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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC

PROTEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA

RELATÓRIO 8 - Operação de um Gerador em paralelo com a rede

Massilon Luiz Silva Ligabon RA: 21087615


Renato Brogini de Assis RA.:11040413

Santo André, 1º Quadrimestre de 2019


1. OBJETIVO

● Avaliar o funcionamento de um indicador de sincronização e de um sincronoscópio;

● Analisar a resposta de um gerador em paralelo com a rede em um sistema com frequência


e tensão constante;

2. INTRODUÇÃO

2.1. Máquinas síncronas

A energia elétrica está entre as principais necessidades de suprimento do homem


moderno, seja para produzir bens de consumo por meio da indústria ou realizar o crescimento
econômico do país, mas indiscutivelmente é o principal produto que garante o
desenvolvimento da sociedade por meio da filosofia do bem estar social que é desenvolvida
entre os setores como: saúde, educação, segurança e tecnologia.

A geração de energia elétrica precisa necessariamente ser convertida para seu uso
fim e entre as formas para obtê-la é a partir de máquinas síncronas postas na função de
geradores. Para energia de alta potência são utilizados conversores eletromecânicos baseados
em movimento rotacional, portanto, as máquinas síncronas são as mais aplicadas nestas
situações, pois utilizam uma fonte primária para promover o movimento do eixo do rotor.

Figura (1): Máquina síncrona


2.2. Princípio de funcionamento

Uma máquina síncrona é composta de uma parte fixa chamada de ​estator ​e uma
parte rotativa ou móvel, chamada de ​rotor​. Conforme é possível verificar na Figura 2, um
sinal de natureza contínua (DC) é aplicado ao rotor da máquina, a fim de manter um fluxo
constante de corrente elétrica através do eixo do rotor e consequentemente terá a formação de
campo elétrico em suas bobinas devido a circulação da corrente elétrica.

Figura (2): Composição da máquina síncrona

A fonte de energia primária é acoplada mecanicamente ao rotor onde estão


alojados os pólos e exerce sobre eles uma força fazendo-os girar . O movimento relativo
entre o campo e o condutor faz com que surja uma tensão entre os terminais do gerador (​Lei
de Faraday​), conforme demonstrado pela Figura 3.

Figura (3): Enrolamentos da máquina síncrona e excitação do campo elétrico no eixo do rotor.
Ao ser ligado a uma carga, a tensão induzida faz com que circule corrente pelo
gerador e pela carga.

A medida que o rotor gira, o fluxo magnético concatenado varia senoidalmente


entre os eixos magnéticos das bobinas do estator (defasadas geometricamente 120º) e do
rotor. Se o rotor está girando a uma velocidade angular constante ω , pela lei de indução de
Faraday, a tensão induzida em uma das três fases será dado pela expressão (1).

ea = E max .sin(ω m t) (1)

A tensão induzida nas demais fases são também senoidais, mas defasadas 120º
elétricos em relação a fase A, conforme demonstrado nas relações (2) e (3).

eb = E max .sin(ω m t − 120º) (2)

ec = E max .sin(ω m t + 120º) (3)

O gerador síncrono produz uma tensão do tipo alternada senoidal, podendo ser
monofásica ou trifásica. Numa máquina existem não apenas um condutor sendo
movimentado no campo magnético, mas uma série de condutores ligados em série, fazendo
com que a potência convertida seja maior que no caso de apenas um condutor. Com este
arranjo a potência da máquina é maior, aumentando o grau de aproveitamento dos materiais.
Na Figura 4 é demonstrado o sinal da tensão e a defasagem angular de 120º entre as três
fases.

Figura (4): Ondas de tensão senoidais defasadas 120º


Devido ao movimento relativo do campo oriundo no rotor, a intensidade do
campo magnético que atravessa os enrolamentos do estator irá variar no tempo. E pela lei de
Faraday, tem-se uma tensão induzida nos terminais dos enrolamentos do estator.

