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Apresentação Técnica

O-500 RS
O-500 RSD
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Conteúdo

DESCRIÇÃO DO PRODUTO ........................................................................................................................................... 4


Dados Técnicos do Veículo ......................................................................................................................................... 5
Vistas do motor em corte ............................................................................................................................................ 6
Características Técnicas dos Motores ...................................................................................................................... 7
Curva de Desempenho do Motor ................................................................................................................................. 8
Caracteristicas construtivas do motor OM 457 LA ................................................................................................. 10
Bloco do Motor ...................................................................................................................................................... 10
Cabeçote ............................................................................................................................................................... 10
Comando de válvulas ........................................................................................................................................... 11
Árvore de Manivelas ............................................................................................................................................. 11
Polia Antivibradora ............................................................................................................................................... 12
Bielas ..................................................................................................................................................................... 12
Êmbolos ................................................................................................................................................................. 13
Lubrificação do motor .......................................................................................................................................... 14
Arrefecimento do motor ....................................................................................................................................... 17
Circuito de Combustível ....................................................................................................................................... 19
Freio Motor ............................................................................................................................................................ 20
Freio Motor com Top Brake .................................................................................................................................. 21
Freio Motor com Top Brake - Funcionamento dinâmico .................................................................................... 22
Sistema de admissão ........................................................................................................................................... 23
Turbo alimentador ................................................................................................................................................. 23
Embreagem ................................................................................................................................................................ 24
Circuito hidropneumático de acionamento da embreagem .............................................................................. 25
Hidroservopneumático - Funcionamento ............................................................................................................ 26
Caixa de mudanças ................................................................................................................................................... 28
Trambulação com sistema de auxilio pneumático de engate .......................................................................... 29
Trambulação - medidas básicas ......................................................................................................................... 30
Eixo dianteiro .............................................................................................................................................................. 31
Construção ............................................................................................................................................................ 31
Dados Técnicos .................................................................................................................................................... 31
Remoção e instalação da ponta de eixo ............................................................................................................. 32
Dimensões - Viga do eixo dianteiro ..................................................................................................................... 33
Dimensões - Ponta do eixo .................................................................................................................................. 33
Cubos das rodas dianteiras ................................................................................................................................. 34
Geometria de direção - valores de ajuste ........................................................................................................... 34
Eixo traseiro ............................................................................................................................................................... 35
Construção ............................................................................................................................................................ 35
Dados Técnicos .................................................................................................................................................... 35
Eixo traseiro de apoio ........................................................................................................................................... 36
Direção ........................................................................................................................................................................ 37
Chassis ....................................................................................................................................................................... 38
Suspensão - Valores de Ajustes ............................................................................................................................... 40
Pneus / Aros ............................................................................................................................................................... 41
Sistema elétrico ......................................................................................................................................................... 41
Pesos .......................................................................................................................................................................... 42
Desempenho ............................................................................................................................................................... 45
Circuito de Freios / Suspensão Pneumática ............................................................................................................ 47
Arquitetura eletrônica O-500 RS/RSD ....................................................................................................................... 49
Painel de instrumentos O-500 RS/RSD ..................................................................................................................... 50
Indicadores ................................................................................................................................................................. 51
Luzes Piloto ................................................................................................................................................................ 51
Indicador digital multifuncional ................................................................................................................................. 52
Botões multifuncionais do sistema de informação ao motorista .......................................................................... 52
Navegação pelo painel ............................................................................................................................................... 53
Informações de controle ........................................................................................................................................... 53
Informações de falhas ............................................................................................................................................... 55
Regulações ................................................................................................................................................................. 57
Informações de manutenção .................................................................................................................................... 58
Equipamento ............................................................................................................................................................... 59
Idioma .......................................................................................................................................................................... 59
Diagnóstico ................................................................................................................................................................. 60
Visualização de ocorrências ..................................................................................................................................... 61
Luzes de advertência ................................................................................................................................................. 62

Global Training. 1
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

O500 RS
1636/30 – 634.011 Euro II
1636/30 – 634.011 Euro III

O500 RSD
2036/30 - 634.061 Euro II

2 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Global Training. 3
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

DESCRIÇÃO DO PRODUTO

Desenvolvido para as aplicações rodoviária de curta, média e longa distância, os chas-


sis O 500 RS e O 500 RSD incorporam todas as vantagens da tecnologia Mercedes-
Benz – são veículos robustos e de alta durabilidade, próprios para as mais severas condi-
ções de operação e aplicação.

Além disso, os veículos apresentam diversas características, como alta qualidade e baixo
custo operacional, que podem superar todas as expectativas do frotista mais exigente.
Os veículos são dimensionados para suportar 18,5 toneladas (O-500RS) e 22,5 tonela-
das (O-500RSD), associada a possibilidade de alteração do entre-eixo inclusive para
alongamento até 13,2 m (O-500RS) e 14 m (O-500RSD).

O novo motor eletrônico OM 457 LA introduz, nesta categoria, uma nova geração de
motores com 360 cv @ 1750 rpm de potência e 1.650 Nm de torque @ 1.200 e 1.500
rpm. Permitem aos veículos um desempenho superior na aplicação rodoviária com folga,
inclusive com o ar condicionado em funcionamento.

Ecologicamente corretos, seus avançados desenhos do motor já atendem aos níveis de


emissões de poluentes da norma EURO II e Euro III, equivalente a CONAMA FASE IV e
CONAMA P-5, estando preparados inclusive para as futuras exigências.

Assim, o O-500 RS e O-500 RSD mostram-se, definitivamente, os veículos ideais quando


sua operação requer um chassis de concepção avançada, associado à garantia da
marca líder em ônibus rodoviário urbano para o transporte de passageiros.

Dentro de sua categoria, o O 500 RS e O 500 RSD exibem o mais elevado grau de con-
forto e segurança para os passageiros, atendendo às mais novas tendências no setor. A
suspensão a ar integral derivada do O-400 é uma das principais características dos
veículos, sendo atestada como de altíssima qualidade, durabilidade e segurança.

4 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Dados Técnicos do Veículo

bomba injetora tradicional. As unidades inje-


toras são compostas pela bomba e bico
injetor separados, interligados por uma pe-
quena tubulação de alta pressão.

A unidade injetora está montada no bloco do


motor, acionada pelo comando de válvulas e
é responsável pela elevação da pressão de
injeção para valores de até 1800 bar, pres-
são muito importante para redução nos ní-
veis de emissões e otimização do processo
de combustão.

Os bicos injetores, posicionados no centro


da câmara , possuem 8 orifícios e distribu-
Motor Eletrônico em o combustível de forma atomizada na
câmara de combustão.
Os ônibus O 500 RS e O 500 RSD estão
equipados com o motor OM 457 LA, eletrô- O sistema de gerenciamento eletrônico pos-
nico, de 6 cilindros sui capacidade de auto-diagnóstico.
em linha com turbocooler, 4 válvulas por ci-
lindro (2 de admissão e 2 de escape) e uma Eventuais falhas no motor são sinalizadas no
válvula adicional do TOP BRAKE. painel e ficam registradas para posterior
identificação, o que pode ser feito de ma-
Considerado um motor agressivo, apresen- neira eficaz e rápida através de um aparelho
ta um grau de força elevado em retomadas de diagnóstico de simples operação, redu-
de velocidade e arrancadas, devido a sua zindo sensivelmente o tempo de diagnósti-
grande elasticidade. cos e verificações.

Todo o controle da injeção de combustível é No caso de falhas mais graves, como por
atribuído a um monitoramento inteligente, que exemplo, superaquecimento do sistema de
proporciona uma melhor combustão, maio- arrefecimento, programas de auto-proteção
res potência e torque, menor consumo de são acionados automaticamente, reduzindo
combustível, maior durabilidade, maior rapi- gradativamente a potência do motor,
dez nos diagnósticos, menor demanda de minimizando possibilidades de danos.
manutenção; além de já atender os limites
da legislação de emissões, gasosas e ruí-
do, CONAMA Fase 4, equivalente a EURO II
e CONAMA P-5 equivalente a EURO III. Essa
nova tecnologia alia redução de custos
operacionais e respeito ao meio ambiente.

