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Curso EAD sobre

Sistema e-SUS para Profissionais de


tecnologia da informação e comunicação (TIC)

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MÓDULO Apostila 01:

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Estratégia e-SUS na
Atenção Primária à
Saúde

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Índice

Objetivos 4

Sistemas de Informação para Atenção Primária à Saúde 4

Estratégia e-SUS na Atenção Primária à Saúde 6

Linha do tempo 8

Principais normas 9

Políticas de controle de versão 10

Interoperabilidade com CadSUS 11

Base de Dados 13

Termo de Uso e Condições Gerais 15

Resumo 17

Referências bibliográficas 20

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Os objetivos do módulo “Estratégia e-SUS Atenção Primária à


Saúde” são:

Apresentar os conceitos de Sistemas de Informação para Atenção Primária à Saúde e


de Estratégia e-SUS Atenção Primária à Saúde.

Apresentar os marcos legais e as principais normas que regulamentam a Estratégia e-


SUS Atenção Primária à Saúde.

Apresentar as políticas de controle de versões do e-SUS APS.

Apresentar os conceitos de interoperabilidade e de base de dados.

Justificar a importância de uma base de dados consistente e interoperável.

Apresentar os Termos de Uso e Condições Gerais para o usuário do e-SUS APS.

Sistemas de informação para a atenção


básica
Desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, pela Constituição Federal de
1988, foram implantados e desenvolvidos no Brasil diversos sistemas de informação para
diferentes dimensões e objetivos. Os sistemas de informação em saúde permitem coletar,
processar e disseminar informações (CAVALCANTE, 2011).

Destinado para o uso na Atenção Primária em Saúde, o Sistema de Informação da Atenção


Básica (SIAB), desenvolvido pelo DATASUS, foi implantado no Brasil em 1998 e assumiu
conceitos como território, problema e responsabilidade sanitária, que ainda fazem parte do
processo de reorganização do SUS no país (ROCHA, 2018).

No ano de 2013 foi instituído o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica
(SISAB) pela Portaria GM/MS nº 1.412. O SISAB passou a ser o sistema de informação da
Atenção Básica vigente para fins de financiamento (custeio de equipes de Saúde da Família,

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NASF, entre outros) e de adesão aos programas e estratégias propostas pela Política Nacional
de Atenção Básica, ocasionando a descontinuidade do SIAB, sistema até então vigente (BRASIL,
2013).

As principais mudanças do SIAB para o SISAB estão na metodologia de registro. Os


profissionais da APS informavam no SIAB dados consolidados e agora o SISAB induz o registro
individual no sistema. Segundo Pilz (2016), a mudança para o registro individualizado possibilita
um melhor acompanhamento de saúde de cada cidadão e propicia tomada de decisão e ações que
envolvem o processo de saúde mais efetivas.

Quadro 01 - Diferenças entre o SIAB e SISAB.

SIAB SISAB
Método de registro Consolidado Individualizado

Possibilidade de Limitado aos dados Dinâmicos por indivíduo, equipe,


relatórios consolidados por regiões de saúde e esfera municipal,
equipe Estadual e União

Inserção de dados Profissionais que Profissionais que integram ESF, EAB,


integram a ESF e EAB CnR, AD, PSE

Acompanhamento de Por grupo familiar Por local de domicílio, núcleo familiar


condições de saúde e individual

SIAB: Sistema de Informação da Atenção Básica, SISAB: Sistema de Informação em Saúde para a
Atenção Básica, ESF: Estratégia Saúde da Família, EAB: Equipes de Atenção Básica, CnR: Consultório
na Rua, PMM: Programa Mais Médicos, AD: Atenção Domiciliar, PSE: Programa Saúde na Escola.
Fonte: Adaptado de Rocha (2018).

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Estratégia E-SUS na Atenção Primária à


Saúde
A estratégia da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS/MS), denominada e-SUS
APS, é uma forma de instrumentalizar a coleta de dados necessários para envio à base
nacional. O e-SUS APS pode ser também entendido como um software composto por sistema
de Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), que compreende dados de atendimento e de
acompanhamento, sistema de Coleta de Dados Simplificada (CDS), módulos de gestão
(agenda e relatórios) e por dois aplicativos: e-SUS APS Território e e-SUS APS Atividade
Coletiva.Todos esses componentes serão detalhados no decorrer do curso.

