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Cap. 3 Sapatas

.

3.1A

FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS 3.1. DEFINIÇÕES

Fundações superficiais são fundações cuja profundidade Zf é menor ou igual uma e meia a duas vezes a sua menor dimensão e não são capazes de transferir carga por atrito lateral. Alguns autores consideram:

Z f 1,5B

Outros

Z f 2B

R T = R B + R L

A carga é transferida somente ao nível da base. RL=0, RT = RB ≥ P

obs.1 O valor Zf 2B é polêmico, podendo chegar até 4B, quando então a fundação é classificada como sendo de Profundidade Intermediária. Quando Zf > 4B a fundação é considerada profunda e é capaz de transferir carga por atrito lateral (RT = RB + RL).

obs.2 Quando Zf / B ≤ 1,5B a superfície de ruptura não passa pelo fuste, não permitindo a transferência de carga por atrito lateral.

obs.3 O aumento da relação Zf / B (e também da compressibilidade do solo) é o principal responsável pela mudança da forma da superfície de ruptura, que pode voltar-se sobre o fuste permitindo a transferência das cargas por atrito lateral.

Z f H B Superfície de ruptura
Z f
H
B
Superfície
de ruptura

Fig. 3.1.1 Fundação Superficial

obs.4

Sempre que possível concretar contra barranco e compactar o fundo da cava.

Os principais tipos de fundações superficiais são:

Sapatas

Blocos de Fundações

Tubulões Curtos

Radiers

Fundações  Tubulões Curtos  Radiers Fig. 3.1.2 Duas obras de fundações por sapatas que
Fundações  Tubulões Curtos  Radiers Fig. 3.1.2 Duas obras de fundações por sapatas que

Fig. 3.1.2 Duas obras de fundações por sapatas que poderiam dispensar as formas

3.2ª

Cap. 3 Sapatas

Existem fundações com funcionamento misto, como é o caso das Estacas T, das Estapatas e das Sapatas Estaqueadas que exigem metodologias específicas para suas análises.

3.1.1 SAPATAS

São fundações superficiais flexíveis. De uma maneira geral, para atender a

condição de flexibilidade, sua altura é igual ou menor do que ¼ da sua base.

Por serem flexíveis, devem ser armadas e o concreto deve ser estrutural.

fck = 25 MPa

fcd 20 MPa

Classificação das Sapatas

A. Quanto à forma

B B
B
B

QUADRADA

das S apatas A. Quanto à forma B B QUADRADA b < a/5 a > 5b
das S apatas A. Quanto à forma B B QUADRADA b < a/5 a > 5b

b < a/5

a > 5b

a > 5b

LONGA

Fig. 3.1.3

Efeito Bidimensional das Sapatas Longas

b

LONGA Fig. 3.1.3 Efeito Bidimensional das Sapatas Longas b CIRCULAR B PENTAGONAL b a RETANGULAR obs

CIRCULAR

B PENTAGONAL
B
PENTAGONAL
b a
b
a

RETANGULAR

obs.: Separa-se as sapatas longas das retangulares, porque no estado plano (bidimensional) como é o caso da Fig. 3.1.3 as várias seções transversais são muito semelhantes, não gerando erros consideráveis nas teorias. A superfície de ruptura só altera sua forma próximo às extremidades, conhecido por efeito "pão de forma". Considerando-se que as teorias só valem para sapatas longas, deve-se corrigi-las para sapatas quadradas ou circulares. Se possível L 3B.

corrigi-las para sapatas quadradas ou circulares. Se possível L  3B. B 1 B2 TRAPEZOIDAL b

B1

B2
B2

TRAPEZOIDAL

b a
b
a

OVAL – FALSA ELIPSE

Cap. 3 Sapatas

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3.3A

Procurar manter sempre o centro de gravidade da carga coincidente com o centro de gravidade da área. No caso de divisa pode-se utilizar sapatas excêntricas, projetar preferencialmente sapatas centradas sob vigas de equilíbrio.

B. Quanto ao número de cargas que recebe

As sapatas são isoladas quando recebem a carga de um único pilar. É a mais comum delas.

recebem a carga de um único pilar. É a mais comum delas. Fig. 3.1.4 Detalhe da
recebem a carga de um único pilar. É a mais comum delas. Fig. 3.1.4 Detalhe da

Fig. 3.1.4 Detalhe da armação e forma de sapatas isoladas

As sapatas são associadas quando recebem a carga de dois pilares (podendo ser iguais ou não)

recebem a carga de dois pilares (podendo ser iguais ou não) ISOLADA b a ASSOCIADA As
recebem a carga de dois pilares (podendo ser iguais ou não) ISOLADA b a ASSOCIADA As
ISOLADA b a ASSOCIADA
ISOLADA
b
a
ASSOCIADA

As sapatas são corridas ou vigas de fundações quando recebem a carga de dois ou mais pilares alinhados ou de uma parede.

b
b

a

a

CORRIDA

3.4ª

Cap. 3 Sapatas

CG
CG

C. Quanto à Centralização da Carga

C1. Centradas são aquelas cujas cargas passam pelo centro de gravidade da área da base. Por simplificação considera-se uniformemente distribuída à carga que a sapata transfere ao solo. Para análise mais detalhada sobre pressão de contato. Ver Cap. 11.

a=cte

P e σ a  σ máx
P
e
σ a  σ máx

σ = P(1±6e/B)/A

C2. Excêntricas são aquelas cujas cargas não passam pelo CG da área da base.

obs. 1: Na prática de projetos procura-se evitar sapatas excêntricas, resolvendo o problema com o emprego de vigas alavanca ou de equilíbrio.

