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TECNOLOGIA DIGITAL EM SALA DE AULA

REAIS E CONTEMPORÂNEAS

Elizete Rocha Pinto1


elizeth-ju@hotmail, Metodologia do Ensino de Geografia e História,
Login 62963848234
Orientadora: Profª. Ana Maria Soek2
ana.soek@fael.edu.br
Faculdade Educacional da Lapa – FAEL
Curso de Especialização em Metodologia do Ensino de Geografia e História

RESUMO
O presente artigo é uma revisão da literatura que parte da compreensão de que a tecnologia
digital aponta questões que extravasam a competência técnico-científico pedagógico
tradicional, baseado em um modelo global que tem sido historicamente o grande
estruturador das ações da educação. Esse modelo tem pressuposto baseados no
planejamento da educação infantil, enfatizando a realização de atividades lúdicas,
considerando suas contribuições positivas no processo de ensino aprendizagem da criança.
Para tanto, optou-se pela pesquisa em livros de autores renomados, revistas e plataformas
digitais confiáveis da internet, uma pesquisa de cunho explorativo com abordagem
qualitativa com revisão bibliográfica sobre o tema em foco aliada à coleta de dados por
meio de analogia descritivas com pesquisas baseadas em equipe pedagógica e educadoras
infantis que atuam nos diversos campos pedagógicos. O tema abordado nesse artigo tem
relação com o uso das tecnologias em sala de aula, deste modo, o artigo visa analisar como
pode ser trabalhado pedagogicamente o uso dos aparelhos eletrônicos de uso geral da
comunidade na sala de aula, para um ensino muito mais produtivo, mais crítico, que remeta
melhor ao aluno reflexões sobre a temática aplicada pelos professores.

Palavras-chave: Tecnologia; Digital; Explorativo.

1 Aluna do curso de pós-graduação em Metodologia do Ensino de Geografia e História pela Faculdade Educacional da
Lapa – FAEL.
2 Doutoranda em Educação – PPGE/UFPR. Mestre em Educação - UFPR. Especialista em: Neuropsicologia;

Organização do Trabalho Pedagógico; e Tutoria EaD e Novas Tecnologias. Formada em Pedagogia pela UFPR.
Professora Orientadora da Pós Graduação em Educação da Fael.
2

INTRODUÇÃO

O tema abordado nesse referido artigo tem relação com o uso das tecnologias
em sala de aula, representando um norte inovador para os alunos e discentes.
A era eletrônica começou com o uso da comunicação eletrônica sem fio há
mais de 100 anos. A transmissão de mensagens telegráficas e o rádio estão entre as
aplicações importantes dessa tecnologia. As mensagens foram passadas no ar,
invisivelmente, em ondas de rádio. Desde então, o uso da tecnologia mudou do rádio,
gravações, filmes, televisão, computadores, CDs, CD-ROMs e Internet. Deste modo, o
artigo visa analisar como pode ser implementado pedagogicamente o uso desse
equipamentos digitais trazidos pelos alunos à sala de aula, com pretensão de uma aula
muito mais produtiva, mais crítica, que remeta melhor ao aluno reflexões sobre a temática
aplicada pelos discentes. A pesquisa tem caráter explorativo e levará em questão o fato da
tecnologia digital usada em sala de aula de forma a ser usada como forma de
entretenimento e, consequentemente, se há o envolvimento maciço dos alunos, e se existe
algum empensilho que atrapalhe a concentração do educando nas aulas.
Uma das principais justificativas em relação ao tema desse artigo é que a
educação está mudando. As tecnologias digitais estão em toda parte e eles estão
impactando o que, onde, como e por que os alunos aprendem e com quem eles aprendem.
Muitas escolas estão usando tecnologias digitais como a Internet, laptops e tablets para
conectar alunos de maneira rápida, fácil e econômica com a enorme variedade de serviços
digitais e recursos. No entanto, os muitos benefícios de aprender com as tecnologias
digitais são acompanhadas por alguns desafios e potenciais riscos para estudantes e
escolas. Esses desafios digitais são reais e apresentar um dilema para as escolas que
procuram usar a tecnologia digital para melhorar a aprendizagem do aluno.
O objetivo geral das tecnologias virtuais é criar um ambiente de aprendizagem
que envolva a uso seguro e responsável da comunicação digital. Isso é amplamente
alcançado ao promover uma cultura positiva do uso da tecnologia digital, onde se entende
que existem desafios e qualidades. Essa abordagem deve reduzir os resultados negativos
por reduzir os incidentes de má conduta envolvendo tecnologia digital e minimizar os
danos aos alunos, respondendo efetivamente a incidentes quando eles ocorrer. Por fim,
o referido estudo pretende abordar os possíveis caminhos para implementação segura
dessas tecnologias, e que esteja disponível ao aluno em sala de aula, valendo o proposito
de um estudo de qualidade com o apoio sistêmico e meios necessários. A metodologia
3

