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Controle Automático de Exposição

Prof: Tito Hebert


Controle
ControleAutomático
Automáticode
deExposição
Exposição

O controle automático de exposição (CAE) exige uma compreensão especial por parte do tecnólogo / técnico em
radiologia. O CAE é um dispositivo que mede a quantidade de radiação que atinge o receptor de imagem. Esse
controle termina automaticamente a exposição quando o receptor de imagem tiver recebido a intensidade de
radiação necessária.

O tipo de CAE usado pela maioria dos fabricantes incorpora uma


câmara de ionização de placas paralelas posicionada entre o
paciente e o receptor de imagem. Essa câmara é feita de material
radiolucente, para que não interfira com a imagem radiográfica. A
ionização dentro da câmara gera uma carga elétrica. Quando a
quantidade adequada de carga é gerada, a exposição é encerrada.

Quando um equipamento de raios X com CAE é instalado, ele deve


ser calibrado. Isso requer fazer exposições de um objeto simulador
ajustando o CAE para a faixa de intensidades de raios X necessária
para a obtenção de imagens de qualidade. O engenheiro de
manutenção geralmente se encarrega dessa calibração.
O TUBO DE RAIOS X é um componente do aparelho de raios X raramente visto pelo tecnólogo. Ele está contido em
uma caixa de proteção e, portanto, é inacessível. A imagem abaixo apresenta um diagrama esquemático de um tubo
de raios X diagnóstico com um anodo giratório. Seus componentes são considerados separadamente, mas deve estar
claro que existem duas partes principais: o catodo e o anodo. Cada uma delas é um eletrodo, e qualquer tubo com
dois eletrodos é um diodo. Um tubo de raios X é um tipo especial de diodo.

A estrutura externa dos tubos de raios X consiste em três


partes: a estrutura de suporte, o invólucro protetor
(cabeçote) e a ampola de vidro ou metal. As estruturas
internas do tubo de raios X são o anodo e o catodo.
A seguir, são apresentados em detalhes os componentes
externos e a estrutura interna do tubo de raios X. As causas
e a prevenção de falhas em tubos de raios X são discutidas.
De modo geral, com uso adequado, um tubo de raios X
empregado em radiografia deve durar muitos anos.
Geralmente, tubos de raios X usados em tomografia
computadorizada (TC) e radiologia intervencionista têm
vida útil mais curta.
Principais partes do anodo rotativo de um tubo de raios X.
COMPONENTES EXTERNOS
• O tubo de radiografia e o cabeçote são bastante
pesados; então, eles requerem um mecanismo de
sustentação para que o tecnólogo possa posicioná-lo.
A Figura abaixo ilustra as três principais formas de
sustentação do cabeçote.
Sistema de Suporte de Teto

O sistema de suporte de teto é provavelmente o mais frequentemente usado. Consiste em dois conjuntos
perpendiculares de trilhos de teto. Isso permite deslocamentos longitudinais e transversais do tubo de raios X.
Uma coluna telescópica prende a caixa de proteção do tubo de raios X aos trilhos, permitindo variar a distância
entre o foco e o receptor de imagens (DFR). Quando o tubo de raios X é centralizado acima da mesa de exame na
distância padrão, ele está na posição de retenção selecionada.

Outras posições podem ser escolhidas e bloqueadas pelo tecnólogo. Alguns tubos de raios X com suporte de teto
têm um único controle que remove todos os bloqueios, o que permite a “flutuação” do tubo. Esse bloqueio deve ser
usado apenas para pequenos ajustes e não para mover o tubo além de cerca de um metro porque pode causar
distensão de braço e ombro.

Sistema de Suporte Teto-chão

O sistema de suporte teto-chão tem uma única coluna (estativa) com roldanas em cada extremidade, uma
acoplada a um trilho montado no teto e outra conectada a um trilho no chão. O tubo de raios X desliza para cima e
para baixo da coluna enquanto a coluna gira. Uma variação desse tipo de sistema de suporte tem a coluna
posicionada em um sistema único de suporte de chão com um ou dois trilhos montados no chão.
Sistema de Suporte de Arco C

As salas de radiologia intervencionista angiográfica muitas vezes estão equipadas com sistemas de suporte
do tipo arco C, assim chamados porque o suporte tem a forma de um C. Esses sistemas de suporte são de
teto e permitem boa flexibilidade no posicionamento do tubo de raios X. O receptor de imagem é acoplado
à outra extremidade do arco C. Variações chamadas arco L ou arco U também são comuns.

Invólucro Protetor (Cabeçote)*

Quando os raios X são produzidos, eles são emitidos isotropicamente, isto é, com igual intensidade em todas as
direções. Na prática, utilizamos apenas aqueles emitidos através de determinada área no tubo de raios X,
chamada de janela (Figura abaixo). Esses raios X emitidos através da janela são chamados de feixe útil.

O feixe de raios X que escapa do invólucro protetor é a radiação de fuga; essa


radiação não contribui para o diagnóstico e resulta na exposição desnecessária
do paciente e do tecnólogo. Quando projetado corretamente, o invólucro reduz
o nível de radiação de fuga para menos de 1 mGy/h a um metro do ponto focal,
se operado com parâmetros máximos.
Invólucro Protetor (Cabeçote)*

O invólucro incorpora dispositivos de alta tensão especialmente concebidos para proteger contra choques
elétricos acidentais. Morte por eletrocussão era um perigo constante para os tecnólogos. O invólucro também
contém um suporte mecânico para o tubo de raios X e o protege de danos causados por manuseio grosseiro.

O invólucro protetor de alguns tubos de raios X contém óleo, que serve tanto como isolante contra choques
elétricos quanto como manta térmica para dissipação do calor. Alguns invólucros têm um ventilador para
refrigerar a ar o tubo ou o óleo em que o tubo de raios X está imerso. Um dispositivo semelhante a um fole
permite ao óleo se expandir quando aquecido. Se a expansão for muito grande, um microinterruptor é ativado,
para que o tubo não possa ser usado até que esfrie.

Ampola de Vidro ou Metal


Um tubo de raios X é um tubo de vácuo eletrônico com componentes contidos em uma ampola de vidro ou
de metal. O tubo de raios X, no entanto, é um tipo especial de tubo de vácuo que contém dois eletrodos: o
catodo e o anodo. O tubo é relativamente grande, com 30-50 cm de comprimento e 20 cm de diâmetro. A
ampola de vidro é fabricada com vidro Pyrex para suportar temperaturas elevadas.

A ampola mantém o vácuo no interior do tubo. Esse vácuo permite mais eficiência na produção dos raios X e
uma vida mais longa do tubo. Quando um pouco de gás entra no compartimento, o fluxo de elétrons do
catodo para o anodo é reduzido, menos raios X é produzido e mais calor é gerado.
Ampola de Vidro ou Metal
Tubos de raios X antigos, adaptações do tubo de Crookes, não eram tubos de vácuo, mas ampolas que continham
quantidade controlada de gás em seu interior. Um tubo de raios X moderno, denominado tubo de Coolidge, é um
tubo de vácuo. Se há excesso de gás dentro do tubo, a produção de raios X cai e o tubo pode falhar.

Uma evolução no projeto de tubos utiliza metal, em vez de vidro, em parte ou em toda a ampola. Com o
envelhecimento da ampola de vidro, tungstênio vaporizado pode revestir o seu interior. Esse revestimento pode
alterar as propriedades elétricas do tubo, permitindo que ocorram correntes parasitas, fazendo-o interagir com o
vidro da ampola; o resultado é a geração de arco voltaico e falhas no tubo.

Tubos com ampolas de metal mantêm um potencial elétrico constante entre os elétrons da corrente do tubo e a
ampola. Portanto, eles têm vida útil mais longa e são menos sujeitos a falhas. Praticamente todos os tubos de raios
X de alta capacidade agora usam ampolas de metal.

A janela do tubo de raios X é uma área na ampola de vidro ou do de metal com cerca de 5 cm2, de pouca espessura
e através da qual é emitido o feixe útil de raios X. Essa janela permite a emissão máxima de raios X com o mínimo
de absorção.
COMPONENTES INTERNOS

Catodo
A imagem mostra uma fotografia de um catodo de filamento duplo e um esquema de seu fornecimento elétrico. A
fonte de filamento dual separa o feixe eletrônico em dois pontos focais.
Filamento.

O filamento é uma bobina de fio semelhante à de uma torradeira de cozinha, exceto por ser muito menor. O
filamento tem aproximadamente 2 mm de diâmetro e 1 ou 2 cm de comprimento. Na torradeira de cozinha, uma
corrente elétrica é conduzida através da bobina, fazendo com que ela se torne incandescente e emita grande
quantidade de calor.

Um filamento de tubo de raios X emite elétrons quando é aquecido. Quando a corrente através do filamento é
suficientemente elevada, os elétrons das camadas mais externas dos átomos do filamento são “agitados” e ejetados
do filamento. Esse fenômeno é conhecido como emissão de termiônica.

Filamentos são geralmente feitos de liga de tungstênio e de tório. O tungstênio possui a mais elevada capacidade de
emissão termiônica, se comparado com outros metais. Seu ponto de fusão é 3.410°C; portanto, não é passível de
queimar, assim como o filamento de uma lâmpada.

Além disso, o tungstênio não é facilmente vaporizado. Se assim fosse, o tubo se tornaria cheio de gás rapidamente e
suas partes internas seriam revestidas de tungstênio. A adição de 1-2% de tório no filamento de tungstênio melhora
a eficiência da emissão termiônica e prolonga a vida do tubo.
Capa focalizadora.
O filamento é incorporado em uma capa de metal chamada de capa focalizadora (Figura abaixo). Como todos os
elétrons acelerados do catodo o para anodo são eletricamente negativos, o feixe de elétrons tende a se espalhar
devido à repulsão eletrostática. Alguns elétrons podem ainda não atingir o anodo.

A capa focalizadora é carregada negativamente com a finalidade de confinar eletrostaticamente o feixe de elétrons
em uma pequena área do anodo (Figura abaixo). A eficácia da capa focalizadora é determinada pelo seu tamanho e
forma, sua carga, o tamanho e a forma do filamento e a posição do filamento na capa focalizadora.
Capa focalizadora.

A maioria dos tubos de raios X de anodo giratório tem dois filamentos montados lado a lado no suporte do catodo,
gerando tamanhos de pontos focais grandes e pequenos. Os tubos de raios X com filamentos biangulares devem ser
colocados “ponta a ponta”, com o filamento de foco pequeno acima do filamento de foco grande.

Certos tipos de tubos de raios X, chamados tubos comandados por grade, são projetados para serem ligados e
desligados muito rapidamente. Tubos comandados por grade são usados em equipamentos radiográficos portáteis
com descarga do condensador, na angiografia, radiografia digital e cinerradiografia, em que cada uma requer várias
exposições para tempos de exposição precisos.
Referência Bibliográfica

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
B983c
Bushong, Stewart C.
Ciência radiológica para tecnólogos : física, biologia e proteção / Stewart
Carlyle Bushong ; [tradução Sandro Martins Dolghi… et al.]. – Rio de Janeiro :
Elsevier, 2010.
il.
Tradução de: Radiologic science for technologist : physics, biology, and protection, 9th
ed.
ISBN 978-85-352-3732-0
1. Radiologia médica. 2. Física médica. 3. Radiologia médica – Medidas de segurança.
I. Título.
10-0429.
CDD: 616.0757
CDU: 616-073.7