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Estatuto do Desarmamento - Fabiano Samartin Fernandes

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Coleção Jurídica
TUDO QUE O POLICIAL PRECISA SABER SOBRE...

ESTATUTO

DO

DESARMAMENTO

- COMENTÁRIOS À LEI Nº 10.826/2003 Fabiano Samartin Fernandes

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AGEPOL/CENAJUR - A Revolução Cultural na Polícia

Comissão Editorial: Fabiano Samartin Fernandes, Lêda Nascentes e Fernanda Fernandes Editoração Eletrônica e Capa: Fabiano Samartin Fernandes Revisão: Cecília de Moura Barbosa
(Tel.: 71-3240-1324 / 71-8132-1020 / E-mail: celmoubar@uol.com.br)

Impressão: R2 Gráfica Tiragem: 5.000 exemplares. 1ª Edição

AGEPOL/CENAJUR [Capital e Região Metropolitana] Endereço: Alameda dos Umbuzeiros, nº 638, Edf. Alameda Centro, Terraço, Caminho das Árvores, Salvador-BA. CEP 41.820-680 [Em frente a 35ª CIPM - Iguatemi] Telefax: (71) 3359 1297 / 3359 6583 Celular: (71) 8119 6583 / 8119 6584 Site: www.agepol.org.br

[Confira ao final lista completa dos munícipios com cobertura jurídica]

Estatuto do Desarmamento - Fabiano Samartin Fernandes

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Fabiano Samartin Fernandes
Advogado Coordenador Jurídico da AGEPOL/CENAJUR Pós-graduando em Ciências Criminais pela JusPODIVM/Unyahna

ESTATUTO

DO

DESARMAMENTO

- COMENTÁRIOS À LEI Nº 10.826/2003 -

SALVADOR-BAHIA AGOSTO/2006

A Revolução Cultural na Polícia .4 AGEPOL/CENAJUR .

Fabiano Samartin Fernandes 5 SUMÁRIO Apresentação 07 Nota do Autor 09 1ª Parte: Doutrina 11 Introdução 13 Arma de Fogo 13 Munição e Acessório 15 Arma sem Munição / Munição sem Arma / Arma de Brinquedo 15 SINARM e SIGMA 18 Certificado de Registro de Arma de Fogo 20 Certificado de Registro de Arma de Fogo do Policial Militar 22 Porte de Arma de Fogo 27 Policiais Militares 30 Policiais Militares Inativos 32 Policiais Militares Exonerados ou Demitidos 32 Responsabilidade Civil. Penal e Administrativa do Policial Militar 33 Posse Irregular de Arma de Fogo (Art. 15) 41 Posse ou Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito (Art. 13) 36 Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Permitido (Art. 14) 38 Disparo de Arma de Fogo (Art. 12) 34 Omissão de Cautela (Art. 18) 45 Arma de Fogo de Uso Restrito como Causa de Aumento da Pena 46 Causa de Aumento para os Integrantes dos Órgãos referidos na Lei 46 Concurso de Causas de Aumento de Pena 47 . 17) 44 Tráfico Internacional de Arma de Fogo (Art. 16) 42 Comércio Ilegal de Arma de Fogo (Art.Estatuto do Desarmamento .

826/2003 (Estatuto do Desarmamento) 55 Decreto nº 5.6 AGEPOL/CENAJUR .123/2004 64 Portaria nº 035-CG/2005 80 3ª Parte: Jurisprudência 101 Bibliografia 115 Munícipios com cobertura jurídica 117 .A Revolução Cultural na Polícia Vedação da Liberdade Provisória 47 Referendo Popular 51 Conclusão 51 2ª Parte: Legislação 53 Lei nº 10.

policiais militares e policiais civis. em especial o policial militar. tornando realidade a prometida REVOLUÇÃO CULTURAL.agepol. fruto das palestras realizadas na capital e interior do Estado. através de palestras realizadas. Capitão Tadeu Fernandes Presidente da AGEPOL . Este compêndio. lançamentos de livros e assistência jurídica. eis que são poucas as obras versando sobre o tema. Outros livros já foram publicados e estão disponíveis no site www.br. ao longo desses 04 anos de existência. A AGEPOL/CENAJUR vem. que de forma bastante didática e demonstrando profundo conhecimento da matéria comenta os artigos da Lei nº 10.123/2004 e da Portaria nº 035-CG/2005. baixada pelo Comandante-Geral da PMBA. sobre o Estatuto do Desarmamento.Estatuto do Desarmamento . foi escrito pelo Dr. propiciando uma efetiva segurança jurídica aos seus associados. preenchendo uma lacuna. do Decreto nº 5. Fabiano Samartin Fernandes.826/2003 (Estatuto do Desarmamento). tema de fundamental importância para todos. Além de ter disponibilizado a legislação pertinente e a jurisprudência sobre o tema. Trata-se de uma obra indispensável para os operadores do Direito. estudantes.Fabiano Samartin Fernandes 7 APRESENTAÇÃO A AGEPOL/CENAJUR brinda seus associados com o lançamento do 5º compêndio da Coleção Tudo que o policial precisa saber.org.

8 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia .

porém. isoladamente. mas. Por outro lado. pretendo analisar a Lei nº 10. o criminoso não ficará prejudicado.Estatuto do Desarmamento . legislação e jurisprudência. Conforme será exposto nesta obra. 5º compêndio da Coleção Jurídica Tudo que o policial precisa saber. O Estatuto incide diretamente ao cidadão. (Martin Luther King) No presente trabalho.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) e os seus reflexos na sociedade. o estudo sobre o Estatuto do Desarmamento. dificultando o acesso do cidadão à arma de fogo. ao elaborar o Estatuto do Desarmamento. inclusive dos policiais militares. pois dificulta para o “indivíduo de bem” a compra e o porte de arma de fogo. pois não adquire arma no comércio e nem se dirige à Polícia Federal para requisitar autorização para o porte da arma. é desarmar a sociedade. . Essa política de controle foi alvo de críticas por parte de vários setores da sociedade.Fabiano Samartin Fernandes 9 NOTA DO AUTOR Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio. e pouco ao criminoso. mesmo assim. Assim. não irá resolver o problema. em especial para o policial militar baiano. o objetivo do legislador. o desarmamento é um passo importante para diminuir a violência. como forma de diminuir gradativamente a violência. lançada pela AGEPOL/CENAJUR. é dividido em três partes: doutrina.

Salvador-BA.123/2004 que regulamentou a citada lei e a Portaria nº 035-CG/2005 do Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia que regulou os procedimentos relativos ao porte. reporta-se à Jurisprudência. na medida em que este tem uma maior necessidade do uso da arma de fogo. até mesmo em virtude da sua amplitude. registro e cadastro de armas de fogo pertencentes à Corporação e às armas particulares dos policiais militares. espero que este trabalho contribua para uma melhor compreensão do tema e promover o debate.10 AGEPOL/CENAJUR . contribuindo para uma sociedade mais justa e fraterna.com. Fabiano Samartin Fernandes (fabiano@cenajur. Na terceira parte. traz-se a legislação pertinente ao tema. sempre analisado à luz dos princípios constitucionais. ora comentada. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Tribunal de Justiça da Bahia. o Decreto nº 5. Assim. Nesta parte. destaco o registro e a autorização para o porte de arma de fogo e os crimes praticados com a arma. conseqüentemente tem uma responsabilidade com seu uso. Superior Tribunal de Justiça.A Revolução Cultural na Polícia Na primeira parte. criminal e administrativa. o Estatuto do Desarmamento é comentado artigo por artigo.br) . a Lei nº 10. sem a intenção de esgotar o tema.826/2003. procurando sempre estabelecer um paralelo entre o civil e o militar. responsabilidade de natureza cível. Na segunda parte do trabalho. denominada Doutrina. em que demonstro que alguns pontos do Estatuto são inconstitucionais. e são colacionadas decisões atuais envolvendo o Estatuto do Desarmamento extraídas do Supremo Tribunal Federal. Agosto de 2006.

Estatuto do Desarmamento .Fabiano Samartin Fernandes 11 1ª Parte DOUTRINA .

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ao máximo. segundo a história foi criada pelos chineses no século IX quando buscavam o elixir da imortalidade. foi um passo para seu uso nas guerras: as primeiras armas eram foguetes feitos de bambu. visto que a metalurgia não era uma arte bem dominada na época. também. É nesse contexto que se deve observar a finalidade do Estatuto do Desarmamento. Organização Não-Governamental. diminuir. uma jovem foi assassinada com um tiro de arma de fogo numa estação de metrô na cidade de São Paulo-SP. a pólvora foi a grande inovação.ESTATUTO DO DESARMAMENTO COMENTÁRIOS À LEI Nº 10. O público presente protestou contra a violência e mostrou ao Congresso Nacional a sua verdadeira vontade. o momento histórico em que ela foi elaborada. Para tanto. a Caminhada “Brasil Sem Armas”. qual seja.826. que trouxe mudanças significativas no que diz respeito ao comércio. o uso indiscriminado de armas de fogo pelo cidadão. observando-se. observe-se que o apelido da nova lei é Estatuto do Desarmamento. claramente. . posse e porte de arma de fogo. percebe-se. restringindo. que a intenção do legislador foi desarmar a população. Em março de 2003. Como foram os chineses que também inventaram os fogos de artifício.826/2003 INTRODUÇÃO Em 22 de dezembro de 2003. para reduzir a violência. foi sancionada a Lei nº 10. Assim. o uso de arma de fogo em todo o território nacional. ser lembrado que a Rede Globo de Televisão organizou juntamente com o “Viva Rio”. ARMA DE FOGO No que diz respeito à arma de fogo. que o Estatuto do Desarmamento fosse votado e aprovado. Deve. Cerca de 50 mil pessoas participaram da caminhada pedindo o desarmamento da sociedade e penas mais duras para os criminosos. inclusive. Diante dessa realidade. far-se-á uma interpretação teleológica da legislação. gradativamente. qual seja. Os árabes foram os primeiros a utilizar a pólvora para fins militares.

38 Super Auto. lunetas. Nos termos do art. . e nas condições estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento. acessórios e equipamentos de uso restrito. 3º. que deu nova redação ao Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). . . periscópios. armas de fogo longas raiadas. arma de fogo de uso restrito é aquela de uso exclusivo das Forças Armadas. Por sua vez. acessórios e equipamento de uso permitido e as de uso restrito. do Decreto nº 5. explica-se como um pequeno volume de pólvora pode gerar um enorme volume de gás em velocidade quando em combustão.665. . . de instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas. capacete. enquanto a física demonstra a forma correta de se aproveitar esta geração e expansão de gases a fim de projetar um objeto. de 20 de novembro de 2000. distinguindo-se pelas pessoas autorizadas ao seu uso. e os seus tipos. devidamente autorizadas pelo Comando do Exército. conforme os arts. equipamentos para visão noturna. . armas de fogo curtas. nos termos do Decreto nº 3. . inciso XII. . Dentre outras.22 LR. além de direção e estabilidade ao projétil. arma de fogo de uso permitido é aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas. 10 e 11.45 Colt e . são: armas de fogo curtas com calibres . dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro meio de marcar o alvo. munições.380 Auto. Arma de fogo. está solidária a um cano que tem a função de propiciar continuidade à combustão do propelente.14 AGEPOL/CENAJUR .44 SPL. armas de fogo automáticas de qualquer calibre. normalmente. por exemplo. escudo. munições. .25 Auto. tais como óculos. sob cuja ação é lançado no ar um projétil.32 Auto. em determinada direção e com determinada força. . tais como colete.38 SPL e . do referido Decreto. de repetição ou semi-automática com calibres . de acordo com as normas do Comando do Exército. .123/2004. O Decreto nº 3. . segundo conceito extraído do Dicionário da Língua Portuguesa Aurélio Eletrônico – Século XXI. As armas de fogo podem ser de uso permitido ou de uso restrito. As armas.223 Remington.665/2000.270 Winchester. blindagens balísticas para munições de uso permitido.9 Luger. como.A Revolução Cultural na Polícia A química e a física são as ciências por trás das armas de fogo. Assim. o conceito de arma de fogo é a arma que arremessa projéteis empregando a força expansiva dos gases gerados pela combustão de um propelente confinado em uma câmara que. é toda aquela arma que funciona mediante a deflagração de uma carga explosiva que dá lugar à formação de gases.32 S&W. bem como a pessoas jurídicas. Através da química. equipamentos de proteção balística contra armas de fogo de porte de uso permitido.45 Auto.44 Magnum.357 Magnum.40 S&W. . são armas de uso permitido. veículo de passeio blindado. o projétil. dentre outros. traz as armas de fogo.

um real substancial nexo com o objetivo que se quer atingir”. pois aqueles só funcionam com uma arma. Ademais. acoplado a uma arma. cujo efeito desejado pode ser: destruição. não sendo necessário para a sua configuração um resultado material exterior à ação. Acessório de arma é um artefato que. no sentido de que as leis devem ser elaboradas com justiça. nos termos do art. o legislador ao equiparar a munição e o acessório a uma arma de fogo cometeu um grave equívoco. em 14. e essa propensão repercutiu no Estatuto do Desarmamento que revogou. 3º. Observe-se que. Há uma tendência de descriminalização do uso da arma sem potencial lesivo. a Lei nº 9.08. outros efeitos especiais. ambos precisam da arma. segundo W. a lei não exige qualquer resultado naturalístico. a munição e o acessório não têm potencialidade lesiva. . Nesses crimes.665/2000. devem guardar. possibilita a melhoria do desempenho do atirador.Fabiano Samartin Fernandes 15 MUNIÇÃO E ACESSÓRIO Munição é um artefato completo. há excesso incriminador em colocar a munição e o acessório como objeto do crime. exercício. com fundamento nos princípios da necessidade da incriminação e da lesividade do fato criminoso.1996: “due processo of law. manejo. do Decreto nº 3. ARMA SEM MUNIÇÃO / MUNIÇÃO SEM ARMA / ARMA DE BRINQUEDO A moderna doutrina e jurisprudência vêm entendendo que é atípica a conduta do agente com arma de fogo desmuniciada e sem disponibilidade de munição. expressamente. observe a decisão do ministro do STF. contentando-se com a ação ou omissão do agente. 3º. dependendo desta inexoravelmente para tornar-se potencialmente lesiva. a modificação do aspecto visual da arma.437/1997 (Antiga Lei das Armas). portanto revogou a conduta típica de uso de arma de brinquedo como simulacro 1 Sobre o Devido Processo Legal Material. no julgamento da ADIn nº 1511-7 DF. O crime de posse irregular e o crime de porte ilegal de arma de fogo são crimes de mera conduta. Carlos Velloso. devem ser dotadas de razoabilidade (reasonableness) e de racionalidade (racinality). Holmes. Dessa forma. iluminação ou ocultamento do alvo. nos termos do art.Estatuto do Desarmamento . do Decreto nº 3. da intervenção mínima do Direito Penal e do devido processo legal material1. isoladamente. o que viola os princípios da lesividade. efeito moral sobre pessoal. LXIV. tal como arma sem munição e arma de brinquedo. II. o que se mostra inconstitucional.665/2000. pronto para carregamento e disparo de uma arma. com conteúdo substantivo – substantive due process – constitui limite ao Legislativo.

16 AGEPOL/CENAJUR . 2º do Código Penal estabelece que “Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. caso venha subtrair coisa móvel alheia. considerada em si mesma. não é arma de fogo. Outra importante alteração no que diz respeito à descriminalização de condutas com arma sem potencial lesivo foi o cancelamento. do Código Penal. não há mais razão para ser o agente classificado como criminoso. A abolitio criminis é causa de extinção da punibilidade. admitindo o mesmo como lícito ou indiferente. 174 do Superior Tribunal de Justiça que determinava que: “No crime de roubo. Assim. Obviamente que arma desmuniciada tem poder intimidativo e. arma sem munição. o agente com arma de brinquedo cometerá o crime de roubo simples. inciso I. e sem nenhuma possibilidade de ser municiada rapidamente. munição sem arma e arma de brinquedo não são instrumentos hábeis para a configuração dos crimes de posse irregular e de porte ilegal de arma de fogo. O art. sem chance de uso por uma arma de fogo. será comentado o Estatuto do Desarmamento acerca de seus principais pontos. e. São objetos absolutamente inidôneos. e essa lei retroage para cassar todos os efeitos oriundos da aplicação da lei anterior. muitos deles controvertidos. de roubo etc. em outubro de 2002. não sendo aplicada a causa de aumento do art. e não seu poder de intimidação. dá-se a abolitio criminis. inciso III. O Supremo Tribunal Federal firmou posição no sentido de que arma desmuniciada. Se a lei posterior deixa de considerar crime determinado fato. operou-se indiscutivelmente a abolitio criminis 2. por não existir na novel legislação qualquer conduta equivalente. Há quem confunda potencialidade lesiva e poder de intimidação. Nesse mesmo sentido encontram-se a munição e os acessórios isolados. porque não é apta para efetuar disparos. 107. conforme a melhor corrente doutrinária e a jurisprudência dominante do STF. 157. Importante ressaltar que a criminalização da arma de fogo. Tendo sido modificada a lei que considerava crime determinado fato. constitui crime de ameaça. uma situação é a arma usada como instrumento de um crime. da súmula n. não constitui o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo. quando usada para intimidar.A Revolução Cultural na Polícia para cometer crime. logo. do Código Penal. Dessa maneira. a intimidação feita com arma de brinquedo autoriza o aumento da pena”. nos termos do art. tem como fundamento a sua potencialidade lesiva concreta. não contam com nenhuma potencialidade lesiva. Dessa forma. § 2º. outra distinta é a arma como objeto material do crime de posse irregular ou porte ilegal de arma de fogo. pois não ostenta nenhuma potencialidade lesiva. mediante grave ameaça ou violência à pessoa. A seguir. 2 . para si ou para outrem. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória”.

as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado. tem circunscrição em todo o território nacional. roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais. V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo. bem como manter o cadastro atualizado para consulta. varejistas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art. furto. 1º. instituído no Ministério da Justiça.Fabiano Samartin Fernandes 17 LEI Nº 10. Art. mediante cadastro. X – cadastrar a identificação do cano da arma. Ao Sinarm compete: I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo. bem como conceder licença para exercer a atividade. define crimes e dá outras providências. VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo. inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores. XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. IX – cadastrar mediante registro os produtores.826. . VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal.Estatuto do Desarmamento . importadas e vendidas no País. extravio. II – cadastrar as armas de fogo produzidas. posse e comercialização de armas de fogo e munição. no âmbito da Polícia Federal. sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm. conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante. bem como as demais que constem dos seus registros próprios. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País. Parágrafo único. acessórios e munições. 2º. DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 Dispõe sobre registro. O Sistema Nacional de Armas – Sinarm. exportadores e importadores autorizados de armas de fogo. IV – cadastrar as transferências de propriedade. atacadistas.

O SINARM . importação. 3 . e o dever de informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. com circunscrição em todo o território nacional. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. em relação à Lei nº 9. Dentre as principais inovações. dos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. São elas: as armas de fogo institucionais. da Polícia Rodoviária Federal. Deverão ser também cadastradas as armas de fogo apreendidas. competindo. as transferências de propriedade. as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. extravio. de 20 de fevereiro de 1997 tratava do registro e porte de arma e foi revogada expressamente pela Lei nº 10. O parágrafo único do artigo 2º excetua as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. dessa forma. importadas e vendidas no País. foi criado o SIGMA. das Polícias Civis. instituído pelo Ministério da Defesa. com circunscrição em todo o território nacional e com a finalidade de manter cadastro geral.Sistema Nacional de Armas tem competência para cadastrar as armas de fogo produzidas. inclusive aquelas vinculadas a procedimentos policiais e judiciais.826/2003. permanente e integrado das armas de fogo de sua competência. O Estatuto do Desarmamento ampliou as atribuições do SINARM. com a finalidade de manter o cadastro geral. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. um órgão federal. das Guardas Portuárias. que passou a cuidar da matéria.437. integrado e permanente das armas de fogo e o controle dos registros dessas armas. no âmbito do Comando do Exército. furto e roubo de armas de fogo. dentre outras estabelecidas. exceto as armas dos integrantes das Forças Armadas.437/19973. que não constem dos cadastros do próprio SINARM ou do SIGMA – Sistema de Gerenciamento Militar de Armas.18 AGEPOL/CENAJUR . ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. da Agência Brasileira de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. instituído pelo Ministério da Justiça. A lei estabelece as armas de fogo que deverão ser cadastradas no SINARM. as armas de fogo de uso restrito. no âmbito da Polícia Federal. tem-se: o cadastro das autorizações de porte de arma de fogo. constantes de registros próprios da Polícia Federal. bem como deverá manter o cadastro atualizado.A Revolução Cultural na Polícia SINARM E SIGMA Trata-se de órgão federal. das Guardas Municipais. Para tanto. exportação. dos integrantes das escoltas de presos. dos armeiros em atividade. atiradores e caçadores. A Lei nº 9.

CAPÍTULO II DO REGISTRO Art. nos termos do art. pela sua obsolescência. sendo intransferível esta autorização. III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo.123/2004. Art. ou por ser ela própria de fabricação muito antiga ou de modelo muito antigo e fora de uso. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos. 3º. de acordo com o art. 4 . acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias. e as armas de fogo obsoletas4. Parágrafo único. do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. de porte e portáteis. Arma de fogo obsoleta é aquela que não se presta mais ao uso normal.665/2000. XXI. A empresa que comercializa armas de fogo. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. § 2º. devido a sua munição e elementos de munição não serem mais fabricados. § 3º. 3º. da Agência Brasileira de Inteligência.Estatuto do Desarmamento . § 5º. além de declarar a efetiva necessidade. do Decreto nº 3.Fabiano Samartin Fernandes 19 As armas de fogo que deverão ser cadastradas no SIGMA são: as armas de fogo institucionais. § 4º. A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. as armas de fogo importadas ou adquiridas no País para fins de testes e avaliação técnica. presta-se a ser considerara relíquia ou a constituir peça de coleção. como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo. atender aos seguintes requisitos: I – comprovação de idoneidade. com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. A comercialização de armas de fogo. 9º. A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. Estadual. É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. das Policias Militares e de Corpo de Bombeiros Militares. em nome do requerente e para a arma indicada. 4º. que alterou o Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). do Decreto nº 5. Os cadastros do SINARM e os do SIGMA devem ser interligados e compartilhados. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército. acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm. das Forças Armadas. § 1º. II – apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. na forma do regulamento desta Lei.

§ 3º. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. Art. na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei. II e III do art. O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e será precedido de autorização do Sinarm. 4º da Lei de Armas e no art. ainda. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio.20 AGEPOL/CENAJUR . são: 1) Declarar a efetiva necessidade. 4o deverão ser comprovados periodicamente. A expedição da autorização a que se refere o § 1º será concedida. explicitando em seu pedido de aquisição. O registro precário a que se refere o § 4º prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I. 2) Comprovar a idoneidade. no prazo de 30 (trinta) dias úteis. que serão examinados pelo SINARM. com validade em todo o território nacional. Estadual. ou. 5º. previstos no art. o que torna mais difícil a aquisição da arma. bem como em cada renovação do registro. O indeferimento do pedido deverá ser fundamentado e comunicado ao interessado em documento próprio.884/2004) Redação anterior: Art. Os requisitos de que tratam os incisos I. desde que seja ele o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. (Redação dada pela Lei nº 10. § 1º. ou recusada com a devida fundamentação. § 2º. para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo. § 7º. com apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. Os requisitos para expedição da autorização de compra de arma de fogo. Este requisito não pode ser analisado simplesmente em sua literalidade. os fatos e circunstâncias justificadores do pedido. CERTIFICADO DE REGISTRO DE ARMA DE FOGO O interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido deve preencher certos requisitos legais. deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de 3 (três) anos. em período não inferior a 3 (três) anos. ou dependência desses. O Certificado de Registro de Arma de Fogo. ou dependência desses. com validade em todo o território nacional. O certificado de Registro de Arma de Fogo. pois as circunstâncias e os fatos que pesam sobre o requerente é que devem ser . Os registros de propriedade. expedidos pelos órgãos estaduais. 5º. a contar da data do requerimento do interessado. no seu local de trabalho.A Revolução Cultural na Polícia § 6º. realizados até a data da publicação desta Lei. II e III deste artigo. O interessado deve declarar a efetiva necessidade. 12 do Regulamento da Lei. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio.

obviamente. 3) Apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. Polícia Federal. estarão sendo desrespeitados princípios constitucionais.123/2004.Estatuto do Desarmamento . para o indivíduo ter uma arma de fogo. caso que deverá ser procedido com a devida fundamentação e a demonstração de que um dos requisitos não foi preenchido. será concedida a autorização ou será recusada. que. tem de ter um trabalho ou outra ocupação. necessariamente. demonstrados todos os requisitos legais. Assim. Todavia este requisito não se enquadra aos integrantes das Forças Armadas. 5) Comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado. e que. até mesmo se assim não for considerado. em estande de tiro credenciado. ambos respondem a processo crime. nos termos do art. 6) Ter vinte e cinco anos de idade. por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. das Forças Auxiliares ou do quadro da Polícia Federal. Em 30 (trinta) dias úteis. Estes requisitos deverão ser comprovados periodicamente. Polícias Civis. o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido deve requerer ao SINARM uma autorização para efetuar a compra. entretanto o segundo não pode ser impedido de adquirir arma de fogo. e os integrantes das guardas municipais. assim não basta que este tenha sido indiciado ou acusado em ação crime. Preenchidos todos os requisitos. deverá atestar que o requerente tem conhecimento da conceituação e normas de segurança pertinentes à arma de fogo. demonstrada. 12. Polícia Ferroviária Federal. em especial os princípios da igualdade. pelo interessado. tão-somente por estar respondendo à ação criminal.Fabiano Samartin Fernandes 21 observados. no mínimo. a contar da data do requerimento. Deve comprovar também a residência. conhecimento básico dos componentes e partes da arma de fogo e habilidade de uso da arma de fogo. da razoabilidade e da proporcionalidade. em tempo não inferior a três anos. do Decreto nº 5. 4) Comprovar capacidade técnica para manuseio de arma de fogo atestada por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército. deverá ser expedida a autorização de compra de arma de fogo em nome do requerente. sendo intransferível esta autorização. mas que a acusação em seu desfavor seja incompatível com o pedido para aquisição de arma de fogo. Polícia Rodoviária Federal. Este é o entendimento. não pode ser contrária ao ordenamento jurídico. . injúria e/ou difamação). Por exemplo: um indivíduo que é acusado de roubo qualificado e outro que responde por qualquer dos crimes contra a honra (calúnia. Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. ou ainda por esta habilitado. Assim.

deverá providenciar a publicação da aquisição da arma de fogo em BGR. em seguida expedirá o CRAF – Certificado de Registro de Arma de Fogo. O policial pode ainda adquirir a arma diretamente na indústria. e serão retiradas pelo militar estadual adquirente. além de verificar os requisitos da Portaria baixada pelo Comandante-Geral da Polícia Militar. é expedida autorização para o militar ir até o comércio adquirir a arma. Entretanto. capacidade psíquica e técnica para manuseio de arma de fogo. inciso I. comprovar a idoneidade. que analisará se o policial preenche todos os requisitos. os requisitos anteriores mencionados. ameaça ou contra a incolumidade pública. O DAL – Departamento de Apoio Logístico. As armas adquiridas serão entregues pela indústria na UEE. para a aquisição de arma de fogo. Para o policial militar adquirir uma arma de fogo deve observar a Lei nº 10. baixou a Portaria nº 035-CG. que será retirado por representante da firma vendedora. pela prática de infração penal cometida com violência. através do seu ComandanteGeral. quais sejam. que encaminhará a solicitação ao Comandante da 6ª Região Militar. é vedada a aquisição de armas de fogo por militar estadual nos seguintes casos: I – que estiver afastado do serviço policial-militar por problemas psíquicos ou que estiver sob prescrição médica de proibição ou recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo. que regulou o registro e o porte de arma de fogo para os policiais militares. e. 73. 59 e seguintes da referida Portaria. de 1º de julho de 2004. II – que estiver cumprindo pena restritiva de direito ou privativa de liberdade. III – que estiver respondendo a feito investigatório no âmbito administrativo (sindicância.22 AGEPOL/CENAJUR . § 1º.A Revolução Cultural na Polícia CERTIFICADO DE REGISTRO DE ARMA DE FOGO DO POLICIAL MILITAR A Polícia Militar do Estado da Bahia. processo disciplinar sumário ou processo . A lei não exige que o policial militar comprove. Ressalte-se que a competência para o Comando Geral regular a matéria para os policiais militares foi estabelecido pelo art. conforme dispõe o art. de 07 de setembro de 2005. através da UEE – Unidade de Equipamentos Estratégicos. no entanto deve requerer a aquisição junto ao Comandante-Geral. só então.826/2003 e o seu regulamento. após análise. do Decreto nº 5. da Portaria nº 035-CG/2005). que. procederá a entrega da arma de fogo. 68. nos termos do art. declarar a efetiva necessidade. da Portaria. 33. ainda que tenha sido decretado sursis ou livramento condicional. do documento de registro e da 1ª via da nota fiscal para o adquirente.123. para o policial adquirir uma arma de fogo legal deve fazer o requerimento dirigido ao Comandante-Geral da PMBA (art. que regulamentou o Estatuto do Desarmamento. Assim.

inclusive na Portaria nº 035-CG/2005. . expedido pela UEE. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. seja o expedido para o civil pela Polícia Federal. antes de completar dois anos de efetivo serviço. antes de completar um ano de efetivo serviço. processo penal ou processo penal-militar por fato transgressional ou delituoso no qual se envolveu utilizando arma de fogo. devendo. aqui demonstrado. salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas. II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. inquérito policial. como qualquer outro cidadão que possuir arma de fogo de origem ilícita.Estatuto do Desarmamento . Assim. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional. no seu local de trabalho. ainda. 6º. ao final desse período. duas armas de caça de alma raiada ou duas de tiro ao alvo e duas armas de caça de alma lisa. VII – ao militar estadual reformado. a lei estará sendo violada. ainda.Fabiano Samartin Fernandes 23 administrativo disciplinar). poderá ter a propriedade de duas armas de porte. V – ao aluno-oficial. respeitado o limite de seis armas de fogo de uso permitido. A aquisição de munição fica limitada ao calibre correspondente da arma. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. IV – que se encontre abaixo do bom comportamento. estará cometendo crime. O CRAF. salvo situações excepcionais. VI – ao soldado. seja o expedido para o militar baiano pela UEE. caso na pratica o procedimento adotado seja outro. O militar. por motivos disciplinares ou. O Certificado de Registro de Arma de Fogo – CRAF. É importante ressaltar que o policial militar. ser renovado o certificado perante o DAL. devidamente motivadas. conforme será oportunamente demonstrado. CAPÍTULO III DO PORTE Art. inquérito policial-militar. Registre-se que o procedimento para a aquisição de arma de fogo. portanto ilegal. 144 da Constituição Federal. por constar dos seus assentamentos sanção disciplinar por ter disparado arma de fogo de forma culposa ou ter sido surpreendido portando arma de fogo em estado de embriaguez. ou dependência desses. e a quantidade será de 50 (cinqüenta) cartuchos. é documento obrigatório e tem validade de três anos. é o estabelecido na legislação. ou. para aquisição de arma de fogo diretamente na indústria. a critério do Comandante-Geral. adquiridos anualmente.

o que constará da carteira funcional que for expedida pela repartição a que estiverem subordinados. VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do art. A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial. Os servidores a que se refere o inciso X do caput deste artigo terão direito de portar armas de fogo para sua defesa pessoal. (Incluído pela Lei nº 11. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. de 2004) . VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições descritas nos incisos V. mesmo fora de serviço.24 AGEPOL/CENAJUR . (Redação dada pela Lei nº 10. a legislação ambiental.000 (quinhentos mil) habitantes. VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno.867. XIII. V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.884. (Incluído pela Lei nº 11. no que couber. na forma do regulamento desta Lei. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. II. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo.os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50. na forma do regulamento. IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. quando em serviço. 52. aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei.118. quando em serviço. III. de 2004) Redação anterior: IV – os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 250. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 10. X – os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal.A Revolução Cultural na Polícia III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. § 3º. e no art.118.000 (quinhentos mil) habitantes. V e VI deste artigo terão direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição. observada a supervisão do Ministério da Justiça. nos termos desta Lei. de 2005) § 2º. As pessoas previstas nos incisos I.000 (duzentos e cinqüenta mil) e menos de 500. 51.000 (quinhentos mil) habitantes. da Constituição Federal. 4º. Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. IV . de 2005) § 1º. IV. § 1º-A. observando-se.

