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Administração Financeira e Orçamentária – Prof. Sérgio Machado e Prof.

Marcel Guimarães
TCE-RJ Aula 8

Aula 8 – Receita pública


AFO p/ TCE-RJ
Prof. Sérgio Machado
Prof. Marcel Guimarães
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Sumário
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 5

INGRESSOS EXTRAORÇAMENTÁRIOS (RECEITA EXTRAORÇAMENTÁRIA) ............................................................................ 6


RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS ................................................................................................................................... 10

ETAPAS DA RECEITA PÚBLICA ............................................................................................................... 12

PREVISÃO ........................................................................................................................................................... 13
LANÇAMENTO ..................................................................................................................................................... 14
ARRECADAÇÃO .................................................................................................................................................... 14
RECOLHIMENTO ................................................................................................................................................... 14

CLASSIFICAÇÕES DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA .....................................................................................16

CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA DE RECEITA ............................................................................................................ 17


Categoria econômica ..................................................................................................................................... 21
Origem ..........................................................................................................................................................26
Espécie .......................................................................................................................................................... 39
Desdobramentos para identificação de peculiaridades da receita ..................................................................... 39
Tipo ..............................................................................................................................................................40
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À PROCEDÊNCIA OU OBRIGATORIEDADE ................................................................................ 43
CLASSIFICAÇÃO POR FONTE/DESTINAÇÃO DE RECURSOS ............................................................................................. 45
CLASSIFICAÇÃO POR IDENTIFICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO .................................................................................... 49
CLASSIFICAÇÃO INSTITUCIONAL (QUEM?) ................................................................................................................. 50
CLASSIFICAÇÃO POR ESFERA ORÇAMENTÁRIA (EM QUAL ORÇAMENTO?) ........................................................................ 51
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO IMPACTO NA SITUAÇÃO PATRIMONIAL LÍQUIDA .................................................................. 52

QUESTÕES COMENTADAS - CESPE........................................................................................................ 55

LISTA DE QUESTÕES - CESPE ................................................................................................................ 74

GABARITO - CESPE ................................................................................................................................79

RESUMO DIRECIONADO ....................................................................................................................... 80

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Dica de um concursado para um concurseiro

Busque o apoio de seus amigos e familiares! Coloque fotos deles em seu local de estudo.

Mentalidade dos campeões 🏆

Você está onde está por causa de quem era, mas onde você vai depende inteiramente de quem você escolhe ser.

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Introdução
Para começar, você sabe o que é uma receita? 🤔

“Claro que sei, professor! Receita é dinheiro entrando no bolso. 💰 Muito fácil! Vamos! Passa logo para o
próximo tópico!”

Calma, porque não é bem assim! 😅

Em primeiro lugar, vale destacar que a arrecadação das receitas públicas tem papel primordial na
Atividade Financeira do Estado (AFE). Lembra dela?

Receita
pública
(obter)

Orçamento Despesa
público
(administrar)
AFE pública
(despender)

Crédito
público
(criar)

Pois é. Sem a arrecadação das receitas públicas o Estado não consegue alcançar a sua finalidade: o bem
comum da coletividade. Mas não se esqueça: arrecadar recursos não é o fim: é somente o meio para alcançar
o fim. ☝

“Tá certo, professor. Então o que é mesmo uma receita?” 🤨

Bom, aí depende! 😅

“Depende de que, professor?”

Depende se estamos falando de receita em sentido amplo ou em sentido estrito. 😄 De acordo com o
Manual Técnico de Orçamento (MTO) 2020:

• Em sentido amplo, receitas públicas são ingressos de recursos financeiros nos cofres do Estado,
que se desdobram em receitas orçamentárias, quando representam disponibilidades de recursos
financeiros para o erário, e ingressos extraorçamentários, quando representam apenas entradas
compensatórias.
• Em sentido estrito, são públicas apenas as receitas orçamentárias.

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Receitas públicas amplo = Rec. Orçamentárias + Rec. Extraorçamentárias

Receitas públicas estrito = Rec. Orçamentárias

Ingressos extraorçamentários

Ingressos
receita pública em sentido amplo
Receita orçamentária
receita pública em sentido estrito

Simplificando: receita pública em sentido amplo é qualquer ingresso de dinheiro nos cofres públicos!
Dinheiro entrou na conta? É receita sem sentido amplo! Não importa se esse dinheiro é do Estado ou se ele tem
que devolver esse dinheiro. É bem simples: qualquer ingresso de recursos financeiro é considerado receita
pública em sentido amplo.
“E em sentido estrito, professor?”
Em sentido estrito, nós não consideramos os ingressos extraorçamentários (receitas
extraorçamentárias). Somente as receitas públicas orçamentárias! ☝

“Tá! Mas o que são ingressos ou receitas extraorçamentárias e receitas orçamentárias?” 🧐

É isso que nós vamos ver agora! 😃

Mas, desde já, saiba que, normalmente, quando falamos em “receita pública”, estamos nos referindo a
receita pública em sentido estrito! 😁

Ingressos extraorçamentários (receita extraorçamentária)


“Ah, professor! Eu já sei! Agora que eu pensei melhor, a receita orçamentária é aquela que está prevista no
orçamento, na LOA. E a receita extraorçamentária não está! Não é assim?” 😏

Não! Não é assim! E esse é o erro que muita gente (inclusive muita gente boa) comete!
Veja bem: o critério utilizado para classificar se uma receita é orçamentária ou extraorçamentária não é a
sua previsão na LOA. O critério que nós utilizamos é se essa receita pertence ou não ao Poder Público.

Você irá fazer a pergunta: esses recursos pertencem ao Poder Público? 🤔

• Se sim: é receita orçamentária;


• Se não: é receita extraorçamentária.

“Beleza, professor. Mas você ainda não falou o que é uma receita orçamentária e uma receita
extraorçamentária...” 😅

Pois não! Vamos lá então! 😄

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Segundo o MTO 2020, receitas extraorçamentárias são recursos financeiros que apresentam caráter
temporário e não integram a LOA. O Estado é mero depositário desses recursos, que constituem passivos
exigíveis e cujas restituições não se sujeitam à autorização legislativa.
O Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) 8ª edição dá uma definição bem parecida
(praticamente a mesma coisa, mas em outras palavras): ingressos extraorçamentários são recursos financeiros
de caráter temporário, do qual o Estado é mero agente depositário. Sua devolução não se sujeita a
autorização legislativa, portanto, não integram a Lei Orçamentária Anual (LOA). Por serem constituídos por
ativos e passivos exigíveis, os ingressos extraorçamentários, em geral, não têm reflexos no Patrimônio
Líquido da Entidade.

“Certo, agora traduz aí, professor, por favor!” 😅

É para já! 😉

Receitas extraorçamentárias são ingressos de recursos financeiros que não pertencem ao Poder Público.
Esse dinheiro só está momentaneamente transitando pela conta da Administração Pública (caráter
temporário). A Administração Pública só vai segurar aquele dinheiro por um período (mero depositário). E os
recursos entram, mas também surge a obrigação de devolvê-los (passivo exigível).

Por exemplo: se a Administração Pública recebesse R$ 100,00 em receitas extraorçamentárias, o ativo iria aumentar em
R$ 100,00, mas o passivo também iria aumentar em R$ 100,00. No final das contas, o Patrimônio Líquido (PL) não seria
alterado, porque PL = A – P.

“Entendi, mas que recursos transitórios são esses? Pode dar um exemplo?” 🧐

Claro! 😃 São exemplos:

• Depósitos em caução: como previsto no artigo 56, da Lei 8.666/93, por exemplo, a Administração
pode exigir uma garantia contratual. É como se a Administração dissesse: “contratado, você vai
prestar um serviço para mim, mas eu quero uma garantia, pois se o contrato não for bem executado,
pelo menos eu já vou estar mais seguro. Se houver algum sinistro, pelo menos eu já vou ter alguma
quantia na minha conta. Então deposite aqui 5% do valor do contrato e quando ele acabar, eu lhe
devolvo a quantia em dinheiro, atualizada monetariamente”. Esse dinheiro vai ficar na conta do
Poder Público, mas não pertence a ele. Pertence ao contratado!
• Restos a Pagar inscritos no exercício: essa explicação está muito relacionada à contabilidade
pública. No balanço financeiro, os Restos a Pagar do exercício serão computados na receita
extraorçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária (Lei 4.320/64,
parágrafo único). Esse foi um jeito encontrado para fazer com que o Balanço Financeiro
“fechasse”. Por enquanto, só grave que os Restos a Pagar inscritos no exercício são receitas

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extraorçamentárias (e em contrapartida, o pagamento de restos a pagar é despesa


extraorçamentária 😉).
• Operações de crédito por Antecipação de Receita Orçamentária (ARO): são empréstimos
destinados a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro. Funciona assim:
digamos que a Administração Pública possui uma receita de impostos para receber em só no final
do ano, mas ela está precisando do dinheiro logo agora: no início do ano. Então, o Poder Público
procura uma instituição financeira: “banco, me antecipa essa quantia que vou receber de impostos.
Quando eu receber o dinheiro, no final do ano, eu lhe pago”. O banco assim o faz. Perceba que esse
dinheiro que entrou na conta da Administração pertence ao banco, e não à Administração! É a
mesma coisa que uma empresa faz quando quer antecipar títulos, duplicatas, ou que você faz
quando quer antecipar seu 13º ou alguma receita futura (só que a Administração deve seguir
algumas regras previstas em lei). 😄

Preste atenção!
Operações de crédito são receitas orçamentárias, mas operações de crédito por Antecipação de
Receita Orçamentária (ARO) são receitas extraorçamentárias!

“E, professor, esse ingresso da operação de crédito por Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) está
previsto na LOA? Porque eu lembro que uma das exceções ao princípio da exclusividade era a operação de crédito
por ARO.” 🤨

Muito cuidado aqui! 😬

Não confunda o ingresso da operação de crédito por ARO com a autorização para contratação de
operação de crédito por ARO. O que pode constar na LOA (a exceção ao princípio da exclusividade) é a
autorização para contratação de operação de crédito por ARO. O ingresso dos recursos decorrentes dessa
operação não será previsto na LOA, porque ele nada mais é do que uma antecipação dos recursos já previstos.

Por exemplo: se a Administração quiser antecipar R$ 1.000,00 que irá receber em novembro, ela receberá somente R$
900,00, por conta dos descontos (quem aqui já estudou matemática financeira? 👋). Se esses R$ 900,00 forem previstos,
haverá uma dupla contagem: vai parecer que a Administração terá uma receita de R$ 1.900,00, quando, na verdade, ela
só irá receber os R$ 1.000,00 inicialmente previstos. Os R$ 900,00 pertencem ao banco. Pense no sentido inverso: é como
se a Administração pegasse R$ 900,00 emprestado hoje e pagasse R$ 1.000,00 (por conta dos juros) depois de um tempo.

Preste atenção!
O ingresso de operações de crédito por ARO não é previsto na LOA! O que é previsto é a
autorização para contratação de operações de crédito por ARO.

• Retenções da folha de pagamento (contribuição sindical, previdenciária, etc.): mas somente


quando essas retenções não pertencem ao ente. Por exemplo: se a União contrata um serviço, ela
deve reter o Imposto Sobre Serviços de qualquer natureza (ISS) e depois repassar essa quantia ao
devido Município, pois trata-se de um imposto de competência municipal.

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• Emissão de papel-moeda: imprimir cédulas 💵 💵 💵 🤑


• Outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiros: se aumentou o ativo e o
passivo ao mesmo tempo, é receita extraorçamentária.
Para fechar, quero dar só mais um exemplo:

Seu amigo quer tomar um banho de piscina e lhe pede um favor: “segura aqui essa nota de R$ 50,00 enquanto eu dou um
mergulho, por favor, senão eu vou molhar o meu dinheiro”. Você pega a nota e coloca no seu bolso.

O dinheiro entrou no seu bolso? Sim.

O dinheiro é seu? Não.

Você tem que devolver? Sim.

Então você não passa de um mero depositário e esse foi um ingresso extraorçamentário (ou receita extraorçamentária).

Questões para fixar


FCC – Prefeitura de Recife - PE - Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão – 2019

As receitas públicas denominadas extraorçamentárias correspondem a ingressos financeiros dos quais o ente é apenas
depositário, que geram uma disponibilidade financeira em contrapartida a uma obrigação financeira.

Comentários:

Exatamente! Receitas extraorçamentárias são recursos financeiros que apresentam caráter temporário e não integram a
LOA. O Estado é mero depositário desses recursos, que constituem passivos exigíveis (obrigação financeira). Ou seja: a
Administração Pública só vai segurar aquele dinheiro por um período (mero depositário). E os recursos entram, mas
também surge a obrigação de devolvê-los (passivo exigível).

Gabarito: Certo

FCC – TRT-8ª – Analista judiciário – 2016

As receitas públicas, do ponto de vista orçamentário, podem ser classificadas como receitas orçamentárias e
extraorçamentárias. São receitas extraorçamentárias os valores registrados em depósitos administrativos e judiciais.

Comentários:

É isso aí! 😄 As receitas extraorçamentárias são recursos financeiros que apresentam caráter temporário e não integram a
LOA. O Estado é mero depositário desses recursos, que constituem passivos exigíveis e cujas restituições não se sujeitam
à autorização legislativa. Bons exemplos de receitas extraorçamentárias são os depósitos (sejam eles administrativos ou
judiciais): aqueles recursos não pertencem ao Estado, que, nesse caso, está agindo somente como mero depositário.

Gabarito: Certo

IADES – PC-DF - Perito Criminal - Ciências Contábeis – 2016

Classificam-se como receitas extraorçamentárias as entradas compensatórias no ativo e no passivo financeiros.

Comentários:

Isso mesmo! Os recursos entram, mas também surge a obrigação de devolvê-los (passivo exigível). Isso é uma entrada
compensatória.

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Gabarito: Certo

Receitas orçamentárias
Se você entendeu bem o que são receitas extraorçamentárias, vai “tirar de letra” as receitas
orçamentárias. 😄

Ora, se as receitas extraorçamentárias são aquelas que não pertencem ao Poder Público, as receitas
orçamentárias são justamente aquelas que pertencem ao Poder Público. Elas são, de fato, disponibilidades
da Administração Pública. Atenção para o nome: “disponibilidades”. É algo que está disponível para ser
utilizado!
Veja como ela está descrita no MTO 2020: receitas orçamentárias são disponibilidades de recursos
financeiros que ingressam durante o exercício e constituem elemento novo para o patrimônio público.
Instrumento por meio do qual se viabiliza a execução das políticas públicas, a receita orçamentária é fonte de
recursos utilizada pelo Estado em programas e ações cuja finalidade precípua é atender às necessidades
públicas e demandas da sociedade. Essas receitas pertencem ao Estado, integram o patrimônio do Poder
Público, aumentam-lhe o saldo financeiro e, via de regra, por força princípio da universalidade, estão
previstas na LOA.
Viu só? São disponibilidades, elemento novo, integram o patrimônio do Poder Público e aumentam o
patrimônio líquido da entidade, porque não há contrapartida no passivo (como ocorre nas receitas
extraorçamentárias).

Pertencem ao Estado

Integram o patrimônio
público
Receitas orçamentárias
Aumentam o saldo
financeiro

via de regra, estão previstas


na LOA

“Beleza. Mas como assim, as receitas orçamentárias, via de regra, estão previstas na LOA, professor? E por
que você marcou tanto isso?” 🤔

Isso é por conta daquilo que estávamos conversando: o critério utilizado para classificar se uma receita é
orçamentária ou extraorçamentária não é a sua previsão na LOA.

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Uma receita orçamentária pode ou não estar prevista na LOA. Normalmente (via de regra), ela está
prevista, mas nem sempre é assim. 🙄

Preste atenção!
Uma receita orçamentária pode ou não estar prevista na LOA

Por exemplo: uma receita de doação. Não dá para planejar muito bem o quanto será arrecadado em doações. Pode
acontecer de um bilionário decidir doar milhões de reais para a Administração Pública naquele ano, não é mesmo? E você
acha que a Administração Pública vai recusar esse dinheiro? Claro que não! 😄

Portanto, essa receita, que não estava prevista na LOA, constituirá elemento novo para o patrimônio público, pertencerá
ao Poder Público e, por conseguinte, será considerada uma receita orçamentária.

Então é o seguinte: se uma receita foi prevista no orçamento, com certeza, ela será uma receita
orçamentária. Agora, se a receita não está prevista no orçamento, não é possível afirmar se ela é uma receita
orçamentária ou extraorçamentária.
Portanto, se uma questão afirmar que determinada receita não está prevista na LOA, você ainda não
consegue dizer se ela é orçamentária ou extraorçamentária. 😬

Fiz questão de enfatizar esse ponto, porque as bancas adoram fazer confusão com isso aqui. É terreno
fértil de pegadinhas. Mas você a partir de agora você já está vacinado(a)! Lembre-se: o critério correto para
definir se a receita é orçamentária ou extraorçamentária é se ela pertence ou não ao Poder Público.
Para resumir tudo isso, preparei esse quadro para você:

Previsão na LOA? Pertence ao Poder Público?


Tipo de receita
(critério incorreto) (critério correto)

Orçamentária Sim ou Não Sim

Extraorçamentária Não Não

“Ok, professor. Entendi. Agora, só para concluir, você poderia dar exemplos de receitas orçamentárias?” 😄

Claro! 😃 Veremos muitos ao longo da aula, mas já adianto alguns: receita de imposto de renda, receita
de taxas de limpeza urbana, receitas de aluguéis, receitas de serviços prestados, receitas de vendas de bens
e de obtenção de empréstimos.
E para finalizar, uma curiosidade:

Curiosidade
Para o mestre Aliomar Baleeiro, entrada ou ingresso é todo e qualquer dinheiro (com ou sem correspondência no passivo)
carreado para os cofres públicos.

E quando ele vai fazer a classificação das entradas ou ingressos, ele considera que:

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Movimentos de fundo ou de caixa: possuem contrapartida, não são elementos novos (de simples acréscimo). Exemplos:
empréstimos ao Tesouro, cauções, fianças, depósitos, indenizações; e

Receita Pública: é a entrada que, integrando-se no patrimônio público sem quaisquer reservas, condições ou
correspondência no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo.

Assim, para esse autor, existem dois itens distintos: a) Movimentos de fundo ou de caixa; b) Receita Pública.

⚠ Mas atenção: o ordenamento jurídico brasileiro (art. 11, da Lei 4.320/64) não segue essa conceituação, visto que
considera como receitas públicas os recursos que possuem contrapartida no passivo, como, por exemplo, as operações de
crédito. Ou seja: operações de crédito são receitas públicas!

Portanto, esses conceitos de Aliomar Baleeiro não são utilizados na prática em nosso país, mas às vezes aparecem em
provas. Por isso, na eventualidade de uma cobrança literal (se na sua prova vier assim “igualzinho”), marque certo! 😄

Questões para fixar


IADES – PC-DF - Perito Criminal - Ciências Contábeis – 2016

Classificam-se como receitas extraorçamentárias as receitas arrecadadas no exercício, que não estavam previstas no
orçamento.

Comentários:

Opa, opa, opa! Já avisei que o critério utilizado para classificar se uma receita é orçamentária ou extraorçamentária não é
a sua previsão na LOA.

Uma receita arrecadada no exercício, que não estava prevista no orçamento, pode perfeitamente ser uma receita
orçamentária! Uma receita orçamentária pode ou não estar prevista na LOA.

O critério que nós utilizamos para determinar se a receita é orçamentária ou extraorçamentária é se ela pertence ou não
ao Poder Público. 😉

Gabarito: Errado

Etapas da Receita Pública


De acordo com o MTO 2020, as etapas da receita seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos
econômicos, levando-se em consideração o modelo de orçamento existente no País. Dessa forma, a ordem
sistemática inicia-se com a etapa de previsão e termina com a de recolhimento.
E segundo o MCASP 8ª edição, as etapas da receita orçamentária podem ser resumidas em:

• Previsão;
• Lançamento;
• Arrecadação; e
• Recolhimento.

Para memorizar isso, você pode utilizar o mnemônico: PLAR. 😃

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• Previsão
P

• Lançamento
L

• Arrecadação
A

• Recolhimento
R

“Certo, mas por que você destacou as etapas de ‘previsão’ e ‘lançamento’, colocando-as em itálico,
professor?” 🤨

Hum! Muito bem observado! 😄

Isso é porque nem todas as etapas citadas ocorrem para todos os tipos de receitas orçamentárias.
Pode ocorrer arrecadação de receitas não previstas e também das que não foram lançadas. Em outras palavras:
receitas que não foram previstas e receitas que não foram lançadas também podem ser arrecadadas.
Ou você acha que a Administração vai recusar dinheiro só porque ele não estava previsto ou porque ele
não foi lançado? 😅

Exemplo de receita que não passa pelas etapas de previsão e lançamento: doação em espécie recebida pelos entes
públicos. 💵

Previsão
Efetuar a previsão implica planejar e estimar a arrecadação das receitas que constará na proposta
orçamentária. Isso deverá ser realizado em conformidade com as normas técnicas e legais correlatas e, em
especial, com as disposições constantes na LRF. Sobre o assunto, vale citar o art. 12 da referida norma:

Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das
alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro
fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da
projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas
utilizadas.

A previsão de receitas é a etapa que antecede a fixação do montante de despesas que irá constar nas
leis de orçamento, além de ser base para se estimar as necessidades de financiamento do governo.

Como dito anteriormente, a previsão não é uma etapa obrigatória para a arrecadação da receita, isto é,
a receita pode ser arrecadada mesmo que não tenha sido prevista. 😉

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Lançamento
Lançamento é o ato da repartição competente, que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa
que lhe é devedora e inscreve o débito desta (art. 53 da Lei 4.320/64).
Lançamento é o procedimento administrativo que verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação
correspondente, determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido, identifica o sujeito
passivo e, sendo o caso, propõe a aplicação da penalidade cabível (art. 142, Código Tributário Nacional – CTN).

⚠ Agora atenção: da mesma forma que acontece na previsão, algumas receitas não percorrem a etapa
do lançamento, conforme se depreende do art. 52 da Lei nº 4.320/1964:

Art. 52 são objeto de lançamento os impostos diretos e quaisquer outras rendas com vencimento
determinado em lei, regulamento ou contrato.

Preste atenção!
Não necessariamente uma receita orçamentária passará pelas etapas de previsão e lançamento

É interessante observar também que, segundo o disposto nos arts. 142 a 150 do CTN, a etapa de
lançamento situa-se no contexto de constituição do crédito tributário, ou seja, aplica-se a impostos, taxas e
contribuições de melhoria. 😉

Arrecadação
A arrecadação corresponde à entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos contribuintes ou
devedores, por meio dos agentes arrecadadores ou instituições financeiras autorizadas pelo ente.

Por exemplo: a arrecadação ocorre quando você paga o boleto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em um
banco privado. Esse banco é somente um agente arrecadador daqueles recursos, que posteriormente serão recolhidos à
conta específica do Tesouro.

⚠ Mais uma vez, atenção: em contabilidade pública, por força do art. 35 da Lei 4.320/64, é no momento
da arrecadação que as receitas orçamentárias são consideradas para fins de registro nos balanços
orçamentário e financeiro (regime de caixa). Já nos balanços patrimonial e na DVP (Demonstração das
Variações Patrimoniais), vale o fato gerador, o que muitas vezes coincide com o lançamento (regime de
competência).
Confira o art. 35 da Lei 4.320/64 na íntegra:
Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:

I - as receitas nele arrecadadas;


II - as despesas nele legalmente empenhadas.

Recolhimento
Agora sim! Finalmente o dinheiro chegou na conta do ente público! 😅 Os recursos foram arrecadados
(por algum agente arrecadador ou instituição financeira autorizada) e agora serão recolhidos à conta do ente
público.

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Portanto, recolhimento é a transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro,


responsável pela administração e controle da arrecadação e programação financeira, observando-se o
princípio da unidade de tesouraria ou de caixa, conforme determina o art. 56 da Lei no 4.320, de 1964, a seguir
transcrito:

Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio de unidade de
tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais.

Para finalizar, deixo você com um esquema fornecido pelo MCASP 8ª edição:

Questões para fixar


CESPE – FNDE- Técnico em Financiamento e Execução de Programas e Projetos Educacionais – 2012

Toda receita orçamentaria passará, necessariamente, por pelo menos uma das seguintes etapas: previsão e lançamento.

Comentários:

Opa! Aqui você tem que lembrar que não necessariamente uma receita orçamentária passará pelas etapas de previsão e
lançamento. Receitas que não foram previstas e receitas que não foram lançadas também podem ser arrecadadas
normalmente. Não há problema algum aí! 😄

Gabarito: Errado

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Classificações da receita orçamentária


“Está certo, professor. Já entendi o que é receita orçamentária e extraorçamentária. Também já entendi as
etapas da receita orçamentária. O que mais eu tenho que saber sobre receitas públicas?” 🤔

Vou direto ao ponto: você tem que saber classificar as receitas! 😄

“Classificar, professor? Como assim?” 🧐

É! Classificar significa distribuir em classes, de acordo com um sistema, método ou critérios de


classificação. E aqui nas receitas públicas nós temos alguns critérios de classificação.

“Como assim ‘critérios de classificação’?” 🤔

São somente “jeitos” de se classificar algo. 😄

Por exemplo: digamos que você tem uma coleção de animais de pelúcia. O primeiro método de classificação é “por espécie
de animal”. Então, você separa os ursos 🐻, os leões 🦁, os cachorros 🐶, etc. O segundo método é “por cores”. Portanto,
você separa os brancos ⚪, os azuis 🔵, os laranjas 🔶, etc. O terceiro método é “por tamanho”. Você separa os pequenos,
os médios e os grandes.

Por espécie de
Por cores Por tamanho
animal

Ursos Brancos Pequeno

Leões Azuis Médio

Cachorros Laranjas Grande

Pronto! É isso que nós vamos fazer com as receitas! Só que aqui nós vamos separar por Natureza de
receita, por fonte/destinação, por esfera, etc. 😉

“E para que isso, professor? Para que ter esse trabalho de classificar as receitas? É só para eu ter mais matéria
para estudar?” 😫

Não! 😂 Não é só para você ter mais matéria para estudar. A classificação das receitas nos ajuda a
administrar o planejamento e a execução orçamentária (o nome da nossa disciplina é Administração
Financeira e Orçamentária, está lembrando disso? 😏).

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Ah! E aqui vai uma dica (que eu mesmo usava) para auxiliar a compreensão e a memorização das
classificações: associe cada classificação a uma pergunta.

“Como assim, professor?” 🤨

É o seguinte: cada classificação busca responder uma pergunta. Portanto, quando você ver uma
classificação, lembre logo de sua pergunta! Assim você facilmente irá lembrar do que se trata e não cairá em
pegadinhas. 😉

Por exemplo: a classificação por esfera orçamentária tem por finalidade identificar se a receita pertence ao Orçamento
Fiscal (OF), da Seguridade Social (OSS) ou de Investimento das Empresas Estatais (OI). Portanto, a pergunta a ser
respondida aqui é: “em qual orçamento?” 🤔 Portanto, quando você ver a classificação por esfera orçamentária
imediatamente pense na pergunta: “em qual orçamento?”.

Preste atenção!
Associe cada classificação a uma pergunta

“Espera aí, professor. Antes de estudarmos cada uma das classificações, me responde essa pergunta: todos
os entes precisam classificar a receita orçamentária? Para a União é muito fácil. Ela tem muitos recursos à sua
disposição. Mas eu fico imaginando aquele município lá no cafundó do Judas. Ele também tem que classificar a
receita?”

A resposta é: SIM! 😄

De acordo com o MTO 2020, a classificação da receita orçamentária, a exemplo do que ocorre na despesa,
é de utilização obrigatória por todos os entes da Federação, sendo facultado o seu desdobramento para
atendimento das respectivas necessidades.
Muito bem. Agora vamos conversar sobre as classificações mais cobradas em provas de concursos
públicos, quais sejam:

• natureza de receita;
• procedência ou obrigatoriedade;
• fonte/destinação de recursos;
• identificador de resultado primário;
• institucional; e
• esfera orçamentária;
• quanto ao impacto na situação patrimonial líquida.

Classificação por Natureza de Receita


Essa classificação é muito importante e, provavelmente, é a mais cobrada em provas. 😄

A classificação da receita por natureza é utilizada por todos os entes da Federação e visa identificar a
origem do recurso segundo o fato gerador: acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres
públicos.

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Então, a que pergunta devemos associar a classificação por natureza da receita: qual foi acontecimento
real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres públicos? 🤔

Preste atenção!
Classificação por natureza da receita: qual foi acontecimento real que ocasionou o ingresso da
receita nos cofres públicos?

Questões para fixar


COSEAC – UFF - Assistente em Administração – 2019

A classificação orçamentária da receita pública por natureza visa identificar a origem do recurso segundo:

A) o fato gerador

B) a classificação institucional.

C) a classificação funcional.

D) a função.

E) a aplicação.

Comentários:

A classificação da receita por natureza é utilizada por todos os entes da Federação e visa identificar a origem do recurso
segundo o fato gerador: acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres públicos.

Gabarito: A

A classificação por natureza é a de nível mais analítico da receita, ou seja, podemos dizer que é a mais
“detalhista”. Por isso, auxilia na elaboração de análises econômico-financeiras sobre a atuação estatal. É
tanto que o MTO assim discorre essa classificação no âmbito federal:

“a codificação das Naturezas de Receita em vigor para a União aplica lógica integralmente voltada para a
gestão das receitas orçamentárias. Os códigos são estruturados de forma a proporcionar extração de
informações imediatas, a fim de prover celeridade, simplicidade e transparência, sem a necessidade de
qualquer procedimento paralelo para concatenar dados. Essa é a premissa que pauta a estrutura de
codificação da classificação orçamentária”.

Só que essa classificação não é tão simples assim. Para começo de história, ela sofreu uma alteração
recente (em 2015). A antiga codificação foi dada pela Portaria interministerial STN SOF n. 163/2001.

“O que é codificação, professor?” 🤔

É uma sequência de números (dígitos), um código, que especifica aquela receita. É como se fosse o “CPF
da receita”, sendo que cada dígito que está ali possui um significado. 😏

Então, continuando...
Essa codificação antiga, válida para a União, era estruturada em seis níveis, conforme segue:

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As duas letras “A” e as duas letras “S” indicam que eram dois dígitos no nível da Alínea e dois dígitos no nível da Subalínea.

A categoria econômica (C) era o nível mais abrangente, sendo a subalínea (SS) o mais analítico.
A figura a seguir exemplifica isso:

⚠ Agora atenção: essa é a codificação antiga, ok?! Não precisa memorizar isso. Coloquei só para ilustrar
e para evitar que você caia em alguma pegadinha que faça referência à antiga codificação.
Em 2015, por meio da Portaria STN SOF 05/2105, adotou-se uma nova estrutura de codificação. A grande
novidade (e vantagem) é que ela cria a possibilidade de associar, de forma imediata, a receita principal com
aquelas dela originadas: Multas e Juros, Dívida Ativa, Multas e Juros da Dívida Ativa.

Por exemplo: com a nova estrutura de codificação é possível identificar imediatamente se aquela multa que está sendo
recolhida é uma multa referente ao Imposto de Renda. Antes isso não era possível! Era bem mais difícil! Ou seja: hoje
podemos associar, de forma imediata, a receita principal com aquelas dela originadas.

“Que legal. E como essa codificação faz isso, professor?” 😄

Bom, a associação é efetuada por meio de um código numérico de 8 dígitos (assim como na antiga
codificação), cujas posições ordinais têm o seguinte significado:

Mas perceba que agora não temos mais 6 níveis (categoria econômica, origem, espécie, rubrica, alínea e
subalínea). Temos 5 níveis. Os três primeiros foram mantidos, os dois últimos foram alterados, justamente para
possibilitar essa associação de que estamos falando. Veja que o número de dígitos em cada nível também
mudou. O nível de “desdobramentos para identificação de peculiaridades da receita” possui 4 dígitos e o nível
“tipo” possui somente 1 dígito.

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“Professor, está um pouco abstrato ainda. Me dá um exemplo?”


Na hora! Vamos utilizar o exemplo dado pelo MTO 2020: se a União estiver recolhendo o Imposto de
Renda Pessoa Física (IRPF), ela irá alocar essa receita pública na natureza de receita código “1.1.1.3.01.1.1,
segundo o esquema a seguir:

Veja o mesmo exemplo, mas em outra representação gráfica:

Entendeu? 😄

Começamos por um nível mais abrangente (categoria econômica) e depois vamos descendo para o nível
mais analítico, detalhando cada vez mais essa receita. E você tem que saber essa ordem! Você não precisa,
obrigatoriamente, saber decorado o que cada dígito significa, apesar de que isso ajuda a resolver algumas
questões. Mas você precisa saber a ordem em que esses níveis aparecem e como classificar as receitas dentro
de cada um desses níveis (nós veremos isso a seguir).

“Beleza. Mas como é que eu vou memorizar a ordem, professor?” 😕

Bom, antigamente se utilizava o mnemônico COERAASS, mas essa codificação não existe mais, lembra?
A União passou a utilizar a nova estrutura de codificação a partir de 2016 e os Estados, DF, e municípios a partir
de 2018. Portanto, a partir de 2018, essa codificação se aplica obrigatoriamente a todos os entes da federação.

O novo mnemônico, então, é o seguinte:

C O E DDDD T
Observe: são 4 letras “D” porque o nível de “desdobramentos para identificação de peculiaridades da
receita” possui 4 dígitos. 😉

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Então, você pode simplesmente memorizar isso ou você pode memorizar com essa historinha que eu vou
contar (e era assim que eu, professor Sérgio, memorizava. Essa vai para os meus alunos e alunas praticantes de
CrossFit): 😄

No CrossFit, todo dia temos um treino diferente. Você fica é ansioso(a) para saber qual é o treino do dia.

Bom, existe um treino muito famoso chamado DT. (se quiser saber como é esse treino, clique aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=nwaJL0B2pt8 ).

Imagine que você já suspeita que o treino de hoje seja o DT e já chega perguntando, querendo confirmar: “qual é? É DT?”

Só que você não fala assim “bonitinho”. Você não fala “qual é”. Você fala “coé”. 😂 E você junta as frases!

Pronto! Agora imagine você chegando na academia e perguntando: “COE, DT”? 😃

Está aqui o seu mnemônico! 😂

É. Uma viagem. Eu sei. Mas é como eu digo: se você lembrar disso na prova e acertar a questão, está valendo! 😅

Agora vamos aprender como classificar as receitas dentro de cada um desses níveis.

Categoria econômica
Quanto à categoria econômica, os §§ 1º e 2º do art. 11 da Lei nº 4.320/64, classificam as receitas
orçamentárias em:

• Receitas Correntes (código 1); e


• Receitas de Capital (código 2).

Portanto, via de regra, quando um código iniciar com o dígito 1, você já sabe que se trata de uma receita
corrente. Quando iniciar com o dígito 2, receita de capital. 😄

“Por que você disse ‘via de regra’, professor?”


Porque, segundo o MCASP 8ª edição, é possível que o código de uma receita corrente se inicie com o
dígito 2! Isso está mais relacionado à contabilidade pública, mas, como esse conhecimento pode lhe ajudar a
resolver questões de AFO, vou dar uma “pincelada”.
Serão receitas correntes:

• Todos os códigos cujo o primeiro dígito seja “1” (categoria econômica “receitas correntes”); e
• Os códigos cujo o primeiro dígito seja “2” (categoria econômica “receitas de capital”) e cujo o
oitavo dígito, tipo de natureza de receita, seja “2” (Multas e Juros) , “4” (Multas e Juros da Dívida
Ativa), “5” (Multas quando não se aplicar o tipo 2), “6” (Juros quando não se aplicar o tipo 2), “7”
( Multas da Dívida Ativa quando não se aplicar o tipo 4) ou “8” (Juros da Dívida Ativa quando não
se aplicar o tipo 4).
E serão receitas de capital:

• Os códigos cujo o primeiro dígito seja “2” (categoria econômica “receitas de capital”) e cujo o
oitavo dígito, tipo de natureza de receita, seja “1” (Principal) ou “3” (Dívida Ativa).

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Então, ficamos assim:

• Código começa com o dígito 1: você já sabe que é receita corrente. Não pode ser outra! 😅
• Código começa com o dígito 2:
o Se o oitavo dígito for 2, 4, 5, 6, 7 ou 8: é receita corrente;
o Se o oitavo dígito for 1 ou 3: é receita de capital.

Dica do professor
É mais fácil você memorizar o que será receita de capital. Todo o resto será receita corrente! 😉

Código começa
com 1 Receita
corrente
(1.O.E.DDDD.T)
Classificação
Categoria
por natureza
econômica Termina com 2, Receita
de receita
Código começa
4, 5, 6, 7 ou 8 corrente
com 2
(2.O.E.DDDD.T) Termina com 1 Receita de
ou 3 capital

Perceba que é a classificação quanto à categoria econômica (a qual, verdade seja dita, “está dentro” da
classificação por natureza) que divide as receitas (e as despesas) em correntes e de capital. Não é a classificação
por natureza. Deve-se prestar atenção a esse detalhe em provas, olha só:

Questões para fixar


CESPE – MPU - Técnico de Apoio Especializado/Orçamento – 2010

Em relação à natureza, as receitas públicas se dividem em receitas correntes e de capital.

Comentários:

Não! Na verdade, é em relação à categoria econômica que as receitas públicas se dividem em receitas correntes e de
capital.

Gabarito: Errado

“Beleza, entendi tudo isso aí sobre a codificação e sobre a classificação. Mas o que são receitas correntes e
receitas de capital, professor?”

Vamos lá! 😃

As receitas correntes são arrecadadas dentro do exercício, aumentam as disponibilidades financeiras


do Estado, em geral com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido, e constituem instrumento para
financiar os objetivos definidos nos programas e ações correspondentes às políticas públicas. 😉

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De acordo com o § 1º do art. 11 da Lei 4.320, de 1964, classificam-se como correntes as receitas
provenientes de:

• tributos;
• de contribuições;
• da exploração do patrimônio estatal (Patrimonial);
• da exploração de atividades econômicas (Agropecuária, Industrial e de Serviços);
• de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando
destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes (Transferências Correntes);
• demais receitas que não se enquadram nos itens anteriores (Outras Receitas Correntes).

Já as receitas de capital aumentam as disponibilidades financeiras do Estado. Porém, de forma diversa


das Receitas Correntes, as Receitas de Capital não provocam efeito sobre o Patrimônio Líquido.
De acordo com o § 2º do art. 11 da Lei 4.320, de 1964, receitas de capital são as provenientes de:

• realização de recursos financeiros oriundos da constituição de dívidas;


• conversão, em espécie, de bens e direitos;
• recebimento de recursos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinados a
atender Despesas de Capital;
• superávit do Orçamento Corrente.

“Eita, professor! Agora não entendi nada! Essas listas aí são enormes!” 😬

Essas são as origens das receitas. Vou explicar já, já, no próximo tópico! 😄

Mas, antes, devo fazer uma observação sobre receitas intraorçamentárias.

Receitas intraorçamentárias

“Afff, professor! 😫 Você já falou de receitas orçamentárias, receitas extraorçamentárias e agora me vem com
receitas intraorçamentárias?”

É, porque é importante que você saiba disso! 😄

“Tá certo. Então, espera aí, professor. O radical ‘intra’ dá a ideia de algo que está ‘dentro’. O radical ‘extra’
dá ideia de que está ‘fora’. As receitas extraorçamentárias transitam por fora do orçamento. Então as receitas
intraorçamentárias transitam dentro do orçamento? É isso?”

A ideia é essa mesmo! E quando eu digo “dentro do orçamento”, eu quero dizer dentro do orçamento de
um mesmo ente federativo!

De acordo com o MTO 2020, operações intraorçamentárias (ou seja: receitas e despesas
intraorçamentárias) são aquelas realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública
integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social do mesmo ente federativo. Não representam
novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente, mas apenas remanejamento de receitas entre seus
órgãos.

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Por exemplo: a Administração Pública de um município é composta por dois órgãos: órgão A e órgão B. O órgão A envia
recursos para o órgão B, de forma que o primeiro registra uma despesa intraorçamentária e o último registra uma receita
intraorçamentária.

Veja que essa receita intraorçamentária não representa uma nova entrada de recursos nos cofres públicos, pois aquele
dinheiro continua dentro do município. É como se o dinheiro fosse sacado da conta do município e posteriormente
depositado naquela mesma conta! O que há de novo aí? Nada!

Órgão Órgão
A B

É o mesmo quando você tem uma carteira com duas divisórias e uma cédula de R$ 100,00 dentro. Você retira a cédula da
divisória 1 e coloca na divisória 2. Mudou alguma coisa? Você enriqueceu? Não! O mesmo dinheiro continua dentro da
mesma carteira! 😄

As receitas intraorçamentárias servem justamente para evitar a dupla contagem na consolidação das
contas governamentais.

“E como é que eu identifico as receitas intraorçamentárias, professor? Qual o código delas?” 🧐

Essa é fácil: 😄

• Quando o primeiro dígito for 7: Receitas Correntes Intraorçamentárias;


• Quando o primeiro dígito for 8: Receitas de Capital Intraorçamentárias.

O que aconteceu foi que a Portaria Interministerial STN/SOF nº 338/06, que alterou a Portaria
Interministerial STN/SOF nº 163/01, incluiu as Receitas Correntes Intraorçamentárias e Receitas de Capital
Intraorçamentárias representadas, respectivamente, pelos códigos 7 e 8 em suas categorias econômicas. Essas
classificações não constituem novas categorias econômicas de receita, mas apenas especificações das
categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas de Capital (as categorias econômicas continuam sendo
somente duas: receitas correntes e receitas de capital).
Dessa forma, os códigos a serem utilizados seriam:

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Resumindo
Receitas orçamentárias: previstas (ou não) no orçamento;
Receitas extraorçamentárias: transitam por fora do orçamento;
Receitas intraorçamentárias: transitam por dentro do orçamento do mesmo ente.

Questões para fixar


VUNESP – TJ-SP - Administrador Judiciário – 2019
As receitas, cuja arrecadação ocorre dentro do exercício financeiro, contribuem para o aumento das disponibilidades
financeiras do Estado e constituem instrumento para financiar os objetivos definidos nos programas e nas ações
orçamentários, com vistas a satisfazer finalidades públicas, e provenientes de tributos, contribuições, exploração do
patrimônio, entre outras, são classificadas como

A) correntes.
B) de transferência.
C) intraorçamentárias.
D) financeiras.
E) arrecadatórias.
Comentários:

As receitas correntes são arrecadadas dentro do exercício, aumentam as disponibilidades financeiras do Estado, em geral
com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido, e constituem instrumento para financiar os objetivos definidos nos
programas e ações correspondentes às políticas públicas. 😉

Gabarito: Certo

CESPE – CGM de João Pessoa - PB - Auditor Municipal de Controle Interno - Geral – 2018
As receitas intraorçamentárias são a contrapartida das despesas classificadas na modalidade de aplicação 91 — aplicação
direta decorrente de operação entre órgãos, fundos e entidades integrantes do orçamento fiscal e do orçamento da
seguridade social —, mas não são capazes de possibilitar a anulação do efeito da dupla contagem na consolidação das
contas governamentais.

Comentários:

A banca praticamente copiou o texto do MTO, mas alterou o final, porque as receitas intraorçamentárias servem
justamente para evitar a dupla contagem na consolidação das contas governamentais.

Confira o texto do MTO 2020: “as receitas intraorçamentárias são contrapartida de despesas classificadas na modalidade
de aplicação 91 - Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes do Orçamento Fiscal
e do Orçamento da Seguridade Social, que, devidamente identificadas, evitam a dupla contagem na consolidação das
contas governamentais.”

Gabarito: Errado
CESPE – Telebras - Analista Superior – Administrativo – 2015
As receitas intraorçamentárias são receitas correntes, pertencentes a terceiros, arrecadadas pelo ente público
exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devolução.

Comentários:

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Isso aí não é receita intraorçamentária! 😅


Operações intraorçamentárias (ou seja: receitas e despesas intraorçamentárias) são aquelas realizadas entre órgãos e
demais entidades da Administração Pública integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social do mesmo ente
federativo. Não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente, mas apenas remanejamento de
receitas entre seus órgãos.
Essas receitas pertencentes a terceiros, arrecadadas pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências
contratuais pactuadas para posterior devolução, são receitas extraorçamentárias, porque não pertencem ao Poder
Público, que, nesse caso, está atuando como mero depositário.
Gabarito: Errado
Prefeitura do Rio de Janeiro – RJ – CGM - RJ - Contador - Conhecimentos Específicos – 2015
As receitas intraorçamentárias se contrapõem às despesas intraorçamentárias e se referem a operações entre órgãos e
entidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social da mesma esfera de governo.
Comentários:
Correto! Operações intraorçamentárias (ou seja: receitas e despesas intraorçamentárias) são aquelas realizadas entre
órgãos e demais entidades da Administração Pública integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social do
mesmo ente federativo.

Gabarito: Certo

Origem
Chegou a hora de explicar aquilo que prometi! 😄
A origem é o detalhamento das categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas de Capital, com
vistas a identificar a procedência das receitas no momento em que ingressam nos cofres públicos, ou seja, a
origem identifica de onde procedem aquelas receitas!
Dentro da classificação por natureza de receita, primeiro classificamos por categoria econômica (receitas
correntes ou de capital). Esse é o primeiro dígito do código. O próximo passo é classificar por origem. Esse já é
o segundo dígito do nosso código (C O E DDDD T, lembra?) 😏
Tomemos aquele exemplo do MTO, sobre o recolhimento pela União do Imposto de Renda Pessoa Física
(IRPF). Primeiro identificamos que se trata de uma receita corrente, mas ainda não estamos satisfeitos.
Queremos mais detalhes. Queremos saber qual é a procedência dessa receita orçamentária. Então vamos fazer
um detalhamento das categorias econômicas. Quem faz isso é justamente a origem. Neste exemplo, a receita
corrente é procedente da origem “impostos taxas e contribuições de melhoria”, observe:

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“Beleza, estou entendendo, professor. Mas que origens são essas? Quais são as origens?”
Muito bem! Aqui estão elas (e preste atenção a essa parte. Isso despenca em provas de concurso):

“Professor, nas origens das receitas correntes, você pulou o número 8. Vai do 7 para o 9!”

É assim mesmo! 7 é dígito das “transferências correntes” e 9 é o dígito de “outras receitas correntes”. 😅

A partir de agora, vamos explicar o que significa cada uma dessas origens, começando com as origens que
compõem as receitas correntes:

Origens que compõem as receitas correntes

1. Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria (antes chamada de “receitas tributárias”): são


decorrentes da arrecadação dos tributos previstos no art. 145 da Constituição Federal.
Estas receitas foram durante muito tempo denominadas de “tributárias”. Entretanto, a partir da edição
do MTO 2017, passaram a ser identificadas como “Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria”.
Lembre-se: de acordo com a CF/88, existem 5 (cinco) espécies de tributos (essa é a chamada “teoria
pentapartida”). Esta origem abrange somente 3 (três) das cinco espécies: impostos, taxas e contribuições de
melhoria.

Impostos

Taxas

Contribuições de
Tributos
melhoria

Empréstimos
compulsórios

Contribuições
especiais

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“Mas espera aí, professor. O que é tributo mesmo?” 🤔

A melhor definição é dada pelo artigo 3º do Código Tributário Nacional (CTN – Lei 5.172/66):

Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir,
que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa
plenamente vinculada.

Mas, em provas de AFO e Direito Financeiro, você também pode encontrar definição dada pela Lei
4.320/64:

Art. 9º Tributo é a receita derivada instituída pelas entidades de direito publico, compreendendo os
impostos, as taxas e contribuições nos termos da constituição e das leis vigentes em matéria financeira,
destinando-se o seu produto ao custeio de atividades gerais ou especificas exercidas por essas entidades.

Pronto! Agora vamos rapidamente explicar as três espécies de tributos abrangidas nessa origem:

• Imposto é a obrigação pecuniária perante o Estado, independentemente da prestação de uma


atividade específica, de natureza geral e indivisível, sem caráter de sanção.
• Taxas decorrem do poder de polícia ou da utilização efetiva ou potencial de um bem ou serviço
oferecido pelo Estado, de forma divisível e específica.
• Contribuição de melhoria é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra
valorização imobiliária.
Para fechar, preste atenção na seguinte jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF):

As custas, a taxa judiciária e os emolumentos são taxas

2. Contribuições: são oriundas das contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico (CIDE) e
de interesse das categorias profissionais ou econômicas, conforme preceitua o art. 149 da CF.

Não confunda essas contribuições com as contribuições de melhoria (que pertencem à origem
“impostos, taxas e contribuições de melhoria”). São espécies tributárias distintas!

As receitas de contribuições são, portanto, as seguintes:

• Contribuições sociais: tributo vinculado a uma atividade estatal que visa atender aos direitos
sociais previstos na CF, tais como a saúde, a previdência, a assistência social e a educação.
• Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE): tributo classificado no orçamento
público como uma espécie de contribuição que alcança determinada atividade econômica, como
instrumento de sua atuação na área respectiva, conforme dispõe o art. 149 da CF. Exemplos:
CIDE-Combustíveis e CIDE-Tecnologia.
• Contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômicas: a determinadas
categorias profissionais ou econômicas, vinculando sua arrecadação às entidades que as
instituíram. Observação importante: não transita pelo orçamento da União!
É preciso esclarecer que existe uma diferença entre as contribuições aludidas acima e as contribuições
confederativas.
Conforme o art. 8º da CF/88:

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Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: (…)

IV - a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada
em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva,
independentemente da contribuição prevista em lei.

Assim, há a previsão constitucional de uma contribuição confederativa, fixada pela assembleia geral da
categoria, além da contribuição sindical, prevista em lei. A primeira (confederativa) não é tributo, pois será
instituída pela assembleia geral e não por lei. A segunda (sindical) é instituída por lei, portanto compulsória, e
encontra sua regra no art. 149 da CF, possuindo assim natureza de tributo.

“Por que você está me explicando isso, professor?” 🤔

Para você não cair em pegadinhas que afirmam que a contribuição confederativa é um tributo e, por
conseguinte, pertence à origem “receitas de contribuições”. Não é a contribuição confederativa, mas sim a
contribuição sindical, ok? 😉

• Contribuição para o custeio de Serviço de Iluminação Pública (COSIP): possui a finalidade de


custear o serviço de iluminação pública. A competência para instituição é dos Municípios e do
Distrito Federal.
Então, ficamos assim:

Tributos (direito Receitas de impostos, taxas e


Receita de contribuições (AFO)
tributário) contribuições de melhoria (AFO)

Impostos Impostos Contribuições sociais

Taxas Taxas CIDE

Contribuições de Contribuições de interesse das categorias


Contribuições de melhoria
melhoria profissionais ou econômicas

Contribuição para o custeio do serviço de


Contribuições
iluminação pública (COSIP)

Empréstimos
compulsórios

Só para constar, aqui na Administração Financeira e Orçamentária, os empréstimos compulsórios são


classificados como operações de crédito. 😄

3. Receita Patrimonial: são provenientes da fruição de patrimônio pertencente ao ente público, bens
mobiliários ou imobiliários), ou, ainda, de participações societárias. Simplificando: se o Estado possui um
patrimônio e está ganhando dinheiro por conta da exploração desse patrimônio, então trata-se de uma receita
patrimonial. 😉

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Destacam-se, neste agrupamento (origem) as Receitas Imobiliárias (aluguéis, arrendamentos, foros e


laudêmios), Taxa de Ocupação de Imóveis, Receitas de Valores Mobiliários (juros de títulos de renda,
dividendos), Receitas de Concessões e Permissões e Compensações Financeiras (royalties do Petróleo).
Agora preste atenção a essa pegadinha: apesar da nomenclatura “taxa”, a taxa pela ocupação de imóvel
cedido a particular não representa contraprestação a serviço público específico e divisível, tampouco se refere
ao exercício do poder de polícia. Por isso, não constitui taxa, espécie tributária prevista no art. 77 do Código
Tributário Nacional.

Preste atenção
Taxa de ocupação de imóvel é receita patrimonial

4. Receita Agropecuária: receitas de atividades de exploração ordenada dos recursos naturais vegetais
em ambiente natural e protegido. Compreende as atividades de cultivo agrícola, de cultivo de espécies
florestais para produção de madeira, celulose e para proteção ambiental, de extração de madeira em florestas
nativas, de coleta de produtos vegetais, além do cultivo de produtos agrícolas.
5. Receita Industrial: são provenientes de atividades industriais exercidas pelo ente público, tais como
a extração e o beneficiamento de matérias-primas, a produção e a comercialização de bens relacionados às
indústrias mecânica, química e de transformação em geral.
6. Receita de Serviços: decorrem da prestação de serviços por parte do ente público, tais como
comércio, transporte, comunicação, serviços hospitalares, armazenagem, serviços recreativos, culturais, etc.
Tais serviços são remunerados mediante preço público, também chamado de tarifa (e não mediante taxas).

Preste atenção
Receita de serviços são oriundas de tarifas (preço público), e não taxas

“Preço público? Tarifa? Isso é diferente de taxa? Como é isso, professor?” 🤨

É comum haver confusão entre os conceitos de taxa e preço público (tarifa), por isso que esse ponto
costuma ser explorado em provas.
Segundo o MCASP 8ª edição, a distinção entre taxa e preço público, também chamado de tarifa, está
descrita na Súmula nº 545 do Supremo Tribunal Federal (STF):

“Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são
compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que
a instituiu”.

Assim, conforme afirmado anteriormente, preço público (ou tarifa) decorre da utilização de serviços
públicos facultativos (portanto, não compulsórios) que a Administração Pública, de forma direta ou por
delegação para concessionária ou permissionária, coloca à disposição da população, que poderá escolher se os
contrata ou não. São serviços prestados em decorrência de uma relação contratual regida pelo direito privado.

A taxa decorre de lei e serve para custear, naquilo que não forem cobertos pelos impostos, os serviços
públicos, essenciais à soberania do Estado (a lei não autoriza que outros prestem alternativamente esses

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serviços), específicos e divisíveis, prestados ou colocados à disposição do contribuinte diretamente pelo Estado.
O tema é regido pelas normas de direito público.
Há casos em que não é simples estabelecer se um serviço é remunerado por taxa ou por preço público.
Como exemplo, podemos citar o caso do fornecimento de energia elétrica. Em localidades onde estes serviços
forem colocados à disposição do usuário, pelo Estado, mas cuja utilização seja de uso obrigatório, compulsório
(por exemplo, a lei não permite que se coloque um gerador de energia elétrica), a remuneração destes serviços
é feita mediante taxa e sofrerá as limitações impostas pelos princípios gerais de tributação (legalidade,
anterioridade, etc). Por outro lado, se a lei permite o uso de gerador próprio para obtenção de energia elétrica,
o serviço estatal oferecido pelo ente público, ou por seus delegados, não teria natureza obrigatória, seria
facultativo e, portanto, seria remunerado mediante preço público.

Taxa
Tarifa

Para concluir, vale destacar, ainda, outro posicionamento (jurisprudência) do STF a respeito do assunto:

Pedágio é tarifa (preço público) em razão de não ser cobrado compulsoriamente de quem não
utilizar a rodovia.

Não quer pagar pedágio? Ora, é só não utilizar a rodovia! 😅 Esse foi o raciocínio utilizado.

7. Transferências Correntes: são provenientes do recebimento de recursos financeiros de outras


pessoas de direito público ou privado destinados a atender despesas de manutenção ou funcionamento que
não impliquem contraprestação direta em bens e serviços a quem efetuou essa transferência. Por outro lado, a
utilização dos recursos recebidos vincula-se à determinação constitucional ou legal, ou ao objeto pactuado.

Simplificando: transferências correntes são recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito
público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. Então,
funciona assim:
Quando a transferência for destinada a atender despesas classificáveis em:

• despesas correntes: trata-se de transferência corrente;


• despesas de capital: trata-se de transferência de capital.

Simples assim! 😅

Tais transferências ocorrem entre entidades públicas de diferentes esferas ou entre entidades públicas e
instituições privadas, conforme segue:

• intragovernamental (dentro do âmbito de um mesmo governo);


• intergovernamental (governos diferentes, da União para Estados, do Estado para os Municípios,
por exemplo);
• recebidas de instituições privadas.

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Neste item, destacam-se as Transferências de Convênios, receita bastante comum nos entes
subnacionais.
9. Outras Receitas Correntes: constituem-se pelas receitas cujas características não permitam o
enquadramento nas demais classificações da receita corrente, tais como indenizações, restituições,
ressarcimentos, multas previstas em legislações específicas, entre outras.
Em outras palavras: se você não conseguiu encaixar a receita corrente em nenhuma das origens
anteriores, então coloque aqui em “outras receitas correntes”. 😄

As mais importantes desse agrupamento são as multas! Elas também são um tipo de receita pública, de
caráter não tributário, constituindo-se em ato de penalidade de natureza pecuniária aplicado pela
Administração Púbica aos administrados (a definição de tributo, dada pelo art. 3º do CTN, afirma que o tributo
não constitui sanção). Dependem, sempre, de prévia cominação em lei ou contrato, cabendo sua imposição ao
respectivo órgão competente (poder de polícia).

Portanto, multas não são tributos. Isso despenca em provas! 🤓

Preste atenção
Multas não são tributos!

Outro ponto bastante explorado é a classificação da “alienação de bens apreendidos ou caucionados”


como “outras receitas correntes”.

Essa é uma pegadinha das boas! 😬

“Por que, professor?” 🤨

Porque, em geral, as alienações de bens são consideradas receitas de capital, mas a alienação de bens
apreendidos ou caucionados é uma exceção a essa regra, pois é considerada receita corrente!

⚠ Então cuidado! Se você se deparar com uma alienação de bens, pergunte-se: é alienação de bens
apreendidos ou caucionados?

• Se sim: trata-se de receita corrente;


• Se não: trata-se de receita de capital.

Preste atenção
Alienação de bens apreendidos ou caucionados = outras receitas correntes

E para finalizar, devo destacar que, até 2015, as receitas de dívida ativa provenientes do não pagamento
de receitas classificadas como correntes eram inseridas no agrupamento “Outras Receitas Correntes”. Mas
isso mudou! 😱

“Espera aí, professor. Eu não sei nem o que é dívida ativa!” 😅

Ah! É o seguinte (em termos bem simples): quando o ente público possui algum valor a receber e o prazo
que o devedor possui já transcorreu, o ente pode inscrever esse seu crédito em dívida ativa.

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Então, perceba: dívida ativa não é uma dívida (um passivo exigível) do ente. É o contrário disso! É um
ativo. É algo que o ente público tem a receber!
Veja só como o MCASP 8ª edição define dívida ativa: “dívida ativa é o conjunto de créditos tributários e
não tributários em favor da Fazenda Pública, não recebidos no prazo para pagamento definido em lei ou em
decisão proferida em processo regular, inscrito pelo órgão ou entidade competente, após apuração de
certeza e liquidez.”
O assunto também é regulamentado no art. 39 da Lei 4.320/64:

Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, serão escriturados como
receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas orçamentárias.

§ 1º - Os créditos de que trata este artigo, exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento, serão
inscritos, na forma da legislação própria, como Dívida Ativa, em registro próprio, após apurada a sua
liquidez e certeza, e a respectiva receita será escriturada a esse título.

A dívida ativa, portanto, pode ser:

• Tributária: é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza, proveniente de obrigação legal


relativa a tributos e respectivos adicionais e multas.
• Não tributária: são os demais créditos da Fazenda Pública, tais como os provenientes de
empréstimos compulsórios, contribuições estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou
natureza, exceto as tributárias, foros, laudêmios, aluguéis ou taxas de ocupação, custas
processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos, indenizações,
reposições, restituições, alcances dos responsáveis definitivamente julgados, bem assim os
créditos decorrentes de obrigações em moeda estrangeira, de subrogação de hipoteca, fiança,
aval ou outra garantia, de contratos em geral ou de outras obrigações legais.
Entendeu o que é dívida ativa? Então agora vem a informação importante para nós: lembra que a nova
estrutura da codificação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a receita principal com aquelas dela
originadas?
Pois é. Com isso, a dívida ativa não deverá mais ser classificada como “Outras Receitas Correntes “ou
“Outras Receitas de Capital”. Ela acompanhará o principal, conforme demonstrado no quadro abaixo, que
exemplifica a classificação de algumas receitas de dívida ativa, como as provenientes do não recebimento, em
momento oportuno, de impostos, alugueis e amortização de empréstimos (lembrando que essas regras
começaram a ser válidas em 2016 para União e em 2018 para Estados e municípios):

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“Caramba, professor. Essas foram só as origens que compõem as receitas de capital? Como é que eu vou fazer
para memorizar isso tudo?” 😣

Ah! Não se desespere! Existe um mnemônico (muito famoso, inclusive) para isso. 😏

Você me pergunta: “professor, eu vou tributar com o que?”


Eu lhe respondo:

Tributa Con PAISTO


Esse é o mnemônico! 😂

Onde:

• Tributa: receitas Tributárias (porém, hoje essa origem é denominada “impostos, taxas e
contribuições de melhoria”);
• Con: receitas de Contribuições;
• P: receita Patrimonial;
• A: receita Agropecuária;
• I: receita Industrial;
• S: receita de Serviços;
• T: Transferências correntes; e
• O: Outras receitas correntes.

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Questões para fixar


FUNDATEC – SPGG-RS - Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão – 2018

Em termos de classificação da receita orçamentária, “Origem” é o detalhamento das Categorias Econômicas, ou seja, o
primeiro desdobramento, subdivisão das Receitas Correntes e Receitas de Capital, com vistas a identificar a procedência
das receitas no momento em que ingressam nos cofres públicos. Em qual das alternativas abaixo todas as expressões
correspondem a Origens de Receitas Correntes?

A) Alienação de Bens – Operações de Crédito – Receita Industrial.

B) Alienação de Bens – Receita Patrimonial – Receita de Serviços.

C) Amortização de Empréstimos – Receita Patrimonial – Receita de Serviços.

D) Contribuições – Operações de Crédito – Receita de Serviços.

E) Contribuições – Receita Patrimonial – Receita Industrial.

Comentários:

É só lembrar do nosso mnemônico: Tributa Con PAISTO.

Gabarito: E

CESPE – TCE-PE – Analista – 2017

De acordo com a classificação econômica da receita, a receita corrente tributária não se amolda à classificação tripartite
dos tributos, pois não inclui as receitas com contribuições de melhoria, apesar de incluir a arrecadação das multas
decorrentes de impostos e taxas.

Comentários:

Eita! Está tudo errado aqui! 😅

Em primeiro lugar, a receita corrente tributária se amolda sim à classificação tripartite dos tributos. Ela inclui sim as
receitas com contribuições de melhoria.

Em segundo lugar, as multas não são tributos! Elas são classificadas na origem “outras receitas correntes”!

Gabarito: Errado

CESPE – ANP – Analista – 2013

As receitas dos royalties são originadas pela exploração do patrimônio do Estado, que é constituído por recursos minerais,
hídricos e florestais. Essas receitas são classificadas como patrimoniais, dentro da categoria econômica receitas correntes.

Comentários:

É isso mesmo. As receitas patrimoniais (origem que compõe a categoria econômica das receitas correntes) são
provenientes da fruição de patrimônio pertencente ao ente público, bens mobiliários ou imobiliários), ou, ainda, de
participações societárias.

Gabarito: Certo

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Origens que compõem as receitas de capital

1. Operações de Crédito: recursos financeiros oriundos da colocação de títulos públicos ou da


contratação de empréstimos junto a entidades públicas ou privadas, internas ou externas.

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ampliou esse conceito, observe:

Art. 29. Para os efeitos desta Lei Complementar, são adotadas as seguintes definições:

III - operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito,
emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes
da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive
com o uso de derivativos financeiros;

2. Alienação de Bens: ingressos financeiros provenientes da alienação de bens móveis, imóveis ou


intangíveis de propriedade do ente público. O art. 44 da LRF veda a aplicação da receita de capital derivada da
alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público para o financiamento de despesa corrente,
salvo se destinada por lei aos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos.

Aqui vale lembrar mais uma vez que, em regra, as alienações de bens são consideradas receitas de
capital, mas a alienação de bens apreendidos ou caucionados é uma exceção a essa regra, pois é considerada
receita corrente!

Regra Receita de capital

Alienação de bens
Exceção: alienação de Receita corrente
bens apreendidos ou (origem: outras receitas
caucionados correntes)

3. Amortização de Empréstimos: ingressos financeiros provenientes da amortização de


financiamentos ou empréstimos que o ente público haja previamente concedido (e não contraído. Se é uma
receita, o ente está sendo pago por alguém, e não pagando a alguém 😉).

⚠ Agora vem um ponto importante: embora a amortização do empréstimo seja origem da categoria
econômica Receitas de Capital, os juros recebidos associados ao empréstimo são classificados em Receitas
Correntes / de Serviços / Serviços e Atividades Financeiras / Retorno de Operações, Juros e Encargos
Financeiros!

“Por que, professor?” 🧐

Porque os juros representam a remuneração do capital!