σ mín 0

Metodologia Construtiva das Sapatas

step . 1

Loca-se a obra de acordo com a Planta de Locação e Cargas

step . 2

Escava-se a caixa até encontrar o solo e a profundidade prevista no projeto. (Geralmente NSPT ≥ 20). O mais importante é encontrar o solo indicada nos cálculos, portanto a profundidade das sapatas na obra poderá variar, respeitando-se os desníveis máximos recomendados pela NBR-6122 item 6.4.5.

step . 3

Verificada a qualidade do terreno prepara-se a superfície através do agulhamento da base. (Apiloamento utilizando-se entulho de obras, tijolos, concreto, etc., ou pedra marroada)

step . 4

Aplica-se uma camada de 5cm de concreto magro (baixo teor de cimento).

step . 5

Coloca-se a ferragem e a concretagem é realizada através da fôrma do pilarete da sapata, pendurada na cava já escavada. Não é necessária a utilização de fôrmas, no teto da própria sapata.

Fck = 25 MPa Slump = 6 cm. Concreto Armado Vibrado.

step . 6

Recompactação: Retorna-se o solo para a cava da sapata, recompactando-o.

A recompactação deve ser feita em camadas não superiores a 20 cm e pelo menos

até o nível do terreno natural. obs. 2: A má compactação do aterro da sapata gera uma zona porosa que poderá provocar o afundamento da laje de piso e no futuro pode saturar por umidificação gerando o colapso do terreno de apoio da base.

obs. 1:

Cap. 3 Sapatas

.

3.5A

3.1.2 BLOCOS DE FUNDAÇÕES

A metodologia executiva é semelhante aquela para sapatas exceto que no bloco

de fundações, cuja a altura mínima corresponde ao ângulo α ≥ 60°, iguais as de tubulões. O concreto pode ser ciclópico com fck=15 MPa ou 18 MPa + 20% de pedra mão, rachão ou matacão, limpos e menores que 15 cm de diâmetro. Em razão da altura do bloco não há necessidade de armar o fundo da base. Arma-se somente o pilarete (colarinho ou pescoço) que deverá ter área e ferragem maiores que o pilar. Recomenda-se duplicar a área de concreto, do aço e do pilarete em face do baixo custo deste procedimento em relação ao ganho de segurança. Não confundir bloco de fundação com bloco de coroamento de fundação.

3.1.3 TUBULÕES CURTOS

É o melhor tipo de fundação superficial, quando houver garantias de segurança

na escavação, viável somente em solos coesivos. Metodologia idêntica a blocos de fundação.

A escavação é efetuada internamente levando a vantagem da não necessidade

de se escavar a caixa da fundação nem sua recompactação.

3.1.4 ESTAPATAS

3.1.5 ESTACAS T

3.1.6 SAPATAS ESTAQUEADAS

3.2. MÉTODOS DE CÁLCULOS

3.2.1. MÉTODOS SEMI-EMPÍRICOS / ESTATÍSTICOS

Baseados muitas vezes somente na experiência do autor, no SPT, em recomendações de normas ou ainda na análise de provas de carga. Estes métodos devem ser utilizados com muita cautela e somente como ponto de partida para pré-dimensionamentos. Entretanto, apesar disto, constituem em excelentes valores de referência de cálculo, face a dificuldade de se estabelecer parâmetros dos solos e modelos matemáticos realistas.

3.2.2 MÉTODOS ESTÁTICOS: Racionais e Paramétricos

Racionais Paramétricos

São aqueles que utilizam teorias clássicas, tais como a de Terzaghi, Balla, Brinch Hansen e Vesić, adicionadas a parâmetros do solo (c, e ) obtidos em ensaios laboratoriais.

3.6ª

Cap. 3 Sapatas

Paramétricos

Utilizam formulações teóricas tradicionais adotando, porém, parâmetros obtidos por correlações semi-empíricas/estatísticas. Convém novamente enfatizar que a validade das correlações paramétricas depende da localidade na qual o universo dos ensaios foram tratados estatisticamente. Este método desenvolvido por Berberian em 1981 é um significativo precursor da Geotecnia Pontual.

3.2.3 PROVAS DE CARGAS

Este método, aliado a uma adequada interpretação e definição da carga de ruptura é o melhor e o mais recomendado método para definição da Capacidade de Carga de uma fundação.

