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Formas de Governo e Estado na Sociologia

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Treinamento em Sociologia

– formas de governos, modelos econômicos e trabalho

Professor Ronald Castelo Branco


@prof.ronald_cast.branco
Unidade I
Estado, governo e cidadania

Professor Ronald Castelo Branco


@prof.ronald_cast.branco
Formas, tipos e governabilidade
Formas de Governo e Formas de Estado

“As formas de governo são formas de vida do Estado, revelam o caráter


coletivo do seu elemento humano, representam a reação psicológica da
sociedade às diversas e complexas influências de natureza moral, intelectual,
geográfica, econômica e política através da história.”
(Darcy Azambuja)

• Configura-se uma enorme discussão entre formas de governo e formas de


estado. Os alemães denominam forma de estado aquilo que os franceses
conhecem como forma de governo.
• Como forma de estado, têm-se a unidade dos ordenamentos estatais; a
sociedade de Estados (o Estado Federal, a Confederação, etc) e o Estado
simples ou Estado unitário.
Formas, tipos e governabilidade
Como forma de governo, têm-se a organização e o funcionamento do
poder estatal, consoante os critérios adotados para a determinação de
sua natureza. Os critérios são:
a) o número de titulares do poder soberano;
b) a separação de poderes e suas relações;
c) os princípios essenciais que animam as práticas governativas e o
exercício limitado ou absoluto do poder estatal.
O primeiro critério tem o prestígio do nome de Aristóteles e sua
afamada classificação das formas de governo. Os dois últimos são mais
recentes e demonstram a compreensão contemporânea do processo
governativo e sua institucionalização social.
Concepções históricas
As concepções históricas das Formas de Governo
• A mais antiga e célebre concepção das formas de governo e,
inexoravelmente, a concebida por Aristóteles. Em seu livro “Política” expõe
a base e o critério que adotou: “Pois que as palavras constituição e o
governo é a autoridade suprema nos Estados, e que necessariamente essa
autoridade deve estar na mão de um só, de vários, ou a multidão usa da
autoridade tendo em vista o interesse geral, a constituição é pura e sã; e
que s e o governo tem em vista o interesse particular de um só, de vários
ou da multidão a constituição é impura e corrompida.”
• Aristóteles adota, pois, uma classificação dupla. A primeira divide as
formas de governo em puras e impuras, conforme a autoridade exercida. A
base desta classificação é pois moral ou política.
Concepções históricas
A segunda classificação é sob um critério numérico; de acordo com o governo, se
ele está nas mãos de um só, de vários homens ou de todo povo. Ao combinar-se o
critério moral e numérico Aristóteles obteve:

Formas Puras:
Os escritores políticos romanos acolheram com
• MONARQUIA: governo de um só
reservas a classificação de Aristóteles. Alguns como
• ARISTOCRACIA: governo de vários Cícero acrescentaram às formas de Aristóteles uma
• DEMOCRACIA: governo do povo quarta: a forma mista de governo.

O governo misto aparece para a redução dos


Formas Impuras: poderes da monarquia, aristocracia e democracia
• OLIGARQUIA: corrupção da aristocracia mediante determinadas instituições políticas, tais
como um Senado aristocrático ou uma Câmara
• DEMAGOGIA: corrupção da democracia democrática.
• TIRANIA: corrupção da monarquia
Concepções históricas
• De Aristóteles a Cícero, passemos a Maquiavel, o secretário florentino, que
se imortalizou na ciência política com o livro “O Príncipe” no qual ele
afirmava que “todos os Estados, todos os domínios que exerceram e
exercem poder sobre homens, foram e são, ou Repúblicas ou principados.”
Com essa afirmação, Maquiavel classifica as formas de governo com
somente duas vertentes: República e Monarquia.

