Estatuto do Desarmamento - Fabiano Samartin Fernandes

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Coleção Jurídica
TUDO QUE O POLICIAL PRECISA SABER SOBRE...

ESTATUTO

DO

DESARMAMENTO

- COMENTÁRIOS À LEI Nº 10.826/2003 Fabiano Samartin Fernandes

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AGEPOL/CENAJUR - A Revolução Cultural na Polícia

Comissão Editorial: Fabiano Samartin Fernandes, Lêda Nascentes e Fernanda Fernandes Editoração Eletrônica e Capa: Fabiano Samartin Fernandes Revisão: Cecília de Moura Barbosa
(Tel.: 71-3240-1324 / 71-8132-1020 / E-mail: celmoubar@uol.com.br)

Impressão: R2 Gráfica Tiragem: 5.000 exemplares. 1ª Edição

AGEPOL/CENAJUR [Capital e Região Metropolitana] Endereço: Alameda dos Umbuzeiros, nº 638, Edf. Alameda Centro, Terraço, Caminho das Árvores, Salvador-BA. CEP 41.820-680 [Em frente a 35ª CIPM - Iguatemi] Telefax: (71) 3359 1297 / 3359 6583 Celular: (71) 8119 6583 / 8119 6584 Site: www.agepol.org.br

[Confira ao final lista completa dos munícipios com cobertura jurídica]

Estatuto do Desarmamento - Fabiano Samartin Fernandes

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Fabiano Samartin Fernandes
Advogado Coordenador Jurídico da AGEPOL/CENAJUR Pós-graduando em Ciências Criminais pela JusPODIVM/Unyahna

ESTATUTO

DO

DESARMAMENTO

- COMENTÁRIOS À LEI Nº 10.826/2003 -

SALVADOR-BAHIA AGOSTO/2006

A Revolução Cultural na Polícia .4 AGEPOL/CENAJUR .

13) 36 Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Permitido (Art.Fabiano Samartin Fernandes 5 SUMÁRIO Apresentação 07 Nota do Autor 09 1ª Parte: Doutrina 11 Introdução 13 Arma de Fogo 13 Munição e Acessório 15 Arma sem Munição / Munição sem Arma / Arma de Brinquedo 15 SINARM e SIGMA 18 Certificado de Registro de Arma de Fogo 20 Certificado de Registro de Arma de Fogo do Policial Militar 22 Porte de Arma de Fogo 27 Policiais Militares 30 Policiais Militares Inativos 32 Policiais Militares Exonerados ou Demitidos 32 Responsabilidade Civil. Penal e Administrativa do Policial Militar 33 Posse Irregular de Arma de Fogo (Art.Estatuto do Desarmamento . 17) 44 Tráfico Internacional de Arma de Fogo (Art. 15) 41 Posse ou Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito (Art. 12) 34 Omissão de Cautela (Art. 16) 42 Comércio Ilegal de Arma de Fogo (Art. 14) 38 Disparo de Arma de Fogo (Art. 18) 45 Arma de Fogo de Uso Restrito como Causa de Aumento da Pena 46 Causa de Aumento para os Integrantes dos Órgãos referidos na Lei 46 Concurso de Causas de Aumento de Pena 47 .

6 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia Vedação da Liberdade Provisória 47 Referendo Popular 51 Conclusão 51 2ª Parte: Legislação 53 Lei nº 10.123/2004 64 Portaria nº 035-CG/2005 80 3ª Parte: Jurisprudência 101 Bibliografia 115 Munícipios com cobertura jurídica 117 .826/2003 (Estatuto do Desarmamento) 55 Decreto nº 5.

Fabiano Samartin Fernandes 7 APRESENTAÇÃO A AGEPOL/CENAJUR brinda seus associados com o lançamento do 5º compêndio da Coleção Tudo que o policial precisa saber. baixada pelo Comandante-Geral da PMBA. estudantes. através de palestras realizadas. tema de fundamental importância para todos.123/2004 e da Portaria nº 035-CG/2005.agepol. eis que são poucas as obras versando sobre o tema. tornando realidade a prometida REVOLUÇÃO CULTURAL. em especial o policial militar. sobre o Estatuto do Desarmamento. preenchendo uma lacuna. do Decreto nº 5. Este compêndio.br. Além de ter disponibilizado a legislação pertinente e a jurisprudência sobre o tema. foi escrito pelo Dr. A AGEPOL/CENAJUR vem. lançamentos de livros e assistência jurídica. policiais militares e policiais civis. Trata-se de uma obra indispensável para os operadores do Direito.826/2003 (Estatuto do Desarmamento).Estatuto do Desarmamento . Fabiano Samartin Fernandes. ao longo desses 04 anos de existência. que de forma bastante didática e demonstrando profundo conhecimento da matéria comenta os artigos da Lei nº 10. Outros livros já foram publicados e estão disponíveis no site www. propiciando uma efetiva segurança jurídica aos seus associados. Capitão Tadeu Fernandes Presidente da AGEPOL .org. fruto das palestras realizadas na capital e interior do Estado.

A Revolução Cultural na Polícia .8 AGEPOL/CENAJUR .

inclusive dos policiais militares. dificultando o acesso do cidadão à arma de fogo. é desarmar a sociedade.Fabiano Samartin Fernandes 9 NOTA DO AUTOR Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio. o criminoso não ficará prejudicado. é dividido em três partes: doutrina. porém. em especial para o policial militar baiano. o objetivo do legislador. pois não adquire arma no comércio e nem se dirige à Polícia Federal para requisitar autorização para o porte da arma. pretendo analisar a Lei nº 10. Essa política de controle foi alvo de críticas por parte de vários setores da sociedade.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) e os seus reflexos na sociedade. legislação e jurisprudência. . Assim. não irá resolver o problema. ao elaborar o Estatuto do Desarmamento. 5º compêndio da Coleção Jurídica Tudo que o policial precisa saber. pois dificulta para o “indivíduo de bem” a compra e o porte de arma de fogo.Estatuto do Desarmamento . (Martin Luther King) No presente trabalho. o desarmamento é um passo importante para diminuir a violência. Por outro lado. e pouco ao criminoso. mas. o estudo sobre o Estatuto do Desarmamento. mesmo assim. O Estatuto incide diretamente ao cidadão. como forma de diminuir gradativamente a violência. lançada pela AGEPOL/CENAJUR. isoladamente. Conforme será exposto nesta obra.

traz-se a legislação pertinente ao tema.123/2004 que regulamentou a citada lei e a Portaria nº 035-CG/2005 do Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia que regulou os procedimentos relativos ao porte.A Revolução Cultural na Polícia Na primeira parte. Tribunal de Justiça da Bahia. Superior Tribunal de Justiça. espero que este trabalho contribua para uma melhor compreensão do tema e promover o debate. denominada Doutrina. a Lei nº 10. o Estatuto do Desarmamento é comentado artigo por artigo. registro e cadastro de armas de fogo pertencentes à Corporação e às armas particulares dos policiais militares. sem a intenção de esgotar o tema. Fabiano Samartin Fernandes (fabiano@cenajur. sempre analisado à luz dos princípios constitucionais. destaco o registro e a autorização para o porte de arma de fogo e os crimes praticados com a arma. criminal e administrativa. na medida em que este tem uma maior necessidade do uso da arma de fogo. ora comentada. Agosto de 2006. reporta-se à Jurisprudência. contribuindo para uma sociedade mais justa e fraterna. e são colacionadas decisões atuais envolvendo o Estatuto do Desarmamento extraídas do Supremo Tribunal Federal. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. em que demonstro que alguns pontos do Estatuto são inconstitucionais. até mesmo em virtude da sua amplitude. Salvador-BA. Nesta parte. o Decreto nº 5. Na terceira parte.826/2003. Assim.com.10 AGEPOL/CENAJUR . conseqüentemente tem uma responsabilidade com seu uso. procurando sempre estabelecer um paralelo entre o civil e o militar. Na segunda parte do trabalho.br) . responsabilidade de natureza cível.

Fabiano Samartin Fernandes 11 1ª Parte DOUTRINA .Estatuto do Desarmamento .

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o uso indiscriminado de armas de fogo pelo cidadão. claramente. ARMA DE FOGO No que diz respeito à arma de fogo. foi um passo para seu uso nas guerras: as primeiras armas eram foguetes feitos de bambu. Para tanto. O público presente protestou contra a violência e mostrou ao Congresso Nacional a sua verdadeira vontade. . Assim. qual seja. Organização Não-Governamental. a pólvora foi a grande inovação. para reduzir a violência. a Caminhada “Brasil Sem Armas”. segundo a história foi criada pelos chineses no século IX quando buscavam o elixir da imortalidade. observe-se que o apelido da nova lei é Estatuto do Desarmamento. gradativamente. É nesse contexto que se deve observar a finalidade do Estatuto do Desarmamento. qual seja. Deve. uma jovem foi assassinada com um tiro de arma de fogo numa estação de metrô na cidade de São Paulo-SP.826. que a intenção do legislador foi desarmar a população. ao máximo. o uso de arma de fogo em todo o território nacional.826/2003 INTRODUÇÃO Em 22 de dezembro de 2003. Os árabes foram os primeiros a utilizar a pólvora para fins militares. também. Como foram os chineses que também inventaram os fogos de artifício. visto que a metalurgia não era uma arte bem dominada na época. posse e porte de arma de fogo. inclusive. Em março de 2003.ESTATUTO DO DESARMAMENTO COMENTÁRIOS À LEI Nº 10. que o Estatuto do Desarmamento fosse votado e aprovado. observando-se. percebe-se. restringindo. Cerca de 50 mil pessoas participaram da caminhada pedindo o desarmamento da sociedade e penas mais duras para os criminosos. foi sancionada a Lei nº 10. diminuir. que trouxe mudanças significativas no que diz respeito ao comércio. Diante dessa realidade. ser lembrado que a Rede Globo de Televisão organizou juntamente com o “Viva Rio”. o momento histórico em que ela foi elaborada. far-se-á uma interpretação teleológica da legislação.

665. Dentre outras. munições. Arma de fogo. conforme os arts. . equipamentos para visão noturna. enquanto a física demonstra a forma correta de se aproveitar esta geração e expansão de gases a fim de projetar um objeto.38 SPL e . inciso XII. veículo de passeio blindado. . Por sua vez.40 S&W. arma de fogo de uso permitido é aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas.A Revolução Cultural na Polícia A química e a física são as ciências por trás das armas de fogo. e os seus tipos. tais como óculos. munições. escudo. o projétil. Através da química. dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro meio de marcar o alvo. . do referido Decreto. distinguindo-se pelas pessoas autorizadas ao seu uso. acessórios e equipamentos de uso restrito. de repetição ou semi-automática com calibres . como.665/2000. por exemplo. e nas condições estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento. . nos termos do Decreto nº 3. de instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas. normalmente. equipamentos de proteção balística contra armas de fogo de porte de uso permitido.44 SPL. . As armas de fogo podem ser de uso permitido ou de uso restrito. . bem como a pessoas jurídicas. O Decreto nº 3. armas de fogo curtas.45 Colt e .223 Remington. explica-se como um pequeno volume de pólvora pode gerar um enorme volume de gás em velocidade quando em combustão. armas de fogo automáticas de qualquer calibre. traz as armas de fogo.9 Luger. são: armas de fogo curtas com calibres . . são armas de uso permitido. o conceito de arma de fogo é a arma que arremessa projéteis empregando a força expansiva dos gases gerados pela combustão de um propelente confinado em uma câmara que.45 Auto. periscópios. Nos termos do art. 10 e 11. em determinada direção e com determinada força. armas de fogo longas raiadas. devidamente autorizadas pelo Comando do Exército.357 Magnum.270 Winchester. de 20 de novembro de 2000. acessórios e equipamento de uso permitido e as de uso restrito. que deu nova redação ao Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). . arma de fogo de uso restrito é aquela de uso exclusivo das Forças Armadas. dentre outros. do Decreto nº 5. está solidária a um cano que tem a função de propiciar continuidade à combustão do propelente. além de direção e estabilidade ao projétil. capacete. .32 Auto. tais como colete. é toda aquela arma que funciona mediante a deflagração de uma carga explosiva que dá lugar à formação de gases. de acordo com as normas do Comando do Exército.44 Magnum.32 S&W.380 Auto. . blindagens balísticas para munições de uso permitido. lunetas.22 LR. sob cuja ação é lançado no ar um projétil. . 3º. . .25 Auto. Assim. segundo conceito extraído do Dicionário da Língua Portuguesa Aurélio Eletrônico – Século XXI.14 AGEPOL/CENAJUR .123/2004.38 Super Auto. As armas.

Estatuto do Desarmamento . devem ser dotadas de razoabilidade (reasonableness) e de racionalidade (racinality).Fabiano Samartin Fernandes 15 MUNIÇÃO E ACESSÓRIO Munição é um artefato completo. o que se mostra inconstitucional. expressamente. no julgamento da ADIn nº 1511-7 DF. segundo W. e essa propensão repercutiu no Estatuto do Desarmamento que revogou. com fundamento nos princípios da necessidade da incriminação e da lesividade do fato criminoso. Holmes. outros efeitos especiais. a lei não exige qualquer resultado naturalístico. a modificação do aspecto visual da arma. portanto revogou a conduta típica de uso de arma de brinquedo como simulacro 1 Sobre o Devido Processo Legal Material. pois aqueles só funcionam com uma arma. contentando-se com a ação ou omissão do agente. 3º.437/1997 (Antiga Lei das Armas). . em 14. acoplado a uma arma.08. observe a decisão do ministro do STF.665/2000. Dessa forma. Ademais. não sendo necessário para a sua configuração um resultado material exterior à ação. possibilita a melhoria do desempenho do atirador. 3º. a Lei nº 9. o que viola os princípios da lesividade. nos termos do art. Carlos Velloso.1996: “due processo of law. a munição e o acessório não têm potencialidade lesiva. pronto para carregamento e disparo de uma arma. nos termos do art. ARMA SEM MUNIÇÃO / MUNIÇÃO SEM ARMA / ARMA DE BRINQUEDO A moderna doutrina e jurisprudência vêm entendendo que é atípica a conduta do agente com arma de fogo desmuniciada e sem disponibilidade de munição. iluminação ou ocultamento do alvo. efeito moral sobre pessoal. no sentido de que as leis devem ser elaboradas com justiça. II. manejo. exercício. da intervenção mínima do Direito Penal e do devido processo legal material1. Acessório de arma é um artefato que. com conteúdo substantivo – substantive due process – constitui limite ao Legislativo. o legislador ao equiparar a munição e o acessório a uma arma de fogo cometeu um grave equívoco. dependendo desta inexoravelmente para tornar-se potencialmente lesiva. do Decreto nº 3. do Decreto nº 3.665/2000. O crime de posse irregular e o crime de porte ilegal de arma de fogo são crimes de mera conduta. ambos precisam da arma. Há uma tendência de descriminalização do uso da arma sem potencial lesivo. um real substancial nexo com o objetivo que se quer atingir”. tal como arma sem munição e arma de brinquedo. Nesses crimes. há excesso incriminador em colocar a munição e o acessório como objeto do crime. Observe-se que. isoladamente. LXIV. cujo efeito desejado pode ser: destruição. devem guardar.

não é arma de fogo. do Código Penal. e. e essa lei retroage para cassar todos os efeitos oriundos da aplicação da lei anterior. O art. A abolitio criminis é causa de extinção da punibilidade. do Código Penal. 174 do Superior Tribunal de Justiça que determinava que: “No crime de roubo. Se a lei posterior deixa de considerar crime determinado fato. dá-se a abolitio criminis. por não existir na novel legislação qualquer conduta equivalente. Obviamente que arma desmuniciada tem poder intimidativo e. Há quem confunda potencialidade lesiva e poder de intimidação. e não seu poder de intimidação. Importante ressaltar que a criminalização da arma de fogo. muitos deles controvertidos. § 2º. e sem nenhuma possibilidade de ser municiada rapidamente. 2 . em outubro de 2002. nos termos do art. arma sem munição. Outra importante alteração no que diz respeito à descriminalização de condutas com arma sem potencial lesivo foi o cancelamento. constitui crime de ameaça. para si ou para outrem. sem chance de uso por uma arma de fogo. Tendo sido modificada a lei que considerava crime determinado fato. inciso III.16 AGEPOL/CENAJUR . São objetos absolutamente inidôneos. operou-se indiscutivelmente a abolitio criminis 2. não contam com nenhuma potencialidade lesiva. pois não ostenta nenhuma potencialidade lesiva. mediante grave ameaça ou violência à pessoa. quando usada para intimidar. A seguir. caso venha subtrair coisa móvel alheia. tem como fundamento a sua potencialidade lesiva concreta. logo. uma situação é a arma usada como instrumento de um crime. a intimidação feita com arma de brinquedo autoriza o aumento da pena”. Assim.A Revolução Cultural na Polícia para cometer crime. Dessa maneira. será comentado o Estatuto do Desarmamento acerca de seus principais pontos. conforme a melhor corrente doutrinária e a jurisprudência dominante do STF. O Supremo Tribunal Federal firmou posição no sentido de que arma desmuniciada. 107. 157. Nesse mesmo sentido encontram-se a munição e os acessórios isolados. não sendo aplicada a causa de aumento do art. de roubo etc. porque não é apta para efetuar disparos. da súmula n. inciso I. 2º do Código Penal estabelece que “Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. admitindo o mesmo como lícito ou indiferente. Dessa forma. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória”. não há mais razão para ser o agente classificado como criminoso. o agente com arma de brinquedo cometerá o crime de roubo simples. outra distinta é a arma como objeto material do crime de posse irregular ou porte ilegal de arma de fogo. não constitui o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo. munição sem arma e arma de brinquedo não são instrumentos hábeis para a configuração dos crimes de posse irregular e de porte ilegal de arma de fogo. considerada em si mesma.

furto. importadas e vendidas no País. V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo. II – cadastrar as armas de fogo produzidas. exportadores e importadores autorizados de armas de fogo. bem como conceder licença para exercer a atividade. Ao Sinarm compete: I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo. posse e comercialização de armas de fogo e munição. IX – cadastrar mediante registro os produtores. XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. O Sistema Nacional de Armas – Sinarm. 1º. III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo. conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante. Parágrafo único. tem circunscrição em todo o território nacional. VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País. atacadistas.826. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. Art. . bem como as demais que constem dos seus registros próprios. no âmbito da Polícia Federal. DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 Dispõe sobre registro. IV – cadastrar as transferências de propriedade. mediante cadastro. X – cadastrar a identificação do cano da arma. inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores. 2º. instituído no Ministério da Justiça. roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. extravio. define crimes e dá outras providências. acessórios e munições. sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm. varejistas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art.Estatuto do Desarmamento . VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes.Fabiano Samartin Fernandes 17 LEI Nº 10. bem como manter o cadastro atualizado para consulta. as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado.

inclusive aquelas vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. importação. no âmbito do Comando do Exército. importadas e vendidas no País. que passou a cuidar da matéria. tem-se: o cadastro das autorizações de porte de arma de fogo. Deverão ser também cadastradas as armas de fogo apreendidas. exportação. Dentre as principais inovações. atiradores e caçadores. instituído pelo Ministério da Defesa. Para tanto. da Agência Brasileira de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. das Guardas Portuárias. de 20 de fevereiro de 1997 tratava do registro e porte de arma e foi revogada expressamente pela Lei nº 10. O parágrafo único do artigo 2º excetua as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. permanente e integrado das armas de fogo de sua competência. instituído pelo Ministério da Justiça.826/2003. com circunscrição em todo o território nacional. O SINARM . com circunscrição em todo o território nacional e com a finalidade de manter cadastro geral. extravio. e o dever de informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios.Sistema Nacional de Armas tem competência para cadastrar as armas de fogo produzidas. no âmbito da Polícia Federal. em relação à Lei nº 9. da Polícia Rodoviária Federal. foi criado o SIGMA. furto e roubo de armas de fogo.437. dentre outras estabelecidas.A Revolução Cultural na Polícia SINARM E SIGMA Trata-se de órgão federal. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. integrado e permanente das armas de fogo e o controle dos registros dessas armas. constantes de registros próprios da Polícia Federal. bem como deverá manter o cadastro atualizado. O Estatuto do Desarmamento ampliou as atribuições do SINARM.437/19973. das Polícias Civis. dos armeiros em atividade. as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. as armas de fogo de uso restrito. A lei estabelece as armas de fogo que deverão ser cadastradas no SINARM. um órgão federal. competindo. São elas: as armas de fogo institucionais. as transferências de propriedade. A Lei nº 9. dos integrantes das escoltas de presos. dessa forma. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. 3 . que não constem dos cadastros do próprio SINARM ou do SIGMA – Sistema de Gerenciamento Militar de Armas. exceto as armas dos integrantes das Forças Armadas. das Guardas Municipais. dos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. com a finalidade de manter o cadastro geral.18 AGEPOL/CENAJUR .

presta-se a ser considerara relíquia ou a constituir peça de coleção. nos termos do art. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá. do Decreto nº 5. Art. acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm. CAPÍTULO II DO REGISTRO Art. 3º. de acordo com o art. A empresa que comercializa armas de fogo. A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei.Fabiano Samartin Fernandes 19 As armas de fogo que deverão ser cadastradas no SIGMA são: as armas de fogo institucionais. XXI. além de declarar a efetiva necessidade. 3º. das Forças Armadas. 4 . Arma de fogo obsoleta é aquela que não se presta mais ao uso normal. § 1º. na forma do regulamento desta Lei. O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos. em nome do requerente e para a arma indicada. e as armas de fogo obsoletas4. as armas de fogo importadas ou adquiridas no País para fins de testes e avaliação técnica. 9º.665/2000. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. sendo intransferível esta autorização. da Agência Brasileira de Inteligência. § 2º. 4º. § 3º.Estatuto do Desarmamento . Parágrafo único. ou por ser ela própria de fabricação muito antiga ou de modelo muito antigo e fora de uso. ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias. atender aos seguintes requisitos: I – comprovação de idoneidade. devido a sua munição e elementos de munição não serem mais fabricados. do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. § 5º. Estadual. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei.123/2004. como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo. das Policias Militares e de Corpo de Bombeiros Militares. A comercialização de armas de fogo. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército. pela sua obsolescência. III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Os cadastros do SINARM e os do SIGMA devem ser interligados e compartilhados. A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. do Decreto nº 3. § 4º. II – apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. que alterou o Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). de porte e portáteis.

O Certificado de Registro de Arma de Fogo. O certificado de Registro de Arma de Fogo. Os requisitos para expedição da autorização de compra de arma de fogo. § 7º. ainda. previstos no art. Estadual. para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo. A expedição da autorização a que se refere o § 1º será concedida. no prazo de 30 (trinta) dias úteis. com apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. 4o deverão ser comprovados periodicamente. o que torna mais difícil a aquisição da arma. desde que seja ele o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. Os registros de propriedade. Os requisitos de que tratam os incisos I. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. II e III do art. § 2º. O registro precário a que se refere o § 4º prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I. bem como em cada renovação do registro. os fatos e circunstâncias justificadores do pedido. ou dependência desses. Este requisito não pode ser analisado simplesmente em sua literalidade. com validade em todo o território nacional. O interessado deve declarar a efetiva necessidade.20 AGEPOL/CENAJUR . pois as circunstâncias e os fatos que pesam sobre o requerente é que devem ser . realizados até a data da publicação desta Lei. expedidos pelos órgãos estaduais. ou dependência desses. com validade em todo o território nacional. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. no seu local de trabalho. CERTIFICADO DE REGISTRO DE ARMA DE FOGO O interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido deve preencher certos requisitos legais. O indeferimento do pedido deverá ser fundamentado e comunicado ao interessado em documento próprio. 4º da Lei de Armas e no art. 12 do Regulamento da Lei. 2) Comprovar a idoneidade. 5º.A Revolução Cultural na Polícia § 6º. O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e será precedido de autorização do Sinarm. em período não inferior a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei nº 10. 5º. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. ou recusada com a devida fundamentação.884/2004) Redação anterior: Art. que serão examinados pelo SINARM. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. ou. são: 1) Declarar a efetiva necessidade. explicitando em seu pedido de aquisição. § 3º. § 1º. na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei. Art. deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de 3 (três) anos. a contar da data do requerimento do interessado. II e III deste artigo.

do Decreto nº 5. em especial os princípios da igualdade. Assim. e que. injúria e/ou difamação). por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. obviamente. assim não basta que este tenha sido indiciado ou acusado em ação crime. demonstrados todos os requisitos legais. necessariamente. Polícia Rodoviária Federal. no mínimo. em estande de tiro credenciado. e os integrantes das guardas municipais. Polícia Ferroviária Federal. sendo intransferível esta autorização. será concedida a autorização ou será recusada. demonstrada. Todavia este requisito não se enquadra aos integrantes das Forças Armadas. Este é o entendimento. tão-somente por estar respondendo à ação criminal. Deve comprovar também a residência.Fabiano Samartin Fernandes 21 observados. em tempo não inferior a três anos. nos termos do art. tem de ter um trabalho ou outra ocupação. Estes requisitos deverão ser comprovados periodicamente. . não pode ser contrária ao ordenamento jurídico. a contar da data do requerimento. mas que a acusação em seu desfavor seja incompatível com o pedido para aquisição de arma de fogo. ambos respondem a processo crime. o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido deve requerer ao SINARM uma autorização para efetuar a compra. 5) Comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. caso que deverá ser procedido com a devida fundamentação e a demonstração de que um dos requisitos não foi preenchido. Em 30 (trinta) dias úteis. pelo interessado. para o indivíduo ter uma arma de fogo. atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado. 12. das Forças Auxiliares ou do quadro da Polícia Federal.Estatuto do Desarmamento . deverá atestar que o requerente tem conhecimento da conceituação e normas de segurança pertinentes à arma de fogo. 6) Ter vinte e cinco anos de idade. 4) Comprovar capacidade técnica para manuseio de arma de fogo atestada por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército. estarão sendo desrespeitados princípios constitucionais.123/2004. até mesmo se assim não for considerado. ou ainda por esta habilitado. Polícias Civis. deverá ser expedida a autorização de compra de arma de fogo em nome do requerente. que. entretanto o segundo não pode ser impedido de adquirir arma de fogo. Por exemplo: um indivíduo que é acusado de roubo qualificado e outro que responde por qualquer dos crimes contra a honra (calúnia. Assim. 3) Apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. Preenchidos todos os requisitos. Polícia Federal. conhecimento básico dos componentes e partes da arma de fogo e habilidade de uso da arma de fogo. da razoabilidade e da proporcionalidade.

processo disciplinar sumário ou processo . após análise. os requisitos anteriores mencionados. inciso I. As armas adquiridas serão entregues pela indústria na UEE. II – que estiver cumprindo pena restritiva de direito ou privativa de liberdade. III – que estiver respondendo a feito investigatório no âmbito administrativo (sindicância. é expedida autorização para o militar ir até o comércio adquirir a arma. que encaminhará a solicitação ao Comandante da 6ª Região Militar. Ressalte-se que a competência para o Comando Geral regular a matéria para os policiais militares foi estabelecido pelo art. ameaça ou contra a incolumidade pública. e serão retiradas pelo militar estadual adquirente. do documento de registro e da 1ª via da nota fiscal para o adquirente. do Decreto nº 5. através da UEE – Unidade de Equipamentos Estratégicos. procederá a entrega da arma de fogo. de 1º de julho de 2004.826/2003 e o seu regulamento.123. através do seu ComandanteGeral. só então. capacidade psíquica e técnica para manuseio de arma de fogo. conforme dispõe o art. ainda que tenha sido decretado sursis ou livramento condicional. no entanto deve requerer a aquisição junto ao Comandante-Geral. pela prática de infração penal cometida com violência. 59 e seguintes da referida Portaria. comprovar a idoneidade. Assim. O policial pode ainda adquirir a arma diretamente na indústria. para o policial adquirir uma arma de fogo legal deve fazer o requerimento dirigido ao Comandante-Geral da PMBA (art. que analisará se o policial preenche todos os requisitos. baixou a Portaria nº 035-CG. nos termos do art. que. que regulamentou o Estatuto do Desarmamento.A Revolução Cultural na Polícia CERTIFICADO DE REGISTRO DE ARMA DE FOGO DO POLICIAL MILITAR A Polícia Militar do Estado da Bahia. 33. 68. de 07 de setembro de 2005. 73. para a aquisição de arma de fogo. é vedada a aquisição de armas de fogo por militar estadual nos seguintes casos: I – que estiver afastado do serviço policial-militar por problemas psíquicos ou que estiver sob prescrição médica de proibição ou recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo. e. que regulou o registro e o porte de arma de fogo para os policiais militares.22 AGEPOL/CENAJUR . em seguida expedirá o CRAF – Certificado de Registro de Arma de Fogo. Entretanto. que será retirado por representante da firma vendedora. A lei não exige que o policial militar comprove. quais sejam. da Portaria nº 035-CG/2005). da Portaria. declarar a efetiva necessidade. deverá providenciar a publicação da aquisição da arma de fogo em BGR. § 1º. O DAL – Departamento de Apoio Logístico. além de verificar os requisitos da Portaria baixada pelo Comandante-Geral da Polícia Militar. Para o policial militar adquirir uma arma de fogo deve observar a Lei nº 10.

e a quantidade será de 50 (cinqüenta) cartuchos. devendo. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional. antes de completar dois anos de efetivo serviço. ao final desse período. ou. inclusive na Portaria nº 035-CG/2005. A aquisição de munição fica limitada ao calibre correspondente da arma. O militar. Assim. seja o expedido para o civil pela Polícia Federal. como qualquer outro cidadão que possuir arma de fogo de origem ilícita. adquiridos anualmente. por motivos disciplinares ou. é documento obrigatório e tem validade de três anos. conforme será oportunamente demonstrado. antes de completar um ano de efetivo serviço.Estatuto do Desarmamento . seja o expedido para o militar baiano pela UEE. inquérito policial.Fabiano Samartin Fernandes 23 administrativo disciplinar). inquérito policial-militar. respeitado o limite de seis armas de fogo de uso permitido. Registre-se que o procedimento para a aquisição de arma de fogo. é o estabelecido na legislação. . 144 da Constituição Federal. expedido pela UEE. devidamente motivadas. O CRAF. ainda. II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. portanto ilegal. caso na pratica o procedimento adotado seja outro. processo penal ou processo penal-militar por fato transgressional ou delituoso no qual se envolveu utilizando arma de fogo. ainda. O Certificado de Registro de Arma de Fogo – CRAF. aqui demonstrado. estará cometendo crime. IV – que se encontre abaixo do bom comportamento. poderá ter a propriedade de duas armas de porte. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. duas armas de caça de alma raiada ou duas de tiro ao alvo e duas armas de caça de alma lisa. a critério do Comandante-Geral. 6º. no seu local de trabalho. É importante ressaltar que o policial militar. VI – ao soldado. salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas. VII – ao militar estadual reformado. a lei estará sendo violada. CAPÍTULO III DO PORTE Art. ou dependência desses. por constar dos seus assentamentos sanção disciplinar por ter disparado arma de fogo de forma culposa ou ter sido surpreendido portando arma de fogo em estado de embriaguez. para aquisição de arma de fogo diretamente na indústria. salvo situações excepcionais. ser renovado o certificado perante o DAL. V – ao aluno-oficial. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa.

os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. 52. o que constará da carteira funcional que for expedida pela repartição a que estiverem subordinados. A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial. mesmo fora de serviço. V e VI deste artigo terão direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição.24 AGEPOL/CENAJUR . IV. de 2004) Redação anterior: IV – os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 250. VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. As pessoas previstas nos incisos I. (Incluído pela Lei nº 11. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.118.000 (quinhentos mil) habitantes. VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do art. quando em serviço. (Redação dada pela Lei nº 10. observada a supervisão do Ministério da Justiça. de 2004) . VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. § 3º. 4º. na forma do regulamento desta Lei.884.os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50.A Revolução Cultural na Polícia III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. da Constituição Federal. IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas.118.000 (quinhentos mil) habitantes.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. a legislação ambiental.000 (quinhentos mil) habitantes. aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei. de 2005) § 2º. na forma do regulamento. nos termos desta Lei. e no art. III. no que couber. quando em serviço. § 1º-A. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) § 1º.867. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. 51. X – os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. (Redação dada pela Lei nº 10. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. Os servidores a que se refere o inciso X do caput deste artigo terão direito de portar armas de fogo para sua defesa pessoal. Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições descritas nos incisos V. observando-se. VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. II. XIII. IV .000 (duzentos e cinqüenta mil) e menos de 500.

