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UNIVERISDADE CEUMA

ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: CIÊNCIA DOS MATERIAIS
PROF. MSc. DIOGO RAMON DO N. BRITO

ÍTALO LEAL DA COSTA CPD: 79907


VANDESON GOMES NOBREGA CPD: 80186

IMPERATRIZ-MA
2018
Introdução
É fácil avaliar a importância dos materiais em relação à existência e à
evolução da espécie humana. Não é necessário aprofundar tal exame para se
perceber que inúmeras etapas do desenvolvimento do homem foram marcadas
pela variedade de materiais por ele utilizada.
Desde o início da civilização os materiais são usados com o objetivo de
permitir e melhorar a vida do ser humano. No início da pré-história, o principal
material utilizado na confecção de objetos e ferramentas era o sílex lascado.
Em seguida, o homem produziu seus utensílios a partir da pedra polida.
Com a descoberta do fogo e com o início do uso do barro na fabricação
de objetos, iniciou-se a fabricação de peças cerâmicas. A possibilidade de
transformar um material maleável em outro com propriedades mecânicas
totalmente diferentes marcou o início da ciência e engenharia dos materiais.
Nessa mesma época, o uso do barro reforçado com vigas de madeira e palha,
que constitui um material.

Materiais Metálicos

Propriedades e características

Os elétrons localizados nas superfícies dos objetos metálicos absorvem e


irradiam luz, por isso os objetos metálicos, quando polidos apresentam um
brilho característico.
Se o metal refletir todas as cores do espectro eletromagnético a sua
coloração será prateada; Se o metal não refletir todas as cores do espectro
eletromagnético, refletirá uma única cor das radiações absorvidas. Daí o ouro
ser amarelo e o cobre avermelhado

As propriedades físicas que caracterizam os metais são:


 Elevada condutibilidade termina.
 Superfície de aspecto brilhando.
 Maleabilidade e ductilidade
 Densidade, dureza e ponto de fusão.

Propriedades elétricas e térmicas

Os metais possuem uma enorme capacidade de conduzir calor e


corrente elétrica. Nós metais a condutividade térmica esta relacionada com a
condutividade elétrica, uma vez que os elétrons de condução, além de
transferirem corrente elétrica, transferem também energia térmica.
No entanto, a correlação entre a condutividade elétrica e a térmica só
vale para metais, devido a forte influencia dos fotões no processo de
transferência de calor.

No estudo da transferência de calor, condução térmica é a transferência


de energia térmica entre átomos e/ou moléculas vizinhas em uma substancia
devido a um gradiente de temperatura.
Noutras palavras, é um modo do fenômeno de transferência térmica
causado por uma diferença de temperatura entre duas regiões em um mesmo
meio ou entre dois meios em contato no qual não percebe movimento global da
matéria na escala macroscópica.

Os metais possuem um bom ordenamento na sua estrutura cristalina, e


também elétrons livres que podem se locomover através da rede de átomos.
Os elétrons movimentam-se em virtude das diferenças de potencial aplicadas
nas extremidades deste material. Estas surgem devido à falta de elétrons em
algumas regiões e à sobra de elétrons em outras regiões. A diferença de
potencial esta associada ás forças de atração entre as cargas elétricas. Ou
Seja, a região de carga positiva, onde faltam elétrons, atrai os elétrons, de
carga negativa.

Densidade

Para iguais volumes de diferentes metais, quanto maior for a massa de um


deles, maior irá ser a sua densidade. Já se for para iguais valores de massa, o
metal que apresentar menor volume, irá ser o que possui maior densidade.
Para os metais de transição, quanto maior for o número atômico, maior vai ser
a massa da substância, mas como o volume desta não vai varias de forma
significativa, vai implicar um aumento da densidade.

