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Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco. Leticia Veloso. Bruno Chieregatti. Joao de Sá Brasil.

Ricardo Razaboni. Fernando Zantedeschi. Rodrigo Gonçalves

Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”


do Estado do Pará

CPCRC-PA
Auxiliar Técnico de Perícia - Técnico em Enfermagem

JN002-19
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OBRA

Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” do Estado do Pará - CPCRC-PA

Auxiliar Técnico de Perícia - Técnico em Enfermagem

Edital N° 01/SEAD-CPCRC/PA, de 27 de Dezembro de 2018

AUTORES
Língua Portuguesa - Profª Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Atualidades - Profª Leticia Veloso
Raciocínio Lógico - Prof° Bruno Chieregatti E Joao De Sá Brasil
Noções de Criminalística- Prof° Ricardo Razaboni
Noções de Direito Administrativo- Prof° Fernando Zantedeschi
Noções de Direito Constitucional- Prof° Ricardo Razaboni
Noções de Direito Penal e Processual Penal- Prof° Rodrigo Gonçalves
Legislação Extravagante- Prof° Rodrigo Gonçalves
Legislações Especiais- Prof° Rodrigo Gonçalves
Conhecimentos Especificos - Prof° Bruno Chieregatti E Joao De Sá Brasil

PRODUÇÃO EDITORIAL/REVISÃO
Elaine Cristina
Erica Duarte
Leandro Filho

DIAGRAMAÇÃO
Elaine Cristina
Thais Regis
Danna Silva

CAPA
Joel Ferreira dos Santos

www.novaconcursos.com.br

sac@novaconcursos.com.br
SUMÁRIO

LÍNGUA PORTUGUESA
Compreensão e interpretação de textos. ......................................................................................................................................................................01
Tipologia textual......................................................................................................................................................................................................................03
Sintaxe da oração e do período. ......................................................................................................................................................................................29
Semântica...................................................................................................................................................................................................................................89
Ortografia oficial. ....................................................................................................................................................................................................................04
Acentuação. ..............................................................................................................................................................................................................................73
Classes de palavras. ...............................................................................................................................................................................................................29
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. .....................................................................................................................................79
Concordância nominal e verbal. .......................................................................................................................................................................................63
Regência nominal e verbal...................................................................................................................................................................................................66
Crase. ...........................................................................................................................................................................................................................................73
Pontuação. .................................................................................................................................................................................................................................29
Significação das palavras. ....................................................................................................................................................................................................89
Homônimos e parônimos. ..................................................................................................................................................................................................29
Emprego de maiúsculas e minúsculas. ..........................................................................................................................................................................82
Redação oficial: formas de tratamento, correspondência oficial..........................................................................................................................96

ATUALIDADES
Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais como política, economia, sociedade, educação, tecnologia, energia, relações
internacionais, desenvolvimento sustentável, segurança e ecologia, suas inter-relações e suas vinculações históricas...............01

RACIOCÍNIO LÓGICO
Proposições e Conectivos. ..................................................................................................................................................................................................01
Operações Lógicas sobre Proposições. .........................................................................................................................................................................01
Tabelas Verdade. .....................................................................................................................................................................................................................01
Tautologias, Contradições e Contingências..................................................................................................................................................................01
Implicação Lógica. ..................................................................................................................................................................................................................25
Equivalência Lógica. ..............................................................................................................................................................................................................25
Álgebra das Proposições......................................................................................................................................................................................................01
Método Dedutivo....................................................................................................................................................................................................................25

NOÇÕES DE CRIMINALÍSTICA
Definição; Histórico; Doutrina; Da requisição de perícia; Prazo para elaboração do exame e do laudo pericial; Principais perícias
elencadas no Código de Processo Penal; Locais de crime: conceituação, classificação, isolamento e preservação de local de
crime. Cadeia de Custódia: Conceitos, Etapas, Fase Interna, Fase Externa e Rastreabilidade. Finalidades dos levantamentos dos
locais de crime contra a pessoa e contra o patrimônio; Vestígios de interesse Forense; Levantamento papiloscópico. Locais de
Morte: Morte violenta; Local de morte por arma de fogo; Local de morte por instrumentos contundentes, cortantes, perfuran-
tes ou mistos; Local de morte provocada por asfixia................................................................................................................................................01
SUMÁRIO

NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO


Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes e organização, natureza, fins e princípios. ................01
Agentes públicos: Espécies e classificação, poderes, deveres e prerrogativas. Cargo, emprego e função pública. Regime jurídico
único: provimento, vacância, remoção, redistribuição e substituição.Direitos e vantagens. Regime disciplinar. Responsabilidade
civil, criminal e administrativa. ..........................................................................................................................................................................................04
Poderes administrativos: poder hierárquico, poder disciplinar, poder regulamentar, poder de polícia, uso e abuso do po-
der................................................................................................................................................................................................................................. 10
Controle e responsabilização da administração Controle administrativo. Controle judicial. Controle legislativo. Responsabilida-
de civil do Estado.....................................................................................................................................................................................................................15
Atos Administrativos: conceitos, requisitos, atos ordinatórios e invalidação. ................................................................................................20
Processo Administrativo Disciplinar.................................................................................................................................................................................26

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL


Constituição da República Federativa do Brasil de 1988; Princípios fundamentais. ....................................................................................01
Direitos e garantias fundamentais; Direitos e deveres individuais e coletivos, direitos sociais, direitos de nacionalidade, direitos
políticos, partidos políticos. ...............................................................................................................................................................................................01
Organização político administrativa do Estado. .........................................................................................................................................................04
Administração Pública. .........................................................................................................................................................................................................06
Poder executivo: estrutura, funcionamento e atribuições.......................................................................................................................................07
Poder legislativo: estrutura, funcionamento e atribuições. ....................................................................................................................................08
Poder judiciário: estrutura,funcionamento e atribuições.........................................................................................................................................10
Da segurança pública. ..........................................................................................................................................................................................................11
Ordem social. ...........................................................................................................................................................................................................................12
Seguridade social ...................................................................................................................................................................................................................12
Meio ambiente.........................................................................................................................................................................................................................14

NOÇÕES DE DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL


Princípios básicos....................................................................................................................................................................................................................01
Aplicação da lei penal;A lei penal no tempo e no espaço; Tempo e lugar do crime; Territorialidade e extraterritorialidade da lei
penal.............................................................................................................................................................................................................................................04
O fato típico e seus elementos; Crime consumado e tentado; Ilicitude e causas de exclusão; Excesso punível...............................07
Crimes contra a pessoa.........................................................................................................................................................................................................29
Crimes contra o patrimônio................................................................................................................................................................................................30
Crimes contra a dignidade sexual.....................................................................................................................................................................................39
Crimes contra a fé pública. .................................................................................................................................................................................................40
Crimes contra a Administração Pública. ........................................................................................................................................................................48
Crimes contra a Administração da Justiça. ...................................................................................................................................................................54
Inquérito policial;.....................................................................................................................................................................................................................56
Prova; Exame do corpo de delito e perícias em geral; Preservação de local de crime; Requisitos e ônus da prova; Nulidade da
prova; Documentos de prova; Reconhecimento de pessoas e coisas; Acareação; Indícios. .....................................................................59
Busca e apreensão...................................................................................................................................................................................................................65
Restrição de liberdade; Prisão em flagrante; Prisão preventiva; Medidas Cautelares; Liberdade Provisória; Audiência de Custó-
dia; Lei no 7.960/1989 (prisão temporária); Disposições constitucionais aplicáveis ao Direito Processual Penal. ...........................66
SUMÁRIO

LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE
Lei no 8.072/1990 – aspectos penais e processuais (Crimes Hediondos);........................................................................................................01
Lei no 8.429/1992 (Improbidade Administrativa); .....................................................................................................................................................01
Lei no 9.296/1996 (Interceptação Telefônica); ............................................................................................................................................................04
Lei no 9.455/1997 (Crimes de Tortura); ..........................................................................................................................................................................05
Lei no 9.503/1997 – aspectos penais e processuais (Crimes de Trânsito); .......................................................................................................06
Lei no 9.613/1998 (Lavagem de Dinheiro); ..................................................................................................................................................................07
Lei no 10.826/2003 – aspectos penais e processuais (Crimes Definidos no Estatuto do Desarmamento);.........................................09
Lei no 11.343/2006 (Lei Antidrogas); ..............................................................................................................................................................................09
Lei no 12.030/2009 (Perícia Oficial); ................................................................................................................................................................................11
Lei no 12.037/2009 (Identificação Criminal do Civilmente Identificado; ..........................................................................................................11
Lei no 12.850/2013 – aspectos penais eprocessuais (Lei de Combate às Organizações Criminosas); .................................................12
Lei no 13.260/2016 (Lei Antiterrorismo); .......................................................................................................................................................................14
Lei no 13.675/2018 (Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).......................................................................................................................16

LEGISLAÇÕES ESPECIAIS
Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará (Lei n°. 5.810 de 24/01/1994). ...........................................01
Lei de Criação do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” (Lei n°. 6.282 de 19/01/2000 e Lei n° 6.823 de
30/01/2006). ...................................................................................................................................................................................................................04
Lei de carreira do Grupo Ocupacional de Perícia Técnico-Científica do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”. n°
6829/2006 de 07/02/2006...................................................................................................................................................................................................05

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Noções de Química.Classificação periódica dos elementos. Soluções. Densidade. Concentração das soluções: concentração
em geral, título em massa, fração molar. Molaridade (concentração molar). Diluição de soluções: de mesmo soluto, de solutos
diferentes, sem ocorrência de reação. Volumetria. Normalidade de uma solução de ácido, de uma solução de base.Titulação
ácidobase e normalidade.....................................................................................................................................................................................................01
Noções de Física.Estado físico da matéria: sólido, líquido, gasoso. Termologia:medidas de temperatura, terminologia de tem-
peratura, regulagem de temperatura das estufas. Sistemas internacionais de pesos e medidas...........................................................11
Noções gerais de anatomia e fisiologia humanas......................................................................................................................................................19
Noções de histologia dos tecidos. Epitelial: de revestimento e glandular. Muscular: liso e estriado. Nervoso. Conjuntivo: subs-
tância fundamental, fibras colágenas, fibras elásticas, fibras reticulares, tecido adiposo, tecido cartilaginoso, tecido e sistema
retículo endotelial....................................................................................................................................................................................................................21
Anatomia macroscópica: registro, descrição, cortes, acondicionamento.........................................................................................................30
Atendimento de emergência e primeiros socorros...................................................................................................................................................34
Conduta ética dos profissionais da área de saúde.....................................................................................................................................................49
ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados................................................................................................................ 01


Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. .............................................................................................................................................. 03
Domínio da ortografia oficial. .............................................................................................................................................................................. 04
Domínio dos mecanismos de coesão textual. ............................................................................................................................................... 13
Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação
textual............................................................................................................................................................................................................................. 13
Emprego de tempos e modos verbais............................................................................................................................................................... 15
Domínio da estrutura morfossintática do período. ..................................................................................................................................... 29
Emprego das classes de palavras. ...................................................................................................................................................................... 29
Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. ................................................................................................... 29
Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. .................................................................................................. 29
Emprego dos sinais de pontuação. .................................................................................................................................................................... 29
Concordância verbal e nominal. ......................................................................................................................................................................... 63
Regência verbal e nominal. ................................................................................................................................................................................... 66
Emprego do sinal indicativo de crase. .............................................................................................................................................................. 73
Colocação dos pronomes átonos. ...................................................................................................................................................................... 79
Reescrita de frases e parágrafos do texto. ...................................................................................................................................................... 82
Significação das palavras. ...................................................................................................................................................................................... 89
Substituição de palavras ou de trechos de texto. ........................................................................................................................................ 89
Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. .......................................................................................................... 89
Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. .................................................................................................... 96
Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República)................................................................ 96
Hora de Praticar........................................................................................................................................................................................................109
Entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE O texto diz que...
TEXTOS DE GÊNEROS VARIADOS. É sugerido pelo autor que...
De acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
O narrador afirma...

INTERPRETAÇÃO TEXTUAL 3. Erros de interpretação

Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio-  Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai do
nadas entre si, formando um todo significativo capaz de contexto, acrescentando ideias que não estão no tex-
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar to, quer por conhecimento prévio do tema quer pela
e decodificar). imaginação.
Contexto – um texto é constituído por diversas frases.  Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se aten-
Em cada uma delas, há uma informação que se liga com ção apenas a um aspecto (esquecendo que um texto
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a é um conjunto de ideias), o que pode ser insuficiente
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interli- para o entendimento do tema desenvolvido.
gação dá-se o nome de contexto. O relacionamento entre  Contradição = às vezes o texto apresenta ideias
as frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contrárias às do candidato, fazendo-o tirar con-
contexto original e analisada separadamente, poderá ter clusões equivocadas e, consequentemente, errar a
um significado diferente daquele inicial. questão.
Intertexto - comumente, os textos apresentam referên-
cias diretas ou indiretas a outros autores através de cita- Observação:
ções. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. Muitos pensam que existem a ótica do escritor e a óti-
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação ca do leitor. Pode ser que existam, mas em uma prova de
de um texto é a identificação de sua ideia principal. A par- concurso, o que deve ser levado em consideração é o que
tir daí, localizam-se as ideias secundárias (ou fundamen- o autor diz e nada mais.
tações), as argumentações (ou explicações), que levam ao
esclarecimento das questões apresentadas na prova. Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si.
Normalmente, em uma prova, o candidato deve: Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
 Identificar os elementos fundamentais de uma pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um prono-
argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o vai dizer e o que já foi dito.
tempo).
 Comparar as relações de semelhança ou de dife- São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre eles,
renças entre as situações do texto. está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblí-
 Comentar/relacionar o conteúdo apresentado quo átono. Este depende da regência do verbo; aquele, do
com uma realidade. seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os
 Resumir as ideias centrais e/ou secundárias. pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso
 Parafrasear = reescrever o texto com outras pa- a necessidade de adequação ao antecedente.
lavras. Os pronomes relativos são muito importantes na in-
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
1. Condições básicas para interpretar coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
existe um pronome relativo adequado a cada circunstância,
Fazem-se necessários: conhecimento histórico-literário a saber:
(escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente,
prática; conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do mas depende das condições da frase.
texto) e semântico; capacidade de observação e de síntese; qual (neutro) idem ao anterior.
capacidade de raciocínio. quem (pessoa)
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
2. Interpretar/Compreender o objeto possuído.
LÍNGUA PORTUGUESA

como (modo)
Interpretar significa: onde (lugar)
Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. quando (tempo)
Através do texto, infere-se que... quanto (montante)
É possível deduzir que... Exemplo:
O autor permite concluir que... Falou tudo QUANTO queria (correto)
Qual é a intenção do autor ao afirmar que... Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
Compreender significa aparecer o demonstrativo O).

1
3. Dicas para melhorar a interpretação de textos
EXERCÍCIOS COMENTADOS
 Leia todo o texto, procurando ter uma visão geral
do assunto. Se ele for longo, não desista! Há muitos can-
didatos na disputa, portanto, quanto mais informação você 1. (PCJ-MT - DELEGADO SUBSTITUTO – SUPE-
absorver com a leitura, mais chances terá de resolver as RIOR- CESPE-2017)
questões.
 Se encontrar palavras desconhecidas, não inter- Texto CG1A1AAA
rompa a leitura.
 Leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas A valorização do direito à vida digna preserva as duas faces
forem necessárias. do homem: a do indivíduo e a do ser político; a do ser em si
 Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma e a do ser com o outro. O homem é inteiro em sua dimen-
conclusão). são plural e faz-se único em sua condição social. Igual em
 Volte ao texto quantas vezes precisar. sua humanidade, o homem desiguala-se, singulariza-se em
 Não permita que prevaleçam suas ideias sobre sua individualidade. O direito é o instrumento da fraterni-
as do autor. zação racional e rigorosa.
 Fragmente o texto (parágrafos, partes) para me- O direito à vida é a substância em torno da qual todos os
lhor compreensão. direitos se conjugam, se desdobram, se somam para que o
 Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado sistema fique mais e mais próximo da ideia concretizável
de cada questão. de justiça social.
 O autor defende ideias e você deve percebê-las. Mais valeria que a vida atravessasse as páginas da Lei Maior
 Observe as relações interparágrafos. Um parágra- a se traduzir em palavras que fossem apenas a revelação
fo geralmente mantém com outro uma relação de conti- da justiça. Quando os descaminhos não conduzirem a isso,
nuação, conclusão ou falsa oposição. Identifique muito competirá ao homem transformar a lei na vida mais digna
bem essas relações. para que a convivência política seja mais fecunda e huma-
 Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou na.
seja, a ideia mais importante. Cármen Lúcia Antunes Rocha. Comentário ao artigo 3.º.
 Nos enunciados, grife palavras como “correto” In: 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
ou “incorreto”, evitando, assim, uma confusão na hora 1948-1998: conquistas e desafios. Brasília: OAB, Comissão
da resposta – o que vale não somente para Interpretação de Nacional de Direitos Humanos, 1998, p. 50-1 (com adap-
Texto, mas para todas as demais questões! tações).
 Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia prin-
cipal, leia com atenção a introdução e/ou a conclusão. Compreende-se do texto CG1A1AAA que o ser humano
 Olhe com especial atenção os pronomes relati- tem direito
vos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc.,
chamados vocábulos relatores, porque remetem a outros a) de agir de forma autônoma, em nome da lei da sobrevi-
vocábulos do texto. vência das espécies.
b) de ignorar o direito do outro se isso lhe for necessário
SITES para defender seus interesses.
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu- c) de demandar ao sistema judicial a concretização de seus
gues/como-interpretar-textos direitos.
http://portuguesemfoco.com/pf/09-dicas-para-melho- d) à institucionalização do seu direito em detrimento dos
rar-a-interpretacao-de-textos-em-provas direitos de outros.
http://www.portuguesnarede.com/2014/03/dicas-para- e) a uma vida plena e adequada, direito esse que está na
-voce-interpretar-melhor-um.html essência de todos os direitos.
http://vestibular.uol.com.br/cursinho/questoes/ques-
tao-117-portugues.htm Resposta: Letra E. O ser humano tem direito a uma vida
digna, adequada, para que consiga gozar de seus direi-
tos – saúde, educação, segurança – e exercer seus deve-
res plenamente, como prescrevem todos os direitos: (...)
O direito à vida é a substância em torno da qual todos
LÍNGUA PORTUGUESA

os direitos se conjugam (...).

2
2. (PCJ-MT - DELEGADO SUBSTITUTO – SUPE-
RIOR- CESPE-2017) RECONHECIMENTO DE TIPOS E GÊNEROS
TEXTUAIS.
Texto CG1A1BBB

Segundo o parágrafo único do art. 1.º da Constituição da TIPOLOGIA E GÊNERO TEXTUAL


República Federativa do Brasil, “Todo o poder emana do
povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou A todo o momento nos deparamos com vários textos,
diretamente, nos termos desta Constituição.” Em virtude sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a presença
desse comando, afirma-se que o poder dos juízes emana do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo
do povo e em seu nome é exercido. A forma de sua inves- que está sendo transmitido entre os interlocutores. Estes
tidura é legitimada pela compatibilidade com as regras do interlocutores são as peças principais em um diálogo ou
Estado de direito e eles são, assim, autênticos agentes do em um texto escrito.
poder popular, que o Estado polariza e exerce. Na Itália, É de fundamental importância sabermos classificar os
isso é constantemente lembrado, porque toda sentença é textos com os quais travamos convivência no nosso dia a
dedicada (intestata) ao povo italiano, em nome do qual é dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais
pronunciada. e gêneros textuais.
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um
Cândido Rangel Dinamarco. A instrumentalidade do pro- fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa opi-
cesso. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1987, p. 195 (com nião sobre determinado assunto, descrevemos algum lugar
adaptações). que visitamos, fazemos um retrato verbal sobre alguém
que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente nessas
Conforme as ideias do texto CG1A1BBB, situações corriqueiras que classificamos os nossos textos
naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e Dis-
a) o Poder Judiciário brasileiro desempenha seu papel com sertação.
fundamento no princípio da soberania popular.
b) os magistrados do Brasil deveriam ser escolhidos pelo 1. As tipologias textuais se caracterizam pelos as-
voto popular, como ocorre com os representantes dos pectos de ordem linguística
demais poderes.
c) os magistrados italianos, ao contrário dos brasileiros, Os tipos textuais designam uma sequência definida
exercem o poder que lhes é conferido em nome de seus pela natureza linguística de sua composição. São observa-
nacionais. dos aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações
d) há incompatibilidade entre o autogoverno da magistra- logicas. Os tipos textuais são o narrativo, descritivo, argu-
tura e o sistema democrático. mentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo.
e) os magistrados brasileiros exercem o poder constitucio-
nal que lhes é atribuído em nome do governo federal. A) Textos narrativos – constituem-se de verbos de
ação demarcados no tempo do universo narrado,
Resposta: Letra A. A questão deve ser respondida se- como também de advérbios, como é o caso de antes,
gundo o texto: (...) “Todo o poder emana do povo, que o agora, depois, entre outros: Ela entrava em seu carro
exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, quando ele apareceu. Depois de muita conversa, re-
nos termos desta Constituição.” Em virtude desse coman- solveram...
do, afirma-se que o poder dos juízes emana do povo e B) Textos descritivos – como o próprio nome indica,
em seu nome é exercido (...). descrevem características tanto físicas quanto psi-
cológicas acerca de um determinado indivíduo ou
3. (PCJ-MT - DELEGADO SUBSTITUTO – SUPERIOR- objeto. Os tempos verbais aparecem demarcados no
CESPE-2017 - ADAPTADA) No texto CG1A1BBB, o vocá- presente ou no pretérito imperfeito: “Tinha os cabe-
bulo ‘emana’ foi empregado com o sentido de los mais negros como a asa da graúna...”
C) Textos expositivos – Têm por finalidade explicar um
a) trata. assunto ou uma determinada situação que se almeje
b) provém. desenvolvê-la, enfatizando acerca das razões de ela
c) manifesta. acontecer, como em: O cadastramento irá se prorro-
gar até o dia 02 de dezembro, portanto, não se esque-
LÍNGUA PORTUGUESA

d) pertence.
e) cabe. ça de fazê-lo, sob pena de perder o benefício.
D) Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de uma
Resposta: Letra B. Dentro do contexto, “emana” tem o modalidade na qual as ações são prescritas de for-
sentido de “provém”. ma sequencial, utilizando-se de verbos expressos no
imperativo, infinitivo ou futuro do presente: Misture
todos os ingrediente e bata no liquidificador até criar
uma massa homogênea.

3
E) Textos argumentativos (dissertativo) – Demar- 1. Regras ortográficas
cam-se pelo predomínio de operadores argumenta-
tivos, revelados por uma carga ideológica constituída A) O fonema S
de argumentos e contra-argumentos que justificam a
posição assumida acerca de um determinado assun- São escritas com S e não C/Ç
to: A mulher do mundo contemporâneo luta cada vez  Palavras substantivadas derivadas de verbos com
mais para conquistar seu espaço no mercado de tra- radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent: pretender -
balho, o que significa que os gêneros estão em com- pretensão / expandir - expansão / ascender - ascensão
plementação, não em disputa. / inverter - inversão / aspergir - aspersão / submergir
- submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo
2. Gêneros Textuais / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer
São os textos materializados que encontramos em nos- - recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / con-
so cotidiano; tais textos apresentam características sócio- sentir – consensual.
-comunicativas definidas por seu estilo, função, compo-
sição, conteúdo e canal. Como exemplos, temos: receita São escritos com SS e não C e Ç
culinária, e-mail, reportagem, monografia, poema, editorial,  Nomes derivados dos verbos cujos radicais termi-
piada, debate, agenda, inquérito policial, fórum, blog, etc. nem em gred, ced, prim ou com verbos terminados
A escolha de um determinado gênero discursivo depende, por tir ou - meter: agredir - agressivo / imprimir - im-
em grande parte, da situação de produção, ou seja, a finali- pressão / admitir - admissão / ceder - cessão / exceder
dade do texto a ser produzido, quem são os locutores e os - excesso / percutir - percussão / regredir - regressão
interlocutores, o meio disponível para veicular o texto, etc. / oprimir - opressão / comprometer - compromisso /
Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a esfe- submeter – submissão.
ras de circulação. Assim, na esfera jornalística, por exemplo,
 Quando o prefixo termina com vogal que se junta
são comuns gêneros como notícias, reportagens, editoriais,
com a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétri-
entrevistas e outros; na esfera de divulgação científica são
co - assimétrico / re + surgir – ressurgir.
comuns gêneros como verbete de dicionário ou de enciclo-
 No pretérito imperfeito simples do subjuntivo.
pédia, artigo ou ensaio científico, seminário, conferência.
Exemplos: ficasse, falasse.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
São escritos com C ou Ç e não S e SS
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
 Vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açúcar.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.  Vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó,
Português – Literatura, Produção de Textos & Gra- Juçara, caçula, cachaça, cacique.
mática – volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jé-  Sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
sus Barbosa Souza. – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, ca-
niço, esperança, carapuça, dentuço.
SITE  Nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção
http://www.brasilescola.com/redacao/tipologia-textual.htm / deter - detenção / ater - atenção / reter – retenção.
 Após ditongos: foice, coice, traição.
Observação: Não foram encontradas questões abran-  Palavras derivadas de outras terminadas em -te,
gendo tal conteúdo. to(r): marte - marciano / infrator - infração / absorto
– absorção.

DOMÍNIO DA ORTOGRAFIA OFICIAL B) O fonema z

São escritos com S e não Z


 Sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
ORTOGRAFIA
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: fre-
guês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa.
A ortografia é a parte da Fonologia que trata da correta
 Sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, meta-
grafia das palavras. É ela quem ordena qual som devem
morfose.
ter as letras do alfabeto. Os vocábulos de uma língua são
LÍNGUA PORTUGUESA

 Formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,


grafados segundo acordos ortográficos.
quiseste.
A maneira mais simples, prática e objetiva de apren-
der ortografia é realizar muitos exercícios, ver as palavras,  Nomes derivados de verbos com radicais termina-
familiarizando-se com elas. O conhecimento das regras é dos em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / em-
necessário, mas não basta, pois há inúmeras exceções e, preender - empresa / difundir – difusão.
em alguns casos, há necessidade de conhecimento de eti-  Diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
mologia (origem da palavra). Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis – lapisinho.
 Após ditongos: coisa, pausa, pouso, causa.

4
 Verbos derivados de nomes cujo radical termina E) As letras “e” e “i”
com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar –
pesquisar.  Ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem.
Com “i”, só o ditongo interno cãibra.
São escritos com Z e não S  Verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
 Sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de ad- escritos com “e”: caçoe, perdoe, tumultue. Escrevemos
jetivo: macio - maciez / rico – riqueza / belo – beleza. com “i”, os verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir:
Sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de ori- trai, dói, possui, contribui.
gem não termine com s): final - finalizar / concreto
– concretizar.
 Consoante de ligação se o radical não terminar com FIQUE ATENTO!
“s”: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal Há palavras que mudam de sentido quando
Exceção: lápis + inho – lapisinho. substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área
(superfície), ária (melodia) / delatar (denun-
C) O fonema j ciar), dilatar (expandir) / emergir (vir à tona),
imergir (mergulhar) / peão (de estância, que
São escritas com G e não J anda a pé), pião (brinquedo).
 Palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
gesso.
 Estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento,
gim. #FicaDica
 Terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, Se o dicionário ainda deixar dúvida quanto à
foge. ortografia de uma palavra, há a possibilidade
Exceção: pajem. de consultar o Vocabulário Ortográfico da Lín-
gua Portuguesa (VOLP), elaborado pela Acade-
 Terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, mia Brasileira de Letras. É uma obra de referên-
litígio, relógio, refúgio. cia até mesmo para a criação de dicionários,
 Verbos terminados em ger/gir: emergir, eleger, fugir, pois traz a grafia atualizada das palavras (sem
mugir. o significado). Na Internet, o endereço é www.
 Depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, academia.org.br.
surgir.
 Depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
nado com j: ágil, agente. 2. Informações importantes

São escritas com J e não G Formas variantes são as que admitem grafias ou pro-
 Palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje. núncias diferentes para palavras com a mesma significação:
 Palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji- aluguel/aluguer, assobiar/assoviar, catorze/quatorze, de-
boia, manjerona. pendurar/pendurar, flecha/frecha, germe/gérmen, infarto/
 Palavras terminadas com aje: ultraje. enfarte, louro/loiro, percentagem/porcentagem, relampejar/
relampear/relampar/relampadar.
D) O fonema ch Os símbolos das unidades de medida são escritos sem
ponto, com letra minúscula e sem “s” para indicar plural,
São escritas com X e não CH sem espaço entre o algarismo e o símbolo: 2kg, 20km,
 Palavras de origem tupi, africana ou exótica: abacaxi, 120km/h.
xucro. Exceção para litro (L): 2 L, 150 L.
 Palavras de origem inglesa e espanhola: xampu, la-
gartixa. Na indicação de horas, minutos e segundos, não deve
 Depois de ditongo: frouxo, feixe. haver espaço entre o algarismo e o símbolo: 14h, 22h30min,
 Depois de “en”: enxurrada, enxada, enxoval. 14h23’34’’(= quatorze horas, vinte e três minutos e trinta e
Exceção: quando a palavra de origem não derive de quatro segundos).
LÍNGUA PORTUGUESA

outra iniciada com ch - Cheio - (enchente) O símbolo do real antecede o número sem espaço:
R$1.000,00. No cifrão deve ser utilizada apenas uma barra
São escritas com CH e não X vertical ($).
 Palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, chas-
si, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.

5
ALGUNS USOS ORTOGRÁFICOS ESPECIAIS Mal = pode ser usado como
1. conjunção temporal, equivalente a “assim que”, “logo
1. Por que / por quê / porquê / porque que”, “quando” = Mal se levantou, já saiu.
2. advérbio de modo (antônimo de “bem”) = Você foi
POR QUE (separado e sem acento) mal na prova?
3. substantivo, podendo estar precedido de artigo ou
É usado em: pronome = Há males que vêm pra bem! / O mal não
1. interrogações diretas (longe do ponto de interroga- compensa.
ção) = Por que você não veio ontem?
2. interrogações indiretas, nas quais o “que” equivale REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
a “qual razão” ou “qual motivo” = Perguntei-lhe por SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
que faltara à aula ontem. coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
3. equivalências a “pelo(a) qual” / “pelos(as) quais” = Ig- Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
noro o motivo por que ele se demitiu. reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
POR QUÊ (separado e com acento) Português: novas palavras: literatura, gramática, redação
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Usos: CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
1. como pronome interrogativo, quando colocado no Produção de Textos & Gramática. Volume único / Samira
fim da frase (perto do ponto de interrogação) = Você Yousseff, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – São Paulo:
faltou. Por quê? Saraiva, 2002.
2. quando isolado, em uma frase interrogativa = Por
quê? SITE
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/or-
PORQUE (uma só palavra, sem acento gráfico) tografia

Usos: 4. Hífen
1. como conjunção coordenativa explicativa (equivale
a “pois”, “porquanto”), precedida de pausa na escrita O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado para
(pode ser vírgula, ponto-e-vírgula e até ponto final) ligar os elementos de palavras compostas (como ex-presi-
= Compre agora, porque há poucas peças. dente, por exemplo) e para unir pronomes átonos a verbos
2. como conjunção subordinativa causal, substituível (ofereceram-me; vê-lo-ei). Serve igualmente para fazer a
por “pela causa”, “razão de que” = Você perdeu por- translineação de palavras, isto é, no fim de uma linha, se-
que se antecipou. parar uma palavra em duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro).

PORQUÊ (uma só palavra, com acento gráfico) A) Uso do hífen que continua depois da Reforma Or-
tográfica:
Usos:
1. como substantivo, com o sentido de “causa”, “razão” 1. Em palavras compostas por justaposição que formam
ou “motivo”, admitindo pluralização (porquês). Geralmente uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se
é precedido por artigo = Não sei o porquê da discussão. É unem para formam um novo significado: tio-avô,
uma pessoa cheia de porquês. porto-alegrense, luso-brasileiro, tenente-coronel, se-
gunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva, arco-íris, pri-
2. ONDE / AONDE meiro-ministro, azul-escuro.

Onde = empregado com verbos que não expressam a 2. Em palavras compostas por espécies botânicas e zoo-
ideia de movimento = Onde você está? lógicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbo-
ra-menina, erva-doce, feijão-verde.
Aonde = equivale a “para onde”. É usado com verbos
que expressam movimento = Aonde você vai? 3. Nos compostos com elementos além, aquém, re-
cém e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número,
LÍNGUA PORTUGUESA

3. MAU / MAL recém-casado.

Mau = é um adjetivo, antônimo de “bom”. Usa-se como 4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
qualificação = O mau tempo passou. / Ele é um mau ele- mas exceções continuam por já estarem consagradas
mento. pelo uso: cor-de-rosa, arco-da-velha, mais-que-per-
feito, pé-de-meia, água-de-colônia, queima-roupa,
deus-dará.

6
5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio- 3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
-Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas com- “dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o “h” ini-
binações históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, cial: desumano, inábil, desabilitar, etc.
Angola-Brasil, etc.
6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su- 4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando
per- quando associados com outro termo que é ini- o segundo elemento começar com “o”: cooperação,
ciado por “r”: hiper-resistente, inter-racial, super-ra- coobrigação, coordenar, coocupante, coautor, coedi-
cional, etc. ção, coexistir, etc.

7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor, 5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção
ex-presidente, vice-governador, vice-prefeito. de composição: pontapé, girassol, paraquedas, para-
quedista, etc.
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: pré-
-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc. 6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei-
to, benquerer, benquerido, etc.
9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra-
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. Os prefixos pós, pré e pró, em suas formas correspon-
dentes átonas, aglutinam-se com o elemento seguinte,
10. Nas formações em que o prefixo tem como segun- não havendo hífen: pospor, predeterminar, predeterminado,
do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, pressuposto, propor.
geo-história, neo-helênico, extra-humano, semi-hos- Escreveremos com hífen: anti-horário, anti-infeccioso,
pitalar, super-homem. auto-observação, contra-ataque, semi-interno, sobre-huma-
no, super-realista, alto-mar.
11. Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo Escreveremos sem hífen: pôr do sol, antirreforma, antis-
termina com a mesma vogal do segundo elemento:
séptico, antissocial, contrarreforma, minirrestaurante, ultras-
micro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, auto-obser-
som, antiaderente, anteprojeto, anticaspa, antivírus, autoa-
vação, etc.
juda, autoelogio, autoestima, radiotáxi.
O hífen é suprimido quando para formar outros termos:
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.

#FicaDica SITE
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/ortografia
Lembrete da Zê!
Ao separar palavras na translineação (mudan-
ça de linha), caso a última palavra a ser escri-
ta seja formada por hífen, repita-o na próxima EXERCÍCIOS COMENTADOS
linha. Exemplo: escreverei anti-inflamatório e,
ao final, coube apenas “anti-”. Na próxima linha
1. (POLÍCIA FEDERAL – ESCRIVÃO DE POLÍCIA FE-
escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas as
DERAL – CESPE - 2013 - ADAPTADA)
linhas). Devido à diagramação, pode ser que a
repetição do hífen na translineação não ocorra
A fim de solucionar o litígio, atos sucessivos e concatenados
em meus conteúdos, mas saiba que a regra é
são praticados pelo escrivão. Entre eles, estão os atos de co-
esta!
municação, os quais são indispensáveis para que os sujeitos
do processo tomem conhecimento dos atos acontecidos no
B) Não se emprega o hífen: correr do procedimento e se habilitem a exercer os direitos
que lhes cabem e a suportar os ônus que a lei lhes impõe.
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo ter- Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações).
mina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou
“s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: No que se refere ao texto acima, julgue os itens seguintes.
LÍNGUA PORTUGUESA

antirreligioso, contrarregra, infrassom, microssistema, Não haveria prejuízo para a correção gramatical do texto
minissaia, microrradiografia, etc. nem para seu sentido caso o trecho “A fim de solucionar o
litígio” fosse substituído por Afim de dar solução à demanda
2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefixo e o trecho “tomem conhecimento dos atos acontecidos no
termina em vogal e o segundo termo inicia-se com correr do procedimento” fosse, por sua vez, substituído por
vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, conheçam os atos havidos no transcurso do acontecimento.
autoestrada, autoaprendizagem, hidroelétrico, pluria-
nual, autoescola, infraestrutura, etc. ( ) CERTO ( ) ERRADO

7
Resposta: Errado. “A fim” tem o sentido de “com a intenção de”; já “afim”, “semelhança, afinidade”. Se a primeira subs-
tituição fosse feita, o trecho estaria incorreto gramatical e coerentemente. Portanto, nem há a necessidade de avaliar a
segunda substituição.

LETRA E FONEMA

A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono (“som, voz”) e log, logia (“estudo”, “conhecimento”). Significa
literalmente “estudo dos sons” ou “estudo dos sons da voz”. Fonologia é a parte da gramática que estuda os sons da lín-
gua quanto à sua função no sistema de comunicação linguística, quanto à sua organização e classificação. Cuida, também,
de aspectos relacionados à divisão silábica, à ortografia, à acentuação, bem como da forma correta de pronunciar certas
palavras. Lembrando que, cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar estes sons no ato da fala. Particularidades na
pronúncia de cada falante são estudadas pela Fonética.
Na língua falada, as palavras se constituem de fonemas; na língua escrita, as palavras são reproduzidas por meio de
símbolos gráficos, chamados de letras ou grafemas. Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de esta-
belecer uma distinção de significado entre as palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a distinção
entre os pares de palavras:

amor – ator / morro – corro / vento - cento

Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica que
você - como falante de português - guarda de cada um deles. É essa imagem acústica que constitui o fonema. Este forma
os significantes dos signos linguísticos. Geralmente, aparece representado entre barras: /m/, /b/, /a/, /v/, etc.

O fonema não deve ser confundido com a letra. Esta é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por exem-
plo, a letra “s” representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na palavra brasa, a letra “s” representa o fonema /z/ (lê-se zê).

Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que pode
ser representado pelas letras z, s, x: zebra, casamento, exílio.

Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra “x”, por exemplo, pode representar:

A) o fonema /sê/: texto


B) o fonema /zê/: exibir
C) o fonema /che/: enxame
D) o grupo de sons /ks/: táxi

O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.


Tóxico = fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: t ó x i c o
1 2 3 4 5 6 7 12 3 45 6

Galho = fonemas: /g/a/lh/o/ letras: ga lho


1 2 3 4 12345

As letras “m” e “n”, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos: compra, conta. Nestas
palavras, “m” e “n” indicam a nasalização das vogais que as antecedem: /õ/. Veja ainda: nave: o /n/ é um fonema; dança: o
“n” não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras “a” e “n”.

A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema.


Hoje = fonemas: ho / j / e / letras: h o j e
1 2 3 1234
LÍNGUA PORTUGUESA

1 Classificação dos Fonemas

Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:

1.1 Vogais

As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa língua,
desempenham o papel de núcleo das sílabas. Isso significa que em toda sílaba há, necessariamente, uma única vogal.

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Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entreaberta. As vogais podem ser:
Orais: quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/, /o/, /u/.
Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
/ã/: fã, canto, tampa
/ ẽ /: dente, tempero
/ ĩ/: lindo, mim
/õ/: bonde, tombo
/ ũ /: nunca, algum
Átonas: pronunciadas com menor intensidade: até, bola.
Tônicas: pronunciadas com maior intensidade: até, bola.

Quanto ao timbre, as vogais podem ser:


Abertas: pé, lata, pó
Fechadas: mês, luta, amor
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das palavras: dedo (“dedu”), ave (“avi”), gente (“genti”).

1.2 Semivogais

Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela uma só
emissão de voz (uma sílaba). Neste caso, estes fonemas são chamados de semivogais. A diferença fundamental entre vogais
e semivogais está no fato de que estas não desempenham o papel de núcleo silábico.
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa - pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca
é o “a”. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico “i” não é tão forte quanto ele. É a semivogal. Outros exemplos: saudade,
história, série.

1.3 Consoantes

Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela cavidade
bucal, fazendo com que as consoantes sejam verdadeiros “ruídos”, incapazes de atuar como núcleos silábicos. Seu nome
provém justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam (“soam com”) as vogais. Exemplos: /b/, /t/, /d/, /v/,
/l/, /m/, etc.

2. Encontros Vocálicos

Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante reco-
nhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e o hiato.

A) Ditongo

É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal: sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal: pai (a = vogal, i = semivogal)
Oral: quando o ar sai apenas pela boca: pai
Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais: mãe

B) Tritongo

É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nesta ordem, numa só sílaba. Pode ser
oral ou nasal: Paraguai - Tritongo oral, quão - Tritongo nasal.

C) Hiato
LÍNGUA PORTUGUESA

É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que nunca há mais de
uma vogal numa mesma sílaba: saída (sa-í-da), poesia (po-e-si-a).

3. Encontros Consonantais

O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, recebe o nome de encontro consonantal. Existem
basicamente dois tipos:

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A) os que resultam do contato consoante + “l” ou “r” e ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no, a-tle-ta,
cri-se.
B) os que resultam do contato de duas consoantes pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta.
Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-có-
-lo-go.

4. Dígrafos

De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita, por apenas uma letra: lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras.
Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita, por duas letras: bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.
Na palavra acima, para representar o fonema /xe/ foram utilizadas duas letras: o “c” e o “h”.
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para representar um único fonema (di = dois + grafo = letra). Em
nossa língua, há um número razoável de dígrafos que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois tipos: consonantais
e vocálicos.

A) Dígrafos Consonantais

Letras Fonemas Exemplos


lh /lhe/ telhado
nh /nhe/ marinheiro
ch /xe/ chave
rr /re/ (no interior da palavra) carro
ss /se/ (no interior da palavra) passo
qu /k/ (qu seguido de e e i) queijo, quiabo
gu /g/ ( gu seguido de e e i) guerra, guia
sc /se/ crescer
sç /se/ desço
xc /se/ exceção

B) Dígrafos Vocálicos

Registram-se na representação das vogais nasais:

Fonemas Letras Exemplos


/ã/ am tampa
an canto
/ẽ/ em templo
en lenda
/ĩ/ im limpo
in lindo
õ/ om tombo
on tonto
/ũ/ um chumbo
LÍNGUA PORTUGUESA

un corcunda

Observação:
“gu” e “qu” são dígrafos somente quando seguidos de “e” ou “i”, representam os fonemas /g/ e /k/: guitarra, aquilo.
Nestes casos, a letra “u” não corresponde a nenhum fonema. Em algumas palavras, no entanto, o “u” representa um fonema
- semivogal ou vogal - (aguentar, linguiça, aquífero...). Aqui, “gu” e “qu” não são dígrafos. Também não há dígrafos quando
são seguidos de “a” ou “o” (quase, averiguo).

10
Paroxítonas – a sílaba tônica recai na penúltima sílaba:
#FicaDica útil – tórax – táxi – leque – sapato – passível
Conseguimos ouvir o som da letra “u” também, Proparoxítonas - a sílaba tônica está na antepenúltima
por isso não há dígrafo! Veja outros exemplos: sílaba: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
Água = /agua/ pronunciamos a letra “u”, ou en-
tão teríamos /aga/. Temos, em “água”, 4 letras Há vocábulos que possuem uma sílaba somente: são
e 4 fonemas. Já em guitarra = /gitara/ - não os chamados monossílabos. Estes são acentuados quando
pronunciamos o “u”, então temos dígrafo (aliás, tônicos e terminados em “a”, “e” ou “o”: vá – fé – pó - ré.
dois dígrafos: “gu” e “rr”). Portanto: 8 letras e 6
fonemas. 2 Os acentos

A) acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a” e


5. Dífonos “i”, “u” e “e” do grupo “em” - indica que estas letras repre-
sentam as vogais tônicas de palavras como pá, caí, público.
Assim como existem duas letras que representam um Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre
só fonema (os dígrafos!), existe letra que representa dois aberto: herói – céu (ditongos abertos).
fonemas. Sim! É o caso de “fixo”, por exemplo, em que o B) acento circunflexo – (^) Colocado sobre as letras
“x” representa o fonema /ks/; táxi e crucifixo também são “a”, “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
exemplos de dífonos. Quando uma letra representa dois fo- tâmara – Atlântico – pêsames – supôs.
nemas temos um caso de dífono. C) acento grave – (`) Indica a fusão da preposição “a”
com artigos e pronomes: à – às – àquelas – àqueles
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS D) trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi total-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- mente abolido das palavras. Há uma exceção: é utiliza-
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. do em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros:
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação mülleriano (de Müller)
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. E) til – (~) Indica que as letras “a” e “o” representam
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- vogais nasais: oração – melão – órgão – ímã
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010. 2.1 Regras fundamentais

SITE A) Palavras oxítonas: acentuam-se todas as oxítonas


http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono1. terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plu-
php ral(s): Pará – café(s) – cipó(s) – Belém.
Esta regra também é aplicada aos seguintes casos:
Observação: Não foram encontradas questões abran- Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se-
gendo tal conteúdo. guidos ou não de “s”: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se-
guidas de lo, la, los, las: respeitá-lo, recebê-lo, compô-lo
ACENTUAÇÃO
B) Paroxítonas: acentuam-se as palavras paroxítonas
Quanto à acentuação, observamos que algumas pala- terminadas em:
vras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia, ora se i, is: táxi – lápis – júri
dá maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a outra. Por us, um, uns: vírus – álbuns – fórum
isso, vamos às regras! l, n, r, x, ps: automóvel – elétron - cadáver – tórax – fór-
ceps
1. Regras básicas ã, ãs, ão, ãos: ímã – ímãs – órfão – órgãos
ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não
A acentuação tônica está relacionada à intensidade com de “s”: água – pônei – mágoa – memória
que são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que
se dá de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba
#FicaDica
LÍNGUA PORTUGUESA

tônica. As demais, como são pronunciadas com menos in-


tensidade, são denominadas de átonas. Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que
esta palavra apresenta as terminações das
De acordo com a tonicidade, as palavras são classifica- paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui
das como: inclua UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a mais fácil a memorização!
última sílaba: café – coração – Belém – atum – caju – papel

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C) Proparoxítona: a palavra é proparoxítona quando
a sua antepenúltima sílaba é tônica (mais forte). Quanto à #FicaDica
regra de acentuação: todas as proparoxítonas são acentua-
das, independentemente de sua terminação: árvore, para- Quando, na frase, der para substituir o “por”
lelepípedo, cárcere. por “colocar”, estaremos trabalhando com um
verbo, portanto: “pôr”; nos demais casos, “por”
2.2 Regras especiais é preposição: Faço isso por você. / Posso pôr
(colocar) meus livros aqui?
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em
palavras paroxítonas. 2.4 Regra do Hiato

Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, segunda


FIQUE ATENTO! vogal do hiato, acompanhado ou não de “s”, haverá acento:
Alerta da Zê! Cuidado: Se os ditongos abertos saída – faísca – baú – país – Luís
estiverem em uma palavra oxítona (herói) ou Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quan-
monossílaba (céu) ainda são acentuados: dói, do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
escarcéu. Ra-ul, Lu-iz, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estive-
rem seguidas do dígrafo nh:
Antes Agora ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
assembléia assembleia precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
idéia ideia Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando
hiato quando vierem depois de ditongo (nas paroxítonas):
geléia geleia
jibóia jiboia Antes Agora
apóia (verbo apoiar) apoia bocaiúva bocaiuva
paranóico paranoico feiúra feiura

2.3 Acento Diferencial Sauípe Sauipe

Representam os acentos gráficos que, pelas regras de O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abo-
acentuação, não se justificariam, mas são utilizados para lido:
diferenciar classes gramaticais entre determinadas palavras
e/ou tempos verbais. Por exemplo: Antes Agora
Pôr (verbo) X por (preposição) / pôde (pretérito perfeito
crêem creem
do Indicativo do verbo “poder”) X pode (presente do Indica-
tivo do mesmo verbo). lêem leem
Se analisarmos o “pôr” - pela regra das monossílabas: vôo voo
terminada em “o” seguida de “r” não deve ser acentuada,
mas nesse caso, devido ao acento diferencial, acentua-se, enjôo enjoo
para que saibamos se se trata de um verbo ou preposição.

