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11/16/21, 2:36 PM Império Italiano – Wikipédia, a enciclopédia livre

Império Italiano
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Império Colonial Italiano)

O Império Colonial Italiano, ou simplesmente Império Italiano (em italiano: Impero


Italiano) compreende as colônias, protetorados, concessões, dependências e mandatos do Impero Italiano

Reino da Itália e depois da República Italiana, fundado após a Itália juntar-se a outras Império Italiano
potências europeias no estabelecimento de colônias no exterior durante a partilha da África. ↓ ↓
1869 – 1960
A Itália moderna, como um estado unificado, só se formou em 1861. Por esta altura, França,
Espanha, Portugal, Grã-Bretanha e Holanda já possuíam grandes impérios há várias
centenas de anos. Uma das últimas áreas remanescentes abertas à colonização foi no
continente africano. Nele, ocorreu a gênese do Império Colonial italiano com a compra em
1869 da cidade costeira de Assab, usando uma companhia comercial;[2] em 1882 esse
território foi tomado pelo governo italiano, se tornando o primeiro território ultramarino
italiano.[3]

Até o início da Primeira Guerra Mundial em 1914, a Itália tinha anexado a Eritreia, a Somália, Bandeira Brasão
a Líbia e as ilhas do Dodecaneso. Também foi uma das concessionárias europeias em Tianjin.
A Itália foi derrotada em sua primeira tentativa de conquistar a Etiópia na Primeira Guerra Lema nacional

Ítalo-Etíope de 1895-1896 com a Etiópia recebendo armas modernas e apoio da Rússia e da "Foedere et Religione Tenemur"

"Mantemos-nos unidos pelo Pacto e a


França, mas conseguiu conquistá-la na Segunda Guerra Ítalo-Etíope de 1935-1936.[4] Religião."
Durante a Primeira Guerra Mundial, o exército italiano capturou a Albânia, que foi declarada
um protetorado italiano em 1917,[5] e, até o fim das hostilidades em novembro de 1918, tinha Hino nacional

capturado a parte inteira da Dalmácia que havia sido garantida para a Itália pelo Tratado de "Marcia Reale d'Ordinanza"

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Londres.[6] Os aliados da Entente forçaram o país a ceder grande parte de seu território
capturado na Dalmácia para o novo estado da Jugoslávia, com a Itália só mantendo a cidade
de Zara (atual Zadar). Em 1920, também pressionaram a Itália para retirar seu exército da
Albânia.

O governo fascista sob o ditador italiano Benito Mussolini, que chegou ao poder em 1922,
procurou aumentar o tamanho do império ainda mais. No final de 1930, a intenção de
Mussolini de aumentar o poder e a influência da Itália, procurando romper a aliança anglo-
francesa por ser mais conciliatório e de cooperação com a Grã-Bretanha, sendo agressivo com
a França.[7] A Itália ficou ao lado da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial,
inicialmente com sucesso. O país ocupou a Albânia, parte da Grécia, Croácia, Eslovênia e
parte do Egito, com assistência militar alemã após campanhas vacilantes na Grécia e na
África do Norte. no entanto, com o decorrer da Segunda Guerra Mundial, a Itália perdeu
todas as suas colônias na África para as forças aliadas e depois com a capitulação da Itália,
todos as colônias na África e as conquistas territoriais na Europa desde a Primeira Guerra
Mundial lhe foram tiradas. A Itália administrou a Somália Italiana usando um mandato das
Nações Unidas com a finalidade de atingir a sua independência, o que ocorreu na década de
1960, encerrando a experiência colonial italiana após cerca de 80 anos.

   Reino de Itália

Índice    Colônias italianas

   Territórios ocupados durante a Segunda Guerra


História Mundial
Antecedentes Continente Europa, África e Ásia
Corrida por um império Capital Florença (1869-
Primeira Guerra Mundial e após 1870)

Fascismo Roma (1870-1960)

Segunda Guerra Mundial Língua oficial italiano


Fim do império Outros idiomas Línguas

de minorias
Legado Religião Catolicismo
Territórios do Império Italiano Governo Monarquia
Europa constitucional
África (1869-1922/1943-
1946)

Ásia Estado autoritário


Ambições não realizadas sob uma
monarquia
constitucional
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Cultura (1922-1925)

Ditadura fascista
Canções a respeito do Império Italiano (1925-1943)

Economia República
Parlamentar (1946-
Símbolos e emblemas do império colonial 1960)
Rei da Itália
Ver também  • 1869-1878 Vítor Emanuel II
Referências  • 1878-1900 Humberto I
 • 1900-1946 Vítor Emanuel III
Bibliografia  • 1946 Humberto II
História
 • 17 de março de
Unificação Italiana
História 1861
 • 1869 Aquisição da Eritreia
 • 1912 Anexação da Líbia e
Dodecaneso
Antecedentes  • 1915 Entrada na Primeira
Guerra
 • 1922 Ascensão do
No período das grandes navegações do século XV, alguns países europeus começaram a fascismo
estender os seus domínios ao ultramar e a criar os seus próprios impérios coloniais  • 1936 Anexação da Etiópia
resultando na colonização europeia da América operada pelos impérios da Espanha,  • 1940 Entrada na Segunda
Portugal, França e Países Baixos. Os estados da península Itálica não participaram de tais Guerra
expansões, mas se limitaram a personagens como Américo Vespúcio e Cristóvão Colombo.  • 1943 Queda do fascismo
 • 1946 Estabelecimento da
Em 29 de maio de 1537, os Estados Papais e o Papa Paulo III publicaram a bula Veritas Ipsa  república
(conhecida como Sublimis Deus) na qual condenava duramente a escravidão dos povos  • 1 de julho de Independência da
ameríndios (indiferentemente se os últimos fossem católicos ou não) por parte dos 1960 Somália Italiana
colonizadores, ameaçando os transgressores com a excomunhão. Fernando I, Grão-Duque da Área
Toscana fez a única tentativa de um estado italiano de criar colônias nas Américas,[8]  • 1938[1] 3 798 000 km2
organizando em 1608 a Expedição de Thorton para o território que agora é o norte do Brasil, População
sob o comando do capitão inglês Robert Thornton. No entanto, Thornton ao retornar da  • 1938[1] est. 51 900 000 
viagem preparatória em 1609 (ao rio Amazonas) recebeu a notícia da morte de Fernando e o      Dens. pop. 13,7 hab./km²
seu sucessor, Cosme II de Médici, abandonou o projeto. Moeda Lira (₤)

