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Estatuto do Desarmamento - Fabiano Samartin Fernandes

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Coleção Jurídica
TUDO QUE O POLICIAL PRECISA SABER SOBRE...

ESTATUTO

DO

DESARMAMENTO

- COMENTÁRIOS À LEI Nº 10.826/2003 Fabiano Samartin Fernandes

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AGEPOL/CENAJUR - A Revolução Cultural na Polícia

Comissão Editorial: Fabiano Samartin Fernandes, Lêda Nascentes e Fernanda Fernandes Editoração Eletrônica e Capa: Fabiano Samartin Fernandes Revisão: Cecília de Moura Barbosa
(Tel.: 71-3240-1324 / 71-8132-1020 / E-mail: celmoubar@uol.com.br)

Impressão: R2 Gráfica Tiragem: 5.000 exemplares. 1ª Edição

AGEPOL/CENAJUR [Capital e Região Metropolitana] Endereço: Alameda dos Umbuzeiros, nº 638, Edf. Alameda Centro, Terraço, Caminho das Árvores, Salvador-BA. CEP 41.820-680 [Em frente a 35ª CIPM - Iguatemi] Telefax: (71) 3359 1297 / 3359 6583 Celular: (71) 8119 6583 / 8119 6584 Site: www.agepol.org.br

[Confira ao final lista completa dos munícipios com cobertura jurídica]

Estatuto do Desarmamento - Fabiano Samartin Fernandes

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Fabiano Samartin Fernandes
Advogado Coordenador Jurídico da AGEPOL/CENAJUR Pós-graduando em Ciências Criminais pela JusPODIVM/Unyahna

ESTATUTO

DO

DESARMAMENTO

- COMENTÁRIOS À LEI Nº 10.826/2003 -

SALVADOR-BAHIA AGOSTO/2006

A Revolução Cultural na Polícia .4 AGEPOL/CENAJUR .

16) 42 Comércio Ilegal de Arma de Fogo (Art. Penal e Administrativa do Policial Militar 33 Posse Irregular de Arma de Fogo (Art. 18) 45 Arma de Fogo de Uso Restrito como Causa de Aumento da Pena 46 Causa de Aumento para os Integrantes dos Órgãos referidos na Lei 46 Concurso de Causas de Aumento de Pena 47 . 12) 34 Omissão de Cautela (Art. 14) 38 Disparo de Arma de Fogo (Art.Estatuto do Desarmamento . 17) 44 Tráfico Internacional de Arma de Fogo (Art. 13) 36 Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Permitido (Art. 15) 41 Posse ou Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito (Art.Fabiano Samartin Fernandes 5 SUMÁRIO Apresentação 07 Nota do Autor 09 1ª Parte: Doutrina 11 Introdução 13 Arma de Fogo 13 Munição e Acessório 15 Arma sem Munição / Munição sem Arma / Arma de Brinquedo 15 SINARM e SIGMA 18 Certificado de Registro de Arma de Fogo 20 Certificado de Registro de Arma de Fogo do Policial Militar 22 Porte de Arma de Fogo 27 Policiais Militares 30 Policiais Militares Inativos 32 Policiais Militares Exonerados ou Demitidos 32 Responsabilidade Civil.

A Revolução Cultural na Polícia Vedação da Liberdade Provisória 47 Referendo Popular 51 Conclusão 51 2ª Parte: Legislação 53 Lei nº 10.123/2004 64 Portaria nº 035-CG/2005 80 3ª Parte: Jurisprudência 101 Bibliografia 115 Munícipios com cobertura jurídica 117 .6 AGEPOL/CENAJUR .826/2003 (Estatuto do Desarmamento) 55 Decreto nº 5.

Capitão Tadeu Fernandes Presidente da AGEPOL . sobre o Estatuto do Desarmamento. tornando realidade a prometida REVOLUÇÃO CULTURAL. do Decreto nº 5. tema de fundamental importância para todos. A AGEPOL/CENAJUR vem. através de palestras realizadas. lançamentos de livros e assistência jurídica.br. fruto das palestras realizadas na capital e interior do Estado. Além de ter disponibilizado a legislação pertinente e a jurisprudência sobre o tema. Este compêndio. ao longo desses 04 anos de existência.Estatuto do Desarmamento . propiciando uma efetiva segurança jurídica aos seus associados. policiais militares e policiais civis.123/2004 e da Portaria nº 035-CG/2005. Fabiano Samartin Fernandes. preenchendo uma lacuna.org. que de forma bastante didática e demonstrando profundo conhecimento da matéria comenta os artigos da Lei nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento). em especial o policial militar.agepol. baixada pelo Comandante-Geral da PMBA. Trata-se de uma obra indispensável para os operadores do Direito. Outros livros já foram publicados e estão disponíveis no site www.Fabiano Samartin Fernandes 7 APRESENTAÇÃO A AGEPOL/CENAJUR brinda seus associados com o lançamento do 5º compêndio da Coleção Tudo que o policial precisa saber. foi escrito pelo Dr. estudantes. eis que são poucas as obras versando sobre o tema.

A Revolução Cultural na Polícia .8 AGEPOL/CENAJUR .

Essa política de controle foi alvo de críticas por parte de vários setores da sociedade. pois dificulta para o “indivíduo de bem” a compra e o porte de arma de fogo. Por outro lado.Estatuto do Desarmamento . e pouco ao criminoso. lançada pela AGEPOL/CENAJUR. legislação e jurisprudência. mesmo assim. o objetivo do legislador. 5º compêndio da Coleção Jurídica Tudo que o policial precisa saber.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) e os seus reflexos na sociedade. pretendo analisar a Lei nº 10.Fabiano Samartin Fernandes 9 NOTA DO AUTOR Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio. . dificultando o acesso do cidadão à arma de fogo. como forma de diminuir gradativamente a violência. mas. o criminoso não ficará prejudicado. ao elaborar o Estatuto do Desarmamento. isoladamente. Conforme será exposto nesta obra. pois não adquire arma no comércio e nem se dirige à Polícia Federal para requisitar autorização para o porte da arma. em especial para o policial militar baiano. é desarmar a sociedade. o desarmamento é um passo importante para diminuir a violência. o estudo sobre o Estatuto do Desarmamento. inclusive dos policiais militares. porém. O Estatuto incide diretamente ao cidadão. é dividido em três partes: doutrina. Assim. (Martin Luther King) No presente trabalho. não irá resolver o problema.

br) . conseqüentemente tem uma responsabilidade com seu uso. ora comentada.10 AGEPOL/CENAJUR . responsabilidade de natureza cível. traz-se a legislação pertinente ao tema. Na segunda parte do trabalho.123/2004 que regulamentou a citada lei e a Portaria nº 035-CG/2005 do Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia que regulou os procedimentos relativos ao porte. Fabiano Samartin Fernandes (fabiano@cenajur. sem a intenção de esgotar o tema. a Lei nº 10. o Decreto nº 5. Nesta parte. Agosto de 2006. em que demonstro que alguns pontos do Estatuto são inconstitucionais. reporta-se à Jurisprudência. contribuindo para uma sociedade mais justa e fraterna. Na terceira parte. e são colacionadas decisões atuais envolvendo o Estatuto do Desarmamento extraídas do Supremo Tribunal Federal. Salvador-BA. até mesmo em virtude da sua amplitude. Superior Tribunal de Justiça.A Revolução Cultural na Polícia Na primeira parte. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. procurando sempre estabelecer um paralelo entre o civil e o militar. na medida em que este tem uma maior necessidade do uso da arma de fogo. denominada Doutrina. registro e cadastro de armas de fogo pertencentes à Corporação e às armas particulares dos policiais militares. o Estatuto do Desarmamento é comentado artigo por artigo. criminal e administrativa. sempre analisado à luz dos princípios constitucionais. Tribunal de Justiça da Bahia. destaco o registro e a autorização para o porte de arma de fogo e os crimes praticados com a arma. Assim.com.826/2003. espero que este trabalho contribua para uma melhor compreensão do tema e promover o debate.

Estatuto do Desarmamento .Fabiano Samartin Fernandes 11 1ª Parte DOUTRINA .

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posse e porte de arma de fogo. Assim. claramente. É nesse contexto que se deve observar a finalidade do Estatuto do Desarmamento. Cerca de 50 mil pessoas participaram da caminhada pedindo o desarmamento da sociedade e penas mais duras para os criminosos. o momento histórico em que ela foi elaborada. ARMA DE FOGO No que diz respeito à arma de fogo. observe-se que o apelido da nova lei é Estatuto do Desarmamento. a Caminhada “Brasil Sem Armas”. Organização Não-Governamental.826. Os árabes foram os primeiros a utilizar a pólvora para fins militares. percebe-se. ao máximo. o uso indiscriminado de armas de fogo pelo cidadão. diminuir. também. segundo a história foi criada pelos chineses no século IX quando buscavam o elixir da imortalidade. que o Estatuto do Desarmamento fosse votado e aprovado. foi um passo para seu uso nas guerras: as primeiras armas eram foguetes feitos de bambu. far-se-á uma interpretação teleológica da legislação. visto que a metalurgia não era uma arte bem dominada na época. foi sancionada a Lei nº 10. Em março de 2003. O público presente protestou contra a violência e mostrou ao Congresso Nacional a sua verdadeira vontade. Para tanto. o uso de arma de fogo em todo o território nacional.ESTATUTO DO DESARMAMENTO COMENTÁRIOS À LEI Nº 10. inclusive. . que a intenção do legislador foi desarmar a população. observando-se. a pólvora foi a grande inovação. que trouxe mudanças significativas no que diz respeito ao comércio. ser lembrado que a Rede Globo de Televisão organizou juntamente com o “Viva Rio”. Diante dessa realidade. Como foram os chineses que também inventaram os fogos de artifício. qual seja. qual seja. para reduzir a violência. restringindo. Deve. uma jovem foi assassinada com um tiro de arma de fogo numa estação de metrô na cidade de São Paulo-SP. gradativamente.826/2003 INTRODUÇÃO Em 22 de dezembro de 2003.

tais como óculos. . são armas de uso permitido. equipamentos para visão noturna. além de direção e estabilidade ao projétil. . blindagens balísticas para munições de uso permitido. em determinada direção e com determinada força.38 Super Auto. Assim. periscópios. inciso XII.270 Winchester. por exemplo. arma de fogo de uso permitido é aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas. . munições. do Decreto nº 5. 3º. . . Nos termos do art. acessórios e equipamentos de uso restrito. devidamente autorizadas pelo Comando do Exército.40 S&W.14 AGEPOL/CENAJUR . de 20 de novembro de 2000. sob cuja ação é lançado no ar um projétil. do referido Decreto. 10 e 11. armas de fogo automáticas de qualquer calibre.45 Colt e . bem como a pessoas jurídicas. está solidária a um cano que tem a função de propiciar continuidade à combustão do propelente.25 Auto. e nas condições estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento. que deu nova redação ao Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (R-105).38 SPL e . distinguindo-se pelas pessoas autorizadas ao seu uso. . Arma de fogo.223 Remington. . armas de fogo longas raiadas. dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro meio de marcar o alvo. O Decreto nº 3. enquanto a física demonstra a forma correta de se aproveitar esta geração e expansão de gases a fim de projetar um objeto. normalmente. lunetas. é toda aquela arma que funciona mediante a deflagração de uma carga explosiva que dá lugar à formação de gases. traz as armas de fogo. capacete. o conceito de arma de fogo é a arma que arremessa projéteis empregando a força expansiva dos gases gerados pela combustão de um propelente confinado em uma câmara que. veículo de passeio blindado. . Dentre outras.45 Auto.380 Auto.32 S&W. tais como colete. arma de fogo de uso restrito é aquela de uso exclusivo das Forças Armadas. As armas de fogo podem ser de uso permitido ou de uso restrito. escudo.A Revolução Cultural na Polícia A química e a física são as ciências por trás das armas de fogo. Por sua vez. As armas.665/2000.357 Magnum.32 Auto. dentre outros. acessórios e equipamento de uso permitido e as de uso restrito. munições. explica-se como um pequeno volume de pólvora pode gerar um enorme volume de gás em velocidade quando em combustão. . conforme os arts. de acordo com as normas do Comando do Exército. segundo conceito extraído do Dicionário da Língua Portuguesa Aurélio Eletrônico – Século XXI. . Através da química. como.123/2004. são: armas de fogo curtas com calibres . .9 Luger. nos termos do Decreto nº 3. e os seus tipos. de repetição ou semi-automática com calibres . o projétil.665.44 SPL. .22 LR. armas de fogo curtas. de instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas. equipamentos de proteção balística contra armas de fogo de porte de uso permitido.44 Magnum. .

pois aqueles só funcionam com uma arma. Ademais. no julgamento da ADIn nº 1511-7 DF. possibilita a melhoria do desempenho do atirador. outros efeitos especiais. o que viola os princípios da lesividade. a munição e o acessório não têm potencialidade lesiva. nos termos do art.665/2000. a modificação do aspecto visual da arma. contentando-se com a ação ou omissão do agente. portanto revogou a conduta típica de uso de arma de brinquedo como simulacro 1 Sobre o Devido Processo Legal Material. da intervenção mínima do Direito Penal e do devido processo legal material1. 3º. exercício. e essa propensão repercutiu no Estatuto do Desarmamento que revogou. devem ser dotadas de razoabilidade (reasonableness) e de racionalidade (racinality). manejo. com conteúdo substantivo – substantive due process – constitui limite ao Legislativo. II. devem guardar. no sentido de que as leis devem ser elaboradas com justiça. o legislador ao equiparar a munição e o acessório a uma arma de fogo cometeu um grave equívoco. iluminação ou ocultamento do alvo. efeito moral sobre pessoal. Observe-se que. a Lei nº 9. ARMA SEM MUNIÇÃO / MUNIÇÃO SEM ARMA / ARMA DE BRINQUEDO A moderna doutrina e jurisprudência vêm entendendo que é atípica a conduta do agente com arma de fogo desmuniciada e sem disponibilidade de munição. tal como arma sem munição e arma de brinquedo. pronto para carregamento e disparo de uma arma. do Decreto nº 3. 3º. LXIV. o que se mostra inconstitucional.Fabiano Samartin Fernandes 15 MUNIÇÃO E ACESSÓRIO Munição é um artefato completo. a lei não exige qualquer resultado naturalístico. Dessa forma. em 14. Nesses crimes. Carlos Velloso. . do Decreto nº 3. segundo W. acoplado a uma arma.437/1997 (Antiga Lei das Armas). isoladamente. com fundamento nos princípios da necessidade da incriminação e da lesividade do fato criminoso. ambos precisam da arma. Há uma tendência de descriminalização do uso da arma sem potencial lesivo. observe a decisão do ministro do STF.1996: “due processo of law. O crime de posse irregular e o crime de porte ilegal de arma de fogo são crimes de mera conduta. não sendo necessário para a sua configuração um resultado material exterior à ação.08. expressamente. Acessório de arma é um artefato que.665/2000. dependendo desta inexoravelmente para tornar-se potencialmente lesiva. nos termos do art. um real substancial nexo com o objetivo que se quer atingir”. Holmes. cujo efeito desejado pode ser: destruição. há excesso incriminador em colocar a munição e o acessório como objeto do crime.Estatuto do Desarmamento .

cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória”. muitos deles controvertidos. São objetos absolutamente inidôneos. de roubo etc. não constitui o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo. sem chance de uso por uma arma de fogo. 2º do Código Penal estabelece que “Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. Obviamente que arma desmuniciada tem poder intimidativo e. e sem nenhuma possibilidade de ser municiada rapidamente. pois não ostenta nenhuma potencialidade lesiva. o agente com arma de brinquedo cometerá o crime de roubo simples. não sendo aplicada a causa de aumento do art. não é arma de fogo. caso venha subtrair coisa móvel alheia. A abolitio criminis é causa de extinção da punibilidade. Nesse mesmo sentido encontram-se a munição e os acessórios isolados. não contam com nenhuma potencialidade lesiva. tem como fundamento a sua potencialidade lesiva concreta. operou-se indiscutivelmente a abolitio criminis 2. quando usada para intimidar. considerada em si mesma. Há quem confunda potencialidade lesiva e poder de intimidação. 157. 107. outra distinta é a arma como objeto material do crime de posse irregular ou porte ilegal de arma de fogo. porque não é apta para efetuar disparos. Outra importante alteração no que diz respeito à descriminalização de condutas com arma sem potencial lesivo foi o cancelamento. Assim. Tendo sido modificada a lei que considerava crime determinado fato. mediante grave ameaça ou violência à pessoa. do Código Penal. nos termos do art. para si ou para outrem. Importante ressaltar que a criminalização da arma de fogo. Dessa forma. da súmula n. e essa lei retroage para cassar todos os efeitos oriundos da aplicação da lei anterior. 174 do Superior Tribunal de Justiça que determinava que: “No crime de roubo. Se a lei posterior deixa de considerar crime determinado fato. a intimidação feita com arma de brinquedo autoriza o aumento da pena”. A seguir. e. uma situação é a arma usada como instrumento de um crime. logo.16 AGEPOL/CENAJUR . O Supremo Tribunal Federal firmou posição no sentido de que arma desmuniciada. será comentado o Estatuto do Desarmamento acerca de seus principais pontos. munição sem arma e arma de brinquedo não são instrumentos hábeis para a configuração dos crimes de posse irregular e de porte ilegal de arma de fogo. e não seu poder de intimidação. arma sem munição. O art. admitindo o mesmo como lícito ou indiferente. conforme a melhor corrente doutrinária e a jurisprudência dominante do STF. inciso I. em outubro de 2002. por não existir na novel legislação qualquer conduta equivalente. 2 .A Revolução Cultural na Polícia para cometer crime. não há mais razão para ser o agente classificado como criminoso. dá-se a abolitio criminis. inciso III. § 2º. do Código Penal. constitui crime de ameaça. Dessa maneira.

DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 Dispõe sobre registro. XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais. extravio. V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo. define crimes e dá outras providências. bem como manter o cadastro atualizado para consulta. conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante. importadas e vendidas no País. sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art. Art. furto. instituído no Ministério da Justiça. inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores. III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. Parágrafo único. atacadistas. as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado.Estatuto do Desarmamento . . exportadores e importadores autorizados de armas de fogo. X – cadastrar a identificação do cano da arma. bem como as demais que constem dos seus registros próprios. varejistas. O Sistema Nacional de Armas – Sinarm. posse e comercialização de armas de fogo e munição.Fabiano Samartin Fernandes 17 LEI Nº 10. IX – cadastrar mediante registro os produtores. II – cadastrar as armas de fogo produzidas. Ao Sinarm compete: I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo. no âmbito da Polícia Federal. tem circunscrição em todo o território nacional. 1º. VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. bem como conceder licença para exercer a atividade. VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País.826. 2º. IV – cadastrar as transferências de propriedade. acessórios e munições. VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes. mediante cadastro. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais.

3 . permanente e integrado das armas de fogo de sua competência. da Agência Brasileira de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. inclusive aquelas vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. extravio. com circunscrição em todo o território nacional. competindo. Para tanto. as transferências de propriedade. A Lei nº 9. O SINARM . Deverão ser também cadastradas as armas de fogo apreendidas. bem como deverá manter o cadastro atualizado. com circunscrição em todo o território nacional e com a finalidade de manter cadastro geral. ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. furto e roubo de armas de fogo. dentre outras estabelecidas. instituído pelo Ministério da Defesa. da Polícia Rodoviária Federal.437. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. das Guardas Municipais. O Estatuto do Desarmamento ampliou as atribuições do SINARM. dos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais.18 AGEPOL/CENAJUR . São elas: as armas de fogo institucionais. instituído pelo Ministério da Justiça.826/2003. de 20 de fevereiro de 1997 tratava do registro e porte de arma e foi revogada expressamente pela Lei nº 10. A lei estabelece as armas de fogo que deverão ser cadastradas no SINARM. as armas de fogo de uso restrito. importação. constantes de registros próprios da Polícia Federal. O parágrafo único do artigo 2º excetua as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. atiradores e caçadores.437/19973. exportação. das Guardas Portuárias. integrado e permanente das armas de fogo e o controle dos registros dessas armas. foi criado o SIGMA.A Revolução Cultural na Polícia SINARM E SIGMA Trata-se de órgão federal. no âmbito da Polícia Federal. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. exceto as armas dos integrantes das Forças Armadas. que não constem dos cadastros do próprio SINARM ou do SIGMA – Sistema de Gerenciamento Militar de Armas. dos integrantes das escoltas de presos. dessa forma. em relação à Lei nº 9. e o dever de informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. um órgão federal. Dentre as principais inovações. dos armeiros em atividade. importadas e vendidas no País. com a finalidade de manter o cadastro geral. dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. das Polícias Civis. tem-se: o cadastro das autorizações de porte de arma de fogo. que passou a cuidar da matéria. no âmbito do Comando do Exército.Sistema Nacional de Armas tem competência para cadastrar as armas de fogo produzidas. as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal.

das Forças Armadas. Os cadastros do SINARM e os do SIGMA devem ser interligados e compartilhados. 4 . de acordo com o art. A comercialização de armas de fogo. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. presta-se a ser considerara relíquia ou a constituir peça de coleção. devido a sua munição e elementos de munição não serem mais fabricados.Estatuto do Desarmamento . das Policias Militares e de Corpo de Bombeiros Militares. do Decreto nº 5. as armas de fogo importadas ou adquiridas no País para fins de testes e avaliação técnica. Estadual. A empresa que comercializa armas de fogo. nos termos do art.Fabiano Samartin Fernandes 19 As armas de fogo que deverão ser cadastradas no SIGMA são: as armas de fogo institucionais. XXI. com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. 9º. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. que alterou o Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). na forma do regulamento desta Lei. do Decreto nº 3. § 2º. A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. Parágrafo único. Art. atender aos seguintes requisitos: I – comprovação de idoneidade. em nome do requerente e para a arma indicada. 3º. CAPÍTULO II DO REGISTRO Art. § 4º. Arma de fogo obsoleta é aquela que não se presta mais ao uso normal. § 3º. acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias. e as armas de fogo obsoletas4.665/2000. além de declarar a efetiva necessidade. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército. É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm. da Agência Brasileira de Inteligência. 3º. ou por ser ela própria de fabricação muito antiga ou de modelo muito antigo e fora de uso. sendo intransferível esta autorização. como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá. II – apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. 4º. A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos.123/2004. § 1º. § 5º. de porte e portáteis. pela sua obsolescência.

para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo. Estadual. O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e será precedido de autorização do Sinarm. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. CERTIFICADO DE REGISTRO DE ARMA DE FOGO O interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido deve preencher certos requisitos legais. § 7º. na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei. explicitando em seu pedido de aquisição. Art. 5º. § 3º. ou dependência desses. no prazo de 30 (trinta) dias úteis. previstos no art. com validade em todo o território nacional. Os registros de propriedade.20 AGEPOL/CENAJUR . Os requisitos para expedição da autorização de compra de arma de fogo. a contar da data do requerimento do interessado. 4o deverão ser comprovados periodicamente. realizados até a data da publicação desta Lei. 2) Comprovar a idoneidade. (Redação dada pela Lei nº 10. ou recusada com a devida fundamentação. desde que seja ele o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. o que torna mais difícil a aquisição da arma. pois as circunstâncias e os fatos que pesam sobre o requerente é que devem ser . 12 do Regulamento da Lei. A expedição da autorização a que se refere o § 1º será concedida. são: 1) Declarar a efetiva necessidade. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. expedidos pelos órgãos estaduais. que serão examinados pelo SINARM. com validade em todo o território nacional. 4º da Lei de Armas e no art. II e III deste artigo. deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de 3 (três) anos. II e III do art. 5º. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. ainda. Este requisito não pode ser analisado simplesmente em sua literalidade. com apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. O certificado de Registro de Arma de Fogo. O interessado deve declarar a efetiva necessidade. ou. § 1º. O Certificado de Registro de Arma de Fogo. Os requisitos de que tratam os incisos I.A Revolução Cultural na Polícia § 6º. § 2º. em período não inferior a 3 (três) anos. bem como em cada renovação do registro. no seu local de trabalho. O registro precário a que se refere o § 4º prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I. O indeferimento do pedido deverá ser fundamentado e comunicado ao interessado em documento próprio. ou dependência desses. os fatos e circunstâncias justificadores do pedido.884/2004) Redação anterior: Art.

conhecimento básico dos componentes e partes da arma de fogo e habilidade de uso da arma de fogo. mas que a acusação em seu desfavor seja incompatível com o pedido para aquisição de arma de fogo. até mesmo se assim não for considerado. 5) Comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. a contar da data do requerimento. Polícia Rodoviária Federal. 6) Ter vinte e cinco anos de idade. das Forças Auxiliares ou do quadro da Polícia Federal. será concedida a autorização ou será recusada. tem de ter um trabalho ou outra ocupação. demonstrados todos os requisitos legais. 3) Apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. estarão sendo desrespeitados princípios constitucionais.123/2004. deverá atestar que o requerente tem conhecimento da conceituação e normas de segurança pertinentes à arma de fogo. Este é o entendimento. do Decreto nº 5. Todavia este requisito não se enquadra aos integrantes das Forças Armadas. Deve comprovar também a residência. ambos respondem a processo crime. demonstrada. Polícia Federal. e que. Polícias Civis. assim não basta que este tenha sido indiciado ou acusado em ação crime. em tempo não inferior a três anos. entretanto o segundo não pode ser impedido de adquirir arma de fogo. Polícia Ferroviária Federal. para o indivíduo ter uma arma de fogo. sendo intransferível esta autorização. necessariamente. Assim. nos termos do art. . por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. da razoabilidade e da proporcionalidade. pelo interessado. que. caso que deverá ser procedido com a devida fundamentação e a demonstração de que um dos requisitos não foi preenchido. tão-somente por estar respondendo à ação criminal. deverá ser expedida a autorização de compra de arma de fogo em nome do requerente. no mínimo. e os integrantes das guardas municipais. Assim. Por exemplo: um indivíduo que é acusado de roubo qualificado e outro que responde por qualquer dos crimes contra a honra (calúnia. atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado. em especial os princípios da igualdade. não pode ser contrária ao ordenamento jurídico. Estes requisitos deverão ser comprovados periodicamente. ou ainda por esta habilitado. obviamente.Estatuto do Desarmamento . o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido deve requerer ao SINARM uma autorização para efetuar a compra.Fabiano Samartin Fernandes 21 observados. 4) Comprovar capacidade técnica para manuseio de arma de fogo atestada por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército. injúria e/ou difamação). Preenchidos todos os requisitos. Em 30 (trinta) dias úteis. em estande de tiro credenciado. 12.

inciso I. III – que estiver respondendo a feito investigatório no âmbito administrativo (sindicância. além de verificar os requisitos da Portaria baixada pelo Comandante-Geral da Polícia Militar. é expedida autorização para o militar ir até o comércio adquirir a arma. baixou a Portaria nº 035-CG. II – que estiver cumprindo pena restritiva de direito ou privativa de liberdade. que regulou o registro e o porte de arma de fogo para os policiais militares. em seguida expedirá o CRAF – Certificado de Registro de Arma de Fogo.A Revolução Cultural na Polícia CERTIFICADO DE REGISTRO DE ARMA DE FOGO DO POLICIAL MILITAR A Polícia Militar do Estado da Bahia.123. 59 e seguintes da referida Portaria. O DAL – Departamento de Apoio Logístico. procederá a entrega da arma de fogo. quais sejam. A lei não exige que o policial militar comprove. 68. e serão retiradas pelo militar estadual adquirente. capacidade psíquica e técnica para manuseio de arma de fogo. que encaminhará a solicitação ao Comandante da 6ª Região Militar. pela prática de infração penal cometida com violência. Entretanto. do Decreto nº 5. processo disciplinar sumário ou processo . Ressalte-se que a competência para o Comando Geral regular a matéria para os policiais militares foi estabelecido pelo art. conforme dispõe o art. que regulamentou o Estatuto do Desarmamento. comprovar a idoneidade.826/2003 e o seu regulamento. ameaça ou contra a incolumidade pública. da Portaria nº 035-CG/2005). de 07 de setembro de 2005.22 AGEPOL/CENAJUR . 73. deverá providenciar a publicação da aquisição da arma de fogo em BGR. para o policial adquirir uma arma de fogo legal deve fazer o requerimento dirigido ao Comandante-Geral da PMBA (art. que será retirado por representante da firma vendedora. através do seu ComandanteGeral. é vedada a aquisição de armas de fogo por militar estadual nos seguintes casos: I – que estiver afastado do serviço policial-militar por problemas psíquicos ou que estiver sob prescrição médica de proibição ou recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo. da Portaria. declarar a efetiva necessidade. para a aquisição de arma de fogo. O policial pode ainda adquirir a arma diretamente na indústria. § 1º. do documento de registro e da 1ª via da nota fiscal para o adquirente. e. Para o policial militar adquirir uma arma de fogo deve observar a Lei nº 10. no entanto deve requerer a aquisição junto ao Comandante-Geral. os requisitos anteriores mencionados. que. de 1º de julho de 2004. através da UEE – Unidade de Equipamentos Estratégicos. Assim. que analisará se o policial preenche todos os requisitos. ainda que tenha sido decretado sursis ou livramento condicional. só então. As armas adquiridas serão entregues pela indústria na UEE. após análise. nos termos do art. 33.

