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Interpretação do Teste HTP na Psicologia

1. O documento apresenta uma fundamentação teórica sobre o teste projetivo HTP (casa-árvore-pessoa), descrevendo sua origem, protocolo de interpretação e significado dos desenhos da casa, árvore e pessoa. 2. É explicado que o HTP foi criado por John N. Buck em 1948 para compreender aspectos da personalidade e como o indivíduo interage com o ambiente através da projeção de elementos inconscientes nos desenhos. 3. O documento ressalta que o protocolo de interpretação do HTP tenta sistem

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Interpretação do Teste HTP na Psicologia

1. O documento apresenta uma fundamentação teórica sobre o teste projetivo HTP (casa-árvore-pessoa), descrevendo sua origem, protocolo de interpretação e significado dos desenhos da casa, árvore e pessoa. 2. É explicado que o HTP foi criado por John N. Buck em 1948 para compreender aspectos da personalidade e como o indivíduo interage com o ambiente através da projeção de elementos inconscientes nos desenhos. 3. O documento ressalta que o protocolo de interpretação do HTP tenta sistem

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INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO DE ANGOLA

ISTA

CURSO DE PSICOLOGIA

TESTE DE H.T.P (CASA, ARVORE E PESSOA)

CAXITO-2021
INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO DE ANGOLA

TESTE DE H.T.P (CASA, ARVORE E PESSOA)

Trabalho científico apresentado ao professor


António Nambongo, como requisito necessário
para a avaliação na cadeira de Teoria Técnicas
Projectista.

AUTORA: MARIA CRISTINA MORAIS

4º ANO
SALA: 05
PERÍODO: TARDE

CAXITO-2021
SUMÁRIO

1- INTRODUÇÃO..........................................................................................................1

2-FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................................................2

2.1- Sobre a origem de Teste HTP da Casa – Árvore – Pessoa..............................2

2.2- Protocolo de interpretação.................................................................................4

2.3- Como fazer o teste psicológico HTP: casa-árvore-pessoa................................5

2.4- Síntese interpretativa do teste HTP: casa-árvore-pessoa.................................6

2.5- Significado da casa no teste HTP......................................................................6

2.6- Interpretação da árvore no teste HTP................................................................7

2.7- Interpretação do desenho da pessoa no teste HTP...........................................7

2.6- Teste HTP (casa-árvore-pessoa) em adultos....................................................8

3- CONSIDERAÇÕES FINAIS......................................................................................9

4- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................10
1- INTRODUÇÃO

Os primeiros passos da avaliação psicológica foram sistematizados com o


advento dos testes psicológicos entre o fim do século XIX e o início do século XX,
caracterizando uma das funções do psicólogo. Atualmente, a Psicologia conta com
várias estratégias de avaliação com objetivos bem definidos, sendo a testagem
psicológica um passo importante.

Este trabalho tem como objectivo desenvolver o tema teste da casa-árvore-


pessoa. Assim, o teste HTP é um teste projectivo, como mencionado acima. Os
testes projetivos são utilizados em avaliações psicológicas e são de utilização
exclusiva de psicólogos.

O HTP é bastante utilizado em processos seletivos, juntamente com outros


instrumentos de investigação e conhecimento do candidato como entrevistas,
questionários e análise de currículo. Também pode ser utilizado em psicodiagnóstico
clínico, sempre associado a outros instrumentos.

1
2-FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O desenho é considerado uma das formas de comunicação mais antigas


entre os seres humanos (Hammer, 1991; Wechsler, 2003). Contudo, foi apenas a
partir do século XX que o desenho passou a ser utilizado como técnica de avaliação
psicológica, para investigar habilidades cognitivas e características da personalidade
humana (Bandeira, Costa & Arteche, 2008). A esses tipos de técnicas, que
possuem como principal estímulo o desenho, dá - se o nome de técnicas ou testes
gráficos.

Dentro dessa proposta, os desenhos passaram a ser analisados a partir de


diferentes perspectivas. A perspectiva cognitiva entende o desenho como uma
medida de avaliação cognitiva. Os testes gráficos cognitivos mais conhecidos são o
Desenho da Humana Figura - DFH (Wechsler, 2003; Sisto, 2005) e o Teste
Gestáltico Viso-Motor de Bender (Sisto, Santos & Noronha, 2004). A avaliação
projetiva, por sua vez, entende que o desenho é uma forma de manifestação dos
aspectos inconscientes da personalidade. Os testes gráficos projetivos mais
conhecidos são o House-Tree - Person Test ou Teste do Desenho da Casa – Árvore
– Pessoa (HTP - Buck, 2003) e o Desenho da Família (Corman, 1979).

