 2015).
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2.1.6 Guincho de coluna para transporte de materiais

Equipamentos de transporte vertical, necessitam ser dimensionado por


profissionais habilitados, bem como sua montagem e desmontagem e operação,
sempre bem sinalizados e vistoriados por um trabalhador qualificado quando for usado
para transportar cargas altas (YAZIGI, 2009).
Elevadores de materiais tracionados a cabo, é estritamente proibido o uso de
pessoas, somente no tipo cremalheira onde o responsável pode subir com a carga,
desde que a mesma seja isolada e não tenha dimensões maiores que a interna do
elevador, é proibido o transporte no lado externo da cabine (NR 18; BRASIL, 2015).

2.1.7 Ordem e limpeza

A limpeza do canteiro de obra é imprescindível, como bem organizado


desimpedindo as vias de circulação. Os entulhos produzidos pela obra devem se tomar
um cuidado especial seguindo as normas ambientais, usando equipamentos mecânicos
ou calhas fechadas, e estritamente proibidas as queimas de materiais no interior da obra
e expostos em locais inadequados, conforme citado (NR 18; BRASIL, 2015).

2.2 EQUIPAMENTOS E MEDIDAS DE SEGURANÇA NO TRABALHO

Para (CARDELLA, 2009) segurança no trabalho é um conjunto de


ações visando a redução de danos e perdas provocadas por agentes agressivos.
Sendo uma das cinco funções vitais que devem ser exercidas juntamente com a
missão de qualquer organização. Deve-se dirigir esforços para a função sem
considerar produtividade, qualidade de produtos, preservação ambiental e
desenvolvimento de pessoas.
A empresa tem obrigação de dispor gratuitamente EPI’s (equipamento de
segurança individual), em estado de funcionamento e conservação, como também tem
o direito de exigir o uso e cobrar se for perdido ou extraviado, com intenção de zelar a
saúde e integridade física do funcionário. Primeiramente adotar com medida de
prevenção ao uso de EPC’s (equipamentos de proteção coletiva), não sendo o suficiente
para eliminar os riscos adotar o uso dos EPI’s (YAZIGI, 2009).
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2.2.1 Equipamentos de proteção coletiva (EPC).

Delimita-se por Equipamento de Proteção Coletiva EPC todo dispositivo,


sistema ou aparelhos, de abrangência coletiva, designado a proteger a
integridade física e a saúde dos trabalhadores. Sempre que houver riscos de
quedas de trabalhadores ou de materiais, a NR 18, menciona que é
indispensável a instalação de Equipamentos de Proteção Coletiva. (BRASIL,
2015).
Os dispositivos mais utilizados como EPC, de acordo com Yazigi (2009),
são sistema de guardo corpo ou rodapé, sistemas de barreira com rede,
protetores de aberturas no piso, dispositivos de proteção de quedas e os
protetores de plano horizontal das lajes, sendo feito o fechamento provisório.

2.2.1.1 Escavações, fundações e desmonte de rochas

O local onde será executado a obra deve ser feita uma limpeza, retirando todos
os materiais que não será mantido, escorar muros e demais estruturas para não serem
danificadas com as escavações e movimentação de terra. Os serviços de escavação e
rompimento de rochas devem ter um responsável técnico para fazer o acompanhamento
conforme (NR 18; BRASIL, 2015).
Nos casos onde é feita a escavação próximo a edifícios ou vias públicas, serão
necessários métodos de trabalho que evite sinistros causados por movimentação de
terra, como escoamento, ruptura do solo, descompressão pela fundação e pela água do
terreno (Yazigi, 2009).
Se a profundidade das escavações forem maior que 1,25 m de
profundidade devem dispor de escadas ou rampas, permitindo a saída rápida em
casos de emergência. Os materiais que forem retirados da escavação devem ser
depositados a uma distância maior do que a metade da profundidade, que é
medida a partir da borda do talude (NR 18; BRASIL, 2015).

2.2.1.2 Carpintaria

No canteiro de obra é necessário fazer diversos cortes de madeira, utilizados em


inúmeras etapas da obra, usando um dispositivo empurrador e uma guia de alinhamento
para que a peça não sai torta (Yazigi, 2009).
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A serra circular usada deve estar em uma mesa estável, com uma
dimensão suficiente para executar as tarefas, os dentes do disco precisam estar
sempre afiados ou trocar quando quebrados. É obrigatório ter uma coifa
protetora no disco para prevenir acidentes de corte e um coletor de serragem, a
NR 18 exige que as lâmpadas estejam protegidas contra os impactos causados
pelas partículas (BRASIL, 2015).