Fabiano Samartin Fernandes 23 administrativo disciplinar). salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas. V – ao aluno-oficial. caso na pratica o procedimento adotado seja outro. ou. salvo situações excepcionais. devendo. como qualquer outro cidadão que possuir arma de fogo de origem ilícita. e a quantidade será de 50 (cinqüenta) cartuchos. a lei estará sendo violada. respeitado o limite de seis armas de fogo de uso permitido. Assim. CAPÍTULO III DO PORTE Art. ou dependência desses. II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. ainda. duas armas de caça de alma raiada ou duas de tiro ao alvo e duas armas de caça de alma lisa. devidamente motivadas. a critério do Comandante-Geral. antes de completar dois anos de efetivo serviço. É importante ressaltar que o policial militar. Registre-se que o procedimento para a aquisição de arma de fogo. expedido pela UEE. . por motivos disciplinares ou. ainda. conforme será oportunamente demonstrado. processo penal ou processo penal-militar por fato transgressional ou delituoso no qual se envolveu utilizando arma de fogo. O Certificado de Registro de Arma de Fogo – CRAF. no seu local de trabalho. O CRAF. O militar. seja o expedido para o militar baiano pela UEE. IV – que se encontre abaixo do bom comportamento. seja o expedido para o civil pela Polícia Federal. aqui demonstrado. para aquisição de arma de fogo diretamente na indústria. 144 da Constituição Federal. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. portanto ilegal. 6º. estará cometendo crime. é o estabelecido na legislação. é documento obrigatório e tem validade de três anos. VI – ao soldado. ao final desse período. ser renovado o certificado perante o DAL.Estatuto do Desarmamento . por constar dos seus assentamentos sanção disciplinar por ter disparado arma de fogo de forma culposa ou ter sido surpreendido portando arma de fogo em estado de embriaguez. A aquisição de munição fica limitada ao calibre correspondente da arma. inquérito policial. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional. poderá ter a propriedade de duas armas de porte. VII – ao militar estadual reformado. antes de completar um ano de efetivo serviço. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. inclusive na Portaria nº 035-CG/2005. adquiridos anualmente. inquérito policial-militar.

nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. no que couber. VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. de 2005) § 2º. Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. III. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.118.867. V e VI deste artigo terão direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição. 52. mesmo fora de serviço.A Revolução Cultural na Polícia III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. observada a supervisão do Ministério da Justiça. de 2004) Redação anterior: IV – os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 250. quando em serviço. A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições descritas nos incisos V. 4º. X – os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. de 2004) . da Constituição Federal. e no art. As pessoas previstas nos incisos I. IV . 51. de 2005) § 1º. (Incluído pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 10. § 1º-A.118. quando em serviço. XIII. Os servidores a que se refere o inciso X do caput deste artigo terão direito de portar armas de fogo para sua defesa pessoal.000 (duzentos e cinqüenta mil) e menos de 500. VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. IV. observando-se. na forma do regulamento.os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50. nos termos desta Lei. aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.884. § 3º. VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do art.000 (quinhentos mil) habitantes.000 (quinhentos mil) habitantes. a legislação ambiental. (Redação dada pela Lei nº 10. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. II. A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial. V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. na forma do regulamento desta Lei.000 (quinhentos mil) habitantes. o que constará da carteira funcional que for expedida pela repartição a que estiverem subordinados.24 AGEPOL/CENAJUR . (Incluído pela Lei nº 11. IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno.

responsabilidade e guarda das respectivas empresas. de 2004: § 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. 13 desta Lei. Os integrantes das Forças Armadas. . A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. 4º desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. § 2º. O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. na forma prevista no regulamento desta Lei. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. 7º. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.191. Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo. § 4º. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo.Estatuto do Desarmamento .867. § 5º. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. de 2005) § 6º. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. acessórios e munições que estejam sob sua guarda. será autorizado. na forma do regulamento desta Lei. observada a supervisão do Comando do Exército. constituídas na forma da lei. de 2004) Art. (Incluído pela Lei nº 10. 4º. sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis. ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I. A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art.867. § 1º. furto. § 3º. somente podendo ser utilizadas quando em serviço. o porte de arma de fogo na categoria “caçador”. Redação anterior: § 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial. quando em serviço. ao exercerem o direito descrito no art. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. serão de propriedade. II e III do mesmo artigo.Fabiano Samartin Fernandes 25 Redação dada pela Lei nº 10. à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. Aos residentes em áreas rurais. (Vide Lei nº 11.

§ 1º. III. Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm. respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. Art. bem como o seu devido registro no órgão competente. 6º. ao Comando do Exército.26 AGEPOL/CENAJUR . A autorização de porte de arma de fogo. 6º e para os integrantes dos incisos I. em todo o território nacional. IV. nos termos do regulamento desta Lei. § 2º. pela prestação de serviços relativos: I – ao registro de arma de fogo. 9º. prevista neste artigo. VI – à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo. A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. 8º. o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores.A Revolução Cultural na Polícia Art. As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. V. nos valores constantes do Anexo desta Lei. II – à renovação de registro de arma de fogo. Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. Art. da Polícia Federal e do Comando do Exército. § 1º. 4º desta Lei. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. 10. e dependerá de o requerente: I – demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. II. nos termos de atos regulamentares. no âmbito de suas respectivas responsabilidades. VI e VII do art. nos limites do regulamento desta Lei. III – à expedição de segunda via de registro de arma de fogo. § 2º. As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5º do art. IV – à expedição de porte federal de arma de fogo. Fica instituída a cobrança de taxas. II – atender às exigências previstas no art. III – apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. 11. Art. . V – à renovação de porte de arma de fogo. é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm.

§ 4º. da lei e da ordem. Integrantes da Polícia Ferroviária Federal. 144. destinando-se ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. a Polícia Rodoviária Federal é órgão permanente. excepcionalmente. 144. à garantia dos poderes constitucionais e. organizada e mantida pela União. serviços e interesses da União. O art. 142. § 2º. destina-se a: apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens. prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. o contrabando e o descaminho. pelo Exército e pela Aeronáutica. As polícias civis subordinam-se aos Governadores dos Estados. sob a autoridade suprema do Presidente da República. da CF estabelece que as polícias civis. da CF estabelece que a Polícia Federal. De acordo com o art. Integrantes da Polícia Rodoviária Federal. § 3º. constituídas pela Marinha. têm o porte: Integrantes das Forças Armadas. essa é a regra geral e demonstra claramente o que no início do presente trabalho foi revelado. caput. ressalvada a competência da União e as infrações militares. as funções de polícia judiciária da União e exercer as funções de polícia marítima. com exclusividade. Integrantes da Polícia Federal. da CF giza que a Polícia Ferroviária Federal é órgão permanente. 144. Assim. organizadas com base na hierarquia e na disciplina. destina-se ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. do Estatuto do Desarmamento. 6º. incumbem-se das funções de polícia judiciária e da apuração de infrações penais.Fabiano Samartin Fernandes 27 PORTE DE ARMA DE FOGO O porte de arma de fogo. da Constituição Federal. Todavia a regra geral de proibição de porte de arma de fogo tem exceções. organizado e mantido pela União. organizado e mantido pela União. da CF/88 dispõe que as Forças Armadas. aeroportuária e de fronteiras. O art. dirigidas por delegados de polícia de carreira. 144. O art. O art. como política para a diminuição da violência. exercer. por iniciativa de qualquer destes. O mesmo diploma legal que proíbe autoriza o porte para determinado grupo de pessoas e quando houver casos previstos em legislação própria. a intenção do legislador de diminuir o uso de arma de fogo em todo o território nacional. § 1º. . de acordo com a atual Lei de Armas é expressamente proibido. e destinam-se à defesa da Pátria. determinados indivíduos possuem a autorização para o porte de arma de fogo. são instituições nacionais permanentes e regulares. Integrantes das Polícias Civis. Segundo o art.Estatuto do Desarmamento .

52. §§ 5º e 6º. Integrantes das guardas prisionais. O Departamento da Polícia Federal. com uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. no uso de suas atribuições. e no art. equipamentos urbanos. 144.000 (quinhentos mil) habitantes têm a autorização para o porte de arma de fogo. para posterior repasse ao Presidente da República. De acordo com a mensagem. 16/06 (publicada no Diário Oficial do Legislativo em 14/08/2006) à Câmara Municipal com o objetivo da implantação da Guarda Municipal de Salvador (GMS). As Guardas Municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. vincula-se ao GSI/PR. apenas quando em serviço5. concedeu aos integrantes do quadro efetivo de agentes penitenciários e escolta de presos a autorização do porte de arma de fogo. monumentos. da eficácia do poder público e da soberania nacional. independentes de estarem em serviço. a execução de atividades de defesa civil. nos termos do art. serviços e instalações do patrimônio público do município. desenvolver ações comunitárias de prevenção à violência e de apoio à defesa civil do cidadão. Integrantes das Guardas Municipais. a GMS contará com um quadro efetivo de mil servidores. São forças auxiliares e reservas do Exército. XIII. integrantes das escoltas de presos e guardas portuárias. as Guardas dos Municípios com mais de 50.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. da Constituição Federal dispõe que às polícias militares cabem a polícia ostensiva e preservação da ordem pública e aos corpos de bombeiros militares. prestar serviços de vigilância e de portaria nos prédios e instalações municipais. Agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR). A ABIN desenvolve atividades de inteligência voltadas para a defesa do Estado Democrático de Direito. IV. da sociedade.28 AGEPOL/CENAJUR . atuar como força complementar dos órgãos e entidades da administração municipal em instalações internas. A Guarda Municipal de Salvador foi criada pelo artigo 252 da Lei Orgânica Municipal e regulamentada pela Lei 4. por outro lado. no âmbito estadual. 5 . vias públicas. parques. Compete à GMS proteger os bens. passando a fazer parte dos quadros da Administração Direta do Município. jardins. devendo sempre a arma ser conduzida com o respectivo Certificado de Registro de Arma de Fogo O prefeito de Salvador encaminhou mensagem n. órgão para onde são encaminhadas as informações e análises formalizadas em documentos de inteligência.000 (quinhentos mil) habitantes. ainda que fora de serviço. 51. têm o porte de arma de fogo. e subordinam-se aos Governadores do Estado. O art.A Revolução Cultural na Polícia Integrantes das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares. praças. que vão atuar nas áreas de Qualificação de Agente de Proteção do Patrimônio Público e de Agente de Segurança Preventiva. Integrantes das Polícias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.992/1995. da Constituição Federal. praias e áreas de proteção ambiental.

São elas: Membros do Ministério Público. pelos empregados autorizados a portar arma de fogo. de uso permitido. Essa categoria denominada “caçador de subsistência” terá o porte de uma arma portátil. 33. e os agentes de segurança de dignitários (aquele que exerce cargo elevado) estrangeiros. A autorização é válida apenas para os empregados autorizados a portar a arma em serviço. Deverá ser precedida. Pela inteligência do art. durante a permanência no país. Ressalte-se que tem a autorização do porte de arma de fogo membro do Ministério Público da União. necessariamente. Diplomatas e agentes de segurança de dignitários. Residentes em áreas rurais. e deverão anexar no pedido dirigido à Polícia Federal certidão comprobatória de residência em área rural (expedida por órgão municipal). autoriza o porte de arma de fogo funcional por todo o território nacional. Integrantes das entidades de desporto. de tiro simples. o uso de armas de fogo. nos termos do art. obviamente. de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16. e membro do Ministério Público Estadual. o Promotor de Justiça.Fabiano Samartin Fernandes 29 e com a Carteira de Identidade Funcional. da comprovação de todos os requisitos constantes do art. da Lei Complementar Federal nº 35/1979. O Estatuto do Desarmamento não deferiu o porte de arma de fogo de forma taxativa. os diplomatas de missões diplomáticas e consulares acreditadas junto ao Governo Brasileiro. 42.625/93. cópia autenticada da carteira de identidade e atestado de bons antecedentes. com um ou dois canos. da Lei nº 8. As empresas de segurança privada e de transporte de valores. e suas atividades esportivas devem demandar. A autorização para o uso de arma de fogo expedida pela Polícia Federal será em nome das empresas de segurança privada e de transporte de valores. AuditoresFiscais e Técnicos da Receita Federal. Tais pessoas devem comprovar que dependem do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar.826/2003. inciso V. 29 do Decreto nº 5. medida de urgência com o objetivo de diminuir a violência praticada contra os agentes penitenciários no Estado de São Paulo. Integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. 4º da Lei nº 10.123/2004. há determinadas pessoas que têm o direito de portar arma de fogo. Estas entidades devem ser constituídas na forma da lei. por exemplo. O art. Membros da Magistratura. no caso. Os juízes federais e estaduais têm o porte funcional da arma de fogo. o Procurador do Trabalho. poderão ter a autorização do porte de arma de fogo pela Polícia Federal. observado o princípio da reciprocidade previsto em convenções internacionais.Estatuto do Desarmamento . .

Em todos os casos. restrito aos limites territoriais do Estado. 4º da Lei do Desarmamento. O militar em serviço para portar arma de fogo deverá estar com a cédula de identidade funcional. este necessita estar com o CRAF. seja da arma particular ou pertencente à Corporação. e somente será concedida após autorização do SINARM. Utilizando-se de tal prerrogativa. no entanto é regulado por ato do Comandante-Geral. do Decreto nº 5. tais como igrejas. podem ter a autorização de porte de arma de fogo deferida. cinemas. . bem como o seu devido registro no órgão competente. Quando tratar-se da arma particular do militar. que diz respeito ao registro de arma de fogo. escolas. com autorização de carga da arma. de 07 de setembro de 2005 dispondo sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar. e a autorização perderá a eficácia automaticamente caso o detentor do porte da arma de fogo seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. do Estatuto. 33. e. Desta forma. como determina o art. o policial militar da ativa tem o porte para arma de fogo de uso permitido. O titular de porte de arma de fogo não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos. o Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia baixou a Portaria nº 035CG. atender às exigências previstas no art. Quando de folga. § 1º. que não se encontrem em nenhuma das categorias mencionadas. O art. apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. A competência é da Polícia Federal. 10. POLICIAIS MILITARES O porte de arma de fogo é deferido aos policiais militares. A autorização poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. deverá estar. bem como a de uso restrito pertencente à PMBA. clubes ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas.A Revolução Cultural na Polícia Os cidadãos. nos casos da arma de fogo da Corporação. para tanto devem preencher os requisitos do art. estádios desportivos. 15 da referida Portaria estabelece que o porte de arma de fogo de uso permitido. Os requisitos são: demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física.123/2004. Para arma de fogo de uso restrito. deverá estar com a cédula de identidade funcional. é inerente ao militar estadual do serviço ativo.30 AGEPOL/CENAJUR . a autorização para o porte é apenas para as armas pertencentes à Corporação. em virtude de eventos de qualquer natureza.

e pode ser revogada a qualquer tempo. De acordo com o art. requisitos de qualquer ato discricionário. 36 da Lei Estadual nº 7. de 27 de dezembro de 2001. for considerado responsável pela perda do armamento. desde que sejam lotados na referida CIPM.990. e o militar que portar a arma da PMBA em atividade extra profissional (“bico”. estiver regularmente matriculado em curso de formação e estiver em estágio probatório. A autorização para a carga pessoal de arma pertencente à Polícia Militar constitui ato discricionário do comandante. por um ano. Dessa maneira. salvo se estiver fardado e mediante a prévia apresentação da identidade funcional aos responsáveis pela segurança daquelas instituições. Entretanto não será concedida autorização para carga pessoal de arma ao militar que estiver em mau comportamento. furto ou extravio da arma de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade. desde que a arma particular corresponda aos padrões e características das armas de fogo de uso permitido. o militar estadual disparar arma de fogo ou for surpreendido portando arma de fogo em estado de embriaguez ou sob efeito de substância de efeito entorpecente. como o militar da ativa que estiver de folga. após a devida apuração. em caráter definitivo. para autorizar a utilização da arma de fogo particular do militar em serviço. por exemplo) terá revogada a autorização de carga pessoal de arma de fogo. 98. nos termos do art. O militar que tiver arma de fogo da Corporação. furtada ou extraviada e. bem como as despesas decorrentes de danos que porventura essa possa resultar. o estágio probatório compreende um período de trinta e seis meses de efetivo serviço. da Portaria nº 035-CG/2005.Estatuto do Desarmamento . O Comandante-Geral proibiu o acesso do policial militar portando armas de fogo no interior das agências bancárias. da Portaria nº 035-CG/2005. quando por culpa. roubada. pelo período em que perdurar a apuração de roubo. O comandante da CIPM é competente. 22. ficarão por conta do proprietário. A autorização de carga pessoal da arma de fogo será suspensa por recomendação médica de proibição ou restrição quanto ao uso de arma. devendo ser observados os critérios de conveniência e oportunidade. . o comandante da Companhia Independente da Polícia Militar é a autoridade competente para autorizar a carga de arma de fogo pertencente à Corporação para os militares fora de serviço. As providências para a liberação de arma particular apreendida utilizada em serviço. o militar da inatividade está impedido de adentrar em agências bancárias portando arma de fogo. também. podendo ser em substituição à arma da PM e/ou como uma arma sobressalente.Fabiano Samartin Fernandes 31 De acordo o art.

tiver restrições ao uso da arma de fogo. até mesmo. tiveram como objetivo a segurança pública. desde que o militar inativo seja considerado apto após avaliação psicológica para o manuseio de arma de fogo. a CIPM deverá recolher o Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pela Polícia Militar. No caso de o militar inativo com restrição de uso de arma de fogo se recusar a entregar sua arma particular. deverá ter sua arma de fogo particular guardada na última Unidade que trabalhou. . tanto o legislador como o próprio ComandanteGeral. Nesse caso. desde que não seja em período superior a um ano e sejam. da Portaria. nos termos do art. deverá ser lavrado Termo de Recolhimento. Poderá ser autorizado o militar inativo portar arma de fogo em outra unidade federativa. A autorização será publicada em Boletim. encaminhando-o à UEE – Unidade de Equipamentos Estratégicos. que será expedida pelo Comandante-Geral. portanto.32 AGEPOL/CENAJUR . em virtude de doença mental. a fim de o agente exonerado ou demitido possa regularizar a arma junto à Polícia Federal. e somente para a arma de porte. por meio de laudo médico. POLICIAIS MILITARES INATIVOS Os policiais militares estaduais da reserva remunerada ou reformados podem ter a autorização para porte de arma de fogo particular. A UEE é responsável para cancelar o certificado e expedir certidão de origem da arma de fogo particular. A autorização para o porte de arma de fogo é automaticamente suspensa. se for surpreendido portando arma de fogo estará cometendo o crime de porte ilegal de arma. O militar inativo que. Os inativos não poderão fazer carga da arma de fogo pertencente à Corporação.A Revolução Cultural na Polícia Com essa medida de limitar o porte em locais que existam aglomerações de pessoas. farda da Polícia Militar. A autorização para o porte poderá ser renovada. 18. cinqüenta cartuchos. O porte está adstrito aos limites territoriais baianos. no máximo. ou na Unidade detentora de seu Assentamento Individual. POLICIAIS MILITARES EXONERADOS OU DEMITIDOS Na hipótese de exoneração ou demissão do militar estadual. no DAL – Departamento de Apoio Logístico. na medida em que é cada vez mais comum assaltantes entrarem em instituições bancárias utilizando documentação falsa ou. sob a responsabilidade do Departamento de Administração. devendo ser entregue a familiar ou a representante legal uma cópia do Termo. este terá seu porte de arma revogado. pelo prazo de três anos. e para a arma de fogo particular e devidamente registrada.

inciso II. comissivo ou omissivo.Estatuto do Desarmamento . restritiva de direitos e multa. seja de ordem material e/ou moral. Assim. ilícito e culpável. a qual se incumbirá de fazer os registros necessários e comunicar ao SIGMA. objetivamente. nos termos do art. roubo ou furto da arma de fogo pertencente à Corporação. PENAL E ADMINISTRATIVA DO POLICIAL MILITAR O art. da Portaria nº 035-CG/2005. podendo ser a pena privativa de liberdade. 50 da Lei Estadual nº 7. o dano (prejuízo auferido pelo Estado por ter um bem desviado) e o nexo de causalidade (liame que conduza a conduta do agente ao resultado danoso). Concluindo que o policial não estava em serviço quando da perda da arma. nos termos do art. não se apura se o agente agiu com culpa ou dolo. o comandante instaurar procedimento para apurar a responsabilidade penal. Basta que se apure a conduta do militar estadual (extravio da arma da PM por parte do policial que não estava em serviço). a contar da solução do feito investigatório. doloso ou culposo. detenção e demissão. 42. alínea a. A responsabilidade administrativa resulta da conduta do policial. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. comissiva ou omissiva. abrangendo o cometimento de crime comum. 52. dolosa ou culposa. O comandante deverá comunicar a ocorrência à UEE. deverá comunicar imediatamente o fato ao seu comandante e registrar a ocorrência na Circunscrição Policial responsável. Nesse caso. ocorrendo extravio. Deve ainda. é indispensável processo administrativo com contraditório e ampla defesa para a aplicação da sanção. são de advertência.Fabiano Samartin Fernandes 33 RESPONSABILIDADE CIVIL. de acordo com as normas constitucionais. no entanto deve observar sempre os princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa. praticada no desempenho de cargo ou função que configure transgressão disciplinar. este deve indenizar a Fazenda Pública. civil e administrativa do militar. Assim. será analisada. podendo cumular-se. nos termos do art. o militar baiano responsável pela arma. 32. do Código Penal. cada uma das três responsabilidades. Dessa responsabilidade surge o dever de indenizar ao Estado ou a terceiro que sofreu o dano.990/2001 (Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia) estabelece que o policial militar responde civil. A responsabilidade penal decorre da prática de ato típico. que viole direito e cause dano ao Estado ou a outrem. de crime militar ou de contravenção penal. sendo a responsabilidade objetiva. O militar que comete crime estará sujeito à sanção que a lei comine. As sanções disciplinares a que está sujeito o policial militar. Tais responsabilidades são independentes. do Estatuto dos Policiais Militares. . Contudo. em até três meses. em apertada síntese. A responsabilidade civil decorre da prática de ação ou omissão.

observar-se-á se este agiu com dolo ou culpa (imperícia. de 1 (um) a 3 (três) anos. XIV. estará cometendo o crime de porte ilegal de arma de fogo.34 AGEPOL/CENAJUR . da Constituição Federal. 12. e sem que este tenha agido de forma dolosa ou culposa. o responsável para reparar o dano será o Estado. em serviço ou não. caso a conduta danosa do militar seja em serviço. no interior de sua residência ou dependência desta. de uso permitido. nos termos do art. que a perda da arma ocorreu em serviço. também. qual seja o crime de porte ilegal de arma de fogo. de porte ilegal (art. o crime de posse irregular sofreu algumas alterações. Inovações. que adiante será demonstrado. do Estatuto dos Policiais Militares ser-lhe-á aplicada uma sanção disciplinar. a principal diz respeito à separação dos crimes de posse irregular de arma de fogo (art. O policial que portar uma arma sem o devido Certificado de Registro de Arma de Fogo. e ficar à disposição do Juiz de uma das varas crimes. e multa. 14) e do . Estará sujeito. agindo com dolo ou culpa. Por sua vez. situação que determinará o dever de indenizar à vítima. acessório ou munição. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. O policial militar que portar arma de fogo sem registro estará sujeito à responsabilidade penal. comprovado que o agente agiu com dolo ou culpa. este não indenizará o Estado. ainda no seu local de trabalho.12). pela transgressão disciplinar do art. § 6º. Em relação à lei revogada. deverá indenizar a Fazenda Pública. seja diretamente. 37. caso em que. um terceiro venha a sofrer dano. se com o uso da arma de fogo. devendo ser apurado através de Processo Administrativo a conduta. e por essa conduta estará sujeito às sanções de cunho administrativo e penal. 51. seja regressivamente pelo Estado. e. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. ou. se restar provado que o policial não agiu com dolo nem culpa. sendo essa responsabilidade objetiva. à responsabilidade administrativa. Será o militar responsabilizado civilmente. podendo pelo crime ser preso em flagrante delito. além da responsabilidade penal e administrativa.A Revolução Cultural na Polícia Por outro lado. ou ainda fora de serviço. se for comprovado. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. ao contrário. negligência ou imprudência). através de procedimento investigatório. CAPÍTULO IV DOS CRIMES E DAS PENAS Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. será avaliada a responsabilidade civil subjetiva do militar.

pois o tipo penal exige a ocorrência do resultado para a configuração do crime. réu. Não é possível. conforme a situação processual. Há duas espécies de sujeito passivo. de: agente. estará cometendo o crime de porte ilegal de arma de fogo. por exemplo. 7 Sujeito passivo do crime é o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado pela conduta criminosa. denunciado. A conduta criminosa é possuir ou manter no interior de sua residência ou dependência desta (garagem. Elemento subjetivo8. 9 Tentativa é a não consumação de um crime por circunstâncias alheias à vontade do sujeito ativo. negligência ou imperícia (culpa). Outra importante alteração diz respeito ao aumento da pena imposta que passou a ser de detenção. Qualquer indivíduo pode ser autor desse crime. 8 Elemento subjetivo relaciona-se com o dolo e a culpa. o fato típico.). a vítima. criminoso e delinqüente. se o agente comete o crime intencionalmente (dolo). Há dois núcleos: possuir – ter em seu poder a arma de fogo. Para a configuração do tipo penal deve o indivíduo possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. e. Sujeito passivo7. Não há previsão da modalidade culposa. ou o indivíduo possui arma de fogo e comete o crime (na forma consumada) ou não possui arma e não comete qualquer crime. são elas: culposas.Fabiano Samartin Fernandes 35 comércio ilegal de arma (art. Tipo objetivo. a pessoa jurídica. isto é. o Estado e a coletividade. manter sob sua guarda – ter sob seu cuidado uma arma de fogo que pertence a terceiro. O sujeito passivo é usualmente chamado de vítima. isto é. crimes que a lei só pune se ocorrer o resultado. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade de possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. e multa. podendo ser o homem. indiciado. que no caso é a coletividade. condenado. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. sendo o Estado o titular do mandamento proibitivo. Sujeito ativo6. a posse de arma de fogo sem o registro no órgão competente ou com o prazo de validade do registro expirado. quintal etc. jardim. Diz-se sujeito passivo contra quem é cometido o crime. ou. cuja execução já havia sido iniciada. crimes omissivos próprios. de tal maneira que. sujeito passivo eventual ou material que é o titular do interesse penalmente protegido. pois só agindo dessas formas para que possa ser responsabilizado penalmente. acessório ou munição. Este pode ser chamado. Tentativa9. acusado. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. isto é. habituais. ainda no seu local de trabalho. munição ou acessório. é lesado pela conduta típica. o sujeito. excluindo da competência dos Juizados Especiais este crime. sendo surpreendido. Fora dos casos mencionados. 17) que passaram a ser objeto de dispositivos legais específicos. Dolo. de uso permitido. de um a três anos. o constante ou formal. Sujeito ativo do crime é aquele que pratica a conduta descrita na lei. Existem infrações penais que não admitem tentativa.Estatuto do Desarmamento . acessório ou munição. preterdolosas. 6 . recluso. detento. ou com imprudência. contravenções penais.

Pena. verificar se se trata efetivamente de arma de fogo apta a efetuar disparos. faz-se necessária a perícia técnica a fim de. quais sejam. pois não ostenta nenhuma potencialidade lesiva. primeiro. se se trata de arma de uso permitido ou restrito. não constitui o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. o porte de arma de fogo permite que o agente a possa trazer junto ao seu corpo. O registro garante ao agente o direito da posse da arma de fogo nos locais indicados. .A Revolução Cultural na Polícia Perícia técnica. era de competência dos Juizados Especiais Criminais para o processamento e o julgamento da infração penal passou a ser da Justiça Comum.826/2003. a procedência e condições de uso da arma de fogo. há determinação expressa no art. aferindo a sua potencialidade lesiva. de 1 (um) a 2 (dois) anos. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. verificar o calibre da arma. residência ou local de trabalho. acessório ou munição que estejam sob sua guarda. Além do que. 13. Para a ocorrência do delito.36 AGEPOL/CENAJUR . a moderna doutrina e jurisprudência vêm entendendo que é atípica a conduta do agente com arma de fogo inapta a efetuar disparos. Por sua vez. estando caracterizada a prática do crime do art. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. e multa. Como já dito no início deste trabalho. 65 do Decreto que regulamenta o Estatuto do Desarmamento para a perícia da arma de fogo apreendida. antes da Lei nº 10. caracterizando-se crime impossível pela absoluta ineficácia do meio. A arma de fogo totalmente inapta a disparar não é considerada arma. tendo a 1ª Turma do STF firmado posição no sentido de que arma inapta a efetuar disparos. Houve o aumento da sanção penal. Parágrafo único. Omissão de cautela Art. Posse e porte de arma de fogo. segundo. significa dizer que o que. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. 12. elevando a pena em abstrato para detenção de um a três anos. furto. a sua ausência ou se seu prazo expirar-se torna a posse da arma irregular.

Assim. sob a forma de negligência. Dir-se-á talvez que. CP). para a configuração do delito de omissão de cautela do caput. o tipo não exige condição especial alguma do agente. dessa forma é de competência exclusiva dos Juizados Especiais Criminais. Portanto cabe transação penal. não observar os cuidados para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental apodere-se da arma. Elemento subjetivo. de forma intencional (dolo). haveria no crime de omissão de cautela tal equiparação. a analogia empregada em prejuízo do acusado. Para o crime previsto no caput. o crime pode ser: crimes comuns – quando praticados por qualquer pessoa. crimes próprios (ou especial) – a lei exige uma qualidade especial do agente. Possuidor ou proprietário de arma de fogo. por exemplo. deve o indivíduo ser possuidor ou ser proprietário de arma de fogo e. não será crime se se tratar de acessório e/ou munição. não bastando que esteja ao seu alcance. e. assim. por ter o legislador previsto em outros crimes a equiparação de arma de fogo a acessório e munição. CP) só pode ser cometido por funcionário público. 342. todavia. que este seja proprietário ou possuidor de arma de fogo.Fabiano Samartin Fernandes 37 Omissão de cautela – caput Tipo objetivo. crime de peculato (art. A coletividade. é mister que o menor de 18 (dezoito) anos e/ou pessoa com deficiência mental tenha efetivamente se apoderado da arma de fogo. não há a possibilidade de aplicação da analogia in malam partem. de crime próprio10. Sujeito ativo. crimes de mão própria – são aqueles que exigem a realização pessoal do tipo pelo sujeito ativo. portanto. é possível somente na modalidade culposa. Sujeito passivo. tratandose. de Aurélio de Buarque Holanda. o crime cometido é de porte ilegal de arma de fogo. culposamente. assenhorearse. Os crimes podem ser classificados de diversas formas. É impossível na medida em que se trata de crime que só se admite a modalidade culposa. seja de uso permitido ou restrito. Pena. tão-somente. 10 . na conduta típica de ceder. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa. 312. por analogia. não se admitindo a realização por terceiros (autoria mediata). e multa. vez que é necessário. ou seja.Estatuto do Desarmamento . entendemos que. composição civil e a suspensão condicional do processo. Se o agente entregar a arma de fogo ao menor de 18 anos ou ao deficiente mental. Frise-se que o legislador previu como crime a posse de arma de fogo. uma dessas classificações diz respeito ao sujeito ativo. o menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental. o conceito de apoderar-se é apossar-se. Tentativa. Detenção de um a dois anos. assim. só podendo ser praticados por algumas pessoas em particular. no direito penal. crime de falso testemunho (art. para a configuração do crime e a responsabilidade penal do acusado. Para a configuração do tipo penal previsto no caput. por exemplo.

