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Universidade Federal do Pará

Campus Universitário de Tucuruí


Curso de Engenharia Mecânica

Disciplina: Elementos de Máquinas I

Prof. Walter dos Santos Sousa


Aula 5: Uniões Parafusadas

 Objetivo: Identificar os principais elementos de fixação,


analisando as aplicações em projetos de máquinas.

2 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Introdução

3 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Padrões de Rosca e Definições
 A terminologia de roscas de parafusos é a seguinte:
Diâmetro maior
Diâmetro médio
Diâmetro menor

Raiz
Crista Ângulo de rosca
4 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Padrões de Rosca e Definições
 A figura a seguir mostra a geometria de roscas de perfis métricos M (ISO
68) e MJ (alta resistência à fadiga).

5 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Padrões de Rosca e Definições
 Sendo:
D(d)  Diâmetro básico maior da rosca interna (externa);
D1(d1)  Diâmetro básico menor da rosca interna (externa);
D2(d2)  Diâmetro básico do passo da rosca interna (externa);
p  Passo;
H=0,5(3)1/2p

 As tabelas a seguir serão úteis ao se especificar e projetar peças


rosqueadas.

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Diâmetros e áreas de
roscas métricas de passo
grosso e passo fino
(todas as dimensões em
mm) – ANSI B1.1-1974 e
B18.3-1978
O diâmetro menor foi encontrado
a partir da equação:
dr = d – 1,226869p

O diâmetro de passo foi encontrado


a partir da equação:
dm = d – 0,649519p

A média do diâmetro de passo e do


diâmetro menor foi usada para
computar a área de tensão de
tração

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Diâmetros e área de roscas de parafusos
unificados UNC e UNF – ANSI B1.1-1974

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Um parafuso de potência é um
dispositivo usado em maquinaria
para transformar movimento
angular em linear e geralmente
transmitir potência. Aplicações
familiares incluem parafusos de
avanço de tornos mecânicos e
parafusos para morsa, prensas e
macacos.

Exemplo de um macaco elétrico


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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Roscas para parafusos de potência

Rosca quadrada Rosca Acme

Passos preferidos para roscas Acme

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Na figura a seguir, um parafuso de potência
rosqueado quadrado, com uma só rosca
tendo um diâmetro médio dm, um passo p,
um ângulo de avanço λ e um ângulo de
hélice ψ, é carregado pela força de
compressão axial F. Desejamos a
expressão do torque para elevar e baixar
essa carga.
Elevar Baixar

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Logo, para elevar a carga:
FH  PR  Nsen  fN cos   0
FV  F  fNsen  N cos   0
 De maneira semelhante, para baixar a carga:

F H   PL  Nsen  fN cos   0
F V F  fNsen  N cos   0
 Resolvendo os sistemas de equações, eliminando N:
Elevar Baixar
F  sen  f cos   F  f cos   sen 
PR  PL 
cos   fsen cos   fsen
12 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Mecânica dos Parafusos de Potência
 Dividindo o numerador e o denominador dessas
equações por cosλ e utilizando a relação tan λ=l/πdm:
F l /  d m   f  F  f  l /  d m  
PR  PL 
1   fl /  d m   1   fl /  d m  
 Sabendo-se que o torque é o produto da carga e do raio
médio dm/2, e fazendo ajustes:

Fd m  l   fd m  Fd m   fd m  l 
TR    TL   
2   d m  fl  2   d m  fl 

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 A condição de autobloqueio é que πfdm > l.
 Essa condição faz com que na equação de torque de
abaixamento não seja negativo, significando que a carga
baixe por si mesma. Essa condição ocorre quando o
avanço é elevado e/ou quando a fricção é pequena.
 Essa condição pode ser obtida dividindo ambos os lados
dessa desigualdade por πdm. Reconhecendo que
tanλ=l/πdm, obtemos:

f  tan 
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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Pode-se definir uma equação de eficiência, considerando
o torque que seria necessário para elevar a carga
considerando f = 0 e o torque aplicado:

T0 Fl
e 
TR 2 TR

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Para parafusos de potência,
a rosca Acme não é tão
eficiente quanto a
quadrada devido um
aumento da força
friccional causado pelo
ângulo α.

Fd m  l   fd m sec  
TR   
2   d m  fl sec  

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Em geral, uma terceira componente de torque deve ser
utilizada em aplicações de parafuso de potência, já que
quando um parafuso é carregado axialmente, um mancal
axial ou colar deve ser empregado (ver figura anterior):

Ff c d c
Tc 
2
 Ressalta-sePara colares grandes, o torque deve ser
computado de uma maneira similar àquela empregada em
embreagens de disco.

