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RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO

Símbolos Matemáticos
+: Soma >: Maior que ∈: Pertence
−: Subtração ou Diferença <: Menor que ∉: Não pertence
±: Mais ou menos ≥: Maior ou igual que ∃: Existe
×, ∗ , ⋅ : Multiplicação ≤: Menor ou igual que ∄: Não Existe
÷, ∶, /: Divisão ≫: Muito maior que ∅: Vazio
𝑎𝑛 : Potência ≪: Muito menor que ∧: E
𝑛
√𝑎: Raiz +∞: mais infinito ∨: Ou
=: Igual −∞: menos infinito V: Ou Exclusivo
≠: Diferente ∀: Para todos →: Se... então...
≅: Aproximadamente igual | : Tal que ↔: Se e somente se
≡: Idêntico/Equivalente ∪: União ~, ¬: Negação
~: Similar ∩: Intersecção | |: Módulo
∴: Portanto ⊂: Está contido (): Parênteses
…: Indica continuação de padrão ⊃: Contém []: Colchetes
∑: Somatório ⊄: Não está contido {}: Chaves
∏: Produtório ⊅: Não contém

Conjuntos e Subconjuntos
Conjunto: Na matemática, um conjunto representa uma coleção de elementos.
Conjunto Vazio: É o conjunto que não possui elementos. Ele é representaod por { } ou por ∅.
Conjunto Unitário: É o conjunto que possui apenas um elemento.
Conjunto das Partes: É denotado por 𝑃(𝐴), onde 𝐴 é um conjunto qualquer, e representa o conjunto
formado por todos os subconjuntos do conjunto 𝐴. Assim o conjunto das partes é o conjunto dos
subconjuntos. Nele sempre estão incluídos o conjunto vázio e o próprio conjunto 𝐴.
Número de Elementos do Conjunto de Partes: 𝑛[𝑃(𝐴)] = 2𝑛(𝐴)
Subconjunto: Parte de um conjunto que também representa coleção de elementos com características
próprias.
Relações entre Conjuntos:
Relação de Pertinência: Relaciona elemento e conjunto indicando se um determinado elemento
pertence ou não pertence a um conjunto. SIMBOLOGIA. ∈ (pertence); ∉ (não pertence).
Relação de Inclusão: Relaciona dois conjuntos indicando se um determinado conjunto contém/está
contido ou não em um outro conjunto. SIMBOLOGIA. 𝐴 ⊂ 𝐵 (𝐴 está contido em 𝐵); 𝐴 ⊃ 𝐵 (𝐴
contém 𝐵); 𝐴 ⊄ 𝐵 (𝐴 não está contido em 𝐵); 𝐴 ⊅ 𝐵(𝐴 não contém 𝐵).
Igualdade de Conjuntos: 𝐴 = 𝐵 desde que 𝐴 ⊂ 𝐵 e 𝐵 ⊂ 𝐴.
Operações com Conjuntos:
União: 𝐴 ∪ 𝐵 = {𝑥|𝑥 ∈ 𝐵 𝑜𝑢 𝑥 ∈ 𝐴}.
Número de Elementos da União de Dois Conjuntos: 𝑛(𝐴 ∪ 𝐵) = 𝑛(𝐴) + 𝑛(𝐵) − 𝑛(𝐴 ∩ 𝐵)
Número de Elementos da União de Três Conjuntos: 𝑛(𝐴 ∪ 𝐵 ∪ 𝐶) = 𝑛(𝐴) + 𝑛(𝐵) + 𝑛(𝐶) −
𝑛(𝐴 ∩ 𝐵) − 𝑛(𝐵 ∩ 𝐶) − 𝑛(𝐴 ∩ 𝐶) + 𝑛(𝐴 ∩ 𝐵 ∩ 𝐶)
Intersecção: 𝐴 ∩ 𝐵 = {𝑥|𝑥 ∈ 𝐵 𝑒 𝑥 ∈ 𝐴}.
Diferença: 𝐴 − 𝐵 = {𝑥|𝑥 ∈ 𝐴 𝑒 𝑥 ∉ 𝐵}.
Diferença Simétrica: 𝐴 ∆ 𝐵 = {𝑥|𝑥 ∈ 𝐴 − 𝐵 𝑜𝑢 𝑥 ∈ 𝐵 − 𝐴} = (𝐴 − 𝐵) ∪ (𝐵 − 𝐴)
Complementar: 𝐶𝑈𝐴 = 𝐴𝐶 = {𝑥|𝑥 ∈ 𝐵 𝑒 𝑥 ∉ 𝐴} onde 𝑈 é o conjunto universo, ou seja, um conjunto
que contém todas as entidades que se deseja considerar em uma certa situação.
Conjuntos Numéricos Reconhecidos:
Naturais (ℕ): ℕ = {0,1,2,3,4,5, … }
Inteiros (ℤ): ℤ = {… , −3, −2, −1,0,1,2,3, … }
𝑝
Racionais (ℚ): ℚ = {𝑞 |𝑝 ∈ ℤ, 𝑞 ∈ ℤ 𝑒 𝑞 ≠ 0}; incluso decimais exatos ou dízimas periódicas.
Irracionais (𝐼): Números cuja representação decimal é infinita mas não periódica.
Reais (ℝ): ℝ = ℚ ∪ I

Números Inteiros e Racionais


Operações: Conceitos inerentes.
INTEIROS RACIONAIS
𝑝 𝑟 𝑝𝑠 + 𝑟𝑞
Adição 𝑎 + 𝑏 = 𝑐 + =
𝑞 𝑠 𝑞𝑠
𝑝 𝑟 𝑝𝑠 − 𝑟𝑞
Subtração 𝑎− 𝑏 = 𝑐 − =
𝑞 𝑠 𝑞𝑠
𝑝 𝑟 𝑝𝑟
Multiplicação 𝑎×𝑏 =𝑒 × =
𝑞 𝑠 𝑞𝑠
𝑝 𝑟 𝑝 𝑠 𝑝𝑠 𝑟
Divisão 𝑎÷𝑏 = 𝑒 ÷ = × = , ≠0
𝑞 𝑠 𝑞 𝑟 𝑞𝑟 𝑠
𝑝 𝑏 𝑝𝑏 𝑐 𝑝𝑏 𝑐
Potenciação 𝑎𝑏 = 𝑓 ( ) = 𝑏= , = 𝑏=
𝑞 𝑞 𝑑 𝑞 𝑑
𝑏
𝑏
𝑏 𝑝 √𝑝
Radiciação √𝑎 = 𝑔 √( ) = 𝑏
𝑞 √𝑞
𝑎
𝑝 𝑏 𝑏 𝑝 𝑎
OBS ++= + −−= + +−= − −+= − ( ) = √( )
𝑞 𝑞

Oposto/Simétrico: Mesmo número com sinal invertido (4 e −4).


