Estatuto do Desarmamento - Fabiano Samartin Fernandes

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Coleção Jurídica
TUDO QUE O POLICIAL PRECISA SABER SOBRE...

ESTATUTO

DO

DESARMAMENTO

- COMENTÁRIOS À LEI Nº 10.826/2003 Fabiano Samartin Fernandes

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AGEPOL/CENAJUR - A Revolução Cultural na Polícia

Comissão Editorial: Fabiano Samartin Fernandes, Lêda Nascentes e Fernanda Fernandes Editoração Eletrônica e Capa: Fabiano Samartin Fernandes Revisão: Cecília de Moura Barbosa
(Tel.: 71-3240-1324 / 71-8132-1020 / E-mail: celmoubar@uol.com.br)

Impressão: R2 Gráfica Tiragem: 5.000 exemplares. 1ª Edição

AGEPOL/CENAJUR [Capital e Região Metropolitana] Endereço: Alameda dos Umbuzeiros, nº 638, Edf. Alameda Centro, Terraço, Caminho das Árvores, Salvador-BA. CEP 41.820-680 [Em frente a 35ª CIPM - Iguatemi] Telefax: (71) 3359 1297 / 3359 6583 Celular: (71) 8119 6583 / 8119 6584 Site: www.agepol.org.br

[Confira ao final lista completa dos munícipios com cobertura jurídica]

Estatuto do Desarmamento - Fabiano Samartin Fernandes

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Fabiano Samartin Fernandes
Advogado Coordenador Jurídico da AGEPOL/CENAJUR Pós-graduando em Ciências Criminais pela JusPODIVM/Unyahna

ESTATUTO

DO

DESARMAMENTO

- COMENTÁRIOS À LEI Nº 10.826/2003 -

SALVADOR-BAHIA AGOSTO/2006

A Revolução Cultural na Polícia .4 AGEPOL/CENAJUR .

16) 42 Comércio Ilegal de Arma de Fogo (Art.Fabiano Samartin Fernandes 5 SUMÁRIO Apresentação 07 Nota do Autor 09 1ª Parte: Doutrina 11 Introdução 13 Arma de Fogo 13 Munição e Acessório 15 Arma sem Munição / Munição sem Arma / Arma de Brinquedo 15 SINARM e SIGMA 18 Certificado de Registro de Arma de Fogo 20 Certificado de Registro de Arma de Fogo do Policial Militar 22 Porte de Arma de Fogo 27 Policiais Militares 30 Policiais Militares Inativos 32 Policiais Militares Exonerados ou Demitidos 32 Responsabilidade Civil. 13) 36 Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Permitido (Art.Estatuto do Desarmamento . 15) 41 Posse ou Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito (Art. 17) 44 Tráfico Internacional de Arma de Fogo (Art. 12) 34 Omissão de Cautela (Art. Penal e Administrativa do Policial Militar 33 Posse Irregular de Arma de Fogo (Art. 14) 38 Disparo de Arma de Fogo (Art. 18) 45 Arma de Fogo de Uso Restrito como Causa de Aumento da Pena 46 Causa de Aumento para os Integrantes dos Órgãos referidos na Lei 46 Concurso de Causas de Aumento de Pena 47 .

123/2004 64 Portaria nº 035-CG/2005 80 3ª Parte: Jurisprudência 101 Bibliografia 115 Munícipios com cobertura jurídica 117 .826/2003 (Estatuto do Desarmamento) 55 Decreto nº 5.A Revolução Cultural na Polícia Vedação da Liberdade Provisória 47 Referendo Popular 51 Conclusão 51 2ª Parte: Legislação 53 Lei nº 10.6 AGEPOL/CENAJUR .

propiciando uma efetiva segurança jurídica aos seus associados. Além de ter disponibilizado a legislação pertinente e a jurisprudência sobre o tema.123/2004 e da Portaria nº 035-CG/2005. A AGEPOL/CENAJUR vem. ao longo desses 04 anos de existência.agepol.Fabiano Samartin Fernandes 7 APRESENTAÇÃO A AGEPOL/CENAJUR brinda seus associados com o lançamento do 5º compêndio da Coleção Tudo que o policial precisa saber.org. preenchendo uma lacuna. Fabiano Samartin Fernandes. Trata-se de uma obra indispensável para os operadores do Direito. eis que são poucas as obras versando sobre o tema. através de palestras realizadas. Outros livros já foram publicados e estão disponíveis no site www. tornando realidade a prometida REVOLUÇÃO CULTURAL. Este compêndio.br. sobre o Estatuto do Desarmamento. fruto das palestras realizadas na capital e interior do Estado. do Decreto nº 5. em especial o policial militar. baixada pelo Comandante-Geral da PMBA. policiais militares e policiais civis. Capitão Tadeu Fernandes Presidente da AGEPOL .826/2003 (Estatuto do Desarmamento). foi escrito pelo Dr. que de forma bastante didática e demonstrando profundo conhecimento da matéria comenta os artigos da Lei nº 10. tema de fundamental importância para todos. lançamentos de livros e assistência jurídica.Estatuto do Desarmamento . estudantes.

8 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia .

não irá resolver o problema. isoladamente. Por outro lado. porém. (Martin Luther King) No presente trabalho. e pouco ao criminoso.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) e os seus reflexos na sociedade.Estatuto do Desarmamento . inclusive dos policiais militares. é dividido em três partes: doutrina. . Assim.Fabiano Samartin Fernandes 9 NOTA DO AUTOR Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio. o desarmamento é um passo importante para diminuir a violência. pretendo analisar a Lei nº 10. pois não adquire arma no comércio e nem se dirige à Polícia Federal para requisitar autorização para o porte da arma. O Estatuto incide diretamente ao cidadão. mas. como forma de diminuir gradativamente a violência. dificultando o acesso do cidadão à arma de fogo. mesmo assim. o estudo sobre o Estatuto do Desarmamento. o criminoso não ficará prejudicado. em especial para o policial militar baiano. 5º compêndio da Coleção Jurídica Tudo que o policial precisa saber. lançada pela AGEPOL/CENAJUR. pois dificulta para o “indivíduo de bem” a compra e o porte de arma de fogo. Conforme será exposto nesta obra. é desarmar a sociedade. ao elaborar o Estatuto do Desarmamento. Essa política de controle foi alvo de críticas por parte de vários setores da sociedade. legislação e jurisprudência. o objetivo do legislador.

Nesta parte. na medida em que este tem uma maior necessidade do uso da arma de fogo. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Assim. Na terceira parte. e são colacionadas decisões atuais envolvendo o Estatuto do Desarmamento extraídas do Supremo Tribunal Federal. reporta-se à Jurisprudência. registro e cadastro de armas de fogo pertencentes à Corporação e às armas particulares dos policiais militares.10 AGEPOL/CENAJUR . Superior Tribunal de Justiça.br) . sem a intenção de esgotar o tema. responsabilidade de natureza cível.123/2004 que regulamentou a citada lei e a Portaria nº 035-CG/2005 do Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia que regulou os procedimentos relativos ao porte. Tribunal de Justiça da Bahia. a Lei nº 10. o Estatuto do Desarmamento é comentado artigo por artigo. traz-se a legislação pertinente ao tema. sempre analisado à luz dos princípios constitucionais. conseqüentemente tem uma responsabilidade com seu uso. criminal e administrativa.com. o Decreto nº 5. ora comentada.826/2003.A Revolução Cultural na Polícia Na primeira parte. espero que este trabalho contribua para uma melhor compreensão do tema e promover o debate. Na segunda parte do trabalho. procurando sempre estabelecer um paralelo entre o civil e o militar. até mesmo em virtude da sua amplitude. Fabiano Samartin Fernandes (fabiano@cenajur. contribuindo para uma sociedade mais justa e fraterna. denominada Doutrina. Agosto de 2006. destaco o registro e a autorização para o porte de arma de fogo e os crimes praticados com a arma. em que demonstro que alguns pontos do Estatuto são inconstitucionais. Salvador-BA.

Estatuto do Desarmamento .Fabiano Samartin Fernandes 11 1ª Parte DOUTRINA .

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Cerca de 50 mil pessoas participaram da caminhada pedindo o desarmamento da sociedade e penas mais duras para os criminosos. Em março de 2003. a Caminhada “Brasil Sem Armas”.ESTATUTO DO DESARMAMENTO COMENTÁRIOS À LEI Nº 10. observe-se que o apelido da nova lei é Estatuto do Desarmamento. ao máximo.826/2003 INTRODUÇÃO Em 22 de dezembro de 2003. Os árabes foram os primeiros a utilizar a pólvora para fins militares. segundo a história foi criada pelos chineses no século IX quando buscavam o elixir da imortalidade. É nesse contexto que se deve observar a finalidade do Estatuto do Desarmamento. inclusive. Deve. . Como foram os chineses que também inventaram os fogos de artifício. ser lembrado que a Rede Globo de Televisão organizou juntamente com o “Viva Rio”. Organização Não-Governamental. Assim. qual seja. o uso indiscriminado de armas de fogo pelo cidadão. o uso de arma de fogo em todo o território nacional. posse e porte de arma de fogo. que a intenção do legislador foi desarmar a população. o momento histórico em que ela foi elaborada. gradativamente. uma jovem foi assassinada com um tiro de arma de fogo numa estação de metrô na cidade de São Paulo-SP. ARMA DE FOGO No que diz respeito à arma de fogo. foi um passo para seu uso nas guerras: as primeiras armas eram foguetes feitos de bambu. Diante dessa realidade. para reduzir a violência. diminuir. que o Estatuto do Desarmamento fosse votado e aprovado. Para tanto. observando-se. a pólvora foi a grande inovação. O público presente protestou contra a violência e mostrou ao Congresso Nacional a sua verdadeira vontade. qual seja. também. restringindo. que trouxe mudanças significativas no que diz respeito ao comércio. visto que a metalurgia não era uma arte bem dominada na época. claramente.826. foi sancionada a Lei nº 10. percebe-se. far-se-á uma interpretação teleológica da legislação.

equipamentos para visão noturna. o conceito de arma de fogo é a arma que arremessa projéteis empregando a força expansiva dos gases gerados pela combustão de um propelente confinado em uma câmara que. armas de fogo automáticas de qualquer calibre.14 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia A química e a física são as ciências por trás das armas de fogo. acessórios e equipamento de uso permitido e as de uso restrito. capacete.123/2004. Por sua vez. é toda aquela arma que funciona mediante a deflagração de uma carga explosiva que dá lugar à formação de gases. acessórios e equipamentos de uso restrito. As armas de fogo podem ser de uso permitido ou de uso restrito. 3º.380 Auto. que deu nova redação ao Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). do Decreto nº 5.44 Magnum. do referido Decreto. . tais como óculos. munições. por exemplo.38 SPL e . Nos termos do art. veículo de passeio blindado. equipamentos de proteção balística contra armas de fogo de porte de uso permitido. dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro meio de marcar o alvo. são armas de uso permitido. o projétil. segundo conceito extraído do Dicionário da Língua Portuguesa Aurélio Eletrônico – Século XXI. e nas condições estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento. . conforme os arts. As armas. distinguindo-se pelas pessoas autorizadas ao seu uso. traz as armas de fogo. .45 Colt e . Dentre outras.665/2000. de 20 de novembro de 2000. são: armas de fogo curtas com calibres . escudo.9 Luger.22 LR.665. bem como a pessoas jurídicas. de acordo com as normas do Comando do Exército. armas de fogo longas raiadas. explica-se como um pequeno volume de pólvora pode gerar um enorme volume de gás em velocidade quando em combustão. . arma de fogo de uso permitido é aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas.25 Auto. . tais como colete. Através da química. blindagens balísticas para munições de uso permitido. periscópios. sob cuja ação é lançado no ar um projétil. Assim. . . Arma de fogo. além de direção e estabilidade ao projétil. inciso XII. armas de fogo curtas.270 Winchester.357 Magnum. dentre outros.223 Remington. e os seus tipos. . . nos termos do Decreto nº 3.32 Auto. de instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas. 10 e 11.45 Auto. está solidária a um cano que tem a função de propiciar continuidade à combustão do propelente. munições. em determinada direção e com determinada força. lunetas. enquanto a física demonstra a forma correta de se aproveitar esta geração e expansão de gases a fim de projetar um objeto. .32 S&W.38 Super Auto. .44 SPL.40 S&W. . normalmente. arma de fogo de uso restrito é aquela de uso exclusivo das Forças Armadas. . O Decreto nº 3. devidamente autorizadas pelo Comando do Exército. como. de repetição ou semi-automática com calibres .

Observe-se que. devem ser dotadas de razoabilidade (reasonableness) e de racionalidade (racinality). e essa propensão repercutiu no Estatuto do Desarmamento que revogou. a modificação do aspecto visual da arma. LXIV. com fundamento nos princípios da necessidade da incriminação e da lesividade do fato criminoso. portanto revogou a conduta típica de uso de arma de brinquedo como simulacro 1 Sobre o Devido Processo Legal Material.1996: “due processo of law. segundo W. . ARMA SEM MUNIÇÃO / MUNIÇÃO SEM ARMA / ARMA DE BRINQUEDO A moderna doutrina e jurisprudência vêm entendendo que é atípica a conduta do agente com arma de fogo desmuniciada e sem disponibilidade de munição. devem guardar. expressamente. a munição e o acessório não têm potencialidade lesiva.08. II. isoladamente.Fabiano Samartin Fernandes 15 MUNIÇÃO E ACESSÓRIO Munição é um artefato completo.665/2000. contentando-se com a ação ou omissão do agente. o legislador ao equiparar a munição e o acessório a uma arma de fogo cometeu um grave equívoco. do Decreto nº 3. tal como arma sem munição e arma de brinquedo. no sentido de que as leis devem ser elaboradas com justiça. iluminação ou ocultamento do alvo. Dessa forma. em 14. ambos precisam da arma. Acessório de arma é um artefato que. nos termos do art. pronto para carregamento e disparo de uma arma. nos termos do art.437/1997 (Antiga Lei das Armas). a lei não exige qualquer resultado naturalístico. da intervenção mínima do Direito Penal e do devido processo legal material1. Há uma tendência de descriminalização do uso da arma sem potencial lesivo. o que se mostra inconstitucional. 3º. o que viola os princípios da lesividade. observe a decisão do ministro do STF. O crime de posse irregular e o crime de porte ilegal de arma de fogo são crimes de mera conduta. a Lei nº 9. no julgamento da ADIn nº 1511-7 DF. do Decreto nº 3. possibilita a melhoria do desempenho do atirador. Carlos Velloso. Ademais. dependendo desta inexoravelmente para tornar-se potencialmente lesiva. um real substancial nexo com o objetivo que se quer atingir”. Nesses crimes. exercício. há excesso incriminador em colocar a munição e o acessório como objeto do crime.665/2000. efeito moral sobre pessoal. outros efeitos especiais. Holmes.Estatuto do Desarmamento . com conteúdo substantivo – substantive due process – constitui limite ao Legislativo. 3º. pois aqueles só funcionam com uma arma. não sendo necessário para a sua configuração um resultado material exterior à ação. cujo efeito desejado pode ser: destruição. acoplado a uma arma. manejo.

inciso III. dá-se a abolitio criminis. 157. considerada em si mesma. 107. logo. O art. conforme a melhor corrente doutrinária e a jurisprudência dominante do STF. Assim. inciso I. Há quem confunda potencialidade lesiva e poder de intimidação. sem chance de uso por uma arma de fogo. de roubo etc. não é arma de fogo. 2º do Código Penal estabelece que “Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. será comentado o Estatuto do Desarmamento acerca de seus principais pontos. não constitui o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo.16 AGEPOL/CENAJUR . mediante grave ameaça ou violência à pessoa. Outra importante alteração no que diz respeito à descriminalização de condutas com arma sem potencial lesivo foi o cancelamento. O Supremo Tribunal Federal firmou posição no sentido de que arma desmuniciada. e sem nenhuma possibilidade de ser municiada rapidamente. § 2º. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória”. porque não é apta para efetuar disparos. tem como fundamento a sua potencialidade lesiva concreta. e. Nesse mesmo sentido encontram-se a munição e os acessórios isolados. do Código Penal. nos termos do art. por não existir na novel legislação qualquer conduta equivalente. a intimidação feita com arma de brinquedo autoriza o aumento da pena”. Obviamente que arma desmuniciada tem poder intimidativo e. não sendo aplicada a causa de aumento do art. uma situação é a arma usada como instrumento de um crime. Dessa forma. A seguir. munição sem arma e arma de brinquedo não são instrumentos hábeis para a configuração dos crimes de posse irregular e de porte ilegal de arma de fogo. não há mais razão para ser o agente classificado como criminoso. e essa lei retroage para cassar todos os efeitos oriundos da aplicação da lei anterior.A Revolução Cultural na Polícia para cometer crime. não contam com nenhuma potencialidade lesiva. 2 . da súmula n. Se a lei posterior deixa de considerar crime determinado fato. 174 do Superior Tribunal de Justiça que determinava que: “No crime de roubo. Tendo sido modificada a lei que considerava crime determinado fato. Importante ressaltar que a criminalização da arma de fogo. arma sem munição. caso venha subtrair coisa móvel alheia. e não seu poder de intimidação. muitos deles controvertidos. admitindo o mesmo como lícito ou indiferente. o agente com arma de brinquedo cometerá o crime de roubo simples. do Código Penal. São objetos absolutamente inidôneos. constitui crime de ameaça. em outubro de 2002. para si ou para outrem. outra distinta é a arma como objeto material do crime de posse irregular ou porte ilegal de arma de fogo. Dessa maneira. operou-se indiscutivelmente a abolitio criminis 2. pois não ostenta nenhuma potencialidade lesiva. A abolitio criminis é causa de extinção da punibilidade. quando usada para intimidar.

bem como conceder licença para exercer a atividade. conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante.Estatuto do Desarmamento . X – cadastrar a identificação do cano da arma. VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País. furto. mediante cadastro. roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais. acessórios e munições. IX – cadastrar mediante registro os produtores. sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm. posse e comercialização de armas de fogo e munição. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. define crimes e dá outras providências. . exportadores e importadores autorizados de armas de fogo.826. Ao Sinarm compete: I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo. atacadistas. as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado. no âmbito da Polícia Federal. V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo. 1º. II – cadastrar as armas de fogo produzidas. bem como manter o cadastro atualizado para consulta. VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes. 2º. Parágrafo único. importadas e vendidas no País. DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 Dispõe sobre registro. varejistas. IV – cadastrar as transferências de propriedade. instituído no Ministério da Justiça. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo. extravio. O Sistema Nacional de Armas – Sinarm. XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios.Fabiano Samartin Fernandes 17 LEI Nº 10. III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. Art. tem circunscrição em todo o território nacional. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art. inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores. bem como as demais que constem dos seus registros próprios.

furto e roubo de armas de fogo. dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O Estatuto do Desarmamento ampliou as atribuições do SINARM. integrado e permanente das armas de fogo e o controle dos registros dessas armas. com circunscrição em todo o território nacional. da Agência Brasileira de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. São elas: as armas de fogo institucionais. A Lei nº 9. as transferências de propriedade. que não constem dos cadastros do próprio SINARM ou do SIGMA – Sistema de Gerenciamento Militar de Armas. O SINARM . no âmbito do Comando do Exército. extravio. permanente e integrado das armas de fogo de sua competência. bem como deverá manter o cadastro atualizado. inclusive aquelas vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. Dentre as principais inovações.826/2003. e o dever de informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. com circunscrição em todo o território nacional e com a finalidade de manter cadastro geral. tem-se: o cadastro das autorizações de porte de arma de fogo. um órgão federal. importadas e vendidas no País. as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal.A Revolução Cultural na Polícia SINARM E SIGMA Trata-se de órgão federal. que passou a cuidar da matéria. exportação.437/19973. Para tanto. O parágrafo único do artigo 2º excetua as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. em relação à Lei nº 9. da Polícia Rodoviária Federal. dos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. foi criado o SIGMA. as armas de fogo de uso restrito. dentre outras estabelecidas. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. das Guardas Municipais. instituído pelo Ministério da Defesa.18 AGEPOL/CENAJUR . das Polícias Civis. A lei estabelece as armas de fogo que deverão ser cadastradas no SINARM. constantes de registros próprios da Polícia Federal. ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. importação. exceto as armas dos integrantes das Forças Armadas. dos armeiros em atividade. competindo. 3 . com a finalidade de manter o cadastro geral. dos integrantes das escoltas de presos. atiradores e caçadores.Sistema Nacional de Armas tem competência para cadastrar as armas de fogo produzidas. no âmbito da Polícia Federal. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. das Guardas Portuárias. instituído pelo Ministério da Justiça.437. de 20 de fevereiro de 1997 tratava do registro e porte de arma e foi revogada expressamente pela Lei nº 10. dessa forma. Deverão ser também cadastradas as armas de fogo apreendidas.

123/2004. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá. acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias. A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. 4º. sendo intransferível esta autorização. 3º. além de declarar a efetiva necessidade. Os cadastros do SINARM e os do SIGMA devem ser interligados e compartilhados. na forma do regulamento desta Lei. É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. devido a sua munição e elementos de munição não serem mais fabricados. A comercialização de armas de fogo. do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos. § 5º. XXI. § 2º. 4 . Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. em nome do requerente e para a arma indicada. Estadual. 9º. das Policias Militares e de Corpo de Bombeiros Militares. Parágrafo único. de acordo com o art. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército. III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo. CAPÍTULO II DO REGISTRO Art. pela sua obsolescência. Art. presta-se a ser considerara relíquia ou a constituir peça de coleção. § 3º. § 1º. do Decreto nº 5. § 4º. II – apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. da Agência Brasileira de Inteligência.665/2000. Arma de fogo obsoleta é aquela que não se presta mais ao uso normal. e as armas de fogo obsoletas4. com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal.Fabiano Samartin Fernandes 19 As armas de fogo que deverão ser cadastradas no SIGMA são: as armas de fogo institucionais. das Forças Armadas. as armas de fogo importadas ou adquiridas no País para fins de testes e avaliação técnica.Estatuto do Desarmamento . de porte e portáteis. que alterou o Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm. A empresa que comercializa armas de fogo. ou por ser ela própria de fabricação muito antiga ou de modelo muito antigo e fora de uso. do Decreto nº 3. 3º. atender aos seguintes requisitos: I – comprovação de idoneidade. nos termos do art.

O certificado de Registro de Arma de Fogo. previstos no art.A Revolução Cultural na Polícia § 6º. Art. Este requisito não pode ser analisado simplesmente em sua literalidade. 12 do Regulamento da Lei. II e III do art. Os registros de propriedade. O interessado deve declarar a efetiva necessidade. no seu local de trabalho. § 2º. § 1º. CERTIFICADO DE REGISTRO DE ARMA DE FOGO O interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido deve preencher certos requisitos legais. (Redação dada pela Lei nº 10. Estadual. no prazo de 30 (trinta) dias úteis. com validade em todo o território nacional. ou recusada com a devida fundamentação. são: 1) Declarar a efetiva necessidade. em período não inferior a 3 (três) anos. 4o deverão ser comprovados periodicamente. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. ou dependência desses. que serão examinados pelo SINARM. os fatos e circunstâncias justificadores do pedido. expedidos pelos órgãos estaduais.20 AGEPOL/CENAJUR . 2) Comprovar a idoneidade. Os requisitos para expedição da autorização de compra de arma de fogo. bem como em cada renovação do registro. § 3º. Os requisitos de que tratam os incisos I. 5º. deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de 3 (três) anos. ainda. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei. O registro precário a que se refere o § 4º prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I. O Certificado de Registro de Arma de Fogo. com apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. explicitando em seu pedido de aquisição. realizados até a data da publicação desta Lei. A expedição da autorização a que se refere o § 1º será concedida. II e III deste artigo. O indeferimento do pedido deverá ser fundamentado e comunicado ao interessado em documento próprio. com validade em todo o território nacional. ou. 4º da Lei de Armas e no art. desde que seja ele o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. § 7º. 5º. a contar da data do requerimento do interessado. O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e será precedido de autorização do Sinarm. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. ou dependência desses. para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo. o que torna mais difícil a aquisição da arma.884/2004) Redação anterior: Art. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. pois as circunstâncias e os fatos que pesam sobre o requerente é que devem ser .

o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido deve requerer ao SINARM uma autorização para efetuar a compra. 12. tão-somente por estar respondendo à ação criminal. será concedida a autorização ou será recusada. Estes requisitos deverão ser comprovados periodicamente. no mínimo. demonstrados todos os requisitos legais. 3) Apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. para o indivíduo ter uma arma de fogo. Polícia Ferroviária Federal. deverá ser expedida a autorização de compra de arma de fogo em nome do requerente. não pode ser contrária ao ordenamento jurídico. por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. em tempo não inferior a três anos. Assim. Polícias Civis. necessariamente. Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado. Todavia este requisito não se enquadra aos integrantes das Forças Armadas. pelo interessado. Deve comprovar também a residência. das Forças Auxiliares ou do quadro da Polícia Federal. e que. Este é o entendimento. em especial os princípios da igualdade. tem de ter um trabalho ou outra ocupação. nos termos do art. da razoabilidade e da proporcionalidade.Fabiano Samartin Fernandes 21 observados. sendo intransferível esta autorização. 4) Comprovar capacidade técnica para manuseio de arma de fogo atestada por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército. entretanto o segundo não pode ser impedido de adquirir arma de fogo.Estatuto do Desarmamento . ou ainda por esta habilitado. Por exemplo: um indivíduo que é acusado de roubo qualificado e outro que responde por qualquer dos crimes contra a honra (calúnia. Preenchidos todos os requisitos. estarão sendo desrespeitados princípios constitucionais. Polícia Federal. Em 30 (trinta) dias úteis. até mesmo se assim não for considerado. Assim. que. mas que a acusação em seu desfavor seja incompatível com o pedido para aquisição de arma de fogo. conhecimento básico dos componentes e partes da arma de fogo e habilidade de uso da arma de fogo. obviamente.123/2004. demonstrada. injúria e/ou difamação). assim não basta que este tenha sido indiciado ou acusado em ação crime. do Decreto nº 5. . 6) Ter vinte e cinco anos de idade. em estande de tiro credenciado. ambos respondem a processo crime. 5) Comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. a contar da data do requerimento. e os integrantes das guardas municipais. Polícia Rodoviária Federal. deverá atestar que o requerente tem conhecimento da conceituação e normas de segurança pertinentes à arma de fogo. caso que deverá ser procedido com a devida fundamentação e a demonstração de que um dos requisitos não foi preenchido.

33. 59 e seguintes da referida Portaria.123. para o policial adquirir uma arma de fogo legal deve fazer o requerimento dirigido ao Comandante-Geral da PMBA (art. que regulou o registro e o porte de arma de fogo para os policiais militares. que. só então. de 1º de julho de 2004. conforme dispõe o art. no entanto deve requerer a aquisição junto ao Comandante-Geral. do documento de registro e da 1ª via da nota fiscal para o adquirente. os requisitos anteriores mencionados. e serão retiradas pelo militar estadual adquirente. Assim. Para o policial militar adquirir uma arma de fogo deve observar a Lei nº 10. e. baixou a Portaria nº 035-CG. ameaça ou contra a incolumidade pública.22 AGEPOL/CENAJUR . além de verificar os requisitos da Portaria baixada pelo Comandante-Geral da Polícia Militar. quais sejam. comprovar a idoneidade. ainda que tenha sido decretado sursis ou livramento condicional. Ressalte-se que a competência para o Comando Geral regular a matéria para os policiais militares foi estabelecido pelo art. é expedida autorização para o militar ir até o comércio adquirir a arma. através do seu ComandanteGeral. processo disciplinar sumário ou processo . A lei não exige que o policial militar comprove. em seguida expedirá o CRAF – Certificado de Registro de Arma de Fogo. 68. de 07 de setembro de 2005. § 1º. declarar a efetiva necessidade. através da UEE – Unidade de Equipamentos Estratégicos. inciso I. pela prática de infração penal cometida com violência. deverá providenciar a publicação da aquisição da arma de fogo em BGR.A Revolução Cultural na Polícia CERTIFICADO DE REGISTRO DE ARMA DE FOGO DO POLICIAL MILITAR A Polícia Militar do Estado da Bahia. 73. após análise. As armas adquiridas serão entregues pela indústria na UEE. que encaminhará a solicitação ao Comandante da 6ª Região Militar. do Decreto nº 5. que será retirado por representante da firma vendedora. da Portaria. que regulamentou o Estatuto do Desarmamento. procederá a entrega da arma de fogo. Entretanto. O policial pode ainda adquirir a arma diretamente na indústria. é vedada a aquisição de armas de fogo por militar estadual nos seguintes casos: I – que estiver afastado do serviço policial-militar por problemas psíquicos ou que estiver sob prescrição médica de proibição ou recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo. para a aquisição de arma de fogo. O DAL – Departamento de Apoio Logístico. nos termos do art. II – que estiver cumprindo pena restritiva de direito ou privativa de liberdade.826/2003 e o seu regulamento. da Portaria nº 035-CG/2005). que analisará se o policial preenche todos os requisitos. III – que estiver respondendo a feito investigatório no âmbito administrativo (sindicância. capacidade psíquica e técnica para manuseio de arma de fogo.

144 da Constituição Federal. aqui demonstrado. É importante ressaltar que o policial militar. por constar dos seus assentamentos sanção disciplinar por ter disparado arma de fogo de forma culposa ou ter sido surpreendido portando arma de fogo em estado de embriaguez. adquiridos anualmente. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. IV – que se encontre abaixo do bom comportamento. ainda. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. A aquisição de munição fica limitada ao calibre correspondente da arma. VII – ao militar estadual reformado. ainda. seja o expedido para o civil pela Polícia Federal. devendo. a critério do Comandante-Geral. O militar. Assim. 6º. conforme será oportunamente demonstrado. V – ao aluno-oficial.Estatuto do Desarmamento . O CRAF. ou dependência desses. estará cometendo crime.Fabiano Samartin Fernandes 23 administrativo disciplinar). como qualquer outro cidadão que possuir arma de fogo de origem ilícita. e a quantidade será de 50 (cinqüenta) cartuchos. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional. seja o expedido para o militar baiano pela UEE. II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. . salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas. expedido pela UEE. Registre-se que o procedimento para a aquisição de arma de fogo. duas armas de caça de alma raiada ou duas de tiro ao alvo e duas armas de caça de alma lisa. poderá ter a propriedade de duas armas de porte. inclusive na Portaria nº 035-CG/2005. devidamente motivadas. antes de completar dois anos de efetivo serviço. é o estabelecido na legislação. por motivos disciplinares ou. O Certificado de Registro de Arma de Fogo – CRAF. CAPÍTULO III DO PORTE Art. respeitado o limite de seis armas de fogo de uso permitido. para aquisição de arma de fogo diretamente na indústria. a lei estará sendo violada. inquérito policial. antes de completar um ano de efetivo serviço. ou. portanto ilegal. ao final desse período. ser renovado o certificado perante o DAL. é documento obrigatório e tem validade de três anos. salvo situações excepcionais. no seu local de trabalho. caso na pratica o procedimento adotado seja outro. VI – ao soldado. processo penal ou processo penal-militar por fato transgressional ou delituoso no qual se envolveu utilizando arma de fogo. inquérito policial-militar.

