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W.W. ATKINSON E EDWARD E. BEALS

A LEI DO NOVO
PENSAMENTO
Estudo de princípios fundamentais e de sua aplicação

_____ por _____

WILLIAM WALKER ATKINSON

Tradução portuguesa autorizada pelo autor feita por


um Membro do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento

__________
segunda edição

Biblioteca Popular de Ciências Psíquicas

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ÍNDICE

Capítulo 00 ?
Prólogo............................................................................................................................................................................
4
Capítulo 01 ? Que é o Novo
Pensamento........................................................................................................................................... 5
Capítulo 02 ? Os Pensamentos São
Coisas...................................................................................................................................... 12
Capítulo 03 ? A Lei da
Atra ção.......................................................................................................................................................... 15
Capítulo 04 ? A Construção da
Mente............................................................................................................................................. 18
Capítulo 05 ? O Espectro do
Limiar................................................................................................................................................... 21
Capítulo 06 ? Mente e o
Corpo.......................................................................................................................................................... 25
Capítulo 07 ? Mente e os Seus
Planos............................................................................................................................................. 28
Capítulo 08 ? O Plano
Subconsciente............................................................................................................................................... 32
Capítulo 09 ? As Faculdades
Superconscientes............................................................................................................................. 36
Capítulo 10 ? A Questão da
Alma..................................................................................................................................................... 40
Capítulo 11 ? O
Absoluto................................................................................................................................................................... 42
Capítulo 12 ? A Unidade do
Todo.................................................................................................................................................... 49
Capítulo 13 ? A Imortalidade da
Alma.............................................................................................................................................. 53
Capítulo 14 ? O
Desenvolvimento..................................................................................................................................................... 56
Capítulo 15 ? O Crescimento da
Consciência.................................................................................................................................. 59
Capítulo 16 ? O Despertar da
Alma................................................................................................................................................... 62

PROJETO
"SER"...................................................................................................................................................................................
65

ROTEIRO DE ANÁLISE DO
LIVRO.................................................................................................................................................. 65

SUGESTÃO DE
ERRATA................................................................................................................................................................... 66

Parte das publicações de Atkinson foi organizada numa série intitulada "O Livro dos
Poderes", composta de doze títulos que obedecem à seqüência apresentada abaixo. Sugerimos
que o livro “A Lei do Novo Pensamento” seja lido como introdução a essa série.
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"O Poder Pessoal, Ou, Vosso Eu Superior" (CER).


"O Poder Criador, Ou, Vossas Forças Construtivas" (CER).
"O Poder Do Desejo, Ou, Vossas Forças Energizantes" (CER).
"O Poder Da Fé, Ou, Vossas Forças Inspiradoras" (CER).
"O Poder Da Vontade, Ou, Vossas Forças Dinâmicas" (CER).
"O Poder Do Subconsciente, Ou, Vossas For ças Secretas" (CER).
"O Poder Espiritual, Ou, A Fonte Infinita" (CER).
"O Poder Do Pensamento, Ou, Radiomentalismo" (CER).
"O Poder Da Percepção, Ou, A Arte Da Observação" (CER).
"O Poder Do Raciocínio, Ou, A Lógica Prática" (CER).
“O Poder Do Caráter, Ou, A Individualidade Positiva" (CER).
"O Poder Regenerador, Ou, Rejuvenescimento Vital" (CER).

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PRÓLOGO

01. Este livro é o que há de mais belo e de mais útil. Nele se acha encerrada a parte
substanciosa do espiritualismo que com muito trabalho, longo estudo e dificuldade pudéramos
colher de fatigantes e volumosos tratados. Dando-a lume em uma ocasi ão mais oportuna, o
CÍRCULO ESOT ÉRICO DA COMUNHÃO DO PENSAMENTO presta um grande serviço aos
seus membros e enriquece incontestavelmente a literatura espiritualista luso-brasileira.

02. Deixou fluir o autor neste tratado, preciosos ensinos, coisas conhecidas e desconhecidas
aos leitores de ciências ocultas e o fez com tal naturalidade e singeleza, que não há inteligência
por mais acanhada que o não compreenda com vantagem e se não edifique com alegria e
felicidade.

03. Estamos certos que este livro será aceito pelo público e lido por ele e especialmente pelos
nossos Irmãos da Ordem com muito gosto, interesse e proveito espiritual.

04. Apresentando-o aos estimáveis leitores a nossa Venerável ordem da Comunhão do


Pensamento, mostra-lhes mais um atestado vivo de sua utilidade, boa orientação e elevação de
vistas.

05. Seja este pequeno e sublime tratado um prenúncio seguro de paz e felicidade entre a
grande família humana.

A Empresa

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Capítulo – I –
QUE É O NOVO PENSAMENTO?

01. - Que significa o Novo Pensamento? Esta pergunta ouvimos repetir-se com bastante
freqüência, e em realidade é bem difícil respondê-la. A matéria é tão extensa, a verdade do
“Novo Pensamento” foi infiltrando-se tão gradualmente em seus adeptos, que estes acham quase
impossível explicar em poucas palavras o significado justo do que envolvem as frases já ditas.
02. Esta dificuldade deve-se também particularmente ao fato de que o “Novo Pensamento”
não tem credos.
03. Há muitas seitas e escolas que lhes rendem homenagem, ainda que difiram muito uma das
outras em matéria de doutrinas e detalhes, porque há nele certos princípios fundamentais aos
quais todos aderem, ainda que o dito princípio os exponha cada um por diversos modos e usando
aparentemente termos contraditórios.
04. Responder, pois, à pergunta que forma o título deste capítulo, não é fácil tarefa, porém
vejamos o que podemos fazer para o conseguir.
05. Em primeiro lugar, o “Novo Pensamento” é o pensamento mais antigo que existe. Ele foi
cultivado por poucos escolhidos de todas as idades, já que as massas não estavam preparadas para
seus ensinamentos. Foi batizado com diferentes nomes e apareceu debaixo de certos disfarces.
Cada religião tomou dele certos ensinos ocultos não compreendidos por muitos; porém sim
entendidos por poucos, ensinos que encerram muito do que hoje se ensina como “Novo
Pensamento”.
06. O “Novo Pensamento” contém indubitavelmente pontos de contato com as grandes
[1]
verdades que nidificaram no coração dos ensinamentos ocultos de todas as religiões, nas
filosofias do passado e do presente; nos templos do Oriente e nas escolas da Grécia antiga.
Também se encontram nas canções dos poetas e nos escritos dos místicos. Ainda a ciência
adiantada de nossos dias roça-o ligeiramente, ainda que sem conhecê-lo em toda a sua amplitude.
Ele não é uma coisa que possa exprimir-se por palavra, pois não pode ser compreendida por
simples processo intelectual, senão que tem que ser sentida e vivida por aqueles que estiverem
prontos para ele, por aqueles a quem soou a hora! O “Novo Pensamento” foi conhecido pelo
menos através de todos os séculos e países. As diferentes raças tiveram conhecimento dele sendo
transmitido de mestre a discípulo desde os primeiros tempos. Ele contém a Verdade de que faz
menção Edward Carpenter quando diz: “Oh, não deixeis morrer a chama! Ela foi protegida com a
ternura século trás século, nas catacumbas obscuras dos templos sagrados, onde a mantiveram
viva os puros ministros do amor. Não deixeis morrer a chama! ”.
07. Esta foi cuidada ternamente através dos séculos; muitas lâmpadas se acenderam no seu altar
levando consigo uma pequena chispa do fogo sagrado. Os poucos escolhidos de todos os tempos
mantiveram a chama acesa, alimentando-a com aquele azeite espiritual que nasce do íntimo
d’alma. Para proteger esta chama muitos sofreram a morte, perseguições, ultrajes, vilanias e
desgraça de todo o gênero. Alguns se viram obrigados a assumir um ar misterioso e ainda de
[2]
charlatanismo a fim de distrair a atenção das massas, para proteger deste modo à chispa de
fogo sagrado. Os escritores antigos inseriram cuidadosamente partículas destas verdades ocultas
em seus escritos de vasta circulação, sabendo que só os iniciados podiam compreendê-las e que as
multidões nem suspeitariam sequer a existência do grão de trigo no meio do farelo. O homem do
dia que tenha as idéias adiantadas do “Novo Pensamento” pode tomar as obras filosóficas das
diferentes idades e encontrará nelas profundas Verdades perfeitamente claras para ele, porém que
só significarão palavras para o leitor comum. Os Livros Sagrados de todas as religiões devem ser
lidos por um que possua a chave para compreendê-los, e os filósofos gregos, de Plat ão para cá
serão entendidos de um modo muito distinto pelos que se tiverem iniciado nos princípios
[3]
fundamentais dos ensinamentos esotéricos . Os escritores modernos também são
compreendidos com novo discernimento pelos que estão ao corrente dos ditos princípios.
08. Shakespeare, Bacon, Pope, Browning, Emerson, Whitmann e Carpenter têm muitos
pontos obscuros e provérbios difíceis, que são iluminados e compreendidos com a maior
simplicidade por quem logrou possuir a compreensão do pensamento central que é a Unidade do
Todo. Esta verdade nos veio passo a passo através dos séculos, porém parece que estava

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reservado para o século atual o divulgá-la extensamente entre o povo. Para muitos, ainda a
mensagem não é compreensível; alguns apanham aqui e ali certas Verdades dispersas e crêem que
sabem tudo, porém falham no apreciar, e ver o verdadeiro princípio da Unidade; outros rechaçam-
na inteiramente, porque não estão preparados, e outros, enfim, que o estão, a assimilaram
instintivamente como se a tivessem conhecido sempre, e ao ouvi-la, reconhecem nela alguma
coisa própria que lhes foi devolvida. O fato de chamar simplesmente a atenção de alguns para a
verdade, faz despertar neles a primeira chispa de percepção espiritual; a outros lhes é preciso
[4]
reflexionar sobre a idéia para poderem despert á-la de um modo mais tardio, e, para aqueles que
não estão ainda preparados, para seu reconhecimento o dar-se a conhecê-las significa lançar a
semente: a planta e suas flores aparecerão em seu devido tempo, e o que hoje lhes parece uma
verdadeira loucura, irá abrindo caminho em sua mente como a Verdade única quando chegar a
hora. A criação de um desejo lhes causará uma ansiedade mental que não cessará até que não
hajam recebido mais luz sobre ele. O anci ão Walt Whitmann disse-nas com razão:
“Minhas palavras comicharão vossos ouvidos, até as compreenderdes” e o grande
transcendentalista Emerson nos diz: “Não podeis escapar ao vosso próprio bem ”.
09. Assim, pois, as pessoas que ainda não compreendem, levarão consigo o pensamento, que
[5]
qual lótus se irá desenvolvendo natural e gradualmente.
10. Na Natureza não há estanque possível. É difícil comunicar ou fazer entrever esta Verdade
a quem não estiver preparado para recebê-la e a miúdo ela aparece a muitos como uma grande
loucura. Com justiça Emerson disse: “As palavras dos homens que falam dessa vida têm que soar
ocas àqueles que por sua parte não estão desenvolvidos nos mesmos pensamentos. Por isto não
[6]
me arrisco a fazê-lo; minhas palavras não conseguiriam levar seu augusto sentido, elas soariam
breves e frias. Só a Verdade mesma pode inspirar aquele que a deseje.
11. Isto não obstante, desejo explicar com palavras profanas, já que não usarei das sagradas, a
sublimidades deste algo divino, divulgando tudo que eu haja entrevisto e acumulado acerca da
transcendental simplicidade e energia da “Lei Suprema”.
12. - Que é o Novo Pensamento? - Vejamos: Em primeiro lugar é o nome pelo qual se
conhece mais geralmente essa grande onda de pensamento espiritual e psíquico que flutua hoje no
mundo, varrendo os dogmas antiquados, credos, materialismo, fanatismo, superstição, falta de fé,
intolerância, perseguição, egoísmo, medo, ódio, tirania intelectual, despotismos [7], prejuízos,
baixezas, desgraças e, talvez até a morte. É a onda que nos traz liberdade, independência, ajuda
[8]
própria, amor ao próximo, intrepidez , valor, confiança, tolerância, progresso, desenvolvimento
dos poderes latentes, êxito, saúde e vida. Ele favorece tudo aquilo que contribua para o
melhoramento individual como: Liberdade, Independência, Êxito, Saúde, Felicidade, etc.
Proclama o estandarte da Tolerância, Amplitude de miras, Fraternidade, Amor, Caridade, Ajuda
própria. Ensina o homem a andar por seus próprios pés, a trabalhar por sua própria salvação; a
desenvolver todas as forças latentes que houver dentro em si; a afirmar seu espírito e
individualidade própria, e a ser Forte, Clemente e Bondoso. Ele prega a doutrina de EU QUERO
E POSSO e o evangelho de EU ATUO. Ele faz um chamado ao homem afim de que cessem as
suas lamentações e murmurações, obrigando-o a dirigir e manter seus direitos, a viver e ser feliz.
Ensina-o a ser valente, já que não há nada a temer; a desdenhar todo pensamento de medo e
ansiedade e todo esse outro conjunto imundo de pensamentos negativos, traduzidos em ódio,
ciúme, malícia, inveja e falta de caridade, conjunto que o tem mantido até hoje em um lodo de
Desespero e Fracasso contínuo. Ensinam-lhes estas coisas e outras mais. O “Novo Pensamento”
sustém a doutrina da Paternidade de Deus, a Unidade do Todo, a Fraternidade Humana e a
Dignidade Própria. O “Novo Pensamento” não tem credo nem dogma. Compõe-se de
individualidades que se reservam o direito de olhar e julgar as coisas por seus próprios olhos, de
ver a Verdade como ela se lhe apresenta e a interpreta com a luz de sua própria razão, intuição e
discernimento espiritual, deixando que ela se manifeste nele de modo próprio. Ao homem que
faz tal coisa não lhe importam as conseqüências; ele encontra o que busca dentro de si, segue seu
próprio pensamento e não há para ele homem ou mulher, que seja intérprete bastante autorizado
para traduzir aquilo que só pode ser traduzido pela alma própria. Os adeptos do “Novo
Pensamento” podem diferir entre si, quanto a palavras ou modo de expressão e coisas

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secundárias, porém, isto não obstante se compreende e analisando detidamente o assunto, vêem
que todos eles se baseiam sobre a rocha firme da Verdade fundamental. Em uma palavra, todos
têm uma partícula da Verdade, porém nenhum a possui inteira. Cada qual trabalha até o Centro
em seu próprio caminho e ao largo de sua própria senda.
13. Contudo, ver-se-á do alto que cada um caminha no meio da grande Senda e se dirige para
o mesmo alvo. Tratarei de dar -vos um vislumbre ligeiro do que concebi como princípios
fundamentais do que se chama “Novo Pensamento”, sem considerar as diferentes conclusões
adotadas por muitos de nós. Minha explicação tem que ser necessariamente crua e imperfeita,
porém ao menos o quanto estiver em mim, farei em parte uma exposi ção clara do princípio
fundamental do “Novo Pensamento”. “O Novo Pensamento” ensina, em primeiro lugar, que há
um Poder Supremo fundamental que preside todas as coisas e está nelas. Este Poder Supremo é
infinito, sem limites. Eterno e Imutável. Ele É, foi e será sempre. É Onipotente (possuidor de
todo poder que existe); Onipresente (está em todas as partes) e Onisciente (que vê, sabe e
compreende tudo). Este Poder Supremo, presença Universal, Todo-Mente, etc., pode denominar-
se com os nomes de MENTE, ESPÍRITO, LEI, ABSOLUTO, CAUSA PRIMA, NATUREZA UNIVERSAL,
VIDA ou nome que melhor agrade à pessoa que use dele, porém qualquer que seja o nome que
Lhe quiserdes dar, sempre vos referis a este Poder Supremo: o Centro. Pessoalmente prefiro a
palavra DEUS , e por esta razão usei dela neste livro; porém ao dizer DEUS, quero dizer essa grande
presença Universal e não a concepção de um Deus limitado nem restringido por nenhum homem.
Não me satisfaz nenhuma concepção de DEUS que possa ser limitada de algum modo. Para mim
DEUS deve ser ilimitado e tudo no Universo, uma emanação d’Ele. Não aceito nenhuma idéia
parcial de DEUS, pois para mim, Ele deve ser TODO. A meu juízo uma indagação escrupulosa
revelará o fato de que este é um princípio fundamental inerente ao “Novo Pensamento”, e como
as palavras não significam nada e as idéias significam tudo, o homem ou a mulher que pretenda
que “Deus tenha passado de moda” e nos fale de “Natureza”, “Vida”, “Lei”, ou o que for, vem a
referir-se, com distinto nome, à mesma concepção daquilo que minha consciência interna me diz
que É, e ao qual me refiro quando digo DEUS.
14. O Novo Pensamento sustém que o homem se est á desenvolvendo em seu próprio
conhecimento, e que muitos alcançaram já essa etapa de consciência espiritual, por meio da qual,
[9]
chegaram à consciência da existência e imanência de Deus e com ele sabem, em vez de aceitar
crenças baseadas na autoridade real ou fingida de outros homens. Esta consciência de Deus para a
qual a humanidade de hoje tende rapidamente, é o resultado do constante desenvolvimento,
progresso, evolução humana, efetuada lenta, mas seguramente há séculos, e, quando a
humanidade entrar plenamente na posse dela, transformar-se-ão por completo nossas atuais
concepções de vida, filosofia, moral, costumes, condições econômicas, etc. O “Novo
Pensamento” ensina que Deus não é um ser afastado de nós, cheio de sentimentos de ódio e de
castigo, senão que est á a nosso lado e em torno de nós e em nós mesmos. Ensina que Ele nos
conhece desde o princípio; vê nossos obstáculos e, cheio de amor; contempla pacientemente o
crescimento e desenvolvimento gradual que nos leva ao verdadeiro conhecimento d’Ele. O
“Novo Pensamento” não admite ódio em Deus: toda concepção dessa natureza fica reduzida a
nada à vista poderosa e deslumbrante do Amor de Deus.
15. À cerca da razão de suas leis e planos o “Novo Pensamento” não pretende conhecê-los,
sustendo que ele não pode ser compreendido pelo homem em seu atual estado de
desenvolvimento. Contudo, por meio da razão e intuição começa a compreender que tudo é Bom;
a ver evidências de que em todas as experiências da vida existe um plano de amor, bondade,
perfeição, justiça e sabedoria, e possuidor dessa Fé Inteligente, que emana do reconhecimento
íntimo de Deus, descansa, contente dizendo: Deus existe, logo tudo é bom.
16. O “Novo Pensamento” ensina que Tudo é Um.
17. Que tudo no Universo, alto ou baixo, desenvolvido ou não desenvolvido, manifesto ou
imanifesto, é Um; que tudo é uma emanação de Deus. Isto traz consigo a dedução de que tudo
que existe no Universo está em contato entre si e em conexão com o Centro que é Deus. Sustém,
com a ciência moderna, que cada átomo é uma parte do Todo-poderoso e que nada pode
acontecer a nenhum átomo sem seu efeito correspondente sobre cada outra parte do todo. Sustém
também que a sensação de separação é uma ilusão da consciência não desenvolvida, porém
necessária em certos casos para o funcionamento do plano; ou, como disse recentemente um

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escritor: “A sensação de separação é uma ficção de trabalho do Universo”. Quando o homem
tiver crescido espiritualmente a ponto de despertarem nele faculdades adormecidas até hoje, ou
dito melhor, quando a consciência do homem se houver desenvolvido até dar com certas
faculdades que até o presente lhe foram desconhecidas, esse homem adquiriu a consciência da
Unidade do Todo e de sua relação com tudo quanto existe. Esta não é unicamente uma questão
de concepção intelectual, é o crescimento de uma nova consciência. O homem que possui isto
sabe simplesmente; o que não, considera a idéia filha da loucura. O conhecimento Cósmico
nasce em alguns como uma iluminação e para outros é questão de desenvolvimento lento e
gradual.
18. Esta idéia da Unidade do Todo explica muitos problemas considerados at é hoje como de
impossível solução. Está no coração mesmo de todo ensino oculto e esotérico, no fundo de todo
sentimento religioso apesar de que permanece invisível at é o momento em que um encontra a
[10]
chave, Chave que abre todas as portas, explica todas as contradi ções, todos os paradoxos ; une
[11]
todas as discrepâncias , todas as teorias opostas e enfim os diferentes pontos de vista da
questão.
19. Todo é Um, nada pode estar fora dessa Unidade: tudo, até o mais insignificante está
incluído nela. O homem não pudera fugir de sua Unidade com o Todo por mais que tratasse de o
fazer. Se vemos separação e egoísmo, é isto devido à ignorância da qual o homem vai emergindo
lentamente. Cada pessoa faz o mais que pode dentro de sua esfera particular de desenvolvimento,
e cada um cresce lenta mas seguramente. O pecado é só a ignorância da verdade. O egoísmo é a
sensação da separação: eis a base do que chamamos pecado. De acordo com a “Lei”, quando
ofendemos, de qualquer modo, alguém, esta ofensa volta para nós. A maldade, os pensamentos
ou efeitos egoístas reagem sobre o indivíduo que os emite, não podendo este prejudicar a
ninguém sem danar-se pessoalmente. Não é necessário que Deus nos castigue por si mesmo, pois
nós castigamos ao que viola de qualquer modo, é a “Lei Imutável”. Quando a raça humana
compreender e for por fim consciente da Unidade do Todo; quando tiver conhecimento e
concepção clara da “Lei”, entendimento de como são as coisas, então o egoísmo e desunião
desaparecerão como quem despe uma roupagem inútil e o que chamamos pecado e injustiça
deixarão de existir para ela. Quando a paternidade de Deus e fraternidade humana for realidade
ante a consciência do homem, os formosos ideais tanto tempo cultivados e acariciados ainda que
considerados até hoje como impossível realização serão uma realidade e a Vida entrará a ser o
sonho entrevisto através dos séculos. Esta “Unidade do Todo” é uma das Verdades Fundamentais
do “Novo Pensamento” ainda que muitos de seus partidários parecem s ó ter uma concepção fraca
de seu verdadeiro significado, já que só agora começam a desenvolver-se lentamente na
compreensão do que ele significa para o mundo. O “Novo Pensamento” ensina que o homem é
imortal. Seus mestres diferem em suas teorias acerca de como e onde viverá no futuro e não é
meu propósito estender-me muito em tal sentido. Direi com tudo isto: Quando o homem obtém
aquela maravilhosa segurança da imortalidade que nasce, tanto que despertam verdadeiramente
suas faculdades espirituais, não vê a necessidade de saber o como nem o onde. Ele sabe que é e
será, tem dentro de si uma sensação tão perseverante de vida e imortalidade que todas as
considerações humanas a respeito lhe parecem teorias fúteis.
20. Naturalmente tais teorias têm importância dentro de sua esfera, porém não para ele de
importância vital. Sabe que não há limites possíveis para as manifestações de vida; sabe que o
Infinito sem fim não começaria a expor suas possibilidades ante ele, e não se agita. Aprende a
viver no presente, porque sabe que está JÁ NA ETERNIDADE e que nela estará e continuará sempre
a viver! O homem pertence à Vida, não à morte e, portanto, Vive; tem confiança em Deus, e no
plano Divino e está contente. Sabe que, se nosso sistema solar e todos os sistemas solares visíveis
para o homem fossem dissolvidos e voltassem ao seu elemento primitivo, ele existiria e estaria
ainda no Universo. Sabe que o universo é imenso, que é uma parte dele e não pode ser destruído
ou posto de lado, porque, sendo um átomo importante, sua destrui ção desarranjaria e destruiria o
Todo.
21. Sabe que Deus tem destino para ele, de outro modo não existiria e sabe também que Deus
não se engana, não muda de idéias nem destrói uma alma que criou. Esse homem diz: “Sou um
Filho de Deus, o que hei de ser não se reflete ainda, porém seja o que for, serei um Filho de Deus,
não sendo de minha incumbência averiguar meu futuro. Apoiarei, portanto minha mão na de meu

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CÍRCULO DE ESTUDOS RAMACHÁRACA Página 10 de 66
Pai e lhe direi: - Guia-me”!
22. A idéia da imortalidade da alma e de que o Homem é um ser Espiritual, é também um
princípio fundamental do “Novo pensamento”, ajuda que seus mestres tenham idéias, métodos e
planos distintos com respeito à vida futura. Pelo que toca a mim, pessoalmente, considero a vida
como uma escala ascendente que se eleva do mais baixo ao mais alto, seguindo sempre cada vez
mais alto até que minha visão espiritual desaparece. Creio que no Universo há seres muito mais
baixos que nós na escala espiritual, como há outros imensamente mais adiantados do que nós,
verdadeiros deuses comparados conosco, e que nós progredimos ao largo da senda at é que algum
dia possamos chegar onde eles estão hoje e assim sucessivamente. Esta é minha visão finita de
um tema infinito, porém não sei estas coisas, como sei o fato fundamental.
23. Estes particulares pontos de vista intelectuais, não são naturalmente fundamentais, senão
pálidas percepções, que devem até certo ponto sua origem a fatos superficiais; por isto não os
aceiteis até que não sintais que eles significam uma verdade para vós.
[12]
24. Formai melhor vosso conceito próprio, se isso vos apraz e ele não variará de nenhum
modo no princípio fundamental da imortalidade, então nada significam as teorias, os conceitos e
pontos de vistas diferentes. Não vos fatigueis com teorias nem minhas nem de outrem.
25. Enquanto não estiverdes firmemente parados na rocha firme, não podereis ter satisfação,
porém quando sentirdes as vossas plantas postas sobre ela, podeis instruir-vos e vos entreter em
construir castelos que ireis derribando dia a dia, à medida que vossos ideais forem caminhando,
estando sempre a rocha como cimento e vossos pés sobre ela.
26. “O Novo Pensamento” ensina-vos que há no homem uma evolução espiritual, constante e
que dia a dia vai crescendo, desdobrando e desenvolvendo-se na dita aquisição. Que o
desenvolvimento da mente traz consigo o de novas faculdades que conduzirão o indivíduo às
mais altas esferas de aquisição. Que o homem está começando a compreender as manifestações
da Razão Suprema, e a Raça aproximando-se do plano de conhecimento Cósmico. Os mestres
falam desta Verdade de distintos modos usando diferentes palavras, porém a coisa em si mesma, é
um princípio fundamental do “Novo Pensamento”.
27. O “Novo Pensamento” ensina também que os pensamentos são coisas; que cada
pensamento emitido leva consigo força que afeta outros, em maior ou menor grau, segundo
houver sido a força de nosso pensamento e a atitude mental das pessoas que o receberem.
28. Ensina que no mundo do pensamento, o semelhante atrai o semelhante; que o homem atrai
a si pensamentos e pessoas que estejam em harmonia com seu estado mental, e que ainda as
coisas são influenciadas em maior ou menor grau pelo pensamento.
29. Ensina que o homem é o que pensa em seu coração, e que pode mudar e muda
freqüentemente por completo seu caráter e natureza toda, mudando de pensamento e impondo-se
uma atitude mental conveniente.
30. Ensina que os pensamentos de Medo e Ansiedade e o resultante conjunto desprezível de
pensamentos negativos atraem do exterior pensamentos, pessoas e coisas idênticas que colocam o
homem no nível do seu próprio esboço mental. Ao inverso, por meio de pensamentos elevados,
pode o homem levantar-se do lodo e rodear-se de pessoas e objetos correspondentes ao seu
pensamento. Ensina que o pensamento toma forma em ação; que a mente é positiva ao corpo,
sendo ela o amo, e um homem pode estar bom ou enfermo, aflito ou contente, segundo forem
seus pensamentos ou sua atitude mental. Ensina que a mente do homem contém forças latentes
que estão adormecidas esperando o dia de seu desenvolvimento, podendo elas ser desenvolvidas,
cultivadas e usadas a um grau maravilhoso. Ensina que o homem está em sua infância no tocante
ao uso apropriado de seus poderes e forças mentais. Estas coisas e outras similares expressas em
diferentes formas de acordo com cada ponto de vista dos distintos professores, são princípios
fundamentais do “Novo Pensamento”.
31. Por momento só posso mencionar estas coisas. Nos capítulos seguintes tratarei de entrar
mais profundamente em cada fase da questão, porém necessitaria de muitos volumes antes de
sentir que havia penetrado apenas o exterior delas. Por isso recordai que vos estou dando
unicamente minha pequena migalha de Verdade. Cada pessoa tem a sua: a minha neste caso
significa o que um grão de areia é em uma praia extensa. O “Novo Pensamento” não é um
“joguete”, como o têm suposto alguns e como o têm feito muitos, passatempo de horas mortas.
Tão pouco é uma nova religião, como a muitos parece, senão que contém somente em Si o que se

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encontra em todas as religiões do mundo, que por regra geral está tão escondido, que só quem o
busca pode cuidadosamente encontrá-lo. Não é, pois, uma nova religião, porém ajuda a dar luz a
todas as religiões ou sombras de pensamentos religiosos. Não tem igreja nem templo: permite a
seus discípulos adorar no templo de seus pais, ou se o preferem no campo aberto, no oceano, no
bosque, em seus quartos, ou onde estejam, visto que não podem escapar do universo, que Deus
está em toda parte e cada um em constante união com Ele, podendo sentir a press ão de sua mão,
se quiser admiti-la, e o sussurro de sua voz se quiser escutá-la.
32. Aquele homem ou mulher que desperta à consciência dos verdadeiros princípios
fundamentais do “Novo Pensamento”, pondo-os em prática, encontrará uma paz que excederá em
conforto a tudo quanto há conhecido; sentirá um gozo superior a tudo que houvera sonhado e
adquirirá um conhecimento que excede a tudo quanto pudera imaginar. Simples palavras não
podem explicar isto: isto tem que ser visto, sentido e vivido para que seja compreendido em toda
sua grandeza. Esta, meus amigos, é a minha resposta à pergunta: “Que é o Novo Pensamento”?
Sei perfeitamente que ela a não satisfaz de todo, porém, sei também que é impossível fazê-lo em
poucas palavras; talvez não pudera ser amplamente respondida em tantos volumes quantos foram
as frases de que usei. Tão imensa é ela! Significa sempre algo para todo ser, que sinta atraído
para Ele: cada um tira do “Novo Pensamento” em proporção a suas necessidades, deixando o
resto aos outros, e seja qual for o que tirarmos, a provisão não diminui.
33. Com isto creio haver respondido a pergunta, dizendo um pouco, unicamente um pouco do
que significa para mim o “Novo Pensamento”. Se para vós significa algo igual ao que expliquei
ou diferente disso, não deveis censurar-me nem vos censurar, pois isto só quer dizer que vemos
aquilo que cada um conseguiu desfilar da fonte em seu pequeno copo. O manancial sempre está
cheio e constantemente fluindo. Vosso copo é tão bom como o meu, o meu tão bom como o
vosso; não discutamos, pois, nem comparemos nossas porções, senão que bebamos do fluido de
vida cintilante que nos foi dado, anunciando de vez aos sedentos que a Fonte foi encontrada! Ela
não é vossa nem minha, senão de Todos.

