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81-MISTÉRIO DO FUTURO-Agosto 2006

Dizem os mais crédulos que, “o futuro a Deus pertence”; outros asseveram que “cada
um é responsável pelos seus atos”, ou seja, a intervenção divina no futuro da pessoa
seria nula. Por outro lado, a ala científica, mais pragmática, age de acordo com as
tendências. Por conseguinte, o futuro segue na linha de um tempo meramente linear,
sem desvios. Contudo, existem setores – no caso, os pesquisadores da física quântica –
que já começam a “suspeitar” ser o futuro um momento em constante acontecimento,
isto é, um tempo que existe paralelamente com o presente. Em outras palavras, tudo
acontece simultaneamente: passado, presente e futuro. Complicado de compreender no
ponto de vista convencional. Essas hipóteses podem induzir à conclusão de que o tempo
é fictício – assunto comentado em artigos anteriores. Será, então, que essa nova visão
vai subverter as concepções ligadas à dicotomia “livre-arbítrio/determinismo”? Cairiam
por terra também as opiniões que dizem ser a vida pura “obra do destino”? Além do
mais, dá-se crédito aos profetas – da Antigüidade ou modernos – que “enxergariam”
quadros do futuro passando-lhes pela mente, tal como num filme. Pergunta-se
novamente, pois: como funcionaria a “antena” desses indivíduos? Seria uma nuance
dos chamados sonhos premonitórios? Eis a teoria dos universos paralelos de volta à
baila, uma vez que nem sempre os cenários se realizam pois poderiam ser alterados
pelos seus “atores”, concomitantemente às alternativas que a situação se apresentasse,
no caso, esses “vários momentos”. Todavia, sempre haverá aqueles que afirmam ser o
destino inevitável para todos. Resta então pressupor que ambas as hipóteses
coexistiriam? Como os mistérios nunca cessam, já surgem notícias sobre uma técnica
ainda pouco conhecida que se chama “progressão”. O que seria esta nova prática
adotada por alguns pesquisadores e até psiquiatras? Como o próprio nome deixa
evidente, progressão da memória - ao contrário da regressão – é a técnica empregada
para tratar diversos tratamentos de ordem psíquica através da hipnose. É outra forma,
segundo esses pesquisadores, de “ver” o futuro de cada um. Uma das explicações que
poderia ser dada a tudo isso é: não estaria o orbe terrestre envolto de vibrações
formadoras de imagens de momentos diversos da vida humana mas que os sentidos
limitados do homem comum não captaria? A teoria do “deja-vu” não encaixaria nesta
tese? Este termo, por sinal, - para quem ainda não está familiarizado com o tema –
significa “ver antes”, isto é, antever um acontecimento. De vez em quando, há quem
sinta que “já esteve naquele lugar antes” e fica intrigado com a exatidão de uma cena
já vivenciada. Seria este um sintoma de que realmente o futuro pode ser vislumbrado,
mesmo que inconscientemente? Como os especialistas encaram essa situação? Existem
duas classes desses indivíduos: os futuristas e os futurólogos. Os primeiros, vêem o
futuro de acordo com as tendências tecnológicas, culturais, econômicas e políticas, ao
passo que os outros visualizam o porvir na base da adivinhação, tendo como meio
canais variados. São os que “jogam verde, para colher maduro”. Boa parte erra de
alvo, mas sempre há uma justificativa para o engano. O que todos acertam, geralmente,
é sobre o futuro da Terra no que concerne, por exemplo, à natureza. O homem avilta o
meio-ambiente sem qualquer controle (só existem advertências e poucas ações) e as
conseqüências são óbvias tanto para a sua saúde, quanto para o ecossistema, quando
novamente vem prevalecer a implacável lei de causa-e-efeito. O que mais impressiona é
que a Terra ainda resiste bravamente contra os desrespeitos que se lhe impõem. E ainda
sempre haverá um risco iminente de guerra nuclear e química assombrando o futuro
terráqueo. O mesmo acontece com o ser humano: ele faz e ele é de acordo com o padrão
de pensamento e a forma de agir durante a sua vida. Regra óbvia e coerente. Enfim,
enquanto os chamados “sete pecados capitais” persistirem, será difícil esperar que o
seu progresso mental aconteça em curto prazo. Por via de regra, o reflexo será no
futuro.