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Caminhões · Princípios básicos


Princípios básicos da tecnologia de produtos
Mercedes-Benz · Manutenção e serviços · Go

Participante • 07/2015 • T1443F-BR


Esse documento é destinado a treinamentos apenas. Os exercícios realizados neste curso não devem ser simplesmente
implementados na prática sem levar em consideração vários aspectos. As leis, regulamentações e especificações de cada
país devem ser sempre observadas.

Os documentos do treinamento não estão sujeitos a serviços de atualização constante. Ao trabalhar no veículo, use sempre
o material de apoio à oficina mais atualizado (ex. rede EPC, rede WIS, DAS, ferramentas especiais) fornecidos pelo fabricante
do veículo em questão.

Impresso na Alemanha

© 2015 Direitos autorais da Daimler AG

Editor: Mercedes-Benz Global Training

Esse documento, incluindo todas as suas partes, é protegido pelas leis de direitos autorais. Qualquer processamento ou uso
comercial requer o consentimento prévio por escrito da Daimler AG. Isso se aplica especialmente a reprodução, distribuição,
alteração, tradução, microfilmagem e/ou processamento em sistemas eletrônicos, incluindo banco de dados e serviços
online.

Nota: O termo "funcionário" sempre se refere aos membros do quadro funcional dos sexos feminino e masculino.

1511 4538 - 1. Edição na Alemanha - 29.07.2015 Versão B – 04.2017


Índice

Índice
1 Orientação ....................................................................................................................... 4
1.1 Boas-vindas e apresentação.................................................................................................... 4

2 Daimler AG ....................................................................................................................... 5
2.1 Prefácio ................................................................................................................................... 5
2.2 Histórico .................................................................................................................................. 9
2.3 História da Mercedes-Benz ...................................................................................................18
2.4 Locais de produção ...............................................................................................................19

3 Daimler caminhões & ônibus ........................................................................................ 21


3.1 Daimler veículos comerciais..................................................................................................21
3.2 Mercedes-Benz Caminhões ...................................................................................................24
3.3 Grupo Alfabético (Tipo)..........................................................................................................26

4 Produtos ......................................................................................................................... 30
4.1 Visão geral dos motores diesel .............................................................................................30
4.2 Transmissão ..........................................................................................................................31

5 Ferramentas e Literatura .............................................................................................. 34


5.1 HHT/DAS/XENTRY/XENTRY Kit ...........................................................................................34
5.2 O que é o XENTRY?................................................................................................................36

6 Sistema de Informações de Oficina WIS...................................................................... 37


6.1 WIS ........................................................................................................................................37
6.2 Grupos e tipos de informação ...............................................................................................38
6.3 Tipos de literatura e símbolos ...............................................................................................41
6.4 Unidades de trabalho do ASRA .............................................................................................43

7 XENTRY TIPS .................................................................................................................. 44


7.1 Dicas do Xentry .....................................................................................................................44

8 Catálogo eletrônico de peças (EPC) ............................................................................. 46


8.1 EPC ........................................................................................................................................46
8.2 VeDoc ....................................................................................................................................47

9 Manutenção ................................................................................................................... 48
9.1 Definição de Manutenção......................................................................................................48
9.2 Tipos de Manutenção ............................................................................................................49
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS) ..............................................................................50
9.4 Resetar as informações de manutenção ...............................................................................60
9.5 Reset Via Star Diagnosis .......................................................................................................62

T1443F <> Documento do participante I


Índice

10 Lubrificantes Apertos e Inspeções diárias (Anterior a Ficha de Manutenção) ..........66


10.1 Inspeção diária ...................................................................................................................... 66
10.1 Processamento da folha de manutenção.............................................................................. 69

11 Exercício em grupo ........................................................................................................70


11.1 Exercícios práticos I .............................................................................................................. 70

12 Motores e transmissões................................................................................................72
12.1 Portfolio dos motores diesel ................................................................................................. 72
12.2 Motor de Combustão Interna ................................................................................................ 73
12.3 Combustão ............................................................................................................................ 74
12.4 Sistema de Alimentação de Ar .............................................................................................. 75
12.5 Controle do Líquido de Arrefecimento .................................................................................. 80
12.6 Sistema de Alimentação de Combustível (PLD) .................................................................... 85
12.7 Transmissão Por Correia ....................................................................................................... 89

13 Freios Auxiliares Contínuos Primários .........................................................................91


13.1 Freio Motor............................................................................................................................ 91
13.2 Estrangulador Constante (Top Brake) ................................................................................... 92
13.3 Transmissão Caixa de Mudanças .......................................................................................... 93
13.4 Retardador Hidráulico ........................................................................................................... 97

14 Eixos Direcionais ...........................................................................................................99


14.1 Função................................................................................................................................... 99
14.2 Eixo Traseiro ........................................................................................................................ 102

15 BlueTEC ....................................................................................................................... 106


15.1 Função................................................................................................................................. 106

16 Sistemas de Freios ..................................................................................................... 110


16.1 Conceito .............................................................................................................................. 110
16.2 Componentes ...................................................................................................................... 110

17 Lubrificantes ............................................................................................................... 113


17.1 Óleo ..................................................................................................................................... 113
17.2 Classe e Viscosidade do Óleo Lubrificante ......................................................................... 114
17.3 Literatura de Lubrificantes .................................................................................................. 115

18 Informações Complementares .................................................................................. 119


18.1 Aperto nos Bojões e Parafusos ........................................................................................... 119
18.2 Aperto angular ou em graus ................................................................................................ 119

19 Trabalho prático .......................................................................................................... 120


19.1 Exercícios práticos II - Séries de modelos comprovadas.................................................... 120
II T1443F <> Documento do participante
Índice

19.2 Exercícios práticos III - Nova séries de modelos ................................................................ 125

T1443F <> Documento do participante III


1 Orientação
1.1 Boas-vindas e apresentação

1 Orientação
1.1 Boas-vindas e apresentação
Sejam bem-vindos ao curso de Técnico de Manutenção em Caminhões, pertinente ao
Módulo de Tecnologia de Produto, Manutenção e Serviços!

Primeiramente, gostaríamos de proporcionar a vocês uma visão geral do conceito e conheci-


mentos do perfil da função de Técnico de Manutenção. Daremos a vocês o suporte de que pre-
cisam para desenvolver as habilidades necessárias ao perfil da função de Técnico de Manuten-
ção. Seu sucesso é a principal meta que todos nós compartilhamos. Vamos trabalhar juntos
para conseguir atingi-la!

Conceito geral de Técnico de Manutenção


Como Técnico de Manutenção, você fica primordialmente responsável por todos os ti-
pos de operações de serviços (inspeções), atividades de instalação e manutenção defi-
nidas - sempre executadas com a mais alta qualidade possível e melhores normas de
eficiência.

Você promove a imagem da marca ao trabalhar com confiabilidade e eficiência quanto a cus-
tos. Executando todas as operações de serviços, reparos e renovações definidas com exatidão
na escolha de acessórios com profissionalismo, você dá uma importante contribuição à manu-
tenção do valor dos veículos de seus clientes.
Você promove a imagem da sua empresa de serviços e contribui para a satisfação de seus cli-
entes através do manuseio cuidadoso dos bens do cliente, seus conhecimentos especializados
e sua atitude positiva com relação à marca e produto. Você deverá dar suporte aos técnicos de
sistemas na execução de operações de reparo mais extensas nos sistemas gerais. Você deve
ser confiável, cordial e aberto no trato com os colegas. Isso permite que você desenvolva seu
potencial individual como membro da equipe.

Habilidades de um Técnico de Manutenção


• Foco no cliente e no mercado, sendo um correspondente da marca Mercedes-Benz.
• Estar ciente de sua influência e seu impacto sobre a confiança na marca e os custos de ga-
rantia/cortesia em seu papel de um especialista em serviços.
• Entendedor do assunto e a operação dos sistemas, componentes e principais conjuntos
conhecendo os modelos dos veículos em que estão instalados.
• Executar com autonomia as operações de manutenção, reparos e instalações definidos de
acordo com as instruções pertinentes e executar suas próprias verificações de qualida-
de/inspeções finais.
• Estar familiarizado com as ferramentas atuais de TI de Pós-Venda e consegue usá-las (ex..
DMS, sistema de registro de tempo, WIS, ASRA, TIPS, Star Diagnosis, EPC).
Nós, da Global Training também desejamos continuar a melhorar. Estamos sempre abertos a
quaisquer sugestões ou solicitações em relação à qualificação como Técnico de Manutenção.
Aproveite essa oportunidade para ativamente ajudar a desenvolvê-lo mais.

4 T1443F <> Documento do participante


2 Daimler AG
2.1 Prefácio

2 Daimler AG
2.1 Prefácio
Com uma tradição de produção que não só atinge mais de 125 anos, mas também inclui o pri-
meiro veículo já construído, a Daimler AG tem sido a empresa automotiva, de transportes e
serviços há muito tempo. A empresa está dividida em várias unidades de negócios: para a pro-
dução de automóveis e caminhões e a de prestação de serviços financeiros. Todas as unidades
de negócios da empresa detêm posições líderes em seus respectivos setores. Gottlieb Daimler
e Karl Benz nunca poderiam imaginar a escala que suas visões iriam adquirir posteriormente.

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Em 2011, a empresa decidiu implantar uma estratégia de crescimento de longo prazo "Merce-
des-Benz 2020". A meta principal dessa estratégia é estender as aspirações à liderança da em-
presa: A Daimler visa ser a fabricante líder em vendas do segmento Premium até 2020 ao mais
tardar, e possui a marca mais forte e os melhores produtos.
Hoje a Daimler AG possui excelente portfólio de produtos e, de acordo com uma pesquisa Inter
marcas 2013, possui uma das marcas automotivas mais valiosas da indústria automotiva (fi-
cando somente atrás da Toyota). Graças aos excelentes avanços em pesquisa e desenvolvi-
mento, todas as nossas marcas usam as mais recentes tecnologias de seu segmento específico
e oferecem o melhor quando se tratam de inovações, design, segurança, qualidade e serviços.
A Daimler AG é uma das empresas automotivas líderes do mundo no segmento de luxo e é
formada das seguintes divisões e marcas.

T1443F <> Documento do participante 5


2 Daimler AG
2.1 Prefácio

Mercedes-Benz Automóveis
Marca Produtos
Carros

TT_00_00_029910_FA

Carros pequenos

TT_00_00_029913_FA

Sedãs de luxo

TT_00_00_041117_FA

Carros esportivos

TT_00_00_029902_FA

Vans Mercedes-Benz
Marca Produtos
Vans

TT_00_00_029910_FA

Vans

TT_00_00_029906_FA

6 T1443F <> Documento do participante


2 Daimler AG
2.1 Prefácio

Daimler Caminhões
Marca Produtos
Caminhões de médio porte
Caminhões pesados
Veículos para fins especiais
TT_00_00_029910_FA Unimog
Caminhões de médio porte
Caminhões pesados

TT_00_00_029906_FA

Caminhões leves
Caminhões de médio porte
Caminhões pesados

TT_00_00_029907_FA

Caminhões pesados

TT_00_00_029915_FA

Caminhões pesados

TT_00_00_029903_FA

T1443F <> Documento do participante 7


2 Daimler AG
2.1 Prefácio

Marca Produtos
Ônibus escolares, de turismo e especiais.
Veículos com sistemas de propulsão alternativos
(híbridos GNV)

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Ônibus Daimler
Marca Produtos
Ônibus urbanos
Ônibus interurbanos
Ônibus de turismo
TT_00_00_029910_FA Micro-ônibus
Ônibus interurbanos
Ônibus de turismo

TT_00_00_029911_FA

Daimler Serviços Financeiros


Leasing e financiamento
Gerenciamento de frotas
TT_00_00_029909_FA
Seguro
Serviços bancários

TT_00_00_029908_FA

TT_00_00_029904_FA

Componentes
Marca Produtos
Componentes de caminhões

TT_00_00_029910_FA

Eixos
Motores
Transmissão
TT_00_00_029905_FA
Componentes do trem de força

8 T1443F <> Documento do participante


2 Daimler AG
2.2 Histórico

2.2 Histórico

Carl Benz

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Carl Benz nasceu em 25 de novembro de 1844, como Karl Friedrich Michael Wailend em Karls-
ruhe. Seu pai morreu dois anos após seu nascimento, deixando sua mãe sozinha para criá-lo e
educá-lo. Depois de se formar na escola elementar, foi estudar engenharia mecânica na Poli-
técnica de Karlsruhe.

Primórdios
Carl Benz era interessado em tecnologia e fundou sua primeira empresa em 1871 juntamente
com August Ritter. Entretanto, como August Ritter demonstrou ser um parceiro não confiável,
Benz comprou sua parte com o dinheiro do dote de sua futura noiva, Bertha Ringer. Carl Benz e
Bertha Ringer se casaram em 1872, e ela adotou o nome de Bertha Benz desde então. Ela de-
sempenhou um papel crucial no sucesso subsequente da jovem empresa e realizou a primeira
viagem automotiva de longa distância em um automóvel inventado por Carl Benz. O casal teve
quatro filhos: Eugen (*1873), Clara (*1877), Thilde (*1882) e Ellen (*1890).
No início, os negócios foram mal e as ferramentas de sua primeira empresa foram retornadas
pelo vendedor. Depois, Carl Benz trabalhou intensivamente em um motor de dois tempos
como meio de vida. Depois de dois anos de desenvolvimento, seu primeiro motor estacioná-
rio teve desempenho satisfatório pela primeira vez em 1879. Esse motor, operado pelo princí-
pio dos dois tempos era por que a patente alemã do motor de ignição por faísca de quatro
tempos já tinha sido conferida à Gasmotorenfabrik Deutz em 1877. Ele desenvolveu o motor de
dois tempos até ficar pronto para produção. Ele obteve diversas patentes durante o período de
desenvolvimento, por exemplo, para a regulagem da RPM. A mistura de combustível/ar foi in-
flamada com um sistema de ignição por bateria, recém-desenvolvido por Carl Benz.
Juntamente com investidores de Mannheim, converteu a empresa conhecida como “Gasmoto-
ren-Fabrik Mannheim” em uma sociedade anônima em 1882. Entretanto, Carl Benz só detinha
5% das ações. Ele era “somente” um diretor e não mais uma fonte das ideias. Seus parceiros de

T1443F <> Documento do participante 9


2 Daimler AG
2.2 Histórico

negócios procuraram cada vez mais influir em seus designs, fazendo com que Carl Benz dei-
xasse a empresa em 1883.

Benz & Co.


Carl Benz encontrou outros investidores e trabalhou com eles para fundar a empresa conhecida
como “Benz & Co. Rheinische Gasmotoren-Fabrik” em 1883. A força de trabalho logo contava
com 25 funcionários e Carl Benz pôde se dedicar mais ao desenvolvimento de seu carro moto-
rizado. Em contraste com Gottlieb Daimler, que queria instalar seu motor em um ônibus, Carl
Benz começou a projetar um veículo multifunção.

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Em 1886, obteve a patente para seu veículo Benz Patent-Motorwagen, que ele demonstrou
ao público. No período de 1885 a 1887, no total, três versões de seu veículo de três rodas fo-
ram produzidas. Carl Benz posteriormente presenteou com a primeira versão o Museu Alemão
de Munique, onde ele ainda está até hoje. O segundo modelo foi reconfigurado e modificado
várias vezes. Foi no terceiro modelo que a sua esposa Bertha Benz fez a primeira viagem de
longa distância de automóvel indo de Mannheim até Pforzheim em 1888, juntamente com
seus filhos Eugen e Richard. Graças à demanda crescente de motores estacionários e à chega-
da de Friedrich von Fischer e Julius Ganss como acionistas em 1890, a empresa bem conhecida
“Rheinische Gasmotoren-Fabrik ” tornou-se a segunda maior fabricante de motores na Alema-
nha. Entre 1893 e 1897, Carl Benz introduziu a direção com pivô duplo e desenvolveu o “contra
motor”, um antecessor dos hoje conhecidos motores "boxer".

10 T1443F <> Documento do participante


2 Daimler AG
2.2 Histórico

A maior fabricante automotiva do mundo

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Entre 1894 e 1901, Benz & Co. fabricou o “Velocípede” - ou abreviando, “Velo” - um carro de
baixo custo, leve para duas pessoas. Esse carro permitia à empresa fazer um avanço rumo ao
aumento das vendas e foi produzido um total de 1200 unidades do veículo. O Velo foi conside-
rado o primeiro automóvel de produção em massa e a Benz & Co. tornou-se a maior fabricante
automotiva do mundo. Em 1899, a “Benz & Co.” se converteu em uma sociedade anônima com
Carl Benz e Julius Ganss na presidência. O número de funcionários aumentou para 430 naquele
ano. No mesmo ano, 572 veículos foram produzidos.

Os anos finais
Em 24 de janeiro de 1903, Carl Benz deixou seu cargo executivo na empresa e entrou para o
conselho fiscal. Porém, devido a discórdias internas, deixou a empresa em 1904 juntamente
com seus dois filhos, Eugen e Richard. Juntamente com seus dois filhos fundou a empresa “Carl
Benz Söhne” em 1906 em Ladenburg, com Carl Benz e seu filho Eugen como proprietários.
Originalmente, a empresa iria produzir motores à combustível gasoso naturalmente aspirados.
Devido à taxa de mudança tecnológica, entretanto, especializou-se na fabricação de veículos.
Cerca de 350 carros “Carl-Benz-Söhne” foram produzidos até 1923. Em 1912, Carl Benz trans-
feriu a empresa para seus filhos Eugen e Richard e saiu.
A empresa se expandiu e novos canais de vendas foram desenvolvidos, como por exemplo, ex-
portações para a Inglaterra. Os carros “Carl-Benz-Söhne” eram frequentemente usados como
táxis e ficaram populares graças à sua confiabilidade. Carl Benz morreu em 4 de abril de 1929,
em sua casa de Ladenburg.

T1443F <> Documento do participante 11


2 Daimler AG
2.2 Histórico

Gottlieb Daimler

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Gottlieb Daimler nasceu em 17 de março de 1834, em Schorndorf. Demonstrou interesse em


assuntos técnicos já desde cedo, quando frequentava uma escola de desenho além da escola
de latim. Depois de concluir seu treinamento como armeiro com o artesão mestre Wilke em
1852, passou algum tempo na França onde adquiriu experiência prática em engenharia mecâ-
nica. Depois disso, decidiu estudar na Politécnica de Stuttgart entre 1857 e 1859. Então, pas-
sou mais algum tempo na França e na Inglaterra, até 1862. No mesmo ano, foi empregado co-
mo projetista em Geislingen. Ao final de 1863, tornou-se inspetor da oficina de engenharia de
Bruderhaus em Reutlingen, onde também conheceu Wilhelm Maybach.