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Capítulo – II –
OS PENSAMENTOS SÃO COISAS

01. Cada idéia que concebemos põe em movimento ondas-pensamento ou vibrações que
viajam no espaço com maior ou menor intensidade, segundo for a força do pensamento original e
que afetam em maior ou menor grau pessoas muito distantes das que emitiram o pensamento.
Nós enviamos constantemente aos demais influências mentais em forma de ondas-pensamento e
às vezes as recebemos deles. Não me refiro aos pensamentos mandados deliberadamente à mente
de determinada pessoa ou a pensamentos recebidos por nós do mesmo modo da mente de outros
(de acordo com as leis de telepatia já conhecidas e estabelecidas), se não ao envio e recepção
inconscientes de pensamentos que se operam em nós constantemente e que é um fato igualmente
real ao telepático, ainda que muito menos compreendido.
02. Naturalmente todas estas são distintas do que chamamos telepatia ou transmissão do
pensamento, porém dos ditos termos são geralmente usados para designar o envio e recepção
conscientes de mensagens mentais. Este poder de transmissão de pensamento, exerce-o
constantemente todo ser humano, porém em geral de um modo indireto e inconsciente. Nossos
pensamentos criam vibrações que partem em ondas para o espaço em todas direções e que afetam
em maior ou menor grau todas as mentes com que se pôs em contato. Diariamente podemos ver
exemplos disso. Os homens são afetados por pensamentos estranhos nos negócios, na rua, no
teatro, na igreja e em realidade em toda parte.
03. A opinião pública é formada geralmente por um número de pensadores vigorosos e
positivos que lançam suas ondas-pensamento e dominam rapidamente o povo inteiro. Esta onda-
pensamento vai crescendo e ganhando força à medida que a ela se juntam as vibrações pensantes
daqueles que afeta. Grandes ondas de sentimento popular flutuam sobre a cidade envolvendo
todos, exceto aqueles que conhecem as leis da influência mental e que se protegem contra estas
influências externas. As ondas -pensamento combinadas da maioria do povo esmagam a mente
individual e exerce sobre esta uma influência quase irresistível. Há um fato muito importante no
estudo do poder das vibrações do pensamento que cada ser leva constantemente em sua mente.
Refiro-me ao fato da lei sustido no mundo do pensamento de que O semelhante atrai o
semelhante, e que, portanto, um atrai a si os pensamentos estranhos correspondentes em
qualidade mantidos pela própria mente. Um ser que odeia atrai a si todas as ondas-pensamento de
ódio e maledicência existentes dentro de um grande raio e esta adi ção de pensamentos atuará
como lenha na fogueira de sua base pensante, pondo-o ainda mais malévolo e agressivo que
nunca. Aquele que concebe em sua mente pensamentos de Amor e que expulsou de si mesmo os
antigos pensamentos negativos de desenvolvimento imperfeito, não atrairá a si tais pensamentos
negativos, se não que estes passarão a seu lado precipitadamente para algum ponto de outras
mentes que estejam pensando no mesmo sentido. O ser animado de sentimentos de Amor atrairá
para si todos os pensamentos de Amor que houver dentro de seu círculo de influência. Este fato
reconhece-o o homem instintivamente ao buscar a vizinhança de pessoas que pensam da mesma
maneira. As comunidades têm seus distintivos tanto quanto as pessoas. Cada província, cidade
ou vila tem suas particularidades próprias que são no momento notadas pelos visitantes delas. Os
estrangeiros que entram para formar parte destas Comunidades tomam gradualmente os
característicos do lugar, se é que não são de caráter muito distinto, em cujo caso tratarão a todo
transe de abandonar quanto antes aquele ponto e só se concentrarão quando houverem passado
seus limites.
04. Bom é que nos cerquemos daqueles cujos pensamentos vibrem em harmonia com os
nossos, porque assim nos comunicamos mutuamente poder, estando quase livres de forças
externas nocivas, porém, naturalmente as pessoas devem fazer-se positivas no tocante aos
pensamentos das demais, por meio da prática e do conhecimento, a fim de poder suportar sem
perigo o ver-se rodeado de pessoas com pensamentos diversos. Deste modo poderão atrair de
largas distâncias os pensamentos que se harmonizem com os seus ainda no meio de elementos
contrários.
05. Todo ser humano est á constantemente circundado de uma aura-pensamento que afeta
aqueles com quem se põe em contato. Algumas pessoas atraem-nos sem havermos falado uma
palavra, ao passo que outras repelem-nos no momento em que entramos no raio de sua aura. A
aura do homem compõe-se da essência de seus pensamentos dominantes e reflete sua atitude

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mental geral. Tanto os homens como os animais inferiores sentem esta aura. Os meninos são
igualmente muito suscetíveis a sua influência e muitas simpatias e antipatias inexplicáveis das
crianças se explicam só deste modo. Há pessoas muito sensíveis à atmosfera pensamento dos
demais, podendo dar mostra disso no momento da atitude mental daqueles com quem se põem em
contato. Alguns psíquicos são capazes de perceber esta aura e estabelecer suas variantes em
densidade e matizes, de acordo com a qualidade dominante de pensamento do indivíduo de que se
trate. Quando um se convence do maravilhoso trabalho da lei da atração do pensamento, vê a
importância de dominar os próprios, a fim de poder atrair os melhores do mundo para obter maior
ajuda, em lugar de pensamentos depressivos, desagregadores e negativos que emanam em todo
momento de tantas mentes. Um ser que se mant ém em uma atitude mental de confiança, valor e
esperança, atrairá a si iguais pensamentos dos demais e será fortalecido e ajudado por um influxo
do pensamento externo, indo de êxito em êxito, graças ao auxílio das for ças combinadas de
pensamentos que atraiu a si. Por este meio chegará a ser um verdadeiro ímã que atrairá aquilo
que o fortifique e auxilie. Igualmente certo é o fato de que o homem que mantém uma atitude
mental negativa de medo e desalento atrairá a si, do campo do pensamento, elementos similares
que o molestarão e manterão ainda mais sumido no pântano do desespero.
06. Recordai que o Semelhante atrai semelhante no mundo do pensamento, e podeis estar
certos de que, seja o que for o que pensardes atraireis ondas-pensamento correspondentes
emanadas da mente dos demais. Haveis notado algumas vezes o poder atrativo de pensamento
entre pessoas que se encontram pela primeira vez? Cada um atrai a si seu semelhante. Instalai-
vos com pessoas estranhas em um salão e antes de uma hora as achareis em grupos que
representarão tipos diferentes e também diferentes aptidões mentais. Cada um atrairá e será
atraído instintivamente pelas qualidades mútuas correspondentes. Se desejais desenvolver-vos
em um sentido determinado, o melhor método é pensar em tal sentido, tanto como vos seja
possível, procurando manter vossos pensamentos fixos no assunto desejado. Fazendo-o assim
não só desenvolvereis a mente por meio da auto-sugestão, como também atraireis do grande
oceano de pensamentos aqueles que necessitardes e houverem sido emanados de outros cérebros,
obtendo deste modo os benefícios de seus pensamentos unidos aos vossos. Muitos de nós em
algumas ocasiões pensamos intensamente e com poder de concentração em algum sentido dado; e
repentinamente uma idéia luminosa vem ferir nossa mente, deixando-nos surpreendidos o valor
dela com respeito ao que nos preocupa. Os pensamentos vigorosos, positivos e de confiada
expectação, concentrados em qualquer assunto, atrairão a preciosos e úteis pensamentos. É
inquestionável que muitos homens têm desenvolvido qualidades extraordinárias apenas pondo-se
em contato com as mentes superiores que trabalham no mesmo sentido. Muitos inventores se
encontrarão dando à luz o mesmo invento e os escritores verificaram a miúdo que um livro que há
pouco escreveram apresenta semelhança com outro simultaneamente publicado em um país
distinto. Muitos sentimentos desagradáveis se engendram com freqüência só à mercê da
ignorância das leis que regem o trabalho do pensamento. Trarei extensamente este ponto em meu
livro intitulado “Força do Pensamento”; e ainda que neste volume só pude tocar o ponto
ligeiramente ele desempenha, contudo, um papel importante no ensino do “Novo Pensamento”,
podendo o estudante que o puser em prática verificar prontamente seus maravilhosos resultados
nos assuntos diários da vida. Não há motivo algum para alarmar-se ante a possibilidade de
podermos ser indevidamente afetados pelos pensamentos estranhos.
07. O remédio está em pormo-nos em condições convenientes a fim de só recebermos as
vibrações úteis correspondentes aos pensamentos alimentados em nossa própria mente. Cada ser
é dono de sua própria mente e nada pode entrar nesta, se ela o não permite. A força interna é
muito mais poderosa que a externa. O que se há de fazer unicamente, é manter a própria mente,
livre de toda base negativa de pensamentos e então os pensamentos desagradáveis de outros não
terão atração nem cabida. Só os pensamentos harmônicos e congênitos, encontrarão asilo dentro
da nossa mente. Cada um é o único senhor de fixar a sua clave [13] própria e sua mente não
responderá senão à nota que se lhe corresponda. Se a mente é amorosa, o ódio não se aproximará
dela. Neste caso pode também se aplicar aquilo, “como o homem pensa em seu coração assim é
ele”. O ser tem maravilhosas possibilidades para desenvolver sua mente, de modo que possa atrair
a si quanto necessite do grande armazém mundial de pensamentos não modelados. Encontrará
quantidades enormes de pensamentos sem forma que, desejosos de a obter, fluirão ansiosamente

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[14]
às suas mentes em busca daquilo que lhes foi dado pela mente que os originou. Esta matéria
pensante está faminta de expressão e reúne-se em torno da mente do que tem a suficiente energia
para dar forma aos pensamentos que lhe vêm.
08. Muitos homens são demasiado preguiçosos para expressar os grandes pensamentos que
produzem e estes ficam a flutuar até que outros o absorvam e estes lhes dêem expressão. Nada se
perde e o que um não usa, outro o aproveita. O pensamento sem forma vai para o depósito
universal a ser utilizado por aqueles que deles tenham necessidade e saibam atraí-los. Vossa
mente é um ímã que atrai pensamentos em relação com vossos desejos ou necessidades,
conscientes ou inconscientes. Cultivando uma atitude mental conveniente atraireis os melhores
produtos do mundo pensante. Não credes que vale a pena fazer a prova?

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Capítulo – III –
A LEI DA ATRAÇÃO?

01. Ainda durante muito tempo depois de interessar-me do estudo do “Novo Pensamento”, o
trabalho da lei de atração foi algo que me intrigou sobremaneira. Sou de opinião que para a
generalidade das pessoas este ponto é de compreensão difícil.
02. É comparativamente fácil compreender o efeito que exerce a mente sobre o corpo e sobre
a mente dos demais; o efeito da vontade sobre a mente e aquele de que um pensamento possa
atrair outro semelhante, etc; porém quando um descobre pela primeira vez que há uma lei de
atração, por meio da qual se atraem as coisas, exercendo-se controle sobre as circunstâncias, por
meio do caráter dos pensamentos: inclina-se a crer impossível o fato ou deixa de penetrar e
entender a lei que opera neste sentido. Existe aparentemente uma grande diferença entre o efeito
do pensamento sobre as pessoas e o efeito do mesmo sobre as coisas; porém recordando a idéia da
Unidade do Todo, começamos a compreender por que uma parte do todo pode afetar a outra
parte, seja esta pessoa ou coisa. Nunca ouvi uma explicação concisa e completa do trabalho
interno da lei de atração, apesar de muitos a conhecerem em geral e poderem, raciocinando por
analogia, obter uma idéia clara dela. Certo é que a lei de atração existe; que está em pleno
trabalho e força e que muitas pessoas de sexo diferente a conhecem por experiência. O estudante
que não possa compreendê-la necessitará de tomar a lei como um mistério de fé no princípio, até
que se convença de sua existência real pelos resultados que ele mesmo vier a obter.
03. Parece que existe uma grande Lei Natural, por meio da qual um átomo atrai a si o que
requer para seu desenvolvimento, e a força que produz este resultado se manifesta em desejo.
Esta lei está reconhecida nos diversos reinos da natureza, por ém só agora começa a compreender -
se que a mesma lei existe no reino da mente. Nossa atitude mental faz que atraiamos a nós coisas
correspondentes em qualidade a nossos desejos e ensinamentos predominantes. Um pensamento
mantido com firmeza e continuidade atrairá ao que o mantém as coisas representadas por tal
pensamento, exceto naqueles casos em que outras influências mentais estiverem em contradição
com o poder da dita mente. Por exemplo, se duas pessoas desejam intensamente a mesma coisa, a
força do pensamento superior obterá o objeto. Por isto, não é sempre o melhor desejar uma coisa
particular, já que ela pode não ser o mais conveniente para vosso estado de desenvolvimento
presente.
04. O plano mais proveitoso é manter o pensamento de êxito absoluto, deixando os detalhes
ao trabalho da lei, e tirando assim vantagem de quanta coisa ocorre para transformá-la em
proveito vosso, sem deixar passar nada nem utilizá-lo. Deste modo achareis que haveis dado com
a clave da lei que opera neste sentido. Conheci pessoas que fixaram sua ambição e suas
aspirações em uma coisa dada, e uma vez que a obtinham, achavam que, depois de tudo, não era
aquele o ideal almejado.
05. Na prática verifiquei que o melhor plano é o de manter a atitude mental no desejo
veemente do êxito completo, deixando que os detalhes sejam elaborados pela lei e obtendo
vantagem de toda conjetura que se apresente, sentindo sempre que a coisa particular que está
ocorrendo, é o melhor que pode suceder para conduzir-vos ao êxito completo que esperais. Creio
que grande parte da Lei de Atração se opera por meio de que um atrai a si homens de idéias
similares que estão preparados para associar-se a nossos planos, idéias, negócios, etc., o que traz
como conseqüência que um homem por sua vez seja atraído para outros que lhe possam ou devam
ser úteis. É um caso de atração mutua, não um caso de uma mente sobre outra. Dois seres de
atitudes mentais semelhantes se atrairão e unirão para vantagem de ambos e, ainda que no
resultado pareça que tenham estado atraindo coisas, a verdade é que as coisas são movidas pelos
homens. Muitos outros resultados importantes ocorrem por meio da atração de pensamentos e
idéias alheias, as quais, postas em prática, nos fazem capazes de cumprir nossos desejos. Casos
há, contudo, que se vê que a mente tem um efeito positivo sobre as coisas. Alguns homens
parecem que estão isentos de acidentes, ao passo que outros, correm para eles.
06. Os homens de uma natureza valente estão livres de muitas coisas que ocorrem aos homens
tímidos. Seres há que parecem possuir certo encanto em meio das balas de um combate, ao passo
que outros só passam feridos.
07. Ouvi Inumeráveis casos em que os homens foram ao encontro da morte sem poder

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encontrá-la e ainda que a simples vista parece que devia vir -lhes aquilo que pensam, uma análise
mais íntima demonstrará que o único que lhes sucedeu ? foi o terem vencido o temor. O mesmo
fato se realiza na vida diária dos negócios. O homem que desafia e vence o temor adquire toda a
classe de vantagens, pois geralmente se não obtêm o êxito final, é porque perde precisamente o
domínio de seus nervos no último momento. Repito-vos: o medo é uma das forças de maior
atração da mente. É de igual poder à confiança absoluta e de fato ele não é outra coisa que a
confiança absoluta com um mal próximo, variando o grau de atração segundo for o tamanho do
temor ou confiança, que é o mesmo.
08. Vossos pensamentos põem-vos em conexão com o mundo externo e suas forças e vós
tendes o poder de atrair ou repelir gentes e coisas segundo for o caráter de pensamentos
mantidos. Vós e eles sois atraídos mutuamente, porque vossos pensamentos est ão afinados no
mesmo tom. Estais em contato intimo com todas as partes do todo, porém atraís a vós só aquelas
partes que correspondem em qualidade à vossa atitude mental. Se mantiverdes pensamentos de
êxito, achareis prontamente que pusestes em operação as forças que vos conduzirão a eles, e se
sustentardes a mesma atitude mental, ireis achando dia a dia em vosso caminho tudo aquilo que
for necessário para ajudar-vos em vossos esforços, parecendo-vos que as coisas vem do modo
mais milagroso, apresentando-se em vossos passos oportunidades, que se delas souberdes
aproveitar-vos, vos darão completo êxito.
09. Também verificareis que virão em tropel novos pensamentos à vossa mente para que deles
tireis vantagens e dareis de face com pessoas que vos ajudarão de mil modos, assim com suas
idéias como com estímulo ou trabalho ativo. Naturalmente a vossa porção de trabalho não será
feita pelos demais, porém a lei vos ajudará e assistirá continuamente. Ela vos trará oportunidades
e casualidades (como dizemos comumente) à vossa porta, devendo dar-vos ao trabalho de abri-la
por vós mesmos, como é natural para as oportunidades entrarem.
10. Vezes haverá em que o caminho se vos apresentará muito intrincado, porém isso não deve
afligir-vos, porque chegareis ao termo da jornada, apesar de todas as revoltas dele, havendo ainda
vezes em que as coisas que vos pareciam o total de vossas aspirações e que inspiravam vossas
energias, aparecerão demasiadas a vossos olhos, passando rapidamente a idéias muito maiores por
meio das forças irresistíveis que pusestes em operação, dando-vos ensejo de rirdes do que pouco
antes vos parecia vosso destino e o alvo de todos os vossos esforços. A fé na lei e o
reconhecimento dela parecem vos trouxeram como prêmio imediato o adiantamento e ascenção.
De modo contrário, a falta de fé e negação da Lei produzem um como embaraço ao progresso
com a circunstância que não devemos olvidar o momento de que “a Lei” está sempre em
operação e, portanto, nos impele a uma direção, de acordo com as forças de atração que pomos
em movimento, ainda que o fizemos inconscientemente. A Lei atua aparente em dois sentidos,
ainda que os dois em realidade não são senão diferentes manifestações de Uno.
11. Aquilo que temeis atrai tanto quanto aquilo que desejais. O que teme o sofrimento em
geral o atrai, e quando sente em si forças suficientes para dominar os que pudessem vir-lhe, estes
nem sequer se aproximam. A maior parte das vezes acha-se o que se busca e o dito antigo “que o
mundo aprecia ao homem no que ele vale”, ainda que não estritamente correto, está baseado no
reconhecimento desta Lei. Um ser que espera ou teme se humilhado e maltratado, vê geralmente
realizarem-se seus temores e aquele que exige ou espera consideração e respeito também os
obtêm. Como já disse, a Lei não faz o trabalho para o homem, porém, sim, coloca materiais e
utensílios ao alcance de suas mãos e o mantém com grande reforço deles. A Lei dá-nos
constantemente oportunidades e está continuamente ao nosso serviço; de nós depende utilizá-la
ou não. Pensamentos, coisas, pessoas, idéias, oportunidades e outras coisas que atraímos, estão
passando ante nós continuamente, porém necessitamos de caráter para utilizá-las.
12. O homem de êxito é aquele que sabe tirar vantagens desses conhecimentos que outros
homens não vêem. Ele tem confiança em si mesmo e em sua habilidade para dar forma ao
material cru que tem ao seu alcance.
13. Deste modo nunca sente que a sorte possa abandoná-lo nem que todas coisas boas possam
ter passado; ao contrário, sabe que há muitas coisas boas de onde mesmo saíram as demais e que
necessita simplesmente abrir os olhos para aproveitar a oportunidade devida, a fim de levá-la a
bom termo.
14. A Lei de atração está em pleno trabalho. Fazeis uso dela constante e inconscientemente em
cada minuto de vossa vida. Que classe de coisas estais atraindo? De quais tendes necessidade?

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Correspondem vossos pensamentos às coisas que desejais ou as que temeis? Quais são? A Lei é
ou vossa Senhora ou vossa Serva. Fazei vossa escolha desde agora.

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Capítulo – IV –
A CONSTRUÇÃO DA MENTE

01. O homem verdadeiramente adiantado tem o grandioso privilégio de construir sua mente
com consciência, no molde desejado, alterando, reparando ou acrescentando à vontade quando
deseje para estrutura mental. Nos animais inferiores, o homem primitivo e ainda na maioria dos
homens da atualidade, o trabalho da construção da mente efetua-se em grande parte devido às
forças estranhas a si mesmo, como são: companhias, sugestões, meio ambiente, etc; ainda os seres
adiantados estão sujeitos a estas influências; porém o homem espiritualmente desenvolvido sabe
que Ele toma parte ativa na construção da mente. Esta construção elabora-se, como é natural no
campo subconsciente, ao qual proporciona material o pensamento consciente, sendo o “Eu” o
arquiteto diretor da obra. Em um capítulo prévio falei do plano subconsciente da mente e de
como ele se acrescenta, diariamente, pelos pensamentos alheios; sugestões, etc. Também
comparei o plano subconsciente com uma massa de água formada por um fio constante da
mesma, que flui sem cessar: Como é natural, o caráter completo da massa dependerá da qualidade
do fio de água fluida. A mente subconsciente pode também ser comparada com um imenso
armazém em que se guardaram diferentes artigos. A qualidade do conteúdo total será
determinada pela classe boa ou má dos artigos armazenados dia a dia. Isto posto, compreender-
se-á quão importante é a seleção dos artigos mentais que de momento a momento armazenamos.
O plano subconsciente da mente não é outra coisa que o já dito armazém, dentro do qual
guardamos provisões para o uso futuro, e mais ainda para o uso di ário, já que constantemente
estamos usando deles. A maior parte do que pensamos efetua-se por meio das linhas de trabalho
subconsciente e este plano da mente pode usar só aquilo que com anterioridade foi armazenado
ali.
02. A mente atua no raio que lhe oferece menor resistência e quando nos vemos obrigados a
pensar seriamente em qualquer assunto, nos surpreendemos tomando o caminho mais fácil que é
sempre a linha de pensamento pela qual temos viajado com mais freqüência no passado. Cansa-
nos adotar uma nova linha de pensamentos, ao passo que seguindo a rota acostumada, gastamos
muito pouco esforço e naturalmente optamos pelo que nos oferece menor resistência.
03. Temos esculpidas no plano subconsciente de nossa mente muitas opiniões antigas, idéias
preconcebidas, etc., sobre as quais nunca pensamos com atenção.
04. Não obstante, quando se trata do assunto, quer seja em leituras ou conversações, vemos
que damos opiniões bem enérgicas a respeito, e que são em verdade verdadeiras mentes cegas.
Só quando nos vemos forçados a examinar a idéia antiga cuidadosa e profundamente,
encontramos com surpresa que ela não tinha mérito algum e nos vemos obrigados a descartá-la e
substituí-la com um pensamento razoável e consciente de nossa própria manufatura. Uma
limpeza e exame mental consciente e periódico nos revelarão todos os artigos imperfeitos e sem
uso que guardamos em nosso armazém subconsciente. Entre os muitos artigos mentais inúteis
que se encontram na maioria das mentes, figuram os pensamentos de medo, ansiedade, ciúmes,
ódio, malícia, inveja, etc. O exame cuidadoso de que falei trará por resultado substituir esse
aprovisionamento mental passado de moda, falso e cheio de prejuízos, por idéias modernas,
conscientes e selecionadas. Nenhuma dessas coisas resiste ao exame da Razão Superior. Demais
a crença de que o homem é um verme vil; um pecador miserável que só merece condenação
eterna; um filho da obscuridade digno do inferno, etc. Foi transmitida por gerações a homens e
mulheres e eles a têm guardada em seu armazém subconsciente e dela usam em todas
circunstâncias. Como se pode crer ser o homem um verme do lodo, um filho da obscuridade e ao
mesmo tempo compreender-se que ele é um filho de Deus, com um destino tão grande, imenso e
brilhante, que a sua mente não pode nem mesmo concebê-lo?
05. Como pode o homem, tendo tais idéias por guia, desembaraçar-se delas para brotar e
avançar com uma consciência espiritual mais brilhante? Demais as idéias, de fracasso, ansiedade,
medo, etc., estiveram tão aderidas ao ser humano, que ele costuma saturar delas suas menores
ações e pensamentos e quanto mais pensa e atua com os ditos elementos, tanto mais apto estará
para continuar a atuar com elas no futuro. Viajará uma e outra vez pelo caminho trilhado que
chegou a ser sua segunda natureza, faltando-lhe vontade para romper com a rotina e entrar em
uma senda nova. O homem devia saber que Ele é o que ele pensa. Deveria conhecer que em
todo momento está construindo sua mente segundo for o caráter dos pensamentos mantidos, quer

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sejam os ditos pensamentos conscientes ou inconscientes. Se tendes pensamentos alegres,
brilhantes, confiados e valorosos, construireis uma mente colorida deste modo. Igual coisa
sucederá, se se mantêm pensamentos de medo, ansiedade, melancolia e desespera ção, pois a
mentalidade tomará tal cor e todas as ações e a vida mesma serão necessariamente influenciadas
pelo tom dominante da atitude mental. Em um trabalho prévio intitulado “Força Mental” dedico
um extenso capítulo à “Construção do caráter por meio do domínio mental”.
06. Nele demonstro como pode o homem rever-se praticamente, cultivando certas linhas de
pensamento e fazendo que eles se alojem em seu plano mental subconsciente. Um homem pode
desenvolver e criar faculdades novas, mantendo sempre a mente em certo ambiente apropriado
que dê por resultado o hábito novo de pensamento e vontade, o que trará sem esfor ços a posse da
nova qualidade requerida e que se modelou na mente.
07. Recordai-vos que, segundo for a freqüência com que pensardes ou atuardes em um
pensamento, a repetição dele se fará mais fácil para a vossa mente. Se desejardes ser enérgico e
ativo, mantende todos os pensamentos de atividade e energia que puderdes conter e atuar sobre
eles.
08. Fazei que os ditos pensamentos estejam sempre em vossa mente levando-os à ação
quantas vezes puderdes: seguindo este caminho, vos refareis gradualmente adquirindo os novos
hábitos desejados e descartando-vos dos defeitos antigos. Sentir-vos-eis tão acostumados aos
novos hábitos, que crereis que esse caminho foi sempre o vosso e olhareis o antigo com
estranheza.
09. O homem pode, pois disciplinar sua mente; extirpar dela o inútil; criar nela aptidões novas
e dar-lhe a direção que se deseje. Recordai-vos que é a mentalidade consciente a que seleciona e
dirige, e a subconsciente a que elabora. Que continuamente estais enchendo o armazém
subconsciente de provisões mentais. Que deveis fazê-lo só com aquelas que desejardes usar, para
que, quando chegue essa ocasião, possais estar certos de que só encontrareis ali os artigos
colocados por vós, sem que vossa pregui ça ou inconsciência vos julgue o mau passo de fazer-vos
adquirir uma qualidade ou hábito pouco apetecível.
A mentalidade subconsciente pode ser ensinada como um menino ou animalzinho doméstico;
pode ser modelada e construída por meio da Vontade. Isso requer naturalmente perseverança,
porém é uma coisa tão importante que devemos abordá-la. Durante tempo imemorial fomos
escravos de nossas mentes, chegando a considerar sem remédio o atual estado de coisas, e ainda
nos não agrada, havemo-nos resignado ao que cremos inevitável.
10. O “Novo Pensamento” traz a mensagem da liberdade mental do homem. Demonstra-lhe
que a mente é só um instrumento do Ser Real, para o uso diário; uma máquina que ele pode e
deve ensinar a fazer sua tarefa. Se um homem tem ambição, ele pode modelar a sua mente de
modo apropriado para cumprir seus anelos e aspirações. Se uma pessoa perde certas qualidades,
pode fazê-las crescer, e desenvolverem -se as mantendo com assiduidade na mente e
manifestando-as em ação com toda a freqüência possível.
11. Do mesmo modo, se deseja dominar certas emoções, tendências e pensamentos baixos,
pode fazê-lo, mantendo na mente o pensamento diametralmente oposto ao que deseja extirpar.
Também tem todo o dom ínio e poder necessário dentro de si mesmo; só necessita reconhecê-los.
Ele é o dono de seu armazém mental, tendo o poder de admitir só aqueles artigos que considere
bons. As auto-sugestões e afirmações são praticamente o mesmo. Elas consistem em certas
ações mentais, que afirmadas e repetidas constantemente pela pessoa, trazem o crescimento
interno da qualidade correspondente à auto-sugestão ou afirmação praticada. Se um tem falta de
confiança em si mesmo, e é tímido, covarde e pusilânime [15], a afirmação EU QUERO E EU
POSSO, lhe servirá de tônico mental maravilhosos. Repeti esta afirmação uma e outra vez não
como um papagaio, mas com a completa concepção de seu significado e, em pouco tempo,
achareis que começam a manifestar-se em vós vibrações próprias do “eu quero e posso”. Ao
achar-vos em frente a uma proposição ou um negócio qualquer, a afirmação dita, convertida em
realidade, fará que a ação siga o pensamento e tudo andará como num trilho. Antes de se haver
operado esta mudança, só sentireis a impress ão do não posso, e tenho medo, em qualquer assunto
da vida diária que se vos apresentar á o que prova que, de fato as afirmações e auto-sugestões nos
reformam.
12. Isso mesmo dá-se em qualquer linha de pensamento. Tomai o hábito de pensar de vós

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como deveríeis ser e, dentro em pouco, vos sentireis crescendo nesse sentido. Constantemente
construís vossa mente. Cada dia construís uma parte do edifício do vosso caráter.
13. Quais são os materiais de que usais para a construção dele? Estais usando os pensamentos
melhores possíveis, isto é, pensamentos positivos de êxito, confiança e alegria? Ou, ao contrário,
são negativos, imperfeitos e de temer, como os de que tantos t êm usado? Já que construís vossa
mente em todo momento, porque não o fazeis de um modo razoável?
14. Porque não insistis em utilizar unicamente o melhor, excluindo os de má qualidade?
Tendes em vossa mão o trabalho, posto que sois os construtores. Se fizerdes uma obra medíocre,
a culpa será vossa. Neste mesmo momento estais construindo: que tipo de material estais
usando?