Os demais casos de acento diferencial não são mais uti- #FicaDica


lizados: para (verbo), para (preposição), pelo (substantivo), Memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
pelo (preposição). Seus significados e classes gramaticais que, no plural, dobram o “e”, mas que não re-
são definidos pelo contexto. cebem mais acento como antes: CRER, DAR,
Polícia para o trânsito para que se realize a operação LER e VER.
LÍNGUA PORTUGUESA

planejada. = o primeiro “para” é verbo; o segundo, conjun-


ção (com relação de finalidade).
Repare:
O menino crê em você. / Os meninos creem em você.
Elza lê bem! / Todas leem bem!
Espero que ele dê o recado à sala. / Esperamos que os
garotos deem o recado!
Rubens vê tudo! / Eles veem tudo!

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Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! / Eles vêm à 3. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
tarde! PE/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência”
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, recebem acento gráfico com base na mesma regra de
com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou acentuação gráfica.
“i” não serão mais acentuadas:
( ) CERTO ( ) ERRADO
Antes Depois
Resposta: Certo. Indivíduo = paroxítona terminada em
apazigúe (apaziguar) apazigue ditongo; diária = paroxítona terminada em ditongo; pa-
averigúe (averiguar) averigue ciência = paroxítona terminada em ditongo. Os três vo-
cábulos são acentuados devido à mesma regra.
argúi (arguir) argui
4. (IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
Acentuam-se os verbos pertencentes a terceira pessoa PE/2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de
do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
vir). A regra prevalece também para os verbos conter, obter,
reter, deter, abster: ele contém – eles contêm, ele obtém – eles ( ) CERTO ( ) ERRADO
obtêm, ele retém – eles retêm, ele convém – eles convêm.
Resposta: Errado. Pó = monossílaba terminada em “o”;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS só = monossílaba terminada em “o”; céu = monossílaba
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- terminada em ditongo aberto “éu”.
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São DOMÍNIO DOS MECANISMOS DE COESÃO
Paulo: Saraiva, 2010. TEXTUAL.
EMPREGO DE ELEMENTOS DE
SITE REFERENCIAÇÃO, SUBSTITUIÇÃO E
http://www.brasilescola.com/gramatica/acentuacao.
REPETIÇÃO, DE CONECTORES E DE
htm
OUTROS ELEMENTOS DE SEQUENCIAÇÃO
TEXTUAL.

EXERCÍCIOS COMENTADOS
COESÃO E COERÊNCIA
1. (POLÍCIA FEDERAL - AGENTE DE POLÍCIA FEDE-
RAL – CESPE-2014) Os termos “série” e “história” acen- Na construção de um texto, assim como na fala, usamos
tuam-se em conformidade com a mesma regra ortográfica. mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão
do que é dito, ou lido. Estes mecanismos linguísticos que
( ) CERTO ( ) ERRADO estabelecem a coesão e retomada do que foi escrito - ou
falado - são os referentes textuais, que buscam garantir
Resposta: Certo. “Série” = acentua-se a paroxítona ter- a coesão textual para que haja coerência, não só entre os
minada em ditongo / “história” - acentua-se a paroxíto- elementos que compõem a oração, como também entre a
na terminada em ditongo sequência de orações dentro do texto. Essa coesão tam-
bém pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado
Ambas são acentuadas devido à regra da paroxítona ter- em conhecimentos anteriores que os participantes do pro-
minada em ditongo. cesso têm com o tema.
Observação: nestes casos, admitem-se as separações Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha ima-
“sé-ri-e” e “his-tó-ri-as”, o que as tornaria proparoxíto- ginária - composta de termos e expressões - que une os
nas. diversos elementos do texto e busca estabelecer relações
de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego de di-
2. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- ferentes procedimentos, sejam lexicais (repetição, substi-
PE/2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego
LÍNGUA PORTUGUESA

tuição, associação), sejam gramaticais (emprego de prono-


do acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes. mes, conjunções, numerais, elipses), constroem-se frases,
orações, períodos, que irão apresentar o contexto – decor-
( ) CERTO ( ) ERRADO re daí a coerência textual.
Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o
Resposta: Errado. Análise = proparoxítona / mínimos apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa incoe-
= proparoxítona. Ambas são acentuadas pela mesma re- rência é resultado do mau uso dos elementos de coesão
gra (antepenúltima sílaba é tônica, “mais forte”). textual. Na organização de períodos e de parágrafos, um

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erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais progressão textual, dada sua característica: são elementos
prejudica o entendimento do texto. Construído com os que não significam, apenas indicam, remetem aos compo-
elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal. nentes da situação comunicativa.
Nas palavras do mestre Evanildo Bechara, “o enunciado Já os componentes concentram em si a significação. Eli-
não se constrói com um amontoado de palavras e orações. sa Guimarães ensina-nos a esse respeito:
Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência “Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam
e independência sintática e semântica, recobertos por unida- os participantes do ato do discurso. Os pronomes demons-
des melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”. trativos, certas locuções prepositivas e adverbiais, bem como
Não se deve escrever frases ou textos desconexos – é os advérbios de tempo, referenciam o momento da enuncia-
imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que as frases ção, podendo indicar simultaneidade, anterioridade ou pos-
estejam coesas e coerentes formando o texto. Relembre-se terioridade. Assim: este, agora, hoje, neste momento (pre-
de que, por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre sente); ultimamente, recentemente, ontem, há alguns dias,
os elementos que compõem a estrutura textual. antes de (pretérito); de agora em diante, no próximo ano,
depois de (futuro).”
FORMAS DE SE GARANTIR A COESÃO ENTRE OS
ELEMENTOS DE UMA FRASE OU DE UM TEXTO: A coerência de um texto está ligada:
1. à sua organização como um todo, em que devem estar
 Substituição de palavras com o emprego de si- assegurados o início, o meio e o fim;
nônimos - palavras ou expressões do mesmo campo as- 2. à adequação da linguagem ao tipo de texto. Um texto
sociativo. técnico, por exemplo, tem a sua coerência fundamentada em
 Nominalização – emprego alternativo entre um comprovações, apresentação de estatísticas, relato de expe-
verbo, o substantivo ou o adjetivo correspondente (desgas- riências; um texto informativo apresenta coerência se tra-
tar / desgaste / desgastante). balhar com linguagem objetiva, denotativa; textos poéticos,
 Emprego adequado de tempos e modos verbais: por outro lado, trabalham com a linguagem figurada, livre
Embora não gostassem de estudar, participaram da aula. associação de ideias, palavras conotativas.
 Emprego adequado de pronomes, conjunções,
preposições, artigos:
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
O papa Francisco visitou o Brasil. Na capital brasileira,
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática
Sua Santidade participou de uma reunião com a Presiden-
– volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa
te Dilma. Ao passar pelas ruas, o papa cumprimentava as
Souza. – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
pessoas. Estas tiveram a certeza de que ele guarda respeito
por elas.
SITE
 Uso de hipônimos – relação que se estabelece
com base na maior especificidade do significado de um http://www.mundovestibular.com.br/articles/2586/1/
deles. Por exemplo, mesa (mais específico) e móvel (mais COESAO-E-COERENCIA-TEXTUAL/Paacutegina1.html
genérico).
 Emprego de hiperônimos - relações de um termo
de sentido mais amplo com outros de sentido mais especí-
fico. Por exemplo, felino está numa relação de hiperonímia
EXERCÍCIOS COMENTADOS
com gato.
 Substitutos universais, como os verbos vicários.
1. (POLÍCIA FEDERAL - AGENTE DE POLÍCIA FEDE-
AJUDA DA ZÊ: RAL – CESPE-2014 - ADAPTADA)
Verbo vicário é aquele que substitui outro já utilizado
no período, evitando repetições. Geralmente é o verbo fa- Hoje, todos reconhecem, porque Marx impôs esta demons-
zer e ser. Exemplo: Não gosto de estudar. Faço porque preci- tração no Livro II d’O Capital, que não há produção possível
so. O “faço” foi empregado no lugar de “estudo”, evitando sem que seja assegurada a reprodução das condições ma-
repetição desnecessária. teriais da produção: a reprodução dos meios de produção.
A coesão apoiada na gramática se dá no uso de conec- Qualquer economista, que neste ponto não se distingue
tivos, como pronomes, advérbios e expressões adverbiais, de qualquer capitalista, sabe que, ano após ano, é preciso
conjunções, elipses, entre outros. A elipse justifica-se quan- prever o que deve ser substituído, o que se gasta ou se usa
do, ao remeter a um enunciado anterior, a palavra elidida na produção: matéria-prima, instalações fixas (edifícios),
LÍNGUA PORTUGUESA

é facilmente identificável (Exemplo.: O jovem recolheu-se instrumentos de produção (máquinas) etc. Dizemos: qual-
cedo. Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. O ter- quer economista é igual a qualquer capitalista, pois ambos
mo o jovem deixa de ser repetido e, assim, estabelece a exprimem o ponto de vista da empresa.
relação entre as duas orações).
Louis Althusser. Ideologia e aparelhos ideológicos do Esta-
Dêiticos são elementos linguísticos que têm a pro- do. 3.ª ed. Lisboa: Presença, 1980 (com adaptações).
priedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao
próprio discurso. Exercem, por excelência, essa função de

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Julgue os itens a seguir, a respeito dos sentidos do texto Resposta: Certo. Voltemos ao texto: (...) Tudo indica que
acima. o primeiro cuidado do governo devia ser não entregar a
No texto, os termos “matéria-prima”, “instalações fixas particulares tão perigosas pólvoras, que explodem assim
(edifícios)” e “instrumentos de produção (máquinas)” são sem mais nem menos, pondo pacíficas vidas em constante
exemplos de “meios de produção”. perigo. Façamos a alteração proposta: o primeiro cuidado
do governo não devia ser entregar... Haveria correção
( ) CERTO ( ) ERRADO gramatical, mas mudaríamos o sentido do texto, já que
no original o que se quer dizer é o primeiro cuidado do
Resposta: Certo. Voltemos ao texto: (...) é preciso prever governo deve ser o de não entregar a particulares; com
o que deve ser substituído, o que se gasta ou se usa na a alteração: o primeiro cuidado do governo não deve ser
produção: matéria- -prima, instalações fixas (edifí- o de entregar a particulares, ou seja, ele tem que tomar
cios), instrumentos de produção (máquinas) etc. cuidado com outras coisas primeiramente, depois com
Os dois-pontos são utilizados para exemplificar o ter- este fato.
mo antecedente (produção), portanto a afirmação está
correta. 3. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
PE/2012)
2. (EBSERH - CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA
TODOS OS CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – CES- O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a totali-
PE-2018 - ADAPTADA) dade do universo, toda a sociedade, a história, a concepção
de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo, que
Texto CB1A1AAA se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. É, de
alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em
Já houve quem dissesse por aí que o Rio de Janeiro é a ci- todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação
dade das explosões. Na verdade, não há semana em que os do mundo.
jornais não registrem uma aqui e ali, na parte rural. Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o Re-
A ideia que se faz do Rio é a de que é ele um vasto paiol, e nascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo:
que vivemos sempre ameaçados de ir pelos ares, como se Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações).
estivéssemos a bordo de um navio de guerra, ou habitando
uma fortaleza cheia de explosivos terríveis. Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente textual “O
Certamente que essa pólvora terá toda ela emprego útil; riso”.
mas, se ela é indispensável para certos fins industriais, con-
vinha que se averiguassem bem as causas das explosões, se ( ) CERTO ( ) ERRADO
são acidentais ou propositais, a fim de que fossem removi-
das na medida do possível. Isso, porém, é que não se tem Resposta: Certo. Vamos ao texto: O riso é tão universal
dado e creio que até hoje não têm as autoridades chegado como a seriedade; ele abarca a totalidade do universo
a resultados positivos. (...). Os termos destacados se relacionam. O pronome
Entretanto, é sabido que certas pólvoras, submetidas a “ele” retoma o sujeito “riso”.
dadas condições, explodem espontaneamente, e tem sido
essa a explicação para uma série de acidentes bastante do-
lorosos, a começar pelo do Maine, na baía de Havana, sem EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS.
esquecer também o do Aquidabã.
Noticiam os jornais que o governo vende, quando avariada,
grande quantidade dessas pólvoras.
Tudo indica que o primeiro cuidado do governo devia ser não en- VERBO
tregar a particulares tão perigosas pólvoras, que explodem assim
sem mais nem menos, pondo pacíficas vidas em constante perigo. Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, núme-
Creio que o governo não é assim um negociante ganancio- ro, tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal dá-se o
so que vende gêneros que possam trazer a destruição de nome de conjugação (por isso também se diz que verbo
vidas preciosas; e creio que não é, porquanto anda sempre é a palavra que pode ser conjugada). Pode indicar, entre
zangado com os farmacêuticos que vendem cocaína aos outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenômeno
suicidas. Há sempre no Estado curiosas contradições. (choverá); ocorrência (nascer); desejo (querer).
LÍNGUA PORTUGUESA

Lima Barreto Pólvora e cocaína In: Vida urbana, 5/1/1915 1. Estrutura das Formas Verbais
Internet: <www dominiopublico gov br> (com adaptações)
Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar
A correção gramatical do penúltimo parágrafo do texto se- os seguintes elementos:
ria preservada, embora seu sentido fosse alterado, caso o A) Radical: é a parte invariável, que expressa o signifi-
advérbio “não” fosse deslocado para imediatamente após cado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava;
“governo”. fal-am. (radical fal-)

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B) Tema: é o radical seguido da vogal temática que in-
dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exem- #FicaDica
plo: fala-r. São três as conjugações:
1.ª - Vogal Temática - A - (falar), 2.ª - Vogal Temática - E Observe que, retirando os radicais, as desinên-
- (vender), 3.ª - Vogal Temática - I - (partir). cias modo-temporal e número-pessoal manti-
C) Desinência modo-temporal: é o elemento que de- veram-se idênticas. Tente fazer com outro ver-
signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: bo e perceberá que se repetirá o fato (desde
falávamos (indica o pretérito imperfeito do indicativo) / que o verbo seja da primeira conjugação e re-
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo) gular!). Faça com o verbo “andar”, por exemplo.
D) Desinência número-pessoal: é o elemento que de- Substitua o radical “cant” e coloque o “and” (ra-
signa a pessoa do discurso (1.ª, 2.ª ou 3.ª) e o número dical do verbo andar). Viu? Fácil!
(singular ou plural):
falamos (indica a 1.ª pessoa do plural.) / falavam (indi-
ca a 3.ª pessoa do plural.) B) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alte-
rações no radical ou nas desinências: faço, fiz, farei,
fizesse.
FIQUE ATENTO!
O verbo pôr, assim como seus derivados (com- Observação:
por, repor, depor), pertencem à 2.ª conjugação, Alguns verbos sofrem alteração no radical apenas para
pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A que seja mantida a sonoridade. É o caso de: corrigir/corrijo,
vogal “e”, apesar de haver desaparecido do in- fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo. Tais alterações não
finitivo, revela-se em algumas formas do ver- caracterizam irregularidade, porque o fonema permanece
bo: põe, pões, põem, etc. inalterado.

C) Defectivos: são aqueles que não apresentam conju-


2. Formas Rizotônicas e Arrizotônicas gação completa. Os principais são adequar, precaver,
computar, reaver, abolir, falir.
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura D) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito e,
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- normalmente, são usados na terceira pessoa do sin-
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento gular. Os principais verbos impessoais são:
tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, amo, por
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai 1. Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali-
no radical, mas sim na terminação verbal (fora do radical): zar-se ou fazer (em orações temporais).
opinei, aprenderão, amaríamos. Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia = Exis-
tiam)
3. Classificação dos Verbos Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão)
Classificam-se em: Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz)
A) Regulares: são aqueles que apresentam o radi-
cal inalterado durante a conjugação e desinências 2. Fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
idênticas às de todos os verbos regulares da mesma Faz invernos rigorosos na Europa.
conjugação. Por exemplo: comparemos os verbos Era primavera quando o conheci.
“cantar” e “falar”, conjugados no presente do Modo Estava frio naquele dia.
Indicativo:
canto falo 3. Todos os verbos que indicam fenômenos da nature-
za são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar,
cantas falas amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se cons-
canta falas trói, “Amanheci cansado”, usa-se o verbo “amanhe-
cer” em sentido figurado. Qualquer verbo impes-
cantamos falamos soal, empregado em sentido figurado, deixa de ser
cantais falais impessoal para ser pessoal, ou seja, terá conjugação
LÍNGUA PORTUGUESA

cantam falam completa.


Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

4. O verbo passar (seguido de preposição), indicando


tempo: Já passa das seis.

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5. Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição “de”, indicando suficiência:
Basta de tolices.
Chega de promessas.

6. Os verbos estar e ficar em orações como “Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal”, sem referência a
sujeito expresso anteriormente (por exemplo: “ele está mal”). Podemos, nesse caso, classificar o sujeito como hipoté-
tico, tornando-se, tais verbos, pessoais.

7. O verbo dar + para da língua popular, equivalente de “ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uma apostila?

E) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. São
unipessoais os verbos constar, convir, ser (= preciso, necessário) e todos os que indicam vozes de animais (cacarejar,
cricrilar, miar, latir, piar).

Os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
O que é que aquela garota está cacarejando?

Principais verbos unipessoais:

 Cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário):


Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos bastante)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova)

 Fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.
Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei à Europa)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a vejo. (Sujeito: que não a vejo)

F) Abundantes: são aqueles que possuem duas ou mais formas equivalentes, geralmente no particípio, em que, além
das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).
O particípio regular (terminado em “–do”) é utilizado na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; o irregular é em-
pregado na voz passiva, ou seja, com os verbos ser, ficar e estar. Observe:

Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular


Aceitar Aceitado Aceito
Acender Acendido Aceso
Anexar Anexado Anexo
Benzer Benzido Bento
Corrigir Corrigido Correto
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Inserir Inserido Inserto
LÍNGUA PORTUGUESA

Limpar Limpado Limpo


Matar Matado Morto
Misturar Misturado Misto
Morrer Morrido Morto
Murchar Murchado Murcho

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Pegar Pegado Pego
Romper Rompido Roto
Soltar Soltado Solto
Suspender Suspendido Suspenso
Tingir Tingido Tinto
Vagar Vagado Vago

FIQUE ATENTO!
Estes verbos e seus derivados possuem, apenas, o particípio irregular: abrir/aberto, cobrir/coberto, dizer/dito,
escrever/escrito, pôr/posto, ver/visto, vir/vindo.

G) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Existem apenas dois: ser (sou, sois, fui)
e ir (fui, ia, vades).

H) Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal
(aquele que exprime a ideia fundamental, mais importante), quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso
numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Vou espantar todos!
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora!


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Observação:
Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

4. Conjugação dos Verbos Auxiliares

4.1. SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pret. Imp. Pret.mais-que-perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam
LÍNGUA PORTUGUESA

18
4.2. SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

4.3. SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

4.4. SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

4.5. ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-q-perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam
LÍNGUA PORTUGUESA

19
4.6. ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

4.7. ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

4.8. HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

4.9. HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


ja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam
LÍNGUA PORTUGUESA

20
4.10. HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
Haverem

4.11. TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Preté.mais-q-perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

4.12. TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
Tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

I) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mes-
ma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita
no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja:
 Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abs-
ter-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade
já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mes-
ma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante
do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia re-
flexiva expressa pelo radical do próprio verbo. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):
Eu me arrependo, Tu te arrependes, Ele se arrepende, Nós nos arrependemos, Vós vos arrependeis, Eles se arrependem.
LÍNGUA PORTUGUESA

 Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto represen-
tado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo.
Em geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes
mencionados, formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: A garota se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa: A garota penteou-me.

21
Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.
Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente prono-
minais - são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do
sujeito, exercem funções sintáticas. Por exemplo:
Eu me feri. = Eu (sujeito) – 1.ª pessoa do singular; me (objeto direto) – 1.ª pessoa do singular.

5. Modos Verbais

Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato certo, real, verdadeiro. Existem
três modos:
A) Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu estudo para o concurso.
B) Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Talvez eu estude amanhã.
C) Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estude, colega!

6. Formas Nominais

Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:
A) Infinitivo
A.1 Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de substantivo.
Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro.

A.2 Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1.ª e 3.ª pessoas do singular, não apre-
senta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
2.ª pessoa do singular: Radical + ES = teres (tu)
1.ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós)
2.ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós)
3.ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles)
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

B) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Por exemplo:


Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio)
Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo)

Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta (2), uma ação concluída:
Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro.

Quando o gerúndio é vício de linguagem (gerundismo), ou seja, uso exagerado e inadequado do gerúndio:
1. Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando futebol.
2. – Sim, senhora! Vou estar verificando!
Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequada, pois transmite a ideia de uma ação que ocorre no momento da
outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que a locução verbal “vou estar verificando” refere-se a um futuro em andamento,
exigindo, no caso, a construção “verificarei” ou “vou verificar”.
LÍNGUA PORTUGUESA

C) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica, geralmente, o re-
sultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Por exemplo: Terminados os exames, os
candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função de
adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida pela turma.

22
(Ziraldo)

8. Tempos Verbais

Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.

A) Tempos do Modo Indicativo


Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele
estudou as lições ontem à noite.
Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já estudara as lições
quando os amigos chegaram. (forma simples).
Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele es-
tudará as lições amanhã.
Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se ele pudes-
se, estudaria um pouco mais.

B) Tempos do Modo Subjuntivo


Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse o jogo.
Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier à
loja, levará as encomendas.

FIQUE ATENTO!
Há casos em que formas verbais de um determinado tempo podem ser utilizadas para indicar outro.
Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil.
descobre = forma do presente indicando passado ( = descobrira/descobriu)

No próximo final de semana, faço a prova!


faço = forma do presente indicando futuro ( = farei) LÍNGUA PORTUGUESA

23
TABELAS DAS CONJUGAÇÕES VERBAIS

1. Modo Indicativo

1.1. Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

1.2. Pretérito Perfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

1.3. Pretérito mais-que-perfeito

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1.ª/2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
LÍNGUA PORTUGUESA

24
1.4. Pretérito Imperfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3ª. conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

1.5. Futuro do Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

1.6. Futuro do Pretérito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

LÍNGUA PORTUGUESA

25
1.7. Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1.ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2.ª e 3.ª conjugação).

1.ª conjug. 2.ª conjug. 3.ª conju. Desinên. pessoal Des. temporal Des.temporal
1.ª conj. 2.ª/3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

1.8. Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

1.9. Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obten-
do-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e
pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
LÍNGUA PORTUGUESA

cantaR vendeR partiR Ø


cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM partiREM R EM

26
C) Modo Imperativo

1. Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2.ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

2. Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo

Que eu cante ---


Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

 No modo imperativo não faz sentido usar na 3.ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
 O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

3. Infinitivo Pessoal

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM
LÍNGUA PORTUGUESA

 O verbo parecer admite duas construções:


Elas parecem gostar de você. (forma uma locução verbal)
Elas parece gostarem de você. (verbo com sujeito oracional, correspondendo à construção: parece gostarem de você).

 O verbo pegar possui dois particípios (regular e irregular):


Elvis tinha pegado minhas apostilas.
Minhas apostilas foram pegas.

27
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.php

VOZES DO VERBO

Dá-se o nome de voz à maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, indicando se este é
paciente ou agente da ação. Importante lembrar que voz verbal não é flexão, mas aspecto verbal. São três as vozes verbais:
A) Ativa = quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)

B) Passiva = quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo:


O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva

C) Reflexiva = quando o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação:
O menino feriu-se.

#FicaDica
Não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade:
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Nós nos amamos. (um ama o outro)

1. Formação da Voz Passiva

A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.
A) Voz Passiva Analítica = Constrói-se da seguinte maneira:
Verbo SER + particípio do verbo principal. Por exemplo:
A escola será pintada pelos alunos. (na ativa teríamos: os alunos pintarão a escola)
O trabalho é feito por ele. (na ativa: ele faz o trabalho)

Observações:
 O agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a preposi-
ção de. Por exemplo: A casa ficou cercada de soldados.
 Pode acontecer de o agente da passiva não estar explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
 A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação das
frases seguintes:

Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do Indicativo)


O trabalho foi feito por ele. (verbo ser no pretérito perfeito do Indicativo, assim como o verbo principal da voz ativa)

Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)


LÍNGUA PORTUGUESA

O trabalho é feito por ele. (ser no presente do indicativo)

Ele fará o trabalho. (futuro do presente)


O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)

 Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Ob-
serve a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)

28
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
B) Voz Passiva Sintética = A voz passiva sintética - ou pronominal - constrói-se com o verbo na 3.ª pessoa, seguido do
pronome apassivador “se”. Por exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.

Observação:
O agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.

1.1 Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva

Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da frase.
O concurseiro comprou a apostila. (Voz Ativa)
Sujeito da Ativa objeto Direto

A apostila foi comprada pelo concurseiro. (Voz Passiva)


Sujeito da Passiva Agente da Passiva

Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva; o sujeito da ativa passará a agente da passiva, e o verbo ativo
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos mestres.

Eu o acompanharei.
Ele será acompanhado por mim.

Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: Prejudica-
ram-me. / Fui prejudicado.
Com os verbos neutros (nascer, viver, morrer, dormir, acordar, sonhar, etc.) não há voz ativa, passiva ou reflexiva, porque
o sujeito não pode ser visto como agente, paciente ou agente paciente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.php

DOMÍNIO DA ESTRUTURA MORFOSSINTÁTICA DO PERÍODO.


EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS.
RELAÇÕES DE COORDENAÇÃO ENTRE ORAÇÕES E ENTRE TERMOS DA ORAÇÃO.
RELAÇÕES DE SUBORDINAÇÃO ENTRE ORAÇÕES E ENTRE TERMOS DA ORAÇÃO.

ADJETIVO

É a palavra que expressa uma qualidade ou característica do ser e se relaciona com o substantivo, concordando com
LÍNGUA PORTUGUESA

este em gênero e número.


As praias brasileiras estão poluídas.
Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos (plural e feminino, pois concordam com “praias”).

29
1. Locução adjetiva

Locução = reunião de palavras. Sempre que são necessárias duas ou mais palavras para falar sobre a mesma coisa, tem-
-se locução. Às vezes, uma preposição + substantivo tem o mesmo valor de um adjetivo: é a Locução Adjetiva (expressão
que equivale a um adjetivo). Por exemplo: aves da noite (aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada).
Observe outros exemplos:

de águia aquilino
de aluno discente
de anjo angelical
de ano anual
de aranha aracnídeo
de boi bovino
de cabelo capilar
de cabra caprino
de campo campestre ou rural
de chuva pluvial
de criança pueril
de dedo digital
de estômago estomacal ou gástrico
de falcão falconídeo
de farinha farináceo
de fera ferino
de ferro férreo
de fogo ígneo
de garganta gutural
de gelo glacial
de guerra bélico
de homem viril ou humano
de ilha insular
de inverno hibernal ou invernal
de lago lacustre
de leão leonino
de lebre l eporino
de lua lunar ou selênico
de madeira lígneo
de mestre magistral
de ouro áureo
LÍNGUA PORTUGUESA

de paixão passional
de pâncreas pancreático
de porco suíno ou porcino
dos quadris ciático
de rio fluvial

30
de sonho onírico
de velho senil
de vento eólico
de vidro vítreo ou hialino
de virilha inguinal
de visão óptico ou ótico

Observação:
Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, com o mesmo significado: Vi as alunas da 5ª série. / O
muro de tijolos caiu.

2 Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática):

O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como
adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

3 Adjetivo Pátrio (ou gentílico)

Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe alguns deles:

Estados e cidades brasileiras:

Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense

4 Adjetivo Pátrio Composto

Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Observe alguns exemplos:

África afro- / Cultura afro-americana


Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
LÍNGUA PORTUGUESA

Grécia greco- / Filmes greco-romanos


Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros

31
5 Flexão dos adjetivos Observação:
Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer ad-
O adjetivo varia em gênero, número e grau. jetivo composto iniciado por “cor-de-...” são sempre inva-
riáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste, vestidos
6. Gênero dos Adjetivos cor-de-rosa.
O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois elemen-
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se tos flexionados: crianças surdas-mudas.
referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
substantivos, classificam-se em: 8 Grau do Adjetivo
A) Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas-
culino e outra para o feminino: ativo e ativa, mau e má. Os adjetivos se flexionam em grau para indicar a inten-
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no fe- sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
minino somente o último elemento: o moço norte-america- o comparativo e o superlativo.
no, a moça norte-americana.
Exceção: surdo-mudo e surda-muda. A) Comparativo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri-
B) Uniformes - têm uma só forma tanto para o mascu- buída a dois ou mais seres ou duas ou mais características
lino como para o feminino: homem feliz e mulher feliz. atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igual-
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no dade, de superioridade ou de inferioridade.
feminino: conflito político-social e desavença político-social. Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
7 Número dos Adjetivos comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou
quão.
A) Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples se flexionam no plural de acordo Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe-
com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos rioridade
substantivos simples: mau e maus, feliz e felizes, ruim e
ruins, boa e boas. Sílvia é menos alta que Tiago. = Comparativo de Infe-
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça rioridade
função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
que estiver qualificando um elemento for, originalmente, Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su-
um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles:
a palavra cinza é, originalmente, um substantivo; porém, bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior,
se estiver qualificando um elemento, funcionará como ad- grande/maior, baixo/inferior.
jetivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos
cinza. Observe que:
Motos vinho (mas: motos verdes)  As formas menor e pior são comparativos de su-
Paredes musgo (mas: paredes brancas). perioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos). mau, respectivamente.
 Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
B) Adjetivo Composto (melhor, pior, maior e menor), porém, em compara-
É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor- ções feitas entre duas qualidades de um mesmo ele-
malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas mento, deve-se usar as formas analíticas mais bom,
o último elemento concorda com o substantivo a que se mais mau,mais grande e mais pequeno. Por exemplo:
refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele-
um dos elementos que formam o adjetivo composto seja mentos.
um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto ficará Pedro é mais grande que pequeno - comparação de
invariável. Por exemplo: a palavra “rosa” é, originalmente, duas qualidades de um mesmo elemento.
um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemen- Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de Infe-
to, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra pala- rioridade
vra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um Sou menos passivo (do) que tolerante.
LÍNGUA PORTUGUESA

substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará


invariável. Veja: B) Superlativo
Camisas rosa-claro. O superlativo expressa qualidades num grau muito ele-
Ternos rosa-claro. vado ou em grau máximo. Pode ser absoluto ou relativo e
Olhos verde-claros. apresenta as seguintes modalidades:
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. B.1 Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. de um ser é intensificada, sem relação com outros seres.
Apresenta-se nas formas:

32
 Analítica: a intensificação é feita com o auxílio de ADVÉRBIO
palavras que dão ideia de intensidade (advérbios).
Por exemplo: O concurseiro é muito esforçado. Compare estes exemplos:
 Sintética: nessa, há o acréscimo de sufixos. Por O ônibus chegou.
exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo. O ônibus chegou ontem.
Observe alguns superlativos sintéticos:
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sen-
benéfico - beneficentíssimo tido do verbo (acrescentando-lhe circunstâncias de tempo,
de modo, de lugar, de intensidade), do adjetivo e do próprio
bom - boníssimo ou ótimo advérbio.
comum - comuníssimo Estudei bastante. = modificando o verbo estudei
Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio
cruel - crudelíssimo (bem)
difícil - dificílimo Ela tem os olhos muito claros. = relação com um adje-
doce - dulcíssimo tivo (claros)

fácil - facílimo Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescen-


fiel - fidelíssimo tar ideia de:
Tempo: Ela chegou tarde.
B.2 Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade Lugar: Ele mora aqui.
de um ser é intensificada em relação a um conjunto de se- Modo: Eles agiram mal.
res. Essa relação pode ser: Negação: Ela não saiu de casa.
 De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de Dúvida: Talvez ele volte.
todas.
 De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de 1. Flexão do Advérbio
todas.
Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não apre-
O superlativo absoluto analítico é expresso por meio sentam variação em gênero e número. Alguns advérbios,
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, an- porém, admitem a variação em grau. Observe:
tepostos ao adjetivo.
O superlativo absoluto sintético se apresenta sob duas A) Grau Comparativo
formas: uma erudita - de origem latina – e outra popular Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo modo
- de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo que o comparativo do adjetivo:
radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou  de igualdade: tão + advérbio + quanto (como): Re-
érrimo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo; a popular é cons- nato fala tão alto quanto João.
tituída do radical do adjetivo português + o sufixo -íssimo:  de inferioridade: menos + advérbio + que (do que):
pobríssimo, agilíssimo. Renato fala menos alto do que João.
Os adjetivos terminados em –io fazem o superlativo  de superioridade:
com dois “ii”: frio – friíssimo, sério – seriíssimo; os termi- A.1 Analítico: mais + advérbio + que (do que): Renato
nados em –eio, com apenas um “i”: feio - feíssimo, cheio fala mais alto do que João.
– cheíssimo. A.2 Sintético: melhor ou pior que (do que): Renato fala
melhor que João.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- B) Grau Superlativo
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São O superlativo pode ser analítico ou sintético:
Paulo: Saraiva, 2010. B.1 Analítico: acompanhado de outro advérbio: Renato
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- fala muito alto.
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio de
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação modo
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. B.2 Sintético: formado com sufixos: Renato fala altís-
simo.
LÍNGUA PORTUGUESA

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf32. Observação:
php As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são co-
muns na língua popular.
Maria mora pertinho daqui. (muito perto)
A criança levantou cedinho. (muito cedo)

33
2. Classificação dos Advérbios Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente,
em geral sufixamos apenas o último: O aluno respondeu
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio calma e respeitosamente.
pode ser de:
A) Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, 3. Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto,
aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, Há palavras como muito, bastante, que podem aparecer
nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, como advérbio e como pronome indefinido.
embaixo, externamente, à distância, à distância de,
de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro
lado, em volta. advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muito.
B) Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros.
antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora,
sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constante-
#FicaDica
mente, entrementes, imediatamente, primeiramente,
provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à Como saber se a palavra bastante é advérbio
noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de (não varia, não se flexiona) ou pronome indefi-
quando em quando, a qualquer momento, de tempos nido (varia, sofre flexão)? Se der, na frase, para
em tempos, em breve, hoje em dia. substituir o “bastante” por “muito”, estamos
C) Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depres- diante de um advérbio; se der para substituir
sa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às claras, às por “muitos” (ou muitas), é um pronome. Veja:
cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, 1. Estudei bastante para o concurso. (estudei
desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, fren- muito, pois “muitos” não dá!) = advérbio
te a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior 2. Estudei bastantes capítulos para o concurso.
parte dos que terminam em “-mente”: calmamente, (estudei muitos capítulos) = pronome indefini-
tristemente, propositadamente, pacientemente, amo- do
rosamente, docemente, escandalosamente, bondosa-
mente, generosamente.
D) Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efe-
4. Advérbios Interrogativos
tivamente, certo, decididamente, deveras, indubitavel-
mente. São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como?
E) Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, por quê? nas interrogações diretas ou indiretas, referentes
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum. às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. Veja:
F) Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavel-
mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem
sabe. Interrogação Direta Interrogação Indireta
G) Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso, Como aprendeu? Perguntei como aprendeu.
bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tan-
to, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, qua- Onde mora? Indaguei onde morava.
se, de todo, de muito, por completo, extremamente, Por que choras? Não sei por que choras.
intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a Aonde vai? Perguntei aonde ia.
propriedades graduáveis).
H) Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, so- Donde vens? Pergunto donde vens.
mente, simplesmente, só, unicamente. Por exemplo: Quando voltas? Pergunto quando voltas.
Brando, o vento apenas move a copa das árvores.
I) Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também. 5. Locução Adverbial
Por exemplo: O indivíduo também amadurece duran-
te a adolescência. Quando há duas ou mais palavras que exercem função
J) Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por de advérbio, temos a locução adverbial, que pode expres-
exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer sar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinaria-
LÍNGUA PORTUGUESA

aos meus amigos por comparecerem à festa. mente por uma preposição. Veja:
A) lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para
Saiba que: dentro, por aqui, etc.
Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se B) afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
ao advérbio “o mais” ou “o menos”. Por exemplo: Ficarei C) modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em
o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos geral, frente a frente, etc.
tarde possível. D) tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde,
hoje em dia, nunca mais, etc.

34
A locução adverbial e o advérbio modificam o verbo, o Nomes próprios indicativos de lugar (ou topônimos)
adjetivo e outro advérbio: admitem o uso do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de
Chegou muito cedo. (advérbio) Janeiro, Veneza, A Bahia...
Joana é muito bela. (adjetivo) Quando indicado no singular, o artigo definido pode
De repente correram para a rua. (verbo) indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.

Usam-se, de preferência, as formas mais bem e mais No caso de nomes próprios personativos, denotando a
mal antes de adjetivos ou de verbos no particípio: ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do
Essa matéria é mais bem interessante que aquela. artigo: Marcela é a mais extrovertida das irmãs. / O Pedro é
Nosso aluno foi o mais bem colocado no concurso! o xodó da família.
O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é advérbio: No caso de os nomes próprios personativos estarem no
Cheguei primeiro. plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, os
Incas, Os Astecas...
Quanto a sua função sintática: o advérbio e a locução
adverbial desempenham na oração a função de adjunto Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a)
adverbial, classificando-se de acordo com as circunstân- para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (do
cias que acrescentam ao verbo, ao adjetivo ou ao advérbio. artigo), o pronome assume a noção de “qualquer”.
Exemplo: Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Meio cansada, a candidata saiu da sala. = adjunto ad- Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
verbial de intensidade (ligado ao adjetivo “cansada”) (qualquer classe)
Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de intensida-
de e de tempo, respectivamente. Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa-
cultativo: Preparei o meu curso. Preparei meu curso.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia
de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter é uns
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
vinte anos.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
O artigo também é usado para substantivar palavras
Paulo: Saraiva, 2010.
pertencentes a outras classes gramaticais: Não sei o porquê
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação
de tudo isso. / O bem vence o mal.
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
2. Há casos em que o artigo definido não pode ser
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
usado:
Antes de nomes de cidade (topônimo) e de pessoas co-
SITE nhecidas: O professor visitará Roma.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf75.
php Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a pre-
sença do artigo será obrigatória: O professor visitará a bela
ARTIGO Roma.
O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo- Antes de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria sairá
-se como o termo variável que serve para individualizar ou agora?
generalizar o substantivo, indicando, também, o gênero Exceção: O senhor vai à festa?
(masculino/feminino) e o número (singular/plural).
Os artigos se subdividem em definidos (“o” e as va- Após o pronome relativo “cujo” e suas variações: Esse é
riações “a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as variações o concurso cujas provas foram anuladas?/ Este é o candidato
“uma”[s] e “uns]). cuja nota foi a mais alta.

A) Artigos definidos – São usados para indicar seres REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


determinados, expressos de forma individual: O con- Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
curseiro estuda muito. Os concurseiros estudam mui- reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
to. Paulo: Saraiva, 2010.
LÍNGUA PORTUGUESA

B) Artigos indefinidos – usados para indicar seres de Português: novas palavras: literatura, gramática, redação
modo vago, impreciso: Uma candidata foi aprovada! / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.SACCONI,
Umas candidatas foram aprovadas! Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed.
Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
1. Circunstâncias em que os artigos se manifestam: Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do nu- Paulo: Saraiva, 2010.
meral “ambos”: Ambos os concursos cobrarão tal conteúdo.

35
SITE Tentei chegar mais cedo, porém não consegui.
http://www.brasilescola.com/gramatica/artigo.htm

C) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressan-


CONJUNÇÃO do ideia de alternância ou escolha, indicando fatos
que se realizam separadamente. São elas: ou, ou... ou,
Além da preposição, há outra palavra também invariá- ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez.
vel que, na frase, é usada como elemento de ligação: a con- Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.
junção. Ela serve para ligar duas orações ou duas palavras
de mesma função em uma oração: D) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração
O concurso será realizado nas cidades de Campinas e que expressa ideia de conclusão ou consequência.
São Paulo. São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por
A prova não será fácil, por isso estou estudando muito. conseguinte, por isso, assim.
Marta estava bem preparada para o teste, portanto não
1. Morfossintaxe da Conjunção ficou nervosa.
Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão.
As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
cem propriamente uma função sintática: são conectivos. E) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração
que a explica, que justifica a ideia nela contida. São
2. Classificação da Conjunção elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
Não demore, que o filme já vai começar.
De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as Falei muito, pois não gosto do silêncio!
conjunções podem ser classificadas em coordenativas e
subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados 4. Conjunções Subordinativas
pela conjunção podem ser isolados um do outro. Esse iso-
lamento, no entanto, não acarreta perda da unidade de São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas
sentido que cada um dos elementos possui. Já no segundo dependente da outra. A oração dependente, introduzida
caso, cada um dos elementos ligados pela conjunção de- pelas conjunções subordinativas, recebe o nome de ora-
pende da existência do outro. Veja: ção subordinada. Veja o exemplo: O baile já tinha começado
Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo. quando ela chegou.
Podemos separá-las por ponto: O baile já tinha começado: oração principal
Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo. quando: conjunção subordinativa (adverbial temporal)
ela chegou: oração subordinada
Temos acima um exemplo de conjunção (e, consequen-
temente, orações coordenadas) coordenativa – “mas”. Já em: As conjunções subordinativas subdividem-se em inte-
Espero que eu seja aprovada no concurso! grantes e adverbiais:
Não conseguimos separar uma oração da outra, pois
a segunda “completa” o sentido da primeira (da oração Integrantes - Indicam que a oração subordinada por
principal): Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período te- elas introduzida completa ou integra o sentido da princi-
mos uma oração subordinada substantiva objetiva direta pal. Introduzem orações que equivalem a substantivos, ou
(ela exerce a função de objeto direto do verbo da oração seja, as orações subordinadas substantivas. São elas: que,
principal). se.
Quero que você volte. (Quero sua volta)
3. Conjunções Coordenativas
Adverbiais - Indicam que a oração subordinada exerce
São aquelas que ligam orações de sentido completo e a função de adjunto adverbial da principal. De acordo com
independente ou termos da oração que têm a mesma fun- a circunstância que expressam, classificam-se em:
ção gramatical. Subdividem-se em:
A) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando A) Causais: introduzem uma oração que é causa da
ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem (= e ocorrência da oração principal. São elas: porque, que,
não), não só... mas também, não só... como também, como (= porque, no início da frase), pois que, visto
LÍNGUA PORTUGUESA

bem como, não só... mas ainda. que, uma vez que, porquanto, já que, desde que, etc.
A sua pesquisa é clara e objetiva. Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.
Não só dança, mas também canta.
B) Concessivas: introduzem uma oração que expressa
B) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, ex- ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impe-
pressando ideia de contraste ou compensação. São dir sua realização. São elas: embora, ainda que, ape-
elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no en- sar de que, se bem que, mesmo que, por mais que,
tanto, não obstante. posto que, conquanto, etc.

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Embora fosse tarde, fomos visitá-lo. H) Comparativas: introduzem uma oração que ex-
pressa ideia de comparação com referência à oração
C) Condicionais: introduzem uma oração que indica a principal. São elas: como, assim como, tal como, como
hipótese ou a condição para ocorrência da principal. se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do que,
São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado
que, desde que, a menos que, sem que, etc. com menos ou mais), etc.
Se precisar de minha ajuda, telefone-me. O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem.
I) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa
a consequência da principal. São elas: de sorte que, de
#FicaDica modo que, sem que (= que não), de forma que, de jeito
que, que (tendo como antecedente na oração principal
Você deve ter percebido que a conjunção con- uma palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho), etc.
dicional “se” também é conjunção integrante. Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do
A diferença é clara ao ler as orações que são exame.
introduzidas por ela. Acima, ela nos dá a ideia
da condição para que recebamos um telefo-
nema (se for preciso ajuda). Já na oração: Não FIQUE ATENTO!
sei se farei o concurso. Não há ideia de Muitas conjunções não têm classificação única,
condição alguma, há? Outra coisa: o verbo da imutável, devendo, portanto, ser classificadas
oração principal (sei) pede complemento (ob- de acordo com o sentido que apresentam no
jeto direto, já que “quem não sabe, não sabe contexto (destaque da Zê!).
algo”). Portanto, a oração em destaque exerce
a função de objeto direto da oração principal,
sendo classificada como oração subordinada REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
substantiva objetiva direta. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
D) Conformativas: introduzem uma oração que expri- reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
me a conformidade de um fato com outro. São elas: Paulo: Saraiva, 2010.
conforme, como (= conforme), segundo, consoante, Português: novas palavras: literatura, gramática, redação
etc. / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
O passeio ocorreu como havíamos planejado.
SITE
E) Finais: introduzem uma oração que expressa a finali- http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf84.php
dade ou o objetivo com que se realiza a oração prin-
cipal. São elas: para que, a fim de que, que, porque (=
para que), que, etc. NTERJEIÇÃO
Toque o sinal para que todos entrem no salão.
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
F) Proporcionais: introduzem uma oração que expres- sensações, estados de espírito. É um recurso da linguagem
sa um fato relacionado proporcionalmente à ocor- afetiva, em que não há uma ideia organizada de maneira
rência do expresso na principal. São elas: à medida lógica, como são as sentenças da língua, mas sim a ma-
que, à proporção que, ao passo que e as combina- nifestação de um suspiro, um estado da alma decorrente
ções quanto mais... (mais), quanto menos... (menos), de uma situação particular, um momento ou um contexto
quanto menos... (mais), quanto menos... (menos), etc. específico. Exemplos:
O preço fica mais caro à medida que os produtos escas- Ah, como eu queria voltar a ser criança!
seiam. ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
Observação: hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
São incorretas as locuções proporcionais à medida em
que, na medida que e na medida em que. O significado das interjeições está vinculado à maneira
LÍNGUA PORTUGUESA

como elas são proferidas. O tom da fala é que dita o senti-


G) Temporais: introduzem uma oração que acrescen- do que a expressão vai adquirir em cada contexto em que
ta uma circunstância de tempo ao fato expresso na for utilizada. Exemplos:
oração principal. São elas: quando, enquanto, antes
que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde Psiu!
que, sempre que, assim que, agora que, mal (= assim contexto: alguém pronunciando esta expressão na rua;
que), etc. significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando!
A briga começou assim que saímos da festa. Ei, espere!”

37
Psiu! 2. Locução Interjetiva
contexto: alguém pronunciando em um hospital; signi-
ficado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça silêncio!” Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, Virgem
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Toda frase mais ou menos breve dita em tom exclama-
tivo torna-se uma locução interjetiva, dispensando análise
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! dos termos que a compõem: Macacos me mordam!, Valha-
puxa: interjeição; tom da fala: decepção -me Deus!, Quem me dera!

As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: 1. As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
A) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, Por exemplo: Ué! (= Eu não esperava por essa!) /
tristeza, dor, etc.: Ah, deve ser muito interessante! Perdão! (= Peço-lhe que me desculpe)
B) Sintetizar uma frase apelativa: Cuidado! Saia da mi-
nha frente. 2. Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é
o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras
As interjeições podem ser formadas por: classes gramaticais podem aparecer como interjei-
 simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô ções. Por exemplo: Viva! Basta! (Verbos) / Fora! Fran-
 palavras: Oba! Olá! Claro! camente! (Advérbios)
 grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!
Ora bolas! 3. A interjeição pode ser considerada uma “palavra-fra-
se” porque sozinha pode constituir uma mensagem.
1. Classificação das Interjeições Por exemplo: Socorro! Ajudem-me! Silêncio! Fique
quieto!
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
A) Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido!
4. Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imi-
Atenção! Olha! Alerta!
tativas, que exprimem ruídos e vozes. Por exemplo:
B) Afugentamento: Fora! Passa! Rua!
Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-ta-
C) Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva!
que! Quá-quá-quá!, etc.
D) Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah!
E) Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem!
5. Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com
Ânimo! Adiante!
F) Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva! a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, ale-
G) Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá! gria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do “oh!”
H) Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Francamente! exclamativo e não a fazemos depois do “ó” vocativo.
Essa não! Chega! Basta! Por exemplo: “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!”
I) Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! Queira (Olavo Bilac)
Deus!
J) Desculpa: Perdão! REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
K) Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena! SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
L) Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê! coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
M) Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus! Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática
Quê! Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz! – volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa
N) Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios! Puxa! Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
Pô! Ora!
O) Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade! SITE
P) Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve! Viva! http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89.
Olá! Alô! Tchau! Psiu! Socorro! Valha-me, Deus! php
Q) Silêncio: Psiu! Silêncio!
R) Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa!
NUMERAL
Saiba que:
LÍNGUA PORTUGUESA

As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não so- Numeral é a palavra variável que indica quantidade numé-
frem variação em gênero, número e grau como os nomes, rica ou ordem; expressa a quantidade exata de pessoas ou coi-
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz sas ou o lugar que elas ocupam numa determinada sequência.
como os verbos. No entanto, em uso específico, algumas
interjeições sofrem variação em grau. Não se trata de um Os numerais traduzem, em palavras, o que os números
processo natural desta classe de palavra, mas tão só uma indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão
variação que a linguagem afetiva permite. Exemplos: oizi- é colocada em números (1, 1.º, 1/3, etc.) não se trata de nu-
nho, bravíssimo, até loguinho. merais, mas sim de algarismos.