V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. de 2005) § 1º. aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei. 51.A Revolução Cultural na Polícia III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. mesmo fora de serviço. IV. IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. observada a supervisão do Ministério da Justiça.os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50. de 2004) . na forma do regulamento.118. Os servidores a que se refere o inciso X do caput deste artigo terão direito de portar armas de fogo para sua defesa pessoal. o que constará da carteira funcional que for expedida pela repartição a que estiverem subordinados. X – os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. (Redação dada pela Lei nº 10.884. VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. IV . nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.000 (quinhentos mil) habitantes. 4º. da Constituição Federal. no que couber. V e VI deste artigo terão direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição. A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições descritas nos incisos V. a legislação ambiental. quando em serviço. observando-se. de 2004) Redação anterior: IV – os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 250.24 AGEPOL/CENAJUR . VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas.000 (quinhentos mil) habitantes. (Incluído pela Lei nº 11. na forma do regulamento desta Lei.867. quando em serviço. nos termos desta Lei. Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. As pessoas previstas nos incisos I.000 (quinhentos mil) habitantes.118. II. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. § 1º-A. à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do art. (Redação dada pela Lei nº 10. 52. A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial. XIII. de 2005) § 2º. e no art. § 3º.000 (duzentos e cinqüenta mil) e menos de 500. III. (Incluído pela Lei nº 11.

II e III do mesmo artigo.867. § 5º. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo. ao exercerem o direito descrito no art. 7º. sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis. constituídas na forma da lei. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.Fabiano Samartin Fernandes 25 Redação dada pela Lei nº 10.191. 4º desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. Aos residentes em áreas rurais. acessórios e munições que estejam sob sua guarda. de 2004) Art. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. . O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. § 4º. § 3º. 4º. (Incluído pela Lei nº 10. quando em serviço. na forma do regulamento desta Lei.867. Os integrantes das Forças Armadas. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. de 2005) § 6º.Estatuto do Desarmamento . (Vide Lei nº 11. somente podendo ser utilizadas quando em serviço. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. 13 desta Lei. A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal. ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. observada a supervisão do Comando do Exército. As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo. furto. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal. § 1º. será autorizado. responsabilidade e guarda das respectivas empresas. à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. o porte de arma de fogo na categoria “caçador”. § 2º. serão de propriedade. de 2004: § 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. Redação anterior: § 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial. na forma prevista no regulamento desta Lei.

VI – à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo. § 2º.26 AGEPOL/CENAJUR . respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. Art. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. 6º e para os integrantes dos incisos I. § 2º. bem como o seu devido registro no órgão competente. em todo o território nacional. As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5º do art. . § 1º. As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. III. o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores. prevista neste artigo. A autorização de porte de arma de fogo. 6º. § 1º. ao Comando do Exército. III – apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. II – à renovação de registro de arma de fogo. 10. 9º. Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. V. 11. nos valores constantes do Anexo desta Lei. nos termos de atos regulamentares. IV – à expedição de porte federal de arma de fogo. da Polícia Federal e do Comando do Exército. Fica instituída a cobrança de taxas. 4º desta Lei. II – atender às exigências previstas no art. IV. Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm.A Revolução Cultural na Polícia Art. VI e VII do art. nos limites do regulamento desta Lei. nos termos do regulamento desta Lei. II. III – à expedição de segunda via de registro de arma de fogo. Art. 8º. pela prestação de serviços relativos: I – ao registro de arma de fogo. e dependerá de o requerente: I – demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. V – à renovação de porte de arma de fogo. no âmbito de suas respectivas responsabilidades. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. Art.

e destinam-se à defesa da Pátria. Segundo o art. organizadas com base na hierarquia e na disciplina. Integrantes da Polícia Ferroviária Federal. § 4º. 144.Estatuto do Desarmamento . da lei e da ordem. a intenção do legislador de diminuir o uso de arma de fogo em todo o território nacional. O mesmo diploma legal que proíbe autoriza o porte para determinado grupo de pessoas e quando houver casos previstos em legislação própria. caput. prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. as funções de polícia judiciária da União e exercer as funções de polícia marítima. organizado e mantido pela União. As polícias civis subordinam-se aos Governadores dos Estados. da CF estabelece que as polícias civis. aeroportuária e de fronteiras. o contrabando e o descaminho. ressalvada a competência da União e as infrações militares. dirigidas por delegados de polícia de carreira. organizada e mantida pela União. da CF giza que a Polícia Ferroviária Federal é órgão permanente. 144. 6º. como política para a diminuição da violência. destina-se a: apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens. destinando-se ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. De acordo com o art. da Constituição Federal. da CF/88 dispõe que as Forças Armadas. 144. do Estatuto do Desarmamento. com exclusividade. pelo Exército e pela Aeronáutica. serviços e interesses da União. Todavia a regra geral de proibição de porte de arma de fogo tem exceções.Fabiano Samartin Fernandes 27 PORTE DE ARMA DE FOGO O porte de arma de fogo. Integrantes das Polícias Civis. têm o porte: Integrantes das Forças Armadas. § 1º. constituídas pela Marinha. de acordo com a atual Lei de Armas é expressamente proibido. O art. exercer. organizado e mantido pela União. O art. à garantia dos poderes constitucionais e. essa é a regra geral e demonstra claramente o que no início do presente trabalho foi revelado. 144. § 3º. sob a autoridade suprema do Presidente da República. determinados indivíduos possuem a autorização para o porte de arma de fogo. 142. Assim. incumbem-se das funções de polícia judiciária e da apuração de infrações penais. são instituições nacionais permanentes e regulares. O art. . destina-se ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. O art. excepcionalmente. da CF estabelece que a Polícia Federal. Integrantes da Polícia Rodoviária Federal. § 2º. por iniciativa de qualquer destes. a Polícia Rodoviária Federal é órgão permanente. Integrantes da Polícia Federal.

52. nos termos do art. Compete à GMS proteger os bens. e subordinam-se aos Governadores do Estado.992/1995. XIII. da Constituição Federal dispõe que às polícias militares cabem a polícia ostensiva e preservação da ordem pública e aos corpos de bombeiros militares. Integrantes das Guardas Municipais. De acordo com a mensagem. da Constituição Federal. as Guardas dos Municípios com mais de 50. Integrantes das guardas prisionais. órgão para onde são encaminhadas as informações e análises formalizadas em documentos de inteligência. que vão atuar nas áreas de Qualificação de Agente de Proteção do Patrimônio Público e de Agente de Segurança Preventiva. concedeu aos integrantes do quadro efetivo de agentes penitenciários e escolta de presos a autorização do porte de arma de fogo. vincula-se ao GSI/PR. no âmbito estadual. para posterior repasse ao Presidente da República. apenas quando em serviço5. e no art. parques.A Revolução Cultural na Polícia Integrantes das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares. devendo sempre a arma ser conduzida com o respectivo Certificado de Registro de Arma de Fogo O prefeito de Salvador encaminhou mensagem n. da sociedade. Integrantes das Polícias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. atuar como força complementar dos órgãos e entidades da administração municipal em instalações internas.000 (quinhentos mil) habitantes têm a autorização para o porte de arma de fogo. integrantes das escoltas de presos e guardas portuárias. prestar serviços de vigilância e de portaria nos prédios e instalações municipais. 51.28 AGEPOL/CENAJUR . vias públicas. passando a fazer parte dos quadros da Administração Direta do Município. praias e áreas de proteção ambiental. O Departamento da Polícia Federal. ainda que fora de serviço. 5 . jardins. da eficácia do poder público e da soberania nacional. serviços e instalações do patrimônio público do município. As Guardas Municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. a GMS contará com um quadro efetivo de mil servidores. praças. A ABIN desenvolve atividades de inteligência voltadas para a defesa do Estado Democrático de Direito.000 (quinhentos mil) habitantes. no uso de suas atribuições. equipamentos urbanos. 16/06 (publicada no Diário Oficial do Legislativo em 14/08/2006) à Câmara Municipal com o objetivo da implantação da Guarda Municipal de Salvador (GMS). IV. por outro lado. têm o porte de arma de fogo. São forças auxiliares e reservas do Exército. §§ 5º e 6º. monumentos. independentes de estarem em serviço.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. Agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR). O art. desenvolver ações comunitárias de prevenção à violência e de apoio à defesa civil do cidadão. a execução de atividades de defesa civil. 144. com uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. A Guarda Municipal de Salvador foi criada pelo artigo 252 da Lei Orgânica Municipal e regulamentada pela Lei 4.

Ressalte-se que tem a autorização do porte de arma de fogo membro do Ministério Público da União. o uso de armas de fogo. há determinadas pessoas que têm o direito de portar arma de fogo. de uso permitido. o Promotor de Justiça. da Lei Complementar Federal nº 35/1979. medida de urgência com o objetivo de diminuir a violência praticada contra os agentes penitenciários no Estado de São Paulo. e os agentes de segurança de dignitários (aquele que exerce cargo elevado) estrangeiros.625/93. Membros da Magistratura. os diplomatas de missões diplomáticas e consulares acreditadas junto ao Governo Brasileiro.826/2003. Integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. de tiro simples. cópia autenticada da carteira de identidade e atestado de bons antecedentes. São elas: Membros do Ministério Público. O Estatuto do Desarmamento não deferiu o porte de arma de fogo de forma taxativa. Os juízes federais e estaduais têm o porte funcional da arma de fogo. Tais pessoas devem comprovar que dependem do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar.Estatuto do Desarmamento .Fabiano Samartin Fernandes 29 e com a Carteira de Identidade Funcional. durante a permanência no país. O art. pelos empregados autorizados a portar arma de fogo. 4º da Lei nº 10. Pela inteligência do art. A autorização é válida apenas para os empregados autorizados a portar a arma em serviço. As empresas de segurança privada e de transporte de valores. Integrantes das entidades de desporto. AuditoresFiscais e Técnicos da Receita Federal. Estas entidades devem ser constituídas na forma da lei. no caso.123/2004. o Procurador do Trabalho. A autorização para o uso de arma de fogo expedida pela Polícia Federal será em nome das empresas de segurança privada e de transporte de valores. necessariamente. Deverá ser precedida. autoriza o porte de arma de fogo funcional por todo o território nacional. inciso V. e deverão anexar no pedido dirigido à Polícia Federal certidão comprobatória de residência em área rural (expedida por órgão municipal). nos termos do art. obviamente. poderão ter a autorização do porte de arma de fogo pela Polícia Federal. e suas atividades esportivas devem demandar. Essa categoria denominada “caçador de subsistência” terá o porte de uma arma portátil. . 33. com um ou dois canos. e membro do Ministério Público Estadual. da Lei nº 8. da comprovação de todos os requisitos constantes do art. por exemplo. observado o princípio da reciprocidade previsto em convenções internacionais. de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16. Residentes em áreas rurais. 29 do Decreto nº 5. 42. Diplomatas e agentes de segurança de dignitários.

de 07 de setembro de 2005 dispondo sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar. cinemas. atender às exigências previstas no art. § 1º. com autorização de carga da arma. 4º da Lei do Desarmamento. este necessita estar com o CRAF. o Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia baixou a Portaria nº 035CG. do Decreto nº 5. 10. podem ter a autorização de porte de arma de fogo deferida. o policial militar da ativa tem o porte para arma de fogo de uso permitido. deverá estar com a cédula de identidade funcional. tais como igrejas. Os requisitos são: demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. a autorização para o porte é apenas para as armas pertencentes à Corporação. . estádios desportivos. O titular de porte de arma de fogo não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos. restrito aos limites territoriais do Estado. do Estatuto. que não se encontrem em nenhuma das categorias mencionadas. e a autorização perderá a eficácia automaticamente caso o detentor do porte da arma de fogo seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. em virtude de eventos de qualquer natureza. clubes ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas. O militar em serviço para portar arma de fogo deverá estar com a cédula de identidade funcional. Para arma de fogo de uso restrito.123/2004. bem como o seu devido registro no órgão competente. apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. no entanto é regulado por ato do Comandante-Geral. deverá estar.A Revolução Cultural na Polícia Os cidadãos. Desta forma. Utilizando-se de tal prerrogativa. para tanto devem preencher os requisitos do art. nos casos da arma de fogo da Corporação. O art. 33. e. Quando tratar-se da arma particular do militar. e somente será concedida após autorização do SINARM. seja da arma particular ou pertencente à Corporação. A autorização poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada.30 AGEPOL/CENAJUR . A competência é da Polícia Federal. 15 da referida Portaria estabelece que o porte de arma de fogo de uso permitido. Quando de folga. POLICIAIS MILITARES O porte de arma de fogo é deferido aos policiais militares. como determina o art. Em todos os casos. que diz respeito ao registro de arma de fogo. é inerente ao militar estadual do serviço ativo. escolas. bem como a de uso restrito pertencente à PMBA.

furtada ou extraviada e. A autorização de carga pessoal da arma de fogo será suspensa por recomendação médica de proibição ou restrição quanto ao uso de arma. quando por culpa. após a devida apuração. Entretanto não será concedida autorização para carga pessoal de arma ao militar que estiver em mau comportamento. podendo ser em substituição à arma da PM e/ou como uma arma sobressalente. O comandante da CIPM é competente. As providências para a liberação de arma particular apreendida utilizada em serviço. 36 da Lei Estadual nº 7. da Portaria nº 035-CG/2005. e o militar que portar a arma da PMBA em atividade extra profissional (“bico”. Dessa maneira. desde que a arma particular corresponda aos padrões e características das armas de fogo de uso permitido.Fabiano Samartin Fernandes 31 De acordo o art. e pode ser revogada a qualquer tempo. também. como o militar da ativa que estiver de folga. devendo ser observados os critérios de conveniência e oportunidade. O Comandante-Geral proibiu o acesso do policial militar portando armas de fogo no interior das agências bancárias. o estágio probatório compreende um período de trinta e seis meses de efetivo serviço. furto ou extravio da arma de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade. for considerado responsável pela perda do armamento. ficarão por conta do proprietário. de 27 de dezembro de 2001. por um ano. o militar da inatividade está impedido de adentrar em agências bancárias portando arma de fogo. pelo período em que perdurar a apuração de roubo. em caráter definitivo. A autorização para a carga pessoal de arma pertencente à Polícia Militar constitui ato discricionário do comandante.Estatuto do Desarmamento . por exemplo) terá revogada a autorização de carga pessoal de arma de fogo. requisitos de qualquer ato discricionário. . 98. o comandante da Companhia Independente da Polícia Militar é a autoridade competente para autorizar a carga de arma de fogo pertencente à Corporação para os militares fora de serviço. estiver regularmente matriculado em curso de formação e estiver em estágio probatório. para autorizar a utilização da arma de fogo particular do militar em serviço. roubada.990. desde que sejam lotados na referida CIPM. bem como as despesas decorrentes de danos que porventura essa possa resultar. o militar estadual disparar arma de fogo ou for surpreendido portando arma de fogo em estado de embriaguez ou sob efeito de substância de efeito entorpecente. De acordo com o art. salvo se estiver fardado e mediante a prévia apresentação da identidade funcional aos responsáveis pela segurança daquelas instituições. da Portaria nº 035-CG/2005. 22. nos termos do art. O militar que tiver arma de fogo da Corporação.

que será expedida pelo Comandante-Geral. A autorização para o porte poderá ser renovada. O militar inativo que. sob a responsabilidade do Departamento de Administração. nos termos do art. deverá ser lavrado Termo de Recolhimento. Poderá ser autorizado o militar inativo portar arma de fogo em outra unidade federativa. farda da Polícia Militar. desde que o militar inativo seja considerado apto após avaliação psicológica para o manuseio de arma de fogo. a fim de o agente exonerado ou demitido possa regularizar a arma junto à Polícia Federal. A autorização será publicada em Boletim. No caso de o militar inativo com restrição de uso de arma de fogo se recusar a entregar sua arma particular. este terá seu porte de arma revogado. Os inativos não poderão fazer carga da arma de fogo pertencente à Corporação. a CIPM deverá recolher o Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pela Polícia Militar. portanto. por meio de laudo médico.32 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia Com essa medida de limitar o porte em locais que existam aglomerações de pessoas. devendo ser entregue a familiar ou a representante legal uma cópia do Termo. tanto o legislador como o próprio ComandanteGeral. A UEE é responsável para cancelar o certificado e expedir certidão de origem da arma de fogo particular. POLICIAIS MILITARES INATIVOS Os policiais militares estaduais da reserva remunerada ou reformados podem ter a autorização para porte de arma de fogo particular. 18. se for surpreendido portando arma de fogo estará cometendo o crime de porte ilegal de arma. . e para a arma de fogo particular e devidamente registrada. no DAL – Departamento de Apoio Logístico. no máximo. tiver restrições ao uso da arma de fogo. cinqüenta cartuchos. encaminhando-o à UEE – Unidade de Equipamentos Estratégicos. deverá ter sua arma de fogo particular guardada na última Unidade que trabalhou. ou na Unidade detentora de seu Assentamento Individual. em virtude de doença mental. e somente para a arma de porte. da Portaria. O porte está adstrito aos limites territoriais baianos. Nesse caso. até mesmo. na medida em que é cada vez mais comum assaltantes entrarem em instituições bancárias utilizando documentação falsa ou. pelo prazo de três anos. desde que não seja em período superior a um ano e sejam. POLICIAIS MILITARES EXONERADOS OU DEMITIDOS Na hipótese de exoneração ou demissão do militar estadual. A autorização para o porte de arma de fogo é automaticamente suspensa. tiveram como objetivo a segurança pública.

o dano (prejuízo auferido pelo Estado por ter um bem desviado) e o nexo de causalidade (liame que conduza a conduta do agente ao resultado danoso). Deve ainda. O militar que comete crime estará sujeito à sanção que a lei comine. objetivamente. inciso II. detenção e demissão. nos termos do art. cada uma das três responsabilidades. 42. comissivo ou omissivo. roubo ou furto da arma de fogo pertencente à Corporação. deverá comunicar imediatamente o fato ao seu comandante e registrar a ocorrência na Circunscrição Policial responsável. O comandante deverá comunicar a ocorrência à UEE. . do Código Penal. doloso ou culposo. Assim. será analisada. Assim. Contudo. a contar da solução do feito investigatório. A responsabilidade penal decorre da prática de ato típico. Tais responsabilidades são independentes. abrangendo o cometimento de crime comum. a qual se incumbirá de fazer os registros necessários e comunicar ao SIGMA.990/2001 (Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia) estabelece que o policial militar responde civil. ocorrendo extravio. seja de ordem material e/ou moral. em apertada síntese. As sanções disciplinares a que está sujeito o policial militar. de acordo com as normas constitucionais. que viole direito e cause dano ao Estado ou a outrem. o militar baiano responsável pela arma. A responsabilidade civil decorre da prática de ação ou omissão. este deve indenizar a Fazenda Pública. o comandante instaurar procedimento para apurar a responsabilidade penal. Nesse caso. restritiva de direitos e multa. de crime militar ou de contravenção penal. alínea a. podendo ser a pena privativa de liberdade. são de advertência. da Portaria nº 035-CG/2005.Estatuto do Desarmamento . civil e administrativa do militar. nos termos do art. Dessa responsabilidade surge o dever de indenizar ao Estado ou a terceiro que sofreu o dano. é indispensável processo administrativo com contraditório e ampla defesa para a aplicação da sanção. no entanto deve observar sempre os princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa. PENAL E ADMINISTRATIVA DO POLICIAL MILITAR O art. não se apura se o agente agiu com culpa ou dolo. praticada no desempenho de cargo ou função que configure transgressão disciplinar. Basta que se apure a conduta do militar estadual (extravio da arma da PM por parte do policial que não estava em serviço). Concluindo que o policial não estava em serviço quando da perda da arma. 52. podendo cumular-se. 32. comissiva ou omissiva. ilícito e culpável. nos termos do art. 50 da Lei Estadual nº 7.Fabiano Samartin Fernandes 33 RESPONSABILIDADE CIVIL. dolosa ou culposa. em até três meses. do Estatuto dos Policiais Militares. A responsabilidade administrativa resulta da conduta do policial. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. sendo a responsabilidade objetiva.

Por sua vez. no interior de sua residência ou dependência desta. de 1 (um) a 3 (três) anos. nos termos do art. estará cometendo o crime de porte ilegal de arma de fogo. e multa. e por essa conduta estará sujeito às sanções de cunho administrativo e penal. O policial que portar uma arma sem o devido Certificado de Registro de Arma de Fogo. que a perda da arma ocorreu em serviço. um terceiro venha a sofrer dano. seja regressivamente pelo Estado. além da responsabilidade penal e administrativa. do Estatuto dos Policiais Militares ser-lhe-á aplicada uma sanção disciplinar. e ficar à disposição do Juiz de uma das varas crimes. § 6º. será avaliada a responsabilidade civil subjetiva do militar. seja diretamente. 51. ainda no seu local de trabalho. 12. O policial militar que portar arma de fogo sem registro estará sujeito à responsabilidade penal. da Constituição Federal. Em relação à lei revogada. acessório ou munição. Será o militar responsabilizado civilmente. negligência ou imprudência). e sem que este tenha agido de forma dolosa ou culposa. em serviço ou não.12). e. pela transgressão disciplinar do art. 14) e do . de porte ilegal (art. também. o crime de posse irregular sofreu algumas alterações. XIV. situação que determinará o dever de indenizar à vítima. este não indenizará o Estado. comprovado que o agente agiu com dolo ou culpa.A Revolução Cultural na Polícia Por outro lado. através de procedimento investigatório. a principal diz respeito à separação dos crimes de posse irregular de arma de fogo (art. sendo essa responsabilidade objetiva. Inovações. ao contrário. podendo pelo crime ser preso em flagrante delito. Estará sujeito. o responsável para reparar o dano será o Estado. se restar provado que o policial não agiu com dolo nem culpa. caso em que. ou. se for comprovado. 37. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo.34 AGEPOL/CENAJUR . em desacordo com determinação legal ou regulamentar. caso a conduta danosa do militar seja em serviço. à responsabilidade administrativa. se com o uso da arma de fogo. qual seja o crime de porte ilegal de arma de fogo. de uso permitido. deverá indenizar a Fazenda Pública. ou ainda fora de serviço. observar-se-á se este agiu com dolo ou culpa (imperícia. que adiante será demonstrado. CAPÍTULO IV DOS CRIMES E DAS PENAS Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. agindo com dolo ou culpa. devendo ser apurado através de Processo Administrativo a conduta.

isto é. Para a configuração do tipo penal deve o indivíduo possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. ou com imprudência. réu. a pessoa jurídica. Há duas espécies de sujeito passivo. o sujeito. Tipo objetivo. Qualquer indivíduo pode ser autor desse crime. de: agente. e multa. contravenções penais. ainda no seu local de trabalho. A conduta criminosa é possuir ou manter no interior de sua residência ou dependência desta (garagem. de tal maneira que. Sujeito passivo7. sendo o Estado o titular do mandamento proibitivo. Diz-se sujeito passivo contra quem é cometido o crime. são elas: culposas. manter sob sua guarda – ter sob seu cuidado uma arma de fogo que pertence a terceiro. Tentativa9. 8 Elemento subjetivo relaciona-se com o dolo e a culpa. de uso permitido. isto é. quintal etc. Sujeito ativo do crime é aquele que pratica a conduta descrita na lei. acusado. indiciado. a posse de arma de fogo sem o registro no órgão competente ou com o prazo de validade do registro expirado. excluindo da competência dos Juizados Especiais este crime. Existem infrações penais que não admitem tentativa. podendo ser o homem. preterdolosas. Outra importante alteração diz respeito ao aumento da pena imposta que passou a ser de detenção. Há dois núcleos: possuir – ter em seu poder a arma de fogo. o Estado e a coletividade. Elemento subjetivo8. Fora dos casos mencionados. 7 Sujeito passivo do crime é o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado pela conduta criminosa. crimes que a lei só pune se ocorrer o resultado. O sujeito passivo é usualmente chamado de vítima. Dolo. isto é. Não é possível. ou.Estatuto do Desarmamento . jardim. se o agente comete o crime intencionalmente (dolo). o fato típico. e. detento. denunciado. Sujeito ativo6. de um a três anos. o constante ou formal. habituais. pois só agindo dessas formas para que possa ser responsabilizado penalmente. conforme a situação processual. cuja execução já havia sido iniciada. ou o indivíduo possui arma de fogo e comete o crime (na forma consumada) ou não possui arma e não comete qualquer crime. Não há previsão da modalidade culposa. negligência ou imperícia (culpa). é lesado pela conduta típica. acessório ou munição.). munição ou acessório. sendo surpreendido. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. sujeito passivo eventual ou material que é o titular do interesse penalmente protegido. 6 . acessório ou munição. condenado. por exemplo. 9 Tentativa é a não consumação de um crime por circunstâncias alheias à vontade do sujeito ativo. criminoso e delinqüente. a vítima.Fabiano Samartin Fernandes 35 comércio ilegal de arma (art. pois o tipo penal exige a ocorrência do resultado para a configuração do crime. crimes omissivos próprios. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade de possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. estará cometendo o crime de porte ilegal de arma de fogo. recluso. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. Este pode ser chamado. que no caso é a coletividade. 17) que passaram a ser objeto de dispositivos legais específicos.

A Revolução Cultural na Polícia Perícia técnica. era de competência dos Juizados Especiais Criminais para o processamento e o julgamento da infração penal passou a ser da Justiça Comum. residência ou local de trabalho. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. pois não ostenta nenhuma potencialidade lesiva. furto. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. a procedência e condições de uso da arma de fogo. primeiro. antes da Lei nº 10.826/2003. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. caracterizando-se crime impossível pela absoluta ineficácia do meio. Omissão de cautela Art. tendo a 1ª Turma do STF firmado posição no sentido de que arma inapta a efetuar disparos. o porte de arma de fogo permite que o agente a possa trazer junto ao seu corpo. verificar o calibre da arma. a moderna doutrina e jurisprudência vêm entendendo que é atípica a conduta do agente com arma de fogo inapta a efetuar disparos. Como já dito no início deste trabalho. 12. aferindo a sua potencialidade lesiva. quais sejam. estando caracterizada a prática do crime do art.36 AGEPOL/CENAJUR . verificar se se trata efetivamente de arma de fogo apta a efetuar disparos. 13. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. A arma de fogo totalmente inapta a disparar não é considerada arma. . e multa. não constitui o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo. Além do que. 65 do Decreto que regulamenta o Estatuto do Desarmamento para a perícia da arma de fogo apreendida. de 1 (um) a 2 (dois) anos. Posse e porte de arma de fogo. Pena. acessório ou munição que estejam sob sua guarda. significa dizer que o que. Parágrafo único. Houve o aumento da sanção penal. se se trata de arma de uso permitido ou restrito. Por sua vez. faz-se necessária a perícia técnica a fim de. O registro garante ao agente o direito da posse da arma de fogo nos locais indicados. Para a ocorrência do delito. há determinação expressa no art. a sua ausência ou se seu prazo expirar-se torna a posse da arma irregular. segundo. elevando a pena em abstrato para detenção de um a três anos.

assenhorearse. Detenção de um a dois anos. Dir-se-á talvez que. para a configuração do crime e a responsabilidade penal do acusado. entendemos que. CP). e multa. não se admitindo a realização por terceiros (autoria mediata). de crime próprio10. 312. culposamente. Sujeito passivo. CP) só pode ser cometido por funcionário público. no direito penal. portanto. para a configuração do delito de omissão de cautela do caput. Pena. Frise-se que o legislador previu como crime a posse de arma de fogo. 10 . o crime pode ser: crimes comuns – quando praticados por qualquer pessoa. e. crimes de mão própria – são aqueles que exigem a realização pessoal do tipo pelo sujeito ativo. na conduta típica de ceder. crime de peculato (art. o crime cometido é de porte ilegal de arma de fogo. por ter o legislador previsto em outros crimes a equiparação de arma de fogo a acessório e munição. o conceito de apoderar-se é apossar-se. Assim. haveria no crime de omissão de cautela tal equiparação. de forma intencional (dolo). só podendo ser praticados por algumas pessoas em particular. ou seja. de Aurélio de Buarque Holanda. uma dessas classificações diz respeito ao sujeito ativo. por exemplo. É impossível na medida em que se trata de crime que só se admite a modalidade culposa. seja de uso permitido ou restrito. todavia. tão-somente. Elemento subjetivo. a analogia empregada em prejuízo do acusado. vez que é necessário. crime de falso testemunho (art. composição civil e a suspensão condicional do processo. Para a configuração do tipo penal previsto no caput. 342. Possuidor ou proprietário de arma de fogo. assim. por analogia. por exemplo. Tentativa. sob a forma de negligência. é mister que o menor de 18 (dezoito) anos e/ou pessoa com deficiência mental tenha efetivamente se apoderado da arma de fogo.Fabiano Samartin Fernandes 37 Omissão de cautela – caput Tipo objetivo. é possível somente na modalidade culposa. deve o indivíduo ser possuidor ou ser proprietário de arma de fogo e.Estatuto do Desarmamento . não será crime se se tratar de acessório e/ou munição. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa. que este seja proprietário ou possuidor de arma de fogo. Para o crime previsto no caput. crimes próprios (ou especial) – a lei exige uma qualidade especial do agente. assim. não bastando que esteja ao seu alcance. não observar os cuidados para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental apodere-se da arma. Se o agente entregar a arma de fogo ao menor de 18 anos ou ao deficiente mental. dessa forma é de competência exclusiva dos Juizados Especiais Criminais. o menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental. tratandose. Portanto cabe transação penal. Os crimes podem ser classificados de diversas formas. Sujeito ativo. não há a possibilidade de aplicação da analogia in malam partem. A coletividade. o tipo não exige condição especial alguma do agente.

