Método científico
- 1: Observação;
- 2: Problema;
- 3: Hipótese;
- 4: Experiência;
- 5: Análise dos resultados;
- 6: Conclusão;
- Hipótese confirmada (divulgação) / Hipótese não confirmada (nova
formulação).
- Variável independente (causa dos resultados): é a variável introduzida pelo
investigador, não depende de outra variável. Ex: Luz
- Variável dependente (consequência da variável independente): depende
de outra variável, geralmente da variável independente. Ex: crescimento das
plantas.
A Terra e os seus subsistemas
- Do ponto de vista geológico, a Terra constitui um sistema composto e
fechado, pois realiza trocas de energia com o Espaço, mas não realiza
trocas de matéria.
- Subsistemas terrestres:
- Atmosfera: camada gasosa que envolve o planeta e que, possuindo
oxigénio na sua constituição, permite a existência de vida.
● Troposfera: camada mais próxima da superfície terrestre;
● Estratosfera: camada onde se encontram os aerossóis e onde há o
bloqueio da radiação solar;
● Mesosfera: as partículas rochosas do Espaço, transformam-se em
meteoritos;
● Termosfera: camada com elevadas temperaturas e onde ocorre as
auroras boreais.
- Hidrosfera: compreende toda a água no estado líquido e sólido que se encontra
na superfície terrestre.
- Biosfera: engloba toda a vida na Terra. À biosfera pertencem as formas de vida
terrestres e aquáticas, assim como as formas de vida simples (bactérias) e complexas (ser
humano).
- Geosfera: corresponde à parte sólida do planeta Terra; engloba a parte
superficial (continentes e fundos oceânicos) e a parte mais interna.
- Quando ocorrem alterações num dos subsistemas da Terra, as consequências
dessas alterações poderão afetar os outros subsistemas pois estes são abertos,
dinâmicos e interdependentes uns dos outros.
- Os subsistemas terrestres trocam matéria e energia entre si, sendo considerados
abertos.
- Os ciclos da matéria, como por exemplo do carbono, permitem visualizar as
interações entre os diferentes subsistemas terrestres.
Rochas
- A superfície terrestre é constituída por um vasto conjunto de rochas,
diferentes quanto à sua cor, composição química, minerologia, textura e
origem. Uma rocha é uma substância natural formada por uma associação
estável de minerais compatíveis entre si e com o ambiente em que se
formaram.
➔ Rochas magmáticas
- resultam do arrefecimento e consolidação do magma/lava;
- Rochas magmáticas vulcânicas:
- resultam de um arrefecimento rápido do magma;
- formam-se à superfície ou na sua proximidade, sendo geralmente
extrusivas;
- apresentam textura agranular, com cristais pouco desenvolvidos;
- Exemplo: basalto.
- Rochas magmáticas plutónicas:
- resultam do arrefecimento lento do magma;
- formam-se em profundidade, sendo intrusivas;
- apresentam textura granular, com cristais muito bem desenvolvidos
e facilmente visíveis a olho nu;
- Exemplo: granito.
➔ Rochas sedimentares
- Formam-se a partir de rochas preexistentes quando expostas a condições
superficiais, incluindo duas etapas:
- Sedimentogénese:
- Meteorização: alteração de uma rocha exposta à superfície,
por ação da água, do vento e dos seres vivos;
- Erosão: remoção dos materiais rochosos que resultaram da
meteorização, que passam a constituir os detritos; (agentes: água, vento e
gravidade)
- Transporte: os detritos podem sofrer transporte para outros
locais, onde serão depositados; (agentes: água, vento, glaciares e gravidade)
- Sedimentação: deposição dos materiais detríticos (que se
designam de sedimentos) em camadas geralmente horizontais a que se dá o nome
de estratos, quando os agentes de transporte perdem energia e deixam de ser
capazes de movimentar os detritos.
- Diagénese:
- Compactação: devido ao peso, os sedimentos sofrem
afundamento, ficando mais compactados e desidratados;
- Cimentação: devido à precipitação de substâncias dissolvidas
que atuam como um cimento, vai ocorrendo a união de sedimentos.
Permite formar rochas sedimentares consolidadas
★ Rochas sedimentares detríticas: resultantes da acumulação de grãos de
rochas preexistentes. ex: areias, arenitos, conglomerados e argilitos;
★ Rochas sedimentares quimiogénicas: resultam da precipitação de
substâncias dissolvidas na água. Ex: calcários e sal-gema;
★ Rochas sedimentares biogénicas: resultam da acumulação de restos mais ou
menos transformados de seres vivos. Ex: calcário-recifal e carvão.
➔ Rochas metamórficas
- Resultam da alteração de rochas preexistentes (protólitos) quando sujeitas a
pressões e temperaturas elevadas. O protólito pode ser uma rocha
sedimentar, metamórfica ou magmática;
- Ocorre a recristalização dos minerais para formar associações mineralógicas
estáveis nas novas condições de pressão e temperatura.
- Exemplos: gnaisse, quartzito e xisto.
- Metamorfismo regional
- ocorre nos limites das placas tectónicas;
- a pressão prevalece sobre a temperatura;
- rochas com foliação (textura foliada), alinhamento dos seus minerais,
com direção perpendicular à pressão exercida;
- Exemplos: gnaisse e xisto.
- Metamorfismo de contacto
- ocorre nas proximidades de intrusões magmáticas;
- a temperatura prevalece sobre a pressão;
- rochas sem foliação (textura não foliada);
- Exemplo: corneanas.
- Fatores de metamorfismo: temperatura, pressão, flluídos e tempo.
➔ Ciclo das rochas
- Fontes de energia:
- calor interno da Terra- contribui para fenómenos endógenos;
- sol e gravidade- contribuiem para fenómenos exógenos.