e outras
Precedido por Sucedido por
Corrida por um império
Reino de Itália
Itália Vaticano
A Unificação Italiana trouxe consigo a ideia de que a Itália merecia o seu próprio império (1861–
ultramarino, junto das outras potências da Europa e reascendeu a noção de mare nostrum.[9] 1946) França
No entanto, a Itália chegou tarde à corrida colonial e a sua relativa fraqueza pragmaticamente Império Reino da Grécia
significou que a nação dependia da concordância de potências maiores como o Reino Unido, Otomano Etiópia
Sultanato Reino da Líbia
França e a Império Alemão durante a aquisição do seu império.[10]
Na África ao fim de 1861, Migiurtinia Somália
Cavour fez uma tentativa pouco conhecida, logo rebatida por ingleses e franceses, de criar Estado República Socialista
uma pequena colônia, inicialmente comercial, na costa da Nigéria e na ilha portuguesa de Livre de Federativa da
Príncipe.[11] Fiume Iugoslávia
Império
Austro-
Ao fim de 1869, o explorador Emilio Cerruti foi mandado a Nova Guiné para reportar a Húngaro
respeito do local e lidar com a população nativa, obtendo bons resultados para a criação de Reino da
uma eventual colônia comercial ou penal, mas o temor de se tornar inimiga do Reino Unido e Albânia
dos Países Baixos fez tudo cair por terra.[12] Cerruti, de fato retornou em 1870 a Florença com Reino da
rascunhos de tratados firmados com os sultões das ilhas Aru, Kai e Balscicu da Nova Guiné, Iugoslávia
Império
onde eles aceitavam a soberania italiana (Cerruti chegou a tomar posse de alguns setores da Etíope
costa sul e ocidental da ilha de Nova Guiné em nome da Itália).[13] Em 1883, o governo
italiano pede ao governo britânico, por via diplomática, se havia aceitado a possibilidade da Atualmente parte 17 países
de
ilha de Nova Guiné se tornar uma colônia italiana. Com a resposta negativa britânica, a Itália
Membro de: Sociedade das Nações, Eixo
abandonou qualquer tentativa de colonização da ásia banhada pelo oceano Pacífico.[14]

O país já considerava a província otomana da Tunísia, onde uma grande comunidade de italianos tunisianos vivia, dentro da sua esfera
de influência. Ela não considerou anexá-la até 1879, quando se tornou aparente que a Grã-Bretanha e a Alemanha estavam encorajando
a França a adicioná-la entre as suas possessões coloniais no Norte da África.[15] Uma oferta de última hora foi feita à Itália para dividir a
Tunísia entre os dois países foi recusada; dessa forma a França, confiante no suporte alemão, ordenou que suas tropas marchassem da
Argélia Francesa, impondo um protetorado na Tunísia em maio de 1881 com o Tratado de Bardo[16] O choque da "granada tunisiana"
como a imprensa italiana chamou e o senso de isolação da Itália na Europa levou-a a buscar aliados.
Desde o reinado de Vítor Emanuel
(1820-1878), rei da Sardenha, e depois rei de Itália, a monarquia italiana, temendo uma intervenção militar da França (devido à
rivalidade entre o Estado italiano e o Vaticano), vinha solicitando há algum tempo uma aliança com o Império Alemão. O chanceler
alemão Otto von Bismarck impôs como condição para esta se realizar uma Tríplice Aliança, com o Império Austro-Húngaro igualmente
envolvido.[17] A partir daqui, os destinos destas potências, bem como os dos seus adversários, estiveram interligados. Um dos aspectos
marcantes da política deste período passava por África, e pela aquisição de novos territórios além-mar, onde se prolongava a rivalidade
internacional sentida na Europa. Após a ocupação da Tunísia pela França em 1881, concluía-se a aliança, quando na Itália reinava já
Humberto I.

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A procura italiana por colônias continuou sem resultados práticos
até fevereiro de 1886, quando por um acordo secreto com o Reino
Unido, ela anexou o porto de Maçuá na costa do mar Vermelho do
decadente Império Egípcio. A anexação italiana de Maçuá negou
ao Império Etíope de Yohannes IV uma saída ao mar[18] e preveniu
qualquer expansão da Somalilândia Francesa.[19] Ao mesmo
tempo, a Itália ocupou território no sul do Chifre da África,
formando o que se tornaria a Somália Italiana.[20] No entanto a
Itália cobiçava a Etiópia em si e em 1887, o primeiro-ministro
italiano Agostino Depretis ordenou uma invasão. Essa invasão foi
detida depois da perda de cinco mil soldados italianos na Batalha
de Dogali.[21] O primeiro-ministro Francesco Crispi, sucessor de
Depretis, assinou o Tratado de Wuchale em 1889 com Menelik II
da Etiópia, o novo imperador. O tratado cedia território etíope ao
redor de Maçuá para a Itália formar a colônia da Eritreia Italiana, e
Francesco Crispi promoveu o ao menos na versão italiana, fazia da Etiópia um protetorado
colonialismo italiano na África no italiano.[22] As relações a Itália e Menelik II se deterioraram nos Possessões e área de influência
fim do século XIX. anos seguintes até que se expressaram na Primeira Guerra Ítalo- italianas no Chifre da África em
Etíope em 1895, quando Crispi ordenou que as tropas italianas 1896
adentrassem o país. Pobremente equipados e vastamente
excedidos em número,[23] a guerra culminou em uma decisiva derrota italiana pelas forças etíopes na Batalha de Adwa.[24] Os etíopes
foram auxiliados com equipamento militar e conselheiros de guerra russos, além do suporte de uma unidade de voluntários russos.[25]
As baixas totalizaram 6  889 no lado italiano junto com os ascaris, incluindo 4  133 italianos.[25] Os etíopes contaram ao menos 4 mil
mortos e 10 mil feridos.[25] O total de mortes por parte de soldados eritreus, italianos e somalianos, incluindo morte por doença, são
estimadas em cerca de 9 mil.[25]

Com a subida ao trono de Vítor Emanuel III da Itália em 1900, registrou-se uma inflexão na política italiana. Apesar da renovação da
Tríplice Aliança em 1902, a Itália, por influência inglesa, reaproximou-se da França. E os resultados passaram a ser mais animadores. A
partir de então, com o caminho livre, conseguiram apoderar-se de territórios até aí sob o domínio do Império Otomano, como sucedeu
com a Tripolitânia. Em 7 de setembro de 1901, uma concessão em Tianjin foi cedida ao Reino da Itália pela China Imperial. Ela foi
administrada pelo cônsul em Tianjin. Vários navios da Regia Marina Italiana
tinham Tianjin como base.[26]

