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Tribologia

A tribologia é a ciência que estuda o atrito, desgaste e lubrificação em maquinários, com o objetivo de aumentar a vida útil e confiabilidade dos sistemas mecânicos. A pesquisa em tribologia envolve a análise de óleos lubrificantes e a identificação de mecanismos de desgaste, como abrasão e erosão, utilizando técnicas como análise espectrográfica e ferrografia. A escolha e análise de óleos lubrificantes são cruciais para garantir a eficiência do sistema, com foco em propriedades como viscosidade e contaminação.

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Tribologia

A tribologia é a ciência que estuda o atrito, desgaste e lubrificação em maquinários, com o objetivo de aumentar a vida útil e confiabilidade dos sistemas mecânicos. A pesquisa em tribologia envolve a análise de óleos lubrificantes e a identificação de mecanismos de desgaste, como abrasão e erosão, utilizando técnicas como análise espectrográfica e ferrografia. A escolha e análise de óleos lubrificantes são cruciais para garantir a eficiência do sistema, com foco em propriedades como viscosidade e contaminação.

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Tribologia

ATribologia é o termo geral a que se refere à dinâmica de projeto e


operação da estrutura de suporte de lubrificação de partes do
maquinário. A Tribologia é a ciência do atrito. A descoberta e a
formulação dos mecanismos da tribologia é atribuída a três cientistas:
Um Russo, Nikolai Petrov (1836-1920) e dois Britânicos: Beauchamp
Tower (1845-1904) e Osborne Reynolds (1842-1912). Eles perceberam
que o mecanismo do processo de lubrificação não era devido à
interação mecânica de superfícies sólidas, mas sim devido ao filme de
fluido que as separava.

A Tribologia tem um campo de pesquisa amplo e multidisciplinar. A


pesquisa em tribologia visa reduzir desgaste, aumentar vida útil e
confiabilidade de sistemas mecânicos e mecatrônicos e controlar (ou
otimizar) o atrito. A tribologia é fundamentada no estudo do desgaste,
do atrito e da lubrificação.

Desgaste é a perda de material de uma superfície, transferência de


matéria de uma superfície para outra ou movimento de material em
uma única superfície. Ou seja, é a perda progressiva de substância de
uma superfície operacional de um corpo que ocorre como resultado
de um movimento relativo na superfície. Porém sem sempre o
desgaste é ruim:

• Locais onde o desgaste é indesejável: Na maioria dos casos, o


desgaste é prejudicial porque causa perda de precisão, vibração,
vazamentos etc.

• Locais onde o desgaste é desejável: Em alguns casos, o desgaste é


desejável tais como em operações de retífica, polimento, usinagem
por ultrassom e outros processos de desgaste para remoção de
material.

• Os principais mecanismos de desgaste são:

• Abrasão: quando as asperezas de uma das superfícies danifica a


outra superfície.

• Erosão: remoção de partículas da superfície por movimentação de


um fluido.

• Adesão: deformação plástica e uma adesão intermediária pode


ocorrer, devido ao calor gerado pelo atrito entre os componentes.

• Oxidação: desgaste devido a formação de óxidos na superfície.


• Fadiga: devido a tensões e deformações que podem culminar em
trincas ou completa fratura depois de um número suficiente de
flutuações.

• Fretting: Desgaste ocorre em acoplamento estacionário entre duas


peças em movimento relativo causado por uma vibração ou outro
fator.

O atrito é o causador do desgaste e também há lugares que é bom


sua ocorrência ou indesejável:

• Locais onde o atrito é indesejável: motores, mancais, rolamentos,


transmissões, etc.

• Locais onde o atrito é desejável: freios, embreagens, etc.

Há várias formas de controlar o atrito e o desgaste e a principal é


usar a lubrificação. Os óleos lubrificantes são substâncias utilizadas
para reduzir o ruído, calor e desgaste, lubrificando e aumentando a
vida útil dos componentes móveis. O componente principal de um
óleo lubrificante acabado é o óleo básico, que pode ser de origem
mineral (primeiro refino ou refinação), sintética ou vegetal.

Temo três tipos principais de óleos lubrificantes:

• Óleos vegetais: são obtidos através da extração de sementes como


o algodão, milho, soja, girassol, arroz, babaçu, oiticica ou mamona.

• Óleos sintéticos: são produzidos industrialmente através de


substâncias inorgânicas e orgânicas, como as glicerinas, silicones,
resinas ou ésteres.

• Óleos animais: são obtidos através de animais, como a capivara, o


bacalhau, o cachalote e a baleia.

