Você está na página 1de 16

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ

CÂMPUS TOLEDO

Centro de Engenharias e Ciências Exatas


Curso de Engenharia Química

LEIS DA HIDROSTÁTICA: PRINCÍPIOS E


APLICAÇÕES

Disciplina Física Geral e Experimental II


Prof. Dr. Fernando Rodolfo Espinoza Quiñones

Ana Carolina Furman


Flávia Cristina de Carvalho
Igor Henrique Pacheco
João Vitor Pessini

(Reenviar alterações e correções do relatório para o e-mail


anafurman2@gmail.com)

ANO LETIVO 2019


RESUMO

As principais leis que regem o estudo da hidrostática são a Lei de Stevin e o


Princípio de Pascal. A primeira prevê que todos os pontos de uma mesma
profundidade, em um fluído homogêneo, estão submetidos a mesma pressão, e
a segunda que em um liquido, a pressão se transmite igualmente em todas as
direções. Dessa forma, com objetivo de comprovar a aplicabilidade e veracidade
dessas leis, foi realizado o presente experimento, o qual foi divido em três. Na
primeira etapa foi analisado o princípio dos vasos comunicantes, para o qual foi
utilizado um painel hidrostático composto por três manômetros, corretamente
ajustado e calibrado, em que foi inserido álcool. Com isso, o painel foi
posicionado em diversas inclinações e alturas, identificando que nos três
manômetros a altura manteve-se a mesma, independendo da posição do painel.
A segunda etapa foi realizada retirando todo o álcool contido nos tubos, e
inserindo-o novamente pela região aberta dos manômetros, os três com a
mesma altura de fluido. Assim, com a seringa acoplada na parte que interligava
os três manômetros, foram inseridas, por meio da mesma, massas de ar de
maneira crescente; sendo observada uma congruência entre o deslocamento
dos fluidos em cada manômetro. A última etapa do experimento foi baseada no
princípio da prensa hidráulica, onde acoplou-se uma garrafa com sua parte
vazada dentro do fluido. Com isso, para comprimir o ar dentro do volume da
garrafa, aplicando pressão positiva, desceu-se a garrafa progressivamente
observando o que acontecia nas interfaces ar-água dentro e fora da garrafa. Já
para aplicar pressão negativa, posicionou-se a garrafa dentro da água contida
no béquer, abriu-se a pinça de Mohr para liberar a pressão e puxou-se a garrafa
gradativamente para cima, succionando. Observou-se então que, quando foi
aumentada a coluna de água ao afundar a garrafa, aumentou-se a pressão do
volume de ar contido na garrafa e que a pressão nos manômetros diminui com
o aumento da coluna de água succionada na garrafa. De modo geral, tanto a Lei
de Pascal quanto de Stevin foram comprovadas pela pratica.
1. INTRODUÇÃO

A mecânica dos fluídos é um ramo da física que estuda os efeitos das


forças em fluidos, analisando o comportamento físico e propriedades dos
mesmos. A mecânica dos fluídos pode ser dividida em hidrodinâmica quando os
fluídos estão sujeitos a forças externas são diferentes de zero, estando assim o
fluído em movimento, e a hidrostática quando os fluídos estão em equilíbrio
estático. [1]
Na Hidrostática estuda-se os fluidos ideais em repouso em um referencial
inercial fixo no recipiente em que está inserido, considerando que há equilíbrio
das pressões que atuam em qualquer elemento do volume. Sendo as principais
leis da Hidrostática: a lei de Stevin e a lei de Pascal. [2]
O primeiro princípio, também conhecido como vasos comunicantes define
que quando existe um conjunto de recipientes que contêm um fluido homogêneo,
o líquido acaba se equilibrando a mesma profundidade independente de sua
forma e volume. [3]
O segundo princípio, no qual é mais comumente chamado de lei de Stevin,
diz que a pressão de um fluido em equilíbrio, com densidade constante, varia
linearmente com a profundidade. Está lei é válida para estática dos fluidos sendo
que deve ser levado em consideração a aceleração da gravidade, a massa
especifica e a altura da coluna do líquido. [2]
O terceiro princípio ou lei de Pascal, está relacionado a lei de Stevin, na
qual mostra que em um líquido, a pressão é transmitida igualmente em todas as
direções. Podendo ser definido o princípio de Pascal como, um aumento de
pressão exercido num determinado ponto de um líquido ideal transmite-se
integralmente aos demais pontos desse líquido e às paredes do recipiente em
que ele está contido. [4]
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Segundo a primeira Lei de Newton e considerando um fluido sob atração