Uma onda de nacionalismo que varreu a Itália na virada do século XX levou à fundação da Associação Nacionalista Italiana, que
pressionou para a expansão do Império da Itália. Jornais foram preenchidos com falas de revanche pelas humilhações sofridas na
Etiópia ao fim do século anterior e nostalgia pela era do Império Romano. A Líbia, como uma ex-colônia romana, deveria ser "tomada de
volta" para providenciar uma solução aos problemas de crescimento populacional do Sul da Itália. Temerosa de ser excluída do norte da
África pelos impérios britânico e francês e atenta à opinião popular, a Itália agiu; o primeiro-ministro Giovanni Giolotti ordenou uma
declaração de guerra ao Império Otomano, do qual a Líbia fazia parte, em outubro de 1911.[27] Como resultado da Guerra Ítalo-Turca, a
Itália ganhou a Líbia e as ilhas do Dodecaneso. Uma característica marcante dessa guerra no deserto na Líbia em 1912 foi o primeiro uso
na história de veículos blindados de combate e emprego significante de guerra aérea.[28] Nove aeronaves italianas voaram missões de
combate e suporte curante a campanha.[28] A primeira morte de um piloto na história ocorreu quando uma aeronave caiu durante uma
sortida de reconhecimento.[28]

Primeira Guerra Mundial e após

Em 1915, a Itália concordou em entrar na Primeira Guerra Mundial ao lado da França e do Reino
Unido, em retorno, o Pacto de Londres garantia territórios à Itália na Europa e no caso do ganho de
colônias alemãs pelos Aliados, os italianos também receberiam a sua parcela.[29]

Antes da intervenção direta na Primeira Guerra Mundial, a Itália ocupou o porto albanês de Vlorë no
verão de 1914.[5] No outono de 1916, a Itália começou a ocupar o sul da Albânia e as forças italianas
recrutaram albaneses para servir com elas.[5] A Itália, com a permissão do comando aliado, ocupou o
A bandeira da Itália suspensa ao Epiro do Norte em 23 de agosto de 1916, forçando o exército grego neutralista a retirar as suas forças
lado da bandeira albanesa na ocupação de lá.[5] Em junho de 1917, a Itália proclamou a Albânia central e sul como seu
sacada da prefeitura italiana em
protetorado, enquanto o norte foi dado aos estados de Sérvia e Montenegro.[5] Em 31 de outubro de
Vlorë, Albânia
1918, as forças franco-italianas expulsaram o exército austro-húngaro da Albânia.[5] Entretanto, em
1920 uma rebelião eclodiu na Albânia, a Guerra de Vlora, levando os italianos a concordarem em
retornar o território ocupado para a Albânia, com exceção da Ilha Sarzan.

A Dalmácia era uma região estratégica durante a Primeira Guerra Mundial, tanto a Itália quanto a Sérvia tinham intenções de capturá-la
do controle austro-húngaro. O Tratado de Londres garantia à Itália o direito de anexar grandes porções da Dalmácia pela participação
italiana no lado aliado. Em 5 e 6 de novembro de 1918, as forças italianas reportarem terem chegado a Vis, Lagosta, Sebenico e outras
localidades na costa dálmata.[30] Ao fim das hostilidades em novembro de 1918, os militares italianos já haviam tomado o controle de
toda a porção da Dalmácia que era destinada à Itália de acordo com o Tratado e em 17 de novembro também apreenderam Fiume.[6] Em
1918, o almirante Enrico Millo declarou-se governador italiano da Dalmácia.[6] Gabriele d'Annunzio, famoso nacionalista italiano,
suportou a tomada da Dalmácia e procedeu para Zara (atual Zadar) em um navio de guerra italiano em dezembro de 1918.[31] No

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entanto, com a conclusão do Tratado de Versalhes em 1919, a Itália recebeu menos na Europa do que lhe foi permitido, e nenhuma
colônia no ultramar. Em abril de 1920, britânicos e italianos concordaram que a Jubalândia seria dada a Itália como compensação, mas a
Grã-Bretanha atrasou o acordo, usando isso como chantagem para forçar a Itália a ceder o Dodecaneso para a Grécia[32]

Fascismo

Em 1922, o líder do movimento fascista italiano Benito Mussolini, tornou-se primeiro-ministro da


Itália, após a Marcha sobre Roma. Mussolini resolveu a questão da soberania sobre o Dodecaneso
no Tratado de Lausanne de 1923, que formalizou a administração italiana de ambos Líbia e as
ilhas gregas do Dodecaneso, em troca de um pagamento para a Turquia, o Estado sucessor do
Império Otomano, ainda que ele tenha falhado em uma tentativa de extrair um mandato de uma
parte do Iraque, da Grã-Bretanha.

No mês seguinte a ratificação do Tratado de Lausanne, Mussolini ordenou a invasão da ilha grega
de Corfu, após o assassinato de um general italiano na fronteira greco-albanesa. A imprensa
italiana apoiou o movimento, observando que Corfu tinha sido uma possessão da República de
Veneza por quatrocentos anos.[33] Embora o assunto fosse levado pela Grécia para a Liga das
Nações, Mussolini conseguiu resistir à pressão, e foi apenas a ameaça de guerra pela Grã-
Bretanha que o convenceu a evacuar as tropas italianas,[34] em troca de indenizações da Grécia. O
confronto sobre Corfu e a determinação óbvia da Itália em nunca desistir da soberania do
Dodecaneso, levou a Grã-Bretanha e Itália a resolverem a questão da Jubalândia em 1924: ela foi Projeto fascista de um império desde o
incorporada à Somália Italiana.[35] Egito até a Somália (limites em verde).
Território já anexado como parte
Para o oeste da Itália, os fascistas alegaram que os territórios integral da Itália (e não apenas uma
da Córsega, Nice, e Saboia mantidas pela França, eram terras colônia ou território) em laranja
italianas.[36][37]

Durante o fim da década de 1920, a expansão imperial se tornou um tema cada vez mais favorecido
nos discursos de Mussolini.[38] Dentre as aspirações de Benito, estava a de tornar a Itália o poder
dominante no Mediterrâneo que seria capaz de desafiar a França ou o Império Britânico, assim
como obter acesso ao oceano Atlântico e oceano Índico.[38] Para ele, a Itália precisava de acesso
incontestado aos oceanos e rotas rotas marítimas para assegurar a sua soberania nacional.[39] Isso
foi elaborado em um documento que ele fez em 1939 chamado de " A Marcha aos Oceanos", e incluiu
gravação oficial de um encontro no Grande Conselho do Fascismo.[39] Esse texto declarava que a
posição marítima determinava a independência de uma nação: país com acesso livre ao alto mar
eram independentes; enquanto que aqueles que não tinham, não eram. A Itália, que só tinha acesso
ao Mediterrâneo sem permissão francesa ou britânica, era apenas uma "nação semi-independente" e
alegou que era um "prisioneira do Mediterrâneo":[39]

