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Anais do I Colóquio de Pesquisa em Psicologia – FG – UniFG

FEMINICÍDIO SEGUIDO DE SUICÍDIO: UMA ANÁLISE DA VIOLÊNCIA DE


GÊNERO EM GUANAMBI – BA E REGIÃO

Hárllen Eric Benevides de Castro¹, Raquel Gomes Valadares²

¹Graduando do curso de Psicologia. UniFG- Centro Universitário, Guanambi – BA, Brasil. E-mail:
harllen_bc@hotmail.com
²Graduada em Direito pela UESB. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo Departamento de Arquitetura e
Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa (DAU-UFV). Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pelo
Instituto de Arquitetura e Urbanismo IAU/USP. E-mail: valadaresgr@gmail.com

RESUMO: O presente artigo é uma pesquisa exploratória, fundamentada no levantamento


histórico e na descrição da proteção à mulher, a fim de compreender as formas de retratação
da violência de gênero em sociedade, bem como, elencar prováveis nuanças de
desencadeamento do suicídio do agressor após o cometimento do homicídio. Ao perceber que
as taxas do feminicídio e do suicídio no Brasil são alarmantes e que, por muitas das vezes,
estes fenômenos estão correlacionados surgiram algumas perguntas: Quais as possíveis causas
do feminicídio? Quais as prováveis causas do suicídio? De que forma estes fenômenos estão
atrelados? As respostas encontradas na literatura são incipientes, indicando que se trata de
uma temática recente. A partir da revisão bibliográfica sobre o feminicídio e suicídio, buscou-
se compreender suas possíveis causas e incidências. Elegeu-se como locus de pesquisa
Guanambi e região, situada na área sudoeste da Bahia, pois é um tema pouco conhecido e
muito estigmatizado; logo, esse estudo propõe ampliar o debate sobre o fenômeno. Tendo
como casos de análise as notícias publicadas em sites da cidade de Guanambi e região, entre
2015 a 2018, o objetivo é identificar como o feminicídio seguido de suicídio é retratado
nesses meios de comunicação, além de comparar os dados suscitados através da teoria das
representações sociais de Moscovici (2015); e ainda, se o perfil das vítimas é correspondente
ao retratado por Garcia (et al. 2015).

Palavras-chave: Assassinato de mulheres. Desigualdade de gênero. Noticiários.

INTRODUÇÃO

Os primeiros movimentos de luta pelo direito das mulheres no Brasil são datados
ainda no século XIX. Eram movimentos esparsos com fins abolicionistas e igualitários. No
início do século XX, influenciadas por movimentos de mulheres em outros países, surgiu a
primeira onda do movimento feminista no Brasil composto, em sua maioria, por mulheres de
classe média e alta (SAFFIOTI, 1976). As questões suscitadas, inicialmente, eram centradas
na ampliação de direitos civis e políticos, possibilitando o direito ao sufrágio para as
mulheres.
Na década de 1970, segundo levantamento das Organizações das Nações Unidas
(ONU), as mulheres lideravam os rankings de vítimas de violência física, sexual, menores
salários auferidos, analfabetismo, entre outros. Buscando minimizar esses índices alarmantes,

