Instituto Superior de Instituto Superior de Relações Internacio Relações Internacionais Nais
Instituto Superior de Instituto Superior de Relações Internacio Relações Internacionais Nais
i
DECLARAÇÃO DE
DECLARAÇÃO DE AUTORIA
AUTORIA
Eu, Jaime Celestino Xavier Jeremias , declaro por minha honra, que o presente trabalho é da
minha autoria e que nunca foi anteriormente apresentado para avaliação em alguma Instituição de
Ensino Superior Nacional ou de outro País.
_____________________
______________________________
_________
i
TERMO DE
TERMO DE RESPONSABILIZAÇÃO
RESPONSABILIZAÇÃO DO
DO CANDIDATO
CANDIDATO E DA
DA SUPERVISORA
SUPERVISORA
O Candidato:
______________________
_________________________________
__________________
_______
A Supervisora:
______________________
_________________________________
___________________
________
ii
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar agradecer à Deus pelo Dom da vida e por me ter guiado durante toda minha
jornada académica
académica por me ter dad
dadoo sabedoria e força nos momentos ma
mais
is turbulentos no de
decorrer
correr do
curso.
À minha mãe, Suzana Maria Sande Xavier pela coragem e dedicação que ela sempre teve para
oferecer a seus filhos a oportunidade de estudar e vencer na vida.
Ao meu pai, Celestino Jaime Jeremias que sempre acompanhou a família na difícil jornada de
criação dos seus filhos sempre ao lado da minha mãe, criando condições para que pudéssemos ter
acesso a educação formal.
Aos meus irmãos, Celestino Jaime Jeremias Júnior, Olga Celestino Jeremias, Adilson Celestino
Jeremias e Miriam Celestino Jeremias, que de certa forma contribuíram para a materialização do
presente trabalho.
trabalho.
Agradeço a minha supervisora Dra. Marcela Guivala pela atenção e acompanhamento que
disponibilizou para materialização do presente trabalho de pesquisa. Estendo os meus
agradecimentos aos meus colegas e amigos de jornada académica em especial para meu chefe de
turma (Joaquim Mairosse), Colegas e Amigos (Eugénio Carlos, Alfredo Matecana, Helena Buizi,
Verónica Chigumane, Raúl Macanze, Ivone Langa, Cecília Panguana, Sandra Mandamula, Haydate
Bacar, Elizabeth Manjate, Bento Ernesto, Michela Condo, Raúl Macanze, Paula Manhique) e tantos
outros que fazem parte da minha vida.
E por fim, agradecer a Dra. Sandra Vaz, ao Sr. Afonso Gule Júnior, ao Sr. Lornei David,
funcionários do CEDSIF pelas aulas de sapiência sobre o assunto em estudo. À todos vocês o meu
sincero MUITO OBRIGADO!
iii
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho aos meus pais Celestino Jaime Jeremias e Suzana Maria Sande Xavier,
Pelo imensurável apoio na qualidade de pais e amigos que sempre foram comigo.
Não obstante,
obstante, dedicar este trabalho
trabalho à todos estudantes,
estudantes, pes
pesquisadores
quisadores e re
responsáveis
sponsáveis de
de sectores
financeiros do Estado na esperança de que este trabalho sirva de objecto de reflexão para que se
alcance uma gestão financeira transparente dos fundos públicos.
iv
EPÍGRAFE
(Leonardo da Vinci)
v
ÍNDICE Pág.
vi
3.1.1. Gestão Financeira do Estado no Contexto das Reformas Públicas em Moçambique ..... 26
3.2. Adopção das TIC’s na Administração Pública Moçambicana
Moçambicana .............................................
................................................
... 31
3.2.1. As TIC’s na Administração Financeira do Estado: O e-
e-SISTAFE
SISTAFE...................................
................................... 34
3.2.2. Informatização do Processo de Pagamento de Salário aos Funcionários e Agentes do
Estado: O e-Folha .....................
............................................
.............................................
............................................
.............................................
..............................
....... 37
3.3. Contributo das TIC’s na Melhoria da Administração Financeira do Estado
Estado ...................
..........................
....... 42
CAPÍTULO 4: APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO
INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS
DA PESQUISA........................................
..............................................................
.............................................
..............................................
............................................
.....................47
4.1. Breve Descrição do Governo do Distrito de Marracuene ....................................................
.......................................................
... 47
Recomendações........................................
Recomendações..............................................................
.............................................
..............................................
............................................
..................... 62
Referência Bibliográfica ......................
............................................
............................................
............................................
.............................................
..........................
... 63
APÊNDICES e ANEXOS ......................................
............................................................
............................................
.............................................
..............................
....... 69
vii
AE Agentes do Estado
CUT Conta Única de Tesouro
CEDSIF Centro de Desenvolvimento de Sistema de Informação de Finanças
DPPF Direcção Provincial de Plano e Finanças
e-CAF Cadastro Electrónico de Funcionários e Agentes do Estado
Suporte Electrónico da Folha de Pagamento de Salários e
e-Folha
Remuneração
e-GOV Governo Electrónico
e-SISTAFE Sistema Electrónico de Administração Financeira do Estado
FAE Funcionários e Agentes do Estado;
FP Funcionário Publico
GRH Gestão dos Recursos Humanos
GDM Governo do Distrito de Marracuene
ISRI Instituto Superior de Relações Internacionais
Ministério da Ciência e Tecnologia Ensino Superior e Técnico -
MCTESTP
Profissional.
MSP Módulo de Gestão de Salários e Pensões
N.U.I.T Numero Único de Identificação
Identificação Tributá
Tributária
ria
OE Orçamento do Estado
RSP Reforma do Sector Público
SISTAFE Sistema de Administração Financeira do Estado
TIC’s Tecnologias de Informação e Comunicação
UGB Unidades Gestoras Beneficiárias
UTRAFE Unidade Técnica da Reforma da Administração Financeira do Estado
UTRESP Unidade Técnica da Reforma do Sector Público
viii
FIGURAS PÁG.
Figura 1: População e Amostra……………………………………………..……………..……….
Amostra……………………………………………..……………..………..13
.13
TABELAS
Tabela 1: Principais causas da introdução do e-Folha a nível do GDM (Quadro resumo)…………51
resumo)…………51
ix
RESUMO
A presente pesquisa tem como principal objectivo reflectir em torno do contributo das Tecnologias
de Informação e Comunicação na Melhoria da Administração Financeira do Estado com especial
destaque para o contributo do e-Folha
e-Folha na celeridade do Pagamento de Salários no Estado tomando
como estudo de caso o Governo do Distrito de Marracuene no período compreendido entre 2013-
2015. O estudo cingiu-se, numa primeira fase, na revisão bibliográfica e documental sobre a
Administração Financeira do Estado, no contexto
contex to das reformas e adopção das TIC’s na gestão das
finanças públicas. Sob ponto de vista da leitura teórica, o tema foi interpretado à luz da Teoria
Contingencial e da Nova Gestão Pública. De forma a obter informação, durante o estudo de caso
adoptou-se o Questionário e a Entrevista destinado aos operadores do e-SISTAFE (Sistema
Electrónico de Administração Financeira do Estado) e demais funcionários do Governo do Distrito
de Marracuene. A principal conclusão do trabalho é que o e-SISTAFE melhorou a Gestão de
Finanças Públicas ao introduzir o e-folha para o pagamento dos ordenados dos Funcionários e
Agentes de Estado, o que evita os pagamentos ilícitos e vicioso, dos funcionários “fantasmas”
graças ao aplicativo e-CAF (Cadastro Electrónico de Funcionários e Agentes do Estado) que
procede ao registo e cadastro dos beneficiários. Antes da reforma existiam vários sistemas de
processamento
processamento e cálculo para pagamento de salários numa base manual. E como principais
recomendações destacam-se os seguintes: Alargar os pontos de acesso ao e-SISTAFE a nível do
GDM a fim de reduzir a dependência de um e único ponto existente; Desenvolver formações e
capacitações constantes sobre o uso do e-SISTAFE que envolvem a particularidade (Teoria e
Prática).
x
CAPÍTULO 1: INTRODUÇÃO
Por outro lado, os Governos procuram disponibilizar, através dos Portais Electrónicos, informação
relevante dos serviços públicos. Nota-se a importância que as Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC’s)
(TIC’s) representam hoje para os indivíduos, organizações, instituições, negócios,
sobretudo para o desenvolvimento, rumo à satisfação dos objectivos do Milénio.
1
Upgrade
Upgrade é um termo de origem inglesa que significa actualização ou melhoria e é bastante utilizado no campo da
um upgrade
informática, tanto para computadores quanto para outros produtos electrónicos. Quando se diz que há um upgrade é o
mesmo
upgrade que
upgrade no dizer que trabalho
presente existe uma
vaiversão mais
merecer recente e actualizada
a conotação daquele
de actualização e produto
noutras ou [Link]á
circunstâncias Assim,significar
o termo
reforma.
1
É nesta esfera que o presente trabalho tornou-se subordinado ao tema: “Contributo das Tecnologias
de Informação e Comunicação na Melhoria da Administração Financeira do Estado –
Estado – Uma
Uma reflexão
em torno do e-Folha
e-Folha na celeridade do Pagamento de Salários no Estado
Estado””. Como local para o estudo
de caso, foi definido o Governo do Distrito de Marracuene (GDM) e os dados colhidos sobre o e-
Folha cobrem o período de 2013 a 2015. Com a materialização do presente trabalho, pretende-se
contribuir para constante melhoria da gestão dos fundos do Estado, bem como como da qualidades
1.2. Justificativa
Um dos aspectos que suscitou a curiosidade do pesquisador em aprofundar o tema levantado é a
2
Sob ponto de vista académico, em atenção para o Instituto Superior de Relações Internacionais
(ISRI) e para o Curso de Licenciatura em Administração Pública, a abordagem deste assunto
demostra-se importante na medida em que pouco se tem escrito ou aprofundado sobre esta matéria,
pretende-se então, contribuir com algum subsídio numa área não tão nova mas que merece
destaque, que é a introdução das TCI’s na Gestão da “Coisa Pública” e contribuir para a eficiente
satisfação das necessidades da colectividade, tal como dos funcionários públicos através da
identificação, compreensão e avaliação dos inconvenientes resultantes do uso de soluções
informáticas para a dinamizar o processo de pagamento de salários aos Funcionários e Agentes do
Estado (FAE).
Sob ponto de vista teórico, a pesquisa afigura-se importante pois reflecte sobre um assunto
relativamente recente e proeminente na Função Pública, neste caso a aplicação de soluções
informáticas para melhorar a Administração Financeira do Estado Moçambicano, e num contexto
específico, foi introduzido o Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE), suportado
pelo e-SISTAFE com o propósito de estabelecer de forma global mais abrangente e consistente os
princípios básicos e normas gerais de um sistema integrado de administração financeira dos órgãos
e instituições do Estado.
1.3. Contextualização
Diversos Governos do mundo estão a abraçar o Governo electrónico para lidar, de forma eficaz,
com as mudanças próprias da Era da Informação: os efeitos e consequências da globalização, da
revolução Digital e da Internet . As tecnologias de comunicação representam hoje em dia uma
ferramenta indispensável para o funcionamento eficaz das organizações e, Sousa (2003:131)
3
As TIC’s são mais do que ferramentas de trabalho. Elas têm um papel de transformação,
transformação, na maneira
como elas permitem mudanças, ao nível de mentalidades, ao nível institucional, incluindo
instituições governamentais do sector produtivo (privadas e públicas), alterando a forma como as
organizaçõess e os indivíduos comunicam, funcionam e trocam conhecimento, (MCTESTP, 2015).
organizaçõe
Em Junho de 2001 foi aprovada a Estratégia Global da Reforma do Sector Público, com essência
em 5 componentes: racionalização e descentralização de estruturas e processos de prestação de
serviços públicos; Formulação e monitoria de políticas públicas; profissionalização e melhoria das
condições de trabalho dos funcionários públicos; Gestão financeira e orçamental do Estado e
processos de prestação de contas; e Boa governação e combate a corrup
corrupção,
ção, (CIRESP, 200
2001).
1).
Como parte integrante das Reformas Públicas foi iniciada a implementação do programa de
modernizaçãoo da Administração Financeira do Estado, tendo sido criado o SISTAFE,
modernizaçã S ISTAFE, através da Lei
nº 9/2001 de, 12 de Fevereiro (BR, 2002) suportado pelo e-SISTAFE, a fim de melhorar o sistema
de gestão da “coisa pública” em Moçambique e combater as perdas ilegais de fundos públicos
através de controlo intercorrente, comparabilidade, uso de padrões internacionalmente aceites,
uniformidade de critérios em todo o país e formação e capacitação de recursos humanos em
Tecnologias de Informação e Comunicação no âmbito da Administração Financeira do Estado.