Propaganda da conquista da África


Oriental Italiana e da proclamação “ "As barras dessa prisão são Córsega, Tunísia, Malta e Chipre. Os guardas dessa
prisão são Gibraltar e Suez. Córsega é uma pistola apontada para o coração da Itália;
Tunísia é para a Sicília. Malta e Chipre constituem uma ameaça a todas as nossas
do império. As frases são dos
discursos de Mussolini. posições no mediterrâneo ocidental e oriental. A Grécia, Turquia e Egito estão
prontos para formar uma corrente com a Grã-Bretanha e completar o cerco político-
militar da Itália. Assim, a Grécia, Turquia e o Egito devem ser considerados inimigos
vitais da expansão italiana ... O objetivo da política italiana, que não pode ter, e nem
tem objetivos continentais de um território europeu com exceção da Albânia, é
primeiro de tudo, quebrar as barras dessa prisão ... Uma vez que as barras forem
quebradas, a política italiana só poderá ter um lema: Marchar pelos oceanos." ”
Nas Bálcãs, o regime fascista clamou a Dalmácia e manteve ambições sobre toda a costa do mar Adriático usando como base
argumentativa a dominação romana nessas regiões.[40] A Dalmácia e Eslovênia seriam diretamente anexadas à Itália, enquanto que o
restante dos Bálcãs seria transformado em estados clientes.[41]

Em 1932 e 1935, a Itália exigiu mandatos na Liga das Nações com a antiga colônia alemã dos Camarões e mão livre na Itália por parte da
França em retorno pelo suporte italiano contra a Alemanha.[42] Isso foi recusado pelo primeiro-ministro francês Édouard Herriot, que
ainda não estava preocupado o suficiente com relação a ressurgência alemã.[42] A resolução falha da Crise da Abissínia levou à Segunda
Guerra Ítalo-Etíope, na qual a Itália derrotou o Império Etíope e o anexou ao seu próprio império formando a África Oriental Italiana ao
fundir suas colônias no Chifre da África.

A posição da Itália com relação à Espanha mudou entre as décadas de 1920 e 1930. O regime fascista mantinha antagonismo com relação
à Espanha devido à política externa em prol dos franceses de Primo de Rivera. Em 1926, Mussolini começou a ajudar o movimento
separatista catalão, que era liderado por Francesc Macià, contra o governo espanhol.[43] Com a ascensão da governo republicano de
esquerda substituindo a monarquia espanhola, os monarquistas e fascistas espanhóis se aproximaram da Itália pedindo por ajuda para
derrubar o governo republicano; a Itália concordou e deu suporte em ordem de estabelecer um governo pró-italiano.[43]
Em julho de
1936, Francisco Franco da facção nacionalista na Guerra Civil Espanhola pediu suporte contra a facção republicana no poder e garantiu
que se a Itália apoiasse os nacionalistas as "futuras relações seriam mais que amigáveis" e que o suporte italiano "iria permitir que a
influência de Roma prevalecesse sobre a de Berlim nas futuras políticas da Espanha".[44] A Itália interveio na guerra civil com a intenção
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de ocupar as ilhas Baleares e criar um estado cliente na Espanha.[45] O controle sobre as ilhas era cobiçado devido a sua posição
estratégica, a Itália poderia usar as ilhas como uma base para cortar as linhas de comunicação entre a França e suas colônias no norte
africano e entre Gibraltar e Malta.[46] Depois da vitória por Franco e os nacionalistas na guerra, a inteligência Aliada foi informada de
que a Itália estava pressionando a Espanha para permitir uma ocupação italiana das ilhas Baleares.[47]

Depois do Reino Unido assinar os Acordos de Páscoa anglo-italianos em 1938, Mussolini e o ministro do exterior Ciano fizeram
demandas para a concessões no Mediterrânea por parte da França, particularmente com relação ao Djibuti, Tunísia e o canal de Suez
administrado pelos franceses.[48] Três semanas depois, Mussolini disse a Ciano que ele tinha intenção de exigir uma tomada italiana da
Albânia.[48] Mussolini proferiu que a Itália só poderia "respirar facilmente" se adquirisse um domínio colonial contínuo na África do
Atlântico ao Índico e que 10 milhões de italianos tivessem se instalado.[38] Em 1938 a Itália exigiu uma esfera de influência no canal de
Suez no Egito, especialmente pedindo que a Companhia do Canal de Suez aceitasse um representante italiano no seu conselho de
administração.[49] A Itália era contrária ao monopólio francês na empresa porque com a Companhia do Canal de Suez sob domínio
francês, todo o tráfico mercante italiano a colônia da África Oriental Italiana era forçado a pagar pedágio para entrar no canal.[49]

A região da Albânia era parte do Império Romano, sendo dominada antes mesmo de algumas seções do norte da península Itálica pelos
romanos, mas que era povoada há muito tempo pelos albaneses. Em 1939, a Itália invadiu e capturou a Albânia, fazendo dela parte do
Império Italiano como um reino separado em união pessoal com a Coroa Italiana, mesmo com a Itália tendo ligações fortes com a
liderança albanesa e a considerando firmemente dentro da sua esfera de influência.[50] É possível que Mussolini apenas quisesse um
sucesso espetacular sobre um vizinho menor para se igualar a absorção da Áustria e da Checoslováquia pela Alemanha.[50] O rei italiano
Vítor Emanuel III adquiriu o título de Rei da Albânia e um governo fascista sob Shefqet Verlaci foi estabelecido na Albânia sob domínio
italiano.

Segunda Guerra Mundial

Mussolini entrou na Segunda Guerra Mundial ao lado de Adolf Hitler com planos de aumentar as possessões territoriais da Itália. Ele
tinha planos de anexar uma parte da Iugoslávia ocidental, sul da França, Córsega, Malta, Tunísia, parte da Argélia, um porto atlântico no
Marrocos, Somalilândia Francesa, Egito Britânico e o Sudão.[51] Mussolini também mencionou a Italo Balbo suas ambições em capturar
territórios franceses e britânicos nos Camarões e fundar um "Camarões italiano", na esperança de que a Itália finalmente conseguisse
uma colônia na costa atlântica da África.

