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Forma de Governo

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FORMAS DE GOVERNO

Prof. Carla Cristina


Universo – BH.
DIVERSAS CLASSIFICAÇÕES DE ESTADO
• Após a análise dos elementos essenciais do Estado, pode-se formar uma
noção exata do Estado em geral, entretanto os Estados podem se
apresentar sob aspectos extremamente variáveis e, por isso, impõe-se uma
classificação que agrupe separadamente os que têm as mesmas
características.
• Quanto à situação do território, os Estados podem ser divididos em
marítimos, centrais ou insulares.
• Quanto à população: desenvolvidos e em desenvolvimento; agrícolas e
industriais, etc.
• Quanto ao poder ou autoridade (governo) – base da classificação moderna
– determina a situação jurídica e social dos indivíduos em relação à
autoridade.
“As formas de governo são formas de vida do Estado”
(Azambuja, D. Teoria Geral do Estado, pg.204)

• Revelam o caráter coletivo do seu elemento humano, representam a reação


psicológica da sociedade às diversas e complexas influências de natureza
moral, intelectual, geográfica, econômica e política através da história.
FORMAS DE GOVERNO: CLASSIFICAÇÕES ANTIGAS
• Aristóteles, no livro III, cap.V, § 1º de sua obra Politica:
“Pois que as palavras constituição e governo significam a mesma coisa, pois o governo é a
autoridade suprema dos Estados, e que necessariamente essa autoridade suprema deve estar
nas mãos de um só, de vários ou da multidão, segue-se que quando um só, ou vários, ou a
multidão usam da autoridade tendo em vista o interesse geral, a constituição é pura e sã; e
que, se o governo tem em vista o interesse particular de um só, de vários ou da multidão, a
constituição é impura e corrompida.”
• A primeira classificação de Aristóteles é baseada na moral ou política, conforme a autoridade é
exercida, tendo em vista o bem geral ou particular. Divide-a em formas puras e impuras. A
segunda classificação é sob um critério numérico. Combinando-as tem-se:
• FORMAS PURAS → MONARQUIA (governo de um só); ARISTOCRACIA (governo de vários);
DEMOCRACIA (governo do povo).
• FORMAS IMPURAS → TIRANIA ou despotia (corrupção da monarquia); OLIGARQUIA (corrupção da
aristocracia); DEMAGOGIA (corrupção da democracia).
• A realidade da vida política dos Estados não nos oferece uma forma de governo
absolutamente simples e pura; cada uma delas sofre o reflexo das fraquezas ou paixões
humanas. Seria difícil contemporaneamente encontrar uma forma de governo pura e
rigorosamente monárquica, democrática ou aristocrática. Sempre são formas mistas.
• Por ex.: A Inglaterra, dado que possui um rei é uma monarquia. Mas se formos nos atentar
como o poder é ali exercido, veremos que o órgão predominante é a Câmara dos Comuns,
uma assembléia predominantemente popular, e portanto podemos dizer que a Inglaterra
também é uma democracia. No entanto, ainda existe também a Câmara dos Lordes, que
também participa do poder, o que demonstra a existência de um componente aristocrático. A
Inglaterra tem portanto um governo misto, exercido pelo “rei e seu Parlamento”.
FORMAS DE GOVERNO: CLASSIFICAÇÕES ANTIGAS