gravitacional, toda partícula de densidade ρ está em equilíbrio de forças
volumétricas e superficiais. A densidade de força gravitacional (𝑓𝑔 = −𝜌⃗⃗⃗𝑔) que
atua sob qualquer partícula de densidade de massa inercial ρ tende a deslocá-
la para o centro de massa terrestre, originando forças de reação devido ao
contorno dela cujo efeito é se contrapor na forma de um gradiente de pressão,
mantendo suas forças em equilíbrio.
⃗𝑝= 0
𝑓𝑔 = −∇ ⃗ (01)

Essas forças realizam trabalhos relativos ao fato de afundar a partícula de


densidade de massa inercial como ao de se contrapor pelos arredores. A
conversão de energia em forças e vice-versa é uma transformação intrínseca
comumente observada. Então, com a diminuição da densidade de energia
potencial gravitacional:
𝑑𝑢𝑔 = −𝑓𝑔 ∙ 𝑑l (02)

Assim, é possível observar o aumento na densidade de energia


piezométrica:
⃗ 𝑝 ∙ 𝑑l
𝑑𝑝 = ∇ (03)
Esta equivalência no equilíbrio de forças se reflete na forma da Lei de
conservação da densidade de energia estática (ԑ).
𝑑(𝑢𝑔 + 𝑝) = 𝑑ԑ = 0 (04)
Ou seja, quaisquer partículas de densidade de massa inercial dentro do
mesmo fluido exibe uma densidade de energia estática que não varia. Desta
forma, as variações de energia potencial e gravitacional sempre estão
acompanhadas à variação de pressão.
ԑ(𝑧) = 𝜌𝑔𝑧 + 𝑝(𝑧) (05)
Com base nesta lei de conservação, surgem diversos princípios e leis
hidrostáticas que podem ser estudadas.
Um destes é o fenômeno hidrostático dos vasos comunicantes, o qual
afirma que, dentro do mesmo fluido que comunica diferentes vasos, toda
superfície equipotencial gravitacional é uma superfície isobárica e vice-versa.
Outro princípio é a Lei de Stevin, que enuncia que qualquer variação da
pressão manométrica de uma partícula de densidade de massa inercial vem
acompanhada pela variação da densidade de energia potencial.
𝑝(𝑧) − 𝑝(𝑧0 ) = −𝜌𝑔(𝑧 − 𝑧0 ) = 𝜌𝑔ℎ (06)
Existe ainda o príncipio de Pascal, o qual diz que qualquer perturbação
na pressão em qualquer ponto dento do fluido deve ser transmitida através do
mesmo.
3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 MATERIAIS
Para o procedimento experimental baseado nos princípios da hidrostática
foi necessário um Painel hidrostático Russomano, composto por tripé com
sapatas niveladoras, amortecedoras antiderrapantes, haste de sustentação,
painel contendo quatro manômetros, em formato de U e interconectados, com
escala milimétrica de pressão (0 a 80 mm), uma pinça de Mohr, uma seringa
descartável de 5 mL e um prolongador para seringa. Também se utilizou um
béquer de 1000 mL, uma régua metálica de 1 m, um nível, um selante, uma
garrafa plástica com sua base vazada e boca estreita de 30 mm, artéria de vidro,
rolha de borracha com furo, um Tripé com haste cilíndrica e fixadores acoplados
para suspensão da artéria de vidro e por fim, foi utilizado 600 mL de água e 600
mL de álcool.