Foi através da reforma da Administração Financeira do Estado, executada pela Unidade Técnica da
Reforma da Administração Financeira do Estado (UTRAFE) que o Governo moçambicano sentiu a
necessidade de implantar um sistema eficiente de gestão das finanças públicas apostando assim nas
TIC’s.
TIC’s.
Nos últimos tempos, estudiosos,
estudiosos, pesquisadores
pesquisadores e pratica
praticantes
ntes envolvidos ou
ou interessados no Governo
Governo
electrónico têm definido este como sendo “o uso das tecnologias de informação e comunicação para
promover maior eficiência e eficácia governamentais, facilitando o acesso aos serviços públicos,
permitindo ao cidadão e ao empresário o acesso à informação e tornando o Governo mais
responsável perante o cidadão” (Gartner Group2, 2000 citado na Estratégia de Governo Electrónico
de Moçambique,2
Moçambique,2006).
006).
2
Gartner Group
relacionadas é uma empresa
a introspecção de consultoria
necessária fundada
para seus emtomarem
clientes 1979 porsuas
Gideon Gartner.
decisões A Gartner
todos os dias. desenvolve
Informação tecnologias
disponível
online em [Link]/technology/[Link]
em [Link]/technology/[Link] consultado a 12 de Agosto de 2016.
4
1.4. Problematizaç
Problematização
ão
A Administração Financeira do Estado é uma área bastante sensível do sector público. Com o
objectivo de melhorar o sistema de gestão pública em Moçambique introduziu-se o SISTAFE com
intuito de produzir informação sobre os gastos públicos, aumentar a transparência e reduzir o risco
de desvio de fundo, garantindo a celeridade dos serviços prestados pelo Estado. Mas, este objectivo
por vezes tem sido ofuscado por deficiências resultantes de falhas nos sistemas informáticos de
Gestão Financeira do Estado. A título de exemplo:
Aliás, enquanto alguns funcionários aguardavam pelo seu ordenado, outros, haviam auferido três
vezes o salário num único mês por causa das falhas do aludido sistema 3.
3
In Jornal @Verdade. Falhas do SISTAFE originam atraso do salário de professores. Online
In Online,, disponível em
[Link] Publicado
[Link]
a 01 de Fevereiro de 2014. Consultado em 02 de Maio de 2015.
4
In Jornal TVM Noticias. Pagamento do Salário aos Funcionários: Ministro da Economia defende fixação de data
In Jornal
única. Online,
Online
Março de 2015;, Disponível em 02
Consultado em [Link]
de Maio de 2015. . Publicado a 19 de
[Link]
5
pudessem fixar uma data única para pagar o salário do funcionário público e assim permitir uma
melhor programação financeira ao funcionário.
Importa porém, salientar que a utilização das TIC’s exige dos agentes um certo domínio nos
sistemas aplicativos, devendo para tal existir recursos humanos capazes de estabelecer e garantir o
normal funcionamento do sistema. Portanto, por mais que se modernize o sistema e todo um
conjunto de procedimentos, esta modernização poderá não produzir os resultados esperados se o
Nesta perspectiva, a questão de partida que se levanta é: Até que ponto
pessoal não for capacitado. Nesta
1.6. Hipóteses
Conforme formulada a questão de partida para o problema levantado, apresentam-se as seguintes
hipóteses:
6
H2: A incapacidade dos recursos humanos em lidar com as soluções informáticas e as condições
infra-estruturais e tecnológicas disponíveis no Distrito de Marracuene torna deficiente o pagamento
célere dos salários a nível do GDM.
5
(2001). Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada.
Malhotra, N. K. (2001). Pesquisa aplicada. 3. ed. Porto Alegre: Bookman.
7
afirma Severino (2006) que não existe um estudo completamente quantitativa ou qualitativa as duas
abordagens acabam se entrelaçando e se complementando.
Nesta óptica de ideias, a aplicação da pesquisa qualitativa foi através do estudo de campo que
tornou-se em grande medida relevante pois permitiu através da contacto directo com o fenómeno
em estudo, o acompanhamento de todo processo de pagamento de salários aos FAE via e-folha e
considerando
considerando os objectivos do trabalho, permitiu recolher os dados necessários para perceber se esta
solução informática oferece a celeridade exigida para pagamento de salários.
A pesquisa exploratória é realizada, segundo Vergara (2000), em áreas em que existe pouco
conhecimento acumulado e sistematizado. É portanto, adequada para o objectivo de aumentar o
conhecimento sobre determinado assunto, ou, nas palavras de Gonçalves e Meirelles (2004:37), é
“r eealizada
alizada para descobrir ou descrever melhor o(s) problema(s) raiz que são apontados através de
sintomas (ou queixas) para se alcançar os objectivos.”
objectivos.”
Estado com especial atenção para o processo de pagamentos de salários via e-Folha.
Por outro lado, pautou-se pela pesquisa explicativa, que segundo Gil (1995:32), visa identificar os
factores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenómenos. Aprofunda o
conhecimento da realidade porque explica a razão, o “porquê” das coisas. Tendo em vista os
objectivos que se pretendem alcançar a aplicação deste tipo de pesquisa consistiu na conjugação das
técnicas de recolha de dados usadas neste trabalho e do estudo de caso com a intenção de observar
“in loco
loco e explicar” em que medida a tecnologia é um “actor” que contribui na melhoria da
actividade financeira do Estado.
8
O Método Monográfico ou Estudo de Caso , de acordo com Gil (2002:54), consiste no estudo
profundo e exaustivo de um ou poucos objectos, de maneira que permita seu amplo e detalhado
conhecimento e para a realização da pesquisa. Nestes termos pautou-se por situações da vida real
(institucional), possibilitando assim a descrição do problema no contexto em que está sendo feita a
pesquisa. Assim este método foi extremamente importante pois colocou-nos perante a realidade de
modo a conhecer o que acontece no terreno. Ainda, de acordo com este método, qualquer caso
estudado em profundidade pode explicar outros fenómenos semelhantes. Através da aplicação deste
método foi possível por prova as hipóteses levantadas para responder a questão de partida e
consequentemente satisfazer os objectivos propostos, conjugando com outras técnicas de recolhas
de dados como a entrevista e o questionário, sendo que o caso em questão é representativo do
fenómeno a estudar a nível de outros Governo Distritais com adopção do e-SISTAFE em especial
do aplicativo e-Folha.
b) Método de Abordagem
O método de abordagem escolhido é o hipotético-dedutivo. Este método foi definido por Karl
Popper, a partir de suas críticas ao método indutivo. Para ele, o método indutivo não se justifica,
pois o salto indutivo de “alguns” para “todos” exigiria que a observação de fatos isolados fosse
infinita. O método hipotético-dedutivo pode ser explicado a partir do seguinte esquema:
PROBLEMA – HIPÓTESES – DEDUÇÃO DE CONSEQUÊNCIAS OBSERVADAS –
TENTATIVA DE FALSEAMENTO –
FALSEAMENTO – CORROBORAÇÃO/CONFIRMAÇÃO
CORROBORAÇÃO/CONFIRMAÇÃO
9
Segundo Marconi e Lakatos (2007: 106), o método hipotético-dedutivo é aquele que se inicia pela
percepçãoo de uma lacuna nos conhecimen
percepçã conhecimentos
tos acerca da qual formula hipóteses e pelo processo de
inferência dedutiva, testa-se a predição da ocorrência de fenómenos abrangidos pelas hipóteses.
a) Pesquisa Bibliográfica
Segundo Spínola e Silva (2005:11), uma Pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir do material
já elaborado,
elaborado, constituído principalme
principalmente
nte de livros e artigos
artigos científicos já ca
catalogados
talogados em bibliotecas,
bibliotecas,
editoras, internet e
e em videotecas. É a pesquisa realizada através de material já publicado em livros,
revistas, jornais, meios electrónicos acessíveis ao público em geral (Vergara, 2000).
Neste caso, fez-se revisão dos dados publicados e não publicados, em diversas formas, tais como
livros, dissertações, relatórios apresentados em vários fóruns, artigos de revistas, quase todos
relacionados com o tema em estudo constituiu a principal técnica para o desenvolvimento do tema.
b) Pesquisa Documental
Ou seja, é realizada com base em fontes de dados ainda não tratadas analiticamente ou reelaboradas
por outros autores, divididas
divididas em fontes de primeira mão (conservada
(conservadass em arquivos ou pessoais)
pessoais) e de
10
segunda mão (relatórios empresariais ou de pesquisa e dados estatísticos), que devem ser
representativos e correctamente interpretados pelo pesquisador (Gil, 1996; Dencker, 2000).
( e-Folha) é relativamente
Considerando que a introdução da plataforma de pagamento de salários (e
recente no Distrito de Marracuene, analisou-se relatórios elaborados pelo Centro de
Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças (CEDSIF) 6 sobre o desempenho do e-
folha no distrito e outros documentos que venham a ser disponibilizados no GDM referentes a
avaliação do desempenho do e-Folha quanto a celeridade do pagamento de salários.
c) Entrevista
Constitui uma serie de perguntas e consiste na comunicação bilateral. Na presente pesquisa optou-se
pela entrevista de caracter exploratório, onde foram usadas eventuais indagações ou levantamento
de dados e informações que não estavam contempladas no formulário, (Kauark et al , 2010:64).
Por outro lado, para facultar a recolha de dados sobre o assunto em causa, pautou-se pela elaboração
Dencker (2000) destaca que a entrevista permite maior flexibilidade na elaboração das questões e
consegue maior sinceridade por parte do respondente.
A escolha desta técnica de recolha de dados deve-se ao facto de que a entrevista permite um diálogo
aberto com o entrevistado, no caso a pessoa que está ligado ao fenómeno em estudo e detém
informações ou seja, respostas necessárias para entender aos mínimos detalhes em que medida a
tecnologia consubstanciada o e-Folha contribui na celeridade do pagamento de salários e permite
melhorar a Administração Financeira do Estado Moçambicano. Em termos práticos foram
entrevistados os funcionários do GDM ligados ao manuseamento do e-SISTAFE ou com
conhecimentos
conhecimentos relevantes para compreensão do assunto em estudo.
6
Públicas e-SISTAFE.
CEDSIF - Entidade responsável pela implementação, execução e Gestão de Finanças Públicas e -SISTAFE.
Anteriormente designada por UTRAFE –
UTRAFE – Unidade
Unidade Técnica de Reforma da Administração Financeira do Estado.
11
d) Questionário
A escolha do questionário como técnica de recolha de dados permitiu suportar as deficiências que
surgiram durante a entrevista. Não só, o questionário permitiu atingir grande número de pessoas,
mesmo dispersas; não exigiu gastos com treinamento de entrevistadores; garantiu o anonimato dos
respondentes
respondentes e abriu a possibilidade das pessoas responderem no momento mais conveniente; (Gil,
1995). Por outro lado, foram inquiridos funcionários de diferentes sectores a nível do GDM de
modo aferir a sua percepção em relação a celeridade do pagamento de salários.
12
Sendo assim, foram entrevistados os 10 funcionários com acesso ao e-SISTAFE, directamente
ligados ao processamento e pagamentos dos salários aos FAE a nível do GDM.
E o inquérito foi suportado pela técnica de Amostragem estratificada: nessa forma de amostragem, é
preciso dividir a população em estratos ou subgrupos ((por
por exemplo, por sexo, faixa etária, classe
social, posição hierárquica), para a partir dessa divisão identificar a amostra; dentro de cada estrato,
o pesquisador utiliza normalmente a amostragem aleatória simples para seleccionar cada elemento
(Malhotra, 2001). Assim foram inqueridos os 20 funcionários sem ligação directa com
processamento
processamento e pagamento de salários.
População
Amostra
Esta pesquisa tem um nível de abrangência institucional, o que implica que serão privilegiados
indivíduos funcionários
funcionários que deté
detém
m um vínculo laboral com o Estado. Portanto, foram
foram incluídos,
funcionários do GDM com conhecimento sobre o e-SISTAFE, sem distinção de raça, cor, sexo,
compreendida entre 21-70 anos. Porém, através do Critério de
religião, ou proveniência, com idade compreendida
Exclusão, foram excluídos do estudo funcionários sem nenhum conhecimento sobre o e-SISTAFE,
utentes de serviços públicos e funcionários em período probatório.
