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LATERITA E SOLOS LATERÍTICOS NO BRASIL  

Carlos Roberto Espindola 1  e Luiz Antonio Daniel 2 

Prof. Dr. do Curso de Pós­Graduação em Geografia. Inst. Geociências/UNICAMP e 
Assistente Técnico Acadêmico do Centro Paula Souza – São Paulo, SP 

Prof. Dr. do Departamento de Mecânica da FATEC – SO 
carlosespindola@uol.com.br, daniel51@terra.com.br 

Resumo  Em  geral,  esses  corpos  “encouraçados”,  por  vezes 


sustentando  antigas  superfícies  geomórficas  [7],  eram 
Materiais  lateríticos  são  depósitos  residuais  da  crosta  admitidos  como  elaborados  em  épocas  geológicas 
terrestre  originados  de  acúmulos  relativos  e  absolutos  de  pretéritas,  testemunhando  eventos  paleoclimáticos,  com 
constituintes  resistentes  à  intemperização.  São  muito  solos fósseis associados, com sua estabilidade garantida na 
expressivos  em  regiões  tropicais  e  associam­se  a  solos  paisagem pela ação protetora das lateritas [8]. 
muito desenvolvidos, espessos e dessaturados, que durante  Porém, pesquisas mais recentes passaram a questionar 
muito  tempo  foram  designados  “lateríticos”.  Sob  a  forma  essa  estabilidade,  a  partir  de  evidências  da  degradação 
de  depósitos  contínuos  (couraças),  as  superfícies  desses  materiais  lateríticos  [9].  Um  aprofundado  trabalho 
geomorfológicas  as  exibe  a  diferentes  profundidades,  o  desenvolvido  por  Tardy  [10],  demonstrou  que  o  processo 
que  afeta  as  relações  entre  a  pedogênese  (evolução  do  que  envolve  esses  corpos  lateríticos  é  dinâmico,  após  ter 
solo)  e  a  morfogênese  (elaboração  de  formas  de  relevo).  verificado  que  as  couraças  podem  destruir­se  pela  porção 
Contudo,  é  a  natureza  do  solo  (sua  organização  interna)  superior e reconstituir­se pela base; tal constatação põe em 
quem governa a geração do modelado, a partir de relação  causa a quase dogmática questão da antigüidade daqueles 
infiltração/deflúvio. Pesquisas recentes vêm contestando a  materiais [11]. 
antigüidade  dos  depósitos  lateríticos  associados  às  No  Brasil,  a  ocorrência  de  lateritas  é  bastante 
superfícies geomórficas e solos correlativos, o que suscita  generalizada  nas  suas  diversas  regiões  bioclimáticas,  e  a 
a  retomada  de  novas  investigações  inserindo  recursos  da  questão  da  antigüidade  dos  solos  e  das  superfícies  nas 
mineralogia de constituintes resistentes/residuais, datações  quais  eles  se  inserem  tem  sido  objeto  de  investigações 
e análises sedimentológicas.  com  emprego  de  técnicas  especializadas,  a  exemplo  da 
porosimetria  com  mercúrio  [12],  em  geral  conjugadas  a 
um  rigoroso  suporte  da  micromorfologia,  em  secções 
1. Introdução  delgadas [13], como procedido em solos de Guaíra (SP). 
Pretende­se,  com  o  presente  trabalho,  compor  um 
A  denominação  “laterita”  tem  sido  empregada  para  quadro  de  como  paisagens  brasileiras  podem  ser 
designar  depósitos  residuais  endurecidos  oriundos  do  influenciadas por esses corpos lateríticos, assim como seus 
intemperismo  de  rochas  e  materiais  superficiais  em  reflexos sobre a natureza e o grau de desenvolvimento dos 
alteração,  situados  em  posições  variadas  do  relevo  solos associados. 
regional. 
O  primeiro  registro  científico  de  sua  ocorrência  é 
atribuído  a  Buchanan  [1],  em 1807, na  Índia, portanto há  2. Procedimentos Metodológicos 
200  anos  de  sua  descoberta,  tendo  sido  sempre  objeto  de 
intensas  investigações,  inicialmente  por  meio  de  análises  A  investigação  procedida  emprega  informes 
químicas,  quando  ainda  não  se  dispunha  de  um  suporte  disponíveis  na  literatura  sobre  lateritas  em  algumas 
metodológico analítico como o dos dias atuais.  regiões  brasileiras,  quer  em  superfície,  ou  em  pequenas 
Assim  é,  que  a  literatura  registra  investigações  profundidades  (identificadas  mediante  sondagens  com 
químicas  procedidas  em  1821  [2]  e  posteriormente,  já no  trado),  como  ainda  em  posições  muito  profundas, 
século XX, a conjugação desse procedimento aos recursos  identificadas  em  cortes  de  estradas,  voçorocas  ou  em 
da microscopia óptica [3] e [4].  porções  do  relevo  que  tiveram  seus  materiais  superficiais 
Por  outro  lado,  um  grande número  de  pesquisadores,  removidos por mecanismos erosionais. 