3.3. SAPATAS: CAPACIDADE DE CARGA

No estudo da capacidade de carga de um solo, é importante ter-se de forma clara a conceituação das tensões a ele impostas pelas fundações de tal forma a não produzir a ruptura do terreno nem recalques que a estrutura não possa suportar.

Tensão de Ruptura

r (q r ) Tensão que leva o solo a ruptura cujo o valor está intimamente ligada a magnitude da deformação na ruptura.

Pesquisas têm mostrado que a tensão de ruptura é alcançada quando os recalques (deslocamento vertical) da sapata atinge valores variando desde 10% a 30% de sua dimensão (lado menor ou do seu diâmetro).

Tensão Admissível

a (q a ) Tensão admissível, e ou de projeto, é aquela que não leva a ruptura do solo e produz somente recalques que a estrutura é capaz de suportar

(β 1/1000, F RISC ≤ 2)

a = r / FS ,

com FS no entorno de 3,0

a = r / 3

Cap. 3 Sapatas

.

3.7A

PONTOS a PONDERAR
PONTOS a PONDERAR

Por mais elaboradas que sejam as teorias para o cálculo da capacidade de carga, por melhor que sejam os ensaios laboratoriais para obtenção dos parâmetros geotécnicos envolvidos nos cálculos e por mais sofisticados que sejam os ensaios “in situ”, o bom senso, a análise das obras vizinhas e semelhantes, a comparação com formulações simples deverão obrigatoriamente ser determinantes de um bom projeto de fundações.

Por esta razão apresentaremos algumas fórmulas simples, que poderão servir como importantes referências durante o desenvolvimento dos cálculos.

Cuidados especiais deverão ser tomados ao se analisar estes resultados, por que quase sempre eles apresentam valores controversos. Os Métodos Empíricos devem ser considerados como guia, e não como a única base de um projeto.

3.3.1 ESCOLHA DA PROFUNDIDADE: CRITÉRIOS

Procurar implantar uma fundação superficial em:

a. Solo Resistente

Um solo é considerado resistente quando o NSPT é maior que 20. O ideal seria maior que 25; tolera-se até 10 em certos casos, lembrando-se que poderá não ocorrer a ruptura, mas poderá produzir recalques indesejáveis a longo prazo.

obs. 1. Se dentro do bulbo de pressão de interesse,  < 0,2 o ocorrer camadas moles, ou quando esta camada estiver a uma profundidade menor que 4B abaixo da base sendo B o diâmetro ou menor lado da sapata, recomenda-se utilizar fundações profundas implantadas abaixo da camada mole.

b. Acima do Lençol Freático

obs. 2. Em condições especiais pode-se escavar abaixo do lençol freático utilizando bombas submersíveis. Este procedimento encarece a execução das fundações. Cuidados especiais devem ser tomados no sentido de se retirar todo o solo amolecido.

c. De preferência em solos com alguma coesão.

obs. 4.

Pode-se escavar em areia pura, escorando-se, entretanto a cava das fundações, para garantir a estabilidade da cava.

3.8ª

Cap. 3 Sapatas

3.4. MÉTODOS SEMI-EMPÍRICOS / ESTATÍSTICOS

O cálculo da capacidade de carga de fundações por meio das formulações

teóricas ainda é um assunto polêmico e transita melhor no campo da pesquisa. Vários

autores têm proposto métodos semi-empíricos, apresentados neste capítulo.

O autor é um grande apologista dos campos experimentais, onde os métodos

semi-empíricos podem ser aplicados com maior segurança. Fora das regiões geotécnicas pesquisadas, essas fórmulas devem ser aplicadas com cautela e bom senso, aliás, como ainda é toda engenharia geotécnica.

Pontos a ponderar

Os métodos empíricos são na realidade estimativas práticas utilizadas como ponto de partida para o desenvolvimento do projeto. Serão discutidos a seguir os principais métodos, baseados no SPT ou CPT, bem como as recomendações dos códigos de obras.

1. Recomenda-se adotar no projeto a média dos resultados dos vários métodos. A

expressiva maioria dos profissionais utiliza um ou dois métodos + “bom senso”, para

definir seus projetos. Esta metodologia não está errada, mas a adoção de uma média abrangendo sugestões de um maior número de autores renomados, além de aumentar a precisão dos resultados, oferecerá uma melhor sustentação jurídica nos casos de litígios judiciais.

2. Berberian apresenta uma metodologia que considera a experiência brasileira,

baseado nas recomendações das normas NBR 6122:2010 e NBR 6122:1996 ampliada por Berberian, DIN 1054 (alemã), Berberian (2010), Albieiro & Cintra (1996), Bowles (1996) & Meyerhof (1974), Parry (1977), Milton Vargas (1976), Teixeira (1996), Terzaghi

& Peck (1962), comparado-a com as provas de cargas existentes em sapatas. O autor

recomenda tensões no máximo σa 10 Kg/cm², para evitar recalques a longo prazo. Mesmo não produzindo a ruptura física das sapatas, altas pressões poderão comprimir lentes e falhas geológicas por ventura existentes, produzindo recalques nocivos às estruturas.