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Omissão de comunicação no desaparecimento de arma – parágrafo único. Tipo objetivo. A forma típica consiste em deixar o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal a perda, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda. O legislador determinou a responsabilidade penal objetiva do agente, que tem a obrigação de comunicar o extravio da arma de fogo nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas de ocorrido o fato. Ultrapassado esse prazo sem a adoção das providências legais, o crime está consumado. Sujeito ativo. Proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores, tratando-se de crime omissivo próprio. Elemento subjetivo. Somente é possível na modalidade dolosa. Se o agente, por culpa, não percebe que houve a subtração de arma de fogo, o fato será atípico, sendo irrelevante penal, por faltar previsão expressa. Dessa forma, há necessidade da não comunicação do fato às autoridades policiais por vontade livre e consciente. Entretanto não pode o agente alegar o desconhecimento da obrigação de comunicar o fato nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas, pois o desconhecimento da lei é inescusável. Tentativa. Não se admite, ou o prazo de 24 (vinte e quatro) horas decorre e há a consumação, ou o fato é atípico. Pena. A mesma do caput, detenção de um a dois anos, e multa, dessa forma a competência para processar e julgar é dos Juizados Especiais Criminais.
Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente.

Inovações. A primeira inovação trazida diz respeito à equiparação da arma de fogo aos seus acessórios e munições, o que entendo ser inconstitucional, por ofensa aos princípios da insignificância, da

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proporcionalidade, da razoabilidade, da lesividade, da intervenção mínima do direito penal e do devido processo legal material, na medida em que os acessórios e as munições não são meios capazes de expor a perigo a segurança pública. A pena para quem for flagrado portando munição (reclusão, de dois a quatro, e multa) será mais acentuada que a do furto e da receptação (reclusão, de um a quatro anos, e multa), por exemplo. Outra importante mudança foi o aumento da sanção penal, que passou a ser pena de reclusão, de dois a quatro e anos, e multa. Com o aumento, pretendeu o legislador restringir, ao máximo, os benefícios legais para quem seja condenado por este crime, dentre eles a suspensão condicional da pena (sursis). E, por fim, o crime de porte ilegal de arma de fogo passou a ser crime inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente, outro equívoco do legislador, que, a nosso ver, se mostra inconstitucional por ofensa ao art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, que estabelece quais crimes serão considerados inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia, não estando o crime de porte ilegal de arma de fogo dentre eles, e, obviamente, este crime não pode ser considerado como crime hediondo. Além do mais, a fiança está relacionada à natureza do crime, e não com o sujeito, dessa maneira pouco importa ser a arma de fogo registrada ou não para a concessão da fiança. Ademais, além da inconstitucionalidade apontada, a proibição da concessão da fiança para aquele que portar arma de fogo sem registro em seu nome é totalmente inócua, pois existe o instituto da liberdade provisória sem fiança, nos termos do art. 310, parágrafo único, do Código de Processo Penal. Para tanto, deve o acusado, através de seu defensor, provar que preenche os requisitos legais, quais sejam, inocorrência de qualquer das hipóteses que autorizam a prisão preventiva (arts. 311 e 312, do CPP). Tipo objetivo. Apesar de o crime ter sido capitulado de porte ilegal de arma de fogo, existem treze diferentes condutas típicas, tratando-se de um tipo misto alternativo, em que a realização de mais de um comportamento pelo agente implica em um único crime, pelo princípio da alternatividade. As condutas são: “Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar” (Lei nº 10.826/2003, art. 14). Portar significa trazer a arma de fogo junto ao corpo. Deter é o mesmo que reter ou conservar em seu poder, enquanto na conduta de portar a idéia é de apoderamento definitivo, na conduta de deter não. Adquirir arma de fogo é o ato de obter por compra ou não com a intenção de tornar-se proprietário. Fornecer significa prover, não pode ser entendido com a idéia de vender, pois há uma previsão específica para

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o crime de comércio ilegal (art. 17). Receber tem o significado de entrar na posse. Ter em depósito representa o estoque de armas, o armazenamento, isto é, uma grande quantidade, o que o diferencia da figura típica do art. 12, posse irregular de arma de fogo. Transportar é o uso de qualquer meio de transporte, levando a arma de um lugar a outro, não se confunde com portar, um exemplo é quando um indivíduo é surpreendido com a arma de fogo no porta-luvas do veículo, a sua conduta é transportar, e não portar, pois esta significa trazer a arma junto ao corpo, disponível para uso imediato. Ceder é transferir a posse ou até mesmo a propriedade da arma a outrem, por óbvio, sem o intuito de venda ou aluguel. Emprestar significa entregar uma arma de fogo, acessório ou munição a alguém para que faça uso durante um tempo, devolvendo-a mais adiante ao dono. Remeter é o mesmo que enviar, encaminhar para alguma pessoa. Empregar é o efetivo uso da arma, dessa forma ao utilizar a arma de fogo o sujeito vai portar a arma ou vai efetuar o disparo, de uma forma ou de outra, já existe a conduta incriminadora de porte ilegal ou de disparo de arma de fogo, sendo desnecessária essa figura típica. Manter sob guarda é ter sob seu cuidado uma arma de fogo que pertence a terceiro. Sujeito ativo. Qualquer pessoa. Sujeito passivo. A coletividade. Elemento subjetivo. Dolo, significa dizer que o agente tem a consciência e a vontade de praticar qualquer das condutas descritas na lei. Não há previsão da modalidade culposa. Tentativa. Não é possível, pois o resultado é indispensável para a concretização do delito. Perícia técnica. Para a ocorrência do delito, faz-se necessária a perícia técnica a fim de apurar se arma de fogo em questão é apta a efetuar disparos, aferindo a sua potencialidade lesiva. Pois a arma de fogo totalmente inapta a disparar não é arma, caracterizando-se crime impossível pela absoluta ineficácia do meio. Pena. Como já dito, houve o aumento da sanção penal, elevando a pena em abstrato para detenção de dois a quatro anos, significa dizer que o que, antes da entrada em vigor da Lei nº 10.826/2003, era de competência dos Juizados Especiais Criminais para o processamento e o julgamento da infração penal; com o advento da Lei nova, o sujeito que estiver incurso nesse delito deverá responder a uma ação penal na Justiça Comum. O legislador estabeleceu no art. 20 do Estatuto do Desarmamento causa de aumento da metade da pena, se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. 6º, 7º e 8º da Lei (Vide comentários ao art. 20).

Tentativa. dentre eles a suspensão condicional da pena (sursis). se alguma pessoa é atingida por conta do disparo. aquele não cometerá o crime de disparo de arma de fogo. As condutas típicas são disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. em via pública ou em direção a ela. que passou a ser pena de reclusão. e multa. Não há previsão para o crime a título de culpa. Sujeito passivo. ao efetuar o disparo. em via pública ou em direção a ela. 310. pretendeu o legislador restringir ao máximo os benefícios legais para quem seja condenado por este crime. Tipo objetivo. mas o de lesão corporal ou homicídio. a título de culpa. Disparo de arma de fogo versus lesão corporal. e multa. Qualquer pessoa.Fabiano Samartin Fernandes 41 Disparo de arma de fogo Art. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. significa dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de disparar arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências. entretanto. quando falha o disparo ao picote do projétil. Com o aumento. deseje atirar em alguém. nos termos do art. visto que o tipo penal só admite a modalidade dolosa. homicídio. parágrafo único. 15. Sujeito ativo. Assim. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. havendo disparo acidental a conduta será atípica. por fim. O crime de disparo é subsidiário em relação aos demais crimes. Possível. igualmente ao que ocorreu com o crime de porte ilegal de arma de fogo. A coletividade. Não há na lei qualquer distinção sobre se o disparo é efetuado com arma de uso permitido ou de uso proibido. Dolo. O crime previsto neste artigo é inafiançável. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências.Estatuto do Desarmamento . o crime do art. seja na forma consumada ou tentada. se o agente comete o crime de homicídio ou de lesão corporal (dentre outros). de dois a quatro e anos. deverá o crime de disparo sempre ser absorvido. Elemento subjetivo. de tal forma que. dano. podendo ser crime de lesões corporais ou de homicídio. Houve o aumento da sanção penal. em via pública ou em direção a ela. Inovações. Parágrafo único. ameaça. E. . do Código de Processo Penal. por exemplo. o sujeito responderá pelo resultado. e desde que não seja o disparo acidental ou com o intuito de praticar algum crime. 15 passou a ser crime inafiançável. Caso o agente. Entretanto. suscetível de liberdade provisória sem fiança.

. de dois a quatro anos. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. Pena. com conseqüências menos severas. 7º e 8º da Lei (Vide comentários ao art. se o agente não acerta a vítima. do que o resultado de perigo à coletividade. 6º. este crime é de menor potencial ofensivo. remeter. 16. é injusto e incongruente. responderá o agente pelo crime de disparo de arma de fogo. IV – portar. pois a conduta de efetuar o disparo é a mesma. O que. no segundo caso. nem o projétil passa perto desta. adquirir. deter. possuir. mesmo que sem intenção de danificar. e as conseqüências serão distintas. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário.A Revolução Cultural na Polícia Por exemplo. caberá a transação penal. Possuir. por outro lado. contudo. ter em depósito. o agente atira num indivíduo com o desígnio de lesionálo no pé (crime de lesão corporal leve – art. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. o agente deverá ser preso em flagrante delito. de tal sorte que. 129. lesionar ou matar. qual seja a lesão. há a incidência da causa de aumento da pena do art. CP). Parágrafo único. devendo a pena ser elevada pela metade. o resultado é que difere. III – possuir. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. suprimido ou adulterado. fornecer. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. Nesse artigo. empregar. e multa. de 3 (três) a 6 (seis) anos. que tem conseqüências mais rigorosas. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. suspensão condicional do processo. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. e multa. no nosso entendimento. emprestar. para o agente é melhor que acerte alguém ou algo. dentre eles os policiais militares. e deverá ser processado e julgado nos termos da Lei nº 9. ameaçar. portar. transportar. sendo o resultado mais grave. receber. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. A pena em abstrato é de reclusão.099/1995 (Lei dos Juizados Especiais). 20). o agente não poderá ser preso em flagrante delito. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. ceder. ainda que gratuitamente. no primeiro caso (crime de lesão corporal leve).42 AGEPOL/CENAJUR . detiver. se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. 20 do mesmo diploma legal. perito ou juiz. caput. se houver o disparo. II – modificar as características de arma de fogo. adquirir. desde que caracterize o crime de lesão corporal leve ou o crime de dano.

Sujeito passivo. A pena em abstrato é de reclusão. é a vedação da liberdade provisória. modificar as características de arma de fogo. Causa de Aumento. entregar ou fornecer. vender. Dolo. de qualquer forma. conforme será demonstrado oportunamente neste trabalho quando for comentado o art. sem autorização legal. Pena. acessório. O legislador dispôs no art. adquirir. Tipo objetivo. Elemento subjetivo. ainda que gratuitamente. 12 e art. Trata-se de um tipo penal misto alternativo. ou adulterar. e comércio ilegal de arma de fogo (art. 7º e 8º da Lei. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. que entendemos ser inconstitucional. A lei equiparou diversas condutas a este crime. suprimido ou adulterado. com quatorze condutas descritas. com uma conduta a mais. A pena passou a ser reclusão. Qualquer pessoa. O legislador separou a conduta de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido da conduta de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. arma de fogo. Sujeito ativo. Não há previsão para o crime a título de culpa. ou adulterar. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. 21 do Estatuto do Desarmamento. A coletividade. entregar ou fornecer. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. Outra inovação. e. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das quatorze condutas descritas no tipo penal. portar. possuir. sem autorização legal. 14). qual seja. possuir. 20). se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. recarregar ou reciclar. de três a seis anos. de qualquer forma. recarregar ou reciclar. produzir. 14 da Lei (Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido).Fabiano Samartin Fernandes 43 V – vender. perito ou juiz. acessório. munição ou explosivo. munição ou explosivo a criança ou adolescente. arma de fogo. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. e VI – produzir. munição ou explosivo. munição ou explosivo a criança ou adolescente. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários ao art. Inovações. 20 do Estatuto do Desarmamento causa de aumento da metade da pena. iguais às do art. . de três a seis anos. possuir arma de fogo (Posse irregular de arma de fogo de uso permitido). deter. e multa. 6º.Estatuto do Desarmamento . tais como: suprimir ou alterar marca. 17). e multa. ainda que gratuitamente.

quais sejam. expor à venda. Desta forma. Parágrafo único. ocultar. A lei equiparou diversas condutas a este crime. no exercício de atividade comercial ou industrial. acessório ou munição. tratando-se de policiais militares a pena será de quatro anos e seis meses a nove anos de reclusão. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. com quatorze condutas descritas. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. de qualquer forma. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Adquirir. adulterar. remontar. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. Equipara-se à atividade comercial ou industrial. utilizar. 17. e multa. ter em depósito. .44 AGEPOL/CENAJUR . cometerá crime. desmontar. cuja pena é de reclusão de três a seis anos. acessório ou munição comercializados forem de uso proibido ou restrito. ter em depósito. que passou a ser de reclusão de quatro a oito anos. montar. caso o agente pratique qualquer dessas condutas. adquirir. Especial atenção merece o inciso IV que diz respeito ao porte e posse de arma de fogo com numeração ou qualquer sinal de identificação raspado. em proveito próprio ou alheio. Assim. o agente sendo surpreendido com uma ‘arma de fogo com numeração raspada’ estará cometendo este crime. Comércio ilegal de arma de fogo Art. arma de fogo. arma de fogo. ou de qualquer forma utilizar. equiparou a atividade comercial ou industrial a qualquer forma de prestação de serviços. alugar. vender. receber. 19 do Estatuto do Desarmamento estabeleceu como causa de aumento da pena para este crime se a arma de fogo. suprimido ou adulterado. conduzir. Tipo objetivo. alugar. remontar. no exercício de atividade comercial ou industrial. Trata-se de um tipo penal misto alternativo. ocultar. transportar. expor à venda. montar. O legislador cuidou de prever um dispositivo penal específico para o comércio ilegal de arma de fogo.A Revolução Cultural na Polícia Figuras equiparadas. a pena deve ser aumentada pela metade. independente de a arma de fogo ser de uso permitido ou proibido. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. qualquer forma de prestação de serviços. inclusive o exercido em residência. e multa. conduzir. vender. transportar. em proveito próprio ou alheio. Aumentou-se a sanção penal. O art. Inovações. inclusive o exercido em residência. desmontar. receber. para efeito deste artigo. no total de quatorze figuras típicas. acessório ou munição. adulterar. ou.

acessórios ou munições em escala internacional significa qualquer espécie de circulação de arma que ultrapasse as fronteiras do país. O art. Importar. acessório ou munição comercializados forem de uso proibido ou restrito. 19 e art. juntamente com o crime de tráfico internacional de arma de fogo. e multa. a qualquer título.Fabiano Samartin Fernandes 45 Sujeito ativo. Elemento subjetivo. 19 do Estatuto do Desarmamento estabeleceu como causa de aumento da pena para este crime se a arma de fogo. acessório ou munição. se o crime é praticado com arma de fogo de uso proibido e se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. sem autorização da autoridade competente. seja saindo do território nacional. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários aos arts. O legislador cuidou de prever um dispositivo penal específico para o tráfico internacional de arma de fogo. . Qualquer pessoa. Pena. exportar. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das condutas descritas no tipo penal. Aumentou-se a sanção penal. de arma de fogo. Tráfico internacional de arma de fogo Art. favorecer a entrada ou saída do território nacional. seja entrando. 6º. Traficar armas. acessório ou munição. de quatro a oito anos. A coletividade. Causas de Aumento. sem autorização da autoridade competente: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. Sujeito ativo. Não há previsão para o crime a título de culpa. a pena deve ser aumentada da metade. Qualquer pessoa. 20 do Estatuto do Desarmamento causas de aumento da metade da pena. Dolo. desde que tenha um comércio clandestino ou não de arma de fogo. e multa. As condutas típicas são: importar. Sujeito passivo. Maior pena estabelecida no Estatuto do Desarmamento. 7º e 8º da Lei. Importar significa introduzir no país arma de fogo vindo de um outro país. O legislador dispôs no art.Estatuto do Desarmamento . exportar ou favorecer a entrada ou saída do território nacional de arma de fogo. 18. que passou a ser de reclusão de quatro a oito anos. Exportar consiste em fazer sair do país. e multa. Sujeito passivo. acessório ou munição. 19 e 20). Tipo objetivo. A coletividade. A pena em abstrato é de reclusão. Inovações.

19 e art. Pena. acessório ou munição de uso restrito ou proibido. 17) e crime tráfico internacional de arma de fogo (art. 16). de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 20 do Estatuto do Desarmamento causas de aumento da metade da pena. quando o agente pratica qualquer dos crimes do art. 18). quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das condutas descritas no tipo penal. Art.46 AGEPOL/CENAJUR . Nos crimes previstos nos arts. Causas de Aumento. 7º e 8º da Lei. passando a ser pena de reclusão de seis a doze anos. 6º. A pena em abstrato é de reclusão. 7º e 8º da Lei. 19. 17 e 18. quando os crimes forem cometidos com arma de fogo. As pessoas que terão contra si a incidência da majorante são: os integrantes das Forças Armadas. 19 e 20). e multa. se os crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. 6º. O legislador dispôs no art. 18) forem praticados por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. de comércio ilegal de arma de fogo (art. CAUSA DE AUMENTO PARA OS INTEGRANTES DOS ÓRGÃOS REFERIDOS NA LEI O Estatuto do Desarmamento estabeleceu que. de disparo de arma de fogo (art. 15). de quatro a oito anos. 17) e de tráfico internacional de arma de fogo (art. se o crime é praticado com arma de fogo de uso proibido e se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. Assim. Nos crimes previstos nos arts. 7º e 8º desta Lei. 20. 18 utilizando arma de fogo de uso restrito. Dolo. Não há previsão para o crime a título de culpa. Art. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários aos arts. 16. 15. a pena é aumentada da metade se a arma de fogo.A Revolução Cultural na Polícia Elemento subjetivo. 14. 17 e art. haverá a incidência da causa de aumento da pena. 6º. e multa. a pena em abstrato será aumentada pela metade. os integrantes de órgãos referidos nos incisos . a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. 14). 17 e 18. ARMA DE USO RESTRITO COMO CAUSA DE AUMENTO DA PENA Este artigo traz causa de aumento da pena que incide sobre o crime de comércio ilegal de arma de fogo (art.

mas um dever deste na aplicação da pena. mas nunca as duas causas. CONCURSO DE CAUSAS DE AUMENTO DE PENA Pela inteligência do art. da Constituição Federal (Polícias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal). Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. todavia. a causa que mais aumente. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. prevalecendo. os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. só será aplicada uma causa de aumento. 144 da Constituição Federal (Polícia Federal. . 52. inciso LXVI). Polícia Rodoviária Federal. sendo a restrição à liberdade a exceção.Fabiano Samartin Fernandes 47 do caput do art. em sua obra Direito Penal – parte geral (2005).000 (quinhentos mil) habitantes. Assim. entende que esta regra não é simples faculdade do juiz. 21. e. e no art. parágrafo único. será aplicada qualquer uma delas. no concurso de causas de aumento de pena o juiz pode limitar-se a um só aumento. 68. Polícia Ferroviária Federal. os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. os residentes em áreas rurais. Polícias Civis. 16.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. 51. VEDAÇÃO DA LIBERDADE PROVISÓRIA A Constituição estabeleceu que a regra é a liberdade. os integrantes das Guardas Municipais dos Municípios com mais de 50. nos termos desta Lei. os integrantes das Guardas Municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. Os crimes previstos nos arts. 17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. com ou sem fiança” (art. por exemplo. quando em serviço. IV. um policial militar comercializa arma de fogo de uso proibido.000 (quinhentos mil) habitantes. os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. Conforme se depreende da norma constitucional “ninguém será levado à prisão ou nela mantido. Art. as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. os Agentes Operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os Agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. XIII. os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. quando houver concurso das causas de aumento de pena. Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares). quando a lei admitir a liberdade provisória. O professor Paulo Queiroz. Como ambas são no mesmo percentual (1/2).Estatuto do Desarmamento . 5º. do Código Penal.

consolidou o entendimento de que o fato de tratar-se de crime hediondo. conforme conceituamos no Compêndio 02 desta Coleção Jurídica que tratou sobre a Prisão Provisória e Liberdade Processual. Ao entrar em vigor em 1990. 312. de comércio ilegal de arma de fogo (art. em especial do STJ. do Código de Processo Penal. não bastando. sobre a presença dos requisitos autorizadores para a decretação da prisão preventiva. que veda a concessão de liberdade nos crimes de tráfico de entorpecentes. sob pena de violação à Constituição Federal deverá ser deferido pedido de concessão à liberdade provisória. Outro fundamental preceito da Carta Magna é o princípio da presunção de inocência ao qual estabelece que “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” (art. do Estatuto do Desarmamento. a Lei dos Crimes Hediondos gerou discussão sobre a constitucionalidade da norma que veda a concessão da liberdade provisória face o princípio constitucional da presunção de inocência. 312 do CPP. nos termos do art. 22. 5º. 17 e 18. da Lei nº 10. em estreita semelhança com a regra do art. a mesma somente deve ser indeferida quando estiverem presentes os requisitos que ensejam prisão preventiva. única e exclusivamente.072/90). Portanto. A jurisprudência.48 AGEPOL/CENAJUR . O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei. oportuno observar a Lei dos Crimes Hediondos (art. 2º. 21. passando este a ficar vinculado ao processo penal até a sua decisão transitar em julgado. 21. 17) e de tráfico internacional de arma de fogo (art. . quando for efetivamente necessária a providência. somente deve ser indeferida a liberdade provisória aos crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. desde que ausentes os requisitos da prisão preventiva. não impede a concessão da liberdade provisória. por si só. à luz do princípio da presunção de inocência. da Lei nº 8. entendemos que o art. devendo sempre para a custódia provisória estar presentes os pressupostos autorizadores da prisão preventiva. inciso LVII) O Estatuto do Desarmamento violou a Constituição Federal ao estabelecer que os crimes de posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 18) são insuscetíveis de liberdade provisória. Em que pese disposição legal expressa vedando a concessão da liberdade.A Revolução Cultural na Polícia Liberdade provisória é o estado de liberdade de quem se encontrava preso provisoriamente. da citada Lei. dentre outros.826/2003 é flagrantemente inconstitucional. 16. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art. tendo-se em conta as diretrizes do art. 16). II. o acusado estar respondendo pelos crimes dos arts. Assim. Dessa forma. Ademais.

6º desta Lei. Art. somente serão expedidas autorizações de compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis. ou à coleção de usuário autorizado. Parágrafo único. ao adestramento. 26. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas. Parágrafo único. a venda. excepcionalmente. Art. réplicas e simulacros de armas de fogo. 6o. gravado na caixa. técnica e geral. II e III do art. 23. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. 25. entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei.Estatuto do Desarmamento . § 1º. As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. a aquisição de armas de fogo de uso restrito.Fabiano Samartin Fernandes 49 Art. Art. exclusive para os órgãos previstos no art. A classificação legal. a comercialização e a importação de brinquedos. § 3º. pela autoridade competente para destruição. encaminhados pelo juiz competente. . São vedadas a fabricação. que com estas se possam confundir. Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. Parágrafo único. de usos proibidos. restritos ou permitidos será disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal. vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição. 28. para destruição. após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. mediante proposta do Comando do Exército. quando não mais interessarem à persecução penal. 27. 6º. atiradores e caçadores. na forma do regulamento desta Lei. sob pena de responsabilidade. Para os órgãos referidos no art. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos Militares. ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I. no mesmo prazo. 24. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo. Art. exportação. importação. ao Comando do Exército. acessórios ou munições apreendidos serão. § 2º. bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. 2º desta Lei. nas condições fixadas pelo Comando do Exército. Armas de fogo. gravado no corpo da arma. Caberá ao Comando do Exército autorizar. Art. definido pelo regulamento desta Lei. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente.

6º e 10 desta Lei. com aglomeração superior a 1000 (um mil) pessoas. sob pena de responsabilidade. 31. ferroviário. 30. 31. II – à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para venda. 35. As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a publicação desta Lei.00 (trezentos mil reais). sem ônus para o requerente. rodoviário. ao Comando do Exército para destruição. perante a Polícia Federal. entregá-las à Polícia Federal. poderão ser indenizados. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão. sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim.A Revolução Cultural na Polícia Art.000. 5º da Constituição Federal. Parágrafo único. a qualquer tempo. mediante recibo e. 4º. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá renová-la. adotarão. as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas. nos termos do regulamento desta Lei. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. salvo para as entidades previstas no art. conforme especificar o regulamento desta Lei: I – à empresa de transporte aéreo. sob pena de responsabilidade penal. após a elaboração de laudo pericial. fluvial ou lacustre que deliberadamente. solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse. nas condições dos arts.50 AGEPOL/CENAJUR . .000. As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. Na hipótese prevista neste artigo e no art. entregá-las à Polícia Federal. Parágrafo único. faça. Art. Será aplicada multa de R$ 100. estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo. serão encaminhadas. exceto nas publicações especializadas. no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação. marítimo. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão. 34. pelos meios de prova em direito admitidos. Art. presumindo-se a boa-fé. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão. nos termos do regulamento desta Lei. as armas recebidas constarão de cadastro específico e. facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei.00 (cem mil reais) a R$ 300. 6º desta Lei. promova. Art. ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 33. Os promotores de eventos em locais fechados. por qualquer meio. Parágrafo único. 32. Art. 29. mediante recibo e indenização. Art.

Em outubro de 2005. 182º da Independência e 115º da República. passa a assumir. está retirando do indivíduo o direito de se defender com arma de fogo e. 36. CONCLUSÃO Com o Estatuto do Desarmamento em vigor. 36. o legislador visa à diminuição do uso de armas de fogo. por via de conseqüência. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho Marina Silva REFERENDO POPULAR O art. dependerá de aprovação mediante referendo popular.94% dos eleitores votaram para que fosse mantido o comércio de arma de fogo e munição. Este dispositivo. 22 de dezembro de 2003.Fabiano Samartin Fernandes 51 § 1º. Art. Todavia o Estado. 35 do Estatuto do Desarmamento proibia a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. obviamente. 37. de 20 de fevereiro de 1997. É revogada a Lei no 9. de . Brasília. a ser realizado em outubro de 2005. contra 44. para entrar em vigor. contra. Em caso de aprovação do referendo popular. Art. o que não aconteceu. na Bahia o resultado foi: 55. o povo foi às urnas e 63. Entretanto para este dispositivo entrar em vigor. A título de ilustração. o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral. a obrigação de patrocinar. dependia de aprovação mediante referendo popular.06% das pessoas que votaram pela proibição do comércio de arma.45% dos baianos votaram pela permanência do comércio de arma de fogo. ainda mais.55% das pessoas que votaram pelo fim do comércio. ficou mantido o comércio de arma de fogo e munição em todo o território nacional.Estatuto do Desarmamento . § 2º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.437. Dessa forma. ao desarmar a sociedade civil. como uma forma eficaz de reduzir a violência.

A Revolução Cultural na Polícia forma efetiva. que são fatores que influenciam e favorecem a violência. dotando o sistema de segurança pública de equipamentos e materiais eficazes ao combate à criminalidade. A sociedade deverá exigir do Estado uma efetiva política de segurança pública. O desarmamento é um passo importante para diminuir a violência. Desta forma. proporcionando a segurança do indivíduo. isoladamente. mas. bem como. melhorando a qualificação dos seus membros. dando-lhes condições de trabalho. objetivando proporcionar uma melhor perspectiva de vida para o povo brasileiro. de emprego e renda. à desigualdade social. é necessário investimento público nas áreas sociais de educação. . de segurança pública. com remuneração digna. à corrupção. combate ao tráfico de drogas. à impunidade. não tem como resolver o problema. a defesa da integridade física e material do cidadão.52 AGEPOL/CENAJUR . mais eficiência nos sistemas de justiça. de saúde.

123/2004 Portaria nº 035-CG/2005 .Estatuto do Desarmamento .826/2003 Decreto nº 5.Fabiano Samartin Fernandes 53 2ª Parte LEGISLAÇÃO Lei nº 10.

A Revolução Cultural na Polícia .54 AGEPOL/CENAJUR .

Estatuto do Desarmamento . instituído no Ministério da Justiça. atacadistas. Parágrafo único. IV – cadastrar as transferências de propriedade. O Sistema Nacional de Armas – Sinarm. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. extravio. IX – cadastrar mediante registro os produtores. conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante. VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País. tem circunscrição em todo o território nacional. exportadores e importadores autorizados de armas de fogo. XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo. as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado. X – cadastrar a identificação do cano da arma. define crimes e dá outras providências. bem como as demais que constem dos seus registros próprios. VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes. acessórios e munições. posse e comercialização de armas de fogo e munição. bem como manter o cadastro atualizado para consulta.826. mediante cadastro.Fabiano Samartin Fernandes 55 LEI No 10. Ao Sinarm compete: I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo. Art. roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais. . 2º. varejistas. importadas e vendidas no País. furto. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art. DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 Dispõe sobre registro. inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores. bem como conceder licença para exercer a atividade. II – cadastrar as armas de fogo produzidas. sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm. no âmbito da Polícia Federal. 1º.

ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. § 1º. 4º. na forma do regulamento desta Lei. § 7º. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias. A empresa que comercializa armas de fogo. com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. § 2º. no prazo de 30 (trinta) dias úteis. 3º. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. § 3º. acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm. § 4º. § 6º. A expedição da autorização a que se refere o § 1o será concedida. ou. 4o deverão ser comprovados periodicamente.A Revolução Cultural na Polícia CAPÍTULO II DO REGISTRO Art. na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei. Art. (Redação dada pela Lei nº 10. Estadual. É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. além de declarar a efetiva necessidade. A comercialização de armas de fogo. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. II e III do art. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá. Art. O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos. O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e será precedido de autorização do Sinarm. atender aos seguintes requisitos: I – comprovação de idoneidade. em período não inferior a 3 (três) anos. Os registros de propriedade. realizados até a data da publicação desta Lei. de 2004) § 1º. 5º. expedidos pelos órgãos estaduais. ou recusada com a devida fundamentação. como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo. O registro precário a que se refere o § 4o prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I. sendo intransferível esta autorização. § 3º. § 5º. ainda. III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Os requisitos de que tratam os incisos I. Parágrafo único. em nome do requerente e para a arma indicada. com validade em todo o território nacional. a contar da data do requerimento do interessado.884. O certificado de Registro de Arma de Fogo. . A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército. para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo.56 AGEPOL/CENAJUR . no seu local de trabalho. ou dependência desses. A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. II – apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de 3 (três) anos. § 2º. II e III deste artigo. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal.

quando em serviço. de 2004) § 4º.000 (quinhentos mil) habitantes. 6º. III. a legislação ambiental. § 1º-A. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. na forma do regulamento desta Lei. no que couber.os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50. II. observando-se. observada a supervisão do Comando do Exército. e no art. VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. As pessoas previstas nos incisos I. 51.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. da Constituição Federal.118. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. 52. § 3º.Fabiano Samartin Fernandes Estatuto do Desarmamento . III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. mesmo fora de serviço. VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art.Fabiano Samartin Fernandes 57 57 CAPÍTULO III DO PORTE Art. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. IV. VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. Os servidores a que se refere o inciso X do caput deste artigo terão direito de portar armas de fogo para sua defesa pessoal. 4o. VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do art.867. Os integrantes das Forças Armadas. de 2004) V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. de 2005) § 2º. na forma do regulamento. V e VI deste artigo terão direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição. X – os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. na forma do regulamento desta Lei. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional. (Redação dada pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 11. 144 da Constituição Federal. II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. . 4o. aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 10. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal. o que constará da carteira funcional que for expedida pela repartição a que estiverem subordinados.000 (quinhentos mil) habitantes. (Incluído pela Lei nº 11. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I. II e III do mesmo artigo.118. de 2005) § 1º.867. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. XIII. IV .Estatuto do Desarmamento . salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas. A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições descritas nos incisos V. nos termos desta Lei. ao exercerem o direito descrito no art.

II – atender às exigências previstas no art. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. § 1º. 7º. responsabilidade e guarda das respectivas empresas.867. o porte de arma de fogo na categoria “caçador”. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. 4ºdesta Lei. ao Comando do Exército. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda.191. As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. nos termos do regulamento desta Lei. Aos residentes em áreas rurais. 8º. A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. (Incluído pela Lei nº 10. será autorizado. e dependerá de o requerente: I – demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. Art. Art. Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo. § 2º. 4o desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo. na forma prevista no regulamento desta Lei. em todo o território nacional. . A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. somente podendo ser utilizadas quando em serviço. acessórios e munições que estejam sob sua guarda. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis. respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. § 1º.A Revolução Cultural na Polícia § 5º. é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. (Vide Lei nº 11. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar.58 AGEPOL/CENAJUR . quando em serviço. furto. o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores. 13 desta Lei. constituídas na forma da lei. 9º. As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. Art. O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. serão de propriedade. de 2005) § 6º. § 3º. nos termos de atos regulamentares. 10. de 2004) Art.

empregar. e multa. acessório ou munição que estejam sob sua guarda. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. VI – à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo. III. de uso permitido. prevista neste artigo. no âmbito de suas respectivas responsabilidades. e multa. 12. 14. Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art.Fabiano Samartin Fernandes 59 III – apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. pela prestação de serviços relativos: I – ao registro de arma de fogo. emprestar. IV. Art. acessório ou munição. perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. V – à renovação de porte de arma de fogo. § 2º As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5º do art. 6º e para os integrantes dos incisos I. Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: . de 1 (um) a 2 (dois) anos. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. acessório ou munição. 13. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. furto. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. adquirir. § 1º. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. da Polícia Federal e do Comando do Exército. transportar. ou. ainda que gratuitamente. VI e VII do art.Estatuto do Desarmamento . ceder. fornecer. de uso permitido. II – à renovação de registro de arma de fogo. remeter. receber. ter em depósito. bem como o seu devido registro no órgão competente. deter. 11. III – à expedição de segunda via de registro de arma de fogo. nos limites do regulamento desta Lei. 6º. II. nos valores constantes do Anexo desta Lei. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. de 1 (um) a 3 (três) anos. IV – à expedição de porte federal de arma de fogo. ainda no seu local de trabalho. no interior de sua residência ou dependência desta. CAPÍTULO IV DOS CRIMES E DAS PENAS Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. Parágrafo único. § 2º. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. Fica instituída a cobrança de taxas. Portar. A autorização de porte de arma de fogo. Omissão de cautela Art. V.

de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. ceder. 17. IV – portar. recarregar ou reciclar. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. Parágrafo único. favorecer a entrada ou saída do território nacional. de 3 (três) a 6 (seis) anos. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. ou de qualquer forma utilizar. expor à venda. fornecer. receber. de qualquer forma. Possuir. perito ou juiz. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. adquirir. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. detiver. de arma de fogo. ter em depósito. Adquirir. portar. empregar. entregar ou fornecer. 18. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. 16. conduzir. Tráfico internacional de arma de fogo Art. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. Disparo de arma de fogo Art. arma de fogo. arma de fogo. ter em depósito. V – vender. Importar. O crime previsto neste artigo é inafiançável. e multa. a qualquer título. desmontar. inclusive o exercido em residência. Parágrafo único. e VI – produzir. Equipara-se à atividade comercial ou industrial. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. possuir. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. acessório. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. Parágrafo único. montar. emprestar. munição ou explosivo a criança ou adolescente. ainda que gratuitamente. acessório ou munição. para efeito deste artigo. e multa. adulterar. no exercício de atividade comercial ou industrial. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. vender. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. transportar.A Revolução Cultural na Polícia Pena – reclusão. ocultar. em proveito próprio ou alheio. deter. qualquer forma de prestação de serviços. em via pública ou em direção a ela. salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente. munição ou explosivo. exportar. Parágrafo único. remontar. sem autorização legal. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. remeter. suprimido ou adulterado. receber. adquirir. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. 15. e multa. acessório ou munição. sem autorização da autoridade competente: . sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. e multa. ou adulterar. transportar. Comércio ilegal de arma de fogo Art. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. III – possuir. O crime previsto neste artigo é inafiançável. ainda que gratuitamente.60 AGEPOL/CENAJUR . alugar. II – modificar as características de arma de fogo.

2º desta Lei. ao Comando do Exército. Art. vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição. definido pelo regulamento desta Lei. na forma do regulamento desta Lei. e multa. 26. 17 e 18. § 3º. Art. gravado no corpo da arma. de usos proibidos. no mesmo prazo.Fabiano Samartin Fernandes 61 Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. a pena é aumentada da metade se a arma de fogo. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas. acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. 20. 16. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. Art. § 2º. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação. encaminhados pelo juiz competente. somente serão expedidas autorizações de compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis. Nos crimes previstos nos arts. 14. 6º. Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. Parágrafo único. a comercialização e a importação de brinquedos. Armas de fogo. 7º e 8º desta Lei. sob pena de responsabilidade. Art. réplicas e simulacros de armas de fogo. Art. após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. exportação. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. Art. 6o. 17 e 18. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. acessórios ou munições apreendidos serão. exclusive para os órgãos previstos no art. pela autoridade competente para destruição. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art. que com estas se possam confundir. § 1º. quando não mais interessarem à persecução penal. Os crimes previstos nos arts. 23. a venda. 16. 15. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. Nos crimes previstos nos arts. São vedadas a fabricação. técnica e geral. . 19. 17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. gravado na caixa. entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei. 22. 25. importação. 21. Art. 24. Para os órgãos referidos no art. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei. atiradores e caçadores. para destruição. 6o. restritos ou permitidos será disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal.Estatuto do Desarmamento . bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. A classificação legal. mediante proposta do Comando do Exército.

presumindo-se a boa-fé. 30. Art. facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. sem ônus para o requerente. Art. entregá-las à Polícia Federal. sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim.118. de 2004) (Vide Lei nº 11. nos termos do regulamento desta Lei.A Revolução Cultural na Polícia AGEPOL/CENAJUR A Revolução Cultural na Polícia Parágrafo único. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão. fluvial ou lacustre que deliberadamente. estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo.000. (Vide Lei nº 10. 6º desta Lei. ao adestramento. Art. II e III do art. 31.191. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão. pelos meios de prova em direito admitidos.000. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução. As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a publicação desta Lei. serão encaminhadas. 32.00 (trezentos mil reais). 4o. ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I. a qualquer tempo. por qualquer meio. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 33.884. rodoviário. de 2005) (Vide Lei nº 11. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos Militares. ou à coleção de usuário autorizado. de 2005) Parágrafo único. de 2004) Parágrafo único. Caberá ao Comando do Exército autorizar. faça. II – à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para venda. . promova. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. entregá-las à Polícia Federal. Art. a aquisição de armas de fogo de uso restrito. as armas recebidas constarão de cadastro específico e.62 62 AGEPOL/CENAJUR -. de 2005) (Vide Lei nº 11. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá renová-la. mediante recibo e.191. marítimo. mediante recibo e indenização. poderão ser indenizados. após a elaboração de laudo pericial. Parágrafo único. 28.00 (cem mil reais) a R$ 300. Art. sob pena de responsabilidade penal.884. ao Comando do Exército para destruição. (Vide Lei nº 10. Será aplicada multa de R$ 100.884. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. nos termos do regulamento desta Lei. de 2005) Art. perante a Polícia Federal. Art. nas condições fixadas pelo Comando do Exército. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo. excepcionalmente. no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação. ferroviário. 6o e 10 desta Lei. exceto nas publicações especializadas. 31. solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse.118. 29. nas condições dos arts. conforme especificar o regulamento desta Lei: I – à empresa de transporte aéreo. de 2004) (Vide Lei nº 11. 27. Na hipótese prevista neste artigo e no art. (Vide Lei nº 10.

adotarão. Parágrafo único.000.R$ 300. ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art. § 1º. Art. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. dependerá de aprovação mediante referendo popular.00 III – Expedição de porte de arma de fogo .000. para entrar em vigor.R$ 300. Em caso de aprovação do referendo popular.Estatuto do Desarmamento . Os promotores de eventos em locais fechados. 34. Este dispositivo.R$ 300.00 V – Expedição de segunda via de registro de arma de fogo . 182º da Independência e 115º da República. sob pena de responsabilidade. Brasília.00 II – Renovação de registro de arma de fogo . Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho Marina Silva ANEXO TABELA DE TAXAS I – Registro de arma de fogo . o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral. 35.R$ 1. de 20 de fevereiro de 1997. a ser realizado em outubro de 2005. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional.Fabiano Samartin Fernandes 63 Art.R$ 1. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. salvo para as entidades previstas no art. É revogada a Lei nº 9. 22 de dezembro de 2003. 36. as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas.00 IV – Renovação de porte de arma de fogo . 6o desta Lei. 37. com aglomeração superior a 1000 (um mil) pessoas.00 . § 2º. As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados.00 VI – Expedição de segunda via de porte de arma de fogo .R$ 1.437. 5º da Constituição Federal.000.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. da Constituição. inciso IV. nos termos do caput do art.826. de competência do SINARM. . e tendo em vista o disposto na Lei nº 10.826. e 52. b) da Polícia Rodoviária Federal. e) dos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. do art. com circunscrição em todo o território nacional e competência estabelecida pelo caput e incisos do art. c) das Polícias Civis.as armas de fogo institucionais. O Sistema Nacional de Armas . referidos nos arts. dos integrantes das escoltas de presos e das Guardas Portuárias. instituições e corporações mencionados no inciso II do art. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. produzidas e vendidas no país. no uso da atribuição que lhe confere o art. inciso IV. e o controle dos registros dessas armas. 1º. d) dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.SIGMA. de 22 de dezembro de 2003. III . de 22 de dezembro de 2003. DECRETA: CAPÍTULO I DOS SISTEMAS DE CONTROLE DE ARMAS DE FOGO Art. e IV .123. instituído no Ministério da Justiça. em razão das atividades que desempenhem. 6º da Lei nº 10. 51.as armas de fogo de uso restrito dos integrantes dos órgãos. posse e comercialização de armas de fogo e munição. salvo aquelas mencionadas no inciso II. 2º deste Decreto.826. 6º da Lei nº 10. mediante comunicação das autoridades competentes à Polícia Federal. II . e g) dos órgãos públicos não mencionados nas alíneas anteriores.826.SINARM e define crimes. integrado e permanente das armas de fogo importadas.64 AGEPOL/CENAJUR . do §1º. tem por finalidade manter cadastro geral.A Revolução Cultural na Polícia DECRETO Nº 5. cujos servidores tenham autorização legal para portar arma de fogo em serviço.as armas de fogo de uso restrito. de 2003. inciso XIII da Constituição.as armas de fogo apreendidas. constantes de registros próprios: a) da Polícia Federal. § 1º. de 22 de dezembro de 2003. sobre o Sistema Nacional de Armas . DE 1º DE JULHO DE 2004 Regulamenta a Lei n o 10. Serão cadastradas no SINARM: I . f) das Guardas Municipais. 2o da Lei no 10.826. 84. no âmbito da Polícia Federal. que não constem dos cadastros do SINARM ou Sistema de Gerenciamento Militar de Armas . de 2003.SINARM. que dispõe sobre registro.

II . 3º. a que se refere o inciso IX do art. da Agência Brasileira de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. e V . de competência do SIGMA.as armas de fogo das empresas de segurança privada e de transporte de valores. atiradores e caçadores. de 2003. Art.826. constantes de registros próprios: a) das Forças Armadas. Entende-se por registros próprios. diretamente da fábrica.as armas de fogo adquiridas pelo cidadão com atendimento aos requisitos do art. constantes de registros próprios. pela autoridade competente. serão fornecidos ao SINARM pelo Comando do Exército. e II .826. Art. § 3º. A aquisição de armas de fogo. Os dados necessários ao cadastro mediante registro. órgãos e corporações em documentos oficiais de caráter permanente. de porte e portáteis. será precedida de autorização do Comando do Exército. Os dados necessários ao cadastro da identificação do cano da arma. Art. § 1º. 2o da Lei no 10.as armas de fogo das representações diplomáticas. IV . podendo ser recolhidas aos depósitos do Comando do Exército. 4o da Lei no 10. e III . instituído no Ministério da Defesa.Estatuto do Desarmamento . Art. para guarda. A apreensão das armas de fogo a que se refere o inciso II do §1o deste artigo deverá ser imediatamente comunicada à Policia Federal. § 2º.as armas de fogo obsoletas. a marca do percutor e extrator no estojo do cartucho deflagrado pela arma de que trata o inciso X do art. instituições e corporações mencionados no inciso II do art. para os fins deste Decreto. de 2003.as armas de fogo dos integrantes das Forças Armadas. e das armas de fogo que constem dos registros próprios.as armas de fogo institucionais. permanente e integrado das armas de fogo importadas. II . de 2003. a critério da mesma autoridade. produzidas e vendidas no país. O SIGMA.as armas de fogo de colecionadores.as informações relativas às exportações de armas de fogo. Serão cadastradas no SIGMA: I . 5º.as armas de fogo de uso permitido dos integrantes dos órgãos.Fabiano Samartin Fernandes 65 § 2º. Art.as armas de fogo importadas ou adquiridas no país para fins de testes e avaliação técnica. Serão registradas no Comando do Exército e cadastradas no SIGMA: I . 6o da Lei no 10. munições e demais produtos controlados. das características das impressões de raiamento e microestriamento de projetil disparado. III . no âmbito do Comando do Exército. devendo o Comando do Exército manter sua atualização. 2º. 6º. Serão registradas na Polícia Federal e cadastradas no SINARM: I . os feitos pelas instituições. com circunscrição em todo o território nacional. b) das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. e d) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. 4º. c) da Agência Brasileira de Inteligência. 2o da Lei .826. tem por finalidade manter cadastro geral.

Seção II Da Aquisição e do Registro da Arma de Fogo de Uso Permitido Art. III . quando da saída do estoque. VI . A norma específica de que trata este artigo será expedida no prazo de cento e oitenta dias. 11.826. Parágrafo único. de 2003. no mínimo. Art. 7º. 2o da Lei no 10. ouvido o Comando do Exército. idoneidade e inexistência de inquérito policial ou processo criminal. Arma de fogo de uso restrito é aquela de uso exclusivo das Forças Armadas.declarar efetiva necessidade. e . em seu pedido de aquisição e em cada renovação de registro. Art. de instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas. para fins de cadastro. bem como a pessoas jurídicas. a capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo atestada por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. de 2003.826. por meio de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. Os Ministros da Justiça e da Defesa estabelecerão no prazo máximo de um ano os níveis de acesso aos cadastros mencionados no caput. 10. ou por esta habilitado. vinte e cinco anos. Parágrafo único.comprovar. 12. Art. 9º.apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. V . das Forças Auxiliares ou do quadro da Polícia Federal. CAPÍTULO II DA ARMA DE FOGO Seção I Das Definições Art. de acordo com legislação específica. relação das armas produzidas.66 AGEPOL/CENAJUR . serão disciplinados em norma específica da Polícia Federal. devidamente autorizadas pelo Comando do Exército. de 2003. quarenta e oito horas após a efetivação da venda.A Revolução Cultural na Polícia no 10. 8º. As empresas autorizadas a comercializar armas de fogo encaminharão à Polícia Federal. com suas características e os dados dos adquirentes. Estadual. IV . As fábricas de armas de fogo fornecerão à Polícia Federal. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá: I .comprovar no pedido de aquisição e em cada renovação do registro. de acordo com as normas do Comando do Exército e nas condições previstas na Lei no 10.ter. II . os dados que identifiquem a arma e o comprador. na conformidade do art.apresentar cópia autenticada da carteira de identidade.826. Militar e Eleitoral. Art. que devam constar do SINARM. Os dados do SINARM e do SIGMA serão interligados e compartilhados no prazo máximo de um ano. Arma de fogo de uso permitido é aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas. cabendo às fábricas de armas de fogo o envio das informações necessárias ao órgão responsável da Polícia Federal.

Parágrafo único. É obrigatório o registro da arma de fogo. § 5º. O registro da arma de fogo de uso permitido deverá conter. § 4º. § 2º.do interessado: a) nome. entre particulares. e III .comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. 15. de que trata o §4o deste artigo.Estatuto do Desarmamento . necessariamente: I . Art. b) endereço residencial. II . pelo SINARM. filiação. no prazo máximo de trinta dias. d) profissão. A transferência de arma de fogo registrada no Comando do Exército será autorizada pela instituição e cadastrada no SIGMA. ou do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado e deverá atestar.da arma: . no pedido de aquisição e em cada renovação do registro. das Forças Auxiliares. Após a apresentação dos documentos referidos nos incisos III a VII do caput. II . É intransferível a autorização para a aquisição da arma de fogo. em nome do interessado. A declaração de que trata o inciso I do caput deverá explicitar.conhecimento da conceituação e normas de segurança pertinentes à arma de fogo. no mínimo. os fatos e circunstâncias justificadoras do pedido. por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. e) número da cédula de identidade. órgão expedidor e Unidade da Federação. excetuadas as obsoletas. em estande de tiro credenciado pelo Comando do Exército. c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe. sejam pessoas físicas ou jurídicas. será expedida. pelo interessado. O indeferimento do pedido deverá ser fundamentado e comunicado ao interessado em documento próprio. § 3º. no SINARM ou no SIGMA. aplicando-se ao interessado na aquisição as disposições do art. 14. estará sujeita à prévia autorização da Polícia Federal. Art.Fabiano Samartin Fernandes 67 VII . 12 deste Decreto. a autorização para a aquisição da arma de fogo indicada. os seguintes dados: I . Art.habilidade do uso da arma de fogo demonstrada. § 1º.conhecimento básico dos componentes e partes da arma de fogo. por qualquer das formas em direito admitidas. A transferência de propriedade da arma de fogo. que serão examinados pelo órgão competente segundo as orientações a serem expedidas em ato próprio. O comprovante de capacitação técnica mencionado no inciso VI do caput deverá ser expedido por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército. atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado. havendo manifestação favorável do órgão competente mencionada no §1o.CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ. e f) número do Cadastro de Pessoa Física . 13. data e local de nascimento. data da expedição.

do interessado: a) nome. b) identificação do fabricante e do vendedor. após autorização do SINARM. Os requisitos de que tratam os incisos IV. imediatamente. encaminhando. comunicar o ocorrido à Polícia Federal ou ao Comando do Exército. Seção III Da Aquisição e Registro da Arma de Fogo de Uso Restrito Art. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou dependência desta. § 2º. desde que seja ele o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. V. data e local de nascimento. à Unidade Policial local. ou. 17. 12 deste Decreto deverão ser comprovados. No caso de arma de fogo de uso restrito. filiação. deverá conter as seguintes informações: I . 16. § 3º. e) calibre e capacidade de cartuchos. d) espécie. modelo e número de série. § 1º. conforme o caso. c) número e data da nota Fiscal de venda. para fins de registro no SINARM. o proprietário deverá. a cada três anos. As armas de que trata o caput serão cadastradas no SIGMA e no SINARM. f) tipo de funcionamento. § 2º. ainda.68 AGEPOL/CENAJUR . para fins de renovação do Certificado de Registro. remeter as informações coletadas à Polícia Federal. 18. para registro no SIGMA. junto à Polícia Federal. a Polícia Federal deverá repassar as informações ao Comando do Exército. de que trata o caput deste artigo. Para os efeitos do disposto no caput deste artigo considerar-se-á titular do estabelecimento ou empresa todo aquele assim definido em contrato social. § 1º. VI e VII do art. em quarenta e oito horas. e responsável legal o designado em contrato individual de trabalho. com validade em todo o território nacional. furto ou roubo de arma de fogo ou do seu documento de registro. § 1º. § 2º. g) quantidade de canos e comprimento. e j) número de série gravado no cano da arma. se for o caso. . Art. com poderes de gerência. periodicamente. O registro de arma de fogo de uso restrito. O proprietário de arma de fogo é obrigado a comunicar. também. o extravio. O Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pela Polícia Federal.A Revolução Cultural na Polícia a) número do cadastro no SINARM. bem como a sua recuperação. Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição e registrar as armas de fogo de uso restrito. h) tipo de alma (lisa ou raiada). cópia do Boletim de Ocorrência. b) endereço residencial. Art. no seu local de trabalho. marca. i) quantidade de raias e sentido. A Unidade Policial deverá. Nos casos previstos no caput.

f) tipo de funcionamento.826. para fins de renovação do Certificado de Registro. § 1º. Os requisitos de que tratam os incisos IV. pelo prazo de cinco anos.Fabiano Samartin Fernandes Estatuto do Desarmamento Fabiano Samartin Fernandes 69 69 c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe. e) número da cédula de identidade. Não se aplica aos integrantes dos órgãos. II . instituições e corporações mencionados nos incisos I e II do art. Os acessórios e a quantidade de munição que cada proprietário de arma de fogo poderá adquirir serão fixados em Portaria do Ministério da Defesa. respondendo legalmente por essas mercadorias. órgão expedidor e Unidade da Federação. 19. § 2º. só poderá ser efetuada em estabelecimento credenciado pela Polícia Federal e pelo comando do Exército que manterão um cadastro dos comerciantes.da arma: a) número do cadastro no SINARM.Estatuto do Desarmamento -. O estabelecimento que comercializar arma de fogo de uso permitido em território nacional é obrigado a comunicar ao SINARM. junto ao Comando do Exército. e j) número de série gravado no cano da arma. i) quantidade de raias e sentido. no comércio. h) tipo de alma (lisa ou raiada). e f) número do Cadastro de Pessoa Física . O estabelecimento mencionado no caput deste artigo deverá manter à disposição da Polícia Federal e do Comando do Exército os estoques e a relação das vendas efetuadas mensalmente. 20. § 3º. do Certificado de Registro de Arma de Fogo válido. . de uso restrito. V. § 3º.CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ. de 2003. Seção IV Do Comércio Especializado de Armas de Fogo e Munições Art. de forma precária. modelo e número de série. e ficará restrita ao calibre correspondente à arma registrada. pólvora e projéteis. g) quantidade de canos e comprimento. Art. É proibida a venda de armas de fogo. Quando se tratar de munição industrializada. A comercialização de acessórios de armas de fogo e de munições. incluídos estojos. b) identificação do fabricante e do vendedor. c) número e data da nota Fiscal de venda. que ficarão registradas como de sua propriedade. d) espécie. espoletas. Art. § 4º. VI e VII do art. marca. munições e demais produtos controlados. o disposto no § 3o deste artigo. as vendas que efetuar e a quantidade de armas em estoque. 6o da Lei no 10. a venda ficará condicionada à apresentação pelo adquirente. sujeitos seus responsáveis às penas prevista na lei. ouvido o Ministério da Justiça. 12 deste Decreto deverão ser comprovados periodicamente. e) calibre e capacidade de cartuchos. enquanto não forem vendidas. mensalmente. a cada três anos. d) profissão. data da expedição. 21.

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CAPÍTULO III DO PORTE E DO TRÂNSITO DA ARMA DE FOGO Seção I Do Porte Art. 22. O Porte de Arma de Fogo de uso permitido, vinculado ao prévio cadastro e registro da arma pelo SINARM, será expedido pela Polícia Federal, em todo o território nacional, em caráter excepcional, desde que atendidos os requisitos previstos nos incisos I, II e III do §1o do art. 10 da Lei no 10.826, de 2003. Parágrafo único. A taxa estipulada para o Porte de Arma de Fogo somente será recolhida após a análise e a aprovação dos documentos apresentados. Art. 23. O Porte de Arma de Fogo é documento obrigatório para a condução da arma e deverá conter os seguintes dados: I - abrangência territorial; II - eficácia temporal; III - características da arma; IV - número do registro da arma no SINARM ou SIGMA; V - identificação do proprietário da arma; e VI - assinatura, cargo e função da autoridade concedente. Art. 24. O Porte de Arma de Fogo é pessoal, intransferível e revogável a qualquer tempo, sendo válido apenas com a apresentação do documento de identidade do portador. Art. 25. O titular do Porte de Arma de Fogo deverá comunicar imediatamente: I - a mudança de domicílio, ao órgão expedidor do Porte de Arma de Fogo; e II - o extravio, furto ou roubo da arma de fogo, à Unidade Policial mais próxima e, posteriormente, à Polícia Federal. Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo implicará na suspensão do Porte de Arma de Fogo, por prazo a ser estipulado pela autoridade concedente. Art. 26. O titular de Porte de Arma de Fogo não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos, tais como igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de eventos de qualquer natureza. § 1º. A inobservância do disposto neste artigo implicará na cassação do Porte de Arma de Fogo e na apreensão da arma, pela autoridade competente, que adotará as medidas legais pertinentes. § 2º. Aplica-se o disposto no §1o deste artigo, quando o titular do Porte de Arma de Fogo esteja portando o armamento em estado de embriaguez ou sob o efeito de drogas ou medicamentos que provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor. Art. 27. Será concedido pela Polícia Federal, nos termos do § 5o do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, o Porte de Arma de Fogo, na categoria “caçador de subsistência”, de uma arma portátil, de uso permitido, de tiro simples, com um ou dois canos, de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16, desde que o interessado comprove a efetiva necessidade em requerimento ao qual deverão ser anexados os seguintes documentos:

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I - certidão comprobatória de residência em área rural, a ser expedida por órgão municipal; II - cópia autenticada da carteira de identidade; e III - atestado de bons antecedentes. Parágrafo único. Aplicam-se ao portador do Porte de Arma de Fogo mencionado neste artigo as demais obrigações estabelecidas neste Decreto. Art. 28. O proprietário de arma de fogo de uso permitido registrada, em caso de mudança de domicílio, ou outra situação que implique no transporte da arma, deverá solicitar à Polícia Federal a expedição de Porte de Trânsito, nos termos estabelecidos em norma própria. Art. 29. Observado o princípio da reciprocidade previsto em convenções internacionais, poderá ser autorizado o Porte de Arma de Fogo pela Polícia Federal, a diplomatas de missões diplomáticas e consulares acreditadas junto ao Governo Brasileiro, e a agentes de segurança de dignitários estrangeiros durante a permanência no país, independentemente dos requisitos estabelecidos neste Decreto. Seção II Dos Atiradores, Caçadores e Colecionadores Subseção I Da Prática de Tiro Desportivo Art. 30. As agremiações esportivas e as empresas de instrução de tiro, os colecionadores, atiradores e caçadores serão registrados no Comando do Exército, ao qual caberá estabelecer normas e verificar o cumprimento das condições de segurança dos depósitos das armas de fogo, munições e equipamentos de recarga. § 1º. As armas pertencentes às entidades mencionadas no caput e seus integrantes terão autorização para porte de trânsito (guia de tráfego) a ser expedida pelo Comando do Exército. § 2º. A prática de tiro desportivo por menores de dezoito anos deverá ser autorizada judicialmente e deve restringir-se aos locais autorizados pelo Comando do Exército, utilizando arma da agremiação ou do responsável quando por este acompanhado. § 3º. A prática de tiro desportivo por maiores de dezoito anos e menores de vinte e cinco anos pode ser feita utilizando arma de sua propriedade, registrada com amparo na Lei no 9.437, de 20 de fevereiro de 1997, de agremiação ou arma registrada e cedida por outro desportista. Art. 31. A entrada de arma de fogo e munição no país, como bagagem de atletas, para competições internacionais será autorizada pelo Comando do Exército. § 1º. O Porte de Trânsito das armas a serem utilizadas por delegações estrangeiras em competição oficial de tiro no país será expedido pelo Comando do Exército. § 2º. Os responsáveis e os integrantes pelas delegações estrangeiras e brasileiras em competição oficial de tiro no país transportarão suas armas desmuniciadas. Subseção II Dos Colecionadores e Caçadores Art. 32. O Porte de Trânsito das armas de fogo de colecionadores e caçadores será expedido pelo Comando do Exército. Parágrafo único. Os colecionadores e caçadores transportarão suas armas desmuniciadas.

