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Renovação

CAP TSSHT
& TSHT

Módulo I | Legislação e Normas de


SST

Formadora: Carla Cerqueira


Renovação de CAP de Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho

Índice

1. INTRODUÇÃO.................................................................................................................................. 3

2. NOÇÕES DE HIGIENE, SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO ........................................... 4

3. ENQUADRAMENTO LEGAL DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO .......................... 5


2
4. REGIME JURÍDICO DA PROMOÇÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (LEI N.º
3/2014)..................................................................................................................................................... 6

4.1. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES À LEI N.º 102/2009 ........................................................................................ 6


4.2. PRINCÍPIOS GERAIS DE PREVENÇÃO DE RISCOS PROFISSIONAIS ...................................................... 10
4.3. OBRIGAÇÕES GERAIS DO EMPREGADOR .............................................................................................. 11
4.4. OBRIGAÇÕES GERAIS DO TRABALHADOR ............................................................................................ 13
4.5. CONSULTA E INFORMAÇÃO E FORMAÇÃO ........................................................................................... 14
4.5.1. CONSULTA ........................................................................................................................... 14
4.5.2. INFORMAÇÃO ....................................................................................................................... 16
4.5.3. FORMAÇÃO .......................................................................................................................... 17

5. ACIDENTES DE TRABALHO E DOENÇAS PROFISSIONAIS ................................................. 18

5.1. ACIDENTES DE TRABALHO ..................................................................................................................... 18


5.2. DOENÇAS PROFISSIONAIS ....................................................................................................................... 21

6. PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA NO TRABALHO (LEI N.º 42/2012) ................................. 23

6.1. CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS ........................................................................................................ 23


6.2. PRINCIPIOS DEONTOLÓGICOS ................................................................................................................ 24

7. NORMA PORTUGUESA – NP 4397:2008 ...................................................................................... 25

7.1. ORIGEM DA NP 4397:2008 .................................................................................................................... 25


7.2. CAMPO DE APLICAÇÃO DA NP 4397:2008 .......................................................................................... 26
7.3. ORGANIZAÇÃO DA NP 4397:2008 ........................................................................................................ 27
7.4. BENEFICIOS DA IMPLEMENTAÇÃO DA NP 4397:2008 ........................................................................ 28

8. PRINCIPAIS DIPLOMAS LEGAIS DA SST .................................................................................. 25


Renovação de CAP de Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho

1. Introdução

As normas aprovadas pelos órgãos do estado (leis, decretos-lei, decretos regulamentares,


portarias, etc.) quer por iniciativa própria, quer transposição de diretivas comunitárias, constituem um
instrumento de vulto na prossecução de políticas, sendo certo que a normação é fundamental (embora
não exclusiva) para tornar exequíveis as obrigações. A legislação e regulamentação nacionais deverão,
3
pois, acompanhar a evolução das condições de trabalho, em particular os riscos emergentes, prevendo,
na medida do razoável, os fatores de risco associados às diferentes atividades estatuindo sobre os
modos de operar com a vista a eliminação os acidentes de trabalho e doenças profissionais.

Desde a publicação do primeiro bloco normativo, subsequente ao regime jurídico de


enquadramento, foi-se constatando a preocupação em assegurar a expedição de situações e
destinatários, como forma de reforçar a importância de controlo de risco em casos bem definidos,
ajustando-as aos novos fatores atendíveis.
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2. Noções de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho

A higiene, a segurança e a saúde estão inter-relacionadas entre si, com o objetivo de garantir
as condições de trabalho necessárias para assegurarem aos trabalhadores de uma organização um bom
nível de segurança e saúde no trabalho. Desta forma é importante ter cientes os seguintes conceitos:
4

Segurança no Trabalho - Conjunto das intervenções que objetivam o controlo dos riscos
profissionais e a promoção da segurança e saúde dos trabalhadores da organização ou
outros (incluindo trabalhadores temporários, prestadores de serviços e trabalhadores por
conta própria), visitantes ou qualquer outro indivíduo no local de trabalho.

Higiene no Trabalho - Conjunto de metodologias não médicas necessárias à prevenção


das doenças profissionais, tendo como principal campo de ação o controlo da exposição
aos agentes físicos, químicos e biológicos presentes nos componentes materiais do
trabalho. Esta abordagem assenta fundamentalmente em técnicas e medidas que incidem
sobre o ambiente de trabalho.

Saúde no Trabalho – Abordagem que integra além da vigilância médica, o controlo dos
elementos físicos, sociais e mentais que possam afetar a saúde dos trabalhadores.
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3. Enquadramento Legal da Segurança e Saúde no Trabalho

Face ao elevado número de acidentes de trabalho e doenças profissionais existentes, a


Organização Internacional de Trabalho (O.I.T) em 1981 estabeleceu um diploma, a Convenção n.º
155: Convenção sobre a segurança, a saúde dos trabalhadores e o ambiente de trabalho, com vista à
minimização dos acidentes e doenças profissionais.
5
Em Portugal, a adoção de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde
dos trabalhadores no trabalho teve maior relevo em 1984 quando se ratificou a Convenção n.º 155
através do Decreto do Governo n.º 1/85.

Posteriormente, com a transposição da Diretiva Comunitária 89/391/CEE para o direito interno


através dos Decretos-lei n.º 441/91 e 133/991 é estabelecido o enquadramento da Segurança Higiene e
Saúde do trabalho em Portugal e referidos os princípios gerais da gestão da prevenção dos riscos
profissionais nos locais de trabalho, incluindo as obrigações do Estado, dos Empregadores e dos
Trabalhadores.

Segundo o artigo 281.º do Código do Trabalho Lei n.º 7/2009 de 12 de Fevereiro2, prevê-se os
seguintes princípios gerais no âmbito da segurança e saúde no trabalho:

O trabalhador tem direito à prestação do trabalho em condições de segurança, higiene


e saúde asseguradas pelo empregador;

O empregador é obrigado assegurar condições de segurança e saúde, bem como a


organizar as atividades de segurança, higiene e saúde no trabalho que visem a
prevenção de riscos profissionais e a promoção da saúde do trabalhador;

A execução de medidas em todas as fases da atividade da empresa, destinadas a assegurar a segurança


e saúde no trabalho, assenta nos seguintes princípios de prevenção:

1 Revogados pela Lei n.º 102/2009 de 10 de Setembro (alterada e republicada pela Lei n.º 3/2014 de 28 de Janeiro).
2
Alterada pela Lei n.º 105/2009, de 14 de setembro (Regulamenta e altera o Código do Trabalho e procede à primeira
alteração da Lei n.º 4/2008, de 7 de fevereiro), pela Lei n.º 53/2011, de 14 de outubro (Procede à segunda alteração ao
Código do Trabalho, estabelecendo um novo sistema de compensação em diversas modalidades de cessação do contrato de
trabalho, aplicável apenas aos novos contratos de trabalho), pela Lei n.º 23/2012, de 25 de junho (Procede à terceira
alteração ao Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro), pela Lei n.º 47/2012, de 29 de agosto
(Procede à quarta alteração ao Código do Trabalho, por forma a adequá-lo à Lei n.º 85/2009, de 27 de agosto, que estabelece
o regime de escolaridade obrigatória para as crianças e jovens que se encontram em idade escolar e consagra a universalidade
da educação pré-escolar para as crianças a partir dos 5 anos de idade) e pela Lei n.º 69/2013, de 30 de agosto (Procede à
quinta alteração ao Código do Trabalho ajusta o valor da compensação devida pela cessação do contrato); Lei n.º 27/2014, de
8 de maio, procede à sexta alteração ao código do trabalho; Lei n.º 55/2014, de 25 de Agosto, procede à sétima alteração do
código do trabalho.
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Planificar a organização da prevenção de riscos profissionais;

Eliminação dos fatores de risco e de acidentes;

Avaliação e controlo dos riscos profissionais;

Informação, formação, consulta e participação dos trabalhadores e seus representantes;

Promoção e vigilância da saúde dos trabalhadores.