3. As sapatas, de uma maneira quase que universalmente, transmitem pressões entre

1,0 a 6,0 kg/cm 2 (0,6 MPa). Valores acima de 6 kg/cm 2, devem ser tratados com cautela. Para valores acima de 6 kg/cm 2 garantir a existência de pelo menos 5m de terreno de

apoio com índice SPT acima de 20 e/ou com espessura tal que ≤ 0,10 0 .

Cap. 3 Sapatas

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3.9A

4. O autor também homogeneiza os vários métodos disponíveis considerando-se o

fator KP para base como sendo o fator de ajuste que depende do tipo de solo. Vale observar que nas Sapatas, a transferência de carga se faz predominante pela base, e de uma maneira geral os deslocamentos mobilizados pela base na ruptura gira no entorno de 10% de B e em solos compactos e 30% em solos fofos.

5. A metodologia utilizada considera para a capacidade de carga, os resultados

obtidos por vários autores, filtrados por duas médias. A Primeira média ponderada, adota como pesos os fatores FPc (oriundo das provas de carga) onde o peso corresponde ao percentual dos acertos de cada método em relação a média dos resultados obtidos em grupos de pelo menos 10 provas de carga reais em solos e fundações semelhantes, para que os resultados sejam considerados representativos.

A segunda média aritmética, adotando-se um desvio padrão =0,3 é obtida

O valor da tensão admissível para a primeira média será:

1 media= a i x FP c /FPc

Só devem, entretanto entrar no cômputo das tensões admissíveis por esta metodologia, os métodos já comparados por conjunto de provas. Caso contrário, desconsiderar a média ponderada, aplicando apenas média aritmética, sem os fatores

de ponderação de provas de carga F Pc = 1,0

As tabelas que indicam a pressão admissível do solo para fundações superficiais são muito úteis para pré-dimensionamentos, ou para obras de pouca responsabilidade. Estas tabelas fornecem de uma maneira geral valores conservativos. O ideal recai

na análise de provas de carga.

MÉTODO 01: Recomendações da Norma Brasileira NBR 6122 (1995) - Tab 3.4.1

*Os experimentos de Vesić e de Beer (1958), pag. 1.13, analisados por Jumikis (1969, 1971), mostram claramente que espessura da zona de plastificação ZP gira em torno de 1,5B

Pontos a ponderar

A Norma Brasileira, como qualquer norma, somente da indicação geral e expedita,

quase nunca acompanhada pelas sondagens. Por esta razão, os valores fornecidos

pela norma, via de regra, estão do lado da segurança.

3.10ª

Cap. 3 Sapatas

Condicionantes

obs.1:

A NBR 6122 limita a aplicação da Tab 3.4.1 para cargas nos pilares de até 300t = 3000 kN

obs.2:

No caso de calcário ou de qualquer outra rocha cáustica, devem ser feitos estudos especiais devido a ocorrência de cavernas e vesículas

obs.3: Para rochas alteradas, ou em decomposição, deve-se levar em conta a natureza da rocha matriz

e seu grau de decomposição ou alteração.

Tab. 3.4.1

Pressões Básicas (admissíveis) NBR 6122:1996

SPT = N 72

Brasil

CLASSE

DESCRIÇÃO

MPa

Kg/cm 2

a

a

1 Rocha sã, maciça, sem laminações ou sinais de decomposição

3,0

30

2 Rochas estratificadas, com pequenas fissuras

1,5

15

3 Rochas alteradas ou em decomposição (Saprólito)

Ver nota

(3)

4 Solo granular concrecionado, conglomerado

1,0

10

5 Solo pedregulhoso Compacto a Muito Compacto

0,6

6,0

6 Solo pedregulhoso Fofo

0,3

3,0

Areias

7 Areia muito Compacta

0,5

5,0

8 Areia Compacta

0,4

4,0

9 Areia Mediamente Compacta

0,2

2,0

Argilas

10 Argila Dura

0,3

3,0

11 Argila Rija

0,2

2,0

12 Argila Média

0,1

1,0

Siltes

13 Silte Duro

(muito compacto)

0,3

3,0

14 Silte Rijo

(compacto)

0,2

2,0

15 Silte Médio (compacto)

0,1

1,0

obs. 4:

Os valores da Tab. 3.4.1, válidos para sapatas com largura de 2m, devem ser modificados em função das dimensões e da profundidade das fundações conforme descrito em 6.2.2.5, 6.2.2.6 e 6.2.2.7, da Norma Brasileira

Cap. 3 Sapatas

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3.11A

Berberian (2011) amplia por interpolação a Tab. 3.4.1, incluindo a faixa de valores do NSPT, visando torná-la mais didática favorecendo a sua utilização por aqueles ainda não muito familiarizadas com este assunto. Ver Tab 3.4.2

Valor médio do SPT (N72): Berberian recomenda utilizar o NSPT brasileiro médio dentro da zona de plastificação com espessura abaixo da base no entorno de 1,5 vezes o diâmetro ou o menor lado da base B. Considerando-se que as amostragens do NSPT se faz de metro em metro, não tem sentido analítico adotar-se camadas com espessuras menores do que o metro inteiro. Apesar de adotar-se no projeto metros inteiros, deve-se embutir pelo menos o rodapé (20cm) dentro da camada firme.

