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Acesso e Exercício Da Atividade

1) O documento descreve as diferenças entre transporte por conta própria e por conta de outrem, sendo que o primeiro é liberalizado e o segundo requer licenciamento. 2) Para acessar a atividade de transporte por conta de outrem é necessário constituir uma empresa e obter licença junto do IMT para a empresa e veículos. 3) As principais formas jurídicas para constituir uma empresa de transportes são sociedade por quotas, unipessoal por quotas ou empresa individual.

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Miguel Marques
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Acesso e Exercício Da Atividade

1) O documento descreve as diferenças entre transporte por conta própria e por conta de outrem, sendo que o primeiro é liberalizado e o segundo requer licenciamento. 2) Para acessar a atividade de transporte por conta de outrem é necessário constituir uma empresa e obter licença junto do IMT para a empresa e veículos. 3) As principais formas jurídicas para constituir uma empresa de transportes são sociedade por quotas, unipessoal por quotas ou empresa individual.

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ACESSO E EXERCÍCIO DA ATIVIDADE

ACESSO À ATIVIDADE: EMPRESAS

O QUE SE ENTENDE POR TRANSPORTE PARTICULAR OU POR CONTA PRÓPRIA?


O transporte particular ou por conta própria é o transporte que, podendo ser realizado
por pessoas singulares ou coletivas:
- É exercido como atividade acessória por quem o desenvolve, com vista a viabilizar
a satisfação das suas necessidades ou complementar o exercício da sua atividade
principal;
- É destinado a transportar as mercadorias propriedade da pessoa singular ou
coletiva ou ainda que tenham sido vendidas, compradas, dadas ou tomadas de
aluguer, produzidas, extraídas, transformadas ou reparadas pela entidade que
realiza o transporte;
- Utiliza veículos da propriedade da pessoa singular ou coletiva, ou ainda que
tenham sido objeto de contrato de locação financeira ou alugados em regime de
aluguer sem condutor e que são conduzidos pelo proprietário, locatário ou por
pessoal ao seu serviço;

Não se verificando estas condições, cumulativamente, o transporte é considerado por


conta de outrem e quando efetuado por entidade não licenciada é sancionado com
multa (coima) de 1.250,00€ a 3.740,00€ (pessoa singular) ou 5.000,00€ a 15.000,00€
(pessoa coletiva).

E POR TRANSPORTE POR CONTA DE OUTREM OU PÚBLICO?


O transporte por conta de outrem ou transporte público ocasional rodoviário de
mercadorias, é o transporte que:
- É exercido por empresas, cooperativas, associações ou fundações com fins
comerciais licenciadas pelo IMT, I.P.;
- Transporta mercadorias de terceiros (os clientes) realizado mediante contrato com
remuneração do frete;
- É efetuado quando alguém solicita o transporte e não está sujeito a horários e
itinerários impostos por lei (ocasional);
- É realizado por veículos automóveis utilizados ao serviço de um único cliente (carga
completa) ou por fração da sua capacidade de carga ao serviço de vários clientes
(carga fracionada).

OS TRANSPORTES POR CONTA PRÓPRIA E POR CONTA DE OUTREM PODEM SER


ACEDIDOS E EXERCIDOS DA MESMA FORMA?
Não.

- O Transporte particular ou por conta própria está liberalizado, nem a empresa nem
os veículos terão de cumprir qualquer formalidade ou licenciamento
Ou
- O Transporte por conta de outrem ou público rodoviário de mercadorias está
sujeito a licenciamento e é titulado pela licença comunitária.

1
Contudo, para as empresas cujo licenciamento ocorreu antes de 2007 e cujo
âmbito da atividade apenas abrangia o transporte nacional, o título habilitante é o
alvará, estando os veículos obrigados a licenciamento ao abrigo desse alvará.

O TRANSPORTE POR CONTA DE OUTREM COM VEÍCULOS LIGEIROS TAMBÉM ESTÁ


SUJEITO A REGRAS DE LICENCIAMENTO?
Sim, se os veículos utilizados tiverem um PB superior a 2.500Kg.

Contudo, quem explore exclusivamente veículos de peso bruto igual ou inferior a


2,5ton. não está sujeita a licenciamento (empresa e veículos).

Em síntese:

TRANSPORTE
RODOVIÁRIO DE
MERCADORIAS

TRANSPORTE
TRANSPORTE POR PARTICULAR OU
CONTA DE OUTREM POR CONTA
PRÓPRIA

Efetuado Independentemente
exclusivamente Efetuado através de do tipo de veículos
através de veículos de veículos de < a 2,5ton utilizados
>= a 2,5ton

Liberalizado Liberalizado
Sujeito a (não necessita de (nacional e
Licenciamento licenciamento) internacional)

Alvará Licença Comunitária


(Transporte Nacional) (Transporte Internacional)

COMO ACEDER E EXERCER AO TRANSPORTE POR CONTRA DE OUTREM COM


VEÍCULOS DE PESO BRUTO IGUAL OU SUPERIOR A 2,500 KG?
O acesso e exercício da atividade de transporte por conta de outrem com veículos de
peso bruto igual ou superior a 2,500kg só pode ser exercida por empresas, sociedades,
cooperativas, associações ou fundações com fins comerciais licenciadas pelo IMT, I.P.

2
QUAIS OS PASSOS A DAR PARA ACEDER À ATIVIDADE?
1º PASSO
Escolher o tipo de empresa, cooperativa, associação ou fundação que
melhor corresponda aos seus interesses e constitui-la, nos termos da
legislação em vigor.

2º PASSO
Apresentar ao IMT, I.P. o pedido de licenciamento para a atividade por
parte da empresa, cooperativa, associação ou fundação e demonstrar
que reúne os requisitos de acesso à atividade para obter o Alvará e/ou
Licença Comunitária.

3º PASSO
Licenciar os veículos os veículos automóveis, afetos à atividade junto do
IMT, I.P. e colocar os distintivos (vulgo “chapas”) nos veículos
licenciados.

QUAIS OS TIPOS DE SOCIEDADE QUE TENHO AO MEU DISPOR?


Para além das empresas em nome individual que não necessitam revestir a forma
societária, as demais empresas podem revestir os seguintes tipos de sociedades
comerciais:
- Sociedade por Quotas;
- Sociedade Unipessoal por Quotas;
- Sociedade Anónima;
- Sociedade em Nome Coletivo;
- Sociedade em Comandita.

Tenha em atenção o seguinte na opção por qualquer das formas jurídicas de


sociedade:
- Se pretende exercer a atividade sozinha ou com outros sócios;
- O património que pretende afetar à sociedade;
- A responsabilidade por dívidas sociais: património pessoal ou da sociedade.

O capital social pode ser realizado em:


- Dinheiro;
- Contribuições por conta de trabalho (sócios de indústria) em alguns tipos de
sociedade;

Ou
- Espécie, neste caso as entradas têm que ser objeto de um relatório elaborado
por um Revisor Oficial de Contas, sem interesses na sociedade, onde conste a
descrição dos bens, a identificação dos seus titulares, a respetiva avaliação e a
declaração se o valor encontrado atinge ou não o valor nominal da parte, quota
ou ação, atribuída ao sócio que efetuou tal entrada. Este relatório não pode ter
data superior a 90 dias à data da celebração do contrato de constituição de
sociedade. As entradas em espécie não podem ser nunca diferidas, realizando-
se sempre no momento da escritura de constituição de sociedade.