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Subseção III Dos Integrantes e das Instituições Mencionadas no Art. 6o da Lei no 10.826, de 2003 Art. 33. O Porte de Arma de Fogo é deferido aos militares das Forças Armadas, aos policiais federais e estaduais e do Distrito Federal, civis e militares, aos Corpos de Bombeiros Militares, bem como aos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em razão do desempenho de suas funções institucionais. § 1º. O Porte de Arma de Fogo das praças das Forças Armadas e dos Policiais e Corpos de Bombeiros Militares é regulado em norma específica, por atos dos Comandantes das Forças Singulares e dos Comandantes-Gerais das Corporações. § 2º. Os integrantes das polícias civis estaduais e das Forças Auxiliares, quando no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito, poderão portar arma de fogo fora da respectiva unidade federativa, desde que expressamente autorizados pela instituição a que pertençam, por prazo determinado, conforme estabelecido em normas próprias. Art. 34. Os órgãos, instituições e corporações mencionados nos incisos I, II, III, V e VI do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, estabelecerão, em normas próprias, os procedimentos relativos às condições para a utilização das armas de fogo de sua propriedade, ainda que fora do serviço. § 1º. As instituições mencionadas no inciso IV do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, estabelecerão em normas próprias os procedimentos relativos às condições para a utilização, em serviço, das armas de fogo de sua propriedade. § 2º. As instituições, órgãos e corporações nos procedimentos descritos no caput, disciplinarão as normas gerais de uso de arma de fogo de sua propriedade, fora do serviço, quando se tratar de locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de evento de qualquer natureza, tais como no interior de igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes, públicos e privados. Art. 35. Poderá ser autorizado, em casos excepcionais, pelo órgão competente, o uso, em serviço, de arma de fogo, de propriedade particular do integrante dos órgãos, instituições ou corporações mencionadas no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003. § 1º. A autorização mencionada no caput será regulamentada em ato próprio do órgão competente. § 2º. A arma de fogo de que trata este artigo deverá ser conduzida com o seu respectivo Certificado de Registro. Art. 36. A capacidade técnica e a aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, para os integrantes das instituições descritas nos incisos III, IV, V, VI e VII do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, serão atestadas pela própria instituição, depois de cumpridos os requisitos técnicos e psicológicos estabelecidos pela Polícia Federal. Parágrafo único. Caberá a Polícia Federal avaliar a capacidade técnica e a aptidão psicológica, bem como expedir o Porte de Arma de Fogo para os guardas portuários. Art. 37. Os integrantes das Forças Armadas e os servidores dos órgãos, instituições e corporações mencionados no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, transferidos para a reserva remunerada ou aposentados, para conservarem a autorização de Porte de Arma de Fogo de sua propriedade deverão submeter-se, a cada três anos, aos testes de avaliação da aptidão psicológica a que faz menção o inciso III do art. 4o da Lei no 10.826, de 2003.

Cabe ao Ministério da Justiça.826.conceder Porte de Arma de Fogo. 4o da Lei no 10. acessório e munições que estejam sob a guarda das empresas de segurança privada e de transporte de valores deverá ser comunicada à Polícia Federal. 6o da Lei no 10. É de responsabilidade das empresas de segurança privada e de transportes de valores a guarda e armazenagem das armas. Será encaminhada trimestralmente à Polícia Federal. entre estabelecimentos da mesma empresa ou para empresa diversa. A perda.fiscalizar os cursos mencionados no inciso II. § 2º.Estatuto do Desarmamento . 38. as prerrogativas mencionadas no caput.fiscalizar e controlar o armamento e a munição utilizados. de 2003: I . nos termos do §3o do art. após a ocorrência do fato. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. órgãos e corporações de vinculação.fixar o currículo dos cursos de formação. necessariamente. diretamente ou mediante convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados ou Prefeituras. A transferência de armas de fogo. O cumprimento destes requisitos será atestado pelas instituições. de 2003. em nome das empresas de segurança privada e de transporte de valores. a relação nominal dos empregados autorizados a portar arma de fogo. por qualquer motivo. Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição de armas de fogo e de munições para as Guardas Municipais. deverão ser previamente autorizados pela Polícia Federal. Parágrafo único. furto. 40. munições e acessórios de sua propriedade. A autorização para o uso de arma de fogo expedida pela Polícia Federal. II . será precedida. As competências previstas nos incisos I e II deste artigo não serão objeto de convênio. Não se aplicam aos integrantes da reserva não remunerada das Forças Armadas e Auxiliares. § 1º. da comprovação do preenchimento de todos os requisitos constantes do art.Fabiano Samartin Fernandes 73 § 1º. IV . e V . Art. Parágrafo único.826. A autorização de que trata o caput é válida apenas para a utilização da arma de fogo em serviço. § 2º. sob pena de responsabilização do proprietário ou diretor responsável. 39.conceder autorização para o funcionamento dos cursos de formação de guardas municipais. Subseção IV Das Empresas de Segurança Privada e de Transporte de Valores Art. para registro no SINARM. § 3º. . no prazo máximo de vinte e quatro horas. 41. Art. nos termos da legislação específica. Subseção V Das guardas Municipais Art. pelos empregados autorizados a portar arma de fogo. III .

para controlar o embarque de passageiros armados e fiscalizar o seu cumprimento. no mínimo. para a apuração de infrações disciplinares atribuídas aos servidores integrantes do Quadro da Guarda Municipal. § 3º. investigar. da Lei no 10. no mínimo. O Porte de Arma de Fogo aos profissionais citados nos incisos III e IV. a cada dois anos.826. às Guardas Municipais dos municípios que tenham criado corregedoria própria e autônoma. em cumprimento ao disposto no inciso VI do art. Os profissionais da Guarda Municipal deverão ser submetidos a estágio de qualificação profissional por.estabelecer as normas de segurança a serem observadas pelos prestadores de serviços de transporte aéreo de passageiros. da Lei no 10. dos acervos policiais de armas de fogo já existentes. Art. de 2003. § 1º. de 2006). Art. sessenta e cinco por cento de conteúdo prático. 45. será concedido desde que comprovada a realização de treinamento técnico de. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS. para autorizar a aquisição e conceder o Porte de Arma de Fogo. deverá apresentar relatório circunstanciado. O profissional da Guarda Municipal com Porte de Arma de Fogo deverá ser submetido. ao Comando da Guarda Civil e ao Órgão Corregedor para justificar o motivo da utilização da arma. Compete ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Justiça: I . nos termos no §3o do art. Parágrafo único. como órgão permanente. do art. Art. privativos das forças policiais e forças armadas. § 2º. 48. .74 AGEPOL/CENAJUR . O treinamento de que trata o caput desse artigo deverá ter. § 4º. FINAIS E TRANSITÓRIAS Seção I Das Disposições Gerais Art. autônomo e independente. 6o. sessenta horas para armas de repetição e cem horas para arma semiautomática. oitenta horas ao ano. 46. sempre que estiver envolvido em evento de disparo de arma de fogo em via pública.826.A Revolução Cultural na Polícia Art. 43.826. 42. 44. A concessão a que se refere o caput dependerá. auditorar e propor políticas de qualificação das atividades desenvolvidas pelos integrantes das Guardas Municipais.871. A Polícia Federal poderá conceder Porte de Arma de Fogo. Art. ao SINARM. O Ministro da Justiça designará as autoridades policiais competentes. O curso de formação dos profissionais das Guardas Municipais deverá conter técnicas de tiro defensivo e defesa pessoal. no âmbito da Polícia Federal. de 2003. também. da existência de Ouvidoria. (revogado pelo Decreto nº 5. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para possibilitar a integração. Não será concedido aos profissionais das Guardas Municipais Porte de Arma de Fogo de calibre restrito. com competência para fiscalizar. Art. 2o da Lei no 10. 47. 6o. de 2003. a teste de capacidade psicológica e. com ou sem vítimas. no mínimo. que terá validade máxima de cinco anos.

Art. Art. § 2º. 144 da Constituição. Art. 6o da Lei no 10. trânsito e utilização de simulacros de armas de fogo.Estatuto do Desarmamento . e IV . Compete ao Comando do Exército promover a alteração do Regulamento mencionado no caput.regulamentar as situações excepcionais do interesse da ordem pública. A importação de armas de fogo. gravado na caixa. A classificação legal. em todo o território nacional. c) para definir os dispositivos de segurança e identificação previstos no § 3o do art. importação. cujos acessos são controlados. 23 da Lei no 10. ao Comando do Exército: I . Art. 6o da Lei no 10. 26 da Lei no 10. II . o Porte de Arma de Fogo a bordo de aeronaves. ainda. munições e acessórios de uso restrito está sujeita ao regime de licenciamento não-automático prévio ao embarque da mercadoria no exterior e dependerá da anuência do Comando do Exército. de uso restrito ou permitido são as constantes do Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados e sua legislação complementar. 52. munições e demais produtos controlados. Compete. munições e acessórios. e III . o lote de venda e o adquirente. contenham gravação na base dos estojos que permita identificar o fabricante. de 2003. A autorização é concedida por meio do Certificado Internacional de Importação.826. conforme o art. VI e VII do art. nas ações preventivas com vistas à segurança da aviação civil. com o fim de adequá-lo aos termos deste Decreto. de 2003. prevista no inciso III do §1o do art. A importação desses produtos somente será autorizada para os órgãos de segurança pública e para colecionadores. V.826. atiradores e caçadores nas condições estabelecidas em normas específicas. comércio.expedir regulamentação específica para o controle da fabricação. ao preencherem a Licença de Importação no Sistema Integrado de Comércio Exterior . b) para que as munições comercializadas para os órgãos referidos no art. de 2003. técnica e geral e a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. civis e militares.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de armas. Parágrafo único. e III .826. os procedimentos de restrição e condução de armas por pessoas com a prerrogativa de Porte de Arma de Fogo em áreas restritas aeroportuárias. As áreas restritas aeroportuárias são aquelas destinadas à operação de um aeroporto.826. Os interessados pela importação de armas de fogo. IV. para os fins de segurança e proteção da aviação civil. § 1º.estabelecer as dotações em armamento e munição das corporações e órgãos previstos nos incisos II.Fabiano Samartin Fernandes 75 II . 49.estabelecer. de uso restrito. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. ouvido o Ministério da Justiça. ressalvada a competência da Polícia Federal. 50. em cento e oitenta dias: a) para que todas as munições estejam acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. 51. integrantes das Forças Armadas e agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.estabelecer normas. que exijam de policiais federais. III. Parágrafo único. de 2003.

exposição. mediante requerimento do interessado ou de seus representantes legais ou. 54. ficando o desembaraço aduaneiro sujeito à satisfação desse requisito. Terminado o evento que motivou a importação. Art.SISCOMEX. ou II . A autorização das exportações enquadradas nas diretrizes de exportação de produtos de defesa rege-se por legislação específica. § 1º. O Comando do Exército autorizará a exportação de armas. A importação sob o regime de admissão temporária deverá ser autorizada por meio do Certificado Internacional de Importação. conserto. 56. Art. . às condições estabelecidas nos arts. no Sistema de Comércio Exterior . § 3º. 59. Art. 55. de armas de fogo. em visita ao país. exceto a doação para os museus das Forças Armadas e das instituições policiais. em caráter excepcional. § 2º. de munições e seus componentes. das representações diplomáticas do país de origem. com exceção de armações. Art. A Secretaria da Receita Federal e o Comando do Exército fornecerão à Polícia Federal. 51 e 52 deste Decreto. 58. por prazo definido. O desembaraço alfandegário das armas e munições trazidas por agentes de segurança de dignitários estrangeiros. O exportador de armas de fogo. Art. quando for o caso. 57. expedido por autoridade competente do país de destino. seus acessórios e peças. munições e acessórios para fins de demonstração. por meio do serviço postal e similares. será feito pela Receita Federal. mostruário ou testes. A importação de armas de fogo. A Receita Federal fiscalizará a entrada e saída desses produtos. Considera-se autorizada a exportação quando efetivado o respectivo Registro de Exportação. um dos seguintes documentos: I . Parágrafo único.SISCOMEX. no que couber. As importações realizadas pelas Forças Armadas dependem de autorização prévia do Ministério da Defesa e serão por este controladas. § 4º. o material deverá retornar ao seu país de origem. 53. canos e ferrolho. Art.Certificado de Usuário Final (End User). munições e acessórios de uso permitido e demais produtos controlados está sujeita. Fica vedada a importação de armas de fogo. por meio do serviço postal e similares. 54 e que devam constar do cadastro de armas do SINARM. Fica autorizada. não podendo ser doado ou vendido no território nacional. § 1º. Art. as informações relativas às importações de que trata o art. ainda.Licença de Importação (LI).A Revolução Cultural na Polícia . § 2º. expedida por autoridade competente do país de destino. a cargo do Ministério da Defesa. a importação de peças de armas de fogo. munições e demais produtos controlados.76 AGEPOL/CENAJUR . O Comando do Exército poderá autorizar a entrada temporária no país. com posterior comunicação ao Comando do Exército. deverão informar as características específicas dos produtos importados. munições ou demais produtos controlados deverá apresentar como prova da venda ou transferência do produto.

§ 1º. em normas específicas. serão encaminhados. O desembaraço alfandegário de armas de fogo e munição somente será autorizado após o cumprimento de normas específicas sobre marcação. As exportações de armas de fogo. § 2º. Art. § 3º. de munição e seus componentes. É vedada a doação. Parágrafo único. acessórios ou munições mencionados no art. munições e demais produtos controlados. no prazo máximo de quarenta e oito horas.826. O desembaraço alfandegário de que trata este artigo abrange: I .ingresso e saída de armamento e munição. 63. peças e demais produtos controlados será autorizado pelo Comando do Exército. O desembaraço alfandegário de armas e munições. sob qualquer regime. As armas apreendidas poderão ser devolvidas pela autoridade competente aos seus legítimos proprietários se presentes os requisitos do art. de 2003.Fabiano Samartin Fernandes 77 Art. Parágrafo único. Art.nacionalização de mercadoria entrepostadas. 60. Art. bem como incluir este dado no respectivo Sistema no qual foi cadastrada a arma. de 2003. III . para destruição. trazidos como bagagem acompanhada ou desacompanhada. IV .internação de mercadoria em entrepostos aduaneiros. acautelamento ou qualquer outra forma de cessão para órgão. 65. 62. 61. O Comando do Exército estabelecerá. Fica vedada a exportação de armas de fogo.Estatuto do Desarmamento . corporação ou instituição. ao Comando do Exército. 25 da Lei no 10. mantendo-os devidamente atualizados. II . As armas de fogo. munições ou demais produtos controlados considerados de valor histórico somente serão autorizadas pelo Comando do Exército após consulta aos órgãos competentes.ingresso e saída de armamento e munição de órgãos de segurança estrangeiros. e VII . VI . após a elaboração do laudo pericial e desde que não mais interessem ao processo judicial. para participação em operações.ingresso e saída de armamento e munição de atletas brasileiros e estrangeiros inscritos em competições nacionais ou internacionais. a cargo do Comando do Exército.826. As armas brasonadas ou quaisquer outras de uso restrito poderão ser recolhidas ao Comando do Exército pela autoridade competente.as armas de fogo. por meio do serviço postal e similares. munições. 4o da Lei no 10. 64. § 4º. para sua guarda até ordem judicial para destruição. V . suas partes e peças. os critérios para definição do termo “valor histórico”. Art.operações de importação e exportação. . exercícios e instruções de natureza oficial. O Comando do Exército designará as Organizações Militares que ficarão incumbidas de destruir as armas que lhe forem encaminhadas para esse fim. O Comando do Exército cadastrará no SIGMA os dados relativos às exportações de armas. de seus acessórios e peças. Art. exceto as doações de arma de fogo de valor histórico ou obsoletas para museus das Forças Armadas ou das instituições policiais.

826. 32 da Lei no 10. a arma deverá permanecer sob a guarda e responsabilidade do administrador da herança ou curador. 66. 31 e 32 da Lei no 10.826. por qualquer meio. bem como o procedimento para pagamento.00 (cem mil reais): a) à empresa de transporte aéreo. o administrador da herança ou curador. ou com inobservância das normas de segurança. acessórios e munição. munições e explosivos deverá ser encaminhada diretamente ao órgão controlador da Polícia Federal ou do Comando do Exército. Presumir-se-á a boa-fé dos possuidores e proprietários de armas de fogo que se enquadrem na hipótese do art. de 2003. as disposições do art. marítimo. de 2003. § 3º. Os recursos financeiros necessários para o cumprimento do disposto nos arts.000.000. rodoviário. 31 e 32 da Lei no 10. munição ou acessórios. marítimo. sem a devida autorização. e . sem prejuízo das sanções penais cabíveis: a) à empresa de transporte aéreo. de 2003. e b) à empresa de produção ou comércio de armamentos. e b) à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade estimulando a venda e o uso indiscriminado de armas de fogo. fluvial ou lacustre que permita o transporte de arma de fogo. Nos casos de falecimento ou interdição do proprietário de arma de fogo. fluvial ou lacustre que deliberadamente. 13 da Lei no 10. 31 e 32 da Lei no 10. A entrega da arma de fogo. 67. depositada em local seguro. II .R$ 100. serão custeados por dotação específica constante do orçamento do Departamento de Polícia Federal. de que tratam os arts. 70. A inobservância do disposto no §2o deste artigo implicará na apreensão da arma pela autoridade competente aplicando-se ao administrador da herança ou ao curador.00 (duzentos mil reais). acessório ou munição. promova ou facilite o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. 12 deste Decreto. até a expedição do Certificado de Registro e entrega ao novo proprietário.A Revolução Cultural na Polícia Art. O valor da indenização de que tratam os arts. § 1º. deverá ser feita na Polícia Federal ou em órgãos por ela credenciados. Parágrafo único. Art. deverá providenciar a transferência da propriedade da arma. Seção II Das Disposições Finais e Transitórias Art. conforme o caso. alínea “b”. 71. A solicitação de informações sobre a origem de armas de fogo. § 2º. de 2003. faça. se não constar do SINARM qualquer registro que aponte a origem ilícita da arma. ferroviário. conforme o caso. na reincidência da hipótese mencionada no inciso I.R$ 200. O administrador da herança ou o curador comunicará ao SINARM ou ao SIGMA. 69. ferroviário.78 AGEPOL/CENAJUR .826. mediante alvará judicial. as disposições do art. aplicando-se ao herdeiro ou interessado na aquisição. será fixado pelo Ministério da Justiça. exceto nas publicações especializadas. Art.826. Será aplicada pelo órgão competente pela fiscalização multa no valor de: I . Art. de 2003. Art. a morte ou interdição do proprietário da arma de fogo. Nos casos previstos no caput deste artigo.826. rodoviário. 68.

de 2003. 76. VI e VII do art. A isenção das taxas para os integrantes dos órgãos mencionados no caput. Os recursos arrecadados em razão das taxas e das sanções pecuniárias de caráter administrativo previstas neste Decreto serão aplicados na forma prevista no § 1o do art.102. de 2003. do inciso I. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. Não serão cobradas as taxas previstas no art. Parágrafo único. 7o. 11 da Lei no 10. 1º de julho de 2004. II.Estatuto do Desarmamento . dos integrantes dos órgãos mencionados nos incisos I.826. de 23 de dezembro de 1999. 77. Brasília. nos termos do art. 6o. de 8 de maio de 1997.000. Art. As receitas destinadas ao SINARM serão recolhidas ao Banco do Brasil S.826.826. o “caçador de subsistência” assim reconhecido nos termos do art. Ficam revogados os Decretos nos 2. a listagem atualizada de seus empregados. Será isento do pagamento das taxas mencionadas no caput. quando se tratar de arma de fogo de propriedade particular. IV. Art. na conta “Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal”. e 3. 183º da Independência e 116º da República. §§ 2o e 3o. de 20 de fevereiro de 1997. em andamento no Comando do Exército.305.R$ 300. Art. 4o da Lei no 10. § 1º.a documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. 27 deste Decreto. 11 da Lei no 10. de 2003: I . os processos de doação. de 30 de março de 1998. quanto aos empregados que portarão arma de fogo. ao SINARM.A. 72. Serão concluídos em sessenta dias. 75. a partir da publicação deste Decreto.00 (trezentos mil reais). Art. do inciso II. da Lei no 10. 2. quando deixar de apresentar.Fabiano Samartin Fernandes 79 III . III.826. de 2003.222. 73. § 2º. sem prejuízo das sanções penais cabíveis. 23 da Lei no 7. e nas alíneas “a” e “b”. Art. ou II . na hipótese de reincidência da conduta prevista na alínea “a”.. V. de 20 de junho de 1983. A empresa de segurança e de transporte de valores ficará sujeita às penalidades de que trata o art. das armas de fogo apreendidas e recolhidas na vigência da Lei no 9.437. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho . restringir-se-á a duas armas. 74.532.semestralmente.

. estabelece a competência do Comandante-Geral para exercer as atividades previstas na legislação em vigor. Considerando que a Lei Federal nº 10. de 1º de julho de 2004. a qual aprovou o Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia. de 17 de junho de 2004 – estabeleceu condições para o registro.867. Para os efeitos desta Portaria.de uso permitido dos militares estaduais. alínea “e”. registro e cadastro de armas de fogo: I – pertencentes ao patrimônio da PMBA. sendo regulamentada pelo Decreto nº 5.884. IV – particulares.80 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia POLÍCIA MILITAR DA BAHIA GABINETE DO COMANDANTE-GERAL PORTARIA Nº 035-CG. em seu artigo 33. para conhecimento geral e devida execução por parte dos militares estaduais. § 1º. Considerando que o Decreto Federal nº 5. de 1º de julho de 2004. II . que define a quantidade de munição e acessórios que cada proprietário de arma de fogo pode adquirir. define crimes e dá outras providências. § único. de 27 de dezembro de 2001.123.990. considera-se OPM a Unidade até o nível de Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) ou equivalente. bem como para delegá-las. estabeleceu a competência do Comandante-Geral da Polícia Militar para regular por meio de norma específica o porte de armas de fogo por militares estaduais. Considerando as disposições da Portaria Normativa nº 40-MD. R E S O L V E baixar. sobre o Sistema Nacional de Armas – SINARM. munições e coletes de militares estaduais. III – carga pessoal pertencente à PMBA. de 22 de dezembro de 2003 – alterada pela Lei Federal nº 10.826. 1°. em seu artigo 155. constantes de seus registros próprios. e pela Lei Federal nº 10. posse e comercialização de armas de fogo e munições. de 17 de janeiro de 2005. Considerando que a Lei Estadual nº 7. DE 07 DE SETEMBRO DE 2005. Esta Portaria destina-se a regular os procedimentos relativos ao porte.123. as seguintes normas: CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. Art. de 12 de maio de 2004. Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências. O Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia. 2°. bem como a aquisição e transferência de propriedade de armas.

por exemplo. os calibres . II . cuja munição comum tenha. II . São armas. não sendo iguais ou similares ao material bélico usado pelas Forças Armadas nacionais. acessórios e equipamentos iguais ou que possuam alguma semelhança no que diz respeito ao emprego tático. . petrechos e munições de uso permitido: I .dispositivos óticos de pontaria com aumento menor do que 6 (seis) vezes e diâmetro da objetiva menor que 36 (trinta e seis) milímetros. V . . 9 Luger.32 Auto.armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola.armas de fogo automáticas de qualquer calibre. do material bélico utilizado pelas Forças Armadas nacionais.223 Remington. IV . na saída do cano. . cuja munição comum tenha.22 LR. V .armas de fogo de alma lisa.armas para uso industrial ou que utilizem projéteis anestésicos para uso veterinário. . 30-06.243 Winchester. .355 (mil trezentos e cinqüenta e cinco) Joules e suas munições como. petrechos e munições de uso restrito: I . conhecidos como “cartuchos-de-caça”. . na saída do cano. .32-20. de repetição ou semi-automáticas.armas de fogo curtas. os calibres .44 Magnum.270 Winchester. energia de até 1. 4°.armas de fogo curtas. energia superior a 1. acessórios.blindagens balísticas para munições de uso permitido. munições. X . XI .armas de fogo longas raiadas.cartuchos vazios.armas de fogo longas raiadas.Estatuto do Desarmamento .armas. possuem características que só as tornem aptas para emprego militar ou policial. energia de até 300 (trezentas) libras-pé ou 407 (quatrocentos e sete) Joules e suas munições como.45 Auto.Fabiano Samartin Fernandes 81 CAPÍTULO II Da Classificação das Armas de Fogo Art. . . São armas. energia superior a 300 (trezentas) libras-pé ou 407 (quatrocentos e sete) Joules e suas munições como por exemplo. VIII . IX . . . IV .45 Colt e . por exemplo. semi-carregados ou carregados a chumbo granulado.000 (mil) libras-pé ou 1.000 (mil) libras-pé ou 1. . estratégico e técnico. .375 Winchester e . cuja munição comum tenha. .357 Magnum. na saída do cano. acessórios e equipamentos que. por exemplo. de repetição ou semi-automáticas. cuja munição comum tenha. escudos. . VII .38 Super Auto.veículo de passeio blindado.38-40 e . . VI . munições. de repetição ou semi-automáticas.308 Winchester. 7.38 SPL e . 7 Mauser. Art.44 SPL.40 S&W.357 Magnum.62 x 39.armas. calibre 12 ou inferior. . . e suas munições de uso permitido.equipamentos de proteção balística contra armas de fogo portáteis ou de porte de uso permitido tais como coletes.25 Auto.380 Auto.32 S&W. com comprimento de cano igual ou maior do que 24 (vinte e quatro) polegadas ou 610 (seiscentos e dez) milímetros. etc.355 (mil trezentos e cinqüenta e cinco) Joules e suas munições como. destinados a armas de fogo de alma lisa de calibre permitido. na saída do cano. III . 3°. os calibres . com calibre igual ou inferior a 6 (seis) milímetros e suas munições de uso permitido.22 LR.22-250. os calibres . acessórios. capacetes.44-40. III .armas que tenham por finalidade dar partida em competições desportivas que utilizem cartuchos contendo exclusivamente pólvora.44 Magnum.

As quantidades e tipos de armamentos. Parágrafo único.blindagens balísticas para munições de uso restrito.armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola. tais como os bocais lança-granadas e outros. XIX . ou dispositivos similares capazes de provocar incêndios ou explosões.munições com projéteis que contenham elementos químicos agressivos. XII . FAL. que servem para amortecer o estampido ou a chama do tiro e também os que modificam as condições de emprego. .A Revolução Cultural na Polícia VI . que disparem projéteis de qualquer natureza. XI . XVII . As armas de fogo de porte e portáteis pertencentes ao patrimônio da PMBA serão cadastradas no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA). XX . que tenham por finalidade o controle do seu material bélico. como os silenciadores de tiro. lunetas etc.munições ou dispositivos com efeitos pirotécnicos. VIII .equipamentos para visão noturna tais como óculos.espadas e espadins utilizados pelas Forças Armadas e Forças Auxiliares. cujos efeitos sobre a pessoa atingida sejam de aumentar consideravelmente os danos. capacetes etc. e semelhantes. Art.veículos blindados de emprego civil ou militar. O banco de dados acima referido será estruturado com as informações exigidas pelo Comando do Exército. M964. mas que escondem uma arma. XIV . canetasrevólver.armas e dispositivos que lancem agentes de guerra química ou gás agressivo e suas munições. a qual manterá banco de dados visando ao controle eficaz de tais armas.82 AGEPOL/CENAJUR . conceituadas como tais os dispositivos com aparência de objetos inofensivos. XV . os quebra-chamas e outros. IX .dispositivos que constituam acessórios de armas e que tenham por objetivo dificultar a localização da arma. independentemente daquelas definidas pela PMBA.arma a ar comprimido. os quais serão confeccionados em documentos oficiais de caráter permanente. com calibre superior a 6 (seis) milímetros. Parágrafo único.armas de fogo dissimuladas. XXI . As armas de fogo adquiridas pela PMBA serão registradas na Unidade de Equipamentos Estratégicos (UEE) do Departamento de Apoio Logístico (DAL). periscópios. VII .equipamentos de proteção balística contra armas de fogo portáteis ou de porte de uso restrito tais como coletes.armas de fogo de alma lisa de calibre superior ao 12 e suas munições. serão previamente definidos pelo DAL. que manterá o controle desses registros. tais como bengalas-pistola. CAPÍTULO III Do Registro e do Cadastro das Armas de Fogo Pertencentes ao Patrimônio da PMBA Art. por intermédio da UEE.dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro meio de marcar o alvo. para sua utilização.62mm. X .dispositivos ópticos de pontaria com aumento igual ou maior do que 6 (seis) vezes e diâmetro da objetiva igual ou maior do que 36 (trinta e seis) milímetros. de coletes balísticos e de munições a serem adquiridos pela PMBA. tais como projéteis explosivos ou venenosos. escudos. XVI . XVIII . simulacro do fuzil 7. XIII .armas de fogo de alma lisa de calibre 12 ou maior com comprimento de cano menor que 24 (vinte e quatro) polegadas ou 610 (seiscentos e dez) milímetros. 6º. 5º.