Preste atenção
Receita de juros serão sempre consideradas como receitas correntes

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Portanto:

Categoria
Juros recebidos Classificação
econômica

Juros de Aplicação financeira Receita Patrimonial Receita corrente

Juros associados a empréstimo Receita de serviços (Serviços e Atividades


Receita corrente
concedido Financeiras)

Juros de mora da Dívida Ativa Acompanha a receita principal (tipo da receita 4) Receita corrente

Só mais um detalhe: cuidado com a amortização da dívida! ☝ Essa é uma classificação da despesa
orçamentária. Aqui nós estamos na receita! O nome da classificação é amortização de empréstimos!

Classificação da
Empréstimos
receita
Amortização de
Classificação da
Dívida
despesa

4.Transferências de Capital: recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou


privado destinados a atender despesas com investimentos ou inversões financeiras, independentemente da
contraprestação direta a quem efetuou essa transferência. Por outro lado, a utilização dos recursos recebidos
vincula-se ao objeto pactuado. Tais transferências ocorrem entre entidades públicas de diferentes esferas ou
entre entidades públicas e instituições privadas.
Então, simplificando: transferências de cpaital são recursos financeiros recebidos de outras pessoas de
direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital.

Basta lembrar do que já comentamos antes. 😄

Quando a transferência for destinada a atender despesas classificáveis em:

• despesas correntes: trata-se de transferência corrente;


• despesas de capital: trata-se de transferência de capital.

9. Outras Receitas de Capital: registram-se nesta origem receitas cujas características não permitam o
enquadramento nas demais classificações da receita de capital, tais como resultado do Banco Central,
remuneração das disponibilidades do Tesouro, entre outras.
Mesma coisa que comentamos para as “outras receitas correntes”: se você não conseguiu encaixar a
receita de capital em nenhuma das origens anteriores, então coloque aqui em “outras receitas de capital”.
😄

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São exemplos de “outras receitas de capital”:

• Integralização do Capital;
• Resultado do BACEN;
• Remuneração das Disponibilidades do Tesouro Nacional;
• Dívida Ativa da Amortização de Empréstimos e Financiamentos;
• Dívida Ativa da Alienação de Estoques de Café;
• Detentores de Títulos do Tesouro Resgatados;
• Certificados de Potencial Adicionais de Construção.
“Beleza. Foi mais tranquilo do que as origens que compõem as receitas correntes. Mas ainda assim: como é
que eu vou lembrar disso, professor?” 🙁

É claro que temos um mnemônico para isso! 😅

Imagine que o seu amor é um(a) operador(a) na bolsa de valores.

Então você vai dizer para ele(a):

Opera Ali Amor e Transfere Outras


Onde:

• Opera: Operações de crédito;


• Ali: Alienação de bens;
• Amor: Amortização de empréstimos;
• Transfere: Transferências de capital;
• Outras: Outras receitas de capital.

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Questões para fixar


VUNESP – Câmara Municipal de Descalvado - SP – Tesoureiro – 2015

As receitas de Operação de Crédito, de Alienação de Bens Móveis e Imóveis e de Amortização de Empréstimos


Concedidos, conforme determina a Lei nº 4.320/64, serão classificadas em qual categoria de receita?

A) Imobiliárias.

B) De capital.

C) Financeiras.

D) Industriais.

E) Patrimonial.

Comentários:

É só lembrar do mnemônico: Opera Ali Amor e Transfere Outras.

Gabarito: B

CESPE – MJ - Administrador– 2013

As receitas de alienação de bens apreendidos ou caucionados são classificadas na categoria econômica denominada
receitas correntes.

Comentários:

As alienações de bens são consideradas receitas de capital, mas a alienação de bens apreendidos ou caucionados é uma
exceção a essa regra, pois é considerada receita corrente! Cuidado com esse detalhe! ☝

Gabarito: Certo

Espécie
O próximo nível é a espécie. Não há muito o que saber aqui, para falar a verdade. 😅

Segundo o MTO 2020, a espécie, nível de classificação vinculado à origem, permite qualificar com maior
detalhe o fato gerador das receitas.

Por exemplo, dentro da origem “Contribuições”, identificam-se as espécies “Contribuições Sociais”, “Contribuições
Econômicas” e “Contribuições para Entidades Privadas de Serviço Social e de Formação Profissional”.

Desdobramentos para identificação de peculiaridades da receita


Foram reservados 4 dígitos para desdobramentos com a finalidade de identificar peculiaridades de cada
receita, caso seja necessário. Desse modo, esses dígitos podem ou não ser utilizados conforme a necessidade
de especificação do recurso. 😉

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Tipo
O tipo, correspondente ao último dígito na natureza de receita, tem a finalidade de identificar o tipo de
arrecadação a que se refere aquela natureza, sendo:

• “0”, quando se tratar de natureza de receita não valorizável ou agregadora;


• “1”, quando se tratar da arrecadação Principal da receita;
• “2”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da respectiva receita;
• “3”, quando se tratar de Dívida Ativa da respectiva receita; e
• “4”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa da respectiva receita.
Assim, todo código de natureza de receita será finalizado com um dos dígitos mencionados, e as
arrecadações de cada recurso – sejam elas da receita propriamente dita ou de seus acréscimos legais – ficarão
agrupadas sob um mesmo código, sendo diferenciadas apenas no último dígito, conforme detalhamento a
seguir:

Ressalte-se que dígitos correspondentes aos tipos “5” a “9” serão utilizados quando se tratar de outros
desdobramentos a serem criados, caso a caso, pela Secretaria de Orçamento Federal, mediante Portaria
específica.
O MCASP 8ª edição nos revela o que significam os tipos “5” a “9” (não precisa decorar isto, ok? É só para
conhecimento 😅):

• “5”, quando se tratar das Multas da respectiva receita quando a legislação pertinente diferenciar
a destinação das Multas da destinação dos Juros de Mora, situação na qual não poderá ser
efetuado registro de arrecadação no Tipo “2 – Multas e Juros de Mora”;
• “6", quando se tratar dos Juros de Mora da respectiva receita, quando a legislação pertinente
diferenciar a destinação das Multas da destinação dos Juros de Mora, situação na qual não poderá
ser efetuado registro de arrecadação no Tipo “2 – Multas e Juros de Mora”;
• “7”, quando se tratar das Multas da Dívida Ativa da respectiva receita, quando a legislação
pertinente diferenciar a destinação das Multas da Dívida Ativa da destinação dos Juros de Mora
da Dívida Ativa, situação na qual não poderá ser efetuado registro de arrecadação no Tipo “4 –
Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa”;

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• “8”, quando se tratar dos Juros da Dívida Ativa da respectiva receita, quando a legislação
pertinente diferenciar a destinação das Multas da Dívida Ativa da destinação dos Juros de Mora
da Dívida Ativa, situação na qual não poderá ser efetuado registro de arrecadação no Tipo “4 –
Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa”;
• “9”, quando se tratar de desdobramentos que poderão ser criados, caso a caso, pela Secretaria
de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão – SOF/MP,
mediante Portaria específica.
E, para fechar esse tópico, gostaria de lembrar-lhe que o Superávit do Orçamento Corrente é uma
receita de capital! Inclusive já falei isso antes, se você quiser conferir... 😅 E isso está na Lei 4.320/64, confira:

Art. 11, § 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de
constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras
pessoas de direito público ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital
e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente.

“Como assim, professor? 😱 O nome já está dizendo que é um superávit do orçamento corrente. E você vem
me dizer que essa é uma receita de capital?” 🤨

É isso mesmo! Já percebeu o tamanho da pegadinha? 😅

O Superávit do Orçamento Corrente só existe se as receitas correntes superarem as despesas correntes.


Em termos matemáticos: 🤓

Superávit do Orçamento Corrente = Receitas Correntes – Despesas Correntes

Desse modo, essa sobra de receitas correntes em relação às despesas correntes só poderá ser aplicada
em despesas de capital, pois obviamente já não existem despesas correntes a serem pagas nessa situação. É
por esse motivo que a lei considera o Superávit do Orçamento Corrente como Receita de Capital, visto que
será aplicado em despesas de capital.

Outro ponto confuso da lei é o § 3º do mesmo art. 11, no qual se afirma que o Superávit do Orçamento
Corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, apurado na demonstração
a que se refere o Anexo n. 1, não constituirá item de receita orçamentária.

⚠ Muito cuidado com esse dispositivo! O fato de a lei mencionar que que o superávit do Orçamento
Corrente não constituirá item de receita orçamentária não significa que se trata de uma receita

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extraorçamentária. Ora, se o próprio § 2º define que o superávit do orçamento corrente é uma receita de
capital, obviamente ele é uma receita orçamentária. 😎

“Então o que significa isso, professor?” 🤔

Assim, ao afirmar que o superávit não constituirá item de receita orçamentária, a intenção da lei foi definir
que ele não será demonstrado de forma explícita dentro das Receitas de Capital. Será algo implícito,
conforme demonstrado a seguir:

Receita Valor (R$) Despesa Valor (R$)

Correntes Correntes

Impostos 4.000,00 Pessoal 3.000,00

Taxas 3.000,00 Juros 2.000,00

Total de rec. correntes 7.000,00 Total de desp. correntes 5.000,00

De Capital De Capital

Alienação de bens 2.000,00 Investimentos 3.000,00

Operação de crédito 2.000,00 Inversões financeiras 2.000,00

Amortização de empréstimos 1.000,00 Amortização de dívidas 2.000,00

Total de rec. de capital 5.000,00 Total de desp. de capital 7.000,00

A partir do caso hipotético, constata-se que o Superávit do Orçamento Corrente vale R$ 2.000,00. Esse
item não será demonstrado expressamente no rol das receitas de capital, embora o valor esteja sendo usado
para financiar as despesas de capital, tendo em vista que estas são maiores do que as receitas de capital
exatamente nesse montante de R$ 2.000,00.

É isso que a lei tentou expressar ao mencionar que o Superávit do Orçamento Corrente não constituirá
item de receita orçamentária.

Preste atenção
O Superávit do Orçamento Corrente não constituirá item de receita orçamentária, ou seja, não
será demonstrado expressamente no rol das receitas de capital

Questões para fixar


CESPE – TCE-PB – Auditor de Contas Públicas – 2018

As contribuições sociais e de melhoria, assim como as multas decorrentes do não pagamento de impostos, classificam-se
como receitas tributárias.

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Comentários:

Não confunda as contribuições de melhoria com as contribuições sociais!

As contribuições de melhoria classificam-se como receitas de impostos, taxas e contribuições de melhoria. As


contribuições sociais classificam-se como receitas de contribuições. E as multas decorrentes do não pagamento de
impostos também se classificam como receitas de impostos, taxas e contribuição de melhoria, e serão identificadas pelo
tipo.

Gabarito: Errado

FCC – TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Administrativa– 2016

No que se refere às receitas públicas, a Lei n° 4.320/1964 estabelece que o superávit do orçamento corrente resultante do
balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes não constitui item de receita orçamentária.

Comentários:

É isso mesmo! O Superávit do Orçamento Corrente é uma receita de capital e ele não constitui item de receita
orçamentária. Mas isso não significa que ele não é uma receita orçamentária (ou que é uma receita extraorçamentária).
Isso só significa que ele não será demonstrado expressamente no rol das receitas de capital. Ora, se ele é uma receita de
capital, é óbvio que ele é uma receita orçamentária.

Aqui está o dispositivo cobrado pela questão na íntegra (Lei 4.320/64):

Art. 11, § 3º - O superávit do Orçamento Corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes,
apurado na demonstração a que se refere o Anexo nº 1, não constituirá item de receita orçamentária.

Gabarito: Certo

CESPE – FUB - Administrador – 2015

De acordo com a categoria econômica, o superávit do orçamento corrente é considerado fonte de receita corrente do
Estado.

Comentários:

Você não cai mais nessa pegadinha! 😏 De acordo com a categoria econômica, o superávit do orçamento corrente é
considerado fonte de receita de capital do Estado!

Gabarito: Errado

Classificação quanto à procedência ou obrigatoriedade


A doutrina classifica as receitas públicas, quanto à procedência, em:

• Originárias; e
• Derivadas.
Essa classificação possui uso acadêmico e não é normatizada (não está em nenhuma lei ou
regulamento); portanto, não é utilizada como classificador oficial da receita pelo poder público.
Receitas públicas originárias, segundo a doutrina, são as arrecadadas por meio da exploração de
atividades econômicas pela Administração Pública. Resultam, principalmente, de rendas do patrimônio
mobiliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos, de prestação de serviços comerciais
e de venda de produtos industriais ou agropecuários.

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São exemplos de receitas originárias:

• taxa pela ocupação de imóvel cedido a particular (lembra que estas não são tributos? Elas são
classificadas na origem “receita patrimonial”);
• royalties do petróleo;
• dividendos oriundos da participação societária do Estado em sociedade de economia mista.

Receitas públicas derivadas, segundo a doutrina, são as obtidas pelo Poder Público por meio da
soberania estatal. Decorrem de norma constitucional ou legal e, por isso, são auferidas de forma impositiva,
como, por exemplo, as receitas tributárias e as de contribuições especiais.
São exemplos de receitas derivadas:

• ICMS (imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços específicos);


• IPVA (imposto sobre a propriedade de veículos automotores);
• ITD (imposto sobre a transmissão causa mortis ou doação);
• Taxas (a espécie de tributo definida no artigo 77 do Código Tributário Nacional).
Resumindo:

• Receitas originárias: resultante da venda de produtos ou serviços colocados à disposição dos


usuários ou da cessão remunerada de bens e valores.
• Receitas DErivadas: são obtidas pelo Estado em função de sua autoridade COercitiva, mediante
a arrecadação de tributos e multas.
“E qual é o mnemônico para memorizar isso aqui, professor? Eu sei que você é cheio de truques!”

Pior que tenho um mnemônico para isso mesmo! 😂 Você percebeu as marcações que fiz? Você vai
associar as duas primeiras letras da palavra “derivada” com as duas primeiras letras da palavra “coercitiva”.
Então você terá o seguinte:

De Co
Assim você já associa as receitas derivadas à autoridade coercitiva do Estado. E as originárias são as
outras! Pronto! 😄

Quem gosta de futebol, pode até lembrar do ex-jogador de futebol Deco: 😅

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Questões para fixar


CESPE – TCE-PB – Auditor de Contas Públicas – 2018

O pagamento pelo consumo de energia elétrica e a taxa de prevenção a incêndio constituem exemplos de receita pública
originária e derivada, respectivamente.

Comentários:

O pagamento pelo consumo de energia elétrica é uma receita pública originária. Ora, você não é obrigado a ter energia
elétrica na sua casa. Você contrata se quiser (muito embora acho difícil você não querer 😅). É diferente, por exemplo, do
Imposto sobre a propriedade predial e Territorial Urbana (IPTU) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores (IPVA). Estes são tributos! Se você tem uma casa e tem um carro, você não tem escolha: tem que pagar esses
impostos! O mesmo acontece com a taxa de prevenção a incêndio, que também é tributo! Por ser arrecadada pelo Estado
em função de sua autoridade coercitiva, essa taxa é uma receita pública derivada.

Gabarito: Certo

CESPE – TCE-PE - Analista – 2017

As custas e os emolumentos recebidos em razão da prestação dos serviços de registradores e notários estão incluídos na
categoria de receita pública originária.

Comentários:

As custas e os emolumentos são contraprestações a um serviço específico e divisível, por isso constituem taxas (previstas
no art. 77, do Código Tributário Nacional). Por isso, as custas e os emolumentos estão incluídos na categoria de receita
pública derivada (e não originária), pois são obtidas pelo poder público por meio da soberania estatal e decorrem de
imposição constitucional ou legal (sendo auferidas de forma impositiva), ao contrário das receitas públicas originárias,
as quais são arrecadadas por meio da exploração de atividades econômicas pela Administração Pública.

Gabarito: Errado

Classificação por fonte/destinação de recursos


Você sabe que toda receita possui uma origem, não é? Toda receita vem de algum lugar!
E você também sabe que toda despesa possui uma fonte de financiamento, não é? Toda despesa é
financiada por alguma receita.

Portanto, não seria ótimo se existisse uma classificação que demonstrasse quais receitas financiam quais
despesas? 🤔

Seria! E ela existe! É justamente a classificação por fonte/destinação de recursos! 😄

Então, a classificação orçamentária por fontes/destinação de recursos tem como objetivo de identificar
as fontes de financiamento dos gastos públicos. É essa classificação que permite demonstrar a
correspondência entre as fontes de financiamento e os gastos públicos, pois exterioriza quais são as
receitas que financiam determinadas despesas. 😉

Nesse sentido, esta é uma classificação que é utilizada tanto para as receitas quanto para as despesas,
de modo a permitir a identificação de uma possível vinculação entre elas.

As bancas adoram dizer que a classificação por fonte/destinação é só da receita ou só da despesa. Elas
adoram essa pegadinha! 😅 Mas agora você já está imune a ela! 😉

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Preste atenção
A classificação por fonte/destinação é utilizada tanto para as receitas quanto para as despesas

De acordo com o MTO 2020, o registro da arrecadação dos recursos é efetuado por meio de códigos de
natureza de receita, sendo que cada receita possui normas específicas de aplicação. Essas normas, por sua
vez, podem especificar tanto “quem” deverá aplicar a receita quanto “qual” atividade estatal (qual política
pública, qual despesa) deverá ser financiada por meio dessa receita.
Dessa forma, uma mesma atividade estatal pode ser financiada por recursos de diferentes receitas,
tornando necessário portanto agrupar e catalogar, sob o mesmo código comum, as diferentes origens de
receita que porventura devam ser aplicadas da mesma forma, no financiamento da mesma atividade estatal.
Denomina-se “Fonte/Destinação de Recursos” a cada agrupamento de receitas que possui as mesmas
normas de aplicação. A fonte, nesse contexto, é instrumento de Gestão da Receita e da Despesa ao mesmo
tempo, pois tem como objetivo assegurar que determinadas receitas sejam direcionadas para financiar
atividades (despesas) do governo em conformidade com Leis que regem o tema.
Segundo MCASP 8ª edição, como mecanismo integrador entre a receita e a despesa, o código de
fonte/destinação de recursos exerce um duplo papel no processo orçamentário:

• para a receita orçamentária, esse código tem a finalidade de indicar a destinação de recursos
para a realização de determinadas despesas orçamentárias.
• para a despesa orçamentária, identifica a origem dos recursos que estão sendo utilizados.
Explicando:

• se você está diante da classificação por fonte/destinação de uma receita, ela irá lhe informar qual
é a destinação que será dada a essa receita: “essa receita será destinada a financiar quais
despesas?”
• se você está diante da classificação por fonte/destinação de uma despesa, ela irá lhe informar
qual é a origem dos recursos que estão sendo utilizados naquela despesa: “essa despesa está
sendo financiada por quais receitas?”

indica a destinação de recursos para a


para a receita realização de determinadas despesas
orçamentárias
Classificação por
fonte/destinação
identifica a origem dos recursos que
para a despesa
estão sendo utilizados

Orçamentariamente, a classificação por natureza da receita orçamentária busca identificar a origem do


recurso segundo seu fato gerador, entretanto, existe ainda a necessidade de identificar a destinação dos
recursos arrecadados. Para isso, a classificação por fonte/destinação de recursos identifica se os recursos
são vinculados ou não e, no caso dos vinculados, identifica a sua finalidade.

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Portanto, destinação pode ser classificada em:

• destinação vinculada: processo de vinculação entre a origem e a aplicação de recursos, em


atendimento às finalidades específicas estabelecidas pela norma. Há, ainda, ingressos de
recursos em decorrência de convênios ou de contratos de empréstimos e de financiamentos.
Esses recursos também são vinculados, pois foram obtidos com finalidade específica - e à
realização dessa finalidade deverão ser direcionados.
• destinação não vinculada (ou ordinária): é o processo de alocação livre entre a origem e a
aplicação de recursos, para atender a quaisquer finalidades, desde que dentro do âmbito das
competências de atuação do órgão ou entidade.

A vinculação de receitas deve ser pautada em mandamentos legais que regulamentam a aplicação de
recursos e os direcionam para despesas, entes, órgãos, entidades ou fundos.
Ressalte-se que esse mecanismo de fonte/destinação de recursos é obrigatório, devido aos
mandamentos constantes da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF), a qual traz
em seu art. 8º, parágrafo único, e art. 50, inciso I, o seguinte:

Art. 8º (...)

Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente
para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o
ingresso.”

Art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das contas públicas
observará as seguintes:

I – a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos vinculados a órgão,
fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados de forma individualizada;

Preste atenção
A classificação por fonte/destinação é obrigatória

“Beleza, professor. E como é o código da classificação por fonte/destinação? Lá na classificação por natureza
de receita o código tinha 8 dígitos. E esse? Como é?” 🧐

Excelente pergunta! 😃

A classificação de fonte/destinação consiste em um código de 3 (três) dígitos.

“Só 3, professor?”

Só 3! 😄

O 1º dígito representa o grupo de fonte enquanto o 2º e o 3º representam a especificação da fonte.


Assim, olha:

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Tomemos como exemplo o código 100. Veja como ele é construído:

O Anexo IV da Portaria SOF nº 1, de 19 de fevereiro de 2001 lista os grupos de fontes e as respectivas


especificações das fontes de recursos vigentes. Vamos colocar aqui códigos dos grupos das fontes (1º dígito),
porque isso já caiu em prova:

Perceba que a classificação orçamentária da receita por fonte de recursos é dividida em cinco grupos!
Para finalizar, listo somente mais alguns exemplos para você se familiarizar com a classificação por
fonte/destinação:

“Professor, você nem disse a qual pergunta eu devo associar essa classificação, para facilitar a memorização.”
🧐

Vou dizer agora! 😄

A pergunta é:

Qual é fonte e a destinação dos recursos arrecadados?

Bem intuitivo, não é? 😄

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Questões para fixar


CESPE – STJ - Técnico Judiciário – Administrativa – 2018

A classificação orçamentária da receita por fonte de recursos é dividida em cinco grupos, entre eles inclui-se o grupo de
recursos condicionados.

Comentários:

Eu não disse que isso tinha caído em prova? Por isso que coloquei isso na parte teórica. 😎

A questão está certa. São cinco grupos e um deles é o grupo de recursos condicionados (código 9), confira:

Gabarito: Certo

CESPE – MPOG - Administrador – 2015

O mecanismo de classificação de recursos por fonte tem por objetivo identificar a destinação dos recursos arrecadados.

Comentários:

É isso mesmo! A classificação por natureza da receita orçamentária busca identificar a origem do recurso segundo seu fato
gerador, entretanto, existe ainda a necessidade de identificar a destinação dos recursos arrecadados. Quem faz isso é
justamente a classificação por fonte/destinação.

Gabarito: Certo

CESPE – TCE-RN - Inspetor – 2015

O mecanismo de classificação de recursos por fonte tem por objetivo identificar a destinação dos recursos arrecadados.

Comentários:

As bancas adoram essa pegadinha. Adoram dizer que a classificação por fonte/destinação é só da receita ou só da despesa.
Na verdade, a classificação por fonte/destinação é utilizada tanto para as receitas quanto para as despesas. Como
mecanismo integrador entre a receita e a despesa, o código de fonte/destinação de recursos exerce um duplo papel no
processo orçamentário:

• para a receita orçamentária, esse código tem a finalidade de indicar a destinação de recursos para a realização de
determinadas despesas orçamentárias.

• para a despesa orçamentária, identifica a origem dos recursos que estão sendo utilizados.

Gabarito: Errado

Classificação por identificador de resultado primário


Conforme esta classificação, as receitas do Governo Federal podem ser divididas em:

• Primárias (P), quando seus valores são incluídos no cálculo do resultado primário; e
• Financeiras (F), quando não são incluídas no citado cálculo.

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A pergunta que você irá fazer então é:

A receita é entra no cálculo do resultado primário?

As receitas primárias (ou não financeiras) referem-se, predominantemente, às receitas correntes que
advêm dos tributos, das contribuições sociais, das concessões, dos dividendos recebidos pela União, da cota-
parte das compensações financeiras, das decorrentes do próprio esforço de arrecadação das UOs, das
provenientes de doações e convênios e outras também consideradas primárias.
As receitas financeiras são aquelas que não alteram o endividamento líquido do Governo (setor público
não financeiro) no exercício financeiro correspondente, uma vez que criam uma obrigação ou extinguem um
direito, ambos de natureza financeira, junto ao setor privado interno e/ou externo. São adquiridas junto ao
mercado financeiro, decorrentes da emissão de títulos, da contratação de operações de crédito por organismos
oficiais, das receitas de aplicações financeiras da União (juros recebidos, por exemplo) e outras.
O Resultado Primário (RP) é a diferença entre receitas e despesas primárias (ou não-financeiras), ou
seja, todas aquelas que não tenham caráter financeiro, referente aos órgãos da administração direta, fundos,
autarquias, fundações e empresas estatais dependentes. O RP irá indicar se o ente federativo está ou não
vivendo dentro de seus limites financeiros e contribuindo para a redução ou elevação do seu endividamento.

Receitas Despesas Resultado


primárias primárias primário

Questões para fixar


CESPE – STJ - Técnico Judiciário – Administrativa – 2015

A classificação destinada a identificar as receitas de acordo com sua inclusão no resultado fiscal do governo divide-se em
receitas de resultado primário e secundário.

Comentários:

A classificação destinada a identificar as receitas de acordo com sua inclusão no resultado fiscal do governo divide-se em
receitas primárias e em receitas financeiras. 😉

Gabarito: Errado

Classificação institucional (quem?)


A classificação institucional é tranquila. Ela tem por finalidade demonstrar as entidades ou unidades
orçamentárias que, respondendo pela arrecadação, são detentoras das receitas. Ela permite identificar as
unidades orçamentárias responsáveis pela arrecadação.
Assim, a pergunta que você irá fazer aqui é:

Quem está arrecadando receita?

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O código da classificação institucional é composto por 5 dígitos, sendo os dois primeiros reservados à
identificação do órgão e os demais, à unidade orçamentária. Abaixo você encontra um exemplo:

Questões para fixar


FCC – TRT - 15ª Região - Analista Judiciário - Contabilidade – 2013

A classificação institucional reflete a estrutura de alocação dos créditos orçamentários e está estruturada em níveis
hierárquicos. No âmbito do Governo Federal, o código da classificação institucional compõe-se de cinco dígitos. Assim, é
correto afirmar que os

A) dois primeiros dígitos são reservados à identificação do órgão e os demais, à unidade orçamentária.

B) dois primeiros dígitos são reservados à identificação da função e os demais, à subfunção de governo.

C) três primeiros dígitos são reservados à identificação da unidade orçamentária e os demais, ao programa de governo.

D) três primeiros dígitos são reservados à identificação dos órgãos da Administração direta e os demais à Administração
indireta.

E) dois primeiros dígitos identificam os órgãos do Poder Executivo e os demais dígitos, às entidades da Administração
indireta.

Comentários:

O código da classificação institucional é composto por 5 dígitos, sendo os dois primeiros reservados à identificação do
órgão e os demais, à unidade orçamentária.

Gabarito: A

Classificação por esfera orçamentária (em qual orçamento?)


A classificação por esfera orçamentária tem por finalidade identificar se a receita pertence ao
Orçamento Fiscal, da Seguridade Social ou de Investimento das Empresas Estatais, conforme distingue o §
5º do art. 165 da CF.
Então, a pergunta aqui é a seguinte:

Em qual orçamento?

Vale lembrar que, até 2014, essa classificação era uma classificação utilizada apenas para despesas. Foi a
partir da edição do MTO 2015 que ela também passou a ser usada para as receitas.

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Na base de dados do SIOP, o campo destinado à esfera orçamentária é composto de dois dígitos e será
associado à ação orçamentária:

Código Classificação

10 Orçamento Fiscal (OF)

20 Orçamento da Seguridade Social (OSS)

30 Orçamento de Investimento (OI)

Convém destacar que o Orçamento da Seguridade Social será elaborado de forma integrada pelos
órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades
estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), assegurada a cada área a gestão de seus recursos.

Questões para fixar


CESPE – TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo - Contabilidade – 2016

O objetivo da classificação da receita pública por esfera orçamentária é identificar se o item a ser classificado pertence ao
orçamento fiscal, ao orçamento da seguridade social ou ao orçamento de investimento das empresas estatais.

Comentários:

A pergunta é: em qual orçamento?

O objetivo da classificação da receita pública por esfera orçamentária é esse mesmo!

Gabarito: Certo

Classificação quanto ao impacto na situação patrimonial líquida


Para fins contábeis, quanto ao impacto na situação patrimonial líquida, a receita pode ser efetiva ou não-
efetiva.
O que você deve se perguntar aqui é:

Houve alteração no patrimônio líquido?

Se a resposta for:

• Sim: trata-se de receita efetiva;


• Não: trata-se de receita não efetiva.

“Beleza, professor. Mas o que é mesmo uma receita efetiva e uma receita não efetiva?”
O principal você já sabe: a receita efetiva altera a situação patrimonial líquida. A receita não efetiva não
altera.
“Espera aí, professor. O Estado está recebendo dinheiro, uma receita, mas não está ficando mais rico? O
patrimônio líquido não se altera? Como é que pode, professor?” 🤨

Ora. É simples. Basta ele trocar um direito por outro ou contrair uma obrigação. 😅

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Por exemplo: se você vende por R$ 100,00 o seu par de sapatos avaliado em R$ 100,00, você recebeu uma receita? Sim.
Ficou mais rico? Não. Você só trocou um ativo por outro. Você credita “Sapatos” e debita “Disponibilidades”. Assim:

E quando você faz um empréstimo de R$ 1.000,00 e possui a obrigação de devolver os R$ 1.000,00 no próximo mês: você
recebeu uma receita? Sim. Ficou mais rico? Não, porque daqui a pouco você tem que devolver o dinheiro. Você debita o
ativo e credita o passivo. Assim:

Portanto, segundo o MCASP 8ª edição:

• Receita Orçamentária Efetiva aquela em que os ingressos de disponibilidade de recursos não


foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não constituem obrigações
correspondentes.
• Receita Orçamentária Não Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos
foram precedidos de registro do reconhecimento do direito ou constituem obrigações
correspondentes, como é o caso das operações de crédito.

Agora vai uma super dica: 😅

Dica do professor
Normalmente,
as receitas correntes são receitas efetivas; e
as receitas de capital são receitas não efetivas.

Quer ver? 😄

A receita de impostos, taxas e contribuições de melhoria é uma receita corrente. O Estado não precisa
vender nenhum ativo para receber essa receita e nem precisa constituir uma obrigação correspondente (um
passivo exigível). Por outro lado, a receita de operações de crédito é uma receita de capital. O dinheiro entra na
conta, mas uma obrigação também é constituída.

Mas nem sempre é assim! Nem todas as receitas correntes são efetivas e nem todas as receitas de capital
são não efetivas. Você sempre tem que avaliar se houve impacto sobre o patrimônio líquido! 😅

Tomemos, por exemplo, as transferências de capital, que são receitas de capital. O ente que recebe a
transferência não precisa constituir nenhuma obrigação (a única obrigação é a de destinar os recursos para

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despesas de capital). Portanto, transferências de capital, embora sejam receitas de capital, são receitas
efetivas.
Já no lado das receitas correntes, podemos tomar como exemplo a inscrição em dívida ativa. O direito
a receber é creditado (diminui o ativo) e a dívida ativa é debitada (aumenta o ativo). Na verdade, é como se
estivesse ocorrendo uma troca de ativos, um fato permutativo! Nesse caso, não há alteração da situação
patrimonial líquida, portanto, trata-se de receita não efetiva.

Lembre-se: sempre avalie se houve impacto sobre o patrimônio líquido! ☝

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Questões comentadas - CESPE


1. CESPE – TCE-MG - Analista de Controle Externo – 2018

Receita decorrente de royalties da exploração de gás natural e auferida por município de estado federado é
classificada como
A) outras receitas correntes.
B) receita de serviços.
C) receita industrial.

D) receita patrimonial.
E) transferência corrente.

Comentários:
Vou ser bem sincero com você: na minha opinião (e na opinião do professor Marcel e de outros
professores), essa foi mais uma questão bizarra da banca. E o pior é que ela já cobrou uma questão
parecidíssima com essa no concurso do TCE-PR, em 2016, com o mesmo gabarito.
Vejamos: receita decorrente de royalties da exploração de gás natural, normalmente, é receita
patrimonial (alternativa D). Se essa receita pertencer a algum estado e este transferir a algum município,
consideramos que se trata de uma receita de transferência corrente (alternativa E).

Agora “outras receitas correntes”? 🤨 Não há nenhuma base legal ou em manuais técnicos que justifique
essa classificação.
Portanto, na minha opinião, a banca pisou na bola. Não fique com raiva da banca e nem de mim por ter
colocado essa questão no material. Você tem que conhecer essas bizarrices da banca! 😄 Faz parte!

Gabarito: A

2. CESPE – TCE-MG - Analista de Controle Externo – 2018


A classificação das receitas tributárias adotada pela Lei n.º 4.320/1964 abrange
A) receita oriunda de alienações de bens.
B) receita oriunda de contribuições de melhoria.
C) juros oriundos de operação de amortização de empréstimos.

D) receita oriunda de empréstimos compulsórios.


E) receita oriunda de contribuições especiais.
Comentários:
Segundo o § 4º do artigo 11, da Lei 4.320/64:

§ 4º - A classificação da receita obedecerá ao seguinte esquema:

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RECEITAS CORRENTES

RECEITA TRIBUTÁRIA

Impostos.

Taxas.

Contribuições de Melhoria.

Portanto, gabarito: B.
Vejamos agora as demais alternativas:
a) Errada. Receita oriunda de alienações de bens são receitas de capital!
b) Correta.
c) Errada. Embora a amortização do empréstimo seja origem da categoria econômica Receitas de
Capital, os juros recebidos associados ao empréstimo são classificados em Receitas Correntes / de Serviços /
Serviços e Atividades Financeiras / Retorno de Operações, Juros e Encargos Financeiros!
d) Errada. Os empréstimos compulsórios são classificados como operações de crédito (receitas de
capital).
e) Errada. Receita oriunda de contribuições especiais são classificadas como receitas de contribuições.
Atenção: não confunda essas contribuições com as contribuições de melhoria.
Gabarito: B

3. CESPE – IFF – Administrador – 2018

O ingresso de determinado recurso é definido como receita agropecuária na classificação da receita pública por
A) categoria econômica.
B) origem.
C) espécie.

D) rubrica.
E) alínea.
Comentários:

Para começo de história, rubrica e alínea não existem mais. O mnemônico antigo era mnemônico
COERAASS. O mnemônico atual é:

C O E DDDD T
Onde:

• C: categoria econômica;
• O: origem;

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• E: espécie;
• D: desdobramentos para identificação de peculiaridades da receita;
• T: tipo.

A categoria econômica classifica as receitas em:

• Receitas correntes;
• Receitas de capital.
A origem classifica as receitas correntes em:

Tributa Con PAISTO


Onde:

• Tributa: receitas Tributárias (porém, hoje essa origem é denominada “impostos, taxas e
contribuições de melhoria”);
• Con: receitas de Contribuições;
• P: receita Patrimonial;
• A: receita Agropecuária;
• I: receita Industrial;
• S: receita de Serviços;
• T: Transferências correntes; e
• O: Outras receitas correntes.

Viu? A receita agropecuária, exigida pela questão, está aí! 😃

Ah! E a espécie permite qualificar com maior detalhe o fato gerador das receitas.
Gabarito: B

4. CESPE – MPU – Técnico – 2018

Havendo a necessidade de que um órgão público classifique determinada receita de acordo com o
acontecimento real que tenha ocasionado o ingresso nos cofres públicos, ele deverá utilizar a classificação
orçamentária por natureza da receita.

Comentários:

É isso aí! 😃

A classificação da receita por natureza é utilizada por todos os entes da Federação e visa identificar a
origem do recurso segundo o fato gerador: acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres
públicos.
Então, a que pergunta devemos associar a classificação por natureza da receita:

Qual foi acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres públicos? 🤔

Gabarito: Certo

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5. CESPE – CGM de João Pessoa - Técnico Municipal de Controle Interno – 2018


Receita orçamentária efetiva é aquela que recebeu prévio reconhecimento do direito ou constitui obrigação
correspondente.
Comentários:

Vejamos:

• Receita Orçamentária Efetiva aquela em que os ingressos de disponibilidade de recursos não


foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não constituem obrigações
correspondentes.
• Receita Orçamentária Não Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos
foram precedidos de registro do reconhecimento do direito ou constituem obrigações
correspondentes, como é o caso das operações de crédito.
Portanto, receita orçamentária efetiva é aquela que altera a situação patrimonial líquida, portanto não
recebe prévio reconhecimento de direito e não constitui obrigação correspondente! 😉

Gabarito: Errado

6. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


A etapa de arrecadação da receita consiste na transferência dos valores arrecadados à conta específica do
Tesouro, observando-se o princípio da unidade de tesouraria ou de caixa.
Comentários:
Essa não é a fase da arrecadação, mas sim a fase de recolhimento (que vem logo após a arrecadação).
A arrecadação corresponde à entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos contribuintes ou
devedores, por meio dos agentes arrecadadores ou instituições financeiras autorizadas pelo ente.
Recolhimento é a transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro, responsável
pela administração e controle da arrecadação e programação financeira, observando-se o princípio da unidade
de tesouraria ou de caixa, conforme determina o art. 56 da Lei no 4.320, de 1964, a seguir transcrito:

Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio de unidade de
tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais.

Gabarito: Errado

7. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


Se o Estado receber determinado recurso na condição de depositário, sem que a correspondente restituição se
sujeite à autorização legislativa, o ingresso não será incluído na lei orçamentária anual.

Comentários:
Se o Estado receber determinado recurso na condição de depositário, sem que a correspondente
restituição se sujeite à autorização legislativa, esse ingresso será extraorçamentário, certo?

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TCE-RJ Aula 8

E os ingressos extraorçamentários não são previstos na LOA. São recursos que não pertencem ao Poder
Público. Lembre-se da nossa tabelinha:

Previsão na LOA? Pertence ao Poder Público?


Tipo de receita
(critério incorreto) (critério correto)

Orçamentária Sim ou Não Sim

Extraorçamentária Não Não

Gabarito: Certo

8. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


A classificação da receita pública por esfera orçamentária deve ser utilizada para diferenciar os recursos que
serão diretamente utilizados pelo ente arrecadador daqueles que devem ser transferidos para outros entes da
Federação.
Comentários:
Quando a classificação da receita é feita por esfera, qual a pergunta que a gente faz?

Em qual orçamento?

A classificação por esfera orçamentária, portanto, tem por finalidade identificar se a receita pertence ao
Orçamento Fiscal, da Seguridade Social ou de Investimento das Empresas Estatais.
A questão estava se referindo a um nível (chamado de modalidade de aplicação) da classificação por
natureza da despesa. Conforme o MCASP 8ª edição, a modalidade de aplicação tem por finalidade indicar se
os recursos são aplicados diretamente por órgãos ou entidades no âmbito da mesma esfera de Governo ou por
outro ente da Federação e suas respectivas entidades. Indica se os recursos serão aplicados diretamente pela
unidade detentora do crédito ou mediante transferência para entidades públicas ou privadas.
Gabarito: Errado

9. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


A receita orçamentária será considerada efetiva caso os ingressos de disponibilidade de recursos tenham sido
precedidos de registro do reconhecimento do direito ou quando constituam obrigações correspondentes.
Comentários:
Se os ingressos de disponibilidade de recursos tiverem sido precedidos de registro do reconhecimento de
direito, então a entidade está trocando um ativo por outro. E se os ingressos de disponibilidade de recursos
constituírem obrigações correspondentes, do mesmo jeito que no caso anterior, a situação líquida não será
alterada.
Se a situação líquida não for alterada, nós estamos falando de uma receita não efetiva!
A pergunta aqui é:

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Houve alteração no patrimônio líquido?

Se a resposta for:

• Sim: trata-se de receita efetiva;


• Não: trata-se de receita não efetiva.
Gabarito: Errado

10. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018

De acordo com a atual classificação da receita conforme a sua natureza, o último dígito da natureza de receita
tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação.

Comentários:
Aqui basta você lembrar do mnemônico:

C O E DDDD T
Onde a letra “T” corresponde ao tipo de arrecadação.
Eis aqui um exemplo:

Gabarito: Certo

11.CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


Para ser inscrito como dívida ativa, o crédito a favor da fazenda pública deve atender aos seguintes requisitos:
ter natureza tributária, ser líquido e certo e encontrar-se vencido há pelo menos trinta dias.

Comentários:
Não é bem assim. A dívida ativa pode ser tributária ou não tributária e o prazo definido em lei ou em
decisão proferida em processo regular (não necessariamente será de “pelo menos trinta dias”, como afirmou a
questão).
Segundo o MCASP 8ª edição: “dívida ativa é o conjunto de créditos tributários e não tributários em favor
da Fazenda Pública, não recebidos no prazo para pagamento definido em lei ou em decisão proferida em
processo regular, inscrito pelo órgão ou entidade competente, após apuração de certeza e liquidez.”
Gabarito: Errado

12. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018

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Do ponto de vista orçamentário, as receitas são reconhecidas a partir da sua arrecadação.


Comentários:
Sim! Do ponto de vista orçamentário (no regime orçamentário), as receitas são reconhecidas no
momento da sua arrecadação (regime de caixa). Confira na própria Lei 4.320/64:
Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:
I - as receitas nele arrecadadas;
II - as despesas nele legalmente empenhadas.

Já no regime patrimonial, vale o fato gerador, o que muitas vezes coincide com o lançamento (regime de
competência).
Gabarito: Certo

13.CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


São classificadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas — incluídas
as provenientes de operações de crédito, ainda que não previstas no orçamento —, as operações de crédito por
antecipação da receita e as emissões de papel-moeda.
Comentários:

As operações de crédito até que são receitas orçamentárias. Elas são receitas de capital. Está lembrando
do mnemônico?

Opera Ali Amor e Transfere Outras


Onde:

• Opera: Operações de crédito;


Agora, as operações de crédito por Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) são receitas
extraorçamentárias! Portanto, grave bem isso:

Operações de crédito são receitas orçamentárias, mas operações de crédito por Antecipação de
Receita Orçamentária (ARO) são receitas extraorçamentárias!

Além disso, as emissões de papel-moeda também são receitas extraorçamentárias!


Gabarito: Errado

14. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018

São critérios para a classificação da receita orçamentária a sua natureza e a fonte/destinação dos recursos.
Comentários:
Sim! Duas das classificações da receita orçamentária que nós estudamos foram:

• a classificação por natureza da receita;


• a classificação por fonte/destinação dos recursos.

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Gabarito: Certo

15.CESPE – TCE-PB - Auditor de Contas Públicas – 2018


A respeito da receita pública e de sua classificação, assinale a opção correta.

A) O recebimento de amortização da dívida pública e o ingresso de recursos financeiros decorrentes de


operações de crédito se classificam como receita corrente.
B) As contribuições sociais e de melhoria, assim como as multas decorrentes do não pagamento de impostos,
classificam-se como receitas tributárias.
C) A definição de receita pública originária inclui a caução dada em garantia pelo particular que contrata com o
poder público.
D) O pagamento pelo consumo de energia elétrica e a taxa de prevenção a incêndio constituem exemplos de
receita pública originária e derivada, respectivamente.
E) A receita proveniente da arrecadação tributária dos estados é classificada como originária por estar
diretamente relacionada ao exercício da competência constitucional daqueles entes federativos.
Comentários:
Vamos logo para as alternativas:

a) Errada. A amortização de empréstimos e o ingresso de recursos financeiros decorrentes de operações


de crédito se classificam como receita de capital.
b) Errada. Não confunda as contribuições de melhoria com as contribuições sociais! As contribuições de
melhoria classificam-se como receitas de impostos, taxas e contribuições de melhoria. As contribuições
sociais classificam-se como receitas de contribuições. E as multas decorrentes do não pagamento de impostos
também se classificam como receitas de impostos, taxas e contribuição de melhoria, e serão identificadas pelo
tipo.

c) Errada. A caução dada em garantia pelo particular que contrata com o poder público é uma receita
extraorçamentária!
d) Correta. Senão vejamos:

• Receitas originárias: resultante da venda de produtos ou serviços colocados à disposição dos


usuários ou da cessão remunerada de bens e valores.
• Receitas DErivadas: são obtidas pelo Estado em função de sua autoridade COercitiva, mediante
a arrecadação de tributos e multas.
O pagamento pelo consumo de energia elétrica é uma receita pública originária. Ora, você não é
obrigado a ter energia elétrica na sua casa. Você contrata se quiser (muito embora acho difícil você não querer
😅). Já a taxa de prevenção a incêndio é tributo, e por ser arrecadada pelo Estado em função de sua autoridade
coercitiva, essa taxa é uma receita pública derivada.
e) Errada. receita proveniente da arrecadação tributária dos estados é classificada como derivada, pois
são obtidas pelo poder público por meio da soberania estatal, decorrem de norma constitucional ou legal e,
por isso, são auferidas de forma impositiva.

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Gabarito: D

16. CESPE – TCE-PB - Auditor de Contas Públicas – 2018


A respeito de receita pública e da sua repartição no sistema constitucional, assinale a opção correta.

A) As multas administrativas não são incluídas no conceito de receita pública porque são atos punitivos.
B) Todo ingresso de receita nos cofres do Estado pressupõe sua previsão na lei orçamentária, pois a
movimentação de recursos financeiros exige a prévia autorização legislativa.
C) O princípio da unidade de tesouraria implica a centralização de todo o ingresso de receitas no tesouro público
para que seja contabilizado como receita provisória.

D) A retenção de recursos públicos atribuídos aos estados e derivados da receita dos impostos é vedada à União,
razão pela qual é inconstitucional o condicionamento do repasse ao pagamento de créditos devidos ao governo
federal.
E) As parcelas do imposto sobre a renda retidas na fonte incidente sobre os rendimentos pagos pelos estados
lhes pertencem, incorporando-se, desde logo, às respectivas receitas correntes.
Comentários:

Para as alternativas! 😄

a) Errada. Multas são receitas públicas sim! Multas não são tributos, mas elas são receitas públicas, afinal
são disponibilidades de recursos financeiros que ingressam durante o exercício e constituem elemento novo
para o patrimônio público.
b) Errada. Opa, opa! Nem todo ingresso de receita nos cofres do Estado está previsto na lei orçamentária.
Por exemplo: receita de doações.
Lembre-se:

Uma receita orçamentária pode ou não estar prevista na LOA

E nem toda receita precisa passar pelas etapas de previsão e lançamento.

Aqui a tabelinha também pode ajudar:

Previsão na LOA? Pertence ao Poder Público?


Tipo de receita
(critério incorreto) (critério correto)

Orçamentária Sim ou Não Sim

Extraorçamentária Não Não

c) Errada. Receita provisória? 🤨 Só podemos chamar de receita provisória os ingressos


extraorçamentários, pois eles são recursos financeiros que apresentam caráter temporário e não integram a
LOA. Nesse caso, o Estado atua como mero depositário dos recursos.
d) Errada. A retenção de recursos públicos atribuídos aos estados e derivados da receita dos impostos é
vedada à União, mas existem duas exceções, senão vejamos (CF/88):

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Art. 160. É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos, nesta
seção, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, neles compreendidos adicionais e acréscimos
relativos a impostos.

Parágrafo único. A vedação prevista neste artigo não impede a União e os Estados de condicionarem a
entrega de recursos:

I – ao pagamento de seus créditos, inclusive de suas autarquias;

Portanto, corrigindo a questão, a retenção de recursos públicos atribuídos aos estados e derivados da
receita dos impostos é vedada à União, mas o condicionamento do repasse ao pagamento de créditos devidos
ao governo federal é constitucional.
e) Correta. Conforme artigo 157, I, da CF/88, pertencem aos Estados e ao Distrito Federal o produto da
arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre
rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem.
Portanto, essas parcelas pertencem mesmo aos Estados!
Gabarito: E

17.CESPE – TCE-PB - Auditor de Contas Públicas – 2018


Multas e juros de mora que incidem sobre tributos arrecadados por entidades do setor público enquadram-se
nas receitas
A) extraorçamentárias, originárias e vinculadas.

B) orçamentárias, correntes, originárias e vinculadas.


C) extraorçamentárias, originárias e não vinculadas.
D) orçamentárias, de capital, derivadas e não vinculadas.
E) orçamentárias, correntes, derivadas e não vinculadas.

Comentários:
As multas e juros de mora que incidem sobre tributos enquadram-se nas receitas:

• Orçamentárias, porque pertencem ao Estado, integram o patrimônio do Poder Público e


aumentam-lhe o saldo financeiro;
• Correntes, porque possuem origem tributária (são multas e juros de mora que incidem sobre
tributos, como afirmou a questão);
• Derivadas, porque são obtidas pelo Estado em função de sua autoridade coercitiva (lembre-se do
mnemônico DeCo); e
• Não vinculadas, porque sua utilização não está vinculada a órgão, fundo ou despesa.

Gabarito: E

18. CESPE – TCE-PB - Auditor de Contas Públicas – 2018

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Com relação aos conceitos básicos, aos procedimentos de inscrição, à execução fiscal e à contabilização da
dívida ativa da fazenda pública, assinale a opção correta.
A) A execução da dívida ativa é requisito básico para o recebimento de transferências voluntárias.
B) A ocorrência do fato gerador da obrigação é suficiente para a inscrição na dívida ativa.
C) Cada unidade gestora é responsável pela inscrição de seus respectivos créditos na dívida ativa.
D) A inscrição de crédito na dívida ativa deve ser contabilizada como receita.
E) Somente os créditos de natureza tributária podem ser inscritos na dívida ativa.

Comentários:
Vamos analisar as alternativas:
a) Errada. Essa alternativa tinha sido apontada como gabarito preliminar da banca, mas, posteriormente,
foi corretamente considerada errada. Vejamos o porquê.
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina o seguinte:

Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e
efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação.

Parágrafo único. É vedada a realização de transferências voluntárias para o ente que não observe o
disposto no caput, no que se refere aos impostos.

Veja que a proibição do recebimento de transferências voluntárias se aplica somente caso o ente não
realize a instituição, previsão e efetiva arrecadação dos impostos de sua competência.
Mas a dívida ativa é bem mais abrangente do que os impostos. A dívida ativa tributária poderá se referir
a outras espécies tributárias e ainda temos a dívida ativa não tributária.
Aí vem a questão dizer que “execução da dívida ativa é requisito básico para o recebimento de
transferências voluntárias”. Não! Não podemos generalizar assim. Somente a execução da dívida ativa
tributária de impostos é que é requisito básico para o recebimento de transferências voluntárias.
E só para confirmar, observe a justificativa da banca para anulação: “o fato de não ter sido considerada a
dívida ativa não tributária, na redação da opção apontada preliminarmente como gabarito, prejudicou o
julgamento objetivo da questão”.
b) Errada. Não. A ocorrência do fato gerador da obrigação não é suficiente para a inscrição na dívida ativa.
Para inscrição em dívida ativa, a prazo para pagamento já deve ter sido transcorrido e o crédito deve ter sua
liquidez e certeza apuradas.
c) Errada. A responsabilidade pela inscrição na dívida ativa não é da Unidade Gestora credora, mas sim da
Procuradoria da Fazenda Nacional, no âmbito federal, e das respectivas procuradorias, no âmbito estadual e
municipal. Confira na Lei 4.320/64:

§ 5º - A Dívida Ativa da União será apurada e inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional.

d) Errada. De acordo com a Lei 4.320/64, a receita é contabilizada quando for arrecadada, olha só:

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Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:

I - as receitas nele arrecadadas;

Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, serão escriturados como
receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas orçamentárias

e) Errada. A dívida ativa pode ser tributária ou não tributária. 😉

Gabarito: Anulada

19. CESPE – PGE-SE - Procurador do Estado – 2017

Quando decorrentes de operações de antecipação de receita orçamentária, as entradas de valores que


integram o orçamento público
A) são lançamentos dos juros que o Estado aufere como credor de empréstimos a terceiros.
B) geram, em contrapartida, lançamento no passivo.
C) são classificadas como receitas tributárias.
D) podem ser consideradas receita, mas não ingresso.

E) são classificadas como receita em sentido estrito.


Comentários:
Primeiro, você tem que lembrar que Operações de crédito são receitas orçamentárias, mas operações de
crédito por Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) são receitas extraorçamentárias!
Em seguida, você deve saber que as receitas extraorçamentárias constituem passivos exigíveis
(obrigações).
Só com isso, você já resolve a questão. Gabarito: B. Mas vejamos as alternativas:
a) Errada. O Estado não está auferindo juros, mas sim pagando juros, como devedor dessa operação de
crédito.
b) Correta.
c) Errada. São receitas extraorçamentárias (e não orçamentárias e tributárias).
d) Errada. São consideradas ingressos, mas não receitas públicas (em sentido estrito).

Ingressos extraorçamentários

Ingressos
receita pública em sentido amplo
Receita orçamentária
receita pública em sentido estrito

e) Errada. São classificadas como receita em sentido amplo. Confira:

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Receitas públicas amplo = Rec. Orçamentárias + Rec. Extraorçamentárias

Receitas públicas estrito = Rec. Orçamentárias

Gabarito: B

20. CESPE – TCE-PE - Auditor de Controle Externo – 2017


Denomina-se classificação por categoria econômica a classificação orçamentária que se refere à
implementação de políticas em prol da sociedade e cujos resultados sejam passíveis de aferição por
indicadores.
Comentários:

O que? 🤨 😅

A classificação por categoria econômica não é nada disso.


Quanto à categoria econômica (primeiro nível da classificação por natureza da receita), as receitas
orçamentárias podem ser classificadas em:

• Receitas Correntes;
• Receitas de Capital.

As receitas correntes são arrecadadas dentro do exercício, aumentam as disponibilidades financeiras


do Estado, em geral com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido, e constituem instrumento para
financiar os objetivos definidos nos programas e ações correspondentes às políticas públicas. 😉

Já as receitas de capital aumentam as disponibilidades financeiras do Estado. Porém, de forma diversa


das Receitas Correntes, as Receitas de Capital não provocam efeito sobre o Patrimônio Líquido.
Gabarito: Errado

21. CESPE – TCE-PE - Auditor de Controle Externo – 2017


Para identificar a origem de determinada receita pública de acordo com o acontecimento real que ocasionou o
ingresso da receita nos cofres públicos, utiliza-se a classificação por natureza de receita.
Comentários:

Exatamente! 😄

A classificação da receita por natureza é utilizada por todos os entes da Federação e visa identificar a
origem do recurso segundo o fato gerador: acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres
públicos.
Então, a que pergunta devemos associar a classificação por natureza da receita:

Qual foi acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres públicos? 🤔

E a origem é o segundo nível da classificação por natureza da receita, olha só:

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Gabarito: Certo

22. CESPE – TCE-PE - Auditor de Controle Externo – 2017

A inscrição de crédito em dívida ativa corresponde à representação contábil de um fato permutativo resultante
da transferência de valor não recebido no prazo estabelecido, dentro do próprio ativo.
Comentários:

É isso mesmo. A inscrição em dívida ativa é um fato permutativo: um direito a receber é creditado (diminui
o ativo) e a dívida ativa é debitada (aumenta o ativo). Veja que essa operação acontece dentro do próprio ativo
e a situação patrimonial líquida não se altera, por isso que a inscrição em dívida ativa é uma receita não efetiva!
😉

E a dívida ativa é justamente o conjunto de créditos tributários e não tributários em favor da Fazenda
Pública, não recebidos no prazo para pagamento, ou seja, uma transferência de valor não recebido no prazo
estabelecido.

Com isso, confirmamos nosso gabarito como certo! 😉

Gabarito: Certo

23.CESPE – TRE-PE - Analista Judiciário – 2017


As etapas da receita orçamentária
A) seguem a ordem cronológica dos fenômenos econômicos.
B) consistem no planejamento das receitas orçamentárias que constarão na proposta orçamentária.
C) dependem do comportamento da série histórica de arrecadação.
D) ocorrem para todos os tipos de receitas orçamentárias.
E) incluem o empenho, a liquidação e o pagamento.
Comentários:
Vou direto para as alternativas:
a) Correta. De acordo com o MCASP 8ª edição: “as etapas da receita orçamentária seguem a ordem de
ocorrência dos fenômenos econômicos, levando-se em consideração o modelo de orçamento existente no
país e a tecnologia utilizada.”
Dê uma olhada no esquema que o próprio MCASP traz:

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b) Errada. Esse é o conceito da etapa de previsão (a primeira etapa), observe o que diz o MCASP 8ª edição:
a previsão “compreende a previsão de arrecadação da receita orçamentária constante da Lei Orçamentária
Anual (LOA), resultante de metodologias de projeção usualmente adotadas, observada as disposições
constantes na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).”
c) Errada. Novamente a questão está falando somente da etapa da previsão. Segundo o MCASP 8ª
edição: “a previsão implica planejar e estimar a arrecadação das receitas orçamentárias que constarão na
proposta orçamentária14. Isso deverá ser realizado em conformidade com as normas técnicas e legais
correlatas e, em especial, com as disposições constantes na LRF. Sobre o assunto, vale citar o art. 12 da referida
norma:

Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das
alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro
fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da
projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas
utilizadas.

No âmbito federal, a metodologia de projeção de receitas orçamentárias busca assimilar o


comportamento da arrecadação de determinada receita em exercícios anteriores, a fim de projetá-la para o
período seguinte, com o auxílio de modelos estatísticos e matemáticos. A busca deste modelo dependerá do
comportamento da série histórica de arrecadação e de informações fornecidas pelos órgãos orçamentários
ou unidades arrecadadoras envolvidas no processo.”
d) Errada. Nem todas as receitas orçamentárias precisam passar pelas etapas de previsão e lançamento.

e) Errada. Essas são as etapas da despesa. 😅

Gabarito: A

24. CESPE – TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo – 2016

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TCE-RJ Aula 8

Se determinado crédito for inscrito na dívida ativa, haverá acréscimo patrimonial na contabilidade do ente
federativo titular do referido crédito.
Comentários:
A inscrição de dívida é receita não efetiva, ou seja, ela não altera a situação patrimonial líquida! Portanto,
não há acréscimo patrimonial na contabilidade do ente federativo titular do referido crédito.
Gabarito: Errado

25.CESPE – TCE-PR - Auditor – 2016 (ADAPTADA)


Dívida ativa corresponde à despesa originada em exercício anterior, presente no orçamento corrente.

Comentários:
Dívida ativa não é isso. Dívida ativa é o conjunto de créditos tributários e não tributários em favor da
Fazenda Pública, não recebidos no prazo para pagamento definido em lei ou em decisão proferida em
processo regular, inscrito pelo órgão ou entidade competente, após apuração de certeza e liquidez.
A questão estava se referindo, na verdade, a Despesas de Exercícios Anteriores (DEA).
Gabarito: Errado

26. CESPE – FUB - Auditor – 2015

Sob a ótica econômica, as receitas estão divididas em receitas correntes e de capital, abrangendo estas últimas
as operações de crédito, a alienação de bens, a amortização de empréstimos, as transferências de capital e
outras receitas de capital.
Comentários:
Quanto à categoria econômica (primeiro nível da classificação por natureza da receita), as receitas
orçamentárias podem ser classificadas em:

• Receitas Correntes;
• Receitas de Capital.
Para lembrar das receitas de capital, você pode utilizar o seguinte mnemônico:

Opera Ali Amor e Transfere Outras


Onde:

• Opera: Operações de crédito;


• Ali: Alienação de bens;
• Amor: Amortização de empréstimos;
• Transfere: Transferências de capital;
• Outras: Outras receitas de capital.

Gabarito: Certo

27.CESPE – MPU - Analista – 2015

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Qualquer renda com vencimento determinado em lei, regulamento ou contrato é objeto de lançamento.
Comentários:
Essa foi uma questão um tanto quanto literal. A resposta está no artigo 52 da Lei 4.320/64:

Art. 52. São objeto de lançamento os impostos diretos e quaisquer outras rendas com vencimento
determinado em lei, regulamento ou contrato.

Gabarito: Certo

28. CESPE – TRE-GO - Analista Judiciário – 2015

Os ingressos extraorçamentários, que integram o fluxo financeiro das receitas públicas, não têm impacto no
patrimônio líquido nem são objeto de programação orçamentária.
Comentários:
Veja o que o MCASP 8ª edição fala sobre ingressos extraorçamentários: são recursos financeiros de
caráter temporário, do qual o Estado é mero agente depositário. Sua devolução não se sujeita a autorização
legislativa, portanto, não integram a Lei Orçamentária Anual (LOA). Por serem constituídos por ativos e
passivos exigíveis, os ingressos extraorçamentários, em geral, não têm reflexos no Patrimônio Líquido da
Entidade.

Perceba que os ingressos extraorçamentários não integram a LOA, não “estão nos planos” da
Administração Pública, até porque esses recursos nem a pertencem. Por isso, também não são objeto de
programação orçamentária.

Gabarito: Certo

29. CESPE – CNJ - Técnico Judiciário – 2013

A dívida ativa é composta por créditos a favor da fazenda pública, os quais não foram efetivamente recebidos
nas datas aprazadas e cuja certeza e liquidez foram apuradas. Constitui, portanto, fonte certa de recursos.
Comentários:
Vejamos como o MCASP 8ª edição define dívida ativa: “dívida ativa é o conjunto de créditos tributários
e não tributários em favor da Fazenda Pública, não recebidos no prazo para pagamento definido em lei ou
em decisão proferida em processo regular, inscrito pelo órgão ou entidade competente, após apuração de
certeza e liquidez.”
Portanto, está tudo ok na primeira frase da questão. O problema está na segunda e última frase. A dívida
ativa não é fonte certa de recursos.
Gabarito: Errado

30. CESPE – ANEEL - Analista Administrativo – 2010


A classificação da receita por fonte de recursos procura identificar quais são os agentes arrecadadores,
fiscalizadores e administradores da receita e qual o nível de vinculação das mesmas.

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Comentários:
Opa! Não é isso que a classificação da receita por fonte de recursos procura identificar.
Essa classificação procura identificar as fontes de financiamento dos gastos públicos. É essa
classificação que permite demonstrar a correspondência entre as fontes de financiamento e os gastos
públicos, pois exterioriza quais são as receitas que financiam determinadas despesas. 😉

Especificamente para a receita orçamentária (porque essa classificação exerce um duplo papel e
também pode ser utilizada para a despesa orçamentária), essa classificação tem a finalidade de indicar a
destinação de recursos para a realização de determinadas despesas orçamentárias.

indica a destinação de recursos para a


para a receita realização de determinadas despesas
orçamentárias
Classificação por
fonte/destinação
identifica a origem dos recursos que
para a despesa
estão sendo utilizados

Gabarito: Errado

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Questões CESPE

Questão Resposta Errei Dúvida Questão Resposta Errei Dúvida


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2 17
3 18
4 19
5 20
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Lista de questões - CESPE


1. CESPE – TCE-MG - Analista de Controle Externo – 2018

Receita decorrente de royalties da exploração de gás natural e auferida por município de estado federado é
classificada como

A) outras receitas correntes.


B) receita de serviços.
C) receita industrial.

D) receita patrimonial.
E) transferência corrente.

2. CESPE – TCE-MG - Analista de Controle Externo – 2018


A classificação das receitas tributárias adotada pela Lei n.º 4.320/1964 abrange
A) receita oriunda de alienações de bens.
B) receita oriunda de contribuições de melhoria.
C) juros oriundos de operação de amortização de empréstimos.

D) receita oriunda de empréstimos compulsórios.


E) receita oriunda de contribuições especiais.

3. CESPE – IFF – Administrador – 2018

O ingresso de determinado recurso é definido como receita agropecuária na classificação da receita pública por
A) categoria econômica.

B) origem.
C) espécie.
D) rubrica.

E) alínea.

4. CESPE – MPU – Técnico – 2018

Havendo a necessidade de que um órgão público classifique determinada receita de acordo com o
acontecimento real que tenha ocasionado o ingresso nos cofres públicos, ele deverá utilizar a classificação
orçamentária por natureza da receita.

5. CESPE – CGM de João Pessoa - Técnico Municipal de Controle Interno – 2018


Receita orçamentária efetiva é aquela que recebeu prévio reconhecimento do direito ou constitui obrigação
correspondente.

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6. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


A etapa de arrecadação da receita consiste na transferência dos valores arrecadados à conta específica do
Tesouro, observando-se o princípio da unidade de tesouraria ou de caixa.

7. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018

Se o Estado receber determinado recurso na condição de depositário, sem que a correspondente restituição se
sujeite à autorização legislativa, o ingresso não será incluído na lei orçamentária anual.

8. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018

A classificação da receita pública por esfera orçamentária deve ser utilizada para diferenciar os recursos que
serão diretamente utilizados pelo ente arrecadador daqueles que devem ser transferidos para outros entes da
Federação.

9. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


A receita orçamentária será considerada efetiva caso os ingressos de disponibilidade de recursos tenham sido
precedidos de registro do reconhecimento do direito ou quando constituam obrigações correspondentes.

10. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018
De acordo com a atual classificação da receita conforme a sua natureza, o último dígito da natureza de receita
tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação.

11.CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


Para ser inscrito como dívida ativa, o crédito a favor da fazenda pública deve atender aos seguintes requisitos:
ter natureza tributária, ser líquido e certo e encontrar-se vencido há pelo menos trinta dias.

12. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018

Do ponto de vista orçamentário, as receitas são reconhecidas a partir da sua arrecadação.

13.CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


São classificadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas — incluídas
as provenientes de operações de crédito, ainda que não previstas no orçamento —, as operações de crédito por
antecipação da receita e as emissões de papel-moeda.

14. CESPE – CGM de João Pessoa - Auditor Municipal de Controle Interno – 2018

São critérios para a classificação da receita orçamentária a sua natureza e a fonte/destinação dos recursos.

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15.CESPE – TCE-PB - Auditor de Contas Públicas – 2018


A respeito da receita pública e de sua classificação, assinale a opção correta.
A) O recebimento de amortização da dívida pública e o ingresso de recursos financeiros decorrentes de
operações de crédito se classificam como receita corrente.

B) As contribuições sociais e de melhoria, assim como as multas decorrentes do não pagamento de impostos,
classificam-se como receitas tributárias.
C) A definição de receita pública originária inclui a caução dada em garantia pelo particular que contrata com o
poder público.
D) O pagamento pelo consumo de energia elétrica e a taxa de prevenção a incêndio constituem exemplos de
receita pública originária e derivada, respectivamente.
E) A receita proveniente da arrecadação tributária dos estados é classificada como originária por estar
diretamente relacionada ao exercício da competência constitucional daqueles entes federativos.

16. CESPE – TCE-PB - Auditor de Contas Públicas – 2018


A respeito de receita pública e da sua repartição no sistema constitucional, assinale a opção correta.
A) As multas administrativas não são incluídas no conceito de receita pública porque são atos punitivos.
B) Todo ingresso de receita nos cofres do Estado pressupõe sua previsão na lei orçamentária, pois a
movimentação de recursos financeiros exige a prévia autorização legislativa.
C) O princípio da unidade de tesouraria implica a centralização de todo o ingresso de receitas no tesouro público
para que seja contabilizado como receita provisória.

D) A retenção de recursos públicos atribuídos aos estados e derivados da receita dos impostos é vedada à União,
razão pela qual é inconstitucional o condicionamento do repasse ao pagamento de créditos devidos ao governo
federal.

E) As parcelas do imposto sobre a renda retidas na fonte incidente sobre os rendimentos pagos pelos estados
lhes pertencem, incorporando-se, desde logo, às respectivas receitas correntes.

17.CESPE – TCE-PB - Auditor de Contas Públicas – 2018


Multas e juros de mora que incidem sobre tributos arrecadados por entidades do setor público enquadram-se
nas receitas
A) extraorçamentárias, originárias e vinculadas.
B) orçamentárias, correntes, originárias e vinculadas.

C) extraorçamentárias, originárias e não vinculadas.


D) orçamentárias, de capital, derivadas e não vinculadas.
E) orçamentárias, correntes, derivadas e não vinculadas.

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18. CESPE – TCE-PB - Auditor de Contas Públicas – 2018


Com relação aos conceitos básicos, aos procedimentos de inscrição, à execução fiscal e à contabilização da
dívida ativa da fazenda pública, assinale a opção correta.
A) A execução da dívida ativa é requisito básico para o recebimento de transferências voluntárias.

B) A ocorrência do fato gerador da obrigação é suficiente para a inscrição na dívida ativa.


C) Cada unidade gestora é responsável pela inscrição de seus respectivos créditos na dívida ativa.
D) A inscrição de crédito na dívida ativa deve ser contabilizada como receita.

E) Somente os créditos de natureza tributária podem ser inscritos na dívida ativa.

19. CESPE – PGE-SE - Procurador do Estado – 2017

Quando decorrentes de operações de antecipação de receita orçamentária, as entradas de valores que


integram o orçamento público
A) são lançamentos dos juros que o Estado aufere como credor de empréstimos a terceiros.

B) geram, em contrapartida, lançamento no passivo.


C) são classificadas como receitas tributárias.
D) podem ser consideradas receita, mas não ingresso.
E) são classificadas como receita em sentido estrito.

20. CESPE – TCE-PE - Auditor de Controle Externo – 2017

Denomina-se classificação por categoria econômica a classificação orçamentária que se refere à


implementação de políticas em prol da sociedade e cujos resultados sejam passíveis de aferição por
indicadores.

21. CESPE – TCE-PE - Auditor de Controle Externo – 2017

Para identificar a origem de determinada receita pública de acordo com o acontecimento real que ocasionou o
ingresso da receita nos cofres públicos, utiliza-se a classificação por natureza de receita.

22. CESPE – TCE-PE - Auditor de Controle Externo – 2017


A inscrição de crédito em dívida ativa corresponde à representação contábil de um fato permutativo resultante
da transferência de valor não recebido no prazo estabelecido, dentro do próprio ativo.

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23.CESPE – TRE-PE - Analista Judiciário – 2017


As etapas da receita orçamentária
A) seguem a ordem cronológica dos fenômenos econômicos.
B) consistem no planejamento das receitas orçamentárias que constarão na proposta orçamentária.

C) dependem do comportamento da série histórica de arrecadação.


D) ocorrem para todos os tipos de receitas orçamentárias.
E) incluem o empenho, a liquidação e o pagamento.

24. CESPE – TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo – 2016


Se determinado crédito for inscrito na dívida ativa, haverá acréscimo patrimonial na contabilidade do ente
federativo titular do referido crédito.

25.CESPE – TCE-PR - Auditor – 2016 (ADAPTADA)


Dívida ativa corresponde à despesa originada em exercício anterior, presente no orçamento corrente.

26. CESPE – FUB - Auditor – 2015

Sob a ótica econômica, as receitas estão divididas em receitas correntes e de capital, abrangendo estas últimas
as operações de crédito, a alienação de bens, a amortização de empréstimos, as transferências de capital e
outras receitas de capital.

27.CESPE – MPU - Analista – 2015


Qualquer renda com vencimento determinado em lei, regulamento ou contrato é objeto de lançamento.

28. CESPE – TRE-GO - Analista Judiciário – 2015


Os ingressos extraorçamentários, que integram o fluxo financeiro das receitas públicas, não têm impacto no
patrimônio líquido nem são objeto de programação orçamentária.

29. CESPE – CNJ - Técnico Judiciário – 2013

A dívida ativa é composta por créditos a favor da fazenda pública, os quais não foram efetivamente recebidos
nas datas aprazadas e cuja certeza e liquidez foram apuradas. Constitui, portanto, fonte certa de recursos.

30. CESPE – ANEEL - Analista Administrativo – 2010


A classificação da receita por fonte de recursos procura identificar quais são os agentes arrecadadores,
fiscalizadores e administradores da receita e qual o nível de vinculação das mesmas.

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Gabarito - CESPE
1. A 11. Errado 21. Certo
2. B 12. Certo 22. Certo
3. B 13. Errado 23. A
4. Certo 14. Certo 24. Errado
5. Errado 15. D 25. Errado
6. Errado 16. E 26. Certo
7. Certo 17. E 27. Certo
8. Errado 18. Anulada 28. Certo
9. Errado 19. B 29. Errado
10. Certo 20. Errado 30. Errado

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Resumo direcionado
1. Introdução

Receitas públicas amplo = Rec. Orçamentárias + Rec. Extraorçamentárias

Receitas públicas estrito = Rec. Orçamentárias

Ingressos extraorçamentários

Ingressos
receita pública em sentido amplo
Receita orçamentária
receita pública em sentido estrito

1.1. Ingressos extraorçamentários (receitas extraorçamentárias)


Recursos financeiros que

• apresentam caráter temporário;


• não integram a LOA;
• o Estado é mero depositário;
• São constituídos por ativos e passivos exigíveis;
• em geral, não têm reflexos no Patrimônio Líquido da Entidade;
• suas restituições não se sujeitam à autorização legislativa.

Exemplos: os depósitos em caução, as fianças, restos a pagar inscritos no exercício, as operações de crédito por
antecipação de receita orçamentária (ARO), retenções da folha de pagamento, a emissão de moeda, e outras entradas
compensatórias no ativo e passivo financeiros.

Operações de crédito são receitas orçamentárias, mas operações de crédito por Antecipação de
Receita Orçamentária (ARO) são receitas extraorçamentárias!

1.2. Receitas orçamentárias

Pertencem ao Estado

Integram o patrimônio público

Receitas orçamentárias

Aumentam o saldo financeiro

via de regra, estão previstas na


LOA

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Cuidado: o critério utilizado para classificar se uma receita é orçamentária ou extraorçamentária não é a
sua previsão na LOA. O critério que nós utilizamos é se essa receita pertence ou não ao Poder Público.

Previsão na LOA? Pertence ao Poder Público?


Tipo de receita
(critério incorreto) (critério correto)

Orçamentária Sim ou Não Sim

Extraorçamentária Não Não

Perceba que:

Uma receita orçamentária pode ou não estar prevista na LOA

2. Etapas da receita pública

• Previsão
P

• Lançamento
L

• Arrecadação
A

• Recolhimento
R

Não necessariamente uma receita orçamentária passará pelas etapas de previsão e lançamento

3. Classificações da receita orçamentária


3.1. Classificação por Natureza de Receita

Qual foi acontecimento real (fato gerador) que ocasionou o ingresso da receita nos cofres públicos?

• utilizada por todos os entes da Federação e


• visa identificar a origem do recurso segundo o fato gerador: acontecimento real que ocasionou
o ingresso da receita nos cofres públicos.

Mnemônico da nova estrutura de codificação (obrigatória para todos os entes a partir de 2018):

C O E DDDD T
Onde:
• C: categoria econômica;
• O: origem;
• E: espécie;
• D: desdobramentos para identificação de peculiaridades da receita;
• T: tipo.

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Operações intraorçamentárias (ou seja: receitas e despesas intraorçamentárias) são aquelas realizadas
entre órgãos e demais entidades da Administração Pública integrantes dos Orçamentos Fiscal e da
Seguridade Social do mesmo ente federativo. Não representam novas entradas de recursos nos cofres
públicos do ente, mas apenas remanejamento de receitas entre seus órgãos.

Órgão Órgão
A B

3.1.1. Categoria econômica


• Receitas Correntes (código 1); e
• Receitas de Capital (código 2).

As receitas correntes são arrecadadas dentro do exercício, aumentam as disponibilidades financeiras


do Estado, em geral com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido, e constituem instrumento para
financiar os objetivos definidos nos programas e ações correspondentes às políticas públicas. 😉

Já as receitas de capital aumentam as disponibilidades financeiras do Estado. Porém, de forma diversa


das Receitas Correntes, as Receitas de Capital não provocam efeito sobre o Patrimônio Líquido.

3.1.2. Origem
Detalhamento das categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas de Capital, com vistas a
identificar a procedência das receitas.

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Receitas correntes:

Tributa Con PAISTO


Onde:
• Tributa: receitas Tributárias (porém, hoje essa origem é denominada “impostos, taxas e
contribuições de melhoria”);
• Con: receitas de Contribuições;
• P: receita Patrimonial;
• A: receita Agropecuária;
• I: receita Industrial;
• S: receita de Serviços;
• T: Transferências correntes; e
• O: Outras receitas correntes.
Receitas de capital:

Opera Ali Amor e Transfere Outras


Onde:
• Opera: Operações de crédito;
• Ali: Alienação de bens;
• Amor: Amortização de empréstimos;
• Transfere: Transferências de capital;
• Outras: Outras receitas de capital.

3.1.3. Espécie
• Nível de classificação vinculado à origem
• Permite qualificar com maior detalhe o fato gerador das receitas

3.1.4. Desdobramento para identificação de peculiaridades da receita


• Finalidade: identificar peculiaridades de cada receita, caso seja necessário
• Podem ou não ser utilizados conforme a necessidade de especificação do recurso

3.1.5. Tipo
• último dígito na natureza de receita
• Finalidade: identificar o tipo de arrecadação a que se refere aquela natureza
• Todo código de natureza de receita será finalizado com um dos dígitos mencionados, e as
arrecadações de cada recurso ficarão agrupadas sob um mesmo código, sendo diferenciadas
apenas no último dígito, conforme detalhamento a seguir:

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Observações:

Alienação de bens apreendidos ou caucionados = outras receitas correntes

Dívida ativa é o conjunto de créditos tributários e não tributários em favor da Fazenda Pública, não
recebidos no prazo para pagamento definido em lei ou em decisão proferida em processo regular, inscrito
pelo órgão ou entidade competente, após apuração de certeza e liquidez.
A dívida ativa, portanto, pode ser:

• Tributária: crédito da Fazenda Pública dessa natureza, proveniente de obrigação legal relativa a
tributos e respectivos adicionais e multas.
• Não tributária: os demais créditos da Fazenda Pública.

Receita de juros serão sempre consideradas como receitas correntes

Categoria
Juros recebidos Classificação
econômica

Juros de Aplicação financeira Receita Patrimonial Receita corrente

Juros associados a empréstimo Receita de serviços (Serviços e Atividades


Receita corrente
concedido Financeiras)

Juros de mora da Dívida Ativa Acompanha a receita principal (tipo da receita 4) Receita corrente

O Superávit do Orçamento Corrente não constituirá item de receita orçamentária, ou seja, não
será demonstrado expressamente no rol das receitas de capital

3.2. Classificação quanto à procedência ou obrigatoriedade


• Receitas originárias: resultante da venda de produtos ou serviços colocados à disposição dos
usuários ou da cessão remunerada de bens e valores.
• Receitas DErivadas: são obtidas pelo Estado em função de sua autoridade COercitiva, mediante
a arrecadação de tributos e multas.

De Co

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3.3. Classificação por fonte/destinação de recursos

Qual é fonte e a destinação dos recursos arrecadados?


• É obrigatória
• É utilizada tanto para as receitas quanto para as despesas. Exerce um duplo papel no processo
orçamentário:

indica a destinação de recursos para a


para a receita realização de determinadas despesas
orçamentárias
Classificação por
fonte/destinação
identifica a origem dos recursos que
para a despesa
estão sendo utilizados

3.4. Classificação por identificador de resultado primário

A receita é entra no cálculo do resultado primário?


As receitas são classificadas como:
• Primárias (P), quando seus valores são incluídos no cálculo do resultado primário; e
• Financeiras (F), quando não são incluídas no citado cálculo.

Receitas Despesas Resultado


primárias primárias primário

3.5. Classificação institucional (quem?)

Quem está arrecadando receita?

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3.6. Classificação por esfera orçamentária (em qual orçamento?)

Em qual orçamento?

Código Classificação

10 Orçamento Fiscal (OF)

20 Orçamento da Seguridade Social (OSS)

30 Orçamento de Investimento (OI)

3.7. Classificação quanto ao impacto na situação patrimonial líquida

Houve alteração no patrimônio líquido?

Se a resposta for:

• Sim: trata-se de receita efetiva;


• Não: trata-se de receita não efetiva.
Portanto,

• Receita Orçamentária Efetiva aquela em que os ingressos de disponibilidade de recursos não


foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não constituem obrigações
correspondentes.
• Receita Orçamentária Não Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos
foram precedidos de registro do reconhecimento do direito ou constituem obrigações
correspondentes, como é o caso das operações de crédito.

Normalmente, as receitas correntes são receitas efetivas; e as receitas de capital são receitas não efetivas.
Mas Nem todas as receitas correntes são efetivas e nem todas as receitas de capital são não efetivas. Você
sempre tem que avaliar se houve impacto sobre o patrimônio líquido!
Exceções:

• transferências de capital, embora sejam receitas de capital, são receitas efetivas.


• inscrição em dívida ativa, embora seja receita corrente, é receita não efetiva.

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Teste sua Direção


Olá! Chegou a hora de descobrir se você está na direção certa! 😏😂

É provável que, ao resolver as questões, você perceba “lacunas de conhecimento”, aspectos que precisa
reforçar, assuntos que precisa reler etc. Se isso acontecer, volte às aulas anteriores e relembre tudo aquilo que
julgar necessário. Tenha em mente que isso não é perda de tempo! Você vai é ganhar tempo! Mais importante
do que terminar logo o curso é avançar de maneira sólida, consistente. Se ainda assim alguma dúvida
permanecer, lembre que você pode nos procurar por meio do nosso fórum, ok?
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Lista de exercícios

1. Os créditos orçamentários podem ser iniciais (ordinários) ou adicionais. Estes últimos classificam-se em
suplementares, especiais e extraordinários.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
2. A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa,
incluindo-se nessa proibição a autorização para abertura de créditos suplementares.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
3. Os créditos suplementares possuem vigência exclusivamente dentro do exercício financeiro em que
são abertos.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
4. Para que determinado crédito especial seja aprovado, são suficientes a autorização legislativa e a
indicação da fonte de recursos.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
5. Podem ser utilizados como fontes para abertura de créditos adicionais: superávit financeiro apurado
em balanço financeiro do exercício anterior, economia de despesas, anulação (parcial ou total) de
dotações orçamentárias e o produto de operações de crédito.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
6. Entende-se por superávit financeiro a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro,
conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de crédito a eles
vinculadas. E, para o fim de apurar os recursos utilizáveis, provenientes de excesso de arrecadação,
deduzir-se-á a importância dos créditos extraordinários abertos no exercício.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
7. O ciclo orçamentário tem início com a preparação da proposta orçamentária e termina com o
encerramento do exercício financeiro.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
8. O chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor modificação
nos projetos de lei orçamentária enquanto não iniciada a discussão da parte para a qual se propõe
alteração.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
9. Em relação aos orçamentos públicos, a CRFB/88 estabelece que a Comissão Mista, composta por
senadores e deputados, deve examinar e emitir parecer sobre as contas anuais da Presidência da
República.
( ) Verdadeiro

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( ) Falso
10. É possível utilizar o superávit financeiro do exercício anterior como fonte de recursos para
emenda ao orçamento anual.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
11.Emendas a projeto de lei orçamentária anual (LOA) devem indicar os recursos necessários, sendo
admitida como fonte a anulação de despesa para pessoal e seus encargos.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
12. A Emenda Constitucional 86, de 2015, introduziu o conceito de execução equitativa das
emendas individuais ao projeto de Lei Orçamentária Anual. Para tanto, estabeleceu o limite percentual
de 1,2% da receita corrente líquida, com obrigatoriedade da execução orçamentária e financeira das
programações decorrentes, salvo impedimentos de ordem técnica, comportando redução, até a
mesma proporção incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias, na hipótese de não
cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
13.De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, se verificado, ao final de um bimestre, que a realização
da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal
estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato
próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes limitação de empenho e
movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela Lei Orçamentária Anual.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
14. Define-se destaque como transferência de créditos entre unidades gestoras de um mesmo
órgão ou entidade.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
15.De acordo com a Lei n° 4.320/1964, o controle externo da execução orçamentária será feito pelo Poder
Legislativo, terá por objetivo verificar a probidade da administração, a guarda e legal emprego dos
dinheiros públicos e o cumprimento da Lei de Orçamento.
( ) Verdadeiro
( ) Falso

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16. Conforme a Constituição federal, em relação às finanças públicas, compete à lei complementar
dispor sobre o exercício financeiro, os prazos, a elaboração e a organização da lei orçamentária anual,
mas não da lei de diretrizes orçamentárias.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
17.As disponibilidades de caixa da União poderão ser depositadas em qualquer instituição financeira
oficial, ressalvados os casos previstos em lei.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
18. A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de
programação para outra ou de um órgão para outro são proibidos se não houver prévia autorização
legislativa, exceto no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, quando o objetivo for
viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
19. É conhecida como regra de ouro a vedação, prevista na CF, à realização de operações de
créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante
créditos suplementares, ou especiais, com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por
maioria absoluta.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
20. A fim de adequar a despesa com pessoal ativo e inativo ao limite estabelecido em lei
complementar federal, o Governador de determinado Estado promoveu a redução em 30% das
despesas com cargos em comissão e funções de confiança, além de ter exonerado servidores ocupantes
de cargos efetivos há menos de 3 anos em exercício. Nessa hipótese, o Governador do Estado procedeu
de modo compatível com a Constituição Federal, considerando-se extintos os cargos objeto de
redução, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo
prazo de quatro anos.
( ) Verdadeiro
( ) Falso

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Gabarito
1. V
2. F
3. V
4. F
5. F
6. V
7. F
8. F
9. V
10. F
11. F
12. V
13. F
14. F
15. V
16. F
17. F
18. V
19. V
20. V

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Resolução dos exercícios

1. Os créditos orçamentários podem ser iniciais (ordinários) ou adicionais. Estes últimos classificam-se em
suplementares, especiais e extraordinários.
Comentário:

É isso mesmo!

Já vêm
Iniciais consignados na
LOA

Reforço de
Créditos Suplementares dotação já
Orçamentários existente

Despesas para as
quais não haja
Adicionais Especiais
dotação
orçamentária

Despesas
Extraordinários imprevisíveis e
urgentes

Gabarito: Verdadeiro

2. A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa,
incluindo-se nessa proibição a autorização para abertura de créditos suplementares.
Comentário:
Opa! Na verdade, a regra é essa:

Art. 165, § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação
da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

Esse é o famoso princípio da exclusividade, segundo o qual a LOA não conterá dispositivo estranho à
previsão da receita e à fixação da despesa. No entanto, há exceções a esse princípio, quais sejam:

• Autorização para abertura de créditos adicionais suplementares (só os suplementares);


• Autorização para contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita
orçamentária (ARO).

Veja que a questão somente substituiu a expressão “não se incluindo na proibição” por “incluindo-se
nessa proibição”. 😉

Gabarito: Falso

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3. Os créditos suplementares possuem vigência exclusivamente dentro do exercício financeiro em que


são abertos.
Comentário:
Sim! Os créditos suplementares terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem abertos.
Em outras palavras: eles possuem vigência exclusivamente dentro do exercício financeiro em que são
abertos.

Por exemplo: um crédito suplementar aberto em 2020 terá vigência até o término desse exercício (31/12/2020). Mesmo
que ele tinha sido aberto no dia 30/12/2020, sua vigência não passará para o próximo exercício financeiro.

Já os créditos especiais e extraordinários: não! 😏

Confira na própria CF/88:

Art. 167, § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício,
caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício
financeiro subsequente.

Gabarito: Verdadeiro

4. Para que determinado crédito especial seja aprovado, são suficientes a autorização legislativa e a
indicação da fonte de recursos.
Comentário:

Vamos ver o que diz a nossa querida Lei 4.320/64:

Art. 43. A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de recursos disponíveis
para ocorrer a despesa e será precedida de exposição justificativa.

Percebeu? Faltou mencionar que a abertura dos créditos especiais (e suplementares) será precedida de
exposição justificativa, ou seja, é necessário justificar a abertura desses créditos. Repare que os créditos
extraordinários prescindem de justificativa, afinal estamos diante de despesas imprevisíveis e urgentes! 😬

Portanto, ao contrário do que afirma a questão, a autorização legislativa e a indicação da fonte de


recursos não são suficientes.

Gabarito: Falso

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5. Podem ser utilizados como fontes para abertura de créditos adicionais: superávit financeiro apurado
em balanço financeiro do exercício anterior, economia de despesas, anulação (parcial ou total) de
dotações orçamentárias e o produto de operações de crédito.
Comentário:
Lembra do nosso mnemônico?

SF É RARO

• superávit financeiro (apurado em balanço patrimonial do exercício anterior);


• excesso de arrecadação;
• reserva de contingência;
• anulação de dotação;
• recursos decorrentes de veto, emenda ou rejeição;
• operações de crédito.
Só tem um detalhe: o Superávit Financeiro é apurado em balanço patrimonial do exercício anterior (e
não em balanço financeiro).
O Superávit Financeiro (SF) é diferença positiva entre o Ativo Financeiro (AF) e o Passivo Financeiro
(PF). Ou seja:

SF = AF – PF

E o Ativo Financeiro e o Passivo Financeiro são encontrados no Balanço Patrimonial (que demonstra o
patrimônio, os ativos, os passivos...). O Balanço Financeiro evidencia as receitas e despesas orçamentárias,
bem como os ingressos e dispêndios extraorçamentários. Não há nada de ativo ou passivo financeiro aqui! 🧐

Além disso, o “É” do nosso mnemônico se refere a excesso de arrecadação (e não a economia de
despesas, que seria empenhar menos que o planejado). Se preferir, você pode utilizar outro mnemônico, como
este aqui:

Excesso de ar e Onda parada Anulam o Restante do dia do Surfista na bela da praia do Recife

Nesse caso:

• Excesso de ar = Excesso de arrecadação 💨


• Onda parada = Operação de crédito 🌊
• Anulam = Anulação de dotação ❌
• Restante do dia = Reserva de contingência 🌞
• Surfista na bela da praia = Superávit financeiro apurado em Balanço Patrimonial do exercício
anterior; *
• Recife = Recursos decorrentes de veto, emenda ou rejeição 🐚🐟🦈

Gabarito: Falso

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6. Entende-se por superávit financeiro a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro,
conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de crédito a eles
vinculadas. E, para o fim de apurar os recursos utilizáveis, provenientes de excesso de arrecadação,
deduzir-se-á a importância dos créditos extraordinários abertos no exercício.
Comentário:
É isso mesmo! Você tem que saber as fórmulas para ajustar o Superávit Financeiro e o excesso de
arrecadação, mas não as confunda! 😏

Excesso de arrecadação ajust= Rec. Arrec. – Rec. Prevista – Créd. Extraordinários abertos

SF ajust = AF – PF – CAR + OCV

Onde:
AF: Ativo Financeiro
PF: Passivo Financeiro
CAR: Créditos Adicionais Reabertos
OCV: Operações de Crédito Vinculadas

Fontes para
Ajustes
abertura

Subtrai (-) créditos adicionais reabertos (CAR) trazidos do ano anterior (somente
Superávit créditos especiais e extraordinários – últimos 4 meses)
Financeiro
Soma (+) operações de crédito vinculadas (OCV) a esses créditos transferidos

Excesso de
Subtrai (-) créditos extraordinários abertos no exercício
arrecadação

Gabarito: Verdadeiro

7. O ciclo orçamentário tem início com a preparação da proposta orçamentária e termina com o
encerramento do exercício financeiro.
Comentário:
Nada disso!

O ciclo orçamentário inicia-se com a formulação do planejamento plurianual pelo Poder Executivo
e encerra-se com a avaliação da execução e do julgamento das contas.
Além disso,

O ciclo orçamentário não se confunde com exercício financeiro

Gabarito: Falso

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8. O chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor modificação
nos projetos de lei orçamentária enquanto não iniciada a discussão da parte para a qual se propõe
alteração.
Comentário:
É preciso ter muita atenção a esse dispositivo constitucional. Essa é uma regra bem importante do nosso
ciclo orçamentário (e que vive caindo em prova!) 😬

Art. 166, § 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor
modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista,
da parte cuja alteração é proposta.

Percebeu? 😏

Portanto, o chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor
modificação nos projetos de lei orçamentária enquanto não iniciada a votação (e não a discussão) da parte
para a qual se propõe alteração. Primeiro ocorre a discussão, depois é que há a votação. A regra é que o chefe
do Executivo pode enviar até o início da votação!

Para não errar mais essas questões, preste atenção aos seguintes pontos: ⚠

• A modificação é feita nos projetos de leis orçamentárias (PLOA, PLDO, projeto de PPA e projeto
de créditos adicionais). Não é feita na proposta orçamentária e nem nas próprias LOA, LDO, PPA
e leis de créditos adicionais. Essas leis já passaram pelo Legislativo, ué! 😅
• A modificação pode ser feita enquanto não iniciada a votação, e não enquanto não finalizada a
votação ou enquanto não iniciada a discussão.
• A modificação pode ser feita enquanto não iniciada a votação na Comissão mista, e não no
Plenário.
• A modificação pode ser feita enquanto não iniciada a votação somente da parte cuja alteração
é proposta.
Gabarito: Falso

9. Em relação aos orçamentos públicos, a CRFB/88 estabelece que a Comissão Mista, composta por
senadores e deputados, deve examinar e emitir parecer sobre as contas anuais da Presidência da
República.
Comentário:

É isso mesmo! Confira aqui (CF/88):

Art. 166, § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas
anualmente pelo Presidente da República;

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Gabarito: Verdadeiro

10. É possível utilizar o superávit financeiro do exercício anterior como fonte de recursos para
emenda ao orçamento anual.
Comentário:
Essa aqui é uma pegadinha! As questões vão tentar confundir as fontes para abertura de créditos
adicionais e a fonte para emendas ao PLOA. O Superávit Financeiro do exercício anterior não é fonte de
recursos para emenda ao projeto de lei orçamentária anual: ele é fonte para abertura de créditos adicionais!
A única fonte de recursos para emenda ao PLOA é a anulação de despesas.

Ainda bem que agora você tem esse quadro comparativo: 😉

Fontes para abertura de créditos adicionais


Fonte para emenda ao PLOA
(SF É RARO)
Superávit Financeiro
Excesso de Arrecadação
Reserva de contingência
Anulação de despesas
Anulação de dotação
Recursos sem despesas correspondentes
Operações de crédito

Gabarito: Falso

11.Emendas a projeto de lei orçamentária anual (LOA) devem indicar os recursos necessários, sendo
admitida como fonte a anulação de despesa para pessoal e seus encargos.

Comentário:
A anulação de despesa para pessoal e seus encargos não é admitida como fonte para emendas ao projeto
de lei orçamentária anual (LOA). Observe:
§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem
ser aprovadas caso:
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,
excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;

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b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou

Pessoal
Emendas Mas não
indiquem os
somente Anulação de poderão ser Serviços da
recursos
aprovadas despesas anuladas dívida
necessários
caso despesas com
TRANS TRI CO

Gabarito: Falso

12. A Emenda Constitucional 86, de 2015, introduziu o conceito de execução equitativa das
emendas individuais ao projeto de Lei Orçamentária Anual. Para tanto, estabeleceu o limite percentual
de 1,2% da receita corrente líquida, com obrigatoriedade da execução orçamentária e financeira das
programações decorrentes, salvo impedimentos de ordem técnica, comportando redução, até a
mesma proporção incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias, na hipótese de não
cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Comentário:
Perfeito! É isso mesmo! 😃 A questão resumiu muito bem as regras trazidas pela Emenda Constitucional
86, de 2015, senão vejamos:

§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro
e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder
Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde.

§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste
artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente
líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação
definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165.

Planejamento Execução

É obrigatória a execução orçamentária e


Aprovadas no limite de financeira das emendas parlamentares
individuais, em montante correspondente a

1,2% da RCL 1,2% da RCL

Prevista no projeto encaminhado pelo Poder


Realizada no exercício anterior
Executivo.

§ 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não serão de execução obrigatória
nos casos dos impedimentos de ordem técnica.

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§ 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da
meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste
artigo poderá ser reduzido em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das
despesas discricionárias.

Gabarito: Verdadeiro

13. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, se verificado, ao final de um bimestre, que a realização
da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal
estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato
próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes limitação de empenho e
movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela Lei Orçamentária Anual.
Comentário:

Uh! Certifique-se de ler a questão com atenção até o final! ☝

“Por que vocês estão dizendo isso, professores?” 🤔

Porque os critérios para limitação de empenho e movimentação financeira são fixados pela Lei De
Diretrizes Orçamentárias – LDO, e não Lei Orçamentária Anual – LOA. Até porque o princípio da exclusividade
preceitua que:

Art. 165, § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação
da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

Portanto, critérios para limitação de empenho e movimentação financeira não podem estar na LOA.
E a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é expressa ao dizer que esses critérios serão fixados pela LDO.
Inclusive, a questão praticamente copiou o seguinte dispositivo da LRF:

Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os
Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias
subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei
de diretrizes orçamentárias.

Gabarito: Falso

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14. Define-se destaque como transferência de créditos entre unidades gestoras de um mesmo
órgão ou entidade.
Comentário:
As questões adoram trocar esses conceitos de descentralização de créditos orçamentários e
transferências financeiras. É por isso que preparamos este quadro para você:
DESCENTRALIZAÇÃO DE
CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS
Descentralização TRANSFERÊNCIAS FINANCEIRAS
(transferência do poder de utilizar
créditos)
Instrumento Dotação Cota

Interna Provisão Sub-repasse

Externa Destaque Repasse

A transferência de créditos (veja que estamos falando de créditos orçamentários, e não de recursos
financeiros) entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidade é uma descentralização interna de
créditos orçamentários. E a descentralização interna de créditos orçamentários é chamada de Provisão.
Observe a letra “i”. 😉

Portanto, corrigindo a questão, define-se provisão como transferência de créditos entre unidades
gestoras de um mesmo órgão ou entidade (descentralização interna). E define-se destaque como transferência
de crédito orçamentário entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente
(descentralização externa).

Atenção! Esta é a descentralização de créditos orçamentários:

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E esta são as transferências financeiras:

Gabarito: Falso

15. De acordo com a Lei n° 4.320/1964, o controle externo da execução orçamentária será feito pelo Poder
Legislativo, terá por objetivo verificar a probidade da administração, a guarda e legal emprego dos
dinheiros públicos e o cumprimento da Lei de Orçamento.
Comentário:
A questão queria saber se você conhecia o seguinte dispositivo da Lei 4.320/64:

Art. 81. O controle da execução orçamentária, pelo Poder Legislativo, terá por objetivo verificar a
probidade da administração, a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento da Lei
de Orçamento.

Gabarito: Verdadeiro

16. Conforme a Constituição federal, em relação às finanças públicas, compete à lei complementar
dispor sobre o exercício financeiro, os prazos, a elaboração e a organização da lei orçamentária anual,
mas não da lei de diretrizes orçamentárias.
Comentário:
A elaboração e organização da lei de diretrizes orçamentárias também compete à lei complementar!

Art. 165, § 9º Cabe à lei complementar:

I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano


plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;

Gabarito: Falso

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17. As disponibilidades de caixa da União poderão ser depositadas em qualquer instituição financeira
oficial, ressalvados os casos previstos em lei.
Comentário:
Não são as disponibilidades da União que podem ser depositadas em qualquer instituição financeira
oficial. São as disponibilidades dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do
Poder Público e das empresas por ele controladas. As disponibilidades da União serão depositadas no banco
central!

Disponibilidades da
• Depositadas no Bacen
União

Disponibilidades dos
Estados, DF, Municípios, • Depositadas em instituições financeiras oficiais,
e órgãos ou entidades ressalvados os casos previstos em lei
públicas

Gabarito: Falso

18. A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de


programação para outra ou de um órgão para outro são proibidos se não houver prévia autorização
legislativa, exceto no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, quando o objetivo for
viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções.
Comentário:
Esse é o princípio da proibição do estorno. Normalmente, o gestor público não pode transpor,
remanejar ou transferir recursos sem autorização legislativa, do contrário toda a finalidade do orçamento
público e do princípio da legalidade estariam em risco. 😬

Porém, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, e com o objetivo de viabilizar os
resultados de projetos restritos a essas funções, a transposição, o remanejamento ou a transferência pode ser feita
sem necessidade da prévia autorização legislativa. 😉

É isso que a regra constitucional nos diz:

§ 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação


para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o
objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo,
sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo.

Lembre-se: ciência, tecnologia e inovação: sem necessidade de prévia autorização (até rima 😅).

Gabarito: Verdadeiro

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19. É conhecida como regra de ouro a vedação, prevista na CF, à realização de operações de
créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante
créditos suplementares, ou especiais, com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por
maioria absoluta.
Comentário:
É isso mesmo! Essa é a regra de ouro!

Art. 167. São vedados:

III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo
Poder Legislativo por maioria absoluta;

Matematicamente falando:

Regra de ouro: OC £ DK

E grave bem esses requisitos das ressalvas:

• Créditos suplementares ou especiais;


• Finalidade precisa;
• Aprovados por maioria absoluta.
Gabarito: Verdadeiro

20. A fim de adequar a despesa com pessoal ativo e inativo ao limite estabelecido em lei
complementar federal, o Governador de determinado Estado promoveu a redução em 30% das
despesas com cargos em comissão e funções de confiança, além de ter exonerado servidores ocupantes
de cargos efetivos há menos de 3 anos em exercício. Nessa hipótese, o Governador do Estado procedeu
de modo compatível com a Constituição Federal, considerando-se extintos os cargos objeto de
redução, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo
prazo de quatro anos.
Comentário:
Parece que o Governador de Estado estudou o Capítulo II – das finanças públicas, constante na CF/88! Ele
fez tudo certinho! 😄

Confira aí (CF/88):

Art. 169, § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo
fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
adotarão as seguintes providências:

I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de
confiança;

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II - exoneração dos servidores não estáveis.

Observe que o Governador, ao reduzir as despesas com cargos em comissão e funções de confiança em
30 %, respeitou a regra que estabelece a redução de pelo menos 20 % das referidas despesas.

Ele também exonerou servidores não estáveis, considerando-se extintos os cargos objeto de redução,
vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro
anos (quarentena), conforme a seguinte regra:

Art. 169, § 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto,
vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de
quatro anos.

Lembre-se ainda que esses servidores não estáveis não fazem jus a indenização: tudo que eles ganham
é aquele tapinha nas costas de consolo. 🙁

Quem faz jus à essa indenização é o servidor público estável! Confira:

Art. 169, § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para
assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável
poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a
atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.

§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente
a um mês de remuneração por ano de serviço.

Gabarito: Verdadeiro

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Administração Financeira e Orçamentária

Fim do teste. Até o próximo encontro!


Abraço,
Prof. Sérgio Machado e Prof. Marcel Guimarães

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TCE-RJ Aula 7

Aula 7 – AFO na Constituição


Federal
AFO p/ TCE-RJ

Prof. Sérgio Machado


Prof. Marcel Guimarães
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TCE-RJ Aula 7

Sumário
COMPETÊNCIA LEGISLATIVA (ART. 24) ................................................................................................... 6

MEDIDAS PROVISÓRIAS (ART. 62) .......................................................................................................... 8

LEI COMPLEMENTAR (ART. 163, 165 E 169) ............................................................................................. 9

MOEDA E BANCO CENTRAL (ART. 164) .................................................................................................. 12

INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL – PPA, LDO E LOA (ART. 165 E 166) ................. 15

EMENDAS INDIVIDUAIS IMPOSITIVAS (ART. 166) ................................................................................... 25

VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS (ART. 167) ............................................................................................. 30

RECURSOS DESTINADOS AOS ÓRGÃOS DOS DEMAIS PODERES (ART. 168) ............................................38

DESPESAS COM PESSOAL (ART. 169).....................................................................................................38

AUMENTO DE DESPESAS COM PESSOAL ................................................................................................................... 39


NÃO OBSERVÂNCIA DOS LIMITES DE DESPESAS COM PESSOAL ..................................................................................... 39

CONSTITUIÇÃO FEDERAL “SECA” .......................................................................................................... 42

QUESTÕES COMENTADAS – CESPE ...................................................................................................... 49

LISTA DE QUESTÕES – CESPE ................................................................................................................62

GABARITO – CESPE .............................................................................................................................. 66

RESUMO DIRECIONADO ........................................................................................................................67

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TCE-RJ Aula 7

Dica de um concursado para um concurseiro


Não existe melhor método de estudo. Existe o melhor método de estudo para você!
Ciclos, revisões, técnicas de leitura e de resolução de questões são todos muito legais e você deve escutar
pessoas que têm conhecimento do assunto. Isso pode lhe ganhar muito tempo em sua preparação! 😉

Agora, o que você não deve ficar fazendo é ficar sempre caçando aquele novo e melhor método de estudo.
Encontrou algo recomendado por especialistas e que funciona para você? Pronto! Só continue estudando.
Cada pessoa aprende de uma forma diferente. Alguns gostam de mapas mentais, outros preferem
resumos, outros preferem a letra da lei.

Enfim, encontre algo que funcione para você e estude! 😃 Essa é a dica! 😉

Não existe melhor método de estudo. Existe melhor método de estudo para você!

Mentalidade dos campeões 🏆

Pessoas de sucesso não nascem assim. Elas se tornam bem-sucedidas estabelecendo o hábito de fazer coisas que
pessoas sem sucesso não gostam de fazer

Sabe qual é uma coisa que as pessoas sem sucesso não gostam de fazer? ESTUDAR! 😄

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A Constituição Federal de 1988 atribuiu grande importância às finanças públicas e aos orçamentos. É
tanto que há um capítulo e uma seção só para isso! Trata-se da Seção II (dos orçamentos), que fica dentro do
Capítulo II (das finanças públicas), que, por sua vez, fica dentro do Título VI (da tributação e do orçamento).
Assim:
TÍTULO VI
DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO
CAPÍTULO II

DAS FINANÇAS PÚBLICAS


Seção I
NORMAS GERAIS
Seção II
DOS ORÇAMENTOS

“Então tudo que é relacionado a AFO está dentro desse capítulo II da Constituição, professores?” 🤨

Não, nem tudo relacionado a AFO está lá. Embora os dispositivos mais importantes sejam aqueles que
estão no Capítulo II – das finanças públicas (artigos 163 a 169), há outros artigos relacionados à disciplina de
Administração Financeira e Orçamentária (AFO) espalhados pela Constituição. E é isso que nós vamos ver nesta
aula! 😉

Ah! Diversas vezes as questões irão se ater à literalidade da Constituição Federal. Por isso, vamos trazer
os dispositivos na íntegra e comentá-los quando necessário. 😊

Ao final da aula, também vamos trazer a “lei seca”, ou, nesse caso, “Constituição Federal seca”, com todos
os dispositivos pertinentes à nossa disciplina e que apresentamos na aula (na ordem em que aparecem na
CF/88) 😅. Esse tipo de leitura também é importante. E você também pode usar essa seção como um resumo,
sempre disponível para consulta. 😉

Vamos lá? 😃

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Competência legislativa (art. 24)


Vamos começar com uma pergunta: de quem é a competência para legislar sobre Direito Financeiro? E
para legislar sobre Orçamento? 🤔

A resposta está lá no artigo 24 da gloriosa CF/88, vejamos:

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:

I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;

II – orçamento; (...)

Não sei vocês, mas nós gostamos do mnemônico:

Tri Fi Pen Ec Ur O
Tem gente que gosta do PUFETO (Penitenciário, Urbanístico, Financeiro, Econômico, Tributário e
Orçamento). Escolha o que você achar melhor!

PUFETO
Você deve prestar atenção no seguinte: os municípios não estão inseridos expressamente na
competência concorrente para legislar. Você notou que o caput do artigo 24 somente fala da União, Estados e
Distrito Federal? 😏

Pois é. A banca vai tentar fazer pegadinha aqui. Vai colocar os municípios no meio desse bolo. Não caia
nessa! 😑

“Esperem aí, professores. Então os municípios vão ficar fora dessa?” 🤔

Não, porque eles possuem competência legislativa suplementar, observe:

Art. 30. Compete aos Municípios:

I - legislar sobre assuntos de interesse local;

II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; (...)

“É verdade, professores. Vocês mesmo já disseram que os municípios também possuem PPA, LDO e LOA” 😅

Pois é... 😄

Continuando, o artigo 24 ainda nos diz mais:

§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas


gerais.

§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar
dos Estados.

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§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena,
para atender a suas peculiaridades.

§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe
for contrário.

“Como é isso aí, professores?” 🤨

Calma! Vamos simplificar pra você. ☺ Funciona assim:

Quem faz as normas gerais é a União. A competência da União se limita a isso! ☝

E essa competência da União não impede os Estados de editarem normas suplementares, ou seja, “não
exclui a competência suplementar dos Estados”.
Caso a União não edite normas gerais, ou seja, “inexistindo lei federal sobre normas gerais”, então cada
Estado pode fazer suas próprias normas gerais, exercendo a sua “competência legislativa plena, para atender
a suas peculiaridades”. 😃

“E se o Estado tiver exercido sua competência legislativa plena e depois a União venha editar normas gerais?
O que acontece, professores?” 🤔

Excelente pergunta! Em outras palavras, você está perguntando: e no caso de superveniência de lei
federal sobre normas gerais, o que acontece?
Acontece o seguinte: os dispositivos da lei estadual que forem conflitantes com os dispositivos da lei
federal (somente esses dispositivos e não a lei toda) terão sua eficácia suspensa.
Atenção: a lei não será revogada! Essa é a pegadinha!

Preste atenção!
A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia (e não revoga) da lei
estadual, somente no que lhe for contrário (e não toda a lei)

Questões para fixar


CESPE – SEFAZ-RS - Auditor Fiscal da Receita Estadual – 2019

A respeito da organização do Estado, a União, os estados federados e o Distrito Federal podem legislar concorrentemente
sobre

A) direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico.

B) ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano.

C) combate às causas da pobreza e aos fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores
desfavorecidos.

D) direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho.

E) política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores.

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Comentários:

Prova de alto nível, mas com uma resolução simples. Observe a alternativa A. Agora observe o disposto na CF/88:

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:

I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;

É só lembrar do Tri Fi Pen Ec Ur O ou do PUFETO.

Veja que a questão também tomou o cuidado de não citar os municípios, para ficar igualzinha ao artigo 24 da CF/88.

Pronto, já encontramos nosso gabarito. As demais alternativas são temas de direito constitucional! 😆

Gabarito: A

CESPE – PGE-AM - Procurador do Estado – 2018

A competência legislativa municipal suplementar não se estende ao direito financeiro, uma vez que o constituinte, ao
tratar da competência concorrente para legislar sobre tal matéria, não contemplou os municípios.

Comentários:

Opa! A competência legislativa municipal suplementar se estende ao direito financeiro sim! A banca primeiro diz uma
mentira e depois coloca uma justificativa “bonita” para você escorregar! Cuidado!

É verdade que os municípios não estão expressamente inseridos no artigo 24, mas isso não retira deles a sua competência
legislativa suplementar para legislar sobre direito financeiro. Afinal de contas, municípios também possuem orçamento
público, não é mesmo? 😏

Gabarito: Errado

Medidas Provisórias (art. 62)


Vejamos:

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias,
com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:

d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares,


ressalvado o previsto no art. 167, § 3º.

Opa! Tem uma ressalva aí! Que ressalva é essa? 🤨

É para a abertura de créditos extraordinários:

Art. 167, § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública,
observado o disposto no art. 62.”

Pronto. Com isso, podemos afirmar que: a única matéria de AFO que pode ser regulada por medida
provisória é abertura de créditos extraordinários. Dissemos extraordinários (não adicionais, não
suplementares, não especiais. Só os extraordinários).

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Resumindo
É vedada a edição de medidas provisórias sobre qualquer coisa relacionada a orçamento, exceto
sobre créditos extraordinários.

Lei Complementar (art. 163, 165 e 169)


Vamos começar explicando o óbvio: a lei complementar complementa a Constituição! 😉

“Ó, professores! Não me digam!” 😱

É! Nós vamos dizer! 😂

A Lei Complementar (LC) tem o propósito de complementar a Constituição, explicando, adicionando ou


completando determinado assunto. E a Constituição aponta quais matérias cabem à lei complementar. É como
se ela dissesse:

“Olha, o assunto X precisa ser melhor explicado, precisa ser complementado. E quem vai fazer isso é a lei complementar.
Portanto, cabe à lei complementar dispor sobre o assunto X!”

Muito bem. Você também tem que saber que, enquanto as leis ordinárias são aprovadas por maioria
simples:

Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

E tem mais: somente uma lei complementar pode alterar ou revogar outra lei complementar, por conta
de sua matéria específica e de seu quórum diferenciado (maioria absoluta). Afinal você acha justo uma lei que
foi designada pela Constituição Federal para tratar de um assunto e que foi aprovada por maioria absoluta ser
alterada ou revogada por uma lei que não recebeu esse privilégio da Constituição e que pode ser aprovada por
maioria simples? 🤔

Não, não é mesmo?! 😄

Conclusão:

Uma lei ordinária não pode alterar ou revogar uma lei complementar!

Então, beleza! Agora é a hora que você pergunta:


“Professores, no âmbito das finanças públicas, o que a CF/88 exige que seja regulado por meio de lei
complementar (LC)? Em outras palavras: o que cabe à lei complementar?” 🧐

Uh! Era aqui que nós precisávamos chegar. 😎

Em seguida, vamos transcrever os dispositivos constitucionais e fazer os devidos comentários (essa parte
é assim mesmo. Tem que saber o que é tema de lei complementar e o que não é. Mas nós destacaremos o que
é mais importante, claro! 😄):

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CAPÍTULO II

DAS FINANÇAS PÚBLICAS

Seção I

NORMAS GERAIS

Art. 163. Lei complementar disporá sobre:

I - finanças públicas;

II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades controladas
pelo Poder Público;

III - concessão de garantias pelas entidades públicas;

IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;

V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta;

VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios;

VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as
características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.

“Esperem aí, professores. Tem alguma lei que trata desses temas aí, não tem?” 🧐

Opa! Tem sim. E o nome dela é: Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 😄

A LRF dispõe sobre esses assuntos. O artigo 163 serviu de base para a elaboração da LRF.

Seção II
DOS ORÇAMENTOS
(...)

Art. 165, § 9º Cabe à lei complementar:

I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano


plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;

“Já sei, professores. A LRF também trata desses assuntos!” 😃

Huuum! Mais ou menos! 😑

A LRF aborda parcialmente esses temas. Isso quer dizer que a LRF não é a tão sonhada nova lei de
finanças públicas (aquela que irá substituir a Lei 4.320/64), prevista no art. 165, § 9º, I, da CF/88.

Por exemplo: a LRF dispõe sobre PPA, LDO e LOA, mas os prazos de encaminhamento e devolução para sanção dessas
leis orçamentárias (no âmbito da União) em vigor atualmente ainda são aqueles estabelecidos no art. 35 do ADCT.

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II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como
condições para a instituição e funcionamento de fundos.

III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados
quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das
programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto no § 11 do art. 166.

O que é execução equitativa? É a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de
forma igualitária e impessoal às emendas parlamentares apresentadas.

Quais são seus critérios? É a lei complementar quem vai dizer! 😅

E a lei complementar também vai dispor sobre:

• procedimentos que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos;


• cumprimento de restos a pagar; e
• limitação das programações de caráter obrigatório.

“E para que tudo isso, professores?”


Para realizar o disposto no § 11 do art. 166.
“E esse dispositivo fala sobre o quê?”
Sobre emendas individuais impositivas! O pedacinho de orçamento impositivo que temos dentro do
nosso orçamento autorizativo! 😉 Eis o dispositivo mencionado:

Art. 166, § 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste artigo, em
montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício
anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no
§ 9º do art. 165.

Viu aí onde estão definidos os critérios para a execução equitativa da programação? 😏

Muito bem!
Para que mais a CF/88 exige lei complementar, no âmbito das finanças públicas?

Limites da despesa com pessoal! 😄 Senão vejamos:

Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

Então, os limites para despesa com pessoal são estabelecidos onde? 🧐

Em lei complementar! Mais especificamente na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em seus artigos 19
e 20. 😉

Ah! Então é assim:

Limites da Lei
despesa com complementar
pessoal (LRF)

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Moeda e Banco Central (art. 164)


Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo banco central.

A União detém a competência para emitir moeda (CF/88, art. 21, VII).
Certo. E essa competência, essa emissão de moeda pode ser feita por qualquer um?

NÃO! Somente pelo banco central! 😄 É uma competência exclusiva do banco central. Não é do Banco
do Brasil. É do Banco Central!

§ 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e


a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.

Entenda o seguinte:

O banco central é o banco dos bancos 🏦

Se você entender isso, então você conclui que o banco central só pode emprestar dinheiro para
instituições financeiras. E, por isso, não pode emprestar para o Tesouro Nacional e nem para órgão ou entidade
que não seja instituição financeira.
Então, nós perguntamos:

• se for instituição financeira, pode receber empréstimo do Bacen? PODE! 😃


• se não for instituição financeira, pode receber empréstimo do Bacen? NÃO! 😤

Lembre-se: a proibição é para a concessão de empréstimos a qualquer órgão ou entidade que não seja
instituição financeira. 😉

§ 2º O banco central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de
regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.

“Que é isso, professores? Comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional? Regular a oferta de
moeda ou a taxa de juros?”
É isso mesmo. O banco central regula a oferta de moeda e a taxa de juros por meio da compra e venda de
títulos de emissão do Tesouro Nacional. 😄

Pense na lei da oferta e da procura (lá da disciplina de economia). Quando há muita oferta de um
produto, o seu preço é baixo. Quando há pouca oferta de um produto, o seu preço é alto. Agora imagine que a
moeda é esse produto. Quando há muita moeda circulando, o preço da moeda é baixo. Quando há pouca
moeda circulando, o preço da moeda é alto.

“E o que é esse preço da moeda, professores?” 🧐

É a taxa de juros. A taxa de juros é o preço da moeda.

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Portanto,

• Se o banco central quer reduzir a oferta de moeda (e aumentar a taxa de juros), ele vai vender
títulos de emissão do Tesouro Nacional: as pessoas vão entregar a sua moeda e receber títulos.
Isso vai retirar moeda de circulação, enxugando o mercado;
• Se o banco central quer aumentar a oferta de moeda (e reduzir a taxa de juros), ele vai comprar
títulos de emissão do Tesouro Nacional: o banco central vai entregar a sua moeda (que não estava
em circulação) e pegar títulos. Agora essa moeda estará em circulação.

§ 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do


Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele
controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

Simplificando: as disponibilidades (o dinheiro, a grana, a bufunfa 💰) da União são depositadas no Bacen.

Agora atenção: a Conta Única do Tesouro Nacional é mantida no Bacen, mas é operacionalizada pelo
Banco do Brasil. Isso significa que o Banco do Brasil somente arrecada as receitas. Posteriormente, essas
receitas são recolhidas para o banco central, que é onde está a Conta Única.

Operacionalizada pelo Banco do Brasil

Conta Única do
Tesouro Nacional

Mantida no Banco Central

“E o resto da Administração Pública? Eles podem depositar onde quiserem?” 🤔

O resto da Administração Pública vai depositar em instituições financeiras oficiais (ressalvados os casos
previstos em lei).
Aqui vai um esqueminha para você visualizar:

Disponibilidades da
• Depositadas no Bacen
União

Disponibilidades dos
Estados, DF, Municípios, • Depositadas em instituições financeiras
e órgãos ou entidades oficiais, ressalvados os casos previstos em lei
públicas

Fonte: CRUZ, Victor. Constituição Federal anotada para concursos. 10ª edição. Rio de Janeiro, Ferreira, 2017.

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Questões para fixar


VUNESP – Prefeitura de Sorocaba - SP - Procurador do Município – 2018

A legislação nacional impõe uma série de restrições à aplicação das disponibilidades de caixa dos entes da federação, com
o intuito de evitar aplicações temerárias de recursos públicos, em prejuízo de toda a sociedade. A respeito desse tema, é
correto afirmar que

A) as disponibilidades de caixa da União serão depositadas no Banco do Brasil; as dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, em instituições financeiras brasileiras.

B) não se aplicam às empresas controladas pela União, pelos Estados e pelos Municípios as restrições constitucionais à
aplicação de suas disponibilidades de caixa apenas em títulos emitidos por instituições privadas nacionais.

C) as disponibilidades de caixa da União serão depositadas na Caixa Econômica Federal, e as reservas internacionais, no
Banco Central do Brasil.

D) as disponibilidades de caixa dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele
controladas serão aplicadas em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

E) as disponibilidades de caixa dos regimes de previdência social próprio dos servidores públicos ficarão depositadas em
conta única, juntamente às demais disponibilidades de cada ente, e serão aplicadas nas condições de mercado.

Comentários:

Olha aí a pegadinha logo na alternativa A! As disponibilidades de caixa da União não são depositadas no Banco do Brasil e
nem são depositadas na Caixa Econômica Federal (alternativa C). Elas são depositadas no Banco Central.

Já as disponibilidades dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das
empresas por ele controladas, serão depositadas em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em
lei (justamente como diz a alternativa D).

Gabarito: D

CESPE – TC-DF - Analista de Administração Pública - Sistemas de TI – 2014

Com relação às finanças públicas e ao sistema tributário nacional, julgue o item subsequente.

Cabem ao Banco Central a emissão de moeda, a função de depositário das disponibilidades de caixa da União e a atribuição
de conceder empréstimos ao Tesouro Nacional.

Comentários:

Uh! Quase. O Banco Central emite moeda (inclusive, essa é uma competência exclusiva dele). O Banco Central é
depositário das disponibilidades de caixa da União (o “resto” da Administração Pública” deposita em instituições
financeiras oficiais). Mas o Banco Central não concede empréstimos ao Tesouro Nacional. Isso é vedado pela CF/88:

Art. 164, § 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer
órgão ou entidade que não seja instituição financeira.

Gabarito: Errado

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Instrumentos de planejamento governamental –


PPA, LDO e LOA (art. 165 e 166)
Esses dispositivos são muito importantes. Muitos deles, nós já vimos, portanto, vamos dar uma revisada.
Outros serão novidade e, por isso, explicaremos com mais profundidade.

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:


I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.


A iniciativa não é do Poder Legislativo! No Brasil, adotamos o tipo de orçamento misto: o Poder
Executivo elabora e executa, enquanto o Poder Legislativo vota e controla. 😄

•Legislativo •Executivo

Controle e Elaboração
avaliação

Discussão,
Execução votação,
aprovação

•Executivo •Legislativo

§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e
metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para
as relativas aos programas de duração continuada.

Mnemônicos que você pode usar para gravar:

PPA regional DOM DK ODD PDC


Ou então:

DOM Drift King Oráculo Da Direção Piloto De Corrida.

Perceba que o PPA estabelecerá diretrizes, objetivos e metas (DOM), de forma regionalizada, não só
para as despesas de capital (DK), mas também para outras despesas decorrentes dessas despesas de capital
(ODD – Outras Delas Decorrentes).

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§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública


federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a
elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

Atenção: apesar de seu nome ser “Lei de Diretrizes Orçamentárias”, a LDO estabelecerá metas e
prioridades (MP), enquanto que o PPA estabelecerá diretrizes, objetivos e metas (DOM).

PPA • DOM (diretrizes, objetivos e metas)

LDO • MP (metas e prioridades)

Metas e Prioridades (MP)

DK para exercício subsequente

LDO Orienta a elaboração da LOA

Dispõe sobre alterações na


legislação tributária

Estabelece a política de aplicação


das ag. financ. oficiais de fomento

A LDO é o elo entre o PPA e a LOA. É a LDO que faz o meio de campo entre esses dois instrumentos
de planejamento. Ela representa o planejamento tático e busca dar concretude ao PPA.

PPA LDO LOA

A LDO também disporá sobre as alterações na legislação tributária. Aqui você também tem que prestar
atenção em eventuais pegadinhas: a LDO não fará alterações na legislação tributária (por exemplo: aumento
ou redução de alíquota). Ela simplesmente irá dispor sobre essas alterações, ok? 😉

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§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório
resumido da execução orçamentária.

Esse é o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO). A primeira (e importantíssima)


informação sobre ele é a sua periodicidade: bimestral (2 meses).
E se ele é publicado a cada bimestre, quantos relatórios serão produzidos para aquele exercício
financeiro?
“Vixe, professores! Deixa eu me lembrar das aulas de Raciocínio Lógico. O ano tem 12 meses. Um relatório a
cada 2 meses. Então vou dividir 12 por 2, o que dá 6 relatórios para cada exercício financeiro!” 😃

Opa! Você está afiado, hein?! 😏

Repare também que ele será publica 30 dias após o encerramento de cada bimestre.

Isso significa que o RREO do 1º bimestre (referente aos meses de janeiro e fevereiro) será publicado no final de março (30
dias após o encerramento do mês de fevereiro).

“E por que é importante saber essa periodicidade, professores?” 🧐

Principalmente porque existe um outro relatório chamado de Relatório de Gestão Fiscal (RGF), que está
lá no artigo 54 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Este relatório será publicado até após o encerramento do
período a que corresponder.

“E qual é a periodicidade do RGF, professores?” 🤔

Quadrimestral (4 meses)! 😱

Já está percebendo que isso é prato cheio para as questões? Elas vão tentar fazer confusão aqui! 😬

Portanto, grave:

RREO • Bimestre (2 meses)

RGF • Quadrimestre (4 meses)

Além disso, você tem que saber que:

• O RREO está na CF/88 (como acabamos de ver) e na LRF;


• Já o RGF está somente na LRF.

§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão


elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.

Alertamos para outra pegadinha: como os planos e programas, muitas vezes, são mais longos do que o
PPA, as questões adoram dizer que o PPA será elaborado em consonância com os planos e programas.

Isso é mentira! 😤

Os planos e programas é que são elaborados em consonância com o PPA (não é o contrário)! ☝

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Preste atenção
Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais serão elaborados em consonância com o PPA (e não o contrário)

§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:

I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração
direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a


maioria do capital social com direito a voto;

III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da
administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder
Público.

Investimento • Empresas estatais independentes

Seguridade Social • PAS (Previdência, Assistência social e Saúde)

Fiscal • "O resto": toda a Adm. Pública, exceto OSS e OI

§ 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre


as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza
financeira, tributária e creditícia.
É o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será acompanhado desse demonstrativo. Não é o
projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária (PLDO) e nem é o projeto de Plano Plurianual (projeto de PPA).

“E esse demonstrativo demonstra o que mesmo, professores?” 🤔

Ele demonstra qual será o efeito das renúncias de receita sobre as receitas e despesas. E o detalhe é
que ele é regionalizado, ok? 😉

Agora repare nesse dispositivo constitucional (vamos voltar um pouco até o artigo 150):

Art. 150, § 6º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido,
anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei
específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou
o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g.

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Ou seja: qualquer renúncia de receita que estiver relacionada com impostos, taxas ou contribuições só
poderá ser concedida mediante lei específica! E essa lei específica deve regular exclusivamente essas
matérias.
Isso significa que se governo quiser fazer uma renúncia de receita, ele deve:

• Demonstrar o efeito regionalizado da renúncia no PLOA;


• Obedecer às regras do art. 14 da LRF;
• Editar lei específica.

Detalhe é que a lei específica deve ser do ente que está concedendo a renúncia de receita e que detém
aquela competência.

Por exemplo: a União pode dar isenção do Imposto de Renda por meio de uma lei específica, mas não pode conceder
isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, pois esse imposto é de competência dos Estados. Ou
seja: não dá para “fazer cortesia com chapéu alheio”, não é mesmo?

Continuando...

§ 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão
entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.

OF e OI SIM

Reduzir desigualdades
inter-regionais

OSS NÃO

§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da
despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

Esse é o princípio da exclusividade! 😄 Resumidamente, ele preceitua que a LOA não conterá matéria
estranha à previsão da receita e à fixação da despesa. Mas, além da previsão de receitas e fixação de despesas,
também poderão estar na LOA:

• Autorização para abertura de créditos adicionais suplementares (só os suplementares);


• Autorização para contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita
orçamentária (ARO).

Pulamos agora para o artigo 166:

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do
regimento comum.

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No âmbito federal, esses projetos serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional. Não é só
pela Câmara dos Deputados e nem só pelo Senado Federal. É pelas duas! 🧐

§ 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas
anualmente pelo Presidente da República;

II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos
nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação
das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58.

§ 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas,
na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.

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Então, preste atenção! As emendas são:

• Apresentadas na Comissão mista (que sobre elas emitirá parecer); e


• Apreciadas pelo Plenário.

São verbos diferentes, ok? 😉

§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem
ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,


excluídas as que incidam sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;

b) serviço da dívida;

c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou

III - sejam relacionadas:

a) com a correção de erros ou omissões; ou

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

se Mas não Pessoal


Recurso só
demandar poderão
poderão ser
recursos ser Serviços da
provenientes
Condições públicos, anuladas dívida
de anulação
para indique os despesas
compatíveis de despesas TRANS TRI CO
aprovação recuros com
com PPA e
de
LDO
emendas se estiver
ao PLOA relacionada Poderá haver reestimativa de
a erros ou receita e aumento da despesa
omissões

§ 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando
incompatíveis com o plano plurianual.

A única condição para que as emendas ao PLDO sejam aprovadas é que elas sejam compatíveis com o
PPA. Só isso! 😌

§ 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor


modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão
mista, da parte cuja alteração é proposta.

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Em outras palavras:

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos
(não é na proposta e nem nas leis) a que se refere este artigo enquanto não iniciada (e não finalizada) a votação
(e não a discussão), na Comissão mista (não é no Plenário), da parte cuja alteração é proposta (somente da parte
que está sendo alterada).

§ 6º Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão
enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei complementar a que
se refere o art. 165, § 9º.

A lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, é a nova lei de finanças públicas, que irá dispor, dentre
outras matérias, sobre a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias
e da lei orçamentária anual.

§ 7º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta seção, as
demais normas relativas ao processo legislativo.

Sabe as normas relativas ao processo legislativo que você estuda em direito constitucional? Elas se
aplicam aos projetos de PPA, LDO e LOA. A não ser que essas normas contrariem algum dispositivo da Seção
II – dos orçamentos, caso em que será aplicada a regra específica desta seção.