Módulo: Valor ignorando o sinal (|−4| = | 4| = 4)
2 3
Inverso: Número com numerador e denominador invertidos(3 𝑒 2)

Expressões Numéricas
Definição: São sentenças matemáticas nas quais aparecem dois ou mais números relacionados por sinais
𝑏
de operações (+, −, ∗, /, 𝑎𝑏 e √𝑎). Toda expressão numérica pode ser representada por um único
numeral – chamado de valor da expressão numérica –, que se obtém realizando as operações indicadas.
Há ainda expressões numéricas que apresentam sinais de associação (parênteses, colchetes e chaves).
𝑏
Prioridade de resolução dos sinais: ( ) → [ ] → { } → 𝑎𝑏 𝑜𝑢 √𝑎 → ∗ 𝑜𝑢 / → + 𝑜𝑢 −

Múltiplos e Divisores de Números Naturais


Múltiplos de um Número Natural: Resultam do produto desse número natural por um outro número
natural qualquer. EXEMPLO. 𝑀(2) = {0,2,4,6,8, . . . }.
Propriedades: 1) Zero é múltiplo de todos os números.
2) Qualquer número natural é múltiplo de si mesmo.
3) O conjunto de múltiplos de um número é infinito.
Divisores de um Número Natural: São números que estão contidos neste número natural uma certa
quantidade de vezes (essa quantidade tem que ser representada por um número natural). Um número pode
ter mais de um divisor. EXEMPLO. 𝐷(12) = {1,2,3,4,6,12}.
Propriedades: 1) Se um número é múltiplo de outro, ele é "divisível" por este outro.
2) Zero não é divisor de nenhum número.
3) Um é divisor de todos os números.
Critérios de Divisibilidade: São critérios que auxiliam a determinar se um número é divisível por outro
sem que seja necessário fazer a divisão propriamente dita.
Números Divisíveis por 0: Nenhum número.
Números Divisíveis por 1: Todos
Números Divisíveis por 2: Números Pares, ou seja, qualquer número terminado em 0, 2, 4, 6 e 8.
Números Divisíveis por 3: Números cuja soma dos valores absolutos de seus algarismos resultar em
um número divisível por 3. EXEMPLO. 369 → 3 + 6 + 9 = 18 → 1 + 8 = 9 → 9 ÷ 3 = 3 
Números Divisíveis por 4: Números com os dois últimos algarismos formando um múltiplo de 4;
Números com o penúltimo algarismo par e o último 0, 4 ou 8; Números com o penúltimo algarismo
ímpar e o último 2 ou 6. EXEMPLO. 368 → 6 é 𝑝𝑎𝑟 𝑒 ú𝑙𝑡𝑖𝑚𝑜 𝑎𝑙𝑔𝑎𝑟𝑖𝑠𝑚𝑜 é 8 
Números Divisíveis por 5: Números terminados em 0 ou 5.
Números Divisíveis por 6: Números divisíveis por 2 e 3 ao mesmo tempo.
Números Divisíveis por 7: Números em que a diferença entre o dobro do último algarismo e o número
formado pelos demais algarismos resulta num número divisível por 7. EXEMPLO. 417 → 41 − 6 =
35 → 35 ÷ 7 = 5 
Números Divisíveis por 8: Números cujo antepenúltimo algarismo for par e os dois últimos formem
um múltiplo de 8 ou cujo antepenúltimo algarismo ímpar e os dois últimos formando um múltiplo de 4
que não seja também múltiplo de EXEMPLO. 10.840 → 8 é 𝑝𝑎𝑟 𝑒 40 é 𝑚ú𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑜 𝑑𝑒 8 
Números Divisíveis por 9: Números cuja soma dos valores absolutos de seus algarismos for 9.
EXEMPLO. 1.494 → 1 + 4 + 9 + 4 = 18 → 1 + 8 = 9 
Números Divisíveis por 10: Números que terminam em zero.
Números Divisíveis por 11: Números cuja diferença entre o último algarismo e o número formado
pelos demais algarismos (de forma sucessiva até que reste um número com dois algarismos) resultar
em um múltiplo de 11, ou seja, resultar em uma dezena dupla. EXEMPLO.286 → 28 - 6 = 22, que, por
ser uma dezena dupla, é múltiplo de 11 
Números Divisíveis por 12: Números divisíveis por 3 e 4 ao mesmo tempo.
Números Divisíveis por 13: Números em que o quádruplo do último algarismo somado ao número sem
o último algarismo resultar em um número divisível por 13. EXEMPLO. 156 → 15 + 24 =
39, 𝑞𝑢𝑒 é 𝑚ú𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖 𝑑𝑒 13 
Números Divisíveis por 17: Números em que o resultado da subtração do último algarismo
multiplicado por 5 pelo restante do número seja divisível por 17. Processo pode ser feito
sucessivamente. EXEMPLO. 221 → 22 − (1 × 5) = 17 
Números Divisíveis por 19: Números em que o dobro do último algarismo, somado ao número que não
contém este último algarismo, proporcionar um número divisível por 19. EXEMPLO. 209 → 20 +
18 = 38 → 2 + 16 = 19 
Números Divisíveis por 23: Números em que o héptuplo (7 vezes) do último algarismo, somado ao
número que não contém este último algarismo, proporcionar um número divisível por 23. EXEMPLO.
207 → 20 + 49 = 69, 𝑞𝑢𝑒 é 𝑚ú𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑜 𝑑𝑒 7. 
Números Divisíveis por 25: Números terminados em 00, 25, 50 e 75.
Números Divisíveis por Potências de 2 (2𝑁 ): Números cujos seus últimos N algarismos forem 0 ou
divisíveis por 2𝑁 .
Números Divisíveis por Potências de 10 (10𝑁 ): Números terminados em um número 𝑁 de zeros.
EXEMPLO. Um número é divisível por 100 (10²) quando terminar em 00.
Números Divisíveis por Números Compostos por Fatores Não-Múltiplos Entre Si: Número que sejam
divisíveis por cada um dos fatores que o compõem, tais como 14, 15, 18, 20, 21, 22, etc. EXEMPLO.
15 = 3 × 5, logo um número será divisível por 15 se for divisível por 3 e 5 ao mesmo tempo.
Números Primos: Um número é primo quando admitir como divisores apenas ele próprio e a unidade.
EXEMPLO: 𝑃𝑟𝑖𝑚𝑜𝑠 = {2,3,5,7,11,13,17,19. . . }.
OBS: O número 1 não é primo e o número 2 é o único número par que é primo.
Números Primos Entre Si: Dois números são primos entre si quando o único divisor comum é o 1.
Fatoração: É a decomposição que se faz de um número com o intuito de representá-lo por meio de um
produto de elementos.
Fatoração Simples (Fatores Primos): Também conhecida como decomposição em números primos.
Nesse tipo de Fatoração os elementos que formarão o produto por meio do qual o número será
representado são números primos.

Mínimo Múltiplo Comum (MMC): O MMC entre números é o menor valor comum entre os valores do
conjunto intersecção dos múltiplos desses números. Para determinar o MMC entre números é feita uma
decomposição em números primos silmultânea para cada um dos números analisados. O MMC será
composto pela multiplicação de todos os números primos, inclusive os repetidos, que resultarem das
fatorações.
Máximo Divisor Comum (MDC): O MDC entre números é o maior valor comum entre os valores do
conjunto intersecção dos divisores desses números. Para determinar o MDC entre números é feita uma
decomposição em números primos simultânea para cada um dos números analisados. O MDC será
composto pela multiplicação dos números primos comuns a todas as fatorações. Caso o número primo se
repita ele só será contabilizado no MDC uma vez.

Frações e Operações com Frações


Fração: São numerais que representam números racionais não-negativos. Os números inteiros utilizados
na fração são chamados numerador (acima da linha de divisão) e denominador (abaixo da linha de
divisão), onde o numerador indica quantas partes são tomadas do inteiro e o denominador indica em
quantas partes dividimos o inteiro, sendo este último necessariamente diferente de zero.
Leitura de Frações:
O numerador é 1 e o denominador é um inteiro 1 < d < 10:

O numerador é 1 e o denominador é um inteiro d > 10: Lê-se “um” + denominador + “avos”.