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Capítulo – V –
O ESPECTRO DO LIMIAR?[16] ”

01. Muitos de vós já lestes a novela ocultista de Edward Bulwer Lytton, intitulada “Zanoni”,
[17]
vos recordareis do “Espectro do Limiar”, aquele monstro aterrador que fazia frente ao neófito
Glyndon, na câmara secreta do mestre Mejnour, e do qual Lytton nos diz o seguinte: “Entre os
que guardam o limiar há um que ultrapassa em ódio e malignidade a toda sua tribo, o qual tem
uns olhos que paralisam até mesmo os mais valentes, aumentando seu poder sobre o espírito em
proporção precisa ao terror sentido por este”.
02. Em outro capítulo, Glyndon trata de penetrar os mistérios da câmara secreta e dá com o
horrendo guardião da porta a que nos descreve assim: “a porta se obscureceu com um objeto
indistinguível à primeira vista, porém que bastou para mudar misteriosamente em horror indizível
o gozo que havia experimentado antes. Este objeto desenhou-se por graus ante sua vista. Era
uma cabeça humana, coberta com um véu obscuro por entre o qual luziam, com o brilho infernal,
uns olhos de fogo que gelavam até a medula de seus ossos. Não se distinguia de sua cara nada... a
não serem aqueles olhos demoníacos, intoleráveis... Parecia arrastar-se como um enorme réptil
disforme, e parando por fim cobriu a mesa que continha o místico volume, fixando outra vez seus
olhos por entre o denso véu sobre o temer ário indagador..."
03. Firmando-se este em estado quase de agonia contra a muralha, com os cabelos eri çados e
os olhos arregalados, contemplou ainda a visão aterradora. Ela falou, e ele compreendeu suas
palavras melhor com a alma do que com os ouvidos. As palavras foram estas: “Entraste na região
sem limites. Eu sou o Espectro do Limiar, etc.”.
04. Aquelas pessoas familiarizadas com os símbolos e as figuras do ocultismo reconhecem no
Espectro do Limiar, de Lytton, que o inimigo do progresso do homem, aquela figura aterradora
que está sempre ante as portas da liberdade, é o MEDO.
05. O medo é o primeiro e grande inimigo que deve vencer a pessoa que deseja sair da
escravidão e obter a liberdade. A porta da liberdade está sempre à vista, porém, o que deseja
obtê-la, dá alguns passos para ela e amedronta-se à vista do maligno Espectro do Limiar, que é o
Temor. Lytton não o retratou na sua horripilante forma, porque a palavra não pode descrever
todo o horror deste monstro. O medo coloca-se sempre no caminho de todo progresso, de todo
avanço. É necessário vencê-lo. Ele é a base de todo fracasso humano, de todas as suas penas e as
chamadas fatalidades.
06. O medo das raças as mantém cativas e o medo individual faz do homem um escravo. Só
quando o medo for vencido, poderão avançar realmente os indivíduos e os povos. Este inimigo
deve ser subjugado para que possamos libertar-nos e isso o pode fazer toda a pessoa que o encarar
com calma e energia. Olhai retamente os olhos do medo e eles se baixarão e retrairão ante vós.
Afirmai o “Eu” e sabei com toda energia de vossa alma que ninguém no mundo pode injuriar
vosso Eu Real, e o medo fugirá temendo que o subjugueis e encadeeis, posto que conhece o poder
do “Eu” consciente.
07. Quando um homem permite que o temor entre em seu coração, ele atrai a si tudo aquilo
que teme. O medo é um ímã poderoso que exerce uma atração irresistível. Além disto, paralisa
as forças e as energias do homem, impedindo-o de fazer o que lhe houvera sido fácil, se se livrara
do dito monstro.
08. O homem obtém êxitos em proporção ao medo que for capaz de desafiar. Mostrai-me
um homem de êxito e eu, por minha vez, vos provarei que aquele homem desafiou o medo e lhe
voltou as costas. Tomai por exemplo vossa própria vida.
09. Quantas vezes se vos ofereceram oportunidades que não soubestes aproveitar,
simplesmente porque temestes. Tivestes muito perto o êxito completo e no momento último,
quando o prêmio estava talvez à vista, escondestes a mão e retrocedestes. Porque? Simplesmente
porque o medo entrou no vosso coração e vos fez perder a presença de ânimo. Quando o
micróbio do medo entra no organismo, o corpo inteiro se paralisa. O medo é o pai de todo
enxame de pensamentos negativos, que fazem permanecer escravizada a humanidade.
10. De seu seio nascem: a ansiedade, os zelos, o ódio, malícia, inveja, falta de caridade,
intolerância, condenação, raiva, fanatismo e ainda um sem número de defeitos pertencentes a sua
mesma raça detestável. Duvidais disto, porém, vejamos: nunca sentis ansiedade por algo, senão

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quando o temeis: os ciúmes são conseqüência do medo; o ódio está sempre unido ao medo de que
emana. Não odiais uma coisa que é impotente para ferir-vos; a inveja tem também ali sua
[18]
origem; o fanatismo, a intolerância, o vitupério , etc., nascem todos do medo. A perseguição
começa só quando se teme o objeto, e uma análise prolixa vos demonstrará que a raiva tem seu
começo em um vago sentimento de temor à coisa que lhe dá origem. O que não se teme, provoca
diversão e riso antes que raiva. Analisai intimamente o dito e achareis que todos estes
pensamentos negativos e mal sãos têm uma semelhança muito próxima de família com seu pai o
medo, e se vos puserdes em trabalho ativo para aboli-lo com vontade, toda sua legião de filhos
menores morrerá por falta de nutrição.
11. O medo hipnotizou as raças durante séculos, e seus efeitos foram t ão notáveis antes como
agora. Nós fomos amamentados com temor sobre os joelhos maternos. Ainda antes de nascer
tivemos esta maldição sobre nós. Foi a sugestão contínua de nossa infância e os infinitos, mas,
não temeis? Que dirão? E outras frases de temor, foram nossos companheiros constantes.
Ensinaram-nos a temer tudo quanto existe no Universo, seja céu, terra, rio ou mar! - Os papões
das crianças e os temores dos homens são da mesma espécie.
12. Disseram-nos que os duendes nos capturariam, se não fizéssemos tal ou qual coisa. Onde
quer que olhemos, vemos a sugestão do medo que nos est á nutrindo continuamente e toda pessoa
que conhecer o poder da sugestão repetida poderá compreender o significado imenso que ela
envolve para a humanidade. Os valentes soldados do “Novo Pensamento”, a gente que não teme,
e todos os pensadores otimistas fazem o quanto podem para difundir este fio de água cristalina de
vida, no meio da água lodosa e estancada de pessimismo, que o mundo se empenhou em
[19]
acumular, e são muitos já os que se aderem ao delgado fio, porém ainda o charco é enorme.
O medo não ajudará nunca a fazer nada bom; é um pensamento negativo que foi arrastando sua
forma viscosa durante séculos, tratando de devorar tudo aquilo que prometia algum bem à
humanidade.
13. O medo é o maior inimigo do progresso, e o inimigo irreconciliável da liberdade.
14. O grito de tenho medo se ouviu sempre e só quando um homem ou mulher ou um grupo
de ambos se atreveram a zombar dele, em sua face se fez um descobrimento audaz que trouxe
como conseqüência um passo de progresso na marcha da Humanidade. Deixai que alguém queira
inculcar uma idéia ou teoria nova em benefício do mundo para adiantar em qualquer plano
razoável; que ensinar queira a verdade em uma forma nova que sai do caminho trilhado, e o
vereis ensurdecido pelos gritos de protesto, desgosto e aversão, todos filhos do medo os quais
despertam um eco formidável, grunhidos em toda a matilha de tímidos ao seu alcance. O medo é
a maldição da raça. O ser que deseja dominar-se pelo temor é um verdadeiro escravo, e deve
recordar-se que jamais terá senhor mais cruel. Segundo for a proporção de temor que embargue
ao indivíduo, assim será a altura de lodo que impede a sua marcha para o êxito, e a parte mais
triste e ao mesmo tempo cômica do assunto, é que em todo momento tem o homem o poder
suficiente de reagir contra este senhor e livrar-se dele dando-lhe uma pancada em pleno rosto o
que o fará fugir apavoradamente.
15. O homem é o mesmo que um elefante novo que ainda não conheceu sua força. Quando
compreende o que É, qual é seu lugar no Universo e chega ao convencimento de que nada pode
feri-lo, desaparece o temor e se separa dele para sempre. Antes que chegue a este grau, o medo
irá perdendo sua influência, em relação ao reconhecimento do indivíduo acerca da verdade
anterior. Não só no caso de avanço espiritual deve o indivíduo desterrar o temor, mas também no
avanço da vida diária. Quando o homem compreende que o medo é uma espécie de fogo fátuo, o
espantalho de fabricação caseira, em lugar do monstro fero imaginado que coagia suas energias,
caminhará retamente para ele e o arrancará do posto onde havia sido colocado para assustá-lo.
16. Verá que as coisas que ocorrem, nunca são tão más como as que se temem; que o medo é
uma coisa pior que a coisa em si mesma; que assim como a antecipação de algo desejado é maior
que a realidade, assim a antecipação de uma coisa temida é pior que a realidade dela; que a
maioria das coisas temidas não sucede e enfim que se elas vem, os acontecimentos se rodearão de
modo que o fato possa suportar-se melhor que o temido. Deus não só tempera o vento para a
ovelha tosquiada, mas ainda dispõe a ovelha tosquiada para o vento. Também se convence o
homem de que o temer alguma coisa o faz atraí-la, ao passo que uma atitude mental confiada
dissipa por fim as dificuldades.

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17. Dizia Job: “Tudo o que temo acontece-me”. Disse alguém e eu o repetia sempre: “Não há
nada que temer, a não ser o temor”.
18. Pois bem, hoje vou ainda mais longe e digo: não há razão para temer nem mesmo o temor,
porque apesar de sua aparência externa aterradora, sua construção é muito fraca. É uma lata que
se assemelha ao ferro, e uns quantos empurrões a subjugarão completamente. É uma fraude, um
cão amarelo que imita a pele do leão: mirai-o de frente, ride-vos dele em sua própria cara e não
deixeis intimidar-vos por sua forma enganosa, pois ele se bamboleará, se o manejardes com
[20]
coragem e confiança. Todos os pensamentos negativos são alfenins comparados com os
pensamentos contrários positivos. Quereis saber como vos libertar do medo? Escutai: ignorai sua
existência e mantende ante vós e sempre convosco ideais de valor e confiança.
19. Confiança no grande plano do qual sois uma parte. Confiança em vossa força como uma
parte do Todo. Confiança no trabalho da Lei e em vossa habilidade para trabalhar de acordo com
ela. Confiança em vosso destino. Confiança em vosso reconhecimento da Realidade do Todo e a
ilusão da separação. Valor e confiança nascida do reconhecimento da Lei da Atração e do poder
da Força do Pensamento. Valor e confiança, enfim, em vosso conhecimento de que sempre os
pensamentos positivos vencem e dominam os negativos. Muitos dizem freqüentemente que os
princípios do “Novo Pensamento” não estão ao seu alcance; que não podem compreendê-los e
que necessitam algo que seja prático para o uso da vida diária. Pois bem; eis aqui este algo para
as ditas pessoas: a teoria de abolir o medo fará delas gente nova, dando-lhes uma paz mental da
qual jamais tiveram antes a menor idéia. Fa-los-á gozar de doce sonho depois das horas de
trabalho; e como sua marcha será mais equilibrada e rítmica, evitarão com isso a fricção, e a
confiança vos fará estimar cada coisa em seu justo valor. À medida que isto ocorre, se irão
fazendo homens melhores e se prepararão para a compreensão de verdades cada vez mais
elevadas.
20. Vós, estudante, que estais na porta da “Câmara secreta”, desejando entrar nela com o fim
[21]
de obter a sabedoria, a liberdade e o poder, não desmaieis à vista do Espectro do Umbral .
21. Ele está ali unicamente de ocasião, ride-vos dele em sua cara, mirai-lhe os olhos e vos
[22]
convencereis de que ele é uma verdadeira patranha . Ponde-o de lado e encaminhai-vos
diretamente ao templo da sabedoria. Depois deste, há outros ainda que também passareis por seu
turno.
22. Deixai o Espectro imaginário para os tímidos mortais que temem as almas. Um coração
fraco jamais conquistou uma mulher formosa, nem nada digno neste mundo. A sorte com todos
os seus bens é patrimônio dos valorosos.
23. Ponde de lado vosso grito “não posso” ou vosso ridículo “tenho medo”, e dizei em lugar
disso com firmeza: QUERO E POSSO , entrando em pleno campo da verdade. O “Espectro do
Umbral” desaparecerá de vosso caminho, posto que só existiu em vossa mente.

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Capítulo – VI –
MENTE E O CORPO

01. Muitas pessoas estão debaixo da impressão de que o objeto principal assim como o
princípio fundamental do “Novo Pensamento” é a cura das enfermidades. Ainda é provável que a
maioria das pessoas interessadas neste grande movimento, o têm sido em princípio só por este
motivo. Isto não obstante, todas as vezes que começa a aprofundar seus estudos nesta ciência,
convence-se de que apesar da importância que encerra a cura das enfermidades, esta passa a ser
comparativamente secundária ante a magnitude que encerra todo o Pensamento. Muitos
principiam por serem tratados por algum praticante da cura mental, ou cura espiritual, (ou como
preferem melhor chamá-la) e dali continuam a trabalhar em esferas mais elevadas, ao passo que
outros, interessando-se nas grandes verdades desde o princípio, vão adquirindo força física sem
nenhum esforço especial de sua parte. Não tenho o propósito de entrar na teoria da cura mental,
ou influência da mente sobre o corpo, senão que só tocarei levemente o ponto no sentido geral.
Existem muitos livros de tratamento extenso sobre esta matéria, e a maioria dos meus leitores
sabe, por experiências pessoais, o êxito que acompanhou a este método na cura de enfermidades.
Cada escola particular de cura mental parece ter sua teoria própria e maneira especial de
tratamentos. Alguns preferem os tratamentos pessoais e outros, os que se chamam ausentes,
ainda que a pessoa que os aplica viva a muitas milhas distantes do paciente, já que o pensamento
curador é comunicado telepaticamente.
02. Minha opinião pessoal é que todas estas diferentes formas de tratamento são só distintos
caminhos para pôr em operação a mesma força do poder maravilhoso da mente sobre o corpo.
Creio que o melhor plano de tratamento é educar o paciente para que reconheça o poder
grandioso de sua própria mente para curar-se, e também creio que não poderá efetuar-se uma cura
permanente, nem prevenir uma enfermidade futura, enquanto o paciente não se robustecer no
conhecimento deste fato. Porém, assim como o menino necessita andar de gatinhas, assim
também o enfermo que se acha débil de corpo e de mente, e desconfiado de seus próprios poderes
curativos, necessita de receber a assistência estranha dada em alguma forma ou modo de
tratamento. Vemos diariamente quantidades de propagandas de diferentes escolas e cultos
curativos, cada um dos quais crê que seu método é o único verdadeiro e que todos os outros são
errôneos, ou ao menos não são a mesma coisa. Ainda que alguns destes raciocínios são muito
plausíveis e convincentes, com um estudo demorado observaremos que todos os métodos e cultos
obtêm o mesmo resultado, e que todas as curas se fazem com a mesma base, apesar dos clamores
de cada escola particular. Eu sei que todos obtêm êxito, porém repito, como disse, que os
melhores resultados permanentes são obtidos por aqueles praticantes que, ao mesmo tempo em
que dão tratamentos aos seus pacientes, educam -nos gradualmente para que eles consigam andar
por seus próprios pés, cultivando seu poder curativo próprio, emanado de Deus. Creio que os
diversos praticantes de Ciência Cristã, Ciência Mental, Terapêutica Sugestiva, Cura pela fé,
Ciência Divina, etc., usam constantemente o mesmo poder aplicado de diferentes modos, e sei
também por experiência, que ao homem lhe é de todo possível exercer sobre si seu poder
curativo, até restaurar por completo sua saúde e energia sem necessitar da assistência de
ninguém. Minha opinião é que o poder curativo está latente dentro do indivíduo e que quando
este se submete a um tratamento curativo estranho, a cura é efetuada pelo praticante, fazendo
entrar em atividade e vida o poder curativo do paciente. Este despertar do poder curativo interno
pode efetuar-se por quaisquer dos muitos métodos de tratamento pessoal ausente. No último
caso, as ondas pensamentos positivas do praticante, açoitam a mente do paciente (em seu plano
subconsciente) despertando as forças latentes que ali existem, o que traz como resultado a cura.
O efeito da mente do praticante quer seja transmitido por sugestão verbal, ou telepaticamente,
atua do mesmo modo que a auto-sugestão ou afirmação intensa repetida pelo mesmo paciente.
Em ambos os casos, a auto-sugestão abarca o plano subconsciente do paciente, restaurando a
condição normal dessa porção da mente que é encarregada das funções físicas. Isto uma vez
conseguido, a mente manda o impulso necessário por meio do sistema nervoso simpático à parte
afetada à qual proporciona um incremento poderoso de corrente nervosa e circulação de sangue
que traz como conseqüência a reparação dos tecidos e células debilitadas e gastas e o
funcionamento regular do órgão lesado. Em outras palavras, creio que o verdadeiro trabalho é
feito pela mente do paciente, cujas forças internas nele latentes são assim postas em ação por

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meio dos muitos caminhos do cérebro e sistema nervoso.
03. Todo ser humano tem dentro em si um certo poder recuperativo, adormecido em certos
casos e inativo em outros, o qual é capaz de restaurar funções perdidas e robustecer órgãos e
partes enfermas. Este poder pode pôr-se em ação por meio do esforço mental do praticante em
suas diversas sugestões, tratamentos, cerimônias, remédios, etc., e também pelo poder da vontade
ou fé interna do paciente mesmo. Isto não obstante, em todos os casos é o mesmo poder e a
mesma força posta em ação a que executa o trabalho curativo.
04. Naturalmente reconheço que é possível transferir de uma pessoa à outra aquilo que se
chama força vital, aquela que o praticante transmite de seu organismo saudável ao organismo
enfermo do paciente; porém esta vitalidade assim transferida atua só à maneira de um tônico, já
que simplesmente dá força ao paciente para este manter-se até que suas forças mentais por si
[23]
façam o trabalho. No caso de um paciente sumamente extenuado , fora possível que sua
mente mandara os impulsos devidos a seu corpo, porque o cérebro mesmo está debilitado pela
perda de energia, e lhe é então necessário ajudar-se com a assistência do praticante, altamente
desenvolvido em vitalidade, para que o ajude até que ele adquira energia suficiente para fazer o
trabalho por si. Em muitos casos de enfermidade, particularmente em desordens funcionais a
força recuperativa do paciente se neutraliza por causa dos pensamentos de temor mantidos em sua
mente, os quais são as razões principais das enfermidades na maior partes dos casos, e repito que
a causa, que impede o uso de suas forças recuperativas pr óprias de que a Natureza o dotou. O
Medo é um veneno que matou milhões de pessoas, e a Ansiedade é sua primogênita, que compete
continuamente para alcançar o recorde obtido por seu pai. Eu sustive sempre (em oposição a
muitos escritores) que grande parte das curas efetuadas pelo “Novo Pensamento” foram feitas não
por algo especial da cura mesma, mas simplesmente por meio de induzir o paciente a refrear todo
sentimento negativo de temor e ansiedade, negando-lhe guarida.
05. Quando o paciente lança fora o obstáculo, posto por ele mesmo, para impedir o correto
funcionamento de suas forças mentais recuperativas, estas entram de golpe em ação, e efetua-se a
cura.
06 Baseado no mesmo princípio, se entrais em um quarto escuro, não vos armareis de uma
alavanca para derrubar suas paredes afim de que saia dele a obscuridade, mas abrireis as janelas
para que por elas penetre nele a luz do sol. Do mesmo modo, quando abrirdes as janelas da
esperança e da energia, o medo, a ansiedade e o resto de monstros da obscuridade lançarão a fugir
de vosso lado e os pensamentos sãos e expostos ao sol destruirão os micróbios que estavam
infestando vossa câmara mental.
07. Quando um aprende algo acerca dos procedimentos da Natureza, não encontra nenhum
mistério especial nas curas efetuadas pelo “Novo Pensamento”.
08. Ao despertar-se as forças recuperativas e ao despejar dos pensamentos errôneos, pondo-os
de lado a natureza procede mandando e aumentando a corrente nervosa à parte afetada. Este
trabalho faz-se por meio das vias subconscientes, sobre o grande nervo central simpático do
sistema nervoso. Esta corrente nervosa é igual a uma corrente el étrica emanada de um grande
dínamo, que neste caso é o cérebro. Ela vitaliza o órgão ou parte afetada e aumenta ao mesmo
tempo a circulação do sangue na dita parte. A Natureza constitui corpos por meio do sangue que
flui pelas artérias, levando carne líquida e nutrição a toda e cada parte do organismo, ao qual,
segundo for a sua necessidade, constrói, repara, substitui ou nutre.
09. O sangue em sua viagem de regresso ao coração traz, por entre as veias, o elemento inútil,
os produtos gastos e outros resíduos do sistema que são queimados e destruídos pelo oxigênio
tomado nos pulmões, e do qual se satura o sangue em sua viagem de regresso. Nenhuma parte ou
órgão do corpo pode ser fracamente nutrida e estimulada enquanto não tiver uma corrente nervosa
normal e uma provisão conveniente de sangue. Por isto, quando a mente do homem mantém
pensamentos negativos, tais como: ansiedade, medo, ódio, malícia, ciúmes, etc., impossível lhe é
mandar às partes de seu corpo uma corrente nervosa equilibrada, com a qual tem naturalmente
que se afetar a circulação do sangue, e de fato vem o que chamamos enfermidade. No ato em que
as condições mentais se restabelecem, as condições normais do organismo seguem seu exemplo.
A ação do coração aumenta por certas emoções, as faces se enrubescem ou empalidecem por
certos momentos, o mesmo se passa com a digestão que se interrompe pela mesma causa.
10. Quando se faz um hábito manter maus pensamentos, o caso se repete em maior escala

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naturalmente e os pensamentos maus trazem consigo uma saúde má, pois são coisas que andam
juntas. Dizei-me o que pensa um indivíduo e eu vos direi sem vê-lo: que faz, como vive e qual o
seu estado de saúde. Não tenho espaço para dizer-vos como afeta cada pensamento em particular,
porém posso garantir -vos, sim, que esse miserável pensamento do medo, é o pai de todo enxame
de pensamentos negativos, e se vos libertardes dele, exterminareis o viveiro completo, já que o
medo não só engendra, senão que nutre toda a sua prole. Lançai de vós de uma vez!