principalmente  do  campo  da  geomorfologia,  usualmente  Sob  essas  diferentes  condições  de  ocorrência,  foram 
associavam  esses  corpos  lateríticos  (nódulos,  concreções,  estabelecidas  evidências  sobre  a  natureza  dos  solos 
blocos  gigantescos,  “piçarras”,  carapaças  e  couraças)  à  associados,  empregando,  para  isso,  atributos,  ou  índices, 
evolução do relevo. Neste sentido, é digna de referência a  clássicos do grau de evolução atingido pelos mesmos nas 
menção  de  sua  ocorrência,  em  1869,  na  então  Vila  Rica  paisagens  em  que  ocorrem:  espessura  do  manto  de 
(Ouro  Preto),  no  Estado  de  Minas  Gerais  [5].  Também  alteração,  granulometria,  principalmente  a  relação 
naquele  Estado,  elas  foram  referidas  por  “canga”,  silte/argila  [14],  dados  químicos  do  complexo  trocável
ocupando posições regionais das “terras altas” [6]. 

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[15] e mineralógicos a fração argila [16] e da fração areia  caracterizadas  antigas  superfícies  ocupadas  pelo 
[17].  “Latossolo  Roxo”,  solo  este  derivado  da  alteração  de 
Assim,  considera­se  bem  desenvolvido  ou  evoluído  basaltos, na região de Ribeirão Preto [27], correspondente 
um  solo  espesso  (mais  de  2  metros),  com  baixo  teor  de  ao Latossolo Vermelho distroférrico da nova classificação 
silte  (ou  baixa  relação  silte/argila),  dessaturado  em  bases  brasileira [28]. 
(por  vezes,  com  elevado  teor  de  alumínio),  com  Entretanto, há que se considerar que mesmo os solos 
predomínio de argilas 1:1 (caulinita), que podem, ou não,  jovens  ou  pouco  desenvolvidos  adjacentes,  como  os 
estar  associadas  a  oxi­hidróxidos  de  alumínio  (gibbsita),  Litossolos,  embora  mais ricos  em  bases  e  de  mineralogia 
com riqueza em óxidos de ferro (principalmente hematita)  mais complexa na fração argila (mistura de minerais 2:1 + 
e  areias  constituídas  por  quartzo  e  minerais  pesados  1:1  e  óxidos),  revelam  uma  rigorosa  liberação  de  óxidos 
resistentes (zircão, turmalina, rutilo e outros).  de ferro quando expostos ao intemperismo, já no nível da 
rocha  basáltica  em  alteração,  criando  uma  crosta 
3. Peculiaridade dos solos lateríticos  vermelho­amarelada  de  aspecto  ferruginoso,  como 
relatado  na região  de  Barra  Bonita,  SP  [29].  A  tal  feição 
É  generalizada  a  presença  de  lateritas  nas  regiões  descrita  na  antiga  Güiana  Inglesa,  empregou­se  a 
tropicais,  mormente  naquelas  de  regimes  úmidos,  já  denominação  “laterita  primária”,  para  diferenciá­la  do 
descritas  nas  primeiras  décadas  do  século  passado,  tanto  usual  processo  de  laterização  para  o  qual  é  demandado 
no  continente  africano  [18],  como  no  sulamericano  –  na  longo tempo de intemperismo [30]. 
bacia Amazônica [19]. 
Por  extensão,  os  solos  a  elas  associados  –  a  maioria  4. Dinâmica Evolutiva do Relevo e dos Solos 
com elevado grau de desenvolvimento ou maturidade, em 
conformidade  com  os  atributos  empregados,  eram  A antiga idéia de o solo desenvolver­se até atingir um 
usualmente  designados,  genericamente,  “lateríticos”.  estado de “clímax”, aí praticamente cessando mecanismos 
Destaque­se  aí  a  presença  adjacente  de  solos  pouco  evolutivos,  foi  devidamente substituída  por  evidências  de 
desenvolvidos,  rasos  (por  vezes,  ricos  em  bases  e  de  processos progressivos e regressivos de pedogênese [31]. 