13
14
A Nova Gestão Pública possui uma característica bem distinta dos modelos que anteriormente eram
aplicados na administração do Estado. A necessidade de rediscutir o papel e as formas de
funcionamento do Estado, com vistas ao atendimento dos requerimentos atuais, vem motivando o
debate acerca das reformas no cenário internacional. Os desafios de implementar programas
voltados para o aumento da eficiência e melhoria da qualidade dos serviços parecem ser a tendência
dominante, ganhando a denominação genérica de gerencialismo na administração pública.
modelo evolui para uma visão baseada na noção de equidade, resgate do conceito de esfera pública,
ampliação do dever social de prestação de contas e o foco em resultados finalísticos.
A NGP emergiu inicialmente em países anglo-saxônicos, a partir do início dos anos 1980, tais
como: Estados Unidos, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia.
15
o artigo “ A
A public management for all seasons?”, escrito por Christopher Hood8 e publicado em
seasons?”,
1991.
Importante ressaltar que o conceito de Nova Gestão Pública surgiu em uma tentativa de reforçar o
conceito de cidadania; reforçar valores da coisa pública nos servidores (eficácia, eficiência e ética);
reconhecer novos direitos como garantia dos cidadãos; ter como horizonte a satisfação do cidadão
(simplificação, redução de tempos, melhoria da qualidade do atendimento); focar na universalidade
e igualdade; incrementar a qualidade e a quantidade de serviços; fazer uma clara delimitação da
externalização dos serviços (admitindo, por exemplo, as privatizações, mas a partir de uma prévia
discussão sobre o que é, e o que não é papel do Estado, e não como iniciativas do tipo Estado
mínimo).
ii . Pressupostos
Pressupostos Básicos da Teoria da Nova Gestão Pública ou New Public Management
A Nova Gestão Pública, como modelo de gestão, é difícil de ser correctamente definida
(McLaughlin, 2002:409).
2002:409). É um modelo que constitui um desafio à administração pública tradicional
construída pelos burocratas. Enfatiza uma via mais activa em torno da eficiência da gestão pública
(Jackson, 1994:121). Essencialmente é um modelo de gestão que procura organizar e
operacionalizar,
operacionalizar, de maneira diferente, a Administração Pública e os seus agentes, de maneira a: ·
Estas são, em resumo, as linhas estratégias da Nova Gestão Pública (Warrington, 1997).
8
Christopher Hood autor do artigo intitulado “ A
A public management for all seasons
seasons?”
?” ou “A
“A Gestão Pública para
todas asdeestações?”
países estações? ” descrever
língua Inglês, desde as reformas
o início que tinha
de 1980. sido em torno
Disponível online no
online emsector
em público em muitos países,
[Link]/static/files/12/ especialmente
hood _the_paper.pdf
Consultado em 05 de Agosto de 2016.
16
Uma das características marcantes da Nova Gestão Pública é a intensificação do uso de tecnologias
de informação. A sua utilização visa agilizar o processo como um todo. A troca de informações
entre os sectores internos e com a própria sociedade é facilitada e, consequentemente, se torna mais
transparente. Nesta perspectiva a introdução das tecnologias de informação na esfera financeira do
Estado tem em vista dinamizar gestão das despesas públicas bem como garantir a segurança dos
fundos públicos. Com base na teoria da nova gestão pública é possível entender que a adopção de
meios tecnológicos na gestão financeira é um imperativo conjuntural na medida em que as
tendências actuais de Governação estão viradas na simplificação, redução de tempos, melhoria da
qualidade dos serviços públicos.
resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de que as empresas não actuam
isoladamente, tudo o que acontece no seu ambiente externo, quer a nível sociológico, tecnológico,
politico ou demográfico
demográfico pode influenc
influenciar
iar a estrutura da organização
organização e o seu funcionamento.
funcionamento.
i. Precursores
Precursores da Teoria Contingencial
Alfred Chandler Jr (1962)9, Realizou uma investigação histórica sobre a estrutura de quatro
empresas americanas. Demonstrando como a sua estrutura foi progressivamente adaptada à sua
estratégia;
Burns e Stalker (1961)10 dois sociólogos industriais, pesquisaram vinte indústrias inglesas
procurando analisar a correlação entre as práticas administrativas e o ambiente externo dessas
indústrias e classificaram-nas em Mecanicistas e Orgânicas;
Lawrence e Lorsch (1973)11 fizeram uma pesquisa sobre o defrontamento entre organização e
ambiente que marca o aparecimento da Teoria da Contingência;
Contingência;
9
Chandler, A.D. (1962), Strategy and Structure: Chapters in the History of the American Industrial Enterprise
(Cambridge, M.A.: MIT Press). Inglaterra.
10
11 Tom
PaulBurns
R. Lawrence e Jay (1961),
e G. M. Stalker. The Management
W. Lorsch (1973), Asof Innovation.
Innovation
Empresas . eTavistock Publications.
o Ambiente: Londres. e Integração
Diferenciação
Administrativas,, Ed. Vozes, Petrópolis –
Administrativas Petrópolis – Brasil.
Brasil.
17
Joan Woodward (1958)12 foi uma socióloga industrial inglesa que pesquisou sobre os princípios de
administração em 100 empresas diferentes, as conclusões indicaram que a tecnologia
t ecnologia adoptada para
uma empresa determina a sua estrutura e o seu comportamento organizacional;
Explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas
administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objectivos da organização,
organização, as variáveis
ambientais são variáveis independentes, enquanto as técnicas administrativas são variáveis
dependentes
dependentes dentro de uma relação funcional;
Segundo Ribeiro (2010:157), a principal característica da Teoria contingencial é não haver uma
melhor maneira de administrar porque a empresa precisa estar constantemente se adaptando às
mudanças ambientais. Portanto, em função das constantes mudanças externas e internas a empresa
não pode ser estática, não podendo existir um caminho universalmente aplicáve
aplicávell para um problema
em administração, mas a situação determina a melhor abordagem do problema organizacional. Ou,
não se atinge a eficácia organizacional seguindo um único e exclusivo modelo organizacio
organizacional.
nal.
Para a teoria, não existe uma universalidade de princípios de administração nem uma única e
melhor maneira de organizar e estruturar as organizações. O ambiente impõe desafios externos à
organização, enquanto às tecnologias impõe desafios internos. Deste modo, qualquer organização
deverá tomar em consideração tudo o que acontece no seu ambiente externo, quer a nível
sociológico, tecnológico, político ou demográfico visto que, pode influenciar a seu funcionamento,
( Idem).
sua estrutura organizacional, sua gestão e as decisões dos seus gestores ( Idem ).
12
Joan Woodward. (1958), Management
(1958), Management and Technology,
Technology, Her Majesty's Stationery Office. Londres.
18
presente pesquisa importar debruça sobre o imperativo tecnológico. Sobre perspectiva desta teoria,
a tecnologia constitui uma das variáveis independentes que influencia as características
organizacionais (variáveis dependentes). “Em outros termos, as
as características estruturais são
melhor explicadas pelas características ambientais que as determinam”, (Chiavenato, 2000:22).
2000:22).
Assim, tendo em atenção a ênfase desta teoria foi possível identificar e analisar o ambiente que
levou a introdução e implementação
implementação das TIC’s na administração financeira do Estado sob
perspectiva do e-folha na celeridade no pagamento de salários.
eminentemente organizacional,
organizacional, (António, 2008:14). Portanto, todas as organizações têm um sistema
que recolhe, processa, conserva e transmite informação, independentemente deste sistema estar
informatizado ou não.
13
Sistema de Informação (SI) é uma parte da tecnologia de informação e refere-se a um conjunto de procedimentos
organizados que, quando executados, disponibilizam às organizações informações que auxiliam no processo de tomada
de decisão e no controle, tornando as organizações mais ágeis e eficientes na gestão das informações (Gonçalves,
2013:17).
19
Actualmente as TI’s englobam cada vez mais, não apenas a componente informática tradicional
tradiciona l
(hardware e software),
software), como também os sistemas de telecomunicações, é por isso que são hoje
designadass por Tecnologias de Informação e Comunicação
designada Comunicação (TIC’
(TIC ’s).
Entretanto, neste debate importa esclarecer que pela versatilidade do conceito, as TIC’
TIC ’s também são
referenciadas por Novas Tecnologias de Informação e Comunicação
Comunicação – – NTIC’
NTIC’s:
14
So
Softw are – Designa as instruções de processamento das informações, ou programas. Os Softwares podem ser
ftwa
aplicativos - aqueles que executam tarefas
tarefas específicas como de edição de textos ou serviço de contabilidade; ou
operacionais - os que traduzem as informações dos softwares aplicativos (…), (Stoner & Freeman, 1999; Boghi &
Shitsuka, 2002; Sousa, 1997).
15
H ar dware – Representa
Representa todo o conjunto de equipamentos e componentes que identificamos no computador (…),
(Stoner
16 & Freeman, idem; Boghi & Shitsuka, idem; Sousa, idem).
Velloso, Fernado (2014). Informática: Conceitos Básicos. Editora Elsevier, Rio de Janeiro: Brasil. Disponível online
online::
[Link]
[Link] _tecnologias_de_informação_e_cmunicação
unicação.. Consultado em 10 de Maio de 2016.
20
A Administração Financeira está estritamente ligada à Economia e à Contabilidade, pode ser vista
como uma forma de Economia aplicada, que se baseia amplamente em conceitos económicos e em
dados contábeis para suas análises. No ambiente macro a Administração Financeira enfoca o estudo
das instituições financeiras e dos mercados financeiros e ainda, de como eles operam dentro do
sistema financeiro nacional e global (Júnior, 2010:6).
Segundo Wilker (2013), a Administração Financeira ou Finanças, como quase toda ciência, traz em
seu escopo as mudanças do mundo contemporâneo. Suas técnicas, métodos quantitativos e estrutura
conceitual vêm sendo ampliada, o que aumenta sua relevância para as organizações.
No entanto, Groppelli e Nikbakt (2006), consideram que a Administração Financeira é a aplicação
de uma série de princípios económicos para maximizar a riqueza ou valor total de um negócio. Mais
especificamente,
especificamente, maximizar a ri
riqueza
queza significa obter o lucro mais elevado possível ao menor risco.
A administração financeira é uma ciência que objectiva, basicamente, determinar o mais eficiente
processo empresarial de captação de recursos e alocação de capital. Nesse contexto, é necessário
levar em conta a problemática da escassez de recursos e a realidade operacional e prática das
organizaçõess (Wilker, 2013).
organizaçõe
Depreende-se do debate acima, que não existe um conceito universalmente aceite em torno da
Administração Financeira, contudo, há concordância em torno dos objectivos da administração
financeira, sendo adequado para o entendimento do tema em estudo a concepção de Groppelli e
Nikbakt (2006), pois consideram no seu texto a aplicação de pprincípios
rincípios económicos (o quê, como,
quando e para quem produzir) que são questões básicas para boa gestão de recursos financeiros.
17
Portal de Contabilidade. Conceito de Administração Financeira.
F inanceira.
[Link] em 29 de Maio
[Link]
de 2016.
21
Baleeiro (1983,18 citado por Lauriana, 2009) considera que a Administração Financeira do Estado
ou Actividade Financeira do Estado consiste em obter (Receita), criar (Crédito), gerir (Orçamento)
e despender (Despesa) o dinheiro indispensável às necessidades, cuja satisfação o Estado assumiu
ou cometeu a outras pessoas de direito público.
Não obstante, Ribeiro (2007)19 afirma que a Actividade Financeira do Estado desenvolve-se nos
seguintes tópicos: Receita – Orçamento
Orçamento – Despesas
Despesas.
A autora reforça que, o Estado tem como competência à gestão dos seus recursos para garantir as
necessidades socias de sua população. A finalidade do Estado é a realização do bem comum, um
ideal que promove o bem estar e conduz a um modelo de sociedade.
18
19 Baleeiro, Aliomar (1983),Direito Tributário Brasileiro. Imprenta: Rio de Janeiro, Forense.
Ribeiro, Juliana (2007). Actividade Financeira do Estado.
Estado. Disponível em:
[Link] Consultado em 20 de Junho de 2016.
22
A finalidade última do Estado é a realização do bem comum. Quanto a maior gama de necessidades
públicas, maior
maior será a intensidade da actividade finan
financeira
ceira do Estado.
[Link]. Salário
Conforme Chiavenato (2004:260) ”o salário é uma contraprestação pelo trabalho de uma pessoas na
organização, que empenha parte de si mesma, de seu esforço e de sua vida, comprometendo-se a
uma actividade cotidiana e a um padrão de desempenho na organização”.