• De Maquiavel vamos para Montesquieu, cuja classificação é a mais


afamada dos tempos modernos. Montesquieu distingue três espécies de
governo: República, Monarquia e Despotismo; em várias passagens de seu
livro O Espírito das leis “ele procura achar um fundamento moral que
caracterize as três formas clássicas. Segundo ele, a característica da
democracia é o amor à pátria e à igualdade; da monarquia é a honra e da
aristocracia é a moderação. A república compreende a democracia e a
aristocracia.
Concepções históricas
• Das classificações de formas de governo aparecidas modernamente,
depois da de Montesquieu, de ressaltar a da autoria do jurista alemão
Bluntschli, que distinguiu as formas fundamentais ou primárias das
formas secundárias de governo.
• Como se vê Bluntschli enumera as formas de governo, à luz de
Aristóteles, acrescentando, porém uma quarta: a ideologia ou
teocracia, em que o poder é exercido por “Deus”.
• Rodolphe Laun, professor da universidade de Hamburgo, em seu livro
LA DEMOCRATIE, fornece uma classificação que permite distinguir
quase todas as formas de governo, classificando-as quanto à origem,
à organização exercício.
Quanto à origem
• Governos de dominação
• Governos democráticos ou populares

Quanto à Organização
• Governos de Direito -> Eleição -> Hereditariedade
• Governos de fato

Quanto ao Exercício – Constitucionais ou Absolutos

A idéia de governo, se entrelaça com a de regime e ideologia dominante.


Mediante as idéias é que se irá explicar as formas de governo, sendo que
esta faz-se secundária e o que realmente deve importar são as ideologias
trazidas para os governos, procurando-se então aqualitá-los.
Formas de governo
• O regime representativo é colocado em prática nos Estados modernos sob
modalidades diferentes, cada uma constituindo uma variante da
democracia e tendo na linguagem corrente a denominação de formas de
governo.
• As formas de governo a partir do momento que a separação de poder
deixou de ter um cunho aristotélico. São elas: governo parlamentar,
governo presidencial e governo convencional ou governo de assembléia.
• As formas de governos foram deduzidas por Barthélemy, baseada nas
relações entre os poderes Executivos e Legislativos. Ele deduziu que se a
Constituição dá ênfase ao Legislativo, há o governo convencional. No
entanto, se a Constituição dá predominância ao Executivo, há o governo
presidencial, e se manifestação desses dois poderes for equilibrada, temos
o governo parlamentar.
Formas de governo
• Na opinião de Darcy Azambuja, podia-se atingir mais diretamente a
característica dessas formas de regime representativo derivando-as do
modo pelo qual é exercido o poder Executivo. Se ele gozar de plena
autonomia em relação ao legislativo, temos o governo presidencial, em
que o Executivo é exercido pelo Presidente da República, como um
verdadeiro Poder de Estado, sem qualquer subordinação jurídica ou
política ao Legislativo.
• O governo parlamentar assenta fundamentalmente na igualdade e
colaboração entre o Executivo e o Legislativo. Já o governo presidencial
resulta num sistema de separação rígido dos três poderes: o Executivo, o
Legislativo e o Judiciário. Diferente das outras formas de regime
representativo, o governo convencional se toma como um sistema de
preponderância da assembléia representativa, em matéria de governo;
com isso, surge também a designação de “governo de assembléia”.
Monarquia e República
Quanto à posição do monarca, Jellinek distingue três modalidades:
a) o rei é considerado deus ou representante de Deus, como acontecia nas monarquias orientais e
mesmo quanto aos monarcas medievais, que se davam como os representantes divinos;
b) o rei é considerado proprietário do Estado, como acontecia na época feudal, em que os reis
dividiam o Estado entre os herdeiros;
c) o rei é o órgão do Estado, é um quarto poder, como acontece nas monarquias modernas em que
o monarca representa a tradição, é um elemento moral, um poder moderador entre os demais
poderes.

Quanto às repúblicas, geralmente são classificadas em aristocráticas e democráticas.