utilizada para elaboração deste referido artigo foi em forma de pesquisa bibliográfica,
pautada em uma análise qualitativa dos principais conceitos, pertinentes ao objeto do tema.
Foram efetuadas pesquisas de artigos relacionados a temática nas plataformas digitais e
artigos relacionados ao contexto tecnologia e educação digital na atualidade; um trabalho
meramente produzido em cima de pesquisas.

2. TECNOLOGIA DIGITAL EM SALA DE AULA

As tecnologias digitais são recursos importantes para garantir uma educação de


qualidade. Segundo Kenski (2012, p. 22) [...] a expressão tecnologia digital diz respeito a
muitas outras coisas além das máquinas. Esse termo, alvo desse artigo, engloba a
totalidade de coisas que a engenhosidade do cérebro humano conseguiu criar em todas as
épocas, suas formas de uso, suas aplicações. Pesquisadores preocupados com a
digitalização da escola têm contribuído idéias e compreensão do que um aumento da
captação e uso da tecnologia digital na escola significou em termos de possibilidades e
desafios para os dirigentes escolares, professores e alunos.
A analogia da palavra tecnologia é de origem grega: tekne e significa “arte,
técnica ou ofício”. Já a palavra logos significa “conjunto de saberes”. Por isso, a palavra
define conhecimentos que permitem produzir objetos, modificar o meio em que se vive e
estabelecer novas situações para a resolução de problemas vindos da necessidade humana.
Há uma perspectiva generalizada de que tecnologias são apenas equipamentos
e aparelhos, mas como ela engloba a engenhosidade do cérebro humano, tudo o que se
produz torna-se tecnologia. Para Kenski (2012, p. 24), tecnologia digital é um conjunto de:

[...] conhecimentos e princípios científicos que se aplicam ao planejamento, à


construção e à utilização de um equipamento em um determinado tipo de
atividade, chamamos de “tecnologia”. Para construir qualquer equipamento - uma
caneta esferográfica ou um computador -, os homens precisam pesquisar, planejar
e criar o produto, o serviço, o processo. Ao conjunto de tudo isso, chamamos de
tecnologias.

E ainda, Lorenzato ( 1991 ) diz:

Os recursos interferem fortemente no processo de ensino e aprendizagem; o uso de


qualquer recurso depende do conteúdo a ser ensinado, dos objetivos que se deseja
atingir e da aprendizagem a ser desenvolvida, visto que a utilização de recursos
didáticos facilita a observação e a análise de elementos fundamentais para o ensino
experimental, contribuindo com o aluno na construção do conhecimento.
(LORENZATO, 1991)
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Para que haja uma compreensão parcial do papel da tecnologia na atualidade,


leremos os citados de Kenski (2012 p.22), em que destaca o pressuposto do surgimento de
um novo tipo de sociedade tecnológica que é determinado principalmente pelos avanços
das tecnologias digitais de comunicação e informação e pelo ciclo da informatização.
Inovações que trouxeram a solução de muitos questionamentos que foram superados na
área da medicina, robótica, transportes, comunicação e muitos outros. Promovendo a
circulação mais eficaz da informação, possibilitando a expansão da economia, enfim, uma
transformação geral em todos os seguimentos.
A racionalidade instrumental inspira e dá fundamento aos projetos e
experiências contemporâneos na integração das tecnologias ao processo educativo. Isto se
revela nos discursos que abordam a integração das tecnologias à educação, baseando-se,
preponderantemente, na visão da tecnologia como um meio para atingir fi nalidades
pedagógicas. Nesta perspectiva, a tecnologia é pensada como mediação e como
instrumento de transformação do processo de aprendizagem e das relações pedagógicas
(Peixoto, 2007, 2008a).
Dentre esses conceitos citados acima sobre o uso da tecnologia, no tocante a
educação, Niskier (1993) destaca alguns conceitos nesse sentido, Ele menciona que as neo-
tecnologias é “uma mediação do encontro entre Ciência, Técnicas e Pedagogia; um
exercício crítico com utilização de instrumentos a serviço de um projeto pedagógico”.
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacional de Educação:

Concretamente, o projeto político-pedagógico das unidades escolares que ofertam o


Ensino deve considerar: VIII – utilização de diferentes mídias como processo de
dinamização dos ambientes de aprendizagem e construção de novos saberes (Diretrizes
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio 4/5/2011 - Projetos Políticos
Pedagógicos/Cap. VIII).

Essa consideração apontada pelas Diretrizes Curriculares enfatiza a


necessidade de análise das tecnologias em sala de aula, não apenas as que as instituições
disponibilizam e sim também as que os alunos utilizam durante as aulas como os celulares
e trabalha-las na definição de saberes inovadores.
O uso da tecnologia onde ela está realmente incorporada ao aprendizado, é
aonde ela é praticada no sentido prático, é onde tem-se o seu benéfico. Assim, através do
uso de tecnologias digitais e virtuais, o aluno pode desenvolver o seu aprendizado. O uso
dessas tecnologias na sala de aula permite que o discente tanto o aluno, experimente mais
em pedagogia e obtenha feedback instantâneo do aprendizado diário.
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A tecnologia permite um aprendizado mais ativo; você pode aumentar o


envolvimento por meio de pesquisas on-line ou fazendo perguntas durante as palestras
(com resultados instantâneos). O assunto é dinâmico e oportuno com livros digitais que
incorporam links para materiais relevantes ou redes instantâneas de cursos mantidos pelos
alunos, nesse sentido, a tecnologia na sala de aula ajuda a garantir a participação total.
A pesquisa on-line e outras ferramentas digitais ajudam a envolver todos os
alunos, incluindo os tímidos que normalmente não levantariam a mão na sala de aula. Os
sistemas de envolvimento on-line permitem que você verifique regularmente os alunos
para obter feedback sobre os materiais e tarefas do curso; a análise de dados pode ser usada
para ajudar a identificar áreas em que os alunos estão tendo dificuldades.
Existem inúmeros recursos para melhorar a educação e tornar o aprendizado
mais divertido e eficaz. Desde aplicativos e livros eletrônicos à plataformas
organizacionais, não faltam ferramentas que podem transformar a sala de aula. Alguns
exemplos de ferramentas virtuais estão se voltando para a modernização digital da sala de
aula, o uso de cenários competitivos e a distribuição de pontos e recompensas para tornar a
sala de aula mais divertida e envolvente. A chave para garantir que esses métodos também
sejam eficazes é projetá-los para apoiar os objetivos de aprendizado de modo sistemico. A
narrativa digital através modernização virtual pode tornar o aprendizado mais emocionante
e, às vezes, relacionável para todos os alunos em sala de aula, portanto, permite lições
interativas e pode reduzir a monotomia na sala de aula.
A tecnologia pode ajudar muito a implementação de diversidades pedagogicas
em sala de aula, bem como a sua avaliação diaria. A aprendizagem fica enriquecida com
tecnologias digitais e combinada também com conceitos tradicionais pode desempenhar
um papel efetivo conjuntamente, pelo qual o currículo dos alunos é enriquecidos por meios
digitais.
Notadamente devemos considerar aqui através de pesquisas. que os estudos em
relação ao uso de Tecnologias em sala de aula, abordam as TIC (Tecnologias de
Informação e Comunicação), tais como quadros digitais, computadores, entre outros,
tecnologias que não são acessíveis a todas as escolas e dificilmente falam de aparelhos
como celulares, Mp3 e Mp4 que estão diretamente em posse dos alunos. “As novas
tecnologias surgem com a necessidade de especializações dos saberes, um novo modelo
surge na educação, com ela pode-se desenvolver um conjunto de atividades com interesses
didático-pedagógica (LEOPOLDO, 2004, p.13).
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Os professores, neste contexto apresentado acima, precisam saber orientar seus


