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Petição inicial

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DE FAMÍLIA DA


COMARCA DE GUAIAQUI DO ESTADO DE PARANÁ

Antônio Pedro, Estado civil, viúvo, profissão empresário, portador do


número de inscrição no Cadastro de pessoas Físicas (CPF.) 02537649736,
endereço eletrônico (E-mail) antoniopedro@gmail.com, domiciliado e residente
na rua, belas flores na cidade de Daluz, Estado de Paraná , CEP(9276133),
Brasil. O senhor Antônio Pedro, vem, com o cabido respeito à presença de
Vossa Excelência e aqui representado por sua advogada, embasada na lei
5478/68, intentar a presente

AÇÃO DE ALIMENTOS COM ALIMENTOS PROVISÓRIOS

em desfavor de Arlindo, estado civil, solteiro, profissão, dono de rede de


hospedaria portador do número de inscrição no Cadastro de pessoas Físicas
(CPF), 0356547654 endereço eletrônico, (E-MAIL) Arlindofilho@gmail.com,
domiciliado e residente na rua Pedro alvares Cabral , cidade de Italquise,
Estado de Medeiros CEP 87654346 Brasil, pelos motivos que serão
apresentados a seguir.

Dos Fatos

O requerente Antônio Pedro, morador da cidade Daluz, foi casado com


Lourdes por mais de quatro décadas, desse matrimônio foi gerado apenas um
filho, Arlindo, que hoje reside na cidade de Italquise e é dono de uma rede de
hotéis.

Entretanto, algo catastrófico aconteceu, a esposa e companheira de vida


inteira de Antônio faleceu. Decorrente desse fato e incomensurável tristeza,
Antônio o autor da ação deixou de trabalhar e começou a passar por
dificuldades financeiras, sobrevivendo assim da ajuda de vizinhos e alguns
parentes que ali prestavam assistência.

Mesmo com idade avançada, mas ciente de seus direitos e garantias


constitucionais, perante vasta injustiça e necessidade, não lhe restou outra
solução a buscar os seus direitos perante o poder judicial, para que as suas
necessidades fossem atendidas.

Do direito

Lei nº 5.478 de 25 de Julho de 1968

Art. 2º. O credor, pessoalmente, ou por intermédio de advogado, dirigir-


se-á ao juiz competente, qualificando-se, e exporá suas necessidades,
provando, apenas, o parentesco ou a obrigação de alimentar do
devedor, indicando seu nome e sobrenome, residência ou local de
trabalho, profissão e naturalidade, quanto ganha aproximadamente ou
os recursos de que dispõe.

É garantido à parte que não tiver condições de arcar custas a concessão


do benefício da gratuidade, conforme inteligência do art. 1º, par.2º da lei
n. 5.478/68.

Conforme o art. 71 da lei n. 10.741/2003 (Estatuto do Idoso), a


prioridade na tramitação abrange os processos e procedimentos e na
execução dos atos e diligências judiciais, em qualquer instância.

A prestação de alimentos em nosso ordenamento jurídico é revestido de


proteção especial, dado sua importância para a sobrevivência de quem o pede.
Desse modo, o art. 4º da lei n. 5.478/68 dispõe da possibilidade de fixação de
alimentos provisórios, in verbis:
Art. 4º As despachar o pedido, o juiz fixará
desde logo alimentos provisórios a serem
pagos pelo devedor, salvo se o credor
expressamente declarar que deles não
necessita.

DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA

A ação de alimentos é regida por rito especial, consoante Art 1° da lei n°


5478/68. In Verbis.

Art 1°. A ação de alimentos é rito especial, independente prévia de distribuição


e de anterior concessão de benefício de gratuidade.

A Constituição da República, em seu art. 229, estabelece o dever de


assistência recíproca entre os familiares, este se estende dos pais para os
filhos menores e dos filhos maiores para os pais. In verbis:

Art. 229. Os pais têm o dever de


assistir, criar e educar os filhos
menores, e os filhos maiores têm o
dever de ajudar e amparar os pais na
velhice, carência ou enfermidade.

Não obstante, o pedido do autor é também amparado pela lei 5.478/68 (lei
de alimentos) assim como o direito de pedir alimentos que podem os pais
requererem dos filhos caso necessitem e não vivam de modo compatível com
sua condição social, como disposto no código civil, artigo 1.694.

DOS PEDIDOS
I. A observância do procedimento especial em espécie, seguindo os
ditames da lei n. 5.478/60;

II. A intimação do Ministério Público para sua intervenção obrigatória;

III. No mérito, a condenação do Réu ao pagamento dos alimentos


definitivos;

IV. A prioridade na tramitação do processo, com fundamento no art. 71 da


lei n. 10.741/2003 c/c art. 1.048, CPC;

V. Em sede antecipada, a concessão initio litis de alimentos


provisórios/provisionais;

VI. A concessão do benefício da gratuidade da justiça, com fundamento no


art. 1º, par.2º da lei n. 5.478/68;

Valor da causa de R$ 2.500. Que será pago a vista para efeitos


fiscais.

Nestes termos, está requerida a petição inicial em favor de


Antônio contra Arlindo nos termos da lei n° 5.478

Daluz -Pr

16-09-2021

Adv. Vanessa Viana de Sousa

OAB nº... 87543212