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Omissão de comunicação no desaparecimento de arma – parágrafo único. Tipo objetivo. A forma típica consiste em deixar o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal a perda, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda. O legislador determinou a responsabilidade penal objetiva do agente, que tem a obrigação de comunicar o extravio da arma de fogo nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas de ocorrido o fato. Ultrapassado esse prazo sem a adoção das providências legais, o crime está consumado. Sujeito ativo. Proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores, tratando-se de crime omissivo próprio. Elemento subjetivo. Somente é possível na modalidade dolosa. Se o agente, por culpa, não percebe que houve a subtração de arma de fogo, o fato será atípico, sendo irrelevante penal, por faltar previsão expressa. Dessa forma, há necessidade da não comunicação do fato às autoridades policiais por vontade livre e consciente. Entretanto não pode o agente alegar o desconhecimento da obrigação de comunicar o fato nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas, pois o desconhecimento da lei é inescusável. Tentativa. Não se admite, ou o prazo de 24 (vinte e quatro) horas decorre e há a consumação, ou o fato é atípico. Pena. A mesma do caput, detenção de um a dois anos, e multa, dessa forma a competência para processar e julgar é dos Juizados Especiais Criminais.
Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente.

Inovações. A primeira inovação trazida diz respeito à equiparação da arma de fogo aos seus acessórios e munições, o que entendo ser inconstitucional, por ofensa aos princípios da insignificância, da

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proporcionalidade, da razoabilidade, da lesividade, da intervenção mínima do direito penal e do devido processo legal material, na medida em que os acessórios e as munições não são meios capazes de expor a perigo a segurança pública. A pena para quem for flagrado portando munição (reclusão, de dois a quatro, e multa) será mais acentuada que a do furto e da receptação (reclusão, de um a quatro anos, e multa), por exemplo. Outra importante mudança foi o aumento da sanção penal, que passou a ser pena de reclusão, de dois a quatro e anos, e multa. Com o aumento, pretendeu o legislador restringir, ao máximo, os benefícios legais para quem seja condenado por este crime, dentre eles a suspensão condicional da pena (sursis). E, por fim, o crime de porte ilegal de arma de fogo passou a ser crime inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente, outro equívoco do legislador, que, a nosso ver, se mostra inconstitucional por ofensa ao art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, que estabelece quais crimes serão considerados inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia, não estando o crime de porte ilegal de arma de fogo dentre eles, e, obviamente, este crime não pode ser considerado como crime hediondo. Além do mais, a fiança está relacionada à natureza do crime, e não com o sujeito, dessa maneira pouco importa ser a arma de fogo registrada ou não para a concessão da fiança. Ademais, além da inconstitucionalidade apontada, a proibição da concessão da fiança para aquele que portar arma de fogo sem registro em seu nome é totalmente inócua, pois existe o instituto da liberdade provisória sem fiança, nos termos do art. 310, parágrafo único, do Código de Processo Penal. Para tanto, deve o acusado, através de seu defensor, provar que preenche os requisitos legais, quais sejam, inocorrência de qualquer das hipóteses que autorizam a prisão preventiva (arts. 311 e 312, do CPP). Tipo objetivo. Apesar de o crime ter sido capitulado de porte ilegal de arma de fogo, existem treze diferentes condutas típicas, tratando-se de um tipo misto alternativo, em que a realização de mais de um comportamento pelo agente implica em um único crime, pelo princípio da alternatividade. As condutas são: “Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar” (Lei nº 10.826/2003, art. 14). Portar significa trazer a arma de fogo junto ao corpo. Deter é o mesmo que reter ou conservar em seu poder, enquanto na conduta de portar a idéia é de apoderamento definitivo, na conduta de deter não. Adquirir arma de fogo é o ato de obter por compra ou não com a intenção de tornar-se proprietário. Fornecer significa prover, não pode ser entendido com a idéia de vender, pois há uma previsão específica para

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o crime de comércio ilegal (art. 17). Receber tem o significado de entrar na posse. Ter em depósito representa o estoque de armas, o armazenamento, isto é, uma grande quantidade, o que o diferencia da figura típica do art. 12, posse irregular de arma de fogo. Transportar é o uso de qualquer meio de transporte, levando a arma de um lugar a outro, não se confunde com portar, um exemplo é quando um indivíduo é surpreendido com a arma de fogo no porta-luvas do veículo, a sua conduta é transportar, e não portar, pois esta significa trazer a arma junto ao corpo, disponível para uso imediato. Ceder é transferir a posse ou até mesmo a propriedade da arma a outrem, por óbvio, sem o intuito de venda ou aluguel. Emprestar significa entregar uma arma de fogo, acessório ou munição a alguém para que faça uso durante um tempo, devolvendo-a mais adiante ao dono. Remeter é o mesmo que enviar, encaminhar para alguma pessoa. Empregar é o efetivo uso da arma, dessa forma ao utilizar a arma de fogo o sujeito vai portar a arma ou vai efetuar o disparo, de uma forma ou de outra, já existe a conduta incriminadora de porte ilegal ou de disparo de arma de fogo, sendo desnecessária essa figura típica. Manter sob guarda é ter sob seu cuidado uma arma de fogo que pertence a terceiro. Sujeito ativo. Qualquer pessoa. Sujeito passivo. A coletividade. Elemento subjetivo. Dolo, significa dizer que o agente tem a consciência e a vontade de praticar qualquer das condutas descritas na lei. Não há previsão da modalidade culposa. Tentativa. Não é possível, pois o resultado é indispensável para a concretização do delito. Perícia técnica. Para a ocorrência do delito, faz-se necessária a perícia técnica a fim de apurar se arma de fogo em questão é apta a efetuar disparos, aferindo a sua potencialidade lesiva. Pois a arma de fogo totalmente inapta a disparar não é arma, caracterizando-se crime impossível pela absoluta ineficácia do meio. Pena. Como já dito, houve o aumento da sanção penal, elevando a pena em abstrato para detenção de dois a quatro anos, significa dizer que o que, antes da entrada em vigor da Lei nº 10.826/2003, era de competência dos Juizados Especiais Criminais para o processamento e o julgamento da infração penal; com o advento da Lei nova, o sujeito que estiver incurso nesse delito deverá responder a uma ação penal na Justiça Comum. O legislador estabeleceu no art. 20 do Estatuto do Desarmamento causa de aumento da metade da pena, se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. 6º, 7º e 8º da Lei (Vide comentários ao art. 20).

podendo ser crime de lesões corporais ou de homicídio. a título de culpa. aquele não cometerá o crime de disparo de arma de fogo. Sujeito ativo. Inovações. dentre eles a suspensão condicional da pena (sursis). entretanto. por fim. Com o aumento. . O crime de disparo é subsidiário em relação aos demais crimes. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. Parágrafo único. ao efetuar o disparo. Disparo de arma de fogo versus lesão corporal. As condutas típicas são disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. deverá o crime de disparo sempre ser absorvido. ameaça. por exemplo. quando falha o disparo ao picote do projétil. e multa. e desde que não seja o disparo acidental ou com o intuito de praticar algum crime. e multa.Fabiano Samartin Fernandes 41 Disparo de arma de fogo Art. Caso o agente. do Código de Processo Penal. visto que o tipo penal só admite a modalidade dolosa. significa dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de disparar arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. o sujeito responderá pelo resultado. nos termos do art. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. Houve o aumento da sanção penal. Possível. que passou a ser pena de reclusão. Tentativa. Dolo. Elemento subjetivo. pretendeu o legislador restringir ao máximo os benefícios legais para quem seja condenado por este crime. Qualquer pessoa. Tipo objetivo. suscetível de liberdade provisória sem fiança. se alguma pessoa é atingida por conta do disparo. havendo disparo acidental a conduta será atípica. Assim. Não há previsão para o crime a título de culpa. mas o de lesão corporal ou homicídio. E. 15 passou a ser crime inafiançável. deseje atirar em alguém. em via pública ou em direção a ela.Estatuto do Desarmamento . Entretanto. 310. Não há na lei qualquer distinção sobre se o disparo é efetuado com arma de uso permitido ou de uso proibido. dano. homicídio. O crime previsto neste artigo é inafiançável. A coletividade. o crime do art. se o agente comete o crime de homicídio ou de lesão corporal (dentre outros). seja na forma consumada ou tentada. 15. em via pública ou em direção a ela. Sujeito passivo. de tal forma que. em via pública ou em direção a ela. igualmente ao que ocorreu com o crime de porte ilegal de arma de fogo. parágrafo único. de dois a quatro e anos.

há a incidência da causa de aumento da pena do art. de 3 (três) a 6 (seis) anos. lesionar ou matar. O que. se o agente não acerta a vítima. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. se houver o disparo. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. deter. suprimido ou adulterado. adquirir. este crime é de menor potencial ofensivo. o resultado é que difere. e multa. caberá a transação penal. de dois a quatro anos. pois a conduta de efetuar o disparo é a mesma. detiver. nem o projétil passa perto desta. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. sendo o resultado mais grave. emprestar. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. Possuir. Pena. e as conseqüências serão distintas. por outro lado. se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. e multa. Nesse artigo. Parágrafo único. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário.42 AGEPOL/CENAJUR . para o agente é melhor que acerte alguém ou algo.099/1995 (Lei dos Juizados Especiais). qual seja a lesão. fornecer. com conseqüências menos severas. devendo a pena ser elevada pela metade. do que o resultado de perigo à coletividade. no primeiro caso (crime de lesão corporal leve). empregar. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. 20 do mesmo diploma legal. receber. ceder. III – possuir. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. CP). o agente deverá ser preso em flagrante delito. desde que caracterize o crime de lesão corporal leve ou o crime de dano. o agente não poderá ser preso em flagrante delito.A Revolução Cultural na Polícia Por exemplo. de tal sorte que. suspensão condicional do processo. no segundo caso. transportar. 129. contudo. 7º e 8º da Lei (Vide comentários ao art. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. e deverá ser processado e julgado nos termos da Lei nº 9. II – modificar as características de arma de fogo. caput. possuir. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. . transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. no nosso entendimento. portar. o agente atira num indivíduo com o desígnio de lesionálo no pé (crime de lesão corporal leve – art. é injusto e incongruente. que tem conseqüências mais rigorosas. ainda que gratuitamente. dentre eles os policiais militares. ameaçar. adquirir. 16. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. perito ou juiz. responderá o agente pelo crime de disparo de arma de fogo. IV – portar. 20). ter em depósito. A pena em abstrato é de reclusão. mesmo que sem intenção de danificar. remeter. 6º.

Outra inovação. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. perito ou juiz. 17). arma de fogo. Dolo. e. sem autorização legal. que entendemos ser inconstitucional. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. acessório. 20). adquirir. suprimido ou adulterado. portar. arma de fogo. produzir. 20 do Estatuto do Desarmamento causa de aumento da metade da pena. 14). iguais às do art. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários ao art. de três a seis anos. acessório. O legislador dispôs no art. A pena em abstrato é de reclusão. qual seja. conforme será demonstrado oportunamente neste trabalho quando for comentado o art. recarregar ou reciclar. modificar as características de arma de fogo. com uma conduta a mais. Causa de Aumento. de qualquer forma. Tipo objetivo. e multa. ou adulterar.Estatuto do Desarmamento . é a vedação da liberdade provisória. sem autorização legal. entregar ou fornecer. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. A lei equiparou diversas condutas a este crime. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. deter. vender. . transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. ainda que gratuitamente. tais como: suprimir ou alterar marca. com quatorze condutas descritas. possuir arma de fogo (Posse irregular de arma de fogo de uso permitido). quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das quatorze condutas descritas no tipo penal. Trata-se de um tipo penal misto alternativo. de qualquer forma. ainda que gratuitamente. A coletividade. munição ou explosivo a criança ou adolescente. 7º e 8º da Lei. 12 e art. entregar ou fornecer. Inovações. 6º. e VI – produzir.Fabiano Samartin Fernandes 43 V – vender. e comércio ilegal de arma de fogo (art. 14 da Lei (Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido). numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. Sujeito ativo. munição ou explosivo a criança ou adolescente. Não há previsão para o crime a título de culpa. e multa. Elemento subjetivo. ou adulterar. O legislador separou a conduta de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido da conduta de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. munição ou explosivo. Sujeito passivo. A pena passou a ser reclusão. possuir. Pena. munição ou explosivo. 21 do Estatuto do Desarmamento. Qualquer pessoa. de três a seis anos. possuir. recarregar ou reciclar.

de 4 (quatro) a 8 (oito) anos.A Revolução Cultural na Polícia Figuras equiparadas. ter em depósito. quais sejam. adquirir. conduzir. A lei equiparou diversas condutas a este crime. caso o agente pratique qualquer dessas condutas. em proveito próprio ou alheio. inclusive o exercido em residência. expor à venda. O legislador cuidou de prever um dispositivo penal específico para o comércio ilegal de arma de fogo. desmontar. que passou a ser de reclusão de quatro a oito anos. o agente sendo surpreendido com uma ‘arma de fogo com numeração raspada’ estará cometendo este crime. remontar. ou. acessório ou munição comercializados forem de uso proibido ou restrito. vender. Tipo objetivo. equiparou a atividade comercial ou industrial a qualquer forma de prestação de serviços. Aumentou-se a sanção penal. com quatorze condutas descritas. Comércio ilegal de arma de fogo Art. Assim. conduzir. transportar. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. no exercício de atividade comercial ou industrial. para efeito deste artigo. suprimido ou adulterado. alugar. cometerá crime. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. independente de a arma de fogo ser de uso permitido ou proibido. no total de quatorze figuras típicas. cuja pena é de reclusão de três a seis anos. Especial atenção merece o inciso IV que diz respeito ao porte e posse de arma de fogo com numeração ou qualquer sinal de identificação raspado. arma de fogo. transportar. em proveito próprio ou alheio. ter em depósito. qualquer forma de prestação de serviços. adulterar. Parágrafo único. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. desmontar. acessório ou munição. . a pena deve ser aumentada pela metade. Adquirir. Desta forma. inclusive o exercido em residência. ocultar. arma de fogo. alugar. receber. no exercício de atividade comercial ou industrial. 19 do Estatuto do Desarmamento estabeleceu como causa de aumento da pena para este crime se a arma de fogo. ocultar.44 AGEPOL/CENAJUR . acessório ou munição. montar. O art. Inovações. e multa. adulterar. utilizar. remontar. 17. Trata-se de um tipo penal misto alternativo. ou de qualquer forma utilizar. receber. e multa. tratando-se de policiais militares a pena será de quatro anos e seis meses a nove anos de reclusão. Equipara-se à atividade comercial ou industrial. vender. de qualquer forma. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. montar. expor à venda.

O legislador cuidou de prever um dispositivo penal específico para o tráfico internacional de arma de fogo. Tráfico internacional de arma de fogo Art. acessório ou munição comercializados forem de uso proibido ou restrito. Importar. Traficar armas. acessório ou munição. A coletividade. Sujeito ativo.Fabiano Samartin Fernandes 45 Sujeito ativo. Qualquer pessoa. acessório ou munição. a qualquer título. Pena. acessório ou munição. exportar. exportar ou favorecer a entrada ou saída do território nacional de arma de fogo. seja entrando. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários aos arts. desde que tenha um comércio clandestino ou não de arma de fogo. 20 do Estatuto do Desarmamento causas de aumento da metade da pena. Sujeito passivo. Qualquer pessoa. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das condutas descritas no tipo penal. Inovações. As condutas típicas são: importar. Elemento subjetivo. 19 do Estatuto do Desarmamento estabeleceu como causa de aumento da pena para este crime se a arma de fogo. 7º e 8º da Lei. . O art. de quatro a oito anos. A pena em abstrato é de reclusão. 6º. Não há previsão para o crime a título de culpa. juntamente com o crime de tráfico internacional de arma de fogo. Exportar consiste em fazer sair do país. Importar significa introduzir no país arma de fogo vindo de um outro país. e multa. Aumentou-se a sanção penal. Tipo objetivo. se o crime é praticado com arma de fogo de uso proibido e se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. de arma de fogo. sem autorização da autoridade competente: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. que passou a ser de reclusão de quatro a oito anos. 19 e art. 19 e 20). Maior pena estabelecida no Estatuto do Desarmamento. Dolo.Estatuto do Desarmamento . O legislador dispôs no art. Sujeito passivo. acessórios ou munições em escala internacional significa qualquer espécie de circulação de arma que ultrapasse as fronteiras do país. 18. a pena deve ser aumentada da metade. A coletividade. favorecer a entrada ou saída do território nacional. Causas de Aumento. e multa. sem autorização da autoridade competente. e multa. seja saindo do território nacional.

O legislador dispôs no art. 19 e art. ARMA DE USO RESTRITO COMO CAUSA DE AUMENTO DA PENA Este artigo traz causa de aumento da pena que incide sobre o crime de comércio ilegal de arma de fogo (art. Art. acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. Art. 17 e 18. Causas de Aumento. 20. se o crime é praticado com arma de fogo de uso proibido e se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. 20 do Estatuto do Desarmamento causas de aumento da metade da pena. 6º. a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. acessório ou munição de uso restrito ou proibido. Nos crimes previstos nos arts. Pena. 15. passando a ser pena de reclusão de seis a doze anos. os integrantes de órgãos referidos nos incisos . A pena em abstrato é de reclusão. 18). 16. de quatro a oito anos. Nos crimes previstos nos arts. Não há previsão para o crime a título de culpa. 6º. haverá a incidência da causa de aumento da pena. As pessoas que terão contra si a incidência da majorante são: os integrantes das Forças Armadas. 15). 7º e 8º da Lei. 14. 17) e crime tráfico internacional de arma de fogo (art. se os crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. 18) forem praticados por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. 19 e 20). 17 e 18. e multa. 19. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários aos arts. e multa. 7º e 8º da Lei. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das condutas descritas no tipo penal.A Revolução Cultural na Polícia Elemento subjetivo. quando o agente pratica qualquer dos crimes do art. a pena é aumentada da metade se a arma de fogo. 6º. 7º e 8º desta Lei. de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 14). 16).46 AGEPOL/CENAJUR . 18 utilizando arma de fogo de uso restrito. quando os crimes forem cometidos com arma de fogo. de comércio ilegal de arma de fogo (art. CAUSA DE AUMENTO PARA OS INTEGRANTES DOS ÓRGÃOS REFERIDOS NA LEI O Estatuto do Desarmamento estabeleceu que. de disparo de arma de fogo (art. 17) e de tráfico internacional de arma de fogo (art. Dolo. Assim. 17 e art. a pena em abstrato será aumentada pela metade.

os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. 52. será aplicada qualquer uma delas. Art. Assim. os integrantes das Guardas Municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.Estatuto do Desarmamento . Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. 16. os residentes em áreas rurais. VEDAÇÃO DA LIBERDADE PROVISÓRIA A Constituição estabeleceu que a regra é a liberdade. .000 (quinhentos mil) habitantes. um policial militar comercializa arma de fogo de uso proibido. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. os integrantes das Guardas Municipais dos Municípios com mais de 50.Fabiano Samartin Fernandes 47 do caput do art. os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. nos termos desta Lei. Os crimes previstos nos arts. no concurso de causas de aumento de pena o juiz pode limitar-se a um só aumento. 51. mas nunca as duas causas. 17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. e no art. e. do Código Penal. mas um dever deste na aplicação da pena. 21. 5º. os Agentes Operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os Agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Conforme se depreende da norma constitucional “ninguém será levado à prisão ou nela mantido. quando houver concurso das causas de aumento de pena. IV. parágrafo único. Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares). a causa que mais aumente. os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. entende que esta regra não é simples faculdade do juiz. em sua obra Direito Penal – parte geral (2005). Como ambas são no mesmo percentual (1/2). quando em serviço. só será aplicada uma causa de aumento. todavia. sendo a restrição à liberdade a exceção. quando a lei admitir a liberdade provisória. da Constituição Federal (Polícias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal).000 (quinhentos mil) habitantes. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. Polícia Rodoviária Federal. Polícias Civis. XIII. O professor Paulo Queiroz. Polícia Ferroviária Federal.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. por exemplo. os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. prevalecendo. os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 144 da Constituição Federal (Polícia Federal. com ou sem fiança” (art. inciso LXVI). as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. 68. CONCURSO DE CAUSAS DE AUMENTO DE PENA Pela inteligência do art.

nos termos do art. inciso LVII) O Estatuto do Desarmamento violou a Constituição Federal ao estabelecer que os crimes de posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art.48 AGEPOL/CENAJUR . entendemos que o art.826/2003 é flagrantemente inconstitucional. 2º. oportuno observar a Lei dos Crimes Hediondos (art. 18) são insuscetíveis de liberdade provisória. 21. por si só. desde que ausentes os requisitos da prisão preventiva. à luz do princípio da presunção de inocência. 5º. em estreita semelhança com a regra do art. da citada Lei. da Lei nº 8. Dessa forma. somente deve ser indeferida a liberdade provisória aos crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. da Lei nº 10. que veda a concessão de liberdade nos crimes de tráfico de entorpecentes. Portanto. o acusado estar respondendo pelos crimes dos arts.072/90). consolidou o entendimento de que o fato de tratar-se de crime hediondo. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art. conforme conceituamos no Compêndio 02 desta Coleção Jurídica que tratou sobre a Prisão Provisória e Liberdade Processual. dentre outros. tendo-se em conta as diretrizes do art. II. Ao entrar em vigor em 1990. do Estatuto do Desarmamento. a mesma somente deve ser indeferida quando estiverem presentes os requisitos que ensejam prisão preventiva. 312 do CPP. do Código de Processo Penal. 17 e 18. Outro fundamental preceito da Carta Magna é o princípio da presunção de inocência ao qual estabelece que “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” (art.A Revolução Cultural na Polícia Liberdade provisória é o estado de liberdade de quem se encontrava preso provisoriamente. sobre a presença dos requisitos autorizadores para a decretação da prisão preventiva. passando este a ficar vinculado ao processo penal até a sua decisão transitar em julgado. Assim. única e exclusivamente. de comércio ilegal de arma de fogo (art. Em que pese disposição legal expressa vedando a concessão da liberdade. 16). sob pena de violação à Constituição Federal deverá ser deferido pedido de concessão à liberdade provisória. 16. 17) e de tráfico internacional de arma de fogo (art. 312. . 21. quando for efetivamente necessária a providência. em especial do STJ. 22. devendo sempre para a custódia provisória estar presentes os pressupostos autorizadores da prisão preventiva. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei. não impede a concessão da liberdade provisória. a Lei dos Crimes Hediondos gerou discussão sobre a constitucionalidade da norma que veda a concessão da liberdade provisória face o princípio constitucional da presunção de inocência. A jurisprudência. Ademais. não bastando.

. A classificação legal. somente serão expedidas autorizações de compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. Caberá ao Comando do Exército autorizar. As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação. encaminhados pelo juiz competente.Fabiano Samartin Fernandes 49 Art. ao Comando do Exército. ou à coleção de usuário autorizado. 2º desta Lei. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. 6º desta Lei. exclusive para os órgãos previstos no art. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução. que com estas se possam confundir. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo. 25. entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei. Art. no mesmo prazo. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas. Para os órgãos referidos no art. 24. na forma do regulamento desta Lei. Parágrafo único. São vedadas a fabricação. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. excepcionalmente. réplicas e simulacros de armas de fogo. exportação. 27. Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos Militares. 6º. Art. gravado na caixa.Estatuto do Desarmamento . Armas de fogo. Art. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. definido pelo regulamento desta Lei. 28. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I. atiradores e caçadores. a aquisição de armas de fogo de uso restrito. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. nas condições fixadas pelo Comando do Exército. 23. Parágrafo único. ao adestramento. importação. § 1º. restritos ou permitidos será disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal. 6o. para destruição. § 2º. de usos proibidos. bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. pela autoridade competente para destruição. 26. Parágrafo único. Art. Art. gravado no corpo da arma. § 3º. técnica e geral. após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. acessórios ou munições apreendidos serão. II e III do art. vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição. mediante proposta do Comando do Exército. a venda. quando não mais interessarem à persecução penal. sob pena de responsabilidade. a comercialização e a importação de brinquedos.

Art. por qualquer meio. 6º e 10 desta Lei. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão. ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art. As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados. nas condições dos arts. Parágrafo único. 29. após a elaboração de laudo pericial. 5º da Constituição Federal. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional.A Revolução Cultural na Polícia Art. entregá-las à Polícia Federal. 4º. Será aplicada multa de R$ 100. Art. exceto nas publicações especializadas. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão.000. presumindo-se a boa-fé. Art. solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. nos termos do regulamento desta Lei. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. mediante recibo e indenização. 31. Parágrafo único. 35. no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação. conforme especificar o regulamento desta Lei: I – à empresa de transporte aéreo. salvo para as entidades previstas no art. Art. adotarão. 34. entregá-las à Polícia Federal. nos termos do regulamento desta Lei. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. Art. facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. promova. poderão ser indenizados.00 (trezentos mil reais).00 (cem mil reais) a R$ 300. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá renová-la. serão encaminhadas. estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo. faça. 31. fluvial ou lacustre que deliberadamente. perante a Polícia Federal. 6º desta Lei. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. Na hipótese prevista neste artigo e no art. II – à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para venda. a qualquer tempo. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão. sem ônus para o requerente.000. ao Comando do Exército para destruição. ferroviário. marítimo. sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim. sob pena de responsabilidade penal. sob pena de responsabilidade. Parágrafo único. 30. pelos meios de prova em direito admitidos. 32. As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a publicação desta Lei. com aglomeração superior a 1000 (um mil) pessoas. as armas recebidas constarão de cadastro específico e. rodoviário.50 AGEPOL/CENAJUR . as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas. 33. mediante recibo e. Os promotores de eventos em locais fechados. .

Dessa forma. Brasília.Fabiano Samartin Fernandes 51 § 1º. Todavia o Estado. dependerá de aprovação mediante referendo popular. Art. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho Marina Silva REFERENDO POPULAR O art. de 20 de fevereiro de 1997.94% dos eleitores votaram para que fosse mantido o comércio de arma de fogo e munição. de . para entrar em vigor. Este dispositivo. 182º da Independência e 115º da República.437. § 2º. Em outubro de 2005. ao desarmar a sociedade civil. o povo foi às urnas e 63. passa a assumir. 36. 37. 35 do Estatuto do Desarmamento proibia a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. contra. Art.45% dos baianos votaram pela permanência do comércio de arma de fogo. contra 44. 36.06% das pessoas que votaram pela proibição do comércio de arma. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. o que não aconteceu.Estatuto do Desarmamento . está retirando do indivíduo o direito de se defender com arma de fogo e. dependia de aprovação mediante referendo popular. Em caso de aprovação do referendo popular. a obrigação de patrocinar. É revogada a Lei no 9.55% das pessoas que votaram pelo fim do comércio. a ser realizado em outubro de 2005. o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral. como uma forma eficaz de reduzir a violência. 22 de dezembro de 2003. o legislador visa à diminuição do uso de armas de fogo. A título de ilustração. por via de conseqüência. na Bahia o resultado foi: 55. CONCLUSÃO Com o Estatuto do Desarmamento em vigor. Entretanto para este dispositivo entrar em vigor. ficou mantido o comércio de arma de fogo e munição em todo o território nacional. obviamente. ainda mais.

de emprego e renda. isoladamente. mas. que são fatores que influenciam e favorecem a violência. A sociedade deverá exigir do Estado uma efetiva política de segurança pública. O desarmamento é um passo importante para diminuir a violência. à impunidade. à desigualdade social. Desta forma. objetivando proporcionar uma melhor perspectiva de vida para o povo brasileiro. proporcionando a segurança do indivíduo. à corrupção.A Revolução Cultural na Polícia forma efetiva. dotando o sistema de segurança pública de equipamentos e materiais eficazes ao combate à criminalidade. com remuneração digna. a defesa da integridade física e material do cidadão. combate ao tráfico de drogas. mais eficiência nos sistemas de justiça. é necessário investimento público nas áreas sociais de educação. dando-lhes condições de trabalho. de saúde. bem como. de segurança pública.52 AGEPOL/CENAJUR . não tem como resolver o problema. . melhorando a qualificação dos seus membros.

123/2004 Portaria nº 035-CG/2005 .Estatuto do Desarmamento .826/2003 Decreto nº 5.Fabiano Samartin Fernandes 53 2ª Parte LEGISLAÇÃO Lei nº 10.

A Revolução Cultural na Polícia .54 AGEPOL/CENAJUR .

