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Para Entendimento do Evangelho de Matityahu

por Matityahu

O nome Yeshu e Yeshua

Matityahu 1:1

O primeiro capítulo de Matityahu, como se pode notar, foi escrito no intuito de relatar a
linhagem de Yeshua.

A respeito do nome, é costume no judaísmo rabínico, se dirigir ao Nazareno pelo nome


de „Yeshu‟. Este nome se encontra presente em todos os versos do evangelho de
Matityahu hebraico que se dirigem ao Nazareno. Porém, em apenas duas passagens é
encontrado o nome „Yeshua‟. Mat. 1:16 e 1:21,25. Segundo a antiga Síriaca, o seu nome
está preservado como „Yeshua‟. Isto também explica o motivo pelo qual os judeus, de
quem possuíam os manuscritos hebraicos de Matityah, teriam preservado o seu nome
através destas passagens.

Sua linhagem é obrigatória, pois é através dela que se identificará o cumprimento da


palavra de há‟El, com respeito a que o Mashiach ser descendente de Avraham, de
Yitz‟chak, de Ya‟akov, de Yehudá, e de David.

Assim Matityahu registra sua linhagem, no intuito de deixar claro aos nazarenos que em
Yeshua se cumpre estas profecias.

Bereshit 18:18, 28:14, 49:10, Bamidbar 24:17, Yesha‟yahu 9:7, 11:1-5, Yrmyahu 23:5,
Tehillim 132:11, Shemuel bet 7:13.

Sua genealogia em Matityahu não foi escrito no intuito de contar descendentes, mas sim
passar o cumprimento da profecia. Por esta razão, Matityahu resumiu muitos
descendentes que se encontram no Tanach, e que não são encontrados na linhagem
narrada por Matityahu. Isto se vê no primeiro verso: “Estas são as gerações de Yeshua,
filho de David, filho de Avrahan”.

Sua genealogia muito difere da que se encontra no Evangelho de Lucas. E está mais
próxima do Tanach do que do que a mesma.

Em Matityahu 1:13, no Evangelho segundo Matityah de Du Tillet consta uma geração a


mais nos nomes apresentados por Matityahu. Nesta passagem diz o seguinte: “...
Avihud gerou a Avner; e Avner gerou a Elyakim...”. Nas outras passagens comumente
se encontra: “...Avihud gerou Elyakim...”.

A genealogia

Matityahu 1:1-16

A genealogia apresentada por Matityahu em seu evangelho se baseia no Tanach e está


correta. Porém existem outras genealogias presentes em outros documentos que dizem
respeito a serem de Yeshua. Como por exemplo, a genealogia segundo Mateus que se
encontra no evangelho dos cristãos, a genealogia que se encontra no evangelho de
Mateus chamado de Peshitta aramaica, e a genealogia segundo o evangelho de Lucas.

Ora, a genealogia de Mateus que é utilizada pelos cristãos apresenta o nascimento


virginal.

O nascimento virginal é heresia. Isto se prova pela enorme variação textual em vários
manuscritos de Matityahu, comparando-se com a cultura grega e romana de semideuses.
Nos escritos dos pais da igreja, relata-se que nos primeiros séculos da era cristã os
Judeus prosélitos, os líderes, e os ebionitas, que acreditaram em Yeshua não
acreditavam na heresia da divindade de Jesus, e nem no nascimento pelo espírito santo.

“Mas não como alguns alegam, entre aqueles que agora a pretensão de expor a
Escritura, [assim]: Eis que uma jovem mulher conceberá e dará à luz um filho, Isaías
7:14 como Theodotion o Éfeso interpretou, e Aquila de Pontus, tanto Judaico prosélitos.
Os ebionitas, seguindo estes, afirmam que Ele foi gerado por Joseph”. – (Irineu em
Contra Heresias, cap.21:1).

“Aqui ele não observou que os judeus convertidos não abandonaram a lei dos seus pais,
já que eles vivem de acordo com suas prescrições, recebendo o seu próprio nome da
pobreza da lei, de acordo com a acepção literal da palavra; porque ebion significa
"pobre" entre os judeus, e esses judeus que receberam Jesus como Cristo são chamados
pelo nome de ebionitas.” – (Orígenes (185-254 d.C.), Contra Celso cap.2:1).

Com isto, revela-se que a doutrina do nascimento virginal de Yeshua tem sua origem no
paganismo.

No Evangelho segundo Matityah de Shem Tov consta: “E Ya‟akov gerou a Yosseph,


este Yosseph é o esposo de Miryam, a mãe de Yeshua, o chamado Mashiach”. No
Evangelho segundo Matityah de Du Tillet consta: “Ya‟akov gerou Yosseph, esposo de
Miryam, nasceu Yeshua chamado: Mashiach”. Nos manuscritos a, g1, k e q da versão
latina antiga diz o seguinte: “E Jacó gerou a José, ao qual estava compromissada a
virgem Maria, gerou Jesus, o chamado Cristo”. Segundo “Dialogus Timothei et
Aquilae”, relata que Yosseph gerou Yeshua. Nos manuscritos das versões gregas
“Theta” e “Fi”, diz que José gerou Jesus. O Manuscrito Sirus Sinaiticus da versão
Síriaca antiga relata que José gerou Jesus.

Porém, o evangelho de Mateus do Cristianismo se baseia em Yeshayahu 7:14 para


fundamentar a doutrina do nascimento virginal pelo espírito santo. Dizendo que uma
virgem teria de dar a luz.

A profecia de Yeshayahu 7:14 não é messiânica, e muito menos pode ser rigorosamente
considerada a uma virgem, pois palavra da tradução “virgem” é “almah” que possui
significado de “mulher jovem” que daria a luz através do primeiro relacionamento
sexual, e não uma semideusa.

O capitulo 7 e 8 de Yeshayahu mostra que a profecia não é messiânica, dizendo que a


criança nasceria naquela mesma época, conforme as passagens 7:10,11,12,15,16,21-22,
Melachim bet 15:29, 16:9.
A época em que nasceria o Mashiach está escrito em Dani‟el 9:25. Na qual difere da
época de descrita por Yeshayahu. Os cristãos argumentam que Yeshua não pode ser
filho de Yosseph porque a linhagem de Yosseph é amaldiçoada por causa da maldição
de Yechonyah. Porém eles se esquecem de que em Hagai 2:23 é dito por Elohim que
esta maldição foi dissipada. E também para completar, é relatado pelo padre Éfrem da
Síria em sua obra Caverna dos Tesouros, que Miryam também é da descendência de
Shlomon. O que desmorona o argumento cristão, visto que Miryam também teria de ser
amaldiçoada neste caso.

Isto prova que Yosseph gerou Yeshua, e que os primeiros cristãos alteraram a
genealogia do texto do apóstolo para basearem suas filosofias pagãs.

