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REDAÇÃO EMPRESARIAL

REDAÇÃO EMPRESARIAL

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Apostila: Redação Empresarial

por

Profº Cilmar Tadeu Silva

Resumo de Português

Assunto:

REDAÇÃO EMPRESARIAL

Autor:

Professor Cilmar Tadeu Silva

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Apostila: Redação Empresarial

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Profº Cilmar Tadeu Silva

APRESENTAÇÃO

Cilmar Tadeu SILVA 1

Os últimos anos têm sido marcados em nosso país por uma vigorosa reflexão crítica sobre a problemática educacional e pela busca de caminhos para a promoção de uma ação educativa realmente comprometida com a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Com esse propósito, preparamos este material para análise, debate e elaboração de atividades durante as aulas para que, juntos, possamos aprofundar nossos conhecimentos sobre a escrita de textos em Língua Portuguesa.

Os textos aqui apresentados, em

sua maioria, são ilustrativos e pertencem

a

diversos autores que estão relacionados na

bibliografia básica e

de referência no

final deste material e que devem ser sistematicamente consultados para a elaboração de trabalhos e para as avaliações que serão solicitas durante o curso.

Este material não pretende ser um livro, muito menos uma apostila definitiva. Estamos cientes de que para um melhor aprofundamento das questões sobre a Língua, os acadêmicos deverão visitar periodicamente as bibliotecas, não só da FACEL, mas também as bibliotecas de outras Instituições de Ensino e mesmo as da rede internacional de informações - INTERNET -, assim como todo material disponível pertinente ao estudo das técnicas de comunicação.

1 Licenciado em Língua Portuguesa e Literaturas - UFPR; Mestrando em Educação - Teoria e Práticas Pedagógicas na Educação Superior - PUC/PR; Especialização em Metodologia do Ensino Superior - Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares pelo IBPEX - Instituto Brasileiro de Pesquisa e Extensão; Professor de Língua Portuguesa do Colégio e Faculdade BAGOZZI; Professor de Didática, Teoria da Literatura e Língua Portuguesa das Faculdades FACEL.

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DOCU M ENTOS EMPRESARIA I S

A correspondência empresarial moderna.

A correspondência empresarial tem sofrido modificações ao longo do tempo – tanto em relação à forma quanto em relação ao estilo da linguagem – impostas pela dinamicidade exigida pelas organizações modernas.

Assim,

um

cuidado

cada

vez

maior

para compatibilizar a eficiência da

mensagem com a sua forma. Isso tem provocado adaptações que variam de empresa

para empresa, no sentido de adequar as normas da correspondência à realidade da tramitação de informações em cada organização, em função de sua cultura interna, seus valores e seu fluxograma.

A correspondência empresarial é, hoje em dia, não só um meio de comunicação.

Ela

é um instrumento

de marketing,

na realidade

se insere

pois

de

um

mercado

competitivo em que todas as nuanças de

comportamento

adquirem

sentido:

a

comunicação

empresarial

é

a

responsável pela imagem da organização perante seu público, interno ou externo.

As mudanças mais importantes nos documentos empresariais das empresas privadas relacionam-se ao estilo da linguagem e à disposição dos elementos, conforme o quadro a seguir:

 

Década de 60

 

Década de 90

Estilo

PROLIXO – uso e abuso

OBJETIVA

vocabulário mais

de

 

subterfúgios.

sofisticado,

 

clichês,

informações necessárias

apresentação

com clareza.

das

Disposição

dos

DENTEADO

 

com

BLOCO –

uma

única

Elementos

espaços

na

margem

margem vertical do lado

esquerda

e

na

abertura

esquerdo.

de parágrafos.

 

A CARTA

A carta moderna sofreu muita influência dos modelos americanos, tanto na forma quanto no estilo. No inicio da década de 60, o modelo que vigorava entre nós era o chamado denteado, por causa das aberturas de parágrafos. Com a influência norte- americana, essa estética sofreu variações, até que, no final da década de 80, foi assimilado totalmente o estilo em bloco, como está demonstrado no quadro a seguir:

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Década de 60

 

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Aaaaaaaaa

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Aaaaaaaaaaa

A

 

Aaaaaaa

Aaaaaaaaaaaaaaaaaa

Aaaaaaaaaaa

A Aaaaa

a aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa A aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaa Aaaaaaaaaaaaaaaaaa

Aaaaaaaaaaa Aaaaaaa Aaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaaaaaa A aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaa

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Década de 90

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaaaaaa A Aaaaaaa Aaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaaaaaa A aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaa Aaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaaaaaa A Aaaaaaa Aaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaaaaaa A Aaaaa a aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa A aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaa Aaaaaaaaaaaaaaaaaa Aaaaaaaaaaa A Aaaaa

de
de
expedição
expedição

Pode aparecer isolado, combinado ao setor ou à abreviatura de espécie do documento:

657, STRE/ 657, SETRE – 675

Por tradição, tem sido posto à esquerda, mas também se pode colocá-lo à direita, para facilidade de arquivo.

Data
Data

dia sem zero à esquerda:

Porto Alegre, 3 de maio de 2000.

Em relação à data no meio do text o , pode-se optar por escrevê-la com dois dígitos, ou com um digito só:

Em resposta a sua carta de 03-05-2000 ou Em resposta a sua carta de 3-5-2000

nome do mês em minúscula, inclusive a letra inicial:

 

São Paulo, 1º de janeiro de 2000.

 

no ano, não há o ponto ou espaço depois do milhar;

 

depois

da

data,

ponto

final.

na

carta

com

pontuação

aberta

ele

será

dispensável.

 

Pontuação aberta é um recurso norte-americano que consiste em não se colocar nenhum sinal de pontuação em três elementos : data, vocativo e fecho. Em nossa cultura, esse recurso não foi bem aceito, portanto, não aconselhamos o seu uso.

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Destinatário ≠

Endereçamento

Na carta moderna não se coloca o endereço do destinatário, por uma questão de lógica: por que a pessoa que recebe a correspondência precisa saber de seu próprio endereço? É claro que caberá a cada empresa organizar os seus arquivos de forma a associar o destinatário a seu endereço.

A única situação em que será pertinente o uso do endereço no próprio corpo da carta será no caso de envelopes janelados.

Eis algumas variações de como se pode estruturar o destinatário:

À -> facultativo

Petróleo Brasileiro S.A. – PETROBRAS

(observe o uso do a com crase, mesmo se tratando de letra maiúscula, sempre que ficar subtendida a palavra empresa)

ou

Ao -> facultativo Banco do Brasil S.A. Agência Centro

ou ainda

À -> facultativo Sul América Capitalização Setor de Treinamento

E quando se quiser dirigir a correspondência a uma pessoa específica? Usa-se Att.,At. ou A/C?

Att ->

não, porque não estamos redigindo em língua inglesa, em

que

a

palavra é

attention.

A/C-> este código deve ser utilizado somente no envelope, quando uma terceira pessoa estiver envolvida na transmissão da informação, ou seja, ele recebe a carta e a direciona a quem de direito.

