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DEPEN

DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL

AGENTE PENITENCIÁRIO
FEDERAL - ÁREA 3

CONTEÚDO
GRÁTIS
- Língua Portuguesa CONTEÚDO ONLINE
- Atualidades
- Noções de Ética no Serviço Público
Interpretação de Texto
- Noções de Direitos Humanos e Participação Social - Tipologia Textual e Tipos
- Conhecimentos Complementares - Execução Penal de Discurso
Conhecimentos Específicos
Direitos Humanos - Direitos
e Garantias Fundamentais
na Constituição Federal

CONTEÚDO DE ACORDO COM O ÚLTIMO EDITAL

2020 COLEÇÃO PREPARATÓRIA


Departamento Penitenciário Nacional

DEPEN
Agente Penitenciário Federal - Área 3
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para que o aluno antecipe seus estudos.

JN019-N0
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DEPEN - DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL

AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL - Área 3

Atualizada até 01/2020

AUTORES
Língua Portuguesa - Profª Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Atualidades - Profº Heitor Ferreira
Noções de Ética no Serviço Público - Profª Natasha Melo
Noções de Direitos Humanos e Participação Social - Bruna Pinotti
Conhecimentos Complementares - Execução Penal - Profª Ricardo Razaboni
Conhecimentos Específicos - Profª Bruna Pinotti

PRODUÇÃO EDITORIAL/REVISÃO
Aline Mesquita
Elaine Cristina
Josiane Sarto
Karina Fávaro
Leandro Filho

DIAGRAMAÇÃO
Danna Silva
Higor Moreira
Rodrigo Bernardes
Willian Lopes

CAPA
Joel Ferreira dos Santos

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SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e interpretação de textos.................................................................................................................................................. 01


Tipologia textual................................................................................................................................................................................................ 01
Ortografia oficial................................................................................................................................................................................................ 04
Acentuação gráfica........................................................................................................................................................................................... 10
Emprego das classes de palavras............................................................................................................................................................ 13
Emprego/correlação de tempos e modos verbais................................................................................................................... 13
Emprego do sinal indicativo de crase................................................................................................................................................... 52
Sintaxe da oração e do período.............................................................................................................................................................. 54
Pontuação........................................................................................................................................................................................................... 63
Concordância nominal e verbal............................................................................................................................................................... 73
Regência nominal e verbal......................................................................................................................................................................... 73
Significação das palavras............................................................................................................................................................................ 79
Redação de Correspondências oficiais (Manual de Redação da Presidência da República)............................................... 84
Adequação da linguagem ao tipo de documento.............................................................................................................................. 84
Adequação do formato do texto ao género..................................................................................................................................... 84

ATUALIDADES
Sistema de justiça criminal ........................................................................................................................................................................... 01
Sistema prisional brasileiro .......................................................................................................................................................................... 04
Políticas públicas de segurança pública e cidadania .......................................................................................................................... 07

NOÇÕES DE ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO


Ética e moral. Ética, princípios e valores................................................................................................................................................... 01
Ética e democracia: exercício da cidadania. Ética e função pública. Ética no Setor Público................................................ 01
Código de Ética Profissional do Serviço Público – Decreto nº 1.171/1994................................................................................. 06
Regime disciplinar na Lei nº 8.112/1990: deveres e proibições, acumulação, responsabilidades, penalidades.......... 17
Lei nº 8.429/1992: Improbidade Administrativa.................................................................................................................................... 23
Processo administrativo disciplinar............................................................................................................................................................ 32
Espécies de Procedimento Disciplinar: sindicâncias investigativa, patrimonial e acusatória; processo administrativo
disciplinar (ritos ordinário e sumário). Fases: instauração, inquérito e julgamento................................................................ 35
Comissão Disciplinar: requisitos, suspeição, impedimento e prazo para conclusão dos trabalhos (prorrogação e
recondução)......................................................................................................................................................................................................... 38
NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Declaração Universal dos Direitos Humanos (Resolução 217-A (III) – da Assembleia Geral das Nações Unidas, 1948) ...... 01
Direitos Humanos e Direitos Fundamentais na Constituição Federal de 1988 (arts. 5º ao 15) ...................................................... 10
Regras mínimas da ONU para o tratamento de pessoas presas ................................................................................................................. 19
Programa Nacional de Direitos Humanos (Decreto nº 7.037/2009) .......................................................................................................... 29
Política Nacional de Participação Social (Decreto nº 8.243/2014) ............................................................................................................. 31
Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (arts. 62 a 64 da Lei de Execução Penal) ................................................. 32
Conselhos Penitenciários (arts. 69 e 70 da Lei de Execução Penal); Conselhos da Comunidade (arts. 80 e 81 da Lei de
Execução Penal) ............................................................................................................................................................................................................. 33

CONHECIMENTOS COMPLEMENTARES
Assistências na Lei de Execução Penal (arts. 10 a 37 e arts. 126 a 130)........................................................................................ 01
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (Portaria
MJ/MS nº 1, de 02/01/2014)......................................................................................................................................................................... 06
Plano Estratégico de Educação no âmbito do Sistema Prisional. (Decreto nº 7.626/2011)................................................. 10
Resoluções do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária: Resolução nº 4/2014 – Assistência à
Saúde;..................................................................................................................................................................................................................... 11
Resolução nº 1/2014 – Atenção em Saúde Mental.............................................................................................................................. 12
Resolução nº 3/2009 – Diretrizes de Educação...................................................................................................................................... 13
Resolução nº 8/2009 – Assistência Religiosa.......................................................................................................................................... 15
Resolução nº 8/2011 – Assistência Religiosa.......................................................................................................................................... 15
Resolução nº 5/2014 – Procedimentos para revista pessoal............................................................................................................ 17

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Sistema Penitenciário Federal. 1.1 Lei nº 11.671/2008 ................................................................................................................................... 01
Decreto nº 6.877/2008 ............................................................................................................................................................................................... 03
Regulamento Penitenciário Federal ....................................................................................................................................................................... 05
Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro. Lei no 12.850/2013. 2.2 Lei no 9.613/1998 .................................................... 12
Noções de Criminologia e Política Criminal. Teorias penais e teorias criminológicas contemporâneas. Mecanismos
institucionais de criminalização: Lei penal, Justiça Criminal e Prisão. Processos de criminalização e criminalidade. Cifra
oculta da criminalidade. Sistema penal e estrutura social. Políticas dos serviços penais no Estado Democrático de Di-
reito. Políticas de segurança pública no Estado Democrático de Direito e participação social. Mídia e criminalidade ...... 22
Legislação especial. Lei nº 9.455, de 07 de abril de 1997 (Antitortura) .................................................................................................... 23
Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 (Anticorrupção) .............................................................................................................................. 26
Lei nº 4.898, de 09 de dezembro 1965 (Abuso de autoridade) .................................................................................................................. 28
ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA
Compreensão e interpretação de textos.................................................................................................................................................. 01
Tipologia textual................................................................................................................................................................................................ 01
Ortografia oficial................................................................................................................................................................................................ 04
Acentuação gráfica........................................................................................................................................................................................... 10
Emprego das classes de palavras............................................................................................................................................................ 13
Emprego/correlação de tempos e modos verbais................................................................................................................... 13
Emprego do sinal indicativo de crase................................................................................................................................................... 52
Sintaxe da oração e do período.............................................................................................................................................................. 54
Pontuação........................................................................................................................................................................................................... 63
Concordância nominal e verbal............................................................................................................................................................... 73
Regência nominal e verbal......................................................................................................................................................................... 73
Significação das palavras............................................................................................................................................................................ 79
Redação de Correspondências oficiais (Manual de Redação da Presidência da República)............................................... 84
Adequação da linguagem ao tipo de documento.............................................................................................................................. 84
Adequação do formato do texto ao género..................................................................................................................................... 84
Entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS.E O texto diz que...
TIPOLOGIA TEXTUAL É sugerido pelo autor que...
De acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
ção...
Interpretação Textual O narrador afirma...

Texto – é um conjunto de ideias organizadas e rela- 3. Erros de interpretação


cionadas entre si, formando um todo significativo capaz
de produzir interação comunicativa (capacidade de codi-  Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai
ficar e decodificar). do contexto, acrescentando ideias que não estão
Contexto – um texto é constituído por diversas fra- no texto, quer por conhecimento prévio do tema
ses. Em cada uma delas, há uma informação que se liga quer pela imaginação.
com a anterior e/ou com a posterior, criando condições  Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se
para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa atenção apenas a um aspecto (esquecendo que
interligação dá-se o nome de contexto. O relacionamento um texto é um conjunto de ideias), o que pode ser
entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada insuficiente para o entendimento do tema desen-
de seu contexto original e analisada separadamente, po- volvido.
derá ter um significado diferente daquele inicial.  Contradição = às vezes o texto apresenta ideias
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe- contrárias às do candidato, fazendo-o tirar con-
rências diretas ou indiretas a outros autores através de clusões equivocadas e, consequentemente, errar a
citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. questão.
Interpretação de texto - o objetivo da interpreta-
ção de um texto é a identificação de sua ideia principal. Observação:
A partir daí, localizam-se as ideias secundárias (ou fun- Muitos pensam que existem a ótica do escritor e a
damentações), as argumentações (ou explicações), que ótica do leitor. Pode ser que existam, mas em uma prova
levam ao esclarecimento das questões apresentadas na de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
prova. que o autor diz e nada mais.

Normalmente, em uma prova, o candidato deve: Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
 Identificar os elementos fundamentais de uma ar- si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de
gumentação, de um processo, de uma época (nes- um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um
te caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o
quais definem o tempo). que se vai dizer e o que já foi dito.
 Comparar as relações de semelhança ou de dife- São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre
renças entre as situações do texto. eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome
 Comentar/relacionar o conteúdo apresentado oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aque-
com uma realidade. le, do seu antecedente. Não se pode esquecer também de
 Resumir as ideias centrais e/ou secundárias. que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico,
 Parafrasear = reescrever o texto com outras pa- por isso a necessidade de adequação ao antecedente.
lavras. Os pronomes relativos são muito importantes na in-
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
1. Condições básicas para interpretar coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
existe um pronome relativo adequado a cada circunstân-
Fazem-se necessários: conhecimento histórico-literá- cia, a saber:
rio (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), lei- que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden-
tura e prática; conhecimento gramatical, estilístico (qua- te, mas depende das condições da frase.
lidades do texto) e semântico; capacidade de observação qual (neutro) idem ao anterior.
e de síntese; capacidade de raciocínio. quem (pessoa)
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
2. Interpretar/Compreender o objeto possuído.
como (modo)
LÍNGUA PORTUGUESA

Interpretar significa: onde (lugar)


Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. quando (tempo)
Através do texto, infere-se que... quanto (montante)
É possível deduzir que... Exemplo:
O autor permite concluir que... Falou tudo QUANTO queria (correto)
Qual é a intenção do autor ao afirmar que... Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
Compreender significa aparecer o demonstrativo O).

1
3. Dicas para melhorar a interpretação de textos em sua dimensão plural e faz-se único em sua condição
social. Igual em sua humanidade, o homem desiguala-se,
 Leia todo o texto, procurando ter uma visão ge- singulariza-se em sua individualidade. O direito é o ins-
ral do assunto. Se ele for longo, não desista! Há trumento da fraternização racional e rigorosa.
muitos candidatos na disputa, portanto, quanto O direito à vida é a substância em torno da qual todos
mais informação você absorver com a leitura, mais os direitos se conjugam, se desdobram, se somam para
chances terá de resolver as questões. que o sistema fique mais e mais próximo da ideia concre-
 Se encontrar palavras desconhecidas, não inter- tizável de justiça social.
rompa a leitura. Mais valeria que a vida atravessasse as páginas da Lei
 Leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas Maior a se traduzir em palavras que fossem apenas a re-
forem necessárias. velação da justiça. Quando os descaminhos não condu-
 Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma zirem a isso, competirá ao homem transformar a lei na
conclusão). vida mais digna para que a convivência política seja mais
 Volte ao texto quantas vezes precisar. fecunda e humana.
 Não permita que prevaleçam suas ideias sobre as Cármen Lúcia Antunes Rocha. Comentário ao artigo
do autor. 3.º. In: 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Hu-
 Fragmente o texto (parágrafos, partes) para me- manos 1948-1998: conquistas e desafios. Brasília: OAB,
lhor compreensão. Comissão Nacional de Direitos Humanos, 1998, p. 50-1
 Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado de (com adaptações).
cada questão.
 O autor defende ideias e você deve percebê-las. Compreende-se do texto CG1A1AAA que o ser hu-
 Observe as relações interparágrafos. Um parágra- mano tem direito
fo geralmente mantém com outro uma relação de
continuação, conclusão ou falsa oposição. Identifi- a) de agir de forma autônoma, em nome da lei da sobre-
que muito bem essas relações. vivência das espécies.
 Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou b) de ignorar o direito do outro se isso lhe for necessário
seja, a ideia mais importante. para defender seus interesses.
 Nos enunciados, grife palavras como “correto” ou c) de demandar ao sistema judicial a concretização de
“incorreto”, evitando, assim, uma confusão na hora seus direitos.
da resposta – o que vale não somente para Interpre- d) à institucionalização do seu direito em detrimento dos
tação de Texto, mas para todas as demais questões! direitos de outros.
 Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia princi- e) a uma vida plena e adequada, direito esse que está na
pal, leia com atenção a introdução e/ou a conclusão. essência de todos os direitos.
 Olhe com especial atenção os pronomes relativos,
pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, Resposta: Letra E. O ser humano tem direito a uma
etc., chamados vocábulos relatores, porque reme- vida digna, adequada, para que consiga gozar de seus
tem a outros vocábulos do texto. direitos – saúde, educação, segurança – e exercer seus
deveres plenamente, como prescrevem todos os di-
SITES reitos: (...) O direito à vida é a substância em torno da
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/por- qual todos os direitos se conjugam (...).
tugues/como-interpretar-textos
http://portuguesemfoco.com/pf/09-dicas-para-me- 2. (PCJ-MT – DELEGADO SUBSTITUTO – SUPERIOR
lhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas – CESPE – 2017)
http://www.portuguesnarede.com/2014/03/dicas-
-para-voce-interpretar-melhor-um.html Texto CG1A1BBB
http://vestibular.uol.com.br/cursinho/questoes/ques-
tao-117-portugues.htm Segundo o parágrafo único do art. 1.º da Constituição
da República Federativa do Brasil, “Todo o poder emana do
povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
EXERCÍCIOS COMENTADOS diretamente, nos termos desta Constituição.” Em virtude
desse comando, afirma-se que o poder dos juízes emana do
povo e em seu nome é exercido. A forma de sua investidura
1. (PCJ-MT – Delegado Substituto – Superior – Cespe é legitimada pela compatibilidade com as regras do Estado
LÍNGUA PORTUGUESA

– 2017) de direito e eles são, assim, autênticos agentes do poder po-


pular, que o Estado polariza e exerce. Na Itália, isso é cons-
Texto CG1A1AAA tantemente lembrado, porque toda sentença é dedicada (in-
testata) ao povo italiano, em nome do qual é pronunciada.
A valorização do direito à vida digna preserva as duas Cândido Rangel Dinamarco. A instrumentalidade do
faces do homem: a do indivíduo e a do ser político; a processo. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1987, p. 195 (com
do ser em si e a do ser com o outro. O homem é inteiro adaptações).

2
Conforme as ideias do texto CG1A1BBB, A) Textos narrativos – constituem-se de verbos de ação de-
marcados no tempo do universo narrado, como também
a) o Poder Judiciário brasileiro desempenha seu papel com de advérbios, como é o caso de antes, agora, depois, en-
fundamento no princípio da soberania popular. tre outros: Ela entrava em seu carro quando ele apareceu.
b) os magistrados do Brasil deveriam ser escolhidos pelo Depois de muita conversa, resolveram...
voto popular, como ocorre com os representantes dos B) Textos descritivos – como o próprio nome indica, descre-
demais poderes. vem características tanto físicas quanto psicológicas acer-
c) os magistrados italianos, ao contrário dos brasileiros, ca de um determinado indivíduo ou objeto. Os tempos
exercem o poder que lhes é conferido em nome de seus verbais aparecem demarcados no presente ou no preté-
nacionais. rito imperfeito: “Tinha os cabelos mais negros como a asa
d) há incompatibilidade entre o autogoverno da magistratu- da graúna...”
ra e o sistema democrático. C) Textos expositivos – Têm por finalidade explicar um as-
e) os magistrados brasileiros exercem o poder constitucional sunto ou uma determinada situação que se almeje de-
que lhes é atribuído em nome do governo federal. senvolvê-la, enfatizando acerca das razões de ela acon-
tecer, como em: O cadastramento irá se prorrogar até o
Resposta: Letra A. A questão deve ser respondida segun- dia 02 de dezembro, portanto, não se esqueça de fazê-lo,
do o texto: (...) “Todo o poder emana do povo, que o exer- sob pena de perder o benefício.
ce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos D) Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de uma modali-
termos desta Constituição.” Em virtude desse comando, dade na qual as ações são prescritas de forma sequencial,
afirma-se que o poder dos juízes emana do povo e em seu utilizando-se de verbos expressos no imperativo, infiniti-
nome é exercido (...). vo ou futuro do presente: Misture todos os ingrediente e
bata no liquidificador até criar uma massa homogênea.
3. (PCJ-MT – DELEGADO SUBSTITUTO – SUPERIOR – E) Textos argumentativos (dissertativo) – Demarcam-se pelo
CESPE – 2017 – ADAPTADA) No texto CG1A1BBB, o vocá- predomínio de operadores argumentativos, revelados
bulo ‘emana’ foi empregado com o sentido de por uma carga ideológica constituída de argumentos e
contra-argumentos que justificam a posição assumida
a) trata. acerca de um determinado assunto: A mulher do mundo
b) provém. contemporâneo luta cada vez mais para conquistar seu
c) manifesta. espaço no mercado de trabalho, o que significa que os
d) pertence. gêneros estão em complementação, não em disputa.
e) cabe.
2. Gêneros Textuais
Resposta: Letra B. Dentro do contexto, “emana” tem o
sentido de “provém”. São os textos materializados que encontramos em nosso
cotidiano; tais textos apresentam características sócio-co-
TIPOLOGIA E GÊNERO TEXTUAL municativas definidas por seu estilo, função, composição,
conteúdo e canal. Como exemplos, temos: receita culinária,
A todo o momento nos deparamos com vários textos, e-mail, reportagem, monografia, poema, editorial, piada, de-
sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a presença bate, agenda, inquérito policial, fórum, blog, etc.
do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo que A escolha de um determinado gênero discursivo depende,
está sendo transmitido entre os interlocutores. Estes inter- em grande parte, da situação de produção, ou seja, a finalidade
locutores são as peças principais em um diálogo ou em um do texto a ser produzido, quem são os locutores e os interlocu-
texto escrito. tores, o meio disponível para veicular o texto, etc.
É de fundamental importância sabermos classificar os Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a esfe-
textos com os quais travamos convivência no nosso dia a ras de circulação. Assim, na esfera jornalística, por exemplo,
dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais e são comuns gêneros como notícias, reportagens, editoriais,
gêneros textuais. entrevistas e outros; na esfera de divulgação científica são
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato comuns gêneros como verbete de dicionário ou de enciclo-
presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião pédia, artigo ou ensaio científico, seminário, conferência.
sobre determinado assunto, descrevemos algum lugar que
visitamos, fazemos um retrato verbal sobre alguém que aca- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
bamos de conhecer ou ver. É exatamente nessas situações
corriqueiras que classificamos os nossos textos naquela tra- Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto
dicional tipologia: Narração, Descrição e Dissertação. Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. –
São Paulo: Saraiva, 2010.
LÍNGUA PORTUGUESA

1. As tipologias textuais se caracterizam pelos aspec-


Português – Literatura, Produção de Textos & Gra-
tos de ordem linguística
mática – volume único / Samira Yousseff Campedelli,
Jésus Barbosa Souza. – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
Os tipos textuais designam uma sequência definida
pela natureza linguística de sua composição. São obser-
SITE
vados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, rela-
http://www.brasilescola.com/redacao/tipologia-textual.
ções logicas. Os tipos textuais são o narrativo, descritivo,
htm
argumentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo.

3
Observação: Não foram encontradas questões B) O fonema z
abrangendo tal conteúdo. São escritos com S e não Z
 Sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: fre-
guês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa.
ORTOGRAFIA OFICIAL
 Sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, meta-
morfose.
 Formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
A ortografia é a parte da Fonologia que trata da cor- quiseste.
reta grafia das palavras. É ela quem ordena qual som  Nomes derivados de verbos com radicais terminados
devem ter as letras do alfabeto. Os vocábulos de uma em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender
língua são grafados segundo acordos ortográficos. - empresa / difundir – difusão.
A maneira mais simples, prática e objetiva de apren-  Diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
der ortografia é realizar muitos exercícios, ver as palavras, Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis – lapisinho.
familiarizando-se com elas. O conhecimento das regras  Após ditongos: coisa, pausa, pouso, causa.
é necessário, mas não basta, pois há inúmeras exceções  Verbos derivados de nomes cujo radical termina com
e, em alguns casos, há necessidade de conhecimento de “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar – pes-
etimologia (origem da palavra). quisar.

São escritos com Z e não S


1. Regras ortográficas
 Sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje-
tivo: macio - maciez / rico – riqueza / belo – beleza.
A) O fonema S Sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de origem
não termine com s): final - finalizar / concreto – con-
São escritas com S e não C/Ç cretizar.
 Palavras substantivadas derivadas de verbos com  Consoante de ligação se o radical não terminar com
radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent: pretender “s”: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal
- pretensão / expandir - expansão / ascender - as- Exceção: lápis + inho – lapisinho.
censão / inverter - inversão / aspergir - aspersão /
submergir - submersão / divertir - diversão / im-
pelir - impulsivo / compelir - compulsório / repelir C) O fonema j
- repulsa / recorrer - recurso / discorrer - discurso / São escritas com G e não J
sentir - sensível / consentir – consensual.  Palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
gesso.
São escritos com SS e não C e Ç  Estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
 Nomes derivados dos verbos cujos radicais ter-  Terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
minem em gred, ced, prim ou com verbos ter- poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege,
foge.
minados por tir ou - meter: agredir - agressivo /
Exceção: pajem.
imprimir - impressão / admitir - admissão / ceder
- cessão / exceder - excesso / percutir - percussão /  Terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, li-
regredir - regressão / oprimir - opressão / compro- tígio, relógio, refúgio.
meter - compromisso / submeter – submissão.  Verbos terminados em ger/gir: emergir, eleger, fugir,
 Quando o prefixo termina com vogal que se junta mugir.
com a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simé-  Depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
trico - assimétrico / re + surgir – ressurgir. gir.
 No pretérito imperfeito simples do subjuntivo.  Depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
Exemplos: ficasse, falasse. nado com j: ágil, agente.

São escritos com C ou Ç e não S e SS São escritas com J e não G


 Vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açúcar.  Palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
 Vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó,  Palavras de origem árabe, africana ou exótica: jiboia,
Juçara, caçula, cachaça, cacique. manjerona.
 Sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça,  Palavras terminadas com aje: ultraje.
uçu, uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, car-
LÍNGUA PORTUGUESA

niça, caniço, esperança, carapuça, dentuço. D) O fonema ch


 Nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / São escritas com X e não CH
deter - detenção / ater - atenção / reter – retenção.  Palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
 Após ditongos: foice, coice, traição. caxi, xucro.
 Palavras derivadas de outras terminadas em -te,  Palavras de origem inglesa e espanhola: xampu,
to(r): marte - marciano / infrator - infração / ab- lagartixa.
sorto – absorção.  Depois de ditongo: frouxo, feixe.
 Depois de “en”: enxurrada, enxada, enxoval.

4
Exceção: quando a palavra de origem não derive de
outra iniciada com ch - Cheio - (enchente) ALGUNS USOS ORTOGRÁFICOS ESPECIAIS

São escritas com CH e não X 1. Por que / por quê / porquê / porque
 Palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, sal- POR QUE (separado e sem acento)
sicha.
É usado em:
E) As letras “e” e “i” 1. interrogações diretas (longe do ponto de interro-
 Ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. gação) = Por que você não veio ontem?
Com “i”, só o ditongo interno cãibra. 2. interrogações indiretas, nas quais o “que” equivale
 Verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são a “qual razão” ou “qual motivo” = Perguntei-lhe por
escritos com “e”: caçoe, perdoe, tumultue. Escreve- que faltara à aula ontem.
mos com “i”, os verbos com infinitivo em -air, -oer 3. equivalências a “pelo(a) qual” / “pelos(as) quais” =
e -uir: trai, dói, possui, contribui. Ignoro o motivo por que ele se demitiu.

POR QUÊ (separado e com acento)
FIQUE ATENTO!
Há palavras que mudam de sentido quando Usos:
substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área 1. como pronome interrogativo, quando colocado no
(superfície), ária (melodia) / delatar (denun- fim da frase (perto do ponto de interrogação) =
ciar), dilatar (expandir) / emergir (vir à tona), Você faltou. Por quê?
imergir (mergulhar) / peão (de estância, que 2. quando isolado, em uma frase interrogativa = Por
anda a pé), pião (brinquedo). quê?

PORQUE (uma só palavra, sem acento gráfico)


#FicaDica
Usos:
Se o dicionário ainda deixar dúvida quanto 1. como conjunção coordenativa explicativa (equivale
à ortografia de uma palavra, há a possibili- a “pois”, “porquanto”), precedida de pausa na escri-
dade de consultar o Vocabulário Ortográfi- ta (pode ser vírgula, ponto-e-vírgula e até ponto
co da Língua Portuguesa (VOLP), elaborado final) = Compre agora, porque há poucas peças.
pela Academia Brasileira de Letras. É uma 2. como conjunção subordinativa causal, substituível
obra de referência até mesmo para a criação por “pela causa”, “razão de que” = Você perdeu por-
de dicionários, pois traz a grafia atualizada que se antecipou.
das palavras (sem o significado). Na Internet,
o endereço é www.academia.org.br. PORQUÊ (uma só palavra, com acento gráfico)

Usos:
2. Informações importantes 1. como substantivo, com o sentido de “causa”, “ra-
zão” ou “motivo”, admitindo pluralização (por-
Formas variantes são as que admitem grafias ou pro- quês). Geralmente é precedido por artigo = Não
núncias diferentes para palavras com a mesma significa- sei o porquê da discussão. É uma pessoa cheia de
ção: aluguel/aluguer, assobiar/assoviar, catorze/quatorze, porquês.
dependurar/pendurar, flecha/frecha, germe/gérmen, in-
farto/enfarte, louro/loiro, percentagem/porcentagem, re- 2. ONDE / AONDE
lampejar/relampear/relampar/relampadar.
Os símbolos das unidades de medida são escritos Onde = empregado com verbos que não expressam
sem ponto, com letra minúscula e sem “s” para indicar a ideia de movimento = Onde você está?
plural, sem espaço entre o algarismo e o símbolo: 2kg,
20km, 120km/h. Aonde = equivale a “para onde”. É usado com verbos
Exceção para litro (L): 2 L, 150 L. que expressam movimento = Aonde você vai?
LÍNGUA PORTUGUESA

Na indicação de horas, minutos e segundos, não 3. MAU / MAL


deve haver espaço entre o algarismo e o símbolo: 14h,
22h30min, 14h23’34’’(= quatorze horas, vinte e três mi- Mau = é um adjetivo, antônimo de “bom”. Usa-se
nutos e trinta e quatro segundos). como qualificação = O mau tempo passou. / Ele é
O símbolo do real antecede o número sem espaço: um mau elemento.
R$1.000,00. No cifrão deve ser utilizada apenas uma bar-
ra vertical ($). Mal = pode ser usado como

5
1. conjunção temporal, equivalente a “assim que”,
“logo que”, “quando” = Mal se levantou, já saiu. 5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte
2. advérbio de modo (antônimo de “bem”) = Você foi Rio-Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas
mal na prova? combinações históricas ou ocasionais: Áustria-
3. substantivo, podendo estar precedido de artigo ou -Hungria, Angola-Brasil, etc.
pronome = Há males que vêm pra bem! / O mal 6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su-
não compensa. per- quando associados com outro termo que é
iniciado por “r”: hiper-resistente, inter-racial, super-
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS -racional, etc.

SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa 7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-dire-
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. tor, ex-presidente, vice-governador, vice-prefeito.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São 8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
Paulo: Saraiva, 2010. pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação,
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- etc.
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, 9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se,
Produção de Textos & Gramática. Volume único / Samira abraça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc.
Yousseff, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – São Paulo:
Saraiva, 2002. 10.Nas formações em que o prefixo tem como se-
gundo termo uma palavra iniciada por “h”: sub-he-
SITE pático, geo-história, neo-helênico, extra-humano,
semi-hospitalar, super-homem.
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/
ortografia 11.Nas formações em que o prefixo ou pseudopre-
fixo termina com a mesma vogal do segundo ele-
4. Hífen mento: micro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, au-
to-observação, etc.
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado O hífen é suprimido quando para formar outros ter-
para ligar os elementos de palavras compostas (como mos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabili-
ex-presidente, por exemplo) e para unir pronomes áto- tar.
nos a verbos (ofereceram-me; vê-lo-ei). Serve igualmente
para fazer a translineação de palavras, isto é, no fim de
uma linha, separar uma palavra em duas partes (ca-/sa; #FicaDica
compa-/nheiro). Lembrete da Zê!
Ao separar palavras na translineação (mu-
A) Uso do hífen que continua depois da Reforma dança de linha), caso a última palavra a ser
Ortográfica: escrita seja formada por hífen, repita-o na
próxima linha. Exemplo: escreverei anti-in-
1. Em palavras compostas por justaposição que for- flamatório e, ao final, coube apenas “anti-”.
mam uma unidade semântica, ou seja, nos termos Na próxima linha escreverei: “-inflamatório”
que se unem para formam um novo significado: (hífen em ambas as linhas). Devido à diagra-
tio-avô, porto-alegrense, luso-brasileiro, tenente- mação, pode ser que a repetição do hífen na
-coronel, segunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva, translineação não ocorra em meus conteú-
arco-íris, primeiro-ministro, azul-escuro. dos, mas saiba que a regra é esta!

2. Em palavras compostas por espécies botânicas e


zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, B) Não se emprega o hífen:
abóbora-menina, erva-doce, feijão-verde.
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefi-
3. Nos compostos com elementos além, aquém, re- xo termina em vogal e o segundo termo inicia-se
cém e sem: além-mar, recém-nascido, sem-núme- em “r” ou “s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas
LÍNGUA PORTUGUESA

ro, recém-casado. consoantes: antirreligioso, contrarregra, infrassom,


microssistema, minissaia, microrradiografia, etc.
4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas al-
gumas exceções continuam por já estarem con- 2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre-
sagradas pelo uso: cor-de-rosa, arco-da-velha, fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se
mais-que-perfeito, pé-de-meia, água-de-colônia, com vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coedu-
queima-roupa, deus-dará. cação, autoestrada, autoaprendizagem, hidroelétri-

6
co, plurianual, autoescola, infraestrutura, etc. à demanda e o trecho “tomem conhecimento dos atos
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos acontecidos no correr do procedimento” fosse, por sua
“dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o “h” vez, substituído por conheçam os atos havidos no trans-
inicial: desumano, inábil, desabilitar, etc. curso do acontecimento.

4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando ( ) CERTO ( ) ERRADO


o segundo elemento começar com “o”: coopera-
ção, coobrigação, coordenar, coocupante, coautor, Resposta: Errado. “A fim” tem o sentido de “com a
coedição, coexistir, etc. intenção de”; já “afim”, “semelhança, afinidade”. Se a
primeira substituição fosse feita, o trecho estaria in-
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram no- correto gramatical e coerentemente. Portanto, nem há
ção de composição: pontapé, girassol, paraquedas, a necessidade de avaliar a segunda substituição.
paraquedista, etc.
LETRA E FONEMA
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: ben-
feito, benquerer, benquerido, etc. A palavra fonologia é formada pelos elementos gre-
gos fono (“som, voz”) e log, logia (“estudo”, “conhecimen-
Os prefixos pós, pré e pró, em suas formas correspon- to”). Significa literalmente “estudo dos sons” ou “estudo
dentes átonas, aglutinam-se com o elemento seguinte, dos sons da voz”. Fonologia é a parte da gramática que
não havendo hífen: pospor, predeterminar, predetermina- estuda os sons da língua quanto à sua função no sistema
do, pressuposto, propor. de comunicação linguística, quanto à sua organização e
Escreveremos com hífen: anti-horário, anti-infeccio- classificação. Cuida, também, de aspectos relacionados à
so, auto-observação, contra-ataque, semi-interno, sobre- divisão silábica, à ortografia, à acentuação, bem como da
-humano, super-realista, alto-mar. forma correta de pronunciar certas palavras. Lembrando
Escreveremos sem hífen: pôr do sol, antirreforma, que, cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar
antisséptico, antissocial, contrarreforma, minirrestaurante, estes sons no ato da fala. Particularidades na pronúncia
ultrassom, antiaderente, anteprojeto, anticaspa, antivírus, de cada falante são estudadas pela Fonética.
autoajuda, autoelogio, autoestima, radiotáxi. Na língua falada, as palavras se constituem de fo-
nemas; na língua escrita, as palavras são reproduzidas
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA por meio de símbolos gráficos, chamados de letras ou
grafemas. Dá-se o nome de fonema ao menor elemento
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significa-
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. do entre as palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os
fonemas que marcam a distinção entre os pares de pala-
SITE vras: amor – ator / morro – corro / vento - cento

http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/orto- Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua


grafia portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica
que você - como falante de português - guarda de cada
um deles. É essa imagem acústica que constitui o fonema.
Este forma os significantes dos signos linguísticos. Geral-
EXERCÍCIOS COMENTADOS
mente, aparece representado entre barras: /m/, /b/, /a/,
/v/, etc.
1. (POLÍCIA FEDERAL – ESCRIVÃO DE POLÍCIA FE-
DERAL – CESPE – 2013 – ADAPTADA) O fonema não deve ser confundido com a letra. Esta
é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo,
A fim de solucionar o litígio, atos sucessivos e concate- por exemplo, a letra “s” representa o fonema /s/ (lê-se sê);
nados são praticados pelo escrivão. Entre eles, estão os atos já na palavra brasa, a letra “s” representa o fonema /z/
de comunicação, os quais são indispensáveis para que os (lê-se zê).
sujeitos do processo tomem conhecimento dos atos acon- Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por
tecidos no correr do procedimento e se habilitem a exercer mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/,
os direitos que lhes cabem e a suportar os ônus que a lei que pode ser representado pelas letras z, s, x: zebra, casa-
lhes impõe. mento, exílio.
LÍNGUA PORTUGUESA

Disponível em: <http://jus.com.br> (com adapta- Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais
ções). de um fonema. A letra “x”, por exemplo, pode representar:

No que se refere ao texto acima, julgue os itens seguintes. A) o fonema /sê/: texto
Não haveria prejuízo para a correção gramatical do B) o fonema /zê/: exibir
texto nem para seu sentido caso o trecho “A fim de solu- C) o fonema /che/: enxame
cionar o litígio” fosse substituído por Afim de dar solução D) o grupo de sons /ks/: táxi

7
O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.
Tóxico = fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: t ó x i c o
1 2 3 4 5 6 7 12 3 45 6

Galho = fonemas: /g/a/lh/o/ letras: ga lho


1 2 3 4 12345

As letras “m” e “n”, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos: compra, conta.
Nestas palavras, “m” e “n” indicam a nasalização das vogais que as antecedem: /õ/. Veja ainda: nave: o /n/ é um fonema;
dança: o “n” não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras “a” e “n”.

A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema.


Hoje = fonemas: ho / j / e / letras: h o j e
1 2 3 1234

1 Classificação dos Fonemas

Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:

1.1 Vogais

As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa
língua, desempenham o papel de núcleo das sílabas. Isso significa que em toda sílaba há, necessariamente, uma única
vogal.
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entreaberta. As vogais podem ser:
Orais: quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/, /o/, /u/.
Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
/ã/: fã, canto, tampa
/ ẽ /: dente, tempero
/ ĩ/: lindo, mim
/õ/: bonde, tombo
/ ũ /: nunca, algum
Átonas: pronunciadas com menor intensidade: até, bola.
Tônicas: pronunciadas com maior intensidade: até, bola.

Quanto ao timbre, as vogais podem ser:


Abertas: pé, lata, pó
Fechadas: mês, luta, amor
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das palavras: dedo (“dedu”), ave (“avi”), gente (“genti”).

1.2 Semivogais

Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela uma só
emissão de voz (uma sílaba). Neste caso, estes fonemas são chamados de semivogais. A diferença fundamental entre
vogais e semivogais está no fato de que estas não desempenham o papel de núcleo silábico.
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa - pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca
é o “a”. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico “i” não é tão forte quanto ele. É a semivogal. Outros exemplos: saudade,
história, série.

1.3 Consoantes

Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela ca-
vidade bucal, fazendo com que as consoantes sejam verdadeiros “ruídos”, incapazes de atuar como núcleos silábicos.
LÍNGUA PORTUGUESA

Seu nome provém justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam (“soam com”) as vogais. Exemplos: /b/,
/t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc.

2. Encontros Vocálicos

Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante reco-
nhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e o hiato.

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A) Ditongo

É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal: sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal: pai (a = vogal, i = semivogal)
Oral: quando o ar sai apenas pela boca: pai
Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais: mãe

B) Tritongo

É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nesta ordem, numa só sílaba. Pode
ser oral ou nasal: Paraguai - Tritongo oral, quão - Tritongo nasal.

C) Hiato

É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que nunca há mais
de uma vogal numa mesma sílaba: saída (sa-í-da), poesia (po-e-si-a).

3. Encontros Consonantais

O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, recebe o nome de encontro consonantal.
Existem basicamente dois tipos:
A) os que resultam do contato consoante + “l” ou “r” e ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no,
a-tle-ta, cri-se.
B) os que resultam do contato de duas consoantes pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta.
Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-
-có-lo-go.

4. Dígrafos

De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita, por apenas uma letra: lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras.
Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita, por duas letras: bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.
Na palavra acima, para representar o fonema /xe/ foram utilizadas duas letras: o “c” e o “h”.
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para representar um único fonema (di = dois + grafo = letra).
Em nossa língua, há um número razoável de dígrafos que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois tipos: con-
sonantais e vocálicos.

A) Dígrafos Consonantais

Letras Fonemas Exemplos


lh /lhe/ telhado
nh /nhe/ marinheiro
ch /xe/ chave
rr /re/ (no interior da palavra) carro
ss /se/ (no interior da palavra) passo
qu /k/ (qu seguido de e e i) queijo, quiabo
gu /g/ ( gu seguido de e e i) guerra, guia
sc /se/ crescer
sç /se/ desço
LÍNGUA PORTUGUESA

xc /se/ exceção

B) Dígrafos Vocálicos

Registram-se na representação das vogais nasais:

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Fonemas Letras Exemplos
/ã/ am tampa
an canto
/ẽ/ em templo
en lenda
/ĩ/ im limpo
in lindo
õ/ om tombo
on tonto
/ũ/ um chumbo
un corcunda

Observação:
“gu” e “qu” são dígrafos somente quando seguidos de “e” ou “i”, representam os fonemas /g/ e /k/: guitarra, aquilo. Nestes
casos, a letra “u” não corresponde a nenhum fonema. Em algumas palavras, no entanto, o “u” representa um fonema - se-
mivogal ou vogal - (aguentar, linguiça, aquífero...). Aqui, “gu” e “qu” não são dígrafos. Também não há dígrafos quando são
seguidos de “a” ou “o” (quase, averiguo).

#FicaDica
Conseguimos ouvir o som da letra “u” também, por isso não há dígrafo! Veja outros exemplos: Água = /
agua/ pronunciamos a letra “u”, ou então teríamos /aga/. Temos, em “água”, 4 letras e 4 fonemas. Já em
guitarra = /gitara/ - não pronunciamos o “u”, então temos dígrafo (aliás, dois dígrafos: “gu” e “rr”). Portanto:
8 letras e 6 fonemas.

5. Dífonos

Assim como existem duas letras que representam um só fonema (os dígrafos!), existe letra que representa dois fonemas.
Sim! É o caso de “fixo”, por exemplo, em que o “x” representa o fonema /ks/; táxi e crucifixo também são exemplos de dífonos.
Quando uma letra representa dois fonemas temos um caso de dífono.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo: Saraiva,
2010.

SITE

http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono1.php

Observação: Não foram encontradas questões abrangendo tal conteúdo.

ACENTUAÇÃO GRÁFICA
LÍNGUA PORTUGUESA

ACENTUAÇÃO

Quanto à acentuação, observamos que algumas palavras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia, ora se dá
maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a outra. Por isso, vamos às regras!

1. Regras básicas

10
A acentuação tônica está relacionada à intensida- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou
de com que são pronunciadas as sílabas das palavras. não de “s”: água – pônei – mágoa – memória
Aquela que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se
como sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas
com menos intensidade, são denominadas de átonas. #FicaDica
De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi- Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que
cadas como: esta palavra apresenta as terminações das
paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre (aqui inclua UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
a última sílaba: café – coração – Belém – atum – caju – ficará mais fácil a memorização!
papel

Paroxítonas – a sílaba tônica recai na penúltima síla-


ba: útil – tórax – táxi – leque – sapato – passível C) Proparoxítona: a palavra é proparoxítona quan-
do a sua antepenúltima sílaba é tônica (mais forte).
Proparoxítonas - a sílaba tônica está na antepenúlti- Quanto à regra de acentuação: todas as proparoxí-
ma sílaba: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus tonas são acentuadas, independentemente de sua
terminação: árvore, paralelepípedo, cárcere.
Há vocábulos que possuem uma sílaba somente: são
os chamados monossílabos. Estes são acentuados quando 2.2 Regras especiais
tônicos e terminados em “a”, “e” ou “o”: vá – fé – pó - ré.
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos
2 Os acentos abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em
A) acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a” palavras paroxítonas.
e “i”, “u” e “e” do grupo “em” - indica que estas
letras representam as vogais tônicas de palavras
como pá, caí, público. Sobre as letras “e” e “o” indi- FIQUE ATENTO!
ca, além da tonicidade, timbre aberto: herói – céu Alerta da Zê! Cuidado: Se os ditongos aber-
(ditongos abertos). tos estiverem em uma palavra oxítona (he-
B) acento circunflexo – (^) Colocado sobre as letras rói) ou monossílaba (céu) ainda são acen-
“a”, “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fe- tuados: dói, escarcéu.
chado: tâmara – Atlântico – pêsames – supôs.
C) acento grave – (`) Indica a fusão da preposição “a”
com artigos e pronomes: à – às – àquelas – àqueles Antes Agora
D) trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi total-
assembléia assembleia
mente abolido das palavras. Há uma exceção: é
utilizado em palavras derivadas de nomes próprios idéia ideia
estrangeiros: mülleriano (de Müller) geléia geleia
E) til – (~) Indica que as letras “a” e “o” representam
jibóia jiboia
vogais nasais: oração – melão – órgão – ímã
apóia (verbo apoiar) apoia
2.1 Regras fundamentais paranóico paranoico

A) Palavras oxítonas: acentuam-se todas as oxítonas 2.3 Acento Diferencial


terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do
plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) – Belém. Representam os acentos gráficos que, pelas regras de
Esta regra também é aplicada aos seguintes casos: acentuação, não se justificariam, mas são utilizados para
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, diferenciar classes gramaticais entre determinadas pala-
seguidos ou não de “s”: pá – pé – dó – há vras e/ou tempos verbais. Por exemplo:
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, Pôr (verbo) X por (preposição) / pôde (pretérito per-
seguidas de lo, la, los, las: respeitá-lo, recebê-lo, compô-lo feito do Indicativo do verbo “poder”) X pode (presente do
LÍNGUA PORTUGUESA

Indicativo do mesmo verbo).