1º. no âmbito da Polícia Federal. furto. V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo. VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País. X – cadastrar a identificação do cano da arma. atacadistas. roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais. conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante. XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. importadas e vendidas no País. VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes. sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm. posse e comercialização de armas de fogo e munição. Ao Sinarm compete: I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo. varejistas. mediante cadastro. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art. bem como conceder licença para exercer a atividade. VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo. inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores. IV – cadastrar as transferências de propriedade. 2º. II – cadastrar as armas de fogo produzidas. bem como manter o cadastro atualizado para consulta. DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 Dispõe sobre registro. exportadores e importadores autorizados de armas de fogo. Parágrafo único. instituído no Ministério da Justiça.Estatuto do Desarmamento . acessórios e munições. extravio. bem como as demais que constem dos seus registros próprios. Art. IX – cadastrar mediante registro os produtores.Fabiano Samartin Fernandes 55 LEI No 10. III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. define crimes e dá outras providências. O Sistema Nacional de Armas – Sinarm.826. tem circunscrição em todo o território nacional. . as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado.

ou. ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. Art. III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Os requisitos de que tratam os incisos I. A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei.A Revolução Cultural na Polícia CAPÍTULO II DO REGISTRO Art. O registro precário a que se refere o § 4o prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I. O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos. ainda. II e III do art. Estadual. É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. § 3º. A expedição da autorização a que se refere o § 1o será concedida. Parágrafo único. § 2º. expedidos pelos órgãos estaduais.884. O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e será precedido de autorização do Sinarm. II – apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm. para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo. ou recusada com a devida fundamentação. de 2004) § 1º. A comercialização de armas de fogo. § 3º. § 7º. § 4º. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. com validade em todo o território nacional. realizados até a data da publicação desta Lei. deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei nº 10. § 5º. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. . como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo. no prazo de 30 (trinta) dias úteis. ou dependência desses. além de declarar a efetiva necessidade. Os registros de propriedade. na forma do regulamento desta Lei. sendo intransferível esta autorização. na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei. II e III deste artigo. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército. com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. atender aos seguintes requisitos: I – comprovação de idoneidade. em período não inferior a 3 (três) anos.56 AGEPOL/CENAJUR . Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá. O certificado de Registro de Arma de Fogo. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. 4º. Art. A empresa que comercializa armas de fogo. acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias. 3º. § 2º. § 6º. 5º. A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. 4o deverão ser comprovados periodicamente. em nome do requerente e para a arma indicada. no seu local de trabalho. a contar da data do requerimento do interessado. § 1º.

VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do art. da Constituição Federal. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. 6º. na forma do regulamento desta Lei. . aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. 51. Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. mesmo fora de serviço. § 1º-A. (Incluído pela Lei nº 11. ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I. A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições descritas nos incisos V. Os integrantes das Forças Armadas. de 2005) § 2º. de 2004) § 4º. no que couber. quando em serviço.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. ao exercerem o direito descrito no art. o que constará da carteira funcional que for expedida pela repartição a que estiverem subordinados.867. (Redação dada pela Lei nº 10.118. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.Estatuto do Desarmamento . cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. a legislação ambiental. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional. 4o. 52. (Incluído pela Lei nº 11. Os servidores a que se refere o inciso X do caput deste artigo terão direito de portar armas de fogo para sua defesa pessoal. X – os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. (Redação dada pela Lei nº 10. na forma do regulamento desta Lei.os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50. III. § 3º.Fabiano Samartin Fernandes Estatuto do Desarmamento . salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas.Fabiano Samartin Fernandes 57 57 CAPÍTULO III DO PORTE Art. A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. de 2005) § 1º.000 (quinhentos mil) habitantes. III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes.867. observada a supervisão do Comando do Exército. IV. VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 144 da Constituição Federal. de 2004) V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. XIII. e no art.118. IV . II e III do mesmo artigo. V e VI deste artigo terão direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. II. na forma do regulamento. observando-se. 4o. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal. VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. As pessoas previstas nos incisos I. II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal. nos termos desta Lei.

é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm.867. As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo. II – atender às exigências previstas no art. A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. constituídas na forma da lei. acessórios e munições que estejam sob sua guarda. de 2005) § 6º. somente podendo ser utilizadas quando em serviço. Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo. o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores. serão de propriedade. respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. Aos residentes em áreas rurais. quando em serviço. § 1º. 13 desta Lei. na forma prevista no regulamento desta Lei. e dependerá de o requerente: I – demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato.58 AGEPOL/CENAJUR . § 3º. 9º. (Vide Lei nº 11. sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis. responsabilidade e guarda das respectivas empresas. se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. . ao Comando do Exército.191. 7º. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. 4ºdesta Lei. de 2004) Art. o porte de arma de fogo na categoria “caçador”. nos termos do regulamento desta Lei. em todo o território nacional. nos termos de atos regulamentares. § 2º. 4o desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. 10.A Revolução Cultural na Polícia § 5º. Art. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. Art. será autorizado. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. furto. (Incluído pela Lei nº 10. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. § 1º. Art. 8º.

nos valores constantes do Anexo desta Lei. receber. emprestar. transportar. perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. de 1 (um) a 2 (dois) anos. VI e VII do art. no interior de sua residência ou dependência desta. ou. II. bem como o seu devido registro no órgão competente. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. V. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: . ceder. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. de 1 (um) a 3 (três) anos. VI – à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo. e multa. Art. nos limites do regulamento desta Lei. 12. ainda que gratuitamente. Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm. CAPÍTULO IV DOS CRIMES E DAS PENAS Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. da Polícia Federal e do Comando do Exército. de uso permitido. adquirir. Portar. IV – à expedição de porte federal de arma de fogo. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. 13. pela prestação de serviços relativos: I – ao registro de arma de fogo. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. fornecer. e multa. empregar.Fabiano Samartin Fernandes 59 III – apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. de uso permitido. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. II – à renovação de registro de arma de fogo. furto. III. § 2º. Omissão de cautela Art. remeter. Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. IV. acessório ou munição.Estatuto do Desarmamento . V – à renovação de porte de arma de fogo. Fica instituída a cobrança de taxas. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. § 2º As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5º do art. Parágrafo único. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. 6º e para os integrantes dos incisos I. ter em depósito. acessório ou munição que estejam sob sua guarda. deter. A autorização de porte de arma de fogo. acessório ou munição. 11. 6º. § 1º. prevista neste artigo. III – à expedição de segunda via de registro de arma de fogo. ainda no seu local de trabalho. no âmbito de suas respectivas responsabilidades. 14.

e multa. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. receber. acessório ou munição. e multa. alugar. de qualquer forma. Importar. conduzir. adquirir. Parágrafo único. ceder. possuir. munição ou explosivo a criança ou adolescente. a qualquer título. de arma de fogo. deter. em proveito próprio ou alheio. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. exportar. sem autorização legal. portar. entregar ou fornecer. montar. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. arma de fogo. expor à venda. adquirir. ou adulterar. remeter. e VI – produzir. Parágrafo único. 18. munição ou explosivo. recarregar ou reciclar. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. Disparo de arma de fogo Art. em via pública ou em direção a ela. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. qualquer forma de prestação de serviços. favorecer a entrada ou saída do território nacional. Comércio ilegal de arma de fogo Art. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. ainda que gratuitamente. empregar. V – vender. acessório. transportar. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. transportar. no exercício de atividade comercial ou industrial. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. emprestar. O crime previsto neste artigo é inafiançável. arma de fogo. desmontar. IV – portar. ter em depósito. e multa. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. Possuir. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. ocultar. Parágrafo único. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. fornecer. Equipara-se à atividade comercial ou industrial.60 AGEPOL/CENAJUR . II – modificar as características de arma de fogo. perito ou juiz. sem autorização da autoridade competente: . fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. III – possuir. ter em depósito. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. receber. e multa. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato.A Revolução Cultural na Polícia Pena – reclusão. de 3 (três) a 6 (seis) anos. Adquirir. inclusive o exercido em residência. O crime previsto neste artigo é inafiançável. para efeito deste artigo. salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente. ou de qualquer forma utilizar. ainda que gratuitamente. 15. adulterar. Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. remontar. detiver. acessório ou munição. 17. vender. 16. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. suprimido ou adulterado. Tráfico internacional de arma de fogo Art.

exportação. 26. São vedadas a fabricação. a comercialização e a importação de brinquedos. 6o. . Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. 7º e 8º desta Lei. 21. entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei. 16. na forma do regulamento desta Lei. Nos crimes previstos nos arts. 24. vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição.Fabiano Samartin Fernandes 61 Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. somente serão expedidas autorizações de compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis. Para os órgãos referidos no art. a pena é aumentada da metade se a arma de fogo. Art. Art. exclusive para os órgãos previstos no art. definido pelo regulamento desta Lei. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. réplicas e simulacros de armas de fogo. 20. 17 e 18. para destruição. restritos ou permitidos será disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. § 3º. 19. 17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas. que com estas se possam confundir. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. Nos crimes previstos nos arts. 25. a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. 14. Art. 2º desta Lei. Parágrafo único. § 1º. § 2º. Art. As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação.Estatuto do Desarmamento . mediante proposta do Comando do Exército. Art. no mesmo prazo. importação. acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. 16. quando não mais interessarem à persecução penal. Art. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. 15. sob pena de responsabilidade. atiradores e caçadores. A classificação legal. Os crimes previstos nos arts. 6º. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei. após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. a venda. 23. encaminhados pelo juiz competente. de usos proibidos. técnica e geral. gravado no corpo da arma. 22. gravado na caixa. Armas de fogo. Art. bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. 6o. 17 e 18. pela autoridade competente para destruição. ao Comando do Exército. e multa. acessórios ou munições apreendidos serão. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção.

no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. fluvial ou lacustre que deliberadamente.000. 30. Art. nas condições dos arts. II – à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para venda. Será aplicada multa de R$ 100. de 2005) Parágrafo único. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução. promova. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão. (Vide Lei nº 10. nos termos do regulamento desta Lei. Art.884. 32.000.00 (cem mil reais) a R$ 300. serão encaminhadas. a qualquer tempo. 33. Art. entregá-las à Polícia Federal. excepcionalmente. marítimo. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá renová-la. ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I. 6º desta Lei. pelos meios de prova em direito admitidos. de 2004) (Vide Lei nº 11. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão. de 2005) (Vide Lei nº 11. conforme especificar o regulamento desta Lei: I – à empresa de transporte aéreo. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo. 6o e 10 desta Lei. facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. ferroviário.62 62 AGEPOL/CENAJUR -. faça. perante a Polícia Federal. 28. as armas recebidas constarão de cadastro específico e. de 2005) Art.191. entregá-las à Polícia Federal. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos Militares. ao Comando do Exército para destruição. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão.118. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. mediante recibo e. a aquisição de armas de fogo de uso restrito.A Revolução Cultural na Polícia AGEPOL/CENAJUR A Revolução Cultural na Polícia Parágrafo único. ou à coleção de usuário autorizado. sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim. As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a publicação desta Lei. Parágrafo único.118. solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse. nos termos do regulamento desta Lei. nas condições fixadas pelo Comando do Exército. rodoviário. 27. no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação.884. após a elaboração de laudo pericial.884. mediante recibo e indenização. de 2004) Parágrafo único. 31. 29. .00 (trezentos mil reais). Caberá ao Comando do Exército autorizar. estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo. 31. II e III do art. de 2005) (Vide Lei nº 11. presumindo-se a boa-fé. Art. ao adestramento. por qualquer meio. Na hipótese prevista neste artigo e no art. exceto nas publicações especializadas. poderão ser indenizados. (Vide Lei nº 10. de 2004) (Vide Lei nº 11. Art. (Vide Lei nº 10. sem ônus para o requerente. Art. 4o. sob pena de responsabilidade penal.191.

37.R$ 1. com aglomeração superior a 1000 (um mil) pessoas. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho Marina Silva ANEXO TABELA DE TAXAS I – Registro de arma de fogo . as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas. 22 de dezembro de 2003.R$ 1.000. 35.R$ 300. a ser realizado em outubro de 2005. o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral. 6o desta Lei.R$ 300. para entrar em vigor.00 .437. dependerá de aprovação mediante referendo popular.R$ 1. ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art. Os promotores de eventos em locais fechados. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. § 1º. Art. salvo para as entidades previstas no art. Brasília. sob pena de responsabilidade. 182º da Independência e 115º da República.R$ 300. Em caso de aprovação do referendo popular.00 III – Expedição de porte de arma de fogo .00 V – Expedição de segunda via de registro de arma de fogo .Estatuto do Desarmamento . Art. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional.00 IV – Renovação de porte de arma de fogo . de 20 de fevereiro de 1997.000.00 II – Renovação de registro de arma de fogo . É revogada a Lei nº 9. Este dispositivo. adotarão. As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados. Parágrafo único.000. 36. § 2º.Fabiano Samartin Fernandes 63 Art.00 VI – Expedição de segunda via de porte de arma de fogo . 34. 5º da Constituição Federal.

6º da Lei nº 10. dos integrantes das escoltas de presos e das Guardas Portuárias.826. . posse e comercialização de armas de fogo e munição.64 AGEPOL/CENAJUR . nos termos do caput do art. inciso XIII da Constituição.A Revolução Cultural na Polícia DECRETO Nº 5.826. 2º deste Decreto. de 22 de dezembro de 2003. Serão cadastradas no SINARM: I . inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. que não constem dos cadastros do SINARM ou Sistema de Gerenciamento Militar de Armas . e o controle dos registros dessas armas. 1º. da Constituição.826. do §1º. integrado e permanente das armas de fogo importadas. de 22 de dezembro de 2003. e) dos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. de 2003.as armas de fogo apreendidas. em razão das atividades que desempenhem. cujos servidores tenham autorização legal para portar arma de fogo em serviço.SINARM. tem por finalidade manter cadastro geral. c) das Polícias Civis. salvo aquelas mencionadas no inciso II. de competência do SINARM. inciso IV. e g) dos órgãos públicos não mencionados nas alíneas anteriores. no âmbito da Polícia Federal. que dispõe sobre registro.SINARM e define crimes. instituições e corporações mencionados no inciso II do art. d) dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O Sistema Nacional de Armas . e tendo em vista o disposto na Lei nº 10. b) da Polícia Rodoviária Federal.as armas de fogo institucionais.as armas de fogo de uso restrito dos integrantes dos órgãos. referidos nos arts. mediante comunicação das autoridades competentes à Polícia Federal. com circunscrição em todo o território nacional e competência estabelecida pelo caput e incisos do art.826. 2o da Lei no 10. 51. III . constantes de registros próprios: a) da Polícia Federal. e 52. DECRETA: CAPÍTULO I DOS SISTEMAS DE CONTROLE DE ARMAS DE FOGO Art.SIGMA. produzidas e vendidas no país. DE 1º DE JULHO DE 2004 Regulamenta a Lei n o 10. no uso da atribuição que lhe confere o art. do art. inciso IV. sobre o Sistema Nacional de Armas . de 2003. f) das Guardas Municipais. 6º da Lei nº 10. II . de 22 de dezembro de 2003.826.as armas de fogo de uso restrito.123. e IV . O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. § 1º. 84. instituído no Ministério da Justiça.

e II . 2o da Lei . 6o da Lei no 10. c) da Agência Brasileira de Inteligência. O SIGMA. 4º. a marca do percutor e extrator no estojo do cartucho deflagrado pela arma de que trata o inciso X do art. tem por finalidade manter cadastro geral. Serão registradas na Polícia Federal e cadastradas no SINARM: I . 3º.as armas de fogo das empresas de segurança privada e de transporte de valores.as armas de fogo importadas ou adquiridas no país para fins de testes e avaliação técnica. b) das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. diretamente da fábrica. produzidas e vendidas no país.as armas de fogo dos integrantes das Forças Armadas. 4o da Lei no 10. órgãos e corporações em documentos oficiais de caráter permanente. de 2003. e d) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Os dados necessários ao cadastro mediante registro. 6º. permanente e integrado das armas de fogo importadas. será precedida de autorização do Comando do Exército. Serão registradas no Comando do Exército e cadastradas no SIGMA: I . e V . Serão cadastradas no SIGMA: I . Art. para os fins deste Decreto. IV . instituições e corporações mencionados no inciso II do art. devendo o Comando do Exército manter sua atualização. A apreensão das armas de fogo a que se refere o inciso II do §1o deste artigo deverá ser imediatamente comunicada à Policia Federal. munições e demais produtos controlados.as armas de fogo de colecionadores. da Agência Brasileira de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.as informações relativas às exportações de armas de fogo.Estatuto do Desarmamento . III . a que se refere o inciso IX do art. atiradores e caçadores. com circunscrição em todo o território nacional. e das armas de fogo que constem dos registros próprios.as armas de fogo de uso permitido dos integrantes dos órgãos. constantes de registros próprios.826. instituído no Ministério da Defesa. de 2003. das características das impressões de raiamento e microestriamento de projetil disparado. § 1º. para guarda. e III .826.as armas de fogo obsoletas.Fabiano Samartin Fernandes 65 § 2º. constantes de registros próprios: a) das Forças Armadas. Art. de porte e portáteis. § 2º. Art. II . § 3º. A aquisição de armas de fogo. II .826. Entende-se por registros próprios. no âmbito do Comando do Exército. 2º. de 2003. Art. podendo ser recolhidas aos depósitos do Comando do Exército. 5º. os feitos pelas instituições.as armas de fogo institucionais. de competência do SIGMA. Art. Os dados necessários ao cadastro da identificação do cano da arma.as armas de fogo adquiridas pelo cidadão com atendimento aos requisitos do art.as armas de fogo das representações diplomáticas. 2o da Lei no 10. pela autoridade competente. a critério da mesma autoridade. serão fornecidos ao SINARM pelo Comando do Exército.

ou por esta habilitado. cabendo às fábricas de armas de fogo o envio das informações necessárias ao órgão responsável da Polícia Federal. Art.comprovar no pedido de aquisição e em cada renovação do registro.826. 2o da Lei no 10. por meio de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. idoneidade e inexistência de inquérito policial ou processo criminal. Parágrafo único. Seção II Da Aquisição e do Registro da Arma de Fogo de Uso Permitido Art. de 2003. de instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas. II . Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá: I . e . As fábricas de armas de fogo fornecerão à Polícia Federal. Art. 11. na conformidade do art. quarenta e oito horas após a efetivação da venda. bem como a pessoas jurídicas. quando da saída do estoque. Art. Estadual. Arma de fogo de uso restrito é aquela de uso exclusivo das Forças Armadas. ouvido o Comando do Exército.826. com suas características e os dados dos adquirentes. 8º.66 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia no 10. devidamente autorizadas pelo Comando do Exército. serão disciplinados em norma específica da Polícia Federal. das Forças Auxiliares ou do quadro da Polícia Federal. III . de 2003. Os dados do SINARM e do SIGMA serão interligados e compartilhados no prazo máximo de um ano. em seu pedido de aquisição e em cada renovação de registro.ter.apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. CAPÍTULO II DA ARMA DE FOGO Seção I Das Definições Art. 10.declarar efetiva necessidade. vinte e cinco anos. V .826. os dados que identifiquem a arma e o comprador. IV . a capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo atestada por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. A norma específica de que trata este artigo será expedida no prazo de cento e oitenta dias. Os Ministros da Justiça e da Defesa estabelecerão no prazo máximo de um ano os níveis de acesso aos cadastros mencionados no caput.comprovar. Militar e Eleitoral. 9º. VI . de 2003. de acordo com as normas do Comando do Exército e nas condições previstas na Lei no 10. 7º. no mínimo. que devam constar do SINARM. Art. Parágrafo único. para fins de cadastro. Arma de fogo de uso permitido é aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas. 12. relação das armas produzidas.apresentar cópia autenticada da carteira de identidade. de acordo com legislação específica. As empresas autorizadas a comercializar armas de fogo encaminharão à Polícia Federal.

havendo manifestação favorável do órgão competente mencionada no §1o. no prazo máximo de trinta dias. É intransferível a autorização para a aquisição da arma de fogo. 12 deste Decreto. Parágrafo único. atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado. entre particulares. e III . data e local de nascimento. no SINARM ou no SIGMA. § 4º. Após a apresentação dos documentos referidos nos incisos III a VII do caput. É obrigatório o registro da arma de fogo. II . das Forças Auxiliares. os fatos e circunstâncias justificadoras do pedido. § 5º. 13. Art.Estatuto do Desarmamento . pelo SINARM. Art. que serão examinados pelo órgão competente segundo as orientações a serem expedidas em ato próprio. ou do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado e deverá atestar. O registro da arma de fogo de uso permitido deverá conter. filiação. e) número da cédula de identidade. A transferência de propriedade da arma de fogo. § 1º. estará sujeita à prévia autorização da Polícia Federal. a autorização para a aquisição da arma de fogo indicada. de que trata o §4o deste artigo. e f) número do Cadastro de Pessoa Física . os seguintes dados: I . por qualquer das formas em direito admitidas. d) profissão. II . data da expedição.conhecimento da conceituação e normas de segurança pertinentes à arma de fogo. 14. órgão expedidor e Unidade da Federação. 15. por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas.habilidade do uso da arma de fogo demonstrada. sejam pessoas físicas ou jurídicas. O comprovante de capacitação técnica mencionado no inciso VI do caput deverá ser expedido por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército.comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. aplicando-se ao interessado na aquisição as disposições do art. será expedida.CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ. necessariamente: I . em estande de tiro credenciado pelo Comando do Exército. pelo interessado. A transferência de arma de fogo registrada no Comando do Exército será autorizada pela instituição e cadastrada no SIGMA. no pedido de aquisição e em cada renovação do registro. § 3º. O indeferimento do pedido deverá ser fundamentado e comunicado ao interessado em documento próprio. no mínimo.do interessado: a) nome. A declaração de que trata o inciso I do caput deverá explicitar. § 2º. Art. em nome do interessado. c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe.conhecimento básico dos componentes e partes da arma de fogo. excetuadas as obsoletas.Fabiano Samartin Fernandes 67 VII . b) endereço residencial.da arma: .

12 deste Decreto deverão ser comprovados. modelo e número de série. após autorização do SINARM. e) calibre e capacidade de cartuchos. furto ou roubo de arma de fogo ou do seu documento de registro. 16. VI e VII do art. O Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pela Polícia Federal. § 3º. h) tipo de alma (lisa ou raiada). 17. § 1º. a cada três anos. Para os efeitos do disposto no caput deste artigo considerar-se-á titular do estabelecimento ou empresa todo aquele assim definido em contrato social. o extravio. desde que seja ele o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa.do interessado: a) nome. ainda. também. data e local de nascimento. § 1º.68 AGEPOL/CENAJUR . com validade em todo o território nacional. V. b) endereço residencial. e responsável legal o designado em contrato individual de trabalho. 18. g) quantidade de canos e comprimento. o proprietário deverá. no seu local de trabalho. d) espécie. para fins de registro no SINARM. com poderes de gerência. para fins de renovação do Certificado de Registro. Art. a Polícia Federal deverá repassar as informações ao Comando do Exército. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou dependência desta. ou. A Unidade Policial deverá. filiação. imediatamente. à Unidade Policial local. No caso de arma de fogo de uso restrito. Os requisitos de que tratam os incisos IV. em quarenta e oito horas. se for o caso. O registro de arma de fogo de uso restrito. marca. para registro no SIGMA. § 2º. § 1º. Seção III Da Aquisição e Registro da Arma de Fogo de Uso Restrito Art. Nos casos previstos no caput. O proprietário de arma de fogo é obrigado a comunicar. § 2º. periodicamente. f) tipo de funcionamento. cópia do Boletim de Ocorrência. c) número e data da nota Fiscal de venda. i) quantidade de raias e sentido. e j) número de série gravado no cano da arma. Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição e registrar as armas de fogo de uso restrito. Art. remeter as informações coletadas à Polícia Federal.A Revolução Cultural na Polícia a) número do cadastro no SINARM. comunicar o ocorrido à Polícia Federal ou ao Comando do Exército. . § 2º. encaminhando. conforme o caso. bem como a sua recuperação. de que trata o caput deste artigo. As armas de que trata o caput serão cadastradas no SIGMA e no SINARM. junto à Polícia Federal. b) identificação do fabricante e do vendedor. deverá conter as seguintes informações: I .

§ 3º. II . O estabelecimento que comercializar arma de fogo de uso permitido em território nacional é obrigado a comunicar ao SINARM. f) tipo de funcionamento. só poderá ser efetuada em estabelecimento credenciado pela Polícia Federal e pelo comando do Exército que manterão um cadastro dos comerciantes. data da expedição.826. sujeitos seus responsáveis às penas prevista na lei. e) calibre e capacidade de cartuchos. de uso restrito. Quando se tratar de munição industrializada. VI e VII do art. É proibida a venda de armas de fogo. para fins de renovação do Certificado de Registro. V. c) número e data da nota Fiscal de venda. i) quantidade de raias e sentido. h) tipo de alma (lisa ou raiada). Não se aplica aos integrantes dos órgãos. munições e demais produtos controlados. d) profissão. g) quantidade de canos e comprimento. marca. Os requisitos de que tratam os incisos IV. respondendo legalmente por essas mercadorias.CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ. 12 deste Decreto deverão ser comprovados periodicamente. § 3º. de 2003. de forma precária. do Certificado de Registro de Arma de Fogo válido. Os acessórios e a quantidade de munição que cada proprietário de arma de fogo poderá adquirir serão fixados em Portaria do Ministério da Defesa. 21. Seção IV Do Comércio Especializado de Armas de Fogo e Munições Art. 6o da Lei no 10. enquanto não forem vendidas. 19. o disposto no § 3o deste artigo.Fabiano Samartin Fernandes Estatuto do Desarmamento Fabiano Samartin Fernandes 69 69 c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe. no comércio. as vendas que efetuar e a quantidade de armas em estoque. a venda ficará condicionada à apresentação pelo adquirente.da arma: a) número do cadastro no SINARM.Estatuto do Desarmamento -. § 4º. 20. A comercialização de acessórios de armas de fogo e de munições. . e f) número do Cadastro de Pessoa Física . a cada três anos. instituições e corporações mencionados nos incisos I e II do art. Art. pelo prazo de cinco anos. Art. b) identificação do fabricante e do vendedor. órgão expedidor e Unidade da Federação. O estabelecimento mencionado no caput deste artigo deverá manter à disposição da Polícia Federal e do Comando do Exército os estoques e a relação das vendas efetuadas mensalmente. ouvido o Ministério da Justiça. d) espécie. § 1º. espoletas. e ficará restrita ao calibre correspondente à arma registrada. e j) número de série gravado no cano da arma. incluídos estojos. pólvora e projéteis. junto ao Comando do Exército. mensalmente. modelo e número de série. § 2º. que ficarão registradas como de sua propriedade. e) número da cédula de identidade.

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CAPÍTULO III DO PORTE E DO TRÂNSITO DA ARMA DE FOGO Seção I Do Porte Art. 22. O Porte de Arma de Fogo de uso permitido, vinculado ao prévio cadastro e registro da arma pelo SINARM, será expedido pela Polícia Federal, em todo o território nacional, em caráter excepcional, desde que atendidos os requisitos previstos nos incisos I, II e III do §1o do art. 10 da Lei no 10.826, de 2003. Parágrafo único. A taxa estipulada para o Porte de Arma de Fogo somente será recolhida após a análise e a aprovação dos documentos apresentados. Art. 23. O Porte de Arma de Fogo é documento obrigatório para a condução da arma e deverá conter os seguintes dados: I - abrangência territorial; II - eficácia temporal; III - características da arma; IV - número do registro da arma no SINARM ou SIGMA; V - identificação do proprietário da arma; e VI - assinatura, cargo e função da autoridade concedente. Art. 24. O Porte de Arma de Fogo é pessoal, intransferível e revogável a qualquer tempo, sendo válido apenas com a apresentação do documento de identidade do portador. Art. 25. O titular do Porte de Arma de Fogo deverá comunicar imediatamente: I - a mudança de domicílio, ao órgão expedidor do Porte de Arma de Fogo; e II - o extravio, furto ou roubo da arma de fogo, à Unidade Policial mais próxima e, posteriormente, à Polícia Federal. Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo implicará na suspensão do Porte de Arma de Fogo, por prazo a ser estipulado pela autoridade concedente. Art. 26. O titular de Porte de Arma de Fogo não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos, tais como igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de eventos de qualquer natureza. § 1º. A inobservância do disposto neste artigo implicará na cassação do Porte de Arma de Fogo e na apreensão da arma, pela autoridade competente, que adotará as medidas legais pertinentes. § 2º. Aplica-se o disposto no §1o deste artigo, quando o titular do Porte de Arma de Fogo esteja portando o armamento em estado de embriaguez ou sob o efeito de drogas ou medicamentos que provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor. Art. 27. Será concedido pela Polícia Federal, nos termos do § 5o do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, o Porte de Arma de Fogo, na categoria “caçador de subsistência”, de uma arma portátil, de uso permitido, de tiro simples, com um ou dois canos, de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16, desde que o interessado comprove a efetiva necessidade em requerimento ao qual deverão ser anexados os seguintes documentos:

Estatuto do Desarmamento - Fabiano Samartin Fernandes

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I - certidão comprobatória de residência em área rural, a ser expedida por órgão municipal; II - cópia autenticada da carteira de identidade; e III - atestado de bons antecedentes. Parágrafo único. Aplicam-se ao portador do Porte de Arma de Fogo mencionado neste artigo as demais obrigações estabelecidas neste Decreto. Art. 28. O proprietário de arma de fogo de uso permitido registrada, em caso de mudança de domicílio, ou outra situação que implique no transporte da arma, deverá solicitar à Polícia Federal a expedição de Porte de Trânsito, nos termos estabelecidos em norma própria. Art. 29. Observado o princípio da reciprocidade previsto em convenções internacionais, poderá ser autorizado o Porte de Arma de Fogo pela Polícia Federal, a diplomatas de missões diplomáticas e consulares acreditadas junto ao Governo Brasileiro, e a agentes de segurança de dignitários estrangeiros durante a permanência no país, independentemente dos requisitos estabelecidos neste Decreto. Seção II Dos Atiradores, Caçadores e Colecionadores Subseção I Da Prática de Tiro Desportivo Art. 30. As agremiações esportivas e as empresas de instrução de tiro, os colecionadores, atiradores e caçadores serão registrados no Comando do Exército, ao qual caberá estabelecer normas e verificar o cumprimento das condições de segurança dos depósitos das armas de fogo, munições e equipamentos de recarga. § 1º. As armas pertencentes às entidades mencionadas no caput e seus integrantes terão autorização para porte de trânsito (guia de tráfego) a ser expedida pelo Comando do Exército. § 2º. A prática de tiro desportivo por menores de dezoito anos deverá ser autorizada judicialmente e deve restringir-se aos locais autorizados pelo Comando do Exército, utilizando arma da agremiação ou do responsável quando por este acompanhado. § 3º. A prática de tiro desportivo por maiores de dezoito anos e menores de vinte e cinco anos pode ser feita utilizando arma de sua propriedade, registrada com amparo na Lei no 9.437, de 20 de fevereiro de 1997, de agremiação ou arma registrada e cedida por outro desportista. Art. 31. A entrada de arma de fogo e munição no país, como bagagem de atletas, para competições internacionais será autorizada pelo Comando do Exército. § 1º. O Porte de Trânsito das armas a serem utilizadas por delegações estrangeiras em competição oficial de tiro no país será expedido pelo Comando do Exército. § 2º. Os responsáveis e os integrantes pelas delegações estrangeiras e brasileiras em competição oficial de tiro no país transportarão suas armas desmuniciadas. Subseção II Dos Colecionadores e Caçadores Art. 32. O Porte de Trânsito das armas de fogo de colecionadores e caçadores será expedido pelo Comando do Exército. Parágrafo único. Os colecionadores e caçadores transportarão suas armas desmuniciadas.