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 As tensões nominais de rosca em parafusos de potência
podem ser relacionados a parâmetros de rosca.
 A tensão axial no corpo do parafuso devido à carga F e a
tensão nominal de cisalhamento:
4F 16T
 2  3
 dr  dr
 A tensão de apoio (ver figura a seguir):

2F
B  
 d m nt p
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Mecânica dos Parafusos de Potência
 A tensão de flexão na raiz da rosca:
6F
b 
 d r nt p
 A tensão transversal de cisalhamento no centro da raiz da
rosca:

3F

 d r nt p

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Observação: as roscas engajadas não podem compartilhar
a carga igualmente. Alguns experimentos mostram que a
primeira rosca engajada carrega 0,38 da carga; a segunda,
0,25; a terceira, 0,18; e a sétima está livre de carga.
 Ao estimar as tensões de rosca usando as equações
citadas anteriormente, substituir 0,38F por F e
estabelecer nt em 1 proverá o nível mais elevado de
tensões na combinação rosca-porca.

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Pressão de apoio de parafuso

 Coeficientes de fricção para pares enroscados

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Mecânica dos Parafusos de Potência
 Coeficientes de fricção de colar de empuxo

Aço mole em ferro fundido


Aço duro em ferro fundido
Aço mole em bronze
Aço duro em bronze

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Exemplo
 Prob. 8-4: Um parafuso de potência tem 25 mm de
diâmetro, com um passo de 5 mm. Uma carga vertical
nesse parafuso alcança um máximo de 6 kN. Os
coeficientes de fricção são 0,05 para o colar e 0,08 para
as roscas. O diâmetro friccional do colar é de 40 mm.
Encontre a eficiência global e o torque para elevar e
baixar a carga.

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Exemplo
 Prob. 8-8: A prensa mostrada a seguir
utiliza rosca ACME de 5/8 in-6. Os
coeficientes friccionais são 0,15 para as
roscas e o colar. O colar tem diâmetro
de fricção de 7/16 in. Os cálculos
devem ser baseados na força máxima
de 6 lbf aplicada à manivela, a um raio
de 2,75 in da linha de corpo do
parafuso. Encontre a força de retenção.

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Fixadores Rosqueados
 A figura a seguir é o desenho de um parafuso de porca de cabeça
hexagonal padronizada. Os pontos de concentração de tensão estão
no filete, no começo das roscas e no arredondamento da raiz. O
comprimento de rosca de parafusos de porca de série, em que D é o
diâmetro nominal, é:

 2 D  14 pol L  6 pol
LT  
 2 D  1
2 pol L  6 pol
2 D  6 mm L  125mm

LT   2 D  12 mm 125  L  200mm
 2 D  25 mm L  200mm

25 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Fixadores Rosqueados
Alguns exemplos de
parafusos de calota

Cabeça Fillister Cabeça plana Cabeça de bocal


hexagonal

26 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Fixadores Rosqueados
Tipos de cabeças
usadas em parafusos
máquinas

27 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Fixadores Rosqueados
 Porcas hexagonais: (a) geral; (b) porca regular de arruela
frontal; (c) porca regular, chanfrada em ambos os lados;
(d) porca de travamento com face de arruela; (e) porca
de travamento chanfrada em ambos os lados.

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Junções – Rigidez de Fixadores

 Para calcular a rigidez, deve-se considerar as razões de mola


de porções rosqueadas e não rosqueadas do parafuso.
 LG é chamado de alcance ou agarramento de uma conexão.

29 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Junções – Rigidez de Fixadores

 L’G é chamado de alcance efetivo, podendo ser fornecido


conforme equação acima.

30 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


31 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Junções – Rigidez de Fixadores
 Logo, a rigidez é calculada considerando o parafuso como
uma barra de seção circular com um carregamento axial.
Como mencionado, deve-se considerar as razões de mola
para a região rosqueada e para a não rosqueada. Sendo:

At E Região não Ad E
kt  Região rosqueada
rosqueada kd 
lt ld
At  Área de tensão de tração (Tabelado);
lt  Comprimento da porção rosqueada;
Ad  Área de diâmetro maior do fixador;
ld  Comprimento da porção não rosqueada
32 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Junções – Rigidez de Fixadores
 Considerando que a associação dessas duas rigidezes
corresponde a rigidez total do parafuso, sendo uma
associação em série de molas:
1 1 1 kt k d Ad At E
   kb   kb 
kb kt k d kt  k d Ad lt  At ld

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Junções – Rigidez de Membro
 A figura a seguir ilustra a geometria geral de cone usando
um ângulo de meio ápice α. Muitos cientistas tentaram
estimar esse ângulo, de tal forma que resultados mais
recentes indicam que gira em torno de 30º.

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Junções – Rigidez de Membro
 A rigidez em cada membro é dada por:
 Ed tan 
k
ln
 2t tan   D  d  D  d 
 2t tan   D  d  D  d 
 Se os membros da junção têm o mesmo módulo de
elasticidade, com frustros (troncos) simétricos de lado a lado
(iguais), então eles atual como duas molas idênticas em série,
sendo km=k/2. Usando o agarramento como l=2t e dw como o
diâmetro da face da arruela, encontramos a razão de mola dos
membros como:
 Ed tan 
km 
2 ln
 l tan   d w  d  d w  d 
 l tan   d w  d  d w  d 
35 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Junções – Rigidez de Membro
 Para parafusos de porca de cabeça hexagonal padronizados e
para parafusos de calota, pode-se estabelecer dw =1,5d. Se
também usarmos α=30º:
0,5774 Ed
km 
 0,5774l  0,5d 
2 ln  5 
 0,5774l  2,5d 
 Após conduzir um experimento usando o Método de
Elementos Finitos, constatou-se a recomendação da utilização
de α=30º, coincidindo exatamente na razão de espectro
d/l=0,4. O ajuste da curva é:
km
 A exp  Bd / LG 
Ed
36 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Junções – Rigidez de Membro
 As constantes A e B são definidas na tabela abaixo.