A injeção de combustível é feita através de


unidades injetoras individuais para cada ci-
lindro, que substituem, com vantagens, a

Global Training. 5
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Vistas do motor em corte

6 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Características Técnicas dos Motores


Veículo O500 RS O 500 RS O500 RSD
OM 457 LA.III/21 OM 457 LA.II/33 OM 457 LA.II/33
Motor
BM 457.932 BM 457.916 BM 457.932
6 cilindros, vertical em linha com turbocooler
(turboalimentado com pós resfriador), 4 tempos Diesel, 4
Características gerais válvulas no cabeçote de cada cilindro sendo duas de
admissão, uma de escapamento e uma adicional para
TOP BRAKE
Potência efetiva liquida máxima e momento de força
Norma de ensaio
máximo conforme NBR ISO 1585
Emissão de fuligem e Conforme CONAMA Conforme CONAMA Fase IV /
gasosa P-5 / EURO 3 EURO 2
Potência efetiva líquida 265 (360 cv) @ 2000
kW 265 (360 cv) @ 1750 / min
máx./rot. / min
2100
Rotação máxima /min 1900
Momento de força 1600 (163 mkgf)
Nm 1650 (168 mkgf) @ 1050 / min
máx./rotação @ 1100 / min
188 (138 g / cvh)
Consumo específico g / kWh 185 (136 g / cvh) @ 1400 / min
@ 1300 / min
Diâmetro x curso /
mm / cm³ 128 x 155 / 11967 128 x 155 / 11967
Cilindrada
Combustível/ Rel. de
Diesel / 17,25 : 1 Diesel / 17,75 : 1
compressão

Método de injeção direta, com gerenciamento eletrônico


DTC, individual com controle eletrônico
Unidade injetora
(Diesel Technology Company )
Pressão de operação do
bar 1800
bico injetor
Pressão de abertura do
bar 290 + 12 290 + 10
bico injetor
circulação de óleo sob pressão, com trocador de calor
Sistema de lubrificação óleo-água, com bomba de óleo de engrenagens e filtro
de óleo com elemento de papel
Arrefecimento por circulação de água com termostato
Ventilador mm Ø
Ø 698,5, acionamento
Ventilador mm 720, com
acoplamento “visco” eletromagnético
Volume de lubrificante e
água
- cárter litros 26 máx. / 22 min.
- sistema de
litros 42 (sem aquecimento)
arrefecimento
COMPRESSOR DE AR
Wabco , Wabco , monocilindro, acionado por
monocilindro,
engrenagens,
Modelo, características acionado por
engrenagens e com power reduction e refrigerado a
refrigerado a água. água.
Diâmetro x curso :
mm : cm³ 85 x 56 : 318 85 x 62 : 352
cilindrada
540 @ 8 bar de
Vazão litros/min contrapressão @ 440 @ 12,5 bar de contrapressão
1900 / min
Rotação máxima do 2812
/ min 3000
compressor
Relação rot.
1 : 1,48
motor/compressor

Global Training. 7
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Curva de Desempenho do Motor


O 500 RSD / O 500 RS – Motor OM 457 LA.II/33 (BM 457.932)

curva de desempenho O500RSD E2.jpg

8 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

O 500 RSD / O 500 RS – Motor OM 457 LA.III/21 (BM 457.916)

curvas de desempenho O500RS E3.jpg

Global Training. 9
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Caracteristicas construtivas do motor OM 457 LA

Bloco do Motor

O bloco do motor é fundido com ligas espe-


ciais e possui uma configuração que confe-
re grande rigidez e resistência às solicita-
ções térmicas e mecânicas ao qual é sub-
metido.

De construção compacta o bloco dos moto-


res OM 457 LA utilizam as camisas dos ci-
lindros do tipo úmidas.

003.tif

Cabeçote

Os cabeçotes são individuais e possuem


duas válvulas de admissão e duas válvulas
de escapamento, apesar das quatro válvu-
las por cilindro o acionamento das mesmas
é muito simples pois utilizam um cavalete que
deslocam as duas válvulas do mesmo tipo
por igual.

Em todos os motores OM-457 LA encontra-


004.tif
mos o exclusivo sistema Top-Brake, que em
conjunto com o tradicional freio motor pro-
porcionam grande eficiência de frenagem o
que significa menor desgaste dos componen-
tes do sistema de freios do veículo.

1 Tampa
2 Anel-O
3 Êmbolo
4 Anel de vedação do êmbolo
5 Chavetas cônicas
6 Prato da mola
7 Mola
8 Guia da mola (prato inferior)
9 Vedador da haste da válvula
10 Válvula
11 Calço (madeira ou plástico)
006.tif

10 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Comando de válvulas

A árvore de comando de válvulas é forjada


em liga de aço beneficiado e possui três
ressaltos para cada cilindro, um para acio-
nar as válvulas de admissão, um para as vál-
vulas de escapamento e outro para as uni-
dades injetoras. A engrenagem de
acionamento é montada por interferência.
Pelo fato do motor possuir gerenciamento
eletrônico, não temos montado o conjunto do
avanço automático de injeção.

O comando de válvulas está apoiado no blo-


co em sete colos (C). Por ter que acionar as
unidades injetoras (B) toda a árvore é refor-
007.tif çada o que garante grande durabilidade e
menor torção, fato este que proporciona
melhor precisão no acionamento das válvu-
las e unidades que estão mais distantes da
engrenagem motora.

Na figura ao lado observa-se o perfil dos


ressaltos de acionamento das válvulas de
admissão (A), das válvulas de escapamento
(E) e das unidades injetoras (B).

Árvore de Manivelas

A árvore de manivelas é forjada em liga de


aço beneficiado e tem os colos principais,
de bielas e os raios de concordância tem-
perados por indução que proporcionam mai-
or resistência e menor desgaste nos pontos
de apoios.

Atualmente os contrapesos são parte inte-


grante da árvore, fato que apesar de repre-
sentar maior complexidade na sua fabrica-
008.tif ção facilita a operação de futuros retrabalhos.

Global Training. 11
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Polia Antivibradora
Instalada na extremidade dianteira da árvore de manivelas está a polia antivibradora do
tipo viscosa. Neste tipo, a polia é formada por uma carcaça oca que possui no seu interior
um anel de aço de seção retangular.

No espaço livre entre o anel e a carcaça há um fluido com alta viscosidade, este sistema
garante um grande amortecimento nas vibrações torcionais, mesmo nos regimes mais crí-
ticos de funcionamento do motor.

010.tif

009.tif

Bielas

As bielas são forjadas em aço especial be-


neficiado e a capa cortada obliquamente na
região do alojamento dos casquilhos, apre-
sentam na face de união um dentado de 90°
que asseguram um assentamento firme e
absorvem as forças imensas que atuam nes-
ta região.
O pé da biela tem o formato trapezoidal, o
que possibilita a montagem de um êmbolo
especial com o topo mais reforçado.
O peso reduzido desta configuração de bie-
011.tif la contribuem para o funcionamento mais
suave do motor, além disso, são fornecidas
em uma única classe de peso simplificando
a montagem e reduzindo o número de pe-
ças no estoque.

12 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Êmbolos

Os motores OM-457 LA incorporam êmbo-


los de três canaletas, fundidos em liga de
alumínio e grafitados na zona de contato com
os cilindros.
A área periférica do topo e da câmara de
combustão foram submetidas a um proces-
so de anodização que apresenta maior re-
sistência à trincas. A canaleta do primeiro
anel tem um incerto de aço que garante
maior proteção ao desgaste.

012.tif

O 1º anel de compressão tem o formato


trapezoidal e possui na face de contato com
o cilindro um revestimento especial que tem
elevada resistência ao desgaste e às altas
temperaturas.
O 2º anel tem dupla função: compressão e
raspador de óleo, para garantir uma maior
durabilidade, este anel possui uma fina ca-
mada de cromo na superfície de contato.
A configuração deste anel proporciona tam-
bém a vedação superior e inferior da canaleta
durante todo o ciclo de funcionamento do
motor.
O 3º anel é do tipo de mola expansora e tem
013.tif
faces cromadas para distribuir corretamen-
te a quantidade de óleo nas paredes do ci-
lindro assegurando a lubrificação adequada
do êmbolo com reduzido consumo de óleo.

O formato da câmara de combustão do tipo


ômega, aliado à posição e número de orifí-
cios do bico injetor, a precisão na dosagem
e alta pressão de injeção garantem um alto
rendimento do motor.
Na foto ao lado pode-se observar nitidamen-
te a perfeita distribuição do combustível e o
processo adiantado da queima do mesmo.

014.tif

Global Training. 13
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Lubrificação do motor

14 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Uma válvula reguladora de pressão de aber-


tura progressiva, montada diretamente na
bomba de óleo, limita a pressão do sistema
a 6,0 bar.

016.tif

O sistema incorpora um trocador de calor de


placas, combinado com o cabeçote do filtro
de óleo, que assegura eficiente
arrefecimento. Após fluir pelo radiador, o óleo
é filtrado e distribuído aos diversos pontos
de lubrificação do motor.

017.tif

1 Carcaça do intercambiador de calor


2 Junta
3 Parafusos
4 Carcaça com o elemento filtrante
5 Parafuso
6 Bujão de escoamento
7 Anel de vedação
8 Parafusos
9 Radiador do intercambiador
10 Juntas
11 Bujão/corpo da válvula de segurança

018.tif

Global Training. 15
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Para assegurar um controle na temperatura de


trabalho dos êmbolos, os motores OM 457 LA
incorporam injetores de óleo.
Estes injetores mantêm um fluxo de óleo
constante, direcionado para a parte interna dos
êmbolos.