3.2 MÉTODOS

3.2.1 VASOS COMUNICANTES


Após realização da montagem e operação dos vasos comunicantes, foi
verificado se os três manômetros estavam interconectados em paralelo
possuindo como fluido o alcool nas artérias de comunicação. Então, regulou-se
as alturas dos fluidos no interior dos manômetros, ergueu-se a garrafa e foi
deixado vazar um pouco do fluido pelas colunas B1, B2, B3 dos manômetros.
Então, desceu-se a garrafa até o nível do fluido ficar na marca de 40 mm na
escala do manômetro. Mediu-se as alturas geométricas dos níveis de álcool nas
colunas B1, B2 e B3 e na garrafa, isto é, dos vasos comunicantes, relativos à
bancada.

3.2.2 MANÔMETROS
No segundo caso, após ser operado, foi medido o diâmetro interno das
colunas de vidro dos manômetros. Então, foi injetado pequenos e iguais volumes
de 0,5 mL de ar, de modo a comunicar simultaneamente a mesma pressão
positiva aos três manômetros conectados em paralelo. Anotou-se os volumes
injetados e as alturas manométricas.
3.2.3 PRENSA HIDRÁULICA E BOMBA DE SUCÇÃO
Para realizar o procedimento da pressão positiva, foi utilizado a mangueira
de saída, no topo do manômetro, depois fechou-se com a pinça de Mohr e
começou-se a afundar verticalmente a garrafa dentro da água contida no béquer.
Então, fixou-se verticalmente a garrafa em uma determinada profundidade com
o suporte de fixação acoplado ao tripé. Então, incrementou-se o desnível de
água ou sobrepressão aplicada no ar devido à coluna de água desde 0 até 90
mm. Desse modo, anotou-se alturas de pressão do álcool nos manômetros como
a da coluna de água externa à garrafa, bem como diferença em altura entre a
interface ar-água dentro da garrafa e a base da garrafa vazada.
Para a pressão negativa, quando verificou-se o máximo desnível
alcançados entre as interfaces ar-água fora e dentro da garrafa, foi aliviado
gradativamente a pressão interna na garrafa, utilizou-se a pinça de Mohr com
pequenas e curtas liberações de pressão. Com a base da garrafa fixa numa
determinada profundidade da água, soltou-se levemente a pinça de Mohr e foi
observado a descida de pressão acusado pelos manômetros de álcool, além de
ter sido observado a subida do nível da água dentro da garrafa. Por fim, foi
anotado o valor de Y, no qual é a diferença em altura entre a interface ar-água
dentro da garrafa e a base da garrafa vazada, observando a cada vez que desce
a pressão em 20 mm de coluna de álcool.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 VASOS COMUNICANTES


Após preencher os manômetros e a garrafa com álcool até o nível de
aproximadamente 41,30 cm e incliná-los em diferentes ângulos, obteve-se a
seguinte tabela de dados:

Tabela 1: Níveis de álcool nos manômetos e na garrafa em diferentes configurações.

Posição do Altura dos níveis nos manômetros e garrafa (cm)


Painel Manômetro 1 Manômetro 2 Manômetro 3 Garrafa

1 41,30 41,30 41,20 41,10


2 41,50 41,70 41,80 41,50

3 45,00 45,00 45,00 44,60

4 45,50 45,50 45,50 45,10

Com base nestes dados, observa-se que a tendência do fluido é ocupar


sempre a mesma altura em todos os manômetros e na garrafa para uma mesma
posição do painel.
Este fato pode ser explicado pelo princípio dos vasos comunicantes, sendo
este um fenômeno hidrostático que diz que quando um conjunto de vasos são
postos em comunicação entre si de modo que um líquido colocado em um deles
se distribui por todos os outros, as superfícies do líquido em todos eles ficam
situadas no mesmo nível.
Este fenômeno independe do formato ou da capacidade de cada vaso, pois
tem relação com o equilíbrio do líquido, e esse equilíbrio exige que a pressão
para um certo fluido tenha o mesmo valor em todos os pontos situados a um
mesmo nível, correspondente à Lei de Stevin. Assim, esta lei só se verifica
quando as superfícies do líquido nos diferentes vasos estiverem todas no mesmo
plano horizontal. (ZILIO E BAGNATO).
Como observado na prática, esta lei se aplica às condições experimentais,
apesar de, em geral, as alturas medidas na garrafa estarem um pouco abaixo
dos níveis nos manômetros em todas as posições. Sabe-se, pelo princípio dos
vasos comunicantes, que este resultado não tem relação com o fato de o
diâmetro da garrafa ser muito maior do que o diâmetro dos manômetros, mas
sim com erros sistemáticos cometidos pelos operadores nos ajustes dos níveis
iniciais de álcool e nas bolhas de ar que podem ter sido deixadas no sistema.