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Subseção III Dos Integrantes e das Instituições Mencionadas no Art. 6o da Lei no 10.826, de 2003 Art. 33. O Porte de Arma de Fogo é deferido aos militares das Forças Armadas, aos policiais federais e estaduais e do Distrito Federal, civis e militares, aos Corpos de Bombeiros Militares, bem como aos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em razão do desempenho de suas funções institucionais. § 1º. O Porte de Arma de Fogo das praças das Forças Armadas e dos Policiais e Corpos de Bombeiros Militares é regulado em norma específica, por atos dos Comandantes das Forças Singulares e dos Comandantes-Gerais das Corporações. § 2º. Os integrantes das polícias civis estaduais e das Forças Auxiliares, quando no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito, poderão portar arma de fogo fora da respectiva unidade federativa, desde que expressamente autorizados pela instituição a que pertençam, por prazo determinado, conforme estabelecido em normas próprias. Art. 34. Os órgãos, instituições e corporações mencionados nos incisos I, II, III, V e VI do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, estabelecerão, em normas próprias, os procedimentos relativos às condições para a utilização das armas de fogo de sua propriedade, ainda que fora do serviço. § 1º. As instituições mencionadas no inciso IV do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, estabelecerão em normas próprias os procedimentos relativos às condições para a utilização, em serviço, das armas de fogo de sua propriedade. § 2º. As instituições, órgãos e corporações nos procedimentos descritos no caput, disciplinarão as normas gerais de uso de arma de fogo de sua propriedade, fora do serviço, quando se tratar de locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de evento de qualquer natureza, tais como no interior de igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes, públicos e privados. Art. 35. Poderá ser autorizado, em casos excepcionais, pelo órgão competente, o uso, em serviço, de arma de fogo, de propriedade particular do integrante dos órgãos, instituições ou corporações mencionadas no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003. § 1º. A autorização mencionada no caput será regulamentada em ato próprio do órgão competente. § 2º. A arma de fogo de que trata este artigo deverá ser conduzida com o seu respectivo Certificado de Registro. Art. 36. A capacidade técnica e a aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, para os integrantes das instituições descritas nos incisos III, IV, V, VI e VII do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, serão atestadas pela própria instituição, depois de cumpridos os requisitos técnicos e psicológicos estabelecidos pela Polícia Federal. Parágrafo único. Caberá a Polícia Federal avaliar a capacidade técnica e a aptidão psicológica, bem como expedir o Porte de Arma de Fogo para os guardas portuários. Art. 37. Os integrantes das Forças Armadas e os servidores dos órgãos, instituições e corporações mencionados no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, transferidos para a reserva remunerada ou aposentados, para conservarem a autorização de Porte de Arma de Fogo de sua propriedade deverão submeter-se, a cada três anos, aos testes de avaliação da aptidão psicológica a que faz menção o inciso III do art. 4o da Lei no 10.826, de 2003.

roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. em nome das empresas de segurança privada e de transporte de valores. Art. Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição de armas de fogo e de munições para as Guardas Municipais. acessório e munições que estejam sob a guarda das empresas de segurança privada e de transporte de valores deverá ser comunicada à Polícia Federal. Cabe ao Ministério da Justiça.fiscalizar os cursos mencionados no inciso II. Não se aplicam aos integrantes da reserva não remunerada das Forças Armadas e Auxiliares. pelos empregados autorizados a portar arma de fogo. A autorização de que trata o caput é válida apenas para a utilização da arma de fogo em serviço. sob pena de responsabilização do proprietário ou diretor responsável. Subseção IV Das Empresas de Segurança Privada e de Transporte de Valores Art.fixar o currículo dos cursos de formação. A perda. para registro no SINARM. 41. Parágrafo único. É de responsabilidade das empresas de segurança privada e de transportes de valores a guarda e armazenagem das armas. Subseção V Das guardas Municipais Art. as prerrogativas mencionadas no caput. 6o da Lei no 10. nos termos da legislação específica. a relação nominal dos empregados autorizados a portar arma de fogo.fiscalizar e controlar o armamento e a munição utilizados. necessariamente. e V .826. A autorização para o uso de arma de fogo expedida pela Polícia Federal. de 2003. por qualquer motivo. § 2º. entre estabelecimentos da mesma empresa ou para empresa diversa. III . diretamente ou mediante convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados ou Prefeituras. § 1º. Art. da comprovação do preenchimento de todos os requisitos constantes do art. munições e acessórios de sua propriedade. As competências previstas nos incisos I e II deste artigo não serão objeto de convênio.Estatuto do Desarmamento .conceder autorização para o funcionamento dos cursos de formação de guardas municipais. após a ocorrência do fato.Fabiano Samartin Fernandes 73 § 1º. 39. órgãos e corporações de vinculação. nos termos do §3o do art. IV . furto.826. Será encaminhada trimestralmente à Polícia Federal. 38. no prazo máximo de vinte e quatro horas. A transferência de armas de fogo. § 3º. § 2º. de 2003: I . deverão ser previamente autorizados pela Polícia Federal. 40.conceder Porte de Arma de Fogo. será precedida. 4o da Lei no 10. O cumprimento destes requisitos será atestado pelas instituições. . II . Parágrafo único.

do art. 46. de 2003. 45. § 3º. deverá apresentar relatório circunstanciado. 47. dos acervos policiais de armas de fogo já existentes. 6o. da existência de Ouvidoria. com ou sem vítimas. O curso de formação dos profissionais das Guardas Municipais deverá conter técnicas de tiro defensivo e defesa pessoal. 6o. que terá validade máxima de cinco anos. ao Comando da Guarda Civil e ao Órgão Corregedor para justificar o motivo da utilização da arma. será concedido desde que comprovada a realização de treinamento técnico de. de 2006). § 2º. em cumprimento ao disposto no inciso VI do art.826. Art. Compete ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Justiça: I . O profissional da Guarda Municipal com Porte de Arma de Fogo deverá ser submetido. sempre que estiver envolvido em evento de disparo de arma de fogo em via pública. sessenta horas para armas de repetição e cem horas para arma semiautomática. às Guardas Municipais dos municípios que tenham criado corregedoria própria e autônoma. 48. privativos das forças policiais e forças armadas.74 AGEPOL/CENAJUR . O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para possibilitar a integração. no mínimo. de 2003.871.826.estabelecer as normas de segurança a serem observadas pelos prestadores de serviços de transporte aéreo de passageiros. O Porte de Arma de Fogo aos profissionais citados nos incisos III e IV. 44. Parágrafo único. Art. Art. para controlar o embarque de passageiros armados e fiscalizar o seu cumprimento. nos termos no §3o do art. no mínimo. para a apuração de infrações disciplinares atribuídas aos servidores integrantes do Quadro da Guarda Municipal. Art. . no âmbito da Polícia Federal.A Revolução Cultural na Polícia Art. a cada dois anos. A Polícia Federal poderá conceder Porte de Arma de Fogo. § 1º. como órgão permanente. autônomo e independente. para autorizar a aquisição e conceder o Porte de Arma de Fogo. no mínimo. sessenta e cinco por cento de conteúdo prático. FINAIS E TRANSITÓRIAS Seção I Das Disposições Gerais Art. da Lei no 10. 43. com competência para fiscalizar. auditorar e propor políticas de qualificação das atividades desenvolvidas pelos integrantes das Guardas Municipais. da Lei no 10. investigar. O Ministro da Justiça designará as autoridades policiais competentes. Art. oitenta horas ao ano. também. ao SINARM.826. O treinamento de que trata o caput desse artigo deverá ter. § 4º. Os profissionais da Guarda Municipal deverão ser submetidos a estágio de qualificação profissional por. A concessão a que se refere o caput dependerá. Não será concedido aos profissionais das Guardas Municipais Porte de Arma de Fogo de calibre restrito. 42. de 2003. (revogado pelo Decreto nº 5. a teste de capacidade psicológica e. 2o da Lei no 10. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS.

Fabiano Samartin Fernandes 75 II . integrantes das Forças Armadas e agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Art. A importação de armas de fogo. ainda.regulamentar as situações excepcionais do interesse da ordem pública. de 2003. Compete ao Comando do Exército promover a alteração do Regulamento mencionado no caput.estabelecer normas. A importação desses produtos somente será autorizada para os órgãos de segurança pública e para colecionadores. Art. 49. 6o da Lei no 10. ao Comando do Exército: I . A autorização é concedida por meio do Certificado Internacional de Importação. 144 da Constituição.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de armas. em cento e oitenta dias: a) para que todas as munições estejam acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. gravado na caixa.estabelecer as dotações em armamento e munição das corporações e órgãos previstos nos incisos II. cujos acessos são controlados. e III . ouvido o Ministério da Justiça.estabelecer. 6o da Lei no 10. c) para definir os dispositivos de segurança e identificação previstos no § 3o do art. o lote de venda e o adquirente. 51. de 2003. e IV . comércio. II . IV. Parágrafo único. 23 da Lei no 10. para os fins de segurança e proteção da aviação civil. munições e acessórios. prevista no inciso III do §1o do art. Compete. V. técnica e geral e a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. Art. contenham gravação na base dos estojos que permita identificar o fabricante.Estatuto do Desarmamento . importação. b) para que as munições comercializadas para os órgãos referidos no art. de uso restrito. e III .expedir regulamentação específica para o controle da fabricação. o Porte de Arma de Fogo a bordo de aeronaves. munições e demais produtos controlados.826. com o fim de adequá-lo aos termos deste Decreto. de 2003. 52. § 2º. 26 da Lei no 10. de 2003. A classificação legal. 50. civis e militares. trânsito e utilização de simulacros de armas de fogo. Parágrafo único. nas ações preventivas com vistas à segurança da aviação civil.826. atiradores e caçadores nas condições estabelecidas em normas específicas. ao preencherem a Licença de Importação no Sistema Integrado de Comércio Exterior . Os interessados pela importação de armas de fogo. III. os procedimentos de restrição e condução de armas por pessoas com a prerrogativa de Porte de Arma de Fogo em áreas restritas aeroportuárias. que exijam de policiais federais. em todo o território nacional. VI e VII do art. As áreas restritas aeroportuárias são aquelas destinadas à operação de um aeroporto. de uso restrito ou permitido são as constantes do Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados e sua legislação complementar. munições e acessórios de uso restrito está sujeita ao regime de licenciamento não-automático prévio ao embarque da mercadoria no exterior e dependerá da anuência do Comando do Exército. Art.826. § 1º.826. ressalvada a competência da Polícia Federal. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. conforme o art.

56. seus acessórios e peças. em caráter excepcional. 58. Art. exceto a doação para os museus das Forças Armadas e das instituições policiais. de armas de fogo. Parágrafo único. Art. § 1º. 59. O desembaraço alfandegário das armas e munições trazidas por agentes de segurança de dignitários estrangeiros. às condições estabelecidas nos arts. . com posterior comunicação ao Comando do Exército. ainda.76 AGEPOL/CENAJUR . munições ou demais produtos controlados deverá apresentar como prova da venda ou transferência do produto. § 1º. conserto. por meio do serviço postal e similares.SISCOMEX. O exportador de armas de fogo. com exceção de armações. As importações realizadas pelas Forças Armadas dependem de autorização prévia do Ministério da Defesa e serão por este controladas. § 2º.A Revolução Cultural na Polícia . A autorização das exportações enquadradas nas diretrizes de exportação de produtos de defesa rege-se por legislação específica. Considera-se autorizada a exportação quando efetivado o respectivo Registro de Exportação. O Comando do Exército poderá autorizar a entrada temporária no país. por prazo definido. Fica vedada a importação de armas de fogo. as informações relativas às importações de que trata o art. 55. por meio do serviço postal e similares. Art. 53. no que couber. deverão informar as características específicas dos produtos importados.Licença de Importação (LI). 57.SISCOMEX. O Comando do Exército autorizará a exportação de armas. das representações diplomáticas do país de origem. Art. quando for o caso. Art. munições e demais produtos controlados. 54. a importação de peças de armas de fogo. 51 e 52 deste Decreto. A importação sob o regime de admissão temporária deverá ser autorizada por meio do Certificado Internacional de Importação. ficando o desembaraço aduaneiro sujeito à satisfação desse requisito. não podendo ser doado ou vendido no território nacional. canos e ferrolho. Art. munições e acessórios para fins de demonstração. Art. exposição. § 4º. A Secretaria da Receita Federal e o Comando do Exército fornecerão à Polícia Federal. ou II . expedida por autoridade competente do país de destino. o material deverá retornar ao seu país de origem. A Receita Federal fiscalizará a entrada e saída desses produtos. a cargo do Ministério da Defesa. § 2º. no Sistema de Comércio Exterior . será feito pela Receita Federal. Fica autorizada. em visita ao país.Certificado de Usuário Final (End User). mediante requerimento do interessado ou de seus representantes legais ou. um dos seguintes documentos: I . mostruário ou testes. munições e acessórios de uso permitido e demais produtos controlados está sujeita. A importação de armas de fogo. § 3º. 54 e que devam constar do cadastro de armas do SINARM. de munições e seus componentes. expedido por autoridade competente do país de destino. Terminado o evento que motivou a importação.

após a elaboração do laudo pericial e desde que não mais interessem ao processo judicial.internação de mercadoria em entrepostos aduaneiros. VI . para destruição. O Comando do Exército cadastrará no SIGMA os dados relativos às exportações de armas. mantendo-os devidamente atualizados.826. de 2003. Art. Parágrafo único. para sua guarda até ordem judicial para destruição. 63. 64. trazidos como bagagem acompanhada ou desacompanhada. § 1º. As armas de fogo.826. V . exceto as doações de arma de fogo de valor histórico ou obsoletas para museus das Forças Armadas ou das instituições policiais. ao Comando do Exército. 62. a cargo do Comando do Exército. O desembaraço alfandegário de armas e munições.as armas de fogo. III . 61. O desembaraço alfandegário de que trata este artigo abrange: I . suas partes e peças. O Comando do Exército estabelecerá. Art. munições ou demais produtos controlados considerados de valor histórico somente serão autorizadas pelo Comando do Exército após consulta aos órgãos competentes. para participação em operações. As armas apreendidas poderão ser devolvidas pela autoridade competente aos seus legítimos proprietários se presentes os requisitos do art. por meio do serviço postal e similares.ingresso e saída de armamento e munição. § 4º. II . Fica vedada a exportação de armas de fogo. . É vedada a doação. 25 da Lei no 10. de seus acessórios e peças. IV . serão encaminhados. As exportações de armas de fogo. bem como incluir este dado no respectivo Sistema no qual foi cadastrada a arma. e VII .ingresso e saída de armamento e munição de órgãos de segurança estrangeiros. O Comando do Exército designará as Organizações Militares que ficarão incumbidas de destruir as armas que lhe forem encaminhadas para esse fim. 65.Estatuto do Desarmamento .ingresso e saída de armamento e munição de atletas brasileiros e estrangeiros inscritos em competições nacionais ou internacionais. 4o da Lei no 10. munições. § 2º.operações de importação e exportação. As armas brasonadas ou quaisquer outras de uso restrito poderão ser recolhidas ao Comando do Exército pela autoridade competente. de munição e seus componentes. acautelamento ou qualquer outra forma de cessão para órgão. Parágrafo único. O desembaraço alfandegário de armas de fogo e munição somente será autorizado após o cumprimento de normas específicas sobre marcação. de 2003.nacionalização de mercadoria entrepostadas. exercícios e instruções de natureza oficial. Art. munições e demais produtos controlados. no prazo máximo de quarenta e oito horas.Fabiano Samartin Fernandes 77 Art. sob qualquer regime. corporação ou instituição. acessórios ou munições mencionados no art. 60. peças e demais produtos controlados será autorizado pelo Comando do Exército. Art. os critérios para definição do termo “valor histórico”. § 3º. em normas específicas. Art.

as disposições do art. 31 e 32 da Lei no 10.826. alínea “b”. de 2003. § 3º. mediante alvará judicial. deverá ser feita na Polícia Federal ou em órgãos por ela credenciados.78 AGEPOL/CENAJUR . Presumir-se-á a boa-fé dos possuidores e proprietários de armas de fogo que se enquadrem na hipótese do art.826. 69. acessório ou munição. a arma deverá permanecer sob a guarda e responsabilidade do administrador da herança ou curador. Será aplicada pelo órgão competente pela fiscalização multa no valor de: I . depositada em local seguro. 13 da Lei no 10. bem como o procedimento para pagamento. e b) à empresa de produção ou comércio de armamentos. munições e explosivos deverá ser encaminhada diretamente ao órgão controlador da Polícia Federal ou do Comando do Exército. o administrador da herança ou curador. A inobservância do disposto no §2o deste artigo implicará na apreensão da arma pela autoridade competente aplicando-se ao administrador da herança ou ao curador. munição ou acessórios. fluvial ou lacustre que permita o transporte de arma de fogo. § 1º. O administrador da herança ou o curador comunicará ao SINARM ou ao SIGMA. 68. 32 da Lei no 10. por qualquer meio. de 2003. aplicando-se ao herdeiro ou interessado na aquisição. conforme o caso.00 (cem mil reais): a) à empresa de transporte aéreo.826. Art.826. deverá providenciar a transferência da propriedade da arma. as disposições do art. ferroviário. a morte ou interdição do proprietário da arma de fogo. Seção II Das Disposições Finais e Transitórias Art. Os recursos financeiros necessários para o cumprimento do disposto nos arts. Nos casos de falecimento ou interdição do proprietário de arma de fogo. de 2003. 71. marítimo. e . rodoviário. 31 e 32 da Lei no 10. marítimo. 66. acessórios e munição.000. 31 e 32 da Lei no 10. Nos casos previstos no caput deste artigo.R$ 200. Art. Art. 70. na reincidência da hipótese mencionada no inciso I. Parágrafo único. será fixado pelo Ministério da Justiça. 12 deste Decreto. de que tratam os arts. de 2003. e b) à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade estimulando a venda e o uso indiscriminado de armas de fogo. sem prejuízo das sanções penais cabíveis: a) à empresa de transporte aéreo. rodoviário.00 (duzentos mil reais). A solicitação de informações sobre a origem de armas de fogo. se não constar do SINARM qualquer registro que aponte a origem ilícita da arma.R$ 100. de 2003. II . fluvial ou lacustre que deliberadamente. promova ou facilite o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. A entrega da arma de fogo. exceto nas publicações especializadas. 67. Art. O valor da indenização de que tratam os arts. sem a devida autorização. conforme o caso. até a expedição do Certificado de Registro e entrega ao novo proprietário. ferroviário.000. serão custeados por dotação específica constante do orçamento do Departamento de Polícia Federal.A Revolução Cultural na Polícia Art. ou com inobservância das normas de segurança.826. faça. § 2º.

Art. Art. restringir-se-á a duas armas. do inciso II. 2. 183º da Independência e 116º da República. ou II . 76. das armas de fogo apreendidas e recolhidas na vigência da Lei no 9. 11 da Lei no 10. do inciso I. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. de 2003: I . 1º de julho de 2004. Ficam revogados os Decretos nos 2. nos termos do art. de 20 de junho de 1983. Será isento do pagamento das taxas mencionadas no caput. quando se tratar de arma de fogo de propriedade particular. de 2003.A.222. 6o. de 23 de dezembro de 1999.. quando deixar de apresentar.00 (trezentos mil reais). na hipótese de reincidência da conduta prevista na alínea “a”. Art. a listagem atualizada de seus empregados. 7o. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho . § 1º.826. e 3.semestralmente. As receitas destinadas ao SINARM serão recolhidas ao Banco do Brasil S.a documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. III. na conta “Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal”. Art.826.437. 27 deste Decreto. § 2º. §§ 2o e 3o. 75. de 2003. de 20 de fevereiro de 1997.Fabiano Samartin Fernandes 79 III .R$ 300.000. sem prejuízo das sanções penais cabíveis.Estatuto do Desarmamento .826. ao SINARM. 74.305. V.102. Parágrafo único. 73. Serão concluídos em sessenta dias. de 8 de maio de 1997. 4o da Lei no 10. da Lei no 10.826.532. o “caçador de subsistência” assim reconhecido nos termos do art. Brasília. a partir da publicação deste Decreto. quanto aos empregados que portarão arma de fogo. 23 da Lei no 7. II. 11 da Lei no 10. 77. de 2003. em andamento no Comando do Exército. Art. A isenção das taxas para os integrantes dos órgãos mencionados no caput. Os recursos arrecadados em razão das taxas e das sanções pecuniárias de caráter administrativo previstas neste Decreto serão aplicados na forma prevista no § 1o do art. dos integrantes dos órgãos mencionados nos incisos I. de 30 de março de 1998. os processos de doação. A empresa de segurança e de transporte de valores ficará sujeita às penalidades de que trata o art. IV. Art. 72. Não serão cobradas as taxas previstas no art. e nas alíneas “a” e “b”. VI e VII do art.

826. estabelece a competência do Comandante-Geral para exercer as atividades previstas na legislação em vigor. de 1º de julho de 2004. Considerando que a Lei Estadual nº 7. II . O Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia.123. de 17 de janeiro de 2005.990. define crimes e dá outras providências. III – carga pessoal pertencente à PMBA. posse e comercialização de armas de fogo e munições. Considerando que a Lei Federal nº 10. Esta Portaria destina-se a regular os procedimentos relativos ao porte. que define a quantidade de munição e acessórios que cada proprietário de arma de fogo pode adquirir.123. de 1º de julho de 2004. sobre o Sistema Nacional de Armas – SINARM. Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências. registro e cadastro de armas de fogo: I – pertencentes ao patrimônio da PMBA. a qual aprovou o Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia. . bem como para delegá-las. em seu artigo 33. considera-se OPM a Unidade até o nível de Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) ou equivalente. Considerando que o Decreto Federal nº 5.80 AGEPOL/CENAJUR . as seguintes normas: CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. Art.884. para conhecimento geral e devida execução por parte dos militares estaduais. em seu artigo 155. de 12 de maio de 2004.A Revolução Cultural na Polícia POLÍCIA MILITAR DA BAHIA GABINETE DO COMANDANTE-GERAL PORTARIA Nº 035-CG. constantes de seus registros próprios. bem como a aquisição e transferência de propriedade de armas. R E S O L V E baixar. § único. sendo regulamentada pelo Decreto nº 5. 2°. § 1º. de 22 de dezembro de 2003 – alterada pela Lei Federal nº 10. alínea “e”. de 27 de dezembro de 2001. 1°. e pela Lei Federal nº 10. Para os efeitos desta Portaria. estabeleceu a competência do Comandante-Geral da Polícia Militar para regular por meio de norma específica o porte de armas de fogo por militares estaduais. munições e coletes de militares estaduais.867. de 17 de junho de 2004 – estabeleceu condições para o registro. DE 07 DE SETEMBRO DE 2005. IV – particulares.de uso permitido dos militares estaduais. Considerando as disposições da Portaria Normativa nº 40-MD.

semi-carregados ou carregados a chumbo granulado. 9 Luger. cuja munição comum tenha. petrechos e munições de uso permitido: I . acessórios e equipamentos iguais ou que possuam alguma semelhança no que diz respeito ao emprego tático. com calibre igual ou inferior a 6 (seis) milímetros e suas munições de uso permitido.22-250. cuja munição comum tenha. do material bélico utilizado pelas Forças Armadas nacionais. possuem características que só as tornem aptas para emprego militar ou policial. .32-20. com comprimento de cano igual ou maior do que 24 (vinte e quatro) polegadas ou 610 (seiscentos e dez) milímetros.32 Auto. acessórios e equipamentos que. 30-06. por exemplo.25 Auto.22 LR.000 (mil) libras-pé ou 1.357 Magnum. energia superior a 300 (trezentas) libras-pé ou 407 (quatrocentos e sete) Joules e suas munições como por exemplo.equipamentos de proteção balística contra armas de fogo portáteis ou de porte de uso permitido tais como coletes. X .armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola.armas de fogo longas raiadas. de repetição ou semi-automáticas. na saída do cano. . na saída do cano. . calibre 12 ou inferior.blindagens balísticas para munições de uso permitido.38 Super Auto. . II . e suas munições de uso permitido. de repetição ou semi-automáticas.armas de fogo de alma lisa.45 Auto.armas.Estatuto do Desarmamento .armas de fogo curtas. .38 SPL e . destinados a armas de fogo de alma lisa de calibre permitido. acessórios.32 S&W. IX . energia de até 300 (trezentas) libras-pé ou 407 (quatrocentos e sete) Joules e suas munições como. capacetes. acessórios. V . III .armas.44 SPL. petrechos e munições de uso restrito: I . munições. .308 Winchester.45 Colt e .armas para uso industrial ou que utilizem projéteis anestésicos para uso veterinário.000 (mil) libras-pé ou 1.375 Winchester e . 7 Mauser.243 Winchester. . V . IV .44-40. cuja munição comum tenha. os calibres . os calibres .380 Auto. os calibres .223 Remington. 4°.22 LR.40 S&W.armas que tenham por finalidade dar partida em competições desportivas que utilizem cartuchos contendo exclusivamente pólvora. na saída do cano. escudos. São armas. VI . III .armas de fogo curtas. .cartuchos vazios. de repetição ou semi-automáticas. por exemplo. 7.38-40 e . . conhecidos como “cartuchos-de-caça”. VIII . por exemplo. . XI . etc.44 Magnum. .270 Winchester.357 Magnum. não sendo iguais ou similares ao material bélico usado pelas Forças Armadas nacionais. . II . . energia de até 1. . cuja munição comum tenha. VII . 3°.62 x 39. estratégico e técnico. energia superior a 1. Art.355 (mil trezentos e cinqüenta e cinco) Joules e suas munições como. munições. . .Fabiano Samartin Fernandes 81 CAPÍTULO II Da Classificação das Armas de Fogo Art.veículo de passeio blindado. IV .armas de fogo longas raiadas.355 (mil trezentos e cinqüenta e cinco) Joules e suas munições como.armas de fogo automáticas de qualquer calibre. . São armas.dispositivos óticos de pontaria com aumento menor do que 6 (seis) vezes e diâmetro da objetiva menor que 36 (trinta e seis) milímetros. os calibres . na saída do cano. .44 Magnum.

As armas de fogo adquiridas pela PMBA serão registradas na Unidade de Equipamentos Estratégicos (UEE) do Departamento de Apoio Logístico (DAL). tais como projéteis explosivos ou venenosos. periscópios. 6º. X .armas de fogo de alma lisa de calibre superior ao 12 e suas munições. a qual manterá banco de dados visando ao controle eficaz de tais armas.armas de fogo dissimuladas. cujos efeitos sobre a pessoa atingida sejam de aumentar consideravelmente os danos. que servem para amortecer o estampido ou a chama do tiro e também os que modificam as condições de emprego. Art. simulacro do fuzil 7.munições ou dispositivos com efeitos pirotécnicos.62mm. mas que escondem uma arma. XIII . XVII . os quebra-chamas e outros. As quantidades e tipos de armamentos.armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola. como os silenciadores de tiro.A Revolução Cultural na Polícia VI . canetasrevólver. XI . XIX . independentemente daquelas definidas pela PMBA. Parágrafo único.equipamentos de proteção balística contra armas de fogo portáteis ou de porte de uso restrito tais como coletes. lunetas etc. com calibre superior a 6 (seis) milímetros.armas e dispositivos que lancem agentes de guerra química ou gás agressivo e suas munições. capacetes etc. VII . XV . para sua utilização.dispositivos que constituam acessórios de armas e que tenham por objetivo dificultar a localização da arma. XIV .dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro meio de marcar o alvo.dispositivos ópticos de pontaria com aumento igual ou maior do que 6 (seis) vezes e diâmetro da objetiva igual ou maior do que 36 (trinta e seis) milímetros. que disparem projéteis de qualquer natureza. os quais serão confeccionados em documentos oficiais de caráter permanente. O banco de dados acima referido será estruturado com as informações exigidas pelo Comando do Exército.armas de fogo de alma lisa de calibre 12 ou maior com comprimento de cano menor que 24 (vinte e quatro) polegadas ou 610 (seiscentos e dez) milímetros. FAL. CAPÍTULO III Do Registro e do Cadastro das Armas de Fogo Pertencentes ao Patrimônio da PMBA Art. por intermédio da UEE.arma a ar comprimido.blindagens balísticas para munições de uso restrito. XVI . conceituadas como tais os dispositivos com aparência de objetos inofensivos. serão previamente definidos pelo DAL. . tais como bengalas-pistola. As armas de fogo de porte e portáteis pertencentes ao patrimônio da PMBA serão cadastradas no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA). VIII . escudos. que tenham por finalidade o controle do seu material bélico. Parágrafo único. M964. IX . XXI . XX .82 AGEPOL/CENAJUR . e semelhantes.munições com projéteis que contenham elementos químicos agressivos. ou dispositivos similares capazes de provocar incêndios ou explosões.espadas e espadins utilizados pelas Forças Armadas e Forças Auxiliares. tais como os bocais lança-granadas e outros. XVIII . 5º. XII .equipamentos para visão noturna tais como óculos.veículos blindados de emprego civil ou militar. que manterá o controle desses registros. de coletes balísticos e de munições a serem adquiridos pela PMBA.

b) posto / graduação e matrícula. II .826/03.123/2004. adquiridas no comércio ou na indústria. 7º. nos termos do parágrafo único do artigo 2º da Lei nº 10. na própria Polícia Militar. deve ser publicada em BGR para controle da UEE. O Comandante-Geral. § 2º. 9º. O militar estadual colecionador. atirador ou caçador deverá registrar sua arma no Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 6ª Região Militar (SFPC/6ª RM). CAPÍTULO V Da Expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) SEÇÃO I Da Expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo Pertencente a Militar Estadual Art. g) BGR que publicou a aquisição. ficando delegada esta atribuição ao DAL.do cadastro da arma de fogo: a) número seqüencial do formulário. nos termos do artigo 3º do Decreto nº 5.do militar estadual: a) nome. utilizando-se de banco de dados. e) validade (três anos da data de emissão). As alterações de características (calibre. O CRAF será expedido com base no cadastro da UEE e deverá conter os seguintes dados: I . excetuadas as armas de fogo registradas no SFPC/6ª RM. conforme Anexo “A”.Fabiano Samartin Fernandes 83 CAPÍTULO IV Do Registro e do Cadastro das Armas de Fogo Pertencentes aos Militares Estaduais Art. c) Registro Geral (RG). c) denominação do documento. § 4º. 8º. As armas de fogo de uso permitido pertencentes aos militares estaduais serão registradas. procedidas com a devida autorização do SFPC/6ª RM (a ser obtida pessoalmente pelo interessado). III . O cadastro das armas particulares dos militares estaduais será realizado pela UEE. nome e assinatura da autoridade militar estadual competente para a expedição. para publicação em Boletim Geral Reservado (BGR) para controle da UEE. comprimento do cano. e deverá encaminhar cópia do registro.Estatuto do Desarmamento . d) data da emissão. A UEE deverá expedir o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) referente às armas de fogo de uso permitido pertencentes aos militares estaduais. § 1º. b) número do cadastro. Art. a qual será cadastrada no SIGMA. § 3º. via cadeia de comando. é a autoridade competente para expedir o registro próprio das armas de fogo de que trata este artigo. capacidade e/ou acabamento) das armas de fogo de propriedade de militares estaduais.da arma de fogo: . f) posto. órgão expedidor e Unidade da Federação (UF).