• Óleos minerais: são obtidos através do petróleo e podem ser


classificados em óleos naftênicos ou em óleos parafínicos conforme a
sua estrutura molecular. O naftênico é ótimo para ser usado em
ambientes de baixas temperaturas e o parafínico é recomendado
para ambientes que apresentam uma temperatura razoavelmente
alta com uma longa vida útil, o que significa que a sua oxidação é
bastante lenta.
Apesar da vasta quantidade de óleos lubrificantes no mercado, todos
eles obedecem a uma norma estabelecida pela Sociedade dos
Engenheiros Automotivos (SAE). O principal critério verificado
pela SAE é em relação a viscosidade do óleo, sendo uma importante
propriedade dos fluidos, responsável pela resistência ao escoamento.

A tribologia faz uso de várias técnicas que auxiliam diretamente a


correta manutenção preditiva:

• Análise de óleo lubrificante: para determinar a condição do filme


lubrificante.

• Análise espectrográfica: permite medições precisas e rápidas de


muitos dos elementos presentes no óleo lubrificante como metais de
desgaste, contaminantes ou aditivos.

• Ferrografia: separa a contaminação por partículas usando um


campo magnético em vez de queimar uma amostra como na análise
espectrográfica.

• Análise de partículas de desgaste: fornece informações diretas


sobre a condição de desgaste da máquina.

Existem três grandes limitações ao usar a análise tribológica em um


programa de manutenção preditiva: custos de equipamentos,
aquisição de amostras de óleo precisas e interpretação de dados. E
há dois fatores primordiais: a frequência da amostra e entender o
significado dos resultados da análise.

O principal constituinte do óleo lubrificante acabado é denominado


óleo básico, que pode ser um derivado de petróleo obtido pelo
processo de refino ou substâncias sintéticas geradas por reações
químicas ou, até mesmo, óleos de origem vegetal. Na maioria das
aplicações, as propriedades do óleo básico não atendem
integralmente todos os requisitos de lubrificação. Nestes casos, são
adicionados na formulação aditivos que podem lhes conferir, com
certa limitação, características superiores às do óleo básico. A escolha
de qual óleo básico utilizar para formular um óleo lubrificante
depende das características físico-químicas do básico e do
desempenho almejado para o produto final. Óleos lubrificantes,
hidráulicos e dielétricos devem ser analisados periodicamente,
usando técnicas, para determinar sua condição. Os resultados dessa
análise são usados para determinar se o óleo atende aos requisitos de
lubrificação da máquina ou aplicação.
Com base nos resultados da análise, os lubrificantes podem ser
alterados ou atualizados para atender aos requisitos operacionais
específicos. Além disso, a análise permite a consolidação ou a
redução do número e dos tipos de lubrificantes necessários para
manter o equipamento da planta, reduzindo os níveis de estoque
necessários e, portanto, os custos de manutenção. O benefício total
da análise de óleo pode ser obtido apenas com amostras frequentes,
com tendência para os dados de cada máquina na fábrica.

As principais análises realizadas nos óleos lubrificantes são:

• Viscosidade: A viscosidade é a propriedade que determina o valor


da resistência ao cisalhamento do fluido, que é a tensão gerada por
duas ou mais forças atuando na mesma direção e em sentido igual ou
oposto. Esta é uma das propriedades mais importantes de um óleo
lubrificante. A viscosidade real das amostras de óleo é comparada
com uma amostra não usada para determinar o afinamento ou
espessamento da amostra durante o uso. A viscosidade
excessivamente baixa reduzirá a resistência do filme de óleo,
enfraquecendo sua capacidade de impedir o contato metal-metal.
Uma viscosidade excessivamente alta pode impedir o fluxo de óleo
para locais vitais na estrutura de suporte do rolamento, reduzindo sua
capacidade de lubrificação.

• Contaminação: A contaminação do óleo pela água ou refrigerante


pode causar grandes problemas em um sistema de lubrificação.
Muitos dos aditivos agora usados na formulação de lubrificantes
contêm os mesmos elementos usados nos aditivos de refrigeração.

• Diluição de Combustíveis: A diluição do óleo em um motor


enfraquece a força do filme de óleo, a capacidade de vedação e a
detergência. Podem ser causados por operação incorreta, vazamentos
no sistema de combustível, problemas de ignição, temporização
inadequada ou outras deficiências. A diluição do combustível é
considerada excessiva quando atinge um nível de 2,5 a 5%.

