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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Física Experimental 1
Prática

Determinação da Constante k em sistemas de molas

Alunos:
Guilherme Castilho - 201510170011
Leonardo José da Silva - 201510168611

Rio de Janeiro
Índice
1 – Introdução
 montagem
2 – Procedimentos e análises
 Procedimentos
 Dados e tabelas
 Análise
3 – Conclusão
1. INTRODUÇÃO
A lei de Hooke descreve a força restauradora que existe em diversos sistemas
quando comprimidos ou distendidos. Qualquer material sobre o qual
exercermos uma força sofrerá uma deformação, que pode ou não ser
observada. Apertar ou torcer uma borracha, esticar ou comprimir uma mola,
são situações onde a deformação nos materiais pode ser notada com
facilidade. Mesmo ao pressionar uma parede com a mão, tanto o concreto
quanto a mão sofrem deformações, apesar de não serem visíveis. A força
restauradora surge sempre no sentido de recuperar o formato original do
material e tem origem nas forças intermoleculares que mantém as moléculas
e/ou átomos unidos. Assim, por exemplo, uma mola esticada ou comprimida irá
retornar ao seu comprimento original devido à ação dessa força restauradora.

Enquanto a deformação for pequena diz-se que o material está no regime


elástico, ou seja, retorna a sua forma original quando a força que gerou a
deformação cessa. Quando as deformações são grandes, o material pode
adquirir uma deformação permanente, caracterizando o regime plástico. Nesta
aula trataremos de deformações pequenas em molas, ou seja, no regime
elástico.

A figura 1a mostra uma mola com comprimento natural x0. Se esta for
comprimida até um comprimento x<xo, a força F (também chamada de força
restauradora) surge no sentido de recuperar o comprimento original, mostrado
na figura 1b. Caso a mola seja esticada até um comprimento x>xo a força
restauradora F terá o sentido mostrado em 1c. Em todas as situações descritas
a força F é proporcional à deformação ∆x, definida como ∆x = x − xo.

Este experimento teve como objetivo determinar as constantes de


elasticidade de molas pela combinação de duas outras, de constantes
conhecidas, associadas em série e em paralelo.
Utilizando os seguintes objetos: Corpo Básico,Armadores,Escala
Milimetrada Complementar,Compensador para Associação de Molas em
Paralelo Bandeja,Conjunto de Massas Padronizadas,2 Molas,Gancho em Z.
MONTAGEM

2. PROCEDIMENTOS E ANÁLISES

2.1. PROCEDIMENTOS

Inicialmente pendurou-se duas molas no corpo e foi anotado, os


coeficientes de elasticidade de ambas as molas, em seguida deixamos as duas
molas associadas em série, chamando-as agora de MOLA 1.

Pendurou-se uma bandeja, que estava conectada no corpo básico, e


P
colocou-se o peso inicial 0 , e com auxílio da escala complementar, mediu-se e

anotou-se a posição inicial do ponto de conexão 0 . Foi adicionado pesos de
15 em 15gf, anotando os novos valores de  , preenchendo a TABELA I-A.

Desfazendo o arranjo para o conjunto associado em série, penduramos


as molas nos ganchos externos da lingüeta graduada e no compensador para
associação de molas em paralelo nas extremidades inferiores de duas molas.
Colocamos a extremidade achatada do gancho em forma de Z no rasgo do
compensador e, nesse gancho, penduramos a bandeja.

Para essa associação em paralelo (MOLA 2), após termos colocado um


P
peso inicial 0 sobre a bandeja, anotando as medições, adicionamos pesos de
20 em 20 gf até preenchermos a TABELA I-B, anotando a posição do ponto de
conexão do gancho em Z com a bandeja.
2.2. DADOS E TABELAS

COEFICIENTE DE ELASTICIDADE DAS MOLAS EM ESTUDO


Mola 1 (Identificada pela letra: B); K1  2,75gf / cm
Mola 2 (Identificada pela letra: X); K 2  10,43gf / cm
Obs.:F = K.X => K = F / X
K1 = 2,75gf/cm K2 = 10,43 gf/cm

NOVA MOLA 1 (Associação em série)