15. IV – a inscrição: “De acordo com a Lei Federal nº 10. e) número.826. da Lei Estadual n.quando de serviço com arma da PMBA. 10. a OPM deverá recolher o CRAF expedido pela PMBA. SEÇÃO III Dos Militares Estaduais Exonerados ou Demitidos Art. as seguintes regras: I .° 7. proprietária de arma de fogo. f) comprimento do cano. é inerente ao militar estadual do serviço ativo. b) marca. 14. salvo quando em serviço e autorizado. atualizando o seu cadastro. A pessoa admitida na PMBA. mediante apresentação da Cédula de Identidade Funcional. durante a sua freqüência. aplicar-se-lhe-á o disposto nesta Seção. caso venha a ser demitido da PMBA.quando de folga com arma da PMBA. não poderão transitar portando arma de fogo. 13. permanecerá com o CRAF e. bem como a de uso restrito pertencente à PMBA. de ofício.A Revolução Cultural na Polícia a) espécie (tipo). Na hipótese de exoneração ou demissão do militar estadual. deverá. II . SEÇÃO II Das Pessoas que Ingressam na Carreira Policial-Militar Possuindo Arma de Fogo Art. juntamente com a respectiva Planilha de Alteração de Cadastro de Arma de Fogo (Anexo “B”). após a devida publicação do cadastro em Boletim Geral Ostensivo ou Reservado. Art. de 22/12/03. . 12.123. À UEE caberá: I . d) calibre. e com o Decreto Federal nº 5.84 AGEPOL/CENAJUR . g) capacidade de cartuchos. CAPÍTULO VI Do Porte de Arma de Fogo por Militares Estaduais Art. Os Alunos do Curso de Formação de Soldados PM. por intermédio da OPM responsável pela realização do respectivo curso de formação ou estágio. obrigatoriamente. deverá portar a Cédula de Identidade Funcional e a Autorização de Carga de Arma de Fogo (Anexo “C”). cadastrá-la na UEE. O militar estadual agregado nos termos do artigo 196. c) modelo. encaminhando-o à UEE. de 01/07/04”.expedir. Art. de 27/12/01. certidão de origem da arma de fogo para o fim de regularização no órgão competente da Polícia Federal.cancelar o CRAF. que providenciará a expedição do CRAF da Polícia Militar.990. O porte de arma de fogo de uso permitido. Art. deverá portar a Cédula de Identidade Funcional. do CPF e da cédula de identidade (RG). restrito aos limites territoriais do Estado. mediante apresentação de cópia autenticada do comprovante de residência. observando-se. conforme o caso. §3°. 11. h) número do cadastro. II .

Estatuto do Desarmamento . Art. Comandante. A autorização para porte de arma de fogo em outra unidade federativa será expedida ao militar estadual inativo pela autoridade competente. não superior a 1 (um) ano e. Os militares estaduais da reserva remunerada ou reformados terão a autorização para porte de arma particular expedida pelo Comandante-Geral. 18. Art. II – validade. no máximo. Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policialmilitar competente para autorizar: I . Art. fora dos limites territoriais do Estado. a juízo da autoridade que as concedeu. 17. “d”. 20.quando de serviço ou de folga com arma particular.a utilização da arma particular em serviço. II .a carga de arma de fogo pertencente à PMBA. conforme indicado no artigo anterior. Art. além da documentação anteriormente mencionada. quando deverão ser submetidos à avaliação psicológica para o manuseio de arma de fogo pelos órgãos responsáveis pela atividade na PM. A autorização para o porte de arma de fogo em outra unidade federativa ocorrerá quando o militar estadual estiver no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito. sendo concedida por prazo determinado. o prazo descrito neste artigo será ampliado até o término desta. e somente para arma de porte. não superior a 1 (um) ano. c) alíneas “a”.quanto ao período. Art. O Coordenador. “g” e “h” do inciso III. Nos casos de cumprimento de missão institucional. e assim sucessivamente. “c” e “d” do inciso I. As autorizações mencionadas neste artigo podem ser revogadas a qualquer tempo.Fabiano Samartin Fernandes 85 III . . deverá portar. pelo prazo de 3 (três) anos. A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos deverá conter os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “a”. Somente será concedida autorização para porte de arma de fogo de propriedade da PMBA. § 1º. “c”. na condição de Oficial deverá portar a Cédula de Identidade Funcional e o CRAF (Anexo “A”). quando se tratar de arma particular de porte. no máximo 50 (cinqüenta). sob responsabilidade do DA. “e”. 50 (cinqüenta) cartuchos do mesmo calibre (Anexo “D”). o Porte de Arma de Praça (Anexo A1). observando-se os requisitos mencionados no caput do artigo 18: I . “b”. para fins de serviço policial-militar. II . O trânsito compreende todas as demais situações em que o militar estadual não esteja exercendo funções institucionais. para a renovação do respectivo porte (Anexo “E”). Parágrafo único. 16. § 3º. devendo a referida autorização ser publicada em BGR. § 2º. na condição de Praça. o militar estadual poderá levar consigo. b) alíneas “a” e “b” do inciso II. 19.quanto à quantidade de cartuchos.

c) alíneas “a”.123/2004”. está autorizado a portar. V . não terá a carga da referida arma. § 3º. conforme modelo constante do Anexo “C”. Comandante. Tal autorização deverá ser publicada em BIR. “e”. b) alíneas “a” e “b” do inciso II.a inscrição: “O portador. Por ocasião da autorização para a carga pessoal de arma de fogo pertencente à PMBA.validade. 23. Caso contrário. Art. está autorizado a portar a arma acima descrita. VII – a inscrição: “O portador. o extravio da arma guardada no interior de armários de alojamentos ou vestiários e veículos não excluirá a responsabilidade do possuidor. IV . mediante solicitação fundamentada do militar estadual. o militar estadual deverá assinar o Termo de Responsabilidade (Anexo “F”) juntamente com duas testemunhas. VI – indicação do número do BIR que autorizou a carga. em virtude de evento de qualquer natureza. Para fins desta norma. “f ” e “g” do inciso III.86 AGEPOL/CENAJUR . não poderá portar arma de fogo em locais onde haja aglomeração de pessoas. A Autorização de Carga de Arma de Fogo deverá conter os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “c” e “d” do inciso I. como carga individual. Art. A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos somente será válida com a apresentação da Cédula de Identidade da PMBA e do CRAF. VIII – a indicação de que a Autorização de Carga de Arma de Fogo somente será válida com a apresentação da identidade funcional da PMBA. patrimônio da PMBA. fora de serviço. O Coordenador. Comandante. identificado pela Cédula de Identidade da PMBA. § 4º. Caso o militar estadual que já tenha a Autorização de Carga de Arma de Fogo se recuse a assinar o Termo de Responsabilidade.A Revolução Cultural na Polícia III – assinatura do Comandante-Geral.indicação do número de patrimônio da arma. o qual deverá ser numerado pela OPM. Diretor ou Chefe de OPM. responsabilizando-se por sua guarda. a arma acima descrita. CAPÍTULO VII Da Autorização de Carga Pessoal de Arma de Fogo Pertencente ao Patrimônio da PMBA Art. O Praça. § 2º. IV . terá cancelada a autorização e recolhida a arma. “d”. Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policial-militar competente para autorizar. V . O militar estadual possuidor de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA deverá zelar por sua manutenção de primeiro escalão e conservação. nos termos do Decreto Federal nº 5. III . . Coordenador. identificado pela identidade funcional da PMBA. II – o número da autorização. Coordenador. salvo autorização expressa do Comandante-Geral. Parágrafo único.indicação do número do Boletim Geral Reservado que autorizou o porte. a carga pessoal de arma de fogo de porte pertencente ao patrimônio da PMBA. nos termos do Decreto Federal nº 5.assinatura do Coordenador. § 1º. “c”. 22. “b”.123/2004”. 21.

após a devida apuração.40. Caberá. desde que o interessado ainda não tenha sido habilitado ao uso da pistola semi-automática Cal. encontrar-se no comportamento “Mau”. o possuidor deverá restituir a arma à reserva de armas da OPM. referente à arma de porte. 24. Terá revogada a autorização de carga pessoal de arma de fogo. por 1 (um) ano. Comandante. podendo. 26. imperícia ou imprudência. a suspensão cautelar de carga de arma de fogo ao militar estadual que dela fizer uso irregular. observados os critérios de conveniência e de oportunidade. A autorização de carga pessoal de arma de fogo de porte. pertencente ao patrimônio da PMBA. semi-automática. Terá suspensa a autorização de carga pessoal de arma de fogo: 1. Diretor ou Chefe da OPM. quando ingressar no comportamento “Mau”. caso não possua arma de fogo de porte particular. estiver regularmente matriculado em curso de formação. não elide a eventual aplicação das sanções disciplinares por infrações administrativas praticadas. 4. Comandante. Coordenador. constitui ato discricionário do Coordenador. excepcionalmente. furtada.Fabiano Samartin Fernandes 87 Art. independentemente das medidas disciplinares cabíveis ao caso. supervisionado por Oficial . A Autorização para Carga Pessoal de Arma de Fogo. tiver arma de fogo da PMBA roubada. for considerado responsável pela perda do armamento. ou extraviada e. § 1º. Diretor ou Chefe de OPM. a critério do Coordenador. Não será concedida autorização de carga pessoal de arma de fogo ao militar estadual que: 1. por 1 (um) ano. 2. 25. Art. o militar estadual que disparar arma de fogo por negligência. somente será expedida ao militar estadual que efetuar. alcoolizado ou embriagado com qualquer bebida alcoólica ou substância entorpecente. 6. estiver em estágio probatório. o militar estadual que for surpreendido portando arma de fogo. o militar estadual que: 1. § 3º. 2. após análise do pedido. por escrito. 5. o militar estadual que incidir na prática concomitante das infrações constantes dos itens 3 e 4 acima. ou que reincidir em uma delas. Nos casos de afastamentos superiores a 8 (oito) dias. cinqüenta tiros com arma semelhante. em estande da PMBA. devidamente fundamentado pelo interessado. § 2º. 2. no mínimo. furto ou extravio da arma de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade. Diretor ou Chefe de OPM.Estatuto do Desarmamento . A suspensão ou revogação da autorização de carga pessoal de arma de fogo não constitui medida punitiva e. a critério do Coordenador. § 4º. § 5º. o militar estadual ao qual for prescrita recomendação médica de proibição ou restrição quanto ao uso de arma de fogo. 3. de serviço. . Art. ainda que a apuração administrativa esteja em instrução. portanto. Comandante. definitivamente. portá-la em atividade extraprofissional. permanecer com ela. podendo ser revogada a qualquer tempo. de folga ou em trânsito. 3. pelo período em que perdurar a apuração de roubo. pelo período em que perdurar a situação. em caráter definitivo.

conforme Anexo “G”. como arma principal ou sobressalente. bem como as despesas decorrentes de danos. É proibida a autorização de carga pessoal de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA ao militar estadual inativo e ao militar estadual agregado por deserção. à OPM de origem. devidamente registrada na UEE. inclusive. Para autorização do uso de arma particular em serviço. deverá constar no Relatório de Serviço Específico ou em relatório próprio de serviço da OPM. Diretor ou Chefe de OPM. desde que esta corresponda aos padrões e características das armas de fogo de uso permitido constantes da dotação prevista para a PMBA. dentro dos limites territoriais do Estado da Bahia. As providências para a liberação de arma particular apreendida utilizada em serviço. § 2º. nos termos da normatização específica. uma das instituições de ensino da PMBA).. 30. quando do envolvimento em ocorrência policial. § 2º. devidamente registrada no SFPC/6ª RM. de porte e uso permitidos. pertencente ao militar estadual. obstando o uso de armas obsoletas e dirigindo eventuais dúvidas à UEE. que com esta ocorrerem. Comandante. prevendo-se. ficarão por conta do proprietário. juntamente com a da PMBA. escolta armada.88 AGEPOL/CENAJUR . O militar estadual movimentado deverá devolver a arma da PMBA. Mediante autorização do Coordenador. que tiver como carga. O transporte de arma de fogo portátil. pelo menos. para o sistema de segurança do armamento (barra de percussão). Art. considerado “Apto” no Teste de Aptidão de Tiro (TAT). O transporte de armamento pertencente à PMBA deve ser realizado de acordo com o Plano de Segurança da respectiva OPM. em substituição à arma da PMBA e/ ou como arma sobressalente. § 4º. Comandante. a ser definida em razão da quantidade e características das armas a serem transportadas. os Comandantes. expressamente. será expedida pelo respectivo Coordenador. CAPÍTULO IX Do Transporte de Armas de Fogo Art. Art. .A Revolução Cultural na Polícia Instrutor de Tiro (pertencente ao corpo docente de. § 3º. Diretor ou Chefe de OPM. § 1º. o militar estadual poderá utilizar em serviço arma de fogo de sua propriedade. § 3º. 27. § 1º. 28. É vedada a remessa de armamento via malote ou Correio. acusar ciência da necessidade de apresentação dessa arma. O militar estadual que utilizar arma particular em serviço deverá. que avaliará a habilidade no manuseio e desmontagem correspondente à manutenção de primeiro escalão. A autorização para transporte de arma de fogo portátil de uso permitido. a qual deverá ser publicada em BIR. ao final. fica condicionado à expedição da respectiva guia de tráfego pela Região Militar. sendo. A autorização para emprego no serviço operacional de arma de fogo de uso permitido. pertencente a militar estadual. além da correspondência à dotação da PMBA. Diretores ou Chefes de OPM deverão atentar. extravio etc. 29. CAPÍTULO VIII Do Uso em Serviço de Arma de Fogo Particular Art.

nos termos do artigo 48 do Decreto Federal nº 5. A OPM a que pertença militar estadual cuja arma de fogo particular foi apreendida ou localizada deverá publicar tal ato em BIR. até que cessem os motivos do impedimento ou até que a propriedade da arma seja transferida para outrem. legalmente apreendidas. As OPMs deverão comunicar à UEE. caso tenha. 36.Estatuto do Desarmamento . Diretor ou Chefe de OPM designará Oficial da Unidade para o devido acompanhamento de procedimentos administrativos. a qual ficará guardada na reserva de armas da OPM. 33. se a OPM houver sido extinta. a apreensão ou localização de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA ou pertencente a militar estadual. Diretor ou Chefe da última OPM ou da OPM detentora do Assentamento Individual. tenha ciência de situação psicológica que o impeça de portar arma de fogo. a qual ficará guardada na reserva de armas de sua OPM. por meio de laudo técnico. Comandante. em aeronaves que efetuem transporte público. promoverá o recolhimento imediato da arma patrimoniada pela PMBA. conforme o caso. O embarque de militares estaduais ativos ou inativos. As armas de fogo e munições. da qual o militar estadual enfermo tenha carga pessoal e também da arma particular. da situação psicológica de subordinado que. 34. visando a que estas sejam reintegradas no patrimônio da Corporação. o mais breve possível. Art. O Coordenador. Comandante. adotará as medidas necessárias ao recolhimento dessa arma particular. de militar estadual inativo proprietário de arma de fogo que. Diretor ou Chefe de OPM ao tomar ciência. Art. 35. 32. Diretor ou Chefe competente para adoção das medidas de polícia judiciária militar e/ou administrativo-disciplinares cabíveis. nos casos de cometimento de crime militar e/ou transgressão disciplinar ou ao órgão policial civil competente (Circunscrição Policial). determine restrição ao uso de arma de fogo. até que cessem os motivos do impedimento ou até que a propriedade da arma seja transferida para outrem. policiais ou judiciais que envolvam armas da PMBA apreendidas. por meio de laudo médico. A OPM detentora da arma de fogo apreendida ou localizada deverá publicar tal ato em BIR. observando o disposto nas normas para controle de material bélico das polícias militares e corpos de bombeiros militares.Fabiano Samartin Fernandes 89 Art. com arma de fogo. Comandante. O Coordenador. 31. CAPÍTULO XI Do Recolhimento de Arma de Fogo de Militar Estadual Inapto Art. Art. § 2º.123/2004. observando-se as formalidades legais. nos casos de cometimento de crime comum. observando-se as formalidades legais. § 1º. CAPÍTULO X Das Armas de Fogo Apreendidas Art. expressamente. Comandante. o mais rapidamente possível. . O Coordenador. obedecerá às normas baixadas pelo órgão competente. serão encaminhadas ao Coordenador. para fins de atualização de cadastro e comunicação ao SINARM ou SIGMA.

será procedida.descrição de como ocorreram os fatos.anexar boletins de ocorrência (BOPM e BOPC). de arma de fogo produto de apreensão e à disposição da Justiça.A Revolução Cultural na Polícia Parágrafo único. sendo tal ato publicado em BIO ou BIR. a) concluindo que o militar estadual (que assinou o Termo de Responsabilidade – Anexo “F”) não estava em serviço quando da perda da arma. sem prejuízo de outras medidas cabíveis. além de se fazer os registros pertinentes na Circunscrição Policial.90 AGEPOL/CENAJUR .local exato (rua. a devida indenização à Fazenda Pública estadual. 38. . Estado etc. Furto ou Roubo de Arma de Fogo de Porte Pertencente à PMBA. de arma de fogo objeto de carga pessoal. A OPM detentora da arma da PMBA extraviada. a qual se incumbirá de fazer os registros necessários e comunicar ao SIGMA. devendo constar em tal comunicação: I . III . cidade. devendo ser entregue a familiar ou a representante legal do militar estadual uma cópia desse documento. Fica vedada a carga. para uso policial militar ou particular. As OPMs que tiverem militares estaduais na situação mencionada no caput deste artigo deverão encaminhar documentação à UEE. Art. para que seja procedida tal revogação. Art. roubo ou furto. será lavrado o Termo de Recolhimento (Anexo “H”). independentemente de culpa ou dolo.). II . b) se for comprovado que a perda da arma ocorreu em serviço. Art. Parágrafo único. a contar da solução do feito investigatório. vinculada a processo em andamento ou findo. a título de posse provisória. data e hora dos fatos. arrolando testemunhas. O órgão da PMBA que expedir o laudo médico deverá encaminhar uma cópia deste para a última OPM do militar estadual inativo ou à OPM detentora de seu Assentamento Individual. Ocorrendo extravio. II . nº. ato que deverá ser publicado em BGO ou BGR. O militar estadual com restrição de uso de arma de fogo que se recusar a entregar sua arma particular à autoridade policial-militar competente terá o seu porte de Arma de Fogo revogado. civil e disciplinar. 40. será avaliada a responsabilidade civil (culpa ou dolo) ao término do feito investigatório. Quando do recolhimento da arma particular do militar estadual nas situações descritas nos artigos anteriores deste Capítulo. 41.comunicar o fato à UEE.instaurar feito investigatório para a apuração da responsabilidade penal. CAPÍTULO XII Das Armas Apreendidas e à Disposição da Justiça Art. nas suas formas simples ou qualificadas. em até 3 (três) meses. bairro. 37. devendo-se observar o previsto no artigo 3º das Disposições Transitórias desta Portaria. 39. o possuidor deverá comunicar imediatamente o ocorrido ao seu Comandante. CAPÍTULO XIII Do Extravio. roubada ou furtada deverá: I . Art.

de acordo com o disposto nas normas para controle de material bélico das polícias militares e corpos de bombeiros militares. III .Estatuto do Desarmamento . Quando do roubo. cabendo à UEE fazer a atualização do cadastro desta arma. proibidas a menores de 18 (dezoito) anos. o militar estadual somente poderá adquirir outra. furto ou extravio de arma de fogo. esta será encaminhada à SFPC/6. CAPÍTULO XIV Do Extravio. o disposto na alínea “d” deste artigo. permuta ou doação. dentro do limite fixado nesta Portaria. Ocorrendo roubo. extravio. não se aplicando. CAPÍTULO XV Da Aquisição de Armas de Fogo. para a devida destinação. depois de comprovado o fato perante a autoridade policial-militar competente. Parágrafo único. furto ou roubo. a OPM do militar estadual também deverá ser comunicada sobre a recuperação da mencionada arma.duas armas de caça de alma raiada ou duas de tiro ao alvo.Fabiano Samartin Fernandes 91 c) encontrada a arma. neste caso.duas armas de caça de alma lisa. com calibre menor ou igual a 6 mm e que atiram setas metálicas. e) nos casos em que a arma recuperada. remetendo-se cópia da planilha de alteração de cadastro de arma de fogo (Anexo “B”) à UEE. além de ser feito o devido registro na Circunscrição Policial competente. espingardas ou carabinas de pressão por mola. Art. Art. independentemente de autorização. bem como quando da recuperação da arma particular do militar estadual. 45. Furto ou Roubo de Arma de Fogo de Porte Particular Art. Além do previsto no artigo 34 desta Portaria. II . o fato deverá ser comunicado imediatamente a seu comandante e publicado em BIR. Munições e Coletes SEÇÃO I Dos Limites de Aquisição e Propriedade de Armas de Fogo Art. d) após a reinclusão da arma ao patrimônio da PMBA. poderá ter a propriedade: I .duas armas de porte. respeitado o limite de 6 (seis) armas de fogo de uso permitido. furto ou extravio. fato que será publicado em BIR. publicando-se tais alterações em BIR. 46. 44. . O militar estadual. não apresentar condições de uso na atividade policial-militar. balins ou grãos de chumbo. Não há limite na quantidade de pistolas. será lavrado o termo de exibição e apreensão. podendo as aquisições desses materiais ser feitas mediante a apresentação ao lojista de documento de identidade pelo próprio comprador (Oficiais ou Praças). será procedido o devido estorno do valor descontado ao militar estadual incurso na alínea “b” deste artigo. 43. pertencente a militar estadual. depois de periciada pela UEE. 42. No caso de transferência de propriedade de arma por venda. à UEE comunicará o fato ao SINARM. Art. ou de sua perda por inutilização.

O pagamento da arma.92 AGEPOL/CENAJUR . b) alíneas “a”. Parágrafo único. “b”. “d”. país de origem.os Oficiais. número da nota fiscal e data de aquisição) ou munição (quantidade e calibre) e expedirá o Certificado de Propriedade de Colete Balístico (CPCB). conforme o Anexo “A”. as características do colete (marca. capacidade de tiro. “f ” e “g” do inciso I. munições e coletes na indústria obedecerá ao que se segue: I . tamanho e material). calibre. quantidade de camadas. bienalmente. poderão solicitar autorização para adquirir. Subtenentes e Sargentos. A aquisição de armas de fogo. marca. na indústria. c) uma arma de caça de alma lisa (para caça ou esporte): espingarda ou toda arma congênere de alma lisa de qualquer modelo. nº de fabricação. Art. Art. conforme Anexo “I”. munição ou colete será de responsabilidade do interessado. à vista ou por outra forma de pagamento estabelecida pelo fabricante. b) uma arma de caça de alma raiada (para caça ou esporte): carabina ou rifle. 49. conforme o Anexo “J”. “b” e “c” do inciso II.os Cabos e Soldados inativos poderão solicitar autorização para adquirir. o seu pleno conhecimento do contido nesta Portaria. as características das armas (espécie. na indústria: a) uma arma de porte (arma curta ou de defesa pessoal): revólver ou pistola. Art. Autorizadas as aquisições. no comportamento “Bom”. devendo tal publicação ser transcrita nos assentamentos individuais dos militares estaduais adquirentes. 47. calibre ou sistema. na indústria. e o CRAF. o militar estadual deverá formalizar. Recebidos os coletes. também. Art. 51. Ao assinar o pedido de autorização para adquirir arma e/ou munições ou colete. Art. modelo. II .A Revolução Cultural na Polícia Art. o Certificado de Aquisição de Arma de Fogo. esta fará publicar a aquisição em BGR. poderão solicitar autorização para adquirir. número de série. cor.os Soldados. III . as armas e/ou munições pela UEE. nome do adquirente. acabamento. os entendimentos para pagamentos processar-se-ão diretamente entre a indústria produtora ou seu representante legal e os interessados. . apenas 01 (uma) arma de porte e munição para uso exclusivo em sua segurança pessoal. No Certificado de Propriedade de Colete Balístico deverá constar os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “a”. com 2 (dois) ou mais anos de serviço na PMBA e. apenas 1 (uma) arma de porte e munição. comprimento do cano. no mínimo. atendidas as prescrições legais e respeitado o limite estabelecido no artigo 46 desta Portaria. O militar estadual inativo poderá solicitar autorização para aquisição de armas ao DA. para uso exclusivo em sua segurança pessoal. citando o Posto/Graduação. 50. 52. “c”. matrícula. modelo. nível de proteção balística. quantidade e sentido das raias. 48.

os militares estaduais. c) uma arma de caça de alma lisa (para caça ou esporte): espingarda ou toda arma congênere de alma lisa de qualquer modelo. 55. 57. Parágrafo único. b) uma arma de caça de alma raiada (para caça ou esporte): carabina ou rifle. instrutor de tiro. na indústria. A aquisição de arma de fogo diretamente na indústria dar-se-á somente pela UEE. 58. Art. Art. III – a inscrição “De acordo com o R-105”. por um mesmo militar estadual é de 50 (cinqüenta) cartuchos carregados a bala.Fabiano Samartin Fernandes 93 II – características do colete balístico com a indicação de: a) número. SEÇÃO III Do Limite para Aquisição de Coletes na Indústria Art. poderá adquirir será regulada por norma própria do Comando do Exército. anualmente.Estatuto do Desarmamento . A aquisição de munição ficará limitada ao calibre correspondente à(s) arma(s) registrada(s) ou à arma que o militar estadual possua como carga individual. O limite para aquisição de coletes. c) tamanho. atendidas as prescrições legais e respeitado o limite estabelecido no artigo 46. A quantidade máxima de munição que poderá ser adquirida na indústria. mediante autorização do Comando do Exército. podendo este realizar nova aquisição somente no último ano de validade do colete em uso. por um mesmo militar estadual será de 50 (cinqüenta) cartuchos para arma de porte de uso permitido. poderão solicitar aquisição no comércio. 56. Para aprimoramento e qualificação técnica. 54. para arma de porte de uso restrito. SEÇÃO II Dos Limites para Aquisição de Munições Art. de: a) uma arma de porte (arma curta ou de defesa pessoal): revólver ou pistola. Art. d) quantidade de camadas. anualmente. será de 1 (um) exemplar por militar estadual. A aquisição de armas de fogo no comércio obedecerá ao que se segue: I . anualmente. b) marca. a quantidade de cartuchos e munição que cada militar estadual ou atirador policial-militar. g) material. 53. calibre ou sistema. A quantidade máxima de munição que poderá ser adquirida no comércio. conforme cronograma estabelecido pelo DAL. h) nível de proteção balística. . f) cor. Art. e) modelo.