2.1- Sobre a origem de Teste HTP da Casa – Árvore – Pessoa

No mundo há milhares de milhões de pessoas, cada uma com uma atitude


única e irrepetível, com as suas vivências próprias e experiências. É difícil vir a
compreender com precisão cada ação ou pensamento das pessoas que nos
rodeiam. A psicologia da personalidade tenta investigar isso utilizando técnicas e
testes para descobrir tendências ou comportamentos.

No entanto, quando as pesquisas em psicologia começaram, eram usadas


outras técnicas para examinar a personalidade e a interpretação de vivências
pessoais. Estes instrumentos se denominam técnicas projetivas. Entre estes
instrumentos encontramos o teste de Rorschach ou o do desenho da figura humana.
Neste artigo de Psicologia-Online, apresentamos uma síntese interpretativa do teste
HTP. Entenda a interpretação do teste HTP: casa-árvore-pessoa, uma das técnicas
projetivas mais famosas e eficazes da psicologia.

2
O HTP foi criado por John N. Buck, em 1948, e tem como objetivo
compreender aspectos da personalidade do indivíduo bem como a forma deste
indivíduo interagir com as pessoas e com o ambiente. O HTP estimula a projeção de
elementos da personalidade e de áreas de conflito dentro da situação terapêutica e
proporcio na uma compreensão dinâmica das características e do funcionamento do
indivíduo (Buck, 2003).

O instrumento é destinado a indivíduos maiores de oito anos e propõe a


realização de três desenhos sequenciais - uma casa, uma árvore e uma pessoa, os
quais devem ser desenhados em folhas separadas, utilizando lápis e borracha. A
aplicação propõe, também, que se realize um inquérito acerca de características e
descrições de cada desenho realizado (Buck, 2003).

O HTP é uma das técnicas mais utilizadas por psicólogos brasileiros (Lago &
Bandeira, 2008; Noronha, 2002) e é um dos testes mais ensinados nos cursos de
formação em Psicologia (Freitas & Noronha, 2005; Noronha, Oliveira & Beraldo,
2003). A popularidade do HTP pode estar relacionada ao baixo custo e à facilidade
de sua aplicação (Lago & Bandeira, 2008).

Ao mesmo tempo, trata-se de uma das técnicas mais questionadas no que se


refere à validade e fidedignidade (Anastasi & Urbina, 2000; Cunha, 2000). Por se
tratar de uma técnica projetiva gráfica, em que aspectos pessoais são projetados
sobre o estímulo do desenho, o HTP permite que o avaliador realize interpretações
frente ao conteúdo trazido. Em virtude da ambiguidade dos estímulos, as respostas
são determinadas pelo conteúdo idiossincrático trazido pelo indivíduo (Hammer,
1991, Machover, 1967).

O HTP foi apresentado, ao longo dos anos, por diferentes autores orientados,
em sua maioria, pela teoria psicodinâmica da personalidade. Diferentes
contribuições trazem diversidades quanto às interpretações e dificuldades de se
estabelecer critérios para tal. Por esta razão, o HTP é entendido, muitas vezes,
como um instrumento baseado no senso comum e em conclusões arbitrárias e
subjetivas.

Na sua versão actual, o HTP oferece um manual contendo padronização de


aplicação e de registro das respostas oriundas do inquérito posterior a cada

3
desenho. Além disso, oferece um protocolo com uma lista de conceitos
interpretativos para cada desenho, associados a possíveis características
psicopatológicas da personalidade.

Em relação à aplicação, a mesma exige que sejam considerados alguns


critérios relevantes, como o adequado conhecimento técnico e teórico do aplicador,
sobretudo no que se refere às técnicas projetivas, um ambiente facilitador para a
aplicação, a adequada administração do rapport; e aplicação individual,
especificamente no contexto clínico.

Quanto à interpretação, o HTP propõe avaliar o desenho a partir dos


seguintes aspectos: proporção, perspectiva, detalhes, qualidade da linha e uso
adequado de cores, no caso dos desenhos cromáticos (Buck, 2003).

A proposta actual do HTP sugere uma avaliação menos detalhada e mais


global do desenho quando comparada, por exemplo, aos antigos manuais (ver
Retondo, 2000). Tal proposta tende a evitar interpretações pouco consistentes,
calcadas na análise simplista do item pelo item.

A análise global dos elementos dos desenhos tem-se apresentado


apropriada para compreensão dos aspectos psicopatológicos e das características
gerais da personalidade, sobretudo quando comparada às análises de itens
específicos dos desenhos (Engle & Suppes, 1970; Yama, 1990).