O e-SUS APS vem se tornando um elemento crucial no atendimento à saúde dos


indivíduos, reunindo a informação necessária para garantir a continuidade do tratamento
prestado ao paciente. Devido às suas constantes evoluções, os gestores e profissionais da
Atenção Primária devem estar atentos a publicações de Portarias e Notas técnicas relativas
ao sistema e-SUS APS, para estarem atualizados frente às novas mudanças que ocorrem no
cenário da informatização em saúde no país.

O prontuário eletrônico representa atualmente o mais importante dispositivo de


ativação da comunicação entre os membros da equipe de saúde, pois possibilita, por exemplo,
realizar uma análise situacional e discussão de dados e processos de trabalho (ROCHA, 2018).

Podemos citar algumas vantagens trazidas pela utilização do Prontuário Eletrônico do


e-SUS APS nos serviços de atenção primária:

facilita o armazenamento de informações;

facilita a troca de informações clínicas e administrativas;

interoperabilidade com vários sistemas de informação utilizados na APS;

fortalecimento dos atributos da APS;

diminuição do retrabalho com preenchimento;

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compartilhamento automático entre profissionais;

introdução de ferramentas de apoio clínico;

Contudo, a sua implantação no serviço de saúde não deve ser analisada somente sob o
ponto de vista de cenário tecnológico, mas levar em conta questões de processos de trabalho
e apoio direcionado para a introdução desse sistema de informação. Nesse sentido, Rocha
(2018, f. 11) aponta alguns pontos referente ao uso de sistemas para o Registro Eletrônico em
Saúde, como o e-SUS APS PEC:

O processo de implantação de um Prontuário Eletrônico em um serviço de


saúde deve levar em consideração várias questões, como: o nível de
informatização (disponibilidade de computadores e conectividade à Internet),
equipe capacitada para o treinamento (que oriente a mudança do processo de
trabalho que pode vir a ser necessário com a adoção de um sistema), pactuação
entre a gestão e equipe para a correta utilização do sistema e suporte (um
adequado acompanhamento para eventuais dúvidas que possam surgir
conforme o seu uso).

Tal apontamento revela que é imprescindível a incorporação de maneira qualificada de


prontuários eletrônicos na APS para que os serviços possam concretamente exercer o papel
de centro de comunicação das redes integradas, efetivando suas funções de ordenamento
desta rede e coordenação do cuidado individual (DUNCAN; SCHMIDT; GIUGLIANI, 2013).

O desenvolvimento do sistema e-SUS APS, objetivando um SUS eletrônico, se


apresenta no cenário brasileiro como uma grande possibilidade de qualificação da informação
em saúde e potencialização de análises para tomadas de decisões. As versões evolutivas do e-
SUS APS propiciam constantes melhorias de desempenho, funcionalidades e
interoperabilidade com outros sistemas utilizados pelos profissionais da Atenção Primária à
Saúde.

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Linha do Tempo
Em março de 2011 teve início o projeto de reestruturação do Sistema de Informação
da Atenção Básica, o SIAB, sistema até então vigente no Brasil.

Visando a implementação do SISAB, em maio de 2013 ocorreu o primeiro lançamento


do e-SUS APS, com o módulo CDS da versão 0.9. Os dados inseridos no CDS eram enviados
para a base nacional através do Transmissor (programa de envio de dados para o Ministério
da Saúde, usado por vários sistemas e disponibilizado pelo Datasus).

Em agosto de 2013 foi lançada a versão 1.0.0 do sistema com o módulo do PEC.
Buscando melhorias constantes no sistema, o Ministério da Saúde lançou em julho de 2015 a
versão 2.0.0, com a inclusão do odontograma para atendimento relacionado à saúde bucal.
Também nessa versão houve a mudança do tipo de banco de dados utilizados pelo e-SUS AB,
passando do tipo H2 para Postgres.