mineralogia 2:1), notadamente nas posições de incisão do  Mesmo  em  superfícies  aplainadas  muito  estáveis,  de 
relevo,  onde  a  morfogênese  (elaboração  de  formas  por  reduzida morfogênese, observou­se que a autoevolução do 
processos  erosionais)  sobrepujou  a  pedogênese  solo  pode  induzir  processos  internos  que  promovem 
(espessamento  do  manto  de  alteração).  Em  geral,  a  dissoluções  e  perdas  de  volumes,  com  reflexos  na 
expressão  destes  é  muito  menor  do  que  a  dos  bem  superfície  (abatimentos  e  geração  de  pequenas  bacias, 
desenvolvidos em área de ocorrência.  inicialmente  fechadas),  tal  como  encontrado  na região  de 
Curiosamente,  na  Engenharia  Civil/Geotecnia  o  solos  basálticos  de  Jaú,  SP,  de  domínio  do  Latossolo 
emprego do termo solos lateríticos ainda é de uso corrente  Vermelho distroférrico, em áreas de rochas basálticas. As 
em  nosso  meio  [20].  No  campo  da  Ciência  do  Solo  que  depressões  fechadas  acabam  por  drenar  superficialmente, 
trata da gênese, morfologia e  classificação –  a Pedologia,  incorporando­se  à  rede  de  drenagem  local,  modelando  o 
instituiu­se a denominação “Latossolo” para aqueles solos  terreno  e  propiciando  rejuvenescimento  do  relevo  e  dos 
profundos bem desenvolvidos [21].  solos [32]. 
No  continente  africano,  os  correspondentes  mais  Pesquisas  detalhadas  em  lateritas  africanas  [9] 
próximos  são  os  “Solos  Ferralíticos”,  designação  esta  colocaram  em  evidência  degradação  desses  materiais, 
empregada  na  classificação  taxonômica  francesa  [22]  e  pondo  em  causa  a  quase  dogmática  admissão  da 
também  na  portuguesa  [23].  No  sistema  taxonômico  antigüidade  e  estabilidade  das  superfícies  e  solos 
norteamericano  a  analogia  é  estabelecida  com  os  associados. Moreau [33] caracterizou níveis couraçados de 
“Oxisols”  [24],  e  para  a  classificação  da  FAO  [25],  de  diferentes  idades,  demonstrando  a  possibilidade  de 
propósito  mundial,  a  categoria  mais  próxima  é  a  dos  destruição (pelo topo) e reconstituição (pela base) de uma 
“Ferralsols”.  mesma couraça [10]. 
Na  grande  maioria  dos  casos,  esses  solos  ocupam  A aludida investigação empregando micromorfologia, 
amplas  superfícies  de  relevos  suaves,  por  vezes  em Guaíra, SP [13], pôs em destaque o desprendimento de 
sustentadas  por  corpos  couraçados  dispostos  nas  nódulos milimétricos das couraças, os quais vão alimentar 
profundezas do manto alterado, muito dessaturados e, via­  a  constituição  de  concreções  associadas  aos 
de­regra,  bastante  permeáveis,  a  menos  que  compactados  microagregados  do  Latossolo;  nesse  sentido,  a  própria 
por processos de mobilização superficial promovidos pelo  couraça  estaria  contribuindo  para  a  constituição  do 
uso e manejo.  material de origem deste solo espesso. 
Diversos  pesquisadores  atribuem  essas  feições  a  um  Em  geral,  quando  a  laterita  está  disposta  a  grandes 
longo  período  geológico  de  atuação  do  intemperismo  profundidades,  sustentando  superfícies  aplainadas  e  solos 
químico,  de  modo  que  a  superfície  envolvida  pode  espessos, estes demonstram alto grau de evolução, grau de 
testemunhar  pedogêneses  múltiplas  ,  sob  a  ação  de  saturação  em  bases  baixo,  com  mineralogia  amplamente 
paleoclimas  [26].  No  Estado  de  São  Paulo,  foram  dominada pela caulinita (por vezes associada à gibbsita –

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AlO.OH)  na  fração  argila,  e  quartzo  +  minerais  pesados  tecnológicos  especializados  sob  escalas  de  trabalho  que 
resistentes (zircão, turmalina, estaurolita e outros), além de  vão desde o campo até o microscópio. 