2.2.1.3 Armações de Aço

Conforme a NR 18, na hora de ser feita a dobragem e o corte dos vergalhões de


aço utilizar uma mesa estável, que seja resistente e nivelada na hora de ser apoiadas e
não escorregue sobre a superfície da mesa. Sempre apoiar em cavaletes ou em alguma
plataforma bem fixada para evitar o tombamento quando for fazer as armações de
pilares, vigas e outras estruturas maiores (BRASIL, 2015).
A bancada no qual for utilizada para a tarefa de armação das ferragens devem
ter uma proteção para os trabalhadores contra queda de materiais e intempéries, assim
como as lâmpadas protegidas de eventuais impactos causados por partículas ou de
vergalhões, e de maneira alguma deixas as pontas dos vergalhões desprotegidas,
colocar uma prancha de madeira apoiada nas armações de formas para que os
operários possam circular sem que tenham o contato direto com a armadura (NR 18;
BRASIL, 2015).

2.2.1.4 Estruturas e concreto

De acordo com a NR 18, as formas que serão utilizadas nos pilares e vigas,
devem resistir as cargas máximas de serviço causadas pelo impacto na hora da
concretagem, utilizando escoras para auxiliar na resistência, sendo necessário a
inspeção antes e durante a concretagem se não ocorreu nenhuma deformação, na
desforma é necessário a sinalização e amarração das peças evitando acidentes,
(BRASIL, 2015).
Na execução de protensão de cabos de aço, nenhum trabalhador pode ficar atrás
dos macacos, deve permanecer na área sinalizada de segurança, para que não venha
ocorrer nenhum acidente se algum cabo estourar, para evitar que isso aconteça os
dispositivos e equipamentos de protensão devem ser inspecionados por um profissional
autorizado seguindo as orientações técnicas da NR 18 (BRASIL, 2015).
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Os dutos devem ter dispositivos de segurança para evitar que se rompa com a
pressão causado pela bomba, fazer uma inspeção antes de começar a concretar, se for
utilizado vibradores de imersão, o mesmo deve ter dupla isolação, cabos protegidos
contra choques e cortes causados pelas ferragens. Caçambas de transporte de
concreto, obrigatoriamente deve possuir um sistema de segurança para impedir que o
concreto descarregue acidentalmente (BRASIL, 2015).

2.2.1.5 Medidas de proteção contra quedas de altura

Locais aonde existe o risco de queda de trabalhadores é obrigatório a proteção


coletiva, deve-se fechar todas as aberturas que possam causar algum acidente, sendo
feito o fechamento resistente até a execução permanente da alvenaria ou escadas e
instalar guarda-corpo, em todas as áreas de risco (YAZIGI, 2009).
Fechar provisoriamente os vãos dos elevadores de no mínimo 1,20m (um metro
e vinte centímetros) de altura, de um material resistente até ser fixada as portas, instalar
plataforma de proteção na face externa de ecídios com mais de 4 (quatro) pavimentos,
com complemento de 0,80m (oitenta centímetros) de extensão e inclinação de 45° a
partir da extremidade (BRASIL, 2015).

2.2.1.6 Telhados e coberturas

Trabalhos executados em telhados devem ter sistemas de segurança


dimensionados por um profissional legalmente habilitado, para que os trabalhadores
transitem com segurança, sendo feita a instalação de cabo guia para a fixação do
talabarte acoplado ao cinto de segurança do tipo pará-quedista (BRASIL, 2015).
Locais onde se é executado obras em telhados devem ser sinalizados e isolados
para evitar acidentes por quedas de materiais, ferramentas ou equipamentos, sendo
proibido fazer serviços nos telhados ou coberturas em dias de chuvas, ventos fortes e
muita concentração de cargas no mesmo ponto (BRASIL, 2015).