3
QUAIS SÃO AS SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS?
1. SOCIEDADE POR QUOTAS
- Tem que ser constituída por um mínimo de 2 sócios;
- O capital social mínimo é de 1,00€, contudo para uma sociedade de transportes
é exigido 9.000,00€ pelo primeiro veículo licenciado e 5.000,00€ ou € 1.500,00€
por cada veículo adicional, consoante for pesado ou ligeiro1;
- Só o património social responde pelas dívidas da sociedade desde que o capital
social seja detido por mais que um sócio;
- Os sócios são solidariamente responsáveis por todas as entradas de capital ou
bens estabelecidas no pacto social;
- O capital social está dividido em quotas e a cada sócio fica a pertencer uma
quota correspondente à entrada de capital ou bens e nenhuma quota pode ser
inferior a 1,00€.
- Não são admitidas contribuições de indústria (contribuições por conta de
trabalho na sociedade);
- O capital social mínimo tem que ser sempre realizado no momento da
constituição, se este for superior ao mínimo exigido pode realizar-se em
entradas de dinheiro que não ultrapassem 50% do capital social no período
máximo de 5 anos;
- A prova da realização do capital social pode ser efetuada de 2 formas:
o Declaração dos sócios sob compromisso de honra de que procederam
ao depósito do capital social;
o Comprovativo bancário do depósito efetuado em qualquer instituição
de crédito.
- A firma (nome da sociedade) tem que ser formada pelo nome (do próprio) ou
firma de todos ou alguns dos sócios (quando for sociedade) acrescido de
"Limitada" ou "Lda".

2. SOCIEDADE UNIPESSOAL POR QUOTAS


- É constituída por um único sócio, pessoa singular ou coletiva, que é o titular da
totalidade do capital social;
- O capital social mínimo é de 1,00€ por cada sócio, contudo para uma sociedade
de transportes é exigido 9.000,00€ pelo primeiro veículo licenciado e 5.000,00€
ou 1.500,00€ por cada veículo adicional, consoante for pesado ou ligeiro2;
- Só o património social responde pelas dívidas da sociedade;
- Pode resultar da concentração das quotas da sociedade num único sócio;

1
De acordo com a interpretação que o IMT, I.P. faz do Regulamento (CE) n.º 1071/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho de
21 de outubro, aplicável diretamente a todos os Estados-Membros desde Dezembro de 2009, não se exige qualquer capital social
mínimo para se dar início ao exercício da atividade. Este deverá sim ser suficiente para cobrir o parque de viaturas da empresa ou
seja, 9.000,00€ no primeiro veículo licenciado e 5.000,00€ ou 1.500,00€ por cada veículo adicional, consoante for pesado ou
ligeiro. No entanto, o Instituto de Registos e Notariado tem uma interpretação diferente considerando que, será ainda de aplicar o
artigo da legislação nacional que exige o capital social mínimo de 125.000,00€ ou 50.000,00€, no caso de exercício da atividade
exclusivamente por meio de veículos ligeiros.
2
Vide nota de rodapé n.º 1.

4
- O capital social mínimo tem que ser sempre realizado no momento da
constituição, se este for superior ao mínimo exigido pode realizar-se em
entradas de dinheiro que não ultrapassem 50% do capital social no período
máximo de 5 anos;
- A prova da realização do capital social pode ser efetuada de 2 formas:
o Declaração dos sócios sob compromisso de honra de que procederam
ao depósito do capital social.

3. SOCIEDADE ANÓNIMA
- Tem de ser constituída pelo menos por 5 sócios;
- O capital social mínimo 50.000,00€, contudo para uma sociedade de
transportes é exigido 9.000,00€ pelo primeiro veículo licenciado e 5.000,00€ ou
1.500,00€ por cada veículo adicional, consoante for pesado ou ligeiro 3;
- O capital social é dividido em ações e cada sócio limita a sua responsabilidade
ao valor das ações que subscreveu e todas as ações têm o mesmo valor
nominal, que não pode ser inferior a 1 cêntimo;
- Não são admitidas contribuições de indústria (contribuições por conta de
trabalho na sociedade);
- O capital social não tem que ser integralmente realizado no momento da
constituição, podendo ser diferida a realização de 70% do valor nominal das
ações em entradas de dinheiro por um período máximo de 5 anos a contar da
data da constituição da sociedade;
- A firma (nome da sociedade) tem que ser formada pelo nome ou firma de um
ou alguns sócios ou por denominação particular ou ainda pela reunião de
ambos, ao que acresce a expressão "Sociedade Anónima" ou "SA".

4. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO


- Tem que ser constituída por um mínimo de 2 sócios;
- O património individual dos sócios responde pelas dívidas da sociedade;
- Os sócios respondem não só pela sua contribuição no património da sociedade,
como subsidiariamente em relação à sociedade e solidariamente com os outros
sócios perante os credores sociais;
- São admitidas contribuições de indústria (contribuições por conta de trabalho
na sociedade), contudo, o seu valor não consta do capital social;
- A firma (nome da sociedade), quando não individualiza todos os sócios, tem
que conter o nome ou firma de um deles, com o aditamento, abreviado ou por
extenso " E Companhia" ou por qualquer outro que indique a existência de
outros sócios.

5. SOCIEDADE EM COMANDITA
- É uma sociedade de responsabilidade mista porque reúne sócios de
responsabilidade limitada (comanditários), que contribuem com o capital, e
sócios de responsabilidade ilimitada (comanditados), que contribuem com bens
ou serviços, assumindo a gestão e a direção efetiva da sociedade;
- Podem ser simples ou por ações;

3
Vide nota de rodapé n.º 1.

5
- Cada um dos sócios comanditários responde apenas pela sua entrada;
- Os sócios comanditados respondem pelas dívidas da sociedade nos mesmos
termos da sociedade em nome coletivo;
- A entrada do sócio comanditário não pode consistir em indústria (contribuições
por conta de trabalho na sociedade);
- A firma (nome da sociedade) é formada pelo nome ou firma de um, pelo
menos, dos sócios comanditados e o aditamento "Em Comandita" ou "&
Comandita por Ações";
- O nome dos sócios comanditários não pode figurar na firma da sociedade, salvo
se o consentirem expressamente;
- Sociedade em Comandita Simples:
o Não há representação do capital por ações;
o Subsidiariamente aplica-se o regime das sociedades em nome Coletivo.
- Sociedade em Comandita por Ações:
o Só as participações dos sócios comanditários são representadas por
ações;
o Os sócios comanditários têm que ser pelo menos 5;
o Subsidiariamente aplica-se o regime das sociedades anónimas a este
tipo de sociedade.

COMO CONSTITUIR UMA SOCIEDADE COMERCIAL?


Atualmente é possível optar por um dos três métodos seguintes:
- Empresa on-line: permite a constituição, por via eletrónica, de sociedades
comerciais e civis sob forma comercial, do tipo por quotas, unipessoal por quotas e
anónimas.
O acesso ao serviço de criação da Empresa Online faz-se através do Portal da
Empresa e obriga à utilização de um computador com ligação à Internet e ao
recurso à certificação digital. O Cartão de Cidadão vem permitir o acesso a este
serviço através dos certificados digitais incorporados no chip.

- Empresa na hora: é possível constituir uma sociedade unipessoal por quotas, uma
sociedade por quotas ou uma sociedade anónima em que, todos os procedimentos
são executados num só balcão e desde que os sócios se façam acompanhar de
todo os documentos necessários. A sociedade é criada de imediato num dos postos
da “Empresa na Hora”, disponíveis por todo o país.

- Método tradicional, que passamos a descrever:

1º PASSO: Pedir o Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação de Pessoa


Coletiva pela Internet através do site da Empresa Online ou no Instituto dos Registos e
do Notariado (IRN), ou ainda no Registo Nacional de Pessoas Coletivas (RNPC).

2º PASSO: Comprovar a realização do capital social por:


- Declaração dos sócios sob compromisso de honra de que procederam ao
depósito do capital social;
Ou

6
- Comprovativo bancário do depósito efetuado em qualquer instituição de
crédito numa conta aberta em nome da futura sociedade ou, relativamente às
sociedades por quotas ou unipessoais por quotas, proceder à sua entrega nos
cofres da sociedade até ao final do primeiro exercício económico.

3º PASSO: Tendo cumprido todos os passos anteriores, deverá ser elaborado o pacto
ou ato constitutivo de sociedade.

4º PASSO: Declarar o início de atividade na Repartição de Finanças, com CAE


(Classificação das Atividades Económicas) principal 49410 (Transportes Rodoviários de
Mercadorias).

5º PASSO: Efetuar o registo da empresa junto de uma Conservatória de Registo


Comercial.
A conservatória promove oficiosamente a publicação do registo na Internet e
comunica o ato ao RNPC para efeitos de inscrição no Ficheiro Central de
Pessoas Coletivas.