019.tif

020.tif

1 Injetor
2 Parafuso Oco

16 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Arrefecimento do motor

O sistema de arrefecimento possui dutos de água integrados ao bloco do motor, asse-


gurando uma adequada distribuição do líquido de arrefecimento, o que permite que o
motor mantenha uma temperatura uniforme, sem formação de pontos de superaqueci-
mento.

Arrefecimento.tif

Todo o líquido de arrefecimento impulsionado pela bomba d’água flui através do trocador
de calor do óleo lubrificante, e em seguida, é distribuído por passagens dosificadoras,
efetuando o arrefecimento na linha dos cilindros e nos cabeçotes, retornando ao radia-
dor ou para a bomba d’água, dependendo da posição das válvulas termostáticas.

A bomba d’água de alta vazão é parcialmente integrada ao bloco e está montada na parte
frontal do motor. Seu acionamento é feito por correia multicanal nos caminhões e trapezoidal
nos ônibus.

b20.10-0016-06.tif

Global Training. 17
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

O controle da temperatura do líquido de


arrefecimento é feito por duas válvulas
termostáticas montadas na própria carcaça
da bomba d’água.

022.tif

Ventilador Hidrostático

Quando o motor está frio a quantidade de


giro é de aproximadamente 25% do número
de giro da polia de acionamento. À medida
que a temperatura aumenta, o ventilador se
acopla progressivamente e se ajusta ao
número de rotação necessário para dissipar
o calor produzido. Este tipo de ventilador
proporciona economia de energia e menor
ruído.

Ventilador Elétrico

Composto por 2 bobinas que, quando


energizadas, são responsáveis por fazer o
ventilador trabalhar parcialmente ou
totalmente acoplado.
Os estágios de trabalho, assim como no
ventilador hidrostático, funcionam de acordo
com a temperatura do motor. O acionamento
das bobinas do ventilador é feito pelo módulo
de comando PLD.

18 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Circuito de Combustível

Global Training. 19
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Freio Motor

Ultimamente, o desenvolvimento de motores para veículos comerciais tem se destacado


pelo significativo aumento da potência útil sem o aumento proporcional da cilindrada do
motor.
Esse aumento da potência útil, proporcionado pelo melhor enchimento dos cilindros, além
de possibilitar a redução da rotação nominal do motor, resultou em menor consumo de
combustível e em reduzidos índices de emissão de ruídos.
Entretanto, no sistema freio motor, os melhoramentos introduzidos nos motores resultam
apenas em um ligeiro aumento da potência de frenagem.
O sistema freio motor é do tipo borboleta de pressão dinâmica, montado no sistema de
escapamento.
Quando a borboleta do freio motor se fecha, gera uma contrapressão no sistema de esca-
pamento contra a qual, os êmbolos tem que efetuar o trabalho de exaustão no 4º tempo do
motor (escapamento), resultando na frenagem do motor.
No trabalho do freio motor, a contrapressão acumulada no sistema de escapamento atua
sobre as válvulas de escapamento, de fora para dentro. Se esta contrapressão fosse de-
masiadamente elevada, as válvulas de escapamento poderiam ser danificadas por impac-
tos não amortecidos causados pela reabertura descontrolada das mesmas.
Esse perigo de danos determina um limite máximo para a contrapressão gerada no siste-
ma de escapamento limitando, conseqüentemente, a potência do freio motor.
Na prática, é aceitável uma certa reabertura das válvulas de escapamento porém, mesmo
sendo suportável, essa reabertura deve ser harmonizada em combinação com as frestas e
aberturas da borboleta do freio motor e com os parâmetros específicos do motor.
É evidente que o regime de rotação do motor exerce considerável influência na potência do
freio motor, no entanto, não se pode deduzir que elevando o limite máximo da rotação nomi-
nal do motor, seria possível continuar aumentando a potência do freio motor, visto que, em
rotação mais elevada, pode ocorrer uma possível flutuação de válvulas, comprometendo
negativamente a eficiência de atendimento dos cilindros.

des 42.tif

20 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Freio Motor com Top Brake


O freio motor com estranguladores constantes
(Top Brake) consiste, basicamente, na otimização
do sistema de freio motor convencional, com a
incorporação de uma válvula de estrangulamento
constante no cabeçote (uma para cada cilindro),
as quais, quando abertas permitem a
comunicação dos cilindros do motor com o coletor
de escapamento, através de um canal no
cabeçote.
Além da potência de frenagem proporcionada
pela contrapressão gerada no sistema de
escapamento durante o 4º tempo (escapamento)
quando a borboleta do freio motor está fechada,
o freio motor com estranguladores constantes
proporciona uma potência de frenagem adicional
resultante do aproveitamento de parte da
compressão no 2º tempo do motor, por meio dos
estranguladores constantes (Top Brake).
G01.50-3104-12-S_W.tif Com a potência de frenagem elevada é possível
obter, com segurança, velocidades médias em
declives consideravelmente mais altas resultante
em tempo de viagem mais reduzido. Além disso,
reduz-se também a solicitação do freio de serviço
diminuindo o desgaste do freio das rodas,
assegurando sua total eficiência em situações
de emergência.
A atuação do Top Brake com o freio motor
praticamente impede a reabertura das válvulas
de escapamento evitando, conseqüentemente,
que as válvulas sejam submetidas a impactos não
amortecidos.
O acionamento das válvulas do Top Brake e da
borboleta do freio motor é feito por pressão
pneumática, através de comando
eletropneumático. Para evitar danos ao motor, a
aplicação do freio motor deve ocorrer de forma
escalonada ou seja, no acionamento do sistema
deve ocorrer primeiro a abertura das válvulas do
top brake, seguida do fechamento da borboleta
no coletor de escapamento e, ao desaplicá-lo, a
N03.10-2056-12-S_W.tif
abertura da borboleta do freio motor deve
antecipar-se ao fechamento das válvulas do Top
Brake.
Sempre que a rotação do motor cair abaixo de
900 rpm, o sistema é automaticamente desli-
gado, impedindo, desta forma, uma parada
imprevista do motor causada por exemplo, por
uma manobra inadequada.

Global Training. 21
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Freio Motor com Top Brake - Funcionamento dinâmico

Com o freio motor aplicado, os estrangula-


dores constantes no cabeçote estão aber-
tos e a borboleta no sistema de escapa-
mento fechada.

No 2º tempo do motor (compressão), du-


rante o rápido movimento ascendente dos
êmbolos, a quantidade de ar expelida
através do estranguladores constantes
para o coletor de escapamento é pequena,
de forma que a compressão desejada não
é comprometida significativamente.

A fração de ar comprimido expelida atra-


vés dos estranguladores constantes no
inicio do 3º tempo (expansão) é, contudo,
responsável por considerável redução na
pressão atuante sobre os êmbolo, com
conseqüente redução de trabalho de ex-
pansão. Frenagem do motor durante o 2º tempo
(compressão)

Nos motores com freio motor convencional


(sem Top Brake), o aproveitamento da
potência de frenagem obtida no tempo de
compressão é desprezível porque a força
de expansão do ar atuando sobre os êm-
bolos no 3º tempo do motor, recupera
praticamente todo o trabalho de compres-
são do tempo anterior.

Em contrapartida, nos motores equipados


com freio motor e Top Brake, com a expan-
são do ar consideravelmente reduzida, a
diferença entre os trabalhos de compres-
são e de expansão é muito maior, resultan-
do em um ganho significativo de potência
de frenagem do motor. Assim, a elevada
potência de frenagem do freio motor com
Top Brake é conseqüência da resistência
pneumática encontrada pelos êmbolos
durante os tempos de compressão e esca-
pamento do motor. Frenagem do motor durante o 4º tempo
(escapamento)

22 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Sistema de admissão

O sistema de alimentação de ar dos moto-


res OM-457 LA é composto por um filtro de
alta capacidade de vazão (aproximadamen-
te 33m³ / min), um turbocompressor de ele-
vado desempenho dotado de recirculador de
ar e radiador de ar com maior área.

Todos esses fatores garantem uma grande


capacidade de alimentação de ar dos cilin-
dros, o que por sua vez, permite uma quei-
ma perfeita do combustível resultando em
elevado torque com rotações mais baixas e
menor emissão de poluentes.

No esquema ao lado vemos a variação da


temperatura do ar em um sistema dotado de
pós-resfriador do ar de alimentação.Os va-
lores são nominais de um motor especial de
teste, mas permitem dar uma idéia do que
ocorre.

Turbo alimentador

O turbo alimentador é montado lateralmente nos motores permitindo um disposição mais


adequada dos mesmos nos respectivos veículos.
O coletor de escapamento foi configurado de modo a assegurar o acionamento uniforme
do turbo alimentador.
Nos motores da série 450 o sistema de pós-resfriamento do ar de admissão (intercooler),
proporciona um significativo aumento da oferta de potência com queda no consumo de
combustível e reduzidos índices de emissões de poluentes.
O sistema de pós-resfriamento do ar de admissão, são cada vez mais difundidos em moto-
res diesel, consiste em resfriar o ar de admissão comprimido pelo turbo alimentador, atra-
vés de um radiador do tipo ar / ar. Esse resfriamento do ar de admissão possibilita o
enchimento dos cilindros com maior quantidade de ar, melhorando consideravelmente o
desempenho do motor, sem exceder os limites de solicitações térmicas e mecânicas.

Global Training. 23
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Embreagem

M F Z 430
430 - Diâmetro externo da placa do platô

Z - Embreagem puxada

F - Embreagem para volante plano

M - Embreagem com mola menbrana

O-500 RS O-500 RS
Veículo O-500 RSD
(Euro III) (Euro II)
Designação comercial MFZ430
Características monodisco, seco, com acionamento servo assistido
Disco mm Ø 430 nominal
Platô, momento de Nm 1600, com coeficiente de segurança = 1,4
força nominal
Volume de fluido de litros 0,55
acionamento

24 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Circuito hidropneumático de acionamento da embreagem

circuito hidropneumático.jpg

Global Training. 25
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Hidroservopneumático - Funcionamento

Acionamento da embreagem

Servo01.jpg

26 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Situação de repouso

Servo02.jpg

Global Training. 27
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Caixa de mudanças

GO 190 - 6
G - Caixa de mudanças
O - Ônibus
190 - Torque nominal de entrada
6 - Número de marchas

Briefing O-500 RS RSD 1_07_0001.tif

O-500 RS O-500 RS
Veículo O-500 RSD
Euro III Euro II
DC GO 210-6
Designação comercial com retardador DC GO 190-6 DC GO 190-6
Voith R 115E
Relação de transmissão 6,528 / 3,717 / 8,17 / 4,65 / i = 8,17 / 4,65 /
2,231 / 1,443 / 2,79 / 1,81 / 2,79 / 1,81 /
1,000 / 0,799 1,25 / 1,00 1,25 / 1,00
ré = 6,136 ré = 7,683 ré = 7,683

Marchas sincronizadas 6
Acionamento da caixa de Cabo com auxilio de engate pneumático
mudanças
Volume de lubrificante litros 11,5 11

Diagrama de marchas

diagrama.jpg

28 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Trambulação com sistema de auxilio pneumático de engate

Para proporcionar maior suavidade no engate das marchas e oferecer maior conforto ao
operador do veículo, estas versões de ônibus O-500 RS e O-500 RSD estão equipadas
com sistema de trambulação a cabo onde temos a seleção de marchas realizada mecani-
camente e o engate realizado com auxilio pneumático.

1 2

MVC-871F.JPG MVC-877F.JPG

6
4

5
3
MVC-870F.JPG MVC-876F.JPG
1 Alavanca de engate
2 Válvula redutora de pressão
3 Válvula direcional
4 Pistão de engate
5 Haste de engate
6 Haste de seleção

Através da alavanca de engate (1) pilotamos uma válvula direcional (3) que controla o des-
locamento do pistão (4) para o sentido de engate das marchas pares ou das marchas ímpa-
res, auxiliando desta maneira o engate.

O sistema pneumático trabalha com uma pressão limitada em 3 bar, para isso existe uma
válvula redutora de pressão (2).

Global Training. 29
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Trambulação - medidas básicas

tramb001.jpg tramb002.jpg

tramb004.jpg

tramb003.jpg

As medidas constantes neste documento são somente referencia para montagem, poden-
do ser alteradas de acordo com as necessidades de ajustes no sistema de trambulação do
veículo.

30 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Eixo dianteiro

VO 4 / 13 DL-7 VO
4
Eixo dianteiro para ônibus
Série
13 Execução
D Freio pneumático
L Suspensão pneumática
7 Peso máximo admissivel (ton.)

Construção

O eixo dianteiro VO 4/13D(L)- 7 é um agregado superdimensionado para suportar com


segurança as mais severas condições de operação do veículo.
Sua fixação à estrutura do veículo é feita através de três barras longitudinais e uma barra
transversal, montadas sobre buchas de borracha que absorvem as vibrações eventual-
mente transmitidas ao veículo.
O mancal de fixação da barra longitudinal central à estrutura está montado sobre calços
de regulagem que permitem eventuais correções do ângulo de avanço do pino-mestre
(cáster).
No alojamento do pino-mestre foram utilizados rolamentos de agulhas nas pistas de
trabalho, proporcionando maior suavidade da direção.

Dados Técnicos

O-500 RS O-500 RS O-500 RSD


Euro III Euro II
Designação comercial DC VO 4/ 13 DL-7
Características gerais rígido, tipo punho
Área efetiva de frenagem cm² 2367
das lonas
Espessura / largura da mm 19 / 160
lona
Diâmetro do tambor mm Ø 410
Área do cilindro de freio pol² 20
eixo com freios a disco sob consulta

Global Training. 31
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Remoção e instalação da ponta de eixo

Na eventual necessidade de remover uma


ponta de eixo dotada com rolamentos de
agulhas, as seguintes indicações deverão ser
observadas.

A. Remoção
O pino-mestre deverá ser removido com au-
xílio de uma prensa, somente no sentido de
baixo para cima.

Nota: Os rolamentos superiores serão re-


movidos simultaneamente com o
pino-mestre devido a um colar exis-
tente no mesmo.
ED001.tif
B. Instalaçao
Instalar os rolamentos de agulhas inferiores, Afastamento dos rolamentos de agulhas com
observando o afastamento prescrito para os arruela distanciadora:
mesmos.
A. Rolamentos superiores: 10,8 - 11,0 mm
Instalar os retentores superiores e inferiores, B. Rolamentos inferiores: 9,8 - 10,0 mm
na parte superior deve ser montado o
vedador identificado com a cor verde para
vedar a região do pino mestre com diâmetro
maior.

Posicionar a ponta de eixo na extremidade


da viga do eixo dianteiro e prensar o pino-
mestre de cima para baixo, observando seu
posicionamento correto.

Após a montagem do pino-mestre, instalar


os rolamentos de agulhas superiores, obser-
vando o correto afastamento dos mesmos.

Nota: Em uma ponta de eixo devem ser


montado somente rolamentos de agu-
lhas de um mesmo fabricante (mes-
mo número de peça).

Ao instalar os rolamentos de agulhas, a for-


ça do mandril utilizado deverá incidir na face
frontal temperada do rolamento (face
marcada).

32 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Dimensões - Viga do eixo dianteiro

B33.10-0011-07.tif

A (mm) B (mm) C (mm) E (mm) Ângulo F


1709,5 – 1710,5 94 mm 1180 mm 88,8 – 89,0 5°
Diâmetro (D) para o pino mestre no punho Normal Normal I Reparo I
da viga 49,955 – 50,255 – 50,555 –
49,971 mm 50,271 mm 50,571 mm

Dimensões - Ponta do eixo

B33.25-0059-01.tif

Medida A mm 69,981 – 70,000


Ponta do eixo Medida B mm 49,975 – 49,991
Medida C mm 202,0 – 202,3
Excentricidade máxima admissível mm 0,04
entre os assentos dos rolamento da
ponta do eixo
Folga axial da ponta do punho mm 0,01 – 0,15
Espessura das arruelas mm 1,7 – 2,5
compensadoras Incrementos de 0,1
mm
Temperatura do punho da viga para °C 150
montagem do pino mestre
Rolamento de agulhas Diâmetro externo mm 58,000
Diâmetro interno 50,010 – 50,035
normal
Diâmetro interno 50,310 – 50,335
normal I
Diâmetro interno 50,610 – 50,635
reparo I
Largura 24,80 – 25,00
Pino mestre Diâmetro normal mm 50,002 – 50,013
Diâmetro normal I mm 50,302 – 50,313
Diâmetro reparo I mm 50,602 – 50,613
Global Training. 33
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Cubos das rodas dianteiras

Diâmetro do assento para pista externa do Máximo mm 129,952


rolamento interno Mínimo mm 119,912
Diâmetro do assento para pista externa do Máximo mm 109,959
rolamento externo Mínimo mm 109,924
Diâmetro externo do rolamento interno Máximo mm 130,000
Mínimo mm 129,982
Diâmetro interno do rolamento interno Máximo mm 70,010
Mínimo mm 69,995
Diâmetro externo do rolamento externo Máximo 110,000
Mínimo 109,985
Diâmetro interno do rolamento externo Máximo 50,000
Mínimo 49,988
Folga axial dos rolamentos do cubo mm 0,02 – 0,04
Graxa do cubo de roda (peso por cubo) Quantidade gramas 180

Geometria de direção - valores de ajuste

Câmber (graus) 1° +/- 30’

Inclinação do pino mestre (graus) 5° +/- 30’

Cáster (veículo carregado) (graus) 2° +/- 30’

Alinhamento de roda (mm) 0 +/- 0,5

Ângulo máximo de esterçamento roda interna (graus) 42°


roda externa (graus) 50°

34 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Eixo traseiro

HO4/09 DL-11,5 HO
4
Eixo traseiro para ônibus
Série
09 Execução
D Freio pneumático
L Suspensão pneumática
11,5 Peso máximo admissivel (ton.)

Construção

O sistema hipôide de coroa e pinhão dos eixos da série 4, possibilita distribuir melhor os
esforços sobre as áreas de contato das engenagens, com notável acréscimo de durabili-
dade dos mecanismos e um funcionamento silencioso do conjunto.

Dados Técnicos

O-500 RS O-500 RS O-500 RSD


EURO III EURO II
Designação comercial DC HO 4 / 09 DL-11,5
Características gerais carcaça central com tubos de aço
imprensados.
Diâmetro da coroa mm Ø 410 nominal
Bloqueio do diferencial ---
Área efetiva de cm² 3317
frenagem das lonas
Espessura / largura da mm 19 / 220
lona
Diâmetro do tambor mm Ø 410
Área do cilindro pol² 24 / 30
combinado de freio
Volume de óleo litros 10
lubrificante
Reduções 3.333 (40:12)
3.666 (44:12)

Eixo com freio a disco sob consulta.


Global Training. 35
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Momento de atrito nos rolamentos do


Nm 1,4 - 6
pinhão
Espessura das arruelas bipartidas dos Mínima - mm 6,60
rolamentos do pinhão – incrementos de
Máxima - mm 7,40
0,02 mm
Profundidade básica do pinhão mm 98

Espessura das arruelas compensadoras mm 0,10/0,15/


0,20/0,25/
0,50
Folga entre dentes coroa/pinhão mm 0,20 – 0,28
Batimento radial máximo da coroa mm 0,15
Batimento axial máximo da coroa mm 0,05
Folga entre o parafuso de encosto e a mm 0,25
coroa
Retorno do parafuso de encosto voltas 1/8
Pré-carga nos rolamentos da caixa
satélite
Antes de apertar os parafusos da capa do mm 0,03 – 0,05
mancal
Antes de apertar os parafusos da capa do mm 0,04 – 0,07
mancal
Folga axial dos rolamentos dos cubos de mm 0,02 – 0,04
roda
Graxa do cubo (peso por cubo) gramas 200

Eixo traseiro de apoio

NR 4 / 59 DL - 5
Características gerais eixo rígido de apoio, com freio a tambor
Área efetiva de cm² 2367
frenagem das lonas
Espessura / largura das mm 19 / 160
lonas
Diâmetro do tambor mm Ø 410
Área do cilindro pol² 16 / 24
combinado de freio
Eixo com freio a disco sob consulta.

36 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Direção

ZF 8097 Direção hidráulica


Hidráulica / redução relação variável 23,8 / 20,1 / 23,8
Acionamento da bomba por eixo
Bomba hidráulica, bar 150
pressão
Nº de voltas - batente a 2,8 / 0 / 2,8
batente
Volume de óleo
hidráulico

Global Training. 37
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Chassis
O500RSD/2036/30
QUADRO - tipo Quadro constituído de cinco módulos :
Módulo 1: anterior ao eixo Longarina perfil U 116 x 73 x 6 mm ( aço EN 10149-1.0984
dianteiro opcional LNE 50 + Ti ) com travessa tubular perfil 80 x 60
x 4,25 ( aço M 22 ) unidas por solda e parafusos
Módulo 2: situado no eixo Longarina perfil U 216 x 75 x 8 mm ( aço EN 10149-1.0984
dianteiro opcional LNE 50 + Ti ) com travessas tubulares perfil 100 x
60 x4,75 mm ( aço M 22 ) unidas por solda
Módulo 3: situado no entre- Módulo tubular com perfis de 80 x 60 x 4,25 mm e 60 x 50
eixos x 4,25 mm ( aço SAE 1008 / 1010 ) unidos com solda
Módulo 4: situado nos eixos Longarina perfil U 216 x 75 x 6 mm ( aço EN 10149-1.0984
traseiros opcional LNE 50 + Ti ) com travessas tubulares perfil 120 x
100 x 4,75 mm ( aço M 22 ) unidas com solda
Módulo 5: situado no motor Longarina perfil U 216 x 75 x 6 mm ( aço EN 10149-1.0984
opcional LNE 50 + Ti ) com travessas tubolares perfil 120 x
100 x 4,75 mm ( aço M 22 ) unidas com parafusos.
SUSPENSÃO DIANTEIRA pneumática, com dois bolsões de ar com batentes elástico
e três barras tensoras longitudinais e uma transversal,
uma válvula reguladora de altura.
Amortecedores quatro, telescópicos de dupla ação
Estabilizador sim
SUSPENSÃO TRASEIRA 1º pneumática, com quatro bolsões de ar com batentes
eixo traseiro internos atuando como mola auxiliar, duas barras tensoras
longitudinais inferiores, duas barras tensoras superiores
dispostas em " V " e duas válvulas reguladoras de altura
atuando em conjunto com o segundo eixo traseiro.
Amortecedores quatro, telescópicos de dupla ação
Estabilizador sim
SUSPENSÃO TRASEIRA 2º pneumática, com dois bolsões de ar com batentes internos
eixo traseiro atuando como mola auxiliar, duas barras tensoras
longitudinais inferiores, duas barras tensoras.
Amortecedores dois, telescópicos de dupla ação
Estabilizador sim
RESERVATÓRIO DE litros 20 (provisório, somente para manobras)
COMBUSTÍVEL
VOLANTE DE DIREÇÃO mm Ø 450

FREIOS
Pressão de operação bar 10
Serviço ar comprimido de dois circuitos
Reservatórios 4 reservatórios de 20 litros , 3 reservatórios de 10 litros e 1
de 5 litros (reservatório úmido)
Regulador automático de sim
freio
Freio de estacionamento câmara de mola acumuladora, acionada pneumáticamente
Atuação rodas traseiras
Adicional - motor freio-motor e TOP BRAKE
Acionamento eletro-pneumático
RETARDER - modelo Voith R 115 ( opcional )
Momento de força máximo Nm .
de frenagem no eixo de
transmissão
ABS / / EAS optional

38 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

O 500 RS / 1636/30
QUADRO - tipo Quadro constituído de cinco módulos :
Módulo 1: anterior ao eixo Longarina perfil U 120 x 75 x 6 mm ( aço EN 10149-1.0984
dianteiro, no balanço dianteiro opcional LNE 50 + Ti ) com travessa tubular perfil 80 x 60 x
4,25 ( aço M 22 ) unidas por solda e parafusos
Módulo 2: situado no eixo Longarina perfil U 216 x 75 x 8 mm ( aço EN 10149-1.0984
dianteiro opcional LNE 50 + Ti ) com travessas tubulares perfil 100 x
60 x 6,3 mm ( aço M 22 ) unidas por solda
Módulo 3: situado no entre-eixos Módulo tubular com perfis de 80 x 60 x 4,25 mm e 60 x 50 x
4,25 mm ( aço SAE 1008 / 1010 ) unidos com solda
Módulo 4: situado no eixo Longarina perfil U 216 x 75 x 6 mm ( aço EN 10149-1.0984
traseiro opcional LNE 50 + Ti ) com travessas tubulares perfil 120 x
100 x 6,3 mm ( aço M 22 ) unidas com solda
Módulo 5: situado no motor Longarina perfil U 216 x 75 x 6 mm ( aço EN 10149-1.0984
opcional LNE 50 + Ti ) com travessas tubulares perfil 120 x
100 x 6,3 mm ( aço M 22 ) unidas com parafusos
SUSPENSÃO DIANTEIRA pneumática, com dois bolsões de ar com batentes elástico e
três barras tensoras longitudinais e uma transversal, uma
válvula reguladora de altura.
Amortecedores quatro, telescópicos de dupla ação
Estabilizador sim
SUSPENSÃO TRASEIRA pneumática, com quatro bolsões de ar com batentes
auxiliares internos, duas barras tensoras longitudinais
inferiores, duas barras tensoras superiores dispostas em " V
" e duas válvulas reguladoras de altura
Amortecedores quatro, telescópicos de dupla ação
Estabilizador sim
Regulagem de nível do veículo opcional
RESERVATÓRIO DE litros 20 (provisório, somente para manobras)
COMBUSTÍVEL
VOLANTE DE DIREÇÃO mm Ø 450
FREIOS
Pressão de operação bar 10
Serviço ar comprimido de dois circuitos
Reservatórios 3 reservatórios de 20 litros e 3 reservatórios de 10 litros e 1
de 5 litros (reservatório úmido)
Ajuste das lonas de freio automático
Freio de estacionamento câmara de mola acumuladora, acionada pneumáticamente
Atuação rodas traseiras
Adicional - motor freio-motor e TOP BRAKE
Acionamento eletro-pneumático
RETARDER - modelo Voith 115 E digiprop redução 2,03 ( opcional )
Momento de força máximo de Nm 3750
frenagem no eixo de transmissão
RETARDER - modelo Telma ( opcional )
Momento de força máximo de Nm
frenagem
Preparação para instalação de opcional
retarder Telma
ABS / EPS / ASR / EAS opcional
Regulador automático de freio sim
Acoplamento traseiro para opcional
reboque

Global Training. 39
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Suspensão - Valores de Ajustes

B32.20-0100-05.tif

Suspensão pneumática convencional dianteira

1 Eixo dianteiro do veículo


2 Longarinas inferiores da estrutura
H1 Pontos de medição para conferir as alturas de regulagem da suspensão pneumática convencional
dianteira

Medida H1 (Altura normal de regulagem da suspensão pneumática dianteira) - 110 mm

B32.20-0102-05.tif

Suspensão pneumática convencional traseira

1 Grampos de fixação do suporte dos foles (perna de moça) no eixo traseiro


2 Longarinas da estrutura
H2 Pontos de medição para conferir as alturas de regulagem da suspensão pneumática convencional
traseira

Nota: Nos eixos traseiros conduzidos dos veículos 634.011 não é necessário medir a altura

Medida H2 (Altura normal de regulagem da suspensão pneumática traseira) - 120 mm

40 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Pneus / Aros

O500 RS / 1636/30 - EURO III

295/80R22.5 8.25x22.5 rd = 0.507 m

O500 RS / 1636/30 - EURO II

295/80R22.5 8.25x22.5 rd = 0.507 m


11.00R22PR16 8.00x22 rd = 0.550 m
11R22.5PR16 7.50x22.5 rd = 0.510 m
12R22.5PR16 8.25x22.5 rd = 0.526 m

O500 RSD / 2036/30

295/80R22.5 8.25x22.5 rd = 0.507 m


11.00R22PR16 8.00x22 rd = 0.550 m
11R22.5PR16 7.50x22.5 rd = 0.510 m
12R22.5PR16 8.25x22.5 rd = 0.526 m

Sistema elétrico

O500RSD/2036/30
O500 RS/1636/30 - EURO II / III

Tensão nominal V 24
Bateria V / Ah 2 x 12 / 135
2 x 12 / 170 opcional
Gerador (alternador) V/A 28 / 140
Gerador (alternador) V/A 28 / 140
adicional
Motor de partida kW 6,7 (9,1 cv)

Global Training. 41
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Pesos
O500 RS / 1636/30 - EURO III

1° eixo 2° eixo 3° eixo total


Execução série (REOB),
conforme
NBR 6070 (Dezembro 2002

VEÍCULO SEM CARGA


em ordem de marcha 2)
Chassi para ônibus kg 750 5290 ---- 6040

ADMISSÍVEIS TÉCNICAMENTE
3)
Peso bruto total PBT kg 7000 ** 11500 ---- 18500
Carroçaria + passageiros kg 12460

OBSERVAÇÕES

1) A expressão PESO - mensurada em Newton (N) - tem interpretação dupla; é também


utilizada para definir MASSA, cuja unidade é kg. Ver DIN 1305.

2) Dados de referência . O modelo chassi O500RS China será pesado quando estiver
disponível para pesagem. Sem carroçaria, com reservatório de combustível provisório de
20 litros ,com 10 litros, duas rodas traseiras fixadas juntamente com a roda reserva na
dianteira, sem motorista, com caixa de ferramentas, rodas de aço, pneus 295/80R22.5,
com cx. de mudanças GO 190-6 .

3) Entre os valores admissíveis técnica e legalmente, deve-se respeitar sempre o de


menor valor. Nenhum veículo de carga poderá transitar com PBT superior ao indicado
pelo fabricante.

*) Conforme Resoluções CONTRAN 12 / 98 e 68 / 98.OBSERVAÇÕES

**) Capacidade de carga do veículo no eixo dianteiro utilizando pneus tipo 295/80R22,5.
Para utilização de outros tipos de pneus, vide especificacão do fabricante dos pneus
quanto ao limite de capacidade de carga e pressão de inflação 8,5 bar.

Nota : Entre os valores, capacidade de carga do veículo nos eixos (admissíveis


técnicamente) e a capacidade de carga dos pneus, deve se respeitar sempre o de menor
valor.

42 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

O500 RS / 1636/30 - EURO II

1° eixo 2° eixo 3° eixo total


Execução série (REOB),
conforme
NBR 6070 ( Dezembro 2002)

VEÍCULO SEM CARGA


em ordem de marcha 2)
Chassi para ônibus kg 890 5100 ---- 5990
Carroçaria + passageiros kg 12510

ADMISSÍVEIS TÉCNICAMENTE
3)
Peso bruto total PBT kg 7000 ** 11500 ---- 18500

ADMISSÍVEIS LEGALMENTE 3) kg
*
Peso bruto total PBT kg 6000 10000 ---- 16000

OBSERVAÇÕES

1) A expressão PESO - mensurada em Newton (N) - tem interpretação dupla; é também


utilizada para definir MASSA, cuja unidade é kg. Ver DIN 1305.

2) Chassi otimizado, sem carroçaria, com reservatório de combustível provisório de 20


litros ,com 10 litros, duas rodas traseiras fixadas juntamente com a roda reserva na dian-
teira, sem motorista, com caixa de ferramentas, rodas de aço, pneus 295/80R22.5, com
cx. de mudanças GO 190-6 .

3) Entre os valores admissíveis técnica e legalmente, deve-se respeitar sempre o de


menor valor. Nenhum veículo de carga poderá transitar com PBT superior ao indicado
pelo fabricante.

*) Conforme Resoluções CONTRAN 12 / 98 e 68 / 98.OBSERVAÇÕES

**) Capacidade de carga do veículo no eixo dianteiro utilizando pneus tipo 295/80R22,5.
Para utilização de outros tipos de pneus, vide especificacão do fabricante dos pneus
quanto ao limite de capacidade de carga e pressão de inflação 8,5 bar.

Nota : Entre os valores, capacidade de carga do veículo nos eixos (admissíveis


técnicamente) e a capacidade de carga dos pneus, deve se respeitar sempre o de menor
valor

Global Training. 43
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

O500 RSD / 2036/30 - EURO II

1° eixo 2° e 3º eixo 3° eixo total


Execução série (REOB),
conforme NBR
6070(Dezembro 2002

VEÍCULO SEM CARGA, em


ordem de marcha 2)
Chassi alongável com pneus kg 700 6190 --- 6890
295/80R22.5 e rodas de aço
Carroçaria + passageiros kg 16610
(técnico)
Carroçaria + passageiros kg 12610
(legal)

1° eixo 2° eixo 3° eixo total


ADMISSÍVEIS
TÉCNICAMENTE 3)
Peso bruto total PBT kg 7000 **) 11500 5000 23500

ADMISSÌVEIS
LEGALMENTE 3) *
Peso bruto total PBT kg 6000 8500 5000 19500

OBSERVAÇÕES

1) A expressão PESO - mensurada em Newton (N) - tem interpretação dupla; é também


utilizada para definir MASSA, cuja unidade é kg. Ver DIN 1305.

2) Chassi otimizado, sem carroçaria, caixa de mudanças DC GO 190-6 com retarder


integrado, com preparação para ar condicionado com alternador e polias para compres-
sor do ar condicionado , com reservatório de combustível provisório de 20 litros vazio,
duas rodas traseiras fixadas juntamente com a roda reserva na dianteira, sem motorista,
sem extintor e com caixa de ferramentas.

Estes pesos podem variar de acordo com os opcionais.

3) Entre os valores admissíveis técnica e legalmente, deve-se respeitar sempre o de


menor valor. Nenhum veículo de carga poderá transitar com PBT superior ao indicado
pelo fabricante.

**) Capacidade de carga do veículo no eixo dianteiro utilizando pneus tipo 295/80R22,5.
Para utilização de outros tipos de pneus, vide especificacão do fabricante dos pneus
quanto ao limite de capacidade de carga e pressão de inflação 8,5 bar.

44 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Desempenho

O500 RS / 1636/30 - EURO III


O 500 RS / 1636/30 POS GO 210-6 / 6,528-0.8
veloc. máx
capacidade de subida rotação do motor
(km/h) no velocidade (km/h)
máx. (%) limite de (/min)
i eixo pesos plano e aclive
pneus escorre-
traseiro (kg) em partida em 1a. em vel. @ 70 km/h
@70 gamento ( % ) @ rot. de
0% 2,5 % movi- em marcha @ máx. no na última
km/h pot. máx.
mento rampa 1000/min plano marcha
295/80
3,666 18500 137 112 41 27,5 6,0 49 8,0 130 2100 1073
R22.5

O500 RS / 1636/30 - EURO II


O500RS/1636/30 DC GO190/6-8,17
veloc. máx capacidade de subida
(km/h) no plano máx. (%) limite de velocidade (km/h) rotação do motor (/min)
i eixo peso e aclive escorre-
pneus
traseiro s (kg) em partida gamento em 1a.
@70 @ rot. de em vel. máx. @ 70 km/h na
0% 2,5 % movi- em (%) marcha @
km/h pot. máx. no plano última marcha
mento rampa 1000/min
16000 99 99 70 44 6,9 49 6,4 91 1900 1343
3,666
295/80 18500 99 99 57 37 5,9 49 6,4 91 1900 1678
R22.5 16000 109 109 61 39 6,6 49 7,0 109 1900 1221
3,333
18500 109 109 50 33 5,6 49 7,0 100 1900 1221
16000 107 107 62 40 6,6 49 6,9 99 1900 1238
11.00R 3,666
18500 107 107 51 33 5,6 49 6,9 107 1900 1238
22PR1
16000 118 118 55 35 6,1 49 7,6 109 1900 1125
6 3,333
18500 118 113 45 30 5,2 49 7,6 118 1900 1125
16000 100 100 69 43 6,9 49 6,4 92 1900 1335
3,666
11R22. 18500 100 100 56 36 5,9 49 6,4 92 1900 1335
5PR16 16000 110 109 60 39 5,8 49 7,1 101 1900 1213
3,333
18500 110 109 50 33 5,8 49 7,1 101 1900 1213
16000 103 103 66 42 6,8 49 6,6 95 1900 1294
3,666
12R22. 18500 103 103 54 35 5,8 49 6,6 95 1900 1294
5PR16 16000 113 113 58 37 6,4 49 7,3 104 1900 1177
3,333
18500 113 112 48 32 5,4

OBSERVAÇÕES

- Todos os valores acima mencionados, foram determinados teoricamente, levando-se


em consideração todos os valores limitantes ao desempenho do conjunto motriz, inclusive
resistência ao ar e ao rolamento.
- O limite de escorregamento foi calculado em função do piso; neste caso: asfalto seco
µ=0,8.
- O limite de escorregamento deverá ser considerado como valor máximo de subida de
rampa quando for menor que o correspondente valor de capacidade de subida indicado
na tabela.
- As velocidades acima descritas não levam em consideração as máximas permitidas
nas vias públicas.
- Capacidades de subida superiores a 80% são automaticamente limitadas neste valor
em razão do coeficiente de atrito adotado µ = 0,8.

Nota : Capacidade de carga do veículo considerando pneus tipo 295/80R22,5. Para


utilização de outros tipos de pneus, considerar especificacão do fabricante dos pneus
quanto ao limite de capacidade de carga. Entre os valores, capacidade de carga do
veículo nos eixos (admissíveis técnicamente) e a capacidade de carga dos pneus, deve
se respeitar sempre o de menor valor.

Global Training. 45
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

O500 RSD / 2036/30 - EURO II

O500RSD/2036/30
DC GO 190-6 / 8,17 c/ (265kW /1750/min)
(265kW /1750/min)
veloc. máx (km/h) capacidade de subida
limite de velocidade (km/h) rotação do motor (/min)
no plano e aclive máx. (%)
i eixo pesos escorre-
pneus em partida em 1a. @ 70 km/h na
traseiro (kg) @70 gamento @ rot. de em vel. máx.
0% 2,5 % movi- em marcha @ última
km/h (%) pot. máx. no plano
mento rampa 1000/min marcha
19500 109 109 47 31 5,3 39 7,0 100 1900 1221
3,333
295/80 23500 109 103 37 25 4,1 38 7,0 100 1900 1221
R22.5 19500 99 99 53 34 5,5 39 6,4 91 1900 1343
3,666
23500 99 99 42 28 3,5 38 6,4 91 1900 1343
19500 117 112 43 28 4,9 39 7.6 109 1900 1133
3,333
1100- 23500 117 103 34 23 3,9 38 7,6 109 1900 1133
22PR16 19500 107 107 48 48 5,3 39 6,9 99 1900 1247
3,666
23500 107 103 38 26 4,2 38 6,9 97 1900 1247
19500 110 109 47 47 5,2 39 7,1 101 1900 1213
3,333
11R22, 23500 110 109 38 25 4,1 38 7,1 101 1900 1213
5PR16 19500 100 100 53 34 5,5 39 6,4 92 1900 1335
3,666
23500 100 100 54 28 4,4 38 6,4 92 1900 1335
19500 113 110 45 30 5,1 39 7,3 104 1900 1177
3,333
12R22, 23500 113 103 36 24 4,0 38 7,3 104 1900 1177
5PR16 19500 103 103 51 33 5,5 39 6,6 95 1900 1294
3,666
23500 103 101 40 27 4,3 38 6,6 95 1900 1294

OBSERVAÇÕES

- Todos os valores acima mencionados, foram determinados teoricamente, levando-se


em consideração todos os valores limitantes ao desempenho do conjunto motriz, inclusive
resistência ao ar e ao rolamento.
- O limite de escorregamento foi calculado em função do piso; neste caso: asfalto seco
µ=0,8.
- O limite de escorregamento deverá ser considerado como valor máximo de subida de
rampa quando fôr menor que o correspondente valor de capacidade de subida indicado
na tabela.
- As velocidades acima descritas não levam em consideração as máximas permitidas
nas vias públicas.
- Capacidades de subida superiores a 80% são automaticamente limitadas neste valor
em razão do coeficiente de atrito adotado µ = 0,8.

Nota : Capacidade de carga do veículo considerando pneus tipo 295/80R22,5. Para


utilização de outros tipos de pneus, considerar especificacão do fabricante dos pneus
quanto ao limite de capacidade de carga. Entre os valores, capacidade de carga do
veículo nos eixos (admissíveis técnicamente) e a capacidade de carga dos pneus, deve
se respeitar sempre o de menor valor.

*) valor limitado eletronicamente a 120 km/h ou (100 km/h ou 90 km/h ambos


opcionais).

46 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Circuito de Freios / Suspensão Pneumática

Global Training. 47
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

48 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Arquitetura eletrônica O-500 RS/RSD

arquitetura eletrônica.jpg

Global Training. 49
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Painel de instrumentos O-500 RS/RSD

painel INS.jpg

Os veículos O-500 RS/RSD estão equipados com o novo painel de instrumentos INS
2000. Este passou a ser componente integrante do sistema de gerenciamento eletrônico
do veículo possibilitando, ao operador ou técnico de manutenção, reconhecer o regime
instantâneo de funcionamento do mesmo.

Através do painel de instrumentos temos acesso as seguintes informações:

- Código de falhas;
- Valores atuais;
- Valores binários;
- Reconhecimento do pedal do acelerador;
- Hora/ odômetro parcial e total.

Este tipo de painel de instrumentos dispensa, na maioria das vezes, a necessidade de


utilização de um equipamento especial para realização de diagnóstico de falhas.

50 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Indicadores

painel 01.jpg
1. Velocímetro
2. Tacômetro (conta-giros)
3. Indicador nível de combustível
4. Indicador de pressão pneumática
5. Visualizador do sistema indicador de informações ao motorista
6. Indicador de estado de funcionamento
7. Indicador digital multifuncional
8. Botões de função -indicador digital multifuncional
9. Botões de função -informações ao motorista
10. Botão de seleção do indicador de pressão pneumática
11. Luzes-piloto

Luzes Piloto

Disposição das luzes-piloto


1. Luz-piloto da luz alta
2. Luz-piloto do freio de estacionamento
3. Luzes-piloto das luzes indicadoras de direção
4. Luz-piloto do freio-motor
5. Luz-piloto do sistema de partida a frio
6. Luz-piloto de parada solicitada
7. Luz-piloto de desgaste das pastilhas de freio
8. Luz-piloto STOP
9. Luz-piloto de nível de fluido da embreagem
10. Luz-piloto do sistema de calefação
11. Luz-piloto de parada de ônibus
12. Luz-piloto de ruptura da correia do ventilador
13. Luz-piloto de porta aberta
14. Luz-piloto do sistema de lubrificação
15. Luz-piloto de compartimento de bagagens
painel 02.jpg aberto
16. Luz-piloto do alternador 2 (D.+)
17. Luz-piloto do alternador 3 -ar condicionado (D+)

Global Training. 51
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Indicador digital multifuncional

1 2
3

lâmpadas painel_3.jpg

1 - Hodômetro parcial / horas


2 - Temperatura ambiente e temperatura do motor
3 - Hodômetro total

Botões multifuncionais do sistema de informação ao motorista

1
6
2
7
3
8
4
9
5

1 - Retorna ao menu de funções anterior


2 - Deslocamento ascendente no menu de seleção ativo
3 - Deslocamento descendente no menu de seleção ativo
4 - Seleção da função ou da informação ecolhida no menu de seleção ativo
5 - Pressões dos circuitos de freios 1 e 2
6 - Ajuste do relógio ou luminosidade da indicação digital (aumentar brilho)
7 - Ajuste do relógio ou luminosidade da indicação digital (diminuir brilho)
8 - Temperatura do motor e temperatura externa
9 - Hodômetro parcial ou relógio

52 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Navegação pelo painel

Informações de controle

Dentro deste menu estão contidas as infor-


mações referentes a pressões de freios, ní-
vel de óleo lubrificante e pressão de óleo lu-
brificante.

Para ter acesso a essas informações siga


os seguintes procedimentos, após ligar a
chave de contato:

1.Pressionar uma vez o botão enter;

2. Selecionar a opção Informações de


controle utilizando os botões para cima ou
para baixo;

3. Após selecionada a opção, pressione


enter novamente;

4. Agora dentro do menu informações de


controle, selecione a opção desejada, Pres-
são de Travagem, Nível de Óleo, Outros,
utilizando os botões para cima ou para bai-
xo;

5. Após selecionada a opção, pressione


enter novamente;

6. Selecionado a opção pressão de


travagem, as informações de pressão 1 e
pressão 2 devem aparecer;

Global Training. 53
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

8. Selecionado a opção Nível de Óleo, a


informação de nível de óleo lubrificante deve
aparecer, desde que o motor seja equipado
com sensor de nível (opcional para os veícu-
los com motores série 900);

9. Selecionado a opção Outros, as informa-


ções de nível e pressão de óleo lubrificante
devem aparecer;

10. Utilize os botões para cima e para baixo


para navegar entre as informações;

11. Para retornar sempre utilize o botão vol-


tar.

54 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Informações de falhas

Para consulta de falhas no sistema de


gerenciamento eletrônico do veículo, pode-
se utilizar o menu Informações de Falhas.

Para acessar este menu siga as seguintes


instruções, após ligar a chave de contato:

1. Pressione uma vez o botão enter;

2. Utilizando dos botões para cima e para


baixo, selecione a opção Informações de
falhas;

3. Para navegar dentro do menu pressione


enter;

Caso não exista falha, o sistema indica não


disponível;

4. Para retornar sempre utilize o botão vol-


tar.

Global Training. 55
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Para verificação das falhas siga os seguin-


tes procedimentos:

1. Depois de acionado a chave de contato,


o display mostrando a hora e a data deve
aparecer. Se existir uma falha, ela será
indicada no canto superior direito do display
junto ao seu grau de gravidade, exibido em
cor amarela para falhas de grau 1 e verme-
lho para falhas de grau 2;

2. Pressione o botão enter, uma mensagem


no display contendo o módulo com a falha
deve aparecer;

3. Pressione enter novamente para maiores


informações sobre a falha;

Obs. A falhas com seus respectivos códigos


poderão ser analisadas utilizando o menu
Diagnóstico;

4. Para retornar pressione o botão voltar.

56 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Regulações

Através do menu regulações, consegue-se


ativar ou desativar o som das teclas do pai-
nel de instrumentos.

Para acessar este menu siga as seguintes


instruções, após ligar a chave de contato:

1. Pressione uma vez o botão enter;

2. Utilizando dos botões para cima e para


baixo, selecione a opção Regulações;

3. Para navegar dentro do menu pressione


enter;

4. Selecione a opção sim ou não para ati-


var ou desativar o som das teclas utilizando
os botões para cima ou para baixo;

5. Selecionado a opção, pressionar o botão


enter;

Global Training. 57
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Informações de manutenção

Através do menu informações de manu-


tenção, consegue-se realizar o reconheci-
mento do pedal do acelerador.

Para acessar este menu siga as seguintes


instruções, após ligar a chave de contato:

1. Pressione uma vez o botão enter;

2. Utilizando dos botões para cima e para


baixo, selecione a opção Informações de
Manutenção;

3. Para navegar dentro do menu pressione


enter;

4. Para realizar o reconhecimento do pedal


do acelerador realize os seguintes procedi-
mentos:

4.1 Ao aparecer a mensagem FR Learn


mantenha o pedal do acelerador em re-
pouso e pressione de forma simultânea
os botões enter e para cima;

4.2 A mensagem deverá mudar para FR


+--- , significa que a posição de marcha
lenta foi reconhecida;

4.3 Após reconhecida a posição de mar-


cha lenta acione o pedal do acelerador
até o fim. Deve aparecer no display a
mensagem FR +--+. Pressione novamen-
te, de forma simultânea, os botões enter
e para cima sem soltar o pedal;

4.4 A mensagem deve mudar para FR


LEARN OK, significa que a posição de
plena carga foi reconhecida e o reconhe-
cimento do pedal está feito.

58 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Equipamento

Nada está registrado neste menu.

Idioma

Através do menu Idioma, consegue-se alte-


rar o idioma do painel para Espanhol, In-
glês, Françês, Alemão ou Português.

Para acessar este menu siga as seguintes


instruções, após ligar a chave de contato:

1. Pressione uma vez o botão enter;

2. Utilizando dos botões para cima e para


baixo, selecione a opção Idioma;

3. Para navegar dentro do menu pressione


enter;

4. Selecione o idioma desejado através dos


botões para cima ou para baixo;

5. Confirme com o botão enter;

Global Training. 59
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Diagnóstico

Através do menu Diagnóstico, consegue-se


os números de peça dos módulos INS, TCO,
MR, FR além de seus valores de medição,
valores binários e códigos de falhas.

Para acessar este menu siga as seguintes


instruções, após ligar a chave de contato:

1. Pressione uma vez o botão enter;

2. Utilizando dos botões para cima e para


baixo, selecione a opção Diagnóstico;

3. Para navegar dentro do menu pressione


enter;

4. Selecione o módulo desejado através dos


botões para cima ou para baixo;

Neste caso selecionamos o módulo FR.


Os submenus são os mesmos para todos os
módulos.

5. Confirme com o botão enter;

6. Escolha a opção de diagnóstico deseja-


da, sendo elas:

- Número de referencia MB
- Ocorrências
- Valores de medição (vide tabela pg xx)
- Valores Binários (vide tabela pg xx)
- Apagar ocorrências

60 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Visualização de ocorrências

Depois de selecionado o módulo de coman-


do desejado, selecione a opção Ocorrênci-
as utilizando os botões para cima ou para
baixo;

Pressione enter para confirmar;

No exemplo ao lado existem duas falhas ati-


vas, uma no módulo MR e outra no Módulo
FR.

Selecione a falha desejada utilizando os bo-


tões para cima ou para baixo;

Pressione enter para confirmar;

2 6

Na tela ao lado podemos observar as carac-


terísticas na falha no sistema;

1
4

1 Módulo de comando
2 Falha ativa 5 3
3 Grau de criticidade
4 Referência da falha
5 Código da falha
6 Número de falhas existentes nos módulos

Após eliminada a falha existe a possibilida-


de de limpar a mesmoria de falhas do pai-
nel.

Para isto selecione a opção, apagar


acorrências.

Global Training. 61
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Luzes de advertência
Advertencia em caso de aquecimento excessivo do motor

Com a finalidade de evitar danos graves ao motor do veículo devido ao excesso de tem-
peratura, o condutor é alertado através de mensagens no display do painel de instrumen-
tos e também através de alarme sonoro.

Temperatura do motor a 100°C

Nesta condição o motor não entra em regi-


me de proteção, somente é informado a tem-
peratura do motor no display do painel de
instrumentos, e a lâmpada de falhas acende
na cor amarelo.

Temperatura do motor a 110°C

Nesta condição o motor entra em regime de


proteção. O condutor é alertado pelo display
do painel de instrumentos e pelo alarme so-
noro.
O display alterna entre as informações de
temperatura e proteção do motor. A lâmpa-
da de falhas acende na cor vermelho para
informação de temperatura e amarelo para
informação de proteção.

Temperatura do motor a 125°C

Nesta condição com o motor em regime de


proteção, é exibida uma mensagem de po-
tência reduzida e o alarme sonoro continua
soando. A lâmpada de falhas acende na cor
amarela.

62 Global Training.
Apresentação veículos O 500 RS/RSD

Advertencia em caso de queda de pressão pneumática

Se a pressão pneumática do freio de servi-


ço 1 e 2 cair abaixo de 6,8 bar ou as pres-
sões pneumáticas do freio de estacionamen-
to e do circuito de acessórios cair abaixo de
5,5 bar, a luz piloto STOP acende simultane-
amente com o símbolo de advertência “Pres-
são Pneumática” indicado no display do pa-
inel de instrumentos. O alarme sonoro tam-
bém é ativado.

Advertencia em caso de nível baixo do líquido de arrefecimento

Quando atingida a marca de mínimo no re-


servatório do líquido de arrefecimento do
motor, o simbolo de advertência é ativado no
display do painel de instrumentos e o alar-
me sonoro acionado.

Global Training. 63