Dureza

A dureza é a propriedade característica dos metais ( e de todos os


matérias sólidos), que expressa a resistência a deformações, mas também a
resistência a quando são riscados ou quando ocorre a corrosão desse metal.
Esta propriedade dá a capacidade de resistência aos metais, de forma
permanente, á deformação, quando sujeitos a uma força constante.
Quanto maior a dureza de um metal, maior a capacidade de resistência
a deformações. Existem varias escalas para a medição da dureza de mateias
tais como Rockwell e a Escala de Mohs.
Esta propriedade esta diretamente relacionada com as forças de ligação
dos átomos constituintes dos mateis.

Propriedades ópticas

Uma vez que os metais opacos e altamente refletivos, a cor percebida é


determinada pela distribuição de comprimentos de onda da radiação de onda
que é refletida e não absorvida.
Os metais brancos (Ag, Pt, Al, Zn) refletem aproximadamente o mesmo
números de fótons com as mesmas frequências encontradas no feixe de luz
incidente. Nos metais vermelhos e amarelos, tais como Cu e Au, os Fótons
com pequeno comprimento de onda são absorvidos e a radiação refletida é
composta preferencialmente de fótons com comprimentos de onda maiores.
Tanto mais efetiva é a absorção quanto mais denso for o material, e
tanto maior for a refletividade quanto mais polida for a superfície.
Ponto de fusão e ponto de ebulição

O ponto de fusão de uma substancia corresponde à temperatura o qual


essa substancia passa do estado solido para o estado liquido. Já o ponto de
ebulição de uma substancia corresponde a temperatura à qual a substancia no
estado líquido passa ao estado gasoso. Os metais podem apresentar variados
pontos de fusão e de ebulição.
No entanto, os metais apresentam valores elevados de fusão e de
ebulição. Isto deve-se ao facto de as ligações metálicas serem muito fortes, ou
seja, os átomos estão intensamente unidos. Deste modo é preciso um valor
elevado de energia térmica para superar as forças de atração entre átomos.

Ductilidade

A ductilidade consiste na capacidade de um material, especialmente


certo metais como ouro, sofre deformação plástica, em contraposição com a
deformação elástica. Os metais são substancias extremamente dúcteis,
podendo ser estriados em fios martelados ou laminados em finas folhas , sem
se partirem

Propriedades magnéticas
O magnetismo é uma propriedade dos átomos que tem origem em sua
estrutura atômica. É resultado da combinação do momento angular orbital e do
momento angular de spin do elétron. A forma como ocorre a combinação entre
esses momentos angulares determina como o material irá se comportar na
presença de outro campo magnético. É de acordo com esse comportamento
que as propriedades magnéticas dos materiais são definidas. Elas podem ser
classificadas em três tipos: diamagnéticos, paramagnéticos e ferromagnéticos.

Diamagnéticos: São materiais que, se colocados na presença de um


campo magnético externo, estabelecem em seus átomos um campo magnético
em sentido contrário ao que foi submetido, mas que desaparece assim que o
campo externo é removido. Em razão desse comportamento, esse tipo de
material não é atraído por imãs. São exemplos: mercúrio, ouro, bismuto,
chumbo, prata etc.

Paramagnéticos: Pertencem a esse grupo os materiais que possuem


elétrons desemparelhados, que, ao serem submetidos a um campo magnético
externo, ficam alinhados no mesmo sentido do campo ao qual foram
submetidos, que desaparece assim que o campo externo é retirado. São
objetos fracamente atraídos pelos imãs, como: alumínio, sódio, magnésio,
cálcio etc.

Ferromagnéticos: quando esses materiais são submetidos a um campo


magnético externo, adquirem campo magnético no mesmo sentido do campo
ao qual foram submetidos, que permanece quando o material é removido. É
como se possuíssem uma memória magnética. Eles são fortemente atraídos
pelos imãs, e esse comportamento é observado em poucas substâncias, entre
elas estão: ferro, níquel, cobalto e alguns de seus compostos.
Motivos do uso de materiais metálicos na construção civil

Em meados do século XIX o ferro passa a ser utilizado para diversos


fins, entre eles na construção civil. As duas primeiras grandes aplicações do
ferro nas construções foram: pontes e estações ferroviárias. O emprego do
ferro foi aprimorado ao longo dos anos

O fato que os metais possuem: Alta dureza, grande resistência mecânica


elevada plasticidade (grandes deformações sem ruptura) e boa condutibilidade
térmica e elétrica.

