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Documento Sem Título

O documento aborda as formas de governo, destacando as classificações de Aristóteles, Maquiavel e Montesquieu, além de discutir a diferença entre forma e regime de governo. Aristóteles identifica seis formas, sendo três legítimas e três ilegítimas, enquanto Maquiavel e Montesquieu apresentam suas próprias categorizações. O texto também menciona a evolução das formas de governo no Brasil desde a independência até a república presidencialista.

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O documento aborda as formas de governo, destacando as classificações de Aristóteles, Maquiavel e Montesquieu, além de discutir a diferença entre forma e regime de governo. Aristóteles identifica seis formas, sendo três legítimas e três ilegítimas, enquanto Maquiavel e Montesquieu apresentam suas próprias categorizações. O texto também menciona a evolução das formas de governo no Brasil desde a independência até a república presidencialista.

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ATIVIDADE AVALIATIVA

Façam a leitura do texto abaixo e elabore 8 questões objetivas e 2 dissertativas e


respondam.

Formas de governo

“As formas de governo dizem respeito ao modo como um determinado governo organiza os
poderes e aplica o poder sobre os governados. Nesse sentido, temos uma concepção de
que a organização que um determinado governo faz dos elementos estatais é a forma de
governar."

"Os escritos mais antigos sobre o assunto remontam a Aristóteles, que elaborou, em sua
obra intitulada Política, uma classificação das formas básicas de governo de acordo com as
experiências políticas vividas na Grécia Antiga. Para Aristóteles, havia seis formas de
governo diferentes, sendo três legítimas (monarquia, aristocracia e democracia) e três
ilegítimas, que eram degenerações das formas legítimas (tirania, oligarquia e demagogia).

Na modernidade, temos duas concepções de formas de governo que ganham destaque: a


de Maquiavel e a de Montesquieu. Para Maquiavel, só existiam duas formas de governo, a
saber, república e principado; já Montesquieu percebeu três formas de governo, sendo elas
república, monarquia e despotismo."

O que são as formas de governo?

"Segundo Paulo Bonavides, em seu clássico livro Ciência Política, as concepções de forma
de governo variam. Podemos fazer distinções de três momentos em que os teóricos
definiram tal forma: na Antiguidade, com Aristóteles; na Modernidade, com Maquiavel e
Montesquieu; e na contemporaneidade, com autores que se dedicaram e se dedicam a
entender as formas mais recentes de governo, com especificidades não notadas pelas
vivências políticas anteriores.

Bonavides nota, no entanto, que as classificações mais completas partem da análise


aristotélica e moderna, pois elas focam naquilo que é essencial para se entender as formas
de governo: "o número de pessoas que exercem o poder soberano". Nesse sentido, temos
como principais formas de governo aquelas que dizem respeito à divisão do poder entre os
atores políticos, ou seja, o que está em jogo é quanto um poder é dissolvido."

Formas de governo para a Filosofia

Listamos a seguir as formas clássicas dividias por Aristóteles, Maquiavel e Montesquieu:

Classificação aristotélica:

· Monarquia: forma de governo em que o poder concentra-se nas mãos de uma pessoa, o
monarca, e a soberania encontra-se concentrada naquela figura. Para Aristóteles, o
monarca deveria ser uma pessoa apta ao cargo, com inteligência, estratégia e senso de
justiça. Caso o monarca não tenha esses atributos, há uma tendência à degeneração do
governo.
· Aristocracia: forma de governo legítima em que há um corpo de pessoas aptas a
governar e, por isso, estabelecem-se enquanto casta política. Se esse grupo não
governar com justiça e competência ou legislar em causa própria, a aristocracia
degenera-se e torna-se uma oligarquia.

· Democracia: outra forma legítima, a democracia é o poder político dissolvido entre a


massa de cidadãos. Todos aqueles que, por alguma razão intrínseca ao sistema político,
possuem a "cidadania" (ou seja, podem participar da cidade) também exercem o poder
soberano.

· Tirania: é uma degeneração da monarquia que ocorre quando o monarca passa a agir
com injustiça e incompetência, exercendo o poder de forma extremamente arbitrária.

· Oligarquia: quando a aristocracia passa a legislar em causa própria e não se preocupa


com as ações justas ou com o bem comum, há uma degeneração que resulta na
oligarquia.

