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Acao Anulatoria

A Ação Anulatória de Lançamento Tributário é um mecanismo legal que permite ao sujeito passivo contestar um lançamento ou decisão administrativa que cause lesão a seu direito, fundamentada na Lei nº 6.830/80 e no CPC. A ação pode ser proposta sem a necessidade de depósito prévio e busca anular a exigência de crédito tributário considerado indevido, como exemplificado no caso da sociedade Beta S/A, que questiona a cobrança de ISS sobre locação de veículos. O documento também orienta sobre a estrutura da petição inicial e os requisitos para a concessão de tutela provisória.
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Tópicos abordados

  • Artigo 142 do CTN,
  • Artigo 319 do CPC,
  • Direito de Propriedade,
  • Artigo 300 do CPC,
  • Atividade Empresarial,
  • Artigo 1º da LC 116/2003,
  • Súmula 247 do TFR,
  • Ação Judicial,
  • Exame OAB,
  • Execução Fiscal
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Acao Anulatoria

A Ação Anulatória de Lançamento Tributário é um mecanismo legal que permite ao sujeito passivo contestar um lançamento ou decisão administrativa que cause lesão a seu direito, fundamentada na Lei nº 6.830/80 e no CPC. A ação pode ser proposta sem a necessidade de depósito prévio e busca anular a exigência de crédito tributário considerado indevido, como exemplificado no caso da sociedade Beta S/A, que questiona a cobrança de ISS sobre locação de veículos. O documento também orienta sobre a estrutura da petição inicial e os requisitos para a concessão de tutela provisória.
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  • Artigo 319 do CPC,
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  • Atividade Empresarial,
  • Artigo 1º da LC 116/2003,
  • Súmula 247 do TFR,
  • Ação Judicial,
  • Exame OAB,
  • Execução Fiscal

2ª Fase Direito Tributário

Prof.: Rafael Novais


Ação Anulatória de
Lançamento Tributário
Conceito & Finalidade

“Ação do sujeito passivo contra a Fazenda Pública para


invalidar o lançamento ou decisão administrativa, que hospeda
o crédito tributário objeto do pleito, por entender que está
causando lesão a seu direito. O pressuposto da ação, portanto,
é a de que haja um débito tributário (lançamento fiscal ou
decisão administrativa)”.
Kiyoshi
Harada
• Fundamento Legal

Art. 38, Lei nº 6.830/80 (LEF) + Art. 319, CPC

• Momento: Posterior ao Lançamento/AIIM

• Aplicação com Execução Fiscal

- Exame OAB 2009.2 – CESPE:


Ausência de Garantia & Propositura de Ação
• Desnecessidade de depósito prévio

- Princípios da Inafastabilidade Jurisdicional, Contraditório e


Ampla Defesa (Art. 5º, XXXV & LV, CF)
- Súmula nº 247, TFR. Não constitui pressuposto da ação anulatória
do débito fiscal o depósito de que cuida o Art. 38 da Lei 6.830, de
1980.
- Súmula Vinculante nº 28. É inconstitucional a exigência de depósito
prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se
pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário.
 Sujeitos

Verbo

 Cumulação com Repetição do Indébito

 Autonomia do Executivo Fiscal (Art. 784, §1º, CPC)


• Efeito Suspensivo:

Tutela Provisória (Art. 294, CPC)


e/ou
Depósito Integral (Art. 151, II, CTN)
Como Identificar a Peça no Exame:

Considerando que houve auto de infração lavrado contra


fulano de tal na data de ontem [...]
Em vista de atividade concreta do fisco relacionada ao
lançamento tributário, procura-lhe como advogado para
realização de defesa [...]
Sabendo que, mesmo sendo autuado, ainda não houve
ingresso de execução fiscal [...]
Objetivando medida que anule o pagamento de tributo
lançado, rediga a peça processual no interesse do seu
cliente [...]

Considerando que o interessado não dispõe de bens


para garantia da execução fiscal já apresentada, aliada a
latente necessidade de laudo pericial grafotécnico,
elabore a ação judicial adequada [...]
Endereçamento
• Justiça Federal:
Ao Juízo Federal da... Vara Federal da Seção Judiciária de...