Já em outubro de 2016 a versão 2.1 trouxe a possibilidade de registro de atendimento


de Zika ou Microcefalia e funcionalidade de consulta à base do sistema hórus através da
prescrição de medicamentos. Também foi lançado o aplicativo e-SUS APS Território.

Em 2018 foi disponibilizado o aplicativo e-SUS APS Atividade Coletiva.

Em maio de 2019, com o lançamento da versão 3.2.0, houve mais inclusões dos sistemas
utilizados pela Atenção Primária no Brasil. Merece destaque a integração com o Sistema de
Informação do Programa Nacional de Imunizações, o Si-PNI, para registro de imunobiológicos
através do Prontuário Eletrônico do Cidadão e as melhorias de acompanhamento de Pré-natal
e Puericultura, além da estabilidade do sistema e relatórios com série histórica dos dados.

As evoluções do e-SUS APS objetivam constantes melhorias de desempenho,


funcionalidades e interoperabilidade de diversos sistemas utilizados pelos profissionais da
Atenção Primária.

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Principais Normas
A seguir, algumas normas operacionais disponíveis que servem de embasamento para
a compreender o contexto que envolve o desenvolvimento e implantação do e-SUS APS no
Brasil:

Portaria nº 1.412, de 10 de julho de 2013 - Institui o Sistema de Informação em Saúde


para a Atenção Básica (SISAB) que substituiu o SIAB.

Resoluação nº 7, de 24 de novembro de 2016 - Define o prontuário eletrônico como


modelo de informação para registro das ações de saúde na atenção básica e dá outras
providências.

Nota Técnica nº 19-SEI/2017 - Define a integração do e-SUS com o Sisprenatal.

Portaria nº 2.148, de 28 de agosto de 2017 - Estabelece envio de dados de serviços da


Atenção Básica para o Conjunto Mínimo de Dados (CMD) e encerra o envio de dados
para o Sistema de Informação Ambulatorial (SIA).

Portaria nº 2.499, de 23 de setembro de 2019 - Estabelece o Registro de dados de


vacinas no e-SUS AB.

Portaria nº 2.983, de 11 de novembro de 2019 - Institui o Programa de Apoio à


Informatização e Qualificação dos Dados da Atenção Primária à Saúde - Informatiza
APS

Para saber mais sobre os marcos legais do e-SUS APS, acesse a legislação específica em
https://aps.saude.gov.br/ape/esus.

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Políticas de controle de versão


O desenvolvimento do Sistema e-SUS APS segue a Política de Controle de Versões
baseada no esquema de versionamento major.minor.revision, como é denominada no campo
da Tecnologia da Informação. Tal regra de versionamento possibilita a identificação e
compreensão das mudanças que estão sendo disponibilizadas aos usuários. Cada versão o e-
SUS APS introduz melhorias que podem estar relacionadas à estabilidade do sistema, inclusão
de novas ferramentas; agilidade no processamento de dados. Dessa forma, manter o e-SUS
APS atualizado é de suma importância para, por exemplo, a transmissão dos dados para a base
do SISAB.

O primeiro dígito é usado para indicar novas funcionalidades (N); o segundo dígito para
indicar manutenção evolutiva (E) e o último dígito para indicar apenas manutenção corretiva
do sistema (C).

As regras de versionamento possibilitam que os administradores do sistema nos


municípios, em conjunto com a gestão municipal, compreendam o que a versão do sistema
poderá trazer de diferente aos usuários do e-SUS APS. Estando ciente do lançamento de uma
versão, orienta-se os seguintes procedimentos:

Novas Funcionalidades: verificar quais são as novas funcionalidades e atualizar o


sistema, considerando as necessidades de requalificação dos profissionais.

Manutenção Evolutiva: verificar as modificações e substituir o sistema quando


possível, comunicando os profissionais das melhorias no sistema.

Manutenções Corretivas: realizar a atualização o mais breve possível, visando


manter o sistema seguro através das correções de pequenas falhas de
desenvolvimento.

Manter o e-SUS APS atualizado é importante para que os trabalhadores possam


usufruir das novas funcionalidades e garantir a estabilidade operacional do software.

