Guia de Forjamento de Metais
Guia de Forjamento de Metais
s
SI
,
1- dh
- ho
h
hl
T = V c.rd'
f ho dh
hl
-
h' expressaoque
d
po eserescnta
.
ln ~SS = ln ~
1 hl Vc·R ,lnSdSo
d
P =-----
, ,"11 I/li representa a deformação correspondente à tensão TI de RESISTf.NCIA À DEFORMAÇÃO A QUENTE DE AÇO POR AÇÃO DE
1I11111111U III MARTELO E DE PRENSA
O aJO 10-15 4- 6
10 a 20 25-20 6-12
20 a 40 20-30 12-22
40 a 60 30-36 22-28
Acima de 60 36-50 28-38
ij
,.
1,
[--
Esse trabalho corresponde ao de deformação do material P.e.
Logo
P _ Q.H
- -e-T]
A massa Q ao cair livremente, adquire uma aceleração de gravidade,
d envolvendo uma energia cinética que se exprime por
Tu = trabalho utilizado
v = velocidade final da massa de peso Q ao atingir o corpo
e = esmagamento resultante
m = Q/g = massa, onde g representa a aceleração de gravidade, Conhecidos o peso Q da massa em queda e todos os outros elementos,
(9,81) pode-se extrair
/\ f rça de deformação, entretanto, pode ser reduzida se a mesma for O custo inicial de uma prensa hidráulica é, entretanto, maior do tlU (
di;" lU I, gradualmente, pela aplicação de dois ou mais golpes do martelo. de uma prensa mecânica de mesma capacidade e sua ação é tambóm 11Iul
lenta.
Processos de foljamento O forjamento é, pois, o processo de defor. Prensagem em matrizes fechadas é empregada na conformaç, O (\
U'" (/I quente em que, pela aplicação de força dinâmica ou estática, se peças de metais e ligas não·ferrosos, porque esses materiais apres 11111111
IIlodll '11 [l forma de um bloco metálico. Em linhas gerais, o termo forja- maior grau de plasticidade, necessária para preencher as cavidades das mflUI.
11111/1 nbrflnge os seguintes processos de conformação: zes, mediante operação de esmagamento.
Outra vantagem reside no fato de não se necessitar de grandes ângulo
prellsagem, em que o esforço de deformação é aplicado de forma
gradual ; de sa ída ou conicidade nas matrizes, apenas 2° a 3° ao contrário do r rjil'
mento em matriz, em que esses ângulos são pelo menos o dobro.
l()rjament~ simples ou livre, em que o esforço de deformação é apli.
Uma aplicação muito importante desse processo é feita na indústl'ill
cado medIante golpes repetidos, com o emprego de matrizes abertas
lu ferramentas simples; aeronáutica e outros setores industriais, em peças de alumínio que, p 1I
prática eliminação de conicidade, exigem menos usinagem e, portanto, rc. 111
- j'oljamen.to em matriz, que difere do anterior, porque é uma defor. tum em maior economia.
rnaç:ro Vinculada, obtida mediante o emprego de matrizes fechadas;
As pressões geralmente aplicadas, em t/cm2, variam de(21):
NOTA: ~a falta de tabelas de logaritmos. nepenanos ln, pode-se usar as tabelas oomuns - 0,70 a 2,8 para latão
a base 10. ObtIdo o Iogantmo a base 10 do número considerado, divide.se o - 1,4 a 2,8 para alumínio
mesmo pelo m6dulo de transformação 0,434294 e tem·se o logaritmo nepe. - 2,1 a 4,2 para aço
nano In.
- 2,8 a 5,6 para titânio.
3.2 Forjamento livre Em princípio, o forjamento livre é uma opera·
ção preliminar em que, a partir de blocos, tarugos etc., procura·se esboçar
formas que, em deformações posteriores por forjamento em matriz ou outro
cilindro de processo, são trallsformactqs em objetos de forma~ mais complexas.
pressão
Contudo, o forjamento livre, pelo emprego de ferramentas simples,
manuseadas por um operador experiente, permite uma série de operações de
natureza elementar, entre as quais as seguintes(22):
rigura 48 (a) Operações de esmagamento. (b) Conformação de uma flange. (c) Dobra-
mento de uma barra. (d) Dobramento de uma chapa.
dobramento de uma biela previamente esboçada - Figura 49(a)
11/11 1/11/111110 de um disco metálico simples; a Figura 48(a) mostra as
•••,11111 fll I 1111111' l'llção; corte a quente, com auxt1io de martelo, bigorna, tenaz e dispositivo
I
III1 fi I/I/tÇt10 de uma flange numa extremidade
de uma barra cilln- semelhante a machado - Figura 49(b);
til\! I \ I 1/111 Il(b) mostra a fase inicial que consiste na colocação da barra __ estiramento de uma barra, a qual, durante a operação, deve ser girada
1111111 111l1il1111 dI "lura predeterminada, de acordo com a largura desejada da e deslocada longitudinalmente como está indicado na Figura 49(c). No casO
Ihlll I 11 \1\ 1 lIlostra ainda a peça resultante; representado, a operação consiste em martelamento livre. Se se desejar obter
111 11111111 '11(0 de uma barra redonda com auxílio de um cilindro - melhor acabamento, emprega-se duas meias matrizes com cavidade cilíndrica.