2.3. Paralelismo de geradores com o sistema de distribuição de energia

2.3.1. Vantagens

● Confiabilidade do sistema

Se uma unidade de consumo de energia for alimentada por um único gerador,


basta que haja um defeito no mesmo, e esta unidade perderá o fornecimento de energia.
Entretanto, se a geração for dividida entre dois ou mais geradores de menor capacidade de
fornecimento, mesmo que ocorra falha de fornecimento a unidade de consumo permanecerá
assistida por outro gerador e terá queda de energia.

● Facilidade em manutenção e intervenções

Operação em paralelo possibilita maior frequência em atividades de manutenção e


verificação das máquinas, utilizando os equipamentos excedentes enquanto uma das
máquinas estiver desligada

● Maior economia e eficiência

Em sistemas de grupos geradores em paralelo se a necessidade de energia for


baixa, você pode manter somente um gerador em funcionamento, desligando o outro e
mantendo o rendimento alto, ​economizando combustível e mantendo a eficiência do sistema.
Do contrário, mediante um acréscimo de demanda, adicionar geradores em paralelo com o
instalado inicialmente torna-se uma operação interessante.
2.3.2. Desvantagens

O uso de vários geradores implica em maior área ocupada pelo maquinário, o


qual exigirá maior número de enrolamentos, núcleos e carenagem.

Outro problema acarretado pela operação em paralelo é o aumento da corrente de


curto-circuito que implica no maior gasto com proteção dos equipamentos

E por fim equipamentos de controle mais sofiscticados para garantia do controle


do paralelismo devem fazer parte do sistema

3. METODOLOGIA E RESULTADOS

Para realizar o experimento foi necessário os seguintes componentes :


1 DL 1013T2: Fonte de alimentação DC - filtrada
1 DL 1023PS: Motor de acionamento DC - ligação Shunt
1 DL 1026A: Gerador trifásico
1 DL 2025DT: Indicador de velocidade
1 DL 2031: Gerador eletrônico óptico
1 DL 2108TAL: Unidade de fonte de alimentação trifásica
1 DL 2108T01: Controlador de tensão de excitação
1DL 2108T02: Disjuntor de energia
2DL 2109T1A: Amperímetro (1000 mA)
2DL 2109T2A5: Amperímetro (2.5A)
2DL 2109T1PV: Voltímetro (600V)
1DL 2109T2T: Indicador de sequência de fases
1DL 2109T1T: Indicador de sincronização
1DL 2109T16/2: Frequêncimetro duplo
1DL 2109T26: Medidor de energia
1DL 2109T32: Sincronoscópio
FASE - 1
O primeiro diagrama topográfico se deu mediante a seguinte imagem:

Figura (5): Diagrama topográfico


Figura (6): Diagrama unifilar da instalação FASE 1

Montou-se o circuito de acordo com a Figura (6) , o ponto em estrela do gerador foi
conectado ao ponto neutro da rede elétrica. A princípio o disjuntor do circuito de alimentação
tem que estar desligado (off).

O primeiro passo a ser seguido é averiguar as sequências de fases da rede e do


gerador. Para isso foi utilizado o indicador de sequência de fases (DL2109T1T).Adicionou-se
potência mecânica no eixo do rotor e excitação no campo para induzir tensão no estator da
máquina (lei de faraday) e a partir disso averiguou-se a sequência de fases. Para tal
procedimento, foi-se necessário analisar a indicação da seta luminosa presente no indicador
de sequência de fases, a seta para a direita representa sequência positiva. Para uma rotação no
sentido horário, a lâmpada do indicador de sequência de fase está para a direita e representa a
ligação U1-V1-W1 para o gerador e L1-L2-L3 para o sistema de rede, indicando a mesma
sequência de fase para ambos. O indicador de sequência de fase está representado na Figura 7
Figura (7): Indicador de sequência de fase (DL 2109T2T)