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Interoperabilidade com CadSUS


A interoperabilidade ocorre quando um ou mais sistemas de informação associam seus
recursos para um objetivo comum, mas sem que cada sistema tenha sua autonomia
prejudicada e sem que haja necessidade de alteração das suas características próprias
(SANTOS, 2011).

Na sua forma mais simples, a interoperabilidade é entendida como “[...] capacidade de


dois ou mais sistemas de comunicar e trocar informações através de formatos de dados
especificados e de protocolos de comunicação. ” (ISO, 2011, f. 2).

O Cadastro Nacional de Saúde (CNS), ou CadSUS, é um sistema de informação de base


nacional que permite a identificação dos usuários nas ações e serviços de saúde por
intermédio de um número, único para cada cidadão, válido em todo o território nacional. Sua
existência permite que informações provenientes de diferentes sistemas ou softwares, mas
que pertençam a um mesmo paciente, sejam corretamente identificadas. Dessa forma, se
garante interoperabilidade entre os sistemas computacionais e dados de melhor qualidade. A
interoperabilidade é importante, por exemplo, para evitar duplicidade ou perda de
informações, o que tornaria os sistemas inconsistentes. A interoperabilidade é essencial para
métricas e indicadores mais precisos e para gestão mais eficiente.

Para garantir a interoperabilidade, preza-se pela existência de modelos conceituais e


de regras. Para isso foi desenvolvido materiais de especificação técnica para integração, com
regras de negócio de padronização, validação e comportamento de tela para subsidiar as
possíveis alterações a serem realizadas nos sistemas que se integrarão ao CadSUS. Com isso,
é possível manter as mesmas regras nos sistemas Estaduais, Municipais ou de terceiros,
evitando a rejeição de cadastros transmitidos entre os sistemas.

A publicação da portaria n. 2.073 em agosto de 2011 produziu grandes avanços ao


definir os padrões de interoperabilidade para sistemas de informação em saúde (BRASIL,
2011), baseados na Integrating the Healthcare Enterprise (IHE), uma iniciativa desenhada
para estimular a integração de sistemas eletrônicos de informação que suportam as

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necessidades da área da saúde. A IHE se baseia em normas específicas de saúde já


estabelecidas (ex: ISO, HL7, DICOM, IEEE, IETF, e OASIS), como também padrões de T.I. de
propósito geral, para definir arcabouços técnicos de especificações para implementar o
intercâmbio de informação, denominados “Perfis de Integração ou de Conteúdo”. Os Perfis
IHE são organizados para, a partir de um caso de uso ou cenário clínico atender às
necessidades clínicas específicas de apoio ao cuidado do paciente.

Dentro desse padrão, para o cruzamento de identificadores de pacientes de diferentes


sistemas de informação, passou a ser utilizada a Especificação de Integração IHE-PIX (Patient
Identifier Cross-Referencing), que foi incluída no Catálogo de Padrões de Interoperabilidade
de Informações de Sistemas de Saúde (CPIISS). A partir do Perfil IHE-PIX, múltiplas aplicações
distribuídas podem correlacionar informações sobre um único paciente por de fontes que
conhecem este paciente por diferentes identificadores. Isso é necessário porque, ao longo da
vida, um paciente é atendido por várias instituições de saúde, que realizam vários
procedimentos, com informações armazenadas que crescem tanto em volume quanto em
diversidade. Para piorar, são geradas diferentes identificações para um mesmo paciente, com
risco de duplicação de procedimentos e imprecisão dos diagnósticos e tratamentos. A
aplicação do Perfil IHE PIX promove a referência cruzada entre os diversos identificadores de
pacientes e gera um MPI (Master Patient Index). Por meio do MPI, no CadSUS, é possível
identificar univocamente um paciente dentro dos diversos sistemas de uma organização de
saúde e/ou dentro das passagens deste paciente em várias organizações (SOARES, 2009).