A liga mais utilizada na construção civil é o aço, pelo seu largo uso como
armação nos concretos. Outros dois metais bastante utilizados são o alumínio
e o cobre. O alumínio, quanto mais puto o alumínio, maior a resistência à
corrosão e menor a resistência mecânica e o cobre que é bastante utilizado em
circuitos elétricos e tubulações.

Materiais Cerâmicos

As Cerâmicas compreendem todos os materiais inorgânicos, não-


metálicos, obtidos geralmente após tratamento térmico em temperaturas
elevadas. Numa definição simplificada, materiais cerâmicos são compostos de
elementos metálicos e não metálicos, com exceção do carbono. Podem ser
simples ou complexos.
Exemplos: SiO2 ( sílica), Al2O3 (alumina) , Mg3Si4O10(OH)2 (talco)

Características Gerais

 Maior dureza e rigidez quando comparadas aos aços.


 Maior resistência ao calor e à corrosão que metais e polímeros.
 São menos densas que a maioria dos metais e suas ligas.
 Os materiais usados na produção das cerâmicas são abundantes
e mais baratos.

Propriedades elétricas

As propriedades elétricas dos materiais cerâmicos são muito variadas.


Podendo ser:
 isolantes: Alumina, vidro de sílica (SiO2 )
 semicondutores: SiC, B4C
 supercondutores: (La, Sr)2CuO4 , TiBa2Ca3Cu4O11
Propriedades Térmicas

Capacidade calorífica
Em considerações práticas o fator que mais influencia é a porosidade, já
que muitos cerâmicos maciços tem comportamento semelhante em relação
à capacidade térmica.
Como uma peça cerâmica com porosidade tem menor massa por
volume que uma sem porosidade, a primeira necessita menor quantidade
de calor para atingir uma temperatura específica. Como resultado um forno
revestido com material mais poroso (um refratário por exemplo) pode ser
aquecido e resfriado muito mais rapidamente e eficientemente

Condutividade Térmica

É a taxa de fluxo calórico que atravessa o material. unidade:


cal/s/cm2/ºC/cm ou W/mK. Nos metais os transportadores de energia são os
elétrons livres que estão presentes em grande quantidade e são muito
móveis, logo os metais são ótimos condutores de calor. Nos cerâmicos a
transmissão de energia térmica é realizada por “fonons” Os fonons são a
quantificação da energia térmica transmitida pela vibração térmica da
estrutura interna, ou designa um quantum de vibração em um retículo
cristalino rígido.

Expansão térmica

Depende da força (energia) das ligações químicas, sendo inversamente


proporcional.
Logo as cerâmicas predominantemente covalentes são as que apresentam
menor expansão térmica sofrendo menos problemas com choques
térmicos.

Propriedades Ópticas

Descreve a maneira com que um material se comporta quando exposto


a luz. Assim, um material pode ser transparente, translúcido ou opaco. E a
dois mecanismos importantes da interação da luz com a partícula em um
sólido que são a polarização e transição de elétrons entre diferentes níveis
de energia.
Polarização é a distorção de uma nuvem de elétrons de um átomo por
um campo elétrico. Alinhamento de dipolos. Absorção de energia
(deformação elástica), resultando em aquecimento ou Propagação de
ondas eletromagnéticas (radiação eletromagnética)
.
Propriedades Mecânicas
Descreve a maneira como um material responde a aplicação de força,
carga e impacto. Os materiais cerâmicos são:

 Duros
 Resistentes ao desgaste
 Resistentes à corrosão
 Frágeis (não sofrem deformação plástica)

O processamento e a aplicação dos materiais cerâmicos é limitada por


suas propriedades mecânicas. A principal desvantagem em relação aos
metais é a disposição à fratura catastrófica, fratura frágil, pouco ou
nenhuma absorção de energia na forma de deformação plástica.