7º.Estatuto do Desarmamento .867. se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. observada a supervisão do Comando do Exército.867. acessórios e munições que estejam sob sua guarda. § 2º. Os integrantes das Forças Armadas. § 1º. de 2005) § 6º. furto. Redação anterior: § 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. § 5º. à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. 4º. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. serão de propriedade. de 2004: § 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. 13 desta Lei. A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. ao exercerem o direito descrito no art. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo. O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. § 3º.Fabiano Samartin Fernandes 25 Redação dada pela Lei nº 10. . de 2004) Art.191. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. (Vide Lei nº 11. 4º desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. constituídas na forma da lei. o porte de arma de fogo na categoria “caçador”. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo. será autorizado. na forma prevista no regulamento desta Lei. ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I. § 4º. (Incluído pela Lei nº 10. somente podendo ser utilizadas quando em serviço. quando em serviço. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal. responsabilidade e guarda das respectivas empresas. A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. na forma do regulamento desta Lei. Aos residentes em áreas rurais. II e III do mesmo artigo.

II – à renovação de registro de arma de fogo. As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. III. e dependerá de o requerente: I – demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido.A Revolução Cultural na Polícia Art. em todo o território nacional. no âmbito de suas respectivas responsabilidades. III – apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. Fica instituída a cobrança de taxas. II – atender às exigências previstas no art. Art. Art. IV. respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. V – à renovação de porte de arma de fogo. 11. § 2º. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. prevista neste artigo. VI e VII do art. A autorização de porte de arma de fogo. VI – à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo. § 2º. V. 6º. nos limites do regulamento desta Lei. . IV – à expedição de porte federal de arma de fogo. nos valores constantes do Anexo desta Lei. nos termos de atos regulamentares. o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores. § 1º. pela prestação de serviços relativos: I – ao registro de arma de fogo. 9º. III – à expedição de segunda via de registro de arma de fogo. II. 4º desta Lei. A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm. 6º e para os integrantes dos incisos I. § 1º. ao Comando do Exército. da Polícia Federal e do Comando do Exército. 8º. As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5º do art. bem como o seu devido registro no órgão competente. nos termos do regulamento desta Lei. 10.26 AGEPOL/CENAJUR . perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. Art.

organizada e mantida pela União. da CF/88 dispõe que as Forças Armadas. à garantia dos poderes constitucionais e. § 2º. O mesmo diploma legal que proíbe autoriza o porte para determinado grupo de pessoas e quando houver casos previstos em legislação própria. § 4º. a intenção do legislador de diminuir o uso de arma de fogo em todo o território nacional. da CF estabelece que a Polícia Federal. § 3º. incumbem-se das funções de polícia judiciária e da apuração de infrações penais. Integrantes da Polícia Rodoviária Federal. De acordo com o art. . da CF estabelece que as polícias civis. O art. Integrantes das Polícias Civis. e destinam-se à defesa da Pátria. essa é a regra geral e demonstra claramente o que no início do presente trabalho foi revelado. As polícias civis subordinam-se aos Governadores dos Estados. exercer. da CF giza que a Polícia Ferroviária Federal é órgão permanente. por iniciativa de qualquer destes. organizado e mantido pela União. serviços e interesses da União.Estatuto do Desarmamento . ressalvada a competência da União e as infrações militares. são instituições nacionais permanentes e regulares. prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. da Constituição Federal. organizadas com base na hierarquia e na disciplina. caput. 144. 144. pelo Exército e pela Aeronáutica. como política para a diminuição da violência. constituídas pela Marinha. têm o porte: Integrantes das Forças Armadas. as funções de polícia judiciária da União e exercer as funções de polícia marítima. aeroportuária e de fronteiras. sob a autoridade suprema do Presidente da República. destina-se ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. § 1º. organizado e mantido pela União. Integrantes da Polícia Ferroviária Federal. Assim. O art. 144. destina-se a: apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens. da lei e da ordem. destinando-se ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. Segundo o art. 142. 144. com exclusividade.Fabiano Samartin Fernandes 27 PORTE DE ARMA DE FOGO O porte de arma de fogo. Todavia a regra geral de proibição de porte de arma de fogo tem exceções. 6º. dirigidas por delegados de polícia de carreira. O art. excepcionalmente. Integrantes da Polícia Federal. do Estatuto do Desarmamento. o contrabando e o descaminho. de acordo com a atual Lei de Armas é expressamente proibido. O art. a Polícia Rodoviária Federal é órgão permanente. determinados indivíduos possuem a autorização para o porte de arma de fogo.

da eficácia do poder público e da soberania nacional. as Guardas dos Municípios com mais de 50. apenas quando em serviço5. têm o porte de arma de fogo. vincula-se ao GSI/PR. que vão atuar nas áreas de Qualificação de Agente de Proteção do Patrimônio Público e de Agente de Segurança Preventiva. De acordo com a mensagem. praças. devendo sempre a arma ser conduzida com o respectivo Certificado de Registro de Arma de Fogo O prefeito de Salvador encaminhou mensagem n.A Revolução Cultural na Polícia Integrantes das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares. concedeu aos integrantes do quadro efetivo de agentes penitenciários e escolta de presos a autorização do porte de arma de fogo. Integrantes das Guardas Municipais. monumentos. a execução de atividades de defesa civil.000 (quinhentos mil) habitantes têm a autorização para o porte de arma de fogo. serviços e instalações do patrimônio público do município. 5 . e no art. da Constituição Federal dispõe que às polícias militares cabem a polícia ostensiva e preservação da ordem pública e aos corpos de bombeiros militares. órgão para onde são encaminhadas as informações e análises formalizadas em documentos de inteligência. no uso de suas atribuições. equipamentos urbanos. independentes de estarem em serviço. para posterior repasse ao Presidente da República. passando a fazer parte dos quadros da Administração Direta do Município. da sociedade. 52. §§ 5º e 6º. 16/06 (publicada no Diário Oficial do Legislativo em 14/08/2006) à Câmara Municipal com o objetivo da implantação da Guarda Municipal de Salvador (GMS). atuar como força complementar dos órgãos e entidades da administração municipal em instalações internas.992/1995. com uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR). As Guardas Municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. O Departamento da Polícia Federal. no âmbito estadual. vias públicas. desenvolver ações comunitárias de prevenção à violência e de apoio à defesa civil do cidadão. jardins. por outro lado.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. A ABIN desenvolve atividades de inteligência voltadas para a defesa do Estado Democrático de Direito. e subordinam-se aos Governadores do Estado. IV. Compete à GMS proteger os bens. Integrantes das guardas prisionais. praias e áreas de proteção ambiental. 51. O art. integrantes das escoltas de presos e guardas portuárias. ainda que fora de serviço. a GMS contará com um quadro efetivo de mil servidores. A Guarda Municipal de Salvador foi criada pelo artigo 252 da Lei Orgânica Municipal e regulamentada pela Lei 4. São forças auxiliares e reservas do Exército. prestar serviços de vigilância e de portaria nos prédios e instalações municipais. 144.28 AGEPOL/CENAJUR . XIII. Integrantes das Polícias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. da Constituição Federal.000 (quinhentos mil) habitantes. nos termos do art. parques.

Deverá ser precedida.Fabiano Samartin Fernandes 29 e com a Carteira de Identidade Funcional. Diplomatas e agentes de segurança de dignitários. de tiro simples. pelos empregados autorizados a portar arma de fogo. Tais pessoas devem comprovar que dependem do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar. necessariamente. no caso. poderão ter a autorização do porte de arma de fogo pela Polícia Federal.625/93. medida de urgência com o objetivo de diminuir a violência praticada contra os agentes penitenciários no Estado de São Paulo. São elas: Membros do Ministério Público. Membros da Magistratura. e suas atividades esportivas devem demandar. As empresas de segurança privada e de transporte de valores. Estas entidades devem ser constituídas na forma da lei. Integrantes das entidades de desporto. Essa categoria denominada “caçador de subsistência” terá o porte de uma arma portátil. Integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. cópia autenticada da carteira de identidade e atestado de bons antecedentes.Estatuto do Desarmamento . por exemplo.123/2004. . e os agentes de segurança de dignitários (aquele que exerce cargo elevado) estrangeiros. e deverão anexar no pedido dirigido à Polícia Federal certidão comprobatória de residência em área rural (expedida por órgão municipal). nos termos do art. Os juízes federais e estaduais têm o porte funcional da arma de fogo. de uso permitido. 42. o uso de armas de fogo. Ressalte-se que tem a autorização do porte de arma de fogo membro do Ministério Público da União. 29 do Decreto nº 5. de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16. e membro do Ministério Público Estadual. Residentes em áreas rurais. A autorização é válida apenas para os empregados autorizados a portar a arma em serviço. durante a permanência no país. da Lei nº 8. da comprovação de todos os requisitos constantes do art. com um ou dois canos. o Promotor de Justiça. inciso V. o Procurador do Trabalho. observado o princípio da reciprocidade previsto em convenções internacionais. os diplomatas de missões diplomáticas e consulares acreditadas junto ao Governo Brasileiro. há determinadas pessoas que têm o direito de portar arma de fogo. A autorização para o uso de arma de fogo expedida pela Polícia Federal será em nome das empresas de segurança privada e de transporte de valores. obviamente. O Estatuto do Desarmamento não deferiu o porte de arma de fogo de forma taxativa.826/2003. AuditoresFiscais e Técnicos da Receita Federal. autoriza o porte de arma de fogo funcional por todo o território nacional. Pela inteligência do art. 33. O art. da Lei Complementar Federal nº 35/1979. 4º da Lei nº 10.

A competência é da Polícia Federal. nos casos da arma de fogo da Corporação. estádios desportivos. para tanto devem preencher os requisitos do art. o policial militar da ativa tem o porte para arma de fogo de uso permitido. § 1º. 33. O art. como determina o art. que não se encontrem em nenhuma das categorias mencionadas. podem ter a autorização de porte de arma de fogo deferida. do Decreto nº 5. . Utilizando-se de tal prerrogativa. 4º da Lei do Desarmamento. e. POLICIAIS MILITARES O porte de arma de fogo é deferido aos policiais militares. com autorização de carga da arma. no entanto é regulado por ato do Comandante-Geral. clubes ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas. este necessita estar com o CRAF.30 AGEPOL/CENAJUR . deverá estar. escolas. 10. em virtude de eventos de qualquer natureza. e somente será concedida após autorização do SINARM. cinemas. Os requisitos são: demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. a autorização para o porte é apenas para as armas pertencentes à Corporação. que diz respeito ao registro de arma de fogo. O militar em serviço para portar arma de fogo deverá estar com a cédula de identidade funcional. do Estatuto. Quando tratar-se da arma particular do militar. O titular de porte de arma de fogo não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos. A autorização poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. Em todos os casos. Desta forma. atender às exigências previstas no art. tais como igrejas. bem como a de uso restrito pertencente à PMBA. apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. Quando de folga.123/2004. deverá estar com a cédula de identidade funcional. Para arma de fogo de uso restrito. restrito aos limites territoriais do Estado.A Revolução Cultural na Polícia Os cidadãos. e a autorização perderá a eficácia automaticamente caso o detentor do porte da arma de fogo seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. é inerente ao militar estadual do serviço ativo. 15 da referida Portaria estabelece que o porte de arma de fogo de uso permitido. de 07 de setembro de 2005 dispondo sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar. o Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia baixou a Portaria nº 035CG. bem como o seu devido registro no órgão competente. seja da arma particular ou pertencente à Corporação.

roubada. como o militar da ativa que estiver de folga. ficarão por conta do proprietário. O comandante da CIPM é competente. estiver regularmente matriculado em curso de formação e estiver em estágio probatório. o estágio probatório compreende um período de trinta e seis meses de efetivo serviço. e pode ser revogada a qualquer tempo. Dessa maneira. salvo se estiver fardado e mediante a prévia apresentação da identidade funcional aos responsáveis pela segurança daquelas instituições. for considerado responsável pela perda do armamento. de 27 de dezembro de 2001. da Portaria nº 035-CG/2005. requisitos de qualquer ato discricionário. furtada ou extraviada e. bem como as despesas decorrentes de danos que porventura essa possa resultar. pelo período em que perdurar a apuração de roubo. .Estatuto do Desarmamento . podendo ser em substituição à arma da PM e/ou como uma arma sobressalente. o comandante da Companhia Independente da Polícia Militar é a autoridade competente para autorizar a carga de arma de fogo pertencente à Corporação para os militares fora de serviço. após a devida apuração. em caráter definitivo.Fabiano Samartin Fernandes 31 De acordo o art. A autorização para a carga pessoal de arma pertencente à Polícia Militar constitui ato discricionário do comandante. O Comandante-Geral proibiu o acesso do policial militar portando armas de fogo no interior das agências bancárias. A autorização de carga pessoal da arma de fogo será suspensa por recomendação médica de proibição ou restrição quanto ao uso de arma. também. para autorizar a utilização da arma de fogo particular do militar em serviço. 98. nos termos do art. o militar estadual disparar arma de fogo ou for surpreendido portando arma de fogo em estado de embriaguez ou sob efeito de substância de efeito entorpecente. De acordo com o art. desde que a arma particular corresponda aos padrões e características das armas de fogo de uso permitido. 22. devendo ser observados os critérios de conveniência e oportunidade. por exemplo) terá revogada a autorização de carga pessoal de arma de fogo. As providências para a liberação de arma particular apreendida utilizada em serviço. e o militar que portar a arma da PMBA em atividade extra profissional (“bico”. desde que sejam lotados na referida CIPM. furto ou extravio da arma de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade. por um ano. o militar da inatividade está impedido de adentrar em agências bancárias portando arma de fogo.990. quando por culpa. Entretanto não será concedida autorização para carga pessoal de arma ao militar que estiver em mau comportamento. 36 da Lei Estadual nº 7. da Portaria nº 035-CG/2005. O militar que tiver arma de fogo da Corporação.

devendo ser entregue a familiar ou a representante legal uma cópia do Termo. A autorização será publicada em Boletim. POLICIAIS MILITARES INATIVOS Os policiais militares estaduais da reserva remunerada ou reformados podem ter a autorização para porte de arma de fogo particular. pelo prazo de três anos. farda da Polícia Militar. em virtude de doença mental. O porte está adstrito aos limites territoriais baianos.32 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia Com essa medida de limitar o porte em locais que existam aglomerações de pessoas. tiver restrições ao uso da arma de fogo. . desde que o militar inativo seja considerado apto após avaliação psicológica para o manuseio de arma de fogo. sob a responsabilidade do Departamento de Administração. A autorização para o porte poderá ser renovada. deverá ter sua arma de fogo particular guardada na última Unidade que trabalhou. desde que não seja em período superior a um ano e sejam. POLICIAIS MILITARES EXONERADOS OU DEMITIDOS Na hipótese de exoneração ou demissão do militar estadual. na medida em que é cada vez mais comum assaltantes entrarem em instituições bancárias utilizando documentação falsa ou. no DAL – Departamento de Apoio Logístico. tiveram como objetivo a segurança pública. deverá ser lavrado Termo de Recolhimento. No caso de o militar inativo com restrição de uso de arma de fogo se recusar a entregar sua arma particular. e somente para a arma de porte. se for surpreendido portando arma de fogo estará cometendo o crime de porte ilegal de arma. portanto. A autorização para o porte de arma de fogo é automaticamente suspensa. Os inativos não poderão fazer carga da arma de fogo pertencente à Corporação. e para a arma de fogo particular e devidamente registrada. por meio de laudo médico. Nesse caso. tanto o legislador como o próprio ComandanteGeral. que será expedida pelo Comandante-Geral. 18. cinqüenta cartuchos. este terá seu porte de arma revogado. até mesmo. A UEE é responsável para cancelar o certificado e expedir certidão de origem da arma de fogo particular. a fim de o agente exonerado ou demitido possa regularizar a arma junto à Polícia Federal. Poderá ser autorizado o militar inativo portar arma de fogo em outra unidade federativa. ou na Unidade detentora de seu Assentamento Individual. a CIPM deverá recolher o Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pela Polícia Militar. O militar inativo que. da Portaria. encaminhando-o à UEE – Unidade de Equipamentos Estratégicos. nos termos do art. no máximo.

Dessa responsabilidade surge o dever de indenizar ao Estado ou a terceiro que sofreu o dano. nos termos do art.Fabiano Samartin Fernandes 33 RESPONSABILIDADE CIVIL. dolosa ou culposa. A responsabilidade penal decorre da prática de ato típico. não se apura se o agente agiu com culpa ou dolo. seja de ordem material e/ou moral. de crime militar ou de contravenção penal. detenção e demissão. deverá comunicar imediatamente o fato ao seu comandante e registrar a ocorrência na Circunscrição Policial responsável. alínea a. As sanções disciplinares a que está sujeito o policial militar. Nesse caso. PENAL E ADMINISTRATIVA DO POLICIAL MILITAR O art. ocorrendo extravio. a contar da solução do feito investigatório. nos termos do art. restritiva de direitos e multa. em apertada síntese. são de advertência. o dano (prejuízo auferido pelo Estado por ter um bem desviado) e o nexo de causalidade (liame que conduza a conduta do agente ao resultado danoso). Contudo. que viole direito e cause dano ao Estado ou a outrem. em até três meses. será analisada. 50 da Lei Estadual nº 7. é indispensável processo administrativo com contraditório e ampla defesa para a aplicação da sanção. no entanto deve observar sempre os princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa. roubo ou furto da arma de fogo pertencente à Corporação. sendo a responsabilidade objetiva. do Código Penal. Basta que se apure a conduta do militar estadual (extravio da arma da PM por parte do policial que não estava em serviço). 52. da Portaria nº 035-CG/2005. nos termos do art. O comandante deverá comunicar a ocorrência à UEE. doloso ou culposo. o comandante instaurar procedimento para apurar a responsabilidade penal. podendo cumular-se. Deve ainda. comissiva ou omissiva. A responsabilidade administrativa resulta da conduta do policial. praticada no desempenho de cargo ou função que configure transgressão disciplinar. Concluindo que o policial não estava em serviço quando da perda da arma. abrangendo o cometimento de crime comum. Assim. comissivo ou omissivo. inciso II. o militar baiano responsável pela arma. objetivamente. Tais responsabilidades são independentes. do Estatuto dos Policiais Militares. 42. Assim. A responsabilidade civil decorre da prática de ação ou omissão. este deve indenizar a Fazenda Pública.Estatuto do Desarmamento . a qual se incumbirá de fazer os registros necessários e comunicar ao SIGMA. de acordo com as normas constitucionais. ilícito e culpável. civil e administrativa do militar. . 32. podendo ser a pena privativa de liberdade.990/2001 (Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia) estabelece que o policial militar responde civil. O militar que comete crime estará sujeito à sanção que a lei comine. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. cada uma das três responsabilidades.

será avaliada a responsabilidade civil subjetiva do militar. 51. agindo com dolo ou culpa.34 AGEPOL/CENAJUR . O policial militar que portar arma de fogo sem registro estará sujeito à responsabilidade penal. também. podendo pelo crime ser preso em flagrante delito. a principal diz respeito à separação dos crimes de posse irregular de arma de fogo (art. se for comprovado. seja regressivamente pelo Estado. 37. e sem que este tenha agido de forma dolosa ou culposa. ou ainda fora de serviço. O policial que portar uma arma sem o devido Certificado de Registro de Arma de Fogo. Inovações. se com o uso da arma de fogo. que adiante será demonstrado. da Constituição Federal. Por sua vez. acessório ou munição. nos termos do art. 14) e do . comprovado que o agente agiu com dolo ou culpa. observar-se-á se este agiu com dolo ou culpa (imperícia. § 6º. um terceiro venha a sofrer dano. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. em serviço ou não. no interior de sua residência ou dependência desta. o crime de posse irregular sofreu algumas alterações. situação que determinará o dever de indenizar à vítima. de 1 (um) a 3 (três) anos. Estará sujeito. negligência ou imprudência). e multa. qual seja o crime de porte ilegal de arma de fogo. Será o militar responsabilizado civilmente. este não indenizará o Estado. de porte ilegal (art. pela transgressão disciplinar do art. devendo ser apurado através de Processo Administrativo a conduta. do Estatuto dos Policiais Militares ser-lhe-á aplicada uma sanção disciplinar.12). caso a conduta danosa do militar seja em serviço. 12. estará cometendo o crime de porte ilegal de arma de fogo. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. caso em que. se restar provado que o policial não agiu com dolo nem culpa. e ficar à disposição do Juiz de uma das varas crimes. deverá indenizar a Fazenda Pública. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. ao contrário. através de procedimento investigatório. CAPÍTULO IV DOS CRIMES E DAS PENAS Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. ou. e por essa conduta estará sujeito às sanções de cunho administrativo e penal. à responsabilidade administrativa. XIV. o responsável para reparar o dano será o Estado. de uso permitido. seja diretamente. sendo essa responsabilidade objetiva. além da responsabilidade penal e administrativa. e.A Revolução Cultural na Polícia Por outro lado. que a perda da arma ocorreu em serviço. ainda no seu local de trabalho. Em relação à lei revogada.

crimes omissivos próprios. condenado. Qualquer indivíduo pode ser autor desse crime. Diz-se sujeito passivo contra quem é cometido o crime. ou com imprudência. Não é possível. Não há previsão da modalidade culposa. Outra importante alteração diz respeito ao aumento da pena imposta que passou a ser de detenção. denunciado. se o agente comete o crime intencionalmente (dolo). Fora dos casos mencionados. a posse de arma de fogo sem o registro no órgão competente ou com o prazo de validade do registro expirado. munição ou acessório. o Estado e a coletividade. criminoso e delinqüente. pois só agindo dessas formas para que possa ser responsabilizado penalmente. estará cometendo o crime de porte ilegal de arma de fogo. acessório ou munição. ou o indivíduo possui arma de fogo e comete o crime (na forma consumada) ou não possui arma e não comete qualquer crime. ou. de um a três anos. a vítima. quintal etc. recluso. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade de possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. o fato típico. Há duas espécies de sujeito passivo. contravenções penais. Tipo objetivo. por exemplo. 9 Tentativa é a não consumação de um crime por circunstâncias alheias à vontade do sujeito ativo. pois o tipo penal exige a ocorrência do resultado para a configuração do crime. são elas: culposas. negligência ou imperícia (culpa). Sujeito ativo6. isto é. manter sob sua guarda – ter sob seu cuidado uma arma de fogo que pertence a terceiro. conforme a situação processual. 8 Elemento subjetivo relaciona-se com o dolo e a culpa. Sujeito passivo7. preterdolosas.Estatuto do Desarmamento . de tal maneira que. cuja execução já havia sido iniciada. Para a configuração do tipo penal deve o indivíduo possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. podendo ser o homem. sendo o Estado o titular do mandamento proibitivo. é lesado pela conduta típica. detento.Fabiano Samartin Fernandes 35 comércio ilegal de arma (art. acusado. Existem infrações penais que não admitem tentativa. A conduta criminosa é possuir ou manter no interior de sua residência ou dependência desta (garagem. crimes que a lei só pune se ocorrer o resultado. isto é. de uso permitido. e. jardim. indiciado. Há dois núcleos: possuir – ter em seu poder a arma de fogo. Este pode ser chamado. sujeito passivo eventual ou material que é o titular do interesse penalmente protegido. Elemento subjetivo8. sendo surpreendido. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. 7 Sujeito passivo do crime é o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado pela conduta criminosa. Dolo. e multa. o constante ou formal. habituais. Tentativa9. excluindo da competência dos Juizados Especiais este crime. a pessoa jurídica. que no caso é a coletividade. acessório ou munição. 6 . Sujeito ativo do crime é aquele que pratica a conduta descrita na lei. réu. ainda no seu local de trabalho. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. de: agente. O sujeito passivo é usualmente chamado de vítima.). isto é. 17) que passaram a ser objeto de dispositivos legais específicos. o sujeito.

826/2003. Parágrafo único. 12. estando caracterizada a prática do crime do art. residência ou local de trabalho. verificar se se trata efetivamente de arma de fogo apta a efetuar disparos. Além do que. a procedência e condições de uso da arma de fogo. elevando a pena em abstrato para detenção de um a três anos. o porte de arma de fogo permite que o agente a possa trazer junto ao seu corpo. aferindo a sua potencialidade lesiva.A Revolução Cultural na Polícia Perícia técnica. pois não ostenta nenhuma potencialidade lesiva. A arma de fogo totalmente inapta a disparar não é considerada arma. de 1 (um) a 2 (dois) anos. tendo a 1ª Turma do STF firmado posição no sentido de que arma inapta a efetuar disparos. a moderna doutrina e jurisprudência vêm entendendo que é atípica a conduta do agente com arma de fogo inapta a efetuar disparos. antes da Lei nº 10. segundo. Posse e porte de arma de fogo. caracterizando-se crime impossível pela absoluta ineficácia do meio. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. quais sejam. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. Como já dito no início deste trabalho. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda.36 AGEPOL/CENAJUR . O registro garante ao agente o direito da posse da arma de fogo nos locais indicados. significa dizer que o que. verificar o calibre da arma. Para a ocorrência do delito. Houve o aumento da sanção penal. 13. Pena. . a sua ausência ou se seu prazo expirar-se torna a posse da arma irregular. furto. Por sua vez. 65 do Decreto que regulamenta o Estatuto do Desarmamento para a perícia da arma de fogo apreendida. primeiro. era de competência dos Juizados Especiais Criminais para o processamento e o julgamento da infração penal passou a ser da Justiça Comum. e multa. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. faz-se necessária a perícia técnica a fim de. se se trata de arma de uso permitido ou restrito. Omissão de cautela Art. há determinação expressa no art. não constitui o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo. acessório ou munição que estejam sob sua guarda.

Sujeito ativo.Fabiano Samartin Fernandes 37 Omissão de cautela – caput Tipo objetivo. de crime próprio10. o crime cometido é de porte ilegal de arma de fogo. não bastando que esteja ao seu alcance. vez que é necessário. 342. A coletividade. Para o crime previsto no caput. não se admitindo a realização por terceiros (autoria mediata).Estatuto do Desarmamento . entendemos que. é possível somente na modalidade culposa. seja de uso permitido ou restrito. para a configuração do crime e a responsabilidade penal do acusado. sob a forma de negligência. tão-somente. só podendo ser praticados por algumas pessoas em particular. dessa forma é de competência exclusiva dos Juizados Especiais Criminais. de forma intencional (dolo). e multa. que este seja proprietário ou possuidor de arma de fogo. Assim. o menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental. para a configuração do delito de omissão de cautela do caput. Para a configuração do tipo penal previsto no caput. assenhorearse. Sujeito passivo. é mister que o menor de 18 (dezoito) anos e/ou pessoa com deficiência mental tenha efetivamente se apoderado da arma de fogo. É impossível na medida em que se trata de crime que só se admite a modalidade culposa. Pena. Frise-se que o legislador previu como crime a posse de arma de fogo. não observar os cuidados para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental apodere-se da arma. haveria no crime de omissão de cautela tal equiparação. todavia. não há a possibilidade de aplicação da analogia in malam partem. tratandose. CP) só pode ser cometido por funcionário público. culposamente. 312. Detenção de um a dois anos. crime de peculato (art. Possuidor ou proprietário de arma de fogo. de Aurélio de Buarque Holanda. a analogia empregada em prejuízo do acusado. deve o indivíduo ser possuidor ou ser proprietário de arma de fogo e. assim. assim. Portanto cabe transação penal. crimes de mão própria – são aqueles que exigem a realização pessoal do tipo pelo sujeito ativo. CP). por analogia. o crime pode ser: crimes comuns – quando praticados por qualquer pessoa. 10 . Dir-se-á talvez que. Tentativa. o conceito de apoderar-se é apossar-se. por exemplo. no direito penal. não será crime se se tratar de acessório e/ou munição. Se o agente entregar a arma de fogo ao menor de 18 anos ou ao deficiente mental. na conduta típica de ceder. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa. ou seja. o tipo não exige condição especial alguma do agente. Elemento subjetivo. e. composição civil e a suspensão condicional do processo. crime de falso testemunho (art. portanto. uma dessas classificações diz respeito ao sujeito ativo. crimes próprios (ou especial) – a lei exige uma qualidade especial do agente. por ter o legislador previsto em outros crimes a equiparação de arma de fogo a acessório e munição. por exemplo. Os crimes podem ser classificados de diversas formas.