alunos sobre onde e como colher informações, como tratá-las e como utilizá-las, ensiná-los
a pesquisarem. Observa-se, por outro lado, estudos sobre a tecnologia na educação que se
inserem numa lógica determinista, a qual tende a considerar que as tecnologias de
informação e de comunicação (TIC) fazem surgir novos paradigmas ou perspectivas
educativas (Sancho, 2006). Franco (2005) relata uma análise de conteúdo, cujas categorias
analíticas agruparam temáticas evidenciadas nas ideias que emergiram nos contextos
virtuais. A partir da referida análise desse conteúdo, Ele observou a presença de duas
grandes categorias no discurso pedagógico contemporâneo sobre os usos dessas tecnologia
na educação, assim sendo fez a seguinte observação: “a tecnologia virtual como recurso
didático-pedagógico e como recurso político-pedagógico”. Nesse contexto, a tecnologia
digital é tomada como um recurso pedagógico que pode melhorar a qualidade do processo
de ensino e de aprendizagem, onde o aluno é visto como construtor de conhecimento e o
professor como mediador entre o aluno, a tecnologia e o saber.
Essa tecnologia pode automatizar muitas de suas tarefas de cunho
extremamente dificultoso, podendo atenuar tarefas tediosas e demoradas, como
acompanhar a participação e o desempenho dos alunos. As ferramentas de engajamento
podem ajudar a otimizar a classificação para tarefas de redação, discussões e participação,
além de responder a perguntas comuns dos alunos, que de outra forma poderiam parecer
assustadoras devido à sua natureza objetiva.
Com a tecnologia na sala de aula, seus alunos têm acesso instantâneo a novas
informações que podem complementar sua experiência de aprendizado.
É importante ter livros didáticos e materiais do curso sempre atualizados, que
podem até incluir adições sugeridas pelos alunos. Isso também promove um ambiente de
aprendizado mais colaborativo; os alunos, conectados em rede on-line, podem compartilhar
informações, trabalhar juntos em projetos de grupo e interagir com o instrutor.
A colaboração entre professores e seus alunos é posta em prática por meio de
um sistema de gerenciamento de aprendizagem quando se trata de tecnologia assertivas,
como o Moodle, o Blackboard e muitos outras, onde os professores enviam novos
conteúdos para a revisão dos alunos on-line. A tecnologia digital em sala de aula permite
que os alunos participem de um ciclo contínuo de aprendizado, antes, durante e depois da
aula.
Outro autor que fez parte dessa pesquisa pedagógico foi Paulo Freire, suas
citações são bastantes utilizadas para explicar as tecnologias em sala de aula, um meio
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pedagógico comumente utilizados para alcançar a autonomia virtual do aluno. Suas obras
são citadas especialmente em textos que partem de sua definição de educação visual e
bastante popular, na qual os homens são sujeitos de sua própria educação tecnologica.
Nesta lógica, destaca-se a participação e formação autônoma do aluno, ao mesmo tempo
em que se defende o desenvolvimento de um ensino virtual contemporâneo mais crítico e
moderno. Outro auto, que fez parte desse contexto digital e com riquezas de conhecimento
é o estudo realizado por Vilares e Silva (2005), Ele, portanto, enfatizou a interatividade
nos processos de comunicação em sala de aula no tocante a ferramentas virtuais, no qual
referência o aprender como um processo que pode possibilitar ao aprendiz uma curiosidade
que o conduza à criatividade, autonomia e participação.