§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual,
ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos
especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

“Professores, como eu vou memorizar isso?” 😕

Você pode usar o mnemônico:

VER-SE

• V: veto
• E: emenda
• R: rejeição
• S: suplementares
• E: especiais

Para concluir, vamos falar sobre os prazos dos instrumentos de planejamento. Eles não estão no artigo
165 e 166, mas sim no artigo 35 do ADCT, acompanhe:

§ 2º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão obedecidas as
seguintes normas:

I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato
presidencial subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro
exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa;

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II - o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do
encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro
período da sessão legislativa;

III - o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerramento
do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.

4 meses antes do
Para o Executivo
encerramento do exercício
encaminhar ao Legislativo
financeiro
PPA* e LOA
Para o Legislativo devolver encerramento da sessão
ao Executivo para sanção legislativa

Prazos
8 ½ meses antes do
Para o Executivo
encerramento do exercício
encaminhar ao Legislativo
financeiro
LDO
encerramento do primeiro
Para o Legislativo devolver período da sessão
ao Executivo para sanção
legislativa

*PPA é elaborado a cada 4 anos


Para não confundir os prazos, grave o prazo da LDO.

Faça assim: LDO termina com a letra O. Passe um traço (–) e divida essa letra O no meio. Ficou parecendo um 8 não foi?
Parece um 8, mas é a letra O partida no meio. Viu? 8 meses e meio! 😃

“Mas quando é que começam e terminam as sessões e os períodos legislativos, professores?”


A resposta está no artigo 57 da CF/88:

Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17 de julho
e de 1º de agosto a 22 de dezembro.

Detalhe é que:

§ 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias.
Repare que o dispositivo fala em aprovação (e não votação) do PLDO. Não basta só começar a votar. Ele
(o projeto de LDO) deve ser aprovado! E atenção: o que deve ser aprovado é o projeto de LDO e não a LDO
propriamente dita, pois esta já é a lei em vigor.

Isso só acontece com o PLDO, ok? Não acontece com o projeto de PPA e com o projeto de LOA! Ou seja:
a sessão legislativa poderá ser interrompida mesmo sem a aprovação do projeto de lei do PPA e do orçamento
anual.

Concluímos, então, que, de acordo com a CF/88, não se admite a rejeição o PLDO. Tem que aprovar!
Caso contrário, a sessão não será interrompida! 😤

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Questões para fixar


CESPE – TCE-MG – Analista de Controle Externo – Administração – 2018
O chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor modificação nos projetos de lei
orçamentária enquanto não iniciada a discussão da parte para a qual se propõe alteração.

Comentários:

Certa, né? 😅 NÃO! ERRADA! 😳

O chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor modificação nos projetos de lei
orçamentária enquanto não iniciada a votação (e não a discussão) da parte para a qual se propõe alteração. Olha só a
literalidade da CF/88:

Art. 166, § 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos
projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

Está vendo o nível de atenção que você deve dar a esse dispositivo constitucional? Nós avisamos! 😄

Gabarito: Errado
FCC – TRF- 3ª – Analista judiciário – 2016
Quanto ao processo de elaboração, discussão, votação e aprovação da proposta orçamentária, a Constituição Federal
estabelece que no caso de emendas ao projeto da lei do orçamento anual, somente são admitidas as indicações de recursos
advindos de anulação de despesa.

Comentários:

Exatamente! Se quiser fazer uma emenda ao PLOA tem que indicar de onde os recursos necessários para realiza-la serão
tirados. E somente será admitido tirar dinheiro da anulação de uma outra despesa. Lembrando que nem todas as despesas
poderão ser anuladas! Algumas despesas jamais poderão ser anuladas. Isso tudo está lá na CF/88:

Art. 166, § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser
aprovadas caso:
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam
sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou
Gabarito: Certo

CESPE – DPF – Delegado – 2013

Cabe à comissão mista permanente de senadores e deputados federais examinar e emitir parecer sobre as contas
apresentadas pelo presidente da República.

Comentários:

Sim! É isso mesmo, confira (CF/88):

Art. 166, § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo
Presidente da República;

Gabarito: Certo

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Emendas individuais impositivas (art. 166)


O artigo 166 continua. Os parágrafos 9º ao 18º foram incluídos pela Emenda Constitucional (EC) 86/2015,
e eles tratam das Emendas Individuais Impositivas.
Existem quatro tipos de emendas feitas ao orçamento:

• individual (de autoria de cada senador ou deputado);


• de bancada;
• de comissão; e
• da relatoria.
As Emendas Individuais Impositivas ganharam grande destaque depois da Emenda Constitucional (EC)
86/2015, pois elas representam o pedacinho de orçamento impositivo que temos em nosso orçamento
autorizativo.

A ideia por trás de tudo isso é que a execução das programações provenientes dessas emendas
individuais ao PLOA será obrigatória. Só que as emendas individuais serão aprovadas até certo limite, sendo
metade dela destinada a ações e serviços públicos de saúde. Mas nem sempre elas serão de execução
obrigatória. Se houver impedimentos de ordem técnica e eles não conseguirem ser superados, as
programações orçamentárias provenientes de emendas individuais não serão mais de execução obrigatória.
Esse é o resumo, mas precisamos estudar isso mais detalhadamente. Os parágrafos serão apresentados
em ordem didática, ok? Vamos lá! 😄

§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro
e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder
Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde.

§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste
artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente
líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação
definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165.

Esses são os parágrafos mais importantes desse assunto. Você deve saber que as emendas individuais (e
somente elas) serão de execução obrigatória. A LOA e suas demais emendas são autorizativas, ou seja, a
Administração está autorizada (e não obrigada) a executar aquela programação. Mas as emendas individuais
impositivas são diferentes: elas serão de execução obrigatória! Por isso que o nome é Emendas Individuais
Impositivas. 😌 💡

Mas, obviamente, há um limite para isso. Esse limite é de 1,2%, sendo que metade deste percentual
(0,6%) será destinada a ações e serviços públicos de saúde (só saúde! Educação, segurança, seguridade social
não!).

“Beleza, professores. Mas 1,2% de que?” 🧐

Aqui você deve lembrar daquela pegadinha sutil. no § 9º, ainda na segunda etapa do ciclo orçamentário
(discussão, votação e aprovação), ainda no planejamento, utiliza-se como base de cálculo a receita corrente

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líquida (RCL) prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo (veja que ainda estamos no projeto de
lei orçamentária).
Já no § 11º, na terceira etapa do ciclo orçamentário (execução), utiliza-se como base de cálculo a receita
corrente líquida (RCL) realizada no exercício anterior.

Planejamento Execução

É obrigatória a execução orçamentária e


Aprovadas no limite de financeira das emendas parlamentares
individuais, em montante correspondente a

1,2% da RCL 1,2% da RCL

Prevista no projeto encaminhado pelo Poder


Realizada no exercício anterior
Executivo.

“E esses 1,2% serão sempre de execução obrigatória? Não há alguma exceção?” 🤨

Há sim! Vejamos:

§ 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não serão de execução obrigatória
nos casos dos impedimentos de ordem técnica.

Portanto, no caso de impedimentos de ordem técnica, a Administração não precisa executar as


programações orçamentárias provenientes das emendas parlamentares individuais. Mas não é tão fácil assim
livrar-se delas! 😅 Algumas medidas terão de ser adotadas, observe:

§ 14. No caso de impedimento de ordem técnica, no empenho de despesa que integre a programação, na
forma do § 11 deste artigo, serão adotadas as seguintes medidas:

I - até 120 (cento e vinte) dias após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo, o Poder Legislativo,
o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública enviarão ao Poder Legislativo as
justificativas do impedimento;

II - até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso I, o Poder Legislativo indicará ao Poder
Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;

III - até 30 de setembro ou até 30 (trinta) dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder Executivo
encaminhará projeto de lei sobre o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;

IV - se, até 20 de novembro ou até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso III, o Congresso
Nacional não deliberar sobre o projeto, o remanejamento será implementado por ato do Poder
Executivo, nos termos previstos na lei orçamentária.

§ 15. Após o prazo previsto no inciso IV do § 14, as programações orçamentárias previstas no § 11 não serão
de execução obrigatória nos casos dos impedimentos justificados na notificação prevista no inciso I do §
14.

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Quer dizer, tenta-se (de todo jeito 😅) contornar esses impedimentos técnicos, até que chega um ponto
que não vale mais a pena. Já estamos em 20 de novembro (ou 30 dias após o prazo previsto no inciso III), o
exercício financeiro já vai terminar e já se tentou de tudo. Só agora as programações orçamentárias previstas
no § 11 não mais serão de execução obrigatória.
Lembre-se de que caberá a uma lei complementar dispor sobre procedimentos que serão adotados
quando houver impedimentos legais e técnicos (CF/88, art. 165, § 9º, III).

§ 16. Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira
prevista no § 11 deste artigo, até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da receita corrente líquida
realizada no exercício anterior.

Vale destacar que caberá também a uma lei complementar dispor sobre o cumprimento de restos a
pagar (CF/88, art. 165, § 9º, III).

§ 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da
meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste
artigo poderá ser reduzido em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das
despesas discricionárias.

A regra é assim: se a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta
de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o gestor só poderá cortar os gastos das
programações orçamentárias oriundas de emenda parlamentar individual na mesma proporção do corte
(contingenciamento) de gastos das despesas discricionárias.

Por exemplo: se o gestor cortou 50% das despesas discricionárias, ele pode cortar até 50% das despesas relacionadas às
emendas parlamentares individuais. Se reduzir em 10% as despesas discricionárias: reduz no máximo em 10% as despesas
relacionadas às emendas parlamentares individuais. O que não pode acontecer é o gestor cortar, por exemplo, 10% das
despesas discricionárias e 50% das emendas parlamentares individuais.

Também caberá a uma lei complementar dispor sobre limitação das programações de caráter
obrigatório (CF/88, art. 165, § 9º, III).

§ 10. A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 9º, inclusive
custeio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198, vedada a destinação
para pagamento de pessoal ou encargos sociais.

Esse parágrafo nos informa que o que o montante que for executado em ações e serviços públicos de
saúde (aqueles 0,6% da RCL) será computado para fins do cumprimento da aplicação mínima de recursos na
saúde.

§ 13. Quando a transferência obrigatória da União, para a execução da programação prevista no §11
deste artigo, for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá da adimplência do

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ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de
aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169.

Mesmo que o ente federativo destinatário esteja inadimplente, ele receberá a transferência obrigatória
da União para executar a programação prevista no § 11 (emendas parlamentares individuais: 1,2% da RCL
realizada no exercício anterior). Em outras palavras: caso a execução obrigatória dependa de transferência
obrigatória da União, não importa se o ente federativo se encontra inadimplente.
E esses recursos que o ente recebeu, ou seja, essa receita de transferência do ente não integrará a base
de cálculo da RCL para fins de apuração dos limites de gastos de pessoal da LRF.

§ 18. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma
igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria.

Perceba que não importa quem seja o autor da emenda. Se a execução das programações atendeu de
forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, então podemos considerar que essa execução foi
equitativa.

“Mas como eu vou saber exatamente o que é uma execução equitativa?” 🤔

Mais uma vez, caberá a uma lei complementar dispor sobre critérios para a execução equitativa (art.
165, § 9º, III).

Resumindo

Orçamento ainda
em discussão (2a 1,2% da RCL
etapa do ciclo prevista no PLOA
orçamentário)
Emendas
não serão de execução
individuais obrigatória nos casos
impositivas dos impedimentos
de ordem técnica
Orçamento já em
1,2% da RCL
execução (3a etapa
realizada no
do ciclo
exercício anterior restos a pagar
orçamentário) poderão ser
considerados até o
limite de 0,6% da RCL
realizada no exercício
anterior

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Questões para fixar


VUNESP – Procurador do Estado de São Paulo – 2018
A Emenda Constitucional 86, de 2015, introduziu o conceito de execução equitativa das emendas individuais ao projeto de
Lei Orçamentária Anual. Para tanto, estabeleceu o limite percentual de 1,2% da receita corrente líquida,
a) cuja liberação financeira não pode ser obstada pelo Poder Executivo, salvo quando a execução da programação
orçamentária correspondente for destinada a outros entes federados que estejam inadimplentes, ainda que
temporariamente.

b) destinado integralmente a ações e serviços públicos de saúde, vedada a aplicação em despesas de pessoal ou encargos
sociais, admitindo-se o cômputo das programações correspondentes no cálculo do percentual mínimo de aplicação em
saúde fixado na Constituição Federal.

c) no qual se inserem também as programações oriundas de despesas discricionárias incluídas pelo Chefe do Poder
Executivo, igualmente não afetadas por contingenciamento na hipótese do não atingimento da meta de resultado fiscal
prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

d) com obrigatoriedade da execução orçamentária e financeira das programações decorrentes, salvo impedimentos de
ordem técnica, comportando redução, até a mesma proporção incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias, na
hipótese de não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

e) havendo precedência da liberação financeira para as programações decorrentes das emendas inseridas em tal limite em
relação àquelas destinadas a despesas discricionárias, sendo apenas estas últimas atingidas por limitações de empenho
decorrentes de frustração da previsão de receita de impostos.

Comentários:

Vejamos as alternativas:

a) Errada. Caso a execução obrigatória dependa de transferência obrigatória da União, não importa se o ente federativo
se encontra inadimplente.

b) Errada. Não é destinado integralmente. Somente metade dele: 0,6%.


c) Errada. Na hipótese do não atingimento da meta de resultado fiscal prevista na LDO, as despesas discricionárias e as
emendas individuais são afetadas pelo contingenciamento. Veja só (CF/88):

Art. 166, § 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta de
resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste artigo poderá ser reduzido
em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias.

d) Correta.
e) Errada. Não existe essa precedência. As emendas individuais são afetadas na mesma proporção da limitação incidente
sobre o conjunto das despesas discricionárias.

Gabarito: D

FCC – SEFAZ-SC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual – 2018


De acordo com a disciplina constitucional em matéria de lei orçamentária anual federal, as emendas individuais ao projeto
de lei orçamentária anual serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente
líquida prevista no projeto encaminhado pelo Presidente da República, devendo dois terços desse percentual ser destinado
a ações e serviços públicos de saúde.
Comentários:

Dois terços? Não!

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Metade desse percentual, ou seja, 0,6% deverá ser destinado a ações e serviços públicos de saúde (CF/88, Art. 166, § 9º).

Gabarito: Errado

FCC – SEFAZ-SC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual – 2018


De acordo com a disciplina constitucional em matéria de lei orçamentária anual federal, é obrigatória a execução
orçamentária e financeira das programações contidas na Lei Orçamentária Anual, em montante correspondente a 1,2%
(um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior.
Comentários:

É obrigatória a execução de todas as programações contidas na Lei Orçamentária Anual? 😅 Claro que não! Nosso
orçamento é autorizativo.

Obrigatória é a execução somente das programações provenientes das emendas parlamentares individuais, em montante
correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior.
Esse é o pedaço de orçamento impositivo que temos no meio do nosso orçamento autorizativo. 😉

Gabarito: Errado

Vedações constitucionais (art. 167)


Atenção agora! Essa parte aqui é muito cobrada em concursos! 😱

Art. 167. São vedados:

I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

Quer dizer: a Administração não pode iniciar um programa ou um projeto se ele não estiver na LOA. É
simples: quer começar um programa ou projeto? Se não estiver na LOA, não pode começar! Afinal, a
Administração Pública está sujeita ao princípio da legalidade.

II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários


ou adicionais;

A Administração tem que respeitar o limite dos créditos orçamentários ou adicionais. Afinal, ela só pode
fazer aquilo que ela está autorizada por lei a fazer (de novo: princípio da legalidade).

Por exemplo: o gestor público já gastou os R$ 5.000,00 de créditos orçamentários destinados à compra de material de
expediente (papel A4, envelopes, grampos, etc.), mas ele quer comprar ainda mais! 😬 Mesmo que ele tenha dinheiro em
caixa, enquanto ele não tiver crédito orçamentário para isso, ele não poderá adquirir mais material de expediente.

III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo
Poder Legislativo por maioria absoluta;

Pare um pouquinho e respire, porque essa regra aqui é importante! 😄 Essa é a famosa regra de ouro! 💰

“E o que é essa regra de ouro, professores? O que ela diz?”

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Ela diz que não é possível realizar (arrecadar) receitas de operações de créditos (OC) que excedam o
montante das despesas de capital (DK), ou seja, a regra proíbe as operações de crédito (OC) que excedam as
despesas de capital (DK). Matematicamente falando: as operações créditos devem ser menores ou iguais às
despesas de capital.

Preste atenção!
Regra de ouro: OC £ DK

Perceba: ela não proíbe todas as operações de crédito. É plenamente concebível realizar operações de
créditos. O que é proibido é realizar operações de créditos que excedam as despesas de capital. 😏

Por exemplo: se as despesas de capital somam R$ 1.000.000,00, não é possível ter R$ 1.500.000,00 em operações de
crédito. Esses R$ 500.000,00 excedentes estão proibidos!

A mensagem que essa regra passa é que o endividamento só pode ser admitido para a realização de
investimento ou abatimento da dívida. A ideia é evitar o endividamento para financiar despesas correntes.
Se o ente público recorrer ao endividamento, que seja para adquirir ou construir algo que possa ser
utilizado durante anos por ele mesmo ou pela população local – que é o caso das despesas de capital, que
contribuem diretamente para a aquisição ou construção de um bem de capital (escolas, postos de saúde,
rodovias etc.; ou aquisição de equipamentos e materiais permanentes em geral)1.

Por exemplo: tomar empréstimo para comprar um apartamento, um carro, é “normal”. Mas tomar um empréstimo para
pagar despesas corriqueiras (alimentação, aluguel, etc.) não é nada bom! 😬

Mas como toda boa regra, há exceção. Isso mesmo: a regra de ouro pode ser “quebrada”.

“E como ela será ‘quebrada’, professores?” 🧐

É o seguinte: é vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de
capital. Até aqui ok. Mas se essas operações de créditos forem utilizadas para financiar a abertura de crédito
suplementares ou especiais com finalidade precisa e aprovados pelo Poder Legislativo por maioria
absoluta, então elas serão permitidas! 😄

Grave bem esses requisitos:

• Créditos suplementares ou especiais;


• Finalidade precisa;
• Aprovados por maioria absoluta.

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto


da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações
e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de
atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e
37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art.
165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo;

1
PALUDO, Augustinho. Orçamento público, AFO e LRF, 5ª edição, editora Método, 2015.

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Esse é o princípio da não vinculação (não afetação) da receita de impostos. 😃

Agora atenção: o princípio veda a vinculação da receita de impostos (e não de tributos) a órgão, fundo
ou despesa. De acordo com a CF/88, existem 5 (cinco) espécies de tributos (essa é a chamada “teoria
pentapartida”) e os impostos são somente uma das espécies de tributos. Esse é o truque mais velho das
bancas. Não vai cair nessa, por favor! 😑

Preste atenção!
O princípio da não vinculação (não afetação) da receita de impostos veda a vinculação da receita de
impostos (e não de tributos) a órgão, fundo ou despesa.

“E as exceções desse princípio, professores? Estou vendo que são várias!” 😬

Ah! Mas não se preocupe! É para isso que a Lady Gaga está aqui rezando por você!

“Lady Gaga? Rezando?” 🤨

É! Olha só:
Aqui estão as exceções ao princípio da não vinculação da receita de impostos:

Repartição constitucional do produto da arrecadação dos impostos;


Destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino;
Destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde;
Destinação de recursos para a realização de atividades da administração tributária;
Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita (ARO);
Prestação de garantia ou contragarantia à União e pagamento de débitos para com esta.

Percebeu as marcações? Elas formam o seguinte mnemônico:

RESA GaGa 🙏

Lady Gaga ajudando alunos a lembrar das exceções ao princípio da não vinculação de receita de impostos.

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V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação
dos recursos correspondentes;

Para abrir créditos adicionais suplementares e especiais é preciso ter autorização legislativa! É preciso
ter uma lei! Também é necessário indicar de onde vem o dinheiro para pagar por essas despesas, ou seja, é
necessário indicar a fonte dos recursos. Isso é meio óbvio: se a Administração Pública quer (ou precisa) gastar
mais, ela precisa de autorização do dono do dinheiro (o povo) e precisa dizer onde conseguirá recursos para
arcar com esses gastos, já que dinheiro não nasce em árvore, não é mesmo? 😅

Os créditos extraordinários, por sua vez, independem de autorização legislativa e não precisam
indicar a fonte dos recursos na ocasião da abertura, ou seja, a indicação da fonte de recursos aqui é
facultativa! Só depois é que essa fonte será indicada. Isso mesmo: primeiro resolvemos a urgência e depois nos
preocupamos em conseguir os recursos e a autorização legislativa.

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação


para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

Pergunta: a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de


programação para outra ou de um órgão para outro é proibida?
A resposta é: depende.
Há prévia autorização legislativa?

• Sim: então tudo bem. É permitida! 😃


• Não: então é proibida! 🚫

Esse é o princípio da proibição do estorno e ele determina que o gestor público não pode transpor,
remanejar ou transferir recursos sem autorização legislativa, do contrário toda a finalidade do orçamento
público e do princípio da legalidade estariam em risco. 😬

Explicamos: de que adianta autorizar o orçamento se quando da execução do mesmo ele será todo
alterado à discricionariedade do gestor público? Será que a alteração será compatível com o interesse público?

Só que esse princípio possui uma exceção, lá no § 5º desse mesmo artigo:

Art. 167, § 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação


para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de
viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade
da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo.

Portanto, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, e com o objetivo de viabilizar os
resultados de projetos restritos a essas funções, a transposição, o remanejamento ou a transferência pode ser feita
sem necessidade da prévia autorização legislativa. 😉

VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;

Os recursos são finitos. Então porque os créditos seriam infinitos, ilimitados? Você daria o seu cartão de
crédito com limite infinito para outra pessoa? 🤔 Para ela lhe endividar infinitamente? Melhor não, né? 😅

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VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da
seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive
dos mencionados no art. 165, § 5º;

A utilização de recursos do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social para cobrir déficit de empresas,
fundações e fundos é permitida...

“Como assim, professores? Utilizar dinheiro público para cobrir déficit de empresas?!” 😳

Calma, deixa a gente completar! 😅

A utilização de recursos do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social para cobrir déficit de empresas,
fundações e fundos é permitida, desde que haja autorização legislativa específica! 🧐 Se o povo (diretamente
ou por meio de seus representantes – Poder Legislativo) disser que pode, então pode, ué! 😅 O povo é quem
manda! Lembre-se: “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, (...)” (CF/88, art. 1º, Parágrafo único).

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

Quer instituir um fundo? Então precisa de autorização legislativa!

“Tá certo, mas o que é mesmo um fundo, professores?” 🤔

Fundo é um conjunto de recursos com a finalidade de desenvolver ou consolidar, através de


financiamento ou negociação, uma atividade pública específica.

Por exemplo: Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT): fundo especial, de natureza contábil-financeira, vinculado ao
Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, destinado ao custeio do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial
e ao financiamento de Programas de Desenvolvimento Econômico.

X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de


receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas
com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Transferência voluntária é aquela transferência que não decorre de obrigação constitucional ou legal. Se
você quiser uma definição mais formal, aqui está: “entende-se por transferência voluntária a entrega de
recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência
financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de
Saúde” (LRF, art. 25).
Muito bem!
Então, voltando ao dispositivo constitucional, é vedado fazer transferência voluntária ou conceder
empréstimo para pagar salários, para pagar despesas com pessoal ativo, inativo ou pensionista! 😤

XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para
a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de
que trata o art. 201.

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Vamos entender a lógica: os recursos provenientes dessas contribuições não podem ser utilizados para
pagar algo diferente do benefício do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Ou seja: esses recursos são
utilizados para pagar os benefícios do RGPS.
Agora atenção: os recursos provenientes das demais contribuições listadas no artigo 195 da CF podem ter
outra destinação, diferente do pagamento de benefícios do RGPS. Mas os recursos provenientes do art. 195, I,
a, e II, não! Esses devem ser destinados ao pagamento de benefícios do RGPS. Entendeu? 😄

“Entendi. Mas que duas contribuições sociais são essas?”

Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos
da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, e das seguintes contribuições sociais:

I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:


a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa
física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;

II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;

III - sobre a receita de concursos de prognósticos.


Perceba que o empregador (a empresa, por exemplo) deve pagar contribuições sociais incidentes sobre
três “eventos”. Um deles é a folha de salário. O trabalhador e demais segurados da previdência social também
vão pagar contribuições sociais. Pronto! Os recursos que forem arrecadados com essas duas coisas deverão ser
utilizados para pagamento de benefícios do RGPS (eles não podem ser utilizados para realização de despesas
distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social). 😉

§ 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem
prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de
responsabilidade.

Então:

• Investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro: precisa estar no PPA.


• Investimento cuja execução seja inferior a um exercício financeiro: não precisa estar no PPA.

“E se essa regra for desrespeitada, o que acontece?” 🧐

Crime de responsabilidade! 😁

§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem


autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício,
caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício
financeiro subsequente.

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Traduzindo: os créditos adicionais especiais e extraordinários autorizados nos últimos quatro meses do
exercício podem ser reabertos no exercício seguinte nos limites de seus saldos e viger até o término desse
exercício financeiro.

janeiro-18 junho-18 dezembro-18 junho-19 dezembro-19

Créditos ordinários

Créditos suplementares

Créditos especiais

Créditos extraordinários
setembro-18
Créditos especiais (últimos quatro meses)

Créditos extraordinários (últimos quatro meses)

§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e
urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto
no art. 62.

Os créditos extraordinários são os destinados a despesas imprevisíveis e urgentes, como as


decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.
Repare no texto constitucional: “despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de...”. Essa
simples palavra nos mostra que a Constituição Federal, na verdade, citou exemplos de situações em que os
créditos extraordinários podem ser abertos. Trata-se de um rol exemplificativo (e não taxativo). Portanto, é
possível abrir créditos extraordinários em casos que não sejam de guerra, comoção interna ou calamidade
pública, desde que se tratem de despesas imprevisíveis e urgentes. Entendeu? 😉

“E esse artigo 62 aí, professores?” 🧐

O artigo 62 da Constituição Federal versa sobre Medidas Provisórias. Isso significa que, no âmbito
federal, os créditos extraordinários são autorizados e abertos por Medida Provisória. Nos entes que possuam
esse instrumento jurídico, os créditos extraordinários também serão abertos por Medida Provisória. E nos
demais entes, os créditos extraordinários serão abertos por decreto do Poder Executivo.
§ 4º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e
156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou
contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta.
Essa é uma das exceções ao princípio da não vinculação (não afetação) da receita de impostos.

Lembre-se do RESA GaGa 🙏. Esse é o segundo “Ga”, de prestação de garantia ou contragarantia à


União e para pagamento de débitos para com esta.

§ 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação


para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o
objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo,
sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo.

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Essa é a exceção ao princípio da proibição do estorno. Lembre-se: ciência, tecnologia e inovação: sem
necessidade de prévia autorização (rimou 😅).

Questões para fixar


FCC – MPE-PE – Analista ministerial – 2018

Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de
autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus
saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.

Comentários:

Nos diga se a banca mudou alguma palavra (CF/88):

Art. 167, § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo
se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de
seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.

Gabarito: Certo

CESPE – TCE-PE – Analista de gestão: administração – 2017

A respeito do ciclo, do processo e dos princípios do orçamento público, julgue o item subsequente.

O tratamento dado aos recursos destinados à educação e à saúde constitui uma exceção ao princípio orçamentário da não
vinculação.

Comentários:

Ainda bem que a Lady Gaga está aqui rezando por você para lhe ajudar: RESA GaGa 🙏

“Destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino” e “Destinação de recursos para as ações e
serviços públicos de saúde” são duas das exceções ao princípio da não afetação da receita de impostos. Representam a
letra “E” e a letra “S” no nosso mnemônico.

Gabarito: Certo

CESPE – TCE-PR – Analista de Controle – 2016

Se a execução do investimento ultrapassar um exercício financeiro, tal investimento só poderá ser iniciado após prévia
inclusão no plano plurianual (PPA) ou em lei que autorize a sua inclusão.

Comentários:

É exatamente isso! Recapitulando:

Investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro: precisa estar no PPA.

Investimento cuja execução seja inferior a um exercício financeiro: não precisa estar no PPA.

Essa é a regra do art. 167, § 1º, da CF/88: “Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro
poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de
responsabilidade”.

Gabarito: Certo

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Recursos destinados aos órgãos dos demais Poderes


(art. 168)
Sem querer, a CF/88 definiu o cronograma de desembolso dos demais Poderes, observe:
Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos
suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério
Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na
forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

O Poder Executivo é quem arrecada mais dinheiro na Administração Pública, portanto é ele quem fica,
quem guarda, com o dinheiro. Pois bem, o que a regra constitucional está dizendo é que o Poder Executivo irá
entregar o dinheiro destinado aos demais órgãos até o dia 20 de cada mês, em duodécimos.
“E por que que isso significa que a CF/88 definiu (sem querer) o cronograma de desembolso dos demais
Poderes?” 🤔

Ora, se o Poder Legislativo, por exemplo, sabe que receberá o dinheiro até o dia 20 daquele mês, ele fica
praticamente obrigado a pagar os servidores somente após o dia 20. Já pensou se o Poder Legislativo define
que o pagamento dos servidores será no dia 10, mas o Poder Executivo só repassa os recursos no dia 15? Assim
não dá! Por isso, que essa regra constitucional já define muito do cronograma de desembolso dos demais
Poderes. 😄

Preste atenção!
A CF/88 acaba definindo o cronograma mensal de desembolso dos Poderes Legislativo e Judiciário,
do Ministério Público e da Defensoria Pública.

“E o que é duodécimos, professores?” 🧐

Ah! Quem vai definir isso é a Lei Complementar a que se refere o art. 165, § 9º. E ela ainda não foi
elaborada! 😄

Despesas com pessoal (art. 169)


Nós já vimos que os limites da despesa com pessoal são estabelecidos em lei complementar.

Qual lei complementar? 🤔

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em seus artigos 19 e 20. 😏

Olha só:

Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

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Aumento de despesas com pessoal


§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e
funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a
qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas:

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos
acréscimos dela decorrentes;

II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas


públicas e as sociedades de economia mista.

Isso significa que se quiserem aumentar as despesas com pessoal, seja concedendo vantagem ou
aumento de remuneração, seja contratando pessoal, seja criando cargos ou alterando a estrutura de carreiras:

• de Empresas Públicas (EP) e Sociedades de Economia Mista (SEM): não é necessária


autorização específica na LDO;
• de qualquer outro órgão, entidade ou fundação: é necessária autorização específica na LDO.

Não observância dos limites de despesas com pessoal


Aqui é que as coisas começam a ficar interessantes... 😏

§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos
parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou
estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites.

A LRF dá um prazo para que os entes retornem suas despesas com pessoal para os parâmetros definidos
na própria LRF. Se decorrido esse prazo e a adaptação não for feita, serão imediatamente suspensos todos os
repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem
os referidos limites.
Mas isto aqui que é importante:

§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei
complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as
seguintes providências:

I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de
confiança;

II - exoneração dos servidores não estáveis.

§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o
cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá
perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade
funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.

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§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente
a um mês de remuneração por ano de serviço.

§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a
criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos.

§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º.

Então vamos lá! Se um ente estiver com problemas em suas despesas com pessoal, os primeiros a
“rodarem” são aqueles que ocupam cargos em comissão e função de confiança, porque esses são mais fáceis:
eles são de livre preenchimento e exoneração. Perceba que são as despesas (e não o número de cargos e
funções) que devem ser reduzidas em 20%.
Em seguida, quem vai “rodar” são os servidores não estáveis! Eles serão exonerados (não demitidos)!
Esse é um dos motivos pelos quais o servidor não estável fica um pouco preocupado com as despesas com
pessoal do seu ente federativo.
“Caramba, professores. Então os servidores não estáveis podem ser exonerados assim? Tão fácil?
É. Só que antes devem ser reduzidos, pelo menos em 20%, as despesas com cargos em comissão e
funções de confiança.
“E os coitados não fazem jus nem a uma indenização?”
Não. Os coitados dos servidores não estáveis são exonerados e só recebem um tapinha nas costas de
consolo... 😟

“Tá certo. E se, mesmo reduzindo as despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exonerando
servidores não estáveis, o problema ainda não for resolvido?” 🤔

Aqui é que o bicho pega! Se antes só se cortava gordura, agora vamos começar a cortar a carne! 😬

Agora chegou a vez dos servidores estáveis “dançarem”!


“Os servidores estáveis podem perder o cargo por conta de não observância dos limites de despesas com
pessoal, professores?” 😱

É isso mesmo! Podem! Veja a seriedade do assunto...

“Mas eles ganham, pelo menos, alguma coisa a mais do que os servidores não estáveis?” 😕

Ah! Aqui sim. Os servidores estáveis ganham mais do que um tapinha de consolo. Eles fazem jus a uma
indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço.

Por exemplo: Peixoto tinha 10 anos de serviço e seu cargo foi considerado extinto por conta de não observância dos limites
de despesas com pessoal. Ele receberá uma indenização de 10 meses de remuneração. Se a sua remuneração mensal era
de R$ 1.000,00, Peixoto receberá R$ 10.000,00.

Mas não vá achando que é assim tão fácil exonerar um servidor estável. Se for fazer isso, a Administração
precisa justificar, por meio ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional,
o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.

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E tem mais: o cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto,
vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro
anos. Essa foi a forma encontrada pelo legislador constituinte para dificultar a utilização desse artifício
(protegendo os servidores estáveis) e para evitar que a Administração “dê uma de espertinha”, extinguindo os
cargos, mas logo depois criando outros iguais ou assemelhados. 😒

“Tem que esperar essa quarentena aí de quatro anos, Administração!” 😄

Por exemplo: não seria injusto se a Administração extinguisse o cargo de “auditor de receitas estaduais” sob o pretexto de
cumprimento dos limites de despesas com pessoal, só para depois de 1 mês criar um novo cargo chamado “auditor de
receitas do estado” com as mesmas atribuições do cargo antigo?

Questões para fixar


FCC – TCE-CE - Analista de Controle Externo - Auditoria de Tecnologia da Informação – 2015

Considerando que a despesa com pessoal ativo e inativo vinculado ao Poder Executivo do Estado superou o limite
estabelecido em lei complementar, o Governador determinou a redução em 20% das despesas com cargos em comissão
e funções de confiança e a exoneração de servidores não estáveis. No entanto, as medidas tomadas pelo Estado foram
insuficientes para que o limite da despesa com pessoal ativo e inativo fosse atingido no prazo previsto na Lei
Complementar, o que motivou a União a suspender os repasses de verbas federais ao Estado. A determinação do
Governador para a redução em 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança

A) é incompatível com a Constituição Federal, assim como a exoneração de servidores não estáveis. Também
incompatibiliza-se com a Constituição Federal a determinação da União.

B) é incompatível com a Constituição Federal, assim como a exoneração de servidores não estáveis. No entanto, é
compatível com a Constituição Federal a determinação da União.

C) encontra respaldo na Constituição Federal, assim como a exoneração de servidores não estáveis. No entanto, a
determinação da União é inconstitucional.

D) encontra respaldo na Constituição Federal, assim como a determinação da União. No entanto, o ato do Governador
que prescreveu a exoneração de servidores não estáveis é inconstitucional.

E) encontra respaldo na Constituição Federal, assim como a exoneração de servidores não estáveis. Também
compatibiliza-se com a Constituição Federal a determinação da União.

Comentários:

Será se as providências tomadas pelo Governador encontram respaldo na Constituição Federal? 🤔 Vejamos:

Art. 169, § 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros
ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites.

Art. 169, § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei
complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências:

I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança;

II - exoneração dos servidores não estáveis.

Então o Governador fez tudo certinho! 😄

Gabarito: E

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Constituição Federal “seca”


Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
II – orçamento; (...)

§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas


gerais.

§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar
dos Estados.
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena,
para atender a suas peculiaridades.
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe
for contrário.
Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;

II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; (...)


Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17 de julho
e de 1º de agosto a 22 de dezembro.
§ 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias.
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias,
com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares,
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º.
Art. 150, § 6º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido,
anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei
específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o
correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g.
CAPÍTULO II
DAS FINANÇAS PÚBLICAS
Seção I
NORMAS GERAIS
Art. 163. Lei complementar disporá sobre:
I - finanças públicas;

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II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades controladas
pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;
V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta;
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios;

VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as
características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.
Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo banco central.
§ 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e
a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.
§ 2º O banco central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo
de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.
§ 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do
Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele
controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.
Seção II
DOS ORÇAMENTOS

Seção II
DOS ORÇAMENTOS
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e
metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as
relativas aos programas de duração continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública
federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da
lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório
resumido da execução orçamentária.
§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão
elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.

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§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:


I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração
direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da
administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.

§ 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre


as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza
financeira, tributária e creditícia.
§ 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão
entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.
§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da
despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
§ 9º Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano
plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como
condições para a instituição e funcionamento de fundos.
III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados
quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das
programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto no § 11 do art. 166.

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento
comum.
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas
anualmente pelo Presidente da República;

II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos
nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das
demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58.
§ 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas,
na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.

§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem
ser aprovadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

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II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,


excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou
III - sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.


§ 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando
incompatíveis com o plano plurianual.
§ 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor
modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da
parte cuja alteração é proposta.
§ 6º Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão
enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei complementar a que se refere
o art. 165, § 9º.
§ 7º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta seção,
as demais normas relativas ao processo legislativo.
§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual,
ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais
ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro
e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo,
sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde.
§ 10. A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 9º, inclusive
custeio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198, vedada a destinação para
pagamento de pessoal ou encargos sociais.
§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste
artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida
realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos na
lei complementar prevista no § 9º do art. 165.
§ 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não serão de execução obrigatória
nos casos dos impedimentos de ordem técnica.

§ 13. Quando a transferência obrigatória da União, para a execução da programação prevista no §11
deste artigo, for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá da adimplência do ente
federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação dos
limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169.

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§ 14. No caso de impedimento de ordem técnica, no empenho de despesa que integre a programação,
na forma do § 11 deste artigo, serão adotadas as seguintes medidas:
I - até 120 (cento e vinte) dias após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo, o Poder
Legislativo, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública enviarão ao Poder Legislativo as
justificativas do impedimento;
II - até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso I, o Poder Legislativo indicará ao Poder
Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;

III - até 30 de setembro ou até 30 (trinta) dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder Executivo
encaminhará projeto de lei sobre o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;
IV - se, até 20 de novembro ou até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso III, o
Congresso Nacional não deliberar sobre o projeto, o remanejamento será implementado por ato do Poder
Executivo, nos termos previstos na lei orçamentária.
§ 15. Após o prazo previsto no inciso IV do § 14, as programações orçamentárias previstas no § 11 não
serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos justificados na notificação prevista no inciso I do
§ 14.
§ 16. Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira
prevista no § 11 deste artigo, até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da receita corrente líquida realizada
no exercício anterior.
§ 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da
meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste
artigo poderá ser reduzido em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das despesas
discricionárias.
§ 18. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma
igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria.
Art. 167. São vedados:
I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;
II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários
ou adicionais;

III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital,
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados
pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto
da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e
serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades
da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem
como o disposto no § 4º deste artigo;

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V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação
dos recursos correspondentes;
VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação
para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da
seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos
mencionados no art. 165, § 5º;
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.
X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de
receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com
pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para
a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que
trata o art. 201.
§ 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem
prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de
responsabilidade.
§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso
em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro
subsequente.
§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis
e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no
art. 62.
§ 4º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155
e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou
contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta.

§ 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação


para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo
de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem
necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo.
Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos
suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público
e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na forma da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

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§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e


funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer
título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas
pelo poder público, só poderão ser feitas:
I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e
aos acréscimos dela decorrentes;
II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas
públicas e as sociedades de economia mista.
§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos
parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites.
§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na
lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as
seguintes providências:
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de
confiança;
II - exoneração dos servidores não estáveis.
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o
cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o
cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão
ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.

§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente
a um mês de remuneração por ano de serviço.

§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a
criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos.
§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º.

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Questões comentadas – Cespe


1. CESPE – PGM Manaus – Procurador do Município – 2018

É vedado autorizar a abertura de créditos suplementares no texto da lei orçamentária anual municipal.
Comentários:
Não, não, não. A LOA pode sim conter autorização para abertura de créditos suplementares.
Olha só o que diz a CF/88:

Art. 165, § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação
da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

Esse é o princípio da exclusividade! 😄 Resumidamente, ele preceitua que a LOA não conterá matéria
estranha à previsão da receita e à fixação da despesa. Mas, além da previsão de receitas e fixação de despesas,
também poderão estar na LOA:

• Autorização para abertura de créditos adicionais suplementares (só os suplementares);


• Autorização para contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita
orçamentária (ARO).
Gabarito: Errado

2. CESPE – ABIN – Oficial Técnico de Inteligência - Área 1 – 2018


São reservadas à lei de diretrizes orçamentárias disposições sobre exercício financeiro, vigência, prazos,
elaboração e organização do plano plurianual.
Comentários:
Opa! Atenção! Essas matérias não são reservadas à lei de diretrizes orçamentárias! São reservadas à lei
complementar! Quer ver?

Art. 165, § 9º Cabe à lei complementar:

I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano


plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;

Gabarito: Errado

3. CESPE – ABIN – Oficial Técnico de Inteligência - Área 1 – 2018

É vedada a prorrogação de vigência de créditos especiais para exercício financeiro diverso daquele em que os
referidos créditos foram autorizados.

Comentários:
Vedada a prorrogação de vigência de créditos especiais? Vejamos:

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§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem


autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício,
caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício
financeiro subsequente.

Veja como os créditos adicionais especiais e extraordinários autorizados nos últimos quatro meses do
exercício podem sim ter a sua vigência prorrogada para exercício financeiro diverso daquele em que os
referidos créditos foram autorizados.

Já os créditos suplementares possuem vigência exclusivamente dentro do exercício financeiro em que


foram abertos, ou seja, terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem abertos (Lei 4.320/64, art.
45).
Gabarito: Errado

4. CESPE – CGM João Pessoa – Auditor – 2018

É vedada a vinculação das receitas próprias geradas pelos impostos municipais à prestação de contragarantia
à União.
Comentários:

A questão trata do princípio da não vinculação (não afetação) da receita de impostos, que veda a
vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. Esse princípio possui 6 exceções:

• Repartição constitucional do produto da arrecadação dos impostos;


• Destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino;
• Destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde;
• Destinação de recursos para a realização de atividades da administração tributária;
• Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita (ARO);
• Prestação de garantia ou contragarantia à União e pagamento de débitos para com esta.

Mas ainda bem que a Lady Gaga está aqui rezando por você para lhe ajudar: RESA GaGa 🙏

Portanto, é vedado vincular receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, mas quando se tratar de
prestação de contragarantia à União, essa vinculação é permitida! Por isso que a questão errada!

Gabarito: Errado

5. CESPE – CGM João Pessoa – Auditor – 2018


No âmbito das finanças públicas, é necessária a existência de prévia autorização legislativa para a instituição
de fundos de qualquer natureza.
Comentários:
Olha só como conhecer a literalidade da norma constitucional é importante:

Art. 167. São vedados:

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

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Então, a questão está mesmo certo. Para a instituição de fundos de qualquer natureza é necessária a
existência de prévia autorização legislativa!
Lembrando que fundo é um conjunto de recursos com a finalidade de desenvolver ou consolidar, através
de financiamento ou negociação, uma atividade pública específica.
Gabarito: Certo

6. CESPE – TCE-PB – Auditor de Contas Públicas – 2018


No que se refere a vedações constitucionais em matéria orçamentária dispostas nas normas gerais de direito
financeiro da CF, assinale a opção correta.

A) A CF não veda a abertura de crédito suplementar ou especial, mesmo sem a indicação dos recursos
correspondentes e a prévia autorização legislativa.
B) O início de programas e projetos não incluídos na LOA é admitido excepcionalmente pela CF, desde que a
sua execução não ultrapasse a previsão orçamentária fixada no exercício financeiro anterior.
C) A CF veda aos estados e às suas instituições financeiras a realização de transferência voluntária de recursos
aos municípios para pagamento de despesas com pessoal.
D) A LOA permite a inclusão de dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa.

E) A CF admite a edição de medida provisória para a abertura de crédito extraordinário para o atendimento de
despesas imprevisíveis e urgentes, desde que haja autorização prévia do Poder Legislativo.
Comentários:

Vamos logo para as alternativas? 😄

a) Errada. A CF veda isso sim! Olha só:

Art. 167. São vedados:

V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação
dos recursos correspondentes;

b) Errada. Essa exceção aí não existe. Veja:

Art. 167. São vedados:

I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

Não há exceções aqui. É simples: se o programa ou projeto não estiverem incluídos na LOA, não poderão
ser iniciados.

c) Correta. É verdade! É vedado fazer transferência voluntária ou conceder empréstimo para pagar
salários, para pagar despesas com pessoal ativo, inativo ou pensionista! 😤

Art. 167. São vedados:

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X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de


receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas
com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

d) Errada. Será mesmo que a LOA permite a inclusão de dispositivo estranho à previsão da receita e à
fixação da despesa? Veja com seus próprios olhos:

§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da
despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

Esse é o princípio da exclusividade! 😄 A LOA não é lugar para “besteiras”. A LOA é lugar para previsão
da receita e à fixação da despesa.

e) Errada. Não precisa dessa autorização prévia do Poder Legislativo. A Medida Provisória é editada e
depois é que é submetida ao Poder Legislativo. Afinal, estamos falando de despesas imprevisíveis e urgentes.
Primeiro resolvemos a urgência e depois nos preocupamos em conseguir os recursos e a autorização legislativa,
pois se esperássemos por isso, a despesa não iria mais fazer sentido.

Por exemplo: de que adianta resgatar as vítimas de uma tragédia 2 semanas depois do ocorrido? 😳 O resgate tem que ser
imediato!

Vamos ver como isso está na CF/88:

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias,
com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:

d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares,


ressalvado o previsto no art. 167, § 3º.

Art. 167, § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública,
observado o disposto no art. 62.”

Gabarito: C

7. CESPE – TRT-7ª – Analista judiciário – 2017


De acordo com os dispositivos constitucionais sobre finanças públicas, ordem econômica e financeira, devem
ser disciplinadas por lei complementar matérias como a
A) remessa de lucros ao exterior por empresas de capital estrangeiro.
B) repressão ao abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados.

C) concessão de garantias pelas entidades públicas.


D) emissão de moeda pelo Banco Central do Brasil.

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Comentários:
Vamos relembrar o artigo 163? Lá encontramos várias matérias que devem ser reguladas por lei
complementar:

Art. 163. Lei complementar disporá sobre:

I - finanças públicas;

II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades controladas
pelo Poder Público;

III - concessão de garantias pelas entidades públicas;

IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;

V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta;

VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios;

VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as
características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.

Olha só o que nós marcamos para você! Justamente o que aparece na alternativa C. Eis o nosso gabarito!
Detalhe (na alternativa D) é que a emissão de moeda pelo Banco Central do Brasil não é matéria de lei
complementar, mas “a competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo banco
central” (CF/88, art. 164).
Gabarito: C

8. CESPE – TCE-PE – Auditor de controle externo – 2017

Além de apresentar harmonia com o plano plurianual e estar voltado para a redução de desigualdades entre as
diversas regiões brasileiras, o orçamento federal de investimento deve conter as previsões de receitas e
despesas de todas as empresas nas quais a União detenha participação societária.
Comentários:

Primeiro, o Orçamento de Investimento (OI) deve estar em harmonia com o plano plurianual? Claro! 😃

Segundo, grave o seguinte:

Os orçamentos Fiscal (OF) e de Investimento (OI) terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-
regionais, segundo critério populacional.

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OF e OI SIM
Reduzir desigualdades
inter-regionais
OSS NÃO

Agora vem a parte interessante. E como adoram fazer essa pegadinha! 😅

O Orçamento de Investimento contém previsões de receitas e despesas de todas as empresas nas quais
a União detenha participação societária?
NÃO! O Orçamento de Investimento (OI) contém as empresas em que a União, direta ou indiretamente,
detenha a maioria do capital social com direito a voto. Não é qualquer percentual do capital social! É maioria
do capital social. E tem mais: maioria do capital social com direito a voto.
E é foi por isso que a questão ficou errada!
Gabarito: Errado

9. CESPE – Prefeitura de Fortaleza – Procurador do município – 2017

As disponibilidades financeiras do município devem ser depositadas em instituições financeiras oficiais,


cabendo unicamente à União, mediante lei nacional, definir eventuais exceções a essa regra geral.
Comentários:
É isso mesmo! Confira na CF/88:

Art. 164, § 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados,
do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele
controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

Note que se a União (e somente a União) pode definir, mediante lei de caráter nacional, eventuais
exceções a essa regra geral. Essa foi uma decisão do STF, confira:

As disponibilidades de caixa dos Estados-membros, dos órgãos ou entidades que os integram e das
empresas por eles controladas deverão ser depositadas em instituições financeiras oficiais, cabendo,
unicamente, à União Federal, mediante lei de caráter nacional, definir as exceções autorizadas pelo
art. 164, § 3º, da Constituição da República. [ADI 2.661 MC, rel. min. Celso de Mello, j. 5-6-2002, P, DJ
de 23-8-2002.]

E aqui vai um esqueminha para você visualizar:

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Disponibilidades da
• Depositadas no Bacen
União

Disponibilidades dos
Estados, DF, Municípios, • Depositadas em instituições financeiras
e órgãos ou entidades oficiais, ressalvados os casos previstos em lei
públicas

Gabarito: Certo

10. CESPE – PGE-AM – Procurador do Estado – 2016


De acordo com a CF, o presidente da República não pode propor alterações ao projeto de lei orçamentária em
relação a matéria cuja votação já tenha se iniciado na comissão mista permanente competente para emitir
parecer no âmbito do Congresso Nacional.
Comentários:
É isso mesmo! Está tudo certo aí!
O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos
projetos (não é na proposta e nem nas leis) a que se refere este artigo enquanto não iniciada (e não finalizada)
a votação (e não a discussão), na Comissão mista (não é no Plenário), da parte cuja alteração é proposta
(somente da parte que está sendo alterada).

Gabarito: Certo

11.CESPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo – 2016


Depende de autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias do estado-membro a admissão ou
contratação de pessoal por sociedade de economia mista estadual.
Comentários:

É! Aumento de despesas com pessoal é coisa séria! 😄 Se quiser aumentar as despesas com pessoal, de
qualquer forma (seja concedendo vantagem ou aumento de remuneração, seja contratando pessoal, seja
criando cargos ou alterando a estrutura de carreiras):

• de Empresas Públicas (EP) e Sociedades de Economia Mista (SEM): não é necessária


autorização específica na LDO;
• de qualquer outro órgão, entidade ou fundação: é necessária autorização específica na LDO.
Agora vejamos a questão: ela pergunta sobre a admissão ou contratação de pessoal por Sociedade de
Economia Mista (SEM). Depende de autorização específica na LDO? NÃO!
A questão diz que sim! E é por isso que ela está errada!

Gabarito: Errado

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12. CESPE – DPE-RN – Defensor Público substituto – 2015


Assinale a opção correta acerca do regime constitucional dos gastos públicos.
A) A existência de prévia autorização legislativa é requisito suficiente para a abertura de crédito suplementar
ou especial.

B) A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para


outra ou de um órgão para outro não depende de prévia autorização legislativa.
C) A instituição de fundos de qualquer natureza pode ser autorizada por decreto do Poder Executivo,
circunstância em que tal ato terá a natureza de decreto autônomo.
D) Para se iniciar investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, basta que esse investimento
esteja previsto na LOA do primeiro exercício financeiro de sua execução.
E) O início de programas e projetos governamentais não será possível sem a inclusão deles na LOA.
Comentários:

Alternativas? SIM! 😃

a) Errada. Para abrir créditos suplementares ou especiais, não basta ter prévia autorização legislativa.
Também é necessário indicar de onde vem o dinheiro para pagar por essas despesas, ou seja, é necessário
indicar a fonte dos recursos.
Isso porque (CF/88):

Art. 167. São vedados:

V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação
dos recursos correspondentes;

b) Errada. Opa. Depende sim. Observe (CF/88):

Art. 167. São vedados:

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação


para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

c) Errada. Instituir fundos por decreto? Nada disso! É por lei!

Art. 167. São vedados:

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

d) Errada. Para se iniciar investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, ele precisa estar
previsto no Plano Plurianual (PPA), porque (CF/88):

Art. 167, § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser
iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime
de responsabilidade.

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e) Correta. É simples: se o programa ou projeto não estiverem incluídos na LOA, não poderão ser
iniciados.

Art. 167. São vedados:

I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

Gabarito: E

13.CESPE – TCE-RN – Auditor – 2015


Segundo a CF, é vedado ao Banco Central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro
Nacional ou a órgão ou entidade que não seja integrante do sistema financeiro.

Comentários:
Literalidade da Constituição Federal. E é por isso que você precisa estar afiado nela! Confira:

Art. 164, § 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro
Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.

O banco central é o banco dos bancos 🏦

Portanto, o banco central pode conceder empréstimos para:

• instituições financeiras: sim!


• órgão ou entidade que não seja instituição financeira: não!
Gabarito: Certo

14. CESPE – Prefeitura de Salvador - BA – Procurador do município – 2015


A exoneração de servidor público estável, se necessária, não gerará direito a indenização, pois o desligamento
visa obter redução dos custos da máquina pública e não produzir mais despesas.
Comentários:
Quem não fará jus a indenização, nesse caso, é o servidor público não estável! Esse só ganha um tapinha
nas costas de consolo mesmo... 😬

O servidor público estável faz jus a indenização sim, correspondente a um mês de remuneração por ano
de serviço. Então, por exemplo, se o servidor tinha 5 anos de serviço, receberá uma indenização de 5 salários.
😉

Gabarito: Errado

15.CESPE – Prefeitura de Salvador - BA – Procurador do município – 2015


Os cargos vagos por conta da dispensa de servidores estáveis serão declarados extintos, sendo vedada a criação
de cargos, empregos ou funções de atribuições iguais ou assemelhadas pelo período de quatro anos.
Comentários:

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Exatamente! Essa quarentena deve ser respeitada! Isso serve para dificultar a utilização desse artifício
(protegendo os servidores estáveis) e para evitar que a Administração “dê uma de espertinha”, extinguindo os
cargos, mas logo depois criando outros iguais ou assemelhados. 😒

Veja como isso aparece na CF/88:

Art. 169, § 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto,
vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de
quatro anos.

Gabarito: Certo

16. CESPE – TJ-PB – Juiz substituto – 2015


A respeito da disciplina constitucional sobre finanças públicas e orçamentos, assinale a opção correta.
A) A fim de adequar-se aos limites legais de despesa com pessoal e evitar a suspensão de repasses federais, o
Estado deverá reduzir despesas com cargos comissionados e funções de confiança, vedada a exoneração de
concursados.

B) É vedada a concessão de empréstimos pelas instituições financeiras públicas para pagamento de despesas
com pessoal ativo e inativo dos estados, do DF e dos municípios.
C) O princípio da anualidade tributária proíbe a aplicação de tributo no mesmo exercício financeiro em que ele
for criado.
D) Compete às duas Casas do Congresso Nacional fixar, por proposta do presidente, na lei orçamentária anual,
os limites globais da dívida consolidada da União, dos estados, do DF e dos municípios.
E) A lei de iniciativa do presidente que instituir o plano plurianual estabelecerá, entre outros temas, as metas
da administração federal, incluindo-se as despesas de capital para o exercício seguinte e as orientações para a
elaboração da lei orçamentária anual.
Comentários:
Vejamos nossas alternativas:
a) Errada. Por mais triste que essa regra seja para você, a exoneração de concursados é possível nessa
situação. Portanto, ela não é vedada. Eis o erro da alternativa. Vejamos a regra constitucional:

Art. 169, § 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação
aos parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou
estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites.

Art. 169, § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo
fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
adotarão as seguintes providências:

I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de
confiança;

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II - exoneração dos servidores não estáveis.

b) Correta. Isso mesmo! É vedado fazer transferência voluntária ou conceder empréstimo para pagar
salários, para pagar despesas com pessoal ativo, inativo ou pensionista! 😤 Veja:

Art. 167. São vedados:

X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de


receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas
com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

c) Errada. Esse é o princípio da anterioridade tributária (e não anualidade). 😉

d) Errada. Isso não compete às duas Casas do Congresso Nacional. Compete somente ao Senado
Federal. Confira aqui:

Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:

VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

e) Errada. Eita! A alternativa misturou disposições do PPA e da LDO.


O PPA, de fato, estabelecerá, entre outros temas, as metas da administração federal, mas não as metas
para as despesas de capital para o exercício seguinte e também não estabelecerá as orientações para a
elaboração da lei orçamentária anual, porque quem faz isso é a LDO! 😄

§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e
metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para
as relativas aos programas de duração continuada.

PPA regional DOM DK ODD PDC

§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública


federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a
elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá
a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

Gabarito: B

17.CESPE – TCE-RN – Auditor – 2015


A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra
ou de um órgão para outro são proibidos se não houver prévia autorização legislativa, exceto no âmbito das
atividades de ciência, tecnologia e inovação, quando o objetivo for viabilizar os resultados de projetos restritos
a essas funções.
Comentários:

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Esse é o princípio da proibição do estorno. Normalmente, o gestor público não pode transpor,
remanejar ou transferir recursos sem autorização legislativa, do contrário toda a finalidade do orçamento
público e do princípio da legalidade estariam em risco. 😬

Porém, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, e com o objetivo de viabilizar os
resultados de projetos restritos a essas funções, a transposição, o remanejamento ou a transferência pode ser feita
sem necessidade da prévia autorização legislativa. 😉

É isso que a regra constitucional nos diz:

§ 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação


para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o
objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo,
sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo.

Lembre-se: ciência, tecnologia e inovação: sem necessidade de prévia autorização (até rima 😅).

Gabarito: Certo

18. CESPE – MEC – Especialista em Regulação da Educação Superior– 2014

As despesas com o pessoal ativo e inativo da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios somente
poderão exceder os limites estabelecidos em lei complementar, quando devidamente justificadas e aprovadas
pelo Ministério Público.
Comentários:
Essa exceção não existe. Eis o disposto na CF/88:

Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

E ponto final! 😤

Gabarito: Errado

19. CESPE – TCE-ES – Auditor – 2012

É conhecida como regra de ouro a vedação, prevista na CF, à realização de operações de créditos que excedam
o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares, ou especiais,
com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta.
Comentários:
Essa é a literalidade da Constituição Federal. Confira:

Art. 167. São vedados:

III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo
Poder Legislativo por maioria absoluta;

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Matematicamente falando:

Regra de ouro: OC £ DK

E grave bem esses requisitos das ressalvas:

• Créditos suplementares ou especiais;


• Finalidade precisa;
• Aprovados por maioria absoluta.
Gabarito: Certo

20. CESPE – UNIPAMPA – Contador – 2013

Na Constituição Federal de 1988, é vedada a realização de operações de crédito que excedam o montante das
despesas de capital, a fim de evitar o desequilíbrio orçamentário, em especial, o déficit das operações correntes.

Comentários:
A famosa regra de ouro! É isso mesmo:

Art. 167. São vedados:

III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo
Poder Legislativo por maioria absoluta;

A mensagem que essa regra passa é que o endividamento só pode ser admitido para a realização de
investimento ou abatimento da dívida. A ideia é evitar o endividamento para financiar despesas correntes.

Por exemplo: já pensou você tomando empréstimos e entrando no cheque especial para pagar despesas corriqueiras,
como alimentação, aluguel, energia, etc? Isso não seria nada bom! 😬 Se sua renda não consegue cobrir nem essas
despesas correntes, é sinal de que sua situação financeira não está nada boa, é sinal de que o orçamento está
desequilibrado.

Então é verdade que a regra de ouro serve para evitar o desequilíbrio orçamentário, em especial, o
déficit das operações correntes.
Gabarito: Certo

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Lista de questões – Cespe


1. CESPE – PGM Manaus – Procurador do Município – 2018

É vedado autorizar a abertura de créditos suplementares no texto da lei orçamentária anual municipal.

2. CESPE – ABIN – Oficial Técnico de Inteligência - Área 1 – 2018

São reservadas à lei de diretrizes orçamentárias disposições sobre exercício financeiro, vigência, prazos,
elaboração e organização do plano plurianual.

3. CESPE – ABIN – Oficial Técnico de Inteligência - Área 1 – 2018

É vedada a prorrogação de vigência de créditos especiais para exercício financeiro diverso daquele em que os
referidos créditos foram autorizados.

4. CESPE – CGM João Pessoa – Auditor – 2018

É vedada a vinculação das receitas próprias geradas pelos impostos municipais à prestação de contragarantia
à União.

5. CESPE – CGM João Pessoa – Auditor – 2018


No âmbito das finanças públicas, é necessária a existência de prévia autorização legislativa para a instituição
de fundos de qualquer natureza.

6. CESPE – TCE-PB – Auditor de Contas Públicas – 2018


No que se refere a vedações constitucionais em matéria orçamentária dispostas nas normas gerais de direito
financeiro da CF, assinale a opção correta.
A) A CF não veda a abertura de crédito suplementar ou especial, mesmo sem a indicação dos recursos
correspondentes e a prévia autorização legislativa.

B) O início de programas e projetos não incluídos na LOA é admitido excepcionalmente pela CF, desde que a
sua execução não ultrapasse a previsão orçamentária fixada no exercício financeiro anterior.
C) A CF veda aos estados e às suas instituições financeiras a realização de transferência voluntária de recursos
aos municípios para pagamento de despesas com pessoal.
D) A LOA permite a inclusão de dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa.

E) A CF admite a edição de medida provisória para a abertura de crédito extraordinário para o atendimento de
despesas imprevisíveis e urgentes, desde que haja autorização prévia do Poder Legislativo.

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7. CESPE – TRT-7ª – Analista judiciário – 2017


De acordo com os dispositivos constitucionais sobre finanças públicas, ordem econômica e financeira, devem
ser disciplinadas por lei complementar matérias como a
A) remessa de lucros ao exterior por empresas de capital estrangeiro.

B) repressão ao abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados.


C) concessão de garantias pelas entidades públicas.
D) emissão de moeda pelo Banco Central do Brasil.

8. CESPE – TCE-PE – Auditor de controle externo – 2017


Além de apresentar harmonia com o plano plurianual e estar voltado para a redução de desigualdades entre as
diversas regiões brasileiras, o orçamento federal de investimento deve conter as previsões de receitas e
despesas de todas as empresas nas quais a União detenha participação societária.

9. CESPE – Prefeitura de Fortaleza – Procurador do município – 2017

As disponibilidades financeiras do município devem ser depositadas em instituições financeiras oficiais,


cabendo unicamente à União, mediante lei nacional, definir eventuais exceções a essa regra geral.

10. CESPE – PGE-AM – Procurador do Estado – 2016

De acordo com a CF, o presidente da República não pode propor alterações ao projeto de lei orçamentária em
relação a matéria cuja votação já tenha se iniciado na comissão mista permanente competente para emitir
parecer no âmbito do Congresso Nacional.

11.CESPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo – 2016


Depende de autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias do estado-membro a admissão ou
contratação de pessoal por sociedade de economia mista estadual.

12. CESPE – DPE-RN – Defensor Público substituto – 2015


Assinale a opção correta acerca do regime constitucional dos gastos públicos.

A) A existência de prévia autorização legislativa é requisito suficiente para a abertura de crédito suplementar
ou especial.
B) A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para
outra ou de um órgão para outro não depende de prévia autorização legislativa.
C) A instituição de fundos de qualquer natureza pode ser autorizada por decreto do Poder Executivo,
circunstância em que tal ato terá a natureza de decreto autônomo.
D) Para se iniciar investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, basta que esse investimento
esteja previsto na LOA do primeiro exercício financeiro de sua execução.
E) O início de programas e projetos governamentais não será possível sem a inclusão deles na LOA.

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13.CESPE – TCE-RN – Auditor – 2015


Segundo a CF, é vedado ao Banco Central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro
Nacional ou a órgão ou entidade que não seja integrante do sistema financeiro.

14. CESPE – Prefeitura de Salvador - BA – Procurador do município – 2015

A exoneração de servidor público estável, se necessária, não gerará direito a indenização, pois o desligamento
visa obter redução dos custos da máquina pública e não produzir mais despesas.

15.CESPE – Prefeitura de Salvador - BA – Procurador do município – 2015


Os cargos vagos por conta da dispensa de servidores estáveis serão declarados extintos, sendo vedada a criação
de cargos, empregos ou funções de atribuições iguais ou assemelhadas pelo período de quatro anos.

