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UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP EDUCACIONAL

LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

Daiane Cristina Alves de Oliveira RA:2209915403


Fernanda Rodrigues dos Santos RA: 2209956903
Jucilene Dias da Silva RA: 2209953403
Nayara da Silva dos Santos RA: 2209915503
Raquel Rocha da Silva RA: 2209914203
Telma Lucia da Costa Vieira Muniz RA: 2209914303

PTG – PRODUÇÃO TEXTUAL EM GRUPO


“ A ESCOLARIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
ANALFABETOS OU COM BAIXA ESCOLARIZAÇÃO”

CAMPO GRANDE
2019
Daiane Cristina Alves de Oliveira RA: 2209915403
Fernanda Rodrigues dos Santos RA: 2209956903
Jucilene Dias da Silva RA: 2209953403
Nayara da Silva dos Santos RA: 2209915503
Raquel Rocha da Silva RA: 2209914203
Telma Lucia da Costa Vieira Muniz RA:2209914303

PTG – PRODUÇÃO TEXTUAL EM GRUPO


“ A ESCOLARIZAÇÃO DE JOVENS ADULTOS
ANALFABETOS OU COM BAIXA ESCOLARIZAÇÃO”

Desafio Profissional apresentado às


disciplinas de Metodologia Científica,
Educação de Jovens e Adultos, História da
Educação, Educação Formal e Não
Formal, Didática: Planejamento e
Avaliação, Práticas Pedagógicas: Gestão
da sala de aula como requisito para
aprovação no curso de Pedagogia.
Tutor (a) EaD –Ana Maria Martins
Tutor (a) presencial – Kelli

CAMPO GRANDE
2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 4

2 FATORES HISTÓRICOS, POLÍTICOS E SOCIAIS QUE PERPASSAM A


EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. .................... 5

3 FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA DIANTE O PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO


DA POPULAÇÃO ANALFABETA E COM BAIXA ESCOLARIZAÇÃO. ...................... 8

4 DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO A


EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS .............................................................................. 9

5 MÉTODO AVALIATIVO, E APRENDIZAGEM DOS EDUCANDOS DO EJA ........ 10

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 12

REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 14
1. INTRODUÇÃO

O exposto trabalho analisa os aspectos históricos, sociais e pedagógicos no ensino de


Jovens e Adultos analfabetos e com baixa escolarização.

A proposta é apresentar a trajetória da Educação de Jovens e Adultos para que esses


pudessem ter direitos e serem inseridos socialmente na sociedade e a sua importância no
processo ligados a programas de Educação Popular, que vinham sendo realizados.

Dentro do tema será abordada a questão pautada buscando compreender como se


configurou o ensino de Jovens e Adultos no decorrer da história, inclusive fazendo uma
reflexão sobre as práticas pedagogicas com esse público e analisando o papel da educação
perante o dever à sua escolarização.

Os relatos de descasos quanto aos indivíduos analfabetos, que eram considerados


como incapazes, e por conseguinte apontados como inutéis não contribuindo em nada para a
expansão do pais. Passando por várias campanhas de alfabetização sendo que muitas vieram
a ser extintas por não atingirem a finalidade do programa, que era a de erradicar o
analfabetismo.

Os indivíduos analfabetos passaram a adquirir educação como direito social que está
garantida no artigo 205 da Constituição Federal, que a educação é direito de todas as pessoas
e dever do Estado e da família, sendo promovida e incentivada com a colaboração da
sociedade, para o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para cidadania e qualificação
para sua ocupação profissional.

Sendo assim vemos a necessidade do âmbito escolar se planificar para interprender


uma educação que possa dar respostas para as várias demandas sociais, e que compreender
como se ensina e aprende pois o conhecimento formado historicamente é peça para se
entender e compreender a sociedade na qual o individuo está incluído.

A escola precisa desempenhar a função social, e colocar ações em prática que


melhorarem a vida da sociedade em prol das organizações de ensino e aguçar os educandos
a trabalhar em prol de todos para criar cidadãos conscientes e responsáveis.
2. FATORES HISTÓRICOS, POLÍTICOS E SOCIAIS QUE PERPASSAM A
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA.

Conforme relatos históricos no Brasil a Educação de Jovens e Adultos foi mediada por
inúmeros desafios, pessoas analfabetas eram tidas como incapazes e foram tratadas como
ignorantes, nesse cenário estava presente a definição deste público como, seres improdutivos
e não faziam qualquer diferença na sociedade, pois não contribuíam para evolução do pais.