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Capítulo – VII –
MENTE E SEUS PLANOS

01. Muitos escritores modernos trataram, de explicar a aparente dualidade da mente humana,
erigindo edifícios teóricos elaborados sobre a base fundamental do funcionamento dual da mente.
Alguns destes escritores levaram seu raciocínio a limites absurdos, tratando de explicar todos os
problemas da existência por meio de suas teorias de dualidade mental. Deduziram que sendo a
mente capaz de funcionar em duas linhas de esforço diferentes, deve necessariamente o indivíduo
ter duas mentes. Alguns denominam-nas mente objetiva e mente subjetiva; outros preferiram os
termos conscientes e subconscientes e outros ainda pensaram que os termos voluntário e
involuntário convinham melhor à idéia, estando todos de acordo, em que o homem tem duas
mentes distintas e até assegurando alguns deles, que elas são duas entidades inteiramente
separadas. Estes escritores ignoravam o fato de que era pouco menos que impossível separar as
duas mentes, omitindo estabelecer as qualidades atribuídas a cada uma, posto que tais qualidades
parecem misturar-se uma com a outra.
02. Também omitem dizer-nos onde acaba precisamente a objetiva e principia a subjetiva.
Ainda que estas teorias tenham provado serem muito úteis como hipóteses de trabalho, alertando
para descobrir coisas melhores, fracassaram como soluções permanentes do problema da mente e,
apesar de que os principiantes na nova psicologia, aceitaram-nas ansiosos, como solução
completa da questão, aqueles que se aprofundaram mais, foram obrigados a considerá-las, no
melhor dos casos, só com um trabalho hipotético imperfeito. Assim, pois, como eu disse, a idéia
de que o homem tem duas mentes, está aceita só como uma ficção necessária de trabalho, por
alguns dos investigadores mais profundos do objeto.
03. Eles compreendem que homem tem s ó uma mente que funciona em dois planos diferentes
de esforços. Vou tratar de explicar o que considero razoável sobre a matéria, estabelecendo
necessariamente só os princípios gerais, já que o espaço desta obra não me permite entrar em
minúcias. Vejo-me obrigado a empregar os termos correntes, usados por aqueles que estão
familiarizados com as teorias das mentes duais, devendo notar que faço uso dos ditos termos para
indicar as formas variadas de uma única mente, e não para indicar que o homem tenha duas
mentes. Dos termos usados por vários escritores a respeito, escolherei os de “pensamento
Consciente” e “pensamento subconsciente”, porque os considero mais claros e que representam
melhor a Verdade.
04. Ao leitor que esteve acostumado a pensar que a mente subconsciente é a mente mais
elevada, (a Alma em uma palavra) este capítulo vai trazer alguma confusão e quiçá desagrado.
Peço a tal leitor que não dê seu juízo até que não haja estudado cuidadosamente o capítulo
presente e os próximos. Ser-lhes-á mais fácil fazer isto se recorda que a mente subconsciente,
que muitos escritores colocaram sobre sua irmã consciente, foi também considerada pelos
mesmos como a mente receptora de toda classe de sugestões absurdas, emanadas da mente
Consciente de quem quer que atue sobre ela no estado hipnótico. Os mesmos escritores falam-
nos da mente subconsciente, como da alma do homem, dizendo-nos em seguida, que o homem
que desenvolve sua mente subconsciente à custa de sua mente consciente, chega a ser lunático.
Se isto fosse certo, quando a alma do homem tivesse abandonado a sua irmã Consciência e
passado para o estado de pura subconsciência, se figura louca e a vida futura fora um manicômio!
05. Como vedes, estes senhores equivocam as meias verdades com a Verdade. Sobre o que
chamamos Consciente e Subconsciente alguma coisa há ainda mais elevada, que poder íamos
chamar Superconsciente. Tratarei desse ponto depois que houver explicado as funções
Conscientes e Subconscientes da mente. Não confundais, pois, os atributos das faculdades
Superconscientes da mente, com as manifestações das funções Subconscientes da mesma. O
homem tem só uma mente, porém tem muitas faculdades mentais, cada uma das quais é capaz de
funcionar em duas linhas de separação que marquem as duas funções distintas de uma faculdade,
senão que elas se matizam uma contra outra tal qual acontece com as cores do espectro.
06. Um pensamento consciente de qualquer faculdade da mente é o resultado de um impulso
direto comunicado ao tempo do esforço. Um pensamento Subconsciente de qualquer faculdade
da mente é o resultado de um pensamento Consciente, como que precede, ou de um pensamento
Consciente de outro comunicado por via sugestiva; da vibração-pensamento de uma estranha
mente ou de um impulso de pensamento de um antecessor, transmitido pelas leis de herança,

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(incluindo-se aqui os impulsos transmitidos de geração em geração, desde o tempo do impulso
vibratório original, repartido pela Causa Prima, o qual se desenvolveu gradualmente à medida que
alcançou o Crescimento evolutivo Conveniente). O pensamento Consciente é recém-nascido,
recém-cunhado, ao passo que o pensamento Subconsciente não é de criação recente, pois de fato é
com freqüência o resultado de impulsos vibratórios divididos em idades passadas. O pensamento
Consciente constitui seu próprio caminho pondo de lado todos os impedimentos e varrendo de seu
passo as pedras obstrutoras. O pensamento Subconsciente, ao contrário, viaja sempre pelo
caminho trilhado. Um impulso-pensamento, causado em sua origem por um pensamento
Consciente qualquer, pode chegar a ser, por meio do hábito ou repetição contínua, um fato
estritamente automático, criado pelo pensamento Consciente repetido, que acaba por fazer
desenvolver no plano Subconsciente um ímpeto forte de ação em tal sentido, ímpeto que pode ser
mudado por outro pensamento Consciente, ou desviado à outra direção imposta por esse mesmo
pensamento.
07. Em outras palavras: os impulsos-pensamento contidos nas linhas Subconscientes da mente
podem terminar-se ou corrigir-se por um pensamento Consciente. O pensamento Consciente
cria, muda ou destrói. O pensamento Subconsciente elabora o trabalho dado pelo pensamento
Consciente e obedece ou cede às ordens e sugestões. O pensamento Consciente produz o
[24]
pensamento ou hábito-moção , comunicando-lhe as vibrações necessárias para que se
mantenham depois nas linhas Subconscientes.
08. Tem também poder para enviar vibrações poderosas que neutralizam o ímpeto do hábito-
pensamento, sendo capazes de criar um novo hábito-pensamento ou hábito-moção, com vibrações
de tal força, que vencem e absorvem o antigo que é substituído pelo novo. Todos os
pensamentos-impulso uma vez lançados continuam a vibrar nas linhas Subconscientes, até que
são corrigidos ou terminados por impulsos subseqüentes comunicados pelo pensamento
Consciente ou outro poder dominante. A continuidade de um impulso original comunica-lhe dia
a dia maior ímpeto e força, fazendo naturalmente que sua Correção ou terminação seja mais
difícil.
09. Isto explica o que chamamos “A força do hábito” e que aqueles que trabalharam para
dominar algum, adquirido com facilidade, compreenderão muito bem.
10. A Lei se aplica e atua tanto nos hábitos bons como nos maus.
11. A moral é obvia. Muitas das faculdades da mente combinam-se com freqüência para
produzir uma manifestação qualquer. A elaboração de um trabalho pode necessitar do exercício
combinado de diversas faculdades, algumas das quais poderiam manifestar-se pelo pensamento
Consciente e outras pelo Subconsciente.
12. A solução ou indagação de novos problemas ou idéias necessitará do pensamento
Consciente, ao passo que um assunto ou trabalho familiar, pode ser facilmente manejado e
resolvido pelo Subconsciente, sem necessitar do auxílio de seu irmão mais enérgico e
empreendedor. Existe na Natureza uma tendência instintiva nos organismos viventes para
executar certas ações: qualquer corpo organizado busca por tendência aquilo que satisfaz as
necessidades de seu organismo. Esta tendência denomina-se geralmente com a palavra “instinto”
e é em realidade, um impulso comunicado pela Causa Prima, e transmitido por meio das linhas do
desenvolvimento evolucionário que vai ganhando força e poder à medida que progride, cresce e
se desenvolve. O homem que é o tipo mais elevado de vida produzido até hoje neste planeta,
demonstra a mais alta forma de mentalidade Subconsciente e muito maior grau de
desenvolvimento de mentalidade Consciente do que a que se vê nos animais inferiores. Estes
graus de poder mental variam, contudo, enormemente entre as diferentes raças humanas, e ainda
entre os homens da nossa, os distintos graus da mentalidade Consciente são notados facilmente,
sem que eles dependam de nenhum modo da acumulação de cultura, posi ção social ou vantagens
educativas possuídas pelo indivíduo. A cultura mental e o desenvolvimento mental são duas
coisas inteiramente distintas. Não tendes mais que olhar em torno de vós para distinguir os
diferentes graus de desenvolvimento de mentalidade Consciente do homem. O raciocínio de
muitos deles é pouco mais que mentalidade (ou mentação) Subconsciente: exibem apenas
qualidades de pensamento volitivo [25] e preferem deixar que outros homens pensem por eles. O
trabalho mental Consciente instintivo, automático e subconsciente, é muito mais fácil. Suas
mentes trabalham nas linhas que lhes oferecem menor resistência e, no cabo de tudo, são pouco

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mais que ovelhas humanas.
13. Entre os animais inferiores e os tipos inferiores da raça humana, a mentalidade Consciente
está em grande parte limitada às faculdades mais grosseiras, ao plano material, deixando que as
faculdades mentais superiores trabalhem nas linhas automáticas e instintivas da função
Subconsciente.
14. À medida que as formas inferiores de vida progridem na escala evolutiva, desenvolvem
novas faculdades que estavam dentro delas no estado latente.
15. Estas faculdades manifestam-se, primeiro na forma de pensamento Subconsciente
rudimentar; elevam-se em seguida às formas Subconscientes superiores at é que o pensamento
entra em jogo Consciente.
16. O processo evolutivo continua sem cessar a tendência constante que nos leva a mais
elevada meta de Consciente desenvolvimento.
17. Esta lei de evolução está em progresso contínuo, e na raça começam a se desenvolver
novos poderes mentais, os quais como é natural, se manifestam primeiramente nas linhas de
pensamento Subconsciente.
18. Alguns homens desenvolveram estas novas faculdades em graus consideráveis, e é
possível que, antes de muito, o ser humano possa exercitá-las nas linhas de suas funções
Conscientes, poder que já foi alcançado por uns poucos. Este é o segredo dos ocultistas orientais
e de alguns de seus irmãos do Ocidente. Diremos algo mais sobre este ponto nos capítulos
seguintes. A docilidade da mente para com a Vontade, pode ser aumentada pela prática
devidamente dirigida. Aquilo que costumamos designar como “Robustecimento da Vontade”, é
em realidade tão só educação da mente para obrigá-la a reconhecer o Poder Interno e obedecer-
lhe. A Vontade é bastante forte: não necessita de robustecimento, porém a mente sim, esta
necessita de educação para saber receber as sugestões da Vontade e atuar sobre elas. A Vontade é
a manifestação externa do Eu sou.
19. A corrente de vontade flui constantemente em plena for ça, através dos fios espirituais,
porém deveis aprender o como elevar o “trole” condutor dela, para saber tocá-lo, antes que o
carro mental se ponha em movimento. Esta idéia difere muito da que estais habituado a receber
de outros escritores a respeito do poder da Vontade, porém esta é a correta, como podereis
verificar se estudardes o assunto por meio de experimentos nas linhas convenientes.
20. A atração do ABSOLUTO impele o homem para ideais cada vez mais elevados, e a força
vibratória do Impulso Primo, não se extinguiu ainda. A hora do desenvolvimento evolutivo
chegou desde que o homem possa ajudar-se a si mesmo. O ser que compreende A Lei pode
efetuar maravilhas por meio do desenvolvimento dos poderes de sua mente, ao passo que, ao
contrário, aquele que ignora ou vira as costas para a Verdade, sofrerá por falta de conhecimento
dela.
21. A pessoa que compreende as leis de seu ser mental desenvolve os poderes ali latentes e
usa deles com inteligência.
22. De nenhum modo despreza as insinuações de sua mente Subconsciente, se não que sabe
utilizá-las e fazer desenvolver nela os elementos mais bem adaptados às suas tendências, fazendo-
se deste modo capaz de obter resultados maravilhosos, e chegando a dominar e ensinar seus
planos mentais a obedecerem às ordens de seu Ser Superior. Se eles deixarem de fazer o seu
trabalho devidamente, saberão guiá-los e dominá-los e seu conhecimento sobre as leis mentais, a
previne de entrar em desinteligência com elas, visto que se prejudicaria a si mesma. O ser que
desenvolve suas faculdades e poderes latentes internos aprende a manifestá-los nas linhas de
mentalidade Consciente e Subconsciente, sabendo que o ser real interno é o amo do qual ambas
as linhas de mentalidade são só ferramentas de trabalho. Este ser se despoja do medo, goza de
liberdade absoluta, e por fim, acha-se a si mesmo e aprende o segredo do “Eu sou”.

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Capítulo – VIII –
O PLANO SUBCONSCIENTE? [26]

01. Estamos de tal modo acostumados a crer que a mente trabalha nas linhas conscientes, que
é uma verdadeira surpresa para nós convencer-nos de que grande parte de nosso trabalho mental
se pratica por meio das linhas subconscientes.
02. Somos conscientes de muitos de nossos pensamentos e ações, porém somos quase
inteiramente inconscientes de milhares de pensamentos e ações expressas a cada momento.
Quando nos nutrimos por meio do alimento, fazemo-lo conscientemente, porém o processo de
digestão e assimilação se faz de modo inconsciente, ainda que o impulso que o causa, venha da
mente, como se o ato fosse efetuado conscientemente. A comida se converte em sangue; o
sangue é levado a todo o corpo e este e os órgãos variados do organismo se constroem
continuamente. Tudo de um modo inconsciente. O coração palpita; o estômago digere; o fígado
e os rins fazem suas funções, todos inconscientemente; não obstante, o trabalho se fez preciso,
próprio e cuidadosamente debaixo da direção mental que trabalhou no plano Subconsciente por si
mesmas; a mente regula-as do mesmo modo como se o trabalho fosse feito no plano Consciente.
Sucede o mesmo com muitos atos que só podemos executar ao princípio à força de grande
cuidado e trabalho, porém que chegamos a fazer quase automaticamente. A mulher que faz correr
sua máquina de costura; o pintor que usa seus pincéis; o trabalhador que maneja suas ferramentas,
etc, necessitam dedicar todo seu trabalho e toda sua atenção ao princípio, porém uma vez que
dominaram as miudezas da obra, esta parece que se faz quase por si, de um modo automático,
[27]
involuntário. Muitas vezes estivemos submersos mentalmente em um estado, olvidando os
passos que damos, e de repente despertamos de nosso sonho, achando-nos em frente de nossa
casa, tendo seguido o caminho acostumado, de um modo inteiramente inconsciente.
03. Vi homens em tal estado de consciência ausente, que atravessavam ruas cheias de
carruagens e bondes, com um grau enorme de cuidado e inteligência, e não obstante eram
inteiramente inconscientes do que faziam: fora para eles uma grande surpresa dizer-lhes o risco
que haviam corrido. Trabalhadores experimentados disseram-me que só chegaram a dominar por
completo sua profissão ou trabalho, quando conseguiam tal grau de conhecimento dele, que
podiam fazê-lo quase automaticamente. Um homem que faz diariamente o mesmo trabalho
adquire o dom de o poder fazer sem necessitar de grande esforço ou atenção consciente. Apesar
disto, ninguém pensaria suster que suas mãos ou dedos possuem inteligência suficiente, por si
mesmos, para efetuar o trabalho isoladamente do cérebro. O impulso inconsciente nasce deste,
que trabalha no plano de esforço subconsciente e dirige o trabalho com inteligência, como se a
consciência toda estivera centralizada nele.
04. Naturalmente, isto só pode fazer-se depois que a mente adquiriu já o hábito de
desempenhar uma tarefa; e se algo incorreto sucedera à máquina, no ato a mente volvera ao plano
consciente e este corrigira o defeito. O plano Subconsciente da mente é na prática o plano do
hábito. Como expliquei no capítulo anterior, o plano Subconsciente só pode manifestar: 1? Algo
que haja previamente aprendido do plano Consciente; 2? Algo que haja sido sugerido pela
sugestão de outra mente; 3? Algo que lhe tenha sido comunicado por outra mente por meio das
ondas-pensamento; e 4? Algo que haja sido Comunicado por herança, incluindo nisto os impulsos
transmitidos de geração em geração, desde o impulso vibratório original comunicado pela Causa
Prima, o qual se desenvolve e entreabre, à medida que alcança o estado conveniente de
desenvolvimento evolucionário. Nestas linhas Subconscientes podem demonstrar-se os hábitos
mais comuns de movimento e pensamento, ao mesmo tempo em que as manifestações novas
despertadas nas linhas Superconscientes (das quais falarei mais adiante). O plano Subconsciente
é, pois, uma mistura curiosa de alto e baixo; sabedoria e insipidez; superstição e altíssima
filosofia. É um depósito de toda classe de elementos mentais; ferramentas, joguetes e quanto
existem. Neste plano pode achar -se uma curiosa aglomeração enciclopédica de habilidade e
parvoíces[28] , armazenada aí, ou por nossa consciência, ou herança de nossos antepassados, ou
adquirida daqueles com quem estamos em contato. Esta coleção pode reforçar-se continuamente
a até despertar-se de quando em quando dentro dela, alguma faculdade superconsciente que,
como não tem a força suficiente para ser tomada pela consciência, tem que se manifestar primeiro

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nas linhas Subconscientes. Deu isto lugar a que alguns escritores ao falar do plano Subconsciente
da mente, o chamassem mente superior, alma, etc., etc. Ao ver que o gênio e a inspiração se
manifestavam nas linhas Subconscientes, imaginaram que era uma mente separada, possuidora de
todas as faculdades mentais superiores, e que denominaram: “Mente Subjetiva”, “Mente
Subconsciente”, etc.
05. Por tal modo se perturbaram com as manifestações superiores do plano Subconsciente que
passaram inteiramente por alto, todas as coisas sem sentido, desagradáveis e parvas que ali se
armazenam, olvidando que isso a que chamavam “Mente Superior”, é constantemente dócil às
sugestões próprias ou de qualquer outra pessoa. Eles não parece haverem notado que no plano
Subconsciente da mente se manifestam, de igual modo, assim as mais baixas como as mais altas
faculdades. O plano Subconsciente da mente, portanto, é, em grande parte, o resultado do
pensamento consciente passado. Um escritor conhecido, Henrique Wood, de Boston, comparou-o
[29]
com um aquário ou uma cisterna , na qual flui um pequeno jorro de pensamento consciente.
Sendo isto efetivo, pode ver-se o cuidado que se necessita para fazer que o jorro seja limpo e
puro.
06. Se a mente tiver sido contaminada no passado por uma corrente de pensamento negativo,
o remédio será buscar o mal e mudar a qualidade impura de modo que s ó possa fluir um fio claro
e nítido como cristal. Com isto se seguirá que o corpo inteiro da água mantida na cisterna se vá
gradualmente aclarando, até que seja tão pura como o jorro mesmo.
07. Quanto maior for a quantidade de pensamento bom que emitirmos, mais pronto a cisterna
se verá livre de suas impurezas. Eis aqui onde a auto-sugestão desempenha um papel
predominante na reconstrução do caráter e no desenvolvimento do homem. As Auto-Sugestões
formam uma corrente constante e poderosa que aclaram as águas lodosas da mente; chamemo-las
auto-sugestões, declarações, afirmações, etc., isso não importa: todas são a mesma coisa sob
diferentes nomes.
08. Houve controvérsias entre os estudantes sobre se o conhecimento vem ao homem por
meio do plano Subconsciente e daí passa para o Consciente, ou ao contrário, se ele adquire o
conhecimento pelo plano Consciente e depois passa para o Subconsciente. Muito bons
argumentos se emitiram em favor de ambas as teorias e pessoalmente creio que os dois tê m
razão. Muitos conhecimentos do homem foram obtidos pelo uso das funções Conscientes de sua
mente, passando-as depois a plano Subconsciente ou do hábito. Outras lhe vieram pelo
desenvolvimento de suas faculdades superconscientes, que se manifestam primeiro por meio das
linhas subconscientes, passando depois ao campo do Consciente e quando ali foram bem
compreendidas o conhecimento passa ao plano Subconsciente ou do hábito. O ser sente a miúdo
que uma coisa é assim antes de verificar sua exatidão; (nesse caso opera o Subconsciente); depois
verifica e aceita a coisa integralmente, e a devolve ao plano Subconsciente, porém já com o selo
de aprovação do plano experimental Consciente; (nesse caso opera o Consciente).
09. Creio que isto vos será mais compreensível, quando tiverdes lido o capítulo que trata das
faculdades superconscientes. Quando já o homem avança no plano Consciente, seu armazém de
conhecimentos Subconscientes, será em parte muito maior o resultado de seu pr óprio plano de
mente Consciente, e sem menor o resultado das sugestões e os pensamentos estranhos.
10. Um homem de limitada habilidade raciocinadora, em que use pouco seu poder de
pensamento Consciente, terá um arsenal Subconsciente composto quase por completo de
impressões que obteve dos estranhos. As sugestões e os impulsos-pensamento alheios terão
fabricado, quase por completo, a existência de seus conhecimentos, já que pensou muito pouco
por si mesmo. De fato, poderia quase se assegurar que não sabe fazê-lo, que depende
inteiramente dos demais para emitir seus conceitos mentais, à medida que o ser avança no poder
raciocinador, começa a pensar por si mesmo e passa os resultados pensamentos ao grande arsenal
Subconsciente.
11. Esse ser convence-se que é, sente e reconhece a existência de seu ser superior e principia a
criar no plano autopensamento. Deixa de ser um mero aut ômato e atua por si mesmo,
progredindo e crescendo neste poder. Faz uso de seu plano subconsciente de pensamento, porém
como então enche seu arsenal de impressões e conclusões pr óprias e novas, gradual, porém
seguramente substituirá todas impressões errôneas e negativas que enchiam antes sua
subconsciência. Um pensamento positivo, forte e vigoroso, saído novamente do plano

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consciente, neutralizará numerosos pensamentos negativos que estiveram alojados na
subconsciência e que serviram como de rebatimento para manter o indivíduo curvado e
estacionário. Se não pensamos por nós mesmos, os pensamentos e as sugestões de um ou de
muitos encherão nosso arsenal subconsciente e seremos uma feitura deles, em lugar de ter um
estoque pensante de origem própria. Muitos de nós temos aceitado placidamente e sem protesto
os pensamentos correntes de Temor, Superstição, Ansiedade, Enfermidade, Pobreza, Miséria,
Condenação, Fanatismo, etc., nosso arsenal mental está cheio de tais despejos. Quando
rompemos nossos grilhões e ligaduras de prejuízos e adquirimos liberdade mental, somos capazes
de pensar por nós mesmos, começando prontamente aprovar nossa subconsciência com
pensamentos cheios de luz e frescura que extirparão e neutralizarão os pensamentos antigos
negativos, substituídos por fim pelos novos que fazemos fluir em nossa subconsciência. Novos e
extensos horizontes de consciência se abrem hoje ante o Ser Humano que vai progredindo
rapidamente em sabedoria. Ele est á extraindo conhecimentos de suas faculdade superconscientes,
e uma vez que deduz resultados no campo consciente, passa-os mentalmente digeridos ao plano
subconsciente para usá-los sem esforço algum no momento necessário. Tudo que existe em nossa
subconsciência tem uma influência e um efeito contínuos em nossas vidas, ações, saúde e caráter.
Para o indivíduo, cuja mente est á cheia de pensamentos de enfermidade, é a coisa mais fácil do
mundo cair realmente enfermo. Como é natural, o assento do trabalho produtor das
enfermidades, acha-se no plano subconsciente, e a elaboração efetua-se tranqüila, silenciosa,
porém seguramente, ainda que sem o conhecimento consciente do indivíduo. Este se sente de
repente enfermo, sem saber como nem porque, basta-lhe mudar de frente e enviar firmes
pensamentos saudáveis ao subconsciente, para achar-se livre dos antigos males que amargavam
sua existência.
12. Não contando já o subconsciente com os materiais antigos de trabalho, em vez de produzir
enfermidade, constrói com novos elementos seu corpo são e forte. Se mantiverdes e afirmardes
em vossa mente a idéia de que o plano Subconsciente é um grande arsenal que guarda e elabora
todos os pensamentos que passardes para ele, selecionados pelo vosso plano consciente, ou os que
puderdes atrair inconscientemente, para manifestar-vos em ação, de momento a momento, tereis
bem cuidado de não admitir senão os melhores materiais-pensamento para serem armazenados.
Rechaçareis todo pensamento negativo que pretender despertar-se em vossa mente, recusando
também toda sugestão nociva, estranha. Que pensaríeis de um homem que ao reunir provisões
para o inverno, enchera sua despensa de artigos envenenados, coisas enfermiças e alimentos
mortais? Pensaríeis que era mais que louco, não é assim? Não obstante é isso justamente o que
tendes estado a fazer. Tendes estado a encher vosso arsenal da mente das coisas mais vis.
Venenos, elementos destrutivos, quadros obscenos, etc., que cedo ou tarde terão que vos
prejudicar. Lançai fora tudo isso!
13. Arremessai-os para longe e ponde em lugar deles pensamentos saudáveis e poderosos que
vão entrando em vossa mente à medida que fordes também conhecendo e compreendendo o novo
Pensamento. Lembrai-vos de que os Pensamentos tomam forma em ação. Sendo isto certo, que
classe de pensamentos deixais que tomem forma dentro e em torno de vós?
14. Fazei-vos essa pergunta e obrai em conformidade com a resposta.
15. Quando vos surpreenderdes com qualquer pensamento, perguntai-vos: desejo eu que este
pensamento tome forma em ação? Se a resposta for “Sim!”, armazenai-o; se a resposta for
“Não!”, abandonai-o no momento e começai a elaborar pensamentos exatamente opostos àqueles
que são vituperáveis. Recordai que um pensamento positivo neutralizará sempre um negativo.
Ao dizer pensamento positivo quero dizer: um de valor, esperança, determinação, intrepidez: em
resumo, um pensamento que encarne o “Eu quero e posso”. Ao contrário, por pensamento
negativo entendo o temor, a ansiedade, o ódio, malícia, enfermidade, etc., ou tudo o que
[30]
signifique “Não posso”, “Tenho medo”. O axioma que diz: “Como o homem pensa em seu
coração, assim é ele”; é verdadeiro pela razão de que o homem é em grande parte o resultado de
sua armazenagem subconsciente, e que esta se efetue segundo o que o Consciente colocou ou
permitiu que entrasse nela.
16. Repousai em vossa provisão de pensamentos e estes, cedo ou tarde, tomarão forma em
ação. Sede cuidadoso em vossa escolha. O melhor ainda não é bastante bom para vós, e é tão
barato como o pior. Usai um pouco do senso comum e energia para selecionardes uma boa
porção do melhor que exista.

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Capítulo – IX –
AS FACULDADES SUPERCONSCIENTES? [31]

01. Existem na mente do homem muitas faculdades que est ão fora do reino da consciência.
Parece que são faculdades latentes que existem ali, as quais de tempo a tempo se manifestam no
plano da Consciência. De algumas destas faculdades não temos na atualidade conhecimento real;
algumas outras foram conhecidas por uns poucos seres adiantados de diferentes épocas, e destas
últimas muitos de nós obtemos hoje vislumbres momentâneos que ainda não nos permitem
orientar-nos, nem poderemos fazê-lo, se não quando o processo de desenvolvimento estiver
efetuado. Outras faculdades superconscientes que eram ocultas antigamente ao homem vão se
desenvolvendo pouco a pouco, e a cada dia vamos compreendendo sua existência. Alguns
escritores trataram estas faculdades como uma parte integrante daquilo a que chamam Mente
Subjetiva ou Subconsciente; porém uma pequena reflexão demonstrará que o plano
subconsciente, só pode conter aquilo que foi colocado ali pelo consciente da mente; pelas
sugestões estranhas, sejam embora, verbais transferências de pensamento ou hereditárias; ou por
reflexo das faculdades superconscientes, antes que entrem a desenvolver-se no plano consciente.
O plano subconsciente da mente contém só aquilo que se colocou ou permitiu colocar ali, ao
passo que as faculdades superconscientes contêm o que jamais conheceu o indivíduo ou
consciente ou subconscientemente. Assim como o plano de mente subconsciente está debaixo do
consciente, assim as faculdades superconscientes estão sobre a consci ência e assim como aquilo
que está hoje no plano da consciência passará amanhã para o da subconsciência, do mesmo modo
o que encerra hoje no estado latente nossa faculdade superconsciente, passará mais adiante a
demonstrar-se no plano consciente.
02. Grande parte do que hoje forma nossa vida diária, foi, nos primeiros tempos da evolução
humana, uma parte da superconsciência, a qual, desenvolvendo-se gradualmente, passou para a
consciência, que a dirigiu e assimilou mentalmente, fazendo-a então formar parte de seu plano
subconsciente.
03. Por meio da concentração, meditação e outros expedientes de desenvolvimento espiritual,
pode o homem despertar de tal modo algumas de suas faculdades superconscientes latentes nele,
que receberá por esse meio valiosas impressões e conhecimentos que será capaz de utilizar.
Muitos dos chamados místicos e ocultistas, tanto no Oriente como no Ocidente, foram capazes de
[32]
conseguir isto, porém a maioria de nós tem que se contentar com as chispas ocasionais ou
reflexos fracos de luz, provenientes de nossas faculdades não ainda desenvolvidas. Algumas
destas faculdades se desenvolverão só quando o indivíduo alcançar um adiantamento espiritual
muito superior ao presente; outras começam a desenvolver-se e só os mais adiantados têm
conhecimento delas, no entanto, outras entram já no caminho franco do desenvolvimento e cada
ano maior número de pessoas vão compreendendo a importância deste despertar interno. O ser
que se aprofunda no mais recôndito de seu plano subconsciente acha ali só aquilo que guardou,
que bastará para dar-lhe um conhecimento maravilhoso do processo de evolução; uma porção de
informações inumeráveis acerca de coisas já esquecidas pela mente consciente e asseguram
algumas ainda, que a recordação de vidas passadas, pode obter-se no dito plano, se sabe como
procurá-la. Porém, repetimos, tudo que pode obter-se do plano subconsciente é o que ali se
armazenou. Ao contrário, aqueles que foram capazes de vislumbrar uma chispa do conteúdo nas
faculdades superconscientes, sabem que o convencimento assim obtido supera a experiência
humana; que é um olhar lançado ao mundo desconhecido, uma iluminação! O ser que alcançou
uma centelha dos conhecimentos existentes em algumas das faculdades superconscientes, esse é
outro homem, a vida para ele não é a mesma; aquilo que antes ele acreditava, agora sabe. Se o
homem comum acrescentasse a seu pequeno campo consciente todo o subconsciente conhecido,
isto seria ainda pequeno e insignificante, posto que a maior parte dos conhecimentos mais
[33]
importantes está fora de seu alcance e só podem chegar-se à guisa de um reflexo do campo
superconsciente.
04. Naturalmente as faculdades conscientes cresceram e estão crescendo por causa do
desenvolvimento de suas faculdades superconscientes, porém o homem tocou apenas a borda
externa da superconsciência.