1
EXEMPLO. 12 → 𝑢𝑚 𝑑𝑜𝑧𝑒 𝑎𝑣𝑜𝑠.
O numerador é 1 e o denominador é um múltiplo de 10: Nesse caso se aplicaria a regra para d > 10,
porém uma existe uma forma de leitura mais comum, expressa na tabela a seguir.
Tipos de Frações:
Fração Própria: Fração cujo numerador é menor que o denominador, isto é, a parte é tomada dentro
1
do inteiro. EXEMPLO. 3.
Fração Imprípria: Fração cujo numerador é maior do que o denominador, isto é, representa mais do
5
que um inteiro dividido em partes iguais. EXEMPLO. 2.
Fração Aparente: É aquela cujo numerador é um múltiplo do denominador e aparenta ser uma fração
4
mas não é, pois representa um número inteiro. EXEMPLO. 2 = 2. OBS. Como um caso particular, o
zero é múltiplo de todo número inteiro, assim as frações 0/3, 0/8, 0/15 são aparentes, pois representam
o número inteiro zero.
Frações Equivalentes: São as que representam a mesma parte do inteiro. Se multiplicarmos os termos
(numerador e denominador) de uma fração sucessivamente pelos números naturais, teremos um
conjunto infinito de frações que constitui um conjunto que é conhecido como a classe de equivalência
1 2 3 4
da fração dada. EXEMPLO. 2 = 4 = 6 = 8 = ⋯
Propriedades Fundamentais:
1) Amultiplicar-se os termos (numerador e denominador) de uma fração por um mesmo número natural,
obtém-se uma fração equivalente à fração dada.
1 1×2 2
= =
2 2×2 4
2) Se é possível dividir os termos (numerador e denominador) de uma fração por um mesmo número
natural, o resultado dessa divisão será uma fração equivalente à fração dada.
12 12 ÷ 4 3
= =
16 16 ÷ 4 4
Classe de Equivalência: É o conjunto de todas as frações equivalentes à fração dada. Ao invés de
trabalhar com todos os elementos deste conjunto infinito, simplesmente poderemos tomar a fração mais
simples deste conjunto que será a representante desta classe. Esta fração será denominada um número
racional. Aplicando a propriedade fundamental, podemos escrever o conjunto das frações equivalentes a
1 1 1 2 3 4 5 6
, por exemplo, como 𝐶 ( ) = { , , , , , , … }.
3 3 3 6 9 12 15 18

Número Misto: Quando o numerador de uma fração é maior que o denominador, pode-se realizar uma
operação de decomposição desta fração em uma parte inteira e uma parte fracionária e o resultado é
denominado número misto.
17 16+1 16 1 1 1
Transformação de uma fração imprópria em um número misto: = = + 4 = 4 + 4 = 44
4 4 4
1 1 6+1 7
Transformação de um número misto em uma fração imprópria: 3 2 = 3 + 2 = =2
2

Comparação entre Duas Frações:


Mesmo Denominador: Se duas frações tem denominador igual, será maior a fração com maior
2 1
numerador. EXEMPLO. 3 > 3.
Mesmo Numerador: Se duas frações tem numerador igual, será maior a fração com menor
5 5
denominador. EXEMPLO. 3 < 2.
Numeradorres e Denominadores Distintos: Deve-se reduzir ambas as frações a um denominador
2 3 10 9 10 9 𝟐 𝟑
comum através do processo de MMC. EXEMPLO. 3 𝑒 5 → 15 𝑒 15 → 15 > 15 → 𝟑 > 𝟓.
Simplificação de Frações: É a redução da fração dada a uma fração irredutível, isto é, uma fração para a
qual o MDC entre o numerador e o denominador seja 1, ou seja, o numerador e o denominador devem ser
primos entre si. A simplificação pode ser feita através dos processos de divisão sucessiva e pela
fatoração.
Divisão Sucessiva: A divisão sucessiva corresponde a dividir os dois termos da fração por um mesmo
36 36÷2 18 18÷2 9
número (fator comum ) até que ela se torne irredutível. EXEMPLO. 60 = 60÷2 = 30 = 30÷2 = 15 =
9÷3 3 3
= 5 onde 3 e 5 são primos entre si, logo 5 é uma fração irredutível.
15÷3

Fatoração: É feita a fatoração do numerador e denominador e, uma vez representados pelos números
36
primos que os compões, é feita a simplificação direta dos termos semelhantes. EXEMPLO. 60 =
2×2×3×3 3
= 5.
2×2×3×5
Operações com Frações: Vide tabela de operações com números racionais*.