Uso e motivos da utilização da cerâmica

Os materiais cerâmicos são especiais devido às suas propriedades. Eles


tipicamente possuem pontos de fusão elevados, baixos valores de
condutividade elétrica e térmica e altas forças de compressão. Além disso,
eles geralmente são duros e quebradiços com uma boa estabilidade
química e térmica. Os materiais cerâmicos podem ser categorizados como
cerâmica tradicional e cerâmica avançada. Os materiais cerâmicos como a
argila são classificados como cerâmicas tradicionais e normalmente são
feitos de argila, sílica e feldspato. Como o próprio nome sugere as
cerâmicas tradicionais não devem satisfazer propriedades específicas
rígidas após sua produção, de modo que as tecnologias baratas são
utilizadas para a maioria dos processos de produção.

Cerâmica Avançada
As cerâmicas avançadas são tipos especiais de cerâmica utilizados
principalmente para aplicações elétricas, eletrônicas, ópticas e magnéticas.
Este setor é diferente da cerâmica tradicional devido ao fato de que a
preparação do pó cerâmico é muito importante. Técnicas de produção
avançadas são empregadas para garantir que os pós de cerâmica
produzidos possuem pureza suficiente.
Aplicações da cerâmica avançada
Nas indústrias eletrônica e elétrica, materiais cerâmicos avançados
como titânio bário (BaTiO 3), materiais piezoelétricos e materiais
semicondutores são muito utilizados para a produção de capacitores
cerâmicos, sensores de temperatura, osciladores, etc. As cerâmicas utilizadas
para este tipo de aplicações são chamadas cerâmicas funcionais. As
propriedades específicas dos materiais cerâmicos avançados são utilizadas
para suas aplicações industriais.

Materiais Poliméricos

Os materiais poliméricos são mais antigos do que se pensa, eles têm


sido usados desde a Antiguidade. Contudo, nessa época somente eram
usados materiais poliméricos naturais, a síntese artificial de polímeros é um
processo que requer tecnologia sofisticada, pois envolve reações de química
orgânica, ciência que só começou a ser dominada a partir da segunda metade
do século XIX.

A partir daí começaram a surgir polímeros modificados a partir de materiais


naturais, mas somente no início do século XX os processos de polimerização
artificial surgiram. Desde então esses processos passaram por
aperfeiçoamento e colaboraram para a obtenção de plásticos, borrachas e
resinas cada vez mais sofisticadas e baratas, graças a uma engenharia
molecular cada vez mais complexa.

Os polímeros podem se subdividir em diferentes classes, sendo as principais a


dos polímeros de adição e de condensação. Veja abaixo alguns polímeros e
suas utilizações:

Polímeros de adição:

• Polietileno: etileno usado para fabricar baldes, sacos de lixo e de


embalagens.
• Polipropileno: o propileno pertence a essa classe e é usado para a fabricação
de cadeiras, poltronas, pára-choques de automóveis.
• PVC: cloreto de vinila e estireno são exemplos. Esse material é usado em
tubos para encanamentos hidráulicos.
• Isopor: o chamado estireno é um ótimo isolante térmico.

Propriedades Químicas
Os polímeros podem ter suas cadeias sem ramificações, admitindo
conformação em ziguezague - polímeros lineares – ou podem apresentar
ramificações, cujo então ao que se denomina polímero reticulado, ou polímero
com ligações cruzadas ou polímero tridimensional. Como conseqüência
imediata, surgem propriedades diferentes do produto, especialmente em
relação à fusibilidade e solubilidade. Os ramos laterais, dificultando a
aproximação das cadeias poliméricas, portanto diminuindo as interações
moleculares, acarretam prejuízo às propriedades mecânicas, “plastificando”
internamente o polímero. A formação de resíduos, devido às ligações cruzadas
entre as moléculas “amarra” as cadeias, impedindo o seu deslizamento, umas
sobre as outras, aumentando a resistência mecânica e tornando o polímero
infusível e insolúvel.