A genealogia apresentada na versão Síriaca-Aramaica, chamada de Peshitta, tras a


linhagem de Yeshua como tendo por nascimento o mesmo que a linhagem dos cristãos,
porém ao invés que trazer Yosseph como marido de Miryam, traduzem Yosseph como
sendo pai de Miryam; e isto somente no para tentar conciliar a genealogia de Mateus
com a de Lucas, concluindo-se equivocadamente que a palavra aramaica „gabra‟ neste
texto significa pai, ao invés de marido, sendo isto um imenso equivoco da parte deles. O
ProtoEvangelho de Tiago, e o texto Caverna dos Tesouros de Éfrem da Síria, dizem que
os pais de Miryam são Joaquim (Yônâkhir – Eliaquim, da casa de Davi) e Ana (Dînâ –
Hanna, filha de Finéias, da tribo de Levi). E os pais de Yosseph são Jacó (Ya‟akov) e
Adbitá (Hadhbhith, filha de Eleazar). E Ya‟akov é irmão de Yohakhir. Ambos filhos de
Shlomon.

Já a genealogia encontrada no evangelho de Lucas também é falsa. Alguns dizem que


ela relata a linhagem de Miryam. Mas isto não é verdade, pois nos versos constam bem
claro o nome José. Segundo o Proto Evangelho de Tiago, e pelo texto Caverna dos
Tesouros de Éfrem da Síria, os pais de Miryam são Joaquim (Yônâkhir – Eliaquim, da
casa de Davi) e Ana (Dînâ – Hanna, filha de Finéias, da tribo de Levi).

E os pais de Yosseph são Jacó (Ya‟akov, da casa de Davi) e Adbitá (Hadhbhith, filha de
Eleazar, da casa de Davi). Isto é, Ya‟akov é irmão de Yohakhir, e ambos filhos de
Shlomon.

Conforme a genealogia apresentada por Lucas, José seria filho de Natã, o irmão de
Salomão. Outro erro consiste em dizer que Yeshua não pode ser confirmado em sua
genealogia como sendo filho de um só ancestral, pois enquanto Matityahu diz que José
é filho de Davi por meio de Salomão, Lucas apresenta José como filho de Davi por
meio de Natã. E Lucas também menciona que o pai de José é Heli, enquanto na verdade
Matityahu apresenta o pai de José como sendo Jacó. Algumas pessoas hoje em dia
dizem que este aplicou a lei do levirato, ou que Heli seria o Eliaquim, uma variação do
nome do pai de Maria, Joaquim. Porém isto é mentira e é improvável, pois na lei do
levirato o filho leva o nome do pai, o que não ocorre nas genealogias, e se Heli fosse o
Joaquim marido de Ana, novamente Lucas estaria se contradizendo, pois Joaquim é
descendente de Salomão.

A genealogia de Lucas está errada também pelos seguintes fatos: não há possibilidade
de Natã estar na genealogia, pois a profecia foi feita a Salomão (1º Crônicas 22:9-10). E
também mais a frente, em Lucas, mostrará Sealtiel como descendente de Natã, o que
não ocorre em Matityahu e nem no Tanach, pois tanto o Tanach como Matityahu
defendem que este mesmo Sealtiel é descendente de Salomão, por meio de Roboão.

Também possui muitos erros na genealogia apresentada por Lucas com relação a nomes
de gerações, por exemplo: em Lucas 3:36, Arfaxade é apresentado como sendo o pai de
Cainã, e Cainã o pai de Salá, porém em todo o Tanach, Arfaxade gerou diretamente
Salá, e não Cainã. Não há Cainã nesta genealogia, não existe esta pessoa! Em algumas
bíblias mostra um „Admin‟ em Lucas 3:33, onde na verdade não existe esta pessoa em
todo o Tanach, e há bíblias modernas que não o trazem mais.

Assim, conclui-se que estas outras genealogias são falsas, e não se conciliam com
Matityahu.

As gerações

Em Matityahu 1:17 é apresentado um certo número de descentendes, sendo divido em


14,14,14. Esta quantidade de gerações que são encontradas como sendo escritas por
Matityahu não tem baseamento verídico algum. No Tanach as gerações que constam nas
genealogias destes descendentes são muito maiores do que as que se encontra no
Evangelho de Matityah. Efrem da Síria em sua obra Caverna dos tesouros também cita
um número maior de gerações, concordantes com o Tanach, a respeito dos pais de
Yeshua.

No Tanach, por exemplo, mostra Pedadias, que é o pai de Zorobabel, e este não foi
listado por Matityahu (Divrê Haiamim alef 3:17,18,19). Zorobabel por outro lado, não é
filho de Sealtiel, mas neto de Sealtiel, ainda que o Tanach o apresente com a expressão
„filho de Sealtiel‟. Também Yehoram não gerou diretamente a Uziyahu, como apresenta
Matityahu, mas antes, gerou Acaziyah, que gerou Yonah, que gerou Amaziyah, e que
então gerou Uziyahu. Você pode conferir no Tanach como na obra de Éfrata da Síria.

A história das falsas profecias

Em Matityahu 2:1-23 narra uma história que diz respeito a vários acontecimentos em
Israel por causa de Yeshua, enquanto este era ainda menino. No atual texto de Mateus
usado pelo cristianismo esta história se encontra presente, na passagem 2:1-23. Ela
relata a existência de alguns magos ou sábios, que teria visitado Yeshua enquanto
criança e lhe trago presentes: ouro, incenso, e mirra. Porém esta história não é
comprovada por nenhum outro documento, seja histórico ou religioso, exceto os
evangelhos apócrifos.

Conforme a opinião do Teólogo Ronaldo, em Acréscimos da Bíblia, ele relata o


seguinte:

“Curiosamente, messias pagãos foram visitados por três magos, como Hórus, krisna ou
Mitra, que remontam a um simbolismo antigo da constelação dos três reis (três Marias)
que apontam para uma estrela na constelação de virgem. Portanto, o mais provável aqui
é que tenha havido um sincretismo da parte de Roma com a história dos messias pagãos.
Algumas bíblias relacionam este fato ao Salmo 72.10: “...reis de Társis e das ilhas trarão
presentes; os reis de Sabá e de Seba oferecerão dons...”. Mas o rei referido no Salmo 72
tem filho (v. 1), e o contexto é de um rei com um reinado bem estabelecido recebendo
tributos de reis vassalos. Os presentes não viriam apenas do oriente (Sabá e Seba), como
também do ocidente (Társis e as ilhas)”.

“As profecias citas nestas passagens não são messiânicas. Os fatos mencionados
contradizem outros evangelhos, e são omissos pelos mesmos que descrevem em
detalhamento. Não é narrado por nenhum outro evangelista ou historiador da época e
ausente até mesmo na tradição oral judaica o massacre das crianças. Yochanan há
Matvil, segundo Lucas, nasceu com diferença de seis meses de Yeshua e na mesma
região e em uma cidade de Yehudá. Se tal massacre realmente ocorreu naquela região,
Yochanan também teria morrido, pois tinha uma idade próxima de Yeshua com uma
variação de seis meses e nascera na mesma região.