• Partículas Sólidas: Todos os materiais sólidos no óleo são medidos


como uma porcentagem do volume ou peso da amostra. A presença
de sólidos em um sistema de lubrificação pode aumentar
significativamente o desgaste das peças lubrificadas. Qualquer
aumento inesperado nos sólidos relatados é motivo de preocupação.

• Fuligem de Combustível: Um indicador importante para o óleo


usado em motores a diesel, a fuligem de combustível está sempre
presente em certa medida. Um teste para medir a fuligem de
combustível no óleo do motor a diesel é importante, pois indica a
eficiência de queima de combustível do motor. A maioria dos testes
de fuligem de combustível é realizada por análise de infravermelho.

• Oxidação: A oxidação do óleo lubrificante pode resultar em


depósitos de verniz, corrosão do metal ou espessamento do óleo. A
maioria dos lubrificantes contém inibidores de oxidação. A quantidade
de oxidação em uma amostra de óleo é medida por análise diferencial
de infravermelho.

• Nitração: Combustão de combustível em motores resulta da


nitração. Os produtos formados são altamente ácidos e podem deixar
depósitos em áreas de combustão. A nitração acelera a oxidação do
óleo. A análise infravermelha é usada para detectar e medir produtos
de nitração.

• Número Total de Ácido: É uma medida da quantidade de ácido ou


material ácido na amostra de óleo. Como os óleos novos contêm
aditivos que afetam o número total de ácidos (TAN), é importante
comparar as amostras de óleo usadas com óleo novo, não usado, do
mesmo tipo. Análises regulares em intervalos específicos são
importantes para essa avaliação.

• Número Base Total: Este número indica a capacidade de um óleo


para neutralizar a acidez. Quanto maior o número total de bases
(TBN), maior a capacidade de neutralizar a acidez. Causas típicas de
baixo TBN incluem o uso do óleo inadequado para uma aplicação,
esperando muito tempo entre trocas de óleo, superaquecimento e uso
de combustível com alto teor de enxofre.

• Contagem de Partículas: Testes de contagem de partículas são


importantes para antecipar problemas potenciais do sistema ou da
máquina. Isto é especialmente verdadeiro em sistemas hidráulicos. A
análise da contagem de partículas que faz parte de uma análise
normal de óleo lubrificante é bastante diferente da análise de
partículas de desgaste. Neste teste, altas contagens de partículas
indicam que o maquinário pode estar sendo usado anormalmente ou
que falhas podem ocorrer como resultado de orifícios bloqueados
temporária ou permanentemente.

Einstein, na década de 20, identificou dois processos básicos dos


quais um átomo pode passar de um estado para o outro:

• por absorção: Se o átomo estiver no estado fundamental é


necessário fornecer a ele a energia certa para que ele passe ao
estado excitado essa energia deve ser exatamente a diferença entre
as energias dos dois estados. Uma forma de fornecer essa energia é
fazer incidir um feixe de luz sobre o átomo. Se a energia de um fóton
constituinte da luz for exatamente igual à diferença de energia entre
os dois estados do átomo, ele pode absorver esse fóton e passar do
estado fundamental para o estado excitado.

• por emissão: O átomo já no estado excitado (e de maior energia)


passa para o nível de estabilidade emitindo um fóton que é
exatamente com o valor da diferença de energia entre os dois níveis.
Essa mudança pode ocorrer de forma espontânea com a emissão de
um fóton ou estimulada quando um fóton de energia igual atinge o
átomo passando sem interação, mas provocando a emissão do
segundo fóton.

Cada elemento químico terá órbitas com diferentes valores de níveis


de energia. Portanto, o fóton de energia liberado será característico
para cada substância. Logo, cada elemento apresentará sua própria
cor ao emitir energia. Assim podemos identificar a presença de
determinado elemento químico por:

• Método da Emissão a Chama: Utiliza-se uma chama com o propósito


de converter o aerossol da amostra em um vapor atômico (onde se
encontram átomos no “estado fundamental”) e excitar,
termicamente, estes átomos, levando-os ao “estado excitado”.
Quando estes átomos retornam ao estado fundamental, eles emitem
a luz que é detectada pelo instrumento. A intensidade de luz emitida
está relacionada com a concentração do elemento de interesse na
solução.

• Método da Absorção Atômica: Na absorção atômica, a única função


da chama é converter o aerossol da amostra em vapor atômico, que
pode então absorver a luz proveniente de uma fonte primária. A
quantidade de radiação absorvida está relacionada com a
concentração do elemento de interesse na solução.