4.2 MANÔMETROS
Com o incremento de massas de ar de diferentes volumes, foram obtidos os
dados listados na Tabela 2.

Tabela 2: Volume de ar injetado, alturas geométricas e manométricas.

Volume Manômetro 1 (mm) Manômetro 2 (mm) Manômetro 3 (mm)


injetado 𝒛𝑩𝟏 𝒛𝑨𝟏 𝒉𝟏 𝒛𝑩𝟐 𝒛𝑨𝟐 𝒉𝟐 𝒛𝑩𝟑 𝒛𝑨𝟑 𝒉𝟑
(mL) = 𝒛𝑩𝟏 − 𝒛𝑨𝟏 = 𝒛𝑩𝟐 − 𝒛𝑨𝟐 = 𝒛𝑩𝟑 − 𝒛𝑨𝟑
0,0 40 40 0 40 40 0 40 40 0
0,5 49 33 16 50 34 16 50 33 17
1,0 55 26 29 56 27 29 56 27 29
1,5 63 19 44 64 20 44 64 20 44
2,0 71 10 61 72 11 61 72 11 61
2,5 80 5,0 75 81 6,0 75 81 6,0 75

Partindo do Princípio de Pascal, tem-se que o acréscimo de pressão


exercida em um ponto em um determinado fluido ideal e em equilíbrio, transmite-
se de forma integral para todos os pontos desse liquido, incluindo as paredes do
recipiente que o contém. Assim, com os dados apresentados na Tabela 2, é
possível evidenciar a presença da Lei dos Vasos Comunicantes, bem como o
Princípio de Pascal, haja vista o aumento igualitário das alturas dos manômetros
com o acréscimo de massa de ar.
A interconectividade entre os vasos possibilita a passagem igualitária de
pressão fornecida em qualquer parte ou extremidade dos manômetros, com isso,
por meio dos dados obtidos, comprova-se a veracidade da Lei de Pascal.
Ademais, sendo todas as extremidades dos manômetros abertas para a
atmosfera, a mesma pressão atmosférica incide sobre cada abertura. Assim,
como se trata do mesmo fluido, com as mesmas propriedades e sujeitas aos
mesmos estados de temperatura e pressão, qualquer variação de pressão ou
densidades irá interferir em toda a extensão do liquido contido.
Com os dados fornecidos pela Tabela 2, foi plotado o gráfico com as
médias das alturas dos manômetros e seus respectivos volumes de ar injetados.
Altura Manômetro
Ajuste Linear
0,08

0,07

0,06
Altura Manômetro (m)

0,05

0,04

0,03
Equation y = a + b*x
0,02 Adj. R-Squa 0,99849
Value Standard Er
0,01 ror
Altura Manô Intercept 1,25714E- 7,87584E-4
0,00 Altura Manô Slope 29943,428 520,26085

-0,01
-7 -7 -6 -6 -6 -6 -6
-5,0x10 0,0 5,0x10 1,0x10 1,5x10 2,0x10 2,5x10 3,0x10
3
Volume Injetado (m )

Figura 1: Media das Alturas dos manômetros (m) x volume de ar injetado (m3).

