0% acharam este documento útil (0 voto)
33 visualizações33 páginas

Doenças Degenerativas da Coluna Vertebral

A Doença Degenerativa da Coluna Vertebral afeta uma significativa parte da população brasileira, com dor lombar sendo a principal causa de aposentadoria por invalidez. As condições incluem degeneração discal, estenose, instabilidade e hérnias de disco, cada uma com suas causas, sintomas e intervenções fisioterapêuticas específicas. O tratamento envolve técnicas como fortalecimento, alongamento e mobilização, visando aliviar a dor e melhorar a função da coluna.

Enviado por

letsf2022
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
33 visualizações33 páginas

Doenças Degenerativas da Coluna Vertebral

A Doença Degenerativa da Coluna Vertebral afeta uma significativa parte da população brasileira, com dor lombar sendo a principal causa de aposentadoria por invalidez. As condições incluem degeneração discal, estenose, instabilidade e hérnias de disco, cada uma com suas causas, sintomas e intervenções fisioterapêuticas específicas. O tratamento envolve técnicas como fortalecimento, alongamento e mobilização, visando aliviar a dor e melhorar a função da coluna.

Enviado por

letsf2022
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Janaísa Ferreira Filho

Jessica do Couto Rodrigues


Letícia Fernandes Pinheiro
Sarah Silva Soares

DOENÇA
DEGENERATIVA DA
COLUNA
VERTEBRAL
Degeneração; Estenose; Instabilidade;
Herniações dos vários Segmentos
Estima-se que pelo menos 40% da população brasileira adulta
economicamente ativa, apresenta ou já apresentou dor lombar.

Dor nas costas de natureza idiopática (M-54), definida pelos


critérios da CID-10, foi a primeira causa de aposentadoria
previdenciária por invalidez em 2007.

A terceira principal causa de aposentadoria: M-47 (espondilose), M-


48 (estenose da coluna vertebral), M-50 (transtornos dos discos
cervicais),
O que é a Doença Degenerativa da Coluna
Vertebral?
Hérnia de Disco;
O termo genérico engloba múltiplas
doenças, as quais são fruto de um
Estenose Espinhal;
conjunto de alteração sofridas pelos
corpos vertebrais, articulações entre
as vértebras, e pelos discos Espondilolistese;

intervertebrais (desidratação e
hérnia de disco) ao longo da vida. Discopatia discal;
DISCO
INTERVERTEBRAL

FORMA
HIDRATAÇÃO Contornos discais
regulares e definidos
ALTURA
O núcleo apresenta-se com alto sinal homogêneo
nas sequências ponderadas em T2 e baixo em T1,
devido ao conteúdo rico em moléculas hidrofílicas,
como os glicosaminoglicanos que permeiam fibras
colágenas. O anel fibroso externo é disposto em
lâminas concêntricas ricas em colágeno,
mostrando-se com baixo sinal em T1 e T2

Imagem axial de ressonância magnética ponderada em T2 do disco intervertebral


Normal x Patológico

Imagem axial de ressonância magnética Imagem axial de ressonância nuclear magnética


ponderada em T2 do disco intervertebral ponderada em T2 mostrando herniamento discal-
deslocamento do núcleo pulposo no sentido postero-
lateral.
DEGENERAÇÃO DISCAL OU DISCOPATIA
DEGENERATIVA
Alteração na hidratação do núcleo pulposo, tornando menos elástico e menos
resistênte as forças que agem sobre ele.
Absorção e dissipação de cargas transmitidas entre os segmentos da coluna é
comprometido (ânulo fibroso, núcleo pulposo e placa terminal).

ETIOLOGIA
Envelhecimento -> desidratação.
Fatores ambientais: macro e microtraumas e tabagismo.
Fator genético: polimorfismo do gene recpetor da vitamina D ( O gene VDR contém
muitos polimorfismos intragênicos associados com a densidade óssea e a formação
do osteófito)
Classificação da degeneração discal – Pfirrmann
ESTENOSE VERTEBRAL

Diminuição do espaço disponível para os elementos neurais ou vasculares na coluna.

A estenose do canal vertebral é secundária às alterações degenerativas dos elementos


subjacentes;

Na coluna lombar pode causar a compressão de uma ou mais raízes da cauda equina.

