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O documento aborda as formas de estado, governo e sistemas de governo, destacando as definições de monarquia e república. Discute a origem, desenvolvimento e extensão do poder, além de apresentar classificações de formas de governo segundo pensadores como Platão, Aristóteles e Montesquieu. Também explora as características da monarquia e república, incluindo suas variações e exemplos de plebiscitos e referendos no Brasil.

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O documento aborda as formas de estado, governo e sistemas de governo, destacando as definições de monarquia e república. Discute a origem, desenvolvimento e extensão do poder, além de apresentar classificações de formas de governo segundo pensadores como Platão, Aristóteles e Montesquieu. Também explora as características da monarquia e república, incluindo suas variações e exemplos de plebiscitos e referendos no Brasil.

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Faculdades Fan Padrão

Curso: Direito - 2º Período


Disciplina: Teoria Geral do Estado e Ciência Política
Profª: Vanessa Guimarães

DIRECIONAMENTO DE ESTUDOS

AULA 12 – 03.04.2019

➢ 11. FORMAS DE ESTADO, FORMAS DE GOVERNO E SISTEMAS DE GOVERNO

• 11.1. Considerações iniciais


• 11.2. Formas de Estado: Estado Simples e Estado Composto
• 11.3. Formas de Governo. Monarquia e República
• 11.4. Sistemas de Governo. Parlamentarismo e Presidencialismo

➢ 11.3. FORMAS DE GOVERNO

• Formas de governo: as maneiras pelas quais o Estado se organiza para exercer o poder
político (república, monarquia).
• O que é governo: Conjunto ordenado das funções do Estado que deve garantir a ordem
jurídica, econômica e social.
• Monarquia e República são formas fundamentais de governo.

➢ 11.3.1. ASPECTOS PRELIMINARES RELEVANTES

Vários foram os pensadores políticos que buscaram uma classificação para as formas de governo.
Nós vamos levantar alguns aspectos preliminares relevantes quanto:

• Origem
• Desenvolvimento
• Extensão do poder

A. ORIGEM
A origem do governo pode ser de direito ou de fato.
Governo de Direito: É aquele constituído de acordo com a lei. O Estado que se origina a partir de
um governo de direito é aquele que encontra legitimidade na consciência jurídica dos juristas e dos
leigos. Não tem fundamento na arbitrariedade.
Governo de Fato: Tem como marcas garantidoras da sua implementação a violência ou fraude.

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B. DESENVOLVIMENTO
O Governo pode se desenvolver legalmente ou despoticamente.
Legalmente: Presume-se que todo governo legal seja também legítimo, ou seja, reconhecido pela
maioria da população do país. É aquele que se desenvolve obedecendo ao ordenamento jurídico
vigente.
Governo Despótico: é aquele que conduz pelo arbítrio do governantes. O que move são os
interesses pessoais. A lei não é o parâmetro do governante e não há garantia de que ela seja
aplicada.

C. EXTENSÃO DO PODER
A extensão do poder pode ser constitucional ou absolutista
Governo Constitucional: é aquele que se baliza e se desenvolve à luz de uma Lei Maior, que
assegure o exercício do poder em três funções distintas (executiva, legislativa e judiciária), além de
garantir os direitos fundamentais do povo.
Governo absolutista: é o governo que concentra o poder em um só órgão. Sua fundamentação, na
maioria das vezes, é divina e garante uma legitimidade plena para o governante ditar as normas que
devem ser obedecidas pelos governandos.

RESUMO:

➢ 11.3.2. CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS DE GOVERNO PARA ALGUNS


PENSADORES

Platão (428/427 a.C. a 348/347 a.C.)


Aristóteles (384 a.C. a 322 a.C. )
Políbio (203 a.C. a 120 a.C.)
Maquiavel (1469 a 1527)
Montesquieu (1689 a 1755)
Kelsen (1881 a 1973)

A. PLATÃO
Platão foi o primeiro a criar uma classificação das formas de governo. Acreditava que existem seis
formas:
Aristocracia: É aquele dos que possuem aretê, ou seja, daqueles que possuem virtudes.
Monarquia: O governante pensaria nos seus súditos.
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Timocracia: É o governo daqueles que possuem Timé (coragem, honra). Seria um governo de
guerreiros que agiriam com força e não com a razão.
Oligarquia: Governo de alguns sem que fosse indicada a qualidade dos governantes. Mas sim sua
quantidade. Esses poucos homens que governariam seriam os mais ricos da cidade, sendo apenas a
elite econômica e não a intelectual.
Democracia: Entrega o poder aos homens, todos de forma geral.
Tirania: Governo baseado na violência, no qual prevalece a hybris, a violência.