Números e Grandezas Proporcionais


Razão: Razão é a relação existente entre dois valores de uma mesma grandeza, representada por um
𝑎
quociente onde o denominador é diferente de , ou seja, 𝑏.
𝑎 𝑐
Proporção: É a relação de igualdade entre duas razões, ou seja, 𝑏 = 𝑑.
Propriedade Fundamental das Proporções: Em uma proporção, o produto dos meios é igual ao
𝑎 𝑐
produto dos extremos, ou seja, 𝑏 = 𝑑 ≡ 𝑎 ∙ 𝑑 = 𝑏 ∙ 𝑐.
Proporções Múltiplas: Chamamos de proporção múltipla, ou série de razões iguais, a toda proporção
𝑎 𝑐 𝑚
que envolve uma igualdade entre três razões ou mais. De forma geral: 𝑏 = 𝑑 = ⋯ = 𝑛 (onde a, b, c,...,
6 15 3
𝑛 ∈ ℝ∗ ) é uma proporção múltipla. EXEMPLO. 16 = 35 = 7.
𝑎 𝑐 𝑚
Propriedade fundamental das proporções múltiplas: Seja a proporção 𝑏 = 𝑑 = ⋯ = 𝑛 . Considerando
que cada uma dessas razões é igual a um mesmo número 𝑘. Esse valor 𝑘 é chamado de coeficiente de
proporcionalidade dessa proporção.
𝑎 𝑐
Propriedade Gerais das Proporções: Dada a proporção 𝑏 = 𝑑.
1) A soma/diferença dos antecedentes de uma proporção está para a soma/diferença dos seus
conseqüentes, assim como cada antecedente está para o seu respectivo conseqüente.
𝑎+𝑐 𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑐
= = 𝑜𝑢 = =
𝑏+𝑑 𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑑
2) A soma/diferença dos termos da primeira razão está para seu antecedente, assim como a
som/diferença dos termos da segunda razão está para seu respectivo antecedente.
𝑎+𝑐 𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑐
= = 𝑜𝑢 = =
𝑏+𝑑 𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑑
3) A soma/diferença entre os termos da primeira razão está para seu conseqüente, assim como a
soma/diferença entre os termos da segunda razão está para seu respectivo conseqüente.
𝑎+𝑐 𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑐
= = 𝑜𝑢 = =
𝑏+𝑑 𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑑
OBS: As propriedades acima valem tanto para proporções simples como múltiplas.
Grandeza: É tudo aquilo que pode ser medido e possibilita que tenhamos características baseadas em
informações numéricas e/ou geométricas.
Grandezas escalares: São aquelas definidas apenas por um número seguido de uma unidade de
medida. Essas grandezas precisam apenas da informação do módulo (valor numérico) para serem
completamente caracterizadas. EXEMPLO. Temperatura e massa.
Grandezas vetoriais: São aquelas que, para a sua completa caracterização, são necessárias três
informações: módulo (valor numérico), direção e sentido. EXEMPLO. Força e velocidade.
Grandezas Diretamente Proporcionais: São aquelas grandezas nas quais, ao aumentarmos o valor de
uma delas um certo número de vezes, o respectivo valor da outra grandeza igualmente aumenta o
mesmo número de vezes. Da mesma forma, ao diminuirmos o valor de uma delas, a outra diminui
𝐴
proporcionalmente. Se A e B são diretamente proporcionais 𝐵 = 𝑘.
Grandezas Inversamente Proporcionais: São aquelas grandezas nas quais, ao aumentarmos o valor de
uma delas um certo número de vezes, o respectivo calor da outra grandeza diminui proporcionalmente
(o mesmo número de vezes), e vice-versa. Se A e B são inversamente proporcionais 𝐴 ∙ 𝐵 = 𝑘.
Regra De Três: É o processo destinado a resolver problemas que envolvam grandezas diretamente ou
inversamente proporcionais.
Simples Direta: É uma forma de relacionar grandezas diretamente proporcionais. Nela teremos, por
exemplo 𝐴 proporcional a 𝐶, assim como 𝐵 é proporcional a 𝑋, onde 𝐴 e 𝐵 pertencem a uma grandeza
e 𝐶 e 𝑋 a outra, sendo elas diretamente proporcionais. 𝐴, 𝐵 e 𝐶 são conhecidas e 𝑋 é uma incógnita.
𝐴 𝐶
Nesse caso basta aplicar a propriedade fundamental das proporções a 𝐵 = 𝑋 para determinar 𝑋.
EXEMPLO. Para se construir um muro de 17𝑚² são necessários 3 trabalhadores. Quantos
17 3 51×3
trabalhadores serão necessários para construir um muro de 51𝑚²? RESPOSTA. 51 = 𝑋 → 𝑋 = 17 →
𝑿 = 𝟗 𝒕𝒓𝒂𝒃𝒂𝒍𝒉𝒂𝒅𝒐𝒓𝒆𝒔.
Simples Inversa: É uma forma de relacionar grandezas inversamente proporcionais para obter uma
proporção. Nela teremos, por exemplo 𝐴 proporcional a 𝐶, assim como 𝐵 é proporcional a 𝑋, onde 𝐴 e
𝐵 pertencem a uma grandeza e 𝐶 e 𝑋 a outra, sendo elas inversamente proporcionais. 𝐴, 𝐵 e 𝐶 são
conhecidas e 𝑋 é uma incógnita. Nesse caso basta aplicar a propriedade fundamental das proporções a
𝐴 𝑋
= para determinar 𝑋. EXEMPLO. Um automóvel com velocidade de 80 𝑘𝑚/ℎ gasta 15 𝑚𝑖𝑛 em
𝐵 𝐶
certo percurso. Se a velocidade for reduzida para 60 𝑘𝑚/ℎ, que tempo, em minutos, será gasto no
80 𝑋 80×15
mesmo percurso? RESPOSTA. 60 = 15 → 𝑋 = 60 → 𝑿 = 𝟐𝟎 𝒎𝒊𝒏.
Composta: É um processo de relacionamento de grandezas diretamente proporcionais, inversamente
proporcionais ou uma mistura dessas situações. Utiliza-se as regras de regra de três simples direta e
inversa ao mesmo tempo. Nesse caso a razão que compreende a incógnita fica isolada de um lado da
equação e todas as outras razões são multiplicadas direta ou inversamente no outro lado da equação.
EXEMPLO. Numa gráfica existem 3 impressoras off set que funcionam ininterruptamente, 10 horas
por dia, durante 4 dias, imprimindo 240.000 folhas. Tendo-se quebrado umas das impressoras e
necessitando-se imprimir, em 6 dias, 480.000 folhas, quantas horas por dia deverão funcionar
ininterruptamente as duas máquinas restantes? RESPOSTA. A gramdeza horas é inversamente
proporcional às grandezas número de impressoras e dias e diretamente proporcional ao número de
10 2 6 240.000
folhas, logo 𝑋 = 3 × 4 × 480.000 → 𝑿 = 𝟐𝟎 𝒉𝒐𝒓𝒂𝒔.

Matemática Financeira
Porcentagem: É a representação utilizada em expressões de acréscimos ou reduções em preços, números
ou quantidades, sempre tomando por base 100 unidades. Em outras palavras, a porcentagem ou
percentagem é uma medida de razão com base 100 (cem). É um modo de expressar uma proporção ou
uma relação entre 2 (dois) valores (um é a parte e o outro é o inteiro) a partir de uma fração cujo
denominador é 100 (cem), ou seja, é dividir um número por 100 (cem). EXEMPLO. Se eu quero saber a
13 𝑥
que porcentagem 13 lâmpadas equivale num total de 50, tem-se 50 = 100 → 𝑥 = 26%.
𝑎
Taxa Percentual: Toda razão 𝑏, na qual 𝑏 = 100.
Forma Fracionária: 26/100
Forma Percentual: 26%
Forma Decimal ou Unitária: 0,26
𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑃𝑜𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑎𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜𝑠
Cálculo Geral: =
𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 100%

Lucro: 𝑅$𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 = 𝑅$𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎 − 𝑅$𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜


Prejuízo:𝑅$𝑃𝑟𝑒𝑗𝑢í𝑧𝑜 = 𝑅$𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑅$𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎
Aumento/Acréssimo Percentual: Para um aumento percentual de 𝑥%, deve-se multiplicar o valor por
um fator multiplicante 𝑓𝑎 = 1 + 𝑥𝑑 , onde 𝑥𝑑 é a forma decimal de 𝑥%. O resultado dessa
multiplicação será o valor com desconto (𝐴% = 𝑉 × 𝑓𝑎 ). EXEMPLO. Aumento de 25% em um
produto que custa R$80,00. RESPOSTA. 𝑓 = 1 + 0,25 = 1,25; 𝐴% = 𝑉 × 𝑓𝑎 = 𝑅$80,00 × 1,25 =
𝑹$𝟏𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Desconto Percentual: Para um desconto percentual de 𝑥%, deve-se multiplicar o valor por um fator
multiplicante 𝑓𝑑 = 1 − 𝑥𝑑 , onde 𝑥𝑑 é a forma decimal de 𝑥%. O resultado dessa multiplicação será o
valor com desconto (𝐷% = 𝑉 × 𝑓𝑑 ). EXEMPLO. Desconto de 10% em um produto que custa
R$200,00. RESPOSTA. 𝑓 = 1 − 0,10 = 0,90; 𝐷% = 𝑉 × 𝑓𝑑 = 𝑅$200,00 × 0,90 = 𝑹$𝟏𝟖𝟎, 𝟎𝟎
Aumentos/Acréssimos e Descontos Sucessivos: Para aumentos e descontos sucessivos basta fazer cada
conta tomando como base o valor final da anterior, ou, utilizar um fator multiplicante total 𝑓𝑇 que
corresponderá ao produto de todos os fatores envolvidos. EXEMPLO. Aumentos sucessivos de 5%,
8% e 4% sobre R$600,00. RESPOSTA. 𝐴% = 𝑉 × 𝑓𝑇 = 𝑉 × 𝑓1 × 𝑓2 × 𝑓3 = 𝑅$600,00 ×
(1 + 0,05) × (1 + 0,08) × (1 + 0,04) = 𝑹$𝟕𝟎𝟕, 𝟔𝟐
Juros: É toda compensação em dinheiro que se paga, ou que se recebe, pelo dinheiro que se empresta, ou
que se pede emprestado.
Capital (C): É o dinheiro que se empresta ou que se pede emprestado.
Taxa de juro (i): É a taxa de porcentagem que se paga ou que se recebe pelo aluguel do dinheiro.
Tempo (t): A taxa 𝑖 é indicafa em relação a um intervalo de tempo 𝑡 que representa a quantidade de
tempo que a taxa foi aplicada. A unidade dessa quantidade de tempo vai depender se a taxa é anual (a.a.),
mensal (a.m.), diária (a.d), etc. Se o tempo é dado em uma unidade diferente da que é referente à taxa de
juro, deve-se usar regra de três para passar o tempo para a unidade da taxa.
Prazo Exato x Prazo Comercial: O prazo exato considera o ano civil de 365 ou 366 dias contados
diretamente pelo calendário, podendo o mês ter 28, 29, 30 ou 31 dias. Já o Prazo Comercial, normalmente
utilizado em cálculos, considera o ano comercial de 360 dias e o mês de 30 dias.
Juros Simples: 𝐽 = 𝐶 × 𝑖 × 𝑡
Juros Compostos: 𝐽 = 𝐶 × (1 + 𝑖)𝑡 − 𝐶
Montante (M): É o total que se paga no final do empréstimo (capital + juro).
Fórmula: 𝑀 = 𝐶 + 𝐽
Montante para juros simples: 𝑀 = 𝐶 × (1 + 𝑖 × 𝑡)
Montante para juros compostos: 𝑀 = 𝐶 × (1 + 𝑖)𝑡
Valor Atual e Valor Futuro: Em juros compostos podemos dizer que 𝑉𝐹 = 𝑉𝐴 × (1 + 𝑖)𝑡 , ou seja, basta
substituir o valor futuro pela montante e o atual pelo capital.