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Omissão de comunicação no desaparecimento de arma – parágrafo único. Tipo objetivo. A forma típica consiste em deixar o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal a perda, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda. O legislador determinou a responsabilidade penal objetiva do agente, que tem a obrigação de comunicar o extravio da arma de fogo nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas de ocorrido o fato. Ultrapassado esse prazo sem a adoção das providências legais, o crime está consumado. Sujeito ativo. Proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores, tratando-se de crime omissivo próprio. Elemento subjetivo. Somente é possível na modalidade dolosa. Se o agente, por culpa, não percebe que houve a subtração de arma de fogo, o fato será atípico, sendo irrelevante penal, por faltar previsão expressa. Dessa forma, há necessidade da não comunicação do fato às autoridades policiais por vontade livre e consciente. Entretanto não pode o agente alegar o desconhecimento da obrigação de comunicar o fato nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas, pois o desconhecimento da lei é inescusável. Tentativa. Não se admite, ou o prazo de 24 (vinte e quatro) horas decorre e há a consumação, ou o fato é atípico. Pena. A mesma do caput, detenção de um a dois anos, e multa, dessa forma a competência para processar e julgar é dos Juizados Especiais Criminais.
Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente.

Inovações. A primeira inovação trazida diz respeito à equiparação da arma de fogo aos seus acessórios e munições, o que entendo ser inconstitucional, por ofensa aos princípios da insignificância, da

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proporcionalidade, da razoabilidade, da lesividade, da intervenção mínima do direito penal e do devido processo legal material, na medida em que os acessórios e as munições não são meios capazes de expor a perigo a segurança pública. A pena para quem for flagrado portando munição (reclusão, de dois a quatro, e multa) será mais acentuada que a do furto e da receptação (reclusão, de um a quatro anos, e multa), por exemplo. Outra importante mudança foi o aumento da sanção penal, que passou a ser pena de reclusão, de dois a quatro e anos, e multa. Com o aumento, pretendeu o legislador restringir, ao máximo, os benefícios legais para quem seja condenado por este crime, dentre eles a suspensão condicional da pena (sursis). E, por fim, o crime de porte ilegal de arma de fogo passou a ser crime inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente, outro equívoco do legislador, que, a nosso ver, se mostra inconstitucional por ofensa ao art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, que estabelece quais crimes serão considerados inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia, não estando o crime de porte ilegal de arma de fogo dentre eles, e, obviamente, este crime não pode ser considerado como crime hediondo. Além do mais, a fiança está relacionada à natureza do crime, e não com o sujeito, dessa maneira pouco importa ser a arma de fogo registrada ou não para a concessão da fiança. Ademais, além da inconstitucionalidade apontada, a proibição da concessão da fiança para aquele que portar arma de fogo sem registro em seu nome é totalmente inócua, pois existe o instituto da liberdade provisória sem fiança, nos termos do art. 310, parágrafo único, do Código de Processo Penal. Para tanto, deve o acusado, através de seu defensor, provar que preenche os requisitos legais, quais sejam, inocorrência de qualquer das hipóteses que autorizam a prisão preventiva (arts. 311 e 312, do CPP). Tipo objetivo. Apesar de o crime ter sido capitulado de porte ilegal de arma de fogo, existem treze diferentes condutas típicas, tratando-se de um tipo misto alternativo, em que a realização de mais de um comportamento pelo agente implica em um único crime, pelo princípio da alternatividade. As condutas são: “Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar” (Lei nº 10.826/2003, art. 14). Portar significa trazer a arma de fogo junto ao corpo. Deter é o mesmo que reter ou conservar em seu poder, enquanto na conduta de portar a idéia é de apoderamento definitivo, na conduta de deter não. Adquirir arma de fogo é o ato de obter por compra ou não com a intenção de tornar-se proprietário. Fornecer significa prover, não pode ser entendido com a idéia de vender, pois há uma previsão específica para

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o crime de comércio ilegal (art. 17). Receber tem o significado de entrar na posse. Ter em depósito representa o estoque de armas, o armazenamento, isto é, uma grande quantidade, o que o diferencia da figura típica do art. 12, posse irregular de arma de fogo. Transportar é o uso de qualquer meio de transporte, levando a arma de um lugar a outro, não se confunde com portar, um exemplo é quando um indivíduo é surpreendido com a arma de fogo no porta-luvas do veículo, a sua conduta é transportar, e não portar, pois esta significa trazer a arma junto ao corpo, disponível para uso imediato. Ceder é transferir a posse ou até mesmo a propriedade da arma a outrem, por óbvio, sem o intuito de venda ou aluguel. Emprestar significa entregar uma arma de fogo, acessório ou munição a alguém para que faça uso durante um tempo, devolvendo-a mais adiante ao dono. Remeter é o mesmo que enviar, encaminhar para alguma pessoa. Empregar é o efetivo uso da arma, dessa forma ao utilizar a arma de fogo o sujeito vai portar a arma ou vai efetuar o disparo, de uma forma ou de outra, já existe a conduta incriminadora de porte ilegal ou de disparo de arma de fogo, sendo desnecessária essa figura típica. Manter sob guarda é ter sob seu cuidado uma arma de fogo que pertence a terceiro. Sujeito ativo. Qualquer pessoa. Sujeito passivo. A coletividade. Elemento subjetivo. Dolo, significa dizer que o agente tem a consciência e a vontade de praticar qualquer das condutas descritas na lei. Não há previsão da modalidade culposa. Tentativa. Não é possível, pois o resultado é indispensável para a concretização do delito. Perícia técnica. Para a ocorrência do delito, faz-se necessária a perícia técnica a fim de apurar se arma de fogo em questão é apta a efetuar disparos, aferindo a sua potencialidade lesiva. Pois a arma de fogo totalmente inapta a disparar não é arma, caracterizando-se crime impossível pela absoluta ineficácia do meio. Pena. Como já dito, houve o aumento da sanção penal, elevando a pena em abstrato para detenção de dois a quatro anos, significa dizer que o que, antes da entrada em vigor da Lei nº 10.826/2003, era de competência dos Juizados Especiais Criminais para o processamento e o julgamento da infração penal; com o advento da Lei nova, o sujeito que estiver incurso nesse delito deverá responder a uma ação penal na Justiça Comum. O legislador estabeleceu no art. 20 do Estatuto do Desarmamento causa de aumento da metade da pena, se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. 6º, 7º e 8º da Lei (Vide comentários ao art. 20).

havendo disparo acidental a conduta será atípica. e multa. em via pública ou em direção a ela. Houve o aumento da sanção penal. Sujeito ativo. aquele não cometerá o crime de disparo de arma de fogo. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. Com o aumento. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.Fabiano Samartin Fernandes 41 Disparo de arma de fogo Art. pretendeu o legislador restringir ao máximo os benefícios legais para quem seja condenado por este crime. O crime previsto neste artigo é inafiançável. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. o crime do art. ao efetuar o disparo. o sujeito responderá pelo resultado.Estatuto do Desarmamento . Inovações. parágrafo único. Possível. Caso o agente. Sujeito passivo. significa dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de disparar arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências. do Código de Processo Penal. visto que o tipo penal só admite a modalidade dolosa. 15. Não há na lei qualquer distinção sobre se o disparo é efetuado com arma de uso permitido ou de uso proibido. ameaça. Não há previsão para o crime a título de culpa. Dolo. . homicídio. a título de culpa. seja na forma consumada ou tentada. que passou a ser pena de reclusão. 310. Tipo objetivo. deseje atirar em alguém. dano. igualmente ao que ocorreu com o crime de porte ilegal de arma de fogo. por fim. quando falha o disparo ao picote do projétil. Entretanto. em via pública ou em direção a ela. 15 passou a ser crime inafiançável. e desde que não seja o disparo acidental ou com o intuito de praticar algum crime. em via pública ou em direção a ela. E. mas o de lesão corporal ou homicídio. O crime de disparo é subsidiário em relação aos demais crimes. por exemplo. entretanto. Parágrafo único. Elemento subjetivo. Disparo de arma de fogo versus lesão corporal. de tal forma que. se alguma pessoa é atingida por conta do disparo. A coletividade. As condutas típicas são disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. nos termos do art. e multa. Qualquer pessoa. Tentativa. suscetível de liberdade provisória sem fiança. de dois a quatro e anos. podendo ser crime de lesões corporais ou de homicídio. se o agente comete o crime de homicídio ou de lesão corporal (dentre outros). dentre eles a suspensão condicional da pena (sursis). Assim. deverá o crime de disparo sempre ser absorvido.

e as conseqüências serão distintas. ter em depósito. III – possuir. este crime é de menor potencial ofensivo. empregar. o agente não poderá ser preso em flagrante delito. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. no primeiro caso (crime de lesão corporal leve). adquirir. O que. possuir.A Revolução Cultural na Polícia Por exemplo. 20 do mesmo diploma legal. II – modificar as características de arma de fogo. emprestar. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. dentre eles os policiais militares. remeter. no nosso entendimento. 20). o agente atira num indivíduo com o desígnio de lesionálo no pé (crime de lesão corporal leve – art. transportar. ceder. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. se o agente não acerta a vítima. e multa. para o agente é melhor que acerte alguém ou algo. nem o projétil passa perto desta. detiver. A pena em abstrato é de reclusão. portar. Possuir. há a incidência da causa de aumento da pena do art. no segundo caso. 6º. perito ou juiz. e deverá ser processado e julgado nos termos da Lei nº 9. que tem conseqüências mais rigorosas. caput. adquirir. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. e multa. com conseqüências menos severas. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. 7º e 8º da Lei (Vide comentários ao art. IV – portar. 129. deter. Parágrafo único. pois a conduta de efetuar o disparo é a mesma.42 AGEPOL/CENAJUR . Nesse artigo. lesionar ou matar. se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. CP). responderá o agente pelo crime de disparo de arma de fogo. contudo. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. qual seja a lesão. devendo a pena ser elevada pela metade.099/1995 (Lei dos Juizados Especiais). sendo o resultado mais grave. fornecer. ameaçar. . Pena. mesmo que sem intenção de danificar. o resultado é que difere. suprimido ou adulterado. 16. por outro lado. o agente deverá ser preso em flagrante delito. do que o resultado de perigo à coletividade. desde que caracterize o crime de lesão corporal leve ou o crime de dano. ainda que gratuitamente. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. de tal sorte que. de dois a quatro anos. caberá a transação penal. de 3 (três) a 6 (seis) anos. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. suspensão condicional do processo. é injusto e incongruente. receber. se houver o disparo.

e multa. A lei equiparou diversas condutas a este crime. ou adulterar. acessório. vender. e VI – produzir. deter. Outra inovação. acessório. O legislador dispôs no art. e. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. A coletividade. A pena em abstrato é de reclusão.Estatuto do Desarmamento . Trata-se de um tipo penal misto alternativo. . iguais às do art. Tipo objetivo. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. munição ou explosivo a criança ou adolescente. munição ou explosivo. 20 do Estatuto do Desarmamento causa de aumento da metade da pena. modificar as características de arma de fogo. Não há previsão para o crime a título de culpa.Fabiano Samartin Fernandes 43 V – vender. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários ao art. suprimido ou adulterado. 12 e art. Dolo. de três a seis anos. O legislador separou a conduta de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido da conduta de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. sem autorização legal. produzir. A pena passou a ser reclusão. arma de fogo. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. com quatorze condutas descritas. Qualquer pessoa. recarregar ou reciclar. possuir. conforme será demonstrado oportunamente neste trabalho quando for comentado o art. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. 14). recarregar ou reciclar. tais como: suprimir ou alterar marca. 17). ou adulterar. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das quatorze condutas descritas no tipo penal. 6º. Pena. e comércio ilegal de arma de fogo (art. 14 da Lei (Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido). munição ou explosivo a criança ou adolescente. arma de fogo. e multa. 7º e 8º da Lei. qual seja. Sujeito passivo. Inovações. se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. entregar ou fornecer. 21 do Estatuto do Desarmamento. perito ou juiz. possuir. de três a seis anos. entregar ou fornecer. Sujeito ativo. 20). Elemento subjetivo. que entendemos ser inconstitucional. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. ainda que gratuitamente. ainda que gratuitamente. com uma conduta a mais. Causa de Aumento. de qualquer forma. portar. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. possuir arma de fogo (Posse irregular de arma de fogo de uso permitido). sem autorização legal. é a vedação da liberdade provisória. adquirir. munição ou explosivo. de qualquer forma.

a pena deve ser aumentada pela metade. que passou a ser de reclusão de quatro a oito anos. ou de qualquer forma utilizar. adulterar. ter em depósito. e multa. expor à venda. fabricação ou comércio irregular ou clandestino.A Revolução Cultural na Polícia Figuras equiparadas. Trata-se de um tipo penal misto alternativo. cuja pena é de reclusão de três a seis anos. remontar. com quatorze condutas descritas. tratando-se de policiais militares a pena será de quatro anos e seis meses a nove anos de reclusão. quais sejam. em proveito próprio ou alheio. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. Tipo objetivo. Inovações. conduzir. acessório ou munição. Equipara-se à atividade comercial ou industrial. receber. inclusive o exercido em residência. adulterar. no total de quatorze figuras típicas. receber. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. para efeito deste artigo. O art. vender. no exercício de atividade comercial ou industrial. transportar. arma de fogo. acessório ou munição. montar. Parágrafo único. equiparou a atividade comercial ou industrial a qualquer forma de prestação de serviços. ou. em proveito próprio ou alheio. conduzir. cometerá crime. qualquer forma de prestação de serviços. desmontar. inclusive o exercido em residência. desmontar. ocultar. ter em depósito. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. no exercício de atividade comercial ou industrial. O legislador cuidou de prever um dispositivo penal específico para o comércio ilegal de arma de fogo. acessório ou munição comercializados forem de uso proibido ou restrito. alugar. 17. caso o agente pratique qualquer dessas condutas. transportar. de qualquer forma. utilizar. remontar. e multa. Aumentou-se a sanção penal. Comércio ilegal de arma de fogo Art. ocultar. Especial atenção merece o inciso IV que diz respeito ao porte e posse de arma de fogo com numeração ou qualquer sinal de identificação raspado. o agente sendo surpreendido com uma ‘arma de fogo com numeração raspada’ estará cometendo este crime. arma de fogo. vender. Desta forma. alugar. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. expor à venda. adquirir. . A lei equiparou diversas condutas a este crime. 19 do Estatuto do Desarmamento estabeleceu como causa de aumento da pena para este crime se a arma de fogo.44 AGEPOL/CENAJUR . independente de a arma de fogo ser de uso permitido ou proibido. Assim. Adquirir. suprimido ou adulterado. montar.

Maior pena estabelecida no Estatuto do Desarmamento. O legislador cuidou de prever um dispositivo penal específico para o tráfico internacional de arma de fogo. seja saindo do território nacional. 7º e 8º da Lei. Dolo. Causas de Aumento. Tipo objetivo. 19 do Estatuto do Desarmamento estabeleceu como causa de aumento da pena para este crime se a arma de fogo. acessório ou munição comercializados forem de uso proibido ou restrito. Elemento subjetivo. se o crime é praticado com arma de fogo de uso proibido e se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. O legislador dispôs no art. Sujeito passivo. Pena. sem autorização da autoridade competente. 6º. A coletividade. exportar. Exportar consiste em fazer sair do país. A pena em abstrato é de reclusão.Estatuto do Desarmamento . acessório ou munição. acessório ou munição. 18. Qualquer pessoa. 19 e 20). Sujeito passivo. de quatro a oito anos. Sujeito ativo. Importar. desde que tenha um comércio clandestino ou não de arma de fogo. Inovações. . sem autorização da autoridade competente: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. Aumentou-se a sanção penal.Fabiano Samartin Fernandes 45 Sujeito ativo. Traficar armas. que passou a ser de reclusão de quatro a oito anos. e multa. seja entrando. acessório ou munição. 19 e art. As condutas típicas são: importar. O art. e multa. acessórios ou munições em escala internacional significa qualquer espécie de circulação de arma que ultrapasse as fronteiras do país. exportar ou favorecer a entrada ou saída do território nacional de arma de fogo. e multa. a qualquer título. juntamente com o crime de tráfico internacional de arma de fogo. A coletividade. Qualquer pessoa. 20 do Estatuto do Desarmamento causas de aumento da metade da pena. de arma de fogo. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários aos arts. Importar significa introduzir no país arma de fogo vindo de um outro país. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das condutas descritas no tipo penal. favorecer a entrada ou saída do território nacional. a pena deve ser aumentada da metade. Não há previsão para o crime a título de culpa. Tráfico internacional de arma de fogo Art.

Nos crimes previstos nos arts. 15. 7º e 8º da Lei. 7º e 8º desta Lei. CAUSA DE AUMENTO PARA OS INTEGRANTES DOS ÓRGÃOS REFERIDOS NA LEI O Estatuto do Desarmamento estabeleceu que. 6º. 16. Art. acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. e multa. 17) e de tráfico internacional de arma de fogo (art. Pena. haverá a incidência da causa de aumento da pena. de disparo de arma de fogo (art. Nos crimes previstos nos arts. 6º. 6º. os integrantes de órgãos referidos nos incisos . 18) forem praticados por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. 18 utilizando arma de fogo de uso restrito. Causas de Aumento. a pena em abstrato será aumentada pela metade. O legislador dispôs no art. 16). As pessoas que terão contra si a incidência da majorante são: os integrantes das Forças Armadas. 20. Art. 17 e 18. 19 e art. 15). 17 e art. quando os crimes forem cometidos com arma de fogo. passando a ser pena de reclusão de seis a doze anos. 14). se o crime é praticado com arma de fogo de uso proibido e se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. Não há previsão para o crime a título de culpa. 18). 19. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das condutas descritas no tipo penal. 7º e 8º da Lei. 19 e 20). 17) e crime tráfico internacional de arma de fogo (art. 20 do Estatuto do Desarmamento causas de aumento da metade da pena.A Revolução Cultural na Polícia Elemento subjetivo.46 AGEPOL/CENAJUR . de comércio ilegal de arma de fogo (art. e multa. quando o agente pratica qualquer dos crimes do art. se os crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. a pena é aumentada da metade se a arma de fogo. acessório ou munição de uso restrito ou proibido. de quatro a oito anos. a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. ARMA DE USO RESTRITO COMO CAUSA DE AUMENTO DA PENA Este artigo traz causa de aumento da pena que incide sobre o crime de comércio ilegal de arma de fogo (art. Dolo. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários aos arts. A pena em abstrato é de reclusão. 14. Assim. 17 e 18. de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art.

cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares). os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. em sua obra Direito Penal – parte geral (2005). será aplicada qualquer uma delas. os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. Polícias Civis.000 (quinhentos mil) habitantes. CONCURSO DE CAUSAS DE AUMENTO DE PENA Pela inteligência do art.Fabiano Samartin Fernandes 47 do caput do art. 144 da Constituição Federal (Polícia Federal. os integrantes das Guardas Municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.Estatuto do Desarmamento . sendo a restrição à liberdade a exceção. 68. os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. 52. entende que esta regra não é simples faculdade do juiz. mas um dever deste na aplicação da pena. 21. Como ambas são no mesmo percentual (1/2). Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. no concurso de causas de aumento de pena o juiz pode limitar-se a um só aumento. mas nunca as duas causas. os residentes em áreas rurais. só será aplicada uma causa de aumento. com ou sem fiança” (art. O professor Paulo Queiroz. e no art. parágrafo único. IV. Polícia Ferroviária Federal. quando a lei admitir a liberdade provisória. os Agentes Operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os Agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. inciso LXVI). que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. prevalecendo. os integrantes das Guardas Municipais dos Municípios com mais de 50. 17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. . 51. os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. um policial militar comercializa arma de fogo de uso proibido. 16. nos termos desta Lei. e. XIII. Conforme se depreende da norma constitucional “ninguém será levado à prisão ou nela mantido. Assim. por exemplo. todavia. VEDAÇÃO DA LIBERDADE PROVISÓRIA A Constituição estabeleceu que a regra é a liberdade. Art.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. a causa que mais aumente. Os crimes previstos nos arts. quando em serviço.000 (quinhentos mil) habitantes. da Constituição Federal (Polícias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal). Polícia Rodoviária Federal. do Código Penal. 5º. quando houver concurso das causas de aumento de pena.

22. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei. Outro fundamental preceito da Carta Magna é o princípio da presunção de inocência ao qual estabelece que “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” (art. da citada Lei. 16). nos termos do art. dentre outros. Portanto. A jurisprudência. a mesma somente deve ser indeferida quando estiverem presentes os requisitos que ensejam prisão preventiva. desde que ausentes os requisitos da prisão preventiva. oportuno observar a Lei dos Crimes Hediondos (art. . Assim. da Lei nº 10. 18) são insuscetíveis de liberdade provisória. não impede a concessão da liberdade provisória. 2º. o acusado estar respondendo pelos crimes dos arts. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art. do Código de Processo Penal. inciso LVII) O Estatuto do Desarmamento violou a Constituição Federal ao estabelecer que os crimes de posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 5º.A Revolução Cultural na Polícia Liberdade provisória é o estado de liberdade de quem se encontrava preso provisoriamente. Ao entrar em vigor em 1990. à luz do princípio da presunção de inocência. do Estatuto do Desarmamento. que veda a concessão de liberdade nos crimes de tráfico de entorpecentes. 21. II. sob pena de violação à Constituição Federal deverá ser deferido pedido de concessão à liberdade provisória. de comércio ilegal de arma de fogo (art. consolidou o entendimento de que o fato de tratar-se de crime hediondo. Em que pese disposição legal expressa vedando a concessão da liberdade. 21. única e exclusivamente. conforme conceituamos no Compêndio 02 desta Coleção Jurídica que tratou sobre a Prisão Provisória e Liberdade Processual. sobre a presença dos requisitos autorizadores para a decretação da prisão preventiva. por si só.072/90). devendo sempre para a custódia provisória estar presentes os pressupostos autorizadores da prisão preventiva. 312. a Lei dos Crimes Hediondos gerou discussão sobre a constitucionalidade da norma que veda a concessão da liberdade provisória face o princípio constitucional da presunção de inocência. 17 e 18. 312 do CPP. não bastando. da Lei nº 8.48 AGEPOL/CENAJUR . em especial do STJ. 16.826/2003 é flagrantemente inconstitucional. 17) e de tráfico internacional de arma de fogo (art. quando for efetivamente necessária a providência. tendo-se em conta as diretrizes do art. Dessa forma. em estreita semelhança com a regra do art. passando este a ficar vinculado ao processo penal até a sua decisão transitar em julgado. entendemos que o art. Ademais. somente deve ser indeferida a liberdade provisória aos crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.

acessórios ou munições apreendidos serão. As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. mediante proposta do Comando do Exército. que com estas se possam confundir. Art. quando não mais interessarem à persecução penal. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo. vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição. a venda. A classificação legal. Para os órgãos referidos no art. Parágrafo único. na forma do regulamento desta Lei. pela autoridade competente para destruição. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas. de usos proibidos. Art. técnica e geral.Estatuto do Desarmamento . 28. § 3º. encaminhados pelo juiz competente. 23. entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei. 24. no mesmo prazo. a comercialização e a importação de brinquedos. Art. ao adestramento. Armas de fogo. Parágrafo único. . ao Comando do Exército. nas condições fixadas pelo Comando do Exército. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. somente serão expedidas autorizações de compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis. § 1º. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos Militares. 27. ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. exclusive para os órgãos previstos no art. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. 26. 6º. para destruição. São vedadas a fabricação. gravado no corpo da arma. definido pelo regulamento desta Lei. após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. Parágrafo único. ou à coleção de usuário autorizado. Art. § 2º. exportação. restritos ou permitidos será disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal. sob pena de responsabilidade. Art. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução. II e III do art. 2º desta Lei. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. gravado na caixa. 25.Fabiano Samartin Fernandes 49 Art. atiradores e caçadores. a aquisição de armas de fogo de uso restrito. réplicas e simulacros de armas de fogo. 6o. Caberá ao Comando do Exército autorizar. 6º desta Lei. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. excepcionalmente. bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. importação. Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras.

As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a publicação desta Lei. rodoviário. 6º desta Lei. fluvial ou lacustre que deliberadamente. pelos meios de prova em direito admitidos. entregá-las à Polícia Federal. as armas recebidas constarão de cadastro específico e. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação. 6º e 10 desta Lei. sem ônus para o requerente. mediante recibo e indenização. presumindo-se a boa-fé. 29. faça. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão. 31. Art. poderão ser indenizados. Na hipótese prevista neste artigo e no art. Será aplicada multa de R$ 100. nos termos do regulamento desta Lei. exceto nas publicações especializadas. 34. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo.000. serão encaminhadas. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. marítimo. entregá-las à Polícia Federal. As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados. 5º da Constituição Federal. Art. Os promotores de eventos em locais fechados. ao Comando do Exército para destruição. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá renová-la. mediante recibo e. sob pena de responsabilidade penal. por qualquer meio. ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art. 30. Parágrafo único. com aglomeração superior a 1000 (um mil) pessoas. 4º. promova. solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse. Art. as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas. Art.A Revolução Cultural na Polícia Art.00 (cem mil reais) a R$ 300. nos termos do regulamento desta Lei. 33. a qualquer tempo. sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim. perante a Polícia Federal. após a elaboração de laudo pericial. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. II – à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para venda.00 (trezentos mil reais). 32. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão. Art. conforme especificar o regulamento desta Lei: I – à empresa de transporte aéreo. . 31. adotarão. Parágrafo único. salvo para as entidades previstas no art. nas condições dos arts. ferroviário. Parágrafo único. 35.000. facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. sob pena de responsabilidade.50 AGEPOL/CENAJUR .

para entrar em vigor. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho Marina Silva REFERENDO POPULAR O art. o legislador visa à diminuição do uso de armas de fogo. ainda mais.94% dos eleitores votaram para que fosse mantido o comércio de arma de fogo e munição. Este dispositivo. Art. contra 44. 36. Art.Fabiano Samartin Fernandes 51 § 1º. o povo foi às urnas e 63. a ser realizado em outubro de 2005. por via de conseqüência. 22 de dezembro de 2003. Dessa forma. Em caso de aprovação do referendo popular. como uma forma eficaz de reduzir a violência. de 20 de fevereiro de 1997.55% das pessoas que votaram pelo fim do comércio. § 2º. ficou mantido o comércio de arma de fogo e munição em todo o território nacional. contra. Brasília.45% dos baianos votaram pela permanência do comércio de arma de fogo. ao desarmar a sociedade civil. o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral. obviamente. É revogada a Lei no 9. passa a assumir. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. A título de ilustração. o que não aconteceu. na Bahia o resultado foi: 55. a obrigação de patrocinar. Entretanto para este dispositivo entrar em vigor.437. CONCLUSÃO Com o Estatuto do Desarmamento em vigor. Em outubro de 2005. Todavia o Estado. 36. dependerá de aprovação mediante referendo popular. 37. dependia de aprovação mediante referendo popular.06% das pessoas que votaram pela proibição do comércio de arma. está retirando do indivíduo o direito de se defender com arma de fogo e. 35 do Estatuto do Desarmamento proibia a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. 182º da Independência e 115º da República. de .Estatuto do Desarmamento .

é necessário investimento público nas áreas sociais de educação.52 AGEPOL/CENAJUR . objetivando proporcionar uma melhor perspectiva de vida para o povo brasileiro. à desigualdade social. dando-lhes condições de trabalho. com remuneração digna. a defesa da integridade física e material do cidadão. mais eficiência nos sistemas de justiça. . isoladamente. dotando o sistema de segurança pública de equipamentos e materiais eficazes ao combate à criminalidade. bem como. não tem como resolver o problema. Desta forma. de emprego e renda. à corrupção. melhorando a qualificação dos seus membros. A sociedade deverá exigir do Estado uma efetiva política de segurança pública. que são fatores que influenciam e favorecem a violência. de saúde. mas. à impunidade. combate ao tráfico de drogas.A Revolução Cultural na Polícia forma efetiva. O desarmamento é um passo importante para diminuir a violência. de segurança pública. proporcionando a segurança do indivíduo.

826/2003 Decreto nº 5.Fabiano Samartin Fernandes 53 2ª Parte LEGISLAÇÃO Lei nº 10.123/2004 Portaria nº 035-CG/2005 .Estatuto do Desarmamento .

A Revolução Cultural na Polícia .54 AGEPOL/CENAJUR .