Se tivermos, por exemplo, uma sapata com largura B = 3,0m assente a uma profundidade Zf = 2,0 a espessura da camada onde será obtido o SPT médio terá 4,5m, ou seja, de 2,0 m a 6,5 m.

A existência de camadas mais duras abaixo da base tente a achatar a Zona de plastificação, portanto, calcula-se N72 médio de 2,0 a 6,0m. Por medida de segurança, se ocorrer camadas moles, mas não muito moles, aumenta-se por exemplo a profundidade para 7,0m.

Os usuários da tabela original da Norma Brasileira, sempre tiveram muita dificuldade em utilizá-la para solos intermediários, não indicados na tabela. O autor procurou na medida do possível interpolar os valores originais, permitindo a utilização direta dos valores da Norma Brasileira, bem como homogeneizá-la apresentando-a na forma mais comum.

a = NSPT/ KNB

3.12ª

Cap. 3 Sapatas

Tab. 3.4.2

Valores do Fator de Capacidade KNBR - NBR 6122:1996 em função

da Classificação do Solo e do NSPT – Modificada por Berberian

KNBR

KNBR

CLASSE

DESCRIÇÃO

MPa

Kg/cm²

1

Rocha sã, maciça, sem laminações ou sinais de decomposição

3,0

30

2

Rochas estratificadas, com pequenas fissuras,

 

1,5

15

3

Rochas alteradas ou em decomposição (Saprólito)

Ver nota

(3)

4

Solo granulares concrecionado, conglomerado

 

1,0

10

5

Solo pedregulhoso Comp. a Muito Compacto

N72

19 a 40

0,6

6

6

Solo pedregulhoso fofo

N72 < 4

0,3

3

 

SPT

KNBR

KNBR

7 - AREIAS - S

N72

MPa

Kg/cm²

S

Areia Mediamente Compacta

09

45,00

4,50

S

Areia Mediamente Compacta

10

45,45

4,55

S

Areia Mediamente Compacta

11

45,83

4,58

S

Areia Mediamente Compacta

12

46,15

4,62

S

Areia Mediamente Compacta

13

46,43

4,64

S

Areia Mediamente Compacta

14

46,67

4,67

S

Areia Mediamente Compacta

15

46,88

4,69

S

Areia Mediamente Compacta

16

47,06

4,71

S

Areia Mediamente Compacta

17

47,22

4,72

S

Areia Mediamente Compacta

18

47,37

4,74

S

Areia Compacta

19

47,50

4,75

S

Areia Compacta

20

50,00

4,95

S

Areia Compacta

21

51,22

5,13

S

Areia Compacta

22

53,66

5,33

S

Areia Compacta

23

54,76

5,50

S

Areia Compacta

24

57,14

5,69

S

Areia Compacta

25

58,14

5,85

S

Areia Compacta

26

60,47

6,02

S

Areia Compacta

27

61,36

6,19

S

Areia Compacta

28

63,64

6,36

S

Areia Compacta

29

64,44

6,52

S

Areia Compacta

30

66,67

6,68

S

Areia Compacta

31

68,89

6,84

S

Areia Compacta

32

69,57

7,00

S

Areia Compacta

33

71,74

7,14

S

Areia Compacta

34

72,34

7,28

S

Areia Compacta

35

74,47

7,40

S

Areia Compacta

36

75,00

7,53

S

Areia Compacta

37

77,08

7,66

S

Areia Compacta

38

77,55

7,77

S

Areia Compacta

39

7,80

7,88

S

Areia Compacta

40

80,00

8,00

S

Areia Mto. Compacta

SPT > 40

78,43

7,84

 

SPT

KNBR

KNBR

8 - AREIAS SILTOSAS – S5M

N72

MPa

Kg/cm²

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

9

56,25

5,81

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

10

58,82

5,85

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

11

57,89

5,88

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

12

60,00

5,91

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

13

59,09

5,94

Cap. 3 Sapatas

.