Sussekind et al (198720 citado por Grunwald, 2010), considera que o “salário é a retribuição
devida pela empresa ao trabalhador, em equivalência subjectiva ao valor da contribuição deste na
consecução
consecu empreendimento.
ção dos fins objectivados pelo respectivo empreendimento.
No entanto, Pontes (2004:29) reforça que a empresa deve ver o salário como função agregada de
motivação e procurar utilizá-lo como um instrumento a mais na compatibilização dos objectivos
organizacionais e pessoais”. Salientar que o colaborador é ser motivado, se o colaborador estiver
satisfeito, com certeza sua produtividade aumentará e, consequentemente aumentará o desempenho
da organização.
Por outro lado, Martins (198721 citado por Grunwald, 2010), sintetiza o conce
conceito
ito nesta mesma linha
de entendimento ao dizer que “remuneração seria um conjunto
conjunto de retribuições recebidas pelo
Assim, no presente trabalho adopta-se o conceito de Martins (1987) citado por Grunwald (2010)
dada a abrangência que este conceito apresenta, o que permite enquadrar o conceito de salário em
qualquer contexto, seja de natureza social, académico, institucional. No caso em apreço o salário
reflecte o dinheiro que o funcionário recebe proveniente do Estado, decorrente da tabela salarial em
vigor e da categoria ocupada pelo mesmo.
20 Sussekind, Arnaldo; Maranhão, Délio e Vianna , Segadas, (1987), Instituições de Direito do Trabalho
Trabalho,, 10ª Ed.
Portugal: Lisboa.
21
Martins, Sérgio Pinto (1987), Direito do Trabalho,
Trabalho, Ed. Malheiros, 3ª Edição. Portugal
23
[Link]. A I nte
nter net e
e a I nt
net ntrr anet
net
Enquanto, a intranet é mais restrita que a internet, é uma rede privada, com recursos de internet ,
funcionando com Transmission Control Protocol (TCP/IP)24 só para os funcionários de uma
organização. Geralmente, a internet possui um servidor de web
web,, browsers
browsers,, para os vários
( Firewall) com
utilizadores e um sistema de segurança para impedir acessos não autorizados ( Firewall)
objectivo de criar uma plataforma de trabalho vocacionada para o desenvolvimento de trabalho
integrado entre os vários departamentos, com destaque para o trabalho em grupo e para a
organizaçãoo dos ffluxos
organizaçã de groupware25 , workflow26 , email , etc.) (idem
luxos de informação (aplicação de groupware (idem).
).
22
Um
Um G ateway
, é uma máquina intermédia geralmente destinado a interligar redes. Uma tradução possível para esta
ateway
palavra em inglês é “portal”, sendo exactamente assim que um gateway
gateway funciona.
funciona. Ele permite a passagem de dados
entre um computador, celular, Notebook, Tablet,
T ablet, e todas informações que estão guardadas em servidores na internet .
na internet
23
F eedba ck é uma palavra inglesa que significa retorno ou dar resposta a uma determinado pedido ou acontecimento.
edback
de feedback é utilizado em teorias da Administração de Empresas, quando é dado um parecer sobre uma
O significado de feedback
pessoa ou grupo de pessoas
pessoas na realização de um trabalho com o intuito de avaliar o se
seuu desempenho.
24
O TCP/IP (também chamado de pilha de protocolos TCP/IP) é um conjunto de protocolos de protocolos de comunicação entre
computadores em rede.
rede. Seu nome vem de dois protocolos: o TCP o TCP (Transmission Control Protocol - Protocolo de
o IP ( Internet
Controle de Transmissão) e o IP Internet Protocol - Protocolo
- Protocolo de Internet,
Internet, ou ainda, protocolo de interconexão). O
conjunto de protocolos pode ser visto como um modelo de d e camadas (Modelo OSI),
OSI), onde cada camada é responsável por
um grupo de tarefas, fornecendo um conjunto de serviços bem definidos para o protocolo da camada superior.
25
are colaborativo, ou Groupware, pode ser definido
Softwa
Softw d efinido como um conjunto de aplicações, síncronas e assíncronas,
isto é que ocorrem ao mesmo
mesmo tempo e em tempos diferentes, respectivamente,
respectivamente, integradas em um ambiente para
promover o trabalho cooperativo de um grupo de pessoas envolv
envolvida
ida em tarefas ou objectivos comun
comuns.
s. Serviços de
correio electrónico, agenda compartilhada, mensagens
mensagens instantâneas, são exemplos de softwares que compõem um
groupware.
groupware.
26
Workflow é um termo inglês que significa “fluxo de trabalho” , na tradução para a língua portuguesa. O conceito
do workflow
workflow é
é de uma sequência de passos necessários para automatizar processos, de acordo com um conjunto de
regras definidas, permitindo que estes possam ser transmitidos de uma pessoa para outra. Nessa automação,
documentos, informações ou tarefas são passadas de um participante para o outro para execução de uma acção, de
acordo com um conjunto de regras de procedimentos.
24
A Revisão da Literatura é parte essencial num trabalho científico, pois é a partir dela, ou seja, da
confrontação de vários pontos de vista dos autores que escreveram sobre a área em que o
pesquisadorr esteja a analisar, que se obtêm uma ideia geral do tema para melhor se posicionar.
pesquisado
Nestes termos, o presente capítulo é especialmente dedicado à revisão da literatura centrado na
abordagem das TIC’s com o intuito de estabelecer um estudo profundo sobre a dinâmica e
contornos da adopção de soluções informáticas na Administração Financeira do Estado, aborda-se
ainda, o contexto da introdução das TIC’s na Administração Financeira do Estado em
Estado em concreto do
e-SISTAFE e do e-Folha.
O SISTAFE é o Sistema de Administração Financeira do Estado criado pela Lei nº. 09/2002, de 12
de Fevereiro (BR, 2002) e regulamentado pelo Decreto n.º 23/2004, de 20 de Agosto (BR, 2004),
no contexto da implementação das reformas na área das finanças públicas. Conforme estabelece o
artigo 3 Lei nº. 09/2002, de 12 de Fevereiro (BR, 2002) o SISTAFE tem por objectivos:
a) Estabelecer e harmonizar regras e procedimentos de programação, gestão, execução,
controlo e avaliação dos recursos públicos;
b) Desenvolver subsistemas que proporcionem informação oportuna e fiável sobre o
comportamento orçamental
orçamental e patrimonial dos órgãos e instituições do Estado;
c) Estabelecer, implementar e manter um sistema contabilístico de controlo da execução
orçamental e patrimonial, adequado às necessidades de registo, da organização da
25
O SISTAFE foi concebido para ser implementado de forma gradual, por processos dentro de cada
subsistema, iniciando com a gestão central e local e priorizando-se áreas pertinentes do Tesouro
Orçamento e Contabilidade (TOC), cujos subsistemas são considerados essências para garantir as
principais actividades no âmbito das Finanças Públicas (FP). A incorporação dos demais níveis de
gestão, nomeadamente “Autarquias” e “Empresas do Estado”, bem como dos restantes subsistemas
na gestão central e local seriam tratadas numa fase posterior (MEF, 2015).
De um modo geral, o SISTAFE em vigor em Moçambique, foi concebido para garantir uma
correcta interacção entre os componentes deste sistema para que o mesmo tenha uma gestão mais
eficiente e transparente dos recursos públicos, assim como melhorar a gestão da contabilidade
pública.
Desde a independência nacional de Moçambique até aos dias de hoje a administração da coisa
pública tem encarado complexas modificações27. Essas modificações são perceptíveis num quadro
de tentativas que o Estado enquanto aparelho tem imprimido com vista a dar resposta aos problemas
27 Parafins exclusivos de redacção deste subcapítulo, adopta-se o termo modificações para se referir à reformas
aplicadas na Administração Pública.
26
herdados pelo país no período da nascença da sua soberania, aos por si criados num processo de
aprendizagem concomitante a prática e, em última análise, aos desafios que, enquanto sistema, lhe
inputs28 organizacionais como recursos humanos e materiais) e
são propostos pelo meio interno ((inputs
externo (a colectividade, globalização, integração económica, etc.).
As modificações na administração são necessárias quando se constata que as práticas assumem uma
característica rotineira que ignora as contingências que o meio emite como input ao sistema
administração. Essas modificações devem reflectir não apenas uma modificação enquanto tal, mas
uma modificação positiva.
Embora se deixasse a cargo da AP a implementação das políticas do Governo, este veio encarar
com vários problemas, pois “a capacidade da Administração Estatal era pequena” (Abrahamsson &
Anders, 1994: 263).
Ao abordar a questão da reforma do sector público em Moçambique, há que destacar três fases de
inflexão, particularmente relevantes para a própria edificação do Estado moçambicano, segundo a
Estratégia Global da Reforma do Sector Público –
Público – EGRSP,
EGRSP, (CIRESP, 2001) :
28
Tendo em vista que a AP é o gerenciamento das actividades, recursos e materiais que serão utilizados para criação de
produtos e/ou serviços, resta nítido que no interior destas actividades existe um processo de transformação, que é
constituído de Inputs
Inputs (Entradas), geralmente matéria-prima, que sofre um processo de transformação tendo como
resultado a criação de produtos e/ou serviços que são os Outputs (Saídas). Input trata-se
(Saídas). Input
trata-se do primeiro item no processo
de transformação, geralmente uma matéria prima ou um outro produto terminado que agora será transformado
novamente, temos como exemplo a fabricação de um automóvel, podem ser chamados de Inputs ou Entradas as partes
metálicas, de borracha, plástico, tecido, etc., que seguirão pela linha de montagem para fabricação do mesmo.
29 Ferrão (2001: 43) salienta que “ logo após a independência, a situação de 1974-75-76
1974 -75-76 continuou difícil, com a saída
de cerca de mais de 200.000 portugueses muitos dos quais, técnicos, gestores, engenheiros, médicos, e outro pessoal
qualificado” e que esta situação continuou mesmo depois das nacionalizações em 1975 e 1977.
1977.
27
1ª Fase (1975), decorrente da luta de libertação, foi a da constituição do novo Estado, optando-se,
por razões por demais conhecidas,
conhecidas, por um modelo centralizado e centralizador
centralizador apoiado num partido
forte, único e hegemónico.
A 2ª fase (1986), início das reformas económicas, revisão profunda do modelo então vigente e
mudança dos princípios básicos que o norteavam, resultando mais tarde a implementação do
Programa de Reabilitação Económica (PRE) que gerou uma mudança profunda do próprio papel
definido para o Estado. Num curto período, o País passou de um modelo de economia centralizada
com base na iniciativa do Estado, para uma economia de mercado com base na iniciativa privada.
Transitou-se de um modelo de Estado unitário centralizado para um Estado unitário, gradualmente
descentralizado e no qual foram consolidadas as relações regulares entre o Executivo e o
Parlamento.
período de ajustamento do sector público ao modelo político, actualmente vigente visando a sua
consolidaçãoo e aperfeiçoamento.
consolidaçã
Para responder a este desafio, Moçambique implementou várias acções de reforma, contudo, a
coordenação nas acções a nível inter e intra-institucional eram ainda fracas. Esta situação não
permitia o desenvolvimento
desenvolvimento de acç
acções
ões assentes numa
numa visão única e partilhada sobre os objectivos da
reforma. É neste contexto, que para melhor responder à necessidade da reforma, em 2001 o
Governo Moçambicano apresentou a Estratégia Global para Reforma do Sector Público (EGRSP),
um documento orientador, que além de apresentar uma visão comum, direcciona as acções de
reforma a nível das Instituições
Instit uições Públicas.
Entretanto, a existência da EGRSP, por sí só, não representou condição suficiente para que a
reforma a nível das instituições
instit uições seja efectiva. De acordo com a EGRSP “ é condição de viabilidade,
que haja coerência entre os objectivos traçados para com a Reforma e a prática da actuação dos
agentes dessas transformações, a um ritmo de implementação credível e baseado em condições
concretas de viabilidade” (CIRESP
viabilidade” (CIRESP 2001:10).
Como parte integrante deste processo foi iniciada a implementação do programa de modernização
da administração financeira do Estado - SISTAFE - a qual visava essencialmente corrigir as
deficiências identificadas tanto no diagnóstico geral efectuado antes da EGRSP para a quarta
28
( Ibid.):
Assim, de entre as deficiências identificadas importa salientar as seguintes ( Ibid. ):
30
Hodges e Roberto (2005: 14) referem os recursos considerados off-budget como
como sendo os extra-orçamentais.