Princípios do raciocínio geológico
O planeta Terra é um planeta dinâmico devido à ação de:
- agentes da geodinâmica interna (fenómenos com origem no interior da Terra)
Ex: sismos, vulcões, movimentos tectónicos;
- agentes da geodinâmica externa (fenómenos que têm origem à superfície)
Ex: vento, água, seres vivos.
Essas alterações têm sido interpretadas pelos geólogos de forma diferente.
- Catastrofismo: as mudanças na Terra ocorrem de forma súbita e violenta;
- Uniformitarismo: as mudanças na Terra ocorrem de forma uniforme e lenta;
- Gradualismo: Os fenómenos geológicos ocorrem de forma lenta e
gradual, como, por exemplo, a erosão, a deposição de sedimentos e os
movimentos tectónicos.
- Atualismo: Os processos que ocorrem na atualidade são os
mesmo do passado, logo o seu estudo permite reconstituir o passado.
- Neocatastrofismo: acentua o papel que os acontecimentos catastróficos têm na
evolução do planeta, não pondo em causa, no entanto, o uniformitarismo.
Hipótese da deriva continental
- Os continentes terão estado todos reunidos no passado formando o
supercontinente Pangeia há 250 M.a. O supercontinente ter-se-à
fragmentado e os continentes deslocaram-se até às posições atuais.
- Argumentos que apoiam a hipótese da deriva continental:
- Morfológicos: a cartografia tornou evidente que algumas margens
continentais se ajustam como as peças de um puzzle, como, por exemplo, as
costas atlânticas de África e da América do Sul;
- Paleontológicos: a presença de fósseis da mesma espécie em
continentes afastados atualmente por oceanos e pertencentes a animais que
não seriam capazes de os atravessar, sugere que esses continentes
estiveram juntos no passado;
- Litológicos: Wegener analisou a semelhança entre as cadeias
montanhosas e entre as rochas existentes em zonas continentais, separadas
pelo oceano Atlântico.
- Paleoclimáticos: Em algumas áreas continentais , atualmente
localizadas em zonas quentes, existem vestígios da ação de
[Link] considerou que esses vestígios provam que, no passado,
essas regiões tinham uma localização próxima do Polo Sul.
A existência de carvão em locais hoje muito frios, leva a pensar que no
passado esses locais seriam mais quentes e teriam florestas que originaram
o carvão.
- Wegener não foi capaz de explicar o mecanismo físico associado à deriva.
- A hipótese da deriva continental não foi aceite pela comunidade científica da
época.
Expansão dos fundos oceânicos
- As ideias de Wegener foram criticadas durante décadas, mas foram
retomadas à luz de novos conhecimentos, nomeadamente sobre o
fundo dos oceanos.
- O conhecimento dos fundos oceânicos só foi possível com o
desenvolvimento tecnológico dos sonares, após a Segunda Guerra
Mundial.
- Antes da existência de barcos equipados com sonar, acreditava-se
que os fundos oceânicos eram planos e sem relevo particulares,
sendo, por isso mesmo, comparados a grandes bacias – as bacias
oceânicas.
- O estudo aprofundado dos oceanos permitiu estabelecer um modelo
da morfologia dos seus fundos com cadeias montanhosas com um
vale central, fossas profundas e planícies abissais.
- O fundo oceânico forma-se nos riftes, expandindo-se, a partir daí, em
direções opostas.
- Apoiada por estudos de paleomagnetismo (estudo das alterações do
campo magnético terrestre registradas nas rochas).
- Morfologia do fundo dos oceanos
- O geomagnetismo é o campo magnético terrestre e é um campo de forças
semelhante ao campo de forças que se cria em torno de um íman.
- É devido ao campo magnético terrestre que as agulhas das bússolas se
orientam para norte.
- Ao longo da história da Terra o campo magnético não teve sempre a
mesma orientação, ocorreram inversões de polaridade:
- Polaridade normal - quando o norte magnético corresponde ao norte
geográfico, como acontece atualmente.
- Polaridade inversa - quando o norte magnético corresponde ao sul
geográfico, oposta à atual.
- As rochas registam estas inversões de polaridade.
- Certas rochas, como o basalto, são ricas em minerais ferromagnéticos.
Estes minerais, aquando da sua formação, durante o arrefecimento do
magma, ficam magnetizados, orientados de acordo com a orientação do
campo magnético terrestre no momento.
- Esta magnetização ocorre quando a temperatura desce abaixo do Ponto
de Curie e mantém-se mesmo que a orientação do campo magnético
terrestre mude. Só desaparece se a rocha for aquecida acima do ponto
de Curie.
- O registo paleomagnético caracteriza-se pela existência de um padrão de
bandas de polaridade normal a alternar com polaridade inversa, sendo
simétricas relativamente ao rifte.
- É no rifte, localizado na dorsal oceânica, que ocorre a expansão dos
fundos oceânicos.
- A idade das rochas aumenta com o afastamento ao rifte.
- A espessura da camada de sedimentos no fundo oceânico aumenta com a
distância ao rifte- reforça a ideia de uma idade crescente do fundo oceânico a
partir da dorsal.
- As rochas da crusta oceânica são, de um modo geral, mais novas que as da
crusta continental, não ultrapassando os 200 M.a.
- a Hipótese da Expansão dos Fundos Oceânicos – a ascensão de magma
do interior da Terra ao longo do vale de rifte forma crusta oceânica, a qual se
expande a partir da dorsal médio-oceânica em direção às fossas oceânicas,
onde é destruída. No rifte há formação de litosfera. Na fossa oceânica, há
destruição de litosfera.