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05. O ser humano não pode só por meio do exercício de suas faculdades conscientes saber se
há um Deus ou não; o fato não pode ser compreendido só pela faculdade consciente; porém,
basta-lhe uma fraca cintilação da superconsciência para o fazer sentir que há um Deus, e à medida
que progride, saberá o que agora sente. Sucede o mesmo com a questão da imortalidade da alma.
A faculdade consciente não pode prová-la, porém a superconsciente nos faz sentir a verdade do
que não podemos provar nem ver.
06. Estes dois problemas, todavia excedem em importância a outra qualquer questão que
possamos ter hoje ante nós. Todos nossos princípios de ética, toda nossa moralidade, todos
nossos planos de vida estão baseados sobre estes dois fatos, dos quais não damos conta, graças à
nossa faculdade consciente, mas que sentimos que é assim por causa do desenvolvimento gradual
de nossa faculdade superconsciente. À medida que este desenvolvimento se efetua, nossas idéias
sobre Deus se fazem menos absurdas, menos infantis.
07. Vemo-lo como uma Grandeza nunca jamais sonhada por nossos antepassados, que só
puderam ver n’Ele um homem magnificado, porém com todas as fraquezas, pequenezas e defeitos
humanos.
08. O homem do futuro terá um conceito tanto mais elevado do que o nosso sobre Deus, como
o nosso o é do que d’Ele tem o selvagem, e à medida que o desenvolvimento se efetua, robustece
e acentua também nossa Certeza acerca da imortalidade da alma, fazendo dela não uma crença,
mas um conhecimento certo. Em alguns de nós o desenvolvimento da dita crença se aproximou
do campo da consciência e outros têm já despertado a certeza consciente da imortalidade.
09. Detende-vos a pensar um momento e reflexionai sobre donde nos vieram os sentimentos
de justiça, caridade, amor, simpatia, e bondade.
10. Não foi seguramente de nosso antigo conhecimento interno. O intelecto não nos ensina
tais coisas. Porque demonstraria o homem amor, camaradagem ou simpatia para o próximo, se só
o intelecto decidirá o assunto? Porque não atenderia cada ser só a sua própria conveniência,
deixando que seu irmão perecera de fome ou sofrimento? Porque não pisaria e enlamearia seu
próximo, se fora preciso para receber o seu dote? Existe algo no frio intelecto que nos indique o
contrário? Nada, absolutamente nada. Então porque não fazeis estas coisas? Eu vos direi o
porque: porque não podeis. Porque do intimo da alma nasce um protesto. Não parais para
raciocinar sobre ela, porém ouvis a voz interna, contemplais a luz nascida do desenvolvimento da
superconsciência! No entanto direis: sempre os homens tiveram estes sentimentos, e, por tanto,
não vemos o que o Superconsciência tem que ver com o assunto. Porém pensai! Sentiu o homem
sempre desta maneira? Foi a simpatia humana tão notada como hoje? Foi seu amor tão amplo
como agora? Não! Ele se deve a um desenvolvimento gradual, a um desenvolvimento
constante! Somos hoje pouco menos que selvagens em muitas coisas; porém à medida que o
desenvolvimento se efetua, progrediremos, e em um dia próximo nos será impossível fazer aquilo
que hoje achamos perfeitamente natural. Não passarão muitos anos sem que todos olhem com
horror as recordações de guerra, efusão de sangue, matanças, extermínios, etc., e se assustarão ao
pensar como pessoas de nosso grau intelectual puderam permitir que tais coisas acontecessem.
11. Julgarão nossos atos como nós julgamos os da antiga Roma, e nossa desumanidade social
e econômica para com nossos semelhantes parecerão horríveis aos homens e às mulheres dos
anos vindouros, que tiveram já alcançado um grau superior de desenvolvimento espiritual. Para
eles a fraternidade humana não será um sonho vão, mas uma verdade praticada e vivida
diariamente. Não podem evitá-la, por enquanto ela vem com a evolução.
12. Da região superconsciente vem-nos aquilo que não é contrário à razão, mas que está muito
além da razão; ela é a fonte da iluminação e inspiração. É a região que inspira aos poetas, aos
escritores, aos videntes e dá sabedoria aos profetas. São muitos os que têm recebido mensagens
desta natureza por meio de sua superconsciência, crendo ouvir a voz de Deus, de anjos, de
espíritos, etc., porém a voz vem do interior.
13. Ali é onde se encontra a fonte da intuição.
14. Algumas destas faculdades superconscientes são mais elevadas que outras, porém cada
uma tem papel especial de ação. Muitos dos poderes psíquicos superiores permanecem latentes
dentro da região superconsciente.
15. Alguns de nós podemos fazer uso destes dons em maior ou menor grau, porém fazemo-lo
de modo mais inconsciente, já que é difícil manifestar poderes psíquicos à vontade.
16. Não obstante, por meio da prática do desenvolvimento espiritual, estes dons chegam a

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formar parte do campo consciente, e podemos fazer uso deles da mesma maneira que podemos
usar qualquer faculdade mental ou física. Quando o homem tiver obtido este poder, poderá
dominar forças maravilhosas, e terá à sua disposição instrumentos e ferramentas com que hoje,
afora uns poucos, os homens não podem ainda sonhar. É uma sábia previsão da Lei: que ninguém
pode adquirir o uso destes poderes se primeiro não se faz digno deles. Quando isto suceder ao
homem, os poderes lhe virão e ele terá o conhecimento suficiente para não fazer deles um uso
indevido. À medida que as faculdades psíquicas superiores se desenvolvem, as espirituais
também crescem, impossibilitando com isso o seu possuidor de usar mal de seus poderes. O ser
que aspira o possuir poderes psíquicos superiores deve vir com as mãos e o coração limpos. Em
verdade, o simples fato de buscar o poder, pelo poder mesmo, indica que o buscador não é a
pessoa merecedora dos dito dons. Só quando o poder for havido por insignificante, é que ele
vem. Estranho paradoxo de maravilhosa sabedoria.
17. Este campo de superconsciência é uma fonte de gozos insuper áveis para o ser que
reconhece sua existência e se entrega ao conhecimento emanado dele, ainda que a faculdade não
esteja de todo desenvolvida. (Compreendereis que o desenvolvimento completo de tal faculdade,
a faria passar inteira para o campo consciente e deixaria de ser superconsciente por pertencer ao
consciente).
18. Muitos seres receberam inspirações do interior, enviando uma mensagem e assombraram
o mundo. Muitos poetas, pintores, escritores, escultores, etc., fizeram as suas obras, graças a esta
inspiração recebida de sua superconsciência. Pudestes notar que certos poemas, livros, pinturas
ou estátuas têm um algo indefinível que nos impressiona, fazendo-nos sentir sua força, que não
pertence ao produto do mero esforço mental. Geralmente acostumamo-nos a dizer acerca de tais
produções, que parecem ter alma, e, ao dizer isto, estamos mais perto da verdade do que
pensamos. Alguns escritores satisfazem ao intelecto, porém não fazem sentir ao leitor, ao passo
que outros, com uns poucos versos ou uma história breve, fazem estremecer o mundo! O mesmo
sucede com alguns oradores que impressionam e subjugam um numeroso auditório com umas
quantas palavras brotadas do ser interno, ao passo que outros oradores de profissão só conseguem
despertar um interesse intelectual. Nossas faculdades superconscientes são nosso único meio de
comunicação com o Centro da Vida, com os Poderes Superiores. Por seu contato vêm-nos as
mensagens da Alma. Vezes há em que, com sua ajuda, nossa visão pode penetrar além dos
limites da personalidade, e nossas almas se misturam e comungam com o Divino. Por meio das
linhas superconscientes, pomo-nos em comunicação com o Ser Real; por meio delas fazemo-nos
conscientes do “Eu sou” e obtemos o conhecimento da Unidade das coisas e de nossa relação com
o Todo; e por meio delas, enfim adquirimos a segurança da existência e presença de Deus e da
imortalidade da alma.
19. Só por este conduto podemos obter respostas vitais acerca da Vida e Existência. Nos mais
íntimos recessos da superconsci ência se acha o santuário da alma, o Santo dos Santos! Ai habita a
Chispa Divina, que é a nossa mais preciosa herança emanada de Deus, e que é o que queremos
significar quando dizemos “Espírito”.
20. “Esta é a alma da alma, o centro do Ser Real”.
21. Não bastam as palavras para dar uma idéia do que realmente significa o Espírito; para
compreendê-lo necessitamos compreender Deus-mesmo, porque o Espírito é uma gota do Oceano
do Espírito, um grão de areia das praias do Infinito, uma part ícula, enfim da Chama Sagrada.
Todo nosso conhecimento pleno e consciente de nosso processo evolutivo tende para essa parte
de nós mesmos.
22. Quando aprendemos a reconhecer a existência e realidade do Espírito, este responderá
mandando-nos lampejos de ilustração e iluminação. À medida que crescermos em
desenvolvimento espiritual, chegaremos a acostumar-nos a esta voz interna, aprendendo a
distingui-la das demais mensagens dos diferentes planos mentais, e a seguir suas indicações que
nos permitirão elaborar o bem por meio dela. Alguns seres desenvolveram de tal modo seu
entendimento espiritual, que vivem a vida do Espírito: são conduzidos pelo Espírito. Este tem
sobre nós uma influência muito maior do que a que imaginamos e bastará que confiemos nele e
peçamos sua luz, para que sejamos conduzidos à realização consciente de sua ajuda.
23. Não posso pretender aprofundar mais esta matéria, já que é algo muito difícil explicá-la
por palavras. Aqueles que despertaram à Consciência do Espírito compreendem o que quero
dizer; os que ainda não alcançaram, não me entenderiam, ainda mesmo que eu me esforçasse em

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explicar-lhes o que significaria para eles uma sensação interna, em excesso estranha a suas
experiências.
24. O espírito é esse algo interno do homem que mais se aproxima do Centro do Centro, isto
é, de DEUS. Quando o ser chega a estar em sua íntima união, Consciente, acha-se mais perto da
Presença Universal, sente, por dizer assim, o aperto de Sua Mão Invisível. Muitos de vós que
ledes estas palavras tivestes momentos em vossa vida em que sentistes conscientes de achar-vos
ante a presença imponente do Desconhecido. Isto pode haver-vos sucedido ao estardes entregues
às práticas religiosas; quando líeis um poema-mensagem de uma alma à outra; em meio do
oceano e sob a impressão da grandeza do Universo, ou em uma hora de aflição, em um desses
momentos em que tudo parece perdido, em que as palavras vos soam como escárnios [34] e vos
vedes obrigados a buscar auxílio de um poder superior ao vosso. Porém, não importa como nem
quando estas experiências vieram a vós: o fato é que não podeis duvidar de sua realidade, dado o
sentimento de paz, amor e força que vo-lo proporcionaram e do qual sois Conscientes. Naqueles
momentos tivestes Consciência de vosso Espírito interno e de sua íntima relação com o Centro.
Por meio do Espírito Deus se revela ao Homem.

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Capítulo – X –
A QUESTÃO DA ALMA?
01. Que sou eu? Quando vim? Para onde vou e qual o objeto de minha existência? São as
perguntas que fez o homem de todos os tempos, países e climas. E se os mundos inumeráveis que
circundam os milhões sois do Universo são habitados (e creio que o são), também ali foram feitas
estas perguntas e quiçá respondidas por algum habitante, no qual a Vida esteja manifestada em
uma forma ainda mais elevada do que a que obtemos neste plano. Todos os homens fizeram entre
si esta pergunta, isto é, os que já adquiriram o grau de crescimento em que suas mentes são
capazes de compreender que existe um problema sem resolver, pois há muitos seres que parecem
não notar a existência do dito problema, já que sua visão mental não é bastante clara para
compreender que existe algo que necessita de uma resposta. Para a maioria de nós outros, a
pergunta permanece absolutamente sem resposta; os menores detalhes da interrogação estão ainda
sem resolver. Imploramos a solução dela com esforço mental de agonia. Pedimos a gritos ao
Infinito que nos diga algo sobre nós mesmos; porém por única resposta só obtemos o eco de
nosso próprio grito! Estamos como o esquilo que se fatiga na jaula andando em torno dela, para
afinal se achar justamente no ponto de partida.
02. Ou pior ainda, como ave silvestre que se bate contra as barras de sua prisão assim nos
batemos uma e outra vez contra a nossa prisão mental, a fim de libertar-nos, até cairmos fracos,
sangrando, porém, cativos ainda! Tentamos galgar montanha do Saber, impulsionados pela visão
do glorioso descanso que obteríamos ao chegar ao seu cume. Subimos dificilmente, o caminho
pedregoso escarpado da dita montanha e, por fim, com as mãos ensangüentadas, pés cansados,
corpo e mente desfalecidos por nossos esforços, alcançamos o cume e felicitamo-nos de haver
terminado nossa tarefa; porém ao olhar em torno de nós, causou-nos surpresa ver a nossa
montanha reduzida a um montinho insignificante; pois por cima de nós se elevam umas atrás das
outras a maiores alturas, cordilheiras de montanhas reais, cujos altos picos se perdiam nas
nuvens! Sentimos a fome do conhecimento Espiritual que ultrapassa a fome física. Buscamos
aqui e ali o Pão da Vida, sem encontrá-lo. Perguntamos a esta e àquela autoridade pelo pão que
nutre a alma, porém só nos deram em resposta a pedra do Dogma dos Credos. Por fim caímos
exaustos, chegando a crer que tal pão não existe; que tudo era ilusão, um fantasma da mente; que
naquilo não havia realidade, e choramos desconsolados.
03. Esquecemos que assim como a fome física implica que existe em alguma parte o com que
satisfazê-la; que assim como a fome mental implica que se encontra nutri ção mental, assim só
fato o de que a fome da Alma existe, indica por certo que em alguma parte se acha aquilo com
que o Absoluto se dispôs a satisfazê-la.
04. A necessidade da alma é a prova de que é possível sustentar -se. O equivoco consiste em
que temos buscado fora o que só podemos encontrar dentro: “O reino dos Céus está dentro de
vós”.
05. Se preferis tratar de resolver o “Problema da Vida”, e o “Enigma do Universo”, por meio
de investigações cientificas, comprovações matemáticas, segui esse método. Ele vos dará uma
lição acerca do poder e os limites do intelecto humano.
06. Viajareis em torno do Círculo de pensamento, convencendo-vos de que só correis uma e
outra vez o mesmo terreno; e de que entrais no beco sem saída do intelecto e da lógica. Depois
que batestes as asas contra a jaula do Desconhecido e caístes feridos e examine; depois que
aprendestes a lição de tudo aquilo de que é capaz vosso intelecto; ent ão escutai a Voz interna;
mirai a pequena chama que arde constantemente sem poder extinguir-se; senti a pressão do Algo
Interno e deixai-o desenvolver-se.
07. Com isso começareis a compreender que, assim como a mente do Homem se evoluciona
por graus lentos, do estado de sensação a de consciência primitiva; do de consciência primitiva à
individual, (do seu grau menor ao maior); assim existe também para o ser humano uma reserva de
conhecimentos (e já alguns a têm obtido) muito superior a tudo que havíamos imaginado e que só
hoje começa a manifestar-se. Compreendereis também que pode haver uma fé Inteligente que
não só crê, mas ainda sabe.
08. Estas e outras lições aprendereis em seu devido tempo. À medida que progredirdes no
desenvolvimento espiritual, encontrareis outras fontes de conhecimento, ao parecer, a parte do
Intelecto, porém em realidade aliadas com ele.
09. Descobrireis que há regiões da Alma que ainda não foram exploradas e nas quais sereis

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convidados a entrar. Sereis capazes de obter, por meio delas, conhecimentos a respeito destas
grandes questões que, apesar de haverem desafiado as vossas faculdades intelectuais, não
puderam vir-nos por seu conduto.
10. Não obstante elas não serão contrárias ao Intelecto, senão que o traspassarão. Em vez de
chegar à compreensão do Ego pelas portas do Intelecto, ela parecerá vir de uma fonte mais
elevada, que é a Razão Superior e daí descerá ao Intelecto, para que este a assimile e misture com
o que já tem armazenado. Ao chegar a este grau abrir-se-á ante vossa visão mental um novo
[35]
mundo de sabedoria e vos regozijeis de o contemplar. É quando tiverdes alcançado a altura
em que sintais os impulsos da Razão Suprema e possais viver de acordo com ela, repetireis
Edward Carpenter: “Oh! Poder vivificante emanado do interior que acalmais a febre da mente e
saturais de paz os nervos doloridos. Oh! Salvador eterno, buscado por todo o mundo, que viveis
escondidos (para ser encontrado)... dentro de cada ser... Oh, gozo insuperável!”.

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Capítulo – XI –
O ABSOLUTO?

01. Deus criou e governa por Lei aquilo que chamamos Universo, o qual está muito longe de
ser este algo que chamamos Terra, como o crêem muitos. A Terra não é o centro do Universo
circundado pelo sol, a lua e as estrelas a fim de contribuírem para o Bem-estar, comodidade e
prosperidade de seus habitantes. O Universo é aquilo cuja imagem não pode ser nem mesmo
concebida pela mente humana. O Infinito não tem limites, o Universo é Infinito. Todas as partes
do espaço estão cheias das manifestações do Absoluto. Existem sóis inumeráveis, dos quais cada
um tem seus sistemas planetários. Diariamente nascem muitos novos e dia a dia também
desaparecem. Naturalmente, ao dizer ? nascem ou desaparecem ? quero significar que estão
mudando de forma, ou reunindo-se ou desintegrando-se. Na natureza não há destruição, só há
mudança de forma. O homem em seu egoísmo imaginou ser ele a mais elevada forma de Vida e
chegou a crer que este insignificante grau de matéria, a Terra, é o único pedaço que a contém.
Quando ele compreender que há milhões e milhões de mundos, que manifestam Vida em formas
mais elevadas ou mais baixas; quando ele compreender que esta terra é como grão de areia sobre
as praias do Universo; que existem em outras esferas seres tanto mais elevados que o homem,
quanto este o é a respeito da ameba, então começará a cair em si da comparativa insignificância
do homem com a grandeza de Deus. E, quando o ser começa a verificar a exatidão destas coisas,
começa também a adquirir a consciência espiritual necessária, que lhe demonstrará a evidência do
que se encontra em uma larga jornada, tendo diante de si aptidões e possibilidades maravilhosas.
02. Obterá a certeza de que à medida que se adianta no Caminho, vai adquirindo novos
poderes, nova inteligência e novos atributos, que o farão um verdadeiro deus comparado ao seu
estado presente, ainda que em realidade a aquisição de toda superioridade e grandeza que pudera
sonhar para si, o deixará ainda tão distante da grandeza de Deus, como o está a pequena partícula
de pó que titila e brilha aos raios do sol, com respeito ao mesmo sol. Deus manifesta-se em cada
átomo de Matéria, em cada átomo de Energia, em cada átomo de Inteligência. Suas
manifestações ainda que, aparentemente inumer áveis, só são diferentes manifestações da mesma
coisa. Em realidade só há Uma manifestação de DEUS, a qual toma formas e aparências
infinitas. Somos manifestações do poder de Deus, limitadas é certo, porém que cremos
constantemente impulsionadas para Cima pela atração do alto, e que nos desenvolvemos
diariamente no conhecimento de nossa relação com todas as demais manifestações de DEUS
mesmo, DEUS existe, existiu e existir á sempre. Ele é a única coisa no Universo que não tem causa
precedente. Ele é sua própria causa, é a CAUSA das CAUSAS. Ele é a CAUSA sem CAUSA .
03. O intelecto humano por si é incapaz de compreender a idéia de uma causa sem causa, ou
de uma causa sem outra precedente. O intelecto se adere intimamente à doutrina da lei universal
de causa e efeito, achando impossível descartar ou admitir que haja uma só exceção à dita lei, já
que tal exceção violaria a mesma lei. O intelecto está obrigado a assumir uma destas duas
atitudes, ou que há uma causa primária, ou que a cadeia de causa e efeito é infinita.
[36]
04. Quaisquer destas conclusões deixam o intelecto em uma situação desluzida , por que
se admite uma causa primeira sua cadeia de causa e efeito se destrói, e, ao contrário, se aceita que
a cadeia de causa e efeito é infinita, encontra o fato de que uma coisa que não tem princípio é
uma coisa sem causa. Além do que, como o infinito não pode ser compreendido pela mente
finita. O intelecto em seus esforços para evitar a confissão de que não pode explicar as coisas,
tem que dar uma explicação que ele mesmo não consegue compreender.
05. Pobre intelecto! É o instrumento mental de maior valor que possuímos, não obstante
quando comete o equívoco de supor que ele É o Homem, em lugar de ser uma de suas
ferramentas de trabalho, coloca-se em uma posição ridícula.
06. Não compreende as possibilidades maravilhosas que teria, se se unisse aos pensamentos
emanados dos planos mais elevados da Alma, que lhe produziram resultados escassamente
sonhados hoje, exceto por aqueles que alcançaram já os graus mais elevados de faculdade
consciente.
07. Não obstante, porque o intelecto tenha seus limites, não devereis perder a confiança nele,
aceitando coisas que outros vos digam e que sejam contrárias a vosso intelecto, só porque vos
asseguram que as ditas coisas são a verdade. Aceitai a decisão de vosso intelecto, a não ser que

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CÍRCULO DE ESTUDOS RAMACHÁRACA Página 41 de 66
recebais a verdade por meio da faculdade superior, em cujo caso não será contrária ao Intelecto,
se não que unicamente o ultrapassará. Essa verdade adquirida desse modo vos ensinará aquilo
que o intelecto não pode compreender por si e induzirá este a fazer sua parte de trabalho a fim de
levar a cabo a tarefa mutua. A crença cega é uma coisa muita distinta da inspiração: não as
confundis. Posso assegurar que o intelecto por si só é incapaz de compreender a idéia de uma
Causa sem Causa, porém nossa consciência superior sabe a existência daquilo que pelo intelecto
não pode ser alcançado e ainda que este não possa conceber uma Causa sem outra precedente,
isso não implica que tal coisa não exista. O cego não pode imaginar nem compreender as cores e
todavia elas existem.
08. Os peixes no seio dos mares não podem compreender nem imaginar as coisas que há na
terra, porém elas existem; tão pouco o homem pudera formar um conceito mental do açúcar, se
não tivesse visto ou provado algum doce. Tudo é questão de experiência ou de consciência, e
sem estas nada pode compreender-se. Reconhecendo-se todas as coisas que existem fora do
domínio do intelecto, então poderemos verificar que temos estados de consciência muito
superiores aos que até aqui julgamos possíveis, e que somos capazes de fazer uso deles. No plano
intelectual da consciência, cada coisa que conhecemos tem uma causa precedente, cada objeto um
autor. Por conseguinte, o intelecto, por si só, é incapaz de formar um conceito mental de uma
coisa sem causa ou de uma coisa sem um autor.
09. Sucede isto, porque não se teve a experiência ou a consciência da existência de tal coisa.
Portanto, o homem não pode jamais formar um conceito intelectual de Deus. Ele pode crer em
DEUS, porque se sente consciente de sua existência, porém não pode por meio do intelecto
explicar ou compreender o mistério. Admitirá que DEUS fez o homem, sem poder responder a
pergunta infantil: “Quem fez Deus?” Contudo é incapaz de formar um conceito mental de uma
coisa sem causa, sem autor.
10. Para inteirar-se da existência de DEUS deve recorrer-se a uma fonte superior de
consciência. Muitos homens crêem em Deus, porque lhes foi dito que existe, outros sentem uma
leve percepção de sua existência e uns poucos, enfim, chegaram a uma consciência intima dele.
Sabem-no. À medida que o homem cresce em consci ência espiritual, cresce também cada vez
mais no conhecimento claro da realidade de Deus, passando da crença cega a um vislumbre de
consciência, logo a uma concepção mais clara, depois a um esplendor de certeza compreensiva
para, em seguida, saber sua existência e por último, pode francamente compreender sua Lei, em
cujo conhecimento avançará de dia em dia. Deus não pode ser conhecido pelo intelecto, senão
por meio da Consciência Superior. Depois de assim conhecido, o intelecto começa a conceber
novas concepções a seus planos intelectuais.
11. Enquanto o homem não obtiver o conhecimento absoluto, necessitará do uso do intelecto
como do de um instrumento em conexão e harmonia com sua fonte superior de conhecimento.
Para o homem que sente a existência de Deus, nenhum argumento contrário será de valor, e para
aquele que não ou sente, tão pouco nenhum argumento será capaz de fazer sentir. Este
conhecimento é o algo que nasce do interior e não do exterior. Naturalmente não me refiro a
nenhuma concepção especial de Deus: Aqueles que o chamam “Natureza” têm uma concepção
muito mais elevada de Deus, do que os que o imaginam um ser com todas as limitações do
homem. Os nomes nada significam; na concepção de cada qual está a medida a que este chegou
no conhecimento de Deus. A humanidade teve toda classe de idéias a respeito d’Ele, partindo
elas desde a madeira, a pedra, a árvore, o tronco, a imagem esculpida, o sol e os seres
[37]
antropomórficos , até os mais elevados Conceitos. Porém todos os seres que adoraram a
Deus, quer na forma de pedra, ídolo, sol, Baal, Brahma, Budha, Ísis, Júpiter ou Jeová, adoravam,
em realidade, essa Causa sem Causa, cujos fulgores lhes chegavam imperfeitos por motivo da
visão mental ou espiritual deficiente dos adoradores.
12. Os deuses do homem primitivo parecem-nos muito pequenos quando os contemplamos
hoje, e os de seus sucessores demonstram muito pouco progresso, pois na verdade alguns dos
últimos gozam de atributos muito menos desejáveis que os do ideal primitivo.
13. Disse-se que o Deus imaginado pelo homem é só uma imagem magnificada de si mesmo e
que possui seus mesmos atributos.
14. Isto significa, em outras palavras, o mesmo que já dissemos: que o Conceito que o homem
tem de Deus é só o reflexo de seu próprio estado de consciência espiritual e desenvolvimento

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mental.
15. Do mesmo modo que um objeto cresce à medida que nos avizinhamos dele, assim Deus
parece crescer à medida que nos aproximamos dele em conhecimento; e nos dois casos não é o
objeto o que muda, mas nós mesmos. Se conheceis a idéia que um homem tem acerca de Deus,
sabeis o que ele é ou que grau de crescimento alcançou. A idéia mais elevada que pode ter um
homem a respeito de Deus, leva em si os atributos de ONIPOTÊNCIA e ONIPRESEN ÇA. Muitas
pessoas admitem isto e usam os termos ligeiramente sem ter a mais fraca percepção de seu
significado real. Vejamos o que encerram estas palavras que queremos dizer ao pronunciar o
nome de Deus.
16. ONIPOTENTE significa todo força, todo poder. Isto, naturalmente, quer dizer que Deus
possui todo poder; que todo poder é seu; não algum, senão todo; que não há outro poder, e, por
conseqüência, todo poder que existe é poder de DEUS.
17. No Universo não fica lugar para nenhum outro poder, portanto todas as manifestações de
poder têm que ser formas do poder de Deus quer chamemos aos resultados das ditas
manifestações boas ou más. Todo poder é poder de DEUS.
18. ONISCIENTE significa que Ele sabe, sabe tudo; que conhece tudo; que vê tudo. Quer isto
dizer que Deus possui todo conhecimento; que Ele sabe tudo; que não há lugar que Ele não possa
ver nem nada que ele não possa compreender e saber completamente. Se houvera a menor coisa
que DEUS não pudera ver, compreender ou entender: a palavra Onisciente carecera de
significado. Deus soube, viu e compreendeu tudo quanto existe e o fará por toda eternidade. Tal
ser não pode equivocar-se; sua mente é invari ável; não pode proceder ao atuar sem justiça
absoluta. Ele é “A SABEDORIA INFINITA !”.
19. ONIPRESENTE significa todo presente: presente em todas as partes e ao mesmo tempo.
Quer isto dizer que DEUS está presente em todo o espaço, em todo lugar, em todas as coisas, em
todas as pessoas e em cada átomo. Se isto não fora assim, a palavra Onipresente não tivera
sentido. Ao estar DEUS em todas as partes, não há sítio senão para Ele. Logo, se isto é efetivo,
cada coisa deve ser uma parte de DEUS, uma parte de um Todo-Poderoso. Assim, pois, essas
palavras que usastes tão ligeira e descuidadamente, significam tudo quanto existe. Quando
pudermos ver e sentir o significado destas três palavras, começaremos a compreender algo da
grandeza de Deus.
20. Naturalmente, com nossas mentes finitas não podemos alcançar senão os reflexos desta
grande Verdade, porém estamos crescendo dia a dia no conhecimento dela.
21. Se aceitamos estas três palavras ou atributos de Deus: Onipotência, Onisciência e
Onipresença, como significado justo do que em realidade significam, abriremos nossas mentes a
um influxo maravilhoso de conhecimento acerca da natureza daquilo que chamamos Deus.
Seremos capazes de perceber harmonia onde reina discórdia; unidade onde havia desunião; paz
onde existia conflito. Receberemos uma torrente de luz, que iluminará os lugares que estavam
sumidos na obscuridade, aclarando e fazendo inteligíveis muitos ditos e ainda provérbios sem
sentido.
[38]
22. Com a compreensão ampla destas palavras veremos que DEUS é a suma de todo
conhecimento e que não podemos atribuir-lhe ignorância nem no ponto mais insignificante, nem
no mais árduo problema. Ele Sabe tudo que há por saber, tudo que pode ser sabido!
23. Também veremos que todo o poder é seu; que não há lugar para nenhum outro poder fora
d’Ele, por que Ele tem todo o poder que há e que pode haver. Não podemos conceber nenhum
poder em contradição com o poder único. O poder único é DEUS e todas as manifestações de
poder devem emanar d’Ele. Também veremos que, sendo Deus Onipresente, deve estar presente
em toda a parte, em todas as pessoas, em todas as coisas e em vós.
24. Veremos que Deus reside no objeto mais humilde; que todos nós somos partes do grande
Todo, partes do Universo de DEUS .
25. Partes pequenas é certo, porém nem por isso deixamos de o ser e ainda a mais
insignificante é grata ao coração do Todo.
26. O Todo é uma soma de suas partes e todas as pessoas e coisas não são senão partes do
Todo. Nenhuma parte pode ser maior que Todo; nenhuma parte é igual ao Todo, sendo Este a
soma da grandeza de todas as suas partes Manifestadas e não Manifestadas. Nós (O Manifestado)
não podemos compreender o não Manifestado, para o qual o Manifestado é como uma gota de

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CÍRCULO DE ESTUDOS RAMACHÁRACA Página 43 de 66
água comparada com o Oceano.
27. Todas as coisas estão compreendidas na idéia de DEUS: Espírito, Mente, Matéria,
Inteligência, Movimento, Força, Vida, Amor, e Justiça. Esta idéia de DEUS, a Causa sem causa,
foi mantida por todos os homens, todas as tribos e raças de todas as nações há séculos.
28. O s ábio, o vidente, o fil ósofo, o profeta, o sacerdote, o homem de ciência, de toda parte e em todo tempo,
todos viram esta grande Verdade; reconheceram a existência do grande Todo, expressando cada qual o mesmo
pensamento com uma palavra distinta. O homem religioso chamou “Deus” a esta concepção; o filósofo e o homem
[39]
de ciência chamaram -lhe “Causa Prima”, “O Absoluto”, “O Incognoscível ”; o materialista chamou-lhe
[40]
“Natureza”; o céptico chamou-lhe “Vida” e os fregueses dos distintos credos chamaram -lhe Jeová, Budha,
Brahma, Alá e outros muitos nomes que deram, porém significando todos aquela mesma: DEUS.