A Especificação Técnica de Integração PDQ (Patient Demographics Query), criada em


2015 e disponibilizada pelo DATASUS para interoperabilidade com o CadSUS, iniciou a
adoção perfis IHE PIX/PDQ, no país, possibilitando que múltiplas aplicações distribuídas
consultem os dados demográficos de pessoas armazenados num servidor central (no caso do
Brasil, o servidor do Cadastro Nacional de Usuários do SUS), a partir de um conjunto de dados
demográficos pré-definidos pelo DATASUS. Para que a consulta a dados demográficos dos
pacientes seja possível, é necessária uma integração entre PIX e PDQ. O barramento do
Cartão Nacional de Saúde possui uma arquitetura orientada a serviços e as especificações dos

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perfis IHE PIX e PDQ para interoperabilidade de cadastro já estão integrados ao Sistema e-
SUS APS.

Coordenado pelo Ministério da Saúde, o CadSUS permite a vinculação do usuário à


atenção realizada pelas ações e serviços de saúde, ao profissional e ao estabelecimento de
saúde responsável pela sua realização. O Cadastro da APS é uma extensão do CadSUS no que
se refere aos dados que apoiam as equipes de APS a mapear as características de saúde, sociais
e econômicas da população adscrita ao território sob sua responsabilidade. Esse cadastro está
organizado em duas dimensões: domiciliar e individual.

A interoperabilidade entre o e-SUS APS 4.0 e o CadSUS Web foi implementada no


módulo de cadastro do cidadão.

Base de Dados
A qualidade e o acesso a informações de saúde são essenciais para o planejamento de
ações e para o monitoramento de cuidados de saúde em todos os níveis. O termo “base de
dados” pode ser conceituado, de acordo com o DeCs (Descritores em Ciências da Saúde) em
“trabalho que consiste em um arquivo de informações estruturado, ou um conjunto de dados
relacionados logicamente, armazenados e recuperados por meios baseados em computador”.
Pode ser usado como sinônimo o termo “banco de dados” ou mais informalmente,
simplesmente “arquivo de dados” ou “tabela”. Dentro do ponto de vista de bancos de dados
relacionais, em uma tabela, cada coluna representa um campo e cada linha representa um
registro. Cada tabela possui uma chave que identifica univocamente cada registro (chave
primária). O relacionamento entre as tabelas se dá pelas chaves primárias por relações de
dependência que garantem a integridade e a consistência dos dados (isso impede, por
exemplo, que um paciente seja excluído da tabela de pacientes caso existam dados de
atendimento desse paciente na tabela de procedimentos).

As bases de dados podem ser acessadas em diferentes formatos, ou extensões, de


arquivo. São exemplos de formatos abertos: SDF (Standart Database Format) e CSV (Comma-
separeted values), que são os formatos padrão do DATASUS. São exemplos de formatos

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proprietários: XLS (Excel) e SAV (SPSS), comumente utilizados para pesquisa científica e em
diversas organizações.

Para criar e administrar as bases de dados, necessita-se de um Sistema de


Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) instalado em um servidor, que é um computador
que centraliza e fornece serviços a uma rede de computadores. São exemplos de SGBD:
Oracle, PostgreSQL (usado pelo e-SUS APS) e MySQL. Dados de prestação de serviços ou de
registros públicos de natureza diversa são denominados de “dados secundários”, aqueles
coletados originalmente para fins diferentes da análise em questão. Quando se trabalha com
bases de dados, é recomendado que se tenha um dicionário de dados, informações sobre a
população e a amostragem (quando for o caso) e idealmente um modelo conceitual ou
ontologia. São chamados de metadados as informações que descrevem os dados, como o tipo
(textual, numérico ou categórico). Os metadados facilitam o entendimento dos
relacionamentos e a utilidade das informações dos dados, definindo por exemplo se são
qualitativos ou quantitativos.

As normas para padronização de nomes de objetos de banco de dados criados no


Departamento de Informática do SUS (DATASUS), independente do SGBD utilizado, seguem
o ISO/IEC – 11179-5, que foi preparado pelo subcomitê ISO/IEC JCT1/SC32.