B. ARISTÓTELES
Aristóteles classifica as formas de Governo de acordo com dois critérios: o qualitativo e o
quantitativo.
Critério qualitativo: Boas e Desvirtuadas
Critério quantitativo: Monarquia, Aristocracia, Democracia

Critério qualitativo:
Boas ou Virtuosas: São aquelas que visam beneficiar os governados. E não apenas o governante.
São aquelas que visam o bem comum.
Desvirtuadas: Procuram satisfazes exclusivamente o interesse do governante. Não visam o bem
comum.
Critério quantitativo:
Monarquia: governo de uma só pessoa
Aristocracia: governo de uma classe restrita
Democracia: governo de todos os cidadãos

A Ética deve nortear os seres humanos para que estes administrem com eficiência não só o modo de
vida destes como também as grandes cidades. Nas boas formas de governo, o critério é seguir a
ética e a moral, que devem pautar todos os atos e assim alcançar a justiça e o bem comum. Quando
na gestão dos negócios públicos, os interesses pessoais se sobrepõe aos interesses da sociedade, as
boas formas de governo se degeneram por completo.

Os critérios qualitativo e quantitativo se interseccionam.


Quando o governo de um só se desvirtua – torna-se uma tirania.
A corrupção dos aristocratas – torna-se uma Oligarquia.
Uma democracia pode se corromper – vira uma Demagogia.

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C. POLÍBIO
Defendia as mesmas formas de governo que Aristóteles.
A diferença fundamental está no fato de que para Políbio, as seis formas de governo se sucedem
umas às outras, constituindo assim um ciclo alternante entre as formas boas e más de governo.
Assim, cria um esquema completo, apresentando sua teoria dos ciclos, ou, sem terminologia grega,
a “anaciclose” ou ciclotimia. De forma esquemática:

D. MAQUIAVEL
Não acredita em formas boas e formas más. Existe uma forma eficaz, que seria medida em função
do quanto uma forma de governo ou organização consiga atingir a paz social, que deve ser o
objetivo maior do governante. São duas as formas:
Principado: Monarquia e Tirania
República: Democracia, Aristocracia, Timocracia e Oligarquia.

E. ROUSSEAU
São três as formas de classificação dos governos:
Democracia: forma pela qual o governo está concentrado nas mãos do povo ou de sua maioria.
Aristocracia: Exercício do poder executivo por pequeno número de cidadãos.
Monarquia: Entrega do governo a um único magistrado. Vontade do monarca tem maior força.

F. MONTESQUIEU
São três as formas de classificação dos governos:
Monárquico: aquele exercido por um rei, em caráter vitalício, sendo o poder transmitido aos seus
descendentes pela ordem do nascimento. O Monarca deve exercer o governo de acordo com as leis
e costumes vigentes.
Republicano: aquele em que as supremas decisões caberiam às Assembleias dos cidadãos.
Despótico: aquele em que um rei ou chefe exerce o poder de acordo com seu livre arbítrio, sem se
pautar pela opinião do povo ou pelos ditames da lei.

G. HANS KELSEN
São duas formas de governo: autocracia e a democracia. Nelas, encontra-se a ideia de liberdade
política.
Democracia: sujeitos politicamente livres, ou seja, cidadãos que participam da criação e concordam
com a ordem jurídica vigente.

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Autocracia: os indivíduos não participam das decisões do governo, sendo politicamente
condicionados às decisões dos governantes e subordinados a uma ordem jurídica da qual muitas
vezes pode até discordar, mas devem obedecer.

➢ 11.3.3. MONARQUIA E REPÚBLICA

A. MONARQUIA

Características principais: Vitaliciedade, Hereditariedade, Desnecessidade do monarca justificar


ou fundamentar seus atos de governo e suas orientações políticas perante a sociedade

Monarquia Absoluta: é a forma de governo por meio da qual o monarca exerce o poder de
maneira absoluta, não existem preceitos constitucionais, sendo sua principal característica a
inexistência de tripartição de poder.
Monarquia Limitada: é aquela em que o poder central se reparte e admite órgãos autônomos, ou
submete esse poder às manifestações da soberania nacional. Pode ser: de estamentos, constitucional
e parlamentar.
Monarquia de Estamentos (ou de braços): é aquela na qual o rei descentraliza certas funções que
são delegadas a elementos da nobreza reunidos em Cortes, ou órgãos semelhantes, que funcionam
como desdobramento do poder real.
Monarquia constitucional: consiste na forma de governo na qual o rei apenas exerce o poder
executivo, nos termos de uma Constituição escrita, ao lado dos poderes legislativo e judiciário.
Monarquia parlamentar: é aquela em que o rei não exerce sua função de governo, mas sim, de
chefe de Estado, exercendo suas funções políticas que a Constituição lhe atribuir. O Poder
Executivo seria exercido por um Conselho de Ministros.