(Vide Lei nº 11. serão de propriedade. II e III do mesmo artigo. 4º desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. será autorizado. Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo. se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. § 5º. § 1º. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. (Incluído pela Lei nº 10. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. responsabilidade e guarda das respectivas empresas. de 2005) § 6º. § 3º. sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis. § 2º. na forma do regulamento desta Lei. O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. ao exercerem o direito descrito no art. A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm.867. Aos residentes em áreas rurais. o porte de arma de fogo na categoria “caçador”. quando em serviço. As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. 7º. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. na forma prevista no regulamento desta Lei. constituídas na forma da lei. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal. Os integrantes das Forças Armadas. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. § 4º. 4º. Redação anterior: § 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial.191. 13 desta Lei. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. furto. acessórios e munições que estejam sob sua guarda.867. somente podendo ser utilizadas quando em serviço.Fabiano Samartin Fernandes 25 Redação dada pela Lei nº 10. . nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.Estatuto do Desarmamento . ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I. de 2004) Art. de 2004: § 3º A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. observada a supervisão do Comando do Exército.

10. III – apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. nos termos do regulamento desta Lei. e dependerá de o requerente: I – demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. nos limites do regulamento desta Lei. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. Art. nos valores constantes do Anexo desta Lei. § 2º. ao Comando do Exército. VI – à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. Fica instituída a cobrança de taxas. Art. prevista neste artigo. Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. V.26 AGEPOL/CENAJUR . 8º. IV. é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. 6º. IV – à expedição de porte federal de arma de fogo. 11. II – à renovação de registro de arma de fogo. . perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. 6º e para os integrantes dos incisos I. da Polícia Federal e do Comando do Exército. o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores. bem como o seu devido registro no órgão competente. § 1º. 9º. III. VI e VII do art. em todo o território nacional. A autorização de porte de arma de fogo. § 1º. Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm. As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5º do art. nos termos de atos regulamentares. no âmbito de suas respectivas responsabilidades. respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. § 2º. pela prestação de serviços relativos: I – ao registro de arma de fogo. II. III – à expedição de segunda via de registro de arma de fogo. Art. II – atender às exigências previstas no art. As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente.A Revolução Cultural na Polícia Art. 4º desta Lei. V – à renovação de porte de arma de fogo.

Integrantes da Polícia Ferroviária Federal. são instituições nacionais permanentes e regulares. da Constituição Federal. ressalvada a competência da União e as infrações militares. da lei e da ordem. 144. destina-se a: apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens. por iniciativa de qualquer destes. organizado e mantido pela União. da CF estabelece que as polícias civis. O art. 6º. com exclusividade. § 4º. § 2º. organizado e mantido pela União. O mesmo diploma legal que proíbe autoriza o porte para determinado grupo de pessoas e quando houver casos previstos em legislação própria. serviços e interesses da União. têm o porte: Integrantes das Forças Armadas. dirigidas por delegados de polícia de carreira. 144. § 1º. à garantia dos poderes constitucionais e. pelo Exército e pela Aeronáutica. § 3º. as funções de polícia judiciária da União e exercer as funções de polícia marítima. As polícias civis subordinam-se aos Governadores dos Estados. O art. constituídas pela Marinha. a intenção do legislador de diminuir o uso de arma de fogo em todo o território nacional. De acordo com o art. Integrantes das Polícias Civis. organizadas com base na hierarquia e na disciplina. o contrabando e o descaminho. Segundo o art.Fabiano Samartin Fernandes 27 PORTE DE ARMA DE FOGO O porte de arma de fogo. O art. 144. aeroportuária e de fronteiras. destina-se ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. a Polícia Rodoviária Federal é órgão permanente. prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. sob a autoridade suprema do Presidente da República. Assim. excepcionalmente. do Estatuto do Desarmamento. organizada e mantida pela União. da CF estabelece que a Polícia Federal.Estatuto do Desarmamento . da CF/88 dispõe que as Forças Armadas. de acordo com a atual Lei de Armas é expressamente proibido. exercer. O art. e destinam-se à defesa da Pátria. Todavia a regra geral de proibição de porte de arma de fogo tem exceções. como política para a diminuição da violência. caput. incumbem-se das funções de polícia judiciária e da apuração de infrações penais. Integrantes da Polícia Federal. da CF giza que a Polícia Ferroviária Federal é órgão permanente. 142. determinados indivíduos possuem a autorização para o porte de arma de fogo. 144. destinando-se ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. . Integrantes da Polícia Rodoviária Federal. essa é a regra geral e demonstra claramente o que no início do presente trabalho foi revelado.

por outro lado. desenvolver ações comunitárias de prevenção à violência e de apoio à defesa civil do cidadão. no uso de suas atribuições. no âmbito estadual. praias e áreas de proteção ambiental. para posterior repasse ao Presidente da República. §§ 5º e 6º. da eficácia do poder público e da soberania nacional. monumentos. da sociedade. Agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR).A Revolução Cultural na Polícia Integrantes das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares. prestar serviços de vigilância e de portaria nos prédios e instalações municipais. que vão atuar nas áreas de Qualificação de Agente de Proteção do Patrimônio Público e de Agente de Segurança Preventiva. Integrantes das guardas prisionais. órgão para onde são encaminhadas as informações e análises formalizadas em documentos de inteligência. com uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. as Guardas dos Municípios com mais de 50. A Guarda Municipal de Salvador foi criada pelo artigo 252 da Lei Orgânica Municipal e regulamentada pela Lei 4. O art. nos termos do art. praças. e subordinam-se aos Governadores do Estado. parques.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. ainda que fora de serviço. 5 . As Guardas Municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. da Constituição Federal. IV.28 AGEPOL/CENAJUR . concedeu aos integrantes do quadro efetivo de agentes penitenciários e escolta de presos a autorização do porte de arma de fogo. vincula-se ao GSI/PR. têm o porte de arma de fogo.992/1995. Integrantes das Guardas Municipais. equipamentos urbanos.000 (quinhentos mil) habitantes têm a autorização para o porte de arma de fogo. atuar como força complementar dos órgãos e entidades da administração municipal em instalações internas. da Constituição Federal dispõe que às polícias militares cabem a polícia ostensiva e preservação da ordem pública e aos corpos de bombeiros militares. devendo sempre a arma ser conduzida com o respectivo Certificado de Registro de Arma de Fogo O prefeito de Salvador encaminhou mensagem n. 51.000 (quinhentos mil) habitantes. vias públicas. Compete à GMS proteger os bens. e no art. 52. 16/06 (publicada no Diário Oficial do Legislativo em 14/08/2006) à Câmara Municipal com o objetivo da implantação da Guarda Municipal de Salvador (GMS). XIII. 144. jardins. São forças auxiliares e reservas do Exército. a execução de atividades de defesa civil. apenas quando em serviço5. passando a fazer parte dos quadros da Administração Direta do Município. serviços e instalações do patrimônio público do município. independentes de estarem em serviço. integrantes das escoltas de presos e guardas portuárias. a GMS contará com um quadro efetivo de mil servidores. O Departamento da Polícia Federal. De acordo com a mensagem. A ABIN desenvolve atividades de inteligência voltadas para a defesa do Estado Democrático de Direito. Integrantes das Polícias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

da comprovação de todos os requisitos constantes do art. e os agentes de segurança de dignitários (aquele que exerce cargo elevado) estrangeiros. da Lei nº 8. Integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. o Promotor de Justiça. Diplomatas e agentes de segurança de dignitários. Integrantes das entidades de desporto. pelos empregados autorizados a portar arma de fogo. 29 do Decreto nº 5. o Procurador do Trabalho. da Lei Complementar Federal nº 35/1979. A autorização para o uso de arma de fogo expedida pela Polícia Federal será em nome das empresas de segurança privada e de transporte de valores. necessariamente.826/2003. autoriza o porte de arma de fogo funcional por todo o território nacional. Estas entidades devem ser constituídas na forma da lei. de uso permitido.Fabiano Samartin Fernandes 29 e com a Carteira de Identidade Funcional. o uso de armas de fogo. As empresas de segurança privada e de transporte de valores. durante a permanência no país.625/93. no caso. 4º da Lei nº 10. os diplomatas de missões diplomáticas e consulares acreditadas junto ao Governo Brasileiro. de tiro simples. Residentes em áreas rurais. O Estatuto do Desarmamento não deferiu o porte de arma de fogo de forma taxativa. e deverão anexar no pedido dirigido à Polícia Federal certidão comprobatória de residência em área rural (expedida por órgão municipal). obviamente. Membros da Magistratura. O art. de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16. há determinadas pessoas que têm o direito de portar arma de fogo. 33.Estatuto do Desarmamento . Tais pessoas devem comprovar que dependem do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar. São elas: Membros do Ministério Público. observado o princípio da reciprocidade previsto em convenções internacionais. com um ou dois canos. Deverá ser precedida. Pela inteligência do art. poderão ter a autorização do porte de arma de fogo pela Polícia Federal. medida de urgência com o objetivo de diminuir a violência praticada contra os agentes penitenciários no Estado de São Paulo.123/2004. . e suas atividades esportivas devem demandar. Ressalte-se que tem a autorização do porte de arma de fogo membro do Ministério Público da União. A autorização é válida apenas para os empregados autorizados a portar a arma em serviço. nos termos do art. cópia autenticada da carteira de identidade e atestado de bons antecedentes. AuditoresFiscais e Técnicos da Receita Federal. Os juízes federais e estaduais têm o porte funcional da arma de fogo. Essa categoria denominada “caçador de subsistência” terá o porte de uma arma portátil. por exemplo. inciso V. 42. e membro do Ministério Público Estadual.

que não se encontrem em nenhuma das categorias mencionadas. o Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia baixou a Portaria nº 035CG. seja da arma particular ou pertencente à Corporação. Para arma de fogo de uso restrito. Utilizando-se de tal prerrogativa. O art. Quando de folga. 15 da referida Portaria estabelece que o porte de arma de fogo de uso permitido. 33. . O militar em serviço para portar arma de fogo deverá estar com a cédula de identidade funcional. § 1º. o policial militar da ativa tem o porte para arma de fogo de uso permitido. bem como o seu devido registro no órgão competente. restrito aos limites territoriais do Estado. é inerente ao militar estadual do serviço ativo. com autorização de carga da arma. podem ter a autorização de porte de arma de fogo deferida. O titular de porte de arma de fogo não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos.A Revolução Cultural na Polícia Os cidadãos. como determina o art. do Decreto nº 5. Os requisitos são: demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. de 07 de setembro de 2005 dispondo sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar. tais como igrejas. Em todos os casos. clubes ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas. A autorização poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. e.123/2004. deverá estar com a cédula de identidade funcional. a autorização para o porte é apenas para as armas pertencentes à Corporação. escolas.30 AGEPOL/CENAJUR . POLICIAIS MILITARES O porte de arma de fogo é deferido aos policiais militares. apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. no entanto é regulado por ato do Comandante-Geral. bem como a de uso restrito pertencente à PMBA. Desta forma. 4º da Lei do Desarmamento. A competência é da Polícia Federal. cinemas. atender às exigências previstas no art. que diz respeito ao registro de arma de fogo. para tanto devem preencher os requisitos do art. do Estatuto. nos casos da arma de fogo da Corporação. este necessita estar com o CRAF. estádios desportivos. e a autorização perderá a eficácia automaticamente caso o detentor do porte da arma de fogo seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas. em virtude de eventos de qualquer natureza. 10. Quando tratar-se da arma particular do militar. deverá estar. e somente será concedida após autorização do SINARM.

Dessa maneira. de 27 de dezembro de 2001. O Comandante-Geral proibiu o acesso do policial militar portando armas de fogo no interior das agências bancárias. As providências para a liberação de arma particular apreendida utilizada em serviço. o militar estadual disparar arma de fogo ou for surpreendido portando arma de fogo em estado de embriaguez ou sob efeito de substância de efeito entorpecente. bem como as despesas decorrentes de danos que porventura essa possa resultar. estiver regularmente matriculado em curso de formação e estiver em estágio probatório. A autorização para a carga pessoal de arma pertencente à Polícia Militar constitui ato discricionário do comandante. for considerado responsável pela perda do armamento. salvo se estiver fardado e mediante a prévia apresentação da identidade funcional aos responsáveis pela segurança daquelas instituições. O comandante da CIPM é competente. furtada ou extraviada e. 36 da Lei Estadual nº 7. e o militar que portar a arma da PMBA em atividade extra profissional (“bico”. 98. O militar que tiver arma de fogo da Corporação. o militar da inatividade está impedido de adentrar em agências bancárias portando arma de fogo. 22. e pode ser revogada a qualquer tempo. também.990. da Portaria nº 035-CG/2005. .Estatuto do Desarmamento . da Portaria nº 035-CG/2005. De acordo com o art. por um ano. o comandante da Companhia Independente da Polícia Militar é a autoridade competente para autorizar a carga de arma de fogo pertencente à Corporação para os militares fora de serviço. após a devida apuração. quando por culpa. nos termos do art. ficarão por conta do proprietário. o estágio probatório compreende um período de trinta e seis meses de efetivo serviço. roubada. desde que sejam lotados na referida CIPM. para autorizar a utilização da arma de fogo particular do militar em serviço. podendo ser em substituição à arma da PM e/ou como uma arma sobressalente. requisitos de qualquer ato discricionário. por exemplo) terá revogada a autorização de carga pessoal de arma de fogo. devendo ser observados os critérios de conveniência e oportunidade. pelo período em que perdurar a apuração de roubo. furto ou extravio da arma de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade. desde que a arma particular corresponda aos padrões e características das armas de fogo de uso permitido.Fabiano Samartin Fernandes 31 De acordo o art. A autorização de carga pessoal da arma de fogo será suspensa por recomendação médica de proibição ou restrição quanto ao uso de arma. em caráter definitivo. como o militar da ativa que estiver de folga. Entretanto não será concedida autorização para carga pessoal de arma ao militar que estiver em mau comportamento.

que será expedida pelo Comandante-Geral. deverá ser lavrado Termo de Recolhimento. farda da Polícia Militar. A autorização será publicada em Boletim. pelo prazo de três anos. na medida em que é cada vez mais comum assaltantes entrarem em instituições bancárias utilizando documentação falsa ou.32 AGEPOL/CENAJUR . no DAL – Departamento de Apoio Logístico. ou na Unidade detentora de seu Assentamento Individual. deverá ter sua arma de fogo particular guardada na última Unidade que trabalhou. e somente para a arma de porte. tiver restrições ao uso da arma de fogo. tiveram como objetivo a segurança pública. por meio de laudo médico. nos termos do art. sob a responsabilidade do Departamento de Administração. este terá seu porte de arma revogado. O porte está adstrito aos limites territoriais baianos. se for surpreendido portando arma de fogo estará cometendo o crime de porte ilegal de arma. da Portaria. desde que não seja em período superior a um ano e sejam. Poderá ser autorizado o militar inativo portar arma de fogo em outra unidade federativa. até mesmo. e para a arma de fogo particular e devidamente registrada. encaminhando-o à UEE – Unidade de Equipamentos Estratégicos. desde que o militar inativo seja considerado apto após avaliação psicológica para o manuseio de arma de fogo. A UEE é responsável para cancelar o certificado e expedir certidão de origem da arma de fogo particular. No caso de o militar inativo com restrição de uso de arma de fogo se recusar a entregar sua arma particular. a CIPM deverá recolher o Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pela Polícia Militar. POLICIAIS MILITARES EXONERADOS OU DEMITIDOS Na hipótese de exoneração ou demissão do militar estadual. O militar inativo que. cinqüenta cartuchos. tanto o legislador como o próprio ComandanteGeral. a fim de o agente exonerado ou demitido possa regularizar a arma junto à Polícia Federal. 18. portanto. Nesse caso.A Revolução Cultural na Polícia Com essa medida de limitar o porte em locais que existam aglomerações de pessoas. em virtude de doença mental. Os inativos não poderão fazer carga da arma de fogo pertencente à Corporação. A autorização para o porte poderá ser renovada. no máximo. POLICIAIS MILITARES INATIVOS Os policiais militares estaduais da reserva remunerada ou reformados podem ter a autorização para porte de arma de fogo particular. A autorização para o porte de arma de fogo é automaticamente suspensa. . devendo ser entregue a familiar ou a representante legal uma cópia do Termo.

alínea a. podendo ser a pena privativa de liberdade. será analisada. sendo a responsabilidade objetiva. doloso ou culposo. A responsabilidade penal decorre da prática de ato típico. comissiva ou omissiva. do Código Penal. Concluindo que o policial não estava em serviço quando da perda da arma. abrangendo o cometimento de crime comum. o dano (prejuízo auferido pelo Estado por ter um bem desviado) e o nexo de causalidade (liame que conduza a conduta do agente ao resultado danoso). 42. em apertada síntese. nos termos do art. a qual se incumbirá de fazer os registros necessários e comunicar ao SIGMA. PENAL E ADMINISTRATIVA DO POLICIAL MILITAR O art. O militar que comete crime estará sujeito à sanção que a lei comine. a contar da solução do feito investigatório. Dessa responsabilidade surge o dever de indenizar ao Estado ou a terceiro que sofreu o dano. ilícito e culpável. roubo ou furto da arma de fogo pertencente à Corporação.Fabiano Samartin Fernandes 33 RESPONSABILIDADE CIVIL. da Portaria nº 035-CG/2005. restritiva de direitos e multa. seja de ordem material e/ou moral. cada uma das três responsabilidades.Estatuto do Desarmamento . detenção e demissão. são de advertência. A responsabilidade civil decorre da prática de ação ou omissão. 50 da Lei Estadual nº 7. civil e administrativa do militar. que viole direito e cause dano ao Estado ou a outrem. Assim. nos termos do art. este deve indenizar a Fazenda Pública. As sanções disciplinares a que está sujeito o policial militar. ocorrendo extravio. Contudo. objetivamente. é indispensável processo administrativo com contraditório e ampla defesa para a aplicação da sanção. de acordo com as normas constitucionais.990/2001 (Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia) estabelece que o policial militar responde civil. A responsabilidade administrativa resulta da conduta do policial. deverá comunicar imediatamente o fato ao seu comandante e registrar a ocorrência na Circunscrição Policial responsável. Assim. 32. nos termos do art. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. no entanto deve observar sempre os princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa. O comandante deverá comunicar a ocorrência à UEE. comissivo ou omissivo. Tais responsabilidades são independentes. Nesse caso. podendo cumular-se. Deve ainda. o militar baiano responsável pela arma. dolosa ou culposa. do Estatuto dos Policiais Militares. inciso II. em até três meses. 52. não se apura se o agente agiu com culpa ou dolo. Basta que se apure a conduta do militar estadual (extravio da arma da PM por parte do policial que não estava em serviço). praticada no desempenho de cargo ou função que configure transgressão disciplinar. de crime militar ou de contravenção penal. . o comandante instaurar procedimento para apurar a responsabilidade penal.

nos termos do art. este não indenizará o Estado. CAPÍTULO IV DOS CRIMES E DAS PENAS Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. qual seja o crime de porte ilegal de arma de fogo. será avaliada a responsabilidade civil subjetiva do militar. XIV. e. do Estatuto dos Policiais Militares ser-lhe-á aplicada uma sanção disciplinar. sendo essa responsabilidade objetiva. O policial militar que portar arma de fogo sem registro estará sujeito à responsabilidade penal. à responsabilidade administrativa. Inovações. e por essa conduta estará sujeito às sanções de cunho administrativo e penal. da Constituição Federal. 12. negligência ou imprudência). 37.34 AGEPOL/CENAJUR . seja diretamente. devendo ser apurado através de Processo Administrativo a conduta. além da responsabilidade penal e administrativa. acessório ou munição. Por sua vez. se com o uso da arma de fogo. seja regressivamente pelo Estado. que a perda da arma ocorreu em serviço. de uso permitido. situação que determinará o dever de indenizar à vítima. no interior de sua residência ou dependência desta. se for comprovado. que adiante será demonstrado. se restar provado que o policial não agiu com dolo nem culpa. podendo pelo crime ser preso em flagrante delito. ou. Em relação à lei revogada. através de procedimento investigatório. o crime de posse irregular sofreu algumas alterações. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. O policial que portar uma arma sem o devido Certificado de Registro de Arma de Fogo. observar-se-á se este agiu com dolo ou culpa (imperícia. 51. deverá indenizar a Fazenda Pública. § 6º. caso a conduta danosa do militar seja em serviço. e sem que este tenha agido de forma dolosa ou culposa. caso em que. Estará sujeito.A Revolução Cultural na Polícia Por outro lado. Será o militar responsabilizado civilmente. de 1 (um) a 3 (três) anos. o responsável para reparar o dano será o Estado. de porte ilegal (art. um terceiro venha a sofrer dano. ou ainda fora de serviço. pela transgressão disciplinar do art. ainda no seu local de trabalho. agindo com dolo ou culpa. comprovado que o agente agiu com dolo ou culpa. estará cometendo o crime de porte ilegal de arma de fogo. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. 14) e do . também. e multa. em serviço ou não. a principal diz respeito à separação dos crimes de posse irregular de arma de fogo (art. ao contrário.12). e ficar à disposição do Juiz de uma das varas crimes.

Tentativa9. Sujeito passivo7. sendo o Estado o titular do mandamento proibitivo. pois o tipo penal exige a ocorrência do resultado para a configuração do crime. pois só agindo dessas formas para que possa ser responsabilizado penalmente. a vítima. Há duas espécies de sujeito passivo. ou com imprudência. 9 Tentativa é a não consumação de um crime por circunstâncias alheias à vontade do sujeito ativo. se o agente comete o crime intencionalmente (dolo). Qualquer indivíduo pode ser autor desse crime. a posse de arma de fogo sem o registro no órgão competente ou com o prazo de validade do registro expirado. ou o indivíduo possui arma de fogo e comete o crime (na forma consumada) ou não possui arma e não comete qualquer crime. manter sob sua guarda – ter sob seu cuidado uma arma de fogo que pertence a terceiro. Diz-se sujeito passivo contra quem é cometido o crime. o Estado e a coletividade. munição ou acessório. Fora dos casos mencionados. crimes que a lei só pune se ocorrer o resultado. detento. quintal etc. Outra importante alteração diz respeito ao aumento da pena imposta que passou a ser de detenção. sendo surpreendido.). Há dois núcleos: possuir – ter em seu poder a arma de fogo. estará cometendo o crime de porte ilegal de arma de fogo. Para a configuração do tipo penal deve o indivíduo possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. Não é possível. acessório ou munição. que no caso é a coletividade. habituais. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. crimes omissivos próprios. negligência ou imperícia (culpa). 6 . 8 Elemento subjetivo relaciona-se com o dolo e a culpa. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. o constante ou formal. isto é. isto é. conforme a situação processual. preterdolosas.Estatuto do Desarmamento . de: agente. a pessoa jurídica. jardim. 17) que passaram a ser objeto de dispositivos legais específicos. o fato típico. recluso. denunciado. e multa. é lesado pela conduta típica.Fabiano Samartin Fernandes 35 comércio ilegal de arma (art. o sujeito. isto é. 7 Sujeito passivo do crime é o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado pela conduta criminosa. Tipo objetivo. e. ainda no seu local de trabalho. de tal maneira que. acessório ou munição. criminoso e delinqüente. cuja execução já havia sido iniciada. réu. são elas: culposas. sujeito passivo eventual ou material que é o titular do interesse penalmente protegido. A conduta criminosa é possuir ou manter no interior de sua residência ou dependência desta (garagem. excluindo da competência dos Juizados Especiais este crime. por exemplo. acusado. Este pode ser chamado. indiciado. condenado. de uso permitido. Sujeito ativo do crime é aquele que pratica a conduta descrita na lei. podendo ser o homem. Sujeito ativo6. contravenções penais. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade de possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. Dolo. Elemento subjetivo8. Existem infrações penais que não admitem tentativa. de um a três anos. ou. O sujeito passivo é usualmente chamado de vítima. Não há previsão da modalidade culposa.

segundo. furto.826/2003. primeiro. faz-se necessária a perícia técnica a fim de. a procedência e condições de uso da arma de fogo. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. tendo a 1ª Turma do STF firmado posição no sentido de que arma inapta a efetuar disparos. Parágrafo único. Posse e porte de arma de fogo. 12. de 1 (um) a 2 (dois) anos. verificar o calibre da arma. Por sua vez. 13. a moderna doutrina e jurisprudência vêm entendendo que é atípica a conduta do agente com arma de fogo inapta a efetuar disparos. se se trata de arma de uso permitido ou restrito. elevando a pena em abstrato para detenção de um a três anos. há determinação expressa no art. caracterizando-se crime impossível pela absoluta ineficácia do meio. acessório ou munição que estejam sob sua guarda. Houve o aumento da sanção penal. a sua ausência ou se seu prazo expirar-se torna a posse da arma irregular. Omissão de cautela Art. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. 65 do Decreto que regulamenta o Estatuto do Desarmamento para a perícia da arma de fogo apreendida. Para a ocorrência do delito. residência ou local de trabalho. não constitui o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo. e multa. O registro garante ao agente o direito da posse da arma de fogo nos locais indicados. .A Revolução Cultural na Polícia Perícia técnica. o porte de arma de fogo permite que o agente a possa trazer junto ao seu corpo. A arma de fogo totalmente inapta a disparar não é considerada arma. estando caracterizada a prática do crime do art. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. Pena. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo.36 AGEPOL/CENAJUR . antes da Lei nº 10. quais sejam. aferindo a sua potencialidade lesiva. significa dizer que o que. Além do que. era de competência dos Juizados Especiais Criminais para o processamento e o julgamento da infração penal passou a ser da Justiça Comum. verificar se se trata efetivamente de arma de fogo apta a efetuar disparos. pois não ostenta nenhuma potencialidade lesiva. Como já dito no início deste trabalho.

Se o agente entregar a arma de fogo ao menor de 18 anos ou ao deficiente mental. de forma intencional (dolo). A coletividade. Detenção de um a dois anos. CP). por exemplo. no direito penal. de Aurélio de Buarque Holanda. Pena. crimes próprios (ou especial) – a lei exige uma qualidade especial do agente. tratandose. não se admitindo a realização por terceiros (autoria mediata). ou seja. tão-somente. não há a possibilidade de aplicação da analogia in malam partem. não será crime se se tratar de acessório e/ou munição. 342. Portanto cabe transação penal. Tentativa. Dir-se-á talvez que. CP) só pode ser cometido por funcionário público. o crime pode ser: crimes comuns – quando praticados por qualquer pessoa. crimes de mão própria – são aqueles que exigem a realização pessoal do tipo pelo sujeito ativo. assim. Sujeito ativo. haveria no crime de omissão de cautela tal equiparação.Estatuto do Desarmamento . o tipo não exige condição especial alguma do agente. na conduta típica de ceder. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa. Frise-se que o legislador previu como crime a posse de arma de fogo. crime de peculato (art. todavia. crime de falso testemunho (art. de crime próprio10. assim. Elemento subjetivo. seja de uso permitido ou restrito. 10 . Os crimes podem ser classificados de diversas formas. é mister que o menor de 18 (dezoito) anos e/ou pessoa com deficiência mental tenha efetivamente se apoderado da arma de fogo. Sujeito passivo. 312. a analogia empregada em prejuízo do acusado. vez que é necessário. entendemos que. não bastando que esteja ao seu alcance. por analogia. por exemplo. o crime cometido é de porte ilegal de arma de fogo. é possível somente na modalidade culposa. e multa. para a configuração do crime e a responsabilidade penal do acusado. só podendo ser praticados por algumas pessoas em particular. para a configuração do delito de omissão de cautela do caput. Assim. composição civil e a suspensão condicional do processo. culposamente. Para a configuração do tipo penal previsto no caput. que este seja proprietário ou possuidor de arma de fogo. por ter o legislador previsto em outros crimes a equiparação de arma de fogo a acessório e munição. o menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental. dessa forma é de competência exclusiva dos Juizados Especiais Criminais. não observar os cuidados para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental apodere-se da arma. assenhorearse.Fabiano Samartin Fernandes 37 Omissão de cautela – caput Tipo objetivo. Possuidor ou proprietário de arma de fogo. portanto. sob a forma de negligência. e. É impossível na medida em que se trata de crime que só se admite a modalidade culposa. uma dessas classificações diz respeito ao sujeito ativo. o conceito de apoderar-se é apossar-se. Para o crime previsto no caput. deve o indivíduo ser possuidor ou ser proprietário de arma de fogo e.