Em 09 de novembro de 1867, casou-se com Emma Kurtz e tiveram dois filhos, Paul e Adolf
Daimler. Em 1872, Gottlieb Daimler deixou o trabalho na “Otto and Langen” como gerente téc-
nico da Gasmotorenfabrik Deutz, onde aprendeu sobre o princípio do motor de ignição por faís-
ca, de quatro tempos. Deixou a empresa em meados de 1882, depois de divergências com a
direção.

Oficina experimental de Cannstatt


Em 1882, Gottlieb Daimler comprou uma vila em Cannstatt e aumentou a estufa adjacente on-
de estabeleceu uma oficina experimental. Sua ideia inicial era usar gasolina como única fonte
de combustível para todos os motores e instalar esses motores em todos os tipos de veículos –
de terra, água e ar. Seus motores se baseavam no princípio do motor à gasolina de quatro
tempos, mas não podiam operar em altas velocidades devido a seu complicado mecanismo de
ignição. Depois de experimentos intensivos, Gottlieb Daimler patenteou um motor isolado ter-
micamente, sem arrefecimento, com ignição em tubo quente não controlada.
Ele finalmente conseguiu que seu primeiro motor experimental funcionasse ao final de 1883.
Graças ao sistema de tubo aquecido e uma válvula de escapamento controlada por excêntrico
e entalhe o motor pode atingir aprox. 600 revoluções por minuto. O limite de RPM dos motores
desenvolvidos até aquele ponto era de aprox. 120–180 revoluções por minuto. O próximo mo-
tor experimental produzia uma potência de 1 hp a 600 revoluções por minuto. “Os pré-

12 T1443F <> Documento do participante


2 Daimler AG
2.2 Histórico

requisitos para a instalação de um motor em um veículo estavam presentes e um motor foi ins-
talado em um “carro de passeio” (predecessor da motocicleta) em 1885 para teste”.

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Em 28 de agosto de 1886, o motor foi instalado em uma carruagem sob o comando de Wil-
helm Maybach. A transmissão de força ocorria usando-se correias e o motor agora produzia 1.5
hp. Essa carruagem motorizada da Daimler tornou-se o primeiro automóvel de quatro rodas
do mundo.

Daimler-Motoren-Gesellschaft
Em junho de 1887, a empresa se mudou para as instalações de uma nova fábrica e 23 traba-
lhadores cuidadosamente selecionados foram empregados. Entretanto, o número de funcioná-
rios era muito grande para uma empresa iniciante e criou excesso de despesa. Como Carl
Benz, Gottlieb Daimler foi forçado a procurar investidores. Quando fez isso, a Daimler-
Motoren-Gesellschaft (DMG) foi formada como sociedade anônima.

Devido a discordâncias internas, Wilhelm Maybach deixou a empresa em 1891. Entretanto, já


que Gottlieb Daimler também não conseguiu resolver suas discordâncias com seus parceiros
de negócios, desejou continuar a desenvolver veículos independentemente da Daimler-
Motoren-Gesellschaft sob a gestão de Wilhelm Maybach. As patentes dos projetos assim de-
senvolvidos foram registradas sob o nome de Maybach como disfarce. Wilhelm Maybach estava
livre para operar como desejava e Gottlieb Daimler forneceu apoio financeiro.
Quando Maybach deixou a Daimler-Motoren-Gesellschaft, a empresa não tinha mais sucesso
comercial. As invenções de Maybach e Daimler foram inicialmente vendidas e exploradas so-
mente fora da Alemanha, principalmente na França.

Os anos finais
A esposa de Gottlieb Daimler, Emma, morreu em julho de 1889 e ele teve problemas cardíacos
por longo tempo. Depois de adoecer novamente em 1892/93, foi para Florença para convales-
cer. Lá encontrou Lina Hartmann, antiga conhecida. Gottlieb Daimler casou-se com a cosmopo-
lita de 22 anos menos que ele, Lina Hartmann, em 8 de julho de 1893.
O motor Daimler projetado por Maybach causou muita empolgação fora da Alemanha e um
grupo de industriais ingleses comprou os direitos de licença do motor. Devido às diferenças
com seus parceiros de negócios na Daimler-Motoren-Gesellschaft, Gottlieb Daimler também
deixou a empresa. Entretanto, a compra dos direitos de licença do motor projetado por

T1443F <> Documento do participante 13


2 Daimler AG
2.2 Histórico

Maybach ficou sujeita a uma condição: Daimler deveria ser contratado pela empresa. Porém,
Daimler não queria voltar sem Maybach. O conselho fiscal concordou muito a contra gosto,
pois o negócio não estava indo bem.

A volta de Daimler e Maybach resultou em uma inacreditável elevação da fortuna da Daimler-


Motoren-Gesellschaft (DMG). Quando Wilhelm Maybach foi indicado Diretor Técnico da DMG, a
prioridade principal era tornar a DMG competitiva novamente. A base mais importante da em-
presa continuava a ser os projetos desenvolvidos em Cannstatt.
Gottlieb Daimler, que tinha assumido um cargo no conselho fiscal como Consultor especialista
e inspetor federal, permaneceu na empresa por uns bons quatro anos, até sua morte em 6 de
março de 1900.

Mercedes

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Mercedes era o nome de uma menina nascida em 1889 em Viena. Ela era a filha favorita do
cônsul geral e empresário austríaco de sucesso Emil Jellinek. Ele era considerado um homem
progressista que gostava de esportes e estava convencido da importância do automóvel como
meio de transporte do futuro. Ele comprou um carro já em 1897 em Cannstatt, gerando uma
sensação em seu país. Isso, por sua vez, fez com que as pessoas se interessassem pelos au-
tomóveis Daimler e encorajaram as vendas.
Emil Jellinek gostava de ir a eventos automotivos usando pseudônimos e nunca com seu pró-
prio nome. Em 1899 para a corrida de Nice, ele participou sob o pseudônimo de “Mercedes” e
terminou em primeiro lugar, em um carro de corrida de 23-hp da Daimler.
Esses importantes sucessos do primeiro carro de corrida Mercedes marcou o início da “Era
Mercedes” da fabricação automotiva e esportiva em 1901. A denominação da marca Mercedes
foi registrada em 1902, mas ainda não havia uma marca comercial.

14 T1443F <> Documento do participante


2 Daimler AG
2.2 Histórico

A Estrela Mercedes

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Os filhos de Gottlieb Daimler lembraram de uma estrela guia quando seu pai desenhou um car-
tão postal para sua mãe. Sua mão acreditava que a estrela se elevaria em cima da fábrica do
marido como uma bênção. O conselho de administração da Daimler-Motoren-Gesellschaft le-
vou essa ideia adiante e registrou uma estrela de três pontas e uma estrela de quatro pontas
em junho de 1909. Entretanto, somente a estrela de três pontas foi usada e ainda simboliza os
transportes motorizados hoje em dia– na terra, na água e no ar. Depois, um círculo foi adicio-
nado em torno da estrela para melhorar o design. A estrela foi usada em versões com o nome
Mercedes ou os nomes Daimler-Werke Untertürkheim e Berlin-Marienfelde.

Em 1921, a estrela de três pontas dentro de um anel foi registrada como emblema no radiador
e dois anos depois foi registrada junto ao registro de marcas com direitos protegidos.

Daimler-Benz AG
O período depois da Primeira Guerra Mundial foi marcado por muita inflação e um ambiente de
negócios difícil, especialmente para os automóveis, que eram considerados como itens de luxo.
Para sobreviver, empresas financeiramente fortes com marcas estabelecidas foram forçadas a
fazer fusões e parcerias. As empresas pioneiras, internacionalmente renomadas da Daimler e
Benz fizeram um acordo para reunir seus interesses em 1924. Elas anunciaram seus produtos
juntas, mas ainda usavam marcas comerciais separadas. Em 1926, as duas empresas se fundi-
ram sob a forma de “Daimler-Benz AG” e o logotipo de uma nova empresa foi também criado. A
mundialmente famosa estrela de três pontas da empresa Daimler está contornada pelos nomes
Mercedes e Benz com uma coroa de louros que reunia os nomes.

T1443F <> Documento do participante 15


2 Daimler AG
2.2 Histórico

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A “estrela” continua o símbolo de qualidade e segurança hoje e o nome “Mercedes-Benz” é


mundialmente conhecido como sinônimo de tradição e inovação.
Durante os anos seguintes, os veículos da Daimler-Benz continuaram a fazer história. Isso foi
possibilitado pelo sucesso nas corridas e o aumento das vendas como resultado do desenvol-
vimento de tecnologias inovadoras (vide “Marcos de progresso técnico”).
• 1932: A barreira dos 200 km/h foi quebrada em uma corrida em Berlim AVUS.
• 1934: Início da era “Flecha de Prata"

TT_00_00_019846_FA

Pouco antes da guerra, o modelo em pré-produção o carro KdF (= Kraft durch Freude, Força
com Alegria) foi desenvolvido em colaboração com Ferdinand Porsche. Os alemães não dirigi-
ram realmente esse veículo até muito depois. Seguiram-se anos de produção para a guerra. Em
1943, a fabricação de veículos foi abandonada e somente motores de carburador de madeira
foram produzidos.

16 T1443F <> Documento do participante


2 Daimler AG
2.2 Histórico

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A produção na fábrica de Sindelfingen chegou a um final temporário em 1944. Depois dos re-
petidos bombardeios, a fábrica foi arrasada completamente.

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Em 20.05.1945, o trabalho voltou em Sindelfingen com 120 funcionários. Os primeiros veículos


comerciais, os modelos 170 V, começaram a sair das oficinas de produção já em 1946.

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Depois de anos de planejamento, os primeiros implementos motorizados aplicáveis universal-


mente foram criados em 1948, que são hoje conhecidos como Unimog.

Os anos que se seguiram marcaram a recuperação econômica, desenvolvimento social e au-


mento da prosperidade. As necessidades tinham mudado e o mercado tinha aumentado.

T1443F <> Documento do participante 17


2 Daimler AG
2.3 História da Mercedes-Benz

2.3 História da Mercedes-Benz


Ano Descrição Ilustração
1886 A despeito de ter somente três rodas, o "Benz Patent-Motorwagen" de 1886 é conside-
rado o primeiro automóvel do mundo.
TT_00_00_029440_FA

1896 Gottlieb Daimler constrói o primeiro caminhão do mundo: "Motor-Lastwagen Bestell-Nr.


81" (Caminhão motorizado, Pedido nº. 81) com um motor de 4-hp, dois cilindros e um
peso bruto total de 1200 kg, carga útil: 1500 kg. TT_00_00_033384_FA

1923 Caminhões diesel de Benz e Daimler: Em 1923 Benz instala os primeiros motores diesel
operacionais para veículos rodoviários em um caminhão de cinco toneladas. Depois do
término da guerra, Daimler também desenvolve motores diesel para veículos comerci-
ais, produzidos desde 1920.
1926 O "compact L 1" faz parte do primeiro portfólio de caminhões produzido pela Daimler-
Benz AG, a empresa criada a partir da fusão da Daimler-Motoren-Gesellschaft com a
Benz & Cie. em 1926. TT_00_00_029441_FA

1953 Chegavam ao país chassi de caminhões e de ônibus, além de automóveis Mercedes-Benz.


. Com o tempo, a empresa passou a montar os veículos importados, numa oficina capaz de
entregar até 10 caminhões por dia. Foi o crescimento do negócio que deu origem à Mer-
cedes-Benz do Brasil
1956 O início das atividades da unidade de São Bernardo do Campo ocorreu exatamente em 28
de setembro de 1956 e contou com a presença de autoridades como o presidente Jusceli-
no Kubitschek e o governador de São Paulo Jânio Quadros, além dos anfitriões Fritz Koe-
necke, presidente da então Mercedes-Benz da Alemanha e Alfred Jurzykowski, da Merce-
des-Benz do Brasil. Os veículos da marca contavam com motor a diesel - em 1950,
menos de 2% dos caminhões que circulavam no Brasil eram movidos por esse combustível.
Para atrair o interesse dos clientes, habituados aos veículos a gasolina, a empresa mostrou
por meio da autonomia de seus produtos e do preço inferior do litro do diesel que esse
combustível oferecia maior economia.
1958 A construção da fábrica levou dois anos para ser concluída, em uma área que havia sido
adquirida em 1953, mas a planta cresceu continuamente ao longo dos anos.
O número de funcionários também: em 1954, eram 154 os operários que haviam iniciado
construção do parque industrial. Na inauguração, dois anos depois, eram 862. Em 1960, o
total já passava de 5.600 colaboradores.
1959 A partir de 1955, a Daimler-Benz produz várias versões de veículos com cabine sobre
motor, tais como o lendário LP 333 com dois eixos direcionais, em 1959. "LP" significa
"Lastwagen Pullman" (caminhão Pullman). TT_00_00_029446_FA

1977 Comemoração de 500.000 motores produzidos no Brasil.


1979 Nesse ritmo, a Mercedes-Benz também se expandiu. Uma nova fábrica foi criada, em
1979, em Campinas (SP) para produzir ônibus. No final de 2000, a fabricação de chassi e
plataformas para ônibus voltou para São Bernardo do Campo (SP) e, atualmente, as insta-
lações reúnem as atividades de assistência técnica, pós-venda, comercialização de peças,
treinamento e desenvolvimento da rede de concessionários.
1992 Comemoração de 1.000.000 de veículos produzidos no Brasil.
1996 O revolucionário Actros da Mercedes-Benz estoura no mercado como sucessor do SK.
Ele é disponibilizado com os motores de 12 ou 16 litros de deslocamento com potência
de 315 kW (428 hp) para a versão de seis cilindros e 420 kW (571 hp) para a versão de TT_00_00_029451_FA
oito cilindros.
1998 A Mercedes-Benz lançou os primeiros motores diesel com gerenciamento eletrônico pro-
duzidos no Brasil, disponíveis hoje para toda a linha de veículos comerciais. Utilizando
experiência, conhecimento e tecnologia de ponta, a empresa criou motores eletrônicos
perfeitamente adequados para as características do mercado brasileiro, que garantem
menor consumo e maior compatibilidade ambiental.

18 T1443F <> Documento do participante


2 Daimler AG
2.4 Locais de produção

Ano Descrição Ilustração


1998 O Atego da Mercedes-Benz, sucessor dos populares caminhões "Categoria Leve", é lan-
çado na Europa. Ele é equipado com motores de quatro e seis cilindros das séries de
modelos 900 com até 205 kW (279 hp). TT_00_00_029452_FA

2001 O Axor da Mercedes-Benz é introduzido. Com tonelagem indo de 18 a 26 toneladas, as


séries de modelos cobrem o portfólio entre as séries do grande Actros e a dos modelos
Atego. TT_00_00_029454_FA

2003 Introdução do caminhão Accelo da Mercedes-Benz na América Latina


2005 A Mercedes-Benz Caminhões entrega o primeiro Actros com BlueTEC 5.

TT_00_00_029456_FA

2010 O Atego da Mercedes-Benz é eleito "Caminhão do Ano de 2011".

TT_00_00_029457_FA

2010 Lançamento do Actros no Brasil


2012 Introdução da tecnologia BLUETEC5 nos caminhões e ônibus Mercedes-Benz para atender
a norma de emissão de poluentes PROCONVE P7 (equivalente ao EURO 5)
2012 Depois de 15 anos de produção de seu predecessor um caminhão pesado totalmente
novo chega às estradas. O “Novo Actros” apresenta novas cabines, motores, chassis,
transmissão e eixos. O “Novo Actros” é eleito “Caminhão do ano de 2012”, na Europa TT_00_00_033334_FA

2012 Lançamento da nova Sprinter, destacando a tecnologia Blue Efficiency


2012 Início da produção caminhões extra pesados na planta de Juiz de Fora.
2013 Lançamento do chassi OF 1724 com câmbio automatizado e o micro-ônibus LO 916.
2014 Lançamento da planta de Iracemápolis – SP para montagem de automóveis
2016 Lançamento da maior pista de testes para veículos do Brasil

2.4 Locais de produção


Locais de Plantas no Brasil

Inauguração: 1956

Produção de Caminhões, Ônibus e Agregados.

T1443F <> Documento do participante 19


2 Daimler AG
2.4 Locais de produção

Inauguração: 1979

Produção de Produtos Remanufaturados

Inauguração: 1999

Produção de Actros
Unidade de Iracemápolis

Inauguração: 2016

Produção de Automóveis

20 T1443F <> Documento do participante


3 Daimler caminhões & ônibus
3.1 Daimler veículos comerciais

3 Daimler caminhões & ônibus


3.1 Daimler veículos comerciais
FUSO
A Mitsubishi Fuso Truck and Bus Corporation (MFTBC) com sede em Kawasaki, Japão, é uma
das empresas líderes fabricante de veículos comerciais da Ásia e é representada em mais de
100 países do mundo. Daimler AG detém 89,29 % das ações da MFTBC. Os restantes 10,71 %
das ações são detidas por várias empresas da Corporação Mitsubishi.
A história da Fuso remonta a 1932, quando o nome Fuso foi usado pela primeira vez para um
ônibus que foi construído nos estaleiros e fábricas de equipamentos da Mitsubishi Heavy Indus-
tries em Kobe. Nos anos seguintes, a FUSO tornou-se uma marca de veículos comerciais líder
no Japão. Hoje, a FUSO é conhecida na Ásia, Oriente Médio e no mundo inteiro como uma mar-
ca de qualidade.

Fuso Super Great TT_00_00_029709_FA

FUSO Canter TT_00_00_029710_FA

Caminhões Freightliner
A marca Freightliner se desenvolveu tornando-se uma das mais conhecidas e de maior prestí-
gio do setor de caminhões inteiro, desde o início em 1942. Os caminhões Freightliner são vis-
tos como ferramentas valiosas em que se pode confiar desde o primeiro dia, mesmo sob as
mais difíceis condições.
A Freightliner Trucks é a maior unidade da Daimler Trucks North America. Em suas fábricas nos
Estados Unidos e México, a empresa fabrica caminhões das classes 5-8 para uma ampla gama
de aplicações de veículos comerciais.

Freightliner Cascadia TT_00_00_029707_FA Freightliner Categoria Executivo M2


TT_00_00_029706_FA
Freightliner Coronado TT_00_00_029708_FA

T1443F <> Documento do participante 21


3 Daimler caminhões & ônibus
3.1 Daimler veículos comerciais

Western Star
A Western Star Truck Sales, Inc. é uma subsidiária da Daimler Trucks North America LLC. A
empresa desenvolve, fabrica e comercializa caminhões pesados para transportes para fins es-
peciais e transportes de longo percurso.
Os caminhões da Western Star são fabricados na fábrica de Portland (Oregon). Além da Améri-
ca do Norte, os veículos também são usados no mundo todo em países tais como Austrália,
África do Sul e Indonésia.

Western Star 4900 TT_00_00_029724_FA

Western Star 6900 TT_00_00_029725_FA

Thomas Built Buses


A Thomas Built Buses tem fabricado meios de transporte inteligentes e inovadores desde 1916.
A Thomas Built Buses está sediada em High Point (Carolina do Norte). Ela oferece uma gama
completa de ônibus leves e médios para escolas, jardins de infância, centros de lazer, aplica-
ções de transferência e mercados especiais. Cada ônibus é fabricado por encomenda e vendi-
do através de revendas independentes em toda a América do Norte.
Thomas Built Buses é uma marca da Daimler Trucks North America LLC, ma maior fabricante
de caminhões pesados da América do Norte.

TT_00_00_029713_FA

22 T1443F <> Documento do participante


3 Daimler caminhões & ônibus
3.1 Daimler veículos comerciais

BharatBenz
BharatBenz é a marca de caminhões da Daimler que foi especialmente desenvolvida para o
mercado emergente da Índia. A BharatBenz fabrica caminhões com peso das categorias que
vão de 6 a 49 toneladas e oferece plataformas para equipamentos variados dos setores de
transporte e construção. Os caminhões leves e médios são baseados na plataforma FUSO, en-
quanto que os pesados são baseados na plataforma do Mercedes-Benz Axor.

TT_00_00_029702_FA

Componentes da Detroit diesel


A Daimler fornece qualidade superior. Isso se aplica não somente aos veículos produzidos pela
Daimler, mas também aos componentes instalados em seus modelos de automóveis e veículos
comerciais. Como a fornecedora de componentes e motores da Daimler AG no mercado Norte
Americano, a Detroit Diesel projeta, desenvolve e supervisiona componentes de trem de força
para vários modelos veículos comerciais das marcas da Daimler incluindo para a Freightliner
Trucks e a Western Star.

TT_00_00_029727_FA

Se você tiver quaisquer perguntas sobre nossas versões de veículos, poderá encontrar mais in-
formações em www.mercedes-benz.de ou www.daimler.com.

T1443F <> Documento do participante 23


3 Daimler caminhões & ônibus
3.2 Mercedes-Benz Caminhões

3.2 Mercedes-Benz Caminhões


Gottlieb Daimler vendeu o primeiro caminhão do mundo em 1896. A Mercedes-Benz Cami-
nhões, portanto, representa a mais alta qualidade por mais de 100 anos. Nos mercados euro-
peus e latino-americanos, os caminhões da Mercedes-Benz continuam sinônimo da mais alta
confiabilidade e eficiência, com produtos superiores, serviços de qualidade e com muito co-
nhecimento em todos os aspectos necessários para proporcionar soluções de transporte foca-
das no cliente.
Os caminhões da Mercedes-Benz tradicionalmente são líderes quando se trata de segurança. O
Caminhão Seguro "Safety Truck", o Actros da Mercedes-Benz, combina todos os sistemas de
assistência e segurança que estão atualmente disponíveis. Os caminhões Mercedes-Benz tam-
bém ocupam uma posição importante quando se trata de proteger o meio ambiente: aprimo-
ramentos contínuos tornaram os motores diesel da Daimler eficientes, com baixas emissões e
com alta tecnologia. A marca da estrela de três pontas é vista como sendo a parceira confiável
pelos clientes e parceiros de negócios também. Os 'Caminhões em que você pode confiar' da
Mercedes-Benz representam a mais alta qualidade e confiabilidade.
Exercício: Complete os números das designações dos modelos.

Caminhões de médio porte

Accelo TT_00_00_029699_FA
Axor
Atego TT_00_00_029700_FA
TT_00_00_029701_FA

BM: __________ BM: __________ BM: __________

24 T1443F <> Documento do participante


3 Daimler caminhões & ônibus
3.2 Mercedes-Benz Caminhões

Caminhões pesados

Actros construção TT_00_00_029695_FA

Actros TT_00_00_029694_FA Actros TT_00_00_041116_FA

BM: __________ BM: __________ BM: __________

Unimog para todo tipo de terreno


TT_00_00_029716_FA
Unimog transportador de implementos
TT_00_00_029715_FA Unimog U20 TT_00_00_029714_FA

BM: __________ BM: __________ BM: __________

T1443F <> Documento do participante 25


3 Daimler caminhões & ônibus
3.3 Grupo Alfabético (Tipo)

3.3 Grupo Alfabético (Tipo)


São as letras que normalmente estão posicionadas antes (cabina semiavançada) ou depois
(cabina avançada) do número que identifica o modelo do veículo.
Ex: Actros 2546 4x2

Modelo do Veiculo
No caso dos caminhões e chassi para ônibus, o MODELO é composto por três ou quatro alga-
rismos, e tem o seguinte significado:
Ex. 2546 LS 6 x 2 na série de modelos do Actros.

25 46 LS 6x2
Peso bruto total permi- Potência do motor Cavalo mecânico com Configuração das ro-
tido em toneladas multiplicada por 10 semirreboque com das
suspensão pneumática

Na literatura de oficina, os veículos são identificados, grosso modo, com designações de ven-
das (designação de modelo).
Letras adicionais estão disponíveis nas documentações de vendas, serviços e peças de reposi-
ção que podem ser usadas para identificar o veículo em mais detalhes do que apenas com o
número do modelo. Essas letras são derivadas das designações correspondentes em alemão.

A Veículo plataforma com tração em todas as rodas


AS Cavalo mecânico com semirreboque e tração em todas as rodas
F Veículo de combate a incêndio
K Veículo basculante
L Veículo plataforma com tração pneumática
LKO Veículo de serviços municipais com tração pneumática
KK Veículo basculante com guindaste
NR Chassi rebaixado
nRL Chassi rebaixado, Lowliner.
VLA Eixo motor
AK Veículo basculante com tração em todas as rodas
AF Veículo de combate a incêndio com tração em todas as rodas
B Betoneira
KO Veículo de serviços municipais
KL Veículo basculante com suspensão pneumática
LS Cavalo mecânico com semirreboque com suspensão pneumática
S Caminhão semirreboque
nRA Chassi rebaixado, cegonheira.
DNA Eixo de arrasto com rodado duplo
6x2 Veículo de 3 eixos

26 T1443F <> Documento do participante


3 Daimler caminhões & ônibus
3.3 Grupo Alfabético (Tipo)

TT_00_00_019866_FA

Veículos ou chassis plataforma são uma exceção. A eles não foi atribuída uma designação.

Configuração das rodas


Pode-se reconhecer a configuração do eixo e da tração de um veículo a partir da configuração
das rodas. Ela contém:
• Número de eixos instalados
• Número de eixos de tração (eixos motores)
• Número de eixos direcionais
• Tipo de eixos

T1443F <> Documento do participante 27


3 Daimler caminhões & ônibus
3.3 Grupo Alfabético (Tipo)

TT_00_00_019867_FA

Significado
4x2 Veículo de dois eixos com um eixo motor traseiro (RA)
4x4 Veículo de dois eixos com tração em todas as rodas
6x4 Veículo de três eixos com dois eixos motores traseiros
6x6 Veículo de três eixos com tração em todas as rodas
6x2 DNA Veículo de três eixos com um eixo traseiro motor e um eixo de arrasto com ro-
dado duplo
6x2/4 VLA Veículo de três eixos com um eixo direcional líder e um eixo motor traseiro
6x2/ 2 VLA Veículo de três eixos com um eixo líder rígido e um eixo motor traseiro
8x4/4 Veículo de quatro eixos com dois eixos traseiros motores e dois eixos dianteiros
direcionais
8x6/4 Veículo de quatro eixos com dois eixos traseiros motores, dois eixos dianteiros
direcionais, sendo o primeiro eixo dianteiro um eixo motor.
8x8/4 Veículo de quatro eixos com tração em todas as rodas e dois eixos dianteiros
direcionais

Designação do modelo
Com base na configuração, os veículos comerciais Mercedes-Benz são subdivididos em grupos
diferentes, usando um número de três dígitos. Os três primeiros dígitos indicam o modelo do
veículo, o terceiro dígito proporciona informações sobre o tipo de carroceria.
Exemplos de modelos de veículos:
Veículo Accelo Atego Axor Actros O500 OF
Designação 375 374 930 – 934 957 949 405
do modelo 970 – 974 940 – 944 950 – 954 - 437
958 950 - 958 958

28 T1443F <> Documento do participante


3 Daimler caminhões & ônibus
3.3 Grupo Alfabético (Tipo)

VIN do Veiculo
Para identificar com exatidão o veículo você precisa da série do modelo e da designação do
modelo do veículo. Você verifica essas informações com base no número de identificação do
veículo (VIN). No exemplo do Actros de primeira geração:
ex.. VIN: WDB9340321L428515

9BM 934 032 1 K 642565


Código mundial Séries de mode- Designação do Direção Fábrica produto- Número de série
do fabricante los de veículos modelo 1 = Veículo com ra de produção.
930 = Actros volante à es- K, L = Wörth
com plataforma querda
932 = Actros 2 = Veículo com
com basculante volante à direita
933 = Actros
betoneira
934 = Actros
cavalo mecânico
com semirrebo-
que

Numero de Identificação

T1443F <> Documento do participante 29


4 Produtos
4.1 Visão geral dos motores diesel

4 Produtos
4.1 Visão geral dos motores diesel
Exatamente como o número de identificação do veículo, o número do motor revela certas in-
formações sobre o conjunto correspondente. O número do motor pode ser obtido a partir da fi-
cha de dados ou diretamente pelo motor.
OM457 931 U 0 535741
Séries de mode- Designação do Fábrica produto- Marcador 1 para Número de pro-
los de motores modelo do motor ra: o milionésimo dução
OM = motor die- U = São Bernardo motor
sel

Séries de mode- Deslocamento Cilindros Potência em kW Série do modelo


los de motores em cm³
OM904 4249 4 em linha 95 - 130 Accelo Atego,
Unimog, OF, LO
OM906 6370 6 em linha 175 - 210 Axor, Atego, Uni-
mog, OF,OH,
O500
OM924 4800 4 em linha 160 Atego, OF, OH,
Unimog
OM926 7200 6 em linha 240 Atego, Axor,O500
OM541 11.964 V6 235 - 350 Actros
OM542 15.928 V8 375 - 440 Actros
OM457 11.970 6 em linha 265 - 315 Axor, O500
OM460 6 em linha

30 T1443F <> Documento do participante


4 Produtos
4.2 Transmissão

4.2 Transmissão
Exatamente como o número de identificação do veículo, o número da transmissão revela certas
informações sobre o conjunto correspondente. O número da transmissão pode ser obtido a
partir da ficha de dados ou pela plaqueta de identificação.
Ex: Caixa de mudanças G – 210/16
G 210 16 715504 248407
Tipo de transmis- Modelo da Nro de marchas Baumster da cai- Número de pro-
são transmissão sincronizadas xa dução

A designação da transmissão também se distingue pelo torque de entrada e pelo número de


marchas.
Resumo sobre as transmissões Mercedes-Benz
Designação da Modelo da transmis- Torque de entrada Número de marchas
transmissão são
G 56-6 Accelo 560 Nº 6
G 60-6 Atego 600 Nº 6
G 85-6 Atego, OF 850 Nº 8
G181-9 Atego 1810 Nº 9
G241-16 Axor 2400 Nº 16
G281-12 Axor 2810 Nº 12
G211-16 Axor Off Road 2100 Nº 16
G330-12 Axor Off Road 3300 Nº 12

Nomenclatura de Caixa de Mudanças

T1443F <> Documento do participante 31


4 Produtos
4.2 Transmissão

O número de identificação do eixo traseiro, revela informações sobre o conjunto corresponden-


te. O número da transmissão pode ser obtido a partir da ficha de dados ou pela plaqueta de
identificação.

Ex: Eixo Traseiro MB HL7 / 025 DC-13


MB HL 7 25 DC 13
Fabricante Modelo da Execução Freio Pneumático Carga máxima
transmissão a disco admissível

A designação da transmissão se distingue pela tabela abaixo.

HL Eixo traseiro com tração para caminhão com 2 eixos

HD Eixo traseiro para caminhão com 3 eixos, 2 traseiros tracionados

HO Eixo traseiro para ônibus monobloco

NR Eixo traseiro sem tração (3º Eixo)

HH Eixo traseiro para ônibus com motor traseiro

7 Série de construção
25 Execução
D Freio pneumático
Z Diferencial com reduzida

Resumo sobre as transmissões Mercedes-Benz


Designação da Modelo da trans- Relação de redução Peso Admissível
transmissão missão
HL 2 Accelo 4,30 5,3 T
HL 4 Atego 4,10 10 T
HL 5 Atego 5,62 11 T
HL 6 Axor 3,58 12 T
HL 7 Axor 4,33 13 T
HD 7 Axor 6,00 13 T
HL 8 Axor / Actros 3,15 13 T

32 T1443F <> Documento do participante


4 Produtos
4.2 Transmissão

Nomenclatura de eixo traseiro

T1443F <> Documento do participante 33


5 Ferramentas e Literatura
5.1 HHT/DAS/XENTRY/XENTRY Kit

5 Ferramentas e Literatura
5.1 HHT/DAS/XENTRY/XENTRY Kit
Antes do Star Diagnosis, a oficina usava para os diagnósticos o Dispositivo Manual de Teste
"Hand-Held Tester" (HHT).

TT_00_00_013622_FA

Star Diagnosis:
A introdução do Star Diagnosis em 1997 permitia que a interface de usuários do HHT fosse in-
tegrada no DAS (Sistema de Assistência para Diagnósticos) do Star Diagnosis. Para os diagnós-
ticos de veículos mais velhos, o DAS, então automaticamente mudou para o programa Windows
HHT. O HHT-Win é operado por teclado externamente conectado ou pelo teclado integrado do
Star Diagnosis ou através do mouse.
O DAS substituiu os manuais de diagnósticos do passado. Desde as séries de modelos 220, e
para os novos veículos e sistemas de veículos, não há mais manuais de diagnóstico. Todas as
informações importantes e necessárias para isso estão registradas no DAS.
Outros aplicativos, como o WIS, Star Utilities, e a tecnologia de medição Herman "Hermann
Measurement Technology", foram também integrados no Star Diagnosis.

TT_00_00_013623_FA

34 T1443F <> Documento do participante


5 Ferramentas e Literatura
5.1 HHT/DAS/XENTRY/XENTRY Kit

XENTRY:
Com a instalação do XENTRY Diagnostics, os automóveis, desde as séries de modelos 204 e
caminhões das séries de modelos 96x, podem ser diagnosticados de maneira otimizada tanto
com o DAS quanto com o XENTRY Diagnostics. A escolha de qual sistema de diagnóstico usar é
feita pela função automatizada quando o veículo é definido. Nas novas séries de modelos de
automóveis do futuro, somente o XENTRY Diagnostics será disponibilizado para diagnósticos.

XENTRY Kit:
Desde o final de 2012, um novo sistema de diagnóstico conhecido como XENTRY Kit está dis-
ponível para as oficinas. O XENTRY Kit substitui o Compact 4 e as unidades de diagnóstico
SDconnect usadas até o momento.

TT_00_00_033385_FA

Unidades de fornecimento de força externa


XENTRY Connect (multiplexador e diagnósti-
A D para o XENTRY Connect, XENTRY Tab e drive
cos)
de Blu-ray
B XENTRY Tab (operação e tela) E Blu-ray drive e software de controle XENTRY
XENTRY Tab e cabo de conexão XENTRY
C F Rotulagem de material
Connect e acessórios

A principal inovação do XENTRY Kit comparado com os sistemas anteriores de diagnósticos


tais como o Compact 4 e o SDconnect são o multiplexador do XENTRY Connect que foi com-
plementado por um PC com sistema operacional (32-bit, Windows 7). Os aplicativos de diag-
nóstico, tais como o XENTRY Diagnostics roda no XENTRY Connect. A operação é executada e
as informações são exibidas através do XENTRY Tab tablet PC ou através de um PC comum
com Windows 7.
A interação dos componentes se baseia no princípio da conexão remota de maneira que o
acesso ao XENTRY Connect ocorre através do XENTRY Tab/PC comum. Isso é executado pelo
software de controle do novo XENTRY, que configura a conexão remota necessária e permite a
operação.

T1443F <> Documento do participante 35


5 Ferramentas e Literatura
5.2 O que é o XENTRY?

5.2 O que é o XENTRY?


O XENTRY combina o seguinte:
• Aplicativos existentes (DAS, EPC net, WIS/ASRA net)
• Aplicativos estendidos (Xentry TIPS, XENTRY Diagnostics, XENTRY Quest) e
• processos (XENTRY Flash).
Aplicativos e processos do XENTRY

TT_00_00_032233_FA

Depois da introdução do XENTRY Flash e a união do XENTRY TIPS com o EPC net com
WIS/ASRA net, a Mercedes-Benz atingiu importante novo marco de progresso rumo ao uso in-
tegrado das informações de oficina com o XENTRY Diagnostics para automóveis. Com a intro-
dução das séries de modelos 204 e as séries de modelos de caminhões 96x, o XENTRY Diag-
nostics passou também para as oficinas de veículo comerciais.
• Para integrar os aplicativos não é mais necessário que o usuário faça log-in várias vezes e
os veículos só precisam ser identificados uma vez.
• A ligação dos dados um a um permite a transferência de dados entre:
− O XENTRY Diagnostics para o XENTRY TIPS, WIS/ASRA net
− XENTRY TIPS para o EPC net, WIS/ASRA net
• O XENTRY Diagnostics e o XENTRY TIPS ajustado em padrão para os aplicativos futuros do
XENTRY através de uma interface de usuário padronizada e amigável.
• O XENTRY oferece funcionalidade estendida de feedback e a possibilidade de longo prazo
de fazer consultas para suporte online.
• O XENTRY baseia-se na infraestrutura existente e usa a conexão online com os sistemas
centrais.

TT_00_00_032236_FA

36 T1443F <> Documento do participante


6 Sistema de Informações de Oficina WIS
6.1 WIS

6 Sistema de Informações de Oficina WIS


6.1 WIS

TT_00_00_040405_FA

O WIS/ASRA contém informações técnicas dos veículos e fornece o necessário para manter,
reparar, diagnosticar, testar ou solucionar problemas de veículos juntamente com informações
sobre adaptação de equipamentos especiais e acessórios.

O desenvolvimento do WIS/ASRA 3 envolveu modificações da interface do usuário do


sistema.

Um documento pode ser encontrado usando o número do documento no modo de busca


do número do documento.

T1443F <> Documento do participante 37


6 Sistema de Informações de Oficina WIS
6.2 Grupos e tipos de informação

6.2 Grupos e tipos de informação

WIS - Informações gerais sobre grupos e tipos de informação


No módulo WIS , a literatura está dividida em tipos e grupos de informações (grupos de cons-
trução).
Os tipos de informação identificam o tipo de literatura, por ex. Serviços de teste e reparo (AR),
Torques de aperto (BA), Capacidades de abastecimento (BF), adaptação/conversão de equi-
pamentos especiais (AN), Informações de serviço (SI) etc.

Cada componente de veículo ou sistema de veículo é atribuído a um grupo.


A gama de grupos começa com o grupo 00 e termina com o grupo 99.

A divisão da literatura em tipos e grupos de informação permite que a literatura seja encontra-
da de maneira focada.

Grupos nos módulos do ASRA e DC


O sistema de numeração dos grupos (00-99) também é usado para os módulos ASRA e DC.

Cada documento do WIS é identificado por um número de documento. Os tipos e grupos


de informação são componentes de um número de documento.

WIS - Visão geral dos tipos de informação (IA)


Tópicos atuais
Abreviação Tipo de informação
SI Informações de serviço
SN Introdução aos Manuais de Serviços
SM Medidas e instruções de serviço

Informações de serviço
Abreviações Tipo de informação
AS Informações sobre segurança, tabela geral dos
conteúdos
AH Informações gerais, qualidade das informações
AP Manutenção, cuidados, inspeção das emissões
AD Diagnose
AR Trabalhos de teste e reparo
AN Adaptação e conversão de equipamentos especi-
ais
AZ Adaptação e conversão de acessórios

38 T1443F <> Documento do participante


6 Sistema de Informações de Oficina WIS
6.2 Grupos e tipos de informação

Dados básicos
Abreviações Tipo de informação
BE Valores de teste e regulagem
BA Torques de aperto
BF Capacidades de abastecimento
BB Especificações de fluidos operacionais
BR Materiais de reparo
BT Modificações técnicas
PE Diagramas do chicote elétrico
PP Diagramas dos sistemas pneumáticos
PH Diagramas dos sistemas hidráulicos
WS Ferramentas especiais
WF Ferramentas feitas na oficina
WE Equipamentos de oficina

Organização
Abreviações Tipo de informação
OV Certificados
OV Formulários
OV Informações ao usuário

T1443F <> Documento do participante 39


6 Sistema de Informações de Oficina WIS
6.2 Grupos e tipos de informação

WIS - Visão geral dos grupos (extrato)


Grupo Designação
00 Veículos em geral
01 Motor completo, ventilação do cárter, cabeçote do motor, cárter do motor
01.30 Cabeçote do motor
01.45 Cárter de óleo
03 Conjunto de acionamento
03.10 Bielas, êmbolos
03.20 Árvore de manivelas
07 Formação da mistura
15 Sistema elétrico do motor
15.30 Motor de partida
15.40 Alternador
18 Lubrificação do motor, arrefecimento do óleo do motor
18.00 Generalidades
18.10 Bomba de óleo
18.20 Filtro de óleo
20 Arrefecimento do motor
31 Quadro, operação do reboque
31.10 Engate de reboque, acoplamento do reboque, acoplamento da quinta roda
42 Freios – sistemas hidráulicos e mecânicos
42.10 Freios de serviço
42.20 Freio de estacionamento
47 Sistema de combustível
54 Sistema elétrico, equipamentos e instrumentos
54.30 Painel de instrumentos, mostrador de instrumentos, sistemas de advertência
54.70 Dispositivo de aviso de aproximação
82 Sistema elétrico da carroceria
82.10 Luzes externas
82.20 Iluminação interior
83 Controle de clima
83.10 Ventilação
83.20 Aquecedor
83.30 Ar condicionado
83.55 Compressor do líquido de arrefecimento
98 Pintura

40 T1443F <> Documento do participante


6 Sistema de Informações de Oficina WIS
6.3 Tipos de literatura e símbolos

6.3 Tipos de literatura e símbolos


Para executar a seleção do documento com tanta exatidão quanto possível o tipo de informa-
ção deve ser subsequentemente selecionado na caixa de informações 2 em WIS. Essas desig-
nações também estão contidas no número do documento da literatura.

Tipos de literatura
Símbolo Designação Símbolo Designação
AD Diagnose OS Manejo de resíduos especiais
AF Informações sobre falhas OV Administração diretórios de aplica-
ções etc.
AH Informações gerais PE Diagramas de chicotes elétricos do
sistema elétrico
AN Instalação de equipamentos PH Diagramas de circuitos dos compo-
nentes hidráulicos
AP Manutenção e cuidados PP Diagramas de circuitos dos compo-
nentes pneumáticos
AR Trabalhos de teste e reparo SI Novos recursos e modificações
BA Torques de aperto SM Medidas de serviços
BB Fluidos operacionais SN Novas introduções
BE Valores de teste/ajuste WE Equipamentos de oficina
BF Capacidades de abastecimento WH Ferramentas disponíveis comercial-
mente
BR Materiais de reparo WF Ferramentas feitas na oficina
BT Modificações técnicas WS Equipamentos para oficina
GF Funções, configurações de fábrica

T1443F <> Documento do participante 41


6 Sistema de Informações de Oficina WIS
6.3 Tipos de literatura e símbolos

Símbolos na literatura de oficina


Símbolo Significado Símbolo Significado
Aviso/perigo Verifique

TT_00_00_024422_FA TT_00_00_024430_FA

Danos materiais Capacidades de abastecimento

TT_00_00_024423_FA TT_00_00_024431_FA

Nota/informações Ferramentas disponíveis comerci-


almente
TT_00_00_024424_FA TT_00_00_024432_FA

Desmontar Ferramentas especiais

TT_00_00_024425_FA TT_00_00_024433_FA

Montar Torque

TT_00_00_024426_FA TT_00_00_024434_FA

Remover Limpar

TT_00_00_024427_FA TT_00_00_024435_FA

Instalar Medida

TT_00_00_024428_FA TT_00_00_024436_FA

Medida com metros

TT_00_00_024429_FA

42 T1443F <> Documento do participante


6 Sistema de Informações de Oficina WIS
6.4 Unidades de trabalho do ASRA

6.4 Unidades de trabalho do ASRA


Textos de operação e unidades de trabalho facilitam a comunicação entre o cliente, a oficina
MB e a Daimler AG. Eles criam uma conexão entre o cliente, a oficina MB e a Daimler AG. Ma-
nejo padronizado e roteiros diretos garantem um fluxo de informações sem problemas. Clien-
tes, chefes de oficina/consultores de serviços, mecânicos e concessionários como um todo
podem se beneficiar do uso dos textos de operação e unidades de trabalho.
A Daimler AG prepara os itens de operação para o serviço de reparo necessário nas oficinas.
Os itens de operação compreendem os textos de operação e unidades de trabalho (para o
mercado doméstico) ou textos padronizados e preços fixos (para o exterior).

Fluxo de informações TT_00_00_029747_FA

1 Oficina 4 Textos padronizados / preços fixos

2 Cliente 5 Recepção de serviços

3 Fábrica

ASRA
O ASRA é um catálogo eletrônico de unidades de trabalho/preço fixo, que torna possível en-
contrar os itens de operação, escopo de trabalho e notas sobre o escopo de trabalho de manei-
ra rápida e confiável. Os dados encontrados no ASRA dão as bases para a criação das ordens,
faturas e pedidos de garantia.

T1443F <> Documento do participante 43


7 XENTRY TIPS
7.1 Dicas do Xentry

7 XENTRY TIPS
7.1 Dicas do Xentry
O XENTRY TIPS é um sistema de processamento de dados abrangente para o intercâmbio de
informações técnicas mundialmente através da internet. Ele auxilia no suporte aos produtos,
rastreamento da qualidade dos produtos, serviços técnicos na oficina e Serviços 24h.
O XENTRY TIPS contém informações atualizadas que podem ser muito úteis durante a busca da
causa de problemas e conserto das falhas.
As informações estão divididas com base nos grupos de produtos. Os tópicos atuais podem
ser rapidamente encontrados com base nos sintomas, que estão divididos em grupos principais
diferentes, ou, conforme já conhecido, através do WIS net, por meio dos grupos de construção.
Quando é inserido o VIN, a busca pode ser limitada aos documentos que se aplicam ao veículo.
Os requisitos do fabricante quanto aos casos existentes são documentados no XENTRY TIPS.
Se esses requisitos não forem observados, há risco de inadequação de diagnósticos ou de me-
didas de reparo.
É, portanto, necessário verificar se as informações atualizadas estão disponíveis antes de co-
meçar as operações sob garantia. Os documentos que o usuário tiver aberto algum tempo
atrás estarão relacionados sob a guia "Minhas buscas" e podem ser rapidamente encontradas
quando forem novamente necessárias.
Os documentos armazenados em formato PDF podem ter seu download feito pelo XENTRY TIPS
e impressos.
Os documentos do TIPS podem conter dados sobre números de documentos, números de pe-
ças, itens de operação e códigos de danos. Esses dados podem ser transferidos diretamente
do XENTRY TIPS para o EPC net ou WIS/ASRA net.

TT_00_00_029751_FA

44 T1443F <> Documento do participante


7 XENTRY TIPS
7.1 Dicas do Xentry

Outras vantagens do XENTRY TIPS


• Acesso online aos dados do veículo a partir do VeDoc
• Aumento dos conhecimentos do pós-venda nas oficinas, mercados e CAC Maastricht e as-
sim maior satisfação do cliente
• Aumento da viabilidade econômica através de
− Redução dos tempos de diagnósticos e de reparo
− Melhora da qualidade dos dados para informações de campo
− Redução dos custos de garantia/cortesia, já que os tópicos de danos principais e suas
medidas corretivas podem ser detectados precocemente
− Redução de remoções incorretas/reparos múltiplos nas oficinas
• Melhora da qualidade dos produtos, o que apoia a imagem da marca

Importante!
Alguns documentos do TIPS contém informações sobre procedimentos de correção de
falhas de – para a maior parte dos atuais – casos de garantia e cortesia.
Se o procedimento prescrito não for observado, é possível que o reembolso dos custos
das operações de serviço seja rejeitado.

Portanto, sempre verifique no XENTRY TIPS antes de iniciar trabalho sob garantia ou cor-
tesia para determinar se há alguma informação atualizada sobre a retificação da falha.

T1443F <> Documento do participante 45


8 Catálogo eletrônico de peças (EPC)
8.1 EPC

8 Catálogo eletrônico de peças (EPC)


8.1 EPC

TT_00_00_040404_FA

O EPC (Catálogo eletrônico de peças) permite que as peças de reposição sejam encontradas
rápida e eficientemente.
O EPC contém as peças de reposição do portfólio de produtos Mercedes-Benz e smart.
• Para os veículos Mercedes-Benz a partir do ano de fabricação de 1946
• As fichas de dados do veículo a partir do ano de fabricação de 1978 (aprox. 30 milhões)
• Aprox. 600.000 peças para aprox. 13.000 diferentes designações de modelos de veículos
diferentes
• Mais de 21.000 diferentes opções de equipamentos especiais
• Mais de 140.000 versões de equipamentos especiais

46 T1443F <> Documento do participante


8 Catálogo eletrônico de peças (EPC)
8.2 VeDoc

8.2 VeDoc

TT_00_00_019886_FA

O sistema eletrônico da Mercedes-Benz "VeDoc" (Vehicle Documentation) (documentação de


veículo) para veículos comerciais, carros de passageiros e motores industriais (IMO) foi proje-
tado para facilitar o acesso aos dados dos veículos específicos para os departamentos internos
e para dar direto acesso às organizações de campo sobre esses dados. Ele ajuda a oficina a
documentar mudanças nas configurações de fábrica dos automóveis e veículos comerciais de
maneira mais eficiente e mais simples. O sistema contém os dados mais importantes sobre os
veículos como saem da fábrica. Além de todos os dados dos maiores conjuntos, as versões es-
peciais instaladas no veículo, os códigos de vendas e textos de vendas (informações sobre
desvios das configurações de fábrica) também podem ser acessados diretamente. Uma ampla
gama de funções complementares está disponível para ajudar na identificação das peças. Veí-
culos desde 1978 estão documentados. Um registro completo e abrangente dos dados está
garantido desde 1986. A versão do VeDoc introduzida em 2008 representa a continuação du-
radoura do sistema.

T1443F <> Documento do participante 47


9 Manutenção
9.1 Definição de Manutenção

9 Manutenção
9.1 Definição de Manutenção
A correta manutenção traz benefícios ao meio ambiente e a sua empresa, além de ajudar na
preservação do meio ambiente a empresa ainda deixa de gastar, aumentando os resultados.
Quando a máquina é usada, incluindo veículos motores, ocorre desgaste. Por exemplo, ele po-
de ser devido à abrasão do material, tais como freios e guarnições da embreagem, decomposi-
ção de lubrificantes (ex.: óleo do motor) ou depósito de materiais no filtro de ar ou no filtro de
óleo. Uma mudança das propriedades do material também é considerada como desgaste.
Esses processos de desgaste fazem com que seja necessária a manutenção periódica, durante
a qual os componentes afetados, lubrificantes ou fluidos são trocados.
A troca de lubrificantes, fluidos e filtros, bem como, a inspeção das partes de desgaste, se en-
quadra no escopo da manutenção.
Capacitar os funcionários para que sempre executem procedimentos corretos de manutenção,
como:
• Torques de aperto (parafusos, bujões, porcas, etc.)
• Volumes de troca (óleo, líquido de arrefecimento, graxas, etc.)
• Eliminação de vazamentos e desgaste

O plano de revisão Mercedes-Benz prevê 3 tipos de Serviços:


Serviço Rodoviário: Veículos que trafegam predominantemente em autoestradas ou rodovias
pavimentadas em bom estado, com velocidade media elevada e poucas paradas intermediarias.
Serviço Misto : Transito regional com poucas vias expressas.
Serviço Severo : Veículos utilizados em condições extremas operando nos limites máximos de
esforço ou de carga.

TT_00_00_029783_FA

Por outro lado, medidas de cuidados e reparo não fazem parte da manutenção.

48 T1443F <> Documento do participante


9 Manutenção
9.2 Tipos de Manutenção

9.2 Tipos de Manutenção

Manutenção Preventiva
É toda a ação de controle e monitoramento, com o objetivo de reduzir ou impedir falhas no de-
sempenho de equipamentos, procurando manter sempre próximo das condições em que saiu
de fábrica.

Manutenção Corretiva
Espécie de manutenção onde o equipamento está defeituoso ou deixa de funcionar. É o concei-
to do reparo e necessidade de ajustes e correções.
Atualmente, os veículos Mercedes-Benz Comerciais excetos Ônibus e Accelo estão equipados
com sistema de manutenção flexível.
Nos veículos sem sistema de manutenção Telligent, são adotados intervalos de manutenção
definidos com base em um período de tempo ou quilometragem.

Serviço de manutenção por tempo e/ou Quilometragem


Serviço de manutenção com operações realizadas por sistemas operacionais, tais como servi-
ços de lubrificação, verificações de nível de abastecimento, testes de funcionamento, opera-
ções adicionais, depende do cronograma cadastrado de manutenção dos veículos
No caso de intervalos de manutenção fixos, as operações de manutenção devem ser feitas
quando certa distância ou tempo especificado tiverem sido atingidos.
Os itens de manutenção podem ser encontrados nas folhas de manutenção válidas e o conteú-
do dos itens de manutenção podem ser encontrados no manual de manutenção.
Operações de manutenção adicionais que não podem ser registradas pelo computador e são
dependentes da carga estão especificados como serviços cuja execução deve ser feita dentro
de intervalos de tempo.

Sistemas flexíveis de manutenção


O sistema de manutenção garante que os componentes mecânicos do veiculo sejam usados e
extraídos máximo possível de sua necessidade, dependendo da gravidade e tipo de uso do veí-
culo, com a ajuda de sistemas de medição.
No processo, um indicador de manutenção aparece no painel de instrumentos com antecedên-
cia à data de vencimento de manutenção orientando sobre recomendação correta.
Nos veículos comerciais, as medições são executadas separadamente para os conjuntos de
grande porte. Isso proporciona uma manutenção em separado dos conjuntos de grande porte
e, assim, o melhor aproveitamento possível dos recursos; ao mesmo tempo os custos de manu-
tenção do veículo diminuem.
As séries de modelos Actros, Axor e Atego série 958 apresentam um sistema flexível de manu-
tenção. Os intervalos de serviço para os módulos individuais são registrados e avaliados pelo

T1443F <> Documento do participante 49


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

sistema de manutenção (WS) e podem ser consultados e zerados através do módulo de co-
mando do painel de instrumentos (INS) ou via Star Diagnosis.

TT_00_00_029786_FA

Sem sistema de manutenção/operação Sem sistema de manutenção/tração de


1 3
severa longo percurso
Sem sistema de manutenção/tração de Com sistema de manutenção/tração de
2 4
curto percurso longo percurso

9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)


O sistema de manutenção WS é um sistema eletrônico que aumenta consideravelmente a eco-
nomia do veículo por reduzir as inspeções manuais do veículo, as necessidades de serviço e
tempo de parada do veículo. O sistema de manutenção está incorporado nos recursos do pai-
nel de instrumentos e usa os controles da operação interna de bordo. A tela do painel de ins-
trumentos serve como elemento mostrador. O módulo de comando do sistema de manutenção
está conectado a todos os sistemas eletrônicos do veículo através da CAN bus. Além das in-
formações disponibilizadas através do CAN bus, o sistema de manutenção também usa sinais
dos sensores específicos de manutenção. É possível acessar os dados do sistema de manuten-
ção via conexão de diagnóstico usando o Star Diagnosis.

Em geral, o sistema de manutenção inclui:


• Determinar os intervalos de manutenção relativos à carga
• Planejamento das datas de serviço individuais para utilização máxima dos fluidos operaci-
onais (serviço individual)
• Planejamento de datas de serviço integradas dentro de um prazo selecionável para reduzir
visitas à oficina (serviço integrado)
• Exibição da data de vencimento do serviço em três níveis de acordo com a urgência (ad-
vertência antecipada, vencimento, e vencido)
• Exibição das horas de operação do veículo

50 T1443F <> Documento do participante


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

Sistema de manutenção (WS)


Programa de software integrado no módulo WS que controla a manutenção do veiculo extrain-
do o máximo de aproveitamento do sistema operacional do veiculo, conforme descrição :
• registra todos os dados de medição do veiculo sob a forma de mensagens pela CAN usan-
do dados recém-estruturados do sistema do veiculo
• calcula a vida útil de serviço apropriada para a carga e dados pesquisados para determinar
as datas de serviços para cada item de manutenção.

O objetivo do plano de manutenção (WS) envolve:


• determinação individual das datas de serviço para cada item de manutenção
• combinação das datas de serviço para vários itens de manutenção, com base em uma ma-
triz de planejamento estabelecida.
O menu de “manutenção” (2) para a operação de bordo do sistema de manutenção (WS) está
integrada no sistema de informações ao motorista do painel de instrumentos (INS). O menu é
operado através dos grupos de botões da direita e esquerda do volante (vide figura anterior).

T1443F <> Documento do participante 51


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

1 – Painel de Instrumentos
2 – Tecla Multifuncional
3 – Reset Painel
4 – Tecla TRIP

Cálculo para captação de dados na


Manutenção do WS
O cálculo da necessidade de extrair dos componentes o maior tempo e prazo para manutenção
depende das informações medidas nos respectivos fluidos operacionais/materiais, que são
substituídos ou reparados durante a manutenção, ou que já tenham sido consumidos. Estes
cálculos determinam quatro valores de consumo de vida útil que são recalculados durante cada
ciclo :
• Consumo da vida útil conforme a carga do veículo
• Consumo da vida útil conforme limites de tempo de condução
• Consumo da vida útil conforme limites de quilometragem
• Consumo da vida útil conforme inspeção inicial
Durante o consumo da vida útil de 100%, os fluidos operacionais/equipamentos são consumi-
dos. A manutenção por período de tempo é uma exceção, pois incorpora intervalos de manu-
tenção estabelecidos, independente da carga e da quilometragem. O consumo da vida útil for-
nece a base dos cálculos de previsão. No caso de uso uniforme do veículo em termos de carga
e distâncias cobertas por prolongado período, muito preciso, é possível fazer estimativas pre-
coces. Se o uso do veículo varia fortemente, as estimativas ficam menos exatas. Quanto mais
tempo o veículo está em operação, mais as estimativas vão se tornando mais exatas.

Fatores de correção
Os fatores de correção levam em conta as condições de carga dos conjuntos de grande porte.
Eles foram determinados durante abrangentes testes de campo e com clientes.
• Fator de correção “Temperatura”
• Fator de correção “Carga”
• Fator de correção “Componente energia das revoluções da árvore de manivelas”

52 T1443F <> Documento do participante


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

Exemplo: Funcionamento do WS Atego e Axor

Exemplo: Funcionamento WS Actros

Informações pode ser encontradas no WIS documento número: GF0020-W-3000MP

T1443F <> Documento do participante 53


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

Indicadores de Manutenção no Painel


Os intervalos de manutenção foram determinados com base em extensos testes de campo e
com clientes, analisando alguns itens podemos destacar:
• Fator da qualidade “Componentes mecânicos”
• Fator de qualidade “Óleo”
• Fator de qualidade “Filtro de longa duração”
• Fator de qualidade “Combustível”
Mais informações podem ser encontradas nos seguintes documentos do WIS:
• GF00.20-W-3000MP e GF00.20-W-3012MP

TT_00_00_013796_FA

• Wartung (Manutenção)
• Hinterachsen (eixos traseiros)
• Kontrollinfo (informação de controle)
• Serviceinfo (informação de serviço)
• Sem mensagem
• Aviso com antecedência
• Serviço vencendo
• Executar serviço imediatamente (pode-se acusar conhecimento)
• Executar serviço imediatamente (freios)
É preciso acusar conhecimento de todas as mensagens de serviço que permitem que você
acuse conhecimento. As datas de serviços associadas precisam ser observadas e o trabalho de
manutenção precisa ser executado.
A segurança operacional e de condução do veículo podem estar ameaçadas se as mensagens
de serviço forem ignoradas. Se a operação de manutenção for executada tardiamente ou nem
for executada, o desgaste do veículo e dos seus conjuntos de grande porte sempre aumentará.
Mais informações sobre esse tópico podem ser encontradas no seguinte documento do WIS:
GF00.20-W-3003MP.

54 T1443F <> Documento do participante


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

As seguintes possibilidades são exibidas:


• Mensagem de serviço “Aviso antecipado”: Informações sobre o item de manutenção e dis-
tância restante até o final do prazo da manutenção - o consumo da vida útil está abaixo de
100%.
• Mensagem de serviço “Vencimento de prazo de serviço de manutenção”: O consumo da
vida útil é de 100%. A data do serviço foi alcançada ou ultrapassada.
• Mensagem de serviço “Fazer o serviço de manutenção imediatamente”: O consumo da vi-
da útil atingiu seu limite de atraso. O serviço de manutenção está significativamente atra-
sado.
• Mensagem de serviço “Fazer o serviço de manutenção imediatamente (freios)”: Essa men-
sagem só aparece para freios relevantes quanto à segurança.
A última mensagem aparece quando o desgaste do freio tiver atingido seu máximo e não for
mais possível acusar conhecimento da mesma, (com o símbolo adicional dos freios).
A mensagem fica então constantemente exibida e não pode ser ocultada.

O indicador de manutenção orienta no painel de ins-


trumentos a seguinte mensagem de manutenção.

T1443F <> Documento do participante 55


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

Manutenção combinada e individual


Os parâmetros no modulo WS pode ser ajustados de acordo com a opção do cliente e sua ne-
cessidade é disponível via Star Diagnosis a possibilidade de agrupar as revisões
No caso de “manutenção individual”, que é usada mais frequentemente, o parâmetro é ajusta-
do em “NÃO”. Nesse caso, cada conjunto de grande porte é indicado com a mensagem "Servi-
ço vencido”. É então possível consultar, usando o teclado de bordo, qual é o conjunto que pre-
cisa ser revisado.

Neste caso, os parâmetros no modulo WS se encontra no modo NÃO e o prazo de revisão e


manutenção se encontra individual, podendo ser alterado via Star Diagnosis.

56 T1443F <> Documento do participante


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

Se o parâmetro estiver ajustado em “SIM”, as datas dos serviços são combinadas com base na
matriz de planejamento. Nesse caso, o uso potencial não é totalmente utilizado em alguns pon-
tos. No caso da manutenção combinada, os conjuntos de grande porte com datas de venci-
mento próximas são indicadas na mensagem “manutenção vencendo”. É então possível consul-
tar, usando o teclado de bordo, quais conjuntos precisam ser revisados.
Serviços Combinados

No serviço combinado, o display mostrara “próximo Serviço” para todos os agregados que esti-
verem dentro do prazo parametrizado, no caso acima 6 meses, são indicados para manuten-
ção.
Mediante o painel de instrumentos se pode obter a informação do(s) agregado(s) que estão lis-
tados para o serviço.

T1443F <> Documento do participante 57


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

Neste caso, os parâmetros no modulo WS se encontra no modo SIM e os parâmetros se encon-


tra combinados.
• Acessar o modulo WS via Star diagnoses/ Adaptações de modulo de coman-
do/Parametrizações/ Agrupar prazos
• Acessar o campo Adaptações de modulo de comando/Parametrizações/ Agrupar prazos

• Sim ou Não

58 T1443F <> Documento do participante


9 Manutenção
9.3 Sistema de manutenção Telligent® (WS)

• Após a escolha da melhor opção do prazo de manutenção optar pelo tipo de manutenção
Fixa ou Variável como exemplo.

• Optar por manutençao Fixa ou Variavel.

T1443F <> Documento do participante 59


9 Manutenção
9.4 Resetar as informações de manutenção

9.4 Resetar as informações de manutenção


Quando um trabalho de manutenção for executado, a posição diretamente de manutenção cor-
respondente deverá ser zerada.
Por motivos de segurança, o zeramento de posições de manutenção só será possível com o ve-
ículo parado com freio de mão puxado e ignição ligada. O instrumento (INS) bloqueia do cálculo
e esta função durante a marcha.
O zeramento manual das posições de manutenção ocorre:
• Internamente (on-board) pelo Instrumento (INS) com acionamento da tecla Reset (P2s1)
• Externamente (off-board) por meio de um aparelho de teste na tomada de diagnóstico
(X13) com STAR DIAGNOSIS.
Para obter informações sobre Resetar informações de manutenção via painel de instrumentos
ou via Star Diagnosis mais informações estão disponíveis n o documento no WIS número
GF00.20-W3005MP.
Reset via painel

60 T1443F <> Documento do participante


9 Manutenção
9.4 Resetar as informações de manutenção

Para zerar as informações de manutenção após realizar os reparos e as revisões via painel de
instrumentos, deve seguir os procedimentos abaixo:

Aplicar um Reset na tecla 1 e aguardar as informações serem zeradas de acordo com a solici-
tação adequada em cada tema escolhido e zerar uma tela por vez.

Importante: Se for substituído a viscosidade do óleo, o teor de enxofre do combustível ou


qualquer outro liquido do sistema o modulo WS deve ser informado através do menu de
bordo conforme descrição.

T1443F <> Documento do participante 61


9 Manutenção
9.5 Reset Via Star Diagnosis

9.5 Reset Via Star Diagnosis


Para evitar possíveis falhas e garantir o melhor aproveitamento do sistema existe uma opção
via Star Diagnosis de bloquear a função de reset no painel de instrumentos e zerar as informa-
ções somente pelo Star Diagnosis.
1 – Acessar com o Star Diagnosis o modulo WS no campo Adaptações de modulo de comando.

2 – Acessar o campo Parametrizações

62 T1443F <> Documento do participante


9 Manutenção
9.5 Reset Via Star Diagnosis

3 – No campo Parametrizações acessar o campo Veiculo (1)

4 – Neste campo Veículos acessar a campo Bloquear reset a Bordo (2)

T1443F <> Documento do participante 63


9 Manutenção
9.5 Reset Via Star Diagnosis

Nesta condição é possível optar pela opção desejada (Sim) ou (Não) para liberar o reset via
painel.

Importante: Toda execução de manutenção quando bloqueado a opção direta pelo painel
deve ser zerado via Star Diagnosis e informado ao modulo WS se ocorreu mudança de
fluidos e teor de enxofre no combustível, pois o sistema depende das seguintes informa-
ções para calcular o tempo e o prazo para nova solicitação de manutenção.

64 T1443F <> Documento do participante


9 Manutenção
9.5 Reset Via Star Diagnosis

Valores de cálculos para o Modulo WS

T1443F <> Documento do participante 65


10 Lubrificantes Apertos e Inspeções diárias (Anterior a Ficha de Manutenção)
10.1 Inspeção diária

10 Lubrificantes Apertos e Inspeções diárias (Anterior a Ficha


de Manutenção)
10.1 Inspeção diária
Na elaboração do plano de manutenção foi levado em consideração que a execução dos servi-
ços indicados a seguir é uma das obrigações que o condutor ou o responsável pela manuten-
ção deve cumprir diariamente antes de iniciar a operação com o veículo.

Locais estratégicos mencionados em sete pontos estratégicos do veiculo orientam o técnico


em manutenção para executar uma correta e eficiente inspeção de manutenção no veiculo
Este método é um check-list de todos os lados do veiculo com o objetivo de facilitar a inspeção
do veiculo conhecido como Sete Lados do Veiculo ou Walk around sua função é facilitar a
inspeção de manutenção de veiculo com a presença do técnico de manutenção analisar os
pontos descritos abaixo para aperfeiçoar a reparação do veiculo e avaliar possíveis danos no
veiculo. Estes pontos são distribuídos da seguinte maneira: ( Rever Ordem)

6
5
4 7 1

3 2
1 Frontal 5 Lateral Esquerda

2 Porta Direita 6 Porta Esquerda

3 Lateral Direita 7 Interior do Veiculo

4 Traseira do Veiculo

66 T1443F <> Documento do participante


10 Lubrificantes Apertos e Inspeções diárias (Anterior a Ficha de Manutenção)
10.1 Inspeção diária

5.

3 5
6.
2 7 6

3.

3 5

2. 2 7 6

T1443F <> Documento do participante 67


10 Lubrificantes Apertos e Inspeções diárias (Anterior a Ficha de Manutenção)
10.1 Inspeção diária

Exemplos Componentes para manutenção Sete pontos

Navegação no painel instrumentos para navegação da manutenção on-board e reset do painel.


Sistema BlueTEC 5 abastecimento do Arla 32 cuidados com risco de contaminação no sistema
risco de contaminação no sistema.

68 T1443F <> Documento do participante


10 Lubrificantes Apertos e Inspeções diárias (Anterior a Ficha de Manutenção)
10.1 Processamento da folha de manutenção

10.1 Processamento da folha de manutenção


A execução do trabalho de manutenção precisa ser registrada na folha de manutenção, mar-
cando as caixas correspondentes à frente dos nomes das operações.
Para operações de manutenção por tempo, o estado inicial dos itens que não estavam OK pre-
cisam ser marcadas nos campos atrás dos títulos das operações.
A confirmação de que a manutenção foi executada corretamente é fornecida pelo mecânico
que executa o trabalho, por meio de sua assinatura na seção do cabeçalho.
Consulte o Sistema de Informações de Oficina (WIS) para obter os procedimentos de trabalho
correspondentes para os itens de manutenção.

T1443F <> Documento do participante 69


11 Exercício em grupo
11.1 Exercícios práticos I

11 Exercício em grupo
11.1 Exercícios práticos I
O Sr. Silva traz seu Actros, WDB9634031L674357, à sua oficina. Aparece na tela o seguinte:
• 2ª revisão com base no prazo, a fazer
• 1ª manutenção do motor a fazer
As seguintes informações estão disponíveis:
O Sr. Silva coloca seu próprio óleo, Mobil Delvac XHP LE 10W40, Aprovação da MB 228.51. Es-
se manual de manutenção indica que o prazo do segundo serviço de manutenção está vencen-
do. Além disso, o trabalho de lubrificação deverá ser executado no veículo.

Exercício 1 Imprima a folha de manutenção e verifique todas as operações que devem ser executadas.

Exercício 2 Compile os itens de operação das operações acima. Anote o número dos itens de operação e o
número total de unidades de trabalho WUs.

70 T1443F <> Documento do participante


11 Exercício em grupo
11.1 Exercícios práticos I

Exercício 4 Anote a capacidade de abastecimento de óleo do motor para o veículo do Sr. Silva.

Exercício 5 Durante o serviço de manutenção, você detectou a perda de fluido no módulo da bomba de
AdBlue® enquanto estava verificando a estanqueidade e as condições.
Criar um código de dano para esse componente. O reparo ocorre com material.

Exercício 6 Você vê que o APU está bastante manchado de óleo quando inspeciona visualmente o chassis.
• Verifique o XENTRY TIPS quanto a medidas corretivas possíveis.
• Anote o número do documento correspondente.

T1443F <> Documento do participante 71


12 Motores e transmissões
12.1 Portfolio dos motores diesel

12 Motores e transmissões
12.1 Portfolio dos motores diesel

OM542 TT_00_00_029775_FA OM457 TT_00_00_029772_FA

OM541 TT_00_00_029774_FA

O OM926 TT_00_00_029776_FA OM460


OM924 TT_00_00_029773_FA

72 T1443F <> Documento do participante


12 Motores e transmissões
12.2 Motor de Combustão Interna

12.2 Motor de Combustão Interna


Responsável pela geração da força necessária para movimentar o veículo.
O motor de combustão interna é uma máquina que transforma energia térmica em energia me-
cânica. Quer dizer, o movimento de suas partes móveis é provocado pela queima de um com-
bustível, que ocorre no interior de uma câmara de combustão.

O combustível é enviado para esta câmara por um sistema de alimentação. As partes móveis
do motor em funcionamento estão submetidas a atrito e calor, razão pela qual devem ser cons-
tantemente lubrificadas e arrefecidas. E para que entrem em funcionamento é necessário dar-
lhes um arranque inicial, por meio de um motor de partida, que está conectado ao sistema elé-
trico do veículo.
Para processar a transformação de energia, o embolo (pistão) do motor é submetido a quatro
fases distintas que deram origem ao termo 4 tempos, estudaremos a seguir:

Bico injetor Válvula

Êmbolo

Biela

Árvore de
manivelas

T1443F <> Documento do participante 73


12 Motores e transmissões
12.3 Combustão

12.3 Combustão
Comumente chamada de fogo, a combustão é uma reação química caracterizada pela sua ins-
tantaneidade e, principalmente, pelo grande desprendimento de luz e calor.

Para iniciar uma combustão é necessário adequar em proporções adequadas, três elementos
fundamentais que são: ar, combustível e calor/pressão, formando assim o triângulo do fogo.

A Distribuição Energética do Motor (Corrigir o somatório)

Como podemos ver abaixo, de toda a energia produzida pelo combustível somente 37% é apro-
veitada o restante é desperdiçado pelo escapamento, sistema de pós-resfriamento e sistema
de arrefecimento do motor.

74 T1443F <> Documento do participante


12 Motores e transmissões
12.4 Sistema de Alimentação de Ar

Sistemas do Motor

Distribuição

Admissão de ar

Alimentação de combustível

Escapamento

Arrefecimento

Lubrificação

12.4 Sistema de Alimentação de Ar

Turboalimentador
A turbo alimentação favorece sobremaneira a homogeneidade da mistura, devido à forte agita-
ção provocada pela pressão e velocidade do ar no cilindro, melhorando assim o rendimento da
combustão

A turbina acionada pelos gases de escapamento


movimenta o compressor centrífugo.

Gases de escapamento

Ar de sobrealimentação

Compressor centrífugo envia


ar sobre pressão aos cilindros.

Aumentando o volume de ar nos cilindros, é possível injetar mais combustível, o que pode levar
o incremento da potência e do torque do motor em até 30% sem diminuir a vida útil do motor.

T1443F <> Documento do participante 75


12 Motores e transmissões
12.4 Sistema de Alimentação de Ar

No motor turboalimentador equipado com resfriador de ar (pós resfriador ou turbocooler), ob-


tém-se melhor rendimentos volumétricos dos cilindros, resultando em aumento de potencia e
torque.

Manutenção da Turbina
Verificar o turbo alimentador (1) quanto a ruído ou vibração incomum podem ser causados por
danos nos rotores do turbo alimentador e por falta de estanqueidade no sistema de admissão,
sobre alimentação e escape.
Verificar a estanqueidade na tubulação entre o filtro de ar e o turbo alimentador.
A entrada de material estranho danifica os rotores do turbo alimentador.
Verificar a estanqueidade nas tubulações do sistema de sobre alimentação e corrigir se neces-
sário.
Vazamentos podem ser verificados pelo tato e através de aplicação de espuma de sabão ao
longo da tubulação, conexões e mangueiras.
Verificar a estanqueidade no sistema de escapamento, vazamentos são detectados através da
descoloração por aquecimento da área do vazamento.
Material estranho que entra no sistema de admissão ou escapamento vai danificar os rotores
do turbo alimentador.
Pequenas partículas, desgastam a borda de ataque das palhetas e partículas maiores, duras,
tendem a rasgar ou cortar as palhetas.
Material macio, como papel, estopa, ou peças de borracha, entortarão as palhetas para trás, na
direção oposta a rotação do rotor, Se ocorrer danos causados por material estranho, uma lim-
peza completa no coletor de escapamento e no sistema de admissão de ar é essencial.
Verificar o livre funcionamento do eixo e as folgas axial e radial do eixo do turbo alimentador
deve girar suavemente e de modo uniforme, geralmente, a folga radial e/ou axial excessiva,
provoca atrito entre os rotores e as carcaças do turbo alimentador, gerando funcionamento ru-
idoso.
Para medir ou conferir os valores de ajustes consultar o documento no WIS AR09.40-B-5910-
01B

76 T1443F <> Documento do participante


12 Motores e transmissões
12.4 Sistema de Alimentação de Ar

Manutenção Filtro de Ar
O dispositivo indicador, possui um êmbolo montado dentro de um corpo cilíndrico que, com o
motor funcionando, se posiciona de acordo com a depressão resultante da obstrução da pas-
sagem do ar de admissão causada pela saturação do elemento do filtro de ar.
Quando o êmbolo ficar retido na posição de máxima saturação (êmbolo totalmente visível no
corpo do dispositivo indicador), providenciar a substituição do elemento do filtro de ar.
Após a substituição do elemento filtrante, pressionar o botão de liberação disposto na extremi-
dade do dispositivo indicador, para liberar o êmbolo.
O filtro deve ser trocado no máximo a cada 2 anos.

Indicador de manutenção mecânico


1. Êmbolo do dispositivo indicador
2. Visor
3. Botão de liberação do êmbolo
4. Êmbolo do dispositivo indicador
5. Visor
6. Botão de liberação do êmbolo
a. Baixa restrição do elemento filtrante (filtro em condi-
ções de uso)
b. Alta restrição do elemento filtrante (substituir o ele-
mento).

T1443F <> Documento do participante 77


12 Motores e transmissões
12.4 Sistema de Alimentação de Ar

Indicação de Restrição por Coluna d’água

(cmH2O x 2) x 0,98=mBar
Aproximattion Table scale reading in centimeter
of water x 2 mBar
0 0 0
5 10 9,8
10 20 19,6
15 30 29,4
20 40 39,2
25 50 49
30 60 58,8
35 70 68,6
40 80 78,4
45 90 88,2
50 100 98

78 T1443F <> Documento do participante


12 Motores e transmissões
12.4 Sistema de Alimentação de Ar

Limpeza Radiador e Pós resfriador


Nos veículos com pós-resfriador do ar de admissão (intercooler), mantenha as aletas do resfri-
ador de ar sempre desobstruídas. A limpeza deve ser feita com jatos de ar ou água e em caso
de incrustações, vapor, aplicado inicialmente pelo lado do ventilador, e depois pela face opos-
ta.
Para evitar danos às aletas do resfriador de ar e do radiador do sistema de arrefecimento, apli-
car jatos de ar, água ou vapor, perpendicularmente às faces destes componentes. Se for ob-
servada muita sujeira entre o radiador de água e o resfriador de ar, o veículo deve ser encami-
nhado a um concessionário ou P.S.A. para remover esses conjuntos e providenciar a limpeza.

Em regiões com elevada incidência de insetos, poeira ou palha, a desobstrução da colmeia


dos radiadores deve ser executada com maior frequência. A não-execução deste procedi-
mento resultará no arrefecimento deficiente do motor e queda no rendimento em veículos
equipados com pós-resfriador.

T1443F <> Documento do participante 79


12 Motores e transmissões
12.5 Controle do Líquido de Arrefecimento

12.5 Controle do Líquido de Arrefecimento


De modo atender a finalidade de protetor anticorrosivo, o líquido de arrefecimento deverá con-
ter 50% (em vol.) de aditivo. Tal concentração (50%), medida com densímetro, deverá:
• Não ultrapassar 55% - visto que os valores mais elevados influirão negativamente na
transmissão e dissipação do calor;
• Não deve ser inferior a 45% - para assegurar a necessária proteção contra a corrosão e a
cavitação.
Exercício 1 Cite 3 consequências prejudiciais que ocorrem devido a não realização de inspeção e manuten-
ção no sistema de pós resfriamento?

Exercício 2 Em quais situações se recomenda lavar o trocador de calor do pós-resfriamento?

80 T1443F <> Documento do participante


12 Motores e transmissões
12.5 Controle do Líquido de Arrefecimento

Exercício3 Verificação da Concentração de MB 325.1 Anticongelante/Anticorrosivo

O veiculo possui nível máximo de 53 litros de liquido de arrefecimento em seu sistema, ao rea-
lizar a inspeção o técnico detectou a concentração de 37% de aditivo, quantos litros de anti-
congelante devem ser adicionados? Qual anticongelante deve ser utilizado?
Obs.: Utilize o documento AP 20.00-b-2010-01a para realizar essa atividade.

Nível Óleo do Motor


O Nível de óleo deve ser verificado com o veículo estacionado em piso nivelado, antes de fun-
cionar o motor ou pelo menos 5 minutos após tê-lo desligado.
• Retirar a vareta medidora de nível de óleo.
• Limpá-la com um pano limpo, sem fiapos e, recolocá-la em seu alojamento encaixando-a
completamente.
• Retirar novamente a vareta e observar o nível de óleo.
• O óleo não deverá exceder o nível máximo. Escoar o excesso.
• Se o óleo estiver dentro da faixa de operação, não adicionar mais óleo ao cárter.
• Se o óleo estiver no nível mínimo ou abaixo, adicionar óleo ao cárter, da mesma marca e
tipo do óleo já existente, até atingir o nível máximo.

T1443F <> Documento do participante 81


12 Motores e transmissões
12.5 Controle do Líquido de Arrefecimento

Sistema de Lubrificação do Motor

Funções do sistema de lubrificação motor


• Redução do atrito
• Menor desgaste
• Maior grau de rendimento
• Menor aquecimento
• Refrigeração
• Estanqueamento
• Redução de ruídos
• Limpeza do motor

82 T1443F <> Documento do participante


12 Motores e transmissões
12.5 Controle do Líquido de Arrefecimento

Manutenção do Filtro de Óleo


Para permitir o completo escoamento do óleo contaminado, uma válvula de escoamento está
fixada no alojamento do filtro. A tarefa é similar ao esvaziamento da válvula do filtro de com-
bustível
Entretanto a localização e função diferem. Identificação dos componentes do filtro de óleo:

1 Sensor combinado de óleo 4 Válvula de segurança

2 Válvula by-pass 5 Tubo de elevação

3 Válvula de escoamento de serviço

Substituir o filtro de óleo do motor

Filtro de fluxo total Sensor de temperatura do líquido de arrefe-


1 7
cimento
2 Válvula de descarga do filtro 8 Conector para filtro de by-pass (saída)

3 Válvula de by-pass do filtro (2,7 bar) 9 Conector para filtro de by-pass (entrada)

4 Sensor de temperatura do óleo 10 Tubulação de saída de óleo

Sensor de pressão do óleo Conector para o condicionamento do siste-


5 11
ma de lubrificação
6 Trocador de calor (tubulações planas)

T1443F <> Documento do participante 83


12 Motores e transmissões
12.5 Controle do Líquido de Arrefecimento

Recomendação

Funcionar o motor em marcha-lenta observando o indicador de pressão de óleo, não acelerar o


motor até que acuse pressão de óleo no indicador. A pressão deverá ser restabelecida em
aproximadamente 10 segundos. Não acionar o motor de partida ininterruptamente por mais de
30 segundos. Se o motor não funcionar nesse intervalo, aguardar aproximadamente 1 minuto e
acioná-lo novamente. Comprovar a estanqueidade do filtro de óleo e do bujão de escoamento
de óleo do cárter.
A Pressão de óleo lubrificante do motor deve ser :
Mínima pressão admissível de marcha lenta 0,5 bar e Rotação máxima 2,5 bar.

84 T1443F <> Documento do participante


12 Motores e transmissões
12.6 Sistema de Alimentação de Combustível (PLD)

12.6 Sistema de Alimentação de Combustível (PLD)


Os motores com gerenciamento eletrônico visam sobretudo: - alcançar níveis menores de
emissão de poluentes, atendendo às leis de nacionais e internacionais de preservação ambien-
tal, mecânica mais simples, aliando os benefícios da nova tecnologia de controle de injeção,
com redução de custos. Os motores com gerenciamento eletrônico funcionam com um siste-
ma de alimentação de combustível controlado eletronicamente. O mecanismo básico é conhe-
cido como sistema BOMBA - TUBO - BICO e consiste numa unidade injetora por cilindro, interli-
gada ao bico injetor através de uma pequena tubulação de alta pressão.
Os elementos alojados na unidade injetora - injetor, câmaras de pressão e descarga de com-
bustível, válvula de controle de vazão e eletroímã de acionamento - são responsáveis pelo au-
mento da pressão e controle do volume de injeção de combustível, que é conduzido ao bico e
distribuído, de forma atomizada, na câmara de combustão.

Tubo de Alta
Pressão
Bico
Injetor
Válvula reguladora
de pressão

Filtro de combustível

Unidade Injetora

Bomba de
combustível

Bico injetor

O bico injetor pulveriza o combustível no interior da câmara de combustão.


Início de funcionamento: Após ser atingida uma pressão determinada no interior do corpo do
bico injetor, ergue-se a agulha de assentamento e fica livre o orifício de injeção.
Uma potente mola mantém a contrapressão (pressão de fechamento), regulada através de um
parafuso de regulagem de pretensão.
Depois da pressão de bombeamento ter se reduzido novamente abaixo de um determinado va-
lor, a mola força a agulha a retornar para a sua posição inicial e assim finaliza a injeção.
Conforme o procedimento de injeção escolhido, são aplicados injetores de formas especiais
para a distribuição do jato de combustível no interior da câmara de combustão.

T1443F <> Documento do participante 85


12 Motores e transmissões
12.6 Sistema de Alimentação de Combustível (PLD)

Manutenção do Filtro de Combustível


Sistemas de injeção para motores Diesel são sensíveis ás menores impurezas no combustível.
Danos podem ocorrer acima de tudo por erosão de partículas e corrosão de água. O tempo de
vida útil só é garantido contra os componentes de risco de desgaste a partir de uma determi-
nada pureza mínima do combustível.
O filtro de combustível tem a tarefa de reduzir as impurezas das partículas. O sistema de inje-
ção determina a fineza necessária para o filtro. Ao lado de garantir a proteção contra desgaste,
o filtro também deve ter uma capacidade de armazenar partículas. Filtros com capacidade insu-
ficiente podem entupir antes do intervalo de troca. Neste caso reduz-se a vazão de combustível
com e a consequente perda de potência do motor. É essencial a montagem de um filtro de
combustível feito sob medida para o respectivo sistema de injeção. A utilização do filtro de
combustível incorreto traz, no melhor dos casos, consequências muito caras (substituição de
componentes até o completo sistema de injeção).

A - Combustível em fase de filtragem B - Remoção do filtro

A – A filtragem do combustível é feita de fora para dentro


B – Ao remover o filtro o combustível que esta dentro do filtro retorna para o tanque. Remover
a tampa roscada (1) com o elemento filtrante (3) e exercendo uma pressão lateral desprender o
elemento filtrante (3) retirar pelas alças o coletor de impurezas (4) da carcaça do filtro (5) .
[Imagem 1]
Atentar para que as impurezas depositadas no coletor não entrem em contato com a carcaça
do filtro (5), não esvaziar o coletor de impurezas (4) dentro da carcaça do filtro (5) e de forma
alguma limpá-la com pano, isto poderia causar danos ao sistema de combustível. Limpar a
tampa roscada (1) e o coletor de impurezas (4).[ Imagem 2]
Substituir o elemento filtrante e instalar conforme o documento no WIS AP47.20-B-0780XA

86 T1443F <> Documento do participante


12 Motores e transmissões
12.6 Sistema de Alimentação de Combustível (PLD)

Imagem1 Imagem 2

1 Tampa 1 Tampa

2 Anel de vedação 2 Anel de vedação

3 Filtro 3 Filtro

4 Coletor de impurezas 4 Carcaça do filtro

5 Carcaça do filtro

Elemento filtrante do pré filtro de combustível com separador de água

Seguir documento AP47.20-G-0783DD


Sincronismo de Válvulas (Imagem 4 tempos e Diagrama de Válvulas)
O conjunto válvula-engrenagem em um motor de 4 tempos permite e controla as troca dos ga-
ses no motor. A válvula de engrenagem inclui as válvulas de admissão e de escapamento, as
molas que as fecham e os vários dispositivos de transmissão de força. O ajuste do sincronismo
de válvulas garante o correto funcionamento do motor. Para o procedimento consulte o docu-
mento AP 05.30-B-0560TG.

T1443F <> Documento do participante 87


12 Motores e transmissões
12.6 Sistema de Alimentação de Combustível (PLD)

Exercicio De acordo com o documento AP 05.30-B-0560TG descreva o procedimento para o ajuste de


válvulas

88 T1443F <> Documento do participante


12 Motores e transmissões
12.7 Transmissão Por Correia

12.7 Transmissão Por Correia


O motor utiliza a transmissão por correia para distribuir a força gerada no virabrequim para
componentes periféricos e fundamentais para o motor tais como alternadores, ventilador,
bomba d’água, compressor de ar condicionado, bomba da direção hidráulica e etc...

As correias POLY- V são amplamente utilizadas devido a sua maior resistência na parte traseira
e por possuírem múltiplos entalhes que proporcionam maior estabilidade na transmissão do
torque.
Exercício 4 Cite 4 fatores que devem ser observados na manutenção e inspeção da correia e qual docu-
mento possui essa informação?

ap13.22-d-1351-01a

T1443F <> Documento do participante 89


12 Motores e transmissões
12.7 Transmissão Por Correia

Exercício 5 Qual o período recomendado para troca? Em caso de desgaste demasiado o que pode ocorrer
nos periféricos do motor?

90 T1443F <> Documento do participante


13 Freios Auxiliares Contínuos Primários
13.1 Freio Motor

13 Freios Auxiliares Contínuos Primários


13.1 Freio Motor
Os melhoramentos introduzidos nos mo-
tores resultam apenas em um ligeiro au-
mento da potência de frenagem. O siste-
ma de freio motor é do tipo borboleta de
pressão dinâmica, montado no sistema
de escapamento. Quando a borboleta do
freio motor se fecha, gera uma contra- Furo
pressão no sistema de escapamento con-
tra a qual os êmbolos têm que efetuar o trabalho de exaustão no 4º. tempo do motor (escapa-
mento), resultando na frenagem do motor.
Durante os ciclos de funcionamento do motor de 4 tempos, o ar expulso do cilindro é compri-
mido no coletor de escape, estando a borboleta na posição fechada, o ar deverá vencer a resis-
tência, o que provoca desaceleração do veículo.
O Freio Motor é um sistema de freio auxiliar que deve ser empregado tanto em frenagens pro-
longadas em longos declives, como para desacelerações em tráfego normal.
Quanto mais reduzida for a marcha engrenada na caixa de mudanças, maior será a eficiência
do Freio Motor. A correta utilização do Freio Motor não causa danos ao motor e permite pro-
longar a vida útil das guarnições e tambores de freio. Em longos declives, a utilização do Freio
Motor poupa o freio de serviço, assegurando sua total eficiência em caso de eventuais emer-
gências.
Quando aplicado o Freio Motor, o motor poderá até atingir a rotação máxima permitida sem
que isto implique em algum dano.

T1443F <> Documento do participante 91


13 Freios Auxiliares Contínuos Primários
13.2 Estrangulador Constante (Top Brake)

13.2 Estrangulador Constante (Top Brake)


Componente do freio motor criado e desenvolvido pela Mercedes-
Benz.
No motor que trabalha pelo princípio de quatro tempos, durante o
tempo de compressão se alivia a pressão de compressão por
meio de uma válvula adicional montada no cabeçote. Como con-
sequência se reduz o trabalho de descompressão no tempo de
expansão (trabalho), deste modo o êmbolo não se acelera em seu
movimento descendente.
F2009x0300.jpg
Basicamente a diferença entre a borboleta de escape e o estran-
gulador constante é que este atua durante o tempo de compressão.
Com o freio motor aplicado, os estranguladores cons-
tantes no cabeçote estão abertos e a borboleta no sis-
tema de escapamento fechada.
No 2º tempo do motor (compressão), durante o rápido
movimento ascendente dos êmbolos, a quantidade de
ar expelida através dos estranguladores existentes no
coletor de escapamento é pequena, de forma que a
compressão desejada não é comprometida significati- F2009x0301.jpg
vamente. Somente uma fração de ar comprimido é ex-
pelida através dos estranguladores constantes.
No início do 3º tempo (expansão) é o responsável pela considerável redução na pressão atuan-
te sobre os êmbolo, com consequente redução de trabalho de expansão.
Nos motores com freio motor convencional (sem Top Brake), o aproveitamento da potência de
frenagem obtida no tempo de compressão é desprezível porque a força de expansão do ar atu-
ando sobre os êmbolos no 3º tempo do motor, recupera praticamente todo o trabalho de com-
pressão do tempo anterior. Em contrapartida, nos motores equipados com freio motor e Top
Brake, com a expansão do ar consideravelmente reduzida, a diferença entre os trabalhos de
compressão e de expansão é muito
maior, resultando em um ganho sig-
nificativo de potência de frenagem
do motor. Assim, a elevada potência
de frenagem do freio motor com Top
Brake é consequência da resistência
pneumática encontrada pelos êmbo-
los durante os tempos de compres-
são e escapamento do motor.

F2009x0302.jpg F2009x0303.jpg

92 T1443F <> Documento do participante


13 Freios Auxiliares Contínuos Primários
13.3 Transmissão Caixa de Mudanças

Exercício 6 Quais sintomas provocam o engripamento da válvula do Top Brake?

13.3 Transmissão Caixa de Mudanças


Exatamente como o número de identificação do veículo, o número da transmissão revela certas
informações sobre o conjunto correspondente. O número da transmissão pode ser obtido a
partir da ficha de dados ou diretamente pelo motor.

Transmissão G 218-16 com retardador


c/ água no Actros 963 TT_00_00_041120_FA
Transmissão G 85-6 (A = PowerShift) (B
= mudanças manuais) TT_00_00_041121_FA

Função
• Adequar o torque e rotação provenientes do motor de acordo com as necessidades de
operação do veículo;
• Possibilitar o funcionamento do motor com o veículo parado.
• Inverter o sentido de rotação da árvore de transmissão em relação ao motor
• Possibilitar o ponto morto
• Possibilitar o uso do seu movimento para equipamentos extra através da Tomada de Força.
As caixas de mudanças manuais são constituídas basicamente por engrenagens de rodas den-
tadas. Para variar o fator de multiplicação, transmite-se a força motriz através de diferentes pa-
res de engrenagens.

T1443F <> Documento do participante 93


13 Freios Auxiliares Contínuos Primários
13.3 Transmissão Caixa de Mudanças

Conceito
A caixa de mudanças também é chamada tecnicamente de dispositivo de mudança de torque.
Ela permite-nos selecionar maior velocidade com menos torque, ou pouca velocidade com
grande torque, de acordo com a necessidade do movimento.
O torque (medido em Nm) é o produto de uma força fornecida por uma alavanca. Quanto maior
a alavanca, maior será o torque.

Transmissões Automaticas

-Transmissões Automatizadas são caixas de mudança manuais nas quais todos os


procedimentos realizados pelo motorista na troca de marchas são assumidos por um sistema
eletrônico de atuadores. Em termos de dinâmica do veiculo isso significa que a troca de marcha
envolve o acionamento da embreagem e consequente interrupção da força de tração.
-Transmissões Totalmente Automáticas as transmissões totalmente automáticas efetuam o
arranque e a seleção da relação de transmissão(troca de marcha) sem nenhuma interferência
do motorista. Na maioria dos casos o elemento de arranque é o conversor hidrodinâmico de
torque geralmente equipado com acomplamento de solidarização. Alternativamente usados
aclopamentos de lamela em banho de óleo para o arranque.
Por seu proprio principio, a eficiência da transmissão de força das transmissões totalmente
automáticas é pouco menos do que as transmissões com mudança manuais e automatizadas.
Entretanto, esta desvantagem é compensada por programas que mantém a operação do motor
em faixa mais favorável de consumo.

94 T1443F <> Documento do participante


13 Freios Auxiliares Contínuos Primários
13.3 Transmissão Caixa de Mudanças

Manutenção do nivel da caixa de mudanças


Trocar o óleo da caixa de mudanças somente quando o computador de bordo acusar no painel
de instrumentos a indicação de manutenção programada para os veículos que possuem o con-
trole de manutenção Telligent e atentar-se a indicação de óleo recomendado.
Os veículos que não possuem o sistema de manutenção Telligent deve ser observado o prazo
de troca de acordo com o plano de manutenção ideal para cada veiculo.

Nota: Atenção aos apertos nos bojões de escoamento da caixa de mudanças, o correto
aperto evita problemas de quebras e trincas na carcaça.
Consultar os apertos específicos no WIS para aperto dos bojões.

T1443F <> Documento do participante 95


13 Freios Auxiliares Contínuos Primários
13.3 Transmissão Caixa de Mudanças

Verifique sempre o modelo utilizado de transmissão.


Caixa de Transferência
Utilizada em veículos de tração total para que o eixo dianteiro seja capaz de tracio-
nar o veículos assim como os eixos traseiros equipados com diferencial.

96 T1443F <> Documento do participante


13 Freios Auxiliares Contínuos Primários
13.4 Retardador Hidráulico

13.4 Retardador Hidráulico


Freio continuo primário ou secun-
dário que transforma a energia ci-
Caixa de mudanças
nética do veiculo em energia tér-
mica com a ajuda de fluidos
(óleo/líquido de arrefecimento).
Retardador
Devido a utilização destes fluidos é
que o freios contínuos hidrodinâ-
mico são chamados comumente F2009x0295.jpg

somente de freios hidrodinâmicos.


O calor gerado se dissipa na maioria dos re-
tardadores através do Intercambiador de
calor que esta conectado ao sistema de ar-
refecimento do motor.
O retardador é um freio de alto rendimento
capaz de desacelerar veículos de grande to-
nelagem com total segurança e efetividade.
A potência de frenagem do retardador é de
aproximadamente o dobro do valor da po-
tencia do motor do veículo.
F2009x0296.jpg
O rotor, acionado pela árvore de transmis-
são (cardam), acelera o óleo, o qual é desacelerado no estator.
A turbulência do óleo desacelera o rotor, freando dessa maneira o veículo. O calor gerado du-
rante a freada é dissipada através do sistema de refrigeração do motor.

Manutenção Retarder
Após arrefecer o motor o liquido de arrefecimento segue para o retarder, diminuindo o calor do
óleo no trocador de calor e retornando para a carcaça da válvula termostática.
Dependente das condições de operação a troca de calor pode ser muito intensa no retarder, a
temperatura do líquido de arrefecimento poderia se elevar a valores perigosos para o motor.
Para evitar que isto ocorra, o sistema conta com um sensor de temperatura na tubulação de re-
torno.
Através do sensor, o módulo de comando mantém monitorado a temperatura do líquido de ar-
refecimento, se houver uma elevação do valor medido até um limite pré-ajustado, o módulo irá
limitar a ação do retarder até eliminar totalmente a frenagem proporcionada pelo equipamento.
Por segurança, além do sensor de temperatura do líquido de arrefecimento há o sensor de
temperatura do óleo que cumpre a mesma função.

T1443F <> Documento do participante 97


13 Freios Auxiliares Contínuos Primários
13.4 Retardador Hidráulico

Substituir o óleo do retarder seguindo a recomendação da ficha de manutenção do veiculo e


documento do WIS número AP 43.30W-43.10A para retardador VOITH R 115 para outros mo-
delos seguir as recomendações conforme necessidades.

Nota: Para a correta evacuação do ar no sistema do retarder o óleo deve ser abastecido
lentamente em um espaço de tempo acima de 3 minutos em caso de dificuldade de aces-
sibilidade, neste caso deve usar uma bomba manual no parafuso de enchimento.

98 T1443F <> Documento do participante


14 Eixos Direcionais
14.1 Função

14 Eixos Direcionais
14.1 Função
Exatamente como o número de identificação do veículo, o número do Eixo Dianteiro revela cer-
tas informações sobre o conjunto correspondente. O número do Eixo Dianteiro pode ser obtido
a partir da ficha de dados ou diretamente pelo motor.
• Conjunto de órgãos mecânicos que unem as rodas à estrutura.
• Estabelece uma ligação flexível entre o chassi/carroceria com o eixo e rodas.
• Suportar o peso do veículo.
• Contribui para assegurar:
• Conforto.
• Dirigibilidade.
• Estabilidade direcional do veículo.

T1443F <> Documento do participante 99


14 Eixos Direcionais
14.1 Função

Ajuste do rolamento do eixo dianteiro


Remover o rolamento interno juntamente com o retentor e um mandril apropriado, se na remo-
ção do cubo, o rolamento interno ficar preso na ponta de eixo, deve ser extraído com o extrator
próprio.

Remover a pista externa do rolamento interno com um mandril apropriado


Medir os diâmetros dos assentos dos rolamentos do cubo de roda(Manual com a medida dos
diâmetros), antes de iniciar a montagem, limpar corretamente todos os componentes e inspe-
cioná-los rigorosamente quanto a desgaste ou danos especialmente os assentos dos rolamen-
tos e substituir as peças caso necessário. Folga axial dos rolamentos do cubo 0,02...0,04 mm.

100 T1443F <> Documento do participante


14 Eixos Direcionais
14.1 Função

Montar a pista externa (4) do rolamento externo e abastecer o cubo com graxa observando o
lubrificante especificado e a quantidade prescrita enchendo com graxa a gaiola do rolamento
interno e montá-lo no cubo (3),

1 Vedador 3 Cubo Roda

2 Rolamento Externo 4 Rolamento Interno

Eixos para Veiculos com tração total

T1443F <> Documento do participante 101


14 Eixos Direcionais
14.2 Eixo Traseiro

14.2 Eixo Traseiro


Exatamente como o número de identificação do veículo, o número do eixo traseiro revela cer-
tas informações sobre o conjunto correspondente. O número do eixo traseiro pode ser obtido a
partir da ficha de dados ou diretamente pelo motor.

Função
O eixo traseiro (Apoio + Motriz) tem como função:
• Suportar o peso do veículo.
Motriz
• Aumentar o torque para as rodas.
• Transferir o movimento em ângulo, da árvore de transmissão para as semi-árvores.
• Diferenciar a velocidade entre as rodas de tração sob certas circunstâncias.

102 T1443F <> Documento do participante


14 Eixos Direcionais
14.2 Eixo Traseiro

O diferencial é um dispositivo mecânico que permite diferença de velocidade entre as rodas de


tração sob certas circunstâncias. Ele permite que uma roda gire a certa velocidade, e a outra
com velocidade maior ou menor.
Essa diferença de velocidade é necessária, quando por exemplo o veículo descreve uma curva;
A velocidade de rotação das rodas do lado de dentro da curva é menor que a velocidade de ro-
tação das rodas do lado de fora, já que o tempo é o mesmo e as trajetórias descritas são dife-
rentes.
Se o eixo das rodas traseiras fosse rígido, evidentemente, nas curvas, a roda de tração do lado
de dentro iria arrastar-se no solo.
Como já vimos, o pinhão se engrena à coroa, de modo que quando ela gira, move consigo a
caixa de satélites rigidamente ligada a ela, fazendo com que as engrenagens satélites sejam ar-
rastadas. Como elas engrenam em forma de cunha com as planetárias, estas e as respectivas
semi-árvores terão as rotações iguais e no mesmo sentido da coroa, enquanto o veículo estiver
andando em linha reta. No entanto, se uma roda oferece resistência maior que a outra, o con-
junto diferencial entra em ação da seguinte maneira: desde que haja diferença de tração ou de
resistência, as planetárias giram as velocidades diferentes, de modo que as engrenagens satéli-
tes são obrigadas a se moverem em seu próprio eixo, compensando a diferença. Assim, os den-
tes das satélites se deslocam sobre os dentes das planetárias e o conjunto já não funciona
como se fosse rígido.

Ajuste do Cubo de Roda

T1443F <> Documento do participante 103


14 Eixos Direcionais
14.2 Eixo Traseiro

Troca de Óleo do Diferencial


A troca de óleo do diferencial deve seguir a recomendação da ficha de manutenção do veiculo
e o óleo a ser usado deve ser homologado pelo fabricante, consultar no site Mercedes-Benz. A
quantidade de óleo depende de cada modelo e deve ser verificado no manual do veiculo.

1 – Bujão de Escoamento
2 – Bujão de Enchimento

104 T1443F <> Documento do participante


14 Eixos Direcionais
14.2 Eixo Traseiro

Verificar as folgas da Árvore de Transmissão

T1443F <> Documento do participante 105


15 BlueTEC
15.1 Função

15 BlueTEC
As versões de veículos comerciais Vario, Atego, Axor, Zetros e Actros são equipadas com tec-
nologia diesel BlueTEC e cumprem a norma de emissões Euro IV em vigor desde outubro de
2006, bem como a norma Euro V válida desde outubro de 2009. Diferentemente da norma Euro
III, o teor de poluentes dos gases de escapamentos é até 80% menor.
As séries de modelos do Actros, Antos série 963, Arocs série 964 e Atego série 967 já podem
ser fornecidas em conformidade com a Euro VI válida desde janeiro de 2013.
Usando a tecnologia diesel BlueTEC, foi possível aperfeiçoar o gerenciamento do motor, permi-
tindo melhor desempenho do motor com maior economia de combustível.
A tecnologia diesel BlueTEC se torna ativa logo que o catalisador SCR tiver atingido a tempera-
tura operacional.

15.1 Função
O módulo da bomba retira o Arla32 do reservatório de Arla 32 e o envia ao dispositivo dosador
através de um tubo de alimentação aquecido. No dispositivo dosador, uma quantidade exata de
Arla32 é alimentada em um fluxo de ar contínuo através da válvula dosadora e misturado com
ele para produzir um aerossol. Depois, a mistura é alimentada no fluxo de escapamento através
de um bico no dispositivo da aleta.
No fluxo de escapamento quente o Arla32 se decompõe em amônia (NH3) e dióxido de carbo-
no (CO2). Juntamente com os óxidos de nitrogênio, vem a formar então nitrogênio (N2) e água
(H2O) no catalisador SCR .
Visando descongelar o Arla32 depois de uma partida a frio e para impedir que ele congele
quando o veículo está no modo de condução, todo o circuito de Arla32é aquecido pelo líquido
de arrefecimento. Os tubos de Arla32 são reunidos com os tubos do líquido de arrefecimento.
O módulo da bomba e o tanque de Arla32 recebem uma descarga de líquido de arrefecimento.

O circuito de líquido de arrefecimento do Arla32 é controlado pela válvula do líquido de arrefe-


cimento de maneira dependente da temperatura.

106 T1443F <> Documento do participante


15 BlueTEC
15.1 Função

Sistema de AdBlue TT_00_00_029769_FA

®
1 Tanque de AdBlue 7 Válvula de ventilação de 3/2 vias
® Válvula solenoide do aquecedor do tanque
2 Módulo da bomba de AdBlue 8
do SCR
®
3 Dispositivo de medição do AdBlue 9 Bico

4 Silencioso com catalisador 10 Tubos reunidos

5 Válvula de retenção 11 Radiador


Válvula limitadora de pressão com ventila-
6 12 Motor
ção

Manuseio do Arla32
Os seguintes pontos devem ser observados quando se está trabalhando com Arla32:
• A sujeira de acúmulo de AdBlue® pode ser lavada com água. Entretanto, há risco de irrita-
ção na pele e danos aos olhos se essas partes do corpo entrarem em contato com o Ar-
la32®.
• Quando o Arla32 entra em contato com alumínio, uma reação moderada ocorre, que pode
levar à mudança da aparência do alumínio.
• O contato do Arla32 com a 1C pintura (ex.: quadro) pode levar à mudanças do aspecto.
Como parte das operações de manutenção atuais, o filtro Arla32 deve ser substituído durante
cada segunda manutenção do tipo Telligent(Geral) . Como parte da manutenção Telli-
gent(Geral), o reservatório de pressão do Arla32 deve ser abastecido anualmente. Observe o
documento do WIS a respeito disso: AP14.40-W-1490A.

T1443F <> Documento do participante 107


15 BlueTEC
15.1 Função

Regras de conduta
• Não coloque AdBlue® em recipientes de bebidas
• Limpe qualquer AdBlue® que tenha respingado, pois ele faz com que
as superfícies fiquem muito escorregadias

TT_00_00_013905_FA

Perigos à saúde

O AdBlue® é uma solução aquosa que não apresenta perigos dignos de nota de acordo
com as leis sobre produtos químicos europeias. Não é uma substância perigosa nem é um
material perigoso, conforme definido pela legislação de trânsito.
Se o AdBlue® entrar em contato com a pele durante o manuseio, sinais do produto podem
ser removidos com água abundante. Isso praticamente elimina qualquer risco à saúde.
Risco de danos físicos ou envenenamento

Quando o motor está aquecido, o sistema de tubulação do AdBlue® e os componentes dos


sistemas a eles conectados ficam sob pressão.
Há risco de escaldamento causado pelo vazamento de AdBlue aquecido® se o sistema da
tubulação for aberto de repente.

108 T1443F <> Documento do participante


15 BlueTEC
15.1 Função

Falhas no Sistema
O sistema deverá ser capaz de interpretar a inexistência de ARLA32
no reservatório e analisar a injeção de ARLA32 no catalizador de
forma controlada, gerando falhas caso esteja fora da especificação
de parâmetros do modulo de acionamento.

Filtro do Arla 32
O filtro de AdBlue deve ser substituído quando ocorrer contaminação do sistema ou a cada (02)
dois anos/240.000 KM conforme ficha de manutenção.

1 – Bomba de pressão
7 – Carcaça do filtro
8 – Filtro do Arla
9 – Rosca de aperto

Catalisador
As funções básicas do sistema de pós-tratamento dos gases de escape como um todo são mo-
nitoradas e reguladas por meio do módulo de comando do gerenciamento do motor (MR) (A6) e
do módulo de comando do pós-tratamento dos gases de escape (SCR)(A95).
Após a partida do motor, o módulo de comando do gerenciamento do motor (MR) (A6) inicia,
em segundo plano, uma rotina automática de teste, que verifica a disponibilidade operacional
do sistema de pós-tratamento dos gases de escape. Após a liberação do sistema, o módulo de
comando SCR (A95) integrado ao módulo da bomba é ativado. Este liga a bomba de alimenta-
ção SCR.
(M25) contida no módulo do bomba , que então aspira o ARLA32 a partir do reservatório de Ar-
la32 (3) e o alimenta por intermédio da tubulação de alimentação de AdBlue® a unidade dosa-
dora de ARLA32.
A injeção de ARLA32 na corrente de gases de escape é calculada pe-
lo módulo de comando do gerenciamento do motor (MR) (A6).
Quando o ARLA32 deve ser injetado, este primeiro transmite um si-
nal ao módulo de comando do pós-tratamento dos gases de escape
(SCR) (A95), que processa os dados e, em seguida, ativa o
módulo da bomba integrado ao módulo de comando SCR (A95).

T1443F <> Documento do participante 109


16 Sistemas de Freios
16.1 Conceito

16 Sistemas de Freios
16.1 Conceito
Todos os veículos dispõem de um determinado sistema de freios, o qual tem a função de dimi-
nuir a velocidade do veículo ou pará-lo por completo.
Força de frenagem, desaceleração e massa.

Força de frenagem é a força que provoca a desaceleração do veículo quando o freio é atuado.
Outros fatores podem gerar um efeito de frenagem, como as forças de atrito do trem de força,
força de resistência do ar, aclives, etc., estas não serão consideradas aqui.
A força de frenagem é transferida dos pneus para a piso. A máxima força transferível dos pneus
para o piso depende, entre outras coisas, da qualidade da superfície do piso (coeficiente de
atrito).
Freio é um transformador de energia. Nos veículos temos a transformação da energia cinética
em calor. Isto consiste em colocar em contato partes solidárias ao veículo (pastilhas e lonas)
com partes fixas a roda (discos e tambor).

16.2 Componentes

16.2.1 Válvula APU


A APU integra diversos componentes :
Secador de Ar

Responsável por retirar a umidade e as impurezas


existentes na atmosfera, aumentando a durabilidade
de todas as válvulas dos circuitos pneumático.
Funcionamento:

Na fase de abastecimento do sistema pneumático, o


ar vindo do compressor flui para a câmara de admis-
são através da conexão (1).
Alguma condensação preliminar de água pode ocorrer neste instante sendo coletada e enviada
à válvula (d) através do orifício (c).
O ar atravessa o pré-filtro (e) que está dentro da carcaça do secador de ar, passa pela câmara
(f) e o elemento secante (a). Ao infiltrar-se no filtro secante a umidade existente no ar compri-
mido é extraída e o ar flui pela saída (21), depois de passar pela válvula de retenção (b).
Através do orifício (c) o ar comprimido vai para a conexão (22), que está conectada ao reserva-
tório de regeneração.

110 T1443F <> Documento do participante


16 Sistemas de Freios
16.2 Componentes

Manutenção do Filtro Secador

Remover o filtro secador após 01 ano de uso ou quando ocorrer a saturação do filtro devido a
impurezas do sistema. Ou quando se verificar a obstrução através do procedimento:

O filtro deve ser sacado quando a pressão do sistema for purgado para a atmosfera e não exis-
tir pressão no regulador de pressão esta deve estar em (0) Zero bar.

Regulador Automático de Freio

Os ajustadores automáticos de freio mantém a


folga entre as guarnições (lonas) de freio dentro
de valores previamente fixados, este sistema re-
quer apenas uma regulagem inicial por ocasião da
substituição das guarnições (lonas) das sapatas
de freio.
Após a troca de lonas e montado o tambor de
freio, girar o sextavado do ajustador automático
de freio no sentido horário até que as lonas en-
costem-se ao tambor de freio.
Abrir a folga entre as lonas e o tambor, girando novamente o sextavado de ¾ a 1 volta no sen-
tido anti-horário. Este é um pré-ajuste da folga.
Em seguida fazer algumas aplicações de freio antes de liberar o veículo. Nestas aplicações de
freio, o ajustador automático de freio fará o ajuste da folga para o valor especificado.

T1443F <> Documento do participante 111


16 Sistemas de Freios
16.2 Componentes

Lonas e Pastilhas

Examine os discos de freios quanto a rachaduras, às condi-


ções das superfícies de atrito e ao limite máximo de desgas-
tes.
A = Fissura = permissível

B = Trincas radiais de 0,5 mm (largura e profundidade) no


máximo = permissível.
C = Desnivelamento inferior a 1,5 mm = permissível
D = Trincas atravessando a área de atrito = não permissível
A = Superfície de atrito

Verificação do empenamento do disco de freio:

Monte um relógio comparador na carcaça do freio.


Com o disco instalado, meça o empenamento girando o cubo de roda conforme ilustrado na fi-
gura 19. O limite de empenamento é de 0,15 mm
Se o empenamento ultrapassar o limite, retifique / ou substitua o disco de freio.

Espessura das lonas de freio

Quando o desgaste atingir o ressalto lateral da guarnição, representa a indicação que o limite
da espessura de desgaste foi atingido. Em caso de desgaste na guarnição somente de um lado
deve ser substituído os pares.

112 T1443F <> Documento do participante


17 Lubrificantes
17.1 Óleo

17 Lubrificantes
Lubrificantes e fluidos são :

Combustíveis, Lubrificantes (ex. óleo, graxas, etc.), liquido de arrefecimento, fluidos hidráuli-
cos.
Os lubrificantes e fluidos são testados quanto a sua adequação para os nossos agregados. Os
lubrificantes e fluidos estão relacionados no caderno de lubrificantes que acompanha o veiculo.
Qualquer concessionário ou posto autorizado Mercedes-Benz poderá prestar informações adi-
cionais sobre os lubrificantes e fluidos recomendados. Para a unidade de abastecimento con-
sulte o Manual de operação do veiculo ou documentos de Literatura WIS

17.1 Óleo
Aumentar a vida útil dos motores da linha de veículos comerciais e diminuir os custos de manu-
tenção: estes são dois dos motivos para a Mercedes-Benz lançar sua marca própria de ÓLEO
LUBRIFICANTE. O produto, que possui fórmula exclusiva, já pode ser encontrado na rede de
concessionários da marca
Funções
• Dissipar Calor
• Lubrificar os Mancais
• Proteger contra cargas de choque
• Proteger contra ferrugem e corrosão

Composição dos Óleos Básicos


Para atender a continua evolução dos motores (desempenho x severidade), mudanças de bási-
cos se tornaram essenciais para atender algumas especificações dos lubrificantes.
Os óleos lubrificantes são testados e aprovados para manter a qualidade e eficiência de acordo
com a necessidade de operação, para isto foi desenvolvido uma tecnologia nos fluidos que se
compõe da seguinte maneira :
Minerais: São formados por uma mistura de Hidrocarbonetos na faixa de C20 a C40 resultantes
de processos de refino do petróleo.
Sintéticos: São compostos produzidos através de reações químicas especiais , estão nestes
grupos: polialfaolefinas, ésteres ,ploglicóis e etc.

Óleos Minerais, Óleos Sintéticos e Minerais não Convencionais ou semissintéticos.

T1443F <> Documento do participante 113


17 Lubrificantes
17.2 Classe e Viscosidade do Óleo Lubrificante

Formação do Óleo Lubrificante

17.2 Classe e Viscosidade do Óleo Lubrificante


A classificação, dada pela SAE -- Society of Automotive Engineers, identifica a viscosidade do
óleo, ou seja, sua maior ou menor fluidez. A importância da viscosidade está em duas situações
opostas. Na partida em baixa temperatura, um óleo muito espesso pode dificultar o arranque e
retardar a correta lubrificação, acentuando o atrito (por si só elevado) e o desgaste do motor
nos primeiros instantes de funcionamento. Já no trabalho em alta temperatura, um óleo de bai-
xa viscosidade pode se revelar muito fino e provocar queda na pressão de óleo, prejudicando a
lubrificação dos mancais. O desgaste aumenta e, em casos extremos, o motor chega a fundir.

Definição de Viscosidade
Viscosidade de um fluido nada mais é que sua resistência ao escoamento. Pode ser definido
como a força necessária para movimentar uma determinada camada de fluido, passando por
outra camada a uma velocidade especificada e distância padrão entre as camadas.

114 T1443F <> Documento do participante


17 Lubrificantes
17.3 Literatura de Lubrificantes

Exemplos:
• MB 228.3 : Óleo para motor diesel (SAE 15W40)
• MB 235.0 : Óleo para diferencial hipóide (SAE 90)
• MB 235.1 : Óleo para transmissão (SAE 80W)
• MB 236.2 : Fluido para transmissão (SAE 10W)
• MB 229.51 : Óleo para motor (SW30) – Nova Sprinter

17.3 Literatura de Lubrificantes


As prescrições referem-se aos óleos lubrificantes, graxas, líquidos de arrefecimento,
produtos de conservação e fluidos de freio necessários para os veículos e agregados Merce-
des-Benz. Os produtos aprovados e recomendados para o uso são denominados com a desig-
nação comercial das respectivas marcas. Prestar atenção para que as designações comerciais
indicadas correspondam exatamente com a designação indicada na embalagem dos produtos,
pois qualquer divergência, mesmo que de uma só letra pode significar uma qualidade totalmen-
te distinta.
Além de utilizar os produtos recomendados de Lubrificantes, é absolutamente importante que
os intervalos de troca indicados no Manual de Manutenção do veículo sejam rigorosamente ob-
servados.
Para assegurar a utilização de produtos de qualidade, recomendamos que os serviços de troca
de óleo e de lubrificação sejam executados no Concessionário ou Posto de Serviço Autorizado
Mercedes-Benz.
A consulta indicada de lubrificante Mercedes-Benz deve se através do Site:
www.mercedes-benz.com.br

T1443F <> Documento do participante 115


17 Lubrificantes
17.3 Literatura de Lubrificantes

Elaboramos um Passo a passo no site Mercedes-Benz para adequar o lubrificante correto a ca-
da operação:
• Acessar o site Mercedes-Benz
• Clicar na opção do modelo de veiculo desejado
• Clicar na opção Peças e Serviços
• Clicar na opção Óleo Lubrificante

116 T1443F <> Documento do participante


17 Lubrificantes
17.3 Literatura de Lubrificantes

• Clique na opção “Guia de Lubrificante“ e selecione o tipo de óleo desejado

T1443F <> Documento do participante 117


17 Lubrificantes
17.3 Literatura de Lubrificantes

• Clique no código para ter acesso a Ficha do óleo escolhido

• Abertura da ficha em PDF

118 T1443F <> Documento do participante


18 Informações Complementares
18.1 Aperto nos Bojões e Parafusos

18 Informações Complementares
18.1 Aperto nos Bojões e Parafusos
No aperto em Kg o que medimos é a força de aperto que aplicamos nos parafuso. A carga em
Kg é lida diretamente no torquimetro (se o torquimetro for de leitura).O problema que se pode
colocar no aperto em kg é que existem distintas escalas de medida dependendo do fabricante
do veiculo.

18.2 Aperto angular ou em graus


Quando se realiza um aperto angular, o que se mede é a volta que o parafuso realiza (isto é, o
que a chave gira no aperto). Para medir os graus tem-se de utilizar um goniômetro, que é a fer-
ramenta que mede os graus. Ao apertar em graus, começa-se sempre por fazer um aperto pe-
queno em quilos e logo em seguida começam a dar os graus de aperto que indica o manual do
fabricante.
O que tem de ficar claro é que ao medir em graus, está medindo um ângulo, enquanto que ao
medir em Kg, o que se mede é a força que se faz. Portanto, NÃO EXISTE EQUIVALÊNCIA ENTRE
OS GRAUS E OS KILOS.

T1443F <> Documento do participante 119


19 Trabalho prático
19.1 Exercícios práticos II - Séries de modelos comprovadas

19 Trabalho prático
19.1 Exercícios práticos II - Séries de modelos comprovadas
Seu instrutor agora dividirá vocês em 2 grupos. Trabalhe nos próximos exercícios nas estações
individuais (alternando-se) e anote seus resultados.

Exercício 7 Estação 1: Actros

Grupo 1-Faça a leitura do nível do óleo do motor através do indicador de bordo. Descreva seu
procedimento.

Exercício 8

Quando são usados combustíveis FAME (biodiesel), o teor de enxofre deve ser ajustado
para o valor mais alto.

Os dados podem ser lidos a partir do sistema de manutenção e podem ser alterados através do
painel de instrumentos.
• Faça a leitura dos seguintes valores e os insira na tabela.
• Mude esses valores para aqueles especificados na coluna da direita.
• Depois, restaure os valores alterados a seus valores iniciais.
Valor inicial Especificação
Qualidade do óleo do motor 228.3
Viscosidade do óleo do mo- 20W20
tor
Teor de enxofre FAME

120 T1443F <> Documento do participante


19 Trabalho prático
19.1 Exercícios práticos II - Séries de modelos comprovadas

Exercício 9 Faça a leitura do desgaste dos freios e insira os valores na tabela.

Módulo dianteiro
MW2 Eixo A1 es- MW3 Eixo A1 direita
querdo
MW4 Eixo A2 da MW5 Eixo A2 da
esquerda direita

Módulo traseiro
MW2 Eixo A3 da MW3 Eixo A3 da
esquerda direita
MW4 Eixo A4 da MW5 Eixo A4 da
esquerda direita

Exercício 10 Procure os serviços de manutenção pelo painel de instrumentos e insira os dados na tabela
abaixo.
Manutenção vencendo
Data Quilometragem
Manutenção
por tempo
Motor
Transmissão
Manutenção
geral
Retarder
Caixa de
transferência
Eixo traseiro
Líquido de
arrefecimento
Filtro de ar
Secador de ar
Freio A1
Freio A2

T1443F <> Documento do participante 121


19 Trabalho prático
19.1 Exercícios práticos II - Séries de modelos comprovadas

Exercício 11 Grupo 2-Os dados de manutenção podem ser determinados não somente à bordo, mas tam-
bém usando o XENTRY. Determine os dados de manutenção do veículo usando o Star Diagno-
sis.

Exercício 12 Quais situações podem gerar a necessidade da antecipação da troca do filtro secador de ar?

Exercício 13 Quais pontos devem ser observados ao se substituir o filtro secador de ar? Qual documento nos
informa o procedimento para realizarmos a troca do filtro secador?

Exercício 14 No veículo de treinamento, verifique se o item de manutenção "J2 Trocar a graxa dos cubos de
roda do eixo dianteiro" precisa ser executada como parte das "Operações de manutenção a
cada 2 anos". Explique sua resposta.(WIS)

122 T1443F <> Documento do participante


19 Trabalho prático
19.1 Exercícios práticos II - Séries de modelos comprovadas

Exercício 15 Estação 2: Atego

O nível do óleo pode ser solicitado na tela do INS quando o veículo estiver parado.
Que informações o motorista recebe e que botões precisam ser pressionados?

Exercício 16 Como as horas de operação do motor podem ser lidas a partir do painel de instrumentos?

Exercício 17 Um cliente gostaria de ajustar a hora no painel de instrumentos. Como você deve proceder?
Anote seu procedimento atrasando o relógio em uma hora.

Exercício
Exercício 17
18 A manutenção precisa ser executada em um Atego . Para o Atego 1519, determine a folha de
manutenção correta no WIS e anote o número do documento.

T1443F <> Documento do participante 123


19 Trabalho prático
19.1 Exercícios práticos II - Séries de modelos comprovadas

Exercício 19 Que óleo deve ser usado no eixo Traseiro do veiculo O500RSD ? Anote o número da folha de
dados.

124 T1443F <> Documento do participante


19 Trabalho prático
19.2 Exercícios práticos III - Nova séries de modelos

19.2 Exercícios práticos III - Nova séries de modelos


O instrutor agora dividirá vocês em 2 grupos. Trabalhe nos exercícios a seguir nas estações in-
dividuais e anote seus resultados.

Exercício 20 Estação 1: Caminhões

Faça a leitura do nível do óleo do motor através do indicador de bordo. Descreva seu procedi-
mento.

Exercício 21 Os dados podem ser lidos a partir do sistema de manutenção via painel de instrumentos.
• Faça a leitura dos seguintes valores e os insira na tabela.
• Troque o valor inicial conforme especificado na tabela.
• Depois, restaure os valores alterados a seus valores iniciais.
Valor inicial Especificação
Qualidade do 228.51
óleo do motor
Viscosidade do 20W20
óleo do motor
Teor de enxo- >0.1
fre

T1443F <> Documento do participante 125


19 Trabalho prático
19.2 Exercícios práticos III - Nova séries de modelos

Exercício 24 Procure os serviços de manutenção pelo painel de instrumentos e insira os dados na tabela
abaixo.
Manutenção vencendo
Data Quilometragem
Manutenção
por tempo
Motor
Transmissão
Caixa de
transferência
Eixo traseiro
Líquido de
arrefecimento
Filtro de ar
Secador de ar
Freio A1
Freio A2

Exercício 25 Como você pode confirmar as operações de serviços executadas no painel de instrumentos?
Anote seu procedimento e os números dos documentos correspondentes a partir das instru-
ções de trabalho.

Favor não confirmar a manutenção. Um serviço de manutenção confirmado não pode ser apaga-
do.

126 T1443F <> Documento do participante


19 Trabalho prático
19.2 Exercícios práticos III - Nova séries de modelos

Exercício 26 Quais fatores provocam o sobreaquecimento do Retarder, e quais são suas consequências?

Exercício
Exercício 27
Exercício 28
Exercício 29
Exercício 30
27 Durante qual manutenção o filtro de combustível precisa ser substituído no Actros (série 934)?
®
A Durante cada manutenção Telligent

B Durante cada manutenção por tempo

C Durante cada manutenção do motor

D A cada 1ª, 3ª, 5ª, etc. manutenção do motor

Exercício 28 Depois do filtro de combustível ter sido substituído (OM457), o sistema de combustível precisa
ser sangrado. Qual das seguintes operações precisa ser executada e qual a sequência correta?
A Acione o motor até que funcione

B Acione a bomba manual de combustível até que a contrapressão seja percebida


na bomba manual
C Abra o parafuso de sangria, acione a bomba usando a bomba manual de combus-
tível até que o combustível flua livre de bolhas

Exercício 29 Em sua oficina, você tem o óleo "Mobil Delvac" disponível.


• Qual é o número da folha correspondente a esse óleo de motor?
• Qual é a viscosidade?

Exercício 30 Quando o filtro separador de agua (Racor) do Diesel é trocado no Axor série 958?

T1443F <> Documento do participante 127


19 Trabalho prático
19.2 Exercícios práticos III - Nova séries de modelos

Exercício 31 De acordo com seus conhecimentos faça a ligação do sistema de pós-tratamento dos gases de
escape, verifique no veiculo a disposição de cada componente e suas respectivas posições se
necessário utilize marcadores para determinar a posição dos componentes:

128 T1443F <> Documento do participante


19 Trabalho prático
19.2 Exercícios práticos III - Nova séries de modelos

Exercício 32 Numere segundo a ordem do procedimento os passos para zerar o indicador de Manutenção no
Painel do Caminhão tipo 963:

Pressionar a tecla (1ou 3) até “Manutenção” ser exibido.

Pressionar a tecla (1) ou a tecla OK (5) para acessar o menu principal (6).

Pressionar a tecla OK (5) para salvar

Pressionar a tecla (2 ou 4) até o menu principal (6) ser exibido.

Ligar a ignição

Confirmar o prazo ou posição de serviços solicitados com a tecla OK (5)

Pressionar a tecla OK (5) .

Pressionar a tecla (3) até que “Restaurar” seja exibido.

Qualidade ajustada dos agregados, nos quais uma troca de óleo foi realizada, no menu
“materiais auxiliares” verificar e caso necessário modificar.
Pressionar a tecla (1 ou 3) tantas vezes, até que o prazo de manutenção, ou seja , o local
de manutenção desejado (“manutenção periódica”, ”eixo traseiro ½”, “eixo do freio
1/2/3”,”DPF”) apareça
Pressionar a tecla (1ou 3) até “Manutenção” ser exibido.

T1443F <> Documento do participante 129


19 Trabalho prático
19.2 Exercícios práticos III - Nova séries de modelos

DAC – Dúvida Zero na Oficina


Dúvidas Técnicas e Esclarecimentos
Serviço disponível das 08h03min às 17h10min, de segunda a sexta-feira
Telefone (19) 3725-2121 - opção 0
e-mail: DAC@mercedes-benz.com.br

Mercedes-Benz do Brasil Ltda.


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T1443F-BR Ed.1B 07/2015

T1443F <> Documento do participante 131