2.2- Protocolo de interpretação

No que se refere ao protocolo de interpretação, trata-se de uma tentativa de


sistematizar a aplicação e criar critérios para a interpretação dos desenhos.
Conforme propõe o manual, o protocolo configura-se como um recurso útil para a
apreensão das características relevantes, visando a interpretação adequada dos
desenhos (Buck, 2003).

O que se observa, contudo, é a característica patologizante e reducionista do


protocolo, na medida em que vincula as características dos desenhos a indicadores
psicopatológicos muito específicos, sem considerar outras variáveis envolvidas e
que não podem ser apreendidas através da aplicação de um único instrumento.

4
Neste sentido, o próprio manual do HTP adverte que as informações oriundas
do protocolo não devem ser analisadas isoladamente e devem ser combinadas com
a história clínica do indivíduo e com dados oriundos de outras fontes (instrumentos
padronizados, entrevistas e informações obtidas por diferentes informantes Buck,
2003). É importante salientar que o objetivo da avaliação psicológica é compreender
o indivíduo da melhor forma possível, sem rótulos ou preconceitos (Cunha, 2000;
Tavares, 2003).

Portanto, quanto à interpretação dos desenhos, é importante mencionar que


esta precisa ir além do conteúdo gráfico puro e simples. Para tanto, é necessário
considerar: a) análise dos demais fenômenos oriundos da avaliação, quais sejam, os
conteúdos gestuais e verbais ocorridos ao longo da aplicação; b) associação das
informações obtidas pelo HTP a informações oriundas de outras fontes, conforme
propõe o autor no caput do protocolo de aplicação; c) rigor no uso das informações
advindas do manual; d) interpretações fundamentadas na literatura científica sobre
técnicas projectivas gráficas (Buck, 2003).

No que se refere à aplicação, recomenda-se o uso do HTP no âmbito clínico,


já que é nesse contexto que se encontra a possibilidade apreender as
particularidades e idiossincrasias do indivíduo avaliado, a partir de informações que
dificilmente seriam apreendidas em uma avaliação aplicada ao contexto da seleção
de pessoal, por exemplo.

Mais especificamente, parece evidente que a aplicação individual é a mais


indicada, uma vez que só assim é possível observar todos os fenômenos ocorridos
no campo da aplicação. Devido a esse conjunto de características, salienta-se a
necessidade de o psicólogo possuir uma formação adequada para utilização do
HTP, advinda de treinamentos, de atualizações e da prática supervisionada
sistemática.

2.3- Como fazer o teste psicológico HTP: casa-árvore-pessoa

Dizem que quando desenhamos projetamos partes da nossa personalidade


que costumam ficar escondidas no inconsciente. Estas partes são refletidas em
como desenhamos os distintos elementos da composição artística. A coisa mais

5
importante neste teste é saber que não existem respostas corretas ou incorretas e
os resultados serão mais fiáveis quanto mais livres sejamos na expressão.

Como na majoria de técnicas projetivas, o teste da casa-árvore-pessoa


(também conhecido como HTP, do inglês house, tree, person) tem orientações bem
simples: temos que desenhar uma casa, uma árvore e uma pessoa em uma folha ou
em qualquer superfície em que se possa observar bem o desenho. Assim que
tivermos o desenho pronto, um especialista pode interpretá-lo ou podemos fazê-lo
nós mesmos com o manual de interpretação do teste HTP, que oferecemos a seguir.

2.4- Síntese interpretativa do teste HTP: casa-árvore-pessoa

Em primeiro lugar, é importante salientar que as técnicas projetivas não


servem como ferramenta diagnostica. Se utilizam como reforço ou indício para
investigar mais sobre a personalidade de quem realizou a prova. Para além, este
teste costuma se realizar em crianças pequenas já que elas têm mais facilidade em
expressar coisas por meio de um desenho. A seguir, ofereceremos umas instruções
simples para saber como interpretar o teste da casa-árvore-pessoa (HTP).

2.5- Significado da casa no teste HTP

Este elemento está relacionado com os aspetos familiares da nossa vida,


associamos a casa às raízes pessoais, o lar e à estabilidade na interpretação do
teste HTP.