Assim de fato surgiram um conjunto de concepções com o intuito de erradicar o


analfabetismo no país, por uma didática que abarcasse esse público que deixaram de estudar
e foram trabalhar para sobreviverem, todavia, essas propostas não alavancaram por que era
preciso que houvesse envolvimento das políticas públicas nesse cenário.

Em 1900, houve um terceiro censo para saber que eram as pessoas analfabetas,
revelando que havia cerca de 65,3% analfabetos no Brasil no intervalo dos 15 anos,
mostrando que algumas providencias deveriam ser pensadas para reduzir esse alto índice de
pessoas que não sabiam nem ler e escrever.

Com o final da 1° Guerra Mundial na década de 1920, houve um grande interesse


pela educação fundamental, a fim de o analfabetismo de jovens e adultos pudesse ser
erradicado, sendo o censo desse ano ter revelado a mesma porcentagem de analfabetos sendo
64,9%.

Posteriormente no ano de 1940 há novos intentos na Educação de jovens e adultos,


onde mais um censo foi realizado e revelava que havia cerca de 56,2% de analfabetos.
Mostrando uma diminuição, mas que novas estratégias deveriam ser realizadas para conter
esse percentual que não alcançava 10% de diferença em comparação com o censo anterior.

Já no ano de 1945, a ONU (Organização das Nações Unidas) dizia que os povos
deveriam se integralizar, visando a paz e a soberania popular, com o propósito de contribuir
para a instrução de Jovens e Adultos, ganhando destaque dentro da preocupação geral do
ensino com

Logo após nos anos de 1947 a 1963, ocorrem três campanhas de alfabetização sendo
a primeira a: Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos (CEAA), iniciada no ano
de 1947, quando o analfabetismo era visto como flagelação ou vergonha nacional, sendo
tratado como causa e não efeito da situação econômica, social e cultural do Brasil e o
analfabeto denominado como inábil. Essa Campanha até alcançou resultados positivos, mas
não satisfatórios.

A segunda Campanha foi a Campanha Nacional de Educação Rural (CNER), criada


em 1948 por Lourenço Filho, essa compreendia ações em conjunto com o Ministério da
Saúde e Agricultura, não bastava apenas alfabetizar era preciso modificar a realidade social
e econômica criando requisitos melhores na saúde, trabalho e produção.

Logo após surgi a Campanha de Erradicação do Analfabetismo, proposta por técnicos


do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP). Essa foi uma campanha experimental
que tinha como objetivo melhorar a escola regular e de Educação de Jovens e Adultos. Nesse
momento o analfabetismo era tido como variável dependente de condições econômica e
isolamento cultural.

Eventualmente em 1963 as três campanhas de alfabetização foram extintas. Pois


nenhuma alcançou os objetivos esperados. Logo após em 1967 lança se o Movimento
Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). A Concepção de alfabetização era que os
analfabetos aprendessem técnicas para ler e escrever. Mas em 1985 com o final da ditadura
o MOBRAL foi extinto, consumindo elevados recursos financeiros, sem findar o
analfabetismo como se esperava ser.

No governo de José Sarney (1985-1990) foi criada a Fundação Educar, que


monitorava os trabalhos apresentados pelas secretarias e entidades educacionais que
receberiam recursos para a execução dos programas. Mas nenhuma dessas campanhas
obtiveram os efeitos que se esperavam.

No ano de 2003 na presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, cria se o MEC, do


Programa Brasil Alfabetizado, que designava recursos a organizações civil, públicos,
estaduais e municipais e instituições de ensino superior para desenvolverem seus projetos de
alfabetização, distribuindo livros aos recém alfabetizados.

Com a eleição de Fernando Collor (1990-1992) a Fundação Educar é


aniquilada. O novo Presidente anuncia então um Plano de Alfabetização e Cidadania, mas
com sua deposição o vice-presidente Itamar Franco (1992-1995) assume o governo não
apresentando novas estratégias na área da educação de jovens e adultos.
Na Presidência de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), surge o Programa de
Alfabetização Solidaria (PAS), lançado em 1996 seu objetivo era alfabetizar jovens e adultos
das cidades mais pobres, e com baixa índice de desenvolvimento humano. Esse programa
foi constituído como uma ONG no ano de 2003.

Em 2003 na Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, temos a criação pelo MEC, do
Programa Brasil Alfabetizado, tentando erradicar o analfabetismo em 4 anos. Houve um
grande avanço nesse programa comparado com os demais. Era um programa de iniciativa
do governo, que se constituía de maneira mais democrática, promovendo mecanismos nas
áreas sociais, com problemas pois não havia condições necessárias para atender a todos os
analfabetos.