O CRAF será expedido com base no cadastro da UEE e deverá conter os seguintes dados: I . excetuadas as armas de fogo registradas no SFPC/6ª RM. utilizando-se de banco de dados. 7º. § 3º. adquiridas no comércio ou na indústria. e deverá encaminhar cópia do registro.Estatuto do Desarmamento . O Comandante-Geral. As armas de fogo de uso permitido pertencentes aos militares estaduais serão registradas. As alterações de características (calibre.826/03. é a autoridade competente para expedir o registro próprio das armas de fogo de que trata este artigo. CAPÍTULO V Da Expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) SEÇÃO I Da Expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo Pertencente a Militar Estadual Art. capacidade e/ou acabamento) das armas de fogo de propriedade de militares estaduais. deve ser publicada em BGR para controle da UEE. 8º. II .Fabiano Samartin Fernandes 83 CAPÍTULO IV Do Registro e do Cadastro das Armas de Fogo Pertencentes aos Militares Estaduais Art. c) Registro Geral (RG). nos termos do artigo 3º do Decreto nº 5. g) BGR que publicou a aquisição. f) posto. d) data da emissão. § 2º. ficando delegada esta atribuição ao DAL. comprimento do cano. na própria Polícia Militar. via cadeia de comando. c) denominação do documento. e) validade (três anos da data de emissão). § 1º. nome e assinatura da autoridade militar estadual competente para a expedição. b) número do cadastro. III .123/2004. O cadastro das armas particulares dos militares estaduais será realizado pela UEE. órgão expedidor e Unidade da Federação (UF). § 4º. Art. atirador ou caçador deverá registrar sua arma no Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 6ª Região Militar (SFPC/6ª RM).do militar estadual: a) nome. O militar estadual colecionador. a qual será cadastrada no SIGMA. 9º.da arma de fogo: . para publicação em Boletim Geral Reservado (BGR) para controle da UEE.do cadastro da arma de fogo: a) número seqüencial do formulário. nos termos do parágrafo único do artigo 2º da Lei nº 10. A UEE deverá expedir o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) referente às armas de fogo de uso permitido pertencentes aos militares estaduais. b) posto / graduação e matrícula. conforme Anexo “A”. procedidas com a devida autorização do SFPC/6ª RM (a ser obtida pessoalmente pelo interessado).

a OPM deverá recolher o CRAF expedido pela PMBA. cadastrá-la na UEE. deverá portar a Cédula de Identidade Funcional e a Autorização de Carga de Arma de Fogo (Anexo “C”). atualizando o seu cadastro. §3°.quando de folga com arma da PMBA.826. restrito aos limites territoriais do Estado. caso venha a ser demitido da PMBA. Na hipótese de exoneração ou demissão do militar estadual. deverá portar a Cédula de Identidade Funcional. d) calibre. 13. II . h) número do cadastro. de ofício. SEÇÃO III Dos Militares Estaduais Exonerados ou Demitidos Art.990. por intermédio da OPM responsável pela realização do respectivo curso de formação ou estágio. de 01/07/04”. do CPF e da cédula de identidade (RG).84 AGEPOL/CENAJUR . salvo quando em serviço e autorizado. e) número. que providenciará a expedição do CRAF da Polícia Militar. mediante apresentação da Cédula de Identidade Funcional. encaminhando-o à UEE. 15. mediante apresentação de cópia autenticada do comprovante de residência. da Lei Estadual n. Art. deverá. obrigatoriamente.expedir. SEÇÃO II Das Pessoas que Ingressam na Carreira Policial-Militar Possuindo Arma de Fogo Art. II . 10. A pessoa admitida na PMBA. g) capacidade de cartuchos. 12. de 22/12/03. 11. À UEE caberá: I . f) comprimento do cano. aplicar-se-lhe-á o disposto nesta Seção. c) modelo.quando de serviço com arma da PMBA. observando-se. não poderão transitar portando arma de fogo. O porte de arma de fogo de uso permitido. de 27/12/01. O militar estadual agregado nos termos do artigo 196. Art. CAPÍTULO VI Do Porte de Arma de Fogo por Militares Estaduais Art. 14.123. e com o Decreto Federal nº 5. após a devida publicação do cadastro em Boletim Geral Ostensivo ou Reservado. juntamente com a respectiva Planilha de Alteração de Cadastro de Arma de Fogo (Anexo “B”). . Art. IV – a inscrição: “De acordo com a Lei Federal nº 10. é inerente ao militar estadual do serviço ativo. b) marca. durante a sua freqüência. bem como a de uso restrito pertencente à PMBA. Os Alunos do Curso de Formação de Soldados PM.cancelar o CRAF.A Revolução Cultural na Polícia a) espécie (tipo). proprietária de arma de fogo. certidão de origem da arma de fogo para o fim de regularização no órgão competente da Polícia Federal. permanecerá com o CRAF e.° 7. as seguintes regras: I . conforme o caso.

II – validade. e somente para arma de porte. b) alíneas “a” e “b” do inciso II. c) alíneas “a”. 50 (cinqüenta) cartuchos do mesmo calibre (Anexo “D”). § 2º. “g” e “h” do inciso III. Art. fora dos limites territoriais do Estado. § 3º. 19. não superior a 1 (um) ano e. A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos deverá conter os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “a”. A autorização para porte de arma de fogo em outra unidade federativa será expedida ao militar estadual inativo pela autoridade competente. “c” e “d” do inciso I. deverá portar. Art. na condição de Praça.a carga de arma de fogo pertencente à PMBA.quanto à quantidade de cartuchos. devendo a referida autorização ser publicada em BGR.quanto ao período. Nos casos de cumprimento de missão institucional. para fins de serviço policial-militar. o militar estadual poderá levar consigo. “e”. As autorizações mencionadas neste artigo podem ser revogadas a qualquer tempo. quando se tratar de arma particular de porte. 16. o Porte de Arma de Praça (Anexo A1). II . O Coordenador. O trânsito compreende todas as demais situações em que o militar estadual não esteja exercendo funções institucionais. 18. Art.Fabiano Samartin Fernandes 85 III . no máximo 50 (cinqüenta). “c”. “d”. para a renovação do respectivo porte (Anexo “E”). . na condição de Oficial deverá portar a Cédula de Identidade Funcional e o CRAF (Anexo “A”). a juízo da autoridade que as concedeu. observando-se os requisitos mencionados no caput do artigo 18: I .quando de serviço ou de folga com arma particular. Os militares estaduais da reserva remunerada ou reformados terão a autorização para porte de arma particular expedida pelo Comandante-Geral. no máximo. Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policialmilitar competente para autorizar: I . A autorização para o porte de arma de fogo em outra unidade federativa ocorrerá quando o militar estadual estiver no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito.a utilização da arma particular em serviço. quando deverão ser submetidos à avaliação psicológica para o manuseio de arma de fogo pelos órgãos responsáveis pela atividade na PM. e assim sucessivamente. conforme indicado no artigo anterior. Art. § 1º. Art. II . Comandante.Estatuto do Desarmamento . Somente será concedida autorização para porte de arma de fogo de propriedade da PMBA. “b”. 17. 20. além da documentação anteriormente mencionada. não superior a 1 (um) ano. sob responsabilidade do DA. sendo concedida por prazo determinado. o prazo descrito neste artigo será ampliado até o término desta. pelo prazo de 3 (três) anos. Parágrafo único.

a inscrição: “O portador. fora de serviço. 22.validade. mediante solicitação fundamentada do militar estadual. b) alíneas “a” e “b” do inciso II. identificado pela Cédula de Identidade da PMBA.indicação do número de patrimônio da arma. V . Comandante. salvo autorização expressa do Comandante-Geral.123/2004”. II – o número da autorização. está autorizado a portar a arma acima descrita. O Coordenador. Para fins desta norma. III . CAPÍTULO VII Da Autorização de Carga Pessoal de Arma de Fogo Pertencente ao Patrimônio da PMBA Art. identificado pela identidade funcional da PMBA. nos termos do Decreto Federal nº 5. Parágrafo único. patrimônio da PMBA.86 AGEPOL/CENAJUR .indicação do número do Boletim Geral Reservado que autorizou o porte. terá cancelada a autorização e recolhida a arma. 23. Art. a arma acima descrita. VI – indicação do número do BIR que autorizou a carga. “f ” e “g” do inciso III. Tal autorização deverá ser publicada em BIR. O Praça. Coordenador. Por ocasião da autorização para a carga pessoal de arma de fogo pertencente à PMBA. § 4º. o qual deverá ser numerado pela OPM. não terá a carga da referida arma. Caso contrário. nos termos do Decreto Federal nº 5. A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos somente será válida com a apresentação da Cédula de Identidade da PMBA e do CRAF. § 2º.assinatura do Coordenador. a carga pessoal de arma de fogo de porte pertencente ao patrimônio da PMBA. “e”.A Revolução Cultural na Polícia III – assinatura do Comandante-Geral. está autorizado a portar. c) alíneas “a”. V . VII – a inscrição: “O portador. o extravio da arma guardada no interior de armários de alojamentos ou vestiários e veículos não excluirá a responsabilidade do possuidor. o militar estadual deverá assinar o Termo de Responsabilidade (Anexo “F”) juntamente com duas testemunhas. como carga individual. conforme modelo constante do Anexo “C”. O militar estadual possuidor de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA deverá zelar por sua manutenção de primeiro escalão e conservação. IV . Comandante. . Diretor ou Chefe de OPM. não poderá portar arma de fogo em locais onde haja aglomeração de pessoas. “d”. IV . § 1º. § 3º. “b”. Coordenador. 21. VIII – a indicação de que a Autorização de Carga de Arma de Fogo somente será válida com a apresentação da identidade funcional da PMBA. “c”.123/2004”. Caso o militar estadual que já tenha a Autorização de Carga de Arma de Fogo se recuse a assinar o Termo de Responsabilidade. Art. A Autorização de Carga de Arma de Fogo deverá conter os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “c” e “d” do inciso I. em virtude de evento de qualquer natureza. responsabilizando-se por sua guarda. Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policial-militar competente para autorizar.

o militar estadual que for surpreendido portando arma de fogo. pertencente ao patrimônio da PMBA. A Autorização para Carga Pessoal de Arma de Fogo. 3. estiver em estágio probatório. Nos casos de afastamentos superiores a 8 (oito) dias. pelo período em que perdurar a situação. constitui ato discricionário do Coordenador. ou extraviada e. pelo período em que perdurar a apuração de roubo. 25. for considerado responsável pela perda do armamento. Diretor ou Chefe de OPM. quando ingressar no comportamento “Mau”. Comandante. de folga ou em trânsito. observados os critérios de conveniência e de oportunidade. referente à arma de porte. portá-la em atividade extraprofissional. a critério do Coordenador. 3.Fabiano Samartin Fernandes 87 Art. Terá revogada a autorização de carga pessoal de arma de fogo. A autorização de carga pessoal de arma de fogo de porte. 26. ou que reincidir em uma delas. independentemente das medidas disciplinares cabíveis ao caso. ainda que a apuração administrativa esteja em instrução. Caberá. em estande da PMBA. não elide a eventual aplicação das sanções disciplinares por infrações administrativas praticadas. desde que o interessado ainda não tenha sido habilitado ao uso da pistola semi-automática Cal. permanecer com ela. em caráter definitivo. 4. § 5º. somente será expedida ao militar estadual que efetuar. estiver regularmente matriculado em curso de formação. a suspensão cautelar de carga de arma de fogo ao militar estadual que dela fizer uso irregular. podendo ser revogada a qualquer tempo. Diretor ou Chefe de OPM. § 3º. encontrar-se no comportamento “Mau”. Terá suspensa a autorização de carga pessoal de arma de fogo: 1. Comandante. devidamente fundamentado pelo interessado. após análise do pedido. 5. o militar estadual que disparar arma de fogo por negligência. § 1º. de serviço. supervisionado por Oficial . Art. Coordenador. 2. portanto. por 1 (um) ano. 2. semi-automática. caso não possua arma de fogo de porte particular. no mínimo. alcoolizado ou embriagado com qualquer bebida alcoólica ou substância entorpecente. excepcionalmente. o possuidor deverá restituir a arma à reserva de armas da OPM. o militar estadual que: 1. 2. furto ou extravio da arma de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade. cinqüenta tiros com arma semelhante.40. furtada. Comandante. por escrito.Estatuto do Desarmamento . após a devida apuração. Não será concedida autorização de carga pessoal de arma de fogo ao militar estadual que: 1. . § 4º. 6. podendo. o militar estadual que incidir na prática concomitante das infrações constantes dos itens 3 e 4 acima. 24. a critério do Coordenador. § 2º. tiver arma de fogo da PMBA roubada. A suspensão ou revogação da autorização de carga pessoal de arma de fogo não constitui medida punitiva e. imperícia ou imprudência. por 1 (um) ano. Diretor ou Chefe da OPM. Art. definitivamente. o militar estadual ao qual for prescrita recomendação médica de proibição ou restrição quanto ao uso de arma de fogo.

como arma principal ou sobressalente. § 1º. juntamente com a da PMBA. A autorização para emprego no serviço operacional de arma de fogo de uso permitido. A autorização para transporte de arma de fogo portátil de uso permitido. os Comandantes. 27. O militar estadual que utilizar arma particular em serviço deverá. CAPÍTULO VIII Do Uso em Serviço de Arma de Fogo Particular Art. à OPM de origem. devidamente registrada no SFPC/6ª RM. a qual deverá ser publicada em BIR. nos termos da normatização específica. ficarão por conta do proprietário. Comandante. Para autorização do uso de arma particular em serviço. em substituição à arma da PMBA e/ ou como arma sobressalente. Art. Diretores ou Chefes de OPM deverão atentar. além da correspondência à dotação da PMBA. quando do envolvimento em ocorrência policial. sendo. O transporte de armamento pertencente à PMBA deve ser realizado de acordo com o Plano de Segurança da respectiva OPM. pertencente a militar estadual. pelo menos. É vedada a remessa de armamento via malote ou Correio. O militar estadual movimentado deverá devolver a arma da PMBA. deverá constar no Relatório de Serviço Específico ou em relatório próprio de serviço da OPM. § 3º. bem como as despesas decorrentes de danos. § 3º. § 1º. Comandante. inclusive. . As providências para a liberação de arma particular apreendida utilizada em serviço. fica condicionado à expedição da respectiva guia de tráfego pela Região Militar. ao final. conforme Anexo “G”. pertencente ao militar estadual. considerado “Apto” no Teste de Aptidão de Tiro (TAT). § 2º. uma das instituições de ensino da PMBA). dentro dos limites territoriais do Estado da Bahia. 28. será expedida pelo respectivo Coordenador. desde que esta corresponda aos padrões e características das armas de fogo de uso permitido constantes da dotação prevista para a PMBA. de porte e uso permitidos. expressamente. a ser definida em razão da quantidade e características das armas a serem transportadas. extravio etc. que com esta ocorrerem. 30. É proibida a autorização de carga pessoal de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA ao militar estadual inativo e ao militar estadual agregado por deserção. devidamente registrada na UEE. 29.88 AGEPOL/CENAJUR . para o sistema de segurança do armamento (barra de percussão). que avaliará a habilidade no manuseio e desmontagem correspondente à manutenção de primeiro escalão. prevendo-se.A Revolução Cultural na Polícia Instrutor de Tiro (pertencente ao corpo docente de. o militar estadual poderá utilizar em serviço arma de fogo de sua propriedade. que tiver como carga. escolta armada. Art. Diretor ou Chefe de OPM. § 2º. CAPÍTULO IX Do Transporte de Armas de Fogo Art. Mediante autorização do Coordenador. Diretor ou Chefe de OPM. O transporte de arma de fogo portátil.. acusar ciência da necessidade de apresentação dessa arma. obstando o uso de armas obsoletas e dirigindo eventuais dúvidas à UEE. § 4º.

36. obedecerá às normas baixadas pelo órgão competente.Estatuto do Desarmamento . O Coordenador. expressamente. para fins de atualização de cadastro e comunicação ao SINARM ou SIGMA. O Coordenador. A OPM a que pertença militar estadual cuja arma de fogo particular foi apreendida ou localizada deverá publicar tal ato em BIR. Diretor ou Chefe competente para adoção das medidas de polícia judiciária militar e/ou administrativo-disciplinares cabíveis. até que cessem os motivos do impedimento ou até que a propriedade da arma seja transferida para outrem. 34. promoverá o recolhimento imediato da arma patrimoniada pela PMBA. em aeronaves que efetuem transporte público. observando-se as formalidades legais. 33. CAPÍTULO X Das Armas de Fogo Apreendidas Art. O embarque de militares estaduais ativos ou inativos. caso tenha. por meio de laudo médico. Comandante. As armas de fogo e munições. observando o disposto nas normas para controle de material bélico das polícias militares e corpos de bombeiros militares. de militar estadual inativo proprietário de arma de fogo que. nos casos de cometimento de crime comum. observando-se as formalidades legais. Diretor ou Chefe de OPM designará Oficial da Unidade para o devido acompanhamento de procedimentos administrativos. tenha ciência de situação psicológica que o impeça de portar arma de fogo.123/2004. determine restrição ao uso de arma de fogo. 32. O Coordenador. Art. § 1º. até que cessem os motivos do impedimento ou até que a propriedade da arma seja transferida para outrem. Diretor ou Chefe de OPM ao tomar ciência. nos termos do artigo 48 do Decreto Federal nº 5. As OPMs deverão comunicar à UEE. conforme o caso. adotará as medidas necessárias ao recolhimento dessa arma particular. se a OPM houver sido extinta. Diretor ou Chefe da última OPM ou da OPM detentora do Assentamento Individual. da qual o militar estadual enfermo tenha carga pessoal e também da arma particular. A OPM detentora da arma de fogo apreendida ou localizada deverá publicar tal ato em BIR. o mais rapidamente possível. Comandante. 31. a apreensão ou localização de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA ou pertencente a militar estadual. nos casos de cometimento de crime militar e/ou transgressão disciplinar ou ao órgão policial civil competente (Circunscrição Policial). legalmente apreendidas. por meio de laudo técnico. Art. com arma de fogo. § 2º. Art. CAPÍTULO XI Do Recolhimento de Arma de Fogo de Militar Estadual Inapto Art. Comandante. a qual ficará guardada na reserva de armas da OPM. visando a que estas sejam reintegradas no patrimônio da Corporação. 35. policiais ou judiciais que envolvam armas da PMBA apreendidas. serão encaminhadas ao Coordenador. a qual ficará guardada na reserva de armas de sua OPM. Comandante. da situação psicológica de subordinado que. .Fabiano Samartin Fernandes 89 Art. o mais breve possível.

Parágrafo único. Estado etc. vinculada a processo em andamento ou findo.comunicar o fato à UEE.A Revolução Cultural na Polícia Parágrafo único. cidade. a contar da solução do feito investigatório. Furto ou Roubo de Arma de Fogo de Porte Pertencente à PMBA. data e hora dos fatos. a) concluindo que o militar estadual (que assinou o Termo de Responsabilidade – Anexo “F”) não estava em serviço quando da perda da arma. o possuidor deverá comunicar imediatamente o ocorrido ao seu Comandante. será lavrado o Termo de Recolhimento (Anexo “H”). 37. a devida indenização à Fazenda Pública estadual. devendo constar em tal comunicação: I . nº. em até 3 (três) meses. II . Art. de arma de fogo objeto de carga pessoal. Art. a qual se incumbirá de fazer os registros necessários e comunicar ao SIGMA. 40. II . será avaliada a responsabilidade civil (culpa ou dolo) ao término do feito investigatório.descrição de como ocorreram os fatos.instaurar feito investigatório para a apuração da responsabilidade penal. sendo tal ato publicado em BIO ou BIR. será procedida. A OPM detentora da arma da PMBA extraviada. arrolando testemunhas.local exato (rua. 38.). O órgão da PMBA que expedir o laudo médico deverá encaminhar uma cópia deste para a última OPM do militar estadual inativo ou à OPM detentora de seu Assentamento Individual. bairro. O militar estadual com restrição de uso de arma de fogo que se recusar a entregar sua arma particular à autoridade policial-militar competente terá o seu porte de Arma de Fogo revogado. para que seja procedida tal revogação. As OPMs que tiverem militares estaduais na situação mencionada no caput deste artigo deverão encaminhar documentação à UEE.anexar boletins de ocorrência (BOPM e BOPC).90 AGEPOL/CENAJUR . roubada ou furtada deverá: I . b) se for comprovado que a perda da arma ocorreu em serviço. além de se fazer os registros pertinentes na Circunscrição Policial. Art. a título de posse provisória. nas suas formas simples ou qualificadas. III . para uso policial militar ou particular. de arma de fogo produto de apreensão e à disposição da Justiça. 39. Quando do recolhimento da arma particular do militar estadual nas situações descritas nos artigos anteriores deste Capítulo. independentemente de culpa ou dolo. roubo ou furto. ato que deverá ser publicado em BGO ou BGR. CAPÍTULO XII Das Armas Apreendidas e à Disposição da Justiça Art. Art. Fica vedada a carga. . Ocorrendo extravio. civil e disciplinar. sem prejuízo de outras medidas cabíveis. devendo-se observar o previsto no artigo 3º das Disposições Transitórias desta Portaria. CAPÍTULO XIII Do Extravio. 41. devendo ser entregue a familiar ou a representante legal do militar estadual uma cópia desse documento.

proibidas a menores de 18 (dezoito) anos. pertencente a militar estadual. e) nos casos em que a arma recuperada. o disposto na alínea “d” deste artigo. ou de sua perda por inutilização. furto ou extravio de arma de fogo. Art. neste caso. depois de periciada pela UEE. CAPÍTULO XV Da Aquisição de Armas de Fogo. Art. independentemente de autorização. Munições e Coletes SEÇÃO I Dos Limites de Aquisição e Propriedade de Armas de Fogo Art. esta será encaminhada à SFPC/6. dentro do limite fixado nesta Portaria. respeitado o limite de 6 (seis) armas de fogo de uso permitido. 46. 43. No caso de transferência de propriedade de arma por venda. fato que será publicado em BIR.duas armas de porte. será lavrado o termo de exibição e apreensão.duas armas de caça de alma raiada ou duas de tiro ao alvo. 44. com calibre menor ou igual a 6 mm e que atiram setas metálicas.Fabiano Samartin Fernandes 91 c) encontrada a arma. O militar estadual. II . a OPM do militar estadual também deverá ser comunicada sobre a recuperação da mencionada arma. publicando-se tais alterações em BIR. podendo as aquisições desses materiais ser feitas mediante a apresentação ao lojista de documento de identidade pelo próprio comprador (Oficiais ou Praças). espingardas ou carabinas de pressão por mola. permuta ou doação. remetendo-se cópia da planilha de alteração de cadastro de arma de fogo (Anexo “B”) à UEE. além de ser feito o devido registro na Circunscrição Policial competente. furto ou extravio. bem como quando da recuperação da arma particular do militar estadual. o militar estadual somente poderá adquirir outra. não apresentar condições de uso na atividade policial-militar. balins ou grãos de chumbo. Parágrafo único. será procedido o devido estorno do valor descontado ao militar estadual incurso na alínea “b” deste artigo. de acordo com o disposto nas normas para controle de material bélico das polícias militares e corpos de bombeiros militares. Não há limite na quantidade de pistolas. 45. não se aplicando. à UEE comunicará o fato ao SINARM. poderá ter a propriedade: I . CAPÍTULO XIV Do Extravio. Art. cabendo à UEE fazer a atualização do cadastro desta arma. 42. Ocorrendo roubo. III . para a devida destinação. .duas armas de caça de alma lisa. Quando do roubo. d) após a reinclusão da arma ao patrimônio da PMBA. furto ou roubo. Furto ou Roubo de Arma de Fogo de Porte Particular Art. extravio. depois de comprovado o fato perante a autoridade policial-militar competente.Estatuto do Desarmamento . Além do previsto no artigo 34 desta Portaria. o fato deverá ser comunicado imediatamente a seu comandante e publicado em BIR.

munição ou colete será de responsabilidade do interessado. Ao assinar o pedido de autorização para adquirir arma e/ou munições ou colete. citando o Posto/Graduação. cor. Recebidos os coletes. conforme o Anexo “A”. modelo. número da nota fiscal e data de aquisição) ou munição (quantidade e calibre) e expedirá o Certificado de Propriedade de Colete Balístico (CPCB). nome do adquirente. “b” e “c” do inciso II. poderão solicitar autorização para adquirir. esta fará publicar a aquisição em BGR. Subtenentes e Sargentos. 48. tamanho e material). matrícula. 50. acabamento. para uso exclusivo em sua segurança pessoal. modelo. 47. apenas 01 (uma) arma de porte e munição para uso exclusivo em sua segurança pessoal. Art. número de série. c) uma arma de caça de alma lisa (para caça ou esporte): espingarda ou toda arma congênere de alma lisa de qualquer modelo. 51. b) uma arma de caça de alma raiada (para caça ou esporte): carabina ou rifle. nível de proteção balística.os Oficiais. “d”. 52. munições e coletes na indústria obedecerá ao que se segue: I . b) alíneas “a”. e o CRAF.92 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia Art. no comportamento “Bom”. capacidade de tiro. “f ” e “g” do inciso I. Art. apenas 1 (uma) arma de porte e munição. o militar estadual deverá formalizar. quantidade e sentido das raias. as armas e/ou munições pela UEE. O militar estadual inativo poderá solicitar autorização para aquisição de armas ao DA. as características do colete (marca. II . na indústria: a) uma arma de porte (arma curta ou de defesa pessoal): revólver ou pistola. atendidas as prescrições legais e respeitado o limite estabelecido no artigo 46 desta Portaria. conforme Anexo “I”. 49. com 2 (dois) ou mais anos de serviço na PMBA e. calibre ou sistema.os Cabos e Soldados inativos poderão solicitar autorização para adquirir. “c”. o Certificado de Aquisição de Arma de Fogo. à vista ou por outra forma de pagamento estabelecida pelo fabricante. O pagamento da arma. . devendo tal publicação ser transcrita nos assentamentos individuais dos militares estaduais adquirentes. país de origem.os Soldados. conforme o Anexo “J”. o seu pleno conhecimento do contido nesta Portaria. nº de fabricação. Autorizadas as aquisições. também. bienalmente. Art. na indústria. marca. quantidade de camadas. na indústria. No Certificado de Propriedade de Colete Balístico deverá constar os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “a”. A aquisição de armas de fogo. “b”. poderão solicitar autorização para adquirir. Art. calibre. os entendimentos para pagamentos processar-se-ão diretamente entre a indústria produtora ou seu representante legal e os interessados. III . no mínimo. as características das armas (espécie. comprimento do cano. Parágrafo único. Art.

anualmente. SEÇÃO II Dos Limites para Aquisição de Munições Art. A aquisição de munição ficará limitada ao calibre correspondente à(s) arma(s) registrada(s) ou à arma que o militar estadual possua como carga individual. será de 1 (um) exemplar por militar estadual. . c) tamanho. por um mesmo militar estadual será de 50 (cinqüenta) cartuchos para arma de porte de uso permitido. instrutor de tiro. anualmente. A quantidade máxima de munição que poderá ser adquirida no comércio. na indústria. para arma de porte de uso restrito. Parágrafo único. Art. h) nível de proteção balística.os militares estaduais.Estatuto do Desarmamento . Para aprimoramento e qualificação técnica. podendo este realizar nova aquisição somente no último ano de validade do colete em uso. 55. d) quantidade de camadas. conforme cronograma estabelecido pelo DAL. mediante autorização do Comando do Exército. e) modelo. SEÇÃO III Do Limite para Aquisição de Coletes na Indústria Art. 58. Art. anualmente.Fabiano Samartin Fernandes 93 II – características do colete balístico com a indicação de: a) número. A quantidade máxima de munição que poderá ser adquirida na indústria. b) marca. atendidas as prescrições legais e respeitado o limite estabelecido no artigo 46. 54. c) uma arma de caça de alma lisa (para caça ou esporte): espingarda ou toda arma congênere de alma lisa de qualquer modelo. poderá adquirir será regulada por norma própria do Comando do Exército. 56. O limite para aquisição de coletes. g) material. de: a) uma arma de porte (arma curta ou de defesa pessoal): revólver ou pistola. A aquisição de armas de fogo no comércio obedecerá ao que se segue: I . Art. f) cor. 53. b) uma arma de caça de alma raiada (para caça ou esporte): carabina ou rifle. 57. a quantidade de cartuchos e munição que cada militar estadual ou atirador policial-militar. A aquisição de arma de fogo diretamente na indústria dar-se-á somente pela UEE. poderão solicitar aquisição no comércio. Art. calibre ou sistema. III – a inscrição “De acordo com o R-105”. por um mesmo militar estadual é de 50 (cinqüenta) cartuchos carregados a bala.

neste caso. 60. para elaboração da relação a que se refere o “Anexo XXVII” do Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). que receberá o Certificado de Aquisição de Arma de Fogo. aprovando. conforme modelo constante do Anexo “L”. As armas adquiridas serão entregues pela Indústria. Art. . terá o CRAF cancelado e será reincluída no estoque da indústria.encaminhamento de uma cópia do mesmo documento à UEE. expedida pelo Comandante-Geral. conforme Anexo “J”. caso não tenha sido paga totalmente. Art. sendo que 4 (quatro) vias seguirão com o expediente. obsoletos ou imprestáveis. 63. Art. Art. O pedido de aquisição será firmado em documento individual.A Revolução Cultural na Polícia SEÇÃO IV Das Formalidades para Aquisição de Armas de Fogo. O DAL preparará expediente a ser assinado pelo Comandante-Geral. 66. solicitando autorização para aquisição de arma ao Comandante da 6ª Região Militar (6ª RM). expedido pela UEE. deverá encaminhar a solicitação de autorização para aquisição (Anexo “L”) ao Comandante-Geral. excedentes. devidamente numerado. Art. de acordo com o modelo constante do Anexo “M”.105. SEÇÃO V Da Aquisição de Armas de Fogo. ou recolhida à Organização Militar competente do Exército. Art. 65. Obtida a autorização da 6ª RM. 62. Munições ou Coletes na Indústria Art. munições.94 AGEPOL/CENAJUR . a destinação prescrita na Portaria Ministerial que regula o destino de armas. 64. o qual. a contar da data de expedição e somente para as quantidades de produtos controlados nela especificados. o DAL providenciará: I . 59. Munições e Coletes de Uso Permitido no Comércio Art. de cópia do “Anexo XXVII” do R . por intermédio de ofício. O militar estadual. A autorização para aquisição de armas e/ou munições no comércio. caso já tenha ocorrido o pagamento. para adquirir no comércio especializado colete balístico de uso permitido. Toda arma não retirada pelo adquirente. emitirá a Autorização para Aquisição no Comércio de Colete Balístico de Uso Permitido (Anexo “N”). ao Comando de Operações Terrestres (COTER) e à Região Militar onde a fábrica produtora estiver sediada.remessa. A listagem dos pedidos de aquisição será remetida pela OPM à UEE. na UEE. por intermédio de requerimento padrão dirigido ao Comandante-Geral da PMBA.105. decorridos 6 (seis) meses da data de seu cadastramento na UEE. com 6 (seis) vias do “Anexo XXVII” do R . II . tendo. terá validade de 30 (trinta) dias. 61. e serão retiradas pelo militar estadual adquirente. explosivos e petrechos apreendidos.