1. Tamanho da casa: uma casa grande se associa com alegria, abundância e


bem-estar. No entanto, uma casa pequena pode ser sinal de introversão,
medo e dificuldade para se relacionar com os outros.
2. Porta: a porta indica a forma em que nos relacionamos com o mundo exterior,
uma porta grande e aberta, por exemplo, pode ser sinal de extroversão e
abertura para os outros.
3. Janelas: esta parte do desenho tem uma interpretação semelhante à porta: a
forma em que desenhamos as janelas indica a modo em que vemos o mundo.
Uma casa sem janelas pode ser um sintoma de mau relacionamento com o
exterior.
4. Telhado: o telhado se associa normalmente à parte mais moral, ética e
consciente dos indivíduos. Se projeta a parte mais "consciente" de nós
6
mesmos. Um telhado grande demais costuma se associar a gente mais
idealista na interpretação do teste HTP.
5. Paredes: esta parte do lar está pouco estudada pela comunidade da
psicanálise, mas se diz que as paredes refletem a fortaleza interna do
indivíduo. Uma parede quebrada é sinal de doença psicológica.
6. Outros elementos: além dos numerosos elementos mencionados, também
se devem ter em conta uma série de caraterísticas que também costumam se
desenhar: o jardim, um caminho, animais...este último elemento, por exemplo,
tende a representar um suporte afetivo.

2.6- Interpretação da árvore no teste HTP

Este elemento costuma projetar a parte mais profunda da nossa mente: o


inconsciente. Desde a psicanálise se afirmar que podemos descobrir muito de nós
mesmos ou de quem realiza o teste mediante a interpretação do teste da árvore.

1. As raízes e o chão: desenhar umas raízes muito unidas ao chão costuma ser
sinal de segurança e de fidelidade com a família. A sua omissão pode
significar sensibilidade extrema e medo.
2. O tronco: é a parte da árvore mais representativa da percepção que temos
sobre nós mesmos. Está relacionado com a ideia do "EU" na corrente da
psicanálise.
3. Os ramos: este elemento está relacionado com as relações que temos com o
mundo exterior. Desenhar uma árvore com muitos ramos pode ser sinal de
uma grande rede social de apoio. Pelo contrário, se a copa da árvore está
mais para escassa, podemos falar de uma personalidade introvertida com
poucas interações sociais segundo a interpretação do teste HTP.

2.7- Interpretação do desenho da pessoa no teste HTP

O último elemento que devemos interpretar é o da pessoa no teste HTP. Este


desenho está relacionado com o autoconceito, a ideia que temos sobre nós mesmos
e sobre como atuamos face as outras pessoas. O teste da figura humana ajuda a
nos conhecer um pouco melhor e a saber como nos vemos.

7
 Como desenha a figura: se começa por outra parte que não seja a cabeça
pode ser um sinal de mau desenvolvimento cognitivo.
 A quem desenha: a pessoa que realiza o teste pode se desenhar a si
mesmo, a um personagem de televisão, a um parente em todo caso, este
aspeto reflete a pessoa mais importante que tem o indivíduo em esse preciso
momento da sua vida.
 Cara: a cara do desenho costuma projetar a comunicação e a sociabilidade.
 Posição: o lugar que ocupa a figura humana no desenho também é um
elemento muito importante a se analisar. Se está em no canto superior
costuma ser um reflexo da capacidade de enfrentamento (canto direito) ou
necessidade de atenção (canto esquerdo). Pelo contrário, uma figura
centrada mostra uma personalidade equilibrada e sensata na interpretação do
teste HTP.

2.6- Teste HTP (casa-árvore-pessoa) em adultos

Como mencionamos anteriormente, o teste HTP costuma ser aplicado nas


crianças, no entanto, também podemos tentar que um adulto realize o teste da casa-
árvore-pessoa e interpretar os seus resultados. Esta ferramenta também costumava
ser utilizada para analisar dinâmicas entre a família (se muitos elementos
coincidiam, se havia indicadores de problemas, se as crianças mostravam desenhos
controversos).

Hoje em dia, as técnicas projectivas foram passadas para segundo plano e se


utilizam outros instrumentos para investigar a personalidade dos indivíduos. Estes
instrumentos se baseiam em métodos estatísticos fiáveis e de grande validade.
Propomos-lhe dar uma olhada na nossa seção de tipos de testes psicológicos para
saber mais sobre testes ajudam a conhecer um pouco mais sobre você e seu
ambiente.

8
3- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em forma de resumo, o teste HTP possui, assim como as demais técnicas


projetivas, um caráter idiossincrático (Buck, 2003). Em outras palavras, o significado
da informação obtida fundamenta-se, não no desempenho do indivíduo relativo a
grupos previamente estabelecidos, mas em seu próprio desempenho, avaliado por
métodos independentes (Tavares, 2003). A esse conjunto de critérios, dá-se o nome
de validade clínica, a qual enfatiza o significado singular de um conjunto de
indicadores para um sujeito e seu contexto específico, que inclui o contexto de vida
e contexto da avaliação (Tavares, 2003).