Em 10 de junho de 1940, Mussolini declarou guerra ao Reino Unido e França; ambos os países já estavam em guerra com a Alemanha
desde setembro do ano anterior. Em julho de 1940, o conde Ciano, Ministro do Exterior italiano, apresentou a Adolf Hitler um
documento com as demandas italianas que incluíam: a anexação de Córsega, Nice e Malta; protetorado na Tunísia e uma zona tampão na
Argélia; independência com presença militar italiana no Líbano, Palestina, Síria e Transjordânia, assim como expropriação das
companhias de petróleo nesses territórios; ocupação militar do Áden, Perim e Socotorá. O Chipre seria dado à Grécia em troca por Corfu
e Ciamuria que seriam dadas à Itália. A Itália também receberia a Somalilândia Britânica, África Equatorial Francesa até o Chade. Ciano
também adicionou durante o encontro que a Itália queria também Quênia e Uganda.[52] Hitler aceitou o documento sem comentar.[52]

Em outubro de 1940, Mussolini ordenou a invasão da Grécia pelas suas forças estacionadas na Albânia, mas a operação não obteve
sucesso.[53] Em abril de 1941, a Alemanha lançou a Invasão da Iugoslávia e então invadiu a Grécia. A Itália e outros aliados alemães
apoiaram ambas as ações. Os exércitos alemão e italiano tomaram a Iugoslávia em duas semanas e apesar da ajuda britânica na Grécia,
as tropas do Eixo ocuparam o país pelo fim de abril. Os italianos ganharam controle sobre porções da Grécia e da Iugoslávia ocupadas.
Um membro da Casa de Saboia, Príncipe Aimone, Duque de Aosta foi apontado como rei do recentemente criado Estado Independente
da Croácia.

Durante o ápice da Batalha da Grã-Bretanha, os italianos lançaram a Invasão italiano do Egito na esperança de capturar o canal de Suez.
Em 16 de setembro de 1940, os italianos avançaram 96 km borda adentro. No entanto, em dezembro, os britânicos lançaram a Operação
Compasso e por volta de fevereiro de 1941, os britânicos cercaram e capturaram o 10° Exército Italiano e entrado na Líbia.[54] A
intervenção alemã impediu a queda da Líbia e as forças combinadas do Eixo empurraram os britânicos novamente para o Egito até o
verão de 1942, antes de serem parados em El Alamein. Na Operação Tocha, a intervenção aliada contra a França de Vichy nos Marrocos e
Argélia criaram uma campanha com duas frentes. As forças italianas e alemãs entraram na Tunísia no fim de 1942 em responda, no
entanto, as forças no Egito foram logo forçadas a fazer uma retirada para a Líbia. Em maio de 1943, as forças do Eixo na Tunísia foram
forçadas a se renderem.

A Campanha do Leste Africano começou com avanços italianos no Quênia, Somalilândia Britânica e Sudão. No verão de 1940, as Forças
Armadas Italianas conquistaram com sucesso toda a Somalilândia britânica.[55] Mas na primavera de 1941, as forças britânicas contra-
atacaram e empurraram os italianos para dentro da África Oriental Italiana. Em 5 de maio, Haile Selassie retornou a Adis Abeba para
reclamar o seu trono. Em novembro, a última resistência italiana terminou com a Batalha de Gondar.[56] Entretanto, mesmo com a
rendição da África Oriental, algumas forças italianas continuaram com a Guerra de guerrilha italiana na Etiópia, que durou por mais dois
anos.

Em novembro de 1942, quando os alemães ocuparam a França de Vichy durante o Caso Anton, a área da Ocupação italiana da França foi
expandida com a incorporação da Córsega.

Fim do império

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No outono de 1943, o Império Italiano e todos os sonhos da Itália Imperial efetivamente chegaram a
um fim. Em 7 de maio, a rendição das forças do Eixo na Tunísia e outras perdas quase contínuas por
parte da Itália, levou o rei Vítor Emanuel III a planejar a remoção de Mussolini. Seguindo a invasão
aliada da Sicília, todo o suporte de Mussolini se evaporou. Um encontro do Grande Conselho do
Fascismo ocorreu em 24 de julho, impôs um voto de desconfiança a Mussolini. O Duce foi
subsequentemente deposto e preso pelo rei na tarde seguinte. Mais tarde, Mussolini continuou como
prisioneiro do rei até 12 de setembro, quando foi resgatado sob ordens de Hitler por paraquedistas
alemães e se tornou líder da República Social Italiana recém estabelecida.
Cemitério de guerra italiano em
Depois em 25 de julho, o novo governo italiano sob o regime do Rei e do Marechal de Campo Pietro
Keren, na Eritreia
Badoglio continuou externamente como parte do Eixo. Mas secretamente, ele iniciou as negociações
com os Aliados. Na véspera do desembarque americano em Salerno, que começou com a Invasão
Aliada da Itália, o novo governo italiano assinou o Armistício de Cassibile com os Aliados. Em 8 de setembro, o armistício se tornou
público; os territórios que estavam sob domínio italiano na Albânia, Iugoslávia e Dodecaneso dentro outros foram invadidos e tomados
com sucesso pelas forças alemãs e encerraram a ocupação italiano. Durante a Campanha do Dodecaneso, uma tentativa Aliada de
retomar as ilhas do Dodecaneso com cooperação das tropas italianas terminou em uma vitória total alemã. Na China, o exército imperial
japonês ocupou a concessão italiana em Tianjin depois da notícia do armistício. Depois em 1943, a República Social Italiana
formalmente cedeu controle da concessão ao estado fantoche japonês na China, o governo nacionalista de Nanquim sob Wang Jingwei.

Em 1947, a República Italiana formalmente perdeu todos os seus territórios ultra-marinhos como resultado do Tratado de Paris. Houve
discussões para manter a Tripolitânia (uma província da Líbia Italiana) como uma última colônia italiana, mas não obtiveram sucesso.
Em novembro de 1949 a Somalilândia foi feita um Mandato das Nações Unidas sob administração italiana. Essa administração durou até
1 de julho de 1960, quando a Somalilândia Italiana adquiriu a sua independência e junto com a Somalilândia Britânica, formou a
Somália.

Legado
Na sociedade italiana moderna os tópicos sobre a expansão colonial italiana foram largamente
retirados da consciência coletiva italiana e permaneceu absente do discurso público, como forma de
negar o regime anterior, assim como os crimes cometidos.[57] Nos círculos africanistas contudo, as
instituições formadas na era colonial permaneceram ativas por décadas, cementando a memória
coletiva.[57] O Império Italiano teve influência direta na estruturação de suas colônias em elementos
que sobrevivem aos dias atuais. Desde o nome Eritreia[58] e Líbia,[59] as fronteiras da Líbia e dos
países do Chifre da África.
Edifício Fiat Tagliero
As relações entre os países após a queda do império e descolonização são complicadas e
contrastantes de acordo com a época, regime político e país.[60] Inicialmente, a maioria dos líderes
das novas nações permitiram que os colonos italianos continuassem nos países como uma forma de
fomentar o desenvolvimento econômico uma vez que os italianos detinham boa parte dos recursos
econômicos. Com a instabilidade das antigas colônias entrando em guerras civis ou regimes
autoritários, a maior parte dos colonos foram expulsos ou retornaram à Itália.[57][60] No entanto a
situação na Eritreia foi diferente, atualmente existem cerca de 100 mil eritreus com ascendência
italiana[61][62]
Apesar de animosidade inicial, a Itália estabeleceu relações especiais de cooperação
com o ditador líbio Gaddafi, se tornando um dos maiores clientes dos recursos energéticos líbios,
apoiando o regime em oposição ao resto do mundo ocidental.[60] Durante a década de 1990, a Itália A Catedral de Trípoli nos anos 1960
era o maior cliente do petróleo e gás líbio e um do maiores patrocinadores de ajuda para a
Somália.[63] A Itália foi um dos primeiros países a reconhecer a independência da Eritreia em 1991,
logo estabelecendo relações diplomáticas e econômicas, em 2010 30% de todas as exportações eritreias foram para a Itália.[60]