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Omissão de comunicação no desaparecimento de arma – parágrafo único. Tipo objetivo. A forma típica consiste em deixar o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal a perda, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda. O legislador determinou a responsabilidade penal objetiva do agente, que tem a obrigação de comunicar o extravio da arma de fogo nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas de ocorrido o fato. Ultrapassado esse prazo sem a adoção das providências legais, o crime está consumado. Sujeito ativo. Proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores, tratando-se de crime omissivo próprio. Elemento subjetivo. Somente é possível na modalidade dolosa. Se o agente, por culpa, não percebe que houve a subtração de arma de fogo, o fato será atípico, sendo irrelevante penal, por faltar previsão expressa. Dessa forma, há necessidade da não comunicação do fato às autoridades policiais por vontade livre e consciente. Entretanto não pode o agente alegar o desconhecimento da obrigação de comunicar o fato nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas, pois o desconhecimento da lei é inescusável. Tentativa. Não se admite, ou o prazo de 24 (vinte e quatro) horas decorre e há a consumação, ou o fato é atípico. Pena. A mesma do caput, detenção de um a dois anos, e multa, dessa forma a competência para processar e julgar é dos Juizados Especiais Criminais.
Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente.

Inovações. A primeira inovação trazida diz respeito à equiparação da arma de fogo aos seus acessórios e munições, o que entendo ser inconstitucional, por ofensa aos princípios da insignificância, da

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proporcionalidade, da razoabilidade, da lesividade, da intervenção mínima do direito penal e do devido processo legal material, na medida em que os acessórios e as munições não são meios capazes de expor a perigo a segurança pública. A pena para quem for flagrado portando munição (reclusão, de dois a quatro, e multa) será mais acentuada que a do furto e da receptação (reclusão, de um a quatro anos, e multa), por exemplo. Outra importante mudança foi o aumento da sanção penal, que passou a ser pena de reclusão, de dois a quatro e anos, e multa. Com o aumento, pretendeu o legislador restringir, ao máximo, os benefícios legais para quem seja condenado por este crime, dentre eles a suspensão condicional da pena (sursis). E, por fim, o crime de porte ilegal de arma de fogo passou a ser crime inafiançável, salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente, outro equívoco do legislador, que, a nosso ver, se mostra inconstitucional por ofensa ao art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, que estabelece quais crimes serão considerados inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia, não estando o crime de porte ilegal de arma de fogo dentre eles, e, obviamente, este crime não pode ser considerado como crime hediondo. Além do mais, a fiança está relacionada à natureza do crime, e não com o sujeito, dessa maneira pouco importa ser a arma de fogo registrada ou não para a concessão da fiança. Ademais, além da inconstitucionalidade apontada, a proibição da concessão da fiança para aquele que portar arma de fogo sem registro em seu nome é totalmente inócua, pois existe o instituto da liberdade provisória sem fiança, nos termos do art. 310, parágrafo único, do Código de Processo Penal. Para tanto, deve o acusado, através de seu defensor, provar que preenche os requisitos legais, quais sejam, inocorrência de qualquer das hipóteses que autorizam a prisão preventiva (arts. 311 e 312, do CPP). Tipo objetivo. Apesar de o crime ter sido capitulado de porte ilegal de arma de fogo, existem treze diferentes condutas típicas, tratando-se de um tipo misto alternativo, em que a realização de mais de um comportamento pelo agente implica em um único crime, pelo princípio da alternatividade. As condutas são: “Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar” (Lei nº 10.826/2003, art. 14). Portar significa trazer a arma de fogo junto ao corpo. Deter é o mesmo que reter ou conservar em seu poder, enquanto na conduta de portar a idéia é de apoderamento definitivo, na conduta de deter não. Adquirir arma de fogo é o ato de obter por compra ou não com a intenção de tornar-se proprietário. Fornecer significa prover, não pode ser entendido com a idéia de vender, pois há uma previsão específica para

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o crime de comércio ilegal (art. 17). Receber tem o significado de entrar na posse. Ter em depósito representa o estoque de armas, o armazenamento, isto é, uma grande quantidade, o que o diferencia da figura típica do art. 12, posse irregular de arma de fogo. Transportar é o uso de qualquer meio de transporte, levando a arma de um lugar a outro, não se confunde com portar, um exemplo é quando um indivíduo é surpreendido com a arma de fogo no porta-luvas do veículo, a sua conduta é transportar, e não portar, pois esta significa trazer a arma junto ao corpo, disponível para uso imediato. Ceder é transferir a posse ou até mesmo a propriedade da arma a outrem, por óbvio, sem o intuito de venda ou aluguel. Emprestar significa entregar uma arma de fogo, acessório ou munição a alguém para que faça uso durante um tempo, devolvendo-a mais adiante ao dono. Remeter é o mesmo que enviar, encaminhar para alguma pessoa. Empregar é o efetivo uso da arma, dessa forma ao utilizar a arma de fogo o sujeito vai portar a arma ou vai efetuar o disparo, de uma forma ou de outra, já existe a conduta incriminadora de porte ilegal ou de disparo de arma de fogo, sendo desnecessária essa figura típica. Manter sob guarda é ter sob seu cuidado uma arma de fogo que pertence a terceiro. Sujeito ativo. Qualquer pessoa. Sujeito passivo. A coletividade. Elemento subjetivo. Dolo, significa dizer que o agente tem a consciência e a vontade de praticar qualquer das condutas descritas na lei. Não há previsão da modalidade culposa. Tentativa. Não é possível, pois o resultado é indispensável para a concretização do delito. Perícia técnica. Para a ocorrência do delito, faz-se necessária a perícia técnica a fim de apurar se arma de fogo em questão é apta a efetuar disparos, aferindo a sua potencialidade lesiva. Pois a arma de fogo totalmente inapta a disparar não é arma, caracterizando-se crime impossível pela absoluta ineficácia do meio. Pena. Como já dito, houve o aumento da sanção penal, elevando a pena em abstrato para detenção de dois a quatro anos, significa dizer que o que, antes da entrada em vigor da Lei nº 10.826/2003, era de competência dos Juizados Especiais Criminais para o processamento e o julgamento da infração penal; com o advento da Lei nova, o sujeito que estiver incurso nesse delito deverá responder a uma ação penal na Justiça Comum. O legislador estabeleceu no art. 20 do Estatuto do Desarmamento causa de aumento da metade da pena, se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. 6º, 7º e 8º da Lei (Vide comentários ao art. 20).

A coletividade. pretendeu o legislador restringir ao máximo os benefícios legais para quem seja condenado por este crime. 15 passou a ser crime inafiançável. Disparo de arma de fogo versus lesão corporal. Qualquer pessoa. e desde que não seja o disparo acidental ou com o intuito de praticar algum crime. E. se o agente comete o crime de homicídio ou de lesão corporal (dentre outros).Fabiano Samartin Fernandes 41 Disparo de arma de fogo Art. Dolo. por fim. Com o aumento. Parágrafo único. Caso o agente. de tal forma que. significa dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de disparar arma de fogo em lugar habitado ou em suas adjacências. Tentativa. mas o de lesão corporal ou homicídio. aquele não cometerá o crime de disparo de arma de fogo. de dois a quatro e anos. homicídio. igualmente ao que ocorreu com o crime de porte ilegal de arma de fogo. Inovações. o crime do art. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. O crime de disparo é subsidiário em relação aos demais crimes. entretanto. do Código de Processo Penal. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. parágrafo único. em via pública ou em direção a ela. Possível. quando falha o disparo ao picote do projétil. dano. Tipo objetivo. . Assim. havendo disparo acidental a conduta será atípica. Não há na lei qualquer distinção sobre se o disparo é efetuado com arma de uso permitido ou de uso proibido. dentre eles a suspensão condicional da pena (sursis). ao efetuar o disparo. Sujeito ativo.Estatuto do Desarmamento . deseje atirar em alguém. Não há previsão para o crime a título de culpa. 15. Houve o aumento da sanção penal. Entretanto. o sujeito responderá pelo resultado. Elemento subjetivo. suscetível de liberdade provisória sem fiança. Sujeito passivo. em via pública ou em direção a ela. seja na forma consumada ou tentada. visto que o tipo penal só admite a modalidade dolosa. e multa. em via pública ou em direção a ela. por exemplo. que passou a ser pena de reclusão. a título de culpa. 310. ameaça. se alguma pessoa é atingida por conta do disparo. As condutas típicas são disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. deverá o crime de disparo sempre ser absorvido. O crime previsto neste artigo é inafiançável. podendo ser crime de lesões corporais ou de homicídio. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. nos termos do art. e multa.

ainda que gratuitamente. no primeiro caso (crime de lesão corporal leve). o resultado é que difere. suprimido ou adulterado. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. empregar. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. 6º. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. e multa. ameaçar. no segundo caso. devendo a pena ser elevada pela metade. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. o agente deverá ser preso em flagrante delito. emprestar. de dois a quatro anos. é injusto e incongruente. fornecer. que tem conseqüências mais rigorosas. adquirir. qual seja a lesão. ter em depósito. se o agente não acerta a vítima. Pena. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. por outro lado. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. suspensão condicional do processo. possuir. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. caberá a transação penal. CP). nem o projétil passa perto desta. dentre eles os policiais militares. do que o resultado de perigo à coletividade. e deverá ser processado e julgado nos termos da Lei nº 9. A pena em abstrato é de reclusão. o agente atira num indivíduo com o desígnio de lesionálo no pé (crime de lesão corporal leve – art. remeter. e multa. deter. este crime é de menor potencial ofensivo. e as conseqüências serão distintas. no nosso entendimento. para o agente é melhor que acerte alguém ou algo. lesionar ou matar.42 AGEPOL/CENAJUR . desde que caracterize o crime de lesão corporal leve ou o crime de dano. II – modificar as características de arma de fogo. pois a conduta de efetuar o disparo é a mesma. se houver o disparo. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. 20). IV – portar. mesmo que sem intenção de danificar. se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. transportar. 20 do mesmo diploma legal. portar. Nesse artigo. . caput. Possuir. de tal sorte que. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. receber. 7º e 8º da Lei (Vide comentários ao art. detiver. de 3 (três) a 6 (seis) anos.099/1995 (Lei dos Juizados Especiais). com conseqüências menos severas. Parágrafo único. adquirir. responderá o agente pelo crime de disparo de arma de fogo. ceder. 16. o agente não poderá ser preso em flagrante delito. 129. III – possuir. há a incidência da causa de aumento da pena do art.A Revolução Cultural na Polícia Por exemplo. sendo o resultado mais grave. contudo. perito ou juiz. O que.

marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das quatorze condutas descritas no tipo penal. é a vedação da liberdade provisória. Inovações. acessório. e. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. Não há previsão para o crime a título de culpa. recarregar ou reciclar. entregar ou fornecer. 20). conforme será demonstrado oportunamente neste trabalho quando for comentado o art. de três a seis anos. acessório. Dolo. A pena passou a ser reclusão. Qualquer pessoa. iguais às do art. recarregar ou reciclar. adquirir. Elemento subjetivo. qual seja. Sujeito ativo. ainda que gratuitamente. sem autorização legal. 20 do Estatuto do Desarmamento causa de aumento da metade da pena. entregar ou fornecer. Causa de Aumento. A coletividade. se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. arma de fogo.Fabiano Samartin Fernandes 43 V – vender. 6º. produzir. O legislador dispôs no art. A pena em abstrato é de reclusão. Outra inovação. com uma conduta a mais. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. de três a seis anos. e multa. com quatorze condutas descritas. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. suprimido ou adulterado. 14 da Lei (Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido). 17). perito ou juiz. vender. A lei equiparou diversas condutas a este crime. deter. sem autorização legal. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários ao art. 14). ou adulterar. Pena. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. que entendemos ser inconstitucional. munição ou explosivo a criança ou adolescente. tais como: suprimir ou alterar marca. munição ou explosivo a criança ou adolescente. arma de fogo. de qualquer forma. O legislador separou a conduta de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido da conduta de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. portar. possuir. Sujeito passivo. possuir. possuir arma de fogo (Posse irregular de arma de fogo de uso permitido). munição ou explosivo. 7º e 8º da Lei. . Tipo objetivo. de qualquer forma. e multa. 21 do Estatuto do Desarmamento. Trata-se de um tipo penal misto alternativo. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. e comércio ilegal de arma de fogo (art. munição ou explosivo. 12 e art. e VI – produzir.Estatuto do Desarmamento . ou adulterar. modificar as características de arma de fogo. ainda que gratuitamente.

transportar. montar. conduzir. de qualquer forma. Adquirir. ocultar. inclusive o exercido em residência. o agente sendo surpreendido com uma ‘arma de fogo com numeração raspada’ estará cometendo este crime. O legislador cuidou de prever um dispositivo penal específico para o comércio ilegal de arma de fogo. ou. remontar. Assim. Trata-se de um tipo penal misto alternativo. montar. acessório ou munição comercializados forem de uso proibido ou restrito. Desta forma. remontar. expor à venda. ter em depósito. Parágrafo único. com quatorze condutas descritas. que passou a ser de reclusão de quatro a oito anos. vender. desmontar. e multa. 19 do Estatuto do Desarmamento estabeleceu como causa de aumento da pena para este crime se a arma de fogo. Comércio ilegal de arma de fogo Art. equiparou a atividade comercial ou industrial a qualquer forma de prestação de serviços. conduzir. Tipo objetivo. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. A lei equiparou diversas condutas a este crime. e multa. ter em depósito. Inovações. 17. no exercício de atividade comercial ou industrial. adquirir. expor à venda. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. em proveito próprio ou alheio. O art. no exercício de atividade comercial ou industrial. qualquer forma de prestação de serviços. cometerá crime. adulterar. desmontar.A Revolução Cultural na Polícia Figuras equiparadas. no total de quatorze figuras típicas. em proveito próprio ou alheio. suprimido ou adulterado. arma de fogo. alugar. acessório ou munição. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. ocultar. transportar. vender. a pena deve ser aumentada pela metade. inclusive o exercido em residência. quais sejam. utilizar. caso o agente pratique qualquer dessas condutas. para efeito deste artigo. arma de fogo. Aumentou-se a sanção penal. Especial atenção merece o inciso IV que diz respeito ao porte e posse de arma de fogo com numeração ou qualquer sinal de identificação raspado. adulterar. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. receber. independente de a arma de fogo ser de uso permitido ou proibido. tratando-se de policiais militares a pena será de quatro anos e seis meses a nove anos de reclusão. ou de qualquer forma utilizar. cuja pena é de reclusão de três a seis anos. receber.44 AGEPOL/CENAJUR . Equipara-se à atividade comercial ou industrial. alugar. . acessório ou munição.

se o crime é praticado com arma de fogo de uso proibido e se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. de quatro a oito anos. desde que tenha um comércio clandestino ou não de arma de fogo. Tipo objetivo. Tráfico internacional de arma de fogo Art. seja entrando. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das condutas descritas no tipo penal. As condutas típicas são: importar. O legislador dispôs no art. Qualquer pessoa. Sujeito passivo. 19 do Estatuto do Desarmamento estabeleceu como causa de aumento da pena para este crime se a arma de fogo. 7º e 8º da Lei. acessório ou munição comercializados forem de uso proibido ou restrito. acessório ou munição. sem autorização da autoridade competente. Dolo. Traficar armas. Qualquer pessoa. 18. Maior pena estabelecida no Estatuto do Desarmamento. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários aos arts. Pena. Importar significa introduzir no país arma de fogo vindo de um outro país. seja saindo do território nacional. e multa. 19 e 20). sem autorização da autoridade competente: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. de arma de fogo. Exportar consiste em fazer sair do país. acessório ou munição. Sujeito ativo. Sujeito passivo.Estatuto do Desarmamento . Não há previsão para o crime a título de culpa. A pena em abstrato é de reclusão. que passou a ser de reclusão de quatro a oito anos. A coletividade. a qualquer título. e multa.Fabiano Samartin Fernandes 45 Sujeito ativo. A coletividade. exportar ou favorecer a entrada ou saída do território nacional de arma de fogo. Importar. Causas de Aumento. exportar. Inovações. O art. Aumentou-se a sanção penal. acessório ou munição. 20 do Estatuto do Desarmamento causas de aumento da metade da pena. a pena deve ser aumentada da metade. 19 e art. favorecer a entrada ou saída do território nacional. Elemento subjetivo. . e multa. juntamente com o crime de tráfico internacional de arma de fogo. acessórios ou munições em escala internacional significa qualquer espécie de circulação de arma que ultrapasse as fronteiras do país. O legislador cuidou de prever um dispositivo penal específico para o tráfico internacional de arma de fogo. 6º.

haverá a incidência da causa de aumento da pena. 14). 17 e art. quer dizer que o agente tem a consciência e a vontade livre de estar praticando qualquer das condutas descritas no tipo penal. 18 utilizando arma de fogo de uso restrito. Art. Assim. O legislador dispôs no art. 6º.A Revolução Cultural na Polícia Elemento subjetivo. acessório ou munição de uso restrito ou proibido. de disparo de arma de fogo (art. Não há previsão para o crime a título de culpa. 19 e art. Causas de Aumento. Nos crimes previstos nos arts.46 AGEPOL/CENAJUR . a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. se o crime é praticado com arma de fogo de uso proibido e se o crime for praticado por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. 7º e 8º da Lei. 6º. se os crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. quando o agente pratica qualquer dos crimes do art. 15. 18) forem praticados por integrantes dos órgãos e empresas referidos nos arts. acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. e multa. 6º. 20 do Estatuto do Desarmamento causas de aumento da metade da pena. de comércio ilegal de arma de fogo (art. 7º e 8º desta Lei. e multa. 19. 17) e crime tráfico internacional de arma de fogo (art. quando os crimes forem cometidos com arma de fogo. Pena. As pessoas que terão contra si a incidência da majorante são: os integrantes das Forças Armadas. 17) e de tráfico internacional de arma de fogo (art. a pena é aumentada da metade se a arma de fogo. Dolo. passando a ser pena de reclusão de seis a doze anos. 7º e 8º da Lei. 14. Nos crimes previstos nos arts. como é o caso dos policiais militares (Vide comentários aos arts. de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 16). 20. A pena em abstrato é de reclusão. 16. ARMA DE USO RESTRITO COMO CAUSA DE AUMENTO DA PENA Este artigo traz causa de aumento da pena que incide sobre o crime de comércio ilegal de arma de fogo (art. os integrantes de órgãos referidos nos incisos . 17 e 18. 19 e 20). Art. 17 e 18. de quatro a oito anos. CAUSA DE AUMENTO PARA OS INTEGRANTES DOS ÓRGÃOS REFERIDOS NA LEI O Estatuto do Desarmamento estabeleceu que. a pena em abstrato será aumentada pela metade. 18). 15).

os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. Art. os Agentes Operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os Agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. 16. inciso LXVI). 52.Estatuto do Desarmamento . com ou sem fiança” (art. Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal. 51. os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. a causa que mais aumente. os integrantes das Guardas Municipais dos Municípios com mais de 50. Polícias Civis. quando houver concurso das causas de aumento de pena. um policial militar comercializa arma de fogo de uso proibido. 68.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. CONCURSO DE CAUSAS DE AUMENTO DE PENA Pela inteligência do art. nos termos desta Lei. os residentes em áreas rurais. Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares). as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas.Fabiano Samartin Fernandes 47 do caput do art. Polícia Rodoviária Federal. mas nunca as duas causas. parágrafo único. . 144 da Constituição Federal (Polícia Federal. por exemplo. os integrantes das Guardas Municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. e no art. quando a lei admitir a liberdade provisória. será aplicada qualquer uma delas. quando em serviço. 5º. Polícia Ferroviária Federal. Assim. IV. todavia. prevalecendo. e. Os crimes previstos nos arts. em sua obra Direito Penal – parte geral (2005). os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. no concurso de causas de aumento de pena o juiz pode limitar-se a um só aumento. Conforme se depreende da norma constitucional “ninguém será levado à prisão ou nela mantido. sendo a restrição à liberdade a exceção. VEDAÇÃO DA LIBERDADE PROVISÓRIA A Constituição estabeleceu que a regra é a liberdade. O professor Paulo Queiroz. da Constituição Federal (Polícias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal). 21. entende que esta regra não é simples faculdade do juiz. XIII. do Código Penal. só será aplicada uma causa de aumento.000 (quinhentos mil) habitantes. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. mas um dever deste na aplicação da pena. 17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. Como ambas são no mesmo percentual (1/2).

conforme conceituamos no Compêndio 02 desta Coleção Jurídica que tratou sobre a Prisão Provisória e Liberdade Processual. somente deve ser indeferida a liberdade provisória aos crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. não bastando. Ademais. à luz do princípio da presunção de inocência. inciso LVII) O Estatuto do Desarmamento violou a Constituição Federal ao estabelecer que os crimes de posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. nos termos do art. devendo sempre para a custódia provisória estar presentes os pressupostos autorizadores da prisão preventiva. Portanto. única e exclusivamente.826/2003 é flagrantemente inconstitucional. da Lei nº 8. do Estatuto do Desarmamento. a mesma somente deve ser indeferida quando estiverem presentes os requisitos que ensejam prisão preventiva. sob pena de violação à Constituição Federal deverá ser deferido pedido de concessão à liberdade provisória. a Lei dos Crimes Hediondos gerou discussão sobre a constitucionalidade da norma que veda a concessão da liberdade provisória face o princípio constitucional da presunção de inocência.072/90). Ao entrar em vigor em 1990. não impede a concessão da liberdade provisória. 2º. tendo-se em conta as diretrizes do art. em especial do STJ. 16. 21. Assim. em estreita semelhança com a regra do art. o acusado estar respondendo pelos crimes dos arts. 312. 17 e 18. . 17) e de tráfico internacional de arma de fogo (art. do Código de Processo Penal. que veda a concessão de liberdade nos crimes de tráfico de entorpecentes.A Revolução Cultural na Polícia Liberdade provisória é o estado de liberdade de quem se encontrava preso provisoriamente. por si só. entendemos que o art. de comércio ilegal de arma de fogo (art. quando for efetivamente necessária a providência. consolidou o entendimento de que o fato de tratar-se de crime hediondo. A jurisprudência. desde que ausentes os requisitos da prisão preventiva. 22. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Em que pese disposição legal expressa vedando a concessão da liberdade. II. 18) são insuscetíveis de liberdade provisória.48 AGEPOL/CENAJUR . 21. Outro fundamental preceito da Carta Magna é o princípio da presunção de inocência ao qual estabelece que “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” (art. 16). Dessa forma. da Lei nº 10. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei. 312 do CPP. oportuno observar a Lei dos Crimes Hediondos (art. 5º. passando este a ficar vinculado ao processo penal até a sua decisão transitar em julgado. sobre a presença dos requisitos autorizadores para a decretação da prisão preventiva. da citada Lei. dentre outros.

A classificação legal. Parágrafo único. definido pelo regulamento desta Lei. Parágrafo único. ao adestramento. a venda. na forma do regulamento desta Lei. Parágrafo único. importação. II e III do art. técnica e geral. ou à coleção de usuário autorizado. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo. 26. a aquisição de armas de fogo de uso restrito. mediante proposta do Comando do Exército. 6º. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. Art. As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação. Caberá ao Comando do Exército autorizar. pela autoridade competente para destruição. Armas de fogo. encaminhados pelo juiz competente. atiradores e caçadores. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos Militares. quando não mais interessarem à persecução penal. 25. excepcionalmente. 2º desta Lei. gravado no corpo da arma.Estatuto do Desarmamento . no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. gravado na caixa. Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras.Fabiano Samartin Fernandes 49 Art. § 1º. Art. no mesmo prazo. vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição. Art. § 3º. 24. que com estas se possam confundir. nas condições fixadas pelo Comando do Exército. exportação. para destruição. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas. 6º desta Lei. Art. Para os órgãos referidos no art. de usos proibidos. sob pena de responsabilidade. exclusive para os órgãos previstos no art. entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei. 27. somente serão expedidas autorizações de compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis. réplicas e simulacros de armas de fogo. restritos ou permitidos será disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal. . ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I. ao Comando do Exército. Art. 6o. 23. após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. § 2º. acessórios ou munições apreendidos serão. São vedadas a fabricação. a comercialização e a importação de brinquedos. 28.

fluvial ou lacustre que deliberadamente.A Revolução Cultural na Polícia Art. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. poderão ser indenizados. Parágrafo único. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. salvo para as entidades previstas no art.00 (trezentos mil reais). 6º desta Lei. 5º da Constituição Federal. 6º e 10 desta Lei. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. Art. entregá-las à Polícia Federal.000. Art. Parágrafo único. sob pena de responsabilidade penal. ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art.000. Os promotores de eventos em locais fechados. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão. as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas. marítimo. faça. Na hipótese prevista neste artigo e no art. 32. nos termos do regulamento desta Lei. ao Comando do Exército para destruição. presumindo-se a boa-fé. no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação. nos termos do regulamento desta Lei. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá renová-la. as armas recebidas constarão de cadastro específico e. Será aplicada multa de R$ 100. 31. exceto nas publicações especializadas. serão encaminhadas. estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo. solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse. 31. 4º. 35. nas condições dos arts. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão. conforme especificar o regulamento desta Lei: I – à empresa de transporte aéreo. facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. mediante recibo e indenização. rodoviário. II – à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para venda. pelos meios de prova em direito admitidos. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. mediante recibo e. As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a publicação desta Lei. . adotarão. sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim.50 AGEPOL/CENAJUR . As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados. por qualquer meio. 30. ferroviário. após a elaboração de laudo pericial. com aglomeração superior a 1000 (um mil) pessoas. Art. perante a Polícia Federal. 33. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.00 (cem mil reais) a R$ 300. 34. sob pena de responsabilidade. entregá-las à Polícia Federal. promova. Parágrafo único. Art. a qualquer tempo. 29. Art. sem ônus para o requerente.

contra. 182º da Independência e 115º da República. ao desarmar a sociedade civil. de . o povo foi às urnas e 63. ainda mais. por via de conseqüência. obviamente. o que não aconteceu. É revogada a Lei no 9. Em caso de aprovação do referendo popular. a ser realizado em outubro de 2005. dependia de aprovação mediante referendo popular. a obrigação de patrocinar. para entrar em vigor. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho Marina Silva REFERENDO POPULAR O art.45% dos baianos votaram pela permanência do comércio de arma de fogo. § 2º.Fabiano Samartin Fernandes 51 § 1º. Art. como uma forma eficaz de reduzir a violência. está retirando do indivíduo o direito de se defender com arma de fogo e. Todavia o Estado. dependerá de aprovação mediante referendo popular.Estatuto do Desarmamento . 37. CONCLUSÃO Com o Estatuto do Desarmamento em vigor. passa a assumir. contra 44. na Bahia o resultado foi: 55. de 20 de fevereiro de 1997. 36. Entretanto para este dispositivo entrar em vigor.55% das pessoas que votaram pelo fim do comércio. 35 do Estatuto do Desarmamento proibia a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. A título de ilustração.94% dos eleitores votaram para que fosse mantido o comércio de arma de fogo e munição. ficou mantido o comércio de arma de fogo e munição em todo o território nacional.437. Dessa forma. o legislador visa à diminuição do uso de armas de fogo. o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Este dispositivo. 36. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Em outubro de 2005.06% das pessoas que votaram pela proibição do comércio de arma. 22 de dezembro de 2003. Art. Brasília.

proporcionando a segurança do indivíduo. à corrupção. combate ao tráfico de drogas. com remuneração digna. . de saúde. de emprego e renda. melhorando a qualificação dos seus membros. dotando o sistema de segurança pública de equipamentos e materiais eficazes ao combate à criminalidade.52 AGEPOL/CENAJUR . mas. O desarmamento é um passo importante para diminuir a violência. mais eficiência nos sistemas de justiça. dando-lhes condições de trabalho. isoladamente. é necessário investimento público nas áreas sociais de educação. Desta forma. não tem como resolver o problema. à desigualdade social. que são fatores que influenciam e favorecem a violência. objetivando proporcionar uma melhor perspectiva de vida para o povo brasileiro. A sociedade deverá exigir do Estado uma efetiva política de segurança pública. à impunidade. bem como. a defesa da integridade física e material do cidadão. de segurança pública.A Revolução Cultural na Polícia forma efetiva.

Fabiano Samartin Fernandes 53 2ª Parte LEGISLAÇÃO Lei nº 10.123/2004 Portaria nº 035-CG/2005 .Estatuto do Desarmamento .826/2003 Decreto nº 5.

A Revolução Cultural na Polícia .54 AGEPOL/CENAJUR .

extravio. Art. tem circunscrição em todo o território nacional. importadas e vendidas no País. conforme marcação e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante. exportadores e importadores autorizados de armas de fogo. X – cadastrar a identificação do cano da arma. VIII – cadastrar os armeiros em atividade no País. posse e comercialização de armas de fogo e munição. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares. bem como manter o cadastro atualizado para consulta. XI – informar às Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizações de porte de armas de fogo nos respectivos territórios. inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurança privada e de transporte de valores. V – identificar as modificações que alterem as características ou o funcionamento de arma de fogo. define crimes e dá outras providências. DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 Dispõe sobre registro. . inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm. roubo e outras ocorrências suscetíveis de alterar os dados cadastrais. VII – cadastrar as apreensões de armas de fogo. VI – integrar no cadastro os acervos policiais já existentes. no âmbito da Polícia Federal.Fabiano Samartin Fernandes 55 LEI No 10. varejistas. instituído no Ministério da Justiça.Estatuto do Desarmamento . IV – cadastrar as transferências de propriedade. 1º.826. 2º. Ao Sinarm compete: I – identificar as características e a propriedade de armas de fogo. O Sistema Nacional de Armas – Sinarm. atacadistas. bem como conceder licença para exercer a atividade. Parágrafo único. III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal. mediante cadastro. as características das impressões de raiamento e de microestriamento de projétil disparado. acessórios e munições. IX – cadastrar mediante registro os produtores. furto. bem como as demais que constem dos seus registros próprios. II – cadastrar as armas de fogo produzidas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art.

acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm. III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. sendo intransferível esta autorização. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no Comando do Exército. com validade em todo o território nacional. deverão ser renovados mediante o pertinente registro federal no prazo máximo de 3 (três) anos. Os registros de propriedade. O registro precário a que se refere o § 4o prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I. com a apresentação de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. II e III do art. . ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. A empresa que comercializa armas de fogo. em período não inferior a 3 (três) anos. § 3º. 3º. § 2º. O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela Polícia Federal e será precedido de autorização do Sinarm. A comercialização de armas de fogo. em nome do requerente e para a arma indicada. II – apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. 4º. Parágrafo único. na forma do regulamento desta Lei. § 2º. § 5º. É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente. § 1º. Art. ou recusada com a devida fundamentação. de 2004) § 1º. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal. § 4º. O certificado de Registro de Arma de Fogo. além de declarar a efetiva necessidade.56 AGEPOL/CENAJUR . Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá.884. § 6º. expedidos pelos órgãos estaduais. para a renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo. A expedição da autorização a que se refere o § 1o será concedida. ainda. na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei. O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos. a contar da data do requerimento do interessado. no seu local de trabalho. como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo. Os requisitos de que tratam os incisos I. Estadual.A Revolução Cultural na Polícia CAPÍTULO II DO REGISTRO Art. (Redação dada pela Lei nº 10. no prazo de 30 (trinta) dias úteis. 5º. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. 4o deverão ser comprovados periodicamente. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. ou dependência desses. Art. realizados até a data da publicação desta Lei. § 7º. II e III deste artigo. ou. A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. § 3º. atender aos seguintes requisitos: I – comprovação de idoneidade. acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias.