Em relação à atual versão brasileira do manual do HTP (Buck, 2003),


observa-se a considerável escassez de informações no que se refere aos critérios
para interpretação e à origem das associações propostas entre os itens dos
desenhos e as psicopatologias. O protocolo, por sua vez, apresenta- se como um
recurso reducionista e psicopatologizante e, devido a esse fato, sugere-se seu uso,
apenas, como um guia de orientação sobre os critérios relevantes a serem
considerados. Do mesmo modo, é necessário destacar que o referido manual não
possui dados de pesquisas realizadas no Brasil, configurando-se, apenas, como
uma mera tradução do material existente.

O HTP não deve ser considerado como um instrumento único em um


processo diagnóstico que vise avaliar aspectos da personalidade de um indivíduo.
Assim, recomenda-se que o uso do HTP para indicação de caminhos no processo
de investigação realizado a posteriori, discriminando características bizarras
salientes e servindo como um complemento para corroborar informações advindas
de fontes adicionais.

Por fim, observa-se na literatura, que os estudos sobre o HTP são escassos.
Grande parte da literatura é desatualizada e poucas pesquisas atuais são
encontradas nas bases de dados. Assim, registra-se a importância da continuidade

9
das pesquisas sobre o HTP, para que se possa dispor de dados atualizados e
pertinentes ao contexto brasileiro. Tais estudos contribuirão de maneira significativa
para a qualidade das propriedades do instrumento, sobretudo no que se refere à
validade à fidedignidade dos seus achados.

4- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 Anzieu, D. (1978). Os métodos projetivos. Rio de Janeiro, RJ: Campus.


 Anastasi, A., & Urbina, S. (2000). Testagem psicológica. Porto Alegre, RS: Artes
Médicas.
 Bandeira, D. R., Costa, A., Arteche, A. (2008). Estudo de validade do DFH como
medida de desenvolvimento cognitivo infantil. Psicologia Reflexão e Crítica, 21(2),
332-337.
 Buck, J. N. (2003). H-T-P: Casa – Árvore – Pessoa. Técnica Projetiva de Desenho:
Manual e Guia de Interpretação. (1ª ed.). São Paulo: Vetor.
 Corman, L. (1979). O teste do desenho da família. São Paulo: Mestre Jou.
 Cunha, J. (2000). Técnicas projetivas gráficas: Por que sim? Por que não? São
Paulo: Casa do Psicólogo.
 Freitas, F. A., & Noronha, A.P.P. (2005). Clínica escola: levantamento de instrumento
utilizados no processo psicodiagnóstico. Psicologia escolar e educacional 9(1), 37-
46.
 Engle, P. & Suppes, J. (1970). The relation between Human Figure Drawing and test
anxiety in children. Journal of Projective Techniques & Personality Assessment, 34,
223-231.
 Grassano, E. (2004). Indicadores Psicopatológicos nas Técnicas Projetivas. São
Paulo, SP: Casa do Psicólogo.
 Greig, P. (2004). A Criança e Seu Desenho: O nascimento da arte e da escrita. Porto
Alegre: ArtMed.
 Hammer, E. F. (Org.). (1991). Aplicações clínicas dos desenhos projetivos. Rio de
Janeiro: Interamericana.
 Lago, V. M., & Bandeira, D. R. (2008). As práticas em avaliação psicológica
envolvendo disputa de guarda no Brasil. Avaliação psicológica 7(2), 223-234.
 Machover, K. (1967). O traçado da Figura Humana: um método para o estudo da
personalidade. Em H. H. Anderson & G.L. Anderson (Orgs.), Técnicas projetivas do
diagnóstico psicológico (p. 345-370). São Paulo: Mestre Jou.
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 Noronha, A.P.P. (2002). Os problemas mais graves e mais frequentes no uso dos
testes psicológicos. Psicologia Reflexão e Crítica, 15(1). 135-142.
 Noronha, A. P. P., Oliveira, K. L. & Beraldo, F. N. (2003). Instrumentos Psicológicos
mais conhecidos e utilizados por estudantes e profissionais de Psicologia. Psicologia
Escolar e Educacional, 7, 47-56.
 Retondo, M. F. N. G. (2000). Teste Projetivo H.T.P (casa - árvore - pessoa). São
Paulo: Casa do Psicólogo.
 Tavares, M. (2003). Validade clínica. PsicoUSF,8(2), 125-136.

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