Análise Combinatória
Princípios de Contagem: Princípios que auxiliam na resolução de problemas de combinatória.
Árvore de Possibilidade: É utilizada para resolver problemas de combinatória envolvendo valores
pequenos. Lista-se todas as possibilidades para cada item e relaciona-se essas possibilidades entre si.
EXEMPLO. Bruno pode vestir três calças e duas blusas distintas. De quantas formas diferentes ele
pode se vestir? RESPOSTA.
Princípio Fundamental da Contagem (PFC)/Princípio Multiplicativo: Se um acontecimento ocorrer
por várias etapas sucessivas e independentes o número total de possibilidades é o produto do número
de possibilidades em cada etapa. EXEMPLO. Bruno pode vestir três calças e duas blusas distintas. De
quantas formas diferentes ele pode se vestir? RESPOSTA.
𝑁º 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑝𝑜𝑠𝑠𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = 3 𝑐𝑎𝑙ç𝑎𝑠 × 2 𝑏𝑙𝑢𝑠𝑎𝑠 = 6 𝑝𝑜𝑠𝑠𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠.
Fatorial: 𝑛! = 𝑛 × (𝑛 − 1) × (𝑛 − 2) … 3 × 2 × 1, 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑛 ∈ ℕ 𝑒 𝑛 > 1
Consequências: 𝑛! = 𝑛(𝑛 − 1)!
1! = 1
0! = 1
Arranjo Simples: Denomina-se arranjo simples dos 𝑛 elementos de 𝐸, 𝑝 a 𝑝 toda sequência de 𝑝
elementos distintos de 𝐸. É uma escolha de 𝑝 entre esses 𝑛 objetos (𝑝 < 𝑛) na qual a ordem importa.
𝑛!
Fórmula: 𝐴𝑛,𝑝 = (𝑛−𝑝)!

Exemplo: De quantas maneiras diferentes podemos estacionar 6 carros em 3 garagens?


6!
RESPOSTA: 𝐴6,3 = (6−3)! = 𝟏𝟐𝟎 𝒎𝒂𝒏𝒆𝒊𝒓𝒂𝒔

Arranjo com Repetição: É um tipo de arranjo em que pode ocorrer repetição de elementos.
Fórmula: 𝐴𝑛,𝑝 = 𝑛𝑝
Exemplo: Seja P um conjunto com elementos: P = {A,B,C,D}, tomando os agrupamentos de dois em
dois, quantos agrupamentos podemos obter em relação ao conjunto P (pode-se repetir elementos).
RESPOSTA: 𝐴4,2 = 4² = 𝟏𝟔 𝒂𝒈𝒓𝒖𝒑𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔
Permutação Simples: Chama-se de permutação simples dos 𝑛 elementos, qualquer agrupamentos
(sequência) ordenados de 𝑛 elementos distintos de 𝐸. Pode ser considerado um arranjo simples onde 𝑛 =
𝑝.
Fórmula: 𝑃𝑛 = 𝑛!
Exemplo: De quantas maneiras diferentes podemos estacionar 6 carros em 6 garagens?
RESPOSTA: 𝑃6 = 6! = 6 × 5 × 4 × 3 × 2 × 1 = 𝟕𝟐𝟎 𝒎𝒂𝒏𝒆𝒊𝒓𝒂𝒔
Permutação com Repetição: É um tipo de permutação em que pode ocorrer repetição de elementos. que
algum elemento se repete 𝑎 vezes, outro 𝑏 vezes, outro 𝑐 vezes, e assim por diante.
𝑛!
Fórmula: 𝑃𝑛𝑎,𝑏,𝑐,… = 𝑎!𝑏!𝑐!…, onde 𝑎, 𝑏, 𝑐, … representam o número de repetições de cada elemento.
Exemplo: Quantos anagramas podem ser formados com a palavra MARAJOARA?
9!
RESPOSTA: 𝑃94,2, = 4!2! = 𝟕𝟓𝟔𝟎 𝒂𝒏𝒂𝒈𝒓𝒂𝒎𝒂𝒔
Permutação Circular: É um tipo de permutação composta por um ou mais conjuntos em ordem cíclica.
Ocorre quando temos grupos com m elementos distintos formando uma circunferência.
Fórmula: 𝑃𝑛 = (𝑛 − 1)!
Exemplo: Cinco crianças desejam brincar de roda. De quantos modos distintos estas crianças podem
formar a roda sem que haja repetição?
RESPOSTA: 𝑃5 = (5 − 1)! = 4! = 𝟐𝟒 𝒎𝒐𝒅𝒐𝒔
Combinação Simples: Chama-se de combinação simples dos 𝑛 elementos de 𝐸, 𝑝 a 𝑝, todo subconjunto
de 𝐸 com 𝑝 elementos em eu a ordem não é importante.
𝑛!
Fórmula: 𝐶𝑛,𝑝 = 𝑝!(𝑛−𝑝)!

Exemplo: Quantas saladas de frutas (com frutas diferentes) podemos fazer utilizando-se 3 frutas se
dispomos de 6 tipos diferentes de frutas?
6! 6×5×4
RESPOSTA: 𝐶6,3 = = = 𝟐𝟎 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒊𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔
3!(6−3)! 3×2×1
𝑛 𝑛!
OBS: 𝐶𝑛,𝑝 também é representado pelo número binomial (𝑝) = 𝑝!(𝑛−𝑝)! com 𝑛 ≥ 𝑝 ≥ 0.

Combinação com Repetição: É um tipo de combinação em que pode ocorrer repetição de elementos.
(𝑛+𝑝−1)!
Fórmula: 𝐶𝑛,𝑝 = 𝑝!(𝑛−1)!

Exemplo: Um parque de diversões que tem 4 brinquedos. Carlos resolve comprar 2 bilhetes. Qual o
número total de possibilidades na compra de bilhetes?
(4+2−1)! 5! 5×4
RESPOSTA: 𝐶4,2 = = 2!3! = 2×1 = 𝟏𝟎 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒊𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔
2!(4−1)!