 O gráfico adimensional a seguir mostra a precisão de


diversos métodos comparada com uma análise de
elementos finitos. Note que o método de Mischke, com
α=30º, é mais preciso.

37 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Junções – Rigidez de Membro

38 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Resistência de Parafuso
 As especificações as SAE são encontradas na tabela a
seguir. Os graus dos parafusos de porca estão
enumerados de acordo com as resistências à tração.
 Na tabela posterior estão as especificações da ASTM.

39 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Especificações da SAE para parafusos de aço (de porca)

40 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Especificações da ASTM para parafusos de aço (de porca)

41 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Categorias métricas de propriedades mecânicas para parafusos de aço (de
porca), parafusos e prisioneiros

42 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Junções de Tração – Carga Externa
 Considerando que ocorre uma carga externa P de tração.
Deve-se assumir que a pré- carga Fi foi corretamente aplicada,
aplicando-se a porca antes que P fosse aplicada. A
nomenclatura aplicada é a seguinte:
Fi = Pré carga;
P = Carga externa de tração;
Pb = Porção de P absorvida pelo parafuso de porca;
Pm = Proção de P absorvida pelos membros;
Fb = Pb + Fi = Carga resultante de parafuso de porca;
Fm = Pm – Fi = carga resultante dos membros;
C = Fração da Carga externa P carregada pelo parafuso de
porca;
1 – C = Fração de carga externa P carregada pelos membros

43 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Junções de Tração – Carga Externa
 Podemos relacionar a elongação às rigidezes:
Pb Pm km
 e   Pm  Pb
kb km kb
 Visto que P=Pb+Pm, temos:
kb P
Pb   CP e Pm  P  Pb  1  C  P
kb  k m
 Resolvendo em C, denominada constante de rigidez da
junção:
kb
C
kb  k m
44 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Junções de Tração – Carga Externa
 A carga resultante do parafuso de porca é:

Fb  Pb  Fi  CP  Fi Fm  0
 A carga resultante nos membros conectados:

Fm  Pm  Fi  1  C  P  Fi Fm  0
 Alguns valores relativos de rigidez:

*Note que quanto maior o agarramento maior será a absorção de P pelos membros
45 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Relacionando o Torque à tração de Parafuso
de Porca
 A equação pode ser escrita como:
T  KFi d
 Em que definimos um coeficiente de torque (K) como:

 d m   tan   f sec  
K      0, 625 f c
 2d   1  f tan  sec  

 Deve-se utilizar K = 0,2 para f = fc = 0,15

46 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Relacionando o Torque à tração de Parafuso
de Porca
 O distribuidor da Bowman, um grande fabricante de
fixadores, recomenda os valores mostrados na tabela
abaixo. Quando a condição do parafuso de porca não for
declarada, utiliza-se K = 0,2.

Não-metalizado (chapeado), acabamento negro


Chapeado de zinco (zincado)
Lubrificado
Chapeado de Cádmio
Com Bowman Antiagarramento
Com porcas Bowman de agarramento

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Junção de Tração Carregada Estaticamente
com Pré-Carga
 Analogamente (Pág. 43):
CP  Fi
b 
At
 O valor limitante de σb é a resistência à prova Sp. Assim,
com a introdução de um fator de carga n (relacionado ao
fator de segurança), a equação torna-se:

CnP  Fi S p At  Fi
Sp   n
At CP

48 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Junção de Tração Carregada Estaticamente
com Pré-Carga
 Considerando P0 o valor de carga externa que causaria a
separação (Fm = 0), temos:

1  C  P0  F  0
 Estabelecendo o fator de segurança contra separação da
junção:
P0
n0 
P
 Substituindo na equação anterior:
Fi
n0 
P 1  C 
49 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Junção de Tração Carregada Estaticamente
com Pré-Carga
 Para materiais frágeis, onde não há região bem definida de
escoamento usar:

0, 75Fp Para conexões não-permanentes, fixadores reutilizados


Fi  
0,90 Fp Para conexões permanentes

 Em que Fp é a carga de prova obtida pela equação:


Fp  At S p
 Os valores de Sp são tabelados. Para outros materiais, um
valor aproximado é Sp = 0,85Sy:

50 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Junções de Cisalhamento

M 1  FA"rA  FB"rB  FC" rC  ...


A força recebida
FA" FB" FC" por cada parafuso " M 1rn
  depende do Fn  2 2 2
rA rB rC centróide rA  rB  rC  ...
51 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí
Exemplos

52 Elementos de Máquinas I - UFPA - FEM - Tucuruí


Exemplos

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