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FACULDADE EVANGÉLICA DO MEIO NORTE

PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA COM DOCÊNCIA DO


ENSINO SUPERIOR
http://www.aulasecia.com/anexos/158/2928/Sobre%20a%20inclusao%20do
%20aluno%20com%20autismo.pdf

Disponibilizo a todos um artigo acerca de curr�culo adaptado em Autismo


escrito em portugu�s por Dra. Dayse Serra. Foi pedido em minha live e
comentei que o colocaria `a disposi��o.

http://www.aulasecia.com/anexos/158/2928/Sobre%20a%20inclusao%20do
%20aluno%20com%20autismo.pdf.

CURRÍCULO DO ENSINO SUPERIOR


TERESINA - PI
2016

CURRÍCULO DO ENSINO SUPERIOR

Resumo apresentado à disciplina Currículo do Ensino


Superior, como requisito parcial á obtenção da nota de
avaliação.

Orientadora: Ms. Kely-Anee


TERESINA - PI
2016
Currículo: Campo, Conceito e Relações

O termo currículo tem sido usado com divergentes significados. No texto

apresento à disciplina Currículo no Ensino Superior faz-se uma discussão do mesmo

como um processo social de responsabilidade que se realiza no âmbito da

instituição de ensino, cujo objetivo é dar aquele que aprende acesso à história da

humanidade e, ao mesmo tempo, lhe proporcionar um embasamento de

conhecimento necessário à sua inserção como sujeito nesta mesma história. Nesta

perspectiva, isto quer dizer que todo o conteúdo do currículo escolar tem uma

origem e passa por um processo de transformação ao longo do tempo - isto é, tem

uma história que, em última análise, é a própria história do conhecimento humano.

Conhecimento este que resulta de um processo longo de relação do homem com a

natureza e com os outros homens, que gradualmente se transforma de relações

naturais não questionadas em interesse de compreender melhor o mundo; da

passagem do nível do senso comum para o das investigações, que, sistematizadas

e legitimadas, passam a ser as bases de novas investigações que se transformam,

por sua vez, em novos conhecimentos sistematizados.


Dessa forma, o autor ressalta no texto a pertinência do professor e do aluno

contribuir na participação de construção do currículo, levando em consideração a

idiossincrasia de cada sujeito envolvido no processo educacional.

O currículo não é algo alheio à escola e nem uma força superior a ela. Ele se

realiza de acordo com as orientações, os conceitos e teorias contidas nele.

Assim, falar sobre currículo suscita tecer uma vasta gama de conhecimento

referentes à contextos muitas vezes ligados à epistemologia, sociologia,

antropologia, política, , teatro, música,artes plásticas, entre outras formas de

enriquecer, ampliar ou problematizar as práticas curriculares.

Para Pacheco (1996) apud Macedo o conceito de currículo, com sua origem

do latim "correre" que significa caminho, jornada, trajetória, percusso, e a

palavra "curriculum" carrega em si o significado de carreira e organização de

experiências vividas no campo profissional e educacional.

Kemmis (1998) apud Macedo contribui trazendo discussões que currículo

possui um corpo disciplinar próprio, e não um corpo formado por saberes

especializados desenvolvidos por outras disciplinas.

Os atos curriculares que são todas as atividades que se organizam e se

envolvem visando uma determinada formação, organização, formulação,

implementação, institucionalização e avaliação de saberes, atividades, valores

e competência, estão vinculados com uma formação ética, política, estética e

cultural; mas nem sempre estes atos são explícitos, coerentes, absolutos,

sólidos, burocráticos ou pré-escritos, ou seja, ele pode ser muitas vezes itinerante e

errante, e trazer novos conceitos e significados para a práxis curricular, mantendo

assim, o processo cíclico de ensino-aprendizagem conforme experiências vividas

por todos os envolvidos no amplo mundo da educação, ou seja, os educadores.


Com base nos estudos de Goodson (1998), Macedo elabora conceitos sobre

currículo com o intuito de minimizar as angustias que rodeiam aqueles que não

conseguem compreender o conceito desta temática. Sendo assim, currículo em

alguns de seus significados é um artefato socioeducacional com ações de

organização, institucionalização, dinamismo, saber, conhecimento e valores

relacionado à educação.

Macêdo(p. 27, 2012) ressalta que:

Faz-se necessário perceber que o currículo indica caminhos,


travessias e chegadas, que são constantemente realimentados e
reorientados pela ação dos atores/autores da cena curricular. Neste
mesmo veio, faz-se necessário dizer que tal atitude vai de encontro a
qualquer processo de homogeneização curricular, que tende a criar
uma certa névoa de generalização, sacrificando a visão das
situações curriculares específicas e as suas singularidades. As
políticas e ações curriculares precisam nutrir-se de uma mirada
clínica, ou seja, um olhar focado nos movimentos singulares dos
cenários socioeducacionais.

Desse modo, salienta-se a importância de darmos ênfase na construção coletiva do

currículo- envolvendo todos os atores inseridos no contexto- assim, levando em

consideração as singulares de cada um no âmbito socioeducacional.


REFERÊNCIAS

MACEDO, Roberto Sidnei. Currículo: campo, conceito e pesquisa. Petrópolis, RJ:


Vozes, 2007.
SACRISTÁN, J. Gimeno. O Currículo – Uma Reflexão Sobre a Prática. 3 ed.
Porto Alegre: Artmed. 2000