II – cadastrar as armas de fogo produzidas. tem circunscrição em todo o território nacional. III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. atacadistas. posse e comercialização de armas de fogo e munição.Fabiano Samartin Fernandes 55 LEI No 10. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. define crimes e dá outras providências. . conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante. exportadores e importadores autorizados de armas de fogo. XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. mediante cadastro. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art. Art. VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo. acessórios e munições. VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País. extravio. sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm. bem como as demais que constem dos seus registros próprios. as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado. 2º. Parágrafo único. instituído no Ministério da Justiça. inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores. importadas e vendidas no País. bem como manter o cadastro atualizado para consulta. furto. Ao Sinarm compete: I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo.826. DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 Dispõe sobre registro. IV – cadastrar as transferências de propriedade. VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes. O Sistema Nacional de Armas – Sinarm. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. varejistas. X – cadastrar a identificação do cano da arma. IX – cadastrar mediante registro os produtores. roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais. V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo. 1º. no âmbito da Polícia Federal. bem como conceder licença para exercer a atividade.Estatuto do Desarmamento .

sendo intransferível esta autorização. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá. O registro precário a que se refere o § 4o prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I. A empresa que comercializa armas de fogo. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. § 3º. na forma do regulamento desta Lei. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. A expedição da autorização a que se refere o § 1o será concedida. . com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. (Redação dada pela Lei nº 10. 4º. § 5º. II e III deste artigo. O certificado de Registro de Arma de Fogo. para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo. acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. § 7º. a contar da data do requerimento do interessado. A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. § 4º. 4o deverão ser comprovados periodicamente. ou. A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. Art.A Revolução Cultural na Polícia CAPÍTULO II DO REGISTRO Art. realizados até a data da publicação desta Lei. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército. expedidos pelos órgãos estaduais. com validade em todo o território nacional. deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de 3 (três) anos. II – apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Os registros de propriedade. na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei. atender aos seguintes requisitos: I – comprovação de idoneidade. O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e será precedido de autorização do Sinarm. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. ou dependência desses. acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm. ou recusada com a devida fundamentação. II e III do art. em nome do requerente e para a arma indicada. § 2º. além de declarar a efetiva necessidade. A comercialização de armas de fogo. Os requisitos de que tratam os incisos I. § 2º.884. como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo. ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas.56 AGEPOL/CENAJUR . no seu local de trabalho. de 2004) § 1º. no prazo de 30 (trinta) dias úteis. em período não inferior a 3 (três) anos. ainda. Parágrafo único. § 3º. Estadual. 3º. Art. 5º. § 1º. O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos. § 6º.

nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. nos termos desta Lei. V e VI deste artigo terão direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição. salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas.867. ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I. 6º. X – os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. observada a supervisão do Comando do Exército. mesmo fora de serviço. (Redação dada pela Lei nº 10. aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei. VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. de 2004) V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.867. 51.Estatuto do Desarmamento .os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50. 4o.Fabiano Samartin Fernandes 57 57 CAPÍTULO III DO PORTE Art. (Redação dada pela Lei nº 10. quando em serviço. de 2005) § 1º.118. o que constará da carteira funcional que for expedida pela repartição a que estiverem subordinados. IV. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. a legislação ambiental. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do art. ao exercerem o direito descrito no art. A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno.000 (quinhentos mil) habitantes. II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. no que couber. (Incluído pela Lei nº 11. Os integrantes das Forças Armadas. de 2004) § 4º. de 2005) § 2º. na forma do regulamento desta Lei. 144 da Constituição Federal. na forma do regulamento. na forma do regulamento desta Lei.Fabiano Samartin Fernandes Estatuto do Desarmamento . III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. observando-se. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.000 (quinhentos mil) habitantes. VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. 4o. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional. Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. XIII. A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições descritas nos incisos V.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. . (Incluído pela Lei nº 11. II. § 3º. II e III do mesmo artigo. As pessoas previstas nos incisos I. Os servidores a que se refere o inciso X do caput deste artigo terão direito de portar armas de fogo para sua defesa pessoal. § 1º-A.118. da Constituição Federal. e no art. IV . IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. III. 52. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal.

A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. quando em serviço. constituídas na forma da lei. 9º. de 2004) Art. nos termos de atos regulamentares. será autorizado. responsabilidade e guarda das respectivas empresas. Art. ao Comando do Exército. O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. furto. (Incluído pela Lei nº 10. § 3º. 4o desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. § 2º. As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. na forma prevista no regulamento desta Lei. e dependerá de o requerente: I – demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. Aos residentes em áreas rurais.A Revolução Cultural na Polícia § 5º. 13 desta Lei. 8º. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional.867. Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo.58 AGEPOL/CENAJUR . Art. acessórios e munições que estejam sob sua guarda. (Vide Lei nº 11. de 2005) § 6º. As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. o porte de arma de fogo na categoria “caçador”. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo. A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. 4ºdesta Lei. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. em todo o território nacional. se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda.191. o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores. § 1º. Art. A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. serão de propriedade. . é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. 7º. § 1º. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. 10. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. somente podendo ser utilizadas quando em serviço. nos termos do regulamento desta Lei. sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis. II – atender às exigências previstas no art.

de 1 (um) a 3 (três) anos. deter. ainda que gratuitamente. ou. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: . III – à expedição de segunda via de registro de arma de fogo. 6º. furto. e multa. § 2º As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5º do art. IV. de 1 (um) a 2 (dois) anos. transportar. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção.Fabiano Samartin Fernandes 59 III – apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. remeter. fornecer. prevista neste artigo. de uso permitido. Omissão de cautela Art. de uso permitido. perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. II – à renovação de registro de arma de fogo. emprestar. II. Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm. empregar. 12. ainda no seu local de trabalho. V. receber. nos limites do regulamento desta Lei. 6º e para os integrantes dos incisos I. Art.Estatuto do Desarmamento . roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. Portar. Fica instituída a cobrança de taxas. e multa. IV – à expedição de porte federal de arma de fogo. acessório ou munição que estejam sob sua guarda. acessório ou munição. § 2º. Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. 11. no âmbito de suas respectivas responsabilidades. Parágrafo único. VI e VII do art. nos valores constantes do Anexo desta Lei. bem como o seu devido registro no órgão competente. V – à renovação de porte de arma de fogo. adquirir. CAPÍTULO IV DOS CRIMES E DAS PENAS Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. 14. VI – à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo. A autorização de porte de arma de fogo. acessório ou munição. 13. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. no interior de sua residência ou dependência desta. III. ceder. da Polícia Federal e do Comando do Exército. § 1º. pela prestação de serviços relativos: I – ao registro de arma de fogo. ter em depósito.

Parágrafo único. adquirir. remeter. 17. V – vender. montar. possuir. acessório. sem autorização da autoridade competente: . fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. de 3 (três) a 6 (seis) anos. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. para efeito deste artigo. qualquer forma de prestação de serviços. munição ou explosivo a criança ou adolescente. arma de fogo. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão.60 AGEPOL/CENAJUR . transportar.A Revolução Cultural na Polícia Pena – reclusão. e multa. e multa. fornecer. acessório ou munição. detiver. munição ou explosivo. e multa. perito ou juiz. IV – portar. entregar ou fornecer. Possuir. Equipara-se à atividade comercial ou industrial. Comércio ilegal de arma de fogo Art. transportar. Tráfico internacional de arma de fogo Art. Adquirir. exportar. desmontar. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. sem autorização legal. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. ter em depósito. ou adulterar. receber. Disparo de arma de fogo Art. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. Parágrafo único. Parágrafo único. de qualquer forma. III – possuir. a qualquer título. Importar. receber. inclusive o exercido em residência. em proveito próprio ou alheio. Parágrafo único. suprimido ou adulterado. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. expor à venda. acessório ou munição. e VI – produzir. adulterar. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. O crime previsto neste artigo é inafiançável. arma de fogo. conduzir. vender. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. ceder. favorecer a entrada ou saída do território nacional. 15. O crime previsto neste artigo é inafiançável. adquirir. empregar. portar. emprestar. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. II – modificar as características de arma de fogo. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. ou de qualquer forma utilizar. ainda que gratuitamente. e multa. ainda que gratuitamente. em via pública ou em direção a ela. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. 16. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. remontar. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. ter em depósito. no exercício de atividade comercial ou industrial. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. de arma de fogo. salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente. deter. 18. alugar. recarregar ou reciclar. ocultar.

ao Comando do Exército. As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação. após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts.Estatuto do Desarmamento . gravado no corpo da arma. 21. técnica e geral. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. a comercialização e a importação de brinquedos. encaminhados pelo juiz competente. 17 e 18. 24. Art. que com estas se possam confundir. 17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. Art. Art. acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. Nos crimes previstos nos arts. 14. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. e multa. na forma do regulamento desta Lei. a pena é aumentada da metade se a arma de fogo. sob pena de responsabilidade. 15. 6º. a venda. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. para destruição. exclusive para os órgãos previstos no art. entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei. Para os órgãos referidos no art. § 3º. 17 e 18. gravado na caixa. no mesmo prazo. bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. Parágrafo único. importação. Nos crimes previstos nos arts. Armas de fogo. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. Art. restritos ou permitidos será disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei. exportação. 25. 20. réplicas e simulacros de armas de fogo. quando não mais interessarem à persecução penal. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. pela autoridade competente para destruição. mediante proposta do Comando do Exército. 19. 26. 16. Art.Fabiano Samartin Fernandes 61 Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. A classificação legal. somente serão expedidas autorizações de compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis. acessórios ou munições apreendidos serão. definido pelo regulamento desta Lei. Art. vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição. Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. 23. 2º desta Lei. § 1º. de usos proibidos. 6o. São vedadas a fabricação. 16. Os crimes previstos nos arts. § 2º. . 7º e 8º desta Lei. atiradores e caçadores. 6o. Art. 22. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art.

no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. de 2005) (Vide Lei nº 11.00 (trezentos mil reais).191. Art. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá renová-la. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão.884. 31. a qualquer tempo. após a elaboração de laudo pericial. ou à coleção de usuário autorizado. . entregá-las à Polícia Federal. 30. 29. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos Militares. sob pena de responsabilidade penal. a aquisição de armas de fogo de uso restrito. promova. de 2005) Art.884. As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a publicação desta Lei. Art. II e III do art.A Revolução Cultural na Polícia AGEPOL/CENAJUR A Revolução Cultural na Polícia Parágrafo único. nos termos do regulamento desta Lei.118. solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse. Art. pelos meios de prova em direito admitidos. poderão ser indenizados. nos termos do regulamento desta Lei. de 2004) Parágrafo único.62 62 AGEPOL/CENAJUR -. 6º desta Lei. (Vide Lei nº 10.000.884.118. serão encaminhadas. Art. de 2005) (Vide Lei nº 11. 31. no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão. Na hipótese prevista neste artigo e no art. de 2004) (Vide Lei nº 11. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo. (Vide Lei nº 10. 27. sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim. ferroviário. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução. 32. de 2005) Parágrafo único. por qualquer meio. 33. (Vide Lei nº 10. 28. mediante recibo e. nas condições fixadas pelo Comando do Exército. excepcionalmente. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão. Caberá ao Comando do Exército autorizar. nas condições dos arts. presumindo-se a boa-fé. 4o. marítimo. de 2004) (Vide Lei nº 11. ao Comando do Exército para destruição. conforme especificar o regulamento desta Lei: I – à empresa de transporte aéreo. perante a Polícia Federal. Será aplicada multa de R$ 100. fluvial ou lacustre que deliberadamente. entregá-las à Polícia Federal. estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo. mediante recibo e indenização. facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. as armas recebidas constarão de cadastro específico e.000. II – à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para venda. sem ônus para o requerente. Art.00 (cem mil reais) a R$ 300. ao adestramento. 6o e 10 desta Lei. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. Parágrafo único. ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I. rodoviário. faça.191. exceto nas publicações especializadas. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. Art.

Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados.00 V – Expedição de segunda via de registro de arma de fogo .000. Em caso de aprovação do referendo popular. 35.R$ 300. Art. com aglomeração superior a 1000 (um mil) pessoas. Os promotores de eventos em locais fechados. 37.R$ 300. § 1º.00 IV – Renovação de porte de arma de fogo . a ser realizado em outubro de 2005.R$ 1.437.Fabiano Samartin Fernandes 63 Art.Estatuto do Desarmamento .00 II – Renovação de registro de arma de fogo . para entrar em vigor. sob pena de responsabilidade. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho Marina Silva ANEXO TABELA DE TAXAS I – Registro de arma de fogo . § 2º. 36. de 20 de fevereiro de 1997. Este dispositivo. salvo para as entidades previstas no art.000.00 VI – Expedição de segunda via de porte de arma de fogo . 34. as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas. 182º da Independência e 115º da República. 22 de dezembro de 2003. É revogada a Lei nº 9. o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral.R$ 300. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. 6o desta Lei. adotarão.000.00 III – Expedição de porte de arma de fogo .00 . ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art. Brasília. dependerá de aprovação mediante referendo popular. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art.R$ 1. Parágrafo único. 5º da Constituição Federal.R$ 1. Art.

826. de competência do SINARM. produzidas e vendidas no país. em razão das atividades que desempenhem. II . no uso da atribuição que lhe confere o art. d) dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.as armas de fogo de uso restrito. de 2003. de 22 de dezembro de 2003. cujos servidores tenham autorização legal para portar arma de fogo em serviço. que dispõe sobre registro. DE 1º DE JULHO DE 2004 Regulamenta a Lei n o 10. 2º deste Decreto. no âmbito da Polícia Federal. integrado e permanente das armas de fogo importadas. 84. e) dos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais.as armas de fogo de uso restrito dos integrantes dos órgãos. dos integrantes das escoltas de presos e das Guardas Portuárias. de 22 de dezembro de 2003.SIGMA. e tendo em vista o disposto na Lei nº 10. sobre o Sistema Nacional de Armas .A Revolução Cultural na Polícia DECRETO Nº 5.as armas de fogo institucionais. e o controle dos registros dessas armas. tem por finalidade manter cadastro geral. inciso XIII da Constituição. . 6º da Lei nº 10. O Sistema Nacional de Armas . salvo aquelas mencionadas no inciso II.826. mediante comunicação das autoridades competentes à Polícia Federal.123. posse e comercialização de armas de fogo e munição. § 1º. do §1º. 6º da Lei nº 10. do art. de 22 de dezembro de 2003. constantes de registros próprios: a) da Polícia Federal. inciso IV. 2o da Lei no 10.SINARM.SINARM e define crimes.826. inciso IV. e 52. que não constem dos cadastros do SINARM ou Sistema de Gerenciamento Militar de Armas . c) das Polícias Civis. nos termos do caput do art. f) das Guardas Municipais.826. 1º.as armas de fogo apreendidas. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais.64 AGEPOL/CENAJUR . 51. de 2003. referidos nos arts. com circunscrição em todo o território nacional e competência estabelecida pelo caput e incisos do art.826. instituído no Ministério da Justiça. e IV . da Constituição. III . e g) dos órgãos públicos não mencionados nas alíneas anteriores. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Serão cadastradas no SINARM: I . b) da Polícia Rodoviária Federal. DECRETA: CAPÍTULO I DOS SISTEMAS DE CONTROLE DE ARMAS DE FOGO Art. instituições e corporações mencionados no inciso II do art.

826. de 2003.as armas de fogo das empresas de segurança privada e de transporte de valores.as armas de fogo dos integrantes das Forças Armadas. Serão registradas no Comando do Exército e cadastradas no SIGMA: I . a marca do percutor e extrator no estojo do cartucho deflagrado pela arma de que trata o inciso X do art.as armas de fogo de uso permitido dos integrantes dos órgãos. Art. Serão cadastradas no SIGMA: I .826. no âmbito do Comando do Exército. de porte e portáteis.as armas de fogo importadas ou adquiridas no país para fins de testes e avaliação técnica. 4o da Lei no 10. permanente e integrado das armas de fogo importadas.Fabiano Samartin Fernandes 65 § 2º. A aquisição de armas de fogo.as armas de fogo obsoletas. Os dados necessários ao cadastro da identificação do cano da arma. pela autoridade competente.as armas de fogo adquiridas pelo cidadão com atendimento aos requisitos do art. instituído no Ministério da Defesa. e II . 2o da Lei no 10. Art.Estatuto do Desarmamento . e das armas de fogo que constem dos registros próprios. § 1º. diretamente da fábrica.as armas de fogo institucionais.as armas de fogo das representações diplomáticas. 6o da Lei no 10. 5º.826. II . III . Art. constantes de registros próprios: a) das Forças Armadas. tem por finalidade manter cadastro geral. de competência do SIGMA. § 2º. 6º.as informações relativas às exportações de armas de fogo. munições e demais produtos controlados. serão fornecidos ao SINARM pelo Comando do Exército. II . instituições e corporações mencionados no inciso II do art. 2º. de 2003. Os dados necessários ao cadastro mediante registro. A apreensão das armas de fogo a que se refere o inciso II do §1o deste artigo deverá ser imediatamente comunicada à Policia Federal. e d) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. atiradores e caçadores. Serão registradas na Polícia Federal e cadastradas no SINARM: I . constantes de registros próprios. de 2003. O SIGMA. IV . Entende-se por registros próprios. produzidas e vendidas no país. Art. os feitos pelas instituições. 3º. com circunscrição em todo o território nacional. da Agência Brasileira de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. devendo o Comando do Exército manter sua atualização. podendo ser recolhidas aos depósitos do Comando do Exército. a critério da mesma autoridade. para guarda. das características das impressões de raiamento e microestriamento de projetil disparado. 4º. para os fins deste Decreto. § 3º. a que se refere o inciso IX do art. órgãos e corporações em documentos oficiais de caráter permanente. 2o da Lei .as armas de fogo de colecionadores. Art. b) das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. e III . e V . será precedida de autorização do Comando do Exército. c) da Agência Brasileira de Inteligência.

cabendo às fábricas de armas de fogo o envio das informações necessárias ao órgão responsável da Polícia Federal. de acordo com as normas do Comando do Exército e nas condições previstas na Lei no 10. Art. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá: I . Militar e Eleitoral. 9º.826. Parágrafo único.A Revolução Cultural na Polícia no 10. CAPÍTULO II DA ARMA DE FOGO Seção I Das Definições Art.apresentar cópia autenticada da carteira de identidade. V . de acordo com legislação específica. 8º. Art. Art. ouvido o Comando do Exército. ou por esta habilitado. com suas características e os dados dos adquirentes.826. quarenta e oito horas após a efetivação da venda. de 2003.66 AGEPOL/CENAJUR . bem como a pessoas jurídicas. IV . 2o da Lei no 10. Art. 12. 11. Parágrafo único. Arma de fogo de uso restrito é aquela de uso exclusivo das Forças Armadas. 10. A norma específica de que trata este artigo será expedida no prazo de cento e oitenta dias. de 2003.apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa.comprovar. Seção II Da Aquisição e do Registro da Arma de Fogo de Uso Permitido Art. Estadual. III .comprovar no pedido de aquisição e em cada renovação do registro. Os Ministros da Justiça e da Defesa estabelecerão no prazo máximo de um ano os níveis de acesso aos cadastros mencionados no caput.declarar efetiva necessidade. por meio de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. que devam constar do SINARM. a capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo atestada por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. As fábricas de armas de fogo fornecerão à Polícia Federal. II . idoneidade e inexistência de inquérito policial ou processo criminal.ter. VI . e . devidamente autorizadas pelo Comando do Exército. de 2003. os dados que identifiquem a arma e o comprador. vinte e cinco anos. para fins de cadastro. em seu pedido de aquisição e em cada renovação de registro. Arma de fogo de uso permitido é aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas. na conformidade do art.826. serão disciplinados em norma específica da Polícia Federal. quando da saída do estoque. relação das armas produzidas. de instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas. 7º. As empresas autorizadas a comercializar armas de fogo encaminharão à Polícia Federal. das Forças Auxiliares ou do quadro da Polícia Federal. Os dados do SINARM e do SIGMA serão interligados e compartilhados no prazo máximo de um ano. no mínimo.

habilidade do uso da arma de fogo demonstrada. A transferência de arma de fogo registrada no Comando do Exército será autorizada pela instituição e cadastrada no SIGMA. O indeferimento do pedido deverá ser fundamentado e comunicado ao interessado em documento próprio. os seguintes dados: I . de que trata o §4o deste artigo.Fabiano Samartin Fernandes 67 VII .do interessado: a) nome. sejam pessoas físicas ou jurídicas. a autorização para a aquisição da arma de fogo indicada. no SINARM ou no SIGMA. c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe. havendo manifestação favorável do órgão competente mencionada no §1o.conhecimento básico dos componentes e partes da arma de fogo. § 1º. e f) número do Cadastro de Pessoa Física . II . das Forças Auxiliares. É obrigatório o registro da arma de fogo. § 3º. O registro da arma de fogo de uso permitido deverá conter. data e local de nascimento. em nome do interessado. Após a apresentação dos documentos referidos nos incisos III a VII do caput. 14. 13. Parágrafo único.comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. A declaração de que trata o inciso I do caput deverá explicitar. que serão examinados pelo órgão competente segundo as orientações a serem expedidas em ato próprio. aplicando-se ao interessado na aquisição as disposições do art. pelo interessado. os fatos e circunstâncias justificadoras do pedido. II .conhecimento da conceituação e normas de segurança pertinentes à arma de fogo. no prazo máximo de trinta dias. A transferência de propriedade da arma de fogo. por qualquer das formas em direito admitidas. necessariamente: I . ou do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado e deverá atestar. estará sujeita à prévia autorização da Polícia Federal. por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. filiação. e) número da cédula de identidade. § 5º. no mínimo. 12 deste Decreto. § 4º.Estatuto do Desarmamento .CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ. É intransferível a autorização para a aquisição da arma de fogo. O comprovante de capacitação técnica mencionado no inciso VI do caput deverá ser expedido por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército. data da expedição. b) endereço residencial. em estande de tiro credenciado pelo Comando do Exército. § 2º. Art. pelo SINARM. atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado. Art. 15. e III . no pedido de aquisição e em cada renovação do registro.da arma: . será expedida. excetuadas as obsoletas. d) profissão. Art. entre particulares. órgão expedidor e Unidade da Federação.

§ 1º. a Polícia Federal deverá repassar as informações ao Comando do Exército. no seu local de trabalho. Art. 17. g) quantidade de canos e comprimento. data e local de nascimento. após autorização do SINARM. O Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pela Polícia Federal. O proprietário de arma de fogo é obrigado a comunicar. comunicar o ocorrido à Polícia Federal ou ao Comando do Exército. § 2º. se for o caso. cópia do Boletim de Ocorrência. . § 2º. filiação. modelo e número de série. Para os efeitos do disposto no caput deste artigo considerar-se-á titular do estabelecimento ou empresa todo aquele assim definido em contrato social. h) tipo de alma (lisa ou raiada). bem como a sua recuperação. b) endereço residencial. c) número e data da nota Fiscal de venda. § 2º. de que trata o caput deste artigo. Os requisitos de que tratam os incisos IV. deverá conter as seguintes informações: I . O registro de arma de fogo de uso restrito. o extravio. à Unidade Policial local. e j) número de série gravado no cano da arma. 12 deste Decreto deverão ser comprovados. furto ou roubo de arma de fogo ou do seu documento de registro. f) tipo de funcionamento. Nos casos previstos no caput. ainda.A Revolução Cultural na Polícia a) número do cadastro no SINARM. d) espécie. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou dependência desta. Art. § 3º. em quarenta e oito horas. periodicamente. também. § 1º. As armas de que trata o caput serão cadastradas no SIGMA e no SINARM. junto à Polícia Federal. a cada três anos. 18.do interessado: a) nome. para fins de renovação do Certificado de Registro. desde que seja ele o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. remeter as informações coletadas à Polícia Federal. ou. encaminhando. conforme o caso. V. com validade em todo o território nacional.68 AGEPOL/CENAJUR . com poderes de gerência. § 1º. No caso de arma de fogo de uso restrito. e responsável legal o designado em contrato individual de trabalho. e) calibre e capacidade de cartuchos. marca. para registro no SIGMA. A Unidade Policial deverá. imediatamente. i) quantidade de raias e sentido. para fins de registro no SINARM. o proprietário deverá. 16. Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição e registrar as armas de fogo de uso restrito. Seção III Da Aquisição e Registro da Arma de Fogo de Uso Restrito Art. b) identificação do fabricante e do vendedor. VI e VII do art.

e f) número do Cadastro de Pessoa Física . só poderá ser efetuada em estabelecimento credenciado pela Polícia Federal e pelo comando do Exército que manterão um cadastro dos comerciantes. instituições e corporações mencionados nos incisos I e II do art. no comércio. g) quantidade de canos e comprimento. É proibida a venda de armas de fogo. modelo e número de série. II . V. § 2º. Seção IV Do Comércio Especializado de Armas de Fogo e Munições Art. e ficará restrita ao calibre correspondente à arma registrada. c) número e data da nota Fiscal de venda. que ficarão registradas como de sua propriedade. d) espécie. d) profissão. data da expedição. junto ao Comando do Exército. de uso restrito. b) identificação do fabricante e do vendedor. espoletas. ouvido o Ministério da Justiça. § 3º. § 1º. munições e demais produtos controlados.da arma: a) número do cadastro no SINARM. Art. 21. marca. do Certificado de Registro de Arma de Fogo válido. 20. e j) número de série gravado no cano da arma. A comercialização de acessórios de armas de fogo e de munições. enquanto não forem vendidas.Fabiano Samartin Fernandes Estatuto do Desarmamento Fabiano Samartin Fernandes 69 69 c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe. a venda ficará condicionada à apresentação pelo adquirente. pólvora e projéteis. . Os requisitos de que tratam os incisos IV. o disposto no § 3o deste artigo. e) calibre e capacidade de cartuchos. e) número da cédula de identidade. i) quantidade de raias e sentido. órgão expedidor e Unidade da Federação. mensalmente. 19. sujeitos seus responsáveis às penas prevista na lei. 12 deste Decreto deverão ser comprovados periodicamente.Estatuto do Desarmamento -. O estabelecimento que comercializar arma de fogo de uso permitido em território nacional é obrigado a comunicar ao SINARM. de 2003. § 4º. h) tipo de alma (lisa ou raiada). as vendas que efetuar e a quantidade de armas em estoque. pelo prazo de cinco anos. a cada três anos.826. para fins de renovação do Certificado de Registro. Não se aplica aos integrantes dos órgãos. O estabelecimento mencionado no caput deste artigo deverá manter à disposição da Polícia Federal e do Comando do Exército os estoques e a relação das vendas efetuadas mensalmente. Art. incluídos estojos. Quando se tratar de munição industrializada. respondendo legalmente por essas mercadorias. VI e VII do art. f) tipo de funcionamento. § 3º. 6o da Lei no 10. Os acessórios e a quantidade de munição que cada proprietário de arma de fogo poderá adquirir serão fixados em Portaria do Ministério da Defesa.CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ. de forma precária.

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CAPÍTULO III DO PORTE E DO TRÂNSITO DA ARMA DE FOGO Seção I Do Porte Art. 22. O Porte de Arma de Fogo de uso permitido, vinculado ao prévio cadastro e registro da arma pelo SINARM, será expedido pela Polícia Federal, em todo o território nacional, em caráter excepcional, desde que atendidos os requisitos previstos nos incisos I, II e III do §1o do art. 10 da Lei no 10.826, de 2003. Parágrafo único. A taxa estipulada para o Porte de Arma de Fogo somente será recolhida após a análise e a aprovação dos documentos apresentados. Art. 23. O Porte de Arma de Fogo é documento obrigatório para a condução da arma e deverá conter os seguintes dados: I - abrangência territorial; II - eficácia temporal; III - características da arma; IV - número do registro da arma no SINARM ou SIGMA; V - identificação do proprietário da arma; e VI - assinatura, cargo e função da autoridade concedente. Art. 24. O Porte de Arma de Fogo é pessoal, intransferível e revogável a qualquer tempo, sendo válido apenas com a apresentação do documento de identidade do portador. Art. 25. O titular do Porte de Arma de Fogo deverá comunicar imediatamente: I - a mudança de domicílio, ao órgão expedidor do Porte de Arma de Fogo; e II - o extravio, furto ou roubo da arma de fogo, à Unidade Policial mais próxima e, posteriormente, à Polícia Federal. Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo implicará na suspensão do Porte de Arma de Fogo, por prazo a ser estipulado pela autoridade concedente. Art. 26. O titular de Porte de Arma de Fogo não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos, tais como igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de eventos de qualquer natureza. § 1º. A inobservância do disposto neste artigo implicará na cassação do Porte de Arma de Fogo e na apreensão da arma, pela autoridade competente, que adotará as medidas legais pertinentes. § 2º. Aplica-se o disposto no §1o deste artigo, quando o titular do Porte de Arma de Fogo esteja portando o armamento em estado de embriaguez ou sob o efeito de drogas ou medicamentos que provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor. Art. 27. Será concedido pela Polícia Federal, nos termos do § 5o do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, o Porte de Arma de Fogo, na categoria “caçador de subsistência”, de uma arma portátil, de uso permitido, de tiro simples, com um ou dois canos, de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16, desde que o interessado comprove a efetiva necessidade em requerimento ao qual deverão ser anexados os seguintes documentos:

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I - certidão comprobatória de residência em área rural, a ser expedida por órgão municipal; II - cópia autenticada da carteira de identidade; e III - atestado de bons antecedentes. Parágrafo único. Aplicam-se ao portador do Porte de Arma de Fogo mencionado neste artigo as demais obrigações estabelecidas neste Decreto. Art. 28. O proprietário de arma de fogo de uso permitido registrada, em caso de mudança de domicílio, ou outra situação que implique no transporte da arma, deverá solicitar à Polícia Federal a expedição de Porte de Trânsito, nos termos estabelecidos em norma própria. Art. 29. Observado o princípio da reciprocidade previsto em convenções internacionais, poderá ser autorizado o Porte de Arma de Fogo pela Polícia Federal, a diplomatas de missões diplomáticas e consulares acreditadas junto ao Governo Brasileiro, e a agentes de segurança de dignitários estrangeiros durante a permanência no país, independentemente dos requisitos estabelecidos neste Decreto. Seção II Dos Atiradores, Caçadores e Colecionadores Subseção I Da Prática de Tiro Desportivo Art. 30. As agremiações esportivas e as empresas de instrução de tiro, os colecionadores, atiradores e caçadores serão registrados no Comando do Exército, ao qual caberá estabelecer normas e verificar o cumprimento das condições de segurança dos depósitos das armas de fogo, munições e equipamentos de recarga. § 1º. As armas pertencentes às entidades mencionadas no caput e seus integrantes terão autorização para porte de trânsito (guia de tráfego) a ser expedida pelo Comando do Exército. § 2º. A prática de tiro desportivo por menores de dezoito anos deverá ser autorizada judicialmente e deve restringir-se aos locais autorizados pelo Comando do Exército, utilizando arma da agremiação ou do responsável quando por este acompanhado. § 3º. A prática de tiro desportivo por maiores de dezoito anos e menores de vinte e cinco anos pode ser feita utilizando arma de sua propriedade, registrada com amparo na Lei no 9.437, de 20 de fevereiro de 1997, de agremiação ou arma registrada e cedida por outro desportista. Art. 31. A entrada de arma de fogo e munição no país, como bagagem de atletas, para competições internacionais será autorizada pelo Comando do Exército. § 1º. O Porte de Trânsito das armas a serem utilizadas por delegações estrangeiras em competição oficial de tiro no país será expedido pelo Comando do Exército. § 2º. Os responsáveis e os integrantes pelas delegações estrangeiras e brasileiras em competição oficial de tiro no país transportarão suas armas desmuniciadas. Subseção II Dos Colecionadores e Caçadores Art. 32. O Porte de Trânsito das armas de fogo de colecionadores e caçadores será expedido pelo Comando do Exército. Parágrafo único. Os colecionadores e caçadores transportarão suas armas desmuniciadas.