Probabilidade
Definição: Probabilida consiste na chance de ocorrer determinado resultado num experimento aleatório.
Espaço Amostral (𝑈): É o conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório.
EXEMPLO. No lançamento de uma moeda 𝑈 = {𝑐𝑎𝑟𝑎, 𝑐𝑜𝑟𝑜𝑎}.
Eventos: É qualquer subconjunto do espaço amostral. EXEMPLO. Para o espaço amostral no lançamento
de um dado 𝑈 = {1,2,3,4,5,6} um dos eventos pode ser o número é resultante é par, ou seja, {2,4,6}.
Espaço Equiprovável: É o espaço amostral em que para cada um dos seus 𝑛 eneventos simples a chance
de ocorrência é a mesma.
Experimentos não equiprováveis: É o experimento em que os eventos elementares do espaço amostral
não apresentam a mesma probabilidade de ocorrência.
1
Probabilidade de um Evento Simples num Espaço Equiprovável: 𝑃(𝐴) = 𝑛(𝑈)
𝑛(𝐴)
Probabilidade de um Evento Qualquer em um Espaço Amostral Finito: 𝑃(𝐴) = 𝑛(𝑈)

Eventos Complementares: Sejam 𝐴 e 𝐴̅ dois eventos complementares de um espaço amostral 𝑈, então


𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐴̅) = 1
Probabilidade com União de Eventos: 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)
𝑛(𝐴∩𝐵)
Probabilidade com Intersecção de Eventos: 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 𝑛(𝑈)
𝑃(𝐴∩𝐵)
Probabilidade Condicional: 𝑃(𝐴/𝐵) = 𝑃(𝐵)

Eventos Independentes: Dois eventos 𝐴 e 𝐵 são ditos independentes quando 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 𝑃(𝐴) × 𝑃(𝐵)
Lei Binomial das Probabilidade: Considerando uma experiência em relação a um evento 𝐸 realizada com
𝑛 tentativas independentes e com dois resultados possíveis em cada tentativa – sucesso (com
probabilidade 𝑝) e fracasso (com probabilidade 𝑞) –. A probabilidade 𝑃 do evento 𝐸 ocorrer 𝑟 vezes é
𝑛
dada por 𝑃 = ( ) 𝑝𝑟 ⋅ 𝑞 𝑛−𝑟 onde 𝑞 = 1 − 𝑝.
𝑟
Restrições para aplicação da lei à experiências aleatórias:
1) A experiência é repetida um número 𝑛 de vezes, nas mesmas condições.
2) Em cada tentativa ocorre evento 𝐸 (sucesso) ou evento 𝐸̅ (fracasso.)
3) 𝑝 e 𝑞 são constantes em toda a experiência.
4) As tentativas são independentes umas das outras.

Progressões
Sucessão/Sequência Numérica: Uma sequência numérica é consiste em uma lista de números que
obedecem determinada ordem. Esta lista é representada entre parênteses e os números são separados por
vírgula. Caso ela possua um último termo, trata-se de uma sequência finita, caso não, infinita. Costuma-
se representar cada termo de uma sequência por uma letra qualquer, a letra 𝑎 por exemplo, e sua posição
ou ordem por um índice. EXEMPLO. 𝑆 = (4, 11, 18, 27, . . . , 98) ∴ 𝑆 = (𝑎1 , 𝑎2 , 𝑎3 , 𝑎4 , . . . , 𝑎𝑛 ).
Definição: Denomina-se sequência qualquer função 𝑓 cujo domínio é em ℕ∗ .
Formas diferentes de determinar uma sequência: Pelo termo geral, onde a sequência é definida uma
uma fórmula que dá valor a cada termo 𝑎𝑛 – como por exemplo 𝑎𝑛 = (2𝑛 + 1)/4 – em função de sua
posição 𝑛 na sequência, e por recorrência, onde a sequência é definida atribuindo determinado valor a
um de seus termos (geralmente o primeiro) e indicando uma fórmula que permite calcular cada termo,
conhecendo o termo anterior da sequência – como por exemplo 𝑎𝑛+1 = 𝑎𝑛 + 2.
Progressão Aritmética: É uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo, é igual ao
anterior adicionado a um número fixo, chamado razão da progressão (𝑟).
Classificação de uma PA: Quando 𝑟 > 0 a progressão aritmética é crescente, quando 𝑟 < 0 a
progressão aritmética é decrescente e quando 𝑟 = 0 a progressão aritmética é constante ou
estacionária.
Fórmula: 𝑎𝑛+1 = 𝑎𝑛 + 𝑟, ∀𝑛 ∈ ℕ∗
Termo Geral de uma PA (𝑎𝑛 ): 𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1)𝑟
(𝑎1 +𝑎𝑛 )𝑛
Soma dos Termos de uma PA finita (𝑆𝑛 ): 𝑆𝑛 = 2

Propriedade: Numa PA finita a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos
extremos, ou seja, 𝑎𝑝 + 𝑎𝑞 = 𝑎1 + 𝑎𝑛 .
Progressão Geométrica: É a sequência de números não-nulos em que cada termo, a partir do segundo, é
igual ao anterior multiplicado por um número fixo, chamado de razão da progressão (𝑟).
Classificação de uma PG: Quando 𝑎1 > 0 e 𝑞 > 1 ou quando 𝑎1 < 0 e 0 < 𝑞 < 1 a progressão
geométrica é crescente, quando 𝑎1 > 0 e 0 < 𝑞 < 1 ou quando 𝑎1 < 0 e 𝑞 > 1 a progressão
geométrica é decrescente, quando 𝑞 = 1 a progressão geométrica é constante e quando 𝑞 < 0 a
progressão geométrica é alternante.
Fórmula: 𝑎𝑛+1 = 𝑎𝑛 . 𝑞, ∀𝑛 ∈ ℕ∗ 𝑒 ∀𝑞 ∈ ℝ
Termo Geral de uma PG (𝑎𝑛 ): 𝑎𝑛 = 𝑎1 𝑞 𝑛−1
𝑎1 (𝑞 𝑛 −1)
Soma dos Termos de uma PG finita (𝑆𝑛 ): 𝑆𝑛 = 𝑞−1

Soma dos Termos de uma PG infinita (𝑆𝑛 ):


1𝑎
1º Caso: Para −1 < 𝑞 < 1, 𝑆𝑛 = 1−𝑞
2º Caso: Para 𝑞 > 1 e 𝑎1 > 0, lim 𝑆𝑛 = +∞.
𝑛→∞
3º Caso: Para 𝑞 > 1 e 𝑎1 < 0, lim 𝑆𝑛 = −∞.
𝑛→∞
4º Caso: Para 𝑞 < −1 e 𝑎1 ≠ 0, lim 𝑆𝑛 não existe ou seja, a série geométrica é divergente.
𝑛→∞
5º Caso: Para 𝑞 = ±1 e 𝑎1 ≠ 0, lim 𝑆𝑛 não existe, ou seja, a série geométrica é divergente.
𝑛→∞