16. CESPE – TJ-PB – Juiz substituto – 2015

A respeito da disciplina constitucional sobre finanças públicas e orçamentos, assinale a opção correta.
A) A fim de adequar-se aos limites legais de despesa com pessoal e evitar a suspensão de repasses federais, o
Estado deverá reduzir despesas com cargos comissionados e funções de confiança, vedada a exoneração de
concursados.
B) É vedada a concessão de empréstimos pelas instituições financeiras públicas para pagamento de despesas
com pessoal ativo e inativo dos estados, do DF e dos municípios.
C) O princípio da anualidade tributária proíbe a aplicação de tributo no mesmo exercício financeiro em que ele
for criado.
D) Compete às duas Casas do Congresso Nacional fixar, por proposta do presidente, na lei orçamentária anual,
os limites globais da dívida consolidada da União, dos estados, do DF e dos municípios.
E) A lei de iniciativa do presidente que instituir o plano plurianual estabelecerá, entre outros temas, as metas
da administração federal, incluindo-se as despesas de capital para o exercício seguinte e as orientações para a
elaboração da lei orçamentária anual.

17.CESPE – TCE-RN – Auditor – 2015


A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra
ou de um órgão para outro são proibidos se não houver prévia autorização legislativa, exceto no âmbito das
atividades de ciência, tecnologia e inovação, quando o objetivo for viabilizar os resultados de projetos restritos
a essas funções.

18. CESPE – MEC – Especialista em Regulação da Educação Superior– 2014

As despesas com o pessoal ativo e inativo da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios somente
poderão exceder os limites estabelecidos em lei complementar, quando devidamente justificadas e aprovadas
pelo Ministério Público.

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19. CESPE – TCE-ES – Auditor – 2012


É conhecida como regra de ouro a vedação, prevista na CF, à realização de operações de créditos que excedam
o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares, ou especiais,
com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta.

20. CESPE – UNIPAMPA – Contador – 2013

Na Constituição Federal de 1988, é vedada a realização de operações de crédito que excedam o montante das
despesas de capital, a fim de evitar o desequilíbrio orçamentário, em especial, o déficit das operações correntes.

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Gabarito – Cespe
1. Errado 8. Errado 15. Certo
2. Errado 9. Certo 16. B
3. Errado 10. Certo 17. Certo
4. Errado 11. Errado 18. Errado
5. Certo 12. E 19. Certo
6. C 13. Certo 20. Certo
7. C 14. Errado

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Resumo direcionado
1. Competência legislativa (art. 24)

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:

I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;

II – orçamento; (...)

Tri Fi Pen Ec Ur O

ou

PUFETO

§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas


gerais.

§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar
dos Estados.

§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena,
para atender a suas peculiaridades.

§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe
for contrário.

2. Medidas Provisórias (art. 62)

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias,
com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:

d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares,


ressalvado o previsto no art. 167, § 3º.

É vedada a edição de medidas provisórias sobre qualquer coisa relacionada a orçamento, exceto
sobre créditos extraordinários.

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3. Lei Complementar (art. 163, 165 e 169)


Art. 163. Lei complementar disporá sobre:
I - finanças públicas;
II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades controladas
pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;

V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta;


VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios;
VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as
características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.
Art. 165, § 9º Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano
plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como
condições para a instituição e funcionamento de fundos.
III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados
quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das
programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto no § 11 do art. 166.
Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.
4. Moeda e Banco Central (art. 164)

Art. 164, § 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro
Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.

O banco central é o banco dos bancos 🏦

Disponibilidades da União •Depositadas no Bacen

Disponibilidades dos
Estados, DF, Municípios, e •Depositadas em instituições financeiras oficiais,
órgãos ou entidades ressalvados os casos previstos em lei
públicas

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5. Instrumentos de planejamento governamental – PPA, LDO e LOA (art. 165 e 166)

§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e
metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para
as relativas aos programas de duração continuada.

Metas e Prioridades (MP)

DK para exercício subsequente

LDO Orienta a elaboração da LOA

Dispõe sobre alterações na


legislação tributária

Estabelece a política de aplicação


das ag. financ. oficiais de fomento

Investimento • Empresas estatais independentes

Seguridade Social • PAS (Previdência, Assistência social e Saúde)

Fiscal • "O resto": toda a Adm. Pública, exceto OSS e OI

OF e OI SIM
Reduzir
desigualdades
inter-regionais
OSS NÃO

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Art. 165, § 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório
resumido da execução orçamentária.

RREO • Bimestre (2 meses)

RGF • Quadrimestre (4 meses)

Art. 165, § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação
da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

Art. 166, § 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor
modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão
mista, da parte cuja alteração é proposta.

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos
(não é na proposta e nem nas leis) a que se refere este artigo enquanto não iniciada (e não finalizada) a votação
(e não a discussão), na Comissão mista (não é no Plenário), da parte cuja alteração é proposta (somente da parte
que está sendo alterada).

6. Emendas individuais impositivas (art. 166)

§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro
e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder
Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde.

§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste
artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente
líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação
definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165.

Planejamento Execução

É obrigatória a execução orçamentária e


Aprovadas no limite de financeira das emendas parlamentares
individuais, em montante correspondente a

1,2% da RCL 1,2% da RCL

Prevista no projeto encaminhado pelo Poder


Realizada no exercício anterior
Executivo.

§ 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não serão de execução obrigatória
nos casos dos impedimentos de ordem técnica.

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Orçamento ainda
em discussão (2a 1,2% da RCL
etapa do ciclo prevista no PLOA
orçamentário)
Emendas
não serão de execução
individuais obrigatória nos casos
impositivas dos impedimentos
de ordem técnica
Orçamento já em
1,2% da RCL
execução (3a etapa
realizada no
do ciclo
exercício anterior restos a pagar
orçamentário)
poderão ser
considerados até o
limite de 0,6% da RCL
realizada no exercício
anterior

7. Vedações constitucionais (art. 167)

Art. 167. São vedados:


III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo
Poder Legislativo por maioria absoluta;

Regra de ouro: OC £ DK

O endividamento só pode ser admitido para a realização de investimento ou abatimento da dívida. A


ideia é evitar o endividamento para financiar despesas correntes.
Mas como toda boa regra, há exceção. A regra de ouro pode ser “quebrada”. Grave bem os requisitos
para isso:

• Créditos suplementares ou especiais;


• Finalidade precisa;
• Aprovados por maioria absoluta.

Princípio da não vinculação (não afetação) da receita de impostos

Repartição constitucional do produto da arrecadação dos impostos;


Destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino;
Destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde;
Destinação de recursos para a realização de atividades da administração tributária;
Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita (ARO);
Prestação de garantia ou contragarantia à União e pagamento de débitos para com esta.

Mnemônico:

RESA GaGa 🙏

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VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação


para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

E agora vem a exceção:

Art. 167, § 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de


programação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e
inovação, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do
Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo.

Lembre-se: ciência, tecnologia e inovação: sem necessidade de prévia autorização (rimou 😅).

VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da
seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive
dos mencionados no art. 165, § 5º;

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de


receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas
com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para
a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de
que trata o art. 201.

Os recursos provenientes dessas contribuições não podem ser utilizados para pagar algo diferente do
benefício do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Ou seja: esses recursos são utilizados para pagar os
benefícios do RGPS. Que contribuições são essas:

• Contribuição social do empregador sobre a folha de salários;


• Contribuição social do trabalhador e dos demais segurados da previdência social.

Art. 167, § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser
iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime
de responsabilidade.

Art. 167, § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício,
caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício
financeiro subsequente.

Os créditos adicionais especiais e extraordinários autorizados nos últimos quatro meses do exercício
podem ser reabertos no exercício seguinte nos limites de seus saldos e viger até o término desse exercício
financeiro.

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8. Recursos destinados aos órgãos dos demais Poderes (art. 168)


Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos
suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério
Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na
forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

A CF/88 acaba definindo o cronograma mensal de desembolso dos Poderes Legislativo e Judiciário, do
Ministério Público e da Defensoria Pública.

9. Despesas com pessoal (art. 169)


9.1. Aumento de despesas com pessoal

Se quiserem aumentar as despesas com pessoal, seja concedendo vantagem ou aumento de


remuneração, seja contratando pessoal, seja criando cargos ou alterando a estrutura de carreiras:

• de Empresas Públicas (EP) e Sociedades de Economia Mista (SEM): não é necessária


autorização específica na LDO;
• de qualquer outro órgão, entidade ou fundação: é necessária autorização específica na LDO.
9.2. Não observância dos limites de despesas com pessoal

§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei
complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as
seguintes providências:

I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de
confiança;

II - exoneração dos servidores não estáveis.

§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o
cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá
perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade
funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.

§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente
a um mês de remuneração por ano de serviço.

§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a
criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos.

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Aula 6 – Ciclo orçamentário 2


AFO p/ TCE-RJ
Prof. Sérgio Machado
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Sumário
EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA ........................................................................................... 4

DESCENTRALIZAÇÃO DE CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS ................................................................................................... 7


SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL .......................................................................................... 12
Finalidades .................................................................................................................................................... 12
Papel dos agentes do Sistema De Planejamento e de Orçamento Federal ........................................................ 13
Sistema de Administração Financeira Federal ................................................................................................. 16
PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA ........................................................................................................ 19
CONTINGENCIAMENTO DE GASTOS ......................................................................................................................... 25

CONTROLE E AVALIAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA .................................................................... 32

QUESTÕES COMENTADAS - CESPE........................................................................................................39

LISTA DE QUESTÕES - CESPE ................................................................................................................ 51

GABARITO - CESPE ................................................................................................................................ 54

RESUMO DIRECIONADO ........................................................................................................................ 55

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Dica de um concursado para um concurseiro


Tenha um sistema de cores, sendo que cada uma representa alguma coisa para você. Para ilustrar, eu vou
colocar o sistema que eu, professor Sérgio, utilizava:

• Vermelho: vedações, proibições, ressalvas negativas. Por exemplo: “é permitido blá blá, exceto
blá blá...”
• Verde: permissões, ressalvas positivas. Por exemplo: “é vedado blá blá, exceto blá blá...”
• Laranja: obrigações, necessidades, deveres, algo indispensável. Por exemplo: “a Administração
deve, obrigatoriamente, ...”
• Azul claro: faculdades (algo facultativo), discricionariedades (algo discricionário). Por exemplo:
“ao contribuinte é facultado...”
Se você não estuda com papel, ou seja, estuda em mídias digitais, não tem problema. Você pode utilizar
um sistema do mesmo jeito.
Observação: dê preferência a marcadores (de texto) amarelos.

Tenha um sistema de cores 🌈

Mentalidade dos campeões 🏆


Uma chave importante para o sucesso é a autoconfiança. Uma chave importante para a autoconfiança é a
preparação.

@profsergiomachado

@prof.marcelguimaraes

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Continuando o nosso estudo sobre ciclo orçamentário (ou processo orçamentário), agora estudaremos
a sua terceira e quarta fase, quais sejam:
3. Execução orçamentária;
4. Controle e avaliação da execução orçamentária.

Lembrando que o Poder Executivo elabora e executa, enquanto o Poder Legislativo vota e controla. 😄
Nosso orçamento é do tipo misto!

•Legislativo •Executivo

Controle e Elaboração
avaliação

Discussão,
Execução votação,
aprovação

•Executivo •Legislativo

Sem mais delongas, vamos ao que interessa! 😅

Execução orçamentária e financeira


Muito bem! O Poder Executivo elaborou a proposta orçamentária, o projeto de lei orçamentária foi
discutido, votado, aprovado, sancionado e (finalmente) publicado. Agora chegou a hora de colocar a mão na
massa, de executar o orçamento, de arrecadar receitas e realizar despesas! E é o Poder Executivo quem irá
fazer a execução. Executivo. Execução. Entendeu o nome agora? 😏

“Beleza, mas que execução, professores?” 🤔

Execução orçamentária e financeira!

Lembrou de algo? Talvez do nome da nossa matéria? Administração financeira e orçamentária... 😄

A execução orçamentária é a utilização das dotações dos créditos orçamentários consignados na Lei
Orçamentária Anual (LOA). Ela é mais restrita e está relacionada ao orçamento público aprovado, ao
planejamento e execução desse planejamento, a receitas e despesas orçamentárias daquele exercício
financeiro.

A execução financeira, por sua vez, é a utilização de recursos financeiros, com o objetivo de realizar
aquilo que foi colocado no orçamento (no planejamento). Portanto, ela é mais ampla e está relacionada com
dinheiro, pagamentos, arrecadação, entrada e saída de recursos do caixa, sejam eles orçamentários ou
extraorçamentários.

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Portanto, sempre que você ver a palavra “financeiro” associe a dinheiro 💵 e sempre que ver a palavra
“orçamentário” associe ao orçamento público 📓.

Execução • Orçamento público, execução do planejamento


orçamentária 📓

Execução • Dinheiro, pagamentos, arrecadação


financeira 💵

E aqui vai um segredinho: a execução orçamentária e a execução financeira ocorrem


concomitantemente! Elas andam juntas, de mãos dadas! Afinal, de que adianta ter dotação (e autorização) no
orçamento, se não há recursos para realiza-la? E de que adianta haver recursos se não há autorização? Lembre-
se de que a Administração Pública só está autorizada a executar aquilo que está no orçamento, pois ela está
sujeita ao princípio da legalidade!

Questões para fixar


CESPE – TCE-PR – Analista de Controle – 2016

A execução orçamentária corresponde à utilização dos recursos financeiros para a realização das ações orçamentárias
atribuídas a determinada unidade.

Comentários:

Saiba diferenciar: a execução orçamentária é a utilização das dotações dos créditos orçamentários consignados na Lei
Orçamentária Anual (LOA). A execução financeira é que corresponde à utilização dos recursos financeiros para a
realização das ações orçamentárias atribuídas a determinada unidade.

Gabarito: Errado

Beleza!
Então estamos na execução. E agora? O que é mesmo que se faz dentro dessa fase? Quais são as etapas?

Bom, primeiro vamos planejar um pouco. Comecemos o processo de planejamento. Nós já temos a
nossa despesa fixada. Sabemos qual é o nosso limite de gastos, que estão incluídos nas leis orçamentárias com
base nas receitas previstas, a serem efetuados pelas entidades públicas.
Em seguida ocorrem as descentralizações de créditos orçamentários. As descentralizações de créditos
orçamentários ocorrem quando for efetuada movimentação de parte do orçamento, mantidas as
classificações institucional, funcional, programática e econômica, para que outras unidades administrativas
possam executar a despesa orçamentária (veremos mais sobre isso daqui a pouco!). 😉

“Pronto, professores. Já se sabe o limite de gastos e os créditos já foram descentralizados, agora as unidades
gestoras já podem começar a gastar, não é?” 😃

Opa! Não tão rápido! 😄

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Imagine que você é o gestor de um órgão público com 100 funcionários e que recebeu uma dotação de R$ 1.000.000,00
para esse exercício financeiro. Seu órgão também precisa realizar uma obra no mês de outubro E aí? Você vai gastar logo
todo esse crédito nos primeiros meses do ano? Claro que não. A obra é só em outubro e os funcionários devem receber
suas remunerações ao longo de todo o exercício financeiro! Até porque você não arrecada todas as receitas nos primeiros
meses do ano. Elas são arrecadadas ao longo de todo o exercício financeiro. Então, não seria interessante se você fizesse
uma programação orçamentária e financeira? 😏

É justamente isso que acontece! A programação orçamentária e financeira consiste na compatibilização


do fluxo dos pagamentos com o fluxo dos recebimentos, visando ao ajuste da despesa fixada às novas
projeções de resultados e da arrecadação.

Só que a Administração também não pode sair contratando e pagando quem ela bem entender. 🤔 As
obras, serviços, compras, alienações, concessões, permissões e locações da Administração Pública, quando
contratadas com terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas
em lei (especialmente na Lei 8.666/93).
Pronto! Essa foi a nossa etapa de planejamento da execução. Agora sim estamos prontos para executar,
de fato, o nosso orçamento. As despesas serão empenhadas, ficarão em liquidação, serão liquidadas e
finalmente pagas. As receitas serão lançadas (ou não), arrecadadas e recolhidas. É isso que acontece na etapa
de execução!
Em seguida, vem a etapa de controle e avaliação da execução orçamentária. O detalhe é que ela não
ocorre necessariamente após a execução. Existem três momentos do controle: prévio, concomitante e
posterior.

Essas, na verdade, são as etapas da despesa orçamentária, previstas no MCASP 8ª edição, resumidas no
esquema abaixo:

Descentraliz. Programação
Fixação da Licitação e
Planejamento despesa
de créd. orçament. e
Contratação
orçament. financ.

Execução Em
Empenho Liquidação Pagamento
(da despesa) liquidação

Controle

“Beleza, professores! Entendi. Mas o que é que eu tenho mesmo que saber sobre a etapa de execução do ciclo
orçamentário?” 🧐

Bom, você que entender os seguintes três tópicos (e é sobre eles que nós vamos conversar a seguir):
1. Descentralização de créditos orçamentários
2. Programação Orçamentária e Financeira
3. Contingenciamento de Gastos

Vamos lá?

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Descentralização de créditos orçamentários


Ok! O que é a descentralização de créditos orçamentários?
É a transferência, por uma unidade orçamentária ou administrativa para outra unidade, do poder de
utilizar créditos que lhe foram dotados ou àquelas transferidos.
“Espera aí, espera aí, professores. Unidade orçamentária ou administrativa? O que é isso?”
Bem, existem: unidades orçamentárias, unidades administrativas e unidades gestoras.

• Unidade Orçamentária (UO): segmento da administração direta a que o orçamento da União


consigna dotações especificas para a realização de seus programas de trabalho e sobre os quais
exerce o poder de disposição. São as UOs que recebem dotações. Se você consultar a LOA,
encontrará dotações ao lado do nome da UO;

Ressalte-se que uma unidade orçamentária não necessariamente corresponde a uma estrutura administrativa, como
ocorre, por exemplo, com alguns fundos especiais e com as unidades orçamentárias “Transferências a Estados, Distrito
Federal e Municípios”, “Encargos Financeiros da União”, “Operações Oficiais de Crédito”, “Refinanciamento da Dívida
Pública Mobiliária Federal” e “Reserva de Contingência”.

• Unidade Administrativa (UA): segmento da administração direta ao qual a lei orçamentária


anual não consigna recursos e que depende de destaques ou provisões para executar seus
programas de trabalho;
• Unidade Gestora (UG): pode ser uma UO ou uma UA. Realiza atos de gestão orçamentária,
financeira e patrimonial.
A Lei 4.320/64 também define Unidade Orçamentária (UO):

Art. 14. Constitui unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou
repartição a que serão consignadas dotações próprias.

Parágrafo único. Em casos excepcionais, serão consignadas dotações a unidades administrativas


subordinadas ao mesmo órgão.

Beleza, agora vamos repetir: descentralização de créditos orçamentários é a transferência, por uma
unidade orçamentária ou administrativa para outra unidade, do poder de utilizar créditos que lhe foram
dotados ou àquelas transferidos.
Então, a unidade orçamentária ou administrativa recebeu uma dotação, ou seja, o poder de utilizar
créditos. Transferiu esse poder? Pronto, estamos diante de uma descentralização de créditos orçamentários.
Tranquilo, não é? 😅

Portanto, as descentralizações de créditos orçamentários ocorrem quando for efetuada movimentação


de parte do orçamento, mantidas as classificações institucional, funcional, programática e econômica, para
que outras unidades administrativas possam executar a despesa orçamentária. As dotações serão
empregadas obrigatória e integralmente na consecução do objetivo previsto pelo programa de trabalho
pertinente, respeitadas fielmente a classificação funcional e a estrutura programática. Conclusão: quase
tudo permanece igual! A única diferença é que a execução da despesa orçamentária será realizada por outro
órgão ou entidade. 😄

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As descentralizações de créditos orçamentários também não se confundem com transferências e


transposição, pois:
a. Não modificam a programação ou o valor de suas dotações orçamentárias (créditos adicionais); e
b. Não alteram a unidade orçamentária (classificação institucional) detentora do crédito orçamentário
aprovado na lei orçamentária ou em créditos adicionais.

Preste atenção!
Quando há descentralização de créditos orçamentários, as classificações institucional, funcional,
programática e econômica não se alteram! Elas são mantidas!

Agora é que vem o importante:

• quando a descentralização ocorrer da unidade central de programação orçamentária para órgãos


setoriais contemplados diretamente no orçamento, tem-se a figura da dotação.

• Quando envolver unidades gestoras de um mesmo órgão tem-se a descentralização interna,

também chamada de provisão.


• Se, porventura, ocorrer entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente,
ter-se-á uma descentralização externa, também denominada de destaque.

Prestou atenção nas marcações? 😏 É isso que você vai usar para memorizar. Letra “i” de descentralização
interna e provisão. Letra “e” de descentralização externa e destaque.
Só mais uma informação: quem possui a competência legal em matéria orçamentária é o MPOG –
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e a realiza através da SOF – Secretaria de Orçamento
Federal. A competência financeira é legalmente atribuída ao MF – Ministério da Fazenda que a exerce através
da STN – Secretaria do Tesouro Nacional1.
Esses (MPOG e STN) são os órgãos centrais do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal e do
Sistema de Administração Financeira Federal (SIAF), respectivamente. Abaixo dos órgãos centrais, estão os
órgãos setoriais. Na elaboração da proposta orçamentária, cabe às unidades orçamentárias (UO) elaborar e
apresentar ao órgão central de orçamento a programação orçamentária detalhada da despesa por programa,
ação e subtítulo.
Agora, lembre-se ainda estamos na descentralização orçamentária. Estamos somente movimentando
parte do orçamento. Estamos somente transferindo o poder de utilizar créditos. Não há nada de
transferências financeiras (transferências de recursos, de dinheiro) ainda! 😉

Ok! Então ficamos assim:

1
PALUDO, Augustinho. Orçamento público, AFO e LRF, 5ª edição, editora Método, 2015.

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Beleza. Agora que a unidade gestora já tem o poder de utilizar créditos, falta ela ter os recursos, o
dinheiro, a “bufunfa”! 😂 É agora que acontece a descentralização de recursos.

Aqui é o seguinte:

• A descentralização de recursos financeiros pela STN (órgão central) é denominada Cota.


• Quando a descentralização envolver unidades gestoras de um mesmo órgão tem-se a
descentralização interna, também chamada de sub-repasse.
• Se, porventura, ocorrer entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente,
ter-se-á uma descentralização externa, também denominada de repasse.

“Esse aí não tem a letra “i” e a letra “e” para diferenciar, professores. Como é que eu vou memorizar?” 😣

Simples. Quando é interna, é uma coisa menor. Por isso, é sub-repasse. Quando é externa, é uma coisa
maior. Por isso, é repasse. 😅

Veja o seguinte:

• Em matéria orçamentária, fala-se de “dotação”, “crédito”, “despesa”, “empenho”, “provisão”,


“destaque”;
• Em matéria financeira, fala-se de “cota”, “recursos”, “receitas”, “ingressos”, “ordem bancária”,
“sub-repasse”, “repasse”.
É interessante saber também que: um sub-repasse está associado a uma provisão anteriormente
concedida, enquanto que um repasse está associado a um destaque anteriormente concedido. Ou seja: um sub-
repasse vem de uma provisão. E um repasse vem de um destaque. Primeiro a descentralização orçamentária,
depois a transferência financeira. 😃

Mas atenção: uma transferência financeira não decorre necessariamente de uma descentralização
orçamentária! Vamos falar novamente, só que em outras palavras: uma descentralização orçamentária não é
pré-requisito indispensável para a execução de uma descentralização financeira. A transferência financeira

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pode vir de um convênio, por exemplo. Nesse caso há somente transferência financeira, sem descentralização
orçamentária! 😉 Resumindo: descentralização orçamentária e descentralização de recursos não estão
necessariamente relacionados!

Preste atenção!
Um sub-repasse vem de uma provisão. E um repasse vem de um destaque. Mas descentralização
orçamentária e descentralização de recursos não estão necessariamente relacionados!

Ficamos assim, então:

Pronto! Agora que vimos tudo isso, vamos lhe passar o bizú: a questão vai tentar lhe confundir, trocar
“destaque” por “repasse”, “provisão” por “sub-repasse”, “dotação” por “cota”. Por isso, o mais importante é
você saber distinguir a descentralização orçamentária e a transferência de recursos. Por isso, fizemos essa
tabelinha para você:
DESCENTRALIZAÇÃO DE
CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS
Descentralização TRANSFERÊNCIAS FINANCEIRAS
(transferência do poder de utilizar
créditos)
Instrumento Dotação Cota

Interna Provisão Sub-repasse

Externa Destaque Repasse

Você vai resolver muuuuitas questões só com isso! Quer ver? 😄

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Questões para fixar


IADES – APEX Brasil – Analista – 2018

A programação financeira, prevista no artigo 8° da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n° 101/2000), ocorre
durante a fase de execução do ciclo orçamentário. Acerca do processo de descentralização financeira, assinale a
alternativa correta.

A) A liberação dos recursos, em consonância com o cronograma de desembolso, se dá por meio da dotação.

B) O repasse é a movimentação externa de recursos financeiros, recebidos na forma de cota, entre unidades orçamentárias
pertencentes a estruturas administrativas diferentes, por exemplo, de um ministério para outro.

C) A descentralização financeira consiste na movimentação de recursos financeiros, sendo realizada por meio de
procedimentos denominados dotação, destaque e provisão.

D) A descentralização interna de recursos financeiros ocorre quando os recursos são transferidos de uma unidade
orçamentária para uma unidade administrativa a ela vinculada, sempre por meio de provisão.

E) A cota constitui o ato pelo qual os créditos do orçamento são consignados às unidades orçamentárias.

Comentários:

Hum! Questão que engloba muito sobre o que conversamos. Veja como a questão é feita somente trocando os nomes.
Vamos às alternativas:

a) Errada. A liberação dos recursos se dá por meio de cota (dotação é como se dá a descentralização orçamentária).

b) Correta. Tudo certo aí!

c) Errada. A descentralização financeira consiste na movimentação de recursos financeiros, sendo realizada por meio de
procedimentos denominados cota, repasse e sub-repasse.

d) Errada. A descentralização interna de recursos financeiros é feita por meio de sub-repasse. Falou em recursos
financeiros, estamos falando de transferências financeiras: cota, repasse e sub-repasse.

e) Errada. A dotação é que constitui o ato pelo qual os créditos do orçamento são consignados às unidades orçamentárias.

Gabarito: B

CESPE – TCE-SC – Auditor Fiscal de Controle Externo – 2016

Denomina-se repasse a transferência de parte do crédito orçamentário de uma unidade gestora para entidade integrante
da estrutura administrativa de órgão público diverso.

Comentários:

Viu? É só trocar as bolas e a questão está pronta. Na verdade, denomina-se destaque a transferência de parte do crédito
orçamentário de uma unidade gestora para entidade integrante da estrutura administrativa de órgão público diverso.
Repasse é quando estamos falando de transferências financeiras.

Gabarito: Errado

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Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal


Para nos preparar para qualquer questão que venha em nossa direção, temos que conhecer o Sistema de
Planejamento e de Orçamento Federal. Esse tema é mais comum em concursos federais, mas também aparece
em concursos estaduais e municipais.
A base para estudar esse assunto está na Lei nº 10.180/01 e no Manual Técnico de Orçamento (MTO).

Finalidades
Conforme a Lei nº 10.180/01:

Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade:

I - formular o planejamento estratégico nacional;

II - formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social;

III - formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais;

IV - gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal;

V - promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, visando a compatibilização


de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e municipal.

Art. 3º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração,


acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e
pesquisas socioeconômicas.

Art. 4º Integram o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal:

I - o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, como órgão central; (Conforme comentamos:


o órgão central do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal é o MPOG);

II - órgãos setoriais;

III - órgãos específicos.

§ 1º Os órgãos setoriais são as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios, da Advocacia-Geral


da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.

§ 2º Os órgãos específicos são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema, cuja missão
está voltada para as atividades de planejamento e orçamento.

§ 3º Os órgãos setoriais e específicos ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão
central do Sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem
integrados.

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§ 4º As unidades de planejamento e orçamento das entidades vinculadas ou subordinadas aos Ministérios


e órgãos setoriais ficam sujeitas à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central e também,
no que couber, do respectivo órgão setorial.

§ 5º O órgão setorial da Casa Civil da Presidência da República tem como área de atuação todos os órgãos
integrantes da Presidência da República, ressalvados outros determinados em legislação específica.

Art. 5º Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes, as unidades responsáveis
pelos seus orçamentos ficam sujeitas à orientação normativa do órgão central do Sistema.

Art. 6º Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes e órgãos da
Administração Pública Federal, os órgãos integrantes do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal
e as unidades responsáveis pelo planejamento e orçamento dos demais Poderes realizarão o
acompanhamento e a avaliação dos planos e programas respectivos.

Papel dos agentes do Sistema De Planejamento e de Orçamento Federal


Quais são os agentes do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal? E quais são os seus papéis?
O que eles fazem? É o que veremos agora! 😄

Secretaria de Orçamento Federal (SOF)

O trabalho desenvolvido pela SOF, no cumprimento de sua missão institucional, tem sido norteado por
um conjunto de competências, descritas no art. 9º do Anexo I do Decreto nº 9.035, de 20 de abril de 2017, e
amparado no art. 8º da Lei nº 10.180, de 2001, assim relacionadas:
Art. 9º À Secretaria de Orçamento Federal compete:
I - coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração da lei de diretrizes orçamentárias e da proposta
orçamentária da União, compreendidos os orçamentos fiscal e da seguridade social;
II - estabelecer as normas necessárias à elaboração e à implementação dos orçamentos federais sob sua
responsabilidade;
III - acompanhar a execução orçamentária, sem prejuízo da competência atribuída a outros órgãos;

IV - realizar estudos e pesquisas concernentes ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento do processo


orçamentário federal;

V - orientar, coordenar e supervisionar tecnicamente os órgãos setoriais de orçamento;


VI - exercer a supervisão da Carreira de Analista de Planejamento e Orçamento, em articulação com a
Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos, observadas as diretrizes do Comitê de Gestão das
Carreiras do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão;
VII - estabelecer as classificações orçamentárias da receita e da despesa;
VIII - acompanhar e avaliar o andamento da despesa pública e de suas fontes de financiamento e
desenvolver e participar de estudos econômico-fiscais voltados ao aperfeiçoamento do processo de
alocação de recursos;
IX - acompanhar, avaliar e realizar estudos sobre as políticas públicas e a estrutura do gasto público; e

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X - acompanhar e propor, no âmbito de suas atribuições, normas reguladoras e disciplinadoras relativas às


políticas públicas em suas diferentes modalidades.
Essa missão pressupõe uma constante articulação com os agentes envolvidos na tarefa de elaboração
das propostas orçamentárias setoriais das diversas instâncias da Administração Pública Federal e dos demais
Poderes da União.

Órgão Setorial

O órgão setorial desempenha o papel de articulador no âmbito da sua estrutura, coordenando o


processo decisório no nível subsetorial (UO). Sua atuação no processo orçamentário envolve:

• estabelecimento de diretrizes setoriais para elaboração e alterações orçamentárias;


• definição e divulgação de instruções, normas e procedimentos a serem observados no âmbito do
órgão durante o processo de elaboração e alteração orçamentária;
• avaliação da adequação da estrutura programática e mapeamento das alterações necessárias;
• coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento das informações constantes do
cadastro de programas e ações;
• fixação, de acordo com as prioridades setoriais, dos referenciais monetários para apresentação
das propostas orçamentárias e dos limites de movimentação e empenho e de pagamento de suas
respectivas UO;
• análise e validação das propostas e das alterações orçamentárias de suas UOs; e
• consolidação e formalização da proposta e das alterações orçamentárias do órgão.
Por isso, considera-se que os órgãos setoriais fazem a ligação, a ponte, o meio de campo entre a SOF e a
UO. 😉

Órgãos
SOF UO
setoriais

Unidade Orçamentária (UO)

As UOs, apesar de não integrarem o Sistema de Planejamento e Orçamento previsto no caput do art. 4º
da Lei nº 10.180, de 2001, ficam sujeitas à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central e
também, no que couber, do respectivo órgão setorial, e desempenham o papel de coordenação do processo
de elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação, integrando e articulando o trabalho das
suas unidades administrativas, tendo em vista a consistência da programação de sua unidade.

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As UOs são responsáveis pela apresentação da programação orçamentária detalhada da despesa por
programa, ação e subtítulo. Sua atuação no processo orçamentário compreende:

• estabelecimento de diretrizes no âmbito da UO para elaboração da proposta e alterações


orçamentárias;
• estudos de adequação da estrutura programática;
• formalização, ao órgão setorial, da proposta de alteração da estrutura programática sob a
responsabilidade de suas unidades administrativas;
• coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento das informações constantes do
cadastro de ações orçamentárias;
• fixação dos referenciais monetários para apresentação das propostas orçamentárias e dos limites
de movimentação e empenho e de pagamento de suas respectivas unidades administrativas;
• análise e validação das propostas orçamentárias das unidades administrativas; e
• consolidação e formalização de sua proposta orçamentária.

Lembre-se: são as UOs que recebem dotações na Lei Orçamentária Anual (LOA)! 😄

Resumindo

Secretaria de Orçamento Federal (SOF)

Constante articulação com os agentes envolvidos na tarefa de elaboração das propostas


orçamentárias setoriais. Orientar, coordenar e supervisionar tecnicamente os órgãos setoriais.
Estabelecer as classificações orçamentárias da receita e da despesa.

Órgãos Setoriais

Órgãos setoriais fazem a ligação, a ponte, o meio de campo entre a SOF e a UO. Papel de
articulador no âmbito da sua estrutura. Estabelecimento de diretrizes setoriais

Unidade Orçamentária (UO)

Segmento da administração direta a que o orçamento da União consigna dotações especificas.


Coordenação do processo de elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação,
integrando e articulando o trabalho das suas unidades administrativas.

Unidade Administrativa (UA)

Segmento da administração direta ao qual a lei orçamentária anual não consigna recursos e
que depende de destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho

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Sistema de Administração Financeira Federal


Os tópicos anteriores trataram do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal. Agora nós vamos
falar sobre o Sistema de Administração Financeira Federal.
O assunto também é abordado na Lei nº 10.180/01, por isso algumas questões simplesmente trocam as
finalidades e competências desses dois sistemas (fazer uma questão assim é muito fácil, não é? 😅).

Portanto, você tem que saber diferenciar esses sistemas. Nossa dica é parecida com aquela sobre
execução orçamentária e execução financeira, observe:

• Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal: está relacionado a atividades de orçamento


e planejamento. Portanto, se você perceber que a questão versar sobre execução orçamentária,
classificações orçamentárias, elaboração, implementação e supervisão dos orçamentos, planos e
programas, então ela está falando sobre o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal.
Associe ao orçamento público 📓;
• Sistema de Administração Financeira Federal: está relacionado ao equilíbrio financeiro do
Governo Federal, a atividades de programação financeira da União, a direitos e haveres, garantias
e obrigações de responsabilidade do Tesouro Nacional. Portanto, se a questão versar sobre
equilíbrio financeiro do Tesouro Nacional, haveres financeiros e mobiliários, programação
financeira, dívida, operações de crédito, então a questão está falando sobre o Sistema de
Administração Financeira Federal. Associe a dinheiro 💵.

Agora, vamos ver a legislação na íntegra (compare as informações sobre os dois sistemas, sempre tendo
em mente a dica que acabamos de dar 😄):

Seção I

Do Planejamento Federal

Art. 7º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de planejamento:

I - elaborar e supervisionar a execução de planos e programas nacionais e setoriais de desenvolvimento


econômico e social;

II - coordenar a elaboração dos projetos de lei do plano plurianual e o item, metas e prioridades da
Administração Pública Federal, integrantes do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, bem como de
suas alterações, compatibilizando as propostas de todos os Poderes, órgãos e entidades integrantes da
Administração Pública Federal com os objetivos governamentais e os recursos disponíveis;

III - acompanhar física e financeiramente os planos e programas referidos nos incisos I e II deste artigo,
bem como avaliá-los, quanto à eficácia e efetividade, com vistas a subsidiar o processo de alocação de
recursos públicos, a política de gastos e a coordenação das ações do governo;

IV - assegurar que as unidades administrativas responsáveis pela execução dos programas, projetos e
atividades da Administração Pública Federal mantenham rotinas de acompanhamento e avaliação da sua
programação;

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V - manter sistema de informações relacionados a indicadores econômicos e sociais, assim como


mecanismos para desenvolver previsões e informação estratégica sobre tendências e mudanças no âmbito
nacional e internacional;

VI - identificar, analisar e avaliar os investimentos estratégicos do Governo, suas fontes de financiamento


e sua articulação com os investimentos privados, bem como prestar o apoio gerencial e institucional à sua
implementação;

VII - realizar estudos e pesquisas socioeconômicas e análises de políticas públicas;

VIII - estabelecer políticas e diretrizes gerais para a atuação das empresas estatais.

Parágrafo único. Consideram-se empresas estatais, para efeito do disposto no inciso VIII, as empresas
públicas, as sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas e demais empresas em que a
União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.

Seção II

Do Orçamento Federal

Art. 8º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de orçamento:

I - coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração dos projetos da lei de diretrizes orçamentárias e


da lei orçamentária da União, compreendendo os orçamentos fiscal, da seguridade social e de
investimento das empresas estatais;

II - estabelecer normas e procedimentos necessários à elaboração e à implementação dos orçamentos


federais, harmonizando-os com o plano plurianual;

III - realizar estudos e pesquisas concernentes ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento do processo


orçamentário federal;

IV - acompanhar e avaliar a execução orçamentária e financeira, sem prejuízo da competência atribuída


a outros órgãos;

V - estabelecer classificações orçamentárias, tendo em vista as necessidades de sua harmonização com


o planejamento e o controle;

VI - propor medidas que objetivem a consolidação das informações orçamentárias das diversas esferas
de governo.

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Agora vejamos Sistema de Administração Financeira Federal:

TÍTULO III

DO SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA FEDERAL

CAPÍTULO I

DAS FINALIDADES

Art. 9º O Sistema de Administração Financeira Federal visa ao equilíbrio financeiro do Governo Federal,
dentro dos limites da receita e despesa públicas.

CAPÍTULO II

DA ORGANIZAÇÃO E DAS COMPETÊNCIAS

Art. 10. O Sistema de Administração Financeira Federal compreende as atividades de programação


financeira da União, de administração de direitos e haveres, garantias e obrigações de responsabilidade
do Tesouro Nacional e de orientação técnico-normativa referente à execução orçamentária e financeira.

Art. 11. Integram o Sistema de Administração Financeira Federal:

I - a Secretaria do Tesouro Nacional, como órgão central; (Conforme comentamos: o órgão central do
Sistema de Planejamento e Orçamento Federal é a STN)

II - órgãos setoriais.

§ 1º Os órgãos setoriais são as unidades de programação financeira dos Ministérios, da Advocacia-Geral


da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.

§ 2º Os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do
Sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados.

Art. 12. Compete às unidades responsáveis pelas atividades do Sistema de Administração Financeira
Federal:

I - zelar pelo equilíbrio financeiro do Tesouro Nacional;

II - administrar os haveres financeiros e mobiliários do Tesouro Nacional;

III - elaborar a programação financeira do Tesouro Nacional, gerenciar a Conta Única do Tesouro Nacional
e subsidiar a formulação da política de financiamento da despesa pública;

IV - gerir a dívida pública mobiliária federal e a dívida externa de responsabilidade do Tesouro Nacional;

V - controlar a dívida decorrente de operações de crédito de responsabilidade, direta e indireta, do


Tesouro Nacional;

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VI - administrar as operações de crédito sob a responsabilidade do Tesouro Nacional;

VII - manter controle dos compromissos que onerem, direta ou indiretamente, a União junto a entidades
ou organismos internacionais;

VIII - editar normas sobre a programação financeira e a execução orçamentária e financeira, bem como
promover o acompanhamento, a sistematização e a padronização da execução da despesa pública;

IX - promover a integração com os demais Poderes e esferas de governo em assuntos de administração e


programação financeira.

Programação Orçamentária e Financeira


Muito bem! A programação orçamentária e financeira consiste na compatibilização do fluxo dos
pagamentos com o fluxo dos recebimentos, visando ao ajuste da despesa fixada às novas projeções de
resultados e da arrecadação.

Todos nós fazemos isso. Examinamos o quanto e quando nós iremos receber algum dinheiro e então programamos os
nossos gastos. Por exemplo: você passou no concurso dos seus sonhos e já fez os cálculos de quanto você vai receber
durante todo aquele ano: R$ 100.000,00! 🤩

Você vai comprar aquele carrão de R$ 100.000,00 logo em janeiro? É claro que não! Você não recebe os R$ 100.000,00 de
uma vez só. Você recebe ao longo dos meses! Então você tem que programar a compra desse carrão. 😄

Quer outro exemplo: a Administração sabe que em abril irá receber muito dinheiro vindo de impostos. Então talvez não
seja uma boa ideia realizar aquela obra gigante antes de abril. Melhor fazer essa programação orçamentária e financeira
aí! 😄

Essa preocupação com o equilíbrio, o “timing”, entre receitas e despesas já existe desde a Lei 4.320/64.
Olha só como era essa regra:

TÍTULO VI
Da Execução do Orçamento
CAPÍTULO I
Da Programação da Despesa

Art. 47. Imediatamente após a promulgação da Lei de Orçamento e com base nos limites nela fixados,
o Poder Executivo aprovará um quadro de cotas trimestrais da despesa que cada unidade orçamentária
fica autorizada a utilizar.

Portanto, logo após (imediatamente após, não era 30 dias depois) a promulgação da Lei Orçamentária
Anual (LOA), o governo liberava esse quadro de cotas trimestrais.

“Mas o que era esse quadro, professores?” 🤔

Vamos explicar com um exemplo:

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Imagine que a Unidade Orçamentária X recebeu uma dotação orçamentária de R$ 12.000,00 para o ano todo e o governo
achou interessante dividir essa dotação proporcionalmente entre os trimestres do ano. Portanto, dividindo R$ 12.000,00
por 4 trimestres, temos que em cada trimestre a Unidade Orçamentária X fica autorizada a utilizar R$ 3.000,00.

Simplificadamente, o quadro será mais ou menos assim:


Trimestre Cota
1º R$ 3.000,00

2º R$ 3.000,00

3º R$ 3.000,00

4º R$ 3.000,00

Pronto! Só isso! 😅

“Tá certo. Mas pra que isso, professores? Qual era o objetivo dessas cotas?” 🧐

Essa nós vamos deixar que a Lei 4.320/64 responda para você:

Art. 48 A fixação das cotas a que se refere o artigo anterior atenderá aos seguintes objetivos:

a) assegurar às unidades orçamentárias, em tempo útil a soma de recursos necessários e suficientes a


melhor execução do seu programa anual de trabalho;

b) manter, durante o exercício, na medida do possível o equilíbrio entre a receita arrecadada e a despesa
realizada, de modo a reduzir ao mínimo eventuais insuficiências de tesouraria.

Interessante observar também que:

Art. 49. A programação da despesa orçamentária, para feito do disposto no artigo anterior, levará em
conta os créditos adicionais e as operações extraorçamentárias.

E:

Art. 50. As cotas trimestrais poderão ser alteradas durante o exercício, observados o limite da dotação
e o comportamento da execução orçamentária.

Beleza!
Essa era a regra (por isso utilizamos o tempo verbal pretérito). Esse mecanismo foi aperfeiçoado na Lei
de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ou seja: a regra agora é dada pela LRF! Portanto, fique atento a questões que
pedem a resposta “de acordo com a Lei 4.320/64” ou “de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

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Então vejamos essa nova regra (LRF):

Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes
orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4º, o Poder Executivo estabelecerá a
programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso.

⚠ Atenção aos seguintes pontos:

• não é mais imediatamente após a publicação da LOA. Agora é 30 dias após a publicação. O
governo tem 30 dias para estabelecer programação financeira e o cronograma de execução
mensal de desembolso, e ele o fará por meio de um decreto.
• não se fala mais cotas trimestrais. Agora se fala em cronograma mensal de desembolso
(programação mensal dos fluxos de caixa). 😉
• Esse dispositivo da LRF só falou do Poder Executivo, mas não é só o Poder Executivo que
administra recursos, certo? Portanto, todos os anos a LDO prevê que:

Art. 58. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Ministério Público da União e a Defensoria
Pública da União deverão elaborar e publicar por ato próprio, até trinta dias após a publicação da Lei
Orçamentária de 2019, cronograma anual de desembolso mensal, por órgão, nos termos do art. 8º da
Lei de Responsabilidade Fiscal, com vistas ao cumprimento da meta de resultado primário estabelecida
nesta Lei.

Agora compare os dois últimos dispositivos e os dois últimos esquemas. Você perceberá que somente o
Poder Executivo estabelecerá a programação financeira.
Então:

• Programação financeira: somente o Poder Executivo, por meio de decreto;


• Cronograma mensal de desembolso: todos os Poderes e órgãos independentes (MP e DP), por
ato próprio.

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“Beleza, professores. Mas o que é essa programação financeira, que só o Poder Executivo elabora?” 🤔

Vejamos a LRF:

Art. 13. No prazo previsto no art. 8o, as receitas previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em
metas bimestrais de arrecadação, com a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de
combate à evasão e à sonegação, da quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida
ativa, bem como da evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa.

Grave o seguinte: metas bimestrais de arrecadação! Bimestrais! 👈

“Tá certo, professores. Mas, resumindo, pra que serve essa programação orçamentária e financeira?”

Para garantir o cumprimento dos resultados fiscais, o cumprimento das metas! 😃

Portanto, em decorrência da necessidade de garantir o cumprimento dos resultados fiscais


estabelecidos na LDO e de obter maior controle sobre os gastos, a Administração Pública, em atendimento
aos arts. 8º, 9º e 13 da LRF, faz a programação orçamentária e financeira da execução das despesas públicas,
bem como o monitoramento do cumprimento das metas de superávit primário.
“Ok! O que mais que eu tenho que saber, professores?”

Você tem que saber que a CF/88, meio que sem querer, definiu o cronograma de desembolso dos demais
Poderes, observe:
Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos
suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério
Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na
forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.
O Poder Executivo é quem arrecada mais dinheiro na Administração Pública, portanto é ele quem fica,
quem guarda, com o dinheiro. Pois bem, o que a regra constitucional está dizendo é que o Poder Executivo irá
entregar o dinheiro destinado aos demais órgãos até o dia 20 de cada mês, em duodécimos.
“E por que que isso significa que a CF/88 definiu (sem querer) o cronograma de desembolso dos demais
Poderes?” 🤔

Ora, se o Poder Legislativo, por exemplo, sabe que receberá o dinheiro até o dia 20 daquele mês, ele fica
praticamente obrigado a pagar os servidores somente após o dia 20. Já pensou se o Poder Legislativo define
que o pagamento dos servidores será no dia 10, mas o Poder Executivo só repassa os recursos no dia 15? Assim
não dá! Por isso, que essa regra constitucional já define muito do cronograma de desembolso dos demais
Poderes. 😄

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Preste atenção!
A CF/88 acaba definindo o cronograma mensal de desembolso dos Poderes Legislativo e Judiciário,
do Ministério Público e da Defensoria Pública.

“E o que é duodécimos, professores?” 🧐

Ah! Quem vai definir isso é a Lei Complementar a que se refere o art. 165, § 9º. E ela ainda não foi
elaborada! 😄

Questões para fixar


IDECAN – CFR-SP - Analista – 2018

Na contabilidade pública, o procedimento no qual o gestor compatibiliza o fluxo dos pagamentos com o fluxo dos
recebimentos, com o objetivo de ajustar a despesa fixada às novas projeções de resultado é definido como:

A) Fluxo de Caixa.

B) Programação Orçamentária e Financeira

C) Descentralização de Créditos Orçamentários.

D) Relatório Resumido da Execução Orçamentária.

Comentários:

A programação orçamentária e financeira consiste na compatibilização do fluxo dos pagamentos com o fluxo dos
recebimentos, visando ao ajuste da despesa fixada às novas projeções de resultados e da arrecadação.

Gabarito: B

CESPE – TRE-MT - Analista judiciário – 2015

De acordo com o disposto na LRF — Lei Complementar n.º 101/2000 —, após a publicação da LOA, o Poder Executivo
deverá estabelecer metas trimestrais de arrecadação.

Comentários:

Não! A questão quis lhe confundir com as cotas trimestrais previstas lá na Lei 4.320/64. Na verdade, a LRF diz o seguinte:

Art. 13. No prazo previsto no art. 8º, as receitas previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de
arrecadação, com a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de combate à evasão e à sonegação, da
quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do montante dos créditos
tributários passíveis de cobrança administrativa.

Avisamos para você gravar: metas bimestrais de arrecadação!

Gabarito: Errado

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FGV – TJ-SC - Analista Administrativo – 2015

Durante a execução orçamentária, as receitas e despesas não se executam de forma perfeitamente ajustada, para isso a
Lei de Responsabilidade Fiscal dispõe sobre o estabelecimento da programação financeira e do cronograma de
desembolsos. De acordo com as disposições legais relativas à programação financeira e ao cronograma de desembolsos:

A) as metas de arrecadação são desdobradas em cotas trimestrais;

B) as operações extraorçamentárias não são incluídas na programação financeira;

C) o cronograma de desembolsos é de execução mensal;

D) os recursos legalmente vinculados não precisam ser desdobrados em metas de arrecadação;

E) por ser objeto de publicação oficial, o cronograma só pode ser alterado com autorização legislativa.

Comentários:

a) Errada. De novo, a mesma pegadinha... 😒 As receitas previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas
bimestrais de arrecadação (art. 13, da LRF).

b) Errada. As operações extraorçamentárias são incluídas sim na programação financeira, afinal elas também representam
desembolsos (é dinheiro que sai do bolso da Administração Pública). E ainda temos a Lei 4.320/64:

Art. 49. A programação da despesa orçamentária, para feito do disposto no artigo anterior, levará em conta os créditos
adicionais e as operações extraorçamentárias.

c) Correta. Isso mesmo. Agora é cronograma mensal de desembolsos, observe (LRF):

Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e
observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4º, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o
cronograma de execução mensal de desembolso.

d) Errada. Precisam ser desdobrados em metas de arrecadação sim! E são desdobrados em metas bimestrais de
arrecadação (art. 13, da LRF).

e) Errada. O cronograma pode ser alterado sem autorização legislativa, afinal ele não é uma lei, é um ato administrativo.

Gabarito: C

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Contingenciamento de Gastos
Vamos começar com um exemplo:

Joãozinho vende salgados na porta da universidade. Essa é a sua fonte de renda. Joãozinho até vive
confortavelmente: ele tem assinaturas de Netflix, Spotify e também, claro, do EmAudio Concursos, porque ele
sonha em passar num concurso público e adora as aulas de AFO do Professor Sérgio Machado lá! 🤩
Normalmente Joãozinho fatura R$ 1.500,00 por mês e suas despesas somam R$ 1.000,00, de forma que a cada
bimestre ele consegue juntar R$ 1.000,00. A meta, portanto, é chegar ao final do ano com R$ 6.000,00 (6
bimestres x R$ 1.000,00). 😉

O ano letivo começou e estava tudo indo muito bem, até que, em meados de abril, a universidade entrou em
greve! 😬 As aulas foram suspensas, os alunos (principais consumidores) mal apareciam! Joãozinho contava
com aquela receita para alcançar a sua meta, mas, com a inesperada greve, ele viu seu faturamento diminuir.

Porém, Joãozinho é forte! Ele repetia para si mesmo: “não vou diminuir a minha meta. Não vou diminuir a
minha meta! 😤 Tenho que dar um jeito de continuar fazendo com que sobre R$ 500,00 todo mês. Mas como
eu vou fazer isso se minha renda agora caiu para R$ 1.300 e a greve ainda está longe de ser resolvida? 🤔 Se
continuar assim, eu não vou conseguir juntar R$ 1.000 a cada bimestre e não vou alcançar minha meta... 😕

Já sei! 😃 Eu posso cortar algumas despesas! Se eu cortar R$ 200,00 das minhas despesas mensais, continuo
juntando R$ 1.000,00 por bimestre e assim eu consigo alcançar a minha meta anual de R$ 6.000! Agora, o que
cortar primeiro? Tenho que ter critérios! Vou cortar primeiro os supérfluos: Netflix e Spotify. O EmAudio
Concursos eu não cancelo nem a pau! 😄 Pronto. Decidido! Durante os próximos 30 dias, essas minhas
obrigações estarão limitadas!”

O que aconteceu aí nesse exemplo foi um contingenciamento de gastos, uma limitação de empenho e
movimentação financeira.

“Como assim, professores? O que é limitação de empenho e movimentação financeira?” 🤔

Vamos observar o que diz a LRF:

Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais,
os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta
dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela
lei de diretrizes orçamentárias.

Então é o seguinte: se for verificado, ao final de um bimestre (não é trimestre e nem quadrimestre), que
a realização da receita (não o aumento de despesas) poderá não comportar o cumprimento das metas de
resultado primário ou nominal (basicamente a diferença entre receitas e despesas), então, nos 30 dias
subsequentes, acontecerá o que chamamos de limitação de empenho e movimentação financeira (LRF, art.
9º).

“Esperem aí, rapidinho, professores. Resultado primário? Resultado nominal? O que é isso?” 🤨

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O Resultado Primário (RP) é a diferença entre receitas e despesas primárias (ou não-financeiras), ou
seja, todas aquelas que não tenham caráter financeiro, referente aos órgãos da administração direta, fundos,
autarquias, fundações e empresas estatais dependentes. O RP irá indicar se o ente federativo está ou não
vivendo dentro de seus limites financeiros e contribuindo para a redução ou elevação do seu endividamento.

Receitas Despesas Resultado


primárias primárias primário

Já o Resultado Nominal (RN) inclui as receitas e despesas financeiras. Portanto, o cálculo seria assim:

(Receitas primárias + Receitas financeiras) – (Despesas primárias + Despesas financeiras) = Resultado Nominal

O Resultado Primário indica se houve superávit ou déficit primário. O Resultado Nominal vai mais
longe e indica se a economia de recursos primários é suficiente para cobrir as despesas financeiras também, ou
se há necessidade de recorrer a empréstimos2.
Beleza. Continuando...
Você lembra do conceito de excesso de arrecadação (uma das fontes para abertura de créditos
adicionais)? É o saldo positivo das diferenças acumuladas mês a mês entre a arrecadação prevista e a
realizada, ou seja, é arrecadar mais do que o previsto!

Excesso de arrecadação = Rec. Arrecadada – Rec. Prevista

Perceba, então, que o que acontece aqui na limitação de empenho e movimentação financeira é
justamente o contrário do excesso de arrecadação. Aqui está acontecendo frustração de receita, ou seja, a
arrecadação está menor do que o previsto.

Por exemplo: a previsão era arrecadar R$ 100.000,00, mas só foram arrecadados R$ 70.000,00. Agora estamos frustrados.
😩 Essa é a frustração de receita.

Portanto, segundo o MTO 2020, verificada a frustração na arrecadação da receita prevista ou o aumento
das despesas obrigatórias, que venham a comprometer o alcance das metas fiscais, torna-se necessária a
adoção de mecanismos de ajuste entre receita e despesa.

Mas como fazer isso? 🤔

2
PALUDO, Augustinho. Orçamento público, AFO e LRF, 5ª edição, editora Método, 2015.

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Vejamos um exemplo:

Imagine que as receitas previstas são na ordem de R$ 1.200.000,00. As despesas fixadas somam R$ 1.100.000,00.
Portanto, a meta de resultado é de R$ 100.000,00. De acordo com o planejamento da Administração Pública, a
arrecadação de receitas seria constante: todo mês a previsão de arrecadação era de R$ 100.000,00 (equivalente a R$
1.200.000,00 dividido por 12 meses). Até aqui tudo bem.

Acontece que os dois primeiros meses do ano já se passaram e somente foram arrecadados R$ 50.000,00. Olha só!
Esperava-se arrecadar R$ 200.000,00 nesse período, mas somente foram arrecadados R$ 50.000,00. Tem R$ 150.000,00
faltando. Enquanto isso, as despesas continuam fixadas. A Administração continua gastando como se tivesse arrecadado
R$ 200.000,00 no primeiro bimestre.

Você consegue perceber que se não houver corte de despesas, a coisa vai ficar feia? 😣 Desse jeito a
Administração não vai alcançar a meta de resultado! 😬

O que fazer então? 🧐

Contingenciamento de gastos! Limitação de empenho e movimentação financeira! 😄 Se antes a


Administração podia empenhar R$ 80.000,00 em determinada dotação, agora não pode mais, porque as metas
de resultado estão em risco! Esse empenho será limitado! Agora a Administração só pode empenhar R$
50.000,00 nessa dotação.
“Mas quais gastos serão contingenciados, professores? Por que alguns são mais importantes do que outros,
não é mesmo?” 🤔

Exatamente! Quais gastos serão contingenciados? Quais serão os critérios que serão utilizados para
decidir isso? E de que forma isso acontecerá? 🤔

Muito bem! Quem vai definir os critérios e a forma dessa limitação de empenho e movimentação
financeira é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Perceba que o finalzinho do artigo 9º da LRF diz isso
(“segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias”) e o artigo 4º da LRF também:

Art. 4º A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2º do art. 165 da Constituição e:

I - disporá também sobre: (...)

b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses previstas na alínea b do inciso
II deste artigo, no art. 9º e no inciso II do § 1º do art. 31;

Mas algumas despesas são tão importantes que não serão objeto de limitação de despesas! Observe
(LRF):

Art. 9º, § 2º Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais
do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de
diretrizes orçamentárias.

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Portanto, não serão objeto de limitação:

• obrigações constitucionais e legais: são todas aquelas obrigações definidas na legislação que
não dependem de atos discricionários ou da vontade do administrador. Por exemplo, as
despesas com pessoal e encargos sociais, as transferências intergovernamentais (como as
decorrentes do FUNDEB) e o pagamento do serviço da dívida pública;
• pagamento do serviço da dívida pública: já incluído na categoria anterior;
• ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias: estas, por sua natureza, são discricionárias,
entretanto, em razão de sua importância e prioridade, podem ser discriminadas no texto da
LDO, evitando que se lhes aplique eventual limitação, preservando-se assim a execução dos
recursos aprovados na lei orçamentária e em seus créditos adicionais. Podem ser programas ou
ações específicas, seja na área social ou de infraestrutura, órgãos ou entidades, as quais se
pretende incentivar ou priorizar o desempenho e os resultados, ou mesmo despesas financiadas
com recursos destinados à contrapartida em convênios com outras esferas de governo.

Ok! Então tivemos frustração de receita, temos que limitar o empenho! Mas e se a Administração já tiver
feito o empenho e a até mesmo a liquidação dessa despesa? 🤔 Tarde demais? 😬

Não! 😃 Agora nós vamos segurar a próxima etapa da realização da despesa: o pagamento. Portanto,
vamos segurar o pagamento! Vamos limitar a movimentação financeira, a saída de recursos da conta da
Administração. Por isso que o nome é limitação de empenho e movimentação financeira! Entendeu? 😏

Outro detalhe importante: os Poderes e o Ministério Público promoverão a limitação de empenho e


movimentação financeira por ato próprio! Isso significa que o Poder Executivo não promove (e nem poderá
promover) limitações no empenho e na movimentação financeira dos demais Poderes. Isso seria uma afronta
ao princípio da separação dos poderes! 😳

Já dizia mestre Yoda:

“Em limitação de empenho de outro Poder, o Executivo a colher não pode meter!” 🥄🚫

Quem não viu essa parte do filme, volta lá e assiste de novo! 😂

As questões vão tentar lhe pegar aqui, dizendo que ”o Poder Executivo promoverá limitações no
empenho e na movimentação financeira dos demais Poderes”, mas você irá se lembrar dessa grande lição
do mestre Yoda: os Poderes e o Ministério Público promoverão a limitação de empenho e movimentação
financeira por ato próprio!

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Preste atenção!
O Poder Executivo não pode realizar limitação de empenho e movimentação financeira de outros
Poderes. Os Poderes e o MP a promoverão por ato próprio!

“Mas como é esse ‘ato próprio’, professores?” 🧐

Bom, a limitação dos gastos públicos é feita por decreto do Poder Executivo e por ato próprio dos
demais Poderes, de acordo com as regras fixadas pela LDO. No âmbito do Poder Executivo, esse decreto ficou
conhecido como Decreto de Contingenciamento (seu nome completo é “decreto de programação
orçamentária e financeira e de limitação de empenho e movimentação financeira”), que, normalmente, é
detalhado por portaria interministerial (MP e MF), evidenciados os valores autorizados para movimentação e
empenho e para pagamentos no decorrer do exercício.

Em resumo, os objetivos desse mecanismo são:


1. estabelecer normas específicas de execução orçamentária e financeira para o exercício;
2. estabelecer um cronograma de compromissos (empenhos) e de liberação (pagamento) dos
recursos financeiros para o Governo;
3. cumprir a legislação orçamentária (LRF, LDO etc.); e
4. assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas ao longo do exercício financeiro e proporcionar o
cumprimento da meta de resultado primário.

Guarde esse último objetivo! É o mais importante para a sua prova!

Então, para finalizar: qual é a finalidade do decreto de programação (ou de contingenciamento)? 🧐


Garantir o cumprimento das metas (de resultado primário e nominal)! 😄
Como? 🤔
Fazendo uma compatibilização entre o fluxo de receitas e o fluxo de despesas! 😃

Resumindo
Verificação ao final de um
bimestre

Quando? Durante os próximos 30 dias

Receita realizada não


Limitação de comportar o cumprimento das
empenho e metas
movimentação obrigações
financeira Critérios e forma definidos pela
constitucionais e
LDO
legais

Como? Não serão objeto de limitação: serviços da dívida

ressalvadas pela
Cada Poder, por ato próprio
LDO

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Questões para fixar


CESPE – MPE-PI - Promotor de Justiça Substituto – 2019

Durante a execução orçamentária, caso o Poder Executivo verifique, ao final de determinado bimestre, que a realização
da receita poderá não comportar o cumprimento da meta de resultado primário estabelecida no anexo de metas fiscais,
ele deverá, à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal,

A) tomar medidas de combate à sonegação.

B) ampliar as alíquotas de tributos que não exijam lei para tanto.

C) promover, por ato próprio, nos montantes necessários, limitação de empenho e movimentação financeira.

D) decretar o contingenciamento de dotações orçamentárias das transferências voluntárias.

E) reduzir o número de cargos comissionados.

Comentários:

Já que a questão pediu, vejamos a Lei de Responsabilidade Fiscal:

Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas
de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão,
por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação
financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.

Gabarito: C

FCC – TCE-RS – Auditor Público Externo – 2014

Para promover o atingimento das metas de resultado primário e nominal, diante da insuficiente realização da receita, a
LRF prevê

A) ampliação da base cálculo de tributos e limitação financeira.

B) limitação de empenho e movimentação financeira.

C) limitação de empenho e criação de impostos.

D) aumento da receita e limitação da movimentação financeira.

E) limitação da movimentação financeira e criação de tributos.

Comentários:

A limitação de empenho e movimentação financeira serve justamente para promover o atingimento das metas de
resultado primário e nominal, diante da insuficiente realização da receita.

Gabarito: B

CESPE – EBSERH – Analista administrativo – 2018

No caso de frustração da receita orçamentária, os critérios e a forma de limitação de empenho devem ser instituídos pelo
titular de cada poder ou órgão.

Comentários:

Em caso de frustração da receita orçamentária, para promover o atingimento das metas de resultado primário e nominal,
os Poderes e o Ministério Público promoverão a limitação de empenho e movimentação financeira.

Mas quais serão os critérios que serão utilizados para decidir isso? E de que forma isso acontecerá? 🤔

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TCE-RJ Aula 6

Quem vai definir isso é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), olha só:

Art. 4º A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2º do art. 165 da Constituição e:

I - disporá também sobre: (...)

b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no
art. 9º e no inciso II do § 1º do art. 31;

Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de
resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato
próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira,
segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.

Portanto, os critérios e a forma de limitação de empenho serão instituídos pela LDO (e não pelo titular de cada poder ou
órgão). 😉

Gabarito: Errado

CESPE – CNJ – Técnico judiciário – 2013

De acordo com a LDO, na condição de se verificar, ao final do semestre, que a realização da receita não comportará o
cumprimento das metas de resultado primário, o Poder Executivo promoverá, por ato próprio, limitações no empenho e
na movimentação financeira dos três poderes.

Comentários:

Primeiro: essa regra está na LRF, e não na LDO.