31
Segundo Lampeão (2007:24) “se “se fez saber numa acção de formação orientada pela UTRAFE (sobre o SISTAFE) para
funcionários de diversos sectores e níveis em Setembro de 2006 um dos motivos para a reforma da administração
financeira foi também a fraca aceitabilidade do sistema então vigente pelos doadores. Por vezes cada doador utilizava
seu sistema de gestão financeira, gerindo de forma direccionada para seus projectos, ou por estes patrocinados, sendo
que findo o projecto ou o exercício inerente a esse projecto, o sistema era extinto. Este facto levou a uma multiplicação
das contas em nome do Estado, a um deficiente sistema de prestação de contas, devido a existência de vários modelos
para tal, entre outras constatações
constatações que tiravam cada ve
vezz mais credibilidade do sistema de administração financeira”
financeira”.
29
Agenda 2025, Plano de Acção para Redução da Pobreza (PARP) 2010-2014 e Objectivos de
Desenvolvimento
Desenvolvimento do Milénio na área da Governação.
A ERDAP não é uma estratégia de ruptura mas sim uma estratégia de continuidade do esforço que
tem vindo a ser empreendido na prossecução desta visão para o Sector Público, estando orientado
para a consolidação e aprofundamento das reformas já realizadas tendo como lema “o Funcionário,
a Servir
Servir cada vez melhor o cidadão”. O lema adoptado para a ERDAP é o mesmo que o
estabelecido para EGRSP, uma vez que transmite os valores e a orientação da estratégia
preconizada para o horizonte temporal
t emporal 2012-2025 e acentua a aposta na continuidade do caminho
que tem vindo a ser percorrido.
No âmbito da componente da melhoria da administração financeira iniciada pela EGRSP foram
diagnosticadas deficiências e em função das mesmas adoptadas mediadas correctivas, conforme
se verificar na ERDAP (2012:76): “A criação e implementação do e-SISTAFE (Sistema de
pode-se
pode-
Administração Financeira do Estado) pelo Governo constituiu uma das principais realizações nesta
área, visando garantir a integridade e transparência nas transacções financeiras e fiscais do Estado,
evitando usar numerário entre o Sector Público e os cidadãos e empresas. A ligação de todas as
direcções de nível Central e Provincial ao e-SISTAFE e o avanço para o nível do Distrito (mais de
50 distritos já ligados) vieram aportar maior rigor na gestão financeira dos recursos do Estado aos
vários níveis”.
níveis”.
Não obstante o ciclo de reformas na área da Gestão de Finanças Públicas com vista a introduzir
mecanismos que assegurem a alocação eficiente dos recursos públicos, o seu controlo e auditoria,
bem como a sua escrituração contabilística. O Governo instituiu recentemente
recentemente em 2015, um
encontro anual, de âmbito nacional e de nível estratégico designado de Reunião Nacional do
SISTAFE (RNS). A primeira edição teve lugar nos dias
dias 26 e 27 de Novembro de
de 2015, na Cidade
de Maputo, sob o lema “SISTAFE: Qualidade e Transparência na Administração
Administração Financeira do
30
De um modo geral, fica claro que Governo não limita esforços para alcançar os objectivos
preconizadoss pelo SISTAFE e não só fazer face aos desafios contemporâne
preconizado contemporâneos
os da Era da
Informação.
Actualmente, é impossível falar e pensar numa instituição sem que no entanto se associe esta a um
sistema de informação, porque as TIC’s representam um importantíssimo papel na construção de
sistemas de informação que apoiam toda a estrutura organizacional das instituições e auxiliam o
processo de tomada de de
decisão
cisão e na pplanificação
lanificação estratég
estratégica
ica (António, 2008:14).
Nos dias que correm o mundo assiste a era de revolução tecnológica que é caracterizada por um aumento
significativo das novas TIC’
TIC ’s, que têm permitido substancialmente o aperfeiçoamento e funcionamento do
sistema de informação a nível organizacional ( Ibid.).
Ibid.).
31
O Governo Electrónico é o termo usado para designar mudanças na forma de prestação de serviços
públicos na AP. O Programa da Reforma do Sector P
Público
úblico fase II (2006-2011) define o Governo
Electrónico, como sendo a contínua optimização da prestação de serviços públicos, da participação
dos cidadãos na governação através da transformação das relações internas e externas com recurso à
Internet e novos media.
tecnologia, Internet
tecnologia,
Heeks (2002,32 citado por Awortwi, 2006:133) argumenta que, para que o Governo Electrónico
tenha sucesso é preciso “melhor ar
ar os sistemas de gestão, os processos de trabalho, a liderança e o
pensamento
pensamento estratégico, as atitudes, os conhecimentos e as habilidades necessárias no processo”.
No entender do autor, os administradores e altos funcionários do Governo precisam ser equipados
com conhecimentos e habilidades sobre as TIC
TIC’’s.
32
Uma vez identificadas as áreas prioritárias, e na sequência das consultas junto dos Ministérios e
Instituições que operam nessas áreas prioritárias, para determinar as suas necessidades e
expectativas assim como para obter os seus inputs
inputs,, os projectos de Governo Electrónico foram
agrupados por afinidade, fazendo convergir e melhorar os projectos de informática e da Reforma do
Sector Público em curso.
Deste modo,
modo, a adopção das TIC’s na AP tem o objectivo de garantir a melhoria da prestação dos
serviços públicos (tempo e fiabilidade da resposta e flexibilidade nos meios de atendimento), Maior
33 Cooperação PALOP-TL / EU (2016). Conferência CONTIGO: Governo cria fórum sobre governação electrónica. electrónica .
Portal online
online disponível
disponível em: [Link] a 27 de Fevereiro
em: [Link]
de 2017.
33
transparência e eficácia por parte da gestão das instituições do Estado. E assim para permitir que a
AP possa prosseguir o seu objectivo macro que é a contínua e permanente satisfação das
necessidades da colectividade, bem como, a boa governação.
A introdução de sistemas informáticos integrados na Gestão de Finanças Públicas pode ser vista
como uma ferramenta importante e fundamental, caracterizada segundo o CEDSIF (2013) pela:
No período de 2007 a 2014 forma implantadas outras aplicações, nomeadamente: e-CAF (2007), e-
nomeadamente:
Património e e-CAP (2008), e-Inventário e e-Folha (2010), Catálogo de Bens e Serviços - CBS
(2013), Cadastro de Empreiteiros de obras públicas, Fornecedores de Bens e Serviços - CEF (2014)
e o e-Tributação (2014). Apesar destas entregas constituírem marcos importantes, ainda não estão
finalizadas, com excepção do e-Património
e-Património e do e-Inventário, funcionalidades desenvolvidas para
necessidades
necessidades especificas e que serão substituídas pelas funcionalidades a desenvolver no âmbito do
Modulo de Administração do Património do Estado
Estado –
– MPE
MPE (MEF, 2015).
34
Durante o ano de 2011, já estavam ligados ao e-SISTAFE todos os Ministérios e Órgãos do Estado
até ao nível das Direcções provinciais, 69 Distritos e 82 Instituições Autónomas. De acordo com a
fonte, 495 correspondem a Unidades Gestoras Beneficiárias (UGB) 34 a utilizarem o e-SISTAFE (o
Informe sobre o Grau de Implementação da Estratégia de Governo Electrónico, 2011:19). Os dados
fornecidos pelo CEDSIF indicam que desde o início do processo de reforma em 2006, um total de
620 UGB´s estão abrangidas (sendo 138 de nível Central, 401 de nível Provincial e 81 Distritos.), o
que corresponde a 67.4% do universo das 920 UGB’s existentes; A execução da despesa por Via
Directa em relação a despesa total executada apresenta uma tendência crescente de níveis, sendo de
37,5% em 2009, 41,5% em 2010, 42.3% em 2011, e 52,6% em 2012 (CEDSIF, 2013).
Do ponto de vista do mesmo autor, dentro desse processo, a criação da Conta Única do Tesouro
(CUT) e a introdução do e-SISTAFE, a gestão do dinheiro se torna muito mais rápida e eficiente,
tendo melhorado a gestão das disponibilidades financeiras do Estado por meio da CUT. Por
34
UGB é uma Unidade Funcional do Subsistema do SISTAFE e fazem parte todos os órgãos e instituições do Estado
destinatárias de uma parcela do Orçamento do Estado ou detentora de uma parcela do Património do Estado, não tendo
a capacidade de execução orçamental e financeira no e-SISTAFE precisando, para tanto, do apoio das Unidades
Gestoras Executoras –
Executoras – UGE.
UGE.
35
exemplo, os fundos são transferidos directamente para as contas bancárias de quem tem
t em que receber
do Estado, reduzindo atrasos (De Renzio (2011). Um sistema automatizado de administração
financeira do Estado é importante para melhorar a qualidade, eficiência e transparência da gestão
dos recursos públicos. Ela traz vários benefícios, entre os quais um controlo mais eficaz dos gastos
públicos, e uma maior rapidez nos pagamentos, o que facilita a relação estado-empresas-
fornecedoras.
Portanto, a informatização
informatização da Administração
Administração Financ
Financeira
eira do Estado
Estado traz inúmeras vantagens
vantagens que
devem ser maximizadas através da conclusão dos subsistemas em falta nomeadamente: subsistemas
do Património do Estado (SPE) e do Controlo Interno (SCI) bem como acções para aperfeiçoamento
e melhorias dos três subsistemas já concebidos e desenvolvidos: subsistema da Contabilidade
Pública (SCP), do Tesouro Público (STP) e do Orçamento do Estado (SOE), ressalvando que o SOE
será substituído pelo Subsistema do Plano e Orçamento do Estado (SPO)35.
36
e) Módulo de Gestão de Salários e Pensões, que apoia a elaboração da folha de salários e
pensões dos
dos funcionários ppúblicos
úblicos e pen
pensionistas;
sionistas;
f) Módulo de Gestão da Dívida Pública, que apoia a administração da Dívida;
g) Módulo de Gestão da Rede de Cobrança que apoia a administração da Rede de Cobrança.
Considerando que é vedado o acesso à operação do e-SISTAFE a indivíduos que não sejam
funcionários públicos ou de Empresa Pública e os funcionários públicos que operam o e-SISTAFE
devem ser qualificados em curso de formação específico para a gestão do SISTAFE. Um
funcionário público é cadastrado como usuário do e-SISTAFE num único órgão ou instituição do
Estado, sendo este uma Unidade de Supervisão, Intermédia, Gestora Executora ou Gestora
Beneficiária. O usuário, ao ser cadastrado no e-SISTAFE, pertence a um único perfil de operação.
do e-SISTAFE pode ser cadastrado para ter acesso a uma ou mais gestões existentes na
O usuário do
Unidade.
Em outras palavras, não pode ter acesso ao e-SISTAFE um indivíduo que seja funcionário privado,
isto é de Empresa Privada, ou alguém que tenha intenções diferentes da execução de procedimentos
do SISTAFE, como por exemplo alguém que deseje mandar “vírus informático” para os servidores
do e-SISTAFE, e também não pode ter acesso indivíduo ou funcionário que não tenha formação e
tenha sido cadastrado para o efeito, só e somente para um único perfil de operação.
Do conjunto dos módulos hospedados no e-SISTAFE vale a pena trazer mais detalhes sobre
( e-Folha), pois não só está ligado
Módulo de Gestão de Salários e Pensões (e l igado à gestão das despesas de
37
finanças públicas como tal, mas também influencia na prestação dos serviços aos FAE, ajuda
identificar o beneficiário através do cadastro feito pela e-CAF36 ao mesmo tempo em que evita o
pagamento a funcionários fantasmas. Em outras palavras, o e-CAF é um aplicativo que utiliza a
plataforma de e-SISTAFE, permitindo o cadastro e manutenção das informações dos FAE. O e-
CAF integra os FAE que possuem nomeação provisória/definitiva ou contractos de trabalho dentro
do prazo, ambos contendo o Visto do Tribunal Administrativo.
No e-CAF, são verificados os seguintes dados:
Número Único de Identificação Tributária (N.U.I.T) – para verificar se o FP ou AE esta
cadastrado;
Código das Instituições (UGB) –
(UGB) – verifica
verifica se existe;
Estado da Vinculação – para verificar se Funcionário Público (FP) ou Agente do Estado
(AE) está Activo ou não; e
Fonte de Pagamento (Fonte de recurso e classificador programático) –
programático) – verifica
verifica se existe;
Códigos dos abonos e descontos; e Valores;
O Módulo e-Folha consiste em proceder ao pagamento de salários aos funcionários públicos e
pensionistas por via directa (crédito directo nos domicílios bancários dos funcionários públicos e
pensionistas, o que de certa forma contribui para a redução do número de “funcionários fantasmas”
(CEDSIF, 2013). A ideia é que no futuro, todos os salários dos funcionários e pensionistas deverão
ser processados através da ferramenta electrónica e-Folha a nível nacional.