B) Paroxítonas: acentuam-se as palavras paroxítonas Se analisarmos o “pôr” - pela regra das monossílabas:
terminadas em: terminada em “o” seguida de “r” não deve ser acentuada,
i, is: táxi – lápis – júri mas nesse caso, devido ao acento diferencial, acentua-se,
us, um, uns: vírus – álbuns – fórum para que saibamos se se trata de um verbo ou preposi-
l, n, r, x, ps: automóvel – elétron - cadáver – tórax – ção.
fórceps
ã, ãs, ão, ãos: ímã – ímãs – órfão – órgãos

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Os demais casos de acento diferencial não são mais Repare:
utilizados: para (verbo), para (preposição), pelo (substanti- O menino crê em você. / Os meninos creem em você.
vo), pelo (preposição). Seus significados e classes grama- Elza lê bem! / Todas leem bem!
ticais são definidos pelo contexto. Espero que ele dê o recado à sala. / Esperamos que os
Polícia para o trânsito para que se realize a operação garotos deem o recado!
planejada. = o primeiro “para” é verbo; o segundo, con- Rubens vê tudo! / Eles veem tudo!
junção (com relação de finalidade). Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! / Eles vêm à
tarde!
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz,
#FicaDica com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou
“i” não serão mais acentuadas:
Quando, na frase, der para substituir o “por”
por “colocar”, estaremos trabalhando com
Antes Depois
um verbo, portanto: “pôr”; nos demais ca-
sos, “por” é preposição: Faço isso por você. apazigúe (apaziguar) apazigue
/ Posso pôr (colocar) meus livros aqui? averigúe (averiguar) averigue
argúi (arguir) argui

Acentuam-se os verbos pertencentes a terceira pessoa


2.4 Regra do Hiato
do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo
vir). A regra prevalece também para os verbos conter, obter,
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, segun- reter, deter, abster: ele contém – eles contêm, ele obtém – eles
da vogal do hiato, acompanhado ou não de “s”, haverá obtêm, ele retém – eles retêm, ele convém – eles convêm.
acento: saída – faísca – baú – país – Luís
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, Lu-iz, sa-ir, ju-iz SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti- coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
verem seguidas do dígrafo nh: Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja,
ra-i-nha, ven-to-i-nha. Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vie- Saraiva, 2010.
rem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando SITE
hiato quando vierem depois de ditongo (nas paroxítonas):
http://www.brasilescola.com/gramatica/acentuacao.htm

Antes Agora
bocaiúva bocaiuva EXERCÍCIOS COMENTADOS
feiúra feiura
Sauípe Sauipe 1. (Polícia Federal – Agente de Polícia Federal – Cespe
– 2014) Os termos “série” e “história” acentuam-se em
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi conformidade com a mesma regra ortográfica.
abolido:
( ) CERTO ( ) ERRADO
Antes Agora
Resposta: Certo. “Série” = acentua-se a paroxítona
crêem creem
terminada em ditongo / “história” - acentua-se a pa-
lêem leem roxítona terminada em ditongo
vôo voo Ambas são acentuadas devido à regra da paroxítona
terminada em ditongo.
enjôo enjoo Observação: nestes casos, admitem-se as separações
“sé-ri-e” e “his-tó-ri-as”, o que as tornaria proparoxíto-
#FicaDica nas.
LÍNGUA PORTUGUESA

Memorize a palavra CREDELEVÊ. São os 2. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE –


verbos que, no plural, dobram o “e”, mas 2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do
que não recebem mais acento como antes: acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes.
CRER, DAR, LER e VER.
( ) CERTO ( ) ERRADO

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Resposta: Errado. Análise = proparoxítona / míni- de cabelo capilar
mos = proparoxítona. Ambas são acentuadas pela mes-
ma regra (antepenúltima sílaba é tônica, “mais forte”). de cabra caprino
de campo campestre ou rural
3. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE de chuva pluvial
– 2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência”
recebem acento gráfico com base na mesma regra de de criança pueril
acentuação gráfica. de dedo digital
de estômago estomacal ou gástrico
( ) CERTO ( ) ERRADO
de falcão falconídeo
Resposta: Certo. Indivíduo = paroxítona terminada de farinha farináceo
em ditongo; diária = paroxítona terminada em diton- de fera ferino
go; paciência = paroxítona terminada em ditongo. Os
de ferro férreo
três vocábulos são acentuados devido à mesma regra.
de fogo ígneo
4. (IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE de garganta gutural
– 2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de
de gelo glacial
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
de guerra bélico
( ) CERTO ( ) ERRADO de homem viril ou humano
de ilha insular
Resposta: Errado. Pó = monossílaba terminada em
“o”; só = monossílaba terminada em “o”; céu = mo- de inverno hibernal ou invernal
nossílaba terminada em ditongo aberto “éu”. de lago lacustre
de leão leonino
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRA; EMPREGO/ de lebre leporino
CORRELAÇÃO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS de lua lunar ou selênico
de madeira lígneo
1. ADJETIVO de mestre magistral
de ouro áureo
É a palavra que expressa uma qualidade ou de paixão passional
característica do ser e se relaciona com o substantivo,
de pâncreas pancreático
concordando com este em gênero e número.
As praias brasileiras estão poluídas. de porco suíno ou porcino
Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos dos quadris ciático
(plural e feminino, pois concordam com “praias”).
de rio fluvial
Locução adjetiva de sonho onírico
de velho senil
Locução = reunião de palavras. Sempre que são
de vento eólico
necessárias duas ou mais palavras para falar sobre a
mesma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma preposição de vidro vítreo ou hialino
+ substantivo tem o mesmo valor de um adjetivo: é a de virilha inguinal
Locução Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo). de visão óptico ou ótico
Por exemplo: aves da noite (aves noturnas), paixão sem
freio (paixão desenfreada). Observação:
Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo
Observe outros exemplos: correspondente, com o mesmo significado: Vi as alunas
da 5ª série. / O muro de tijolos caiu.
LÍNGUA PORTUGUESA

de águia aquilino
de aluno discente Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática):
de anjo angelical
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função
de ano anual dentro de uma oração) relativas aos substantivos,
de aranha aracnídeo atuando como adjunto adnominal ou como predicativo
(do sujeito ou do objeto).
de boi bovino

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Adjetivo Pátrio (ou gentílico) Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona
no feminino somente o último elemento: o moço
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. norte-americano, a moça norte-americana.
Observe alguns deles: Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

Estados e cidades brasileiras: B) Uniformes - têm uma só forma tanto para o


masculino como para o feminino: homem feliz e
Alagoas alagoano mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável
Amapá amapaense no feminino: conflito político-social e desavença político-
Aracaju aracajuano ou aracajuense social.
Amazonas amazonense ou baré
Número dos Adjetivos
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense A) Plural dos adjetivos simples
Cabo Frio cabo-friense
Os adjetivos simples se flexionam no plural de acordo
Campinas campineiro ou campinense
com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
substantivos simples: mau e maus, feliz e felizes, ruim e
Adjetivo Pátrio Composto
ruins, boa e boas.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
exerça função de substantivo, ficará invariável, ou seja,
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente,
se a palavra que estiver qualificando um elemento for,
erudita. Observe alguns exemplos:
originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma
primitiva. Exemplo: a palavra cinza é, originalmente, um
África afro- / Cultura afro-americana substantivo; porém, se estiver qualificando um elemento,
germano- ou teuto-/Competições funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. Logo:
Alemanha camisas cinza, ternos cinza.
teuto-inglesas
Motos vinho (mas: motos verdes)
américo- / Companhia américo-
América Paredes musgo (mas: paredes brancas).
africana
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
belgo- / Acampamentos belgo-
Bélgica
franceses B) Adjetivo Composto
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português É aquele formado por dois ou mais elementos.
Normalmente, esses elementos são ligados por hífen.
Europa euro- / Negociações euro-americanas Apenas o último elemento concorda com o substantivo
franco- ou galo- / Reuniões franco- a que se refere; os demais ficam na forma masculina,
França
italianas singular. Caso um dos elementos que formam o adjetivo
Grécia greco- / Filmes greco-romanos composto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo
composto ficará invariável. Por exemplo: a palavra “rosa”
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
é, originalmente, um substantivo, porém, se estiver
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa qualificando um elemento, funcionará como adjetivo.
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras Caso se ligue a outra palavra por hífen, formará um
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o
adjetivo composto inteiro ficará invariável. Veja:
Camisas rosa-claro.
Flexão dos adjetivos
Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Gênero dos Adjetivos
Observação:
LÍNGUA PORTUGUESA

Os adjetivos concordam com o substantivo a que se


Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer
referem (masculino e feminino). De forma semelhante
adjetivo composto iniciado por “cor-de-...” são sempre
aos substantivos, classificam-se em:
invariáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste,
vestidos cor-de-rosa.
A) Biformes - têm duas formas, sendo uma para o
O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois
masculino e outra para o feminino: ativo e ativa,
elementos flexionados: crianças surdas-mudas.
mau e má.

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Grau do Adjetivo • Sintética: nessa, há o acréscimo de sufixos. Por
exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo.
Os adjetivos se flexionam em grau para indicar a
intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do Observe alguns superlativos sintéticos:
adjetivo: o comparativo e o superlativo.
benéfico beneficentíssimo
A) Comparativo
bom boníssimo ou ótimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou comum comuníssimo
mais características atribuídas ao mesmo ser. cruel crudelíssimo
O comparativo pode ser de igualdade, de difícil dificílimo
superioridade ou de inferioridade.
doce dulcíssimo
Sou tão alto como você. = Comparativo de fácil facílimo
Igualdade fiel fidelíssimo

No comparativo de igualdade, o segundo termo da B.2 Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto de um ser é intensificada em relação a um conjunto de
ou quão. seres. Essa relação pode ser:
• De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de todas.
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Su- • De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de todas.
perioridade
O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
Sílvia é menos alta que Tiago. = Comparativo de dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
Inferioridade antepostos ao adjetivo.
O superlativo absoluto sintético se apresenta sob duas
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo formas: uma erudita - de origem latina – e outra popular
de superioridade, formas sintéticas, herdadas do - de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
latim. São eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/ radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo
pior, alto/superior, grande/maior, baixo/inferior. ou érrimo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo; a popular é
constituída do radical do adjetivo português + o sufixo
Observe que: -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
• As formas menor e pior são comparativos de Os adjetivos terminados em –io fazem o superlativo
superioridade, pois equivalem a mais pequeno e com dois “ii”: frio – friíssimo, sério – seriíssimo; os
mais mau, respectivamente. terminados em –eio, com apenas um “i”: feio - feíssimo,
• Bom, mau, grande e pequeno têm formas cheio – cheíssimo.
sintéticas (melhor, pior, maior e menor), porém, em
comparações feitas entre duas qualidades de um REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
mesmo elemento, deve-se usar as formas analíticas
mais bom, mais mau,mais grande e mais pequeno. CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Por exemplo: Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois – São Paulo: Saraiva, 2010.
elementos. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
duas qualidades de um mesmo elemento. Português: novas palavras: literatura, gramática,
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In- redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
ferioridade
Sou menos passivo (do) que tolerante. SITE

B) Superlativo Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/


O superlativo expressa qualidades num grau muito secoes/morf/morf32.php>
elevado ou em grau máximo. Pode ser absoluto ou
relativo e apresenta as seguintes modalidades:
LÍNGUA PORTUGUESA

2. ADVÉRBIO

B.1 Superlativo Absoluto: ocorre quando a Compare estes exemplos:


qualidade de um ser é intensificada, sem relação O ônibus chegou.
com outros seres. Apresenta-se nas formas: O ônibus chegou ontem.
• Analítica: a intensificação é feita com o auxílio de
palavras que dão ideia de intensidade (advérbios). Advérbio é uma palavra invariável que modifica o
Por exemplo: O concurseiro é muito esforçado. sentido do verbo (acrescentando-lhe circunstâncias de

15
tempo, de modo, de lugar, de intensidade), do adjetivo e de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao
do próprio advérbio. lado, em volta.
Estudei bastante. = modificando o verbo estudei B) Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora,
Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente,
(bem) antes, doravante, nunca, então, ora, jamais,
Ela tem os olhos muito claros. = relação com um agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve,
adjetivo (claros) constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às
vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
Quando modifica um verbo, o advérbio pode
quando, de quando em quando, a qualquer momento,
acrescentar ideia de:
de tempos em tempos, em breve, hoje em dia.
Tempo: Ela chegou tarde. C) Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa,
Lugar: Ele mora aqui. acinte, debalde, devagar, às pressas, às claras, às cegas,
Modo: Eles agiram mal. à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito,
Negação: Ela não saiu de casa. desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente,
Dúvida: Talvez ele volte. lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos
que terminam em “-mente”: calmamente, tristemente,
Flexão do Advérbio propositadamente, pacientemente, amorosamente,
docemente, escandalosamente, bondosamente,
Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não generosamente.
apresentam variação em gênero e número. Alguns D) Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto,
advérbios, porém, admitem a variação em grau. Observe: efetivamente, certo, decididamente, deveras,
indubitavelmente.
A) Grau Comparativo E) Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.
modo que o comparativo do adjetivo: F) Dúvida: acaso, porventura, possivelmente,
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo,
• de igualdade: tão + advérbio + quanto (como):
quem sabe.
Renato fala tão alto quanto João.
G) Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso,
• de inferioridade: menos + advérbio + que (do
bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
que): Renato fala menos alto do que João. tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo,
• de superioridade: quase, de todo, de muito, por completo, extremamente,
intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a
A.1 Analítico: mais + advérbio + que (do que): Renato propriedades graduáveis).
fala mais alto do que João. H) Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão,
A.2 Sintético: melhor ou pior que (do que): Renato somente, simplesmente, só, unicamente. Por exemplo:
fala melhor que João. Brando, o vento apenas move a copa das árvores.
I)Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também.
B) Grau Superlativo Por exemplo: O indivíduo também amadurece durante
O superlativo pode ser analítico ou sintético: a adolescência.
B.1 Analítico: acompanhado de outro advérbio: J) Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por
Renato fala muito alto. exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer aos
muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio meus amigos por comparecerem à festa.
de modo
B.2 Sintético: formado com sufixos: Renato fala Saiba que:
Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se
altíssimo.
ao advérbio “o mais” ou “o menos”. Por exemplo: Ficarei o
mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos tarde
Observação:
possível.
As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, em
comuns na língua popular. geral sufixamos apenas o último: O aluno respondeu calma
Maria mora pertinho daqui. (muito perto) e respeitosamente.
A criança levantou cedinho. (muito cedo)
Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido
Classificação dos Advérbios
LÍNGUA PORTUGUESA

Há palavras como muito, bastante, que podem


De acordo com a circunstância que exprime, o aparecer como advérbio e como pronome indefinido.
advérbio pode ser de: Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro
A) Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muito.
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo
aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, e sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros.
nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém,
embaixo, externamente, a distância, à distância de,

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#FicaDica
Como saber se a palavra bastante é advérbio (não varia, não se flexiona) ou pronome
indefinido (varia, sofre flexão)? Se der, na frase, para substituir o “bastante” por “muito”,
estamos diante de um advérbio; se der para substituir por “muitos” (ou muitas), é um
pronome. Veja:
1. Estudei bastante para o concurso. (estudei muito, pois “muitos” não dá!) = advérbio
2. Estudei bastantes capítulos para o concurso. (estudei muitos capítulos) = pronome
indefinido

Advérbios Interrogativos

São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? por quê? nas interrogações diretas ou indiretas, referentes às
circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. Veja:

Interrogação Direta Interrogação Indireta


Como aprendeu? Perguntei como aprendeu
Onde mora? Indaguei onde morava
Por que choras? Não sei por que choras
Aonde vai? Perguntei aonde ia
Donde vens? Pergunto donde vens
Quando voltas? Pergunto quando voltas

Locução Adverbial

Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, temos a locução adverbial, que pode expressar as
mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinariamente por uma preposição. Veja:
A) lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, por aqui, etc.
B) afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
C) modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, etc.
D) tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, etc.

A locução adverbial e o advérbio modificam o verbo, o adjetivo e outro advérbio:


Chegou muito cedo. (advérbio)
Joana é muito bela. (adjetivo)
De repente correram para a rua. (verbo)

Usam-se, de preferência, as formas mais bem e mais mal antes de adjetivos ou de verbos no particípio:
Essa matéria é mais bem interessante que aquela.
Nosso aluno foi o mais bem colocado no concurso!
O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é advérbio: Cheguei primeiro.

Quanto a sua função sintática: o advérbio e a locução adverbial desempenham na oração a função de adjunto adverbial,
classificando-se de acordo com as circunstâncias que acrescentam ao verbo, ao adjetivo ou ao advérbio. Exemplo:
Meio cansada, a candidata saiu da sala. = adjunto adverbial de intensidade (ligado ao adjetivo “cansada”)
Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de intensidade e de tempo, respectivamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
LÍNGUA PORTUGUESA

Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.

SITE

Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf75.php>

17
3. ARTIGO Após o pronome relativo “cujo” e suas variações:
Esse é o concurso cujas provas foram anuladas?/ Este é o
O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo- candidato cuja nota foi a mais alta.
se como o termo variável que serve para individualizar ou
generalizar o substantivo, indicando, também, o gênero REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(masculino/feminino) e o número (singular/plural).
Os artigos se subdividem em definidos (“o” e as variações CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
“a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as variações “uma”[s] e Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
“uns]). – São Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
A) Artigos definidos – São usados para indicar seres literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
determinados, expressos de forma individual: O SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
concurseiro estuda muito. Os concurseiros estudam Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
muito. CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
B) Artigos indefinidos – usados para indicar seres Cochar - Português linguagens: volume 1– 7.ª ed. Reform.
de modo vago, impreciso: Uma candidata foi – São Paulo: Saraiva, 2010.
aprovada! Umas candidatas foram aprovadas!
SITE
Circunstâncias em que os artigos se manifestam:
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/
Considera-se obrigatório o uso do artigo depois gramatica/artigo.htm>
do numeral “ambos”: Ambos os concursos cobrarão tal
conteúdo. 4. CONJUNÇÃO
Nomes próprios indicativos de lugar (ou topônimos)
admitem o uso do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Além da preposição, há outra palavra também
Janeiro, Veneza, A Bahia... invariável que, na frase, é usada como elemento de
Quando indicado no singular, o artigo definido pode ligação: a conjunção. Ela serve para ligar duas orações ou
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem. duas palavras de mesma função em uma oração:
No caso de nomes próprios personativos, denotando a
ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do O concurso será realizado nas cidades de Campinas e
artigo: Marcela é a mais extrovertida das irmãs. / O Pedro é São Paulo.
o xodó da família. A prova não será fácil, por isso estou estudando muito.
No caso de os nomes próprios personativos estarem no
plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, os Morfossintaxe da Conjunção
Incas, Os Astecas...
Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) As conjunções, a exemplo das preposições, não
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (do
exercem propriamente uma função sintática: são
artigo), o pronome assume a noção de “qualquer”.
conectivos.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
(qualquer classe) Classificação da Conjunção
Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é
facultativo: Preparei o meu curso. Preparei meu curso. De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as
A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia conjunções podem ser classificadas em coordenativas e
de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter é uns subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados
vinte anos. pela conjunção podem ser isolados um do outro. Esse
O artigo também é usado para substantivar palavras isolamento, no entanto, não acarreta perda da unidade
pertencentes a outras classes gramaticais: Não sei o porquê de sentido que cada um dos elementos possui. Já no
de tudo isso. / O bem vence o mal. segundo caso, cada um dos elementos ligados pela
conjunção depende da existência do outro. Veja:
Há casos em que o artigo definido não pode ser
usado: Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo.
Podemos separá-las por ponto:
Antes de nomes de cidade (topônimo) e de pessoas Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo.
LÍNGUA PORTUGUESA

conhecidas: O professor visitará Roma.


Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a presença
Temos acima um exemplo de conjunção (e,
do artigo será obrigatória: O professor visitará a bela Roma.
consequentemente, orações coordenadas) coordenativa
– “mas”. Já em:
Antes de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria Espero que eu seja aprovada no concurso!
sairá agora?
Exceção: O senhor vai à festa? Não conseguimos separar uma oração da outra, pois

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a segunda “completa” o sentido da primeira (da oração Integrantes - Indicam que a oração subordinada
principal): Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período por elas introduzida completa ou integra o sentido
temos uma oração subordinada substantiva objetiva da principal. Introduzem orações que equivalem
direta (ela exerce a função de objeto direto do verbo da a substantivos, ou seja, as orações subordinadas
oração principal). substantivas. São elas: que, se.
Quero que você volte. (Quero sua volta)
Conjunções Coordenativas
Adverbiais - Indicam que a oração subordinada
São aquelas que ligam orações de sentido completo exerce a função de adjunto adverbial da principal. De
e independente ou termos da oração que têm a mesma acordo com a circunstância que expressam, classificam-
função gramatical. Subdividem-se em: se em:

A) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando A) Causais: introduzem uma oração que é causa da
ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem (= e ocorrência da oração principal. São elas: porque,
não), não só... mas também, não só... como também, que, como (= porque, no início da frase), pois que,
bem como, não só... mas ainda. visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde
A sua pesquisa é clara e objetiva. que, etc.
Não só dança, mas também canta. Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.

B) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, B) Concessivas: introduzem uma oração que expressa
expressando ideia de contraste ou compensação. ideia contrária à da principal, sem, no entanto,
São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda
no entanto, não obstante. que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por
Tentei chegar mais cedo, porém não consegui. mais que, posto que, conquanto, etc.
Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.
C) Alternativas: ligam orações ou palavras,
expressando ideia de alternância ou escolha, C) Condicionais: introduzem uma oração que indica
indicando fatos que se realizam separadamente. a hipótese ou a condição para ocorrência da
São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, principal. São elas: se, caso, contanto que, salvo se,
seja... seja, talvez... talvez. a não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc.
Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário. Se precisar de minha ajuda, telefone-me.

D) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração


que expressa ideia de conclusão ou consequência. #FicaDica
São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por Você deve ter percebido que a conjunção
conseguinte, por isso, assim. condicional “se” também é conjunção
Marta estava bem preparada para o teste, portanto integrante. A diferença é clara ao ler as
não ficou nervosa. orações que são introduzidas por ela. Acima,
Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão. ela nos dá a ideia da condição para que
recebamos um telefonema (se for preciso
E) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração ajuda). Já na oração: Não sei se farei o
que a explica, que justifica a ideia nela contida. São concurso. = Não há ideia de condição
elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. alguma, há? Outra coisa: o verbo da oração
Não demore, que o filme já vai começar. principal (sei) pede complemento (objeto
Falei muito, pois não gosto do silêncio! direto, já que “quem não sabe, não sabe
algo”). Portanto, a oração em destaque
Conjunções Subordinativas exerce a função de objeto direto da oração
principal, sendo classificada como oração
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma subordinada substantiva objetiva direta.
delas dependente da outra. A oração dependente,
introduzida pelas conjunções subordinativas, recebe o
nome de oração subordinada. Veja o exemplo: O baile já D) Conformativas: introduzem uma oração que
tinha começado quando ela chegou. exprime a conformidade de um fato com outro.
LÍNGUA PORTUGUESA

O baile já tinha começado: oração principal São elas: conforme, como (= conforme), segundo,
quando: conjunção subordinativa (adverbial temporal) consoante, etc.
ela chegou: oração subordinada O passeio ocorreu como havíamos planejado.

As conjunções subordinativas subdividem-se em E) Finais: introduzem uma oração que expressa


integrantes e adverbiais: a finalidade ou o objetivo com que se realiza a
oração principal. São elas: para que, a fim de que,

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que, porque (= para que), que, etc. 5. INTERJEIÇÃO
Toque o sinal para que todos entrem no salão.
Interjeição é a palavra invariável que exprime
F) Proporcionais: introduzem uma oração que expressa emoções, sensações, estados de espírito. É um recurso da
um fato relacionado proporcionalmente à ocorrência linguagem afetiva, em que não há uma ideia organizada
do expresso na principal. São elas: à medida que, de maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas
à proporção que, ao passo que e as combinações sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma
quanto mais... (mais), quanto menos... (menos), quanto decorrente de uma situação particular, um momento ou
menos... (mais), quanto menos... (menos), etc. um contexto específico. Exemplos:
O preço fica mais caro à medida que os produtos
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
escasseiam.
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
Observação:
São incorretas as locuções proporcionais à medida em hum: expressão de um pensamento súbito =
que, na medida que e na medida em que. interjeição

G) Temporais: introduzem uma oração que acrescenta O significado das interjeições está vinculado à maneira
uma circunstância de tempo ao fato expresso na como elas são proferidas. O tom da fala é que dita o
oração principal. São elas: quando, enquanto, antes sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto
que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde em que for utilizada. Exemplos:
que, sempre que, assim que, agora que, mal (= assim
que), etc. Psiu!
A briga começou assim que saímos da festa. contexto: alguém pronunciando esta expressão
na rua ; significado da interjeição (sugestão): “Estou te
H) Comparativas: introduzem uma oração que expressa chamando! Ei, espere!”
ideia de comparação com referência à oração
principal. São elas: como, assim como, tal como, como Psiu!
se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do que, contexto: alguém pronunciando em um hospital;
quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado
significado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça
com menos ou mais), etc.
silêncio!”
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem.

I) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
a consequência da principal. São elas: de sorte que, de puxa: interjeição; tom da fala: euforia
modo que, sem que (= que não), de forma que, de jeito
que, que (tendo como antecedente na oração principal Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
uma palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho), etc. puxa: interjeição; tom da fala: decepção
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do
exame. As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
A) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo
alegria, tristeza, dor, etc.: Ah, deve ser muito
FIQUE ATENTO! interessante!
Muitas conjunções não têm classificação B) Sintetizar uma frase apelativa: Cuidado! Saia da
única, imutável, devendo, portanto, ser minha frente.
classificadas de acordo com o sentido que
apresentam no contexto (destaque da Zê!). As interjeições podem ser formadas por:
• simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô
• palavras: Oba! Olá! Claro!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu
Deus! Ora bolas!
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Classificação das Interjeições
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform. Comumente, as interjeições expressam sentido de:
– São Paulo: Saraiva, 2010. A) Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido!
LÍNGUA PORTUGUESA

AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: Atenção! Olha! Alerta!
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000. B) Afugentamento: Fora! Passa! Rua!
C) Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva!
SITE D) Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah!
E) Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem!
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/ Ânimo! Adiante!
secoes/morf/morf84.php> F) Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva!

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G) Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá! REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
H) Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Francamente!
Essa não! Chega! Basta! SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
I) Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Queira Deus! CAMPEDELLI, Samira Yousseff, SOUZA, Jésus Barbosa
J) Desculpa: Perdão! - Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática
K) Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena! – volume único – 3.ª Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
L) Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê!
M)Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus! SITE
Quê! Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz!
N) Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios! Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
Puxa! Pô! Ora! secoes/morf/morf89.php>
O) Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade!
P) Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve! 6. NUMERAL
Viva! Olá! Alô! Tchau! Psiu! Socorro! Valha-me,
Deus! Numeral é a palavra variável que indica quantidade
Q) Silêncio: Psiu! Silêncio! numérica ou ordem; expressa a quantidade exata de
R) Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa! pessoas ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa
determinada sequência.
Saiba que: Os numerais traduzem, em palavras, o que os números
As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão
sofrem variação em gênero, número e grau como os é colocada em números (1, 1.º, 1/3, etc.) não se trata de
nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto numerais, mas sim de algarismos.
e voz como os verbos. No entanto, em uso específico, Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem
algumas interjeições sofrem variação em grau. Não se a ideia expressa pelos números, existem mais algumas
trata de um processo natural desta classe de palavra, mas palavras consideradas numerais porque denotam
tão só uma variação que a linguagem afetiva permite. quantidade, proporção ou ordenação. São alguns
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho. exemplos: década, dúzia, par, ambos(as), novena.

Locução Interjetiva Classificação dos Numerais

Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma A) Cardinais: indicam quantidade exata ou
expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, Virgem determinada de seres: um, dois, cem mil, etc.
Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus! Alguns cardinais têm sentido coletivo, como por
Toda frase mais ou menos breve dita em tom exemplo: século, par, dúzia, década, bimestre.
exclamativo torna-se uma locução interjetiva, B) Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém
dispensando análise dos termos que a compõem: ou alguma coisa ocupa numa determinada
Macacos me mordam!, Valha-me Deus!, Quem me dera! sequência: primeiro, segundo, centésimo, etc.
1. As interjeições são como frases resumidas,
sintéticas. Por exemplo: Ué! (= Eu não esperava por As palavras anterior, posterior, último, antepenúltimo,
essa!) / Perdão! (= Peço-lhe que me desculpe) final e penúltimo também indicam posição dos seres,
2. Além do contexto, o que caracteriza a interjeição mas são classificadas como adjetivos, não ordinais.
é o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras
classes gramaticais podem aparecer como interjeições. C) Fracionários: indicam parte de uma quantidade,
Por exemplo: Viva! Basta! (Verbos) / Fora! Francamente! ou seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois
(Advérbios) quintos, etc.
3. A interjeição pode ser considerada uma “palavra- D) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação
frase” porque sozinha pode constituir uma mensagem. dos seres, indicando quantas vezes a quantidade
Por exemplo: Socorro! Ajudem-me! Silêncio! Fique quieto! foi aumentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
4. Há, também, as interjeições onomatopaicas ou
imitativas, que exprimem ruídos e vozes. Por exemplo: Flexão dos numerais
Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque!
Quá-quá-quá!, etc. Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
LÍNGUA PORTUGUESA

5. Não se deve confundir a interjeição de apelo «ó» uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/
com a sua homônima «oh!», que exprime admiração, duzentas em diante: trezentos/trezentas, quatrocentos/
alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do «oh!» quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão,
exclamativo e não a fazemos depois do «ó» vocativo. variam em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais
Por exemplo: “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo cardinais são invariáveis.
Bilac)

21
Os numerais ordinais variam em gênero e número:

primeiro segundo milésimo


primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço e
conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas do
medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
partes.
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

Emprego e Leitura dos Numerais

Os numerais são escritos em conjunto de três algarismos, contados da direita para a esquerda, em forma de centenas,
dezenas e unidades, tendo cada conjunto uma separação através de ponto ou espaço correspondente a um ponto: 8.234.456
ou 8 234 456.
Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar exagero intencional, constituindo a figura de linguagem conhecida
como hipérbole: Já li esse texto mil vezes.
No português contemporâneo, não se usa a conjunção “e” após “mil”, seguido de centena: Nasci em mil novecentos e
noventa e dois.
Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais.

Mas, se a centena começa por “zero” ou termina por dois zeros, usa-se o “e”: Seu salário será de mil e quinhentos reais.
(R$1.500,00)
Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00)

Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e,
a partir daí, os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo;

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)

Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido como ordinal: XXX Feira do Bordado. (trigésima)

#FicaDica
LÍNGUA PORTUGUESA

Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por associação. Ficará mais fácil!

Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

22
Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se refere a dois seres. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma
e outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência. Sua
utilização exige a presença do artigo posposto: Ambos os concursos realizarão suas provas no mesmo dia. O artigo só é
dispensado caso haja um pronome demonstrativo: Ambos esses ministros falarão à imprensa.

Quadro de alguns numerais

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


Um Primeiro -
Dois Segundo Dobro, Duplo Meio
Três Terceiro Triplo, Tríplice Terço
Quatro Quarto Quádruplo Quarto
Cinco Quinto Quíntuplo Quinto
Seis Sexto Sêxtuplo Sexto
Sete Sétimo Sétuplo Sétimo
Oito Oitavo Óctuplo Oitavo
Nove Nono Nônuplo Nono
Dez Décimo Décuplo Décimo
Onze Décimo Primeiro - Onze Avos
Doze Décimo Segundo - Doze Avos
Treze Décimo Terceiro - Treze Avos
Catorze Décimo Quarto - Catorze Avos
Quinze Décimo Quinto - Quinze Avos
Dezesseis Décimo Sexto - Dezesseis Avos
Dezessete Décimo Sétimo - Dezessete Avos
Dezoito Décimo Oitavo - Dezoito Avos
Dezenove Décimo Nono - Dezenove Avos
Vinte Vigésimo - Vinte Avos
Trinta Trigésimo - Trinta Avos
Quarenta Quadragésimo - Quarenta Avos
Cinqüenta Quinquagésimo - Cinquenta Avos
Sessenta Sexagésimo - Sessenta Avos
Setenta Septuagésimo - Setenta Avos
Oitenta Octogésimo - Oitenta Avos
Noventa Nonagésimo - Noventa Avos
Cem Centésimo Cêntuplo Centésimo
Duzentos Ducentésimo - Ducentésimo
Trezentos Trecentésimo - Trecentésimo
Quatrocentos Quadringentésimo - Quadringentésimo
Quinhentos Quingentésimo - Quingentésimo
Seiscentos Sexcentésimo - Sexcentésimo
Setecentos Septingentésimo Septingentésimo
Oitocentos Octingentésimo Octingentésimo
LÍNGUA PORTUGUESA

Novecentos Nongentésimo ou Noningentésimo Nongentésimo


Mil Milésimo Milésimo
Milhão Milionésimo Milionésimo
Milhão Bilionésimo Bilionésimo

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” preposição
+ “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1.ª vogal do
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa pronome “aquilo”).
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza O “a” pode funcionar como preposição, pronome
Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform. pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a”
– São Paulo: Saraiva, 2010. seja um artigo, virá precedendo um substantivo, servindo
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: para determiná-lo como um substantivo singular e
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000. feminino: A matéria que estudei é fácil!
Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
SITE termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Irei à festa sozinha.
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/ Entregamos a flor à professora! = o primeiro “a” é
secoes/morf/morf40.php> artigo; o segundo, preposição.

7. PREPOSIÇÃO Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o


lugar e/ou a função de um substantivo: Nós trouxemos a
Preposição é uma palavra invariável que serve para apostila. = Nós a trouxemos.
ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece,
normalmente há uma subordinação do segundo termo Relações semânticas (= de sentido) estabelecidas
em relação ao primeiro. As preposições são muito por meio das preposições:
importantes na estrutura da língua, pois estabelecem
a coesão textual e possuem valores semânticos Destino = Irei a Salvador.
indispensáveis para a compreensão do texto. Modo = Saiu aos prantos.
Lugar = Sempre a seu lado.
Tipos de Preposição Assunto = Falemos sobre futebol.
Tempo = Chegarei em instantes.
A) Preposições essenciais: palavras que atuam Causa = Chorei de saudade.
exclusivamente como preposições: a, ante, perante, Fim ou finalidade = Vim para ficar.
após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, Instrumento = Escreveu a lápis.
por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para Posse = Vi as roupas da mamãe.
com. Autoria = livro de Machado de Assis
B) Preposições acidentais: palavras de outras classes Companhia = Estarei com ele amanhã.
gramaticais que podem atuar como preposições, Matéria = copo de cristal.
ou seja, formadas por uma derivação imprópria: Meio = passeio de barco.
como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, Origem = Nós somos do Nordeste.
segundo, senão, visto. Conteúdo = frascos de perfume.
C) Locuções prepositivas: duas ou mais palavras Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
valendo como uma preposição, sendo que a última Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais.
palavra é uma (preposição): abaixo de, acerca de,
acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas
em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, locuções adverbiais (para trás ou por trás) e na locução
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por prepositiva por trás de.
cima de, por trás de.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A preposição é invariável, no entanto pode unir-se
a outras palavras e, assim, estabelecer concordância em SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
gênero ou em número. Exemplo: por + o = pelo / por + Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
a = pela. CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Essa concordância não é característica da preposição, Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
mas das palavras às quais ela se une. – São Paulo: Saraiva, 2010.
Esse processo de junção de uma preposição com AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
outra palavra pode se dar a partir dos processos de: literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
LÍNGUA PORTUGUESA

• Combinação: união da preposição “a” com o artigo


“o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde, aos. SITE
Os vocábulos não sofrem alteração.
• Contração: união de uma preposição com outra Disponível em: <http://www.infoescola.com/
palavra, ocorrendo perda ou transformação de portugues/preposicao/>
fonema: de + o = do, em + a = na, per + os = pelos,
de + aquele = daquele, em + isso = nisso.

24
8. PRONOME A) Pronome Reto

Pronome é a palavra variável que substitui ou Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na
acompanha um substantivo (nome), qualificando-o de sentença, exerce a função de sujeito: Nós lhe
alguma forma. ofertamos flores.
O homem julga que é superior à natureza, por isso o Os pronomes retos apresentam flexão de número,
homem destrói a natureza... gênero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo
Utilizando pronomes, teremos: O homem julga que é essa última a principal flexão, uma vez que marca
superior à natureza, por isso ele a destrói... a pessoa do discurso. Dessa forma, o quadro dos
Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de termos pronomes retos é assim configurado:
(homem e natureza).
1.ª pessoa do singular: eu
Grande parte dos pronomes não possuem significados 2.ª pessoa do singular: tu
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação 3.ª pessoa do singular: ele, ela
dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar 1.ª pessoa do plural: nós
a referência exata daquilo que está sendo colocado 2.ª pessoa do plural: vós
por meio dos pronomes no ato da comunicação. Com 3.ª pessoa do plural: eles, elas
exceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os
demais pronomes têm por função principal apontar para Esses pronomes não costumam ser usados como
as pessoas do discurso ou a elas se relacionar, indicando-
complementos verbais na língua-padrão. Frases como
lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
“Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu
dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
até aqui”- comuns na língua oral cotidiana - devem
específica para cada pessoa do discurso.
ser evitadas na língua formal escrita ou falada. Na
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
língua formal, devem ser usados os pronomes oblíquos
[minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala]
correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”,
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
“Trouxeram-me até aqui”.
[tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se fala]
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem Frequentemente observamos a omissão do pronome
se fala] reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias
formas verbais marcam, através de suas desinências, as
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em número boa viagem. (Nós)
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência
através do pronome seja coerente em termos de gênero B) Pronome Oblíquo
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado. Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da sentença, exerce a função de complemento verbal
nossa escola neste ano. (objeto direto ou indireto): Ofertaram-nos flores.
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância (objeto indireto)
adequada]
[neste: pronome que determina “ano” = concordância Observação:
adequada] O pronome oblíquo é uma forma variante do pronome
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = pessoal do caso reto. Essa variação indica a função diversa
concordância inadequada] que eles desempenham na oração: pronome reto marca o
sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, da oração. Os pronomes oblíquos sofrem variação de
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. acordo com a acentuação tônica que possuem, podendo
ser átonos ou tônicos.
Pronomes Pessoais
B.1 Pronome Oblíquo Átono
São aqueles que substituem os substantivos, indicando
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
são precedidos de preposição. Possuem acentuação
assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os pronomes
LÍNGUA PORTUGUESA

tônica fraca: Ele me deu um presente.


“tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se
Lista dos pronomes oblíquos átonos
dirige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à
1.ª pessoa do singular (eu): me
pessoa ou às pessoas de quem se fala.
2.ª pessoa do singular (tu): te
Os pronomes pessoais variam de acordo com as
3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
funções que exercem nas orações, podendo ser do caso
1.ª pessoa do plural (nós): nos
reto ou do caso oblíquo.
2.ª pessoa do plural (vós): vos
3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes

25
A ordem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil para
FIQUE ATENTO! mim!
Os pronomes o, os, a, as assumem formas A combinação da preposição “com” e alguns pronomes
especiais depois de certas terminações originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
verbais: conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de
1. Quando o verbo termina em -z, -s ou companhia: Ele carregava o documento consigo.
-r, o pronome assume a forma lo, los, la
ou las, ao mesmo tempo que a terminação A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas: Ela
verbal é suprimida. Por exemplo: veio até mim, mas nada falou.
Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de
fiz + o = fi-lo
inclusão), usaremos as formas retas: Todos foram bem na
fazeis + o = fazei-lo
prova, até eu! (= inclusive eu)
dizer + a = dizê-la
As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por
2. Quando o verbo termina em som nasal,
“com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são
o pronome assume as formas no, nos, na, reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
nas. Por exemplo: todos, ambos ou algum numeral.
viram + o: viram-no Você terá de viajar com nós todos.
repõe + os = repõe-nos Estávamos com vós outros quando chegaram as más
retém + a: retém-na notícias.
tem + as = tem-nas Ele disse que iria com nós três.

B.3 Pronome Reflexivo


B.2 Pronome Oblíquo Tônico
São pronomes pessoais oblíquos que, embora
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos funcionem como objetos direto ou indireto, referem-
por preposições, em geral as preposições a, para, se ao sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica
de e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos e recebe a ação expressa pelo verbo.
exercem a função de objeto indireto da oração.
Possuem acentuação tônica forte. Lista dos pronomes reflexivos:
Lista dos pronomes oblíquos tônicos: 1.ª pessoa do singular (eu): me, mim = Eu não me
1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo lembro disso.
2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo 2.ª pessoa do singular (tu): te, ti = Conhece a ti mesmo.
3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela 3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo =
1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco Guilherme já se preparou.
2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco Ela deu a si um presente.
3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas Antônio conversou consigo mesmo.

Observe que as únicas formas próprias do pronome 1.ª pessoa do plural (nós): nos = Lavamo-nos no rio.
tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As 2.ª pessoa do plural (vós): vos = Vós vos beneficiastes
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. com esta conquista.
As preposições essenciais introduzem sempre pronomes 3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo = Eles se
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. conheceram. / Elas deram a si um dia de folga.
Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da língua
formal, os pronomes costumam ser usados desta forma:
#FicaDica
Não há mais nada entre mim e ti. O pronome é reflexivo quando se refere à
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. mesma pessoa do pronome subjetivo (sujeito):
Não há nenhuma acusação contra mim. Eu me arrumei e saí.
Não vá sem mim. É pronome recíproco quando indica
reciprocidade de ação: Nós nos amamos. /
Há construções em que a preposição, apesar de surgir Olhamo-nos calados.
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração O “se” pode ser usado como palavra expletiva
LÍNGUA PORTUGUESA

cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter ou partícula de realce, sem ser rigorosamente
sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser necessária e sem função sintática: Os
do caso reto. exploradores riam-se de suas tentativas. / Será
que eles se foram?
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.
A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!”
está correta, já que “para mim” é complemento de “fácil”.

26
C) Pronomes de Tratamento possessivos e os pronomes oblíquos empregados em
relação a eles devem ficar na 3.ª pessoa.
São pronomes utilizados no tratamento formal, Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
cerimonioso. Apesar de indicarem nosso para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
interlocutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam
o verbo na terceira pessoa. Alguns exemplos: 5. Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos
Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar,
ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhida
Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais
inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos
Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e
a chamar alguém de “você”, não poderemos usar
religiosos em geral
“te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na
Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente superior terceira pessoa.
à de coronel, senadores, deputados, embaixadores,
professores de curso superior, ministros de Estado Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
e de Tribunais, governadores, secretários de Estado, teus cabelos. (errado)
presidente da República (sempre por extenso)
Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
universidades seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular
Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores
Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, ou
oficiais até a patente de coronel, chefes de seção e
funcionários de igual categoria Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Meretíssima (sempre por extenso) = para juízes teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular
de direito
Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento Pronomes Possessivos
cerimonioso
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo
(coisa possuída).
Também são pronomes de tratamento o senhor,
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1.ª pessoa do
a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” singular)
são empregados no tratamento cerimonioso; “você”
e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são
largamente empregados no português do Brasil; em Número Pessoa Pronome
algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em Singular Primeira Meu(s), minha(s)
outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito Singular Segunda Teu(s), tua(s)
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
Singular Terceira Seu(s), sua(s)
Observações: Plural Primeira Nosso(s), nossa(s)
Plural Segunda Vosso(s), vossa(s)
1. Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes
de tratamento que possuem “Vossa(s)” são Plural Terceira Seu(s), sua(s)
empregados em relação à pessoa com quem
Note que:
falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro,
A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a
compareça a este encontro.
que se refere; o gênero e o número concordam com o objeto
possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele
2. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito momento difícil.
da pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram
que Sua Excelência, o Senhor Presidente da Observações:
República, agiu com propriedade.
1. A forma “seu” não é um possessivo quando resultar
3. Os pronomes de tratamento representam uma da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, seu
forma indireta de nos dirigirmos aos nossos José.
interlocutores. Ao tratarmos um deputado por 2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos Podem ter outros empregos, como:
LÍNGUA PORTUGUESA

endereçando à excelência que esse deputado


supostamente tem para poder ocupar o cargo que A) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
ocupa. B) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40
anos.
4. Embora os pronomes de tratamento dirijam-se à C) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem
2.ª pessoa, toda a concordância deve ser feita lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
com a 3.ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes

27
3. Em frases onde se usam pronomes de tratamento,
o pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende
Excelência trouxe sua mensagem? fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se
falou:
4. Referindo-se a mais de um substantivo, o Sua aprovação no concurso, isso é o que mais
possessivo concorda com o mais próximo: Trouxe- desejamos!
me seus livros e anotações.
Este e aquele são empregados quando se quer fazer
5. Em algumas construções, os pronomes pessoais referência a termos já mencionados; aquele se
oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou refere ao termo referido em primeiro lugar e este
seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos) para o referido por último:

6. O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São
próprio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá- Paulo; este está mais bem colocado que aquele. (=
lo, para que não ocorra redundância: Coloque tudo este [São Paulo], aquele [Palmeiras])
nos respectivos lugares.
ou
Pronomes Demonstrativos
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São
São utilizados para explicitar a posição de certa Paulo; aquele está mais bem colocado que este. (=
palavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação este [São Paulo], aquele [Palmeiras])
pode ser de espaço, de tempo ou em relação ao discurso.
Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
A) Em relação ao espaço: invariáveis, observe:
Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s),
pessoa que fala: aquela(s).
Este material é meu. Invariáveis: isto, isso, aquilo.

Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da Também aparecem como pronomes demonstrativos:
pessoa com quem se fala:
Esse material em sua carteira é seu? • o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s),
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está aquilo.
distante tanto da pessoa que fala como da pessoa Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
com quem se fala: Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te
Aquele material não é nosso. indiquei.)
Vejam aquele prédio!
• mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s):
B) Em relação ao tempo: variam em gênero quando têm caráter reforçativo:
Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
relação à pessoa que fala: Eu mesma refiz os exercícios.
Esta manhã farei a prova do concurso! Elas mesmas fizeram isso.
Eles próprios cozinharam.
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, Os próprios alunos resolveram o problema.
porém relativamente próximo à época em que se
situa a pessoa que fala: • semelhante(s): Não tenha semelhante atitude.
Essa noite dormi mal; só pensava no concurso!
• tal, tais: Tal absurdo eu não cometeria.
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afastamento
no tempo, referido de modo vago ou como tempo 1. Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides
remoto: eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro este.
Naquele tempo, os professores eram valorizados. (ou então: este solteiro, aquele casado) - este se
refere à pessoa mencionada em último lugar;
LÍNGUA PORTUGUESA

C) Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se aquele, à mencionada em primeiro lugar.


falará ou escreverá): 2. O pronome demonstrativo tal pode ter conotação
Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
fazer referência a alguma coisa sobre a qual ainda 3. Pode ocorrer a contração das preposições a, de,
se falará: em com pronome demonstrativo: àquele, àquela,
Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, deste, desta, disso, nisso, no, etc: Não acreditei no
ortografia, concordância. que estava vendo. (no = naquilo)

28
Pronomes Indefinidos Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro)
Trabalho todo dia. (= todos os dias)
São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discurso,
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando São locuções pronominais indefinidas: cada qual,
quantidade indeterminada. cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém- (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal
plantadas. qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma
ou outra, etc.
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa Cada um escolheu o vinho desejado.
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser Pronomes Relativos
humano que seguramente existe, mas cuja identidade é
desconhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: São aqueles que representam nomes já mencionados
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem
A) Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o as orações subordinadas adjetivas.
lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres O racismo é um sistema que afirma a superioridade de
na frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, um grupo racial sobre outros.
beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo. (afirma a superioridade de um grupo racial sobre
Algo o incomoda? outros = oração subordinada adjetiva).
Quem avisa amigo é. O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema”
e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra
B) Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um “sistema” é antecedente do pronome relativo que.
ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de O antecedente do pronome relativo pode ser o
quantidade aproximada. São eles: cada, certo(s), pronome demonstrativo o, a, os, as.
certa(s). Não sei o que você está querendo dizer.
Cada povo tem seus costumes. Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
Certas pessoas exercem várias profissões. expresso.
Quem casa, quer casa.
Note que:
Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora Observe:
pronomes indefinidos adjetivos: Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
muitos), demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, quantas.
nenhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal,
tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), Note que:
vários, várias. O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego,
Menos palavras e mais ações. sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser
Alguns se contentam pouco. substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando
seu antecedente for um substantivo.
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
variáveis e invariáveis. Observe: A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (=
• Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, a qual)
vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os
muita, pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quais)
quaisquer*, alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos, As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (=
vários, tantos, outros, quantos, algumas, nenhumas, as quais)
todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras,
quantas. O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
• Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamente
nada, algo, cada. para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde”
(que podem ter várias classificações) são pronomes
*Qualquer é composto de qual + quer (do verbo relativos. Todos eles são usados com referência à
LÍNGUA PORTUGUESA

querer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de
cujo plural é feito em seu interior). determinadas preposições: Regressando de São Paulo,
visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado.
Todo e toda no singular e junto de artigo significa O uso de “que”, neste caso, geraria ambiguidade. Veja:
inteiro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, que
Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira) me deixou encantado (quem me deixou encantado: o
Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades) sítio ou minha tia?).

29
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
utiliza-se o qual / a qual) gente que conversava, (que) ria, observava.
O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que,
e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas Pronomes Interrogativos
deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.
O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda São usados na formulação de perguntas, sejam
com o seu antecedente (o ser possuidor), mas com o elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes
consequente (o ser possuído, com o qual concorda indefinidos, referem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo
em gênero e número); não se usa artigo depois deste impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual
pronome; “cujo” equivale a do qual, da qual, dos quais, (e variações), quanto (e variações).
das quais. Com quem andas?
Qual seu nome?
Existem pessoas cujas ações são nobres. Diz-me com quem andas, que te direi quem és.
(antecedente) (consequente)
O pronome pessoal é do caso reto quando tem
Se o verbo exigir preposição, esta virá antes do função de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso
pronome: O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! oblíquo quando desempenha função de complemento.
(referiu-se a) 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
“Quanto” é pronome relativo quando tem por lhe ajudar.
antecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações)
e tudo: Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao
Emprestei tantos quantos foram necessários. caso reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce
(antecedente) função de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso.
Ele fez tudo quanto havia falado. O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta
(antecedente) para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não
sabia se devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe).
O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre
precedido de preposição. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
É um professor a quem muito devemos. tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
(preposição) diferentemente dos segundos, que são sempre
precedidos de preposição.
“Onde”, como pronome relativo, sempre possui
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A A) Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o
casa onde morava foi assaltada. que eu estava fazendo.
B) Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para
Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em mim o que eu estava fazendo.
que: Sinto saudades da época em que (quando) morávamos
no exterior.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Podem ser utilizadas como pronomes relativos as
palavras: SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
• como (= pelo qual) – desde que precedida das CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
palavras modo, maneira ou forma: Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
Não me parece correto o modo como você agiu semana – São Paulo: Saraiva, 2010.
passada. AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
• quando (= em que) – desde que tenha como CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
antecedente um nome que dê ideia de tempo: Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame. Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
LÍNGUA PORTUGUESA

São Paulo: Saraiva, 2002.


Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
numa só frase. SITE
O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste
esporte. Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
= O futebol é um esporte de que o povo gosta muito. secoes/morf/morf42.php>

30
Colocação Pronominal • Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo:
Quando eu avisar, silenciem-se todos.
Colocação Pronominal trata da correta colocação dos • Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal: Não
pronomes oblíquos átonos na frase. era minha intenção machucá-la.
• Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não se
inicia período com pronome oblíquo).
#FicaDica Vou-me embora agora mesmo.
Pronome Oblíquo é aquele que exerce a Levanto-me às 6h.
função de complemento verbal (objeto). Por
isso, memorize: • Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo
OBlíquo = OBjeto! no concurso, mudo-me hoje mesmo!
• Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a
proposta fazendo-se de desentendida.
Embora na linguagem falada a colocação dos pronomes
não seja rigorosamente seguida, algumas normas devem ser Colocação pronominal nas locuções verbais
observadas na linguagem escrita.
• Após verbo no particípio = pronome depois do
Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo. A verbo auxiliar (e não depois do particípio):
próclise é usada: Tenho me deliciado com a leitura!
Eu tenho me deliciado com a leitura!
• Quando o verbo estiver precedido de palavras que Eu me tenho deliciado com a leitura!
atraem o pronome para antes do verbo. São elas:
A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém, • Não convém usar hífen nos tempos compostos e
jamais, etc.: Não se desespere! nas locuções verbais:
B) Advérbios: Agora se negam a depor. Vamos nos unir!
C) Conjunções subordinativas: Espero que me expliquem Iremos nos manifestar.
tudo!
D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se
• Quando há um fator para próclise nos tempos
esforçou.
compostos ou locuções verbais: opção pelo uso
E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportunidade.
F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito.
do pronome oblíquo “solto” entre os verbos =
Não vamos nos preocupar (e não: “não nos vamos
• Orações iniciadas por palavras interrogativas: Quem lhe preocupar”).
disse isso?
• Orações iniciadas por palavras exclamativas: Quanto se Emprego de o, a, os, as
ofendem!
• Orações que exprimem desejo (orações optativas): Que • Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os
Deus o ajude. pronomes: o, a, os, as não se alteram.
• A próclise é obrigatória quando se utiliza o pronome Chame-o agora.
reto ou sujeito expresso: Eu lhe entregarei o material Deixei-a mais tranquila.
amanhã. / Tu sabes cantar?
• Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes
Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos:
verbo. A mesóclise é usada: (Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.
Quando o verbo estiver no futuro do presente ou • Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em,
futuro do pretérito, contanto que esses verbos não estejam
ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se para
precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos:
no, na, nos, nas.
Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em prol
da paz no mundo.
Chamem-no agora.
Repare que o pronome está “no meio” do verbo Põe-na sobre a mesa.
“realizará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma
palavra que justificasse o uso da próclise, esta prevaleceria.
#FicaDica
Veja: Não se realizará...
LÍNGUA PORTUGUESA

Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que significa
nessa viagem. “antes”! Pronome antes do verbo!
(com presença de palavra que justifique o uso de próclise: Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/ (end, em
Não fossem os meus compromissos, EU te acompanharia Inglês – que significa “fim, final!). Pronome depois do
verbo!
nessa viagem).
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do verbo
Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo.
A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não
forem possíveis:

31
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS B) Substantivos Concretos e Abstratos

SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa B.1 Substantivo Concreto: é aquele que designa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. o ser que existe, independentemente de outros
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar seres.
- Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010. Observação:
Os substantivos concretos designam seres do mundo
SITE real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
Disponível em: <http://www.portugues.com.br/ Brasília.
gramatica/colocacao-pronominal-.html> Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma.

9. SUBSTANTIVO B.2 Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres


que dependem de outros para se manifestarem ou existirem.
Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, Por exemplo: a beleza não existe por si só, não pode ser
as quais denominam todos os seres que existem, sejam reais observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa
ou imaginários. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para
substantivos também nomeiam: se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo
• lugares: Alemanha, Portugal abstrato.
• sentimentos: amor, saudade Os substantivos abstratos designam estados, qualidades,
• estados: alegria, tristeza ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser
• qualidades: honestidade, sinceridade abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado),
• ações: corrida, pescaria rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento).

Morfossintaxe do substantivo • Substantivos Coletivos


Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
Nas orações, geralmente o substantivo exerce funções abelha, mais outra abelha.
diretamente relacionadas com o verbo: atua como núcleo Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
do sujeito, dos complementos verbais (objeto direto ou Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
indireto) e do agente da passiva, podendo, ainda, funcionar
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi
núcleo do predicativo do sujeito, do objeto ou como núcleo necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
do vocativo. Também encontramos substantivos como mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram-se duas
núcleos de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais palavras no plural. No terceiro, empregou-se um substantivo
- quando essas funções são desempenhadas por grupos de no singular (enxame) para designar um conjunto de seres da
palavras. mesma espécie (abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Classificação dos Substantivos Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que,
mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres
A) Substantivos Comuns e Próprios da mesma espécie.

Observe a definição:
Substantivo coletivo Conjunto de:
Cidade: s.f. 1. Povoação maior que vila, com muitas casas assembleia pessoas reunidas
e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a alcateia lobos
sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em
oposição aos bairros). acervo livros
trechos literários
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas antologia
selecionados
e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada
arquipélago ilhas
cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo
comum. banda músicos
bando desordeiros ou malfeitores
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
banca examinadores
LÍNGUA PORTUGUESA

uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,


homem, mulher, país, cachorro. batalhão soldados
Estamos voando para Barcelona. cardume peixes
caravana viajantes peregrinos
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da
espécie cidade. Barcelona é um substantivo próprio – aquele cacho frutas
que designa os seres de uma mesma espécie de forma cancioneiro canções, poesias líricas
particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.

32
colmeia abelhas A.1 Substantivo Simples: é aquele formado por um
único elemento.
concílio bispos Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja
congresso parlamentares, cientistas agora: O substantivo guarda-chuva é formado por
atores de uma peça ou dois elementos (guarda + chuva). Esse substantivo
elenco é composto.
filme
esquadra navios de guerra
A.2 Substantivo Composto: é aquele formado por
enxoval roupas dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija-
falange soldados, anjos flor, passatempo.
fauna animais de uma região
B) Substantivos Primitivos e Derivados
feixe lenha, capim
B.1 Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva
flora vegetais de uma região de nenhuma outra palavra da própria língua
frota navios mercantes, ônibus portuguesa. O substantivo limoeiro, por exemplo, é
girândola fogos de artifício derivado, pois se originou a partir da palavra limão.
B.2 Substantivo Derivado: é aquele que se origina
horda bandidos, invasores de outra palavra.
médicos, bois, credores,
junta
examinadores Flexão dos substantivos
júri jurados
O substantivo é uma classe variável. A palavra é
legião soldados, anjos, demônios
variável quando sofre flexão (variação). A palavra menino,
leva presos, recrutas por exemplo, pode sofrer variações para indicar:
malta malfeitores ou desordeiros Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo:
manada búfalos, bois, elefantes, meninão / Diminutivo: menininho
matilha cães de raça
A) Flexão de Gênero
molho chaves, verduras Gênero é um princípio puramente linguístico, não
multidão pessoas em geral devendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz
insetos (gafanhotos, respeito a todos os substantivos de nossa língua,
nuvem quer se refiram a seres animais providos de sexo,
mosquitos, etc.)
quer designem apenas “coisas”: o gato/a gata; o
penca bananas, chaves banco, a casa.
pinacoteca pinturas, quadros Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino
quadrilha ladrões, bandidos e feminino. Pertencem ao gênero masculino os
substantivos que podem vir precedidos dos artigos
ramalhete flores
o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
rebanho ovelhas O velho e o mar
peças teatrais, obras Um Natal inesquecível
repertório
musicais Os reis da praia
réstia alhos ou cebolas
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que
romanceiro poesias narrativas
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
revoada pássaros A história sem fim
sínodo párocos Uma cidade sem passado
talha lenha As tartarugas ninjas
tropa muares, soldados Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
turma estudantes, trabalhadores
vara porcos 1.Substantivos Biformes (= duas formas):
apresentam uma forma para cada gênero: gato –
gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito -
LÍNGUA PORTUGUESA

Formação dos Substantivos


prefeita
A) Substantivos Simples e Compostos 2. Substantivos Uniformes: apresentam uma única
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre forma, que serve tanto para o masculino quanto
a terra. para o feminino. Classificam-se em:
O substantivo chuva é formado por um único
elemento ou radical. É um substantivo simples. A) Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo
se faz mediante a utilização das palavras “macho”

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e “fêmea”: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
macho e o jacaré fêmea.
B) Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes Epicenos:
a pessoas de ambos os sexos: a criança, a teste- Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
munha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o in-
divíduo. Não é possível saber o sexo do jacaré em questão.
C) Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros: Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma
indicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o forma para indicar o masculino e o feminino.
colega e a colega, o doente e a doente, o artista e Alguns nomes de animais apresentam uma só forma
a artista. para designar os dois sexos. Esses substantivos são
chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando
Substantivos de origem grega terminados em ema houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se
ou oma são masculinos: o fonema, o poema, o sistema, o palavras macho e fêmea.
sintoma, o teorema. A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
• Existem certos substantivos que, variando de gêne-
ro, variam em seu significado: Sobrecomuns:
Entregue as crianças à natureza.
o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz); o cabeça
(líder) e a cabeça (parte do corpo); o capital (di- A palavra crianças se refere tanto a seres do sexo
nheiro) e a capital (cidade); o coma (sono mórbido) masculino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse
e a coma (cabeleira, juba); o lente (professor) e a caso, nem o artigo nem um possível adjetivo permitem
lente (vidro de aumento); o moral (estado de espí- identificar o sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
rito) e a moral (ética; conclusão); o praça (soldado A criança chorona chamava-se João.
raso) e a praça (área pública); o rádio (aparelho re- A criança chorona chamava-se Maria.
ceptor) e a rádio (estação emissora).
Outros substantivos sobrecomuns:
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma
boa criatura.
Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de
- aluna. Marcela faleceu
• Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a
ao masculino: freguês - freguesa Comuns de Dois Gêneros:
• Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
de três formas:
1. troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
2. troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma
3. troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme.
Exceções: barão – baronesa, ladrão - ladra, sultão - A distinção de gênero pode ser feita através da
sultana análise do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o
substantivo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante;
• Substantivos terminados em -or: um jovem - uma jovem; artista famoso - artista famosa;
acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora repórter francês - repórter francesa
troca-se -or por -triz: = imperador – imperatriz
A palavra personagem é usada indistintamente
• Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: côn- nos dois gêneros. Entre os escritores modernos nota-
sul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa se acentuada preferência pelo masculino: O menino
/ duque - duquesa / conde - condessa / profeta - descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
profetisa carochinha.
• Substantivos que formam o feminino trocando o -e Com referência à mulher, deve-se preferir o feminino:
final por -a: elefante - elefanta O problema está nas mulheres de mais idade, que não
• Substantivos que têm radicais diferentes no mascu- aceitam a personagem.
lino e no feminino: bode – cabra / boi - vaca
LÍNGUA PORTUGUESA

• Substantivos que formam o feminino de maneira Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
especial, isto é, não seguem nenhuma das regras fotográfico Ana Belmonte.
anteriores: czar – czarina, réu - ré
Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó
(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o
maracajá, o clã, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o
proclama, o pernoite, o púbis.

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Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, Exceção: cânon - cânones.
a cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a
libido, a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa). Os substantivos terminados em “m” fazem o plural
em “ns”: homem - homens.
São geralmente masculinos os substantivos de origem Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilograma, pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, Atenção:
o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o O plural de caráter é caracteres.
tracoma, o hematoma.
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-
se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais;
Gênero dos Nomes de Cidades - Com raras exceções, caracol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males,
nomes de cidades são femininos: A histórica Ouro Preto. / cônsul e cônsules.
A dinâmica São Paulo. / A acolhedora Porto Alegre. / Uma Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de
Londres imensa e triste. duas maneiras:
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. 1. Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
2. Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
Gênero e Significação
Observação:
Muitos substantivos têm uma significação no A palavra réptil pode formar seu plural de duas
masculino e outra no feminino. Observe: maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de
frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão), duas maneiras:
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou
proibição de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (parte do 1. Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
corpo), o cisma (separação religiosa, dissidência), a cisma acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses
(ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzenta), 2. Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam
a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinheiro), invariáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
(cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro), Os substantivos terminados em “ão” fazem o plural
a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado de três maneiras.
na administração da crisma e de outros sacramentos),
a crisma (sacramento da confirmação), o cura (pároco), 1. substituindo o -ão por -ões: ação - ações
a cura (ato de curar), o estepe (pneu sobressalente), a 2. substituindo o -ão por -ães: cão - cães
estepe (vasta planície de vegetação), o guia (pessoa que 3. substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
guia outras), a guia (documento, pena grande das asas
das aves), o grama (unidade de peso), a grama (relva), Observação:
o caixa (funcionário da caixa), a caixa (recipiente, setor Muitos substantivos terminados em “ão” apresentam
de pagamentos), o lente (professor), a lente (vidro de dois – e até três – plurais:
aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade, bons aldeão – aldeões/aldeães/aldeãos ancião –
costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a anciões/anciães/anciãos
nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva charlatão – charlatões/charlatães corrimão –
a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o corrimãos/corrimões
pala (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, guardião – guardiões/guardiães vilão – vilãos/
anteparo), o rádio (aparelho receptor), a rádio (emissora), vilões/vilães
o voga (remador), a voga (moda).
Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis:
B) Flexão de Número do Substantivo o látex - os látex.
Em português, há dois números gramaticais: o
singular, que indica um ser ou um grupo de seres, Plural dos Substantivos Compostos
e o plural, que indica mais de um ser ou grupo de
LÍNGUA PORTUGUESA

seres. A característica do plural é o “s” final. A formação do plural dos substantivos compostos
depende da forma como são grafados, do tipo de
Plural dos Substantivos Simples palavras que formam o composto e da relação que
estabelecem entre si. Aqueles que são grafados sem
Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e hífen comportam-se como os substantivos simples:
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã – aguardente/aguardentes, girassol/girassóis, pontapé/
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). pontapés, malmequer/malmequeres.

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O plural dos substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
Algumas orientações são dadas a seguir:

A) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:


substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

B) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de:


verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

C) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de:


substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba-relógio - bombas-relógio, homem-rã - homens-rã, peixe-espada -
peixes-espada.

D) Permanecem invariáveis, quando formados de:


verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.

Plural das Palavras Substantivadas

As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural,
as flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.

Observação:
Numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não variam no plural: Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
Plural dos Diminutivos

Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e acrescenta-se o sufixo diminutivo.

pãe(s) + zinhos = pãezinhos


animai(s) + zinhos = animaizinhos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos
LÍNGUA PORTUGUESA

colhere(s) + zinhas = colherezinhas


flore(s) + zinhas = florezinhas
mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
funi(s) + zinhos = funizinhos

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túnei(s) + zinhos = tuneizinhos norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames,
pai(s) + zinhos = paizinhos as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
pé(s) + zinhos = pezinhos Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
pé(s) + zitos = pezitos singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade,
bom nome) e honras (homenagem, títulos).
Plural dos Nomes Próprios Personativos Usamos, às vezes, os substantivos no singular, mas
com sentido de plural: Aqui morreu muito negro.
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
sempre que a terminação preste-se à flexão. improvisadas.
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres. C) Flexão de Grau do Substantivo

Plural dos Substantivos Estrangeiros Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
as variações de tamanho dos seres.
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser
escritos como na língua original, acrescentando-se “s” Classifica-se em:
(exceto quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os
shorts, os jazz. 1. Grau Normal - Indica um ser de tamanho
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de considerado normal. Por exemplo: casa
acordo com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, 2. Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
os jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, os do ser. Classifica-se em:
réquiens. Analítico = o substantivo é acompanhado de um
Observe o exemplo: Este jogador faz gols toda vez que adjetivo que indica grandeza. Por exemplo: casa
joga. grande.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo
indicador de aumento. Por exemplo: casarão.
Plural com Mudança de Timbre
3. Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
Certos substantivos formam o plural com mudança de do ser. Pode ser:
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
fonético chamado metafonia (plural metafônico). que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo
Singular Plural indicador de diminuição. Por exemplo: casinha.
Corpo (ô) Corpos (ó)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Esforço Esforços
Fogo Fogos SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Forno Fornos
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Fosso Fossos Cochar. Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform.
Imposto Impostos – São Paulo: Saraiva, 2010.
Olho Olhos CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Osso (ô) Ossos (ó) Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
Ovo Ovos São Paulo: Saraiva, 2002.
Poço Poços
SITE
Porto Portos
Posto Postos Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
Tijolo Tijolos secoes/morf/morf12.php>

10. VERBO
LÍNGUA PORTUGUESA

Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,


esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, número,
Observação: tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal dá-se o
Distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de nome de conjugação (por isso também se diz que verbo
molho (ó) = feixe (molho de lenha). é a palavra que pode ser conjugada). Pode indicar, entre
outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenômeno
Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o (choverá); ocorrência (nascer); desejo (querer).

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Estrutura das Formas Verbais

Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar os seguintes elementos:

A) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical
fal-)

B) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r. São
três as conjugações:
1.ª - Vogal Temática - A - (falar), 2.ª - Vogal Temática - E - (vender), 3.ª - Vogal Temática - I - (partir).

C) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: falávamos ( indica
o pretérito imperfeito do indicativo) / falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo) w

D) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso (1.ª, 2.ª ou 3.ª) e o número (singular ou
plural): falamos (indica a 1.ª pessoa do plural.) / falavam (indica a 3.ª pessoa do plural.)

FIQUE ATENTO!
O verbo pôr, assim como seus derivados (compor, repor, depor), pertencem à 2.ª conjugação, pois
a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver desaparecido do infinitivo,
revela-se em algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc.

Formas Rizotônicas e Arrizotônicas

Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos
com facilidade que nas formas rizotônicas o acento tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, amo, por exemplo. Nas
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim na terminação verbal (fora do radical): opinei, aprenderão,
amaríamos.

Classificação dos Verbos

Classificam-se em:

A) Regulares: são aqueles que apresentam o radical inalterado durante a conjugação e desinências idênticas às de todos
os verbos regulares da mesma conjugação. Por exemplo: comparemos os verbos “cantar” e “falar”, conjugados no
presente do Modo Indicativo:

Canto Falo
Cantas Falas
Canta Falas
Cantamos Falamos
Cantais Falais

#FicaDica
Observe que, retirando os radicais, as desinências modo-temporal e número-pessoal
mantiveram-se idênticas. Tente fazer com outro verbo e perceberá que se repetirá o fato
(desde que o verbo seja da primeira conjugação e regular!). Faça com o verbo “andar”, por
exemplo. Substitua o radical “cant” e coloque o “and” (radical do verbo andar). Viu? Fácil!

B) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências: faço, fiz, farei, fizesse.
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação:
Alguns verbos sofrem alteração no radical apenas para que seja mantida a sonoridade. É o caso de: corrigir/
corrijo, fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo. Tais alterações não caracterizam irregularidade, porque o fonema
permanece inalterado.

C) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa. Os principais são adequar, precaver, computar,
reaver, abolir, falir.

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D) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito e, Principais verbos unipessoais:
normalmente, são usados na terceira pessoa do
singular. Os principais verbos impessoais são: • Cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
ser (preciso, necessário):
1. Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos
realizar-se ou fazer (em orações temporais). bastante)
Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia = Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover)
Existiam) É preciso que chova. (Sujeito: que chova)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão) • Fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo,
Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz) seguidos da conjunção que.
Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei
2. Fazer, ser e estar (quando indicam tempo) à Europa)
Faz invernos rigorosos na Europa. Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a
Era primavera quando o conheci. vejo. (Sujeito: que não a vejo)
Estava frio naquele dia.
F) Abundantes: são aqueles que possuem duas ou
3. Todos os verbos que indicam fenômenos da mais formas equivalentes, geralmente no particípio,
natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, em que, além das formas regulares terminadas em
trovejar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas
se constrói, “Amanheci cansado”, usa-se o verbo (particípio irregular).
“amanhecer” em sentido figurado. Qualquer verbo O particípio regular (terminado em “–do”) é utilizado
impessoal, empregado em sentido figurado, deixa na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; o irregular
de ser impessoal para ser pessoal, ou seja, terá é empregado na voz passiva, ou seja, com os verbos ser,
conjugação completa. ficar e estar. Observe:
Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) Particípio Particípio
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) Infinitivo
Regular Irregular
Aceitar Aceitado Aceito
4. O verbo passar (seguido de preposição), indicando
tempo: Já passa das seis. Acender Acendido Aceso
Anexar Anexado Anexo
5. Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
Benzer Benzido Bento
“de”, indicando suficiência:
Basta de tolices. Corrigir Corrigido Correto
Chega de promessas. Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
6. Os verbos estar e ficar em orações como “Está bem,
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal”, sem Envolver Envolvido Envolto
referência a sujeito expresso anteriormente (por Imprimir Imprimido Impresso
exemplo: “ele está mal”). Podemos, nesse caso, Inserir Inserido Inserto
classificar o sujeito como hipotético, tornando-se,
tais verbos, pessoais. Limpar Limpado Limpo
Matar Matado Morto
7. O verbo dar + para da língua popular, equivalente Misturar Misturado Misto
de “ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo. Morrer Morrido Morto
Dá para me arrumar uma apostila? Murchar Murchado Murcho
Pegar Pegado Pego
E) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito,
Romper Rompido Roto
conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do
singular e do plural. São unipessoais os verbos Soltar Soltado Solto
constar, convir, ser (= preciso, necessário) e todos os
LÍNGUA PORTUGUESA

Suspender Suspendido Suspenso


que indicam vozes de animais (cacarejar, cricrilar,
Tingir Tingido Tinto
miar, latir, piar).
Vagar Vagado Vago
Os verbos unipessoais podem ser usados como
verbos pessoais na linguagem figurada: Estes verbos e seus derivados possuem, apenas, o
Teu irmão amadureceu bastante. particípio irregular: abrir/aberto, cobrir/coberto, dizer/
O que é que aquela garota está cacarejando? dito, escrever/escrito, pôr/posto, ver/visto, vir/vindo.

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G) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Existem apenas dois: ser (sou, sois,
fui) e ir (fui, ia, vades).

H) Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal
(aquele que exprime a ideia fundamental, mais importante), quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa
das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar todos!


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora!


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Observação:
Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Fut. do
Presente Pret. Perfeito Pret. Imp. Pret. mais-que-perf. Fut.do Pres.
Pretérito
Sou Fui Era Fora Serei Seria
És Foste Eras Foras Serás Serias
É Foi Era Fora Será Seria
Somos Fomos Éramos Fôramos Seremos Seríamos
Sois Fostes Éreis Fôreis Sereis Seríeis
São Foram Eram Foram Serão Seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês
LÍNGUA PORTUGUESA

40
SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-q-perf. Fut.doPres Fut.do Preté
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR Modo Subjuntivo – Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


hei houve havia houvera haverei haveria
LÍNGUA PORTUGUESA

hás houveste havias houveras haverás haverias


há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

41
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


ja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

I) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já
implícita no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja:
LÍNGUA PORTUGUESA

• Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a
reflexibilidade já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula
integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de

42
reforço da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
verbo. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo (forma simples) ou no passado (forma composta). Por
e respectivos pronomes): exemplo:
Eu me arrependo, Tu te arrependes, Ele se arrepende, É preciso ler este livro.
Nós nos arrependemos, Vós vos arrependeis, Eles se Era preciso ter lido este livro.
arrependem
A.2 Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às
• Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos três pessoas do discurso. Na 1.ª e 3.ª pessoas do singular,
em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre não apresenta desinências, assumindo a mesma forma do
o objeto representado por pronome oblíquo da impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma 2.ª pessoa do singular: Radical + ES = teres (tu)
ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os 1.ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós)
verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e 2.ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós)
indiretos podem ser conjugados com os pronomes 3.ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles)
mencionados, formando o que se chama voz Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
reflexiva. Por exemplo: A garota se penteava.
B) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva adjetivo ou advérbio. Por exemplo:
pode ser exercida também sobre outra pessoa: A garota Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de
penteou-me. advérbio)
Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo)
Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação
função sintática. em curso; na forma composta (2), uma ação concluída:
Há verbos que também são acompanhados Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro.
de pronomes oblíquos átonos, mas que não são Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro.
essencialmente pronominais - são os verbos reflexivos.
Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se Quando o gerúndio é vício de linguagem
encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, exercem (gerundismo), ou seja, uso exagerado e inadequado do
funções sintáticas. Por exemplo: gerúndio:
Eu me feri. = Eu (sujeito) – 1.ª pessoa do singular; me 1. Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando
(objeto direto) – 1.ª pessoa do singular futebol.
2. – Sim, senhora! Vou estar verificando!
Modos Verbais
Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequada,
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pois transmite a ideia de uma ação que ocorre no
pelo verbo na expressão de um fato certo, real, verdadeiro. momento da outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que
Existem três modos: a locução verbal “vou estar verificando” refere-se a um
A) Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu futuro em andamento, exigindo, no caso, a construção
estudo para o concurso. “verificarei” ou “vou verificar”.
B) Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade:
Talvez eu estude amanhã. C) Particípio: quando não é empregado na formação
C) Imperativo - indica uma ordem, um pedido: dos tempos compostos, o particípio indica, geralmente,
Estude, colega! o resultado de uma ação terminada, flexionando-se
em gênero, número e grau. Por exemplo: Terminados os
Formas Nominais exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a
formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, função de adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas pela turma.
nominais. Observe:

A) Infinitivo
LÍNGUA PORTUGUESA

A.1 Impessoal: exprime a significação do verbo de


modo vago e indefinido, podendo ter valor e
função de substantivo. Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= (Ziraldo)
combate à)

43
Tempos Verbais

Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
tempos.

A) Tempos do Modo Indicativo


Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele
estudou as lições ontem à noite.
Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já estudara as lições
quando os amigos chegaram. (forma simples).
Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.
Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se ele
pudesse, estudaria um pouco mais.

B) Tempos do Modo Subjuntivo


Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse o jogo.
Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.

FIQUE ATENTO!
Há casos em que formas verbais de um determinado tempo podem ser utilizadas para indicar outro.
Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil.
descobre = forma do presente indicando passado ( = descobrira/descobriu)
No próximo final de semana, faço a prova!
faço = forma do presente indicando futuro ( = farei)

Tabelas das Conjugações Verbais

Modo Indicativo

Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo


LÍNGUA PORTUGUESA

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

44
Pretérito mais-que-perfeito

3.ª conjugação
1.ª conjugação 2.ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1.ª/2.ª e 3.ª conj
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
LÍNGUA PORTUGUESA

cantarIAS venderIAS partirIAS


cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

45
Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1.ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2.ª e 3.ª conjugação).

Desinên. Pessoal Des. tem


1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des.temporal
1.ª conj. 2.ª/3.ª conj.poral
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

Des.temporal
1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

Des.temporal
1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
LÍNGUA PORTUGUESA

cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS


cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM partiREM R EM

46
C) Modo Imperativo Elas parece gostarem de você. (verbo com sujeito
oracional, correspondendo à construção: parece gostarem
Imperativo Afirmativo de você).

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do • O verbo pegar possui dois particípios (regular e
presente do indicativo a 2.ª pessoa do singular (tu) e a irregular):
segunda pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. Elvis tinha pegado minhas apostilas.
As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do Minhas apostilas foram pegas.
subjuntivo. Veja:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Presente do Imperativo Presente do
Indicativo Afirmativo Subjuntivo SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Eu canto - Que eu cante CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Tu cantas CantA tu Que tu cantes Cochar - Português linguagens: volume 2. – 7.ª ed. Reform.
Ele canta Cante você Que ele cante – São Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.] - Português: novas palavras:
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
literatura, gramática, redação. – São Paulo: FTD, 2000.
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem SITE

Imperativo Negativo Disponível em: http://www.soportugues.com.br/


secoes/morf/morf54.php
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar
a negação às formas do presente do subjuntivo. Vozes do Verbo

Dá-se o nome de voz à maneira como se apresenta a


Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, indicando
Que eu cante - se este é paciente ou agente da ação. Importante lembrar
Que tu cantes Não cantes tu que voz verbal não é flexão, mas aspecto verbal. São três
as vozes verbais:
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós A) Ativa = quando o sujeito é agente, isto é, pratica a
Que vós canteis Não canteis vós ação expressa pelo verbo:
Que eles cantem Não cantem eles Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)
• No modo imperativo não faz sentido usar na 3.ª
pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma B) Passiva = quando o sujeito é paciente, recebendo
ordem, pedido ou conselho só se aplicam diretamente à a ação expressa pelo verbo:
pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/ O trabalho foi feito por ele.
vocês. sujeito paciente ação agente da passiva
• O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente:
sê (tu), sede (vós). C) Reflexiva = quando o sujeito é, ao mesmo tempo,
agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação:
Infinitivo Pessoal O menino feriu-se.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


#FicaDica
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir Não confundir o emprego reflexivo do verbo
com a noção de reciprocidade:
cantarES venderES partirES
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
LÍNGUA PORTUGUESA

cantar vender partir Nós nos amamos. (um ama o outro)


cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES Formação da Voz Passiva
cantarEM venderEM partirEM
A voz passiva pode ser formada por dois processos:
• O verbo parecer admite duas construções: analítico e sintético.
Elas parecem gostar de você. (forma uma locução verbal)

47
A) Voz Passiva Analítica = Constrói-se da seguinte A apostila foi comprada pelo concurseiro.
maneira: (Voz Passiva)
Verbo SER + particípio do verbo principal. Por Sujeito da Passiva Agente da Passiva
exemplo:
A escola será pintada pelos alunos. (na ativa teríamos: Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva;
os alunos pintarão a escola) o sujeito da ativa passará a agente da passiva, e o
O trabalho é feito por ele. (na ativa: ele faz o trabalho) verbo ativo assumirá a forma passiva, conservando
o mesmo tempo.
Observações: Os mestres têm constantemente aconselhado os
alunos.
• O agente da passiva geralmente é acompanhado Os alunos têm sido constantemente aconselhados
da preposição por, mas pode ocorrer a construção pelos mestres.
com a preposição de. Por exemplo: A casa ficou cer- Eu o acompanharei.
cada de soldados. Ele será acompanhado por mim.

• Pode acontecer de o agente da passiva não estar Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado,
explícito na frase: A exposição será aberta amanhã. não haverá complemento agente na passiva. Por
exemplo: Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
• A variação temporal é indicada pelo verbo auxi- Com os verbos neutros (nascer, viver, morrer, dormir,
liar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a acordar, sonhar, etc.) não há voz ativa, passiva ou
transformação das frases seguintes: reflexiva, porque o sujeito não pode ser visto como
agente, paciente ou agente paciente.
Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do Indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (verbo ser no pretérito REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
perfeito do Indicativo, assim como o verbo
principal da voz ativa) SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
O trabalho é feito por ele. (ser no presente do char - Português linguagens: volume 2. – 7.ª ed. Reform.
indicativo) – São Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
Ele fará o trabalho. (futuro do presente) literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
SITE
• Nas frases com locuções verbais, o verbo SER as-
sume o mesmo tempo e modo do verbo principal Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
da voz ativa. Observe a transformação da frase se- secoes/morf/morf54.php>
guinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) EXERCÍCIOS COMENTADOS
B) Voz Passiva Sintética = A voz passiva sintética -
ou pronominal - constrói-se com o verbo na 3.ª 1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
pessoa, seguido do pronome apassivador “se”. Por CESGRANRIO-2018)
exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso. O ano da esperança
Destruiu-se o velho prédio da escola.
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de
Observação: amigos desempregados. E pedidos de empréstimos. Um
O agente não costuma vir expresso na voz passiva atrás do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações
sintética. de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o
dinheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava,
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva com a consciência de que era uma doação. A situação
LÍNGUA PORTUGUESA

foi piorando. Os argumentos também. No início era para


Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar pagar a escola do filho. Depois vieram as mães e avós
substancialmente o sentido da frase. doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso.
Ajudava um rapaz, que não conheço pessoalmente.
O concurseiro comprou a apostila. (Voz Ativa) Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a
Sujeito da Ativa objeto Direto fisioterapia. Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas
internações, remédios. A situação piorando, eu já

48
estava encomendando missa de sétimo dia. Falei com ção de notícias falsas é grave e muito atual.
um amigo médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se
caso gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia para um sentimento generalizado de reprovação à prática
a consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se de divulgação de inverdades.
consultava ou eu não ajudava mais. d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Ale-
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita manha não aplica-se aos sites e redes sociais com me-
de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca nos de 2 milhões de membros.
conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais
na história. Só que esse rapaz havia perdido o emprego após
eficaz para que adote-se a conduta correta em relação
o suposto acidente. Foi por isso que me deixei enganar. Mas,
à reputação das celebridades.
ao perder salário, muita gente perde também a vergonha.
Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas buscam vagas
Resposta: Letra C
nos mercados em expansão. Se a indústria automobilística
Em “a”: Os jornais noticiaram que alguns países mobili-
vai bem, é lá que vão trabalhar.
zam-se = se mobilizam
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos
Em “b”: Para criar leis eficientes no combate aos boatos,
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir.
sempre deve-se = sempre se deve
Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de velhos?
Em “c”: Entre os numerosos usuários da internet, consta-
Todos pedem que a gente tenha uma nova consciência para
ta-se um sentimento = correta
votar. Como? Num mundo em que as notícias são plantadas
Em “d”: Uma nova lei contra as fake news promulgada na
pela internet, em que muitos sites servem a qualquer
Alemanha não aplica-se = não se aplica
mentira. Digo por mim. Já contaram cada história a meu
Em “e”: Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo
respeito que nem sei o que dizer. Já inventaram casos de
mais eficaz para que adote-se = que se adote
amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. Depois todo
mundo me pergunta por que isso ou aquilo não aconteceu
3. (ALERJ-RJ – ESPECIALISTA LEGISLATIVO –
na novela. Se mudei a trama. Respondo: — Nunca foi para
ARQUITETURA – FGV-2017-ADAPTADA) Se
acontecer. Era mentira da internet.
substituíssemos os complementos dos verbos abaixo por
Duvidam. Acham que estou mentindo.
pronomes pessoais oblíquos enclíticos, a única forma
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez.
INADEQUADA seria:
2017, p.97. Adaptado.
a) impregna a vida cotidiana / impregna-a;
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação
b) entender os debates / entendê-los;
do pronome átono em destaque está de acordo com a
c) ganha destaque / ganha-o;
norma-padrão da língua portuguesa. O mesmo ocorre em:
d) supõe um conhecimento / supõe-lo;
e) marcaram sua história / marcaram-na.
a) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
b) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
Resposta: Letra D
c) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.
Em “a”: impregna a vida cotidiana / impregna-a = correta
d) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo.
Em “b”: entender os debates / entendê-los = correta
e) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz.
Em “c”: ganha destaque / ganha-o = correta
Em “d”: supõe um conhecimento / supõe-lo = supõe-no
Resposta: Letra A
Em “e”: marcaram sua história / marcaram-na = correta
Em “a”: Não se perde = correta (advérbio atrai o pronome
= próclise)
4. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL –
Em “b”: Perderia-se = verbo no futuro do pretérito: per-
VUNESP-2014) Considerando-se o uso do pronome e a
der-se-ia (mesóclise)
colocação pronominal, a expressão em destaque no trecho
Em “c”: O dinheiro e o amigo tinham perdido-se = tinham
– ... que cercam o sentido da existência humana... – está
se perdido
corretamente substituída pelo pronome, de acordo com a
Em “d”: Se perdeu = não se inicia período com pronome
oblíquo/partícula apassivadora (Perdeu-se) norma-padrão da língua portuguesa, na alternativa:
Em “e”: Se o amigo que perdeu-se = o “que” atrai o pro-
nome (próclise): que se perdeu a) ... que cercam-lo...
b) ... que cercam-no...
2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – c)... que o cercam...
CESGRANRIO-2018) Segundo as exigências da norma- d) ... que lhe cercam...
padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi e) ... que cercam-lhe...
LÍNGUA PORTUGUESA

utilizado na posição correta em:


Resposta: Letra C
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se Correções à frente:
para combater a disseminação de notícias falsas nas Em “a”: que cercam-lo = o “que” atrai o pronome (que
redes sociais. o cercam)
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sem- Em “b”: que cercam-no = que o cercam (“no” está cor-
pre deve-se ter em mente que o problema de divulga- reta – caso não tivéssemos o “que”, pois, devido a sua
presença, teremos próclise, não ênclise)

49
Em “c”: que o cercam = correta Resposta: Letra D
Em “d”: que lhe cercam = a posição está correta, mas Contudo é uma conjunção adversativa (expressa opo-
o pronome está errado (“lhe” é para objeto indireto = sição). A substituição deve utilizar outra de mesma
a ele/ela) classificação, para que se mantenha a ideia do perío-
Em “e”: que cercam-lhe = que o cercam do. A correta é entretanto.

5. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2014) 8. (TRT 23.ª REGIÃO-MT - ANALISTA JUDICIÁRIO -


Considerando apenas as regras de regência e de colocação ÁREA ADMINISTRATIVA- FCC-2016)
pronominal da norma-padrão da língua portuguesa, a ... para quem Manoel de Barros era comparável a São
expressão destacada em – Ainda assim, 60% afirmam que Francisco de Assis...
raramente ou nunca têm informações sobre o impacto
ambiental do produto ou do comportamento da empresa. – O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que
pode ser corretamente substituída por o da frase acima está em:

a) ... nunca informam-se sob o impacto... a) Dizia-se um “vedor de cinema”...


b)... nunca se informam o impacto... b) Porque não seria certo ficar pregando moscas no es-
c) ... nunca informam-se ao impacto... paço...
d) ... nunca se informam do impacto... c) Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e
e)... nunca informam-se no impacto... Charles Baudelaire.
d) Quase meio século separa a estreia de Manoel de Bar-
Resposta: Letra D
ros na literatura...
Por eliminação: o advérbio “nunca” atrai o pronome,
e) ... para depois casá-las...
teremos próclise (nunca se). Ficamos com B e D. Ago-
ra vamos ao verbo: quem se informa, informa-se sobre
Resposta: Letra A
algo = precisa de preposição. A alternativa que tem pre-
posição presente é a D (do = de+o). Teremos: nunca se “Era” = verbo “ser” no pretérito imperfeito do Indicati-
informam do impacto. vo. Procuremos nos itens:
Em “a”, Dizia-se = pretérito imperfeito do Indicativo
6. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL – Em “b”, Porque não seria = futuro do pretérito do In-
VUNESP-2013) Considerando a substituição da expressão dicativo
em destaque por um pronome e as normas da colocação Em “c”, Na juventude, apaixonou-se = pretérito perfei-
pronominal, a oração – … que abrem a cabeça … – equivale, to do Indicativo
na norma-padrão da língua, a: Em “d”, Quase meio século separa = presente do In-
dicativo
a) que abrem-a. Em “e”, para depois casá-las = Infinitivo pessoal (casar
b) que abrem-na. elas)
c) que a abrem.
d) que lhe abrem. 9. (TRT 20.ª REGIÃO-SE - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC-2016)
e) que abrem-lhe.
Precisamos de um treinador que nos ajude a comer...
Resposta: Letra C O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que
Primeiramente: o “que” atrai o pronome oblíquo, então o sublinhado acima está também sublinhado em:
teremos que + pronome. Resta-nos identificar se o pro-
nome é objeto direto (a) ou indireto (lhe). Voltemos ao a) ... assim que conseguissem se virar sem as mães ou as
verbo: abrir. Quem abre, abre algo... abre o quê? Sem amas...
preposição! Portanto: objeto direto = que a abrem. b) Não é por acaso que proliferaram os coaches.
c) ... país que transformou a infância numa bilionária in-
7. (TST - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA APOIO dústria de consumo...
ESPECIALIZADO - ESPECIALIDADE MEDICINA DO d) E, mesmo que se esforcem muito...
TRABALHO – FCC/2012) Aos poucos, contudo, fui e) Hoje há algo novo nesse cenário.
chegando à constatação de que todo perfil de rede
social é um retrato ideal de nós mesmos. Resposta: Letra D
Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra que nos ajude = presente do Subjuntivo
alteração seja feita na frase, o elemento grifado pode ser Em “a”, que conseguissem = pretérito do Subjuntivo
LÍNGUA PORTUGUESA

substituído por: Em “b”, que proliferaram = pretérito perfeito (e tam-


bém mais-que-perfeito) do Indicativo
a) ademais. Em “c”, que transformou = pretérito perfeito do Indi-
b) conquanto. cativo
c) porquanto. Em “d”, que se esforcem = presente do Subjuntivo
d) entretanto. Em “e”, há algo novo nesse cenário = presente do In-
e) apesar. dicativo

50
10. (TRT 23.ª REGIÃO-MT - Técnico Judiciário – FCC- = presente do Indicativo
2016) Empregam-se todas as formas verbais de acordo com Em “d”, Pense rápido: = Imperativo
a norma culta na seguinte frase: Em “e”, É o que mostra também uma pesquisa = presente
do Indicativo
a) Para que se mantesse sua autenticidade, o documento
não poderia receber qualquer tipo de retificação. 12. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL –
b) Os documentos com assinatura digital disporam de algo- VUNESP-2014) Assinale a alternativa em que a palavra em
ritmos de criptografia que os protegeram. destaque na frase pertence à classe dos adjetivos (palavra
c) Arquivados eletronicamente, os documentos poderam que qualifica um substantivo).
contar com a proteção de uma assinatura digital.
d) Quem se propor a alterar um documento criptografado a) Existe grande confusão entre os diversos tipos de euta-
deve saber que comprometerá sua integridade. násia...
e) Não é possível fazer as alterações que convierem sem b)... o médico ou alguém causa ativamente a morte...
comprometer a integridade dos documentos. c) prolonga o processo de morrer procurando distanciar a
morte.
Resposta: Letra E d) Ela é proibida por lei no Brasil,...
Em “a”, Para que se mantesse (mantivesse) sua autenti- e) E como seria a verdadeira boa morte?
cidade, o documento não poderia receber qualquer tipo
de retificação. Resposta: Letra E
Em “b”, Os documentos com assinatura digital disporam Em “a”, Existe grande confusão = substantivo
(dispuseram) de algoritmos de criptografia que os pro- Em “b”, o médico ou alguém causa ativamente a morte
tegeram. = pronome
Em “c”, Arquivados eletronicamente, os documentos po- Em “c”, prolonga o processo de morrer procurando dis-
deram (puderam) contar com a proteção de uma assina- tanciar a morte = substantivo
tura digital. Em “d”, Ela é proibida por lei no Brasil = substantivo
Em “d”, Quem se propor (propuser) a alterar um docu- Em “e”, E como seria a verdadeira boa morte? = adjetivo
mento criptografado deve saber que comprometerá sua
integridade. 13. (PROCESSO SELETIVO INTERNO DA SECRETARIA
Em “e”, Não é possível fazer as alterações que convie- DE DEFESA SOCIAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO-PE –
rem sem comprometer a integridade dos documentos = SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR - FM-2010)
correta

11. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO -


SOLDADO PM 2.ª CLASSE – VUNESP/2017) Considere as
seguintes frases:

Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos.


Segundo, não memorize apenas por repetição.
Terceiro, rabisque!

Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos verbos


empregados nessas frases está em destaque em:

a) ... o acesso rápido e a quantidade de textos fazem com


que o cérebro humano não considere útil gravar esses
dados...
b) Na internet, basta um clique para vasculhar um sem- Disponível em: http://www.acharge.com.br/inde.htm
-número de informações. (acesso: 03/03/2010)
c) ... após discar e fazer a ligação, não precisamos mais
dele... A palavra “oposição”, da charge, é classificada
d) Pense rápido: qual o número de telefone da casa em morfologicamente como:
que morou quando era criança?
e) É o que mostra também uma pesquisa recente condu- a) Substantivo concreto.
zida pela empresa de segurança digital Kaspersky... b) Substantivo abstrato.
c) Substantivo coletivo.
LÍNGUA PORTUGUESA

Resposta: Letra D d) Substantivo próprio.


Os verbos das frases citadas estão no Modo Imperativo
e) Adjetivo.
(expressam ordem). Vamos aos itens:
Em “a”, ... o acesso rápido e a quantidade de textos fazem
Resposta: Letra B
= presente do Indicativo
O termo “oposição” é classificado – morfologicamente
Em “b”, Na internet, basta um clique = presente do
– como substantivo abstrato, pois não existe por si só
Indicativo
– depende de outro ser para “se concretizar”.
Em “c”, ... após discar e fazer a ligação, não precisamos

51
#FicaDica
EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE
Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou
A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo: Vou a
CRASE Campinas. = Volto de Campinas. (crase pra
quê?)
A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!)
idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a”
com o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos
pronomes demonstrativos – aquela(s), aquele(s), aquilo Quando o nome de lugar estiver especificado, ocor-
e com o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as rerá crase. Veja:
quais). Casos estes em que tal fusão encontra-se demar- Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo
cada pelo acento grave ( ` ): à(s), àquela, àquele, àquilo, que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
à qual, às quais. Irei à Salvador de Jorge Amado.
O uso do acento indicativo de crase está condiciona-
do aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s),
e nominal, mais precisamente ao termo regente e termo aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o termo
regido. Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome - regente exigir complemento regido da preposição “a”.
que exige complemento regido pela preposição “a”, e o Entregamos a encomenda àquela menina.
termo regido é aquele que completa o sentido do termo (preposição + pronome demonstrativo)
regente, admitindo a anteposição do artigo a(s). Iremos àquela reunião.
Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela (preposição + pronome demonstrativo)
contratada recentemente.
Após a junção da preposição com o artigo (destaca- Sua história é semelhante às que eu ouvia quando
dos entre parênteses), temos: criança. (àquelas que eu ouvia quando criança)
Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contra- (preposição + pronome demonstrativo)
tada recentemente.
O verbo referir, de acordo com sua transitividade, A letra “a” que acompanha locuções femininas (ad-
classifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos verbiais, prepositivas e conjuntivas) recebem o acento
referimos a alguém ou a algo. Houve a fusão da preposi- grave:
ção a + o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a +
o pronome demonstrativo aquela (àquela).  locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às
pressas, à vontade...
Observações importantes:  locuções prepositivas: à frente, à espera de, à pro-
cura de...
Alguns recursos servem de ajuda para que possamos  locuções conjuntivas: à proporção que, à medida
confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns: que.

 Substitui-se a palavra feminina por uma masculina Cuidado: quando as expressões acima não exercerem
equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a a função de locuções não ocorrerá crase. Repare:
crase está confirmada. Eu adoro a noite!
Os dados foram solicitados à diretora. Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro” requer
Os dados foram solicitados ao diretor. objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o “a” é artigo, não
 No caso de nomes próprios geográficos, substitui- preposição.
-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resul-
te na expressão “voltar da”, há a confirmação da Casos passíveis de nota:
crase.
Faremos uma visita à Bahia.  A crase é facultativa diante de nomes próprios fe-
Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada) mininos: Entreguei o caderno a (à) Eliza.
 Também é facultativa diante de pronomes posses-
Não me esqueço da viagem a Roma. sivos femininos: O diretor fez referência a (à) sua
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos ja- empresa.
LÍNGUA PORTUGUESA

mais vividos.  Facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja


ficará aberta até as (às) dezoito horas.
Nas situações em que o nome geográfico se apresen-  Constata-se o uso da crase se as locuções prepo-
tar modificado por um adjunto adnominal, a crase está sitivas à moda de, à maneira de apresentarem-se
confirmada. implícitas, mesmo diante de nomes masculinos:
Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à
praias. moda de Luís XV)

52
 Não se efetiva o uso da crase diante da locução Os livros foram entregues a mim.
adverbial “a distância”: Na praia de Copacabana, Dei a ela a merecida recompensa.
observamos a queima de fogos a distância.
 Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos
Entretanto, se o termo vier determinado, teremos à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o
uma locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O pedes- uso da crase está confirmado no “a” que os antece-
tre foi arremessado à distância de cem metros. de, no caso de o termo regente exigir a preposição.
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia.
 De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguidade  Não ocorre crase antes de nome feminino utilizado
-, faz-se necessário o emprego da crase. em sentido genérico ou indeterminado:
Ensino à distância. Estamos sujeitos a críticas.
Ensino a distância. Refiro-me a conversas paralelas.
 Em locuções adverbiais formadas por palavras re-
petidas, não há ocorrência da crase. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ela ficou frente a frente com o agressor.
Eu o seguirei passo a passo. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Casos em que não se admite o emprego da crase: Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Antes de vocábulos masculinos. Paulo: Saraiva, 2010.
As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
Esta caneta pertence a Pedro. SITE

Antes de verbos no infinitivo. http://www.portugues.com.br/gramatica/o-uso-cra-


Ele estava a cantar. se-.html
Começou a chover.