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Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma
ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala- dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
vras consideradas numerais porque denotam quantidade, É comum na linguagem coloquial a indicação de grau
proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de
dúzia, par, ambos(as), novena. sentido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
1. Classificação dos Numerais É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= se-
A) Cardinais: indicam quantidade exata ou determina- gunda divisão de futebol)
da de seres: um, dois, cem mil, etc. Alguns cardinais
têm sentido coletivo, como por exemplo: século, par, 3. Emprego e Leitura dos Numerais
dúzia, década, bimestre.
B) Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém Os numerais são escritos em conjunto de três algaris-
ou alguma coisa ocupa numa determinada sequên- mos, contados da direita para a esquerda, em forma de
cia: primeiro, segundo, centésimo, etc. centenas, dezenas e unidades, tendo cada conjunto uma
separação através de ponto ou espaço correspondente a
um ponto: 8.234.456 ou 8 234 456.
#FicaDica Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar exa-
gero intencional, constituindo a figura de linguagem co-
As palavras anterior, posterior, último, antepe-
nhecida como hipérbole: Já li esse texto mil vezes.
núltimo, final e penúltimo também indicam
No português contemporâneo, não se usa a conjunção
posição dos seres, mas são classificadas como
“e” após “mil”, seguido de centena: Nasci em mil novecen-
adjetivos, não ordinais.
tos e noventa e dois.
Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais.

C) Fracionários: indicam parte de uma quantidade, ou Mas, se a centena começa por “zero” ou termina por
seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, dois zeros, usa-se o “e”: Seu salário será de mil e quinhentos
etc. reais. (R$1.500,00)
D) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00)
dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi
aumentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc. Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes
em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até dé-
2. Flexão dos numerais cimo e, a partir daí, os cardinais, desde que o numeral venha
depois do substantivo;
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/du- Ordinais Cardinais
zentas em diante: trezentos/trezentas, quatrocentos/quatro-
centas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número: Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
primeiro segundo milésimo Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
primeira segunda milésima
Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido
primeiros segundos milésimos como ordinal: XXX Feira do Bordado. (trigésima)
primeiras segundas milésimas

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando #FicaDica


atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço
e conseguiram o triplo de produção. Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por
LÍNGUA PORTUGUESA

Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais associação. Ficará mais fácil!
flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses tri-
plas do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e nú- Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordi-
mero. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas nal até nono e o cardinal de dez em diante:
terças partes. Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

39
Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se refere a dois seres. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e
outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência. Sua utilização
exige a presença do artigo posposto: Ambos os concursos realizarão suas provas no mesmo dia. O artigo só é dispensado
caso haja um pronome demonstrativo: Ambos esses ministros falarão à imprensa.

Quadro de alguns numerais

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
LÍNGUA PORTUGUESA

quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo


quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo

40
novecentos nongentésimo
ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf40.php

PREPOSIÇÃO

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normal-
mente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

1. Tipos de Preposição

A) Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, con-
tra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
B) Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições, ou seja, forma-
das por uma derivação imprópria: como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
C) Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma
(preposição): abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em
frente a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

A preposição é invariável e, no entanto, pode unir-se a outras palavras e, assim, estabelecer concordância em gênero ou
em número. Exemplo: por + o = pelo / por + a = pela.
Essa concordância não é característica da preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com outra palavra pode se dar a partir dos processos de:
 Combinação: união da preposição “a” com o artigo “o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde, aos. Os vocábulos
não sofrem alteração.
 Contração: união de uma preposição com outra palavra, ocorrendo perda ou transformação de fonema: de + o =
do, em + a = na, per + os = pelos, de + aquele = daquele, em + isso = nisso.
 Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” preposição + “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1.ª vogal do pronome
“aquilo”).

#FicaDica
O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o
“a” seja um artigo, virá precedendo um substantivo, servindo para determiná-lo como um substantivo
LÍNGUA PORTUGUESA

singular e feminino: A matéria que estudei é fácil!

Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Irei à festa sozinha.

41
Entregamos a flor à professora! = o primeiro “a” é artigo; 1. Morfossintaxe do substantivo
o segundo, preposição.
Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o Nas orações, geralmente o substantivo exerce funções
lugar e/ou a função de um substantivo: Nós trouxemos a diretamente relacionadas com o verbo: atua como núcleo
apostila. = Nós a trouxemos. do sujeito, dos complementos verbais (objeto direto ou
indireto) e do agente da passiva, podendo, ainda, funcio-
2. Relações semânticas (= de sentido) estabelecidas nar como núcleo do complemento nominal ou do aposto,
por meio das preposições: como núcleo do predicativo do sujeito, do objeto ou como
núcleo do vocativo. Também encontramos substantivos
Destino = Irei a Salvador. como núcleos de adjuntos adnominais e de adjuntos ad-
Modo = Saiu aos prantos. verbiais - quando essas funções são desempenhadas por
Lugar = Sempre a seu lado. grupos de palavras.
Assunto = Falemos sobre futebol.
Tempo = Chegarei em instantes. 2. Classificação dos Substantivos
Causa = Chorei de saudade.
Fim ou finalidade = Vim para ficar. A) Substantivos Comuns e Próprios
Instrumento = Escreveu a lápis. Observe a definição:
Posse = Vi as roupas da mamãe.
Autoria = livro de Machado de Assis Cidade: s.f. 1. Povoação maior que vila, com muitas ca-
Companhia = Estarei com ele amanhã. sas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a
Matéria = copo de cristal. sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em
Meio = passeio de barco. oposição aos bairros).
Origem = Nós somos do Nordeste. Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas
Conteúdo = frascos de perfume. e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso. cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo
Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais. comum.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas locu- uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
ções adverbiais (para trás ou por trás) e na locução prepo- homem, mulher, país, cachorro.
sitiva por trás de. Estamos voando para Barcelona.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS O substantivo Barcelona designa apenas um ser da es-


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- pécie cidade. Barcelona é um substantivo próprio – aquele
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. que designa os seres de uma mesma espécie de forma par-
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- ticular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010. B) Substantivos Concretos e Abstratos
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação B.1 Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. que existe, independentemente de outros seres.

SITE Observação:
http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/ Os substantivos concretos designam seres do mundo
real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
Brasília.
SUBSTANTIVO Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas-
ma.
Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis,
as quais denominam todos os seres que existem, sejam B.2 Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres
reais ou imaginários. Além de objetos, pessoas e fenôme- que dependem de outros para se manifestarem ou existi-
nos, os substantivos também nomeiam: rem. Por exemplo: a beleza não existe por si só, não pode
LÍNGUA PORTUGUESA

 lugares: Alemanha, Portugal ser observada. Só podemos observar a beleza numa pes-
 sentimentos: amor, saudade soa ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser
 estados: alegria, tristeza para se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um subs-
 qualidades: honestidade, sinceridade tantivo abstrato.
 ações: corrida, pescaria Os substantivos abstratos designam estados, qualida-
des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser
abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado),
rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento).

42
 Substantivos Coletivos júri jurados
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra legião soldados, anjos, demônios
abelha, mais outra abelha. leva presos, recrutas
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. malta malfeitores ou desordeiros
manada búfalos, bois, elefantes,
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne- matilha cães de raça
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram-se duas molho chaves, verduras
palavras no plural. No terceiro, empregou-se um substan- multidão pessoas em geral
tivo no singular (enxame) para designar um conjunto de
seres da mesma espécie (abelhas). nuvem insetos (gafanhotos, mosqui-
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. tos, etc.)
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mes- penca bananas, chaves
mo estando no singular, designa um conjunto de seres da pinacoteca pinturas, quadros
mesma espécie.
quadrilha ladrões, bandidos
Substantivo coletivo Conjunto de: ramalhete flores
assembleia pessoas reunidas rebanho ovelhas
alcateia lobos repertório peças teatrais, obras musicais
acervo livros réstia alhos ou cebolas
antologia trechos literários selecionados romanceiro poesias narrativas
arquipélago ilhas revoada pássaros
banda músicos sínodo párocos
bando desordeiros ou malfeitores talha lenha
banca examinadores tropa muares, soldados
batalhão soldados turma estudantes, trabalhadores
cardume peixes vara porcos
caravana viajantes peregrinos
3. Formação dos Substantivos
cacho frutas
cancioneiro canções, poesias líricas A) Substantivos Simples e Compostos
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a
colmeia abelhas terra.
concílio bispos O substantivo chuva é formado por um único elemento
ou radical. É um substantivo simples.
congresso parlamentares, cientistas
A.1 Substantivo Simples: é aquele formado por um
elenco atores de uma peça ou filme único elemento.
esquadra navios de guerra Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele-
enxoval roupas mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
falange soldados, anjos A.2 Substantivo Composto: é aquele formado por
dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, pas-
fauna animais de uma região
satempo.
feixe lenha, capim
flora vegetais de uma região B) Substantivos Primitivos e Derivados
LÍNGUA PORTUGUESA

B.1 Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de


frota navios mercantes, ônibus nenhuma outra palavra da própria língua portugue-
girândola fogos de artifício sa.
B.2 Substantivo Derivado: é aquele que se origina de
horda bandidos, invasores outra palavra. O substantivo limoeiro, por exemplo, é
junta médicos, bois, credores, exa- derivado, pois se originou a partir da palavra limão.
minadores

43
4. Flexão dos substantivos 6. Formação do Feminino dos Substantivos Biformes

O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno -
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por aluna.
exemplo, pode sofrer variações para indicar:  Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo: me- masculino: freguês - freguesa
ninão / Diminutivo: menininho  Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino
de três formas:
A) Flexão de Gênero 1. troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
Gênero é um princípio puramente linguístico, não de- 2. troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
vendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz respeito 3. troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
a todos os substantivos de nossa língua, quer se refiram Exceções: barão – baronesa, ladrão - ladra, sultão - sul-
a seres animais providos de sexo, quer designem apenas tana
“coisas”: o gato/a gata; o banco, a casa.
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e fe-  Substantivos terminados em -or:
minino. Pertencem ao gênero masculino os substantivos acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja troca-se -or por -triz: = imperador – imperatriz
estes títulos de filmes:  Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: côn-
O velho e o mar sul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa /
Um Natal inesquecível duque - duquesa / conde - condessa / profeta - pro-
Os reis da praia fetisa
 Substantivos que formam o feminino trocando o -e
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que po- final por -a: elefante - elefanta
dem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:  Substantivos que têm radicais diferentes no masculi-
A história sem fim
no e no feminino: bode – cabra / boi - vaca
Uma cidade sem passado
 Substantivos que formam o feminino de maneira es-
As tartarugas ninjas
pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras ante-
riores: czar – czarina, réu - ré
5. Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
7. Formação do Feminino dos Substantivos Unifor-
1. Substantivos Biformes (= duas formas): apresentam
mes
uma forma para cada gênero: gato – gata, homem –
mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
2. Substantivos Uniformes: apresentam uma única Epicenos:
forma, que serve tanto para o masculino quanto para Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
o feminino. Classificam-se em:
A) Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso
se faz mediante a utilização das palavras “macho” e ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma
“fêmea”: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré ma- para indicar o masculino e o feminino.
cho e o jacaré fêmea. Alguns nomes de animais apresentam uma só forma
B) Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes a para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha-
pessoas de ambos os sexos: a criança, a testemunha, mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver
a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo. a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras
C) Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros: indi- macho e fêmea.
cam o sexo das pessoas por meio do artigo: o colega A cobra macho picou o marinheiro.
e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista. A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.

Substantivos de origem grega terminados em ema ou 8. Sobrecomuns:


oma são masculinos: o fonema, o poema, o sistema, o sin- Entregue as crianças à natureza.
toma, o teorema.
A palavra crianças se refere tanto a seres do sexo mas-
 Existem certos substantivos que, variando de gê- culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem
LÍNGUA PORTUGUESA

nero, variam em seu significado: o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o
o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz); o cabeça sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
(líder) e a cabeça (parte do corpo); o capital (dinheiro) e a A criança chorona chamava-se João.
capital (cidade); o coma (sono mórbido) e a coma (cabelei- A criança chorona chamava-se Maria.
ra, juba); o lente (professor) e a lente (vidro de aumento);
o moral (estado de espírito) e a moral (ética; conclusão); o Outros substantivos sobrecomuns:
praça (soldado raso) e a praça (área pública); o rádio (apa- a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
relho receptor) e a rádio (estação emissora). criatura.

44
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de ma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzenta), a
Marcela faleceu cinza (resíduos de combustão), o capital (dinheiro), a capital
(cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma (cabeleira), o
9. Comuns de Dois Gêneros: coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro), a coral (cobra
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na administração
da crisma e de outros sacramentos), a crisma (sacramento
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? da confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de curar), o
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície de vege-
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. tação), o guia (pessoa que guia outras), a guia (documento,
A distinção de gênero pode ser feita através da análise pena grande das asas das aves), o grama (unidade de peso),
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti- a grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa (re-
vo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem cipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente
- uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran- (vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade,
cês - repórter francesa. bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a
nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva
A palavra personagem é usada indistintamente nos dois a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala
gêneros. Entre os escritores modernos nota-se acentuada (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa-
preferência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens ro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (emissora), o voga
os personagens dos contos de carochinha. (remador), a voga (moda).
Com referência à mulher, deve-se preferir o feminino: O
problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam B) Flexão de Número do Substantivo
a personagem.
Em português, há dois números gramaticais: o singular,
Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo fo- que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que
tográfico Ana Belmonte. indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica
do plural é o “s” final.
Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó )
pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o ma- 11. Plural dos Substantivos Simples
racajá, o clã, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o pro-
clama, o pernoite, o púbis. Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã –
Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural).
cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido, Exceção: cânon - cânones.
a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
São geralmente masculinos os substantivos de origem “ns”: homem - homens.
grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilograma, o Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o telefonema, pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o eczema, o
edema, o magma, o estigma, o axioma, o tracoma, o hema- Atenção:
toma. O plural de caráter é caracteres.
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
Gênero dos Nomes de Cidades - Com raras exceções, no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; cara-
nomes de cidades são femininos: A histórica Ouro Preto. / col – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul
A dinâmica São Paulo. / A acolhedora Porto Alegre. / Uma e cônsules.
Londres imensa e triste. Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. duas maneiras:
1. Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
10. Gênero e Significação 2. Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
LÍNGUA PORTUGUESA

Muitos substantivos, como já mencionado anterior- Observação:


mente, têm uma significação no masculino e outra no fe- A palavra réptil pode formar seu plural de duas manei-
minino. Observe: o baliza (soldado que à frente da tropa, ras: répteis ou reptis (pouco usada).
indica os movimentos que se deve realizar em conjunto; o
que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando um Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de
bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite duas maneiras:
ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (parte 1. Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
do corpo), o cisma (separação religiosa, dissidência), a cis- acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses

45
2. Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva- D) Permanecem invariáveis, quando formados de:
riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa-
Os substantivos terminados em “ão” fazem o plural de ca-rolhas
três maneiras.
1. substituindo o -ão por -ões: ação - ações 13. Casos Especiais
2. substituindo o -ão por -ães: cão - cães
3. substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos o louva-a-deus e os louva-a-deus
Observação: o bem-te-vi e os bem-te-vis
Muitos substantivos terminados em “ão” apresentam o bem-me-quer e os bem-me-queres
dois – e até três – plurais:
aldeão – aldeões/aldeães/aldeãos ancião o joão-ninguém e os joões-ninguém.
– anciões/anciães/anciãos
charlatão – charlatões/charlatães corrimão 14. Plural das Palavras Substantivadas
– corrimãos/corrimões
guardião – guardiões/guardiães vilão – As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
vilãos/vilões/vilães classes gramaticais usadas como substantivo apresentam,
no plural, as flexões próprias dos substantivos.
Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o Pese bem os prós e os contras.
látex - os látex. O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
12. Plural dos Substantivos Compostos
Observação:
A formação do plural dos substantivos compostos de- Numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
pende da forma como são grafados, do tipo de palavras variam no plural: Nas provas mensais consegui muitos seis
que formam o composto e da relação que estabelecem en- e alguns dez.
tre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se
como os substantivos simples: aguardente/aguardentes, 15. Plural dos Diminutivos
girassol/girassóis, pontapé/pontapés, malmequer/malme-
queres. Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
O plural dos substantivos compostos cujos elementos acrescenta-se o sufixo diminutivo.
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: pãe(s) + zinhos = pãezinhos
A) Flexionam-se os dois elementos, quando forma-
animai(s) + zinhos = animaizinhos
dos de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores botõe(s) + zinhos = botõezinhos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per- chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
feitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens farói(s) + zinhos = faroizinhos
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
B) Flexiona-se somente o segundo elemento, quan-
do formados de: flore(s) + zinhas = florezinhas
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas mão(s) + zinhas = mãozinhas
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e al-
to-falantes papéi(s) + zinhos = papeizinhos
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
C) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quan-
funi(s) + zinhos = funizinhos
do formados de:
substantivo + preposição clara + substantivo = água- túnei(s) + zinhos = tuneizinhos
LÍNGUA PORTUGUESA

-de-colônia e águas-de-colônia pai(s) + zinhos = paizinhos


substantivo + preposição oculta + substantivo = cava-
lo-vapor e cavalos-vapor pé(s) + zinhos = pezinhos
substantivo + substantivo que funciona como determi- pé(s) + zitos = pezitos
nante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do
termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba-re-
lógio - bombas-relógio, homem-rã - homens-rã, peixe-espa-
da - peixes-espada.

46
16. Plural dos Nomes Próprios Personativos Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames,
as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do sin-
sempre que a terminação preste-se à flexão. gular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade,
Os Napoleões também são derrotados. bom nome) e honras (homenagem, títulos).
As Raquéis e Esteres. Usamos, às vezes, os substantivos no singular, mas com
sentido de plural:
17. Plural dos Substantivos Estrangeiros Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es- improvisadas.
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exce-
to quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os C) Flexão de Grau do Substantivo
jazz.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor- Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, os ré- 1. Grau Normal - Indica um ser de tamanho considera-
quiens. do normal. Por exemplo: casa
Observe o exemplo: 2. Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
Este jogador faz gols toda vez que joga. do ser. Classifica-se em:
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. Analítico = o substantivo é acompanhado de um adje-
tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
18. Plural com Mudança de Timbre Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
cador de aumento. Por exemplo: casarão.
Certos substantivos formam o plural com mudança de
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato 3. Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
do ser. Pode ser:
fonético chamado metafonia (plural metafônico).
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Singular Plural Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
corpo (ô) corpos (ó) cador de diminuição. Por exemplo: casinha.
esforço esforços REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
fogo fogos SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
forno fornos
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
fosso fossos reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
imposto impostos Paulo: Saraiva, 2010.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
olho olhos Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
osso (ô) ossos (ó) Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
São Paulo: Saraiva, 2002.
ovo ovos
poço poços SITE
porto portos http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.
php
posto postos
tijolo tijolos

Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol-


sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação:
Distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de mo-
lho (ó) = feixe (molho de lenha).

Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o


norte, o leste, o oeste, a fé, etc.

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Em “d”: O ateu desperta a ira dos fanáticos, a despeito
de nada fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá-los.
EXERCÍCIO COMENTADO Em “e”: Respeito os homens de fé, a menos que deixem
de fazer o mesmo com aqueles que não a têm.
1. (TST - TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINIS-
TRATIVA – FCC/2012) As vitórias no jogo interior talvez 3. (TST - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA APOIO
não acrescentem novos troféus, mas elas trazem recom- ESPECIALIZADO - ESPECIALIDADE MEDICINA DO
pensas valiosas, [...] que contribuem de forma significati- TRABALHO – FCC/2012)
va para nosso sucesso posterior, tanto na quadra como fora Transpondo-se para a voz passiva a construção Os ateus
dela. despertariam a ira de qualquer fanático, a forma verbal
obtida será:
Mantêm-se adequados o emprego de tempos e modos
verbais e a correlação entre eles, ao se substituírem os ele- a) seria despertada.
mentos sublinhados na frase acima, na ordem dada, por: b) teria sido despertada.
a) tivessem acrescentado − trariam − contribuírem c) despertar-se-á.
b) acrescentassem − têm trazido − contribuírem d) fora despertada.
c) tinham acrescentado − trarão − contribuiriam e) teriam despertado.
d) acrescentariam − trariam− contribuíram
e) tenham acrescentado − trouxeram − Contribuíram Resposta: Letra A.
Os ateus despertariam a ira de qualquer fanático
Resposta: Letra E. Fazendo a transposição para a voz passiva, temos: A ira
Questão que envolve correlação verbal. Realizando as de qualquer fanático seria despertada pelos ateus.
alterações solicitadas, segue como ficariam (em desta- GABARITO OFICIAL: A
que):
Em “a”: tivessem acrescentado – trariam − contribui- 4. (TST - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINIS-
riam TRATIVA - ESPECIALIDADE SEGURANÇA JUDICIÁ-
Em “b”: acrescentassem – trariam − contribuiriam RIA – FCC/2012)
Em “c”: tinham acrescentado – trouxeram − contribuí- ...ela nunca alcançava a musa.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
ram
verbal resultante será:
Em “d”: acrescentassem – trariam − contribuíram
Em “e”: tenham acrescentado – trouxeram − Contribuí-
a) alcança-se.
ram = correta
b) foi alcançada.
c) fora alcançada.
2. (TST - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA APOIO
d) seria alcançada.
ESPECIALIZADO - ESPECIALIDADE MEDICINA DO e) era alcançada.
TRABALHO – FCC/2012) Está inadequado o emprego
do elemento sublinhado na seguinte frase: Resposta: Letra E.
Temos um verbo na voz ativa, então teremos dois na
a) Sou ateu e peço que me deem tratamento similar ao que passiva (auxiliar + o verbo da oração da ativa, no mesmo
dispenso aos homens religiosos. tempo verbal, forma particípio): A musa nunca era alcança-
b) A intolerância religiosa baseia-se em preconceitos de da por ela. O verbo “alcançava” está no pretérito imperfeito,
que deveriam desviar-se todos os homens verdadeira- por isso o auxiliar tem que estar também (é = presente, foi
mente virtuosos. = pretérito perfeito, era = imperfeito, fora = mais que per-
c) A tolerância é uma virtude na qual não podem prescindir feito, será = futuro do presente, seria = futuro do pretérito).
os que se dizem homens de fé.
d) O ateu desperta a ira dos fanáticos, a despeito de nada 5. (TST - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA APOIO
fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá-los. ESPECIALIZADO - ESPECIALIDADE MEDICINA DO
e) Respeito os homens de fé, a menos que deixem de fazer TRABALHO – FCC/2012) Aos poucos, contudo, fui che-
o mesmo com aqueles que não a têm. gando à constatação de que todo perfil de rede social é um
retrato ideal de nós mesmos.
Resposta: Letra C. Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra altera-
LÍNGUA PORTUGUESA

Corrigindo o inadequado: ção seja feita na frase, o elemento grifado pode ser subs-
Em “a”: Sou ateu e peço que me deem tratamento simi- tituído por:
lar ao que dispenso aos homens religiosos.
Em “b”: A intolerância religiosa baseia-se em preconcei- a) ademais.
tos de que deveriam desviar-se todos os homens verda- b) conquanto.
deiramente virtuosos. c) porquanto.
Em “c”: A tolerância é uma virtude na qual (de que) não d) entretanto.
podem prescindir os que se dizem homens de fé. e) apesar.

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Resposta: Letra D. Em “b”: Porque não seria = futuro do pretérito do Indi-
Contudo é uma conjunção adversativa (expressa oposi- cativo
ção). A substituição deve utilizar outra de mesma clas- Em “c”: Na juventude, apaixonou-se = pretérito perfeito
sificação, para que se mantenha a ideia do período. A do Indicativo
correta é entretanto. Em “d”: Quase meio século separa = presente do Indi-
cativo
6. (TST - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINIS- Em “e”: para depois casá-las = Infinitivo pessoal (casar
TRATIVA – FCC/2012) O verbo indicado entre parênte- elas)
ses deverá flexionar-se no singular para preencher adequa-
damente a lacuna da frase: 8. (TRT 20.ª REGIÃO-SE - ANALISTA JUDICIÁRIO
- ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC-2016 ) Aí conheci o
a) A nenhuma de nossas escolhas...... (poder) deixar de escritor e historiador de sua gente, meu saudoso amigo Alci-
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. no Alves Costa. E foi dele que ouvi oralmente a história de
b) Não se...... (poupar) os que governam de refletir sobre o Zé de Julião. Considerando-se a norma-padrão da língua,
peso de suas mais graves decisões. ao reescrever-se o trecho acima em um único período, o
c) Aos governantes mais responsáveis não...... (ocorrer) segmento destacado deverá ser antecedido de vírgula e
tomar decisões sem medir suas consequências. substituído por
d) A toda decisão tomada precipitadamente...... (costu-
mar) sobrevir consequências imprevistas e injustas. a) perante ao qual
e) Diante de uma escolha,...... (ganhar) prioridade, reco- b) de cujo
menda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor c) o qual
humana. d) frente à quem
e) de quem
Resposta: Letra C.
Flexões em destaque e sublinhei os termos que estabe- Resposta: Letra E.
lecem concordância: Voltemos ao trecho: ... meu saudoso amigo Alcino Alves
Em “a”: A nenhuma de nossas escolhas podem deixar de Costa. E foi dele que ouvi oralmente... = a única alterna-
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. tiva que substitui corretamente o trecho destacado é “de
Em “b”: Não se poupam os que governam de refletir quem ouvi oralmente”.
sobre o peso de suas mais graves decisões.
Em “c”: Aos governantes mais responsáveis não ocorre 9. (TRT 14.ª REGIÃO-RO E AC - TÉCNICO JUDICIÁ-
tomar decisões sem medir suas consequências. = Isso RIO – FCC-2016) “Isto pode despertar a atenção de outras
não ocorre aos governantes – uma oração exerce a fun- pessoas que tenham documentos em casa e se disponham
ção de sujeito (subjetiva) a trazer para a Academia, que é a guardiã desse tipo de
Em “d”: A toda decisão tomada precipitadamente costu- acervo, que é muito difícil de ser guardado em casa, pois o
mam sobrevir consequências imprevistas e injustas. tempo destrói e aqui temos a melhor técnica de conservação
Em “e”: Diante de uma escolha, ganham prioridade, re- de documentos”, disse Cavalcanti.
comenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor O termo sublinhado faz referência a
humana.
a) pessoas.
7. (TRT 23.ª REGIÃO-MT - ANALISTA JUDICIÁRIO b) acervo.
- ÁREA ADMINISTRATIVA- FCC-2016 ) ... para quem c) Academia.
Manoel de Barros era comparável a São Francisco de Assis... d) tempo.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o da e) casa.
frase acima está em:
Resposta: Letra B.
a) Dizia-se um “vedor de cinema”... Ao trecho: a guardiã desse tipo de acervo, que (o qual) é
b) Porque não seria certo ficar pregando moscas no espa- muito difícil de ser guardado...
ço...
c) Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e Char- 10. (TRT 14.ª REGIÃO-RO e AC - Técnico Judiciário –
les Baudelaire. FCC-2016) O marechal organizou o acervo...
LÍNGUA PORTUGUESA

d) Quase meio século separa a estreia de Manoel de Barros A forma verbal está corretamente transposta para a voz
na literatura... passiva em:
e) ... para depois casá-las...
a) estava organizando
Resposta: Letra A. b) tinha organizado
“Era” = verbo “ser” no pretérito imperfeito do Indicativo. c) organizando-se
Procuremos nos itens: d) foi organizado
Em “a”: Dizia-se = pretérito imperfeito do Indicativo e) está organizado

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Resposta: Letra D. c) Arquivados eletronicamente, os documentos poderam
Temos: sujeito (o marechal), verbo na ativa (organizou) e contar com a proteção de uma assinatura digital.
objeto (o acervo). Como há um verbo na ativa, ao pas- d) Quem se propor a alterar um documento criptografado
sarmos para a passiva teremos dois (o auxiliar no mesmo deve saber que comprometerá sua integridade.
tempo que o verbo da ativa + o particípio do verbo da e) Não é possível fazer as alterações que convierem sem
voz ativa = organizado). O objeto exercerá a função de comprometer a integridade dos documentos.
sujeito paciente, e o sujeito da ativa será o agente da
passiva (ufa!). A frase ficará: O acervo foi organizado pelo Resposta: Letra E.
marechal. Em “a”: Para que se mantesse (mantivesse) sua autenti-
cidade, o documento não poderia receber qualquer tipo
11. (TRT 20.ª REGIÃO-SE - Técnico Judiciário – FCC-2016 de retificação.
) Precisamos de um treinador que nos ajude a comer... Em “b”: Os documentos com assinatura digital disporam
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o sub- (dispuseram) de algoritmos de criptografia que os pro-
linhado acima está também sublinhado em: tegeram.
Em “c”: Arquivados eletronicamente, os documentos po-
a) [...] assim que conseguissem se virar sem as mães ou as deram (puderam) contar com a proteção de uma assina-
amas... tura digital.
b) Não é por acaso que proliferaram os coaches. Em “d”: Quem se propor (propuser) a alterar um docu-
c) [...] país que transformou a infância numa bilionária in- mento criptografado deve saber que comprometerá sua
dústria de consumo... integridade.
d) E, mesmo que se esforcem muito [...] Em “e”: Não é possível fazer as alterações que convierem sem
e) Hoje há algo novo nesse cenário. comprometer a integridade dos documentos = correta

Resposta: Letra D. 14. (TRT 21.ª REGIÃO-RN - TÉCNICO JUDICIÁRIO


que nos ajude = presente do Subjuntivo – FCC-2017 ) Sessenta anos de história marcam, assim, a
Em “a”: que conseguissem = pretérito do Subjuntivo trajetória da utopia no país.
Em “b”: que proliferaram = pretérito perfeito (e também Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
mais-que-perfeito) do Indicativo verbal resultante será:
Em “c”: que transformou = pretérito perfeito do Indica-
tivo a) foram marcados.
Em “d”: que se esforcem = presente do Subjuntivo b) foi marcado.
Em “e”: há algo novo nesse cenário = presente do Indi- c) são marcados.
cativo d) foi marcada.
e) é marcada.
12. (TRT 23.ª REGIÃO-MT - TÉCNICO JUDICIÁRIO
– FCC-2016) O modelo ainda dominante nas discussões Resposta: Letra E.
ecológicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo... Temos um verbo (no tempo presente) na ativa, então te-
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma remos dois na passiva (auxiliar [no tempo presente] +
verbal resultante será: particípio de “marcam”) = Assim, a trajetória da utopia
do país é marcada pelos sessenta anos de história.
a) é privilegiado.
b) sendo privilegiadas. 15. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO -
c) são privilegiados. SOLDADO PM 2.ª CLASSE – VUNESP/2017) Considere
d) foi privilegiado. as seguintes frases:
e) são privilegiadas. Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos.
Segundo, não memorize apenas por repetição.
Resposta: Letra C. Terceiro, rabisque!
Há um verbo na ativa, então teremos dois na passiva Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos verbos
(auxiliar + o particípio de “privilegia”) = O Estado e o empregados nessas frases está em destaque em:
mundo são privilegiados pelo modelo ainda dominante.
a) [...] o acesso rápido e a quantidade de textos fazem com
LÍNGUA PORTUGUESA

13. (TRT 23.ª REGIÃO-MT - TÉCNICO JUDICIÁRIO que o cérebro humano não considere útil gravar esses
– FCC-2016 ) Empregam-se todas as formas verbais de dados [...]
acordo com a norma culta na seguinte frase: b) Na internet, basta um clique para vasculhar um sem-nú-
mero de informações.
a) Para que se mantesse sua autenticidade, o documento c) [...] após discar e fazer a ligação, não precisamos mais
não poderia receber qualquer tipo de retificação. dele...
b) Os documentos com assinatura digital disporam de al- d) Pense rápido: qual o número de telefone da casa em que
goritmos de criptografia que os protegeram. morou quando era criança?

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e) É o que mostra também uma pesquisa recente conduzi- Resposta: Letra C.
da pela empresa de segurança digital Kaspersky [...] Aos itens:
Em “a”: há = presente / acabam = presente / são = pre-
Resposta: Letra D. sente
Os verbos das frases citadas estão no Modo Imperativo Em “b”: Voltei = pretérito perfeito / acreditei = pretérito
(expressam ordem). Vamos aos itens: perfeito
Em “a”: ... o acesso rápido e a quantidade de textos fa- Em “c”: deixe / largue / vá / ponha = verbos no modo
zem = presente do Indicativo imperativo afirmativo (ordens)
Em “b”: Na internet, basta um clique = presente do In- Em “d”: era = pretérito imperfeito / precisava = pretérito
dicativo imperfeito / chegava = pretérito imperfeito
Em “c”: ... após discar e fazer a ligação, não precisamos Em “e”: fazendo-nos = gerúndio / suando = gerúndio
= presente do Indicativo
Em “d”: Pense rápido: = Imperativo 18. (PC-SP - AGENTE DE POLÍCIA – VUNESP-2013)
Em “e”: É o que mostra também uma pesquisa = presen- Em – O destino me prestava esse pequeno favor: completava
te do Indicativo minha identificação com o resto da humanidade, que tem
sempre para contar uma história de objeto achado; – o pro-
16. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL – nome em destaque retoma a seguinte palavra/expressão:
VUNESP-2014) Assinale a alternativa em que a palavra em
destaque na frase pertence à classe dos adjetivos (palavra a) o resto da humanidade.
que qualifica um substantivo). b) esse pequeno favor.
c) minha identificação.
a) Existe grande confusão entre os diversos tipos de eu- d) O destino.
tanásia... e) completava.
b)... o médico ou alguém causa ativamente a morte...
c) prolonga o processo de morrer procurando distanciar a Resposta: Letra A.
morte. Completava minha identificação com o resto da humani-
d) Ela é proibida por lei no Brasil,... dade, que (a qual) tem sempre para contar uma história
e) E como seria a verdadeira boa morte? de objeto achado = pronome relativo que retoma o resto
da humanidade.
Resposta: Letra E.
Em “a”: Existe grande confusão = substantivo 19. (PC-SP - AGENTE DE POLÍCIA – VUNESP-2013)
Em “b”: o médico ou alguém causa ativamente a morte Considere o trecho a seguir.
= pronome É comum que objetos ____________ esquecidos em locais
Em “c”: prolonga o processo de morrer procurando dis- públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se
tanciar a morte = substantivo as pessoas __________ a atenção voltada para seus perten-
Em “d”: Ela é proibida por lei no Brasil = substantivo ces, conservando-os junto ao corpo.
Em “e”: E como seria a verdadeira boa morte? = adjetivo Assinale a alternativa que preenche, correta e respectiva-
mente, as lacunas do texto.
17. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2014)
As formas verbais conjugadas no modo imperativo, expres- a) sejam ... mantesse
sando ordem, instrução ou comando, estão destacadas em b) sejam ... mantém
c) sejam ... mantivessem
a) Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem níti- d) seja ... mantivessem
das na memória: são aqueles donos de qualidades in- e) seja ... mantêm
comuns.
b) Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e quase Resposta: Letra C.
não acreditei no que ouvi. Completemos as lacunas e depois busquemos o item
c) – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue isso aí, vá correspondente. A pegadinha aqui é a conjugação do
pro estúdio e ponha a rádio no ar. verbo “manter”, no presente do Subjuntivo (mantiver):
d) Bem, o fato é que eu era o técnico de som do horário, É comum que objetos sejam esquecidos em locais públi-
precisava “passar” a transmissão lá para a câmara, e o cos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as
LÍNGUA PORTUGUESA

locutor não chegava para os textos de abertura, publi- pessoas mantivessem a atenção voltada para seus per-
cidade, chamadas. tences, conservando-os junto ao corpo.
e) ... estremecíamos quando ele nos chamava para qual-
quer coisa, fazendo-nos entrar na sua sala imensa, já
suando frio e atentos às suas finas e cortantes palavras.

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20. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL 23. (POLÍCIA CIVIL/SP – PERITO CRIMINAL – VU-
– VUNESP-2013) Nas frases – Não vou mais à escola!… NESP-2013)
– e – Hoje estão na moda os métodos audiovisuais. – as pa- Observe os enunciados:
lavras em destaque expressam, correta e respectivamente, • A Guerra do Vietnã se faz presente até hoje.
circunstâncias de • A probabilidade de um veterano branco ser preso por um
crime violento é significativamente mais alta do que...
a) dúvida e modo. Os advérbios em destaque expressam, respectivamente,
b) dúvida e tempo. circunstâncias de
c) modo e afirmação.
d) negação e lugar. a) lugar e modo.
e) negação e tempo. b) tempo e intensidade.
c) modo e intensidade.
Resposta: Letra E. d) tempo e causa.
“não” – advérbio de negação / “hoje” – advérbio de tem- e) tempo e modo.
po.
Resposta: Letra E.
21. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2013) “Hoje” = tempo; geralmente os advérbios terminados
Assinale a alternativa que completa respectivamente as em “-mente” são de modo (= com significância).
lacunas, em conformidade com a norma-padrão de con-
jugação verbal.
Há quem acredite que alcançará o sucesso profissional FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO
quando __________ um diploma de mestrado, mas há aque-
les que _________ de opinião e procuram investir em cursos 1. Sintaxe da Oração e do Período
profissionalizantes.
Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para
a) obtiver … divirgem estabelecer comunicação. Normalmente é composta por
b) obter … divergem dois termos – o sujeito e o predicado – mas não obrigato-
c) obtesse … devirgem riamente, pois há orações ou frases sem sujeito: Trovejou
d) obter … divirgem muito ontem à noite.
e) obtiver … divergem
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em ver-
Resposta: Letra E. bais (possuem verbos, ou seja, são orações) e nominais (sem a
Há quem acredite que alcançará o sucesso profissional presença de verbos), feita a partir de seus elementos constituin-
quando obtiver um diploma de mestrado, mas há aque- tes, elas podem ser classificadas a partir de seu sentido global:
les que divergem de opinião e procuram investir em
cursos profissionalizantes. A) frases interrogativas = o emissor da mensagem for-
mula uma pergunta: Que dia é hoje?
22. (PC-SP - AUXILIAR DE NECROPSIA – VU- B) frases imperativas = o emissor dá uma ordem ou faz
NESP-2014) um pedido: Dê-me uma luz!
Considerando que o adjetivo é uma palavra que modifica C) frases exclamativas = o emissor exterioriza um esta-
o substantivo, com ele concordando em gênero e núme- do afetivo: Que dia abençoado!
ro, assinale a alternativa em que a palavra destacada é um D) frases declarativas = o emissor constata um fato: A
adjetivo. prova será amanhã.

a) ... um câncer de boca horroroso, ... Quanto à estrutura da frase, as que possuem verbo
b) Ele tem dezesseis anos... (oração) são estruturadas por dois elementos essenciais:
c) Eu queria que ele morresse logo, ... sujeito e predicado.
d) ... com a crueldade adicional de dar esperança às famí- O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo
lias. em número e pessoa. É o “ser de quem se declara algo”, “o
e) E o inferno não atinge só os terminais. tema do que se vai comunicar”; o predicado é a parte da
frase que contém “a informação nova para o ouvinte”, é o
LÍNGUA PORTUGUESA

Resposta: Letra A. que “se fala do sujeito”. Ele se refere ao tema, constituindo
Em “a”: um câncer de boca horroroso = adjetivo a declaração do que se atribui ao sujeito.
Em “b”: Ele tem dezesseis anos = numeral Quando o núcleo da declaração está no verbo (que indi-
Em “c”: Eu queria que ele morresse logo = advérbio que ação ou fenômeno da natureza, seja um verbo signifi-
Em “d”: com a crueldade adicional de dar esperança às cativo), temos o predicado verbal. Mas, se o núcleo estiver
famílias = substantivo em um nome (geralmente um adjetivo), teremos um predi-
Em “e”: E o inferno não atinge só os terminais = subs- cado nominal (os verbos deste tipo de predicado são os
tantivo que indicam estado, conhecidos como verbos de ligação):

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O menino limpou a sala. = “limpou” é verbo de ação O sujeito simples é o sujeito determinado que apre-
(predicado verbal) senta um único núcleo, que pode estar no singular ou no
A prova foi fácil. – “foi” é verbo de ligação (ser); o núcleo plural; pode também ser um pronome indefinido. Abaixo,
é “fácil” (predicado nominal) sublinhei os núcleos dos sujeitos:
Nós estudaremos juntos.
Quanto ao período, ele denomina a frase constituída A humanidade é frágil.
por uma ou mais orações, formando um todo, com sentido Ninguém se move.
completo. O período pode ser simples ou composto. O amar faz bem. (“amar” é verbo, mas aqui houve uma
derivação imprópria, tranformando-o em substantivo)
Período simples é aquele constituído por apenas uma As crianças precisam de alimentos saudáveis.
oração, que recebe o nome de oração absoluta.
Chove. O sujeito composto é o sujeito determinado que apre-
A existência é frágil. senta mais de um núcleo.
Amanhã, à tarde, faremos a prova do concurso. Alimentos e roupas custam caro.
Ela e eu sabemos o conteúdo.
Período composto é aquele constituído por duas ou O amar e o odiar são duas faces da mesma moeda.
mais orações:
Cantei, dancei e depois dormi. Além desses dois sujeitos determinados, é comum a
Quero que você estude mais. referência ao sujeito implícito na desinência verbal (o
“antigo” sujeito oculto [ou elíptico]), isto é, ao núcleo do
1.1. Termos da Oração sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido pela
1.1.1 Termos essenciais desinência verbal ou pelo contexto.
Abolimos todas as regras. = (nós)
O sujeito e o predicado são considerados termos essen- Falaste o recado à sala? = (tu)
ciais da oração, ou seja, são termos indispensáveis para a
formação das orações. No entanto, existem orações forma- Os verbos deste tipo de sujeito estão sempre na primei-
das exclusivamente pelo predicado. O que define a oração ra pessoa do singular (eu) ou plural (nós) ou na segunda do
é a presença do verbo. O sujeito é o termo que estabelece singular (tu) ou do plural (vós), desde que os pronomes não
concordância com o verbo. estejam explícitos.
O candidato está preparado. Iremos à feira juntos? (= nós iremos) – sujeito implícito
Os candidatos estão preparados. na desinência verbal “-mos”
Cantais bem! (= vós cantais) - sujeito implícito na desi-
Na primeira frase, o sujeito é “o candidato”. “Candidato” nência verbal “-ais”
é a principal palavra do sujeito, sendo, por isso, denomi-
nada núcleo do sujeito. Este se relaciona com o verbo, es- Mas:
tabelecendo a concordância (núcleo no singular, verbo no Nós iremos à festa juntos? = sujeito simples: nós
singular: candidato = está). Vós cantais bem! = sujeito simples: vós
A função do sujeito é basicamente desempenhada por
substantivos, o que a torna uma função substantiva da ora- O sujeito indeterminado surge quando não se quer -
ção. Pronomes, substantivos, numerais e quaisquer outras ou não se pode - identificar a que o predicado da oração
palavras substantivadas (derivação imprópria) também po- refere-se. Existe uma referência imprecisa ao sujeito, caso
dem exercer a função de sujeito. contrário, teríamos uma oração sem sujeito.
Os dois sumiram. (dois é numeral; no exemplo, subs- Na língua portuguesa, o sujeito pode ser indetermina-
tantivo) do de duas maneiras:
Um sim é suave e sugestivo. (sim é advérbio; no exem-
plo: substantivo) A) com verbo na terceira pessoa do plural, desde que
o sujeito não tenha sido identificado anteriormente:
Os sujeitos são classificados a partir de dois elementos: Bateram à porta;
o de determinação ou indeterminação e o de núcleo do Andam espalhando boatos a respeito da queda do mi-
sujeito. nistro.
Um sujeito é determinado quando é facilmente iden-
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tificado pela concordância verbal. O sujeito determinado Se o sujeito estiver identificado, poderá ser simples ou
pode ser simples ou composto. composto:
A indeterminação do sujeito ocorre quando não é Os meninos bateram à porta. (simples)
possível identificar claramente a que se refere a concor- Os meninos e as meninas bateram à porta. (composto)
dância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não inte-
ressa indicar precisamente o sujeito de uma oração. B) com o verbo na terceira pessoa do singular, acrescido
Estão gritando seu nome lá fora. do pronome “se”. Esta é uma construção típica dos
Trabalha-se demais neste lugar. verbos que não apresentam complemento direto:

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Precisa-se de mentes criativas. O nome “deserta”, por intermédio do verbo, refere-se
Vivia-se bem naqueles tempos. ao sujeito da oração (cidade). O verbo atua como elemento
Trata-se de casos delicados. de ligação (por isso verbo de ligação) entre o sujeito e a
Sempre se está sujeito a erros. palavra a ele relacionada (no caso: deserta = predicativo
do sujeito).
O pronome “se”, nestes casos, funciona como índice de
indeterminação do sujeito. O predicado verbal é aquele que tem como núcleo sig-
nificativo um verbo:
Chove muito nesta época do ano.
As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predica- Estudei muito hoje!
do, articulam-se a partir de um verbo impessoal. A mensa- Compraste a apostila?
gem está centrada no processo verbal. Os principais casos
de orações sem sujeito com: Os verbos acima são significativos, isto é, não servem
 os verbos que indicam fenômenos da natureza: apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam pro-
Amanheceu. cessos.
Está trovejando.
O predicado nominal é aquele que tem como núcleo
 os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam significativo um nome; este atribui uma qualidade ou esta-
fenômenos meteorológicos ou se relacionam ao do ao sujeito, por isso é chamado de predicativo do sujei-
tempo em geral: to. O predicativo é um nome que se liga a outro nome da
Está tarde. oração por meio de um verbo (o verbo de ligação).
Já são dez horas. Nos predicados nominais, o verbo não é significativo,
Faz frio nesta época do ano. isto é, não indica um processo, mas une o sujeito ao pre-
Há muitos concursos com inscrições abertas. dicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado do
sujeito: Os dados parecem corretos.
Predicado é o conjunto de enunciados que contém a O verbo parecer poderia ser substituído por estar, andar,
informação sobre o sujeito – ou nova para o ouvinte. Nas ficar, ser, permanecer ou continuar, atuando como elemento
orações sem sujeito, o predicado simplesmente enuncia de ligação entre o sujeito e as palavras a ele relacionadas.
um fato qualquer. Nas orações com sujeito, o predicado é
aquilo que se declara a respeito deste sujeito. Com exceção A função de predicativo é exercida, normalmente, por
do vocativo - que é um termo à parte - tudo o que difere um adjetivo ou substantivo.
do sujeito numa oração é o seu predicado.
Chove muito nesta época do ano. O predicado verbo-nominal é aquele que apresenta
Houve problemas na reunião. dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No pre-
dicado verbo-nominal, o predicativo pode se referir ao su-
Em ambas as orações não há sujeito, apenas predicado. jeito ou ao complemento verbal (objeto).
Na segunda oração, “problemas” funciona como objeto di-
reto. O verbo do predicado verbo-nominal é sempre signi-
As questões estavam fáceis! ficativo, indicando processos. É também sempre por in-
Sujeito simples = as questões termédio do verbo que o predicativo se relaciona com o
Predicado = estavam fáceis termo a que se refere.
O dia amanheceu ensolarado;
Passou-me uma ideia estranha pelo pensamento. As mulheres julgam os homens inconstantes.
Sujeito = uma ideia estranha
Predicado = passou-me pelo pensamento No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta
duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de liga-
Para o estudo do predicado, é necessário verificar se ção. Este predicado poderia ser desdobrado em dois: um
seu núcleo é um nome (então teremos um predicado no- verbal e outro nominal.
minal) ou um verbo (predicado verbal). Deve-se considerar O dia amanheceu. / O dia estava ensolarado.
também se as palavras que formam o predicado referem-
-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da oração. No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona
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Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres o complemento homens com o predicativo “inconstantes”.
de opinião.
Predicado 1.2 Termos integrantes da oração

O predicado acima apresenta apenas uma palavra que Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o
se refere ao sujeito: pedem. As demais palavras se ligam complemento nominal são chamados termos integrantes da
direta ou indiretamente ao verbo. oração.
A cidade está deserta.