Etiologia
Estenose congênita
Estenose adquirida: hipertrofia óssea e alterações ligamentares.
Lesões iatrogênicas pós traumáticas, metabólicas e tumorais.
Imagem sagital, ponderada em T2, de ressonância magnética
mostrando estenose do canal vertebral nos níveis C3-C4, C5-
C6 e C6-C7
Imagem axial de tomografi a
computadorizada de coluna vertebral
lombar (janela para partes moles)
mostrando severa estenose de canal
vertebral, com hipertrofia das facetas
articulares
INSTABILIDADE DA COLUNA VERTEBRAL
Presença de movimentos anormais entre as vertebras decorrentes de um
desequilíbrio entre os elementos que mantêm a estabilidade da coluna.

SISTEMA ESTABILIZADOR DA COLUNA RESPOSTA A DISFUNÇÃO:


subsistema passivo: vertebras, Compensação imediata e bem sucedida
capsula articular, discos e pelos outros subsistema= FUNÇÃO
ligamentos NORMAL
subsistema ativo: musculos e Compensação a longo prazo de um mais
tendões subsistemas= Função normal PORÉM
subsistema neural: nervos, com alteração do sistema estabilizador
terminações nervosas Lesão a um ou mais
subsistemas=LOMBALGIA
CAUSAS:
envelhecimento
hérnias discais
traumas (fraturas, subluxações, luxações)
alterações posturais
desequilíbrios musculares
HERNIAÇÃO DE DIFERENTES SEGMENTOS:
Hérnia de Disco
Herniação: saída de determinado composto de seu local
próprio
Hérnia de disco: a degeneração do disco intervertebral
leva a formação de fissuras no anel fibroso e
consequentemente deslocamento do material discal
CLASSIFICAÇÃO:
por localização: cervical, torácica, lombar
por deformidade do disco: protrusa, extrusa e
sequestrada
pelo sentido da projeção: central, paraforaminal,
foraminal, extraforaminal
HERNIAÇÃO DE DIFERENTES SEGMENTOS:
Hérnia de Disco
HERNIAÇÃO DE DIFERENTES SEGMENTOS:
Hérnia de Disco
HERNIAÇÃO DE DIFERENTES SEGMENTOS:
Hérnia de Disco
8 a cada 10 pessoas no mundo têm ou pode apresentar
dor lombar em algum momento da vida (OMS/ CNN)

30-40% das pessoas apresentam HD assintomática

No Brasil, 5,4 milhões de pessoas (2017) sofrem com hérnia de disco, sendo a
maior prevalência em homens acima dos 35 anos.

90% acontece na lombar: L4- L5; L5- S1.


Cervical os segmentos mais acometidos são C5- C6; C6- C7.

Fatores de Risco: hereditário, obesidade, degeneração discal, má postura,


inatividade física

https://youtu.be/WwzMkR99ZJQ?si=7x_DJyj_GMxmIw39
HERNIAÇÃO DE DIFERENTES SEGMENTOS:
Hérnia de Disco
Herniação Lombar Herniação Cervical

L1 L2 L3 L4 L5
HERNIAÇÃO DE DIFERENTES SEGMENTOS:
Hérnia de Disco
HERNIAÇÃO DE DIFERENTES SEGMENTOS:
Hérnia de Disco
Degeneração
Quadro Clínico

A coluna lombar é o segmento mais afetado, por ser um segmento móvel e de suporte de
carga. A dor lombar, sem irradiação que piora com a posição em pé prolongada e com
levantamento de cargas.

Menos comum, mas pode ocorrer ciatalgia (dor no nervo isquiático) que irradia para as
nádegas e perna, abaixo do joelho com choques, formigamentos, queimação e ardência.

Na coluna cervical pode provocar dores no pescoço, dores que vão até a escápula ou até
os braços, dormência, formigamento, dores de garganta, dificuldade de destreza nas
mãos, dores nas costas e/ou pernas, dificuldade para caminhar, dor e rigidez matinais
Estenose
Quadro Clínico
Os sintomas da estenose do canal vertebral dependem da região da coluna que é
afetada, mas o principal e mais geral dos sintomas é a dor.

Na maioria das vezes, a dor progride à medida que aumenta a compressão do canal
vertebral e pode chegar a ser tão intensa que impede a pessoa de realizar suas
atividades normais, e também pode comprometer as funções da bexiga e do intestino.