Compreensão de Estruturas Lógicas


Proposição: É uma sentença declarativa ou uma declaração sob a forma de oração (contém verbo) que
pode assumir um dos dois valores lógicos – ou Verdadeiro (V) ou Falso (F). As proposições transmitem
pensamentos e exprimem julgamentos a respeito de determinadas informações. Dentre as sentenças que
NÃO podem ser consideradas proposições estão as exclamativas (Meu Deus!), interrogativas (Você me
ama?), imperativas (Não estude para passar, mas até passar!), sem verbo (O mundo dos concursos
públicos.) e abertas (x + 1 = 7; Ela é a melhor esposa do mundo.).
Princípios Aplicados à Proposições:
Princípio da Identidade: Uma proposição verdadeira é sempre verdadeira e uma proposição falsa é
sempre falsa.
Princípio da Não Contradição: Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa simultaneamente.
Princípio do Terceiro Excluído: Uma proposição só pode ter um dos dois valores lógicos, isto é, ou é
verdadeira (V) ou falsa (F), não podendo ter outro valor.
Representação das Preposições: As proposições são representadas por letras, geralmente maiúsculas, e
dizer que o valor lógico de uma proposição 𝑃 é verdadeiro ou falso é o mesmo que escrever 𝑉𝐿(𝑃) = 𝑉
(ou 𝐹 no caso de falso).
OBS: O conteúdo da proposição não é tão importante. Quem diz se a proposição é verdadeira ou falsa
é o enunciado do exercício. Todas as proposições fornecidas são tomadas como sendo verdadeiras, a
menos que o exercício diga o contrário. Por exemplo, se a questão disser que a proposição “2 + 2 = 7”
é verdadeira, deve-se aceitar isso, ainda que se saiba que o conteúdo dela não é realmente correto.
Tipos de Proposições: A
Simples: Não vêm juntas de outras proposições. EXEMPLO. 3 + 1 = 4.
Compostas: São duas ou mais proposições conectadas entre si, por meio de conectivos lógicos,
resultando numa única declaração. EXEMPLO. “Se eu estudar, então serei aprovado”.
Conectivos Lógicos: São símbolos ou palavras usada para conectar duas ou mais sentenças de uma
maneira gramaticalmente válida, de modo que o sentido da sentença composta produzida dependa apenas
das senteças originais.
Conectivo “E” (Conjunção): Indica que ambas as proposições devem ser verdadeiras para que a
sentença seja verdadeira, do contrário será falsa. SIMBOLOGIA. 𝐴 ∧ 𝐵. EXEMPLO. João é ator e
alagoano.
Conectivo “Ou” (Disjunção): Indica que basta uma das proposições ser verdadeira para que a
sentença seja verdadeira, do contrário será falsa. SIMBOLOGIA. 𝐴 ∨ 𝐵. EXEMPLO. Irei ao cinema
ou à praia.
Conectivo “Ou Exclusivo” (Disjunção Exclusiva): Indica que para que a sentença seja verdadeira,
uma das proposições ser verdadeira, mas não ambas, do contrário será falsa. SIMBOLOGIA. 𝐴 ∨ 𝐵.
EXEMPLO. Ou Tiago é médico ou dentista, mas não ambos.
Conectivo “Se... Então...” (Condicional): Indica que se a proposição “condição” é verdadeira então a
preposição “consequência” é necessariamente verdadeira, logo, a sentença só é falsa quando essa
afirmação não é atendida. SIMBOLOGIA. 𝐴 → 𝐵. EXEMPLO. Se chove, então faz frio.
Condição Suficiente x Condição Necessária: Dizer que “A é condição suficiente para B” é
equivalente a dizer que “Se A então B”. Por outro lado, dizer que “A é condição necessária para B”
é equivalente a dizer que “Se B então A”. Em outras palavras, o 1º é suficiente para o 2º, mas o 2º é
necessário para o 1º.
Conectivo “Se e somente se” (Bicondicional): Indica que a proposição “consequência” só é verdadeira
se a proposição “condição” for verdadeira. Ela equivale a proposição composta “se A então B e se B
então A”. SIMBOLOGIA. 𝐴 ↔ 𝐵. EXEMPLO. Vivo se e somente se sou feliz.
Operador “Não” (Negação): A negação inverte o valor lógico de uma determinada proposição.
SIMBOLOGIA. ~𝐴; ¬𝐴.
Precedência dos Conectivos e Operadores:
1º) ~ (Negação)
2º) ∧ (Conjunção)
3º) ∨ (Disjunção) ou ∨ (Disjunção Exclusiva), na ordem em que aparecerem.
4º) → (Condicional)
5º) ↔ (Bicondicional)
OBS: Para conectivos iguais, adota-se a convenção de associar os parênteses da direita para esquerda;
Há prioridades das operações que já estejam entre parênteses.
Tabela-Verdade: É uma tabela em que s
ão analisados os valores lógicos de proposições compostas. O número de linhas de uma tabela-verdade é
igual a 2𝑛 , onde 𝑛 é o número de proposições simples.
Para os Conectivos:
𝑨 𝑩 𝑨∧𝑩 𝑨∨𝑩 𝑨∨𝑩 𝑨→𝑩 𝑨↔𝑩
V V V V F V V
V F F V V F F
F V F V V V F
F F F F F V V
Exemplo Geral: Construção da tabela-verdade da proposição (𝑨 ∧ 𝑪) → (𝑩 ∨ 𝑪).
Nesse caso existem três proposições A, B e C e a tabela-verdade terá 23 = 8 linhas.
A B C 𝑨∧𝑪 𝑩∨𝑪 (𝑨 ∧ 𝑪) → (𝑩 ∨ 𝑪)
V V V V V V
V V F F V V
V F V V V V
V F F F F V
F V V F V V
F V F F V V
F F V F V V
F F F F F V
Regras de Simplificação:
1) Lei Idempotente: 𝑃 ∧ 𝑃 = 𝑃
2) Lei Idempotente Dual: 𝑃 ∨ 𝑃 = 𝑃
3) Comutativa: 𝑃 ∧ 𝑄 = 𝑄 ∧ 𝑃
4) Comutativa Dual: 𝑃 ∨ 𝑄 = 𝑄 ∨ 𝑃
5) Associativa: 𝑃 ∧ (𝑄 ∧ 𝑅) = (𝑃 ∧ 𝑄) ∧ 𝑅
6) Associativa Dual: 𝑃 ∨ (𝑄 ∨ 𝑅) = (𝑃 ∨ 𝑄) ∨ 𝑅
7) Distributiva: 𝑃 ∧ (𝑄 ∨ 𝑅) = (𝑃 ∧ 𝑄) ∨ (𝑃 ∧ 𝑅)
8) Distributiva Dual: 𝑃 ∨ (𝑄 ∧ 𝑅) = (𝑃 ∨ 𝑄) ∧ (𝑃 ∨ 𝑅)
9) Lei da Absorção: 𝑃 ∧ (𝑃 ∨ 𝑄) = 𝑃
10) Lei da Absorção Dual: 𝑃 ∨ (𝑃 ∧ 𝑄) = 𝑃
11) De Morgan: ~(𝑃 ∧ 𝑄) = ~𝑃 ∨ ~𝑄
12) De Morgan Dual: ~(𝑃 ∨ 𝑄) = ~𝑃 ∧ ~𝑄
13) Elemento Neutro: 𝑃 ∧ 𝑉𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑜 = 𝑃
14) Elemento Neutro Dual: 𝑃 ∨ 𝐹𝑎𝑙𝑠𝑜 = 𝑃
15) Elemento Absorvedor: 𝑃 ∧ 𝐹𝑎𝑙𝑠𝑜 = 𝑃
16) Elemento Absorvedor Dual: 𝑃 ∨ 𝑉𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑜 = 𝑃
17) Complementar: 𝑃 ∨ ~𝑃 = 𝑉𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑜
18) Complementar Dual: 𝑃 ∧ ~𝑃 = 𝐹𝑎𝑙𝑠𝑜
19) Reescrita da Condicional: 𝑃 → 𝑄 = ~𝑃 ∨ 𝑄
20) Reescrita da Bicondicional: 𝑃 ↔ 𝑄 = (𝑃 → 𝑄) ∧ (𝑄 → 𝑃)
21) Tautologia: 𝑃 ↔ 𝑃 = 𝑉𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑜
22) Contradição: 𝑃 ↔ ~𝑃 = 𝐹𝑎𝑙𝑠𝑜
23) Dupla Negação: ~~𝑃 = 𝑃
Tautologia: É uma proposição composta cujo valor lógico é sempre verdadeiro, independentemente dos
valores lógicos das proposições simples que a compõem.
Contradição: É uma proposição composta cujo valor lógico é sempre falso, independentemente dos
valores lógicos das proposições simples que a compõem.
Contingência: É uma proposição composta cujo valor lógico pode ser verdadeiro ou pode ser falso. Ou
seja, não é nem uma tautologia e nem tampouco uma contradição.