Antes de numeral. EXERCÍCIOS COMENTADOS


O número de aprovados chegou a cem.
Faremos uma visita a dez países.
1. (POLÍCIA FEDERAL – AGENTE DE POLÍCIA FEDE-
Observações: RAL – CESPE – 2014 – ADAPTADA) O acento indicativo
de crase em “à humanidade e à estabilidade” é de uso
 Nos casos em que o numeral indicar horas – fun- facultativo, razão por que sua supressão não prejudicaria
cionando como uma locução adverbial feminina – a correção gramatical do texto.
ocorrerá crase: Os passageiros partirão às dezenove
horas. ( ) CERTO ( ) ERRADO
 Diante de numerais ordinais femininos a crase está
confirmada, visto que estes não podem ser empre- Resposta: Errado. Retomemos o contexto: (...) O uso
gados sem o artigo: As saudações foram direciona- indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e
das à primeira aluna da classe. persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das
 Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quando estruturas e valores políticos (...).
essa não se apresentar determinada: Chegamos to-
dos exaustos a casa. O uso do acento indicativo de crase é obrigatório, já
que os termos “humanidade” e “estabilidade” comple-
Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto mentam o nome “ameaça” – “ameaça a quê? a quem?” =
adnominal, a crase estará confirmada: Chegamos todos a regência nominal pede preposição.
exaustos à casa de Marcela.
 Não há crase antes da palavra “terra”, quando essa 2. (TCE-PA – CONHECIMENTOS BÁSICOS – AUDI-
indicar chão firme: Quando os navegantes regressa- TOR DE CONTROLE EXTERNO – EDUCACIONAL –
ram a terra, já era noite. CESPE – 2016)

Contudo, se o termo estiver precedido por um de- Texto CB1A1BBB


LÍNGUA PORTUGUESA

terminante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá


crase. Estranhamente, governos estaduais cujas despesas
Paulo viajou rumo à sua terra natal. com o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou
O astronauta voltou à Terra. que estouraram o limite de gastos com pessoal fixado
pela Lei Complementar n.º 101/2000, denominada Lei
 Não ocorre crase antes de pronomes que reque- de Responsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua
rem o uso do artigo. própria legislação destinada a assegurar, como alegam,

53
maior rigor na gestão de suas finanças. Querem uma nova
lei de responsabilidade fiscal para, segundo argumentam,
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO
fortalecer a estrutura legal que protege o dinheiro público
do mau uso por gestores irresponsáveis.
Examinando-se a situação financeira dos estados que
preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal, fica FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO
difícil aceitar a argumentação. Desde maio de 2000, quan-
do entrou em vigor a LRF, esses estados, como os demais, 1. Sintaxe da Oração e do Período
estão sujeitos a regras precisas para a gestão do dinheiro
público, para a criação de despesas e, em particular, para Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para
os gastos com pessoal. Por que, tendo descumprido algu- estabelecer comunicação. Normalmente é composta por
mas dessas regras, estariam interessados em torná-las ain- dois termos – o sujeito e o predicado – mas não obriga-
da mais rigorosas? toriamente, pois há orações ou frases sem sujeito: Trovejou
Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis muito ontem à noite.
pelo dinheiro público que, por alguma razão, não a cum- Quanto aos tipos de frases, além da classificação em verbais
priram. De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigorosa, (possuem verbos, ou seja, são orações) e nominais (sem a pre-
se nem nas condições atuais esses responsáveis estão sen- sença de verbos), feita a partir de seus elementos constituintes,
do capazes de cumpri-la? O problema não está na lei. Mu- elas podem ser classificadas a partir de seu sentido global:
dá-la pode ser o pretexto não para torná-la mais rigorosa,
mas para atribuir-lhe alguma flexibilidade que a desfigure. A) frases interrogativas = o emissor da mensagem formula
O verdadeiro problema é a dificuldade do setor público de uma pergunta: Que dia é hoje?
adaptar suas despesas às receitas em queda por causa da B) frases imperativas = o emissor dá uma ordem ou faz um
crise. pedido: Dê-me uma luz!
Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adap- C) frases exclamativas = o emissor exterioriza um estado
tações). afetivo: Que dia abençoado!
O emprego do acento grave em “às receitas” decorre D) frases declarativas = o emissor constata um fato: A prova
da regência do verbo “adaptar” e da presença do artigo será amanhã.
definido feminino determinando o substantivo “receitas”.
Quanto à estrutura da frase, as que possuem verbo (ora-
( ) CERTO ( ) ERRADO ção) são estruturadas por dois elementos essenciais: sujeito
e predicado.
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo
Resposta: Certo. Texto: O verdadeiro problema é a
em número e pessoa. É o “ser de quem se declara algo”, “o
dificuldade do setor público de adaptar suas despesas
tema do que se vai comunicar”; o predicado é a parte da
às receitas em queda por causa da crise = quem adap-
frase que contém “a informação nova para o ouvinte”, é o
ta, adapta algo/alguém A algo/alguém.
que “se fala do sujeito”. Ele se refere ao tema, constituindo
a declaração do que se atribui ao sujeito.
3. (FNDE – TÉCNICO EM FINANCIAMENTO E EXE- Quando o núcleo da declaração está no verbo (que indi-
CUÇÃO DE PROGRAMAS E PROJETOS EDUCACIO- que ação ou fenômeno da natureza, seja um verbo signifi-
NAIS – CESPE – 2012) O emprego do sinal indicativo de cativo), temos o predicado verbal. Mas, se o núcleo estiver
crase em “adequando os objetivos às necessidades” justi- em um nome (geralmente um adjetivo), teremos um predi-
fica-se pela regência do verbo adequar, que exige com- cado nominal (os verbos deste tipo de predicado são os
plemento regido pela preposição “a”, e pela presença de que indicam estado, conhecidos como verbos de ligação):
artigo definido feminino antes de “necessidades”. O menino limpou a sala. = “limpou” é verbo de ação
(predicado verbal)
( ) CERTO ( ) ERRADO A prova foi fácil. – “foi” é verbo de ligação (ser); o núcleo
é “fácil” (predicado nominal)
Resposta: Certo. Adequar o quê? – os objetivos (ob- Quanto ao período, ele denomina a frase constituída
jeto direto) – adequar o quê a quê? – a + as (=às) por uma ou mais orações, formando um todo, com sentido
necessidades – objeto indireto. A explicação do enun- completo. O período pode ser simples ou composto.
ciado está correta.
Período simples é aquele constituído por apenas
4. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA-SE – TÉCNICO JUDICIÁ- uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.
RIO – CESPE – 2014 – ADAPTADA) No trecho “deu Chove.
início à sua caminhada cósmica”, o emprego do acento A existência é frágil.
LÍNGUA PORTUGUESA

grave indicativo de crase é obrigatório. Amanhã, à tarde, faremos a prova do concurso.

( ) CERTO ( ) ERRADO Período composto é aquele constituído por duas ou


mais orações:
Resposta: Errado. “deu início à sua caminhada cósmi- Cantei, dancei e depois dormi.
ca” – o uso do acento indicativo de crase, neste caso, é Quero que você estude mais.
facultativo (antes de pronome possessivo).

54
1.1. Termos da Oração “antigo” sujeito oculto [ou elíptico]), isto é, ao núcleo
1.1.1 Termos essenciais do sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido
pela desinência verbal ou pelo contexto.
O sujeito e o predicado são considerados termos es- Abolimos todas as regras. = (nós)
senciais da oração, ou seja, são termos indispensáveis Falaste o recado à sala? = (tu)
para a formação das orações. No entanto, existem ora-
ções formadas exclusivamente pelo predicado. O que Os verbos deste tipo de sujeito estão sempre na pri-
define a oração é a presença do verbo. O sujeito é o ter- meira pessoa do singular (eu) ou plural (nós) ou na se-
mo que estabelece concordância com o verbo. gunda do singular (tu) ou do plural (vós), desde que os
O candidato está preparado. pronomes não estejam explícitos.
Os candidatos estão preparados. Iremos à feira juntos? (= nós iremos) – sujeito implíci-
to na desinência verbal “-mos”
Na primeira frase, o sujeito é “o candidato”. “Candida- Cantais bem! (= vós cantais) - sujeito implícito na de-
to” é a principal palavra do sujeito, sendo, por isso, deno- sinência verbal “-ais”
minada núcleo do sujeito. Este se relaciona com o verbo,
estabelecendo a concordância (núcleo no singular, verbo Mas:
no singular: candidato = está). Nós iremos à festa juntos? = sujeito simples: nós
A função do sujeito é basicamente desempenhada Vós cantais bem! = sujeito simples: vós
por substantivos, o que a torna uma função substantiva
da oração. Pronomes, substantivos, numerais e quais- O sujeito indeterminado surge quando não se quer -
quer outras palavras substantivadas (derivação impró- ou não se pode - identificar a que o predicado da oração
pria) também podem exercer a função de sujeito. refere-se. Existe uma referência imprecisa ao sujeito, caso
Os dois sumiram. (dois é numeral; no exemplo, subs- contrário, teríamos uma oração sem sujeito.
tantivo) Na língua portuguesa, o sujeito pode ser indetermi-
Um sim é suave e sugestivo. (sim é advérbio; no exem- nado de duas maneiras:
plo: substantivo)
A) com verbo na terceira pessoa do plural, desde que
Os sujeitos são classificados a partir de dois elemen- o sujeito não tenha sido identificado anteriormen-
tos: o de determinação ou indeterminação e o de núcleo te:
do sujeito. Bateram à porta;
Andam espalhando boatos a respeito da queda do mi-
Um sujeito é determinado quando é facilmente nistro.
identificado pela concordância verbal. O sujeito determi-
nado pode ser simples ou composto. Se o sujeito estiver identificado, poderá ser simples
A indeterminação do sujeito ocorre quando não é ou composto:
possível identificar claramente a que se refere a concor- Os meninos bateram à porta. (simples)
dância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não Os meninos e as meninas bateram à porta. (composto)
interessa indicar precisamente o sujeito de uma oração.
Estão gritando seu nome lá fora. B) com o verbo na terceira pessoa do singular, acres-
Trabalha-se demais neste lugar. cido do pronome “se”. Esta é uma construção típi-
ca dos verbos que não apresentam complemento
O sujeito simples é o sujeito determinado que apre- direto:
senta um único núcleo, que pode estar no singular ou no Precisa-se de mentes criativas.
plural; pode também ser um pronome indefinido. Abai- Vivia-se bem naqueles tempos.
xo, sublinhei os núcleos dos sujeitos: Trata-se de casos delicados.
Nós estudaremos juntos. Sempre se está sujeito a erros.
A humanidade é frágil.
Ninguém se move. O pronome “se”, nestes casos, funciona como índice
O amar faz bem. (“amar” é verbo, mas aqui houve uma de indeterminação do sujeito.
derivação imprópria, tranformando-o em substantivo)
As crianças precisam de alimentos saudáveis. As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predi-
cado, articulam-se a partir de um verbo impessoal.
O sujeito composto é o sujeito determinado que A mensagem está centrada no processo verbal. Os
LÍNGUA PORTUGUESA

apresenta mais de um núcleo. principais casos de orações sem sujeito com:


Alimentos e roupas custam caro.  os verbos que indicam fenômenos da natureza:
Ela e eu sabemos o conteúdo. Amanheceu.
O amar e o odiar são duas faces da mesma moeda. Está trovejando.
 os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam
Além desses dois sujeitos determinados, é comum a fenômenos meteorológicos ou se relacionam ao
referência ao sujeito implícito na desinência verbal (o tempo em geral:

55
Está tarde. Nos predicados nominais, o verbo não é significativo,
Já são dez horas. isto é, não indica um processo, mas une o sujeito ao pre-
Faz frio nesta época do ano. dicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado
Há muitos concursos com inscrições abertas. do sujeito: Os dados parecem corretos.
O verbo parecer poderia ser substituído por estar,
Predicado é o conjunto de enunciados que contém a andar, ficar, ser, permanecer ou continuar, atuando como
informação sobre o sujeito – ou nova para o ouvinte. Nas elemento de ligação entre o sujeito e as palavras a ele
orações sem sujeito, o predicado simplesmente enuncia relacionadas.
um fato qualquer. Nas orações com sujeito, o predicado A função de predicativo é exercida, normalmente, por
é aquilo que se declara a respeito deste sujeito. Com ex- um adjetivo ou substantivo.
ceção do vocativo - que é um termo à parte - tudo o que
difere do sujeito numa oração é o seu predicado. O predicado verbo-nominal é aquele que apresen-
Chove muito nesta época do ano. ta dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No
Houve problemas na reunião. predicado verbo-nominal, o predicativo pode se referir
ao sujeito ou ao complemento verbal (objeto).
Em ambas as orações não há sujeito, apenas predi-
cado. Na segunda oração, “problemas” funciona como O verbo do predicado verbo-nominal é sempre sig-
objeto direto. nificativo, indicando processos. É também sempre por
As questões estavam fáceis! intermédio do verbo que o predicativo se relaciona com
Sujeito simples = as questões o termo a que se refere.
Predicado = estavam fáceis O dia amanheceu ensolarado;
As mulheres julgam os homens inconstantes.
Passou-me uma ideia estranha pelo pensamento.
Sujeito = uma ideia estranha No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta
Predicado = passou-me pelo pensamento duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de
ligação. Este predicado poderia ser desdobrado em dois:
Para o estudo do predicado, é necessário verificar um verbal e outro nominal.
se seu núcleo é um nome (então teremos um predicado O dia amanheceu. / O dia estava ensolarado.
nominal) ou um verbo (predicado verbal). Deve-se con-
siderar também se as palavras que formam o predicado No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona
referem-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da o complemento homens com o predicativo “inconstan-
oração. tes”.
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres
de opinião. (Predicado) 1.2 Termos integrantes da oração

O predicado acima apresenta apenas uma palavra Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o
que se refere ao sujeito: pedem. As demais palavras se complemento nominal são chamados termos integrantes
ligam direta ou indiretamente ao verbo. da oração.
A cidade está deserta.
O nome “deserta”, por intermédio do verbo, refe- Os complementos verbais integram o sentido dos
re-se ao sujeito da oração (cidade). O verbo atua como verbos transitivos, com eles formando unidades signifi-
elemento de ligação (por isso verbo de ligação) entre o cativas. Estes verbos podem se relacionar com seus com-
sujeito e a palavra a ele relacionada (no caso: deserta = plementos diretamente, sem a presença de preposição,
predicativo do sujeito). ou indiretamente, por intermédio de preposição.

O predicado verbal é aquele que tem como núcleo O objeto direto é o complemento que se liga direta-
significativo um verbo: mente ao verbo.
Chove muito nesta época do ano. Houve muita confusão na partida final.
Estudei muito hoje! Queremos sua ajuda.
Compraste a apostila?
O objeto direto preposicionado ocorre principal-
Os verbos acima são significativos, isto é, não servem mente:
apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam
LÍNGUA PORTUGUESA

processos. A) com nomes próprios de pessoas ou nomes co-


muns referentes a pessoas:
O predicado nominal é aquele que tem como núcleo Amar a Deus; Adorar a Xangô; Estimar aos pais.
significativo um nome; este atribui uma qualidade ou es- (o objeto é direto, mas como há preposição, denomi-
tado ao sujeito, por isso é chamado de predicativo do su- na-se: objeto direto preposicionado)
jeito. O predicativo é um nome que se liga a outro nome
da oração por meio de um verbo (o verbo de ligação). B) com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes

56
de tratamento: Não excluo a ninguém; Não quero predicativo do objeto se liga ao objeto por meio de um
cansar a Vossa Senhoria. verbo.
C) para evitar ambiguidade: Ao povo prejudica a cri- O poeta português deixou uma obra originalíssima.
se. (sem preposição, o sentido seria outro: O povo O poeta deixou-a.
prejudica a crise) (originalíssima não precisou ser repetida, portanto:
adjunto adnominal)
O objeto indireto é o complemento que se liga indi-
retamente ao verbo, ou seja, através de uma preposição. O poeta português deixou uma obra inacabada.
Gosto de música popular brasileira. O poeta deixou-a inacabada.
Necessito de ajuda. (inacabada precisou ser repetida, então: predicativo
do objeto)
1.2.1 Objeto Pleonástico
Enquanto o complemento nominal se relaciona a um
É a repetição de objetos, tanto diretos como indiretos. substantivo, adjetivo ou advérbio, o adjunto nominal se
Normalmente, as frases em que ocorrem objetos relaciona apenas ao substantivo.
pleonásticos obedecem à estrutura: primeiro aparece o
objeto, antecipado para o início da oração; em seguida, O aposto é um termo acessório que permite ampliar,
ele é repetido através de um pronome oblíquo. É à repe- explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida em um
tição que se dá o nome de objeto pleonástico. termo que exerça qualquer função sintática: Ontem, se-
gunda-feira, passei o dia mal-humorado.
“Aos fracos, não os posso proteger, jamais.” (Gonçal-
ves Dias) Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tem-
po “ontem”. O aposto é sintaticamente equivalente ao
objeto pleonástico termo que se relaciona porque poderia substituí-lo: Se-
gunda-feira passei o dia mal-humorado.
Ao traidor, nada lhe devemos. O aposto pode ser classificado, de acordo com seu
valor na oração, em:
O termo que integra o sentido de um nome chama-se
complemento nominal, que se liga ao nome que com- A) explicativo: A linguística, ciência das línguas huma-
pleta por intermédio de preposição: nas, permite-nos interpretar melhor nossa relação
A arte é necessária à vida. = relaciona-se com a pala- com o mundo.
vra “necessária” B) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas
Temos medo de barata. = ligada à palavra “medo” coisas: amor, arte, ação.
C) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e so-
1.3 Termos acessórios da oração e vocativo nho, tudo forma o carnaval.
D) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fi-
Os termos acessórios recebem este nome por serem xaram-se por muito tempo na baía anoitecida.
explicativos, circunstanciais. São termos acessórios o ad-
junto adverbial, o adjunto adnominal, o aposto e o voca- O vocativo é um termo que serve para chamar, in-
tivo – este, sem relação sintática com outros temos da vocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético, não
oração. mantendo relação sintática com outro termo da oração.
A função de vocativo é substantiva, cabendo a substan-
O adjunto adverbial é o termo da oração que indi- tivos, pronomes substantivos, numerais e palavras subs-
ca uma circunstância do processo verbal ou intensifica o tantivadas esse papel na linguagem.
sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função João, venha comigo!
adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais Traga-me doces, minha menina!
exercerem o papel de adjunto adverbial: Amanhã voltarei
a pé àquela velha praça. 1.4 Períodos Compostos
1.4.1 Período Composto por Coordenação
O adjunto adnominal é o termo acessório que de-
termina, especifica ou explica um substantivo. É uma fun- O período composto se caracteriza por possuir mais
ção adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas de uma oração em sua composição. Sendo assim:
que exercem o papel de adjunto adnominal na oração. Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma
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Também atuam como adjuntos adnominais os artigos, os oração)


numerais e os pronomes adjetivos. Estou comprando um protetor solar, depois irei à
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu praia. (Período Composto =locução verbal + verbo, duas
amigo de infância. orações)
Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um
O adjunto adnominal se liga diretamente ao subs- protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora-
tantivo a que se refere, sem participação do verbo. Já o ções).

57
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer ber, na verdade, pois (anteposto ao verbo).
entre as orações de um período composto: uma relação Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do-
de coordenação ou uma relação de subordinação. mingo.
Duas orações são coordenadas quando estão juntas Maria chorou porque seus olhos estão vermelhos.
em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco
de informações, marcado pela pontuação final), mas têm, 1.4.2 Período Composto Por Subordinação
ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. Quero que você seja aprovado!
(Período Composto) Oração principal oração subordinada
Podemos dizer:
Observe que na oração subordinada temos o verbo
1. Estou comprando um protetor solar. “seja”, que está conjugado na terceira pessoa do singu-
2. Irei à praia. lar do presente do subjuntivo, além de ser introduzida
Separando as duas, vemos que elas são independen- por conjunção. As orações subordinadas que apresentam
tes. Tal período é classificado como Período Com- verbo em qualquer dos tempos finitos (tempos do modo
posto por Coordenação. do indicativo, subjuntivo e imperativo) e são iniciadas
Quanto à classificação das orações coordenadas, te- por conjunção, chamam-se orações desenvolvidas ou
mos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coor- explícitas.
denadas Sindéticas. Podemos modificar o período acima. Veja:
Quero ser aprovado.
A) Coordenadas Assindéticas Oração Principal Oração Subordinada
São orações coordenadas entre si e que não são li-
gadas através de nenhum conectivo. Estão apenas A análise das orações continua sendo a mesma: “Que-
justapostas. ro” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
Entrei na sala, deitei-me no sofá, adormeci. subordinada “ser aprovado”. Observe que a oração su-
bordinada apresenta agora verbo no infinitivo (ser). Além
B) Coordenadas Sindéticas disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas ora-
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas ções, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo
entre si, mas que são ligadas através de uma con- surge numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou
junção coordenativa, que dará à oração uma clas- particípio) são chamadas de orações reduzidas ou implí-
sificação. As orações coordenadas sindéticas são citas (como no exemplo acima).
classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas,
alternativas, conclusivas e explicativas. Observação:
As orações reduzidas não são introduzidas por con-
Dica: Memorize SINdética = SIM, tem conjunção! junções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual-
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas prin- mente, introduzidas por preposição.
cipais conjunções são: e, nem, não só... mas tam-
bém, não só... como, assim... como. A) Orações Subordinadas Substantivas
Nem comprei o protetor solar nem fui à praia. A oração subordinada substantiva tem valor de subs-
Comprei o protetor solar e fui à praia. tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjun-
ção integrante (que, se).
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas
principais conjunções são: mas, contudo, todavia, Não sei se sairemos hoje.
entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão. Oração Subordinada Substantiva
Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
Li tudo, porém não entendi! Temos medo de que não sejamos aprovados.
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas Oração Subordinada Substantiva
principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...
quer; seja...seja. Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) tam-
Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador. bém introduzem as orações subordinadas subs-
tantivas, bem como os advérbios interrogativos
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas (por que, quando, onde, como).
principais conjunções são: logo, portanto, por fim,
LÍNGUA PORTUGUESA

por conseguinte, consequentemente, pois (pos- O garoto perguntou qual seu nome.
posto ao verbo). Oração Subordinada Substantiva
Passei no concurso, portanto comemorarei!
A situação é delicada; devemos, pois, agir. Não sabemos quando ele virá.
Oração Subordinada Substantiva
 Orações Coordenadas Sindéticas Explicati-
vas: suas principais conjunções são: isto é, ou seja, a sa-

58
1.4.3 Classificação das Orações Subordinadas tas (desenvolvidas) são iniciadas por:
Substantivas
Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e
Conforme a função que exerce no período, a oração “se”: A professora verificou se os alunos estavam presentes.
subordinada substantiva pode ser:
Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às ve-
1. Subjetiva - exerce a função sintática de sujeito do zes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
verbo da oração principal: O pessoal queria saber quem era o dono do carro impor-
É fundamental o seu comparecimento à reu- tado.Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às ve-
nião. zes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
Sujeito Eu não sei por que ela fez isso.

É fundamental que você compareça 3. Objetiva Indireta = atua como objeto indireto do
à reunião. verbo da oração principal. Vem precedida de preposição.
Oração Principal Oração Subordinada Substan-
tiva Subjetiva Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto

FIQUE ATENTO! Meu pai insiste em que eu estude. (= Meu pai


Observe que a oração subordinada subs- insiste nisso)
tantiva pode ser substituída pelo pronome Oração Subordinada Substantiva
“isso”. Assim, temos um período simples: Objetiva Indireta
É fundamental isso ou isso é fundamental. Observação:
Desta forma, a oração correspondente a Em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na
“isso” exercerá a função de sujeito. oração.
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na ora- Oração Subordinada Subs-
ção principal: tantiva Objetiva Indireta

- Verbos de ligação + predicativo, em constru- 4. Completiva Nominal = completa um nome que


ções do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É pertence à oração principal e também vem marcada por
certo - Parece certo - É claro - Está evidente - Está preposição.
comprovado Sentimos orgulho de seu comportamento.
É bom que você compareça à minha festa. Complemento Nominal
Sentimos orgulho de que você se comportou. (=
- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se, Sou- Sentimos orgulho disso.)
be-se, Conta-se, Diz-se, Comenta-se, É sabido, Foi Oração Subordinada Substantiva
anunciado, Ficou provado. Completiva Nominal
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
As orações subordinadas substantivas objetivas in-
- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar diretas integram o sentido de um verbo, enquanto que
- importar - ocorrer - acontecer orações subordinadas substantivas completivas nominais
Convém que não se atrase na entrevista. integram o sentido de um nome. Para distinguir uma da
outra, é necessário levar em conta o termo complemen-
Observação: tado. Esta é a diferença entre o objeto indireto e o com-
Quando a oração subordinada substantiva é subjeti- plemento nominal: o primeiro complementa um verbo; o
va, o verbo da oração principal está sempre na 3.ª pessoa segundo, um nome.
do singular.
5. Predicativa = exerce papel de predicativo do su-
2. Objetiva Direta = exerce função de objeto direto jeito do verbo da oração principal e vem sempre depois
do verbo da oração principal: do verbo ser.
Todos querem sua aprovação no concurso. Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito
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Objeto Direto

Todos querem que você seja aprovado. (Todos Nosso desejo era que ele desistisse. (= Nosso desejo
querem isso) era isso)
Oração Principal Oração Subordinada Substanti- Oração Subordinada Substantiva
va Objetiva Direta Predicativa

As orações subordinadas substantivas objetivas dire-

59
6. Apositiva = exerce função de aposto de algum ter- sentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo,
mo da oração principal. gerúndio ou particípio).
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade! Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
Aposto
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz! No primeiro período, há uma oração subordinada ad-
Oração subordinada jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome
substantiva apositiva reduzida de infinitivo relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito
perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração su-
(Fernanda tinha um grande sonho: isso) bordinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há prono-
me relativo e seu verbo está no infinitivo.
Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! ( : )
1. Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
B) Orações Subordinadas Adjetivas Na relação que estabelecem com o termo que carac-
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que pos- terizam, as orações subordinadas adjetivas podem
sui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele atuar de duas maneiras diferentes. Há aquelas que
equivale. As orações vêm introduzidas por prono- restringem ou especificam o sentido do termo a
me relativo e exercem a função de adjunto adno- que se referem, individualizando-o. Nestas orações
minal do antecedente. não há marcação de pausa, sendo chamadas su-
bordinadas adjetivas restritivas. Existem também
Esta foi uma redação bem-sucedida. orações que realçam um detalhe ou amplificam
Substantivo Adjetivo (Adjunto Ad- dados sobre o antecedente, que já se encontra su-
nominal) ficientemente definido. Estas orações denominam-
-se subordinadas adjetivas explicativas.
O substantivo “redação” foi caracterizado pelo adjeti-
vo “bem-sucedida”. Neste caso, é possível formar- Exemplo 1:
mos outra construção, a qual exerce exatamente o Jamais teria chegado aqui, não fosse um homem que
mesmo papel: passava naquele momento.
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Esta foi uma redação que fez sucesso.
Oração Principal Oração Subordinada No período acima, observe que a oração em desta-
Adjetiva que restringe e particulariza o sentido da palavra “ho-
mem”: trata-se de um homem específico, único. A oração
Perceba que a conexão entre a oração subordinada limita o universo de homens, isto é, não se refere a todos
adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é os homens, mas sim àquele que estava passando naque-
feita pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou le momento.
relacionar) duas orações, o pronome relativo desempe-
nha uma função sintática na oração subordinada: ocupa Exemplo 2:
o papel que seria exercido pelo termo que o antecede O homem, que se considera racional, muitas vezes
(no caso, “redação” é sujeito, então o “que” também fun- age animalescamente.
ciona como sujeito). Oração Subordinada Adjetiva Explicativa

Agora, a oração em destaque não tem sentido restri-


FIQUE ATENTO! tivo em relação à palavra “homem”; na verdade, apenas
Vale lembrar um recurso didático para reco- explicita uma ideia que já sabemos estar contida no con-
nhecer o pronome relativo “que”: ele sempre ceito de “homem”.
pode ser substituído por: o qual - a qual - os
quais - as quais Saiba que:
Refiro-me ao aluno que é estudioso. = Esta A oração subordinada adjetiva explicativa é separa-
oração é equivalente a: Refiro-me ao aluno o da da oração principal por uma pausa que, na escrita,
qual estuda. é representada pela vírgula. É comum, por isso, que a
pontuação seja indicada como forma de diferenciar as
FORMA DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS orações explicativas das restritivas; de fato, as explicati-
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vas vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.


Quando são introduzidas por um pronome relativo e
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as C) Orações Subordinadas Adverbiais: Uma ora-
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvol- ção subordinada adverbial é aquela que exerce a
vidas. Além delas, existem as orações subordinadas ad- função de adjunto adverbial do verbo da oração
jetivas reduzidas, que não são introduzidas por pronome principal. Assim, pode exprimir circunstância de
relativo (podem ser introduzidas por preposição) e apre- tempo, modo, fim, causa, condição, hipótese, etc.

60
Quando desenvolvida, vem introduzida por uma A diferença entre a subordinada adverbial causal e a
das conjunções subordinativas (com exclusão das sindética explicativa é que esta “explica” o fato que acon-
integrantes, que introduzem orações subordinadas teceu na oração com a qual ela se relaciona; aquela apre-
substantivas). Classifica-se de acordo com a con- senta a “causa” do acontecimento expresso na oração à
junção ou locução conjuntiva que a introduz (assim qual ela se subordina. Repare:
como acontece com as coordenadas sindéticas).
1. Faltei à aula porque estava doente.
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo. 2. Melissa chorou, porque seus olhos estão vermelhos.
Oração Subordinada Adverbial Em 1, a oração destacada aconteceu primeiro (causa)
que o fato expresso na oração anterior, ou seja, o
A oração em destaque agrega uma circunstância de fato de estar doente impediu-me de ir à aula. No
tempo. É, portanto, chamada de oração subordinada exemplo 2, a oração sublinhada relata um fato que
adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos aconteceu depois, já que primeiro ela chorou, de-
acessórios que indicam uma circunstância referente, via pois seus olhos ficaram vermelhos.
de regra, a um verbo. A classificação do adjunto adver-
bial depende da exata compreensão da circunstância que B) Consecutiva = exprime um fato que é consequên-
exprime. cia, é efeito do que se declara na oração principal.
São introduzidas pelas conjunções e locuções: que,
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de de forma que, de sorte que, tanto que, etc., e pelas
minha vida. estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que.
Quando vi o mar, senti uma das maiores emoções de
minha vida. Principal conjunção subordinativa consecutiva: que
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho)
No primeiro período, “naquele momento” é um ad-
junto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou
“senti”. No segundo período, este papel é exercido pela concretizando-os.
oração “Quando vi o mar”, que é, portanto, uma oração
subordinada adverbial temporal. Esta oração é desenvol- Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Redu-
vida, pois é introduzida por uma conjunção subordina- zida de Infinitivo)
tiva (quando) e apresenta uma forma verbal do modo
indicativo (“vi”, do pretérito perfeito do indicativo). Seria C) Condicional = Condição é aquilo que se impõe
possível reduzi-la, obtendo-se: como necessário para a realização ou não de um
fato. As orações subordinadas adverbiais condicio-
Ao ver o mar, senti uma das maiores emoções de mi- nais exprimem o que deve ou não ocorrer para que
nha vida. se realize - ou deixe de se realizar - o fato expresso
na oração principal.
A oração em destaque é reduzida, apresentando uma
das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não Principal conjunção subordinativa condicional: se.
é introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, des-
uma preposição (“a”, combinada com o artigo “o”). de que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que,
sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
Observação:
A classificação das orações subordinadas adverbiais Se o regulamento do campeonato for bem elaborado,
é feita do mesmo modo que a classificação dos adjun- certamente o melhor time será campeão.
tos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela Caso você saia, convide-me.
oração.
D) Concessiva = indica concessão às ações do verbo
2. Classificação das Orações Subordinadas Adverbiais da oração principal, isto é, admitem uma contra-
dição ou um fato inesperado. A ideia de conces-
A) Causal = A ideia de causa está diretamente ligada são está diretamente ligada ao contraste, à quebra
àquilo que provoca um determinado fato, ao moti- de expectativa. Principal conjunção subordinativa
vo do que se declara na oração principal. Principal concessiva: embora. Utiliza-se também a con-
conjunção subordinativa causal: porque. Outras junção: conquanto e as locuções ainda que, ainda
LÍNGUA PORTUGUESA

conjunções e locuções causais: como (sempre in- quando, mesmo que, se bem que, posto que, apesar
troduzido na oração anteposta à oração principal), de que.
pois, pois que, já que, uma vez que, visto que. Só irei se ele for.
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu”
forte. ir só se realizará caso essa condição seja satisfeita.
Já que você não vai, eu também não vou. Compare agora com:
Irei mesmo que ele não vá.

61
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: Assim que Paulo chegou, a reunião acabou.
irei de qualquer maneira, independentemente de Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando ter-
sua ida. A oração destacada é, portanto, subordi- minou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
nada adverbial concessiva.
Observe outros exemplos: 3. Orações Reduzidas
Embora fizesse calor, levei agasalho.
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em- As orações subordinadas podem vir expressas como
bora não estudasse). (reduzida de infinitivo) reduzidas, ou seja, com o verbo em uma de suas
formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio)
E) Comparativa= As orações subordinadas adver- e sem conectivo subordinativo que as introduza.
biais comparativas estabelecem uma comparação É preciso estudar! = reduzida de infinitivo
com a ação indicada pelo verbo da oração princi- É preciso que se estude = oração desenvolvida (pre-
pal. Principal conjunção subordinativa comparati- sença do conectivo)
va: como.
Ele dorme como um urso. (como um urso dorme) Para classificá-las, precisamos imaginar como seriam
Você age como criança. (age como uma criança age) “desenvolvidas” – como no exemplo acima.
É preciso estudar = oração subordinada substantiva
 geralmente há omissão do verbo. subjetiva reduzida de infinitivo
É preciso que se estude = oração subordinada subs-
F) Conformativa = indica ideia de conformidade, ou tantiva subjetiva
seja, apresenta uma regra, um modelo adotado
para a execução do que se declara na oração prin- 4. Orações Intercaladas
cipal. Principal conjunção subordinativa conforma-
tiva: conforme. Outras conjunções conformativas: São orações independentes encaixadas na sequência
como, consoante e segundo (todas com o mesmo do período, utilizadas para um esclarecimento, um
valor de conforme). aparte, uma citação. Elas vêm separadas por vírgu-
Fiz o bolo conforme ensina a receita. las ou travessões.
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm Nós – continuava o relator – já abordamos este as-
direitos iguais. sunto.

G) Final = indica a intenção, a finalidade daquilo que REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


se declara na oração principal. Principal conjunção
subordinativa final: a fim de. Outras conjunções SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
finais: que, porque (= para que) e a locução con- Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
juntiva para que. CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigas. Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Estudarei muito para que eu me saia bem na prova. Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
São Paulo: Saraiva, 2002.
H) Proporcional = exprime ideia de proporção, ou
seja, um fato simultâneo ao expresso na oração SITE
principal. Principal locução conjuntiva subordinati-
va proporcional: à proporção que. Outras locuções http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/
conjuntivas proporcionais: à medida que, ao passo frase-periodo-e-oracao
que. Há ainda as estruturas: quanto maior...(maior),
quanto maior...(menor), quanto menor...(maior),
quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quan- EXERCÍCIOS COMENTADOS
to mais...(menos), quanto menos...(mais), quanto
menos...(menos).
À proporção que estudávamos mais questões acertá- 1. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE – 2013 –
vamos. ADAPTADA) Jogadores de futebol de diversos times en-
À medida que lia mais culto ficava. traram em campo em prol do programa “Pai Presente”,
nos jogos do Campeonato Nacional em apoio à campanha
I) Temporal = acrescenta uma ideia de tempo ao fato que visa reduzir o número de pessoas que não possuem o
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expresso na oração principal, podendo exprimir nome do pai em sua certidão de nascimento. (...)
noções de simultaneidade, anterioridade ou poste- A oração subordinada “que não possuem o nome do
rioridade. Principal conjunção subordinativa tem- pai em sua certidão de nascimento” não é antecedida por
poral: quando. Outras conjunções subordinativas vírgula porque tem natureza restritiva.
temporais: enquanto, mal e locuções conjuntivas:
assim que, logo que, todas as vezes que, antes que, ( ) CERTO ( ) ERRADO
depois que, sempre que, desde que, etc.

62
Resposta: Certo. A oração restringe o grupo que par-
ticipará da campanha (apenas os que não têm o nome
PONTUAÇÃO
do pai na certidão de nascimento). Se colocarmos uma
vírgula, a oração se tornará “explicativa”, generalizan-
do a informação, o que dará a entender que TODAS as
pessoas não têm o nome do pai na certidão. Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
servem para compor a coesão e a coerência textual, além
2. (INSTITUTO RIO BRANCO – ADMISSÃO À CAR- de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.
REIRA DE DIPLOMATA – CESPE – 2014 – ADAPTA- Um texto escrito adquire diferentes significados quando
DA) pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
depende, em certos momentos, da intenção do autor do
A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamen-
uma literatura feita de grandes cronistas, que lhe dessem te relacionados ao contexto e ao interlocutor.
o brilho universal dos grandes romancistas, dramaturgos
e poetas. Nem se pensaria em atribuir o Prêmio Nobel a 1. Principais funções dos sinais de pontuação
um cronista, por melhor que fosse. Portanto, parece mes-
mo que a crônica é um gênero menor. A) Ponto (.)
“Graças a Deus”, seria o caso de dizer, porque, sendo
assim, ela fica mais perto de nós. E para muitos pode  Indica o término do discurso ou de parte dele, en-
servir de caminho não apenas para a vida, que ela serve cerrando o período.
de perto, mas para a literatura. Por meio dos assuntos, da  Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Com-
composição solta, do ar de coisa sem necessidade que panhia). Se a palavra abreviada aparecer em final
costuma assumir, ela se ajusta à sensibilidade de todo de período, este não receberá outro ponto; neste
dia. Principalmente porque elabora uma linguagem que caso, o ponto de abreviatura marca, também, o fim
fala de perto ao nosso modo de ser mais natural. Na sua de período. Exemplo: Estudei português, matemári-
despretensão, humaniza; e esta humanização lhe permi- ca, constitucional, etc. (e não “etc..”)
te, como compensação sorrateira, recuperar com a outra  Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do
mão certa profundidade de significado e certo acaba- ponto, assim como após o nome do autor de uma
mento de forma, que de repente podem fazer dela uma citação:
inesperada, embora discreta, candidata à perfeição. Haverá eleições em outubro
Antonio Candido. A vida ao rés do chão. In: Recor- O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napo-
tes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 23 (com leão Mendes de Almeida) (ou: Almeida.)
adaptações).  Os números que identificam o ano não utilizam
ponto nem devem ter espaço a separá-los, bem
As formas verbais “imagina” (R.1), “atribuir” (R.4) e como os números de CEP: 1975, 2014, 2006,
“servir” (R.8) foram utilizadas como verbos transitivos in- 17600-250.
diretos.
B) Ponto e Vírgula (;)
( ) CERTO ( ) ERRADO
 Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
Resposta: Errado. imagina uma literatura = transitivo importância: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os
direto ricos dão pelo pão a fazenda; os de espíritos genero-
atribuir o Prêmio Nobel a um cronista = bitransitivo sos dão pelo pão a vida; os de nenhum espírito dão
(transitivo direto e indireto) pelo pão a alma...” (VIEIRA)
pode servir de caminho = intransitivo  Separa partes de frases que já estão separadas por
vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; ou-
tros, montanhas, frio e cobertor.
 Separa itens de uma enumeração, exposição de
motivos, decreto de lei, etc.
Ir ao supermercado;
Pegar as crianças na escola;
Caminhada na praia;
Reunião com amigos.
LÍNGUA PORTUGUESA

C) Dois pontos (:)

 Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio


Coutinho trata este assunto:
 Antes de um aposto = Três coisas não me agradam:
chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite.

63
 Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá es- 2. Para marcar inversão:
tava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo
a rotina de sempre. A) do adjunto adverbial (colocado no início da ora-
 Em frases de estilo direto ção): Depois das sete horas, todo o comércio está de
Maria perguntou: portas fechadas.
- Por que você não toma uma decisão? B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
D) Ponto de Exclamação (!) C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
maio de 1982.
 Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera,
susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me ca- 3. Para separar entre si elementos coordenados
sar com você! (dispostos em enumeração):
 Depois de interjeições ou vocativos Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
Ai! Que susto! A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e ani-
João! Há quanto tempo! mais.
4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós que-
E) Ponto de Interrogação (?) remos comer pizza; e vocês, churrasco.

 Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. 5. Para isolar:


“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
vedo) A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole bra-
sileira, possui um trânsito caótico.
F) Reticências (...) B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.

 Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lá- Observações:


pis, canetas, cadernos... Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expres-
 Indica interrupção violenta da frase: “- Não... quero são latina et coetera, que significa “e outras coisas”, seria
dizer... é verdad... Ah!” dispensável o emprego da vírgula antes dele. Porém, o
 Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este acordo ortográfico em vigor no Brasil exige que empre-
mal... pega doutor? guemos etc. predecido de vírgula: Falamos de política,
 Indica que o sentido vai além do que foi dito: Dei- futebol, lazer, etc.
xa, depois, o coração falar...
As perguntas que denotam surpresa podem ter com-
G) Vírgula (,) binados o ponto de interrogação e o de exclamação:
Você falou isso para ela?!
Não se usa vírgula Temos, ainda, sinais distintivos:
Separando termos que, do ponto de vista sintático,
ligam-se diretamente entre si:  a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), sepa-
ração de siglas (IOF/UPC);
1. Entre sujeito e predicado:  os colchetes ([ ]) = usados em transcrições feitas
Todos os alunos da sala foram advertidos. pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como primeira
Sujeito predicado opção aos parênteses, principalmente na matemá-
tica;
2. Entre o verbo e seus objetos:  o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a uma
O trabalho custou sacrifício aos nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir
realizadores. um nome que não se quer mencionar.
V.T.D.I. O.D. O.I.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Usa-se a vírgula:
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
1. Para marcar intercalação: reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
LÍNGUA PORTUGUESA

abundância, vem caindo de preço. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
produzindo, todavia, altas quantidades de alimen- SITE
tos.
C) das expressões explicativas ou corretivas: As indús- http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-vir-
é, não querem abrir mão dos lucros altos. gula.htm

64
2. (SERES-PE – AGENTE DE SEGURANÇA PENITEN-
CIÁRIA – CESPE – 2017 – ADAPTADA)
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Texto 1A1AAA
1. (STJ – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CAR-
GO 1 – CESPE – 2018 – ADAPTADA) Após o processo de redemocratização, com o fim da
ditadura militar, em meados da década de 80 do sécu-
Texto CB1A1CCC lo passado, era de se esperar que a democratização das
instituições tivesse como resultado direto a consolidação
As audiências de segunda a sexta-feira muitas vezes da cidadania — compreendida de modo amplo, abran-
revelaram o lado mais sórdido da natureza humana. Eram gendo as três categorias de direitos: civis, políticos e
relatos de sofrimento, dor, angústia que se transporta- sociais. Sobressaem, porém, problemas que configuram
vam da cadeira das vítimas, testemunhas e réus para mi- mais desafios para a cidadania brasileira, como a violên-
nha cadeira de juíza. A toga não me blindou daqueles re- cia urbana — que ameaça os direitos individuais — e o
latos sofridos, aflitos. As angústias dos que se sentavam desemprego — que ameaça os direitos sociais.
à minha frente, por diversas vezes, me escoltaram até No Brasil, o crime aumentou significantemente a par-
minha casa e passaram a ser companheiras de noites de tir de 1980, impacto do processo de modernização pelo
insônia. Não havia outra solução a não ser escrever. Era qual o país passou. Isso sugere que o boom do consumo
preciso colocar no papel e compartilhar a dor daquelas colocou em circulação bens de alto valor e, consequente-
pessoas que, mesmo ao fim do processo e com a senten- mente, aumentou as oportunidades para o crime, inclusi-
ça prolatada, não me deixavam esquecê-las. ve porque a maior mobilidade de pessoas torna o espaço
Foram horas, dias, meses, anos de oitivas de mães, social mais anônimo, menos supervisionado.
filhas, esposas, namoradas, companheiras, todas tendo Nesse contexto, justiça criminal passa a ser cada vez
em comum a violência no corpo e na alma sofrida den- mais dissociada de justiça social e reconstrução da so-
tro de casa. O lar, que deveria ser o lugar mais seguro ciedade. O objetivo em relação à criminalidade torna-se
para essas mulheres, havia se transformado no pior dos bem menos ambicioso: o controle. A prisão ganha mais
mundos. importância na modernidade tardia, porque satisfaz uma
Quando finalmente chegavam ao Judiciário e se sen- dupla necessidade dessa nova cultura: castigo e controle
tavam à minha frente, os relatos se transformavam em do risco. Essa postura às vezes proporciona controle, po-
desabafos de uma vida inteira. Era preciso explicar, justi- rém não segurança, pois o Estado tem o poder limitado
ficar e muitas vezes se culpar por terem sido agredidas. de manter a ordem por meio da polícia, sendo necessário
A culpa por ter sido vítima, a culpa por ter permitido, a dividir as tarefas de controle com organizações locais e
culpa por não ter sido boa o suficiente, a culpa por não com a comunidade.
ter conseguido manter a família. Sempre a culpa. Jacqueline Carvalho da Silva. Manutenção da ordem
Aquelas mulheres chegavam à Justiça buscando uma pública e garantia dos direitos individuais: os desafios da
força externa como se somente nós, juízes, promotores e polícia em sociedades democráticas. In: Revista Brasilei-
advogados, pudéssemos não apenas cessar aquele ciclo ra de Segurança Pública. São Paulo, ano 5, 8.ª ed., fev. –
de violência, mas também lhes dar voz para reagir àquela mar./2011, p. 84-5 (com adaptações).
violência invisível.
Rejane Jungbluth Suxberger. Invisíveis Marias: histó- No primeiro parágrafo do texto 1A1AAA, os dois-
rias além das quatro paredes. Brasília: Trampolim, 2018 -pontos introduzem
(com adaptações).
a) uma enumeração das “categorias de direitos”.
O trecho “juízes, promotores e advogados” explica o b) resultados da “consolidação da cidadania”.
sentido de “nós”. c) um contra-argumento para a ideia de cidadania como
algo “amplo”.
( ) CERTO ( ) ERRADO d) uma generalização do termo “direitos”.
e) objetivos do “processo de redemocratização”.
Resposta: Certo. Ao trecho: (...) Aquelas mulheres
chegavam à Justiça buscando uma força externa como Resposta: Letra A. Recorramos ao texto (faça isso
se somente nós, juízes, promotores e advogados, pu- SEMPRE durante seu concurso. O texto é a base para
déssemos não apenas cessar aquele ciclo de violência encontrar as respostas para as questões!): (...) abran-
(...). Os termos entre vírgulas servem para exemplificar gendo as três categorias de direitos: civis, políticos e
LÍNGUA PORTUGUESA

quem são os “nós” citados pela autora (juízes, promo- sociais. Os dois-pontos introduzem a enumeração dos
tores, advogados). direitos; apresenta-os.