III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. . no que couber.os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50. e no art. V e VI deste artigo terão direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporação ou instituição.867. § 1º-A. (Incluído pela Lei nº 11.867.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes. quando em serviço. 144 da Constituição Federal.Estatuto do Desarmamento . observando-se. na forma do regulamento desta Lei. salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal. II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. observada a supervisão do Comando do Exército. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional. (Redação dada pela Lei nº 10. Os servidores a que se refere o inciso X do caput deste artigo terão direito de portar armas de fogo para sua defesa pessoal. na forma do regulamento. 4o. A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno.Fabiano Samartin Fernandes Estatuto do Desarmamento . X – os integrantes da Carreira Auditoria da Receita Federal. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.118. XIII. ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. II e III do mesmo artigo. de 2005) § 1º. IV . aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei. 6º. As pessoas previstas nos incisos I. 52. A autorização para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituições descritas nos incisos V. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. (Incluído pela Lei nº 11. mesmo fora de serviço. da Constituição Federal. de 2004) § 4º. § 3º. ao exercerem o direito descrito no art. (Redação dada pela Lei nº 10. a legislação ambiental. nos termos desta Lei. VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. Os integrantes das Forças Armadas. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal. na forma do regulamento desta Lei. VI e VII está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do art. de 2004) V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. 51. III. de 2005) § 2º. VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. II.Fabiano Samartin Fernandes 57 57 CAPÍTULO III DO PORTE Art. IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. 4o. VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. IV.000 (quinhentos mil) habitantes. o que constará da carteira funcional que for expedida pela repartição a que estiverem subordinados.118. Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal.

As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. constituídas na forma da lei. Art. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. § 1º. respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. 4ºdesta Lei. na forma prevista no regulamento desta Lei. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo. 7º. A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. nos termos de atos regulamentares. § 3º. 9º. o porte de arma de fogo na categoria “caçador”. furto. é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. acessórios e munições que estejam sob sua guarda.58 AGEPOL/CENAJUR . se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. Art.191. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis. II – atender às exigências previstas no art. As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. 4o desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. Aos residentes em áreas rurais. de 2005) § 6º. ao Comando do Exército. Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo. (Incluído pela Lei nº 10. 13 desta Lei. nos termos do regulamento desta Lei. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional.A Revolução Cultural na Polícia § 5º. . O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art.867. que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. 10. 8º. § 1º. e dependerá de o requerente: I – demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. será autorizado. quando em serviço. de 2004) Art. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. serão de propriedade. em todo o território nacional. responsabilidade e guarda das respectivas empresas. A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. (Vide Lei nº 11. Art. somente podendo ser utilizadas quando em serviço. § 2º. o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores.

roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. acessório ou munição. transportar. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. § 2º. CAPÍTULO IV DOS CRIMES E DAS PENAS Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art. acessório ou munição. nos limites do regulamento desta Lei. Art. de 1 (um) a 3 (três) anos. ainda que gratuitamente. Portar. bem como o seu devido registro no órgão competente. § 1º. ter em depósito. 14. Omissão de cautela Art. e multa. emprestar. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. VI – à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo. A autorização de porte de arma de fogo. de 1 (um) a 2 (dois) anos. da Polícia Federal e do Comando do Exército. IV – à expedição de porte federal de arma de fogo. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. 6º e para os integrantes dos incisos I. II – à renovação de registro de arma de fogo. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. V. de uso permitido. VI e VII do art. ou. III. e multa. 6º. fornecer. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. II. remeter. III – à expedição de segunda via de registro de arma de fogo. perderá automaticamente sua eficácia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas.Fabiano Samartin Fernandes 59 III – apresentar documentação de propriedade de arma de fogo. Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm. prevista neste artigo. 11. empregar. no interior de sua residência ou dependência desta. ainda no seu local de trabalho. de uso permitido. adquirir. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: . Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. V – à renovação de porte de arma de fogo. Fica instituída a cobrança de taxas. pela prestação de serviços relativos: I – ao registro de arma de fogo. 13. IV. acessório ou munição que estejam sob sua guarda. furto. receber. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. ceder. no âmbito de suas respectivas responsabilidades. Parágrafo único. deter. § 2º As taxas previstas neste artigo serão isentas para os proprietários de que trata o § 5º do art. Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art.Estatuto do Desarmamento . nos valores constantes do Anexo desta Lei. 12.

empregar. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. Importar. receber. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. e multa. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. desmontar. adquirir. entregar ou fornecer. possuir. perito ou juiz. portar. 17. II – modificar as características de arma de fogo. receber. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. Parágrafo único. Equipara-se à atividade comercial ou industrial. V – vender. arma de fogo. 16. munição ou explosivo. qualquer forma de prestação de serviços. de qualquer forma. Parágrafo único. ainda que gratuitamente. arma de fogo. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. III – possuir. ceder. para efeito deste artigo. em via pública ou em direção a ela. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. fornecer. O crime previsto neste artigo é inafiançável. acessório ou munição. alugar. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. ter em depósito. e multa. no exercício de atividade comercial ou industrial. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. Tráfico internacional de arma de fogo Art. e multa. acessório. ainda que gratuitamente. sem autorização legal. transportar. ter em depósito. de 3 (três) a 6 (seis) anos. munição ou explosivo a criança ou adolescente. remontar. exportar. 18. 15. Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. Disparo de arma de fogo Art. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial. inclusive o exercido em residência.60 AGEPOL/CENAJUR . O crime previsto neste artigo é inafiançável. e multa. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. remeter. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. deter. Parágrafo único. montar. vender. a qualquer título. Parágrafo único. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. ocultar. acessório ou munição. adquirir. salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. favorecer a entrada ou saída do território nacional. detiver. Comércio ilegal de arma de fogo Art. transportar. recarregar ou reciclar. suprimido ou adulterado. Adquirir. adulterar. sem autorização da autoridade competente: .A Revolução Cultural na Polícia Pena – reclusão. conduzir. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. ou de qualquer forma utilizar. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. em proveito próprio ou alheio. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. emprestar. expor à venda. de arma de fogo. ou adulterar. Possuir. IV – portar. e VI – produzir.

15.Estatuto do Desarmamento . definido pelo regulamento desta Lei. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. As armas de fogo fabricadas a partir de 1 (um) ano da data de publicação desta Lei conterão dispositivo intrínseco de segurança e de identificação. réplicas e simulacros de armas de fogo. exportação. 17 e 18. § 3º. Art. 19. Os crimes previstos nos arts. acessórios ou munições apreendidos serão. entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei. 6o. Art. para destruição. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. Parágrafo único. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. Para os órgãos referidos no art. 25. Nos crimes previstos nos arts. Art. pela autoridade competente para destruição. Nos crimes previstos nos arts. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para o cumprimento do disposto nesta Lei. atiradores e caçadores. . ao Comando do Exército. mediante proposta do Comando do Exército. gravado no corpo da arma. quando não mais interessarem à persecução penal. 23. sob pena de responsabilidade. somente serão expedidas autorizações de compra de munição com identificação do lote e do adquirente no culote dos projéteis. Art. Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. no mesmo prazo. 14. 24. 16. Art. 7º e 8º desta Lei. Art. 22. restritos ou permitidos será disciplinada em ato do Chefe do Poder Executivo Federal. 20. a pena é aumentada da metade se forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. 2º desta Lei. 17 e 18 são insuscetíveis de liberdade provisória. exclusive para os órgãos previstos no art. gravado na caixa. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 26. 17 e 18. Art. importação. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. 6o. a comercialização e a importação de brinquedos. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. acessório ou munição forem de uso proibido ou restrito. a venda. § 1º. a pena é aumentada da metade se a arma de fogo. na forma do regulamento desta Lei. técnica e geral. vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição. encaminhados pelo juiz competente. e multa. A classificação legal. 16. de usos proibidos. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. As armas de fogo apreendidas ou encontradas e que não constituam prova em inquérito policial ou criminal deverão ser encaminhadas. 21. após elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. que com estas se possam confundir. § 2º. 6º.Fabiano Samartin Fernandes 61 Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. Armas de fogo. São vedadas a fabricação.

000. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. 4o. nas condições dos arts. faça. II – à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade para venda. 30. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução. exceto nas publicações especializadas. Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas poderão. promova. 32. nos termos do regulamento desta Lei. Na hipótese prevista neste artigo e no art.884. a qualquer tempo.62 62 AGEPOL/CENAJUR -. Art. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. de 2004) (Vide Lei nº 11. as armas recebidas constarão de cadastro específico e.00 (cem mil reais) a R$ 300. ou à coleção de usuário autorizado. de 2005) Art. de 2004) (Vide Lei nº 11. a aquisição de armas de fogo de uso restrito. Caberá ao Comando do Exército autorizar.00 (trezentos mil reais). Os possuidores e proprietários de armas de fogo não registradas deverão. As autorizações de porte de armas de fogo já concedidas expirar-se-ão 90 (noventa) dias após a publicação desta Lei. ressalvados os integrantes das entidades constantes dos incisos I. pelos meios de prova em direito admitidos. (Vide Lei nº 10. 6o e 10 desta Lei. Art. estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo. 31. presumindo-se a boa-fé. 6º desta Lei.191. serão encaminhadas. mediante recibo e indenização. ferroviário. poderão ser indenizados. marítimo. perante a Polícia Federal. entregá-las à Polícia Federal. Art. É vedado ao menor de 25 (vinte e cinco) anos adquirir arma de fogo. sem ônus para o requerente. de 2005) (Vide Lei nº 11. Os possuidores e proprietários de armas de fogo adquiridas regularmente poderão. sob pena de responsabilidade penal. (Vide Lei nº 10. no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação. excepcionalmente. nas condições fixadas pelo Comando do Exército. após a elaboração de laudo pericial. mediante recibo e. O detentor de autorização com prazo de validade superior a 90 (noventa) dias poderá renová-la. facilite ou permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. 29. 31. sendo vedada sua utilização ou reaproveitamento para qualquer fim. Art. 27.884. entregá-las à Polícia Federal. II e III do art. rodoviário. .A Revolução Cultural na Polícia AGEPOL/CENAJUR A Revolução Cultural na Polícia Parágrafo único.000.118. (Vide Lei nº 10. 33. O disposto neste artigo não se aplica às aquisições dos Comandos Militares.118. por qualquer meio. de 2005) (Vide Lei nº 11. nos termos do regulamento desta Lei. conforme especificar o regulamento desta Lei: I – à empresa de transporte aéreo. Será aplicada multa de R$ 100. de 2005) Parágrafo único. de 2004) Parágrafo único. Art. fluvial ou lacustre que deliberadamente. ao adestramento.191. solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprovação da origem lícita da posse. ao Comando do Exército para destruição. no prazo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei.884. 28. Parágrafo único. Art.

As empresas responsáveis pela prestação dos serviços de transporte internacional e interestadual de passageiros adotarão as providências necessárias para evitar o embarque de passageiros armados. Em caso de aprovação do referendo popular. 22 de dezembro de 2003.Estatuto do Desarmamento .437. 36.000. a ser realizado em outubro de 2005. Art. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional.00 V – Expedição de segunda via de registro de arma de fogo . Art. salvo para as entidades previstas no art. § 2º. 35.R$ 300.Fabiano Samartin Fernandes 63 Art. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. sob pena de responsabilidade.R$ 1. o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Os promotores de eventos em locais fechados. as providências necessárias para evitar o ingresso de pessoas armadas. 37. com aglomeração superior a 1000 (um mil) pessoas. 6o desta Lei. dependerá de aprovação mediante referendo popular.000.000. § 1º.R$ 300. Este dispositivo.R$ 300. 182º da Independência e 115º da República. adotarão. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art.00 . 34.00 VI – Expedição de segunda via de porte de arma de fogo . Brasília. 5º da Constituição Federal. para entrar em vigor. Parágrafo único. de 20 de fevereiro de 1997. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho Marina Silva ANEXO TABELA DE TAXAS I – Registro de arma de fogo .R$ 1. É revogada a Lei nº 9.00 III – Expedição de porte de arma de fogo .00 IV – Renovação de porte de arma de fogo .R$ 1. ressalvados os eventos garantidos pelo inciso VI do art.00 II – Renovação de registro de arma de fogo .

DECRETA: CAPÍTULO I DOS SISTEMAS DE CONTROLE DE ARMAS DE FOGO Art. constantes de registros próprios: a) da Polícia Federal. e IV .as armas de fogo de uso restrito dos integrantes dos órgãos. de 2003. d) dos órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. inciso IV.as armas de fogo de uso restrito. . posse e comercialização de armas de fogo e munição. do art. cujos servidores tenham autorização legal para portar arma de fogo em serviço. 6º da Lei nº 10. nos termos do caput do art.SINARM e define crimes. 84. instituído no Ministério da Justiça. 6º da Lei nº 10. em razão das atividades que desempenhem. b) da Polícia Rodoviária Federal. salvo aquelas mencionadas no inciso II. com circunscrição em todo o território nacional e competência estabelecida pelo caput e incisos do art. 1º. instituições e corporações mencionados no inciso II do art. § 1º. que dispõe sobre registro. de 2003. mediante comunicação das autoridades competentes à Polícia Federal.826.826. dos integrantes das escoltas de presos e das Guardas Portuárias. Serão cadastradas no SINARM: I .as armas de fogo apreendidas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. de competência do SINARM. inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais. e o controle dos registros dessas armas. O Sistema Nacional de Armas . DE 1º DE JULHO DE 2004 Regulamenta a Lei n o 10. III . 51. e) dos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais. c) das Polícias Civis. f) das Guardas Municipais. 2º deste Decreto. tem por finalidade manter cadastro geral. produzidas e vendidas no país. integrado e permanente das armas de fogo importadas.64 AGEPOL/CENAJUR .826. de 22 de dezembro de 2003. de 22 de dezembro de 2003. que não constem dos cadastros do SINARM ou Sistema de Gerenciamento Militar de Armas . inciso XIII da Constituição. no uso da atribuição que lhe confere o art. de 22 de dezembro de 2003. do §1º. e 52. da Constituição. sobre o Sistema Nacional de Armas . e tendo em vista o disposto na Lei nº 10.SIGMA. II .A Revolução Cultural na Polícia DECRETO Nº 5. 2o da Lei no 10.SINARM. no âmbito da Polícia Federal.as armas de fogo institucionais. e g) dos órgãos públicos não mencionados nas alíneas anteriores.123. inciso IV.826. referidos nos arts.826.

as armas de fogo obsoletas. de competência do SIGMA. O SIGMA. a critério da mesma autoridade. com circunscrição em todo o território nacional.as armas de fogo das empresas de segurança privada e de transporte de valores. Serão registradas no Comando do Exército e cadastradas no SIGMA: I . 2o da Lei no 10. serão fornecidos ao SINARM pelo Comando do Exército.as armas de fogo institucionais.826. da Agência Brasileira de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. 4o da Lei no 10. b) das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares.826. instituições e corporações mencionados no inciso II do art. 3º. 4º.as armas de fogo adquiridas pelo cidadão com atendimento aos requisitos do art. Os dados necessários ao cadastro da identificação do cano da arma. permanente e integrado das armas de fogo importadas. Art. 2o da Lei . § 3º. para guarda. e V . II . a que se refere o inciso IX do art. constantes de registros próprios. 6º. de 2003. Os dados necessários ao cadastro mediante registro. de 2003. constantes de registros próprios: a) das Forças Armadas. para os fins deste Decreto. produzidas e vendidas no país.826. de porte e portáteis. atiradores e caçadores. 2º. pela autoridade competente. c) da Agência Brasileira de Inteligência. de 2003. § 1º. A aquisição de armas de fogo.as armas de fogo de colecionadores. no âmbito do Comando do Exército. Serão registradas na Polícia Federal e cadastradas no SINARM: I .as armas de fogo das representações diplomáticas. III .as informações relativas às exportações de armas de fogo. a marca do percutor e extrator no estojo do cartucho deflagrado pela arma de que trata o inciso X do art. Art. podendo ser recolhidas aos depósitos do Comando do Exército. Art.as armas de fogo importadas ou adquiridas no país para fins de testes e avaliação técnica. e II .Estatuto do Desarmamento . § 2º. e III . II . Serão cadastradas no SIGMA: I .as armas de fogo de uso permitido dos integrantes dos órgãos. Art.Fabiano Samartin Fernandes 65 § 2º. munições e demais produtos controlados. A apreensão das armas de fogo a que se refere o inciso II do §1o deste artigo deverá ser imediatamente comunicada à Policia Federal. órgãos e corporações em documentos oficiais de caráter permanente. tem por finalidade manter cadastro geral. diretamente da fábrica. os feitos pelas instituições. IV . Entende-se por registros próprios. 5º.as armas de fogo dos integrantes das Forças Armadas. Art. e d) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. será precedida de autorização do Comando do Exército. 6o da Lei no 10. das características das impressões de raiamento e microestriamento de projetil disparado. e das armas de fogo que constem dos registros próprios. devendo o Comando do Exército manter sua atualização. instituído no Ministério da Defesa.

12. Parágrafo único. a capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo atestada por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. serão disciplinados em norma específica da Polícia Federal. CAPÍTULO II DA ARMA DE FOGO Seção I Das Definições Art. Arma de fogo de uso restrito é aquela de uso exclusivo das Forças Armadas. de 2003.declarar efetiva necessidade. devidamente autorizadas pelo Comando do Exército. para fins de cadastro.comprovar. e . Parágrafo único. VI . Estadual. 11.comprovar no pedido de aquisição e em cada renovação do registro. ou por esta habilitado.826. vinte e cinco anos. 2o da Lei no 10. V . quarenta e oito horas após a efetivação da venda.826. II . os dados que identifiquem a arma e o comprador. de instituições de segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas.apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. com suas características e os dados dos adquirentes.826. As fábricas de armas de fogo fornecerão à Polícia Federal. Os Ministros da Justiça e da Defesa estabelecerão no prazo máximo de um ano os níveis de acesso aos cadastros mencionados no caput. relação das armas produzidas. em seu pedido de aquisição e em cada renovação de registro. Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá: I . de 2003. por meio de certidões de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. Art. Art. idoneidade e inexistência de inquérito policial ou processo criminal. Art. das Forças Auxiliares ou do quadro da Polícia Federal. Art. 10.apresentar cópia autenticada da carteira de identidade. cabendo às fábricas de armas de fogo o envio das informações necessárias ao órgão responsável da Polícia Federal. Seção II Da Aquisição e do Registro da Arma de Fogo de Uso Permitido Art. quando da saída do estoque. na conformidade do art. Os dados do SINARM e do SIGMA serão interligados e compartilhados no prazo máximo de um ano. III . bem como a pessoas jurídicas.66 AGEPOL/CENAJUR . de acordo com as normas do Comando do Exército e nas condições previstas na Lei no 10. A norma específica de que trata este artigo será expedida no prazo de cento e oitenta dias. no mínimo. que devam constar do SINARM. Arma de fogo de uso permitido é aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas. 7º.ter. ouvido o Comando do Exército. 9º. IV . de 2003. 8º. As empresas autorizadas a comercializar armas de fogo encaminharão à Polícia Federal. de acordo com legislação específica.A Revolução Cultural na Polícia no 10. Militar e Eleitoral.

A transferência de arma de fogo registrada no Comando do Exército será autorizada pela instituição e cadastrada no SIGMA. É obrigatório o registro da arma de fogo. aplicando-se ao interessado na aquisição as disposições do art. por qualquer das formas em direito admitidas. É intransferível a autorização para a aquisição da arma de fogo. entre particulares. por instrutor de armamento e tiro das Forças Armadas. § 5º. § 3º.do interessado: a) nome. b) endereço residencial. data da expedição. em nome do interessado. órgão expedidor e Unidade da Federação. no mínimo. das Forças Auxiliares. no prazo máximo de trinta dias.da arma: . havendo manifestação favorável do órgão competente mencionada no §1o. Art. 12 deste Decreto. de que trata o §4o deste artigo. § 1º.Estatuto do Desarmamento . estará sujeita à prévia autorização da Polícia Federal. d) profissão. Art. O indeferimento do pedido deverá ser fundamentado e comunicado ao interessado em documento próprio. Após a apresentação dos documentos referidos nos incisos III a VII do caput.conhecimento básico dos componentes e partes da arma de fogo. 13. c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe. pelo interessado. excetuadas as obsoletas. e III . no pedido de aquisição e em cada renovação do registro. pelo SINARM. § 4º. filiação. os seguintes dados: I . no SINARM ou no SIGMA. ou do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado e deverá atestar. os fatos e circunstâncias justificadoras do pedido. data e local de nascimento. 14. e) número da cédula de identidade. que serão examinados pelo órgão competente segundo as orientações a serem expedidas em ato próprio.CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ. sejam pessoas físicas ou jurídicas. § 2º. Art.comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. necessariamente: I . 15.habilidade do uso da arma de fogo demonstrada. O registro da arma de fogo de uso permitido deverá conter. A declaração de que trata o inciso I do caput deverá explicitar. Parágrafo único. a autorização para a aquisição da arma de fogo indicada. atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado. será expedida. O comprovante de capacitação técnica mencionado no inciso VI do caput deverá ser expedido por empresa de instrução de tiro registrada no Comando do Exército. e f) número do Cadastro de Pessoa Física . II .conhecimento da conceituação e normas de segurança pertinentes à arma de fogo. II .Fabiano Samartin Fernandes 67 VII . em estande de tiro credenciado pelo Comando do Exército. A transferência de propriedade da arma de fogo.

g) quantidade de canos e comprimento. à Unidade Policial local. No caso de arma de fogo de uso restrito. Para os efeitos do disposto no caput deste artigo considerar-se-á titular do estabelecimento ou empresa todo aquele assim definido em contrato social. filiação. i) quantidade de raias e sentido.68 AGEPOL/CENAJUR . A Unidade Policial deverá. O proprietário de arma de fogo é obrigado a comunicar. imediatamente. cópia do Boletim de Ocorrência. bem como a sua recuperação. f) tipo de funcionamento. comunicar o ocorrido à Polícia Federal ou ao Comando do Exército. § 2º. a cada três anos. Art. § 3º. O Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pela Polícia Federal. § 1º. o proprietário deverá. 16. VI e VII do art. ainda. b) identificação do fabricante e do vendedor. 18. marca. 17. Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição e registrar as armas de fogo de uso restrito. a Polícia Federal deverá repassar as informações ao Comando do Exército. data e local de nascimento. em quarenta e oito horas. para fins de registro no SINARM. para fins de renovação do Certificado de Registro. Seção III Da Aquisição e Registro da Arma de Fogo de Uso Restrito Art. c) número e data da nota Fiscal de venda. § 1º.A Revolução Cultural na Polícia a) número do cadastro no SINARM. remeter as informações coletadas à Polícia Federal. Art. se for o caso. ou. com poderes de gerência. § 2º. o extravio. conforme o caso. para registro no SIGMA. de que trata o caput deste artigo. modelo e número de série. após autorização do SINARM. autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou dependência desta. deverá conter as seguintes informações: I . desde que seja ele o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. e j) número de série gravado no cano da arma. § 2º. e) calibre e capacidade de cartuchos. d) espécie. Nos casos previstos no caput. V. no seu local de trabalho. encaminhando. furto ou roubo de arma de fogo ou do seu documento de registro. Os requisitos de que tratam os incisos IV. junto à Polícia Federal.do interessado: a) nome. e responsável legal o designado em contrato individual de trabalho. As armas de que trata o caput serão cadastradas no SIGMA e no SINARM. periodicamente. h) tipo de alma (lisa ou raiada). também. com validade em todo o território nacional. O registro de arma de fogo de uso restrito. 12 deste Decreto deverão ser comprovados. . b) endereço residencial. § 1º.

o disposto no § 3o deste artigo. O estabelecimento que comercializar arma de fogo de uso permitido em território nacional é obrigado a comunicar ao SINARM. junto ao Comando do Exército. e j) número de série gravado no cano da arma. d) espécie. do Certificado de Registro de Arma de Fogo válido. § 4º. 6o da Lei no 10.Estatuto do Desarmamento -. § 1º. Quando se tratar de munição industrializada. munições e demais produtos controlados. e) número da cédula de identidade. enquanto não forem vendidas. marca. pólvora e projéteis. a venda ficará condicionada à apresentação pelo adquirente. a cada três anos. modelo e número de série. § 3º. 20. Art. § 2º. de 2003. e f) número do Cadastro de Pessoa Física . d) profissão. II . de uso restrito.826. sujeitos seus responsáveis às penas prevista na lei. Os requisitos de que tratam os incisos IV. mensalmente. É proibida a venda de armas de fogo. Os acessórios e a quantidade de munição que cada proprietário de arma de fogo poderá adquirir serão fixados em Portaria do Ministério da Defesa. só poderá ser efetuada em estabelecimento credenciado pela Polícia Federal e pelo comando do Exército que manterão um cadastro dos comerciantes. V. A comercialização de acessórios de armas de fogo e de munições. para fins de renovação do Certificado de Registro. 19.da arma: a) número do cadastro no SINARM. e ficará restrita ao calibre correspondente à arma registrada.CPF ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ. f) tipo de funcionamento. . que ficarão registradas como de sua propriedade. pelo prazo de cinco anos. Seção IV Do Comércio Especializado de Armas de Fogo e Munições Art. O estabelecimento mencionado no caput deste artigo deverá manter à disposição da Polícia Federal e do Comando do Exército os estoques e a relação das vendas efetuadas mensalmente. g) quantidade de canos e comprimento. incluídos estojos. c) número e data da nota Fiscal de venda. data da expedição. Art. VI e VII do art. Não se aplica aos integrantes dos órgãos. e) calibre e capacidade de cartuchos.Fabiano Samartin Fernandes Estatuto do Desarmamento Fabiano Samartin Fernandes 69 69 c) endereço da empresa ou órgão em que trabalhe. i) quantidade de raias e sentido. 12 deste Decreto deverão ser comprovados periodicamente. espoletas. respondendo legalmente por essas mercadorias. ouvido o Ministério da Justiça. § 3º. b) identificação do fabricante e do vendedor. h) tipo de alma (lisa ou raiada). de forma precária. 21. as vendas que efetuar e a quantidade de armas em estoque. no comércio. órgão expedidor e Unidade da Federação. instituições e corporações mencionados nos incisos I e II do art.

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CAPÍTULO III DO PORTE E DO TRÂNSITO DA ARMA DE FOGO Seção I Do Porte Art. 22. O Porte de Arma de Fogo de uso permitido, vinculado ao prévio cadastro e registro da arma pelo SINARM, será expedido pela Polícia Federal, em todo o território nacional, em caráter excepcional, desde que atendidos os requisitos previstos nos incisos I, II e III do §1o do art. 10 da Lei no 10.826, de 2003. Parágrafo único. A taxa estipulada para o Porte de Arma de Fogo somente será recolhida após a análise e a aprovação dos documentos apresentados. Art. 23. O Porte de Arma de Fogo é documento obrigatório para a condução da arma e deverá conter os seguintes dados: I - abrangência territorial; II - eficácia temporal; III - características da arma; IV - número do registro da arma no SINARM ou SIGMA; V - identificação do proprietário da arma; e VI - assinatura, cargo e função da autoridade concedente. Art. 24. O Porte de Arma de Fogo é pessoal, intransferível e revogável a qualquer tempo, sendo válido apenas com a apresentação do documento de identidade do portador. Art. 25. O titular do Porte de Arma de Fogo deverá comunicar imediatamente: I - a mudança de domicílio, ao órgão expedidor do Porte de Arma de Fogo; e II - o extravio, furto ou roubo da arma de fogo, à Unidade Policial mais próxima e, posteriormente, à Polícia Federal. Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo implicará na suspensão do Porte de Arma de Fogo, por prazo a ser estipulado pela autoridade concedente. Art. 26. O titular de Porte de Arma de Fogo não poderá conduzi-la ostensivamente ou com ela adentrar ou permanecer em locais públicos, tais como igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de eventos de qualquer natureza. § 1º. A inobservância do disposto neste artigo implicará na cassação do Porte de Arma de Fogo e na apreensão da arma, pela autoridade competente, que adotará as medidas legais pertinentes. § 2º. Aplica-se o disposto no §1o deste artigo, quando o titular do Porte de Arma de Fogo esteja portando o armamento em estado de embriaguez ou sob o efeito de drogas ou medicamentos que provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor. Art. 27. Será concedido pela Polícia Federal, nos termos do § 5o do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, o Porte de Arma de Fogo, na categoria “caçador de subsistência”, de uma arma portátil, de uso permitido, de tiro simples, com um ou dois canos, de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16, desde que o interessado comprove a efetiva necessidade em requerimento ao qual deverão ser anexados os seguintes documentos:

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I - certidão comprobatória de residência em área rural, a ser expedida por órgão municipal; II - cópia autenticada da carteira de identidade; e III - atestado de bons antecedentes. Parágrafo único. Aplicam-se ao portador do Porte de Arma de Fogo mencionado neste artigo as demais obrigações estabelecidas neste Decreto. Art. 28. O proprietário de arma de fogo de uso permitido registrada, em caso de mudança de domicílio, ou outra situação que implique no transporte da arma, deverá solicitar à Polícia Federal a expedição de Porte de Trânsito, nos termos estabelecidos em norma própria. Art. 29. Observado o princípio da reciprocidade previsto em convenções internacionais, poderá ser autorizado o Porte de Arma de Fogo pela Polícia Federal, a diplomatas de missões diplomáticas e consulares acreditadas junto ao Governo Brasileiro, e a agentes de segurança de dignitários estrangeiros durante a permanência no país, independentemente dos requisitos estabelecidos neste Decreto. Seção II Dos Atiradores, Caçadores e Colecionadores Subseção I Da Prática de Tiro Desportivo Art. 30. As agremiações esportivas e as empresas de instrução de tiro, os colecionadores, atiradores e caçadores serão registrados no Comando do Exército, ao qual caberá estabelecer normas e verificar o cumprimento das condições de segurança dos depósitos das armas de fogo, munições e equipamentos de recarga. § 1º. As armas pertencentes às entidades mencionadas no caput e seus integrantes terão autorização para porte de trânsito (guia de tráfego) a ser expedida pelo Comando do Exército. § 2º. A prática de tiro desportivo por menores de dezoito anos deverá ser autorizada judicialmente e deve restringir-se aos locais autorizados pelo Comando do Exército, utilizando arma da agremiação ou do responsável quando por este acompanhado. § 3º. A prática de tiro desportivo por maiores de dezoito anos e menores de vinte e cinco anos pode ser feita utilizando arma de sua propriedade, registrada com amparo na Lei no 9.437, de 20 de fevereiro de 1997, de agremiação ou arma registrada e cedida por outro desportista. Art. 31. A entrada de arma de fogo e munição no país, como bagagem de atletas, para competições internacionais será autorizada pelo Comando do Exército. § 1º. O Porte de Trânsito das armas a serem utilizadas por delegações estrangeiras em competição oficial de tiro no país será expedido pelo Comando do Exército. § 2º. Os responsáveis e os integrantes pelas delegações estrangeiras e brasileiras em competição oficial de tiro no país transportarão suas armas desmuniciadas. Subseção II Dos Colecionadores e Caçadores Art. 32. O Porte de Trânsito das armas de fogo de colecionadores e caçadores será expedido pelo Comando do Exército. Parágrafo único. Os colecionadores e caçadores transportarão suas armas desmuniciadas.