A profecia em Yrmyahu 31:15 não se refere ao Messias. A passagem não se refere a


uma matança de crianças. O choro de Rachel se refere à dispersão do povo de Israel e de
Yehudá, que foram levados de sua terra para serem servos em terras estrangeiras. O
versículo seguinte (v. 16) explica que “eles voltarão da terra do inimigo". Segundo
Lucas 2,40-42 a família de Yeshua ia todos os anos a Jerusalém para adorar no Templo.
Na época de Yeshua, uma viagem de Israel ao Egito levava meses, portanto eles não
habitavam no Egito, iam a Jerusalém, e depois voltavam para o Egito. A profecia Oshea
11:1 citada no evangelho não é uma profecia messiânica. Mas uma frase até comum do
Tanakh onde Elohim lembra seu povo que lhe tirou da servidão do Egito, da servidão do
faraó”. – (Teólogo Ronaldo, em Acréscimos da Bíblia).

Nos últimos versos do capítulo 2 do evangelho de Mateus consta dizendo que Yeshua
teve de residir em Nazaré para cumprir uma profecia. A profecia de que se referem são
as que narram que o Mashiach será chamado Netzer, onde na verdade se refere as
qualidades pessoais, e não a localidade territorial. Quando é apresentado em Matityah
que Yeshua teve de residir em Nazaré para se chamar renovo, anula-se a veracidade da
profecia.

O profeta

Matityahu 3

A forma como Yochanan se apresenta tem como fundamento para se cumprir a profecia
de Yesha‟yahu 40:3. Aonde um mensageiro viria para anunciar o caminho de Yahvéh.
Em Malakyah 3:1 também menciona o mesmo mensageiro. Mas também determinadas
passagens do Novo Testamento tem identificado Yochanan como Elyah, mencionado
em Malakyah 4:5.

A referência feita pelo Tanach de que Elohim enviará o profeta Elyahu, sendo
simbólica, se aplica a um servo de Elohim que terá o carater e a missão semelhante à de
Elyah, e que está destinado a aparecer antes do dia da vinda de Yahvéh. Ora, como o dia
de Yahvéh ainda não chegou, o profeta Elyah não tem motivo para se revelar no
momento. Pois conforme consta na profecia, o objetivo é para trazer a obediência a fim
de que Yahvéh o receba em ordem.

Com respeito à afirmação de que Yochanan seja Elyah e que Elyah deveria aparecer
primeiro do que o Mashiach é o seguinte: Elyah ha de vir primeiro na vinda do
Mashiach no que diz respeito a seu reinado, pois a profecia diz claramente que Elyah
virá para restaurar o povo antes do dia da vinda de Elohim, a fim de que Yahvéh não os
amaldiçoe. Ora, ao se dizer que Yochanan é Elyah, consequentemente se transgride a
profecia, pois Yochanan morreu antes de restaurar o povo (Matityah 14:10-12).
Também, conforme a passagem de João 1:21, o próprio Yochanan diz não ser Elyah.

Certa vez os discípulos de Yeshua perguntaram a ele com respeito a este assunto, e
Yeshua lhes respondeu: “... em verdade Elyah virá e salvará todo o mundo”. (Mat.
17:11 Shem Tov).

A manifestação de Yochanan servia para que o Mashiach iniciasse sua missão, e para
trazer sabedoria ao povo. A tevilá realizada por Yochanan não servia para remissão de
pecados. Pois conforme a Torá o pecado se expia pelo sacrifício no Templo. Mas
Yochanan os imergiam baseado na tevilá dos Essênios, onde tinham o costume de
sempre se mergulhar em água corrente quando se inicia um convertido a fé judaica.
Tendo como referência este costume, Yochanan aplica este banho em água corrente
para aqueles que iniciavam uma nova etapa de vida. Isto não é mandamento da Torá, era
apenas um costume que se estendeu. Não tem valor único de salvação, era apenas
simbolismo.

Conforme consta em Matityah 3:11 (Shem Tov) Yochanan dizia: “Em verdade eu vos
mergulho nos dias de arrependimento...”. E também em Mateus da versão comum diz:
“E eu, em verdade, vos batizo com água, para arrependimento;”, o que de fato não é
mencionado que serve para „remissão de pecados‟, conforme consta em Lucas 3:3:
“para perdão de pecados”; isto provoca contradição.

Os Essênio são estritamente corretos no seu sentido de mikvéh ou tevilá. Diziam eles,
que um ritual cerimonial ou imersão não pode te purificar, mas somente uma plana
mudança de atitudes. (Manuscrito Qs Col.).

Quando Yochanan se encontra com Yeshua, conforme o evangelho de Matityahu,


Yochanan diz: „eu deveria ser mergulhado por ti, e vens tu a mim‟. Porém, o fato de
Yeshua ter sido Ungido após a tevilá, contradiz isto, pois somente após ser ungido é que
Yeshua se torna maior do que Yochanan; visto ter iniciado sua manifestação logo após
este evento. Ademais, o texto do evangelho de João 1:31,33, deixa claro que Yochanan
não conhecia Yeshua antes de sua manifestação. E que somente o reconheceu depois
que o espírito de Elohim desceu sobre ele. Muitas pessoas tem interpretado a passagem
da tevilá de Yeshua erradamente, dizendo que o espírito de Elohim é uma pomba. Ora, o
texto de Matityahu não diz isto, mas pelo contrário, diz que o espírito desceu como
pomba, isto é, em comparação. O poder de Elohim desceu de tal forma que lembra um
pássaro quando desce do céu e pousa no chão. A pomba era simplesmente o primeiro
pássaro que veio na cabeça do evangelista, poderia ser qualquer outra coisa que
lembrasse.

No Evangelho segundo Matityah em texto hebraico consta “Malkut ha Shamayim”, que


traduzido significa: “Reino dos Céus”. Esta expressão é usada pela tradição judaica
como um eufemismo em lugar do nome sagrado de Elohim, pois a expressão “Reino
dos céus” na verdade quer dizer: “Reino de YHWH”.

No Talmud Babilônico é mostrado que os judeus usavam a palavra “céus” ou “céu”


como eufimismo para Yahvéh. The Babylonian Talmud Translated by Michel L.
Rodkinson, 1918, Book 1, Vol. 1, Tract Sabbath, p. 47 and p. 52 and p. 348, and p. 361,
and Book 3, Vol. V, Tract Pesachim, p. 80, and p. 104, and Book 3, Vol. VI, Tract
Yomah, p. 107, and p. 116, and p. 117, and Book 3, Vol. VI, Tract Hagiga, p. 30, and
Book 4, Vol. VII, Tract Betzah, p. 30, and p. 39, and Book 4, Vol. VII, Tract Succah, p.
31, and p. 74, and Book 4, Vol. VII, Tract Moed Katan, p. 31, and p. 32, and p. 33, and
Book 4, Vol. VIII, Tract Taanith, p. 45.