3.13A

 

SPT

KNBR

KNBR

CLASSE

DESCRIÇÃO

N72

MPa

Kg/cm²

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

14

58,33

5,96

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

15

60,00

5,98

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

16

59,26

5,99

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

17

60,71

6,01

S5M

Areia Siltosa Med. Comp

18

60,00

6,02

S5M

Areia Siltosa Compacta

19

61,29

6,11

S5M

Areia Siltosa Compacta

20

62,50

6,35

S5M

Areia Siltosa Compacta

21

65,63

6,58

S5M

Areia Siltosa Compacta

22

68,75

6,79

S5M

Areia Siltosa Compacta

23

69,70

7,01

S5M

Areia Siltosa Compacta

24

72,73

7,23

S5M

Areia Siltosa Compacta

25

73,53

7,44

S5M

Areia Siltosa Compacta

26

76,47

7,65

S5M

Areia Siltosa Compacta

27

77,14

7,83

S5M

Areia Siltosa Compacta

28

80,00

8,02

S5M

Areia Siltosa Compacta

29

82,86

8,22

S5M

Areia Siltosa Compacta

30

83,33

8,40

S5M

Areia Siltosa Compacta

31

86,11

8,59

S5M

Areia Siltosa Compacta

32

86,49

8,74

S5M

Areia Siltosa Compacta

33

89,19

8,92

S5M

Areia Siltosa Compacta

34

91,89

9,09

S5M

Areia Siltosa Compacta

35

92,11

9,26

S5M

Areia Siltosa Compacta

36

94,74

9,42

S5M

Areia Siltosa Compacta

37

94,87

9,56

S5M

Areia Siltosa Compacta

38

97,44

9,72

S5M

Areia Siltosa Compacta

39

97,50

9,87

S5M

Areia Siltosa Compacta

40

100,0

10,0

S5M

Areia Siltosa Mto. Compacta

SPT > 40

100,0

9,90

 

SPT

KNBR

KNBR

9 - AREIAS ARGILOAS – S5C

N72

MPa

Kg/cm²

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

9

56,25

5,66

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

10

55,56

5,71

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

11

57,89

5,76

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

12

57,14

5,80

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

13

59,09

5,83

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

14

58,33

5,86

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

15

57,69

5,88

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

16

59,26

5,90

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

17

58,62

5,92

S5C

Areia Argilosa Med. Comp

18

60,00

5,94

S5C

Areia Argilosa Compacta

19

59,38

5,97

S5C

Areia Argilosa Compacta

20

62,50

6,21

S5C

Areia Argilosa Compacta

21

63,64

6,44

S5C

Areia Argilosa Compacta

22

66,67

6,67

S5C

Areia Argilosa Compacta

23

69,70

6,89

S5C

Areia Argilosa Compacta

24

70,59

7,10

S5C

Areia Argilosa Compacta

25

73,53

7,31

S5C

Areia Argilosa Compacta

26

74,29

7,51

S5C

Areia Argilosa Compacta

27

77,14

7,71

S5C

Areia Argilosa Compacta

28

77,78

7,89

3.14ª

Cap. 3 Sapatas

 

SPT

KNBR

KNBR

CLASSE

DESCRIÇÃO

N72

MPa

Kg/cm²

S5C

Areia Argilosa Compacta

29

80,56

8,08

S5C

Areia Argilosa Compacta

30

83,33

8,26

S5C

Areia Argilosa Compacta

31

83,78

8,45

S5C

Areia Argilosa Compacta

32

86,49

8,63

S5C

Areia Argilosa Compacta

33

86,84

8,80

S5C

Areia Argilosa Compacta

34

89,47

8,97

S5C

Areia Argilosa Compacta

35

92,11

9,14

S5C

Areia Argilosa Compacta

36

94,74

9,30

S5C

Areia Argilosa Compacta

37

94,87

9,46

S5C

Areia Argilosa Compacta

38

95,00

9,62

S5C

Areia Argilosa Compacta

39

97,50

9,75

S5C

Areia Argilosa Compacta

40

100,0

9,90

S5C

Areia Argilosa Mto. Compacta

SPT > 40

97,56

9,80

 

SPT

KNBR

KNBR

10 - ARGILAS OU SILTES PUROS – C/M

N72

MPa

Kg/cm²

C

ou M

Argila ou Silte Médio

6

60,00

6,00

C

ou M

Argila ou Silte Médio

7

58,33

5,83

C

ou M

Argila ou Silte Médio

8

57,14

5,71

C

ou M

Argila ou Silte Médio

9

56,25

5,63

C

ou M

Argila ou Silte Médio

10

55,56

5,56

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

11

55,00

5,50

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

12

57,14

5,71

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

13

59,09

5,91

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

14

60,87

6,09

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

15

62,50

6,25

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

16

64,00

6,40

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

17

65,38

6,54

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

18

66,67

6,67

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

19

67,86

6,79

C

ou M

Argila ou Silte Rijo

20

68,97

6,50

C

ou M

Argila ou Silte Duro

70,00

7,00

SPT > 21

11 - SILTES ARENOSOS – M5S

(comportam-se como

solos granulares)

SPT

N72

KNBR

MPa

KNBR

Kg/cm²

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

9

64,29

6,25

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

10

62,50

6,25

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

11

61,11

6,25

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

12

63,16

6,25

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

13

61,90

6,25

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

14

70,00

6,25

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

15

62,50

6,25

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

16

61,54

6,25

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

17

62,96

6,25

M5S

Silte Arenoso Med. Compacto

18

62,07

6,25

M5S

Silte Arenoso Compacto

19

55,88

5,72

M5S

Silte Arenoso Compacto

20

58,82

5,78

M5S

Silte Arenoso Compacto

21

60,00

6,03

M5S

Silte Arenoso Compacto

22

62,86

6,29

M5S

Silte Arenoso Compacto

23

65,71

6,53

M5S

Silte Arenoso Compacto

24

66,67

6,76

M5S

Silte Arenoso Compacto

25

69,44

7,00

Cap. 3 Sapatas

.

