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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – CAMPUS SOBRAL

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA

SETOR DE ESTUDOS: MICROBIOLOGIA, IMUNOLOGIA E PATOLOGIA GERAL

LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA DE SOBRAL

PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM EM MICROBIOLOGIA, IMUNOLOGIA E PARASITOLOGIA HUMANA

PROFESSOR ORIENTADOR: Dr. FRANCISCO CESAR BARROSO BARBOSA

PROFESSORA: Ms. PAULA GOES PINHEIRO DUTRA

TÉCNICO: FRANCISCO RULIOGLÉSIO ROCHA

MONITORES: Ac. FRANCISCO ISAAC FERNANDES GOMES

Ac. MARIA GERUSA BRITO ARAGÃO

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

ÍNDICE

 BIOSSEGURANÇA, Página 04

 ESTUDO DO MICROSCÓPIO, Página 06

 COLORAÇÃO DE GRAM, Página 11

 BACTÉRIAS, Página 16

 FUNGOS, Página 20

 MICOBACTÉRIAS, Página 22

 AMEBÍASE, GIARDÍASE E TOXOPLASMOSE, Página 24

 DENGUE E LEISHMANIOSE, Página 26

 ESTRONGILOIDÍASE, ANCILOSTOMÍASE, ASCARIDÍASE, TRICURÍASE E ENTEROBÍASE, Página 29

 MEIOS DE CULTURA, Página 33

 INOCULAÇÃO DE BACTÉRIAS, Página 35

 ISOLAMENTO DE MICRO-ORGANISMOS, Página 38

 ANTIBIOGRAMA, Página 40

 ANÁLISE DA AÇÃO DE ANTISSÉPTICOS, Página 42

 TESTES DE HEMAGLUTINAÇÃO, Página 44

 AGLUTINAÇÃO ERITROCITÁRIA POR LECTINA VEGETAL E AGLUTINAÇÃO DIRETA EM LÁTEX, Página 48

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, Página 51

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BIOSSEGURANÇA

OBJETIVO 3. Não fumar e não comer no laboratório;

Ensinar ao acadêmico de Odontologia os princípios gerais e


4. Manter as mãos, canetas, lápis e quaisquer outros objetos sem
métodos utilizados no estudo de microbiologia e parasitologia. contato com a boca ou a face.

Nestas aulas, utilizaremos uma variedade de microrganismos,


5. Antes de cada aula prática serão dadas as instruções sobre a
sendo alguns patogênicos para o homem, portanto é essencial que
maneira de se executar os trabalhos. Não iniciar um trabalho
as normas sejam seguidas, a fim de se evitar contaminações prático sem haver lido, cuidadosamente as instruções e

acidentais. compreendido o modo de execução da experiência e seu


objetivo. Consultar o professor se encontrar dificuldades para
NORMAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE
entender ou para executar os trabalhos práticos. Verificar se
MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA
o material está completo; no caso da falta de algum, dirija-se

1. O uso de jaleco branco, comprido e abotoado, é obrigatório imediatamente ao professor;

no laboratório de aulas práticas, a fim de proteger a roupa de


contaminação; 6. Durante o curso serão utilizados microrganismos patogênicos
para o homem e animais. Não haverá perigo se as técnicas de

2. As bolsas, pacotes, livros etc., não devem ser colocadas sobre laboratório forem executadas cuidadosamente;

as bancadas de trabalho;

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7. Em caso de qualquer acidente (derramamento de cultura, 11. O estudante é responsável pelo equipamento com que
aspirações de cultura, ferimentos, etc.), comunicar trabalha. Os microscópios devem ser manuseados
imediatamente ao professor ou ao pessoal técnico do cuidadosamente. Qualquer dano ou defeito deve ser
laboratório, para que sejam tomadas as providências imediatamente comunicado ao professor. Após o uso do
necessárias; microscópio, limpar a objetiva de imersão, usando apenas
lenço de papel;
8. Todo o material contaminado (pipetas, bastões, lâminas, etc.)
deverá ser colocado nos recipientes adequados para ser 12. Após terminar os trabalhos práticos, verificar se as torneiras
esterilizado; nunca deixá-lo sobre a mesa de trabalho ou de água e gás estão fechadas. Guardar os microscópios em
sobre a pia; seus devidos lugares. Deixar o local de trabalho sempre
limpo;
9. A alça ou ponta de platina que se usa para semeadura do
material ou repique de culturas deve ser aquecida até o rubro, 13. Desinfetar a bancada de trabalho com álcool 70º ou
tanto antes como depois do uso. Antes de tocar o material ou hipoclorito de sódio, ao início e término de cada aula prática.
meio de cultura, deve-se deixar que a alça ou ponta esfrie, Isto removerá microrganismos que possam contaminar a área
mantendo-a próxima à chama; de trabalho;

10. Os instrumentais não devem ser colocados nos bolsos do 14. Lavar sempre as mãos, após o trabalho prático.
jaleco;

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ESTUDO DO MICROSCÓPIO

OBJETIVO A parte mecânica é representada pelo corpo do microscópio, que está


apoiado, pela extremidade inferior, numa base metálica de tamanho
Reconhecer as partes do microscópio e aprender a focalizar as
e peso suficientes para assegurar o equilíbrio do aparelho.
lâminas, inclusive utilizando a lente objetiva de imersão.
A extremidade superior do braço articula-se com um tubo
metálico conhecido como “canhão”, que suporta as lentes. Um
INTRODUÇÃO sistema de “cremalheira” permite o deslocamento do canhão (ou da
mesa, conforme o modelo) para baixo e para cima, através dos
A microbiologia pode ser definida como o estudo de
parafusos macro e micrométricos.
organismos muito pequenos, impossíveis de serem vistos claramente
O parafuso macrométrico é responsável pelo deslizamento
e individualizados pelo olho humano sem ajuda nenhuma. Para a
rápido e de grande amplitude, ao passo que o parafuso micrométrico,
visualização de microrganismos, necessita-se de aumentos que
por pequenos deslocamentos. Na parte inferior do tubo microscópio,
podem ser obtidos através do uso de microscópio óptico composto.
ficam depositadas as objetivas, em número variável e são rosqueadas
O microscópio ótico composto ou microscópio de luz é um
num dispositivo móvel especial, denominado revólver – permite o
instrumento de precisão que possibilita a visualização de
intercâmbio das objetivas.
microrganismos. Constitui-se de duas partes, uma mecânica e outra
Entre o canhão e a base do microscópio existe uma
ótica.
plataforma metálica, a mesa ou platina do microscópio. Sobre a
platina é colocada a lâmina com a preparação a ser examinada, a