6º PASSO: Inscrever a sociedade na Segurança Social.

NÃO PODEREI EXERCER A ACTIVIDADE COMO COOPERATIVA? QUAIS SÃO AS SUAS


PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS?
Sim. Para além das sociedades comerciais, as cooperativas são a outra forma possível
de exploração da atividade de transportes por conta de outrem.

As cooperativas são pessoas coletivas autónomas, de livre constituição, de capital e


composição variáveis que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros,
com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das
necessidades e aspirações económicas dos mesmos.

As principais características das cooperativas são:


- A responsabilidade de cada cooperador pelas dívidas da cooperativa está limitada
ao montante do capital por ele subscrito;
- O capital social mínimo é de 2.500,00€, contudo para uma cooperativa de
transportes é exigido 9.000,00€ pelo primeiro veículo licenciado e 5.000,00€ ou €
1.500,00€ por cada veículo adicional, consoante for pesado ou ligeiro4;
- O capital subscrito tem que ser realizado, integralmente, no prazo máximo de cinco
anos, realização essa que pode ser feita em dinheiro, bens ou direitos, trabalho ou
serviços;
- A Assembleia Geral é o órgão supremo da cooperativa e o órgão executivo é a
Direção.

COMO CONSTITUIR UMA COOPERATIVA?


1º PASSO: Pedir o Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação de Pessoa
Coletiva junto do RNPC (Registo Nacional de Pessoas Coletivas).

4
Vide nota de rodapé n.º 1.

7
2º PASSO: Reunir a Assembleia de Fundadores, onde será eleito o Presidente, que
estabelecerá as regras de funcionamento e fará as convocatórias subsequentes.
As resoluções tomadas deverão ser inscritas na Ata da Assembleia de Fundadores,
devendo constar, em anexo a esta, um modelo genérico dos Estatutos.

3º PASSO: Proceder ao registo junto de qualquer Conservatória do Registo Comercial.


O Conservador do Registo Comercial promoverá a publicação na página das
publicações do site do Ministério da Justiça.

4º PASSO: Declarar o início de atividade em qualquer Repartição de Finanças.

5º PASSO: Inscrever a sociedade na Segurança Social.

6º PASSO: Requerer o cartão de empresa no Registo Nacional de Pessoas Coletivas.

7º PASSO: Deverão ser comunicados e enviados em duplicado para a CASES


(Cooperativa António Sérgio para a Economia Social) os seguintes elementos:
- Atos de constituição e de alteração dos estatutos devidamente registados (atas de
assembleias gerais, estatutos, cartão de pessoa coletiva e declaração de início de
atividade);
- Relatórios de gestão e as contas de exercício anuais, após terem sido aprovados
pela respetiva Assembleia Geral;
- Balanço social, quando, nos termos legais, forem obrigadas a elaborá-lo.

8
EM SÍNTESE

TIPOS DE SOCIEDADES/COOPERATIVAS
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
FORMA DE RESPONSABILIDADE
TERMINAÇÃO
CONSTITUIÇÃO PELAS DÍVIDAS MONTANTE MÍNIMO DE
N.º DE SÓCIOS OBRIGATÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO FISCALIZAÇÃO
DECORRENTES DA CAPITAL
FIRMA
ATIVIDADE
1,00€ cada
SOCIEDADE UNIPESSOAL 9.000,00€+5.000,00€ por da
Limitada ao capital social 1 ‘Unipessoal, L. ’ O sócio único O sócio único
POR QUOTAS veículo licenciado
5
transportes
1,00€ cada
SOCIEDADE POR 9.000,00€+5.000,00€ por da Conselho Fiscal ou
Limitada ao capital social No mínimo 2 ‘L. ’ Gerência
QUOTAS veículo licenciado Revisor Oficial de Contas
6
transportes
50.000,00€
Conselho de Conselho Fiscal (ou fiscal
Limitada ao valor da (9.000,00€+5.000,00€ por
SOCIEDADE ANÓNIMA No mínimo 5 ‘S.A.’ Administração ou único) ou Revisor Oficial
entrada de cada sócio veículo licenciado
7 Direção de Contas
transportes)
Ilimitada
(subsidiariamente em
SOCIEDADE EM NOME
relação à sociedade e No mínimo 2 Não ‘e C.ª’ Gerência Os sócios
COLETIVO
solidariamente entre os
sócios)
Sócios Comanditários = Em Comandita Simples = Em Comandita Simples =
Sociedade em Nome no mínimo 2 Sociedade em Nome
‘em Comandita Simples’
SOCIEDADE EM Coletivo e Coletivo
Não ou ‘em Comandita por Gerência
COMANDITA e Em Comandita por Ações e
Ações’
Sócios Comanditados = = no mínimo 5 sócios Em Comandita por Ações
Sociedade Anónima comanditários = Sociedade Anónima
COOPERATIVA Limitada ao capital No mínimo 5 Variável ‘Coop.’ ou ‘CRL’ Direção Conselho Fiscal
subscrito por cada (nunca inferior a 2.500,00€)
cooperante (9.000,00€+5.000,00€ por
veículo licenciado
8
transportes)

5
Vide nota de rodapé n.º 1
6
Vide nota de rodapé n.º 1
7
Vide nota de rodapé n.º 1
8
Vide nota de rodapé n.º 1

9
JÁ CONSTITUI A SOCIEDADE COMERCIAL OU COOPERATIVA, O QUE FAZER PARA
OBTER O LICENCIAMENTO DA ATIVIDADE DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE
MERCADORIAS POR CONTA DE OUTREM?
Apresentar IMT, I.P. o pedido de licenciamento e demonstrar que reúne os requisitos
de acesso e exercício à atividade para obter o Alvará e/ou Licença Comunitária.

QUAIS OS REQUISITOS DE ACESSO E EXERCICIO DA ATIVIDADE?


- Idoneidade;
- Capacidade profissional;
- Capacidade financeira;
- Estabelecimento estável e efetivo.

EM QUE CONSISITE O “GESTOR DOS TRANSPORTES”?


As empresas que exercem a atividade de transportador rodoviário devem designar
pelo menos uma pessoa singular, que será o gestor de transportes, que satisfaça as
seguintes condições:
- Seja idónea;
- Detenha a capacidade profissional;
- Dirija efetiva e permanentemente a atividade de transportes da empresa;
- Tenha um vínculo com a empresa (ex: empregado com contrato de trabalho,
administrador, proprietário ou acionista etc);
- Resida na comunidade.

EM QUE CONSISTE O REQUISITO DA IDONEIDADE?


Consiste na inexistência de impedimentos legais, nomeadamente a condenação por
determinados ilícitos praticados pelo gestor de transportes e todos os
administradores, gerentes ou diretores.

São consideradas idóneas as pessoas relativamente às quais não se verifique algum


dos seguintes impedimentos:
- Proibição legal para o exercício do comércio;
- Condenação com pena de prisão efetiva igual ou superior a 2 anos, transitada
em julgado, por crime contra o património, por tráfico de estupefacientes, por
branqueamento de capitais, por fraude fiscal ou aduaneira;
- Condenação, com trânsito em julgado, na medida de segurança de interdição do
exercício da profissão de transportador, independentemente da natureza do
crime;
- Condenação, com trânsito em julgado, por infrações graves à regulamentação
sobre os tempos de condução e de repouso ou à regulamentação sobre a
segurança rodoviária, nos casos em que tenha sido decretada a interdição do
exercício da profissão de transportador;
- Condenação, com trânsito em julgado, por infrações cometidas às normas
relativas ao regime das prestações de natureza retributiva ou às condições de
higiene e segurança no trabalho, à proteção do ambiente e à responsabilidade
profissional, nos casos em que tenha sido decretada a interdição do exercício da
profissão de transportador.

10
Quando for decretada a sanção acessória de interdição do exercício da atividade, o
gestor de transporte, os gerentes, administradores ou diretores em funções à data da
infração que originou a sanção acessória, deixam de preencher o requisito de
idoneidade durante o período de interdição fixado na decisão condenatória (por ex.
em caso de constatação de 3 infrações por excesso = ou > a 25% do p.b. do veículo no
prazo de um ano, ou de 2 infrações por cedência de alvará).