Após checar que a rede está com a mesma sequência de fase do gerador, iniciou-se
a próxima parte experimental. A partir de 0V, aumentou-se a tensão de alimentação da fonte
DC até chegar à velocidade nominal do gerador.
Com a velocidade nominal fixada, forneceu-se uma corrente de excitação (DC) no
rotor do gerador até obter um valor de tensão nominal no estator. O indicador de sequência
de fases foi desligado do circuito após a sua utilização.
Para a segunda etapa de investigação do circuito proposto, utilizou-se um indicador
de sincronização (DL2109T1T) para avaliar o sincronismo de frequência e tensão entre o
gerador e a rede. O disjuntor do circuito de alimentação tem que estar desligado.
Foi necessário equilibrar os níveis de tensão entre o sistema e o gerador, controlando
a corrente de excitação, este equilíbrio foi analisado pelos voltímetros acoplados ao circuito.
Figura (8): Voltímetros (DL2109T1PV) indicando equilíbrio das tensões

O funcionamento do indicador de sincronização é baseado na composição de


lâmpadas. Estas acendem e apagam de acordo com a diferença de frequência e tensão entre o
gerador e a rede elétrica. Ajustou-se a velocidade do gerador para conseguir equilibrar as
frequências.

Figura (9): Indicador de sincronização (1DL 2109T1T)


Após checar as três condições de sincronização (sequência de fase, frequência e
amplitude) e que todas as lâmpadas do indicador de sincronização estavam apagadas, o
disjuntor foi ligado e com isso o gerador foi ligado em paralelo com o sistema de rede
elétrica.

FASE - 2

O segundo diagrama topográfico se deu mediante a seguinte imagem:

Figura (10): Diagrama topográfico da montagem utilizando o Sincronoscópio


Figura (11): Diagrama unifilar da instalação contendo Sincronoscópio e o Wattímetro

Foi realizado o mesmo procedimento da fase anterior, ou seja, Fase 1, conferindo


todas as condições de sincronização. Mas para esta etapa, utilizou-se um sincronoscópio
(DL2109T32) ao invés de um indicador de sincronização.

Figura (12): Sincronoscópio (DL2109T32)


Após averiguar as condições de sincronização, ligou-se o disjuntor colocando o
gerador em paralelo com a rede elétrica.

Para finalizar o experimento, com o sistema ligado em paralelo com o gerador,


alterou-se para mais e para menos a velocidade do eixo mecânico do motor DC e a corrente
de excitação DC imposta no rotor do gerador para analisar os resultados apresentados no
medidor de energia (DL2109T26).

4. ANÁLISE DOS RESULTADOS

4.1. Análise do funcionamento ( Lei de Faraday ):

A primeira medida a ser tomada no experimento foi averiguar qual a velocidade


nominal da máquina. Para esta análise bastou observar as características fornecidas pelo
fabricante, o que indicava uma rotação nominal de 1800 rpm (rotações por minutos). É
possível descobrir a velocidade nominal baseando-se nas características do sistema e na
construção da máquina de acordo com a expressão 4.

120.f e
n= p
(rpm) (4)

Onde o (f e) representa a frequência elétrica do sistema, que no nosso caso é 60Hz e


o (p) representa o número de pólos da máquina, relacionado à sua construção, que para esta
determinada máquina equivale a 4 pólos. Realizando a operação obtemos um valor de 1800
rotações por minutos.
De acordo com o mencionado na introdução e metodologia, aplicou-se potência
mecânica no eixo do rotor para alcançar 1800 RPM, representada pela expressão(4) e
excitou-se o campo do rotor com uma corrente contínua. A lei de faraday, também conhecida
como a lei de indução eletromagnética, prevê como um campo magnético interage com o
circuito elétrico para produzir uma força eletromotriz.
Esta relação entre a força eletromotriz gerada e o campo magnético se dá pela
expressão (5).
ε = N. dΦ
dt ​(5)
Onde εé a forma eletromotriz , N é o número de espiras das bobinas e Φ

representa o fluxo magnético. Fazendo uma análise mais direta, ao introduzir uma corrente
contínua nos enrolamentos do rotor que está girando a uma velocidade síncrona, há a
presença de um campo magnético variável no tempo e com a presença de enrolamentos no
estator este campo magnético vai induzir uma tensão nestes enrolamentos do estator. Por se
tratar de um sistema trifásico equilibrado, as tensões que são induzidas no enrolamento do
estator vão possuir amplitudes iguais e defasagem de 120º entre elas, como mencionado na
introdução.