65
3. (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE –
2010) Vão surgindo novos sinais do crescente otimismo CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
da indústria com relação ao futuro próximo. Um deles
refere-se às exportações. “O comércio mundial já está
voltando a se abrir para as empresas”, diz o gerente exe-
cutivo de pesquisas da Confederação Nacional da Indús- Os concurseiros estão apreensivos.
tria (CNI), Renato da Fonseca, para explicar a melhora Concurseiros apreensivos.
das expectativas dos industriais com relação ao mercado
externo. No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na
Quanto ao mercado interno, as expectativas da in- terceira pessoa do plural, concordando com o seu su-
dústria não se modificaram. Mas isso não é um mau si- jeito, os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo
nal, pois elas já eram francamente otimistas. Há algum “apreensivos” está concordando em gênero (masculino)
tempo, a pesquisa da CNI, realizada mensalmente a par- e número (plural) com o substantivo a que se refere: con-
tir de 2010, registra grande otimismo da indústria com curseiros. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa,
relação à demanda interna. Trata-se de um sentimento número e gênero se correspondem. A correspondência
generalizado. Em todos os setores industriais, a expres- de flexão entre dois termos é a concordância, que pode
siva maioria dos entrevistados acredita no aumento das ser verbal ou nominal.
vendas internas.
O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adap- 1. Concordância Verbal
tações).
É a flexão que se faz para que o verbo concorde com
O nome próprio “Renato da Fonseca” está entre vír- seu sujeito.
gulas por tratar-se de um vocativo.
1.1. Sujeito Simples - Regra Geral
( ) CERTO ( ) ERRADO O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo
em número e pessoa. Veja os exemplos:
Resposta: Errado. Recorramos ao texto (lembre-se
de fazer a mesma coisa no dia do seu concurso!): (...) A prova para ambos os cargos será aplicada
diz o gerente executivo de pesquisas da Confederação às 13h.
Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, para 3.ª p. Singular 3.ª p. Singular
explicar a melhora das expectativas. O termo em des-
taque não está exercendo a função de vocativo, já que Os candidatos à vaga chegarão às 12h.
não é utilizado para evocar, chamar o interlocutor do 3.ª p. Plural 3.ª p. Plural
diálogo. Sua função é de aposto – explicar quem é o
gerente executivo da CNI. 1.1.1. Casos Particulares

4. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – MÉDICO DO A) Quando o sujeito é formado por uma expressão
TRABALHO – CESPE – 2014 – ADAPTADA) A correção partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de,
gramatical do trecho “Entre as bebidas alcoólicas, cerve- metade de, a maioria de, a maior parte de, grande
jas e vinhos são as mais comuns em todo o mundo” seria parte de...) seguida de um substantivo ou pronome
prejudicada, caso se inserisse uma vírgula logo após a no plural, o verbo pode ficar no singular ou no
palavra “vinhos”. plural.
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
( ) CERTO ( ) ERRADO Metade dos candidatos não apresentou / apresenta-
ram proposta.
Resposta: Certo. Não se deve colocar vírgula entre
sujeito e predicado, a não ser que se trate de um apos- Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos
to (1), predicativo do sujeito (2), ou algum termo que dos coletivos, quando especificados: Um bando de
requeira estar separado entre pontuações. Exemplo: O vândalos destruiu / destruíram o monumento.
Rio de Janeiro, cidade maravilhosa (1), está em festa!
Os meninos, ansiosos (2), chegaram! Observação:
Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a
unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque
LÍNGUA PORTUGUESA

aos elementos que formam esse conjunto.

B) Quando o sujeito é formado por expressão que


indica quantidade aproximada (cerca de, mais de,
menos de, perto de...) seguida de numeral e subs-
tantivo, o verbo concorda com o substantivo.
Cerca de mil pessoas participaram do concurso.

66
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.  Se o número percentual estiver determinado por
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últi- artigo ou pronome adjetivo, a concordância far-se-
mas Olimpíadas. -á com eles:

Observação: Os 30% da produção de soja serão exportados.


Quando a expressão “mais de um” se associar a ver- Esses 2% da prova serão questionados.
bos que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório:
Mais de um colega se ofenderam na discussão. (ofende- F) O pronome “que” não interfere na concordância; já
ram um ao outro) o “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa do
singular.
C) Quando se trata de nomes que só existem no
plural, a concordância deve ser feita levando-se Fui eu que paguei a conta.
em conta a ausência ou presença de artigo. Sem Fomos nós que pintamos o muro.
artigo, o verbo deve ficar no singular; com artigo És tu que me fazes ver o sentido da vida.
no plural, o verbo deve ficar o plural. Sou eu quem faz a prova.
Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
Estados Unidos possui grandes universidades. Não serão eles quem será aprovado.
Alagoas impressiona pela beleza das praias.
As Minas Gerais são inesquecíveis. G) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve assu-
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira. mir a forma plural.
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encan-
D) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou taram os poetas.
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos,
muitos, quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou Este candidato é um dos que mais estudaram!
“de vós”, o verbo pode concordar com o primeiro
pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o  Se a expressão for de sentido contrário – nenhum
pronome pessoal. dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no
Quais de nós são / somos capazes? singular:
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões ino- Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga.
vadoras. Nem uma das que me escreveram mora aqui.

Observação:  Quando “um dos que” vem entremeada de subs-


Veja que a opção por uma ou outra forma indica a tantivo, o verbo pode:
inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz
ou escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fize- 1. ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atra-
mos”, ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso vessa o Estado de São Paulo. (já que não há outro
não ocorre ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de rio que faça o mesmo).
tudo e nada fizeram”, frase que soa como uma denúncia. 2. ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão po-
luídos (noção de que existem outros rios na mesma
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido esti- condição).
ver no singular, o verbo ficará no singular.
Qual de nós é capaz? H) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o
Algum de vós fez isso. verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.

E) Quando o sujeito é formado por uma expressão Vossa Excelência está cansado?
que indica porcentagem seguida de substantivo, o Vossas Excelências renunciarão?
verbo deve concordar com o substantivo.
25% do orçamento do país será destinado à Educação. I) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se
85% dos entrevistados não aprovam a administração de acordo com o numeral.
do prefeito. Deu uma hora no relógio da sala.
1% do eleitorado aceita a mudança. Deram cinco horas no relógio da sala.
1% dos alunos faltaram à prova. Soam dezenove horas no relógio da praça.
LÍNGUA PORTUGUESA

Baterão doze horas daqui a pouco.


 Quando a expressão que indica porcentagem não
é seguida de substantivo, o verbo deve concordar Observação:
com o número. Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino,
25% querem a mudança. torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito.
1% conhece o assunto. O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.
Soa quinze horas o relógio da matriz.

67
J) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum 1.2.1. Casos Particulares
sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do sin-
gular. São verbos impessoais: Haver no sentido de  Quando o sujeito composto é formado por nú-
existir; Fazer indicando tempo; Aqueles que indi- cleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica
cam fenômenos da natureza. Exemplos: no singular.
Descaso e desprezo marca seu comportamento.
Havia muitas garotas na festa. A coragem e o destemor fez dele um herói.
Faz dois meses que não vejo meu pai.
Chovia ontem à tarde.  Quando o sujeito composto é formado por núcleos
dispostos em gradação, verbo no singular:
1.2. Sujeito Composto Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um se-
gundo me satisfaz.
A) Quando o sujeito é composto e anteposto ao ver-
bo, a concordância se faz no plural:  Quando os núcleos do sujeito composto são uni-
dos por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no
Pai e filho conversavam longamente. plural, de acordo com o valor semântico das con-
Sujeito junções:

Pais e filhos devem conversar com frequência. Drummond ou Bandeira representam a essência da
Sujeito poesia brasileira.
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
B) Nos sujeitos compostos formados por pessoas
gramaticais diferentes, a concordância ocorre da Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de
seguinte maneira: a primeira pessoa do plural (nós) “adição”. Já em:
prevalece sobre a segunda pessoa (vós) que, por Juca ou Pedro será contratado.
sua vez, prevalece sobre a terceira (eles). Veja: Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olim-
píada.
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.
Primeira Pessoa do Plural (Nós) Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam
no singular.
Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
Segunda Pessoa do Plural (Vós)  Com as expressões “um ou outro” e “nem um nem
outro”, a concordância costuma ser feita no sin-
Pais e filhos precisam respeitar-se. gular.
Terceira Pessoa do Plural (Eles) Um ou outro compareceu à festa.
Nem um nem outro saiu do colégio.
Observação:
Quando o sujeito é composto, formado por um ele-  Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural ou
mento da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele), é no singular: Um e outro farão/fará a prova.
possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural
(eles): “Tu e teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar
de “tomaríeis”.  Quando os núcleos do sujeito são unidos por
“com”, o verbo fica no plural. Nesse caso, os nú-
C) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, cleos recebem um mesmo grau de importância e
passa a existir uma nova possibilidade de concor- a palavra “com” tem sentido muito próximo ao de
dância: em vez de concordar no plural com a totali- “e”.
dade do sujeito, o verbo pode estabelecer concor- O pai com o filho montaram o brinquedo.
dância com o núcleo do sujeito mais próximo. O governador com o secretariado traçaram os planos
para o próximo semestre.
Faltaram coragem e competência. O professor com o aluno questionaram as regras.
Faltou coragem e competência.
Compareceram todos os candidatos e o banca. Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se
Compareceu o banca e todos os candidatos. a ideia é enfatizar o primeiro elemento.
LÍNGUA PORTUGUESA

O pai com o filho montou o brinquedo.


D) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a concor- O governador com o secretariado traçou os planos
dância é feita no plural. Observe: para o próximo semestre.
O professor com o aluno questionou as regras.
Abraçaram-se vencedor e vencido.
Ofenderam-se o jogador e o árbitro. Com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito
composto. O sujeito é simples, uma vez que as ex-

68
pressões “com o filho” e “com o secretariado” são
adjuntos adverbiais de companhia. Na verdade, é #FicaDica
como se houvesse uma inversão da ordem. Veja:
Para saber se o “se” é partícula apassivadora
“O pai montou o brinquedo com o filho.”
ou índice de indeterminação do sujeito, ten-
“O governador traçou os planos para o próximo semes-
te transformar a frase para a voz passiva. Se
tre com o secretariado.”
a frase construída for “compreensível”, esta-
“O professor questionou as regras com o aluno.”
remos diante de uma partícula apassivadora;
se não, o “se” será índice de indeterminação.
Casos em que se usa o verbo no singular: Veja:
Café com leite é uma delícia! Precisa-se de funcionários qualificados.
O frango com quiabo foi receita da vovó. Tentemos a voz passiva:
Funcionários qualificados são precisados (ou
Quando os núcleos do sujeito são unidos por expres- precisos)? Não há lógica. Portanto, o “se”
sões correlativas como: “não só... mas ainda”, “não destacado é índice de indeterminação do
somente”..., “não apenas... mas também”, “tanto... sujeito.
quanto”, o verbo ficará no plural. Agora:
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o Vendem-se casas.
Nordeste. Voz passiva: Casas são vendidas. Constru-
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a ção correta! Então, aqui, o “se” é partícula
notícia. apassivadora. (Dá para eu passar para a voz
passiva. Repare em meu destaque. Percebeu
Quando os elementos de um sujeito composto são semelhança? Agora é só memorizar!)
resumidos por um aposto recapitulativo, a concor-
dância é feita com esse termo resumidor.
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apa- O Verbo “Ser”
tia.
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o su-
na vida das pessoas. jeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordância pode
ocorrer também entre o verbo e o predicativo do sujeito.
1.2.2 Outros Casos
Quando o sujeito ou o predicativo for:
O Verbo e a Palavra “SE”
A) Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo
Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há SER concorda com a pessoa gramatical:
duas de particular interesse para a concordância verbal: Ele é forte, mas não é dois.
A) quando é índice de indeterminação do sujeito; Fernando Pessoa era vários poetas.
B) quando é partícula apassivadora. A esperança dos pais são eles, os filhos.
Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se”
acompanha os verbos intransitivos, transitivos in- B) nome de coisa e um estiver no singular e o outro
diretos e de ligação, que obrigatoriamente são no plural, o verbo SER concordará, preferencial-
conjugados na terceira pessoa do singular: mente, com o que estiver no plural:
Precisa-se de funcionários. Os livros são minha paixão!
Confia-se em teses absurdas. Minha paixão são os livros!

Quando pronome apassivador, o “se” acompanha Quando o verbo SER indicar


verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e in-
diretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nes-  horas e distâncias, concordará com a expressão
se caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração. numérica:
Exemplos: É uma hora.
São quatro horas.
Construiu-se um posto de saúde. Daqui até a escola é um quilômetro / são dois quilô-
Construíram-se novos postos de saúde. metros.
Aqui não se cometem equívocos  datas, concordará com a palavra dia(s), que pode
LÍNGUA PORTUGUESA

Alugam-se casas. estar expressa ou subentendida:

Hoje é dia 26 de agosto.


Hoje são 26 de agosto.

 Quando o sujeito indicar peso, medida, quantida-


de e for seguido de palavras ou expressões como

69
pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo SER A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
fica no singular: seguintes regras gerais:
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido. A) O adjetivo concorda em gênero e número quando
Duas semanas de férias é muito para mim. se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas
denunciavam o que sentia.
 Quando um dos elementos (sujeito ou predica-
tivo) for pronome pessoal do caso reto, com este B) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos,
concordará o verbo. a concordância pode variar. Podemos sistematizar
No meu setor, eu sou a única mulher. essa flexão nos seguintes casos:
Aqui os adultos somos nós.
 Adjetivo anteposto aos substantivos:
Observação: O adjetivo concorda em gênero e número com o subs-
tantivo mais próximo.
Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) repre-
Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
sentados por pronomes pessoais, o verbo concor-
Encontramos caída a roupa e os prendedores.
da com o pronome sujeito.
Encontramos caído o prendedor e a roupa.
Eu não sou ela.
Ela não é eu. Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de pa-
rentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
 Quando o sujeito for uma expressão de sentido As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plu- Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
ral, o verbo SER concordará com o predicativo.
A grande maioria no protesto eram jovens.  Adjetivo posposto aos substantivos:
O resto foram atitudes imaturas. O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo
ou com todos eles (assumindo a forma masculina
O Verbo “Parecer” plural se houver substantivo feminino e masculino).
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma locução A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
verbal (é seguido de infinitivo), admite duas concordân- A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
cias: A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.

 Ocorre variação do verbo PARECER e não se fle- Observação:


xiona o infinitivo: As crianças parecem gostar do Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza,
desenho. pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere
aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi
 A variação do verbo parecer não ocorre e o infini- flexionado no plural masculino, que é o gênero pre-
tivo sofre flexão: dominante quando há substantivos de gêneros di-
As crianças parece gostarem do desenho. ferentes.
(essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adje-
aas crianças) tivo fica no singular ou plural.
A beleza e a inteligência feminina(s).
O carro e o iate novo(s).
FIQUE ATENTO!
Com orações desenvolvidas, o verbo PARE- C) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:
CER fica no singular. Por exemplo: As pare- O adjetivo fica no masculino singular, se o substanti-
des parece que têm ouvidos. (Parece que as vo não for acompanhado de nenhum modificador:
paredes têm ouvidos = oração subordinada Água é bom para saúde.
substantiva subjetiva). O adjetivo concorda com o substantivo, se este for mo-
dificado por um artigo ou qualquer outro determi-
nativo: Esta água é boa para saúde.
CONCORDÂNCIA NOMINAL D) O adjetivo concorda em gênero e número com os
pronomes pessoais a que se refere: Juliana encon-
A concordância nominal se baseia na relação entre
LÍNGUA PORTUGUESA

trou-as muito felizes.


nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se
ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes E) Nas expressões formadas por pronome indefinido
adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se: neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição
normalmente, o substantivo funciona como núcleo de DE + adjetivo, este último geralmente é usado no
um termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adno- masculino singular: Os jovens tinham algo de mis-
minal. terioso.

70
F) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem
função adjetiva e concorda normalmente com o Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite
nome a que se refere:
Cristina saiu só. Estas palavras adjetivas concordam em gênero e número
Cristina e Débora saíram sós. com o substantivo ou pronome a que se referem.
Seguem anexas as documentações requeridas.
Observação: A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Quando a palavra “só” equivale a “somente” ou “ape- Muito obrigadas, disseram as senhoras.
Seguem inclusos os papéis solicitados.
nas”, tem função adverbial, ficando, portanto, inva-
Estamos quites com nossos credores.
riável: Eles só desejam ganhar presentes.
Bastante - Caro - Barato - Longe
#FicaDica
Estas palavras são invariáveis quando funcionam como
Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. advérbios. Concordam com o nome a que se referem quan-
Se a frase ficar coerente com o primeiro, do funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou nu-
trata-se de advérbio, portanto, invariável; se merais.
houver coerência com o segundo, função de As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
adjetivo, então varia: Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pro-
Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo nome adjetivo)
Ele está só descansando. (apenas descansan- Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
do) - advérbio As casas estão caras. (adjetivo)
Achei barato este casaco. (advérbio)
Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)
depois de “só”, haverá, novamente, um ad-
jetivo: Meio - Meia
Ele está só, descansando. (ele está sozinho e
descansando) A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo,
concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi
meia porção de polentas.
G) Quando um único substantivo é modificado por dois Quando empregada como advérbio permanece invariá-
ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as vel: A candidata está meio nervosa.
construções:

 O substantivo permanece no singular e coloca-se o #FicaDica


artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura es-
panhola e a portuguesa. Dá para eu substituir por “um pouco”, assim
 O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo saberei que se trata de um advérbio, não de
antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e por- adjetivo: “A candidata está um pouco nervo-
tuguesa. sa”.

1. Casos Particulares
Alerta - Menos
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É permi-
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem
tido
sempre invariáveis.
 Estas expressões, formadas por um verbo mais um Os concurseiros estão sempre alerta.
adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se Não queira menos matéria!
referem possuir sentido genérico (não vier precedido
de artigo). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
É proibido entrada de crianças.
Em certos momentos, é necessário atenção. Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
No verão, melancia é bom. reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
É preciso cidadania. Paulo: Saraiva, 2010.
Não é permitido saída pelas portas laterais. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
LÍNGUA PORTUGUESA

Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.


 Quando o sujeito destas expressões estiver determi- Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
nado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o ver- ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
bo como o adjetivo concordam com ele.
É proibida a entrada de crianças. SITE
Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49.php
São precisas várias medidas na educação.

71
a) não existe e não têm.
b) não existe e inexiste.
EXERCÍCIOS COMENTADOS c) inexiste e não há.
d) inexiste e não acontece.
1. (POLÍCIA FEDERAL – ESCRIVÃO DE POLÍCIA FE- e) não tem e não têm.
DERAL – CESPE – 2013) Formas de tratamento como
Vossa Excelência e Vossa Senhoria, ainda que sejam em- Resposta: Letra C. Busquemos o contexto:
pregadas sempre na segunda pessoa do plural e no femi- - sem direitos humanos reconhecidos e protegidos,
nino, exigem flexão verbal de terceira pessoa; além disso, não há democracia = poderíamos substituir por “não
o pronome possessivo que faz referência ao pronome existe”, inexiste (verbo “haver” empregado com o sen-
de tratamento também deve ser o de terceira pessoa, e tido de “existir”)
o adjetivo que remete ao pronome de tratamento deve - sem democracia, não existem as condições míni-
concordar em gênero e número com a pessoa — e não mas para a solução pacífica dos conflitos = sentido
com o pronome — a que se refere. de “existir”. Poderíamos substituir por inexiste, mas no
plural, já que devemos concordar com “as condições
( ) CERTO ( ) ERRADO mínimas”. A única “troca” adequada seria o verbo “ha-
ver” – que pode ser utilizado com o sentido de “exis-
Resposta: Certo. Afirmações corretas. As concordân- tir”. Teríamos: sem direitos humanos reconhecidos e
cias verbal e nominal ao se utilizar pronome de trata- protegidos, inexiste democracia; sem democracia, não
mento devem ser na terceira pessoa e concordar em há as condições mínimas para a solução pacífica dos
gênero (masculino ou feminino) com a pessoa a quem conflitos.
se dirige: “Vossa Excelência está cansada(o)?” – con-
cordará com quem está se falando: uma mulher ou um 3. (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚS-
homem / “Vossa Santidade trouxe seus pertences?” / TRIA E COMÉRCIO EXTERIOR – ANALISTA TÉCNICO
“Vossas Senhorias gostariam de um café?”. ADMINISTRATIVO – CESPE – 2014) Em “Vossa Exce-
lência deve estar satisfeita com os resultados das nego-
2. (PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA – CONHECIMEN- ciações”, o adjetivo estará corretamente empregado se
TOS BÁSICOS CARGOS DE TÉCNICO MUNICIPAL – dirigido a ministro de Estado do sexo masculino, pois o
NÍVEL MÉDIO – CESPE – 2017) termo “satisfeita” deve concordar com a locução prono-
minal de tratamento “Vossa Excelência”.
Texto CB3A2BBB
( ) CERTO ( ) ERRADO
O reconhecimento e a proteção dos direitos humanos
estão na base das Constituições democráticas modernas. Resposta: Errado. Se a pessoa, no caso o ministro, for
A paz, por sua vez, é o pressuposto necessário para o re- do sexo feminino (ministra), o adjetivo está correto;
conhecimento e a efetiva proteção dos direitos humanos mas, se for do sexo masculino, o adjetivo sofrerá fle-
em cada Estado e no sistema internacional. Ao mesmo xão de gênero: satisfeito. O pronome de tratamento
tempo, o processo de democratização do sistema in- é apenas a maneira como tratar a autoridade, não re-
ternacional, que é o caminho obrigatório para a busca gendo as demais concordâncias.
do ideal da paz perpétua, não pode avançar sem uma
gradativa ampliação do reconhecimento e da proteção 4. (ABIN – AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA –
dos direitos humanos, acima de cada Estado. Direitos CESPE – 2010 – ADAPTADA) (...) Da combinação entre
humanos, democracia e paz são três elementos funda- velocidade, persistência, relevância, precisão e flexibilida-
mentais do mesmo movimento histórico: sem direitos de surge a noção contemporânea de agilidade, transfor-
humanos reconhecidos e protegidos, não há democra- mada em principal característica de nosso tempo.
cia; sem democracia, não existem as condições mínimas A forma verbal “surge” poderia, sem prejuízo grama-
para a solução pacífica dos conflitos. Em outras palavras, tical para o texto, ser flexionada no plural, para concor-
a democracia é a sociedade dos cidadãos, e os súditos se dar com “velocidade, persistência, relevância, precisão e
tornam cidadãos quando lhes são reconhecidos alguns flexibilidade”
direitos fundamentais; haverá paz estável, uma paz que
não tenha a guerra como alternativa, somente quando ( ) CERTO ( ) ERRADO
existirem cidadãos não mais apenas deste ou daquele
Estado, mas do mundo. Resposta: Errado. O verbo está concordando com o
LÍNGUA PORTUGUESA

Norberto Bobbio. A era dos direitos. Trad. Carlos Nel- termo “combinação”, por isso deve ficar no singular.
son Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 1 (com
adaptações). 5. (TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDE-
Preservando-se a correção gramatical do texto CB3A- RAL-DF – CONHECIMENTOS BÁSICOS – ANALISTA
2BBB, os termos “não há” e “não existem” poderiam ser DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – ARQUIVOLOGIA
substituídos, respectivamente, por – CESPE – 2014 – ADAPTADA) (...) Há décadas, países
como China e Índia têm enviado estudantes para países

72
centrais, com resultados muito positivos.(...) diferentes formas em frases distintas.
A forma verbal “Há” poderia ser corretamente substi-
tuída por Fazem. A) Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
( ) CERTO ( ) ERRADO importante, no entanto, destacar alguns detalhes
relativos aos adjuntos adverbiais que costumam
Resposta: Errado. O verbo “fazer”, quando empre- acompanhá-los.
gado no sentido de tempo passado, não sofre flexão.
Portanto, sua forma correta seria: “faz décadas”. Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos
adverbiais de lugar. Na língua culta, as preposições
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL usadas para indicar destino ou direção são: a, para.

Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um nome
Ricardo foi para a Espanha.
(regência nominal) e seus complementos.
Adjunto Adverbial de Lugar
Regência Verbal = Termo Regente: VERBO
Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
A regência verbal estuda a relação que se estabelece
por em ou a.
entre os verbos e os termos que os complementam
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
(objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam
último jogo.
(adjuntos adverbiais). Há verbos que admitem mais
de uma regência, o que corresponde à diversidade
B) Verbos Transitivos Diretos
de significados que estes verbos podem adquirir
Os verbos transitivos diretos são complementados
dependendo do contexto em que forem empregados.
por objetos diretos. Isso significa que não exigem
preposição para o estabelecimento da relação de
A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar,
regência. Ao empregar esses verbos, lembre-se de
contentar.
que os pronomes oblíquos o, a, os, as atuam como
A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar
objetos diretos. Esses pronomes podem assumir
agrado ou prazer”, satisfazer.
as formas lo, los, la, las (após formas verbais
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas
Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
(após formas verbais terminadas em sons nasais),
“agradar a alguém”.
enquanto lhe e lhes são, quando complementos
verbais, objetos indiretos.
O conhecimento do uso adequado das preposições
São verbos transitivos diretos, dentre outros:
é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência
abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar,
verbal (e também nominal). As preposições são capazes
acompanhar, acusar, admirar, adorar, alegrar,
de modificar completamente o sentido daquilo que está
ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar,
sendo dito.
condenar, conhecer, conservar, convidar, defender,
eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar,
Cheguei ao metrô.
prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver,
Cheguei no metrô.
visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no
como o verbo amar:
segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado.
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
A voluntária distribuía leite às crianças.
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
A voluntária distribuía leite com as crianças.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi empregado
Observação:
LÍNGUA PORTUGUESA

como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto


Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos
(objeto indireto: às crianças); na segunda, como transitivo
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
direto (objeto direto: crianças; com as crianças: adjunto
adnominais):
adverbial).
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Para estudar a regência verbal, agruparemos os
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
verbos de acordo com sua transitividade. Esta, porém,
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de

73
C) Verbos Transitivos Indiretos
Os verbos transitivos indiretos são complementados O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos com particular cuidado:
exigem uma preposição para o estabelecimento Agradeci o presente. / Agradeci-o.
da relação de regência. Os pronomes pessoais do Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
caso oblíquo de terceira pessoa que podem atuar Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, Paguei minhas contas. / Paguei-as.
os, a, as como complementos de verbos transitivos Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
indiretos. Com os objetos indiretos que não
representam pessoas, usam-se pronomes oblíquos Informar
tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
pronomes átonos lhe, lhes. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Informe os novos preços aos clientes.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os
Consistir - Tem complemento introduzido pela novos preços)
preposição “em”: A modernidade verdadeira
consiste em direitos iguais para todos. Na utilização de pronomes como complementos, veja
as construções:
Obedecer e Desobedecer - Possuem seus Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos
complementos introduzidos pela preposição “a”: preços.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou
Eles desobedeceram às leis do trânsito. sobre eles)

Responder - Tem complemento introduzido pela Observação:


preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto A mesma regência do verbo informar é usada para
para indicar “a quem” ou “ao que” se responde. os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar,
Respondi ao meu patrão. prevenir.
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura. Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo
Observação: admite as preposições “a” ou “com” para
O verbo responder, apesar de transitivo indireto introduzir o complemento indireto: Comparei seu
quando exprime aquilo a que se responde, admite comportamento ao (ou com o) de uma criança.
voz passiva analítica:
O questionário foi respondido corretamente. Pedir
Todas as perguntas foram respondidas Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente
satisfatoriamente. na forma de oração subordinada substantiva) e
indireto de pessoa.
Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus
complementos introduzidos pela preposição Pedi-lhe favores.
“com”. Objeto Indireto Objeto Direto
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
governam para uma minoria privilegiada. Objeto Indireto Oração Subordinada
Substantiva Objetiva Direta
D) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
A construção “pedir para”, muito comum na linguagem
Os verbos transitivos diretos e indiretos são cotidiana, deve ter emprego muito limitado na
acompanhados de um objeto direto e um indireto. língua culta. No entanto, é considerada correta
Merecem destaque, nesse grupo: agradecer, quando a palavra licença estiver subentendida.
perdoar e pagar. São verbos que apresentam
objeto direto relacionado a coisas e objeto indireto Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em
LÍNGUA PORTUGUESA

relacionado a pessoas. casa.

Agradeço aos ouvintes a audiência. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz
Objeto Indireto Objeto Direto uma oração subordinada adverbial final reduzida
de infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em
Paguei o débito ao cobrador. casa).
Objeto Direto Objeto Indireto

74
Preferir Assistimos ao documentário.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto Não assisti às últimas sessões.
indireto introduzido pela preposição “a”: Essa lei assiste ao inquilino.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus. No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto
Observação: adverbial de lugar introduzido pela preposição
Na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem “em”: Assistimos numa conturbada cidade.
termos intensificadores, tais como: muito, antes,
mil vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é Chamar
dada pelo prefixo existente no próprio verbo (pre). Chamar é transitivo direto no sentido de convocar,
solicitar a atenção ou a presença de.
Mudança de Transitividade - Mudança de Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá
Significado chamá-la.
Há verbos que, de acordo com a mudança de Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
transitividade, apresentam mudança de significado.
O conhecimento das diferentes regências desses Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
verbos é um recurso linguístico muito importante, apresentar objeto direto e indireto, ao qual se
pois além de permitir a correta interpretação refere predicativo preposicionado ou não.
de passagens escritas, oferece possibilidades A torcida chamou o jogador mercenário.
expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os A torcida chamou ao jogador mercenário.
principais, estão: A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Agradar
Agradar é transitivo direto no sentido de fazer Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal:
carinhos, acariciar, fazer as vontades de. Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.
Sempre agrada o filho quando.
Aquele comerciante agrada os clientes. Custar
Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
Agradar é transitivo indireto no sentido de causar valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege adverbial: Frutas e verduras não deveriam custar
complemento introduzido pela preposição “a”. muito.
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou. No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma
O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indireto: oração reduzida de infinitivo.
O cantor desagradou à plateia.
Muito custa viver tão longe da família.
Aspirar Verbo Intransitivo Oração Subordinada
Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
(o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
Custou-me (a mim) crer nisso.
Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter Objeto Indireto Oração Subordinada
como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
(Aspirávamos a ele)
A Gramática Normativa condena as construções que
Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado
as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são por pessoa: Custei para entender o problema.
utilizadas, mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a = Forma correta: Custou-me entender o problema.
ela(s)”. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência
melhor. (= Aspiravam a ela) Implicar
Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
Assistir A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
LÍNGUA PORTUGUESA

Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar implicavam um firme propósito.


assistência a, auxiliar. B) ter como consequência, trazer como consequência,
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. acarretar, provocar: Uma ação implica reação.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Como transitivo direto e indireto, significa
Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, comprometer, envolver: Implicaram aquele jornalista
presenciar, estar presente, caber, pertencer. em questões econômicas.

75
(pronominal)
No sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
indireto e rege com preposição “com”: Implicava No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou
com quem não trabalhasse arduamente. seja, exigem complemento sem preposição: Ele
esqueceu o livro.
Namorar No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc)
Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois e exigem complemento com a preposição “de”.
anos. São, portanto, transitivos indiretos:
Ele se esqueceu do caderno.
Obedecer - Desobedecer Eu me esqueci da chave.
Sempre transitivo indireto: Eles se esqueceram da prova.
Todos obedeceram às regras. Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
Ninguém desobedece às leis.
Há uma construção em que a coisa esquecida ou
Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo
“lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a sofre leve alteração de sentido. É uma construção
elas. muito rara na língua contemporânea, porém, é fácil
encontrá-la em textos clássicos tanto brasileiros
Proceder como portugueses. Machado de Assis, por
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
ter cabimento, ter fundamento ou comportar- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
se, agir. Nessa segunda acepção, vem sempre Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
acompanhado de adjunto adverbial de modo. Não lhe lembram os bons momentos da infância? (=
As afirmações da testemunha procediam, não havia momentos é sujeito)
como refutá-las.
Você procede muito mal. Simpatizar - Antipatizar
São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege Não simpatizei com os jurados.
a preposição “de”) e fazer, executar (rege Simpatizei com os alunos.
complemento introduzido pela preposição “a”) é
transitivo indireto. Importante:
O avião procede de Maceió. A norma culta exige que os verbos e expressões
Procedeu-se aos exames. que dão ideia de movimento sejam usados com a
O delegado procederá ao inquérito. preposição “a”:
Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
Querer Cláudia desceu ao segundo andar.
Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.
vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento. Regência Nominal
Queremos um país melhor.
É o nome da relação existente entre um nome
Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos
estimar, amar: Quero muito aos meus amigos. regidos por esse nome. Essa relação é sempre
intermediada por uma preposição. No estudo
Visar da regência nominal, é preciso levar em conta
Como transitivo direto, apresenta os sentidos de que vários nomes apresentam exatamente o
mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. mesmo regime dos verbos de que derivam.
O homem visou o alvo. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses
O gerente não quis visar o cheque. casos, conhecer o regime dos nomes cognatos.
Observe o exemplo: Verbo obedecer e os nomes
No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como correspondentes: todos regem complementos
objetivo é transitivo indireto e rege a preposição introduzidos pela preposição a. Veja:
“a”. Obedecer a algo/ a alguém.
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O ensino deve sempre visar ao progresso social. Obediente a algo/ a alguém.


Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-
estar público. Se uma oração completar o sentido de um nome, ou
seja, exercer a função de complemento nominal,
Esquecer – Lembrar ela será completiva nominal (subordinada
Lembrar algo – esquecer algo substantiva).
Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo

76
Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Observação:
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar - Português linguagens: volume 3. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.

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77
c) Podemos esperar um futuro melhor
d) Podemos esperar porquanto um futuro melhor
EXERCÍCIOS COMENTADOS e) Podemos esperar todavia um futuro melhor

1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – CES- Resposta: Letra C


GRANRIO-2018) Em “a”: Podemos esperar para um futuro melhor = po-
demos esperar o quê?
O ano da esperança Em “b”: Podemos esperar com um futuro melhor = po-
demos esperar o quê?
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de ami- Em “c”: Podemos esperar um futuro melhor = correta
gos desempregados. E pedidos de empréstimos. Um Em “d”: Podemos esperar porquanto um futuro me-
atrás do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações lhor = sentido de “porque”
de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o di- Em “e”: Podemos esperar todavia um futuro melhor =
nheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, conjunção adversativa (ideia contrária à apresentada
com a consciência de que era uma doação. A situação anteriormente)
foi piorando. Os argumentos também. No início era para A única frase correta – e coerente - é podemos esperar
pagar a escola do filho. Depois vieram as mães e avós um futuro melhor.
doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser genero-
so. Ajudava um rapaz, que não conheço pessoalmente. 2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-
Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a GRANRIO-2018) Considere a seguinte frase: “Os lança-
fisioterapia. Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas mentos tecnológicos a que o autor se refere podem re-
internações, remédios. A situação piorando, eu já estava sultar em comportamentos impulsivos nos consumidores
encomendando missa de sétimo dia. Falei com um ami- desses produtos”. A utilização da preposição destacada
go médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso a é obrigatória para atender às exigências da regência
gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia para a do verbo “referir-se”, de acordo com a norma-padrão da
consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se con- língua portuguesa. É também obrigatório o uso de uma
sultava ou eu não ajudava mais. preposição antecedendo o pronome que destacado em:
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma
receita de suplementos para ficar com o corpo atlético. a) Os consumidores, ao adquirirem um produto que qua-
Nunca conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota se ninguém possui, recém-lançado no mercado, pas-
por ter caído na história. Só que esse rapaz havia perdido sam a ter uma sensação de superioridade.
o emprego após o suposto acidente. Foi por isso que me b) Muitos aparelhos difundidos no mercado nem sempre
deixei enganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde trazem novidades que justifiquem seu preço elevado
também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As em relação ao modelo anterior.
pessoas buscam vagas nos mercados em expansão. Se a c) O estudo de mapeamento cerebral que o pesquisador
indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar. realizou foi importante para mostrar que o vício em
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos novidades tecnológicas cresce cada vez mais.
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão sur- d) O hormônio chamado dopamina é responsável por
gir. Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça causar sensações de prazer que levam as pessoas a se
de velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova sentirem recompensadas.
consciência para votar. Como? Num mundo em que as e) As pessoas, na maioria das vezes, gastam muito mais
notícias são plantadas pela internet, em que muitos sites do que o seu orçamento permite em aparelhos que
servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram elas não necessitam.
cada história a meu respeito que nem sei o que dizer. Já
inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escre- Resposta: Letra E
vo. Pior. Depois todo mundo me pergunta por que isso Em “a”: Os consumidores, ao adquirirem um produto
ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama. que (= o qual) quase ninguém possui, recém-lançado
Respondo: — Nunca foi para acontecer. Era mentira da no mercado, passam a ter uma sensação de superio-
internet. ridade.
Duvidam. Acham que estou mentindo. Em “b”: Muitos aparelhos difundidos no mercado nem
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez. sempre trazem novidades que (= as quais) justifiquem
2017, p.97. Adaptado. seu preço elevado em relação ao modelo anterior.
Em “c”: O estudo de mapeamento cerebral que (= o
LÍNGUA PORTUGUESA

Considere o trecho “Podemos esperar por um futuro qual) o pesquisador realizou foi importante para mos-
melhor”. Respeitando-se as regras da norma-padrão e trar que o vício em novidades tecnológicas cresce
conservando-se o conteúdo informacional, o trecho aci- cada vez mais.
ma está corretamente reescrito em: Em “d”: O hormônio chamado dopamina é responsá-
vel por causar sensações de prazer que (= as quais)
a) Podemos esperar para um futuro melhor levam as pessoas a se sentirem recompensadas.
b) Podemos esperar com um futuro melhor Em “e”: As pessoas, na maioria das vezes, gastam mui-

78
to mais do que o seu orçamento permite em apare- Em “e”: O único detalhe do apartamento que o amigo
lhos de que (= das quais) elas não necessitam. se ateve = ao qual/ a que

3. (MPU – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE-2010) 5. (TJ-SP – ADVOGADO - VUNESP/2013 - ADAPTADA)


A pobreza é um dos fatores mais comumente res- Na passagem – ... e ausência de candidatos para preen-
ponsáveis pelo baixo nível de desenvolvimento huma- chê-las. –, substituindo-se o verbo preencher por concor-
no e pela origem de uma série de mazelas, algumas das rer e atendendo-se à norma-padrão, obtém-se:
quais proibidas por lei ou consideradas crimes. É o caso
do trabalho infantil. A chaga encontra terreno fértil nas a) … e ausência de candidatos para concorrer a elas.
sociedades subdesenvolvidas, mas também viceja onde b) … e ausência de candidatos para concorrer à elas.
o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem, obriga c) … e ausência de candidatos para concorrer-lhes.
crianças e adolescentes a participarem do processo de d) … e ausência de candidatos para concorrê-las.
produção. Foi assim na Revolução Industrial de ontem e) … e ausência de candidatos para lhes concorrer.
e nas economias ditas avançadas. E ainda é, nos dias de
hoje, nas manufaturas da Ásia ou em diversas regiões do Resposta: Letra A
Brasil. Enquanto, entre as nações ricas, o trabalho infantil Vamos por exclusão: “à elas” está errada, já que não
foi minimizado, já que nunca se pode dizer erradicado, temos acento indicativo de crase antes de pronome
ele continua sendo grave problema nos países mais po- pessoal; quando temos um verbo no infinitivo, pode-
bres. mos usar a construção: verbo + preposição + prono-
Jornal do Brasil, Editorial, 1.º/7/2010 (com adapta- me pessoal. Por exemplo: Dar a eles (ao invés de “dar-
ções). -lhes”).

O emprego de preposição em “a participarem” é exi-


gido pela regência da forma verbal “obriga”.

( ) CERTO ( ) ERRADO SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS

Resposta: Certo
Semântica é o estudo da significação das palavras
(...) o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem,
e das suas mudanças de significação através do tempo
obriga crianças e adolescentes a participarem = quem
ou em determinada época. A maior importância está em
obriga, obriga alguém (crianças e adolescentes – ob-
distinguir sinônimos e antônimos (sinonímia / antonímia)
jeto direto) a algo (a participarem – objeto indireto:
e homônimos e parônimos (homonímia / paronímia).
com preposição – no caso, uma oração com a função
de objeto indireto).
1. Sinônimos
4. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2013)
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto
Considerando as regras de regência verbal, assinale a al-
- abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar -
ternativa correta.
abolir.
Duas palavras são totalmente sinônimas quando
a) Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o amigo
são substituíveis, uma pela outra, em qualquer contexto
comentou de que o livro estava acabando.
(cara e rosto, por exemplo); são parcialmente sinônimas
b) Enquanto seu amigo continua encomendando livros
quando, ocasionalmente, podem ser substituídas,
de papel, o autor aderiu o livro digital.
uma pela outra, em deteminado enunciado (aguadar e
c) Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer seria sair
esperar).
para jantar.
d) As estantes que o autor aludiu foram projetadas para
Observação:
armazenar livros e CDs.
A contribuição greco-latina é responsável pela
e) O único detalhe do apartamento que o amigo se ateve
existência de numerosos pares de sinônimos: adversário e
foi o número de estantes.
antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo;
contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diálogo;
Resposta: Letra C
transformação e metamorfose; oposição e antítese.
Em “a”: Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o
LÍNGUA PORTUGUESA

amigo comentou de (X) que = comentou que


2. Antônimos
Em “b”: Enquanto seu amigo continua encomendando
livros de papel, o autor aderiu o = aderiu ao
São palavras que se opõem através de seu significado:
Em “c”: Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer
ordem - anarquia; soberba - humildade; louvar - censurar;
seria sair para jantar = correta
mal - bem.
Em “d”: As estantes que o autor aludiu = às quais/a
que

79
Observação: significado genérico, incluindo motos, ônibus, caminhões.
A antonímia pode se originar de um prefixo de sen- Veículos é um hiperônimo de carros.
tido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático Um hiperônimo pode substituir seus hipônimos em
e antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; quaisquer contextos, mas o oposto não é possível. A utili-
ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e antico- zação correta dos hiperônimos, ao redigir um texto, evita
munista; simétrico e assimétrico. a repetição desnecessária de termos.

3. Homônimos e Parônimos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 Homônimos = palavras que possuem a mesma SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
grafia ou a mesma pronúncia, mas significados di- Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
ferentes. Podem ser Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
A) Homógrafas: são palavras iguais na escrita e dife- Paulo: Saraiva, 2010.
rentes na pronúncia: Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
(subst.); jogo (subst.) e jogo (verbo); denúncia (subst.) XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Lìngua
e denuncia (verbo); providência (subst.) e providen- Portuguesa – 2.ª ed. reform. – São Paulo: Ediouro, 2000.
cia (verbo).
B) Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e SITE
diferentes na escrita:
acender (atear) e ascender (subir); concertar (harmo- http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-
nizar) e consertar (reparar); cela (compartimento) e -antonimos,-homonimos-e-paronimos
sela (arreio); censo (recenseamento) e senso ( juízo);
paço (palácio) e passo (andar).
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
C) Homógrafas e homófonas simultaneamente (ou
perfeitas): São palavras iguais na escrita e na pro- Exemplos de variação no significado das palavras:
núncia:
caminho (subst.) e caminho (verbo); cedo (verbo) e Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido
cedo (adv.); livre (adj.) e livre (verbo). literal)
Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido
 Parônimos = palavras com sentidos diferentes, po- figurado)
rém de formas relativamente próximas. São pala- Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado)
vras parecidas na escrita e na pronúncia: cesta (re- As variações nos significados das palavras ocasionam
ceptáculo de vime; cesta de basquete/esporte) e o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo
sesta (descanso após o almoço), eminente (ilustre) (conotação) das palavras.
e iminente (que está para ocorrer), osso (substan-
tivo) e ouço (verbo), sede (substantivo e/ou verbo A) Denotação= Uma palavra é usada no sentido de-
“ser” no imperativo) e cede (verbo), comprimen- notativo quando apresenta seu significado original,
to (medida) e cumprimento (saudação), autuar independentemente do contexto em que aparece.
(processar) e atuar (agir), infligir (aplicar pena) e Refere-se ao seu significado mais objetivo e co-
infringir (violar), deferir (atender a) e diferir (diver- mum, aquele imediatamente reconhecido e muitas
gir), suar (transpirar) e soar (emitir som), aprender vezes associado ao primeiro significado que apa-
(conhecer) e apreender (assimilar; apropriar-se de), rece nos dicionários, sendo o significado mais li-
tráfico (comércio ilegal) e tráfego (relativo a movi- teral da palavra. A denotação tem como finalidade
mento, trânsito), mandato (procuração) e manda- informar o receptor da mensagem de forma clara e
do (ordem), emergir (subir à superfície) e imergir objetiva, assumindo um caráter prático. É utilizada
(mergulhar, afundar). em textos informativos, como jornais, regulamen-
tos, manuais de instrução, bulas de medicamentos,
4. Hiperonímia e Hiponímia textos científicos, entre outros. A palavra “pau”, por
exemplo, em seu sentido denotativo é apenas um
Hipônimos e hiperônimos são palavras que perten- pedaço de madeira. Outros exemplos:
LÍNGUA PORTUGUESA

cem a um mesmo campo semântico (de sentido), sendo O elefante é um mamífero.


o hipônimo uma palavra de sentido mais específico; o As estrelas deixam o céu mais bonito!
hiperônimo, mais abrangente.
O hiperônimo impõe as suas propriedades ao hipô- B) Conotação= Uma palavra é usada no sentido co-
nimo, criando, assim, uma relação de dependência se- notativo quando apresenta diferentes significados,
mântica. Por exemplo: Veículos está numa relação de hi- sujeitos a diferentes interpretações, dependendo
peronímia com carros, já que veículos é uma palavra de do contexto em que esteja inserida, referindo-se

80
a sentidos, associações e ideias que vão além do computadores e rede elétrica, por exemplo, temos em co-
sentido original da palavra, ampliando sua signi- mum a palavra “rede”, que dá às expressões o sentido de
ficação mediante a circunstância em que a mes- “entrelaçamento”. Outro exemplo é a palavra “xadrez”,
ma é utilizada, assumindo um sentido figurado e que pode ser utilizada representando “tecido”, “prisão”
simbólico. Como no exemplo da palavra “pau”: em ou “jogo” – o sentido comum entre todas as expressões
seu sentido conotativo ela pode significar castigo é o formato quadriculado que têm.
(dar-lhe um pau), reprovação (tomei pau no con-
curso). A conotação tem como finalidade provocar 1. Polissemia e homonímia
sentimentos no receptor da mensagem, através
da expressividade e afetividade que transmite. É A confusão entre polissemia e homonímia é bastante co-
utilizada principalmente numa linguagem poética mum. Quando a mesma palavra apresenta vários significados,
e na literatura, mas também ocorre em conversas estamos na presença da polissemia. Por outro lado, quando
cotidianas, em letras de música, em anúncios pu- duas ou mais palavras com origens e significados distintos
blicitários, entre outros. Exemplos: têm a mesma grafia e fonologia, temos uma homonímia.
Você é o meu sol! A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode
Minha vida é um mar de tristezas. significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não
Você tem um coração de pedra! é polissemia porque os diferentes significados para a
palavra “manga” têm origens diferentes. “Letra” é uma
palavra polissêmica: pode significar o elemento básico
#FicaDica do alfabeto, o texto de uma canção ou a caligrafia de um
Procure associar Denotação com Dicionário: determinado indivíduo. Neste caso, os diferentes signifi-
trata-se de definição literal, quando o termo cados estão interligados porque remetem para o mesmo
é utilizado com o sentido que consta no di- conceito, o da escrita.
cionário.
2. Polissemia e ambiguidade

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto


na interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa pode ser ambíguo, ou seja, apresentar mais de uma in-
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. terpretação. Esta ambiguidade pode ocorrer devido à
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- colocação específica de uma palavra (por exemplo, um
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São advérbio) em uma frase. Vejamos a seguinte frase:
Paulo: Saraiva, 2010. Pessoas que têm uma alimentação equilibrada fre-
quentemente são felizes.
SITE Neste caso podem existir duas interpretações diferentes:
As pessoas têm alimentação equilibrada porque são
http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denotacao/ felizes ou são felizes porque têm uma alimentação equi-
librada.
POLISSEMIA De igual forma, quando uma palavra é polissêmica,
ela pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma
Polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir interpretação. Para fazer a interpretação correta é muito
multiplicidade de sentidos, que só se explicam dentro de importante saber qual o contexto em que a frase é pro-
um contexto. Trata-se, realmente, de uma única palavra, ferida.
mas que abarca um grande número de significados den- Muitas vezes, a disposição das palavras na construção
tro de seu próprio campo semântico. do enunciado pode gerar ambiguidade ou, até mesmo,
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per- comicidade. Repare na figura abaixo:
cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
algo. Possibilidades de várias interpretações levando-
-se em consideração as situações de aplicabilidade. Há
uma infinidade de exemplos em que podemos verificar a
ocorrência da polissemia:
LÍNGUA PORTUGUESA

O rapaz é um tremendo gato.