O DATASUS fornece bases de dados de saúde de todo o Brasil sob diferentes aspectos
(Indicadores de Saúde e Pactuações, Assistência à Saúde, Epidemiológicas e Morbidade, Rede
Assistencial, Estatísticas Vitais, Demográficas e Socioeconômicas, Inquéritos e Pesquisas e
Saúde Suplementar). Pode-se ter acesso a essas bases de dados pelos tabuladores TABNET e
TABWIN, através do portal do DATASUS, com diferentes graus de detalhamento, sendo os
dados mais detalhados chamados de microdados. Os dados coletados são provenientes de
diversos sistemas de Informações, por exemplo, hospitalares (SIHSUS) e Ambulatoriais
(SIASUS). O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fornece dados da Pesquisa
Nacional de Saúde (PNS), um inquérito domiciliar de âmbito nacional.

Quando se trabalha com grandes quantidades de dados, denomina-se big data, e hoje
se reconhece o potencial científico e econômico desse extenso volume de informações. Por

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isso, é importante que as bases de dados sejam de qualidade, seguindo modelos


interoperáveis, com informações sigilosas protegidas e de fácil acesso quando necessárias.

O Conceito de big data refere-se a um volume tal de dados que gere a necessidade de novas
técnicas de análise. Grandes conjuntos de dados devem possuir algumas características para
serem considerados big data (as chamadas características “V”): 1) grande volume de
armazenamento; 2) grande velocidade de geração e de crescimento de dados; 3) grande
variedade, predominando dados não estruturados e não padronizados. Ou seja, big data pode
ser definida como uma nova forma de tratamento de grandes conjuntos de dados para
transformá-los em informação útil, por meio de novas técnicas (como mineração de dados e
aprendizagem de máquina) e/ou novas formas de utilização de técnicas sedimentadas de
análise (como análise de componentes principais e correção de Bonferroni), principalmente
em função do volume, velocidade e diversidade dos dados (Chiavegatto Filho, 2015).

Termo de Uso e Condições Gerais


O Termo de Uso e Condições Gerais do Sistema e-SUS APS é um termo de aceitação
obrigatória. Este tem como principal objetivo esclarecer os direitos e obrigações entre usuário
e fornecedor do software, além de esclarecer alguns pontos importantes sobre a
responsabilidade do profissional de saúde em relação a privacidade do cidadão.

São alguns itens contidos no Termo de Uso e Condições Gerais:

e-SUS APS é um software público e gratuito.

Totalmente integrado ao Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica


(SISAB). A depender do cenário de implantação local, os dados poderão ser enviados
de forma automática ou manual ao SISAB.

Caso o cidadão opte por não compartilhar os seus dados de atendimento, basta que
ele solicite o bloqueio do compartilhamento por meio da atualização do seu cadastro
(no módulo Cidadão). Nesses casos, o profissional, sempre que possível, deve

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esclarecer os benefícios de compartilhar os dados de atendimentos por meio do


Sistema e-SUS APS.

O prontuário pertence ao cidadão. Toda a informação contida no prontuário


eletrônico poderá ser compartilhada nas Redes de Atenção à Saúde que fazem o
cuidado do cidadão, por meio do Sistema e-SUS APS, ou ainda via impresso, quando
solicitado pelo cidadão.

O Sistema e-SUS APS mantém conduta de respeito à privacidade e, sobretudo,


confidencialidade dos dados. É recomendado que o usuário, ao ter acesso ao sistema,
mantenha a mesma conduta e o máximo de cuidado no sentido de proteger a
privacidade e confidencialidade dos dados dos cidadãos e dos profissionais aos quais
ele tenha acesso.

O acesso ao sistema se dá única e exclusivamente por meio de login e senha. Estes são
de seu uso pessoal e intransferíveis, sendo todo registro feito pelo usuário após o
login será de sua responsabilidade.

O usuário é responsável pelo uso do sistema, observando todas as leis, decretos e


regulamentos nacionais, estaduais e municipais aplicáveis e em vigor, as normas de
segurança e privacidade e as políticas publicadas.

Os resultados obtidos por meio do uso de qualquer ferramenta do sistema são de


responsabilidade do usuário, inclusive aqueles decorrentes do uso indevido e da não
execução dos processos complementares que garantam a segurança dos registros.