6

4. Regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde no


Trabalho (Lei n.º 3/2014)

4.1. Principais alterações à Lei n.º 102/2009


Foi publicada a Lei nº 3/2014 de 28 de janeiro (em vigor desde 27 de fevereiro de 2014), que
procede à segunda alteração ao regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho.

Posto isto, a seguinte tabela evidencia as principais alterações efetuadas:

Artigo Alteração

Artigo 4.º a) O conceito de trabalhador passa a incluir os não titulares de uma relação jurídica de
emprego, desde que estejam na dependência económica do empregador em razão dos
meios de trabalho e do resultado da sua atividade.

Artigo 4.º j) É introduzido o conceito de auditoria, que é a atividade ou conjunto de atividades


desenvolvidas pelos organismos competentes para a promoção da segurança e saúde
no trabalho dos ministérios responsáveis pelas áreas laboral e da saúde, com o
objetivo de verificar o cumprimento dos pressupostos que deram origem à autorização
para a prestação dos serviços de SST, bem como a qualidade do serviço prestado.

Artigo 15.º
Os princípios gerais da prevenção anteriormente nove, passam a ser onze, tendo
sido introduzido um princípio (a)), que visa evitar os riscos, e um outro (b)) que
constava do Decreto-lei 441/91 de 14 de novembro, que visa a planificação da
prevenção como um sistema coerente que integre a evolução técnica, a organização
do trabalho, as condições do trabalho, as relações sociais e a influência dos fatores
ambientais.
Artigo 18.º
A consulta aos trabalhadores que era feita pelo menos duas vezes por ano por
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n.º 1
escrito, passa a ser pelo menos uma vez por ano. Esta consulta visa obter o parecer
dos representantes dos trabalhadores, ou na sua ausência, de todos os trabalhadores,
em matéria de segurança e saúde no trabalho.
Artigo 18.º
No que respeita à lista anual dos acidentes de trabalho, esta poderá ser elaborada
n.º 1 alínea
l) até ao limite do prazo legal para entrega do relatório único, e não até ao final de
março do ano subsequente como estipulado anteriormente.

Artigo 18.º 7
As consultas, respetivas respostas e propostas dos representantes dos trabalhadores
n.º 5
ou, na sua falta, dos trabalhadores, passam a ter de constar de registo em livro próprio
organizado pela empresa, nomeadamente em suporte informático.

Artigo 41.º
No que diz respeito à proteção do património genético, atividades condicionadas e
proibidas a trabalhadora grávida e lactante e atividades proibidas e
condicionadas a menores, é efetuada a alteração resultante da aplicação do
Regulamento (CE) n.º 1272/2008, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de
dezembro, alterado pelo Regulamento (CE) n.º 790/2009 e pelo Regulamento (UE) n.º
286/2011 da Comissão, de 10 de agosto.
Artigo 46.º
No caso de uma empresa cessar a atividade as fichas clínicas devem ser enviadas
n.º 4
para o organismo competente do ministério responsável pela área da saúde e não
para o organismo competente do ministério responsável pela área laboral, como
anteriormente.
Artigo 68.º
No trabalho condicionado a menor com idade igual ou superior a 16 anos, é
n.º 2
introduzida a obrigação, por parte do empregador, de dar conhecimento à ACT,
através de comunicação em modelo aprovado e preferencialmente por via eletrónica,
da avaliação da natureza, do grau e da duração da exposição do menor a trabalhos
condicionados, e das medidas tomadas, necessárias para evitar esse risco.
Artigo 74.º
Na organização dos serviços de segurança e saúde no trabalho, deve-se adotar a
n.º 2
modalidade de serviços internos, salvo nos casos em que se obtiver autorização de
dispensa deste serviço, admitindo-se o recurso a serviço comum, externo e ainda a
técnicos qualificados, nos termos da lei, mas apenas nos casos em que na empresa ou
no estabelecimento não houver meios suficientes para o desenvolvimento das
atividades dos serviços de Segurança e Saúde.
Artigo 74.º
O modelo 1360 é revogado, pelo que a comunicação à ACT da modalidade de
n.º 7
organização do serviço de segurança adotada, bem como da sua alteração, deixa de
ser obrigatória.
Artigo 73.º-
A responsabilidade contraordenacional pelo não desenvolvimento das atividades
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B n.º 7 a)
principais de segurança e saúde no trabalho, passa a recair também sobre o serviço
externo.
Artigo 76.º
Clarificação do âmbito de aplicação da lei no que concerne aos trabalhadores que têm
e) e 3.º n.º 2
atividade de pesca em embarcações com cumprimento inferior a 15m (eliminação do
conceito de frota pesqueira).
Artigo 77.º
A formação de representante do empregador, empregador e trabalhador
n.º 2
designado, deixa de ser validada pela ACT, muito embora deva obedecer aos
requisitos previstos no Manual de Certificação previsto na Lei n.º 42/2012 de 28 de 8
agosto e ser ministrada por entidade formadora certificada e, ser previamente
comunicada à ACT.
Artigo 80.º
Os requisitos para a revogação de autorização de dispensa de serviço interno
n.º 4 c)
passaram a incluir as doenças profissionais contraídas ao serviço da empresa, ou para
as quais tenham contribuído direta e decisivamente as condições de trabalho da
empresa.
Artigo 81.º
A ocorrência de um acidente de trabalho mortal por violação de regras de segurança e
n.º 6 a)
saúde no trabalho, imputável ao empregador, constitui uma das condições de
revogação de autorização para exercício das atividades pelo empregador ou por
trabalhador designado em substituição das taxas de incidência e gravidade de
acidentes de trabalho, em 5 anos, superiores à média do respetivo setor.
Artigo 81.º
O exercício das atividades pelo empregador ou por trabalhador designado
n.º 10
permanece sujeito à autorização por parte das entidades competentes, que deverá ser
concedida no prazo de 45 dias a contar da data de entrada do requerimento e não os
60 dias previstos anteriormente. Deixa de ser necessário renovar o pedido de
autorização para exercer estas atividades (revogado o n.º 5 da Lei n.º 102/2009 de 10
de setembro). Na ausência de decisão expressa considera-se a autorização tacitamente
deferida.
Artigo 82.º
O acordo que institua o serviço comum, deixa de carecer de autorização, devendo
n.º 2
ser comunicado aos serviços competentes no prazo máximo de 10 dias após a sua
celebração, devendo a comunicação ser acompanhada de parecer fundamentado dos
representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho ou, na sua falta,
dos próprios trabalhadores.
Artigo 84.º
Os serviços externos, contratados a empresa estabelecida noutro Estado membro
n.º 8
do Espaço Económico Europeu, não carecem de autorização, ficando no entanto
sujeitos às condições de exercício que lhe sejam aplicáveis nos termos da lei, podendo
ainda ser avaliados através de auditoria, por iniciativa dos organismos competentes;
Artigo 85.º
Na autorização de serviço externo passou a estar previsto, enquanto requisito, a
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n.º 1 a)
disponibilidade permanente do quadro mínimo (dois técnicos de segurança no
trabalho).
Artigo 90.º
O serviço externo deixa de ter de comunicar as alterações que afetem a natureza
n.º 1
jurídica, a localização da sede ou dos seus estabelecimentos e as relativas aos
requisitos do n.º 1 do artigo 85.º, mantendo-se, no entanto, a necessidade de pedido de
alteração da autorização quando estiver em causa atividades de risco elevado,
alteração de instalações, equipamentos e utensílios.
Artigo 93.º
O prazo de decisão sobre pedidos de alteração de autorização que não impliquem 9
n.º 5
instalações, isto é, em que não seja realizada vistoria, é reduzido de 90 para 60 dias.

Artigo 108.º A realização dos exames de admissão (art. 108.º) pode ser dispensada se:
n.º 6 a) e b)
 Existir uma transferência da titularidade da relação laboral, desde que o
trabalhador mantenha o mesmo posto de trabalho e não haja alterações
substanciais que possam acrescer risco ao trabalhador;
 O trabalhador for contratado por um período inferior a 45 dias para um
trabalho idêntico, exposto aos mesmos riscos e que não tenha sido conhecida
qualquer inaptidão desde o último exame médico.

Artigo 111.º
 A comunicação de acidente de trabalho mortal ou grave, deixou de
contemplar a “situação particularmente grave” passando a contemplar a
“lesão física grave”;
 Além das alterações já referidas, a Lei contempla ainda alguns aditamentos,
nomeadamente:

- Na organização dos serviços de segurança e saúde no trabalho (artigos


73.º-A, 73.º-B e 74.º-A que substituem os artigos 97.º, 98.º e 99.º respetivamente);

- Na inclusão do Balcão único e registos informáticos (art. 96º-A),


sendo que todas as comunicações e as notificações necessárias à autorização e à
alteração da autorização do serviço externo e à dispensa de serviço interno, bem como
o envio de documentos, de requerimentos ou de informações relativas a esses
procedimentos, são realizadas por via eletrónica, através do balcão único eletrónico
dos serviços.
Artigo 119.º
As autorizações e as alterações das autorizações de serviço externo, têm validade
-A
nacional, independentemente de terem sido decididas por entidade no território
continental ou nas regiões autónomas.
Tabela 1- Principais alterações à Lei n.º 102/2009.
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4.2. Princípios Gerais de Prevenção de Riscos Profissionais

A prevenção dos riscos profissionais deve assentar numa correta e permanente avaliação
de riscos e ser desenvolvida segundo princípios, políticas, normas e programas (artigo n.º
15, Lei n.º 3/2014).

10

Os princípios gerais de prevenção pelos quais as entidades empregadoras devem nortear as


suas atividades neste domínio constam do artigo n.º15, ponto número 3, da Lei n.º 3/2014:

a) A conceção e a implementação da estratégia nacional para a segurança e saúde no


trabalho;

b) A definição das condições técnicas a que devem obedecer a conceção, a fabricação, a


importação, a venda, a cedência, a instalação, a organização, a utilização e a
transformação das componentes materiais do trabalho em função da natureza e do grau
dos riscos, assim como as obrigações das pessoas por tal responsáveis;

c) A determinação das substâncias, agentes ou processos que devam ser proibidos,


limitados ou sujeitos a autorização ou a controlo da autoridade competente, bem como a
definição de valores limite de exposição do trabalhador a agentes químicos, físicos e
biológicos e das normas técnicas para a amostragem, medição e avaliação de resultados;

d) A promoção e a vigilância da saúde do trabalhador;

e) O incremento da investigação técnica e científica aplicada no domínio da segurança e


da saúde no trabalho, em particular no que se refere à emergência de novos fatores de
risco;

f) A educação, a formação e a informação para a promoção da melhoria da segurança e


saúde no trabalho;

g) A sensibilização da sociedade, de forma a criar uma verdadeira cultura de prevenção;


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h) A eficiência do sistema público de inspeção do cumprimento da legislação relativa à


segurança e à saúde no trabalho

i) Substituição do que é perigoso pelo que é isento de perigo ou menos perigoso;

j) Priorização das medidas de proteção coletiva em relação às medidas de proteção


individual;
11
l) Elaboração e divulgação de instruções compreensíveis e adequadas à atividade
desenvolvida pelo trabalhador.

4.3. Obrigações Gerais do Empregador

Empregador - a pessoa singular ou coletiva com um ou mais trabalhadores ao seu


serviço e responsável pela empresa ou estabelecimento ou, quando se trate de organismos
sem fins lucrativos, que detenha competência para a contratação de trabalhadores (artigo
n.º 4, anexo da Lei n.º3/2014).

De acordo com o anexo da Lei n.º 3/2014, artigo 15.º, o empregador tem as seguintes
obrigações:

Assegurar ao trabalhador condições de segurança e de saúde em todos os aspetos do


seu trabalho.

Zelar permanentemente, pelo exercício da atividade em condições de segurança e


saúde para o trabalhador, tendo em conta os seguintes princípios gerais de
prevenção.

Prestar informação, formação e consulta dos trabalhadores;

Ter em consideração se os trabalhadores têm conhecimentos e aptidões em matérias de


segurança e saúde no trabalho que lhes permitam exercer com segurança as tarefas de
que os incumbir;

Ter em conta, que além dos trabalhadores, também terceiros poderão ser abrangidos
pelos riscos da realização dos trabalhos, quer nas instalações, quer no exterior;
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Estabelecer em matéria de primeiros socorros, de combate a incêndios e de evacuação


as medidas que devem ser adotadas e a identificação dos trabalhadores responsáveis
pela sua aplicação;

Assegurar a vigilância adequada da saúde dos trabalhadores.

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4.4. Obrigações Gerais do Trabalhador

Trabalhador- a pessoa singular que, mediante retribuição, se obriga a prestar serviço a


um empregador e, bem assim, o tirocinante, o estagiário, o aprendiz e os que estejam na
dependência económica do empregador em razão dos meios de trabalho e do resultado da
sua atividade, embora não titulares de uma relação jurídica de emprego (artigo n.º 1 da
Lei n.º 3/2014).
13

Ao abrigo do artigo 17.º do anexo da Lei n.º 3/2014, este deve:

Cumprir as prescrições de segurança e de saúde no trabalho;

Zelar pela sua segurança e pela sua saúde, bem como pela segurança e pela saúde das
outras pessoas que possam ser afetadas pelas suas ações ou omissões no trabalho,
sobretudo quando exerça funções de chefia ou coordenação, em relação aos serviços
sob o seu enquadramento hierárquico e técnico;

Utilizar corretamente e de acordo com as instruções transmitidas pelo empregador,


máquinas, aparelhos, instrumentos, substâncias perigosas e outros equipamentos e
meios postos à sua disposição, designadamente os equipamentos de proteção coletiva
e individual, bem como cumprir os procedimentos de trabalho estabelecidos;

Cooperar ativamente na empresa, no estabelecimento ou no serviço para a melhoria do


sistema de segurança e de saúde no trabalho, tomando conhecimento da informação
prestada pelo empregador e comparecendo às consultas e aos exames determinados
pelo médico do trabalho;

Comunicar imediatamente ao superior hierárquico ou, não sendo possível, a


trabalhador designado para o desempenho de funções específicas nos domínios da
segurança e saúde no local de trabalho as avarias e deficiências por si detetadas que se
lhe afigurem suscetíveis de originarem perigo grave e iminente, assim como qualquer
defeito verificado nos sistemas de proteção;

Em caso de perigo grave e iminente, adotar as medidas e instruções previamente


estabelecidas para tal situação, sem prejuízo do dever de contatar, logo que possível, o
superior hierárquico ou os trabalhadores que desempenham funções específicas nos
domínios da segurança e saúde no local de trabalho.
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4.5. Consulta e Informação e Formação

4.5.1. Consulta

O empregador, com vista à obtenção de parecer, deve consultar por escrito e, pelo menos,
uma vez por ano, previamente ou em tempo útil, os representantes dos trabalhadores
para a segurança e saúde ou, na sua falta, os próprios trabalhadores (artigo n.º 18 da Lei 14
n.º 3/2014).

A consulta é uma componente fundamental da política e da cultura da empresa. Faz parte duma
estratégia que permite valorizar os conhecimentos e a experiências dos trabalhadores, estimular a
motivação e favorecer a mudança. Os conhecimentos e a experiência dos que executam as
transformações e as atividades em geral são relevantes para a aplicação das medidas de prevenção e a
resolução das questões que, neste âmbito, se vão quotidianamente colocando.

Neste contexto, a ideia que prevalece é que a implicação dos trabalhadores nas atividades da
organização desencadeia uma melhoria das prestações. A valorização só assume contornos definidos
através da atribuição de competências e da abertura de domínios e matérias onde a consulta é possível.

O objetivo da consulta, é pois, o de criar um sentimento de pertença, algo que se torna difícil
nas estruturas organizacionais atuais, face à inercia de muitos modelos de gestão. Os gestores não
podem esperar uma participação genuína através da simples publicitação de que o sistema de gestão da
segurança e saúde no trabalho mudou. Muitas atitudes deste tipo acabam por não obter os resultados
pretendidos, porquanto ficou provado que os trabalhadores não participam quando compreendem que
as decisões são efetivamente tomadas em sede diferente, assumindo que o desempenho, em segurança,
das suas funções não requer a sua consulta nas decisões de segurança e saúde no trabalho.

Desta forma a Lei prevê que os representantes dos trabalhadores ou na sua falta os trabalhadores
sejam consultados sobre (artigo n.º 18 Lei nº 3/2014):

A avaliação dos riscos para a segurança e a saúde no trabalho, incluindo os


respeitantes aos grupos de trabalhadores sujeitos a riscos especiais;

As medidas de segurança e saúde antes de serem postas em prática ou, logo que
possível, em caso de aplicação urgente das mesmas;

As medidas que, pelo seu impacte nas tecnologias e nas funções, tenham repercussão
sobre a segurança e saúde no trabalho;
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O programa e a organização da formação no domínio da segurança e saúde no


trabalho;

A designação do representante do empregador que acompanha a atividade da


modalidade de serviço adotada;

A designação e a exoneração dos trabalhadores que desempenham funções específicas


nos domínios da segurança e saúde no local de trabalho;
15
A designação dos trabalhadores responsáveis pela aplicação das medidas previstas no
n.º 9 do artigo 15.º;

A modalidade de serviços a adotar, bem como o recurso a serviços externos à empresa


e a técnicos qualificados para assegurar a realização de todas ou parte das atividades
de segurança e de saúde no trabalho, nos termos do n.º 2 do artigo 74.º;

O equipamento de proteção que seja necessário utilizar;

Os riscos para a segurança e saúde, bem como as medidas de proteção e de prevenção


e a forma como se aplicam, quer em relação à atividade desenvolvida quer em relação
à empresa, estabelecimento ou serviço;

A lista anual dos acidentes de trabalho mortais e dos que ocasionem incapacidade para
o trabalho superior a três dias úteis, elaborada até ao termo do prazo para entrega do
relatório único relativo à informação sobre a atividade social da empresa;

Os relatórios dos acidentes de trabalho.


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4.5.2. Informação

O trabalhador, assim como os seus representantes para a segurança e para a saúde na


empresa, estabelecimento ou serviço, deve dispor de informação atualizada (artigo n.º 19
da Lei n.º 3/2014).

A informação em matéria de segurança e saúde constitui uma das valências fundamentais de


qualquer sistema nacional. Trata-se de uma área prioritária na relação entre as entidades patronais e os 16
trabalhadores e/ou os seus representantes, mediante a adoção de procedimentos e instrumentos
apropriados. A informação deve revestir-se de forma adequada à endogeneização de princípios e
práticas pelos seus destinatários e encontrar-se permanentemente acessível.

Para além de ser uma medida de prevenção de longo alcance, a informação constitui um fator
potenciador da eficácia das demais medidas de prevenção. Independentemente da forma que a
comunicação assuma, os seus responsáveis devem ponderar acerca dos conteúdos a incluir, o modo de
organizar as mensagens, o grau de perceção da linguagem e o estilo.

Desta forma, os trabalhadores devem dispor de informação atualizada sobre:

Riscos para a segurança e saúde, bem como as medidas de proteção e de prevenção e a


forma como se aplicam;

Medidas e as instruções a adotar em caso de perigo grave e iminente;

Medidas de primeiros socorros, de combate a incêndios e de evacuação dos


trabalhadores em caso de sinistro, bem como os trabalhadores ou serviços encarregues
de as colocar em prática.

Esta informação deve ser fornecida na:

Admissão na empresa;

Mudança de posto de trabalho ou de funções;

Introdução de novos equipamentos de trabalho ou alteração dos existentes;

Adoção de uma nova tecnologia;

Atividades que envolvam trabalhadores de diversas empresas.


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4.5.3. Formação

O trabalhador deve receber uma formação adequada no domínio da segurança e saúde


no trabalho, tendo em atenção o posto de trabalho e o exercício de atividades de risco
elevado. (artigo n.º 20 da Lei n.º 3/2014).

17
Investir na qualificação das pessoas significa desenvolver sistemas e metodologias de atuação
que permitem mais e melhor emprego e maior qualidade de vida no trabalho através da formação
qualificante e da formação habilitante.

Na realidade, é através da formação que os trabalhadores alteram atitudes, aprendem novos


comportamentos compreendem como se encontram organizada a prevenção ao nível da empresa e
racionaliza alguns dos fatores que, influenciam a perceção do risco, nomeadamente através da
experiência direta. É pela formação que as capacidades individuais e as alterações tecnológicas
encontram caminhos de cruzamento com vista ao encaixe mútuo.

A formação é, ainda, um instrumento que permite atravessar transversalmente a sociedade,


detendo potencial para deixar, em cada área um rasto indelével.

A abordagem da qualidade no âmbito do sistema de formação profissional não constitui, pois,


uma mera opção. Muito mais do que isso, é um imperativo para a sustentabilidade de qualquer rede
nacional de prevenção.

A formação constitui hoje uma das valências essenciais na promoção das condições de trabalho.
Qualquer que seja o modelo de abordagem propugnado, todos convergem no investimento nas pessoas
que a formação consubstancia, como meio de eliminar os acidentes de trabalho e as doenças
profissionais, ao mesmo tempo que a legislação aplicável põe o enfoque na obrigação do empregador
garantir a aquisição de competências por parte dos trabalhadores, em todos os setores de atividade,
com o intuito de prevenir riscos gerais ou específicos.
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5. Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais

5.1. Acidentes de Trabalho

Acidente de trabalho é “aquele que se verifique no local e no tempo de trabalho e produza


direita ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte
redução na capacidade de trabalho ou de ganho ou a morte” (artigo 8.º da Lei n.º 98/2009). 18

É também acidente de trabalho o ocorrido:

No trajeto de ida para o local de trabalho ou de regresso deste;


Entre qualquer dos seus locais de trabalho, no caso de ter mais de um emprego;
Entre a sua residência habitual ou ocasional e as instalações que constituem o seu local de
trabalho;
Entre qualquer dos locais referidos no ponto precedente e o local do pagamento da retribuição;
Entre qualquer dos locais referidos nos pontos anteriores e o local onde ao trabalhador deva
ser prestada qualquer forma de assistência ou tratamento por virtude de anterior acidente;
Entre o local de trabalho e o local da refeição;
Entre o local onde, por determinação do empregador, presta qualquer serviço relacionado com
o seu trabalho e as instalações que constituem o seu local de trabalho habitual ou a sua
residência habitual ou ocasional;
Na execução de serviços espontaneamente prestados e de que possa resultar proveito
económico para o empregador;
No local de trabalho e fora deste, quando no exercício do direito de reunião ou de atividade de
representante dos trabalhadores, nos termos previstos no Código do Trabalho;
No local de trabalho, quando em frequência de curso de formação profissional ou, fora do
local de trabalho, quando exista autorização expressa do empregador para tal frequência;
No local de pagamento da retribuição, enquanto o trabalhador aí permanecer para tal efeito;
No local onde o trabalhador deva receber qualquer forma de assistência ou tratamento em
virtude de anterior acidente e enquanto aí permanecer para esse efeito;
Em atividade de procura de emprego durante o crédito de horas para tal concedido por lei aos
trabalhadores com processo de cessação do contrato de trabalho em curso;
Fora do local ou tempo de trabalho, quando verificado na execução de serviços determinados
pelo empregador ou por ele consentidos.
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5.1.1. Causas dos Acidentes de Trabalho

As causas de acidente de trabalho, geralmente associam-se a:

Fatores pessoais Causas imediatas Atos inseguros, como causas


imediatas dos acidentes
- Falta de conhecimento ou - Máquinas e ferramentas - Falta de cumprimento de
19
destreza; - Instalações mal protegidas; ordens;
- Falta de motivação; - Instalações não protegidas; - Defeito - Atuar sem autorização ou sem
-Problemas físicos ou de fabrico -ferramenta e/ou avisar;
mentais; equipamento em mau estado; - Não utilizar ou neutralizar os
- Condições inadequadas de -Condições de organização dispositivos de segurança;
trabalho; - Disposição errada dos equipamentos; - Não utilizar o equipamento de
- Falta de proteção individual eficaz. proteção individual previsto.
- Condições de ambiente físico; - Maus hábitos de trabalho:
- Trabalhar a um ritmo anormal;
- Utilizar ferramentas de uma
maneira errada;
Tabela 2 - Causas dos acidentes de trabalho.

5.1.2. Tipos de Incapacidades

Dos acidentes de trabalho podem resultar diferentes tipos de incapacidades:

Incapacidade temporária absoluta – perda da capacidade para o trabalho por um período


limitado de tempo, após o qual o trabalhador retorna às atividades normais;

Incapacidade permanente parcial – diminuição, para toda a vida, de parte da capacidade


total para o trabalho. Por exemplo, quando ocorre a perda de um dedo ou de uma vista;

Incapacidade permanente absoluta – invalidez incurável para o trabalho.


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5.1.3. Principais consequências dos acidentes no trabalho


Um acidente de trabalho é determinado por múltiplos fatores, e aquando da sua ocorrência, dá
origem a consequências vastas, de diversa ordem, com efeitos induzidos aos mais variados níveis. Do
ponto de vista humano e material, os acidentes de trabalho acarretam as seguintes consequências, que
se apresentam na seguinte tabela:

Plano Humano Plano Material


20
- Sofrimento físico;
- Perda de salário (e prémio);
Acidentado - Sofrimento moral;
- Baixa do seu potencial profissional.
- Diminuição do seu potencial.
- Sofrimento moral;
Família - Preocupações. - Dificuldades económicas.

- Mal-estar; - Perda de tempo (e prémio);


Colegas de trabalho - Inquietação/Pânico. - Excesso de trabalho.

- Paragem de máquina (s);


- Baixa do clima psicológico;
- Perda de produção/atrasos no fabrico;
Empresa - Má reputação para a empresa.
- Formação de um substituto;
- Prémio de seguro maior.

- Baixa de potencial humano.


- Perda de produção;
País
-Recuperação do acidentado/Reformas.

Tabela 3- Consequências dos acidentes de trabalho.

5.1.4. Comunicações obrigatórias


O empregador deve comunicar à Autoridade para as Condições de Trabalho, nas 24 horas
seguintes à ocorrência de um acidente de trabalho, as causas de acidentes mortais ou que evidenciem
uma situação muito grave.

O objetivo da investigação de acidentes não e só determinar a causa (ou causas) dos danos,
mas sim o porquê de terem ocorrido e desta forma ser possível elaborar uma proposta das medidas
corretivas a serem implementadas.
Renovação de CAP de Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho

5.1.5. Prevenção dos acidentes de trabalho


A melhor forma de prevenção de acidentes de trabalho é a informação, a consciencialização e
a formação dos trabalhadores no local de trabalho, a que acresce a aplicação de todas as medidas de
segurança coletiva e individual inerente à atividade desenvolvida.

5.2. Doenças Profissionais


21

“Doença incluída na lista das doenças profissionais de que esteja afetado um trabalhador
que tenha estado exposto ao respetivo risco pela natureza da indústria, atividade ou
condições, ambiente e técnicas do trabalho habitual”. (artigo 94º da Lei n.º 98/2009).

5.2.1. Lista de Doenças Profissionais


A lista das doenças profissionais encontra-se descrita no Decreto Regulamentar n.º 76/2007 de
17 de Julho, no entanto, podem também ser reconhecidas como doenças profissionais, outras que não
constem da referida lista, desde que sejam devidamente comprovadas como devidas a causas
relacionadas com o trabalho.

Figura 1- Exemplo da lista de doenças profissionais


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5.2.2. Fatores que determinam uma doença profissional

Os fatores que determinam uma doença profissional são os seguintes:

Ambiente de trabalho (propriedades químicas, físicas e biológicas);


Vias de entrada no organismo (ocular, inalatória, oral e dérmica);
Tempo de exposição.
22

5.2.3. Formas de aparecimento:


A longo prazo:

- Exposição crónica (ex.: ruído/surdez profissional);


- Elevado tempo de ocultação entre a exposição e o desenvolver da doença (ex: silicose);
- Exposição a carcinogénicos, mutagénicos e teratógeneos (radiações ionizantes/leucemias).

A curto prazo:

- Sensibilizações alérgicas: Asma profissional.

Caso seja reconhecida a doença profissional ao trabalhador, este tem direito à reparação dos
danos da sua saúde, que consistem em dois tipos de prestações: em espécie e em dinheiro.

5.2.4. Tipos de Incapacidades

As doenças profissionais podem determinar incapacidades:

Temporárias – quando as lesões têm um carácter transitório e foram tomadas


medidas de modo a evitar novo contacto.
Permanente – quando as lesões têm um carácter definitivo, podendo resultar de uma
situação aguda ou crónica.
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6. Profissionais de Segurança no Trabalho (Lei n.º 42/2012)

6.1. Certificação de Profissionais

Técnico de segurança no trabalho é o profissional que desenvolve atividades de prevenção e


23
de proteção contra riscos profissionais (artigo 2º c) da Lei n.º 42/2012).

Técnico superior de segurança no trabalho é o profissional que organiza, desenvolve,


coordena e controla as atividades de prevenção de proteção contra riscos profissionais
(artigo 2º d) da Lei n.º 42/2012).

Para a aplicação dos princípios de prevenção e a execução das atividades principais de


segurança e saúde no trabalho ao nível da empresa, o sistema de prevenção de riscos tem de dispor de
técnicos superior e intermédios devidamente qualificados e detentores de formação acreditada,
requisitos essenciais para o reconhecimento do sistema de certificação profissional.

O sistema de certificação de técnico assenta no pressuposto de que as empresas têm de reunir no


domínio da prevenção de riscos, pelo que necessitam de qualificações profissionais especificas através
da frequência de ações de formação favorecedoras dum desempenho profissional adequado. Até
porque estes profissionais deverão aplicar por exemplo, técnicas de identificação de perigos e
avaliação de riscos as quais, a serem executadas de modo inconsequente ou com ausência de rigor
científico poderão, em certas circunstancias, colocar em perigo a vida dos trabalhadores e terceiros.

A certificação dos técnicos atende a alguns fatores de conteúdo central: princípios


deontológicos a respeitar por todos os profissionais de segurança no trabalho; os perfis profissionais
que elencam as atividades essenciais a desenvolver em segurança no trabalho; os perfis de formação
que explicam as competências exigidas; os níveis de qualificação em que se enquadram os referidos
profissionais e as normas de gestão respeitantes à emissão, suspensão e revogação do certificado de
aptidão profissional.
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6.2. Principios Deontológicos

Os técnicos superiores de segurança no trabalho e os técnicos de segurança no trabalho


devem desenvolver as atividades definidas no perfil profissional respetivo, constante do
manual de certificação, de acordo com princípios deontológicos (artigo n.º 7 da Lei n.º
42/2012).

24
Ao abrigo do artigo 7.º n.º 1 da Lei n.º 42/2012, os princípios deontológicos a seguir pelos
profissionais de segurança de trabalho são os seguintes:

a) Considerar a segurança e saúde dos trabalhadores como fatores prioritários da sua


intervenção;

b) Basear a sua atividade em conhecimentos científicos e competência técnica e propor a


intervenção de peritos especializados, quando necessário;

c) Adquirir e atualizar as competências e os conhecimentos necessários ao exercício das suas


funções;

d) Executar as suas funções com autonomia técnica, colaborando com o empregador no


cumprimento das suas obrigações;

e) Informar o empregador, os trabalhadores e os seus representantes para a segurança e saúde no


trabalho sobre a existência de situações particularmente perigosas que requeiram uma
intervenção imediata;

f) Colaborar com os trabalhadores e os seus representantes para a segurança e saúde no trabalho,


desenvolvendo as suas capacidades de intervenção sobre os fatores de risco profissional e as
medidas de prevenção adequadas;

g) Abster -se de revelar informações referentes à organização, métodos de produção ou negócios


de que tenham conhecimento em virtude do desempenho das suas funções;

h) Proteger a confidencialidade dos dados que afetem a privacidade dos trabalhadores;

i) Consultar e cooperar com os organismos da rede nacional de prevenção de riscos


profissionais.
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7. Norma Portuguesa – NP 4397:2008

7.1. Origem da NP 4397:2008


A norma NP 4397 é uma norma portuguesa adaptada da norma OHSAS 18001.

A norma OHSAS 18001 é elaborada pelo OHSAS Project Group, uma associação 25
internacional de organismos de normalização nacionais, organismos de certificação, organismos de
acreditação, institutos de segurança e saúde, associações industriais, consultores e agências
governamentais.

A norma OHSAS 18001 foi inicialmente publicada em 1999, tendo sido sujeita em 2005 a
uma revisão sistemática de modo a determinar a necessidade de rever o referencial. A revisão
sistemática concluiu que a norma deveria ser revista, para estar perfeitamente alinhada com a ISO
14001:2004, tendo os trabalhos respetivos originado a 2ª edição, a norma OHSAS 18001:2007.

Em 2000 foi publicada a norma OHSAS 18002, com o intuito de fornecer orientações para a
implementação de um SGSST de acordo com a norma OHSAS 18001. Esta norma foi revista em 2008
para acompanhar a revisão de 2007 da OHSAS 18001.

A família de normas OHSAS é aplicável à gestão da segurança e saúde do trabalho, isto é, ao


modo como uma Organização controla os seus riscos da SST e melhora o seu desempenho em matéria
de SST.

Em Portugal, o Instituto Português da Qualidade (IPQ) é o Organismo Nacional de


Normalização (ONN), coordenando a atividade de normalização. A normalização pode ser
desenvolvida com a colaboração de Organismos de Normalização Sectorial (ONS), reconhecidos pelo
IPQ para o efeito. No domínio da segurança e saúde dos trabalhadores, a CERTITECNA é o
Organismo de Normalização Sectorial (ONS), constituindo a interface entre as Comissões Técnicas
(CT) e o IPQ.

Tendo em conta as necessidades sentidas e manifestadas por diversos sectores de atividade e o


consenso técnico gerado na própria subcomissão. As normas OHSAS 18001 e OHSAS 18002 foram
traduzidas e adaptadas dando origem as normas NP 4397 (Sistemas de Gestão da Segurança e
Saúde do Trabalho – Requisitos) e NP 4410 (Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho
– Linhas de orientação para a implementação da norma NP 4397).
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7.2. Campo de Aplicação da NP 4397:2008

A norma NP 4397 determina os requisitos que deverão ser assegurados pela organização no
que diz respeito à gestão de segurança e saúde no trabalho.

Cada empresa deverá determinar as metodologias mais adequadas para o seu caso, por forma a
garantir o cumprimento dos requisitos normativos.
26
A norma NP 4397 é uma norma genérica de sistemas de gestão, o que significa que é aplicável
a organizações de todo o tipo e dimensão, quaisquer que sejam os seus produtos e sectores de
atividade e em qualquer ponto do globo, desde que pretenda:

Estabelecer um sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho para eliminar ou


minimizar os riscos para os trabalhadores e outras partes interessadas que possam
estar expostos aos perigos da segurança e saúde no trabalho associados às suas
atividades;

Implementar, manter e melhorar continuamente um sistema de gestão de segurança e


saúde no trabalho;

Assegurar-se da conformidade com a sua política de segurança e saúde no trabalho;

Demonstrar a conformidade com da norma através de: efetuar uma auto avaliação e
uma auto-declaração, ou procurar confirmação da sua conformidade por partes
interessadas na organização, tais como clientes, ou procurar confirmação da respetiva
auto-declaração por entidade externa à organização (terceira parte), ou procurar
certificação/registo do respetivo sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho
por uma entidade externa (terceira parte).
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7.3. Organização da NP 4397:2008


A NP 4397:2008 está organizada em 4 cláusulas sendo que nas três primeiras é feita uma
introdução e a quarta cláusula é a que estabelece os requisitos a cumprir, sendo portanto estes
utilizados em auditoria para avaliar o sistema de gestão.

Cláusula 1- Objetivo Campo de Aplicação


Cláusula 2- Referências normativas
Cláusula 3- Termos e definições 27

Cláusula 4- Requisitos do sistema de Gestão de SST


4.1. Requisitos Gerais
4.2.Politica de SST
4.3. Planeamento
4.3.1. Identificação de perigos, avaliação de riscos e determinação de medidas de controlo
4.3.2. Requisitos Legais e outros requisitos
4.3.3. Objetivos e programas
4.4. Implementação e Operação
4.4.1. Recursos, Funções, Responsabilidades, Responsabilizações e Autoridade
4.4.2. Competência, Formação e Sensibilização
4.4.3. Comunicação, Participação e Consulta
4.4.3.1. Comunicação
4.4.3.2. Participação e Consulta
4.4.4. Documentação
4.4.5. Controlo dos Documentos
4.4.6. Controlo Operacional
4.4.7. Preparação e Resposta a Emergência
4.5. Verificação
4.5.1. Monotorização e Medição de Desempenho
4.5.2. Avaliação da Conformidade
4.5.3. Investigação de incidentes, não conformidades, ações corretivas e ações preventivas
4.5.3.1. Investigação de Incidentes
4.5.3.2. Não Conformidades, Ações Corretivas, Ações Preventivas
4.5.4. Controlo de Registos
4.5.5. Auditorias Internas
4.6. Revisão pela Gestão
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7.4. Beneficios da implementação da NP 4397:2008


A implementação e certificação de sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho
apresentam-se como fatores de melhoria de competitividade e produtividade, acarretando os seguintes
benefícios para as empresas:

Maior eficácia e eficiência interna com a consequente redução de custos;

Melhoria da imagem e credibilidade da empresa;


28
Melhoria da gestão.

As organizações poderão beneficiar destas vantagens apenas com a implementação do sistema,


porém ao obter a certificação o impacto será maior devido ao reconhecimento por uma entidade
externa. Por outro lado, as auditorias realizadas pelo organismo certificador contribuem para a
dinamização do sistema e para a procura da melhoria contínua.
A tabela apresentada de seguida resume a forma como a implementação desta norma contribui
para a melhoria da segurança e saúde no trabalho dentro das organizações:
Maior eficácia e eficiência Melhoria da imagem e da
interna e consequente redução de Melhoria da gestão
credibilidade da empresa
custos
- Estabelecimento de regras de - Melhoria do desempenho ao nível - Melhor e maior disponibilidade
trabalho e de meios de prevenção da segurança e saúde, através da de dados para a tomada de
que minimizam os riscos de identificação e controlo dos riscos decisões;
acidentes e de doenças associados às suas atividades,
- Acompanhamento sistemático do
profissionais, reduzindo assim o traduzindo-se numa imagem
desempenho das diferentes áreas;
impacto que estes problemas positiva da empresa junto a
acarretam (indemnizações, perdas clientes, trabalhadores e público - Estabelecimento de metas a
materiais, seguros, interrupções, em geral; atingir para os diversos sectores,
diminuição da motivação); avaliação de desvios e atuação
- A certificação é o
atempada;
- Acompanhamento dos requisitos reconhecimento da adoção de boas
legais limitando o risco de coimas práticas a nível da segurança e - Definição de objetivos,
por incumprimento legal. saúde no trabalho, contribuindo permitindo direcionar toda a
para a boa imagem da empresa. organização no mesmo caminho;

- Cumprimento de requisitos
legais;

Tabela 4- Benefícios da implementação da NP 4397:2008


Renovação de CAP de Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho

8. Principais Diplomas Legais da SST

DIPLOMAS DE ÂMBITO GERAL


 Decreto-Lei n.º 347/93, de 1 de Outubro
Transpõe para o direito interno a Diretiva n.º 89/656/CEE, de 30 de Novembro, relativa às
prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho.

 Portaria n.º 987/93, de 6 de Outubro 29


Estabelece as normas técnicas de execução do Decreto-Lei n.º 347/93, de 1 de Outubro.

 Lei n.º 98/2009, de 4 de Setembro


Estabelece o regime de reparação de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.

 Decreto Regulamentar n.º 6/2001, de 5 de Maio


Índice codificado das doenças profissionais.

 Decreto Regulamentar n.º 76/2007, de 17 de Julho


Procede à alteração aos capítulos 3 e 4 do Decreto Regulamentar n.º 6/2001, de 5 de Maio,
referente ao Índice codificado das doenças profissionais.

 Lei n.º 42/2012, de 28 de Agosto


Estabelece o regime de acesso e de exercício das profissões de técnico superior de segurança no
trabalho e de técnico de segurança no trabalho.

 Decreto-Lei n.º 243/86, de 20 de Agosto


Aprova o regulamento geral de higiene e saúde do trabalho nos estabelecimentos comerciais, de
escritórios e serviços.

 Portaria n.º 53/71, de 3 de Fevereiro


Aprova o regulamento geral de higiene e saúde do trabalho nos estabelecimentos industriais.

 Portaria n.º 702/80, de 22 de Setembro


Altera a Portaria n.º 53/71, que aprova o regulamento geral de higiene e saúde do trabalho nos
estabelecimentos industriais.

DIPLOMAS RELACIONADOS COM O ENQUADRAMENTO LEGAL DE SST


 Lei nº 7/2009, de 12 de Fevereiro
Aprova a revisão do código do trabalho. Esta lei apresentou algumas alterações, nomeadamente
através das seguintes leis:
o Lei n.º 105/2009, 14 de Setembro;
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o Lei n.º 3/2012, de 10 de Janeiro;


o Lei n.º 23/2012, de 25 de Junho;
o Lei n.º 47/2012, de 29 de Agosto;
o Lei n.º 69/2013, de 30 de Agosto;
o Lei n.º 27/2014, de 8 de Maio
o Lei n.º 55/2014, de 25 Agosto.

30
 Lei nº 102/2009, de 10 de Setembro
Regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho - (Regulamenta o Regime
jurídico da promoção e prevenção da segurança e saúde no trabalho, de acordo com o previsto no
art.º 284º da Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro)

 Lei nº 3/2014, de 28 de Janeiro


Procede à segunda alteração à Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, que aprova o regime jurídico
da promoção da segurança e saúde no trabalho, e à segunda alteração ao Decreto -Lei n.º 116/97,
de 12 de maio, que transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 93/103/CE, do Conselho,
de 23 de novembro, relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde no trabalho a bordo
dos navios de pesca.
 Declaração de Retificação n.º 20/2014, de 27 de Março
Retifica a Lei nº 3/2014, de 28 de janeiro.

DIPLOMAS RELACIONADOS COM ERGONOMIA

 Decreto-Lei n.º 349/93, de 1 de Outubro


Transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 90/270/CEE, de 29 de Maio, relativa às
prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes ao trabalho com equipamentos dotados de
visor.

 Portaria n.º 989/93, de 6 de Outubro


Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes ao trabalho com
equipamentos dotados de visor.

DIPLOMA RELACIONADOS COM A CONSTRUÇÃO CIVIL

 Decreto-Lei n.º 273/2003, de 29 de Outubro – “DIRECTIVA ESTALEIROS”


Renovação de CAP de Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho

Transpõe para o direito interno a Diretiva n.º 92/57/CEE, de 24 de Junho, relativas às prescrições
mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis e revoga o Decreto-
Lei nº 155/95 de 1 de Julho.

DIPLOMA RELACIONADO COM EQUIPAMENTOS DE TRABALHO

 Decreto-Lei n.º 50/2005, de 25 de Fevereiro


Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde dos trabalhadores na utilização de 31
equipamentos de trabalho.

DIPLOMAS RELACIONADOS COM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


(EPI)
 Decreto-Lei n.º 348/93, de 1 de Outubro
Transpõe para o direito interno a Diretiva n.º 89/656/CEE, de 30 de Novembro, relativa às
prescrições mínimas de segurança e saúde na utilização de equipamentos de proteção individual.

 Portaria n.º 988/93, de 6 de Outubro


Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde dos trabalhadores na utilização de
equipamentos de proteção individual, de acordo com o artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 348/93, de 1
de Outubro.

DIPLOMAS RELACIONADOS COM RUÍDO


 Decreto-Lei n.º 182/2006, de 6 de Setembro
Estabelece as prescrições mínimas de segurança e de saúde em matéria de exposição dos
trabalhadores aos riscos devidos aos agentes físicos (ruído).

DIPLOMA RELACIONADO COM AS VIBRAÇÕES


 Decreto-Lei n.º 46/2006, de 24 de Fevereiro
Estabelece as prescrições mínimas de segurança e de saúde respeitantes à exposição dos
trabalhadores aos riscos devidos a vibrações mecânicas.

DIPLOMAS RELACIONADOS COM AGENTES BIOLÓGICOS


 Decreto-Lei n.º 84/97, de 16 de Abril
Estabelece as prescrições mínimas de proteção da segurança e da saúde dos trabalhadores contra
os riscos da exposição a agentes biológicos no trabalho.
Renovação de CAP de Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho

 Portaria n.º 405/98, de 11 de Julho


Aprova a classificação dos agentes biológicos.

 Portaria n.º 1036/98, de 15 de Dezembro


Procede à alteração à Portaria n.º 405/98, de 11 de Julho, que aprova lista dos agentes biológicos
classificados.

DIPLOMAS RELACIONADOS COM RISCOS ELÉCTRICOS 32


 Portaria n.º 37/70, de 17 de Janeiro
Aprova as instruções para os primeiros socorros em acidentes produzidos por correntes elétricas.

 Decreto-Lei n.º 229/2006, de 24 de Novembro


Altera o Decreto Regulamentar n.º 31/83, de 18 de Abril, que aprova o estatuto do técnico
responsável por instalações elétricas de serviço particular.

 Decreto-Lei n.º 740/74, de 26 de Agosto


Estabelece o RSIUEE – Regulamento de segurança das instalações de utilização da energia
elétrica.

 Decreto-Lei n.º 303/76, de 26 de Abril


Introduz alterações ao Decreto-Lei n.º 740/74, de 26 de Agosto.

 Decreto-Lei n.º 226/2005, de 28 de Dezembro


Procede à revisão do Decreto-Lei n.º 740/74, de 26 de Agosto.

DIPLOMAS RELACIONADOS COM MOVIMENTAÇÃO MECÂNICA DE CARGAS


 Decreto-Lei n.º 103/2008, de 24 de Junho
Estabelece as regras relativas à colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e
respetivos acessórios. Este diploma sofreu alteração através do Decreto-Lei n.º 75/2011 de 20 de
Junho.

 Decreto-Lei n.º 214/95, de 18 de Agosto


Estabelece as condições de utilização e comercialização de máquinas usadas, visando eliminar os
riscos para a segurança e saúde das pessoas.

 Portaria n.º 172/2000, de 23 de Março


Define a complexidade e características das máquinas usadas que revistam especial perigosidade.
Renovação de CAP de Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho

DIPLOMAS RELACIONADOS COM MOVIMENTAÇÃO MANUAL DE CARGAS


 Decreto-Lei n.º 330/93, de 25 de Setembro
Transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 90/269/CEE, de Conselho, de 29 de Maio,
relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde na movimentação manual de cargas.

DIPLOMAS RELACIONADOS COM A SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE


 Decreto-Lei n.º 141/95, de 14 de Junho
33
Transpõe para o direito interno a Diretiva n.º 92/58/CEE, de 24 de Junho, relativa às prescrições
mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.

 Portaria n.º 1456-A/95, de 11 de Dezembro


Regulamenta o Decreto-Lei n.º 141/95.

 Decreto Regulamentar n.º 22-A/98, de 12 de Setembro – Capítulo V


Regulamenta a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública.

DIPLOMAS RELACIONADOS COM SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS


 Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro
Estabelece o regime jurídico da segurança contra incêndios – SCIE.

 Portaria n.º 1532/2008, de 29 de Dezembro


Estabelece a disposições técnicas e especificas de segurança contra incêndios em edifícios.

 Despacho n.º 2074/2009, de 15 de Janeiro


Estabelece os critérios técnicos para determinação da carga de incêndio modificada.