29. Como deveremos considerar este grande Todo de que somos partes? Não com temor
seguramente, pois como temer ao Todo uma parte dele? Porque o mais humilde átomo do corpo
do Universo pode temer a alma que dirige e governa o corpo? Porque pode temer a
circunferência do Centro? Quando compreendermos realmente o que somos e a relação que
temos com o Todo, sentiremos aquele “Amor que extingue todo temor” por “Aquele em quem
vivemos, nos movemos e somos”.
30. Ao falar de Deus neste capítulo escrevi a palavra com maiúsculas, para indicar que me
refiro à concepção mais ampla e grandiosa do Ser Supremo, Absoluto, Causa sem Causa, etc; em
contraposição a idéia antropom órfica de Deus que imagina um ser com todas as limitações,
inteligência finita, idéias infantis, paixões e baixezas humanas.
31. Ao contrário, quando me referi à idéia antropomórfica de Deus, isto é, de um Deus que
suporta um nome pessoal, então escrevi a palavra de modo corrente. Também notastes que usei a
palavra “Ele” ao referir-me a DEUS, não porque o considere masculino ou mais parecido com o
homem do que com a mulher, mas porque considero mais conveniente seguir a forma
acostumada, DEUS não tem sexo ou (mais bem dito) n’Ele estão intimamente combinados os dois
elementos de Pai e Mãe que aparecem separados em suas manifestações. Esta idéia de aplicar a
Deus só os atributos masculinos, explica-se talvez pelo fato de que o homem primitivo
considerava a mulher um ser inferior e preferia pensar em seu Deus como em um ser masculino
igual a ele. A mente humana revoltou-se instintivamente contra esta idéia e encontramos muitas
[41]
raças que criaram concepções de uma deidade feminina, que reina em união com a
masculina. A igreja católica instintivamente sentiu isto, e o elevado lugar concedido à Virgem
Maria, foi evidentemente a expressão instintiva desta concepção da Verdade.
32. Lembra-me ter ouvido a anedota de uma mulher católica que, estando sob um grande
pesar, buscava o altar da Santíssima Virgem para consolar-se: um protestante, sem compreender
isto, perguntou-lhe porque ela não orava a Deus diretamente: ao que ela respondeu: “sinto-me
melhor rezando à Virgem; ela é mulher e pode melhor compreender-me”. Quando recordarmos
que, em qualquer dificuldade de nossa infância, preferíamos ir à nossa mãe em vez de ao nosso
pai, podemos compreender melhor este sentimento e apreciar o móvel que inspira ao crente
católico.
33. Da natureza interna de DEUS, o homem não pode saber praticamente nada no atual estado
de desenvolvimento em que ele se acha. Ele agora começa a fazer -se consciente de sua
existência, só agora começa a despertar à realidade dela. Principia apenas a compreender o
significado da Vida Una e a ser capaz de ver a DEUS através de suas manifestações.
34. Para alguns a idéia de DEUS aparece como um grande Poder impessoal, como um
princípio Eterno e Infinito. Para outros é um Deus Pessoal. Aos primeiros a idéia de atribuir
personalidade a DEUS parece quase um sacrilégio, uma limitação de um princípio ilimitável, uma
idéia infantil da raça. Aos últimos, a idéia de DEUS como um princípio, parece privá-lo de todo
sentimento de amor, compaixão ou compreensão; parece-lhes uma concepção de algo como Força
cega, ou Princípio como a Eletricidade, a Luz, o Calor, a Gravitação, etc., e suas almas se rebelam
contra este pensamento. Queixam-se de que querem privá-los de seu Pai Amante, cuja presença
têm sentido e de cuja vizinhança têm sido ami úde sabedores. Há outra classe ainda: a dos
Materialistas. Estes vêem “O Absoluto” como matéria Infinita e Eterna, da qual nascem todas as
coisas, e da qual tudo mais é somente um atributo ou manifestação. Este ponto de vista, ainda
que aparentemente satisfatório para alguns desta escola, é muito repugnante para aqueles que
sentem que a Matéria é a mais grosseira forma das manifestações de DEUS.

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35. Por muito estranho que pareça àqueles que não compreenderam a Verdade todos estes
diferentes pontos de vista são corretos em parte, sem que nenhum o seja inteiramente.
36. Aqui se manifesta o Divino Paradoxo.
37. Aqueles que vislumbraram uma chispa da verdade sabem que DEUS mesmo está fora do
alcance da concepção mais elevada da mente do homem de hoje, porém sabem que Ele se
manifesta nestas três formas distintas: 1ª SUBSTÂNCIA ou Matéria; 2ª ENERGIA ou Força e 3ª
ESPÍRITO ou Inteligência e Mente. Estes termos não são satisfatórios, porém os de Substância,
Energia e Espírito estão mais ao nosso alcance e com eles podemos tratar de explicar um algo
inexplicável. DEUS em suas três manifestações nos dá Espírito Infinito e Eterno, Energia Infinita
e Eterna e Substância Infinita e Eterna.
38. Para aqueles que preferem pensar em DEUS pessoal, a manifestação de Espírito Infinito e
Eterno satisfaz às necessidades de sua alma. Para aqueles, a cujos intelectos não satisfaz a
concepção de DEUS como uma pessoa, e, contudo, não podem aceitá-lo como manifestações de
matéria, a idéia de Energia Eterna e Infinita satisfaz à sua necessidade intelectual. Para aqueles
enfim, cujos corações não anseiam a crença em um Pai Divino, e que não podem ver nada mais
que a matéria como de toda vida, a idéia de Substância Infinita e Eterna parece explicar-lhes
tudo. Quando compreendermos que não importa que sejamos ou materialistas ou ocultistas ou
crentes ortodoxos, mas que todos em realidade olhamos para a mesma Causa sem Causa, DEUS ,
visto só por entre uma de suas manifestações particulares, cessaremos de criticar-nos e censurar -
nos mutuamente. Veremos que todos somos filhos do mesmo Pai; todos irmãos e irmãs
dependentes desse Pai como origem de nosso ser, nossa força e nosso consolo e obteremos, pela
primeira vez, a idéia verdadeira da Paternidade Humana. O selvagem que dobra o joelho ante uns
quantos paus e penas; o pagão que se inclina ante a imagem gravada ou esculpida; o adorador do
sol que adora o centro glorioso do sistema solar; o homem primitivo que venera a Deus invisível,
o qual, segundo ele, é um reflexo de si mesmo, o homem que se evoluciona e adora um ideal
elevado de um Deus pessoal; os discípulos do Judaísmo, Bramanismo, Budismo, Maometismo
[42]
; os discípulos de Confúcio, adoradores de Tao e as diversas seitas da igreja Cristã em suas
formas multíplices: todos adoram sua própria Concepção de DEUS; todos sentem a atração
impulsiva para Ele, todos sabem instintivamente que Ele existe, ainda que suas mentes O vejam
[43]
através de vidros mais ou menos embaciados , segundo seu desenvolvimento espiritual.
39. Todos fazem, por fim, quanto podem na medida de suas forças. O homem de ciência que
se acha à frente daquilo que ele chama Causa Prima, Natureza, ou O Incognoscível; e o
materialista que vê só matéria; todos volvem seus rostos para DEUS. Deus é tudo aquilo que
podemos imaginar de um Deus pessoal e ainda mais. Ele é o Deus pessoal sem as limitações da
personalidade. Ele abarca tudo que pudéramos ansiar ver em um Deus pessoal e muito mais. Ele
é o Deus que temos sempre adorado, porém agora que estamos mais perto d’Ele, vemos que Ele é
muito maior, mais imenso, muito mais Divino que quanto podíamos conceber. Ele é tudo quanto
pudéramos desejar e mais todavia. Ele reúne o amor do Pai, Mãe, Irmão, Irmã, o amor de toda
relação humana, e, sem embargo, todos estes atributos juntos, são só como um átomo de sua
capacidade de amar. Na manifestação de Espírito, Deus enche cada uma de nossas expectativas
de amor, desejo e esperança, e as excede muito mais ainda. O finito não pode ainda começar a
compreender o amor do Infinito.
40. Em sua manifestação de Energia, Deus reúne toda a energia e poder que o homem pode
conceber e mais ainda. Todo Poder e Energia são os de Deus. Ele é Onipotente, Todo-Poderoso.
Em sua manifestação de Espírito, DEUS é Onisciente. Possui todo conhecimento. Não pode
existir conhecimento fora d’Ele, que é a soma de toda Sabedoria. Ele não se equivoca; sua mente
é imutável; não se arrepende; não aprende, posto que SABE e SOUBE sempre. Em sua
manifestação de substância, DEUS é Onipresente. Sua substância est á em toda parte e não existe
outra substância. O materialista tem razão quando afirma que a Matéria é Onipresente, que est á
em toda parte; porém toma a manifestação por aquilo que está atrás dela, ou seja, a manifestação
pelo Manifestador.
41. Os metafísicos, os ocultistas e os que se dedicam à ciência física chegaram à mesma
conclusão. De seus diferentes pontos de vista vêem que Espírito, Energia, e Substância (ou o que
eles nomeiam como Inteligência, Força e matéria) são infinitos e eternos. Muitos convieram
nisto, sendo incapazes de o analisar mais profundamente. Estabeleceram que existem no

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Universo estes três princípios, e que não podem raciocinar mais acerca deles. Têm razão; porém
se equivocam e não vêem que estas coisas não são Causas, mas a manifestação do Uno da Causa,
DEUS.
42. Não podemos formar a menor idéia de DEUS, a não ser por meio de suas três
manifestações delas emanadas.
43. Nesta época principiamos justamente a ter o desenvolvimento mental necessário para
começar a compreender algo sobre essas manifestações e suas leis. Também começamos a
utilizar o pouco que sabemos a esse respeito, e a aprender a encaminhar os nossos conhecimentos
para essas maravilhosas formas de Energia que descobrimos. Só temos os conhecimentos mais
elementares destas manifestações de DEUS, e podemos continuar por milhões de anos
permanecendo ainda no grau de “jardim de infância” quando chegarmos a vislumbrar, mesmo
fracamente a significação e natureza destas maravilhosas manifestações de DEUS mesmo,
podemos esperar imaginar, ainda que seja vagamente, o que elas encerram, que é o mesmo Deus!
44. Porém para que pretender hoje sondar o insondável? Para que pretender dominar as
matemáticas superiores da Vida, quando estamos justamente aprendendo que dois e dois são
quatro?
45. Que loucura! Aprendamos, sim, tanto quanto pudermos, algo acerca destas
manifestações; cresçamos no amplo conhecimento que elas nos dão do exterior e interior e
contentemo-nos com isto. Olhemos para os mundos que temos ainda que conquistar; para os
séculos de bem-aventurado Conhecimento, que ainda temos ante nós e felicitemo-nos.
46. Regozijemo-nos de haver encontrado por fim o Caminho, e marchemos por ele com valor,
confiança e alegria. Não soframos ao compreender que DEUS é muito mais imenso que quanto
pudéramos sonhar. Não nos lamentemos de que esteja tão longe de nós, porque isto está muito
longe de ser assim. Quando obtivermos esta nova orientação, veremos que ao mesmo tempo em
que nossa Concepção de DEUS cresceu, nós mesmos também crescemos em proporção a ela.
Compreendamos que junto com o conhecimento da existência de DEUS, adquirimos a convicção
de estarmos mais perto d’Ele; de que somos uma parte do Todo; de que somos simplesmente
criados por Deus, mas nascidos d’Ele; que possuímos um átomo de seu espírito; uma porção de
sua substância; uma partícula de seu poder; que somos uma parte n’Ele e não d’Ele, que somos
parte d’Ele, e não à parte d’Ele. Saibamos que, à medida que crescemos, nos desenvolvemos e
adiantamos, iremos adquirindo uma participação maior de todos seus atributos de Conhecimento,
Poder e Domínio sobre o espaço. Recordemos que somos engendrados d’Ele e que assim como o
filho possui todas as qualidades do pai, em grau menos desenvolvido, assim nós, os Filhos de
DEUS, possuímos uma partícula de cada um de seus atributos. Pensai nisto por um momento e
recordai que estamos crescendo.

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Capítulo – XII –
A UNIDADE DO TODO

01. “Todo é Um”. As manifestações de Deus são aparentemente inumeráveis, porém


analisando-as intimamente desde o ponto de vista Cósmico, Todo é Um. A mente pode
compreender esta idéia em toda sua amplitude, sem a ajuda de símbolos ou de palavras figuradas.
O homem que possui conhecimento cósmico é consciente desta Unidade do Todo; porém não
pode expressá-la aos demais por palavras. A mente cria um símbolo, a fim de explicar o
inexplicável.
2. Os místicos trataram de representar esta idéia da Unidade por um símbolo que representa
um círculo, com um ponto central do qual emanam raios que alcançam a circunferência em todas
as partes.
3. O c írculo representa a Unidade Universal; o ponto central representa a Inteligência, Poder
e Presença Central, ou seja, DEUS, rodeado de suas emanações. Este símbolo é inadequado,
porque o círculo desenhado, tem dimensões, algo fora dele. O círculo das emanações de DEUS
não tem tais dimensões nem limites, ali não existe mais além, tudo está incluído nele, não há nada
fora, tudo está dentro. Além de que no símbolo, os raios que emanam do Centro têm espaços
entre si que não estão cobertos pelos raios, ao passo que em realidade os raios centrais tocam e
cobrem cada parte do Universo emanado, não havendo sítio, pessoa ou coisa, que não esteja em
contato com o Centro, que não esteja em comunhão com DEUS.
04. O Amor, Presença, Poder e Espírito de DEUS abarcam tudo e são partes d’Ele, assim como
[44]
os raios do sol se espargem em todas as direções, e não obstante, são partes do sol. Em
resumo, qualquer símbolo, forma de expressão ou palavra figurada, é inadequado, O inexplicável
não pode ser explicado. O finito não pode ser o infinito! Todo é Um. As coisas, mais formosas,
[45]
os objetos mais desaprazíveis , a bebida vivificante emanada da fonte cristalina, e o veneno
mais mortífero; a linda montanha e o vulcão destruidor, o homem espiritual e o bebedor
hipertrofiado [46] da cloaca [47] imunda; o ser que ensina a mais elevada Verdade e que vive nela,
[48]
e o assassino a quem esperam as galés ; o tipo mais nobre de mulher, o desagradável
pavimento comum, a pomba inofensiva, a cobra venenosa: tudo está incluído no Círculo, nada
fica fora, nada pode ficar fora. Devemos incluir desde o mais elevado ao mais baixo. Em outras
esferas de vida há radiantes criaturas, tanto mais superiores ao homem de hoje, como o é este com
respeito à ameba; em outros planos há formas de vida muito inferiores ainda a quantas nós
conhecemos, e também estão incluídas. Tudo está no círculo, desde o arcanjo à forma elemental.
Todos são uno conosco, tanto o alto como o baixo, o superior o sabe e não treme pelo parentesco,
como tão pouco treme por ele o homem que conhece a Verdade. Todo é Um e o Um está em
Todo. A separação é uma ilusão, um sonho da consciência no adiantado. À medida que o ser se
desenvolve e cresce em Conhecimento Cósmico, vê a necessidade que se encerra na idéia de
separação, exclusão, condenação ou qualquer diferença real entre partes do Todo. Vê esboços,
condições e séries, em diferentes etapas de crescimento, porém não há diferença verdadeira em
sua última análise. Vê que só DEUS é perfeito, que tudo mais é relativo. À medida que se
aproxima do Centro, a coisa aproximada se eleva em sua escada ascendente, e quanto mais longe
está d'Ele, maior é o grau de relativa inferioridade da mesma escada.
05. Porém, ou em cima ou em baixo, é uma parte do Todo, uma parte engendrada por DEUS.
O único modelo de perfeição é Deus! Cada coisa existente é uma parte do Todo, não uma parte
isolada, senão intimamente relacionada com qualquer outra parte e a ela ligada.
06. Tudo está em movimento contínuo, caminhando constantemente, progredindo,
desenvolvendo-se e acercando-se do Centro. No Caminho está a Vida toda e à medida que a
parte progride ao largo dele, faz-se cada vez mais consciente de sua missão com o Todo e com o
Centro; compreende mais e mais que não existe a separação e que tudo é Um. Esta convicção
consciente é a medida do grau de Conhecimento alcançado pelo viajante na jornada; é o poste (ou
marco) que assinala as milhas percorridas. Com isto não diminui a consci ência de
Individualidade; pelo contrário, ela cresce e se estende, tomando ao mesmo tempo maior
consistência. O viajante vê seu parentesco e conexão com uma parte cada vez maior do Todo até
que muito adiante no Caminho, se faz consciente de sua proximidade ao Todo, e perde para

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sempre a sensação de separação. O Ser pode descansar por largos períodos no Caminho, pode
ainda apartar-se da senda, e até perder-se aparentemente, porém nunca retrocede, e por mais
extraviado que pareça, voltará sempre a ela.
07. Quando o homem começa a ver as coisas como são em realidade, adquire uma rápida e
ampla compreensão e simpatia que o faz abandonar o prejuízo até adquirir uma visão clara acerca
de tudo quanto rodeia. Só então ele começa a “compreender”. Vê nos demais o que está em si
mesmo, e em si mesmo o que está nos demais. Perde o sentimento de superioridade e
compadece-se, porém não condena. Tem uma percepção mais intensa para ver os móveis das
pessoas; uma visão mais clara para julgar suas fraquezas e sensações. Vê a todos como
companheiros de viagem no Caminho, alguns mais adiantados, outros menos, outros tropeçando
ou manchando-se ainda com o pó do Caminho, porém todos viajantes como ele, que se dirigem
para o mesmo ponto.
08. Ele vê algo de Verdade em todas as ci ências, religiões, filosofias, etc., porém sabe que
nenhuma delas possui toda a verdade.
09. A Verdade é algo demasiado grande e vasto para ser abarcada em um só ponto ou por uma
[49]
só pessoa. Todos têm uma partícula dela. Quando o homem compreende isto, vê a necedade
[50]
que se encontra nos ciúmes, nas dissensões , na condenação, nos prejuízos e na intolerância
entre pessoas de diferentes crenças, aderentes a distintos credos; compreende que todos estão
olhando para a Verdade, desde um ponto de vista distinto; que todos fazem quanto melhor podem
segundo suas próprias luzes; e se ilustram a respeito dela conforme a vêem.
10. À medida que desaparece o sentimento de separação, também desaparece o de
controvérsia e desacordo. Para aquele que obtém este sentimento de Unidade se estende de um
modo ilimitado: o Universo é o mundo, e tudo quanto ele contém lhe parece parte de si mesmo.
Todos os homens são seus irmãos, todo sítio é seu lugar, todos os prazeres são seus prazeres,
todas as dores são suas dores, (ainda que estas coisas em realidade não existam), toda via é sua
vida.
11. Sentem-se estreitamente unidos a tudo, quer seja homem, planta, animal ou mineral, já
que tudo é parte do Uno.
12. Tal pessoa vê que tudo que chamamos “pecado” provém do sentimento de separação,
nascido da falta de reconhecimento da Unidade do Todo. Quando o ser, por fim, compreender
que todo é um e que a separação é apenas ilusória, ser-lhe-á completamente impossível “pecar”.
A relação de ser est á cimentada sobre a base da Unidade do Todo, com o qual toda injustiça será
então um impossível. O sentimento da separação é o responsável pelo egoísmo, a miséria, a
desesperação, as calamidades e a falta de Fraternidade Humana. No porvir, as leis dos homens
perderão sua utilidade e se olvidarão; porém a Lei Divina da Unidade estará gravada no coração
de cada ser e ela será uma guia infalível. Para ent ão o Bem-estar de um será o Bem-estar de
todos. A Paternidade de Deus e a Fraternidade do homem serão princípios em ação e verdades
vivas. Haverá um só código de ética e moral e este estará esculpido no coração de cada homem.
Através da parte do Universo que conhecemos, percebemos que há em operação leis imutáveis.
Desde a mais elevada forma de vida, até a mais humildes, todas estão debaixo da LEI .
13. À medida que avançamos no conhecimento da Unidade do Todo, vemos que quanto existe
através do Universo, tudo está regido pelas mesmas leis iguais, imut áveis e sempre o mesmo. Os
sóis rodeados de seus sistemas obedecem à mesma lei que regula os movimentos do mais
insignificante átomo de matéria, Todo é Um, e, não obstante, a variedade de suas manifestações e
expressões, é infinita. Cada uma delas é uma parte do Todo, porém o Todo se expressa em cada
parte de modo distinto, e a experiência separada de cada uma, vai a formar parte da experiência
do Todo. Os homens diferem nas particularidades acerca de suas crenças, por ém estão de acordo
na essência.
14. Analisai as distintas religiões, e uma vez que descartardes o material inútil, obtereis a
consciência nascida do íntimo da Alma, de que mais além de todas as coisas e em todas as coisas,
existe uma Presença Universal, que ama aquilo que dela emanou. Eis aqui a base fundamental
consciente de toda religião.
15. Que mais quereis? Tudo mais foi construído em torno disto pela ignorância humana e pela
pretensão e o desejo de alguns homens de dominar a seus semelhantes, demonstrando-lhes uma
sabedoria e um Conhecimento superiores.

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CÍRCULO DE ESTUDOS RAMACHÁRACA Página 48 de 66
16. Ao redor desta Chispa Divina, o sacerdote construiu templos com o fim de tapá-la; porém,
na realidade, tais templos serviram quase para ocultá-la por completo. Vencei as obstruções e
contemplai sem temor nem vacilação a Luz do Espírito. À medida que o homem o faz também
consciente de que todo o Universo está compenetrado pela Presença universal; que a inteligência
Universal tudo sabe; que o Poder Universal está em operação em todas as partes; que Todo é Um
e Todo uma emanação de Deus. Quando reconhecermos a unidade de vida, começaremos a
compreender a afinidade maravilhosa que existe entre pessoas e coisas.
17. Os mistérios psíquicos da telepatia, transmissão do pensamento, clarividência e outros
fenômenos desse gênero, que estão incluídos no que se chama: “Novo Pensamento”, podem só
compreender-se quando se assimilar a idéia da dita Unidade. Com ela se iluminam muitos pontos
obscuros, se compreendem muitas parábolas e se absorvem muitas verdades difíceis de entender
de outra maneira. A simpatia humana, o amor, o afeto, a comiseração, a compaixão, a ternura e o
amor fraterno, também podemos compreender unicamente por este meio. À medida que o
homem cresce neste conhecimento, suas simpatias também crescem. Nos primeiros tempos, o
Homem cuidou só de si; depois cuidou de si e de sua família: em seguida, incluiu aqui a sua tribo;
logo, a confederação de tribos; mais adiante, seu principado; chegando por último a incluir a sua
nação, nações amigas, nações estranhas com que se põe em contato, etc., e seguirá assim
sucessivamente até que seja capaz de compreender o sentimento de amor fraternal que deve unir a
humanidade inteira. Com isto se extinguirão para sempre as guerras entre os diferentes povos.
Enquanto arraiga no indivíduo a idéia da Unidade, cresce também nele, ainda que
inconscientemente a princípio, sua simpatia, a qual, alargando-se, acaba por varrer dele todos os
prejuízos.
18. Este é o ponto para o qual se dirige o ser humano. Alguns homens que se adiantaram uns
quantos passos da generalidade, são considerados pelas massas como visionários; outros que, ao
contrário, se atrasaram e andam muito devagar, as mesmas os vêem como seres bárbaros e
desprovidos de todo sentimento humanitário. Isto não obstante, todos, sem exceção, vão
[51]
avançando, e poderíamos dizer que já se houve o eco do tanger fúnebre que anuncia a
extinção do egoísmo, divisando-se em troca, a aurora de um dia melhor para o ser adiantado.
Ainda que pareça muito longe o tempo da Paz Universal e da Fraternidade humana, contudo nos
[52]
aproximamos delas. No meio do bulício ensurdecedor que produzem o Materialismo, o
Sensualismo, o Egoísmo e a Avareza, sente-se vibrar outra nota. Ela não é sonora, porém é clara
e poderosa, e cresce constantemente em extensão.
19. Muitos se detêm para escutá-la e preocupam-se com o seu significado.
20. Prontamente descobrirão que a nota claríssima está vibrando de um a outro extremo entre
eles, e se reunirão em torno do estandarte de paz e fraternidade, do qual a dita nota é precursora.
21. Esse dia, sem som será de tal modo penetrante, que comoverá o mundo, e a religião de
Cobiça e Egoísmo deporá suas armas e será irresistivelmente atraída para os outros. Não se trata
de um sonho vago, mas de uma profecia certa do futuro.
22. A humanidade não pode escapar a isto, e ainda que isto seja obtido por meio da dor e
sofrimento, terá que vir. A nota está vibrando. Escutai-a! Cada dia adquire maior sonoridade,
amplitude e força. Pronto encherá quanto existe, e o homem, compreendendo o que ela encerra,
esperará ansioso o momento em que lhe seja dado render as armas com que já combateu contra
seu irmão, quer seja nos campos de batalha ou nos das finanças.
[53]
23. Receberá com júbilo o dia que o liberte das lutas constantes que sustenta em seu afã
por despojar seus semelhantes, ou evitar o ser por eles despojado. Celebrará, enfim, a hora em
que reinar o temor e não o medo. Todas estas coisas sucederão, graças à convicção consciente da
mente humana. Quando chegarmos a este ponto de crescimento, ficaremos compadecidos de ver
a loucura e ignorância que encerram as contendas egoístas de irmãos contra irmãos e de nos
acharmos impossibilitados para evitá-las.
24. Ninguém pode escapar, se todos não escapam, porém cada ser que cresce até sentir e
compreender, passa a formar parte do exército progressista, o qual, tarde ou cedo, formará a
maioria. A raça então se surpreenderá ao ver quão imenso é o número que está pronto para a
[54]
nova dispensação e romperá em alegres vivas! Pelo resgate final de suas mútuas contendas.
Apressai todos vós a chegada de tal dia!

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25. Quando tal coisa suceder, a doutrina e a filosofia de Cristo serão consideradas práticas e
praticáveis, e o homem poderá viver no espírito dos ensinos do Mestre, espírito em que todos
declaram crer, acusando não obstante de impraticável como princípio de vida. O Sermão da
Montanha será então, amplamente realizável, e cada coração e mente humana terá uma Regra de
Ouro que lhe servirá de medida para ajustar a ela suas ações e pensamentos. Quando adquirirmos
a consciência da Unidade do Todo, obteremos também a concepção verdadeira da missão do
Cristo, e a certeza de seu perfeito cumprimento.