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Subseção III Dos Integrantes e das Instituições Mencionadas no Art. 6o da Lei no 10.826, de 2003 Art. 33. O Porte de Arma de Fogo é deferido aos militares das Forças Armadas, aos policiais federais e estaduais e do Distrito Federal, civis e militares, aos Corpos de Bombeiros Militares, bem como aos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em razão do desempenho de suas funções institucionais. § 1º. O Porte de Arma de Fogo das praças das Forças Armadas e dos Policiais e Corpos de Bombeiros Militares é regulado em norma específica, por atos dos Comandantes das Forças Singulares e dos Comandantes-Gerais das Corporações. § 2º. Os integrantes das polícias civis estaduais e das Forças Auxiliares, quando no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito, poderão portar arma de fogo fora da respectiva unidade federativa, desde que expressamente autorizados pela instituição a que pertençam, por prazo determinado, conforme estabelecido em normas próprias. Art. 34. Os órgãos, instituições e corporações mencionados nos incisos I, II, III, V e VI do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, estabelecerão, em normas próprias, os procedimentos relativos às condições para a utilização das armas de fogo de sua propriedade, ainda que fora do serviço. § 1º. As instituições mencionadas no inciso IV do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, estabelecerão em normas próprias os procedimentos relativos às condições para a utilização, em serviço, das armas de fogo de sua propriedade. § 2º. As instituições, órgãos e corporações nos procedimentos descritos no caput, disciplinarão as normas gerais de uso de arma de fogo de sua propriedade, fora do serviço, quando se tratar de locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de evento de qualquer natureza, tais como no interior de igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes, públicos e privados. Art. 35. Poderá ser autorizado, em casos excepcionais, pelo órgão competente, o uso, em serviço, de arma de fogo, de propriedade particular do integrante dos órgãos, instituições ou corporações mencionadas no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003. § 1º. A autorização mencionada no caput será regulamentada em ato próprio do órgão competente. § 2º. A arma de fogo de que trata este artigo deverá ser conduzida com o seu respectivo Certificado de Registro. Art. 36. A capacidade técnica e a aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, para os integrantes das instituições descritas nos incisos III, IV, V, VI e VII do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, serão atestadas pela própria instituição, depois de cumpridos os requisitos técnicos e psicológicos estabelecidos pela Polícia Federal. Parágrafo único. Caberá a Polícia Federal avaliar a capacidade técnica e a aptidão psicológica, bem como expedir o Porte de Arma de Fogo para os guardas portuários. Art. 37. Os integrantes das Forças Armadas e os servidores dos órgãos, instituições e corporações mencionados no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, transferidos para a reserva remunerada ou aposentados, para conservarem a autorização de Porte de Arma de Fogo de sua propriedade deverão submeter-se, a cada três anos, aos testes de avaliação da aptidão psicológica a que faz menção o inciso III do art. 4o da Lei no 10.826, de 2003.

38. Art. munições e acessórios de sua propriedade.fixar o currículo dos cursos de formação.conceder Porte de Arma de Fogo. IV . É de responsabilidade das empresas de segurança privada e de transportes de valores a guarda e armazenagem das armas. no prazo máximo de vinte e quatro horas. A perda. Cabe ao Ministério da Justiça. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo.conceder autorização para o funcionamento dos cursos de formação de guardas municipais. 40. 41. § 3º. de 2003. O cumprimento destes requisitos será atestado pelas instituições.Fabiano Samartin Fernandes 73 § 1º. Parágrafo único. nos termos do §3o do art. III . diretamente ou mediante convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados ou Prefeituras. sob pena de responsabilização do proprietário ou diretor responsável. acessório e munições que estejam sob a guarda das empresas de segurança privada e de transporte de valores deverá ser comunicada à Polícia Federal. furto. após a ocorrência do fato.826. 6o da Lei no 10. Será encaminhada trimestralmente à Polícia Federal. 4o da Lei no 10. § 2º. Art. Subseção IV Das Empresas de Segurança Privada e de Transporte de Valores Art. deverão ser previamente autorizados pela Polícia Federal. da comprovação do preenchimento de todos os requisitos constantes do art. A autorização para o uso de arma de fogo expedida pela Polícia Federal. e V .826. em nome das empresas de segurança privada e de transporte de valores. .Estatuto do Desarmamento . Não se aplicam aos integrantes da reserva não remunerada das Forças Armadas e Auxiliares. Subseção V Das guardas Municipais Art. de 2003: I . II . 39.fiscalizar e controlar o armamento e a munição utilizados. necessariamente. a relação nominal dos empregados autorizados a portar arma de fogo. será precedida. as prerrogativas mencionadas no caput. § 2º. nos termos da legislação específica. para registro no SINARM. órgãos e corporações de vinculação. § 1º. por qualquer motivo. entre estabelecimentos da mesma empresa ou para empresa diversa. As competências previstas nos incisos I e II deste artigo não serão objeto de convênio. A autorização de que trata o caput é válida apenas para a utilização da arma de fogo em serviço.fiscalizar os cursos mencionados no inciso II. pelos empregados autorizados a portar arma de fogo. Parágrafo único. Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição de armas de fogo e de munições para as Guardas Municipais. A transferência de armas de fogo.

Parágrafo único. 2o da Lei no 10. como órgão permanente. de 2003. no mínimo. Art.871. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS. de 2006). às Guardas Municipais dos municípios que tenham criado corregedoria própria e autônoma. Art.826. da existência de Ouvidoria. de 2003. § 4º. no mínimo. O treinamento de que trata o caput desse artigo deverá ter. 48. O curso de formação dos profissionais das Guardas Municipais deverá conter técnicas de tiro defensivo e defesa pessoal. privativos das forças policiais e forças armadas.A Revolução Cultural na Polícia Art. A Polícia Federal poderá conceder Porte de Arma de Fogo. § 1º. no âmbito da Polícia Federal. 44. 47. para autorizar a aquisição e conceder o Porte de Arma de Fogo. Os profissionais da Guarda Municipal deverão ser submetidos a estágio de qualificação profissional por. a cada dois anos. deverá apresentar relatório circunstanciado. para a apuração de infrações disciplinares atribuídas aos servidores integrantes do Quadro da Guarda Municipal. oitenta horas ao ano. A concessão a que se refere o caput dependerá. 43. no mínimo. nos termos no §3o do art. Compete ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Justiça: I . Art. Art. § 3º. Art. em cumprimento ao disposto no inciso VI do art. 6o. dos acervos policiais de armas de fogo já existentes. 6o. com competência para fiscalizar. que terá validade máxima de cinco anos.826. do art. da Lei no 10. sempre que estiver envolvido em evento de disparo de arma de fogo em via pública.826. 46.estabelecer as normas de segurança a serem observadas pelos prestadores de serviços de transporte aéreo de passageiros. sessenta horas para armas de repetição e cem horas para arma semiautomática. para controlar o embarque de passageiros armados e fiscalizar o seu cumprimento. 45. FINAIS E TRANSITÓRIAS Seção I Das Disposições Gerais Art. autônomo e independente. (revogado pelo Decreto nº 5. da Lei no 10. . com ou sem vítimas. investigar. O Porte de Arma de Fogo aos profissionais citados nos incisos III e IV. ao Comando da Guarda Civil e ao Órgão Corregedor para justificar o motivo da utilização da arma. também. Não será concedido aos profissionais das Guardas Municipais Porte de Arma de Fogo de calibre restrito. será concedido desde que comprovada a realização de treinamento técnico de. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para possibilitar a integração. O profissional da Guarda Municipal com Porte de Arma de Fogo deverá ser submetido.74 AGEPOL/CENAJUR . § 2º. 42. O Ministro da Justiça designará as autoridades policiais competentes. ao SINARM. a teste de capacidade psicológica e. auditorar e propor políticas de qualificação das atividades desenvolvidas pelos integrantes das Guardas Municipais. de 2003. sessenta e cinco por cento de conteúdo prático.

expedir regulamentação específica para o controle da fabricação. nas ações preventivas com vistas à segurança da aviação civil. em cento e oitenta dias: a) para que todas as munições estejam acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. § 1º. ao Comando do Exército: I . de uso restrito ou permitido são as constantes do Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados e sua legislação complementar. II . munições e demais produtos controlados. A classificação legal. Art. Os interessados pela importação de armas de fogo. cujos acessos são controlados. 6o da Lei no 10. A autorização é concedida por meio do Certificado Internacional de Importação. A importação desses produtos somente será autorizada para os órgãos de segurança pública e para colecionadores.826. prevista no inciso III do §1o do art. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. que exijam de policiais federais. trânsito e utilização de simulacros de armas de fogo. atiradores e caçadores nas condições estabelecidas em normas específicas. gravado na caixa. V. integrantes das Forças Armadas e agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Parágrafo único. b) para que as munições comercializadas para os órgãos referidos no art. e III . 144 da Constituição. 51. 23 da Lei no 10. contenham gravação na base dos estojos que permita identificar o fabricante. Art. § 2º. Compete. ainda. conforme o art. 6o da Lei no 10. para os fins de segurança e proteção da aviação civil.regulamentar as situações excepcionais do interesse da ordem pública. Art.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de armas. em todo o território nacional. de 2003. comércio. IV. Parágrafo único. Compete ao Comando do Exército promover a alteração do Regulamento mencionado no caput. 26 da Lei no 10. Art. o lote de venda e o adquirente.826. c) para definir os dispositivos de segurança e identificação previstos no § 3o do art. munições e acessórios de uso restrito está sujeita ao regime de licenciamento não-automático prévio ao embarque da mercadoria no exterior e dependerá da anuência do Comando do Exército.estabelecer normas.estabelecer as dotações em armamento e munição das corporações e órgãos previstos nos incisos II. de 2003. com o fim de adequá-lo aos termos deste Decreto.Fabiano Samartin Fernandes 75 II . e III . III. de uso restrito.Estatuto do Desarmamento . 49.estabelecer. o Porte de Arma de Fogo a bordo de aeronaves. ressalvada a competência da Polícia Federal. técnica e geral e a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. As áreas restritas aeroportuárias são aquelas destinadas à operação de um aeroporto. 50. os procedimentos de restrição e condução de armas por pessoas com a prerrogativa de Porte de Arma de Fogo em áreas restritas aeroportuárias. ouvido o Ministério da Justiça. de 2003.826. munições e acessórios. VI e VII do art. de 2003. ao preencherem a Licença de Importação no Sistema Integrado de Comércio Exterior . civis e militares. e IV . A importação de armas de fogo.826. importação. 52.

59. de munições e seus componentes. Terminado o evento que motivou a importação. § 1º. de armas de fogo. canos e ferrolho. A importação de armas de fogo. munições e acessórios para fins de demonstração. Parágrafo único. Art.SISCOMEX. deverão informar as características específicas dos produtos importados. no que couber. § 3º. quando for o caso. Fica vedada a importação de armas de fogo. expedida por autoridade competente do país de destino. munições ou demais produtos controlados deverá apresentar como prova da venda ou transferência do produto. não podendo ser doado ou vendido no território nacional. por prazo definido. em caráter excepcional. das representações diplomáticas do país de origem. A Secretaria da Receita Federal e o Comando do Exército fornecerão à Polícia Federal. 54. exceto a doação para os museus das Forças Armadas e das instituições policiais. A importação sob o regime de admissão temporária deverá ser autorizada por meio do Certificado Internacional de Importação. Art. § 4º.SISCOMEX. A autorização das exportações enquadradas nas diretrizes de exportação de produtos de defesa rege-se por legislação específica. 56. munições e acessórios de uso permitido e demais produtos controlados está sujeita. § 2º. ficando o desembaraço aduaneiro sujeito à satisfação desse requisito. as informações relativas às importações de que trata o art. o material deverá retornar ao seu país de origem. mostruário ou testes. por meio do serviço postal e similares. seus acessórios e peças. O desembaraço alfandegário das armas e munições trazidas por agentes de segurança de dignitários estrangeiros. será feito pela Receita Federal. Considera-se autorizada a exportação quando efetivado o respectivo Registro de Exportação. A Receita Federal fiscalizará a entrada e saída desses produtos. § 1º. no Sistema de Comércio Exterior .Certificado de Usuário Final (End User). 55. Art. Fica autorizada. O Comando do Exército autorizará a exportação de armas.76 AGEPOL/CENAJUR . Art. mediante requerimento do interessado ou de seus representantes legais ou. § 2º. O Comando do Exército poderá autorizar a entrada temporária no país. às condições estabelecidas nos arts. com posterior comunicação ao Comando do Exército. a importação de peças de armas de fogo. 57. Art. . por meio do serviço postal e similares. Art. exposição. com exceção de armações. 53. conserto. ou II . a cargo do Ministério da Defesa. 51 e 52 deste Decreto. expedido por autoridade competente do país de destino. em visita ao país. ainda. 58. Art. As importações realizadas pelas Forças Armadas dependem de autorização prévia do Ministério da Defesa e serão por este controladas. 54 e que devam constar do cadastro de armas do SINARM. um dos seguintes documentos: I .Licença de Importação (LI).A Revolução Cultural na Polícia . O exportador de armas de fogo. munições e demais produtos controlados.

O desembaraço alfandegário de armas de fogo e munição somente será autorizado após o cumprimento de normas específicas sobre marcação.Estatuto do Desarmamento . trazidos como bagagem acompanhada ou desacompanhada. para destruição. 61. § 4º. Art. 25 da Lei no 10. Fica vedada a exportação de armas de fogo. 60. para sua guarda até ordem judicial para destruição. de 2003. 63. 62. Art.operações de importação e exportação. a cargo do Comando do Exército.ingresso e saída de armamento e munição de atletas brasileiros e estrangeiros inscritos em competições nacionais ou internacionais. os critérios para definição do termo “valor histórico”. III . acautelamento ou qualquer outra forma de cessão para órgão. serão encaminhados. e VII . II . . § 3º. bem como incluir este dado no respectivo Sistema no qual foi cadastrada a arma. exceto as doações de arma de fogo de valor histórico ou obsoletas para museus das Forças Armadas ou das instituições policiais. corporação ou instituição. O Comando do Exército designará as Organizações Militares que ficarão incumbidas de destruir as armas que lhe forem encaminhadas para esse fim. Parágrafo único. sob qualquer regime. 4o da Lei no 10. em normas específicas. V . de munição e seus componentes.Fabiano Samartin Fernandes 77 Art. O Comando do Exército cadastrará no SIGMA os dados relativos às exportações de armas. § 2º. Art.ingresso e saída de armamento e munição. por meio do serviço postal e similares. no prazo máximo de quarenta e oito horas.ingresso e saída de armamento e munição de órgãos de segurança estrangeiros. exercícios e instruções de natureza oficial. acessórios ou munições mencionados no art. munições. após a elaboração do laudo pericial e desde que não mais interessem ao processo judicial. para participação em operações. munições ou demais produtos controlados considerados de valor histórico somente serão autorizadas pelo Comando do Exército após consulta aos órgãos competentes. IV . O desembaraço alfandegário de que trata este artigo abrange: I . O desembaraço alfandegário de armas e munições. Art. munições e demais produtos controlados. As exportações de armas de fogo. Parágrafo único. VI . As armas apreendidas poderão ser devolvidas pela autoridade competente aos seus legítimos proprietários se presentes os requisitos do art. peças e demais produtos controlados será autorizado pelo Comando do Exército.internação de mercadoria em entrepostos aduaneiros. ao Comando do Exército.as armas de fogo. 64. As armas de fogo.826. de seus acessórios e peças.nacionalização de mercadoria entrepostadas. É vedada a doação. O Comando do Exército estabelecerá. 65. § 1º. As armas brasonadas ou quaisquer outras de uso restrito poderão ser recolhidas ao Comando do Exército pela autoridade competente.826. Art. de 2003. mantendo-os devidamente atualizados. suas partes e peças.

A entrega da arma de fogo. se não constar do SINARM qualquer registro que aponte a origem ilícita da arma. Presumir-se-á a boa-fé dos possuidores e proprietários de armas de fogo que se enquadrem na hipótese do art. 13 da Lei no 10. marítimo. promova ou facilite o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. rodoviário. deverá ser feita na Polícia Federal ou em órgãos por ela credenciados. ferroviário. Art. faça. Nos casos previstos no caput deste artigo. alínea “b”.R$ 200. a morte ou interdição do proprietário da arma de fogo. § 2º.826.000. 32 da Lei no 10. munição ou acessórios. 68. ferroviário. bem como o procedimento para pagamento. acessório ou munição.826. serão custeados por dotação específica constante do orçamento do Departamento de Polícia Federal. será fixado pelo Ministério da Justiça. Será aplicada pelo órgão competente pela fiscalização multa no valor de: I . fluvial ou lacustre que deliberadamente. de 2003. conforme o caso. 31 e 32 da Lei no 10. de 2003. A inobservância do disposto no §2o deste artigo implicará na apreensão da arma pela autoridade competente aplicando-se ao administrador da herança ou ao curador. 71. munições e explosivos deverá ser encaminhada diretamente ao órgão controlador da Polícia Federal ou do Comando do Exército. até a expedição do Certificado de Registro e entrega ao novo proprietário. mediante alvará judicial. conforme o caso. o administrador da herança ou curador. ou com inobservância das normas de segurança. Art.826. acessórios e munição. § 1º. 67. § 3º. O administrador da herança ou o curador comunicará ao SINARM ou ao SIGMA.78 AGEPOL/CENAJUR . Parágrafo único. II . rodoviário. a arma deverá permanecer sob a guarda e responsabilidade do administrador da herança ou curador. e . 70. 31 e 32 da Lei no 10. aplicando-se ao herdeiro ou interessado na aquisição. A solicitação de informações sobre a origem de armas de fogo. sem a devida autorização. depositada em local seguro. as disposições do art. Seção II Das Disposições Finais e Transitórias Art. Os recursos financeiros necessários para o cumprimento do disposto nos arts.A Revolução Cultural na Polícia Art. por qualquer meio.826. 12 deste Decreto. fluvial ou lacustre que permita o transporte de arma de fogo.00 (duzentos mil reais). de 2003. Art. na reincidência da hipótese mencionada no inciso I. de 2003. Art. de que tratam os arts. as disposições do art. de 2003. O valor da indenização de que tratam os arts. e b) à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade estimulando a venda e o uso indiscriminado de armas de fogo.826.R$ 100. sem prejuízo das sanções penais cabíveis: a) à empresa de transporte aéreo. 69. 31 e 32 da Lei no 10. Nos casos de falecimento ou interdição do proprietário de arma de fogo.000.00 (cem mil reais): a) à empresa de transporte aéreo. 66. exceto nas publicações especializadas. deverá providenciar a transferência da propriedade da arma. e b) à empresa de produção ou comércio de armamentos. marítimo.

Estatuto do Desarmamento .222. de 2003: I . Serão concluídos em sessenta dias.A. do inciso II. 4o da Lei no 10. Os recursos arrecadados em razão das taxas e das sanções pecuniárias de caráter administrativo previstas neste Decreto serão aplicados na forma prevista no § 1o do art. sem prejuízo das sanções penais cabíveis. quanto aos empregados que portarão arma de fogo.R$ 300.826. 74.305. 2.00 (trezentos mil reais). Art. ao SINARM.semestralmente. Art. e 3. de 20 de junho de 1983. de 2003. 77. nos termos do art. 11 da Lei no 10. quando deixar de apresentar. IV. II. A isenção das taxas para os integrantes dos órgãos mencionados no caput. 6o. III. 73.. Ficam revogados os Decretos nos 2. de 20 de fevereiro de 1997. ou II . Parágrafo único. Brasília.532. restringir-se-á a duas armas.Fabiano Samartin Fernandes 79 III . de 2003. a partir da publicação deste Decreto. 75. 7o. Art. de 8 de maio de 1997.102. 72. § 2º. Art. de 30 de março de 1998. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. de 2003. em andamento no Comando do Exército. o “caçador de subsistência” assim reconhecido nos termos do art. 183º da Independência e 116º da República. 76. V. Será isento do pagamento das taxas mencionadas no caput. Art. quando se tratar de arma de fogo de propriedade particular. da Lei no 10. 1º de julho de 2004. do inciso I. os processos de doação. VI e VII do art. na conta “Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal”. Não serão cobradas as taxas previstas no art. §§ 2o e 3o. A empresa de segurança e de transporte de valores ficará sujeita às penalidades de que trata o art.826. Art. das armas de fogo apreendidas e recolhidas na vigência da Lei no 9. na hipótese de reincidência da conduta prevista na alínea “a”. 11 da Lei no 10. 27 deste Decreto. 23 da Lei no 7.826.437. dos integrantes dos órgãos mencionados nos incisos I.000. As receitas destinadas ao SINARM serão recolhidas ao Banco do Brasil S. e nas alíneas “a” e “b”.826. a listagem atualizada de seus empregados.a documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. de 23 de dezembro de 1999. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho . § 1º.

de 27 de dezembro de 2001. Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências. sendo regulamentada pelo Decreto nº 5. DE 07 DE SETEMBRO DE 2005. III – carga pessoal pertencente à PMBA. de 17 de janeiro de 2005.867. bem como para delegá-las. registro e cadastro de armas de fogo: I – pertencentes ao patrimônio da PMBA. e pela Lei Federal nº 10. Art. constantes de seus registros próprios. define crimes e dá outras providências. § único.990. 2°. a qual aprovou o Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia. § 1º. Considerando que o Decreto Federal nº 5. Para os efeitos desta Portaria.123. Considerando que a Lei Federal nº 10. de 1º de julho de 2004. posse e comercialização de armas de fogo e munições. estabelece a competência do Comandante-Geral para exercer as atividades previstas na legislação em vigor. munições e coletes de militares estaduais.80 AGEPOL/CENAJUR . em seu artigo 33. estabeleceu a competência do Comandante-Geral da Polícia Militar para regular por meio de norma específica o porte de armas de fogo por militares estaduais. bem como a aquisição e transferência de propriedade de armas. de 12 de maio de 2004. alínea “e”. 1°. em seu artigo 155.884.826. IV – particulares. O Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia. de 1º de julho de 2004. sobre o Sistema Nacional de Armas – SINARM. considera-se OPM a Unidade até o nível de Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) ou equivalente. R E S O L V E baixar. II . de 17 de junho de 2004 – estabeleceu condições para o registro.123.A Revolução Cultural na Polícia POLÍCIA MILITAR DA BAHIA GABINETE DO COMANDANTE-GERAL PORTARIA Nº 035-CG. Considerando as disposições da Portaria Normativa nº 40-MD. Considerando que a Lei Estadual nº 7. as seguintes normas: CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art.de uso permitido dos militares estaduais. de 22 de dezembro de 2003 – alterada pela Lei Federal nº 10. que define a quantidade de munição e acessórios que cada proprietário de arma de fogo pode adquirir. Esta Portaria destina-se a regular os procedimentos relativos ao porte. para conhecimento geral e devida execução por parte dos militares estaduais. .

.armas de fogo curtas.44 SPL. os calibres . VI .45 Auto.44-40. energia superior a 1.armas para uso industrial ou que utilizem projéteis anestésicos para uso veterinário. .375 Winchester e . . São armas. . na saída do cano. destinados a armas de fogo de alma lisa de calibre permitido. semi-carregados ou carregados a chumbo granulado.243 Winchester.22 LR. de repetição ou semi-automáticas. . cuja munição comum tenha. . energia de até 300 (trezentas) libras-pé ou 407 (quatrocentos e sete) Joules e suas munições como.Fabiano Samartin Fernandes 81 CAPÍTULO II Da Classificação das Armas de Fogo Art.000 (mil) libras-pé ou 1.380 Auto.357 Magnum. 4°.40 S&W. os calibres .22 LR.cartuchos vazios.000 (mil) libras-pé ou 1. XI . escudos.blindagens balísticas para munições de uso permitido. os calibres .44 Magnum.270 Winchester. na saída do cano.veículo de passeio blindado. acessórios. IV .22-250. II . cuja munição comum tenha. energia de até 1. acessórios e equipamentos iguais ou que possuam alguma semelhança no que diz respeito ao emprego tático. possuem características que só as tornem aptas para emprego militar ou policial.Estatuto do Desarmamento . . . 9 Luger. capacetes. . V .armas. . 30-06.38 SPL e . e suas munições de uso permitido.38 Super Auto. São armas. III . etc. estratégico e técnico. por exemplo.355 (mil trezentos e cinqüenta e cinco) Joules e suas munições como. os calibres . petrechos e munições de uso permitido: I . .357 Magnum. com comprimento de cano igual ou maior do que 24 (vinte e quatro) polegadas ou 610 (seiscentos e dez) milímetros. . conhecidos como “cartuchos-de-caça”. VIII . . munições. cuja munição comum tenha. III . de repetição ou semi-automáticas.32 Auto. 7. II . 7 Mauser.armas de fogo curtas. de repetição ou semi-automáticas. X . com calibre igual ou inferior a 6 (seis) milímetros e suas munições de uso permitido.355 (mil trezentos e cinqüenta e cinco) Joules e suas munições como.armas de fogo longas raiadas. na saída do cano. . acessórios e equipamentos que. petrechos e munições de uso restrito: I . . V . Art.38-40 e . . não sendo iguais ou similares ao material bélico usado pelas Forças Armadas nacionais. 3°. IV .armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola. energia superior a 300 (trezentas) libras-pé ou 407 (quatrocentos e sete) Joules e suas munições como por exemplo. calibre 12 ou inferior.armas de fogo automáticas de qualquer calibre. . cuja munição comum tenha.223 Remington. IX .308 Winchester.44 Magnum. na saída do cano.equipamentos de proteção balística contra armas de fogo portáteis ou de porte de uso permitido tais como coletes.32 S&W.armas de fogo de alma lisa. acessórios.45 Colt e .armas. munições.armas de fogo longas raiadas.dispositivos óticos de pontaria com aumento menor do que 6 (seis) vezes e diâmetro da objetiva menor que 36 (trinta e seis) milímetros. por exemplo. do material bélico utilizado pelas Forças Armadas nacionais. por exemplo.armas que tenham por finalidade dar partida em competições desportivas que utilizem cartuchos contendo exclusivamente pólvora. .25 Auto.32-20.62 x 39. VII .