Peso inicial sobre a bandeja: P0  50 gf
Posição inicial do ponto de conexão: l 0  28,8cm

TABELA I-A
1 2 3 4 5 6 7 8
Pgf  65 80 95 110 125 140 155 170

l cm 34,3 40,0 45,4 51,3 56,5 61,0 66,5 71,8

NOVA MOLA 2 (Associação em paralelo)


Peso inicial sobre a bandeja: P0  50 gf
Posição inicial do ponto de conexão: l 0  10cm

TABELA I-B
1 2 3 4 5 6 7 8
Pgf  70 90 110 130 150 170 190 210

l cm 12,0 13,8 16,0 17,8 19,7 21,4 23,3 25,0


2.3 ANÁLISE

A partir dos dados coletados, obtivemos as tabelas II-A e II-B, que dão a
elongação x das associações, dada por ( L - LO), correspondente a cada força
aplicada dada por F= ( P – P0 ).

TABELA II-A (Associação em série)


1 2 3 4 5 6 7 8
F gf  15,0 30,0 45,0 60,0 75,0 90,0 105,0 120,0
X cm 5,5 11,2 16,6 22,5 27,7 32,2 37,7 43,0

TABELA II-B (Associação em paralelo)


1 2 3 4 5 6 7 8
F gf  20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 140,0 160,0

X cm 2,0 3,8 6,0 7,8 9,7 11,4 13,3 15,0

A partir das tabelas II-A e II-B, fez-se, em papel milimetrado, os gráficos


de F em função de X. (Em anexo).

Determinou-se o valor experimental da constante de elasticidade de


cada associação, chamada de constante de elasticidade equivalente,
Keq.Observamos que as constantes são dadas diretamente pelas inclinações
das retas obtidas nos gráficos. Fazendo o diagrama de corpo livre para cada
associação, podemos obter uma expressão teórica para o cálculo da constante
de elasticidade equivalente:

Em Série: 1 1 1
 
K eq K 1 K 2
K eq  2,17 gf / cm

Em Paralelo: K eq  K 1  K 2

K eq  13,18 gf / cm

3. CONCLUSÕES

Podemos observar através do experimento, que quanto maior o número


de espiras menor será o valor da constante de elasticidade. Já que, quando
colocamos duas molas em série, a mola resultante fica com um maior número
de espiras e o Keq da mesma se tornou menor que o de suas molas
originárias.
A constante de elasticidade de duas molas colocadas em paralelo é igual
à soma das mesmas. Calculando os valores teóricos das Keq, admitindo-os
isentos de erros, com os dados obtidos na experiência nº20, teremos:

K1= 5,02; K2 = 5,97

Em Série: K eq  2,73gf / cm
Em Paralelo: K eq  10,99 gf / cm
Comparando os valores calculados pelas inclinações das retas e os
valores calculados pela expressão teórica, percebe-se os erros percentuais
cometidos na determinação dos valores experimentais das constantes foi:

Em Série: K EXP  K TEO


E%   100
K TEO
E %  20,51

Em Paralelo: E  K EXP  K TEO  100


%
K TEO
E %  19,93

Os erros sistemáticos mais importantes neste experimento podem ter


ocorrido durante a construção e/ou análise do gráfico, bem como, por algum
erro de cálculo ou aproximação de valores.

Referências bibliográficas
FERENCE. M. JR., (Goldemberg, J.) et al, Curso de Física de Berkeley Volume
1 Mecânica, ed. MEC, 1973.
FERENCE, M. JR., (Gondemberg, J.) et al, Curso de Física: Mecânica, ed.
Edgard Blücher Ltda.,1968.
FRENCH, A. P., The M.I.T. introductory physics series: Vibrations and Waves,
ed. Norton & Company Inc, 1970.
HALLIDAY, D., (Azevedo, J.P.S.) et al., Fundamentos de Física Vol. 1:
Mecânica. LTC-Livros Técnicos Científicos S/A. 6o ed, 2001.
Software MINITAB INC (2000). MINITAB Statistical Software release 14.0.
Software Wolfram Research, INC (2003). MATHEMATICA 5.0