At. -> é a única abreviatura possível dentro da carta, significando atenção. Pode vir junto ao destinatário ou logo abaixo:

À Petróleo Brasileiro S.A. – PETROBRAS Setor de Treinamento At.: Sra. Eliana de Souza

ou

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À Petróleo Brasileiro S.A. – PETROBRAS Setor de Treinamento At.: Sra. Eliana de Souza

Referência

≠ Assunto

A referência diz respeito ao número do documento mencionado enquanto o assunto se refere ao tema que será tratado na correspondência. Assim, embora seja o que mais encontramos, é errado:

Referência: Instalação de microcomputadores

O certo será:

Assunto: Instalação de microcomputadores

Quando houver a necessidade de se colocar o assunto e a referência, solução é:

a melhor

Assunto: Instalação de microcomputadores Sua Carta-Resposta nº 22

  • Vocativo Uma vez que o vocativo, como o próprio nome indica, trata de uma invocação ao destinatário, ele deve concordar em gênero e número com este. Veja os exemplos:

À Sul América Capitalização Setor Treinamento

Prezados Senhores

É importante ressaltar que, depois do vocativo, usa-se a vírgula, por determinação da IN nº 4/92. constante no Manual de Redação da Presidência da República. Convém observarmos que o uso dos dois-pontos, embora não recomendado, estaria correto do ponto de vista gramatical. Em muitas cartas é oportuno usar o vocativo personalizado quando se deseja fazer um apelo mais direto e que contenha maior força de venda.

Texto
Texto

O texto inicia-se sempre sem abertura de parágrafo e não é mais imprescindível o

alinhamento pela margem

direita

(conforme

IN

133/82).

Embora

depois

do

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incremento do uso dos computadores seja mais usual esse alinhamento, pois basta clicar o ícone “justificar”.

A separação dos parágrafos fica demonstrada por um espaço maior entre uma linha e outra.

Observe-se que mesmo o fecho “Atenciosamente” vem alinhado na mesma margem esquerda.

Nome

e

cargo/função

Modernamente não se coloca mais a linha para a anteposição de assinatura, pois todos são capazes de assinar corretamente independentemente da linha.

É importante ressaltar que não se antepõe título ao nome do signatário. (Como veremos mais adiante, nos ofícios o nome virá em letras maiúsculas).

Não se deve deixar de registrar o nome de quem está assinando, pois a assinatura é sempre de uma pessoa e não de um setor ou divisão:

Errado:

Setor de Cobrança ﮏﺲ
Setor de Cobrança
ﮏﺲ

Certo:

Setor de Cobrança

ﮏﺲ

Jairo da Silva

Anexos
Anexos

A palavra anexo no canto esquerdo da carta tem a finalidade de apontar, de forma simplificada, a inclusão de outros documentos. Como ela tem por objetivo a conferência dos documentos inclusos, não faz sentido o uso já disseminado da expressão os citados, pois a pessoa teria de ler todo o texto para, só depois, saber se os documentos estão de acordo. Portanto, embora não se tenha esse costume, o mais lógico é colocar-se o nome do documento citado ou a quantidade dos documentos incluídos.

anexos: Comunicado AMB nº 7 Tabela de Honorários Médicos

ou

anexos:2

Como vocês podem verificar, são muitas as modificações de forma que a carta sofreu. Veja no final do capítulo um modelo de carta moderna.

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MEMORANDO OU COMUNICAÇÃO INTERNA

O memorando é o instrumento empresarial para as comunicações de caráter rotineiro. Usava-se até pouco tempo atrás a distinção entre memorando e comunicação interna, sendo esta usada em um fluxo descendente (da diretoria ou gerência para os demais funcionários) e aquele para o fluxo horizontal ou ascendente.

Hoje

em

dia,

porém, não

mais essa distinção,

sendo

o

memorando ou o

comunicado interno usado de forma ampla para todos os fluxos de comunicação.

Há dois modelos básicos de memorando (ou comunicação interna): um mais sintético, para comunicações mais rotineiras, elaborado em meia folha de papel A4, já impresso; outro, em folha inteira, para esclarecimentos e informações mais detalhadas.

É importante ressaltar que essa correspondência interna já está, em muitas empresas, estabelecida pelo correio eletrônico, porém, esse fato não altera em nada o que iremos falar sobre o memorando, uma vez que o correio é só um meio informatizado de estabelecer as mesmas comunicações.

Observações

Identificação

do

Destinatário

e

do

Emissor

Deve vir preferencialmente pelo nome do setor, normalmente na forma de sua sigla, ou pelo cargo. Quando se desejar realçar o nome de um destinatário específico, ele vem depois da identificação do setor.

Exemplo:

PARA: Gerente de RH – Aurélio DE: Chefe do Treinamento

No modelo sintético, muitas empresas já colocam em primeiro plano o destinatário (PARA) e não o emissor (DE). No modelo de memorando mais extenso (ou comunicado interno), a grande novidade é quando à identificação do emissor: ela pode vir junto à numeração do memorando:

MEMO nº 23/GEREC

Mas a forma antiga:

DE: GEREC PARA: Todas as Gerências

ainda é bem utilizada.

Introdução
Introdução

Não é mais necessário fazer a introdução pelo vocativo; o texto pode ser iniciado sem o vocativo (pois este já estará presente no destinatário).

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Fecho
Fecho

Não é preciso colocar o fecho normal; ele pode ser mais descontraído. O mais consagrado pelo uso é o “Saudações”, nas comunicações rotineiras, ou o “Abraços”, no correio eletrônico.

Modelos

Apresentaremos a seguir um modelo básico de carta moderna, de memorando

sintético e de um memorando (ou comunicação interna) mais extenso. Modelo de carta:

Ct 23 – DIVIRH Prezado Senhor, Assunto: Padrão Datilográfico Rio de janeiro, 6 de março de
Ct 23 – DIVIRH
Prezado Senhor,
Assunto: Padrão Datilográfico
Rio de janeiro, 6 de março de 2000.
À
Empresa Tal S.A.
At.: Dr. Flávio de Castro
Esta carta ilustra o preenchimento das novas correspondências das empresas. As instruções que se seguem
devem ser repassadas a todos os funcionários, responsáveis pela manutenção da imagem de modernidade da
Empresa.
A única margem aceita, a partir dos anos 90, é a da esquerda, começando-se com a data e só terminando
com a assinatura. Não deve haver nenhum elemento do lado direito, à exceção da padronização
recomendada para o Ofício e para o Memorando das repartições públicas.
Observe-se que não se usa mais colocar o endereço do destinatário no corpo da carta, a menos que o
envelope seja janelado. Entretanto, pode ser discriminado o setor ao qual a carta está sendo enviada.
Em relação à margem direita, ela pode, conforme Instrução de 1982, não estar alinhada. Porém, com o uso
do computador cada vez mais disseminado, a tendência é manter o alinhamento, clicando-se o ícone
“justificar”.
Registre-se que a entrada de cada parágrafo já deixou de existir e a separação entre parágrafos é feita por
uma linha em branco. Essa orientação é válida inclusive para o ultimo parágrafo, cuja tendência é resumir-
se na palavra “atenciosamente”.
Esperando que as novas normas reflitam o espírito de modernidade da Empresa, desejamos sucesso.
Atenciosamente,
Miriam Gold

Observe:

  • a) Não há o ano junto à numeração da carta, que vem com a sigla do departamento. b)

A data vem à esquerda, junto com todo o resto do texto, e fecha-se com o ponto

final.

  • c) O mês vem com inicial maiúscula.

  • d) Não se coloca o endereço na folha da carta, só no envelope.

  • e) Não se usa o pronome senhorita.

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  • f) Não há abertura de parágrafos.

  • g) Toda carta deve vir assinada por alguém que possa ser identificado.

Quanto ao memorando de assuntos rotineiros, segue abaixo um dos modelos mais utilizados em papel. Com a informatização dos escritórios, muitas empresas já utilizam só o correio eletrônico para tais mensagens.