• Justiça Comum:
Ao Juízo de Direito da... Vara... (Cível/Fazenda Pública/Única) da Comarca de...

• Juizado Especial Federal:


Ao juízo do ... juizado especial federal da seção judiciária...

OBS: Cabimento na fase de Execução


Nome, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG n. ..., inscrito no
CPF sob o n. ..., residente e domiciliado..., com endereço eletrônico..., por meio
de seu Advogado abaixo assinado, procuração anexa, com endereço profissional
para receber todas as informações processuais..., integrante do escritório...,
inscrito no CNPJ sob o nº ..., na forma do art. 103 do CPC, vem,
respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 300 (ou 311)
e 319 do CPC, artigo 151, Inciso V do CTN, bem como o Artigo 38 da Lei nº
6.830/80 (Lei de Execução Fiscal), propor a presente
AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL COM PEDIDO DE TUTELA
PROVISÓRIA (URGÊNCIA OU EVIDÊNCIA OU DEPÓSITO)
em face (União, Estados, DF ou Municípios), pessoa jurídica de direito
público interno, inscrita no CNPJ sob o nº ..., com endereço... e endereço
eletrônico..., na pessoa do seu representante legal, pelos fatos e fundamentos a
seguir expostos:
Nome da Empresa, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob
n. ..., com sede domiciliada..., com endereço eletrônico..., por meio de seu
Advogado abaixo assinado, procuração anexa, com endereço profissional para
receber todas as informações processuais..., integrante do escritório..., inscrito
no CNPJ sob o nº ..., na forma do art. 103 do CPC, vem, respeitosamente,
perante Vossa Excelência, com fulcro nos arts. 300 (ou 311) e 319 do CPC, art.
151, inciso V, do CTN, bem como o art. 38 da Lei n. 6.830/80 (Lei de Execução
Fiscal), propor a presente
AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL COM PEDIDO DE TUTELA
PROVISÓRIA (URGÊNCIA OU EVIDÊNCIA OU DEPÓSITO)
em face (União, Estados, DF ou Municípios), pessoa jurídica de direito
público interno, inscrita no CNPJ sob o nº ..., com endereço... e endereço
eletrônico..., na pessoa do seu representante legal, pelos fatos e fundamentos a
seguir expostos:
I – Dos Fatos:
Narração semelhante ao próprio quesito proposto, apenas
atentando para não repetição de alguns pontos desnecessários
como os nomes das Partes (evitar repetição de expressões)

II – Do Cabimento
Na forma do art. 38 da lei nº 6.830/80, é cabível a
ação anulatória para desconstituir o crédito tributário que
esteja viciado de alguma forma a prejudicar o contribuinte.
III – Da Inexigibilidade do Depósito do Montante Integral
Apesar do disposto no art. 38 da Lei n. 6.830, que determina o
depósito do montante integral como requisito da ação anulatória, é
pacífico o posicionamento no sentido de que tal exigência é
inconstitucional. O vetusto Tribunal Federal de Recursos já
entendia dessa forma, quando da edição da Súmula 247, que fora
endossada pelo Supremo Tribunal Federal, ao editar a Súmula
Vinculante 28.
Assim, como garantia da inafastabilidade do Judiciário, é
inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de
admissibilidade de ação judicial.
IV – Do Direito:
Narração dos fatos aplicando as TESES JURÍDICAS,
realização da subsunção da Norma ao Caso Concreto. Poderá
comportar subdivisão do título como forma de melhor esclarecer
ao Leitor – Juiz*

Ex: IV.I – Das Espécies Tributárias


[Link] – Do Cabimento das Taxas
[Link] – Da inconstitucionalidade da Taxa de Iluminação Pública
V – Da Tutela Provisória

Requisitos: art. 294, CPC + Art. 151, V, CTN

a) Urgência (art. 300, CPC)

b) Evidência (art. 311, CPC)

- OBS: Depósito.
VI – Dos Pedidos:
Diante do exposto/Ante o exposto, requer:

a) Que seja concedida a tutela provisória pleiteada para fins de


suspender a exigibilidade do crédito tributário nos termos do art.
300 (ou 311) do CPC e art. 151, V, do CTN; ou que seja atribuída a
suspensão da exigibilidade do crédito tributário em decorrência do
depósito integral de valores, nos termos do art. 151, II, do CTN e
Súmula 112 do STJ
b) Citação da ré (União, Estado, DF ou Município), para, querendo, responder
aos termos da presente ação;

c) Seja julgada procedente a presente ação para fins de se anular o lançamento


efetuado, declarando indevida a tributação (uma vez ... em virtude de...)