Os dados apresentaram comportamento linear, incluindo um excelente


ajuste, dado por R2=0,99; fato que é explicado pelo Princípio de Pascal. Com o
incremento de massa de ar na tubulação, o ar adicionado elevara a coluna de
água, a qual por possuir as mesmas propriedades de temperatura e pressão,
sobe de maneira igualitária em todos os manômetros. Assim, quanto maior for a
injeção de ar, mais a coluna de água irá subir, por conta de o ar ocupar maior
espaço.
Com os valores das alturas dos manômetros, foi possível estimar o
volume dos mesmos em cada volume de ar injetado, com isso plotou-se o
Gráfico 2.
Pressão Manométrica (Pa) 600

400

200
Equation y = a + b*x
Adj. R-Square 0,99873
Value Standard Error

0 Pressão Mano Intercept 4,7619E-6 5,98526


Pressão Mano Slope 2,48095E8 3,95373E6

-6 -6 -6
0,0 1,0x10 2,0x10 3,0x10
3
Volume injetado (m )

Figura 2: Media das pressões manométricas dos três manômetros (Pa) x volume injetado (m3).

O comportamento obtido pelo Gráfico 2 mostrou-se linear e com um bom


ajuste, dado por 0,99; fato que já é esperado tendo como base o Princípio de
Pascal. Sendo a pressão representada por 𝑃𝑚𝑎𝑛 = 𝜌𝑔ℎ, a mesma é dependente
da altura, portanto, quanto maior o volume injetado (como explicitado acima),
maior o aumento da altura, consequentemente, maior pressão manométrica.
Por meio da altura de deslocamento da água com a inserção de massa
de ar, foi possível estimar o volume total deslocado de água. Com isso, foi
plotado o gráfico de volume deslocado em metros cúbicos, pelo volume injetado
de ar, também em metros cúbicos.

4.3 PRENSA HIDRÁULICA E BOMBA DE SUCÇÃO


Ao fazer pressão positiva no sistema, afundando a garrafa na água,
comprimiu-se o ar, o que é mostrado na forma de um desnível entre as interfaces
água-ar dentro e fora da garrafa. Com isso, obteve-se os dados da Tabela 3, que
mostra as alturas de pressão no álcool nos manômetros, da coluna de água
externa à garrafa, bem como a diferença em altura entre a interface ar-água
dentro da garrafa e na base da garrafa vazada.
Tabela 3: Valores de alturas das colunas ou pressões manométricas na compressão hidráulica.
Pressão Manométrica (coluna de álcool em mm)

Coluna de H2O Diferença entre Pressão


Níveis de compressão interfaces manométrica
Man_01 Man_02 Man_03
(mm) (X em mm) (Média ± σ)

1 72 4 89 89 90 89,33 ± 0,47

2 59 4 72 72 73 72,33 ± 0,47

3 32 3 39 39 39 39,00 ± 0,00

Com estes dados é possível construir o gráfico do incremento de pressão


manométrica em coluna de álcool contra a coluna de água reportada no
afundamento da garrafa.

0.10
Equation y=a+ Pman
Adj. R-Squ 0.9996 Linear fit of Pman

Value Standard E
Pman Intercep -0.001 9.25638E-
Pman Slope 1.2546 0.01629
0.08
Pressao Manométrica (m)

0.06

0.04

0.02 0.04 0.06 0.08


Coluna de agua (m)
Figura 3: Gráfico incremento de pressão manométrica em coluna de álcool versus a coluna de
água.

Nota-se que os dados seguem um bom padrão linear, visto que o


R2=0,9998 mostra um ajuste de ótima qualidade. O Coeficiente angular positivo
indica que a pressão cresce à medida que a garrafa é afundada.
O fenômeno que ocorre nesta prática pode ser explicado pelo princípio de
Pascal, o qual diz que o aumento da pressão exercida em um líquido em
equilíbrio é transmitido integralmente a todos os pontos do líquido bem como às
paredes do recipiente em que ele está contido. Assim, quando foi aumentada a
coluna de água ao afundar a garrafa, aumentou-se a pressão do volume de ar
contido na garrafa e, consequentemente, a pressão nas colunas de álcool
também aumentou.
Para o experimento da bomba de sucção, no qual ao invés de afundar a
garrafa foi-se succionando água ao puxá-la para cima, aplicando pressão
negativa no sistema, os dados obtidos estão apresentados na Tabela 4.