No Evangelho segundo Matityah de Du Tillet, na passagem 1:19, consta duas letras


hebraicas: ‫יי‬, que foram escritas para significar ao nome de Elohim, YHWH, ‫הוהי‬, e é a
primeira ocorrência desta no documento. Sua Pronuncia é Yahwéh, adaptado para Javé.
(Matityah 1:19,24; Clement of Alexandria, The Stromata, or Miscellanies, book V,
chapter VI.; Questiones em Exodum cap. XV; Devarim 10:20; Yeshayahu 12:4.

Em Matityahu 3:17 na nota de rodapé do Evangelho de Matityahu dos Ebionita, diz o


seguinte:

“No Manuscrito „D‟, da versão Grega, e no Manuscrito „a‟ da versão Latina Antiga, e
nos Manuscritos Sinaitico e Curetoniano, da versão Síriaca Antiga, consta: „Tu és‟ ao
invés de „Este é‟. No Evangelho Segundo Matityahu que era usado pelos Ebionitas, e
nas citações de Epiphanius consta: „Eu hoje te gerei‟. Também em Lucas 3:22, no
Manuscrito „D‟, da versão Grega, e na versão Latina Antiga, e nas citações de Justino,
Clemente de Alexandria e Orígenes, conta „Tu és meu filho, eu hoje te gerei‟, ao invés
de „Tu és o meu filho amado, em ti tenho prazer.‟. Tehillim 2:7, 42:1. Portanto o verso
original é: Tu és meu filho eu hoje te gerei.

Ruach, espírito e o conceito judaico

Matityahu 4:1

No Evangelho hebraico de Matityah constam as palavras: ruach ha kodesh.

Espírito santo é a expressão usada para traduzir o termo hebraico ruach haKodesh,
utilizado na Bíblia hebraica para se referir à presença de Deus na forma experimentada
por um ser humano.

A palavra espírito tem sua raiz etimológica do Latin "spiritus", significando


"respiração" ou "sopro", mas também pode estar se referindo a "coragem", "vigor" e
finalmente, fazer referência a sua raiz no idioma PIE *(s)peis- (“soprar”). Na Vulgata, a
palavra em Latim é traduzida a partir do grego "pneuma" (πνευμα), (em Hebreu (‫)חור‬
ruah), e está em oposição ao termo anima, traduzido por "psykhê". Ruach significa
sopro, energia, idéia, vento, inspiração.

Também é usada para se referir a seres espirituais como anjos ou demônios. A palavra
kodesh é traduzido por: santo, santidade, ou santificar.

A palavra "santo", no hebraico, tem por sentido o ato de "cortar", e em grego "separar -
separado", "diferenciar - diferenciado". Portanto, ruach há Kodesh significa
literalmente: vento o separado.
Que é a inspiração de Yahvéh ou energia de Yahvéh. Muitas pessoas tem o costume de
usar iniciais maiúsculas para a palavra „ruach‟ e „espírito‟, porém iniciais maiúsculas
convêm somente para os nomes próprios.

A ida de Yeshua até haSatã foi com o intuito de vencê-lo. Elohim não tenta ninguém ao
mal, ele apenas prova seus servos conforme Devarim 13:4 e Shemot 20:20. A tentação é
quando uma pessoa tenta induzir na outra uma inclinação a fazer algo. Moshê
(Deuteronômio 9:9) e Eliahu (I Reis 19:8) também jejuaram 40 dias e 40 noites. Shemôt
24:18.

O sermão do monte

Matityahu 5:1-48, 6 e 7

O apóstolo Matityahu, nesta parte de seu documento começa a relatar alguns


ensinamentos de Yeshua. Conforme Matityahu, Yeshua começa falando sobre
características morais, também chamadas de virtudes, em que o homem que as tem
possui um bem valioso. Yeshua também diz que sua mensagem e doutrina nunca se
apartará das leis de Elohim, presentes na Torá. E além disto, é uma veloz testemunha a
favor dela. Yeshua diz que para se entrar no reino, deve-se ter ser mais justo do que os
sábios. Também ensina que o ódio sem motivo, condenado pela Torá em Vaiykra
19:17-18, equivale a um assassinato. Pois é por causa do ódio que se comete o
assassinato.

Ele também reprova a ofensa pessoal, a maldade em se humilhar os outros e diz que não
herdarão o reino estes que assim o fazem. Dá mais importância a justiça para com o
próximo do que ignorá-lo. Ele também reprova os olhos cobiçosos, tendo o mesmo
pensamento de Sh‟lomon (Mishlêi 6:25). Além de considerar que se ter vontade de
cometer adultério, já é uma atitude de adultério dentro de si mesmo. Reprova os
insensatos que não tem segurança em si mesmo. Na qual fazem juramento por tudo e
que juram em falso por eufemismos somente para não incorrerem em juramento falso
pelo nome de Yahvéh.

Em Matityahu 5:32, no texto segundo Matityah de Shem Tov vemos que Yeshua não
fala contra o divorcio, mas sim contra o divorcio sem motivo. Na segunda parte deste
verso, em Shem Tov, consta a seguinte citação “...e o que a tomar adultera”. Esta
citação é errônea, pois neste caso o verso diz que o novo marido paga pelo erro do
homem que a repudiou, sendo que a Torá diz em Devarim 24 que a mulher estará livre
para se casar novamente.

Ora, a Torá ordena que cada um seja condenado por suas próprias obras, e ninguém será
condenado pelo pecado de outro. O mesmo acontece mais tarde na passagem de
Matityahu 19. Porém já nesta passagem os estudiosos pensavam que o home podia
deixar sua mulher por qualquer motivo, como se fosse alguém que você toma, e depois
de um tempo lança fora (isto no caso é adultério). E Yeshua os contestou. Moshê nunca
mandou repudiar por „qualquer‟ motivo. A passagem de Devarim 24 estava sendo
interpretada erradamente por eles. Pois o divórcio só é algo lícito quando possui graves
motivos. Por isso Moshê também concorda quando diz: “ervat davar”. Yahvéh odeia o
ato de um homem deixar sua esposa por qualquer motivo: Malahi 2:16.
Unicamente no texto de Shem Tov contém no verso 12 da passagem 19:12 o dito de que
os eunucos não tem pecado, sendo, em fato uma contradição lógica.

No Manuscrito hebraico de Shem Tov consta: „Jamais fareis juramento em vão/falso‟.


Concordando com as passagens do Tanach em: Vaiykra 19:12, Devarim 23:21,22, 23,
Mishlêi 20:25, Cohélet 5:5, Tehilim 42:2, Yesha‟yahu 66:1, Yrmyahu 4:2.

Em Matityahu 5:38-42 os versos 38 à 42 foram retirados do Evangelho visto serem


claramente acréscimos, pois estão sendo utilizados erradamente. Todo israelita sabe que
só é utilizado a Lei do Talhão com a aprovação judicial. Sendo o referido texto do
Evangelho herege, visto estar apresentando uma „contra parte‟ para anular a lei da Torá.

