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FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU

Francisco Bruno Carvalho Martins

AULA PRÁTICA DE VDRL E RPR


BHCG TESTE RÁPIDO

Relatório técnico apresentado como requisito


parcial para obtenção de nota na
disciplinaimunologia clínica, no Curso de
biomedicina, na Faculdade Mauricio de Nassau
Prof.Ms Ana Lúcia Hanemann

FORTALEZA

2016
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Sumário
1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 3

1.1 SIFILIS PRIMÁRIA ............................................................................ 3

1.2 SÍFILIS SECUNDÁRIA ...................................................................... 3

1.3 SÍFILIS LATENTE ............................................................................. 4

1.4 SÍFILIS TERCIÁRIA .......................................................................... 4

1.5 SÍFILIS CONGÊNITA ........................................................................ 5

1.6 DIAGNÓSTICO IMUNOLÓGICO NA SÍFILIS ................................... 5

1.7 TESTE CARDIOLIPÍNICOS .............................................................. 5

1.8 β-hCG ............................................................................................... 6

1.8.1 Aplicações da determinação de hcg............................................. 6

1.8.2 Acompanhamento da gravidez ..................................................... 6

2 METODOLOGIA ...................................................................................... 8

2.1 TESTE DE AGLUTINAÇÃO VDRL ................................................... 8

2.2 PROCEDIMENTOS .......................................................................... 8

2.3 RPR .................................................................................................. 8

3 RESULTADOS ...................................................................................... 10

3.1 VDRL .............................................................................................. 10

3.1.1 Teste quantitativo de vdrl ........................................................... 10

3.1.2 Teste semi-quantitativo .............................................................. 10

3.2 RESULTADOS RPR ....................................................................... 10

3.3 RESULTADOS B-HCG ................................................................... 11

4 REFERENCIAS ..................................................................................... 12
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1 INTRODUÇÃO

Doença infecto-contagiosa sistêmica, que evolui de forma crônica (lenta) e


que tem períodos de acutização (manifesta-se agudamente) e períodos de latência.
Pode comprometer múltiplos órgãos tais como pele, olhos, sistema nervoso e etc.
De acordo com algumas características de sua evolução a sífilis divide-se em
Primária, Secundária, Latente e Terciária ou Tardia. Quando transmitida da mãe
para o feto é chamada de Sífilis Congênita.

Este texto foi retirdo da URL “http://www.dst.com.br/pag01.htm”no dia 12 de


Maio de 2016.

Existem testes que possibilitam o diagnostico da Sífilis,tais como VDRL e


RPR,ambos feitos em aula prática no dia 12 de Maio de 2016.

1.1 SIFILIS PRIMÁRIA

Após o período de incubação de 10 a 90 dias(media 21 dias), pode ser


observado o prtossifiloma ou lesão primária no local da inoculação.Essa ulceração é
geralmente única, indolor, com bordas salientes, firmes e endurecidas, e o paciente
mostra linfadenopatia satélite regional. O cancro é formado de material mucoide com
sulfatação do acido hialuronico. A cicatrização completa da lesão primária é
espontânea, e ocorre em 4 a 6 semanas. Nesse meio-tempo, o T.pallidum já atingiu
a corrente circulatória e está em franca disseminação. Os anticorpos são
detectadosconcomitantemente ou em 10 dias após o inicio da lesão, dependendo do
período de incubação. (VAZ, Adelaide José. Imunoensaios: fundamentos e
aplicações. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan P 175; 2007.)

1.2 SÍFILIS SECUNDÁRIA


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No momento em que o agente causador invade a corrente sanguínea e


linfática ocorre uma disseminação generalizada, atingindo tecidos e órgãos.
Clinicamente, são relatadas lesões cutâneas, indolores, e não-pruriginosas, do tipo
papulares, maculosas, papuloescamosas, pustulares e nodulares. O diagnóstico
pode ser confirmado através de uma simples anamnese do paciente. (VAZ, Adelaide
José. Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan,P175;2007).