d) A condenação da parte ré nas custas e honorários advocatícios, nos termos do


art. 85, §3º do CPC;

e) que seja dispensada a realização de audiência de conciliação ou mediação


nos termos do art. 319, VII, do CPC OU impossibilidade de realização da
audiência, pois se trata de um direito indisponível, que não admite
autocomposição, aplicando-se o art. 334, § 4º, II, do CPC
Por fim, com base no art. 319, VI, CPC, pretende o Autor realizar todos os
meios de provas em direito admitidas, em especial as provas documentais.

Dá-se a causa o valor de R$... (valor do lançamento) (valor por extenso), na


forma do art. 291 do CPC.

Nesses termos, pede deferimento.

Local..., Data...
Advogado... OAB.../nº ...
Gabaritando o XXXI Exame de Ordem
A sociedade empresária Beta S/A, sediada no Município Y do Estado Z, foi
autuada por ter deixado de recolher o Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre as
receitas oriundas de sua atividade principal, qual seja, a de locação de veículos
automotores.
Cumpre esclarecer que sua atividade é exercida exclusivamente no território do
Município Y e não compreende qualquer serviço acessório à locação dos veículos.
Quando da lavratura do Auto de Infração, além do montante principal exigido,
também foi lançada multa punitiva correspondente a 200% do valor do imposto,
além dos respectivos encargos relativos à mora.
Mesmo após o oferecimento de impugnação e recursos administrativos, o
lançamento foi mantido e o débito foi inscrito em dívida ativa. Contudo, ao analisar o
Auto de Infração, verificou-se que a autoridade fiscal deixou de inserir em seu bojo
os fundamentos legais indicativos da origem e natureza do crédito.
A execução fiscal não foi ajuizada até o momento, e a sociedade
empresária pretende a ela se antecipar.
Neste contexto, a sociedade empresária Beta S/A, considerando
que pretende obter certidão de regularidade fiscal, sem prévio
depósito, e, ainda, considerando que já se passaram seis meses da
decisão do recurso administrativo, procura seu escritório, solicitando
a você que sejam adotadas as medidas judiciais cabíveis para
afastar a exigência fiscal.
Na qualidade de advogado(a) da sociedade empresária Beta
S/A, redija a medida judicial adequada à necessidade da sua
cliente, com o objetivo de afastar a cobrança perpetrada pelo
Município Y. (Valor: 5,00)
Ao Juízo de Direito da... Vara... (Cível/Fazenda Pública/Única) da Comarca de Y do
Estado Z.

Sociedade Empresária Beta S/A, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no


CNPJ sob n. ..., com sede domiciliada..., com endereço eletrônico..., por meio de seu
Advogado abaixo assinado, procuração anexa, com endereço profissional para
receber todas as informações processuais..., integrante do escritório..., inscrito no
CNPJ sob o nº ..., na forma do art. 103 do CPC, vem, respeitosamente, perante
Vossa Excelência, com fulcro nos arts. 300 e 319 do CPC, art. 151, inciso V, do CTN,
bem como o art. 38 da Lei n. 6.830/80 (Lei de Execução Fiscal), propor a presente
AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL COM PEDIDO DE TUTELA
PROVISÓRIA DE URGÊNCIA
em face do Município Y, pessoa jurídica de direito público interno, inscrita no
CNPJ sob o nº ..., com endereço... e endereço eletrônico..., na pessoa do seu
representante legal, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
I – Dos Fatos:
A Sociedade Empresária Beta/SA tem como atividade principal e exclusiva a
locação de veículos no Município Y.
Ocorre que, o Fisco Municipal autuou a referida sociedade pelo não recolhimento
do Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre as receitas decorrentes de sua atividade
principal.
Como se não bastasse tamanho equívoco, a municipalidade lançou multa punitiva
correspondente a 200% do valor do imposto, além dos respectivos encargos relativos à
mora.
Apesar de a sociedade impugnar o auto de infração, não obteve êxito e o
lançamento foi mantido, tendo o débito sido inscrito em dívida ativa.
Por fim, reiterando os deslizes cometidos, a autoridade fiscal deixou de inserir na
certidão de dívida ativa os fundamentos legais indicativos da origem e natureza do
crédito.
Desse modo, não restou outra alternativa ao contribuinte senão socorrer-se ao
Judiciário para anular a cobrança indevida, pelos motivos e fundamentos expostos a
seguir.