B. REPÚBLICA
Inicialmente, o termo designava o próprio Estado como coisa de todos. Do latim, res = coisa +
publica = pública. Ganhou o seu sentido atual, de forma de governo, com a Revolução Francesa em
1789.
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Características principais: Temporariedade, Eletividade, Responsabilidade (o chefe de governo é
politicamente responsável devendo prestar contas e justificar suas orientações políticas).

A República pode ser: Aristocrática e Democrática


Aristocrática: do Grego aristoi = melhores + kratos = poder. Literalmente, significa o governo dos
melhores. A palavra aristoi corresponde a escol social, ou seja, os melhores da sociedade. A classe
privilegiada seria composta por aqueles que detinham algum conhecimento ou virtude. Ex:
República Aristocrática de Veneza, que durou a Idade Média, até o século XVIII, e era governada
por uma elite de grandes donos de empresas náuticas.
Democrática: consiste em uma forma de governo na qual todo o poder emana do povo. Pode ser
direta, indireta ou semidireta.

República Democrática pode ser Direta, Indireta ou Representativa, Semidireta ou Mista:


Direta: Consiste em uma forma de governo na qual a totalidade dos cidadãos governa, deliberando
em assembleias populares. Ex: antigo Estado de Atenas. É o ideal para Rousseau. Atualmente,
impossível de ser concebido na prática.
Indireta ou Representativa: Dada a impossibilidade de se exercer a República Democrática
Direta, surgiu espaço para a indireta. Ganhou espaço com a Revolução Francesa. É por via eleitoral
que o povo elege seus representantes para o exercício das funções legislativas, executivas.
Emanação do poder por via popular, representado por cidadãos eleitos.
Semidireta ou Mista: É a forma de governo que combina elementos da democracia direta e da
indireta. É o sistema pelo qual o poder da assembleia representativa é restrito, reservando ao
pronunciamento direto da assembleia geral dos cidadãos os assuntos de maior importância. No
Brasil, temos a iniciativa popular, o referendo e o plebiscito. (Art. 14 CF). Em outros países, temos
o veto popular e o recall.

Plebiscito: do Latim plebiscitum = da plebe, do povo + scitare = convocação. Consiste em uma


consulta prévia que se faz ao povo a respeito de uma tomada de decisão governamental que influi
de maneira ampla na vida dos cidadãos.
Referendo: consiste em uma consulta a posteriori, da efetivação da medida pelo Governo. O povo
apenas manifesta sobre um problema que lhe é submetido, opinando favorável ou
desfavoravelmente.
Iniciativa popular: Consiste no direito que possibilita a um grupo de cidadãos apresentarem
projetos de lei para serem votados e, eventualmente, aprovados. Art. 61 § 2º: A iniciativa popular
pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no
mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não
menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

Exemplos:
Plebiscito de 1993: O plebiscito de 21/04/1993 sobre a forma de governo e o sistema de governo
no Brasil (monarquia parlamentar ou república; parlamentarismo ou presidencialismo). Na ocasião,
a maior parte do povo brasileiro optou por manter o regime republicano e o sistema presidencialista.

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Referendo de 2005: Em 23/10/2005 foi realizado um referendo sobre a proibição da
comercialização de armas de fogo e munições, com vistas à aprovação ou não do disposto no art. 35
da Lei nº 10.826, de 23 de dezembro de 2003, conhecida como Estatuto do desarmamento. A
maioria do eleitorado preferiu votar pelo "não", isto é, contra a proibição.
Referendo de 2010: Em 31/10/10 foi escolhido no Acre o novo horário para o estado. Os acreanos
decidiram optar pelo antigo horário que é menos duas horas em relação ao horário de Brasília.
Plebiscito de 2011: Em 11/12/2011, foi realizado um plebiscito, somente no estado do Pará, sobre
a aprovação ou não da divisão do estado em três, sendo eles: o próprio Pará, Carajás e Tapajós. A
população votou contra a criação dos dois novos estados.
Plebiscito de 2014: Em 05/10/2014 ocorreu o plebiscito sobre a criação de dois distritos em que
decidiu se as regiões de Ouro Verde e Campo Grande serão ou não elevadas à condição de distritos
administrativos. Foi aprovado pela maioria dos votantes.

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