Já em 2013 de acordo com o CEDSIF (2013), a cobertura do e-SISTAFE foi de 131 Distritos. Deste
universo 92 distritos já operam o e-SISTAFE. Pelo menos cinco Distritos em cada província estão
ligados ao e-SISTAFE, onde no topo está Nampula com 17 distritos dos 20 existentes. Pode se dizer
que é um dado significativo, mas mais importante é tais distritos estarem a utilizar a ferramenta
correctamente de modo a melhorar a prestação de serviços públicos.
36 No âmbito das reformas levadas a efeito a partir de 2002, visando ao estabelecimento de mecanismos integrados de
Estado ‒ e-
gestão eficaz do erário público foi desenvolvido o Cadastro Único dos Funcionários Públicos e Agentes do Estado ‒
CAF, resultado de um recenseamento de funcionário e agentes do estado.
38
expansão do pagamento de salários via e-folha para 267 novos sectores de nível provincial e
distrital incluindo as escolas (CEDSIF, 2013).
Ainda sobre o módulo e-Folha a tendência é incluir toda a função pública como ilustrado
anteriormente, o que significa que, cada instituição pode efectuar o pagamento de salário por via
directa no e-SISTAFE. Este subsistema, de acordo com José (2014:82) efectua o processamento da
folha de pagamento de salários e acrescenta que “antes de calcular o salário faz a verificação se o
beneficiante é um funcionário público e se está registado no sistema e-CAF buscando todos
atributos (cargos, prémios, quantidade de horas de trabalho, encargos como Tribunal de Menores,
entre outros) e só depois de conferir os dados, o salário é transferido para as contas dos
funcionários. Para os que não estão registados, o sistema agrupa por áreas de destino e envia o valor
total para a conta da instituição e esta por sua vez, procede ao pagamento manual aos beneficiários.
Este sistema de pagamento dos ordenados, segundo CEDSIF (2013) permite que, uma vez indicado
no cadastro ou processo individual do funcionário de Estado, a sua Categoria ou Função, o sistema
fixa de forma automática todos os abonos e respectivos descontos do funcionário, dando também as
possibilidades de se indicarem os abonos e descontos específicos por categoria, função, sector e
nível das instituições. É caso para se dizer que o sistema contribuiu para melhorar a questão de
segurança ao cidadão em relação ao seu ordenado, gestão de tempo, apesar de nos dias de salário
verificar-se longas filas nas caixas automática, mas isto já é da competência dos Bancos.
39
a) Agente Recenseador: responsável pelo cadastro e manutenção dos dados do FAE, assim
como emissão de comprovativos;
b) Agente Recenseador Distrital: efectua o cadastro dos FAE, incluindo domicílio bancário a
nível Distrital, bem como efectua as alterações, verificações e emissão de comprovativos;
c) Agente Recenseador Sectorial: responsável pelas alterações e verificações das informações
do FAE (incluindo domicílio bancário), assim como a emissão de comprovativos a nível do
sector;
d) Agente de Controlo Interno Sectorial : executa as autorizações de transferências dos FAE
de uma unidade para outra, bem como emissão de conformidades sectoriais e de domicílios
bancários e data-limite para regulariza
regularização
ção de FAE aausentes;
usentes; e
e) Administrador do e-CAF: efectua a manutenção das tabelas de carreiras, categorias e
funções, bem como das de vencimento. Este agente está afecto no MAEFP. Contudo, por
questões de segurança,
segurança, somente o Agente Recenseado
Recenseadorr afecto ao MAEFP pode alterar dados
dos FAE de qualquer sector, mediante solicitação fundamentada.
Os agentes acima descritos actuam no âmbito do e-CAF, sendo conhecidos como agentes de
o. E em relação ao e-Folha são responsáveis por estas manutenções os seguintes agentes:
Manutenção.
Manutençã
a) Agente de Mapa de Efectividade (AME): afecto à área de Recursos Humanos do sector, é
el pelas seguintes actividades no e-Folha, até o dia 30 de cada mês:
responsável
responsáv
Análise da informação;
É importante frisar que o AME tem o dever de proceder o envio ao DAF dos documentos que
influenciam o processamento de salários, tais como: despacho de nomeação, promoção ou
progressão, despacho de fixação de vencimentos excepcion
excepcionais
ais para o cálculo das diferenças
salariais e despachos que fixam os abonos ou descontos de cálculo não automático.
40
Fixação de abonos e de descontos que, por sua natureza, o sistema não fixa
automaticamente;
Envio da documentação que permite a verificação pelo Supervisor Sectorial da Folha
de Salário;
Correcção no caso de erro;
Fecho da fixação de abonos/descontos;
abonos/descontos;
Impressão das subfolhas de vencimento;
Emissão de talões de vencimento e como das declarações anuais de vencimento;
Envio de informação para a verificação
v erificação pelo Agente Supervisor Sectorial da Folha de
Salário.
41
Significa isto que a não utilização ou absorção pela organização da inovação tecnológica induz
facilmente obsolescência
obsolescência no seu modo de estar e actuar. Hoje, a saúde de uma organização mede-se
também por comparação com outras e com as potencialidades de que pode fazer uso. É neste
sentido que uma organização, um serviço ou um posto de trabalho, se tornam mais pobres pelo
simples facto de não terem disponíveis ou usarem os mesmos meios que os seus equivalentes
(Pinto, 2010:42).
A Gestão Financeira é reconhecidamente um dos aspectos mais críticos do Sector Público. Uma má
gestão financeira, além de reduzir a capacidade do Estado na provisão de serviços públicos e de
sustento do seu próprio funcionamento, incorpora em si o fantasma dos défices públicos, cujas
formas de financiamento quase sempre se revelam nefastas para a economia. Tendencialmente, o
aumento da taxa de juros acaba sendo uma das consequências quase lógicas, com a sua decorrente
retracção de investimentos, aumento do desemprego e recessão da economia. O quadro acirra-se
ainda mais quando levamos em conta que na situação actual do País os défices orçamentários, que
( Minyengu, 2013).
rondam cerca de 50%, são financiados por fontes externas (Minyengu,
Do mesmo modo, o uso de inovação tecnológica pode criar vantagens comparativas, geradoras de
criação de imagens positivas e de capacidade acrescida de implantação em áreas estratégicas,
incluindo o desenvolvimento e oferta de novos bens e serviços. A importância da informação e da
comunicação nas organizações é assumida de uma forma generalizada, mas nem sempre
acompanhada da criação e gestão de sistemas de informação e comunicação aptos a dar-lhes
resposta (Pinto, 2010:42).
à tomada de decisão, é, hoje, vital, tal como é fundamental poder dispor e fornecer a cada momento
ao governo, ao público e aos destinatários da sua acção a informação solicitada, ou útil à imagem
42
O e-SISTAFE tornou mais difícil os desvios de dinheiro pelo facto de muitas operações do governo
terem deixado de ser feitas com dinheiro vivo, e estarem sujeitas a Auditorias “ Online
Online e
presenciais” mas não se pode afirmar que os sistemas electrónicos combatam a corrupção, pois
existem muitas outras formas de corrupção que o e-SISTAFE não pode controlar, como se pode
perceber do texto que se se
segue:
gue:
[N]ove pessoas, cujos nomes omitimos, foram detidas pelo Gabinete Central de Combate à
43
dinheiro. O prejuízo total da fraude apurada pelos peritos do GCCC é de 30 milhões, 501 mil
e 213 meticais (Jornal Noticias, 2013)37.
[O] Gabinete Central de Combate à Corrupção de Moçambique (GCCC) pediu uma revisão
( e-SISTAFE), já
urgente do Sistema (Electrónico) de Administração Financeira do Estado (e
que parece que o sistema não impede o uso ilícito dos fundos públicos. Os problemas com o
e-SISTAFE contribuem directamente para o desvio de fundos atribuídos ao investimento e às
despesas necessários para o desenvolvimento do País. Em termos práticos, a retirada ilícita
de fundos públicos tem um impacto negativo nas vidas de todas as pessoas no País.
Macuane (2013:100,39 citado por José, 2014:46) acrescenta que, apesar da melhoria dos sistemas de
Sem se procurar ser exaustivo, mas tomando como referência os traços dos novos modelos de
gestão e organizacionais preconizados, pode se concluir que a sua viabilidade torna indispensável
indispensável o
incremento de tecnologias avançadas de informação e comunicação na AP e em todas as áreas
operacionais, porque:
Não é possível
possível garantir o acompanhamento
acompanhamento da evolução am
ambiental
biental e a definição
definição de estratégia
37
I n Jornal Noticias. (2013). Detidos nove suspeitos na fraude do MINED. MINED. Disponível online em:
[Link]
mined?tmpl=component&print=1.. Publicado Terça, 27 Agosto 2013 10:59. Consultado a 02 de Maio de 2015.
mined?tmpl=component&print=1
38
Davies, Carrie . (2016).
. (2016). O e-SISTAFE vaza como uma peneira – quem
quem é responsável ? USAID/speed +. Portal online
online
disponível em: [Link]
quem-e-responsavel
quem-e-responsavel.. Consultado a 24 de Fevereiro de 2017.
39 Macuane, José Jaime (2013). Sector Público.
Público. In NUVUNGA, Adriano & De TOLLENAERE, Marc (2013).
Governação e Integridade em Moçambique: Problemas práticos e desafios [Link] . Publicações Centro de Integridade
Pública (CIP).
44
Num mundo globalizado as AP deve tomar dimensões empresarias para cumprir os seus objectivos
macros “Prestação contínua e permanente das necessidades da colectividade, promoção e garantia
do bem-estar
bem-estar da sociedade”.
Esta leitura é evidenciada na teoria da NGP. A NGP é um modelo (um grupo de símbolos e regras
operacionais) que possui o objectivo de estabelecer regras prescritivas destinadas a reconfigurar a
AP para que a mesma esteja adequada ao Estado ultraliberal40. É um modelo que pretende ser
universal, independente
independente das características singulares de cada país. Não obstante a retórica utilizada
pelos ultraliberais que teorizam sobre gestão pública, este trabalho sintetiza os cinco conceitos
fundamentais que conformam
conformam a “Nova Gestão Pública”:
40
Para efeito de entendimento deste parágrafo o Estado ultraliberal será interpretado apenas na vertente do sistema
económico, onde defende menos intervenção do Estado na Economia e portanto menos impostos. Ou seja:
Liberal –
Liberal – Quer
Quer menos Estado na Economia e portanto menos Impostos.
Ultraliberal –
Ultraliberal – Quer
Quer o fim do Estado e portanto Impostos = 0.
45
Em relação ao e-Folha,
e-Folha, este módulo configura um importante avanço no âmbito da celeridade do
ento e pagamento de salários aos FAE, pois com a introdução da e-Folha reduziu a
processamento
processam
morosidade dos processo administrativos inerentes ao processamento de salários, seja desde a
cabimentação, liquidação, conformidade processual, pagamento, até ao encerramento do processo.
Sem deixar de mencionar que com a introdução do e-Folha
e-Folha as margens para situações de desvios de
fundos reduziram dado o nível de responsabilização existente agora (CEDSIF, 2013).
46
Este capítulo é reservado a uma breve descrição do local do estudo, apresentação, análise e
interpretação dos dados obtidos durante a pesquisa realizada no Governo do Distrito de Marracuene,
41
Vide Anexo A.
42
República de Moçambique/ (2005). Distrito de Marracuene.
Moçambique/ MAE/ Série “Perfis Distritais de Moçambique. (2005). Distrito Marracuene.
Assistência
43
técnica: MÉTIER – Consultoria & Desenvolvimento, Lda.
Informações fornecidas, durante a entrevista que nos foi concedida na Secretária Distrital do Governo do Distrito de
Marracuene aos 20 de Fevereiro de 2017.
47
O Método Cartesiano seria um instrumento, que bem manejado levará o homem a verdade, esse
método consiste em aceitar apenas aquilo que é certo e irrefutável e consequentemente eliminar
todo o conhecimento inseguro ou sujeito a controvérsias. O objectivo de Descartes era de abranger
1. Duvidar de tudo e assumir apenas aquilo que pudesse ser verificado como verdadeiro;
2. Dividir cada uma das categorias em análise em tantas partes quanto fossem necessárias
para fins de simplificação e ap
apreensão
reensão correta do todo;
todo;
3. Conduzir os pensamentos das categorias mais simples para as mais complexas;
44
Silva, Maurício Óscar da Rocha. (1978). O mito cartesiano e outros ensaios.
ensaios . São Paulo: Hucitec.