A decomposição dos componentes do óleo lubrificante por meio do


método de emissão ótica ou de absorção atômica é uma importante
forma de avaliar os óleos lubrificantes. De forma geral, este
procedimento de análise reconhece todos os elementos contidos na
amostra do óleo lubrificante, além de detectar substâncias como o
cobre, ferro, níquel, cromo, chumbo e alumínio e pode, também,
avaliar os aditivos contidos. Após a análise, os dados são
transformados em gráficos e tabelas para interpretação.
Ferrografia é essencialmente semelhante a espectrografia com duas
diferenças

• Primeiro, a Ferrografia separa a contaminação por partículas usando


um campo magnético em vez de queimar uma amostra como na
análise espectrográfica. Como um campo magnético é usado para
separar contaminantes, esta técnica é principalmente limitada a
partículas ferrosas ou magnéticas.

• A segunda diferença é que a contaminação por partículas maior que


10 μm pode ser separada e analisada.

• A análise ferrográfica normalmente irá capturar partículas de até


100 μm e fornecer uma melhor representação da contaminação total
do óleo do que as técnicas espectrográficas.

• A análise de partículas de desgaste está relacionada à análise de


óleo apenas porque as partículas a serem estudadas são coletadas
por meio de uma amostra de óleo lubrificante. Enquanto a análise de
óleo lubrificante determina a condição real da amostra de óleo, a
análise de partículas de desgaste fornece informações diretas sobre a
condição de desgaste da máquina. Partículas no lubrificante de uma
máquina podem fornecer informações significativas sobre a condição
da máquina.

A análise de partículas de desgaste é normalmente realizada em dois


estágios:

• Primeiro estágio: medição da quantidade, a composição e o


tamanho do material particulado no óleo lubrificante.

• Segundo estágio: análise do material particulado em cada amostra


de óleo lubrificante para identificação do tipo de desgaste.

• Uma máquina normal irá conter baixos níveis de sólidos com um


tamanho menor que 10 μm. À medida que a condição da máquina se
degrada, o número e o tamanho do material particulado aumenta. Os
principais tipos de desgaste identificados pelo formato e composição
da partícula são:

• Desgaste por Fricção/Atrito: Resultado do desgaste normal da


máquina. Tipicamente são partículas predominantemente menores
que 15 μm. Embora a falha catastrófica seja improvável, um problema
iminente é indicado por um aumento dramático em partículas de
desgaste.
• Desgaste por Cisalhamento: Elas são produzidas quando uma
superfície dura produz uma aresta que corta uma superfície mais
macia. Partículas de desgaste por cisalhamento são anormais e
sempre merecem atenção. Quantidades crescentes de partículas mais
longas sinalizam uma falha potencialmente iminente do componente.

• Fadiga por Rolagem: Associada principalmente aos rolamentos de


contato e geram tipicamente partículas de fragmentação por fadiga,
partículas esféricas e partículas laminares. Partículas de
fragmentação de fadiga são o material removido quando um entalhe
se abre em uma superfície de rolamento. Um aumento na quantidade
ou tamanho dessas partículas é a primeira indicação de uma
anormalidade grave. Partículas esféricas são importantes uma vez
que quando são detectáveis é um primeiro sinal da fragmentação de
fadiga. As partículas laminares são muito finas e acredita-se que
sejam formadas pela passagem de uma partícula de desgaste através
de um contato de rolagem.

• Desgaste de Cisalhamento Severo: Causado por cargas excessivas


ou calor em um sistema de engrenagens. Sob essas condições,
partículas grandes se soltam das superfícies de desgaste, causando
um aumento na taxa de desgaste. Se as tensões aplicadas à
superfície forem aumentadas ainda mais, um segundo ponto de
transição é atingido: a superfície se desfaz e o desgaste catastrófico
segue.

Atividade Extra

Ver o vídeo sobre o estudo da tribologia disponível no


site: [Link]

Referência Bibliográfica
AFFONSO, L. O. A. Equipamentos Mecânicos. Análise de falhas e
solução de problemas. Ed. Quality Mark, 3ª Ed.

DAVIM, J. P. E.; MAGALHÃES, A. G. Ensaios Mecânicos e


Tecnológicos. Ed. True, 3ª Ed., 2010.

KARDEC, A.; NASCIF, J. Manutenção Preditiva. Fator de Sucesso


na Gestão Empresarial . Ed. QualityMark, 1ª Ed., 2013.

NEPOMUCENO, L. X. Técnicas de Manutenção Preditiva. Ed.


Blucher, 1ª ed., ISBN: 978-8521200925, 2014.

PELLICCIONE, A. Análise de falhas em Equipamentos de


Processo. Ed. Interciência, 2ª Ed., 2013.

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