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Thiago Emanuel Uesu Sanson

Direito noturno, 2º Semestre


Resumo – Rousseau
A principio estudiosos da filosofia política moderna, tentam demonstrar que a
questão da liberdade não se esgota somente no paradigma jurídico do
liberalismo, a liberdade negativa do liberalismo, é um espaço de ingerência , de
ausência de obstáculos, para o exercício de ações que os indivíduos
deliberadamente desejam realizar. Des do princípio com John Locke o
liberalismo procura avaliar a legitimidade do poder da sociedade política: Até
onde somos governados? Os indivíduos serão livres quando suas escolhas e
decisões forem decididas num campo de não arbitrário de interferência.
O republicanismo deixa outra concepção de liberdade, que possibilita a
compreensão, como fenômeno político, diante de insuficiências do modelo
jurídico liberal de da liberdade negativa, busca uma compreensão mais ampla
de liberdade por meio de uma fundamentação política, que visa a proteção os
sujeitos do fenômeno da dominação, por essa razão se aproxima do conceito de
liberdade positiva na classificação de Isaiah Berlin. Sentido positivo, usa a ideia
de autonomia de Kant, ser o seu próprio senhor em suas próprias atividades,
positiva, porque tem vontade autônoma.
Quem é o senhor das nossa decisões? Liberdade significa o desejo do individuo
ser senhor de si próprio, “Obediência a lei que se estatui a si mesma” (Rousseau,
1978, p. 37), define-se autonomia da vontade, que é a essência do homem
“renunciar a liberdade é renunciar a qualidade de homem” (Rousseau, 1978. p.
27) para Rousseau jamais devemos confundir independência com liberdade. O
homem independente vive na total referencia aos ditames da sua natureza,
determinando seu agir de acordo com os seus próprios impulsos e interesses, e
a satisfação de suas necessidades depende inteiramente do emprego de sua
própria força. Em Origem da Desigualdade entre os Homens, Rousseau
emprega lei natural como direito subjetivo do homem, conservando a si, e a sua
independência natural. Para Rousseau o homem natural é um ser sensível que
leva uma existência isolada e solitária, ocupando-se apenas consigo mesmo
(amour de soi même), na busca da autopreservação. Ele obedece a natureza
por impulso natural sem interferência da razão, a lei natural é uma inclinação
instintiva. O animal age por puro instinto, o homem por um ato de independência
natural.
O homem se difere do animal pela faculdade de perfectibilidade, é o
desenvolvimento dessa naturalidade que impõe transformação progressiva,
“desnaturação” desse estado originário. A sociabilidade, faz nascer, o amor
próprio (amour propre) envolvendo os homens no egoísmo e na cobiça. Dotado
de razão e linguagem, o homem social desenvolve, além das carências vitais e
necessidades baseada em vaidade e ostentação. A pratica social comum é
subordinada da vontade ao domínio de outrem, com poder econômico,
sujeitando os mais fracos. O sentimento de piedade e bondade natural da lugar
a justiça calculista e egoísta. É a partir da necessidade social do mutuo
reconhecimento que se instaura uma relação de desigualdade, em que alguém
é submetido ao poder do outrem, e a sociedade coloca-se no “estado de guerra”
de usurpação e servidão, e os homens criam relações de mutua dependência.
Os homens trocam sua autossuficiência natural pelas vantagens da sociedade
sendo dependentes.
No estado de natureza a liberdade tem conotação “independência”, existe a
dependência as coisas e a dependência ao ser humano, é esta última que
importa a Rousseau.
Encontrar uma forma de associação que defenda e
proteja a pessoa e os bens de cada associeado com
toda a força comum, e pela qual cada um unindo-se a
todos, só obedece contudo a si mesmo permanecendo
assim tão livre quanto antes. Esse, o problema
fundamental cuja solução o contrato social oferece
(Rousseau. 1978, p. 32).

Para Rousseau a relação entre obediência e liberdade, se reúnem em uma,


“cidadão” de modo geral a concepção do filosofo consiste, portando, em como
é possível governar os homens sem torna-los dependentes uns dos outros, ou
como é possível constituir uma autoridade pública que preserve a liberdade na
obediência, para Rousseau se todos igualmente são submetidos a lei na
condição de súditos (cidadãos), pela sua mediação eles são livres. Como afirma
Spitz.
Está claro, portando que a liberdade só existe com a
presença dos outros, e pela lei que sanciona o juízo de
legitimidade de todos sobre a conduta de cada um; não
é senão em um meio humano, juridicamente
atravessado por leis no sentido próprio do termo, que a
liberdade pode existir (1995, p. 388).

Liberdade positiva: Rousseau(kant) , entendida como a ação que é fruto da autodeterminação

Liberdade negativa: Liberalismo, Locke, é entendida como a ausência de impedimentos para a


ação

Liberdade  independência  Estado de natureza

Liberdade  autodeterminação (obediência = limita a liberdade? / Império da lei = a lei é a


condição para a liberdade)  Estado civil.