Modelo de memorando sintético:

DATA: 29-10-2000 Nº: 45 PARA: Gerente de RH DE: Chefe do treina m ento
DATA: 29-10-2000
Nº: 45
PARA: Gerente de RH
DE: Chefe do treina m ento

Estou enviando, para sua análise e comentários, os dados colhidos entre as secretárias da Empresa, visando à elaboração do Manual da Secretária.

ASSUNTO: Dados para a elaboração do Manual da Secretária

MEMORANDO

LOGOTIPO DA EMPRESA

Atenciosamente,

Modelo de memorando extenso:

Assunto: Padrões de Correspondência

Porto Alegre, 5 de maio de 2000.

A: TODAS AS GERÊNCIAS

MEMO º 23/GEREC

TIMBRE AS EMPRESA

Encaminhamos em anexo os novos padrões de correspondência interna e externa que serão utilizados por nossa Empresa. Essa reformulação faz parte do processo de modernização que estamos implantando e trata implicações tanto na agilidade das tomadas de decisão internas quanto na melhoria da qualidade da relação com o cliente. Esclarecemos que cada novo padrão encontra sua aplicação detalhada, conseqüência dos estudos elaborados pela consultoria externa em conjunto com nossos colaboradores internos. Solicitamos, então, a divulgação para todos os setores com a recomendação de utilização imediata.

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Agradecemos sua colaboração.

Atenciosamente,

Fulano de Tal

Aplicação

Vamos modernizar a carta a seguir, tanto nos aspectos formais quanto no texto, fazendo

as modificações necessárias. Informamos que o sr. Paulo Garcia Júnior estará acompanhando a comitiva do Governo
as modificações necessárias.
Informamos que o sr. Paulo Garcia Júnior estará acompanhando a comitiva do Governo do Estado
ao Chile. Estaremos enviando dois representantes para a reunião referenciada, são os senhores: CARLOS
JOSÉ DA SILVA e JURANDIR DE SOUZA.
Em relação à solicitação de um coordenador para o projeto “TURISMO ESPETACULAR”,
esclarecemos que para este prezado evento estaremos indicando o sr. Antonio Moura Brasil.
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE VITÓRIA
A/C: sr. Fernando Matos
Sem mais para o momento.
Atenciosamente
Ass.: suas cartas 114/2000 e 117/2000 – reunião 22 ABR 2000
CT- 43/2000 – DIVPES
18 de Abril de 2000
Paulo Garcia Júnior
Prezado senhor
Presidente

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Carta corrigida: Informamos que o Sr. Paulo Garcia Júnior não poderá estar presente à reunião de
Carta corrigida:
Informamos que o Sr. Paulo Garcia Júnior não poderá estar presente à reunião de 22 de abril do corrente,
pois estará acompanhando a comitiva do Governo do Estado ao Chile. Assim, enviaremos dois
representantes: os senhores Carlos José da Silva e Jurandir de Souza.
Em relação à solicitação de um coordenador para o projeto “TURISMO ESPETACULAR”, indicamos o Sr.
Antonio Moura Brasil.
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE VITÓRIA
At.: Sr. Fernando Matos
Ref.: suas cartas 114/2000 e 117/2000 – reunião 22-04-2000
Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2000.
Atenciosamente,
Paulo Garcia Júnior
Prezado senhor,
DIVPES – 43
Presidente
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Uma curiosidade

Esta carta foi redigida por Rubem Braga em março de 1951. Veja como é atual! Ela é endereçada ao diretor da Companhia Telefônica e o autor utiliza-se, além da ironia, de verbos e pronomes na 2ª pessoa do plural – vós – como se estivesse se dirigindo a um deus.

Não venho, senhor, reclamar nenhum direito. Li o vosso Regulamento e sei que não tenho direito
Não venho, senhor, reclamar nenhum direito. Li o vosso Regulamento e sei que não tenho
direito a coisa alguma, a não ser a para a conta. Esse Regulamento, impresso na página 1 de vossa
interessante Lista (que é meu livro de cabeceira), é mesmo uma leitura que recomendo a todas as
almas cristãs que tenham, entretanto, alguma propensão para o orgulho ou soberba. Ele nos ensina
a ser humilde; ele nos mostra o quanto nós, assinantes, somos desprezíveis e fracos.
Quem vos escreve é um desses desagradáveis sujeitos chamados assinantes; e do tipo mais
baixo: dos que atingiram essa qualidade depois de uma longa espera na fila.
Honrado Senhor Diretor da Companhia Telefônica:
O TELEFONE

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Devo dizer que perdi o amigo, mas salvei o Respeito ao Regulamento; “dura lex sed lex”;
Devo dizer que perdi o amigo, mas salvei o Respeito ao Regulamento; “dura lex sed lex”;
eu sou assim. Sei também (artigo 4) que, se a minha casa pegar fogo, terei de vos pagar o valor do
aparelho – mesmo se fosse esse incêndio (artigo 9) for motivado por algum circuito organizado
pelo empregado da Companhia a com o material da Companhia. Sei finalmente (artigo 11) que se,
exausto de telefonar do botequim da esquina a essa distinta Companhia para dizer que meu
aparelho não funciona, eu vos chamar e vos disser, com lealdade e com as únicas expressões
adequadas, o meu pensamento, ficarei eternamente sem telefone, pois “o uso de linguagem obscena
constituirá motivo suficiente para a Companhia desligar e retirar o aparelho”.
Enfim, senhor, eu sei de tudo; que não tenho direito de nada, que não valho nada, não sou nada. Há
dois dias meu telefone não fala, nem ouvem nem toca, nem tuge, nem muge. Isso me trouxe, é
certo, um certo sossego ao lar. Porém amo, senhor, a voz humana; sou uma dessas criaturas tristes
e sonhadoras que passa a vida esperando que de repente a Rita Hayworth me telefone para dizer
que o Ali Khan morreu e ela está ansiosa para gastar com o velho Braga o dinheiro de sua herança,
pois me acha muito simpático e insinuante, e confessa que em Paris muitas vezes se escondeu em
uma loja defronte do meu hotel só para me ver sair.
Aconteceu, por exemplo, senhor, que outro dia um velho amigo deu-me a honra e o
extraordinário prazer de me fazer um visita. Tomamos uma modesta cerveja e falamos de coisas
antigas – mulheres que brilharam outrora, madrugadas dantanho,m flores doutras primaveras. Ia a
conversa quente e cordial ainda que algo melancólica, tal soem ser as parolas vadias de cupinchas
velhos – quando o telefone tocou. Atendi. Era alguém que queria falar com meu amigo. Um
assinante mais leviano teria chamado o amigo para falar. Sou, entretanto, um severo respeitador do
Regulamento; em vista do que, comuniquei ao meu amigo que alguém lhe queria falar, o que
infelizmente eu não podia permitir; estava, entretanto, disposto a tomar e transmitir qualquer
recado. Irritou-se o amigo, mas fiquei inflexível, mostrando-lhe o artigo 2 do Regulamento,
segundo o qual o aparelho instalado em minha casa só pode ser usado “pelo assinante, pessoas de
sua família, seus representantes ou empregados”.
Confesso que não acho tal coisa provável: Ali Khan ainda é moço, e Rita não tem o meu
numero. Mas é sempre doloroso pensar que se tal coisa acontecesse eu jamais saberia – porque
meu aparelho não funciona. Pensais nisso, senhor; pensais em todo o potencial tremendo de
perspectivas azuis que morrem diante de um telefone que dá sempre sinal de ocupado – cuém,
cuém, cuém – quando na verdade está quedo e mudo na minha modesta sala de jantar. Falar nisso,
vou comer; são horas. Vou comer contemplando tristemente o aparelho silencioso, essa esfinge de
matéria plástica; é na verdade algo que supera o rádio e a televisão, pois transmite não sons nem
imagens, mas sonhos errantes no ar.
Mas batem à porta. Levanto o escuro garfo do magro bife, e abro. Céus, é um empregado da
Companhia! Estremeço de emoção. Mas ele me estende um papel: é apenas o cobrador. Volto ao
bife, curvo a cabeça, mastigo devagar, como se estivesse mastigando meus pensamentos, a longa
tristeza de minha humilde vida, as decepções e remorsos. O telefone continuará muda; não
importa; ao menos é certo, senhor, que não vos esquecestes de mim.