uma  baixa  relação  silte/argila,  como  ocorre  na  região  O  que  se  evidencia  é  que  sempre  o  solo  é  quem 
Barra Bonita – Jaú, SP [34].  governa  o  processo  de  elaboração  de  formas,  a  partir  da 
Porém,  quando  a  posição  dos  corpos  lateríticos  está  relação  infiltração/deflúvio  [37].  Os  parâmetros 
nas  proximidades  da  superfície,  isso  afeta  muito  as  quantitativos  e  padrões  qualitativos  da  rede  de  drenagem, 
condições de drenagem externa (escoamento superficial) e  devidamente  interpretados  [38],  representam  excelentes 
interna  (permeabilidade,  percolação)  do  meio  de  indicativos  (em  escalas  pequenas  de  trabalho  – 
ocorrência.  laboratório)  para  essa  finalidade,  apontando  sítios  de 
No  sudeste  maranhense  (transição  de  clima  interesse  especial  para  pesquisas  em  detalhe  (grandes 
superúmido  da  Amazônia  para  o  semiárido  do  Nordeste),  escalas). 
chuvas  torrenciais  concentradas  no  período  úmido  têm  Uma  conjugação  de  técnicas  associadas  às  já 
provocado  fortes  descarnamentos  do  manto,  chegando  a  tradicionais,  como  aquelas  apontadas  nos  procedimentos 
expor as lateritas à superfície, associadas a solos residuais  metodológicos  ora  adotados,  afigura­se  fundamental  para 
pouco  desenvolvidos  [35].  Na  zona  da  mata  o esclarecimento da questão quase dogmática, que toma os 
pernambucana,  diversos  “tabuleiros”  (superfícies  depósitos  lateríticos  e  solos  correlativos  como  processos 
aplainadas  das  posições  elevadas  do  relevo  regional)  que  invariavelmente  remontam  a  antigas  épocas 
mostram  solos  com  desenvolvimento  refreado  por  geológicas. 
mecanismos  hidromórficos  induzidos  pela  lenta  É  muito  oportuna  a  preocupação  emitida,  já  de  há 
percolação da água, em decorrência de lateritas próximas à  muito, pelo eminente pesquisador francês – Demolon [39], 
superfície.  Nestes,  é  freqüente  a  ocorrência  de  minerais  sobre o cuidado ao se estabelecer idade relativa para solos 
2:1, principalmente a ilita [36].  e superfícies com base em determinadas feições, registros 
Naquelas  condições  em  que  a  laterita  tem  sua  e depósitos (tomados como correlativos), uma vez que, em 
presença  facilmente  detectada,  o  binômio  morfogênese  –  certos  casos,  o  clímax  de  um  solo  pode  significar  seu 
pedogênese  é  perfeitamente  compreensível  ou  previsível.  retorno  a  um  estado  inerte  e  puramente  mineral, 
Porém,  isto  se  torna  menos  evidente  quando  a  representado pelas lateritas. 
profundidade  de  ocorrência  é  grande,  às  vezes  apenas 
encontrada  em  situações  de  incisão  da  rede  de  Referências Bibliográficas 
drenagem.Aí,  freqüentemente  os  espessos  latossolos 
apresentam grande uniformidade vertical em seus atributos  [1]  F.  Buchanan.  J our ney  fr om  thr ough  Mysor e, 
e  organizações,  sem  quaisquer  indicativos  de  aparentes  Canar a  and  Malabar.  Geol.  Mag.,  v.  11,  p.  436, 
descontinuidades  de  seus  materiais  ou  de  seus  substratos.  1807. 
Queiroz Neto [11] postulou que esses corpos ferruginosos  [2]  B.  Babington.  Decomposition  of  hormblende  and 
laterizados  devem  representar  apenas  uma  etapa  de  feldspars in laterite formations. Trans. Geol. Sci., v. 5, 
alteração  das  rochas  e  formação  dos  solos,  não  se  p. 328­329, 1821. 
prestando,  então,  como  testemunhos  de  ações  [3]  E.  C.  J.  Mohr.  Later ite  and  its  par ent  r ock.  Bull. 
paleoclimáticas,  já  que  couraças  podem  ser  destruídas  e  Dept. Agric. Indies Neerland, v. 28, p.1­12, 1909. 
elaboradas em períodos nem sempre remotos.  [4]  A.  Lacroix.  Les  latér ites  de  Guinée  et  les  pr oduits 
A admissão desse ponto de vista relativamente recente  d’altér ation  qui  leur   sont  associées.  Nouv.  Arch. 