48
4. Estabelecer enumerações completas a respeito das categorias em analise, para se extrair
conclusões inequívocas acerca de causas e consequências dos factos.
do e-Folha aferiu-se que a introdução desta plataforma electrónica é antecedida por outros
mecanismo de processamento e pagamento de salários denominado “ Paralelo
Paralelo”.
”.
O Paralelo
Paralelo foi a designação dada ao conjunto de mecanismos usados para o processamento de
O Paralelo compreendia
salários. O Paralelo compreendia três sistemas de processamento de salários que funcionavam em
simultâneo: O Sistema Nacional de Vencimentos (SNV), que abrangia as instituições centrais da
Cidade e Província de Maputo, o Sistema de Processamento de Salários (SPS) com base no qual se
pagava ordenados em Sofala, Manica e Zambézia, e por fim o Sistema de Pagamento de
Vencimento (SPAV), plataforma usada para canalizar os soldos em Gaza, Inhambane, Tete, Cabo
In Jornal
Delgado, Niassa, Nampula e ao sector da Educação da capital e província de Maputo (( In
Noticias, 2014)45.
“O Paralelo sendo na altura o mecanismo concebido pelo Estado para efeito das
processamento
processamento e pagamentos de salários teve seus efeitos positivos ou seja permitiu
o alcance dos objectivos da sua concepção, contudo, haviam disfunções ligadas
45
In
In Jornal Noticias
Noticias (2014).
(2014). Salários na Função Pública: Finanças buscam maior flexibilidade e segurança.
segurança. Disponível
online em: [Link]
online
[Link].. Publicado a 16 de Julho de 2014. Consultado a 04 de Março de 2017.
[Link]
46 Lino da Graça Rui. Funcionário do Governo do Governo do Distrito de Marracuene afecto a Secretária Distrital de
Marracuene. Exerce a Função de Técnico, na Repartição de Administração Local e Função Pública; Entrevistado aos
21/02/2017. Marracuene.
49
celeridade, transparência
transparência e responsabilizaç
responsabilização.
ão. O que acontecia principalmente a nível
do Governo do Distrito de Marracuene é que, depois dos técnicos conceberem a
folha de salários deviam deslocar-se a Direcção Provincial do Plano e Finanças
(DPPF)47 para fazerem a requisição dos fundos, processo este que levava o seu
tempo para ter o retorno (até 8 dias). Por outro lado, os técnicos deviam também
fazer uma folha de salários
salários dirigida ao ban
banco
co que também levava o seu tempo (até 3
dias em alguns casos), ou seja havia excesso de burocracia envolvido no pprocesso
rocesso de
processamento
processamento e pagamento ddee salários”
salários”.
“ No Paralelo havia muito desvios de fundos públicos, por exemplo no Sector da
Educação a escola fazia a requisição do fundo de salário para determinado mês e na
sequência a Direcção Provincial de Economia e Finanças (DPEF) enviava o valor
para a conta da Escola, por sua vez o Director da Escola é que fazia a gestão do
mesmo, não havendo transparênc
tr ansparência
ia””. Sem querer fazer nenhuma acusação directa ou
alongasse qualquer fundamento, o entrevistado ressalvou que: “O Sector da
Educação é mais sensível a desvios de fundos (…)”.
(…)”.
47
Entidade responsável por fiscalizar de forma regular e contínua o processamento e pagamento de salários aos FAE.
48
Este caso foi julgado pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo onde foram acusados 13 Funcionários do sector da
educação do desvio de mais de 33 milhões de meticais no até à altura Ministério da Educação (MINED).
49
Nércia Mambo. Funcionária do GDM. Exerce o cargo de Chefe da Repartição de Administração Local e Função
Pública/Recursos Humanos. Entrevistada a 08/03/2017. Marracuene.
50
Marracuene já houve uma situação em que o carro que transportava o valor dos
salários assaltado e resultou na morte do motorista que era funcionário afecto ao
Governo do Distrito de Marracuene. O movimentação de valores em numerário
resultou também, situações de desvio de fundos do Estado. Por outro lado, havia
sempre problemas no controlo da efectividade pois as faltas deviam ser controladas
manualmente e o pagamento dos salários era feito presencialmente em numerário
colocando em risco também os próprios funcionários.”
funcionários.”
Dos dados colhidos aos entrevistados pode-se resumir as principais causas da introdução do e-Folha
na seguinte tabela baixo:
ePerdas de fundos
atentado do Estado
a segurança resultantes
dos próprios de assaltos
funcionários
6 Movimentação de valores em numerário
que na altura recebiam os seus ordenados em
numerário.
Fonte: Adaptação do Autor (2016)
Em suma, conclui-se que as causas condicionantes para a introdução do e-Folha a nível do GDM
foram: O excesso de burocracia no processo de pagamento de salários que obrigava a deslocação
dos funcionários, adicionado a morosidade da parte da DPPF que demorava muito tempo para
disponibilizar os fundos, a fraca transparência da gestão dos fundos, fraca responsabilização em
casos de incumprimentos de prazos para requisição de fundos para pagamentos de salários e desvios
51
O funcionário deve estar cadastrado no e-CAF, o e-CAF é cadastro electrónico dos FAE. No
e-CAF pode-se encontrar informações como: Estado civil e nº de agregado familiar para o
cálculo de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS)51, Tipo de
vinculação (quadro ou contrato) para calcular o abono de vencimento base; Nível académico
para o cálculo do bonos especial; Cargo de direcção e chefia para o cálculo (ou não) da
gratificação de chefia.
O Funcionário deve estar no estado “ Activo
Activo”,
”, ou seja, a desempenhar
desempenhar integralmente uma
actividade pública para qual esteja atribuída e que tenha um vinculo com o Estado.
O seu cadastro no e-CAF deve estar devidamente actualizado (esta actividade é contínua) e
1. Lançame
Lançamento
nto de efectividade fixação de abonos e descontos mensais;
2. Conformidade das alterações;
50
Informação obtida no portal online
online do CEDSIF: [Link]
do CEDSIF:
07-11-27-48/2015-08-19-23-44-06 . Consultado a a 01 de Fevereiro de 2017.
51 É um imposto directo que incide sobre o valor global anual dos rendimentos, mesmo quando provenientes de actos
ilícitos (Artigo 1 da Lei nº 33/2007 de 31 de Dezembro - Lei que aprova o código do imposto sobre Rendimento das
Pessoas Singulares –
Singulares – CIRPS).
CIRPS).
52
Referindo-se aos aspectos inerentes ao processamento de salários via e-Folha a nível do GDM o
funcionário Sérgio Mário Ndlaze52 confirmou que:
Para se cumprir os procedimentos para o pagamento de salários deve-se ter em conta o Diploma
Ministerial n.º 210/2014 (Concernente aos procedimentos de processamento e pagamento de
salários dos Funcionários e Agentes do Estado), neste instrumento legal estão estabelecidos os
caminhos a seguir para pagar salários e as pessoas que intervém. O entrevistado avançou ainda que
a operacionalização do e-Folha é feita por 3 perfis de agentes, com as seguintes competências:
Estes passos são inerentes a geração da folha de salários, depois de gerada a folha de salário a
mesma é carregada para Módulo de Execução Orçamental (MEX); e a fase seguinte é a da
requisição de fundos, esta operação é automatizada pelo sistema, o sistema indica o limite a
cabimentar e em seguida é feita a cabimentação, liquidação do salário e agenda-se o pagamento que
normalmente é entre os dias 20 a 25 de cada mês. O salário é transferido para as contas dos
52
Sérgio Mário Ndlaze. Funcionário do GDM. Exerce o cargo de Assistente Técnico com perfil de Agente de
Efectividade. Entrevistado a 03/03/2017.
53
funcionários. Para os que não estão registados no e-CAF, o sistema agrupa por áreas de destino e
envia o valor total para a conta da instituição e esta por sua vez, procede ao pagamento manual aos
beneficiários, no entanto este cenário já foi ultrapassado, no momento todos os salários são
transferidos directamente
directamente para a conta do funcionário. O entrevistado
entrevistado realçou ainda que:
Dos dados colhidos aos entrevistados resulta a tabela abaixo, indicando processos, ordem,
operações, responsabilidades e a supervisão no acto processamento e pagamento de salários a nível
do GDM:
e-Folha
Nº de
Procedimentos
Processos Ordem
Operações Prazo Responsáve
Responsávell Supervisão
Registo da 21 a 30/31
Agente do mapa Secretaria
1 efectividade do de cada
de efectividade Permanente
período anterior mês
Fixação de abonos 21 a 30/31
Geração da 2 e descontos de cada Agente do DAF
Secretaria
folha de Permanente
variáveis mês
salário
Supervisor
Registo da 21 a 30/31
sectorial
3 conformidade dos de cada -
processos anteriores mês dasalário
folha de
Carga da folha de
Carga de Dias 5 e 6 Procedimento
salários no Módulo
Folha de 4 de cada automatizado -
de Execução
Salários mês (53) pelo Sistema
Orçamental
Requisição de Até dia 7
5
recursos financeiros de cada mê
Pagamento no Até dia 7
Módulo de 6 Cabimentação de cada Procedimentos automatizados pelo
Execução mês Sistema
Orçamental Até dia 10
Concessão de limite
7 de cada
a cabimentar
mês
53
Este prazo pode ser antecipado para as UGB’s que cumprirem os procedimentos anteriores com maior celeridade.
54
Até dia 10
8 Liquidação de cada
mês
Agendamento do 20 a 25 de
9
Pagamento cada mês
Fonte: Adaptação do Autor (2017)
Do ponto de vista operacional e em conformidade com a estrutura legal prevista para o SISTAFE, o
e-
e-Folha
Folha permite o cálculo e processamento de salários no e-SISTAFE, possibilitando assim que o
seu pagamento seja efectuado mediante transferência ou pagamentos por via directa para as contas
bancárias dos
dos Funcionários e Agentes do E
Estado
stado (FAE).
Os pagamentos por via directa tem como principal característica o cumprimento das três fases da
despesa (cabimento, liquidação e pagamento) em ordem sequencial compulsória, sendo tanto o
cabimento, quanto o pagamento são direccionados aos beneficiários finais (fornecedores de
serviços, etc.), sem qualquer intermediação.
E os pagamentos por via indirecta tem como característica a utilização de instrumentos especiais
“adiantamento de fundos à UGB” e “fundo de maneio” sendo caracterizada pelo facto de o
pagamento ser realizado antes da liquidação (que é condicionada à prestação de contas) e de os
cabimentos e pagamentos serem direccionados a gestores, que são agentes com a responsabilidade
para solicitar, receber e administrar os recursos financeiros das UGB e que realizam os pagamentos
a favor dos beneficiários finais, prestando posteriormente contas em relação aos fundos recebidos à
UGE vinculada.
54
Vanda Simbine. Funcionária do GDM. Afecta a repartição de Planificação
P lanificação e Desenvolvimento Local. Entrevistada a
07/03/2017.
55
Por sua vez, Sarmento Carlos55 considerou haver vários contributos a destacar com a
implementação do e-Folha tais como a própria celeridade, redução de desvio de fundos do Estado,
transparência, responsabilização, consistência dos relatórios de execução orçamental, melhorou o
controlo do número dos FAE, assim como contribuiu positivamente para o controlo e gestão do
processamento
processamento de salários e remune
remunerações
rações a médio e longo
longo prazo. Apesar
Apesar de até então, o Módulo de
Salários e Pensões (MSP) no qual se encontra o e-Folha
e-Folha não agregar o pagamento de pensões a
visão futura é que esta plataforma
pl ataforma venha a servir para pagar salários e pensões aos FAE.
De um modo geral, o e-Folha contribui para o maior controlo do número dos FAE e pensionistas, a
partir do seu recenseamento, reduziu substancialmente o número de salários pagos por via indirecta
55 Sarmento Carlos. Funcionário do GDM. Afecto a Repartição de Administração Local e Função Pública.
Entrevistado a 07/03/2017.
56
CEDSIF (2012). Visão das Finanças Públicas (2011-2025).
Públicas (2011-2025). Ministério das Finanças. Moçambique. Maputo.
56
Entretanto, apesar dos contributos positivos da introdução do e-Folha a nível do GDM, há desafios.