Em 2004 com a mudança do Ministro da Educação, reformularam o programa e


retiraram a meta de erradicar o analfabetismo de 4 anos e a duração dos projetos foi ampliada
para 2 meses, de 4 meses para 8 meses. A princípio chegamos ao século XXI com uma taxa
elevada de pessoas que sequer sabem escrever seu próprio nome ou ler um simples texto.

No Brasil, 7% dos cidadãos desde os 15 anos é considerada analfabeta, segundo


dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2017,
o que representa bem como 11,5 milhões de pessoas. O Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), diz ser esse o perfil dos analfabetos brasileiros formado principalmente
por idosos que, quando jovens, não foram à escola porque ela era designada a pessoas de
classes sociais mais abastadas.

As iniciativas para zerar o analfabetismo através de políticas públicas, deverá ser


pensada nas singularidades, como a escapula escolar, o baixo letramento da maioria das
famílias brasileiras e as dificuldades na distribuição imparcial dos bens culturais são fatores
importantes para esse contexto, a valorização do ensino e da profissão docente, e a educação
ser colocada como prioridade nacional.

Certamente várias foram as tentativas a fim de diminuir o analfabetismo no Brasil,


como uma formação com qualidade, e hoje esse cenário não mudou, há muitas pessoas que
não conseguem ler e escrever sequer um bilhete. Já os que não concluíram a 4ª série do
ensino básico I, somam 33 milhões, onde 50% estão no norte e nordeste do país.
3. FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA DIANTE O PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO
DA POPULAÇÃO ANALFABETA E COM BAIXA ESCOLARIZAÇÃO.

Nosso pais adentrou na década de 90 com 30 milhões de analfabetos, e hoje há muitos


projetos do Governo Federal, como o Brasil Alfabetizado que leva em considerações as
peculiaridades deste público com elaborações de material didático próprio e significativo,
pois há um enorme índice de invasão escolar nas turmas do EJA.

Como explicação, há muitos educandos que usam material didático inadequado, com
conteúdo fútil, procedimentos infantilizados, horários inadequados de aulas não respeitam a
praxe do trabalhador, não levando a sério a peculiaridade de cada aluno. A ação exercida no
EJA não convém com as propostas existentes para as mesmas.

A escola tendo em vista todos esses problemas deveria se conscientizar que sua missão
social é a construção de indivíduos críticos que possam exercer a cidadania participando do
método de transformação e construção da realidade. Mas há muitos indivíduos que recebem
apenas a educação de alfabetização sem serem conscientizados sobre seus direitos e deveres
em uma sociedade democrática.

Nesse processo o educando deve ser não somente um transferidor de conhecimentos,


mas incentivador do discente para atingir seus objetivos devendo se preparar com novas
ferramentas para melhor conduzir a aprendizagem de jovens e adultos. O educandário tem a
incumbência de assessora o sujeito para que seja partícipe do processo educativo e
desenvolva a eficácia de ler, raciocinar, investigar e intervir. Os conteúdos podem ser
remodelados em função do lugar social, político e histórico em que todos se encontram.

Construir uma escola na qual professores e educandos deparem –se de fazer a tarefa de
provocar e gerar conhecimentos esses sustentados na compreensão daqueles que aprendem,
saberes diversos e que contribuem verdadeiramente, para a vivência dos alunos. Os jovens e
adultos buscam na escola, mais que conteúdos prontos para serem reproduzidos.

A escola, segundo a LDB, tem como função social formar o cidadão, e, desse modo,
garantir as finalidades registradas no artigo 22: “A educação básica tem por finalidade
desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da
cidadania e fornecer-lhes meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
4. DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO A
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A Constituição de 1988 juntamente com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação


Nacional (LDB), de 1996, na Seção V, preveem o direito dos jovens e adultos ao ensino
básico, obrigando sua oferta regular pelos poderes públicos, e a emenda Constitucional n°59
de 2009 ampliou o direito ao Ensino Médio.

Encontramos na LDBEN/96, orientações acerca das possibilidades de frequência na


Educação de Jovens e Adultos, indicando a idade atribuída na continuidade no ensino e idade
destinada para a inserção no ensino fundamental e idade para inserção no ensino médio.
Ficando óbvio a garantia legal do acesso à Educação de Jovens e Adultos na sociedade.