1.3 SÍFILIS LATENTE

Nos primeiros anos após a fase secundaria, acontece a fase latente


precoce, caracterizada pela presença de anticorpos em elevada concentração e pela
ausência de sintomas. Fase ainda muito infectante e, alguns pacientes relatam
reincidência de lesões mucocutaneas. A transmissão vertical é altamente provável
nessa fase.

Na ausência de tratamento, a fase latente progride para a etapa tardia, de


duração muito variável e que termina quando os sintomas da fase terciaria
aparecem. As consequências da sífilis serão determinadas pelo grau de
contaminação no sistema nervoso central e tecidos vasculares. Testes imunologicos
detectam a maioria dos pacientes em fase latente tardia. Em pacientes
imunossuprimidos a fase latente é mais curta, evidenciando que a resposta imune
não consegue conter parte do processo infeccioso. (VAZ, Adelaide José.
Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan,P175;2007.)

1.4 SÍFILIS TERCIÁRIA

Fase pouco infectante, devido ao menor número do agente causador,


T.pallidum.Tecidos e órgãos apresentam lesões que prejudicaram seu completo
funcionamento. Também é chamada de fase destrutiva, e é decorrente do processo
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crônico imunoinflamatório. (VAZ, Adelaide José. Imunoensaios: fundamentos e


aplicações. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,P175; 2007.)

1.5 SÍFILIS CONGÊNITA

Pode manifestar-se de forma precoce, ao nascimento, semelhante á fase


secundaria, com lesões mucocutâneas, linfoadenopatia difusa,
hepatoesplenomegalia, lesões oculares, comprometimento do sistema renal e do
sistema nervoso central. Cerca de 40% dos casos de sífilis congênita evoluem para
morte fetal por aborto espontâneo, natimortalidade, ou morte neonatal. (VAZ,
Adelaide José. Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan,P175; 2007.)

1.6 DIAGNÓSTICO IMUNOLÓGICO NA SÍFILIS

A dificuldade do diagnostico microbiológico tornou a detecção de anticorpos


na sífilis o método de diagnostico de melhor escolha no laboratório clinico. (VAZ,
Adelaide José. Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan,P177; 2007.)

1.7 TESTE CARDIOLIPÍNICOS

O antígeno cardiolipina é uma emulsão da cardiolipinaadsrovida a cristais de


colesterol em solução alccolica, estabilizado com solução aquosa proteica de
lecitina; faz parte do teste VDRL, e é empregado há mais de 6 décadas. É uma
floculação e foi padronizado pelo VeneralDiseasesResearchLaboratory. Dois testes
apresentam micropartículas de carvão,são eles RPR(rapidplasmreagin) e o
Carbotest. Ambos os testes apresentam maior facilidade e leitura a olho nu em
fundo branco, enquanto o VDRL faz-se necessário a utilização do uso de
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microscópio. Na presença de reaginas (anticardiolipínicos) ocorre a chamada


floculação que nada mais é do que a aglutinação da cardiolipina,os cristais de
colesterol se agregaram formando os microflocos visíveis com o auxilio do
microscópio. (VAZ, Adelaide José. Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan,P 177; 2007.)

1.8 β-hCG

Hormônio glicoproteico produzido pelas células trofoblásticas da placenta


durante a gravidez. Também pode ser usado como um indicador tumoral(VAZ,
Adelaide José. Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan,P 162-3; 2007.)

1.8.1 Aplicações da determinação de hcg

1.8.1.1 Detectar Gravidez

Principal e mais conhecido método para determinação quantitativa e


qualitativa de HCG. Muitos dos testes conseguem detectar a elevação dos valores
normais já a partir de 1 semana pós-nidação do óvulo. Testes ultrassensíveis
também são usados para verificar a eficiência de procedimentos na gravidez
assistida. A detecção de HCG é bastante especifica pois os anticorpos usados nos
kits certifica-se que mesmo em altas concentrações de LH,FSH e TSH não interfiram
nos resultados. (VAZ, Adelaide José. Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan,P163; 2007.)

