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Pedido de Relaxamento de Prisão em Flagrante

O requerente está preso há mais de 48 horas por suposto furto no aeroporto de Macapá. Ele alega ter pegado a mala errada por engano. Pede relaxamento da prisão em flagrante pois não foi submetido a audiência de custódia nem comunicada a família, contrariando o CPP e a CF.
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Pedido de Relaxamento de Prisão em Flagrante

O requerente está preso há mais de 48 horas por suposto furto no aeroporto de Macapá. Ele alega ter pegado a mala errada por engano. Pede relaxamento da prisão em flagrante pois não foi submetido a audiência de custódia nem comunicada a família, contrariando o CPP e a CF.
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA

CRIMINAL DA COMARCA DE MACAPÁ, ESTADO DO AMAPÁ.

João da Silva, brasileiro, solteiro, empresário, inscrito no CPF sob o nº 299.089.666-09,


RG nº 8.234.008, residente e domiciliado na Rua José de Alencar, nº 29, Bairro centro,
Goiana, Pernambuco, por sua advogada que a esta subscreve, conforme procuração
anexa a este instrumento, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência,
requerer o RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE com fundamento no
artigo 5º, LXV da Constituição Federal, e art. 310, I, do Código de Processo Penal,
pelos motivos de fato e direito a seguir expostos:
 
I - DOS FATOS

O requerente está preso ilegalmente, em razão da suposta prática do crime de


furto cometido no dia 12 de junho de 2016, quando desembarcava no aeroporto da
cidade de Macapá/AP. O requerente foi até a esteira de bagages, após desembarque,
para pegar a sua mala, ao se confundir, pegou (por engano) para si mala de terceiro que
possuía as mesmas características que a sua. No entanto, o requerente está preso a mais
de 48 horas ilegalmente sem que houvesse qualquer perseguição que fizessem presumir
ser ele o autor da prática delitiva.
 
II - DO DIREITO

No caso em tela é a manutenção da prisão em flagrante que incorre do ilícito.


Uma vez que não se obedeceu ao rito da prisão em flagrante. Ao observarmos os arts.
304, 306, §1° e 310 do CPP,

Art. 304. Apresentado o preso à autoridade competente, ouvirá esta o


condutor e colherá, desde logo, sua assinatura, entregando a este
cópia do termo e recibo de entrega do preso. Em seguida, procederá
à oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do
acusado sobre a imputação que lhe é feita, colhendo, após cada oitiva
suas respectivas assinaturas, lavrando, a autoridade, afinal, o
auto.         
   Art. 306.  A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre
serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério
Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.           

§ 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão,


será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante
e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia
integral para a Defensoria Pública.  

Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo


máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão,
o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do
acusado, seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública
e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá,
fundamentadamente:      

Notaremos que além de ter sido negado ao requerente a comunicação da sua


prisão aos seus familiares, questão que trataremos a seguir, o mesmo, após 24 horas, não
foi submetido a uma audiência de custódia. Indo desta maneira, contra o rito da prisão
em flagrante.
Desta forma é inevitável reconhecer a ilegalidade da prisão que recai sobre o
requerente. O que há, até o dado momento, é uma mera suspeita da prática de um delito,
sem nenhuma evidência concreta da realidade de sua autoria ou de sua vontade. Não se
caracterizando, assim, em qualquer das hipóteses dispostas no art. 302, do CPP.
Devemos destacar, ainda, que foi negado ao requerente a comunicação da sua
prisão aos seus familiares ou a pessoa por ele indicada. Indo contra o artigo 5º, LXII, da
CF, o qual diz que “a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão
comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por
ele indicada;”.
Pelo exposto, configura-se evidente a impossibilidade de manutenção do
requerente, no cárcere, a qualquer título.
 
III - DO PEDIDO

Diante de todo o exposto, requer a Vossa Excelência seja relaxado a prisão em


flagrante imposta ao requerente, diante da flagrante ilegalidade de sua prisão, ouvido o
ilustre representante do Ministério Público, determinando-se a expedição do competente
alvará de soltura em seu favor. 

Macapá, 14 de junho de 2016.


Advogada
OAB
Aluna: MARIA NÍVYA WANDERLEY
Matrícula: 201720282-5
Obs.1: tenho uma dúvida sobre o crime cometido. No momento da prisão o ato do
requerente para os policiais estava configurado como crime (furto), mas nesse caso
como sabemos que não passou de um engano, qual seria o momento exato para o
requerente provar isso? Na denúncia?
Obs.2: Professora não ficou claro para mim se era ou não se era para seguir os conceitos
da OAB (não datar, não criar nomes nem números, não colocar seu nome na peça como
advogado etc.). Nesta peça, datei, criei nomes e números, para deixar essa peça mais
completa. Porém estou ciente que na prova da OAB, só devo datar e colocar local se
pedirem, como também não devo criar dados falsos para a peça.

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