Mesmo sendo um direito garantido, temos uma enorme demanda de pessoas analfabetas
que eventualmente não frequentam a escola hoje. Entre os contratempos do EJA, está a
obrigação de melhorar a distribuição das escolas, em parcerias com instituições nos locais
de trabalho. É preciso reconsiderar programas, métodos educacionais e materiais didáticos,
buscando a proximidade com o mundo dos adultos analfabetos.

É indispensável que ao falarmos de EJA exista sempre uma reflexão ligada à diferença
de um público diverso, com vários conceitos de mundo e que possuem uma história sofrida
de vida sendo fundamental o diálogo, à contribuição, harmonia, ordem, e solução das
dificuldades possam ser mútuos entre professor e alunista.

O Brasil hoje em pleno século XXI ainda possui um enorme número de cidadãos
privados do direito a educação. Ao decorrer dos anos nosso país consolidou uma consciência
social do direito a instrução na infância, mas não constituiu uma cultura do direito à educação
durante sua existência.

A escola, segundo a LDB, tem como função social formar o cidadão, e, desse modo,
garantir as finalidades registradas no artigo 22: “A educação básica tem por finalidade
desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da
cidadania e fornecendo-lhe meios para avançar no trabalho e em estudos decorrentes.
5. MÉTODO AVALIATIVO, E APRENDIZAGEM DOS EDUCANDOS DO EJA

A análise sobre educação e avaliação são extensas e enigmáticas, possibilitando estudos


com base de inúmeras vertentes. Possuímos as avaliações em larga escala, por exemplo, as
feitas em âmbitos nacional, estadual e municipal, nesse caso deparamos a avaliação nacional
em nacionais em grande proporção.

O tema educação e avaliação da mesma forma conseguirá ser tratado no contexto


interno aplicado, por exemplo, nas avaliações completada propriamente pelo educador
acompanhado a seus alunos.

A Prática avaliativa deve ser para além classe, alcançando a objetividade social nas
práticas de analise em nossas escolas. Esse exame deve romper com os mecanismos
impostos pela sociedade ao método de ensinamento, buscando uma formação com valores
que promovam a emancipação do sujeito histórico sendo o aluno.

Essa avaliação deve compreender a Educação em sentido lato e o ser humano em sua
totalidade garantindo autonomia e consciência crítica perante o mundo do trabalho e na
sociedade em que vive.

A avaliação estará comprometida com a formação do indivíduo que será capaz de


contribuir eficazmente na evolução da estrutura social que exclui milhares de jovens da
escola.

Nessa modalidade de Jovens e Adultos, a avaliação que se deve aplicar a essa


especificidade de natureza histórica humana deve ser preservada por ser uma técnica de
ensino-aprendizagem um campo de confronto saudável entre pessoas que estão ensinando e
aprendendo mutuamente, pessoas que estão abertas ao diálogo.

O diálogo entre mestre e discípulo e fundamental no ato da Educação desse público,


fazendo com que se crie uma educação problematizada e critica, atingindo a realidade em
que os homens vivem, tornando os conscientes e motivados a lutar por transformações que
os beneficiem saindo da mesmice e construindo a sua própria história.

Avaliar é dispor de um olhar diferente, em meio aos elementos da entidade


acadêmica. Raciocinar o âmbito no qual os agentes encontram-se inserido, sua realidade com
o sentido de diminuir os obstáculos que encontramos na aprendizagem.
Na execução didática inúmeras vezes o exame é executado priorizando unicamente a
média alcançada, sem observar a circunstância no qual o discente encontra implantado. Deste
modo, é importante acentuar que a avaliação:

[...] significa ação provocativa do professor, desafiando o educando a refletir sobre


as situações vividas, a formular e reformular hipóteses, encaminhando-se a um saber
enriquecido. Dialogar é refletir em conjunto (professor e aluno) sobre o objeto de
conhecimento. Exige aprofundamento em teorias de conhecimento e nas diferentes
áreas do saber. Acompanhar é favorecer o “vir a ser” desenvolvendo ações
educativas que possibilitem novas descobertas (HOFFMANN, 1993, p. 153).

A adesão de diferente maneira didática avaliativa percorre um ensino que incentiva


o avanço da imaginação conservando a diversidade e aniquilando as diferenças, ocasionando
uma nova maneira de instruir e analisar. As inúmeras maneiras de analisar são resultantes
do modo de vista que apoiam as condutas de qualquer educador, nessa perspectiva, avaliar
faz-se uma conduta subjetividade exteriorizada de maneira a ajuizar uma conduta.