3. A INSERÇÃO E O PLANEJAMENTO DA AÇÃO DO DISCENTE

A inserção dos recursos tecnológicos na sala de aula requer um planejamento


de como introduzir adequadamente essas tecnologias em sala de aula para facilitar o
processo didático-pedagógico da escola, buscando aprendizagens significativas e a
melhoria dos indicadores de desempenho do sistema educacional como um todo, onde as
tecnologias sejam empregadas de forma eficiente e capaz de mostrar o resultado esperado
na comunidade escolar.
MASETTO (2000, p. 140), afirma, sobre o planejamento de ensino e de
aprendizagem: “considero haver uma grande diferença entre o processo de ensino e o
processo de aprendizagem quanto as suas finalidades e à sua abrangência, embora admita
que é possível se pensar num processo interativo de ensinoaprendizagem”.
As varias pesquisas feitas em sites e livros demonstram que as tecnologias
virtuais realmente estão de mãos dadas com a educação, principalmente nessa atual
realidade que vive o mundo com uma pandemia, que trouxe consigo prejuízos sem
precedentes. Esse estudo foi baseado em plataformas digitais eficientes, que demonstraram
capacidade e estruturas pedagógicas, no qual explicam de forma clara e objetiva o contexto
do referido assunto.
De acordo com Carvalho ( 2014 ) , está definido na Constituição que a
ampliação do aprendizado independe do ambiente e normas para um aprendizado de
qualidade; como citado no trecho a seguir:
“A promulgação da Constituição Federal de 1988 e da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (9.394/96) nos seus aspectos constitutivos,
deliberaram o compromisso do poder público em propiciar investimentos
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tecnológicos para o desenvolvimento de atitudes de gestão compatíveis com


as exigências globais, conferindo aos sujeitos a responsabilidade de
ultrapassar os dogmas burocráticos e funcionalistas que tornaram o espaço
escolar impermeável e rígido às mudanças.”

Em um estudo recente, Fransson, Lindberg e Olofsson ( 2018) analisou a


estratégia da educação virtual para a inserção e o planejamento na escola pelo o discente,
com o objetivo de expor os possíveis significados de competência digital adequada em
nível conceitual. Os autores querem dizer que, na estratégia, a noção digital parece ser
vaga e ampla, que pode ser entendida em relação à maioria dos aspectos da educação e,
portanto, difícil para as partes interessadas na escola contestarem ou mesmo
negligenciarem. Os autores concluem que a noção de estudos virtuais em escolas precisa
de mais interpretação e discussão, com ressonância empírica da escola e diferentes
representações de como a competência digital adequada dos professores é exibida na
prática. Portanto, neste artigo, o foco está na competência digital adequada dos professores
- em política e prática - com o objetivo de explorar como a competência digital forneça
um relato empírico do que a tecnologia virutal pode significar na prática ou sua
interferencia positiva na sala de aula.
A competência digital adequada nas escolas relatada neste artigo parece ter um
significado flexível, é determinada pelas condições contextuais virtuais e é representada
em várias atividades, entendimentos e decisões com base na própria estrutura de valores
dos professores.
Se pensa que um alto nível de competência digital adequada na escola exige
uma prática escolar digital exemplar, pode-se concluir que tal prática pode pelo menos ser
caracterizada por boa infraestrutura tecnológica, professores com alto nível de
conhecimento tecnológico-pedagógico, treinamento contínuo dos professores e uma
comunicação e administração mediadas por tecnologia que funcionem bem. No entanto, ao
mesmo tempo, pode-se concluir também que o entendimento elaborado de suficiente e
adequado neste estudo nem sempre parece esclarecer as formulações utilizadas na
estratégia nacional de informatização virtual do sistema escolar esperado. Isso também
leva à conclusão de que diferentes condições nas escolas, possíveis variações de
significado, agência e promulgação de competência digital adequada.
Nesse contexto, as competênciaa digital deve ser lembradas e discutidas pela
comunidade escolar, bem como as novas formulações no currículo revisado para o ensino
competitivo - podem criar possibilidades desiguais para os alunos desenvolverem uma
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cidadania ativa na sociedade digitalizada de hoje e amanhã que a sociedade parece


esperar.
4. MOTIVOS POR QUE O USO DA TECNOLOGIA DIGITAL EM SALA DE
AULA

O uso da tecnologia digital na educação contribui enormemente para o


engajamento dos estudantes na dinâmica de aula, portanto, a tecnologia digital desperta
maior interesse e prende a atenção dos alunos. Grande parte dos artigos e discussões
recentes na área da educação, inclusive a Base Nacional Comum Curricular diz que é
preciso aproximar o conteúdo estudado da realidade dos alunos. A tecnologia digital
auxilia na percepção e na resolução de problemas reais. Uma das principais vantagens da
aplicação da tecnologia digital na educação é a possibilidade de acessar informações
atualizadas, em tempo real, nesse sentido a tecnologia digital insere os jovens no debate
social e contribui para a formação do senso crítico. tecnologia digital está presente na vida
das novas gerações desde muito cedo e sendo assim, ela trabalha a responsabilidade na
utilização da internet e dos recursos digitais. Existem variadas utilidades e motivos para o
uso dessas ferramentas tecnológicas.
Para apresentarmos a conceitualização e os motivos do uso de inclusão
digital, a dimensão da proposta do uso dessas tecnologias, Teixeira ressalta que:

[...] Assim, propõe-se o alargamento do conceito da tecnologia digital para uma


dimensão reticular, caracterizando-o como um processo horizontal que deve acontecer a
partir do interior dos grupos com vista ao desenvolvimento de cultura de rede, numa
perspectiva que considere processos de interação, de construção de identidade, de
ampliação da cultura e de valorização da diversidade, para a partir de uma postura de
criação de conteúdos próprios e de exercício da cidadania, possibilitar a quebra do ciclo
de produção, consumo e dependência tecnocultural. (TEIXEIRA, 2010, p. 39).

Vejamos a baixo alguns exemplos de hardwares modernos usadas em sala de


aula, entre tantos os mais utilizados:

Figura 01 - iPhones

Fonte: https://seduc.to.gov.br/noticia/2018/3/2/era-digital-e-o-uso-das-ferramentas-tecnologicas/
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Figura 02 – Laptops.

Fonte: https://seduc.to.gov.br/noticia/2018/3/2/era-digital-e-o-uso-das-ferramentas-tecnologicas/

5. VAMOS CONHECER ALGUNS SOFTWARES PARA EDUCAÇÃO.

Portal Domínio Público

É um portal livre gratuito que propõe o compartilhamento do conhecimento


através de obras literárias, artísticas e científicas, em forma de textos, áudios ou vídeos.

Appprova

Uma plataforma que deve ser usada pela escola, pelo professor e pelo aluno em
conjunto. Permite que o professor verifique as estatísticas de cada aluno: as atividades
feitas, quais habilidades de conteúdo desenvolveu, quais precisa desenvolver mais.

Portal Ludo Educativo

Portal de jogos educativo completamente gratuito.


Britannica Escola
Plataforma de pesquisa desenvolvida pelo Ministério da Educação (Mec),
online, para enriquecer o aprendizado dos alunos.

Britannica Digital Learning

Oferece material digital para serem trabalhados pelas escolas, universidades e


pelos estudantes em geral tanto pelo computador quanto por celulares.

Google for Education

O Google oferece uma série de ferramentas fáceis de serem usadas tanto por
alunos quanto pelos profissionais da educação, como:

- Google sala de aulas;


- Google Drive;
- Google docs; e
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- Criação de Websites e Hangouts.

Goconqr

Plataforma mundial de recursos educacionais gratuitos online em todos os


níveis de estudo.
Escola Digital
É um Banco de Objetos onde se encontra aulas e conteúdos em diversas
mídias, diversas disciplinas e em várias fases escolares e totalmente gratuito.

Portal do Professor

Portal do Mec para os professores em que disponibiliza gratuitos mídias, aulas,


notícias, cursos, a interação com outros professores, coleção de links.

Guia de Tecnologias
Ferramenta voltada aos gestores educacionais para auxiliá-los na aquisição de
materiais pedagógicos e tecnologia a serem usados nas escolas.