Acresce que, quando um gestor de transportes ou uma empresa tenham sido objeto
em, pelo menos, um Estado-Membro, de condenação penal grave ou de sanção por
infração grave à regulamentação comunitária enumerada no Anexo IV do Regulamento
Comunitário, as autoridades devem realizar uma inspeção administrativa completa da
empresa, incluindo, se necessário, um controlo das instalações para determinar pela
perda da idoneidade ou não.

QUEM TEM QUE PREENCHER O REQUISITO DA IDONEIDADE?


Tem que ser preenchido por:
- Todos os gerentes e administradores, nas sociedades comerciais;
- Todos os diretores nas cooperativas;
- Pelo gestor de transportes.

COMO SE PROVA O REQUISITO DA IDONEIDADE?


Tem que apresentar ao IMT, I.P:
- Nacionais: certificado de registo criminal, pedido para o efeito, de cada um dos
gerentes, administradores, diretores e gestor de transportes;
- Estrangeiros: certificado de registo criminal português e do país de origem, pedido
para o efeito, de cada um dos gerentes, administradores, diretores e gestor de
transportes;
- Que não conste do cadastro da ou das empresas em que já exerceu a mesma
atividade o registo de contraordenações graves e muito graves.

EM QUE CONSISTE O REQUISITO DA CAPACIDADE PROFISSIONAL?


Consiste na existência de recursos humanos que possuam conhecimentos adequados
para o exercício da atividade, atestados por certificado de capacidade profissional a
emitir pelo IMT, I.P.
Existem 3 vias para a obtenção do certificado de capacidade profissional:
1. Aprovação em exame;
2. Comprovação curricular de, pelo menos, cinco anos de experiência prática ao nível
de direção numa sociedade comercial ou cooperativa licenciada para transportes
rodoviários de mercadorias nacionais ou internacionais e obtenham aprovação em
exame específico de controlo (nacional e/ou internacional, conforme o caso dos
candidatos);
3. Reconhecimento dos certificados de capacidade profissional para transportes
rodoviários de mercadorias, emitidos pelas entidades competentes de outros
Estados-Membros.

11
QUEM TEM QUE PREENCHER O REQUISITO DA CAPACIDADE PROFISSIONAL?
Tem que ser preenchido pelo gestor de transportes, que pode ser um dos
administradores, gerentes ou diretores, ou outra pessoa com ligação à empresa, como
sócio ou empregado vinculado por um contrato de trabalho, ou ainda uma pessoa
singular contratada para desempenhar as funções de gestor de transportes mediante
um contrato de prestação de serviços.
O gestor de transportes, sendo titular do Certificado de Capacidade Profissional,
deverá ainda ter poderes para dirigir em permanência e efetividade na área de gestão
de transportes, não podendo preencher o requisito da capacidade profissional em
relação a um máximo de três empresas.

É POSSÍVEL EXERCER A ATIVIDADE DE TRANSPORTADOR RODOVIÁRIO SEM O


REQUISITO DA CAPACIDADE PROFISSIONAL?
Sim, desde que o IMT, I.P o autorize e a empresa designe um gestor de transportes
que, estando devidamente habilitado para exercer esta função e que:
- Seja idóneo;
- Detenha capacidade profissional;
- Resida na Comunidade;
- Esteja vinculado à empresa por um contrato que especifique as funções a
desempenhar de forma efetiva e permanente (designadamente, as relacionadas
com a gestão da manutenção e reparação dos veículos, a verificação dos contratos
e dos documentos de transporte, a contabilidade básica, a distribuição dos
carregamentos ou dos serviços pelos motoristas e pelos veículos e a verificação dos
procedimentos de segurança) e quais as suas responsabilidades enquanto gestor
de transportes.

No entanto, este gestor de transportes só poderá gerir no máximo, as atividades de


transporte de três empresas distintas e/ou com uma frota total máxima combinada de
50 veículos.

COMO SE PROVA O REQUISITO DA CAPACIDADE PROFISSIONAL?


Tem que apresentar ao IMT, I.P.:
- Certificado de Capacidade Profissional;
- Certidão atualizada do Registo Comercial onde conste a nomeação, no caso do
administrador, gerente ou diretor;
Ou
Pacto social, cópia do contrato de trabalho ou cópia do contrato de prestação de
serviços, no caso de o gestor de transportes ser outra pessoa com ligação à
empresa, como sócio ou empregado vinculado por um contrato de trabalho, ou
ainda uma pessoa singular contratada para desempenhar as funções de gestor de
transportes mediante um contrato de prestação de serviços.

12
EM QUE CONSISTE O REQUISITO DA CAPACIDADE FINANCEIRA?
Consiste em possuir os recursos financeiros necessários para garantir o início de
atividade e a boa gestão da sociedade comercial ou cooperativa:
- Início de atividade:
o O capital social mínimo é de 9.000,00€ 9.
- Durante a atividade (nacional e/ou internacional):
o O capital social e reservas, em função do parque de veículos licenciados, não
inferior a 9.000,00€ no primeiro veículo licenciado e 5.000,00€ ou 1.500,00€
por cada veículo adicional, consoante for pesado ou ligeiro.

COMO SE PROVA O REQUISITO DA CAPACIDADE FINANCEIRA?


Tem que apresentar ao IMT, I.P.:
- Início de atividade:
o Certidão da Conservatória do Registo Comercial ou,
o Garantia bancária à primeira solicitação (on first demand)
- Durante a atividade:
o Último balanço apresentado para efeitos de IRC (modelo 22 do IRC, incluindo
balanço anexo) ou garantia bancária ou,
o Garantia bancária à primeira solicitação (on first demand)

EM QUE CONSISTE O REQUISITO DO ESTABELECIMENTO ESTÁVEL E EFETIVO NUM


ESTADO-MEMBRO?
Dispor de instalações físicas permanentes, adequadas para a gestão e operação da
actividade de transporte rodoviário em veículos de mercadorias, que permitam o
tratamento e conservação da documentação inerente à atividade (ex.: contabilísticos,
gestão de pessoal, relativos a tempos de condução e repouso, etc.).

COMO SE PROVA O REQUISITO DO ESTABELECIMENTO ESTÁVEL E EFETIVO NUM


ESTADO-MEMBRO?
Tem que apresentar ao IMT, I.P.:
- Certidão da Conservatória do Registo Comercial

9
Vide nota de rodapé n.º 1

13
REQUISITOS DE ACESSO - SÍNTESE

Requisitos de Acesso - Síntese

Capacidade Capacidade
Idoneidade Profissional Financeira Estabelecimento Efetivo e Estável

Quem tem de preencher:

O gestor de transportes, que pode ser um dos


Todos os gerentes, administradores, gerentes ou diretores, ou outra Início de atividade: Capital Social de 9.000,00€
administradores ou Morada em território nacional (sede) ou
pessoa com ligação à empresa, como sócio ou Durante a atividade: Capital social e reservas: 9.000,00€ no outro local onde a entidade conserva os
diretores e gestor de empregado vinculado por um contrato de primeiro veículo licenciado e 5.000,00€ ou 1.500,00€ por cada principais documentos, bem como os
transportes . trabalho, ou ainda uma pessoa singular veículo adicional, consoante for pesado ou ligeiro. equipamentos e serviços técnicos).
contratada para desempenhar as funções de
gestor de transportes mediante um contrato de
PROVA: prestação de serviços.

Certificado do Registo
criminal de cada um Certificado de Capacidade Profissional. Início da atividade: Certidão da Conservatória do Registo
dos gerentes, Certidão da Conservatória do Registo Comercial Comercial . Certidão da Conservatória do
administradores, ou Pacto Social ou Contrato de Trabalho ou de Durante a atividade: Último balanço para efeitos de IRC Registo Comercial.
diretores ou gestor de Prestação de Serviços. (modelo 22 e anexo) ou garantia bancária.
transportes.