3.15A

 

SPT

KNBR

KNBR

CLASSE

DESCRIÇÃO

N72

MPa

Kg/cm²

M5S

Silte Arenoso Compacto

26

72,22

7,24

M5S

Silte Arenoso Compacto

27

75,00

7,48

M5S

Silte Arenoso Compacto

28

77,78

7,71

M5S

Silte Arenoso Compacto

29

80,56

7,95

M5S

Silte Arenoso Compacto

30

81,08

8,17

M5S

Silte Arenoso Compacto

31

83,78

8,40

M5S

Silte Arenoso Compacto

32

86,49

8,60

M5S

Silte Arenoso Compacto

33

89,19

8,82

M5S

Silte Arenoso Compacto

34

89,47

9,04

M5S

Silte Arenoso Compacto

35

92,11

9,26

M5S

Silte Arenoso Compacto

36

94,74

9,47

M5S

Silte Arenoso Compacto

37

97,37

9,69

M5S

Silte Arenoso Compacto

38

102,70

10,16

M5S

Silte Arenoso Compacto

39

100,0

10,10

M5S

Silte Arenoso Compacto

40

102,56

10,31

M5S

Silte Arenoso Mto Compacto

> 40

102,56

10,31

 

SPT

KNBR

KNBR

12 - ARGILAS ARENOSAS – C5S (comportam-se como

N72

MPa

Kg/cm²

solos plásticos)

C5S

Argila Arenosa Média

6

42,86

4,26

C5S

Argila Arenosa Média

7

38,89

3,98

C5S

Argila Arenosa Média

8

38,10

3,79

C5S

Argila Arenosa Média

9

36,00

3,64

C5S

Argila Arenosa Média

10

35,71

3,55

C5S

Argila Arenosa Rija

11

37,93

3,75

C5S

Argila Arenosa Rija

12

40,00

3,95

C5S

Argila Arenosa Rija

13

40,63

4,13

C5S

Argila Arenosa Rija

14

42,42

4,29

C5S

Argila Arenosa Rija

15

44,12

4,45

C5S

Argila Arenosa Rija

16

45,71

4,60

C5S

Argila Arenosa Rija

17

47,22

4,74

C5S

Argila Arenosa Rija

18

48,65

4,86

C5S

Argila Arenosa Rija

19

50,00

4,99

C5S

Argila Arenosa Dura

20

52,63

5,24

C5S

Argila Arenosa Dura

21

53,85

5,45

C5S

Argila Arenosa Dura

22

56,41

5,68

C5S

Argila Arenosa Dura

23

58,97

5,91

C5S

Argila Arenosa Dura

24

61,54

6,14

C5S

Argila Arenosa Dura

25

64,10

6,36

C5S

Argila Arenosa Dura

26

65,00

6,58

C5S

Argila Arenosa Dura

27

67,50

6,80

C5S

Argila Arenosa Dura

28

70,00

7,02

C5S

Argila Arenosa Dura

29

72,50

7,23

C5S

Argila Arenosa Dura

30

75,00

7,44

C5S

Argila Arenosa Dura

31

75,61

7,65

C5S

Argila Arenosa Dura

32

78,05

7,86

C5S

Argila Arenosa Dura

33

80,49

8,07

C5S

Argila Arenosa Dura

34

82,93

8,27

C5S

Argila Arenosa Dura

35

85,37

8,47

C5S

Argila Arenosa Dura

36

85,71

8,67

C5S

Argila Arenosa Dura

37

88,10

8,87

3.16ª

Cap. 3 Sapatas

 

SPT

KNBR

KNBR

CLASSE

DESCRIÇÃO

N72

MPa

Kg/cm²

C5S

Argila Arenosa Dura

38

90,48

9,07

C5S

Argila Arenosa Dura

39

92,86

9,26

C5S

Argila Arenosa Dura

40

95,24

9,46

C5S

Argila Arenosa Dura

41

95,35

9,65

C5S

Argila Arenosa Dura

42

97,67

9,84

C5S

Argila Arenosa Dura

43

100,00

10,02

C5S

Argila Arenosa Dura

44

102,33

10,21

C5S

Argila Arenosa Dura

45

104,65

10,39

C5S

Argila Arenosa Dura

46

104,55

10,57

C5S

Argila Arenosa Dura

47

106,82

10,76

C5S

Argila Arenosa Dura

48

109,09

10,93

C5S

Argila Arenosa Dura

49

111,36

11,11

C5S

Argila Arenosa Dura

> 50

113,64

11,34

MÉTODO 02: Recomendações da Norma DIN 1054, (Alemã)