As quantidades e tipos de armamentos. os quais serão confeccionados em documentos oficiais de caráter permanente. simulacro do fuzil 7. XIV .armas e dispositivos que lancem agentes de guerra química ou gás agressivo e suas munições. X . XVI .dispositivos que constituam acessórios de armas e que tenham por objetivo dificultar a localização da arma. e semelhantes. FAL.blindagens balísticas para munições de uso restrito. periscópios. XVIII .armas de fogo dissimuladas. escudos.dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro meio de marcar o alvo. XVII . tais como bengalas-pistola. O banco de dados acima referido será estruturado com as informações exigidas pelo Comando do Exército. XII . Art. XI . de coletes balísticos e de munições a serem adquiridos pela PMBA. tais como projéteis explosivos ou venenosos.dispositivos ópticos de pontaria com aumento igual ou maior do que 6 (seis) vezes e diâmetro da objetiva igual ou maior do que 36 (trinta e seis) milímetros. por intermédio da UEE.equipamentos de proteção balística contra armas de fogo portáteis ou de porte de uso restrito tais como coletes.arma a ar comprimido. Parágrafo único. que manterá o controle desses registros.armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola.espadas e espadins utilizados pelas Forças Armadas e Forças Auxiliares. XIX . XIII . que tenham por finalidade o controle do seu material bélico. a qual manterá banco de dados visando ao controle eficaz de tais armas.munições ou dispositivos com efeitos pirotécnicos. independentemente daquelas definidas pela PMBA. serão previamente definidos pelo DAL. tais como os bocais lança-granadas e outros. VIII . XXI . com calibre superior a 6 (seis) milímetros.82 AGEPOL/CENAJUR . CAPÍTULO III Do Registro e do Cadastro das Armas de Fogo Pertencentes ao Patrimônio da PMBA Art. . 6º. IX . VII . mas que escondem uma arma. para sua utilização.armas de fogo de alma lisa de calibre 12 ou maior com comprimento de cano menor que 24 (vinte e quatro) polegadas ou 610 (seiscentos e dez) milímetros.A Revolução Cultural na Polícia VI . lunetas etc. ou dispositivos similares capazes de provocar incêndios ou explosões. conceituadas como tais os dispositivos com aparência de objetos inofensivos. capacetes etc.veículos blindados de emprego civil ou militar.62mm. 5º.armas de fogo de alma lisa de calibre superior ao 12 e suas munições.equipamentos para visão noturna tais como óculos. XV . como os silenciadores de tiro. cujos efeitos sobre a pessoa atingida sejam de aumentar consideravelmente os danos. M964. que disparem projéteis de qualquer natureza. canetasrevólver.munições com projéteis que contenham elementos químicos agressivos. As armas de fogo adquiridas pela PMBA serão registradas na Unidade de Equipamentos Estratégicos (UEE) do Departamento de Apoio Logístico (DAL). os quebra-chamas e outros. XX . Parágrafo único. que servem para amortecer o estampido ou a chama do tiro e também os que modificam as condições de emprego. As armas de fogo de porte e portáteis pertencentes ao patrimônio da PMBA serão cadastradas no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA).

conforme Anexo “A”. na própria Polícia Militar. para publicação em Boletim Geral Reservado (BGR) para controle da UEE. nome e assinatura da autoridade militar estadual competente para a expedição. nos termos do parágrafo único do artigo 2º da Lei nº 10. § 1º. órgão expedidor e Unidade da Federação (UF). d) data da emissão.do cadastro da arma de fogo: a) número seqüencial do formulário. a qual será cadastrada no SIGMA. 9º. é a autoridade competente para expedir o registro próprio das armas de fogo de que trata este artigo. nos termos do artigo 3º do Decreto nº 5. III . CAPÍTULO V Da Expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) SEÇÃO I Da Expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo Pertencente a Militar Estadual Art. e deverá encaminhar cópia do registro.826/03. 8º.Estatuto do Desarmamento . atirador ou caçador deverá registrar sua arma no Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 6ª Região Militar (SFPC/6ª RM). A UEE deverá expedir o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) referente às armas de fogo de uso permitido pertencentes aos militares estaduais. capacidade e/ou acabamento) das armas de fogo de propriedade de militares estaduais.Fabiano Samartin Fernandes 83 CAPÍTULO IV Do Registro e do Cadastro das Armas de Fogo Pertencentes aos Militares Estaduais Art. b) posto / graduação e matrícula. adquiridas no comércio ou na indústria. g) BGR que publicou a aquisição.da arma de fogo: . utilizando-se de banco de dados. b) número do cadastro. via cadeia de comando. e) validade (três anos da data de emissão). excetuadas as armas de fogo registradas no SFPC/6ª RM. c) denominação do documento. comprimento do cano. O Comandante-Geral. ficando delegada esta atribuição ao DAL. II . As armas de fogo de uso permitido pertencentes aos militares estaduais serão registradas.do militar estadual: a) nome.123/2004. c) Registro Geral (RG). f) posto. procedidas com a devida autorização do SFPC/6ª RM (a ser obtida pessoalmente pelo interessado). O CRAF será expedido com base no cadastro da UEE e deverá conter os seguintes dados: I . As alterações de características (calibre. deve ser publicada em BGR para controle da UEE. Art. 7º. O cadastro das armas particulares dos militares estaduais será realizado pela UEE. O militar estadual colecionador. § 3º. § 4º. § 2º.

cadastrá-la na UEE. À UEE caberá: I . 12. aplicar-se-lhe-á o disposto nesta Seção. O porte de arma de fogo de uso permitido.990. c) modelo. após a devida publicação do cadastro em Boletim Geral Ostensivo ou Reservado. observando-se. IV – a inscrição: “De acordo com a Lei Federal nº 10. CAPÍTULO VI Do Porte de Arma de Fogo por Militares Estaduais Art. de 22/12/03. 14. permanecerá com o CRAF e. atualizando o seu cadastro. de ofício.° 7.expedir.cancelar o CRAF. de 27/12/01. deverá portar a Cédula de Identidade Funcional e a Autorização de Carga de Arma de Fogo (Anexo “C”).826. II . SEÇÃO III Dos Militares Estaduais Exonerados ou Demitidos Art. d) calibre. 10. da Lei Estadual n. Art. salvo quando em serviço e autorizado. §3°. que providenciará a expedição do CRAF da Polícia Militar. Na hipótese de exoneração ou demissão do militar estadual. caso venha a ser demitido da PMBA. juntamente com a respectiva Planilha de Alteração de Cadastro de Arma de Fogo (Anexo “B”). f) comprimento do cano. h) número do cadastro. não poderão transitar portando arma de fogo. mediante apresentação de cópia autenticada do comprovante de residência. é inerente ao militar estadual do serviço ativo. g) capacidade de cartuchos. conforme o caso. e) número. restrito aos limites territoriais do Estado. deverá. b) marca. de 01/07/04”. Os Alunos do Curso de Formação de Soldados PM. do CPF e da cédula de identidade (RG). II . O militar estadual agregado nos termos do artigo 196.quando de folga com arma da PMBA. durante a sua freqüência. 13. Art.123.A Revolução Cultural na Polícia a) espécie (tipo). as seguintes regras: I . SEÇÃO II Das Pessoas que Ingressam na Carreira Policial-Militar Possuindo Arma de Fogo Art. obrigatoriamente. a OPM deverá recolher o CRAF expedido pela PMBA. por intermédio da OPM responsável pela realização do respectivo curso de formação ou estágio. encaminhando-o à UEE. .84 AGEPOL/CENAJUR . 15.quando de serviço com arma da PMBA. bem como a de uso restrito pertencente à PMBA. proprietária de arma de fogo. certidão de origem da arma de fogo para o fim de regularização no órgão competente da Polícia Federal. A pessoa admitida na PMBA. 11. mediante apresentação da Cédula de Identidade Funcional. Art. deverá portar a Cédula de Identidade Funcional. e com o Decreto Federal nº 5.

o prazo descrito neste artigo será ampliado até o término desta.a utilização da arma particular em serviço. Comandante. § 2º. Nos casos de cumprimento de missão institucional. pelo prazo de 3 (três) anos.Fabiano Samartin Fernandes 85 III . Art. não superior a 1 (um) ano e. devendo a referida autorização ser publicada em BGR. sendo concedida por prazo determinado. não superior a 1 (um) ano. “g” e “h” do inciso III. II – validade. . “c”. Art. 20. O trânsito compreende todas as demais situações em que o militar estadual não esteja exercendo funções institucionais. Os militares estaduais da reserva remunerada ou reformados terão a autorização para porte de arma particular expedida pelo Comandante-Geral. “e”. Art. “b”.Estatuto do Desarmamento . quando se tratar de arma particular de porte. observando-se os requisitos mencionados no caput do artigo 18: I . As autorizações mencionadas neste artigo podem ser revogadas a qualquer tempo. fora dos limites territoriais do Estado. no máximo. Parágrafo único. deverá portar. O Coordenador.quanto ao período. 50 (cinqüenta) cartuchos do mesmo calibre (Anexo “D”). na condição de Oficial deverá portar a Cédula de Identidade Funcional e o CRAF (Anexo “A”). quando deverão ser submetidos à avaliação psicológica para o manuseio de arma de fogo pelos órgãos responsáveis pela atividade na PM. a juízo da autoridade que as concedeu. II . § 3º. c) alíneas “a”.a carga de arma de fogo pertencente à PMBA. 18. “c” e “d” do inciso I. 17. A autorização para o porte de arma de fogo em outra unidade federativa ocorrerá quando o militar estadual estiver no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito. e assim sucessivamente. para a renovação do respectivo porte (Anexo “E”). “d”. II . além da documentação anteriormente mencionada. § 1º. A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos deverá conter os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “a”. Somente será concedida autorização para porte de arma de fogo de propriedade da PMBA. Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policialmilitar competente para autorizar: I .quando de serviço ou de folga com arma particular. e somente para arma de porte. Art. para fins de serviço policial-militar. no máximo 50 (cinqüenta). A autorização para porte de arma de fogo em outra unidade federativa será expedida ao militar estadual inativo pela autoridade competente.quanto à quantidade de cartuchos. o militar estadual poderá levar consigo. o Porte de Arma de Praça (Anexo A1). conforme indicado no artigo anterior. 16. sob responsabilidade do DA. Art. b) alíneas “a” e “b” do inciso II. na condição de Praça. 19.

assinatura do Coordenador.123/2004”.A Revolução Cultural na Polícia III – assinatura do Comandante-Geral. o qual deverá ser numerado pela OPM. Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policial-militar competente para autorizar. Art. VII – a inscrição: “O portador. “b”. § 4º. O Praça. Art. O militar estadual possuidor de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA deverá zelar por sua manutenção de primeiro escalão e conservação. IV . V . a arma acima descrita. § 3º. a carga pessoal de arma de fogo de porte pertencente ao patrimônio da PMBA. Diretor ou Chefe de OPM. II – o número da autorização. Caso contrário. . nos termos do Decreto Federal nº 5. Parágrafo único. § 2º. Coordenador. “d”. O Coordenador. A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos somente será válida com a apresentação da Cédula de Identidade da PMBA e do CRAF. não poderá portar arma de fogo em locais onde haja aglomeração de pessoas. Por ocasião da autorização para a carga pessoal de arma de fogo pertencente à PMBA. “e”. nos termos do Decreto Federal nº 5.indicação do número de patrimônio da arma. Coordenador. está autorizado a portar. 23. c) alíneas “a”. VIII – a indicação de que a Autorização de Carga de Arma de Fogo somente será válida com a apresentação da identidade funcional da PMBA. “c”. o extravio da arma guardada no interior de armários de alojamentos ou vestiários e veículos não excluirá a responsabilidade do possuidor. patrimônio da PMBA.86 AGEPOL/CENAJUR . § 1º. fora de serviço. 22. conforme modelo constante do Anexo “C”.123/2004”. salvo autorização expressa do Comandante-Geral. CAPÍTULO VII Da Autorização de Carga Pessoal de Arma de Fogo Pertencente ao Patrimônio da PMBA Art. A Autorização de Carga de Arma de Fogo deverá conter os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “c” e “d” do inciso I. “f ” e “g” do inciso III. Caso o militar estadual que já tenha a Autorização de Carga de Arma de Fogo se recuse a assinar o Termo de Responsabilidade. Comandante. está autorizado a portar a arma acima descrita. identificado pela identidade funcional da PMBA. V . terá cancelada a autorização e recolhida a arma. identificado pela Cédula de Identidade da PMBA.validade. b) alíneas “a” e “b” do inciso II. Para fins desta norma. Tal autorização deverá ser publicada em BIR. o militar estadual deverá assinar o Termo de Responsabilidade (Anexo “F”) juntamente com duas testemunhas. VI – indicação do número do BIR que autorizou a carga. mediante solicitação fundamentada do militar estadual. Comandante.indicação do número do Boletim Geral Reservado que autorizou o porte. não terá a carga da referida arma. responsabilizando-se por sua guarda. III .a inscrição: “O portador. em virtude de evento de qualquer natureza. como carga individual. IV . 21.

Diretor ou Chefe da OPM. Terá suspensa a autorização de carga pessoal de arma de fogo: 1. a suspensão cautelar de carga de arma de fogo ao militar estadual que dela fizer uso irregular. devidamente fundamentado pelo interessado. furto ou extravio da arma de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade. ainda que a apuração administrativa esteja em instrução. ou que reincidir em uma delas. 2. em caráter definitivo. 2. o militar estadual ao qual for prescrita recomendação médica de proibição ou restrição quanto ao uso de arma de fogo. desde que o interessado ainda não tenha sido habilitado ao uso da pistola semi-automática Cal. . a critério do Coordenador. 5. A autorização de carga pessoal de arma de fogo de porte. 2. Comandante. por 1 (um) ano. 26. § 3º. Diretor ou Chefe de OPM. referente à arma de porte. definitivamente. independentemente das medidas disciplinares cabíveis ao caso. de folga ou em trânsito. 3. ou extraviada e. 4. o militar estadual que disparar arma de fogo por negligência. cinqüenta tiros com arma semelhante. 6. caso não possua arma de fogo de porte particular. 3. Diretor ou Chefe de OPM. encontrar-se no comportamento “Mau”. o possuidor deverá restituir a arma à reserva de armas da OPM. alcoolizado ou embriagado com qualquer bebida alcoólica ou substância entorpecente. A Autorização para Carga Pessoal de Arma de Fogo. § 4º. estiver regularmente matriculado em curso de formação. § 2º. furtada. portá-la em atividade extraprofissional. Comandante. 24. tiver arma de fogo da PMBA roubada. estiver em estágio probatório. for considerado responsável pela perda do armamento. pelo período em que perdurar a apuração de roubo. somente será expedida ao militar estadual que efetuar. o militar estadual que: 1. supervisionado por Oficial . observados os critérios de conveniência e de oportunidade. Caberá. o militar estadual que for surpreendido portando arma de fogo. constitui ato discricionário do Coordenador. § 5º. Comandante.Fabiano Samartin Fernandes 87 Art. no mínimo. excepcionalmente. podendo. quando ingressar no comportamento “Mau”. Art. § 1º. permanecer com ela. portanto. A suspensão ou revogação da autorização de carga pessoal de arma de fogo não constitui medida punitiva e.Estatuto do Desarmamento . imperícia ou imprudência. pelo período em que perdurar a situação. após análise do pedido. o militar estadual que incidir na prática concomitante das infrações constantes dos itens 3 e 4 acima. Nos casos de afastamentos superiores a 8 (oito) dias. em estande da PMBA. de serviço. Terá revogada a autorização de carga pessoal de arma de fogo.40. Coordenador. podendo ser revogada a qualquer tempo. por escrito. semi-automática. Art. 25. não elide a eventual aplicação das sanções disciplinares por infrações administrativas praticadas. pertencente ao patrimônio da PMBA. a critério do Coordenador. por 1 (um) ano. após a devida apuração. Não será concedida autorização de carga pessoal de arma de fogo ao militar estadual que: 1.

em substituição à arma da PMBA e/ ou como arma sobressalente. acusar ciência da necessidade de apresentação dessa arma. conforme Anexo “G”. 30. O transporte de armamento pertencente à PMBA deve ser realizado de acordo com o Plano de Segurança da respectiva OPM. O militar estadual que utilizar arma particular em serviço deverá. § 1º. Diretor ou Chefe de OPM. Para autorização do uso de arma particular em serviço. escolta armada. CAPÍTULO VIII Do Uso em Serviço de Arma de Fogo Particular Art. os Comandantes. ao final. considerado “Apto” no Teste de Aptidão de Tiro (TAT). § 4º. pertencente a militar estadual. extravio etc. o militar estadual poderá utilizar em serviço arma de fogo de sua propriedade. deverá constar no Relatório de Serviço Específico ou em relatório próprio de serviço da OPM. O militar estadual movimentado deverá devolver a arma da PMBA. § 2º. como arma principal ou sobressalente. 27. a qual deverá ser publicada em BIR.A Revolução Cultural na Polícia Instrutor de Tiro (pertencente ao corpo docente de. será expedida pelo respectivo Coordenador. bem como as despesas decorrentes de danos. além da correspondência à dotação da PMBA. .88 AGEPOL/CENAJUR . 28. de porte e uso permitidos. expressamente. fica condicionado à expedição da respectiva guia de tráfego pela Região Militar. pelo menos. sendo. ficarão por conta do proprietário. As providências para a liberação de arma particular apreendida utilizada em serviço. pertencente ao militar estadual. juntamente com a da PMBA. que avaliará a habilidade no manuseio e desmontagem correspondente à manutenção de primeiro escalão. inclusive. obstando o uso de armas obsoletas e dirigindo eventuais dúvidas à UEE. que tiver como carga. 29. devidamente registrada na UEE. A autorização para transporte de arma de fogo portátil de uso permitido. dentro dos limites territoriais do Estado da Bahia. Diretor ou Chefe de OPM. devidamente registrada no SFPC/6ª RM. Comandante. que com esta ocorrerem. quando do envolvimento em ocorrência policial. nos termos da normatização específica.. Mediante autorização do Coordenador. a ser definida em razão da quantidade e características das armas a serem transportadas. O transporte de arma de fogo portátil. Comandante. para o sistema de segurança do armamento (barra de percussão). desde que esta corresponda aos padrões e características das armas de fogo de uso permitido constantes da dotação prevista para a PMBA. Art. § 1º. à OPM de origem. § 2º. § 3º. CAPÍTULO IX Do Transporte de Armas de Fogo Art. § 3º. prevendo-se. Art. uma das instituições de ensino da PMBA). Diretores ou Chefes de OPM deverão atentar. É vedada a remessa de armamento via malote ou Correio. É proibida a autorização de carga pessoal de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA ao militar estadual inativo e ao militar estadual agregado por deserção. A autorização para emprego no serviço operacional de arma de fogo de uso permitido.

32. de militar estadual inativo proprietário de arma de fogo que. tenha ciência de situação psicológica que o impeça de portar arma de fogo. A OPM detentora da arma de fogo apreendida ou localizada deverá publicar tal ato em BIR. o mais breve possível. determine restrição ao uso de arma de fogo. a qual ficará guardada na reserva de armas da OPM. A OPM a que pertença militar estadual cuja arma de fogo particular foi apreendida ou localizada deverá publicar tal ato em BIR. Art. 33.Fabiano Samartin Fernandes 89 Art. caso tenha. expressamente. o mais rapidamente possível. . promoverá o recolhimento imediato da arma patrimoniada pela PMBA. serão encaminhadas ao Coordenador. a qual ficará guardada na reserva de armas de sua OPM. 35. com arma de fogo. Diretor ou Chefe competente para adoção das medidas de polícia judiciária militar e/ou administrativo-disciplinares cabíveis. em aeronaves que efetuem transporte público. Diretor ou Chefe de OPM designará Oficial da Unidade para o devido acompanhamento de procedimentos administrativos. até que cessem os motivos do impedimento ou até que a propriedade da arma seja transferida para outrem. observando-se as formalidades legais. conforme o caso. da situação psicológica de subordinado que. legalmente apreendidas. As OPMs deverão comunicar à UEE.123/2004. 34. Comandante. adotará as medidas necessárias ao recolhimento dessa arma particular. obedecerá às normas baixadas pelo órgão competente. Comandante. nos casos de cometimento de crime militar e/ou transgressão disciplinar ou ao órgão policial civil competente (Circunscrição Policial). para fins de atualização de cadastro e comunicação ao SINARM ou SIGMA. nos termos do artigo 48 do Decreto Federal nº 5. até que cessem os motivos do impedimento ou até que a propriedade da arma seja transferida para outrem. § 2º. observando-se as formalidades legais. nos casos de cometimento de crime comum. CAPÍTULO XI Do Recolhimento de Arma de Fogo de Militar Estadual Inapto Art.Estatuto do Desarmamento . O embarque de militares estaduais ativos ou inativos. Comandante. Art. 31. O Coordenador. O Coordenador. por meio de laudo técnico. visando a que estas sejam reintegradas no patrimônio da Corporação. por meio de laudo médico. Diretor ou Chefe de OPM ao tomar ciência. 36. As armas de fogo e munições. CAPÍTULO X Das Armas de Fogo Apreendidas Art. observando o disposto nas normas para controle de material bélico das polícias militares e corpos de bombeiros militares. da qual o militar estadual enfermo tenha carga pessoal e também da arma particular. § 1º. se a OPM houver sido extinta. O Coordenador. Art. a apreensão ou localização de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA ou pertencente a militar estadual. policiais ou judiciais que envolvam armas da PMBA apreendidas. Comandante. Diretor ou Chefe da última OPM ou da OPM detentora do Assentamento Individual.

III . b) se for comprovado que a perda da arma ocorreu em serviço. sem prejuízo de outras medidas cabíveis. a devida indenização à Fazenda Pública estadual. roubada ou furtada deverá: I . arrolando testemunhas.90 AGEPOL/CENAJUR . O militar estadual com restrição de uso de arma de fogo que se recusar a entregar sua arma particular à autoridade policial-militar competente terá o seu porte de Arma de Fogo revogado.anexar boletins de ocorrência (BOPM e BOPC). 41. a) concluindo que o militar estadual (que assinou o Termo de Responsabilidade – Anexo “F”) não estava em serviço quando da perda da arma. será avaliada a responsabilidade civil (culpa ou dolo) ao término do feito investigatório. será procedida. civil e disciplinar. de arma de fogo objeto de carga pessoal. devendo constar em tal comunicação: I .A Revolução Cultural na Polícia Parágrafo único. Ocorrendo extravio. ato que deverá ser publicado em BGO ou BGR. Furto ou Roubo de Arma de Fogo de Porte Pertencente à PMBA. Fica vedada a carga.). vinculada a processo em andamento ou findo. devendo-se observar o previsto no artigo 3º das Disposições Transitórias desta Portaria. a título de posse provisória.descrição de como ocorreram os fatos. a qual se incumbirá de fazer os registros necessários e comunicar ao SIGMA. Art. A OPM detentora da arma da PMBA extraviada.comunicar o fato à UEE. para uso policial militar ou particular. roubo ou furto. 40. As OPMs que tiverem militares estaduais na situação mencionada no caput deste artigo deverão encaminhar documentação à UEE. . será lavrado o Termo de Recolhimento (Anexo “H”).instaurar feito investigatório para a apuração da responsabilidade penal. 39. Art. o possuidor deverá comunicar imediatamente o ocorrido ao seu Comandante. O órgão da PMBA que expedir o laudo médico deverá encaminhar uma cópia deste para a última OPM do militar estadual inativo ou à OPM detentora de seu Assentamento Individual. cidade. Quando do recolhimento da arma particular do militar estadual nas situações descritas nos artigos anteriores deste Capítulo. Estado etc. em até 3 (três) meses. 37. II . a contar da solução do feito investigatório. devendo ser entregue a familiar ou a representante legal do militar estadual uma cópia desse documento. além de se fazer os registros pertinentes na Circunscrição Policial. CAPÍTULO XIII Do Extravio.local exato (rua. 38. nº. bairro. Art. Art. independentemente de culpa ou dolo. data e hora dos fatos. Parágrafo único. nas suas formas simples ou qualificadas. de arma de fogo produto de apreensão e à disposição da Justiça. sendo tal ato publicado em BIO ou BIR. para que seja procedida tal revogação. CAPÍTULO XII Das Armas Apreendidas e à Disposição da Justiça Art. II .

o militar estadual somente poderá adquirir outra. Munições e Coletes SEÇÃO I Dos Limites de Aquisição e Propriedade de Armas de Fogo Art. espingardas ou carabinas de pressão por mola. será procedido o devido estorno do valor descontado ao militar estadual incurso na alínea “b” deste artigo. III . independentemente de autorização. permuta ou doação. Quando do roubo.Estatuto do Desarmamento . Art. dentro do limite fixado nesta Portaria. o fato deverá ser comunicado imediatamente a seu comandante e publicado em BIR. O militar estadual. o disposto na alínea “d” deste artigo. 45. para a devida destinação. a OPM do militar estadual também deverá ser comunicada sobre a recuperação da mencionada arma. balins ou grãos de chumbo. 43. Furto ou Roubo de Arma de Fogo de Porte Particular Art. Não há limite na quantidade de pistolas. II . será lavrado o termo de exibição e apreensão. à UEE comunicará o fato ao SINARM. CAPÍTULO XV Da Aquisição de Armas de Fogo. Art. furto ou extravio de arma de fogo. pertencente a militar estadual. esta será encaminhada à SFPC/6. poderá ter a propriedade: I .Fabiano Samartin Fernandes 91 c) encontrada a arma. proibidas a menores de 18 (dezoito) anos. fato que será publicado em BIR. 44. bem como quando da recuperação da arma particular do militar estadual. furto ou extravio. não apresentar condições de uso na atividade policial-militar. . com calibre menor ou igual a 6 mm e que atiram setas metálicas. d) após a reinclusão da arma ao patrimônio da PMBA.duas armas de caça de alma lisa. ou de sua perda por inutilização. Art. podendo as aquisições desses materiais ser feitas mediante a apresentação ao lojista de documento de identidade pelo próprio comprador (Oficiais ou Praças). remetendo-se cópia da planilha de alteração de cadastro de arma de fogo (Anexo “B”) à UEE.duas armas de porte. além de ser feito o devido registro na Circunscrição Policial competente. respeitado o limite de 6 (seis) armas de fogo de uso permitido. e) nos casos em que a arma recuperada. Parágrafo único. publicando-se tais alterações em BIR. Ocorrendo roubo. Além do previsto no artigo 34 desta Portaria. 46. CAPÍTULO XIV Do Extravio. 42. não se aplicando. furto ou roubo.duas armas de caça de alma raiada ou duas de tiro ao alvo. neste caso. depois de periciada pela UEE. extravio. No caso de transferência de propriedade de arma por venda. cabendo à UEE fazer a atualização do cadastro desta arma. depois de comprovado o fato perante a autoridade policial-militar competente. de acordo com o disposto nas normas para controle de material bélico das polícias militares e corpos de bombeiros militares.

os Oficiais. apenas 1 (uma) arma de porte e munição. apenas 01 (uma) arma de porte e munição para uso exclusivo em sua segurança pessoal. 52. 48. devendo tal publicação ser transcrita nos assentamentos individuais dos militares estaduais adquirentes. munições e coletes na indústria obedecerá ao que se segue: I . II . Art. as características das armas (espécie.92 AGEPOL/CENAJUR . Art. capacidade de tiro. quantidade de camadas. citando o Posto/Graduação. 50. nível de proteção balística. também. quantidade e sentido das raias. tamanho e material). “b”. Art. Art. as armas e/ou munições pela UEE. nome do adquirente. “d”. no comportamento “Bom”. Art. No Certificado de Propriedade de Colete Balístico deverá constar os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “a”. número da nota fiscal e data de aquisição) ou munição (quantidade e calibre) e expedirá o Certificado de Propriedade de Colete Balístico (CPCB). bienalmente. modelo. conforme o Anexo “J”. com 2 (dois) ou mais anos de serviço na PMBA e. o militar estadual deverá formalizar. atendidas as prescrições legais e respeitado o limite estabelecido no artigo 46 desta Portaria. 47. os entendimentos para pagamentos processar-se-ão diretamente entre a indústria produtora ou seu representante legal e os interessados. Autorizadas as aquisições. calibre ou sistema. o Certificado de Aquisição de Arma de Fogo. b) uma arma de caça de alma raiada (para caça ou esporte): carabina ou rifle. conforme o Anexo “A”. O pagamento da arma. 49.os Soldados. “c”. modelo. “b” e “c” do inciso II. calibre. c) uma arma de caça de alma lisa (para caça ou esporte): espingarda ou toda arma congênere de alma lisa de qualquer modelo.os Cabos e Soldados inativos poderão solicitar autorização para adquirir. na indústria. as características do colete (marca.A Revolução Cultural na Polícia Art. nº de fabricação. Parágrafo único. “f ” e “g” do inciso I. matrícula. Ao assinar o pedido de autorização para adquirir arma e/ou munições ou colete. poderão solicitar autorização para adquirir. à vista ou por outra forma de pagamento estabelecida pelo fabricante. cor. munição ou colete será de responsabilidade do interessado. . para uso exclusivo em sua segurança pessoal. 51. comprimento do cano. acabamento. A aquisição de armas de fogo. poderão solicitar autorização para adquirir. número de série. b) alíneas “a”. O militar estadual inativo poderá solicitar autorização para aquisição de armas ao DA. e o CRAF. III . Recebidos os coletes. na indústria. conforme Anexo “I”. esta fará publicar a aquisição em BGR. no mínimo. marca. país de origem. o seu pleno conhecimento do contido nesta Portaria. Subtenentes e Sargentos. na indústria: a) uma arma de porte (arma curta ou de defesa pessoal): revólver ou pistola.

A aquisição de armas de fogo no comércio obedecerá ao que se segue: I . 56. por um mesmo militar estadual é de 50 (cinqüenta) cartuchos carregados a bala. A quantidade máxima de munição que poderá ser adquirida na indústria. . b) marca. conforme cronograma estabelecido pelo DAL. instrutor de tiro. A quantidade máxima de munição que poderá ser adquirida no comércio. A aquisição de munição ficará limitada ao calibre correspondente à(s) arma(s) registrada(s) ou à arma que o militar estadual possua como carga individual. SEÇÃO III Do Limite para Aquisição de Coletes na Indústria Art. f) cor. 55. c) tamanho. Art. h) nível de proteção balística. na indústria. 57. Art. poderá adquirir será regulada por norma própria do Comando do Exército. b) uma arma de caça de alma raiada (para caça ou esporte): carabina ou rifle.Fabiano Samartin Fernandes 93 II – características do colete balístico com a indicação de: a) número. III – a inscrição “De acordo com o R-105”. poderão solicitar aquisição no comércio. atendidas as prescrições legais e respeitado o limite estabelecido no artigo 46. Parágrafo único. será de 1 (um) exemplar por militar estadual. para arma de porte de uso restrito. Para aprimoramento e qualificação técnica. 54. por um mesmo militar estadual será de 50 (cinqüenta) cartuchos para arma de porte de uso permitido. calibre ou sistema. SEÇÃO II Dos Limites para Aquisição de Munições Art. de: a) uma arma de porte (arma curta ou de defesa pessoal): revólver ou pistola. e) modelo.Estatuto do Desarmamento . A aquisição de arma de fogo diretamente na indústria dar-se-á somente pela UEE. O limite para aquisição de coletes. g) material. podendo este realizar nova aquisição somente no último ano de validade do colete em uso. 53.os militares estaduais. Art. anualmente. Art. anualmente. a quantidade de cartuchos e munição que cada militar estadual ou atirador policial-militar. d) quantidade de camadas. 58. anualmente. mediante autorização do Comando do Exército. c) uma arma de caça de alma lisa (para caça ou esporte): espingarda ou toda arma congênere de alma lisa de qualquer modelo.

o qual. 62. Munições e Coletes de Uso Permitido no Comércio Art. obsoletos ou imprestáveis. deverá encaminhar a solicitação de autorização para aquisição (Anexo “L”) ao Comandante-Geral. Art. Art. decorridos 6 (seis) meses da data de seu cadastramento na UEE. 59. As armas adquiridas serão entregues pela Indústria. aprovando. de cópia do “Anexo XXVII” do R . a contar da data de expedição e somente para as quantidades de produtos controlados nela especificados. 63. que receberá o Certificado de Aquisição de Arma de Fogo. Art. O DAL preparará expediente a ser assinado pelo Comandante-Geral. O pedido de aquisição será firmado em documento individual. . A listagem dos pedidos de aquisição será remetida pela OPM à UEE.encaminhamento de uma cópia do mesmo documento à UEE. 66. a destinação prescrita na Portaria Ministerial que regula o destino de armas. para elaboração da relação a que se refere o “Anexo XXVII” do Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). II . e serão retiradas pelo militar estadual adquirente. ao Comando de Operações Terrestres (COTER) e à Região Militar onde a fábrica produtora estiver sediada. Art. Art. A autorização para aquisição de armas e/ou munições no comércio. neste caso. emitirá a Autorização para Aquisição no Comércio de Colete Balístico de Uso Permitido (Anexo “N”). conforme modelo constante do Anexo “L”. por intermédio de ofício. de acordo com o modelo constante do Anexo “M”. caso já tenha ocorrido o pagamento. Art. Obtida a autorização da 6ª RM. 60. na UEE. Munições ou Coletes na Indústria Art. para adquirir no comércio especializado colete balístico de uso permitido. solicitando autorização para aquisição de arma ao Comandante da 6ª Região Militar (6ª RM). sendo que 4 (quatro) vias seguirão com o expediente. Toda arma não retirada pelo adquirente.105. excedentes.94 AGEPOL/CENAJUR . tendo. o DAL providenciará: I . munições. O militar estadual. por intermédio de requerimento padrão dirigido ao Comandante-Geral da PMBA. 65. explosivos e petrechos apreendidos.remessa. expedido pela UEE. devidamente numerado. 64.105. 61. com 6 (seis) vias do “Anexo XXVII” do R .A Revolução Cultural na Polícia SEÇÃO IV Das Formalidades para Aquisição de Armas de Fogo. expedida pelo Comandante-Geral. caso não tenha sido paga totalmente. ou recolhida à Organização Militar competente do Exército. SEÇÃO V Da Aquisição de Armas de Fogo. conforme Anexo “J”. terá o CRAF cancelado e será reincluída no estoque da indústria. terá validade de 30 (trinta) dias.