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A CORRESPONDÊNCIA OFICIAL

Uniformização da Correspondência Oficial

No serviço público não se podia, até pouco tempo atrás, falar em unidade dos padrões de correspondências relacionadas aos atos administrativos oficiais.

Porém, em 1991, foi criada pela Presidência da República uma comissão que visava à uniformização e à simplificação das normas de redação de atos e comunicações oficiais. A partir do trabalho dessa comissão, foi elaborado, em 1992, o Manual de Redação da Presidência da República, com a finalidade de racionalizar e padronizar a redação das comunicações oficiais.

Desse estudo, resultou a Instrução Normativa nº 4, de 6 de março de 1992, que Isa consolidar aquelas normas e torná-las obrigatórias no âmbito federal.

Vamos, então, estudar a nova padronização do Ofício – correspondência externa – e, depois, a do Memorando – correspondência interna – dos órgãos públicos.

OFÍCIO

Forma de correspondência oficial trocada entre chefes ou dirigentes de hierarquia equivalente ou enviada a alguém de hierarquia superior à daquele que assina.

Tem como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e também com particularidades.

Circula entre Agentes Públicos ou entre um Agente Público e um Particular.

A linguagem deve ser formal sem ser rebuscada, pois “as comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro” (Manual de Redação da Presidência da República).

A finalidade é informar com o máximo de clareza e precisão, utilizando-se o padrão culto da língua.

ANOTE SUAS OBSERVAÇÕES:

________________________________________________________________________

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Modelo de Ofício:

de 2000.

Ofício nº 1/sigla do setor

Rio de Janeiro,

................................................................................................................................................................

................................................................................................................................................................

.............................................................................................................................................................

....................................................................................................................................................

....................................................................................................................................................

....................................................................................................................................................

Senhor Cargo do destinatário,

20020-010

.............................................................

.............................................................

.....................................

À Secretaria da Receita Federal do Estado do Rio de janeiro Av. Presidente Antonio Carlos, 356 Rio de Janeiro – RJ

de

2.

3.

....

Observação: quando o Ofício tiver mais de uma pagina, como este, a continuação se dará na pagina seguinte, com o fecho e a assinatura. O destinatário e o endereçamento ficam sempre na primeira página.

continuação do Ofício: Nome Cargo do signatário Atenciosamente, ................................................................................................................................................................ .................................................................................................................................................... ............................................................. 2/2 4.
continuação do Ofício:
Nome
Cargo do signatário
Atenciosamente,
................................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
.............................................................
2/2
4.

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Como se pode observar, há muita diferença em relação aos ofícios que vemos

normalmente, pois cada secretaria, estadual ou municipal, cria os seus modelos, o que

contraria a disposição federal de padronizar os documentos oficiais.

Minha recomendação é a de que se passe agora a empregar esta padronização

recomendada pela Secretaria de Administração Federal.

As principais observações são:

Não há mais o ano junto à numeração do Ofício.

Há ponto final após a data.

O assunto é facultativo.

O vocativo segue a seguinte formalização:

Senhor + Cargo (em maiúscula) do destinatário

Exemplo: Senhor Chefe da Divisão de Serviços Gerais

O primeiro e o ultimo parágrafos (que é o fecho) não são numerados.

A numeração dos outros parágrafos é feita a 2,5 cm da margem esquerda d a

folha, é seguida

primeiro.

de ponto,

e deve-se alinhar o começo

do parágrafo pelo

Quanto ao endereçamento no envelope, se as comunicações forem dirigidas à

autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:

Excelentíssimo Senhor

Fulano de Tal

Juiz de Direito da 10ª Vara Cível

Rua ABC, nº 123

01010 – São Paulo/SP

A IN nº7 4/92 diz textualmente que “fica abolido o uso do tratamento Digníssimo (

...)”

pois

“a dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo

desnecessária a sua repetida evocação”.

Quando ao destinatário não se empregar o tratamento de Excelência, deve-se dirigir a ele

como Vossa Senhoria e o endereçamento ficará assim:

Senhor

Eduardo Maia

Secretário Municipal de Saúde

Rua XYZ, nº 789

012301 – Rio de Janeiro/RJ

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Conforme o texto da IN, já citada, “fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo

para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É

suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor”.

Há ainda uma observação interessantíssima sobre o uso do já convencional titulo doutor:

“Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento e, sim, titulo acadêmico. Não deve

ser usado indiscriminadamente. Seu emprego deve restringir-se a pessoas que tenham tal

grau por terem concluído curso universitário de doutorado”. (grifo nosso)

os

fechos,

que devem estar centralizados na folha,

uniformizados da seguinte forma:

foram simplificados e

Respeitosamente – para autoridades superiores, inclusive o Presidente da

E

República

Atenciosamente – para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia

inferior.

o sinal de pontuação que se segue ao fecho é, obrigatoriamente, a vírgula.

MEMORANDO OFICIAL

O memorando é uma modalidade de comunicação entre unidades

administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em

um mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma de

comunicação eminentemente interna.

Sua principal característica é a ágil;idade. A tramitação do memorando em

qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de

procedimentos burocráticos.

Para evitar desnecessário aumento no numero de comunicações e de papel,

os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento.

ANOTE SUAS OBSERVAÇÕES

________________________________________________________________________

________________________________________________________________________

________________________________________________________________________

________________________________________________________________________

________________________________________________________________________

________________________________________________________________________

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Modelo de Memorando oficial:

  • 3. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos trabalhos deste Departamento ensejará

  • Nos termos do “Plano Geral de Informatização”, solicito a Vossa Senhoria verificar a
    2. Sem descer a mais detalhes técnicos, acrescento, apenas, que o ideal seria que o equipamento fosse dotado de “disco rígido” e de monitor padrão “EGA”. Quanto a programas, haveria necessidade de dois tipos: um “processador de textos” e outro uma mais racional distribuição de tarefas entre os servidores e, sobretudo, uma melhoria na

possibilidade de que sejam instalados três microcomputadores neste Departamento.

Assunto: Administração, Instalação de microcomputadores

Nome

Atenciosamente,

Memorando nº 19/DJ

Em 12 de abril de 2000.

qualidade dos serviços prestados.

“gerenciador de banco de dados”.

Ao Sr. Chefe do departamento de Administração

Cargo do signatário

Observações:

Na numeração do documento não consta o ano, tal como já vimos no Ofício.

Consta o órgão de origem.

A

data

deve

figurar na

mesma

linha

do

numero

e

identificação

do

memorando.

 

O destinatário do memorando é mencionado pelo cargo que ocupa. Quanto

ao emissor, já foi mencionado na numeração e virá explicito na assinatura.