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Os complementos verbais integram o sentido dos verbos transitivos, com eles formando unidades significativas. Estes
verbos podem se relacionar com seus complementos diretamente, sem a presença de preposição, ou indiretamente, por
intermédio de preposição.

O objeto direto é o complemento que se liga diretamente ao verbo.


Houve muita confusão na partida final.
Queremos sua ajuda.

O objeto direto preposicionado ocorre principalmente:


A) com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns referentes a pessoas:
Amar a Deus; Adorar a Xangô; Estimar aos pais.
(o objeto é direto, mas como há preposição, denomina-se: objeto direto preposicionado)

B) com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes de tratamento: Não excluo a ninguém; Não quero cansar a Vossa
Senhoria.
C) para evitar ambiguidade: Ao povo prejudica a crise. (sem preposição, o sentido seria outro: O povo prejudica a crise)
O objeto indireto é o complemento que se liga indiretamente ao verbo, ou seja, através de uma preposição.
Gosto de música popular brasileira.
Necessito de ajuda.

1.2.1 Objeto Pleonástico

É a repetição de objetos, tanto diretos como indiretos.


Normalmente, as frases em que ocorrem objetos pleonásticos obedecem à estrutura: primeiro aparece o objeto, anteci-
pado para o início da oração; em seguida, ele é repetido através de um pronome oblíquo. É à repetição que se dá o nome
de objeto pleonástico.
“Aos fracos, não os posso proteger, jamais.” (Gonçalves Dias)

objeto pleonástico

Ao traidor, nada lhe devemos.

O termo que integra o sentido de um nome chama-se complemento nominal, que se liga ao nome que completa por
intermédio de preposição:
A arte é necessária à vida. = relaciona-se com a palavra “necessária”
Temos medo de barata. = ligada à palavra “medo”

1.3 Termos acessórios da oração e vocativo

Os termos acessórios recebem este nome por serem explicativos, circunstanciais. São termos acessórios o adjunto ad-
verbial, o adjunto adnominal, o aposto e o vocativo – este, sem relação sintática com outros temos da oração.

O adjunto adverbial é o termo da oração que indica uma circunstância do processo verbal ou intensifica o sentido de
um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais exercerem o papel
de adjunto adverbial: Amanhã voltarei a pé àquela velha praça.

O adjunto adnominal é o termo acessório que determina, especifica ou explica um substantivo. É uma função adjetiva,
pois são os adjetivos e as locuções adjetivas que exercem o papel de adjunto adnominal na oração. Também atuam como
adjuntos adnominais os artigos, os numerais e os pronomes adjetivos.
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância.
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O adjunto adnominal se liga diretamente ao substantivo a que se refere, sem participação do verbo. Já o predicativo do
objeto se liga ao objeto por meio de um verbo.
O poeta português deixou uma obra originalíssima.
O poeta deixou-a.
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto: adjunto adnominal)

O poeta português deixou uma obra inacabada.


O poeta deixou-a inacabada.

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(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo do objeto)

Enquanto o complemento nominal se relaciona a um substantivo, adjetivo ou advérbio, o adjunto nominal se relaciona
apenas ao substantivo.

O aposto é um termo acessório que permite ampliar, explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida em um termo que
exerça qualquer função sintática: Ontem, segunda-feira, passei o dia mal-humorado.

Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo “ontem”. O aposto é sintaticamente equivalente ao termo que
se relaciona porque poderia substituí-lo: Segunda-feira passei o dia mal-humorado.
O aposto pode ser classificado, de acordo com seu valor na oração, em:
A) explicativo: A linguística, ciência das línguas humanas, permite-nos interpretar melhor nossa relação com o mundo.
B) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas coisas: amor, arte, ação.
C) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho, tudo forma o carnaval.
D) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida.

O vocativo é um termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético, não mantendo
relação sintática com outro termo da oração. A função de vocativo é substantiva, cabendo a substantivos, pronomes subs-
tantivos, numerais e palavras substantivadas esse papel na linguagem.
João, venha comigo!
Traga-me doces, minha menina!

1.4 Períodos Compostos


1.4.1 Período Composto por Coordenação

O período composto se caracteriza por possuir mais de uma oração em sua composição. Sendo assim:
Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma oração)
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto =locução verbal + verbo, duas orações)
Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um protetor solar. (Período Composto = três verbos, três orações).

Há dois tipos de relações que podem se estabelecer entre as orações de um período composto: uma relação de coor-
denação ou uma relação de subordinação.
Duas orações são coordenadas quando estão juntas em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de informa-
ções, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
Podemos dizer:
1. Estou comprando um protetor solar.
2. Irei à praia.
Separando as duas, vemos que elas são independentes. Tal período é classificado como Período Composto por Coor-
denação.
Quanto à classificação das orações coordenadas, temos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sindéticas.

A) Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Entrei na sala, deitei-me no sofá, adormeci.

B) Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coorde-
nativa, que dará à oração uma classificação. As orações coordenadas sindéticas são classificadas em cinco tipos: aditivas,
adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
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Dica: Memorize SINdética = SIM, tem conjunção!


 Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas principais conjunções são: e, nem, não só... mas também, não
só... como, assim... como.
Nem comprei o protetor solar nem fui à praia.
Comprei o protetor solar e fui à praia.

 Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretanto,
porém, no entanto, ainda, assim, senão.

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Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
Li tudo, porém não entendi!

 Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer; seja...
seja.
Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.

 Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por conse-
guinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo).
Passei no concurso, portanto comemorarei!
A situação é delicada; devemos, pois, agir.

 Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verdade,
pois (anteposto ao verbo).
Não fui à praia, pois queria descansar durante o Domingo.
Maria chorou porque seus olhos estão vermelhos.

1.4.2 Período Composto Por Subordinação

Quero que você seja aprovado!


Oração principal oração subordinada

Observe que na oração subordinada temos o verbo “seja”, que está conjugado na terceira pessoa do singular do pre-
sente do subjuntivo, além de ser introduzida por conjunção. As orações subordinadas que apresentam verbo em qualquer
dos tempos finitos (tempos do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo) e são iniciadas por conjunção, chamam-se
orações desenvolvidas ou explícitas.
Podemos modificar o período acima. Veja:
Quero ser aprovado.
Oração Principal Oração Subordinada

A análise das orações continua sendo a mesma: “Quero” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração subordinada
“ser aprovado”. Observe que a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo (ser). Além disso, a conjunção “que”,
conectivo que unia as duas orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo surge numa das formas nominais
(infinitivo, gerúndio ou particípio) são chamadas de orações reduzidas ou implícitas (como no exemplo acima).

Observação:
As orações reduzidas não são introduzidas por conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventualmente, intro-
duzidas por preposição.

A) Orações Subordinadas Substantivas


A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção integrante
(que, se).

Não sei se sairemos hoje.


Oração Subordinada Substantiva

Temos medo de que não sejamos aprovados.


Oração Subordinada Substantiva

Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introduzem as orações subordinadas substantivas, bem como os
advérbios interrogativos (por que, quando, onde, como).
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O garoto perguntou qual seu nome.


Oração Subordinada Substantiva

Não sabemos quando ele virá.


Oração Subordinada Substantiva

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1.4.3 Classificação das Orações Subordinadas Substantivas

Conforme a função que exerce no período, a oração subordinada substantiva pode ser:
1. Subjetiva - exerce a função sintática de sujeito do verbo da oração principal:
É fundamental o seu comparecimento à reunião.
Sujeito

É fundamental que você compareça à reunião.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Subjetiva

FIQUE ATENTO!
Observe que a oração subordinada substantiva pode ser substituída pelo pronome “isso”. Assim, te-
mos um período simples:
É fundamental isso ou Isso é fundamental.
Desta forma, a oração correspondente a “isso” exercerá a função de sujeito.

Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração principal:


 Verbos de ligação + predicativo, em construções do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É
claro - Está evidente - Está comprovado
É bom que você compareça à minha festa.

 Expressões na voz passiva, como: Sabe-se, Soube-se, Conta-se, Diz-se, Comenta-se, É sabido, Foi anunciado, Ficou
provado.
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.

 Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar - importar - ocorrer - acontecer


Convém que não se atrase na entrevista.

Observação:
Quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3.ª pessoa do sin-
gular.

2. Objetiva Direta = exerce função de objeto direto do verbo da oração principal:


Todos querem sua aprovação no concurso.
Objeto Direto

Todos querem que você seja aprovado. (Todos querem isso)


Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta

As orações subordinadas substantivas objetivas diretas (desenvolvidas) são iniciadas por:


 Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e “se”: A professora verificou se os alunos estavam presentes.
 Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: O pes-
soal queria saber quem era o dono do carro importado.
 Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: Eu não
sei por que ela fez isso.

3. Objetiva Indireta = atua como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem precedida de preposição.
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Meu pai insiste em meu estudo.


Objeto Indireto

Meu pai insiste em que eu estude. (= Meu pai insiste nisso)


Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta

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Observação:
Em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na oração.
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta

4. Completiva Nominal = completa um nome que pertence à oração principal e também vem marcada por preposição.
Sentimos orgulho de seu comportamento.
Complemento Nominal

Sentimos orgulho de que você se comportou. (= Sentimos orgulho disso.)


Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal

As orações subordinadas substantivas objetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto que orações su-
bordinadas substantivas completivas nominais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma da outra, é necessário
levar em conta o termo complementado. Esta é a diferença entre o objeto indireto e o complemento nominal: o primeiro
complementa um verbo; o segundo, um nome.

5. Predicativa = exerce papel de predicativo do sujeito do verbo da oração principal e vem sempre depois do verbo ser.
Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito

Nosso desejo era que ele desistisse. (= Nosso desejo era isso)
Oração Subordinada Substantiva Predicativa

6. Apositiva = exerce função de aposto de algum termo da oração principal.


Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade!
Aposto
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz!
Oração subordinada substantiva apositiva reduzida de infinitivo

(Fernanda tinha um grande sonho: isso)

Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! ( : )

B) Orações Subordinadas Adjetivas


Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As orações
vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.
Esta foi uma redação bem-sucedida.
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal)

O substantivo “redação” foi caracterizado pelo adjetivo “bem-sucedida”. Neste caso, é possível formarmos outra cons-
trução, a qual exerce exatamente o mesmo papel:
Esta foi uma redação que fez sucesso.
Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva

Perceba que a conexão entre a oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita pelo
pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacionar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma função sin-
tática na oração subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo termo que o antecede (no caso, “redação” é sujeito,
então o “que” também funciona como sujeito).
LÍNGUA PORTUGUESA

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Agora, a oração em destaque não tem sentido restritivo
FIQUE ATENTO! em relação à palavra “homem”; na verdade, apenas explici-
Vale lembrar um recurso didático para reco- ta uma ideia que já sabemos estar contida no conceito de
nhecer o pronome relativo “que”: ele sempre “homem”.
pode ser substituído por: o qual - a qual - os
quais - as quais Saiba que:
Refiro-me ao aluno que é estudioso. = Esta ora- A oração subordinada adjetiva explicativa é separada da
ção é equivalente a: Refiro-me ao aluno o qual oração principal por uma pausa que, na escrita, é represen-
estuda. tada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja
indicada como forma de diferenciar as orações explicativas
das restritivas; de fato, as explicativas vêm sempre isoladas
FORMA DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS por vírgulas; as restritivas, não.

Quando são introduzidas por um pronome relativo e C) Orações Subordinadas Adverbiais


apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi- a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal.
das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas Assim, pode exprimir circunstância de tempo, modo, fim,
reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo causa, condição, hipótese, etc. Quando desenvolvida, vem
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o introduzida por uma das conjunções subordinativas (com
verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou exclusão das integrantes, que introduzem orações subor-
particípio). dinadas substantivas). Classifica-se de acordo com a con-
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou. junção ou locução conjuntiva que a introduz (assim como
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar. acontece com as coordenadas sindéticas).
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
No primeiro período, há uma oração subordinada adje- Oração Subordinada Adverbial
tiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome relati-
vo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito perfeito A oração em destaque agrega uma circunstância de
do indicativo. No segundo, há uma oração subordinada ad- tempo. É, portanto, chamada de oração subordinada adver-
jetiva reduzida de infinitivo: não há pronome relativo e seu bial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos acessórios
verbo está no infinitivo. que indicam uma circunstância referente, via de regra, a
um verbo. A classificação do adjunto adverbial depende da
1. Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas exata compreensão da circunstância que exprime.
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de
Na relação que estabelecem com o termo que caracte- minha vida.
rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de Quando vi o mar, senti uma das maiores emoções de mi-
duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou nha vida.
especificam o sentido do termo a que se referem, indivi-
dualizando-o. Nestas orações não há marcação de pausa, No primeiro período, “naquele momento” é um adjunto
sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem adverbial de tempo, que modifica a forma verbal “senti”.
também orações que realçam um detalhe ou amplificam No segundo período, este papel é exercido pela oração
dados sobre o antecedente, que já se encontra suficiente- “Quando vi o mar”, que é, portanto, uma oração subordi-
mente definido. Estas orações denominam-se subordina- nada adverbial temporal. Esta oração é desenvolvida, pois
das adjetivas explicativas. é introduzida por uma conjunção subordinativa (quando)
e apresenta uma forma verbal do modo indicativo (“vi”, do
Exemplo 1: pretérito perfeito do indicativo). Seria possível reduzi-la,
Jamais teria chegado aqui, não fosse um homem que obtendo-se:
passava naquele momento. Ao ver o mar, senti uma das maiores emoções de minha
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva vida.
A oração em destaque é reduzida, apresentando uma
No período acima, observe que a oração em destaque das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é
restringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: tra- introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma
LÍNGUA PORTUGUESA

ta-se de um homem específico, único. A oração limita o preposição (“a”, combinada com o artigo “o”).
universo de homens, isto é, não se refere a todos os ho-
mens, mas sim àquele que estava passando naquele mo- Observação:
mento. A classificação das orações subordinadas adverbiais é
Exemplo 2: feita do mesmo modo que a classificação dos adjuntos ad-
O homem, que se considera racional, muitas vezes age verbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração.
animalescamente.
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa

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2. Classificação das Orações Subordinadas Adver- embora. Utiliza-se também a conjunção: conquanto
biais e as locuções ainda que, ainda quando, mesmo que,
se bem que, posto que, apesar de que.
A) Causal = A ideia de causa está diretamente ligada Só irei se ele for.
àquilo que provoca um determinado fato, ao motivo do A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu” ir
que se declara na oração principal. Principal conjunção su- só se realizará caso essa condição seja satisfeita.
bordinativa causal: porque. Outras conjunções e locuções Compare agora com:
causais: como (sempre introduzido na oração anteposta à Irei mesmo que ele não vá.
oração principal), pois, pois que, já que, uma vez que, visto
que. A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte. de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A
Já que você não vai, eu também não vou. oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con-
cessiva.
A diferença entre a subordinada adverbial causal e a Observe outros exemplos:
sindética explicativa é que esta “explica” o fato que aconte- Embora fizesse calor, levei agasalho.
ceu na oração com a qual ela se relaciona; aquela apresenta Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em-
a “causa” do acontecimento expresso na oração à qual ela bora não estudasse). (reduzida de infinitivo)
se subordina. Repare:
1. Faltei à aula porque estava doente. E) Comparativa= As orações subordinadas adverbiais
2. Melissa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. comparativas estabelecem uma comparação com a
Em 1, a oração destacada aconteceu primeiro (causa) ação indicada pelo verbo da oração principal. Princi-
que o fato expresso na oração anterior, ou seja, o fato pal conjunção subordinativa comparativa: como.
de estar doente impediu-me de ir à aula. No exemplo Ele dorme como um urso. (como um urso dorme)
2, a oração sublinhada relata um fato que aconteceu Você age como criança. (age como uma criança age)
depois, já que primeiro ela chorou, depois seus olhos
ficaram vermelhos.  geralmente há omissão do verbo.

B) Consecutiva = exprime um fato que é consequên- F) Conformativa = indica ideia de conformidade, ou


cia, é efeito do que se declara na oração principal. seja, apresenta uma regra, um modelo adotado para
São introduzidas pelas conjunções e locuções: que, a execução do que se declara na oração principal.
de forma que, de sorte que, tanto que, etc., e pelas Principal conjunção subordinativa conformativa:
estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que. conforme. Outras conjunções conformativas: como,
Principal conjunção subordinativa consecutiva: que consoante e segundo (todas com o mesmo valor de
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho) conforme).
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con- Fiz o bolo conforme ensina a receita.
cretizando-os. Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida direitos iguais.
de Infinitivo)
G) Final = indica a intenção, a finalidade daquilo que se
C) Condicional = Condição é aquilo que se impõe declara na oração principal. Principal conjunção su-
como necessário para a realização ou não de um bordinativa final: a fim de. Outras conjunções finais:
fato. As orações subordinadas adverbiais condicio- que, porque (= para que) e a locução conjuntiva para
nais exprimem o que deve ou não ocorrer para que que.
se realize - ou deixe de se realizar - o fato expresso Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigas.
na oração principal. Estudarei muito para que eu me saia bem na prova.
Principal conjunção subordinativa condicional: se. Ou- H) Proporcional = exprime ideia de proporção, ou seja,
tras conjunções condicionais: caso, contanto que, desde que, um fato simultâneo ao expresso na oração principal.
salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, sem que, Principal locução conjuntiva subordinativa propor-
uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo). cional: à proporção que. Outras locuções conjuntivas
proporcionais: à medida que, ao passo que. Há ainda
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, as estruturas: quanto maior...(maior), quanto maior...
LÍNGUA PORTUGUESA

certamente o melhor time será campeão. (menor), quanto menor...(maior), quanto menor...
Caso você saia, convide-me. (menor), quanto mais...(mais), quanto mais...(menos),
quanto menos...(mais), quanto menos...(menos).
D) Concessiva = indica concessão às ações do verbo À proporção que estudávamos mais questões acertáva-
da oração principal, isto é, admitem uma contradição mos.
ou um fato inesperado. A ideia de concessão está À medida que lia mais culto ficava.
diretamente ligada ao contraste, à quebra de expec-
tativa. Principal conjunção subordinativa concessiva:

61
I) Temporal = acrescenta uma ideia de tempo ao fato
expresso na oração principal, podendo exprimir no-
ções de simultaneidade, anterioridade ou posterio- EXERCÍCIOS COMENTADOS
ridade. Principal conjunção subordinativa temporal:
quando. Outras conjunções subordinativas tempo- 1. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 -
rais: enquanto, mal e locuções conjuntivas: assim que, ADAPTADA) Jogadores de futebol de diversos times en-
logo que, todas as vezes que, antes que, depois que, traram em campo em prol do programa “Pai Presente”, nos
sempre que, desde que, etc. jogos do Campeonato Nacional em apoio à campanha que
Assim que Paulo chegou, a reunião acabou. visa reduzir o número de pessoas que não possuem o nome
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando termi- do pai em sua certidão de nascimento. (...)
nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio) A oração subordinada “que não possuem o nome do pai em
sua certidão de nascimento” não é antecedida por vírgula
3. Orações Reduzidas porque tem natureza restritiva.

As orações subordinadas podem vir expressas como re- ( ) CERTO ( ) ERRADO


duzidas, ou seja, com o verbo em uma de suas formas no-
minais (infinitivo, gerúndio ou particípio) e sem conectivo Resposta: Certo. A oração restringe o grupo que par-
subordinativo que as introduza. ticipará da campanha (apenas os que não têm o nome
É preciso estudar! = reduzida de infinitivo do pai na certidão de nascimento). Se colocarmos uma
É preciso que se estude = oração desenvolvida (presen- vírgula, a oração se tornará “explicativa”, generalizando
ça do conectivo) a informação, o que dará a entender que TODAS as pes-
soas não têm o nome do pai na certidão.
Para classificá-las, precisamos imaginar como seriam
“desenvolvidas” – como no exemplo acima. 2. (INSTITUTO RIO BRANCO – ADMISSÃO À CAR-
É preciso estudar = oração subordinada substantiva REIRA DE DIPLOMATA – CESPE/2014 - ADAPTADA)
subjetiva reduzida de infinitivo
É preciso que se estude = oração subordinada substan- A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina uma li-
tiva subjetiva teratura feita de grandes cronistas, que lhe dessem o brilho
universal dos grandes romancistas, dramaturgos e poetas.
4. Orações Intercaladas Nem se pensaria em atribuir o Prêmio Nobel a um cronista,
por melhor que fosse. Portanto, parece mesmo que a crô-
São orações independentes encaixadas na sequência nica é um gênero menor.
do período, utilizadas para um esclarecimento, um aparte, “Graças a Deus”, seria o caso de dizer, porque, sendo assim,
uma citação. Elas vêm separadas por vírgulas ou travessões. ela fica mais perto de nós. E para muitos pode servir de
Nós – continuava o relator – já abordamos este assun- caminho não apenas para a vida, que ela serve de perto,
to. mas para a literatura. Por meio dos assuntos, da compo-
sição solta, do ar de coisa sem necessidade que costuma
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA assumir, ela se ajusta à sensibilidade de todo dia. Principal-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- mente porque elabora uma linguagem que fala de perto
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. ao nosso modo de ser mais natural. Na sua despretensão,
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, humaniza; e esta humanização lhe permite, como compen-
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira sação sorrateira, recuperar com a outra mão certa profun-
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – didade de significado e certo acabamento de forma, que
São Paulo: Saraiva, 2002. de repente podem fazer dela uma inesperada, embora dis-
creta, candidata à perfeição.
Antonio Candido. A vida ao rés do chão. In: Recortes. São
SITE Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 23 (com adaptações).
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/fra-
se-periodo-e-oracao As formas verbais “imagina” (R.1), “atribuir” (R.4) e “servir”
(R.8) foram utilizadas como verbos transitivos indiretos.
LÍNGUA PORTUGUESA

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Errado.
imagina uma literatura = transitivo direto
atribuir o Prêmio Nobel a um cronista = bitransitivo
(transitivo direto e indireto)
pode servir de caminho = intransitivo

62
EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO.

PONTUAÇÃO

Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual, além de ressal-
tar especificidades semânticas e pragmáticas. Um texto escrito adquire diferentes significados quando pontuado de formas
diversificadas. O uso da pontuação depende, em certos momentos, da intenção do autor do discurso. Assim, os sinais de
pontuação estão diretamente relacionados ao contexto e ao interlocutor.

1. Principais funções dos sinais de pontuação

A) Ponto (.)

 Indica o término do discurso ou de parte dele, encerrando o período.


 Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Companhia). Se a palavra abreviada aparecer em final de período, este
não receberá outro ponto; neste caso, o ponto de abreviatura marca, também, o fim de período. Exemplo: Estudei
português, matemárica, constitucional, etc. (e não “etc..”)
 Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do ponto, assim como após o nome do autor de uma citação:
Haverá eleições em outubro
O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napoleão Mendes de Almeida) (ou: Almeida.)
 Os números que identificam o ano não utilizam ponto nem devem ter espaço a separá-los, bem como os números
de CEP: 1975, 2014, 2006, 17600-250.

B) Ponto e Vírgula (;)

 Separa várias partes do discurso, que têm a mesma importância: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
 Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, montanhas,
frio e cobertor.
 Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, decreto de lei, etc.
Ir ao supermercado;
Pegar as crianças na escola;
Caminhada na praia;
Reunião com amigos.

C) Dois pontos (:)

 Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
 Antes de um aposto = Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite.
 Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a rotina de
sempre.
 Em frases de estilo direto
Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão?

D) Ponto de Exclamação (!)

 Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me casar com você!
 Depois de interjeições ou vocativos
LÍNGUA PORTUGUESA

Ai! Que susto!


João! Há quanto tempo!

E) Ponto de Interrogação (?)

 Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.


“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)

63
F) Reticências (...)

 Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lápis, canetas, cadernos...


 Indica interrupção violenta da frase: “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
 Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este mal... pega doutor?
 Indica que o sentido vai além do que foi dito: Deixa, depois, o coração falar...

G) Vírgula (,)

Não se usa vírgula


Separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente entre si:
1. Entre sujeito e predicado:
Todos os alunos da sala foram advertidos.
Sujeito predicado

2. Entre o verbo e seus objetos:


O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
V.T.D.I. O.D. O.I.

Usa-se a vírgula:

1. Para marcar intercalação:

A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, vem caindo de preço.


B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
C) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem
abrir mão dos lucros altos.

2. Para marcar inversão:

A) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de 1982.

3. Para separar entre si elementos coordenados (dispostos em enumeração):


Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

5. Para isolar:

A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito caótico.


B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.

Observações:
Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expressão latina et coetera, que significa “e outras coisas”, seria dispensável
o emprego da vírgula antes dele. Porém, o acordo ortográfico em vigor no Brasil exige que empreguemos etc. predecido
de vírgula: Falamos de política, futebol, lazer, etc.

As perguntas que denotam surpresa podem ter combinados o ponto de interrogação e o de exclamação: Você falou
isso para ela?!
LÍNGUA PORTUGUESA

Temos, ainda, sinais distintivos:


 a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), separação de siglas (IOF/UPC);
 os colchetes ([ ]) = usados em transcrições feitas pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como primeira opção aos
parênteses, principalmente na matemática;
 o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a uma nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir um nome que
não se quer mencionar.

64
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Resposta: Certo. Ao trecho: (...) Aquelas mulheres che-
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- gavam à Justiça buscando uma força externa como se so-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São mente nós, juízes, promotores e advogados, pudéssemos
Paulo: Saraiva, 2010. não apenas cessar aquele ciclo de violência (...). Os ter-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- mos entre vírgulas servem para exemplificar quem são
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. os “nós” citados pela autora (juízes, promotores, advo-
gados).
SITE
http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/ 2. (SERES-PE - AGENTE DE SEGURANÇA PENITEN-
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgula. CIÁRIA – CESPE-2017)
htm
Texto 1A1AAA

EXERCÍCIOS COMENTADOS Após o processo de redemocratização, com o fim da dita-


dura militar, em meados da década de 80 do século passa-
do, era de se esperar que a democratização das instituições
1. (STJ - CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CAR- tivesse como resultado direto a consolidação da cidadania
GO 1 – CESPE-2018 - ADAPTADA) — compreendida de modo amplo, abrangendo as três ca-
tegorias de direitos: civis, políticos e sociais. Sobressaem,
Texto CB1A1CCC porém, problemas que configuram mais desafios para a ci-
dadania brasileira, como a violência urbana — que ameaça
As audiências de segunda a sexta-feira muitas vezes reve- os direitos individuais — e o desemprego — que ameaça
laram o lado mais sórdido da natureza humana. Eram rela- os direitos sociais.
tos de sofrimento, dor, angústia que se transportavam da No Brasil, o crime aumentou significantemente a partir de
cadeira das vítimas, testemunhas e réus para minha cadeira 1980, impacto do processo de modernização pelo qual o
de juíza. A toga não me blindou daqueles relatos sofridos, país passou. Isso sugere que o boom do consumo colocou
aflitos. As angústias dos que se sentavam à minha frente, em circulação bens de alto valor e, consequentemente, au-
por diversas vezes, me escoltaram até minha casa e pas- mentou as oportunidades para o crime, inclusive porque a
saram a ser companheiras de noites de insônia. Não havia maior mobilidade de pessoas torna o espaço social mais
outra solução a não ser escrever. Era preciso colocar no anônimo, menos supervisionado.
papel e compartilhar a dor daquelas pessoas que, mesmo Nesse contexto, justiça criminal passa a ser cada vez mais
ao fim do processo e com a sentença prolatada, não me dissociada de justiça social e reconstrução da sociedade. O
deixavam esquecê-las. objetivo em relação à criminalidade torna-se bem menos
Foram horas, dias, meses, anos de oitivas de mães, filhas, ambicioso: o controle. A prisão ganha mais importância na
esposas, namoradas, companheiras, todas tendo em co- modernidade tardia, porque satisfaz uma dupla necessida-
mum a violência no corpo e na alma sofrida dentro de casa. de dessa nova cultura: castigo e controle do risco. Essa pos-
O lar, que deveria ser o lugar mais seguro para essas mu- tura às vezes proporciona controle, porém não segurança,
lheres, havia se transformado no pior dos mundos. pois o Estado tem o poder limitado de manter a ordem por
Quando finalmente chegavam ao Judiciário e se sentavam meio da polícia, sendo necessário dividir as tarefas de con-
à minha frente, os relatos se transformavam em desabafos trole com organizações locais e com a comunidade.
de uma vida inteira. Era preciso explicar, justificar e muitas Jacqueline Carvalho da Silva. Manutenção da ordem públi-
vezes se culpar por terem sido agredidas. A culpa por ter ca e garantia dos direitos individuais: os desafios da polícia
sido vítima, a culpa por ter permitido, a culpa por não ter em sociedades democráticas. In: Revista Brasileira de Segu-
sido boa o suficiente, a culpa por não ter conseguido man- rança Pública. São Paulo, ano 5, 8.ª ed., fev. – mar./2011, p.
ter a família. Sempre a culpa. 84-5 (com adaptações).
Aquelas mulheres chegavam à Justiça buscando uma for-
ça externa como se somente nós, juízes, promotores e ad- No primeiro parágrafo do texto 1A1AAA, os dois-pontos
vogados, pudéssemos não apenas cessar aquele ciclo de introduzem
violência, mas também lhes dar voz para reagir àquela vio-
lência invisível. a) uma enumeração das “categorias de direitos”.
Rejane Jungbluth Suxberger. Invisíveis Marias: histórias b) resultados da “consolidação da cidadania”.
LÍNGUA PORTUGUESA

além das quatro paredes. Brasília: Trampolim, 2018 (com c) um contra-argumento para a ideia de cidadania como
adaptações). algo “amplo”.
d) uma generalização do termo “direitos”.
O trecho “juízes, promotores e advogados” explica o sen- e) objetivos do “processo de redemocratização”.
tido de “nós”.

( ) CERTO ( ) ERRADO

65
Resposta: Letra A. Recorramos ao texto (faça isso SEMPRE durante seu concurso. O texto é a base para encontrar as res-
postas para as questões!): (...) abrangendo as três categorias de direitos: civis, políticos e sociais. Os dois-pontos introduzem
a enumeração dos direitos; apresenta-os.

3. (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010)

Vão surgindo novos sinais do crescente otimismo da indústria com relação ao futuro próximo. Um deles refere-se às ex-
portações. “O comércio mundial já está voltando a se abrir para as empresas”, diz o gerente executivo de pesquisas da
Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, para explicar a melhora das expectativas dos industriais com
relação ao mercado externo.
Quanto ao mercado interno, as expectativas da indústria não se modificaram. Mas isso não é um mau sinal, pois elas já eram
francamente otimistas. Há algum tempo, a pesquisa da CNI, realizada mensalmente a partir de 2010, registra grande otimis-
mo da indústria com relação à demanda interna. Trata-se de um sentimento generalizado. Em todos os setores industriais,
a expressiva maioria dos entrevistados acredita no aumento das vendas internas.
O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações).

O nome próprio “Renato da Fonseca” está entre vírgulas por tratar-se de um vocativo.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Errado. Recorramos ao texto (lembre-se de fazer a mesma coisa no dia do seu concurso!): (...) diz o gerente
executivo de pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, para explicar a melhora das ex-
pectativas. O termo em destaque não está exercendo a função de vocativo, já que não é utilizado para evocar, chamar o
interlocutor do diálogo. Sua função é de aposto – explicar quem é o gerente executivo da CNI.

4. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – MÉDICO DO TRABALHO – CESPE/2014 - ADAPTADA) A correção grama-


tical do trecho “Entre as bebidas alcoólicas, cervejas e vinhos são as mais comuns em todo o mundo” seria prejudicada, caso
se inserisse uma vírgula logo após a palavra “vinhos”.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Certo. Não se deve colocar vírgula entre sujeito e predicado, a não ser que se trate de um aposto (1), predi-
cativo do sujeito (2), ou algum termo que requeira estar separado entre pontuações. Exemplo: O Rio de Janeiro, cidade
maravilhosa (1), está em festa! Os meninos, ansiosos (2), chegaram!

CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL.

CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL

Os concurseiros estão apreensivos.


Concurseiros apreensivos.

No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na terceira pessoa do plural, concordando com o seu sujeito, os concur-
seiros. No segundo exemplo, o adjetivo “apreensivos” está concordando em gênero (masculino) e número (plural) com o
substantivo a que se refere: concurseiros. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, número e gênero se correspondem.
A correspondência de flexão entre dois termos é a concordância, que pode ser verbal ou nominal.

1. Concordância Verbal
LÍNGUA PORTUGUESA

É a flexão que se faz para que o verbo concorde com seu sujeito.

1.1. Sujeito Simples - Regra Geral


O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os exemplos:
A prova para ambos os cargos será aplicada às 13h.
3.ª p. Singular 3.ª p. Singular

66
Os candidatos à vaga chegarão às 12h. Observação:
3.ª p. Plural 3.ª p. Plural Veja que a opção por uma ou outra forma indica a in-
clusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz ou
1.1.1. Casos Particulares escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fizemos”,
ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso não ocorre
A) Quando o sujeito é formado por uma expressão par- ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de tudo e nada
titiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade fizeram”, frase que soa como uma denúncia.
de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver
seguida de um substantivo ou pronome no plural, o no singular, o verbo ficará no singular.
verbo pode ficar no singular ou no plural. Qual de nós é capaz?
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia. Algum de vós fez isso.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram
proposta. E) Quando o sujeito é formado por uma expressão que
indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos deve concordar com o substantivo.
dos coletivos, quando especificados: Um bando de vânda- 25% do orçamento do país será destinado à Educação.
los destruiu / destruíram o monumento. 85% dos entrevistados não aprovam a administração do
prefeito.
Observação: 1% do eleitorado aceita a mudança.
Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a uni- 1% dos alunos faltaram à prova.
dade do conjunto; já a forma plural confere destaque aos
elementos que formam esse conjunto.  Quando a expressão que indica porcentagem não é
seguida de substantivo, o verbo deve concordar com
B) Quando o sujeito é formado por expressão que indi- o número.
ca quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos 25% querem a mudança.
de, perto de...) seguida de numeral e substantivo, o 1% conhece o assunto.
verbo concorda com o substantivo.
Cerca de mil pessoas participaram do concurso.  Se o número percentual estiver determinado por ar-
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade. tigo ou pronome adjetivo, a concordância far-se-á
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas com eles:
Olimpíadas. Os 30% da produção de soja serão exportados.
Esses 2% da prova serão questionados.
Observação:
Quando a expressão “mais de um” se associar a verbos F) O pronome “que” não interfere na concordância; já
que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório: Mais o “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa do
de um colega se ofenderam na discussão. (ofenderam um singular.
ao outro) Fui eu que paguei a conta.
Fomos nós que pintamos o muro.
C) Quando se trata de nomes que só existem no plu- És tu que me fazes ver o sentido da vida.
ral, a concordância deve ser feita levando-se em Sou eu quem faz a prova.
conta a ausência ou presença de artigo. Sem ar- Não serão eles quem será aprovado.
tigo, o verbo deve ficar no singular; com artigo no
plural, o verbo deve ficar o plural. G) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve assu-
Os Estados Unidos possuem grandes universidades. mir a forma plural.
Estados Unidos possui grandes universidades. Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encanta-
Alagoas impressiona pela beleza das praias. ram os poetas.
As Minas Gerais são inesquecíveis. Este candidato é um dos que mais estudaram!
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
 Se a expressão for de sentido contrário – nenhum
D) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, singular:
LÍNGUA PORTUGUESA

muitos, quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou “de Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga.
vós”, o verbo pode concordar com o primeiro prono- Nem uma das que me escreveram mora aqui.
me (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome
pessoal.  Quando “um dos que” vem entremeada de substan-
Quais de nós são / somos capazes? tivo, o verbo pode:
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso? 1. ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atravessa
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões ino- o Estado de São Paulo. (já que não há outro rio que
vadoras. faça o mesmo).

67
2. ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão po- C) No caso do sujeito composto posposto ao verbo,
luídos (noção de que existem outros rios na mesma passa a existir uma nova possibilidade de concordân-
condição). cia: em vez de concordar no plural com a totalidade
do sujeito, o verbo pode estabelecer concordância
H) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o com o núcleo do sujeito mais próximo.
verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural. Faltaram coragem e competência.
Vossa Excelência está cansado? Faltou coragem e competência.
Vossas Excelências renunciarão? Compareceram todos os candidatos e o banca.
Compareceu o banca e todos os candidatos.
I) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se de
acordo com o numeral. D) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a concordân-
Deu uma hora no relógio da sala. cia é feita no plural. Observe:
Deram cinco horas no relógio da sala. Abraçaram-se vencedor e vencido.
Soam dezenove horas no relógio da praça. Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
Baterão doze horas daqui a pouco.
1.2.1. Casos Particulares
Observação:
Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, tor-  Quando o sujeito composto é formado por núcleos
re, etc., o verbo concordará com esse sujeito. sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no sin-
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas. gular.
Soa quinze horas o relógio da matriz. Descaso e desprezo marca seu comportamento.
A coragem e o destemor fez dele um herói.
J) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum
sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do singular.  Quando o sujeito composto é formado por núcleos
São verbos impessoais: Haver no sentido de existir;
dispostos em gradação, verbo no singular:
Fazer indicando tempo; Aqueles que indicam fenô-
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segun-
menos da natureza. Exemplos:
do me satisfaz.
Havia muitas garotas na festa.
Faz dois meses que não vejo meu pai.
 Quando os núcleos do sujeito composto são unidos
Chovia ontem à tarde.
por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no plural, de
acordo com o valor semântico das conjunções:
1.2. Sujeito Composto
Drummond ou Bandeira representam a essência da poe-
A) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, sia brasileira.
a concordância se faz no plural: Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
Pai e filho conversavam longamente.
Sujeito Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de “adi-
ção”. Já em:
Pais e filhos devem conversar com frequência. Juca ou Pedro será contratado.
Sujeito Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpía-
da.
B) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gra-
maticais diferentes, a concordância ocorre da se- Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam
guinte maneira: a primeira pessoa do plural (nós) no singular.
prevalece sobre a segunda pessoa (vós) que, por sua
vez, prevalece sobre a terceira (eles). Veja:  Com as expressões “um ou outro” e “nem um nem
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão. outro”, a concordância costuma ser feita no singular.
Primeira Pessoa do Plural (Nós) Um ou outro compareceu à festa.
Nem um nem outro saiu do colégio.
Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
Segunda Pessoa do Plural (Vós)  Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural ou
no singular: Um e outro farão/fará a prova.
LÍNGUA PORTUGUESA

Pais e filhos precisam respeitar-se.


Terceira Pessoa do Plural (Eles)  Quando os núcleos do sujeito são unidos por “com”,
o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos rece-
Observação: bem um mesmo grau de importância e a palavra
Quando o sujeito é composto, formado por um elemen- “com” tem sentido muito próximo ao de “e”.
to da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele), é possível O pai com o filho montaram o brinquedo.
empregar o verbo na terceira pessoa do plural (eles): “Tu e O governador com o secretariado traçaram os planos
teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar de “tomaríeis”. para o próximo semestre.

68
O professor com o aluno questionaram as regras. Aqui não se cometem equívocos
Alugam-se casas.
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a
ideia é enfatizar o primeiro elemento.
O pai com o filho montou o brinquedo. #FicaDica
O governador com o secretariado traçou os planos para
Para saber se o “se” é partícula apassivadora
o próximo semestre.
ou índice de indeterminação do sujeito, tente
O professor com o aluno questionou as regras.
transformar a frase para a voz passiva. Se a fra-
se construída for “compreensível”, estaremos
Com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito
diante de uma partícula apassivadora; se não, o
composto. O sujeito é simples, uma vez que as expressões
“se” será índice de indeterminação. Veja:
“com o filho” e “com o secretariado” são adjuntos adver-
Precisa-se de funcionários qualificados.
biais de companhia. Na verdade, é como se houvesse uma
Tentemos a voz passiva:
inversão da ordem. Veja:
Funcionários qualificados são precisados (ou
“O pai montou o brinquedo com o filho.”
precisos)? Não há lógica. Portanto, o “se” des-
“O governador traçou os planos para o próximo semestre
tacado é índice de indeterminação do sujeito.
com o secretariado.”
Agora:
“O professor questionou as regras com o aluno.”
Vendem-se casas.
Voz passiva: Casas são vendidas. Construção
Casos em que se usa o verbo no singular:
correta! Então, aqui, o “se” é partícula apassi-
Café com leite é uma delícia!
vadora. (Dá para eu passar para a voz passiva.
O frango com quiabo foi receita da vovó.
Repare em meu destaque. Percebeu semelhan-
ça? Agora é só memorizar!)
Quando os núcleos do sujeito são unidos por expres-
sões correlativas como: “não só... mas ainda”, “não somen-
te”..., “não apenas... mas também”, “tanto...quanto”, o verbo
ficará no plural. O Verbo “Ser”
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o
Nordeste. A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a no- sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordân-
tícia. cia pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo do
sujeito.
Quando os elementos de um sujeito composto são re-
sumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é Quando o sujeito ou o predicativo for:
feita com esse termo resumidor.
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia. A) Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo SER
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante concorda com a pessoa gramatical:
na vida das pessoas. Ele é forte, mas não é dois.
Fernando Pessoa era vários poetas.
1.2.2 Outros Casos A esperança dos pais são eles, os filhos.

O Verbo e a Palavra “SE” B) nome de coisa e um estiver no singular e o outro no


Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há duas plural, o verbo SER concordará, preferencialmente,
de particular interesse para a concordância verbal: com o que estiver no plural:
A) quando é índice de indeterminação do sujeito; Os livros são minha paixão!
B) quando é partícula apassivadora. Minha paixão são os livros!
Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se”
acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e Quando o verbo SER indicar
de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na ter-
ceira pessoa do singular:  horas e distâncias, concordará com a expressão nu-
Precisa-se de funcionários. mérica:
LÍNGUA PORTUGUESA

Confia-se em teses absurdas. É uma hora.


São quatro horas.
Quando pronome apassivador, o “se” acompanha ver- Daqui até a escola é um quilômetro / são dois quilôme-
bos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e indiretos tros.
(VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o
verbo deve concordar com o sujeito da oração. Exemplos:  datas, concordará com a palavra dia(s), que pode
Construiu-se um posto de saúde. estar expressa ou subentendida:
Construíram-se novos postos de saúde.

69
Hoje é dia 26 de agosto. A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
Hoje são 26 de agosto. seguintes regras gerais:
A) O adjetivo concorda em gênero e número quando
 Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas
e for seguido de palavras ou expressões como pouco, denunciavam o que sentia.
muito, menos de, mais de, etc., o verbo SER fica no
singular: B) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos, a
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso. concordância pode variar. Podemos sistematizar essa
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido. flexão nos seguintes casos:
Duas semanas de férias é muito para mim.
 Adjetivo anteposto aos substantivos:
 Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) O adjetivo concorda em gênero e número com o subs-
for pronome pessoal do caso reto, com este concor- tantivo mais próximo.
dará o verbo. Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
No meu setor, eu sou a única mulher. Encontramos caída a roupa e os prendedores.
Aqui os adultos somos nós. Encontramos caído o prendedor e a roupa.
Observação: Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de pa-
Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) repre- rentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
sentados por pronomes pessoais, o verbo concorda com o As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
pronome sujeito. Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
Eu não sou ela.
Ela não é eu.  Adjetivo posposto aos substantivos:
O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo
 Quando o sujeito for uma expressão de sentido par-
ou com todos eles (assumindo a forma masculina
titivo ou coletivo e o predicativo estiver no plural, o
plural se houver substantivo feminino e masculino).
verbo SER concordará com o predicativo.
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
A grande maioria no protesto eram jovens.
A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
O resto foram atitudes imaturas.
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
O Verbo “Parecer”
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma locução ver-
bal (é seguido de infinitivo), admite duas concordâncias: Observação:
 Ocorre variação do verbo PARECER e não se flexiona Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza,
o infinitivo: As crianças parecem gostar do desenho. pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere aos dois
substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado no
 A variação do verbo parecer não ocorre e o infinitivo plural masculino, que é o gênero predominante quando há
sofre flexão: substantivos de gêneros diferentes.
As crianças parece gostarem do desenho. Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adje-
(essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho aas tivo fica no singular ou plural.
crianças) A beleza e a inteligência feminina(s).
O carro e o iate novo(s).

C) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:


FIQUE ATENTO!
O adjetivo fica no masculino singular, se o substanti-
Com orações desenvolvidas, o verbo PARECER vo não for acompanhado de nenhum modificador:
fica no singular. Por exemplo: As paredes pa- Água é bom para saúde.
rece que têm ouvidos. (Parece que as paredes O adjetivo concorda com o substantivo, se este for mo-
têm ouvidos = oração subordinada substantiva dificado por um artigo ou qualquer outro determinativo:
subjetiva). Esta água é boa para saúde.

D) O adjetivo concorda em gênero e número com os


LÍNGUA PORTUGUESA

CONCORDÂNCIA NOMINAL pronomes pessoais a que se refere: Juliana encon-


trou-as muito felizes.
A concordância nominal se baseia na relação entre
nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se E) Nas expressões formadas por pronome indefinido
ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição
adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se: DE + adjetivo, este último geralmente é usado no
normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um masculino singular: Os jovens tinham algo de miste-
termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal. rioso.

70
F) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem fun- A educação é necessária.
ção adjetiva e concorda normalmente com o nome a São precisas várias medidas na educação.
que se refere:
Cristina saiu só. Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Qui-
Cristina e Débora saíram sós. te

Observação: Estas palavras adjetivas concordam em gênero e núme-


Quando a palavra “só” equivale a “somente” ou “ape- ro com o substantivo ou pronome a que se referem.
nas”, tem função adverbial, ficando, portanto, invariável: Seguem anexas as documentações requeridas.
Eles só desejam ganhar presentes. A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Muito obrigadas, disseram as senhoras.
Seguem inclusos os papéis solicitados.
#FicaDica Estamos quites com nossos credores.

Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. Se Bastante - Caro - Barato - Longe


a frase ficar coerente com o primeiro, trata-se
de advérbio, portanto, invariável; se houver Estas palavras são invariáveis quando funcionam como
coerência com o segundo, função de adjetivo, advérbios. Concordam com o nome a que se referem quan-
então varia: do funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou nu-
Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo merais.
Ele está só descansando. (apenas descansando) As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
- advérbio Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pro-
nome adjetivo)
Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula de- Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
pois de “só”, haverá, novamente, um adjetivo: As casas estão caras. (adjetivo)
Ele está só, descansando. (ele está sozinho e des- Achei barato este casaco. (advérbio)
cansando) Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)

Meio - Meia
G) Quando um único substantivo é modificado por dois
ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo,
construções: concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi
 O substantivo permanece no singular e coloca-se meia porção de polentas.
o artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura Quando empregada como advérbio permanece invariá-
espanhola e a portuguesa. vel: A candidata está meio nervosa.
 O substantivo vai para o plural e omite-se o arti-
go antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola
e portuguesa. #FicaDica
1. Casos Particulares Dá para eu substituir por “um pouco”, assim
saberei que se trata de um advérbio, não de
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É per- adjetivo: “A candidata está um pouco nervosa”.
mitido

 Estas expressões, formadas por um verbo mais um Alerta - Menos


adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se
referem possuir sentido genérico (não vier precedido Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem
de artigo). sempre invariáveis.
É proibido entrada de crianças. Os concurseiros estão sempre alerta.
Em certos momentos, é necessário atenção. Não queira menos matéria!
No verão, melancia é bom.
LÍNGUA PORTUGUESA

É preciso cidadania. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Não é permitido saída pelas portas laterais. Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
 Quando o sujeito destas expressões estiver deter- Paulo: Saraiva, 2010.
minado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
verbo como o adjetivo concordam com ele. coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
É proibida a entrada de crianças. Português: novas palavras: literatura, gramática, redação
Esta salada é ótima. / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

71
SITE Preservando-se a correção gramatical do texto CB3A2BBB,
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49.php os termos “não há” e “não existem” poderiam ser substituí-
dos, respectivamente, por
a) não existe e não têm.
b) não existe e inexiste.
EXERCÍCIOS COMENTADOS c) inexiste e não há.
d) inexiste e não acontece.
1. (POLÍCIA FEDERAL – ESCRIVÃO DE POLÍCIA FE- e) não tem e não têm.
DERAL – CESPE-2013) Formas de tratamento como Vos-
sa Excelência e Vossa Senhoria, ainda que sejam emprega- Resposta: Letra C.
das sempre na segunda pessoa do plural e no feminino, Busquemos o contexto:
exigem flexão verbal de terceira pessoa; além disso, o pro- - sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, não
nome possessivo que faz referência ao pronome de trata- há democracia = poderíamos substituir por “não exis-
mento também deve ser o de terceira pessoa, e o adjetivo te”, inexiste (verbo “haver” empregado com o sentido
que remete ao pronome de tratamento deve concordar em de “existir”)
gênero e número com a pessoa — e não com o pronome - sem democracia, não existem as condições mínimas
— a que se refere. para a solução pacífica dos conflitos = sentido de “exis-
tir”. Poderíamos substituir por inexiste, mas no plural, já
( ) CERTO ( ) ERRADO que devemos concordar com “as condições mínimas”. A
única “troca” adequada seria o verbo “haver” – que pode
Resposta: Certo. Afirmações corretas. As concordâncias ser utilizado com o sentido de “existir”. Teríamos: sem
verbal e nominal ao se utilizar pronome de tratamento direitos humanos reconhecidos e protegidos, inexiste de-
devem ser na terceira pessoa e concordar em gênero mocracia; sem democracia, não há as condições mínimas
(masculino ou feminino) com a pessoa a quem se di- para a solução pacífica dos conflitos.
rige: “Vossa Excelência está cansada(o)?” – concordará
com quem está se falando: uma mulher ou um homem / 3. (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚS-
“Vossa Santidade trouxe seus pertences?” / “Vossas Se- TRIA E COMÉRCIO EXTERIOR – ANALISTA TÉC-
nhorias gostariam de um café?”. NICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2014) Em “Vossa
Excelência deve estar satisfeita com os resultados das nego-
2. (PREFEITURA DE SÃO LUÍS - MA - CONHECI- ciações”, o adjetivo estará corretamente empregado se diri-
MENTOS BÁSICOS CARGOS DE TÉCNICO MUNICI- gido a ministro de Estado do sexo masculino, pois o termo
PAL - NÍVEL MÉDIO – CESPE-2017) “satisfeita” deve concordar com a locução pronominal de
tratamento “Vossa Excelência”.
Texto CB3A2BBB
( ) CERTO ( ) ERRADO
O reconhecimento e a proteção dos direitos humanos es-
tão na base das Constituições democráticas modernas. A Resposta: Errado. Se a pessoa, no caso o ministro, for
paz, por sua vez, é o pressuposto necessário para o reco- do sexo feminino (ministra), o adjetivo está correto; mas,
nhecimento e a efetiva proteção dos direitos humanos em se for do sexo masculino, o adjetivo sofrerá flexão de
cada Estado e no sistema internacional. Ao mesmo tempo, gênero: satisfeito. O pronome de tratamento é apenas a
o processo de democratização do sistema internacional, maneira como tratar a autoridade, não regendo as de-
que é o caminho obrigatório para a busca do ideal da paz mais concordâncias.
perpétua, não pode avançar sem uma gradativa ampliação
do reconhecimento e da proteção dos direitos humanos, 4. (ABIN - AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA –
acima de cada Estado. Direitos humanos, democracia e paz CESPE/2010 - ADAPTADA)(...) Da combinação entre
são três elementos fundamentais do mesmo movimento velocidade, persistência, relevância, precisão e flexibilidade
histórico: sem direitos humanos reconhecidos e protegi- surge a noção contemporânea de agilidade, transformada
dos, não há democracia; sem democracia, não existem as em principal característica de nosso tempo.
condições mínimas para a solução pacífica dos conflitos. A forma verbal “surge” poderia, sem prejuízo gramatical
Em outras palavras, a democracia é a sociedade dos cida- para o texto, ser flexionada no plural, para concordar com
dãos, e os súditos se tornam cidadãos quando lhes são “velocidade, persistência, relevância, precisão e flexibilida-
LÍNGUA PORTUGUESA

reconhecidos alguns direitos fundamentais; haverá paz es- de”


tável, uma paz que não tenha a guerra como alternativa,
somente quando existirem cidadãos não mais apenas des- ( ) CERTO ( ) ERRADO
te ou daquele Estado, mas do mundo.
Norberto Bobbio. A era dos direitos. Trad. Carlos Nelson Resposta: Errado. O verbo está concordando com o ter-
Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 1 (com adapta- mo “combinação”, por isso deve ficar no singular.
ções).

72
5. (TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL/ Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos
DF – CONHECIMENTOS BÁSICO PARA OS CARGOS de acordo com sua transitividade. Esta, porém, não é um
1, 2, 3, 5, 6 E 7 – CESPE/2014 - ADAPTADA) (...) Há fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
décadas, países como China e Índia têm enviado estudantes formas em frases distintas.
para países centrais, com resultados muito positivos.(...)
A forma verbal “Há” poderia ser corretamente substituída A) Verbos Intransitivos
por Fazem.
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
( ) CERTO ( ) ERRADO importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
Resposta: Errado. O verbo “fazer”, quando empregado
no sentido de tempo passado, não sofre flexão. Portan- Chegar, Ir
to, sua forma correta seria: “faz décadas”. Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver-
biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
indicar destino ou direção são: a, para.
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL. Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar

REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL Ricardo foi para a Espanha.


Adjunto Adverbial de Lugar
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um nome Comparecer
(regência nominal) e seus complementos. O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
em ou a.
1. Regência Verbal = Termo Regente: VERBO Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o úl-
timo jogo.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece
entre os verbos e os termos que os complementam (obje- B) Verbos Transitivos Diretos
tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos
adverbiais). Há verbos que admitem mais de uma regência, Os verbos transitivos diretos são complementados por
o que corresponde à diversidade de significados que estes objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
verbos podem adquirir dependendo do contexto em que para o estabelecimento da relação de regência. Ao empre-
forem empregados. gar esses verbos, lembre-se de que os pronomes oblíquos
A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar, con- o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pronomes
tentar. podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas ver-
A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar agra- bais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após
do ou prazer”, satisfazer. formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e
Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de “agra- lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos.
dar a alguém”. São verbos transitivos diretos, dentre outros: aban-
donar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar,
O conhecimento do uso adequado das preposições é admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar,
um dos aspectos fundamentais do estudo da regência ver- castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, defender,
bal (e também nominal). As preposições são capazes de eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar,
modificar completamente o sentido daquilo que está sen- proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
do dito. Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
Cheguei ao metrô. como o verbo amar:
Cheguei no metrô. Amo aquele rapaz. / Amo-o.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no se- Amo aquela moça. / Amo-a.
gundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
A voluntária distribuía leite às crianças.
LÍNGUA PORTUGUESA

A voluntária distribuía leite com as crianças. Observação:


Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi empregado Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos
como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto (obje- para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos ad-
to indireto: às crianças); na segunda, como transitivo direto nominais):
(objeto direto: crianças; com as crianças: adjunto adverbial). Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)

73
C) Verbos Transitivos Indiretos

Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a,
as como complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se
pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes.

Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:


Consistir - Tem complemento introduzido pela preposição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais
para todos.

Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos introduzidos pela preposição “a”:


Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.

Responder - Tem complemento introduzido pela preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a quem”
ou “ao que” se responde.
Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.

Observação:
O verbo responder, apesar de transitivo indireto quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva analítica:
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.

Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos introduzidos pela preposição “com”.


Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam para uma minoria privilegiada.

D) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos

Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque,
nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar. São verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto indireto
relacionado a pessoas.

Agradeço aos ouvintes a audiência.


Objeto Indireto Objeto Direto

Paguei o débito ao cobrador.


Objeto Direto Objeto Indireto

O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com particular cuidado:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
LÍNGUA PORTUGUESA

Informar
Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos preços)
Na utilização de pronomes como complementos, veja as construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre eles)

74
Observação:
A mesma regência do verbo informar é usada para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.

Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento indi-
reto: Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.

Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.

Pedi-lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto

Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.


Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta

A construção “pedir para”, muito comum na linguagem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver subentendida.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.

Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo
(para ir entregar-lhe os catálogos em casa).

Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indireto introduzido pela preposição “a”:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus.

Observação:
Na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, um
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente no próprio verbo (pre).

Mudança de Transitividade - Mudança de Significado

Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, apresentam mudança de significado. O conhecimento das
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:

Agradar
Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, acariciar, fazer as vontades de.
Sempre agrada o filho quando.
Aquele comerciante agrada os clientes.

Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento introduzido
pela preposição “a”.
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.

O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indireto: O cantor desagradou à plateia.

Aspirar
LÍNGUA PORTUGUESA

Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)

Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. (Aspirávamos
a ele)

Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são utilizadas,
mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)

75
Assistir
Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar assistência a, auxiliar.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.

Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, estar presente, caber, pertencer.
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.

No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar intro-
duzido pela preposição “em”: Assistimos numa conturbada cidade.

Chamar
Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, solicitar a atenção ou a presença de.
Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá chamá-la.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.

Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo pre-
posicionado ou não.
A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal: Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.

Custar
Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial: Frutas e
verduras não deveriam custar muito.

No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma oração reduzida
de infinitivo.

Muito custa viver tão longe da família.


Verbo Intransitivo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo

Custou-me (a mim) crer nisso.


Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo

A Gramática Normativa condena as construções que atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa:
Custei para entender o problema.
= Forma correta: Custou-me entender o problema.

Implicar
Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes implicavam um firme propósito.
B) ter como consequência, trazer como consequência, acarretar, provocar: Uma ação implica reação.

Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.

No sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com quem não
LÍNGUA PORTUGUESA

trabalhasse arduamente.

Namorar
Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois anos.

Obedecer - Desobedecer
Sempre transitivo indireto:
Todos obedeceram às regras.

76
Ninguém desobedece às leis.

Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem “lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas.

Proceder
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa segunda
acepção, vem sempre acompanhado de adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia como refutá-las.
Você procede muito mal.

Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição “de”) e fazer, executar (rege complemento introduzido pela
preposição “a”) é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.

Querer
Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.

Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, estimar, amar: Quero muito aos meus amigos.

Visar
Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque.

No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público.

Esquecer – Lembrar
Lembrar algo – esquecer algo
Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)

No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto,
transitivos indiretos:
Ele se esqueceu do caderno.
Eu me esqueci da chave.
Eles se esqueceram da prova.
Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração
de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos tanto
brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
Não lhe lembram os bons momentos da infância? (= momentos é sujeito)
LÍNGUA PORTUGUESA

Simpatizar - Antipatizar
São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
Não simpatizei com os jurados.
Simpatizei com os alunos.

A norma culta exige que os verbos e expressões que dão ideia de movimento sejam usados com a preposição “a”:
Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
Cláudia desceu ao segundo andar.

77
Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.

2 Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome.
Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vá-
rios nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa,
nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes:
todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.

Se uma oração completar o sentido de um nome, ou seja, exercer a função de complemento nominal, ela será comple-
tiva nominal (subordinada substantiva).

Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
LÍNGUA PORTUGUESA

Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

78
Observação:
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; CRASE.
paralelamente a; relativa a; relativamente a.
CRASE
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a” com
Paulo: Saraiva, 2010. o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos pro-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- nomes demonstrativos – aquela(s), aquele(s), aquilo e com
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as quais).
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação Casos estes em que tal fusão encontra-se demarcada pelo
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. acento grave ( ` ): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às
quais.
SITE O uso do acento indicativo de crase está condicionado
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e no-
minal, mais precisamente ao termo regente e termo regido.
Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome - que exige
complemento regido pela preposição “a”, e o termo regido
EXERCÍCIO COMENTADO é aquele que completa o sentido do termo regente, admi-
tindo a anteposição do artigo a(s).
Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela con-
1. POLÍCIA FEDERAL - AGENTE DE POLÍCIA FEDE- tratada recentemente.
RAL – CESPE-2014 (ADAPTADA) Após a junção da preposição com o artigo (destacados
O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, séria entre parênteses), temos:
e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contratada
estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e cultu- recentemente.
rais de todos os Estados e sociedades. Suas consequências
infligem considerável prejuízo às nações do mundo intei- O verbo referir, de acordo com sua transitividade, classi-
ro, e não são detidas por fronteiras: avançam por todos os fica-se como transitivo indireto, pois sempre nos referimos
cantos da sociedade e por todos os espaços geográficos, a alguém ou a algo. Houve a fusão da preposição a + o
afetando homens e mulheres de diferentes grupos étnicos, artigo feminino (à) e com o artigo feminino a + o pronome
independentemente de classe social e econômica ou mes- demonstrativo aquela (àquela).
mo de idade. Questão de relevância na discussão dos efeitos
adversos do uso indevido de drogas é a associação do tráfico Observações importantes:
de drogas ilícitas e dos crimes conexos — geralmente de ca- Alguns recursos servem de ajuda para que possamos
ráter transnacional — com a criminalidade e a violência. Esses confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns:
fatores ameaçam a soberania nacional e afetam a estrutura  Substitui-se a palavra feminina por uma masculina
social e econômica interna, devendo o governo adotar uma equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a
postura firme de combate ao tráfico de drogas, articulando-se crase está confirmada.
internamente e com a sociedade, de forma a aperfeiçoar e oti- Os dados foram solicitados à diretora.
mizar seus mecanismos de prevenção e repressão e garantir o Os dados foram solicitados ao diretor.
envolvimento e a aprovação dos cidadãos.  No caso de nomes próprios geográficos, substitui-se
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>. o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resulte na
expressão “voltar da”, há a confirmação da crase.
Nas linhas 12 e 13, o emprego da preposição “com”, em Faremos uma visita à Bahia.
“com a criminalidade e a violência”, deve-se à regência do Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)
vocábulo “conexos”.
Não me esqueço da viagem a Roma.
( ) CERTO ( ) ERRADO Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos ja-
mais vividos.
LÍNGUA PORTUGUESA

Resposta: Errado. Ao texto: (...) Questão de relevância na


discussão dos efeitos adversos do uso indevido de drogas Nas situações em que o nome geográfico se apresentar
é a associação do tráfico de drogas ilícitas e dos crimes modificado por um adjunto adnominal, a crase está con-
conexos — geralmente de caráter transnacional — com a firmada.
criminalidade e a violência. Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas
O termo está se referindo à associação – associação do praias.
tráfico de drogas e crimes conexos (1) com a criminalida-
de (2) (associação daquilo [1] com isso [2])

79
 Não se efetiva o uso da crase diante da locução ad-
#FicaDica verbial “a distância”: Na praia de Copacabana, obser-
vamos a queima de fogos a distância.
Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou Entretanto, se o termo vier determinado, teremos uma
A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo: Vou a locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O pedestre foi
Campinas. = Volto de Campinas. (crase pra arremessado à distância de cem metros.
quê?)
Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!)  De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguidade
-, faz-se necessário o emprego da crase.
Ensino à distância.
Quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá Ensino a distância.
crase. Veja:  Em locuções adverbiais formadas por palavras repe-
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que, tidas, não há ocorrência da crase.
pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE” Ela ficou frente a frente com o agressor.
Irei à Salvador de Jorge Amado. Eu o seguirei passo a passo.

A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s), Casos em que não se admite o emprego da crase:
aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o termo re-
gente exigir complemento regido da preposição “a”. Antes de vocábulos masculinos.
Entregamos a encomenda àquela menina. As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
(preposição + pronome demonstrativo) Esta caneta pertence a Pedro.

Iremos àquela reunião. Antes de verbos no infinitivo.


(preposição + pronome demonstrativo) Ele estava a cantar.
Começou a chover.
Sua história é semelhante às que eu ouvia quando crian-
ça. (àquelas que eu ouvia quando criança) Antes de numeral.
O número de aprovados chegou a cem.
(preposição + pronome demonstrativo)
Faremos uma visita a dez países.
A letra “a” que acompanha locuções femininas (adver-
Observações:
biais, prepositivas e conjuntivas) recebem o acento grave:
 Nos casos em que o numeral indicar horas – funcio-
 locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às
nando como uma locução adverbial feminina – ocor-
pressas, à vontade...
rerá crase: Os passageiros partirão às dezenove horas.
 locuções prepositivas: à frente, à espera de, à pro-
 Diante de numerais ordinais femininos a crase está
cura de...
confirmada, visto que estes não podem ser empre-
 locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que. gados sem o artigo: As saudações foram direcionadas
à primeira aluna da classe.
Cuidado: quando as expressões acima não exercerem a  Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quando
função de locuções não ocorrerá crase. Repare: essa não se apresentar determinada: Chegamos to-
Eu adoro a noite! dos exaustos a casa.
Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro” requer Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto adno-
objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o “a” é artigo, não minal, a crase estará confirmada: Chegamos todos exaustos
preposição. à casa de Marcela.

Casos passíveis de nota:  Não há crase antes da palavra “terra”, quando essa
indicar chão firme: Quando os navegantes regressa-
 A crase é facultativa diante de nomes próprios femi- ram a terra, já era noite.
ninos: Entreguei o caderno a (à) Eliza. Contudo, se o termo estiver precedido por um determi-
 Também é facultativa diante de pronomes possessi- nante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá crase.
vos femininos: O diretor fez referência a (à) sua em- Paulo viajou rumo à sua terra natal.
LÍNGUA PORTUGUESA

presa. O astronauta voltou à Terra.


 Facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja fi-
cará aberta até as (às) dezoito horas.  Não ocorre crase antes de pronomes que requerem
 Constata-se o uso da crase se as locuções preposi- o uso do artigo.
tivas à moda de, à maneira de apresentarem-se im- Os livros foram entregues a mim.
plícitas, mesmo diante de nomes masculinos: Tenho Dei a ela a merecida recompensa.
compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à moda
de Luís XV)

80
 Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos entrou em vigor a LRF, esses estados, como os demais, es-
à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o tão sujeitos a regras precisas para a gestão do dinheiro pú-
uso da crase está confirmado no “a” que os antecede, blico, para a criação de despesas e, em particular, para os
no caso de o termo regente exigir a preposição. gastos com pessoal. Por que, tendo descumprido algumas
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia. dessas regras, estariam interessados em torná-las ainda
 Não ocorre crase antes de nome feminino utilizado mais rigorosas?
em sentido genérico ou indeterminado: Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis pelo
Estamos sujeitos a críticas. dinheiro público que, por alguma razão, não a cumpriram.
Refiro-me a conversas paralelas. De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigorosa, se nem
nas condições atuais esses responsáveis estão sendo ca-
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS pazes de cumpri-la? O problema não está na lei. Mudá-la
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- pode ser o pretexto não para torná-la mais rigorosa, mas
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. para atribuir-lhe alguma flexibilidade que a desfigure. O
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- verdadeiro problema é a dificuldade do setor público de
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São adaptar suas despesas às receitas em queda por causa da
Paulo: Saraiva, 2010. crise.

SITE Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adapta-


http://www.portugues.com.br/gramatica/o-uso-crase-. ções).
html
O emprego do acento grave em “às receitas” decorre da re-
gência do verbo “adaptar” e da presença do artigo definido
EXERCÍCIOS COMENTADOS feminino determinando o substantivo “receitas”.

( ) CERTO ( ) ERRADO
1. (POLÍCIA FEDERAL - AGENTE DE POLÍCIA FEDE-
RAL – CESPE-2014 - ADAPTADA) O acento indicativo Resposta: Certo. Texto: O verdadeiro problema é a di-
de crase em “à humanidade e à estabilidade” é de uso fa- ficuldade do setor público de adaptar suas despesas às
cultativo, razão por que sua supressão não prejudicaria a
receitas em queda por causa da crise = quem adapta,
correção gramatical do texto.
adapta algo/alguém A algo/alguém.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3. (FNDE – TÉCNICO EM FINANCIAMENTO E EXE-
CUÇÃO DE PROGRAMAS E PROJETOS EDUCACIO-
Resposta: Errado. Retomemos o contexto: (...) O uso in-
NAIS – CESPE/2012) O emprego do sinal indicativo de
devido de drogas constitui, na atualidade, séria e persis-
crase em “adequando os objetivos às necessidades” justifica-
tente ameaça à humanidade e à estabilidade das estrutu-
ras e valores políticos (...). -se pela regência do verbo adequar, que exige complemen-
O uso do acento indicativo de crase é obrigatório, já que to regido pela preposição “a”, e pela presença de artigo
os termos “humanidade” e “estabilidade” complemen- definido feminino antes de “necessidades”.
tam o nome “ameaça” – “ameaça a quê? a quem?” = a
regência nominal pede preposição. ( ) CERTO ( ) ERRADO

2. (TCE-PA - CONHECIMENTOS BÁSICOS - CARGOS Resposta: Certo. Adequar o quê? – os objetivos (objeto
1, 18, 19, 37 E 38 – CESPE-2016) direto) – adequar o quê a quê? – a + as (=às) necessida-
des – objeto indireto. A explicação do enunciado está
Texto CB1A1BBB correta.

Estranhamente, governos estaduais cujas despesas com o 4. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA/SE – TÉCNICO JUDICIÁ-
funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que es- RIO – CESPE/2014 - ADAPTADA) No trecho “deu início
touraram o limite de gastos com pessoal fixado pela Lei à sua caminhada cósmica”, o emprego do acento grave in-
Complementar n.º 101/2000, denominada Lei de Respon- dicativo de crase é obrigatório.
sabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria legis-
LÍNGUA PORTUGUESA

lação destinada a assegurar, como alegam, maior rigor na ( ) CERTO ( ) ERRADO


gestão de suas finanças. Querem uma nova lei de respon-
sabilidade fiscal para, segundo argumentam, fortalecer a Resposta: Errado. “deu início à sua caminhada cósmi-
estrutura legal que protege o dinheiro público do mau uso ca” – o uso do acento indicativo de crase, neste caso, é
por gestores irresponsáveis. facultativo (antes de pronome possessivo).
Examinando-se a situação financeira dos estados que pre-
param sua versão da lei de responsabilidade fiscal, fica di-
fícil aceitar a argumentação. Desde maio de 2000, quando

81
“tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se di-
COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS. rige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à
pessoa ou às pessoas de quem se fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun-
PRONOME ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
ou do caso oblíquo.
Pronome é a palavra variável que substitui ou acom-
panha um substantivo (nome), qualificando-o de alguma A) Pronome Reto
forma. Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na senten-
O homem julga que é superior à natureza, por isso o ho- ça, exerce a função de sujeito: Nós lhe ofertamos flores.
mem destrói a natureza... Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
Utilizando pronomes, teremos: O homem julga que é su- nero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a
perior à natureza, por isso ele a destrói... principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de termos Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi-
(homem e natureza). gurado:
Grande parte dos pronomes não possuem significados 1.ª pessoa do singular: eu
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro 2.ª pessoa do singular: tu
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên- 3.ª pessoa do singular: ele, ela
cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos 1.ª pessoa do plural: nós
pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro- 2.ª pessoa do plural: vós
nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes 3.ª pessoa do plural: eles, elas
têm por função principal apontar para as pessoas do dis-
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação Esses pronomes não costumam ser usados como com-
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, plementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi ele
os pronomes apresentam uma forma específica para cada na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”-
pessoa do discurso. comuns na língua oral cotidiana - devem ser evitadas na
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. língua formal escrita ou falada. Na língua formal, devem
[minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala] ser usados os pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
[tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se
fala] Frequentemente observamos a omissão do pronome
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias
[dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem formas verbais marcam, através de suas desinências, as
se fala] pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
boa viagem. (Nós)
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- B) Pronome Oblíquo
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sen-
através do pronome seja coerente em termos de gênero tença, exerce a função de complemento verbal (objeto
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto, direto ou indireto): Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado.
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos- Observação:
sa escola neste ano. O pronome oblíquo é uma forma variante do pronome
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância pessoal do caso reto. Essa variação indica a função diversa
adequada] que eles desempenham na oração: pronome reto marca o
[neste: pronome que determina “ano” = concordância sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento
adequada] da oração. Os pronomes oblíquos sofrem variação de acor-
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor- do com a acentuação tônica que possuem, podendo ser
dância inadequada] átonos ou tônicos.
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
LÍNGUA PORTUGUESA

2. Pronome Oblíquo Átono


demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica
1. Pronomes Pessoais fraca: Ele me deu um presente.
São aqueles que substituem os substantivos, indicando Lista dos pronomes oblíquos átonos
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve 1.ª pessoa do singular (eu): me
assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os pronomes 2.ª pessoa do singular (tu): te

82
3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
1.ª pessoa do plural (nós): nos Não vá sem eu mandar.
2.ª pessoa do plural (vós): vos
3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!”
está correta, já que “para mim” é complemento de “fácil”.
A ordem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil para
FIQUE ATENTO! mim!
Os pronomes o, os, a, as assumem formas es-
peciais depois de certas terminações verbais: A combinação da preposição “com” e alguns pronomes
1. Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, co-
pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao nosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequen-
mesmo tempo que a terminação verbal é su- temente exercem a função de adjunto adverbial de compa-
primida. Por exemplo: nhia: Ele carregava o documento consigo.
fiz + o = fi-lo
fazeis + o = fazei-lo A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas: Ela
dizer + a = dizê-la veio até mim, mas nada falou.
Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de
2. Quando o verbo termina em som nasal, o inclusão), usaremos as formas retas: Todos foram bem na
pronome assume as formas no, nos, na, nas. prova, até eu! (= inclusive eu)
Por exemplo:
viram + o: viram-no As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por
repõe + os = repõe-nos “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são
retém + a: retém-na reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios, to-
tem + as = tem-nas dos, ambos ou algum numeral.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más no-
B.2 Pronome Oblíquo Tônico tícias.
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos Ele disse que iria com nós três.
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com. 3. Pronome Reflexivo
Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito
forte. da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação
Lista dos pronomes oblíquos tônicos: expressa pelo verbo.
1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo Lista dos pronomes reflexivos:
2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo 1.ª pessoa do singular (eu): me, mim = Eu não me lem-
3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela bro disso.
1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco 2.ª pessoa do singular (tu): te, ti = Conhece a ti mesmo.
3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas
3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo = Guilher-
Observe que as únicas formas próprias do pronome tô- me já se preparou.
nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As Ela deu a si um presente.
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. Antônio conversou consigo mesmo.

As preposições essenciais introduzem sempre prono- 1.ª pessoa do plural (nós): nos = Lavamo-nos no rio.
mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso
reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da 2.ª pessoa do plural (vós): vos = Vós vos beneficiastes
língua formal, os pronomes costumam ser usados desta com esta conquista.
forma:
Não há mais nada entre mim e ti. 3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo = Eles se
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. conheceram. / Elas deram a si um dia de folga.
LÍNGUA PORTUGUESA

Não há nenhuma acusação contra mim.


Não vá sem mim.

Há construções em que a preposição, apesar de surgir


anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração
cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode
ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deve-
rá ser do caso reto.

83
3. Os pronomes de tratamento representam uma forma
#FicaDica indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores.
Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por
O pronome é reflexivo quando se refere à mes-
exemplo, estamos nos endereçando à excelência que
ma pessoa do pronome subjetivo (sujeito): Eu
esse deputado supostamente tem para poder ocupar
me arrumei e saí.
o cargo que ocupa.
É pronome recíproco quando indica recipro-
cidade de ação: Nós nos amamos. / Olhamo-
4. Embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2.ª
-nos calados.
pessoa, toda a concordância deve ser feita com a
O “se” pode ser usado como palavra expletiva
3.ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessi-
ou partícula de realce, sem ser rigorosamente
vos e os pronomes oblíquos empregados em relação
necessária e sem função sintática: Os explora-
a eles devem ficar na 3.ª pessoa.
dores riam-se de suas tentativas. / Será que eles
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promes-
se foram?
sas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

5. Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos


C) Pronomes de Tratamento ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar,
São pronomes utilizados no tratamento formal, cerimo- ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhida
nioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor (portanto, inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a
a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. chamar alguém de “você”, não poderemos usar “te”
Alguns exemplos: ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na ter-
Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques ceira pessoa.
Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais
Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e religio- Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
sos em geral teus cabelos. (errado)
Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente superior
à de coronel, senadores, deputados, embaixadores, profes- Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
sores de curso superior, ministros de Estado e de Tribunais, seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular
governadores, secretários de Estado, presidente da Repú- ou
blica (sempre por extenso)
Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de universidades Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular
Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, oficiais
até a patente de coronel, chefes de seção e funcionários de 4. Pronomes Possessivos
igual categoria
Vossa Meretíssima (sempre por extenso) = para juízes São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
de direito (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo
Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento ce- (coisa possuída).
rimonioso Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1.ª pessoa do
Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus singular)
Também são pronomes de tratamento o senhor, a se-
nhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empre- NÚMERO PESSOA PRONOME
gados no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tra-
tamento familiar. Você e vocês são largamente empregados singular primeira meu(s), minha(s)
no português do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é singular segunda teu(s), tua(s)
de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma
vós tem uso restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou singular terceira seu(s), sua(s)
literária. plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
Observações:
1. Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de plural terceira seu(s), sua(s)
LÍNGUA PORTUGUESA

tratamento que possuem “Vossa(s)” são empregados


em relação à pessoa com quem falamos: Espero que Note que:
V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro. A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a
que se refere; o gênero e o número concordam com o objeto
2. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele
da pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram momento difícil.
que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República,
agiu com propriedade.

84
Observações: Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afastamento
1. A forma “seu” não é um possessivo quando resultar no tempo, referido de modo vago ou como tempo remoto:
da alteração fonética da palavra senhor: Muito obri- Naquele tempo, os professores eram valorizados.
gado, seu José.
C) Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se fa-
2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam pos- lará ou escreverá):
se. Podem ter outros empregos, como: Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer fa-
A) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. zer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se falará:
B) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, or-
anos. tografia, concordância.
C) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem lá
seus defeitos, mas eu gosto muito dela. Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende
fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou:
3. Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o Sua aprovação no concurso, isso é o que mais desejamos!
pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa Exce-
lência trouxe sua mensagem? Este e aquele são empregados quando se quer fazer re-
ferência a termos já mencionados; aquele se refere ao ter-
4. Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo mo referido em primeiro lugar e este para o referido por
concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros último:
e anotações.
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Paulo;
5. Em algumas construções, os pronomes pessoais oblí- este está mais bem colocado que aquele. (= este [São Paulo],
quos átonos assumem valor de possessivo: Vou se- aquele [Palmeiras])
guir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos)
ou
6. O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, pró-
prio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá-lo, Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Paulo;
para que não ocorra redundância: Coloque tudo nos aquele está mais bem colocado que este. (= este [São Paulo],
respectivos lugares. aquele [Palmeiras])

5. Pronomes Demonstrativos Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou


invariáveis, observe:
São utilizados para explicitar a posição de certa palavra Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque-
em relação a outras ou ao contexto. Essa relação pode ser la(s).
de espaço, de tempo ou em relação ao discurso. Invariáveis: isto, isso, aquilo.
A) Em relação ao espaço: Também aparecem como pronomes demonstrativos:
Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da pes-  o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que”
soa que fala: e puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s),
Este material é meu. aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da pes- Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te
soa com quem se fala: indiquei.)
Esse material em sua carteira é seu?
 mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s): va-
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está dis- riam em gênero quando têm caráter reforçativo:
tante tanto da pessoa que fala como da pessoa com quem Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
se fala: Eu mesma refiz os exercícios.
Aquele material não é nosso. Elas mesmas fizeram isso.
Vejam aquele prédio! Eles próprios cozinharam.
Os próprios alunos resolveram o problema.
B) Em relação ao tempo:
LÍNGUA PORTUGUESA

Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em  semelhante(s): Não tenha semelhante atitude.
relação à pessoa que fala:  tal, tais: Tal absurdo eu não cometeria.
Esta manhã farei a prova do concurso!
1. Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, porém eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. (ou
relativamente próximo à época em que se situa a pessoa então: este solteiro, aquele casado) - este se refere à
que fala: pessoa mencionada em último lugar; aquele, à men-
Essa noite dormi mal; só pensava no concurso! cionada em primeiro lugar.

85
2. O pronome demonstrativo tal pode ter conotação Todo e toda no singular e junto de artigo significa intei-
irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor? ro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as:
Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira)
3. Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades)
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro)
desta, disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava Trabalho todo dia. (= todos os dias)
vendo. (no = naquilo)
São locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada
6. Pronomes Indefinidos um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja
quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo),
São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discurso, tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quan- Cada um escolheu o vinho desejado.
tidade indeterminada.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém- 7. Pronomes Relativos
-plantadas.
São aqueles que representam nomes já mencionados
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma as orações subordinadas adjetivas.
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu- O racismo é um sistema que afirma a superioridade de
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des- um grupo racial sobre outros.
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: (afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros
= oração subordinada adjetiva).
A) Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o
lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema”
na frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, bel-
e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra
trano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo.
“sistema” é antecedente do pronome relativo que.
Algo o incomoda?
O antecedente do pronome relativo pode ser o prono-
Quem avisa amigo é.
me demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
B) Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quan-
expresso.
tidade aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
Quem casa, quer casa.
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões.
Note que: Observe:
Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora prono- Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os
mes indefinidos adjetivos: quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), quantas.
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), Note que:
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego,
Menos palavras e mais ações. sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser subs-
Alguns se contentam pouco. tituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu
antecedente for um substantivo.
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va- O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
riáveis e invariáveis. Observe: A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a
 Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, qual)
vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os
muita, pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quais)
quaisquer*, alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos, As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as
LÍNGUA PORTUGUESA

vários, tantos, outros, quantos, algumas, nenhumas, quais)


todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
 Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
algo, cada. pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamente
para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que
*Qualquer é composto de qual + quer (do verbo que- podem ter várias classificações) são pronomes relativos.
rer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra cujo plu- Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa
ral é feito em seu interior). por motivo de clareza ou depois de determinadas preposi-

86
ções: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. O uso de “que”, neste caso, geraria
ambiguidade. Veja: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, que me deixou encantado (quem me deixou en-
cantado: o sítio ou minha tia?).
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas utiliza-se o qual
/ a qual)

O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou de
ser poeta, que era a sua vocação natural.

O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda com o seu antecedente (o ser possuidor), mas com o consequente (o
ser possuído, com o qual concorda em gênero e número); não se usa artigo depois deste pronome; “cujo” equivale a do
qual, da qual, dos quais, das quais.
Existem pessoas cujas ações são nobres.
(antecedente) (consequente)

Se o verbo exigir preposição, esta virá antes do pronome: O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! (referiu-se a)

“Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Emprestei tantos quantos foram necessários.
(antecedente)
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente)

O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre precedido de preposição.


É um professor a quem muito devemos.
(preposição)

“Onde”, como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A casa onde
morava foi assaltada.

Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que: Sinto saudades da época em que (quando) morávamos
no exterior.

Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:


 como (= pelo qual) – desde que precedida das palavras modo, maneira ou forma:
Não me parece correto o modo como você agiu semana passada.

 quando (= em que) – desde que tenha como antecedente um nome que dê ideia de tempo:
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.

Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só frase.


O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste esporte.
= O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de gente que
conversava, (que) ria, observava.

8. Pronomes Interrogativos

São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, refe-
LÍNGUA PORTUGUESA

rem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e
variações).
Com quem andas?
Qual seu nome?
Diz-me com quem andas, que te direi quem és.

O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quan-
do desempenha função de complemento.

87
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo. A
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia próclise é usada:
lhe ajudar.
 Quando o verbo estiver precedido de palavras
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” que atraem o pronome para antes do verbo. São elas:
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém,
reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce função jamais, etc.: Não se desespere!
de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo. B) Advérbios: Agora se negam a depor.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. C) Conjunções subordinativas: Espero que me expliquem
O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para tudo!
a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se es-
devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe). forçou.
E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportuni-
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou dade.
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito.
diferentemente dos segundos, que são sempre precedidos
de preposição.  Orações iniciadas por palavras interrogativas: Quem
A) Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que lhe disse isso?
eu estava fazendo.  Orações iniciadas por palavras exclamativas: Quanto
B) Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim se ofendem!
o que eu estava fazendo.  Orações que exprimem desejo (orações optativas):
Que Deus o ajude.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  A próclise é obrigatória quando se utiliza o pronome
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- reto ou sujeito expresso: Eu lhe entregarei o material
amanhã. / Tu sabes cantar?
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do ver-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
bo. A mesóclise é usada:
Paulo: Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação
Quando o verbo estiver no futuro do presente ou futuro
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
do pretérito, contanto que esses verbos não estejam pre-
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
cedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos: Reali-
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira zar-se-á, na próxima semana, um grande evento em prol da
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – paz no mundo.
São Paulo: Saraiva, 2002. Repare que o pronome está “no meio” do verbo “reali-
zará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma pa-
SITE lavra que justificasse o uso da próclise, esta prevaleceria.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42. Veja: Não se realizará...
php Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia
nessa viagem.
9. Colocação Pronominal (com presença de palavra que justifique o uso de prócli-
se: Não fossem os meus compromissos, EU te acompanharia
Colocação Pronominal trata da correta colocação dos nessa viagem).
pronomes oblíquos átonos na frase.
Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo. A
ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não forem
#FicaDica possíveis:
 Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo:
Pronome Oblíquo é aquele que exerce a fun- Quando eu avisar, silenciem-se todos.
ção de complemento verbal (objeto). Por isso,  Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal: Não
memorize: era minha intenção machucá-la.
LÍNGUA PORTUGUESA

OBlíquo = OBjeto!  Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não se


inicia período com pronome oblíquo).
Vou-me embora agora mesmo.
Embora na linguagem falada a colocação dos prono- Levanto-me às 6h.
mes não seja rigorosamente seguida, algumas normas de-  Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo
vem ser observadas na linguagem escrita. no concurso, mudo-me hoje mesmo!
 Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a pro-
posta fazendo-se de desentendida.

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10. Colocação pronominal nas locuções verbais
REESCRITA DE FRASES E PARÁGRAFOS
 Após verbo no particípio = pronome depois do ver- DO TEXTO.
bo auxiliar (e não depois do particípio): SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS.
Tenho me deliciado com a leitura! SUBSTITUIÇÃO DE PALAVRAS OU DE
Eu tenho me deliciado com a leitura! TRECHOS DE TEXTO.
Eu me tenho deliciado com a leitura! REORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DE
 Não convém usar hífen nos tempos compostos e nas ORAÇÕES E DE PERÍODOS DO TEXTO.
locuções verbais:
Vamos nos unir!
Iremos nos manifestar.
REESCRITA DE TEXTOS/EQUIVALÊNCIA DE ESTRU-
 Quando há um fator para próclise nos tempos com-
TURAS
postos ou locuções verbais: opção pelo uso do pro-
nome oblíquo “solto” entre os verbos = Não vamos
“Ideias confusas geram redações confusas”. Esta frase
nos preocupar (e não: “não nos vamos preocupar”).
leva-nos a refletir sobre a organização das ideias em um
texto. Significa dizer que, antes da redação, naturalmen-
11. Emprego de o, a, os, as
te devemos dominar o assunto sobre o qual iremos tratar
e, posteriormente, planejar o modo como iremos expô-lo,
 Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os
do contrário haverá dificuldade em transmitir ideias bem
pronomes: o, a, os, as não se alteram.
acabadas. Portanto, a leitura, a interpretação de textos e a
Chame-o agora.
experiência de vida antecedem o ato de escrever.
Deixei-a mais tranquila.
Obtido um razoável conhecimento sobre o que iremos
 Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes
escrever, feito o esquema de exposição da matéria, é ne-
finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos:
cessário saber ordenar as ideias em frases bem estrutura-
(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.
das. Logo, não basta conhecer bem um determinado as-
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.
sunto, temos que o transmitir de maneira clara aos leitores.
 Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em,
O estudo da pontuação pode se tornar um valioso alia-
ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no,
do para organizarmos as ideias de maneira clara em frases.
na, nos, nas.
Para tanto, é necessário ter alguma noção de sintaxe. “Sin-
Chamem-no agora.
taxe”, conforme o dicionário Aurélio, é a “parte da gramá-
Põe-na sobre a mesa.
tica que estuda a disposição das palavras na frase e a das
frases no discurso, bem como a relação lógica das frases
entre si”; ou em outras palavras, sintaxe quer dizer “mistu-
#FicaDica ra”, isto é, saber misturar as palavras de maneira a produ-
zirem um sentido evidente para os receptores das nossas
Dica da Zê! mensagens. Observe:
Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que sig- 1. A desemprego globalização no Brasil e no na está La-
nifica “antes”! Pronome antes do verbo! tina América causando.
Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/ (end, 2. A globalização está causando desemprego no Brasil e
em Inglês – que significa “fim, final!). Pronome na América Latina.
depois do verbo!
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do ver- Ora, no item 1 não temos uma ideia, pois não há uma
bo frase, as palavras estão amontoadas sem a realização de
“uma sintaxe”, não há um contexto linguístico nem relação
inteligível com a realidade; no caso 2, a sintaxe ocorreu de
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
maneira perfeita e o sentido está claro para receptores de
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
língua portuguesa inteirados da situação econômica e cul-
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
tural do mundo atual.
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
1. A Ordem dos Termos na Frase
Paulo: Saraiva, 2010.
LÍNGUA PORTUGUESA

Leia novamente a frase contida no item 2. Note que


SITE
ela é organizada de maneira clara para produzir sentido.
http://www.portugues.com.br/gramatica/colocacao-
Todavia, há diferentes maneiras de se organizar gramatical-
-pronominal-.html
mente tal frase, tudo depende da necessidade ou da von-
tade do redator em manter o sentido, ou mantê-lo, porém,
Observação: Não foram encontradas questões abran-
acrescentado ênfase a algum dos seus termos. Significa di-
gendo tal conteúdo.
zer que, ao escrever, podemos fazer uma série de inversões

89
e intercalações em nossas frases, conforme a nossa von- Se os termos estão colocados na ordem direta não ha-
tade e estilo. Tudo depende da maneira como queremos verá a necessidade de vírgulas. A frase 2 é um exemplo
transmitir uma ideia, do nosso estilo. Por exemplo, pode- disto:
mos expressar a mensagem da frase 2 da seguinte maneira: A globalização está causando desemprego no Brasil e na
No Brasil e na América Latina, a globalização está cau- América Latina.
sando desemprego.
Todavia, ao repetir qualquer um dos termos da oração
Neste caso, a mensagem é praticamente a mesma, ape- por três vezes ou mais, então é necessário usar a vírgula,
nas mudamos a ordem das palavras para dar ênfase a al- mesmo que estejamos usando a ordem direta. Esta é a re-
guns termos (neste caso: No Brasil e na A. L.). Repare que, gra básica n.º1 para a colocação da vírgula. Veja:
para obter a clareza tivemos que fazer o uso de vírgulas. A globalização, a tecnologia e a “ciranda financeira” cau-
Entre os sinais de pontuação, a vírgula é o mais usado e sam desemprego…
o que mais nos auxilia na organização de um período, pois (três núcleos do sujeito)
facilita as boas “sintaxes”, boas misturas, ou seja, a vírgula
ajuda-nos a não “embolar” o sentido quando produzimos A globalização causa desemprego no Brasil, na América
frases complexas. Com isto, “entregamos” frases bem orga- Latina e na África.
nizadas aos nossos leitores. (três adjuntos adverbiais)
O básico para a organização sintática das frases é a or-
dem direta dos termos da oração. Os gramáticos estrutu- A globalização está causando desemprego, insatisfação e
ram tal ordem da seguinte maneira: sucateamento industrial no Brasil e na América Latina. (três
complementos verbais)
SUJEITO + VERBO+ COMPLEMENTO VERBAL+ CIR-
CUNSTÂNCIAS B) Em princípio, não devemos, na ordem direta, sepa-
rar com vírgula o sujeito e o verbo, nem o verbo e o seu
A globalização + está causando+ desemprego + no complemento, nem o complemento e as circunstâncias, ou
Brasil nos dias de hoje. seja, não devemos separar com vírgula os termos da ora-
ção. Veja exemplos de tal incorreção:
Nem todas as orações mantêm esta ordem e nem todas O Brasil, será feliz.
contêm todos estes elementos, portanto cabem algumas A globalização causa, o desemprego.
observações:
A) As circunstâncias (de tempo, espaço, modo, etc.) Ao intercalarmos alguma palavra ou expressão entre
normalmente são representadas por adjuntos adverbiais os termos da oração, cabe isolar tal termo entre vírgulas,
de tempo, lugar, etc. Note que, no mais das vezes, quan- assim o sentido da ideia principal não se perderá. Esta é
do queremos recordar algo ou narrar uma história, existe a regra básica n.º 2 para a colocação da vírgula. Dito em
a tendência a colocar os adjuntos nos começos das frases: outras palavras: quando intercalamos expressões e frases
“No Brasil e na América…” “Nos dias de hoje…” “Nas mi- entre os termos da oração, devemos isolar os mesmos com
nhas férias…”, “No Brasil…”. e logo depois os verbos e ou- vírgulas. Vejamos:
tros elementos: “Nas minhas férias fui…”; “No Brasil existe…” A globalização, fenômeno econômico deste fim de século
XX, causa desemprego no Brasil.
Observações: Aqui um aposto à globalização foi intercalado entre o
Tais construções não estão erradas, mas rompem com sujeito e o verbo.
a ordem direta; Outros exemplos:
É preciso notar que em Língua Portuguesa, há muitas A globalização, que é um fenômeno econômico e cultu-
frases que não têm sujeito, somente predicado. Por exem- ral, está causando desemprego no Brasil e na América Lati-
plo: Está chovendo em Porto Alegre. Faz frio em Friburgo. na.
São quatro horas agora; Neste caso, há uma oração adjetiva intercalada.
Outras frases são construídas com verbos intransitivos, As orações adjetivas explicativas desempenham fre-
que não têm complemento: quentemente um papel semelhante ao do aposto explicati-
O menino morreu na Alemanha. (sujeito +verbo+ ad- vo, por isto são também isoladas por vírgula.
junto adverbial) A globalização causa, caro leitor, desemprego no Brasil…
A globalização nasceu no século XX. (idem) Neste outro caso, há um vocativo entre o verbo e o seu
LÍNGUA PORTUGUESA

Há ainda frases nominais que não possuem verbos: complemento.


cada macaco no seu galho. Nestes tipos de frase, a ordem
direta faz-se naturalmente. Usam-se apenas os termos A globalização causa desemprego, e isto é lamentável,
existentes nelas. no Brasil…
Aqui, há uma oração intercalada (note que ela não per-
Levando em consideração a ordem direta, podemos es- tence ao assunto: globalização, da frase principal, tal ora-
tabelecer três regras básicas para o uso da vírgula: ção é apenas um comentário à parte entre o complemento
verbal e os adjuntos).

90
Observação: Observação:
A simples negação em uma frase não exige vírgula: A A contribuição greco-latina é responsável pela existên-
globalização não causou desemprego no Brasil e na América cia de numerosos pares de sinônimos: adversário e antago-
Latina. nista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo; contra-
veneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diálogo; trans-
C) Quando “quebramos” a ordem direta, invertendo-a, formação e metamorfose; oposição e antítese.
tal quebra torna a vírgula necessária. Esta é a regra n.º 3 da
colocação da vírgula. 2. Antônimos
No Brasil e na América Latina, a globalização está cau-
sando desemprego… São palavras que se opõem através de seu significado:
No fim do século XX, a globalização causou desemprego ordem - anarquia; soberba - humildade; louvar - censurar;
no Brasil… mal - bem.