Yeshua também ensina que o home deve ter consideração em certos momentos também
para com seus inimigos, assim como o próprio Elohim o tem, comprovado pelas
passagens: Devarim 18:13, Yeshua‟yahu 55:8-11, Mishlêi 2:1-6.

O objetivo maior e ser perfeito como Elohim.

O texto final da passagem de Matityah da oração do pai nosso, foi retirado. Conforme
os manuscritos neles se encontram: “... e não nos dirijas ao poder do teste (ou prova)”, e
também: “não nos deixe cair em tentação”. A primeira citação dá a intender que Elohim
não deve nos provar, sendo que isto contradiz a Torá em Devarim 8:16; 13:4; e o direito
pessoal do próprio Elohim. No texto hebraico de Du Tillet consta: “... não nos deixe cair
em tentação...”. Ora, já esta segunda frase, aplica o erro do homem a Elohim. Pois
quando se diz que Elohim não nos deve deixar cair em tentação, está se dizendo que a
culpa pelo erro do homem na verdade é de Elohim, que permitiu que ele caísse em
tentação. Onde na verdade Elohim constituiu o homem de vontade própria.

Em Matityahu 6:14 e 9:3-6 é dito que os homens devem perdoar as iniquidades que os
outros cometem.

O texto hebraico diz iniquidade; ora, por consequência os versos 14,15 são acréscimos,
pois só Elohim de Ysrael pode perdoar as iniquidades dos homens. O próprio Yeshua
diz isto no verso 9:2 do manuscrito de Shem Tov. Também no texto hebraico de Du
Tillet, na passagem 9:2-4, que se refere a perdão de pecados, consta que os fariseus e
sábios que estavam presentes naquele lugar: “... diziam entre si...” que Yeshua estava
blasfemando. E nos outros evangelhos como: Lucas 5:21 da versão Peshitta aramaica
consta que havia “deboche entre eles, e argumentação, em tom de voz audível”. Ora, o
texto de Shem Tov diz que eles “diziam em seus corações” que Yeshua estava
blasfemando; se eles diziam em seus corações isto quer dizer que eles estavam apenas
pensando, e se estavam pensando, o mesmo texto de Shem Tov insinua que Yeshua tem
poder de ler pensamentos. O que é uma grande heresia.

Com isto, prova-se que o texto original do Evangelho de Matityah é o verso de Du Tillet
e o que ficou preservado pela Peshitta em Lucas 5:21 que relata que as pessoas que
estavam ao redor de Yeshua “falavam em tom audível”. Yeshua é um homem, não pode
adivinhar pensamentos. Apenas tomar conhecimento deles quando eles são expostos.
Matityah 12:34.
Na passagem de Matityahu 7:1 menciona que não se deve julgar, o que novamente
contradiz o Tanach em Devarim 1:16, Zakaryah 7:9, 8:16, 2º Crônicas 6:23, Yrmyahu
21:12; e contradiz os documentos do Novo Testamento em João 7:24, Atos 4:19, 1ª
Coríntios 10:15, 11:13.

De elogio a adoração

Em Matityahu 8:2 das versões comuns, é encontra maliciosamente a palavra “adorou”


dirigindo-se a Yeshua. A palavra que se encontra no manuscrito hebraico de Matityah
de Shem Tov é eshtajawéh. E nos próprios textos gregos, às palavras são: prosekunhsan,
prosekunei, ou proskunêseis, não significam “adorar”, mas são definidos pelo seu
contexto. “A palavra grega denota um ato de reverência, seja a uma criatura (Matityah.
4:9; 18:26), ou ao Criador (Matityah. 4:10)”. Em Gênesis 33:1-6 há ocorrência de
proskineo na Septuaginta. E também em: “Ele viu Jesus de longe, correu, caiu de
joelhos diante dele”. (BLH, SBB, 1975).

O acréscimo

No texto hebraico de Shem Tov na passagem Matityahu 8:20 consta o seguinte verso:
“E lhe respondeu Yeshua: Para as raposas há covis, e para as aves ninhos, mas para o
filho do homem, o filho da virgem, não há lugar onde colocar sua cabeça”. No presente
verso é mostrado claramente o acréscimo católico, visto não constar em nenhum outro
documento a referida expressão “filho da virgem” isto prova ainda mais que os católicos
adulteraram o texto para forçar a doutrina do nascimento virginal.

Os doze discípulos

No texto hebraico de Matityahu 10:2 de Du Tillet consta: “E os nomes dos doze


mensageiros são: primeiro, Shimon, chamado Kefá, e Andreah seu irmão.”. No texto
hebraico de Matityah 10:2 de Shem Tov consta: “Estes são os nomes dos doze
mensageiros chamados apóstolos; Sh‟mon, chamado Petros, e Andrea seu irmão”. O
verso no texto de Shem Tov possui influencia grega. A expressão „apóstolo‟ em
designação aos discípulos de Yeshua no texto de Matityah é de origem grega, e surgiu
tempos depois, porque logo em seguida vemos a palavra “Petros” em designação a
Kefá, sendo esta de origem grega, e seu nome autêntico sendo hebraico. Também no
texto hebraico de Du Tillet consta a forma original: “Yehudá”.

Shabat

Umas das passagens polêmicas a respeito de Yeshua é a suposta afirmação de que ele
transgrediu o shabbat. Isto não é verdade. Em Matityahu 12 do manuscrito de Shem Tov
mostra que o texto é bem diferente, e o verso onde diz que o filho do homem é dono do
shabbat é um acréscimo. Pois no evangelho de Matityahu de Shem Tov diz: “o homem
e dono do shabbat” e na peshitta antiga, o verso de Marcos 2:27 não existe. E isto revela
que passagens deste tipo foram sendo acrescentadas gradativamente para se ter base em
transgredir o mandamento de Elohim em Shemot 20:8-11.

Na passagem de Matityahu 12:31-32 existe uma contradição com o Tanach. A


passagem diz que quem blasfemar contra o “espírito” não receberá perdão de pecado.
Onde na verdade não existe pecado imperdoável, pois o referido verso contradiz
Ezequiel 18:9,28; e 33:16.

O ferreiro

Em Matityahu 13:55 no texto hebraico do Evangelho de Matityahu de Du Tillet e Shem


Tov consta “ferreiro”. O mais provável é que tenha ocorrido uma confusão por parte dos
tradutores com a semelhança entre as palavras „ferreiro‟ e „carpinteiro‟ em hebraico.

Lavar as mãos

Matityahu 15:10-20

Netilat Yadayim é um ritual feito de acordo com a Tora Oral (Tradição dos anciãos) de
lavagem das mãos antes das refeições. Lavar as mãos é higiênico, e não tem nada de
errado nisto. A passagem v.10-20 certamente foi acrescentada pelos primeiros católicos
para inserir no texto uma desculpa para transgredir Vayikra 11. O real contexto desta
passagem se trata da falta de autoridade dos fariseus para quererem exigir obediência
dos discípulos de Yeshua sendo eles próprios transgressores de leis mais importantes. E
isto obrigou Yeshua a revidar de imediato, citando a profecia de Yeshayahu e revelando
também os erros deles.