O assunto esclarece o teor da comunicação.

Em relação ao texto, ele segue o mesmo padrão do Ofício.

O fecho também segue a mesma normatização que o Ofício.

19

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Profº Cilmar Tadeu Silva

Aplicação
Aplicação

O memorando que se segue talvez esteja na forma recomendada por alguma instituição,

mas certamente está fora dos padrões oficiais. Veja como ficaria se estivesse de acordo

com a IN nº 4/92.

Memorando fora da padronização:

Memorando FJG/DOP/CCP nº 14

Nome

Em 18/05/2000

Atenciosamente,

Cargo do signatário

anteriormente estabelecido.

Senhor Diretor da Divisão de Apoio Administrativo

Encaminhamos, em anexo, o conteúdo programático do curso.

Solicitamos a V.Sª cientificar os interessados de que o curso de Língua Portuguesa,

programado para o mês de maio, somente começará no dia 4 de agosto, permanecendo o horário

Memorando oficial: programado para o mês de maio, somente começará no dia 4 de agosto, permanecendo
Memorando oficial:
programado para o mês de maio, somente começará no dia 4 de agosto, permanecendo o horário
Solicitamos a V.Sª cientificar os interessados de que o curso de Língua Portuguesa,
2. Encaminhamos, em anexo, o conteúdo programático do curso.
Ao Sr. Diretor da Divisão de Apoio Administrativo
Assunto: Adiantamento de curso
anteriormente estabelecido.
Cargo do signatário
Em 18 de maio de 2000
Memorando nº 14/CCP
Atenciosamente,
Nome

20

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Profº Cilmar Tadeu Silva

Uma curiosidade

Uma funcionária de repartição pública – eficiente secretaria – brigou com o noivo e,

arrependida, ficou imaginando uma forma de se retratar. Tentou escrever um a carta vem

delicada e carregada de palavras de amor, mas – por vício profissional – acabou

redigindo um requerimento.

O documento chegou ao noivo ofendido no dia seguinte e este, chefe de seção de outra

repartição pública, apressou-se em indeferir o pedido, alegando, carinhosamente, nada

ter a perdoar. Para tanto, redigiu um ofício. Veja que interessante ...

Requerimento:

Amália

Nestes termos,

Pede deferimento.

Amélia da Silva

Amália Amélia da Silva, residente e domiciliada em São Paulo, na Rua do Tijuco Preto, nº

São Paulo, 13 de maio de 2000.

carro de V. As. e que assim agiu movida pelas forcas desconhecidas do ciúme. Reconhece ainda

AMÁLIA AMÉLIA DA SILVA

13, portadora da Carteira de Identidade e R.G. nº 500 631 421, vem respeitosamente requerer o

Ilmº. Senhor Diretor do meu coração

Pinheirense, no domingo, dia 8 de maio.

que muito o ama e declara que jamais pensou em ofendê-lo.

perdão de V. Sa. para as rudes palavras que proferiu ao final da Festa do Vinho do Atlético Clube

A requerente reconhece que exorbitou quando jogou o garrafão de vinho sobre a capota do

21

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Ofício:

IBIP – INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMACAO PROFISSIONAL

Assunto: Reconciliação – Amália Amélia

no requerimento não se justifica.

pode ser considerado como acidente sem vitimas e sem prejuízo para as partes.

São Paulo, 14 de maio de 2000.

Chefe de Departamento

ORIZOMBO DE OLIVEIRA

Atlético Clube Pinheirense.

Senhora minha noiva,

Em atenção ao pedido constante de requerimento datado de 13 de maio passado, levamos

Futura Dama do meu Lar

São Paulo – Capital

Amália Amélia da Silva

Ofício nº 19/DEDIV

Orozimbo de

Atenciosamente

Oliveira

À Srta.

  • 1. O incidente a que se refere o requerimento não aconteceu da maneira como foi exposto e

  • 2. Baseado na idéia popular de que “amar é jamais ter que pedir perdão”, a solicitação contida

ao conhecimento de V. Sª. que nada consta neste Departamento em nome da Festa do Vinho do

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ESCREVENDO RELATÓRIOS E MONOGRAFIAS

Relatórios e monografias podem agrupar-se em um mesmo capítulo pois, embora se

dirijam a públicos diferentes, ambos os textos apresentam a mesma estrutura e os

mesmos encaminhamentos didáticos.

Justifica-se ainda a inclusão de orientações sobre a redação de monografias neste livro

uma vez que as empresas têm orientado seu quadro pessoal a se aperfeiçoar

constantemente, freqüentando pós-graduações e MBAs, em que os participantes se vêem

às voltas com a produção de monografias finais de curso.

Por Onde Começar?

O primeiro passo para se redigir um bom relatório ou uma monografia é fixar o objetivo do

que se vai escrever.

Fixar o objetivo é selecionar a linha de pensamento que orientará a condução das idéias.

Esse procedimento é fundamental no sentido da seleção de idéias pertinentes ao assunto

e para não haver dispersão e confusão quanto às informações a serem transmitidas.

Vamos imaginar que tenhamos de redigir um relatório ou uma monografia sobre “os

principais meios de comunicação”. Temos várias possibilidades de desenvolvimento,

como, por exemplo:

fazer uma comparação entre o radio e a televisão;

analisar o apelo popular dos meios de comunicação e suas conseqüências; ou

ainda

abordar a ampla difusão de informações que esses dois meios promovem.

Assim,

para

cada

possibilidade,

ou

completamente diferente.

seja,

para

cada

objetivo,

haverá

um

texto

No caso de um relatório empresarial cujo assunto seja a visita feita pelo Gerente de

Qualidade ao Setor de Atendimento de outra empresa, a pessoa que irá redigir o relatório

deverá ter em vista a função da visita para poder começar a pensar por onde iniciar. Por

exemplo, a função da visita é:

verificar a melhor disposição dos aparelhos e atendentes, de forma a criar um

leiaute mais eficiente?

analisar o funcionamento da nova tecnologia implantada? Ou

recomendar ao diretor o modo de operação do setor visitado?

Como se vê, é por meio da fixação do objetivo que serão relacionadas as idéias afins ao

assunto em pauta, mantendo-se o controle do pensamento para que o relatório e a

monografia sigam na diretriz desejada.

Segundo Momento

Depois de fixar o objetivo, para escrever o seu relatório ou a sua monografia você pode

seguir dois caminhos, ambos igualmente válidos.

Um dele é simplesmente começar a escrever o texto para trabalhá-lo depois. O outro é

listar as várias idéias que lhe ocorram sobre o assunto para posteriormente estruturá-las

em um texto.

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Não se pode afirmar que um desses caminhos seja melhor que o outro. É meramente

questão de estilo ou, até mesmo, de momento. Uma pessoa pode se sentir mais

confortável listando primeiramente aquilo que pretende escrever ou passando direto para

o papel (ou tela) o desenvolvimento de sua idéia.

De qualquer forma, o importante é saber que, qualquer que seja o caminho escolhido,

este é apenas o segundo momento. É daqui que o relatório e a monografia começarão a

se definir, exigindo uma organização.

Terceiro Momento: Planejando o Texto

Depois do segundo momento é importante planejar a apresentação das informações.

Mesmo para quem já escreveu o texto, vale a pena saber que tanto o relatório quanto a

monografia devem primar pela organização e unidade.

Organização e unidade estão relacionadas à idéia central. Sempre, em qualquer tipo de

texto, deve haver uma idéia central que orienta toda a redação. Alem disso, todas as

idéias devem ser relevantes para a idéia central e devem convergir para ela.