1.8.2 Acompanhamento da gravidez


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Utilizado para acompanhamento de feto em gestações de risco, este método


permite a verificação da morte fetal. Também pode ser usado como indicativo de
insuficiência placentária.(VAZ, Adelaide José. Imunoensaios: fundamentos e
aplicações. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,P163; 2007.)
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2 METODOLOGIA

2.1 TESTE DE AGLUTINAÇÃO VDRL

Particulas de colesterol revestidas com cardiolipinas e lectina reagem com


os anticorpos presentes na amostra, resultando em floculação que pode ser
observada macroscopicamente.

Ausência de floculação indica resultado negativo.

Amostras: Utilizar soro sem hemólise;não utilizar plasma para realizar o


teste;as amostras podem ser armazenadas em até 8 dias entre 2-8ºC; pode-se
congelar por ate 3 meses as mesmas amostras, o congelamento e descongelamento
repetidas vezes pode fornecer resultados inconsistentes.(Protocolo de aula pratica,
NºLAB-PAP-176)

2.2 PROCEDIMENTOS

Teste qualitativo: Pipetar 25 µl das amostras (soro do paciente, controle


positivo e negativo) em uma cavidade da placa de Kline; Dispensar 25 µl da
suspensão antigênica sobre a amostra; Colocara placa em um agitador mecânico e
agitar durante 4 minutos 180rpm; Após 4 minutos observar o resultado ao
microscópio utilizando o aumento de 100x, comparando a amostra do paciente com
os resultados obtidos, com o controle positivo e controle negativo.(Protocolo de aula
pratica, NºLAB-PAP-176)

2.3 RPR

Amostras: Utilizar soro sem hemólise; não utilizar plasma para realizar o
teste; as amostras podem ser armazenadas em até 8 dias entre 2-8ºC; pode-se
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congelar por ate 3 meses as mesmas amostras, o congelamento e descongelamento


repetidas vezes pode fornecer resultados inconsistentes.(Protocolo de aula pratica,
NºLAB-PAP-176)
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3 RESULTADOS

3.1 VDRL

3.1.1 Teste quantitativo de vdrl

Resultado reativo, agregados médios a grandes. (Protocolo de aula pratica,


NºLAB-PAP-176)

3.1.2 Teste semi-quantitativo

Preparar diluições seriadas do soro (1/2, ¼, 1/8, 1/16, 1/32, 1/64) utilizando
solução salina; Pipetar 50µl das amostras em uma cavidade da placa de Kline;
Dispensar 20 µl da solução antigênica na mesma área da amostra; Colocara placa
em um agitador mecânico e agitar durante 4 minutos 180rpm; Após 4 minutos
observar o resultado ao microscópio utilizando o aumento de 100x, comparando a
amostra do paciente com os resultados obtidos, com o controle positivo e controle
negativo; Será considerado titulo a maior concentração da amostra que apresentar
aglutinação macroscópica.(Protocolo de aula pratica, NºLAB-PAP-176)

3.2 RESULTADOS RPR

Pipetamos 25 µl das amostras (soro do paciente, controle positivo e


negativo) em um dos campos do cartão-teste; Desprezamos 25 µl da suspensão
antigênica sobre a amostra; Agitamos manualmente o cartão-teste com movimentos
circulatórios por 4 minutos; Após 4 minutos podemos observar aglutinações
presentes, comparando a amostra do paciente com os resultados obtidos, com o
controle positivo e controle negativo.(Protocolo de aula pratica, NºLAB-PAP-176)
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3.3 RESULTADOS B-HCG

Realizamos diagnostico de gravidez através da pesquisa de HCG utilizando


anticorpo monoclonal anti-HCG da técnica de imunoprecipitação.

Com placa de reação já em mãos, adicionamos uma gota do sangue do (a)


paciente; Esperamos cerca de 5 minutosaté que a reação já estivesse completa;
Verificamos que o teste apresentou o resultado negativo, não acionando a linha de
imunocromatografia da placa.(Protocolo de aula pratica, NºLAB-PAP-176)
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4 REFERENCIAS

VAZ, Adelaide José. Imunoensaios: fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan,P 177; 2007)