Munições e Coletes de Uso Permitido no Comércio Art. tendo. terá validade de 30 (trinta) dias. obsoletos ou imprestáveis. com 6 (seis) vias do “Anexo XXVII” do R . A autorização para aquisição de armas e/ou munições no comércio. deverá encaminhar a solicitação de autorização para aquisição (Anexo “L”) ao Comandante-Geral. 59. Obtida a autorização da 6ª RM. neste caso. sendo que 4 (quatro) vias seguirão com o expediente. II . devidamente numerado. Toda arma não retirada pelo adquirente. expedida pelo Comandante-Geral. Art.94 AGEPOL/CENAJUR . ou recolhida à Organização Militar competente do Exército. 64. por intermédio de requerimento padrão dirigido ao Comandante-Geral da PMBA. na UEE. por intermédio de ofício.remessa. caso já tenha ocorrido o pagamento.105. O militar estadual. Art. solicitando autorização para aquisição de arma ao Comandante da 6ª Região Militar (6ª RM). o qual. 62.encaminhamento de uma cópia do mesmo documento à UEE. A listagem dos pedidos de aquisição será remetida pela OPM à UEE. As armas adquiridas serão entregues pela Indústria. que receberá o Certificado de Aquisição de Arma de Fogo. 63. 65. e serão retiradas pelo militar estadual adquirente. aprovando. conforme Anexo “J”. a destinação prescrita na Portaria Ministerial que regula o destino de armas. 60. 66. a contar da data de expedição e somente para as quantidades de produtos controlados nela especificados. . ao Comando de Operações Terrestres (COTER) e à Região Militar onde a fábrica produtora estiver sediada. para elaboração da relação a que se refere o “Anexo XXVII” do Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). SEÇÃO V Da Aquisição de Armas de Fogo. caso não tenha sido paga totalmente. Art. 61. Art. Art. explosivos e petrechos apreendidos. O pedido de aquisição será firmado em documento individual. para adquirir no comércio especializado colete balístico de uso permitido. expedido pela UEE. Art. de cópia do “Anexo XXVII” do R . terá o CRAF cancelado e será reincluída no estoque da indústria. conforme modelo constante do Anexo “L”. decorridos 6 (seis) meses da data de seu cadastramento na UEE. O DAL preparará expediente a ser assinado pelo Comandante-Geral. munições. Munições ou Coletes na Indústria Art. emitirá a Autorização para Aquisição no Comércio de Colete Balístico de Uso Permitido (Anexo “N”).A Revolução Cultural na Polícia SEÇÃO IV Das Formalidades para Aquisição de Armas de Fogo.105. de acordo com o modelo constante do Anexo “M”. excedentes. o DAL providenciará: I .

conforme Anexo “P”. Previamente à expedição do CRAF. a UEE deverá providenciar a publicação da aquisição da arma de fogo. expedirá o Certificado de Propriedade (Anexo “I”). Art. A OPM do militar estadual que adquirir munição no comércio deverá proceder à publicação desse ato em BIR.Estatuto do Desarmamento . da aquisição de colete balístico no comércio. conforme Anexo “P”. Toda arma de fogo não retirada na loja pelo adquirente. conforme Anexo “P”.expedição do CRAF pela UEE. ou será recolhida à Organização Militar competente do Exército. também. Art. tendo. as seguintes exigências: I . no que couber. SEÇÃO VI Das Formalidades para Aquisição de Armas de Fogo e Munições no Comércio Art. que só então providenciará a entrega da arma de fogo e do documento de registro para o adquirente. 72. Art. decorridos 6 (seis) meses da data de expedição do CRAF. será autorizada após satisfeitas.preenchimento das 4 (quatro) vias do formulário para Cadastro de Arma de Fogo. aos militares estaduais.DMB. de 08/03/01. Após o recebimento da arma de fogo pelo militar estadual. caso já tenha ocorrido o pagamento. A aquisição de armas de fogo por militares estaduais que sejam caçadores. em BGR. caso não tenha sido paga totalmente. A UEE. especialmente pela Portaria de nº 24 . para confrontação física das características alfanuméricas da arma de fogo com os dados da documentação apresentada. de 25/10/00. retirado por representante da firma vendedora. observando-se os requisitos do artigo 52 desta Portaria. A compra e venda de armas e munições. observando-se os requisitos do artigo 52 desta Portaria. 68. 69. colecionadores e atiradores obedecerá às regras estabelecidas pelo Comando do Exército. este procederá à conferência referente à documentação da aludida arma e. nos limites e prazos fixados nesta Portaria.pedido de autorização para aquisição. o respectivo CRAF. CRAF e Nota Fiscal). pelo militar estadual. e Portarias de nºs 4 e 5 – D Log.apresentação ao vendedor.Fabiano Samartin Fernandes 95 Parágrafo único. 70. será este cancelado. deverá apresentá-la ao Oficial de sua Unidade. a destinação prescrita na Portaria Ministerial que disciplina o assunto. III . 67. . em seguida. por intermédio de requerimento padrão endereçado ao Comandante-Geral. responsável pelo controle. conforme Anexo “O”. IV . II . 71. Art. firmado em documento individual. conforme Anexo “P”. conforme modelo constante do Anexo “L”. em face da sua situação irregular e será reincluída no estoque da loja. da autorização (Anexo “M”) e da sua Cédula de Identidade Funcional. Art. neste segundo caso. após providenciar a publicação. a) para comprar munição. deverá ser apresentado. juntamente com a 1ª via da Nota Fiscal. juntamente com a documentação expedida (publicação em BGR. em BGR.

É vedada a expedição de autorização para aquisição de armas de fogo por militar estadual nos seguintes casos: I – que estiver afastado do serviço policial-militar por problemas psíquicos ou que estiver sob prescrição médica de proibição ou recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo. adquiridos diretamente na indústria. ainda. devidamente autorizadas. a critério do Comandante-Geral.A Revolução Cultural na Polícia CAPÍTULO XVI Das Restrições para Aquisições de Armas de Fogo e Munições Art. pela prática de infração penal cometida com violência. VI – ao Soldado. de munições e de colete pertencente a militar estadual deverá ser precedida de autorização (Anexo “Q”). salvo situações excepcionais. § 1º. ou. munições ou colete balístico. de arma de fogo de uso permitido registrada diretamente no SFPC/6ªRM. antes de completar 1 (um) ano de efetivo serviço. II . Munições e Coletes Art. inquérito policial. ou entre militares estaduais. quando tal transferência ocorrer entre militares estaduais ou entre militar estadual e cidadão civil. . entre militares estaduais. conforme Capítulo XVIII desta Portaria. adquiridos no comércio. Art. no mínimo. Não será autorizada a transferência de propriedade de arma de fogo. 73. observando-se o seguinte: I . IV – que não se encontre. no comportamento “Bom”. processo disciplinar sumário ou processo administrativo disciplinar).de autoridade militar do SFPC/6ªRM. CAPÍTULO XVII Da Transferência de Propriedade de Armas de Fogo. quando ocorrer a transferência de arma de fogo de uso permitido e/ou munições e colete comprados diretamente na indústria.de autoridade policial-militar. processo penal ou processo penal-militar por fato transgressional ou delituoso no qual se envolveu utilizando arma de fogo. 74. constar dos seus assentamentos sanção disciplinar pelos motivos elencados nos itens 3 e 4 do § 2º do artigo 25 desta Portaria. quando ocorrer transferência de arma de fogo de uso restrito. As transferências de propriedade de arma de fogo de uso permitido. III – que estiver respondendo a feito investigatório no âmbito administrativo (sindicância. entre militar estadual e o cidadão civil. para aquisição de arma de fogo diretamente na Indústria.96 AGEPOL/CENAJUR . V – ao Aluno-Oficial. obedecendo aos procedimentos estabelecidos para o cadastro. nos últimos 2 (dois) anos. devidamente motivadas. II – que estiver cumprindo pena restritiva de direito ou privativa de liberdade. entre militar estadual e cidadão civil. quando ocorrer a transferência de arma de fogo de uso permitido e/ou munições e colete. inquérito policial-militar. 75. ainda que tenha sido decretado o “sursis” ou livramento condicional. A transferência de propriedade de arma de fogo.de autoridade policial-militar. antes de completar 2 (dois) anos de efetivo serviço. VII – ao militar estadual reformado por motivos disciplinares ou. ainda. deverão ser feitas imediatamente. ameaça ou contra a incolumidade pública. VIII – que atinja o limite. III .

CAPÍTULO XVIII Da Aquisição e da Transferência de Propriedade de Armas de Fogo e Munições de Uso Restrito Art. 76. 83. deverá confeccionar requerimento padrão. As transferências de propriedade de arma de fogo e/ou munições e coletes entre militares estaduais. visando a autorizar a aquisição.Fabiano Samartin Fernandes 97 § 2º. Parágrafo único. Art. munições e coletes. O prazo para a transferência de propriedade de colete adquirido diretamente na indústria é de 1 (um) ano. O Comandante-Geral é autoridade policial-militar competente para autorizar transferência de propriedade de armas de fogo de uso permitido. solicitando as providências necessárias para cadastramento e regularização na UEE. na indústria. Art. O Comandante-Geral analisará o pedido e. este deverá satisfazer as exigências contidas no § 1º do artigo 76 desta Portaria e do artigo 12 do Decreto nº 5. 77. seja o adquirente civil ou militar estadual. Art. o militar estadual. se estiver de acordo. Quando o adquirente de arma de fogo for cidadão civil. deverá observar o prazo mínimo de 4 (quatro) anos para sua transferência de propriedade. 80. e encaminhá-la a seu comandante imediato. tais materiais serão entregues ao militar estadual por meio da 6ª RM. registrando-a previamente na Polícia Federal. Art. comprada diretamente na indústria. 81. para que se providencie expediente à 6ª RM. Art. 82. justificando o motivo pelo qual necessita da referida arma. respeitado o limite permitido. quando permitido – serão publicadas em BGR. pois somente após tal providência esta poderá ser entregue ao novo proprietário. O militar estadual que. ou entre militar estadual e cidadão civil – neste último caso. amparado pela legislação pertinente. constando o número do novo registro da arma. 79.Estatuto do Desarmamento . A UEE somente poderá cadastrar arma de fogo objeto de transferência de um cidadão civil para militar estadual se devidamente registrada no órgão policial competente e com o respectivo número do SINARM. bem como o número do cadastro no SINARM. encaminhará a documentação ao DAL. os quais deverão regularizar a situação na 6ª RM. . nos termos dos incisos II e III deste artigo. Feita a aquisição da arma de fogo e/ou das munições de uso restrito. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso permitido. 78. Para a aquisição de arma de fogo ou munições de uso restrito. para só então ter a posse da arma. na condição de legatário ou herdeiro. Art. Art.123/2004. exceção feita aos colecionadores. receber arma de fogo deverá comunicar o fato por escrito à sua OPM. juntando o formal de partilha ou o alvará judicial.

O registro da referida arma será feito pelo Comando do Exército e o seu cadastro. o militar estadual deverá fazer o registro da ocorrência na Circunscrição Policial competente e confeccionar expediente relatando o ocorrido. 90. a cópia do registro da arma de fogo de uso restrito à UEE. § 2º. Art. 86. A transferência de propriedade da arma de fogo de uso restrito somente poderá ser efetuada após a avaliação pelo Comandante-Geral e.A Revolução Cultural na Polícia § 1º. Parágrafo único. Ocorrendo a aquisição. Art. bem como a sua recuperação.123/2004. Art.98 AGEPOL/CENAJUR . Art. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso permitido comunicará. o furto. 88. este fato deverá ser comunicado à UEE. bem como de seu documento de registro. à sua OPM o extravio. devendo anexar em seu pedido: I . Art. O pedido de transferência da arma será enviado à 6ª RM com os dados do adquirente que. deve ser identificada pela numeração e pelo Brasão da Polícia Militar. além de fazer o registro na Circunscrição Policial competente. no SIGMA.cópia do registro da arma. O extravio. os mesmos procedimentos descritos no caput deste artigo devem ser realizados. O militar estadual deverá encaminhar. Caso a arma de fogo de uso restrito e/ou seu documento de registro sejam localizados. Parágrafo único. se for cidadão civil. endereçando-a ao seu comandante imediato. de imediato. Toda arma de fogo de porte.cópia da identidade funcional. à autoridade policial-militar expedidora. a qual atualizará seu banco de dados e encaminhará o expediente à 6ª RM. . furto ou roubo de Autorização de Carga de Arma de Fogo (ACAF) deverá ser comunicado pelo responsável. CAPÍTULO XIX Prescrições Diversas Art. Art. 89. 91. Art. 87. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso restrito poderá adquirir até 50 (cinqüenta) cartuchos do calibre da mencionada arma por ano. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. o roubo ou a transferência de propriedade de arma de fogo de uso restrito. este fato deverá ser publicado em BGR. que providenciará remessa à UEE. o extravio. 85. caso favorável. 84. dependerá de autorização do Comando do Exército. II . para que a UEE possa expedir a 2ª via desse documento. furto ou roubo de arma de fogo de uso restrito. anexando cópia do boletim de ocorrência. Ocorrendo extravio. patrimônio da PMBA. deverá satisfazer as exigências do artigo 12 do Decreto nº 5. Quando ocorrer a transferência de propriedade da arma de fogo de uso restrito. via cadeia de comando. furto ou roubo do CRAF. para que seja cadastrada em seu banco de dados.

Os Comandantes. Enquanto não for expedido o documento mencionado no caput deste artigo. quando em locais de exposição. Art. Art. . O DAL deverá providenciar a impressão da Autorização para Porte de Arma de Fogo para Inativos e do Certificado de Propriedade de Colete Balístico. 94. pertencente ao patrimônio da PMBA. 93. sendo suspensa a sua Autorização para Carga de Arma de Fogo pelo período de 3 (três) meses. sucessivamente. ou em sistema eletrônico confiável. As definições referentes à legislação e de interesse da fiscalização militar estão apresentadas no Anexo “R” desta Portaria. O possuidor deve sempre ter a arma consigo e. § 2º. no qual se lançarão. providenciando. Art.Estatuto do Desarmamento . É obrigação do militar estadual. respectivamente. quando então será comunicada à OPM a qual serve o possuidor. 98. II . salvo se estiver fardado e mediante a prévia apresentação da identidade funcional aos responsáveis pela segurança daquelas instituições. § 1º.os registros relativos à carga de arma de fogo da PMBA por militares estaduais serão lançados no Sistema Integrado de Recursos Humanos (SIRH) e guardados pela Administração durante o período de 5 (cinco) anos. a confecção dos impressos de CRAF e ACAF. com as assinaturas do almoxarife e do possuidor. 97. contados a partir da data do último lançamento. modelo PM. proprietário e/ou possuidor de arma de fogo de uso permitido. retirando-a imediatamente depois de cessado o motivo. da arma de fogo e do período que esta ficará sob responsabilidade do militar estadual. o policial militar deverá possuir documentação comprobatória do extravio. Art. que conterá termo de abertura e de encerramento. 92. O possuidor que não efetuar a retirada da arma de fogo no período acima será responsabilizado disciplinarmente. observado o disposto nos modelos anexos a esta Portaria. guardar a arma de fogo com a devida cautela. principalmente de crianças e adolescentes. será controlada observando-se o seguinte: I . os dados identificadores do possuidor contemplado. Art. bem como o número da autorização para carga. deverá guardá-la em local seguro ou deixá-la na reserva de armas de uma OPM. ou não quiser ou não puder portá-la. 95. também. Art. É proibido o acesso de militar deste Estado portando armas de fogo no interior dos estabelecimentos bancários. com autorização da 6ª RM e designação de responsável. na impossibilidade. evitando que fique ao alcance de terceiros. A arma de fogo deixada nas condições do caput deste artigo somente será guardada por 8 (oito) dias. Diretores ou Chefes de OPM deverão providenciar a permanência de militar(es) estadual (ais) na segurança de material bélico da PMBA. 96. Art. A carga pessoal de arma de fogo.registro em livro tipo Ata. exceção feita quando se tratar de evento organizado por repartição federal. estadual ou municipal.Fabiano Samartin Fernandes 99 Parágrafo único. conforme os anexos “A” e “C”.

1º. Os Comandantes. conforme Anexo “C”. 4º.org. no prazo de 6 (seis) meses da publicação desta Portaria. dentro do prazo de 30 (trinta) dias. como depositários fiéis. por ocasião da inserção de novos armamentos no patrimônio desta Corporação. A UEE deverá. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. sejam devolvidas à origem. providenciar a capacitação dos militares estaduais quanto à utilização dos mencionados armamentos. a partir daí. Diretores e Chefes de OPM deverão. dentro da esfera de suas atribuições. . sem prejuízo de outras cominações legais que couberem ao caso.agepol. observado o disposto no Capítulo VII desta Portaria.100 AGEPOL/CENAJUR . Art. O Instituto de Ensino e o DAL. padronizando os procedimentos relativos ao uso da arma de fogo. conforme Anexo “A”. A inobservância ao disposto na presente Portaria sujeitará o infrator às sanções disciplinares cabíveis. expedir novo CRAF aos militares estaduais proprietários de arma de fogo. Os Comandantes. As normas baixadas por esta Portaria não se aplicam aos militares estaduais da reserva não remunerada. Diretores ou Chefes de OPM deverão providenciar para que as armas de fogo provenientes das situações previstas no artigo 39 desta Portaria. que estejam em posse da OPM ou de militares estaduais. aplicandose. as sanções cabíveis. Os anexos encontram-se disponíveis no site www. 99. Art. no prazo de 3 (três) meses da publicação desta Portaria. em prazo razoável. 2º. 3º. Antônio Jorge Ribeiro de Santana – Cel PM Comandante-Geral Observação: Insta registrar que esta Portaria possui 18 (dezoito) anexos. que são formulários que servem para facilitar os trâmites burocráticos. Art. expedir aos militares estaduais autorizados a ter carga pessoal de arma de fogo pertencente à PMBA nova ACAF. 100.A Revolução Cultural na Polícia Art.br. a contar da publicação desta Portaria. deverão. Art.

Fabiano Samartin Fernandes 101 3ª Parte JURISPRUDÊNCIA .Estatuto do Desarmamento .

A Revolução Cultural na Polícia .102 AGEPOL/CENAJUR .

E.R. Publiquem. alcançando-se. LIMINAR DEFERIDA.a conservação do réu na prisão . (. com a utilização de arma da corporação militar: incidência da responsabilidade objetiva do Estado. . Relator Min. para cumprimento nos termos da fundamentação apresentada e tendo em conta a prisão decorrente da sentença condenatória do Juízo da Nona Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte . mas na qualidade de agente público. da C. o cerceio à liberdade de ir e vir dos pacientes decorre de pena imposta e. 4. portanto.“ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. CONTINUIDADE DA CUSTÓDIA.F. I. IMPROPRIEDADE. . ou seja. Em síntese.826/2003. C. (STF. A rigor. foi na condição de policial-militar que o soldado foi corrigir as pessoas.. bem como ao pagamento de vinte dias-multa. a execução precoce. p. No Juízo.826/2003 (. ADMINISTRATIVO.Fabiano Samartin Fernandes 103 Prisão Provisória. para chegar à prisão. Não se trata. na espécie. da Constituição Federal . não conhecido. os pacientes.Estatuto do Desarmamento . a absolvição.Minas Gerais.826. em regime semi-aberto. é de asseverar que se dá. (RTJ 170/631. Princípio da Presunção de Inocência DECISÃO SENTENÇA CONDENATÓRIA. § 6º. é possível o sucesso da apelação da defesa. com o disposto no artigo 5º. DJ 25/05/2006. a esta altura. Colho da inicial que os pacientes foram denunciados por crimes previstos nos artigos 288 do Código Penal e 14 da Lei nº 10. ante a imputação relativa à Lei nº 10.04. 06.F. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. Decisão 13/05/2006) Responsabilidade Civil do Estado. O que o artigo 393 do Código de Processo Penal estabelece como efeito da sentença condenatória recorrível .193-6. PRISÃO EM FLAGRANTE.porte de arma de fogo.. estão presos como se a culpabilidade já fosse incontroversa e. 5.não se coaduna com os novos ares constitucionais. CARLOS VELLOSO) . A manutenção dos pacientes sob a custódia do Estado transparece contrária à ordem jurídica.. 1. Expeçam os alvarás de soltura com as cautelas próprias. 3. MARCO AURÉLIO. de 22. valendo notar que a prisão data de 14 de julho de 2004 e até aqui somente a pena de dois anos e seis meses de reclusão está sujeita a modificação no grau revisional. Colham o parecer da Procuradoria Geral da República.e condenados à pena de dois anos e seis meses de reclusão. não obstante fora do serviço. não exige que o agente público tenha agido no exercício de suas funções. Relator Min. 37.Agressão praticada por soldado. mesmo porque. § 6º. art.) 2. II.I CONSTITUCIONAL.. pendente recurso interposto contra o decreto condenatório. Policial Militar fora de serviço . inciso LVII.. Da mesma forma que o Juízo não acolheu a imputação concernente ao crime de quadrilha. O que deve ficar assentado é que o preceito inscrito no art. HC 87314-MG. de dezembro de 2003 . Concedo a liminar pleiteada. prolatada no Processo nº 024.. até mesmo.405.) Concluo ser a sentença em que foram condenados pelo tipo do artigo 14 da Lei nº 10. de custódia preventiva. nesse caso. foram absolvidos do crime de quadrilha .artigo 288 do Código Penal . 37. ou seja. não houvesse recurso ainda sem julgamento.

foi denunciado em 30 imediato como incurso nos artigos 288. RECONHECIMENTO. segundo o qual. COM APOIO NA APRECIAÇÃO SOBERANA DO CONJUNTO PROBATÓRIO.. INADMISSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E FATOS EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. noticia-se haver sido designado o dia 26 de maio de 2006 para audição de testemunhas da acusação. o impetrante argúi o transcurso de trezentos e cinqüenta e seis dias. NA ESPÉCIE. Relator Min. DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO. (STF. motivou idêntica medida perante o Superior Tribunal de Justiça. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. LIMINAR DEFERIDA. NÃO OBSTANTE RECONHECIDO PELO TRIBUNAL “A QUO”. NA ESPÉCIE. 104.A Revolução Cultural na Polícia Responsabilidade Civil do Estado. no âmbito judicial e administrativo. POLICIAL MILITAR. . no campo pedagógico. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. inserindo-se. no artigo 5º do corpo permanente da Carta. “a todos. denegado. imputou-se-lhe o crime de formação de quadrilha e de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e também de uso restrito. PRECEDENTES ESPECÍFICOS EM TEMA DE RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. Evoca a Lei nº 9.. O NEXO DE CAUSALIDADE MATERIAL. Os jurisdicionados contam com o direito à decisão do processo em tempo razoável. Excesso de Prazo DECISÃO PRISÃO EM FLAGRANTE.826/2003. Na inicial. preso em flagrante em 20 de dezembro de 2004.se preso ou em liberdade. do Código Penal e 14 e 16 da Lei nº 10. EXCESSO DE PRAZO. ART. a persistir a custódia. após a preventiva e sem audição das testemunhas de acusação.II RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO (CF. Não fora a legislação comum bem como os pactos subscritos pelo Brasil nesse sentido. (. havendo o Código de Processo Penal fixado prazos para os atos processuais. em cuja sessão de julgamento ficou vencido o relator.) 2. Interrogado após noventa e um dias da prisão preventiva. CAUSANDO A MORTE DE PESSOA INOCENTE.. parágrafo único. O paciente.104 AGEPOL/CENAJUR . EM SEU PERÍODO DE FOLGA E EM TRAJES CIVIS. acompanhada dos documentos de folha 19 a 68. com a Emenda Constitucional nº 45 restou confirmada. conforme a condição do réu . p. CONFIGURAÇÃO. § 6º). o inciso LXXVIII. Na espécie. a revelar o prazo de oitenta e um ou cento e vinte dias para o encerramento da instrução criminal. Decisão 28/03/2006) Prisão Provisória. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.303/96. ter-se-á a passagem de quinhentos e vinte e dois dias. (. Policial Militar fora de serviço . os dados coligidos pelo impetrante e demonstrados mediante peças são conducentes a concluir-se pelo extravasamento de prazo que possa ser tido como razoável para o desfecho do processo. esclarecendo-se que. ajuizou habeas no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia que. EFETUA DISPARO COM ARMA DE FOGO PERTENCENTE À SUA CORPORAÇÃO.) Na petição de folhas 77 e 78. DE QUE O USO E O PORTE DE ARMA DE FOGO PERTENCENTE À POLÍCIA MILITAR ERAM VEDADOS AOS SEUS INTEGRANTES NOS PERÍODOS DE FOLGA. essa mesma visão. 37.. 1. DJ 06/04/2006. PRECEDENTE (RTJ 170/631). PRETENSÃO DO ESTADO DE QUE SE ACHA AUSENTE. RE 291035SP. MESMO ASSIM. QUE. Em síntese. CELSO DE MELLO.

DJ 13/02/2006.826/2003). mantido a prisão por conta da gravidade do delito e da proibição legal apenas. da S. Juízo e Tribunal a quo. tendo.. colha-se o parecer da Procuradoria Geral da República. DJ 05/06/2006. com o compromisso de comparecer a todos os atos processuais. prejudicado: expedição de alvará de soltura. v. p. 5. somente admitida quando constatada. Órgão Julgador: Quinta Turma) Porte Ilegal de Arma de Fogo. 2. PROCESSUAL PENAL. VEDAÇÃO LEGAL DE LIBERDADE PROVISÓRIA. A prisão provisória é medida cautelar extrema e excepcional. Mesmo para os crimes em que há vedação expressa à liberdade provisória. Recurso desprovido.. caso não estejam o paciente e os co-réus sob a custódia do Estado por motivo diverso daquele da prisão retratada no auto de folha 43 a 55.Estatuto do Desarmamento . v. considerado o Processo nº 002/2005 da Vara Criminal da Comarca de Seabra/Bahia. da Lei dos Crimes Hediondos e a das Organizações Criminosas. 4. PRISÃO EM FLAGRANTE. indicativos dos motivos concretos autorizadores da constrição. NECESSIDADE. (STJ. Publique. de acordo com os requisitos do art. concedendo a ordem em parte para que o outro paciente seja colocado em liberdade. quando não houver demonstrada a necessidade da segregação. REsp 768235-BA. Liberdade Provisória . p.I RECURSO ESPECIAL. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. NEGATIVA DE AUTORIA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 06. a regra constitucional da liberdade em contraposição ao cárcere cautelar. 5. PROCESSUAL PENAL. Decisão 02/05/2006. Cumpram-se os alvarás com as cautelas próprias. 853. Relatora Ministra LAURITA VAZ.) 3. 3. 1. DA LEI Nº 10. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. presente a motivação exposta e. HC 46194PE. 312 DO CPP. Concedo a liminar para determinar a expedição de alvará de soltura em benefício do paciente e dos co-réus que se encontrem em idêntica situação. Contando o processo com as peças indispensáveis à compreensão da matéria.II HABEAS CORPUS. Inobstante haja previsão legal de proibição da concessão de liberdade provisória no caso de cometimento dos crimes tipificados nos arts. Órgão Julgador: Sexta Turma) .. HC 87550-BA. como é o caso do Estatuto do Desarmamento. J. O trancamento da ação penal é medida excepcional. LIBERDADE PROVISÓRIA. REQUISITOS DO ART.. Relator Min. portanto. MARCO AURÉLIO. PREJUDICIALIDADE EM RELAÇÃO A UM DOS PACIENTES. a demonstração de elementos objetivos. 16. 1. (STJ. se faz necessária a análise in concreto. prestigiando-se. prima facie. assim. 2. p. HÉLIO QUAGLIA BARBOSA. 312 da Lei Processual Penal. razão pela qual pressupõe. ausentes os motivos ensejadores da custódia cautelar. INDEFERIMENTO. Constrangimento ilegal configurado 3. se por outro motivo não estiver preso.u. remanesce a necessidade de fundamentação concreta para o indeferimento do pedido. DJ 07/03/2006. Decisão 13/12/ 2005. Pedido de concessão de liberdade provisória para o paciente A. em face do princípio constitucional da inocência presumida. a atipicidade da conduta ou a negativa de autoria. Habeas corpus conhecido em parte. que implica sacrifício à liberdade individual.u. In casu.826/03.Fabiano Samartin Fernandes 105 (. 16 a 18 da Lei 10. Decisão 18/02/2006) Porte Ilegal de Arma de Fogo. Liberdade Provisória . (STF. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO (ART. 4. 313. Relator Min. a teor da jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. ILEGALIDADE.

Necessidade de Fundamentação da Prisão Cautelar . 1. (STJ. 16. PRECEDENTES DO STJ. 21 DO ESTATUTO DO DESARMAMENTO. v. com a conseqüente expedição do alvará de soltura. Recurso provido. 2. mediante condições a serem estabelecidas pelo juízo processante. LIBERDADE PROVISÓRIA. v. Ordem concedida para que. Órgão Julgador: Quinta Turma) HABEAS CORPUS. III. PERICULOSIDADE DO AGENTE. (STJ. do CPP. REsp 702870-SP.A Revolução Cultural na Polícia Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito. Decisão 22/03/2005. EM SEDE DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. IMPOSSIBILIDADE.u. Acrescente-se. PELO TRIBUNAL A QUO. se por outro motivo não estiver preso. no julgamento do HC nº 30. DA LEI 10. DJ 13/02/2006. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. VEDAÇÃO DO ART.II . Órgão Julgador: Quinta Turma) Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito. ainda. 312. ART. devidamente fundamentada. conferiu validade à decisão judicial cassada pelo Tribunal a quo e proferida pelo Juízo de Direito da Comarca de São Roque.156/SP. GILSON DIPP. podem ser suficientes para motivar o encarceramento provisório como garantia da ordem pública. restabelecida a decisão judicial de primeiro grau. GRAVIDADE DO DELITO. se demonstrado que a segregação foi mantida de maneira devidamente fundamentada pelo Juiz de primeiro grau. RECURSO PROVIDO. 21 da mesma lei veda a concessão da liberdade provisória. Necessidade de Fundamentação da Prisão Cautelar . RESP. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE CONCRETA FUNDAMENTAÇÃO PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA PROVISÓRIA. IV. A gravidade do delito. I. atendendo aos termos do art. Não se vislumbra ilegalidade na medida constritiva. sem prejuízo de eventual decretação de custódia cautelar. p. Hipótese em que o recorrido foi denunciado nas penas do inciso IV do parágrafo único do art. 839. LIBERDADE PROVISÓRIA DEFERIDA PELO JUÍZO PROCESSANTE E CASSADA. de qualquer dos motivos autorizativos previstos no art. HC 47522-SP. 16 do Estatuto do Desarmamento. do Código de Processo Penal. de natureza hedionda. DJ 18/04/2005. CUSTÓDIA CAUTELAR. 3. crime para o qual o art.I CRIMINAL. bem como a periculosidade do agente.u. e da jurisprudência dominante. em conformidade com as exigências legais.. Relator Min. p. A simples alegação judicial de gravidade genérica do delito. praticado pelo paciente não é fundamento suficiente a ensejar a manutenção de sua custódia cautelar. nos termos do voto do Relator. na hipótese. II. no Estado de São Paulo.826/03. que concedeu o benefício da liberdade provisória ao paciente. Relatora Ministra LAURITA VAZ. 385. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E PORTE ILEGAL DE ARMAS. que o Superior Tribunal de Justiça. em razão da ausência. 312.. devendo o juízo discorrer sobre os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal. PARÁGRAFO ÚNICO. IV. seja assegurado ao paciente o benefício da liberdade provisória.106 AGEPOL/CENAJUR . Decisão 06/12/2005.