Portanto, para obter um texto bem escrito, mostraremos como você deve proceder tanto

no caso de já ter feito a redação do texto quanto no de ter efetuado primeiramente uma

listagem das idéias:

Hipótese 1:

Se você trabalhou com a lista de idéias acerca do assunto, leia-as com atenção e

organize-as em grupos. Cada grupo deve ter uma idéia nuclear, mesmo que haja várias

frases e vários enfoques. Depois de agrupar as idéias, elimine as que forem redundantes

ou desnecessárias.

Exemplo 1:

Em um texto que queira apresentar argumentos contra a pena de morte, foram listados os

seguintes itens:

ninguém tem o direito de tirar a vida do homem;

não se deve castigar um crime com outro crime;

a ameaça de castigo nunca evitou que erros fossem cometidos;

só o temor da morte poderá afastar certos homens do crime.

Na leitura atenta, percebemos que o último item não é adequado para argumentar

contrariamente à pena de morte, trazendo, inclusive, a idéia a favor da pena capital.

Assim, ele será descartado, não entrando no texto final.

Exemplo 2:

Para um relatório ou monografia sobre o desemprego nos centros urbanos, foram listados

os seguintes itens:

imigração dos habitantes da área rural para os centros urbanos;

surgimento de favelas;

fome, doenças;

falta de habilitação profissional;

grande número de camelôs nas ruas;

aumento do trafico de drogas;

vadiagem, roubo, crimes;

crescente substituição do homem pela maquina.

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Ao

analisar

os

itens,

começamos

por

verificar

que

o

surgimento

de

favelas é

conseqüência da imigração dos habitantes da área rural para os centros urbanos. O

grande número de camelôs pode ser considerado também uma conseqüência da falta de

qualificação profissional.

Então, observamos que podemos ter dois

conseqüências:

grandes

grupos:

o

das

causas e

o

das

Grupo das Causas:

imigração dos habitantes da área rural para os centros urbanos;

falta de habilitação profissional

crescente substituição do homem pela maquina.

Grupo das Conseqüências:

surgimento de favelas;

fome; doenças;

grande numero de camelôs nas ruas;

vadiagem, roubo, crimes.

Desse conjunto, sobra “aumento ro trafico de drogas”, que não está relacionado

diretamente com a questão do desemprego. Portanto, ele não será incluído no texto.

O relatório ou monografia em questão terá então o seguinte planejamento textual:

Introdução – a questão do desemprego nos centros urbanos

Desenvolvimento – causas e conseqüências

Conclusão – um fecho sobre o assunto tratado

Hipótese 2:

Se você já redigiu o texto, releia-o e retire (sem piedade) as frases ou partes de frases

que fogem ao objetivo que você fixou. Você deverá ficar bem atento à interpretação das

palavras.

Por exemplo, cuidado com a mudança de foco dentro do parágrafo.

Exemplo 1:

Programas violento, cuja transmissão foi proibida em alguns países, têm grande sucesso

no Brasil. Os filmes de Kojak e a série Police woman são um exemplo. O motivo da

proibição fora do Brasil são os efeitos negativos que os seriados policiais têm sobre os

telespectadores, principalmente crianças. Nos Estados Unidos, a pressão popular é muito

forte e consegue exercer pressão nas redes de televisão.

Como a idéia central do parágrafo é a critica às redes brasileiras de televisão, a última

frase está deslocada do assunto, pois seu foco é a sociedade americana e seu

mecanismo de pressão. Esta idéia então não cabe neste parágrafo. No máximo, ela

poderia entrar em outro que mostrasse a falta de reação da sociedade brasileira, em

contraste com a americana.

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Outro

cuidado

que

se

desnecessários.

deve

ter

na

releitura

do

texto

é

a

eliminação de detalhes

Exemplo 2:

O secretário nacional de Vigilância Sanitária, Roberto Chabo, apresentou uma lista de

trinta e quatro medicamentos, divididos em quatro grupos: protetores do fígado,

estimulantes neuropsíquicos, polivitamínicos e estimulantes sexuais, que terão a

fabricação suspensa e serão retirados do mercado na semana que vem por

serem considerados sem efeito terapêutico.

Como você pode notar numa leitura atenta, a parte “divididos em quatro grupos:

protetores do fígado, estimulantes neuropsíquicos, polivitamínicos e estimulantes sexuais

atrapalha o leitor na compreensão da idéia-núcleo.

Portanto, todos os segmentos que ameacem a quebra da unidade do parágrafo e do texto

devem ser retirados.

A Estrutura

Agora é fundamental estruturar a apresentação das informações. A estruturação nada

mais é do que a organização de blocos ou grupos de informação.

Dependendo do tipo de relatório (há vários), você pode seguir por diversas maneiras de

estruturar o texto, desde aquela mais simples, em que há uma exposição de idéia por

meio de seqüência de introdução-desenvolvimento-conclusao, até as mais elaboradas,

com analises parciais e comentários de pontos positivos e negativos.

Em relação às monografias, a única distinção entre elas e os relatórios é quando à

apresentação de sumário ou resumo, logo no início o texto.

O sumário é a “enumeração das principais seções, artigos ou contribuições

mais

importantes de um fascículo, feita na mesma ordem em que nele se sucedem”. (ABNT –

NB-62)

Já o resumo, indicado para monografias menos formais, é a apresentação concisa e

freqüentemente seletiva do texto de um artigo, obra ou outro documento, pondo em relevo

os elementos de maior interesse e importância, sendo freqüentemente redigido por outras

pessoas que não o autor”. (ABNT – NB-87)

A estrutura é fundamental, pois ela revela a organização do pensamento que será

seguida, bem como facilita ao leitor seguir uma linha de compreensão. Portanto, não há

como descuidar dessa etapa essencial.

Vamos analisar, então, como compor a estrutura nas diversas situações.

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Composição da Estrutura

  • 1. Estrutura Básica

Um relatório ou monografia simples, abordando a exposição de um motivo ou de um

tema, pode seguir a estrutura básica de introdução-desenvolvimento-conclusao.

Na introdução apresenta-se o assunto, delimitando-o e estabelecendo suas coordenadas

gerais. Na verdade, a introdução apresenta um cenário em que serão inseridas as

informações prestadas.

No desenvolvimento, as informações seguem o prometido na introdução, tendo-se o

cuidado de caminhar na direção de um fecho, sem idas e vindas que atrapalhem o leitor.

As informações devem ser trabalhadas de forma que se apresentem em um andamento

cronológico (um relatório de atendimento, por exemplo) ou lógico (um relatório de gestão

semestral, por exemplo).

O fecho é elemento essencial e retoma, de forma diferenciada, a proposta da introdução,

concluindo sobre os dados que foram informados.

Seguem dois exemplos de relatório e demonografia com estruturação básica que contém

apresentação tanto cronológica quanto lógica das informações.

Exemplo 1:

Relatório apresentado por um empregado da Empresa A a seu superior imediato, em que

relata o treinamento técnico que ofereceu a pessoal de outra agencia, também da

Empresa A.

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Titulo

A

introdução

consta

dois

de

parágrafos e apresenta o assunto

do relatório, ou,

como

 

muitos

preferem chamar hoje

dia,

em

o

cenário.

 

Aqui começa a apresentação das

idéias a serem desenvolvidas.

 

Observe que o texto começa

referência

fazendo

à

situação

cronológica.

 

O texto continua, acrescentando à

abordagem cronológica uma

ordem lógica. Há uma seqüência

que ressalta o trabalho como um

 

todo.