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qual será fixada, por meio de presilhas, a fim de que permaneça diafragma com a finalidade de controlar a quantidade de luz
imóvel. Para correr todo o campo do microscópio, há um dispositivo desejada.
especial – o charriot – que por intermédio de 2 parafusos faz o O aumento do microscópio é obtido pelo produto do aumento
deslocamento da preparação. da objetiva pelo valor da ocular. Chama-se poder resolvente de uma
Já a parte óptica é constituída pelas lentes e pelo sistema de objetiva a capacidade que permite ver nitidamente o menor espaço
iluminação. As lentes oculares são adaptadas na extremidade entre dois pontos.
superior do tubo do microscópio e é através dela que o observador
olha. A ocular geralmente produz aumentos de 10x, entretanto, PERCURSO DA LUZ - DO MICROSCÓPIO AOS OLHOS DO
existem oculares de 5 e 15 aumentos. OBSERVADOR
As lentes objetivas são constituídas por um conjunto de
lentes e acham-se dispostas na extremidade inferior do tubo do Uma vez já sabendo que microscópios são instrumentos úteis
microscópio. Geralmente, existem três objetivas a seco (pequeno, na observação de objetos de tamanho bastante reduzido, é
médio e grande aumento) e uma objetiva de imersão. importante que compreendamos como a imagem é produzida e chega
A objetiva de imersão dá maior aumento e nitidez ao objeto. aos nossos olhos. De acordo com a figura, que mostra os principais
A técnica é simples: basta colocar uma gota de óleo de cedro sobre a componentes do microscópio, uma fonte de luz, que pode ser externa
preparação e baixar a objetiva sobre a lâmina, de forma que esse ao microscópio ou construída internamente em sua base, ilumina o
líquido denso se interponha entre a objetiva e o objeto examinado. espécime.
Nesse caso, os raios luminosos não sofrem desvio, pois o índice de As lentes de condensação reúnem os raios difusos da fonte de
refração do óleo é igual, ou muito próximo, ao do vidro. luz e iluminam o espécime com um cone de luz brilhante que
O sistema de iluminação é representado pelo condensador, permite a visualização de pequenas partes do espécime, após sua
que dirige os raios de luz para o objeto, e uma fonte de luz que pode ampliação. Os raios de luz, focalizados no espécime pelas lentes de
ser direta ou refletida por um espelho. O condensador possui um condensação, são então coletados pelas lentes objetivas do

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microscópio. A partir desse ponto, dois conjuntos de raios de luz que


entram nas lentes objetivas têm de ser considerados: aqueles que o COMO FOCALIZAR UM OBJETO
espécime alterou e aqueles que ele não alterou. Estes últimos
consistem nos raios luminosos que passam direto para as lentes  Coloque a ocular desejada;
objetivas, formando o fundo luminoso do campo visual. O primeiro  Acenda a fonte de luz acoplada;
grupo de raios luminosos emana de várias partes do espécime. Estes  Posicione o condensador o mais próximo possível da platina;
raios luminosos são focalizados pelas lentes objetivas para formar
 Verifique se o diafragma está completamente aberto;
uma imagem real e ampliada do objeto dentro da coluna do
 Coloque em foco a objetiva de menor aumento;
microscópio.
 Fixe a preparação a ser examinada na platina, através das
A imagem formada pelas lentes objetivas é usada como um
presilhas;
objeto pelo segundo sistema de lentes, as lentes oculares, para
 Observe o campo microscópico;
formar uma imagem ampliada e virtual. Um terceiro sistema de
 Na observação com a objetiva de imersão, coloque antes uma
lentes, localizado na parte anterior dos olhos, utiliza a imagem
gota de óleo de cedro sobre a lâmina;
virtual produzida pelas lentes oculares como um objeto para produzir
 Gire o revólver para deixar a objetiva de imersão em foco.
uma imagem real na retina. Quando o botão de foco do microscópio
Geralmente, a objetiva de imersão possui um fino anel de cor
óptico é manipulado, a distância relativa entre o espécime e as lentes
preta;
objetivas é alterada, permitindo que a imagem final fique focalizada
 Olhe pelo lado, no momento em que descer o canhão com o
exatamente no plano da retina. A ampliação total atingida pelo
auxílio do parafuso macrométrico. Não se deve focalizar
microscópio é o produto da ampliação produzida pelas lentes
baixando a objetiva enquanto se olha pela ocular;
objetivas e pelas lentes oculares.
 Olhe pela ocular e mova, delicadamente, o parafuso
macrométrico até conseguir focalizar grosseiramente a
preparação;
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 Mova o parafuso micrométrico até obter uma boa


focalização; ESTRUTURAS DO MICROSCÓPIO ÓPTICO

 Para mudar o campo microscópico, mova o charriot num ou


outro sentido. 1 = ocular
2 = objetivas e revólver

CUIDADOS APÓS O USO DO MICROSCÓPIO 3 = platina


4 = charriot

Após a análise das lâminas, alguns procedimentos são 5 = macrométrico

necessários. Deve-se distanciar a objetiva da lâmina, usando o 6 = micrométrico

parafuso macrométrico; retirar a lâmina da platina; limpar todas as 7 = diafragma no condensador

lentes com papel absorvente especial, inclusive remover o óleo de 8 = condensador

cedro da objetiva de imersão; desligar o sistema de iluminação e 9 = botão do condensador

recobrir o aparelho com sua respectiva capa. 10 = dois parafusos centralizadores


do condensador

MATERIAL 11 = fonte de luz


12 = controle de iluminação

 Microscópio 13 = diafragma de campo (alavanca

 Lâmina corada no lado esquerdo do microscópio)


14 = dois parafusos de ajuste da
 Óleo de imersão
lâmpada (esquerdo e direito)
 Papel absorvente
15 = focalizadora da lâmpada (alavanca no lado direito do
microscópio - não visível na fotografia).

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Condensador:____________________________________________
FUNÇÃO DOS SEGUINTES COMPONENTES _______________________________________________________
______________________
Lente ocular:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
___________ Diafragma:______________________________________________
_______________________________________________________
Corpo: ______________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________ Iluminador:_____________________________________________
________________ _______________________________________________________
_______________________
Lentes objetivas:
____________________________________________________

Charriot:
_______________________________________________________
_______________________________________________________
______________

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COLORAÇÃO DE GRAM

 Gram-positivas
OBJETIVO

Aprender a fazer a coloração de Gram e diagnosticar o A parede celular de gram-


micro-organismo quanto às suas caracteríticas tintoriais. positivas consiste de muitas camadas
de peptidoglicana, que é uma
INTRODUÇÃO macromolécula composta de
um dissacarídeo repetitivo unido por
A coloração de Gram foi desenvolvida em 1884 pelo
polipeptídeos para formar uma rede que
bacteriologista dinamarquês Hans Christian Gram. Tal coloração é
envolve toda a célula procariótica,
útil, uma vez que classifica as bactérias em dois grandes grupos:
protegendo-a. Há também, nessa estrutura macromolecular, ácidos
gram-positivas e gram-negativas. O mecanismo baseia-se nas
teicóicos e lipoteicóicos. O primeiro liga-se à parede celular,
diferenças existentes entre as estruturas das paredes celulares desses
enquanto o segundo, atravessa-a, ligando-se à membrana plasmática.
dois grupos e como cada um reage frente aos compostos utilizados
Devido à sua carga negativa, os ácidos podem regular o fluxo de
durante o procedimento de coloração. As paredes celulares de
cátions para os meios intra e extracelular. Além de tudo fornecem
bactérias gram-positivas e gram-negativas apresentam as seguintes
boa parte da especificidade antigênica da parede celular, sendo,
características:
portanto, úteis na identificação de bactérias em testes laboratoriais.

