RAZÃO
A PALAVRA RAZÃO
A Filosofia se realiza como conhecimento racional
da realidade natural e cultural, das coisas e dos
seres humanos;
Ela confia e também desconfia na razão.
A PALAVRA RAZÃO
A palavra razão origina-se de duas fontes: a
palavra latina ratio e a palavra grega logos;
logos, ratio ou razão significam pensar e falar
ordenadamente, com medida e proporção, com
clareza e de modo compreensível para outros;
A PALAVRA RAZÃO
Razão é a capacidade intelectual para pensar e
exprimir-se correta e claramente, para pensar e
dizer as coisas tais como são. A razão é uma
maneira de organizar a realidade pela qual esta
se torna compreensível. É, também, a confiança
de que podemos ordenar e organizar as coisas
porque são organizáveis, ordenáveis,
compreensíveis nelas mesmas e por elas mesmas,
isto é, as próprias coisas são racionais.
PRINCÍPIOS DA RAZÃO
Princípio da identidade: a condição Princípio da não-contradição:
para que definamos as coisas e afirma que uma coisa ou uma idéia
possamos conhecê-las a partir de que se negam a si mesmas se
suas definições. autodestroem, desaparecem, deixam
de existir. Afirma, também, que as
coisas e as idéias contraditórias são
Princípio do razão suficiente (ou impensáveis e impossíveis.
causalidade):
afirma que tudo o que existe e tudo o
que acontece tem uma razão (causa Princípio do terceiro-excluído: define
ou motivo) para existir ou para a decisão de um dilema - “ou isto ou
acontecer, e que tal razão (causa ou aquilo” - e exige que apenas uma das
motivo) pode ser conhecida pela nossa alternativas seja verdadeira
razão
IDADE MODERNA E
ABALOS NA RAZÃO
Princípio da indeterminação: o princípio da razão
suficiente é válido para os fenômenos
macroscópicos, enquanto o princípio da
indeterminação é válido para os fenômenos em
escala hipermicroscópica;
A teoria da relatividade: as leis da Natureza
dependem da posição ocupada pelo observador,
isto é, pelo sujeito do conhecimento e, portanto,
para um observador situado fora de nosso sistema
planetário, a Natureza poderá seguir leis
completamente diferentes.
IDADE MODERNA E
ABALOS NA RAZÃO
Concepções antropológicas: a palavra razão é
européia e ocidental, parece difícil falarmos numa
outra razão, que seria própria de outros povos e
culturas. Precisa=se reconhecer a “nossa razão” e a
“razão deles”, que se trata de uma outra razão e não
da mesma razão em diferentes graus de uma única
evolução;
Noção de ideologia: A razão, em lugar de ser a
busca e o conhecimento da verdade, poderia ser um
poderoso instrumento de dissimulação da realidade,
a serviço da exploração e da dominação dos
homens sobre seus semelhantes.
IDADE MODERNA E
ABALOS NA RAZÃO
Noção de inconsciente: a razão é muito menos
poderosa do que a Filosofia imaginava, pois nossa
consciência é, em grande parte, dirigida e
controlada por forças profundas e desconhecidas
que permanecem inconscientes e jamais se tornarão
plenamente conscientes e racionais. A razão e a
loucura fazem parte de nossa estrutura mental e de
nossas vidas e, muitas vezes.
ATIVIDADE RACIONAL
Razão Intuitiva ou intuição: consiste num único ato do espírito, que, de
uma só vez, capta por inteiro e completamente o objeto. A intuição é uma
visão direta e imediata do objeto do conhecimento, um contato direto e
imediato com ele, sem necessidade de provas ou demonstrações para
saber o que conhece;
Atividade racional discursiva: percorre uma realidade ou um objeto
para chegar a conhecê-lo, isto é, realiza vários atos de conhecimento até
conseguir captá-lo. A razão discursiva ou o pensamento discursivo chega
ao objeto passando por etapas sucessivas de conhecimento, realizando
esforços sucessivos de aproximação para chegar ao conceito ou à
definição do objeto.
ATIVIDADE RACIONAL
Razão Intuitiva ou intuição: consiste num único ato do espírito, que, de
uma só vez, capta por inteiro e completamente o objeto. A intuição é uma
visão direta e imediata do objeto do conhecimento, um contato direto e
imediato com ele, sem necessidade de provas ou demonstrações para
saber o que conhece;
Atividade racional discursiva: percorre uma realidade ou um objeto
para chegar a conhecê-lo, isto é, realiza vários atos de conhecimento até
conseguir captá-lo. A razão discursiva ou o pensamento discursivo chega
ao objeto passando por etapas sucessivas de conhecimento, realizando
esforços sucessivos de aproximação para chegar ao conceito ou à
definição do objeto.
RAZÃO INTUITIVA
Intuição sensível ou empírica: o conhecimento direto e imediato das
qualidades sensíveis do objeto externo: cores, sabores, odores, paladares,
texturas, dimensões, distâncias, além de estados internos ou mentais:
lembranças, desejos, sentimentos, imagens.
Intuição intelectual: o conhecimento direto e imediato dos princípios da
razão (identidade, contradição, terceiro excluído, razão suficiente), das
relações necessárias entre os seres ou entre as idéias, da verdade de uma
idéia ou de um ser.