11111 I 111(/ o dobramento de uma placa com o auxilio de uma matriz Pode-se obter, por esse processo simples, secções quadradas, hexagonais etc.
Para produção em série, usa-se o forjamento rotativO, a ser estudado mais
1111111 I' K\IIII 48(d);
adiante;
-\-:
(a) Operações de corte a quente; (b) Estrangulamento de uma barra; (e) E!1-
trangulamento de uma barra de secção retangular.
l'IJlIlI~ 'lI) ') Operação de dobramento de uma barra. (a) Inicialmente esboçada;
(11) Corte de uma liarra, (e) Esriramento de uma barra.
(
(
(
- perfuração a quente de discos metálicos - Figura 50(a) - com o - estrangulamento de uma barra redonda - Figura 50(b) - ou de (
emprego de um punção e uma matriz, a primeira presa ao martelo e a segun. uma placa retangular - Figura 50(c) -, ou seja, confecção de sulcos (
da na bigorna;
transversais.
(
A Figma 51 apresenta esquematicamente um martelo de forja de
(
estrutura dupla, cuja capacidade varia geralmente de 2.500 a 10.000 tonela·
da. Essas prensas apresentam grande rigidez, de modo que são vantajosas (
para forjamento de aço e outras ligas de alta resistência.
Tipos semelhantes são empregados no forjamento em matriz.
METADE DA MATRIZ
(SUPERIOR)
f
METADE DA MATRIZ
(INFERIOR) (a)
I IjllI 1I11ticamente, o processo está representado na Figura 52(23).
A matriz possui ainda uma cavidade na sua periferia, propositadamen te
/11 IltllllliJnte, procede-se ao esboçamento, ou seja, ao preparo grosseiro confeccionada, e que segue o perfil da peça sobre o plano de união das duas
/1111 1i 11 I peça, por intermédio de uma operação de forjamento livre. O metades de matriz, com o objetivo de conter o excesso de material que deve
li d/ll 11 I /inçado é colocado sobre uma metade da matriz, presa na bigorna ser previsto, de modo a garan tir total preenchimento d:1 matriz e produzir
/11./1 f, ~ I' queda.
uma peça sã.
f 111111'0metade da matriz está presa no martelo. Pela aplicação de Assim sendo, é necessano que o volume de material a ser deformado
11 ,slvos, o material, aquecido acima da temperatura de recristali- corresponGa a todas as cavidades da matriz.
I 111. 11111 preenche completamente a cavidade das duas meias matrizes
-11111111 1 1fi 111'0 52 mostra. ' Na Figura 53, nota-se que a partir da fase (c) o material começa a
penetrar na cavidade periférica, formando a rebarba. Com isso, facilita·se
o contato completo das duas metades de matriz e todas as peças são obtidas
com altura constante.
p sicionamento na
matriz fase de estiramento
na cavidade A
fase de arredondamento
na B
C!::::::::::::::\X'.J fase de dobramento na C
------"
~--..........J
corte da rebarba
Freqüentemente, procede-se ainda a uma cunhagem para conferir à _ para peças de 80 mm a 150 mm de diâmetro ou largura, -1,5 a
peça acabamento dimensional final, calibrando suas dimensões e dando 2,Omm;
acabamen to superficial melhor. _ para peças entre 150 mm até 250 mm de diâmetro ou largura, - 2,0
a 3,0 mm.
3.3.1 Matrizes para forjarnento em matriz A Figura 53 mostra uma
matriz simples para forjamento em matriz. Estão representados a barra inicial, 3.3.1.2 Ângulos de saída ou conicidade, para facilitar a retirada da
o primeiro desbaste das pontas, o posicionamento na matriz, o forjamento peça da cavidade da matriz. A Figura 56 indica não somente esses ângulos,
final e a peça pronta em corte. que variam de 5° a 7° para as superfícies internas e de 7° a 8° para superfí-
A Figura 54(23) mostra uma meia matriz com as cavidades múltiplas de cies externas, como também a concordância dos cantos. Para fins práticos,
esboçamento e acabamento de uma alavanca. procura-se manter constantes os valores desses ângulos, em torno de 7°.