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 Gram-negativas

A parede celular de
bactérias gram-negativas COLORAÇÃO DE GRAM
consiste de poucas camadas de
peptidoglicana e uma membrana A coloração de Gram consiste em tratar bactérias
plasmática externa. A sucessivamente com cristal violeta, lugol, álcool-acetona e fucsina
peptidoglicana liga-se a (ou safranina). O cristal violeta e o lugol formam um complexo
lipoproteínas na membrana denominado iodopararosanilina, o qual confere coloração roxa tanto
externa e, ao contrário das
gram-positivas, não contém ácidos teicóicos e lipoteicóicos em sua por bactérias Gram-positivas, quanto as Gram-negativas. Com a
estrutura. A membrana plasmática da bactéria gram-negativa adição de álcool-acetona, as bactérias Gram-negativas liberam o
consiste de lipopolissacarídeos, lipoproteínas e fosfolipídeos. Sua complexo formado, pois a camada de peptidoglicano é de pequena
carga negativa garante à célula bacteriana a capacidade de evadir da espessura, enquanto que as Gram-positivas retêm o complexo,
fagocitose e de ações das proteínas do complemento, além de permanecendo roxas. A adição de fuccina (ou safranina) não altera a
fornecer uma importante barreira a antibióticos. Duas importantes cor das Gram-positivas, mas confere a cor avermelhada as bactérias
características são devidas à membrana externa: a porção Gram-negativas, que foram descoloridas pelo álcool-acetona.
polissacarídica é útil na diferenciação de espécies de gram-negativas
e a porção lipídica é referida como uma endotoxina, que é tóxica ao
hospedeiro, uma vez que esteja presente em sua corrente sanguínea;
o que causaria febre e choque.

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TIPOS DE TÉCNICAS PARA COLORAÇÃO DE GRAM

Esfregaço da cultura bacteriana líquida: IV. Leve a amostra até a gota de água depositada sobre a

I. Flambe uma alça, deixe esfriar, mantendo-a próximo a lâmina, e homogeinize com movimentos circulares, para

chama; obter um esfregaço de forma oval, uniforme e fino;

II. Retire uma amostra da cultura com a alça e deposite no V. Fixe o esfregaço,

centro da lâmina; passando a lâmina

III. Espalhe o material com a alça em movimento circular, na chama do bico

obtendo um esfregaço de forma oval, uniforme e fino; de Bunsen, como se

IV. Fixe o esfregaço, passando a lâmina na chama do bico de cortando a chama,

Bunsen, como se cortando a chama, repetindo este repetindo este

procedimento 3 vezes, para que o material fique bem aderido. procedimento 3


vezes, para que o

Esfregaço de cultura bacteriana sólida: material fique bem

I. Flambe uma alça, deixa esfriar, mantendo-a próxima à aderido.

chama;
II. Retire uma gota da água estéril e deposite sobre a lâmina;
III. Flambe novamente a alça, espere esfriar, e retire uma
amostra da cultura sólida;

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PRÁTICA DE COLORAÇÃO DE GRAM

ETAPAS PARA REALIZAR A COLORAÇÃO DE GRAM

I. Coloque a lâmina com o esfregaço sobre um suporte;


II. Cubra a lâmina com cristal violeta e deixe agir por 1 minuto;
III. Lave a lâmina em jato fraco de água corrente, do lado contrário ao esfregaço;
IV. Cubra a lâmina com lugol, deixe agir por 1 minuto e depois lave novamente a lâmina;
V. Cubra a lâmina com a solução de álcool-acetona, verifique a descoloração que deve ocorrer em
cerca de 20 segundos;
VI. Cubra a lâmina com fuccina, deixe agir por 30 segundos, e, novamente lave a lâmina;
VII. Seque inicialmente o lado da lâmina oposto ao esfregaço com papel-toalha, e a seguir seque o
restante da lâmina na chama do bico de Bunsen (como se estivesse “cortando” a chama);
VIII. Leve a lâmina ao microscópio e observe em objetiva de imersão.

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ATIVIDADE PRÁTICA

O aluno deverá descrever as características morfo-tintoriais da espécie bacteriana que foi corada com a coloração de Gram, depois
desenhar no espaço reservado o que observou na lâmina.

Bactéria Gram-positiva Bactéria Gram-negativa

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LAMINÁRIO DE BACTÉRIAS

OBJETIVO Os bacilos são células bacterianas que apresentam uma morfologia


mais alongada no eixo longitudinal, de modo que se assemelham a
Saber identificar os micro-organismos de acordo com suas
charutos. Tais células dividem-se ao longo de seu eixo curto, de
características morfo-tintoriais. forma que há um menor número de agrupamento
desse tipo celular. Os diplobacilos são agrupamentos de duas
células e os estreptobacilos são agrupamentos de bacilos em cadeia,
INTRODUÇÃO de modo sequencial. Há também os cocos bacilos, que são ovais e
parecidos com os cocos.
 Morfologia e estrutura da célula bacteriana
As bactérias espiraladas podem ter uma ou mais voltas em
Existem muitos tamanhos e formas para as bactérias, torno de seu próprio eixo. As que parecem uma vírgula são
podendo apresentar a forma de coco, quando se apresentam chamadas de vibriões; outras são denominadas espirilos, que
esféricas; bacilos, em forma de bastão e espiraladas. possuem forma helicoidal. Há também as espiroquetas, que
Os cocos normalmente são redondos, entretanto podem ter possuem forma helicoidal e flexível, ao contrário dos espirilos, que
morfologia oval, alongada ou achatada. Quando não se dividem são rígidos.
completamente, os cocos podem permanecer unidos aos Excetuando-se as três formas básicas apresentadas: cocos,
pares(diplococos), em cadeia(estreptococos), em tétrade, formando bacilos e espirais, há também bactérias com morfologias estrelada,
um cubo de oito células(sarcina) ou de forma semelhante a cachos quadrada e plana. É importante que o estudante compreenda que a
de uva(estafilococos).