Segundo: o Poder Executivo não promove (e nem poderá promover) limitações no empenho e na movimentação
financeira dos demais Poderes. Isso seria uma afronta ao princípio da separação dos poderes! 😳 Lembre-se da lição do
mestre Yoda: “em limitação de empenho de outro Poder, o Executivo a colher não pode meter!” 🥄🚫

Gabarito: Errado

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Controle e avaliação da execução orçamentária


Pronto! Finalmente chegamos na nossa quarta (e última) fase do ciclo orçamentário. É aqui que ele se
encerra: com a avaliação da execução e do julgamento das contas. Lembre-se que essa etapa é de
competência do Poder Legislativo, afinal nosso orçamento é do tipo misto: o Poder Executivo elabora e
executa, enquanto o Poder Legislativo vota e controla. 😄

Não vamos mentir para você: essa parte não costuma cair tanto em provas de Administração Financeira
e Orçamentária, mas ainda assim é interessante você conhecê-la. ☺

Primeiro, vejamos os artigos da Seção IX (da fiscalização contábil, financeira e orçamentária) da CF/88

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação
das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle
externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União
responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.

Para gravar, utilize os seguintes mnemônicos (e repare que as marcações já foram feitas para você):

Fiscalização COFOP: contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial

Quanto à LeLe E AR: legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas

Prestará contas qualquer pessoa que GAGAU: guarde, arrecade, gerencie, administre ou utilize

Ok! Então, o que esse dispositivo quer nos dizer é que essa fiscalização será exercida pelo Congresso
Nacional, mediante controle externo.

“Como assim ‘controle externo’, professores?” 🤔

Controle externo, em sentido amplo, é toda fiscalização exercida por um ente que não integra a estrutura
na qual o fiscalizado está inserido. No entanto, a CF/88 restringiu essa definição no âmbito do controle da
gestão pública brasileira, atribuindo a titularidade do controle externo ao Poder Legislativo, representado:

• pelo Congresso Nacional, na esfera federal;


• pelas Assembleias Legislativas, na esfera estadual; e
• pelas Câmaras Municipais, na esfera municipal.

Ente
Ente fiscalizado
fiscalizador

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Continuando...

Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de
Contas da União, ao qual compete:

I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que
deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;

II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da
administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder
Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que
resulte prejuízo ao erário público;

É aqui que nós confirmamos que o titular do controle externo realmente é o Poder Legislativo
(Congresso Nacional, no âmbito federal), que será auxiliado pelo Tribunal de Contas. Portanto, os Tribunais
de Contas não são titulares do controle externo (essa é a pegadinha). Eles são órgão auxiliares!

Preste atenção!
O titular do controle externo é o Poder Legislativo (e não o Tribunal de Contas)

Poder • Titular do controle externo


Legislativo

Tribunais de • Órgãos auxiliares


Contas

Por ser o titular do controle externo, é o Poder Legislativo que irá julgar as contas do chefe do Poder
Executivo, e ele o fará com base em parecer prévio elaborado pelo Tribunal de Contas correspondente. É por
isso que a CF/88 diz que ao Tribunal de Contas da União (TCU) compete apreciar as contas prestadas
anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio. E é por isso que a CF/88 também diz que:

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre
a execução dos planos de governo;

⚠ Portanto, atenção: o Tribunal de Contas não julga as contas do chefe do Executivo, somente elabora
parecer prévio. O que o Tribunal de Contas julga são as contas dos administradores e demais responsáveis por
dinheiro público.

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Poder Legislativo Tribunal de Contas

Julga as Não julga as


contas do contas do
chefe do chefe do
Executivo Executivo

Titular do
Elabora
controle
parecer prévio
externo

Preste atenção!
Quem julga as contas do chefe do Poder Executivo? O Poder Legislativo!

“Beleza, professores. Então o chefe do Executivo tem que prestar contas? É isso?” 🤔

Isso mesmo! Olha só o exemplo da esfera federal (CF/88:

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão
legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;

“Ok. Mas e se ele quiser dar uma de espertinho e simplesmente não prestar contas? O que acontece?” 😅

Ah! Você acha que o legislador constituinte é besta? 😂 É claro que ele já previa isso! Se o chefe do
Executivo não prestar contas, o Poder Legislativo vai tomá-las! Simples assim! 😃 É a famosa tomada de
contas!

Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados:

II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso


Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa;

Detalhe é que, no âmbito federal, essa é uma competência da Câmara dos Deputados (e não do Congresso Nacional).
Nas esferas estadual e municipal, a tomada é feita pelas Assembleias Legislativas e pelas Câmaras Municipais.

“Beleza, professores! Isso no âmbito federal! Mas como é no âmbito estadual e municipal?” 🧐

A resposta, mais uma vez, está na própria CF/88:

Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição e
fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e
Conselhos de Contas dos Municípios.

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Portanto, esse modelo deve ser seguido, no que couber, pelos Estados, DF e municípios da federação. É
tanto que a Lei 4.320/64 também dispõe sobre o tema:

Art. 81. O controle da execução orçamentária, pelo Poder Legislativo, terá por objetivo verificar a
probidade da administração, a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento da Lei
de Orçamento.

Art. 82. O Poder Executivo, anualmente, prestará contas ao Poder Legislativo, no prazo estabelecido nas
Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios.

§ 1º As contas do Poder Executivo serão submetidas ao Poder Legislativo, com Parecer prévio do Tribunal
de Contas ou órgão equivalente.

Muito bem! Agora, se você retornar ao art. 70 da CF/88, verá que a fiscalização (COFOP quanto à LeLe E
AR) não será exercida somente pelo Congresso Nacional, mediante controle externo. Ela também será
exercida pelo sistema de controle interno de cada Poder.
“E o que é esse sistema de controle interno, professores?”
Controle interno é aquele exercido por órgão que esteja dentro da estrutura do ente controlado e que
tenha sido criado para essa finalidade, por isso, ele normalmente está diretamente subordinado à autoridade
administrativa máxima do ente.

Ente
fiscalizado

Ente
fiscalizador

A CF/88 também dispôs sobre o sistema de controle interno:


Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da
União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

§ 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou


ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.

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Pronto! Visto isso, vamos só dar uma olhadinha em alguns artigos da Lei 4.320/64:

Art. 75. O controle da execução orçamentária compreenderá:

I - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa, o


nascimento ou a extinção de direitos e obrigações;

II - a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e valores públicos;

III - o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e em termos de realização


de obras e prestação de serviços.

Guarde esse artigo! Vez ou outra ele aparece em provas! 😏

Art. 77. A verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária será prévia, concomitante e
subsequente.

Esses são os três momentos do controle! Assim, o controle pode ser:

• prévio (a priori): é o controle exercido antes da conduta administrativa se efetivar. Possui caráter
preventivo, orientador, e visa evitar a ocorrência de irregularidades.
• concomitante (pari passu): efetuado no momento em que a conduta administrativa está sendo
praticada. Também possui caráter preventivo, pois permite coibir irregularidades
tempestivamente. Argumenta-se que a tendência é que, com todo o aparato tecnológico e a
tecnologia de informação (TI) disponível, o controle concomitante se torne cada vez mais
utilizado;
• posterior (a posteriori): efetuado após o ato administrativo ter sido praticado. Possui caráter
corretivo e, eventualmente, sancionador. Ainda é a forma mais utilizada de controle.

Prévio Concomitante Posterior

Questões para fixar


IADES – APEX Brasil – Analista – 2018

O controle, última fase do ciclo orçamentário, constitui-se no acompanhamento e na avaliação do processo de execução
orçamentária. A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.

A) Por ser a última fase do ciclo orçamentário, o controle somente pode ser realizado a posteriori, isto é, somente se aplica
aos processos de despesa já realizados.

B) O controle pode ser interno ou externo. Será interno quando realizado pelo Poder Legislativo e externo quando
realizado pelos tribunais de contas.

C) A prestação de contas anual encaminhada pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo será julgada pelo Tribunal de
Contas da União.

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D) O controle externo poderá ser concomitante ou subsequente à execução orçamentária e será feito pelos tribunais de
contas que têm competência para julgar as contas dos responsáveis por bens, dinheiro e valores públicos, exceto as do
chefe do Poder Executivo.

E) O controle interno poderá ser prévio, concomitante e subsequente, e será feito nos três poderes, exclusivamente, pela
Controladoria-Geral da União.

Comentários:

Questão bem completa! Vejamos as alternativas:

a) Errada. O controle pode ser realizado a priori, pari passu ou a posteriori. Em outras palavras, o controle, classificado de
acordo com o seu ao momento, pode ser: prévio, concomitante ou posterior.

b) Errada. O controle é externo quando exercido por um ente que não integra a estrutura na qual o fiscalizado está inserido.
Está do lado de fora! Já o controle interno é aquele exercido por órgão que esteja dentro da estrutura do ente controlado
e que tenha sido criado para essa finalidade. Está dentro! Portanto, não existe isso que a questão falou de que “quando
realizado pelo Poder Legislativo e externo quando realizado pelos tribunais de contas”.

c) Errada. Enfatizamos isso: o Tribunal de Contas não julga as contas do chefe do Poder Executivo! Quem julga é o Poder
Legislativo!

d) Correta. Primeiro observe o seguinte dispositivo da Lei 4.320/64:

Art. 77. A verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária será prévia, concomitante e subsequente.

Agora leia este dispositivo da CF/88:

Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União,
ao qual compete: (...)

II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta
e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que
derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;

e) Errada. O controle interno poderá ser prévio, concomitante e subsequente, e poderá e será feito nos três poderes, mas
não exclusivamente pela Controladoria-Geral da União (CGU), pois este é o órgão de controle interno do Poder Executivo.
E cada um dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) manterá um sistema de controle interno.

Gabarito: D

VUNESP – Câmara de Indaiatuba -SP - Controlador Interno – 2018

Do ponto de vista da Lei n° 4.320/64, o controle da execução orçamentária abrange

A) o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários apenas.

B) a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa, o nascimento ou a extinção
de direitos e obrigações.

C) a fixação das receitas públicas do período.

D) a definição de normas para o controle interno, a verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária, que se
dará de forma subsequente, na prestação de contas ao Tribunal de Contas pertinente.

E) várias entidades, como agências reguladoras e supervisoras, entidades de auditoria, comissões do poder legislativo, que
são tidas como responsáveis pelo controle da execução orçamentária, conforme esta lei.

Comentários:

Questão bem literal! Ela queria saber se você conhecia o artigo 75 da Lei 4.320/64. Aqui está ele:

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Art. 75. O controle da execução orçamentária compreenderá:

I - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa, o nascimento ou a
extinção de direitos e obrigações;

II - a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e valores públicos;

III - o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e em termos de realização de obras e
prestação de serviços.

Fazendo o cotejo das alternativas com o dispositivo legal, você encontrará o gabarito na alternativa B. Cópia exata do
inciso I do artigo 75 da Lei 4.320/64.

Na alternativa A, cabe destacar que o controle da execução orçamentária não abrange o cumprimento do programa de
trabalho expresso apenas em termos monetários. O controle da execução orçamentária compreenderá o cumprimento do
programa de trabalho expresso em termos monetários e em termos de realização de obras e prestação de serviços.

Gabarito: B

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Questões comentadas - CESPE


1. CESPE – MPU – Técnico – 2018

A respeito de orçamento público, julgue o próximo item.


Na elaboração da proposta orçamentária, cabe ao órgão setorial elaborar e apresentar ao órgão central de
orçamento a programação orçamentária detalhada da despesa por programa, ação e subtítulo.
Comentários:
Essa questão exigiu conhecimentos sobre a Lei 10.180/01 e do Manual Técnico de Orçamento – MTO (ah,
o Cespe... 😅).

Bem, a verdade é que, na elaboração da proposta orçamentária, cabe às unidades orçamentárias (UO)
elaborar e apresentar ao órgão central de orçamento a programação orçamentária detalhada da despesa por
programa, ação e subtítulo.
O órgão setorial, por sua vez, desempenha o papel de articulador no âmbito da sua estrutura,
coordenando o processo decisório no nível subsetorial (UO), e sua atuação no processo orçamentário envolve,
por exemplo:

• estabelecimento de diretrizes setoriais para elaboração e alterações orçamentárias;


• coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento das informações constantes do
cadastro de programas e ações;
• análise e validação das propostas e das alterações orçamentárias de suas UOs; e
• consolidação e formalização da proposta e das alterações orçamentárias do órgão.
Lembre-se: os órgãos setoriais fazem a ligação, a ponte, o meio de campo entre a SOF (órgão central) e
a UO. 😉

Órgãos
SOF UO
setoriais
Gabarito: Errado

2. CESPE – CGM de João Pessoa – Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


Com relação às técnicas e aos instrumentos utilizados na elaboração e na aprovação do orçamento, julgue os
itens que se seguem.
O órgão público que precisar descentralizar dotações do seu orçamento para unidades gestoras de outro órgão
público deverá realizar um destaque.

Comentários:
Ok! Estamos falando sobre descentralização de créditos orçamentários.

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“O que é mesmo a descentralização de créditos orçamentários, professores?” 🤔

É a transferência, por uma unidade orçamentária ou administrativa para outra unidade, do poder de
utilizar créditos que lhe foram dotados ou àquelas transferidos. 😃

Só que, como nós lhe alertamos, as questões vão tentar lhe confundir, trocando os conceitos sobre
descentralização de créditos orçamentários e descentralização de recursos ($$$ 💵). Por isso você tem que ter
essa tabelinha em mente:
DESCENTRALIZAÇÃO DE
CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS
Descentralização TRANSFERÊNCIAS FINANCEIRAS
(transferência do poder de utilizar
créditos)
Instrumento Dotação Cota

Interna Provisão Sub-repasse

Externa Destaque Repasse

Muito bem, agora vamos para a questão: “O órgão público que precisar descentralizar dotações do seu
orçamento para unidades gestoras de outro órgão público deverá realizar um destaque”.

Está tudo certo! A questão está falando sobre descentralização de créditos orçamentários, portanto o
que estamos descentralizando são dotações e quando essa descentralização é externa (para “outro órgão

público”), ela é feita por meio de destaque! Lembre-se: letra “e” de descentralização externa e destaque.

Gabarito: Certo

3. CESPE – EBSERH - Tecnólogo em Gestão Pública – 2018


Com relação aos fundamentos legais e aos conceitos básicos do sistema de planejamento, orçamento e
financeiro, julgue o item a seguir.
Cabe às unidades responsáveis pelas atividades de planejamento realizar estudos e pesquisas socioeconômica.

Comentários:
Foi por isso que colocamos a legislação na aula. Para nos preparamos para questões como essa. Observe
o disposto na Lei 10.180/01:

Art. 3º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração,


acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e
pesquisas sócio-econômicas.

Art. 7º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de planejamento: (...)

VII - realizar estudos e pesquisas socioeconômicas e análises de políticas públicas;

Portanto, a questão está correta!

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Se você reparou bem, em momento algum a referida lei fala que o Sistema de Administração Financeira
Federal realiza “estudos”. Então só poderia ser mesmo o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal.
Detalhe é que há um dispositivo bem parecido com esse cobrado na questão, e aqui você tem que tomar
cuidado. O primeiro se refere às atividades de planejamento. O segundo se refere às atividades de orçamento.
Observe (Lei 10.180/01):

Art. 8º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de orçamento: (...)

III - realizar estudos e pesquisas concernentes ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento do processo


orçamentário federal;

Mas esse dispositivo fala de estudos para desenvolvimento e aperfeiçoamento do processo


orçamentário. É até meio óbvio, não é? Processo orçamentário está relacionado a atividades de orçamento.
😅

Portanto:

• estudos e pesquisas socioeconômicas e análises de políticas públicas: atividades de


planejamento;
• estudos e pesquisas concernentes ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento do processo
orçamentário: atividades de orçamento.
Gabarito: Certo

4. CESPE – EBSERH - Analista Administrativo – 2018

Acerca das receitas e das despesas públicas, suas etapas e estágios, e da Conta Única do Tesouro Nacional,
julgue o item subsequente.
Após a aprovação da lei orçamentária, o Poder Executivo deverá editar decreto de programação financeira que
funcionará como orçamento de caixa a fim de compatibilizar a execução das despesas com o fluxo esperado
das receitas ao longo do exercício financeiro.

Comentários:
A questão está correta!

A programação orçamentária e financeira consiste na compatibilização do fluxo dos pagamentos com


o fluxo dos recebimentos, visando ao ajuste da despesa fixada às novas projeções de resultados e da
arrecadação. E a programação financeira, que é feita somente pelo Poder Executivo, é feita por meio do
Decreto de programação orçamentária e financeira e de limitação de empenho e movimentação financeira
(também conhecido como Decreto de Contingenciamento), após a aprovação da lei orçamentária.
Agora é uma boa hora para relembrar o seguinte dispositivo da LRF:

Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes
orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4º, o Poder Executivo estabelecerá a
programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso.

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Gabarito: Certo

5. CESPE – STM - Técnico Judiciário – 2018


Julgue o item que se segue, relativo ao Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF) e aos créditos
orçamentários adicionais.
O SPOF tem como uma de suas finalidades promover a integração com os demais poderes e esferas de governo
em assuntos de administração e programação financeira.
Comentários:
Opa! Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF) lidando com assuntos de administração
financeira? 🤨

“Acho que não, né, professores?” 😄

Isso mesmo! Assuntos de administração e programação financeira são de competência do Sistema de


Administração Financeira Federal. “Administração financeira” já está no próprio nome do sistema! 😄

O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF) trata de assuntos relacionados a atividades


de orçamento e planejamento.
E nós alertamos que as questões iriam tentar trocar os dois sistemas, por isso você deve saber diferenciá-
los:

• Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal: está relacionado a atividades de orçamento


e planejamento. Portanto, se você perceber que a questão versar sobre execução orçamentária,
classificações orçamentárias, elaboração, implementação e supervisão dos orçamentos, planos e
programas, então ela está falando sobre o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal.
Associe ao orçamento público 📓;
• Sistema de Administração Financeira Federal: está relacionado ao equilíbrio financeiro do
Governo Federal, a atividades de programação financeira da União, a direitos e haveres, garantias
e obrigações de responsabilidade do Tesouro Nacional. Portanto, se a questão versar sobre
equilíbrio financeiro do Tesouro Nacional, haveres financeiros e mobiliários, programação
financeira, dívida, operações de crédito, então a questão está falando sobre o Sistema de
Administração Financeira Federal. Associe a dinheiro 💵.

Gabarito: Errado

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6. CESPE – STJ - Analista Judiciário – 2018


Com relação às técnicas de execução financeira e orçamentária, julgue o item seguinte.
A descentralização de créditos orçamentários deve ser acompanhada da modificação da unidade orçamentária
na classificação institucional.

Comentários:
Será mesmo que descentralização de créditos orçamentários deve ser acompanhada da modificação da
unidade orçamentária na classificação institucional? Vejamos...

As descentralizações de créditos orçamentários ocorrem quando for efetuada movimentação de parte


do orçamento, mantidas as classificações institucional, funcional, programática e econômica, para que
outras unidades administrativas possam executar a despesa orçamentária. As dotações serão empregadas
obrigatória e integralmente na consecução do objetivo previsto pelo programa de trabalho pertinente,
respeitadas fielmente a classificação funcional e a estrutura programática. Conclusão: quase tudo permanece
igual! A única diferença é que a execução da despesa orçamentária será realizada por outro órgão ou entidade.
😄

As descentralizações de créditos orçamentários também não se confundem com transferências e


transposição, pois:
c. Não modificam a programação ou o valor de suas dotações orçamentárias (créditos adicionais); e
d. Não alteram a unidade orçamentária (classificação institucional) detentora do crédito
orçamentário aprovado na lei orçamentária ou em créditos adicionais.
Portanto, preste atenção:

Quando há descentralização de créditos orçamentários, as classificações institucional, funcional,


programática e econômica não se alteram! Elas são mantidas!

E é por isso que a questão está errada. A descentralização de créditos orçamentários não é acompanhada
da modificação da unidade orçamentária na classificação institucional.
Gabarito: Errado

7. CESPE – STJ - Técnico Judiciário – 2018

Com relação à programação e à execução orçamentária e financeira e ao acompanhamento da execução, julgue


o item que se segue.
Define-se destaque como transferência de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidade.
Comentários:
Você vai ver essa tabelinha até cansar:

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DESCENTRALIZAÇÃO DE
CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS
Descentralização TRANSFERÊNCIAS FINANCEIRAS
(transferência do poder de utilizar
créditos)
Instrumento Dotação Cota

Interna Provisão Sub-repasse

Externa Destaque Repasse

A transferência de créditos (veja que estamos falando de créditos orçamentários, e não de recursos
financeiros) entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidade é uma descentralização interna de
créditos orçamentários. E a descentralização interna de créditos orçamentários é chamada de Provisão.
Observe a letra “i”. 😉

Portanto, corrigindo a questão, define-se provisão como transferência de créditos entre unidades
gestoras de um mesmo órgão ou entidade (descentralização interna). E define-se destaque como transferência
de crédito orçamentário entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente
(descentralização externa).
Gabarito: Errado

8. CESPE – TCE-PE - Analista de Gestão – 2017

Julgue o item seguinte, relativo à programação e à execução orçamentária e financeira.


O acompanhamento da execução orçamentária federal é competência privativa da Secretaria de Orçamento
Federal.

Comentários:
Privativa da Secretaria de Orçamento Federal?!
Claro que não! Cadê os Tribunais de Contas nessa história? Os órgãos de controle interno? O Poder
Legislativo? E os próprios cidadãos? Afinal, o controle social sobre a execução orçamentária também existe e é
importantíssimo!

Portanto, o acompanhamento da execução orçamentária federal não é competência privativa da SOF.


Tribunais de Contas, Controladorias, controle interno e até mesmo qualquer cidadão pode controlar a execução
orçamentária (tanto que os entes são obrigados a divulgar essas informações em seus portais de transparência).
“Mas tem escrito isso em algum lugar, professores?”
Tem sim! Olha só o art. 9º do Anexo I do Decreto nº 9.035, de 20 de abril de 2017:

Art. 9º À Secretaria de Orçamento Federal compete: (...)


III - acompanhar a execução orçamentária, sem prejuízo da competência atribuída a outros órgãos;
Se um decreto não foi suficiente para lhe convencer, dê uma olhadinha na Lei 10.180/01:

Art. 8º Compete às unidades responsáveis pelas atividades de orçamento: (...)

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IV - acompanhar e avaliar a execução orçamentária e financeira, sem prejuízo da competência atribuída


a outros órgãos;

Gabarito: Errado

9. CESPE – TCE-PE - Analista de Gestão – 2017


Acerca dos mecanismos necessários à execução do orçamento, julgue o item que se segue.
Uma descentralização orçamentária é pré-requisito indispensável para a execução de uma descentralização
financeira.
Comentários:

É bem verdade que um sub-repasse está associado a uma provisão anteriormente concedida, enquanto
que um repasse está associado a um destaque anteriormente concedido. Ou seja: um sub-repasse vem de uma
provisão. E um repasse vem de um destaque. Primeiro a descentralização orçamentária, depois a transferência
financeira. 😃

Mas nem sempre é assim. Uma transferência financeira não decorre necessariamente de uma
descentralização orçamentária! Assim, uma descentralização orçamentária não é pré-requisito indispensável
para a execução de uma descentralização financeira. A transferência financeira pode vir de um convênio, por
exemplo. Nesse caso há somente transferência financeira, sem descentralização orçamentária! 😉

Resumindo: descentralização orçamentária e descentralização de recursos não estão necessariamente


relacionados! E, por isso, a questão está errada! 😏

Gabarito: Errado

10. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo – 2016

Acerca da programação e execução orçamentária e financeira, julgue o item subsecutivo.

Considerando-se a definição dos termos crédito e recurso no contexto da técnica orçamentária, é correto
afirmar que a execução financeira trata da utilização dos créditos consignados na LOA.

Comentários:
NÃO! É a execução orçamentária (e não execução financeira) que trata da utilização dos créditos
consignados na LOA. Vejamos... 🧐
A execução orçamentária é a utilização das dotações dos créditos orçamentários consignados na Lei
Orçamentária Anual (LOA). Ela é mais restrita e está relacionada ao orçamento público aprovado, ao
planejamento e execução desse planejamento, a receitas e despesas orçamentárias daquele exercício
financeiro.
A execução financeira, por sua vez, é a utilização de recursos financeiros, com o objetivo de realizar
aquilo que foi colocado no orçamento (no planejamento). Portanto, ela é mais ampla e está relacionada com
dinheiro, pagamentos, arrecadação, entrada e saída de recursos do caixa, sejam eles orçamentários ou
extraorçamentários.
Gabarito: Errado

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11.CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo – 2016


Acerca da programação e execução orçamentária e financeira, julgue o item subsecutivo.
Um objetivo do acompanhamento da execução orçamentária é monitorar o processo de cumprimento das
metas de superávit primário.

Comentários:
É isso mesmo! O acompanhamento da execução orçamentária é feito, dentro outros motivos, para
monitorar o cumprimento das metas de resultado primário (a diferença entre receitas e despesas primárias).
Se o resultado primário for positivo, temos superávit. Se for negativo, temos déficit.
Esse acompanhamento é um controle concomitante, feito ao longo do exercício, especialmente de forma
bimestral, nos termos do artigo 9º da LRF (limitação de empenho e movimentação financeira) e com a
publicação do Resumido da Execução Orçamentária (RREO), e de forma quadrimestral com a publicação do
Relatório de Gestão Fiscal (RGF).

Observe a preocupação com o cumprimento das metas de resultado primário no art. 9º da LRF:

Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais,
os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta
dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela
lei de diretrizes orçamentárias.

E tem mais! O MTO 2020 também versa sobre o assunto, acompanhe:

Em decorrência da necessidade de garantir o cumprimento dos resultados fiscais estabelecidos na LDO e


de obter maior controle sobre os gastos, a Administração Pública, em atendimento aos arts. 8º, 9º e 13 da
LRF, faz a programação orçamentária e financeira da execução das despesas públicas, bem como o
monitoramento do cumprimento das metas de superávit primário.

Gabarito: Certo

12. CESPE – TCE-RN - Assessor Técnico Jurídico – 2015

De acordo com as normas constitucionais, julgue o item a seguir, relativo às ações dos órgãos e autoridades
públicas.
Constatada a ausência de dotação orçamentária para realização de despesa pública, determinado órgão
poderá efetivar sua execução no exercício em curso, desde que, antes de assumir a obrigação, obtenha a
inserção da referida dotação no projeto de lei orçamentária do ano seguinte.
Comentários:
Se o órgão quer executar a despesa no exercício em curso, por que ele iria inserir a dotação para a referida
despesa no orçamento do ano seguinte? 🤨

O orçamento do exercício em curso contém autorização para realização de despesas no exercício em


curso e o orçamento do ano seguinte conterá autorização para realização de despesas no ano seguinte. Simples

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assim! 😅 Princípio da anualidade: o orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado
período de tempo, geralmente de 12 meses, chamado de exercício financeiro. Está lembrando disso? 😄

Portanto, constatada a ausência de dotação orçamentária para realização de despesa pública,


determinado órgão poderá efetivar sua execução no exercício em curso, desde que, antes de assumir a
obrigação, obtenha a inserção da referida dotação na lei orçamentária anual do exercício em curso.

Normalmente, isso é feito por meio de mecanismos retificadores do orçamento.

Você sabe o nome deles? 😁

Isso! São os créditos adicionais! 😃

E, indo um pouco mais longe, já que não há dotação orçamentária específica na LOA, quais tipos de
créditos adicionais poderão ser abertos?
Especiais e extraordinários, pois os créditos suplementares são destinados a reforço de dotação
orçamentária já existente! 😉

Gabarito: Errado

13.CESPE – TCU - Auditor Federal de Controle Externo - Auditoria Governamental – 2015


Com referência aos aspectos doutrinários e históricos da administração financeira e orçamentária, julgue o item
a seguir.
É vedado à lei de diretrizes orçamentárias prever a indisponibilidade de determinadas dotações orçamentárias
para a limitação de despesas, diante da hipótese de a realização da receita não comportar o cumprimento das
metas de resultado primário ou nominal.
Comentários:

E aí? A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pode dizer: “essa dotação orçamentária aqui não será
objeto de limitação de despesas”? 🤔

Pode! 😃

Algumas despesas são tão importantes que não serão objeto de limitação de despesas! Vejamos o
disposto na LRF:

Art. 9º, § 2º Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais
do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de
diretrizes orçamentárias.

Portanto, não serão objeto de limitação as despesas ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.
Estas, por sua natureza, são discricionárias, entretanto, em razão de sua importância e prioridade, podem ser
discriminadas no texto da LDO, evitando que se lhes aplique eventual limitação, preservando-se assim a
execução dos recursos aprovados na lei orçamentária e em seus créditos adicionais. Podem ser programas ou
ações específicas, seja na área social ou de infraestrutura, órgãos ou entidades, as quais se pretende incentivar
ou priorizar o desempenho e os resultados, ou mesmo despesas financiadas com recursos destinados à
contrapartida em convênios com outras esferas de governo.

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Portanto, ao contrário do que afirma a questão, é permitido à lei de diretrizes orçamentárias prever a
indisponibilidade de determinadas dotações orçamentárias para a limitação de despesas, diante da hipótese
de a realização da receita não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal.
E a hipótese é essa mesma: realização da receita não comportar o cumprimento das metas de
resultado primário ou nominal. Ela está lá no art. 9º da LRF:

Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais,
os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias
subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de
diretrizes orçamentárias.

Gabarito: Errado

14. CESPE – MPU – Analista – 2013

A respeito do processo que conforma legalmente a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), julgue o próximo
item.
É permitido ao Ministério Público, sem prejuízo dos critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias,
promover, por ato próprio, limitação de empenho nos trinta dias subsequentes ao bimestre em que a realização
da receita demonstre que poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário estabelecidas
no anexo de metas fiscais.

Comentários:

Como diria o Chaves: isso, isso, isso! 😂

A questão montou uma situação totalmente de acordo com o artigo 9º da LRF, senão vejamos:

Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais,
os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta
dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela
lei de diretrizes orçamentárias.

Perceba que a questão teve todo o cuidado de dizer que:

• Os critérios são fixados pela LDO;


• A limitação de empenho é feita por ato próprio (o Poder Executivo não promove limitações no
empenho e na movimentação financeira dos demais Poderes);
• Nos 30 dias subsequentes;
• Se realização da receita demonstrar que poderá não comportar o cumprimento das metas de
resultado primário estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais (AMF).
Gabarito: Certo

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15.CESPE – MPU – Analista de Orçamento – 2010


Considerando a estreita relação entre as figuras de descentralização financeira e as figuras de descentralização
orçamentária, julgue os itens que se seguem.
A dotação, o destaque e a provisão representam disponibilidade financeira.

Comentários:
Você já memorizou aquela tabelinha? Nós estamos lhe avisando que ela cai em prova! Cuidado!
Aqui está ela mais uma vez:
DESCENTRALIZAÇÃO DE
CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS
Descentralização TRANSFERÊNCIAS FINANCEIRAS
(transferência do poder de utilizar
créditos)
Instrumento Dotação Cota

Interna Provisão Sub-repasse

Externa Destaque Repasse

Portanto, dotação, o destaque e a provisão não representam disponibilidade financeira. Eles


representam créditos orçamentários.

Gabarito: Errado

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Questões CESPE

Questão Resposta Errei Dúvida


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Lista de Questões - CESPE


1. CESPE – MPU – Técnico – 2018

A respeito de orçamento público, julgue o próximo item.


Na elaboração da proposta orçamentária, cabe ao órgão setorial elaborar e apresentar ao órgão central de
orçamento a programação orçamentária detalhada da despesa por programa, ação e subtítulo.

2. CESPE – CGM de João Pessoa – Auditor Municipal de Controle Interno – 2018


Com relação às técnicas e aos instrumentos utilizados na elaboração e na aprovação do orçamento, julgue os
itens que se seguem.
O órgão público que precisar descentralizar dotações do seu orçamento para unidades gestoras de outro órgão
público deverá realizar um destaque.

3. CESPE – EBSERH - Tecnólogo em Gestão Pública – 2018

Com relação aos fundamentos legais e aos conceitos básicos do sistema de planejamento, orçamento e
financeiro, julgue o item a seguir.
Cabe às unidades responsáveis pelas atividades de planejamento realizar estudos e pesquisas socioeconômica.

4. CESPE – EBSERH - Analista Administrativo – 2018

Acerca das receitas e das despesas públicas, suas etapas e estágios, e da Conta Única do Tesouro Nacional,
julgue o item subsequente.
Após a aprovação da lei orçamentária, o Poder Executivo deverá editar decreto de programação financeira que
funcionará como orçamento de caixa a fim de compatibilizar a execução das despesas com o fluxo esperado
das receitas ao longo do exercício financeiro.

5. CESPE – STM - Técnico Judiciário – 2018

Julgue o item que se segue, relativo ao Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal (SPOF) e aos créditos
orçamentários adicionais.
O SPOF tem como uma de suas finalidades promover a integração com os demais poderes e esferas de governo
em assuntos de administração e programação financeira

6. CESPE – STJ - Analista Judiciário – 2018

Com relação às técnicas de execução financeira e orçamentária, julgue o item seguinte.


A descentralização de créditos orçamentários deve ser acompanhada da modificação da unidade orçamentária
na classificação institucional.

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7. CESPE – STJ - Técnico Judiciário – 2018


Com relação à programação e à execução orçamentária e financeira e ao acompanhamento da execução, julgue
o item que se segue.
Define-se destaque como transferência de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidade.

8. CESPE – TCE-PE - Analista de Gestão – 2017

Julgue o item seguinte, relativo à programação e à execução orçamentária e financeira.


O acompanhamento da execução orçamentária federal é competência privativa da Secretaria de Orçamento
Federal.

9. CESPE – TCE-PE - Analista de Gestão – 2017

Acerca dos mecanismos necessários à execução do orçamento, julgue o item que se segue.
Uma descentralização orçamentária é pré-requisito indispensável para a execução de uma descentralização
financeira.

10. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo – 2016

Acerca da programação e execução orçamentária e financeira, julgue o item subsecutivo.


Considerando-se a definição dos termos crédito e recurso no contexto da técnica orçamentária, é correto
afirmar que a execução financeira trata da utilização dos créditos consignados na LOA.

11.CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo – 2016


Acerca da programação e execução orçamentária e financeira, julgue o item subsecutivo.
Um objetivo do acompanhamento da execução orçamentária é monitorar o processo de cumprimento das
metas de superávit primário.

12. CESPE – TCE-RN - Assessor Técnico Jurídico – 2015

De acordo com as normas constitucionais, julgue o item a seguir, relativo às ações dos órgãos e autoridades
públicas.

Constatada a ausência de dotação orçamentária para realização de despesa pública, determinado órgão
poderá efetivar sua execução no exercício em curso, desde que, antes de assumir a obrigação, obtenha a
inserção da referida dotação no projeto de lei orçamentária do ano seguinte.

13.CESPE – TCU - Auditor Federal de Controle Externo - Auditoria Governamental – 2015


Com referência aos aspectos doutrinários e históricos da administração financeira e orçamentária, julgue o item
a seguir.
É vedado à lei de diretrizes orçamentárias prever a indisponibilidade de determinadas dotações orçamentárias
para a limitação de despesas, diante da hipótese de a realização da receita não comportar o cumprimento das
metas de resultado primário ou nominal.

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14. CESPE – MPU – Analista – 2013


A respeito do processo que conforma legalmente a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), julgue o próximo
item.
É permitido ao Ministério Público, sem prejuízo dos critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias,
promover, por ato próprio, limitação de empenho nos trinta dias subsequentes ao bimestre em que a realização
da receita demonstre que poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário estabelecidas
no anexo de metas fiscais.

15.CESPE – MPU – Analista de Orçamento – 2010


Considerando a estreita relação entre as figuras de descentralização financeira e as figuras de descentralização
orçamentária, julgue os itens que se seguem.
A dotação, o destaque e a provisão representam disponibilidade financeira.

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Gabarito - CESPE
1. Errado 6. Errado 11. Certo
2. Certo 7. Errado 12. Errado
3. Certo 8. Errado 13. Errado
4. Certo 9. Errado 14. Certo
5. Errado 10. Errado 15. Errado

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Resumo direcionado
1. Execução orçamentária e financeira:
A execução orçamentária e a execução financeira ocorrem concomitantemente, mas precisamos saber
diferenciá-las:

Execução • Orçamento público, execução do planejamento


orçamentária 📓

Execução
• Dinheiro, pagamentos, arrecadação
financeira 💵

Etapas da despesa orçamentária, previstas no MCASP 8ª edição:

Fixação da Descentraliz. Programação Licitação e


Planejamento despesa
de créd. orçament. e
Contratação
orçament. financ.

Execução Em
Empenho Liquidação Pagamento
(da despesa) liquidação

Controle

1.1. Descentralização de créditos orçamentários


É a transferência, por uma unidade orçamentária ou administrativa para outra unidade, do poder de
utilizar créditos que lhe foram dotados ou àquelas transferidos.

Quando há descentralização de créditos orçamentários, as classificações institucional, funcional,


programática e econômica não se alteram! Elas são mantidas!

Atenção:

• quando a descentralização ocorrer da unidade central de programação orçamentária para órgãos


setoriais contemplados diretamente no orçamento, tem-se a figura da dotação.

• Quando envolver unidades gestoras de um mesmo órgão tem-se a descentralização interna,

também chamada de provisão.


• Se, porventura, ocorrer entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente,
ter-se-á uma descentralização externa, também denominada de destaque.

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Depois que a unidade gestora já tem o poder de utilizar créditos, falta ela ter os recursos. É agora que
acontece a descentralização de recursos.

• A descentralização de recursos financeiros pela STN (órgão central) é denominada Cota.


• Quando a descentralização envolver unidades gestoras de um mesmo órgão tem-se a
descentralização interna, também chamada de sub-repasse.
• Se, porventura, ocorrer entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente,
ter-se-á uma descentralização externa, também denominada de repasse.

DESCENTRALIZAÇÃO DE
CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS
Descentralização TRANSFERÊNCIAS FINANCEIRAS
(transferência do poder de utilizar
créditos)
Instrumento Dotação Cota

Interna Provisão Sub-repasse

Externa Destaque Repasse

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1.2. Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal

Secretaria de Orçamento Federal (SOF)

Constante articulação com os agentes envolvidos na tarefa de elaboração das propostas


orçamentárias setoriais. Orientar, coordenar e supervisionar tecnicamente os órgãos setoriais.
Estabelecer as classificações orçamentárias da receita e da despesa.

Órgãos Setoriais

Órgãos setoriais fazem a ligação, a ponte, o meio de campo entre a SOF e a UO. Papel de
articulador no âmbito da sua estrutura. Estabelecimento de diretrizes setoriais

Unidade Orçamentária (UO)

Segmento da administração direta a que o orçamento da União consigna dotações especificas.


Coordenação do processo de elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação,
integrando e articulando o trabalho das suas unidades administrativas.

Unidade Administrativa (UA)

Segmento da administração direta ao qual a lei orçamentária anual não consigna recursos e
que depende de destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho

Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal: está relacionado a atividades de orçamento e


planejamento. Portanto, se você perceber que a questão versar sobre execução orçamentária, classificações
orçamentárias, elaboração, implementação e supervisão dos orçamentos, planos e programas, então ela está
falando sobre o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal. Associe ao orçamento público 📓;

Sistema de Administração Financeira Federal: está relacionado ao equilíbrio financeiro do Governo


Federal, a atividades de programação financeira da União, a direitos e haveres, garantias e obrigações de
responsabilidade do Tesouro Nacional. Portanto, se a questão versar sobre equilíbrio financeiro do Tesouro
Nacional, haveres financeiros e mobiliários, programação financeira, dívida, operações de crédito, então a
questão está falando sobre o Sistema de Administração Financeira Federal. Associe a dinheiro 💵.

1.3. Programação Orçamentária e Financeira


A programação orçamentária e financeira consiste na compatibilização do fluxo dos pagamentos com
o fluxo dos recebimentos, visando ao ajuste da despesa fixada às novas projeções de resultados e da
arrecadação.

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Lei 4.320/64:

Art. 47. Imediatamente após a promulgação da Lei de Orçamento e com base nos limites nela fixados,
o Poder Executivo aprovará um quadro de cotas trimestrais da despesa que cada unidade orçamentária
fica autorizada a utilizar.

Esse mecanismo foi aperfeiçoado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Essa é a regra válida agora.
LRF:

Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes
orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4º, o Poder Executivo estabelecerá a
programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso.

• Programação financeira: somente o Poder Executivo, por meio de decreto;


• Cronograma mensal de desembolso: todos os Poderes e órgãos independentes (MP e DP), por
ato próprio.
Em decorrência da necessidade de garantir o cumprimento dos resultados fiscais estabelecidos na
LDO e de obter maior controle sobre os gastos, a Administração Pública, em atendimento aos arts. 8º, 9º e
13 da LRF, faz a programação orçamentária e financeira da execução das despesas públicas, bem como o
monitoramento do cumprimento das metas de superávit primário.
CF/88:

Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos


suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério
Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na
forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.

1.4. Contingenciamento de Gastos


LRF:

Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais,
os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta
dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela
lei de diretrizes orçamentárias.

Art. 9º, § 2º Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais
do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de
diretrizes orçamentárias.

O Poder Executivo não pode realizar limitação de empenho e movimentação financeira de outros
Poderes. Os Poderes e o MP a promoverão por ato próprio! Já dizia mestre Yoda:

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“Em limitação de empenho de outro Poder, o Executivo a colher não pode meter!” 🥄🚫

Verificação ao final de um
bimestre

Quando? Durante os próximos 30 dias

Receita realizada não


Limitação de comportar o cumprimento das
empenho e metas
movimentação obrigações
financeira Critérios e forma definidos pela
constitucionais e
LDO
legais

Como? Não serão objeto de limitação: serviços da dívida

ressalvadas pela
Cada Poder, por ato próprio
LDO

2. Controle e avaliação da execução orçamentária

CF/88:

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação
das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle
externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União
responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.

Fiscalização COFOP: contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial

Quanto à LeLe E AR: legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas

Prestará contas qualquer pessoa que GAGAU: guarde, arrecade, gerencie, administre ou utilize

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Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de
Contas da União, ao qual compete: (...)

Poder Legislativo Tribunal de Contas

Julga as Não julga as


contas do contas do
chefe do chefe do
Executivo Executivo

Titular do
Elabora
controle
parecer prévio
externo

Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de: (...)

Lei 4.320/64:

Art. 75. O controle da execução orçamentária compreenderá:

I - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa, o


nascimento ou a extinção de direitos e obrigações;

II - a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e valores públicos;

III - o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e em termos de realização


de obras e prestação de serviços.

Art. 77. A verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária será prévia, concomitante e
subsequente.

Prévio Concomitante Posterior

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Aula 5 – Ciclo orçamentário 1


AFO p/ TCE-RJ
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Sumário
INTRODUÇÃO AO CICLO ORÇAMENTÁRIO .............................................................................................. 6

ELABORAÇÃO DA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA ..................................................................................... 13

ELABORAÇÃO DA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA ........................................................................................................... 15


PROPOSTAS ORÇAMENTÁRIAS DOS DEMAIS PODERES ................................................................................................ 20
NÃO ENCAMINHAMENTO DAS PROPOSTAS E PROPOSTAS FORA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NA LDO ............................... 21
LEI ORÇAMENTÁRIA NÃO ENCAMINHADA E NÃO APROVADA NO PRAZO .......................................................................... 23

DISCUSSÃO, VOTAÇÃO E APROVAÇÃO DO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA ........................................28

EMENDAS INDIVIDUAIS IMPOSITIVAS – EMENDA CONSTITUCIONAL 86/2015 .................................................................. 45

QUESTÕES COMENTADAS - CESPE........................................................................................................ 51

LISTA DE QUESTÕES - CESPE ............................................................................................................... 69

GABARITO - CESPE ................................................................................................................................ 73

RESUMO DIRECIONADO ........................................................................................................................ 74

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Dica de um concursado para um concurseiro


Você está fazendo exercícios físicos? Está se alimentando bem? Está dormindo bem? 🤔

“Eu não, professor. Se eu for pra academia, eu perco umas 2 ou 3 horas. E essa vida de estudos é muito
estressante! Eu tenho que comer o meu chocolatezinho para aguentar o rojão. Quando eu finalmente tenho um
tempinho, à noite, eu vou assistir meus seriados, ficar um pouquinho no celular. Acabo dormindo um pouco mais
tarde do que eu queria e deveria, mas tudo bem: no final de semana eu durmo mais.” 😌

E aí? Se identificou? 😂

Meu querido aluno, minha querida aluna, sua vida não é só estudo para concursos! O estudo para
concursos é um projeto de vida. Um projeto que demanda muito foco, tempo e esforço, mas não todo o seu
foco, tempo e esforço. Um projeto que, como todos os outros, tem começo, meio e fim.

Veja, sua vida é composta de várias áreas: saúde, trabalho, relacionamentos, família...
A vida é como aquele equilíbrio de pratos, que ficam girando na ponta de uma lança. Os pratos só ficam
lá enquanto eles estiverem rodando. Parou de rodar, eles caem e pode quebrar. E você é o equilibrista. Se você
rodar demais um prato só e esquecer dos demais, adivinha... eles vão cair!
E hoje quero chamar a sua atenção para a sua saúde (física, mental e psicológica). Tenho certeza de que
depois que você for aprovado, você vai querer ter muita saúde e energia (até para aproveitar tudo que a vida
agora tem a lhe oferecer, não é verdade?).
Fazer exercícios, comer bem e descansar bem também vai melhorar (e muito) o seu rendimento nos
estudos. Pode parecer perda de tempo, mas não é! Você vai liberar toda essa tensão, a ansiedade, vai se sentir
muito melhor, muito mais empolgado com a vida e com os estudos. Investimento em sua saúde também é
investimento em sua aprovação.

“Professor, mas eu não tenho tempo mesmo!” 😕

Existem inúmeros aplicativos de treinos de poucos minutos que podem ser feitos em casa. O tempo que
você leva para comer um biscoito é o mesmo tempo que você leva para comer uma fruta. E o tempo que você
passa no celular pode ser substituído por tempo que você passa dormindo, consolidando o que você aprendeu
durante o dia e preparando a sua mente para o dia seguinte. Tudo é questão de prioridade.
Sua saúde não pode esperar. Não a prejudique por conta desse projeto, mesmo que ele seja
importantíssimo, até porque dedicar-se à sua saúde vai é lhe ajudar a ser aprovado mais rápido.

Cuide de você! Cuide da sua saúde! 💪😃

Mentalidade dos campeões 🏆

Como você faz qualquer coisa é como você faz todas as coisas.

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@profsergiomachado

@prof.marcelguimaraes

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Hoje nós aprofundaremos nossos estudos sobre o ciclo orçamentário (ou processo orçamentário). Não
é o assunto mais frequente em provas, mas ele aparece de vez em quando. Além disso, entender a lógica do
processo orçamentário facilitará o aprendizado de outros assuntos. 😄

As questões costumam ser literais ou então apresentam uma situação hipotética. Portanto, preste
atenção aos dispositivos legais e constitucionais e busque compreender de verdade o processo
orçamentário. Assim, você deve se dar muito bem na prova! 😉

Por motivos didáticos, decidimos dividir esse assunto em duas aulas. Na primeira aula, estudaremos as
etapas de elaboração e de discussão, votação e aprovação do orçamento. Na segunda aula, veremos a execução
orçamentária e o controle e avaliação da execução orçamentária. Assim:

• Ciclo orçamentário parte 1:


o Elaboração da proposta orçamentária;
o Discussão, votação e aprovação da lei orçamentária.
• Ciclo orçamentário parte 2:
o Execução orçamentária;
o Controle e avaliação da execução orçamentária.

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Introdução ao ciclo orçamentário


Vamos começar pelo começo! 😅

O que é ciclo orçamentário (ou processo orçamentário)? 🤔

Muito bem! O ciclo orçamentário corresponde ao período de tempo em que se processam as atividades
típicas do orçamento público, desde sua concepção até sua apreciação final. É um rito legalmente
estabelecido, com etapas que se repetem periodicamente e que envolvem elaboração, discussão, votação,
controle e avaliação do orçamento.

“Como é, professores? Dá para explicar melhor aí?” 😅

É o seguinte: você já sabe que a Administração Pública utiliza o orçamento público como ferramenta de
gestão e para realização de despesas. Também já sabe que existe uma integração entre os instrumentos de
planejamento (PPA, LDO e LOA). Mas agora nós lhe perguntamos: como é que tudo isso acontece? Como o
orçamento é elaborado, aprovado e executado? Qual é a ordem, a sequência das atividades? Quais são os
prazos? Como deve acontecer? Quem faz o que? Durante quanto tempo?

Tudo isso faz parte do processo orçamentário! 😉

Então, beleza!
O nosso ciclo orçamentário é composto por 4 etapas (ou fases):
1. Elaboração da proposta orçamentária;
2. Discussão, votação e aprovação do projeto de lei orçamentária;
3. Execução orçamentária;
4. Controle e avaliação da execução orçamentária.

Elaboração

Discussão,
Controle e
votação,
avaliação
aprovação

Execução

“Professores, eu acho que já vi isso em algum lugar!” 🧐

É! Você lembra do orçamento misto? 😏 Nesse tipo de orçamento, a proposta orçamentária será
elaborada pelo Poder Executivo e levada ao Poder Legislativo, onde o povo (por meio de seus representantes)
irá discutir, votar e aprovar não mais a proposta, mas o projeto de lei orçamentária que ali está tramitando.
Depois de aprovado, esse projeto de lei vira lei (de verdade 😄), que será executada pelo Poder Executivo. Por

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ter essa incumbência, o Poder Executivo deverá prestar contas justamente para quem lhe deu poderes: o povo
(o Poder Legislativo).
Resumindo e simplificando: o Poder Executivo elabora e executa, enquanto o Poder Legislativo vota e
controla. 😄

•Legislativo •Executivo

Controle
e Elaboração
avaliação

Discussão,
Execução votação,
aprovação

•Executivo •Legislativo

Permita-nos um exemplo para facilitar:


Todos os meses, Joãozinho recebe mesada. Portanto, o seu pai, entusiasta de orçamentos, desenvolveu um processo
orçamentário. Funciona assim: Joãozinho é o responsável por elaborar a proposta de orçamento, afinal é ele quem sabe o
que quer e o que precisa. Seu pai (o dono dos recursos), então, analisa a proposta, certificando-se de que seu filho não está
gastando dinheiro com besteiras ou com algo proibido (esse Joãozinho é danado! 😅). Depois de aprovado, Joãozinho
recebe os recursos mensalmente, executa orçamento aprovado e presta contas ao seu pai. Ao longo e após a execução
orçamentária, o seu pai (que não é bobo) irá examinar essas contas e controlar essa execução, afinal foi ele quem deu
recursos e poderes a seu filho.

“Ah! Certo, entendi, professores. Mas por que esse nome? Ciclo?” 🤔
Porque essas etapas que se repetem periodicamente, nunca acaba e nem tem data fixa para acabar
ou começar. Por isso, o ciclo orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível! Ele se renova a cada
ano. Um novo ciclo pode começar quando o ciclo anterior ainda nem terminou. Veja esse esquema e você
entenderá melhor:

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Veja como o ciclo orçamentário de 2011 está acontecendo (execução orçamentária 2011), ao mesmo
tempo em que o ciclo orçamentário de 2012 se inicia (Executivo elabora e Legislativo discute, vota e aprova
projeto de lei orçamentária para o exercício financeiro de 2012). Em 2012, ainda estamos controlando e
avaliando a execução orçamentária de 2011, ao mesmo tempo em que estamos executando o orçamento de
2012 e já elaborando, discutindo e aprovando o projeto de lei orçamentária para o exercício de 2013.

E por aí vai... Assim a roda gira e gira. Nunca parando de girar. Esse é o nosso ciclo orçamentário. 😄

Agora vem uma informação importantíssima: ciclo orçamentário não se confunde com exercício
financeiro. Ou seja: ciclo orçamentário é uma coisa. Exercício financeiro é outra coisa! 😁

Observe o disposto na Lei 4.320/64:

Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

A Lei estadual 287/79 fala exatamente a mesma coisa:

Art. 9º - O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

Isso significa que o exercício financeiro começa em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro de cada
ano. Por exemplo:

• O exercício financeiro de 2016 iniciou-se em 01/01/2016 e terminou em 31/12/2016;


• O exercício financeiro de 2017 iniciou-se em 01/01/2017 e terminou em 31/12/2017;
• O exercício financeiro de 2018 iniciou-se em 01/01/2018 e terminou em 31/12/2018.

Mas o ciclo orçamentário é diferente. Ele ultrapassa o exercício financeiro. Você acabou de ver, por
exemplo, o ciclo orçamentário financeiro de 2011 adentrando o exercício financeiro de 2012. Se não for
avaliado até o final do exercício financeiro de 2012, ele adentrará o exercício financeiro de 2013 também. E por
aí vai. Um ciclo orçamentário só termina com o controle e avalição da execução orçamentária (julgamento
das contas prestadas) e isso pode demorar anos!

Para você ter uma noção, as contas do ex-presidente Fernando Collor (1990-1992) ainda não foram julgadas pelo
Congresso Nacional, portanto esse ciclo orçamentário ainda não acabou! 😳

As questões vão tentar lhe enganar, dizendo que o ciclo orçamentário se confunde com o exercício
financeiro ou que está restrito ao exercício financeiro... isso é mentira! 😤

Preste atenção!
O ciclo orçamentário não se confunde com exercício financeiro

Ciclo • 4 etapas: elaboração, aprovação, execução e


orçamentário controle.

Exercício • Coincidirá com o ano civil


financeiro

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Beleza! Agora, antes de estudarmos cada uma das etapas, temos que destacar o seguinte: existe um autor
que criou o que ele chama de ciclo orçamentário ampliado1.
O ciclo orçamentário ampliado desdobra-se em 8 fases, quais sejam:
1. formulação do planejamento plurianual, pelo Executivo;
2. apreciação e adequação do plano, pelo Legislativo;
3. proposição de metas e prioridades para a administração e da política de alocação de recursos pelo
Executivo;
4. apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo;
5. elaboração da proposta de orçamento, pelo Executivo;
6. apreciação, adequação e autorização legislativa;
7. execução dos orçamentos aprovados;
8. avaliação da execução e julgamento das contas.
Segundo o autor, tais fases são insuscetíveis de aglutinação, dado que cada uma possui ritmo próprio,
finalidade distinta e periodicidade definida. O plano plurianual, por exemplo, não pode ser aglutinado à fase de
elaboração do orçamento, porquanto constitui instrumento superordenador daquela, como evidenciado pelo
cenário institucional articulado pela Constituição de 1988.

“Professores, são 8 fases! 8! Como é que eu vou gravar isso?” 😓


Repare bem: não há dificuldade alguma em gravar esse ciclo. A única diferença é que o autor quebrou as
etapas de elaboração e aprovação para cada um dos instrumentos de planejamento (PPA, LDO e LOA), porque,
segundo o autor, tais fases são insuscetíveis de aglutinação. Veja:

Preste atenção!
O ciclo orçamentário inicia-se com a formulação do planejamento plurianual pelo Poder Executivo
e encerra-se com a avaliação da execução e do julgamento das contas.

1
SANCHES, Osvaldo Maldonado: O ciclo orçamentário: uma reavaliação à luz da Constituição de 1988: Revista de
Administração Pública, Rio de Janeiro: FGV, v. 27, n.4, pp. 54-76, out./dez. 1993.

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Então ficamos assim: 😃

1. Elaboração do PPA;
2. Aprovação do PPA;
3. Elaboração da LDO;
4. Aprovação da LDO;
5. Elaboração da LOA;
6. Aprovação da LOA;
7. Execução;
8. Controle e avaliação.

Questões para fixar


IDECAN – AGU – Administrador – 2019

A respeito do Ciclo Orçamentário, assinale a alternativa correta.

A) O Ciclo Orçamentário obedece à sequência das seguintes etapas: elaboração; estudo e aprovação; execução; e
avaliação.

B) A etapa do planejamento é de competência do Poder Legislativo.

C) A etapa do estudo e aprovação constitui a concretização anual dos objetivos e metas determinados para o setor público.

D) A etapa de execução refere-se à organização, aos critérios e trabalhos destinados a julgar o nível dos objetivos fixados
no Orçamento.

E) A etapa da avaliação é a parte inicial, com a elaboração do orçamento em conformidade com a Lei de Diretrizes
Orçamentárias.

Comentários:

Vejamos as alternativas:

a) Correta. A sequência é esse mesmo! Repare que a banca chamou a segunda etapa de “estudo e aprovação”, em vez de
utilizar a tradicional nomenclatura (“Discussão, votação e aprovação do projeto de lei orçamentária”). Mas não há
problema nenhum aí!

b) Errada. A etapa do planejamento é de competência do Poder Executivo.

c) Errada. A etapa de execução constitui a concretização anual dos objetivos e metas determinados para o setor público

d) Errada. A etapa do estudo e aprovação refere-se à organização, aos critérios e trabalhos destinados a julgar o nível dos
objetivos fixados no Orçamento.

e) Errada. A etapa da elaboração é a parte inicial, com a elaboração do orçamento em conformidade com a Lei de
Diretrizes Orçamentárias

Gabarito: A

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AOCP– ITEP-RN – Perito criminal – 2018

O processo Orçamentário é contínuo, dinâmico e flexível. Esse período de tempo em que se lavram as atividades
características do orçamento público de elaboração, aprovação, execução e controle é chamado de

A) ciclo orçamentário.

B) programação orçamentária.

C) metas orçamentárias.

D) cronograma orçamentário.

E) aglutinação orçamentária.

Comentários:

Viu aí? O processo (ou ciclo) orçamentário é contínuo, dinâmico e flexível. É um período de tempo. Suas etapas são
(nessa ordem): elaboração, aprovação, execução e controle.

Gabarito: A

CESPE – MPE-PI – Técnico Ministerial – 2018

Medição, execução e avaliação são fases do ciclo orçamentário.

Comentários:

Medição? 🤨 Essa fase não existe. Além do mais, nós temos quatro (e não três) fases: elaboração, aprovação, execução e
controle.

Gabarito: Errado

CESPE – DPU – Contador – 2016

O ciclo orçamentário pode ser definido como um rito legalmente estabelecido, com etapas que se repetem
periodicamente e que envolvem elaboração, discussão, votação, controle e avaliação do orçamento.

Comentários:

É isso mesmo! Isso que é ciclo orçamentário. Repare que a questão também citou corretamente as 4 etapas (fases) do ciclo
orçamentário. 😉

Gabarito: Certo

CESPE – DEPEN – Agente Penitenciário Federal – 2015

As fases do ciclo orçamentário podem ser aglutinadas de acordo com suas finalidades e periodicidades.

Comentários:

A questão trata do ciclo orçamentário ampliado, de 8 fases.

E a resposta é: negativo! As fases do ciclo orçamentário não podem ser aglutinadas de acordo com suas finalidades e
periodicidades, porque, segundo o autor Osvaldo Maldonado Sanches, tais fases são insuscetíveis de aglutinação, dado
que cada uma possui ritmo próprio, finalidade distinta e periodicidade definida.

Gabarito: Errado

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FCC – SEFAZ-PI - Analista do Tesouro Estadual – 2015

O orçamento é uma das principais peças de planejamento de políticas públicas. A sequência das etapas para a elaboração
e execução do orçamento é denominada:

A) ciclo orçamentário.

B) desenvolvimento orçamentário.

C) orçamento programa.

D) técnica orçamentária.

E) contabilidade orçamentária.

Comentários:

O ciclo orçamentário corresponde ao período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público,
desde sua concepção até sua apreciação final. É um rito legalmente estabelecido, com etapas que se repetem
periodicamente e que envolvem elaboração, discussão, votação, controle e avaliação do orçamento. Portanto, a sequência
das etapas para a elaboração e execução do orçamento é denominada ciclo orçamentário.

Gabarito: A

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Elaboração da proposta orçamentária


Muito bem! Então vamos aprofundar nossos conhecimentos sobre a primeira etapa do ciclo
orçamentário. 😄

A primeira informação importante você já sabe: quem elabora a proposta orçamentária é o Poder
Executivo. Isso significa que a iniciativa é o Poder Executivo, observe (CF/88):

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

Algumas questões vão dizer que a iniciativa é do Poder Legislativo! Não caia nessa! “A essa altura do
campeonato”, você já deve ter gravado que:

A iniciativa das leis orçamentárias é do Poder Executivo

“Beleza, professores. Mas quem, exatamente, tem a iniciativa? Quem irá apresentar essa proposta
orçamentária?” 🤔

Ora! O chefe do Poder Executivo! 😏 É ele que representa esse Poder. Quer ver? Vamos pegar o exemplo
da CF/88:

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e
as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;

“Ah, professores, mas eu aprendi lá em Direito Constitucional que competência privativa é delegável e
competência exclusiva é indelegável. Então quer dizer que essa competência aí é delegável?” 🤔

Hum! Vamos ver o parágrafo único desse mesmo artigo:

Art. 84, Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos
incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao
Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.

Então veja só: o Presidente da República poderá delegar somente as atribuições mencionadas nos
incisos VI, XII e XXV (primeira parte deste). Isso significa que qualquer atribuição que esteja em qualquer
outro inciso é indelegável. 🧐

Ok. E qual é o inciso que fala do envio das propostas orçamentárias ao Congresso Nacional?

Inciso XXIII.

Portanto, essa é uma atribuição indelegável. 😏 E é assim também no Estado do Rio de Janeiro!

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Resumindo: aqui não existe essa história de que competência privativa é delegável e competência
exclusiva é indelegável. O próprio dispositivo constitucional a atribuição de enviar ao Congresso Nacional o
plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento é indelegável.
Portanto, a iniciativa das leis orçamentárias é do Poder Executivo, mais especificamente do chefe do
Poder Executivo!
Mas não é só isso: normalmente a apresentação de um projeto de lei ao Poder Legislativo é facultada ao
titular da iniciativa, ou seja, o titular da iniciativa apresenta o projeto de lei se ele quiser!

Por exemplo: na CF/88, art. 61, § 1º, II, a, vemos que a iniciativa de lei para aumento da remuneração dos servidores
públicos da Administração direta é privativa do Presidente da República. Porém ele não é obrigado a apresentar essa lei.
Você não vê o Presidente da República apresentando essa lei todos os anos. É tanto que os servidores federais, às vezes,
ficam uns 5 anos sem aumento da remuneração. É por isso que você vê-los fazendo greve.

Por outro lado, você vê o Presidente da República apresentando projeto de lei orçamentária todos os
anos, porque a CF/88 exige que isso seja feito até determinada data. Isso quer dizer que o Presidente da
República é obrigado a apresentar os projetos de leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) até o prazo
estabelecido. Por isso, dizemos que essa iniciativa é vinculada.

Preste atenção!
A iniciativa das leis orçamentárias, além de exclusiva do chefe do Poder Executivo, é vinculada

Beleza, vencido esse ponto da iniciativa, vamos ver como se dá a elaboração da proposta do Poder Executivo
e dos demais Poderes. ☺

O Poder Executivo é quem vai cuidar da elaboração da proposta orçamentária de todos os Poderes.
“Esperem aí, professores. Não seria melhor se o Poder Legislativo e o Poder Judiciário elaborassem as suas
próprias propostas orçamentárias?” 🤔
Na verdade, é isso mesmo que acontece! O Poder Legislativo, o Poder Judiciário e demais entidades
dotadas de autonomia (como o Ministério Público e a Defensoria Pública), apesar de sua autonomia e apesar
da separação dos Poderes, não encaminham a sua proposta orçamentária diretamente para o Poder
Legislativo, pois a iniciativa das leis orçamentárias sempre pertence ao Poder Executivo.
Portanto, eles elaboram a sua proposta e a enviam para o Poder Executivo, que fará a consolidação,
realizará ajustes necessários e, finalmente, encaminhará o projeto de lei para o Poder Legislativo.

Órgãos e entidades Poder Poder


(com autonomia) Executivo Legislativo

Consolida as
Elaboram a sua
propostas e realiza
proposta orçamentária
ajustes

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Elaboração da proposta orçamentária


Beleza! Chegou a hora de entender como funciona a elaboração da proposta orçamentária. Primeiro, dê
uma olhadinha no esquema abaixo. Em seguida, vamos explica-lo. Recomendamos que após a explicação, você
retorne para o esquema novamente. 😄

Funciona assim: cada Unidade Orçamentária (UO) irá elaborar a proposta orçamentária no seu âmbito
de atuação, integrando e articulando o trabalho das suas Unidades Administrativas (UA), tendo em vista a
consistência da programação de sua unidade.

“O que são Unidades Orçamentárias, professores?” 🧐

A Lei 4.320/64 responde para você:

Art. 14. Constitui unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou
repartição a que serão consignadas dotações próprias.

Parágrafo único. Em casos excepcionais, serão consignadas dotações a unidades administrativas


subordinadas ao mesmo órgão.

Portanto, é importante gravar que: a UO é quem recebe a dotação orçamentária. Ao consultar a LOA,
você encontrará o nome da UO junto com o crédito orçamentário e a respectiva dotação.