Nas primeiras, o direito de eleger os órgãos supremos do poder reside em uma classe nobre ou
privilegiada, com exclusão das classes populares. É o que se dava nas Repúblicas italianas de
Veneza, Florença, Gênova, etc.
Na república democrática o direito de eleger e ser eleito pertence a todos os cidadãos, sem
distinção de classe, respeitadas apenas as exigências legais e gerais quanto à capacidade de praticar
atos jurídicos. É a democracia propriamente dita.
Formas de Estado
• Unitário

• Federalismo

• Provincial
Teocrático
• A teocracia é um ordenamento político pelo qual o poder é exercido em
nome de uma autoridade divina, por homens que se declaram seus
representantes na Terra. Bem característica do Sistema Teocrático, é a
posição preeminente reconhecida a hierarquia sacerdotal, que direta ou
indiretamente controla toda vida social em seus aspectos sacros e
profanos. A subordinação das atividades e dos interesses temporais aos
espirituais, justificada pela necessidade assegurar antes de qualquer outra
coisa a “salus aninarum” dos fiéis, determina a subordinação do Laicato ao
clero: a teocracia que etimologicamente significa “Governo de Deus”
traduz-se assim em hierocracia, ou seja, em Governo da casta sacerdotal, à
qual, por mandato divino, foi confiada a tarefa de prover, tanto a salvação
eterna como o bem estar material do povo.
Democracia
• Democracia é uma forma de governo onde
o povo escolhe seus representantes, esses • Democracia Antiga
agem de acordo com os interesses da
população. Porém , mesmo tendo o poder X
de usar da decisão, mecanismo político, • Democracia Moderna
para escolher as ações públicas que deseja
que o governo empreenda, o povo não sabe
“de onde veio, nem para que serve a
democracia”. Junto aos seus governantes,
desconhece o poder que tem nas mãos, e
com isso, deixa ser governado conforme • Presidencialismo
interesses de alguns. A população não sabe X
que a democracia é uma forma de governo
“do povo para o povo”. Ou seja, o poder • Parlamentarismo
emana da população, para atuar de forma
justa de acordo com os interesses desta.
Estado e poder
• Patrimonialismo (miscelânea entre o público e o privado)
Sergio Buarque define o nosso “jeitinho brasileiro”, ou seja, as relações sociais são feitas como
formas afetivas e emocionais, definindo um “homem cordial” – entendendo o público como
extensão de sua casa.

• Teoria burocrática de Max Weber – racionalização do Estado

I – Fortalecimento do mando estatal pela microadministração


II – Descentralização pelo funcionalismo público (progresso e carreiras)
III – Etapificação e processos para melhor organização da atividade
IV – Registro escrito para melhor comunicação e estratagema do Estado

• Para Weber, logo o Estado é o seus meios – o que lhe legitima, a força em que atua.
• Maquiavel definia que eram os fins a serem alcançados, pois toda ação tem a finalidade
move início, meio e fim.
Unidade II
Modelos econômicos e trabalhistas

Professor Ronald Castelo Branco


@prof.ronald_cast.branco
Modelos Econômicos
• Comunismo primitivo = ausência de propriedade privada e
coletivização da terra e do consumo.

• Capitalismo Comercial = políticas mercantilistas.

• Capitalismo Industrial/Financeiro
= avanço da industrialização e do acúmulo de capitais

Aumento do mercado e do consumo


Regimes de exploração e fluxo do capital
Modelos Fordistas, Taylorista, Toyotista, Volvista e Uberização 2.0

(ANOTAR NO QUADRO)
Liberalismo, Socialismo, Anarquismo e
Keynesianismo
• Liberalismo = Estado Mínimo e burguesia máxima
Direitos Naturais em equilíbrio com Direito Positivo

• Socialismo = Karl Marx e Friederich Engels


Tomar os meios de produção de riqueza (DITADURA DO PROLETARIADO)

• Anarquismo = Mikhail Bakunin (Fim do Estado)

• Keynesianismo = Jonh Maynard Keynes (Estado fomentador e regulador)

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