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forma bacteriana é determinada pela herança genética do micro- que se estendem para fora da célula, o glicocálice, que dependendo
organismo e que a maioria das bactérias mantém uma única forma de sua força de adesão à bactéria é chamado de cápsula, quando
em seu ciclo de vida, sendo, portanto, monomórficas. No entanto, fortemente aderido; ou camada viscosa quando aderido
outras possuem muitas formas; como as bactérias do gênero frouxamente à célula bacteriana.
Rhizobium e Corynebacterium, sendo denominadas pleomórficas. Os flagelos bacterianos são apêndices filiformes compostos
A célula procariótica é simples, possui nucleóide com totalmente de proteínas - flagelina, essenciais para a locomoção. As
ausência de membrana nuclear e aparelho mitótico. Os pigmentos fímbrias são uma estrutura superficial, rígida, curta e fina presente
fotossintéticos das bactérias que efetuam a fotossíntese localizam- em muitas bactérias Gram-negativas, que desempenham a
se em vesículas esféricas ou em camadas achatadas. As bactérias aderência das bactérias s às células hospedeiras. Outras estruturas
armazenam materiais sob a forma de grânulos insolúveis. conhecidas como pili sexuais são normalmente longos, maiores que
A estrutura e a organização do envoltório celular diferem nas as fímbrias. Existindo um ou dois por célula. Os pili sexuais fixam
bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. Nas primeiras, o células doadoras e receptoras na conjugação bacteriana, sendo,
envoltório é relativamente simples, consistindo em uma membrana portanto, úteis na transferência do material genético.
citoplasmática, uma camada espessa de peptidoglicano e, em
algumas bactérias, uma cápsula. Enquanto em gram-negativas, tal ATIVIDADE PRÁTICA
envoltório possui uma complexa estrutura com múltiplas camadas.
Existe uma única camada plana de peptidoglicano ancorada a uma
O aluno deverá desenhar as características do micro-organismo
membrana externa com camadas complexas, há também a cápsula
observado no microscópio e descrevê-lo quanto à organização,
mais externamente e o espaço entre as membranas interna e externa
coloração e citar possíveis doenças causadas por ele.
é chamado de espaço periplasmático.
Muitas bactérias sintetizam grandes quantidades de
polímeros extracelulares que formam uma rede frouxa de fibrilas

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 Staphylococcus sp.  Bacillus sp.

 Streptococcus sp .  Espiroqueta

 Escherichia coli  Sarcina lutea


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 Micro - organismos presentes na saliva

 Endósporo

 Cápsula bacteriana

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LAMINÁRIO DE FUNGOS

OBJETIVO
Candida. As leveduras do gênero Saccharomycces são uma
Saber identificar os fungos de acordo com o conteúdo exceção à regra geral, pois podem se reproduzir sexuadamente.
teórico estudado em sala de aula. Cada tipo de reprodução traduz-se em aspectos morfológicos
importante na sua identificação.

INTRODUÇÃO O micélio, por sua vez, pode ser dividido em duas partes:
micélio vegetativo e reprodutivo. O primeiro está relacionado com
A identificação dos fungos é baseada quase que
as funções de crescimento do fungo, sendo responsável pela grande
exclusivamente em suas características morfológicas. De forma
capacidade absortiva do organismo. O micélio reprodutivo, como o
básica, os fungos incluem as leveduras, os bolores e os cogumelos,
nome já indica, relaciona-se com as funções de reprodução do
que são fungos macroscópicos.
organismo, formando propágulos de forma assexuada ou sexuada.
As leveduras são, em geral, unicelulares, com célula oval ou
Os fungos são subdivididos em Zygomycotina (os ficomicetos),
esferoidal. Os bolores são multicelulares, filamentosos com células
Ascomycotinas (os ascomicetos), Basidiomycotina (os
tubulares. Essa estrutura tubular, por sua vez, é chamada de hifa e o
basidiomicetos) e Deuteromycotina (os fungos imperfeitos).
conjunto de hifas é chamado micélio, que pode ser cenocítico ou
septado. As leveduras podem reproduzir-se assexuadamente por
ATIVIDADE PRÁTICA
cissiparidade ou gemulação. No entanto, pode ocorrer a divisão
O aluno deverá desenhar as características do organismo
celular, mas as células permanecem unidas formando um
observado no microscópio e descrever a morfologia observados.
pseudofilamento, fato que ocorre com as leveduras do gênero

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

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MICOBACTÉRIAS

OBJETIVO fato que as distingue dos demais tipos bacterianos. Assim, esses
micro-organismos são conhecidos como Bacilos Álcool-Ácido
Aprender sobre a implicação das micobactérias na saúde
Resistentes (BAAR).
pública, além de aprender a realização da coloração de Ziehl-
A coloração de Ziehl-Neelsen permite diferenciar bactérias
Nielsen, específica para o diagnóstico desses micro-organismos.
BAAR positivas e negativas. Esse método de identificação baseado
na característica tintorial bacteriana permite identificar
INTRODUÇÃO
micobactérias em um esfregaço de linfa, escarro ou lesões. Este
Micobactérias são aeróbias estritas, consideradas fracamente método é utilizado no diagnóstico de tuberculose e hanseníase, nos
Gram positivas; são micro-organismos pequenos em forma de bastão quais se busca esses micro-organismos na amostra analisada.
que não possuem flagelos, nem formam esporos, não produzem
toxinas e nem produzem cápsula. Características distintas, como a
quantidade e variedade de lipídios complexos presentes no envelope, COLORAÇÃO DE ZIEHL-NEELSEN
destacam-se entre as propriedades exclusivas do gênero. As
micobactérias compartilham também a característica de reter fucsina  Realizar a fixação de amostra de linfa previamente colhida de
básica em sua parede celular, mesmo na presença de álcool e ácido, sítios específicos (lobos da orelhas ou articulações);

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 Esperar que o esfregaço seque;


 Adicionar fucsina sobre o esfregaço;
 Descorar com mistura álcool-ácido;
 Lavar com água;
 Adicionar azul de metileno;
 Observar em microscopia óptica.

ATIVIDADE PRÁTICA

Observar a lâmina de micobactéria previamente corada pelo método de Ziehl-Neelsen sob microscopia óptica e desenhar aquilo que foi
observado.

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AMEBÍASE, GIARDÍASE E TOXOPLASMOSE

OBJETIVO

Distinguir os micro-organismos de acordo com as características


pinocitose de bactérias e resíduos alimentares. A transmissão
morfológicas de cada espécie.
ocorre por água e alimento contaminado por cisto ou diretamente
através de contaminação oro-fecal e DST.

INTRODUÇÃO
Giardíase

Amebíase
Espécie: Giardia lamblia.
É uma infecção do intestino grosso devido à presença da
Quando o protozoário flagelado (Giardia lamblia) parasita o
Entamoeba histolytica no organismo de qualquer hospedeiro
intestino do homem ou de animais.Acomete mais crianças de até 12
vertebrado, ocorre mais freqüentemente em adultos. O complexo
anos. A Giardia lamblia pode estar na forma de cisto ou
Entamoeba histolytica contém 2 formas: a “minuta” presente na luz
trofozoíto.O habitat é o intestino delgado (duodeno e jejuno).As
intestinal e a “magna” encontrada nas lesões patológicas. O cisto
formas de transmissão são por alimentos crus e água não tratada,
apresenta de 1 a 4 núcleos, possui parede quitinosa e cariossoma
sexo anal, oral e contato com animas. Como profilaxia, recomenda-
central. Já o trofozoíto é a forma ativa do parasita, possui núcleo
se higiene pessoal, proteção dos alimentos e tratamento da água.
com cariossoma central e vacúolo digestivo. Tem locomoção
amebóide, reproduz por divisão binária e faz fagocitose e

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Toxoplasmose

Espécie: Toxoplasma gondii.


A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo protozoário intracelular obrigatório Toxoplasma gondii. As formas infectantes são taquizoítos,
bradizoítos e esporozoítos. A transmissão desenvolve-se pela ingestão de carne crua ou mal cozida, por água ou alimento contaminado por
oocisto, por transplante de órgãos e pela via transplacentária. Nos felinos ocorre a forma sexuada, assexuada e de resistência.

ATIVIDADE PRÁTICA

O aluno deverá desenhar no quadro abaixo as características microscópicas do parasita observadas na lâmina e descrevê-las .

Entamoeba histolytica Forma trofozoítica da Giardia lamblia Toxoplasma gondii – taquizoíto

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LEISHMANIOSE E DENGUE

OBJETIVO
LEISHMANIOSE
O objetivo da aula consiste na apreensão do que foi Forma Amastigota:
ministrado nas aulas teóricas, através da observação microscópica  Ovóide ou esférica;
dos artrópodes causadores da Dengue e Leishmaniose e das formas  Citoplasma com vacúolo;
do ciclo biológico da Leishmania. É interessante que se estabeleça  Cinetoplasto;
uma comparação entre as fêmeas e machos de cada mosquito.  Não existe flagelo livre;
 Macrófagos com várias formas amastigotas.
MATERIAL
 Lâminas da forma amastigota e promastigota. Forma Promastigota

 Mosquito Lutzomyia sp.  Alongada;


 Larva do Aedes sp.  Citoplasma com granulações pequenos vacúolos;
 Mosquito Aedes sp.  Cinetoplasto;
  Geralmente o flagelo é maior que o corpo.

OBSERVAR NO MICROSCÓPIO
Agentes vetores e etiológicos da Leishmaniose e Dengue:

26
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

Inseto Lutzomyia - fêmea


DENGUE
 Díptero;
Larva do Aedes sp.
 Cabeça, tórax e abdome;
 Ausência de apêndice caudal;  Presença de sifão – respiração
 Genitália arredondada; Mosquito Aedes sp. – fêmea
 Presença de hemácias;
 Antena pilosa;
 Asas lanceoladas.
 Antena longa como probóscide.

Inseto Lutzomyia - macho


Mosquito Aedes sp. – macho
 Díptero;
 Antena plumosa;
 Cabeça, tórax e abdome;
 Antena mais curta que a probóscide.
 Genitália bifurcada = gonapófise

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

ATIVIDADE PRÁTICA

DESENHAR CADA LÂMINA OBSERVADA E AS ESTRUTURAS APONTADAS PELO ROTEIRO:

LEISHMANIOSE

Forma Amastigota Forma Promastigota Inseto Lutzomyia – fêmea Inseto Lutzomyia - macho

DENGUE

Larva do Aedes sp. Mosquito Aedes sp. – fêmea Mosquito Aedes sp. – macho

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

ESTRONGILOIDÍASE, ANCILOSTOMÍASE, ASCARIDÍASE, TRICURÍASE E ENTEROBÍASE

OBJETIVO
Estrongiloidíase
Melhor compreensão dessas parasitoses a partir da diferenciação
morfológica de cada nematódeo. Espécie: Strongyloides stercoralis.
As larvas podem penetrar pela pele após contato com terra
infectada ou levando mãos sujas à boca e também através de água e

INTRODUÇÃO alimentos contaminados. A larva filarióide L3 (infectante) migra


durante o ciclo pulmonar e permanece na mucosa intestinal –
intestino delgado (duodeno e jejuno). Muitas vezes é
Os nematelmintos possuem simetria bilateral, corpo não-
assintomático, bastante comum em pacientes com deficiência
segmentado e cilíndrico, além de tubo digestivo completo. As
imunitária, subnutrição e alcoolismo.
parasitoses intestinais são infestações do intestino causadas por
parasitas – os helmintos. São mais comuns nas regiões tropicais e
subtropicais e em populações mais carentes, em função das
Ancilostomíase
precárias condições de saneamento e de higiene. Alguns sinais
comuns nas parasitoses são a falta de apetite, irritabilidade ou
Espécies: Ancylostoma braziliense, Ancylostoma duodenalis,
apatia, dores abdominais, náuseas, vômitos, azia, diarréia e
Ancylostoma caninum e Necator americanus.
desnutrição. Através do exame parasitológico de fezes é possível
revelar o tipo de parasita, assim como fazer um correto diagnóstico
e tratamento.
29
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

Parasitose comum em crianças. Ocorre a fixação do helminto à


mucosa intestinal, com aspiração ou dilaceração, através dos dentes
e lancetas dos Ancylostoma ou das placas cortantes dos Necator. Tricuríase
Habitat: intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo). Penetração na
pele ou ingestão oral de água e alimentos com larva. Espécie: Trichuris trichiura.
Causa dermatite pruriginosa (coceira da terra), além de ser O homem é a única fonte de infecção. Decorre da ingestão de água
característico a vontade de comer terra – geofafia. e alimentos contaminados com ovos embrionados.
Os ovos podem ser viáveis por mais de 3 anos e contêm a larva
filarióde (L2).
Ascaridíase Parasitam o intestino grosso do homem.
No quadro clínico, ocorre prolapso de reto.
Espécie: Ascaris lumbricoides.
Acomete principalmente crianças e o homem é a única fonte de Enterobíase
infecção. Contaminação através de ovos férteis embrionados na
água e nos alimentos ou por transmissão congênita. A larva que Espécie: Enterobius vermiculares.
realiza migração obrigatória pelo fígado e pulmão é liberada no Os nematódeos são filiformes, possuem asas cefálicas, bulbo
intestino e os vermes adultos vivem no lúmen do intestino delgado. oxiuriforme e extremidade posterior encurvada.
Apresentam papilas sensoriais. O macho do áscaris possui espícula, Contaminação pela ingestão ou inalação seguida de deglutição de
é menor e apresenta uma região ventral recurvada. Já o ovo tem ovos infectantes, contendo L2, no meio ambiente ou na região anal
uma parede externa mamilonada e L2 filarióide. A síndrome de e perianal.
Löeffler (pneumonia dos vermes) corresponde a uma das Ocorre prurido na região perianal, principalmente, à noite, também
manifestações clínicas. pode haver migração ectópica para o aparelho genital feminino.