Propriedades Elétricas

Os elétrons π da dupla ligação podem ser facilmente removidos ou adicionados


para formar um íon, neste caso polimérico. A oxidação/redução da cadeia
polimérica é efetuada por agentes de transferência de carga
(aceptores/doadores de elétrons), convertendo o polímero de isolante em
condutor ou semicondutor. Esses agentes são chamados de “dopantes” em
analogia com a dopagem dos semicondutores, porém são adicionados em
quantidades muito superiores, pois a massa do dopante pode chegar a até
50% da massa total do composto. Nos semicondutores inorgânicos, a
condutividade só é alcançada pela inserção de elementos (dopantes) que
possam doar ou receber elétrons a fim de proporcionar um fluxo de elétrons e
assim gerar portadores de corrente elétrica.

Propriedades Ópticas
As propriedades óticas dos polímeros podem informar sobre a estrutura e
ordenação moleculares, bem como sobre a existência de tensões ou regiões
sob deformação.Tensões em uma régua escolar de acrílicoMuitos materiais
plásticos são transparentes e usados em aplicações ótica

Propriedades Óticas
Dentre as principais propriedades óticas dos polímeros, podemos destacar:
reflexão, absorção, espalhamento e refração.
Reflexão devido a capacidade dos polímeros de apresentar superfície muito
polida, ocorre reflexão da luz incidente de forma coerente, resultando em uma
aparência brilhosa. Entretanto, materiais poliméricos têm grande facilidade em
desenvolverem defeitos superficiais (arranhões e trincas), que causam o
espalhamento da luz na superfície, resultando em uma aparência fosca.
Portanto, se a reflexão coerente predomina, temos uma superfície brilhosa; se
espalhamento de luz predomina, temos uma superfície fosca.
O espalhamento da luz ocorre em regiões de não-homogeneidade ótica
(regiões não homogêneas da superfície polimérica).
Os polímeros apresentam diferentes densidades entre as fases amorfa e
cristalina. Essas fases apresentam diferentes índices de refração. A incidência
da luz na superfície cristalina é acompanhada de reflexão e perda na
intensidade transmitida. Apesar da reflexão nessas superfícies não ser grande,
a quantidade contribui significativamente para o processo global de
espalhamento da luz. Como resultado, polímeros com diferenças de densidade
entre as fases cristalina e amorfa serão menos transparentes, portanto, quanto
maior a diferença de densidade entre as fases amorfa e cristalina, maior a
opacidade. Além disso, podemos afirmar que, quanto maior a cristalinidade,
menor a transparência do polímero.

Propriedades Mecânicas
As propriedades do polímero em bulk são as de maior interesse para o uso
final, sendo as propriedades que ditam como o polímero realmente se
comporta em uma escala macroscópica. Dentre as propriedades a serem
analisadas, tem-se as propriedades mecânicas, que refletem a resposta ou
deformação dos materiais quando submetidos a uma carga. A força pode ser
aplicada como tração (tensile), compressão (compression), flexão (bending),
cisalhamento (shear) e torção (torsion).

Polímeros termoplásticos e termorrígidos


Os polímeros termoplásticos são compostos de longos fios lineares ou
ramificados. A vantagem deste material está na remoldagem, pois estes
plásticos podem ser reciclados várias vezes.