O gato do vizinho é peralta.
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua
sobrevivência
O passarinho foi atingido no bico. (http://www.humorbabaca.com/fotos/diversas/corto-
-cabelo-e-pinto. Acesso em 15/9/2014).
Nas expressões polissêmicas rede de deitar, rede de

81
Poderíamos corrigir o cartaz de inúmeras maneiras, O discurso em si é uma construção linguística atre-
mas duas seriam: lada ao contexto social no qual o texto é desenvolvido.
Corte e coloração capilar Ou seja, as ideologias presentes em um discurso são
ou diretamente determinadas pelo contexto político-social
Faço corte e pintura capilar em que vive o seu autor. Mais que uma análise textual, a
análise do Discurso é uma análise contextual da estrutura
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS discursiva em questão.
Michel Foucault descreveu a Ordem do Discurso
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- como uma construção de características sociais. A so-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São ciedade que promove o contexto do discurso analisado
Paulo: Saraiva, 2010. é a base de toda a estrutura do texto, atrelando, deste
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa modo, todo e qualquer elemento que possa fazer parte
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. do sentido do discurso. O texto só pode assim ser cha-
mado se o seu receptor for capaz de compreender o seu
SITE sentido, e isto cabe ao autor do texto e à atenção que o
mesmo der ao contexto da construção de seu discurso. É
http://www.brasilescola.com/gramatica/polissemia. a relação básica para a existência da comunicação verbal:
htm emissão – recepção – compreensão.
As práticas discursivas geram também outros âmbitos
de análise do discurso, como o Universo de Concorrên-
EXERCÍCIO COMENTADO cias, que consiste na competição entre vários emissores
para atingir um mesmo público-alvo. A partir disto, os
emissores precisam inteirar-se do contexto da vida do
1. (SUSAM-AM – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – FGV
– 2014) “o país teve de recorrer a um programa de raciona- seu receptor, para que deste modo possam interpelá-lo
mento”. Assinale a opção que apresenta a forma de reescre- segundo sua própria ideologia, fazendo com que sua
ver esse segmento, que altera o seu sentido original. mensagem seja recebida e assimilada pelo receptor sem
que o mesmo perceba que está sendo alvo de uma ten-
a) O Brasil foi obrigado a recorrer a um programa de ra- tativa de convencimento, por assim dizer.
cionamento. Dentro da análise do Discurso há também o discurso
b) O país teve como recurso recorrer a um programa de estético, feito por meio de imagens, e que interpelam o
racionamento. indivíduo através de sua sensibilidade, que está ligada ao
c) O Brasil foi levado a recorrer a um programa de raciona- seu contexto também. A sensibilidade de um indivíduo
mento. se define a partir do que, ao longo de sua vida, torna-se
d) O país obrigou‐se a recorrer a um programa de raciona- importante e desperta-lhe sentimentos. Com isto, pode-
mento. mos analisar as artes produzidas em diferentes épocas
e) O Brasil optou por um programa de racionamento. da história em todo o mundo e perceber as diferentes
formas de interpelação e contextualidade presentes nas
Resposta: Letra E. “o país teve de recorrer a um progra- mesmas. O discurso estético tem a mesma capacidade
ma de racionamento”. Assinale a opção que apresenta a ideológica que o discurso verbal, com a vantagem de
forma de reescrever esse segmento, que altera o seu
atingir o indivíduo esteticamente, o que pode render
sentido original.
muito mais rapidamente o sucesso do discurso aplicado.
Em “a”: O Brasil foi obrigado a recorrer a um programa
de racionamento = mesmo sentido.
A partir na análise de todos os aspectos do discurso
Em “b”: O país teve como recurso recorrer a um progra- chega-se ao mais importante: o sentido. O sentido do
ma de racionamento = mesmo sentido. discurso não é fixo, por vários motivos: pelo contexto,
Em “c”: O Brasil foi levado a recorrer a um programa de pela estética, pela ordem do discurso, pela sua forma de
racionamento = mesmo sentido. construção. O sentido do discurso encontra-se sempre
Em “d”: O país obrigou‐se a recorrer a um programa de em aberto para a possibilidade de interpretação do seu
racionamento = mesmo sentido. receptor. O efeito do discurso é, claramente, transmitir
Em “e”: O Brasil optou por um programa de racionamen- uma mensagem e alcançar um objetivo premeditado
to = mudança de sentido (segundo o enunciado, o país através da interpretação e interpelação do indivíduo alvo.
não teve outra opção a não ser recorrer. Na alternativa,
provavelmente havia outras opções, e o país escolheu a 1. Tipos de Discurso: direto, indireto e indireto livre
de “recorrer”).
LÍNGUA PORTUGUESA

1.1. Vozes do Discurso


Análise e Tipo de Discurso
Ao lermos um texto, observamos que há um narrador
A Análise do Discurso é uma prática da linguística no - que é quem conta o fato. Esse locutor ou narrador pode
campo da Comunicação, e consiste em analisar a estru- introduzir outras vozes no texto para auxiliar a narrativa.
tura de um texto e, a partir disto, compreender as cons- Para fazer a introdução dessas outras vozes no texto, a
truções ideológicas presentes no mesmo. voz principal ou privilegiada - o narrador - usa o que cha-

82
mamos de discurso. O que vem a ser discurso dentro do 1.3. Norma culta
texto? É a forma como as falas são inseridas na narrativa.
Ele pode ser classificado em: direto, indireto e indireto A norma culta, forma linguística que todo povo civili-
livre. zado possui, é a que assegura a unidade da língua nacio-
nal. E justamente em nome dessa unidade, tão importan-
A) Discurso direto: reproduz fiel e literalmente algo te do ponto de vista político--cultural, que é ensinada nas
dito por alguém. Um bom exemplo de discurso di- escolas e difundida nas gramáticas. Sendo mais espontâ-
reto são as citações ou transcrições exatas da de- nea e criativa, a língua popular afigura-se mais expressiva
claração de alguém. e dinâmica. Temos, assim, à guisa de exemplificação:
 Primeira pessoa (eu, nós) – é o narrador quem fala,
usando aspas ou travessões para demarcar que Estou preocupado. (norma culta)
está reproduzindo a fala de outra pessoa: “Não Tô preocupado. (língua popular)
gosto disso” – disse a menina em tom zangado. Tô grilado. (gíria, limite da língua popular)

B) Discurso indireto: o narrador, usando suas pró- Não basta conhecer apenas uma modalidade de lín-
prias palavras, conta o que foi dito por outra pes- gua; urge conhecer a língua popular, captando-lhe a es-
soa. Temos então uma mistura de vozes, pois as pontaneidade, expressividade e enorme criatividade, para
falas dos personagens passam pela elaboração da viver; urge conhecer a língua culta para conviver.
fala do narrador. Podemos, agora, definir gramática: é o estudo das
 Terceira pessoa - ele(s), ela(s) – O narrador só usa normas da língua culta.
sua própria voz, o que foi dito pela personagem
passa pela elaboração do narrador. Não há uma 1.4. O conceito de erro em língua
pontuação específica que marque o discurso in-
direto: A menina disse em tom zangado, que não Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto nos
gostava daquilo. casos de ortografia. O que normalmente se comete são
transgressões da norma culta. De fato, aquele que, num
C) Discurso indireto livre: É um discurso no qual há momento íntimo do discurso, diz: “Ninguém deixou ele
uma maior liberdade, o narrador insere a fala do falar”, não comete propriamente erro; na verdade, trans-
personagem de forma sutil, sem fazer uso das mar- gride a norma culta.
cas do discurso direto. É necessário que se tenha Um repórter, ao cometer uma transgressão em sua
atenção para não confundir a fala do narrador com fala, transgride tanto quanto um indivíduo que compare-
a fala do personagem, pois esta surge de repente ce a um banquete trajando xortes ou quanto um banhista,
em meio à fala do narrador: A menina perambulava numa praia, vestido de fraque e cartola.
pela sala irritada e zangada. Eu não gosto disso! E Releva considerar, assim, o momento do discurso, que
parecia que ninguém a ouvia. pode ser íntimo, neutro ou solene. O momento íntimo é
o das liberdades da fala. No recesso do lar, na fala entre
1.2. Níveis de Linguagem amigos, parentes, namorados, etc., portanto, são conside-
radas perfeitamente normais construções do tipo:
A língua é um código de que se serve o homem para
Eu não vi ela hoje.
elaborar mensagens, para se comunicar. Existem basica-
Ninguém deixou ele falar.
mente duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas
Deixe eu ver isso!
funcionais:
Eu te amo, sim, mas não abuse!
Não assisti o filme nem vou assisti-lo.
A) a língua funcional de modalidade culta, língua
Sou teu pai, por isso vou perdoá-lo.
culta ou língua-padrão, que compreende a lín-
gua literária, tem por base a norma culta, forma
Nesse momento, a informalidade prevalece sobre a
linguística utilizada pelo segmento mais culto e
norma culta, deixando mais livres os interlocutores.
influente de uma sociedade. Constitui, em suma,
O momento neutro é o do uso da língua-padrão, que
a língua utilizada pelos veículos de comunicação
é a língua da Nação. Como forma de respeito, tomam-se
de massa (emissoras de rádio e televisão, jornais,
por base aqui as normas estabelecidas na gramática, ou
revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja função é a de
seja, a norma culta. Assim, aquelas mesmas construções
serem aliados da escola, prestando serviço à socie-
se alteram:
dade, colaborando na educação;
LÍNGUA PORTUGUESA

Eu não a vi hoje.
B) a língua funcional de modalidade popular; lín- Ninguém o deixou falar.
gua popular ou língua cotidiana, que apresenta Deixe-me ver isso!
gradações as mais diversas, tem o seu limite na gí- Eu te amo, sim, mas não abuses!
ria e no calão. Não assisti ao filme nem vou assistir a ele.
Sou seu pai, por isso vou perdoar-lhe.

83
Considera-se momento neutro o utilizado nos veí- trando as características e as vantagens de uma e outra,
culos de comunicação de massa (rádio, televisão, jornal, sem deixar transparecer nenhum caráter de superiorida-
revista, etc.). Daí o fato de não se admitirem deslizes ou de ou inferioridade, que em verdade inexiste.
transgressões da norma culta na pena ou na boca de Isso não implica dizer que se deve admitir tudo na
jornalistas, quando no exercício do trabalho, que deve língua falada. A nenhum povo interessa a multiplicação
refletir serviço à causa do ensino. de línguas. A nenhuma nação convém o surgimento de
O momento solene, acessível a poucos, é o da arte dialetos, consequência natural do enorme distanciamen-
poética, caracterizado por construções de rara beleza. to entre uma modalidade e outra.
Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume. A língua escrita é, foi e sempre será mais bem-ela-
Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, deixa borada que a língua falada, porque é a modalidade que
de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta mantém a unidade linguística de um povo, além de ser
o comete, passando, assim, a constituir fato linguístico a que faz o pensamento atravessar o espaço e o tem-
registro de linguagem definitivamente consagrado pelo po. Nenhuma reflexão, nenhuma análise mais detida será
uso, ainda que não tenha amparo gramatical. Exemplos: possível sem a língua escrita, cujas transformações, por
Olha eu aqui! (Substituiu: Olha-me aqui!) isso mesmo, processam-se lentamente e em número
Vamos nos reunir. (Substituiu: Vamo-nos reunir) consideravelmente menor, quando cotejada com a mo-
Não vamos nos dispersar. (Substituiu: Não nos vamos dalidade falada.
dispersar e Não vamos dispersar-nos) Importante é fazer o educando perceber que o nível
Tenho que sair daqui depressinha. (Substituiu: Tenho da linguagem, a norma linguística, deve variar de acordo
de sair daqui bem depressa) com a situação em que se desenvolve o discurso.
O soldado está a postos. (Substituiu: O soldado está no O ambiente sociocultural determina o nível da lingua-
seu posto) gem a ser empregado. O vocabulário, a sintaxe, a pro-
As formas impeço, despeço e desimpeço, dos verbos núncia e até a entoação variam segundo esse nível. Um
impedir, despedir e desimpedir, respectivamente, são padre não fala com uma criança como se estivesse em
exemplos também de transgressões ou “erros” que se uma missa, assim como uma criança não fala como um
tornaram fatos linguísticos, já que só correm hoje porque adulto. Um engenheiro não usará um mesmo discurso,
a maioria viu tais verbos como derivados de pedir, que ou um mesmo nível de fala, para colegas e para pedrei-
tem início, na sua conjugação, com peço. Tanto bastou ros, assim como nenhum professor utiliza o mesmo nível
para se arcaizarem as formas então legítimas impido, des- de fala no recesso do lar e na sala de aula.
pido e desimpido, que hoje nenhuma pessoa bem-escolari- Existem, portanto, vários níveis de linguagem e, entre
zada tem coragem de usar. esses níveis, destacam-se em importância o culto e o co-
Em vista do exposto, será útil eliminar do vocabulário tidiano, a que já fizemos referência.
escolar palavras como corrigir e correto, quando nos refe-
rimos a frases. “Corrija estas frases” é uma expressão que
deve dar lugar a esta, por exemplo: “Converta estas frases
da língua popular para a língua culta”.
Uma frase correta não é aquela que se contrapõe a REDAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIAS OFICIAIS
uma frase “errada”; é, na verdade, uma frase elaborada (MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA
conforme as normas gramaticais; em suma, conforme a REPÚBLICA). ADEQUAÇÃO DA LINGUAGEM
norma culta. AO TIPO DE DOCUMENTO E ADEQUAÇÃO DO
FORMATO DO TEXTO AO GÊNERO
1.5. Língua escrita e língua falada - Nível de lin-
guagem
Redação oficial é o meio utilizado para o
A língua escrita, estática, mais elaborada e menos estabelecimento de relações de serviço na administração
econômica, não dispõe dos recursos próprios da língua pública e corresponde ao modo uniforme de redigir atos
falada. normativos e comunicações oficiais. Para que se alcance
A acentuação (relevo de sílaba ou sílabas), a entoação a efetividade dessas relações, são traçadas normas de
(melodia da frase), as pausas (intervalos significativos no linguagem e padronização no uso de fórmulas e estética
decorrer do discurso), além da possibilidade de gestos, para as comunicações escritas, as quais são revestidas de
olhares, piscadas, etc., fazem da língua falada a moda- certas peculiaridades restritas ao meio.
lidade mais expressiva, mais criativa, mais espontânea e As comunicações oficiais devem primar pela
natural, estando, por isso mesmo, mais sujeita a transfor- objetividade, transparência, clareza, simplicidade e
LÍNGUA PORTUGUESA

mações e a evoluções. impessoalidade.


Nenhuma, porém, sobrepõe-se a outra em impor- Nesse sentido, a redação oficial, da qual se deve
tância. Nas escolas, principalmente, costuma se ensinar extrair uma única interpretação, há de procurar ser
a língua falada com base na língua escrita, considerada compreensível por todo e qualquer cidadão brasileiro.
superior. Decorrem daí as correções, as retificações, as Com esses cuidados, é possível aprimorar um item
emendas, a que os professores sempre estão atentos. fundamental na profissionalização do servidor, na
Ao professor cabe ensinar as duas modalidades, mos- racionalização do trabalho e na redução dos custos.

84
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a Não se concebe que um ato normativo de qualquer
maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte
e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de vista ou impossibilite sua compreensão. A transparência
do Poder Executivo. do sentido dos atos normativos, bem como sua
A redação oficial deve caracterizar-se pela inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de
impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, Direito: é inaceitável que um texto legal não seja
concisão, formalidade e uniformidade, clareza e entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois,
precisão, objetividade, coesão e coerência. necessariamente, clareza e concisão.
Além de atender à disposição constitucional, a forma
dos atos normativos obedece a certa tradição. Há normas
FIQUE ATENTO! para sua elaboração que remontam ao período de nossa
Essas quatro ultimas características foram história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade
acrescentadas no novo manual de redação – estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro
oficial. de 1822 – de que se aponha, ao final desses atos, o
número de anos transcorridos desde a Independência.
Essa prática foi mantida no período republicano.
Vejamos: Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza,
Precisão: o atributo da precisão complementa a uniformidade, concisão e uso de linguagem formal)
clareza e caracteriza-se Por: aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre
- articulação da linguagem comum ou técnica para a permitir uma única interpretação e ser estritamente
perfeita compreensão da ideia veiculada no texto. impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível
Mas cuidado, a linguagem técnica é permitida, desde de linguagem.
que usada de forma que não haja dúvidas na informação. Nesse quadro, fica claro também que as comunicações
- manifestação do pensamento ou da ideia com as oficiais são necessariamente uniformes, pois há sempre
mesmas palavras, evitando o emprego de sinônimos um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor
com proposito meramente estilístico. dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público
- escolha de expressão ou palavra que não confira (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro)
duplo sentido ao texto. – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de
forma homogênea (o público).
Objetividade: ser objetivo é ir diretamente ao Acrescente-se, por fim, que a identificação que se
assunto que se deseja abordar, sem voltas e sem buscou fazer das características específicas da forma
redundâncias. Para conseguir isso, é fundamental que o oficial de redigir não deve ensejar o entendimento de
redator saiba de antemão qual é a ideia principal e quais que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de
são as secundarias. uma forma específica de linguagem administrativa,
o que coloquialmente e pejorativamente se chama
Coesão e coerência: é indispensável que o texto tenha burocratês. Este é antes uma distorção do que deve ser a
coesão e coerência. Tais atributos favorecem a conexão, redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões
a ligação, a harmonia entre os elementos de um texto. e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de
Percebe-se que o texto tem coesão e coerência quando construção de frases.
se lê um texto e se verifica que as palavras, as frases e os A redação oficial não é, portanto, necessariamente
parágrafos estão entrelaçados, dando continuidade uns árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade
aos outros. básica – comunicar com impessoalidade e máxima
clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da
língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto
#FicaDica jornalístico, da correspondência particular, etc.
Todo o texto precisa estar conectado, para Apresentadas essas características fundamentais da
isso, fique atento à regência nominal e verbal, redação oficial, passemos à análise pormenorizada de
usando das preposições corretas de acordo cada uma delas.
com a intenção do texto.
- Uso do padrão culto de linguagem
A necessidade de empregar determinado nível de
Fundamentalmente esses atributos decorrem da
linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre,
Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração
de um lado, do próprio caráter público desses atos
LÍNGUA PORTUGUESA

pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos


Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos
dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou
(...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que
fundamentais de toda administração pública, claro está só é alcançado se em sua elaboração for empregada
que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e a linguagem adequada. O mesmo se dá com os
comunicações oficiais. expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de

85
informar com clareza e objetividade. e mesmo o vocabulário próprio a determinada área,
As comunicações que partem dos órgãos públicos são de difícil entendimento por quem não esteja com
federais devem ser compreendidas por todo e eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de
qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros
há que evitar o uso de uma linguagem restrita a órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos
determinados grupos. Não há dúvida que um texto cidadãos.
marcado por expressões de circulação restrita, como a
gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, - Clareza e precisão
tem sua compreensão dificultada.
Ressalte-se que há necessariamente uma distância Clareza
entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente
dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto
de costumes, e pode eventualmente contar com outros oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que
elementos que auxiliem a sua compreensão, como os possibilita imediata compreensão pelo leitor. Não se
gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns concebe que um documento oficial ou um ato normativo
dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua de qualquer natureza seja redigido de forma obscura,
escrita incorpora mais lentamente as transformações, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A
tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas transparência é requisito do próprio Estado de Direito: é
de si mesma para comunicar. inaceitável que um texto oficial ou um ato normativo não
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes seja entendido pelos cidadãos. O princípio constitucional
níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por da publicidade não se esgota na mera publicação do
exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer texto, estendendo-se, ainda, à necessidade de que o
de determinado padrão de linguagem que incorpore texto seja claro.
expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um Para a obtenção de clareza, sugere-se:
parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do
vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há a) utilizar palavras e expressões simples, em seu sen-
um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz tido comum, salvo quando o texto versar sobre
da língua, a finalidade com que a empregamos. assunto técnico, hipótese em que se utilizará no-
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu menclatura própria da área;
caráter impessoal, por sua finalidade de informar com b) usar frases curtas, bem estruturadas; apresentar
o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso as orações na ordem direta e evitar intercalações
do padrão culto da língua. Há consenso de que o excessivas. Em certas ocasiões, para evitar ambi-
padrão culto é aquele em que a) se observam as regras guidade, sugere-se a adoção da ordem inversa da
da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário oração;
comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante c) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo
ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto o texto;
na redação oficial decorre do fato de que ele está d) não utilizar regionalismos e neologismos;
acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas e) pontuar adequadamente o texto;
regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias f) explicitar o significado da sigla na primeira referên-
linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a cia a ela; e
pretendida compreensão por todos os cidadãos. g) utilizar palavras e expressões em outro idioma ape-
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a nas quando indispensáveis, em razão de serem de-
simplicidade de expressão, desde que não seja confundida signações ou expressões de uso já consagrado ou
com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do de não terem exata tradução. Nesse caso, grafe-as
padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, em itálico, conforme orientações do subitem 10.2
nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de deste Manual.
linguagem próprios da língua literária.
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente Precisão
um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso
do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É O atributo da precisão complementa a clareza e
claro que haverá preferência pelo uso de determinadas caracteriza-se por:
expressões, ou será obedecida certa tradição no a) articulação da linguagem comum ou técnica para a
emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, perfeita compreensão da ideia veiculada no texto;
LÍNGUA PORTUGUESA

necessariamente, que se consagre a utilização de uma b) manifestação do pensamento ou da ideia com


forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, as mesmas palavras, evitando o emprego de
como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua sinonímia com propósito meramente estilístico; e
compreensão limitada. c) escolha de expressão ou palavra que não confira
A linguagem técnica deve ser empregada apenas duplo sentido ao texto.
em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso É indispensável, também, a releitura de todo o texto
indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos

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obscuros provém principalmente da falta da releitura, de dezembro de 2011 (BRASIL, 2011a).
o que tornaria possível sua correção. Na revisão de Exemplo:
um expediente, deve-se avaliar se ele será de fácil Apurado, com impressionante agilidade e precisão,
compreensão por seu destinatário. O que nos parece naquela tarde de 2009, o resultado da consulta à população
óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio acreana, verificou-se que a esmagadora e ampla maioria
que adquirimos sobre certos assuntos, em decorrência da população daquele distante estado manifestou-se
de nossa experiência profissional, muitas vezes, faz com pela efusiva e indubitável rejeição da alteração realizada
que os tomemos como de conhecimento geral, o que pela Lei no 11.662/2008. Não satisfeita, inconformada e
nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, indignada, com a nova hora legal vinculada ao terceiro
precise os termos técnicos, o significado das siglas e das fuso, a maioria da população do Acre demonstrou que a
abreviações e os conceitos específicos que não possam ela seria melhor regressar ao quarto fuso, estando cinco
ser dispensados. horas a menos que em Greenwich.
A revisão atenta exige tempo. A pressa com que Nesse texto, há vários detalhamentos desnecessários,
são elaboradas certas comunicações quase sempre abusou-se no emprego de adjetivos (impressionante,
compromete sua clareza. “Não há assuntos urgentes, há esmagadora, ampla, inconformada, indignada), o que lhe
assuntos atrasados”, diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, confere carga afetiva injustificável, sobretudo em texto
com sua indesejável repercussão no texto redigido. oficial, que deve primar pela impessoalidade. Eliminados
A clareza e a precisão não são atributos que se atinjam os excessos, o período ganha concisão, harmonia e
por si sós: elas dependem estritamente das demais unidade:
características da redação oficial, apresentadas a seguir. Exemplo:
Apurado o resultado da consulta à população
- Objetividade acreana, verificou-se que a maioria da população se
manifestou pela rejeição da alteração realizada pela Lei
Ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se deseja no 11.662/2008. Não satisfeita com a nova hora legal
abordar, sem voltas e sem redundâncias. Para conseguir vinculada ao terceiro fuso, a maioria da população do
isso, é fundamental que o redator saiba de antemão qual Acre demonstrou que a ela seria melhor regressar
é a ideia principal e quais são as secundárias. ao quarto fuso, estando cinco horas menos que em
Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe Greenwich.
em todo texto de alguma complexidade: as fundamentais
e as secundárias. Essas últimas podem esclarecer o - Coesão e coerência
sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas
existem também ideias secundárias que não acrescentam É indispensável que o texto tenha coesão e coerência.
informação alguma ao texto, nem têm maior relação com Tais atributos favorecem a conexão, a ligação, a harmonia
as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas, o entre os elementos de um texto. Percebe-se que o texto tem
que também proporcionará mais objetividade ao texto. coesão e coerência quando se lê um texto e se verifica que
A objetividade conduz o leitor ao contato mais direto as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados,
com o assunto e com as informações, sem subterfúgios, dando continuidade uns aos outros.
sem excessos de palavras e de ideias. É errado supor que Alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a
a objetividade suprime a delicadeza de expressão ou coerência de um texto são: referência, substituição, elipse
torna o texto rude e grosseiro. e uso de conjunção.
A referência diz respeito aos termos que se relacionam
- Concisão a outros necessários à sua interpretação. Esse mecanismo
pode dar-se por retomada de um termo, relação com o
que é precedente no texto, ou por antecipação de um
A concisão é antes uma qualidade do que uma
termo cuja interpretação dependa do que se segue.
característica do texto oficial. Conciso é o texto que
Exemplos:
consegue transmitir o máximo de informações com
O Deputado evitou a instalação da CPI da corrupção.
o mínimo de palavras. Não se deve de forma alguma
Ele aguardou a decisão do Plenário.
entendê-la como economia de pensamento, isto é, não
O TCU apontou estas irregularidades: falta de assinatura
se deve eliminar passagens substanciais do texto com e de identificação no documento.
o único objetivo de reduzi-lo em tamanho. Trata-se, A substituição é a colocação de um item lexical no lugar
exclusivamente, de excluir palavras inúteis, redundâncias de outro(s) ou no lugar de uma oração.
e passagens que nada acrescentem ao que já foi dito. Exemplos:
Detalhes irrelevantes são dispensáveis: o texto deve
LÍNGUA PORTUGUESA

O Presidente assinou o acordo. O Chefe do Poder


evitar caracterizações e comentários supérfluos, adjetivos Executivo federal propôs reduzir as alíquotas.
e advérbios inúteis, subordinação excessiva. A seguir, um O ofício está pronto. O documento trata da exoneração
exemplo1 de período mal construído, prolixo: do servidor.
1 O exemplo de período mal construído foi elaborado, Os governadores decidiram acatar a decisão. Em seguida,
para fins didáticos, a partir do exemplo de período os prefeitos fizeram o mesmo.
bem construído, por sua vez, extraído da Exposição de A elipse consiste na omissão de um termo recuperável
Motivos Interministerial no 51/MCTI/MRE/MPOG, de 21 pelo contexto.

87
Exemplo: - Formalidade e padronização
O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os
particulares. (Na segunda oração, houve a omissão do As comunicações administrativas devem ser sem-
verbo “regulamenta”). pre formais, isto é, obedecer a certas regras de forma
Outra estratégia para proporcionar coesão e (BRASIL, 2015a). Isso é válido tanto para as comunica-
coerência ao texto é utilizar conjunção para estabelecer ções feitas em meio eletrônico (por exemplo, o e-mail , o
ligação entre orações, períodos ou parágrafos. documento gerado no SEI!, o documento em html etc.),
Exemplo: quanto para os eventuais documentos impressos.
O Embaixador compareceu à reunião, pois identificou É imperativa, ainda, certa formalidade de tratamento.
o interesse de seu Governo pelo assunto. Não se trata somente do correto emprego deste ou da-
quele pronome de tratamento para uma autoridade de
- Impessoalidade certo nível, mais do que isso: a formalidade diz respeito
à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual
A impessoalidade decorre de princípio constitucional cuida a comunicação.
(Constituição, art. 37), e seu significado remete a dois A formalidade de tratamento vincula-se, também,
aspectos: o primeiro é a obrigatoriedade de que a à necessária uniformidade das comunicações. Ora, se
administração pública proceda de modo a não privilegiar a administração pública federal é una, é natural que as
ou prejudicar ninguém, de que o seu norte seja, comunicações que expeça sigam o mesmo padrão. O es-
sempre, o interesse público; o segundo, a abstração da tabelecimento desse padrão, uma das metas deste Ma-
pessoalidade dos atos administrativos, pois, apesar de a nual, exige que se atente para todas as características da
ação administrativa ser exercida por intermédio de seus redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação
servidores, é resultado tão-somente da vontade estatal. dos textos.
A redação oficial é elaborada sempre em nome do A digitação sem erros, o uso de papéis uniformes para
serviço público e sempre em atendimento ao interesse o texto definitivo, nas exceções em que se fizer necessá-
geral dos cidadãos. Sendo assim, os assuntos objetos ria a impressão, e a correta diagramação do texto são
dos expedientes oficiais não devem ser tratados de outra indispensáveis para a padronização. Consulte o Capítulo
forma que não a estritamente impessoal. II, “As comunicações oficiais”, a respeito de normas es-
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal pecíficas para cada tipo de expediente. Em razão de seu
que deve ser dado aos assuntos que constam das caráter público e de sua finalidade, os atos normativos e
comunicações oficiais decorre: os expedientes oficiais requerem o uso do padrão culto
do idioma, que acata os preceitos da gramática formal
a) da ausência de impressões individuais de quem e emprega um léxico compartilhado pelo conjunto dos
comunica: embora se trate, por exemplo, de um usuários da língua. O uso do padrão culto é, portanto,
expediente assinado por Chefe de determinada imprescindível na redação oficial por estar acima das di-
Seção, a comunicação é sempre feita em nome do ferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas, regionais;
serviço público. Obtém-se, assim, uma desejável dos modismos vocabulares e das particularidades lin-
padronização, que permite que as comunicações guísticas.
elaboradas em diferentes setores da administração Recomendações:
pública guardem entre si certa uniformidade; - a língua culta é contra a pobreza de expressão e não
b) da impessoalidade de quem recebe a comunica- contra a sua simplicidade;
ção: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre - o uso do padrão culto não significa empregar a lín-
concebido como público, ou a uma instituição pri- gua de modo rebuscado ou utilizar figuras de linguagem
vada, a outro órgão ou a outra entidade pública. próprias do estilo literário;
Em todos os casos, temos um destinatário conce- - a consulta ao dicionário e à gramática é imperativa
bido de forma homogênea e impessoal; e na redação de um bom texto.
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: Pode-se concluir que não existe propriamente um pa-
se o universo temático das comunicações oficiais drão oficial de linguagem, o que há é o uso da norma
se restringe a questões que dizem respeito ao in- padrão nos atos e nas comunicações oficiais. É claro que
teresse público, é natural não caber qualquer tom haverá preferência pelo uso de determinadas expressões,
particular ou pessoal. ou será obedecida certa tradição no emprego das formas
sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se
Não há lugar na redação oficial para impressões pes- consagre a utilização de uma forma de linguagem bu-
soais, como as que, por exemplo, constam de uma carta rocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve
LÍNGUA PORTUGUESA

a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mes- ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.
mo de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta
da interferência da individualidade de quem a elabora. Classificação da correspondência
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de
que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais • Patente
contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária • Confidencial ou secreta
impessoalidade.

88
A correspondência confidencial ou secreta nunca resposta imediata;
deve ser aberta, mas sim conduzida diretamente á • Não se deve adiar a resolução de assuntos
direção. É conveniente, contudo, registrar a sua entrada, pendentes, tornando-os eternamente esquecidos.
de preferência em livro próprio. A execução de uma carta resposta implica
A correspondência particular, como é lógico, também disponibilidade de tempo e disponibilidade mental.
não deve ser aberta, mas sim dirigida aos respectivos
destinatários. Portanto, a redação da carta deve ser executada
A correspondência dita patente, é que vai entrar no por uma pessoa experiente, de forma a minimizar as
circuito de tratamento. perdas de tempo e conseguir uma boa qualidade de
comunicação.
Abertura
A resposta pode ser executada de diversas formas:
A abertura da correspondência é importante referir • Ditado direto, em que o processador de texto
a forma como se faz e os cuidados a ter para evitar a executa diretamente o texto que lhe é transmitido;
inutilização do conteúdo. • Ditado indireto, onde o processador de texto
Antes de se abrir as cartas deve-se colocar o conteúdo executa o texto através de uma minuta, um registro
para um dos cantos dos sobrescritos e em seguida que estenografou ou um registro gravado.
abre-se pelas arestas opostas. Isto porque as cartas são
normalmente mal dobradas e quando são inseridas nos Assinatura
subscritos ficam, por vezes, coladas no interior.
Depois de finalizada a correspondência deve ser de
Registro das entradas novo lida e em seguida assinada. A organização das
grandes empresas implica que o correio e expedição
Geralmente esta fase da correspondência concentra- esteja pronto até determinada hora, de forma a ser
se num só departamento. Tiram-se cópias dos originais levado a despacho.
recebidos, para um exemplar ficar no departamento e o
outro seguir para o respectivo destino. Mas a tiragem Registro de saída
das cópias não pode ser feita sem antes ser colocado
o respectivo carimbo da entrada contendo a data e o O registro das saídas também é normalmente feito
número da entrada. Nos serviços públicos e nas empresas, em livro próprio. Devem ser tiradas cópias aos originais e
mas tradicionalistas, utiliza-se o Livro de Registo para a encaminhadas devidamente.
correspondência recebida.
Expedição e Arquivo
Distribuição
Antes da correspondência ser inserida no sobrescrito
A distribuição da correspondência pode ser feita deve-se verificar se:
de diversas formas, mas sempre de forma a poder ser
controlada. E, para esse efeito utiliza-se o chamado • A carta está datada e assinada;
livro de protocolo. Muitas vezes é utilizada uma guia • Contém o material referido em anexo;
de remessa de documentos que os descreve e agrupa • O endereço corresponde ao do sobrescrito. E por
por destinos, acompanhando-os até a recepção. Aí é fim...
assinado um duplicado que comprova a entrega. • Toda a correspondência que é expedida da empresa
deve possuir em arquivo a respectiva cópia;
Resposta ou Arquivo • Quando a correspondência for registrada,
juntamente com a cópia, deve ser arquivado um
Depois de ser lida, a correspondência deve ser exemplar do talão de aceitação;
convenientemente tratada. • No caso do registro ser com aviso de recepção,
O que significa que: este, após ser devolvido pelo destinatário com a
respectiva assinatura, deve também ser arquivado
• Se não for necessário dar sequência ao assunto, com a cópia da correspondência.
a correspondência vai imediatamente para o
arquivo, com a devida indicação no canto superior Para se redigir uma boa correspondência, é necessária
esquerdo e a assinatura do ordenante; objetividade na exposição do pensamento, é preciso
LÍNGUA PORTUGUESA

• Se é necessária uma resposta, devem ser feitas buscar por clareza, coerência, concisão, nas palavras
as anotações necessárias para a sua execução empregadas, e assim estabelecer uma melhor relação
ou, então, se for o caso, o próprio destinatário entre as ideias.
encarregar-se-á de a escrever.

Não esquecer que:


• Toda a correspondência urgente deve ter uma

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tais como convites, participações, que serão lidos não
"Se escrever cartas é um sinal de boa só pelos interessados, mas por outras pessoas fora do
educação, escrever corretamente é prova de círculo de amizade do remetente), deixando para as
boa instrução e inteligência". (Jane S. Singer) cartas comerciais o estilo utilitário, direto, sem apelar para
aspectos afetivos, e para cartas ou documentos oficiais
reservar uma formulação impessoal, mais distanciada e
Há vários tipos de correspondência, e cada uma
formal, que veicule a mensagem de forma clara, mas sem
possui suas características, com suas normas e técnicas.
pessoalizá-la. Dessa forma, um pedido a um governador
O estilo e as técnicas aplicadas em correspondências
de Estado, por exemplo, sempre se fará mencionando-se
se atualizaram, tornando-se muito mais complexas. O
o cargo e não familiarmente o “prezado fulano”.
estilo depende dos conhecimentos dominados pelo
redator, e este é aperfeiçoado pelas técnicas, que serão
Atos Oficiais
apresentadas ao longo do trabalho.
Em suma, corresponder-se implica um ato de ir até
Os atos oficiais são entendidos como atos de caráter
outrem: seja para expor-lhe problemas, alegrias, seja
normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos
para fazer-lhe pedidos, convencer, dar-lhe boas ou más
cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos
notícias. Da habilidade social do remetente virá seu
públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração
sucesso com o destinatário. Será preciso conhecer os
for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá
códigos de comportamento deste para que a mensagem
com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a
surta efeito.
de informar com clareza e objetividade. A necessidade
de empregar determinado nível de linguagem nos atos
Tipos de Correspondência
e expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio
caráter público desses atos e comunicações; de outro, de
Quando se fala de correspondência, pensa-se logo
sua finalidade.
em uma simples carta, em mensagem escrita para trata-
As comunicações que partem dos órgãos públicos
se de assuntos íntimos entre pessoas cujas relações são
federais devem ser compreendidas por todo e qualquer
bastante estreitas. Contudo a carta hoje tornou outros
cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar
rumos, não perdendo suas características especiais. A
o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos.
correspondência tomou rumos diferentes, em diversas
Não há dúvida que um texto marcado por expressões
áreas. Pode ser utilizada no estabelecimento de contatos
de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos
utilitários, como os de um industrial e seus compradores,
vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão
ou os que dizem respeito à comunicação comercial,
dificultada.
bancária, judicial e de tantas instituições sociais.
A língua escrita, como a falada, compreende
Usualmente, divide-se a correspondência em:
diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça.
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter
a) Particular: quando é trocada entre pessoas mais
impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo
ou menos íntimas, sobre assuntos da vida priva-
de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão
da, tais como notícias do quotidiano, da família,
culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é
de viagens, agradecimentos, convites, pêsames. A
aquele em que:
espécie mais particular de todas é a chamada carta
Observam-se as regras da gramática formal;
de amor, onde se expressam as nuanças do senti-
Emprega-se um vocabulário comum ao conjunto dos
mento mais humano de todos.
usuários do idioma.
b) Comercial: que inclui toda espécie de cartas e do-
É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso
cumentos ligados a transações comerciais, indus-
do padrão culto na redação oficial decorre do fato de
triais e também financeiras, tais como assuntos
que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas
bancários, investimentos, empréstimos, câmbios,
ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das
etc.
idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão,
c) Oficial: quando provém de instituições do serviço
que se atinja a pretendida compreensão por todos os
público, tanto civis como militares, ou a elas se di-
cidadãos.
rige. Abrange atos dos poderes legislativo, execu-
Lembrar-se que o padrão culto nada tem contra a
tivo e judiciário, requerimento dos cidadãos, avisos
simplicidade de expressão, desde que não seja confundida
à população, etc.
com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do
padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada,
LÍNGUA PORTUGUESA

Por vezes, é difícil distinguir o tipo de determinadas


nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de
cartas, quando seu assunto concerne a duas esferas sociais
linguagem própria da língua literária.
diversas, como uma carta de um cidadão, solicitando um
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente
favor comercial a um amigo pertencente a essa área de
um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do
atividades. A distinção recomendável é utilizar nas cartas
padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que
particulares uma linguagem mais espontânea, mais rica
haverá preferência pelo uso de determinadas expressões,
em calor humano (salvo em comunicados impressos,
ou será obedecida certa tradição no emprego das formas

90
sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que ATOS ENUNCIATIVOS
se consagre a utilização de uma forma de linguagem
burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, Apostila: Documento que complementa um ato
deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão oficial, em geral ligado à vida funcional dos servidores
limitada. públicos, fixando vantagens pecuniárias, retificando ou
alterando nomes ou títulos.
Os atos administrativos são classificados como: O ato deve ser publicado e registrado no
assentamento funcional. É sempre assinado pelo titular
ATOS DE CORRESPONDÊNCIA do órgão expedidor.
Despacho: Nota escrita pela qual uma autoridade dá
Aviso: Comunicação pela qual os titulares de órgãos, solução a um pedido ou encaminha a outra autoridade
entidades e presidentes de comissões da Administração pedido para que decida sobre o assunto.
do Município comunicam ao público assunto de seu O despacho pode ser interlocutório ou decisório:
interesse e solicitam a sua participação. O Interlocutório é breve e baseado em informações ou
Carta: Forma de correspondência por meio da qual parecer, e consta do corpo do processo (quando houver).
os dirigentes da Administração Municipal se dirigem a Em geral é manuscrito e assinado pela autoridade
personalidades e entidades públicas e particulares para competente, podendo, contudo, ser elaborado e assinado
tratar de assunto oficial. por outros servidores desde que lhes seja delegada
Circular: Correspondência oficial de igual teor, competência. Nesse caso, inicia-se pela expressão: “De
expedida por dirigentes de órgãos e entidades e chefes ordem”.
de unidades administrativas a vários destinatários. O decisório defere ou indefere solicitações.
Exposição de Motivos: Correspondência por meio Parecer: Manifestação de órgãos ou entidades sobre
da qual os secretários e autoridades de nível hierárquico assuntos submetidos à sua consideração. É um ato
equivalente expõem assuntos da Administração administrativo usado com mais frequência por conselhos,
Municipal para serem solucionados por atos do Prefeito. comissões, assessorias e equivalentes.
Quando a exposição de motivos tratar de assuntos Relatório: Documento em que se relata ao superior
que envolvam mais de uma Secretaria, esta deverá ser imediato a execução de trabalhos concernentes a
assinada pelos Secretários envolvidos. determinados serviços ou a um período relativo ao
Além do caráter informativo, a exposição de motivos exercício de cargo, função ou desempenho de atribuições.
pode propor medidas ou submeter projeto de ato
normativo à apreciação da autoridade competente. ATOS NORMATIVOS
Memorando: Correspondência utilizada pelas chefias
no âmbito de um mesmo órgão ou entidade para expor Decreto: Ato emanado do Poder Público, com força
assuntos referentes a situações administrativas em geral. obrigatória, que se destina a assegurar ou promover a
Pode ser usado no mesmo nível hierárquico ou em nível ordem política, social, jurídica e administrativa. É por
hierárquico diferente. meio de decretos que o chefe do Governo determina a
Mensagem: Instrumento de comunicação oficial do observância de regras legais.
Prefeito para o Presidente da Câmara Municipal, expondo Ordem de Serviço: Ato pelo qual os titulares
sobre matérias que dependem de deliberação da Câmara. de Coordenações, Departamentos, Presidentes de
A mensagem versa sobre os seguintes assuntos, entre Comissões, além de outras autoridades de nível
outros: encaminhamento de projeto de lei complementar hierárquico equivalente, determinam providências a
ou financeira; pedido de autorização para o Prefeito e o serem cumpridas por unidades orgânicas e/ou servidores
Vice-Prefeito se ausentarem do Município por mais de 15 subordinados.
dias; encaminhamento das contas referentes ao exercício Portaria: Ato pelo qual o Prefeito ou os Secretários
anterior; abertura da sessão legislativa; comunicação de (por delegação do Prefeito) expedem determinações
sanção de veto. gerais ou especiais a seus subordinados; ou designam
Ofício: Meio de comunicação utilizado entre servidores para substituições eventuais e execução de
dirigentes de órgãos e entidades e titulares de unidades atividades.
da Prefeitura ou ainda destes para com a Administração Resolução: Ato emanado de órgãos colegiados, tendo
Estadual, Federal e Empresas Privadas. como característica fundamental o estabelecimento de
Telegrama: Forma de correspondência em que são normas, diretrizes e orientações para a consecução dos
transmitidas comunicações de absoluta urgência e com objetivos.
reduzido número de palavras, uma vez que a sua principal É válida para assuntos normativos ou de
LÍNGUA PORTUGUESA

característica é a síntese. reconhecimento de excepcionalidade.


Requerimento – deriva-se do verbo requerer, que, Edital: Ato de caráter obrigatório, emitido pelos
de acordo com seu sentido denotativo, significa solicitar, titulares de órgãos e entidades e presidentes de
pedir, estar em busca de algo. E principalmente, que o comissões, que se destina a fixar condições e prazos
pedido seja deferido, ou seja, aprovado. para a legitimação de ato ou fato administrativo, a ser
concretizado pela Administração Municipal.
Regimento: Ato que indica a categoria e a finalidade

91
dos órgãos e entidades, detalha sua estrutura em unidades dados de assentamentos funcionais com absoluta
organizacionais, especifica as respectivas competências, precisão.
define as atribuições de seus dirigentes e indica seus A certidão deve ser escrita sem abertura de parágrafos,
relacionamentos interno e externo. Os regimentos serão emendas ou rasuras. Quando houver engano ou
postos em vigor por decreto do Prefeito, referendado omissão, o certificante o corrigirá com “digo”, colocado
pelo titular da Secretaria a que diga respeito o ato. imediatamente após o erro.
Regulamento: Ato que explica a execução de uma lei Declaração: Documento de manifestação
ou provê situação ainda não disciplinada por lei. Tem sua administrativa, declaratório da existência ou não de um
aprovação por decreto do Prefeito. direito ou de um fato.
Os atos administrativos são compostos pelos
ATOS DE AJUSTE seguintes elementos:

Contrato: Acordo bilateral firmado por escrito entre 1. Competência - É a condição primeira para a vali-
a administração pública e particulares, vislumbrando, de dade do ato administrativo. Nenhum ato pode ser reali-
um lado, o objeto do acordo, e de outro, a contraprestação zado validamente sem que o agente disponha de poder
correspondente (remuneração). legal para praticá-lo.
Convênio: Acordo firmado por entidades públicas, ou 2. Finalidade - É o objetivo de interesse público a
entre estas e organizações particulares, para realização atingir. Não se compreende ato administrativo sem fim
de objetivos de interesse comum dos partícipes. público.
Termo Aditivo: Ato lavrado para complementar um 3. Forma - A forma em que se deve exteriorizar o
ato originário - contrato ou convênio - quando verificada ato administrativo constitui elemento vinculado e indis-
a necessidade de alteração de uma das condições pensável à sua perfeição. A inexistência da forma induz
ajustadas. à inexistência do ato administrativo. A forma normal do
ato administrativo é a escrita, embora atos existam con-
ATOS COMPROBATÓRIOS substanciados em ordens verbais, e até mesmo em sinais
convencionais, como ocorre com as instruções momen-
Alvará: Documento firmado por autoridade tâneas de superior a inferior hierárquico, com as deter-
competente, certificando, autorizando ou aprovando minações da polícia em casos de urgência e com a sina-
atos ou direitos. lização do trânsito. No entanto, a rigor, o ato escrito em
Ata: Documento que registra, com o máximo de forma legal não se exporá à invalidade.
fidelidade, o que se passou em uma reunião, sessão 4. Motivo - O motivo ou a causa é a situação de direi-
pública ou privada, congresso, encontro, convenção e to ou de fato que determina ou autoriza a realização do
outros eventos, para comprovação, inclusive legal, das ato administrativo. O motivo como elemento integrante
discussões e resoluções havidas. da perfeição do ato, pode vir expresso em lei, como pode
A ata é lavrada por um secretário, indicado pelos ser deixado a critério do administrador. Em se tratando
membros da reunião. Sua redação obedece sempre às de motivo vinculado pela lei, o agente da administração,
mesmas normas, quer se trate de instituições oficiais ou ao praticar o ato, fica na obrigação de justificar a exis-
entidades particulares. Escreve-se seguidamente, sem tência do motivo, sem o qual o ato será inválido ou pelo
rasuras e sem entrelinhas, evitando-se os parágrafos ou menos invalidável por ausência da motivação.
espaços em branco. 5. Objeto - O objeto do ato administrativo é a cria-
A linguagem utilizada na redação é bastante sumária ção, a modificação ou a comprovação de situações jurí-
e quase sem oportunidade de inovações, exatamente por dicas concernentes a pessoas, coisas ou atividades sujei-
sua característica de simples resumo de fatos. Também, tas à atuação do Poder Público. Neste sentido, o objeto
em decorrência disso, os verbos são empregados sempre identifica-se com o conteúdo do ato e por meio dele a
no tempo passado e, tanto quanto possível, devem ser administração manifesta o seu poder e a sua vontade ou
evitados os adjetivos. Os números fundamentais, datas atesta simplesmente situações pré-existentes.
e valores, de preferência, são escritos por extenso. A
redação deve ser fiel, clara e precisa com relação aos AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
fatos ocorridos, sem que o relator emita opinião sobre
eles. Registra-se, quando for o caso, na ata do dia, as Concordância com os pronomes de tratamento
retificações feitas à anterior.
Para os erros constatados no momento da redação, Os pronomes de tratamento apresentam certas
consoante o tipo de ata, emprega-se a partícula peculiaridades quanto às concordâncias verbal,
LÍNGUA PORTUGUESA

retificativa “digo”. Se forem notados erros após a redação, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda
há o recurso da expressão “em tempo”. pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala), levam
Atestado: Documento em que se comprova um fato a concordância para a terceira pessoa. Os pronomes
e se afirma a existência ou inexistência de uma situação Vossa Excelência ou Vossa Senhoria são utilizados para
de direito da qual se tenha conhecimento em favor de se comunicar diretamente com o receptor.
alguém.
Certidão: Documento oficial onde se transcrevem

92
#OBS.: Vossa Magnificência
Quanto às formas de tratamento não foi alterado
nessa última atualização do manual. É assim que manuais mais antigos de redação ensinam
a tratar os reitores de universidades. Uma forma muito
Concordância de gênero cerimoniosa, empolada, difícil de escrever e pronunciar,
e em desuso. Já não existe hoje em dia distanciamento
Com as formas de tratamento, faz-se a concordância tão grande entre a pessoa do reitor e o corpo docente
com o sexo das pessoas a que se referem: e discente. É, pois, perfeitamente aceita hoje em dia a
fórmula >Vossa Excelência (V. Exa.). A invocação pode ser
• Vossa Senhoria está sendo convidado (homem) a simplesmente Senhor Reitor, Excelentíssimo Senhor Reitor.
assistir ao III Seminário da NOVA.
• Vossa Excelência será informada (mulher) a respeito Pronomes de Tratamento
das conclusões do III Seminário da NOVA.
O uso de pronomes e locuções pronominais de
Concordância de pessoa tratamento tem larga tradição na língua portuguesa.
De acordo com Said Ali, após serem incorporados ao
Embora tenham a palavra “Vossa” na expressão, português os pronomes latinos tu e vos, “como tratamento
as formas de tratamento exigem verbos e pronomes direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia à palavra”,
referentes a elas na terceira pessoa: passou-se a empregar, como expediente linguístico de
distinção e de respeito, a segunda pessoa do plural no
• Vossa Excelência solicitou... tratamento de pessoas de hierarquia superior. Prossegue
• Vossa Senhoria informou... o autor:
• Temos a satisfação de convidar Vossa Senhoria “Outro modo de tratamento indireto consistiu em
e sua equipe para... Na oportunidade, teremos a fingir que se dirigia a palavra a um atributo ou qualidade
honra de ouvi-los... eminente da pessoa de categoria superior, e não a ela
própria. Assim aproximavam-se os vassalos de seu rei
A pessoa do emissor com o tratamento de vossa mercê, vossa senhoria (...);
assim usou-se o tratamento ducal de vossa excelência e
O emissor da mensagem, referindo-se a si mesmo, adotaram-se na hierarquia eclesiástica vossa reverência,
poderá utilizar a primeira pessoa do singular ou a vossa paternidade, vossa eminência, vossa santidade.”
primeira do plural (plural de modéstia). Não pode, no A partir do final do século XVI, esse modo de
entanto, misturar as duas opções ao longo do texto: tratamento indireto já estava em voga também para
os ocupantes de certos cargos públicos. Vossa mercê
• Tenho a honra de comunicar a Vossa Excelência... evoluiu para vosmecê, e depois para o coloquial você. E
• Temos a honra de comunicar a Vossa Excelência... o pronome vós, com o tempo, caiu em desuso. É dessa
• Cabe-me ainda esclarecer a Vossa Excelência... tradição que provém o atual emprego de pronomes de
• Cabe-nos ainda esclarecer a Vossa Excelência... tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos às
autoridades civis, militares e eclesiásticas.
Emprego de Vossa (Excelência, Senhoria, etc.) Sua Umas das características do estilo da correspondên-
(Excelência, Senhoria, etc.) cia oficial e empresarial é a polidez, entendida como o
ajustamento da expressão às normas de educação ou
• Vossa (Excelência, Senhoria, etc.), é tratamento cortesia.
direto - usa-se para dirigir-se a pessoa com quem A polidez se manifesta no emprego de fórmulas
se fala, ou a quem se dirige a correspondência de cortesia (“Tenho a honra de encaminhar” e não,
(equivale a você): Na expectativa do atendimento simplesmente, “Encaminho...”; “Tomo a liberdade de
do que acaba de ser solicitado, apresento a Vossa sugerir...” em vez de, simplesmente, “Sugiro...”); no
Senhoria nossas atenciosas saudações. cuidado de evitar frases agressivas ou ásperas (até uma
• Sua (Excelência, Senhoria, etc.): em relação à pessoa carta de cobrança pode ter seu tom amenizado, fazendo-
de quem se fala (equivale a ele fala): Na abertura se menção, por exemplo, a um possível esquecimento...);
do Seminário, Sua Excelência o Senhor Reitor da no emprego adequado das formas de tratamento,
PUCRS falou sobre o Plano Estratégico. dispensando sempre atenção respeitosa a superiores,
colegas e subalternos.
Abreviatura das formas de tratamento No que diz respeito à utilização das formas de
LÍNGUA PORTUGUESA

tratamento e endereçamento, deve-se considerar não


A forma por extenso demonstra maior respeito, maior apenas a área de atuação da autoridade (universitária,
deferência, sendo de rigor em correspondência dirigida judiciária, religiosa, etc.), mas também a posição
ao Presidente da República. Fique claro, no entanto, hierárquica do cargo que ocupa.
que qualquer forma de tratamento pode ser escrita por Breve História dos Pronomes de Tratamento
extenso, independentemente do cargo ocupado pelo O uso de pronomes e locuções pronominais de
destinatário. tratamento tem larga tradição na língua portuguesa.