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

ATIVIDADE PRÁTICA

Trichuris trichiura (ovo ) Trichuris trichiura (macho) Trichuris trichiura (fêmea)

Necator americanus- fêmea (região posterior) Necator americanus - fêmea (região anterior) Enterobius vermicularis

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

Ascaris lumbricoides – ovo Ancylostoma duodenalis Ancylostoma braziliensis Ancylostoma caninum

Strongyloides stercoralis -larva rabditóide Strongyloides stercoralis -larva filarióide

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

MEIOS DE CULTURA

OBJETIVO

Preparar diferentes meios de cultura que podem ser utilizados MATERIAL UTILIZADO
para o cultivo de diversas espécies de microrganismos.
 Ágar;
INTRODUÇÃO  Erlemeyer (vidrarias);
Para o cultivo e identificação de micro-organismos, usa-se  Água Destilada;
soluções e substâncias nutritivas chamadas meios de cultura, que  Balança;
devem atender às exigências nutricionais das espécies a serem  Placas de Petri;
cultivadas. Quanto à composição química, podem ser:
-Meios sintéticos: os componentes são quimicamente MÉTODO DE PREPARO
definidos;
-Meios complexos: quando se adicionam, ao meio, Pesar cada substância, seguindo o protocolo indicado, e
substâncias complexas como, por exemplo, extrato de carne, adicionar separadamente à água destilada, tomando-se o cuidado
peptona, sangue, etc. de homogeneizar a cada componente adicionado. Os meios de
Em relação ao estado físico, podem ser líquidos, também cultura mais utilizados em laboratórios de microbiologia estão
denominados de caldos ou sólidos, que possuem cerca de 1,5% a 2% disponíveis comercialmente, já na forma desidratada. Nestes casos,
de Ágar, que dá ao meio a consistência gelatinosa típica. pesar a quantidade de mistura especificada na embalagem do
produto e acrescentar à água destilada.

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

ATIVIDADE PRÁTICA 4. Desligar a luz U.V.;


5. Acender a luz convencional;

Preparar o meio BHI Ágar (Preparo para 1 litro): 6. Quando finalizar o trabalho, desligar a luz convencional
e o ventilador
 Indicação: 7. Passar álcool a 70%.
 Para o cultivo de qualquer micro-organismo – ágar
 Materiais:
 Brain Heart agar ----------- 52g CONTROLE MICROBIANO POR AGENTES FÍSICOS
 H2O destilada ------------- 1000ml  Calor
 Radiação
 Método:
 Dissolver o BHI na H2O destilada e agitar bem agitar bem ;  Filtração
 Ferver em micro-ondas ou placa aquecida agitando sempre para  Baixas temperaturas
dissolver a água;
 Dessecação
 Autoclavar em tubos ou garrafas a meia rosca por 15 minutos a
121º C;  Pressão osmótica
 Distribuir em placas ainda quentes, antes de solidificar.
CONTROLE MICROBIANO POR AGENTES QUÍMICOS
SOBRE A UTILIZAÇÃO DO FLUXO LAMINAR

 Carbono
1. Passar álcool a 70%;
 Nitrogênio, enxofre e fósforo
2. Posicionar o material;
 Elementos traços
3. Ligar a luz Ultra Violeta (U.V.) por 15 min e
 Oxigênio
ventilador;
 Fatores orgânicos de crescimento

34
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

INOCULAÇÃO DE BACTÉRIAS

OBJETIVO  Para garantir uma semeadura correta, deve-se evitar ao


máximo perfurar o Ágar, para que não haja alterações nas

Aprender algumas técnicas de cultivo de micro-organismos condições de crescimento bacteriano.

comumente utilizadas em um laboratório de Microbiologia.


TÉCNICAS DE INOCULAÇÃO

INTRODUÇÃO
Técnica I: Meio Líquido (BHI caldo)

A escolha da técnica para o cultivo de micro-organismos varia


1. Mergulhe a Alça de Platina esterilizada na cultura bacteriana
de acordo com o tipo de meio de cultura e a finalidade do cultivo,
que lhe é apresentada;
porém algumas regras devem ser seguidas nas inoculações:
2. Mergulhe a alça carregada de bactérias no tubo com o meio de
 A agulha e alça de níquel-cromo (também chamada de
cultivo e agite a alça;
agulha e alça de platina) devem ser esterilizadas por flambagem
antes e após qualquer cultivo. Tome cuidado de esfriá-las antes da
Técnica II: Meio semi-sólido
coleta;
 Os recipientes devem sempre ser abertos próximos à chama
1. Mergulhe a Agulha de níquel-cromo esterilizada na cultura
do bico de Bunsen;
bacteriana que lhe é fornecida.
 Deve-se evitar ao máximo que as tampas dos tubos e placas
2. Inocule a agulha carregada com bactérias no meio de
fiquem sob a bancada durante o cultivo;
cultivo semi-sólido.

35
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

Técnica III: Meio sólido ILUSTRANDO AS TÉCNICAS


1- Mergulhe a Alça de Platina esterilizada na cultura bacteriana que
lhe é apresentada. Técnica I: Meio Líquido (BHI caldo)
2- Encoste levemente a alça na parte mais baixa do plano inclinado
e suba fazendo estrias na superfície do Ágar.

Técnica IV: Meio sólido (Placa de Petri – técnica do esgotamento)


1. Mergulhe a alça de platina esterelizada na cultura bacteriana
que lhe é apresentada;
2. Faça estrias em cada divisão, respeitando as linhas e
utlizando da melhor forma possível toda a superfície da placa;
3. Divida a placa de Petri em três partes, fazendo linhas com
uma caneta pincel na parte de baixo da placa. Técnica II: Meio semi-sólido

36
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

Técnica III: Meio sólido


ATIVIDADE PRÁTICA

1. Preparar uma suspensão bacteriana;


2. Incubar em estufa com atmosfera de CO2 a 10%;
3. Fazer inoculação pela técnica do esgotamento;
4. Incubar para se obter crescimento;
5. Após o tempo determinado observar o crescimento e
proceder a contagem das colônias.

Técnica IV: Meio sólido (Placa de Petri – técnica do esgotamento)

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

ISOLAMENTO DOS MICRO-ORGANISMOS

OBJETIVO

Observação: Em Microbiologia, tudo deve ser feito em triplicata,


Fazer diluições seriadas, a fim de encontrar uma
logo, a técnica do espalhamento, embora seja mais fácil de contar, é
concentração onde as unidades formadoras de colônias (UFC)
a mais dispendiosa.
obtenham uma boa visibilidade.