2.2.1.7 Movimentação e transporte de materiais e pessoas

A montagem e desmontagem desses equipamentos devem ser feitas por


profissionais qualificados, no transporte de materiais dever isolada e sinalizada, sendo
proibida a circulação de pessoas na área de transporte. É utilizado um sistema sono
quando não for possível a comunicação por rádio ou telefone, para determinar o inicio
e o fim do transporte (YAZIGI, 2009).
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As torres de elevadores devem ser dimensionadas para cargas máximas que


estarão sujeitas nas operações, sendo proibido o uso de cabine de madeira, ou perto
de redes elétricas e deve ter instalados sistemas de segurança que impeçam a descarga
acidental de qual quer material que esteja sendo transportado, seguindo as normas
especificas da concessionaria local (BRASIL, 2015).

2.2.1.8 Andaimes

Para a NR 18 (BRASIL, 2015) explana que os andaimes devem ser


dimensionados e executados por profissionais legalmente qualificado, e que
possam suportar as cargas que estarão sujeitos. Apenas as empresas
credencias com CREA, podem fabricar os andaimes, e que estejam gravados no
material a identificação do fabricante, bem como as especificações do tipo do
material usado na fabricação, o lote e o ano.
A madeira utilizada para a construção dos andaimes deve ser de ótima
qualidade, sem ter algum defeito aparente que prejudique a resistência do
material, ou tentar mascarar alguma imperfeição usando tintura, o piso deve ser
antiderrapante e ter um sistema de guarda-corpo e rodapé (BRASIL, 2015).

2.2.1.9 Escadas, Rampas e Passarelas

Assim como para os andaimes a madeira utilizada para as escadas, rampas e


passarelas, devem ter uma resistência que venha atender as cargas previstas, sua
madeira não pode ter defeitos que comprometam seu uso, deve ser adotada de corrimão
e rodapé, pisos com nível acima de 0,40m (quarenta centímetros) deve ter um degrau
(BRASIL, 2015).
De acordo com NR 18, é proibido ter escadas próximos a portas ou áreas de
circulação, para não dificultar a mobilidade dos trabalhadores, também não ser feita
aonde tem risco de queda de materiais e nas proximidades de aberturas. Sendo
obrigatório para a escada de mão ultrapassar 1,00m (um metro) do piso superior, estar
bem fixada e ter degraus antiderrapantes (BRASIL, 2015).
As rampas e passarelas devem estar em perfeitas condições para o uso
dos trabalhadores sem causar algum risco a saúde, não deve possuir ressalto
entre o piso da passarela e o piso do terreno, e suas extremidades serem
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dimensionadas em função das cargas em que estarão submetidas e bem


fixadas, não ultrapassando 30° (trinta graus) em relação ao piso (BRASIL, 2015).

2.2.2 Equipamentos de proteção Individual (EPI)

Segundo a NR 06 (BRASIL, 2017) equipamentos de Proteção Individual


são todos os dispositivos de uso individual destinado a proteger a saúde e
integridade física dos trabalhadores, sendo que é obrigação do responsável pela
obra fornecer gratuitamente aos empregados EPI`s adequados ao risco em que
serão expostos e em perfeito estado de conservação e funcionamento.
O empregador tem por responsabilidade exigir o uso do EPI, orientar
sobre como usar adequadamente, e disponibilizar a troca sempre que for
necessária. E cabe ao empregado usar o equipamento somente para as
finalidades distinta, fazer a limpeza e periodicamente, e se houver alteração na
qualidade e funcionalidade do material informar ao empregador para ser feita a
troca do equipamento, seguindo as determinações da NR 06 (BRASIL, 2017).
Segundo Yazigi (2009), os EPI’s mais utilizados no canteiro de obra, são os
protetores faciais, (óculos, mascara, capacete), protetores de membros
superiores (luvas, magotes), protetores para os membros inferiores (botinas de
vaqueta ou de raspa), proteção auditiva e protetores de queda (cinto de
segurança, cadeira suspensa, trava-quedas).

2.3 LOCAÇÃO DE OBRA

A locação de obra
A obra deverá ser locada com rigor, observando-se o projeto quanto à planimetria
e à altimetria. A locação será executada após observação da planta de fundação
e utilizando-se quadros com piquetes e tábuas niveladas ("tabela", "curral")
e fixados para resistirem a tensão dos fios sem oscilação e sem sair da posição correta.
A locação será por eixos ou face de parede e centro das estacas. Dividimos a locação
da obra nos dois tipos a seguir.
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REFERENCIAS
CARDELLA, Benedito. Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes.
São Paulo: Atlas, 2009;
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 06 - Equipamento de
proteção individual (EPI). Brasília, DF: MTE, 2015.