93
De acordo com Said Ali, após serem incorporados ao utilizado no envelope que contém a correspondência
português os pronomes latinos tue vos, “como tratamento oficial.
direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra”,
passou-se a empregar, como expediente linguístico de Vocativo
distinção e de respeito, a segunda pessoa do plural no
tratamento de pessoas de hierarquia superior. Prossegue O vocativo é uma invocação ao destinatário. Nas
o autor: comunicações oficiais, o vocativo será sempre seguido
“Outro modo de tratamento indireto consistiu em de vírgula.
fingir que se dirigia a palavra a um atributo ou qualidade Em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder,
eminente da pessoa de categoria superior, e não a ela utiliza-se a expressão Excelentíssimo Senhor ou
própria. Assim aproximavam-se os vassalos de seu rei Excelentíssima Senhora e o cargo respectivo, seguidos
com o tratamento de vossa mercê, vossa senhoria (...); de vírgula.
assim usou-se o tratamento ducal de vossa excelência e
adotaram-se na hierarquia eclesiástica vossa reverência,
vossa paternidade, vossa eminência, vossa santidade.” FIQUE ATENTO!
A partir do final do século XVI, esse modo de Aqui temos outra mudança.
tratamento indireto já estava em voga também para O manual atualizado traz a possibilidade de se
os ocupantes de certos cargos públicos. Vossa mercê utilizar o vocativo “prezado/a”, quando o oficio
evoluiu para vosmecê, e depois para o coloquial você. E estiver sendo direcionado para PARTICULAR.
o pronome vós, com o tempo, caiu em desuso. É dessa Senhor Governador... (para autoridades)
tradição que provém o atual emprego de pronomes de Prezado fulano de tal... (para particular)
tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos às
autoridades civis, militares e eclesiásticas.
Como visto, o emprego destes obedece a secular
Concordância com os Pronomes de Tratamento tradição. São de uso consagrado:
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa
indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à a) do Poder Executivo;
concordância verbal, nominal e pronominal. Embora Presidente da República;
se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com Vice-Presidente da República;
quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), Ministros de Estado;
levam a concordância para a terceira pessoa. É que o Governadores e Vice-Governadores de Estado e do
verbo concorda com o substantivo que integra a locução Distrito Federal;
como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o Oficiais-Generais das Forças Armadas;
substituto»; «Vossa Excelência conhece o assunto». Embaixadores;
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos Secretários-Executivos de Ministérios e demais
a pronomes de tratamento são sempre os da terceira ocupantes de cargos de natureza especial;
pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto» (e não Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
«Vossa ... vosso...”). Prefeitos Municipais.
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, b) do Poder Legislativo:
o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da Deputados Federais e Senadores;
pessoa a que se refere, e não com o substantivo que Ministro do Tribunal de Contas da União;
compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for Deputados Estaduais e Distritais;
homem, o correto é “Vossa Excelência está atarefado”, Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
“Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; se for mulher, Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
“Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve
estar satisfeita”. c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Emprego dos Pronomes de Tratamento Membros de Tribunais;
Juízes;
Tradicionalmente, o emprego dos pronomes de
tratamento adota a segunda pessoa do plural, de maneira d) outros: Auditores da Justiça Militar.
indireta, para referenciar atributos da pessoa à qual se O vocativo a ser empregado em comunicações
LÍNGUA PORTUGUESA

dirige. Na redação oficial, é necessário atenção para o dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo
uso dos pronomes de tratamento em três momentos Senhor, seguido do cargo respectivo:
distintos: no endereçamento, no vocativo e no corpo Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
do texto. No vocativo, o autor dirige-se ao destinatário Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
no início do documento. No corpo do texto, pode-se Nacional,
empregar os pronomes de tratamento em sua forma Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo
abreviada ou por extenso. O endereçamento é o texto Tribunal Federal.

94
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte
forma:

A Sua Excelência o Senhor


Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70.064-900 – Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor


Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70.165-900 – Brasília. DF

Senhor Ministro,
Submeto a Vossa Excelência projeto (...)

Em comunicações oficiais, ESTÁ ABOLIDO O USO DO TRATAMENTO DIGNÍSSMO (DD), às autoridades arroladas na lista
anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação.
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado e o endereçamento
que deve constar no envelope são:

Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, no 123
70.123 – Curitiba. PR

Senhor Fulano de Tal,

Escrevo a Vossa Senhoria (...)


Como se depreende do exemplo acima, FICA DISPENSADO O EMPREGO DO SUPERLATIVO ILUSTRÍSSIMO para as
autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento
Senhor.
Acrescente-se que DOUTOR NÃO É FORMA DE TRATAMENTO, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente.
Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído
curso universitário de doutorado. É costume indevido designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em
Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a
reitores de universidade.

Corresponde-lhe o vocativo:

Magnífico Reitor,

Agradeço a Vossa Magnificência por (...)

Os pronomes de tratamento e vocativos para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são:
Em comunicações dirigidas ao Papa:

Santíssimo Padre,
LÍNGUA PORTUGUESA

Rogo a Vossa Santidade que (...)

Em comunicações aos Cardeais:


Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,

Rogo a Vossa Eminência ( Reverendíssima ) que (...)

95
Em comunicações a Arcebispos e Bispos:
Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo / Bispo,

Rogo a Vossa Excelência Reverendíssima que (...)

Em comunicações a Monsenhores, Côneco e superiores religiosos:


Reverendíssimo Senhor Monsenhor / Cônego / Superior religioso

Rogo a Vossa ( Senhoria ) Reverendíssima que (...)

Em comunicações a Sacerdotes, Clérigos e Demais religiosos:


Reverendo Sacerdote / Clérigo / Demais religiosos,

Rogo a Vossa Reverência que (...)

Veja o quadro a seguir, que:


• Agrupa as autoridades em universitárias, judiciárias, militares, eclesiásticas, monárquicas e civis;
• Apresenta os cargos e as respectivas fórmulas de tratamento (por extenso, abreviatura singular e plural);
• Indica o vocativo correspondente e a forma de endereçamento.

Autoridades Universitárias

Cargo ou
Por Extenso Abreviatura Singular Abreviatura Plural Vocativo Endereçamento
Função
Ao Magnífico Reitor
V. Mag.as ou V. Magnífico Reitor
ou
Magas.
Vossa Magnificência
V. Mag.ª ou V. Maga. ou
Reitores ou Ao Excelentíssimo
V. Exa. ou V. Ex.ª ou
Vossa Excelência Senhor Reitor
Excelentíssimo
Nome
V.Ex.as ou V.Exas. Senhor Reitor
Cargo
Endereço
Ao Excelentíssimo
Excelentíssimo Senhor Vice-Reitor
Vice-Reitores Vossa Excelência V.Ex.ª, ou V.Exa. V.Ex.as ou V. Exas. Senhor Vice- Nome
Reitor Cargo
Endereço
Assessores
Ao Senhor
Pró-Reitores
V.S.ª ou Nome
Diretores Vossa Senhoria V.S.as ou V.Sas. Senhor + cargo
V.Sa. Cargo
Coord. de
Endereço
Departamento

Autoridades Judiciárias

Abreviatura Abreviatura
Cargo ou Função Por Extenso Vocativo Endereçamento
Singular Plural
Auditores
Curadores
Defensores Públicos
Ao Excelentíssimo Senhor
Desembargadores
Vossa V.Ex.as ou V. Excelentíssimo Nome
Membros de Tribunais V.Ex.ª ou V. Exa.
Excelência Exas. Senhor + cargo Cargo
LÍNGUA PORTUGUESA

Presidentes de
Endereço
Tribunais
Procuradores
Promotores

96
Ao Meritíssimo Senhor
Juiz
Meritíssimo
Meritíssimo Senhor Juiz
ou
Juiz
M.Juiz ou V.Ex.ª,
Juízes de Direito ou V.Ex. as
ou
V. Exas. Ao Excelentíssimo Senhor
Vossa
Juiz
Excelência Excelentíssimo
Nome
Senhor Juiz
Cargo
Endereço

Autoridades Militares

Abreviatura
Cargo ou Função Por Extenso Abreviatura Plural Vocativo Endereçamento
Singular
Ao Excelentíssimo Senhor
Oficiais Generais Vossa Excelentíssimo Nome
V.Ex.ª ou V. Exa. V.Ex. , ou V. Exas.
as
(até Coronéis) Excelência Senhor Cargo
Endereço
Ao Senhor
Vossa Nome
Outras Patentes V.S.ª ou V. Sa. V.S.as ou V. Sas. Senhor + patente
Senhoria Cargo
Endereço

Autoridades Eclesiásticas

Abreviatura
Cargo ou unção Por Extenso Abreviatura Plural Vocativo Endereçamento
Singular
A Sua Excelência
Reverendíssima
Vossa Excelência V.Ex.ª Rev. ou V.
ma
V.Ex. Rev. ou V.
as mas
Excelentíssimo
Arcebispos Nome
Reverendíssima Exa. Revma. Exas. Revmas. Reverendíssimo
Cargo
Endereço
A Sua Excelência
Reverendíssima
Vossa Excelência V.Ex.ª Rev.maou V. V.Ex.asRev.mas ou V. Excelentíssimo
Bispos Nome
Reverendíssima Exa. Revma. Exas. Revmas. Reverendíssimo
Cargo
Endereço
A Sua Eminência
V.Em.ª, V. Ema. V.Em.as, V. Emas. Eminentíssimo
Vossa Eminência ou Reverendíssima
ou ou Reverendíssimo
Cardeais Vossa Eminência Nome
V.Em.ª Rev.ma, V. V.EmasRev.mas ou V. ou Eminentíssimo
Reverendíssima Cargo
Ema. Revma. Emas. Revmas. Senhor Cardeal
Endereço
Ao Reverendíssimo
Cônego
Vossa V. Rev.ma V. Rev.mas Reverendíssimo
Cônegos Nome
Reverendíssima ou V. Revma. V. Revmas. Cônego
Cargo
Endereço
Ao Reverendíssimo Frade
Vossa V. Rev.ma V. Rev.mas Reverendíssimo Nome
Frades
Reverendíssima ou V. Revma. ou V. Revmas. Frade Cargo
Endereço
A Reverendíssima Irmã
Vossa V. Rev.ma V. Rev.mas Nome
Freiras Reverendíssimo Irmã
LÍNGUA PORTUGUESA

Reverendíssima ou V. Revma. ou V. Revmas. Cargo


Endereço
Ao Reverendíssimo
Monsenhor
Vossa V. Rev.ma V. Rev.mas Reverendíssimo
Monsenhores Nome
Reverendíssima ou V. Revma. ou V. Revmas. Monsenhor
Cargo
Endereço
Papa Vossa Santidade V.S. - Santíssimo Padre A Sua Santidade o Papa

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Ao Reverendíssimo Padre
/ Pastor
ou
Sacerdotes em Vossa V. Rev.ma V. Rev.mas Reverendo Padre / Ao Reverendo Padre /
geral e pastores Reverendíssima ou V. Revma. ou V. Revmas. Pastor Pastor
Nome
Cargo
Endereço

Autoridades Monárquicas

Cargo ou Abreviatura Abreviatura


Por Extenso Vocativo Endereçamento
Função Singular Plural
A Sua Alteza Real
Nome
Arquiduques Vossa Alteza V.A. VV. AA. Sereníssimo + Título
Cargo
Endereço
A Sua Alteza Real
Nome
Duques Vossa Alteza V.A. VV. AA. Sereníssimo + Título
Cargo
Endereço
A Sua Majestade
Nome
Imperadores Vossa Majestade V.M. VV. MM. Majestade
Cargo
Endereço
A Sua Alteza Real
Nome
Príncipes Vossa Alteza V.A. VV. AA. Sereníssimo + Título
Cargo
Endereço
A Sua Majestade
Nome
Reis Vossa Majestade V.M. VV. MM. Majestade
Cargo
Endereço

Autoridades Civis

Abreviatura
Cargo ou Função Por Extenso Abreviatura Plural Vocativo Endereçamento
Singular
Chefe da Casa Civil e da
Casa Militar
Cônsules
Deputados
Embaixadores
Ao Excelentíssimo Senhor
Governadores
V.Ex.ª ou V.Ex.as Excelentíssimo Nome
Ministros de Estado Vossa Excelência
V. Exa. ou V. Exas. Senhor + Cargo Cargo
Prefeitos
Endereço
Presidentes da República
Secretários de Estado
Senadores
Vice-Presidentes de
Repúblicas
Ao Senhor
Demais autoridades
V.S.ª ou V.S.as Nome
não contempladas com Vossa Senhoria Senhor + Cargo
V. Sa. ou V. Sas. Cargo
tratamento específico
Endereço
LÍNGUA PORTUGUESA

Forma de Diagramação
Os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação:

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FIQUE ATENTO!
- conforme as ultimas mudanças no manual de redação oficial, deve ser utilizada fonte do tipo Calibri ou
Carlito (antes era a Times New Roman), de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de
rodapé;
- é obrigatório constar a partir da segunda página o número da página;
- os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as
margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem espelho”);
- o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda;
- o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo 3,0 cm de largura;
- o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;
- deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor
de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco;
- não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo,
bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento;
- a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser usada
apenas para gráficos e ilustrações;
- todos os tipos de documento do padrão ofício devem ser impressos em papel de tamanho A4, ou seja, 29,7
x 21,0 cm;
- deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Text nos documentos de texto;
- dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para consulta
posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos;
- para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do
documento + número do documento + palavraschave do conteúdo.

Fechos para Comunicações

O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário.
Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça, de
1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego
de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
Atenciosamente,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição
próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores.

Identificação do Signatário

Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem
trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve
ser a seguinte:

(espaço para assinatura)


Nome
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

(espaço para assinatura)


Nome
Ministro de Estado da Justiça
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Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para
essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.

O Padrão Ofício

Antes das ultimas alterações do Manual de Redação, tínhamos 3 tipos de expediente: Ofício, Aviso e Memorando.
A distinção básica anterior entre os três era:

99
a) aviso: era expedido exclusivamente por Ministros 5.1.2 Identificação do expediente
de Estado, para autoridades de mesma hierarquia; Os documentos oficiais devem ser identificados da
b) ofício: era expedido para e pelas demais seguinte maneira:
autoridades; e a) nome do documento: tipo de expediente por ex-
c) memorando: era expedido entre unidades tenso, com todas as letras maiúsculas;
administrativas de um mesmo órgão. b) indicação de numeração: abreviatura da palavra
“número”, padronizada como No;
c) informações do documento: número, ano (com
FIQUE ATENTO! quatro dígitos) e siglas usuais do setor que expede
De acordo com essas alterações, os tipos o documento, da menor para a maior hierarquia,
memorando e aviso foram abolidos e separados por barra (/); e
passou-se a utilizar o termo ofício nas três d) alinhamento: à margem esquerda da página.
hipóteses.
Exemplo: OFÍCIO N° 652/2018/SAA/SE/MT
A diagramação proposta para esse expediente é
denominada padrão ofício. Local e data do documento
A seguir, será apresentada a estrutura do padrão
ofício, de acordo com a ordem com que cada elemento Na grafia de datas em um documento, o conteúdo
aparece no documento oficial. deve constar da seguinte forma:
a) composição: local e data do documento;
Partes do documento no padrão ofício b) informação de local: nome da cidade onde foi ex-
pedido o documento, seguido de vírgula. Não se
Cabeçalho deve utilizar a sigla da unidade da federação de-
pois do nome da cidade;
O cabeçalho é utilizado apenas na primeira página c) dia do mês: em numeração ordinal se for o pri-
do documento, centralizado na área determinada pela meiro dia do mês e em numeração cardinal para
formatação. os demais dias do mês. Não se deve utilizar zero à
No cabeçalho deverão constar os seguintes esquerda do número que indica o dia do mês;
elementos: d) nome do mês: deve ser escrito com inicial minús-
cula;
a) brasão de Armas da República: no topo da página. e) pontuação: coloca-se ponto-final depois da data; e
Não há necessidade de ser aplicado em cores. O f) alinhamento: o texto da data deve ser alinhado à
uso de marca da instituição deve ser evitado na margem direita da página.
correspondência oficial para não se sobrepor ao
Brasão de Armas da República. Exemplo: Brasília, 2 de fevereiro de 2018.
b) nome do órgão principal;
c) nomes dos órgãos secundários, quando Endereçamento.
necessários, da maior para a menor hierarquia; e
d) espaçamento: entrelinhas simples (1,0). O endereçamento é a parte do documento que
informa quem receberá o expediente.
Exemplo: Nele deverão constar os seguintes elementos:
a) vocativo: na forma de tratamento adequada
para quem receberá o expediente;
b) nome: nome do destinatário do expediente;
c) cargo: cargo do destinatário do expediente;
d) endereço: endereço postal de quem receberá
o expediente, dividido em duas linhas:
primeira linha: informação de localidade/
logradouro do destinatário ou, no caso de ofício
ao mesmo órgão, informação do setor;
segunda linha: CEP e cidade/unidade da
federação, separados por espaço simples. Na
separação entre cidade e unidade da federação
LÍNGUA PORTUGUESA

pode ser substituída a barra pelo ponto ou pelo


travessão. No caso de ofício ao mesmo órgão,
Os dados do órgão, tais como endereço, telefone, não é obrigatória a informação do CEP, podendo
endereço de correspondência eletrônica, sítio eletrônico ficar apenas a informação da cidade/unidade da
oficial da instituição, podem ser informados no rodapé federação; e
do documento, centralizados. e) alinhamento: à margem esquerda da página.

100
O pronome de tratamento no endereçamento das b) desenvolvimento: em que o assunto é detalhado;
comunicações dirigidas às autoridades tratadas por se o texto contiver mais de uma ideia sobre o as-
Vossa Excelência terá a seguinte forma: “A Sua Excelência sunto, elas devem ser tratadas em parágrafos dis-
o Senhor” ou “A Sua Excelência a Senhora”. tintos, o que confere maior clareza à exposição; e
Quando o tratamento destinado ao receptor for c) conclusão: em que é afirmada a posição sobre o
Vossa Senhoria, o endereçamento a ser empregado é “Ao assunto.
Senhor” ou “À Senhora”. Ressalte-se que não se utiliza a
expressão “A Sua Senhoria o Senhor” ou “A Sua Senhoria II – quando forem usados para encaminhamento de
a Senhora”. documentos, a estrutura é modificada:
a) introdução: deve iniciar com referência ao expe-
Exemplos: diente que solicitou o encaminhamento. Se a re-
messa do documento não tiver sido solicitada,
A Sua Excelência o Senhor À Senhora deve iniciar com a informação do motivo da co-
Ao Senhor municação, que é encaminhar, indicando a seguir
[Nome] [Nome] os dados completos do documento encaminhado
[Nome] (tipo, data, origem ou signatário e assunto de que
Ministro de Estado da Justiça Diretora de se trata) e a razão pela qual está sendo encami-
Gestão de Pessoas Chefe da Seção de nhado;
Compras
Esplanada dos Ministérios Bloco T SAUS Q. 3 Exemplos:
Lote 5/6 Ed Sede I Diretoria de Material, Em resposta ao Ofício n o 12, de 1o de fevereiro de
Seção 2018, encaminho cópia do Ofício no 34, de 3 de
70064-900 Brasília/DF 70070-030 abril de 2018, da Coordenação-Geral de Gestão de
Brasília. DF Brasília — DF Pessoas, que trata da requisição do servidor Fulano
de Tal.
Assunto Encaminho, para exame e pronunciamento, cópia
do Ofício no 12, de 1o de fevereiro de 2018, do
O assunto deve dar uma ideia geral do que trata o Presidente da Confederação Nacional da Indústria,
documento, de forma sucinta. a respeito de projeto de modernização de técnicas
Ele deve ser grafado da seguinte maneira: agrícolas na região Nordeste.
a) título: a palavra Assunto deve anteceder a frase b) desenvolvimento: se o autor da comunicação de-
que define o conteúdo do documento, seguida de sejar fazer algum comentário a respeito do docu-
dois-pontos; mento que encaminha, poderá acrescentar pará-
b) descrição do assunto: a frase que descreve o con- grafos de desenvolvimento. Caso contrário, não
teúdo do documento deve ser escrita com inicial há parágrafos de desenvolvimento em expediente
maiúscula, não se deve utilizar verbos e sugere-se usado para encaminhamento de documentos.
utilizar de quatro a cinco palavras;
c) destaque: todo o texto referente ao assunto, inclu- III – tanto na estrutura I quanto na estrutura II, o texto
sive o título, deve ser destacado em negrito; do documento deve ser formatado da seguinte
d) pontuação: coloca-se ponto-final depois do assun- maneira:
to; e a) alinhamento: justificado;
e) alinhamento: à margem esquerda da página. b) espaçamento entre linhas: simples;
c) parágrafos:
Exemplos: - espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após
Assunto: Encaminhamento do Relatório de Gestão cada parágrafo;
julho/2018. - recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem
Assunto: Aquisição de computadores. esquerda;
- numeração dos parágrafos: apenas quando o
Texto do documento documento tiver três ou mais parágrafos, desde o
primeiro parágrafo. Não se numeram o vocativo e
O texto do documento oficial deve seguir a seguinte o fecho;
padronização de estrutura: d) fonte: Calibri ou Carlito;
I – nos casos em que não seja usado para - corpo do texto: tamanho 12 pontos;
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encaminhamento de documentos, o expediente - citações recuadas: tamanho 11 pontos; e


deve conter a seguinte estrutura: - notas de Rodapé: tamanho 10 pontos;
a) introdução: em que é apresentado o objetivo da e) símbolos: para símbolos não existentes nas fon-
comunicação. Evite o uso das formas: Tenho a hon- tes indicadas, pode-se utilizar as fontes Symbol e
ra de, Tenho o prazer de, Cumpre-me informar que. Wingdings;
Prefira empregar a forma direta: Informo, Solicito,
Comunico;

101
Fechos para comunicações Numeração das páginas
A numeração das páginas é obrigatória apenas a
O fecho das comunicações oficiais objetiva, além partir da segunda página da comunicação.
da finalidade óbvia de arrematar o texto, saudar o Ela deve ser centralizada na página e obedecer à
destinatário. Os modelos para fecho anteriormente seguinte formatação:
utilizados foram regulados pela Portaria no 1, de 1937, a) posição: no rodapé do documento, ou acima da
do Ministério da Justiça, que estabelecia quinze padrões. área de 2 cm da margem inferior; e
Com o objetivo de simplificá-los e uniformizá-los, este b) fonte: Calibri ou Carlito.
Manual estabelece o emprego de somente dois fechos
diferentes para todas as modalidades de comunicação Formatação e apresentação
oficial:
a) Para autoridades de hierarquia superior a do reme- Os documentos do padrão ofício devem obedecer à
tente, inclusive o Presidente da República: Respei- seguinte formatação:
tosamente, a) tamanho do papel: A4 (29,7 cm x 21 cm);
b) Para autoridades de mesma hierarquia, de hierar- b) margem lateral esquerda: no mínimo, 3 cm de lar-
quia inferior ou demais casos: Atenciosamente, gura;
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações c) margem lateral direita: 1,5 cm;
dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem d) margens superior e inferior: 2 cm;
a rito e tradição próprios. e) área de cabeçalho: na primeira página, 5 cm a partir
da margem superior do papel;
O fecho da comunicação deve ser formatado da f) área de rodapé: nos 2 cm da margem inferior do
seguinte maneira: documento;
g) impressão: na correspondência oficial, a impressão
a) alinhamento: alinhado à margem esquerda da pá- pode ocorrer em ambas as faces do papel. Nesse
gina; caso, as margens esquerda e direita terão as dis-
b) recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem tâncias invertidas nas páginas pares (margem es-
esquerda; pelho);
c) espaçamento entre linhas: simples; h) cores: os textos devem ser impressos na cor preta
d) espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após em papel branco, reservando-se, se necessário, a
cada parágrafo; e impressão colorida para gráficos e ilustrações;
e) não deve ser numerado. i) destaques: para destaques deve-se utilizar, sem
abuso, o negrito. Deve-se evitar destaques com
Identificação do signatário uso de itálico, sublinhado, letras maiúsculas, som-
breado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente forma de formatação que afete a sobriedade e a
da República, todas as demais comunicações oficiais padronização do documento;
devem informar o signatário segundo o padrão: j) palavras estrangeiras: palavras estrangeiras devem
a) nome: nome da autoridade que as expede, grafado ser grafadas em itálico;
em letras maiúsculas, sem negrito. Não se usa linha k) arquivamento: dentro do possível, todos os docu-
acima do nome do signatário; mentos elaborados devem ter o arquivo de texto
b) cargo: cargo da autoridade que expede o docu- preservado para consulta posterior ou aproveita-
mento, redigido apenas com as iniciais maiúsculas. mento de trechos para casos análogos. Deve ser
As preposições que liguem as palavras do cargo utilizado, preferencialmente, formato de arquivo
devem ser grafadas em minúsculas; e que possa ser lido e editado pela maioria dos edi-
c) alinhamento: a identificação do signatário deve ser tores de texto utilizados no serviço público, tais
centralizada na página. como DOCX, ODT ou RTF.
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a l) nome do arquivo: para facilitar a localização, os no-
assinatura em página isolada do expediente. Transfira mes dos arquivos devem ser formados da seguinte
para essa página ao menos a última frase anterior ao maneira: tipo do documento + número do docu-
fecho. mento + ano do documento (com 4 dígitos) + pa-
lavras-chaves do conteúdo
Exemplo:
(espaço para assinatura) Exemplo:
LÍNGUA PORTUGUESA

NOME Ofício 123_2018_relatório produtividade anual


Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidên-
cia da República Seguem exemplos de Ofício:
(espaço para assinatura)
NOME
Coordenador-Geral de Gestão de Pessoas

102
LÍNGUA PORTUGUESA

103
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LÍNGUA PORTUGUESA

105
Tipos de documentos

FIQUE ATENTO!
Como vimos acima, os tipos memorando e aviso foram abolidos e passou-se a utilizar o termo ofício para todos
LÍNGUA PORTUGUESA

os tipos, porém, conforme as alterações do manual, esse ofício pode apresentar algumas variações.

Essa variação não é obrigatória: PODE-SE acrescentar-se um “sobrenome” ao oficio. Vejamos abaixo as possíveis
variações:

106
a) [NOME DO EXPEDIENTE] + CIRCULAR: Quando um órgão envia o mesmo expediente para mais de um órgão receptor.
A sigla na epígrafe será apenas do órgão remetente.
b) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO: Quando mais de um órgão envia, conjuntamente, o mesmo expediente para
um único órgão receptor. As siglas dos órgãos remetentes constarão na epígrafe.
c) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO CIRCULAR: Quando mais de um órgão envia, conjuntamente, o mesmo expe-
diente para mais de um órgão receptor. As siglas dos órgãos remetentes constarão na epígrafe.
Exemplos:
OFÍCIO CIRCULAR Nº 652/2018/MEC
OFÍCIO CONJUNTO Nº 368/2018/SECEX/SAJ
OFÍCIO CONJUNTO CIRCULAR Nº 795/2018/CC/MJ/MRE

Nos expedientes circulares, por haver mais de um receptor, o órgão remetente poderá inserir no rodapé as siglas ou
nomes dos órgãos que receberão o expediente.

Exposição de Motivos

Definição e finalidade

Exposição de motivos (EM) é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para:


a) propor alguma medida;
b) submeter projeto de ato normativo à sua consideração; ou
c) informá-lo de determinado assunto.
A exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o
assunto tratado envolva mais de um ministério, a exposição de motivos será assinada por todos os ministros envolvidos,
sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
Independentemente de ser uma EM com apenas um autor ou uma EM interministerial, a sequência numérica das
exposições de motivos é única. A numeração começa e termina dentro de um mesmo ano civil.

Forma e estrutura

As exposições de motivos devem, obrigatoriamente:


a) apontar, na introdução: o problema que demanda a adoção da medida ou do ato normativo proposto; ou infor-
mar ao Presidente da República algum assunto;
b) indicar, no desenvolvimento: a razão de aquela medida ou de aquele ato normativo ser o ideal para se solucionar
o problema e as eventuais alternativas existentes para equacioná-lo; ou fornecer mais detalhes sobre o assunto
informado, quando for esse o caso; e
c) na conclusão: novamente, propor a medida a ser tomada ou o ato normativo a ser editado para solucionar o
problema; ou apresentar as considerações finais no caso de EMs apenas informativas.
As Exposições de Motivos que encaminham proposições normativas devem seguir o prescrito no Decreto nº 9.191,
de 1º de novembro de 2017. Em síntese, elas devem ser instruídas com parecer jurídico e parecer de mérito que
permitam a adequada avaliação da proposta.
O atendimento dos requisitos do Decreto nº 9.191, de 2017, nas exposições de motivos que proponham a edição
de ato normativo, tem como propósito:
a) permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca resolver;
b) ensejar avaliação das diversas causas do problema e dos efeitos que podem ter a adoção da medida ou a edição
do ato, em consonância com as questões que devem ser analisadas na elaboração de proposições normativas no
âmbito do Poder Executivo;
c) conferir transparência aos atos propostos;
d) resumir os principais aspectos da proposta; e
e) evitar a devolução a proposta de ato normativo para complementação ou reformulação da proposta.
A exposição de motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao Presidente da República pelos
ministros. Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário.
LÍNGUA PORTUGUESA

107
Exemplo de exposição de motivos:
LÍNGUA PORTUGUESA

108
#FicaDica
A exposição de motivos deve estar adequados ao sistema SIDOF (Sistema de Geração e Tramitação de Docu-
mentos Oficiais)

O Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais (Sidof) é a ferramenta eletrônica utilizada para a
elaboração, a redação, a alteração, o controle, a tramitação, a administração e a gerência das exposições de motivos
com as propostas de atos a serem encaminhadas pelos Ministérios à Presidência da República.
Ao se utilizar o Sidof, a assinatura, o nome e o cargo do signatário, são substituídos pela assinatura eletrônica que
informa o nome do ministro que assinou a exposição de motivos e do consultor jurídico que assinou o parecer jurídico
da Pasta.
Mensagem
A Mensagem é o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as
mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da administração
pública; para expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; para submeter ao Congresso
Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; para apresentar veto; enfim, fazer comunicações do
que seja de interesse dos Poderes Públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias
caberá a redação final.

As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:

a) Encaminhamento de proposta de emenda constitucional, de projeto de lei ordinária, de projeto de lei comple-
mentar e os que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais:
Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou de urgência
(Constituição, art. 64, §§ 1o a 4o). O projeto pode ser encaminhado sob o regime normal e, mais tarde, ser objeto de
nova mensagem, com solicitação de urgência.
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos membros do Congresso Nacional, mas é encaminhada com ofício do
Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro-Secretário da Câmara dos Deputados,
para que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput).
Quanto aos projetos de lei que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e
créditos adicionais, as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos membros do Congresso Nacional, e os
respectivos ofícios são endereçados ao Primeiro-Secretário do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da Constituição
impõe a deliberação congressual em sessão conjunta, mais precisamente, “na forma do regimento comum”. E, à frente
da Mesa do Congresso Nacional, está o Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 57, § 5o), que comanda as
sessões conjuntas.

b) Encaminhamento de medida provisória:
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente da República encaminha Mensagem
ao Congresso, dirigida a seus Membros, com ofício para o Primeiro-Secretário do Senado Federal, juntando cópia da
medida provisória.

c) Indicação de autoridades:
As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem determinados cargos
(magistrados dos tribunais superiores, ministros do Tribunal de Contas da União, presidentes e diretores do Banco
Central, Procurador-Geral da República, chefes de missão diplomática, diretores e conselheiros de agências etc.) têm
em vista que a Constituição, incisos III e IV do caput do art. 52, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência
privativa para aprovar a indicação.
O curriculum vitae do indicado, assinado, com a informação do número de Cadastro de Pessoa Física, acompanha
a mensagem.

d) Pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do país por mais de
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15 dias:
Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, caput, inciso III e art. 83), e a autorização é da competência
privativa do Congresso Nacional. O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a ausência é por
prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas.

e) Encaminhamento de atos de concessão e de renovação de concessão de emissoras de rádio e TV:


A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso XII do caput do art. 49

109
da Constituição. Somente produzirão efeitos legais a caput, inciso VI);
outorga ou a renovação da concessão após deliberação - Pedido de autorização para operações financeiras
do Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). externas (Constituição, art. 52, caput, inciso V);
Descabe pedir na mensagem a urgência prevista na - Convocação extraordinária do Congresso Nacional
Constituição, art. 64, uma vez que o § 1o do art. 223 já (Constituição, art. 57, § 6o);
define o prazo da tramitação. Além do ato de outorga ou - Pedido de autorização para exonerar o Procurador-
renovação, acompanha a mensagem o correspondente Geral da República (Constituição, art. 52, inciso XI, e art.
processo administrativo. 128, § 2o);
- Pedido de autorização para declarar guerra e
f) Encaminhamento das contas referentes ao exercício decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84,
anterior: inciso XIX);
O Presidente da República tem o prazo de 60 dias - Pedido de autorização ou referendo para celebrar a
após a abertura da sessão legislativa para enviar ao paz (Constituição, art. 84, inciso XX);
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício - Justificativa para decretação do estado de defesa ou
anterior (Constituição, art. 84, caput, inciso XXIV), para de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4o);
exame e parecer da Comissão Mista permanente - Pedido de autorização para decretar o estado de
(Constituição, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos sítio (Constituição, art. 137);
Deputados realizar a tomada de contas (Constituição, art. - Relato das medidas praticadas na vigência do estado
51, caput, inciso II) em procedimento disciplinado no art. de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo
215 do seu Regimento Interno. único);
- Proposta de modificação de projetos de leis que
g) Mensagem de abertura da sessão legislativa: compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias,
Deve conter o plano de governo, exposição sobre a orçamentos anuais e créditos adicionais (Constituição,
situação do País e a solicitação de providências que julgar art. 166, § 5o);
necessárias (Constituição, art. 84, inciso XI). O portador - Pedido de autorização para utilizar recursos que
da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da ficarem sem despesas correspondentes, em decorrência
República. Esta mensagem difere das demais, porque vai de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei
encadernada e é distribuída a todos os congressistas em orçamentária anual (Constituição, art. 166, § 8o);
forma de livro. - Pedido de autorização para alienar ou conceder
terras públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição,
h) Comunicação de sanção (com restituição de autó- art. 188, § 1o).
grafos):
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Forma e estrutura
Nacional, encaminhada por ofício ao Primeiro-Secretário As mensagens contêm:
da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se a) brasão: timbre em relevo branco
informa o número que tomou a lei e se restituem dois b) identificação do expediente: MENSAGEM No,
exemplares dos três autógrafos recebidos, nos quais alinhada à margem esquerda, no início do texto;
o Presidente da República terá aposto o despacho de c) vocativo: alinhado à margem esquerda, de acordo
sanção. com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário,
com o recuo de parágrafo dado ao texto;
i) Comunicação de veto: d) texto: iniciado a 2 cm do vocativo; e
Dirigida ao Presidente do Senado Federal e) local e data: posicionados a 2 cm do final do texto,
(Constituição, art. 66, § 1º), a mensagem informa sobre a alinhados à margem direita.
decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições A mensagem, como os demais atos assinados pelo
vetadas, e as razões do veto. Seu texto é publicado Presidente da República, não traz identificação de seu
na íntegra no Diário Oficial da União, ao contrário das signatário.
demais mensagens, cuja publicação se restringe à notícia
do seu envio ao Poder Legislativo.

j) Outras mensagens remetidas ao Legislativo:


- Apreciação de intervenção federal (Constituição, art.
36, § 2º).
- Encaminhamento de atos internacionais que
LÍNGUA PORTUGUESA

acarretam encargos ou compromissos gravosos


(Constituição, art. 49, caput, inciso I);
- Pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis
às operações e prestações interestaduais e de exportação
(Constituição, art. 155, § 2o, inciso IV);
- Proposta de fixação de limites globais para o
montante da dívida consolidada (Constituição, art. 52,

110
Exemplo de mensagem:

Correio eletrônico (e-mail)

#FicaDica
Correio eletrônico ainda é o meio mais célere (rápido) de envio de documentos, devendo atentar às
LÍNGUA PORTUGUESA

características de uma correspondência oficial, mesmo sendo ele digital.

A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática comum, não só em âmbito privado, mas também
na administração pública. O termo e-mail pode ser empregado com três sentidos. Dependendo do contexto, pode
significar gênero textual, endereço eletrônico ou sistema de transmissão de mensagem eletrônica.
Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. Portanto, deve-

111
se evitar o uso de linguagem incompatível com uma Senhor”, “Prezada Senhora”.
comunicação oficial. Exemplos:
Como endereço eletrônico utilizado pelos servidores Senhor Coordenador,
públicos, o e-mail deve ser oficial, utilizando-se a Prezada Senhora,
extensão “.gov.br”, por exemplo.
Como sistema de transmissão de mensagens Fecho
eletrônicas, por seu baixo custo e celeridade, transformou- Atenciosamente é o fecho padrão em comunicações
se na principal forma de envio e recebimento de oficiais. Com o uso do e-mail, popularizou-se o uso
documentos na administração pública. de abreviações como “Att.”, e de outros fechos, como
“Abraços”, “Saudações”, que, apesar de amplamente
Valor documental usados, não são fechos oficiais e, portanto, não devem
Nos termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de ser utilizados em e-mails profissionais.
24 de agosto de 2001, para que o e-mail tenha valor O correio eletrônico, em algumas situações, aceita
documental, isto é, para que possa ser aceito como uma saudação inicial e um fecho menos formais. No
documento original, é necessário existir certificação entanto, a linguagem do texto dos correios eletrônicos
digital que ateste a identidade do remetente, segundo deve ser formal, como a que se usaria em qualquer outro
os parâmetros de integridade, autenticidade e validade documento oficial.
jurídica da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira –
ICP-Brasil. Bloco de texto da assinatura
O destinatário poderá reconhecer como válido o Sugere-se que todas as instituições da administração
e-mail sem certificação digital ou com certificação digital pública adotem um padrão de texto de assinatura. A
fora ICP-Brasil; contudo, caso haja questionamento, será assinatura do e-mail deve conter o nome completo, o
obrigatório a repetição do ato por meio documento cargo, a unidade, o órgão e o telefone do remetente.
físico assinado ou por meio eletrônico reconhecido pela
ICP-Brasil. Exemplo:
Salvo lei específica, não é dado ao ente público impor Maria da Silva
a aceitação de documento eletrônico que não atenda os Assessora
parâmetros da ICP-Brasil. Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil
(61)XXXX-XXXX
Forma e estrutura
Um dos atrativos de comunicação por correio Anexos
eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir A possibilidade de anexar documentos, planilhas e
padronização da mensagem comunicada. No entanto, imagens de diversos formatos é uma das vantagens do
devem-se observar algumas orientações quanto à sua e-mail. A mensagem que encaminha algum arquivo deve
estrutura. trazer informações mínimas sobre o conteúdo do anexo.
Antes de enviar um anexo, é preciso avaliar se ele é
Campo “Assunto” realmente indispensável e se seria possível colocá-lo no
O assunto deve ser o mais claro e específico possível, corpo do correio eletrônico.
relacionado ao conteúdo global da mensagem. Assim, Deve-se evitar o tamanho excessivo e o
quem irá receber a mensagem identificará rapidamente reencaminhamento de anexos nas mensagens de
do que se trata; quem a envia poderá, posteriormente, resposta.
localizar a mensagem na caixa do correio eletrônico. Os arquivos anexados devem estar em formatos
Deve-se assegurar que o assunto reflita claramente o usuais e que apresentem poucos riscos de segurança.
conteúdo completo da mensagem para que não pareça, Quando se tratar de documento ainda em discussão,
ao receptor, que se trata de mensagem não solicitada/ os arquivos devem, necessariamente, ser enviados, em
lixo eletrônico. Em vez de “Reunião”, um assunto mais formato que possa ser editado.
preciso seria “Agendamento de reunião sobre a Reforma
da Previdência”. Recomendações
- Sempre que necessário, deve-se utilizar recurso
Local e data de confirmação de leitura. Caso não esteja disponível,
São desnecessários no corpo da mensagem, uma vez deve constar da mensagem pedido de confirmação de
que o próprio sistema apresenta essa informação. recebimento;
- Apesar da imensa lista de fontes disponíveis nos
LÍNGUA PORTUGUESA

Saudação inicial/vocativo computadores, mantêm-se a recomendação de tipo de


O texto dos correios eletrônicos deve ser iniciado fonte, tamanho e cor dos documentos oficiais: Calibri ou
por uma saudação. Quando endereçado para outras Carlito, tamanho 12, cor preta;
instituições, para receptores desconhecidos ou para - Fundo ou papéis de parede eletrônicos não devem
particulares, deve-se utilizar o vocativo conforme os ser utilizados, pois não são apropriados para mensagens
demais documentos oficiais, ou seja, “Senhor” ou profissionais, além de sobrecarregar o tamanho da
“Senhora”, seguido do cargo respectivo, ou “Prezado mensagem eletrônica;

112
- A mensagem do correio eletrônico deve ser revisada com o mesmo cuidado com que se revisam outros documentos
oficiais;
- O texto profissional dispensa manifestações emocionais. Por isso, ícones e emoticons não devem ser utilizados;
- Os textos das mensagens eletrônicas não podem ser redigidos com abreviações como “vc”, “pq”, usuais das
conversas na internet, ou neologismos, como “naum”, “eh”, “aki”;
- Não se deve utilizar texto em caixa alta para destaques de palavras ou trechos da mensagem pois denota
agressividade de parte do emissor da comunicação.
- Evite-se o uso de imagens no corpo do e-mail, inclusive das Armas da República Federativa do Brasil e de logotipos
do ente público junto ao texto da assinatura.
- Não devem ser remetidas mensagem com tamanho total que possa exceder a capacidade do servidor do
destinatário.

FIQUE ATENTO!
Telegrama e Fax - Foram abolidos do Manual de Redação

No Manual de Redação Oficial, temos ainda um capítulo que trata dos ELEMENTOS DE ORTOGRAFIA E GRA-
MÁTICA.

Nesta seção aplicam-se os princípios da ortografia e de certos capítulos da gramática à redação oficial. Em sua
elaboração, levou-se em conta amplo levantamento feito das dúvidas mais frequentes com relação à ortografia, à
sintaxe e à semântica. Buscou-se, assim, dotar o Manual de uma parte eminentemente prática, à qual se possa recorrer
sempre que houver incerteza quanto à grafia de determinada palavra, à melhor forma de estruturar uma frase, ou à
adequada expressão a ser utilizada.
As noções gramaticais apresentadas neste capítulo referem-se à gramática formal, entendida como o conjunto de
regras fixado a partir do padrão culto de linguagem. Optou-se, assim, pelo emprego de certos conceitos da Gramática
dita tradicional (ou normativa). A aplicação de conceitos da Gramática gerativa implicaria, forçosamente, em discussão
de teoria linguística, o que não parece apropriado em um Manual que tem óbvia finalidade prática.
Sublinhemos, no entanto, que a Gramática tradicional, ou mesmo toda teoria gramatical, são sempre secundárias
em relação à gramática natural, ao saber intuitivo que confere competência linguística a todo falante nativo. Não há
gramática que esgote o repertório de possibilidades de uma língua, e raras são as que contemplam as regularidades
do idioma.
Saliente-se, por fim, que o mero conhecimento das regras gramaticais não é suficiente para que se escreva bem. No
entanto, o domínio da correção ortográfica, do vocabulário e da maneira de estruturar as frases certamente contribui
para uma melhor redação. Tenha sempre presente que só se aprende ou se melhora a escrita escrevendo.