Quando o estreitamento ocorre na região cervical, pode incluir dormência ou


formigamento no braço, na mão, na perna ou pé, fraqueza ou perda de equilíbrio.

Se o estreitamento é na região lombar, o paciente pode sentir dor lombar, com irradiação
para uma ou ambas as pernas, a medida que a doença avança pode haver
comprometimento da coordenação motora como marcha arrastada e tropeçar com
frequência.
Instabilidade
Quadro Clínico
A dor é limitante, profunda e geralmente constante, pa dor pode se iniciar com um
desconforto na região instável da coluna na área média da coluna. Pode se irradiar para
as nádegas ou membros inferiores, causando limitações de mobilidade.

A sensação dolorosa piora quando o paciente se mantém por longos períodos em uma só
posição, por exemplo, em pé ou sentado ou por movimetos forçados ou inesperados.

A instabilidade apresenta características mecânicas, melhora em repouso e piora em


atividades, e raramente apresentam os sintomas de compressão nervosa, como
formigamento e dormência
Herniações
Quadro Clínico
Hérnia de disco cervical pode provocar dor no pescoço que pode irradiar para o ombro
ou para o braço, dificuldade em realizar movimentos com o pescoço, sensação de
dormência ou formigamento no ombro, no braço, cotovelo, mão ou dedos, diminuição da
força em um dos braços.

Hérnia de disco torácica pode provocar dor no meio da coluna que pode irradiar para as
costelas, perda de força das pernas, dificuldade para segurar o urina.

Hérnia de disco lombar pode provocar dor ao longo do trajeto do nervo ciático que vai da
coluna vertebral à nádega, coxa, perna e calcanhar, sensação de dormência ou
formigamento nas pernas ou nos pés, perda de força nas pernas, alteração no
funcionamento do intestino ou bexiga.
INTERVENÇÃO
FISIOTERAPEUTICA
Degeneração
McKenzie

Tração

Ultrassom

Liberação tecidual

Alongamento

Fortalecimento
Estenose

Redução da resposta
inflamatória

MacKenzie (Flexão)

Alongamentos

Fortalecimento
Herniações
Técnica de estabilização segmentar
vertebral/controlemotor

Fortalecimento dos músculos da coluna. Ex:


Multifidos e transverso do abdome

Tração Lombar

U.S, TENS, Laser

Mobilização articular passiva(Maitland)

Pilates
Instabilidade
Alongamento

Fortalecimento

Sistema de controle postural

Recursos para alívio da dor


Tratado de Radiologia, Volume 3: Obstetrícia, Mama, Musculoesquelético. Disponível em:
Minha Biblioteca, Editora Manole, 2017.

Knoplich, José. Enfermidades da Coluna Vertebral. Disponível em: Minha Biblioteca, (4th
edição). Editora Manole, 2015.

FROES,et al. TUDY OF SURGERY TREATMENT IN MORTON´S NEUROMA BY PLAN

Brandt1, et al. Cervical and lumbar spinal canal stenosil.

Marcelo Henrique Nogueira Barbosa. Diretrizes III E IV- Diagnóstico complementar

Sá, Pedro, et al. “Estenose Lombar: Caso Clínico.” Revista Brasileira de Ortopedia, vol.
49, no. 4, July 2014, pp. 405–408, https://doi.org/10.1016/j.rbo.2013.10.003. Accessed
21 Jan. 2024.
Fors1, Maria, et al. “Distúrbios Musculoesqueléticos Do Efeitos Da Fisioterapia Pré-Operatória Na
Capacidade de Locomoção E Força Dos Membros Inferiores Em Pacientes Com Doença Degenerativa
Da Coluna Lombar: Resultados Secundários Do Ensaio Clínico Randomizado PREPARE.” BCM
Musculoskeletal Disorders, 2019, https://doi.org/10.1186/s12891-019-2850-3. Accessed 22 Jan. 2024.

Silva, Raysa. Comparação de Técnicas Fisioterapêuticas Em Pacientes Com Hérnia de Disco Lombar .
2019,
repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/31381/1/COMPARA%C3%87%C3%83O%20DE%20T%C3%89CNICAS%20FI
SIOTERAP%C3%8AUTICAS%20EM%20PACIENTES%20COM%20H%C3%89RNIA%20DE%20DISCO%20LOMBA
R.pdf.

Você também pode gostar