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Coqueamento Retardado É um processo de obtenção de coque a par-tir de uma grande variedade de cargas, normal-mente, cru reduzido

, resíduo de vácuo, óleo de-cantado, alcatrão de craqueamento térmico e res-pectivas misturas.A unidade de coqueamento produz, ainda,gás combustível, GLP, nafta, gasóleo leve egasóleo pesado para FCC. O coque tem sua prin-cipal aplicação como eletrodo, na produção doalumínio, em que, para cada quilo de alumínioc o n s o m e - s e , e m m é d i a , 0 , 4 k g d e c o q u e calcinado e grafitizado.Usa-se também o coque na produção deabrasivos, produção de titânio, carburetos, noseletrodos de fornos elétricos de siderurgia, narecarbonetação do ferro e aço, etc. Pode, ainda,ser utilizado como combustível, agente redutor eem misturas com carvão-de-pedra na produçãode coque siderúrgico.Em termos gerais, é possível afirmar que há3 tipos de coque: esponja, favo-de-mel e agulha.– coque esponja : apresenta poros peque-nos e paredes muito grossas entre poros;é o coque de mais baixa qualidade, resul-tante de cargas com alto teores de resi-naseasfaltenos;porsuasimpurezasealtaresistividade, não se presta à fabricaçãode eletrodos;– coquefavo-de-mel : tem os poros em for-ma elipsoidal, uniformemente distribuídose unidirecionais, aparentando nitidamen-te o aspecto de um favo-de-mel quandocortado em sentido transversal; de quali-dade razoável após calcinação e gratifi-cação, pode produzir ânodos satisfatórios;resulta de cargas com baixos teores deresinas e asfaltenos;– coque agulha : o melhor coque para a fa-bricação de eletrodos; seus poros são fi-nos, elípticos e unidirecionais; em voltados poros o coque é frágil, quebrando-se em lascas ou farpas; resulta de cargasaltamente aromáticas, como óleo decan-tadoealcatrão decraqueamentotérmico.O processo tem inicio com o aquecimento eintrodução da carga no fundo da fracionadora,onde o material mais leve sofre um flash. Os pe-sadosmisturam-secomorecicloeseguem,bom-beados, do fundo da torre para a fornalha, ondesão rapidamente aquecidos a cerca de 490ºC.Daí passam aos tambores de coque, para umperíodo “prolongado”, onde então o coque é for-mado e depositado. A temperatura no tambor ficanormalmente entre 438 e 466ºC.O equipamento crítico da unidade é a forna-lha, pois, como a carga vai ser aquecida acimada zona de craqueamento incipiente, é necessá-rio evitar a deposição de coque nas paredes daserpentina. Se o óleo, ao passar pela zona criti-ca,estivernoestadolíquidoeavelocidadelinearrelativamente baixa, então, sob a influência datemperatura, a camada em escoamento laminartenderá a se polimerizar e a depositar coque naserpentina.Paraimpedí-la,normalmentevaporéinjetado, o que provoca alta turbulência naquelaregião, evitando a deposição de coque.O coqueamento não se dá então na forna-lha, mas é “retardado” para ocorrer no tambor,fato que originou o nome do processo.De um modo geral, há dois tambores decoque (pode haver até 6, em unidades de grandeporte), ficando um em linha, enquanto o outro édescoqueificado.De 24 em 24 horas, aproximadamente, os tam-bores são alternados. Este é o tempo suficiente paraa descoqueificação de cada tambor.Antigamente, o coque era retirado por meiode correntes enroladas dentro do tambor, porocasião da partida: quando puxadas, as corren-tes quebravam o coque, que podia então ser re-tirado mecanicamente. Este processo causavauma série de problemas; muitas vezes, era preci-so parar a unidade porque um tambor ainda nãohavia sido esvaziado e o outro já estava cheio,ou, senão, trabalhar com maior número de tam-bores, para prevenir a ocorrência.Atualmente, usa-se maiso processo hidráuli-co,que dámais segurança e reduz em 50% otem-podedescarga.Porestesistema,começa-se abrindoumfurocentralnocoqueacumulado,pormeiodeumaferramentahidráulicaqueoperaapressõesdeáguade1000a3000psig;depois,alarga-seodiâmetrodestefurocentral,comummandril,até24a60;pelofuroassimalargadodesceoutraferramen-tahidráulica,que,comseusquatrobocaisjorrandoágua à alta pressão, corta o coque e o desprendedasparedesdotambor Ocoqueé,então,retiradopelofundodotambor,diretamenteparavagões–no caso de . entregas a longa distância – ou paratransportadores hidráulicos – no caso de estocagempróxima à unidade.O nível dos tambores de coque é geralmentecontrolado por meio de um dispositivo que con-témCo60,radioativo,umemissorderaiosgama.O projeto da unidade pode visar ao máximodenaftaouaomáximodegasóleopesado.Apro-dução máxima de gasóleo pesado requer baixaspressõesebaixosreciclos;adegasolina, altaspres-sões,altosreciclosealtastemperaturas,oucombi-nações de todos estes fatores.