e Portarias de nºs 4 e 5 – D Log. A OPM do militar estadual que adquirir munição no comércio deverá proceder à publicação desse ato em BIR. tendo. Art. da autorização (Anexo “M”) e da sua Cédula de Identidade Funcional. caso não tenha sido paga totalmente. Previamente à expedição do CRAF.expedição do CRAF pela UEE. por intermédio de requerimento padrão endereçado ao Comandante-Geral. especialmente pela Portaria de nº 24 . IV . 71. conforme modelo constante do Anexo “L”. II . retirado por representante da firma vendedora. em seguida. expedirá o Certificado de Propriedade (Anexo “I”). juntamente com a documentação expedida (publicação em BGR. conforme Anexo “P”. conforme Anexo “O”. Art. 69. aos militares estaduais. 70. caso já tenha ocorrido o pagamento. conforme Anexo “P”.pedido de autorização para aquisição. observando-se os requisitos do artigo 52 desta Portaria.DMB. colecionadores e atiradores obedecerá às regras estabelecidas pelo Comando do Exército. neste segundo caso. após providenciar a publicação. 68. da aquisição de colete balístico no comércio. responsável pelo controle.Estatuto do Desarmamento . conforme Anexo “P”. pelo militar estadual. deverá ser apresentado. a) para comprar munição.Fabiano Samartin Fernandes 95 Parágrafo único. será este cancelado. nos limites e prazos fixados nesta Portaria. o respectivo CRAF. A compra e venda de armas e munições. em BGR. 72. Toda arma de fogo não retirada na loja pelo adquirente. decorridos 6 (seis) meses da data de expedição do CRAF. 67. conforme Anexo “P”. ou será recolhida à Organização Militar competente do Exército. em BGR.apresentação ao vendedor. SEÇÃO VI Das Formalidades para Aquisição de Armas de Fogo e Munições no Comércio Art. A UEE. Art. as seguintes exigências: I . firmado em documento individual. A aquisição de armas de fogo por militares estaduais que sejam caçadores. Art. III . no que couber. observando-se os requisitos do artigo 52 desta Portaria. de 25/10/00. juntamente com a 1ª via da Nota Fiscal. Após o recebimento da arma de fogo pelo militar estadual.preenchimento das 4 (quatro) vias do formulário para Cadastro de Arma de Fogo. CRAF e Nota Fiscal). a destinação prescrita na Portaria Ministerial que disciplina o assunto. . deverá apresentá-la ao Oficial de sua Unidade. Art. será autorizada após satisfeitas. a UEE deverá providenciar a publicação da aquisição da arma de fogo. de 08/03/01. em face da sua situação irregular e será reincluída no estoque da loja. este procederá à conferência referente à documentação da aludida arma e. também. que só então providenciará a entrega da arma de fogo e do documento de registro para o adquirente. para confrontação física das características alfanuméricas da arma de fogo com os dados da documentação apresentada.

devidamente motivadas.de autoridade policial-militar. quando tal transferência ocorrer entre militares estaduais ou entre militar estadual e cidadão civil. munições ou colete balístico. antes de completar 1 (um) ano de efetivo serviço.de autoridade policial-militar. de arma de fogo de uso permitido registrada diretamente no SFPC/6ªRM. para aquisição de arma de fogo diretamente na Indústria. IV – que não se encontre. . de munições e de colete pertencente a militar estadual deverá ser precedida de autorização (Anexo “Q”). É vedada a expedição de autorização para aquisição de armas de fogo por militar estadual nos seguintes casos: I – que estiver afastado do serviço policial-militar por problemas psíquicos ou que estiver sob prescrição médica de proibição ou recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo. Não será autorizada a transferência de propriedade de arma de fogo. entre militar estadual e cidadão civil. 73. entre militar estadual e o cidadão civil. entre militares estaduais. quando ocorrer transferência de arma de fogo de uso restrito. quando ocorrer a transferência de arma de fogo de uso permitido e/ou munições e colete comprados diretamente na indústria. VII – ao militar estadual reformado por motivos disciplinares ou. antes de completar 2 (dois) anos de efetivo serviço. a critério do Comandante-Geral.de autoridade militar do SFPC/6ªRM. VIII – que atinja o limite. A transferência de propriedade de arma de fogo. observando-se o seguinte: I . III . quando ocorrer a transferência de arma de fogo de uso permitido e/ou munições e colete. processo penal ou processo penal-militar por fato transgressional ou delituoso no qual se envolveu utilizando arma de fogo. Art. II – que estiver cumprindo pena restritiva de direito ou privativa de liberdade. 74. inquérito policial-militar. nos últimos 2 (dois) anos. devidamente autorizadas. II . ou entre militares estaduais. ainda. processo disciplinar sumário ou processo administrativo disciplinar). § 1º. ainda. CAPÍTULO XVII Da Transferência de Propriedade de Armas de Fogo. V – ao Aluno-Oficial. adquiridos no comércio. As transferências de propriedade de arma de fogo de uso permitido. ameaça ou contra a incolumidade pública.A Revolução Cultural na Polícia CAPÍTULO XVI Das Restrições para Aquisições de Armas de Fogo e Munições Art. 75. ainda que tenha sido decretado o “sursis” ou livramento condicional.96 AGEPOL/CENAJUR . no comportamento “Bom”. conforme Capítulo XVIII desta Portaria. salvo situações excepcionais. obedecendo aos procedimentos estabelecidos para o cadastro. III – que estiver respondendo a feito investigatório no âmbito administrativo (sindicância. constar dos seus assentamentos sanção disciplinar pelos motivos elencados nos itens 3 e 4 do § 2º do artigo 25 desta Portaria. no mínimo. adquiridos diretamente na indústria. deverão ser feitas imediatamente. Munições e Coletes Art. pela prática de infração penal cometida com violência. inquérito policial. ou. VI – ao Soldado.

na condição de legatário ou herdeiro. O prazo para a transferência de propriedade de colete adquirido diretamente na indústria é de 1 (um) ano. 81. Art. pois somente após tal providência esta poderá ser entregue ao novo proprietário. solicitando as providências necessárias para cadastramento e regularização na UEE. quando permitido – serão publicadas em BGR. receber arma de fogo deverá comunicar o fato por escrito à sua OPM. registrando-a previamente na Polícia Federal. na indústria. O militar estadual que. e encaminhá-la a seu comandante imediato. este deverá satisfazer as exigências contidas no § 1º do artigo 76 desta Portaria e do artigo 12 do Decreto nº 5. Art. bem como o número do cadastro no SINARM. 77. ou entre militar estadual e cidadão civil – neste último caso.123/2004. comprada diretamente na indústria. juntando o formal de partilha ou o alvará judicial. Art. 79. amparado pela legislação pertinente. 78. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso permitido. deverá observar o prazo mínimo de 4 (quatro) anos para sua transferência de propriedade. CAPÍTULO XVIII Da Aquisição e da Transferência de Propriedade de Armas de Fogo e Munições de Uso Restrito Art. Art. para só então ter a posse da arma. deverá confeccionar requerimento padrão. para que se providencie expediente à 6ª RM.Fabiano Samartin Fernandes 97 § 2º. tais materiais serão entregues ao militar estadual por meio da 6ª RM. . Feita a aquisição da arma de fogo e/ou das munições de uso restrito. 83. 82. seja o adquirente civil ou militar estadual. os quais deverão regularizar a situação na 6ª RM. nos termos dos incisos II e III deste artigo. se estiver de acordo. exceção feita aos colecionadores. 76. encaminhará a documentação ao DAL. O Comandante-Geral é autoridade policial-militar competente para autorizar transferência de propriedade de armas de fogo de uso permitido. respeitado o limite permitido. constando o número do novo registro da arma. 80. visando a autorizar a aquisição. o militar estadual. A UEE somente poderá cadastrar arma de fogo objeto de transferência de um cidadão civil para militar estadual se devidamente registrada no órgão policial competente e com o respectivo número do SINARM. Parágrafo único. Para a aquisição de arma de fogo ou munições de uso restrito. Art.Estatuto do Desarmamento . justificando o motivo pelo qual necessita da referida arma. Quando o adquirente de arma de fogo for cidadão civil. O Comandante-Geral analisará o pedido e. Art. Art. munições e coletes. As transferências de propriedade de arma de fogo e/ou munições e coletes entre militares estaduais.

O militar estadual deverá encaminhar. 88. A transferência de propriedade da arma de fogo de uso restrito somente poderá ser efetuada após a avaliação pelo Comandante-Geral e. o extravio. Art. Parágrafo único. 89. a qual atualizará seu banco de dados e encaminhará o expediente à 6ª RM. CAPÍTULO XIX Prescrições Diversas Art. § 2º. a cópia do registro da arma de fogo de uso restrito à UEE.123/2004. Art.98 AGEPOL/CENAJUR . Toda arma de fogo de porte. bem como de seu documento de registro. devendo anexar em seu pedido: I . via cadeia de comando. bem como a sua recuperação. o roubo ou a transferência de propriedade de arma de fogo de uso restrito. à sua OPM o extravio. Parágrafo único. que providenciará remessa à UEE. Art. 90. dependerá de autorização do Comando do Exército.cópia do registro da arma. os mesmos procedimentos descritos no caput deste artigo devem ser realizados. 86. Quando ocorrer a transferência de propriedade da arma de fogo de uso restrito. endereçando-a ao seu comandante imediato. . 84. deve ser identificada pela numeração e pelo Brasão da Polícia Militar. furto ou roubo do CRAF. este fato deverá ser comunicado à UEE. patrimônio da PMBA. no SIGMA. para que a UEE possa expedir a 2ª via desse documento. Art. furto ou roubo de Autorização de Carga de Arma de Fogo (ACAF) deverá ser comunicado pelo responsável. furto ou roubo de arma de fogo de uso restrito. Caso a arma de fogo de uso restrito e/ou seu documento de registro sejam localizados. O pedido de transferência da arma será enviado à 6ª RM com os dados do adquirente que. Ocorrendo a aquisição.A Revolução Cultural na Polícia § 1º. Art. o furto. Ocorrendo extravio. à autoridade policial-militar expedidora. O registro da referida arma será feito pelo Comando do Exército e o seu cadastro. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso permitido comunicará. 85. O extravio. deverá satisfazer as exigências do artigo 12 do Decreto nº 5. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso restrito poderá adquirir até 50 (cinqüenta) cartuchos do calibre da mencionada arma por ano. de imediato. Art. para que seja cadastrada em seu banco de dados.cópia da identidade funcional. o militar estadual deverá fazer o registro da ocorrência na Circunscrição Policial competente e confeccionar expediente relatando o ocorrido. II . Art. se for cidadão civil. 87. anexando cópia do boletim de ocorrência. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. além de fazer o registro na Circunscrição Policial competente. 91. este fato deverá ser publicado em BGR. caso favorável.

também. na impossibilidade. O possuidor deve sempre ter a arma consigo e. § 1º. contados a partir da data do último lançamento. 92. sendo suspensa a sua Autorização para Carga de Arma de Fogo pelo período de 3 (três) meses. salvo se estiver fardado e mediante a prévia apresentação da identidade funcional aos responsáveis pela segurança daquelas instituições. providenciando. os dados identificadores do possuidor contemplado. modelo PM. As definições referentes à legislação e de interesse da fiscalização militar estão apresentadas no Anexo “R” desta Portaria. o policial militar deverá possuir documentação comprobatória do extravio. A carga pessoal de arma de fogo. A arma de fogo deixada nas condições do caput deste artigo somente será guardada por 8 (oito) dias. evitando que fique ao alcance de terceiros. que conterá termo de abertura e de encerramento. Art. ou em sistema eletrônico confiável. sucessivamente. O DAL deverá providenciar a impressão da Autorização para Porte de Arma de Fogo para Inativos e do Certificado de Propriedade de Colete Balístico.Fabiano Samartin Fernandes 99 Parágrafo único. respectivamente.registro em livro tipo Ata. Art. 96. É obrigação do militar estadual.os registros relativos à carga de arma de fogo da PMBA por militares estaduais serão lançados no Sistema Integrado de Recursos Humanos (SIRH) e guardados pela Administração durante o período de 5 (cinco) anos. Art. Art. observado o disposto nos modelos anexos a esta Portaria. com as assinaturas do almoxarife e do possuidor. exceção feita quando se tratar de evento organizado por repartição federal. . 93. Art. proprietário e/ou possuidor de arma de fogo de uso permitido. bem como o número da autorização para carga. pertencente ao patrimônio da PMBA. principalmente de crianças e adolescentes. no qual se lançarão. II . § 2º. será controlada observando-se o seguinte: I . Enquanto não for expedido o documento mencionado no caput deste artigo. estadual ou municipal. 95. 97. guardar a arma de fogo com a devida cautela. 98. da arma de fogo e do período que esta ficará sob responsabilidade do militar estadual. É proibido o acesso de militar deste Estado portando armas de fogo no interior dos estabelecimentos bancários. Art. O possuidor que não efetuar a retirada da arma de fogo no período acima será responsabilizado disciplinarmente. quando então será comunicada à OPM a qual serve o possuidor. a confecção dos impressos de CRAF e ACAF. conforme os anexos “A” e “C”. Os Comandantes. Art. deverá guardá-la em local seguro ou deixá-la na reserva de armas de uma OPM. quando em locais de exposição. com autorização da 6ª RM e designação de responsável. ou não quiser ou não puder portá-la. Diretores ou Chefes de OPM deverão providenciar a permanência de militar(es) estadual (ais) na segurança de material bélico da PMBA.Estatuto do Desarmamento . retirando-a imediatamente depois de cessado o motivo. 94.

DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. Antônio Jorge Ribeiro de Santana – Cel PM Comandante-Geral Observação: Insta registrar que esta Portaria possui 18 (dezoito) anexos. no prazo de 3 (três) meses da publicação desta Portaria. Os Comandantes. observado o disposto no Capítulo VII desta Portaria. conforme Anexo “A”. Diretores ou Chefes de OPM deverão providenciar para que as armas de fogo provenientes das situações previstas no artigo 39 desta Portaria. Os Comandantes. 99. 100. Diretores e Chefes de OPM deverão. Art.br. a partir daí. expedir novo CRAF aos militares estaduais proprietários de arma de fogo.100 AGEPOL/CENAJUR . conforme Anexo “C”. dentro do prazo de 30 (trinta) dias.A Revolução Cultural na Polícia Art. Art. que são formulários que servem para facilitar os trâmites burocráticos. como depositários fiéis. padronizando os procedimentos relativos ao uso da arma de fogo. 1º. sejam devolvidas à origem. providenciar a capacitação dos militares estaduais quanto à utilização dos mencionados armamentos. A UEE deverá. O Instituto de Ensino e o DAL. Art. 4º. Os anexos encontram-se disponíveis no site www. expedir aos militares estaduais autorizados a ter carga pessoal de arma de fogo pertencente à PMBA nova ACAF. as sanções cabíveis. aplicandose.agepol. Art. por ocasião da inserção de novos armamentos no patrimônio desta Corporação. A inobservância ao disposto na presente Portaria sujeitará o infrator às sanções disciplinares cabíveis. que estejam em posse da OPM ou de militares estaduais. 3º. . no prazo de 6 (seis) meses da publicação desta Portaria. a contar da publicação desta Portaria. 2º.org. sem prejuízo de outras cominações legais que couberem ao caso. deverão. dentro da esfera de suas atribuições. em prazo razoável. As normas baixadas por esta Portaria não se aplicam aos militares estaduais da reserva não remunerada.

Fabiano Samartin Fernandes 101 3ª Parte JURISPRUDÊNCIA .Estatuto do Desarmamento .

A Revolução Cultural na Polícia .102 AGEPOL/CENAJUR .

mas na qualidade de agente público. da Constituição Federal .“ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. I. é possível o sucesso da apelação da defesa.a conservação do réu na prisão . CARLOS VELLOSO) . ou seja.405. o cerceio à liberdade de ir e vir dos pacientes decorre de pena imposta e. foi na condição de policial-militar que o soldado foi corrigir as pessoas.porte de arma de fogo. a absolvição. ante a imputação relativa à Lei nº 10.e condenados à pena de dois anos e seis meses de reclusão.Fabiano Samartin Fernandes 103 Prisão Provisória..não se coaduna com os novos ares constitucionais. Colho da inicial que os pacientes foram denunciados por crimes previstos nos artigos 288 do Código Penal e 14 da Lei nº 10. em regime semi-aberto. de 22. a execução precoce.826/2003. Concedo a liminar pleiteada. ADMINISTRATIVO. (STF. a esta altura. não houvesse recurso ainda sem julgamento.R. Colham o parecer da Procuradoria Geral da República. Decisão 13/05/2006) Responsabilidade Civil do Estado. . Princípio da Presunção de Inocência DECISÃO SENTENÇA CONDENATÓRIA. de dezembro de 2003 . O que deve ficar assentado é que o preceito inscrito no art. é de asseverar que se dá. 3. art.F. portanto. (RTJ 170/631. A manutenção dos pacientes sob a custódia do Estado transparece contrária à ordem jurídica. com a utilização de arma da corporação militar: incidência da responsabilidade objetiva do Estado. Expeçam os alvarás de soltura com as cautelas próprias.04. MARCO AURÉLIO. O que o artigo 393 do Código de Processo Penal estabelece como efeito da sentença condenatória recorrível . na espécie. até mesmo. IMPROPRIEDADE. 06. 37.193-6. A rigor... Não se trata. § 6º. Relator Min. 4. Publiquem.F. de custódia preventiva..Agressão praticada por soldado. p. pendente recurso interposto contra o decreto condenatório. os pacientes. para chegar à prisão. 37. (. Policial Militar fora de serviço . 1. não obstante fora do serviço. Em síntese.826. CONTINUIDADE DA CUSTÓDIA. C. PRISÃO EM FLAGRANTE. II. HC 87314-MG.Estatuto do Desarmamento . Da mesma forma que o Juízo não acolheu a imputação concernente ao crime de quadrilha. ..Minas Gerais. da C. alcançando-se. inciso LVII. valendo notar que a prisão data de 14 de julho de 2004 e até aqui somente a pena de dois anos e seis meses de reclusão está sujeita a modificação no grau revisional. 5.E..artigo 288 do Código Penal . ou seja. LIMINAR DEFERIDA. para cumprimento nos termos da fundamentação apresentada e tendo em conta a prisão decorrente da sentença condenatória do Juízo da Nona Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte . No Juízo. prolatada no Processo nº 024.I CONSTITUCIONAL.) 2. com o disposto no artigo 5º. foram absolvidos do crime de quadrilha . Relator Min. não exige que o agente público tenha agido no exercício de suas funções. DJ 25/05/2006. nesse caso. não conhecido. estão presos como se a culpabilidade já fosse incontroversa e.826/2003 (.) Concluo ser a sentença em que foram condenados pelo tipo do artigo 14 da Lei nº 10. mesmo porque. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. § 6º. bem como ao pagamento de vinte dias-multa.

ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.) 2. PRECEDENTES ESPECÍFICOS EM TEMA DE RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. DE QUE O USO E O PORTE DE ARMA DE FOGO PERTENCENTE À POLÍCIA MILITAR ERAM VEDADOS AOS SEUS INTEGRANTES NOS PERÍODOS DE FOLGA. o inciso LXXVIII. (. CONFIGURAÇÃO.II RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO (CF. CAUSANDO A MORTE DE PESSOA INOCENTE. p. EFETUA DISPARO COM ARMA DE FOGO PERTENCENTE À SUA CORPORAÇÃO.) Na petição de folhas 77 e 78. O paciente.se preso ou em liberdade. PRECEDENTE (RTJ 170/631).. EXCESSO DE PRAZO. NÃO OBSTANTE RECONHECIDO PELO TRIBUNAL “A QUO”. Na inicial. noticia-se haver sido designado o dia 26 de maio de 2006 para audição de testemunhas da acusação. acompanhada dos documentos de folha 19 a 68. (. imputou-se-lhe o crime de formação de quadrilha e de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e também de uso restrito. POLICIAL MILITAR. NA ESPÉCIE. § 6º). em cuja sessão de julgamento ficou vencido o relator. esclarecendo-se que. Os jurisdicionados contam com o direito à decisão do processo em tempo razoável.104 AGEPOL/CENAJUR . (STF. preso em flagrante em 20 de dezembro de 2004. RE 291035SP. CELSO DE MELLO.303/96. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. DJ 06/04/2006.A Revolução Cultural na Polícia Responsabilidade Civil do Estado. Decisão 28/03/2006) Prisão Provisória. 1. O NEXO DE CAUSALIDADE MATERIAL. no âmbito judicial e administrativo. havendo o Código de Processo Penal fixado prazos para os atos processuais. segundo o qual. a revelar o prazo de oitenta e um ou cento e vinte dias para o encerramento da instrução criminal. Não fora a legislação comum bem como os pactos subscritos pelo Brasil nesse sentido. denegado. Evoca a Lei nº 9. Policial Militar fora de serviço . Excesso de Prazo DECISÃO PRISÃO EM FLAGRANTE. do Código Penal e 14 e 16 da Lei nº 10.826/2003. os dados coligidos pelo impetrante e demonstrados mediante peças são conducentes a concluir-se pelo extravasamento de prazo que possa ser tido como razoável para o desfecho do processo. ter-se-á a passagem de quinhentos e vinte e dois dias. após a preventiva e sem audição das testemunhas de acusação. . com a Emenda Constitucional nº 45 restou confirmada. Relator Min.. motivou idêntica medida perante o Superior Tribunal de Justiça. inserindo-se. 104. no campo pedagógico. INADMISSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E FATOS EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. no artigo 5º do corpo permanente da Carta. NA ESPÉCIE. DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO. RECONHECIMENTO. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. ajuizou habeas no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia que. QUE. 37. a persistir a custódia. COM APOIO NA APRECIAÇÃO SOBERANA DO CONJUNTO PROBATÓRIO. parágrafo único. o impetrante argúi o transcurso de trezentos e cinqüenta e seis dias. ART. Em síntese. foi denunciado em 30 imediato como incurso nos artigos 288. essa mesma visão. Na espécie. PRETENSÃO DO ESTADO DE QUE SE ACHA AUSENTE. Interrogado após noventa e um dias da prisão preventiva.. “a todos. conforme a condição do réu . LIMINAR DEFERIDA. EM SEU PERÍODO DE FOLGA E EM TRAJES CIVIS.. MESMO ASSIM.

Cumpram-se os alvarás com as cautelas próprias. 4. caso não estejam o paciente e os co-réus sob a custódia do Estado por motivo diverso daquele da prisão retratada no auto de folha 43 a 55. DA LEI Nº 10. Juízo e Tribunal a quo. a teor da jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. v. Recurso desprovido. 1. Órgão Julgador: Quinta Turma) Porte Ilegal de Arma de Fogo. PROCESSUAL PENAL.) 3. Relator Min. Constrangimento ilegal configurado 3. 312 da Lei Processual Penal. Publique. tendo. que implica sacrifício à liberdade individual. a regra constitucional da liberdade em contraposição ao cárcere cautelar. Pedido de concessão de liberdade provisória para o paciente A. Relator Min. DJ 07/03/2006. prima facie. somente admitida quando constatada. 5. PROCESSUAL PENAL. ausentes os motivos ensejadores da custódia cautelar. 312 DO CPP.. concedendo a ordem em parte para que o outro paciente seja colocado em liberdade. v. PRISÃO EM FLAGRANTE. HC 46194PE. REQUISITOS DO ART. O trancamento da ação penal é medida excepcional. prejudicado: expedição de alvará de soltura. quando não houver demonstrada a necessidade da segregação. Órgão Julgador: Sexta Turma) . com o compromisso de comparecer a todos os atos processuais. LIBERDADE PROVISÓRIA. p. 313. mantido a prisão por conta da gravidade do delito e da proibição legal apenas. Decisão 18/02/2006) Porte Ilegal de Arma de Fogo. REsp 768235-BA. Decisão 02/05/2006. J. Inobstante haja previsão legal de proibição da concessão de liberdade provisória no caso de cometimento dos crimes tipificados nos arts. DJ 13/02/2006. (STJ. MARCO AURÉLIO.Estatuto do Desarmamento . Liberdade Provisória . HÉLIO QUAGLIA BARBOSA. NECESSIDADE. p. VEDAÇÃO LEGAL DE LIBERDADE PROVISÓRIA. In casu. Liberdade Provisória . da Lei dos Crimes Hediondos e a das Organizações Criminosas.u. 853. (STJ. 5. Mesmo para os crimes em que há vedação expressa à liberdade provisória. da S.826/2003). 06. Habeas corpus conhecido em parte. como é o caso do Estatuto do Desarmamento. portanto. se faz necessária a análise in concreto. 2. 16 a 18 da Lei 10. se por outro motivo não estiver preso. 3. Relatora Ministra LAURITA VAZ. indicativos dos motivos concretos autorizadores da constrição. DJ 05/06/2006. (STF. 16. 2. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 4.I RECURSO ESPECIAL. assim.. p. Contando o processo com as peças indispensáveis à compreensão da matéria. presente a motivação exposta e. INDEFERIMENTO. de acordo com os requisitos do art. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO (ART. a atipicidade da conduta ou a negativa de autoria.u. prestigiando-se. HC 87550-BA. ILEGALIDADE. colha-se o parecer da Procuradoria Geral da República.826/03. 1.II HABEAS CORPUS. NEGATIVA DE AUTORIA. considerado o Processo nº 002/2005 da Vara Criminal da Comarca de Seabra/Bahia. razão pela qual pressupõe. a demonstração de elementos objetivos. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. Concedo a liminar para determinar a expedição de alvará de soltura em benefício do paciente e dos co-réus que se encontrem em idêntica situação. em face do princípio constitucional da inocência presumida..Fabiano Samartin Fernandes 105 (. remanesce a necessidade de fundamentação concreta para o indeferimento do pedido. Decisão 13/12/ 2005. A prisão provisória é medida cautelar extrema e excepcional.. PREJUDICIALIDADE EM RELAÇÃO A UM DOS PACIENTES.

sem prejuízo de eventual decretação de custódia cautelar. em conformidade com as exigências legais. Relatora Ministra LAURITA VAZ. REsp 702870-SP. A simples alegação judicial de gravidade genérica do delito. 385. ART. crime para o qual o art. IMPOSSIBILIDADE. ainda. II. 21 DO ESTATUTO DO DESARMAMENTO. Ordem concedida para que. que concedeu o benefício da liberdade provisória ao paciente. do Código de Processo Penal. I. com a conseqüente expedição do alvará de soltura. p. se por outro motivo não estiver preso. PROCESSUAL PENAL. e da jurisprudência dominante. III. IV. PELO TRIBUNAL A QUO.. Decisão 22/03/2005. (STJ. LIBERDADE PROVISÓRIA DEFERIDA PELO JUÍZO PROCESSANTE E CASSADA. se demonstrado que a segregação foi mantida de maneira devidamente fundamentada pelo Juiz de primeiro grau. RESP.II . praticado pelo paciente não é fundamento suficiente a ensejar a manutenção de sua custódia cautelar. DJ 18/04/2005. 312. Necessidade de Fundamentação da Prisão Cautelar . 1. PERICULOSIDADE DO AGENTE. Órgão Julgador: Quinta Turma) HABEAS CORPUS. v. p. seja assegurado ao paciente o benefício da liberdade provisória. do CPP. 16.106 AGEPOL/CENAJUR . Acrescente-se. mediante condições a serem estabelecidas pelo juízo processante.u. de natureza hedionda. bem como a periculosidade do agente. que o Superior Tribunal de Justiça. v.I CRIMINAL. 312. 21 da mesma lei veda a concessão da liberdade provisória. devidamente fundamentada. 839. 2. CUSTÓDIA CAUTELAR. no Estado de São Paulo.u.A Revolução Cultural na Polícia Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito. devendo o juízo discorrer sobre os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal. Necessidade de Fundamentação da Prisão Cautelar . GRAVIDADE DO DELITO. Hipótese em que o recorrido foi denunciado nas penas do inciso IV do parágrafo único do art. Decisão 06/12/2005. (STJ. DJ 13/02/2006. restabelecida a decisão judicial de primeiro grau.826/03. DA LEI 10. Órgão Julgador: Quinta Turma) Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito. GILSON DIPP.156/SP. LIBERDADE PROVISÓRIA. de qualquer dos motivos autorizativos previstos no art.. no julgamento do HC nº 30. podem ser suficientes para motivar o encarceramento provisório como garantia da ordem pública. Recurso provido. PARÁGRAFO ÚNICO. Não se vislumbra ilegalidade na medida constritiva. em razão da ausência. nos termos do voto do Relator. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. A gravidade do delito. 3. RECURSO PROVIDO. na hipótese. HC 47522-SP. Relator Min. atendendo aos termos do art. 16 do Estatuto do Desarmamento. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E PORTE ILEGAL DE ARMAS. conferiu validade à decisão judicial cassada pelo Tribunal a quo e proferida pelo Juízo de Direito da Comarca de São Roque. EM SEDE DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. PRECEDENTES DO STJ. IV. VEDAÇÃO DO ART. AUSÊNCIA DE CONCRETA FUNDAMENTAÇÃO PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA PROVISÓRIA.