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Capítulo – XIII –
A IMORTALIDADE DA ALMA

01. O homem É. Ele vive e viverá eternamente. Não pode morrer. Aquilo que chamamos
morte é como o sono em que nos submergimos cada noite, para despertar no dia seguinte
confortados, frescos e lúcidos. A morte é só uma perda de consciência temporal. No entanto, a
Vida, é contínua, como são contínuos o progresso, crescimento e evolução. Não há destruições
bruscas, mudanças repentinas e transformações milagrosas.
02. Tudo é crescimento, rítmico, constante.
03. Muitos dos que crêem que sobreviverão à tumba, imaginam que esse algo que chamam
“minh’alma” se desprende de seu corpo, ao morrer, a fim de continuar vivendo para sempre. Os
que despertaram à consciência espiritual têm um conceito de todo diferente. Eles sentem a
consciência intensa e profunda do EU SOU E SABEM que o que quer que suceda ao corpo, o Ser
Real existirá sempre.
04. Sabem que o que chamam EU é a alma, e não se deixam enganar pelo pensamento de que
ela é algo que tomará uma aparência distinta depois que o Eu repousar na tumba. Pensai um
momento no assunto, e vereis que há uma diferença entre ambos estes dois conceitos e que toda a
base da questão se funda nesta diferença. A alma não é uma coisa à parte de vós mesmos; a Alma
sois Vós; Vós sois a Alma. Sois Vós quem viveis eternamente e não esse algo intangível que
credes se desenvolve na hora da morte. Esse “Vós” está vivendo na eternidade neste momento e
o estará sempre. Esta é a eternidade. Estamos nela. Muitos de nós, antes de chegar à verdade
das coisas, cremos que esta vida não é de conseqüência; que ela é uma coisa desaprazível; e que a
verdadeira vida não poderá começar senão quando nos libertar do corpo e formos Espírito.
05. Isto não obstante, sois tão Espírito hoje, como o sereis sempre. Verdade é que tendes um
corpo de carne, e que algum dia no futuro não levareis essa carga; porém deveis estar certos de
que se tendes um corpo é porque necessitais dele e porque, no presente grau de crescimento, ele
vos é indispensável para vosso perfeito desenvolvimento. Quando ultrapassardes a necessidade
de um corpo, libertar-vos-eis dele. Além disto, existem corpos de corpos. Aqueles dentre os
homens que durante séculos mantiveram viva a chama de conhecimento esotérico, ensinaram que
em outros planos de existência, em outros mundos, existem seres, cujos corpos são muito mais
etéreos que os que usamos. Também disseram que nos planos da vida inferior se encontram seres
com corpos mais materiais e grosseiros que os nossos; e que, quando tivermos vivido as
experiências da vida terrena nos aparelharmos com elas para viver em planos superiores,
passaremos para estes, encarnado em corpos adaptados a nosso estado de desenvolvimento dessa
época. Também, nos ensinaram que, antes de havermos encarnado na Terra, já estivemos em
outra parte, habitando corpos apropriados ao desenvolvimento daquela época, os quais eram
muito inferiores aos que hoje temos, etc. O corpo é sempre o instrumento da alma, o instrumento
mais apropriado neste seu estado de desenvolvimento. Algumas escolas ensinam a doutrina da
Metempsicose, ou Reencarnação, como mais geralmente se denomina. Elas crêem que depois da
morte voltamos a ocupar outro corpo terreno, ao qual somos atraídos pela lei do Carma. Eu
acreditei sempre que esta doutrina encerra muita verdade; porém creio também que seus
defensores ou aderentes lhe concedem demasiado.
06. É indiscutível que na teoria da metempsicose se encontre a única explicação possível para
[55]
as desigualdades e injustiças aparentes da vida. É a única teoria que quadra com a justi ça.
Porém sacar dali a conseqüência de que a vida é unicamente uma volta repetida de encarnações
terrestres em corpos como os que conhecemos aqui na Terra, é enfocar uma pequeníssima vista
parcial do assunto. Creio que a alma existiu durante séculos. Que sempre foi uma parte do Todo
e que, manifestada como uma entidade aparentemente à parte, existiu por séculos inumeráveis,
trabalhando sempre em seu caminho ascendente por meio de diferentes formas de expressão, de
baixo até cima, progredindo sempre, sempre crescendo. Creio, além disto, que o progresso,
crescimento, ascensão e desenvolvimento, continuarão através dos séculos, desde as mais
inferiores formas, até as mais altas; e cada dia mais e mais elevadas! O homem que se
desenvolveu, suficientemente até adquirir um vislumbre do que a alma encerra, é capaz de ver um
pouco além do que seus semelhantes, de penetrar a obscuridade até certa distância, porém nada
mais. Uns poucos chegaram a obter verdades aparentemente muito superiores comparadas com a

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compreensão da multidão; porém ainda isso é nada em respeito à Verdade Absoluta. Os planos
de DEUS revelam-se ao Homem só quando este se fizer capaz de os compreender. À medida que
o ser cresce em compreensão espiritual vai verificando que o aguardam novas porções de
Verdade. Não faz muita diferença o crer ou não na Metempsicose. No melhor dos casos não vale
a pena nem discutir sobre isso. Quando o homem adquire a consciência da Vida Eterna, pouco
lhe importa saber quantos corpos pode haver usado à medida que progrediu no Caminho, ou
quantos mais pode ter necessidade de usar antes de passar a um plano superior.
07. Tais coisas interessam só como assunto de meditação ou estudo, posto que sabe que ele É
E SERÁ sempre. Esta pessoa sente que cada momento é AGORA e vive esse momento. Sabe que
não pode ser destruído nem aniquilado; que a coisa mais insignificante do Universo é governada
pela Lei Universal; que Deus é sabedor de sua existência, conhece quanto lhe acontece e nunca
pode, portanto, ser ignorado, esquecido, riscado ou separado do Todo ou do Universo.
08. E, conhecendo estas coisas, não se inquieta com o que ante ele acontece. Sabe que o que
quer que aconteça, deve ser Bom; que o Universo é muito grande e tem sítio espaçoso para ele, e
que o melhor lugar será aquele em que se ache em qualquer momento.
09. Ele tem a consciência de que não pode escapar de seu próprio bem; de que não pode
libertar-se de Deus e, portanto, sente-se contente e vive dia a dia, recreando-se na parte de vida
que lhe corresponde e que o rodeia. Seja que o crescimento futuro venha por meio de
encarnações sucessivas neste mundo ou em outros, ou que a Alma uma vez livre dos laços da
Carne, vá a outros planos de existência para seu crescimento, isso não é de maneira nenhuma
fundamental.
10. O Universo é grande, e é possível que se nos dê a oportunidade de visitar todas suas partes
durante nosso desenvolvimento.
11. Em tal caso, poderia parecer-nos estar em um plano de vida relativamente inferior, quando
em realidade estamos justamente despertando a uma compreensão íntima do significado das
coisas até chegar no futuro a sermos conscientes de nosso crescimento, progresso e
desenvolvimento.
12. Uma criança cresce e se desenvolve sem dar com isso até que, crescendo em entendimento
se faz consciente, recorda, pensa e tira conclusões próprias. Do mesmo modo poderia suceder
que estivéramos no estado infantil de desenvolvimento espiritual e que hoje começamos
justamente a observar. Inquietar-se pela vida futura é uma coisa tão inútil como se atormentar
acerca da semana, do mês ou o ano próximo.
O ser de crescimento verdadeiro acha-o ridículo tanto um quanto o outro!
12. Nenhuma das duas inquietações traz bem algum. A verdadeira filosofia consiste em
viver no PRESENTE . Não vos atormenteis a respeito da vida futura, deixai isso nas mãos de
DEUS. Ele toma cada coisa em consideração, prevê todos os obstáculos, conhece tudo o que se
relaciona convosco e com vossas necessidades e é verdadeiramente capaz para dirigir os assuntos
do Universo, sem necessitar de nenhuma sugestão particular vossa.
13. Todas as idéias do homem sobre a vida futura se vão evolucionando à medida que se
efetua o crescimento. Muitas das idéias antigas eram de todo infantis, e grande parte das
melhores de hoje, aparecerão o mesmo ante as mentes dos seres que alcançaram os estados
superiores de existência.
14. Como devemos parecer crianças em comparação com as radiantes criaturas que há tempo
correram o Caminho pelo qual nós outros vamos hoje, tendo obtido já o grau da puberdade
espiritual.
15. Onde estão hoje esses seres e qual é seu estado? Não o sei, porém creio certamente que
existem e que formam uma parte do plano de DEUS o permitir-lhes que estendam a mão aos que
estão no presente estado de desenvolvimento. Creio que a antiga doutrina dos anjos e arcanjos foi
fundada na verdade; porém como ela pertencia a um fato espiritual que traspassava a
compreensão de seus enunciadores, foi imperfeitamente exprimida por eles. Em nossa concepção
humana, imaginamos que DEUS esgotou seu poder criador, dotando a Terra com as formas que
conhecemos e que fora delas não existem outras no universo. Isto é tão absurdo como a idéia
primitiva do homem, de que esta pequena terra, este grão de areia, era o Centro do Universo, e,
que o sol, a lua e as estrelas foram criadas só para o benefício especial de um de seus habitantes
chamado Homem!
16. Libertamo-nos desta idéia; porém estamos aferrados à noção igualmente absurda, de que

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a Terra é o centro da vida espiritual, e que o Homem, tal como o conhecemos, é a única e mais
elevada criatura possuidora de uma alma. Chegará um dia em que os homens se convencerão de
que o Universo de DEUS é imenso; de que nosso mundo é muito pequeno em comparação com o
Todo e que o homem, no seu estado atual, não é senão uma manifestação da alma em um estado
particular de desenvolvimento. Isto pode parecer como uma observação muito atrevida para
alguns, porém gradualmente crescerão a uma compreensão mais clara a esse respeito.
17. O homem, o Ser Real, é algo maravilhoso, porém o homem, no seu presente estado de
expressão, é um ser ainda cru, grosseiro e primitivo. Minha intenção não foi apresentar-vos uma
teoria própria a esse respeito, teoria que insinuei aqui; porém sem pretender exercer pressão sobre
vós no tocante a ela. Se tendes alguma concepção ou teoria que vos alivie e satisfaça, em boa
hora mantende-a. Felizmente, todos estamos na razão, sem que nenhum a tenha por completo em
suas concepções. No presente estado de desenvolvimento, é impossível pretendermos formar um
conceito cabal sobre as particularidades da existência futura. Poderemos ver um tanto mais além
na obscuridade; porém isso será só uma fraca idéia da Verdade Absoluta.
18. Creio que, quando o homem despertar à consciência da vida eterna, quando sentir a
certeza de que VIVE e de que É, não dará muita importância às diversas teorias que nos falam de
detalhes ou preparativos da vida futura.
19. Esse ser sentir -se-á de todo seguro confiando-se na Lei e se unirá em sentimento
às palavras de São Paulo que resumiu a questão toda quando disse: “Todos somos filhos de Deus;
porém o que seremos, não aparece todavia”.

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Capítulo – XIV –
O DESENVOLVIMENTO

01. A evolução humana foi-se efetuando por meio do desenvolvimento gradual das faculdades
conscientes do homem. Chamo vossa atenção à minha preferência em usar a frase
“desenvolvimento” em vez de “aquisi ção”, ainda que o processo de crescimento e evolução se
aplique tanto ao desenvolvimento ou crescimento internos, como à aquisição ou crescimento
externo. Algo interno há que nos impele constantemente para o desenvolvimento, ao mesmo
tempo em que um grande poder de atração faz que apropriemos e assimilemos tudo aquilo que
necessitamos do exterior. Deve recordar-se, naturalmente, que os termos “interno” e “externo”
que aqui se usam, relativos são, já que reconheço amplamente o fato de que, desde o ponto de
vista do Absoluto, “interno” e “externo são uma mesma coisa. Cada um de nós é possuidor de
uma força maravilhosa que nos impele a crescer e a expressar-nos em direção ao Bem Absoluto, e
nos leva à evolução e desenvolvimento contínuo fazendo que deixemos envoltura atrás envoltura
de nossa ignorância. Este crescimento se efetua pelo impulso da Causa sem Causa; convém
saber: pela atração do Absoluto para o alto. Como a planta igualmente somos impelidos ao
crescimento lento, porém seguro, de semente à flor, até que adquiramos a ampla expressão de
todas as nossas potencialidades. Crescemos como o lírio, livre e gradualmente, desenvolvendo
broto atrás de broto para que, por fim, a planta se revista de sua completa formosura, coroando-se
com suas flores divinas.
02. Há no centro de nós um algo que nos dirige com impulsos poderosos para a evolução e
desenvolvimento; e obedeceremos aos ditos impulsos, enquanto alentarmos um átomo da vida
dentro de nós. A semente na terra começa por expressar seu pequeno renovo, movendo a meude
[56]
em seus esforços por alcançar os raios do sol, pesos mil vezes superiores a ela. O tenro
arbusto pode estar torcido e ainda sujeito à terra; porém, obedecendo às leis naturais, seus brotos
dirigem-se instintivamente para cima, seguindo as linhas de menor resistência e crescendo at é o
sol, a despeito de todos os esforços que se façam por restringi-lo. O mesmo que a planta, o
mesmo que o arbusto, esse algo interno, que há dentro de nós, nos impede de submetermo-nos às
cadeias escravizantes; nos impede de nos submetermos às leis falsas que se estabelecem de
tempos a tempos para nossa observância, e ainda que nos submetamos a elas por um dado
período, no qual exerce uma pressão contínua, até conseguir, por um esforço supremo, libertar-se
dos obstáculos obstrutores e crescer para a luz, obedecendo, por fim às leis de seu ser. A Vida é
crescimento. Ele avança por este ou outro caminho, escolhendo as linhas de menor resistência,
atraindo a si o que necessita hoje e deixando o que é inútil amanhã, depois de se haver servido
dele para os seus propósitos e dele haver extraído todas as suas qualidades utilizáveis. Durante
seu crescimento assume numerosas e diferentes formas, descartando-se de cada envoltura em sua
constante evolução. Qualquer tentativa que tenda a conservá-la prisioneira, e que ela tenha
superado, ocasionará uma sublevação, em sua vida-natureza, a qual, por meio de um poderoso
esforço, pulverizará em fragmentos a envoltura opressora, brotando vigorosa a despeito dela.
03. Quando a mente filosófica se vê obrigada a refletir, sobre os grandes problemas
fundamentais da vida, acha-se em frente àquilo que se chama “Divino Paradoxo” e se vê forçada
a reconhecer dois aspectos aparentemente opostos a respeito de uma mesma coisa, e duas
contestações igualmente satisfatórias para uma só pergunta, podendo uma delas, por separado
servir de resposta.
04. Se o filósofo toma a pergunta em sentido relativo, poderá responder sim ou não
separadamente a qualquer pergunta importante; porém se compreende o Centro ou origem e
responde desde o ponto de Um se veria obrigado a responder é e não é, já que a explicação é
parcialmente compreendida, em virtude de que nenhuma verdade absoluta pode ser expressa em
termos relativos.
05. Este “Paradoxo Divino” faz frente ao noviço que entra no Caminho. Não vos deixeis
atemorizar por ele; só é terr ível em aparência; quando o conhecerdes, vereis que é um amigo e um
auxiliar.
06. Ao considerar a questão da evolução, do crescimento e do desenvolvimento humano,
vemo-nos também em frente a este “Divino paradoxo”. Uma série de pensadores sustenta que a
evolução e o crescimento humanos se efetuam só por causas alheias ao indivíduo; que este é uma

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criatura que se deve à hereditariedade, ao meio ambiente e às circunst âncias. Outra escola ensina
que o crescimento se efetua devido a causas internas e que as externas não têm efeito algum sobre
ele. Ambas estas duas teorias vos oferecer ão esplêndidos argumentos, ilustrações e exemplos
concludentes; e, por um momento quase vos convencerão, se não vos ocorre olhar o lado oposto
da questão. Quando isto sucede, vos envolveis em contradições e enquanto não reconhecerdes o
“Divino Paradoxo” estareis obrigado a dizer: “Não sei nada”. Duas são as causas que atuam no
desenvolvimento do Ego. Uma é interna e a outra externa. Estas causas, do ponto de vista
relativo, são contrárias e do ponto de vista absoluto, são uma só. Nenhuma destas causas relativas
por si só determina ou regula o desenvolvimento humano. Existe um jogo constante ou reação
destas duas forças. O impulso interno encontra numerosos obstáculos, inconvenientes, barreiras e
obstruções, as quais coisas fazem aparentemente desviar-se o Ego da senda a que o poder interno
o atraiu.
Isto não obstante, a força o impele para diante at é que ele consiga vencer, sobrepujar, ascender,
minar o obstáculo externo ou passar em torno dele.
07. À primeira vista, isto parece ser a mesma coisa que o velho princípio que diz: “A força
irresistível põe-se em contato com o corpo imutável”, princípio que não est á ao alcance da mente
humana e que não é exato a isto, porque enquanto as duas forças atuam continuamente uma sobre
outra, o impulso interno temperado pelos obstáculos externos triunfa por fim, e a planta de Vida
se eleva para o sol.
08. O poderoso rio em seu Caminho para o mar toma tal ou qual direção vendo-se obrigado às
vezes a desviar-se ou internar-se, porém por último alcança seu fim, chegando a seu lugar, que é o
oceano. Desejo estabelecer aqui que minha filosofia ensina que, em última análise, a força
interna e os obstáculos devem ser só considerados como diferentes manifestações de uma só
coisa, e que nesta falta de harmonia aparente, é onde se encontra a mais elevada forma de
harmonia absoluta. Quando falamos de coisas relativas, devemos usar de termos iguais, para
sermos compreendidos por completo, pois aquele que só desejara expressar-se do ponto de vista
absoluto, não encontrara palavras para o fazer e se vira obrigado a permanecer mudo. Digo isto
para não ser mal compreendido no sucessivo.
09. Ao transmitir minha mensagem, devo estabelecer que essa força interna que impele o
indivíduo ao desenvolvimento, é o principal fator do adiantamento do homem e que as forças
externas que atuam sobre as internas, fazem na natureza o papel de obstáculo. Antes de
chegarmos a dominar o conhecimento de ambas estas duas forças, espero convencer-vos de que
elas são os fatores vitais no desenvolvimento humano. Um dos distintivos deste processo de
desenvolvimento, que é bom não olvidar, é que o produto ou efeito final é, em realidade, a causa
fundamental do desenvolvimento mesmo. A flor, ou o fruto que deseja se expressar faz com que
a semente germine; que a planta deite talos, se cubra de folhas e cumpra, enfim, todas as leis de
crescimento.
10. O carvalho majestoso está dentro da bolota e esta ansiosa por expressar-se - é a causa do
crescimento e desenvolução[57] da árvore. Nas mais rudimentares formas da vida se achava já a
energia potencial humana, ansiosa por expressão durante milhões de anos. O homem efeito de
hoje era o Homem causa de então. O último em aparecer com respeito ao tempo, foi o primeiro
em aparecer com respeito à causa. Do mesmo modo, as forças potenciais do Ser Superior do
futuro se aninham no homem de hoje junto com os seres do porvir, tanto mais superior a este
quanto o é este em relação ao ser mais ínfimo conhecido pela ciência.
11. Em realidade a máxima que diz: “Os primeiros serão os últimos e os últimos os
primeiros”, encerra mais de um significado. Ao contemplar a desenvolução de uma planta ou
flor, a gente se impressiona ao ver a facilidade e naturalidade de seu crescimento, ao mesmo
tempo a ausência absoluta de esforço ou ansiedade, admira-se de não procederem do mesmo
modo em seu desenvolvimento as mais elevadas formas de vida. Surpreende-nos o fato de não
poder o homem desenvolver seu Ego sem evitar trabalhos, ansiedades e lutas de crescimento.
Quão cegos somos! Fora bastante olharmos a planta através de um poderoso microscópio para
ver uma batalha contínua de construção e destruição, de trabalhos, esforços, divisões e mudanças
incessantes.
12. Apesar disso, porém, como a planta é fiel aos instintos da natureza e não se opõe
desnecessariamente às leis de seu crescimento, reduz sua dor ao mínimo e talvez mesmo se

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converta em certo sentimento de prazer (pois o prazer e a dor não se separam muito); porém o
homem, pelo contrário, parece opor-se a cada passo ao seu crescimento e se mantém sempre
temendo a evolução com o que prolonga a dor e dá-lhe maior intensidade. Porém o homem está
aprendendo! Em outros lugares desta obra diremos algo mais sobre este processo de
desenvolvimento que deixamos agora, a fim de tratar das diferentes formas da evolução humana.
13. Gravai, contudo, em vossas mentes que existe um Algo Interno que impele para o
desenvolvimento e desenvolução, e que este Algo é aquilo que aparecerá, por fim, como a flor
divina de nossa planta de Vida. Ele não nos é estranho; não é algo externo, mas o Ser Superior
que será, algum dia, o que queremos significar hoje, quando dizemos “eu”.
14. Presentemente o “eu” é o estado consciente mais elevado de nosso desenvolvimento atual
Vosso “eu” de hoje difere muito do vosso “eu” daqui a dez anos, e o vosso “eu” daqui a dez anos
diferirá muito de vosso eu de hoje.
15. Quando verificarmos que este processo continuará através dos séculos, falta-nos por
momento o poder raciocinador, não podendo assimilar o maravilhoso desta verdade, cheia de tão
grandiosas possibilidades.

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Capítulo – XV –
O CRESCIMENTO DA CONSCIÊNCIA

01. É verdadeiramente importante conhecer algo acerca do crescimento e desenvolução da


faculdade consciente interna do Homem, isto é, desenvolvimento do “Eu” consciente dentro do
indivíduo. Nos animais inferiores encontra-se uma parte pequeníssima do que chamamos
consciência. A dita faculdade existe neles em estado de mera sensação, predominando o plano
subconsciente e ainda este o faz só em parte sobre as faculdades mais grosseiras. As faculdades
superiores permanecem adormecidas e inativas. A vida é quase autom ática nas formas inferiores.
02. No mundo mineral, por exemplo, ela está de tal modo envolta na matéria, que parece
ausente de todo. Os ocultistas asseguram, todavia, que ainda no mundo mineral se acham os
[58]
primeiros vestígios ou rudimentos de vida e alguns dos mais adiantados cientistas hodiernos
começam já a reconhecer que a matéria não é inteiramente morta; que a inteligência é só questão
de graus e que o mineral obedece, como tudo mais, a determinadas leis de vida. Existe na
natureza uma tendência instintiva dos organismos vivos para executar certas ações. Todo o corpo
organizado tende a buscar aquilo que satisfaz às necessidades de seu organismo, o qual significa
uma forma de esforço mental, que aparentemente parece efetuar-se por meio das linhas
subconscientes. No mundo vegetal, esta tendência pode observar-se facilmente, variando suas
manifestações, do grau mais inferior ao mais elevado, segundo o tipo que se estuda. Isto é o que
[59]
amiúde se denomina “força vital” nas plantas, apesar de que nas formas superiores da vida
vegetal pode encontrar-se um colorido fraco de ação de vida independente, um leve indício de
consciência, uma vaga demonstração de esforço consciente.
03. No reino animal inferior encontra-se um grau mais elevado de consciência, variando em
relação às diversas famílias e espécies de que se trata e que abarcam desde as formas
semivegetais até as classes mais elevadas que poderíamos chamar humanas. O grau de
consciência nos tipos superiores dos chamados animais inferiores se aproxima das formas
inferiores da raça humana; e de fato iguala o grau de Consciência da criança.
04. Assim como esta, antes de nascer já tem em si as etapas da evolução física do homem,
assim também antes, depois de nascido e até a puberdade, revela-as da evolução mental humana.
À medida que o homem progride em desenvolução e desenvolvimento, começam a manifestar-se
nele os primeiros indícios do que se conhece como Consciência Própria, e que figura em uma
escala superior à consciência simples. É muito difícil explicar em palavras as diferentes formas
de consciência e muitos escritores de psicologia estabelecem que, estritamente falando, isso é de
impossível definição, porque para descrever uma coisa é indispensável compará-la com algo, e se
não existe na natureza nada que se iguale ou assemelhe à consciência, não temos comparação
possível. O que melhor satisfaz à minha mente para explicar a consciência, é as palavras Saber e
Conhecer. A consciência simples é um conhecimento das coisas externas, coisas alheias ao ser
interno. A consciência própria é o conhecimento do ser interno. A consciência própria é o
conhecimento do ser interno, o resultado de um olhar lançado ao íntimo do ser que lhe faz saber
sua existência. A maior parte das pessoas escassamente suspeitam o que é a consci ência própria.
Têm elas o costume de considerarem-se aves de arribação e nunca julgaram necessário um
inventário mental de sua existência. Outros, por sua parte, adquirem uma consciência própria
anormal e enfermiça que os impede de dirigir o olhar para quaisquer outras coisas que não sejam
eles mesmos. Tudo isso se deve às diferentes manifestações do antigo princípio que fala das
forças internas e externas, princípio que se manifesta em mil formas diferentes.
05. Junto com a aquisição da Consciência própria, o ser humano começa a adquirir a
concepção verdadeira do EU . Até esse momento jamais pode formar um conceito mental
adequado ao objeto. Esta idéia gera-se, ao princípio, de modo vago e incerto. O Homem começa
a pensar por si mesmo, fazendo comparações entre si e os demais de sua espécie; e, por meio de
um exame próprio, tira deduções, cujos resultados aplica aos outros. O conceito do EU se
desenvolve desde esse momento. Pondo de parte o homem, em quem a desenvolução do EU est á
em começo, detenhamo-nos a observar o homem de hoje e, com muito pouco trabalho, veremos
que cada um de nós tem um EU em um estado diferente de desenvolvimento.
06. Cada qual tem uma concepção pessoal acerca do que é a humanidade. Muitos de nós
consideramos nosso ser do ponto de vista físico somente. Imaginamos que somos um ser físico,

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com cabeça, corpo, membros e órgãos variados, do cérebro ao fígado.
07. Para uma pessoa em tal estado de desenvolvimento, o Corpo é o Ser Real, e a mente é só
um apêndice, apenas percebido pelo Corpo; algo necessário para seu uso. Ao dizer tal pessoa,
minha mente ou minha alma, fá-lo como se referindo a coisas que lhe pertencem e de que usa;
porém coisas que não são ele mesmo, que é o Corpo. Tais coisas como minha mente e
minh’alma, figuram na ordem de meu chapéu, meus sapatos, meu palet ó, etc., algo que lhe
pertence e possa ser usado, porém que não é o EU .
O EU figura só no plano f ísico, e a parte superior de seu ser, está fora de seu EU e entre as coisas
do seu uso permanente ou periódico. O ser pertence ao plano físico vive a vida física. Come,
bebe, dorme e efetua todos s atos físicos que lhe agradam e não lhe ocasionam trabalho.
08. Só os gozos físicos lhe satisfazem, posto que não conhece outros afora eles. Suas
emoções e paixões são apenas superiores às leis do bruto. Naturalmente, não devemos vituperar
nem condenar a tal indivíduo, posto que ele pode ver somente o que ele é e se nós estivéramos em
seu estado de evolução, faríamos exatamente o mesmo. É um grau necessário de
desenvolvimento, pelo qual cada um passou ou está passando: é a etapa infantil da raça. Tal
homem assemelha-se a um urso: todas as suas inquietações estão diante de si.
09. Atravessa um período fácil, relativamente, posto que todas as penas que conhece,
pertencem ao corpo, ou seja, à privação daquilo que satisfaça a sua natureza sensual. Não
compreende que sua vida não é a vida superior, e sente uma sensação de piedade ou compaixão
por aqueles que encontram prazeres em outras coisas. Ele goza uma espécie de felicidade animal
e parece quase cruel que tenha que despertar à dor da próxima etapa; porém a vida é inexorável: a
criança deve crescer a despeito de sua dor, mais ainda por meio mesma dor! Alguns de nós
passamos além da etapa da consciência física e entramos na etapa mental.
10. Para os que alcançaram tal plano, o EU figura como Intelecto ou Mente, que possui o
domínio do corpo e de seus órgãos, e que tem seu assento no cérebro ou cérebros do ser humano.
Há muito pouca diferença entre o que estas pessoas pensam e o que fazem os materialistas que
crêem que a mente é uma substância emanada do cérebro ou secretada por ele; ou que a
consideram como uma substância intangível manifestada por meio do cérebro. Ambas idéias
significam só uma diversa opinião intelectual; porém num ou noutro caso, sentem o mesmo; têm a
mesma idéia do EU, e a certeza de que o centro de sua consciência está no intelecto.
11. Para tais seres o intelecto parece ser o Ser Real e ainda podem chegar a ponto de inclinar-
se ante ele e adorá-lo como a Deus. Compreendendo os poderes prodigiosos da mente, cultivam -
nos, desenvolvem-nos (o que é uma coisa muito necessária para o crescimento) e amiúde obtêm
resultados pouco menos que maravilhosos. Com este auxílio, alguns seguirão o rumo da
abstração intelectual pura; outros desenvolverão o poder criador da mente, manifestando em
grandiosos inventos e admiráveis descobrimentos; outros desenvolverão a imaginação chegando a
ser poetas, escritores ou artistas; outros combinarão as qualidades de ação e imaginação, até
converter-se em reis da industria, etc. Cada qual seguirá a linha que lhe ofereça menor resistência
e se desenvolverá no campo que lhe proporcione maior atrativo, porém em toda circunst ância seu
EU será a Mente. De entre estes, alguns avançarão em certas linhas de desenvolvimento psíquico,
o que significa unicamente uma forma de manifestação do plano mental.
12. Muitos consideram o poder psíquico como idêntico ao poder espiritual; porém ele está
realmente no plano da consciência mental, devendo ter presente que os poderes psíquicos, só
podem ser alcançados por aqueles que chegaram a um certo grau de desenvolvimento espiritual.
As formas inferiores do poder psíquico podem ser adquiridas por aqueles que desenvolverem a
mente em um dado sentido e elas pertencem estritamente ao plano mental, ainda que na aparência
estejam muito por cima do desenvolvimento mental corrente, porém, repetimos, as formas
superiores do poder psíquico só podem ser obtidas por aqueles que alcançarem um grau
determinado de desenvolvimento espiritual.
13. Para os que se encontram no plano Mental, a mente é tudo. Eles verificam o domínio da
Mente sobre o corpo; dão com o maravilhoso poder que ela exerce sobre o próprio corpo que está
sob a sua direção e sobre o corpo e as mentes alheias. Para eles a mente é o Ser Superior,
idêntico ao Espírito. São conscientes do grandioso trabalho da Mente; porém não concebem nada
superior a ela. Crêem alguns que com a morte tudo acaba, posto que imaginam que tudo morre
com o cérebro. Sentem outros, contudo, que seu intelecto continuará existindo; porém esta é uma
simples crença ou esperança baseada sobre palavras ou opiniões de outros, que se revestiram de

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autoridade para fazer-se ouvir. Porém eles não têm certeza de que a vida é eterna; falta-lhes
igualmente a percepção do Ser Real, o qual sabe que é Eterno. A dor verdadeira do homem
começa quando ele entra plenamente no plano da consciência mental. Nada lhe satisfaz, sente
[60]
novos desejos que trata de saciar .
[61]
14. Tolstoi descreve este último estado da seguinte forma: “Tanto que a parte
mental de uma pessoa governa ao indivíduo, abre-se diante dele novos mundos e os desejos se
multiplicam por milhares. Estes chegam a ser tão numerosos como os raios de um círculo; e a
[62]
mente fatigada e anelante dedica-se, em primeiro lugar, a cultivá-los e, em segundo a
satisfazê-los, crendo que a felicidade consiste nisso”. Porém, ainda que a etapa da consciência
mental traga consigo sua proporção correspondente de felicidade traz também suas dores e
desgraças. O homem de tal plano acha-se como que aguilhoado no marco dos limites intelectuais
e exclama: “Porque?” E não encontra resposta alguma dentro dos limites de seu intelecto. Ele
cresceu demasiado para aceitar as coisas estabelecidas; nada mais que porque alguém lha disse; e
pede uma resposta pessoal a suas faculdades raciocinadoras. Pede auxílio a seu intelecto; porém
antes de tudo se convence de que este o impulsiona para uma jornada, em que viaja uma e outra
vez em torno de um Caminho trilhado, que o deixa mais distante do que busca.
15. Quanto mais longe avança o ser nas linhas puramente intelectuais, maiores desditas atrai
para si. Quanto mais sofre, mais sabe. Apesar disto, o intelecto é o instrumento mais perfeito
com que trabalha o espírito, e quando o homem adquire os graus superiores de consciência e entra
no reino da consciência Espiritual, sente um grande e verdadeiro gozo em poder manejar o
intelecto, não com a incorreção antiga, mas como um instrumento de inestimável valor nas mãos
do Espírito.
16. O único meio que tem o homem de escapar ao sofrimento do plano mental, encontra-se no
desenvolvimento espiritual, ou seja, no crescimento da consciência por meio das linhas do
Espírito. Para isto, ele deve entrar no campo até hoje inexplorado, das faculdades espirituais,
alumiando-se com a luz da Consciência.
17. Só aí existe a paz.