Tabela 4: Valores de alturas das colunas ou pressões manométricas na sucção hidráulica.

Pressão Manométrica (coluna de álcool em mm)


Coluna de H2O Diferença entre Pressão
Níveis de compressão interfaces manométrica
Man_01 Man_02 Man_03
(mm) (Y em mm) (Média ± σ)
1 86 4 104 104 104 104,00 ± 0,00
2 61 16 75 73 73 73,67 ± 0,94
3 41 26 49 48 48 48,33 ± 0,47
4 20 36 24 24 24 24,00 ± 0,00

Com isso, é possível plotar o gráfico que relaciona a pressão manométrica


nas colunas de álcool com a sucção de coluna de água dentro da garrafa.
Equation y = a + b*x Pman
Adj. R-Square 0.99999 Linear Fit of Pman

Value Standard Error


Pman Intercept 2.37955E-4 3.28764E-5
Pman Slope -1.21188 0.00152
-0.09

Pressao manométrica (m)

-0.06

-0.03

0.03 0.06 0.09


Coluna de agua (m)

Figura 4: Gráfico da perda de pressão manométrica em coluna de álcool versus a coluna de


água succionada.

Neste experimento, os dados seguem um ótimo comportamento linear,


visto que o R2 é muito próximo de 1. Neste caso, o coeficiente angular é negativo
e indica que a pressão diminui conforme a água é succionada.
Este fato também pode ser explicado pelo princípio de Pascal. Assim,
quando se aplica pressão negativa no sistema, esta pressão é transmitida pelo
fluido, diminuindo a pressão nos manômetros.
5. CONCLUSÃO

Por meio dos experimentos realizados, comprovou-se os princípios dos


Vasos Comunicante, o de Pascal e o de Stevin. Sendo que, pelo experimento
dos vasos comunicantes notou-se que a altura se manteve a mesma perante as
alterações realizadas no sistema, comprovando o Princípio dos Vasos
Comunicantes. Já com os experimentos da perturbação do manômetro com
inserção de ar e o da sucção e compreensão hidráulica, percebeu-se que os
desequilíbrios ocasionados pelas variações na pressão foram transmitidos de
maneira equivalente para o restante do sistema, ocorrendo variações
equivalentes nas alturas dos fluidos manométricos.
REFERÊNCIAS

[1] Petrin, Natalia. Mecânica dos Fluídos. Disponível em:<


https://www.estudopratico.com.br/mecanica-dos-fluidos-hidrostatica-e-
hidrodinamica/>. Acesso em 26 de julho de 2019.

[2] Autor Desconhecido. Leis dos fluidos ideais. Disponível em :


<http://coral.ufsm.br/gef/l-fluidos.html>. Acesso em 26 de julho de 2019.

[3] Prass, Alberto Ricardo. Hidrostática. Acesso em:


<https://www.fisica.net/hidrostatica/vasos_comunicantes.php>. Acesso em 26
de julho de 2019.

[4] Marques, Gil da Costa. Princípio de Pascal. Acesso em: <


http://efisica.if.usp.br/mecanica/basico/hidrostatica/pascal/>. Acesso em 26 de

[5] ESPINOZA-QUIÑONES, F.R. Física Geral: Uma revisão das leis físicas e
suas aplicações.

[6] S. C. ZILIO e V. S. BAGNATO. Mecânica, calor e ondas. Capítulo 12:


Mecânica dos fluidos.

[7] R. J. M. E. L. Mecânica dos Fluídos. Disponível em:


<//www.engbrasil.eng.br/pp/mf/mef.pdf>. Acesso em: 24 de agosto de 2018.

[8] Curso Básico de Mecânica dos Fluídos. Disponível em:


<http://www.escoladavida.eng.br/mecflubasica/Apostila/Unidade%202/Aula%20
1%20unidade%202.pdf>. Acesso em: 25 de agosto de 2018.