É também de se considerar que, além de alguns dos discípulos de Yeshua serem


esquecidos e desatentos (Mat. 16:5) não é encontrado Yeshua transgredindo a Netilat
Yadayim.

A chave

Os versos de Matityahu 16:18-19 dizem que Kefá recebe de Yeshua as chaves do reino,
para ser o sucessor de Yeshua. Ora, isto é falso, pois antes mesmo de Yeshua morrer ele
não tinha autoridade para tal coisa, visto estar em período de aprovação, e ainda não ter
sido declarado Rei sobre Israel. Sendo também que esta declaração é contraditória aos
fatos. O próprio verso 21 (que nas bíblias comuns é 23) informa que as „portas das
trevas‟ prevaleceram contra Kefá. No livro de Atos dos Apóstolos 21:18, no livro
História Eclesiastica XXIII:4-5, e também na carta de Kefá a Ya‟akov o próprio Kefá
menciona claramente que Ya‟akov é o líder sucessor de seu irmão Yeshua.

Sendo assim, esta passagem é acréscimo por parte do cristianismo para abafar a imagem
de Ya‟akov, por sua judaicidade (Gálatas 2:12), a fim de dizer que Kefá era a favor de
Paulo, e que „Pedro e Paulo‟ fundaram a igreja em Roma - (Irineu em Contra Heresias
3:1:1).

Jejum e oração

Matityahu 17:21

Nos escritos do Novo Testamento contém vários versos que dizem que Yeshua e seus
discípulos praticavam jejum, e oravam, porém nunca no intuito de expulsar demônios,
ou obter poder. Nos escritos Alexandrinos não consta a palavra jejum, e no Codex
Sinaiticus não consta este verso.
Não há bom, porém há bom

Matityahu 19:17

A contradição evidencia a mentira. Yeshua varias vezes se chama de bom, e fala com
relação a outros como pessoas boas (Mt 2:10, 7:15-17, 10:11, Lc 3:9), portanto esta
passagem contradiz tudo o que possui no Evangelho até ali, e não pode fazer parte do
texto original nem das palavras de Yeshua.

No texto hebraico de Du Tillet consta a palavra “Elohim”. Os versos que se seguem


contradizem as passagens Matityah 5:17-20, 10:8,10. A Torá não proíbe ao homem ter
riquezas, pelo contrário, é mandamento de Yahvéh “frutificar e multiplicar” e não
“retroceder e subtrair”.

A única coisa que Yahvéh ordena em relação à riqueza do homem rico é que ele
direcione sua riqueza para o bem do seu reino (Devarim 6:5), se for necessário
compartilhar a riqueza com alguém que está precisando ou fazer com que o pobre
aprenda a ter o que se sustentar, mas nunca tirar de um de dar a outro (Lucas 10:29-37).
Não há razão alguma para o rapaz perguntar “que me falta?” se ele de fato estivesse
guardando os mandamentos. A questão dos „doze tronos‟ também é contraditória, pois
Yehudá Ish-Keriyot se mata na véspera do Pessach, não podendo fazer parte deste rol.

A parabola do dono da vinha

Segundo menionado no capítulo 20 do evangelho de Matityahu de Shem Tov e Du


Tillet, relata-se a história dos trabalhadores da vinha, onde, os últimos trabalhadores
receberam o mesmo salário que receberam os primeiros trabalhadores, havendo a ambos
diferentes cargas horárias. Algumas pessoas dizem que esta passagem é ilegal ou
injusta. Porém, conforme a narrativa do texto, é mencionado claramente que o dono da
vinha exerceu um ato de caridade a seus últimos trabalhadores. Haja vista, que segundo
o evangelho, estes últimos trabalhadores estavam desempregados e vagando pelas
praças e mercados, podendo estar falto de mantimentos e necessidades diárias, nisto
pode ter tido a complacência a estes últimos trabalhadores. Vale ressaltar que o fato
ocorrido foi em apenas um único dia. E tendo se especificado, o dono da vinha, que a
equiparação salarial deste dia foi um ato de caridade e não a algo que fosse de direito
daqueles, o dono da vinha fica isento de culpa em relação a seus atos neste verso.

Conforme as palavras de Yeshua, quando esta parábola se compara ao reino de Yahvéh,


se compara em relação ao recebimento do Olan Habah. Pois Elohim, sendo também
bondoso, entregará o Olan HaBah não somente aos servos que lhe serviram em tempo
integral, mas também aos convertidos. Conforme Yeshayahu 56:6-7.

Sobre Matityah 22:28-32

No Evangelho de Matityahu de Du Tillet na passagem 22:28-32 é mencionado a


expressão „anjos de Elohim‟, e não apenas anjos, na qual é presente nas versões
comuns. Neste texto, o diálogo não se trata de que os homens se tornarão anjos, como é
de costume que os hereges interpretam. Mas sim que a interação dos seres humanos
entre si será como a que tem os anjos entre si. Pois no Olam haBah haverá a vida eterna,
e a multiplicação de espécies ocorrerá até o ponto onde o objetivo de Elohim for
atingido: “... encher toda a terra”. Depois disto, não há como haver multiplicação de
espécie, visto acarretar em excesso de população. Bereshit 1:28; Shemot 3:6; Dani‟el
12:2; Yeshayahu 45:17. Passagem paralela em Lucas 20:36.

Rabinato

Matityahu 23:7-10

No judaísmo um Rabino é um título usado para distinguir aquele que ensina, aquele que
tem a autoridade dos doutores da Torá ou aquele apontado pelos líderes religiosos da
comunidade.

Um rabino é simplesmente aquele que é maior por seu conhecimento, e por isso é capaz
de ensinar a outros, de menor conhecimento.

Na passagem de Matityahu 23:7-10 diz erradamente que Yeshua repudia o título de


Rabino. Isto é contraditório, pois nos outros evangelhos Yochanan também era chamado
de Rabino. O real objetivo de Yeshua na passagem de Matityahu 20:7 (8 TR) diz com
respeito à vaidade no título e não ao abandono do título. Em Matityah 4:17 e 25:19
(Texto Restaurado) Yeshua, em outras palavras, ordena que seus discípulos sejam
Rabinos. A passagem de Matityahu 23: 7-10 continua, tendo no verso 9 uma
contradição com a Torá em Shemôt 20:12 e Devarim 5:16. Onde um homem não pode
chamar seu pai de pai.

Matityah 24:31-46

Aqui não se trata de salvação por caridade, pois Yeshua chama claramente estes salvos
de ovelhas e de justos, isto é, os tzadikim, que pela humildade diante de Elohim
cumprem todas as suas mitzvot, sem questionar. E nesta ocasião ele faz referência ao
que disse em Matityahu 10:41,42. Porém os bodes são os rebeldes diante de Elohim.