Nota: Para instruir o processo de pedido de licenciamento para obtenção do título habilitante (Alvará/Licença Comunitária) para além dos documentos atrás
citados tem que ser apresentado:
- Formulário em modelo próprio, devidamente assinado por quem confere capacidade profissional
- Fotocópia do cartão de pessoa coletiva
E
- Pagamento de uma taxa de serviço

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SÓ TEREI QUE DEMOSTRAR QUE CUMPRO OS REQUISITOS QUANDO INICIAR A
ATIVIDADE?
Não. Os requisitos de acesso à atividade são de verificação permanente, tendo as
sociedades comerciais ou cooperativas que comprovar o seu preenchimento sempre
que lhes for solicitado.

A falta superveniente de qualquer dos requisitos de acesso à atividade tem que ser
suprida no prazo de seis meses a contar da data da sua ocorrência, sob pena de
caducar o Alvará e/ou a Licença Comunitária.

EXISTE ALGUM REQUISITO ADICIONAL AQUANDO DO PEDIDO DE RENOVAÇÃO DO


ALVARÁ/LICENÇA COMUNITÁRIA?
Sim. A empresa deverá comprovar que a sua situação contributiva perante a
Administração Fiscal e a Segurança Social está regularizada.
Para o efeito, deverão ser juntas as respetivas Certidões da Administração Fiscal e da
Segurança Social atualizadas.
Igualmente, deverá ser comprovado que o capital social e as reservas da empresa são
em valor suficiente face ao parque de veículos detido pela empresa considerando que:
- O primeiro veículo valerá 9.000,00€;
- Os veículos adicionais valerão 5.000,00€ ou 1.500,00€, consoante for pesado ou
ligeiro.

O ALVARÁ E A LICENÇA COMUNITÁRIA SÃO EMITIDOS SEM QUALQUER PRAZO DE


VALIDADE?
Não. O Alvará e a Licença Comunitária têm um prazo de validade máximo de 5 anos,
renovável mediante a comprovação de que a sociedade comercial ou cooperativa
continua a preencher os requisitos de acesso e exercício da atividade.

POSSO CEDER O MEU ALVARÁ E/OU LICENÇA COMUNITÁRIA A TERCEIROS?


Não. É considerada cedência de Alvará e/ou Licença comunitária quando se verifique
alguma das seguintes situações:
- Prestação do serviço de transporte com faturação ou recibo em regime de
atividade liberal;
- Existência de contrato para utilização do veículo entre a sociedade comercial ou
cooperativa titular do alvará e um terceiro.

A cedência de Alvará e/ou Licença Comunitária é sancionada:


- Com coima de 1.250,00€ a 3.740,00€ (pessoa singular) ou de 5.000,00€ a
15.000,00€ (pessoa coletiva) aplicada ao seu titular;
- Com coima de 500,00€ a 1.500,00€ (pessoa singular) e de 1.500,00€ a 4.500,00€
(pessoa coletiva) aplicada à pessoa que efetua o transporte.

Nos casos em que haja uma infração anterior por cedência de alvará pode ser aplicada
a sanção acessória de interdição do exercício da atividade até 2 anos.
A aplicação da sanção acessória implica a suspensão do Alvará ou Licença Comunitária
e o depósito no IMT, I.P. das licenças de transporte nacional e das cópias certificadas
da Licença Comunitária dos veículos de que a empresa infratora seja titular.

15
VEÍCULOS: LICENÇAS E DISTINTIVOS

A MINHA EMPRESA JÁ É DETENTORA DE ALVARÁ E/OU DE LICENÇA COMUNITÁRIA,


TENHO DE CUMPRIR MAIS ALGUMA FORMALIDADE EM RELAÇÃO AOS VEÍCULOS?
Sim. Cumpridas as formalidades e antes de começar a operar no mercado, a lei obriga
também os veículos a cumprirem algumas formalidades:
- Licenciamento dos veículos a motor, de peso bruto igual ou superior a 2,5ton. e
afetos à atividade, junto do IMT, I.P.;
- Colocação de distintivos (vulgo chapas) nos veículos.

TODAS AS EMPRESAS PODEM LICENCIAR VEÍCULOS?


Não. Só as entidades detentoras de Alvará e/ou Licença Comunitária podem licenciar
veículos para o transporte por conta de outrem.

TENHO DE LICENCIAR SÓ OS VEÍCULOS A MOTOR OU TAMBÉM OS REBOQUES E


SEMIRREBOQUES?
Atualmente, só estão sujeitos a licenciamento os veículos a motor.
Os reboques e semirreboques deixaram de carecer licenciamento em 2007.

SÓ POSSO LICENCIAR VEÍCULOS DE MINHA PROPRIEDADE?


Não. Os veículos a licenciar podem ser:
- Da propriedade do transportador;
- Objeto de contrato de locação financeira;
- Objeto de contrato de aluguer sem condutor.

QUAIS AS REGRAS A CUMPRIR AQUANDO DO PEDIDO DE LICENCIAMENTO DOS


VEÍCULOS?
Para as empresas novas:
- Os veículos a licenciar devem ser novos (não tenham mais de 1 ano de fabrico
contado a partir da data da 1.ª matrícula) até que a soma dos pesos brutos dos
veículos da empresa ultrapasse as 40ton. ou as 10ton., no caso de exercício da
atividade exclusivamente por meio de veículos ligeiros;

- Nos licenciamentos posteriores, os veículos não precisam ser novos, mas terão que
respeitar a média da idade da frota que não pode exceder 10 anos.

Em caso de instalação de um filtro de partículas, devidamente aprovado e verificado


pelos Centros de Inspeção Técnica dos Veículos, a idade do veículo será reduzida em 5
anos.

Para as empresas detentoras de Alvará/Licença Comunitária, com data anterior a


16/08/2007:
- São renovadas as licenças dos veículos já licenciados;
- Para o licenciamento de veículos adicionais, a licença é emitida se a idade média da
frota não exceder os 10 anos.

16
Em caso de instalação de um filtro de partículas, devidamente aprovado e verificado
pelos Centros de Inspeção Técnica dos Veículos, a idade do veículo será reduzida em 5
anos.

QUAL O PRAZO DE VALIDADE DAS LICENÇAS?


A validade das licenças é a mesma do Alvará e/ou da Licença Comunitária (máxima de
5 anos) e caduca sempre que se verificar a caducidade do Alvará e/ou da Licença
Comunitária (por exemplo, por falta superveniente dos requisitos ou não comprovação
dos mesmos de 5 em 5 anos).

QUAL A SANÇÃO APLICÁVEL A UM VEÍCULO NÃO LICENCIADO?


A sanção aplicável a veículo sem licença, quando obrigatória, é de 750,00€ a
2.250,00€.

JÁ LICENCIEI OS MEUS VEÍCULOS, TENHO MAIS ALGUMA FORMALIDADE A CUMPRIR?


Sim. Tem que identificar corretamente os veículos licenciados através da colocação de
distintivos.

EXISTEM ALGUMAS REGRAS PARA A COLOCAÇÃO DOS DISTINTIVOS?


Sim. Os distintivos têm que ser colocados em posição fixa e visível, um na parte da
frente e outro na retaguarda.

TP TP
Alvará n.º 600000 Alvará n.º 600000

Nos transportes rodoviários de mercadorias o número do Alvará começará sempre


pelo número 6. No caso de o Alvará ser específico para a atividade de pronto-socorro o
número inicial será o 7.

SE NÃO COLOCAR OS DISTINTIVOS, QUANDO OBRIGATÓRIOS, QUAL É A SANÇÃO?


É punível com multa (coima) de 100,00€ a 300,00€.

E SE COLOCAR OS DISTINTIVOS EM VEÍCULOS NÃO LICENCIADOS?


Independentemente da empresa ter ou não Alvará e/ou Licença Comunitária, a
colocação de distintivos em veículos não licenciados é punível com coima de 1.250,00€
a 3.740,00€.

OS DISTINTIVOS TÊM ALGUM MODELO OU CARACTERÍSTICAS OBRIGATÓRIAS?