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Capítulo – XVI –
O DESPERTAR DA ALMA

01. O homem progrediu por meio do desenvolvimento, desenvolução e crescimento, viajando


alternativamente através das diferentes etapas do plano físico, até entrar no extenso plano mental
em todas suas variadas fases. Desde o plano fí sico, onde estava comparativamente livre de
inquietações, passa para o plano mental a confrontar todas as dúvidas, contendas, ansiedades,
[63]
agnosticismo de negação, anelos e desgraças que este oferece. Por último vê serpentear um
novo Caminho que conduz ao cimo dos montes, e ainda que ignore a direção dele, procura seguí-
lo em seu desespero, esperando quase desalentado, que leve à Terra Prometida da Paz.
02. Uma vez na Senda, continua avançando. Vê as pegadas daqueles que o precederam e
observa que são poucos os que trilharam esse Caminho, Sente fortes dúvidas ao contemplar seus
labirintos e encruzilhadas que lhe permitem só ver uns quantos passos adiante, porém impelido
por um desejo e uma força veemente, quase incompreensível, prossegue com fé e vê que está
subindo e que novos e extensos horizontes se abrem ante seus passos.
03. Adquirem prontamente a consciência de que estão em novas e desconhecidas terras; de
que cruzou as fronteiras de um país estranho em que nada lhe é familiar.
04. Compreende a imensa distância que o separa dos amigos que deixou ao pé da montanha,
instando-os para que o seguissem, porém eles além de o não ouvirem, parecem temer por sua
segurança e por sua vez agitam os braços e fazem sinais com as mãos para que volva: não só
temem seguí-lo, mas ainda desesperam pela salvação dele.
05. Porém ele parece estar penetrando de uma nova energia e um impulso interno estranho
impele-o a prosseguir. Ignora o ponto para onde se dirige, não o sabe, porém, sentindo um gozo
apaixonado avança mais e mais.
06. Depois de haver vencido o mais difícil do Caminho, encontra uma volta do Caminho que
o leva a uma planície que lhe produz uma grata sensação de descanso; e lhe proporciona um sítio
de repouso que lhe permite fazer alto e observar...
07. Descobre ante sua vista um maravilhoso panorama. Por um lado, olhando para as
[64]
planuras em descenso , vê seres que se esforçam de forma lastimosa por encontrar em alguma
parte o Caminho do progresso. Mas atrás, e por distintas sendas, divisa homem e mulheres que
também fazem quanto podem por avançar, e de modo estranho lhe fazem sentir e compreender
que todos buscam o Caminho em que ele entrou. Caminho que eles apenas começam a trilhar.
Por outro lado, divisa, ao longe, um país novo de claridade esplendorosa. Vê aqui e ali,
disseminados diversos grupos de pessoas mais e mais adiantadas no curso da jornada e de
distâncias remotas chegam-lhes ecos de seus cânticos de regozijo[65] . Reconhece que a mente e
o corpo são servos e ferramentas muito importantes; porém uma nova percepção fá-lo considerar
o EU à parte deles, ainda que os utilizando. Faz-se consciente de haver existido sempre, de existir
no presente, e de que existirá pelos séculos dos séculos.
08. Não raciocina sobre estas coisas; sabe-as, assim como antes sentiu que existia em
qualquer momento. O “Eu Sou” tomou um novo significado, cresceu aparentemente, porém ele
sabe que, em realidade, tal coisa sucedeu, mas que, pela primeira vez, alcançou o grau de
consciência necessária para chegar a reconhecer o que é.
09. Sabe que viajou por um longo Caminho até chegar à sua situação presente e que tem ainda
a fazer uma imensa jornada; porém sabe também que desde hoje sua viagem será consciente e não
às cegas. Olha para baixo e contempla os demais cobertos com o lodo e o pó do Caminho,
viajando por planícies inferiores; porém não os condena, visto que ele sabe que também passou
pelo mesmo Caminho com todos os seus tropeços e todas as suas moléstias.
10. Ele compreende que só aborda os limites do Conhecimento Cósmico e que mais além se
encontram regiões de maravilhosa formosura, regiões que terá de atravessar por sua vez em suas
fases de existências sem fim que se desenham ante sua vista. Quando a alma alcança este grau,
desperta e contempla-se em toda sua beleza e com todas as suas prodigiosas possibilidades.
11. Sente um intenso e delicado prazer em sua exist ência Presente. Sente que é uma parte do
Todo; sabe que o Universo é seu lugar; Compreende que é uma pequena gota de Espírito
emanada do Grande Oceano de Espírito; um raio de Sol Supremo; uma partícula do Ser Divino

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cravada em um corpo material e que usa tal corpo e esse algo chamado mente, a fim de
manifestar-se. Não se inquieta com o passado nem com o futuro.
12. Ela sabe que É e que SERÁ sempre e, portanto, vive no AGORA. Sabe que não pode ser
prejudicada nem destruída; que existe em conformidade com A LEI e que a LEI é BOA.
13. Não busca explicações, pois sabe que, com o caminhar dos tempos, ela progredirá por
meio da matéria; descartando-se, durante seu desenvolvimento. De envoltura após envoltura e
obtendo cada dia maior grau de conhecimento.
14. Ela reconhece a existência da Presença e conhece a existência de Deus e que se aproxima
d’Ele, compreende pela primeira vez a significação das palavras Onipotência, Onipresença e
Onisciência, atributos que repetiu ligeiramente, sem jamais os entender, e sente-se feliz ao obter
estes conhecimentos, e ao ver sua Unidade com o Todo. Sabe que há progresso para todos e que
nenhuma parte do Todo está separada desta ou de qualquer de suas partes. Ao contemplar tudo
isto, desterra para sempre todo sentimento estranho que pudesse conter ódio, medo, inveja,
ciúmes, malícia, etc.
15. Cessa de depreciar ou condenar a seu semelhante, já que só vê ignorância em lugar de
maldade; e separação e egoísmo onde antes via pecado. Tal alma sente-se possuída de um
sentimento único para a Humanidade e o Universo inteiro; e tal sentimento é o Amor, no qual
inclui desde a mais insignificante até a mais elevada criatura, por que sabe que nada pode ser
deitado fora do plano de Vida, nem pode escapar, cedo ou tarde, ao seu próprio bem. Sente sua
afinidade à Vida Toda e conexão com ela, sabe que está inseparavelmente enlaçada; e que o que é
bom para um, é para o bem de todos, assim como o que fere a um, também fere a todos. A alma
vê que o amor de Deus se estende a tudo quanto existe, sem ter em conta a parte do Caminho em
que o ser se acha. Que seu amor, à guisa dos raios do sol, alumia do mesmo modo tanto o Santo
como o Pecador, e que ambos estes participam d’Ele, vê que Deus não se esquece de nenhum ser
vivente, por mais humilde que seja ou por mais imerso que se ache no lodo da ignorância; mas,
pelo contrário, que sempre está ansioso por lhe prestar ajuda e que, cedo ou tarde, o desgraçado
alcançará sua mão e será levantado.
16. Compreende, pela primeira vez, a significação intensa da parábola da “Ovelha
desgarrada”, e suspira ao pensar quão pouco havia aprofundado antigamente o seu sentido. Vê
que a Morte e a Vida são uma mesma coisa. Considera a Morte como Nascimento, e perde por
completo seu temor a ela, porque sabe que ela significa e porque vê atrás da máscara aterrorizada
da morte, a face formosa da radiante criatura que se chama... VIDA.
17. Estas e outras experiências vêm à ALMA quando desperta, com a circunstância de que sua
visão não tem fim, porque seus olhos adquirem maior claridade, de tempos a tempos. Desde que
o ser alcança as bordas da Consciência espiritual e avança nela uns passos, a vida lhe apresenta
um diverso significado.
18. As palavras não podem expressar a idéia, ela deve ser experimentada para ser
compreendida.
19. Talvez estais ao pé da montanha; estais no começo do estreito Caminho e só podeis ver o
seu primeiro passo; seguí-lo. Não vos atemorizeis pelo fato de não verdes os próximos passos. À
medida que avançardes e vos fordes preparando, ireis vendo um a um. Avançai, pois, com ânimo
e sem olhar atrás.
20. A senda é estreita e tortuosa, porém já foi trilhada pelos Escolhidos de todos os s éculos, e
hoje há muitos prontos para seguí-la.
21. Talvez tereis necessidade de abandonar muitas coisas inúteis, que ainda são uma
verdadeira carga para vós, tão aferrados vos achais a elas como a coisas imprescindíveis.
Prejuízos, baixezas, ódios, desgostos, invejas, sentimentos de superioridade por vosso avoengo
[66]
, falta de caridade para o vosso próximo, censuras e condenações aos atos alheios e mil coisas
antiquadas que necessitais de suprimir, etc. Estas e outras coisas que impedem vosso progresso
serão uma a uma descartadas à medida que avançardes no Caminho. Tudo isto que levastes
convosco e de que talvez vos orgulhastes antes, será então considerado pior que inútil e deixado
[67]
com satisfação, ainda que não sem dor no princípio. Muitos de vossos antigos atavios serão
desfeitos pelas pedras e espinhos do Caminho, ou abandonados por vós por vos parecerem já
demasiados pesados para vossos ombros. E por fim, quando tiverdes alcançado os graus mais
altos da jornada, sentir-vos-eis verdadeiramente feliz de poder despojar-vos de toda a roupagem

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com que tenhais coberto o espírito, para deixar que finalmente a Alma avance, desnuda, perfeita e
sem rubores. Contemplai!
22. A alva se desenha suavemente sobre os montes, e os raios do sol nascente banham vossa
Câmara, iluminando plenamente o vosso rosto. Estais sacudindo o torpor de vosso pesado sonho,
sentindo, todavia a presença da sonolência. Abri os olhos. Tendes ante vós grandes problemas,
que vos obrigam a abandonar o leito. Ide à janela e deixai que vos banhem os brilhantes raios do
Sol de Vida.
23. Tudo vos parecerá formoso: as visões aterradoras da obscuridade desaparecerão e
despertareis por fim de todo e sorrireis ao compreender que a vida é digna de viver-se.
24. Ouvireis intimamente uma voz que exclama com alvoroço: Alvíssaras! [68] Alvíssaras!
É o momento do despertar da Alma!

FIM

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CÍRCULO DE ESTUDOS RAMACHÁRACA Página 62 de 66

ROTEIRO PARA ANÁLISE DO LIVRO


Os estudantes do CER devem utilizar o roteiro que se segue para melhor
aproveitamento dos livros em seus estudos. A cada livro estudado deve ter uma
síntese em que destaque os aspectos de maior relevância para o entendimento do
livro e o aproveitamento dos ensinamentos em seu projeto de autodesenvolvimento:
[69]
Projeto “SER ” (Saber, Evolução, Realização).

I - Relacione informações de interesse sobre o livro.

II - Faça uma síntese do assunto estudado em cada capítulo.

III - Destaque os aspectos que mais lhe chamaram a atenção em cada capítulo.

IV - Imagine que você está elaborando um projeto pessoal de evolução consciente e


autodeterminada e precisa escolher os pontos que poderiam aprimorar sua “forma
de ser”. Selecione “chaves” ou “dicas” que poderiam lhe ajudar no seu propósito
de crescimento através da consciência.

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CÍRCULO DE ESTUDOS RAMACHÁRACA Página 63 de 66
SUGESTÃO DE ERRATA
Este formulário adotado pelo CER permite que os estudantes colaborem com o aperfeiçoamento do
trabalho, detectando poss íveis erros ortográficos, de digitação ou gramaticais. Sua colaboração é
indispensável!

TITULO DO LIVRO:
PROPOSTO POR:
DATA:

tulo Parágrafo Linha Trecho com erro Correção Proposta Observação

[1]
Nidificar = Fazer ninho; aninhar, ninhar:
[2]
Charlatanismo, Charlatanice Qualidade, ação, modos ou linguagem de charlatão; charlatanismo, charlatanaria.
Charlatão = Vendedor público de drogas, cujas virtudes apregoa com exagero; Explorador da boa-fé do público;
Impostor, embusteiro, trapaceiro.
[3]
Esotérico = Diz-se do ensinamento que, em escolas filosóficas da antig üidade grega, era reservado aos discípulos
completamente instruídos; Todo ensinamento ministrado a círculo restrito e fechado de ouvintes;. Diz-se de
ensinamento ligado ao ocultismo; Compreensível apenas por poucos; obscuro, hermético; Compreensível apenas por
poucos; obscuro, hermético.
[4]
Transcendentalista Relativo ao, ou que é partidário do transcendentalismo; Partid ário dele.
Transcendentalismo = Filosofia crítica de Kant (1724-1804), e designação comum aos sistemas idealistas dos seus
sucessores na Alemanha; Escola filosófica norte-americana, representada por Emerson (1803-1882) e caracterizada
por certo misticismo pante ísta.
Pante ísmo = Doutrina segundo a qual só Deus é real e o mundo é um conjunto de manifestaçõ es ou emana ções.
[5]
Lótus = Designa ção comum a v árias plantas aquáticas da fam ília das ninfeáceas, gêneros Nelumbo e Nymphaea;
Flor de qualquer dessas plantas.
[6]
Augusto = Respeitável, venerando: 3.Magnífico, magestoso.
[7]
Despotismo = Autoridade de déspota; Poder absoluto e arbitrário; Sistema de governo que se funda no poder de
dominação sem freios; Ato próprio de d éspota; tirania.
[8]
Intrepidez = Qualidade de intrépido; ausência de temor, de medo; coragem, ousadia, ânimo, valor, denodo.
[9]
Imanência = Qualidade de imanente. Imanente = Que existe sempre em um dado objeto e inseparável dele: Filos.
Que está contido em ou que provém de um ou mais seres, independentemente de ação exterior. [Opõe-se a
transcendente. Filos. Diz-se daquilo de que um ser participa, ou a que um ser tende, ainda que por intervenção de
outro ser.

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[10]
Paradoxo = Conceito que é ou parece contr ário ao comum; contra-senso, absurdo, disparate; Contradição, pelo
menos na aparência; Filos. Afirmação que vai de encontro a sistemas ou pressupostos que se impuseram, como
incontestáveis ao pensamento; Paradoxo socrático. Filos. Tese socrática que afirma: "Ninguém faz o mal
voluntariamente, mas por ignorância, pois a sabedoria e a virtude são inseparáveis".
[11]
Discrepância = discordância
[12]
Aprazer = V. t. i. 1. Causar prazer; ser aprazível; agradar, deleitar: V. int. 2. Causar prazer; ser aprazível;
agradar: 3. Sentir prazer, contentamento; contentar-se, deleitar-se.
[13]
Clave = Sinal colocado no princípio da pauta, que serve para determinar o nome das notas e o grau exato de sua
elevação na escala dos sons. [Há tr ês claves: a de sol, a de fá e a de dó.]
[14]
CER – Em outra obra Atkinson diz: “os pensamentos ganham forma na ação”.
[15]
Pusilânime = Fraco de ânimo; falto de energia; Falto de firmeza, de decisão; Medroso, covarde, poltrão; Pessoa
que tem pusilanimidade.
[16]
Limiar = Soleira da porta: Patamar junto à porta. Fig. Entrada, começo, início: Fisiol. Intensidade mínima
abaixo da qual um estímulo deixa de produzir uma determinada resposta. Limiar absoluto. Fisiol. A excitação
mínima capaz de produzir uma sensação.
[17]
Ne ófito = Na Igreja primitiva, indivíduo recentemente convertido ao cristianismo; Aquele que recebeu ou
acabou de receber o batismo; Novi ço; Indivíduo admitido há pouco em uma corpora ção; P. ext. Principiante, novato:

[18]
Vitupério = Vituperação; Insulto, inj úria; Ato vergonhoso, infame ou criminoso.
[19]
Charco = Água estagnada e imunda, de pouca profundidade; pântano
[20]
Alfenim S. m. 1. Massa de açúcar muito branca, a que se dá ponto especial: 2. Fig. Pessoa delicada, melindrosa.
[21]
Umbral S. m. 1. Ombreira (2). 2. Limiar, entrada.
[22]
Patranha = Grande peta; mentira; História mentirosa; história; patranhada: "Ele p õe-se lá a inventar patranhas e
ela, atola, .....
[23]
Extenuado = Enfraquecido, cansado, prostrado, exausto.
[24]
Mo ção = Ato ou efeito de mover(-se); movimento; Abalo moral; choque, comoção; Proposta, em uma
assembléia, acerca do estudo de uma questão, ou relativa a qualquer incidente que surja nesta assembléia; proposta
[25]
Volitivo = Que diz respeito à volição ou à vontade. Voliçã o = Ato pelo qual a vontade se determina a alguma
coisa:
[26]
CER - Rm/14LFY 3(7) A mente inferior é a mente subconsciente ou Mente Instintiva; a mente consciente é
chamada de Intelecto; e, a Mente Espiritual é denominada supraconsciente.
[27]
Olvidar: Perder de memória; não se lembrar de; deixar cair no esquecimento; esquecer; Não se lembrar;
esquecer-se.
[28]
Parvoíce = Ato, dito ou escrito de parvo; parvalhice, parvoiçada, parvulez; Qualidade ou estado de parvo;
parvidade; parvulez;. demência. Parvo. Pequeno, limitado, apoucado; Tolo; Próprio de parvo; que denota parvoíce.
[29]
:Cisterna = Reservatório de água das chuvas; Poço, cacimba; Reservatório subterrâneo de água pot ável.
[30]
Axioma = Filos. Premissa imediatamente evidente que se admite como universalmente verdadeira sem
exigência de demonstração; P. ext. Máxima sentença; Lóg. Proposição que se admite como verdadeira porque dela se
podem deduzir as proposiçõ es de uma teoria ou de um sistema lógico ou matemático.
[31]
CER - Rm/14LFY 3(7) A mente inferior é a mente subconsciente ou Mente Instintiva; a mente consciente é
chamada de Intelecto; e, a Mente Espiritual é denominada supraconsciente.
[32]
Chispa = faísca. Fulgor rápido; lampejo; Fig. Talento, gênio; Incenso -de -caiena.
[33]
Guisa =. Maneira, modo, feição; À guisa de = À maneira de; ao modo de; à feição de:
[34]
Escárnio =. zombaria. 2. Menosprezo, desprezo, desdém.
[35]
Regozijar = Alegrar-se muito, contentar-se, congratular-se.
[36]
Desluzida = Que não tem brilho; embaciado; Minguado no peso ou na medida; Fig. Depreciado, apagado,
modesto:
[37]
Antropomórfico : Antropomorfo; Semelhante ao homem.
[38]
Suma = Soma; Em resumo; em substância; resumidamente; Epítome, resumo, súmula; Rel. Designa ção comum
a alguns tratados teológicos medievais, que continham um resumo de toda a teologia; Em suma.
[39]
Incognoscível =. Que não pode ser conhecido.

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[40]
Céptico = Que duvida de tudo; descrente; Filos. Pertencente ou relativo ao cepticismo; Filos. Diz-se do
partidário do cepticismo; Indivíduo céptico; Filos. Partidário do cepticismo.
[41]
Deidade =. Divindade, nume; deus ou deusa; Fig. Pessoa ou coisa que se admira e vener; Fig. Mulher
formosíssima.
[42]
Maometismo = Religião fundada por Maomé (570-652); alcorão, islamismo, muçulmanismo; Religi ão fundada
por Maomé (570-652); alcorão, islamismo, muçulmanismo.
[43]
Embaciado = Sem brilho; baço, bacento, embaçado; Diz-se da superfície de vidro, plástico, metal, etc, recoberta
de gotículas de vapor de água.
[44]
Espargir = Espalhar ou derramar (um líquido); Irradiar, difundir; Espalhar em borrifos ou pequenas porções;
Disseminar, espalhar; Derramar-se, difundir-se.
[45]
Desaprazível = Que não apraz; desagradável, desaprazível.
[46]
Hipertrofiar = Produzir hipertrofia. hipertrofia = Méd. Crescimento exagerado de um órg ão, de parte de um
organismo, por aumento de tamanho das células; hipertrofia simples; hipergênese; Fig. Desenvolvimento ou aumento
excessivo:
[47]
Cloaca = Fossa ou cano que recebe dejeçõ es e imundícies; Coletor de esgoto; latrina; P. ext. Lugar imundo;
Aquilo que cheira mal, que é imundo; Zool. C âmara na extremidade do canal intestinal das aves e dos reptis, na qual
se abrem os ureteres e os ovidutos.
[48]
Galé = Antiga embarcação de guerra, comprida e estreita, que emergia pouco acima da água, impelida
basicamente por grandes remos (15 a 30 por bordo, manejado cada um por três a cinco homens), e acessoriamente
por duas velas bastardas, içadas em mastros próximos à proa, dotada de esporão, que era o seu principal engenho de
ataque; Tip. Espécie de bandeja retangular de três rebordos, outrora de madeira e hoje usualmente de metal, aonde o
tipógrafo vai pondo os grupos de linhas tirados do componedor a fim de formar a chapa ou o granel, ou para paginar,
servindo a extremidade sem rebordo para deixar que a composição deslize para o mármore; bolandeira; Indivíduo
sentenciado a trabalhos forçados.
[49]
Necedade = Ignorância crassa: estupidez, in épcia; Disparate, dislate, tolice.
[50]
Dissensão = Divergência de opini ões ou de interesses; Desavença, desinteligência, dissidência; Fig.
Discrepância, contraste, oposição.
[51]
Tanger = Tocar (instrumentos); Tocar (alimárias) para as estimular na marcha; Tocar (fole de ferreiro); Pôr em
fuga com energia ou violência; Soar, ressoar, ecoar; Tocar qualquer instrumento; Dizer respeito; referir-se, concernir,
tocar.
[52]
Bulício = Rumor contínuo e indefinido de coisas ou de vozes; burburinho; Sussurro ou murmúrio contínuo;
Ausência de tranq üilidade; agitação, movimentação de coisas e pessoas; burburinho; Tumulto, agita ção; desordem,
motim.
[53]
Afã = Vontade, ânsia, entusiasmo; Sofreguidão, ambição;. Pressa, azáfama; Diligência, cuidado; Trabalho, lida,
faina; Cansaço, fadiga, exaustão.
[54]
Dispensaçã o = Ato de dispensar; dispensa; Concessão, prestação; Rel. Entre os protestantes, período em que o
indivíduo é experimentado quanto à sua obediência a alguma revelação especial da vontade de Deus.

[55]
Quadr(a)- 4. Estrofe de quatro versos. Copla; Pequena composição po ética, geralmente em quadras, para ser
cantada.
[56]
Verbete inexistente no Aur élio
[57]
Desenvoluçã o = Desenvolvimento. CER - Para trabalhar melhor com os aspectos do processo de
aprimoramento do ser estabelecemos uma distinção entre crescimento (expansão de uma pequena parte, ex:
crescimento tecnológico, crescimento econômico, crescimento de uma parte do corpo sem crescimento das outras,
mas que não atinge a estrutura
como um todo), desenvolvimento (um tipo de crescimento que engloba todos os aspectos, e expressões manifestas de
uma realidade em seu conjunto (Indivíduo ou sociedade no conjunto de aspectos sócio-econômicos, políticos,
tecnol ógicos, etc,); evolução ou desenvolução (dizemos do desenvolvimento harmônico de todas as partes do ser,
incluindo o progressivo despertar de seu espírito, que passa a condutor de sua ascensão, at é libertar-se
definitivamente da matéria). Por este motivo, quando falamos em Evolução podemos distinguir três fases principais:
a evoluçã o material (quando o espírito luta por libertar-se, atravessando os estágios materiais mais densos, do
mineral ao estado animal, incluindo o corpo do homem); evolu ção mental (quando o espírito atravessa os estágios
mentais da mente instintiva à mente espiritual); e a evoluçã o espiritual propriamente dita (quando o esp írito
comanda quase totalmente a individualidade, ordenando pensamentos, sentimentos e ações de acordo com os
preceitos superiores, permitindo que sua realidade se expresse por completo até que se desprende da matéria f ísica e
mental do modo como a conhecemos, para existir em plenitude espiritual).
[58]
Hodierno = Relativo aos dias de hoje; atual.

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CÍRCULO DE ESTUDOS RAMACHÁRACA Página 66 de 66
[59]
Amiúde = Repetidas vezes; repetidamente; freqüentemente; a miúdo:
[60]
Saciar = Extinguir, matar (a fome ou a sede), comendo ou bebendo; Encher, fartar, satisfazer; Comer ou beber
at é à saciedade; cevar-se, fartar-se; Encher-se, fartar-se, satisfazer-se.
[61]
Conde Leão Tolstoi, escritor e moralista russo, nascido em 1828 autor de: “A Guerra e a Paz”, “O Poder das
Trevas”, “Ressurreição”, “Ana Karenina”, etc.
[62]
Anelante = Que denota ânsia; ofegante; Que revela anelo; Anelo = anseio.
[63]
Agnosticismo = Filos. Posição método ló gica pela qual só se aceita como objetivamente verdadeira uma
proposição que tenha evidência lógica satisfatória; Atitude que considera fútil a metafísica; Doutrina que ensina a
existência de uma ordem de realidade incognoscível. [Cf. dogmatismo.]
[64]
Descenso = descida.
[65]
Regozijo = Gozo intenso; vivo contentamento ou prazer; grande satisfação.
[66]
Avoengo = Adj. Procedente, relativo e herdado de avós.
[67]
Atavio = Adorno, ornamento, enfeite.
[68]
Alvíssaras = Prêmio ou recompensa que se concede a quem anuncia boas novas ou entrega coisa que se perdera:
Interj. Serve para anunciar boas novas.
[69]
CER – O PROJETO “SER” é uma proposta pessoal de crescimento interno onde cada estudante identifica,
seleciona alternativas e revê procedimentos para impulsionar o autodesenvolvimento. Registra os aspectos que lhe
parecem mais relevantes, decorrentes de seus estudos e experiências pessoais para aplicá-los conscientemente no
sentido de seu crescimento interno. É a Vontade capacitada pelo Conhecimento e dirigida pela Intenção do
desenvolvimento mental e espiritual. O PROJETO “SER” é o principal objetivo do trabalho do Círculo de Estudos
Ramacháraca. Uma aplicação prática do aprendizado adquirido. Sua primeira fase é a do registro das pérolas do
aprendizado. As etapas posteriores obedecem a um roteiro especial aplicado pelos estudantes em etapas mais
adiantadas dos programas do CER..

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