Introdução,

fazendo

a

apresentação da idéia que será

desenvolvida no texto. Repare na

expressão

“estão

dizendo”,

que

abre possibilidade para

um

contraponto.

 

Desenvolvimento

O

parágrafo

primeiro

apresenta

exemplos

que

concretizam

a

apresentada

correlação

na

introdução.

 

É interessante abrir a conclusão

com uma expressão ou palavra

que remeta a essa idéia.

 

Observe que se encaixa aqui um

comentário.

por

Profº Cilmar Tadeu Silva

Relatório de treinamento técnico

Introdução

O objetivo deste relatório é efetuar um

relato do treinamento de Power Point

solicitado pela Agência Centro.

O treinamento foi programado, conforme

solicitação, para um público-alvo de 16

pessoas, nos dias 14 e 15 de setembro,

em instalações da própria agência.

Desenvolvinento

No dia 14, primeiro dia do treinamento,

constatou-se, logo ao chegar ao local, a

pouca afluência dos participantes. Dos 16

previstos, achavam-se no local somente

4 empregados.

O trabalho transcorreu normalmente, com

adaptações das dinâmicas programadas

para atender à realidade de uma

quantidade menor de pessoas do que a

prevista.

Nas avaliações de reação passadas ao

final do segundo dia de treinamento, foi

unânime a satisfação dos participantes,

assim como a constatação da

necessidade de uma maior número de

empregados participar desde curso, uma

vez que ele é diretamente aplicável sobre

as tarefas do dia-a-dia.

Conclusão

Podemos

concluir

que

treinamento

o

realizado foi ao encontro das

expectativas

dos

treinandos,

conforme

constatado nos exercícios técnicos, em

que muitas dúvidas foram eliminadas, e

na avaliação de reação, com comentários

sempre positivos sobre o trabalho.

Sugerimos,

entretanto,

que

seja

estabelecido um contato com a

coordenação

de

cursos

da

Agência

Centro para uma melhor programação da

disponibilidade

dos

participantes.

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Exemplo 2:

Título:

como

é

uma

pergunta,

deve-se

esperar

apresentação

tanto de aspectos a favor como de

aspectos contrários.

 

O segundo parágrafo desenvolve

os aspectos de similaridade que

suportam a comparação.

 

Apresentação de argumentos que

se contrapõem à idéia

 

Conclusão:

retorna

a

idéia

apresentada na introdução e, junto

aos argumentos levantados,

estabelece o fecho do artigo.

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Profº Cilmar Tadeu Silva

Violência

americana:

também

globalizada?

Muitos brasileiros estão dizendo que o

recente e inédito assassinato em massa

ocorrido no cinema de um shopping em

São Paulo é o mais novo produto

americano importado pelo Brasil.

O estudante de medicina que matou três

pessoas e feriu cinco é um rapaz de

classe media alta, solitário, perturbado,

fanático

pela

Internet.

Um

perfil

que

tipifica

p

“franco-atirador”

americano.

Como se não bastasse, a versão

brasileira

do

serial

killer

americano

revelou-se no ano passado na figura do

Maníaco do Parque.

O Brasil é um terreno fértil para esse tipo

de acontecimento. Esta é uma sociedade

em que crimes violentos, hediondos,

correm todos os dias. E em que o acesso

às armas e às drogas é tão amplo quanto

nos Estados Unidos. (O estudante de

medicina citado, tendo consumido

cocaína, comprou a submetralhadora do

seu mecânico).

Essas condições levam o brasileiro a

desconfiar que o massacre do cinema

não é uma ocorrência isolada, mas um

trailer sombrio do que está por vir.

O Brasil, porém, não se parece tanto com

a sociedade americana. Basicamente

porque valoriza a família como sua

instituição mais importante e mima (em

vez de negligenciar) seus filhos. Laços

familiares fortes fazem com que os

brasileiros sejam muito mais gregários do

que americanos. É muito mais comum

que os jovens pertençam a turmas

saudáveis aqui no Brasil do que nos

Estados unidos, o que provoca maior

estabilidade emocional e até segurança

econômica – os brasileiros arranjam

29

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Apostila: Redação Empresarial

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Profº Cilmar Tadeu Silva

emprego

não

apenas

pelo

que

conhecem, mas por quem conhecem.

Talvez seja

realmente

equívoco

um

entender o massacre do cinema como

uma ocorrência isolada. Mas é

certamente equívoco maior deixar esse

particular surto psicopatológico eclipsar a

verdadeira

e

problemática

violência

do

aquela

Brasil:

transformou

que

as

periferias urbanas em zonas de guerra

civil.

(adaptado

de

Michael

revista

Kepp,

Exame, 17-11-99)

30

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por

Desconhecido

  • 2. Estrutura por Grupos de Idéias

Primeiramente vamos entender o que seja uma organização das idéias por grupos.

A estruturação por grupos se concretiza a partir da afinidade de algumas informações,

que passam a constituir determinado grupo. O grupo de idéias nada mais é do que um

conjunto de informações ao qual você é capaz de dar o mesmo titulo.

É importante ressaltar também que a organização da estruturação sempre dependerá das

informações a serem registradas.

Vamos analisar uma situação normalmente presente na vida institucional das pessoas

demonstrando como a estruturação por grupos auxilia a organização e a eficácia das

idéias.

Imaginemos que você participou de uma reunião (um grupo de trabalho, por exemplo) em

que foram discutidos vários assuntos relativos a melhorias que deverão ser implantadas

em seu setor. Evidentemente, esse tipo de assunto provocará intensos debates, com

apresentação de argumentos favoráveis às hipóteses levantada, argumentos contrários,

retorno a idéias já faladas em outras ocasiões e descartadas, mas que no momento

parecem válidas, egos se vangloriando, egos feridos, e muitas outras variadas situações.

Como então apresentar um relatório claro das idéias que foram discutidas?

A única solução em casos com muitas informações a serem transmitidas é a estruturação

por grupos de idéias. Uma das possibilidades de estruturar o relatório proveniente de uma

pauta de melhorias no setor seria:

  • 1. Introdução

  • 2. Cenário Atual

  • 3. Melhorias Sugeridas

  • 3.1 – Melhoria A

3.1.1

– apresentação

3.1.2

– benefícios

  • 3.2 – Melhoria B

3.2.1

– apresentação

3.2.2

– benefícios

  • 4. Sugestões descartadas

4.1 – Sugestão A e conseqüências negativas

  • 5. Conclusão

Mas essa não é a única estruturação possível e, voltamos lembrar, a estruturação é

dependente das informações a serem transmitidas. Assim, se, no caso da reunião citada,

as melhorias só poderiam ser aprovadas em relação a seu custo, por exemplo, seria

necessário incluir no relatório uma análise dos custos década melhoria, ou delas com um

todo.

Nesse caso, o esquema ficaria da seguinte forma:

31

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Resumo: Dicas & Macetes Direito Constitucional

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Desconhecido

  • 1. Introdução

  • 2. Cenário Atual

  • 3. Melhorias Sugeridas

3.1 – Melhoria A

3.1.1– apresentação

  • 3.1.2 – benefícios

  • 3.1.3 – custos

3.2 – Melhoria B

  • 3.2.1 – apresentação

  • 3.2.2 – benefícios

  • 3.2.3 – custos

  • 4. Sugestões descartadas

4.1 – Sugestão A

4.1.1 – custo

  • 5. Conclusão

Muitos relatórios do dia-a-dia empresarial seguem o esquema de blocos de

informação. Podemos citar como exemplo os relatórios de analise de investimentos,

atualizações sobre processo de qualidade, relatórios de análise e pesquisa etc.