6. TECNOLOGIA DIGITAL NAS ESCOLAS, REAL E CONTEPORANEA

A sociedade contemporânea vive uma época de grandes avanços e conquistas


na área tecnológica. As tecnologias digitais atualmente são várias e disponíveis para serem
usadas para que se aprenda e que se ensine, sem contar que também se pode fazer uso delas
a qualquer instante e onde quer que se esteja, e o que faz a distinção nesse caso não são os
sistemas operacionais existentes, mas o propósito para o qual são direcionados e a função a
que podem ser destinados por educadores, gestores e alunos (MORAN, 2017).
Seguindo nesse contexto, as escolas e seus alunos vem acompanhando as
transformações do mundo global. Seria uma frase retórica se nao fosse o seu significado
implícito na frase acima. As tecnologias nas escolas são transformadoras e emplacam uma
enorme transformação na vida estudantil do aluno.
Dando enfase no assunto, Moran ( 2017 ) continua seu pensamento relatando
que os aparelhos como smartphones, celulares, tablets e notebooks podem ser instrumentos
que, além de nos auxiliar a ter acesso ao conhecimento, podem ser aplicados no
desenvolvimento de projetos, no diálogo de diversas naturezas, no compartilhamento de
nossas percepções, no desfazer de incertezas, no debate de assuntos, e ainda, podem
contribuir para melhorar nossa capacidade de nos expressar, seja oralmente ou por escrito.
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Assim, esses dispositivos podem servir grandemente como expediente para se promover a
motivação dos alunos na aquisição do conhecimento.
A atual Lei n. 13.005/2014 ( Plano Nacional da Educação ), tem como
pressuposto fomentar a qualidade da educação em todas as suas modalidades para que a
educação pública brasileira alcance em até 2021, todas as medidas do IDEB no tocante as
assertividades do ensino (PNE, 2014, p. 14-15).
Para tanto, define estratégias que se referem diretamente ao uso de tecnologias
digitais para se promover uma educação inovadora, real e contemporânea, como veremos
a seguir:
7.12) incentivar o desenvolvimento, selecionar, certificar e divulgar tecnologias
educacionais para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio e incentivar
práticas pedagógicas inovadoras que assegurem a melhoria do fluxo escolar e a
aprendizagem, assegurada a diversidade de métodos e propostas pedagógicas, com
preferência para softwares livres e recursos educacionais abertos, bem como o
acompanhamento dos resultados nos sistemas de ensino em que forem aplicadas;
7.15) universalizar, até o quinto ano de vigência deste PNE, o acesso à rede mundial de
computadores em banda larga de alta velocidade e triplicar, até o final da década, a relação
computador/ aluno (a) nas escolas da rede pública de educação básica, promovendo a
utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação;

7.20) prover equipamentos e recursos tecnológicos digitais para a utilização pedagógica no


ambiente escolar a todas as escolas públicas da educação básica, criando, inclusive,
mecanismos para implementação das condições necessárias para a universalização das
bibliotecas nas instituições educacionais, com acesso a redes digitais de computadores,
inclusive a internet; (PNE, 2014, p. 16-17).

Dando sequencia, a Revista Educação ainda publicou em abril/2018, uma


menção em que demonstra o seguinte: com base na competência n. 5 da BNCC, sobre a
proposta de utilizar as tecnologias digitais em sala de aula, propôs-se a alguns especialistas
que atuam em sistemas de ensino que já utilizam esses recursos inferidos no uso dessas
tecnologias virtuais. Portanto, difundiu-se que foi:

a) lição n. 1: “É preciso fundir tecnologias a outros meios e processos de ensino e


aprendizagem”; b) lição n. 2: “Utilizar elementos de tecnologia para envolver e dar
engajamento”; c) lição n. 3: “Não nos interessa o ‘fator novidade’ sem alcançar impacto
acadêmico”; d) lição n. 4: “Oferecer um ecossistema que dê suporte e integre as tecnologias”;
e) lição n. 5: “É preciso criar oportunidades com responsabilidade e ética”. ( REVISTA
EDUCAÇÃO, 2018, p. 1 ).
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Para muitos gestores e professores, os desafios que se apresentam à escola no


tocante as tecnologias ditais nas escolas, alvo desse artigo de revisao, precisam ser
encarados pelo recurso às tecnologias da comunicação e da informação. A “aura de magia”
que as envolve evidencia sua fetichização. Acredita-se em sua capacidade de desencadear
mudanças significativas no processo de ensino-aprendizagem, bem como de minimizar a
lacuna entre as práticas escolares e as demais práticas sociais de docentes e discentes
(Barreto, 2002).

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através dos estudos realizados para a composição deste artigo de revisao da