Ao acessar o link a seguir terá acesso a todo o conteúdo do Manual, podendo assim analisar a parte gramatical
abordada pelo mesmo, sendo que, dentre os conteúdo gramaticais que sugerimos uma atenção maior é o que se refere
ao uso do hífen.
Vamos aqui fazer uma breve abordagem sobre esse assunto e segue o link para análise do conteúdo do Manual na
íntegra:
http://www.licitotus.com.br/manual-de-redacao-oficial-e-atualizado-pela-casa-civil-da-presidencia-da-republica/

Hífen
O hífen é usado em palavras compostas, com pronomes oblíquos e para separar sílabas. Exemplos: abre-alas, pós-
moderno, encantei-lhe, amai-vos, a-le-gri-a, sa-ú-de.

Prefixos e Elementos de Composição

Usa-se o hífen com diversos prefixos e elementos de composição. Veja o quadro a seguir:
LÍNGUA PORTUGUESA

113
Usa-se hífen com os prefixos: Quando a palavra seguinte começa por:
H / VOGAL IDÊNTICA À QUE TERMINA O PREFIXO
Exemplos com H: ante-hipófise,
anti-higiênico, anti-herói,
contra-hospitalar, entre-hostil,
extra-humano, infra-hepático,
Ante-, Anti-, Contra-, Entre-, Extra-, Infra-, Intra-,
sobre-humano, supra-hepático,
Sobre-, Supra-, Ultra-
ultra-hiperbólico.
Exemplos com vogal idêntica:
anti-inflamatório, contra-ataque,
infra-axilar, sobre-estimar,
supra-auricular, ultra-aquecido.
H/R
Exemplos: hiper-hidrose, hiper-raivoso, inter-humano,
Hiper-, Inter-, Super-
inter-racial,
super-homem, super-resistente.
B-H-R
Exemplos: sub-bloco, sub-hepático,
Sub- sub-humano, sub-região.
Obs.: as formas escritas sem hífen e sem “h”, como por
exemplo “subumano” e “subepático” também são aceitas.
B - R - D (Apenas com o prefixo “Ad”)
Exemplos: ab-rogar (pôr em desuso),
Ab-, Ad-, Ob-, Sob- ad-rogar (adotar)
ob-reptício (astucioso), sob-roda
ad-digital
DIANTE DE QUALQUER PALAVRA
Ex- (no sentido de estado anterior), Sota-, Soto-, Vice-,
Exemplos: ex-namorada, sota-soberania (não total), soto-
Vizo-
mestre (substituto), vice-reitor, vizo-rei.
DIANTE DE QUALQUER PALAVRA
Exemplos: pós-graduação, pré-escolar,
pró-democracia.
Pós-, Pré-, Pró- (tônicos e com significados próprios)
Obs.: se os prefixos não forem autônomos, não haverá
hífen. Exemplos: predeterminado, pressupor, pospor,
propor.
H / M / N / VOGAL
Exemplos: circum-meridiano,
Circum-, Pan- circum-navegação, circum-oral,
pan-americano, pan-mágico,
pan-negritude.
H / VOGAL IDÊNTICA À QUE TERMINA O PREFIXO
Pseudoprefixos (diferem-se dos prefixos por Exemplos com H: geo-histórico,
apresentarem elevado grau de independência e mini-hospital, neo-helênico,
possuírem uma significação mais ou menos delimitada, proto-história, semi-hospitalar.
presente à consciência dos falantes.) Exemplos com vogal idêntica:
Aero-, Agro-, Arqui-, Auto-, Bio-, Eletro-, Geo-, Hidro-, arqui-inimigo, auto-observação,
Macro-, Maxi-, Mega, Micro-, Mini-, Multi-, Neo-, Pluri-, eletro-ótica, micro-ondas,
Proto-, Pseudo-, Retro-, Semi-, Tele- micro-ônibus, neo-ortodoxia,
semi-interno, tele-educação.
LÍNGUA PORTUGUESA

#Importante

1) Não se utilizará o hífen em palavras iniciadas pelo prefixo ‘co-’. Ele irá se juntar ao segundo elemento, mesmo
que este se inicie por ‘o’ ou ‘h’. Neste último caso, corta-se o ‘h’. Se a palavra seguinte começar com ‘r’ ou ‘s’,
dobram-se essas letras.
Exemplos: coadministrar, coautor, coexistência, cooptar, coerdeiro corresponsável, cosseno.

114
2) Com os prefixos pre- e re- não se utilizará o hífen, apenas quando houver função de substantivo (= de
mesmo diante de palavras começadas por ‹e›. associado).
Exemplos: preeleger, preexistência, reescrever, Exemplos: sócio-gerente / socioeconômico
reedição.
- Travessão e Hífen
3) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo Não confunda o travessão com o hífen: o travessão é
terminar em vogal e o segundo elemento começar um sinal de pontuação mais longo do que o hífen.
por r ou s, estas consoantes serão duplicadas e não
se utilizará o hífen. - Hífen e translineação
Exemplos: antirreligioso, antissemita, arquirrivalidade, Havendo coincidência de fim de linha com o hífen,
autorretrato, contrarregra, contrassenso, deve-se, por clareza gráfica, repeti-lo no início da linha
extrasseco, infrassom, eletrossiderurgia, seguinte.
neorrealismo, etc. Exemplos: ex-
- alferes
guarda-
FIQUE ATENTO! -chuva
Não confunda as grafias das palavras Por favor, diga-
autorretrato e porta-retrato. A primeira é -nos logo o que aconteceu.
composta pelo prefixo auto-, o que justifica
a ausência do hífen e a duplicação da Conheça algumas diferenças de significação que o
consoante ‘r’. ‘Porta-retrato’, por outro lado, uso (ou ausência) do hífen pode provocar:
não possui prefixo: o elemento ‘porta’ trata-
se de uma forma do verbo “portar”. Assim,
esse substantivo composto deve ser sempre Significado com uso
Significado sem uso do hífen
grafado com hífen. do hífen
Ao meio-dia = às 12h
4) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo
terminar em vogal e o segundo elemento começar
por vogal diferente, não se utilizará o hífen. Meio dia = metade do dia
Exemplos: antiaéreo, autoajuda, autoestrada,
agroindustrial, contraindicação, infraestrutura,
intraocular, plurianual, pseudoartista,
semiembriagado, ultraelevado, etc.
Pão duro = pão envelhecido
5) Não se utilizará o hífen nas formações com os
prefixos des- e in-, nas quais o segundo elemento
Pão-duro = sovina
tiver perdido o “h” inicial.
Exemplos: desarmonia, desumano, desumidificar,
inábil, inumano, etc.

6) Não se utilizará o hífen com a palavra não, ao Cara suja = rosto sujo
Cara-suja = espécie de
possuir função prefixal.
periquito
Exemplos: não violência, não agressão, não
comparecimento.

Lembre-se:
Não se utiliza o hífen em palavras que possuem os
elementos “bi”, “tri”, “tetra”, “penta”, “hexa”, etc.
Exemplos: bicampeão, bimensal, bimestral, bienal,
tridimensional, trimestral, triênio, tetracampeão,
tetraplégico, pentacampeão, pentágono, etc. Copo de leite = copo com
leite Copo-de-leite = flor
LÍNGUA PORTUGUESA

Observações:
- Em relação ao prefixo “hidro”, em alguns casos pode
haver duas formas de grafia.
Exemplos:
“Hidroavião” e “hidravião”;
“hidroenergia” e “hidrenergia”

- No caso do elemento “socio”, o hífen será utilizado

115
Para ter acesso ao conteúdo completo da parte sua repetida evocação.
gramatical, acesse nosso site e adquira nossos materiais (...)
de Língua Portuguesa para complementar seus estudos. Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado
o emprego do superlativo ilustríssimo para as autori-
dades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria
e para particulares. É suficiente o uso do pronome de
EXERCÍCIOS COMENTADOS
tratamento Senhor.
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e
1. (PC-PE – CONHECIMENTOS GERAIS – CESPE – 2016) sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente.
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da Como regra geral, empregue-o apenas em comunica-
República (MRPR), o aviso e o ofício são ções dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem
concluído curso universitário de doutorado. É costume
a) modalidades de comunicação entre unidades adminis- designar por doutor os bacharéis, especialmente os ba-
trativas de um mesmo órgão. charéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o
b) instrumentos de comunicação oficial entre os chefes tratamento Senhor confere a desejada formalidade às
dos poderes públicos. comunicações.
c) documentos que compartilham a mesma diagrama- Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/
ção, uma vez que seguem o padrão ofício. manual.htm
d) expedientes utilizados para o tratamento de assuntos
oficiais entre órgãos da administração pública e par- 3. (ANTAQ – Especialista em Regulação de Serviços
ticulares. de Transportes Aquaviários – Superior - CESPE/2014)
e) correspondências usualmente remetidas por particula- Considerando aspectos estruturais e linguísticos das
res a órgãos do serviço público. correspondências oficiais, julgue os itens que se seguem,
de acordo com o Manual de Redação da Presidência da
Resposta: Letra C República.
De acordo com o Manual: O tratamento Digníssimo deve ser empregado para
O Padrão Ofício todas as autoridades do poder público, uma vez que a
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes dignidade é tida como qualidade inerente aos ocupantes
pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e de cargos públicos.
o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se
adotar uma diagramação única, que siga o que cha- ( ) Certo ( ) Errado
mamos de padrão ofício.
Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/ Resposta: Errado
manual.htm Vamos ao Manual: O Manual ainda preceitua que a for-
ma de tratamento “Digníssimo” fica abolida (...) afinal, a
2. (PC-PE – CONHECIMENTOS GERAIS – CESPE – 2016) dignidade é condição primordial para que tais cargos
Considerando as disposições do MRPR, assinale a opção públicos sejam ocupados.
que apresenta o vocativo adequado para ser empregado Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_ofi-
em um expediente cujo destinatário seja um Delegado cial_publicacoes_ver.php?id=2
de Polícia Civil.
5. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA/SE – TÉCNICO JUDICIÁRIO
– MÉDIO - CESPE/2014) Em toda comunicação oficial,
a) Magnífico Delegado,
exceto nas direcionadas a autoridades estrangeiras,
b) Digníssimo Delegado,
deve-se fazer uso dos fechos Respeitosamente ou
c) Senhor Delegado,
Atenciosamente, de acordo com as hierarquias do
d) Excelentíssimo Senhor Delegado,
destinatário e do remetente.
e) Ilustríssimo Senhor Delegado,
( ) Certo ( ) Errado
Resposta: Letra C
Manual de Redação:
Resposta: Certo
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo
Segundo o Manual de Redação Oficial: (...) Manual es-
Senhor, seguido do cargo respectivo:
tabelece o emprego de somente dois fechos diferen-
Senhor Senador,
tes para todas as modalidades de comunicação oficial:
Senhor Juiz,
A) para autoridades superiores, inclusive o Presidente
LÍNGUA PORTUGUESA

Senhor Ministro,
da República: Respeitosamente,
Senhor Governador,
B) para autoridades de mesma hierarquia ou de hie-
(...)
rarquia inferior: Atenciosamente,
Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tra-
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi-
tamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas na
das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e
lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se
tradição próprios, devidamente disciplinados no Ma-
ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária
nual de Redação do Ministério das Relações Exteriores.

116
4. (ANP – CONHECIMENTO BÁSICO PARA TODOS
OS CARGOS – CESPE/2013) Na redação de uma
ata, devem-se relatar exaustivamente, com o máximo
HORA DE PRATICAR!
de detalhamento possível, incluindo-se os aspectos
subjetivos, as discussões, as propostas, as resoluções e 1. (MAPA – AUDITOR FISCAL FEDERAL AGROPE-
as deliberações ocorridas em reuniões e eventos que CUÁRIO – MÉDICO VETERINÁRIO – SUPERIOR –
exigem registro. ESAF – 2017) Assinale a opção que apresenta desvio de
grafia da palavra.
( ) Certo ( ) Errado A acupuntura é uma terapia da medicina tradicional
chinesa que favorece a regularização dos processos fisioló-
Resposta: Errado gicos do corpo, no sentido de promover ou recuperar o es-
Ata é um documento administrativo que tem a fina- tado natural de saúde e equilíbrio. Pode ser usada preven-
lidade de registrar de modo sucinto a sequência de tivamente (1) para evitar o desenvolvimento de doenças,
eventos de uma reunião ou assembleia de pessoas como terapia curativa no caso de a doença estar instalada
com um fim específico. É característica da Ata apresen- ou como método paliativo (2) em casos de doenças crôni-
tar um resumo, cronologicamente disposto, de modo cas de difícil tratamento. Tem também uma ação impor-
infalível, de todo o desenrolar da reunião. tante na medicina rejenerativa (3) e na reabilitação. O tra-
(Fonte: https://www.10emtudo.com.br/aula/ensino/a_ tamento de acupuntura consiste na introdução de agulhas
redacao_oficial_ata/) filiformes no corpo dos animais. Em geral são deixadas
cerca de 15 a 20 minutos. A colocação das agulhas não é
6. (Tribunal de Justiça/SE – Técnico Judiciário – dolorosa para os animais e é possível observar durante os
CESPE/2014) Em toda comunicação oficial, exceto nas tratamentos diferentes reações fisiológicas (4), indicadoras
direcionadas a autoridades estrangeiras, deve-se fazer de que o tratamento está atingindo o efeito terapêutico
uso dos fechos Respeitosamente ou Atenciosamente, de (5) desejado.
acordo com as hierarquias do destinatário e do remetente. Disponível: <http://www.veterinariaholistica.net/acu-
puntura-fitoterapia-e-homeopatia.html/>. Acesso em
( ) Certo ( ) Errado 28/11/2017. (Com adaptações)

Resposta: Certo a) (1)


Segundo o Manual de Redação Oficial: (...) Manual es- b) (2)
tabelece o emprego de somente dois fechos diferentes c) (3)
para todas as modalidades de comunicação oficial: d) (4)
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente e) (5)
da República: Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierar- 2. (TRT – 21.ª REGIÃO-RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO
quia inferior: Atenciosamente, – ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO – FCC – 2017)
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi- Respeitando-se as normas de redação do Manual da Pre-
das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e sidência da República, a frase correta é:
tradição próprios, devidamente disciplinados no Ma-
nual de Redação do Ministério das Relações Exteriores. a) Solicito a Vossa Senhoria que verifique a possibilida-
de de implementação de projeto de treinamento de
7. (ANTAQ – Especialista em Regulação de Serviços de pessoal para operar os novos equipamentos gráficos
Transportes Aquaviários – CESPE/2014) Considerando a serem instalados em seu setor.
aspectos estruturais e linguísticos das correspondências b) Venho perguntar-lhe, por meio desta, sobre a data em
oficiais, julgue os itens que se seguem, de acordo com o que Vossa Excelência pretende nomear vosso repre-
Manual de Redação da Presidência da República. sentante na Comissão Organizadora.
O tratamento Digníssimo deve ser empregado para c) Digníssimo Senhor: eu venho por esse comunicado,
todas as autoridades do poder público, uma vez que a informar, que será organizado seminário, sobre o uso
dignidade é tida como qualidade inerente aos ocupantes
eficiente de recursos hídricos, em data ainda a ser de-
de cargos públicos.
finida.
d) Haja visto que o projeto anexo contribue para o de-
( ) Certo ( ) Errado
senvolvimento do setor em questão, informamos, por
meio deste Ofício, que será amplamente analisado por
LÍNGUA PORTUGUESA

Resposta: Errado
especialistas.
Vamos ao Manual: O Manual ainda preceitua que a
e) Neste momento, conforme solicitação enviada à Vos-
forma de tratamento “Digníssimo” fica abolida (...) afinal,
sa Senhoria anexo, não se deve adotar medidas que
a dignidade é condição primordial para que tais cargos
possam com- prometer vossa realização do projeto
públicos sejam ocupados.
mencionado.
Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_
oficial_publicacoes_ver.php?id=2

117
3. (TRE-MS – ESTÁGIO – JORNALISMO – TRE-MS – 7. (CEFET-RJ – REVISOR DE TEXTOS – CESGRANRIO
2014) Analise as assertivas abaixo: – 2014) Observe a grafia das palavras do trecho a seguir.
A macro-história da humanidade mostra que todos en-
I. O ladrão era de menor. caram os relatos pessoais como uma forma de se manterem
II. Não há regra sem exceção. vivos. Desde a idade do domínio do fogo até a era das mul-
III. É mais saudável usar menas roupa no calor. ticomunicações, os homens tem demonstrado que querem
IV. O policial foi à delegacia em compania do meliante. pôr sua marca no mundo porque se sentem superiores.
V. Entre eu e você não existe mais nada. A palavra que NÃO está grafada corretamente é

A opção que apresenta vícios de linguagem é: a) macro-história.


b) multicomunicações.
a) I e III. c) tem.
b) I, II e IV. d) pôr.
c) II e IV. e) porque.
d) I, III, IV e V.
e) III, IV e V. 8. (LIQUIGÁS – PROFISSIONAL JÚNIOR – CIÊNCIAS
CONTÁBEIS – CEGRANRIO – 2014) O grupo em que
4. (TRE-MS – ESTÁGIO – JORNALISMO – TRE-MS – todas as palavras estão grafadas de acordo com a norma-
2014) De acordo com a nova ortografia, assinale o item -padrão da Língua Portuguesa é
em que todas as palavras estão corretas:
a) gorjeta, ogeriza, lojista, ferrujem
b) pedágio, ultrage, pagem, angina
a) autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial.
c) refújio, agiota, rigidez, rabujento
b) supracitado – semi-novo – telesserviço.
d) vigência, jenipapo, fuligem, cafajeste
c) ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som.
e) sargeta, jengiva, jiló, lambujem
d) contrarregra – autopista – semi-aberto.
e) contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor.
9. (SIMAE – AGENTE ADMINISTRATIVO – ASSCON-
-PP – 2014) Assinale a alternativa que apresenta apenas
palavras escritas de forma incorreta.
5. (TRE-MS – ESTÁGIO – JORNALISMO – TRE-MS –
2014) O uso correto do porquê está na opção: a) Cremoso, coragem, cafajeste, realizar;
b) Caixote, encher, análise, poetisa;
a) Por quê o homem destrói a natureza? c) Traje, tanger, portuguesa, sacerdotisa;
b) Ela chorou por que a humilharam. d) Pagem, mujir, vaidozo, enchergar;
c) Você continua implicando comigo porque sou pobre?
d) Ninguém sabe o por quê daquele gesto. 10. (RECEITA FEDERAL – AUDITOR FISCAL – ESAF –
e) Ela me fez isso, porquê? 2014) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical
ou de grafia de palavra inserido na transcrição do texto.
6. (TJ-PA – MÉDICO PSIQUIATRA – SUPERIOR – VU-
NESP – 2014) A Receita Federal nem sempre teve esse (1) nome. Se-
cretaria da Receita Federal é apenas a mais recente de-
nominação da Administração Tributária Brasileira nestes
cinco séculos de existência. Sua criação tornou-se (2) ne-
cessária para modernizar a máquina arrecadadora e fisca-
lizadora, bem como para promover uma maior integração
entre o Fisco e os Contribuintes, facilitando o cumprimento
expontâneo (3) das obrigações tributárias e a solução dos
eventuais problemas, bem como o acesso às (4) informa-
ções pessoais privativas de interesse de cada cidadão. O
surgimento da Secretaria da Receita Federal representou
Assinale a alternativa que completa, correta e respec- um significativo avanço na facilitação do cumprimento das
tivamente, as lacunas, de acordo com a norma-padrão obrigações tributárias, contribuindo para o aumento da ar-
da língua portuguesa, considerando que o termo que recadação a partir (5) do final dos anos 60.
(Adaptado de <http://www.receita.fazenda.gov.br/srf/
LÍNGUA PORTUGUESA

preenche a terceira lacuna é empregado para indicar que


um evento está prestes a acontecer historico.htm>. Acesso em: 17 mar. 2014.)

a) anúncio ... A ... Iminente. a) (1).


b) anuncio ... À ... Iminente. b) (2).
c) anúncio ... À ... Iminente. c) (3).
d) anúncio ... A ... Eminente. d) (4).
e) anuncio ... À ... Eminente. e) (5).

118
11. (ESTRADA DE FERRO CAMPOS DO JORDÃO-SP 15. (PRODAM-AM – ASSISTENTE – FUNCAB – 2014 –
– ANALISTA FERROVIÁRIO – OFICINAS – ELÉTRICA ADAPTADA) Assinale a opção em que o par de palavras
– IDERH – 2014) Leia as orações a seguir: foi acentuado segundo a mesma regra.
Minha mãe sempre me aconselha a evitar as _____
companhias. (mas/más) a) saúde-países
A cauda do vestido da noiva tinha um _________ enor- b) Etíope-juízes
me. (cumprimento/comprimento) c) olímpicas-automóvel
Precisamos fazer as compras do mês, pois a _________ d) vocês-público
está vazia. (despensa/dispensa). e) espetáculo-mensurável

Completam, correta e respectivamente, as lacunas 16. (ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO – TÉCNICO EM


acima os expostos na alternativa: CONTABILIDADE – IDECAN – 2014) Os vocábulos “cin-
quentenário” e “império” são acentuados devido à mesma
justificativa. O mesmo ocorre com o par de palavras apre-
a) mas – cumprimento – despensa.
sentado em
b) más – comprimento – despensa.
c) más – cumprimento – dispensa.
a) prêmio e órbita.
d) mas – comprimento – dispensa.
b) rápida e tráfego
e) más – comprimento – dispensa. c) satélite e ministério.
d) pública e experiência.
12. (TRT-2ª REGIÃO-SP – TÉCNICO JUDICIÁRIO - e) sexagenário e próximo.
ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO – FCC – 2014) Está
redigida com clareza e em consonância com as regras da 17. (RIOPREVIDÊNCIA – ESPECIALISTA EM PREVI-
gramática normativa a seguinte frase: DÊNCIA SOCIAL – CEPERJ – 2014) A palavra “conteúdo”
recebe acentuação pela mesma razão de:
a) Queremos, ou não, ele será designado para dar a pa-
lavra final sobre a polêmica questão, que, diga-se de a) juízo
passagem, tem feito muitos exitarem em se pronun- b) espírito
ciar. c) jornalístico
b) Consultaram o juíz acerca da possibilidade de voltar d) mínimo
atraz na suspensão do jogador, mas ele foi categórico e) disponíveis
quanto a impossibilidade de rever sua posição.
c) Vossa Excelência leu o documento que será apresen- 18. (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – ICMBIO –
tado em rede nacional daqui a pouco, pela voz de Sua CESPE – 2014) A mesma regra de acentuação gráfica se
Excelência, o Senhor Ministro da Educação? aplica aos vocábulos “Brasília”, “cenário” e “próprio”.
d) A reportagem sobre fascínoras famosos não foi nada
positiva para o público jovem que estava presente, de ( ) CERTO ( ) ERRADO
que se desculparam os idealizadores do programa.
e) Estudantes e professores são entusiastas de oferecer 19. (PREFEITURA DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ-SC –
aos jovens ingressantes no curso o compartilhamento GUARDA MUNICIPAL – FEPESE – 2014 – ADAPTADA)
de projetos, com que serão também autores. Assinale a alternativa em que todas as palavras são oxíto-
nas.
13. (TRE-MS – ESTÁGIO – JORNALISMO – TRE-MS –
2014) A acentuação correta está na alternativa: a) pé, lá, pasta
b) mesa, tábua, régua
c) livro, prova, caderno
a) eu abençôo – eles crêem – ele argúi.
d) parabéns, até, televisão
b) platéia – tuiuiu – instrui-los.
e) óculos, parâmetros, título
c) ponei – geléia – heroico.
d) eles têm – ele intervém – ele constrói.
20. (ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO – TÉCNICO EM
e) lingüiça – feiúra – idéia. COMUNICAÇÃO SOCIAL – IDECAN – 2014) Assinale a
alternativa em que a acentuação de todas as palavras está
14. (EBSERH – HUCAM-UFES – ADVOGADO – AOCP – de acordo com a mesma regra da palavra destacada: “Pro-
2014) A palavra que está acentuada corretamente é: curadorias comprovam necessidade de rendimento satisfa-
LÍNGUA PORTUGUESA

tório para renovação do FIES”.


a) Históriar.
b) Memórial. a) após / pó / paletó
c) Métodico. b) moído / juízes / caído
d) Própriedade. c) história / cárie / tênue
e) Artifício. d) álibi / ínterim / político
e) êxito / protótipo / ávido

119
21. (PREFEITURA DE BRUSQUE-SC – EDUCADOR d) o leitor estava à procura de seu destino;
SOCIAL – FEPESE – 2014) Assinale a alternativa em que e) o astrólogo previa o futuro passo à passo
só palavras paroxítonas estão apresentadas.
26. (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP – FARMA-
a) facilitada, minha, canta, palmeiras CÊUTICO – SUPERIOR – VUNESP – 2017) O sinal in-
b) maná, papá, sinhá, canção dicativo de crase está empregado corretamente nas duas
c) cá, pé, a, exílio ocorrências na alternativa:
d) terra, pontapé, murmúrio, aves
e) saúde, primogênito, computador, devêssemos a) Muitos indivíduos são propensos à associar, inadverti-
damente, tristeza à depressão.
22. (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁ- b) As pessoas não querem estar à mercê do sofrimento,
RIO – TÉCNICO EM AGRIMENSURA – FUNCAB – por isso almejam à pílula da felicidade.
2014) A alternativa que apresenta palavra acentuada por c) À proporção que a tristeza se intensifica e se prolonga,
regra diferente das demais é: pode-se, à primeira vista, pensar em depressão.
d) À rigor, os especialistas não devem receitar remédios
a) dúvidas. às pessoas antes da realização de exames acurados.
b) muitíssimos. e) Em relação à informação da OMS, conclui-se que exis-
c) fábrica. tem 121 milhões de pessoas à serem tratadas de de-
d) mínimo. pressão.
e) impossível.
27. (TRT – 21.ª REGIÃO-RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO
23. (PRODAM-AM – ASSISTENTE DE HARDWARE – – ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO – FCC – 2017) É
FUNCAB – 2014) Assinale a alternativa em que todas as difícil planejar uma cidade e resistir à tentação de formu-
palavras foram acentuadas segundo a mesma regra. lar um projeto de sociedade.
O sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso o
a) indivíduos - atraí(-las) - período verbo sublinhado acima seja substituído por:
b) saíram – veículo - construído
c) análise – saudável - diálogo a) não acatar.
d) hotéis – critérios - através b) driblar.
e) econômica – após – propósitos c) controlar.
d) superar.
24. (CORPO DE BOMBEIROS MILITAR-PI – CURSO e) não sucumbir.
DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS – UESPI – 2014) “O
evento promove a saúde de modo integral.” A regra que 28. (TRT – 21.ª REGIÃO-RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO
justifica o acento gráfico no termo destacado é a mesma – ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO – FCC – 2017)
que justifica o acento em: A frase em que há uso adequado do sinal indicativo de
crase encontra-se em:
a) “remédio”.
b) “cajú”. a) A tendência de recorrer à adaptações aparece com
c) “rúbrica”. maior força na Hollywood do século 21.
d) “fráude”. b) É curioso constatar a rapidez com que o cinema agre-
e) “baú”. gou à máxima.
c) A busca pela segurança leva os estúdios à apostarem
25. (TJ-BA – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMI- em histórias já testadas e aprovadas.
NISTRATIVA – MÉDIO – FGV – 2015) d) Tal máxima aplica-se perfeitamente à criação de peças
Texto 3 – “A Lua Cheia entra em sua fase Crescente no de teatro.
signo de Gêmeos e vai movimentar tudo o que diz respeito e) Há uma massa de escritores presos à contratos fixos
à sua vida profissional e projetos de carreira. Os próximos em alguns estúdios.
dias serão ótimos para dar andamento a projetos que co-
meçaram há alguns dias ou semanas. Os resultados che- 29. (PREFEITURA DE MARÍLIA-SP – AUXILIAR DE
garão rapidamente”. ESCRITA – MÉDIO – VUNESP – 2017) Assinale a alter-
nativa em que o sinal indicativo de crase está empregado
O texto 3 mostra exemplos de emprego correto do corretamente.
LÍNGUA PORTUGUESA

“a” com acento grave indicativo da crase – “diz respeito à


sua vida profissional”. A frase abaixo em que o emprego a) A voluntária aconselhou a remetente à esquecer o
do acento grave da crase é corretamente empregado é: amor de infância.
b) O carteiro entregou às voluntárias do Clube de Julieta
a) o texto do horóscopo veio escrito à lápis; uma nova remessa de cartas.
b) começaram à chorar assim que leram as previsões; c) O médico ofereceu à um dos remetentes apoio psico-
c) o horóscopo dizia à cada leitora o que devia fazer; lógico.

120
d) As integrantes do Clube levaram horas respondendo complemento que o da frase acima está em:
à diversas cartas.
e) O Clube sugeriu à algumas consulentes que fizessem a) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
novas amizades. b) Esses caminhos floresceram durante os primórdios da
Idade Média.
30. (PREFEITURA DE SÃO PAULO-SP – TÉCNICO EM c) ... viajavam por cordilheiras...
SAÚDE – LABORATÓRIO – MÉDIO – VUNESP – 2014) d) ... até cair em desuso, seis séculos atrás.
Reescrevendo-se o segmento frasal – ... incitá-los a reagir e) O maquinista empurra a manopla do acelerador.
e a enfrentar o desconforto, ... –, de acordo com a regência
e o acento indicativo da crase, tem-se: 34. (CASAL-AL – ADMINISTRADOR DE REDE – CO-
PEVE – UFAL – 2014) Na afirmação abaixo, de Padre
a) ... incitá-los à reação e ao enfrentamento do descon- Vieira,
forto, ... “O trigo não picou os espinhos, antes os espinhos o
b) ... incitá-los a reação e o enfrentamento do desconforto, picaram a ele... Cuidais que o sermão vos picou a vós” o
... substantivo “espinhos” tem, respectivamente, função sin-
c) ... incitá-los à reação e à enfrentamento do desconforto, tática de,
...
d) ... incitá-los à reação e o enfrentamento do desconforto, a) objeto direto/objeto direto.
... b) sujeito/objeto direto.
e) ... incitá-los a reação e à enfrentamento do desconforto, c) objeto direto/sujeito.
.. d) objeto direto/objeto indireto.
e) sujeito/objeto indireto.
31. (CONAB – CONTABILIDADE – SUPERIOR – IADES
– 2014 – ADAPTADA) Considerando o trecho “atualizou 35. (CASAL-AL – ADMINISTRADOR DE REDE – CO-
os dados relativos à produção de grãos no Brasil.” e con- PEVE – UFAL – 2014) No texto, “Arranca o estatuário
forme a norma-padrão, assinale a alternativa correta. uma pedra dessas montanhas, tosca, bruta, dura, informe;
e, depois que desbastou o mais grosso, toma o maço e cin-
a) a crase foi empregada indevidamente no trecho. zel na mão para começar a formar um homem, primeiro
b) o autor poderia não ter empregado o sinal indicativo membro a membro e depois feição por feição.”
de crase. VIEIRA, P. A. In Sermão do Espírito Santo. Acervo da
c) se “produção” estivesse antecedida por essa, o uso do Academia Brasileira de Letras
sinal indicativo de crase continuaria obrigatório. A oração sublinhada exerce uma função de
d) se, no lugar de “relativos”, fosse empregado referen-
tes, o uso do sinal indicativo de crase passaria a ser a) causalidade.
facultativo. b) conclusão.
e) caso o vocábulo minha fosse empregado imediata- c) oposição.
mente antes de “produção”, o uso do sinal indicativo d) concessão.
de crase seria facultativo. e) finalidade.

32. (SABESP-SP – ATENDENTE A CLIENTES – MÉDIO 36. (EBSERH – HUCAM-UFES – ADVOGADO – SUPE-
– FCC – 2014 – ADAPTADA) No trecho Refiro-me aos RIOR – AOCP – 2014) Em “Se a ‘cura’ fosse cara, apenas
livros que foram escritos e publicados, mas estão – talvez uma pequena fração da sociedade teria acesso a ela.”, a
para sempre – à espera de serem lidos, o uso do acento de expressão em destaque funciona como:
crase obedece à mesma regra seguida em:
a) objeto direto.
a) Acostumou-se àquela situação, já que não sabia como b) adjunto adnominal.
evitá-la. c) complemento nominal.
b) Informou à paciente que os remédios haviam surtido d) sujeito paciente.
efeito. e) objeto indireto.
c) Vou ficar irritada se você não me deixar assistir à no-
vela. 37. (EBSERH – HUSM-UFSM-RS – ANALISTA ADMI-
d) Acabou se confundindo, após usar à exaustão a velha NISTRATIVO – JORNALISMO – SUPERIOR – AOCP
fórmula. – 2014)
LÍNGUA PORTUGUESA

e) Comunique às minhas alunas que as provas estão cor- “Sinta-se ungido pela sorte de recomeçar. Quando seu
rigidas. filho crescer, ele irá entender - mais cedo ou mais tarde -...”
No período acima, a oração destacada:
33. (TRT-AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – SUPERIOR
– FCC–2014) ... que acompanham as fronteiras ocidentais a) estabelece uma relação temporal com a oração que
chinesas... lhe é subsequente.
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de b) estabelece uma relação temporal com a oração que a

121
antecede. 42. (TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO –
c) estabelece uma relação condicional com a oração que MÉDIO – VUNESP – 2015) Leia o texto, para responder
lhe é subsequente. às questões.
d) estabelece uma relação condicional com a oração que O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para
a antecede. consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito
e) estabelece uma relação de finalidade com a oração que às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o
lhe é subsequente. mundo for mundo –, ele não poderá prescindir da luta.
A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos,
38. (PRODAM-AM – ASSISTENTE DE HARDWARE – das classes sociais, dos indivíduos.
FUNCAB – 2014) O termo destacado em: “As pessoas es- Todos os direitos da humanidade foram conquista-
tão sempre muito ATAREFADAS.” exerce a seguinte função dos pela luta; seus princípios mais importantes tiveram
sintática: de enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham;
todo e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja
a) objeto direto.
o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição
b) objeto indireto.
ininterrupta para a luta. O direito não é uma simples
c) adjunto adverbial.
ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa
d) predicativo.
das mãos a balança com que pesa o direito, enquanto
e) adjunto adnominal.
na outra segura a espada por meio da qual o defende.
39. (TRT-13ª REGIÃO-PB – TÉCNICO JUDICIÁRIO A espada sem a balança é a força bruta, a balança
– TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO – MÉDIO – FCC – sem a espada, a impotência do direito. Uma completa
2014) Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às ambições a outra, e o verdadeiro estado de direito só pode existir
passadas... quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de com- habilidade com que manipula a balança.
plemento que o grifado acima está empregado em: O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Po-
der Público, mas de toda a população. A vida do direito
a) Faltam-nos precedentes históricos para... nos oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo
b) Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro... de um esforço e de uma luta incessante, como o des-
c) Esse novo espectro comprova a novidade de nossa si- pendido na produção econômica e espiritual. Qualquer
tuação... pessoa que se veja na contingência de ter de sustentar
d) As redes sociais eram atividades de difícil implementa- seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e
ção... contribui para a realização da ideia do direito. É verdade
e) ... como se imitássemos o padrão de conforto... que nem todos enfrentam o mesmo desafio.
A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se tran-
40. (CIA DE SERVIÇOS DE URBANIZAÇÃO DE GUARA- quilamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados
PUAVA-PR – AGENTE DE TRÂNSITO – CONSULPLAM pelo direito. Se lhes disséssemos que o direito é a luta,
– 2014) Quanto à função que desempenha na sintaxe da não nos compreenderiam, pois só veem nele um estado
oração, o trecho em destaque “Tenho uma dor que passa de paz e de ordem.
daqui pra lá e de lá pra cá” corresponde a: (Rudolf von Ihering, A luta pelo direito)

a) Oração subordinada adjetiva restritiva. Assinale a alternativa em que uma das vírgulas foi em-
b) Oração subordinada adjetiva explicativa. pregada para sinalizar a omissão de um verbo, tal como
c) Adjunto adnominal. ocorre na passagem – A espada sem a balança é a força
d) Oração subordinada adverbial espacial. bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito.
41. (ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO – TÉCNICO EM
a) O direito, no sentido objetivo, compreende os princí-
COMUNICAÇÃO SOCIAL – IDECAN – 2014) Acerca das
pios jurídicos manipulados pelo Estado.
relações sintáticas que ocorrem no interior do período a
b) Todavia, não pretendo entrar em minúcias, pois nunca
seguir “Policiais de Los Angeles tomam facas de criminosos,
chegaria ao fim.
perseguem bêbados na estrada e terminam o dia na dele-
c) Do autor exige-se que prove, até o último centavo, o
gacia fazendo seu relatório.”, é correto afirmar que
interesse pecuniário.
d) É que, conforme já ressaltei várias vezes, a essência do
a) “o dia” é sujeito do verbo “terminar”.
direito está na ação.
b) o sujeito do período, Policiais de Los Angeles, é com-
e) A cabeça de Jano tem face dupla: a uns volta uma das
LÍNGUA PORTUGUESA

posto.
faces, aos demais, a outra.
c) “bêbados” e “criminosos” apresentam-se na função de
sujeito.
43. TJ-BA – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMI-
d) “facas” possui a mesma função sintática que “bêba-
NISTRATIVA – MÉDIO – FGV – 2015
dos” e “relatório”.
e) “de criminosos”, “na estrada”, “na delegacia” são termos
Texto 2 - “A primeira missão tripulada ao espaço pro-
que indicam circunstâncias que caracterizam a ação verbal.
fundo desde o programa Apollo, da década 1970, com

122
o objetivo de enviar astronautas a Marte até 2030 está c) O uso do hífen seria obrigatório, caso o prefixo re fosse
sendo preparada pela Nasa (agência espacial norte-ame- acrescentado ao vocábulo “lia”.
ricana). O primeiro passo para a concretização desse de- d) Caso a ordem das orações fosse invertida, o uso da
safio será dado nesta sexta-feira (5), com o lançamento da vírgula entre elas poderia ser dispensado.
cápsula Orion, da base da agência em Cabo Canaveral, e) Assim como o vocábulo “lágrimas”, devem ser acentu-
na Flórida, nos Estados Unidos. O lançamento estava pre- ados graficamente rúbrica, filântropo e lúcida.
visto originalmente para esta quinta-feira (4), mas devido
a problemas técnicos foi reagendado para as 7h05 (10h05 46. (TRE-MS – ESTÁGIO – JORNALISMO – TRE-MS –
no horário de Brasília).” 2014) Verifique a pontuação nas frases abaixo e marque
(Ciência, Internet Explorer). a assertiva correta:

“com o lançamento da cápsula Orion, da base da a) Céus: Que injustiça.


agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados b) O resultado do placar, não o abateu.
Unidos.” Os termos sublinhados se encarregam da loca- c) O comércio estava fechado; porém, a farmácia estava
lização do lançamento da cápsula referida; o critério para em pleno atendimento.
essa localização também foi seguido no seguinte caso: d) Comam bastantes frutas crianças!
Os protestos contra as cotas raciais ocorreram: e) Comprei abacate, e mamão maduro.

a) em Brasília, Distrito Federal, na região Centro-Oeste; 47. (SAAE-SP – Fiscal Leiturista – VUNESP – 2014)
b) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, região Sul;
c) em Pedrinhas, São Luís, Maranhão;
d) em São Paulo, São Paulo, Brasil;
e) em Goiânia, região Centro-Oeste, Brasil.

44. (TRT – 21.ª REGIÃO-RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO


– ÁREA ADMINISTRATIVA – MÉDIO – FCC – 2017)
Está plenamente adequada a pontuação do seguinte pe-
ríodo:

a) A produção cinematográfica como é sabido, sempre


bebeu na fonte da literatura, mas o cinema declarou-
-se, independente das outras artes há mais de meio
século.
b) Sabe-se que, a produção cinematográfica sempre con-
siderou a literatura como fonte de inspiração, mas o
cinema declarou-se independente das outras artes, há
mais de meio século.
c) Há mais de meio século, o cinema declarou-se inde-
pendente das outras artes, embora a produção cine-
matográfica tenha sempre considerado a literatura
como fonte de inspiração. Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, a
d) O cinema declarou-se independente, das outras ar- pontuação está correta em:
tes, há mais de meio século; porém, sabe-se, que a
produção cinematográfica sempre bebeu na fonte da a) Hagar disse, que não iria.
literatura. b) Naquela noite os Stevensens prometeram servir, bifes
e) A literatura, sempre serviu de fonte inspiradora do ci- e lagostas, aos vizinhos.
nema, mas este, declarou-se independente das outras c) Chegou, o convite dos Stevensens, bife e lagostas: para
artes há mais de meio século − como é sabido. Hagar e Helga
d) “Eles são chatos e, nunca param de falar”, disse, Hagar
45. (CORREIOS – TÉCNICO EM SEGURANÇA DO à Helga.
TRABALHO JÚNIOR – MÉDIO – IADES – 2017 – e) Helga chegou com o recado: fomos convidados, pelos
ADAPTADA) Quanto às regras de ortografia e de pon- Stevensens, para jantar bifes e lagostas.
tuação vigentes, considere o período “Enquanto lia a car-
LÍNGUA PORTUGUESA

ta, as lágrimas rolavam em seu rosto numa mistura de 48. (PREFEITURA DE PAULISTA-PE – RECEPCIONIS-
amor e saudade.” e assinale a alternativa correta. TA – UPENET – 2014) Sobre os SINAIS DE PONTUAÇÃO,
observe os itens abaixo:
a) O uso da vírgula entre as orações é opcional.
b) A redação “Enquanto lia a carta, as lágrimas rolavam I. “Calma, gente”.
em seu rosto por que sentia um misto de amor e sau- II. “Que mundo é este que chorar não é “normal”?
dade.” poderia substituir a original. III. “Sustentabilidade, paradigma de vida”

123
IV. “Será que precisa de mais licitações? Haja licitações!” c) A investigação da morte de João Goulart, foi reaberta,
V. “E, de repente, aquela rua se tornou um grande lago...” em maio deste ano pela Comissão da Verdade, para
apuração da causa da morte do ex-presidente uma
Sobre eles, assinale a alternativa CORRETA. vez que, para a família, Jango pode ter sido assassi-
nado.
a) No item I, a vírgula isola um aposto. d) A Comissão da Verdade, a pedido da família de João
b) No item II, a interrogação indica uma mensagem in- Goulart, reabriu em maio deste ano a investigação de
terrompida. sua morte, porque, a hipótese de assassinato não é
c) No item III, a vírgula isola termos que explicam o seu descartada, pela viúva e filhos.
antecedente. e) Como a viúva e os filhos do ex-presidente João Gou-
d) No item IV, os dois sinais de pontuação, a interrogação lart, suspeitando que ele possa ter sido assassinado
e a exclamação, indicam surpresa. pediram a reabertura da investigação de sua morte,
e) No item V, as vírgulas poderiam ser substituídas, ape- à Comissão da Verdade, esta, atendeu o pedido em
nas, por um ponto e vírgula após o termo “repente”. maio deste ano.

49. (PREFEITURA DE PAULISTA-PE – RECEPCIONIS- 52. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – MÉDICO DO


TA – UPENET – 2014 – ADAPTADA) TRABALHO – CESPE – 2014 – ADAPTADA) A correção
“Já vi gente cansada de amor, de trabalho, de política, gramatical do trecho “Entre as bebidas alcoólicas, cerve-
de ideais. Jamais conheci alguém sinceramente cansado jas e vinhos são as mais comuns em todo o mundo” seria
de dinheiro.” prejudicada, caso se inserisse uma vírgula logo após a
(Millôr Fernandes) palavra “vinhos”.

Sobre as vírgulas existentes no texto, é CORRETO afir- ( ) CERTO ( ) ERRADO


mar que:
53. (PREFEITURA DE ARCOVERDE-PE – ADMINIS-
a) são facultativas. TRADOR DE RECURSOS HUMANOS – CONPASS –
b) isolam apostos. 2014) Leia o texto a seguir:
c) separam elementos de mesma função sintática. “Pagar por esse software não é um luxo, mas uma ne-
d) a terceira é facultativa. cessidade”. O uso da vírgula justifica-se porque:
e) separam orações coordenadas assindéticas.
a) estabelece a relação entre uma coordenada assindéti-
50. (POLÍCIA MILITAR-SP – OFICIAL ADMINISTRA- ca e uma conclusiva.
TIVO – MÉDIO – VUNESP – 2014) A reescrita da frase b) separar a oração coordenada “não é um luxo” da ad-
– Como sempre, a resposta depende de como definimos os versativa “mas uma necessidade”, em que o verbo está
termos da pergunta. – está correta, quanto à pontuação, subentendido.
em: c) liga a oração principal “Pagar” à coordenada “não é um
luxo, mas uma necessidade”.
a) A resposta como sempre, depende de, como defini- d) indica que dois termos da mesma função estão ligados
mos os termos da pergunta. por uma conjunção aditiva.
b) A resposta, como sempre, depende de como defini- e) isola o aposto na segunda oração.
mos os termos da pergunta.
c) A resposta como, sempre, depende de como defini- 54. (TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO –
mos os termos da pergunta. MÉDIO – VUNESP – 2017)
d) A resposta, como, sempre depende de como defini- Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos execu-
mos os termos da pergunta. tivos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transfe-
e) A resposta como sempre, depende de como, defini- riu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem
mos os termos da pergunta. paredes e divisórias.
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas
51. (EMPLASA-SP – ANALISTA JURÍDICO – DIREITO ele queria que todos estivessem juntos, para se conec-
– VUNESP – 2014) Segundo a norma-padrão da língua tarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco
portuguesa, a pontuação está correta em: tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande
erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e
a) Como há suspeita, por parte da família de que João os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do
LÍNGUA PORTUGUESA

Goulart tenha sido assassinado; a Comissão da Ver- próprio chefe.


dade decidiu reabrir a investigação de sua morte, em Em abril de 2015, quase três anos após a mudança
maio deste ano, a pedido da viúva e dos filhos. para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa
b) Em maio deste ano, a Comissão da Verdade acatou o para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu pró-
pedido da família do ex-presidente João Goulart e re- prio espaço, com portas e tudo.
abriu a investigação da morte deste, visto que, para a Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório
viúva e para os filhos, Jango pode ter sido assassinado. aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Unidos

124
são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao res, maracatus, big bands, corredores evangélicos, góticos
modelo de espaços tradicionais com salas e portas. satanistas, praticantes de ioga, dançarinos de tango, barra-
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder quinhas de yakissoba e barris de cerveja artesanal.
até 15% da produtividade, desenvolver problemas graves Tenho estado atento às agruras e oportunidades da
de concentração e até ter o dobro de chances de ficar cidade porque, depois de cinco anos vivendo na Granja
doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que Viana, vim morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim da
estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de tarde, eu corria em volta de um lago, desviando de patos e
organização. assustando jacus. Agora, aos domingos, corro pela Paulista
Desde que se mudou para o formato tradicional, Na- ou Minhocão e, durante a semana, venho testando dife-
gele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem rentes percursos.
sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemité-
“Muita gente concorda – simplesmente não aguentam o rio da Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas
escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e encostas do Sumaré, até que, na última terça, sem querer,
é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. descobri um insuspeito parque noturno com bastante gen-
É improvável que o conceito de escritório aberto caia te, quase nenhum carro e propício a todo tipo de ativida-
em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exem- des: o estacionamento do estádio do Pacaembu.
plo de Nagele e voltando aos espaços privados. (Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toa-
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um lha. Prefere estendê-la e deitar em cima.” Disponível
espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade é em:<http://www1.folha.uol.com.br/colunas>. Acesso em:
que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tem- 13.04.2017. Adaptado)
po, e pequenas distrações podem desviar nosso foco por até Assinale a alternativa que dá nova redação à passa-
20 minutos. gem – O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha –
Retemos mais informações quando nos sentamos em prefe