RECURSO NÃO CONHECIDO. FERNANDO GONÇALVES. 3 . sem qualquer outra demonstração de real necessidade. Decisão 24/06/ 2003. VIA ESPECIAL. Liberdade Provisória . parágrafo único do CPP.. Recurso especial não conhecido. NÃO IMPOSIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. . a imposição de prisão cautelar. sendo indispensável que estejam presentes os pressupostos autorizadores da prisão preventiva. PRECEDENTES. (RESP 351889-AM. LIBERDADE PROVISÓRIA. p.1993 – Rel. CRIME HEDIONDO. vedá-la de modo absoluto. Inconstitucional.Fabiano Samartin Fernandes 107 CONSTITUCIONAL.u. A liberdade provisória. 00356. PRISÃO EM FLAGRANTE. SUPERVENIÊNCIA DE DECRETO CONDENATÓRIO. Ademais. AUSENTES REQUISITOS DA PRISÃO PREVENTIVA. 310. haja vista princípios constitucionais regentes da matéria (liberdade provisória. Luiz Vicente Cernicchiaro apud SILVA FRANCO. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES.u. Código de Processo Penal. não é impeditivo da liberdade provisória. 3. 5º. 1. que. 2 .03... Consoante entendimento pacificado nesta Egrégia Corte. com ou sem fiança (art.O fato de tratar-se de crime hediondo. presunção de inocência. Liberdade Provisória . (STJ. 299. ao lado da configuração idealizada pela Lei nº 8. 5º.A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva. Órgão Julgador: Quinta Turma). Faz-se mister.I RECURSO ESPECIAL. etc. A liberdade provisória é compulsória quando a lei garante ao indiciado ou réu defender-se em liberdade. a segregação provisória não se justifica unicamente pelo fato imputado estar elencado como crime hediondo. PROCESSUAL PENAL. onde não foi imposta pena privativa de liberdade. RESP 243893-SP. 08. isoladamente. pode depender do poder discricionário (não arbitrário) do juiz. 1 .III PROCESSUAL PENAL. LAURITA VAZ. nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva. então.072/90.Estatuto do Desarmamento . DECRETAÇÃO DE PRISÃO CAUTELAR. di-lo expressamente (art. Nenhuma sanção penal ou processual penal é aplicada sem interesse público. Relator Min. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. v. O fundamento único da configuração de crime hediondo ou afim. POSSIBILIDADE. v.II Liberdade Provisória . 2. INTERESSE PÚBLICO.). nos moldes do art. A Constituição da República impõe à lei admitir a liberdade provisória. Órgão Julgador: Sexta Turma). Alberto [et al]. como ocorre com os crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia” (STJ – 6ª T – RHC 2556-0 – j. XLIII). com ou sem fiança. DJ 04/08/2003. o Juízo processante já proferiu sentença condenatória. nesta via especial.. consoante informações prestadas pela Vara de Origem. LIBERDADE PROVISÓRIA. não justifica a manutenção da prisão em flagrante. todavia. Decisão 22/08/2000. p. LXVI). 285-6). DJ 11/09/2000. razão pela qual não cabe. LIBERDADE PROVISÓRIA.Recurso não conhecido. Quando a lei maior restringe institutos. porém. IMPOSSIBILIDADE. seja demonstrada também a necessidade da prisão. p.. Relator Min.

32). 08 de junho de 2006. Quinta Câmara Criminal. cinge-se que o acusado é policial militar e foi preso portando arma de fogo sem o devido registro. (Apelação Crime Nº 70014288385. ainda que de procedência ilícita. deram provimento ao apelo. Tribunal de Justiça do RS. Por maioria.A Revolução Cultural na Polícia Policial Militar. ao conceder ao cidadão prazo certo para a entrega de qualquer armamento à Polícia Federal (art. verifica-se tratar de pedido de liberdade provisória em favor do réu em epígrafe. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. ABOLITIO CRIMINIS TEMPORALIS. 1100593-0/2006.884/04. Notifique-se o Ministério Público. DPJ 15. no período de 23/12/2003 a 23/10/2005. 5. não é conduta típica. ATIPICIDADE DA CONDUTA. Abolitio Criminis Temporalis do Crime Posse Irregular de Arma de Fogo PENAL. 3.2006). ora representado pelo Bel. devem ser prudentemente observados. etc. Expeça-se alvará de soltura. residência fixa e ocupação definida. Os motivos ensejadores de decreto segregatório não estão presentes. DESDE A CASA DO AGENTE. mas que avaliados no contexto constitucional de excepcionalidade da prisão cautelar.108 AGEPOL/CENAJUR . Precedentes da Corte Superior. FABIANO SAMARTIN FERNANDES. defiro o pedido supracitado. 3. 8ª Vara Crime da Comarca de Salvador-BA. ESTATUTO DO DESARMAMENTO (L.826/03). O Estatuto do Desarmamento. possui bons antecedentes. POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE NUMERAÇÃO SUPRIMIDA. tornando-se imperioso conceder liberdade provisória ao indigitado indiciado. É de ser sopesado que o réu é primário. A Lei 10. Pedido de Liberdade Provisória. (Processo n. Diante das razões expostas e da ausência de comprovação suficiente do perigo que o denunciado oferece à ordem pública. mediante termo de comparecimento a todos os atos do processo. elementos que isoladamente não asseguram a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. Vistos. COM OBJETIVO DE SEPARAR BRIGA DE ANIMAIS ¿ AUSENTE QUALQUER POSSIBILIDADE DE DANO. Liberdade Provisória Despacho: 1. 2. 6. Intimem-se. não pode ser aplicada de forma retroativa. Porte Ilegal de Arma de Fogo. criou verdadeira abolitio criminis temporalis para os tipos incriminadores relacionados à posse de arma de fogo. sob pena de violação dos princípios da legalidade e da isonomia. 10. Disparo de Arma de Fogo DISPARO DE ARMA DE FOGO: NÃO CARACTERIZA CRIME QUANDO O TIRO É DESFERIDO PARA O AR.06. O Ministério Público emitiu opinativo favorável ao pleito. Julgado em 05/ 04/2006). 1. POSSE DE ARMA EM RESIDÊNCIA: SE O FATO SE DEU DURANTE ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA DE CRIME NÃO SE . Compulsando os autos. que alterou o marco inicial da abolitio criminis temporalis originalmente prevista no Estatuto do Desarmamento. A posse irregular de arma de fogo. Juiz de Direito Abelardo Paulo da Matta Neto. Salvador. 2. Tendo em conta os indícios até então disponíveis nos autos. 4.

particularmente. de . nas circunstâncias. 4. competindo ao julgador atentar para aspectos outros que não a mera literalidade da norma.Fabiano Samartin Fernandes 109 CUIDA. ESTATUTO DO DESARMAMENTO. os comissíveis mediante ameaça . Conduta Atípica . 9437/97: atipicidade do fato: 1. Quinta Câmara Criminal. 3.que dá realce primacial aos princípios da necessidade da incriminação e da lesividade do fato criminoso . desmuniciada e sem que o agente tivesse. Na figura criminal cogitada. Negaram provimento ao apelo ministerial (unânime). inevitavelmente. os princípios bastam. Tribunal de Justiça do RS. É raciocínio que se funda em axiomas da moderna teoria geral do Direito Penal. Não importa que a arma verdadeira. O legislador não tem carta branca para criminalizar condutas sem qualquer lesividade social. para elidir a incriminação do porte da arma de fogo inidônea para a produção de disparos: aqui. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. 2.II Arma de fogo: porte consigo de arma de fogo.pois é certo que. e interpretar o Direito. também é criar o Direito.da faca à pedra e ao caco de vidro -. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. acatar a tese mais radical que erige a exigência da ofensividade a limitação de raiz constitucional ao legislador. Até os mais ingênuos já perderam a ilusão de que é possível ler sem interpretar. como tal. 5.Estatuto do Desarmamento .o cuidarse de crime de mera conduta . não configura crime. falta à incriminação da conduta o objeto material do tipo. (Apelação Crime Nº 70014784326. cujo porte não constitui crime autônomo e cuja utilização não se erigiu em causa especial de aumento de pena. ao avesso da principiologia constitucional e da Teoria do Delito consagrada no Direito Penal contemporâneo. deram provimento ao apelo. de forma a proscrever a legitimidade da criação por lei de crimes de perigo abstrato ou presumido: basta. mas tem a munição adequada à mão. de logo. Para a teoria moderna . mas incapaz de disparar.I PENAL.não implica admitir sua existência independentemente de lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado pela incriminação da hipótese de fato. Conduta Atípica . sem chance de uso em arma qualquer. que hão de prevalecer sempre que a regra incriminadora os comporte. a pronta disponibilidade de munição: inteligência do art. no entanto. por ora. para o seu acolhimento. é preciso distinguir duas situações. pena de violação dos princípios da ofensividade e da razoabilidade. ou a arma de brinquedo possam servir de instrumento de intimidação para a prática de outros crimes. ATIPICIDADE DA CONDUTA. Arma de Fogo sem Munição. Tribunal de Justiça do RS. também se podem utilizar outros objetos . O Direito não é pura forma. (Apelação Crime Nº 70011545696. O simples porte de munição. 10 da L. PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO. À unanimidade.no sentido de não se exigir à sua configuração um resultado material exterior à ação . No porte de arma de fogo desmuniciada. convém frisar. à luz do princípio de disponibilidade: (1) se o agente traz consigo a arma desmuniciada. aceitá-los como princípios gerais contemporâneos da interpretação da lei penal. de logo. Quinta Câmara Criminal. não é necessário. Julgado em 08/06/2005) Arma de Fogo sem Munição. Julgado em 10/05/2006).

Se assim não fosse. 30. Relator Min. repele seja . Ordem concedida. § 1º. p.isto é. in casu. Decisão 25/05/2004. RHC 81057-SP. porte ou detenção não autorizada de munição de uso permitido. in casu.u. por não existir na novel legislação qualquer conduta típica equivalente ao delito de uso de arma de brinquedo como simulacro para cometer crime.e. por afrontar vários princípios do direito penal.º 10. Decisão 21/10/2004. o eventual disparo. REVOGAÇÃO PELA LEI N. por não representar qualquer lesão ou perigo efetivo a qualquer objetividade jurídica. Inconstitucionalidade da lei. 2º do Código Penal).009198-3 Natureza : Ação Penal SENTENÇA PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO – Materialidade e autoria. 363. Processo Nº : 001.286/2003 – Estatuto do Desarmamento – revogou expressamente a Lei n. SEPÚLVEDA PERTENCE. DA LEI N.º 9. A Lei n. v.º 9. se a munição não existe ou está em lugar inacessível de imediato.O porte de munição desarmada. SIMULACRO PARA COMETER CRIMES. Arma de Brinquedo HABEAS CORPUS. (STF. tem-se arma disponível e o fato realiza o tipo. é forçoso reconhecer a abolitio criminis (art. Absolvição. . em conseqüência. o crime de porte de MUNIÇÃO DESARMADA. considerada garantista dos direitos dos cidadãos. como artefato idôneo a produzir disparo . Porte Ilegal. HC 36725-SP. Órgão Julgador: Quinta Turma). da intervenção mínima.. Prova. 10. não se realiza a figura típica. ABOLITIO CRIMINIS. não pode ser considerado crime. contrariar-se-iam os princípios da ofensividade ou lesividade.A Revolução Cultural na Polícia modo a viabilizar sem demora significativa o municiamento e. 2. do devido processo legal substantivo e toda a ordem constitucional.2004.. descaracteriza-e como crime ante à ausência da arma de fogo. DJ 29/04/2005. não há a imprescindível disponibilidade da arma de fogo. v. Fato atipificador. como tal . Sentença considerando Inconstitucional a Criminalização do Porte de Arma de Fogo sem Munição EMENTA: Sentença que julga inconstitucional. DJ 29/11/2004. Inexistência de arma. (STJ.110 AGEPOL/CENAJUR .826/2003. ART. INCISO II. Relatora Ministra LAURITA VAZ. que. (2) ao contrário. por isso. p. constitucional e pela contramão ao precendente do STF que descriminalizou o crime de PORTE DE ARMA NÃO MUNICIADA.Apesar de comprovada a posse.437/1997 e.º 10. Improcedência da denúncia. ARMA DE BRINQUEDO.u. . 1.437/97. Órgão Julgador: Primeira Turma) Abolitio Criminis.

ao final. 66. empregar. 40v). transportar. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. VISTOS. também em alegações derradeiras (fls. seria uma afronta à lógica e ao bom senso compreender de forma desvinculada para a munição desarmada. por ter violado o art. O representante do Ministério Público. ter em depósito. Ainda. previsto no art. intactas”. receber. como peças importantes: o auto de prisão em flagrante delito (fls. 38). policiais militares abordaram e revistaram o acusado. pelo excesso de prazo na instrução. que haveria pouca iluminação no local e eles estariam distantes e os seus depoimentos seriam controverso. 24v). Inclusive. 14. que o fato não seja considerado crime. É o Relatório. Assim. ofereceu Denúncia contra JOSÉ EVALDO GONÇALVES. oficiante nesta unidade judiciária. com rol de testemunhas. as partes nada requereram. 57/59.Fabiano Samartin Fernandes 111 considerada crime conduta que não implique em lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado. acessório ou munição. fornecer. 45/49 e 60/61). por ter restado provados os fatos terem ocorrido tais quais narrados naquela peça. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. pediu pela condenação do réu nos termos da denúncia. que “teriam que tentar ratificar o auto de prisão em flagrante”. Aberto o prazo para diligências (fls. por sua vez. . diz que o testemunho foi apenas de policiais. pela absolvição. Acompanha o inquérito policial. contendo cinco munições de revólver do calibre 38. sem o devido acompanhamento do revólver”. adquirir. pediu. Vieram-me os autos conclusos para decisão. Certidão positiva de antecedentes criminais do réu (fls. expressamente (fls. Ao réu é imputado o delito de porte não autorizada de munição de uso permitido. O Ministério Público prescindiu das outras testemunhas arroladas e a defesa prescindiu da oitiva das suas. O representante do Ministério Público. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. 05/08). ainda não deflagradas. preliminarmente. foi relaxada a prisão em flagrante e colocado o réu em liberdade. 14 da Lei Federal nº 10. vez que “ninguém consegue atirar ou matar apenas com as munições. de uso permitido.826/03: Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. 62/65). 40) e tacitamente (fls.Estatuto do Desarmamento . Às fls. 27/28) e apresentou defesa prévia (fls. 31/33). 02). que. diante de recente precedente jurispru¬dencial do Supremo Tribunal Federal. nas proximidades da “Feirinha” do Bairro do Jeremias. encontrando em seu poder 05 (cinco) munições para revólver de calibre 38. 04/16). nas suas alegações finais de fls. A defesa. emprestar. ceder. respectivamente. e multa. 36/37). 14 da Lei Federal nº 10. A Denúncia foi recebida no dia 14 de abril de 2004 (fls. deter. ainda que gratuitamente. Portar. interrogado (fls. descriminalizou a conduta do porte de arma desmuniciada. pede.ETC. Decisão. 14) de “um pedaço de plástico em forma de embrulho. O réu foi citado pessoalmente (fls. o auto de apreensão e apresentação (fls. Aduz a peça inicial que no dia 29 de março de 2004. quanto ao mérito.826/03. com base no Inquérito Policial 013/04 (fls. remeter. Inquirição de 02 (duas) testemunhas da denúncia (fls. ainda. por argumentos similares.

135. presumido pela norma que se contenta com a prática do fato e pressupõe ser ele perigoso (arts.) O perigo abstrato é presumido juris et de jure.. é de inarredável avanço legislativo não só em relação à legislação nacional anterior. Perfeita a idéia traçada acima. na verdade. Se outras formas de sanções ou de outros meios de controle social revelarem-se suficientes para a tutela deste bem. (.. orienta e limita o poder incriminador do Estado. A atual Carta Magna é até alcunhada de “garantista”. mas há indiscutível tendência do Direito em permitir a relativização de preceitos que até bem pouco tempo eram tidos como inabaláveis. “ao se presumir. a sua criminalização será inadequada e desnecessária”. como o auto de apreensão de fls. Isso de vislumbra o questionamento hodiernamente existente sobre a coisa julgada13 . chamada “cidadã”.A Revolução Cultural na Polícia Quantos aos fatos.)”8 O garantismo vai diretamente ao encontro do crime de perigo abstrato neste ponto. afrontando-se o princípio da lesividade.. nem mesmo eventualmente. Tal “garantismo” é contundente no âmbito penal e processual penal. Friso que deixo de transcrever os trechos importantes dos depoimentos. posto que os considero inúteis aos deslinde desta ação. etc. cuja vontade limita-se à criação da situação de perigo.. os depoimentos das testemunhas durante a instrução judicial (fls.) outras vezes refere-se ao perigo abstrato. As suas novas concepções demoraram e ainda não foram apreendidas pelo legislador infraconstitucional. preconizando que a criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico. prévia e abstratamente o perigo. pois o réu realmente estava portanto as 05 (cinco) munições apreendidas em seu poder. Isso é pacífico perante a prova dos autos. também conhecido como ultima ratio.. sem produzir um dano efetivo. 14. o delito consuma-se com o simples perigo criado para o bem jurídico.112 AGEPOL/CENAJUR . mas também internacional. de modo que se acaba por criminalizar a simples atividade. . como se verá.10 “O princípio da intervenção mínima. Neste prisma constitucional. pois. que teimosamente permeia o ordenamento com elementos contrários às suas teses e princípios. o elemento subjetivo é o dolo de perigo. sendo o único elemento destoante a palavra do próprio réu (interrogatório de fls. Nesses crimes. a impossibilidade de atuação do Direito Penal caso um bem jurídico relevante de terceira pessoa não esteja sendo efetivamente atacado”. 05/07). resulta que em última análise.) Às vezes a lei exige o perigo concreto. “Nos crimes de perigo. 36/37) e a sua compatibilidade com a produzida na fase do inquérito policial (fls. aqueles que além de não gerarem dano. não é de se aceitar a própria existência do “crime de perigo abstrato”. A presunção do perigo abstrato é juris et de jure. diante do tão amplo leque de direitos fundamentais que foram constitucionalizados sob a forma de garantias.. não querendo o ano. ou seja. Sobre as vertentes do princípio da lesividade: “traduzem. sobre as nulidades absolutas. perigo não existe. Não precisa ser provado. 28). como revela a doutrina crescente. bem assim o caráter de extrema ratio (subsidiário) do direito penal” 9 .. a prova dos autos não permite entender de forma contrária. pois também que os crimes de perigo abstrato não dão amparo ao princípio da lesividade e ao princípio de intervenção mínima. como os “crimes de dano”. Outro elemento que considero interessante pode ser encontrado na seguinte definição: “Crime de perigo é que se consuma com a simples criação do perigo para o bem jurídico protegido. também não há a menção sobre o perigo. (. pois a lei contenta-se com a simples prática da ação que pressupões perigosa”. A Constituição Federal de 1988. (. 253 etc.

Assim. Todas essas condutas acham-se formalmente previstas na lei (Estatuto do Desarmamento). essa lei. inibindo que lei em sentido genérico ou ato administrativo ofendam os direitos do cidadão. um real substancial nexo com o objetivo que se quer atingir”. Fiz. Carlos Velloso. São objetos (em si mesmos considerados) absolutamente inidôneos para configurar qualquer delito. que ‘dá realce primacial aos princípios da necessidade e da lesividade do fato criminoso’. Segue trecho expressivo: “(. é desproporcional e. Não há um mínimo de proporcionalidade entre a conduta de portar.. o bem jurídico por ela tutelado. quando também ausente a possibilidade imediata de municiá-la. Sem dúvida. pois ela permite o questionamento das legislação e de atos administrativos. e a inibição que causa aos direitos gerais do cidadão. possuir uma munição de uso permitido e a pena excessiva com a qual é punida. de dois a quatro anos de reclusão e multa.não por surpresa. Sepúlveda Pertence: “Apoiado na moderna concepção do Direito Penal. Desde que recebi a denúncia. liberdade. sem chance de uso por uma arma de fogo) assim como a posse de acessórios de uma arma. como a vida. em especial. pois sou sabedor de certos afinamentos de compreensão jurídica com ele. César Peluso. que já tinha exposto seu entendimento sobre a impossibilidade de punição para a conduta de portar arma desmuniciada17 ou arma de brinquedo – de ver artigo do douto Luiz Flávio Gomes em que aborda os reflexos daquele julgamento do Pretório Excelso no caso de porte de munição desarmada19 .Fabiano Samartin Fernandes 113 Outro princípio fundamental de direito vai de encontro à criminalização da munição desarmada é o devido processo legal15 . com conteúdo substantivo . Qualquer interpretação em sentido contrário constitui. deter. transcrevo trecho do voto do Min. segundo W. segundo nosso juízo. Por fim. verifica-se a existência de proporcionalidade entre a objetividade jurídica da norma. de logo. Apesar de ser mais conhecido pela sua vertente processual. retornando à decisão do Supremo. do porte de entorpecentes. de receptação.) a munição desarmada (leia-se: munição isolada. que entendia pela descriminalização do porte de arma desmuniciada. seja a vida. seu voto releva a necessidade de que o fato típico . Pouco tempo depois. tive a grata satisfação de ser surpreendido com a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal. mais uma vez . outros destes derivados ou inseridos na Constituição. comecei a pensar no caso em questão e as lógicas de raciocínio me pareceram extramente pertinentes e fáceis. no sentido de que as leis devem ser elaboradas com justiça. grave ofensa à liberdade e ao Direito Penal constitucionalmente enfocado. propriedade. O ministro do Supremo Tribunal Federal. por isso. Lembro que é uma pena mais acentuada que a do furto.. devem ser dotadas de razoabilidade (reasonableness) e de racionalidade (racinality). prolatou acórdão que em poucas palavras traz a perfeita essência do aspecto material do devido processo legal: “due process of law. mas materialmente não configuram nenhum delito. etc. no Recurso Ordinário em Habeas Corpus nº 81. Não contam com nenhuma danosidade real.Estatuto do Desarmamento . referindo-se ao voto do Min. O devido processo material pede auxílio às regras do princípio da proporcionalidade para estabelecer critérios para coibir o excessivo uso da força Estatal na emissão de seus atos legislativos e executivos. a sua face substantiva ou material é de extrema e pertinente utilização. não satisfaz ao devido processo legal. quando há o prévio conhecimento dos elementos e definições que permeiam o caso. A Suprema Corte Americana entende que tem direito a examinar qualquer lei e determinar se ela constitui um legítimo e nãoabsusivo exercício do poder estatal. uma correlação com a presente ação e. a liberdade e a propriedade. Holmes.substantive due process . devem guardar. O substantive due process of law tutela o direito material do cidadão. etc.057-SP.constitui limite ao Legislativo.

entendidos como princípios gerais contemporâneos.Transitado em julgado.20 Tudo que foi dito gera reforça e. perfeitamente aplicável a seguinte norma jurídica: Art. Ex positis. do CPC. 09 de setembro de 2004. extirpada aquela norma.Oficie-se em resposta ao ofício de fls. ao mesmo tempo.826/03. na forma do art.A Revolução Cultural na Polícia implique lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado. IN CASU. em conseqüên¬cia. permanecendo inalterada esta decisão: .. do devido processo legal material. Isso é tendência de nosso direito e já foi mostrado caso similar quando foi exigido o perigo concreto para a direção de veículo automotor sem habilitação legal – assunto pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça (Informativos 15 e 71). 02. embasa que uma conduta como o porte de munição desarmada. Publique-se.. da prática do crime previstos no art.Remeta-se o boletim individual à SSP-PB (art. desde que reconheça: (. ante a absolvição. transcende a órbita do réu e enaltece o sentimento de justiça e de democracia pelo qual deve zelar o Poder Judiciário. Registre-se e Intimem-se. mencionando a causa na parte dispositiva. ainda que se trate de crime de mera conduta (.Arquivem-se os autos com baixa. à medida que zela pela legitimidade e congruência do ordenamento jurídico. devem prevalecer sempre que os comporte a regra incriminadora”. 386.826/03. independente do trânsito em julgado: .) Lesividade e ofensividade. qualificado às fls. comunicando o deslinde desta ação. na forma do art. 25. de interpretação da lei penal. desarraigada à lesão efetiva ou potencial de qualquer bem jurídico. O Juiz absolverá o réu. 809 do CPP).) III – não constituir o fato infração penal. A importância desta sentença. QUE TRATA DA CONDUTA DE PORTAR MUNIÇÃO DESARMADA. III. para. em desatenção aos princípios da lesividade.Providencie-se a remessa da munição apreendida para a Corregedoria Geral de Justiça. 14 DA LEI 10. ENTENDO INCONSTITUCIONAL O ART. não pode ser considerada crime.114 AGEPOL/CENAJUR . Euler Paulo de Moura Jansen Juiz de Direito .. Assim. da Lei 10. com cópia da sentença. da intervenção mínima do direito penal. JOSÉ EVALDO GONÇALVES. Em conseqüência. 14 da Lei Federal nº 10. Campina Grande. ABSOLVER O ACUSADO. Sem Custas.826/03. De logo. caput. JULGO IMPROCEDENTE A PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL EXPRESSA NA DENÚNCIA. .. 386. atento ao que dos autos consta e aos princípios de Direito aplicáveis à espécie. 60. .

Ricardo Antônio. Diário Oficial da União. 3ª ed. 2005. Compêndio 02..gov. HOHLENWERGER. . São Paulo-SP: Saraiva.Estatuto do Desarmamento . Daniela. 2005. in coleção jurídica Tudo que o policial precisa saber. Porte de Arma. que dispõe sobre registro. Salvador-BA: AGEPOL/ CENAJUR. de 22 de dezembro de 2003. de 22 de Dezembro de 2003. Compêndio 04. SalvadorBA: AGEPOL/CENAJUR. 2004. Prisão Provisória e Liberdade Processual. publicada em 23/12/2003. 2005. sobre o Sistema Nacional de Armas . Diário Oficial da União.SINARM e define crimes. de 1o de julho de 2004. Legislação Penal Especial.presidencia. posse e comercialização de armas de fogo e munição.826. FRANCO. Fabiano Samartin. Paulo Alves. 1ª ed.Fabiano Samartin Fernandes 115 BIBLIOGRAFIA ANDREUCCI.br] BRASIL.gov. São Paulo-SP: Editora de Direito. [Extraído do site http://www. Abuso de Autoridade. Estatuto do Desarmamento . in coleção jurídica Tudo que o policial precisa saber. 2006. sobre o Sistema Nacional de Armas . Regulamenta a Lei no 10. posse e comercialização de armas de fogo e munição. São Paulo-SP: Saraiva.123.SINARM e define crimes. Estatuto do Desarmamento Anotado.br] CAPEZ. Fernando.826.presidencia. dispõe sobre registro.. publicado em 02/07/2004. BRASIL. Lei no 10. Decreto no 5. [Extraído do site http://www. FERNANDES.

gov. . SILVA.pm. de 07 de setembro de 2005. 2ª ed. [Extraído do site http://www.116 AGEPOL/CENAJUR . José Geraldo da. Rio de JaneiroRJ: Lumen Juris. 2005. 2005. QUEIROZ. 2005. Estatuto do Desarmamento.A Revolução Cultural na Polícia LOPES JR. SILVA. São Paulo-SP: Saraiva.br/legislacao. 2004. A Nova Lei das Armas de Fogo.. PMBA.htm]. Direito Penal . Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências. Rio de JaneiroRJ: Editora Forense. Paulo.ba.Parte Geral.. César Dario Mariano da. Aury. São Paulo-SP: Millennium. Introdução Crítica ao Processo Penal. Portaria no 035-CG. 3ª ed.

Conceição da Feira 6. São Gonçalo dos Campos 18. São Sebastão do Passé 10. Antônio Cardoso 5. Sobradinho 10. Pojuca Região de Juazeiro (10 cidades) Dra. Catu 6. Diana Dalva de Carvalho Tel: (74) 3611 8059 / 8811 1171 1. Casa Nova 5. Andorinha 3. Amari 3. Conceição do Coité 7. Dias D´Ávila 5. Santo Estevão 17. Camaçari 3. Itaparica 6. Jaguarari 7. Esplanada 9. Irará 10. São Francisco do Conde 9. Uauá . Tanquinho Região de Alagoinhas (13 cidades) Dra. Crisápolis 7. Cardeal da Silva 5. Salvador 2. Amélia Rodrigues 3. Simões Filho 11. Serra Preta 20. Araçás 4. Pedrão 13. Marcelly Ferreira Farias Tel: (75) 3223 8214 / 9134 4817 1. Madre de Deus 8. Alagoinhas 2. Senhor do Bonfim 9. Santonopólis 19. Petrolina/PE 8. Ipirá 12. Maragogipe 13. Coração de Maria 9. Candeias 4. Silvialetícia Costa do Monte Tel: (75) 3423 5053 / 9971 5298 1. Ipecaetá 11. Inhambupe 10.Estatuto do Desarmamento . Campo Formoso 4.Fabiano Samartin Fernandes 117 MUNICÍPIOS COM COBERTURA JURÍDICA DA AGEPOL/CENAJUR TOTAL: 111 MUNICÍPIOS Região metropolitana (11 cidades) 1. Feira de Santana 2. Muritiba 14. Vera Cruz Região de Feira de Santana (21 cidades) Dra. Riachão do Jacuípe 15. Itanagra 11. Conceição do Jacuípe 8. Lauro de Freitas 7. Anguera 4. Serrinha 21. Juazeiro 2. Santa Bárbara 16. Mata de São João 12. Curaça 6. Entre Rios 8.

Castro Alves 5. Brejões 7. Irajubá 18.agepol. Valença Região de Paulo Afonso (3 cidades) Dra. Paulo Afonso 2. Amargosa 3. Ubatã 30. Milagres 25. Aiquara 3. Nilo Peçanha 15. Lafaiete Coutinho 21. Apuarema 4.org. Varzedo 23. Jequié 2. Nilton de Sena Oliveira Tel: (73) 3525 5903 / 9141 2627 1. Muniz Ferreira 12. Itagiba 13. Itaquara 14. Governador Mangabeira 8. Conceição de Almeida 6. Sapeaçu 20. Cravolândia 8. Manoel Vitorino 23. Itatim 9. Itagi 12. Nazaré 14. Lajedo do Tabocal 22. Henrique Régis César Tel: (75) 3631 2470 / 9981 9522 1. Wenceslau Guimarães www. Nova Ibiá 26. Barra do Rocha 5. Glória Região de Jequié (30 cidades) Dr. Maracás 24. Itiruçu 16. Cruz das Almas 7. Jaguaquara 19.br . Jitaúna 20. Boa Nova 6. Santo Antônio de Jesus 2. Delmiro Gouveia/AL 3. Jaguaripe 10. Nova Itarana 27. Lage 11. Taperoá 21. Gandú 10. Ediane Araújo Pereira Tel: (75) 3282 1666 / 9192 1666 1. Itamari 15. Santa Terezinha 18. Ibirataia 11. Salinas 17. Teolândia 22. Ipiaú 17. Dário Meira 9. Planaltino 28. Presidente Tancredo Neves 16. Aratuípe 4. São Felipe 19.A Revolução Cultural na Polícia Região de Sto Antônio de Jesus (23 cidades) Dr. Mutuípe 13.118 AGEPOL/CENAJUR . Santa Inês 29.

Estatuto do Desarmamento .Fabiano Samartin Fernandes 119 .