Sim. Os distintivos que sinalizam os veículos automóveis licenciados têm que obedecer
às seguintes características e modelos:
o Forma retangular com 250mmX180mm, o fundo de cor branca e os
caracteres de cor preta;

17
o A inscrição "TP" em caracteres com 70mm de altura e 12mm de
espessura.
A indicação do número do alvará de transportador em caracteres com 20mm de altura
e 5mm de espessura.

VEÍCULOS: TRAÇÃO

POSSO TRACIONAR REBOQUES OU SEMIRREBOQUES DE OUTRO TRANSPORTADOR


POR CONTA DE OUTREM?
Sim, sendo que atualmente o reboque ou semirreboque não está sujeito a qualquer
licenciamento.

POSSO TRACIONAR REBOQUES OU SEMIRREBOQUES DE UM TRANSPORTADOR


PARTICULAR?
Sim. A mercadoria e reboque ou semirreboque tem de pertencer ao mesmo
proprietário.

POSSO TRACIONAR REBOQUES OU SEMIRREBOQUES DE MATRÍCULA ESTRANGEIRA?


- Transporte Nacional:
o No âmbito do transporte combinado: a tração de reboques ou
semirreboques de matrícula estrangeira é permitida na realização da
parte terminal de operações de transporte rodo marítimo, por ser de
carácter temporário, em que o reboque ou semirreboque, carregado
com a mercadoria desde o país de origem, chega ao nosso país por via
marítima;

o Nas restantes situações (por exemplo, carga geral), o IMT, I.P entende
que é permitida a tração de reboques ou semirreboques de matrícula
estrangeira em transporte nacional, uma vez que não estão sujeitos a
qualquer licenciamento.

Transporte Internacional: a tração de reboques ou semirreboques de matrícula


estrangeira é permitida sem qualquer restrição. Só o veículo trator de matrícula
nacional tem que possuir cópia certificada da licença comunitária.

FACTOS RELEVANTES DA VIDA QUOTIDIANA DE UMA EMPRESA DE TRANSPORTE

ATENDENDO QUE OS REQUISITOS DE ACESSO E EXERCÍCIO DA ATIVIDADE SÃO DE


VERIFICAÇÃO PERMANENTE, QUAL O PRAZO PARA SUPRIR A SUA FALTA?
O prazo é de 6 meses a contar da data da sua falta, decorrido esse prazo caduca o
Alvará e/ou Licença Comunitária e todas as licenças dos veículos.

18
O MEU GESTOR DE TRANSPORTES COM CAPACIDADE PROFISSIONAL DEIXOU A
EMPRESA, O QUE DEVO FAZER?
A empresa tem seis meses, (podendo este prazo ser prorrogado por mais três
meses no caso de morte ou incapacidade física do gestor de transportes) para
nomear novo gestor de transportes com capacidade profissional e comunicar ao
IMT, I.P.. Decorrido esse prazo caduca o Alvará e/ou Licença Comunitária e todas as
licenças dos veículos.

LICENCIEI O MEU 25º VEÍCULO PESADO A MOTOR E A MINHA EMPRESA NÃO DISPÕE
DE RESERVAS E TEM CAPITAL SOCIAL DE 125.000,00€, CONTINUO A PREENCHER O
REQUISITO DA CAPACIDADE FINANCEIRA?
Não. O requisito da capacidade financeira durante o exercício da atividade impõe que
a empresa tenha de dispor, permanentemente, de Capital Social ou Reservas no
montante mínimo de:
- 9.000,00€ pelo 1º veículo a motor licenciado;
- 5.000,00€ ou 1.500,00€ por cada veículo a motor adicional licenciado, consoante
este seja, respetivamente, um veículo pesado ou um veículo ligeiro.

Não dispondo a empresa de reservas, o capital social teria ser de 129.000,00€ =


9.000,00€ (1º veículo) + 120.000,00€ (5.000,00€ X 24 veículos adicionais).

Para efeitos da capacidade financeira durante a atividade:


- Os reboques e semirreboques licenciados não são contabilizados;
- Os veículos ligeiros licenciados obedecem à mesma regra e montantes dos veículos
pesados licenciados.

AINDA NÃO PASSARAM 5 ANOS SOBRE O MEU ALVARÁ E/OU LICENÇA


COMUNITÁRIA E RECEBI UMA CARTA DO IMT, I.P. PARA DEMONSTRAR OS
REQUISITOS DE ACESSO. SOU OBRIGADO A RESPONDER?
Sim. Os requisitos de acesso à atividade são de verificação permanente, tendo as
empresas que comprovar o seu preenchimento sempre que lhes for solicitado.

O IMT, I.P. PODE VISITAR A MINHA EMPRESA PARA EFEITOS DE FISCALIZAÇÃO?


Sim. Os funcionários do IMT, I.P. com competência na área da fiscalização, desde que
devidamente credenciados, podem proceder a todas as investigações e verificações
necessárias na empresa de transportes.

JÁ PASSARAM 5 ANOS APÓS A OBTENÇÃO DO ALVARÁ E/OU DA LICENÇA


COMUNITÁRIA, O QUE DEVO FAZER?
Tenho que renovar o Alvará e/ou Licença Comunitária e todas as licenças dos
veículos, uma vez que estas têm um prazo de validade máximo de 5 anos.

A renovação (por mais 5 anos, no máximo) só será efetivada mediante a


comprovação de que a empresa continua a preencher todos os requisitos de acesso
e exercício da atividade, que são de verificação permanente e podem ser
fiscalizados a qualquer momento pelo IMT,I.P.

19
QUAL O PRAZO PARA REQUERER O PEDIDO DE RENOVAÇÃO DE ALVARÁ/LICENÇA
COMUNITÁRIA?
Os pedidos de renovação de alvará ou da licença comunitária devem ser requeridos no
IMT, I.P. com uma antecedência mínima de 60 dias relativamente ao seu termo de
validade.

NECESSITO DE EFETUAR ALTERAÇÕES AO PACTO SOCIAL, QUAIS AS FORMALIDADES A


CUMPRIR?
Destacamos algumas das principais alterações que podem ocorrer na vida da empresas
e as respetivas formalidades a cumprir:

Tipo de Alteração Formalidades

(1)
Aumento de capital Deliberação da Assembleia Geral ou Escritura
- Com novas entradas (em espécie ou em Pública (facultativa) – conteúdo:
dinheiro) - A modalidade do aumento;
- Com incorporação de reservas - O montante do aumento;
- Com suprimentos - O montante nominal das novas
- Com prestações suplementares participações;
- A natureza das novas entradas;
- O ágio (se existir);
- Os prazos dentro dos quais as
entradas têm ser efetuadas;
- As pessoas que participarão nesse
aumento;
- Reservas a incorporar (no caso de
aumento por incorporação);
- Registo Comercial;
- Declaração de alterações ao gabinete da DGCI
(oficiosamente pelos Serviços de Registo
Comercial)
- Comunicação à Segurança Social: só se com a
entrada de novo sócio resultar alteração da
gerência.
Divisão e Transmissão de Quotas (soc. por - Deliberação da Assembleia Geral;
quotas) - Forma escrita (Escritura Pública é facultativa);
- Registo Comercial;

Unificação de Quotas (soc. por quotas) - Forma escrita (Escritura Pública é facultativa)
- Comunicação posterior, à sociedade;
- Registo Comercial;

Redução do capital social - Deliberação em Assembleia Geral ou Escritura


Pública (facultativa) – conteúdo:
- Finalidade da redução;
- Forma da redução;
- Especificar as participações sobre as
quais a operação incidirá;
- Registo Comercial;

20
Cessão de quotas - Documento particular ou Escritura Pública
(facultativa);
- Registo Comercial;
- Declaração de alterações junto da DGCI;

Alteração de firma/denominação - Certificado Admissibilidade de Firma do


RNPC;
- Deliberação da Assembleia Geral ou Escritura
Pública (facultativa);
- Novo Pacto Social;
- Registo Comercial;

Alteração do objeto social - Certificado Admissibilidade de Firma RNPC;


- Deliberação da Assembleia Geral ou Escritura
Pública (facultativa);
- Novo Pacto Social;
- Registo Comercial;