Código de Processo Penal. SUPERVENIÊNCIA DE DECRETO CONDENATÓRIO. Quando a lei maior restringe institutos. a imposição de prisão cautelar. Liberdade Provisória . etc. 1. VIA ESPECIAL. 1 . 3. Consoante entendimento pacificado nesta Egrégia Corte.). Órgão Julgador: Sexta Turma). não justifica a manutenção da prisão em flagrante. p. com ou sem fiança. Decisão 22/08/2000. porém. XLIII).A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva. 00356.072/90. DJ 11/09/2000. 08. Faz-se mister. RESP 243893-SP. LIBERDADE PROVISÓRIA. LXVI). 5º. (RESP 351889-AM. Recurso especial não conhecido. sendo indispensável que estejam presentes os pressupostos autorizadores da prisão preventiva. v.Estatuto do Desarmamento .1993 – Rel. v. (STJ. Luiz Vicente Cernicchiaro apud SILVA FRANCO. presunção de inocência. . Relator Min. 2. nesta via especial. então. A liberdade provisória é compulsória quando a lei garante ao indiciado ou réu defender-se em liberdade. POSSIBILIDADE. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES.. A liberdade provisória. isoladamente. nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva.u. PRECEDENTES.. todavia. nos moldes do art. IMPOSSIBILIDADE. DECRETAÇÃO DE PRISÃO CAUTELAR. a segregação provisória não se justifica unicamente pelo fato imputado estar elencado como crime hediondo. LIBERDADE PROVISÓRIA. INTERESSE PÚBLICO. PRISÃO EM FLAGRANTE. Inconstitucional. seja demonstrada também a necessidade da prisão. PROCESSUAL PENAL.II Liberdade Provisória . LIBERDADE PROVISÓRIA. onde não foi imposta pena privativa de liberdade.u. 3 . 285-6). 310. sem qualquer outra demonstração de real necessidade. CRIME HEDIONDO.I RECURSO ESPECIAL..Fabiano Samartin Fernandes 107 CONSTITUCIONAL.. o Juízo processante já proferiu sentença condenatória. haja vista princípios constitucionais regentes da matéria (liberdade provisória. RECURSO NÃO CONHECIDO.O fato de tratar-se de crime hediondo.Recurso não conhecido. Órgão Julgador: Quinta Turma). vedá-la de modo absoluto. com ou sem fiança (art. di-lo expressamente (art. Nenhuma sanção penal ou processual penal é aplicada sem interesse público. consoante informações prestadas pela Vara de Origem. p. Ademais. O fundamento único da configuração de crime hediondo ou afim. NÃO IMPOSIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. como ocorre com os crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia” (STJ – 6ª T – RHC 2556-0 – j. parágrafo único do CPP. FERNANDO GONÇALVES. 299. Decisão 24/06/ 2003. A Constituição da República impõe à lei admitir a liberdade provisória. Alberto [et al]. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. p.. 2 . LAURITA VAZ. pode depender do poder discricionário (não arbitrário) do juiz. razão pela qual não cabe.03. DJ 04/08/2003. Relator Min.III PROCESSUAL PENAL. que. Liberdade Provisória . ao lado da configuração idealizada pela Lei nº 8. AUSENTES REQUISITOS DA PRISÃO PREVENTIVA. 5º. não é impeditivo da liberdade provisória.

A Lei 10. O Estatuto do Desarmamento. 2. (Processo n. ATIPICIDADE DA CONDUTA. FABIANO SAMARTIN FERNANDES. Precedentes da Corte Superior. Por maioria. Pedido de Liberdade Provisória. POSSE DE ARMA EM RESIDÊNCIA: SE O FATO SE DEU DURANTE ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA DE CRIME NÃO SE . 2.2006). deram provimento ao apelo. Juiz de Direito Abelardo Paulo da Matta Neto. no período de 23/12/2003 a 23/10/2005. ESTATUTO DO DESARMAMENTO (L. residência fixa e ocupação definida. criou verdadeira abolitio criminis temporalis para os tipos incriminadores relacionados à posse de arma de fogo. mediante termo de comparecimento a todos os atos do processo.826/03). sob pena de violação dos princípios da legalidade e da isonomia.06. 5. 08 de junho de 2006. possui bons antecedentes. devem ser prudentemente observados. ainda que de procedência ilícita. ABOLITIO CRIMINIS TEMPORALIS. 4. 32). ao conceder ao cidadão prazo certo para a entrega de qualquer armamento à Polícia Federal (art. tornando-se imperioso conceder liberdade provisória ao indigitado indiciado. Salvador. POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE NUMERAÇÃO SUPRIMIDA. ora representado pelo Bel. 8ª Vara Crime da Comarca de Salvador-BA.A Revolução Cultural na Polícia Policial Militar. Expeça-se alvará de soltura. Porte Ilegal de Arma de Fogo. Abolitio Criminis Temporalis do Crime Posse Irregular de Arma de Fogo PENAL. Notifique-se o Ministério Público. defiro o pedido supracitado. Disparo de Arma de Fogo DISPARO DE ARMA DE FOGO: NÃO CARACTERIZA CRIME QUANDO O TIRO É DESFERIDO PARA O AR. Vistos. 1. verifica-se tratar de pedido de liberdade provisória em favor do réu em epígrafe. Compulsando os autos. 6. Liberdade Provisória Despacho: 1. É de ser sopesado que o réu é primário. não é conduta típica. 3. A posse irregular de arma de fogo.108 AGEPOL/CENAJUR . mas que avaliados no contexto constitucional de excepcionalidade da prisão cautelar. Tribunal de Justiça do RS. que alterou o marco inicial da abolitio criminis temporalis originalmente prevista no Estatuto do Desarmamento. etc. O Ministério Público emitiu opinativo favorável ao pleito. Diante das razões expostas e da ausência de comprovação suficiente do perigo que o denunciado oferece à ordem pública. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. Quinta Câmara Criminal. Julgado em 05/ 04/2006). elementos que isoladamente não asseguram a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. 3. DPJ 15. DESDE A CASA DO AGENTE. não pode ser aplicada de forma retroativa. 10. Os motivos ensejadores de decreto segregatório não estão presentes. 1100593-0/2006. cinge-se que o acusado é policial militar e foi preso portando arma de fogo sem o devido registro. COM OBJETIVO DE SEPARAR BRIGA DE ANIMAIS ¿ AUSENTE QUALQUER POSSIBILIDADE DE DANO.884/04. Tendo em conta os indícios até então disponíveis nos autos. Intimem-se. (Apelação Crime Nº 70014288385.

Até os mais ingênuos já perderam a ilusão de que é possível ler sem interpretar. ao avesso da principiologia constitucional e da Teoria do Delito consagrada no Direito Penal contemporâneo.não implica admitir sua existência independentemente de lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado pela incriminação da hipótese de fato. a pronta disponibilidade de munição: inteligência do art.pois é certo que. por ora. 10 da L. à luz do princípio de disponibilidade: (1) se o agente traz consigo a arma desmuniciada.II Arma de fogo: porte consigo de arma de fogo.que dá realce primacial aos princípios da necessidade da incriminação e da lesividade do fato criminoso . É raciocínio que se funda em axiomas da moderna teoria geral do Direito Penal. competindo ao julgador atentar para aspectos outros que não a mera literalidade da norma. 3. para elidir a incriminação do porte da arma de fogo inidônea para a produção de disparos: aqui. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. no entanto. para o seu acolhimento. de logo. os comissíveis mediante ameaça . que hão de prevalecer sempre que a regra incriminadora os comporte. 5. mas incapaz de disparar. também se podem utilizar outros objetos .Estatuto do Desarmamento . falta à incriminação da conduta o objeto material do tipo. inevitavelmente. Tribunal de Justiça do RS. acatar a tese mais radical que erige a exigência da ofensividade a limitação de raiz constitucional ao legislador. (Apelação Crime Nº 70014784326. e interpretar o Direito.o cuidarse de crime de mera conduta . pena de violação dos princípios da ofensividade e da razoabilidade. deram provimento ao apelo. Tribunal de Justiça do RS.I PENAL. também é criar o Direito.no sentido de não se exigir à sua configuração um resultado material exterior à ação . ATIPICIDADE DA CONDUTA. desmuniciada e sem que o agente tivesse. de forma a proscrever a legitimidade da criação por lei de crimes de perigo abstrato ou presumido: basta. como tal. O simples porte de munição. 9437/97: atipicidade do fato: 1. (Apelação Crime Nº 70011545696. aceitá-los como princípios gerais contemporâneos da interpretação da lei penal. convém frisar. particularmente. Na figura criminal cogitada. À unanimidade. No porte de arma de fogo desmuniciada. os princípios bastam. mas tem a munição adequada à mão. Julgado em 08/06/2005) Arma de Fogo sem Munição. 2. não é necessário. Para a teoria moderna . não configura crime. Quinta Câmara Criminal. Conduta Atípica . PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO. Negaram provimento ao apelo ministerial (unânime). Arma de Fogo sem Munição. de . 4. ESTATUTO DO DESARMAMENTO. O Direito não é pura forma. ou a arma de brinquedo possam servir de instrumento de intimidação para a prática de outros crimes. Conduta Atípica .da faca à pedra e ao caco de vidro -. nas circunstâncias. Julgado em 10/05/2006). de logo. cujo porte não constitui crime autônomo e cuja utilização não se erigiu em causa especial de aumento de pena. Quinta Câmara Criminal.Fabiano Samartin Fernandes 109 CUIDA. O legislador não tem carta branca para criminalizar condutas sem qualquer lesividade social. sem chance de uso em arma qualquer. é preciso distinguir duas situações. Não importa que a arma verdadeira.

descaracteriza-e como crime ante à ausência da arma de fogo.286/2003 – Estatuto do Desarmamento – revogou expressamente a Lei n. Órgão Julgador: Primeira Turma) Abolitio Criminis. RHC 81057-SP. contrariar-se-iam os princípios da ofensividade ou lesividade.e.isto é. Processo Nº : 001. constitucional e pela contramão ao precendente do STF que descriminalizou o crime de PORTE DE ARMA NÃO MUNICIADA. não se realiza a figura típica. que. SIMULACRO PARA COMETER CRIMES. 30. in casu. . Se assim não fosse. (2) ao contrário. DA LEI N. Absolvição. Inexistência de arma. porte ou detenção não autorizada de munição de uso permitido.110 AGEPOL/CENAJUR . 1. 363.2004. REVOGAÇÃO PELA LEI N. Inconstitucionalidade da lei. o crime de porte de MUNIÇÃO DESARMADA. o eventual disparo.437/1997 e.º 9. Decisão 25/05/2004.. Decisão 21/10/2004. Ordem concedida. por não representar qualquer lesão ou perigo efetivo a qualquer objetividade jurídica. 2. ARMA DE BRINQUEDO. INCISO II. da intervenção mínima. ABOLITIO CRIMINIS. v. não pode ser considerado crime. é forçoso reconhecer a abolitio criminis (art. Sentença considerando Inconstitucional a Criminalização do Porte de Arma de Fogo sem Munição EMENTA: Sentença que julga inconstitucional.º 10. 10. Porte Ilegal. Fato atipificador. v. Improcedência da denúncia.u. como tal . SEPÚLVEDA PERTENCE. do devido processo legal substantivo e toda a ordem constitucional.O porte de munição desarmada. como artefato idôneo a produzir disparo .A Revolução Cultural na Polícia modo a viabilizar sem demora significativa o municiamento e.Apesar de comprovada a posse. não há a imprescindível disponibilidade da arma de fogo. Relator Min. . (STF. tem-se arma disponível e o fato realiza o tipo.º 9.u. Órgão Julgador: Quinta Turma).º 10.. repele seja . por afrontar vários princípios do direito penal.826/2003. se a munição não existe ou está em lugar inacessível de imediato.009198-3 Natureza : Ação Penal SENTENÇA PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO – Materialidade e autoria. Prova. por não existir na novel legislação qualquer conduta típica equivalente ao delito de uso de arma de brinquedo como simulacro para cometer crime. por isso. A Lei n. p. em conseqüência. DJ 29/11/2004.437/97. DJ 29/04/2005. in casu. Arma de Brinquedo HABEAS CORPUS. Relatora Ministra LAURITA VAZ. ART. considerada garantista dos direitos dos cidadãos. 2º do Código Penal). HC 36725-SP. p. (STJ. § 1º.

policiais militares abordaram e revistaram o acusado. 14 da Lei Federal nº 10. diante de recente precedente jurispru¬dencial do Supremo Tribunal Federal. receber. preliminarmente. empregar. Acompanha o inquérito policial. as partes nada requereram. 57/59.826/03: Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. Aberto o prazo para diligências (fls. 14) de “um pedaço de plástico em forma de embrulho. que haveria pouca iluminação no local e eles estariam distantes e os seus depoimentos seriam controverso. descriminalizou a conduta do porte de arma desmuniciada. que “teriam que tentar ratificar o auto de prisão em flagrante”. nas suas alegações finais de fls. também em alegações derradeiras (fls. pediu pela condenação do réu nos termos da denúncia. que o fato não seja considerado crime. A Denúncia foi recebida no dia 14 de abril de 2004 (fls. que. interrogado (fls. previsto no art. 04/16). pediu. O representante do Ministério Público. 40v). Portar. ter em depósito. ainda que gratuitamente. pelo excesso de prazo na instrução. 31/33). 27/28) e apresentou defesa prévia (fls. 14 da Lei Federal nº 10. 24v). ainda não deflagradas. 38). respectivamente. nas proximidades da “Feirinha” do Bairro do Jeremias. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. seria uma afronta à lógica e ao bom senso compreender de forma desvinculada para a munição desarmada. Às fls. oficiante nesta unidade judiciária. . 62/65). 02). pela absolvição. Decisão. o auto de apreensão e apresentação (fls.Fabiano Samartin Fernandes 111 considerada crime conduta que não implique em lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado. 45/49 e 60/61). pede. O representante do Ministério Público. transportar. Assim. Ainda. encontrando em seu poder 05 (cinco) munições para revólver de calibre 38. foi relaxada a prisão em flagrante e colocado o réu em liberdade. por ter violado o art. Ao réu é imputado o delito de porte não autorizada de munição de uso permitido. acessório ou munição.ETC. remeter.Estatuto do Desarmamento . de uso permitido. Aduz a peça inicial que no dia 29 de março de 2004. sem o devido acompanhamento do revólver”. Inquirição de 02 (duas) testemunhas da denúncia (fls. É o Relatório. intactas”. adquirir. diz que o testemunho foi apenas de policiais. VISTOS. ceder. com rol de testemunhas. Certidão positiva de antecedentes criminais do réu (fls. por ter restado provados os fatos terem ocorrido tais quais narrados naquela peça. com base no Inquérito Policial 013/04 (fls. por argumentos similares. 36/37). contendo cinco munições de revólver do calibre 38. 66. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. deter. por sua vez. expressamente (fls. ao final. O Ministério Público prescindiu das outras testemunhas arroladas e a defesa prescindiu da oitiva das suas. O réu foi citado pessoalmente (fls. fornecer. Vieram-me os autos conclusos para decisão. vez que “ninguém consegue atirar ou matar apenas com as munições. ainda. como peças importantes: o auto de prisão em flagrante delito (fls. 40) e tacitamente (fls. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. Inclusive. ofereceu Denúncia contra JOSÉ EVALDO GONÇALVES. A defesa.826/03. quanto ao mérito. 05/08). emprestar. 14. e multa.

nem mesmo eventualmente. pois também que os crimes de perigo abstrato não dão amparo ao princípio da lesividade e ao princípio de intervenção mínima.. Tal “garantismo” é contundente no âmbito penal e processual penal. mas também internacional. . Isso de vislumbra o questionamento hodiernamente existente sobre a coisa julgada13 . (. A Constituição Federal de 1988. mas há indiscutível tendência do Direito em permitir a relativização de preceitos que até bem pouco tempo eram tidos como inabaláveis. (.. Sobre as vertentes do princípio da lesividade: “traduzem.112 AGEPOL/CENAJUR .) Às vezes a lei exige o perigo concreto. 253 etc. também não há a menção sobre o perigo. etc. ou seja.10 “O princípio da intervenção mínima. como se verá. não querendo o ano.. os depoimentos das testemunhas durante a instrução judicial (fls. é de inarredável avanço legislativo não só em relação à legislação nacional anterior. como revela a doutrina crescente. chamada “cidadã”. (. 05/07)..) outras vezes refere-se ao perigo abstrato. aqueles que além de não gerarem dano. As suas novas concepções demoraram e ainda não foram apreendidas pelo legislador infraconstitucional. Friso que deixo de transcrever os trechos importantes dos depoimentos. que teimosamente permeia o ordenamento com elementos contrários às suas teses e princípios. sobre as nulidades absolutas. “ao se presumir. presumido pela norma que se contenta com a prática do fato e pressupõe ser ele perigoso (arts. sem produzir um dano efetivo. posto que os considero inúteis aos deslinde desta ação. bem assim o caráter de extrema ratio (subsidiário) do direito penal” 9 .A Revolução Cultural na Polícia Quantos aos fatos. a sua criminalização será inadequada e desnecessária”. de modo que se acaba por criminalizar a simples atividade. 28). perigo não existe. pois o réu realmente estava portanto as 05 (cinco) munições apreendidas em seu poder. resulta que em última análise.)”8 O garantismo vai diretamente ao encontro do crime de perigo abstrato neste ponto. afrontando-se o princípio da lesividade. Neste prisma constitucional. Se outras formas de sanções ou de outros meios de controle social revelarem-se suficientes para a tutela deste bem. Não precisa ser provado. 36/37) e a sua compatibilidade com a produzida na fase do inquérito policial (fls... cuja vontade limita-se à criação da situação de perigo. na verdade. 14. “Nos crimes de perigo. Isso é pacífico perante a prova dos autos. preconizando que a criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico. A atual Carta Magna é até alcunhada de “garantista”. 135. também conhecido como ultima ratio. como os “crimes de dano”.) O perigo abstrato é presumido juris et de jure. Perfeita a idéia traçada acima. orienta e limita o poder incriminador do Estado. o delito consuma-se com o simples perigo criado para o bem jurídico. pois. diante do tão amplo leque de direitos fundamentais que foram constitucionalizados sob a forma de garantias. Nesses crimes.. como o auto de apreensão de fls. a impossibilidade de atuação do Direito Penal caso um bem jurídico relevante de terceira pessoa não esteja sendo efetivamente atacado”. pois a lei contenta-se com a simples prática da ação que pressupões perigosa”. prévia e abstratamente o perigo. o elemento subjetivo é o dolo de perigo. a prova dos autos não permite entender de forma contrária. sendo o único elemento destoante a palavra do próprio réu (interrogatório de fls. A presunção do perigo abstrato é juris et de jure. Outro elemento que considero interessante pode ser encontrado na seguinte definição: “Crime de perigo é que se consuma com a simples criação do perigo para o bem jurídico protegido. não é de se aceitar a própria existência do “crime de perigo abstrato”.

e a inibição que causa aos direitos gerais do cidadão. no sentido de que as leis devem ser elaboradas com justiça. verifica-se a existência de proporcionalidade entre a objetividade jurídica da norma. Qualquer interpretação em sentido contrário constitui. inibindo que lei em sentido genérico ou ato administrativo ofendam os direitos do cidadão. quando há o prévio conhecimento dos elementos e definições que permeiam o caso. Pouco tempo depois. Sem dúvida. mas materialmente não configuram nenhum delito. A Suprema Corte Americana entende que tem direito a examinar qualquer lei e determinar se ela constitui um legítimo e nãoabsusivo exercício do poder estatal. como a vida. de logo. a sua face substantiva ou material é de extrema e pertinente utilização. um real substancial nexo com o objetivo que se quer atingir”. mais uma vez .057-SP. de dois a quatro anos de reclusão e multa. devem ser dotadas de razoabilidade (reasonableness) e de racionalidade (racinality).Estatuto do Desarmamento . por isso. Não há um mínimo de proporcionalidade entre a conduta de portar. pois ela permite o questionamento das legislação e de atos administrativos. pois sou sabedor de certos afinamentos de compreensão jurídica com ele. do porte de entorpecentes. Não contam com nenhuma danosidade real. não satisfaz ao devido processo legal.não por surpresa. é desproporcional e. César Peluso..) a munição desarmada (leia-se: munição isolada. Holmes. etc. Apesar de ser mais conhecido pela sua vertente processual. O substantive due process of law tutela o direito material do cidadão. Lembro que é uma pena mais acentuada que a do furto. São objetos (em si mesmos considerados) absolutamente inidôneos para configurar qualquer delito. que já tinha exposto seu entendimento sobre a impossibilidade de punição para a conduta de portar arma desmuniciada17 ou arma de brinquedo – de ver artigo do douto Luiz Flávio Gomes em que aborda os reflexos daquele julgamento do Pretório Excelso no caso de porte de munição desarmada19 . referindo-se ao voto do Min. o bem jurídico por ela tutelado. deter. essa lei. Desde que recebi a denúncia.Fabiano Samartin Fernandes 113 Outro princípio fundamental de direito vai de encontro à criminalização da munição desarmada é o devido processo legal15 . transcrevo trecho do voto do Min. Por fim. no Recurso Ordinário em Habeas Corpus nº 81. a liberdade e a propriedade. segundo W. que ‘dá realce primacial aos princípios da necessidade e da lesividade do fato criminoso’. seu voto releva a necessidade de que o fato típico .substantive due process . uma correlação com a presente ação e. Segue trecho expressivo: “(. liberdade. devem guardar. O ministro do Supremo Tribunal Federal. com conteúdo substantivo . retornando à decisão do Supremo. Todas essas condutas acham-se formalmente previstas na lei (Estatuto do Desarmamento). outros destes derivados ou inseridos na Constituição. grave ofensa à liberdade e ao Direito Penal constitucionalmente enfocado. prolatou acórdão que em poucas palavras traz a perfeita essência do aspecto material do devido processo legal: “due process of law. Fiz. propriedade. Carlos Velloso. tive a grata satisfação de ser surpreendido com a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal. Sepúlveda Pertence: “Apoiado na moderna concepção do Direito Penal. seja a vida. segundo nosso juízo. que entendia pela descriminalização do porte de arma desmuniciada. O devido processo material pede auxílio às regras do princípio da proporcionalidade para estabelecer critérios para coibir o excessivo uso da força Estatal na emissão de seus atos legislativos e executivos. em especial. sem chance de uso por uma arma de fogo) assim como a posse de acessórios de uma arma. quando também ausente a possibilidade imediata de municiá-la. etc. possuir uma munição de uso permitido e a pena excessiva com a qual é punida.. comecei a pensar no caso em questão e as lógicas de raciocínio me pareceram extramente pertinentes e fáceis. de receptação. Assim.constitui limite ao Legislativo.

Assim. Euler Paulo de Moura Jansen Juiz de Direito . da Lei 10. QUE TRATA DA CONDUTA DE PORTAR MUNIÇÃO DESARMADA.. 809 do CPP). ao mesmo tempo. Publique-se. do CPC. entendidos como princípios gerais contemporâneos. . A importância desta sentença.Transitado em julgado.. O Juiz absolverá o réu. com cópia da sentença. qualificado às fls.20 Tudo que foi dito gera reforça e. na forma do art. desarraigada à lesão efetiva ou potencial de qualquer bem jurídico.Providencie-se a remessa da munição apreendida para a Corregedoria Geral de Justiça. da prática do crime previstos no art. não pode ser considerada crime. em desatenção aos princípios da lesividade. ENTENDO INCONSTITUCIONAL O ART.Oficie-se em resposta ao ofício de fls.. 02. desde que reconheça: (. de interpretação da lei penal. De logo. na forma do art. Em conseqüência. perfeitamente aplicável a seguinte norma jurídica: Art. 386. 386. caput. do devido processo legal material. Sem Custas. . 09 de setembro de 2004. comunicando o deslinde desta ação. 60..114 AGEPOL/CENAJUR . transcende a órbita do réu e enaltece o sentimento de justiça e de democracia pelo qual deve zelar o Poder Judiciário. Registre-se e Intimem-se. JOSÉ EVALDO GONÇALVES. III. à medida que zela pela legitimidade e congruência do ordenamento jurídico.A Revolução Cultural na Polícia implique lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado. Campina Grande. permanecendo inalterada esta decisão: . 14 DA LEI 10. Isso é tendência de nosso direito e já foi mostrado caso similar quando foi exigido o perigo concreto para a direção de veículo automotor sem habilitação legal – assunto pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça (Informativos 15 e 71).) III – não constituir o fato infração penal. embasa que uma conduta como o porte de munição desarmada. Ex positis.Remeta-se o boletim individual à SSP-PB (art. em conseqüên¬cia.826/03. extirpada aquela norma.Arquivem-se os autos com baixa.) Lesividade e ofensividade. 25. independente do trânsito em julgado: . ante a absolvição. atento ao que dos autos consta e aos princípios de Direito aplicáveis à espécie. JULGO IMPROCEDENTE A PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL EXPRESSA NA DENÚNCIA. IN CASU. 14 da Lei Federal nº 10. devem prevalecer sempre que os comporte a regra incriminadora”.826/03.826/03. ABSOLVER O ACUSADO. mencionando a causa na parte dispositiva. da intervenção mínima do direito penal. ainda que se trate de crime de mera conduta (. para.

Lei no 10. Salvador-BA: AGEPOL/ CENAJUR. dispõe sobre registro. de 22 de Dezembro de 2003. Fabiano Samartin. 2005. BRASIL.presidencia. [Extraído do site http://www.826. de 1o de julho de 2004.gov. Paulo Alves. Legislação Penal Especial.Estatuto do Desarmamento . Diário Oficial da União. Abuso de Autoridade. posse e comercialização de armas de fogo e munição.Fabiano Samartin Fernandes 115 BIBLIOGRAFIA ANDREUCCI.presidencia. Decreto no 5. Daniela. de 22 de dezembro de 2003.SINARM e define crimes. in coleção jurídica Tudo que o policial precisa saber. publicado em 02/07/2004. São Paulo-SP: Editora de Direito. Ricardo Antônio. sobre o Sistema Nacional de Armas . Fernando. Compêndio 02. 3ª ed. 2004. in coleção jurídica Tudo que o policial precisa saber. que dispõe sobre registro. Diário Oficial da União. São Paulo-SP: Saraiva. HOHLENWERGER.br] BRASIL. posse e comercialização de armas de fogo e munição.826. São Paulo-SP: Saraiva. [Extraído do site http://www. publicada em 23/12/2003. Compêndio 04. Porte de Arma.. 1ª ed. FRANCO.. FERNANDES. Prisão Provisória e Liberdade Processual. .SINARM e define crimes.br] CAPEZ. Estatuto do Desarmamento . Estatuto do Desarmamento Anotado. sobre o Sistema Nacional de Armas .123. Regulamenta a Lei no 10. SalvadorBA: AGEPOL/CENAJUR.gov. 2005. 2006. 2005.

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Riachão do Jacuípe 15. Inhambupe 10. Santo Estevão 17. Conceição do Coité 7.Fabiano Samartin Fernandes 117 MUNICÍPIOS COM COBERTURA JURÍDICA DA AGEPOL/CENAJUR TOTAL: 111 MUNICÍPIOS Região metropolitana (11 cidades) 1. Entre Rios 8. Amélia Rodrigues 3. Curaça 6. Antônio Cardoso 5. Madre de Deus 8. São Sebastão do Passé 10. Ipirá 12. Itaparica 6. Santonopólis 19. Santa Bárbara 16. Andorinha 3. Casa Nova 5. São Gonçalo dos Campos 18. Amari 3. Uauá . Coração de Maria 9. Crisápolis 7. Anguera 4. Irará 10. Marcelly Ferreira Farias Tel: (75) 3223 8214 / 9134 4817 1. Conceição da Feira 6. Feira de Santana 2. Dias D´Ávila 5. Sobradinho 10. Esplanada 9. Juazeiro 2. Jaguarari 7. São Francisco do Conde 9. Serrinha 21. Cardeal da Silva 5. Conceição do Jacuípe 8. Muritiba 14. Mata de São João 12.Estatuto do Desarmamento . Tanquinho Região de Alagoinhas (13 cidades) Dra. Pedrão 13. Candeias 4. Petrolina/PE 8. Itanagra 11. Camaçari 3. Campo Formoso 4. Araçás 4. Serra Preta 20. Ipecaetá 11. Silvialetícia Costa do Monte Tel: (75) 3423 5053 / 9971 5298 1. Maragogipe 13. Vera Cruz Região de Feira de Santana (21 cidades) Dra. Alagoinhas 2. Senhor do Bonfim 9. Pojuca Região de Juazeiro (10 cidades) Dra. Simões Filho 11. Lauro de Freitas 7. Salvador 2. Catu 6. Diana Dalva de Carvalho Tel: (74) 3611 8059 / 8811 1171 1.

Ediane Araújo Pereira Tel: (75) 3282 1666 / 9192 1666 1. Dário Meira 9. Irajubá 18. Cravolândia 8. Aratuípe 4. Ipiaú 17. Planaltino 28. Santa Inês 29. Apuarema 4.br . Manoel Vitorino 23. Ibirataia 11. Aiquara 3. Sapeaçu 20. Teolândia 22. Presidente Tancredo Neves 16. Glória Região de Jequié (30 cidades) Dr. Varzedo 23. Ubatã 30. Itagi 12. Taperoá 21. Nazaré 14. São Felipe 19.org. Gandú 10. Castro Alves 5. Santa Terezinha 18.118 AGEPOL/CENAJUR . Nilton de Sena Oliveira Tel: (73) 3525 5903 / 9141 2627 1. Santo Antônio de Jesus 2. Salinas 17. Delmiro Gouveia/AL 3. Henrique Régis César Tel: (75) 3631 2470 / 9981 9522 1. Jaguaripe 10. Boa Nova 6. Itagiba 13. Lafaiete Coutinho 21. Mutuípe 13. Muniz Ferreira 12.A Revolução Cultural na Polícia Região de Sto Antônio de Jesus (23 cidades) Dr. Jitaúna 20. Itatim 9. Amargosa 3. Wenceslau Guimarães www. Barra do Rocha 5. Jaguaquara 19. Paulo Afonso 2. Jequié 2. Itiruçu 16.agepol. Valença Região de Paulo Afonso (3 cidades) Dra. Itamari 15. Lage 11. Nilo Peçanha 15. Nova Itarana 27. Lajedo do Tabocal 22. Milagres 25. Nova Ibiá 26. Maracás 24. Cruz das Almas 7. Conceição de Almeida 6. Governador Mangabeira 8. Itaquara 14. Brejões 7.

Estatuto do Desarmamento .Fabiano Samartin Fernandes 119 .