Matityah 24:34-35

Os versos a respeito do cumprimento das palavras de Yeshua e da vinda do seu reino


naquela mesma época em hipótese alguma tem a possibilidade de se atribuírem a
Yeshua, pois o próprio disse a seus discípulos que não estabeleceria o reino de Yahvéh
naquela geração, no livro de Atos 1:6-7.

O leproso

Em Matityahu 26:6 na versão hebraica consta leproso, na versão grega consta leproso, a
versão aramaica consta a palavra Grb. Sendo o aramaico escrito sem vogais, esta
palavra pode significar: leproso e oleiro. Neste contexto, este homem é oleiro. A Torá
ordena o isolamento de uma pessoa com lepra. Uma pessoa com lepra não pode ficar
dentro de uma casa habitada. Vaiykra 13:45,46.

Santa ceia
Matityahu 26:26-28

No evangelho de João, não é mencionado á instituição da eucaristia ou santa ceia na


passagem da última comemoração do pessach. Embora o autor do evangelho de João
tenha a noção de se comer a carne e beber o sangue de Jesus (João 6:33-58).

Yeshua não instituiu a santa ceia ou eucaristia. Pois se Yeshua tivesse realmente
instituído a eucaristia ou santa ceia, o autor do evangelho segundo João relataria este
fato tão importante para o cristianismo, pois seu autor o escreveu especialmente para
combater os Ebionitas (Jerônimo em De Viris Ilustribus, João). Ao invés de ficar
preocupado em inventar, com detalhes, um discurso de pré-existência prolongado nos
capítulos 13,14,15,16,17 do livro de João. Portanto, o que ocorreu, foi que tais pessoas
estavam tão envolvidas com uma suposta idéia de se comer a carne e beber o sangue de
Yeshua, que introduziram estas informações nos evangelhos.

Em Matityah não menciona a ordem “fazei isto em memoria de mim”, mas somente em
Lucas e em Coríntios. Parece que somente Paulo tinha esta ideia, dizendo ter recebido
isto de Deus ou Yeshua (¹ª Coríntios 11:17-27), porém nós sabemos que Paulo não foi
Apóstolo e nem estava presente no dia do último Pessach.

Matityah 26:26

São três matzot que comemos no seder de pessach, e cada uma delas representa os três
patriarcas, Avrahan, Yitzhak, e Ya‟akov. Porém a matzá do meio, representa Yitzhak. A
única matzá que é quebrada no seder de pessach e guardada sua outra metade para o
final da festa é a de Yitzhak, que simboliza o sacrifício a Elohim em Moriyah (Bereshit
22:2). Shemôt 12:1-11 (Shemôt 12:9).

Matityah 26:28

No pessach, tomamos 4 copos de vinho, tendo cada um seus respectivos significados.


Mais por que o vinho é tomado em pessach? Não poderia ser outra bebida? Não, porque
no livro de importâncias, é encontrado que, a b‟rachah de outras frutas é mais
importante do que a b‟rachah do suco destas frutas; porém, com relação à uva é o
contrário, aquilo que é extraído da uva tem mais importância do que a própria uva, Com
isso, am Yisra‟el, quando estava no Egito, era como se fosse o vinho dentro da uva, ou
seja, ainda não era manifestada de modo importante, mas a partir do momento que
saímos do Egito, que recebemos a Torá, e fomos escolhidos por Elohim, neste momento
recebemos nossa verdadeira importância e brilho como am Yisra‟el. Como o vinho,
quando sai da uva. Shemôt 24:8, Shemuel alef 2:13,14, Dani‟el 9:26, Yrmiyahu 31:31-
33, Zakaryah 9:11.

O paroketh

Matityahu 27:51

A passagem onde consta que o parokhet (véu) do Templo foi rasgado sozinho por
consequência da morte de Yeshua com o objetivo de findar os sacrifícios de animais é
falsa. Pois vemos em todo o livro de Atos dos Apóstolos, e principalmente em 21:20-24,
que os discípulos de Yeshua apresentavam sacrifícios de animais, porque faziam voto
de nazireu e sacrificavam no Templo as ofertas requeridas na Torá. E inclusive tinham a
maior preocupação com respeito a isto. O sacrifício de Yeshua não veio para abolir os
de animais, pois o sacrifício de Yeshua veio para proporcionar à expiação de pecados a
mão levantada, onde não há expiação através da ordenança da Torá. Yeshayahu 53.

Morte de Yeshua

Matityahu 27:61-63

E passando o feriado, Miriyam de Magdala, Miriyam, mãe de Ya'akov, e Shlomit,


compraram aromas para irem ungi-lo. E no Shabat repousaram conforme a mitzvá.
Consta desta forma por Marcos 16:1 e Lucas 23:56. Os respectivos versos não são
levados em conta porque é devido à má compreensão e ignorância com respeito a
história de Yeshua que os cristãos ensinam que Yeshua morreu numa sexta-feira, e não
numa quarta.

Matityah 28

No texto Hebraico de Du Tilet consta: “Na noite do shabat, iluminando primeiro, no


shabat, Miryam Magdalena e a outra Miryam foram ver o tumulo”. No texto hebraico de
Shem Tov consta: “E no primeiro dia da semana, de manhã cedo, foram Miryam
Magdalena e a outra Miryam ver a tumba”. No texto Grego consta: “No fim do sábado,
iniciando o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o
tumulo”. Portanto fica evidente que o verso original é o que diz que as mulheres foram
no tumulo no por do sol do sábado, quando estava começando o primeiro dia da
semana. E que estas coisas ocorreram à noite e não de manhã.

Matityahu 28:2

No texto hebraico de Du Tillet consta: “re‟a‟sh gadol”, “grande barulho”, e no texto de


Shem Tov consta “terremoto”. O terremoto é ausente em qualquer outro documento
religioso. Sendo, portanto o texto original o que relata que ocorreu um grande barulho.

Em Matityah 28:16 de Du Tillet e em Lucas 24:33 constam: “onze”. No texto de Shem


Tov consta “doze”. Esta expressão pode ser erro de algum copista, pois Yehudá, estando
morto, não pode haver doze.

Quarta ou Sexta?

Segundo a doutrina estabelecida no cristianismo, Yeshua (Jesus) teria sido morto numa
sexta-feira e ressuscitado no domingo seguinte.