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em 1975, a ONU declarou aquele ano dedicado à luta aos direitos das mulheres (TABAK,
1985).
Entre 1976 a 1985 o período foi declarado como a Década da Mulher, em que as
mulheres foram incentivadas à mobilização buscando igualdade, desenvolvimento e paz, pois
elas integravam a maior parcela da população cujos direitos eram violados. O período
supracitado é descrito como segunda onda feminista.
No contexto brasileiro a Década da Mulher coincidiu com a falta de democracia,
cerceamento da liberdade de organização, censura e a promulgação da anistia política.
Mulheres, companheiras e mães de exilados, desaparecidos e presos políticos reivindicavam
liberdade e informações sobre seus entes.
A falta de liberdade de reunião, manifestação e expressão do pensamento inviabilizou
o engajamento completo das mulheres na luta por igualdade de gênero. Até mesmo a
dimensão da violência não estava completamente delimitada no meio social (SOFFIOTI;
VARGAS, 1994).
Mesmo com a conquista de direitos civis e políticos, as mulheres não obtiveram o
acesso integral à igualdade, desenvolvimento e paz, visto que, nas estruturas sociais ainda
existem percalços e entraves para sua efetividade. No fim do século XX, novas demandas
sociais protagonizaram novos embates na luta por direitos, permitindo maior florescimento de
ideias e ressignificações de estratégias propostas anteriormente.
Em 1984, o Brasil ratificou o acordo assinado na Convenção para a eliminação de
todas as formas de discriminação contra mulher, organizada pela ONU (SOUZA, 2009). O
acordo previa que, independentemente do estado civil, as mulheres possuíam os mesmos
direitos assegurados aos homens, e a partir desta ratificação o governo brasileiro se
comprometeria a elaborar leis, metas, planos e programas para minimizar e eliminar quaisquer
aspectos de inferiorização de gênero, bem como, garantir-lhe proteção.
Apesar do Brasil ser signatário, do acordo que vislumbra a eliminação da
discriminação contra mulher desde a década de 1980, somente nos anos 2004 e 2008 foram
elaborados os planos de políticas para as mulheres (BRASIL, 2004; 2008). Nestes planos a
violência contra mulheres também foi tratada. A Lei de nº. 11.340/2006, por exemplo,
popularmente conhecida como Lei Maria da Penha, foi elaborada como uma tentativa de
erradicar essa desigualdade e violência, visando proteger toda mulher, independente de raça,
classe, etnia (MENEGHEL et al. 2011).

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A violência de gênero é entendida como sendo aquela que acontece contra as mulheres
pelo fato exclusivo de serem mulheres, situadas em relações hierárquicas de gênero. Pode se
dar na forma de opressão, exclusão, subordinação, discriminação, exploração e
marginalização e se configura nas seguintes modalidades: familiar, na comunidade,
institucional e feminicida (LARGARD, 2007).

O termo femicídio (femicide) é atribuído a Diana Russel, que em 1976 o utilizou


para referir a morte de mulheres por homens pelo fato de serem mulheres como uma
alternativa feminista ao termo homicídio que invisibiliza aquele crime letal.
Portanto, inicialmente o termo foi concebido como um contraponto à neutralidade
do termo homicídio (CAMPOS, 2015, p. 105).

Em 2015, foi aprovada a Lei nº 13.104/2015, a lei do feminicídio, que qualifica e


agrava a pena do crime de homicídio cometido contra mulher, por razão da condição do sexo
(BRASIL, 2015). Entretanto outro fenômeno tem sido recorrente, o feminicídio seguido de
suicídio.
Sendo um dos temas mais antigos que discute a forma em que a saúde do sujeito é
afetada através da relação com a sociedade e grupos em que está imerso, o suicídio tem sua
relevância abordada desde a Grécia antiga. Já em modernidade, aproximadamente em meados
do século XVIII, este fenômeno vem sendo tratado como um fenômeno social (RIBEIRO;
MOREIRA, 2018).
O suicídio tem sido interpretado como um comportamento complexo de causas
diversas, sendo importante indicador do comportamento social das populações; logo, através
dos estudos sobre esse fenômeno pode-se entender as causas e motivos pelas quais os sujeitos
imersos em sociedade cometem ou tentam cometer tal ato (HECK, 2012).
De acordo Garcia (et al. 2015), as taxas mais elevadas de feminicídio no Brasil foram
observadas nas regiões nordeste, centro-oeste e norte. O estudo traz ainda a informação do
perfil das vítimas, que em sua maioria eram mulheres jovens, negras e com baixa
escolaridade.
Tendo em vista a relevância do tema, esta pesquisa abordará as discussões realizadas
pelo Grupo de Estudos e Pesquisa de Suicídio, do Centro Universitário de Guanambi (GEPS –
UniFG), a partir da constatação dos casos de feminicídio seguido do suicídio dos agressores
em Guanambi, situada no sudoeste da Bahia, e região.
Utilizando-se da revisão bibliográfica sobre o feminicídio e suicídio, correlacionando
com as notícias encontradas nos principais sites de Guanambi e região, busca-se compreender
como o fenômeno é tratado nos veículos de comunicação local e regional, a partir da
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aprovação da lei que tipifica o feminicídio, e ainda se o perfil das vítimas corresponde ao
identificado por Garcia (et al. 2015). Ademais, busca-se compreender a provável existência de
fatos geradores entre os casos analisados.

FEMINICÍDIO E SUICÍDIO

Feminicídio é o termo utilizado para descrever assassinatos de mulheres em


decorrência do gênero. O termo seria um ajustamento diferenciador e oposto à figura do
homicídio, visto que, o seu propósito é contrapor a singularidade das mortes de mulheres por
homens (GOMES, 2018). Conforme Campos (2015), o feminicídio seria a extrema forma de
um padrão da violência de gênero, fundamentado no poder patriarcal.
O reconhecimento da existência de feminicídios é primordial em um processo de
defesa dos direitos humanos, dado que a apropriação do termo feminicídio no vocabulário
provoca novos pontos de vista teórico-políticos que posicionam a violência de gênero, suas
respectivas características e, por fim, o contexto em que são produzidas (GOMES, 2018).
Gomes (2018) apresenta três vertentes que se desenvolvem em diferentes contextos e
buscam analisar o feminicídio. A primeira designada como “genérica” caracteriza o
feminicídio como todas as mortes de mulheres, cujos motivos principais, a discriminação e a
desigualdade de gênero. A segunda vertente é intitulada como “específica”, visto que se
restringe a compreensão do fenômeno apenas pelos assassinatos de mulheres. Já a terceira
vertente reconhecida como “judicializadora” possui como foco o diálogo entre o feminismo e
o direito penal. Nesta busca-se avaliar e analisar a necessidade de um tratamento penal
apropriado para o homicídio de mulheres assimilado como feminicídio.
No entanto, para compreender questões sobre o fenômeno, e demais desdobramentos,
é fundamental entendermos a construção da noção de gênero e dos papeis sociais de homens e
mulheres em sociedade (GOMES, 2018). O sistema patriarcal é uma constante em diversas
culturas em diferentes grupos sociais, e faz com que a dominação masculina ocorra
permanentemente na sociedade.
A década de 1960 foi um ponto de inflexão para a luta pela equidade entre gênero,
versando sobre o acesso à reconhecimento social, educação, trabalho, e até mesmo quanto às
decisões relacionadas ao próprio corpo, com condições equivalentes aos homens. Todavia, em
meio aos avanços sociais e políticos, ainda há aspectos que demonstram a desigualdade de
gênero (ANTÚNEZ, 2017).

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A violência contra a mulher é resultado da sociedade estruturada na figura masculina,


que preserva a desigualdade entre gêneros em diversas formas. Os papeis socias exercidos e
exigidos nas instituições sociais mantém fixa tal estrutura, sendo determinante para a vigência
da desigualdade e inferiorização do gênero (ANTÚNEZ, 2017). A expressão máxima da
violência contra a mulher é a morte, isto é, o feminicídio (GARCIA et al. 2013).
Além das questões envolvidas ao sistema patriarcal e a desigualdade entre gêneros em
sociedade, nos casos de feminicídio, existem também os cenários ou contextos em que estes
incidentes ocorrem. Muitos dos casos de feminicídios são ocasionados pela tentativa, por
parte da vitima, em romper uma relação extremamente violenta. As características, na maioria
dos eventos, são reais expressões da violência sexual e doméstica que possuem como base a
violência de gênero (GOMES, 2015).
Entende-se que a violência de gênero ultrapassa qualquer limite social, cultural ou
econômico. Podendo acontecer em diversos contextos e ser cometida a quaisquer momentos
por estranhos, parentes ou conhecidos, sendo estes últimos os principais responsáveis
(SAFFIOTE; ALMEIDA, 1995). Os agressores familiares tendem a ter mulheres como suas
vítimas principais (SAFFIOTE; VARGAS, 1994).
Entre 1980 e 2013, ocorreram 106.093 casos de homicídios contra mulheres
(WAISELFISZ, 2015). Em 2015 no Brasil, o número de homicídios contra mulheres foi de
4,8 para cada 100 mulheres (IPEA, 2017). No mesmo ano, a região nordeste registrou o maior
percentual de homicídios contra mulheres em relação às demais regiões, com o total de 512
casos (WAISELFISZ, 2015).
De acordo García (et al. 2015), as taxas de feminicídio no Brasil são elevadas, além
disso, o autor alega que “uma mulher é morta de maneira violenta a cada hora e meia no país”
(2015, p. 253). Ademais, o referido autor afirma que mulheres jovens, com a idade entre 20 a
39 anos, estão entre as principais ocorrências.
Segundo o IPEA (2017), há diferenças significativas entre a frequência de mortes de
mulheres negras e mulheres não negras. Entre 2005 a 2015, a taxa de mortes de mulheres não
negras diminuiu cerca de 7,4%, atingindo 3,1 mortes para cada 100 mil mulheres não negras.
Inferindo que os índices de mortes desse grupo específico estão abaixo da média nacional de
casos.
Os homicídios contra mulheres negras tiveram um aumento de 22% no mesmo
período, atingindo 5,2 mortes para cada 100 mulheres negras, acima da média nacional. No
mesmo estudo, a Bahia apresentou a segunda maior taxa de homicídios contra mulheres,

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totalizando 382 casos (IPEA, 2017). A qualificação do tipo penal feminicídio só ocorreu em
2015, possibilitando concluir que parte desses casos podem ser classificados como o crime
mencionado.
Frequentemente, o feminicídio tem sido seguido de casos de suicídio; por este motivo,
apresenta-se a seguir duas análises síntese, divergentes entre si, sobre as prováveis motivações
do suicídio. De acordo com Botega (2014), os fatores motivadores do suicídio são vastos e
complexos. Para o autor, a existência de um transtorno mental é persistente na maioria dos
casos; normalmente, estaria relacionado a diagnósticos como depressão, esquizofrenia,
transtorno do humor bipolar e dependência de álcool ou de outras drogas psicoativas.
Entretanto, para Durkheim (2004), os motivos supracitados não seriam os reais
determinantes do suicídio uma vez que estes estariam atrelados aos fatores sociais e não aos
fatores psicológicos. O fenômeno anteriormente visto por uma conotação moral passa a ser
descrito como um feito/fato social.
Os motivos que levariam um sujeito à consumação do ato tendem a variar de acordo
com o grau de sua integração ou laço com o grupo social ao qual está inserido (COUTINHO,
2010). Para Durkheim “chama-se suicídio todo caso de morte que resulta direta ou
indiretamente de um ato, positivo ou negativo, realizado pela própria vítima e que ela saiba
que produziria esse resultado” (2004, p. 11).
No entendimento de Durkheim (2004), existem quatro tipos sociais de suicídio:
egoísta, anômico, altruísta e fatalista. O egoísta é causado pela insuficiência do laço social do
indivíduo. Como fatalidade da ausência de tais laços há o desenvolvimento de um
individualismo exorbitante, visto que, aquele que o comete não consegue lidar com a
frustração causada pela falta (COUTINHO, 2010).
O anômico, por sua vez, é ocasionado pela precariedade de laços sociais; as ausências
desses laços na vida do sujeito são geradas por crises, mudanças levianas e demais
fragilidades na estrutura social. O altruísta seria influenciado de forma maciça e refletido por
um comunitarismo excessivo; desta forma, o suicídio é visto pelo sujeito como um dever e
parte de sua relação com a estrutura social em que está inserido. O fatalista seria movido
intensamente na vida do indivíduo e atua como uma regulamentação exercida por
representantes de poder; o suicida tem em seu ato a única forma de se livrar da opressão
vivenciada (COUTINHO, 2010).
Conforme Holmes (1997) há suicídios que são disfarçados. Sendo chamados de
suicídios encobertos, ocorreriam quando o sujeito não deseja que outros saibam o que foi feito

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por conta da vergonha do ato ou até mesmo pelo fato de sua política de seguro de vida não
efetuar o pagamento para casos de suicídio.
Tal qual o feminicídio, as incidências de casos de suicídio no Brasil são do mesmo
modo alarmantes. Segundo Machado e Santos (2015), foram registrados no Brasil entre 1980
e 2006 um total de 158.952 óbitos por suicídio. Além disso, Machado e Santos (2015)
afirmam que as taxas de suicídio no Brasil podem ser ainda maiores, pois há muitos casos que
são subnotificados em decorrências dos estigmas sociais, o que corrobora para a não
notificação dos casos ocorridos. De acordo com Botega (2014), o Brasil ocupou o décimo
lugar entre países com o maior número em taxas absolutas de suicídio, com o total de 9.852
mortes no ano de 2011.
Segundo Prieto e Tavares (2005), a taxa de mortalidade por suicídio no Brasil é
estimada em 4,1 por 100 mil habitantes para a população como um todo. Já para o sexo
masculino, em torno de 6,6 por 100 mil e, para o sexo feminino, em 1,8 por 100 mil. Holmes
(1997) ainda afirma que as mulheres são três vezes mais propensas à tentativa do suicídio, no
entanto os homens seriam três vezes mais propensos à consumação. Essa contradição seria
consequência da escolha do método mais eficaz ao suicídio por parte dos homens, como o
enforcamento ou arma de fogo (COUTINHO, 2010).
O feminicídio seguido por suicídio é um fenômeno com características peculiares
(GOMES, 2015). Segundo Antúnez 2017, um dos elementos que ocasionariam o feminicídio
seguido de suicídio seria a quebra de uma relação de dominação e dependência entre aquele
que agride e quem está sendo agredida, a ameaça ou ruptura do relacionamento modificaria o
psicológico do agressor de uma forma próxima ao de um suicida.
Conforme Teruelo (2011), o feminicídio seguido do suicídio acontece quando o
agressor não suporta as consequências decorrentes do seu comportamento, sofrendo
principalmente pelo desprezo do corpo social. A estrutura controladora e abusiva na relação
com a vítima é uma das características do agressor (TERUELO, 2011). A ausência dessa base
dominadora, constituída anteriormente, levaria o agressor ao feminicídio e em seguida ao
suicídio, vez que, ao perder sua autoridade na relação não encontraria mais sentido algum em
sua vida (TERUELO, 2011).
Lemos e Wanderley afirmaram que as escolhas das palavras e dos modos para
explanar os títulos dos noticiários “apaziguam o caráter violento e sexista existente nestes
acontecimentos, assim como a quantidade de informações sobre cada crime nas matérias que
ou é ínfima ou é inexistente” (2018, p. 154). O foco das notícias que envolvem o fenômeno do

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feminicídio seguido do suicídio é, na maioria dos casos, o homem e não a real vítima do
ocorrido, ao mesmo tempo em que não são expostas as relações entre o agressor e a vítima
(LEMOS; WANDERLEY, 2018). Em consequência da não identificação das relações entre
quem agride e quem é agredida, os noticiários acabam obscurecendo pontos essenciais das
causas, sendo que a maioria das ocorrências são frutos da violência de gênero.

MATERIAL E MÉTODOS

O caráter exploratório e qualitativo da pesquisa permitiu compreender como os casos


de feminicídio seguidos de suicídio são tratados nos sites de notícias de Guanambi e região,
confrontando os dados suscitados com a teoria das representações sociais sobre as concepções
acerca do suicídio e do feminicídio (MOSCOVICI, 2015).
As representações sociais seriam, segundo Moscovici (2015), um produto da interação
e comunicação entre os sujeitos em sociedade, tomariam suas formas e configurações a
qualquer momento. As mesmas induzem a maior parte das nossas relações, o que produzimos
ou consumimos e as comunicações que estabelecemos com o mundo e com o outro.
Desta forma, em contato com o outro, as representações sociais são desenvolvidas ou
absorvidas, dado que, são processos simbólicos da internalização das vivências do sujeito em
seu âmbito e também a prática específica ou hábitos dos indivíduos em sociedade.
(MOSCOVICI, 2015).
Partindo do pressuposto que as representações sociais estão interligadas de forma
direta com a comunicação e, com a maneira em que os sujeitos internalizam esse processo
(MOSCOVICI, 2015), essa teoria se faz necessária para que se compreenda de que maneira os
noticiários de Guanambi e região retratam os casos de feminicídio seguido de suicídio.
Para a coleta de dados foram selecionados sete sites de notícias de Guanambi e região,
haja vista que, estes possibilitam o acesso às informações locais. Os sites utilizados foram
escolhidos por serem os únicos a noticiar os casos de violência, quais sejam: Sudoeste Bahia;
Agência Sertão; Folha do Algodão; Lobomau; Radar Guanambi; Guanambi FM; Portal
Vilson Nunes. Os dados foram coletados em 2019, com base nas notícias publicadas entre
2015 a 2018.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

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A seguir, tem-se a síntese dos casos de feminicídio seguido de suicídio, na modalidade


crime consumado e crime tentado, noticiados em Guanambi e região, entre 2015 a 2018.
Além disso, estão incluídos os títulos das matérias descritos pelos sites de notícia (Tabela 1).

Tabela 1 - Número de casos de feminicídio seguido de suicídio, feminicídio e de tentativas de


feminicídio seguido de suicídio em Guanambi - BA e região entre 2015 e 2018.
TÍTULO DA
VÍTIMA IDADE CASO
MATÉRIA
Caetité: marido mata
1 45 anos Feminicídio esposa a facadas na
zona rural
Guanambi: Homem
48 anos Feminicídio mata mulher com
2
facada no Alto Caiçara
Homem tenta matar a
Tentativa de
mulher e comete
3 Não Informada feminicídio seguida
suicídio em seguida na
de suicídio
Zona Rural de Caetité
Homem mata mulher e
Feminicídio seguido
4 Não Informada depois se suicida em
por suicídio.
Vitória da Conquista
Tanque Novo: Homem
Tentativa de
comete suicídio, após
5 Não Informada feminicídio seguida
tentativa de homicídio
de suicídio
contra mulher
Tentativa de Urandi: Homem comete
6 Não Informada feminicídio seguida suicídio, após tentar
de suicídio matar a esposa a tiros.
Guanambi: Homem
Feminicídio seguido mata companheira a
7 24 anos
por suicídio facadas e em seguida
comete suicídio
Caetité: Homem mata a
ex-esposa com vários
Não identificada Feminicídio
8 tiros no dia do
aniversário da filha
Mulher é assassinada
pelo ex-marido com
9 36 anos Feminicídio
golpes de faca, na zona
rural de Caetité
Fonte: Blogs e sites utilizados em pesquisa / Elaboração própria, 2019.

Foram encontradas nove notícias sobre feminicídio em Guanambi e região entre 2015
e 2018. Dois casos são de feminicídio seguido de suicídio; quatro casos de feminicídio; e três
de tentativas de feminicídio seguido de suicídio. Dentre as notícias coletadas, apenas cinco
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descrevem quem são as vítimas, três eram mulheres negras e duas não negras. Em nenhuma
das reportagens foi mencionado o grau de escolaridade das mulheres. As idades das vítimas
variam entre 24 e 48 anos, sendo que, em cinco casos noticiados a idade não foi informada.
A partir dos termos utilizados no desenvolvimento dos títulos das matérias, é possível
perceber possivelmente qual ideologia o veículo na qual a matéria foi publicada possui
(LEMOS; WANDEREY, 2018). Em quase todos os casos, os títulos das notícias encontradas
possuem como foco o homem e não a real vítima do ocorrido. Apenas um dos títulos tem-se a
mulher como foco do acontecimento: “Mulher é assassinada pelo ex-marido com golpes de
faca, na zona rural de Caetité”.
Este cenário corrobora com o que foi dito por Lemos e Wanderley (2018), que o
discurso dos títulos das notícias, na maioria dos casos, é centralizado no homem. Isto ocorre
como consequência de uma sociedade fundamentada em um modelo patriarcal. Neste sistema
a dominação masculina ocorre permanentemente na esfera social (GOMES, 2018).
Outro aspecto evidenciado nos títulos das matérias encontradas nos veículos, é a não
apresentação da relação entre a vítima e o agressor. A substituição desta informação pelas
palavras homem e mulher ocultaria, conforme Lemos e Wanderley (2018), traços importantes
significativos dos casos.
Por consequência de uma sociedade sustentada pelo modelo patriarcal, os sites de
notícias comunicam os acontecimentos dos fenômenos em discursão dando foco à figura
masculina, haja vista que, em consonância com Moscovici (2015), a comunicação e a
interação entre os sujeitos em sociedade desencadeiam as representações sociais e estas
influenciariam de forma direta o modo em que o sujeito pensa e age frente ao corpo social.

Figura 1 – Casos de feminicídio seguido de suicídio, feminicídio e de tentativas de


feminicídio seguido de suicídio em Guanambi - BA e região entre 2015 e 2018 em
porcentagem.

33% Feminicídio
45%
Feminicídio seguido de
suicídio
22%
Tentativa de feminicídio
seguida por suicídio

Fonte: Blogs e sites utilizados em pesquisa / Elaboração própria, 2019.

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A partir do levantamento de dados em sites de notícias de Guanambi/BA e região, é


possível perceber que entre 2015 e 2018 ocorreram mais casos de feminicídios – com o total
de 45%, em seguida 33% de casos de tentativa de feminicídio seguido de suicídio e a das
taxas analisadas, 22%, sendo de feminicídios seguidos de suicídio.

CONCLUSÃO

Percebe-se que o feminicídio seguido de suicídio é retratado de forma limitada pelos


sites de notícia em Guanambi e região; não são apresentadas informações importantes do
contexto em que o fenômeno aconteceu. Sem tais informações não há como afirmar os
verdadeiros desencadeadores dos atos.
Os dados obtidos ao decorrer da pesquisa indicam uma baixa incidência de casos de
feminicídio seguidos de suicídio em Guanambi – BA e região. Todavia, a baixa quantidade de
eventos do fenômeno pode ser consequência da não exposição de todos os acontecidos entre
os anos de 2015 e 2018.
A partir do reconhecimento de uma sociedade patriarcal é possível se ter uma melhor
compreensão do fenômeno feminicídio e todas as formas de discriminação e violência
sofridas por uma mulher. Além disso, entender determinada violação dos direitos humanos de
todos aqueles que não seguem um padrão preponderante, neste caso, de ser mulher e de ser
homem.
O feminicídio seguido de suicídio é um fenômeno cada vez mais presente na
sociedade. Suas causas estariam ligadas a fatores externos, como principalmente a tentativa
por parte da mulher em desfazer um relacionamento controlador e abusivo. O homem se
suicidaria após perceber a ruptura e a perca de uma base dominadora.
Uma vez que, nosso modo de agir em sociedade é fruto das representações sociais
desenvolvidas através da interação do sujeito com o meio (MOSCOVICI, 2015), as prováveis
causas que motivam um indivíduo a cometer tanto o feminicídio seguido de suicídio, na
forma consumada ou tentada, são fatores socialmente construídos, pois é a partir das
internalizações feitas por meio das suas experiências com o externo e com o outro que o
sujeito se constrói, e são as representações sociais que influenciam o sujeito a se comportar
frente a um contexto (MOSCOVICI, 2015).
Em razão do pouco conhecimento sobre a temática por parte da sociedade, esse
trabalho abre portas para um melhor enetndimento sobre o fenômeno feminicídio seguido de

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suicídio. Ademais, a ampliação do debate sobre o assunto no âmbito da UniFG – Centro


Universitário de Guanambi – BA.

REFERENCIAS

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de Psicoterapia Psicoanalítica. Tomo IX, v.3, noviembre 2016.

BOTEGA, N. J. Comportamento suicida: epidemiologia. In: Psicologia USP, São Paulo, v.


25, n. 3, p. 231 – 236, 2014.

BRASIL. I Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Secretaria Especial de Políticas


para as Mulheres. Brasília: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, 2004.

______. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência
doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal,
da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e
da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher;
dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera
o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras
providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 08 de agosto
de 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-
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______. II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Secretaria Especial de Políticas


para as Mulheres. Brasília: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, 2008.

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