ETAPAS
REGRESSÃO

 Diluição; Dá-se a partir do produto da média de contagem pela


 Plaqueamento; diluição e pela taxa de regressão do volume.
 Regressão; UFC/ mL= média da contagem X diluição X regressão do
 Esgotamento em placa. volume

TÉCNICAS DE SEMEADURA

 Técnica da gota: goteja e espera secar.


 Técnica do espalhamento: após gotejar, espalha a
gota.

38
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

TÉCNICA DE ESGOTAMENTO EM PLACA

Com um swab, descarrega o conteúdo até que a bactéria


possa formar Unidades Formadoras de Colônias (UFC) visíveis.
Na placa só são visíveis as bactérias viáveis (capazes de
formar UFC), enquanto no líquido (tubo de ensaio) há tanto
bactérias viáveis como inviáveis.

Fonte: www.infoescola.com

39
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

ANTIBIOGRAMA

INTRODUÇÃO
seriada (MIC - Minimal Inhibitory Concentration e MBC -
Agentes químicos utilizados no tratamento de
Minimal Bactericidal Concentration) e o método dos discos
doenças são chamados de quimioterápicos. Os antibióticos
de papel de filtro. Este último método é também denominado
são definidos como substâncias produzidas por
Método de Kirby Bauer. Neste, a cultura pura de uma cepa
microrganismos específicos capazes de inibir o crescimento
problema é semeado por toda a superfície de uma placa de
ou matar outros.
ágar (Mueller Hinton, TSA, BHI ou outro) com o auxílio de
A maioria dos antibióticos é produzida por um
um swab. A seguir, discos de papel de filtro impregnados
pequeno gênero de fungos (Penicillium e Cephalosporium) e
com antibióticos são aplicados sobre a superfície do ágar.
bactérias (Bacillus e Streptomyces).
Após o período de incubação, são realizadas as leituras,
Ao longo do tempo, tem ocorrido um aumento
onde verificamos a sensibilidade da cepa pela presença ou
significativo de cepas resistentes a um ou vários antibióticos
ausência de halos de inibição.
(cepas multirresistentes). Antes de administrarmos um
antibótico, é essencial checarmos a susceptibilidade do
microrganismo ao agente prescrito. Assim, poderemos MATERIAL
minimizar a seleção e a dispersão de cepas resistentes.  Culturas bacterianas (Staphylococcus aureus e Serratia
marcescens);
Muitos métodos têm sido empregados para esta
 Placa de ágar Mueller Hinton;
finalidade: E-Test, Sistema Vitek (Bio-Meriuex), Diluição  Discos de antibióticos (AMO, AMC, TET e CIP);
 Swabs;

40
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

 Pinça esterilizada;  Escala Mac Farland.


 Solução salina fosfatada tamponada;

TABELA PADRÃO PARA INTERPRETAÇÃO DOS HALOS

METODOLOGIA DE INIBIÇÃO

1. Diluir a cultura em solução salina fosfatada tamponada até ANTIBIÓTICOS Resistente Intermediário Sensível

que a turbidez se aproxime da escala 0,5 de Mac Farland; AMO Gram-negativos entéricos ≤ 13 14 – 16 ≥ 17

2. Umedecer o swab na cultura, pressionar sobre as paredes Staphylococcus ≤ 28 - ≥ 29

para retirar o excesso; AMC Enterobactérias ≤ 13 14 – 17 ≥ 18

3. Semear sobre toda a placa uniformemente; Demais bactérias ≤ 19 - ≥ 20

4. Colocar os discos de antibióticos com o auxílio da pinça em TET ≤ 14 15 – 18 ≥ 19

pontos eqüidistantes (colocar esquema); CIP ≤ 15 16 – 20 ≥ 21

5. Incubar por 24 a 48 h a 37ºC em aerobiose e fazer as Legenda


AMO= amoxicilina
leituras. AMC= amoxicilina + ácido clavulânico – 20/10 µg
6. Verificar a presença ou ausência dos halos de inibição ao TET= tetraciclina - 30µg
CIP= ciprofloxacino - 5µg
redor dos discos, medir o diâmetro em mm e anotar os
resultados.

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

ANÁLISE DA AÇÃO DE ANTI-SÉPTICOS

OBJETIVO 2. Identificar cada quadrante com os respectivos títulos: Controle


(C), Mão Suja (MS), Detergente (Det), Álcool 70% (A). Observe o
Verificar a ação de anti-sépticos sobre a microbiota das esquema na página seguinte.
mãos.

3. No quadrante identificado como “Mão Suja” o aluno deve


MATERIAL
encostar o dedo (sem lavar) no Ágar por 1 minuto.
 BHI Agar;
 Álcool a 70%; 4. A seguir o outro aluno deve lavar as mãos com detergente, secá-
 Detergente neutro. las levemente e encostar o mesmo dedo no quadrante do Ágar
identificado como “Detergente” por 1 minuto.

ATIVIDADE PRÁTICA
5. O outro aluno deve então lavar as mãos com álcool secá-las e
encostar o mesmo dedo no quadrante do Ágar identificado como
Para o experimento devem ser seguidas as seguintes etapas:
“álcool” por 1 minuto.

1. Pegar uma placa de Petri, contendo Ágar, e dividi-la em 4 partes


6. A placa deve ser levada para incubação em estufa de aerobiose a
iguais. Utilizar para isso a caneta de retroprojetor, fazendo a
37ºC/ 24 h.
divisão na parte de baixo da placa.

OBS: Nada deve encostar-se ao quadrante identificado como“Controle”.

42
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

LEGENDA
C: CONTROLE
MS: MÃO SUJA
AL: ÁLCOOL
DET: DETERGENTE

43
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

TESTES DE HEMAGLUTINAÇÃO

INTRODUÇÃO
induzida por anticorpos ou aglutininas chamadas anti-A ou anti-B,
A maioria dos ensaios sorológicos quantitativos usa a
que se ligam ao grupo A ou B respectivamente.
medição direta da ligação do anticorpo ao antígeno. Entretanto,
alguns ensaios importantes são baseados na capacidade da ligação
do anticorpo de alterar o estado físico do antígeno ao qual ele se MATERIAL DE ESTUDO
liga. Essas interações secundárias podem ser detectadas de diversas
formas. Por exemplo, quando um antígeno é exposto na superfície  Lâminas de Microscopia óptica;
de uma grande partícula, como uma bactéria, os anticorpos podem  Anticorpos monoclonais (Anti-A, Anti-B e Anti-D);
fazer a bactéria aglutinar.  Palitos de dente;
O mesmo princípio se aplica às reações usadas na tipagem  Lancetas;
sangüínea, mas aqui os antígenos usados são aqueles da superfície  Algodão;
das hemácias. A reação de aglutinação causada pelos anticorpos  Álcool 70%;
contra esses antígenos é chamada de hemaglutinação (do grego  Caderno ou caderneta de anotações;
haima, sangue). A hemaglutinação é usada para determinar o grupo  Lápis ou caneta;
ABO entre doadores e receptores de sangue. A aglutinação é  Microscópio (lupa);
 Luvas de procedimento