A Norma DIN 1054 permite no caso de fundações com profundidades superiores a 2,0m, adicionar aos valores obtidos na Tab. 3.4.3, a tensão geostática ao nível da base. Vale lembrar que a base de dados dessa tabela é europeia.

a = a(TAB) + 0

0 = h

Para aumentar a precisão na utilização destas tabelas, recomenda-se aferi-las para cada região geológica, adicionando-se a elas valores típicos para terrenos locais. Todos estes métodos consideram a ruptura no modo generalizado (NSPT > 15), portanto, deve-se levar em conta este fato ao compará-los com resultados teóricos.

Condicionantes

1. NSPT ≤ 50

2. O autor não recomenda implantar sapata em areia com menos de 15 golpes no NSPT e menos de 20 golpes em argilas. Abaixo destes valores é preciso consultar a experiência local para obras semelhantes, após vários anos submetida a carga plena.

3. Na capacidade de carga admissível já se considerou um fator de segurança FS =3,0 aplicado ao valor da tensão de ruptura - ELU (estado de limite último).

4. N72médio, SPT médio e a média dos N72 nas camadas dentro da zona de plastificação, cuja espessura é aproximadamente igual a 1,5 a 2,0 vezes a menor dimensão B ou diâmetro da base. Não se dispondo da dimensão da base, pode-se inicialmente estima-la conforme recomendado da NBR 6122. Vale lembrar que a sondagem é medida de metro em metro. Valores fracionados deverão ser arredondados para menor.

Cap. 3 Sapatas

.

3.17A

Tab. 3.4.3

Pressões Admissíveis para Sapatas

DIN 1054

N 60 = 1,2 N 72

 

a

 

Característica do Terreno

kg/cm 2

A Terreno de aterro que não sofreu compactação artificialmente. Depende da constituição e espessura da camada de fundação, sua densidade, regularidade ou estratificação

0.0

a

1.0

B Solo natural (visivelmente intacto):

 

---

1. Lodo, turfa, Pt, solos pantanosos em geral

0.0

2. Solos compactos, não coesivos:

---

a.

Areia fina e média, grãos até 1 mm

2.0

b . Areia grossa, grãos de 1 a 3mm c. Areia Pedregulhosa com no mínimo um terço de

Pedregulho /volume, Pedregulho até 70mm

 

3.0

4.0

3. Solos coesivos (silte, argila e marga):

   

a. Muito mole, consistência de lama

N72 < 2 3 a 5

0.0

b. Mole (facilmente amolgável)

0.4

c. Médio (dificilmente amolgável)

6

a

10

0.8

d. Rijo ………………………………………………………………….11 a 19

1.5

e. Duro

20 a 50

 

3.0

4. Rochas com poucas falhas em estado são, não alteradas e com

 

estratificações favorável. Quando muito falhadas ou estratificações desfavoráveis, reduzir os valores indicados para menos da metade :

a. Em camadas de sucessão compactas (arenito, calcário, mármore, calcário dolomítico, xisto cristalino, xisto argiloso)

 

- de fraca resistência

10.0

- de constituição dura, compacta (resistência e compressão superior a 50 kg/cm 2 )

15.0

b.

Em disposição maciça ou colunas (granito, diorito, porfírio, diabásio, basalto, ardósia, gnaisse)

30.0

MÉTODO 03:

Recomendações de Berberian (2010) - Todos os Solos

Pontos a ponderar

Berberian reunindo a experiência brasileira passou a recomendar como ponto de partida para a elaboração de projetos os valores do coeficiente KBerb indicados na

Tab. 3.4.5.

3.18ª

Cap. 3 Sapatas

a = N 72 médio / KBerb.

a = em Kg/cm²

ou

a = 100 N 72 / K Berb em KPa

Tab. 3.4.4 Valores de K Berb Segundo Berberian, Apud Mingardi (2016)

Coeficiente K BASE de acordo com o tipo de solo e o SPT – Berberian (2015) 1/3

SOLO

Class.

 

SPT (N72 Brasileiro)

 

Berb.

5

6

 

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

Areia ( Sand )

S

5,21

5,21

5,21

5,21

5,01

5,16

5,28

5,39

5,89

5,96

6,03

6,09

Areia Mto Pco

Siltosa

S3M

5,38

5,38

5,38

5,38

5,38

5,38

5,38

5,38

5,91

5,91

5,91

5,91

Areia Pco

Siltosa

S4M

5,32

5,57

5,44

5,44

5,44

5,44

5,46

5,57

5,67

5,25

5,00

5,04

Areia Siltosa

S5M

4,40