Também encontramos a estruturação por grupos de idéias na parte central das

monografias, quando o desenvolvimento apresenta várias análises e as informações

se desdobram em blocos.

Essa determinação de partes esquematiza a informação, trazendo a possibilidade de

um melhor encadeamento lógico.

Tipos

de

Planos

para

Relatórios

Há muitas possibilidades de planos (ou esqueletos) de relatórios ou monografias divididos

em grupo. Seguem abaixo algumas possibilidades. Entretanto, cada relatório tem a sua

particularidade e o seu conjunto de informações. Portanto, cabe ao redator do texto

analisar e escolher qual a melhor maneira de estruturar as suas idéias.

Exemplo 1 – Introdução

Apresentação dos itens observados

Comentários

Conclusão

Exemplo 2 – Introdução

Relato cronológico dos acontecimentos

Apresentação dos itens observados

Análise de causas

Proposta de soluções

Conclusão

Exemplo 3 – Cenário

Enumeração de fatos

Relações de conseqüência

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Desconhecido

Comentários

Conclusão

Exemplo 4 – Cenário

Aspectos Positivos

Aspectos Negativos

Considerações gerais

Conclusão

Aplicação

Os parágrafos abaixo foram escritos a partir do tema: O processo de Formação da

Opinião do indivíduo.

Porém, as várias idéias foram escritas sem nenhuma preocupação com o planejamento e

a estrutura. Depois de ter os parágrafos, ordene-os, relacionando-os em seqüência lógica

comportamento. Ele aprende a cumprir as normas do grupo e a receber as sanções delas adquire
comportamento. Ele aprende a cumprir as normas do grupo e a receber as sanções delas
adquire
primários.
A seguir,
grupos de pressão e a propaganda.
comportamento e delineando normas de conduta.
familiar e condicionam a adoção de opiniões e atitudes.
sociedade e orientar a Opinião Pública num determinado sentido.
importância a participação do individuo nos grupos primários:
da Opinião Pública, nós encontramos fatores básicos e fatores complementares.
também a educação formal – aquela proporcionada pela escola, pela universidade.
sociedade, o cidadão participa de todo um processo educativo, que vai moldando o seu
quais se vai acostumando, e em torno dos quais vai girar a sua atividade social. Toda a
porque as suas normas estão de acordo com os seus próprios padrões de
e ao final organize um esqueleto do plano geral do texto.
sua vida em sociedade estará orientada pelos marcos de referencia que advêm da vida
Outro fator importante é a vida familiar, que se insere no próprio contexto da educação
experiências que as pessoas vão adquirindo pelo fato de viverem em sociedade – mas
A educação é fator fundamental, porque vai conformando a mentalidade dos indivíduos e
informal. Da família, o individuo recebe uma série de padrões de comportamento, ao
No processo de formação das opiniões individuais, que depois se convertem no fenômeno
abrindo-lhes horizontes específicos. Desde o momento em que nasce e se incorpora à
Vejamos, agora, os fatores complementares na formação das opiniões individuais: os
Entre os fatores básicos estão a educação, a vida familiar e a participação nos grupos
Esse processo educativo envolve não apenas a educação informal – conjunto de
Os grupos de pressão procuram galvanizar a atenção das pessoas que compõem a
vizinhança, clubes, trabalho, associações, etc. O individuo se integra nesses grupos,

33

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por A formação da Opinião Pública constitui realmente um processo complexo, que está A propaganda, por
por
A formação da Opinião Pública constitui realmente um processo complexo, que está
A propaganda, por sua vez, busca persuadir os indivíduos para a mudança de atitudes ou
condicionado por diversos elementos, ademais dos problemas de personalidade que tem
(José Marques de Melo, Comunicação, opinião, desenvolvimento)
conservação dos padrões existente.
Resumo: Dicas & Macetes Direito Constitucional
Desconhecido
decorrentes.
o indivíduo.

Texto reestruturado:

vizinhança, clubes, trabalho, associações, etc. O individuo se integra nesses grupos,

A seguir, adquire importância a participação do individuo nos grupos primários:

indivíduos e abrindo-lhes horizontes específicos. Desde o momento em que nasce e se

No processo de formação das opiniões individuais, que depois se convertem no fenômeno

experiências que as pessoas vão adquirindo pelo fato de viverem em sociedade – mas

comportamento. Ele aprende a cumprir as normas do grupo e a receber as sanções delas

porque as suas normas estão de acordo com os seus próprios padrões de

comportamento, ao quais se vai acostumando, e em torno dos quais vai girar a sua

incorpora à sociedade, o cidadão participa de todo um processo educativo, que vai

atividade social. Toda a sua vida em sociedade estará orientada pelos marcos de

referencia que advêm da vida familiar e condicionam a adoção de opiniões e atitudes.

Os grupos de pressão procuram galvanizar a atenção das pessoas que compõem a

A educação é fator fundamental, porque vai conformando a mentalidade dos

Esse processo educativo envolve não apenas a educação informal – conjunto de

Vejamos, agora, os fatores complementares na formação das opiniões individuais:

Entre os fatores básicos estão a educação, a vida familiar e a participação nos

grupos primários.

de

decorrentes.

Introdução:

padrões de

Desenvolvimento:

Outro fator importante é a vida familiar, que se insere no próprio contexto da

os grupos de pressão e a propaganda.

atitudes ou conservação dos padrões existente.

sociedade e orientar a Opinião Pública num determinado sentido.

moldando o seu comportamento e delineando normas de conduta.

educação informal. Da família, o individuo recebe uma série

A propaganda, por sua vez, busca persuadir os indivíduos para a mudança de

da Opinião Pública, nós encontramos fatores básicos e fatores complementares.

também a educação formal – aquela proporcionada pela escola, pela universidade.

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por está condicionado por diversos elementos, ademais dos problemas de personalidade A formação da Opinião Pública
por
está condicionado por diversos elementos, ademais dos problemas de personalidade
A formação da Opinião Pública constitui realmente um processo complexo, que
Resumo: Dicas & Macetes Direito Constitucional
que tem o indivíduo.
Desconhecido
Fecho:

Plano gera l (ou esqueleto):

  • 1 – Introdução

  • 2 – Fatores básicos

    • 2.1 – Educação

    • 2.2 – Vida familiar

    • 2.3 – Grupos primários

  • 3 – Fatores complementares

    • 3.1 – Grupos de Pressão

    • 3.2 – Propaganda

  • 4 – Conclusão

  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    AZEREDO, J.C. Letras & Comunicação – Uma Parceria no ensino de Língua Portuguesa.

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    para a iniciação científica. 2ª. Ed. Makron Books. São Paulo 2000

    CAMARA. J.M. Estrutura da Língua Portuguesa. 35ª. Ed. Vozes. Petrópolis 2002.

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    Manual de Expressão Oral e Escrita. 20ª. Ed. Vozes. Petrópolis 2001

    CEREJA, W.R.; MAGALHÃES, T.C. Texto e Interação – Uma proposta de produção

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    Prática de Textos para Estudantes Universitários. 10ª. Ed.

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    MANDRICK, D.; FARACO, C.A. Língua Portuguesa – Prática de redação para estudantes

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    MEDEIROS, J.B. Redação Científica – A Prática de Fichamentos, Resumos e Resenhas.

    Ed. Atlas. 2000

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