Face ao contributo destacado pela entrevistada, a mesma não deixou de focar um outro aspecto que
fragiliza a celeridade necessária do sistema, o facto de apenas existir (1) um e único ponto de acesso
ao e-SISTAFE a nível do GDM, composto por (4)
( 4) quatro computadores. Este ponto é partilhado por
mais de 150 usuários do e-SISTAFE.
Por sua vez, Filoca Custódio Petula 57 mencionou que existem programas permanentes de formação
de técnicos com perfis atribuídos para o acesso ao e-SISTAFE/
-SISTAFE/ee-Folha, este processo é levado a
cabo pela DPPF e pelo CEDSIF, no entanto, alguns funcionários tem limitações de apreensão e
aplicação prática dos conteúdos ministrados durante as formações. Em relação ao aspecto infra-
estrutural o Distrito apresentou uma evolução considerável com a expansão da rede bancária. Até
2015 o Distrito já possuía as condições infra-estruturais necessárias para a implantação do e-
(Bancos, Internet, Energia).
SISTAFE (Bancos, Internet,
57
Na óptica do entrevistado, a implementação do e-Folha tem em si uma finalidade positiva para a
Administração Financeira do Estado, no entanto a sua dimensão e complexidade deverá implicar o
Sob ponto de vista teórico, a teoria contingencial avança que não existe uma universalidade de
princípios de administração nem uma única e melhor maneira de organizar e estruturar as
organizações. O ambiente impõe desafios externos à organização, enquanto às tecnologias impõe
desafios internos. Deste modo, qualquer organização deverá tomar em consideração tudo o que
acontece no seu ambiente externo, quer a nível sociológico, tecnológico, político ou demográfico
visto que, pode influenciar a seu funcionamento, sua estrutura organizacional, sua gestão e as
decisões dos seus gestores (Ribeiro, 2010:157).
H1: A introdução das TIC’s em particular do e-folha melhorou a gestão das finanças públicas e a
celeridade no âmbito do pagamento de salários aos Funcionários e Agentes do Estado no GDM.
Dados obtidos com a materialização da pesquisa são categóricos em confirmar que a introdução das
TIC’s em particular do e-folha melhorou a gestão das finanças públicas e a celeridade no âmbito do
pagamento de salários aos Funcionários e Agentes do Estado no GDM, tal facto encontra-se
justificado na secção 4.4 do presente trabalho, através dos dados dos entrevistados e inquiridos
(Tabela 3), de onde concluiu-se que, o maior controlo do número dos FAE e pensionistas, a partir
do seu recenseamento, reduziu substancialmente o número de salários pagos por via indirecta e
proporcionou maior celeridade e transparência em relação às informações sobre direitos e
obrigações remuneratórias. Assim, considera-se válida a presente hipótese.
58
H2: A incapacidade dos recursos humanos em lidar com as soluções informáticas e as condições
infra-estruturais e tecnológicas disponíveis no Distrito de Marracuene tornam deficiente o
pagamento célere
célere dos salár
salários
ios a nível do GD
GDM.
M.
Dados obtidos com a materialização da pesquisa indicam que, desde da introdução (2013) do e-
Folha a nível do GDM, existem programas permanentes de formação de técnicos com perfis
atribuídos para o acesso ao e-SISTAFE/
-SISTAFE/ee-Folha, este processo é levado a cabo pela DPPF e pelo
CEDSIF, no entanto, alguns funcionários tem limitações de apreensão e aplicação prática dos
conteúdos ministrados durante as formações. Em relação ao aspecto infra-estrutural o Distrito
apresentou uma evolução considerável com a expansão da rede bancária. Até 2015 o Distrito já
possuía as condições infra-estruturais necessárias para a implantação do e-SISTAFE (Bancos,
Internet, energia), contudo a fragilidade de natureza infra-estrutural e tecnológica ainda existem,
sendo de destacar as falhas constantes no próprio e-SISTAFE e a existência de um e único ponto de
acesso ao mesmo que compreende 4 computadores para aproximadamente 150 usuários do e-
SISTAFE a nível do GDM. Estes aspectos estão reflectido na secção 4.4 do presente trabalho no
âmbito dos desafios. Assim, considera-se também Válida a presente hipótese.
Disponibilidade de tempo das pessoas indicadas para fornecer informações relevantes sobre
o tema em estudo;
Custos de Transporte, principalmente quando a deslocação não era compensada com a
entrevista dos funcionários em função da falta de disponibilidade de tempo;
Dificuldade de obtenção de obtenção de literatura referente ao e-Folha.
59
Considerações
Considerações Finais
Da análise dos dados deste estudo e da revisão da literatura acerca da contribuição das Tecnologias
de Informação e Comunicação na melhoria da Administração Financeira do Estado com enfâse no
e-folha na celeridade do pagamento de salários: Caso do Governo do Distrito de Marracuene,
conclui-se o seguinte:
i. Sob ponto de vista da concepção e contributo do e-SISTAFE/e-F olha
O SISTAFE e e-SISTAFE
e-SISTAFE contribuem decisivamente para uma gestão moderna das Finanças
Públicas em Moçambique, com a administração e execução orçamental-financeira totalmente
integradas, registos contabilísticos automáticos e atempados e informações oportunas e fiáveis.
SISTAFE/ e-SISTAFE
Com efeito, pode-se afirmar que o advento do SISTAFE/e- SISTAFE permite identificar mais
facilmente eventuais fraudes, situação que não era possível na sistemática anterior. São irrefutáveis
SISTAFE/e-SISTAFE, destacando-s
os inúmeros benefícios alcançados com a implementação do SISTAFE/e destacando-see
o e-Folha.
O e-SISTAFE melhorou a Gestão de Finanças Públicas ao introduzir o e-folha para o pagamento
dos ordenados dos Funcionários e Agentes de Estado, o que evita os pagamentos ilícitos e viciosos,
dos funcionários fantasmas graças ao aplicativo e-CAF que procede ao registo e cadastro dos
beneficiários. Antes da reforma existiam vários sistemas de processamento
processamento e cálculo para
pagamento de
de salários numa ba
base
se manual.
mediante transferência directa para as contas bancárias dos Funcionários e Agentes do Estado
(FAE) (CEDSIF, 2015). A introdução desta plataforma resulta da necessidade de dotar o Estado de
um mecanismo confiável, eficiente, e transparente de gestão de salários, afim de reduzir as perdas
ilícitas de fundos públicos.
60
Conclusão da expansão de salários via e-Folha e respectivo pagamento por via directa dos
FAE de todos órgãos e instituições do Estado, até à plena implementação do MSP, a partir
61
Recomendações
62
Referência Bibliográfica
a) Livros e Revistas científicas
63
Itabuna/Bahia.
27. Lakatos, E. M.; Marconi, M. A. (2009), Metodologia:
(2009), Metodologia: Ciência e Conhecimento Científico,
Científi co,
Métodos, Científicos, Teoria e Hipóteses e Variáveis, Metodologia Jurídica
Jurídica,, 5a ed. Atlas:
São Paulo.
28. Lopes, João Carlos dos Santos. (2009), Políticas Públicas para Tecnologias da
Informação e Comunicação,
Comunicação, A adopção de Soluções Abertas e Softwares Públicas: “O Caso
Dataprev.” DF. ENAP - Brasília.
29. Malhotra, N. K. (2001), Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 3.
(2001), Pesquisa aplicada. 3. ed. Bookman:
Porto Alegre.
30. May, T. (2004), Pesquisa social: questões, métodos e processos. 3. ed. Artmed: Porto
Alegre.
64
65
c) Páginas da I nte
nterr ne
nett
66
Stigar, Robson. (2008).
(2008). O Pensamento Cartesiano. Disponível no portal online em:
[Link]
[Link]
artesiano/5651. Publicado em 27 de April de
2008. Consultado em 04 de Março de 2017.
d) Relatórios de TCL
Lampeão, Odibar João (2007), Estratégia Global da Reforma do Sector Público como caminho
para boa gestão da coisa pública: Caso do Sistema de administração financeira do Estado. ISRI.
Maputo.
e) Fontes Primárias
Data de
Nome Função Afectação
entrevista
Sansão Baptista Repartição de Administração
Técnico Profissional de AP 12/03/2015
Muanahumo Local e Função Pública
Repartição de Administração
Sarmento Carlos Técnico 07/03/2017
Local e Função Pública
Chefe da Repartição de
Repartição de Administração
Nércia Mambo Administração Local e Função 08/03/2017
Local e Função Pública
Pública
Repartição de Administração
Lino Rui Técnico 21/02/2017
Local e Função Pública
Repartição de Planificação
Vanda Simbine Técnica Administrativa 07/03/2017
e Desenvolvimento Local.
Sérgio Mário Repartição de Administração
Assistente Técnico 03/03/2017
Ndlaze Local e Função Pública
Olinda Esperança Chefe da Repartição de
Repartição de Finanças 22/02/2017
Foquisso Finanças
Filoca Custódio
Técnica Administrativa Repartição de Finanças 22/02/2017
Petula
Dércia Laura Técnica Administrativa Repartição de Planificação 22/02/2017
67
68
APÊNDICES e ANEXOS
69
Muito obrigado.
70
71
Dados do Inquiridor
Nome: Jaime Celestino Xavier Jeremias
Contacto: (+258) 846348575 Whatsup / (+258) 827179937
Email: [Link]@ [Link]
Email: [Link]
Nacionalidade: Moçambicana
Ps. Caso tenha algo a sugerir sobre a temática em estudo pode faze-lo através dos meios acima
facultados pelo inquiridor.
Contextualização
Contextualização da Pesquisa
Como parte integrante das Reformas Públicas foi iniciada a implementação do programa de
modernizaçã
modernização
nº 9/2001 de,o 12
da de
Administração Financeira
Fevereiro (BR, do Estado,pelo
2002) suportado tendo sido criadoa ofim
e-SISTAFE, SISTAFE, através
de melhorar da Lei
o sistema
de gestão da “coisa pública” em Moçambique e combater as perdas ilegais de fundos públicos
72
Assinale com (x) ou (√) os espaços entre parenteses que correspondam a sua resposta
1. Inquérito Nº____.
1.1. Data:____/___
Data:____/____/____,
_/____, Hora:___:___ e local do
inquérito___________________________________________________________
1.2. Género: Masculino ( ) Feminino ( )
1.3. Estado Civil__________
Civil______________________________
____________________
1.4. Grau de Escolaridade: Nível Básico ( ) Nível Médio ( ) Nível Técnico ( ) Nível Superior
( ) Nenhum ( ).
1.5. Profissão: ______________________
_________________________________
______________________
__________________
_______
2ª PARTE – INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO (TICS) NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
2.1. Como avalia a introdução das TICs na Administraçã
Administraçãoo Pública Moçambicana?
a) Nefasta ( ) b) Relevante ( ) c) Irrelevante ( ) d) Indiferente
Comentário? __________
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2.2. No âmbito da informatização
informatização e modernizaç
modernização
ão da Administração Financeira do Estado
(AFE) é introduzido o e-SISTAFE com a finalidade de melhorar a gestão das finanças
públicas e reduzir as perda ilícitas de fundos públicos.
Será que a informatização e modernização
modernização das finanças públicas são medidas viáveis para alcançar
uma boa gestão das finanças publicas?
a) Sim ( ) b) Não ( )
c) Outra
opnião.__________________________________________________________________________
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73
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b) Negativa
Porquê? ( ). _____________________
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3.3. Quanto a celeridade no processo de pagamento de salários, considera que a adopção do e-
Folha trouxe mudanças positivas?
a) Sim ( ).
Quais? ___________
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Não ( ).
Porquê?_________________________________________________________________________
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3.3.1. Então considera que o e-Folha contribui na celeridade do processamento e pagamento
de salários?
a) Sim ( ) b) Não ( )
74
3.4. Acha que existem condições infra-estruturas e recursos humanos qualificados para que
haja bons resultados na implementação do e-Folha a nível do Governo do Distrito de
Marracuene?
a) Sim ( ) b) Não ( )
c)
Comentario __________
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3.5. Com que periodicidade recebe o seu vencimento?
Entre os dias:
a) 20 a 25 ( ) b) 25 a 30 ( ) c) Mais tempo __________
ANEXOS
76
ANEXO A. LOCALIZAÇÃO D
DO
O DISTRITO DE MARRACUENE
Fonte: [Link]
[Link]/informaç
[Link]/informação/Perfil_Marracuene
ão/Perfil_Marracuene.pdf
.pdf
77
Fonte: CEDSIF
78