Nota-se que a quebra da ordem direta frequentemente Observação:


se dá com a colocação das circunstâncias antes do sujeito. A antonímia pode se originar de um prefixo de sentido
Trata-se da ordem inversa. Estas circunstâncias, em gramá- oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático e an-
tica, são representadas pelos adjuntos adverbiais. Muitas tipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; ativo e
vezes, elas são colocadas em orações chamadas adverbiais inativo; esperar e desesperar; comunista e anticomunista;
que têm uma função semelhante a dos adjuntos adverbiais, simétrico e assimétrico.
isto é, denotam tempo, lugar, etc. Exemplos:
Quando o século XX estava terminando, a globalização 3. Homônimos e Parônimos
começou a causar desemprego.
Enquanto os países portadores de alta tecnologia desen-  Homônimos = palavras que possuem a mesma
volvem-se, a globalização causa desemprego nos países po- grafia ou a mesma pronúncia, mas significados diferentes.
bres. Podem ser
Durante o século XX, a Globalização causou desemprego
no Brasil. A) Homógrafas: são palavras iguais na escrita e dife-
rentes na pronúncia:
Observação: rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher
Quanto à equivalência e transformação de estruturas, (subst.); jogo (subst.) e jogo (verbo); denúncia (subst.) e de-
um exemplo muito comum cobrado em provas é o enun- nuncia (verbo); providência (subst.) e providencia (verbo).
ciado trazer uma frase no singular e pedir a passagem para
o plural, mantendo o sentido. Outro exemplo é a mudança B) Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e di-
de tempos verbais. ferentes na escrita:
acender (atear) e ascender (subir); concertar (harmoni-
SITE zar) e consertar (reparar); cela (compartimento) e sela (ar-
http://ricardovigna.wordpress.com/2009/02/02/estu- reio); censo (recenseamento) e senso ( juízo); paço (palácio)
dos-de-linguagem-1-estrutura-frasal-e-pontuacao/ e passo (andar).

C) Homógrafas e homófonas simultaneamente (ou


SIGNIFICADO DAS PALAVRAS perfeitas): São palavras iguais na escrita e na pronúncia:
caminho (subst.) e caminho (verbo); cedo (verbo) e cedo
Semântica é o estudo da significação das palavras e das (adv.); livre (adj.) e livre (verbo).
suas mudanças de significação através do tempo ou em  Parônimos = palavras com sentidos diferentes,
determinada época. A maior importância está em distinguir porém de formas relativamente próximas. São palavras
sinônimos e antônimos (sinonímia / antonímia) e homôni- parecidas na escrita e na pronúncia: cesta (receptáculo de
mos e parônimos (homonímia / paronímia). vime; cesta de basquete/esporte) e sesta (descanso após o
almoço), eminente (ilustre) e iminente (que está para ocor-
1. Sinônimos rer), osso (substantivo) e ouço (verbo), sede (substantivo e/
ou verbo “ser” no imperativo) e cede (verbo), comprimento
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto - (medida) e cumprimento (saudação), autuar (processar) e
LÍNGUA PORTUGUESA

abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir. atuar (agir), infligir (aplicar pena) e infringir (violar), deferir
Duas palavras são totalmente sinônimas quando são (atender a) e diferir (divergir), suar (transpirar) e soar (emi-
substituíveis, uma pela outra, em qualquer contexto (cara tir som), aprender (conhecer) e apreender (assimilar; apro-
e rosto, por exemplo); são parcialmente sinônimas quando, priar-se de), tráfico (comércio ilegal) e tráfego (relativo a
ocasionalmente, podem ser substituídas, uma pela outra, movimento, trânsito), mandato (procuração) e mandado
em deteminado enunciado (aguadar e esperar). (ordem), emergir (subir à superfície) e imergir (mergulhar,
afundar).

91
4. Hiperonímia e Hiponímia As estrelas deixam o céu mais bonito!

Hipônimos e hiperônimos são palavras que pertencem B) Conotação


a um mesmo campo semântico (de sentido), sendo o hipô- Uma palavra é usada no sentido conotativo quando
nimo uma palavra de sentido mais específico; o hiperôni- apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes in-
mo, mais abrangente. terpretações, dependendo do contexto em que esteja inse-
O hiperônimo impõe as suas propriedades ao hipônimo, rida, referindo-se a sentidos, associações e ideias que vão
criando, assim, uma relação de dependência semântica. Por além do sentido original da palavra, ampliando sua signifi-
exemplo: Veículos está numa relação de hiperonímia com cação mediante a circunstância em que a mesma é utiliza-
carros, já que veículos é uma palavra de significado ge- da, assumindo um sentido figurado e simbólico. Como no
nérico, incluindo motos, ônibus, caminhões. Veículos é um exemplo da palavra “pau”: em seu sentido conotativo ela
hiperônimo de carros. pode significar castigo (dar-lhe um pau), reprovação (tomei
Um hiperônimo pode substituir seus hipônimos em pau no concurso).
quaisquer contextos, mas o oposto não é possível. A utili- A conotação tem como finalidade provocar sentimen-
zação correta dos hiperônimos, ao redigir um texto, evita a tos no receptor da mensagem, através da expressividade e
repetição desnecessária de termos. afetividade que transmite. É utilizada principalmente numa
linguagem poética e na literatura, mas também ocorre em
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS conversas cotidianas, em letras de música, em anúncios pu-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- blicitários, entre outros. Exemplos:
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Você é o meu sol!
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- Minha vida é um mar de tristezas.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Você tem um coração de pedra!
Paulo: Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
#FicaDica
XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Lìngua Por- Procure associar Denotação com Dicionário:
tuguesa – 2.ª ed. reform. – São Paulo: Ediouro, 2000. trata-se de definição literal, quando o termo
é utilizado com o sentido que consta no
SITE dicionário.
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-an-
tonimos,-homonimos-e-paronimos
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Exemplos de variação no significado das palavras: Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido li- reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
teral) Paulo: Saraiva, 2010.
Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido fi-
gurado) SITE
Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado) http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denota-
As variações nos significados das palavras ocasionam cao/
o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo
(conotação) das palavras.
A) Denotação POLISSEMIA
Uma palavra é usada no sentido denotativo quando
apresenta seu significado original, independentemente Polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir
do contexto em que aparece. Refere-se ao seu significado multiplicidade de sentidos, que só se explicam dentro de
mais objetivo e comum, aquele imediatamente reconheci- um contexto. Trata-se, realmente, de uma única palavra,
do e muitas vezes associado ao primeiro significado que mas que abarca um grande número de significados dentro
aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal da de seu próprio campo semântico.
palavra. Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per-
LÍNGUA PORTUGUESA

A denotação tem como finalidade informar o receptor cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo um ca- algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se em
ráter prático. É utilizada em textos informativos, como jor- consideração as situações de aplicabilidade. Há uma infini-
nais, regulamentos, manuais de instrução, bulas de medi- dade de exemplos em que podemos verificar a ocorrência
camentos, textos científicos, entre outros. A palavra “pau”, da polissemia:
por exemplo, em seu sentido denotativo é apenas um pe- O rapaz é um tremendo gato.
daço de madeira. Outros exemplos: O gato do vizinho é peralta.
O elefante é um mamífero. Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.

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Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua so-
brevivência
O passarinho foi atingido no bico.

Nas expressões polissêmicas rede de deitar, rede de com-


putadores e rede elétrica, por exemplo, temos em comum
a palavra “rede”, que dá às expressões o sentido de “entre-
laçamento”. Outro exemplo é a palavra “xadrez”, que pode
ser utilizada representando “tecido”, “prisão” ou “jogo” – o
sentido comum entre todas as expressões é o formato qua-
driculado que têm.

1. Polissemia e homonímia
(http://www.humorbabaca.com/fotos/diversas/corto-ca-
belo-e-pinto. Acesso em 15/9/2014).
A confusão entre polissemia e homonímia é bastante
comum. Quando a mesma palavra apresenta vários signifi-
Poderíamos corrigir o cartaz de inúmeras maneiras, mas
cados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado,
quando duas ou mais palavras com origens e significados duas seriam:
distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma ho- Corte e coloração capilar
monímia. ou
A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode Faço corte e pintura capilar
significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é
polissemia porque os diferentes significados para a pala- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
vra “manga” têm origens diferentes. “Letra” é uma palavra Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
polissêmica: pode significar o elemento básico do alfabeto, reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
o texto de uma canção ou a caligrafia de um determinado Paulo: Saraiva, 2010.
indivíduo. Neste caso, os diferentes significados estão in- SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
terligados porque remetem para o mesmo conceito, o da coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
escrita.
SITE
2. Polissemia e ambiguidade http://www.brasilescola.com/gramatica/polissemia.htm

Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na


interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode
ser ambíguo, ou seja, apresentar mais de uma interpreta- EXERCÍCIO COMENTADO
ção. Esta ambiguidade pode ocorrer devido à colocação
específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em 1. (SUSAM/AM - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
uma frase. Vejamos a seguinte frase: – FGV/2014) “o país teve de recorrer a um programa de
Pessoas que têm uma alimentação equilibrada frequen- racionamento”. Assinale a opção que apresenta a forma de
temente são felizes. reescrever esse segmento, que altera o seu sentido original.
Neste caso podem existir duas interpretações diferen- a) O Brasil foi obrigado a recorrer a um programa de
tes:
racionamento.
As pessoas têm alimentação equilibrada porque são feli-
b) O país teve como recurso recorrer a um programa
zes ou são felizes porque têm uma alimentação equilibrada.
de racionamento.
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela
c) O Brasil foi levado a recorrer a um programa de ra-
pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma interpre-
tação. Para fazer a interpretação correta é muito importan- cionamento.
te saber qual o contexto em que a frase é proferida. d) O país obrigou‐se a recorrer a um programa de ra-
Muitas vezes, a disposição das palavras na construção cionamento.
do enunciado pode gerar ambiguidade ou, até mesmo, co- e) O Brasil optou por um programa de racionamento.
micidade. Repare na figura abaixo:
LÍNGUA PORTUGUESA

Resposta: Letra E. “o país teve de recorrer a um progra-


ma de racionamento”. Assinale a opção que apresenta a
forma de reescrever esse segmento, QUE ALTERA O
SEU SENTIDO ORIGINAL.
Em “a”: O Brasil foi obrigado a recorrer a um programa
de racionamento = mesmo sentido.
Em “b”: O país teve como recurso recorrer a um pro-
grama de racionamento = mesmo sentido.

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Em “c”: O Brasil foi levado a recorrer a um programa de chega-se ao mais importante: o sentido. O sentido do dis-
racionamento = mesmo sentido. curso não é fixo, por vários motivos: pelo contexto, pela es-
Em “d”: O país obrigou‐se a recorrer a um programa de tética, pela ordem do discurso, pela sua forma de constru-
racionamento = mesmo sentido. ção. O sentido do discurso encontra-se sempre em aberto
Em “e”: O Brasil optou por um programa de racionamen- para a possibilidade de interpretação do seu receptor. O
to = mudança de sentido (segundo o enunciado, o país efeito do discurso é, claramente, transmitir uma mensagem
não teve outra opção a não ser recorrer. Na alternativa, e alcançar um objetivo premeditado através da interpreta-
provavelmente havia outras opções, e o país escolheu a ção e interpelação do indivíduo alvo.
de “recorrer”).
1. Tipos de Discurso: direto, indireto e indireto livre

ANÁLISE E TIPO DE DISCURSO 1.1. Vozes do Discurso

A Análise do Discurso é uma prática da linguística no Ao lermos um texto, observamos que há um narrador
campo da Comunicação, e consiste em analisar a estrutura - que é quem conta o fato. Esse locutor ou narrador pode
de um texto e, a partir disto, compreender as construções introduzir outras vozes no texto para auxiliar a narrativa.
ideológicas presentes no mesmo. Para fazer a introdução dessas outras vozes no texto, a voz
O discurso em si é uma construção linguística atrelada principal ou privilegiada - o narrador - usa o que chama-
ao contexto social no qual o texto é desenvolvido. Ou seja, mos de discurso. O que vem a ser discurso dentro do texto?
as ideologias presentes em um discurso são diretamente É a forma como as falas são inseridas na narrativa. Ele pode
determinadas pelo contexto político-social em que vive o ser classificado em: direto, indireto e indireto livre.
seu autor. Mais que uma análise textual, a análise do Dis-
curso é uma análise contextual da estrutura discursiva em A) Discurso direto: reproduz fiel e literalmente algo
questão. dito por alguém. Um bom exemplo de discurso direto são
Michel Foucault descreveu a Ordem do Discurso como as citações ou transcrições exatas da declaração de alguém.
uma construção de características sociais. A sociedade que  Primeira pessoa (eu, nós) – é o narrador quem
promove o contexto do discurso analisado é a base de toda fala, usando aspas ou travessões para demarcar que está
a estrutura do texto, atrelando, deste modo, todo e qual- reproduzindo a fala de outra pessoa: “Não gosto disso” –
quer elemento que possa fazer parte do sentido do discur- disse a menina em tom zangado.
so. O texto só pode assim ser chamado se o seu receptor
for capaz de compreender o seu sentido, e isto cabe ao B) Discurso indireto: o narrador, usando suas próprias
autor do texto e à atenção que o mesmo der ao contex- palavras, conta o que foi dito por outra pessoa. Temos en-
to da construção de seu discurso. É a relação básica para tão uma mistura de vozes, pois as falas dos personagens
a existência da comunicação verbal: emissão – recepção – passam pela elaboração da fala do narrador.
compreensão.  Terceira pessoa - ele(s), ela(s) – O narrador só usa
As práticas discursivas geram também outros âmbitos sua própria voz, o que foi dito pela personagem passa pela
de análise do discurso, como o Universo de Concorrências, elaboração do narrador. Não há uma pontuação específica
que consiste na competição entre vários emissores para que marque o discurso indireto: A menina disse em tom
atingir um mesmo público-alvo. A partir disto, os emisso- zangado, que não gostava daquilo.
res precisam inteirar-se do contexto da vida do seu recep-
tor, para que deste modo possam interpelá-lo segundo sua C) Discurso indireto livre: É um discurso no qual há
própria ideologia, fazendo com que sua mensagem seja uma maior liberdade, o narrador insere a fala do persona-
recebida e assimilada pelo receptor sem que o mesmo per- gem de forma sutil, sem fazer uso das marcas do discurso
ceba que está sendo alvo de uma tentativa de convenci- direto. É necessário que se tenha atenção para não confun-
mento, por assim dizer. dir a fala do narrador com a fala do personagem, pois esta
Dentro da análise do Discurso há também o discurso surge de repente em meio à fala do narrador: A menina pe-
estético, feito por meio de imagens, e que interpelam o rambulava pela sala irritada e zangada. Eu não gosto disso!
indivíduo através de sua sensibilidade, que está ligada ao E parecia que ninguém a ouvia.
seu contexto também. A sensibilidade de um indivíduo se
define a partir do que, ao longo de sua vida, torna-se im- 1.2. Níveis de Linguagem
portante e desperta-lhe sentimentos. Com isto, podemos
LÍNGUA PORTUGUESA

analisar as artes produzidas em diferentes épocas da his- A língua é um código de que se serve o homem para
tória em todo o mundo e perceber as diferentes formas de elaborar mensagens, para se comunicar. Existem basica-
interpelação e contextualidade presentes nas mesmas. O mente duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas
discurso estético tem a mesma capacidade ideológica que funcionais:
o discurso verbal, com a vantagem de atingir o indivíduo A) a língua funcional de modalidade culta, língua
esteticamente, o que pode render muito mais rapidamente culta ou língua-padrão, que compreende a língua literá-
o sucesso do discurso aplicado. ria, tem por base a norma culta, forma linguística utilizada
A partir na análise de todos os aspectos do discurso pelo segmento mais culto e influente de uma sociedade.

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Constitui, em suma, a língua utilizada pelos veículos de Eu não a vi hoje.
comunicação de massa (emissoras de rádio e televisão, Ninguém o deixou falar.
jornais, revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja função é a de Deixe-me ver isso!
serem aliados da escola, prestando serviço à sociedade, co- Eu te amo, sim, mas não abuses!
laborando na educação; Não assisti ao filme nem vou assistir a ele.
B) a língua funcional de modalidade popular; língua Sou seu pai, por isso vou perdoar-lhe.
popular ou língua cotidiana, que apresenta gradações as
mais diversas, tem o seu limite na gíria e no calão. Considera-se momento neutro o utilizado nos veículos
de comunicação de massa (rádio, televisão, jornal, revista,
1.3. Norma culta etc.). Daí o fato de não se admitirem deslizes ou transgres-
sões da norma culta na pena ou na boca de jornalistas,
A norma culta, forma linguística que todo povo civiliza- quando no exercício do trabalho, que deve refletir serviço
do possui, é a que assegura a unidade da língua nacional. à causa do ensino.
E justamente em nome dessa unidade, tão importante do O momento solene, acessível a poucos, é o da arte poé-
ponto de vista político--cultural, que é ensinada nas esco- tica, caracterizado por construções de rara beleza.
las e difundida nas gramáticas. Sendo mais espontânea e Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume.
criativa, a língua popular afigura-se mais expressiva e dinâ- Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, deixa
mica. Temos, assim, à guisa de exemplificação: de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta o co-
Estou preocupado. (norma culta) mete, passando, assim, a constituir fato linguístico registro
Tô preocupado. (língua popular) de linguagem definitivamente consagrado pelo uso, ainda
Tô grilado. (gíria, limite da língua popular) que não tenha amparo gramatical. Exemplos:
Olha eu aqui! (Substituiu: Olha-me aqui!)
Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua; Vamos nos reunir. (Substituiu: Vamo-nos reunir)
urge conhecer a língua popular, captando-lhe a esponta- Não vamos nos dispersar. (Substituiu: Não nos vamos
neidade, expressividade e enorme criatividade, para viver; dispersar e Não vamos dispersar-nos)
urge conhecer a língua culta para conviver. Tenho que sair daqui depressinha. (Substituiu: Tenho de
Podemos, agora, definir gramática: é o estudo das nor- sair daqui bem depressa)
mas da língua culta. O soldado está a postos. (Substituiu: O soldado está no
seu posto)
1.4. O conceito de erro em língua
As formas impeço, despeço e desimpeço, dos verbos im-
Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto nos pedir, despedir e desimpedir, respectivamente, são exemplos
casos de ortografia. O que normalmente se comete são também de transgressões ou “erros” que se tornaram fatos
transgressões da norma culta. De fato, aquele que, num linguísticos, já que só correm hoje porque a maioria viu
momento íntimo do discurso, diz: “Ninguém deixou ele fa- tais verbos como derivados de pedir, que tem início, na sua
lar”, não comete propriamente erro; na verdade, transgride conjugação, com peço. Tanto bastou para se arcaizarem as
a norma culta. formas então legítimas impido, despido e desimpido, que hoje
Um repórter, ao cometer uma transgressão em sua fala, nenhuma pessoa bem-escolarizada tem coragem de usar.
transgride tanto quanto um indivíduo que comparece a um Em vista do exposto, será útil eliminar do vocabulário
banquete trajando xortes ou quanto um banhista, numa escolar palavras como corrigir e correto, quando nos refe-
praia, vestido de fraque e cartola. rimos a frases. “Corrija estas frases” é uma expressão que
Releva considerar, assim, o momento do discurso, que deve dar lugar a esta, por exemplo: “Converta estas frases
pode ser íntimo, neutro ou solene. O momento íntimo é o da língua popular para a língua culta”.
das liberdades da fala. No recesso do lar, na fala entre ami- Uma frase correta não é aquela que se contrapõe a uma
gos, parentes, namorados, etc., portanto, são consideradas frase “errada”; é, na verdade, uma frase elaborada confor-
perfeitamente normais construções do tipo: me as normas gramaticais; em suma, conforme a norma culta.
Eu não vi ela hoje.
Ninguém deixou ele falar. 1.5. Língua escrita e língua falada - Nível de lingua-
Deixe eu ver isso! gem
Eu te amo, sim, mas não abuse!
Não assisti o filme nem vou assisti-lo. A língua escrita, estática, mais elaborada e menos eco-
LÍNGUA PORTUGUESA

Sou teu pai, por isso vou perdoá-lo. nômica, não dispõe dos recursos próprios da língua falada.
Nesse momento, a informalidade prevalece sobre a A acentuação (relevo de sílaba ou sílabas), a entoação
norma culta, deixando mais livres os interlocutores. (melodia da frase), as pausas (intervalos significativos no
O momento neutro é o do uso da língua-padrão, que decorrer do discurso), além da possibilidade de gestos,
é a língua da Nação. Como forma de respeito, tomam-se olhares, piscadas, etc., fazem da língua falada a modalidade
por base aqui as normas estabelecidas na gramática, ou mais expressiva, mais criativa, mais espontânea e natural,
seja, a norma culta. Assim, aquelas mesmas construções se estando, por isso mesmo, mais sujeita a transformações e
alteram: a evoluções.

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Nenhuma, porém, sobrepõe-se a outra em importância. lidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência
Nas escolas, principalmente, costuma se ensinar a língua (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios
falada com base na língua escrita, considerada superior. fundamentais de toda administração pública, claro está
Decorrem daí as correções, as retificações, as emendas, a que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e co-
que os professores sempre estão atentos. municações oficiais.
Ao professor cabe ensinar as duas modalidades, mos- Não se concebe que um ato normativo de qualquer
trando as características e as vantagens de uma e outra, natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou
sem deixar transparecer nenhum caráter de superioridade impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido
ou inferioridade, que em verdade inexiste. dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são
Isso não implica dizer que se deve admitir tudo na lín- requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que
gua falada. A nenhum povo interessa a multiplicação de um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publi-
línguas. A nenhuma nação convém o surgimento de diale- cidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.
tos, consequência natural do enorme distanciamento entre Além de atender à disposição constitucional, a forma
uma modalidade e outra. dos atos normativos obedece a certa tradição. Há normas
A língua escrita é, foi e sempre será mais bem-ela- para sua elaboração que remontam ao período de nossa
borada que a língua falada, porque é a modalidade que história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade –
mantém a unidade linguística de um povo, além de ser a estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro de
que faz o pensamento atravessar o espaço e o tempo. Ne- 1822 – de que se aponha, ao final desses atos, o número de
nhuma reflexão, nenhuma análise mais detida será possível anos transcorridos desde a Independência. Essa prática foi
sem a língua escrita, cujas transformações, por isso mesmo, mantida no período republicano. Esses mesmos princípios
processam-se lentamente e em número consideravelmente (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de
menor, quando cotejada com a modalidade falada. linguagem formal) aplicam-se às comunicações oficiais:
Importante é fazer o educando perceber que o nível da elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser
linguagem, a norma linguística, deve variar de acordo com estritamente impessoais e uniformes, o que exige o uso de
a situação em que se desenvolve o discurso. certo nível de linguagem.
O ambiente sociocultural determina o nível da lingua- Nesse quadro, fica claro também que as comunicações
gem a ser empregado. O vocabulário, a sintaxe, a pronúncia oficiais são necessariamente uniformes, pois há sempre um
e até a entoação variam segundo esse nível. Um padre não único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas
fala com uma criança como se estivesse em uma missa, as- comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de
sim como uma criança não fala como um adulto. Um enge- expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjun-
nheiro não usará um mesmo discurso, ou um mesmo nível to dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogê-
de fala, para colegas e para pedreiros, assim como nenhum nea (o público).
professor utiliza o mesmo nível de fala no recesso do lar e Outros procedimentos rotineiros na redação de comu-
na sala de aula. nicações oficiais foram incorporados ao longo do tempo,
Existem, portanto, vários níveis de linguagem e, entre como as formas de tratamento e de cortesia, certos clichês
esses níveis, destacam-se em importância o culto e o coti- de redação, a estrutura dos expedientes, etc. Mencione-se,
diano, a que já fizemos referência. por exemplo, a fixação dos fechos para comunicações ofi-
ciais, regulados pela Portaria n.º 1 do Ministro de Estado da
Justiça, de 8 de julho de 1937.
REESCRITA DE TEXTOS DE DIFERENTES Acrescente-se, por fim, que a identificação que se bus-
GÊNEROS E NÍVEIS DE FORMALIDADE. cou fazer das características específicas da forma oficial de
CORRESPONDÊNCIA OFICIAL (CONFORME redigir não deve ensejar o entendimento de que se propo-
MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA nha a criação – ou se aceite a existência – de uma forma es-
REPÚBLICA). pecífica de linguagem administrativa, o que coloquialmen-
te e pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma
distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza
O QUE É REDAÇÃO OFICIAL pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e
de formas arcaicas de construção de frases.
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a ma- A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida
neira pela qual o Poder Público redige atos normativos e e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade básica –
comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de vista do comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe
LÍNGUA PORTUGUESA

Poder Executivo. certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira


A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoali- diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da cor-
dade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, conci- respondência particular, etc.
são, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses Apresentadas essas características fundamentais da re-
atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo dação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada
37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, uma delas.
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de lega-

96
1. A Impessoalidade restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o
jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer Ressalte-se que há necessariamente uma distância en-
pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários: tre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente di-
a) alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c) nâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de
alguém que receba essa comunicação. No caso da redação costumes, e pode eventualmente contar com outros ele-
oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou mentos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos,
aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Ser- a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores
viço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpo-
relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatá- ra mais lentamente as transformações, tem maior vocação
rio dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cida- para a permanência, e vale-se apenas de si mesma para
dãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros comunicar.
Poderes da União. A língua escrita, como a falada, compreende diferentes
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo,
deve ser dado aos assuntos que constam das comunica- em uma carta a um amigo, podemos nos valer de deter-
ções oficiais decorre: minado padrão de linguagem que incorpore expressões
a) da ausência de impressões individuais de quem co- extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer ju-
munica: embora se trate, por exemplo, de um expediente rídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário
assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de
nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Ob- linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finali-
tém-se, assim, uma desejável padronização, que permite dade com que a empregamos.
que comunicações elaboradas em diferentes setores da O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter
Administração guardem entre si certa uniformidade; impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto
com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cida- da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em
dão, sempre concebido como público, ou a outro órgão que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se
público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários
de forma homogênea e impessoal; do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de
universo temático das comunicações oficiais se restringe a que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou
questões que dizem respeito ao interesse público, é natural sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idios-
que não cabe qualquer tom particular ou pessoal. Desta sincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se
forma, não há lugar na redação oficial para impressões pes- atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.
soais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a Lembre-se de que o padrão culto nada tem contra a simpli-
um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo cidade de expressão, desde que não seja confundida com
de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão
interferência da individualidade que a elabora. culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios
de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais da língua literária.
contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária Pode-se concluir, então, que não existe propriamente
impessoalidade. um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do
padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que
2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais haverá preferência pelo uso de determinadas expressões,
ou será obedecida certa tradição no emprego das formas
A necessidade de empregar determinado nível de lin- sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se
guagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um consagre a utilização de uma forma de linguagem buro-
lado, do próprio caráter público desses atos e comunica- crática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser
ções; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui en- evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.
tendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem A linguagem técnica deve ser empregada apenas em
regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcio- situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indis-
namento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em criminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o
LÍNGUA PORTUGUESA

sua elaboração for empregada a linguagem adequada. O vocabulário próprio à determinada área, são de difícil en-
mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade tendimento por quem não esteja com eles familiarizado.
precípua é a de informar com clareza e objetividade. As Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comu-
comunicações que partem dos órgãos públicos federais nicações encaminhadas a outros órgãos da administração
devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão e em expedientes dirigidos aos cidadãos.
brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso
de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há
dúvida que um texto marcado por expressões de circulação

97
3. Formalidade e Padronização b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de
entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto circulação restrita, como a gíria e o jargão;
é, obedecem a certas regras de forma: além das já mencio- c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a
nadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto imprescindível uniformidade dos textos;
de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos
tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto linguísticos que nada lhe acrescentam.
ao correto emprego deste ou daquele pronome de trata- É pela correta observação dessas características que
mento para uma autoridade de certo; mais do que isso, a se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável
formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos
enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém,
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à principalmente, da falta da releitura que torna possível sua
necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a ad- correção.
ministração federal é una, é natural que as comunicações Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda,
que expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimento se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O
desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se que nos parece óbvio pode ser desconhecido por tercei-
atente para todas as características da redação oficial e que ros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos em
se cuide, ainda, da apresentação dos textos. decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para faz com que os tomemos como de conhecimento geral, o
o texto definitivo e a correta diagramação do texto são in- que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclare-
dispensáveis para a padronização. ça, precise os termos técnicos, o significado das siglas e
abreviações e os conceitos específicos que não possam ser
4. Concisão e Clareza dispensados.
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pres-
sa com que são elaboradas certas comunicações quase
A concisão é antes uma qualidade do que uma carac-
sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à
terística do texto oficial. Conciso é o texto que consegue
redação de um texto que não seja seguida por sua revisão.
transmitir um máximo de informações com um mínimo de
“Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a
palavras. Para que se redija com essa qualidade, é funda-
máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável reper-
mental que se tenha, além de conhecimento do assunto
cussão no redigir.
sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o
texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes
5. As Comunicações Oficiais
se percebem eventuais redundâncias ou repetições desne-
cessárias de ideias. 5.1. Introdução
O esforço de sermos concisos atende, basicamente,
ao princípio de economia linguística, à mencionada fór- A redação das comunicações oficiais deve, antes de
mula de empregar o mínimo de palavras para informar o tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo I, Aspec-
máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como tos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há características
economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar específicas de cada tipo de expediente, que serão trata-
passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em ta- das em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua
manho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, análise, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as
redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pro-
foi dito. nomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação
Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe do signatário.
em todo texto de alguma complexidade: ideias fundamen-
tais e ideias secundárias. Estas últimas podem esclarecer o 6. Pronomes de Tratamento
sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas existem
também ideias secundárias que não acrescentam informa- 6.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento
ção alguma ao texto, nem têm maior relação com as funda-
mentais, podendo, por isso, ser dispensadas. O uso de pronomes e locuções pronominais de trata-
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto ofi- mento tem larga tradição na língua portuguesa. De acor-
LÍNGUA PORTUGUESA

cial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita do com Said Ali, após serem incorporados ao português
imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza os pronomes latinos tu e vos, “como tratamento direto da
não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra”, passou-
das demais características da redação oficial. Para ela con- -se a empregar, como expediente linguístico de distinção
correm: e de respeito, a segunda pessoa do plural no tratamento
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de inter- de pessoas de hierarquia superior. Prossegue o autor: “Ou-
pretações que poderia decorrer de um tratamento perso- tro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que
nalista dado ao texto; se dirigia a palavra a um atributo ou qualidade eminente

98
da pessoa de categoria superior, e não a ela própria. Assim Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
aproximavam-se os vassalos de seu rei com o tratamento Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
de vossa mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se o trata-
mento ducal de vossa excelência e adotaram-se na hierar- c) do Poder Judiciário:
quia eclesiástica vossa reverência, vossa paternidade, vossa Ministros dos Tribunais Superiores;
eminência, vossa santidade.” Membros de Tribunais;
A partir do final do século XVI, esse modo de tratamen- Juízes;
to indireto já estava em voga também para os ocupantes Auditores da Justiça Militar.
de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu para vosme-
cê, e depois para o coloquial você. E o pronome vós, com O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas
o tempo, caiu em desuso. É dessa tradição que provém o aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do
atual emprego de pronomes de tratamento indireto como cargo respectivo:
forma de dirigirmo-nos às autoridades civis, militares e Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
eclesiásticas. Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal
6.2. Concordância com os Pronomes de Tratamento Federal.

Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa As demais autoridades serão tratadas com o vocativo
indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à con- Senhor, seguido do cargo respectivo:
cordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram Senhor Senador,
a segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, Senhor Juiz,
ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância Senhor Ministro,
para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o subs- Senhor Governador,
tantivo que integra a locução como seu núcleo sintático:
“Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência
No envelope, o endereçamento das comunicações di-
conhece o assunto”.
rigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos
seguinte forma:
a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pes-
A Sua Excelência o Senhor
soa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa
Fulano de Tal
... vosso...”). Já quanto aos adjetivos referidos a esses pro-
Ministro de Estado da Justiça
nomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da
70064-900 – Brasília. DF
pessoa a que se refere, e não com o substantivo que com-
põe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o
correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria A Sua Excelência o Senhor
deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está Senador Fulano de Tal
atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”. Senado Federal
70165-900 – Brasília. DF
6.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento
A Sua Excelência o Senhor
Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento Fulano de Tal
obedece a secular tradição. São de uso consagrado: Juiz de Direito da 10.ª Vara Cível
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: Rua ABC, n.º 123
a) do Poder Executivo; 01010-000 – São Paulo. SP
Presidente da República;
Vice-Presidente da República; Em comunicações oficiais, está abolido o uso do trata-
Ministros de Estado; mento Digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lis-
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Dis- ta anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe
trito Federal; qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida
Oficiais-Generais das Forças Armadas; evocação.
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupan- Vossa Senhoria é empregado para as demais autorida-
LÍNGUA PORTUGUESA

tes de cargos de natureza especial; des e para particulares. O vocativo adequado é:


Secretários de Estado dos Governos Estaduais; Senhor Fulano de Tal,
Prefeitos Municipais. (...)
No envelope, deve constar do endereçamento:
b) do Poder Legislativo: Ao Senhor
Deputados Federais e Senadores; Fulano de Tal
Ministros do Tribunal de Contas da União; Rua ABC, n.º 123
Deputados Estaduais e Distritais; 12345-000 – Curitiba. PR

99
Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado (espaço para assinatura)
o emprego do superlativo ilustríssimo para as autorida- NOME
des que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento (espaço para assinatura)
Senhor. NOME
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, Ministro de Estado da Justiça
e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente.
Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a as-
dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluí- sinatura em página isolada do expediente. Transfira para
do curso universitário de doutorado. É costume designar essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.
por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em
Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Se- 9. O Padrão Ofício
nhor confere a desejada formalidade às comunicações.
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, Há três tipos de expedientes que se diferenciam an-
empregada, por força da tradição, em comunicações dirigi- tes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o
das a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo: memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se ado-
Magnífico Reitor, (...) tar uma diagramação única, que siga o que chamamos de
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo padrão ofício.
com a hierarquia eclesiástica, são:
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. 10. Partes do documento no Padrão Ofício
O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre, (...)
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssi- O aviso, o ofício e o memorando devem conter as se-
ma, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o guintes partes:
vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentís- a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do
simo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, (...) órgão que o expede: Exemplos: Mem. 123/2002-MF Aviso
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comu- 123/2002-SG Of. 123/2002-MME
nicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; b) local e data em que foi assinado, por extenso, com
Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendís- alinhamento à direita: Exemplo:
sima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Brasília, 15 de março de 1991.
Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, cléri-
gos e demais religiosos. c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
7. Fechos para Comunicações Assunto: Necessidade de aquisição de novos computa-
dores.
O fecho das comunicações oficiais possui, além da fina- d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é
lidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destina- dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído
tário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados também o endereço.
foram regulados pela Portaria n.º 1 do Ministério da Justiça, e) texto: nos casos em que não for de mero encaminha-
de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de mento de documentos, o expediente deve conter a seguin-
simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o te estrutura:
emprego de somente dois fechos diferentes para todas as – introdução, que se confunde com o parágrafo de
modalidades de comunicação oficial: abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”,
República: Respeitosamente, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empregue
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierar- a forma direta;
quia inferior: Atenciosamente, – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi- o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas
das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tra- devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere
dição próprios, devidamente disciplinados no Manual de maior clareza à exposição;
Redação do Ministério das Relações Exteriores. – conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente rea-
presentada a posição recomendada sobre o assunto.
LÍNGUA PORTUGUESA

8. Identificação do Signatário Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto


nos casos em que estes estejam organizados em itens ou
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente títulos e subtítulos. Já quando se tratar de mero encami-
da República, todas as demais comunicações oficiais de- nhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
vem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, – introdução: deve iniciar com referência ao expedien-
abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação te que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do do-
deve ser a seguinte: cumento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a in-
formação do motivo da comunicação, que é encaminhar,

100
indicando a seguir os dados completos do documento l) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de
encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto arquivo Rich Text nos documentos de texto;
de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminha- m) dentro do possível, todos os documentos elabora-
do, segundo a seguinte fórmula: “Em resposta ao Aviso n.º dos devem ter o arquivo de texto preservado para consulta
12, de 1.º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do posterior ou aproveitamento de trechos para casos análo-
Ofício n.º 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral gos;
de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano n) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos de-
de Tal.” Ou “Encaminho, para exame e pronunciamento, a vem ser formados da seguinte maneira: tipo do documento
anexa cópia do telegrama no 12, de 1.º de fevereiro de 1991, + número do documento + palavras-chaves do conteúdo.
do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002”
respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas
na região Nordeste.” 12. Aviso e Ofício
– desenvolvimento: se o autor da comunicação dese-
jar fazer algum comentário a respeito do documento que 12.1. Definição e Finalidade
encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvi-
mento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvol- Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial
vimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que
f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações); o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Esta-
g) assinatura do autor da comunicação; e do, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o
h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos
Signatário). têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pe-
los órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do
11. Forma de diagramação ofício, também com particulares.
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à se-
12.2. Forma e Estrutura
guinte forma de apresentação:
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo
corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas
do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca
de rodapé;
o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido de
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Ro-
vírgula. Exemplos:
man poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
c) é obrigatório constar a partir da segunda página o
número da página; Senhora Ministra
d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser Senhor Chefe de Gabinete
impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as mar-
gens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as
páginas pares (“margem espelho”); seguintes informações do remetente:
e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm – nome do órgão ou setor;
de distância da margem esquerda; – endereço postal;
f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, – telefone e endereço de correio eletrônico.
no mínimo, 3,0 cm de largura;
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 13. Memorando
cm;
O constante neste item aplica-se também à exposição 13.1. Definição e Finalidade
de motivos e à mensagem (v. 4. Exposição de Motivos e 5.
Mensagem). O memorando é a modalidade de comunicação entre
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as li- unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem
nhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis dife-
de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha rentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação
em branco; eminentemente interna. Pode ter caráter meramente admi-
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, subli- nistrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos,
nhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bor- ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado
LÍNGUA PORTUGUESA

das ou qualquer outra forma de formatação que afete a setor do serviço público. Sua característica principal é a
elegância e a sobriedade do documento; agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de proce-
papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas dimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento
para gráficos e ilustrações; do número de comunicações, os despachos ao memorando
k) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício de- devem ser dados no próprio documento e, no caso de fal-
vem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 ta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimen-
x 21,0 cm; to permite formar uma espécie de processo simplificado,

101
assegurando maior transparência à tomada de decisões, e Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente
permitindo que se historie o andamento da matéria tratada que a atenção aos requisitos básicos da redação oficial (cla-
no memorando. reza, concisão, impessoalidade, formalidade, padronização
e uso do padrão culto de linguagem) deve ser redobrada.
13.2. Forma e Estrutura A exposição de motivos é a principal modalidade de co-
municação dirigida ao Presidente da República pelos Ministros.
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada
padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário ou,
deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos: ainda, ser publicada no Diário Oficial da União, no todo ou
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração em parte.
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
15. Mensagem
14. Exposição de Motivos
15.1. Definição e Finalidade
14.1. Definição e Finalidade
É o instrumento de comunicação oficial entre os Che-
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presi- fes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens en-
dente da República ou ao Vice-Presidente para: viadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo
a) informá-lo de determinado assunto; para informar sobre fato da Administração Pública; expor o
b) propor alguma medida; ou plano de governo por ocasião da abertura de sessão legis-
c) submeter a sua consideração projeto de ato norma- lativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que de-
tivo. pendem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; en-
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente fim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja
da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o de interesse dos poderes públicos e da Nação.
assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Mi-
motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvi- nistérios à Presidência da República, a cujas assessorias ca-
dos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial. berá a redação final.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Con-
14.2. Forma e Estrutura gresso Nacional têm as seguintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, comple-
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresenta- mentar ou financeira. Os projetos de lei ordinária ou com-
ção do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). plementar são enviados em regime normal (Constituição,
A exposição de motivos, de acordo com sua finalida- art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1.º a 4.º).
de, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o
aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e ou- regime normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem,
tra para a que proponha alguma medida ou submeta pro- com solicitação de urgência.
jeto de ato normativo. Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Mem-
No primeiro caso, o da exposição de motivos que sim- bros do Congresso Nacional, mas é encaminhada com avi-
plesmente leva algum assunto ao conhecimento do Pre- so do Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao
sidente da República, sua estrutura segue o modelo antes Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para que
referido para o padrão ofício. Já a exposição de motivos que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput).
submeta à consideração do Presidente da República a suges- Quanto aos projetos de lei financeira (que compreen-
tão de alguma medida a ser adotada ou a que lhe apresente dem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos
projeto de ato normativo – embora sigam também a estrutu- anuais e créditos adicionais), as mensagens de encaminha-
ra do padrão ofício –, além de outros comentários julgados mento dirigem-se aos Membros do Congresso Nacional,
pertinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente, apontar: e os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Se-
a) na introdução: o problema que está a reclamar a ado- cretário do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da
ção da medida ou do ato normativo proposto; Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida financeiras em sessão conjunta, mais precisamente, “na for-
ou aquele ato normativo o ideal para se solucionar ma do regimento comum”. E à frente da Mesa do Congresso
o problema, e eventuais alternativas existentes para Nacional está o Presidente do Senado Federal (Constitui-
LÍNGUA PORTUGUESA

equacioná-lo; ção, art. 57, § 5.º), que comanda as sessões conjuntas.


c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser to- As mensagens aqui tratadas coroam o processo desen-
mada, ou qual ato normativo deve ser editado para volvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange minu-
solucionar o problema. cioso exame técnico, jurídico e econômico-financeiro das
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à ex- matérias objeto das proposições por elas encaminhadas.
posição de motivos, devidamente preenchido, de acordo Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos
Com o modelo previsto no Anexo II do Decreto n.º 4.176, órgãos interessados no assunto das proposições, entre eles
de 28 de março de 2002. o da Advocacia-Geral da União. Mas, na origem das pro-

102
postas, as análises necessárias constam da exposição de O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da
motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1. Exposição de Presidência da República. Esta mensagem difere das de-
Motivos) – exposição que acompanhará, por cópia, a men- mais porque vai encadernada e é distribuída a todos os
sagem de encaminhamento ao Congresso. Congressistas em forma de livro.
b) encaminhamento de medida provisória. h) comunicação de sanção (com restituição de autógra-
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Cons- fos).
tituição, o Presidente da República encaminha mensagem Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso
ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso para o Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da
Primeiro Secretário do Senado Federal, juntando cópia da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa
medida provisória, autenticada pela Coordenação de Do- o número que tomou a lei e se restituem dois exemplares
cumentação da Presidência da República. dos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da
c) indicação de autoridades. República terá aposto o despacho de sanção.
As mensagens que submetem ao Senado Federal a in- i) comunicação de veto.
dicação de pessoas para ocuparem determinados cargos Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição,
(magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do TCU, art. 66, § 1.º), a mensagem informa sobre a decisão de ve-
Presidentes e Diretores do Banco Central, Procurador-Ge- tar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, e as
ral da República, Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra no Diário
em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III e IV, Oficial da União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário das
atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência demais mensagens, cuja publicação se restringe à notícia
privativa para aprovar a indicação. do seu envio ao Poder Legislativo.
O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, j) outras mensagens.
acompanha a mensagem. Também são remetidas ao Legislativo com regular fre-
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice- quência mensagens com:
-Presidente da República se ausentar do País por mais de – encaminhamento de atos internacionais que acarre-
tam encargos ou compromissos gravosos (Constituição,
15 dias.
art. 49, I);
Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art.
– pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis
49, III, e 83), e a autorização é da competência privativa do
às operações e prestações interestaduais e de exportação
Congresso Nacional.
(Constituição, art. 155, § 2.º, IV);
O Presidente da República, tradicionalmente, por cor-
– proposta de fixação de limites globais para o montan-
tesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz
te da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-
– pedido de autorização para operações financeiras ex-
-lhes mensagens idênticas.
ternas (Constituição, art. 52, V); e outros.
e) encaminhamento de atos de concessão e renovação Entre as mensagens menos comuns estão as de:
de concessão de emissoras de rádio e TV. – convocação extraordinária do Congresso Nacional
A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Con- (Constituição, art. 57, § 6.º);
gresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49 da Cons- – pedido de autorização para exonerar o Procurador-
tituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga ou -Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2.º);
renovação da concessão após deliberação do Congresso – pedido de autorização para declarar guerra e decretar
Nacional (Constituição, art. 223, § 3.º). Descabe pedir na mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
mensagem a urgência prevista no art. 64 da Constituição, – pedido de autorização ou referendo para celebrar a
porquanto o § 1.º do art. 223 já define o prazo da trami- paz (Constituição, art. 84, XX);
tação. – justificativa para decretação do estado de defesa ou
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4.º);
mensagem o correspondente processo administrativo. – pedido de autorização para decretar o estado de sítio
f) encaminhamento das contas referentes ao exercício (Constituição, art. 137);
anterior. – relato das medidas praticadas na vigência do esta-
O Presidente da República tem o prazo de sessenta do de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo
dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao único);
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício an- – proposta de modificação de projetos de leis financei-
terior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da ras (Constituição, art. 166, § 5.º);
LÍNGUA PORTUGUESA

Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1.º), – pedido de autorização para utilizar recursos que fi-
sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de carem sem despesas correspondentes, em decorrência de
contas (Constituição, art. 51, II), em procedimento discipli- veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária
nado no art. 215 do seu Regimento Interno. anual (Constituição, art. 166, § 8.º);
g) mensagem de abertura da sessão legislativa. – pedido de autorização para alienar ou conceder terras
Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art.
a situação do País e solicitação de providências que julgar 188, § 1.º); etc.
necessárias (Constituição, art. 84, XI).

103
5.2. Forma e Estrutura 17.2. Forma e Estrutura

As mensagens contêm: Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a


a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, estrutura que lhes são inerentes.
horizontalmente, no início da margem esquerda: É conveniente o envio, juntamente com o documento
Mensagem n.º principal, de folha de rosto e de pequeno formulário com os
dados de identificação da mensagem a ser enviada, confor-
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e me exemplo a seguir:
o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da mar-
gem esquerda; [Órgão Expedidor]
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, [setor do órgão expedidor]
[endereço do órgão expedidor]
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; Destinatário:____________________________________
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do No do fax de destino:_______________ Data:___/___/___
texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a Remetente: ____________________________________
margem direita. Tel. p/ contato:____________ Fax/correio eletrônico:____
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Pre- No de páginas: ________No do documento:____________
sidente da República, não traz identificação de seu signa-
tário. Observações:___________________________________

16. Telegrama 18. Correio Eletrônico

16.1. Definição e Finalidade 18.1 Definição e finalidade

Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e
os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de celeridade, transformou-se na principal forma de comuni-
telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de cação para transmissão de documentos.
telegrafia, telex, etc.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos 18.2. Forma e Estrutura
cofres públicos e tecnologicamente superada, deve restrin-
gir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações que Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô-
não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma
a urgência justifique sua utilização e, também em razão de rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso
seu custo elevado, esta forma de comunicação deve pau- de linguagem incompatível com uma comunicação oficial
tar-se pela concisão (v. 1.4. Concisão e Clareza). (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais).
O campo assunto do formulário de correio eletrônico
16.2. Forma e Estrutura deve ser preenchido de modo a facilitar a organização do-
cumental tanto do destinatário quanto do remetente.
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utili-
a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos zado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem
Correios e em seu sítio na Internet. que encaminha algum arquivo deve trazer informações mí-
nimas sobre seu conteúdo.
17. Fax Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de con-
firmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar
17.1. Definição e Finalidade da mensagem pedido de confirmação de recebimento.