A responsabilidade de alimentação do SCNES é da gestão local responsável pelo


estabelecimento. Portanto, qualquer informação relacionada a estabelecimentos de
saúde e/ou profissionais que estejam em desacordo com a realidade deverá ser
adequada no SCNES.

Conforme legislação vigente (resoluções dos conselhos profissionais) os


atendimentos realizados por meio da ferramenta PEC deverão ser impressos,

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carimbados e assinados pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento e


armazenados no estabelecimento de saúde.

A responsabilidade pela certificação da configuração adequada dos equipamentos,


em pleno acordo com requisitos mínimos necessários para uso do Sistema e-SUS APS
é da gestão local.

O Ministério da Saúde se isenta da responsabilidade pelo funcionamento e


desempenho inadequado do Sistema e-SUS APS, caso as configurações mínimas
recomendadas não sejam atendidas. Mais informações sobre os requisitos mínimos
em: http://dab.saude.gov.br/portaldab/esus.php?conteudo=download.

A integridade da base de dados da instalação é de responsabilidade da gestão local.


Para garantir a consistência dos dados e o correto funcionamento do sistema, as
informações devem ser inseridas ou importadas através do e-SUS AB PEC. A
realização de uma cópia de segurança dos dados evita a perda completa das
informações armazenadas no caso de qualquer eventualidade e deve ser realizada
periodicamente.

Resumo
SISAB: Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica, instituído pela
Portaria 1.412 de 2013.

e-SUS APS: software composto pelos módulos de Coleta de Dados Simplificada (CDS)
e o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), criado como estratégia para reestruturar
as informações em saúde da APS em nível nacional.

Linha do tempo:

 2011: início do projeto

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 Maio de 2013 - primeiro lançamento do e-SUS APS, com o módulo da Coleta de


Dados Simplificada (CDS), na versão 0.9.

 Agosto de 2013 é lançada a versão 1.0, com Prontuário Eletrônico do Cidadão


(PEC),

 2015 - lançada a versão 2.0, mais segura.

 2016 - lançada a versão a versão 2.1, com novas funcionalidades

 2019 - lançamento da versão 3.2.

 A versão 4.0. o e-SUS APS revoluciona e apresenta um novo layout de navegação!


O sistema fica mais ágil e com novas funcionalidades e melhorias de estabilidade!
Será disponibilizada a partir de 2020.

Algumas Normas:

 Portaria nº 1.412, de 10 de julho de 2013 - Institui o SISAB, que substituiu o SIAB.

 Resolução nº 07, de 24 de novembro de 2016 - Define o prontuário eletrônico


como modelo de informação para registro das ações de saúde na atenção básica.

 Políticas de controle de versões: Esquema de versionamento major.minor.revision.


O primeiro dígito é usado para indicar novas funcionalidades (N); o segundo dígito
para indicar manutenção evolutiva (E) e o último dígito para indicar apenas
manutenção corretiva do sistema ( C ).

 Interoperabilidade: “[...] capacidade de dois ou mais sistemas de comunicar e


trocar informações através de formatos de dados especificados e de protocolos de
comunicação.” (ISO, 2011, f. 7). A publicação da portaria n. 2.073 em agosto de
2011 produziu grandes avanços ao definir os padrões de interoperabilidade para
sistemas de informação em saúde (BRASIL, 2011), baseados na Integrating the
Healthcare Enterprise (IHE).

 Bases de Dados: “[...] trabalho que consiste em um arquivo de informações


estruturado, ou um conjunto de dados relacionados logicamente, armazenados e

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recuperados por meios baseados em computador” (ORGANIZAÇÃO... c2019,


online). Pode ser usado como sinônimo o termo “banco de dados” ou simplesmente
“arquivo de dados” ou “tabela”. Em uma tabela, cada coluna representa um campo
e cada linha representa um registro. A chave primária identifica univocamente
cada registro. O relacionamento entre as tabelas se dá pelas chaves primárias.
Dados de prestação de serviços ou de registros públicos de natureza diversa são
denominados de dados secundários. As normas para padronização de nomes de
objetos de banco de dados criados pelo DATASUS seguem o ISO/IEC – 11179-
5. Grande volume e variedade de dados, gerados em grande velocidade,
denomina-se big data.