A Figura 55(23) mostra esqucmaticamente o corte de uma rcbarba, O,
mediante a ação direta de punção na peça apoiada na matriz de corte. sobremetal
~}
di até r rI r2
25 5 0,5 1.0
I,
40 8 1,0 1,5 Forjamento normal Forjamento de precisão
,,,
II1 63
100
12
20
1,5
1,5
2,0
2,5
Dimensões da peça
mm Limites Tolerância Limites Tolerância
111 160 30 2,0 máx e mín. total máx e mín. total
3,0
til 250 50 2,5 3,5
Até 30 ±O,5 1,0 +0,3·02 0,5
De 30 a 50 iD,6 1,2 +0,4·03 0,7
De 50 a 80 +0,9·0,7 1,6 +0,5·0,4 0,9
De 80 a 125 +1,2·0,8 2,0 +0,6·0,5 1,1
De 125 a 200 +1,5·1,0 2,5 +0,8·0,6 1,4
De 200 a 250 +1,8·1,2 3,0 +0,9·0,7 1,6
De 250 a 315 +2,2·1,3 3,5 +1,0·0,8 1,8
De 315 a 400 +2,6·1,4 4,0
De 400 a 500 +3,0·1,5 4,5
De 500 a 600 +3,4-1,6 5,0
3.3.2 Projeto das matrizes No projeto das matrizes, devem ser levados
em conta os pontos a seguir:
no projeto da matriz; ou seja, esta deve ser construída maior, porque se isso
/l.o ocorrer a peça resultante apresentará menores dimensões que as projeta.
J IS. Sob o ponto de vista prático, podem·se considerar os seguintes valores
I oro a contração, de acordo com o tipo de material:
-$
I
.- :
eD· I I TIPO DE
I m n o h hl r ml
CANAL
96
3.4 RecaJcagem Trata-se essencialmente de um processo de confor- A Figura 60(23) ilustra esquematicamente o processo. A barra a', aque·
I mação a quente em que uma barra, tubo ou outro produto de secção uniforme, cida, é inserida na máquina, entre as duas matrizes abertas A e A'. Uma
I geralmente circular, tem uma parte de sua secção transversal alongada ou alavanca b determina a posição exata da barra na extremidade das matrizes.
rcconformada.
A a'
Li-ep-1 --
B I
O ~ 1,5 cj r1
~>,.:SE~;-~-~-0::-~-~-~ (a)
: L>3d~ -
r- -' A'
[~~/~~ -6-- .
B
A máquina é acionada: as matrizes fecham e bloqueiam a barra, ao mesmo
tempo que a alavanca b se eleva, deixando livre a extremidade para a entrada A operação de recalcagem nas duas extremidades é realizada em muitas
do punção B da ferramenta de recalcar; o punção entra na câmara para peças, devendo-se ter cuidado com problemas de manuseio c aquecimento,
recalcar a extremidade da barra - fases (b) e (c) da figura. A matriz abre-se problemas esses não encontrados em recalcagem de uma extremidade
apenas(24) .
e a máquina interrompe sua ação automaticamente.
Se os diâmetros das extremidades forem diferentes, recomenda-se
A Figura 61 mostra como obter, por recalcagem, a partir de uma barra,
forjar o diâmetro menor em primeiro lugar, o que facilita o manuseio no
uma peça com um alargamento na extrenúdade, uma f1ange e um orifício
segundo aquecimento.
profundo.
As máquinas de recalcagem são horizontais, operadas mecanicamente
A operação, como se vê, consiste em várias passagens, de modo que a
por intermédio de um eixo principal com uma transmissão excêntrica, que
matriz correspondente é múltipla e vários punções são empregados.
propulsiona o cursor da ferramenta de recalcagem horizontalmente. Carnes
A Figura 62(24) mostra o ferramental para recalcagem dupla, ou seja, e excêntricos propulsionam o cursor da matriz que se movimenta horizontal-
nas duas extremidades de uma barra. A operação consiste em cinr" nasses, os mente em ângulo reto em relação ao cursor da ferramenta de recalcar.
dois primeiros numa matriz dupla com duas ferramentas de recalcagem e
Os componentes mecânicos fundamentais na recalcagem são 2iS duas
os três últimos numa matriz tripla com três ferramentas de recalcagem.
matrizes de aperto.
ferramenta
3.4.1 Pressão de recalcagem Pode-se empregar, com razoável precisão,
matriz de
de recalqlJe aperto
a fórmula abaixo, para determinar a pressão de recalcagem e escolher a má-
quina de recalcar adequada para uma determinada operação de recalcagem(23):
2
= 1TD
S 4
Rd = 10 a 15 para aços
Rd = 6 para cobre
Rd = 0,4 a 0,5 para ligas leves
Rd = 4 para Ia tão
Mesmo em aço-carbono, a ser deformado por forjamento rotativo à
k = coeficiente que varia de acordo com as várias dimensões da temperatura ambiente, a sua microestrutura deve ser adequada, para máxima
peça. O valor de k pode ser extraído dos dados apresentados deformabilidade, o que exige um tratamento térmico prévio de coalesci-
na Figura 63. mento. Nessas condições, a redução de secção pode atingir 70%, enquanto
com estrutura normal - de perlita fina, por exemplo - a redução só pode atin-
gir 30% a 40%.
Alguns metais e ligas, menos ou pouco dúcteis, como aços-liga de
dureza Rockwell superior a 90B, tungstênio, molibdênio etc., devem- ser
deformados a quen te.
raletes
;1\