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Subseção III Dos Integrantes e das Instituições Mencionadas no Art. 6o da Lei no 10.826, de 2003 Art. 33. O Porte de Arma de Fogo é deferido aos militares das Forças Armadas, aos policiais federais e estaduais e do Distrito Federal, civis e militares, aos Corpos de Bombeiros Militares, bem como aos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em razão do desempenho de suas funções institucionais. § 1º. O Porte de Arma de Fogo das praças das Forças Armadas e dos Policiais e Corpos de Bombeiros Militares é regulado em norma específica, por atos dos Comandantes das Forças Singulares e dos Comandantes-Gerais das Corporações. § 2º. Os integrantes das polícias civis estaduais e das Forças Auxiliares, quando no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito, poderão portar arma de fogo fora da respectiva unidade federativa, desde que expressamente autorizados pela instituição a que pertençam, por prazo determinado, conforme estabelecido em normas próprias. Art. 34. Os órgãos, instituições e corporações mencionados nos incisos I, II, III, V e VI do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, estabelecerão, em normas próprias, os procedimentos relativos às condições para a utilização das armas de fogo de sua propriedade, ainda que fora do serviço. § 1º. As instituições mencionadas no inciso IV do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, estabelecerão em normas próprias os procedimentos relativos às condições para a utilização, em serviço, das armas de fogo de sua propriedade. § 2º. As instituições, órgãos e corporações nos procedimentos descritos no caput, disciplinarão as normas gerais de uso de arma de fogo de sua propriedade, fora do serviço, quando se tratar de locais onde haja aglomeração de pessoas, em virtude de evento de qualquer natureza, tais como no interior de igrejas, escolas, estádios desportivos, clubes, públicos e privados. Art. 35. Poderá ser autorizado, em casos excepcionais, pelo órgão competente, o uso, em serviço, de arma de fogo, de propriedade particular do integrante dos órgãos, instituições ou corporações mencionadas no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003. § 1º. A autorização mencionada no caput será regulamentada em ato próprio do órgão competente. § 2º. A arma de fogo de que trata este artigo deverá ser conduzida com o seu respectivo Certificado de Registro. Art. 36. A capacidade técnica e a aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, para os integrantes das instituições descritas nos incisos III, IV, V, VI e VII do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, serão atestadas pela própria instituição, depois de cumpridos os requisitos técnicos e psicológicos estabelecidos pela Polícia Federal. Parágrafo único. Caberá a Polícia Federal avaliar a capacidade técnica e a aptidão psicológica, bem como expedir o Porte de Arma de Fogo para os guardas portuários. Art. 37. Os integrantes das Forças Armadas e os servidores dos órgãos, instituições e corporações mencionados no inciso II do art. 6o da Lei no 10.826, de 2003, transferidos para a reserva remunerada ou aposentados, para conservarem a autorização de Porte de Arma de Fogo de sua propriedade deverão submeter-se, a cada três anos, aos testes de avaliação da aptidão psicológica a que faz menção o inciso III do art. 4o da Lei no 10.826, de 2003.

38. da comprovação do preenchimento de todos os requisitos constantes do art. .826. III . munições e acessórios de sua propriedade. Subseção IV Das Empresas de Segurança Privada e de Transporte de Valores Art. nos termos da legislação específica. em nome das empresas de segurança privada e de transporte de valores. nos termos do §3o do art. diretamente ou mediante convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados ou Prefeituras. entre estabelecimentos da mesma empresa ou para empresa diversa.Fabiano Samartin Fernandes 73 § 1º.conceder autorização para o funcionamento dos cursos de formação de guardas municipais.conceder Porte de Arma de Fogo. para registro no SINARM. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. O cumprimento destes requisitos será atestado pelas instituições. Art. A autorização para o uso de arma de fogo expedida pela Polícia Federal. de 2003. acessório e munições que estejam sob a guarda das empresas de segurança privada e de transporte de valores deverá ser comunicada à Polícia Federal. As competências previstas nos incisos I e II deste artigo não serão objeto de convênio. Art. sob pena de responsabilização do proprietário ou diretor responsável. § 2º. e V . furto. A autorização de que trata o caput é válida apenas para a utilização da arma de fogo em serviço.Estatuto do Desarmamento .fiscalizar os cursos mencionados no inciso II. a relação nominal dos empregados autorizados a portar arma de fogo. será precedida. no prazo máximo de vinte e quatro horas. 4o da Lei no 10. Será encaminhada trimestralmente à Polícia Federal. deverão ser previamente autorizados pela Polícia Federal. A perda. IV . A transferência de armas de fogo. necessariamente.fiscalizar e controlar o armamento e a munição utilizados. II . por qualquer motivo. 40. 6o da Lei no 10. órgãos e corporações de vinculação. Parágrafo único. Subseção V Das guardas Municipais Art. 39. as prerrogativas mencionadas no caput. de 2003: I . pelos empregados autorizados a portar arma de fogo. Parágrafo único.fixar o currículo dos cursos de formação. § 1º. § 2º. Não se aplicam aos integrantes da reserva não remunerada das Forças Armadas e Auxiliares. § 3º. Cabe ao Ministério da Justiça. É de responsabilidade das empresas de segurança privada e de transportes de valores a guarda e armazenagem das armas.826. Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição de armas de fogo e de munições para as Guardas Municipais. após a ocorrência do fato. 41.

6o.871. . do art. O Porte de Arma de Fogo aos profissionais citados nos incisos III e IV. 47. no mínimo. (revogado pelo Decreto nº 5. 42. § 2º. para controlar o embarque de passageiros armados e fiscalizar o seu cumprimento. a teste de capacidade psicológica e. Art. ao Comando da Guarda Civil e ao Órgão Corregedor para justificar o motivo da utilização da arma. no mínimo. Art. Art. 45. às Guardas Municipais dos municípios que tenham criado corregedoria própria e autônoma. de 2006). ao SINARM. § 1º. § 4º. para a apuração de infrações disciplinares atribuídas aos servidores integrantes do Quadro da Guarda Municipal. em cumprimento ao disposto no inciso VI do art. Art. sessenta horas para armas de repetição e cem horas para arma semiautomática. com competência para fiscalizar.826. 44. Parágrafo único. a cada dois anos.74 AGEPOL/CENAJUR . O Ministro da Justiça designará as autoridades policiais competentes. 46. oitenta horas ao ano. 48. A Polícia Federal poderá conceder Porte de Arma de Fogo. da existência de Ouvidoria.826. O profissional da Guarda Municipal com Porte de Arma de Fogo deverá ser submetido. 6o. deverá apresentar relatório circunstanciado. no mínimo. com ou sem vítimas. de 2003. sessenta e cinco por cento de conteúdo prático. O treinamento de que trata o caput desse artigo deverá ter. Os profissionais da Guarda Municipal deverão ser submetidos a estágio de qualificação profissional por. § 3º. A concessão a que se refere o caput dependerá. auditorar e propor políticas de qualificação das atividades desenvolvidas pelos integrantes das Guardas Municipais. 2o da Lei no 10.estabelecer as normas de segurança a serem observadas pelos prestadores de serviços de transporte aéreo de passageiros. O curso de formação dos profissionais das Guardas Municipais deverá conter técnicas de tiro defensivo e defesa pessoal. também. será concedido desde que comprovada a realização de treinamento técnico de. investigar. como órgão permanente. sempre que estiver envolvido em evento de disparo de arma de fogo em via pública. de 2003. Não será concedido aos profissionais das Guardas Municipais Porte de Arma de Fogo de calibre restrito. da Lei no 10. da Lei no 10. de 2003. Compete ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Justiça: I . privativos das forças policiais e forças armadas.A Revolução Cultural na Polícia Art. no âmbito da Polícia Federal. O Ministério da Justiça poderá celebrar convênios com os Estados e o Distrito Federal para possibilitar a integração. que terá validade máxima de cinco anos. FINAIS E TRANSITÓRIAS Seção I Das Disposições Gerais Art. nos termos no §3o do art. Art. 43. dos acervos policiais de armas de fogo já existentes. para autorizar a aquisição e conceder o Porte de Arma de Fogo.826. autônomo e independente. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS.

144 da Constituição. em todo o território nacional. ao preencherem a Licença de Importação no Sistema Integrado de Comércio Exterior . Os interessados pela importação de armas de fogo. Compete ao Comando do Exército promover a alteração do Regulamento mencionado no caput. 6o da Lei no 10. de uso restrito ou permitido são as constantes do Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados e sua legislação complementar. IV. conforme o art. § 2º. A autorização é concedida por meio do Certificado Internacional de Importação.expedir regulamentação específica para o controle da fabricação. de 2003. § 1º. b) para que as munições comercializadas para os órgãos referidos no art. o Porte de Arma de Fogo a bordo de aeronaves.826. comércio. V. Art. III. 23 da Lei no 10. contenham gravação na base dos estojos que permita identificar o fabricante. em cento e oitenta dias: a) para que todas as munições estejam acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras. ressalvada a competência da Polícia Federal. A importação desses produtos somente será autorizada para os órgãos de segurança pública e para colecionadores. integrantes das Forças Armadas e agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Art. 6o da Lei no 10. de 2003. 49. civis e militares.826. prevista no inciso III do §1o do art. Parágrafo único.estabelecer. para os fins de segurança e proteção da aviação civil.Estatuto do Desarmamento . ouvido o Ministério da Justiça.regulamentar as situações excepcionais do interesse da ordem pública.Fabiano Samartin Fernandes 75 II . cujos acessos são controlados. atiradores e caçadores nas condições estabelecidas em normas específicas. As áreas restritas aeroportuárias são aquelas destinadas à operação de um aeroporto. os procedimentos de restrição e condução de armas por pessoas com a prerrogativa de Porte de Arma de Fogo em áreas restritas aeroportuárias. que exijam de policiais federais. com o fim de adequá-lo aos termos deste Decreto. II . munições e demais produtos controlados. o lote de venda e o adquirente. ainda. 51.826. de 2003. 50. e IV . de uso restrito. 26 da Lei no 10. A importação de armas de fogo.826. Compete. A classificação legal. importação. 52. munições e acessórios. e III . e III . nas ações preventivas com vistas à segurança da aviação civil. técnica e geral e a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. Art.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de armas. munições e acessórios de uso restrito está sujeita ao regime de licenciamento não-automático prévio ao embarque da mercadoria no exterior e dependerá da anuência do Comando do Exército. trânsito e utilização de simulacros de armas de fogo. VI e VII do art. de 2003. c) para definir os dispositivos de segurança e identificação previstos no § 3o do art.estabelecer normas. visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente. gravado na caixa. Art. Parágrafo único.estabelecer as dotações em armamento e munição das corporações e órgãos previstos nos incisos II. ao Comando do Exército: I .

Fica vedada a importação de armas de fogo. 57. 54 e que devam constar do cadastro de armas do SINARM. por meio do serviço postal e similares.76 AGEPOL/CENAJUR . A Secretaria da Receita Federal e o Comando do Exército fornecerão à Polícia Federal. ainda. quando for o caso. seus acessórios e peças. O Comando do Exército autorizará a exportação de armas. canos e ferrolho. § 1º. 56. § 2º. às condições estabelecidas nos arts. . O Comando do Exército poderá autorizar a entrada temporária no país. ou II . 59. será feito pela Receita Federal. Art. As importações realizadas pelas Forças Armadas dependem de autorização prévia do Ministério da Defesa e serão por este controladas. mediante requerimento do interessado ou de seus representantes legais ou. A autorização das exportações enquadradas nas diretrizes de exportação de produtos de defesa rege-se por legislação específica. no Sistema de Comércio Exterior . a cargo do Ministério da Defesa. munições e demais produtos controlados. 51 e 52 deste Decreto. um dos seguintes documentos: I . conserto. mostruário ou testes. 58. Art. Art. expedida por autoridade competente do país de destino. A Receita Federal fiscalizará a entrada e saída desses produtos. o material deverá retornar ao seu país de origem. Art.Certificado de Usuário Final (End User). Fica autorizada. munições e acessórios para fins de demonstração. O exportador de armas de fogo. em caráter excepcional. em visita ao país. 53.A Revolução Cultural na Polícia . deverão informar as características específicas dos produtos importados. § 4º.SISCOMEX. as informações relativas às importações de que trata o art. a importação de peças de armas de fogo. O desembaraço alfandegário das armas e munições trazidas por agentes de segurança de dignitários estrangeiros.Licença de Importação (LI). exposição. por prazo definido. exceto a doação para os museus das Forças Armadas e das instituições policiais. A importação de armas de fogo. com exceção de armações. A importação sob o regime de admissão temporária deverá ser autorizada por meio do Certificado Internacional de Importação. expedido por autoridade competente do país de destino. com posterior comunicação ao Comando do Exército. das representações diplomáticas do país de origem. de armas de fogo. munições e acessórios de uso permitido e demais produtos controlados está sujeita. Art. ficando o desembaraço aduaneiro sujeito à satisfação desse requisito. de munições e seus componentes. no que couber. munições ou demais produtos controlados deverá apresentar como prova da venda ou transferência do produto. 54. por meio do serviço postal e similares. Considera-se autorizada a exportação quando efetivado o respectivo Registro de Exportação. § 1º. Terminado o evento que motivou a importação. Art. Art. 55. Parágrafo único. § 2º.SISCOMEX. não podendo ser doado ou vendido no território nacional. § 3º.

bem como incluir este dado no respectivo Sistema no qual foi cadastrada a arma. § 3º. O Comando do Exército designará as Organizações Militares que ficarão incumbidas de destruir as armas que lhe forem encaminhadas para esse fim.Estatuto do Desarmamento . 63. As exportações de armas de fogo.ingresso e saída de armamento e munição. em normas específicas. O Comando do Exército cadastrará no SIGMA os dados relativos às exportações de armas. munições. 60. de munição e seus componentes. § 2º. § 4º. Art.ingresso e saída de armamento e munição de atletas brasileiros e estrangeiros inscritos em competições nacionais ou internacionais. munições e demais produtos controlados.826.nacionalização de mercadoria entrepostadas. O desembaraço alfandegário de armas e munições. Parágrafo único. Art.ingresso e saída de armamento e munição de órgãos de segurança estrangeiros. O desembaraço alfandegário de armas de fogo e munição somente será autorizado após o cumprimento de normas específicas sobre marcação. sob qualquer regime.826.operações de importação e exportação. ao Comando do Exército. Parágrafo único. exercícios e instruções de natureza oficial. O desembaraço alfandegário de que trata este artigo abrange: I . V . 65. suas partes e peças. 25 da Lei no 10. corporação ou instituição. 61. de 2003. munições ou demais produtos controlados considerados de valor histórico somente serão autorizadas pelo Comando do Exército após consulta aos órgãos competentes. acautelamento ou qualquer outra forma de cessão para órgão. para sua guarda até ordem judicial para destruição. serão encaminhados. e VII . As armas brasonadas ou quaisquer outras de uso restrito poderão ser recolhidas ao Comando do Exército pela autoridade competente. a cargo do Comando do Exército. acessórios ou munições mencionados no art. Fica vedada a exportação de armas de fogo. § 1º. 64. 62. . IV . As armas de fogo. para destruição. os critérios para definição do termo “valor histórico”. de 2003. exceto as doações de arma de fogo de valor histórico ou obsoletas para museus das Forças Armadas ou das instituições policiais.internação de mercadoria em entrepostos aduaneiros. por meio do serviço postal e similares. no prazo máximo de quarenta e oito horas. É vedada a doação. peças e demais produtos controlados será autorizado pelo Comando do Exército. Art.Fabiano Samartin Fernandes 77 Art. para participação em operações. trazidos como bagagem acompanhada ou desacompanhada.as armas de fogo. Art. mantendo-os devidamente atualizados. As armas apreendidas poderão ser devolvidas pela autoridade competente aos seus legítimos proprietários se presentes os requisitos do art. O Comando do Exército estabelecerá. VI . Art. após a elaboração do laudo pericial e desde que não mais interessem ao processo judicial. 4o da Lei no 10. III . de seus acessórios e peças. II .

A Revolução Cultural na Polícia Art. as disposições do art. marítimo. Art. bem como o procedimento para pagamento. § 2º. conforme o caso.78 AGEPOL/CENAJUR . conforme o caso. se não constar do SINARM qualquer registro que aponte a origem ilícita da arma. 70.826. serão custeados por dotação específica constante do orçamento do Departamento de Polícia Federal. § 1º. 71. fluvial ou lacustre que deliberadamente. faça. O valor da indenização de que tratam os arts. e . a arma deverá permanecer sob a guarda e responsabilidade do administrador da herança ou curador. Nos casos de falecimento ou interdição do proprietário de arma de fogo.826.000. fluvial ou lacustre que permita o transporte de arma de fogo. na reincidência da hipótese mencionada no inciso I. por qualquer meio.00 (duzentos mil reais). promova ou facilite o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com inobservância das normas de segurança. a morte ou interdição do proprietário da arma de fogo. A inobservância do disposto no §2o deste artigo implicará na apreensão da arma pela autoridade competente aplicando-se ao administrador da herança ou ao curador. de que tratam os arts. 69.826. § 3º.826. de 2003. A entrega da arma de fogo. acessório ou munição. Será aplicada pelo órgão competente pela fiscalização multa no valor de: I . II . Art. 31 e 32 da Lei no 10. depositada em local seguro. as disposições do art. aplicando-se ao herdeiro ou interessado na aquisição.826. exceto nas publicações especializadas. de 2003.000. Art. A solicitação de informações sobre a origem de armas de fogo. e b) à empresa de produção ou comércio de armamentos. o administrador da herança ou curador.00 (cem mil reais): a) à empresa de transporte aéreo. 32 da Lei no 10. de 2003. acessórios e munição. 68. 31 e 32 da Lei no 10. mediante alvará judicial. rodoviário. ferroviário. ferroviário. 12 deste Decreto. até a expedição do Certificado de Registro e entrega ao novo proprietário. rodoviário. ou com inobservância das normas de segurança. de 2003. O administrador da herança ou o curador comunicará ao SINARM ou ao SIGMA. alínea “b”. deverá ser feita na Polícia Federal ou em órgãos por ela credenciados. 31 e 32 da Lei no 10. sem prejuízo das sanções penais cabíveis: a) à empresa de transporte aéreo. Art. 66. de 2003.R$ 100.R$ 200. Presumir-se-á a boa-fé dos possuidores e proprietários de armas de fogo que se enquadrem na hipótese do art. sem a devida autorização. Parágrafo único. 13 da Lei no 10. Seção II Das Disposições Finais e Transitórias Art. Os recursos financeiros necessários para o cumprimento do disposto nos arts. e b) à empresa de produção ou comércio de armamentos que realize publicidade estimulando a venda e o uso indiscriminado de armas de fogo. 67. deverá providenciar a transferência da propriedade da arma. marítimo. munições e explosivos deverá ser encaminhada diretamente ao órgão controlador da Polícia Federal ou do Comando do Exército. munição ou acessórios. será fixado pelo Ministério da Justiça. Nos casos previstos no caput deste artigo.

532. 73. 77. § 2º. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Thomaz Bastos José Viegas Filho . Art.A. de 2003.. de 30 de março de 1998. II. de 2003. 2. 4o da Lei no 10. de 8 de maio de 1997. III. na hipótese de reincidência da conduta prevista na alínea “a”. 11 da Lei no 10.Estatuto do Desarmamento . quando deixar de apresentar. e nas alíneas “a” e “b”. 11 da Lei no 10. o “caçador de subsistência” assim reconhecido nos termos do art. da Lei no 10. de 20 de junho de 1983. quando se tratar de arma de fogo de propriedade particular. Ficam revogados os Decretos nos 2. 74. ao SINARM.437. Serão concluídos em sessenta dias. do inciso I. 72. Art. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 1º de julho de 2004. Não serão cobradas as taxas previstas no art.semestralmente. dos integrantes dos órgãos mencionados nos incisos I. A isenção das taxas para os integrantes dos órgãos mencionados no caput. do inciso II. de 2003: I . § 1º.826. Será isento do pagamento das taxas mencionadas no caput. IV.Fabiano Samartin Fernandes 79 III . As receitas destinadas ao SINARM serão recolhidas ao Banco do Brasil S. nos termos do art. Art. a listagem atualizada de seus empregados. 6o. em andamento no Comando do Exército. 23 da Lei no 7. 75. quanto aos empregados que portarão arma de fogo.222.826. §§ 2o e 3o.R$ 300.a documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. de 2003. Art. V. A empresa de segurança e de transporte de valores ficará sujeita às penalidades de que trata o art. e 3. 7o. Parágrafo único. de 20 de fevereiro de 1997.826. Brasília. na conta “Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal”. Art.00 (trezentos mil reais). ou II . VI e VII do art. das armas de fogo apreendidas e recolhidas na vigência da Lei no 9. 27 deste Decreto. restringir-se-á a duas armas.826. 183º da Independência e 116º da República. de 23 de dezembro de 1999. 76.305. Os recursos arrecadados em razão das taxas e das sanções pecuniárias de caráter administrativo previstas neste Decreto serão aplicados na forma prevista no § 1o do art. os processos de doação. sem prejuízo das sanções penais cabíveis. Art. a partir da publicação deste Decreto.000.102.

alínea “e”. posse e comercialização de armas de fogo e munições. Considerando que o Decreto Federal nº 5.867. Esta Portaria destina-se a regular os procedimentos relativos ao porte. considera-se OPM a Unidade até o nível de Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) ou equivalente. O Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia. em seu artigo 155.884. Considerando as disposições da Portaria Normativa nº 40-MD.826. Considerando que a Lei Federal nº 10. .990. DE 07 DE SETEMBRO DE 2005. de 1º de julho de 2004. Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências. de 12 de maio de 2004.A Revolução Cultural na Polícia POLÍCIA MILITAR DA BAHIA GABINETE DO COMANDANTE-GERAL PORTARIA Nº 035-CG. bem como a aquisição e transferência de propriedade de armas. as seguintes normas: CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. de 17 de junho de 2004 – estabeleceu condições para o registro. de 27 de dezembro de 2001. em seu artigo 33. sendo regulamentada pelo Decreto nº 5. de 17 de janeiro de 2005. Para os efeitos desta Portaria. que define a quantidade de munição e acessórios que cada proprietário de arma de fogo pode adquirir. § único. de 22 de dezembro de 2003 – alterada pela Lei Federal nº 10. define crimes e dá outras providências. sobre o Sistema Nacional de Armas – SINARM. § 1º. e pela Lei Federal nº 10. para conhecimento geral e devida execução por parte dos militares estaduais. estabeleceu a competência do Comandante-Geral da Polícia Militar para regular por meio de norma específica o porte de armas de fogo por militares estaduais. estabelece a competência do Comandante-Geral para exercer as atividades previstas na legislação em vigor. 2°. Considerando que a Lei Estadual nº 7. constantes de seus registros próprios. III – carga pessoal pertencente à PMBA. Art. bem como para delegá-las. a qual aprovou o Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia. registro e cadastro de armas de fogo: I – pertencentes ao patrimônio da PMBA.123. R E S O L V E baixar.123. de 1º de julho de 2004.80 AGEPOL/CENAJUR . 1°. II . IV – particulares. munições e coletes de militares estaduais.de uso permitido dos militares estaduais.

44-40.44 SPL. . . com comprimento de cano igual ou maior do que 24 (vinte e quatro) polegadas ou 610 (seiscentos e dez) milímetros. com calibre igual ou inferior a 6 (seis) milímetros e suas munições de uso permitido. São armas.45 Auto.243 Winchester. semi-carregados ou carregados a chumbo granulado. cuja munição comum tenha. . acessórios. 3°. Art. destinados a armas de fogo de alma lisa de calibre permitido.38-40 e . os calibres . de repetição ou semi-automáticas. 4°. calibre 12 ou inferior.Estatuto do Desarmamento . São armas. cuja munição comum tenha. .armas.armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola. energia de até 300 (trezentas) libras-pé ou 407 (quatrocentos e sete) Joules e suas munições como. . . II . . .375 Winchester e .dispositivos óticos de pontaria com aumento menor do que 6 (seis) vezes e diâmetro da objetiva menor que 36 (trinta e seis) milímetros. conhecidos como “cartuchos-de-caça”. capacetes. na saída do cano. .armas de fogo de alma lisa.22 LR.380 Auto.38 SPL e . etc. por exemplo. 9 Luger.22 LR. V . II .32 Auto. possuem características que só as tornem aptas para emprego militar ou policial. IX . 7. III . 30-06. 7 Mauser.357 Magnum. . os calibres . acessórios e equipamentos iguais ou que possuam alguma semelhança no que diz respeito ao emprego tático. de repetição ou semi-automáticas. por exemplo. escudos. petrechos e munições de uso restrito: I .armas de fogo longas raiadas. XI .32-20. . . .25 Auto.44 Magnum.44 Magnum. .equipamentos de proteção balística contra armas de fogo portáteis ou de porte de uso permitido tais como coletes.Fabiano Samartin Fernandes 81 CAPÍTULO II Da Classificação das Armas de Fogo Art. não sendo iguais ou similares ao material bélico usado pelas Forças Armadas nacionais. V . munições. os calibres . munições.308 Winchester.blindagens balísticas para munições de uso permitido. petrechos e munições de uso permitido: I . energia superior a 300 (trezentas) libras-pé ou 407 (quatrocentos e sete) Joules e suas munições como por exemplo.62 x 39.armas de fogo curtas. IV . os calibres . estratégico e técnico.armas que tenham por finalidade dar partida em competições desportivas que utilizem cartuchos contendo exclusivamente pólvora.355 (mil trezentos e cinqüenta e cinco) Joules e suas munições como. VI .45 Colt e .22-250.armas. de repetição ou semi-automáticas. . e suas munições de uso permitido.38 Super Auto. por exemplo.armas de fogo curtas.armas de fogo longas raiadas. VII . energia de até 1.355 (mil trezentos e cinqüenta e cinco) Joules e suas munições como. .357 Magnum.32 S&W.000 (mil) libras-pé ou 1.223 Remington. . IV .40 S&W.veículo de passeio blindado. cuja munição comum tenha. cuja munição comum tenha.000 (mil) libras-pé ou 1. VIII .armas de fogo automáticas de qualquer calibre. acessórios e equipamentos que. energia superior a 1. do material bélico utilizado pelas Forças Armadas nacionais.armas para uso industrial ou que utilizem projéteis anestésicos para uso veterinário. .cartuchos vazios. X . na saída do cano. III . acessórios. na saída do cano.270 Winchester. na saída do cano.

XX . que tenham por finalidade o controle do seu material bélico. os quebra-chamas e outros.dispositivos de pontaria que empregam luz ou outro meio de marcar o alvo. X . capacetes etc. independentemente daquelas definidas pela PMBA. de coletes balísticos e de munições a serem adquiridos pela PMBA. XVI . Art. FAL. . XIV . XIII . Parágrafo único.armas de fogo dissimuladas. serão previamente definidos pelo DAL. VIII . CAPÍTULO III Do Registro e do Cadastro das Armas de Fogo Pertencentes ao Patrimônio da PMBA Art. XII . que servem para amortecer o estampido ou a chama do tiro e também os que modificam as condições de emprego. para sua utilização. tais como bengalas-pistola. simulacro do fuzil 7. que manterá o controle desses registros. lunetas etc.armas de fogo de alma lisa de calibre 12 ou maior com comprimento de cano menor que 24 (vinte e quatro) polegadas ou 610 (seiscentos e dez) milímetros. por intermédio da UEE.82 AGEPOL/CENAJUR .munições com projéteis que contenham elementos químicos agressivos.armas de fogo de alma lisa de calibre superior ao 12 e suas munições.armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola. que disparem projéteis de qualquer natureza.equipamentos de proteção balística contra armas de fogo portáteis ou de porte de uso restrito tais como coletes. a qual manterá banco de dados visando ao controle eficaz de tais armas. XV . com calibre superior a 6 (seis) milímetros. XIX . tais como os bocais lança-granadas e outros.blindagens balísticas para munições de uso restrito. como os silenciadores de tiro. Parágrafo único. periscópios. 6º.armas e dispositivos que lancem agentes de guerra química ou gás agressivo e suas munições. mas que escondem uma arma.dispositivos ópticos de pontaria com aumento igual ou maior do que 6 (seis) vezes e diâmetro da objetiva igual ou maior do que 36 (trinta e seis) milímetros. escudos. tais como projéteis explosivos ou venenosos. XI . IX .munições ou dispositivos com efeitos pirotécnicos.espadas e espadins utilizados pelas Forças Armadas e Forças Auxiliares. canetasrevólver.A Revolução Cultural na Polícia VI .62mm. os quais serão confeccionados em documentos oficiais de caráter permanente. O banco de dados acima referido será estruturado com as informações exigidas pelo Comando do Exército.equipamentos para visão noturna tais como óculos. 5º.arma a ar comprimido. VII . conceituadas como tais os dispositivos com aparência de objetos inofensivos. M964. XXI . ou dispositivos similares capazes de provocar incêndios ou explosões. As quantidades e tipos de armamentos. XVIII .dispositivos que constituam acessórios de armas e que tenham por objetivo dificultar a localização da arma. e semelhantes. As armas de fogo adquiridas pela PMBA serão registradas na Unidade de Equipamentos Estratégicos (UEE) do Departamento de Apoio Logístico (DAL). cujos efeitos sobre a pessoa atingida sejam de aumentar consideravelmente os danos. XVII .veículos blindados de emprego civil ou militar. As armas de fogo de porte e portáteis pertencentes ao patrimônio da PMBA serão cadastradas no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA).