Durante a análise devemos manter essa missão com autenticidade cumprindo os


ensinamentos e padrões refletidos em coletivo presentes nas concepções político pedagógico
e propostas curriculares, direcionadas para a elaboração do futuro endireitando-se na
elaboração de aprendizagem democráticas.

É necessário, então, abandonar as práxis habituais onde a analise verifica a falha do


educando, essa conduta não se aplica a um docente construtivista, nem a uma avaliação
formativa, sendo sua principal finalidade é proporcionar instrução aos alunos.

O acatamento de uma atuação pedagógica deve ser a conquista de um atual


paradigma educacional que permuta o gasto ensino e conhecimento que esteja apoiado na
relação causa e efeito. A educação devera incentivar o andamento da criatividade
encorajando e atingindo novas formas de avaliar e aprender dentro de um método de
continuas modificações.

Constatamos que a avaliação é estruturada em práxis tradicionais, usando esta para


verificar o aluno e não detectar o êxito ou os obstáculos dos mesmos, o que complica a
concepção dos discente sendo que o proveitoso não é a nota em si, mas a instrução absorvida
no perpassar de sua aprendizagem.
É indispensável, todavia, que o âmbito escolar retorne o olhar para o real propósito
do processo educativo que deve objetivar o triunfo do educando e não a sua reprovação.

O Pedagogo deve observar a analise como uma maneira de verificar a prática e então
compreender o que nela necessita modificar. Analisando o saber dos alunos, o docente
analisa o que necessita reaver, sendo realizado cotidianamente e então aconteceram grandes
e consideráveis mudanças no ensino.

A análise é fundamental à educação e é necessário interpreta-la em um método que


auxilia para a evolução de aprendizagem do discente, precisando auxiliar o oficio do docente
e o progresso dos alunos. É necessário que refletimos com o propósito de entender o valor
da análise para o andamento de ensino e aprendizagem, principalmente, para a práxis da
educação de jovens e adultos.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Educação de Jovens e Adultos existe por falta de oportunidades educacionais pois


essas não garantiam admissão à escola e permanência, por isso há um alto nível de evasão e
repetência segundo as estatísticas sociais.

Apesar das várias campanhas para erradicar o Analfabetismo, e todos esses


programas de concepção pedagógica e metodológicas foram fragmentados com problemas.
Foram criados vários projetos sem ter muitas vezes, tempo necessário para causar efeito,
eram desfeitos ou trocados por outros.

Anteriormente a alfabetização consistia em um método que era compreendido em


aprender a ler e escrever. Nos dias atuais podemos ver que o Brasil não conseguiu garantir
na pratica a educação para todos, sendo esse um direito básico.

De certo que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9394/96, sustenta


o compromisso por excelência da escola brasileira reconhecendo todos como cidadão, onde
o educando não é só cidadão do futuro, mas é cidadão de hoje.

A escola, enquanto instituição formadora, tem como objetivo instruir o sujeito, sendo
esse um ser social que estabelece várias relações para produzir e reproduzir sua vida em
sociedade.

Enfim queremos uma educação que não sirva somente para instrumentaliza e levar
as pessoas ao mercado de trabalho queremos pessoas que ao serem alfabetizadas que possam
refletir, pensar, criticar sobre sua situação social e direitos, como ter uma vida digna e um
direito básico o da educação. Educar não é apenas transmitir conhecimento, é um meio de
construção de identidade, crescimento, um resgate de direitos de cidadania de talentos.

É possível aprender em várias fases da vida, se desenvolver e construir


conhecimentos, capacidades e aptidões e valores que transcendem os espaços formais da
escolaridade.
REFERÊNCIAS

Analfabetismo no Brasil: configuração e gênese das desigualdades regionais. Disponível em:


<https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/25401/14733.htm> Acesso em: 24 mar.
2019.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB n. 9394/96, na Seção V
intitulada “Da Educação de Jovens e Adultos”. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm>. Acesso em: 24 mar. 2019.

Breve história sobre a Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Disponível em:


<http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/38/art05_38.pdf >. Acesso em: 24 mar.
2019.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à
universidade. 26ª ed. Porto Alegre: Mediação; 2006.

PLATZER, Maria Betanea – Educação de Jovens e Adultos. / Maria Betanea Platzer. –


Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017.200 p.
Trajetória da escolarização de jovens e adultos no Brasil: de plataformas de governo a
propostas pedagógicas esvaziadas”. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v18n67/a11v1867>. Acesso em: 24 mar. 2019