literatura, refletimos criticamente a respeito da tecnologia digital e virtual, tanto na
sociedade e principalmente quando se trata de educação em seu contexto generico. Ao
reconhecer o papel da tecnologia, entendemos que estamos inseridos neste contexto como
consumidores e educadores, qual atitude devemos tomar diante de tais apontamentos
trabalhados no decorrer do texto. Através deste trabalho conclui-se que as tecnologias
usadas com fim educacional / pedagógico ampliam as possibilidades de o professor ensinar
e o aluno aprender.
Com a inovação proporcionada pela tecnologia, olhamos uma forma de
transformar a realidade de maneira que a sociedade e a educação sejam as principais
beneficiadas. Cabe aos usuários, fazer uma análise sobre as consequências sociais das
inovações, já que o objetivo da criação da tecnologia tem sido o favorecimento do capital,
e não o bem estar do ser humano. Concluímos, pois que o homem deve utilizar a
tecnologia para o bem comum, seguindo a linha do raciocínio que vise agir sobre o meio
em que vive de forma consciente, afinal o uso dos recursos naturais é fundamental para a
sobrevivência da espécie humana.
Em umas de suas citações, Leopoldo ( 2002 ) nos sinaliza que a tecnologia na
educação é a maior mudança no ensino que veremos. Durante anos, os formuladores de
políticas, professores, pais e alunos têm ponderado os benefícios potenciais da tecnologia
na educação contra seus riscos e conseqüências. Mas agora o debate é mais pertinente do
que nunca, à medida que os currículos incorporam cada vez mais a tecnologia e os
professores experimentam novos métodos de ensino. Por um lado, a tecnologia permite
experimentar pedagogia, democratizar a sala de aula e envolver melhor os alunos. Por
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outro lado, alguns argumentam que a tecnologia na sala de aula pode ser uma distração e
até mesmo trapacear.
Uma das considerações mais importante nesse artigo de revisão foi criar um
modelo que descreva os principais elementos para melhorar as escolas com tecnologia
digital e ajudar a revelar diferenças entre as escolas e a identificar suas melhores práticas e
desafios. O inovador modelo de escola digital oferece uma estrutura para pesquisa, mas
também um modelo baseado em tecnologias virtuais inovadoras para que as escolas
examinem suas próprias práticas com tecnologias digitais. O modelo combina pesquisas
anteriores sobre melhoria escolar, criação de inovações e tecnologia virtuais como um
caso especial de inovações e aprendizado como criação de conhecimento para definir seis
elementos principais que descrevem uma escola digital inovadora: visões da escola,
liderança, práticas de a comunidade de ensino, práticas pedagógicas, práticas de
conhecimento em nível escolar e recursos digitais. O modelo desse artigo comparou as
pesquisas feitas nos siter e livros e chegou a uma conclusao importante. Os resultados
indicam que as tecnologias digitais são eficazes e foi encontrados diferenças essenciais
entre as escolas e suas melhores práticas e desafios para melhoria com essas tecnologias.
Funcionou particularmente bem para esses elementos, que são principalmente de
responsabilidade pela liderança dentro de uma escola. As diferenças de vários elementos
entre as escolas não se baseavam no contexto socioeconômico, mas nas práticas em nível
escolar. O estudo foi feito por meio de pesquisa qualitativa, aplicada e exploratória, do tipo
bibliográfica, e entende-se qeu aproximadamente metade dos professores da educação
pública brasileira fazem uso das tecnologias digitais, mas esbarram em problemas como
insuficiência na infraestrutura das escolas e falta de capacitação dos professores. Como
conclusão, sugerimos que, para melhorar as escolas com tecnologia digital, todos os
elementos do modelo devem ser incluídos no processo de avaliação e desenvolvimento.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino 4/5/2011. Projetos Políticos


Pedagógicos/ Cap: VIII (Pág. 38). Equipe Técnica do DPEM/ NETO, Alípio dos Santos;
LAZZARI, Maria de Lourdes; QUEIROZ, Maria Eveline Pinheiro Villar de; AMARAL,
Marlúcia Delfi no; ARAÚJO, Mirna França da Silva de; NETO, Pedro Tomaz de Oliveira.

CARVALHO, Marcelino. Revista Científica do Instituto Federal de Alagoas, Junho de


2014.
15

FRANSSON, G. , J. O Lindberg e A. D Olofsson . 2018 . “ Competência digital adequada -


uma leitura atenta da nova estratégia nacional de digitalização das escolas na
Suécia .” Seminar.net. Mídia, tecnologia e aprendizagem ao longo da vida 14 (2): 217 -
228 .

FRANCO, M.L.P.B. Análise de conteúdo. 2. ed. Brasília, DF: Líber Livro, 2005.

KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: Um novo ritmo da informação. 8. ed.


Campinas: Papirus, 2012. p. 15-25.

LEOPOLDO, Luís Paulo- Novas Tecnologias na Educação: Reflexões sobre a prática.


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