9º. nos termos do parágrafo único do artigo 2º da Lei nº 10. deve ser publicada em BGR para controle da UEE. O CRAF será expedido com base no cadastro da UEE e deverá conter os seguintes dados: I . c) Registro Geral (RG). c) denominação do documento. adquiridas no comércio ou na indústria. nome e assinatura da autoridade militar estadual competente para a expedição. f) posto. O Comandante-Geral.Fabiano Samartin Fernandes 83 CAPÍTULO IV Do Registro e do Cadastro das Armas de Fogo Pertencentes aos Militares Estaduais Art. órgão expedidor e Unidade da Federação (UF). atirador ou caçador deverá registrar sua arma no Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 6ª Região Militar (SFPC/6ª RM). utilizando-se de banco de dados. na própria Polícia Militar. Art. b) número do cadastro. As armas de fogo de uso permitido pertencentes aos militares estaduais serão registradas. 7º. e) validade (três anos da data de emissão). O militar estadual colecionador. a qual será cadastrada no SIGMA. d) data da emissão. O cadastro das armas particulares dos militares estaduais será realizado pela UEE.do cadastro da arma de fogo: a) número seqüencial do formulário.123/2004. § 2º. § 4º. via cadeia de comando. nos termos do artigo 3º do Decreto nº 5. conforme Anexo “A”. g) BGR que publicou a aquisição. As alterações de características (calibre.Estatuto do Desarmamento . b) posto / graduação e matrícula. II .826/03. III . e deverá encaminhar cópia do registro. 8º. para publicação em Boletim Geral Reservado (BGR) para controle da UEE. excetuadas as armas de fogo registradas no SFPC/6ª RM. capacidade e/ou acabamento) das armas de fogo de propriedade de militares estaduais.do militar estadual: a) nome. ficando delegada esta atribuição ao DAL. § 1º. comprimento do cano. § 3º. A UEE deverá expedir o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) referente às armas de fogo de uso permitido pertencentes aos militares estaduais. CAPÍTULO V Da Expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) SEÇÃO I Da Expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo Pertencente a Militar Estadual Art. é a autoridade competente para expedir o registro próprio das armas de fogo de que trata este artigo. procedidas com a devida autorização do SFPC/6ª RM (a ser obtida pessoalmente pelo interessado).da arma de fogo: .

84 AGEPOL/CENAJUR . não poderão transitar portando arma de fogo. proprietária de arma de fogo. por intermédio da OPM responsável pela realização do respectivo curso de formação ou estágio. e com o Decreto Federal nº 5. h) número do cadastro. d) calibre. é inerente ao militar estadual do serviço ativo.quando de folga com arma da PMBA.123. mediante apresentação da Cédula de Identidade Funcional. II . de ofício. da Lei Estadual n. as seguintes regras: I . b) marca. O militar estadual agregado nos termos do artigo 196. À UEE caberá: I . observando-se. que providenciará a expedição do CRAF da Polícia Militar. do CPF e da cédula de identidade (RG). deverá. Os Alunos do Curso de Formação de Soldados PM.expedir. cadastrá-la na UEE.° 7. g) capacidade de cartuchos. conforme o caso. II . durante a sua freqüência. CAPÍTULO VI Do Porte de Arma de Fogo por Militares Estaduais Art. encaminhando-o à UEE. a OPM deverá recolher o CRAF expedido pela PMBA. Art. juntamente com a respectiva Planilha de Alteração de Cadastro de Arma de Fogo (Anexo “B”).A Revolução Cultural na Polícia a) espécie (tipo).990. SEÇÃO II Das Pessoas que Ingressam na Carreira Policial-Militar Possuindo Arma de Fogo Art. . de 22/12/03. bem como a de uso restrito pertencente à PMBA. 15. §3°. O porte de arma de fogo de uso permitido. 11. SEÇÃO III Dos Militares Estaduais Exonerados ou Demitidos Art. caso venha a ser demitido da PMBA.quando de serviço com arma da PMBA. deverá portar a Cédula de Identidade Funcional. certidão de origem da arma de fogo para o fim de regularização no órgão competente da Polícia Federal. aplicar-se-lhe-á o disposto nesta Seção. IV – a inscrição: “De acordo com a Lei Federal nº 10. mediante apresentação de cópia autenticada do comprovante de residência. de 27/12/01. restrito aos limites territoriais do Estado. A pessoa admitida na PMBA. 10. Art. salvo quando em serviço e autorizado. permanecerá com o CRAF e.826. deverá portar a Cédula de Identidade Funcional e a Autorização de Carga de Arma de Fogo (Anexo “C”). 12. c) modelo. de 01/07/04”. Na hipótese de exoneração ou demissão do militar estadual. após a devida publicação do cadastro em Boletim Geral Ostensivo ou Reservado. atualizando o seu cadastro. obrigatoriamente. e) número.cancelar o CRAF. Art. 14. 13. f) comprimento do cano.

“g” e “h” do inciso III. quando se tratar de arma particular de porte. fora dos limites territoriais do Estado.a carga de arma de fogo pertencente à PMBA.quanto ao período. c) alíneas “a”. não superior a 1 (um) ano e. . “c” e “d” do inciso I. b) alíneas “a” e “b” do inciso II. não superior a 1 (um) ano. devendo a referida autorização ser publicada em BGR. “b”. § 1º. “c”. e assim sucessivamente. Art. 50 (cinqüenta) cartuchos do mesmo calibre (Anexo “D”). 18. na condição de Praça. 17. Nos casos de cumprimento de missão institucional. Parágrafo único. para fins de serviço policial-militar. observando-se os requisitos mencionados no caput do artigo 18: I . II . O Coordenador. no máximo. II – validade. A autorização para porte de arma de fogo em outra unidade federativa será expedida ao militar estadual inativo pela autoridade competente. A autorização para o porte de arma de fogo em outra unidade federativa ocorrerá quando o militar estadual estiver no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito. As autorizações mencionadas neste artigo podem ser revogadas a qualquer tempo. quando deverão ser submetidos à avaliação psicológica para o manuseio de arma de fogo pelos órgãos responsáveis pela atividade na PM. deverá portar. pelo prazo de 3 (três) anos. 20.a utilização da arma particular em serviço. II . Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policialmilitar competente para autorizar: I .Fabiano Samartin Fernandes 85 III . Comandante. para a renovação do respectivo porte (Anexo “E”). A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos deverá conter os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “a”. Art. Os militares estaduais da reserva remunerada ou reformados terão a autorização para porte de arma particular expedida pelo Comandante-Geral. Art. o Porte de Arma de Praça (Anexo A1). 16. a juízo da autoridade que as concedeu. no máximo 50 (cinqüenta).Estatuto do Desarmamento . Art. Somente será concedida autorização para porte de arma de fogo de propriedade da PMBA. § 2º. além da documentação anteriormente mencionada. e somente para arma de porte. “d”. sendo concedida por prazo determinado. 19. o prazo descrito neste artigo será ampliado até o término desta. O trânsito compreende todas as demais situações em que o militar estadual não esteja exercendo funções institucionais. o militar estadual poderá levar consigo. “e”.quando de serviço ou de folga com arma particular. na condição de Oficial deverá portar a Cédula de Identidade Funcional e o CRAF (Anexo “A”). § 3º. Art. conforme indicado no artigo anterior. sob responsabilidade do DA.quanto à quantidade de cartuchos.

Para fins desta norma. Art. V . “f ” e “g” do inciso III. . Por ocasião da autorização para a carga pessoal de arma de fogo pertencente à PMBA. patrimônio da PMBA. 23. Coordenador.A Revolução Cultural na Polícia III – assinatura do Comandante-Geral. b) alíneas “a” e “b” do inciso II. Art. Comandante. o qual deverá ser numerado pela OPM. Coordenador. a arma acima descrita. § 4º. em virtude de evento de qualquer natureza.indicação do número do Boletim Geral Reservado que autorizou o porte. conforme modelo constante do Anexo “C”. CAPÍTULO VII Da Autorização de Carga Pessoal de Arma de Fogo Pertencente ao Patrimônio da PMBA Art. V . § 2º. fora de serviço. salvo autorização expressa do Comandante-Geral. o extravio da arma guardada no interior de armários de alojamentos ou vestiários e veículos não excluirá a responsabilidade do possuidor. o militar estadual deverá assinar o Termo de Responsabilidade (Anexo “F”) juntamente com duas testemunhas. identificado pela Cédula de Identidade da PMBA.indicação do número de patrimônio da arma. A Autorização de Porte de Arma de Fogo para Inativos somente será válida com a apresentação da Cédula de Identidade da PMBA e do CRAF. mediante solicitação fundamentada do militar estadual. como carga individual. § 1º. Caso o militar estadual que já tenha a Autorização de Carga de Arma de Fogo se recuse a assinar o Termo de Responsabilidade. A Autorização de Carga de Arma de Fogo deverá conter os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “c” e “d” do inciso I. “e”. IV .a inscrição: “O portador. VIII – a indicação de que a Autorização de Carga de Arma de Fogo somente será válida com a apresentação da identidade funcional da PMBA. O Praça.validade. “d”. está autorizado a portar. c) alíneas “a”. não terá a carga da referida arma. responsabilizando-se por sua guarda. VI – indicação do número do BIR que autorizou a carga.assinatura do Coordenador. Tal autorização deverá ser publicada em BIR. Comandante. Caso contrário.86 AGEPOL/CENAJUR . O Coordenador. § 3º. 21. nos termos do Decreto Federal nº 5. “b”. Diretor ou Chefe de OPM. nos termos do Decreto Federal nº 5. II – o número da autorização. está autorizado a portar a arma acima descrita. O militar estadual possuidor de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA deverá zelar por sua manutenção de primeiro escalão e conservação. IV . identificado pela identidade funcional da PMBA.123/2004”. 22. não poderá portar arma de fogo em locais onde haja aglomeração de pessoas. a carga pessoal de arma de fogo de porte pertencente ao patrimônio da PMBA. Diretor ou Chefe de OPM é a autoridade policial-militar competente para autorizar.123/2004”. terá cancelada a autorização e recolhida a arma. “c”. III . VII – a inscrição: “O portador. Parágrafo único.

ou que reincidir em uma delas. § 5º. independentemente das medidas disciplinares cabíveis ao caso. Coordenador. A autorização de carga pessoal de arma de fogo de porte. 2. o militar estadual que incidir na prática concomitante das infrações constantes dos itens 3 e 4 acima. a critério do Coordenador. Art. o militar estadual que for surpreendido portando arma de fogo. § 4º. 2. o possuidor deverá restituir a arma à reserva de armas da OPM. estiver em estágio probatório. § 3º. 3. Terá revogada a autorização de carga pessoal de arma de fogo. A suspensão ou revogação da autorização de carga pessoal de arma de fogo não constitui medida punitiva e. somente será expedida ao militar estadual que efetuar. por escrito. 26. semi-automática. Diretor ou Chefe da OPM. 25. furto ou extravio da arma de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade. por 1 (um) ano. a critério do Coordenador. após análise do pedido. o militar estadual que disparar arma de fogo por negligência. portá-la em atividade extraprofissional. não elide a eventual aplicação das sanções disciplinares por infrações administrativas praticadas. A Autorização para Carga Pessoal de Arma de Fogo. Comandante. . pelo período em que perdurar a apuração de roubo. pertencente ao patrimônio da PMBA. definitivamente. furtada. pelo período em que perdurar a situação. Não será concedida autorização de carga pessoal de arma de fogo ao militar estadual que: 1. o militar estadual ao qual for prescrita recomendação médica de proibição ou restrição quanto ao uso de arma de fogo. por 1 (um) ano. devidamente fundamentado pelo interessado. cinqüenta tiros com arma semelhante. § 1º. em caráter definitivo. tiver arma de fogo da PMBA roubada. excepcionalmente. Caberá. desde que o interessado ainda não tenha sido habilitado ao uso da pistola semi-automática Cal. no mínimo. 4. caso não possua arma de fogo de porte particular. supervisionado por Oficial . imperícia ou imprudência.Fabiano Samartin Fernandes 87 Art. Diretor ou Chefe de OPM. alcoolizado ou embriagado com qualquer bebida alcoólica ou substância entorpecente. ou extraviada e. Nos casos de afastamentos superiores a 8 (oito) dias.Estatuto do Desarmamento . referente à arma de porte. o militar estadual que: 1. encontrar-se no comportamento “Mau”. 6. Diretor ou Chefe de OPM. Art. em estande da PMBA. § 2º.40. Comandante. Comandante. for considerado responsável pela perda do armamento. estiver regularmente matriculado em curso de formação. Terá suspensa a autorização de carga pessoal de arma de fogo: 1. 3. a suspensão cautelar de carga de arma de fogo ao militar estadual que dela fizer uso irregular. de serviço. podendo ser revogada a qualquer tempo. ainda que a apuração administrativa esteja em instrução. observados os critérios de conveniência e de oportunidade. 24. após a devida apuração. permanecer com ela. constitui ato discricionário do Coordenador. portanto. quando ingressar no comportamento “Mau”. de folga ou em trânsito. 5. podendo. 2.

pertencente a militar estadual. É proibida a autorização de carga pessoal de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA ao militar estadual inativo e ao militar estadual agregado por deserção. § 3º.88 AGEPOL/CENAJUR . conforme Anexo “G”. 27. uma das instituições de ensino da PMBA). prevendo-se. ao final. O militar estadual movimentado deverá devolver a arma da PMBA. quando do envolvimento em ocorrência policial. pelo menos. 29. Art. Comandante. que tiver como carga. expressamente. 28. Mediante autorização do Coordenador. fica condicionado à expedição da respectiva guia de tráfego pela Região Militar. os Comandantes. 30. CAPÍTULO IX Do Transporte de Armas de Fogo Art. § 2º. CAPÍTULO VIII Do Uso em Serviço de Arma de Fogo Particular Art. § 2º. O transporte de arma de fogo portátil. obstando o uso de armas obsoletas e dirigindo eventuais dúvidas à UEE. será expedida pelo respectivo Coordenador. Diretor ou Chefe de OPM. devidamente registrada no SFPC/6ª RM. a ser definida em razão da quantidade e características das armas a serem transportadas. juntamente com a da PMBA. ficarão por conta do proprietário. O militar estadual que utilizar arma particular em serviço deverá. devidamente registrada na UEE. Comandante. As providências para a liberação de arma particular apreendida utilizada em serviço. A autorização para emprego no serviço operacional de arma de fogo de uso permitido.A Revolução Cultural na Polícia Instrutor de Tiro (pertencente ao corpo docente de. que avaliará a habilidade no manuseio e desmontagem correspondente à manutenção de primeiro escalão. à OPM de origem. a qual deverá ser publicada em BIR. § 1º. deverá constar no Relatório de Serviço Específico ou em relatório próprio de serviço da OPM. É vedada a remessa de armamento via malote ou Correio. que com esta ocorrerem. bem como as despesas decorrentes de danos. o militar estadual poderá utilizar em serviço arma de fogo de sua propriedade. para o sistema de segurança do armamento (barra de percussão). em substituição à arma da PMBA e/ ou como arma sobressalente. extravio etc. de porte e uso permitidos. Art. inclusive. Diretor ou Chefe de OPM. O transporte de armamento pertencente à PMBA deve ser realizado de acordo com o Plano de Segurança da respectiva OPM. nos termos da normatização específica.. A autorização para transporte de arma de fogo portátil de uso permitido. § 1º. § 3º. Diretores ou Chefes de OPM deverão atentar. § 4º. além da correspondência à dotação da PMBA. Para autorização do uso de arma particular em serviço. pertencente ao militar estadual. . acusar ciência da necessidade de apresentação dessa arma. sendo. escolta armada. dentro dos limites territoriais do Estado da Bahia. como arma principal ou sobressalente. desde que esta corresponda aos padrões e características das armas de fogo de uso permitido constantes da dotação prevista para a PMBA. considerado “Apto” no Teste de Aptidão de Tiro (TAT).

para fins de atualização de cadastro e comunicação ao SINARM ou SIGMA. obedecerá às normas baixadas pelo órgão competente. de militar estadual inativo proprietário de arma de fogo que. § 1º. o mais rapidamente possível. a qual ficará guardada na reserva de armas de sua OPM. A OPM detentora da arma de fogo apreendida ou localizada deverá publicar tal ato em BIR. O Coordenador. tenha ciência de situação psicológica que o impeça de portar arma de fogo. promoverá o recolhimento imediato da arma patrimoniada pela PMBA. policiais ou judiciais que envolvam armas da PMBA apreendidas. nos casos de cometimento de crime comum.Estatuto do Desarmamento . Diretor ou Chefe de OPM ao tomar ciência. Diretor ou Chefe da última OPM ou da OPM detentora do Assentamento Individual. O embarque de militares estaduais ativos ou inativos. Comandante. . Art. A OPM a que pertença militar estadual cuja arma de fogo particular foi apreendida ou localizada deverá publicar tal ato em BIR. da situação psicológica de subordinado que. Art. 36. As armas de fogo e munições. Art. nos casos de cometimento de crime militar e/ou transgressão disciplinar ou ao órgão policial civil competente (Circunscrição Policial). da qual o militar estadual enfermo tenha carga pessoal e também da arma particular. determine restrição ao uso de arma de fogo. conforme o caso. com arma de fogo. observando-se as formalidades legais. em aeronaves que efetuem transporte público. observando o disposto nas normas para controle de material bélico das polícias militares e corpos de bombeiros militares. Comandante. 34. 33. As OPMs deverão comunicar à UEE. Comandante. Diretor ou Chefe de OPM designará Oficial da Unidade para o devido acompanhamento de procedimentos administrativos. 32. Comandante. § 2º. expressamente. visando a que estas sejam reintegradas no patrimônio da Corporação. Diretor ou Chefe competente para adoção das medidas de polícia judiciária militar e/ou administrativo-disciplinares cabíveis. adotará as medidas necessárias ao recolhimento dessa arma particular. a qual ficará guardada na reserva de armas da OPM. CAPÍTULO XI Do Recolhimento de Arma de Fogo de Militar Estadual Inapto Art. O Coordenador. por meio de laudo técnico.Fabiano Samartin Fernandes 89 Art. nos termos do artigo 48 do Decreto Federal nº 5. legalmente apreendidas. se a OPM houver sido extinta. CAPÍTULO X Das Armas de Fogo Apreendidas Art. observando-se as formalidades legais. O Coordenador.123/2004. a apreensão ou localização de arma de fogo pertencente ao patrimônio da PMBA ou pertencente a militar estadual. caso tenha. 35. 31. até que cessem os motivos do impedimento ou até que a propriedade da arma seja transferida para outrem. por meio de laudo médico. o mais breve possível. até que cessem os motivos do impedimento ou até que a propriedade da arma seja transferida para outrem. serão encaminhadas ao Coordenador.

II . 38. devendo constar em tal comunicação: I . cidade.local exato (rua. será lavrado o Termo de Recolhimento (Anexo “H”). data e hora dos fatos. III . a título de posse provisória. CAPÍTULO XIII Do Extravio. será avaliada a responsabilidade civil (culpa ou dolo) ao término do feito investigatório. Furto ou Roubo de Arma de Fogo de Porte Pertencente à PMBA.comunicar o fato à UEE. Parágrafo único. roubada ou furtada deverá: I . para uso policial militar ou particular.descrição de como ocorreram os fatos. II . será procedida.anexar boletins de ocorrência (BOPM e BOPC). vinculada a processo em andamento ou findo. a) concluindo que o militar estadual (que assinou o Termo de Responsabilidade – Anexo “F”) não estava em serviço quando da perda da arma. O militar estadual com restrição de uso de arma de fogo que se recusar a entregar sua arma particular à autoridade policial-militar competente terá o seu porte de Arma de Fogo revogado. arrolando testemunhas. o possuidor deverá comunicar imediatamente o ocorrido ao seu Comandante. . CAPÍTULO XII Das Armas Apreendidas e à Disposição da Justiça Art. bairro. Ocorrendo extravio. de arma de fogo produto de apreensão e à disposição da Justiça. independentemente de culpa ou dolo. sendo tal ato publicado em BIO ou BIR. sem prejuízo de outras medidas cabíveis. roubo ou furto. O órgão da PMBA que expedir o laudo médico deverá encaminhar uma cópia deste para a última OPM do militar estadual inativo ou à OPM detentora de seu Assentamento Individual. Art. Art. a qual se incumbirá de fazer os registros necessários e comunicar ao SIGMA. b) se for comprovado que a perda da arma ocorreu em serviço. Fica vedada a carga. de arma de fogo objeto de carga pessoal. Estado etc.).90 AGEPOL/CENAJUR . Art. civil e disciplinar. em até 3 (três) meses. nas suas formas simples ou qualificadas. A OPM detentora da arma da PMBA extraviada. Quando do recolhimento da arma particular do militar estadual nas situações descritas nos artigos anteriores deste Capítulo. Art. 39. 41. para que seja procedida tal revogação.instaurar feito investigatório para a apuração da responsabilidade penal.A Revolução Cultural na Polícia Parágrafo único. 37. nº. devendo ser entregue a familiar ou a representante legal do militar estadual uma cópia desse documento. devendo-se observar o previsto no artigo 3º das Disposições Transitórias desta Portaria. 40. a contar da solução do feito investigatório. a devida indenização à Fazenda Pública estadual. ato que deverá ser publicado em BGO ou BGR. além de se fazer os registros pertinentes na Circunscrição Policial. As OPMs que tiverem militares estaduais na situação mencionada no caput deste artigo deverão encaminhar documentação à UEE.

CAPÍTULO XIV Do Extravio. No caso de transferência de propriedade de arma por venda.Fabiano Samartin Fernandes 91 c) encontrada a arma. o disposto na alínea “d” deste artigo. neste caso. CAPÍTULO XV Da Aquisição de Armas de Fogo. o militar estadual somente poderá adquirir outra. Parágrafo único. será lavrado o termo de exibição e apreensão. Quando do roubo. publicando-se tais alterações em BIR. dentro do limite fixado nesta Portaria. furto ou extravio. pertencente a militar estadual. extravio.Estatuto do Desarmamento . Furto ou Roubo de Arma de Fogo de Porte Particular Art. podendo as aquisições desses materiais ser feitas mediante a apresentação ao lojista de documento de identidade pelo próprio comprador (Oficiais ou Praças). bem como quando da recuperação da arma particular do militar estadual.duas armas de caça de alma raiada ou duas de tiro ao alvo. depois de comprovado o fato perante a autoridade policial-militar competente. Ocorrendo roubo. Além do previsto no artigo 34 desta Portaria. O militar estadual.duas armas de porte. para a devida destinação. ou de sua perda por inutilização. 46. II . independentemente de autorização. não se aplicando. fato que será publicado em BIR. Art. respeitado o limite de 6 (seis) armas de fogo de uso permitido. proibidas a menores de 18 (dezoito) anos. e) nos casos em que a arma recuperada. Art. Munições e Coletes SEÇÃO I Dos Limites de Aquisição e Propriedade de Armas de Fogo Art. remetendo-se cópia da planilha de alteração de cadastro de arma de fogo (Anexo “B”) à UEE. não apresentar condições de uso na atividade policial-militar. a OPM do militar estadual também deverá ser comunicada sobre a recuperação da mencionada arma. cabendo à UEE fazer a atualização do cadastro desta arma. além de ser feito o devido registro na Circunscrição Policial competente. permuta ou doação. com calibre menor ou igual a 6 mm e que atiram setas metálicas. d) após a reinclusão da arma ao patrimônio da PMBA. 43. 42. espingardas ou carabinas de pressão por mola. Art. balins ou grãos de chumbo. III . . esta será encaminhada à SFPC/6. de acordo com o disposto nas normas para controle de material bélico das polícias militares e corpos de bombeiros militares. 45. o fato deverá ser comunicado imediatamente a seu comandante e publicado em BIR. será procedido o devido estorno do valor descontado ao militar estadual incurso na alínea “b” deste artigo. 44. furto ou roubo. Não há limite na quantidade de pistolas. à UEE comunicará o fato ao SINARM. depois de periciada pela UEE. poderá ter a propriedade: I . furto ou extravio de arma de fogo.duas armas de caça de alma lisa.

Ao assinar o pedido de autorização para adquirir arma e/ou munições ou colete. A aquisição de armas de fogo. 48. apenas 1 (uma) arma de porte e munição. devendo tal publicação ser transcrita nos assentamentos individuais dos militares estaduais adquirentes. “f ” e “g” do inciso I. cor. O pagamento da arma. conforme Anexo “I”. nº de fabricação. nome do adquirente.os Oficiais. b) uma arma de caça de alma raiada (para caça ou esporte): carabina ou rifle. calibre ou sistema. com 2 (dois) ou mais anos de serviço na PMBA e. nível de proteção balística. as características das armas (espécie. c) uma arma de caça de alma lisa (para caça ou esporte): espingarda ou toda arma congênere de alma lisa de qualquer modelo. Autorizadas as aquisições. “b” e “c” do inciso II. 47. munição ou colete será de responsabilidade do interessado.os Cabos e Soldados inativos poderão solicitar autorização para adquirir. o seu pleno conhecimento do contido nesta Portaria. bienalmente. país de origem. b) alíneas “a”. Art. na indústria. modelo. poderão solicitar autorização para adquirir. apenas 01 (uma) arma de porte e munição para uso exclusivo em sua segurança pessoal. “c”. No Certificado de Propriedade de Colete Balístico deverá constar os seguintes dados: I – do artigo 9º desta Portaria: a) alíneas “a”. número da nota fiscal e data de aquisição) ou munição (quantidade e calibre) e expedirá o Certificado de Propriedade de Colete Balístico (CPCB). para uso exclusivo em sua segurança pessoal. conforme o Anexo “J”. marca. o Certificado de Aquisição de Arma de Fogo. os entendimentos para pagamentos processar-se-ão diretamente entre a indústria produtora ou seu representante legal e os interessados. 50. Art. capacidade de tiro. à vista ou por outra forma de pagamento estabelecida pelo fabricante. 51. . conforme o Anexo “A”. munições e coletes na indústria obedecerá ao que se segue: I .os Soldados. Subtenentes e Sargentos.92 AGEPOL/CENAJUR . III . atendidas as prescrições legais e respeitado o limite estabelecido no artigo 46 desta Portaria. “d”. quantidade de camadas. Recebidos os coletes. no mínimo. e o CRAF. Art. as características do colete (marca. citando o Posto/Graduação. “b”. II . tamanho e material). também. matrícula. 49. o militar estadual deverá formalizar. no comportamento “Bom”. comprimento do cano. 52. acabamento. Art. na indústria. número de série.A Revolução Cultural na Polícia Art. na indústria: a) uma arma de porte (arma curta ou de defesa pessoal): revólver ou pistola. as armas e/ou munições pela UEE. quantidade e sentido das raias. Parágrafo único. poderão solicitar autorização para adquirir. O militar estadual inativo poderá solicitar autorização para aquisição de armas ao DA. Art. calibre. modelo. esta fará publicar a aquisição em BGR.

instrutor de tiro. SEÇÃO II Dos Limites para Aquisição de Munições Art.os militares estaduais. b) uma arma de caça de alma raiada (para caça ou esporte): carabina ou rifle. 56. III – a inscrição “De acordo com o R-105”. A aquisição de arma de fogo diretamente na indústria dar-se-á somente pela UEE. A quantidade máxima de munição que poderá ser adquirida no comércio.Estatuto do Desarmamento . 57. A aquisição de munição ficará limitada ao calibre correspondente à(s) arma(s) registrada(s) ou à arma que o militar estadual possua como carga individual. 53. poderá adquirir será regulada por norma própria do Comando do Exército. O limite para aquisição de coletes. de: a) uma arma de porte (arma curta ou de defesa pessoal): revólver ou pistola. c) uma arma de caça de alma lisa (para caça ou esporte): espingarda ou toda arma congênere de alma lisa de qualquer modelo. poderão solicitar aquisição no comércio. c) tamanho. Para aprimoramento e qualificação técnica. anualmente. por um mesmo militar estadual é de 50 (cinqüenta) cartuchos carregados a bala. calibre ou sistema. anualmente. Art. para arma de porte de uso restrito. SEÇÃO III Do Limite para Aquisição de Coletes na Indústria Art. podendo este realizar nova aquisição somente no último ano de validade do colete em uso. . b) marca. 54. conforme cronograma estabelecido pelo DAL.Fabiano Samartin Fernandes 93 II – características do colete balístico com a indicação de: a) número. g) material. será de 1 (um) exemplar por militar estadual. f) cor. 55. atendidas as prescrições legais e respeitado o limite estabelecido no artigo 46. h) nível de proteção balística. anualmente. A quantidade máxima de munição que poderá ser adquirida na indústria. 58. d) quantidade de camadas. na indústria. Art. A aquisição de armas de fogo no comércio obedecerá ao que se segue: I . por um mesmo militar estadual será de 50 (cinqüenta) cartuchos para arma de porte de uso permitido. Art. mediante autorização do Comando do Exército. a quantidade de cartuchos e munição que cada militar estadual ou atirador policial-militar. Parágrafo único. e) modelo. Art.

caso não tenha sido paga totalmente. 60. 59. obsoletos ou imprestáveis. O DAL preparará expediente a ser assinado pelo Comandante-Geral. 62. emitirá a Autorização para Aquisição no Comércio de Colete Balístico de Uso Permitido (Anexo “N”). que receberá o Certificado de Aquisição de Arma de Fogo. com 6 (seis) vias do “Anexo XXVII” do R .encaminhamento de uma cópia do mesmo documento à UEE. neste caso. de acordo com o modelo constante do Anexo “M”. a contar da data de expedição e somente para as quantidades de produtos controlados nela especificados. ao Comando de Operações Terrestres (COTER) e à Região Militar onde a fábrica produtora estiver sediada. Art. Art. 61. e serão retiradas pelo militar estadual adquirente. munições. caso já tenha ocorrido o pagamento. Art. Munições ou Coletes na Indústria Art.105. na UEE.94 AGEPOL/CENAJUR . 63. 65. Munições e Coletes de Uso Permitido no Comércio Art. sendo que 4 (quatro) vias seguirão com o expediente. o DAL providenciará: I .105. expedido pela UEE. 64. A listagem dos pedidos de aquisição será remetida pela OPM à UEE. por intermédio de ofício. solicitando autorização para aquisição de arma ao Comandante da 6ª Região Militar (6ª RM). 66. Art. As armas adquiridas serão entregues pela Indústria. excedentes. Art. deverá encaminhar a solicitação de autorização para aquisição (Anexo “L”) ao Comandante-Geral. a destinação prescrita na Portaria Ministerial que regula o destino de armas. devidamente numerado. O militar estadual. o qual. O pedido de aquisição será firmado em documento individual. Toda arma não retirada pelo adquirente. tendo. conforme modelo constante do Anexo “L”. para elaboração da relação a que se refere o “Anexo XXVII” do Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). decorridos 6 (seis) meses da data de seu cadastramento na UEE. por intermédio de requerimento padrão dirigido ao Comandante-Geral da PMBA. aprovando.A Revolução Cultural na Polícia SEÇÃO IV Das Formalidades para Aquisição de Armas de Fogo.remessa. ou recolhida à Organização Militar competente do Exército. Art. de cópia do “Anexo XXVII” do R . terá validade de 30 (trinta) dias. para adquirir no comércio especializado colete balístico de uso permitido. . terá o CRAF cancelado e será reincluída no estoque da indústria. II . Obtida a autorização da 6ª RM. explosivos e petrechos apreendidos. SEÇÃO V Da Aquisição de Armas de Fogo. expedida pelo Comandante-Geral. A autorização para aquisição de armas e/ou munições no comércio. conforme Anexo “J”.