Já os termorrígidos, como o próprio nome diz, possuem uma estrutura


mais rígida, tudo se explica pela estrutura que os compõem: ligações
cruzadas unem os fios de polímeros. Durante o preparo deste tipo de
plástico, o mesmo é aquecido para formar pontes fixas na estrutura
polimérica.
Hoje, os polímeros estão tão difundidos, possuindo uma ampla
diversidade de propriedades e aplicações, que é praticamente impossível
passar um dia sequer sem entrar em contato com algum deles. Para se ter uma
ideia, veja alguns exemplos de polímeros sintéticos que usamos no cotidiano:

* Garrafas de refrigerante e água: PET (polietilenotereftalato);


* Borracha de pneus de automóveis: neopreno;
* Panelas antiaderentes: teflon (politetrafluoretileno – PTFE);
* Canos de esgoto e água: PVC (policloreto de vinila);
* Colete à prova de balas: Kevlar;
* Embalagens de isopor: PS (poliestireno);
* Cabos de panela, bolas de bilhar e telefones: Baquelite.

Esses são apenas alguns exemplos de como realmente podemos dizer


que vivemos na “Era dos plásticos”. Mas com isso vem um lado negativo
também: o crescente uso de plásticos e o fato de eles não serem
biodegradáveis tem aumentado o problema de descarte do lixo, que hoje é bem
grave. A reciclagem e o desenvolvimento de polímeros biodegradáveis são
possíveis soluções para redução do volume do lixo.
Material compósito

Denomina-se de material compósito ou simplesmente


de compósito um material composto por duas ou mais fases, sendo essas de
diferentes propriedades químicas e físicas. Ainda, representam uma “classe de
materiais compostos por uma fase contínua (matriz) e uma fase dispersa
(reforço ou modificador), contínua ou não, cujas propriedades são obtidas a
partir da combinação das propriedades dos constituintes individuais (regra da
mistura)”.

Propriedades Mecanicas

 Resistência à tracção elevada


 Ductilidade
 Resistência ao corte
 Tenacidade
 Resistência ao impacto

Propriedades Térmicas

 Resistência a temperaturas extremas


 Coeficiente de dilatação térmica próxima do da fibra
 Baixa condutividade térmica

Propriedades Químicas
 Boa adesão às fibras
 Resistência à degradação em ambientes quimicamente agressivos
 Baixa absorção de humidade
Os materiais usualmente utilizados como matriz em materiais compósitos são os polímeros
(termoplásticos e termoendurecíveis), os metais, os materiais cerâmicos e o Carbono. Os
materiais compósitos de matriz polimérica surgiram, na sua vertente estrutural, em meados do
século XX. Este tipo de materiais combina fibras resistentes e rígidas (de vidro, carbono e
aramida) com uma matriz plástica adesiva macia e relativamente dúctil (que pode ser poliéster
ou epoxy).

Classificação de Matérias Compósitos

De acordo com o tipo dos materiais constituintes e dos processos de


fabricação, há diferentes classificações de materiais compósitos, associadas ás
suas características, comportamentos e vantagens especificam. Uma primeira
divisão pode ser dada como:
 Compósitos Fibrosos
 Compósitos laminados
 Compósitos particulados

Os compósitos fibrosos constituem- se pela união de fibras longas, em


meio de uma matriz, atuantes como material de reforço. Inicialmente, a
resistência de fibra em particular, á sua tração unidirecional, já observada bem
maior que a de sua matéria-prima bruta. Diversos fabricantes apresentam
opções comerciais de fibras, variando de media a altas resistências, e, em
geral, com baixas densidades. A escolha para um projeto, salvo restrições
econômicas, dependerá basicamente dos valores de razão entre rigidez à
tração e a densidade, quando o peso final também for críticos ao projeto. Uma
variante aos compósitos de fibras longas é conhecida como ‘Whiskers’, os
quais apresentam comprimentos bem menores, próximos aos valores
diametrais, que são mantidos similares. Na constituição, é utilizado para a
união das fibras ou whiskers, permitindo à transferência de carregamentos,
apresentados, ainda a capacidade de proteção e suporte das fibras. O arranjo
de fibras pode ser unidirecional ou em duas ou mais direções.