· Demagogia: quando a massa de cidadãos preocupa-se apenas com aqueles que estão
no poder ou quando se preocupa apenas com a massa, deixando as elites de lado, o
sistema democrático torna-se uma demagogia.

Classificação de Maquiavel:

· República: pode abranger a democracia e a aristocracia. É uma forma de governo em


que o poder é plural.

· Principado: o poder aqui é singular, ou seja, é uma forma de monarquia em que o


príncipe concentra o poder em suas mãos.

Classificação de Montesquieu:

· República: pode ser uma democracia ou uma aristocracia, e o fundamental é o fato de a


"soberania residir nas mãos do povo"[2]. As ideias de pátria e igualdade entre os
concidadãos são princípios basilares para o pensamento republicano, ressalta
Bonavides a respeito da obra O Espírito das Leis, de Montesquieu.

· Monarquia: é o governo de apenas uma pessoa por meio de um corpo de leis fixas. O
monarca legítimo não pode alterar as leis arbitrariamente e nem infringi-las.

· Despotismo: diz respeito ao monarca que desrespeita as leis, que abusa de sua
autoridade e que age à revelia daquilo que é estabelecido na Constituição.

Formas de governo para a Ciência Política e para a Sociologia

Ciência Política e Sociologia são áreas similares, dispostas dentro do espectro do que
chamamos de Ciências Sociais. A Ciência Política tem por finalidade entender as
organizações, atribuições e divisões de elementos políticos, como governo, Estado, leis,
sistema jurídico, ação política etc. A Sociologia, por sua vez, tem por objetivo entender a
sociedade de maneira mais complexa e cientificamente metódica, criando um campo do
saber que formula leis para a organização social por meio de outros elementos fornecidos
por outras ciências, como a Ciência Política, as Ciências Jurídicas, a Economia e a
Antropologia.

Apesar de possuir um método aplicável em Ciências Sociais, a Sociologia pode valer-se de


elementos advindos da Filosofia, que, ao contrário das ciências, busca estabelecer
operações racionais e formulações teóricas para explicar o mundo e o seu funcionamento.
Dito isso, podemos dizer que os elementos que a Sociologia e até mesmo a Ciência Política
angariam para estabelecer seus conhecimentos, muitas vezes, advêm da Filosofia, do
Direito e da Economia. Esse é o caso para se falar sobre formas de governo para a Ciência
Política. Essa denominação contemporânea tira as suas primeiras conclusões e leis do
Direito e da Filosofia Antiga.

Diferença entre forma de governo e regime de governo

Essa distinção é simples, porém pode causar muita confusão. Enquanto as formas de
governo dizem respeito ao número de governantes e a quantidade de pessoas que exercem
o poder, o regime de governo é um atributo de cada governo em particular, que adjetiva o
modo como aquele governo/governante comporta-se.

Como regimes de governo, temos como exemplo os regimes democráticos, autoritários e


totalitários. Os regimes democráticos são aqueles em que as ações políticas são tomadas
em conjunto por um corpo de cidadãos que compreende a maioria. Um regime autoritário é
aquele em que o corpo de cidadãos é excluído das decisões políticas e o poder é exercido
autoritariamente por um grupo de pessoas ou por uma pessoa, passando por cima das leis
e controlando a vida e a atividade política. Já os regimes totalitários, como os ocorreram na
Europa no século XX (nazismo, stalinismo e fascismo), são regimes em que todos os
aspectos da vida pública e da vida privada são controlados por um governo extremamente
autoritário por meio de um processo de hiperinflação do Estado.

Formas de governo no Brasil

Desde 1822, o Estado Brasileiro formou-se como uma nação independente de Portugal. A
partir de então, algumas formas de governo assumiram o poder, deixando diferenças
elementares entre vários períodos. A partir da independência, Dom Pedro I tornou-se
imperador do Brasil e, em 1824, foi consolidada a primeira Constituição brasileira. Nesse
período, o Brasil era uma monarquia e, a partir de 1824, passou a contar com uma
Constituição e com um Parlamento, tornando-se uma monarquia parlamentar. A existência
ou não de um Parlamento diz respeito ao sistema político, e não a uma forma de governo.

Em 1889, um golpe republicano foi organizado por militares, destituindo do poder o


imperador Dom Pedro II, o que tornou o Brasil uma república presidencialista. Desde então,
nunca deixamos de ser uma república presidencialista com a atuação efetiva dos três
poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Porém, em alguns momentos, os governos
republicanos foram autoritários."

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