Toda arma de fogo não retirada na loja pelo adquirente.Fabiano Samartin Fernandes 95 Parágrafo único.expedição do CRAF pela UEE. as seguintes exigências: I . 69. que só então providenciará a entrega da arma de fogo e do documento de registro para o adquirente. em BGR. caso não tenha sido paga totalmente. III . de 25/10/00. A UEE. 70. conforme Anexo “P”. a destinação prescrita na Portaria Ministerial que disciplina o assunto. também. . Art. em seguida. 67. de 08/03/01. CRAF e Nota Fiscal). deverá apresentá-la ao Oficial de sua Unidade. conforme Anexo “P”. conforme Anexo “P”. Previamente à expedição do CRAF. Art. 71. 68. observando-se os requisitos do artigo 52 desta Portaria. a UEE deverá providenciar a publicação da aquisição da arma de fogo. A OPM do militar estadual que adquirir munição no comércio deverá proceder à publicação desse ato em BIR.apresentação ao vendedor. no que couber. aos militares estaduais. IV . juntamente com a documentação expedida (publicação em BGR. em BGR. será este cancelado. conforme modelo constante do Anexo “L”. conforme Anexo “O”. o respectivo CRAF.DMB. Art. deverá ser apresentado.preenchimento das 4 (quatro) vias do formulário para Cadastro de Arma de Fogo. firmado em documento individual. em face da sua situação irregular e será reincluída no estoque da loja. pelo militar estadual. A compra e venda de armas e munições. decorridos 6 (seis) meses da data de expedição do CRAF. da aquisição de colete balístico no comércio. este procederá à conferência referente à documentação da aludida arma e. retirado por representante da firma vendedora. a) para comprar munição. ou será recolhida à Organização Militar competente do Exército. tendo. especialmente pela Portaria de nº 24 . colecionadores e atiradores obedecerá às regras estabelecidas pelo Comando do Exército. para confrontação física das características alfanuméricas da arma de fogo com os dados da documentação apresentada. da autorização (Anexo “M”) e da sua Cédula de Identidade Funcional. será autorizada após satisfeitas. nos limites e prazos fixados nesta Portaria. A aquisição de armas de fogo por militares estaduais que sejam caçadores. neste segundo caso. observando-se os requisitos do artigo 52 desta Portaria. responsável pelo controle. por intermédio de requerimento padrão endereçado ao Comandante-Geral. Art. expedirá o Certificado de Propriedade (Anexo “I”). SEÇÃO VI Das Formalidades para Aquisição de Armas de Fogo e Munições no Comércio Art.Estatuto do Desarmamento . Após o recebimento da arma de fogo pelo militar estadual. caso já tenha ocorrido o pagamento. 72. e Portarias de nºs 4 e 5 – D Log. após providenciar a publicação.pedido de autorização para aquisição. Art. juntamente com a 1ª via da Nota Fiscal. II . conforme Anexo “P”.

II . Art. 75. quando tal transferência ocorrer entre militares estaduais ou entre militar estadual e cidadão civil. ainda que tenha sido decretado o “sursis” ou livramento condicional. nos últimos 2 (dois) anos. II – que estiver cumprindo pena restritiva de direito ou privativa de liberdade. ainda. salvo situações excepcionais. de munições e de colete pertencente a militar estadual deverá ser precedida de autorização (Anexo “Q”). Munições e Coletes Art. VII – ao militar estadual reformado por motivos disciplinares ou.96 AGEPOL/CENAJUR . para aquisição de arma de fogo diretamente na Indústria. VI – ao Soldado. entre militares estaduais.de autoridade policial-militar. É vedada a expedição de autorização para aquisição de armas de fogo por militar estadual nos seguintes casos: I – que estiver afastado do serviço policial-militar por problemas psíquicos ou que estiver sob prescrição médica de proibição ou recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo. de arma de fogo de uso permitido registrada diretamente no SFPC/6ªRM. antes de completar 2 (dois) anos de efetivo serviço. As transferências de propriedade de arma de fogo de uso permitido. A transferência de propriedade de arma de fogo. entre militar estadual e o cidadão civil. . ameaça ou contra a incolumidade pública. obedecendo aos procedimentos estabelecidos para o cadastro. quando ocorrer a transferência de arma de fogo de uso permitido e/ou munições e colete comprados diretamente na indústria. processo penal ou processo penal-militar por fato transgressional ou delituoso no qual se envolveu utilizando arma de fogo. entre militar estadual e cidadão civil. VIII – que atinja o limite. no mínimo.A Revolução Cultural na Polícia CAPÍTULO XVI Das Restrições para Aquisições de Armas de Fogo e Munições Art. CAPÍTULO XVII Da Transferência de Propriedade de Armas de Fogo. IV – que não se encontre. devidamente motivadas. ou entre militares estaduais. III – que estiver respondendo a feito investigatório no âmbito administrativo (sindicância. inquérito policial. observando-se o seguinte: I . no comportamento “Bom”. Não será autorizada a transferência de propriedade de arma de fogo.de autoridade militar do SFPC/6ªRM. adquiridos no comércio.de autoridade policial-militar. 74. 73. III . conforme Capítulo XVIII desta Portaria. ainda. a critério do Comandante-Geral. pela prática de infração penal cometida com violência. ou. V – ao Aluno-Oficial. processo disciplinar sumário ou processo administrativo disciplinar). devidamente autorizadas. munições ou colete balístico. antes de completar 1 (um) ano de efetivo serviço. § 1º. quando ocorrer transferência de arma de fogo de uso restrito. adquiridos diretamente na indústria. deverão ser feitas imediatamente. constar dos seus assentamentos sanção disciplinar pelos motivos elencados nos itens 3 e 4 do § 2º do artigo 25 desta Portaria. quando ocorrer a transferência de arma de fogo de uso permitido e/ou munições e colete. inquérito policial-militar.

e encaminhá-la a seu comandante imediato. nos termos dos incisos II e III deste artigo. Art. O Comandante-Geral analisará o pedido e. ou entre militar estadual e cidadão civil – neste último caso.123/2004. Art. bem como o número do cadastro no SINARM. Art. solicitando as providências necessárias para cadastramento e regularização na UEE. Art. 83. seja o adquirente civil ou militar estadual. 82. Feita a aquisição da arma de fogo e/ou das munições de uso restrito. comprada diretamente na indústria. CAPÍTULO XVIII Da Aquisição e da Transferência de Propriedade de Armas de Fogo e Munições de Uso Restrito Art. visando a autorizar a aquisição. constando o número do novo registro da arma. Art. deverá confeccionar requerimento padrão. registrando-a previamente na Polícia Federal. 79. quando permitido – serão publicadas em BGR.Estatuto do Desarmamento . . Quando o adquirente de arma de fogo for cidadão civil. 81. tais materiais serão entregues ao militar estadual por meio da 6ª RM. este deverá satisfazer as exigências contidas no § 1º do artigo 76 desta Portaria e do artigo 12 do Decreto nº 5. Para a aquisição de arma de fogo ou munições de uso restrito. se estiver de acordo.Fabiano Samartin Fernandes 97 § 2º. 80. justificando o motivo pelo qual necessita da referida arma. Art. munições e coletes. para só então ter a posse da arma. deverá observar o prazo mínimo de 4 (quatro) anos para sua transferência de propriedade. juntando o formal de partilha ou o alvará judicial. os quais deverão regularizar a situação na 6ª RM. amparado pela legislação pertinente. para que se providencie expediente à 6ª RM. 78. O Comandante-Geral é autoridade policial-militar competente para autorizar transferência de propriedade de armas de fogo de uso permitido. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso permitido. o militar estadual. As transferências de propriedade de arma de fogo e/ou munições e coletes entre militares estaduais. respeitado o limite permitido. 76. A UEE somente poderá cadastrar arma de fogo objeto de transferência de um cidadão civil para militar estadual se devidamente registrada no órgão policial competente e com o respectivo número do SINARM. na indústria. encaminhará a documentação ao DAL. Parágrafo único. receber arma de fogo deverá comunicar o fato por escrito à sua OPM. exceção feita aos colecionadores. pois somente após tal providência esta poderá ser entregue ao novo proprietário. O prazo para a transferência de propriedade de colete adquirido diretamente na indústria é de 1 (um) ano. O militar estadual que. 77. Art. na condição de legatário ou herdeiro.

Caso a arma de fogo de uso restrito e/ou seu documento de registro sejam localizados. este fato deverá ser comunicado à UEE. furto ou roubo do CRAF. o extravio. § 2º. 87. 90. o roubo ou a transferência de propriedade de arma de fogo de uso restrito. 86. II . caso favorável. Ocorrendo extravio.98 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia § 1º. patrimônio da PMBA. O pedido de transferência da arma será enviado à 6ª RM com os dados do adquirente que. 85. Parágrafo único. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. Parágrafo único. que providenciará remessa à UEE. Art. 89. no SIGMA. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso restrito poderá adquirir até 50 (cinqüenta) cartuchos do calibre da mencionada arma por ano. Art. dependerá de autorização do Comando do Exército. furto ou roubo de arma de fogo de uso restrito. Toda arma de fogo de porte. bem como a sua recuperação. Quando ocorrer a transferência de propriedade da arma de fogo de uso restrito. O extravio. Art. para que seja cadastrada em seu banco de dados. furto ou roubo de Autorização de Carga de Arma de Fogo (ACAF) deverá ser comunicado pelo responsável. deverá satisfazer as exigências do artigo 12 do Decreto nº 5. Art. endereçando-a ao seu comandante imediato. deve ser identificada pela numeração e pelo Brasão da Polícia Militar. Art. à autoridade policial-militar expedidora.123/2004. Ocorrendo a aquisição. Art. via cadeia de comando. 91. este fato deverá ser publicado em BGR.cópia da identidade funcional. o militar estadual deverá fazer o registro da ocorrência na Circunscrição Policial competente e confeccionar expediente relatando o ocorrido. 84. . a qual atualizará seu banco de dados e encaminhará o expediente à 6ª RM. A transferência de propriedade da arma de fogo de uso restrito somente poderá ser efetuada após a avaliação pelo Comandante-Geral e. de imediato. a cópia do registro da arma de fogo de uso restrito à UEE. O registro da referida arma será feito pelo Comando do Exército e o seu cadastro. bem como de seu documento de registro. anexando cópia do boletim de ocorrência. devendo anexar em seu pedido: I . 88. o furto. além de fazer o registro na Circunscrição Policial competente. para que a UEE possa expedir a 2ª via desse documento. Art. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso permitido comunicará. CAPÍTULO XIX Prescrições Diversas Art.cópia do registro da arma. à sua OPM o extravio. os mesmos procedimentos descritos no caput deste artigo devem ser realizados. O militar estadual deverá encaminhar. se for cidadão civil.

Art. . com autorização da 6ª RM e designação de responsável. estadual ou municipal. pertencente ao patrimônio da PMBA. evitando que fique ao alcance de terceiros. modelo PM. sendo suspensa a sua Autorização para Carga de Arma de Fogo pelo período de 3 (três) meses. contados a partir da data do último lançamento. Art. bem como o número da autorização para carga. Art.registro em livro tipo Ata. Diretores ou Chefes de OPM deverão providenciar a permanência de militar(es) estadual (ais) na segurança de material bélico da PMBA. conforme os anexos “A” e “C”. Art. Art. O DAL deverá providenciar a impressão da Autorização para Porte de Arma de Fogo para Inativos e do Certificado de Propriedade de Colete Balístico. O possuidor deve sempre ter a arma consigo e. será controlada observando-se o seguinte: I . 97. Art. II . que conterá termo de abertura e de encerramento. exceção feita quando se tratar de evento organizado por repartição federal. Os Comandantes. no qual se lançarão. na impossibilidade. § 1º. salvo se estiver fardado e mediante a prévia apresentação da identidade funcional aos responsáveis pela segurança daquelas instituições. sucessivamente.Fabiano Samartin Fernandes 99 Parágrafo único. respectivamente. O possuidor que não efetuar a retirada da arma de fogo no período acima será responsabilizado disciplinarmente. proprietário e/ou possuidor de arma de fogo de uso permitido. o policial militar deverá possuir documentação comprobatória do extravio. Enquanto não for expedido o documento mencionado no caput deste artigo. retirando-a imediatamente depois de cessado o motivo. deverá guardá-la em local seguro ou deixá-la na reserva de armas de uma OPM. 93. 96. 94. É obrigação do militar estadual. quando então será comunicada à OPM a qual serve o possuidor. É proibido o acesso de militar deste Estado portando armas de fogo no interior dos estabelecimentos bancários.os registros relativos à carga de arma de fogo da PMBA por militares estaduais serão lançados no Sistema Integrado de Recursos Humanos (SIRH) e guardados pela Administração durante o período de 5 (cinco) anos. ou em sistema eletrônico confiável. da arma de fogo e do período que esta ficará sob responsabilidade do militar estadual. providenciando. Art.Estatuto do Desarmamento . guardar a arma de fogo com a devida cautela. 98. A arma de fogo deixada nas condições do caput deste artigo somente será guardada por 8 (oito) dias. A carga pessoal de arma de fogo. também. 92. principalmente de crianças e adolescentes. ou não quiser ou não puder portá-la. quando em locais de exposição. a confecção dos impressos de CRAF e ACAF. As definições referentes à legislação e de interesse da fiscalização militar estão apresentadas no Anexo “R” desta Portaria. os dados identificadores do possuidor contemplado. observado o disposto nos modelos anexos a esta Portaria. 95. com as assinaturas do almoxarife e do possuidor. § 2º.

Antônio Jorge Ribeiro de Santana – Cel PM Comandante-Geral Observação: Insta registrar que esta Portaria possui 18 (dezoito) anexos. no prazo de 3 (três) meses da publicação desta Portaria. expedir novo CRAF aos militares estaduais proprietários de arma de fogo.A Revolução Cultural na Polícia Art. As normas baixadas por esta Portaria não se aplicam aos militares estaduais da reserva não remunerada. a contar da publicação desta Portaria. .100 AGEPOL/CENAJUR . Art. sem prejuízo de outras cominações legais que couberem ao caso. conforme Anexo “C”. O Instituto de Ensino e o DAL. 3º. conforme Anexo “A”. A inobservância ao disposto na presente Portaria sujeitará o infrator às sanções disciplinares cabíveis. A UEE deverá. em prazo razoável. 99. dentro do prazo de 30 (trinta) dias. observado o disposto no Capítulo VII desta Portaria. aplicandose. que estejam em posse da OPM ou de militares estaduais.org. como depositários fiéis. Art. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. no prazo de 6 (seis) meses da publicação desta Portaria. Os Comandantes. Os anexos encontram-se disponíveis no site www. dentro da esfera de suas atribuições. a partir daí. 100. Os Comandantes. expedir aos militares estaduais autorizados a ter carga pessoal de arma de fogo pertencente à PMBA nova ACAF. padronizando os procedimentos relativos ao uso da arma de fogo. 1º.br. Art. deverão. providenciar a capacitação dos militares estaduais quanto à utilização dos mencionados armamentos. Art. as sanções cabíveis. 4º.agepol. por ocasião da inserção de novos armamentos no patrimônio desta Corporação. que são formulários que servem para facilitar os trâmites burocráticos. Diretores ou Chefes de OPM deverão providenciar para que as armas de fogo provenientes das situações previstas no artigo 39 desta Portaria. Diretores e Chefes de OPM deverão. sejam devolvidas à origem. 2º.

Fabiano Samartin Fernandes 101 3ª Parte JURISPRUDÊNCIA .Estatuto do Desarmamento .

102 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia .

(STF. Colham o parecer da Procuradoria Geral da República.. é possível o sucesso da apelação da defesa. Não se trata.) Concluo ser a sentença em que foram condenados pelo tipo do artigo 14 da Lei nº 10. 37. de dezembro de 2003 .. a execução precoce. Relator Min.artigo 288 do Código Penal . C. de custódia preventiva. Concedo a liminar pleiteada. foram absolvidos do crime de quadrilha .. IMPROPRIEDADE. é de asseverar que se dá. ou seja. o cerceio à liberdade de ir e vir dos pacientes decorre de pena imposta e. Publiquem.porte de arma de fogo.826/2003. inciso LVII.Minas Gerais.) 2. foi na condição de policial-militar que o soldado foi corrigir as pessoas. 1. não conhecido.F. Policial Militar fora de serviço . O que deve ficar assentado é que o preceito inscrito no art.R. CONTINUIDADE DA CUSTÓDIA. da C. Relator Min.. 06. CARLOS VELLOSO) . não obstante fora do serviço. 4. Colho da inicial que os pacientes foram denunciados por crimes previstos nos artigos 288 do Código Penal e 14 da Lei nº 10. ou seja. de 22. da Constituição Federal . Expeçam os alvarás de soltura com as cautelas próprias.a conservação do réu na prisão . na espécie. Em síntese. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. A manutenção dos pacientes sob a custódia do Estado transparece contrária à ordem jurídica. nesse caso. (RTJ 170/631. os pacientes. I. (. não houvesse recurso ainda sem julgamento.Estatuto do Desarmamento . até mesmo. para cumprimento nos termos da fundamentação apresentada e tendo em conta a prisão decorrente da sentença condenatória do Juízo da Nona Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte . p. com o disposto no artigo 5º.405. pendente recurso interposto contra o decreto condenatório.826.e condenados à pena de dois anos e seis meses de reclusão. No Juízo.“ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. valendo notar que a prisão data de 14 de julho de 2004 e até aqui somente a pena de dois anos e seis meses de reclusão está sujeita a modificação no grau revisional.I CONSTITUCIONAL. alcançando-se. HC 87314-MG.não se coaduna com os novos ares constitucionais. a absolvição. portanto. ante a imputação relativa à Lei nº 10. Decisão 13/05/2006) Responsabilidade Civil do Estado. Da mesma forma que o Juízo não acolheu a imputação concernente ao crime de quadrilha. LIMINAR DEFERIDA. A rigor. Princípio da Presunção de Inocência DECISÃO SENTENÇA CONDENATÓRIA. 37. DJ 25/05/2006. a esta altura. mesmo porque. art. O que o artigo 393 do Código de Processo Penal estabelece como efeito da sentença condenatória recorrível .826/2003 (.E.Agressão praticada por soldado.04.Fabiano Samartin Fernandes 103 Prisão Provisória. 3.193-6. 5. em regime semi-aberto. MARCO AURÉLIO. § 6º. bem como ao pagamento de vinte dias-multa. ADMINISTRATIVO. para chegar à prisão.F. II. PRISÃO EM FLAGRANTE. mas na qualidade de agente público. prolatada no Processo nº 024.. .. . com a utilização de arma da corporação militar: incidência da responsabilidade objetiva do Estado. não exige que o agente público tenha agido no exercício de suas funções. estão presos como se a culpabilidade já fosse incontroversa e. § 6º.

MESMO ASSIM. imputou-se-lhe o crime de formação de quadrilha e de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e também de uso restrito. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO.104 AGEPOL/CENAJUR . 104. 37. DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO. no artigo 5º do corpo permanente da Carta. LIMINAR DEFERIDA. essa mesma visão. com a Emenda Constitucional nº 45 restou confirmada. § 6º). acompanhada dos documentos de folha 19 a 68... denegado. DE QUE O USO E O PORTE DE ARMA DE FOGO PERTENCENTE À POLÍCIA MILITAR ERAM VEDADOS AOS SEUS INTEGRANTES NOS PERÍODOS DE FOLGA.826/2003. Decisão 28/03/2006) Prisão Provisória. Não fora a legislação comum bem como os pactos subscritos pelo Brasil nesse sentido. esclarecendo-se que. QUE. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. (STF.. p. POLICIAL MILITAR. NA ESPÉCIE. ART. Interrogado após noventa e um dias da prisão preventiva. NA ESPÉCIE. PRECEDENTES ESPECÍFICOS EM TEMA DE RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO.se preso ou em liberdade. COM APOIO NA APRECIAÇÃO SOBERANA DO CONJUNTO PROBATÓRIO. Na espécie. conforme a condição do réu . CONFIGURAÇÃO. Na inicial. PRETENSÃO DO ESTADO DE QUE SE ACHA AUSENTE. o impetrante argúi o transcurso de trezentos e cinqüenta e seis dias. DJ 06/04/2006. motivou idêntica medida perante o Superior Tribunal de Justiça. EXCESSO DE PRAZO.. CELSO DE MELLO. NÃO OBSTANTE RECONHECIDO PELO TRIBUNAL “A QUO”.II RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO (CF. parágrafo único. preso em flagrante em 20 de dezembro de 2004. (. Excesso de Prazo DECISÃO PRISÃO EM FLAGRANTE. 1. O paciente. no âmbito judicial e administrativo. inserindo-se. PRECEDENTE (RTJ 170/631). INADMISSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E FATOS EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. a revelar o prazo de oitenta e um ou cento e vinte dias para o encerramento da instrução criminal. após a preventiva e sem audição das testemunhas de acusação.303/96. em cuja sessão de julgamento ficou vencido o relator. Evoca a Lei nº 9. . ter-se-á a passagem de quinhentos e vinte e dois dias. a persistir a custódia. RECONHECIMENTO. EM SEU PERÍODO DE FOLGA E EM TRAJES CIVIS. Relator Min. do Código Penal e 14 e 16 da Lei nº 10. segundo o qual.A Revolução Cultural na Polícia Responsabilidade Civil do Estado. RE 291035SP.) 2. os dados coligidos pelo impetrante e demonstrados mediante peças são conducentes a concluir-se pelo extravasamento de prazo que possa ser tido como razoável para o desfecho do processo. O NEXO DE CAUSALIDADE MATERIAL. ajuizou habeas no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia que. “a todos. Em síntese. havendo o Código de Processo Penal fixado prazos para os atos processuais. o inciso LXXVIII. Policial Militar fora de serviço . no campo pedagógico. noticia-se haver sido designado o dia 26 de maio de 2006 para audição de testemunhas da acusação. CAUSANDO A MORTE DE PESSOA INOCENTE. Os jurisdicionados contam com o direito à decisão do processo em tempo razoável. EFETUA DISPARO COM ARMA DE FOGO PERTENCENTE À SUA CORPORAÇÃO. (. foi denunciado em 30 imediato como incurso nos artigos 288.) Na petição de folhas 77 e 78.

Órgão Julgador: Sexta Turma) . PREJUDICIALIDADE EM RELAÇÃO A UM DOS PACIENTES. 4. presente a motivação exposta e.Estatuto do Desarmamento . Publique. HC 87550-BA. a regra constitucional da liberdade em contraposição ao cárcere cautelar. Habeas corpus conhecido em parte. Juízo e Tribunal a quo. Constrangimento ilegal configurado 3. 16 a 18 da Lei 10. 313. prejudicado: expedição de alvará de soltura. (STJ. Inobstante haja previsão legal de proibição da concessão de liberdade provisória no caso de cometimento dos crimes tipificados nos arts.. concedendo a ordem em parte para que o outro paciente seja colocado em liberdade. p. 1.. portanto. MARCO AURÉLIO.. HÉLIO QUAGLIA BARBOSA. caso não estejam o paciente e os co-réus sob a custódia do Estado por motivo diverso daquele da prisão retratada no auto de folha 43 a 55. INDEFERIMENTO. 16. Órgão Julgador: Quinta Turma) Porte Ilegal de Arma de Fogo. Mesmo para os crimes em que há vedação expressa à liberdade provisória. Liberdade Provisória . a teor da jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. LIBERDADE PROVISÓRIA.I RECURSO ESPECIAL. HC 46194PE. com o compromisso de comparecer a todos os atos processuais. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO (ART. 1. assim. REsp 768235-BA. REQUISITOS DO ART. que implica sacrifício à liberdade individual. VEDAÇÃO LEGAL DE LIBERDADE PROVISÓRIA. Decisão 18/02/2006) Porte Ilegal de Arma de Fogo. J. mantido a prisão por conta da gravidade do delito e da proibição legal apenas. quando não houver demonstrada a necessidade da segregação. de acordo com os requisitos do art. NEGATIVA DE AUTORIA. DJ 05/06/2006. O trancamento da ação penal é medida excepcional. p. colha-se o parecer da Procuradoria Geral da República. da Lei dos Crimes Hediondos e a das Organizações Criminosas. 06. Cumpram-se os alvarás com as cautelas próprias. a demonstração de elementos objetivos. em face do princípio constitucional da inocência presumida. 853. NECESSIDADE. 2. In casu. Concedo a liminar para determinar a expedição de alvará de soltura em benefício do paciente e dos co-réus que se encontrem em idêntica situação. razão pela qual pressupõe. da S. DJ 07/03/2006. DA LEI Nº 10. prestigiando-se. se por outro motivo não estiver preso. Relator Min. a atipicidade da conduta ou a negativa de autoria. PROCESSUAL PENAL.) 3. (STF. considerado o Processo nº 002/2005 da Vara Criminal da Comarca de Seabra/Bahia. 4. 2. p. somente admitida quando constatada. Decisão 13/12/ 2005. se faz necessária a análise in concreto.826/03. 3. ausentes os motivos ensejadores da custódia cautelar. PRISÃO EM FLAGRANTE. 5.u. Relatora Ministra LAURITA VAZ. 5. (STJ.u. 312 da Lei Processual Penal. Relator Min. tendo. Recurso desprovido.II HABEAS CORPUS. A prisão provisória é medida cautelar extrema e excepcional. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. PROCESSUAL PENAL. Contando o processo com as peças indispensáveis à compreensão da matéria. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. DJ 13/02/2006. Pedido de concessão de liberdade provisória para o paciente A. v. como é o caso do Estatuto do Desarmamento. remanesce a necessidade de fundamentação concreta para o indeferimento do pedido.. Decisão 02/05/2006. 312 DO CPP. indicativos dos motivos concretos autorizadores da constrição. ILEGALIDADE.826/2003). Liberdade Provisória .Fabiano Samartin Fernandes 105 (. prima facie. v.

em conformidade com as exigências legais. Necessidade de Fundamentação da Prisão Cautelar . DA LEI 10. 839. em razão da ausência.106 AGEPOL/CENAJUR .u. HC 47522-SP. Relatora Ministra LAURITA VAZ. que o Superior Tribunal de Justiça. Ordem concedida para que. AUSÊNCIA DE CONCRETA FUNDAMENTAÇÃO PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA PROVISÓRIA. DJ 18/04/2005. DJ 13/02/2006. 2. Acrescente-se. ART. 312. conferiu validade à decisão judicial cassada pelo Tribunal a quo e proferida pelo Juízo de Direito da Comarca de São Roque. LIBERDADE PROVISÓRIA DEFERIDA PELO JUÍZO PROCESSANTE E CASSADA. bem como a periculosidade do agente. LIBERDADE PROVISÓRIA. Decisão 06/12/2005. PROCESSUAL PENAL. Necessidade de Fundamentação da Prisão Cautelar . nos termos do voto do Relator. EM SEDE DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. no julgamento do HC nº 30. seja assegurado ao paciente o benefício da liberdade provisória. restabelecida a decisão judicial de primeiro grau. 16. e da jurisprudência dominante.u. v. praticado pelo paciente não é fundamento suficiente a ensejar a manutenção de sua custódia cautelar. que concedeu o benefício da liberdade provisória ao paciente. IV. com a conseqüente expedição do alvará de soltura.. A gravidade do delito. RESP. 1. 312. 21 da mesma lei veda a concessão da liberdade provisória. II. VEDAÇÃO DO ART. Recurso provido. Órgão Julgador: Quinta Turma) Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito. de qualquer dos motivos autorizativos previstos no art. PELO TRIBUNAL A QUO.A Revolução Cultural na Polícia Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito.. se demonstrado que a segregação foi mantida de maneira devidamente fundamentada pelo Juiz de primeiro grau. Não se vislumbra ilegalidade na medida constritiva. do CPP. p. no Estado de São Paulo. p. GRAVIDADE DO DELITO. 3. ainda. 21 DO ESTATUTO DO DESARMAMENTO. mediante condições a serem estabelecidas pelo juízo processante. (STJ. PERICULOSIDADE DO AGENTE. PRECEDENTES DO STJ. I.156/SP. podem ser suficientes para motivar o encarceramento provisório como garantia da ordem pública. A simples alegação judicial de gravidade genérica do delito. III. Decisão 22/03/2005. RECURSO PROVIDO. 16 do Estatuto do Desarmamento. na hipótese. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E PORTE ILEGAL DE ARMAS. REsp 702870-SP. se por outro motivo não estiver preso. IMPOSSIBILIDADE. devidamente fundamentada. IV. Órgão Julgador: Quinta Turma) HABEAS CORPUS. (STJ. atendendo aos termos do art. do Código de Processo Penal.I CRIMINAL. sem prejuízo de eventual decretação de custódia cautelar. CUSTÓDIA CAUTELAR. PARÁGRAFO ÚNICO. Relator Min. crime para o qual o art. v. 385. devendo o juízo discorrer sobre os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal.II . Hipótese em que o recorrido foi denunciado nas penas do inciso IV do parágrafo único do art. de natureza hedionda.826/03. GILSON DIPP.