O fax (forma abreviada já consagrada de fac-símile) é 18.3 Valor documental


uma forma de comunicação que está sendo menos usada
devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a Nos termos da legislação em vigor, para que a mensa-
transmissão de mensagens urgentes e para o envio ante- gem de correio eletrônico tenha valor documental, e para
cipado de documentos, de cujo conhecimento há premên- que possa ser aceito como documento original, é neces-
LÍNGUA PORTUGUESA

cia, quando não há condições de envio do documento por sário existir certificação digital que ateste a identidade do
meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue remetente, na forma estabelecida em lei.
posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com có-
pia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em
certos modelos, deteriora-se rapidamente.

104
ELEMENTOS DE ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA 6. Sujeito - verbo de ligação - predicativo - (adjunto ad-
verbial)
1. Problemas de Construção de Frases O problema - será - resolvido - prontamente.

A clareza e a concisão na forma escrita são alcançadas, Estes seriam os padrões básicos para as orações, ou
principalmente, pela construção adequada da frase, “a me- seja, as frases que possuem apenas um verbo conjugado.
nor unidade autônoma da comunicação”, na definição de Na construção de períodos, as várias funções podem ocor-
Celso Pedro Luft. rer em ordem inversa à mencionada, misturando-se e con-
A função essencial da frase é desempenhada pelo pre- fundindo-se. Não interessa aqui análise exaustiva de todos
dicado, que, para Adriano da Gama Kury, pode ser entendi- os padrões existentes na língua portuguesa. O que importa
do como “a enunciação pura de um fato qualquer”. Sempre é fixar a ordem normal dos elementos nesses seis padrões
que a frase possuir pelo menos um verbo, recebe o nome básicos. Acrescente-se que períodos mais complexos, com-
de período, que terá tantas orações quantos forem os ver- postos por duas ou mais orações, em geral podem ser re-
bos não auxiliares que o constituem. duzidos aos padrões básicos (de que derivam).
Outra função relevante é a do sujeito – mas não indis- Os problemas mais frequentemente encontrados na
pensável, pois há orações sem sujeito, ditas impessoais –, construção de frases dizem respeito à má pontuação, à
de quem se diz algo, cujo núcleo é sempre um substantivo. ambiguidade da ideia expressa, à elaboração de falsos pa-
Sempre que o verbo o exigir, teremos nas orações substan- ralelismos, erros de comparação, etc. Decorrem, em geral,
tivos (nomes ou pronomes) que desempenham a função do desconhecimento da ordem das palavras na frase. In-
de complementos (objetos direto e indireto, predicativo e dicam-se, a seguir, alguns desses defeitos mais comuns e
complemento adverbial). Função acessória desempenham recorrentes na construção de frases, registrados em docu-
os adjuntos adverbiais, que vêm geralmente ao final da mentos oficiais.
oração, mas que podem ser ou intercalados aos elementos
que desempenham as outras funções, ou deslocados para 2. Sujeito
o início da oração.
Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos ele- Como dito, o sujeito é o ser de quem se fala ou que
mentos que compõem uma oração (Observação: os parên- executa a ação enunciada na oração. Ele pode ter comple-
teses indicam os elementos que podem não ocorrer): mento, mas não ser complemento. Devem ser evitadas,
portanto, construções como:
(sujeito) - verbo - (complementos) - (adjunto adverbial).
Errado: É tempo do Congresso votar a emenda.
Podem ser identificados seis padrões básicos para as Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda.
orações pessoais (isto é, com sujeito) na língua portuguesa
(a função que vem entre parênteses é facultativa e pode Errado: Apesar das relações entre os países estarem cor-
ocorrer em ordem diversa): tadas, (...).
Certo: Apesar de as relações entre os países estarem cor-
1. Sujeito - verbo intransitivo - (Adjunto Adverbial) tadas, (...).
O Presidente - regressou - (ontem).
Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim.
2. Sujeito - verbo transitivo direto - objeto direto - (ad- Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim.
junto adverbial)
O Chefe da Divisão - assinou - o termo de posse - (na Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...).
manhã de terça-feira). Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).

3. Sujeito - verbo transitivo indireto - objeto indireto - Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo,
(adjunto adverbial). (...).
O Brasil - precisa - de gente honesta - (em todos os se- Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo,
tores). (...).

4. Sujeito - verbo transitivo direto e indireto - obj. direto 3. Frases Fragmentadas


- obj. indireto - (adj. Adv.)
LÍNGUA PORTUGUESA

Os desempregados - entregaram - suas reivindicações - A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma


ao Deputado - (no Congresso). oração subordinada ou uma simples locução como se fosse
uma frase completa”. Decorre da pontuação errada de uma
5. Sujeito - verbo transitivo indireto - complemento ad- frase simples. Embora seja usada como recurso estilístico
verbial - (adjunto adverbial) na literatura, a fragmentação de frases deve ser evitada nos
A reunião do Grupo de Trabalho - ocorrerá - em Buenos textos oficiais, pois muitas vezes dificulta a compreensão.
Aires - (na próxima semana). Exemplo:
O Presidente - voltou - da Europa - (na sexta-feira)

105
Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, se-
Nacional. Depois de ser longamente debatido. gurança, inteligência e ambição.
Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso
Nacional, depois de ser longamente debatido. Atentemos, ainda, para o problema inverso, o falso pa-
Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa ralelismo, que ocorre ao se dar forma paralela (equivalente)
recebeu a aprovação do Congresso Nacional. a ideias de hierarquia diferente ou, ainda, ao se apresentar,
de forma paralela, estruturas sintáticas distintas:
Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente sub- Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o Papa.
metido ao Presidente da República, que o aprovou. Consul-
tadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal. Nesta frase, colocou-se em um mesmo nível cidades
Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente sub- (Paris, Bonn, Roma) e uma pessoa (o Papa). Uma possibili-
metido ao Presidente da República, que o aprovou, consulta- dade de correção é transformá-la em duas frases simples,
das as áreas envolvidas na elaboração do texto legal. com o cuidado de não repetir o verbo da primeira (visitar):
Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta
4. Erros de Paralelismo última capital, encontrou-se com o Papa.

Uma das convenções estabelecidas na linguagem es- Mencionemos, por fim, o falso paralelismo provocado
crita “consiste em apresentar ideias similares numa forma pelo uso inadequado da expressão “e que” num período
gramatical idêntica”, o que se chama de paralelismo. Assim, que não contém nenhum “que” anterior.
incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a ele- Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que
mentos paralelos. Vejamos alguns exemplos: tem sólida formação acadêmica.
Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministé- Para corrigir a frase, suprimimos o pronome relativo:
rios economizar energia e que elaborassem planos de redu- Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem sóli-
ção de despesas.
da formação acadêmica.
Na frase temos, nas duas orações subordinadas que
Outro exemplo de falso paralelismo com “e que”:
completam o sentido da principal, duas estruturas diferen-
Errado: Neste momento, não se devem adotar medidas
tes para ideias equivalentes: a primeira oração (economizar
precipitadas, e que comprometam o andamento de todo o
energia) é reduzida de infinitivo, enquanto a segunda (que
programa.
elaborassem planos de redução de despesas) é uma oração
Da mesma forma com que corrigimos o exemplo ante-
desenvolvida introduzida pela conjunção integrante que.
rior, aqui podemos suprimir a conjunção:
Há mais de uma possibilidade de escrevê-la com clareza e
correção; uma seria a de apresentar as duas orações subor- Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas
dinadas como desenvolvidas, introduzidas pela conjunção precipitadas, que comprometam o andamento de todo o
integrante que: programa.

Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministé- 5. Erros de Comparação


rios que economizassem energia e (que) elaborassem planos
para redução de despesas. A omissão de certos termos ao fazermos uma compa-
ração, omissão própria da língua falada, deve ser evitada
Outra possibilidade: as duas orações são apresentadas na língua escrita, pois compromete a clareza do texto: nem
como reduzidas de infinitivo: sempre é possível identificar, pelo contexto, qual o termo
Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministé- omitido. A ausência indevida de um termo pode impossi-
rios economizar energia e elaborar planos para redução de bilitar o entendimento do sentido que se quer dar a uma
despesas. frase:

Nas duas correções respeita-se a estrutura paralela na Errado: O salário de um professor é mais baixo do que
coordenação de orações subordinadas. um médico.
Mais um exemplo de frase inaceitável na língua escrita A omissão de termos provocou uma comparação inde-
culta: vida: “o salário de um professor” com “um médico”.
LÍNGUA PORTUGUESA

Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o
não ser inseguro, inteligência e ter ambição. salário de um médico.
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o
O problema aqui decorre de coordenar palavras (subs- de um médico.
tantivos) com orações (reduzidas de infinitivo).
Para tornar a frase clara e correta, pode-se optar ou por Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria.
transformá-la em frase simples, substituindo as orações re- Novamente, a não repetição dos termos comparados
duzidas por substantivos: confunde. Alternativas para correção:

106
Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da Há, ainda, outro tipo de ambiguidade, que decorre da
Portaria. dúvida sobre a que se refere a oração reduzida:
Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria. Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o
funcionário.
Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas Para evitar o tipo de ambiguidade do exemplo acima,
do que os Ministérios do Governo. deve-se deixar claro qual o sujeito da oração reduzida.
No exemplo acima, a omissão da palavra “outros” (ou Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este in-
“demais”) acarretou imprecisão: disciplinado.
Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
do que os outros Ministérios do Governo. Ambíguo: Depois de examinar o paciente, uma senhora
Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas chamou o médico.
do que os demais Ministérios do Governo. Claro: Depois que o médico examinou o paciente, foi
chamado por uma senhora.
6. Ambiguidade
SITE
Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual-
mais de um sentido. Como a clareza é requisito básico de redpr2aed.pdf
todo texto oficial, deve-se atentar para as construções que
possam gerar equívocos de compreensão.
A ambiguidade decorre, em geral, da dificuldade de
identificar a qual palavra se refere um pronome que possui EXERCÍCIOS COMENTADOS
mais de um antecedente na terceira pessoa. Pode ocorrer
com: 1. (ANTAQ – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE
SERVIÇOS DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS – SU-
A) pronomes pessoais: PERIOR - CESPE/2014) Considerando aspectos estrutu-
Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado que rais e linguísticos das correspondências oficiais, julgue os
ele seria exonerado. itens que se seguem, de acordo com o Manual de Redação
Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu se- da Presidência da República.
cretariado. O tratamento Digníssimo deve ser empregado para todas
Ou então, caso o entendimento seja outro: as autoridades do poder público, uma vez que a dignidade
Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exo- é tida como qualidade inerente aos ocupantes de cargos
neração deste. públicos.

B) pronomes possessivos e pronomes oblíquos: ( ) CERTO ( ) ERRADO


Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da Repúbli-
ca, em seu discurso, e solicitou sua intervenção no seu Esta- Resposta: Errado. Vamos ao Manual: O Manual ainda
do, mas isso não o surpreendeu. preceitua que a forma de tratamento “Digníssimo” fica
Observe a multiplicidade de ambiguidade no exemplo abolida (...) afinal, a dignidade é condição primordial
acima, a qual torna incompreensível o sentido da frase. para que tais cargos públicos sejam ocupados.
Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_ofi-
da República. No pronunciamento, solicitou a intervenção cial_publicacoes_ver.php?id=2
federal em seu Estado, o que não surpreendeu o Presidente
da República. 2. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA/SE – TÉCNICO JUDICIÁ-
RIO – MÉDIO - CESPE/2014) Em toda comunicação
C) pronome relativo: oficial, exceto nas direcionadas a autoridades estrangeiras,
Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu deve-se fazer uso dos fechos Respeitosamente ou Atencio-
costumava trabalhar. samente, de acordo com as hierarquias do destinatário e
Não fica claro se o pronome relativo da segunda oração do remetente.
faz referência “à mesa” ou “a gabinete”. Esta ambiguidade ( ) CERTO ( ) ERRADO
se deve ao pronome relativo “que”, sem marca de gênero.
LÍNGUA PORTUGUESA

A solução é recorrer às formas o qual, a qual, os quais, as Resposta: Certo. Segundo o Manual de Redação Ofi-
quais, que marcam gênero e número. cial: (...) Manual estabelece o emprego de somente dois
Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costu- fechos diferentes para todas as modalidades de comu-
mava trabalhar. nicação oficial:
Se o entendimento é outro, então: A) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da
Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costu- República: Respeitosamente,
mava trabalhar. B) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierar-
quia inferior: Atenciosamente,

107
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi- 5. (ANTAQ – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE
das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e SERVIÇOS DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS –
tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual CESPE/2014) Considerando aspectos estruturais e lin-
de Redação do Ministério das Relações Exteriores. guísticos das correspondências oficiais, julgue os itens que
se seguem, de acordo com o Manual de Redação da Presi-
3. (ANP – CONHECIMENTO BÁSICO PARA TODOS dência da República.
OS CARGOS – CESPE/2013) Na redação de uma ata, O tratamento Digníssimo deve ser empregado para todas
devem-se relatar exaustivamente, com o máximo de deta- as autoridades do poder público, uma vez que a dignidade
lhamento possível, incluindo-se os aspectos subjetivos, as é tida como qualidade inerente aos ocupantes de cargos
discussões, as propostas, as resoluções e as deliberações públicos.
ocorridas em reuniões e eventos que exigem registro.
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
Resposta: Errado. Vamos ao Manual: O Manual ainda
Resposta: Errado. Ata é um documento administrati- preceitua que a forma de tratamento “Digníssimo” fica
vo que tem a finalidade de registrar de modo sucinto a abolida (...) afinal, a dignidade é condição primordial
sequência de eventos de uma reunião ou assembleia de para que tais cargos públicos sejam ocupados.
pessoas com um fim específico. É característica da Ata Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_ofi-
apresentar um resumo, cronologicamente disposto, de cial_publicacoes_ver.php?id=2
modo infalível, de todo o desenrolar da reunião.
(Fonte: https://www.10emtudo.com.br/aula/ensino/a_
redacao_oficial_ata/)

4. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA/SE – TÉCNICO JUDICIÁ-


RIO – CESPE/2014) Em toda comunicação oficial, exceto
nas direcionadas a autoridades estrangeiras, deve-se fazer
uso dos fechos Respeitosamente ou Atenciosamente, de
acordo com as hierarquias do destinatário e do remetente.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Certo. Segundo o Manual de Redação Ofi-


cial: (...) Manual estabelece o emprego de somente dois
fechos diferentes para todas as modalidades de comu-
nicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da
República: Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierar-
quia inferior: Atenciosamente,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi-
das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tra-
dição próprios, devidamente disciplinados no Manual de
Redação do Ministério das Relações Exteriores.
LÍNGUA PORTUGUESA

108
HORA DE PRATICAR!

1. (MAPA - AUDITOR FISCAL FEDERAL AGROPECUÁRIO - MÉDICO VETERINÁRIO – SUPERIOR - ESAF –


2017) Assinale a opção que apresenta desvio de grafia da palavra.
A acupuntura é uma terapia da medicina tradicional chinesa que favorece a regularização dos processos fisiológicos do corpo,
no sentido de promover ou recuperar o estado natural de saúde e equilíbrio. Pode ser usada preventivamente (1) para evitar
o desenvolvimento de doenças, como terapia curativa no caso de a doença estar instalada ou como método paliativo (2) em
casos de doenças crônicas de difícil tratamento. Tem também uma ação importante na medicina rejenerativa (3) e na reabili-
tação. O tratamento de acupuntura consiste na introdução de agulhas filiformes no corpo dos animais. Em geral são deixadas
cerca de 15 a 20 minutos. A colocação das agulhas não é dolorosa para os animais e é possível observar durante os tratamen-
tos diferentes reações fisiológicas (4), indicadoras de que o tratamento está atingindo o efeito terapêutico (5) desejado.
http://www.veterinariaholistica.net/acupuntura-fitoterapia-e-homeopatia.html/ <acesso em 28/11/2017> (com adaptações)

a) (1)
b) (2)
c) (3)
d) (4)
e) (5)

2. (TRT – 21.ª REGIÃO-RN - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO - FCC – 2017) Respei-
tando-se as normas de redação do Manual da Presidência da República, a frase correta é:

a) Solicito a Vossa Senhoria que verifique a possibilidade de implementação de projeto de treinamento de pessoal para
operar os novos equipamentos gráficos a serem instalados em seu setor.
b) Venho perguntar-lhe, por meio desta, sobre a data em que Vossa Excelência pretende nomear vosso representante na
Comissão Organizadora.
c) Digníssimo Senhor: eu venho por esse comunicado, informar, que será organizado seminário, sobre o uso eficiente de
recursos hídricos, em data ainda a ser definida.
d) Haja visto que o projeto anexo contribue para o desenvolvimento do setor em questão, informamos, por meio deste
Ofício, que será amplamente analisado por especialistas.
e) Neste momento, conforme solicitação enviada à Vossa Senhoria anexo, não se deve adotar medidas que possam com-
prometer vossa realização do projeto mencionado.

3. (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS – 2014) Analise as assertivas abaixo:

I. O ladrão era de menor.


II. Não há regra sem exceção.
III. É mais saudável usar menas roupa no calor.
IV. O policial foi à delegacia em compania do meliante.
V. Entre eu e você não existe mais nada.

A opção que apresenta vícios de linguagem é:

a) I e III.
b) I, II e IV.
c) II e IV.
d) I, III, IV e V.
e) III, IV e V.
LÍNGUA PORTUGUESA

4. (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS – 2014) De acordo com a nova ortografia, assinale o item em que
todas as palavras estão corretas:

a) autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial.


b) supracitado – semi-novo – telesserviço.
c) ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som.
d) contrarregra – autopista – semi-aberto.
e) contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor.

109
5. (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS – 2014) O uso correto do porquê está na opção:

a) Por quê o homem destrói a natureza?


b) Ela chorou por que a humilharam.
c) Você continua implicando comigo porque sou pobre?
d) Ninguém sabe o por quê daquele gesto.
e) Ela me fez isso, porquê?

6. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA – SUPERIOR - VUNESP - 2014)

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas, de acordo com a norma-padrão da língua por-
tuguesa, considerando que o termo que preenche a terceira lacuna é empregado para indicar que um evento está prestes
a acontecer

a) anúncio ... A ... Iminente.


b) anuncio ... À ... Iminente.
c) anúncio ... À ... Iminente.
d) anúncio ... A ... Eminente.
e) anuncio ... À ... Eminente.

7. (CEFET/RJ - REVISOR DE TEXTOS – CESGRANRIO/2014) Observe a grafia das palavras do trecho a seguir.
A macro-história da humanidade mostra que todos encaram os relatos pessoais como uma forma de se manterem vivos. Des-
de a idade do domínio do fogo até a era das multicomunicações, os homens tem demonstrado que querem pôr sua marca no
mundo porque se sentem superiores.
A palavra que NÃO está grafada corretamente é

a) macro-história.
b) multicomunicações.
c) tem.
d) pôr.
e) porque.

8. (LIQUIGÁS – PROFISSIONAL JÚNIOR – CIÊNCIAS CONTÁBEIS – CEGRANRIO/2014) O grupo em que todas


as palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa é

a) gorjeta, ogeriza, lojista, ferrujem


b) pedágio, ultrage, pagem, angina
c) refújio, agiota, rigidez, rabujento
d) vigência, jenipapo, fuligem, cafajeste
e) sargeta, jengiva, jiló, lambujem
LÍNGUA PORTUGUESA

9. (SIMAE - AGENTE ADMINISTRATIVO - ASSCON-PP/2014) Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras
escritas de forma incorreta.

a) Cremoso, coragem, cafajeste, realizar;


b) Caixote, encher, análise, poetisa;
c) Traje, tanger, portuguesa, sacerdotisa;
d) Pagem, mujir, vaidozo, enchergar;

110
10. (RECEITA FEDERAL - AUDITOR FISCAL – c) Vossa Excelência leu o documento que será apresentado
ESAF/2014) Assinale a opção que corresponde a erro em rede nacional daqui a pouco, pela voz de Sua Exce-
gramatical ou de grafia de palavra inserido na transcrição lência, o Senhor Ministro da Educação?
do texto. d) A reportagem sobre fascínoras famosos não foi nada
positiva para o público jovem que estava presente, de
A Receita Federal nem sempre teve esse (1) nome. Secretaria que se desculparam os idealizadores do programa.
da Receita Federal é apenas a mais recente denominação e) Estudantes e professores são entusiastas de oferecer aos
da Administração Tributária Brasileira nestes cinco séculos jovens ingressantes no curso o compartilhamento de
de existência. Sua criação tornou-se (2) necessária para mo- projetos, com que serão também autores.
dernizar a máquina arrecadadora e fiscalizadora, bem como
para promover uma maior integração entre o Fisco e os Con- 13. (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS –
tribuintes, facilitando o cumprimento expontâneo (3) das 2014) A acentuação correta está na alternativa:
obrigações tributárias e a solução dos eventuais problemas,
bem como o acesso às (4) informações pessoais privativas a) eu abençôo – eles crêem – ele argúi.
de interesse de cada cidadão. O surgimento da Secretaria b) platéia – tuiuiu – instrui-los.
da Receita Federal representou um significativo avanço na c) ponei – geléia – heroico.
facilitação do cumprimento das obrigações tributárias, con- d) eles têm – ele intervém – ele constrói.
tribuindo para o aumento da arrecadação a partir (5) do e) lingüiça – feiúra – idéia.
final dos anos 60.
(Adaptado de <http://www.receita.fazenda.gov.br/srf/his- 14. (EBSERH/HUCAM-UFES - ADVOGADO -
torico.htm>. Acesso em: 17 mar. 2014.) AOCP/2014) A palavra que está acentuada corretamente é:

a) (1). a) Históriar.
b) (2). b) Memórial.
c) (3). c) Métodico.
d) (4). d) Própriedade.
e) (5). e) Artifício.

11. (ESTRADA DE FERRO CAMPOS DO JORDÃO/SP 15. (PRODAM/AM – ASSISTENTE – FUNCAB/2014 -


- ANALISTA FERROVIÁRIO - OFICINAS – ELÉTRICA ADAPTADA) Assinale a opção em que o par de palavras
– IDERH/2014) Leia as orações a seguir: foi acentuado segundo a mesma regra.
Minha mãe sempre me aconselha a evitar as _____ compa-
a) saúde-países
nhias. (mas/más)
b) Etíope-juízes
A cauda do vestido da noiva tinha um _________ enorme.
c) olímpicas-automóvel
(cumprimento/comprimento)
d) vocês-público
Precisamos fazer as compras do mês, pois a _________ está
e) espetáculo-mensurável
vazia. (despensa/dispensa).
16. (ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO – TÉCNICO EM
Completam, correta e respectivamente, as lacunas acima os
CONTABILIDADE – IDECAN/2014) Os vocábulos “cin-
expostos na alternativa:
quentenário” e “império” são acentuados devido à mesma
justificativa. O mesmo ocorre com o par de palavras apre-
a) mas – cumprimento – despensa. sentado em
b) más – comprimento – despensa.
c) más – cumprimento – dispensa. a) prêmio e órbita.
d) mas – comprimento – dispensa. b) rápida e tráfego
e) más – comprimento – dispensa. c) satélite e ministério.
d) pública e experiência.
12. (TRT-2ª REGIÃO/SP - TÉCNICO JUDICIÁRIO - e) sexagenário e próximo.
ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO - FCC - 2014) Está
redigida com clareza e em consonância com as regras da 17. (RIOPREVIDÊNCIA – ESPECIALISTA EM PREVI-
LÍNGUA PORTUGUESA

gramática normativa a seguinte frase: DÊNCIA SOCIAL – CEPERJ/2014) A palavra “conteú-


do” recebe acentuação pela mesma razão de:
a) Queremos, ou não, ele será designado para dar a palavra
final sobre a polêmica questão, que, diga-se de passa- a) juízo
gem, tem feito muitos exitarem em se pronunciar. b) espírito
b) Consultaram o juíz acerca da possibilidade de voltar c) jornalístico
atraz na suspensão do jogador, mas ele foi categórico d) mínimo
quanto a impossibilidade de rever sua posição. e) disponíveis

111
18. (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – ICMBIO 24. (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR/PI – CURSO
– CESPE/2014) A mesma regra de acentuação gráfica se DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS – UESPI/2014) “O
aplica aos vocábulos “Brasília”, “cenário” e “próprio”. evento promove a saúde de modo integral.” A regra que jus-
tifica o acento gráfico no termo destacado é a mesma que
( ) CERTO ( ) ERRADO justifica o acento em:

19. (PREFEITURA DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ/SC – a) “remédio”.


GUARDA MUNICIPAL – FEPESE/2014) Assinale a al- b) “cajú”.
ternativa em que todas as palavras são oxítonas. c) “rúbrica”.
d) “fráude”.
a) pé, lá, pasta e) “baú”.
b) mesa, tábua, régua
c) livro, prova, caderno 25. (TJ-BA - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMI-
d) parabéns, até, televisão NISTRATIVA – MÉDIO - FGV – 2015)
e) óculos, parâmetros, título Texto 3 – “A Lua Cheia entra em sua fase Crescente no signo
de Gêmeos e vai movimentar tudo o que diz respeito à sua
20. (ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO – TÉCNICO EM vida profissional e projetos de carreira. Os próximos dias se-
COMUNICAÇÃO SOCIAL – IDECAN/2014 - ADAP- rão ótimos para dar andamento a projetos que começaram
TADA) Assinale a alternativa em que a acentuação de to- há alguns dias ou semanas. Os resultados chegarão rapida-
das as palavras está de acordo com a mesma regra da pa- mente”.
lavra destacada: “Procuradorias comprovam necessidade de
rendimento satisfatório para renovação do FIES”. O texto 3 mostra exemplos de emprego correto do “a” com
acento grave indicativo da crase – “diz respeito à sua vida
a) após / pó / paletó profissional”. A frase abaixo em que o emprego do acento
b) moído / juízes / caído grave da crase é corretamente empregado é:
c) história / cárie / tênue
d) álibi / ínterim / político a) o texto do horóscopo veio escrito à lápis;
b) começaram à chorar assim que leram as previsões;
e) êxito / protótipo / ávido
c) o horóscopo dizia à cada leitora o que devia fazer;
d) o leitor estava à procura de seu destino;
21. (PREFEITURA DE BRUSQUE/SC – EDUCADOR
e) o astrólogo previa o futuro passo à passo
SOCIAL – FEPESE/2014) Assinale a alternativa em que
só palavras paroxítonas estão apresentadas.
26. (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO - SP – FARMA-
CÊUTICO - SUPERIOR - VUNESP – 2017) O sinal in-
a) facilitada, minha, canta, palmeiras
dicativo de crase está empregado corretamente nas duas
b) maná, papá, sinhá, canção ocorrências na alternativa:
c) cá, pé, a, exílio
d) terra, pontapé, murmúrio, aves a) Muitos indivíduos são propensos à associar, inadvertida-
e) saúde, primogênito, computador, devêssemos mente, tristeza à depressão.
b) As pessoas não querem estar à mercê do sofrimento, por
22. (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁ- isso almejam à pílula da felicidade.
RIO – TÉCNICO EM AGRIMENSURA – FUN- c) À proporção que a tristeza se intensifica e se prolonga,
CAB/2014) A alternativa que apresenta palavra acentuada pode-se, à primeira vista, pensar em depressão.
por regra diferente das demais é: d) À rigor, os especialistas não devem receitar remédios às
pessoas antes da realização de exames acurados.
a) dúvidas. e) Em relação à informação da OMS, conclui-se que existem
b) muitíssimos. 121 milhões de pessoas à serem tratadas de depressão.
c) fábrica.
d) mínimo. 27. (TRT – 21.ª REGIÃO (RN) - TÉCNICO JUDICIÁ-
e) impossível. RIO - ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO - FCC –
2017) É difícil planejar uma cidade e resistir à tentação de
23. (PRODAM/AM – ASSISTENTE DE HARDWARE formular um projeto de sociedade.
LÍNGUA PORTUGUESA

– FUNCAB/2014) Assinale a alternativa em que todas as O sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso o verbo
palavras foram acentuadas segundo a mesma regra. sublinhado acima seja substituído por:

a) indivíduos - atraí(-las) - período a) não acatar.


b) saíram – veículo - construído b) driblar.
c) análise – saudável - diálogo c) controlar.
d) hotéis – critérios - através d) superar.
e) econômica – após – propósitos e) não sucumbir.

112
28. (TRT – 21.ª REGIÃO (RN) - TÉCNICO JUDICIÁ- 32. (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES – MÉ-
RIO - ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO - FCC – DIO - FCC/2014 - ADAPTADA)
2017) A frase em que há uso adequado do sinal indicativo No trecho Refiro-me aos livros que foram escritos e publi-
de crase encontra-se em: cados, mas estão – talvez para sempre – à espera de serem
lidos, o uso do acento de crase obedece à mesma regra
a) A tendência de recorrer à adaptações aparece com maior seguida em:
força na Hollywood do século 21.
b) É curioso constatar a rapidez com que o cinema agregou a) Acostumou-se àquela situação, já que não sabia como
à máxima. evitá-la.
c) A busca pela segurança leva os estúdios à apostarem em b) Informou à paciente que os remédios haviam surtido
histórias já testadas e aprovadas. efeito.
d) Tal máxima aplica-se perfeitamente à criação de peças c) Vou ficar irritada se você não me deixar assistir à novela.
de teatro. d) Acabou se confundindo, após usar à exaustão a velha
e) Há uma massa de escritores presos à contratos fixos em fórmula.
alguns estúdios. e) Comunique às minhas alunas que as provas estão cor-
rigidas.
29. (PREFEITURA DE MARÍLIA - SP - AUXILIAR DE
ESCRITA – MÉDIO - VUNESP – 2017) Assinale a alter- 33. (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO – SUPERIOR
nativa em que o sinal indicativo de crase está empregado - FCC/2014)
corretamente. ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas...
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de comple-
a) A voluntária aconselhou a remetente à esquecer o amor mento que o da frase acima está em:
de infância.
b) O carteiro entregou às voluntárias do Clube de Julieta a) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
uma nova remessa de cartas. b) Esses caminhos floresceram durante os primórdios da
c) O médico ofereceu à um dos remetentes apoio psico- Idade Média.
lógico. c) ... viajavam por cordilheiras...
d) As integrantes do Clube levaram horas respondendo à d) ... até cair em desuso, seis séculos atrás.
diversas cartas. e) O maquinista empurra a manopla do acelerador.
e) O Clube sugeriu à algumas consulentes que fizessem no-
vas amizades. 34. (CASAL/AL - ADMINISTRADOR DE REDE - CO-
PEVE/UFAL/2014) Na afirmação abaixo, de Padre Vieira,
30. (PREFEITURA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO EM “O trigo não picou os espinhos, antes os espinhos o picaram
SAÚDE – LABORATÓRIO – MÉDIO - VUNESP/2014) a ele... Cuidais que o sermão vos picou a vós” o substantivo
Reescrevendo-se o segmento frasal – ... incitá-los a reagir e “espinhos” tem, respectivamente, função sintática de,
a enfrentar o desconforto, ... –, de acordo com a regência e
o acento indicativo da crase, tem-se: a) objeto direto/objeto direto.
b) sujeito/objeto direto.
a) ... incitá-los à reação e ao enfrentamento do desconforto, ... c) objeto direto/sujeito.
b) ... incitá-los a reação e o enfrentamento do desconforto, ... d) objeto direto/objeto indireto.
c) ... incitá-los à reação e à enfrentamento do desconforto, ... e) sujeito/objeto indireto.
d) ... incitá-los à reação e o enfrentamento do desconforto, ...
e) ... incitá-los a reação e à enfrentamento do desconforto, .. 35. (CASAL/AL - ADMINISTRADOR DE REDE - CO-
PEVE/UFAL/2014) No texto, “Arranca o estatuário uma
31. (CONAB - CONTABILIDADE – SUPERIOR - IA- pedra dessas montanhas, tosca, bruta, dura, informe; e, de-
DES – 2014 - ADAPTADA) Considerando o trecho pois que desbastou o mais grosso, toma o maço e cinzel na
“atualizou os dados relativos à produção de grãos no Brasil.” mão para começar a formar um homem, primeiro membro
e conforme a norma-padrão, assinale a alternativa correta. a membro e depois feição por feição.”
VIEIRA, P. A. In Sermão do Espírito Santo. Acervo da Acade-
a) a crase foi empregada indevidamente no trecho. mia Brasileira de Letras
b) o autor poderia não ter empregado o sinal indicativo de A oração sublinhada exerce uma função de
LÍNGUA PORTUGUESA

crase.
c) se “produção” estivesse antecedida por essa, o uso do a) causalidade.
sinal indicativo de crase continuaria obrigatório. b) conclusão.
d) se, no lugar de “relativos”, fosse empregado referentes, o c) oposição.
uso do sinal indicativo de crase passaria a ser facultativo. d) concessão.
e) caso o vocábulo minha fosse empregado imediatamente e) finalidade.
antes de “produção”, o uso do sinal indicativo de crase
seria facultativo.

113
36. (EBSERH/HUCAM-UFES - ADVOGADO – SUPE- 40. (CIA DE SERVIÇOS DE URBANIZAÇÃO DE GUA-
RIOR - AOCP/2014) Em “Se a ‘cura’ fosse cara, apenas RAPUAVA/PR - AGENTE DE TRÂNSITO – CONSUL-
uma pequena fração da sociedade teria acesso a ela.”, a ex- PLAM/2014)
pressão em destaque funciona como: Quanto à função que desempenha na sintaxe da oração, o
trecho em destaque “Tenho uma dor que passa daqui pra
a) objeto direto. lá e de lá pra cá” corresponde a:
b) adjunto adnominal.
c) complemento nominal. a) Oração subordinada adjetiva restritiva.
d) sujeito paciente. b) Oração subordinada adjetiva explicativa.
e) objeto indireto. c) Adjunto adnominal.
d) Oração subordinada adverbial espacial.
37. (EBSERH/ HUSM-UFSM/RS - ANALISTA AD-
MINISTRATIVO – JORNALISMO – SUPERIOR - 41. (ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO – TÉCNICO
AOCP/2014) EM COMUNICAÇÃO SOCIAL – IDECAN/2014) Acer-
“Sinta-se ungido pela sorte de recomeçar. Quando seu filho ca das relações sintáticas que ocorrem no interior do pe-
crescer, ele irá entender - mais cedo ou mais tarde -...” ríodo a seguir “Policiais de Los Angeles tomam facas de cri-
No período acima, a oração destacada: minosos, perseguem bêbados na estrada e terminam o dia
na delegacia fazendo seu relatório.”, é correto afirmar que
a) estabelece uma relação temporal com a oração que lhe
é subsequente. a) “o dia” é sujeito do verbo “terminar”.
b) estabelece uma relação temporal com a oração que a b) o sujeito do período, Policiais de Los Angeles, é com-
antecede. posto.
c) estabelece uma relação condicional com a oração que c) “bêbados” e “criminosos” apresentam-se na função de
lhe é subsequente. sujeito.
d) estabelece uma relação condicional com a oração que d) “facas” possui a mesma função sintática que “bêbados”
a antecede.
e “relatório”.
e) estabelece uma relação de finalidade com a oração que
e) “de criminosos”, “na estrada”, “na delegacia” são termos
lhe é subsequente.
que indicam circunstâncias que caracterizam a ação verbal.
38. (PRODAM/AM – ASSISTENTE DE HARDWARE –
42. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO –
FUNCAB/2014)
MÉDIO - VUNESP – 2015)
O termo destacado em: “As pessoas estão sempre muito
Leia o texto, para responder às questões.
ATAREFADAS.” exerce a seguinte função sintática:
O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para
a) objeto direto. consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito às
b) objeto indireto. ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo
c) adjunto adverbial. for mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A vida do
d) predicativo. direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes
e) adjunto adnominal. sociais, dos indivíduos.
Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela
39. (TRT-13ª REGIÃO/PB – TÉCNICO JUDICIÁ- luta; seus princípios mais importantes tiveram de enfrentar
RIO – TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO – MÉDIO os ataques daqueles que a ele se opunham; todo e qual-
- FCC/2014) Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às quer direito, seja o direito de um povo, seja o direito do in-
ambições passadas... divíduo, só se afirma por uma disposição ininterrupta para
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de comple- a luta. O direito não é uma simples ideia, é uma força viva.
mento que o grifado acima está empregado em: Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança com
que pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por
a) Faltam-nos precedentes históricos para... meio da qual o defende.
b) Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro... A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a
c) Esse novo espectro comprova a novidade de nossa si- espada, a impotência do direito. Uma completa a outra,
tuação... e o verdadeiro estado de direito só pode existir quando
LÍNGUA PORTUGUESA

d) As redes sociais eram atividades de difícil implementação... a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade
e) ... como se imitássemos o padrão de conforto... com que manipula a balança.
O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder
Público, mas de toda a população. A vida do direito nos
oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo de
um esforço e de uma luta incessante, como o despendi-
do na produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa
que se veja na contingência de ter de sustentar seu direito

114
participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui para 44. (TRT – 21.ª REGIÃO-RN - TÉCNICO JUDICIÁRIO
a realização da ideia do direito. É verdade que nem todos - ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO - FCC – 2017)
enfrentam o mesmo desafio. Está plenamente adequada a pontuação do seguinte pe-
A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se tranqui- ríodo:
lamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo
direito. Se lhes disséssemos que o direito é a luta, não nos a) A produção cinematográfica como é sabido, sempre be-
compreenderiam, pois só veem nele um estado de paz e beu na fonte da literatura, mas o cinema declarou-se,
de ordem. independente das outras artes há mais de meio século.
(Rudolf von Ihering, A luta pelo direito) b) Sabe-se que, a produção cinematográfica sempre consi-
derou a literatura como fonte de inspiração, mas o cine-
Assinale a alternativa em que uma das vírgulas foi empre- ma declarou-se independente das outras artes, há mais
gada para sinalizar a omissão de um verbo, tal como ocorre de meio século.
na passagem – A espada sem a balança é a força bruta, a c) Há mais de meio século, o cinema declarou-se indepen-
balança sem a espada, a impotência do direito. dente das outras artes, embora a produção cinemato-
gráfica tenha sempre considerado a literatura como fon-
a) O direito, no sentido objetivo, compreende os princípios te de inspiração.
jurídicos manipulados pelo Estado. d) O cinema declarou-se independente, das outras artes,
b) Todavia, não pretendo entrar em minúcias, pois nunca há mais de meio século; porém, sabe-se, que a produção
chegaria ao fim. cinematográfica sempre bebeu na fonte da literatura.
c) Do autor exige-se que prove, até o último centavo, o e) A literatura, sempre serviu de fonte inspiradora do ci-
interesse pecuniário. nema, mas este, declarou-se independente das outras
d) É que, conforme já ressaltei várias vezes, a essência do artes há mais de meio século − como é sabido.
direito está na ação.
e) A cabeça de Jano tem face dupla: a uns volta uma das 45. (CORREIOS - TÉCNICO EM SEGURANÇA DO
faces, aos demais, a outra. TRABALHO JÚNIOR – MÉDIO - IADES – 2017 -
ADAPTADA) Quanto às regras de ortografia e de pon-
43. TJ-BA - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMI- tuação vigentes, considere o período “Enquanto lia a carta,
NISTRATIVA – MÉDIO - FGV - 2015 as lágrimas rolavam em seu rosto numa mistura de amor e
saudade.” e assinale a alternativa correta.
Texto 2 - “A primeira missão tripulada ao espaço profundo
desde o programa Apollo, da década 1970, com o objetivo de a) O uso da vírgula entre as orações é opcional.
enviar astronautas a Marte até 2030 está sendo preparada b) A redação “Enquanto lia a carta, as lágrimas rolavam em
pela Nasa (agência espacial norte-americana). O primeiro seu rosto por que sentia um misto de amor e saudade.”
passo para a concretização desse desafio será dado nesta poderia substituir a original.
sexta-feira (5), com o lançamento da cápsula Orion, da base c) O uso do hífen seria obrigatório, caso o prefixo re fosse
da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Uni- acrescentado ao vocábulo “lia”.
dos. O lançamento estava previsto originalmente para esta d) Caso a ordem das orações fosse invertida, o uso da vír-
quinta-feira (4), mas devido a problemas técnicos foi rea- gula entre elas poderia ser dispensado.
gendado para as 7h05 (10h05 no horário de Brasília).” e) Assim como o vocábulo “lágrimas”, devem ser acentua-
(Ciência, Internet Explorer). dos graficamente rúbrica, filântropo e lúcida.

“com o lançamento da cápsula Orion, da base da agência 46. (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS
em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos.” – 2014) Verifique a pontuação nas frases abaixo e marque
Os termos sublinhados se encarregam da localização do a assertiva correta:
lançamento da cápsula referida; o critério para essa locali-
zação também foi seguido no seguinte caso: Os protestos a) Céus: Que injustiça.
contra as cotas raciais ocorreram: b) O resultado do placar, não o abateu.
c) O comércio estava fechado; porém, a farmácia estava em
a) em Brasília, Distrito Federal, na região Centro-Oeste; pleno atendimento.
b) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, região Sul; d) Comam bastantes frutas crianças!
c) em Pedrinhas, São Luís, Maranhão; e) Comprei abacate, e mamão maduro.
LÍNGUA PORTUGUESA

d) em São Paulo, São Paulo, Brasil;


e) em Goiânia, região Centro-Oeste, Brasil.

115
47. (SAAE/SP - FISCAL LEITURISTA - VUNESP - 49. (PREFEITURA DE PAULISTA/PE – RECEPCIO-
2014) NISTA – UPENET/2014 - ADAPTADA)
“Já vi gente cansada de amor, de trabalho, de política, de
ideais. Jamais conheci alguém sinceramente cansado de di-
nheiro.”
(Millôr Fernandes)

Sobre as vírgulas existentes no texto, é CORRETO afirmar


que:

a) são facultativas.
b) isolam apostos.
c) separam elementos de mesma função sintática.
d) a terceira é facultativa.
e) separam orações coordenadas assindéticas.

50. (POLÍCIA MILITAR/SP – OFICIAL ADMINISTRA-


TIVO – MÉDIO - VUNESP/2014) A reescrita da frase –
Como sempre, a resposta depende de como definimos os ter-
mos da pergunta. – está correta, quanto à pontuação, em:

a) A resposta como sempre, depende de, como definimos


os termos da pergunta.
b) A resposta, como sempre, depende de como definimos
Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, a pontua- os termos da pergunta.
ção está correta em: c) A resposta como, sempre, depende de como definimos
os termos da pergunta.
a) Hagar disse, que não iria. d) A resposta, como, sempre depende de como definimos
b) Naquela noite os Stevensens prometeram servir, bifes e os termos da pergunta.
lagostas, aos vizinhos. e) A resposta como sempre, depende de como, definimos
c) Chegou, o convite dos Stevensens, bife e lagostas: para os termos da pergunta.
Hagar e Helga
51. (EMPLASA/SP – ANALISTA JURÍDICO – DIREI-
d) “Eles são chatos e, nunca param de falar”, disse, Hagar TO – VUNESP/2014) Segundo a norma-padrão da lín-
à Helga. gua portuguesa, a pontuação está correta em:
e) Helga chegou com o recado: fomos convidados, pelos
Stevensens, para jantar bifes e lagostas. a) Como há suspeita, por parte da família de que João Gou-
lart tenha sido assassinado; a Comissão da Verdade de-
48. (PREFEITURA DE PAULISTA/PE – RECEPCIO- cidiu reabrir a investigação de sua morte, em maio deste
NISTA – UPENET/2014) ano, a pedido da viúva e dos filhos.
Sobre os SINAIS DE PONTUAÇÃO, observe os itens abaixo: b) Em maio deste ano, a Comissão da Verdade acatou o pe-
dido da família do ex-presidente João Goulart e reabriu
I. “Calma, gente”. a investigação da morte deste, visto que, para a viúva e
II. “Que mundo é este que chorar não é “normal”? para os filhos, Jango pode ter sido assassinado.
III. “Sustentabilidade, paradigma de vida” c) A investigação da morte de João Goulart, foi reaberta,
IV. “Será que precisa de mais licitações? Haja licitações!” em maio deste ano pela Comissão da Verdade, para
V. “E, de repente, aquela rua se tornou um grande lago...” apuração da causa da morte do ex-presidente uma vez
que, para a família, Jango pode ter sido assassinado.
Sobre eles, assinale a alternativa CORRETA. d) A Comissão da Verdade, a pedido da família de João
Goulart, reabriu em maio deste ano a investigação de
a) No item I, a vírgula isola um aposto. sua morte, porque, a hipótese de assassinato não é des-
LÍNGUA PORTUGUESA

b) No item II, a interrogação indica uma mensagem inter- cartada, pela viúva e filhos.
rompida. e) Como a viúva e os filhos do ex-presidente João Goulart,
c) No item III, a vírgula isola termos que explicam o seu suspeitando que ele possa ter sido assassinado pediram
antecedente. a reabertura da investigação de sua morte, à Comissão
d) No item IV, os dois sinais de pontuação, a interrogação e da Verdade, esta, atendeu o pedido em maio deste ano.
a exclamação, indicam surpresa.
e) No item V, as vírgulas poderiam ser substituídas, apenas,
por um ponto e vírgula após o termo “repente”.