Intuição emotiva ou valorativa: trata-se daquela intuição na qual,
juntamente com o sentido ou significação de alguma coisa, captamos
também seu valor.
RAZÃO DISCURSIVA
Dedução: consiste em partir de uma verdade já conhecida (seja por
intuição, seja por uma demonstração anterior) e que funciona como um
princípio geral ao qual se subordinam todos os casos que serão
demonstrados a partir dela.
Indução: parte de casos particulares iguais ou semelhantes e procura-se a
lei geral, a definição geral ou a teoria geral que explica e subordina todos
esses casos particulares. A definição ou a teoria são obtidas no ponto final
do percurso.
Abdução: é a busca de uma conclusão pela interpretação racional de
sinais, de indícios, de signos.
INATA? ADQUIRIDA?
Inatismo
Inatismo platônico:
Nascemos com a razão e as idéias verdadeiras, e a Filosofia nada mais
faz do que nos relembrar essas ideias;
Conhecer é recordar a verdade que já existe em nós; é despertar a razão
para que ela se exerça por si mesma.
Inatismo cartesiano:
As idéias inatas são inteiramente racionais e só podem existir porque já
nascemos com elas;
“Penso, logo existo”;
Por serem simples, as idéias inatas são conhecidas por intuição e são elas
o ponto de partida da dedução racional e da indução, que conhecem as
idéias complexas ou compostas.
Empirismo
A razão, a verdade e as ideias racionais são adquiridos por
nós através da experiência;
Sensopercepção;
As ideias, trazidas pela experiência, isto é, pela sensação, pela
percepção e pelo hábito, são levadas à memória e, de lá, a
razão as apanha para formar os pensamentos;
Filósofos: David Hume, Francis Bacon, John Locke, George
Berkeley.
PROBLEMAS DO INATISMO E
EMPIRISMO
Inatismo Empirismo
Desafios com a mudança das ideias Desafio com a impossibilidade do
consideradas universais e verdadeiras conhecimento objetivo da realidade.
ao longo do tempo; Se as ciências são apenas hábitos psicológicos
A ideia de justiça política platônica, de associação de percepções e ideias, então
envolvendo a dominação de classes não possuem verdade nem objetividade.
sociais, foi questionada por filósofos A ciência torna-se uma ilusão, incapaz de
que defendem a igualdade entre os alcançar a realidade objetiva.
cidadãos. Implicações na compreensão da causalidade e
da natureza do conhecimento científico.
SOLUÇÃO KANTIANA
Não existem ideias inatas;
A experiência não é causa das ideias, mas é a ocasião para que a razão,
recebendo a matéria ou o conteúdo, formule as ideias;
A estrutura da razão é inata e universal, enquanto os conteúdos são
empíricos e podem variar no tempo e no espaço, podendo transformar-se
com novas experiências e mesmo revelarem-se falsos, graças a
experiências novas.
SOLUÇÃO KANTIANA
Não existem ideias inatas;
A experiência não é causa das ideias, mas é a ocasião para que a razão,
recebendo a matéria ou o conteúdo, formule as ideias;
A estrutura da razão é inata e universal, enquanto os conteúdos são
empíricos e podem variar no tempo e no espaço, podendo transformar-se
com novas experiências e mesmo revelarem-se falsos, graças a
experiências novas.
FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
Fenomenologia:
A razão é uma estrutura da consciência que produz conteúdos independentemente
da experiência.
O "mundo" ou "realidade" consiste em significações ou sentidos produzidos pela
consciência.
Essas significações são universais, necessárias e impessoais, constituindo as
essências ou sentido objetivo da realidade.
A fenomenologia não investiga os conteúdos psicológicos individuais, mas sim as
essências das experiências, como a memória, imaginação, sensação e percepção.
Ela busca descrever o sentido ou essência desses fenômenos, independente das
experiências pessoais.
As respostas a essas perguntas formam as significações ou essências que a razão
utiliza para dar sentido à realidade.
FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
Escola de Frankfurt ou Teoria Crítica:
Razão instrumental ou razão técnico-científica: está a serviço da exploração e da
dominação, da opressão e da violência;
Razão crítica ou filosófica: reflete sobre as contradições e os conflitos sociais e
políticos e se apresenta como uma força liberadora;
Cada nova forma da racionalidade é a vitória sobre os conflitos das formas
anteriores, sem que haja ruptura histórica entre elas;
Mudanças sociais, políticas e culturais determinam mudanças no pensamento, e
tais mudanças são a solução realizada pelo tempo presente para os conflitos e as
contradições do passado;
A razão não determina nem condiciona a sociedade, mas é determinada e
condicionada pela sociedade e suas mudanças.
FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
Estruturalismo:
Enfatizava a análise das estruturas presentes em diferentes sistemas (como
linguagem, sociedade, teorias científicas), sem se preocupar com a mudança
temporal dessas estruturas
Cada estrutura nova da razão surge de forma descontínua e possui um sentido
próprio, válido apenas para ela;
Em cada época de sua história, a razão cria modelos ou paradigmas explicativos
para os fenômenos ou para os objetos do conhecimento, não havendo
continuidade nem pontos comuns entre eles que permitam compará-los. Agora, em
lugar de um processo linear e contínuo da razão, fala-se na invenção de formas
diferentes de racionalidade, de acordo com critérios que a própria razão cria para
si mesma.