II – Do Cabimento
Na forma do art. 38 da lei nº 6.830/80, é cabível a ação anulatória para
desconstituir o crédito tributário que esteja viciado de alguma forma a prejudicar o
contribuinte.
No caso em tela, não há dúvida que a Anulatória é a ação adequada a ser
proposta, uma vez que Lei do Mandado de Segurança (Lei nº 12.016/09) em seu
artigo 23, exige que este seja impetrado dentro de 120 dias contados da ciência, pelo
interessado, do ato impugnado. Sendo assim, por falta de tempestividade, o writ não
poderia ser impetrado e a Ação Anulatória é a única cabível.
III – Da Inexigibilidade do Depósito do Montante Integral
Apesar do disposto no art. 38 da Lei n. 6.830, que determina o
depósito do montante integral como requisito da ação anulatória, é
pacífico o posicionamento no sentido de que tal exigência é
inconstitucional.
O vetusto Tribunal Federal de Recursos já entendia dessa
forma, quando da edição da Súmula 247, que fora endossada pelo
Supremo Tribunal Federal, ao editar a Súmula Vinculante 28.
Assim, como garantia da inafastabilidade do Judiciário, é
inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de
admissibilidade de ação judicial.
IV – Do Direito:
IV. I – Da não incidência do ISS sobre a locação de bens móveis.

O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) encontra previsão no


art. 156, III, da CF e está regulamentado pela Lei Complementar 116/2003.
O fato gerador desse imposto consiste na prestação de serviços constantes na lei
supracitada, ainda que esses não sejam a atividade preponderante do prestador (art.
1º da LC 116/2003).
A prestação de serviços se caracteriza como uma obrigação de fazer, não
subsistindo motivos para incidência do ISS sobre obrigações de natureza diversa,
como a obrigação de dar. Dessa forma, não seria possível o direito tributário modificar
os institutos, conceitos e formas adotados pelo direito privado de acordo com o art. 110
do Código Tributário Nacional.
No caso em tela, o município Y exigiu da Sociedade Empresária Beta/As o
pagamento do ISS decorrente da sua atividade principal e exclusiva, a de locação de
veículos automotores.
Ocorre que, embora essa atividade encontre-se prevista na lista anexa à LC
116/2003, a jurisprudência do STF é firme no sentido de afastar essa incidência, tendo
em vista que, em verdade, não se trata de prestação de serviços (obrigação de fazer) e
sim entrega de bem (obrigação de dar).
Nesse sentido é a Súmula Vinculante 31 do STF, a qual tem a seguinte redação:
“É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS
sobre operações de locação de bens móveis.”
Portanto, a exigência do pagamento do ISS por parte da municipalidade resta
claramente equivocada, pois é contraria ao entendimento da mencionada Súmula
Vinculante.
[Link] - Nulidade do Auto de Infração

O Código Tributário Nacional adota o lançamento tributário como procedimento


administrativo necessário para constituição do crédito tributário de acordo com o
artigo 142.
Segundo o dispositivo mencionado compete privativamente à autoridade
administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o
procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da
obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do
tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da
penalidade cabível.
Ocorre que, a autoridade fiscal deixou de inserir na CDA os fundamentos legais
indicativos da origem e natureza do respectivo crédito, violando assim, a previsão
do art. 142, CTN.
IV. III – Da violação ao Princípio do não confisco.