• As democracias, pela própria natureza das coisas, são apenas aproximações de


democracias em um sentido rigoroso.
• Em primeiro lugar, dada a extensão dos Estados modernos e sua grande
população, os indivíduos não podem exercer diretamente o governo; elegem
representantes para governar em nome de todos: DEMOCRACIA
REPRESENTATIVA.
• Mas não são todos que elegem esses representantes (a democracia já não é o
governo de todos mas o governo da maioria que vota).
• Em última análise, pode-se dizer que a minoria que vence as eleições é que
governa -> aristocracia (se forem corruptos, formam uma oligarquia).
CLASSIFICAÇÕES MODERNAS
• Rodolphe Laun (Universidade de Hamburgo – Alemanha) analisando a origem, a organização e
o exercício do poder, fornece as bases de uma classificação que permite distinguir quase todas
as formas de governo sob aquele aspecto.
• Quanto à origem: governos democráticos ou populares e governos de dominação.
• São governos democráticos ou populares aqueles em que o poder emana do povo, isto é, em que o
povo é quem governa, quer diretamente (polis gregas), quer indiretamente por meio de
representantes.
• Os governos de dominação são aqueles que, juridicamente, o poder não pertence ao povo, e os
governantes não os representam, governam por direito próprio (conquistado ou recebido de Deus).
• Quanto à organização: governos de fato e governos de direito (hereditariedade ou eleição).
• Os governos são de fato se a ocupação dos postos dirigentes supremos se fez pela força, por uma
revolução ou por golpe de Estado, não pelos modos normais prescritos pela constituição.
• A organização dos governos de direito, daqueles em que a substituição se faz normalmente, pode ser
por hereditariedade como acontece nas monarquias, ou por eleições, como se dá nas democracias.
• Quanto ao exercício: governos absolutos e governos constitucionais.
• Os governos absolutos são aqueles que não obedecem nenhuma constituição, a nenhuma ordem
jurídica, e constitucionais os que exercem o poder de acordo com uma constituição ou lei pré-
estabelecida.
• Não se deve confundir governo absoluto com despotismo ou tirania (governos maus por
definição, que não governam para o interesse geral). Um governo absoluto pode ser um
governo bom, tolerante e até liberal, desde que isso permita o caráter do governante.
MONARQUIA E REPÚBLICA
• São os tipos mais comuns que se apresentam os governos nos Estados modernos.
• No conceito clássico, monarquia é a forma de governo em que o poder está nas mãos de
um indivíduo, de uma pessoa física. Como quase não se encontram mais governos
monárquicos governados unicamente pela vontade do rei, sem o parlamento, nas
monarquias modernas encontramos limitações constitucionais para o poder real. Então é
um pouco controverso dizer que o rei “governa”. Na verdade ele “reina, mas não
governa”.
• Nas monarquias de governo parlamentarista, o rei não é o chefe do poder executivo,
essa função cabe aos primeiros ministros. Assim, uma definição mais plausível seria que
nas monarquias o cargo de chefe do Estado é hereditário e vitalício; nas repúblicas, é
eletivo e temporário.
• Segundo Rui Barbosa, república seria a forma de governo que além de existirem os 3
poderes, executivo, legislativo e judiciário, os dois primeiros derivam realmente de
eleição popular.
• As repúblicas podem ser aristocráticas, onde o direito de eleger os órgãos supremos do
poder reside em uma classe privilegiada, ou democráticas, onde esse direito pertence a
todos os cidadãos, respeitadas somente as exigências gerais e legais quanto à capacidade
de praticar atos jurídicos.
• Enfim, pode-se dizer que República Democrática seria aquela forma do regime
representativo em que o Poder Legislativo é eleito pelo povo, e o Poder Executivo é
eleito pelo povo, ou pelo Parlamento ou nomeado pelo Presidente da República mas
depende da aprovação do Parlamento.
DEMOCRACIA DA ATUALIDADE
• Os Estados Democráticos têm como exigência três pontos:
• A supremacia da vontade popular.
• A preservação da liberdade (podem dispor de seu bens sem intervenção do Estado e Direitos
Individuais garantidos).
• A igualdade de direitos (para todos sem distinção de classe econômica).
• Divisão dos Poderes.
• As transformações do Estado, durante o século XIX e primeira metade do século XX, foram
determinadas pela busca de realização desses preceitos.
• A preocupação primordial foi sempre a participação do povo na organização do Estado, pois
expressando sua vontade soberana seria mais fácil resguardar a liberdade e a igualdade, na busca
pelo equilíbrio entre a liberdade e a soberania.
Tipos de Democracia
• Direta : democracia grega no período clássico e na
atualidade apenas nos Cantões Suíços (pois lá, a
população é bem pequena tornando-se possível a
reunião do povo em local público).
• O Povo decide diretamente a organização do Estado.
• Representativa : é o sistema comum de governos nos
Estados Modernos.
• O Povo elege representantes para que estes decidam em
seu nome.
• Porém nas últimas décadas, houve uma modificação no
regime representativo, surgindo uma terceira modalidade
de democracia, a semidireta.
TIPOS DE DEMOCRACIA
• Semi-direta : é uma aproximação da democracia direta. É um sistema misto, onde o
povo elege representantes mas, às vezes, tem o poder de intervir diretamente na
elaboração das leis. Apresenta-se de três formas principais:
• Referendum deliberativo: consiste em que todas ou algumas leis, depois de
elaboradas pelo Parlamento, somente se tornam obrigatórias quando o corpo
eleitoral, expressamente convocado, as aprova e. a posteriori, consulta ao
povo. A consulta ao povo pode ser obrigatória ou facultativa, conforme é
prevista como obrigatória pela constituição ou ficar à cargo da solicitação de
certo número de eleitores.
• Referendum consultivo (plebiscito) : quando o povo é chamado a pronunciar-
se sobre a conveniência ou não de uma lei. A consulta é a priori (antes da lei
ser aprovada).
• Veto Popular: Pressupõe uma lei já feita pelo Parlamento e que a Constituição
não obriga a ser referendada pelo povo. Se um número determinado de
cidadãos pede que ela seja submetida a referendum e o povo rejeita a lei, tem-
se o veto popular (é resultado do referendum deliberativo facultativo).
• Iniciativa popular: Ocorre quando um número de eleitores se manifesta pela
necessidade de uma lei. Neste caso, o Parlamento fica obrigado a discuti-la e
votá-la.
REFERÊNCIAS
AZAMBUJA, D. Teoria Geral do Estado. 21ª.ed. Rio de janeiro: Globo,
1982.
DALLARI, D.A. Elementos de Teoria Geral do Estado. 31ª.ed. São Paulo:
Saraiva, 2012.

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