Para concelho - Ata da Assembleia Geral;


limítrofe - Registo Comercial;
Alteração de sede
Para concelho não - Certificado de Admissibilidade do RNPC (é
limítrofe dispensado caso a firma da sociedade seja
apenas constituída por uma expressão de
fantasia, acrescida ou não da referência à
atividade);
- Deliberação da Assembleia Geral ou Escritura
Pública (facultativa);
- Novo Pacto Social;
- Registo Comercial;

Para o mesmo - Ata da Assembleia Geral;


concelho - Registo Comercial;

Alterações da gerência no sentido da forma de - Ata de Deliberação;


obrigar a sociedade - Registo Comercial;

Designação de Gerência, Administração, - Atas de Deliberação;


Secretário, ROC’s ou Fiscais Únicos - Registo Comercial;

Renúncia de Funções - Documento comprovativo da Renúncia e


prova de recebimento;
- Registo Comercial

Cessação de Funções - Decisão Judicial ou Ata de Deliberação;


- Registo Comercial;

21
Soc. por quotas em - Ata da deliberação, documento particular ou
soc. unipessoal Escritura Pública (facultativa);
- Registo Comercial;
- Comunicação à DGCI;
- Comunicação à Segurança Social;

Soc. unipessoal em - Ata da deliberação, documento particular ou


soc. por quotas Escritura Pública (facultativa);
Transformação - Registo Comercial;
de Sociedade: - Comunicação à DGCI;
- Comunicação à Segurança Social;

Soc. por quotas ou - Certificado de Admissibilidade de Firma ou


(3);
unipessoal e soc. Denominação
anónima - Ata da Assembleia Geral;
- Balanço Social, aprovado e com menos de 6
meses;
- Relatório Justificativo da Transformação;
- Relatório do Revisor Oficial de Contas ou de
uma Sociedade de Revisores Independentes;
- Novo Pacto Social;
- Registo Comercial;
- Comunicação à DGCI;
- Comunicação à Segurança Social.
(1) De onde conste a deliberação de prestação do consentimento dos sócios para a transmissão, no caso de consentimento
expresso da sociedade ou de documento comprovativo de a comunicação ter sido feita por escrito à sociedade e de ter
sido por esta recebida. A deliberação de aumentar o capital social só pode ser tomada por maioria de ¾ dos votos
correspondentes ao capital social ou por número mais elevado pelo contrato de sociedade. Porém, é dispensada
qualquer deliberação no caso de a escritura de aumento de capital ser outorgada por todos os sócios da sociedade.

(2) De onde conste a deliberação de prestação do consentimento da sociedade na cessão, a não ser que se trate de cessão
entre cônjuges, entre ascendentes e descendentes ou entre sócios.

(3) Se da transformação da sociedade não resultar alteração da firma e do objeto, mas, apenas, o aditamento social, está
dispensada a exibição do Certificado de Admissibilidade de Firma.

JÁ CUMPRI COM TODAS AS FORMALIDADES PREVISTAS PELA LEI COMERCIAL PARA A


ALTERAÇÃO DO PACTO SOCIAL PRECISO DE COMUNICAR ALGUMA COISA IMT, I.P.?
Sim. As empresas detentoras de Alvará ou Licença Comunitária têm que comunicar ao
IMT, I.P. as alterações ao pacto social, designadamente modificações na gerência,
administração ou direção, bem como mudanças de sede, no prazo de 28 dias a contar
da data da sua ocorrência.

O não cumprimento deste dever é punível com coima de 250,00€ a 750,00€.

SE QUISER EXTINGUIR A EMPRESA, POR DECISÃO DOS SÓCIOS, QUE DEVO FAZER?
A dissolução de uma sociedade por deliberação dos sócios pode fazer-se de acordo
com uma das seguintes modalidades:
- Extinção Imediata (sem ativo nem passivo):
o Deliberação tomada por unanimidade, com aprovação da dissolução e
aprovação e encerramento das contas por inexistência de passivo e
ativo a liquidar;
o Registo Comercial;
o Comunicação à Autoridade Tributária e à Segurança Social.

22
- Dissolução e liquidação (sem ativo nem passivo):
o Deliberação dos sócios sobre a dissolução da sociedade, tomada por
maioria de 3/4 dos votos correspondentes ao capital social (regra); com
aprovação da dissolução e aprovação das contas e encerramento da
liquidação;
o Registo Comercial;
o Comunicação à Autoridade Tributária e à Segurança Social.
- Dissolução e liquidação por partilha (com ativo e sem passivo):
o Deliberação dos sócios sobre a dissolução da sociedade, tomada por
maioria de 3/4 dos votos correspondentes ao capital social (regra),
incluindo a indicação de bens a partilhar e a sua adjudicação ao (s) sócio
(os), bem como as respetivas tornas;
o Existindo bens imóveis a partilhar, terá haver antecipadamente uma
escritura de partilha desses bens ou a dissolução terá de ser feita por
escritura pública;
o Registo Comercial;
o Comunicação à Autoridade Tributária e à Segurança Social.

- Dissolução com entrada em liquidação (com passivo ou com ativo e passivo):


o 1.ª Fase de Dissolução: Ata da Assembleia Geral, Registo Comercial e
Comunicação à Autoridade Tributária e à Segurança Social;
o 2.ª Fase da Liquidação: Apresentar no GARC a ata da liquidação e
encerramento das contas, Registo Comercial, Comunicação à
Autoridade Tributária e à Segurança Social.
- Dissolução com liquidação – por transmissão global (com passivo):
o Deliberação dos sócios, tomada por maioria de 3/4 dos votos
correspondentes ao capital social (regra) sobre a dissolução, aprovação
e encerramento das contas e a relação do património a transmitir e a
sua adjudicação ao (s) sócio (os), bem como as respetivas tornas.
- Existindo bens imóveis a partilhar, terá haver antecipadamente uma escritura de
partilha desses bens ou a dissolução terá de ser feita por escritura pública.
o Registo Comercial;
o Comunicação à Autoridade Tributária e à Segurança Social.

QUANDO É QUE OS VEÍCULOS ESTÃO EM EXCESSO DE CARGA?


Estão em excesso de carga quando o peso bruto do veículo (tara + mercadoria) for
superior ao peso máximo autorizado constante no livrete.

Não existindo qualquer tolerância legal, o IMT,I.P. considera que, na análise dos casos
concretos, no excesso de carga que não ultrapasse os 5% do peso bruto do veículo,
poderá haver substituição da multa (coima) por admoestação.

Em caso de autuação (auto de notícia) por excesso de carga até àquele limite, esta
deve ser contestada ao IMT,I.P. e pedida a substituição da coima por admoestação,
explicando as circunstâncias que influenciaram essa situação.

23
A PESAGEM DO VEÍCULO TEM DE SER EFETUADA NO LOCAL DA FISCALIZAÇÃO?
Nenhum condutor se pode recusar a levar o veículo à pesagem nas balanças ao serviço
das entidades fiscalizadoras, que se encontrem num raio de 5km do local onde se
verifique a fiscalização.

A recusa é punível com coima de 1.250,00€ a 3.740,00€, podendo ainda o motorista


ser acusado de desrespeito à autoridade e responder criminalmente.

QUAL A SANÇÃO POR EXCESSO DE CARGA?


As sanções por excesso de carga são:
- Inferior a 25% do peso bruto do veículo: 500,00€ a 1.500,00€;
- Igual ou superior a 25% do peso bruto do veículo: 1.250,00€ a 3.740,00€ e o
veículo ficará imobilizado até que a carga em excesso seja transferida.

A transferência da carga em excesso para outros veículos e respetivos encargos são da


responsabilidade do transportador, podendo a entidade fiscalizadora ordenar a
deslocação e acompanhar o veículo até local apropriado para a descarga.

Nos casos em que existam 3 infrações de excesso de carga igual ou superior a 25% do
peso bruto do veículo no prazo de 1 ano, pode ser aplicada a sanção acessória de
interdição do exercício da atividade até 2 anos.