VIA ESPECIAL. ao lado da configuração idealizada pela Lei nº 8. Nenhuma sanção penal ou processual penal é aplicada sem interesse público. NÃO IMPOSIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. v. p. SUPERVENIÊNCIA DE DECRETO CONDENATÓRIO. 1 . RESP 243893-SP. todavia. isoladamente.II Liberdade Provisória . 1. Liberdade Provisória . PRECEDENTES. 00356. AUSENTES REQUISITOS DA PRISÃO PREVENTIVA. Órgão Julgador: Sexta Turma). FERNANDO GONÇALVES. como ocorre com os crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia” (STJ – 6ª T – RHC 2556-0 – j. sem qualquer outra demonstração de real necessidade. 299. v. nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva. A liberdade provisória. (RESP 351889-AM. vedá-la de modo absoluto.I RECURSO ESPECIAL. A Constituição da República impõe à lei admitir a liberdade provisória.. di-lo expressamente (art. parágrafo único do CPP. 5º. POSSIBILIDADE. PROCESSUAL PENAL. que. a segregação provisória não se justifica unicamente pelo fato imputado estar elencado como crime hediondo. Órgão Julgador: Quinta Turma). Relator Min. 3. 08. Consoante entendimento pacificado nesta Egrégia Corte. RECURSO NÃO CONHECIDO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. LXVI). LIBERDADE PROVISÓRIA.III PROCESSUAL PENAL.03. presunção de inocência. (STJ.).O fato de tratar-se de crime hediondo. Inconstitucional. Decisão 22/08/2000. CRIME HEDIONDO. Relator Min.u. Luiz Vicente Cernicchiaro apud SILVA FRANCO. 3 . onde não foi imposta pena privativa de liberdade. então. porém.1993 – Rel. Quando a lei maior restringe institutos. Ademais.Fabiano Samartin Fernandes 107 CONSTITUCIONAL. 5º. Liberdade Provisória . DECRETAÇÃO DE PRISÃO CAUTELAR. Código de Processo Penal. o Juízo processante já proferiu sentença condenatória. LIBERDADE PROVISÓRIA. com ou sem fiança. DJ 04/08/2003.A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva. Decisão 24/06/ 2003. LIBERDADE PROVISÓRIA. não é impeditivo da liberdade provisória. . TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. nos moldes do art. a imposição de prisão cautelar. Faz-se mister. Alberto [et al]. 2 . consoante informações prestadas pela Vara de Origem.u. sendo indispensável que estejam presentes os pressupostos autorizadores da prisão preventiva.072/90. não justifica a manutenção da prisão em flagrante. 310. 2. Recurso especial não conhecido.. O fundamento único da configuração de crime hediondo ou afim.. INTERESSE PÚBLICO. 285-6).Estatuto do Desarmamento . seja demonstrada também a necessidade da prisão. p. XLIII).. pode depender do poder discricionário (não arbitrário) do juiz. com ou sem fiança (art. DJ 11/09/2000. etc. LAURITA VAZ.Recurso não conhecido. nesta via especial. IMPOSSIBILIDADE. A liberdade provisória é compulsória quando a lei garante ao indiciado ou réu defender-se em liberdade. haja vista princípios constitucionais regentes da matéria (liberdade provisória. PRISÃO EM FLAGRANTE. p. razão pela qual não cabe..

3.108 AGEPOL/CENAJUR . cinge-se que o acusado é policial militar e foi preso portando arma de fogo sem o devido registro. Salvador. deram provimento ao apelo. criou verdadeira abolitio criminis temporalis para os tipos incriminadores relacionados à posse de arma de fogo.2006). FABIANO SAMARTIN FERNANDES. O Ministério Público emitiu opinativo favorável ao pleito. Julgado em 05/ 04/2006). 4. ora representado pelo Bel. verifica-se tratar de pedido de liberdade provisória em favor do réu em epígrafe. Notifique-se o Ministério Público. Vistos. A posse irregular de arma de fogo. COM OBJETIVO DE SEPARAR BRIGA DE ANIMAIS ¿ AUSENTE QUALQUER POSSIBILIDADE DE DANO. ABOLITIO CRIMINIS TEMPORALIS. 1100593-0/2006. DESDE A CASA DO AGENTE. (Apelação Crime Nº 70014288385.06. A Lei 10. 2. ESTATUTO DO DESARMAMENTO (L. POSSE DE ARMA EM RESIDÊNCIA: SE O FATO SE DEU DURANTE ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA DE CRIME NÃO SE . Os motivos ensejadores de decreto segregatório não estão presentes. 1. Expeça-se alvará de soltura.826/03). ATIPICIDADE DA CONDUTA. possui bons antecedentes. não pode ser aplicada de forma retroativa. ao conceder ao cidadão prazo certo para a entrega de qualquer armamento à Polícia Federal (art. Precedentes da Corte Superior.A Revolução Cultural na Polícia Policial Militar. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. 6. mas que avaliados no contexto constitucional de excepcionalidade da prisão cautelar. devem ser prudentemente observados. Porte Ilegal de Arma de Fogo. O Estatuto do Desarmamento. elementos que isoladamente não asseguram a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. 32). 10. Abolitio Criminis Temporalis do Crime Posse Irregular de Arma de Fogo PENAL. Por maioria. não é conduta típica. ainda que de procedência ilícita. tornando-se imperioso conceder liberdade provisória ao indigitado indiciado. (Processo n. Tribunal de Justiça do RS. 3. Liberdade Provisória Despacho: 1. Juiz de Direito Abelardo Paulo da Matta Neto. sob pena de violação dos princípios da legalidade e da isonomia.884/04. Tendo em conta os indícios até então disponíveis nos autos. mediante termo de comparecimento a todos os atos do processo. 5. Quinta Câmara Criminal. no período de 23/12/2003 a 23/10/2005. É de ser sopesado que o réu é primário. 08 de junho de 2006. residência fixa e ocupação definida. etc. Disparo de Arma de Fogo DISPARO DE ARMA DE FOGO: NÃO CARACTERIZA CRIME QUANDO O TIRO É DESFERIDO PARA O AR. 8ª Vara Crime da Comarca de Salvador-BA. Compulsando os autos. Diante das razões expostas e da ausência de comprovação suficiente do perigo que o denunciado oferece à ordem pública. defiro o pedido supracitado. 2. Intimem-se. DPJ 15. que alterou o marco inicial da abolitio criminis temporalis originalmente prevista no Estatuto do Desarmamento. Pedido de Liberdade Provisória. POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE NUMERAÇÃO SUPRIMIDA.

também é criar o Direito. inevitavelmente. Arma de Fogo sem Munição. mas incapaz de disparar. no entanto. Até os mais ingênuos já perderam a ilusão de que é possível ler sem interpretar.o cuidarse de crime de mera conduta . Quinta Câmara Criminal. não configura crime. Julgado em 08/06/2005) Arma de Fogo sem Munição.no sentido de não se exigir à sua configuração um resultado material exterior à ação . particularmente. de logo. 9437/97: atipicidade do fato: 1. No porte de arma de fogo desmuniciada. nas circunstâncias. 4. é preciso distinguir duas situações. (Apelação Crime Nº 70014784326. convém frisar. Conduta Atípica . O simples porte de munição. (Apelação Crime Nº 70011545696. sem chance de uso em arma qualquer. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. ESTATUTO DO DESARMAMENTO. ou a arma de brinquedo possam servir de instrumento de intimidação para a prática de outros crimes. ao avesso da principiologia constitucional e da Teoria do Delito consagrada no Direito Penal contemporâneo.não implica admitir sua existência independentemente de lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado pela incriminação da hipótese de fato. não é necessário. Tribunal de Justiça do RS. cujo porte não constitui crime autônomo e cuja utilização não se erigiu em causa especial de aumento de pena. O legislador não tem carta branca para criminalizar condutas sem qualquer lesividade social. desmuniciada e sem que o agente tivesse. como tal. de forma a proscrever a legitimidade da criação por lei de crimes de perigo abstrato ou presumido: basta. O Direito não é pura forma. a pronta disponibilidade de munição: inteligência do art.da faca à pedra e ao caco de vidro -. competindo ao julgador atentar para aspectos outros que não a mera literalidade da norma. de . 10 da L. PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO.Fabiano Samartin Fernandes 109 CUIDA. Para a teoria moderna .que dá realce primacial aos princípios da necessidade da incriminação e da lesividade do fato criminoso . que hão de prevalecer sempre que a regra incriminadora os comporte. de logo. pena de violação dos princípios da ofensividade e da razoabilidade. os princípios bastam. e interpretar o Direito. falta à incriminação da conduta o objeto material do tipo.pois é certo que. Não importa que a arma verdadeira. Tribunal de Justiça do RS. os comissíveis mediante ameaça . Relator: Amilton Bueno de Carvalho. Na figura criminal cogitada. Conduta Atípica . 2. Negaram provimento ao apelo ministerial (unânime). Quinta Câmara Criminal. 3. aceitá-los como princípios gerais contemporâneos da interpretação da lei penal. à luz do princípio de disponibilidade: (1) se o agente traz consigo a arma desmuniciada. também se podem utilizar outros objetos .Estatuto do Desarmamento .II Arma de fogo: porte consigo de arma de fogo. É raciocínio que se funda em axiomas da moderna teoria geral do Direito Penal. por ora.I PENAL. acatar a tese mais radical que erige a exigência da ofensividade a limitação de raiz constitucional ao legislador. deram provimento ao apelo. Julgado em 10/05/2006). ATIPICIDADE DA CONDUTA. À unanimidade. mas tem a munição adequada à mão. para elidir a incriminação do porte da arma de fogo inidônea para a produção de disparos: aqui. 5. para o seu acolhimento.

Improcedência da denúncia. por afrontar vários princípios do direito penal. contrariar-se-iam os princípios da ofensividade ou lesividade. por não existir na novel legislação qualquer conduta típica equivalente ao delito de uso de arma de brinquedo como simulacro para cometer crime. v. DA LEI N.º 9. A Lei n. Absolvição. in casu. como tal . considerada garantista dos direitos dos cidadãos.e. REVOGAÇÃO PELA LEI N. do devido processo legal substantivo e toda a ordem constitucional. 2º do Código Penal). constitucional e pela contramão ao precendente do STF que descriminalizou o crime de PORTE DE ARMA NÃO MUNICIADA. ART. Fato atipificador. Relator Min. Se assim não fosse. Relatora Ministra LAURITA VAZ.u. é forçoso reconhecer a abolitio criminis (art. se a munição não existe ou está em lugar inacessível de imediato. SEPÚLVEDA PERTENCE. .286/2003 – Estatuto do Desarmamento – revogou expressamente a Lei n. . v.437/1997 e.A Revolução Cultural na Polícia modo a viabilizar sem demora significativa o municiamento e. Prova.. 363. da intervenção mínima. 2. tem-se arma disponível e o fato realiza o tipo.º 9. INCISO II. ARMA DE BRINQUEDO. Órgão Julgador: Primeira Turma) Abolitio Criminis.009198-3 Natureza : Ação Penal SENTENÇA PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO – Materialidade e autoria. Decisão 25/05/2004.110 AGEPOL/CENAJUR . Inexistência de arma. p. (STJ. por não representar qualquer lesão ou perigo efetivo a qualquer objetividade jurídica. 1. Porte Ilegal. que. HC 36725-SP.826/2003.437/97.O porte de munição desarmada.º 10..º 10. 30. Sentença considerando Inconstitucional a Criminalização do Porte de Arma de Fogo sem Munição EMENTA: Sentença que julga inconstitucional. o eventual disparo. não pode ser considerado crime.isto é. como artefato idôneo a produzir disparo . por isso. (STF. Decisão 21/10/2004. Inconstitucionalidade da lei. o crime de porte de MUNIÇÃO DESARMADA. não se realiza a figura típica. em conseqüência. porte ou detenção não autorizada de munição de uso permitido. Arma de Brinquedo HABEAS CORPUS. 10.u. § 1º. repele seja .2004. Ordem concedida. descaracteriza-e como crime ante à ausência da arma de fogo. DJ 29/11/2004. Órgão Julgador: Quinta Turma). (2) ao contrário. p. Processo Nº : 001. RHC 81057-SP. in casu.Apesar de comprovada a posse. SIMULACRO PARA COMETER CRIMES. não há a imprescindível disponibilidade da arma de fogo. DJ 29/04/2005. ABOLITIO CRIMINIS.

vez que “ninguém consegue atirar ou matar apenas com as munições.826/03. ao final. ainda. A defesa. que haveria pouca iluminação no local e eles estariam distantes e os seus depoimentos seriam controverso. diz que o testemunho foi apenas de policiais. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. policiais militares abordaram e revistaram o acusado. 14 da Lei Federal nº 10. respectivamente. Certidão positiva de antecedentes criminais do réu (fls. O representante do Ministério Público. 66. 05/08). O Ministério Público prescindiu das outras testemunhas arroladas e a defesa prescindiu da oitiva das suas. Ao réu é imputado o delito de porte não autorizada de munição de uso permitido.Fabiano Samartin Fernandes 111 considerada crime conduta que não implique em lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado. também em alegações derradeiras (fls. expressamente (fls. pediu pela condenação do réu nos termos da denúncia. Às fls. preliminarmente. 27/28) e apresentou defesa prévia (fls. pediu.Estatuto do Desarmamento . 24v). foi relaxada a prisão em flagrante e colocado o réu em liberdade. ainda não deflagradas. 45/49 e 60/61).ETC. 40) e tacitamente (fls. contendo cinco munições de revólver do calibre 38. oficiante nesta unidade judiciária. remeter. por argumentos similares. empregar. encontrando em seu poder 05 (cinco) munições para revólver de calibre 38. com rol de testemunhas. e multa. que o fato não seja considerado crime. 40v). Vieram-me os autos conclusos para decisão. que “teriam que tentar ratificar o auto de prisão em flagrante”. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. 14. ofereceu Denúncia contra JOSÉ EVALDO GONÇALVES. de uso permitido. 38). Decisão. com base no Inquérito Policial 013/04 (fls. 31/33). 14 da Lei Federal nº 10. deter. Aduz a peça inicial que no dia 29 de março de 2004. Aberto o prazo para diligências (fls. 02). seria uma afronta à lógica e ao bom senso compreender de forma desvinculada para a munição desarmada. Acompanha o inquérito policial. receber. 57/59. ter em depósito. acessório ou munição. VISTOS. sem o devido acompanhamento do revólver”. quanto ao mérito. as partes nada requereram.826/03: Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. previsto no art. descriminalizou a conduta do porte de arma desmuniciada. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. nas suas alegações finais de fls. intactas”. o auto de apreensão e apresentação (fls. 04/16). nas proximidades da “Feirinha” do Bairro do Jeremias. ainda que gratuitamente. diante de recente precedente jurispru¬dencial do Supremo Tribunal Federal. emprestar. 36/37). Inclusive. O réu foi citado pessoalmente (fls. fornecer. É o Relatório. Portar. Inquirição de 02 (duas) testemunhas da denúncia (fls. pela absolvição. ceder. adquirir. como peças importantes: o auto de prisão em flagrante delito (fls. 62/65). 14) de “um pedaço de plástico em forma de embrulho. que. interrogado (fls. por ter violado o art. por sua vez. pede. A Denúncia foi recebida no dia 14 de abril de 2004 (fls. O representante do Ministério Público. . Ainda. transportar. por ter restado provados os fatos terem ocorrido tais quais narrados naquela peça. pelo excesso de prazo na instrução. Assim.

mas há indiscutível tendência do Direito em permitir a relativização de preceitos que até bem pouco tempo eram tidos como inabaláveis. pois o réu realmente estava portanto as 05 (cinco) munições apreendidas em seu poder. nem mesmo eventualmente. orienta e limita o poder incriminador do Estado.112 AGEPOL/CENAJUR . Não precisa ser provado. 05/07). Tal “garantismo” é contundente no âmbito penal e processual penal. 36/37) e a sua compatibilidade com a produzida na fase do inquérito policial (fls. de modo que se acaba por criminalizar a simples atividade. Se outras formas de sanções ou de outros meios de controle social revelarem-se suficientes para a tutela deste bem. 28).. diante do tão amplo leque de direitos fundamentais que foram constitucionalizados sob a forma de garantias. pois também que os crimes de perigo abstrato não dão amparo ao princípio da lesividade e ao princípio de intervenção mínima. etc. não é de se aceitar a própria existência do “crime de perigo abstrato”.. o elemento subjetivo é o dolo de perigo. a prova dos autos não permite entender de forma contrária. resulta que em última análise. como se verá. Perfeita a idéia traçada acima. Isso de vislumbra o questionamento hodiernamente existente sobre a coisa julgada13 . 135.) O perigo abstrato é presumido juris et de jure.)”8 O garantismo vai diretamente ao encontro do crime de perigo abstrato neste ponto. como os “crimes de dano”. sobre as nulidades absolutas. A presunção do perigo abstrato é juris et de jure. (. também não há a menção sobre o perigo. afrontando-se o princípio da lesividade. Neste prisma constitucional. pois. também conhecido como ultima ratio. A atual Carta Magna é até alcunhada de “garantista”. é de inarredável avanço legislativo não só em relação à legislação nacional anterior. a sua criminalização será inadequada e desnecessária”. que teimosamente permeia o ordenamento com elementos contrários às suas teses e princípios.A Revolução Cultural na Polícia Quantos aos fatos. (. Outro elemento que considero interessante pode ser encontrado na seguinte definição: “Crime de perigo é que se consuma com a simples criação do perigo para o bem jurídico protegido.. 253 etc. . ou seja. A Constituição Federal de 1988.. na verdade. “ao se presumir. preconizando que a criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico. sendo o único elemento destoante a palavra do próprio réu (interrogatório de fls. Nesses crimes. mas também internacional. As suas novas concepções demoraram e ainda não foram apreendidas pelo legislador infraconstitucional. prévia e abstratamente o perigo. aqueles que além de não gerarem dano. os depoimentos das testemunhas durante a instrução judicial (fls. perigo não existe.. cuja vontade limita-se à criação da situação de perigo. o delito consuma-se com o simples perigo criado para o bem jurídico. presumido pela norma que se contenta com a prática do fato e pressupõe ser ele perigoso (arts. Sobre as vertentes do princípio da lesividade: “traduzem. (. bem assim o caráter de extrema ratio (subsidiário) do direito penal” 9 . Friso que deixo de transcrever os trechos importantes dos depoimentos.) Às vezes a lei exige o perigo concreto. sem produzir um dano efetivo. 14. como o auto de apreensão de fls. posto que os considero inúteis aos deslinde desta ação..) outras vezes refere-se ao perigo abstrato. a impossibilidade de atuação do Direito Penal caso um bem jurídico relevante de terceira pessoa não esteja sendo efetivamente atacado”. Isso é pacífico perante a prova dos autos. “Nos crimes de perigo.10 “O princípio da intervenção mínima.. como revela a doutrina crescente. chamada “cidadã”. não querendo o ano. pois a lei contenta-se com a simples prática da ação que pressupões perigosa”.

Todas essas condutas acham-se formalmente previstas na lei (Estatuto do Desarmamento). segundo nosso juízo. Sem dúvida. São objetos (em si mesmos considerados) absolutamente inidôneos para configurar qualquer delito. Não há um mínimo de proporcionalidade entre a conduta de portar. de logo. Desde que recebi a denúncia. de receptação.constitui limite ao Legislativo. Lembro que é uma pena mais acentuada que a do furto. Sepúlveda Pertence: “Apoiado na moderna concepção do Direito Penal. quando há o prévio conhecimento dos elementos e definições que permeiam o caso. Não contam com nenhuma danosidade real. deter. verifica-se a existência de proporcionalidade entre a objetividade jurídica da norma. Holmes. O devido processo material pede auxílio às regras do princípio da proporcionalidade para estabelecer critérios para coibir o excessivo uso da força Estatal na emissão de seus atos legislativos e executivos. sem chance de uso por uma arma de fogo) assim como a posse de acessórios de uma arma.057-SP. transcrevo trecho do voto do Min. A Suprema Corte Americana entende que tem direito a examinar qualquer lei e determinar se ela constitui um legítimo e nãoabsusivo exercício do poder estatal. mas materialmente não configuram nenhum delito. retornando à decisão do Supremo. como a vida. seu voto releva a necessidade de que o fato típico . seja a vida. segundo W. referindo-se ao voto do Min. que entendia pela descriminalização do porte de arma desmuniciada. etc. do porte de entorpecentes. em especial. Carlos Velloso. O substantive due process of law tutela o direito material do cidadão. Por fim. possuir uma munição de uso permitido e a pena excessiva com a qual é punida. é desproporcional e. que já tinha exposto seu entendimento sobre a impossibilidade de punição para a conduta de portar arma desmuniciada17 ou arma de brinquedo – de ver artigo do douto Luiz Flávio Gomes em que aborda os reflexos daquele julgamento do Pretório Excelso no caso de porte de munição desarmada19 . mais uma vez .não por surpresa. essa lei. não satisfaz ao devido processo legal. e a inibição que causa aos direitos gerais do cidadão. prolatou acórdão que em poucas palavras traz a perfeita essência do aspecto material do devido processo legal: “due process of law. que ‘dá realce primacial aos princípios da necessidade e da lesividade do fato criminoso’. pois ela permite o questionamento das legislação e de atos administrativos. a sua face substantiva ou material é de extrema e pertinente utilização.Fabiano Samartin Fernandes 113 Outro princípio fundamental de direito vai de encontro à criminalização da munição desarmada é o devido processo legal15 . propriedade. Pouco tempo depois. etc. por isso. uma correlação com a presente ação e. Qualquer interpretação em sentido contrário constitui.. no sentido de que as leis devem ser elaboradas com justiça. pois sou sabedor de certos afinamentos de compreensão jurídica com ele. Segue trecho expressivo: “(. a liberdade e a propriedade. outros destes derivados ou inseridos na Constituição. tive a grata satisfação de ser surpreendido com a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal.substantive due process . devem ser dotadas de razoabilidade (reasonableness) e de racionalidade (racinality). devem guardar. grave ofensa à liberdade e ao Direito Penal constitucionalmente enfocado. liberdade.) a munição desarmada (leia-se: munição isolada. César Peluso. o bem jurídico por ela tutelado. um real substancial nexo com o objetivo que se quer atingir”. O ministro do Supremo Tribunal Federal. Apesar de ser mais conhecido pela sua vertente processual. no Recurso Ordinário em Habeas Corpus nº 81. quando também ausente a possibilidade imediata de municiá-la. Assim. comecei a pensar no caso em questão e as lógicas de raciocínio me pareceram extramente pertinentes e fáceis. com conteúdo substantivo . Fiz.Estatuto do Desarmamento . de dois a quatro anos de reclusão e multa. inibindo que lei em sentido genérico ou ato administrativo ofendam os direitos do cidadão..

transcende a órbita do réu e enaltece o sentimento de justiça e de democracia pelo qual deve zelar o Poder Judiciário. 14 da Lei Federal nº 10.. A importância desta sentença. ante a absolvição.114 AGEPOL/CENAJUR .) III – não constituir o fato infração penal. embasa que uma conduta como o porte de munição desarmada. Ex positis. na forma do art. devem prevalecer sempre que os comporte a regra incriminadora”. desde que reconheça: (.20 Tudo que foi dito gera reforça e. 25. comunicando o deslinde desta ação. ABSOLVER O ACUSADO. Campina Grande. perfeitamente aplicável a seguinte norma jurídica: Art. 02. QUE TRATA DA CONDUTA DE PORTAR MUNIÇÃO DESARMADA. da intervenção mínima do direito penal. com cópia da sentença. em desatenção aos princípios da lesividade. Em conseqüência. De logo. desarraigada à lesão efetiva ou potencial de qualquer bem jurídico. IN CASU.) Lesividade e ofensividade. JULGO IMPROCEDENTE A PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL EXPRESSA NA DENÚNCIA. . Publique-se.. ao mesmo tempo. ainda que se trate de crime de mera conduta (. da Lei 10. independente do trânsito em julgado: . Isso é tendência de nosso direito e já foi mostrado caso similar quando foi exigido o perigo concreto para a direção de veículo automotor sem habilitação legal – assunto pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça (Informativos 15 e 71).. III.. extirpada aquela norma.826/03. atento ao que dos autos consta e aos princípios de Direito aplicáveis à espécie. na forma do art.Transitado em julgado. permanecendo inalterada esta decisão: . em conseqüên¬cia. 386. Euler Paulo de Moura Jansen Juiz de Direito . ENTENDO INCONSTITUCIONAL O ART.826/03. 14 DA LEI 10. 60.Oficie-se em resposta ao ofício de fls. mencionando a causa na parte dispositiva. Sem Custas. do CPC. O Juiz absolverá o réu. Assim.Arquivem-se os autos com baixa. para. entendidos como princípios gerais contemporâneos.Providencie-se a remessa da munição apreendida para a Corregedoria Geral de Justiça. 386. do devido processo legal material. da prática do crime previstos no art. JOSÉ EVALDO GONÇALVES.826/03. 809 do CPP). qualificado às fls. Registre-se e Intimem-se. .A Revolução Cultural na Polícia implique lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado. caput.Remeta-se o boletim individual à SSP-PB (art. não pode ser considerada crime. à medida que zela pela legitimidade e congruência do ordenamento jurídico. de interpretação da lei penal. 09 de setembro de 2004.

br] BRASIL.. Paulo Alves. Compêndio 02. BRASIL. Diário Oficial da União. Porte de Arma. Lei no 10. Estatuto do Desarmamento Anotado. Regulamenta a Lei no 10. . publicado em 02/07/2004. publicada em 23/12/2003.826.. Daniela.gov. Ricardo Antônio.SINARM e define crimes.123. in coleção jurídica Tudo que o policial precisa saber.Fabiano Samartin Fernandes 115 BIBLIOGRAFIA ANDREUCCI.presidencia. Abuso de Autoridade. 2005.presidencia. 1ª ed. 2005. de 1o de julho de 2004. sobre o Sistema Nacional de Armas . que dispõe sobre registro.Estatuto do Desarmamento . FRANCO. 2006. dispõe sobre registro.gov. Prisão Provisória e Liberdade Processual.826. HOHLENWERGER. Salvador-BA: AGEPOL/ CENAJUR. posse e comercialização de armas de fogo e munição. de 22 de dezembro de 2003. SalvadorBA: AGEPOL/CENAJUR. 2004. Fernando. 3ª ed.br] CAPEZ. [Extraído do site http://www.SINARM e define crimes. Estatuto do Desarmamento . FERNANDES. São Paulo-SP: Saraiva. São Paulo-SP: Editora de Direito. Legislação Penal Especial. Fabiano Samartin. [Extraído do site http://www. Decreto no 5. Diário Oficial da União. Compêndio 04. 2005. sobre o Sistema Nacional de Armas . de 22 de Dezembro de 2003. posse e comercialização de armas de fogo e munição. in coleção jurídica Tudo que o policial precisa saber. São Paulo-SP: Saraiva.

2005. São Paulo-SP: Saraiva. Rio de JaneiroRJ: Lumen Juris. . Introdução Crítica ao Processo Penal. 2005. César Dario Mariano da. Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências. [Extraído do site http://www.br/legislacao. 2ª ed.Parte Geral. Estatuto do Desarmamento. SILVA.. A Nova Lei das Armas de Fogo. Paulo. 3ª ed. PMBA. QUEIROZ. Rio de JaneiroRJ: Editora Forense. Direito Penal .htm]. José Geraldo da. de 07 de setembro de 2005. Aury.gov. SILVA. Portaria no 035-CG. São Paulo-SP: Millennium.ba.116 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia LOPES JR. 2005.pm. 2004..

Alagoinhas 2. São Sebastão do Passé 10. Catu 6. Maragogipe 13. Sobradinho 10. Simões Filho 11. Itaparica 6. Salvador 2. Tanquinho Região de Alagoinhas (13 cidades) Dra. Lauro de Freitas 7. Riachão do Jacuípe 15. Pojuca Região de Juazeiro (10 cidades) Dra. Jaguarari 7. Araçás 4. Coração de Maria 9. Vera Cruz Região de Feira de Santana (21 cidades) Dra.Fabiano Samartin Fernandes 117 MUNICÍPIOS COM COBERTURA JURÍDICA DA AGEPOL/CENAJUR TOTAL: 111 MUNICÍPIOS Região metropolitana (11 cidades) 1. Serra Preta 20. Itanagra 11. Entre Rios 8. Antônio Cardoso 5. Mata de São João 12. Ipecaetá 11. Petrolina/PE 8. Conceição do Jacuípe 8. Amélia Rodrigues 3. Cardeal da Silva 5. São Gonçalo dos Campos 18. Pedrão 13. Senhor do Bonfim 9. Camaçari 3. Juazeiro 2. Amari 3. Curaça 6. Anguera 4. Santo Estevão 17. Dias D´Ávila 5. Casa Nova 5. Andorinha 3. Ipirá 12. Campo Formoso 4. Feira de Santana 2. Santonopólis 19. Marcelly Ferreira Farias Tel: (75) 3223 8214 / 9134 4817 1. Silvialetícia Costa do Monte Tel: (75) 3423 5053 / 9971 5298 1. Esplanada 9. Uauá . Serrinha 21.Estatuto do Desarmamento . Irará 10. Madre de Deus 8. Conceição do Coité 7. Candeias 4. Muritiba 14. Inhambupe 10. Diana Dalva de Carvalho Tel: (74) 3611 8059 / 8811 1171 1. São Francisco do Conde 9. Conceição da Feira 6. Santa Bárbara 16. Crisápolis 7.

Ipiaú 17. Cravolândia 8. Henrique Régis César Tel: (75) 3631 2470 / 9981 9522 1. Santa Terezinha 18. Brejões 7.A Revolução Cultural na Polícia Região de Sto Antônio de Jesus (23 cidades) Dr. Irajubá 18. Nova Ibiá 26. Valença Região de Paulo Afonso (3 cidades) Dra. Paulo Afonso 2. Apuarema 4. Jitaúna 20. Planaltino 28. Governador Mangabeira 8. Santa Inês 29. São Felipe 19. Jequié 2. Aiquara 3. Glória Região de Jequié (30 cidades) Dr. Sapeaçu 20. Lafaiete Coutinho 21. Manoel Vitorino 23. Itatim 9. Nilo Peçanha 15.br . Salinas 17. Taperoá 21. Nazaré 14. Itagi 12. Jaguaripe 10. Lajedo do Tabocal 22. Aratuípe 4. Castro Alves 5.118 AGEPOL/CENAJUR . Barra do Rocha 5. Amargosa 3. Presidente Tancredo Neves 16. Itaquara 14. Milagres 25. Nova Itarana 27. Varzedo 23.agepol. Itamari 15. Cruz das Almas 7. Boa Nova 6. Santo Antônio de Jesus 2. Nilton de Sena Oliveira Tel: (73) 3525 5903 / 9141 2627 1. Muniz Ferreira 12.org. Mutuípe 13. Dário Meira 9. Lage 11. Delmiro Gouveia/AL 3. Itiruçu 16. Ubatã 30. Maracás 24. Gandú 10. Ibirataia 11. Teolândia 22. Itagiba 13. Conceição de Almeida 6. Jaguaquara 19. Ediane Araújo Pereira Tel: (75) 3282 1666 / 9192 1666 1. Wenceslau Guimarães www.

Fabiano Samartin Fernandes 119 .Estatuto do Desarmamento .