Alguns ítens do Termo de Uso Condições Gerais:

 - Os atendimentos realizados por meio da ferramenta PEC deverão ser impressos,


carimbados e assinados pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento e
armazenados no estabelecimento de saúde.

 - O acesso ao sistema se dá única e exclusivamente por meio de login e senha.


Estes são de seu uso pessoal e intransferíveis, sendo todo registro feito pelo
usuário após o login será de sua responsabilidade.

 - O usuário é responsável pelo uso do sistema, observando todas as leis, decretos e


regulamentos nacionais, estaduais e municipais aplicáveis e em vigor, as normas de
segurança e privacidade e as políticas publicadas.

 - A integridade da base de dados da instalação é de responsabilidade da gestão


local.

 - A realização de uma cópia de segurança dos dados deve ser realizada


periodicamente.

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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de informática do Sistema Único de Saúde do
Brasil. Padrões e normas: Portaria 2.073, de 31 de agosto de 2011. Brasília, DF, 2011.
Disponível em: http://datasus.saude.gov.br/interoperabilidade-padroes-e-normas/. Acesso
em: 23 mar. 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria no 1.412 de 10 de julho de 2013. Institui o Sistema de


Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11
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perspectiva do prontuário eletrônico do e-SUSAB. 2016. 74 f. Tese (Doutorado em
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016.

20
Curso EAD sobre
Sistema e-SUS para Profissionais de
tecnologia da informação e comunicação (TIC)

ROCHA, Bruno Tavares. Produção de tutoriais em formato audiovisual para qualificar a


usabilidade da estratégia E-SUS AB. 2018. 23 f. Trabalho de conclusão de graduação
(Bacharelado em Saúde Coletiva) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio
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Departamento de Informática, Pós-Graduação em Informática, Universidade Federal do
Espírito Santo, Vitória, 2009.

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Curso EAD sobre
Sistema e-SUS para Profissionais de
tecnologia da informação e comunicação (TIC)

Equipe Responsável
A Equipe de coordenação, suporte e Projeto Gráfico
acompanhamento do curso é formada por Iasmine Paim Nique da Silva
integrantes do Núcleo de Telessaúde do Rio Lorenzo Costa Kupstaitis
Grande do Sul (TelessaúdeRS-UFRGS).
Diagramação e Ilustração
Coordenação Geral Camila Hofstetter Camini
Roberto Nunes Umpierre Greta Gradella
Marcelo Rodrigues Gonçalves Iasmine Paim Nique da Silva
Jovana Dullius
Gerência do projeto Lorenzo Costa Kupstaitis
Ana Célia da Silva Siqueira
Filmagem/Edição/Animação
Coordenação Executiva Camila Alscher Kupac
Rodolfo Souza da Silva Héctor Gonçalves Lacerda
Luís Gustavo Ruwer da Silva
Responsável Teleducação
Ana Paula Borngräber Corrêa Narração e apresentação
Héctor Gonçalves Lacerda
Gestão educacional
Ana Célia da Silva Siqueira Divulgação
Ana Paula Borngräber Corrêa Angélica Dias Pinheiro
Manuela Martins Costa Camila Hofstetter Camini
Ylana Elias Rodrigues Jovana Dullius

Conteudistas Desenho Instrucional


Bruno Tavares Rocha Ana Paula Borngräber Corrêa
Carlos André Aita Schmitz Manuela Martins Costa
Carlos Pilz Ylana Elias Rodrigues
Manuela Martins Costa
Suporte ao aluno
Revisores de conteúdo Ana Paula Borngräber Corrêa
Ana Paula Borngräber Corrêa Ylana Elias Rodrigues
André Cury Alves
Carlos André Aita Schmitz
Cynthia Goulart Molina-Bastos
Micael Macedo Pereira da Trindade
Rodolfo Souza da Silva

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