[11] suscita o aprofundamento das pesquisas envolvendo a  Museum  d’Hist.  Naturelle,  Paris,  v.  5,  p.  255­358, 
questão  da  antiguidade  x  recenticidade  dos  solos  1913. 
associadas  às  lateritas.  Assim,  informes  mais  detalhados  [5]  R.  Hermann.  J our nal  f.  Pr akt.  Chemie,  v.  1,  p.72, 
sobre  as  possíveis  filiações  solo­laterita  poderão  ser  1869. 
buscados  na  mineralogia  das  frações  resistentes/residuais  [6]  H.  Gerber.  Noções  da  Pr ovíncia  de  Minas  Ger ais. 
presentes  nas  alterações,  bem  como  em  datações  por  Hannover, 1874. 2ª ed. 
processos  apropriados  (tal  como  a  termoluminescência  [7]  E.  Nunes  e  C.  R.  Espindola.  Mor fologia, 
opticamente  estimulada  ­  LOE)  em  camadas  adjacentes  gr anulometr ia  e  química  dos  solos  de  super fícies 
aos  depósitos  lateríticos,  além  de  recursos  tomados  da  terciár ias  do  Rio  Gr ande  do  Nor te.  Geociências, 
sedimentologia.  Publicações UNESP, v. 12, p. 493­502, 1993. 
[8]  M.  Van  Der  Voort. The later itic  soils  of  Indonesia. 
5. Conclusões  IV  Intern.  Congress  of  Soil  Science,  Amsterdam, 
1950. Growning Hoitsema Brothers. Transactions... v. 
Interpretações  sobre  a  antigüidade  dos  solos  em  1, p. 277­281. 
relação  às  superfícies  que  eles  ocupam,  por  vezes  [9]  J.  C.  Leprun.  Les  cuir asses  ferr ugineuses  des  pays 
admitidos  como  correlativos  em  tempo  de  elaboração,  cr istalins  de  l’Afr ique  occidentale  sèche.  Genèse, 
carecem  de  um  forte  suporte  interativo  da  pesquisa  em  transformation,  dégradation.  Fac.  Sci.  Strasbourg, 
pedogênese  e  morfogênese,  com  o  emprego  de  recursos  1979. Thèse.

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[10] Y.  Tardy.  Pétr ologie  des  Latér ites  et  des  Sols  [26] B.  Kaloga.  Étude  pédologique  des  basins  ver sants 
Tr opicaux. Paris: Masson, 1993.  des  Volta  blanche  et  r ouge  en  Haute­Volta.  Cah. 
[11] J.  P.  Queiroz  Neto.  Geomor fologia  e  Pedologia.  ORSTOM, Sér. Pédol., v. 4, p. 23­61, 1966. 
Revista  Brasileira  de  Geomorfologia,  v.  1,  p.  59­67,  [27] N.  M.  M.  Gonçalves.  Estudo  dos  mater iais 
2000.  super ficiais  da  r egião  de  Ribeir ão  Pr eto  –  SP  e 
[12] F. F. Kertzman. Modification de la str uctur e et des  suas  r elações  com  elementos  mor fológicos  da 
pr opr ietés  des  couches  super ficielles  d’un  paisagem.  Inst.  de  Geociências/USP,  São  Paulo, 
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soumis à une irrigation par aspersion. Univ. Paris VI,  [28] EMBRAPA.  ­  Empresa  Brasileira  de  Pesquisa 
1989. Travail de D.E.A.  Agropecuária.  Sistema  Brasileir o  de  Classificação 
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[14] A.  R.  Van  Wambeke.  Cr iteria  for   classifying  Teorética, v. 13, p. 55­65, 1983. 
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[20] F.  E.  Barata.  Algumas  consider ações  sobr e  Fac.  Ciências  Agronômicas  /UNESP,  Campus 
“later itas”  e  “mater iais  lateríticos”  –  necessidade  Botucatu, 1979. Tese de Livre Docência. 
de  ter minologia  br asileir a  adequada.  Simpósio  [35] C.  R.  Espindola  e  N.  R.  Boni.  Fr agilidade  dos 
Brasileiro  de  Solos  Tropicais  em  Engenharia  –  mantos  de  alter ação  no  Nor deste  Ocidental 
COPPE, Rio de Janeiro, 1981. Anais... p. 308­323.  Maranhense  sob  as  condições  atuais.  IX  Reunião 
[21] C.  E.  Kellog.  Preliminar y  suggestions  for   the  Brasileira  de  Manejo  e  Conservação  do  Solo  e  da 
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[23] J.  V.  Botelho  da  Costa.  Fer r allitic,  Tr opical  pr inciples  and  application.  New  York:  MacGraw 
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[25] FAO.  Wor ld  Refer ence  Base  of  Soil  Resour ces:  [39] A.  Demolon.  La  Génétique  des  Sols  et  ses 
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