68. será este cancelado. o respectivo CRAF. tendo. II . responsável pelo controle.preenchimento das 4 (quatro) vias do formulário para Cadastro de Arma de Fogo. 69. observando-se os requisitos do artigo 52 desta Portaria.pedido de autorização para aquisição. as seguintes exigências: I . em seguida. 71. neste segundo caso. IV . Art. e Portarias de nºs 4 e 5 – D Log. conforme Anexo “P”. conforme Anexo “P”. SEÇÃO VI Das Formalidades para Aquisição de Armas de Fogo e Munições no Comércio Art. pelo militar estadual. 70. conforme Anexo “P”. também. a destinação prescrita na Portaria Ministerial que disciplina o assunto. a UEE deverá providenciar a publicação da aquisição da arma de fogo. de 08/03/01. decorridos 6 (seis) meses da data de expedição do CRAF. Art.Estatuto do Desarmamento . Após o recebimento da arma de fogo pelo militar estadual. nos limites e prazos fixados nesta Portaria. aos militares estaduais. CRAF e Nota Fiscal). Art. expedirá o Certificado de Propriedade (Anexo “I”). será autorizada após satisfeitas. no que couber. retirado por representante da firma vendedora. Art.expedição do CRAF pela UEE. conforme Anexo “O”. Previamente à expedição do CRAF. este procederá à conferência referente à documentação da aludida arma e. para confrontação física das características alfanuméricas da arma de fogo com os dados da documentação apresentada. observando-se os requisitos do artigo 52 desta Portaria. conforme modelo constante do Anexo “L”. A OPM do militar estadual que adquirir munição no comércio deverá proceder à publicação desse ato em BIR.apresentação ao vendedor. em face da sua situação irregular e será reincluída no estoque da loja. A compra e venda de armas e munições. 67. A aquisição de armas de fogo por militares estaduais que sejam caçadores. juntamente com a documentação expedida (publicação em BGR. caso já tenha ocorrido o pagamento. por intermédio de requerimento padrão endereçado ao Comandante-Geral. deverá apresentá-la ao Oficial de sua Unidade. caso não tenha sido paga totalmente. A UEE. colecionadores e atiradores obedecerá às regras estabelecidas pelo Comando do Exército. após providenciar a publicação. especialmente pela Portaria de nº 24 .DMB. deverá ser apresentado. de 25/10/00. em BGR.Fabiano Samartin Fernandes 95 Parágrafo único. conforme Anexo “P”. a) para comprar munição. 72. em BGR. ou será recolhida à Organização Militar competente do Exército. juntamente com a 1ª via da Nota Fiscal. da aquisição de colete balístico no comércio. III . da autorização (Anexo “M”) e da sua Cédula de Identidade Funcional. Art. firmado em documento individual. Toda arma de fogo não retirada na loja pelo adquirente. que só então providenciará a entrega da arma de fogo e do documento de registro para o adquirente. .

73. V – ao Aluno-Oficial. quando ocorrer transferência de arma de fogo de uso restrito. ainda. constar dos seus assentamentos sanção disciplinar pelos motivos elencados nos itens 3 e 4 do § 2º do artigo 25 desta Portaria. II . entre militares estaduais. III – que estiver respondendo a feito investigatório no âmbito administrativo (sindicância. quando tal transferência ocorrer entre militares estaduais ou entre militar estadual e cidadão civil. pela prática de infração penal cometida com violência.de autoridade policial-militar. II – que estiver cumprindo pena restritiva de direito ou privativa de liberdade. a critério do Comandante-Geral. processo penal ou processo penal-militar por fato transgressional ou delituoso no qual se envolveu utilizando arma de fogo. para aquisição de arma de fogo diretamente na Indústria. § 1º. VI – ao Soldado. VII – ao militar estadual reformado por motivos disciplinares ou. deverão ser feitas imediatamente. devidamente autorizadas. de munições e de colete pertencente a militar estadual deverá ser precedida de autorização (Anexo “Q”). no comportamento “Bom”. . III . obedecendo aos procedimentos estabelecidos para o cadastro.A Revolução Cultural na Polícia CAPÍTULO XVI Das Restrições para Aquisições de Armas de Fogo e Munições Art. Art. ameaça ou contra a incolumidade pública. Munições e Coletes Art. devidamente motivadas. ainda que tenha sido decretado o “sursis” ou livramento condicional. As transferências de propriedade de arma de fogo de uso permitido.96 AGEPOL/CENAJUR . IV – que não se encontre. no mínimo. quando ocorrer a transferência de arma de fogo de uso permitido e/ou munições e colete. munições ou colete balístico. antes de completar 2 (dois) anos de efetivo serviço. inquérito policial-militar.de autoridade policial-militar. adquiridos diretamente na indústria. entre militar estadual e cidadão civil. nos últimos 2 (dois) anos. adquiridos no comércio. ou entre militares estaduais. Não será autorizada a transferência de propriedade de arma de fogo. CAPÍTULO XVII Da Transferência de Propriedade de Armas de Fogo. entre militar estadual e o cidadão civil. conforme Capítulo XVIII desta Portaria. VIII – que atinja o limite. inquérito policial. 74. ou. processo disciplinar sumário ou processo administrativo disciplinar). A transferência de propriedade de arma de fogo. 75. de arma de fogo de uso permitido registrada diretamente no SFPC/6ªRM. É vedada a expedição de autorização para aquisição de armas de fogo por militar estadual nos seguintes casos: I – que estiver afastado do serviço policial-militar por problemas psíquicos ou que estiver sob prescrição médica de proibição ou recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo. antes de completar 1 (um) ano de efetivo serviço.de autoridade militar do SFPC/6ªRM. salvo situações excepcionais. quando ocorrer a transferência de arma de fogo de uso permitido e/ou munições e colete comprados diretamente na indústria. observando-se o seguinte: I . ainda.

80.Fabiano Samartin Fernandes 97 § 2º. Parágrafo único. Art. na indústria. O Comandante-Geral analisará o pedido e. na condição de legatário ou herdeiro. e encaminhá-la a seu comandante imediato. exceção feita aos colecionadores. O Comandante-Geral é autoridade policial-militar competente para autorizar transferência de propriedade de armas de fogo de uso permitido. As transferências de propriedade de arma de fogo e/ou munições e coletes entre militares estaduais. . munições e coletes. este deverá satisfazer as exigências contidas no § 1º do artigo 76 desta Portaria e do artigo 12 do Decreto nº 5. receber arma de fogo deverá comunicar o fato por escrito à sua OPM.Estatuto do Desarmamento . CAPÍTULO XVIII Da Aquisição e da Transferência de Propriedade de Armas de Fogo e Munições de Uso Restrito Art. 83. 82. O militar estadual que. deverá confeccionar requerimento padrão. 78. encaminhará a documentação ao DAL. respeitado o limite permitido. para só então ter a posse da arma. O prazo para a transferência de propriedade de colete adquirido diretamente na indústria é de 1 (um) ano. Art. Para a aquisição de arma de fogo ou munições de uso restrito. 81. Art. solicitando as providências necessárias para cadastramento e regularização na UEE. Art. seja o adquirente civil ou militar estadual. pois somente após tal providência esta poderá ser entregue ao novo proprietário. justificando o motivo pelo qual necessita da referida arma. visando a autorizar a aquisição. tais materiais serão entregues ao militar estadual por meio da 6ª RM. deverá observar o prazo mínimo de 4 (quatro) anos para sua transferência de propriedade. amparado pela legislação pertinente. para que se providencie expediente à 6ª RM. 79. se estiver de acordo. comprada diretamente na indústria. Art. Feita a aquisição da arma de fogo e/ou das munições de uso restrito. o militar estadual. 76. os quais deverão regularizar a situação na 6ª RM. 77. constando o número do novo registro da arma. Art. Art. juntando o formal de partilha ou o alvará judicial. ou entre militar estadual e cidadão civil – neste último caso. bem como o número do cadastro no SINARM. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso permitido. quando permitido – serão publicadas em BGR. nos termos dos incisos II e III deste artigo. A UEE somente poderá cadastrar arma de fogo objeto de transferência de um cidadão civil para militar estadual se devidamente registrada no órgão policial competente e com o respectivo número do SINARM. registrando-a previamente na Polícia Federal.123/2004. Quando o adquirente de arma de fogo for cidadão civil.

O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso restrito poderá adquirir até 50 (cinqüenta) cartuchos do calibre da mencionada arma por ano. deve ser identificada pela numeração e pelo Brasão da Polícia Militar. Parágrafo único. o militar estadual deverá fazer o registro da ocorrência na Circunscrição Policial competente e confeccionar expediente relatando o ocorrido. o extravio.cópia do registro da arma. CAPÍTULO XIX Prescrições Diversas Art. além de fazer o registro na Circunscrição Policial competente. 86. Art. o furto. caso favorável. Quando ocorrer a transferência de propriedade da arma de fogo de uso restrito. 91. A transferência de propriedade da arma de fogo de uso restrito somente poderá ser efetuada após a avaliação pelo Comandante-Geral e. Ocorrendo a aquisição. bem como de seu documento de registro. . O extravio.123/2004. 88.cópia da identidade funcional. este fato deverá ser comunicado à UEE. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. o roubo ou a transferência de propriedade de arma de fogo de uso restrito. Parágrafo único. Art. via cadeia de comando. Art. os mesmos procedimentos descritos no caput deste artigo devem ser realizados. Art. § 2º.A Revolução Cultural na Polícia § 1º. no SIGMA. II . este fato deverá ser publicado em BGR. a qual atualizará seu banco de dados e encaminhará o expediente à 6ª RM. patrimônio da PMBA. à autoridade policial-militar expedidora. Art. endereçando-a ao seu comandante imediato. para que seja cadastrada em seu banco de dados. O pedido de transferência da arma será enviado à 6ª RM com os dados do adquirente que. O militar estadual proprietário de arma de fogo de uso permitido comunicará. bem como a sua recuperação. 85. dependerá de autorização do Comando do Exército. O militar estadual deverá encaminhar. Caso a arma de fogo de uso restrito e/ou seu documento de registro sejam localizados. de imediato. que providenciará remessa à UEE. 84. Art. furto ou roubo de arma de fogo de uso restrito. Toda arma de fogo de porte. anexando cópia do boletim de ocorrência. 87. O registro da referida arma será feito pelo Comando do Exército e o seu cadastro. 90. Ocorrendo extravio. furto ou roubo de Autorização de Carga de Arma de Fogo (ACAF) deverá ser comunicado pelo responsável. 89. deverá satisfazer as exigências do artigo 12 do Decreto nº 5. devendo anexar em seu pedido: I . furto ou roubo do CRAF.98 AGEPOL/CENAJUR . a cópia do registro da arma de fogo de uso restrito à UEE. para que a UEE possa expedir a 2ª via desse documento. Art. à sua OPM o extravio. se for cidadão civil.

deverá guardá-la em local seguro ou deixá-la na reserva de armas de uma OPM. os dados identificadores do possuidor contemplado. será controlada observando-se o seguinte: I . quando em locais de exposição. O possuidor que não efetuar a retirada da arma de fogo no período acima será responsabilizado disciplinarmente. conforme os anexos “A” e “C”. principalmente de crianças e adolescentes.os registros relativos à carga de arma de fogo da PMBA por militares estaduais serão lançados no Sistema Integrado de Recursos Humanos (SIRH) e guardados pela Administração durante o período de 5 (cinco) anos. na impossibilidade. Art. . no qual se lançarão. com as assinaturas do almoxarife e do possuidor. exceção feita quando se tratar de evento organizado por repartição federal. retirando-a imediatamente depois de cessado o motivo. É obrigação do militar estadual. O DAL deverá providenciar a impressão da Autorização para Porte de Arma de Fogo para Inativos e do Certificado de Propriedade de Colete Balístico. quando então será comunicada à OPM a qual serve o possuidor. Art. O possuidor deve sempre ter a arma consigo e. 94. 95. evitando que fique ao alcance de terceiros. sucessivamente. modelo PM. A arma de fogo deixada nas condições do caput deste artigo somente será guardada por 8 (oito) dias. respectivamente. § 1º. o policial militar deverá possuir documentação comprobatória do extravio. com autorização da 6ª RM e designação de responsável. sendo suspensa a sua Autorização para Carga de Arma de Fogo pelo período de 3 (três) meses. Os Comandantes.Fabiano Samartin Fernandes 99 Parágrafo único. Enquanto não for expedido o documento mencionado no caput deste artigo. da arma de fogo e do período que esta ficará sob responsabilidade do militar estadual. providenciando. A carga pessoal de arma de fogo. estadual ou municipal. que conterá termo de abertura e de encerramento. II . § 2º. Art. 97. 92.registro em livro tipo Ata. ou em sistema eletrônico confiável. As definições referentes à legislação e de interesse da fiscalização militar estão apresentadas no Anexo “R” desta Portaria. Art.Estatuto do Desarmamento . Art. guardar a arma de fogo com a devida cautela. 93. bem como o número da autorização para carga. a confecção dos impressos de CRAF e ACAF. 96. Art. proprietário e/ou possuidor de arma de fogo de uso permitido. Diretores ou Chefes de OPM deverão providenciar a permanência de militar(es) estadual (ais) na segurança de material bélico da PMBA. pertencente ao patrimônio da PMBA. salvo se estiver fardado e mediante a prévia apresentação da identidade funcional aos responsáveis pela segurança daquelas instituições. 98. É proibido o acesso de militar deste Estado portando armas de fogo no interior dos estabelecimentos bancários. ou não quiser ou não puder portá-la. observado o disposto nos modelos anexos a esta Portaria. também. Art. contados a partir da data do último lançamento.

1º. aplicandose. 2º. 99. a partir daí. conforme Anexo “A”. Diretores ou Chefes de OPM deverão providenciar para que as armas de fogo provenientes das situações previstas no artigo 39 desta Portaria.br. O Instituto de Ensino e o DAL. em prazo razoável. como depositários fiéis.org. 3º. A inobservância ao disposto na presente Portaria sujeitará o infrator às sanções disciplinares cabíveis. dentro do prazo de 30 (trinta) dias. que são formulários que servem para facilitar os trâmites burocráticos. . Os Comandantes. deverão. Diretores e Chefes de OPM deverão. Antônio Jorge Ribeiro de Santana – Cel PM Comandante-Geral Observação: Insta registrar que esta Portaria possui 18 (dezoito) anexos.100 AGEPOL/CENAJUR .agepol.A Revolução Cultural na Polícia Art. DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. Art. expedir aos militares estaduais autorizados a ter carga pessoal de arma de fogo pertencente à PMBA nova ACAF. observado o disposto no Capítulo VII desta Portaria. as sanções cabíveis. As normas baixadas por esta Portaria não se aplicam aos militares estaduais da reserva não remunerada. no prazo de 3 (três) meses da publicação desta Portaria. sejam devolvidas à origem. sem prejuízo de outras cominações legais que couberem ao caso. 100. por ocasião da inserção de novos armamentos no patrimônio desta Corporação. Os Comandantes. 4º. A UEE deverá. que estejam em posse da OPM ou de militares estaduais. Art. expedir novo CRAF aos militares estaduais proprietários de arma de fogo. Art. Art. dentro da esfera de suas atribuições. padronizando os procedimentos relativos ao uso da arma de fogo. no prazo de 6 (seis) meses da publicação desta Portaria. providenciar a capacitação dos militares estaduais quanto à utilização dos mencionados armamentos. Os anexos encontram-se disponíveis no site www. conforme Anexo “C”. a contar da publicação desta Portaria.

Fabiano Samartin Fernandes 101 3ª Parte JURISPRUDÊNCIA .Estatuto do Desarmamento .

102 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia .

Relator Min. art. Policial Militar fora de serviço . C.Agressão praticada por soldado. valendo notar que a prisão data de 14 de julho de 2004 e até aqui somente a pena de dois anos e seis meses de reclusão está sujeita a modificação no grau revisional. IMPROPRIEDADE. Relator Min.I CONSTITUCIONAL. DJ 25/05/2006. (. § 6º. 37. 06. HC 87314-MG.F. ADMINISTRATIVO.. p.e condenados à pena de dois anos e seis meses de reclusão. mas na qualidade de agente público. pendente recurso interposto contra o decreto condenatório. O que o artigo 393 do Código de Processo Penal estabelece como efeito da sentença condenatória recorrível .. a esta altura. PRISÃO EM FLAGRANTE.. da C.826/2003 (. com a utilização de arma da corporação militar: incidência da responsabilidade objetiva do Estado. 1. nesse caso. § 6º. não conhecido. Publiquem.. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. A rigor. de 22. ou seja. alcançando-se. . a execução precoce. para cumprimento nos termos da fundamentação apresentada e tendo em conta a prisão decorrente da sentença condenatória do Juízo da Nona Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte . Em síntese.F. Expeçam os alvarás de soltura com as cautelas próprias.Fabiano Samartin Fernandes 103 Prisão Provisória. 3.193-6. Decisão 13/05/2006) Responsabilidade Civil do Estado. CARLOS VELLOSO) . MARCO AURÉLIO.826/2003.) Concluo ser a sentença em que foram condenados pelo tipo do artigo 14 da Lei nº 10. de dezembro de 2003 . em regime semi-aberto. os pacientes. Princípio da Presunção de Inocência DECISÃO SENTENÇA CONDENATÓRIA. (RTJ 170/631. foram absolvidos do crime de quadrilha .405. não obstante fora do serviço. prolatada no Processo nº 024. 4. da Constituição Federal . 5. LIMINAR DEFERIDA. o cerceio à liberdade de ir e vir dos pacientes decorre de pena imposta e.a conservação do réu na prisão . inciso LVII. estão presos como se a culpabilidade já fosse incontroversa e.E. I. é de asseverar que se dá...Minas Gerais. de custódia preventiva.04.Estatuto do Desarmamento . O que deve ficar assentado é que o preceito inscrito no art. Colham o parecer da Procuradoria Geral da República. . a absolvição. na espécie.não se coaduna com os novos ares constitucionais. (STF. até mesmo.porte de arma de fogo.artigo 288 do Código Penal . com o disposto no artigo 5º.“ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. não exige que o agente público tenha agido no exercício de suas funções.) 2. Da mesma forma que o Juízo não acolheu a imputação concernente ao crime de quadrilha. não houvesse recurso ainda sem julgamento.R. foi na condição de policial-militar que o soldado foi corrigir as pessoas. A manutenção dos pacientes sob a custódia do Estado transparece contrária à ordem jurídica. para chegar à prisão. Colho da inicial que os pacientes foram denunciados por crimes previstos nos artigos 288 do Código Penal e 14 da Lei nº 10. Concedo a liminar pleiteada. ou seja. Não se trata. ante a imputação relativa à Lei nº 10. II. bem como ao pagamento de vinte dias-multa. é possível o sucesso da apelação da defesa. CONTINUIDADE DA CUSTÓDIA. 37. portanto. mesmo porque.826. No Juízo.

O paciente.. no artigo 5º do corpo permanente da Carta. imputou-se-lhe o crime de formação de quadrilha e de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e também de uso restrito. PRECEDENTE (RTJ 170/631). QUE. preso em flagrante em 20 de dezembro de 2004. segundo o qual.826/2003. POLICIAL MILITAR. LIMINAR DEFERIDA. conforme a condição do réu . Na inicial. MESMO ASSIM. Evoca a Lei nº 9. ART. Na espécie. CAUSANDO A MORTE DE PESSOA INOCENTE. NA ESPÉCIE. denegado. Os jurisdicionados contam com o direito à decisão do processo em tempo razoável. (STF. Policial Militar fora de serviço . Em síntese. EM SEU PERÍODO DE FOLGA E EM TRAJES CIVIS. “a todos.303/96. RECONHECIMENTO. NA ESPÉCIE. foi denunciado em 30 imediato como incurso nos artigos 288. 37. (. ter-se-á a passagem de quinhentos e vinte e dois dias. (. noticia-se haver sido designado o dia 26 de maio de 2006 para audição de testemunhas da acusação. DA RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO. COM APOIO NA APRECIAÇÃO SOBERANA DO CONJUNTO PROBATÓRIO. p. PRETENSÃO DO ESTADO DE QUE SE ACHA AUSENTE. DE QUE O USO E O PORTE DE ARMA DE FOGO PERTENCENTE À POLÍCIA MILITAR ERAM VEDADOS AOS SEUS INTEGRANTES NOS PERÍODOS DE FOLGA. do Código Penal e 14 e 16 da Lei nº 10..104 AGEPOL/CENAJUR . RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. o inciso LXXVIII. a revelar o prazo de oitenta e um ou cento e vinte dias para o encerramento da instrução criminal. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. . PRECEDENTES ESPECÍFICOS EM TEMA DE RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. RE 291035SP. Interrogado após noventa e um dias da prisão preventiva. 1. Decisão 28/03/2006) Prisão Provisória. motivou idêntica medida perante o Superior Tribunal de Justiça. com a Emenda Constitucional nº 45 restou confirmada. acompanhada dos documentos de folha 19 a 68. o impetrante argúi o transcurso de trezentos e cinqüenta e seis dias. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. após a preventiva e sem audição das testemunhas de acusação. EXCESSO DE PRAZO. O NEXO DE CAUSALIDADE MATERIAL. CONFIGURAÇÃO.II RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO (CF. EFETUA DISPARO COM ARMA DE FOGO PERTENCENTE À SUA CORPORAÇÃO. esclarecendo-se que. 104. Não fora a legislação comum bem como os pactos subscritos pelo Brasil nesse sentido. em cuja sessão de julgamento ficou vencido o relator. CELSO DE MELLO. Relator Min. essa mesma visão. a persistir a custódia. parágrafo único. inserindo-se. no âmbito judicial e administrativo. no campo pedagógico.A Revolução Cultural na Polícia Responsabilidade Civil do Estado. Excesso de Prazo DECISÃO PRISÃO EM FLAGRANTE. NÃO OBSTANTE RECONHECIDO PELO TRIBUNAL “A QUO”.se preso ou em liberdade..) Na petição de folhas 77 e 78.) 2.. § 6º). havendo o Código de Processo Penal fixado prazos para os atos processuais. DJ 06/04/2006. os dados coligidos pelo impetrante e demonstrados mediante peças são conducentes a concluir-se pelo extravasamento de prazo que possa ser tido como razoável para o desfecho do processo. ajuizou habeas no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia que. INADMISSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E FATOS EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA.

caso não estejam o paciente e os co-réus sob a custódia do Estado por motivo diverso daquele da prisão retratada no auto de folha 43 a 55. Inobstante haja previsão legal de proibição da concessão de liberdade provisória no caso de cometimento dos crimes tipificados nos arts. em face do princípio constitucional da inocência presumida. 2. prejudicado: expedição de alvará de soltura. razão pela qual pressupõe. HC 87550-BA. 3. (STJ. de acordo com os requisitos do art. p. REsp 768235-BA. da S.826/2003). DJ 05/06/2006. PREJUDICIALIDADE EM RELAÇÃO A UM DOS PACIENTES. 4. 2. a demonstração de elementos objetivos.u. Pedido de concessão de liberdade provisória para o paciente A. prima facie. Contando o processo com as peças indispensáveis à compreensão da matéria. Cumpram-se os alvarás com as cautelas próprias. 312 da Lei Processual Penal. presente a motivação exposta e. Juízo e Tribunal a quo. In casu. Mesmo para os crimes em que há vedação expressa à liberdade provisória. Recurso desprovido. que implica sacrifício à liberdade individual. LIBERDADE PROVISÓRIA. Relator Min. mantido a prisão por conta da gravidade do delito e da proibição legal apenas. DJ 07/03/2006.826/03. p. se faz necessária a análise in concreto. portanto. colha-se o parecer da Procuradoria Geral da República. remanesce a necessidade de fundamentação concreta para o indeferimento do pedido. Decisão 02/05/2006. 16 a 18 da Lei 10. da Lei dos Crimes Hediondos e a das Organizações Criminosas. com o compromisso de comparecer a todos os atos processuais. 5. 312 DO CPP. ILEGALIDADE.Fabiano Samartin Fernandes 105 (. NEGATIVA DE AUTORIA. indicativos dos motivos concretos autorizadores da constrição. Órgão Julgador: Quinta Turma) Porte Ilegal de Arma de Fogo.II HABEAS CORPUS.) 3. considerado o Processo nº 002/2005 da Vara Criminal da Comarca de Seabra/Bahia. MARCO AURÉLIO. p.I RECURSO ESPECIAL. 853. Liberdade Provisória . VEDAÇÃO LEGAL DE LIBERDADE PROVISÓRIA. ausentes os motivos ensejadores da custódia cautelar.. DA LEI Nº 10. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. DJ 13/02/2006. INDEFERIMENTO. PROCESSUAL PENAL. v. Decisão 13/12/ 2005. (STJ. NECESSIDADE. quando não houver demonstrada a necessidade da segregação. A prisão provisória é medida cautelar extrema e excepcional. HC 46194PE. 5. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. Decisão 18/02/2006) Porte Ilegal de Arma de Fogo.. 1. O trancamento da ação penal é medida excepcional. REQUISITOS DO ART. concedendo a ordem em parte para que o outro paciente seja colocado em liberdade. tendo.Estatuto do Desarmamento .. Liberdade Provisória . PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. Habeas corpus conhecido em parte. se por outro motivo não estiver preso. como é o caso do Estatuto do Desarmamento. 06. Publique. a atipicidade da conduta ou a negativa de autoria. Relatora Ministra LAURITA VAZ.u.. (STF. somente admitida quando constatada. Concedo a liminar para determinar a expedição de alvará de soltura em benefício do paciente e dos co-réus que se encontrem em idêntica situação. prestigiando-se. a regra constitucional da liberdade em contraposição ao cárcere cautelar. Órgão Julgador: Sexta Turma) . J. 4. 1. 16. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO (ART. v. Constrangimento ilegal configurado 3. Relator Min. PROCESSUAL PENAL. 313. PRISÃO EM FLAGRANTE. HÉLIO QUAGLIA BARBOSA. a teor da jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. assim.

DJ 13/02/2006. Relator Min. atendendo aos termos do art. PARÁGRAFO ÚNICO. Órgão Julgador: Quinta Turma) Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito. Não se vislumbra ilegalidade na medida constritiva.u. Decisão 22/03/2005. 16 do Estatuto do Desarmamento. GILSON DIPP. Acrescente-se. nos termos do voto do Relator. A simples alegação judicial de gravidade genérica do delito. A gravidade do delito. do Código de Processo Penal. crime para o qual o art. podem ser suficientes para motivar o encarceramento provisório como garantia da ordem pública.826/03. 21 DO ESTATUTO DO DESARMAMENTO.156/SP. devendo o juízo discorrer sobre os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal. de qualquer dos motivos autorizativos previstos no art. 2. 1. HC 47522-SP. 312. seja assegurado ao paciente o benefício da liberdade provisória. IMPOSSIBILIDADE. conferiu validade à decisão judicial cassada pelo Tribunal a quo e proferida pelo Juízo de Direito da Comarca de São Roque. 3. do CPP. PERICULOSIDADE DO AGENTE. AUSÊNCIA DE CONCRETA FUNDAMENTAÇÃO PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA PROVISÓRIA. Hipótese em que o recorrido foi denunciado nas penas do inciso IV do parágrafo único do art. Ordem concedida para que. em conformidade com as exigências legais.. se demonstrado que a segregação foi mantida de maneira devidamente fundamentada pelo Juiz de primeiro grau. que concedeu o benefício da liberdade provisória ao paciente. DJ 18/04/2005. EM SEDE DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. devidamente fundamentada. REsp 702870-SP. 21 da mesma lei veda a concessão da liberdade provisória. II. em razão da ausência. 16. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E PORTE ILEGAL DE ARMAS. v. p. mediante condições a serem estabelecidas pelo juízo processante. VEDAÇÃO DO ART. LIBERDADE PROVISÓRIA. Decisão 06/12/2005.. PROCESSUAL PENAL.I CRIMINAL. (STJ. com a conseqüente expedição do alvará de soltura.u. (STJ. CUSTÓDIA CAUTELAR. IV. GRAVIDADE DO DELITO. III. 312. na hipótese. v. bem como a periculosidade do agente. Necessidade de Fundamentação da Prisão Cautelar . praticado pelo paciente não é fundamento suficiente a ensejar a manutenção de sua custódia cautelar. IV. PELO TRIBUNAL A QUO. de natureza hedionda. sem prejuízo de eventual decretação de custódia cautelar. RESP. que o Superior Tribunal de Justiça. e da jurisprudência dominante. RECURSO PROVIDO. no Estado de São Paulo. I. no julgamento do HC nº 30. p. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ainda.106 AGEPOL/CENAJUR . 839. Recurso provido. Necessidade de Fundamentação da Prisão Cautelar .II . Relatora Ministra LAURITA VAZ. restabelecida a decisão judicial de primeiro grau. PRECEDENTES DO STJ. ART. Órgão Julgador: Quinta Turma) HABEAS CORPUS. LIBERDADE PROVISÓRIA DEFERIDA PELO JUÍZO PROCESSANTE E CASSADA.A Revolução Cultural na Polícia Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito. se por outro motivo não estiver preso. 385. DA LEI 10.