4.2. Condição para operação em paralelo:

A ligação em paralelo entre o gerador e a rede não pode ser executada de maneira
arbitrária, é necessário respeitar algumas condições específicas para fazer esta operação,
denominadas condições de paralelismo.

A primeira condição de paralelismo a ser respeitada é a de que as tensões de linha


eficazes do gerador e da rede devem ser iguais, conforme a figura (13). Essa igualdade
garante que o fluxo de potência seja do gerador para a carga e não o contrário, pois com uma
tensão do gerador inferior ao do barramento, haverá um fluxo grande de corrente entrando no
gerador e ele vai se comportar como um motor (carga) e essa corrente pode danificar os
enrolamentos do gerador, diminuindo a vida útil dos equipamentos.

A segunda condição de paralelismo a ser imposta, no caso de um sistema trifásico, é


a de sequência de fases. É necessário que a sequências de fases do gerador e do sistema
sejam a mesma. Isso indica que o gerador e a rede estão com o mesmo sentido de rotação.
Caso esta condição não seja respeitada, cada fase do barramento terá uma tensão nominal
diferente das outras, o que pode provocar um curto circuito, podendo queimar o gerador.
Uma terceira condição de paralelismo é referente aos ângulos de defasagem.
Mesmo com a sequência de fases iguais, pode haver uma diferença entre os ângulos de
tensão entre o gerador e o sistema, essa defasagem causa uma diferença de potencial que é
inviável para a operação, como já mencionado na primeira condição.

Para a quarta e última condição de operação em paralelo, tem-se que a frequência


do gerador tem que ser igual à frequência do sistema. Quando as frequências são diferentes a
onda gerada no barramento não terá características senoidais e ainda possuirá picos de
tensões muito maiores que os picos nas ondas dos geradores, ocasionando diferença de
potencial.

4.3. Funcionamento do indicador de sincronização:

Na “Fase 1” descrita na metodologia, utilizou-se o aparelho indicador de


sincronização (DL2109T1T) para averiguar as condições ideais de operação em paralelo.
Este aparelho é composto por lâmpadas que acendem e apagam. A configuração do diagrama
topográfico da figura (13) indica como foi realizado a sua montagem, que influencia no seu
modo de análise.

Quando as tensões do gerador estão iguais às tensões da rede sua diferença de


potencial é nula e então as lâmpadas ficam apagadas, mas quando há uma diferença de
potencial entre gerador e rede as luzes são acesas e ficam brilhantes. Conforme a frequência
do gerador fique mais próximo da frequência da rede a alternância entre escuro/brilhante das
luzes ocorre mais lentamente, e o disjuntor só pode ser ligado quando as luzes estiverem
todas apagadas. A figura (13) demonstra o funcionamento e a interligação entre gerador, rede
e o indicador de sincronização.
Figura (13) - Interligação do indicador de sincronização entre a rede e o gerador

4.4. Funcionamento do sincronoscópio:

Na “Fase 2” descrita na metodologia, utilizou-se o aparelho denominado


sincronoscópio (DL2109T32) para avaliar as condições ideais de operação em paralelo. Esse
aparelho tem a configuração de interligação entre a rede e o gerador de acordo com a Figura
14.

Figura (14)-Interligação do sincronoscópio entre rede e gerador


Para analisar o sincronismo, observou-se as seguintes características:

A. Sincronismo: Frequência do gerador igual à da rede (LED verde aceso no topo); Tensão
equilibrada entre gerador e rede (LED’s vermelhos inferiores apagados)

B. Não sincronizado: Frequências diferentes (oscilação do LED vermelho); Tensão


desequilibrada entre gerador e rede (LED’s vermelhos inferiores acesos)

Essa análise pode ser observada pela Figura (15), onde evidencia o princípio de
operação do equipamento.