44
Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

PROCEDIMENTO

1. Com álcool etílico embebido em algodão realize a anti-sepsia do local a ser perfurado;
2. Com o auxílio de uma lanceta, colha duas gotas individuais de sangue na superfície de uma lâmina de microscopia. As gotas devem ficar
bem individualizadas;
3. Colha mais uma gota de sangue no centro de outra lâmina de microscopia;
4. Na lâmina que contém duas gotas de sangue, pingue uma gota do reagente anti-A sobre uma delas e uma de Anti-B sobre a outra;
5. Na lâmina que contém apenas uma gota de sangue, pingue uma gota de Anti-D;
6. OBS.: Não toque com a ponta do conta gotas nas gotas de sangue. Esses anticorpos são caros!
7. IMEDIATAMENTE com palitos de madeira, misture bem o sangue ao anticorpo. Enquanto a mistura é realizada, observe a formação de
grumos entre os antígenos eritrocitários e os anticorpos adicionados, o que vai caracterizar uma reação de hemaglutinação;
8. Em seguida, anote todos os resultados

RESULTADOS

Na lâmina com duas gotas: 3. Se aglutinou nas duas gotas de sangue, o individuo é AB
1. Se aglutinou somente na gota de sangue em que foi pingado 4. Se não aglutinou em nenhuma delas, o individuo é do grupo O.
anti-A, o individuo é do tipo A
2. Se aglutinou somente na gota de sangue em que foi pingado
anti-B, o individuo é do tipo B

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

Atenção: Jamais diga que o individuo do tipo O não aglutinou anticorpo-específico


porque ele não possui antígeno. Antígeno ele tem, só que não é

Na lâmina com uma gota:

1- Se aglutinou ele é Rh +
2- Se não aglutinou ele é Rh –
Se necessário observem a aglutinação na lupa, caso ela não seja macroscopicamente observável, principalmente no antígeno D.
Amostra 1

Conclusão:

Tipo: _______ Rh: ______

Amostra 2

Conclusão:

Tipo: _______ Rh: ______

Amostra 3

Conclusão:

Tipo: _______ Rh: ______

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

S aiba Mais +

Os carboidratos dos glicolipídeos das membranas plasmáticas dos eritrócitos determinam quando uma pessoa possui
o sangue do tipo A, B, AB ou O. Uma pessoa com o tipo sanguíneo A possui uma enzima que adiciona uma N-
acetilgalactosamina à extremidade da cadeia, enquanto uma pessoa com o sangue tipo B possui uma enzima que adiciona
galactose ao final da cadeia. Pessoas com sangue tipo AB possuem ambas as enzimas, ao passo que pessoas com sangue
tipo O são deficientes de enzimas capazes de ligar qualquer um dos açúcares terminais.
Gerald Karp,2005.

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

AGLUTINAÇÃO ERITROCITÁRIA POR LECTINA VEGETAL E AGLUTINAÇÃO DIRETA EM


LÁTEX

INTRODUÇÃO
MATERIAL
Hemaglutinação é a aglutinação dos eritrócitos do sangue
sob a ação de aglutininas específicas ou aglutinação de uma
 Eritrócitos de coelhos (2%);
suspensão de bactérias pelo sangue de um indivíduo que elaborou
 Tampão Tris-HCL 0,05M NaCl 0,15M pH 7,6;
anticorpos relativos a elas. Recorre-se por vezes a este fenômeno
 Solução de lectina diluída [1mg/mL];
para especificar o diagnóstico de uma infecção – hemodiagnóstico.
 Pipetadores automáticos e ponteiras;
O termo Lectina se refere a uma classe de proteínas de origem não-
 Tubos de ensaio;
imunológica, que podem aglutinar hemáceas graças à sua
 Tubos de 1,5 mL ;
propriedade de se ligar reversivelmente a carboidratos.
 Estantes.
Aglutinação direta em látex é um emprego de um anticorpo
específico anti-HCG (Gonadotrofina Coriônica Humana) para a
fração β do HCG presente na amostra (urina). Se a amostra contiver
HCG, este vai se unir de modo específico e sensível, produzindo
uma aglutinação visível macroscopicamente.

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1

 Distribui-se dois tubos de ensaio sendo:1 para CONTROLE e outro para TESTE;
 Adiciona-se 200 mL de tampão TRIS no tubo CTRL mais 200mL de sangue. Para o tubo teste adiciona-se 100mL do tampão TRIS mais
100mL da solução de lectina diluída mais 200mL da suspensão de eritrócitos;
 Submeter a agitação leve durante 5minutos e em seguida visualizar a aglutinação dos eritrócitos contra a luz.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 2

 Colocar em cada círculo da placa teste:

Círculo nº 1 Círculo nº2 Círculo nº3


Controle 1 gota __ __
negativo
Controle __ 1gota __
positivo
Urina __ __ 50μL

Látex anti- 1gota 1gota 1gota


HCG

 Homogeneizar com o auxílio de uma espátula utilizando toda a extensão de cada círculo da lâmina. Logo após, agitar a lâmina com
movimentos circulares por 2 min e efetuar a leitura.

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

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Atividades práticas em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia Humana

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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6ºed.Pág.476 a 482, 2008.

 Apostila de aulas práticas. Disciplina de bacteriologia, Universidade Federal Fluminense, 2008.

 DE LORENZO, José Luiz. Microbiologia para o estudante de Odontologia, São Paulo: Editora Atheneu, 2004.

 JAWETZ; MELNICK; ADELBERG. Microbiologia Médica. 21ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A, 2000.

 KARP, Gerald. Biologia Celular e Molecular: conceitos e experimentos. Tradução de Maria Dalva Cesario et al. Ed. Manole –

Barueri, SP: 2005.

 NEVES, David Pereira. Parasitologia Humana. 10ª ed. São Paulo: Editora Atheneu,2000.

 REY L. Bases da Parasitologia Médica, 2ª Ed.,Editora Guanabara Koogan, RJ, 2002.

 TORTORA, Gerard; FUNKE, Berdell R; CASE, Christine L. Microbiologia. Tradução de Roberta Marchiori Martins. 8ª Ed. – Porto

Alegre: Artmed, 2005.

 TRABULSI, Luiz Rachid. Microbiologia, 4ª Ed. – São Paulo: Editora Atheneu, 2005.

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