Conforme estabelece o art. 150, IV, da Constituição Federal, é vedado à União,


Estados, Distrito Federal e Municípios instituir tributo com efeito confiscatório.
Essa determinação tem por base os direitos e garantias fundamentais do
cidadão, no sentido de proteger o direito de propriedade previsto no caput do art. 5º
da CF, bem como em seu inciso XXII, evitando a utilização de elevada carga
tributária que retire esse direito.
O dever de colaborar com a manutenção da máquina pública não pode ser
utilizado como fundamento para conceder aos entes políticos o direito de retirar
riquezas da população sem respeito a parâmetros mínimos.
Dessa forma, a tributação não poderá passar do razoável à colaboração pública sem
privações pessoais dos contribuintes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.
Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal adotou um posicionamento ampliativo, no
qual, estendeu às multas tributárias a proteção constitucional contra o efeito confiscatório.
A expressão Crédito Tributário, a qual tem previsão no art. 139 do Código Tributário
Nacional, corresponde a denominada Obrigação Tributária Principal, que por sua vez,
equivale ao pagamento do tributo ou penalidade tributária (art. 113, § 1º, do CTN).
Assim, a vedação ao efeito confiscatório da tributação obsta que o poder público
eleve em excesso a carga tributária, bem como as multas resultantes de ilícitos dessa
natureza.
Portanto, agiu manifestamente de maneira desarrazoada e inconstitucional a
autoridade fiscal do Município Y ao lançar a multa punitiva correspondente a 200% do
valor do imposto.
V – Da Tutela Provisória de Urgência

O Código de Processo Civil (Lei n. 13.105/2015), em seu artigo 300, determina a


concessão da tutela provisória de urgência, exigindo para sua concessão o preenchimento de
seus requisitos, a saber; a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado
útil do processo.
Desse modo, podemos através do fatos que fundamentam esse caso, verificar claramente
o cumprimento de tais exigências normativas. Sendo a probabilidade do direito manifestada na
violação, por parte do fisco municipal, do Princípio Constitucional do não confisco, além do
Código Tributário Nacional (por não indicar especificamente as disposições legais que deram
suporte ao lançamento do crédito tributário) e da jurisprudência vinculante do Supremo
Tribunal Federal, ao exigir o pagamento do ISS sobre a locação de bens móveis.
Por sua vez, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo reside na
necessidade do contribuinte em obter a suspensão da exigibilidade do crédito tributário para
que seja expedida a certidão de regularidade fiscal enquanto aguarda o julgamento do mérito.
VI – Dos Pedidos:
Diante do exposto/Ante o exposto, requer:

a) Que seja concedida a tutela provisória de urgência, pleiteada para fins de


suspender a exigibilidade do crédito tributário nos termos do art. 300 do CPC e
151, V, do CTN , uma vez que se encontram preenchidos os requisitos da
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do
processo, conforme demonstrados no tópico anterior, e que, como consequência
de tal observância das exigências legais, seja expedida a certidão de
regularidade fiscal.

b) Citação da parte ré, o Município Y, para, querendo, responder aos termos da


presente ação;
c) Seja julgada procedente a presente ação para fins de se anular o lançamento
efetuado, declarando indevida a tributação, uma vez que de acordo com a
jurisprudência consolidada do STF, estampada no na Súmula Vinculante nº 31, não
incide ISS sobre a locação de bens móveis, e também por não terem sido indicados de
forma específica no auto de infração as disposições legais que deram suporte ao
lançamento do crédito tributário, desrespeitando assim o Art. 142 do CTN.

d) Subsidiariamente que seja anulada ou reduzida a multa punitiva para patamar não
superior a 100% (cem por cento) do valor do tributo, uma vez que encontra-se em
dissonância com o Princípio do não confisco, previsto no artigo inciso IV, da CRFB e a
jurisprudência atual.

e) A condenação da parte ré, o Município Y, nas custas e honorários advocatícios, nos


termos do art. 85, §3º do CPC;
f) que seja dispensada a realização de audiência de conciliação ou mediação
nos termos do art. 319, VII, do CPC OU impossibilidade de realização da
audiência, pois se trata de um direito indisponível, que não admite
autocomposição, aplicando-se o art. 334, § 4o, II, do CPC
Por fim, com base no art. 319, VI, CPC, pretende o Autor realizar todos os meios
de provas em direito admitidas, em especial as provas documentais.

Dá-se a causa o valor de R$..., na forma do art. 291 do CPC.

Nesses termos, pede deferimento.


Local..., Data...
Advogado... OAB.../nº ...

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