. Alberto [et al]..A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva. Relator Min.Fabiano Samartin Fernandes 107 CONSTITUCIONAL. p. todavia. com ou sem fiança (art. nos moldes do art. 1. Consoante entendimento pacificado nesta Egrégia Corte. p. consoante informações prestadas pela Vara de Origem. LXVI). LIBERDADE PROVISÓRIA. (RESP 351889-AM. 285-6). vedá-la de modo absoluto. Liberdade Provisória . LAURITA VAZ. di-lo expressamente (art. PRISÃO EM FLAGRANTE. 2 . RECURSO NÃO CONHECIDO. com ou sem fiança. a imposição de prisão cautelar. 5º. CRIME HEDIONDO. o Juízo processante já proferiu sentença condenatória. DJ 04/08/2003. AUSENTES REQUISITOS DA PRISÃO PREVENTIVA.II Liberdade Provisória .072/90. como ocorre com os crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia” (STJ – 6ª T – RHC 2556-0 – j. PRECEDENTES. (STJ. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. DECRETAÇÃO DE PRISÃO CAUTELAR. 00356.1993 – Rel.. POSSIBILIDADE. O fundamento único da configuração de crime hediondo ou afim. que. Nenhuma sanção penal ou processual penal é aplicada sem interesse público. v. Relator Min. nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva. Decisão 24/06/ 2003. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. . PROCESSUAL PENAL. parágrafo único do CPP. presunção de inocência. razão pela qual não cabe. v. NÃO IMPOSIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. nesta via especial. A liberdade provisória. seja demonstrada também a necessidade da prisão. A Constituição da República impõe à lei admitir a liberdade provisória. haja vista princípios constitucionais regentes da matéria (liberdade provisória. FERNANDO GONÇALVES. 08. 2. LIBERDADE PROVISÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. então. Recurso especial não conhecido. Quando a lei maior restringe institutos. não é impeditivo da liberdade provisória. isoladamente. VIA ESPECIAL. LIBERDADE PROVISÓRIA. porém. Decisão 22/08/2000. Código de Processo Penal.III PROCESSUAL PENAL. onde não foi imposta pena privativa de liberdade.). 3 . Inconstitucional. Ademais. 3. sem qualquer outra demonstração de real necessidade. não justifica a manutenção da prisão em flagrante.Estatuto do Desarmamento . 1 . Faz-se mister. 5º. Liberdade Provisória ..03.u. 299. etc.. p. sendo indispensável que estejam presentes os pressupostos autorizadores da prisão preventiva.Recurso não conhecido. RESP 243893-SP. XLIII). Órgão Julgador: Quinta Turma). pode depender do poder discricionário (não arbitrário) do juiz.I RECURSO ESPECIAL. DJ 11/09/2000. Órgão Julgador: Sexta Turma). INTERESSE PÚBLICO. SUPERVENIÊNCIA DE DECRETO CONDENATÓRIO.u. a segregação provisória não se justifica unicamente pelo fato imputado estar elencado como crime hediondo.O fato de tratar-se de crime hediondo. Luiz Vicente Cernicchiaro apud SILVA FRANCO. A liberdade provisória é compulsória quando a lei garante ao indiciado ou réu defender-se em liberdade. 310. ao lado da configuração idealizada pela Lei nº 8.

Abolitio Criminis Temporalis do Crime Posse Irregular de Arma de Fogo PENAL. etc. devem ser prudentemente observados. Notifique-se o Ministério Público. cinge-se que o acusado é policial militar e foi preso portando arma de fogo sem o devido registro. 3. que alterou o marco inicial da abolitio criminis temporalis originalmente prevista no Estatuto do Desarmamento. mas que avaliados no contexto constitucional de excepcionalidade da prisão cautelar. ora representado pelo Bel. Diante das razões expostas e da ausência de comprovação suficiente do perigo que o denunciado oferece à ordem pública. não pode ser aplicada de forma retroativa. 2. Pedido de Liberdade Provisória. DPJ 15. criou verdadeira abolitio criminis temporalis para os tipos incriminadores relacionados à posse de arma de fogo. 4. verifica-se tratar de pedido de liberdade provisória em favor do réu em epígrafe. 32). deram provimento ao apelo. Quinta Câmara Criminal.884/04. 6. POSSE DE ARMA EM RESIDÊNCIA: SE O FATO SE DEU DURANTE ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA DE CRIME NÃO SE . elementos que isoladamente não asseguram a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. ABOLITIO CRIMINIS TEMPORALIS. É de ser sopesado que o réu é primário. DESDE A CASA DO AGENTE. 1100593-0/2006. POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE NUMERAÇÃO SUPRIMIDA. Tendo em conta os indícios até então disponíveis nos autos. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. Vistos.A Revolução Cultural na Polícia Policial Militar. Expeça-se alvará de soltura. 1. Por maioria. mediante termo de comparecimento a todos os atos do processo. tornando-se imperioso conceder liberdade provisória ao indigitado indiciado. Os motivos ensejadores de decreto segregatório não estão presentes. ESTATUTO DO DESARMAMENTO (L. Intimem-se. ainda que de procedência ilícita. 8ª Vara Crime da Comarca de Salvador-BA. 10. (Apelação Crime Nº 70014288385. Tribunal de Justiça do RS. 08 de junho de 2006. ATIPICIDADE DA CONDUTA. 5. A posse irregular de arma de fogo. residência fixa e ocupação definida. possui bons antecedentes. FABIANO SAMARTIN FERNANDES. Porte Ilegal de Arma de Fogo.826/03). defiro o pedido supracitado. Salvador. 2.2006). (Processo n. O Estatuto do Desarmamento. não é conduta típica.108 AGEPOL/CENAJUR . no período de 23/12/2003 a 23/10/2005. Liberdade Provisória Despacho: 1. Julgado em 05/ 04/2006). Precedentes da Corte Superior. A Lei 10.06. 3. COM OBJETIVO DE SEPARAR BRIGA DE ANIMAIS ¿ AUSENTE QUALQUER POSSIBILIDADE DE DANO. sob pena de violação dos princípios da legalidade e da isonomia. Juiz de Direito Abelardo Paulo da Matta Neto. Compulsando os autos. Disparo de Arma de Fogo DISPARO DE ARMA DE FOGO: NÃO CARACTERIZA CRIME QUANDO O TIRO É DESFERIDO PARA O AR. ao conceder ao cidadão prazo certo para a entrega de qualquer armamento à Polícia Federal (art. O Ministério Público emitiu opinativo favorável ao pleito.

Conduta Atípica . Negaram provimento ao apelo ministerial (unânime). cujo porte não constitui crime autônomo e cuja utilização não se erigiu em causa especial de aumento de pena. 9437/97: atipicidade do fato: 1. por ora. ou a arma de brinquedo possam servir de instrumento de intimidação para a prática de outros crimes. falta à incriminação da conduta o objeto material do tipo.da faca à pedra e ao caco de vidro -. ATIPICIDADE DA CONDUTA.I PENAL. à luz do princípio de disponibilidade: (1) se o agente traz consigo a arma desmuniciada. 5. e interpretar o Direito. a pronta disponibilidade de munição: inteligência do art. convém frisar. de forma a proscrever a legitimidade da criação por lei de crimes de perigo abstrato ou presumido: basta.no sentido de não se exigir à sua configuração um resultado material exterior à ação . é preciso distinguir duas situações. para o seu acolhimento. particularmente. de logo. deram provimento ao apelo. À unanimidade. 10 da L. (Apelação Crime Nº 70014784326. Arma de Fogo sem Munição. Tribunal de Justiça do RS. Conduta Atípica . No porte de arma de fogo desmuniciada. Relator: Amilton Bueno de Carvalho. aceitá-los como princípios gerais contemporâneos da interpretação da lei penal. inevitavelmente. Julgado em 08/06/2005) Arma de Fogo sem Munição. de logo. de .que dá realce primacial aos princípios da necessidade da incriminação e da lesividade do fato criminoso . 3. também se podem utilizar outros objetos . desmuniciada e sem que o agente tivesse. O legislador não tem carta branca para criminalizar condutas sem qualquer lesividade social. O Direito não é pura forma. É raciocínio que se funda em axiomas da moderna teoria geral do Direito Penal. para elidir a incriminação do porte da arma de fogo inidônea para a produção de disparos: aqui.Fabiano Samartin Fernandes 109 CUIDA.Estatuto do Desarmamento . Para a teoria moderna . Tribunal de Justiça do RS. Até os mais ingênuos já perderam a ilusão de que é possível ler sem interpretar.II Arma de fogo: porte consigo de arma de fogo. (Apelação Crime Nº 70011545696. Relator: Amilton Bueno de Carvalho.o cuidarse de crime de mera conduta . nas circunstâncias. competindo ao julgador atentar para aspectos outros que não a mera literalidade da norma.pois é certo que. 4. sem chance de uso em arma qualquer. 2. Quinta Câmara Criminal. Quinta Câmara Criminal. O simples porte de munição. que hão de prevalecer sempre que a regra incriminadora os comporte. também é criar o Direito. ESTATUTO DO DESARMAMENTO. acatar a tese mais radical que erige a exigência da ofensividade a limitação de raiz constitucional ao legislador. os princípios bastam. Julgado em 10/05/2006). os comissíveis mediante ameaça . no entanto. mas tem a munição adequada à mão. PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO. como tal. Não importa que a arma verdadeira. pena de violação dos princípios da ofensividade e da razoabilidade. mas incapaz de disparar. não é necessário.não implica admitir sua existência independentemente de lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado pela incriminação da hipótese de fato. não configura crime. ao avesso da principiologia constitucional e da Teoria do Delito consagrada no Direito Penal contemporâneo. Na figura criminal cogitada.

SIMULACRO PARA COMETER CRIMES.286/2003 – Estatuto do Desarmamento – revogou expressamente a Lei n.º 9.437/1997 e. não há a imprescindível disponibilidade da arma de fogo. Relator Min. (STJ. por isso. que.O porte de munição desarmada. Prova.2004. constitucional e pela contramão ao precendente do STF que descriminalizou o crime de PORTE DE ARMA NÃO MUNICIADA. Processo Nº : 001. do devido processo legal substantivo e toda a ordem constitucional. ABOLITIO CRIMINIS. é forçoso reconhecer a abolitio criminis (art. . Arma de Brinquedo HABEAS CORPUS.isto é. como tal . porte ou detenção não autorizada de munição de uso permitido. Se assim não fosse.º 10. por afrontar vários princípios do direito penal. p. v.u. Decisão 25/05/2004. Relatora Ministra LAURITA VAZ. DJ 29/04/2005. ARMA DE BRINQUEDO. § 1º. 1. Porte Ilegal. ART. Absolvição. contrariar-se-iam os princípios da ofensividade ou lesividade.110 AGEPOL/CENAJUR . (2) ao contrário. RHC 81057-SP. DA LEI N. da intervenção mínima. HC 36725-SP.u. o eventual disparo. DJ 29/11/2004. em conseqüência. 30. Improcedência da denúncia. REVOGAÇÃO PELA LEI N. INCISO II.009198-3 Natureza : Ação Penal SENTENÇA PORTE ILEGAL DE MUNIÇÃO – Materialidade e autoria. p. por não existir na novel legislação qualquer conduta típica equivalente ao delito de uso de arma de brinquedo como simulacro para cometer crime. como artefato idôneo a produzir disparo . (STF.º 10. Órgão Julgador: Quinta Turma).º 9. tem-se arma disponível e o fato realiza o tipo.A Revolução Cultural na Polícia modo a viabilizar sem demora significativa o municiamento e. v.. Fato atipificador. se a munição não existe ou está em lugar inacessível de imediato. A Lei n. repele seja .826/2003. por não representar qualquer lesão ou perigo efetivo a qualquer objetividade jurídica. 2º do Código Penal).. Sentença considerando Inconstitucional a Criminalização do Porte de Arma de Fogo sem Munição EMENTA: Sentença que julga inconstitucional. o crime de porte de MUNIÇÃO DESARMADA. Decisão 21/10/2004.e.Apesar de comprovada a posse. considerada garantista dos direitos dos cidadãos. não se realiza a figura típica. Ordem concedida. Órgão Julgador: Primeira Turma) Abolitio Criminis. Inconstitucionalidade da lei. Inexistência de arma. .437/97. SEPÚLVEDA PERTENCE. 10. 2. in casu. não pode ser considerado crime. 363. in casu. descaracteriza-e como crime ante à ausência da arma de fogo.

ceder. pediu. 36/37). 66. que “teriam que tentar ratificar o auto de prisão em flagrante”. 62/65). transportar. vez que “ninguém consegue atirar ou matar apenas com as munições.ETC. previsto no art. adquirir. ainda não deflagradas. as partes nada requereram. Aberto o prazo para diligências (fls. o auto de apreensão e apresentação (fls. que haveria pouca iluminação no local e eles estariam distantes e os seus depoimentos seriam controverso. Vieram-me os autos conclusos para decisão. deter. acessório ou munição. O representante do Ministério Público. 14 da Lei Federal nº 10. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. 40v).826/03: Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido Art. que o fato não seja considerado crime. ofereceu Denúncia contra JOSÉ EVALDO GONÇALVES. empregar. por ter restado provados os fatos terem ocorrido tais quais narrados naquela peça. A Denúncia foi recebida no dia 14 de abril de 2004 (fls. Aduz a peça inicial que no dia 29 de março de 2004. contendo cinco munições de revólver do calibre 38. fornecer. preliminarmente. 57/59. com base no Inquérito Policial 013/04 (fls. Portar. que.Fabiano Samartin Fernandes 111 considerada crime conduta que não implique em lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado. Certidão positiva de antecedentes criminais do réu (fls. por ter violado o art. descriminalizou a conduta do porte de arma desmuniciada. Inclusive. ainda que gratuitamente. pediu pela condenação do réu nos termos da denúncia. Ainda. pelo excesso de prazo na instrução. 05/08). oficiante nesta unidade judiciária. Assim. Inquirição de 02 (duas) testemunhas da denúncia (fls. O representante do Ministério Público. 31/33). 24v). quanto ao mérito. A defesa.826/03. . Acompanha o inquérito policial. com rol de testemunhas. 27/28) e apresentou defesa prévia (fls. foi relaxada a prisão em flagrante e colocado o réu em liberdade. nas proximidades da “Feirinha” do Bairro do Jeremias. Ao réu é imputado o delito de porte não autorizada de munição de uso permitido. remeter. receber. por sua vez. 38). ter em depósito.Estatuto do Desarmamento . intactas”. pela absolvição. seria uma afronta à lógica e ao bom senso compreender de forma desvinculada para a munição desarmada. 04/16). ao final. também em alegações derradeiras (fls. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. diante de recente precedente jurispru¬dencial do Supremo Tribunal Federal. interrogado (fls. sem o devido acompanhamento do revólver”. Decisão. policiais militares abordaram e revistaram o acusado. pede. Às fls. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. encontrando em seu poder 05 (cinco) munições para revólver de calibre 38. expressamente (fls. ainda. É o Relatório. 14 da Lei Federal nº 10. nas suas alegações finais de fls. por argumentos similares. como peças importantes: o auto de prisão em flagrante delito (fls. diz que o testemunho foi apenas de policiais. 45/49 e 60/61). e multa. 40) e tacitamente (fls. 14. de uso permitido. respectivamente. O Ministério Público prescindiu das outras testemunhas arroladas e a defesa prescindiu da oitiva das suas. 02). emprestar. 14) de “um pedaço de plástico em forma de embrulho. O réu foi citado pessoalmente (fls. VISTOS.

etc. A Constituição Federal de 1988.. afrontando-se o princípio da lesividade. prévia e abstratamente o perigo.A Revolução Cultural na Polícia Quantos aos fatos. A presunção do perigo abstrato é juris et de jure. 135.. como revela a doutrina crescente. (. (.10 “O princípio da intervenção mínima. Sobre as vertentes do princípio da lesividade: “traduzem. Nesses crimes. como se verá. 253 etc. Tal “garantismo” é contundente no âmbito penal e processual penal. pois também que os crimes de perigo abstrato não dão amparo ao princípio da lesividade e ao princípio de intervenção mínima. na verdade. também não há a menção sobre o perigo.) O perigo abstrato é presumido juris et de jure. perigo não existe. resulta que em última análise. Friso que deixo de transcrever os trechos importantes dos depoimentos. ou seja. “Nos crimes de perigo. nem mesmo eventualmente. cuja vontade limita-se à criação da situação de perigo. como o auto de apreensão de fls. bem assim o caráter de extrema ratio (subsidiário) do direito penal” 9 . Perfeita a idéia traçada acima. 14. Outro elemento que considero interessante pode ser encontrado na seguinte definição: “Crime de perigo é que se consuma com a simples criação do perigo para o bem jurídico protegido. Neste prisma constitucional. o delito consuma-se com o simples perigo criado para o bem jurídico. . preconizando que a criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico. presumido pela norma que se contenta com a prática do fato e pressupõe ser ele perigoso (arts. Se outras formas de sanções ou de outros meios de controle social revelarem-se suficientes para a tutela deste bem.. 05/07). sobre as nulidades absolutas.112 AGEPOL/CENAJUR .) outras vezes refere-se ao perigo abstrato. As suas novas concepções demoraram e ainda não foram apreendidas pelo legislador infraconstitucional. 36/37) e a sua compatibilidade com a produzida na fase do inquérito policial (fls.. Isso é pacífico perante a prova dos autos.) Às vezes a lei exige o perigo concreto. como os “crimes de dano”. diante do tão amplo leque de direitos fundamentais que foram constitucionalizados sob a forma de garantias. Não precisa ser provado. pois a lei contenta-se com a simples prática da ação que pressupões perigosa”. Isso de vislumbra o questionamento hodiernamente existente sobre a coisa julgada13 .)”8 O garantismo vai diretamente ao encontro do crime de perigo abstrato neste ponto. mas também internacional. mas há indiscutível tendência do Direito em permitir a relativização de preceitos que até bem pouco tempo eram tidos como inabaláveis. “ao se presumir. não é de se aceitar a própria existência do “crime de perigo abstrato”.. aqueles que além de não gerarem dano. 28). que teimosamente permeia o ordenamento com elementos contrários às suas teses e princípios. A atual Carta Magna é até alcunhada de “garantista”. a prova dos autos não permite entender de forma contrária. de modo que se acaba por criminalizar a simples atividade. sendo o único elemento destoante a palavra do próprio réu (interrogatório de fls. (. a impossibilidade de atuação do Direito Penal caso um bem jurídico relevante de terceira pessoa não esteja sendo efetivamente atacado”. também conhecido como ultima ratio.. sem produzir um dano efetivo. a sua criminalização será inadequada e desnecessária”.. não querendo o ano. é de inarredável avanço legislativo não só em relação à legislação nacional anterior. pois o réu realmente estava portanto as 05 (cinco) munições apreendidas em seu poder. chamada “cidadã”. os depoimentos das testemunhas durante a instrução judicial (fls. orienta e limita o poder incriminador do Estado. pois. o elemento subjetivo é o dolo de perigo. posto que os considero inúteis aos deslinde desta ação.

possuir uma munição de uso permitido e a pena excessiva com a qual é punida. Segue trecho expressivo: “(. sem chance de uso por uma arma de fogo) assim como a posse de acessórios de uma arma. Assim. Apesar de ser mais conhecido pela sua vertente processual. Fiz. Pouco tempo depois. pois ela permite o questionamento das legislação e de atos administrativos. Não há um mínimo de proporcionalidade entre a conduta de portar. Desde que recebi a denúncia. comecei a pensar no caso em questão e as lógicas de raciocínio me pareceram extramente pertinentes e fáceis. A Suprema Corte Americana entende que tem direito a examinar qualquer lei e determinar se ela constitui um legítimo e nãoabsusivo exercício do poder estatal. verifica-se a existência de proporcionalidade entre a objetividade jurídica da norma. liberdade. propriedade. mas materialmente não configuram nenhum delito. grave ofensa à liberdade e ao Direito Penal constitucionalmente enfocado. segundo nosso juízo. como a vida. a liberdade e a propriedade. a sua face substantiva ou material é de extrema e pertinente utilização. tive a grata satisfação de ser surpreendido com a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal. e a inibição que causa aos direitos gerais do cidadão.. César Peluso. Sem dúvida.057-SP. outros destes derivados ou inseridos na Constituição. seja a vida.. com conteúdo substantivo . prolatou acórdão que em poucas palavras traz a perfeita essência do aspecto material do devido processo legal: “due process of law.não por surpresa.substantive due process . no Recurso Ordinário em Habeas Corpus nº 81. transcrevo trecho do voto do Min. O ministro do Supremo Tribunal Federal. Lembro que é uma pena mais acentuada que a do furto. pois sou sabedor de certos afinamentos de compreensão jurídica com ele. mais uma vez .) a munição desarmada (leia-se: munição isolada. quando também ausente a possibilidade imediata de municiá-la. quando há o prévio conhecimento dos elementos e definições que permeiam o caso. referindo-se ao voto do Min. que já tinha exposto seu entendimento sobre a impossibilidade de punição para a conduta de portar arma desmuniciada17 ou arma de brinquedo – de ver artigo do douto Luiz Flávio Gomes em que aborda os reflexos daquele julgamento do Pretório Excelso no caso de porte de munição desarmada19 . seu voto releva a necessidade de que o fato típico . por isso. deter. de receptação. não satisfaz ao devido processo legal.Estatuto do Desarmamento . de logo.Fabiano Samartin Fernandes 113 Outro princípio fundamental de direito vai de encontro à criminalização da munição desarmada é o devido processo legal15 . Holmes. que entendia pela descriminalização do porte de arma desmuniciada. essa lei. é desproporcional e. segundo W. inibindo que lei em sentido genérico ou ato administrativo ofendam os direitos do cidadão. uma correlação com a presente ação e. devem ser dotadas de razoabilidade (reasonableness) e de racionalidade (racinality). Por fim. um real substancial nexo com o objetivo que se quer atingir”. Não contam com nenhuma danosidade real. O devido processo material pede auxílio às regras do princípio da proporcionalidade para estabelecer critérios para coibir o excessivo uso da força Estatal na emissão de seus atos legislativos e executivos. o bem jurídico por ela tutelado. de dois a quatro anos de reclusão e multa. que ‘dá realce primacial aos princípios da necessidade e da lesividade do fato criminoso’. em especial. no sentido de que as leis devem ser elaboradas com justiça. Sepúlveda Pertence: “Apoiado na moderna concepção do Direito Penal. etc. Todas essas condutas acham-se formalmente previstas na lei (Estatuto do Desarmamento). devem guardar. São objetos (em si mesmos considerados) absolutamente inidôneos para configurar qualquer delito. do porte de entorpecentes. Qualquer interpretação em sentido contrário constitui. Carlos Velloso.constitui limite ao Legislativo. retornando à decisão do Supremo. O substantive due process of law tutela o direito material do cidadão. etc.

Em conseqüência. 386. do devido processo legal material. 25.Remeta-se o boletim individual à SSP-PB (art. 386. . em desatenção aos princípios da lesividade. em conseqüên¬cia.20 Tudo que foi dito gera reforça e. devem prevalecer sempre que os comporte a regra incriminadora”. 14 DA LEI 10.A Revolução Cultural na Polícia implique lesão efetiva ou potencial ao bem jurídico tutelado... com cópia da sentença. extirpada aquela norma.826/03. Registre-se e Intimem-se.114 AGEPOL/CENAJUR . perfeitamente aplicável a seguinte norma jurídica: Art.Oficie-se em resposta ao ofício de fls. JOSÉ EVALDO GONÇALVES. não pode ser considerada crime. ENTENDO INCONSTITUCIONAL O ART. comunicando o deslinde desta ação. Publique-se. caput. da Lei 10. 60.Transitado em julgado.. transcende a órbita do réu e enaltece o sentimento de justiça e de democracia pelo qual deve zelar o Poder Judiciário. entendidos como princípios gerais contemporâneos. IN CASU. desde que reconheça: (. Euler Paulo de Moura Jansen Juiz de Direito . ABSOLVER O ACUSADO. Ex positis.826/03. do CPC.) Lesividade e ofensividade. III. JULGO IMPROCEDENTE A PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL EXPRESSA NA DENÚNCIA. embasa que uma conduta como o porte de munição desarmada. desarraigada à lesão efetiva ou potencial de qualquer bem jurídico. Campina Grande.Arquivem-se os autos com baixa. permanecendo inalterada esta decisão: . à medida que zela pela legitimidade e congruência do ordenamento jurídico. Assim. 02. da prática do crime previstos no art.826/03. 809 do CPP).. De logo. ante a absolvição. Isso é tendência de nosso direito e já foi mostrado caso similar quando foi exigido o perigo concreto para a direção de veículo automotor sem habilitação legal – assunto pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça (Informativos 15 e 71). A importância desta sentença. na forma do art. independente do trânsito em julgado: . ainda que se trate de crime de mera conduta (. . Sem Custas. para. da intervenção mínima do direito penal. mencionando a causa na parte dispositiva. 09 de setembro de 2004.Providencie-se a remessa da munição apreendida para a Corregedoria Geral de Justiça. de interpretação da lei penal. na forma do art. 14 da Lei Federal nº 10.) III – não constituir o fato infração penal. atento ao que dos autos consta e aos princípios de Direito aplicáveis à espécie. QUE TRATA DA CONDUTA DE PORTAR MUNIÇÃO DESARMADA. O Juiz absolverá o réu. qualificado às fls. ao mesmo tempo.

que dispõe sobre registro. 2005. posse e comercialização de armas de fogo e munição. in coleção jurídica Tudo que o policial precisa saber.Fabiano Samartin Fernandes 115 BIBLIOGRAFIA ANDREUCCI. 2006. São Paulo-SP: Saraiva. BRASIL. posse e comercialização de armas de fogo e munição.br] CAPEZ.. Estatuto do Desarmamento . publicado em 02/07/2004. 2004. Paulo Alves. Salvador-BA: AGEPOL/ CENAJUR. Daniela. sobre o Sistema Nacional de Armas . Ricardo Antônio. de 22 de Dezembro de 2003. Estatuto do Desarmamento Anotado. Regulamenta a Lei no 10. publicada em 23/12/2003. São Paulo-SP: Editora de Direito. HOHLENWERGER. .SINARM e define crimes. Prisão Provisória e Liberdade Processual. sobre o Sistema Nacional de Armas . Fernando. FRANCO. [Extraído do site http://www.826. FERNANDES.826. 2005. Porte de Arma.presidencia.Estatuto do Desarmamento . São Paulo-SP: Saraiva. 1ª ed.SINARM e define crimes. SalvadorBA: AGEPOL/CENAJUR. 3ª ed. Fabiano Samartin. Abuso de Autoridade. 2005.. de 22 de dezembro de 2003.gov. Lei no 10. Diário Oficial da União.123. [Extraído do site http://www. Decreto no 5.gov. Compêndio 04. in coleção jurídica Tudo que o policial precisa saber. de 1o de julho de 2004. dispõe sobre registro.br] BRASIL. Compêndio 02. Diário Oficial da União.presidencia. Legislação Penal Especial.

A Nova Lei das Armas de Fogo. César Dario Mariano da.htm]. São Paulo-SP: Millennium. Dispõe sobre o registro e o porte de arma de fogo na Polícia Militar e dá outras providências. São Paulo-SP: Saraiva.116 AGEPOL/CENAJUR . 2005. 2005. 3ª ed. Introdução Crítica ao Processo Penal.ba.gov. de 07 de setembro de 2005. Rio de JaneiroRJ: Editora Forense. SILVA. Estatuto do Desarmamento. SILVA.. QUEIROZ. 2ª ed. . PMBA.. Direito Penal . [Extraído do site http://www. 2005.pm. Paulo. Rio de JaneiroRJ: Lumen Juris. 2004. Portaria no 035-CG. José Geraldo da.br/legislacao.A Revolução Cultural na Polícia LOPES JR. Aury.Parte Geral.

Estatuto do Desarmamento . Madre de Deus 8. Itaparica 6.Fabiano Samartin Fernandes 117 MUNICÍPIOS COM COBERTURA JURÍDICA DA AGEPOL/CENAJUR TOTAL: 111 MUNICÍPIOS Região metropolitana (11 cidades) 1. Juazeiro 2. Santa Bárbara 16. Salvador 2. Vera Cruz Região de Feira de Santana (21 cidades) Dra. Araçás 4. Alagoinhas 2. Ipecaetá 11. Uauá . São Sebastão do Passé 10. Irará 10. Pojuca Região de Juazeiro (10 cidades) Dra. Pedrão 13. São Gonçalo dos Campos 18. Crisápolis 7. Amari 3. Feira de Santana 2. Cardeal da Silva 5. Casa Nova 5. Lauro de Freitas 7. Santo Estevão 17. Entre Rios 8. Maragogipe 13. Mata de São João 12. Silvialetícia Costa do Monte Tel: (75) 3423 5053 / 9971 5298 1. Camaçari 3. Sobradinho 10. Santonopólis 19. Inhambupe 10. São Francisco do Conde 9. Coração de Maria 9. Amélia Rodrigues 3. Conceição da Feira 6. Diana Dalva de Carvalho Tel: (74) 3611 8059 / 8811 1171 1. Andorinha 3. Curaça 6. Itanagra 11. Anguera 4. Candeias 4. Tanquinho Região de Alagoinhas (13 cidades) Dra. Dias D´Ávila 5. Senhor do Bonfim 9. Conceição do Jacuípe 8. Petrolina/PE 8. Marcelly Ferreira Farias Tel: (75) 3223 8214 / 9134 4817 1. Antônio Cardoso 5. Simões Filho 11. Esplanada 9. Serrinha 21. Muritiba 14. Riachão do Jacuípe 15. Jaguarari 7. Catu 6. Campo Formoso 4. Ipirá 12. Conceição do Coité 7. Serra Preta 20.

Presidente Tancredo Neves 16. Nilton de Sena Oliveira Tel: (73) 3525 5903 / 9141 2627 1. Nazaré 14. Nova Itarana 27. Henrique Régis César Tel: (75) 3631 2470 / 9981 9522 1. Lafaiete Coutinho 21. Delmiro Gouveia/AL 3. Santo Antônio de Jesus 2. Jitaúna 20. Nova Ibiá 26. Manoel Vitorino 23. Conceição de Almeida 6. Mutuípe 13. Cruz das Almas 7. Wenceslau Guimarães www. Planaltino 28. Taperoá 21. Paulo Afonso 2. Itaquara 14. Itiruçu 16. Ipiaú 17. São Felipe 19. Muniz Ferreira 12. Apuarema 4. Teolândia 22. Amargosa 3. Valença Região de Paulo Afonso (3 cidades) Dra. Santa Terezinha 18. Itagiba 13. Lajedo do Tabocal 22.agepol. Ediane Araújo Pereira Tel: (75) 3282 1666 / 9192 1666 1. Gandú 10.org. Castro Alves 5. Nilo Peçanha 15. Aiquara 3. Milagres 25. Aratuípe 4. Maracás 24. Lage 11. Ubatã 30. Jequié 2.118 AGEPOL/CENAJUR .A Revolução Cultural na Polícia Região de Sto Antônio de Jesus (23 cidades) Dr. Varzedo 23. Santa Inês 29. Jaguaripe 10. Cravolândia 8. Governador Mangabeira 8. Glória Região de Jequié (30 cidades) Dr. Jaguaquara 19. Salinas 17. Sapeaçu 20. Dário Meira 9. Brejões 7. Itamari 15. Itagi 12. Boa Nova 6.br . Irajubá 18. Itatim 9. Barra do Rocha 5. Ibirataia 11.

Estatuto do Desarmamento .Fabiano Samartin Fernandes 119 .