A aplicação da sanção acessória implica a suspensão do Alvará ou Licença Comunitária


e o depósito no IMT,I.P. das licenças de transporte nacional e das cópias certificadas da
Licença Comunitária dos veículos de que a empresa infratora seja titular.

QUEM RESPONDE PELAS INFRAÇÕES POR EXCESSO DE CARGA?


Independentemente da percentagem do excesso de carga, o responsável depende do
tipo de transporte:
- Carga Completa:
o Ao expedidor e transportador em regime de comparticipação, sendo
ambos penalizados pela totalidade da coima, salvo se, o expedidor, os
seus agentes ou o carregador disponham de equipamento de pesagem
no local do carregamento da mercadoria, ou em caso de embalagens ou
unidades de carga com peso unitário predefinido, em que a infração é
imputável apenas ao expedidor.
- Carga Fracionada:
o Transportador.

24
QUAL A DIFERENÇA ENTRE CARGA COMPLETA E CARGA FRACIONADA PARA EFEITOS
DE EXCESSO DE CARGA?
A diferença está relacionada com a quantidade de expedidores ou destinatários:
- Carga Completa:
- 1 Expedidor para 1 destinatário;
- 1 Expedidor para vários destinatários;
- Carga Fracionada:
o Vários expedidores para 1 destinatário;
o Vários expedidores para vários destinatários.

AS EMPRESAS DE TRANSPORTE POR CONTA DE OUTREM TÊM QUE TER LIVRO DE


RECLAMAÇÕES?
Sim. O Decreto-Lei n.º 156/2005, de 15 de setembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º
371/2007, de 6 de novembro, veio impor tal obrigatoriedade com entrada em vigor em
1 janeiro 2006.

25
SÍNTESE DO QUADRO SANCIONATÓRIO DO REGIME DE ACESSO E EXERCÍCIO DA
ATIVIDADE (DL 257/2007)

Infração Coima Responsabilidade pela


Pessoa Singular Pessoa Coletiva Infração
Realização de transportes por
5.000,00€ a Pessoa que efetua o
entidade não licenciada (nº 1 1.250,00€ a 3.740,00€
15.000,00€ transporte
do art. 23º)
Realização de transportes int.
5.000,00€ a Pessoa que efetua o
ou de cabotagem sem lic. 1.250,00€ a 3.740,00€
15.000,00€ transporte
com (nº 2 do art. 23º)
Transportes efetuados por
entidade diversa do titular da 5.000,00€ a Titular do alvará ou da
1.250,00€ a 3.740,00€
licença – Titular da Licença 15.000,00€ licença comunitária
(al. a) do nº 1 do art. 25º) *
Transportes efetuados por
entidade diversa do titular da 1.500,00€ a Pessoa que efetua o
500,00€ a 1.500,00€
licença – Utilizador da Licença 4.500,00€ transporte
(al. b) do nº 1 art. 25º)
Falta de comunicação (art. Pessoa que efetua o
250,00€ a 750,00€ 250,00€ a 750,00€
26º) transporte
Realização de transportes em Pessoa que efetua o
750,00€ a 2.250,00€ 750,00€ a 2.250,00€
veículos sem licença (art. 27º) transporte
Realização de transportes
Pessoa que efetua o
sem os distintivos 100,00€ a 300,00€ 100,00€ a 300,00€
transporte
obrigatórios (n.º1 do art. 28º)
Ostentação de distintivos em
1.250,00€ a Pessoa que efetua o
veículos não licenciados (n.º2 1.250,00€ a 3.740,00€
3.740,00€ transporte
do art. 28º)
A falta da guia de transporte Pessoa que efetua o
250,00€ a 750,00€ 250,00€ a 750,00€
(nº 1 do art. 30º) transporte
Preenchimento incorreto ou Expedidor ou
incompleto da guia de transportador consoante
100,00€ a 300,00€ 100,00€ a 300,00€
transporte (n.º 2 do art. 30º) a respetiva obrigação de
preenchimento
Excesso de carga <a 25% do Transportador ou
p.b. do veículo (n.º 1 do art. transportador e
500,00€ a 1.500,00€ 500,00€ a 1.500,00€
31.º) expedidor no caso da
carga completa**
Excesso de carga> a 25% do Transportador ou
p.b. do veículo (n.º 2 do art. 1.250,00€ a transportador e
1.250,00€ a 3.740,00€
31.º) *** 3.740,00€ expedidor no caso da
carga completa**
Recusa em ir à balança num 1.250,00€ a Pessoa que efetua o
1.250,00€ a 3.740,00€
raio de 5km (nº 4 do art. 27º) 3.740,00€ transporte
Mera falta de apresentação
Pessoa que efetua o
de documentos no ato da 50,00€ a 150,00€ 50,00€ a 150,00€
transporte
fiscalização (art. 32º)
* Na 2ª condenação poderá ser aplicada a sanção acessória de interdição do exercício da atividade até 2
anos.
** Salvo se, o expedidor, os seus agentes ou o carregador disponham de equipamento de pesagem no
local do carregamento da mercadoria, ou em caso de embalagens ou unidades de carga com peso
unitário predefinido, em que a infração é imputável apenas ao expedidor.
*** Três (3) condenações no prazo de um ano poderão levar à aplicação da sanção acessória de
interdição do exercício da atividade até 2 anos.

26
SÍNTESE DO REGIME DE FISCALIZAÇÃO E PROCESSO DE CONTRAORDENAÇÕES (DL
257/2007)

Fiscalização e Levantamento do Auto de Contraordenação pela GNR,


PSP ou IMT,I.P. em caso de verificação de uma Infração

Remessa, pela GNR ou PSP, do Auto de Contraordenação ao IMT, I.P.

Notificação do IMT,I.P. ao transportador para, no prazo de 20 dias:

Pagar voluntariamente a coima Apresentar defesa (contestar)


aplicável pelo mínimo ou junto do IMT, I.P.

(O pagamento voluntário da Decisão do IMT, I.P.


coima extingue o processo, à (Em caso de apresentação de
exceção dos casos em que possa defesa do infrator ou em caso
ser aplicada a sanção acessória, de não pagamento voluntário
situação em que conjuntamente e não apresentação de defesa
com o pagamento voluntário o pelo infrator)
infrator pode ainda, no mesmo Com possibilidade, no prazo
prazo, apresentar defesa de 20 Dias, de apresentação
relativamente à sanção de:
acessória).

Recurso para o Tribunal

27

1 
 
ACESSO E EXERCÍCIO DA ATIVIDADE 
 
ACESSO À ATIVIDADE: EMPRESAS  
 
O QUE SE ENTENDE POR TRANSPORTE PARTICULAR OU POR
2 
 
Contudo, para as empresas cujo licenciamento ocorreu antes de 2007 e cujo 
âmbito da atividade apenas abrangia o trans
3 
 
QUAIS OS PASSOS A DAR PARA ACEDER À ATIVIDADE? 
1º PASSO 
Escolher o tipo de empresa, cooperativa, associação ou funda
4 
 
 
QUAIS SÃO AS SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS? 
1. SOCIEDADE POR QUOTAS   
- 
Tem que ser constituída por um mínimo d
5 
 
- 
O capital social mínimo tem que ser sempre realizado no momento da 
constituição, se este for superior ao mínimo ex
6 
 
- 
Cada um dos sócios comanditários responde apenas pela sua entrada;  
- 
Os sócios comanditados respondem pelas dívi
7 
 
- 
Comprovativo bancário do depósito efetuado em qualquer instituição de 
crédito numa conta aberta em nome da futura
8 
 
 
2º PASSO: Reunir a Assembleia de Fundadores, onde será eleito o Presidente, que 
estabelecerá as regras de funcionam
9 
 
EM SÍNTESE 
 
 
TIPOS DE SOCIEDADES/COOPERATIVAS 
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS 
FORMA DE 
CONSTITUIÇÃO 
RESPONSABILIDADE
10 
 
JÁ CONSTITUI A SOCIEDADE COMERCIAL OU COOPERATIVA, O QUE FAZER PARA 
OBTER O LICENCIAMENTO DA ATIVIDADE DE TRANSPORTE

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