Muito bem. As UO’s irão elaborar a proposta parcial (no nosso exemplo, temos as UO’s A, B e C) e
encaminharão para cima, isto é, para o órgão setorial (no nosso exemplo, o Ministério X). O órgão setorial
desempenha o papel de articulador no âmbito da sua estrutura, coordenando o processo decisório no nível
subsetorial. Basicamente, ele realizará a consolidação e formalização da proposta e das alterações
orçamentárias do órgão. Ao final, teremos o que chamamos de propostas setoriais.

Esse processo irá se repetir em todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e nos órgãos
independentes (Ministério Público, Defensorias Públicas e Tribunais de Contas).

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Observação: os Tribunais de Contas não são órgãos do Poder Legislativo. Porém, para fins orçamentários, os Tribunais
de Contas são vinculados ao Poder Legislativo. Portanto, as suas propostas orçamentárias são encaminhadas junto com
a do Poder Legislativo.

Com essas propostas setoriais em mãos, está tudo pronto para encaminhamento ao Poder Executivo.
Detalhe é que existe um prazo para isso (estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO): 15
de agosto. Portanto, as propostas orçamentárias setoriais devem ser encaminhadas ao Executivo até o dia 15
de agosto. Mas o Poder Executivo, por ser aquele que tem mais intimidade com administração financeira e
orçamentária 😏, vai dar uma “ajudinha” aos demais Poderes. Veja só o que nos diz LRF:

Art. 12, § 3º O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais Poderes e do Ministério
Público, no mínimo trinta dias antes do prazo final para encaminhamento de suas propostas
orçamentárias, os estudos e as estimativas das receitas para o exercício subsequente, inclusive da
corrente líquida, e as respectivas memórias de cálculo.

Muito bem!

No Poder Executivo, o órgão responsável por fazer essa consolidação é a Secretaria de Orçamento
Federal (SOF) e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que hoje faz parte do Ministério
da Economia.
A SOF fará a consolidação, realizará ajustes necessários e submeterá a proposta orçamentária
consolidada ao Presidente da República, afinal é dele a iniciativa das leis orçamentária (é ele, e não a SOF,
quem pode e quem tem que enviar as propostas orçamentárias ao Poder Legislativo).
O Presidente da República, então, enviará a proposta orçamentária por mensagem presidencial. Agora
não estamos mais diante de uma proposta orçamentária, mas sim de um projeto de lei orçamentária.

Mensagem Presidencial é o instrumento de comunicação oficial entre o Presidente da República e o Congresso Nacional.
Não é uma mensagem de WhatsApp, ok? 😂

“Ah, professores, eu lembro que há um prazo para encaminhamento dos projetos de leis orçamentárias...” 🤔

Exatamente! Primeiro, você deve lembrar que a CF/88 exigiu que esse tema fosse regulado por lei
complementar (CF/88, art. 165, § 9º):

§ 9º Cabe à lei complementar:

I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano


plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;

Só que essa lei complementar ainda não existe! 😱 E a LRF não é essa lei! ☝

O legislador constituinte, já prevendo a omissão (“preguiça” 😂) do legislador complementar, estipulou


regras para os prazos do PPA, LDO e LOA no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).
Vejamos:

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Art. 35, § 2º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão
obedecidas as seguintes normas:

I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato
presidencial subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro
exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa;

II - o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do
encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro
período da sessão legislativa;

III - o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerramento
do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.
O detalhe é que esses prazos (de encaminhamento e devolução para sanção) não são obrigatórios para
os demais entes da Federação! Isso significa que prevalecerão os prazos estabelecidos nas Constituições
Estaduais e Leis Orgânicas Municipais e do Distrito Federal. Por outro lado, a vigência das leis orçamentárias é
de observância obrigatória, ou seja, em todo o Brasil, o PPA terá vigência de 4 anos, a LDO terá vigência de 1
ano e meio, e a LOA terá vigência de 1 ano.
Resumindo:

4 meses antes do
Para o Executivo
encerramento do exercício
encaminhar ao Legislativo
financeiro
PPA* e LOA
Para o Legislativo devolver encerramento da sessão
ao Executivo para sanção legislativa

Prazos
8 ½ meses antes do
Para o Executivo
encerramento do exercício
encaminhar ao Legislativo
financeiro
LDO
encerramento do primeiro
Para o Legislativo devolver
período da sessão
ao Executivo para sanção
legislativa

*PPA é elaborado a cada 4 anos


Para memorizar os prazos, pense assim: os prazos da LOA são os mesmos do PPA. Com a diferença de
que o PPA tem 4 (quatro) anos de vigência, portanto, é elaborado a cada 4 (quatro) anos, enquanto a LOA tem
1 (um) ano de vigência e é elaborada todos os anos.
Ressalte-se também que o mandato do chefe do Executivo (Presidente, Governador ou Prefeito) também
é de 4 (quatro) anos, mas a vigência do PPA não coincidirá com o mandato do chefe do Executivo.
Isso porque a vigência do PPA iniciar-se-á somente no segundo ano do mandato do chefe do Executivo
e terminará no final do primeiro exercício financeiro do mandato subsequente. Ou seja: o chefe do Poder
Executivo já vai “pegar o bonde andando”. Só na próxima “estação” (segundo ano de mandato) é que ele
poderá direcionar o bonde. 😁

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Veja o esquema:

2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022

Mandato Dilma
01/01/2011 - 31/12/2014
Mandato Dilma-Temer
01/01/2015 - 31/12/2018
Mandato Bolsonaro
01/01/2019 -
31/12/2022

PPA 2012-2015
01/01/2012 - 31/12/2015
PPA 2016-2019
01/01/2016 - 31/12/2019

Viu como a vigência do PPA não coincide com a vigência do mandato do chefe do Poder Executivo? 😏
Se coincidisse, as barras laranjas ficariam exatamente embaixo das barras azuis.
Já a LDO tem prazos diferentes. Ela deve ser elaborada antes da LOA, justamente porque ela irá orientar
a elaboração desta. Para gravar os prazos da LDO, faça assim:

Escreva a sigla LDO no ar ou num papel. Isso mesmo. Escreva a sigla LDO no ar, com seu dedo, na sua frente ou num papel
com uma caneta. LDO termina com a letra O. Passe um traço (–) e divida essa letra O no meio. Ficou parecendo um 8 não
foi? Parece um 8, mas é a letra O partida no meio. Viu? 8 meses e meio! 😃

“Que viagem, professores!”

É, a gente sabe! Mas agora você gravou, não foi? 😂

Você ainda tem que saber que se os parlamentares não aprovarem o PLDO, eles não terão recesso!
Não vão ter “férias”! 😅 Arriscaríamos dizer que esse é o único instrumento que eles não querem que atrase!
Ninguém quer perder esse recesso! 😂

Observe a literalidade da CF/88. Ela fala em não interrupção da sessão legislativa:


Art. 57, § 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias.
Então ficamos assim:

PLDO devolvido
PLDO para sanção até 17
encaminhado de julho
até 15 de abril (encerramento do
(8 meses e 1º período
meio) legislativo)

PLOA e projeto PLOA e projeto


de PPA* de PPA*
encaminhados devolvidos para
até 31 de agosto sanção até 22
de dezembro

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E aqui vai uma tabelinha resumindo essas informações:


Etapas PPA LDO LOA
31/ago
Encaminhamento 15/abr 31/ago
(do 1º ano do mandato presidencial)
17/jul
Aprovação 22/dez (se não for aprovada até essa 22/dez
data, sessão leg. não será
interrompida)
4 anos 1 ano
18 meses
Vigência (de 1º/jan do 2º ano do mandato (1º/jan a
(da aprovação até o dia 31/dez
presidencial até 31/dez do 1º ano do 31/dez)
do ano seguinte)
mandato seguinte)
Agora que você já sabe como e quando é elaborada a proposta orçamentária, só falta conhecer o seu
conteúdo e forma. Então, a pergunta agora é: o que compõe, o que consta na proposta orçamentária?
A resposta está na Lei 4.320/64 (e está igualzinho na Lei estadual 287/79 também), quer ver?
Art. 22. A proposta orçamentária que o Poder Executivo encaminhará ao Poder Legislativo nos prazos
estabelecidos nas Constituições e nas Leis Orgânicas dos Municípios, compor-se-á:

I - Mensagem, que conterá: exposição circunstanciada da situação econômico-financeira, documentada


com demonstração da dívida fundada e flutuante, saldos de créditos especiais, restos a pagar e outros
compromissos financeiros exigíveis; exposição e justificação da política econômica-financeira do Governo;
justificação da receita e despesa, particularmente no tocante ao orçamento de capital;

II - Projeto de Lei de Orçamento;

III - Tabelas explicativas, das quais, além das estimativas de receita e despesa, constarão, em colunas
distintas e para fins de comparação:

a) A receita arrecadada nos três últimos exercícios anteriores àquele em que se elaborou a proposta;

b) A receita prevista para o exercício em que se elabora a proposta;

c) A receita prevista para o exercício a que se refere a proposta;

d) A despesa realizada no exercício imediatamente anterior;

e) A despesa fixada para o exercício em que se elabora a proposta; e

f) A despesa prevista para o exercício a que se refere a proposta.

IV - Especificação dos programas especiais de trabalho custeados por dotações globais, em termos de
metas visadas, decompostas em estimativa do custo das obras a realizar e dos serviços a prestar,
acompanhadas de justificação econômica, financeira, social e administrativa.

Parágrafo único. Constará da proposta orçamentária, para cada unidade administrativa, descrição
sucinta de suas principais finalidades, com indicação da respectiva legislação.

Atenção especial para esse parágrafo único, ok? 😅

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Propostas orçamentárias dos demais Poderes


“Certo, professores. Mas quem é que envia a proposta orçamentária do Poder Judiciário, por exemplo? Como
se dá a elaboração da proposta orçamentária nos demais Poderes?” 🧐

Excelente pergunta. Nesse ponto, é muito interessante observar a literalidade da CF/88.


No Poder Judiciário é assim:

Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.


§ 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados
conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.
§ 2º O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete:
I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a
aprovação dos respectivos tribunais;
II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos Presidentes dos Tribunais de Justiça,
com a aprovação dos respectivos tribunais.
Veja como está na Constituição do Estado do Rio de Janeiro (CE-RJ):
Art. 152 - O Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.
§ 1º O Tribunal de Justiça elaborará a proposta orçamentária do Poder Judiciário dentro dos limites
estipulados em conjunto com os demais Poderes na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

No Ministério Público é assim:


Art. 127, § 3º O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos
na lei de diretrizes orçamentárias.

E nas Defensorias Públicas é assim:


Art. 134, § 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e
a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.

Lembre-se que os Tribunais de Contas não são órgãos do Poder Legislativo. Porém, para fins orçamentários, os
Tribunais de Contas são vinculados ao Poder Legislativo. Portanto, as suas propostas orçamentárias são encaminhadas
junto com a do Poder Legislativo.

Percebeu algo em comum dentre todas? Todas elas serão elaboradas dentro dos limites estabelecidos
na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

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Não encaminhamento das propostas e propostas fora dos limites estabelecidos


na LDO
Acabamos de ver que o Poder Executivo tem um prazo para encaminhar os projetos de leis orçamentárias.
Por isso, os órgãos e entidades também têm prazo para enviarem suas propostas ao Poder Executivo, dando
tempo hábil a este para fazer a tal consolidação e eventuais ajustes.

“Tá. E que prazo é esse, professores?” 🤔

É aquele prazo estabelecido lá na LDO: 15 de agosto 😁

“Ok, mas e se não tiver LDO aprovada e publicada, professores? Como é que eu vou ter uma LOA sem uma
LDO?” 🧐

Bom, apesar da LDO orientar a elaboração da LOA (CF/88, art. 165, § 2º) e da comunicação entre esses
dois instrumentos ser fundamental para uma boa execução orçamentária, é possível que a LOA seja elaborada
antes da LDO. Portanto, grave: o envio, pelo Poder Executivo, da proposta orçamentária anual ao Poder
Legislativo independe da aprovação e publicação da LDO. Em outras palavras: a elaboração da LOA não está
condicionada à aprovação da LDO.

Preste atenção!
A elaboração da LOA não está condicionada à aprovação da LDO.

“Beleza, mas e se esses órgãos não enviarem as respectivas propostas dentro do prazo estabelecido lá
na LDO, professores? O que acontece?” 🤔

Excelente pergunta! É isso que cai em prova! ☝

A resposta é: se os órgãos não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias dentro do prazo


estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da
proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os
limites estipulados na LDO.

Preste atenção!
Se os órgãos não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias dentro do prazo, o Poder Executivo considerará
os valores aprovados na lei orçamentária vigente.

Você quer ver (para crer)? 😂

Então veja o que a CF/88 diz sobre o não encaminhamento das propostas do Poder Judiciário e do
Ministério Público, respectivamente:

Art. 99, § 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias


dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins
de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente,
ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo.

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Art. 127, § 4º Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do prazo
estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação
da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de
acordo com os limites estipulados na forma do § 3º.

“Mas esperem aí, professores. Esses Poderes e os órgãos independentes também têm que enviar a proposta
dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, não é? Mas e se eles a enviarem fora dos
limites?” 🤔

Mais uma excelente pergunta! 😃 E ela também é tranquila de responder!

Se a proposta enviada estiver fora dos limites estabelecidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO),
o Poder Executivo, responsável pela consolidação (como você já sabe), irá fazer ajustes! É por isso que esses
dispositivos (CF/88, art. 99, § 3º e art. 127, § 4º) afirmam que “o Poder Executivo considerará, para fins de
consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de
acordo com os limites estipulados”. 😉

Por exemplo: o Poder Judiciário encaminha sua proposta, dizendo que suas despesas com pessoal serão de R$
1.000.000,00. A SOF recebe essa proposta, dá uma confira da LDO e vê que o limite seria de R$ 900.000,00. Opa! Vai rolar
o ajuste aí! 😄

Veja que aqui nós temos dois casos diferentes:

• Caso 1: demais Poderes e órgãos independentes não encaminharam suas propostas para o Poder
Executivo dentro do prazo;
• Caso 2: propostas em desacordo com os limites estabelecidos na LDO.

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Lei orçamentária não encaminhada e não aprovada no prazo


“Beleza, professores! Mas e se esses órgãos tiverem enviado as respectivas propostas dentro do prazo e
dentro dos limites, só que agora o Poder Executivo é quem não encaminhou a proposta consolidada ao Poder
Legislativo dentro do prazo fixado? O que acontece?” 🤔

Só pergunta boa, hein? 😏 A resposta está na nossa boa e velha Lei 4.320/64:

Art. 32. Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou nas Leis Orgânicas
dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente.
Portanto, se o Poder Legislativo não receber a proposta dentro do prazo, ele não ficará de braços
cruzados. O vacilo foi do Poder Executivo, ora! O país não pode esperar. Será considerada como proposta a
LOA vigente e seguimos em frente! 😄

Essa situação não é muito comum, pois trata-se de crime de responsabilidade, que pode implicar até
impeachment. 😬

No Estado do Rio de Janeiro também é assim (Lei estadual 287/79):

Art. 16 – Os órgãos do Poder Executivo remeterão à Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral da


Governadoria do Estado, em data que poderá ser fixada por decreto, a respectiva proposta orçamentária.

§ 1º - Os Poderes Legislativo e Judiciário enviarão as suas propostas orçamentárias ao referido órgão dentro
do prazo que lhes for solicitado pelo Poder Executivo.

§ 2º - A inobservância das normas estabelecidas neste artigo sujeitará os órgãos de qualquer dos Poderes
à repetição, na proposta orçamentária, no que couber, dos quantitativos do orçamento vigente, sem
prejuízo da apuração de responsabilidades funcionais.

Beleza!
Agora vejamos outro caso, mais comum:
Digamos que o Executivo consolidou, fez ajustes, encaminhou o projeto de Lei Orçamentária Anual
(PLOA) para o Legislativo dentro do prazo... fez tudo certinho. Só que o Legislativo está demorando muito! 😕
O exercício financeiro já está acabando e o Legislativo ainda não devolveu o PLOA para sanção do chefe do
Executivo (ou então até devolveu, mas o chefe do Executivo não terá tempo de sancioná-lo até o final do
exercício).

O novo exercício financeiro já começou e ainda não temos LOA aprovada e vigente! A Administração
Pública só pode realizar despesas se elas estiverem autorizadas na LOA (ou nas leis de créditos adicionais). Mas
não há LOA vigente!

E agora? 😳 A Administração Pública vai ficar paralisada, sem realizar nenhuma despesa? 😱

É claro que não! Os hospitais públicos têm que funcionar desde o dia 1º de janeiro. O policiamento tem
que estar na rua desde o dia 1º de janeiro. Ou seja: algumas despesas não podem esperar!

“Mas como a Administração faz isso se não há LOA aprovada, professores?” 🧐

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É o seguinte: todo ano, a LDO determina que se o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) não for
sancionado pelo Presidente da República até 31 de dezembro, a programação dele constante poderá ser
executada para o atendimento de determinadas despesas (citadas lá na própria LDO). Quer dizer, em vez de
executar a lei aprovada, executar-se-á o projeto de lei ainda em tramitação.
Algumas dessas despesas podem ser executadas integralmente, isto é, podem ser executadas
𝟏
normalmente. Mas outras despesas (de caráter inadiável) poderão ser executadas até o limite de 𝟏𝟐 (um doze
avos) do valor previsto para cada órgão no PLOA, multiplicado pelo número de meses decorridos até a data
de publicação da respectiva Lei (da LOA).

Um exemplo agora cai bem, não é? 😄

Por exemplo: digamos que já estamos em março e nada da LOA ser aprovada. Finalmente ela é aprovada e publicada em
abril.

Quantos meses se passaram até a data da publicação da LOA? 3 meses!

Beleza. Agora digamos também que o órgão B tinha orçamento anual previsto de R$ 120.000,00 e precisava executar
despesas correntes de caráter inadiável.

Então, fazemos o seguinte:


#$%&' )'*+,-.& )$'$ & ó'0ã& 2 5$ 347.777
= = R$ 10.000
34 34

Quantidade de meses decorridos até a data de publicação da LOA x R$ 10.000 = 3 x R$ 10.000 = R$ 30.000.

Pronto! Chegamos ao nosso valor limite! O órgão B pode executar tais despesas correntes de caráter inadiável até o limite
de R$ 30.000.

Veja que aqui nós também temos dois casos diferentes (vamos chamá-los de caso 3 e caso 4 para
diferenciar dos outros):

• Caso 3: chefe do Executivo não encaminhou o projeto de lei orçamentária ao Poder Legislativo
dentro do prazo;
• Caso 4: projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) não foi sancionada até 31 de dezembro.

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Resumindo
Caso 1: demais Poderes e
órgãos independentes não
• o Poder Executivo considerará os valores aprovados
encaminharam suas propostas
na lei orçamentária vigente
para o Poder Executivo dentro
do prazo

Caso 2: propostas em desacordo


• o Poder Executivo procederá aos ajustes
com os limites estabelecidos na
necessários para fins de consolidação
LDO

Caso 3: chefe do Executivo não


encaminhou o projeto de lei • o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de
orçamentária ao Poder Orçamento vigente. Crime de responsabilidade
Legislativo dentro do prazo

Caso 4:projeto de Lei • a programação do PLOA poderá ser executada (algumas


Orçamentária Anual (PLOA) despesas poderão ser executadas integralmente e outras
não foi sancionada até 31 de até o limite de 1/12 do valor previsto para cada órgão no
dezembro. PLOA.

Questões para fixar


CESPE – MPE-PI – Técnico Ministerial – 2018

O projeto de lei orçamentária anual independe de sanção ou veto do chefe do Poder Executivo, sendo diretamente
promulgado pelas mesas do Congresso Nacional.

Comentários:

Nada disso! O projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) depende de sanção ou veto do chefe do Poder Executivo, assim
como qualquer outra lei. 😄

Gabarito: Errado

CESPE – MPE-PI – Técnico Ministerial – 2018

Cabe ao Poder Judiciário do estado, amparado na autonomia administrativa e financeira garantida pelas Constituições
Federal e Estadual, elaborar a proposta orçamentária do MP/PI, dentro dos limites estipulados na LDO, e encaminhá-la
para deliberação e aprovação pela Assembleia Legislativa.

Comentários:

Negativo! Ministério Público possui elabora sua própria proposta orçamentária, dentro dos limites estipulados na LDO, e
a encaminha, nesse caso da questão, para o órgão estadual de planejamento (a Secretaria de Planejamento do Estado,
por exemplo), que pertence ao Poder Executivo.

Depois de consolidado pela Secretaria, o projeto é encaminhado pelo Chefe do Poder Executivo (Governador) ao Poder
Legislativo (Assembleia Legislativa) para deliberação e aprovação pela Assembleia Legislativa.

Gabarito: Errado

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CESPE – TCE-PE – Analista de gestão – 2017

A elaboração do projeto de lei orçamentária é condicionada à aprovação do plano plurianual do exercício de referência.

Comentários:

Apesar do PPA (e da LDO) serem referências para e elaboração da LOA, a sua elaboração não está condicionada à
aprovação de nenhum desses dois instrumentos (PPA e LDO).

Gabarito: Errado

CESPE – TCE-ES – Ciências contábeis – 2012

Se a lei orçamentária anual não for aprovada até o final do exercício anterior ao da sua vigência, o Poder Executivo estará
autorizado a executar as dotações constantes da proposta apresentada ao Poder Legislativo, até o limite de um doze avos
por mês.

Comentários:

Não, não. 😤

A autorização para a execução parcial não é para todas as dotações constantes da proposta apresentada ao Poder
Legislativo. É somente para algumas dotações.

Todo ano, a LDO determina que se o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) não for sancionado pelo Presidente da
República até 31 de dezembro, a programação dele constante poderá ser executada para o atendimento de determinadas
despesas.

Algumas dessas despesas podem ser executadas integralmente, isto é, podem ser executadas normalmente. Mas outras
despesas (de caráter inadiável) poderão ser executadas até o limite de 1/12 (um doze avos) do valor previsto para cada
órgão no PLOA, multiplicado pelo número de meses decorridos até a data de publicação da respectiva Lei (da LOA).

Gabarito: Errado

CESPE – TRT-17ª – Analista judiciário - Contabilidade – 2013

Se o projeto de lei orçamentária anual não for sancionado até 31 de dezembro, será possível adotar a prática, autorizada
em cada lei de diretrizes orçamentárias, de execução contínua de algumas despesas constantes da proposta, o que, no
caso de despesas correntes consideradas inadiáveis, não poderá exceder, a cada mês, um duodécimo do valor previsto de
cada ação.

Comentários:

Ah! Agora sim! Quer ver como a LDO diz mesmo isso? Dá uma olhadinha na LDO da União para o exercício de 2019:

Art. 60. Se o Projeto de Lei Orçamentária de 2019 não for sancionado pelo Presidente da República até 31 de dezembro de
2018, a programação dele constante poderá ser executada para o atendimento de: (...)

V - outras despesas correntes de caráter inadiável, até o limite de um doze avos do valor previsto para cada órgão no
Projeto de Lei Orçamentária de 2019, multiplicado pelo número de meses decorridos até a data de publicação da respectiva
Lei;

Gabarito: Certo

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CESPE –TJ-RR – Contador – 2012

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) da União será encaminhado ao
Congresso Nacional até quatro meses antes do encerramento do exercício de sua elaboração, prazo que também deve ser
observado pelos estados para a remessa de seus PPAs às respectivas assembleias legislativas.

Comentários:

Opa! Os prazos (de encaminhamento e devolução para sanção) estabelecidos lá no artigo 35, § 2º, do ADCT, não são
obrigatórios para os demais entes da Federação!

Portanto, o projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) da União será sim encaminhado ao Congresso Nacional até quatro
meses antes do encerramento do exercício de sua elaboração, mas esse prazo não precisa ser observado pelos estados
para a remessa de seus PPAs às respectivas assembleias legislativas. E foi por isso que a questão ficou errada!

Gabarito: Errado

CESPE – MPU – Analista – 2010

O projeto de lei orçamentária deve ser encaminhado, pelo Congresso Nacional, para sanção presidencial, até o dia 31 de
agosto do ano anterior à sua aplicação.

Comentários:

A questão misturou todas as bolas! 😂

O projeto de Lei Orçamentária Anual deve ser encaminhado pelo chefe do Poder Executivo (iniciativa exclusiva e
vinculada, lembra? 😏) ao Poder Legislativo até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro (31 de
agosto). O Poder Legislativo é que irá devolver o PLOA para sanção presidencial até o encerramento da sessão legislativa
(22 de dezembro).

Gabarito: Errado

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Discussão, votação e aprovação do projeto de lei


orçamentária
Observação: neste tópico, vamos enfatizar o modelo federal, pois os modelos estaduais e municipais são muito
semelhantes a ele (não muda praticamente nada) e, mesmo que se trate de um concurso estadual ou municipal, a prova
pode muito bem perguntar sobre a regra federal. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, é tudo praticamente igual. O
que for destoante nós avisaremos! 😉

Muito bem! Então nosso PLOA foi elaborado e enviado ao Poder Legislativo. E agora? 🤔

Agora começa a segunda fase do ciclo orçamentário. Trata-se da discussão, votação e aprovação do
projeto de lei orçamentária. Detalhe: agora que saiu das mãos do Poder Executivo, não chamamos mais de
“proposta”, mas sim de “projeto de lei”, afinal ele está tramitando no Poder Legislativo.
A primeira coisa que você tem que saber aqui é a seguinte (CF/88):

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do
regimento comum.

Primeiro ponto de atenção: a LOA, a LDO e o PPA (propriamente ditos) não tramitam no Legislativo. O
que tramita no Legislativo é o projeto de LOA, projeto de LDO e projeto de PPA.

Por exemplo: o Legislativo não faz uma emenda à LOA. Ele faz uma emenda ao projeto de LOA, pois a LOA já é a lei pronta,
publicada, em vigor, que já passou pelo Legislativo.

Segundo ponto de atenção: no âmbito federal, esses projetos serão apreciados pelas duas Casas do
Congresso Nacional. Não é só pela Câmara dos Deputados e nem só pelo Senado Federal. É pelas duas! 🧐

E será na forma do regimento comum, ok? 🤓

Além disso, será uma sessão conjunta (e não unicameral). Isso significa que deputados e senadores estão
reunidos, juntos, votando simultaneamente na mesma sessão, porém os votos são computados
separadamente. Resumindo: na sessão conjunta, eles estão juntos, mas não se misturam! 😄

Observação: no âmbito estadual e municipal, não teremos isso, pois temos apenas uma Casa Legislativa: Assembleia
Legislativa e Câmara Municipal, respectivamente.

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Beleza! 😄

Então agora vamos entender melhor o processo legislativo orçamentário. O que acontece quando o
projeto de lei orçamentária chega ao Legislativo? 🤔

Pois bem. O chefe do Executivo envia o projeto de LOA por Mensagem Presidencial (não é mensagem de
WhatsApp 😅) ao Legislativo. Chegando lá, o projeto será encaminhado para a Comissão Mista de Planos,
Orçamento e Fiscalização (você pode carinhosamente chama-la de CMO. É assim que ela é conhecida). Ela é
uma das protagonistas nessa etapa do ciclo orçamentário, por isso precisamos ver alguns detalhes sobre ela.
😄

Primeiro: a CMO é uma comissão permanente! Não é uma comissão temporária (seja especial, externa
ou parlamentar de inquérito – as famosas CPI’s). Isso quer dizer que a CMO integra a estrutura institucional da
Casa.

Preste atenção!
A CMO é uma comissão permanente

“Beleza, professores. Mas quem faz parte dessa comissão?” 🤔

Ah! Você está nos perguntando sobre a composição da CMO. Vamos lá! 😎

A CMO é composta por 30 deputados federais e 10 senadores, ou seja, total de 40 membros. Só que ela
tem também 40 suplentes, sendo 30 deputados suplentes e 10 senadores suplentes. Portanto, temos 40
titulares + 40 suplentes (não é 40 membros, sendo 20 titulares e 20 suplentes, ok? 😉).

Titulares Suplentes
Deputados 30 30
Senadores 10 10
Total 40 40
Você percebeu que a CMO é composta por integrantes das duas casas do Congresso Nacional, não é? É
por isso que ela é chamada de comissão mista. As comissões mistas são integradas por deputados e
senadores e constituídas para tratar de matéria pertinente à competência do Congresso Nacional.
No âmbito estadual (Assembleia Legislativa) e municipal (Câmara dos Vereadores), como só temos uma
casa, essa comissão não será chamada de mista.
No Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, essa comissão é chamada de Comissão de Orçamento e é
formada somente por Deputados Estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

“Tá certo, professores. Já sei o que ela é e como ela é composta. Mas o que essa CMO efetivamente faz?” 🧐

Boa pergunta! 😄

Bom, a CMO é tão especial, que ela é a única comissão do Congresso Nacional cujas atribuições estão
definidas na Constituição Federal. Isso mesmo! Temos que consultar a CF/88 para ver o que a CMO
efetivamente faz, senão vejamos:

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Art. 166, § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas
anualmente pelo Presidente da República;

Lembrando que, após o exame e emissão do parecer da CMO, o Congresso Nacional irá julgar as contas
do Presidente da República (de acordo com a CF/88, art. 49, IX), momento em que o ciclo orçamentário se
encerrará.
Continuando:
Art. 166, § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos
nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação
das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58.

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Resumindo
projetos de PPA, LDO, LOA e
Créd. Adic.

Examinar e emitir
contas do PR
parecer sobre

planos e programas
CMO nacionais, regionais e
setoriais

acompanhamento e
exercer fiscalização orçamentária

“Beleza, professores. Agora deixa eu perguntar: podem ocorrer mudanças no PLOA enquanto ele tramita no
Legislativo?” 🤔

Sim! É claro que podem ocorrer mudanças no PLOA enquanto ele tramita no Legislativo, afinal trata-se
ainda de um projeto de lei que está sendo discutido pelos representantes do povo. Essas mudanças ocorrem
em virtude de:

• Emendas, provocadas por parlamentares (Poder Legislativo);


• Mensagem, provocadas pelo Presidente da República.

“O Presidente da República (Governador ou Prefeito) pode alterar projeto de lei orçamentária que já está
tramitando no Legislativo, professores? Como assim? Isso é possível?” 🤨

Sim! É possível! Mas tem uma condição muito importante (por “importante” nós queremos dizer:
despenca em prova!): o Presidente poderá enviar mensagem ao Legislativo, propondo modificação nos
projetos de leis orçamentárias enquanto não tiver sido iniciada, na Comissão mista (CMO), a votação da parte
cuja alteração é proposta.

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Preste atenção!
O Presidente poderá enviar mensagem ao Legislativo, propondo modificação nos projetos de leis
orçamentárias enquanto não tiver sido iniciada, na Comissão mista (CMO), a votação da parte cuja
alteração é proposta

“Como é, professores?” 😣

É o seguinte:

Digamos que o PLOA tem 6 partes. As partes 1, 2 e 3 já tiveram sua votação iniciada na Comissão mista. O Presidente não
pode mais mandar mensagem propondo alteração nessas partes. Iniciou a votação na Comissão mista? Já era! Presidente
não pode mais alterar!

Agora, o Presidente pode enviar mensagem alterando as partes 4, 5, e 6? Aí sim! 😃 Porque a votação na Comissão mista
não se iniciou ainda.

Portanto:

• Se a votação da parte que o chefe do Executivo quiser alterar já tiver sido iniciada na Comissão
mista: o chefe do Executivo não pode mais mandar mensagem propondo modificação;
• Se a votação da parte que o chefe do Executivo quiser alterar ainda não tenha sido iniciada na
Comissão mista: o chefe do Executivo ainda pode mandar mensagem propondo modificação.

“Por que isso, professores?” 🧐

Imagine que você vai entregar um trabalho para o seu professor, o qual vai avaliar e lhe dar uma nota. Depois de horas de
dedicação, você finalmente envia o e-mail. Você estava tão cansado que nem fez uma revisão final do trabalho. No dia
seguinte, você resolve dar aquela olhadinha despretensiosa e percebe que cometeu um erro grave! Você rapidamente o
corrige e envia outro e-mail para o professor, pedindo que ele desconsidere a versão anterior e considere essa atual. Seu
professor prontamente responde: “ok. Eu ainda não comecei a corrigir o seu trabalho, então não tem problema”. Você
descansa tranquilo novamente.

Três dias depois, seu colega lhe questiona sobre um ponto do trabalho e você percebe, de novo, que cometeu um erro.
Você corrige o mais rápido que pode e envia outro e-mail para o professor, mas dessa vez ele lhe responde assim: “me
desculpe, eu já estou quase terminando de corrigir o seu trabalho e eu tenho um prazo para entregar sua nota. Se você
ficar me pedindo para considerar uma nova versão, quando eu já tiver começado a corrigir o seu trabalho, além de eu ter
trabalho dobrado, eu nunca vou conseguir entregar suas notas a tempo!”

Entendeu o que a gente quer dizer? 😏

Essa regra existe para evitar que o chefe do Executivo fique alterando o projeto de lei sempre que desejar.
Se a votação já tiver sido iniciada e o chefe do Executivo pudesse propor uma alteração, a Comissão teria que
analisar aquele novo projeto e praticamente descartar todo o trabalho que foi feito antes. Pense num
desperdício de tempo e recursos públicos!
Além disso, o orçamento tem prazos! Se a alteração pudesse ser feita a qualquer momento, ia ser difícil
conseguir aprovar tudo no prazo: já pensou se faltasse um dia para o prazo acabar e o chefe do Executivo
enviasse uma alteração que demandasse outra análise, discussão e votação? 🥴

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Beleza! Então, por ser tão importante, vamos lhe mostrar essa regra exatamente como ela está na CF/88:

Art. 166, § 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para
propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na
Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

⚠ Atenção aos seguintes pontos:

• A modificação é feita nos projetos de leis orçamentárias (PLOA, PLDO, projeto de PPA e projeto
de créditos adicionais). Não é feita na proposta orçamentária e nem nas próprias LOA, LDO, PPA
e leis de créditos adicionais. Essas leis já passaram pelo Legislativo, ué! 😅
• A modificação pode ser feita enquanto não iniciada a votação, e não enquanto não finalizada a
votação ou enquanto não iniciada a discussão.
• A modificação pode ser feita enquanto não iniciada a votação na Comissão mista, e não no
Plenário.
• A modificação pode ser feita enquanto não iniciada a votação somente da parte cuja alteração
é proposta.

Resumindo
O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos
(não é na proposta e nem nas leis) a que se refere este artigo enquanto não iniciada (e não finalizada) a votação(e
não a discussão), na Comissão mista (não é no Plenário), da parte cuja alteração é proposta (somente da parte
que está sendo alterada).

Beleza! 😄

O outro jeito de alterar os projetos de leis orçamentárias é por meio de emendas.

As emendas serão apresentadas por parlamentares (qualquer parlamentar, não só aquele que faz parte
da CMO) na Comissão mista, a qual irá emitir um parecer sobre elas. As emendas, então, serão apreciadas
pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional. É isso que nos diz a CF/88, veja só:

Art. 166, § 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e
apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.

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Então, preste atenção! As emendas são:

• Apresentadas na Comissão mista (que sobre elas emitirá parecer); e


• Apreciadas pelo Plenário.

São verbos diferentes, ok? 😉

“Beleza, professores. Entendi. Mas essas emendas versarão sobre o que? Qualquer coisa pode ser emendada?
E qualquer emenda pode ser aprovada?” 🤨

Que bom que você perguntou! As respostas para as suas perguntas não só caem em prova: elas desabam,
e com força! 😳 Essa aqui talvez seja a parte mais importante deste tópico ou desta aula! Então se ajeite na
cadeira e vamos lá!
É o seguinte: nem toda emenda será aprovada! Existem condições para que elas sejam aprovadas!

“Condições, professores? Que condições são essas?” 🧐

Sim! Temos condições para aprovação de emendas ao PLOA e ao PLDO.


Primeiro veremos os requisitos de emendas ao PLOA. Elas estão no artigo 166, § 3º da CF/88
(destaque-o na sua Constituição Federal). Vamos transcrevê-lo e, em seguida, destrinchá-lo, ok? 😏

§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem
ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,


excluídas as que incidam sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;

b) serviço da dívida;

c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou

III - sejam relacionadas:

a) com a correção de erros ou omissões; ou

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

Primeiro ponto de atenção: as emendas são feitas ao projeto de lei orçamentária anual, e não à lei
orçamentária anual. Ninguém emenda a própria LOA! A LOA já é uma lei pronta, publicada e em vigor. Para
alterá-la, precisamos é de outra lei (princípio da legalidade) e não de uma emenda.
A pegadinha aqui é essa: a questão vai dizer que a emenda é feita à lei orçamentária anual. Isso está
errado! Não caia nessa! Emendas são feitas ao projeto de lei orçamentária anual. 😤

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Preste atenção!
Emendas são feitas ao projeto de lei orçamentária anual, e não à própria lei orçamentária anual

Segundo ponto importante: essas condições são para a aprovação de emendas, e não para a
apresentação de emendas.

“Como assim, professores?” 🤨

É o seguinte: qualquer (absolutamente qualquer) emenda poderá ser apresentada. Atenção: nós
dissemos “apresentada”.
“Professores, quer dizer que um parlamentar pode apresentar uma emenda nada a ver? Toda errada? Que
desrespeite todos os requisitos desse dispositivo constitucional?”

Apresentar? Sim! Ele pode apresentar o que ele(a) quiser! 😅

Agora, se vai ser aprovada... aí são “outros 500”! 😏

Então, qualquer (absolutamente qualquer) emenda poderá ser apresentada, mas nem toda emenda
será aprovada. As emendas somente podem ser aprovadas caso respeitem os requisitos mencionados nesse
dispositivo constitucional.

Superados esses pontos, vejamos quais são as três condições para que as emendas sejam aprovadas
(aprovadas! 😄).

Condição 1:

§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem
ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;


O Plano Plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) antecedem e orientam a elaboração
da Lei Orçamentária Anual (LOA). Lembra disso?

PPA

LDO

LOA

Por isso, as emendas ao projeto de LOA somente poderão ser aprovadas se tiverem compatibilidade
com o PPA e com a LDO.
“Sério, professores? Se as emendas ao PLOA não forem compatíveis com o PPA e com a LDO, elas não
poderão ser aprovadas? Ou seja: as emendas ao PLOA sempre terão que ser compatíveis com o PPA e com a LDO?”
🧐

SIM! SEMPRE! 🤓

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As emendas ao PLOA sempre terão que ser compatíveis com o PPA e com a LDO. Essa regra é sempre
válida, para qualquer tipo de emenda, ok? 😉

Detalhe: a CF/88 jamais afirmou que PPA, LDO e LOA devem ser compatíveis entre si. Essa falha só foi corrigida na Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF), em seu art. 5º. Veja que a CF/88 somente falou das emendas ao PLOA.

“Beleza, essa foi tranquila. Qual é a próxima condição, professores?” 😄

Ah! Se empolgou agora, né? 😂

Condição 2:
Se a emenda demandar recursos públicos, ou seja, se, para realizar a emenda, o parlamentar precise de
dinheiro, ela deve obedecer à seguinte regra:

§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem
ser aprovadas caso:

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,


excluídas as que incidam sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;

b) serviço da dívida;

c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou

Detalhe: a alínea “c” do dispositivo constitucional acima será sempre adaptada à realidade do ente. Por exemplo: no
âmbito estadual, teremos “transferências tributárias constitucionais para Municípios”. E só. Estado não faz transferência
para outros Estados.

Ok! Isso significa que se a emenda envolver dinheiro, ela somente será admitida se o parlamentar indicar
de onde ele irá tirar os recursos necessários para realiza-la. E somente será admitido tirar dinheiro da
anulação de uma outra despesa.

“Como assim, professores?” 🤔

É o seguinte: se quiser colocar uma nova despesa no PLOA, então anule uma outra!

Por exemplo: o parlamentar João deseja fazer uma emenda ao PLOA. Tem uma obra lá que ele não está gostando de jeito
nenhum! 😤 O que João quer mesmo é a aquisição de novos veículos para o Poder Legislativo.

Certo, João. Você pode fazer uma emenda propondo a aquisição de novos veículos. Mas de onde você vai tirar esse dinheiro?

Ele responde: “simples. Anulamos a despesa com aquela obra e usamos esses créditos orçamentários para a aquisição dos
veículos. Assim a nova despesa não aumenta. Só estamos trocando uma pela outra”.

Ele pode fazer isso? 🤔

Pode sim! Se quiser incluir uma despesa no PLOA, vai ter que anular outra.

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Mas agora é que vem o detalhe importante: nem todas as despesas poderão ser anuladas! Algumas
despesas jamais poderão ser anuladas!

“Quais, professores?” 🧐

Essas daqui:

• dotações para pessoal e seus encargos;


• serviço da dívida (amortização, juros, encargos, etc.);
• transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal.

Então, veja só: imagine que você é um parlamentar e deseja fazer uma emenda para realizar uma obra.
Para isso, você tem que anular alguma outra despesa. 🤔

• Você pode anular despesas com passagens aéreas? SIM! 😄


• Você pode anular despesas com educação, aquisição de livros? SIM! 😄
Agora:

• Você pode anular despesas com pessoal? NÃO! Jamais! 😤


• Pode anular despesas com juros da dívida? NÃO! Jamais! 😤
• E pode anular despesas com transferências tributárias constitucionais (as famosas TRANS TRI
CO)? Também NÃO! 😤

O que nós estamos dizendo para você é que a única fonte de recursos para realização de emendas ao
PLOA é a anulação de despesas. Perceba: é diferente do que vimos lá nos créditos adicionais. Os créditos
adicionais irão alterar a LOA, já feita. E lá nós temos 6 fontes para abertura de créditos adicionais. Aqui nas
emendas, temos uma fonte só! Portanto, não confunda as fontes para abertura de créditos adicionais com a
fonte para emendas ao PLOA.
A banca vai fazer pegadinhas aqui, dizendo que um parlamentar quer fazer uma emenda ao PLOA e
indicará como fonte o superávit financeiro apurado no balanço patrimonial do exercício anterior. Essa
emenda não será aprovada, pois a indicação de recursos tem que ser proveniente de anulação de despesas
(exceto despesas com pessoal, serviços da dívida e TRANS TRI CO).

Fontes para abertura de créditos adicionais


Fonte para emenda ao PLOA
(SF É RARO)

Superávit Financeiro

Excesso de Arrecadação

Reserva de contingência
Anulação de despesas
Anulação de dotação

Recursos sem despesas correspondentes

Operações de crédito

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Preste atenção!
Se a emenda envolver dinheiro, ela somente será admitida se o parlamentar indicar os recursos necessários.
A indicação dos recursos necessários só é admita se for proveniente da anulação de uma outra despesa. Essa
é a única fonte de recursos para emendas ao PLOA.
Mas nem todas as despesas poderão ser anuladas. Quais são elas? Pessoal, serviços da dívida e TRANS TRI
CO.

Resumindo
Pessoal
Emendas Mas não
indiquem os
somente Anulação de poderão ser Serviços da
recursos
aprovadas despesas anuladas dívida
necessários
caso despesas com
TRANS TRI CO

“Tem mais uma condição, não é, professores?” 🤓

Tem sim! 😁

Condição 3:

§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem
ser aprovadas caso:

III - sejam relacionadas:

a) com a correção de erros ou omissões; ou

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

Portanto, as emendas podem ser aprovadas se estiverem relacionadas com:


• A correção de erros ou omissões: ocorreu um erro e é preciso emendar o PLOA para corrigi-lo.

Por exemplo: a estimativa de receita foi calculada errada. A emenda que corrija esse erro poderá ser aprovada.

• Dispositivos do texto do projeto de lei: aqui a emenda irá modificar somente o texto do PLOA.

Por exemplo: o texto original fala em “estimativa da receita”. A emenda propõe alteração para “previsão da receita”. Ok.
Só mudou o texto. Essa emenda poderá ser aprovada.

Então é o seguinte: as emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem
somente podem ser aprovadas caso sejam compatíveis com o PPA e a LDO. Essa regra sempre terá que ser
obedecida. Além disso:

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• se a emenda demandar recursos públicos, ela terá que indicar os recursos necessários, sendo
admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa (só não pode anular despesas com
pessoal, serviços da dívida e TRANS TRI CO).
• senão, elas serão emendas para corrigir erros e omissões ou somente relacionadas a dispositivos
do texto do projeto de lei.
Beleza!
Essas foram as condições para emendas ao PLOA, mas nós temos condições também para emendas ao
projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Na verdade, temos uma condição só! Veja (CF/88):

Art. 166, § 4º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas
quando incompatíveis com o plano plurianual.

Portanto, a única condição para que as emendas ao PLDO sejam aprovadas é que elas sejam compatíveis
com o PPA. Só isso! 😌

“E o que significa ser compatível com o PPA, professores?” 🤓

É estar de acordo com as diretrizes, objetivos e metas (DOM) estabelecidas no PPA! 😃 Pronto!

Preste atenção!
Única condição para as emendas ao PLDO serem aprovadas: serem compatíveis com o PPA

Pronto! Agora nós estamos prontos para ver outra regra constitucional interessante. Lá vai:

Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:

I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no art. 166, §
3º e § 4º.

Que dispositivos ressalvados são esses? 🤔

Justamente os que falam sobre emendas ao PLOA e ao PLDO! 😃

Portanto, o que esse dispositivo quer dizer é que se a iniciativa de lei for exclusiva do Presidente da
República, não será admitido o aumento da despesa prevista. Agora, se estivermos falando de PLOA e PLDO,
o aumento da despesa prevista poderá ser admitido! 😄

Por exemplo: o Presidente enviou uma lei ao Poder Legislativo e o impacto orçamentário dela será de R$ 1.000.000,00. O
Poder Legislativo não poderá aumentar essa despesa prevista! Não poderá aumentar de R$ 1.000.000,00 para R$
2.000.000,00, por exemplo.

Agora, se essa lei que o Presidente enviou foi o PLOA ou o PLDO, aí sim o Poder Legislativo poderá aumentar a despesa
prevista. 😄

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“Mas, professores, uma das condições para aprovação de emendas ao PLOA não é que elas deverão indicar
os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa? Quando eu faço uma anulação
de despesa eu estou simplesmente substituindo uma despesa pela outra, sem aumentar o valor global do
orçamento. Agora vocês estão me dizendo que é possível aumentar a despesa prevista? Como assim?” 🤕

É. É isso mesmo!

Seguinte: regra geral, não é possível aumentar a despesa fixada na LOA, nem mesmo por emenda
parlamentar. Por isso que essas emendas precisam anular uma despesa, substituindo-a por outra. No entanto,
se essa emenda for enquadrada como correção de erros e omissões, aí sim será possível aumentar a despesa.

Por exemplo: a estimativa da receita era de R$ 1.000.000,00, mas houve um erro no cálculo. Na verdade, era pra ser R$
1.500.000,00. Ou seja: houve uma reestimativa da receita. Agora será possível aumentar a despesa em mais R$
500.000,00.

Portanto, as emendas parlamentares não podem acarretar aumento na despesa total do orçamento, a
menos que sejam identificados erros ou omissões nas receitas, devidamente comprovados.

Preste atenção!
As emendas parlamentares não podem acarretar aumento na despesa total do orçamento, a
menos que sejam identificados erros ou omissões nas receitas, devidamente comprovados.

Beleza. E falando em reestimativa de receitas, olha só essa regra que a LRF trouxe:

Art. 12, § 1o Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado erro
ou omissão de ordem técnica ou legal.

Então:

Por exemplo: o PLOA chegou ao Poder Legislativo e um parlamentar (ou uma comissão) acredita que a receita deva ser
reestimada. É possível reestimar a receita? Sim! Desde que seja comprovado que houve um erro ou omissão de ordem
técnica ou legal.

“Mas o que é um erro ou omissão de ordem técnica ou legal, professores?”

É, basicamente, um erro de cálculo, de estimativa. 😄

E a Resolução 01/2006 - CN também prevê a utilização de recursos de reestimativa de receitas para


emendas parlamentares, por meio da Reserva de Recursos. Quer ver?

Art. 56. A Reserva de Recursos será composta dos eventuais recursos provenientes da reestimativa das
receitas, da Reserva de Contingência e outros definidos no Parecer Preliminar, deduzidos os recursos
para atendimento de emendas individuais, de despesas obrigatórias e de outras despesas definidas naquele
Parecer.

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Portanto:

Reserva de Recursos = recursos provenientes da reestimativa de receitas + Reserva de Contingência


+ outros definidos em parecer preliminar.

Ah! E tem uma outra regra que é muito interessante você conhecer. Ela está lá na Lei 4.320/64. Vamos
ver?
Art. 33. Não se admitirão emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem a:

a) alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, salvo quando provada, nesse ponto a inexatidão
da proposta;

b) conceder dotação para o início de obra cujo projeto não esteja aprovado pelos órgãos competentes;

c) conceder dotação para instalação ou funcionamento de serviço que não esteja anteriormente
criado;

d) conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder


Legislativo para concessão de auxílios e subvenções.

Então, se a emenda for para:

• alterar despesas de custeio (salvo quando a proposta estiver comprovadamente errada);


• o início de obra cujo projeto ainda não foi aprovado;
• instalação (ou funcionamento) de serviço que ainda não foi criado; e
• conceder dotação superior à anteriormente fixada para auxílios e subvenções,
ela não será admitida!

“Professores, e tem alguma regra específica para o Rio de Janeiro aqui, que seja diferente da CF/88?” 🤔

Tem sim! Veja só o que diz a CE-RJ:

Art. 210, § 8º Na apreciação e votação do orçamento anual o Poder Executivo colocará à disposição do
Poder Legislativo todas as informações sobre a situação do endividamento do Estado, detalhadas
para cada empréstimo existente, e acompanhadas das agregações e consolidações pertinentes.

Resumindo
se Mas não Pessoal
Recurso só
demandar poderão
poderão ser
recursos ser Serviços da
provenientes
Condições públicos, anuladas dívida
de anulação
para indique os despesas
compatíveis de despesas TRANS TRI CO
aprovação recuros com
com PPA e
de
LDO
emendas se estiver
ao PLOA relacionada Poderá haver reestimativa de
a erros ou receita e aumento da despesa
omissões

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Questões para fixar


Quadrix – CRM-PR – Contador – 2018

A mensagem presidencial é o instrumento oficial de apresentação da proposta de lei orçamentária anual.

Comentários:

Sim! A Mensagem Presidencial é o instrumento de comunicação oficial entre o Presidente da República e o Congresso
Nacional. A proposta de lei orçamentária anual (LOA) é enviada ao Poder Legislativo por meio de Mensagem.

Gabarito: Certo

CESPE – TCE-MG – Analista de Controle Externo – Administração – 2018

O chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor modificação nos projetos de lei
orçamentária enquanto não iniciada a discussão da parte para a qual se propõe alteração.

Comentários:

Certa, né? 😅

NÃO! ERRADA! 😳

O chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor modificação nos projetos de lei
orçamentária enquanto não iniciada a votação (e não a discussão) da parte para a qual se propõe alteração. Olha só a
literalidade da CF/88:

Art. 166, § 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos
projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

Está vendo o nível de atenção que você deve dar a esse dispositivo constitucional? Nós avisamos! 😄

Gabarito: Errado

FCC – TRF- 3ª – Analista judiciário – 2016

Quanto ao processo de elaboração, discussão, votação e aprovação da proposta orçamentária, a Constituição Federal
estabelece que em qualquer momento o Presidente da República pode enviar mensagem ao Congresso Nacional para
propor modificações no projeto da lei orçamentária anual.

Comentários:

Em qualquer momento? 🤔

É claro que não! É só enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte que ele deseja alterar.

Essa regra existe para evitar que o chefe do Executivo fique alterando o projeto de lei sempre que desejar. Se a votação já
tiver sido iniciada e o chefe do Executivo pudesse propor uma alteração, a Comissão teria que analisar aquele novo projeto
e praticamente descartar todo o trabalho que foi feito antes. Pense num desperdício de tempo e recursos públicos! Além
disso, o orçamento tem prazos! Se a alteração pudesse ser feita a qualquer momento, ia ser difícil conseguir aprovar tudo
no prazo.

Gabarito: Errado

FCC – TRF- 3ª – Analista judiciário – 2016

Quanto ao processo de elaboração, discussão, votação e aprovação da proposta orçamentária, a Constituição Federal
estabelece que no caso de emendas ao projeto da lei do orçamento anual, somente são admitidas as indicações de recursos
advindos de anulação de despesa.

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Comentários:

Exatamente! Se quiser fazer uma emenda ao PLOA tem que indicar de onde os recursos necessários para realiza-la serão
tirados. E somente será admitido tirar dinheiro da anulação de uma outra despesa. Lembrando que nem todas as despesas
poderão ser anuladas! Algumas despesas jamais poderão ser anuladas.

Isso tudo está lá na CF/88:


Art. 166, § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser
aprovadas caso:
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam
sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou
Gabarito: Certo

FCC – TRF- 3ª – Analista judiciário – 2016

Quanto ao processo de elaboração, discussão, votação e aprovação da proposta orçamentária, a Constituição Federal
estabelece que o projeto de lei relativo ao orçamento anual será apreciado pela Câmara dos Deputados, cabendo ao
Senado apenas o acompanhamento do atendimento aos limites constitucionais.

Comentários:

Negativo! Não é assim. Veja como é na CF/88:

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos
adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

Portanto, no âmbito federal, esses projetos serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional. Não é só pela
Câmara dos Deputados, cabendo ao Senado apenas o acompanhamento do atendimento aos limites constitucionais. É
pelas duas Casas! 🧐

E será na forma do regimento comum, ok? 🤓

Gabarito: Errado

CESPE – TCU – Auditor Federal de Controle Externo – 2015

Ainda que não esteja compatível com o plano plurianual, a emenda ao projeto de lei orçamentária que pretender consignar
recursos para transferência a empresa estatal com o objetivo de financiar a construção de uma usina hidrelétrica poderá
ser apresentada na Comissão Mista de Orçamento por qualquer parlamentar.

Comentários:

O que foi que a gente disse? 😏

As condições são para a aprovação de emendas, e não para a apresentação de emendas.

Qualquer (absolutamente qualquer) emenda poderá ser apresentada, “ainda que não esteja compatível com o plano
plurianual”, exatamente como disse a questão.

Mas nem toda emenda será aprovada. As emendas somente podem ser aprovadas caso respeitem os requisitos
mencionados na CF/88 (art. 166, § 3º e 4º).

Gabarito: Certo

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CESPE – SERPRO – Analista – 2010

O presidente da República pode enviar mensagem ao Congresso Nacional propondo modificação no projeto de lei
orçamentária, aumentando os recursos alocados no orçamento de investimentos a serem executados pelo SERPRO,
desde que não tenha sido iniciada a votação, na comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

Comentários:

É isso mesmo! 😃 Olha só (CF/88):

Art. 166, § 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos
projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é
proposta.

Gabarito: Certo

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Emendas Individuais Impositivas – Emenda Constitucional 86/2015


Observação: se você já estudou o tópico “orçamento autorizativo vs. Orçamento impositivo” em aula anterior, isso aqui
não será novidade para você. 😄

Já que estamos falando tanto sobre discussão, votação e aprovação dos projetos de leis orçamentárias e
sobre emendas, achamos interessante falar sobre um tipo especial emenda: as emendas individuais. 😃

Existem quatro tipos de emendas feitas ao orçamento:

• individual (de autoria de cada senador ou deputado);


• de bancada;
• de comissão; e
• da relatoria.

Nós vamos falar aqui sobre as emendas individuais.

“Por que, professores?” 🤔

Porque elas ganharam grande destaque depois da Emenda Constitucional (EC) 86/2015, que representa
o pedacinho de orçamento impositivo que temos em nosso orçamento. É por isso que elas também são
conhecidas como Emendas Individuais Impositivas.

A ideia é que a execução das programações provenientes dessas emendas individuais ao PLOA será
obrigatória. Só que as emendas individuais serão aprovadas até certo limite, sendo metade dela destinada a
ações e serviços públicos de saúde. Mas nem sempre elas serão de execução obrigatória. Se houver
impedimentos de ordem técnica e eles não conseguirem ser superados, as programações orçamentárias
provenientes de emendas individuais não serão mais de execução obrigatória.

Esse é o resumo, mas precisamos estudar isso mais detalhadamente. Vamos lá? 😄

O orçamento público brasileiro é autorizativo, mas possui traços de orçamento impositivo. O pedacinho
de orçamento impositivo que temos no nosso orçamento está previsto na nossa Constituição nos parágrafos
do artigo 166, inseridos pela EC 86/2015. Vamos apresentá-los de maneira bem didática, beleza? Lá vai: 😄

§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro
e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder
Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde.

§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste
artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente
líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação
definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165.

Esses são os parágrafos mais importantes desse assunto. Você deve saber que as emendas individuais (e
somente elas) serão de execução obrigatória. A LOA e suas demais emendas são autorizativas, ou seja, a
Administração está autorizada (e não obrigada) a executar aquela programação. Mas as emendas individuais
impositivas são diferentes: elas serão de execução obrigatória! Por isso que o nome é Emendas Individuais
Impositivas. 😌 💡

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Mas, obviamente, há um limite para isso. Esse limite é de 1,2%, sendo que metade deste percentual
(0,6%) será destinada a ações e serviços públicos de saúde (só saúde! Educação, segurança, seguridade social
não!).

“Beleza, professores. Mas 1,2% de que?” 🧐

Ah! É aqui que encontramos uma pegadinha sutil. Perceba que no § 9º, ainda na segunda etapa do ciclo
orçamentário (discussão, votação e aprovação), ainda no planejamento, utiliza-se como base de cálculo a
receita corrente líquida (RCL) prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo (veja que ainda
estamos no projeto de lei orçamentária).
Já no § 11º, na terceira etapa do ciclo orçamentário (execução), utiliza-se como base de cálculo a receita
corrente líquida (RCL) realizada no exercício anterior.

“Por que isso, professores?” 🤔

Ora! Porque quando o orçamento já foi aprovado e já está em execução, significa que o exercício anterior
já passou e nós já temos a informação da receita corrente líquida realizada nele.

Por exemplo: digamos que estamos em setembro de 2016 e o Projeto de Lei Orçamentária Anual está em discussão. Um
parlamentar deseja fazer uma emenda individual. Qual o limite para essa emenda? 1,2% da RCL prevista no projeto
encaminhado pelo Poder Executivo. O ano de 2016 ainda não acabou. O dado que temos que usar é a RCL prevista.

O orçamento foi aprovado e já está em execução em 2017. Pronto! Agora sim nós temos a informação da RCL realizada
no exercício de 2016, então vamos utilizá-la! 1,2% da RCL realizada no exercício de 2016 será a base de cálculo.

Observe o comparativo:

Planejamento Execução

É obrigatória a execução orçamentária e


Aprovadas no limite de financeira das emendas parlamentares
individuais, em montante correspondente a

1,2% da RCL 1,2% da RCL

Prevista no projeto encaminhado pelo Poder


Realizada no exercício anterior
Executivo.

“E esses 1,2% serão sempre de execução obrigatória? Não há alguma exceção?” 🤨

Há sim! Vejamos:

§ 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não serão de execução obrigatória
nos casos dos impedimentos de ordem técnica.

Portanto, no caso de impedimentos de ordem técnica, a Administração não precisa executar as


programações orçamentárias provenientes das emendas parlamentares individuais. Mas não é tão fácil assim
livrar-se delas! 😅 Algumas medidas terão de ser adotadas, observe:

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§ 14. No caso de impedimento de ordem técnica, no empenho de despesa que integre a programação, na
forma do § 11 deste artigo, serão adotadas as seguintes medidas:

I - até 120 (cento e vinte) dias após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo, o Poder Legislativo,
o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública enviarão ao Poder Legislativo as
justificativas do impedimento;

II - até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso I, o Poder Legislativo indicará ao Poder
Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;

III - até 30 de setembro ou até 30 (trinta) dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder Executivo
encaminhará projeto de lei sobre o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;

IV - se, até 20 de novembro ou até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso III, o Congresso
Nacional não deliberar sobre o projeto, o remanejamento será implementado por ato do Poder
Executivo, nos termos previstos na lei orçamentária.

§ 15. Após o prazo previsto no inciso IV do § 14, as programações orçamentárias previstas no § 11 não serão
de execução obrigatória nos casos dos impedimentos justificados na notificação prevista no inciso I do §
14.

Quer dizer, tenta-se (de todo jeito 😅) contornar esses impedimentos técnicos, até que chega um ponto
que não vale mais a pena. Já estamos em 20 de novembro (ou 30 dias após o prazo previsto no inciso III), o
exercício financeiro já vai terminar e já se tentou de tudo. Só agora as programações orçamentárias previstas
no § 11 não mais serão de execução obrigatória.
Ressalte-se também que caberá a uma lei complementar dispor sobre procedimentos que serão
adotados quando houver impedimentos legais e técnicos (CF/88, art. 165, § 9º, III).

“E o que mais é importante nessa EC 86/15?” 🧐

É importante você saber que:

§ 16. Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira
prevista no § 11 deste artigo, até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da receita corrente líquida
realizada no exercício anterior.

Portanto:

Vale destacar que caberá também a uma lei complementar dispor sobre o cumprimento de restos a
pagar (CF/88, art. 165, § 9º, III).

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Além disso:

§ 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da
meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste
artigo poderá ser reduzido em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das
despesas discricionárias.

Isso quer dizer que o gestor público não pode dar uma de engraçadinho e dizer: “ah, eu não tenho dinheiro
para executar essa programação orçamentária proveniente de emenda parlamentar individual”, enquanto ele
está cheio de dinheiro para realizar aquela festa na cidade. 😅

A regra é assim: se a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta
de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o gestor só poderá cortar os gastos das
programações orçamentárias oriundas de emenda parlamentar individual na mesma proporção do corte
(contingenciamento) de gastos das despesas discricionárias.

Por exemplo: se o gestor cortou 50% das despesas discricionárias, ele pode cortar até 50% das despesas relacionadas às
emendas parlamentares individuais. Se reduzir em 10% as despesas discricionárias: reduz no máximo em 10% as despesas
relacionadas às emendas parlamentares individuais. O que não pode acontecer é o gestor cortar, por exemplo, 10% das
despesas discricionárias e 50% das emendas parlamentares individuais.

Também caberá a uma lei complementar dispor sobre limitação das programações de caráter
obrigatório (CF/88, art. 165, § 9º, III).
Temos ainda:

§ 10. A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 9º, inclusive
custeio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198, vedada a destinação
para pagamento de pessoal ou encargos sociais.

A Constituição determinou a aplicação de percentuais mínimos de recursos na saúde. A União, por


exemplo, tem que aplicar, anualmente, no mínimo 15% da sua receita corrente líquida do respectivo exercício
financeiro em ações e serviços públicos de saúde (CF/88, art. 198, § 2º, I).
Esse § 10 nos informa que o que o montante que for executado em ações e serviços públicos de saúde
(aqueles 0,6% da RCL) será computado para fins do cumprimento da aplicação mínima de recursos na saúde.
Continuando:

§ 13. Quando a transferência obrigatória da União, para a execução da programação prevista no §11
deste artigo, for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá da adimplência do
ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de
aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169.

Mesmo que o ente federativo destinatário esteja inadimplente, ele receberá a transferência obrigatória
da União para executar a programação prevista no §11 (emendas parlamentares individuais: 1,2% da RCL
realizada no exercício anterior). Em outras palavras: caso a execução obrigatória dependa de transferência
obrigatória da União, não importa se o ente federativo se encontra inadimplente.

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E esses recursos que o ente recebeu, ou seja, essa receita de transferência do ente não integrará a base
de cálculo da RCL para fins de apuração dos limites de gastos de pessoal da LRF.
E finalmente:

§ 18. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma
igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria.

Perceba que não importa quem seja o autor da emenda. Se a execução das programações atendeu de
forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, então podemos considerar que essa execução foi
equitativa.

“Mas como eu vou saber exatamente o que é uma execução equitativa?” 🤔

Ah! A EC 86/15 também definiu isso para nós: mais uma vez, caberá a uma lei complementar dispor sobre
critérios para a execução equitativa (art. 165, § 9º, III).

Resumindo

Orçamento ainda
em discussão (2a 1,2% da RCL
etapa do ciclo prevista no PLOA
orçamentário)
Emendas
não serão de execução
individuais obrigatória nos casos
impositivas dos impedimentos
de ordem técnica
Orçamento já em
1,2% da RCL
execução (3a etapa
realizada no
do ciclo
exercício anterior restos a pagar
orçamentário) poderão ser
considerados até o
limite de 0,6% da RCL
realizada no exercício
anterior

Questões para fixar


ESAF – ANAC – Analista administrativo – área 1 – 2016
Com a promulgação da Emenda Constitucional n° 86, em março de 2015, a execução de parte da programação
orçamentária passou a ser obrigatória.

Dito isso, em um mínimo de 45 (quarenta e cinco) e em um máximo de 60 (sessenta) linhas, elabore um texto explicativo
e opinativo em resposta aos seguintes questionamentos:

(i) de que tratou a referida Emenda quanto à natureza – ao caráter – do orçamento?