O pesado investimento italiano nos territórios dominados visando atrair colonos italianos e potencializar a economia deixou grande
legado material. Asmara, a capital da Eritreia, ainda possui vários edifícios e obras do período colonial quando foi planejada, muitos dos
quais icônicos como o Fiat Tagliero e o Cinema Impero[64] Na Somália as várias estradas, hospitais, escolas, linhas ferroviárias, portos,
pontes[65] e os campos agrários foram herdados pela nascente República da Somália, ainda que parte da estrutura colonial tivesse sido
desmantelada pela ocupação britânica. Posteriormente a guerra civil levou ao colapso da infraestrutura criada. Na Líbia ocorreu uma
situação semelhante, sem no entanto ter a infraestrutura destruída em conflitos internos.

As ex-colônias italianas tinham poucos recursos minerais, ajudando pouco a metrópole, na verdade sendo um dreno financeiro que
causou prejuízo.[66] Após a descolonização a Itália pagou reparações de diversas formas às nações dominadas ou agredidas pelo Império
Italiano pelos crimes e danos cometidos ao longo dos anos. O Tratado de Paz de 1947 estipulou que a Itália deveria pagar 25 milhões de
dólares à Etiópia,[67] com protestos de ambos os lados, os italianos argumentaram que os trabalhos públicos feitos compensavam os
danos físicos e morais aos etíopes, enquanto os etíopes queriam que a compensação fosse maior. No final os etíopes aceitaram receber
16,3 milhões de dólares em compensação.[68] O tratado também estipulou que a Itália deveria pagar em dólares (com inflação da época)
100 milhões à URSS, 5 milhões à Albânia, 105 milhões à Grécia e 125 milhões à Iugoslávia.[67] Em 2008 a Itália pagou 5 bilhões de euros
à Líbia por crimes cometidos durante a era colonial.[63] Em 2005 a Itália retornou o Obelisco de Axum para a Etiópia depois de quase 60
anos em uma operação complexa que custou 6 milhões de euros.[69]

A Itália permanece como destino de imigração de muitos líbios, eritreus, somalianos, etíopes e albaneses.[60]

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Territórios do Império Italiano


Dentre colônias, territórios, territórios ocupados (com intenção de
anexação), protetorados, e estados fantoches:

Europa
Reino da Itália
Córsega (1942-1943)
Dalmácia (1941-1943)
Liubliana (1941-1943)
Nice e Savoia (1942-1943)
Maiorca (1936-1939)
Ilhas Italianas do Egeu no arquipélago do Dodecaneso
(1912-1943)
Reino da Albânia (protetorado e dependência italiana entre
1939-1943)
Reino da Croácia (protetorado, 1941-1943)
Estado Helênico (estado fantoche entre 1941-1943)
Reino de Montenegro (território ocupado sob governo militar
italiano, 1941-1943)
Principado de Mônaco (estado fantoche entre 1942-1943)
Império Italiano na sua máxima extensão. Territórios conquistados antes
da Segunda Guerra Mundial estão em vermelho, enquanto que os
África ocupados entre 1940-43 estão em rosa.

Somália Italiana (parte da actual Somália) (1889-1960)


Eritreia Italiana (1889-1941)

Após a anexação da Etiópia Italiana:

África Oriental Italiana (AOI)

Governatorato Amara

Governatorato da Eritreia

Governatorato Harrar

Governatorato Galla-Sidamo

Governatorato Scioa

Governatorato da Somália
África do Norte Italiana (Líbia Italiana) (1911-1943)

Cirenaica
Fezzan
Tripolitânia

Ásia
Concessão Italiana de Tientsin (1901-1943)
Concessões da Itália na China

Ambições não realizadas

A segunda tentativa de criar um vasto império colonial tinha como objetivo o controle de uma zona de território que fosse do mar
Mediterrâneo ao golfo da Guiné. Ao mesmo tempo, se considerou obter a Angola de Portugal.

Chade
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O projeto nunca foi divulgado explicitamente mas foi estrategicamente claro durante as conversas do Tratado de Versalhes e causou
atrito diplomático com a França. Para realizar esse projeto já tendo formalmente a possessão da Líbia, o corpo diplomático italiano pediu
a obtenção da colônia alemã do Kamerun (ou o Togo[70]) e visou obter como compensação pela participação na Primeira Guerra
Mundial, a passagem da soberania do Chade da França para a Itália. O plano caiu por si quando a França obteve os Camarões, com a
Itália obtendo apenas a Oltregiuba do Reino Unido (ao sul da atual Somália), a faixa de Auzu no sul da Líbia das colônias francesas.

Angola

A Angola portuguesa também foi cobiçada pelos italianos que tentaram obtê-la no Tratado de Versalhes.[71] Um programa alternativo de
reivindicações coloniais italianas incluía a Angola (um pedido análogo foi feito pelo Congo Belga).[72] De fato, o governo italiano em
Paris declarava que Portugal tinha um império desproporcional com relação às suas dimensões, ao contrário da Itália, que se encontrava
na situação oposta. Duas propostas avançaram:

o reconhecimento por parte de Portugal à Itália de concessões agrícolas na Angola aos emigrantes italianos;
Em caso de se privar Portugal de alguma das suas colônias, a Grã-Bretanha e a França reconheceriam o direito italiano a Angola.

Ao mesmo tempo, o governo italiano promoveu a constituição por parte dos 11 bancos italianos mais importantes uma Società Coloniale
per l'Africa Occidentale ("Sociedade Italiana para a África Ocidental") para a gestão das concessões agrícolas na Angola. No entanto, esse
projeto encontrou firme oposição por parte das autoridades portuguesas.[73] A proposta italiana foi definida como absurda e repreendida
pelo Reino Unido e França em defesa de Portugal, argumentando que as colônias portuguesas eram fruto de uma conquista secular por
parte dos portugueses e que não havia alguma razão concreta para Portugal seja privado de qualquer colônia, sendo que o país também
participou da Primeira Guerra Mundial ao lado dos Aliados.