Lógica de Argumentação: Analogias, Inferências, Deduções e Conclusões


Argumento: É a relação que associa um conjunto de proposições, chamadas premissas/hipóteses do
argumento, a uma proposição c, chamada de conclusão/tese do argumento.
Argumento Válido: Um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem construído),quando a sua
conclusão é uma conseqüência obrigatória do seu conjunto de premissas.
Argumento Inválido: Um argumento é inválido (ou ainda ilegítimo, mal construído, falacioso ou
sofisma) quando a verdade das premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão.
Método para Testar a Validade de Argumentos:
QUANDO DEVE SER QUANDO O ARGUMENTO É
MÉTODO
USADO VÁLIDO
1º) Considerar premissas Quando o argumento apresentar Quando verifica-se que a conclusão é
verdadeiras e verificar a as palavras “todo”, “nenhum” ou uma consequência obrigatória das
validade da conclusão “algum” premissas
Quando, nas linhas da tabela em que
Em qualquer caso, mas
2º) Construir Tabela- os valores lógicos das premissas são
preferencialmente com no
Verdade V, os valores lógicos relativos à
máximo 2 proposições simples
coluna da conclusão forem também V
O 1º Método não puder ser
3º) Considerar premissas aplicado e houver uma premissa
O valor encontrado para a conclusão é
verdadeiras e verificar o que seja uma proposição simples
verdadeiro
valor lógico da conclusão ou que esteja na forma de
conjunção “e”
For inviável a aplicação dos
4º) Considerar conclusão métodos anteriores. Também é Não foi possível a existência
falsa e verificar se as necessário que a conclusão simultânea da conclusão falsa e das
premissas podem ser
seja uma proposição simples, proposições verdadeiras
verdadeiras
disjunção ou condicional
Sentenças Abertas e Quantificadores
Sentenças Abertas: São sentenças que não são consideradas proposições porque seu valor lógico (V ou F)
depende do valor atribuído à variável (x, y, z,...) ou a palavras específicas, como o pronome ele que
funciona como uma variável a qual se pode atribuir nomes de pessoas. Há, entretanto, duas maneiras de
transformar sentenças abertas em proposições – atribuir valor às variáveis ou utilizar quantificadores.
Atribuição de Valores: A plicação deste processo é intuitiva. Ao atribuir a x o valor 5 na sentença
aberta x + 3 = 10, esta transforma-se na proposição 5 + 3 = 10, cujo valor lógico é F.
Quantificadores: Expressões como “todo”, “cada um”, "algum", "pelo menos um", “existe”,
“nenhum” são quantificadores.
Qualificador Universal: O quantificador universal é indicado pelo símbolo ∀ que se lê "para todo",
"para cada" ou "qualquer que seja". EXEMPLO. (∀𝑥)(𝑥 ∈ ℕ)(𝑥 + 3 = 10) torna a sentença aberta
𝑥 + 3 = 1 uma proposição. Lê-se “Para todo elemento x pertencente ao conjunto dos números
naturais, temos que 𝑥 + 3 = 10”.
Quantificador Existencial: O quantificador existencial é indicado pelo símbolo ∃ que se lê “existe
pelo menos um”, “existe um”, “existe” ou “para algum”. EXEMPLO. (∃𝑥)(𝑥 ∈ ℕ)(𝑥² = 4) torna a
sentença aberta 𝑥 2 = 4 uma proposição. Lê-se “Existe pelo menos um elemento x pertencente ao
conjunto dos números naturais, tal que 𝑥 2 = 4”.
OBS: Há outro quantificador que deriva do quantificador existencial, ele é chamado de
quantificador existencial de unicidade, simbolizado por ∃| que se lê “existe um único” ou “existe
um e um só”. EXEMPLO. (∃| 𝑥)(𝑥 ∈ ℕ)(𝑥 + 5 = 7) torna a sentença aberta 𝑥 + 5 = 7 uma
proposição. Lê-se “Existe um único número x pertencente ao conjunto dos números naturais, tal
que 𝑥 + 5 = 7”.
Negação de Quantificador Universal: A negação de (∀𝑥)(𝑃(𝑥)) é a sentença (∃𝑥)(¬𝑃(𝑥)).
EXEMPLO. Proposição: (∀𝑥)(𝑥 ∈ ℕ)(𝑥 + 1 > 4); Negação: (∃𝑥)(𝑥 ∈ ℕ)(𝑥 + 1 ≤ 4).
Negação de Quantificador Existencial: A negação de (∃𝑥)(𝑃(𝑥)) é a sentença (∀𝑥)(¬𝑃(𝑥)), ou,
escrito de maneira alternativa, a sentença (~∃𝑥)(𝑃(𝑥)). EXEMPLO. Proposição: (∃𝑥)(𝑥 ∈
ℕ)(𝑥² ≥ 𝑥); Negação: (∀𝑥)(𝑥 ∈ ℕ)(𝑥 2 < 𝑥) ou (~∃𝑥)(𝑥 ∈ ℕ)(𝑥² ≥ 𝑥).

Diagramas Lógicos
Proposições Categóricas: São aquelas formadas com os termos todo, algum e nenhum .categóricas. As
proposições categóricas são representadas por diagramas de conjuntos (chamados de diagramas lógicos)
para a solução de problemas. Cada proposição categórica tem um significado em termos de conjunto, e
isso é quem definirá o desenho do diagrama.
Todo A é B: Afirmam que o conjunto A está contido no conjunto B, ou seja, todo elemento de A
também é elemento de B. Contudo, dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo B é A. São
equivalentes as expressões "Todo A é B = Qualquer A é B = Cada A é B".

Nenhum A é B: Afirmam que os conjuntos A e B são disjuntos, isto é, A e B não tem elementos em
comum. Dizer que Nenhum A é B é logicamente equivalente a dizer que Nenhum B é A.
Algum A é B: Afirmam que o conjunto A tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto B.
Contudo, ao dizer que Algum A é B, pressupõ-se que nem todo A é B. Entretanto, no sentido lógico de
algum, está perfeitamente correto afirmar que “alguns alunos são ricos”, mesmo sabendo que “todos
eles são ricos”. Dizer que Algum A é B é logicamente equivalente a dizer que Algum B é A. São
equivalentes as expressões "Algum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um A que é B".

Algum A não é B: A Afirmam que o conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao
conjunto B. Dizer que Algum A não é B é logicamente equivalente a dizer que Algum A é não B, e
também é logicamente equivalente a dizer que Algum não B é A.

Representação Simbólica das Proposições Categóricas: