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1.

Leia o trecho extraído de uma notícia veiculada na internet:

“O carro furou o pneu e bateu no meio fio, então eles foram obrigados a parar. O refém
conseguiu acionar a população, que depois pegou dois dos três indivíduos e tentaram linchar
eles. O outro conseguiu fugir, mas foi preso momentos depois por uma viatura do 5º BPM”,
afirmou o major.

Disponível em https://www.gp1.com.br/.

No português do Brasil, a função sintática do sujeito não possui, necessariamente, uma


natureza de agente, ainda que o verbo esteja na voz ativa, tal como encontrado em:
a)“O carro furou o pneu”.
b)“e bateu no meio fio”.
c)“O refém conseguiu acionar a população”.
d)“tentaram linchar eles”.
e)“afirmou o major”.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Leia o texto a seguir e responda.

A palavra slam é uma onomatopeia da língua inglesa utilizada para indicar o som de uma
“batida”de porta ou janela, seja esse movimento leve ou abrupto. Algo próximo do nosso “pá!”
em línguaportuguesa. A onomatopeia foi emprestada por Marc Kelly Smith, um trabalhador da
construçãocivil e poeta, para nomear o Uptown Poetry Slam, evento poético que surgiu em
Chicago, em 1984.O termo slam é utilizado para se referir às finais de torneios de baseball,
tênis, bridge, basquete,por exemplo. Smith nomeou também slam os campeonatos de
performances poéticas queorganizava e no qual os slammers (poetas) eram avaliados com
notas pelo público presente,inicialmente em um bar de jazz em Chicago, depois nas periferias
da cidade. A iniciativa “viralizou”,como se diz hoje, contagiando outras cidades dos Estados
Unidos e, mais tarde, ganhou o mundo.Poesia é o mundo.

Adaptado de NEVES, C. A. B. Slams - letramentos literários de reexistência ao/no mundo


contemporâneo. Linha D'Água (Online), São Paulo, v. 30, n. 2, p. 92-112, out. 2017 Linha
D'Água (Online), São Paulo, v. 30, n. 2, p. 92-112, out. 2017. Acesso em 18/07/2019.

2.“Smith nomeou também slam os campeonatos de performances poéticas que organizava e


no qualos slammers (poetas) eram avaliados com notas pelo público presente, inicialmente em
um bar dejazz em Chicago, depois nas periferias da cidade”. Sobre o trecho reproduzido, é
possível afirmarque o sujeito do verbo “organizava” é:
a)“Smith”
b)“Slam”
c)“Slam” e “campeonatos de performances poéticas”
d)“campeonatos de performances poéticas”
e)“performances poéticas”

3.Slow Food

A favor da alimentação com prazer e da responsabilidade socioambiental, o slow food é um


movimento que vai contra o ritmo acelerado de vida da maioria das pessoas hoje: o ritmo fast-
food, que valoriza a rapidez e não a qualidade. Traduzido na alimentação, o fast-food está nos
produtos artificiais, que, apesar de práticos, são péssimos à saúde: muito processados e muito
distantes da sua natureza – como os lanches cheios de gorduras, os salgadinhos e biscoitos
convencionais etc. etc.
Agora, vamos deixar de lado o fast e entender melhor o slow food. Segundo esse movimento, o
alimento deve ser:
- bom: tão gostoso que merece ser saboreado com calma, fazendo de cada refeição uma
pausa especial do dia;
- limpo: bom à saúde do consumidor e dos produtores, sem prejudicar o meio ambiente nem os
animais;
- justo: produzido com transparência e honestidade social e, de preferência, de produtores
locais.

Deu pra ver que o slow food traz muita coisa interessante para o nosso dia a dia. Ele resgata
valores tão importantes, mas que muitas vezes passam despercebidos. Não é à toa que ele já
está contagiando o mundo todo, inclusive o nosso país.

Disponível em: www.maeterra.com.br. Acesso em: 5 ago. 2017.

Algumas palavras funcionam como marcadores textuais, atuando na organização dos textos e
fazendo-os progredir. No segundo parágrafo desse texto, o marcador “agora”
a)define o momento em que se realiza o fato descrito na frase.
b)sinaliza a mudança de foco no tema que se vinha discutindo.
c)promove uma comparação que se dá entre dois elementos do texto.
d)indica uma oposição que se verifica entre o trecho anterior e o seguinte.
e)delimita o resultado de uma ação que foi apresentada no trecho anterior.

4.Marque a alternativa que apresenta correta classificação do sujeito.


a)Aniquilaram as fontes de resistência na zona de conflito do país. (Sujeito Oculto)
b)O conflito armado é movido pela ideia de paz futura. (Sujeito Paciente)
c)Faria tudo de novo, na tentativa de mais um acerto. (Sujeito expresso)
d)Choveu elogio na noite da premiação. (Sujeito Inexistente)

5.Marque a alternativa que apresenta classificação correta em relação ao tipo de sujeito.


a)O chefe trovejava de raiva. (Sujeito indeterminado)
b)Uma chuva de pétalas tomou conta do céu da cidade. (Oração sem sujeito)
c)Amamos a benignidade de nosso Mestre. (Sujeito indeterminado)
d)Não podia haver formas mais simplificadas de respostas. (Oração sem sujeito)

6.Marque a alternativa que apresenta, em destaque, complemento nominal.


a)O conflito contra o ódio é o início da paz.
b)Os preceitos contra os quais luto são muitos.
c)Brigue pelas boas causas sem desistir do amor.
d)Aludia aos problemas corriqueiros da relação.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Leia o texto com atenção e, em seguida, responda à(s) questão(ões) a seguir.

O Brasil queimou – e não tinha água para apagar o fogo


Eu sim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais
passado.
Eliane Brum

Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã.


Então descobri que não tinha mais passado.
Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.
O Crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma
das mais completas coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobrevivem à
destruição de Pompeia queimavam. A múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos
dos povos indígenas do Brasil queimavam.
Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam.
O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade
nos joga no não tempo. No fora do tempo.
O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira
um pouco maior do que a que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem
água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de incêndio ainda chegaram caminhões-
pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar água do lago
da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o
celular e a carteira de quem tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões
tentando compreender como viver sem metáforas.
Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é.
O Museu Nacional queimando.
O que há mais para dizer agora que as palavras já não dizem e a realidade se colocou
além da interpretação?
Diante do Museu Nacional em chamas, de costas para o palácio, de frente para onde
deveria estar o povo, Dom Pedro II em estátua. Sua família tinha tentado inventar um país e o
fundaram sobre corpos humanos. Seu Avô, Dom Pedro VI, criou aquele museu no Palácio de
São Cristóvão. Dom Pedro II está no centro, circunspecto, um homem feito de pedra, um
imperador. Diante da parte da esquerda do museu, indígenas de diferentes etnias observam as
chamas como se mais uma vez fossem eles que estivessem queimando. Estão. É o maior
acervo de línguas indígenas da América Latina, diz Urutau Guajajara. É a nossa memória que
estão apagando. É o golpe, é o golpe. 1Poderiam ter salvo, e não salvaram, ele grita.
Nunca salvaram. Há 500 anos não salvaram.
As costas de Pedro ferviam.
Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e
uma atriz brasileira com uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse
queimando, é como se junto com estivesse queimando também o Palácio de Buckingham”,
disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou Gabriela
Carneiro da Cunha. “A realidade é 2Science Fiction.”
Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo
para o Museu do Amanhã, sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu
Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de fora, Sou também eu. Uma casca
que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum.
A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva.
“O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões
continentais.”
A frase reverbera nos corredores vazios do meu corpo. Se a primeira brasileira
incendiou-se, que brasileira posso ser eu?
O que poderia expressar melhor este momento? A história do Brasil queima. A matriz
europeia que inventou um palácio e fez dele um museu. Os indígenas que choram do lado de
fora porque suas línguas se incendiaram lá dentro. E eu preciso alcançar o Museu do Amanhã.
Mas o Brasil já não é o país do futuro. O Brasil perdeu a possibilidade de imaginar um futuro. O
Brasil está em chamas.
O Museu Nacional sem recursos do Governo Federal. Os funcionários do Museu
Nacional fazendo vaquinha na Internet para reabrir a sala principal. O Museu Nacional
morrendo de abandono. O Museu Nacional sem manutenção. O Rio de Janeiro. Flagelado e
roubado e arrancado Rio de Janeiro. Entre todos os Brasis, tinha que ser o Rio.
Ouço então o chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as
labaredas lambem o cenário atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não
tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara: “Está tudo sob controle”.
Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para
poder gritar para sempre a única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está
queimando! O Museu Nacional está queimando!”.
O Brasil está queimando.
E o meteoro estava dentro do museu.

(El País Brasil: O Jornal Global. Opinião. 3 de setembro de 2018. Disponível em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/opinion/1535975822_774583.html. Acesso em 14 de
setembro de 2018.)

Nota:
2
Ficção Científica.

7.No fragmento “Poderiam ter salvo, e não salvaram, ele grita. Nunca salvaram. Há 500 anos
não salvaram.” (referência 1), em todos os verbos destacados, nota-se que a autora optou pelo
seguinte recurso sintático-semântico:
a)impessoalização do sujeito, indicando que não houve um agente explícito para as ações.
b)emprego de sujeito oculto, de modo a revelar seu desconhecimento sobre as
responsabilidades.
c)construção de voz passiva, a fim de caracterizar a ausência de atuação das autoridades.
d)indeterminação do sujeito, deixando subentendidos para o leitor os realizadores das ações.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Leia o texto a seguir para responder à(s) questão(ões).

8.No texto, as locuções adjetivas “das vítimas” e “dos suspeitos” acompanham o substantivo
“perfil”, desempenhando a função sintática de
a)agente da passiva, haja vista que atribuem uma agentividade a esse substantivo.
b)predicativo do sujeito, porque apresentam uma qualidade para esse substantivo.
c)adjunto adnominal, pois delimitam o significado desse substantivo.
d)predicativo do objeto, já que apontam uma avaliação sobre esse substantivo.
e)aposto especificativo, uma vez que são hipônimos desse substantivo.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Leia o texto abaixo para responder à(s) questão(ões).
Triste, louca ou má Ela desatinou

Desatou nós

Vai viver só

Triste louca ou má

Será qualificada Ela desatinou

Ela quem recusar Desatou nós

Seguir receita tal Vai viver só

A receita cultural Eu não me vejo na palavra

Do marido, da família Fêmea: Alvo de caça

Cuida, cuida da rotina Conformada vítima

Só mesmo rejeita Prefiro queimar o mapa

Bem conhecida receita Traçar de novo a estrada

Quem não sem dores Ver cores nas cinzas

Aceita que tudo deve mudar E a vida reinventar

Que um homem não te define E um homem não me define

Sua casa não te define Minha casa não me define

Sua carne não te define Minha carne não me define

Você é seu próprio lar Eu sou meu próprio lar

Um homem não te define Ela desatinou

Sua casa não te define Desatou nós

Sua carne não te define Vai viver só

https://www.vagalume.com.br/francisco-el-hombre/triste-louca-ou-ma.html. Acesso em:


22/08/2018.

9.Sabendo que estrofe é o agrupamento de versos, assinale a alternativa que apresenta a


análise sintática correta dos trechos do texto.
a)Na segunda estrofe, os termos “do marido” e “da família” são complementos nominais do
termo “receita cultural”.
b)Na primeira estrofe, o termo “Triste, louca ou má” exerce a função de sujeito do verbo “será”.
c)Na primeira estrofe, o termo “quem recusar” exerce a função de sujeito do verbo “seguir”.
d)Nas estrofes 4 e 5, o pronome oblíquo “te” funciona como objeto indireto do verbo “definir”.
e)Na nona estrofe, a conjunção coordenativa aditiva “e”, que inicia o verso 31, introduz a ação
final a ser realizada pelo sujeito indeterminado que fala como eu lírico da música.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Procura-se algum lugar no planeta
onde a vida seja sempre uma festa
onde o homem não mate
nem bicho nem homem
e deixe em paz
as árvores da floresta.

Procura-se algum lugar no planeta


onde a vida seja sempre uma dança
e mesmo as pessoas mais graves
tenham no rosto um olhar de criança.

MURRAY, Roseana. Disponível em https://www.orelhadelivro.com.br/livros

10.Acerca de gêneros textuais, classes de palavras e termos da oração, assinale a alternativa


CORRETA em relação ao texto acima.
a)Nos versos “onde a vida seja sempre uma festa” e “onde a vida seja sempre uma dança”, os
termos em destaque exercem a função de predicativos do sujeito “vida”.
b)Em “onde a vida seja sempre uma festa”, o advérbio “sempre” expressa intensidade em
relação à festa em que a vida se tornará.
c)Em “as árvores da floresta” e em “tenham no rosto um olhar de criança”, os termos
sublinhados desempenham a função de complementos nominais.
d)No verso “nem bicho nem homem” são explicitados os termos sujeitos do verbo “matar”,
presente no terceiro verso da primeira estrofe.
e)O verso “Procura-se algum lugar no planeta” está na voz passiva, estrutura comum ao
gênero do texto – anúncio classificado, comumente veiculado em jornais, com o objetivo de
se realizar venda, aluguel ou troca de algo.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Leia o texto a seguir e responda à(s) questão(ões).

O promotor de justiça Alexandre Couto Joppert foi afastado temporariamente da banca


examinadora de umconcurso para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e será alvo
de uma investigação da própriaPromotoria. Examinador de Direito Penal, durante uma prova
oral, ele narrou um caso hipotético de estuprocoletivo e disse que o criminoso que praticou a
conjunção carnal “ficou com a melhor parte, dependendo davítima”. A prova é aberta ao público
e algumas pessoas gravaram a afirmação do promotor. “Um (criminoso)segura, outro aponta a
arma, outro guarnece a porta da casa, outro mantém a conjunção – ficou com a melhorparte,
dependendo da vítima – mantém a conjunção carnal e o outro fica com o carro ligado pra
assegurar a fuga”,narrou o promotor. Divulgada em redes sociais, a afirmação causou revolta.
Muitas pessoas acusam opromotorde difundir a cultura do estupro. Em nota, o procurador-geral
de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, MarfanMartins Vieira, informou ter instaurado inquérito
para apurar a conduta do promotor, além de afastá-lo da bancaexaminadora “até a conclusão
da apuração dos fatos”. Autor de livros jurídicos, Joppert atua na Assessoria deAtribuição
Originária em Matéria Criminal do Ministério Público, setor subordinado à Subprocuradoria-
Geral deJustiça de AssuntosInstitucionais e Judiciais. O promotor divulgou nota em que afirma
ter sido mal interpretado,já que se referia ao ponto de vista do criminoso. “Ao me referir ao fato
do executor do ato sexual coercitivo terficado com a melhor parte”, estava tratando da “opinião
hipotética do próprio praticante daquele odioso crimecontra a dignidade sexual”.

Adaptado de: GRELLET, F. Polêmica sobre estupro afasta promotor. Folha de Londrina. 24 jun.
2016. Geral. p. 7.
11.Com relação aos termos sublinhados no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. As aspas usadas ao longo do texto marcam o discurso direto do promotor Alexandre Couto
Joppert.
II. O termo “que” pertence à mesma classe gramatical nas duas ocorrências apresentadas.
III. A expressão “além de” reforça o caráter aditivo presente no período.
IV. O termo “mal” modifica a palavra “interpretado”, atribuindo-lhe ideia de modo.

Assinale a alternativa correta.


a)Somente as afirmativas I e II são corretas.
b)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

12.Considerando a tirinha, assinale (V) para o que for verdadeiro e (F) para o que for falso.

( ) A fala da personagem no segundo quadrinho pode ser reescrita da seguinte maneira: “É


isso mesmo. Ficarei aqui sentado enquanto espero a vida me dar algo”, sem que seu
sentido seja modificado.
( ) Em “Será que o mundo está assim porque está cheio de Miguelitos?”, a palavra em
destaque foi empregada em sentido figurado.
( ) Em “Não estou entendendo, Miguelito.” O termo em destaque é o sujeito.
( ) No terceiro quadrinho, em “Será que o mundo está assim porque está cheio de
Miguelitos?”, há um erro de grafia na palavra em destaque, pois ela está sendo utilizada
em uma frase interrogativa e deveria ser grafada como “por que”.

Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA das respostas, de cima para baixo.
a)V – V – F – F.
b)V – F – V – F.
c)V – F – F – V.
d)F – V – F – V.
e)F – V – V – V.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Leia a tirinha a seguir, na qual conversam as personagens Mafalda, Susanita e Filipe, para
responder à(s) questão(ões).
13.Considerando a tirinha, assinale (V) para as alternativas verdadeiras e (F) para as falsas.

( ) Há desvio da norma padrão escrita em relação à acentuação gráfica em “[...] que são
loiros, lindos e tem carro”.
( ) Em “É a pergunta mais estúpida que eu ouvi em toda a minha vida, Susanita” e “O que
você quer perguntar, Susanita?”, os termos destacados têm a mesma função sintática.
( ) No segundo quadrinho, Susanita quer saber em que momento Mafalda perguntou sobre o
mundo e as guerras.
( ) No último quadrinho, Susanita compara os operários de seu país com os norte-
americanos.

Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA das respostas, de cima para baixo.
a)V – V – F – V.
b)F – V – F – V.
c)F – F – V – V.
d)V – F – V – F.
e)V – V – F – F.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A Christo S. N. Crucificado estando o poeta na
última hora de sua vida.

Meu Deus que estais pendente em um madeiro,


Em cuja lei protesto de viver
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso, constante, firme e inteiro.

Neste lance, por ser o derradeiro,


Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai, manso Cordeiro.

Mui grande é vosso amor e meu delito,


Porém pode ter fim todo pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.

Esta razão me obriga a confiar,


Que por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.

MATOS, Gregório. In: AMADO, James (Org.) Obras Completas de Gregório de Matos.
Salvador: Ed. Janaína, 1968. V. I, p. 47.

14.Sobre aspectos de morfossintaxe presentes no texto, é correto afirmar:


I. A forma verbal de segunda pessoa “estais”, no verso 1, é compatível com o uso do pronome
“vosso” nos versos 9, 11 e 14.
II. “viver” (v. 2), “morrer” (v. 3), anoitecer (v. 6) e “ver” (v. 7) estão usados no texto como
intransitivos.
III. “hei de” (v. 3) é uma expressão verbal que enfatiza promessa, obrigação ou desejo no
futuro.
IV. Na sentença “Mui grande é vosso amor e meu delito” (v. 9), aplica-se uma norma de
concordância verbal aceitável.
V. As expressões “Meu Deus” (v. 1), “meu Jesus” (v. 7) e “manso Cordeiro” (v. 8) são apostos.

A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a


a)I e II.
b)II e IV.
c)IV e V.
d)I, III e IV.
e)II, III e IV.

15.Apesar de

Não lembro quem disse que a gente gosta de uma pessoa não por causa de, mas apesar de.
Gostar daquilo que é gostável é fácil: gentileza, bom humor, inteligência, simpatia, tudo isso a
gente tem em estoque na hora em que conhece uma pessoa e resolve conquistá-la. Os
defeitos ficam guardadinhos nos primeiros dias e só então, com a convivência, vão saindo do
esconderijo e revelando-se no dia a dia. Você então descobre que ele não é apenas gentil e
doce, mas também um tremendo casca-grossa quando trata os próprios funcionários. E ela não
é apenas segura e determinada, mas uma chorona que passa 20 dias por mês com TPM. E
que ele ronca, e que ela diz palavrão demais, e que ele é supersticioso por bobagens, e que
ela enjoa na estrada, e que ele não gosta de criança, e que ela não gosta de cachorro, e
agora? Agora, convoquem o amor para resolver essa encrenca.

MEDEIROS, M. Revista O Globo, n. 790, 12 jun. 2011 (adaptado).

Há elementos de coesão textual que retomam informações no texto e outros que as antecipam.
Nos trechos, o elemento de coesão sublinhado que antecipa uma informação do texto é
a)“Gostar daquilo que é gostável é fácil [...]”.
b)“[...] tudo isso a gente tem em estoque [...]”.
c)“[...] na hora em que conhece uma pessoa [...]”.
d)“[...] resolve conquistá-la.”
e)“[...] para resolver essa encrenca.”

16.O senso comum é que só os seres humanos são capazes de rir. Isso não é verdade?

Não. O riso básico – o da brincadeira, da diversão, da expressão física do riso, do movimento


da face e da vocalização – nós compartilhamos com diversos animais. Em ratos, já foram
observadas vocalizações ultrassônicas – que nós não somos capazes de perceber – e que eles
emitem quando estão brincando de “rolar no chão”. Acontecendo de o cientista provocar um
dano em um local específico no cérebro, o rato deixa de fazer essa vocalização e a brincadeira
vira briga séria. Sem o riso, o outro pensa que está sendo atacado. O que nos diferencia dos
animais é que não temos apenas esse mecanismo básico. Temos um outro mais evoluído. Os
animais têm o senso de brincadeira, como nós, mas não têm senso de humor. O córtex, a parte
superficial do cérebro deles, não é tão evoluído como o nosso. Temos mecanismos corticais
que nos permitem, por exemplo, interpretar uma piada.

Disponível em: http://globonews.globo.com.


Acesso em: 31 mai. 2012 (adaptado).

A coesão textual é responsável por estabelecer relações entre as partes do texto. Analisando o
trecho “Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro”,
verifica-se que ele estabelece com a oração seguinte uma relação de
a)finalidade, porque os danos causados ao cérebro têm por finalidade provocar a falta de
vocalização dos ratos.
b)oposição, visto que o dano causado em um local específico no cérebro é contrário à
vocalização dos ratos.
c)condição, pois é preciso que se tenha lesão específica no cérebro para que não haja
vocalização dos ratos.
d)consequência, uma vez que o motivo de não haver mais vocalização dos ratos é o dano
causado no cérebro.
e)proporção, já que a medida que se lesiona o cérebro não é mais possível que haja
vocalização dos ratos.

17.Com base no trecho da música “Silêncio de um minuto”, de Noel Rosa, analise as quatro
primeiras orações da estrofe a seguir e identifique o tipo de sujeito de cada uma delas.

Não te vejo, nem te escuto,


o meu samba está de luto,
eu peço o silêncio de um minuto...
Homenagem à história
De um amor cheio de glória
Que me pesa na memória.

Disponível em: http://www.vagalume.com.br/maria-bethania/silencio-de-um-minuto.html.


Acesso em: 18.09.2015.
a)Oculto, Oculto, Simples e Simples.
b)Simples, Simples, Oculto e Inexistente.
c)Inexistente, Inexistente, Simples e Simples.
d)Indeterminado, Indeterminado, Simples e Simples.
e)Indeterminado, Indeterminado, Oculto e Inexistente.

18.Com relação à classificação do sujeito, assinale a alternativa correta.


a)A oração: “Todos cantaram durante o evento” apresenta um exemplo de sujeito
indeterminado.
b)A oração: “A respeito desta informação, falo eu!” apresenta um exemplo de sujeito oculto
(determinado).
c)A oração: “Andavam devagar, em fila, nove ou dez”, apresenta um exemplo de oração sem
sujeito.
d)A oração: “Falam por nós os desprovidos de justiça, os humildes de alma”, apresenta um
exemplo de sujeito composto.
e)A oração: “Não se falava dele na reunião”, apresenta um exemplo de sujeito simples.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

19.Assinale a alternativa CORRETA, em relação à tirinha.


a)Em “Tem razão, Mafalda.” a palavra em destaque é o sujeito da frase.
b)Na frase “Quando eu crescer, vou comprar uma máquina de tricô.”, o termo destacado indica
uma hipótese.
c)A frase “Vou comprar uma máquina de tricô.” poderia ser reescrita da seguinte maneira, sem
que houvesse prejuízo do sentido: “Comprarei uma máquina de tricô”.
d)Em “Portanto, não vou cair na mediocridade do corte e costura”, a palavra destacada tem
sentido equivalente a “contudo”.
e)Em “A cibernética me atrai” e “Adoro a cibernética”, os verbos se referem a ações no futuro.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

20.Tendo por base a afirmação da tirinha, “Eu não tenho amigos por interesse, minha senhora!”
(3º quadrinho), assinale a alternativa CORRETA.
a)A expressão “por interesse” exerce função sintática de objeto direto.
b)O termo “amigos” exerce função sintática de sujeito composto.
c)O verbo “tenho” está conjugado no presente do modo subjuntivo.
d)A vírgula é utilizada antes de “minha senhora” para separar o vocativo.
e)Em “Mas o cachorro...”, o termo em destaque é uma preposição.
Gabarito:

Resposta da questão 1:
[A]

Em [B], [C], [D] e [E], as orações apresentam sujeito agente: elíptico (ele), simples (o refém),
indeterminado (eles) e simples (o major), respectivamente. Apenas a oração em [A], embora o
verbo esteja na voz ativa, não apresenta sujeito agente, já que “o carro” não pratica a ação de
furar o pneu.

Resposta da questão 2:
[A]

Entende-se, pelo contexto, que Smith foi o responsável por organizar os campeonatos de
performances poéticas. Assim, o sujeito do verbo “organizava” é “Smith”.

Resposta da questão 3:
[B]

No âmbito da coesão interfrásica, a função do conector “agora” assegura o nexo entre o foco
do primeiro segmento do texto, o fast-food, e o segundo que, na sequência, sinaliza a mudança
de foco ao abordar as vantagens do slow food. Assim, é correta a opção [B].

Resposta da questão 4:
[B]

[A] Incorreto. O sujeito é indeterminado, uma vez que não há indicação de quem pratica a ação
de aniquilar fontes de resistência, além de o verbo estar conjugado na 3ª pessoa do plural.
[B] Correto. O sujeito simples e paciente (“o conflito armado”) concorda com o verbo conjugado
na voz passiva analítica (“é movido”).
[C] Incorreto. Não há sujeito expresso em relação ao verbo fazer; trata-se de sujeito
determinado, porém desinencial ou oculto (3ª pessoa do singular).
[D] Incorreto. O verbo “chover” está empregado em sentido metafórico, portanto há sujeito
simples (“elogio”).

Resposta da questão 5:
[D]

[A] Incorreto. O verbo “trovejar” é empregado metaforicamente, logo concorda com o sujeito
simples “O chefe”.
[B] Incorreto. O sujeito simples e determinado (“uma chuva de pétalas”) concorda com o verbo
(“tomar”).
[C] Incorreto. O sujeito do verbo “amar” é desinencial, uma vez que a concordância é feita na 1ª
pessoa do plural.
[D] Correto. A locução verbal “poder haver” tem como verbo principal “haver”, impessoal
quando sinônimo de “existir”.

Resposta da questão 6:
[A]

[A] Correto. A expressão destacada complementa de forma obrigatória o sentido de “conflito”;


sua construção se dá a partir de uma preposição e há valor paciente.
[B] Incorreto. A expressão destacada é uma Oração Subordinada Adjetiva Restritiva.
[C] Incorreto. A expressão destacada acrescenta uma circunstância a um verbo.
[D] Incorreto. A expressão complementa um verbo transitivo indireto.

Resposta da questão 7:
[D]
Ao utilizarmos os verbos na terceira pessoa do plural sem colocar um sujeito, estamos nos
valendo de um recurso de indeterminação do sujeito. Ou seja, não fica determinado quem é o
responsável por aquelas ações, deixando-o subentendido.

Resposta da questão 8:
[C]

As locuções adjetivas, por relacionarem-se ao substantivo atribuindo-lhe uma característica,


isto é, delimitando-o, desempenham a função sintática de adjunto adnominal.

Resposta da questão 9:
[C]

[A] Incorreta: os termos “do marido” e “da família” são objetos indiretos do verbo “cuida”.
[B] Incorreta: o sujeito do verbo “será” é “ela”.
[D] Incorreta: o pronome oblíquo “te” funciona como objeto direto do verbo “definir”.
[E] Incorreta: o sujeito é oculto (“eu”).

Resposta da questão 10:


[A]

[B] Incorreta: o advérbio “sempre” expressa a ideia de tempo.


[C] Incorreta: os termos sublinhados desempenham a função de adjunto adnominal.
[D] Incorreta: nesse verso, é explicitado o objeto direto do verbo “matar”.
[E] Incorreta: o texto é um poema.

Resposta da questão 11:


[C]

Estão incorretas as afirmações:

[I] As aspas em “até a conclusão da apuração dos fatos” marcam o discurso direto do
procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Marfan Martins Vieira.
[II] Em “e disse que o criminoso que praticou a conjunção carnal ‘ficou com a melhor parte,
dependendo da vítima’”, o termo “que”, na primeira ocorrência, é conjunção integrante; na
segunda, é pronome relativo.

Observação:No entanto, há um equívoco na elaboração desta questão, uma vez que o


enunciado indica que devem ser consideradas as afirmações com relação aos termos
sublinhados no texto, e os trechos entre aspas não estão sublinhados.

Resposta da questão 12:


[A]

3a afirmação: Falsa: o termo em destaque é um vocativo. O sujeito é oculto (“eu”).


4a afirmação: Falsa: no terceiro quadrinho, “porque” está sendo usado como conjunção causal,
trazendo a causa do mundo estar “assim”. Dessa forma, sua grafia está correta.

Resposta da questão 13:


[A]

3a alternativa – falsa: no segundo quadrinho, Susanita se irrita com a reclamação de Mafalda,


pois a amiga também faz várias perguntas.

Resposta da questão 14:


[D]

Estão incorretas as afirmações:


[II] O verbo “ver”, no verso 7, é transitivo direto.
[V] A expressão “meu Jesus”, no verso 7, é vocativo.

Resposta da questão 15:


[A]

O pronome “daquilo” foi usado cataforicamente por antecipar uma informação presente na
sequência posterior, com os elementos sintáticos formadores do aposto enumerativo
(“gentileza, bom humor, inteligência, simpatia”). Assim, é correta a opção [A].

Resposta da questão 16:


[C]

O trecho “Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro”


estabelece uma relação de condição com a oração “o rato deixa de fazer essa vocalização”.
Assim, é correta a opção [C], pois, segundo o autor, os ratos só deixarão de fazer a
vocalização se os cientistas causarem um dano nos seus cérebros.

Resposta da questão 17:


[A]

Oração 1: “Não te vejo” – a partir do verbo “vejo”, conjugado na primeira pessoa do singular, é
possível perceber que o sujeito corresponde a essa voz discursiva, representada pelo pronome
“Eu”. Como ele está omisso na oração, tem-se um sujeito oculto.
Oração 2: “Nem te escuto” – a partir do verbo “escuto”, também conjugado na primeira pessoa
do singular, é possível perceber que o sujeito corresponde ao pronome “eu”. Como ele está
omisso na oração, tem-se outro sujeito oculto.
Oração 3: “o meu samba está de luto” – o verbo “estar” liga a característica “de luto” a um
sujeito, que é justamente “o meu samba”. Como o verbo se refere somente a um elemento,
tem-se um sujeito simples.
Oração 4: “eu peço o silêncio de um minuto” – o verbo “peço” expressa a ação de pedir, que é
executada justamente por um sujeito, no caso, “eu”. Assim, tem-se um sujeito simples.

Resposta da questão 18:


[D]

[A] Incorreta: o sujeito é simples (“Todos”).


[B] Incorreta: o sujeito é simples (“Eu”).
[C] Incorreta: o sujeito é composto (“nove ou dez”).
[E] Incorreta: o sujeito é indeterminado.

Resposta da questão 19:


[C]

[A] Incorreta: a palavra em destaque é o vocativo da frase.


[B] Incorreta: o termo destacado indica uma expressão de futuro.
[D] Incorreta: a palavra destacada tem sentido equivalente a “Dessa forma”, tendo uma
conotação conclusiva.
[E] Incorreta: os verbos se referem a ações no presente, uma vez que estão conjugados na
primeira pessoa do singular do presente do indicativo.

Resposta da questão 20:


[D]

[A] Incorreta: a expressão “por interesse” completa o sentido de “amigos”, que é um


substantivo, e não do verbo.
[B] Incorreta: o termo “amigos” exerce função de sujeito simples.
[C] Incorreta: ele está conjugado no presente do modo indicativo.
[E] Incorreta: o termo em destaque é uma conjunção.