Geórgia

Em 1919, o rei da Itália Vítor Emanuel III, invocando um dos direitos italianos estabelecidos em favor das potências vitoriosas da Grande
Guerra, no artigo n. 9 do Pacto de Londres, pedindo e obtendo de uma outra potência vencedora, o Império Britânico, através do bom
ofício de David Lloyd George o envio a Geórgia um contingente de 85 mil homens sob as ordens do general Giuseppe Pennella, em apoio
a independência do país do Império Russo e contra a Turquia.[74] O governo orlando, pouco antes de cair, decidiu com decreto que a
expedição italiana à Geórgia, estabelecendo os termos e as datas. Contudo o governo Nitti que lhe sucedeu, decide adiar os planos para
não comprometer as relações da Itália com a União Soviética recém criada. Sucessivamente, Mussolini em 1941 buscou criar na Geórgia
um protetorado italiano desfrutando das ligação entre as duas nações originado por Pennella em 1919.[75]

Iêmen

A já formada colônia da Eritreia, sob a administração do governador Jacopo Gasparini, buscou obter em 1926 um protetorado sobre o
Iêmen e criar uma base para um império colonial na península Arábica.[76] No entanto, Mussolini parou o projeto para não despertar a
inimizade do Reino Unido. Isso deixou escapar a chance da Itália controlar uma interessante área petrolífera. Naqueles anos, Mussolini
mantinha contato frequente com Winston Churchill por meio de cartas, que o convenceu a não apoiar o governador Gasparini.[77]

Europa central e Bálcãs

O regime fascista não se limitou a reivindicar o território que era habitado por séculos pelos italianos sob o regime da República de
Veneza na Dalmácia, objetivo dos pais do Risorgimento no contexto do processo de unificação nacional, mas cultivou projetos
imperialistas em territórios habitados por outras etnias visando anexar muitos de seus protetorados e estados fantoches à época da
Segunda Guerra Mundial como a Albânia, grande parte da Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina e Grécia; usando a antiga
dominação romana como base das reclamações territoriais.[40] O regime procurou estabelecer relacionamento de proteção do tipo
patrono-cliente com a Áustria, Hungria, Romênia e Bulgária, negligenciando as tensões étnicas históricas entre a Hungria e a Romênia e
que a Romênia antes estava sobre proteção francesa e depois de 1941, controlada pela Alemanha nazista pelas suas matérias primas.[40]

Malta

Malta esteve profundamente ligada à Sicília por laços religiosos, econômicos, polítocos e culturais até o século XVIII, quando fazia parte
do Reino da Sicília. Durante as Guerras Napoleônicas Malta foi ocupada pelos franceses e subsequentemente pelo Império Britânico. Em
1880, o ítalo-maltês Fortunato Mizzi[78] funda o Partido Anti-Reformista (Partit Anti-Riformista) para contrastar com as políticas do
governo colonial britânica e a anglicização do judiciário e do sistema de ensino. Com a Unificação Italiana, Malta é vista como parte da
Itália Irredenta e cresce o irredentismo italiano em Malta buscando a anexação com a Itália, sobretudo durante a Era Fascista no qual o
governo fascista abre a Casa della redenzione maltese ("Casa da Redenção Maltesa") em Roma.[79] Em 1934 o idioma italiano foi
retirado da lista de idiomas oficiais da colônia[80] e em 1940 foram deportados 49 irredentistas para a Uganda.[81] Com a entrada da
Itália na Segunda Guerra Mundial, a Regia Aeronautica e a Luftwaffe realizaram mais de três mil bombardeios contra as ilhas[82]
buscando a sua submissão e subsequente anexação. Com as baixas e a destruição; o irredentismo italiano perdeu força e a guerra acabou
sem que a Itália tomasse posse de Malta.

Cultura

Canções a respeito do Império Italiano

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As guerras coloniais precisavam de apoio da população. Para tal propósito foram lançadas várias
músicas com o intuito de propaganda, que quase sempre transformavam as guerras de conquistas
em guerras de liberação.

C'era una volta il Negus


Tripoli bel suol d'amore
Africanella Povero Selassiè
Carovane del Tigrai Africanina
Sul lago Tana Africa nostra
Amba Alagi
Ti saluto, vado in Abissinia
Faccetta nera Avanti Italia
Adua Cantate dei legionari
Canto dei volontari
Canzone d'Africa
Ritorna il legionario Etiopia
In Africa si va Marcia delle Legioni
O morettina
L'Abissino vincerai Mapa do império na Piazza delle
Erbe (Padova)

Economia
O império gerado logo após a Unificação Italiana apresentou várias dificuldades econômicas nas
primeiras décadas de vida. Mesmo na metrópole europeia a economia tinha uma participação
desproporcional da agricultura, o PIB per capita era cerca de metade do britânico e 25% menor
do que o alemão e francês,[83] o país não tinha grandes depósitos de carvão e ferro.[84] e a
maioria da população era iletrada. Na década de 1880, uma severa crise levou a introdução de
técnicas agrárias mais modernas no Vale do Pó.[85] Entre 1878 e 1887 políticas protecionistas
foram introduzidas para estabelecer uma base na indústria pesada.[86] Turim e Milão lideraram
Moedas de 1 Tallero de 1891 da Eritreia
a indústria têxtil, química, engenharia e a explosão bancária; Gênova se estabeleceu na indústria
italiana.
naval militar e civil.[87]

O império emergiu da Primeira Guerra Mundial em uma posição enfraquecida. Entre 1922 e
1925, os fascistas conduziram uma política majoritariamente liberal: inicialmente reduziram os
impostos, regulações e restrições de comércio como um todo.[88] No entanto, uma vez firmado
no poder, Mussolini começou uma política mais intervencionista por parte do estado
italiano.[89] A escassez de recursos industriais foi rebatida com desenvolvimento intenso dos
recursos domésticos disponíveis e políticas comerciais agressivas buscando acordos por
matérias primas ou estratégias de colonização. Buscando promover o comércio, Mussolini
pressionou o parlamento a ratificar o "Acordo político e econômico ítalo-soviético" em 1923,[90]
reconhecimento da URSS em 1924 (o primeiro país o ocidental a fazê-lo)[91] e o Pacto Ítalo- Uma cédula de 10 "Somali" de 1950
soviético em 1933, fazendo do império um dos principais parceiros comerciais da URSS; usado no mandato italiano da Somália.
comerciando recursos naturais soviéticos por assistência técnica italiana, incluindo em áreas
como tecnologia naval, aviação e automobilística.[92]

A economia das colônias era pobre e atrasada, as primeiras colônias não ajudaram muito a metrópole com recursos minerais e foram na
verdade um dreno financeiro à Itália,[66] só a Etiópia oferecia bons recursos, no entanto a perda rápida poucos anos após a conquista
impediram que a mantivesse o território por tempo o suficiente para que seus investimentos tivessem lucro.[66] A Eritreia e a Somália
não ofereciam boas oportunidades aos europeus de levarem vidas decentes, a Líbia que também era pobre, ainda não era totalmente
controlada pelos italianos. O número de migrantes italianos residentes era pequeno e composto basicamente de homens jovens
empregados em algumas empresas comerciais e serviço civil.[93] A Eritreia possuía uma sociedade colonial diferente das colônias de
exploração comum habitadas em geral por militares, donos de plantações e serventes civis; a colônia italiana por sua vez possuía como
colonistas italianos alfaiates, sapateiros, balconistas, mineradores, fazendeiros, comerciantes, mecânicos, trabalhadores qualificados
com alguns representantes de advogados, engenheiros, médicos e farmacêuticos.[93] O governo colonial providenciava a repatriação para
italianos pobres sem meios de se sustentar na colônia.[93]

Na Somália, os italianos estabeleceram a base para a agricultura orientada a exportação e sistemas de irrigação em 1919 com a chegada
do príncipe Luís Amadeu de Saboia. O Vale do Shebelle foi escolhido como lugar de implantação das plantações devido a presença do rio
Shebelle que fornecia água para os sistemas de irrigação, produzindo algodão, bananas e cana-de-açúcar.[94] As exportações de banana
para a Itália começaram em 1927 e se tornarão o principal produto somaliano em 1929 quando o mercado mundial do algodão colapsou.
A competição com as bananas das ilhas Canárias fez com que a Itália adotasse taxas sobre as bananas não somalianas. Todo o comércio
de banana estava sob monopólio da empresa estatal real Regia Azienda Monopolio Banane (RAMB).[94] O algodão demonstrou menos
resultados, em 1929 1400 toneladas de algodão foram exportadas para a metrópole, caindo para 400 toneladas em 1937. A cana-de-
açúcar obteve mais sucesso e era destinada ao consumo da colônia, sendo organizada sob o monopólio da Società Agricola Italo-Somala
(SAIS, "Sociedade Agrícola ítalo-Somaliana") com sede em Gênova.[94] Os somalianos nessa época se tornaram funcionários civis,
pequenos comerciantes, soldados, professores e proprietários de pequenos negócios.[94] Mesmo com os incentivos da era fascista, os
produtos da Somália italiana nunca se tornaram competitivos internacionalmente.[94]

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Em 1929, a Grande Depressão atingiu duramente a Itália.[95]
Tentando lidar com a crise, o governo fascista nacionalizou os ativos dos
grandes bancos que asseguraram significantes seguranças industriais.[96] Algumas entidades mistas foram formadas, com objetivos de
aproximação dos entes do governo e dos negócios. Esses representantes discutiam políticas econômicas e manipulavam preços e salários
para satisfazer tanto ao governo como aos negócios. Esse modelo econômico foi nomeado de corporativismo. Por volta de 1939, a Itália
tinha a maior porcentagem de empresas estatais depois da União Soviética.[97][98][99] A Invasão da Abissínia e consequente embargos
econômicas da Liga das Nações pouco afetaram a economia italiana, principalmente por não afetar matérias estratégicas como carvão,
aço e petróleo.[100]

Em 1938, com base no livro de Mark Harrison,[1] o PIB do Império Italiano era estimado em 143,8 bilhões de dólares internacionais de
1990 (GK$); com a vasta maioria vindo da metrópole europeia com GK$ 140,8 bilhões, enquanto que as colônias representavam apenas
GK$ 2,6 bilhões; sendo a menor economia dentre as grandes potências na véspera da guerra.[1] O PIB per capita estimado para a
metrópole são de GK$ 3  244 e GK$ 304 para as colônias. Em comparação, estima-se em bilhões que o Japão metropolitano à época
tivesse PIB de GK$ 169,4, a França metropolitana GK$ 185,6, o Reino Unido (sem a atual Irlanda) GK$ 284,2, a Alemanha Nazista (com
a Áustria) GK$ 375,6, URSS GK$ 359, China (excluindo a Manchúria) GK$ 320,5 e os EUA GK$ 800.[1]

Por fim, o envolvimento na Segunda Guerra Mundial como um membro do Eixo transformou a economia italiana em uma economia de
guerra. Isso colocou o modelo corporativista em tensão severa; a guerra não estava produzindo bons resultados para a Itália e se tornou
cada vez mais difícil para o governo persuadir os líderes de negócio a financiar o que eles viam como um desastre militar. A Invasão
Aliada da Itália em 1943 causou o rápido colapso da estrutura política e econômica. Ao fim da guerra a economia italiana estava
destruída; a renda per capita em 1944 estava no seu mais baixo ponto desde o início do século XX.[101] Com a perda das colônias,
também chegou ao fim a economia colonial artificial sustentada pelo estado fascista levando ao colapso econômico das colônias e o
retorno de milhares de colonistas à Itália metropolitana.[93] A maioria dos que retornaram a Europa vieram depois de 1936 estimulados
pela política fascista; os que migraram antes em geral tinham ocupações mais estáveis e capazes de sobreviver ao mercado, assim outras
dezenas de milhares continuaram nas antigas colônias e continuaram proeminentes na vida econômica dos novos países juntamente com
as elites locais; ajudando a expandir a economia de mercado, quebrando restrições feudais e monopólios.[93] Essa presença italiana e das
antigas aristocracias locais só seria com o advento de novos regimes nacionalistas na Líbia com Kadafi e na Etiópia.[93] Na Somália que
continuou como mandato da Itália até 1960, o cultivo de algodão colapsou como produto de exportação com o fim dos incentivos da
metrópole,[94] o de banana foi reorganizado sob a RAMB que se tornou a Azienda Monopolio Banane (AMB) enquanto que o cultivo de
cana-de-açúcar obteve sucesso; em 1950 a produção foi de 4 mil toneladas responsável por 80% do consumo e em 1957 aumentou para
11 mil toneladas, fornecendo toda a cana necessária para a Somália.[94] As exportações de produtos das plantações foram responsáveis
por 59% das exportações somalianas em 1957.[94]

Símbolos e emblemas do império colonial




Bandeira do Reino da Itália e do Bandeira dos governadores das O tricolor italiano usado no Emblema da África
Império Italiano colônias Protetorado da Somalilândia Oriental Italiana

Emblema da Emblema da Emblema da Emblema utilizado


Eritreia Líbia Italiana Somália pelo Protetorado da
Italiana Italiana Somalilândia

Ver também
Conferência de Berlim
Grande Itália
https://pt.wikipedia.org/wiki/Império_Italiano 10/13
11/16/21, 2:36 PM Império Italiano – Wikipédia, a enciclopédia livre
Neocolonialismo
Partilha da África
Reino de Itália

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