116
52. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – MÉDICO DO Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espa-
TRABALHO – CESPE/2014 - ADAPTADA) A correção ço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade é que não
gramatical do trecho “Entre as bebidas alcoólicas, cervejas conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e peque-
e vinhos são as mais comuns em todo o mundo” seria pre- nas distrações podem desviar nosso foco por até 20 minutos.
judicada, caso se inserisse uma vírgula logo após a palavra Retemos mais informações quando nos sentamos em um lo-
“vinhos”. cal fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e design
de interiores.
( ) CERTO ( ) ERRADO (Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem
ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.
53. (PREFEITURA DE ARCOVERDE/PE - AD- uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado)
MINISTRADOR DE RECURSOS HUMANOS –
CONPASS/2014) Leia o texto a seguir: “Pagar por esse Iniciando-se a frase – Retemos mais informações quando nos sen-
software não é um luxo, mas uma necessidade”. O uso da tamos em um local fixo... (último parágrafo) – com o termo Tal-
vírgula justifica-se porque: vez, indicando condição, a sequência que apresenta correlação
dos verbos destacados de acordo com a norma-padrão será:
a) estabelece a relação entre uma coordenada assindética
e uma conclusiva. a) reteríamos ... sentarmos
b) separar a oração coordenada “não é um luxo” da ad- b) retínhamos ... sentássemos
versativa “mas uma necessidade”, em que o verbo está c) reteremos ... sentávamos
subentendido. d) retivemos ... sentaríamos
c) liga a oração principal “Pagar” à coordenada “não é um e) retivéssemos ... sentássemos
luxo, mas uma necessidade”.
d) indica que dois termos da mesma função estão ligados
por uma conjunção aditiva. 55. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO –
e) isola o aposto na segunda oração. MÉDIO - VUNESP – 2017) Leia o texto para responder às
questões.
54. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – O problema de São Paulo, dizia o Vinicius, “é que você anda,
MÉDIO - VUNESP – 2017) anda, anda e nunca chega a Ipanema”. Se tomarmos “Ipa-
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos nema” ao pé da letra, a frase é absurda e cômica. Tomando
no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu sua “Ipanema” como um símbolo, no entanto, como um exemplo
equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e de alívio, promessa de alegria em meio à vida dura da cidade,
divisórias. a frase passa a ser de um triste realismo: o problema de São
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele Paulo é que você anda, anda, anda e nunca chega a alívio
queria que todos estivessem juntos, para se conectarem e algum. O Ibirapuera, o parque do Estado, o Jardim da Luz são
colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou uns raros respiros perdidos entre o mar de asfalto, a floresta
claro que Nagele tinha cometido um grande erro. Todos de lajes batidas e os Corcovados de concreto armado.
estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empre- O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere es-
gados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe. tendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois metros
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para quadrados de chão. É o que vemos nas avenidas abertas aos
o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um pedestres, nos fins de semana: basta liberarem um pedacinho
espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, do cinza e surgem revoadas de patinadores, maracatus, big
com portas e tudo. bands, corredores evangélicos, góticos satanistas, praticantes
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório de ioga, dançarinos de tango, barraquinhas de yakissoba e
aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Unidos barris de cerveja artesanal.
são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao mo- Tenho estado atento às agruras e oportunidades da cidade
delo de espaços tradicionais com salas e portas. porque, depois de cinco anos vivendo na Granja Viana, vim
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim da tarde, eu cor-
15% da produtividade, desenvolver problemas graves de ria em volta de um lago, desviando de patos e assustando
concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes jacus. Agora, aos domingos, corro pela Paulista ou Minhocão
em espaços de trabalho abertos – fatores que estão contri- e, durante a semana, venho testando diferentes percursos.
buindo para uma reação contra esse tipo de organização. Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemitério da
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas encos-
LÍNGUA PORTUGUESA

ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir falta tas do Sumaré, até que, na última terça, sem querer, descobri
do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente um insuspeito parque noturno com bastante gente, quase
concorda – simplesmente não aguentam o escritório aber- nenhum carro e propício a todo tipo de atividades: o estacio-
to. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar namento do estádio do Pacaembu.
mais trabalho para casa”, diz ele. (Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toa-
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em lha. Prefere estendê-la e deitar em cima.” Disponível
desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo de em:<http://www1.folha.uol.com.br/colunas>. Acesso em:
Nagele e voltando aos espaços privados. 13.04.2017. Adaptado)

117
Assinale a alternativa que dá nova redação à passagem – O 22 E
paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere esten-
dê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois metros 23 E
quadrados de chão. – atendendo à norma-padrão de con- 24 E
cordância.
25 C
a) Cem por cento dos paulistanos não joga a toalha – acha 26 C
preferível estendê-la para que se deite sobre elas, caso 27 E
seja dado a eles dois metros quadrados de chão.
b) Os paulistanos não jogam a toalha – acham preferíveis 28 D
estendê-la e se deitar em cima, caso lhes deem dois me- 29 B
tros quadrados de chão.
c) Mais de um paulistano não são de jogar a toalha – acham 30 A
preferíveis estendê-la e se deitarem em cima, caso se dê 31 E
a eles dois metros de chão. 32 D
d) Para os paulistanos, não se joga a toalha – é preferível
que seja estendida, para que possam deitar-se sobre ela, 33 E
caso lhes sejam dados dois metros quadrados de chão. 34 C
e) A maior parte dos paulistanos, contudo, não são de jo-
garem a toalha – acha preferível elas serem estendidas 35 E
e deitar-se em cima, caso lhe seja dado dois metros de 36 C
chão.
37 A
38 D
39 A
GABARITO 40 A
41 D
1 C 42 E
2 A 43 A
3 D 44 C
4 A 45 D
5 C 46 C
6 A 47 E
7 C 48 C
8 D 49 C
9 D 50 B
10 C 51 B
11 B 52 CERTO
12 C 53 C
13 D 54 E
14 E 55 D
15 A
16 B
LÍNGUA PORTUGUESA

17 A
18 CERTO
19 D
20 C
21 A

118
ÍNDICE

ATUALIDADES

Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais como política, economia, sociedade, educação, tecnologia, energia, relações
internacionais, desenvolvimento sustentável, segurança e ecologia, suas inter-relações e suas vinculações históricas...............01
TÓPICOS RELEVANTES E ATUAIS DE DIVERSAS ÁREAS, TAIS COMO POLÍTICA, ECONOMIA,
SOCIEDADE, EDUCAÇÃO, TECNOLOGIA, ENERGIA, RELAÇÕES INTERNACIONAIS,
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, SEGURANÇA E ECOLOGIA, SUAS INTER-RELAÇÕES E SUAS
VINCULAÇÕES HISTÓRICAS.

1 - Febre amarela

Desde 2016, algumas regiões do Brasil têm enfrentado um surto de febre amarela, mas foi em 2018 que a crise se in-
tensificou, com aumento de casos da doença. A febre amarela é transmitida por mosquitos silvestres, que ocorre em áreas
de florestas e matas. Na área urbana, o mosquito transmissor é o Aedes aegypti.
A única forma de se prevenir é recorrer à vacinação, disponível nos postos de saúde, por meio do Sistema Único de
Saúde (SUS). Segundo dados do Ministério da Saúde, entre de 1º julho de 2017 a 28 de fevereiro, foram 723 casos e 237
óbitos. Em 2017, houve 576 casos e 184 óbitos. Por isso, uma das indicações segundo especialistas na área da saúde, é
evitar áreas rurais, caso a pessoa ainda não esteja vacinado. A vacina dura cerca de 10 anos.
As áreas mais atingidas pela febre amarela são os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo. De acordo
com os especialistas, os índices atuais apontam que a atual situação supera o surto dos anos 80. Os principais sintomas da
doença são febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, entre outros.

#FicaDica
Um dos pontos de mais destaque na mídia, quando se trata de febre amarela, é a falta de vacinas nos
postos de saúde, devido à alta procura pela vacina, em janeiro de 2018. Na ocasião, as vacinas foram
fracionadas para conter a alta demanda pelo serviço, por parte da população.

FIQUE ATENTO!
As provas em concursos públicos podem tratar sobre a alta procura pela vacina, motivada pela escassez,
em meio à euforia popular em se vacinar, por conta dos índices de mortes. Vale também manter atenção
quanto às formas de transmissão e de que a vacina, de fato, é melhor forma de se prevenir.

2 - Questão das armas nos EUA

Historicamente, os Estados Unidos têm políticas mais flexíveis de porte armas para os cidadãos, uma questão bastante
inserida na cultura do país, diferentemente de nações como o Brasil.
Contudo, com os altos índices de ataques e tiroteios em escolas e outros locais publicados, na maioria das vezes crimes cau-
sados por civis com porte de armas, tem suscitado a discussão sobre endurecer o acesso às armas, com políticas menos flexíveis.
No governo de Barack Obama (2009-2017), essas discussões foram intensificadas. O então presidente demonstrava ser favorável à
implantação de medidas mais rígidas, mas encontrou grande resistência de seus oponentes no Partido Republicano.
No atual governo de Donald Trump, que assumiu em 2017, essa discussão é tida pela Casa Branca como um assunto que pode
esperar, por não se tratar de prioridade para o atual governo. A camada da sociedade norte-americana inclinada a leis mais rígidas,
defende que haja restrição na venda de armas.

#FicaDica
É importante ressaltar que a questão das armas é um tema que divide a sociedade dos Estados
Unidos. Camadas da sociedade, desde ONGs e pessoas da esfera política, defendem o controle
das armas como forma de minimizar os ataques recentes. Porém quem é contra a ideia, acredita
ATUALIDADES

que o momento é propício para armar ainda mais a população.

1
4 - Crise na Venezuela
FIQUE ATENTO!
Não é difícil de imaginar que algumas questões Pelo menos há quatro ou cinco anos, a Venezuela tem
previstas em concursos relacionem o tema a enfrentado instabilidade econômica, principalmente pelo
Donald Trump, que claramente se mostrou desabastecimento de produtos básicos para consumo di-
favorável a ao direito de armar a população. ário e crescente pobreza populacional. Também é preciso
Além disso, é possível que seja relacionado considerar que a queda no valor do preço do petróleo con-
ainda a polêmica de envolve a indústria de tribuiu para o empobrecimento do país, levando em conta
armas, ou seja, para os críticos da flexibilidade de que se trata da principal economia da nação.
de armamento, manter as atuais leis interessa Os conflitos políticos também ganharam espaço, em
esse mercado milionário, que vive um bom meio a protestos violentos entre manifestantes contrários
momento em 2018. e favoráveis ao governo de Nicolás Maduro, o atual presi-
dente do país. A rivalidade entre os grupos se intensificou
após a morte de Hugo Chávez e chegada de Maduro ao
3 - Guerra comercial - China e EUAw poder.
Em 2018, a situação econômica se agravou trazendo
De um lado os gigantes norte-americanos, de outro a mais miséria à população e busca por melhores condi-
poderosa China. O embate comercial entre as duas potên- ções de vida em outros países, especialmente o Brasil. A
cias tem influenciado o mercado de outros países. Em resu- quantidade diária de venezuelanos que chegaram ao país,
mo, ambas as nações implementaram no final do primeiro a partir de Roraima, tem suscitado conflitos na região, com
semestre de 2018 políticas mais rígidas e restrições de pro- crescimento de hostilidade da população em relação aos
dutos dos dois países no mercado interno do oponente. vizinhos sul-americanos.
A primeira polêmica começou com imposição de tarifas
dos EUA sobre cerca de US$ 34 bilhões em produtos da
China, em julho de 2018. A justificativa da Casa Branca é #FicaDica
que a medida fortalece o mercado interno. A nação ain-
A crise venezuelana é complexa e traz muitas
da acusou a China de roubo de propriedade intelectual de
narrativas, mas é preciso considerar um tema
produtos norte-americanos.
de muito destaque em 2018: a imigração. A
O governo chinês retaliou e aplicou taxas compatíveis
chegada maciça de venezuelanos ao Brasil
em relação a centenas de produtos dos Estados Unidos, o
enfatiza mais um cenário de xenofobia
que representa também cerca de US$ 34 bilhões. Esse ce-
em território nacional, em meio à rejeição
nário trouxe a maior guerra comercial de todos os tempos.
da população de Roraima à chegada dos
As medidas afetam a exportações de diversos produtos no
imigrantes.
mundo, desde petróleo, gás e outros produtos refinados.
Numa economia globalizada, embates como esse causam
turbulência no mercado.
FIQUE ATENTO!
Pode haver questões de atualidades com
#FicaDica enunciados que requerem atenção e
Antes das medidas, o presidente dos Estados interpretação de texto. Uma boa compreensão
Unidos, Donald Trump, já havia anunciado a do enunciado pode ser fundamental para
necessidade de rever as políticas comerciais chegar à resposta correta.
com a China dando sinais de que seria rígido
quanto às taxas. Nesse mesmo cenário, os
5 – Matrizes energéticas
chineses defenderam políticas mais favoráveis
à integração, em um mundo o qual vigora
O conceito de matrizes energéticas implica na soma
economias globalizadas. e poderio de fontes de energias produzidas ou contidas
numa nação. No caso do Brasil, o país detém a matriz ener-
gética mais renovável do mundo.
Cerca de 45% de suas fontes de energia são sustentá-
FIQUE ATENTO! veis, como hidrelétrica, biomassa e etanol. A matriz energé-
tica mundial tem a média de 13% de fontes renováveis, no
É importante manter atenção quanto à
caso, para países desenvolvidos e industrializados.
influência desse tema em relação ao Brasil.
ATUALIDADES

No Brasil, em 2018, muitas usinas produtoras de açúcar


Há quem defenda que a situação favorece têm intensificado suas atividades na produção de etanol,
a comercialização de commodities para o em busca de destaque no mercado mundial, disputado jun-
mercado chinês. tamente com os Estados Unidos. Com o anúncio da China,
em dezembro, sobre aumentar sua cota de etanol na gaso-
lina para 10%, esse mercado tende a crescer mais.

2
em 2017, a política imigratória tem sido endurecida, o que
#FicaDica trouxe críticas por parte da comunidade internacional em
Brasil e EUA são os dois grandes produtores e relação às medidas adotadas.
consumidores de etanol no mundo. Um dos momentos mais tensos quanto às políticas de
imigração no país ocorreu quando o governo Trump deci-
diu separar crianças pequenas de seus pais, na situação em
que ocorre detenção de adultos ao atravessar a fronteira
FIQUE ATENTO! de forma ilegal. A medida faz parte do programa “Tolerân-
Existem dois tipos de etanol no mercado: cia Zero”, que busca reduzir o índice de imigrações ilegais
anidro (sem água, vem misturado à gasolina) no país.
e hidratado (com até 7% de água, etanol puro Essa prática que separa pais e crianças foi duramente
comprado direto da bomba). criticada por entidades e organizações internacionais. A
justificativa do governo quanto à ação era de que não seria
possível abrigar as crianças junto aos pais, nos centros de
6 – Desmatamento atinge recordes em 2018 detenção federal reservados aos adultos. Por isso, os me-
nores foram encaminhados a abrigos.
Pesquisa divulgada em setembro de 2018, pelo Instituto Além disso, as instalações foram consideradas precárias
Ibope Inteligência, cita que 27% dos brasileiros acreditam para receber as crianças, na opinião de críticos da medi-
que o desmatamento é a maior ameaça para o meio am- da. Após a repercussão negativa desse caso, a Casa Branca
biente. As informações são da Agência Brasil. voltou atrás quanto à separação das famílias, mas críticas
Além desse estudo, um relatório da revista Science mos- prevalecem quanto à tolerância zero.
tra que o desmatamento não tem reduzido quando se trata
de espaço para produção de commodities. Esses produtos,
em geral, requerem grande espaço para cultivo. #FicaDica
Porém em entrevista à BBC, o analista de dados Philip
A política de imigração nos Estados Unidos
Curtis, colaborador da organização não governamental The
demonstra uma tendência por parte de
Sustainability Consortium, afirma que os commodities não
nações ricas quanto aos imigrantes, em meio à
podem ser culpados. Levando em conta que a produção
intolerância que pode culminar em xenofobia.
desses produtos é necessária para suprir o aumento po-
Na Europa, por exemplo, destino de milhões
pulacional.
de imigrantes de várias partes do planeta,
Cerca de 27% do desmatamento é causado pela pro-
a aversão ao estrangeiro, sobretudo em
dução de commodities. Além disso, 26% dos impactos am-
relação a países pobres e marginalizados, tem
bientais se referem ao manejo comercial florestal, e 24%
aumentado significativamente.
corresponde à agricultura, com produção de produtos para
subsistência.

#FicaDica FIQUE ATENTO!


Quando se fala de imigração e xenofobia, é
O estudo cita ainda que incêndios florestais importante ressaltar que mesmo mantendo
correspondem a 23% dos danos. No caso, a historicamente uma cultura que recebe
urbanização chega a menos de 1%. todos, o Brasil tem registrado casos dessa
natureza nos últimos anos, como hostilização
e preconceitos em relação a haitianos,
FIQUE ATENTO! bolivianos e venezuelanos.
Nos países ao Norte e mais desenvolvidos,
o desmatamento é causado principalmente 8 - Gillets jaune
por incêndios florestais. Na porção mais ao
Sul, entre as nações em desenvolvimento, a Os gillets jaune (coletes amarelos, em francês) foram desta-
produção de commodities e a agricultura têm que no cenário mundial ao realizarem protestos e atos contra
impacto no desmatamento. aumento no preço de combustíveis, no início de dezembro, na
França. Especialistas ressaltam que desde os anos 60 não sur-
7 - EUA e questão imigratória giam protestos tão violentos quanto os realizados nesse período.
A alta dos preços, segundo o governo francês, é mo-
ATUALIDADES

Historicamente, os Estados Unidos têm mantido polí- tivada para desestimular o uso de combustíveis fósseis,
ticas rígidas quando se trata de imigração, num combate como estratégia de sustentabilidade. A ideia é investir mais
à entrada ilegal de estrangeiros no país, em busca de uma em fontes renováveis. Para conter os atos, o governo can-
vida melhor. Com a eleição do republicano Donald Trump, celou o aumento de preços.

3
10 - Brexit e UE
#FicaDica
Marine Le Pen, líder do partido de extrema- O Brexit, o processo de saída do Reino Unido da União
direita francês, se posicionou favorável aos Europeia, foi aprovado em referendo britânico, em 2016,
protestos. mas a saída oficial pode ser concluída a partir de 2020.
Internamente, há certa pressão para que os britânicos re-
cuem da decisão e se mantenham no bloco.
Ainda existe um debate sobre a possibilidade de realizar
FIQUE ATENTO! um segundo referendo para consulta popular, em relação
A avaliação é de que as manifestações não estão à saída ou não do Reino Unido. Se houver a aprovação do
ligadas a partidos e surgiram essencialmente Brexit, o bloco europeu perde os seguintes países: Inglater-
por meio de mobilizações populares. ra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte.

9 - Inteligência artificial cada vez mais presente na #FicaDica


sociedade
A decisão de sair foi motivada pela direita
Num mundo cada vez mais conectado e imerso nas re- britânica, com intuito de fechar mais as
des sociais, as inovações tecnológicas estabelecem novas fronteiras do Reino Unido também para outros
configurações nas relações sociais e de trabalho. A inteli- países da Europa, sobretudo, nações que
gência artificial se constitui num mecanismo que traz mu- exportam imigrantes.
danças nas formas como as pessoas se relacionam e nas
funções que exercem.
No campo profissional, por exemplo, a inteligência ar- FIQUE ATENTO!
tificial – por meio de máquinas ou robôs –, já realiza de A União Europeia é o bloco econômico mais
forma automatizada funções anteriormente exercidas por rico e influente do mundo.
pessoas. Hoje, por exemplo, softwares e máquinas realizam
relatórios e análises que eram feitas por profissionais pre-
parados para essa função. 11 - Ministério do Trabalho no governo Bolsonaro
Outro exemplo é o uso de atendentes virtuais em chats
de relacionamento com clientes. A GOL Linhas Aéreas Em dezembro, o então presidente eleito, Jair Bolsonaro,
mantém uma atendente- robô em sua página para esclare- anunciou o desmembramento do Ministério do Trabalho.
cer dúvidas mais freqüentes do usuários. As competências da pasta serão direcionadas a três minis-
Uma das questões mais complexas quando se fala nessa térios: Justiça, Economia e Cidadania.
tecnologia, é a perda de profissões que passam a ser exer- Justiça cuidará da concessão das cartas sindicais e Eco-
cidas por máquinas. Num futuro nem tão distante assim a nomia assume questões como o FGTS (Fundo de Garantia
tendência é essa. E de certa forma, as carreiras profissionais do Tempo de Serviço). E a pasta Cidadania cuidará de polí-
vão se adaptando à tecnologia e passam por transforma- ticas de geração de renda e emprego.
ções intensas para saber lidar com essas mudanças.
#FicaDica
#FicaDica As cartas sindicais concedidas pelo governo
autorizam o exercício e funcionamento de
Em julho de 2018, uma equipe de cientistas
entidades para práticas sindicais.
estrangeiros assinou um acordo em que se
comprometiam a não criar máquinas e robôs
que possam ameaçar a vida e integridade da
raça humana. FIQUE ATENTO!
Governo eleito diz que desmembramento
viabilizará diálogos entre as pastas.
FIQUE ATENTO!
Inteligência artificial é um tema bem
12 – Agrotóxicos
contemporâneo e está ligado à realidade das
ATUALIDADES

pessoas, à medida que interfere nas atividades


Como um dos maiores exportadores de produtos como
profissionais e formas de se relacionar. Por
soja, açúcar e laranja, o Brasil é ainda considerado um dos
isso, é um assunto bem relevante.
países que mais utilizam agrotóxicos no cultivo agrícola.
Os setores do agronegócio há algum tempo reivindicam
a flexibilização na regulamentação. E em contrapartida,

4
movimentos sociais e ONGs nutrem apoio a políticas mais
rígidas quanto ao uso desses produtos. #FicaDica
Em 25 de junho de 2018, foi aprovado um projeto de Especialistas orientam pais e educadores a
lei por uma comissão especial da Câmara dos Deputados manterem-se em alerta e vigilância quanto a
que flexibiliza as regras. Um dos pontos discutidos é cen- suspeitas de casos de bullying.
tralizar a regulamentação dos agrotóxicos no Ministério da
Agricultura. Atualmente, o Ministério da Saúde e Meio Am-
biente também dividem a função de liberar os produtos.
FIQUE ATENTO!
Além disso, um dos pontos mais marcantes do projeto de
lei busca eliminar o termo “agrotóxico” por “pesticida”. No tex- O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) lançou
to original apresentado, o termo usado era “fitossanitário”. cartilha em 2017 que orienta adultos e crianças
Outras mudanças discutidas é reduzir o prazo de libe- a lidarem com a situação.
ração de agrotóxicos, que atualmente é de cerca de dois
anos, mas pode chegar a mais de cinco anos. A ideia, então, 14 - Acordo para reconstrução da Síria
seria estabelecer o prazo de 30 dias a 24 meses, em média.
Quem defende a mudança diz que se trata de reduzir o Desde 2011, a Síria enfrenta uma intensa guerra civil
preconceito e depreciação da prática, além disso, para a que já deixou milhões de mortos e refugiados. O país hoje
bancada ruralista na Câmara, a mudança do nome segue a vive um cenário de miséria em meio à devastação. Dados
tendência internacional. da Organização das Nações Unidas (ONU) citam que o
conflito custou mais de US$ 380 bilhões de dólares.
Em 2018, a sociedade mundial tem discutido a im-
#FicaDica plantação de um plano para a reconstrução da Síria. Mas
Entidades e ONGs de meio ambiente a atrair investimentos externos tem sido desafiante para a
apelidaram o projeto de lei de “Pacote do nação, tendo em vista as sanções impostas pelos Estados
Veneno”. Na opinião dessas organizações, Unidos, por conta de denúncias de violações de direitos
flexibilizar as regras quanto aos agrotóxicos humanos sob a gestão de Bashar al-Assad, o presidente do
representa ignorar os efeitos nocivos do uso país. Atualmente, Rússia, China e Irã investiram na nação
desses produtos para saúde das pessoas e nos últimos e são os países aliados do governo.
meio ambiente. Com as sanções, a Síria fica impedida de exportar e até
receber investimentos estadunidenses. Na opinião de es-
pecialistas em relações internacionais, executar um plano
de reconstrução depende da exclusão das sanções e parti-
FIQUE ATENTO! cipações de mais nações que possam investir no país.
Hoje, é a lei 7.802, de 1989 que regulamenta
o uso desses produtos. Para os órgãos que
defendem a manutenção das atuais práticas, #FicaDica
é preciso realizar pequenos ajustes, mas a lei
Em mais de sete anos de guerra civil, mais de
atual é considerada adequada.
5,6 milhões de pessoas foram forçadas a deixar
suas casas em busca de uma vida melhor em
outros países. Além disso, mais de 500 mil
13 – Casos de bullying
pessoas vivem deslocadas dentro país.
Pesquisa recente aponta que um em cada 10 brasileiros
é vítima de bullying, especialmente no ambiente escolar. O
Brasil é considerado o segundo país com mais casos dessa FIQUE ATENTO!
natureza no ambiente virtual, segundo dados do Instituto
Ipso, como aponta matéria do “O Correio do Povo”. De acordo com a ONU, a maioria dos refugiados
No levantamento, a Índia lidera essa corrida. No Brasil, que vive nos países vizinhos se encontra abaixo
cerca de 65% das redes sociais foram cenários usados para da linha da pobreza em situação de miséria.
a prática do crime.
A recomendação aos pais quando detectam as agres-
sões é entrar em contato com os pais ou responsáveis pelo 15 - Nova versão do vírus ebola
agressor. Dependendo da situação, a indicação é recorrer
a alternativas legais. Em agosto de 2018, cientistas dos Estados Unidos anun-
ATUALIDADES

ciaram a descoberta de uma nova versão do vírus ebola,


chamada de Bombali. A descoberta foi feita em Serra Leoa,
por pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA).
O vírus foi encontrado em morcegos e tem força para
atingir seres humanos. A descoberta possibilitará à ciência

5
estudar e compreender a dinâmica de vírus desenvolvidos 17 – Mata Atlântica e maior erosão nos últimos tem-
em animais e mensurar a capacidade para atingir as pes- pos
soas.
Com a novidade, os cientistas acreditam que, de fato, A biodiversidade brasileira sofreu grande impacto relati-
os morcegos são os hospedeiros do ebola. Para os pesqui- vo à erosão nos últimos anos, especialmente na mata atlân-
sadores, compreender sobre quais são os hospedeiros é tica. No caso, o bioma conta com apenas menos de 30% dos
fundamental para combater a doença. mamíferos existentes, quando em comparação ao cenário
do ano de 1500, época em que o Brasil foi descoberto.
#FicaDica O estudo foi divulgado pela revista Plos One. Em resu-
mo, a mata atlântica teria perdido mais de 70% de espécies
O ebola é transmitido por meio de secreção de mamíferos. Na atualidade, algumas áreas locais têm so-
ou sangue. A doença é de alto risco e de difícil frido com a erosão no bioma, como aponta reportagem de
cura. Um dos principais sintomas é a febre “O Globo”.
hemorrágica. A maioria dos animais extintos da mata atlântica era de
grande porte. Além disso, mais de 50% dos mamíferos do
FIQUE ATENTO! bioma foram extintos nas últimas décadas.
Com a descoberta atual, pela primeira vez, a
doença é identificada em hospedeiro antes
que ocorra um surto. #FicaDica
Uma das causas do cenário, segundo
pesquisadores, é o uso excessivo da terra e
16  - Primeira mulher latino-americana como presi-
extração de madeira. A ação humana tem
dente da Assembleia Geral da ONU
contribuído decisivamente quanto aos índices
citados.
A equatoriana María Fernanda Espinosa assumiu em se-
tembro a presidência da Assembleia Geral da ONU, um fato
inédito. Pela primeira vez uma mulher da América Latina
assume o cargo. FIQUE ATENTO!
Um dos grandes desafios da nova presidente é comandar Animais como onças pintadas e pardas
acordos dentro da entidade, em questões polêmicas como a sofreram com 79% de perda, de acordo com
crise dos refugiados e guerra comercial liderada pelos Esta- os dados apontados.
dos Unidos. O órgão presidido por ela vai receber nos próxi-
mos meses encontros importantes entre líderes globais.
Em entrevista à imprensa internacional, Espinosa admi- 18 - Depósitos de gelo na Lua
tiu que a imigração é uma das questões mais desafiantes
em seu mandato. A crise na Venezuela também é uma de- De acordo com a Agência Espacial dos Estados Unidos
manda importante a ser discutida nessa gestão. (Nasa, na sigla em inglês), os dois polos e algumas partes
mais escuras e geladas da Lua contam com depósitos gelo.
A descoberta ainda não explica com exatidão a presença
das camadas de gelo, mas algumas hipóteses apontam que
#FicaDica
um choque com meteoritos e cometas no satélite pode ter
María Fernanda Espinosa também afirmou influenciado esse cenário.
que pretende incentivar debate e buscar A novidade é fruto de um estudo da Universidade do
soluções para a questão ambiental e também Havaí, Brown University e do Centro de Pesquisas da Nasa,
a desigualdade de gênero. que utilizou o equipamento Moon Mineralogy Mapper
(M3). As análises da Nasa ainda atestam que boa parte das
camadas de gelo se encontra nas crateras da Lua.
Em julho deste ano também foram descobertas 12 no-
FIQUE ATENTO! vas Luas ao redor de Júpiter, totalizando mais de 79 Luas.
A gestão de Espinosa dura apenas um ano Um dos destaques entre os satélites descobertos é uma
e em seu mandato terá a função de propor pequena Lua com somente um quilômetro de diâmetro.
debates e discussões, sem imposições, mas
com propostas de diálogo e até votações em
questões importantes. #FicaDica
ATUALIDADES

Outras pesquisas já indicaram que a Lua teria


tido condições de ser habitada há bilhões de
anos.

6
FIQUE ATENTO! FIQUE ATENTO!
Porém pesquisadores admitem que para O museu foi residência oficial da Família Real
conhecer a fundo se realmente o satélite portuguesa, entre 1819 a 1821.
abrigou vidas ou desenvolveu organismos,
será preciso investimento maciço em pesquisas
e exploração por lá. Referências

19 - Feminicídios no Brasil http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-


-saude/42655-febre-amarela-ministerio-da-saude-atua-
O Brasil é um dos países como mais casos de feminicí- liza-casos-no-pais - Acesso: 30/08/2018 – 22:11
dio do mundo. Segundo informações da “Agência Brasil”, https://www.bbc.com/portuguese/internacio-
nos primeiros sete meses de 2018, o serviço 180 (Central de nal-41501743 - Acesso: 30/08/2018 - 23:02
Atendimento à Mulher) registrou mais de 740 ocorrências
do crime ou tentativas de homicídio. https://epocanegocios.globo.com/Economia/noti-
Desse índice, houve 78 casos de feminicídio e 665 ten- cia/2018/07/como-guerra-comercial-entre-eua-e-china-
tativas. Além disso, o serviço de atendimento recebeu mais -pode-afetar-o-brasil.html - Acesso: 30/08/2018 - 23:33
de 80 mil relatos de violência contra as mulheres, sendo que
80% está relacionado a denúncias de violência doméstica. https://www.bbc.com/portuguese/internacio-
O crime de femicídio é previsto em lei desde 2015 e seu nal-39716719 - Acesso: 31/08/2018 - 00:27
conceito está ligado a desigualdade ou crime hediondo
com base no gênero. Em 10 anos, houve aumento de mais
http://infograficos.estadao.com.br/focas/politico-em-
6,4% nos casos de assassinatos contra as mulheres.
-construcao/materia/senso-critico-e-arma-para-comba-
ter-fake-news
#FicaDica Acesso: 31/08/2018 – 22:06

A mídia retratou em junho de 2018 um caso https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/


marcante dessa natureza, onde o biólogo Luiz atualidades/imigracao-nos-eua-a-politica-de-tolerancia-
Felipe Manvaile foi acusado de matar a mulher, -zero-e-o-drama-das-criancas-na-fronteira.htm - Acesso:
Tatiana Spitzner. A vítima caiu do quarto andar 31/08/2018 - 23:00
do apartamento do casal, em Guarapuava, no
interior do Paraná. https://tecnologia.uol.com.br/noticias/
redacao/2018/03/23/o-que-zuckerberg-nao-explicou-so-
bre-a-crise-envolvendo-facebook-e-eleicoes.htm - Aces-
FIQUE ATENTO! so: 01/09/2018 - 00: 26
O canal 180 foi criado em 2005 pela então
Secretaria de Políticas para as Mulheres https://super.abril.com.br/tudo-sobre/inteligencia-arti-
da Presidência da República (SPM-PR), no ficial/ - Acesso: 01/09/2018 – 01:26
governo Lula, com intuito de orientar as https://super.abril.com.br/tecnologia/pesquisadores-
mulheres quanto a direitos e serviços. E em -de-inteligencia-artificial-prometem-nao-construir-robos-
2014, o canal se transformou em um dique- -assassinos/ - Acesso: 01/09/2018 – 01:29
denúncia.
https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-no-
ticias/redacao/2018/07/12/o-que-muda-com-o-projeto-
20 - Museu Nacional do RJ
-de-lei-de-agrotoxicos-em-discussao-no-congresso.htm
- Acesso: 02/09/2018 - 20:35
Incêndio no Museu Nacional, em setembro, no Rio de
Janeiro, chocou a comunidade internacional – em virtude
da importância do acervo para a cultura mundial. O museu https://extra.globo.com/noticias/economia/alcance-
mais antigo do país trazia obras de arte raríssimas e de -amplo-de-sancoes-dos-eua-afeta-reconstrucao-da-si-
grande valor artístico. ria-23033601.html - Acesso: 03/09/2018 - 22:04
A Biblioteca Nacional, localizada no museu, também
sofreu com a perda de suas obras durante o incêndio. Cer- https://nacoesunidas.org/guerra-siria-completa-7-
ca de 90% do acervo de todo o museu foi destruído. -anos-em-marco-com-rastro-de-tragedia-para-civis-diz-
-onu/ - Acesso: 03/09/2018 – 22:25
ATUALIDADES

#FicaDica
https://g1.globo.com/bemestar/ebola/noti-
O local já recebeu visitantes importantes, cia/2018/08/27/cientistas-encontram-nova-versao-do-vi-
como o cientista Albert Einstein, nos anos 20. rus-ebola-em-morcegos-em-serra-leoa.ghtml

7
http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/no-
ticia/2018-08/ligue-180-registra-mais-de-740-casos-de-
-feminicidio-este-ano - Acesso: 04/09/2018 - 22:22 EXERCÍCIO COMENTADO

https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/08/27/ 1. Polícia Militar/MA - 1° Tenente PM - Psicólogo -CES-


pgr-denuncia-jefferson-cristiane-brasil-ex-ministro-e- PE /2017.
-mais-23-por-supostas-fraudes-no-ministerio-do-traba- O vertiginoso processo de urbanização no Brasil deu ori-
lho.ghtml - Acesso: 04/09/2018 - 22:22 gem, em poucas décadas, a centros urbanos de todo porte,
que, espalhados pelo país, passaram a ordenar os fluxos de
https://www.correiodopovo.com.br/Jornalcomtecno- pessoas, mercadorias, informações e capitais no território
logia/2018/07/11/brasil-e-o-2o-pais-com-mais-casos-de- brasileiro, configurando uma complexa rede geográfica de
-bullying-virtual-contra-criancas/ cidades. Com relação ao texto apresentado e aos múltiplos
Acesso: 31/10/2018 – 22:44 aspectos a ele relacionados, julgue os seguintes itens.
As cidades que apresentam maior grau de complexidade
https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilida- socioeconômica e polarizam todo o território brasileiro e
de/mata-atlantica-perdeu-mais-de-70-de-seus-mamife- parte da América do Sul são as metrópoles nacionais.
ros-23101270
Acesso: 27/09/2018 – 22:50 ( ) CERTO ( ) ERRADO

http://www.brasil.gov.br/noticias/meio-ambien- Resposta: Certo.


te/2010/11/matriz-energetica - Acesso: 04/12/2018 - 22: Metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Ho-
44 rizonte apresentam cenários socioeconômicos comple-
xos e disparidades sociais, além de serem regiões bem
https://www.bbc.com/portuguese/internacio- populosas.
nal-46249017 - Acesso: 05/12/2018 - 00:14
2. A desconcentração espacial das atividades econômicas,
https://observador.pt/2018/09/03/museu-nacional- a partir de 1990, promoveu o crescimento das cidades mé-
-de-casa-da-familia-real-a-museu-visitado-por-einstein/ - dias.
Acesso: 05/12/2018 – 00: 17
( ) CERTO ( ) ERRADO

Letícia Veloso - jornalista e radialista  Resposta: Certo.


Foi um período marcado pela descentralização popula-
Formada em jornalismo em 2008, possui experiência cional, com saída do campo em direção às cidades.
em TV, impresso e jornalismo online. Passou por empresas
como Grupo Folha (UOL), Grupo RBS, Rede Vida e Portal do 3. PF- Escrivão – CESPE/2013
Walmart. Também já trabalhou como locutora (tem DRT na No dia 6 de junho, os protestos começaram no centro de
área) em emissoras de rádio em Minas Gerais e São Paulo. São Paulo, com cerca de cento e cinquenta pessoas. As
Hoje é professora de atualidades do Grupo Nova.  Mantém quatro manifestações seguintes atraíram a atenção nacio-
ainda um blog focado em cultura, comportamento e coti- nal. No dia 17, manifestantes de outras capitais aderiram
diano, com a seguinte página no Facebook:  https://www. às manifestações. Também começam atos em Viçosa e Vo-
facebook.com/meulead/ tuporanga.
O dia 20 de junho foi o auge dos protestos. Logo depois, as
autoridades começam a baixar as tarifas de transporte. Seis
dias depois, as maiores manifestações se concentraram nas
cidades que receberam jogos da Copa das Confederações,
como Belo Horizonte.

O Estado de S.Paulo, 30/6/2013, p. A10 (com adaptações).


Considerando o texto acima e a amplitude do tema por ele
focalizado, julgue os itens.

Ainda que as opiniões sobre as manifestações de junho de


2013, no Brasil,se distingam em vários aspectos,os analistas
ATUALIDADES

políticos convergem para o seguinte entendimento: essas


manifestações populares em nada diferem dos movimen-
tos das Diretas-Já e dos Caras-Pintadas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

8
Resposta: Errado. Resposta: Errado.
Essas mobilizações ainda são centro de discussões e, de A implantação da assembleia constituinte não aprovada
fato, embora houvesse comparação com Diretas Já e Caras- nessa ocasião. Uma das justificativas do governo federal
-pintadas, não se configura em um mesmo movimento. Isso na época era de que não havia tempo hábil para essa
porque os protestos de junho acabaram abraçando várias mudança.
causas e demandas, enquanto que ambos os movimentos
citados defendiam bandeiras específicas, sem pulverização. 6. PF- Perito Criminal – CESPE/2009
Com relação à Usina Hidrelétrica de Itaipu e ao acordo fir-
4. PF- Escrivão – CESPE/2013 mado entre Brasil e Paraguai, em julho de 2009, no qual
No dia 6 de junho, os protestos começaram no centro de são revistas cláusulas do Tratado de Itaipu, julgue os itens
São Paulo, com cerca de cento e cinquenta pessoas. As que se seguem
quatro manifestações seguintes atraíram a atenção nacio- Por esse acordo, o Paraguai tornou-se sócio minoritário da
nal. No dia 17, manifestantes de outras capitais aderiram Usina Hidrelétrica de Itaipu, com 30% de participação nos
às manifestações. Também começam atos em Viçosa e Vo- lucros advindos da distribuição de energia elétrica, em ra-
tuporanga. zão de as águas da represa terem inundado parte do terri-
O dia 20 de junho foi o auge dos protestos. Logo depois, tório paraguaio.
as autoridades começam a baixar as tarifas de transporte.
Seis dias depois, as maiores manifestações se concentra- ( ) CERTO ( ) ERRADO
ram nas cidades que receberam jogos da Copa das Confe-
derações, como Belo Horizonte. Resposta: Errado.
A usina pertence a ambos países de forma igualitária.
O Estado de S.Paulo, 30/6/2013, p. A10 (com adaptações).
Considerando o texto acima e a amplitude do tema por ele 7. PF- Perito Criminal /CESPE-2013
focalizado, julgue os itens. No dia 6 de junho, os protestos começaram no centro de
São Paulo, com cerca de cento e cinquenta pessoas. As
Embora com alguma variação de cidade para cidade, as quatro manifestações seguintes atraíram a atenção nacio-
manifestações citadas no texto foram organizadas para nal. No dia 17, manifestantes de outras capitais aderiram
protestar contra as deficiências dos serviços prestados pelo às manifestações. Também começam atos em Viçosa e Vo-
poder público, notadamente nas áreas de transporte, saú- tuporanga.
de, educação e segurança. O dia 20 de junho foi o auge dos protestos. Logo depois,
as autoridades começam a baixar as tarifas de transporte.
( ) CERTO ( ) ERRADO Seis dias depois, as maiores manifestações se concentra-
ram nas cidades que receberam jogos da Copa das Confe-
Resposta: Certo. derações, como Belo Horizonte.
Esses temas foram uma das demandas pedidas nas ruas
naquela ocasião. Por isso, a resposta está correta. O Estado de S.Paulo, 30/6/2013, p. A10 (com adaptações).
Nas duas maiores cidades brasileiras — São Paulo e Rio
5. PF- Escrivão – CESPE/2013 de Janeiro —, o problema das tarifas do transporte públi-
No dia 6 de junho, os protestos começaram no centro de co permanece insolúvel visto que a fixação desses valores
São Paulo, com cerca de cento e cinquenta pessoas. As qua- depende de lei a ser votada pelas respectivas câmaras mu-
tro manifestações seguintes atraíram a atenção nacional. No nicipais e assembleias legislativas estaduais.
dia 17, manifestantes de outras capitais aderiram às manifes-
tações. Também começam atos em Viçosa e Votuporanga. ( ) CERTO ( ) ERRADO
O dia 20 de junho foi o auge dos protestos. Logo depois, as
autoridades começam a baixar as tarifas de transporte. Seis Resposta: Errado. Na ocasião, os governos de ambas as
dias depois, as maiores manifestações se concentraram nas cidades mantiveram o preço da tarifa estável, conforme
cidades que receberam jogos da Copa das Confederações, reivindicação defendida nas manifestações.
como Belo Horizonte.
9. PF- Perito Criminal – CESPE/2013
O Estado de S.Paulo, 30/6/2013, p. A10 (com adaptações). No dia 6 de junho, os protestos começaram no centro de São
Considerando o texto acima e a amplitude do tema por ele Paulo, com cerca de cento e cinquenta pessoas. As quatro
focalizado, julgue os itens. manifestações seguintes atraíram a atenção nacional. No dia
A convocação, pelo Poder Executivo, de uma assembleia 17, manifestantes de outras capitais aderiram às manifesta-
constituinte exclusiva para promover uma ampla reforma ções. Também começam atos em Viçosa e Votuporanga.
ATUALIDADES

política foi uma evidente resposta do governo brasileiro às O dia 20 de junho foi o auge dos protestos. Logo depois, as
manifestações que tomaram conta de centenas de cidades autoridades começam a baixar as tarifas de transporte. Seis
brasileiras. dias depois, as maiores manifestações se concentraram nas
cidades que receberam jogos da Copa das Confederações,
( ) CERTO ( ) ERRADO como Belo Horizonte.

9
O Estado de S.Paulo, 30/6/2013, p. A10 (com adaptações). de terroristas que escapou. Para especialistas ocidentais, a
A condenação dos gastos feitos pelo Brasil para sediar operação das forças de segurança russas foi um fiasco to-
duas grandes competições promovidas pela FIFA, a Copa tal. Mortos no massacre passam de 340. In: O Estado de S.
das Confederações e a Copa do Mundo, tornou-se ban- Paulo, 5/9/2004, capa (com adaptações)
deira presente em muitas das manifestações a que o texto Tendo o texto acima como referência inicial e considerando
alude, algumas das quais transformadas em atos de violên- algumas características marcantes do mundo contemporâ-
cia e vandalismo. neo, julgue os itens que se seguem.
A hipotética presença de terroristas árabes — anunciada
( ) CERTO ( ) ERRADO pelo governo russo — no episódio focalizado no texto
indica que, pela primeira vez depois do 11 de setembro
Resposta: Certo. de 2001, esses terroristas resolveram atacar no Ocidente,
Uma das bandeiras utilizadas foram os gastos com a escolhendo um alvo estratégico e de grande visibilidade
Copa. Os manifestantes utilizaram muito mensagens internacional.
como “Não vai ter Copa” e fizeram críticas quanto aos
gastos, os quais poderiam ser direcionados à educação ( ) CERTO ( ) ERRADO
e saúde, na opinião deles.
Resposta: Errado. A questão na Ossétia do Norte é algo
10. PF-Delegado- CESPE/2004 bem específica e regional, envolvendo Rússia e Geórgia.
Nos últimos 13 anos, a América Latina cumpriu grande par- Não se compara a dimensões de conflitos de impacto
te de suas tarefas econômicas. Mesmo assim, a desigual- global.
dade e a pobreza aumentaram na região. O diagnóstico é
da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe
(CEPAL), que propõe para a região uma nova estratégia de
desenvolvimento produtivo. Para o secretário executivo do
órgão das Nações Unidas, a maior integração da região foi
um ganho dos últimos anos.
Sua aposta para reduzir a forte desigualdade que ainda
existe é a união de crescimento econômico com proteção
social. Ele propôs a substituição do conceito de mais mer-
cado e menos Estado por uma visão que aponta para “mer-
cados que funcionem bem e governos de melhor qualida-
de”. América Latina cresceu sem dividir. In: Jornal do Brasil,
25/6/2004, p. 19A (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e consideran-
do a amplitude do tema por ele abordado, julgue os itens
subseqüentes.
Ao relatar que os países latino-americanos cumpriram
“grande parte de suas tarefas econômicas” nos últimos
anos, o texto permite supor a existência de algum tipo de
receituário que a região deveria seguir para se modernizar
e se desenvolver.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Certo.
A lógica retratada se refere a mercados que funcionem
bem e não contribuam para intensificar a desigualdade
social e governos com ações sociais relevantes.

11. PF-Delegado- CESPE/2004


Mais de 340 pessoas — entre elas 155 crianças — morre-
ram no desfecho trágico da tomada de reféns na escola de
Beslan. Funcionários dos hospitais da região indicam que
pelo menos 531 pessoas foram hospitalizadas, das quais
ATUALIDADES

336 eram crianças.


O presidente russo Vladimir Putin culpou o terror inter-
nacional pelo ataque, após visitar o local do massacre e
ordenar o fechamento das fronteiras da região da Ossé-
tia do Norte, para evitar a fuga de um número indefinido

10
ÍNDICE

RACIOCÍNIO LÓGICO

Estruturas lógicas.................................................................................................................................................................................................................... 01
Lógica sentencial ou proposicional: proposições simples e compostas, operadores lógicos, tabelas-verdade, equivalências, leis
de Morgan..................................................................................................................................................................................................................................01
Diagramas lógicos. .................................................................................................................................................................................................................19
Lógica de primeira ordem. ..................................................................................................................................................................................................19
Operações com conjuntos. .................................................................................................................................................................................................22
Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões.......................................................................................................25
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais..........................................................................................26
Raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal. .......................................................81
Princípios de contagem, combinatória e probabilidade..........................................................................................................................................82
ESTRUTURAS LÓGICAS. LÓGICA SENTENCIAL OU PROPOSICIONAL: PROPOSIÇÕES SIMPLES E
COMPOSTAS, OPERADORES LÓGICOS, TABELAS-VERDADE, EQUIVALÊNCIAS, LEIS DE MORGAN.

ESTRUTURAS LÓGICAS.

Definição: Todo o conjunto de palavras ou símbolos que exprimem um pensamento de sentido completo.
Nossa professora, bela definição!
Não entendi nada!
Vamos pensar que para ser proposição a frase tem que fazer sentido, mas não só sentido no nosso dia a dia, mas tam-
bém no sentido lógico.
Para uma melhor definição dentro da lógica, para ser proposição, temos que conseguir julgar se a frase é verdadeira ou falsa.

Exemplos:
(A) A Terra é azul.
Conseguimos falar se é verdadeiro ou falso? Então é uma proposição.

(B) >2

Como ≈1,41, então a proposição tem valor lógico falso.


Todas elas exprimem um fato.
Agora, vamos pensar em uma outra frase:
O dobro de 1 é 2?
Sim, correto?
Correto. Mas é uma proposição?
Não! Porque sentenças interrogativas, não podemos declarar se é falso ou verdadeiro.
Bruno, vá estudar.
É uma declaração imperativa, e da mesma forma, não conseguimos definir se é verdadeiro ou falso, portanto, não é
proposição.
Passei!
Ahh isso é muito bom, mas infelizmente, não podemos de qualquer forma definir se é verdadeiro ou falso, porque é
uma sentença exclamativa.
Vamos ver alguns princípios da lógica:
I. Princípio da não Contradição: uma proposição não pode ser verdadeira “e” falsa ao mesmo tempo.
II. Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição “ou” é verdadeira “ou” é falsa, isto é, verifica-se sempre um desses
casos e nunca um terceiro caso.

1. Valor Lógico das Proposições

Definição: Chama-se valor lógico de uma proposição a verdade, se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a
proposição é falsa (F).

Exemplo
p: Thiago é nutricionista.
V(p)=V essa é a simbologia para indicar que o valor lógico de p é verdadeira, ou
V(p)=F
Basicamente, ao invés de falarmos, é verdadeiro ou falso, devemos falar tem o valor lógico verdadeiro, tem valor lógico
falso.

2. Classificação
RACIOCÍNIO LÓGICO

Proposição simples: não contém nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. São geralmente de-
signadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r,s...
E depois da letra colocamos “:”
Exemplo:
p: Marcelo é engenheiro
q: Ricardo é estudante
Proposição composta: combinação de duas ou mais proposições. Geralmente designadas pelas letras maiúsculas P, Q, R, S,...

1
Exemplo:
P: Marcelo é engenheiro e Ricardo é estudante.
Q: Marcelo é engenheiro ou Ricardo é estudante.
Se quisermos indicar quais proposições simples fazem parte da proposição composta:
P(p,q)
Se pensarmos em gramática, teremos uma proposição composta quando tiver mais de um verbo e proposição simples,
quando tiver apenas 1. Mas, lembrando que para ser proposição, temos que conseguir definir o valor lógico.

3. Conectivos

Agora que vamos entrar no assunto mais interessante e o que liga as proposições.
Antes, estávamos vendo mais a teoria, a partir dos conectivos vem a parte prática.

4. Definição

Palavras que se usam para formar novas proposições, a partir de outras.


Vamos pensar assim: conectivos? Conectam alguma coisa?
Sim, vão conectar as proposições, mas cada conetivo terá um nome, vamos ver?

-Negação

Exemplo
p: Lívia é estudante.
~p: Lívia não é estudante.
q: Pedro é loiro.
¬q: É falso que Pedro é loiro.
r: Érica lê muitos livros.
~r: Não é verdade q