(ii) quais os reflexos nas emendas parlamentares?
(iii) quais os reflexos nos investimentos em saúde feitos pela União?
Comentários:

Esse é um tema muito bom para cair em provas discursivas. 🧐

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Vamos responder rapidamente e, se você desejar treinar, faça o seu texto. Senão, não tem problema. Responda na sua
cabeça mesmo. 😉

(i) A natureza do orçamento público brasileiro é autorizativa. EC 86/15 trouxe um pouco do orçamento impositivo para o
nosso orçamento.

(ii) Os reflexos são que as emendas parlamentares individuais (e somente essas) ao projeto de lei orçamentária serão
aprovadas no limite de 1,2% da receita corrente líquida (RCL) prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo.

E a execução orçamentária e financeira das programações provenientes de emendas parlamentares individuais, em


montante correspondente a 1,2% da receita corrente líquida (RCL) realizada no exercício anterior, será obrigatória.

(iii) Metade deste percentual (0,6%) será destinada a ações e serviços públicos de saúde. A execução do montante
destinado a ações e serviços públicos de saúde será computada para fins do cumprimento da aplicação de percentuais
mínimos de recursos na saúde. No caso da União, esse percentual mínimo é de 15% (CF/88, art. 198, § 2º, I).

VUNESP – Procurador do Estado de São Paulo – 2018


A Emenda Constitucional 86, de 2015, introduziu o conceito de execução equitativa das emendas individuais ao projeto de
Lei Orçamentária Anual. Para tanto, estabeleceu o limite percentual de 1,2% da receita corrente líquida,
a) cuja liberação financeira não pode ser obstada pelo Poder Executivo, salvo quando a execução da programação
orçamentária correspondente for destinada a outros entes federados que estejam inadimplentes, ainda que
temporariamente.
b) destinado integralmente a ações e serviços públicos de saúde, vedada a aplicação em despesas de pessoal ou encargos
sociais, admitindo-se o cômputo das programações correspondentes no cálculo do percentual mínimo de aplicação em
saúde fixado na Constituição Federal.
c) no qual se inserem também as programações oriundas de despesas discricionárias incluídas pelo Chefe do Poder
Executivo, igualmente não afetadas por contingenciamento na hipótese do não atingimento da meta de resultado fiscal
prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
d) com obrigatoriedade da execução orçamentária e financeira das programações decorrentes, salvo impedimentos de
ordem técnica, comportando redução, até a mesma proporção incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias, na
hipótese de não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
e) havendo precedência da liberação financeira para as programações decorrentes das emendas inseridas em tal limite em
relação àquelas destinadas a despesas discricionárias, sendo apenas estas últimas atingidas por limitações de empenho
decorrentes de frustração da previsão de receita de impostos.
Comentários:

Vejamos as alternativas:

a) Errada. Caso a execução obrigatória dependa de transferência obrigatória da União, não importa se o ente federativo
se encontra inadimplente.

b) Errada. Não é destinado integralmente. Somente metade dele: 0,6%.


c) Errada. Na hipótese do não atingimento da meta de resultado fiscal prevista na LDO, as despesas discricionárias e as
emendas individuais são afetadas pelo contingenciamento. Veja só (CF/88):

Art. 166, § 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta de
resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste artigo poderá ser reduzido
em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias.

d) Correta.
e) Errada. Não existe essa precedência. As emendas individuais são afetadas na mesma proporção da limitação incidente
sobre o conjunto das despesas discricionárias.

Gabarito: D

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Questões comentadas - CESPE


1. CESPE – TCE-MG – Analista de Controle Externo – 2018

Em relação ao ciclo orçamentário e ao processo orçamentário, julgue os itens subsequentes.


I O chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor modificação nos
projetos de lei orçamentária enquanto não iniciada a discussão da parte para a qual se propõe alteração.
II A iniciativa dos projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual cabe
ao chefe do Poder Executivo em cada um dos poderes.

III É possível utilizar o superávit financeiro do exercício anterior como fonte de recursos para emenda ao
orçamento anual.

IV Metade das emendas individuais dos parlamentares a projeto de lei orçamentária deve ser destinada a
ações e serviços públicos de saúde.

Estão certos apenas os itens


A) I e II.
B) I e III.

C) II e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.
Comentários:
Vamos começar logo dizendo que essa questão foi anulada, por conta do item II, que, segundo a banca,
não possibilitou uma interpretação objetiva por parte do candidato. E é verdade! A questão merecia ser anulada
mesmo! 🧐

Vejamos agora cada um dos itens:

I. Errado. Ah! Como a banca foi sorrateira aqui! 😅 O aluno que leu rápido deve ter caído direitinho na
armadilha. A resposta para esse item está na CF/88:

Art. 166, § 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor
modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão
mista, da parte cuja alteração é proposta.

Percebeu a marcação? 😏

Portanto, o chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor
modificação nos projetos de lei orçamentária enquanto não iniciada a votação (e não a discussão) da parte
para a qual se propõe alteração. Primeiro ocorre a discussão, depois é que há a votação. A regra é que o chefe
do Executivo pode enviar até o início da votação!

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II. Gabarito preliminar da banca: certo. Posteriormente a questão foi anulada por vício neste item. E, em
nossa opinião, a banca agiu corretamente, afinal você já conheceu o chefe do Poder Executivo em cada um dos
poderes? 😅 Nós nunca conhecemos! Só conhecemos chefe do Poder Executivo, que pertence ao Poder
Executivo.
De qualquer forma, acreditamos que a questão queria mesmo era testar se você sabia que a iniciativa das
leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) é do Poder Executivo, mais especificamente do chefe do Poder
Executivo, independentemente da proposta orçamentária ser de outros poderes. Estes não encaminham a
sua proposta orçamentária diretamente para o Poder Legislativo. Eles elaboram a sua proposta e a enviam
para o Poder Executivo, que fará a consolidação, realizará ajustes necessários e, finalmente, encaminhará o
projeto de lei para o Poder Legislativo.

É isso que está na CF/88, confirme aqui:


Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e
as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
III. Errado. Olha só a pegadinha que nós alertamos! As questões vão tentar confundir as fontes para
abertura de créditos adicionais e a fonte para emendas ao PLOA. O Superávit Financeiro do exercício
anterior não é fonte de recursos para emenda ao projeto de lei orçamentária anual: ele é fonte para abertura
de créditos adicionais! A única fonte de recursos para emenda ao PLOA é a anulação de despesas.

Fontes para abertura de créditos adicionais


Fonte para emenda ao PLOA
(SF É RARO)
Superávit Financeiro
Excesso de Arrecadação
Reserva de contingência
Anulação de despesas
Anulação de dotação
Recursos sem despesas correspondentes
Operações de crédito

IV. Certo. Finalmente um item certo! E ele trata das Emendas Individuais Impositivas, tema que surgiu
com a Emenda Constitucional 86/2015. Vejamos o que diz a CF/88:
Art. 166, § 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2%
(um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo
Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de
saúde.
Portanto, a questão está correta: metade deste percentual (ou seja, 0,6%) será destinada a ações e
serviços públicos de saúde (atenção: só saúde! 🏥 Educação, segurança, seguridade social não!).
Gabarito: Anulada

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2. CESPE – CGM de João Pessoa – Procurador do Município – 2018


No âmbito federal, emendas a projeto de lei orçamentária anual (LOA) somente poderão ser apresentadas ao
plenário das duas Casas do Congresso Nacional, que as apreciarão na forma do regimento comum.
Comentários:

Viu como mesmo em um concurso de âmbito municipal a regra federal pode ser cobrada? 😄

A questão está errada, porque as emendas serão apresentadas na Comissão mista (a nossa querida
CMO), e não no plenário. Funciona assim: primeiro as emendas serão apresentadas na Comissão mista, a
qual irá emitir um parecer sobre elas. Em seguida, as emendas serão apreciadas pelo Plenário das duas Casas
do Congresso Nacional. É isso que nos diz a CF/88, veja só:
Art. 166, § 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e
apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.
Gabarito: Errado

3. CESPE – CGM de João Pessoa – Procurador do Município – 2018


Emendas a projeto de lei orçamentária anual (LOA) devem indicar os recursos necessários, sendo admitida
como fonte a anulação de despesa para pessoal e seus encargos.
Comentários:
Sim: as emendas a projeto de lei orçamentária anual (LOA) devem indicar os recursos necessários.

Mas a anulação de despesa para pessoal e seus encargos é admitida como fonte? 🤔

Responda conosco em voz alta: NÃÃÃO! 😤 E é por isso que a questão está errada.

Porque a CF/88 diz o seguinte:


§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem
ser aprovadas caso:
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,
excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou
Portanto, se a emenda envolver dinheiro, ela somente será admitida se o parlamentar indicar os recursos
necessários. A indicação dos recursos necessários só é admita se for proveniente da anulação de uma outra
despesa. Essa é a única fonte de recursos para emendas ao PLOA. Mas nem todas as despesas poderão ser
anuladas. Quais são elas? Pessoal, serviços da dívida e TRANS TRI CO.

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Pessoal
Emendas Mas não
indiquem os
somente Anulação de poderão ser Serviços da
recursos
aprovadas despesas anuladas dívida
necessários
caso despesas com
TRANS TRI CO

Gabarito: Errado

4. CESPE – MPE-PI – Técnico Ministerial – 2018


Julgue o item seguinte, relativo ao orçamento público.

O projeto de lei orçamentária anual independe de sanção ou veto do chefe do Poder Executivo, sendo
diretamente promulgado pelas mesas do Congresso Nacional.
Comentários:
Independe de sanção ou veto?
Negativo! Conforme o princípio da legalidade, a Lei Orçamentária Anual é uma lei!

“Ah, professores! Não me diga!” 😒

Pois é! 😅 E, como toda lei, ela (a LOA) também depende de sanção ou veto do chefe do Poder Executivo.
Aí vem que a questão nos dizer que ela independe de sanção ou veto? Sai pra lá! 😂

Percebemos isso também no próprio ADCT, que estabelece os prazos para encaminhamento e devolução
para sanção das leis orçamentárias. Vejamos a regra para o PLOA:
Art. 35, § 2º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão
obedecidas as seguintes normas:
III - o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do
exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.

Gabarito: Errado

5. CESPE – STJ - Técnico Judiciário – 2018


A respeito das técnicas, dos princípios e do ciclo orçamentários, julgue o item a seguir. O ciclo orçamentário
tem início com a preparação da proposta orçamentária e termina com o encerramento do exercício financeiro.

Comentários:
Nada disso! O próprio Cespe já disse que:

O ciclo orçamentário inicia-se com a formulação do planejamento plurianual pelo Poder Executivo
e encerra-se com a avaliação da execução e do julgamento das contas.
Além disso,

O ciclo orçamentário não se confunde com exercício financeiro

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Portanto, está tudo errado aí na questão! 😂

Gabarito: Errado

6. CESPE – STJ - Analista Judiciário – 2018


Acerca dos fundamentos de administração financeira e orçamentária, julgue o item a seguir.

A proposta orçamentária do Poder Legislativo deve ser apresentada ao Congresso Nacional pelo Poder
Executivo.

Comentários:
Sim! 😃 A iniciativa é sempre do Poder Executivo. O Poder Legislativo, por exemplo, elabora a sua
proposta e a envia para o Poder Executivo, que fará a consolidação, realizará ajustes necessários e,
finalmente, encaminhará o projeto de lei de volta para o Poder Legislativo.
“Mas, professores, que coisa mais sem lógica. A proposta é do Poder Legislativo e ele tem que mandar para o
Poder Executivo para depois voltar pro Legislativo? Se vai voltar para lá, por que não fica logo lá?”
Porque a iniciativa é sempre do Poder Executivo! CF/88 é quem diz isso, olha só:
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.

E o Poder Executivo é o responsável pela fase de elaboração da proposta orçamentária, o que significa
que é ele que organiza, consolida, faz ajustes e encaminha o projeto de leis orçamentárias para o Poder
Legislativo. Se cada Poder enviasse a sua proposta diretamente para o Poder Legislativo, imagina a bagunça
que ia ser. O Poder Legislativo é quem precisaria consolidar tudo e fazer os ajustes. 🧐

Gabarito: Certo

7. CESPE – STJ - Analista Judiciário – 2018


Acerca dos fundamentos de administração financeira e orçamentária, julgue o item a seguir.
O ciclo orçamentário começa a partir da mensagem presidencial que encaminha o projeto de lei orçamentária
ao Congresso Nacional.
Comentários:
O que?! Ciclo orçamentário começando a partir da mensagem presidencial? 🤨 E toda a elaboração das
propostas orçamentárias setoriais, a consolidação da proposta feita pelo Poder Executivo, todo o
planejamento... isso não faz parte do ciclo orçamentário?

É claro que faz! 😄


O ciclo orçamentário começa bem antes da mensagem presidencial que encaminha o projeto de lei
orçamentária ao Congresso Nacional. O ciclo orçamentário inicia-se com a formulação do planejamento
plurianual! 😄

Gabarito: Errado

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8. CESPE – CGM de João Pessoa – Técnico Municipal de Controle Interno – 2018


A respeito do orçamento público, julgue o item seguinte.
O ciclo orçamentário inicia-se com a elaboração do projeto de lei orçamentária e se encerra com a publicação
da lei do orçamento pelo Poder Executivo, após sua aprovação pelo Poder Legislativo.

Comentários:
Será? Vamos ver como é o nosso ciclo orçamentário ampliado (proposto pelo autor Osvaldo Maldonado
Sanches)?

1. formulação do planejamento plurianual, pelo Executivo;


2. apreciação e adequação do plano, pelo Legislativo;
3. proposição de metas e prioridades para a administração e da política de alocação de recursos pelo
Executivo;
4. apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo;
5. elaboração da proposta de orçamento, pelo Executivo;
6. apreciação, adequação e autorização legislativa;
7. execução dos orçamentos aprovados;
8. avaliação da execução e julgamento das contas.
Portanto:

O ciclo orçamentário inicia-se com a formulação do planejamento plurianual pelo Poder Executivo
e encerra-se com a avaliação da execução e do julgamento das contas.
Gabarito: Errado

9. CESPE – TCE-PE - Analista de Gestão – 2017

A respeito do ciclo, do processo e dos princípios do orçamento público, julgue o item subsequente.
Constituído por diversas etapas, desde a proposta orçamentária até a aprovação da lei orçamentária, o ciclo
orçamentário é, ao longo de todo exercício, um processo intermitente no que diz respeito a análises e decisões.
Comentários:
Você sabe o que é um processo intermitente? É um processo em que ocorrem interrupções, que cessa e
recomeça por intervalos. Um processo descontínuo!

E aí? O que você nos diz? O ciclo orçamentário é um processo intermitente? 🧐

Claro que não! O ciclo orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível!


Gabarito: Errado

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10. CESPE – TCE-PE - Auditor de Controle Externo – 2017


Acerca dos instrumentos de planejamento e orçamento, julgue o item a seguir.
Para que determinada emenda ao projeto de lei orçamentária seja aprovada, é suficiente que ela tenha sido
apresentada na Comissão Mista de Orçamentos e não anule despesas de pessoal e encargos sociais, do serviço
da dívida ou de transferências constitucionais.
Comentários:

Será que é suficiente mesmo? 🤔

A questão nos deu duas condições para que uma emenda ao PLOA seja aprovada:

• Que ela tenha sido apresentada na Comissão Mista de Orçamentos (CMO);


• E que ela não anule despesas de pessoal e encargos sociais, do serviço da dívida ou de
transferências constitucionais.
Então vejamos o que diz a nossa CF/88:

Art. 166, § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente
podem ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,


excluídas as que incidam sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;

b) serviço da dívida;

c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou

III - sejam relacionadas:

a) com a correção de erros ou omissões; ou

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

Portanto, veja que são três condições para que uma emenda seja aprovada, ou seja, as duas que a questão
trouxe não são suficientes! Faltou dizer que:

• as emendas devem ser compatíveis com o PPA e a LDO; e


• as emendas devem indicar os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
anulação de despesa.
Gabarito: Errado

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11.CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2017


O ciclo orçamentário é o período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público.
Em sua concepção ampliada — adotada pela Constituição Federal de 1988 —, tal ciclo desdobra-se em oito
fases. Uma dessas fases corresponde à elaboração da proposta de orçamento pelo Poder Executivo e a sua
submissão ao Poder Legislativo. Essa fase ocorre
A) juntamente com a proposição de metas e prioridades para a administração pelo Poder Executivo.
B) logo após a aprovação pelo Poder Legislativo da política de alocação de recursos proposta pelo Poder
Executivo.
C) logo após a apreciação e a adequação da lei de diretrizes orçamentárias pelo Poder Legislativo.

D) imediatamente antes da execução do orçamento pelo Poder Executivo.


E) imediatamente após a apreciação e a aprovação do plano plurianual pelo Poder Legislativo.
Comentários:

Lá vem o Cespe de novo dizer que o ciclo ampliado está na Constituição Federal de 1988... 😒 Nós ainda
estamos procurando, mas beleza. Vejamos a questão.
Eis o ciclo orçamentário ampliado (composto por 8 fases):
1. formulação do planejamento plurianual, pelo Executivo;
2. apreciação e adequação do plano, pelo Legislativo;
3. proposição de metas e prioridades para a administração e da política de alocação de recursos pelo
Executivo;
4. apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo;
5. elaboração da proposta de orçamento, pelo Executivo;
6. apreciação, adequação e autorização legislativa;
7. execução dos orçamentos aprovados;
8. avaliação da execução e julgamento das contas.
A questão pergunta sobre a fase de elaboração da proposta de orçamento pelo Executivo, ou seja, nossa
5ª fase. Então vejamos as alternativas:

a) Errada. A proposição de metas e prioridades para a administração pelo Poder Executivo (“elaboração
da LDO”) é a 3ª fase, portanto ela não ocorre juntamente com a elaboração da proposta de orçamento (5ª fase).
b) Errada. Essa fase não está aí. A elaboração da proposta de orçamento vem logo após a apreciação e
adequação da LDO.
c) Correta. Depois da apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo (4ª fase) vem a elaboração da
proposta de orçamento (5ª fase).
d) Errada. Primeiro o orçamento é elaborado, depois é executado. A execução dos orçamentos aprovados
é a 7ª fase.

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e) Errada. Imediatamente após a apreciação e a aprovação do plano plurianual pelo Poder Legislativo (2ª
fase) vem a proposição de metas e prioridades para a administração pelo Poder Executivo (“elaboração da
LDO”).
Gabarito: C

12. CESPE – SEDF - Professor – 2017

Acerca do orçamento público, julgue o item seguinte.


O ciclo orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível, em que são avaliados os aspectos físicos e
financeiros dos programas do setor público.

Comentários:
O ciclo orçamentário é o período de tempo em que se lavram as atividades características do orçamento
público de elaboração, aprovação, execução e controle/avaliação. Essas etapas que se repetem
periodicamente, nunca acaba e nem tem data fixa para acabar ou começar. Por isso, o ciclo orçamentário é
um processo contínuo, dinâmico e flexível!
Na etapa de controle e avaliação da execução orçamentária (4ª etapa) a programação de dispêndios do
setor público (o que ele vai fazer, como ele vai gastar) é avaliada. Por isso, a questão está mesmo correta!

Gabarito: Certo

13.CESPE – TCE-PR - Analista de Controle – 2016


As leis que instituem o ciclo orçamentário são de proposição exclusiva do Poder Legislativo.
Comentários:
Essa foi só para você gravar:

A iniciativa das leis orçamentárias é sempre do Poder Executivo (e não do Poder Legislativo)

Só para você confirmar (CF/88):

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

Gabarito: Errado

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14. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo – 2016


A respeito do orçamento público, instrumento de gestão de maior relevância da administração pública, julgue
o item a seguir.
O ciclo orçamentário é constituído de uma sequência de quatro fases, ou etapas, que devem ser cumpridas
como parte do processo orçamentário: elaboração, aprovação, execução e acompanhamento.
Comentários:

Mais uma questão maldosa do Cespe! 😫

Vamos ver quais são as quatro fases do ciclo orçamentário?


1. Elaboração da proposta orçamentária;
2. Discussão, votação e aprovação do projeto de lei orçamentária;
3. Execução orçamentária;
4. Controle e avaliação da execução orçamentária.
Veja que a última fase se chama “controle e avaliação”, e não “acompanhamento”.
“Mas, professores, acompanhamento não é a mesma coisa que controle e avaliação? Não são sinônimos?”
🤨

Mais ou menos. 😕

Ao estudar Direito Administrativo, você aprende que o controle pode ser prévio, concomitante ou
posterior. A palavra “acompanhamento” dá ideia de controle concomitante (pense em: acompanhamento
em tempo real), ao passo que a fase de controle e avaliação da execução orçamentária abrangeria todos os
três momentos de controle, mas principalmente o controle posterior.
Gabarito: Errado

15.CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo – 2016


A respeito do orçamento público, instrumento de gestão de maior relevância da administração pública, julgue
o item a seguir.
O processo orçamentário envolve a fase de elaboração das leis orçamentárias e a fase de execução
orçamentária.
Comentários:

Sim! 😃 Essas (elaboração das leis orçamentárias e a fase de execução orçamentária) são duas das quatro
fases do nosso processo (ou ciclo) orçamentário. Quer ver? 😄

• Elaboração da proposta orçamentária;


• Discussão, votação e aprovação do projeto de lei orçamentária;
• Execução orçamentária;
• Controle e avaliação da execução orçamentária.
Gabarito: Certo

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16. CESPE – TRT 8 - Técnico Judiciário – 2016


Conforme a CF, os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais deverão ser apreciados, na forma do regimento comum, pelo(a):
A) Câmara Federal e pela Presidência da República.

B) Senado Federal e pela Procuradoria-Geral da República.


C) Câmara Federal e pelo Senado Federal.
D) Câmara Federal e pelo Tribunal de Contas da União.

E) Tribunal de Contas da União e pelo Senado Federal.


Comentários:
Opa! O examinador exigiu que você conhecesse o seguinte dispositivo constitucional:

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do
regimento comum.

Atenção: no âmbito federal, esses projetos serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional.
Não é só pela Câmara dos Deputados e nem só pelo Senado Federal. É pelas duas! 🧐 E será na forma do
regimento comum, ok? 🤓

Só com isso nós já encontramos nosso gabarito na alternativa C. Esses projetos de lei serão apreciados
pela Câmara Federal e pelo Senado Federal. 😉

Gabarito: C

17.CESPE – Telebras - Contador – 2015


A respeito do ciclo orçamentário e todas as fases que o compõem, julgue o item que se segue.
O exercício financeiro coincide com o ano civil, ao passo que o ciclo orçamentário tem duração variável em
função das várias fases de elaboração da proposta orçamentária, que incluem a apreciação, a aprovação, o
controle e a avaliação do orçamento.

Comentários:
Vejamos novamente o texto da questão: “o exercício financeiro coincide com o ano civil, ao passo que o
ciclo orçamentário tem duração variável (...)”. A questão está certa até aqui! 😅

Agora é que vem o problema: “em função das várias fases de elaboração da proposta orçamentária, que
incluem a apreciação, a aprovação, o controle e a avaliação do orçamento”.
Primeiro: o ciclo orçamentário tem duração variável não tem duração variável só por causa da fase de
elaboração. A fase de controle e avaliação também pode demorar bastante e ela não possui prazo limite.
Lembra das contas do ex-presidente Fernando Collor (1990-1992)? Pois é, esse ciclo orçamentário ainda não
acabou! 😳).

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Segundo: a fase elaboração não inclui as fases de apreciação, a aprovação, o controle e a avaliação. São
fases distintas!
Gabarito: Errado

18. CESPE – DEPEN - Agente Penitenciário Federal – 2015


Com relação ao disposto na CF acerca de ciclo orçamentário e orçamento público, julgue o item subsecutivo.
Compete ao Poder Legislativo propor, no ciclo orçamentário, as metas e as prioridades para a administração
pública.
Comentários:

Compete ao Poder Executivo propor, no ciclo orçamentário, as metas e as prioridades para a


administração pública. O Poder Executivo é quem é responsável pela elaboração da proposta orçamentária,
incluindo as leis do PPA, LDO e LOA.

•Legislativo •Executivo

Controle e Elaboração
avaliação

Discussão,
Execução votação,
aprovação

•Executivo •Legislativo

Quando a questão falou em metas e as prioridades (MP) para a administração pública, ela se referiu à Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cuja elaboração é de responsabilidade do Poder Executivo.
Gabarito: Errado

19. CESPE – ANTAQ - Técnico Administrativo – 2014


Acerca do processo orçamentário e da receita e despesa públicas, julgue o item seguinte.
O projeto de lei do plano plurianual da União deve ser encaminhado até quatro meses antes do encerramento
do primeiro exercício financeiro de cada mandato do chefe do executivo e devolvido, para sanção, até o
encerramento da sessão legislativa. Esse prazo não é obrigatório para os demais entes da Federação.
Comentários:
É isso mesmo! Senão vejamos (ADCT):

Art. 35, § 2º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão
obedecidas as seguintes normas:

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I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato
presidencial subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro
exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa;

O detalhe é que esses prazos (de encaminhamento e devolução para sanção) não são obrigatórios para
os demais entes da Federação! Isso significa que prevalecerão os prazos estabelecidos nas Constituições
Estaduais e Leis Orgânicas Municipais e do Distrito Federal. Por outro lado, a vigência das leis orçamentárias é
de observância obrigatória, ou seja, em todo o Brasil, o PPA terá vigência de 4 anos, a LDO terá vigência de 1
ano e meio, e a LOA terá vigência de 1 ano.
Gabarito: Certo

20. CESPE – MDIC - Agente Administrativo – 2014

No que se refere ao ciclo orçamentário, julgue o item a seguir.


A duração do ciclo orçamentário é superior a um exercício financeiro, ou seja, o ciclo orçamentário não coincide
com o ano civil.
Comentários:

Alertamos sobre isso! 😄

Observe o disposto na Lei 4.320/64:

Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

Isso significa que o exercício financeiro começa em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro de cada
ano. Mas o ciclo orçamentário é diferente. Ele ultrapassa o exercício financeiro. Um ciclo orçamentário só
termina com o controle e avalição da execução orçamentária (julgamento das contas prestadas) e isso pode
demorar anos!
Portanto:

O ciclo orçamentário não se confunde com exercício financeiro

Gabarito: Certo

21. CESPE – STF - Analista Judiciário – 2013


A respeito do ciclo orçamentário, que é uma premissa utilizada pela SOF para nortear o desenvolvimento do
seu processo de trabalho de elaboração da proposta orçamentária em cada exercício, e das técnicas
orçamentárias disponíveis para elaboração do orçamento público, julgue os itens subsecutivos.
Nos termos da CF, o ciclo orçamentário desdobra-se em oito fases, cada uma com ritmo próprio, finalidade
distinta e periodicidade definida.
Comentários:

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Olha só o Cespe utilizando o trabalho do nosso querido Osvaldo Maldonado Sanches! 😄 Esse autor criou
o que ele chama de ciclo orçamentário ampliado, o qual se desdobra em 8 fases:
1. formulação do planejamento plurianual, pelo Executivo;
2. apreciação e adequação do plano, pelo Legislativo;
3. proposição de metas e prioridades para a administração e da política de alocação de recursos pelo
Executivo;
4. apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo;
5. elaboração da proposta de orçamento, pelo Executivo;
6. apreciação, adequação e autorização legislativa;
7. execução dos orçamentos aprovados;
8. avaliação da execução e julgamento das contas.
Segundo o autor, tais fases são insuscetíveis de aglutinação, dado que cada uma possui ritmo próprio,
finalidade distinta e periodicidade definida.

E aí, foi igual ou não ao que foi citado na questão? 😅

Portanto, a questão está correta. Ela só tem um “probleminha” que nos deixa coçando a cabeça 😑. Ela
afirma que o ciclo orçamentário se desdobra em oito fases, “nos termos da CF”. Nós nunca encontramos
dispositivo algum da CF/88 que afirma isso. Você já encontrou? 🤔 Se sim, nos diga! Mas aparentemente o
Cespe já encontrou! 😂 Ressalte-se que isso não invalida a questão. 😉

Gabarito: Certo

22. CESPE – IBAMA - Analista Administrativo – 2013

No Brasil, o orçamento público assumiu características peculiares, principalmente após a promulgação da CF.
Com base nessas informações, julgue o item que se segue.

O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) deve ser aprovado em sessões ordinárias ou extraordinárias
separadas, primeiramente no plenário da Câmara dos Deputados, em seguida no plenário do Senado Federal.
Comentários:

O que? Que viagem foi essa aí do examinador? 😂

A verdade é que (CF/88):

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do
regimento comum.

Gabarito: Errado

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23.CESPE – CNJ - Analista Judiciário – 2013


Considerando que João seja responsável pela elaboração da proposta orçamentária de um tribunal federal, que
irá compor o projeto de lei orçamentária anual (LOA) para 2014, julgue os itens que se seguem à luz do disposto
na CF, na Lei n.º 4.320/1964 e na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Elaborada a proposta orçamentária de todos os órgãos, entidades e poderes federais, o projeto de lei
orçamentária deve ser encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá fazer alterações na proposta, inclusive
para reduzir as despesas com investimentos dos tribunais.

Comentários:
“Eita, professores! O Poder Legislativo pode reduzir as despesas com investimentos dos tribunais? Cadê a
separação dos Poderes?” 🤨

Ah! O Poder Legislativo são os representantes do povo! E você deve sempre lembrar que (CF/88):

Art. 1º, Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos
ou diretamente, nos termos desta Constituição.

A separação dos Poderes não se aplica aqui. Estamos na fase de discussão, votação e aprovação do
projeto de lei orçamentária e os parlamentares possuem sim a prerrogativa de emendá-lo.
E também não há regra que disponha o contrário (afirmando que o Poder Legislativo não pode diminuir
as despesas de outros Poderes). O que existe é a seguinte regra, estabelecida pela Lei 4.320/64:

Art. 33. Não se admitirão emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem a:

a) alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, salvo quando provada, nesse ponto a inexatidão
da proposta;

b) conceder dotação para o início de obra cujo projeto não esteja aprovado pelos órgãos competentes;

c) conceder dotação para instalação ou funcionamento de serviço que não esteja anteriormente
criado;

d) conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder


Legislativo para concessão de auxílios e subvenções.

Veja que não há vedação alguma à realização de alterações na proposta para reduzir as despesas com
investimentos dos tribunais. Se estivéssemos falando de despesas de custeio, aí sim teríamos um problema,
pois essa emenda não seria admitida (salvo quando provada, nesse ponto a inexatidão da proposta).
Gabarito: Certo

24. CESPE – TCE-ES – Auditor – 2012


No que se refere à atuação do Estado nas finanças públicas e ao orçamento público, julgue o item que se segue.

A proposta de alteração de procedimento de elaboração, discussão, aprovação e execução do orçamento


público no Brasil deve ser apresentada por meio de projeto de lei complementar.

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Comentários:
Muita atenção aqui! A questão não está falando na forma em que o projeto de lei do orçamento público
deve tomar. Ela está falando do procedimento de elaboração, discussão, aprovação e execução do orçamento
público.
Como é possível alterar esse procedimento?
Por meio de uma lei complementar!

“Por que, professores?” 🤔

Porque a CF/88 exigiu que esse tema fosse regulado por lei complementar (CF/88, art. 165, § 9º):
§ 9º Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano
plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
Gabarito: Certo

25.CESPE – TRE-RJ – Analista Judiciário – 2012


No Brasil, o processo de elaboração, aprovação, execução e controle do orçamento público obedece a regras
específicas definidas na CF e na legislação infraconstitucional. Com base nessas normas, julgue o item seguinte.
A apresentação da lei orçamentária anual no caso da União é de iniciativa privativa do presidente da República,
mas esse poder é vinculado aos prazos determinados pela legislação e o não cumprimento desses prazos
constitui crime de responsabilidade.
Comentários:
Sim!
A iniciativa de lei é privativa do Presidente da República (aqui não existe essa história de que
competência privativa é delegável e competência exclusiva é indelegável). Veja só (CF/88):

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e
as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;

E essa iniciativa também é vinculada, pois o Presidente da República é obrigado a apresentar os projetos
de leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) até o prazo estabelecido.
“E se o Presidente não enviar a proposta dentro do prazo? O que acontece?”

Duas coisas!
Primeiro: o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente, conforme a Lei
4.320/64):
Art. 32. Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou nas Leis Orgânicas
dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente.

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Segundo: o Presidente da República incorre em crime de responsabilidade (é por isso que, na prática, ele
não perde esse prazo “nem a pau”! 😂)

Esse é o nosso caso 3, que vimos em nossa aula. Relembre:

• Caso 3: chefe do Executivo não encaminhou o projeto de lei orçamentária ao Poder Legislativo
dentro do prazo;
• Caso 4: projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) não foi sancionada até 31 de dezembro.

Portanto, a questão está toda correta!

Gabarito: Certo

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Questões CESPE

Questão Resposta Errei Dúvida


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Lista de Questões - CESPE


1. CESPE – TCE-MG – Analista de Controle Externo – 2018

Em relação ao ciclo orçamentário e ao processo orçamentário, julgue os itens subsequentes.


I O chefe do Poder Executivo poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo para propor modificação nos
projetos de lei orçamentária enquanto não iniciada a discussão da parte para a qual se propõe alteração.
II A iniciativa dos projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual cabe
ao chefe do Poder Executivo em cada um dos poderes.

III É possível utilizar o superávit financeiro do exercício anterior como fonte de recursos para emenda ao
orçamento anual.

IV Metade das emendas individuais dos parlamentares a projeto de lei orçamentária deve ser destinada a
ações e serviços públicos de saúde.

Estão certos apenas os itens


A) I e II.
B) I e III.

C) II e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV

2. CESPE – CGM de João Pessoa – Procurador do Município – 2018


No âmbito federal, emendas a projeto de lei orçamentária anual (LOA) somente poderão ser apresentadas ao
plenário das duas Casas do Congresso Nacional, que as apreciarão na forma do regimento comum.

3. CESPE – CGM de João Pessoa – Procurador do Município – 2018

Emendas a projeto de lei orçamentária anual (LOA) devem indicar os recursos necessários, sendo admitida
como fonte a anulação de despesa para pessoal e seus encargos.

4. CESPE – MPE-PI – Técnico Ministerial – 2018

Julgue o item seguinte, relativo ao orçamento público.


O projeto de lei orçamentária anual independe de sanção ou veto do chefe do Poder Executivo, sendo
diretamente promulgado pelas mesas do Congresso Nacional

5. CESPE – STJ - Técnico Judiciário – 2018

A respeito das técnicas, dos princípios e do ciclo orçamentários, julgue o item a seguir.
O ciclo orçamentário tem início com a preparação da proposta orçamentária e termina com o encerramento do
exercício financeiro.

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6. CESPE – STJ - Analista Judiciário – 2018


Acerca dos fundamentos de administração financeira e orçamentária, julgue o item a seguir.
A proposta orçamentária do Poder Legislativo deve ser apresentada ao Congresso Nacional pelo Poder
Executivo.

7. CESPE – STJ - Analista Judiciário – 2018

Acerca dos fundamentos de administração financeira e orçamentária, julgue o item a seguir.


O ciclo orçamentário começa a partir da mensagem presidencial que encaminha o projeto de lei orçamentária
ao Congresso Nacional.

8. CESPE – ABIN - Oficial Técnico de Inteligência – 2018

A respeito do ciclo orçamentário e das normas legais de orçamento, julgue o item seguinte.
A proposta orçamentária dos órgãos setoriais somente poderá ser elaborada depois que forem estimadas as
CESPE – CGM de João Pessoa – Técnico Municipal de Controle Interno – 2018

A respeito do orçamento público, julgue o item seguinte.


O ciclo orçamentário inicia-se com a elaboração do projeto de lei orçamentária e se encerra com a publicação
da lei do orçamento pelo Poder Executivo, após sua aprovação pelo Poder Legislativo.

9. CESPE – TCE-PE - Analista de Gestão – 2017

A respeito do ciclo, do processo e dos princípios do orçamento público, julgue o item subsequente.
Constituído por diversas etapas, desde a proposta orçamentária até a aprovação da lei orçamentária, o ciclo
orçamentário é, ao longo de todo exercício, um processo intermitente no que diz respeito a análises e decisões

10. CESPE – TCE-PE - Auditor de Controle Externo – 2017

Acerca dos instrumentos de planejamento e orçamento, julgue o item a seguir.


Para que determinada emenda ao projeto de lei orçamentária seja aprovada, é suficiente que ela tenha sido
apresentada na Comissão Mista de Orçamentos e não anule despesas de pessoal e encargos sociais, do serviço
da dívida ou de transferências constitucionais.

11. CESPE – TRE-BA - Analista Judiciário – 2017

O ciclo orçamentário é o período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público.
Em sua concepção ampliada — adotada pela Constituição Federal de 1988 —, tal ciclo desdobra-se em oito
fases. Uma dessas fases corresponde à elaboração da proposta de orçamento pelo Poder Executivo e a sua
submissão ao Poder Legislativo. Essa fase ocorre
A) juntamente com a proposição de metas e prioridades para a administração pelo Poder Executivo.
B) logo após a aprovação pelo Poder Legislativo da política de alocação de recursos proposta pelo Poder
Executivo.
C) logo após a apreciação e a adequação da lei de diretrizes orçamentárias pelo Poder Legislativo.
D) imediatamente antes da execução do orçamento pelo Poder Executivo.
E) imediatamente após a apreciação e a aprovação do plano plurianual pelo Poder Legislativo.

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12. CESPE – SEDF - Professor – 2017


Acerca do orçamento público, julgue o item seguinte.
O ciclo orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível, em que são avaliados os aspectos físicos e
financeiros dos programas do setor público.

13.CESPE – TCE-PR - Analista de Controle – 2016


As leis que instituem o ciclo orçamentário são de proposição exclusiva do Poder Legislativo.

14. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo – 2016


A respeito do orçamento público, instrumento de gestão de maior relevância da administração pública, julgue
o item a seguir.
O ciclo orçamentário é constituído de uma sequência de quatro fases, ou etapas, que devem ser cumpridas
como parte do processo orçamentário: elaboração, aprovação, execução e acompanhamento.

15. CESPE – TCE-PA - Auditor de Controle Externo – 2016


A respeito do orçamento público, instrumento de gestão de maior relevância da administração pública, julgue
o item a seguir.
O processo orçamentário envolve a fase de elaboração das leis orçamentárias e a fase de execução
orçamentária.

16. CESPE – TRT 8 - Técnico Judiciário – 2016


Conforme a CF, os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais deverão ser apreciados, na forma do regimento comum, pelo(a):
A) Câmara Federal e pela Presidência da República.
B) Senado Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
C) Câmara Federal e pelo Senado Federal.
D) Câmara Federal e pelo Tribunal de Contas da União.
E) Tribunal de Contas da União e pelo Senado Federal.

17. CESPE – Telebras - Contador – 2015


A respeito do ciclo orçamentário e todas as fases que o compõem, julgue o item que se segue.
O exercício financeiro coincide com o ano civil, ao passo que o ciclo orçamentário tem duração variável em
função das várias fases de elaboração da proposta orçamentária, que incluem a apreciação, a aprovação, o
controle e a avaliação do orçamento.

18. CESPE – DEPEN - Agente Penitenciário Federal – 2015


Com relação ao disposto na CF acerca de ciclo orçamentário e orçamento público, julgue o item subsecutivo.

Compete ao Poder Legislativo propor, no ciclo orçamentário, as metas e as prioridades para a administração
pública.

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19. CESPE – ANTAQ - Técnico Administrativo – 2014


Acerca do processo orçamentário e da receita e despesa públicas, julgue o item seguinte. O projeto de lei do
plano plurianual da União deve ser encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro
exercício financeiro de cada mandato do chefe do executivo e devolvido, para sanção, até o encerramento da
sessão legislativa. Esse prazo não é obrigatório para os demais entes da Federação.

20. CESPE – MDIC - Agente Administrativo – 2014


No que se refere ao ciclo orçamentário, julgue o item a seguir. A duração do ciclo orçamentário é superior a um
exercício financeiro, ou seja, o ciclo orçamentário não coincide com o ano civil.

21. CESPE – STF - Analista Judiciário – 2013


A respeito do ciclo orçamentário, que é uma premissa utilizada pela SOF para nortear o desenvolvimento do
seu processo de trabalho de elaboração da proposta orçamentária em cada exercício, e das técnicas
orçamentárias disponíveis para elaboração do orçamento público, julgue os itens subsecutivos.
Nos termos da CF, o ciclo orçamentário desdobra-se em oito fases, cada uma com ritmo próprio, finalidade
distinta e periodicidade definida.

22. CESPE – IBAMA - Analista Administrativo – 2013


No Brasil, o orçamento público assumiu características peculiares, principalmente após a promulgação da CF.
Com base nessas informações, julgue o item que se segue. O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) deve
ser aprovado em sessões ordinárias ou extraordinárias separadas, primeiramente no plenário da Câmara dos
Deputados, em seguida no plenário do Senado Federal.

23. CESPE – CNJ - Analista Judiciário – 2013


Considerando que João seja responsável pela elaboração da proposta orçamentária de um tribunal federal, que
irá compor o projeto de lei orçamentária anual (LOA) para 2014, julgue os itens que se seguem à luz do disposto
na CF, na Lei n.º 4.320/1964 e na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Elaborada a proposta orçamentária de todos os órgãos, entidades e poderes federais, o projeto de lei
orçamentária deve ser encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá fazer alterações na proposta, inclusive
para reduzir as despesas com investimentos dos tribunais.

24. CESPE – TCE-ES – Auditor – 2012


No que se refere à atuação do Estado nas finanças públicas e ao orçamento público, julgue o item que se segue.
A proposta de alteração de procedimento de elaboração, discussão, aprovação e execução do orçamento
público no Brasil deve ser apresentada por meio de projeto de lei complementar.

25. CESPE – TRE-RJ – Analista Judiciário – 2012

No Brasil, o processo de elaboração, aprovação, execução e controle do orçamento público obedece a regras
específicas definidas na CF e na legislação infraconstitucional. Com base nessas normas, julgue o item seguinte.
A apresentação da lei orçamentária anual no caso da União é de iniciativa privativa do presidente da República,
mas esse poder é vinculado aos prazos determinados pela legislação e o não cumprimento desses prazos
constitui crime de responsabilidade.

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TCE-RJ Aula 5

Gabarito - CESPE
1. Anulada 10. Errado 19. Certo
2. Errado 11. C 20. Certo
3. Errado 12. Certo 21. Certo
4. Errado 13. Errado 22. Errado
5. Errado 14. Errado 23. Certo
6. Certo 15. Certo 24. Certo
7. Errado 16. C 25. Certo
8. Errado 17. Errado
9. Errado 18. Errado

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Resumo direcionado
O ciclo orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e flexível. O nosso ciclo orçamentário é
composto por 4 etapas (ou fases):
5. Elaboração da proposta orçamentária;
6. Discussão, votação e aprovação do projeto de lei orçamentária;
7. Execução orçamentária;
8. Controle e avaliação da execução orçamentária.

•Legislativo •Executivo

Controle e Elaboração
avaliação

Discussão,
Execução votação,
aprovação

•Executivo •Legislativo

Ciclo orçamentário não se confunde com exercício financeiro:

• 4 etapas: elaboração, aprovação, execução e


Ciclo orçamentário controle.

Exercício financeiro • Coincidirá com o ano civil

ELABORAÇÃO DA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA

Quem elabora a proposta orçamentária é o Poder Executivo. A iniciativa das leis orçamentárias é sempre
do Poder Executivo, mais especificamente do chefe do Poder Executivo.
A iniciativa das leis orçamentárias, além de exclusiva do chefe do Poder Executivo, é vinculada (pois este
é obrigado a apresentar os projetos de leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) até o prazo estabelecido).

O Poder Executivo é quem vai cuidar da elaboração da proposta orçamentária de todos os Poderes. O
Poder Legislativo, o Poder Judiciário e demais entidades dotadas de autonomia não encaminham a sua
proposta orçamentária diretamente para o Poder Legislativo.

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Órgãos e entidades Poder Poder


(com autonomia) Executivo Legislativo

Consolida as
Elaboram a sua
propostas e realiza
proposta orçamentária
ajustes

Elaboração da proposta orçamentária

4 meses antes do
Para o Executivo
encerramento do exercício
encaminhar ao Legislativo
financeiro
PPA* e LOA
Para o Legislativo devolver encerramento da sessão
ao Executivo para sanção legislativa

Prazos
8 ½ meses antes do
Para o Executivo
encerramento do exercício
encaminhar ao Legislativo
financeiro
LDO
encerramento do primeiro
Para o Legislativo devolver período da sessão
ao Executivo para sanção
legislativa

*PPA é elaborado a cada 4 anos

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Propostas orçamentárias dos demais Poderes


CF/88:
Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira.
§ 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados
conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.
§ 2º O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete:
I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a
aprovação dos respectivos tribunais;
II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos Presidentes dos Tribunais de Justiça,
com a aprovação dos respectivos tribunais.
Art. 127, § 3º O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos
na lei de diretrizes orçamentárias.
Art. 134, § 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e
a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.

Não encaminhamento das propostas e propostas fora dos limites estabelecidos na LDO
A elaboração da LOA não está condicionada à aprovação da LDO.

Caso 1: demais Poderes e


órgãos independentes não
• o Poder Executivo considerará os valores
encaminharam suas propostas
aprovados na lei orçamentária vigente
para o Poder Executivo dentro
do prazo

Caso 2: propostas em desacordo


• o Poder Executivo procederá aos ajustes
com os limites estabelecidos na
necessários para fins de consolidação
LDO

Caso 3: chefe do Executivo não


encaminhou o projeto de lei • o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de
orçamentária ao Poder Orçamento vigente. Crime de responsabilidade
Legislativo dentro do prazo

Caso 4:projeto de Lei • a programação do PLOA poderá ser executada (algumas


Orçamentária Anual (PLOA) despesas poderão ser executadas integralmente e outras
não foi sancionada até 31 de até o limite de 1/12 do valor previsto para cada órgão no
dezembro. PLOA.

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DISCUSSÃO, VOTAÇÃO E APROVAÇÃO DO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA


Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual
e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do
regimento comum.

A CMO é uma das protagonistas nessa etapa do ciclo orçamentário. é uma comissão permanente
composta por 30 deputados federais e 10 senadores, sendo 30 deputados suplentes e 10 senadores suplentes.
Portanto, temos 40 titulares + 40 suplentes.

projetos de PPA, LDO, LOA e


Créd. Adic.

Examinar e emitir
contas do PR
parecer sobre

planos e programas
CMO nacionais, regionais e
setoriais

acompanhamento e
exercer fiscalização orçamentária

Mudanças nos projetos de leis orçamentária podem ocorrer em virtude de:

• Emendas, provocadas por parlamentares (Poder Legislativo);


• Mensagem, provocadas pelo Presidente da República.
Mensagem presidencial: instrumento de comunicação oficial entre o Presidente da República e o
Congresso Nacional.

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O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos
projetos (não é na proposta e nem nas leis) a que se refere este artigo enquanto não iniciada (e não finalizada)
a votação, na Comissão mista (não é no Plenário), da parte cuja alteração é proposta (somente da parte que
está sendo alterada).
Emendas parlamentares:

Art. 166, § 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e
apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.

Art. 166, § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente
podem ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,


excluídas as que incidam sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;

b) serviço da dívida;

c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou

III - sejam relacionadas:

a) com a correção de erros ou omissões; ou

b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser
aprovadas caso sejam compatíveis com o PPA e a LDO. Essa regra sempre terá que ser obedecida. Além
disso:

• se a emenda demandar recursos públicos, ela terá que indicar os recursos necessários, sendo
admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa (só não pode anular despesas com
pessoal, serviços da dívida e TRANS TRI CO).
• senão, elas serão emendas para corrigir erros e omissões ou somente relacionadas a dispositivos
do texto do projeto de lei.

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Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:

I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no art. 166, §
3º e § 4º. (os dispositivos ressalvados versam sobre emendas ao PLOA e ao PLDO)

As emendas parlamentares não podem acarretar aumento na despesa total do orçamento, a menos que
sejam identificados erros ou omissões nas receitas, devidamente comprovados.

se Mas não Pessoal


Recurso só
demandar poderão
poderão ser
recursos ser Serviços da
provenientes
Condições públicos, anuladas dívida
de anulação
para indique os despesas
compatíveis de despesas TRANS TRI CO
aprovação recuros com
com PPA e
de
LDO
emendas se estiver
ao PLOA relacionada Poderá haver reestimativa de
a erros ou receita e aumento da despesa
omissões

Única condição para que as emendas ao PLDO sejam aprovadas: compatibilidade com o PPA.

Art. 166, § 4º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas
quando incompatíveis com o plano plurianual.

Emendas Individuais Impositivas – Emenda Constitucional 86/2015

O orçamento público brasileiro é autorizativo, mas possui traços de orçamento impositivo. O pedacinho
de orçamento impositivo que temos no nosso orçamento está previsto na nossa Constituição nos parágrafos
do artigo 166, inseridos pela EC 86/2015.

§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro
e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder
Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde. (só
saúde! Educação, segurança, seguridade social não!).

§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste
artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente
líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação
definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165.

Planejamento Execução

É obrigatória a execução orçamentária e financeira


Aprovadas no limite de das emendas parlamentares individuais, em
montante correspondente a

1,2% da RCL 1,2% da RCL

Prevista no projeto encaminhado pelo Poder


Realizada no exercício anterior
Executivo.

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§ 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não serão de execução obrigatória
nos casos dos impedimentos de ordem técnica.
§ 16. Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira
prevista no § 11 deste artigo, até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da receita corrente líquida
realizada no exercício anterior.

§ 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da
meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste
artigo poderá ser reduzido em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das
despesas discricionárias.

Portanto, se a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta de


resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o gestor só poderá cortar os gastos das
programações orçamentárias oriundas de emenda parlamentar individual na mesma proporção do corte
(contingenciamento) de gastos das despesas discricionárias.

§ 13. Quando a transferência obrigatória da União, para a execução da programação prevista no §11
deste artigo, for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá da adimplência do
ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de
aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169.
Caso a execução obrigatória dependa de transferência obrigatória da União, não importa se o ente
federativo se encontra inadimplente.
A EC 86/2015 introduziu o conceito de execução equitativa das emendas individuais ao PLOA. Para tanto,
estabeleceu o limite percentual de 1,2% da receita corrente líquida (RCL) com obrigatoriedade da execução
orçamentária e financeira das programações decorrentes, salvo impedimentos de ordem técnica,
comportando redução, até a mesma proporção incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias, na
hipótese de não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Orçamento ainda
em discussão (2a 1,2% da RCL
etapa do ciclo prevista no PLOA
orçamentário)
Emendas
não serão de execução
individuais obrigatória nos casos
impositivas dos impedimentos
de ordem técnica
Orçamento já em
1,2% da RCL
execução (3a etapa
realizada no
do ciclo
exercício anterior restos a pagar
orçamentário) poderão ser
considerados até o
limite de 0,6% da RCL
realizada no exercício
anterior

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Aula 4 – Créditos adicionais


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Sumário
CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS: INICIAIS E ADICIONAIS ............................................................................. 5

CRÉDITOS ADICIONAIS .......................................................................................................................... 7

SUPLEMENTARES ................................................................................................................................................. 10
Vigência ........................................................................................................................................................ 16
ESPECIAIS ........................................................................................................................................................... 19
Vigência ........................................................................................................................................................20
EXTRAORDINÁRIOS............................................................................................................................................... 24
Vigência ........................................................................................................................................................ 27
ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS QUALITATIVAS E QUANTITATIVAS ................................................................................. 30
Qualitativas .................................................................................................................................................. 30
Quantitativas ................................................................................................................................................ 30
FONTE PARA ABERTURA DE CRÉDITOS ADICIONAIS ..................................................................................................... 32

QUESTÕES COMENTADAS – CESPE ...................................................................................................... 48

LISTA DE QUESTÕES – CESPE ................................................................................................................ 75

GABARITO – CESPE ...............................................................................................................................82

RESUMO DIRECIONADO ........................................................................................................................83

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Dica de um concursado para um concurseiro


Você lembra (em detalhes) do que você leu no livro de ciências da escola? Não? 😕

E dos trabalhos que você fez em uma “feira de ciências”? Agora você lembra um pouco mais, não é? 😏

Isso porque nós lembramos mais de coisas que fazemos (ativamente) do que coisas que simplesmente
recebemos (passivamente). Isso tem tudo a ver com a tal da Pirâmide do Aprendizado (de William Glasser):

É por isso que para potencializar o seu aprendizado, no estudo para concursos públicos, além da leitura
do PDF (que é fundamental), você pode:

• Marcar, riscar, fazer anotações no PDF;


• Assistir às videoaulas;
• Escutar áudios sobre a matéria (uma boa dica é o aplicativo EmAudio);
• Fazer resumos, mapas mentais, etc;
• Resolver questões comentadas;

E a melhor de todas:

• Explicar, ensinar, dar aula para alguém.


Eu, professor Sérgio, mesmo antes de ser professor, costumava comentar pontos interessantes da
matéria com minha família, namorada e amigos. Eu também fechava a porta do quarto e dava aula para mim
mesmo, na frente do espelho.
Você acha que entendeu e memorizou a matéria? Então experimente explicar para alguém, para um
boneco, para seu cachorro ou para você mesmo. Aí sim você vai ver o quanto você realmente aprendeu. Essa é
a prova de fogo!

Já escutou aquela frase: “quem ensina aprende muito mais do que quem está aprendendo?” Pois é... 😄

“Ah, professor. Mas eu medo de passar vergonha!” 😣

Aí eu lhe pergunto: você prefere passar vergonha ou passar no concurso? 😄

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Então, a minha dica para você é: estude ativamente! Ativando a sua mente! Pare de ficar sentado só
recebendo informações, de forma passiva. Resolva questões, aplique o conhecimento adquirido, faça os seus
resumos, os seus mapas mentais e explique a matéria para alguém (nem que seja para você mesmo).

Estude ativamente (ativa a mente) 😏

Mentalidade dos campeões 🏆

Amanhã você pode estar cansado ou você pode estar arrependido. Você escolhe.

@profsergiomachado

@prof.marcelguimaraes

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Esse assunto (créditos adicionais) é tranquilo e está muito relacionado a outros de nossa matéria. Ele não
é tão importante, pois representa somente cerca de 7% das questões de nossa matéria. No entanto, dominá-
lo poderá lhe garantir pontos fáceis na prova. É por isso que você deve estudá-lo.

“Já que vocês falaram em prova, professores, como são as questões sobre créditos adicionais?” 🧐

A criatividade da banca aqui é um pouco limitada! 😂 As questões vão tentar confundir os tipos de
créditos adicionais (suplementares, especiais e extraordinários), trocando nomes e características. Por
exemplo: onde deveria estar escrito “suplementar”, estará “especial”. Ou então elas vão apresentar uma
situação hipotética e perguntar qual é o tipo de crédito adicional adequado.

Para acertá-las, preste atenção nas características de cada um dos tipos de créditos adicionais e nos
exemplos que daremos. Ao final da aula, como de costume, temos o nosso Resumo Direcionado com uma
tabela completa para você!

Então, vamos lá? 😃

Créditos orçamentários: iniciais e adicionais


“A lei orçamentária é organizada na forma de créditos orçamentários, aos quais são consignadas
dotações”1. Esses são os nossos créditos orçamentários iniciais (ou ordinários), porque eles já estão
consignados na LOA. Já iniciamos o exercício financeiro com tais créditos.
Portanto, créditos orçamentários são classificações, contas, que especificam as ações e operações
autorizadas pela lei orçamentária. Já as dotações são os montantes de recursos financeiros com que conta o
crédito orçamentário.
Como dizem os mestres Teixera Machado e Heraldo Reis: “o crédito orçamentário seria o portador de
uma dotação e esta o limite de recurso financeiro autorizado”. É como se o crédito orçamentário fosse uma
gaveta e a dotação é o limite de dinheiro que pode estar dentro daquela gaveta.

Agora nós vamos lhe recordar um “segredo”: planejamento é fundamental, mas nem sempre a
execução sai do jeito que foi planejado! 🧐

Ninguém tem bola de cristal, ninguém pode prever o futuro. 🔮 Mesmo com um planejamento excelente,
as circunstâncias, o cenário, as prioridades podem mudar a qualquer momento, especialmente nesse mundo
globalizado e informatizado em que vivemos. Portanto, eventualmente é necessário realizar mudanças ao
longo da execução do plano. Se o planejamento for ruim, teremos ainda mais mudanças!

1
GIACOMONI, James. Orçamento público, 16ª edição, p. 303.

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Imagine a seguinte situação: no seu orçamento, você planejou gastar R$ 500,00 mensais em compras no supermercado.
Só que os preços dos produtos dispararam (ou você simplesmente percebeu que calculou errado) e você não consegue
comprar nem mais o suficiente para sobreviver.

E agora José? 😄 O que você vai fazer? Morrer de fome ou revisar o seu planejamento, ajustando esse valor?

Trazendo para a realidade do orçamento público: mesmo que o planejamento esteja “lindo” (mesmo que
a LOA esteja “linda”), com seus créditos orçamentários iniciais cuidadosamente dotados, pode ocorrer a
necessidade de realização de novas despesas que não foram computadas ou que foram insuficientemente
dotadas. Ainda podemos nos deparar com uma situação imprevisível e urgente, a exemplo de uma guerra ou
uma calamidade pública. Aí será necessário (ou possível) retificar o orçamento.
Portanto, os créditos orçamentários podem sofrer alterações e os mecanismos utilizados para fazê-lo são
os créditos adicionais. Por isso dizemos que os créditos adicionais são mecanismos retificadores do
orçamento. 😉

Como bem disse o mestre James Giacomoni:

Seria impraticável se, durante sua execução, o orçamento não pudesse ser retificado, visando atender
a situações não previstas quando de sua elaboração ou, mesmo, viabilizar a execução de novas despesas,
que só se configuraram como necessárias durante a própria execução orçamentária. Há soluções para isso
e o mecanismo a ser invocado é o do crédito adicional.

“Professores, então, para que mesmo servem os créditos adicionais? Por que eles existem? Quais são suas
finalidades?” 🤔

Ora, os créditos adicionais servem para conferir flexibilidade ao orçamento (e ao gestor público) e
possibilitar o atendimento de novas despesas ou situações não previstas. Essas são suas finalidades! 😉

“E por que esse nome, professores? Adicionais...” 🤔

Boa pergunta! Primeiro, você deve lembrar que os créditos orçamentários podem ser iniciais ou
adicionais. Assim:

Iniciais
(ordinários)
Créditos
orçamentários
Adicionais

Muito bem! 😌

Os créditos adicionais são assim chamados, porque eles não vêm junto com a LOA, que é o caso dos
créditos orçamentários iniciais. Eles são adicionados posteriormente! Entendeu o nome agora? Créditos
adicionais! 😏

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Créditos adicionais
Vamos começar fazendo uma analogia.
Imagine que você fez o seguinte planejamento orçamentário:

• Supermercado = R$ 2.000,00
• Energia elétrica = R$ 1.000,00
• Mensalidade da academia = R$ 1.200,00
• Restaurantes = R$ 500,00
Você sabe que não existe “plano perfeito”, não é mesmo? Talvez só aquele do Michael Scofield que
conseguiu tirar o irmão dele da prisão (quem assistiu Prison Break aí? 😂). Na vida real, os planos falham, os
planos mudam. O seu orçamento, por exemplo, pode estar furado pelos seguintes motivos:

• Você planejou algo, mas na quantidade errada. Por exemplo: você não gasta só R$ 500,00 com
restaurantes. Na verdade, você gasta R$ 700,00; 🙄
• Você “esqueceu” ou não planejou algo. Por exemplo: você costuma gastar R$ 200,00 por mês em
salões de beleza, mas não colocou isso no planejamento. 🧐
Pode acontecer também de a execução do seu planejamento ser afetada por situações urgentes e
imprevisíveis.

Por exemplo: você se machucou no racha de futebol e não tem plano de saúde. Agora vai ter que pagar uma fisioterapia
particular... 😕

Veja, então, que você só vai perceber isso ao longo da execução do seu orçamento. Aqui você tem três
bons motivos para alterar o seu planejamento inicial. Em alguns casos, é até essencial e necessário que você o
faça!

Muito bem. Agora voltemos para o nosso querido orçamento público. 😄 Aqui a Administração Pública
também só vai descobrir a necessidade de retificar o orçamento durante a execução orçamentária, ou seja,
somente durante a fase de execução é que a Administração irá fazer uso dos créditos adicionais.

Elaboração

Discussão e
Controle
votação

Execução

“E por que só na fase de execução, professores?” 🤔

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Ora, porque se a Administração quiser retificar o orçamento durante a elaboração, é só alterar a proposta
orçamentária que será entregue ao Legislativo. E se o orçamento tiver que ser retificado durante a fase de
discussão e votação, ele sofrerá emendas. Já na fase de controle, o orçamento já passou: não faz mais sentido
retificá-lo. ☺

Por exemplo: você está elaborando o seu orçamento. Durante a elaboração, você não gostou de alguma coisa. Você apaga
e faz de novo. Então você mostra o orçamento para seus pais (os donos do dinheiro) para que eles o discutirem e aprovem.
Eles não gostam de alguma coisa, fazem emendas e o devolvem para que você o execute. Durante a execução desse
orçamento (isso mesmo: no meio do caminho) é quando você percebe que precisa fazer alterações. É nessa fase que você
se utilizará de créditos adicionais. E depois que passar o período ao qual o orçamento se referia você já estará
controlando-o, avaliando-o. Não faz mais sentido alterá-lo.

E aqui no orçamento público também existem três motivos que justificam a sua retificação, a saber:
1. Um crédito orçamentário inicial está insuficientemente dotado, ou seja, ele foi planejado, mas
na quantidade errada;
2. Há uma despesa que precisa ser realizada, mas ela não está computada na LOA (e pelo princípio
da legalidade, a Administração Pública só pode realizar aquilo que está na lei, lembra?). Isso
significa que essa despesa não foi contemplada no planejamento; ou
3. Aconteceu um fato imprevisível e urgente.
Para cada uma dessas três situações (três motivos) existe um crédito adicional específico para resolver
o problema. 😏 Quer ver? Dá uma olhadinha na Lei 4.320/64:

Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente
dotadas na Lei de Orçamento.
Art. 41. Os créditos adicionais classificam-se em:
I - suplementares, os destinados a reforço de dotação orçamentária;
II - especiais, os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica;
III - extraordinários, os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção
intestina ou calamidade pública.

Já vêm
Iniciais consignados na
LOA

Reforço de
Créditos Suplementares dotação já
Orçamentários existente

Despesas para as
quais não haja
Adicionais Especiais
dotação
orçamentária

Despesas
Extraordinários imprevisíveis e
urgentes

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“Mas isso é na Lei 4.320/64, professores! Como é que é isso no Estado do Rio de Janeiro?” 🤔

Vejamos a Lei estadual 287/79 (lá vem surpresa):


Art. 116 – São créditos adicionais as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente
dotadas na Lei de Orçamento.
Art. 117 – Os créditos adicionais classificam-se em:

I – suplementares, os destinados a reforço de dotação orçamentária;


II – especiais, os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica;

III – extraordinários, os destinados a despesas urgentes e imprevisíveis, em caso de guerra, subversão


interna ou calamidade pública.

E aí? Mudou alguma palavra? 😅

“Que surpresa, hein, professores!?” 😂

Portanto, temos três “tipos” de créditos adicionais:


1. Suplementares;
2. Especiais; e
3. Extraordinários.

Vamos entender cada um deles? 😃 Responda escolhendo uma das opções abaixo:

Questões para fixar


CESPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo – 2016

Com relação ao orçamento público brasileiro, julgue o item a seguir.

Despesas públicas não computadas na lei de orçamento anual ou insuficientemente dotadas poderão ser autorizadas por
meio dos denominados créditos adicionais.

Comentários:

É isso mesmo! É para isso que os créditos adicionais servem! E a banca também só reformulou o artigo 40 da Lei 4.320/64,
veja só:

Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de
Orçamento.

Gabarito: Certo

FGV – Prefeitura de Cuiabá - MT – Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal – 2016

Os créditos adicionais são autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na lei orçamentária.

Comentários:

Agora foi copia e cola da Lei 4.320/64! 😂 De novo:

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Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de
Orçamento.

Gabarito: Certo

CESPE – TRT-8ª – Analista Judiciário – 2016

A classificação dos créditos adicionais está prevista em quatro tipos: suplementares, especiais, extraordinários e
superavitários.

Comentários:

Quatro não! Três! Há um intruso aí! 😄

São espécies de créditos adicionais: suplementares, especiais e extraordinários. “Superavitários” não é uma classificação
de créditos adicionais.

Gabarito: Errado

Suplementares
A primeira espécie de crédito adicional que veremos são os créditos adicionais suplementares. Eles
servem para reforçar uma dotação orçamentária, ou seja, o crédito orçamentário já existe, mas ele está
insuficientemente dotado! Em outras palavras: caso o crédito orçamentário inicial tenha sido
insuficientemente dotado, poderão ser abertos créditos adicionais suplementares.
Essa é aquela situação em que v