Conforme Mateus 12:24, Yeshua diz que na sua morte (véspera de Pessach) ele
permaneceria morto 3 dias e 3 noites, e isto não coincide com a doutrina defendida pelo
cristianismo, pois sua morte na sexta-feira e ressurreição no domingo de manhã não se
completam 3 dias e 3 noites. Se Yeshua tivesse sido morto na sexta-feira, ele teria de
ressuscitar na noite de segunda-feira, isto é: na virada de segunda-feira para terça-feira,
para ter de concluir o período de 3 dias e 3 noites. Porém, algumas pessoas dizem que a
expressão "3 dias e 3 noites" não são dias inteiros, mas sim dias simbolicos, e que na
verdade ele ficaria somente 3 dias (sexta, sábado, domingo) no túmulo.
Porém, mesmo com esta refutação (mentirosa), a morte de Yeshua numa sexta-feira
continua sendo uma mentira. Pois no texto Hebraico de Matityahu de Du Tilet relata-se
que: “Na noite do shabat, iluminando primeiro, no shabat, Miryam Magdalena e a outra
Miryam foram ver o tumulo”. E no texto Grego de Matityahu também se narra: “No fim
do sábado, iniciando o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram
ver o tumulo”. Isto prova claramente que Yeshua não morreu numa sexta-feira, pois ao
ter sua ressurreição no final do sábado, nem mesmo o período dos '3 dias simbólicos'
são cumpridos.

Conforme estudos cronológicos, a data do 1º dia de Pessach daquela época caiu na


quinta-feira. Sendo assim, Yeshua tem sua morte na quarta-feira, e sua ressurreição no
final do shabat a noite. Vale ressaltar que o dia, na cultura judaica é de por do sol a por
do sol. Portanto, quando diz: “iniciando o primeiro dia da semana”, não se refere ao
amanhecer (nascer do sol), mas sim a noite, no por do sol do shabat.

Os cristãos também confundem a palavra sábado (shabat) presente nos evangelhos. Nos
documentos que narram à historia de Yeshua, nas traduções em português, encontram-
se versos dizendo: “na véspera do sábado”. Ora, o “sábado” especificado nos
evangelhos é o feriado de Pessach, que é um shabat (sábado). Na cultura judaica, todas
as festas/feriados são chamados de shabat, e não somente o shabat que cai no sétimo dia
da semana. A palavra “sábado” vem da transliteração desta palavra “shabat” do
hebraico, para as línguas latinas, e significa: descanço.

Portanto quando há ocorrência da palavra “sábado” nas bíblias em português, não


significa obrigatoriamente que este dia seja o sábado que cai no sétimo dia da semana.
Deve-se examinar o contexto para saber em qual dia se trata.

Sábado ou Domingo?

A ressurreição de Yeshua no domingo de manhã contradiz suas próprias palavras. E


aqueles que assim afirmam não tem o conhecimento do que estão falando. Pois dizer
que Yeshua ressuscitou no domingo de manhã é o mesmo que dizer que ele não ficou
morto durante 3 dias e 3 noites; mas sim que ele ficou morto 3 dias e 4 noites.

No texto Hebraico de Matityahu de Du Tilet e nas versões Gregas de Matityahu relata-


se bem claro que: “Na noite do shabat,... Miryam Magdalena e a outra Miryam foram
ver o tumulo”.

O Terremoto

Também relata-se, no texto hebraico de Matityahu de Du Tillet que a respeito do


suposto terremoto que houve na vinda do anjo/mensageiro para remover a pedra não é
verídica.
Este fato não é narrado por nenhum outro evangelista, e na versão hebraica de Du Tillet
consta assim: “E fez um grande barulho...”, do hebraico: “re‟a‟sh gadol”.

Mateus 28:18
O presente verso, narrado em Matityahu 28:18 dos evangelhos de Matityahu é falso e
contraditório. E isto se explica simplesmente pelo seguinte fato: conforme o Tanach, o
Mashiach receberá autoridade somente quando ele for dar início a seu reinado. E as
passagens de Tehilim 110:3, e Daniel 7:13-14 deixam isso bem claro.

Mateus 28:19

Este é o verso mais polémico e debatido do Novo Testamento.

Primeiramente, a expressão: “em nome do pai, do filho e do espírito santo” é errônea


simplesmente pelo lado lógico, sem entrar na questão dos “textos antigos”. Pois Yeshua,
sendo educado na cultura judaica, sabe muito bem que um “espírito” não é um ser
pessoal para que se tenha nome próprio, como pensam os gregos, e os restantes dos
pagãos. Ora, a resposta é clara, e evidente, quando analisada pela cultura judaica.

Mas o que diz os outros documentos antigos?

No Evangelho segundo Matityah de Shem Tov, a passagem de Matityah 28:19 diz o


seguinte: “... Vão vocês e guardem eles a estabelecerem todas as palavras que eu
ordenei a vocês para sempre”. Não menciona texto algum relacionado a doutrina da
trindade, ou a tríade de deuses. Haja vista que a passagem referente a trindade no
Evangelho segundo Matityahu só apareceu no Concílio de Nicéia, 325d.C.. Ora, isto
prova que os cristãos alteraram a passagem do texto de Matityahu para dar base a
heresia da trindade, e inventaram o verso trinitário e o puseram no texto de Matityahu.
Portanto, a passagem do Evangelho de Mateus 28:19-20 dos cristãos é um acréscimo, e
a passagem de Matityahu 28:19 de Shem Tov é a frase original das palavras de Yeshua
a seus discípulos, visto estar relatando uma fala final.
Se a passagem de Mateus 28:19-20 dos cristãos, na qual se refere a trindade, fosse
verídica, Lucas certamente a teria relatado.

Verso final

No Evangelho segundo Matityahu de Shem Tov, na passagem 28:19 é encontrado um


pronome pessoal: “eles”, conforme o verso:
“... e guardem eles a estabelecerem todas as palavras que eu ordenei a vocês para
sempre ”. (Matityahu 28:19).
Este pronome está apontando para certas "pessoas" na qual foram mencionadas
verbalmente por Yeshua a seus discípulos. Segundo o verso citado, esta ordenança
refere-se a uma prática de sucessão, quando uma pessoa passa todos os seus
conhecimentos a outra. Portanto, este verso certamente se aplica a todas as pessoas na
qual são seguidores doe Yeshua.

Nas citações de Eusébio de Cesareia, segundo seus escritos, são encontradas diferentes
versões que supostamente seriam o texto do Evangelho segundo Mateus 28:19:
Uma delas menciona assim: “... fazei discípulos em todas as nações em meu nome.” E,
outra delas, menciona assim: „Ide e fazei discípulos de todas as nações em meu nome,
ensinando-os a observar todas as coisas, tudo o que eu vos ordenei‟.– (Novum
Testamentum Graece", Nestle e Aland, 25º edição).
Estas citações de Eusébio de Cesareia são semelhantes aos versos encontrados em Lucas
24:46-47.

Assim, estas passagens citadas por Eusébio de Cesareia são versões adaptadas por ele
mesmo através de uma conclusão que ele teve ao ler os manuscritos de Lucas 24:46-47
e Mateus 28:19. Quando chegou o Concílio de Nicéia, Eusébio de Cesareia, segundo
seus escritos, passa a escrever a frase que supostamente seria a de Matityahu 28:19
assim: “... batizando-os em nome do pai do filho e do espírito santo”.
Portanto, prova-se que o texto do Evangelho de Mateus usado pelo cristianismo é uma
versão alterada pelos cristãos antigos para dar base as suas heresias.

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