Figura (15) - Analise do sincronismo oferecido pelo sincronoscópio (DL2109T32)


4.5. Análise do medidor de energia:

Uma máquina síncrona pode operar tanto como um gerador quanto como um motor,
ou seja, pode fornecer potência ativa para a rede (gerador) ou pode receber potência da rede
(motor). Normalmente este tipo de máquina é utilizada como gerador, mas em alguns casos
específicos pode ser usada como motor. O circuito equivalente para os dois caso pode ser
representado na Figura (16).

Figura (16): Circuitos equivalentes de uma máquina síncrona

● Influência na potência Ativa (P):

A potência ativa da máquina pode ser dada pela seguinte expressão.

P(ativa) = Ef .V a .sen(δ)
Xs
​ (6)

E​f equivale à tensão induzida na máquina síncrona e V​a é a tensão nos terminais da
máquina. O ângulo de defasagem ( δ ) entre V​a e E​f define o ângulo de potência da máquina.
Quanto maior for este ângulo δ , maior será a potência transferida para a rede quando
operando como gerador ou maior será a potência no eixo do motor. O valor de δ também
define o tipo de operação da máquina síncrona, da seguinte forma:
δ > 0 (Operação como gerador)
δ < 0 (Operação como motor)
Outra maneira de definir a operação da máquina é referente aos valores dos
módulos de tensão induzida e terminal.
|E​f​ |>|V​a​ | (Operação como gerador, para fator de potência indutivo)
|E​f​ |<|V​a​ | (Operação como motor, para fator de potência indutivo)

● Influência da potência Reativa (Q):

A tensão induzida (E​f​) é diretamente proporcional à corrente de excitação, essa


relação pode ser demonstrada por meio da seguinte equação.

Ef = K .Φ.w ​ (7)

Onde Φ representa o fluxo magnético que é relacionado à corrente de excitação.


Então conforme há um aumento da corrente de campo da máquina, a tensão induzida na
armadura aumenta.

Como já mencionado, a máquina síncrona pode operar como motor, gerador e


também pode se comportar como um compensador síncrono. Em todos esses casos de
operação pode-se controlar o sentido do fluxo de potência reativa (Q) por meio do ajuste na
corrente de campo (excitação) da máquina.

4.5.1. Operação como ​GERADOR:

Sobre-excitado ( ↑ If): Gerador entrega potência reativa ao sistema (Ia atrasada em


relação à Vt, característica indutiva).
Sub-excitado ( ↓ If): Gerador consome potência reativa do sistema (Ia adiantada
em relação à Vt, característica capacitiva).

4.5.2. Operação como ​MOTOR:

Sobre-excitado ( ↑ If): Motor entrega potência reativa ao sistema (Ia adiantada em


relação à Vt,característica capacitiva).
Sub-excitado ( ↓ If): Motor consome potência reativa do sistema (Ia atrasada em
relação à Vt, característica indutiva).
4.5.3. Operação como ​COMPENSADOR SÍNCRONO​:

Uma máquina síncrona operando como compensador é uma operação como motor
sobre-excitado sem carga (à vazio), para esse caso o compensador vai ter uma
característica capacitiva e pode ser usado para a correção de fator de potência em uma
instalação elétrica.

5. CONCLUSÃO
A operação de geradores síncronos em paralelo com o sistema é de extrema
importância no estudo de sistemas elétricos de potência. Entender as suas condições ideais de
operação é essencial para evitar grandes problemas na rede. A análise das suas restrições e
toda a sua peculiaridade é relevante para o desenvolvimento da parametrização correta do
sistema de proteção para que o mesmo atue corretamente na presença de algum distúrbio na
rede.
Foi possível constatar que a máquina síncrona é muito versátil e aplicável em vários
contextos da vida real. Mesmo com a sua maior aplicação sendo como um gerador, é possível
utilizá-la como um compensador síncrono com a finalidade de correção do fator de potência
de um sistema elétrico.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Caminha, A.: Introdução a Proteção dos Sistemas Elétricos. : 1ª ed., Edgar Blucher,
1977.

[2] Mamede Filho, J.; Mamede D. R.: Proteção de Sistemas Elétricos de Potência, Editora
LTC, 2011.